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	<title>Blog dos Poetas</title>
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	<description>Poemas de Amor, Vida e Inspiração, Poesias e Versos de Autores Clássicos e Famosos.</description>
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	<title>Blog dos Poetas</title>
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	<item>
		<title>O Ninho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2025 11:51:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alberto de Oliveira]]></category>
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					<description><![CDATA[O musgo mais sedoso, a úsnea mais leveTrouxe de longe o alegre passarinho,E um dia inteiro ao sol paciente esteveCom o destro bico a arquitetar o ninho. Da paina os vagos flocos cor de neveColhe, e por dentro o alfombra com carinho;E armado, pronto enfim, suspenso, em breve,Ei-lo, balouça à beira do caminho. E a&#8230;&#160;<a href="https://blogdospoetas.com.br/o-ninho/" rel="bookmark"><span class="screen-reader-text">O Ninho</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O musgo mais sedoso, a úsnea mais leve<br>Trouxe de longe o alegre passarinho,<br>E um dia inteiro ao sol paciente esteve<br>Com o destro bico a arquitetar o ninho.</p>



<p>Da paina os vagos flocos cor de neve<br>Colhe, e por dentro o alfombra com carinho;<br>E armado, pronto enfim, suspenso, em breve,<br>Ei-lo, balouça à beira do caminho.</p>



<p>E a ave sobre ele as asas multicores<br>Estende e sonha. Sonha que o áureo pólen<br>E o néctar suga às mais brilhantes flores;</p>



<p>Sonha… Porém, de súbito, a violento<br>Abalo acorda. Em torno as folhas bolem…<br>É o vento! E o ninho lhe arrebata o vento!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Os teus olhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2025 11:49:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Florbela Espanca]]></category>
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					<description><![CDATA[O céu azul, não eraDessa cor, antigamente;Era branco como o um lírio,Ou como estrela cadente. Um dia, fez Deuz uns olhosTão azuis como esses teus,Que olharam admiradosA taça branca dos céus. Quando sentiu esse olhar:“Que doçura de primor!”Disse o céu, e ciumento,Tornou-se da mesma cor!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O céu azul, não era<br>Dessa cor, antigamente;<br>Era branco como o um lírio,<br>Ou como estrela cadente.</p>



<p>Um dia, fez Deuz uns olhos<br>Tão azuis como esses teus,<br>Que olharam admirados<br>A taça branca dos céus.</p>



<p>Quando sentiu esse olhar:<br>“Que doçura de primor!”<br>Disse o céu, e ciumento,<br>Tornou-se da mesma cor!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Um Beijo</title>
		<link>https://blogdospoetas.com.br/um-beijo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 23:53:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>
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					<description><![CDATA[Foste o beijo melhor da minha vida,Ou talvez o pior…Glória e tormento,Contigo à luz subi do firmamento,Contigo fui pela infernal descida! Morreste, e o meu desejo não te olvida:Queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,E do teu gosto amargo me alimento,E rolo-te na boca malferida. Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,Batismo e extrema-unção, naquele instantePor&#8230;&#160;<a href="https://blogdospoetas.com.br/um-beijo/" rel="bookmark"><span class="screen-reader-text">Um Beijo</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Foste o beijo melhor da minha vida,<br>Ou talvez o pior…Glória e tormento,<br>Contigo à luz subi do firmamento,<br>Contigo fui pela infernal descida!</p>



<p>Morreste, e o meu desejo não te olvida:<br>Queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,<br>E do teu gosto amargo me alimento,<br>E rolo-te na boca malferida.</p>



<p>Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,<br>Batismo e extrema-unção, naquele instante<br>Por que, feliz, eu não morri contigo?</p>



<p>Sinto-te o ardor, e o crepitar te escuto,<br>Beijo divino! e anseio, delirante,<br>Na perpétua saudade de um minuto…</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Consolação</title>
		<link>https://blogdospoetas.com.br/consolacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 23:52:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>
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					<description><![CDATA[Penso, às vezes, nos sonhos, nos amores,Que inflamei à distância pelo espaço.Penso nas ilusões do meu regaçoLevadas pelo vento a alheias dores… Penso na multidão dos sofredores,Que uma bênção tiveram do meu braço.Talvez algum repouso ao seu cansaço,Talvez ao seu deserto algumas flores… Penso nas amizades sem raízes;Nos afetos anônimos, dispersos,Que tenho sob os céus&#8230;&#160;<a href="https://blogdospoetas.com.br/consolacao/" rel="bookmark"><span class="screen-reader-text">Consolação</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Penso, às vezes, nos sonhos, nos amores,<br>Que inflamei à distância pelo espaço.<br>Penso nas ilusões do meu regaço<br>Levadas pelo vento a alheias dores…</p>



