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		<title>Segundo executivo do Itaú, Banco Central cortará Selic</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 19:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGonzalez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Banco Central (BC) deve fazer cinco cortes de 0,5 ponto porcentual e baixar a taxa básica de juros, a Selic, para 9,5%”, projetou o vice-presidente de Controle de Riscos e Financeiro do Itaú Unibanco Holdings, Sérgio Werlang, que foi responsável pela implantação do regime de metas de inflação quando diretor do BC na gestão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">O Banco Central (BC) deve fazer cinco cortes de 0,5 ponto porcentual e baixar a taxa básica de juros, a Selic, para 9,5%”, projetou o vice-presidente de Controle de Riscos e Financeiro do Itaú Unibanco Holdings, Sérgio Werlang, que foi responsável pela implantação do regime de metas de inflação quando diretor do BC na gestão de Armínio Fraga.</p>
<p align="justify"><a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo111.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 10px 15px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="emprestimo11" border="0" alt="emprestimo11" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo11_thumb1.jpg" width="244" height="184" /></a> </p>
<p align="justify">Werlang lembrou que o BC, comandado por Alexandre Tombini, têm citado a perspectiva de baixo crescimento mundial como fator para contenção da inflação.</p>
<p align="justify">“Acho que o cenário do BC é bastante realista”, disse Werlang. “Mesmo se a Europa resolver logo sua situação terá crescimento lento por dois ou três anos. E se não houver uma solução rápida, o cenário pode piorar bastante”.</p>
<p><span id="more-277"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Werlang disse que a desaceleração mundial significa que haverá menor demanda externa por produtos, gerando menos pressão inflacionária. O executivo também revelou acreditar que o governo vai cumprir a política fiscal mais apertada, também atuando assim sobre a demanda e ajudando a conter a inflação.</p>
<p align="justify">O Comitê de Política Monetária (Copom) baixou a Selic de 12,5% para 12% em 31 de agosto, surpreendendo os analistas e operadores de mercado de juros. Nas cinco reuniões anteriores, o Copom tinha elevado a taxa.</p>
<p align="justify">Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na BM&amp;FBovespa projetam dois cortes de 0,5 ponto na taxa Selic nas duas próximas reuniões do Copom, segundo dados da Bloomberg. A partir de janeiro, as apostas são em reduções menores.</p>
<p align="justify">Para o câmbio, Werlang disse esperar uma cotação de R$ 1,75 no fim do ano e uma média entre R$ 1,70 e R$ 1,75 ano que vem.</p>
<p align="justify">“O balanço de pagamentos ficará em equilíbrio, com déficit em conta-corrente, mas totalmente financiado, com o dólar na faixa de R$ 1,70 a R$ 1,75”, avaliou. “Esse é o cenário que estamos esperando. Se as commodities caírem muito, muda, mas não estamos esperando uma queda grande de commodities. Elas devem cair um pouco”.</p>
<p align="justify">O executivo disse que as medidas tomadas pelo governo com o objetivo de conter a alta do real anteriormente funcionaram ampliando a desvalorização quando o dólar passou a subir, o que tornou necessária a intervenção do BC. “Quando o BC age, o câmbio volta ao nível de equilíbrio com alguma rapidez”. Werlang disse não saber se é o momento de retirar ou não o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre entrada de capitais colocado para evitar uma alta da moeda brasileira.</p>
<p align="justify">Desde 31 de agosto, dia da última reunião do Copom, o real se desvalorizou em 9,1% em relação ao dólar, a terceira maior queda entre 25 moedas de mercados emergentes acompanhadas pela Bloomberg.</p>
<p align="justify">“O real exibe uma força extra pelo juro no Brasil ser mais alto que lá fora”, disse ele. “Ter medidas que compensem isso, ainda mais sobre entrada em renda fixa, eu acho razoável”.</p>
<p align="justify">Werlang estima expansão do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) de 3,5% neste ano e no próximo. Para a Europa, projeta entre zero e 1% este ano e de -0,5% a 0% em 2012. O crescimento mundial, prevê, será de cerca de 3,7% este ano e de 3% no ano que vem. Todas as projeções são para o cenário-base.</p>
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		<title>Aposta de Selic menor deixa juros futuros divididos</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 18:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGonzalez</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A curva a termo de juros futuros passou por uma inclinação no pregão de hoje, com as taxas curtas perto da estabilidade e acúmulo de prêmios nos vencimentos longos. Para operadores, esse movimento ocorre devido à percepção de que as autoridades europeias estão próximas de uma solução que minimize a crise de dívida e bancária da região, enquanto o corte de pelo menos 0,50 ponto porcentual da Selic no próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) já está contratado, o que diminui o espaço para oscilações mais fortes nos DIs curtos. Prova disso é que a queda de 0,53% do IBC-Br de agosto ante julho não impôs pressão de baixa nesses vencimentos.</p>
