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	<title>Groselha News</title>
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	<description>Uma feminista com uma garrafa de groselha na mão.</description>
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		<title>O recomeço</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jul 2016 22:06:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bia Cardoso]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ilha de Caras]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Eu quero encontrar Um lugar pra descansar Nesse verão que nunca tem fim Eu quero encontrar Um lugar com a vista pro mar Nesse verão que nunca tem fim&#8221;]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Eu quero encontrar<br />
Um lugar pra descansar<br />
Nesse verão que nunca tem fim</p>
<p>Eu quero encontrar<br />
Um lugar com a vista pro mar<br />
Nesse verão que nunca tem fim&#8221;</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='660' height='402' src='http://www.youtube.com/embed/a6orUW1kti4?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;autohide=2&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' allowfullscreen='true' style='border:0;'></iframe></div>
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		<title>1 ano. 11 meses. 358 dias.</title>
		<link>http://srtabia.com/2015/05/1-ano-11-meses-358-dias/</link>
		<pubDate>Wed, 13 May 2015 12:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bia Cardoso]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ilha de Caras]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[doença]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse é o tempo em que estou oficialmente doente. Foi quando pela primeira vez decidiram me dar uma atestado de 30 dias e não de apenas 3. Abandonei este blog porque não queria falar da doença. Pneumonia intersticial descamativa. Tromboembolismo pulmonar crônico. Após quase 2 anos, talvez seja hora de voltar. A vida segue com seus &#8230; <a href="http://srtabia.com/2015/05/1-ano-11-meses-358-dias/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">1 ano. 11 meses. 358 dias.</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é o tempo em que estou oficialmente doente. Foi quando pela primeira vez decidiram me dar uma atestado de 30 dias e não de apenas 3. Abandonei este blog porque não queria falar da doença. Pneumonia intersticial descamativa. Tromboembolismo pulmonar crônico. Após quase 2 anos, talvez seja hora de voltar. A vida segue com seus medicamentos, restrições e aromas: fosfato de sódio dibásico anidro, fosfato de sódio monobásico monoidratado, edetato dissódico, propilenoglicol, sorbitol, benzoato de sódio, ciclamato de sódio, sacarina sódica, aroma de frutas vermelhas e água.</p>
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		<title>Meia-Noite em Ponto em Xangai</title>
		<link>http://srtabia.com/2013/12/meia-noite-em-ponto-em-xangai/</link>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2013 11:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bia Cardoso]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Carteirinha de Estudante]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[A longa bata de brocado azul caiu-lhe aos pés. Avançou nua em direção ao espelho de moldura de laca vermelha. Girou sobre os calcanhares para se ver de perfil. Levantou o busto. Encolheu o estômago. Olhando ainda para o espelho, como se convidasse a própria imagem a acompanhá-la, mergulhou na banheira. Cerrou os olhos, a &#8230; <a href="http://srtabia.com/2013/12/meia-noite-em-ponto-em-xangai/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Meia-Noite em Ponto em Xangai</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>A longa bata de brocado azul caiu-lhe aos pés. Avançou nua em direção ao espelho de moldura de laca vermelha. Girou sobre os calcanhares para se ver de perfil. Levantou o busto. Encolheu o estômago. Olhando ainda para o espelho, como se convidasse a própria imagem a acompanhá-la, mergulhou na banheira. Cerrou os olhos, a mãos flutuando à altura do ventre. Um leve rubor coloriu-lhe o rosto. Ficou assim imóvel durante algum tempo.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Trecho de &#8220;Meia-Noite em Ponto em Xangai&#8221;. Conto de Lygia Fagundes Telles no livro &#8220;Antes do Baile Verde&#8221;, página 83.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Camiseta Menstruada</title>