<p>Penso na multidão dos sofredores,<br>Que uma bênção tiveram do meu braço.<br>Talvez algum repouso ao seu cansaço,<br>Talvez ao seu deserto algumas flores…</p>



<p>Penso nas amizades sem raízes;<br>Nos afetos anônimos, dispersos,<br>Que tenho sob os céus de outros países…</p>



<p>Penso neste milagre dos meus versos:<br>Um pouco de modéstia aos mais felizes,<br>Um pouco de bondade aos mais perversos…</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A Velhice</title>
		<link>https://blogdospoetas.com.br/a-velhice/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 23:51:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>
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					<description><![CDATA[Olha estas velhas árvores, mais belasDo que as árvores moças, mais amigas,Tanto mais belas quanto mais antigas,Vencedoras da idade e das procelas… O homem, a fera e o inseto, à sombra delasVivem, livres da fome e de fadigas:E em seus galhos abrigam-se as cantigasE os amores das aves tagarelas. Não choremos, amigo, a mocidade!Envelheçamos rindo.&#8230;&#160;<a href="https://blogdospoetas.com.br/a-velhice/" rel="bookmark"><span class="screen-reader-text">A Velhice</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Olha estas velhas árvores, mais belas<br>Do que as árvores moças, mais amigas,<br>Tanto mais belas quanto mais antigas,<br>Vencedoras da idade e das procelas…</p>



<p>O homem, a fera e o inseto, à sombra delas<br>Vivem, livres da fome e de fadigas:<br>E em seus galhos abrigam-se as cantigas<br>E os amores das aves tagarelas.</p>



<p>Não choremos, amigo, a mocidade!<br>Envelheçamos rindo. Envelheçamos<br>Como as árvores fortes envelhecem,</p>



<p>Na glória de alegria e da bondade,<br>Agasalhando os pássaros nos ramos,<br>Dando sombra e consolo aos que padecem!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Ao Coração que Sofre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 23:51:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao coração que sofre, separadoDo teu, no exílio em que a chorar me vejo,Não basta o afeto simples e sagradoCom que das desventuras me protejo. Não me basta saber que sou amado,Nem só desejo o teu amor: desejoTer nos braços teu corpo delicado,Ter na boca a doçura de teu beijo. E as justas ambições que&#8230;&#160;<a href="https://blogdospoetas.com.br/ao-coracao-que-sofre/" rel="bookmark"><span class="screen-reader-text">Ao Coração que Sofre</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao coração que sofre, separado<br>Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,<br>Não basta o afeto simples e sagrado<br>Com que das desventuras me protejo.</p>



<p>Não me basta saber que sou amado,<br>Nem só desejo o teu amor: desejo<br>Ter nos braços teu corpo delicado,<br>Ter na boca a doçura de teu beijo.</p>



<p>E as justas ambições que me consomem<br>Não me envergonham: pois maior baixeza<br>Não há que a terra pelo céu trocar;</p>



<p>E mais eleva o coração de um homem<br>Ser de homem sempre e, na maior pureza,<br>Ficar na terra e humanamente amar.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Remorso</title>
		<link>https://blogdospoetas.com.br/remorso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 23:50:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>
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					<description><![CDATA[Às vezes uma dor me desespera…Nestas ânsias e dúvidas em que ando,Cismo e padeço, neste outono, quandoCalculo o que perdi na primavera. Versos e amores sufoquei calando,Sem os gozar numa explosão sincera…Ah! Mais cem vidas! com que ardor quiseraMais viver, mais penar e amar cantando! Sinto o que esperdicei na juventude;Choro neste começo de velhice,Mártir&#8230;&#160;<a href="https://blogdospoetas.com.br/remorso/" rel="bookmark"><span class="screen-reader-text">Remorso</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Às vezes uma dor me desespera…<br>Nestas ânsias e dúvidas em que ando,<br>Cismo e padeço, neste outono, quando<br>Calculo o que perdi na primavera.</p>



<p>Versos e amores sufoquei calando,<br>Sem os gozar numa explosão sincera…<br>Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera<br>Mais viver, mais penar e amar cantando!</p>