<p align="justify"><a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo9.gif"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 10px 10px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="emprestimo9" border="0" alt="emprestimo9" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo9_thumb.gif" width="230" height="170" /></a> </p>
<p align="justify">Assim, ao término da negociação normal na BM&amp;F, o DI janeiro de 2013 (299.925 contratos) estava em 10,45%, de 10,46% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 131.860 contratos, subia a 10,74%, de 10,70%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (26.150 contratos) avançava para 11,19%, de 11,12% no ajuste de terça-feira, e o DI janeiro de 2021 (2.925 contratos) indicava 11,21%, de 11,14% no ajuste.</p>
<p><span id="more-274"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Na visão do economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, o IBC-Br pode reforçar as chances de prolongamento da queda da Selic em 2012. &quot;O resultado desse índice confirma a tendência de desaceleração dessa proxy do PIB acumulado em doze meses, de 7,78% em dezembro de 2010, para 4,88% em junho deste ano e, finalmente, para 4,0% em agosto. Considerando uma estabilidade do indicador em setembro como hipótese, o carry-over garantiria um crescimento real do PIB de 2,71% em 2011, portanto abaixo do produto potencial estimado de 4,6%. Por fim, ratifica a nossa previsão de um PIB próximo de zero e potencialmente negativo no terceiro trimestre&quot;, considerou.</p>
<p align="justify">Lá fora, apesar da queda das commodities e das bolsas, as notícias não foram de todo ruins. Depois de assustar o mercado na terça-feira, o Parlamento da Eslováquia aprovou hoje a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), permitindo que o fundo de resgate da zona do euro entre em operação e seja ampliado de 250 bilhões de euros para 440 bilhões. Além disso, o executivo-chefe da EFSF, Klaus Regling, disse que a Itália e a Espanha seriam capazes de se financiar sem recorrer ao programa de resgate financeiro da zona do euro, contribuindo para a recuperação do euro ante o dólar.</p>
<p align="justify">Entre as notícias negativas, o Credit Suisse informou que uma nova rodada de testes de estresse da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) sobre os bancos da Europa com uma exigência mínima de 9% de capital de alta qualidade vai resultar em 66 bancos reprovados, ou dois terços do total avaliado. E o Citigroup, em relatório denominado &quot;Teste de Estresse Europeu&quot;, prevê que os bancos italianos precisarão levantar 27,7 bilhões de euros para cumprir com o mínimo de 9% de capital, enquanto as instituições espanholas precisarão de 33,4 bilhões de euros, as francesas de 34,3 bilhões de euros e os bancos alemães, de mais 30 bilhões de euros.</p>
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		<title>Apesar da queda da Selic, spread atinge 27,8%, o maior nível em dois anos</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 14:47:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A queda da taxa Selic, que indica os juros básicos da economia, não está se refletindo em juros menores para os tomadores finais de empréstimos e financiamentos. Esse movimento contraditório está sendo impulsionado pelo spread bancário (diferença entre as taxas que as instituições financeiras pagam para captar recursos e as que cobram do cliente final) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A queda da taxa Selic, que indica os juros básicos da economia, não está se refletindo em juros menores para os tomadores finais de empréstimos e financiamentos. </p>
<p align="justify"><a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo4.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; display: inline" title="emprestimo4" border="0" alt="emprestimo4" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo4_thumb.jpg" width="244" height="165" /></a></p>
<p align="justify">Esse movimento contraditório está sendo impulsionado pelo spread bancário (diferença entre as taxas que as instituições financeiras pagam para captar recursos e as que cobram do cliente final) que está no nível mais alto em dois anos, de acordo com o Banco Central (BC).</p>