		<link>http://srtabia.com/2013/10/camiseta-menstruada/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Oct 2013 12:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bia Cardoso]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[PAC do Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[menstruação]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A marca American Apparel lançou uma camiseta com a ilustração de uma vagina menstruada sendo masturbada. Vanessa Rodrigues me mandou o link do post &#8220;Ecati!&#8221; que relata o nojinho da camiseta. Quando comecei a ler, pensei que a tinta vermelha era feita com sangue menstrual, para justificar tanto nojo. Mas não, é apenas uma ilustração e &#8230; <a href="http://srtabia.com/2013/10/camiseta-menstruada/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Camiseta Menstruada</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A marca <a href="http://www.americanapparel.net/" target="_blank">American Apparel</a> lançou uma camiseta com a ilustração de uma vagina menstruada sendo masturbada.</p>
<figure id="attachment_4455" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://jezebel.com/american-apparel-is-selling-a-menstruating-vagina-shirt-1441979476"><img class="size-full wp-image-4455 " alt="tshirt_menstruacao" src="http://srtabia.com/wp-content/uploads/2013/10/tshirt_menstruacao.jpg" width="550" height="309" srcset="http://srtabia.com/wp-content/uploads/2013/10/tshirt_menstruacao.jpg 550w, http://srtabia.com/wp-content/uploads/2013/10/tshirt_menstruacao-300x168.jpg 300w, http://srtabia.com/wp-content/uploads/2013/10/tshirt_menstruacao-500x280.jpg 500w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /></a><figcaption class="wp-caption-text">Camiseta &#8220;Period Power&#8221; da American Apparel.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.facebook.com/vanerodrigues?ref=ts&amp;fref=ts" target="_blank">Vanessa Rodrigues</a> me mandou o link do post <a href="http://juliapetit.com.br/moda/camiseta-estampa-menstruacao/" target="_blank">&#8220;Ecati!&#8221;</a> que relata o nojinho da camiseta. Quando comecei a ler, pensei que a tinta vermelha era feita com sangue menstrual, para justificar tanto nojo. Mas não, é apenas uma ilustração e demorei um pouco para entender o desenho. Só espero que o nojo não seja pela masturbação também.</p>
<p style="text-align: justify;">Achei inusitada e divertida. <a href="http://jezebel.com/american-apparel-is-selling-a-menstruating-vagina-shirt-1441979476" target="_blank">Tracie Egan do Jezebel</a> pergunta: onde iríamos com uma camiseta ilustrada por uma vagina menstruada? E a minha resposta é: a qualquer lugar. Como as propagandas de absorvente (que preferem sangue azul a vermelho) sempre fizeram questão de frisar, mulheres menstruadas podem ir a qualquer lugar.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">A camiseta, chamada <a href="http://store.americanapparel.net/product/?productId=2011spper" target="_blank">&#8220;Period Power&#8221;</a>, é uma colaboração da American Apparel com Petra Collins, artista canadense de 20 anos, que &#8220;cria retratos explorando a sexualidade feminina e a cultura das garotas adolescentes&#8221;. Ela conseguiu um emprego na American Apparel quando ainda era adolescente e agora contribui como fotógrafa para a marca.</p>
<p style="text-align: justify;">Metade do lucro das vendas vai direto para <a href="http://www.theardorous.com/" target="_blank">The Ardorous</a>, um coletivo feminino de arte online com curadoria de Collins. A plataforma apresenta uma série de trabalhos com viés feminista, a maioria brilhantes como <a href="http://www.theardorous.com/portfolio/lady-manes/" target="_blank">&#8220;Lady Manes&#8221;</a>, série de auto-retratos da artista Rhiannon Schneiderman usando perucas pubianas. <a href="http://www.theardorous.com/portfolio/there-will-be-blood/" target="_blank">&#8220;There Will Be Blood&#8221;</a> mostra fotos de mulheres fazendo atividades cotidianas enquanto estão menstruadas. <a href="http://www.theardorous.com/portfolio/my-moms-friends/" target="_blank">&#8220;My Mom&#8217;s Friends&#8221;</a> traz fotos de senhoras de meia-idade vestidas com camisolas. E, <a href="http://www.theardorous.com/portfolio/lolita/" target="_blank">&#8220;Lolita&#8221;</a>, uma seleção de fotos com o mesmo sonho fetichista de mulheres jovens, do livro de Nabokov, mas subvertida pela presença desagradável à vista de pêlos corporais. Referência: <a href="http://jezebel.com/american-apparel-is-selling-a-menstruating-vagina-shirt-1441979476" target="_blank">American Apparel Is Selling a Menstruating Vagina Shirt</a>.</p>