<p>Sinto o que esperdicei na juventude;<br>Choro neste começo de velhice,<br>Mártir da hipocrisia ou da virtude.</p>



<p>Os beijos que não tive por tolice,<br>Por timidez o que sofrer não pude,<br>E por pudor os versos que não disse!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Língua Portuguesa</title>
		<link>https://blogdospoetas.com.br/lingua-portuguesa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 23:49:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>
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					<description><![CDATA[Última flor do Lácio, inculta e bela,És, a um tempo, esplendor e sepultura:Ouro nativo, que na ganga impuraA bruta mina entre os cascalhos vela… Amo-te assim, desconhecida e obscura,Tuba de alto clangor, lira singela,Que tens o trom e o silvo da procelaE o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e&#8230;&#160;<a href="https://blogdospoetas.com.br/lingua-portuguesa/" rel="bookmark"><span class="screen-reader-text">Língua Portuguesa</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Última flor do Lácio, inculta e bela,<br>És, a um tempo, esplendor e sepultura:<br>Ouro nativo, que na ganga impura<br>A bruta mina entre os cascalhos vela…</p>



<p>Amo-te assim, desconhecida e obscura,<br>Tuba de alto clangor, lira singela,<br>Que tens o trom e o silvo da procela<br>E o arrolo da saudade e da ternura!</p>



<p>Amo o teu viço agreste e o teu aroma<br>De virgens selvas e de oceano largo!<br>Amo-te, ó rude e doloroso idioma,</p>



<p>Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”<br>E em que Camões chorou, no exílio amargo,<br>O gênio sem ventura e o amor sem brilho!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Dualismo</title>
		<link>https://blogdospoetas.com.br/dualismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 23:48:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>
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					<description><![CDATA[Não és bom, nem és mau: és triste e humano…Vives ansiando, em maldições e preces,Como se, a arder, no coração tivessesO tumulto e o clamor de um largo oceano. Pobre, no bem como no mal, padeces;E, rolando num vórtice vesano,Oscilas entre a crença e o desengano,Entre esperanças e desinteresses. Capaz de horrores e de ações&#8230;&#160;<a href="https://blogdospoetas.com.br/dualismo/" rel="bookmark"><span class="screen-reader-text">Dualismo</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não és bom, nem és mau: és triste e humano…<br>Vives ansiando, em maldições e preces,<br>Como se, a arder, no coração tivesses<br>O tumulto e o clamor de um largo oceano.</p>



<p>Pobre, no bem como no mal, padeces;<br>E, rolando num vórtice vesano,<br>Oscilas entre a crença e o desengano,<br>Entre esperanças e desinteresses.</p>



<p>Capaz de horrores e de ações sublimes,<br>Não ficas das virtudes satisfeito,<br>Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:</p>



<p>E, no perpétuo ideal que te devora,<br>Residem juntamente no teu peito<br>Um demônio que ruge e um deus que chora.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Microcosmo</title>
		<link>https://blogdospoetas.com.br/microcosmo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 23:48:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>
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					<description><![CDATA[Pensando e amando, em turbilhões fecundosÉs tudo: oceanos, rios e florestas;Vidas brotando em solidões funestas;Primaveras de invernos moribundos; A Terra; e terras de ouro em céus profundos,Cheias de raças e cidades, estasEm luto, aquelas em raiar de festas;Outras almas vibrando em outros mundos; E outras formas de línguas e de povos;E as nebulosas, gêneses imensas,Fervendo&#8230;&#160;<a href="https://blogdospoetas.com.br/microcosmo/" rel="bookmark"><span class="screen-reader-text">Microcosmo</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pensando e amando, em turbilhões fecundos<br>És tudo: oceanos, rios e florestas;<br>Vidas brotando em solidões funestas;<br>Primaveras de invernos moribundos;</p>



<p>A Terra; e terras de ouro em céus profundos,<br>Cheias de raças e cidades, estas<br>Em luto, aquelas em raiar de festas;<br>Outras almas vibrando em outros mundos;</p>



<p>E outras formas de línguas e de povos;<br>E as nebulosas, gêneses imensas,<br>Fervendo em sementeiras de astros novos;</p>



<p>E todo o cosmos em perpétuas flamas…<br>– Homem! és o universo, porque pensas,<br>E, pequenino e fraco, és Deus, porque amas!</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blogdospoetas.com.br/microcosmo/feed/</wfw:commentRss>
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