<p align="justify"> Em agosto, segundo os dados mais recentes divulgados pelo BC, o spread atingiu 27,8% ao ano, percentual mais alto desde maio de 2009. Se for considerado apenas o crédito para as pessoas físicas, a diferença entre os juros de captação e aplicação correspondeu a 34,4% ao ano, maior nível desde julho de 2009. Em relação aos empréstimos para as empresas, o spread bateu recorde e alcançou 19% ao ano.</p>
<p><span id="more-271"></span>
<p align="justify">A diferença pode ser observada quando se compara a evolução das taxas usadas na captação, quando as instituições financeira pegam dinheiro emprestado dos correntistas e oferecem juros em aplicações como poupança e CDB, e nos juros cobrados na concessão de crédito. A taxa média de captação caiu de 12,3% ao ano em julho para 11,9% em agosto.</p>
<p align="justify">Esse movimento foi influenciado pelo corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic para 12% ao ano decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no fim de agosto. Os juros médios pagos pelos tomadores de empréstimos e financiamento, no entanto, não tiveram a mesma trajetória. A taxa média de aplicação, como o BC chama os juros dos clientes finais, permaneceu em 39,7% ao ano em agosto.</p>
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		<title>Mercado antecipa o Banco Central e taxa de juros recua</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 17:45:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em um cenário de desaceleração do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e incertezas na economia mundial, a expectativa do mercado é de sucessiva queda na taxa básica de juros (Selic), até o patamar de 11% ao ano em 2011. Diante deste cenário, o sistema bancário se antecipa e realiza reajustes em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Em um cenário de desaceleração do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e incertezas na economia mundial, a expectativa do mercado é de sucessiva queda na taxa básica de juros (Selic), até o patamar de 11% ao ano em 2011. </p>
<p align="justify"><a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo12.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 10px 10px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="emprestimo12" border="0" alt="emprestimo12" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo12_thumb.jpg" width="244" height="172" /></a> </p>
<p align="justify">Diante deste cenário, o sistema bancário se antecipa e realiza reajustes em suas taxas para operações de crédito, com tendência de recuo em maior velocidade do que a Selic no segmento de pessoa física, apontam especialistas. Outro fator indicado para a queda do custo do crédito é a maior oferta com redução da demanda, o que eleva a competitividade entre as instituições financeiras.</p>
<p><span id="more-268"></span>
<p align="justify">De acordo com pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), as taxas de juros caem em setembro de 2011 na comparação com o mês anterior, sendo o segundo mês consecutivo. Em pessoa física, a média geral reduziu 0,06% ponto percentual (p.p.) no mês, para 6,69% ao mês (a.m.), e 1,48 p.p. no ano, para 117,51% ao ano. Nas linhas pesquisadas para pessoa jurídica, a média geral obteve diminuição de 0,02 p.p no mês, para 3,97% a.m., e de 0,37% p.p. ao ano, para 59,55% a.a.</p>
<p align="justify">Segundo Miguel de Oliveira, vice-presidente da associação, há dois fatores influenciadores: a queda da Selic em agosto, para 12% a.a., e a probabilidade de novas diminuições, já que o Banco Central sinaliza o controle da inflação na meta somente em 2012. &quot;Além do efeito da baixa de agosto, os bancos se antecipam, pois trabalham com a taxa de juros futura.&quot; </p>
<p align="justify">Oliveira aposta em mais duas reduções de 0,5 p.p., sendo uma na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro e outra em novembro, até 11% ao ano. &quot;A expectativa é de que os juros acompanhem a Selic. Mas se mantiver o cenário da economia mundial até o final do ano, acredito que as taxas para os consumidores diminuam ainda mais.&quot; </p>
<p align="justify">A mesma opinião é compartilhada pelo professor do Ibmec, Gilberto Braga. &quot;É consequência da primeira baixa em agosto e a tendência é que continue. O reflexo pode ser observado tanto para empresas quanto consumidores, mas o primeiro sempre será menor pelas maiores garantias.&quot; </p>
<p align="justify">No segmento de crédito para pessoa física, o recuo mais significante é observado no empréstimo pessoal oferecido pelos bancos, de 2,40% em setembro ante agosto de 2011, para 4,47% ao mês e 69% ao ano, a menor desde fevereiro de 2001, quando chegou a 4,45% ao mês. Em seguida aparece o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) para o financiamento de automóveis, também concedido por bancos, com redução de 2,18% em setembro na comparação com o mês anterior, para 2,24% a.m. e 30,45% a.a.</p>
<p align="justify">Nas linhas de cheque especial, o abatimento no custo do crédito ao cliente é de 0,24% em setembro deste ano em relação a agosto, para 8,23% ao mês e 158,33% ao ano. Cartão de crédito é a única taxa média a permanecer inalterada em 10,69% ao mês e 238,30% ao ano. &quot;O cartão de crédito é mais caro do que os outros produtos porque o cliente utiliza da forma mais conveniente e há maior risco&quot;, explica o professor do Ibmec. </p>
<p align="justify">Das carteiras destinadas às empresas pelos bancos, capital de giro caiu 5,42%, ao passar de 2,95% ao mês em agosto para 2,79% em setembro de 2011, e a 39,13% ao ano. Desconto de duplicata também apresentou redução no mês passado, de 1,28%, para 3,09% a.m. e 44,08% a.a. Entretanto, o segmento de conta garantida apresenta elevação, de 2,38%, para 6,02% ao mês e 101,68% ao ano em setembro de 2011. &quot;Conta garantida sobe pela maior demanda e risco da carteira&quot;, esclarece Miguel de Oliveira, da Anefac. </p>
<p align="justify">Além da antecipação às futuras quedas da Selic, o vice-presidente da associação destaca também a maior competitividade entre os bancos como agente influenciador da redução do custo do crédito. &quot;No ambiente em que a economia cresce menos, há menor demanda por parte dos clientes, o que causa maior disputa. A pressão aumenta e os bancos diminuem os juros para não ficar fora do mercado de crédito&quot;. </p>
<p align="justify">Segundo a pesquisa de setembro da associação, a oferta de empréstimos continua a crescer, mesmo com redução no ritmo, sendo 1,7% na comparação de julho com agosto de 2011, 13,2% no ano e 22,2% em 12 meses.</p>
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		<title>Queda nos juros ao consumidor não acompanha redução da Selic</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 14:42:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mesmo com o corte da taxa Selic, ainda assim os tomadores de crédito não estão experimentando redução na mesma proporção nos juros. O Banco Central informa que o spread bancário está no nível mais alto em dois anos.spread é a diferença entre a taxa de juros cobrada a quem toma um empréstimo e a taxa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Mesmo com o corte da taxa Selic, ainda assim os tomadores de crédito não estão experimentando redução na mesma proporção nos juros. <a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo2.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 10px 10px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="emprestimo2" border="0" alt="emprestimo2" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo2_thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </p>
<p align="justify">O Banco Central informa que o spread bancário está no nível mais alto em dois anos.spread é a diferença entre a taxa de juros cobrada a quem toma um empréstimo e a taxa de juros que remunera o investidor e que é destinada ao intermediário financeiro. (ou seja, é a diferença entre o que o banco paga ao investidor e o quanto o banco cobra do tomador).</p>
<p align="justify">Em agosto, segundo os dados mais atuais liberados pelo Banco Central, o spread atingiu 27,8% ao ano, percentual mais alto desde 2009.</p>
<p><span id="more-265"></span>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="bottom" width="225">
<p>Spread, ao ano</p>
</td>
<td valign="bottom" width="64">
<p>27,8%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="bottom" width="225">
<p>Em financiamentos pessoa física</p>
</td>
<td valign="bottom" width="64">
<p>34,4%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="bottom" width="225">
<p>Em financiamentos pessoa jurídica</p>
</td>
<td valign="bottom" width="64">
<p>19,0%</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p align="justify">Em financiamentos pessoa jurídica 19,0% A Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) registrou uma mínima queda nas taxas de juros para pessoas físicas. Entenda, na planilha a seguir, como a redução na Taxa Selic não é acompanhada na mesma proporção em relação à taxa cobrada das pessoas físicas:</p>
<p align="justify">
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="bottom" width="77">
<p>quanto era</p>
</td>
<td valign="bottom" width="77">
<p>quanto ficou</p>
</td>
<td valign="bottom" width="64">
<p>redução</p>
</td>
<td width="64">&#160;</td>
</tr>
<tr>
<td valign="bottom" width="225">
<p>Taxa Selic</p>
</td>
<td valign="bottom" width="77">
<p>12,5%</p>
</td>
<td valign="bottom" width="77">
<p>12,0%</p>
</td>
<td valign="bottom" width="64">
<p>4,0%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="bottom" width="225">
<p>Taxa mercado para pessoas físicas</p>
</td>
<td valign="bottom" width="77">
<p>6,75%</p>
</td>
<td valign="bottom" width="77">
<p>6,69%</p>
</td>
<td valign="bottom" width="64">
<p>0,9%</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p align="justify">Taxa mercado para pessoas físicas 6,75% 6,69% 0,9% O professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas Fabio Gallo esclarece que a alta do spread bancário é explicada pelo aumento da inadimplência. Na sua avaliação, o aumento da inadimplência é conseqüência da expansão do crédito experimentada nos últimos anos, acompanhada da falta de planejamento financeiro dos tomadores: “os brasileiros, principalmente a “nova classe C”, se endividaram demais para consumir e não conseguem arcar com os financiamentos”, afirma ele.Eu lembro o leitor que a situação exposta na planilha acima é um dos fatores que ajuda os bancos a produzirem balanços cada vez mais ‘robustos’, com lucros astronômicos.</p>
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		<item>
		<title>Resultado do IPCA sentencia corte de 0,5 ponto percentual da Selic, diz André Perfeito</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 21:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGonzalez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O resultado de alta de 0,53% do IPCA em setembro, a maior para o mês em 8 anos, indica que deve ocorrer um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros do País, segundo análise de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos. “Trabalhamos com 3 cortes de 50 pontos-base, fazendo a Selic chegar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">O resultado de alta de 0,53% do IPCA em setembro, a maior para o mês em 8 anos, indica que deve ocorrer um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros do País, segundo análise de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.<a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo11.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 10px 10px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="emprestimo11" border="0" alt="emprestimo11" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/emprestimo11_thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </p>
<p align="justify">“Trabalhamos com 3 cortes de 50 pontos-base, fazendo a Selic chegar no início de 2012 em 10,50%”, diz Perfeito.</p>
<p align="justify">Para o resultado de setembro, o modelo da Gradual apontava inflação mais modesta, em 0,45%. “O vilão desta vez foram as passagens aéreas, que, segundo o instituto, representaram quase 17% da alta do IPCA este mês. Este impacto deve ser mitigado já em outubro, juntamente com outro grupo que andou estressando o índice, o da habitação”.</p>
<p><span id="more-262"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Em relação ao mercado, Perfeito diz que as estimativas são de apreciação do real frente ao dólar. Segundo ele, os recentes recordes de arrecadação, somados a contenção de gastos por parte do Governo Federal, irão construir uma situação fiscal que irá diminuir a percepção de risco em relação à economia brasileira.</p>
<p align="justify">“Acreditamos como muito provável a elevação da nossa nota por alguma agência de classificação de risco. Isto tudo em conjunto coloca o Brasil de forma fundamental como porto aos recursos perdidos na Europa e nos EUA”, diz.</p>
<p align="justify">No entanto, o economista sugere cautela sobre a apreciação da moeda brasileira. “O real se apreciou na esteira de certo bom humor em relação a Europa, mas ainda não foi feito nada substancial. Podemos ver ainda volatilidade nos mercados na próxima semana”.</p>
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		<item>
		<title>Redução da Selic vai melhorar indicadores industriais, diz CNI</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 19:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGonzalez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A redução da taxa básica de juros resultará em melhoria dos indicadores industriais, em um efeito cascata, ao melhorar a oferta de crédito com conseqüente impacto positivo na demanda das famílias, que vão consumir mais. A avaliação é do gerente executivo e economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. Segundo ele, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A redução da taxa básica de juros resultará em melhoria dos indicadores industriais, em um efeito cascata, ao melhorar a oferta de crédito com conseqüente impacto positivo na demanda das famílias, que vão consumir mais. A avaliação é do gerente executivo e economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco.</p>
<p align="justify"><a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/econo1.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 10px 15px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="econo1" border="0" alt="econo1" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/econo1_thumb.jpg" width="227" height="244" /></a> </p>
<p align="justify">Segundo ele, é preciso ficar atento a dois sinais que vão interagir até o final do ano e que são importantes. “De um lado, o sinal positivo de expansão dado pela queda da taxa básica de juros e, por outro lado, a crise internacional, que gera incertezas e turbulências que podem impactar, principalmente, no comércio exterior”, disse. Mesmo assim, para o economista, a expectativa é que haja uma melhora dos indicadores industriais no segundo semestre ante o primeiro semestre.</p>
<p><span id="more-259"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">Ontem (6), a CNI divulgou dados sobre a atividade do setor que mostram expansão da indústria de transformação em agosto. A utilização da capacidade instalada (UCI), por exemplo, após ajustes sazonais, registrou alta de 0,2%, passando para 82,2%. Na comparação com agosto de 2010, a UCI ficou, no entanto, 0,2 ponto percentual inferior.</p>
<p align="justify">A CNI informou ainda que todos os indicadores dessazonalizados mais diretamente ligados à produção cresceram em agosto ante julho. O faturamento, por exemplo, aumentou 0,3%, com a terceira alta seguida. As horas trabalhadas cresceram 0,2%, embora, em julho, tenham registrado elevação bem maior, de 1,4%.</p>
<p align="justify">Já o emprego, pelo terceiro mês seguido, ficou estável em agosto ante julho, com os ajustes sazonais. Em comparação com agosto de 2010, o emprego cresceu 1,5%. Em julho passado, a expansão chegou a 2,1%.</p>
<p align="justify">Segundo a CNI, a massa salarial real – nesse caso a entidade compara sem os ajustes sazonais – recuou 3,3% em agosto ante julho. Na comparação com agosto de 2010, houve alta de 4,5%. O rendimento real do trabalhador industrial caiu 3,7% de julho para agosto também sem os ajustes, mas cresceu 2,9% ante agosto de 2010.</p>
<p align="justify">A maior expansão ocorreu no setor de material eletrônico e comunicação. Segundo Castelo Branco, o faturamento do setor reflete a valorização do câmbio na primeira metade do ano. “O setor utiliza muitos componentes importados na sua linha de produção e, portanto, barateia os produtos e isso estimula os consumidores a uma demanda maior”, avaliou. Em comparação a agosto de 2010, o faturamento do setor cresceu 57,9% no mês passado.</p>
<p align="justify">Quanto à estabilidade do emprego, Castelo Branco disse que tem a ver com o arrefecimento da atividade econômica a partir do primeiro semestre, mas que se refletiu só agora nos indicadores. O emprego, informou, sempre reage com um certo atraso e defasagem às tendências de produção.</p>
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		<title>Para Amir Khair, aumento da Selic agrava a inflação</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 16:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGonzalez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diante da decisão do governo de reduzir as taxas de juros, “os guardiões da inflação fazem uma verdadeira chantagem inflacionária, para pressionar o BC a manter a Selic elevada”, afirma o economista Amir Khair. “É o seu lucro em jogo e desfilam argumentos para mostrar que há ameaça de inflação no horizonte, pois: a) os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Diante da decisão do governo de reduzir as taxas de juros, “os guardiões da inflação fazem uma verdadeira chantagem inflacionária, para pressionar o BC a manter a Selic elevada”, afirma o economista Amir Khair. “É o seu lucro em jogo e desfilam argumentos para mostrar que há ameaça de inflação no horizonte, pois: a) os preços dos serviços caminham para crescer 8% a 9% neste ano; b) o reajuste salarial de algumas categorias de trabalhadores está sendo feito acima da inflação passada; c) o novo salário mínimo vai aumentar o consumo e; d) os preços das commodities não vão cair, pois a China continuará a ter crescimento forte, demandando produtos”.</p>
<p align="justify"><a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/INF1.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 10px 10px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="INF1" border="0" alt="INF1" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/INF1_thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </p>
<p align="justify">Para o economista, há duas posições em debate. “A dos guardiões da inflação, liderada pelo mercado financeiro, vê inflação crescente devido ao excesso da demanda em relação à oferta. Para combater a inflação advogam a redução do consumo via elevação da Selic. Se o Banco Central (BC) não manter a Selic em nível elevado, perde a credibilidade e não ancora as expectativas dos formadores de preços, etc”, avalia. “Para essa corrente o país não pode crescer acima de 3,5%, pois fatalmente seria rompido o teto da meta de inflação de 6,5%, gerando o descontrole dos preços”, afirma em artigo publicado na Carta Maior.</p>
<p><span id="more-256"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">“A outra posição defendida pelo governo”, diz Khair, “é de que não há ameaça de inflação, pois a crise está derrubando os preços internacionais, o que acaba por manter os preços internos sob controle. Nessa situação, a Selic pode cair para um nível inferior ao atual, sem maiores problemas para a inflação. Essa corrente defende que é possível manter a inflação dentro do limite da meta, com um crescimento ao nível de 4,5% a 5,0% e defende estímulos à economia”.</p>
<p align="justify">Para o ex-secretário de Finanças da primeira administração do PT na Prefeitura de São Paulo,“nessa discussão cada lado tem seus argumentos, mas o que chama a atenção é que ambos os lados usam a Selic para defender sua posição e ela não tem nada a ver com o problema, pois não altera o preço dos serviços, não altera a oferta de crédito, nem o valor das prestações, não influi sobre os preços internacionais e pior, desestimula a oferta ao inibir os investimentos das empresas, sendo esse importante fator de equilíbrio entre oferta e demanda. Em vez de atenuar a inflação a Selic a agrava”.</p>
<p align="justify">Segundo ele, tem-se uma “falsa discussão” e a Selic não tem nada a ver com isso. “A inflação pode subir ou cair? Pode. A crise pode reduzir os preços internacionais? Pode. E a Selic, o que tem a ver com isso? Nada, absolutamente nada”, enfatiza.</p>
<p align="justify">“Se não tem a ver com isso, porque é a mais alta do mundo há tanto tempo? É porque predomina no País o rentismo, que é o ganho fácil, sem risco, em cima do governo federal, que paga os juros de quem aplica em, seus títulos, que têm taxas de juros balizadas pela Selic”.</p>
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		<title>Mercado já vê Selic abaixo de 10%</title>
		<link>http://trtaxa.com/mercado-j-v-selic-abaixo-de-10/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 18:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGonzalez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gradualmente, economistas e analistas de mercado reforçam as apostas que a taxa básica de juros pode cair para o emblemático patamar de um dígito no ano que vem. Ainda é cedo para dizer que o mercado &#34;deu o braço a torcer&#34; ao Banco Central, após a surpreendente decisão de agosto de cortar a Selic para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Gradualmente, economistas e analistas de mercado reforçam as apostas que a taxa básica de juros pode cair para o emblemático patamar de um dígito no ano que vem.</p>
<p align="justify"><a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/mfBXpQy.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 10px 10px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="mfBXpQy" border="0" alt="mfBXpQy" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/mfBXpQy_thumb.jpg" width="244" height="140" /></a> </p>
<p align="justify">Ainda é cedo para dizer que o mercado &quot;deu o braço a torcer&quot; ao Banco Central, após a surpreendente decisão de agosto de cortar a Selic para 12% ao ano. Mas o Relatório Trimestral de Inflação divulgado na semana passada consolidou o entendimento de que os cortes da taxa não se restringem a 2011.</p>
<p align="justify">&quot;Mantemos nossa previsão de que a próxima reunião do Copom vai cortar a Selic em 100 pontos básicos, para 11%, e que a Selic vai terminar o ano em 9,5%,&quot; disse Tony Volpon, chefe de pesquisa de mercados emergentes da Nomura Securities em Nova York, em uma mensagem para clientes. &quot;Ao mesmo tempo, reconhecemos a probabilidade de mais cortes se o cenário externo se deteriorar mais.&quot; No início de setembro, Volpon acreditava que o BC cortaria a Selic para 11,5% em outubro.</p>
<p><span id="more-253"></span>
<p align="justify"></p>
<p align="justify">O Comitê de Política Monetária (Copom) volta a se reunir em 18 e 19 de outubro, quando anunciará a nova taxa. Enquanto isso, analistas de mercado avaliam a mensagem que o BC tentou transmitir quando escreveu, no Relatório de Inflação, que &quot;ajustes moderados no nível da taxa básica são consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012&quot;.</p>
<p align="justify">O Banco Fator refez as contas e crê que o Copom cortará a Selic dos atuais 12% para 9,50% no próximo ano. Entre os argumentos da instituição está o reconhecimento que as condições globais têm piorado. O Fator cita como exemplo a queda dos preços das commodities, a intervenção no câmbio na Suíça, corte de juros em Israel e, no Brasil, queda das expectativas da confiança dos industriais.</p>
<p align="justify">O mercado também vê a inflação desacelerando a partir de outubro, em linha com a avaliação do BC, embora em ritmo diferente. &quot;A partir de outubro a inflação vai convergir, embora mais lentamente que o BC gostaria, para o centro da meta,&quot; avaliou Andre Perfeito, economista da Gradual Investimentos. &quot;O conjunto de notícias sobre a inflação será cada vez melhor, não pior.&quot;</p>
<p align="justify">Crise. Para a LCA Consultores, os cortes seguirão até março de 2012 e o juro baterá em 10%. A maioria do mercado, porém, mantém cenário como o do Bradesco, que estima redução do juro em 2012 até o piso de 10,5%.</p>
<p align="justify">&quot;A crise é forte e o mercado tem dificuldade em entender o que pode acontecer. Há uma parcela não desprezível que crê em cortes mais fortes do juro porque o BC estaria vendo uma crise mais intensa que o mercado&quot;, diz o professor de economia da USP Fabio Kanczuk, que acompanhou as reuniões em Washington com autoridades brasileiras e estrangeiras em setembro.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Juros futuros cedem de olho em Selic menor em 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 14:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MGonzalez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a clara percepção de que os fundamentos econômicos atuais não permitiriam cortes agudos da Selic, o mercado de juros passou a se apegar, desde a última reunião do Copom, às declarações e notícias da equipe econômica para definir seu rumo. E, agora, foi a vez da presidente Dilma Rousseff ditar a forte devolução de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Com a clara percepção de que os fundamentos econômicos atuais não permitiriam cortes agudos da Selic, o mercado de juros passou a se apegar, desde a última reunião do Copom, às declarações e notícias da equipe econômica para definir seu rumo. </p>
<p align="justify"><a href="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/INF15.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 10px 10px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="INF15" border="0" alt="INF15" align="right" src="http://trtaxa.com/wp-content/uploads/INF15_thumb.jpg" width="244" height="199" /></a> </p>
<p align="justify">E, agora, foi a vez da presidente Dilma Rousseff ditar a forte devolução de prêmios na curva a termo de juros futuros, especialmente nos vencimentos curtos e médios, elevando a chance de um corte superior a 0,5 ponto porcentual na reunião do Copom em outubro. Na sexta-feira, a autoridade máxima do País afirmou que a intenção é manter a trajetória de redução de juros &quot;de acordo com as condições econômicas do Brasil&quot;. </p>
<p align="justify">Neste fim de semana, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informou que o nível da Selic almejado por Dilma no fim de 2012 é de 9%. Como o cenário externo segue se deteriorando devido à ausência de soluções para a crise de dívida na zona do euro, a munição para a queda dos DIs curtos foi reforçada e os longos também cederam.</p>
<p><span id="more-250"></span>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">Assim, ao término da negociação normal na BM&amp;F, o DI janeiro de 2012, com giro de 222.965 contratos, recuava a 11,04%, ante 11,10% na sexta-feira. O DI janeiro de 2013 (422.450 contratos) marcava 10,14%, ante 10,33% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (147.340 contratos) estava em 10,52%, ante 10,77%. Entre os longos, o DI Janeiro de 2017 (44.385 contratos) cedia a 11,10%, ante 11,26% na sexta-feira, e o DI janeiro de 2021 (1.090 contratos) regredia de 11,25% para 11,13%.</p>
<p align="justify">O contrato para novembro de 2011, o que melhor indica a expectativa dos agentes para o próximo encontro do Copom, estava em 11,60%, ante 11,64% na sexta-feira, mas com um volume pequeno negociado. Esse patamar sinalizou que um recuo de 0,75 ponto porcentual na Selic está praticamente encomendado pelo mercado como sendo o desfecho da próxima reunião de política monetária.</p>
<p align="justify">Hoje, até mesmo alguns indicadores positivos dos Estados Unidos foram deixados em segundo plano. Isso ocorre porque os temores sobre um default da Grécia continuam e as notícias sobre as ações que estão sendo adotadas pelo país não convencem. E enquanto a troica deve definir apenas na quarta-feira se os gregos receberão ou não a próxima parcela de 8 bilhões de euros do pacote de ajuda, alguns dados de atividade da região e de outros países seguem indicando fraqueza da atividade.</p>
<p align="justify">O índice de atividade manufatureira (PMI) da zona do euro caiu para 48,5 em setembro, o pior resultado em 25 meses, ante 49 em agosto. Números abaixo de 50 indicam declínio da atividade. O PMI da Austrália caiu de 43,3 em agosto para 42,3 em setembro. O mesmo indicador indiano ficou em 50,4 no mês passado, de 52,6 em agosto.</p>
<p align="justify">Internamente, o Banco Central atuou para segurar o avanço do dólar em relação ao real, o que tem evitado que a queda das commodities seja transferida para os preços internos. Assim que a moeda dos EUA no balcão bateu na máxima de R$ 1,9150, no meio da tarde, a autoridade monetária ofertou US$ 5,3 bilhões em um leilão de swap cambial. Ao término da sessão, o dólar subiu 0,53%, a R$ 1,8900.</p>
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