</blockquote>
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		<title>O Corpo Utópico</title>
		<link>http://srtabia.com/2013/10/o-corpo-utopico/</link>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2013 12:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Bia Cardoso]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Bacia da Problematização]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
		<category><![CDATA[michel foucault]]></category>

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		<description><![CDATA[Trechos do texto de Michel Foucault: O Corpo Utópico. Publicado pelo site Instituto Humanitas Unisinos em 22/11/2010. Depois de tudo, creio que é contra ele e como que para apagá-lo, que nasceram todas as utopias. A que se devem o prestígio da utopia, da beleza, da maravilha da utopia? A utopia é um lugar fora &#8230; <a href="http://srtabia.com/2013/10/o-corpo-utopico/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">O Corpo Utópico</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Trechos do texto de Michel Foucault: <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/38572-o-corpo-utopico-texto-inedito-de-michel-foucault#.UhyTcc0Xdx8.facebook" target="_blank">O Corpo Utópico</a>. Publicado pelo site Instituto Humanitas Unisinos em 22/11/2010.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Depois de tudo, creio que é contra ele e como que para apagá-lo, que nasceram todas as utopias. A que se devem o prestígio da utopia, da beleza, da maravilha da utopia? A utopia é um lugar fora de todos os lugares, mas é um lugar onde terei um corpo sem corpo, um corpo que será belo, límpido, transparente, luminoso, veloz, colossal em sua potência, infinito em sua duração, desligado, invisível, protegido, sempre transfigurado; e é bem possível que a utopia primeira, aquela que é a mais inextirpável no coração dos homens, seja precisamente a utopia de um corpo incorpóreo. O país das fadas, dos duendes, dos gênios, dos magos, e bem, é o país onde os corpos se transportam à velocidade da luz, onde as feridas se curam imediatamente, onde caímos de uma montanha sem nos machucar, onde se é visível quando se quer e invisível quando se deseja. Se há um país mágico é realmente para que nele eu seja um príncipe encantado e todos os lindos peraltas se tornem peludos e feios como ursos.</p>
<p style="text-align: justify;">[&#8230;]</p>
<p style="text-align: justify;">Mas meu corpo, para dizer a verdade, não se deixa submeter com tanta facilidade. Depois de tudo, ele mesmo tem seus recursos próprios e fantásticos. Também ele possui lugares sem-lugar e lugares mais profundos, mais obstinados ainda que a alma, que a tumba, que o encanto dos magos. Tem suas bodegas e seus celeiros, seus lugares obscuros e praias luminosas. Minha cabeça, por exemplo, é uma estranha caverna aberta ao mundo exterior através de duas janelas, de duas aberturas – estou seguro disso, posto que as vejo no espelho. E, além disso, posso fechar um e outro separadamente. E, no entanto, não há mais que uma só dessas aberturas, porque diante de mim não vejo mais que uma única paisagem, contínua, sem tabiques nem cortes. E nessa cabeça, como acontecem as coisas? E, se as coisas entram na minha cabeça – e disso estou muito seguro, de que as coisas entram na minha cabeça quando olho, porque o sol, quando é muito forte e me deslumbra, vai a desgarrar até o fundo do meu cérebro –, e, no entanto, essas coisas ficam fora dela, posto que as vejo diante de mim e, para alcançá-las, devo me adiantar.</p>
<p style="text-align: justify;">Corpo incompreensível, penetrável e opaco, aberto e fechado: corpo utópico. Corpo absolutamente visível – porque sei muito bem o que é ser visto por alguém de alto a baixo, sei o que é ser espiado por trás, vigiado por cima do ombro, surpreendido quando menos espero, sei o que é estar nu. Entretanto, esse mesmo corpo é também tomado por uma certa invisibilidade da qual jamais posso separá-lo. A minha nuca, por exemplo, posso tocá-la, mas jamais vê-la; as costas, que posso ver apenas no espelho; e o que é esse ombro, cujos movimentos e posições conheço com precisão, mas que jamais poderei ver sem retorcer-me espantosamente. O corpo, fantasma que não aparece senão na miragem de um espelho e, mesmo assim, de maneira fragmentada. Necessito realmente dos gênios e das fadas, e da morte e da alma, para ser ao mesmo tempo indissociavelmente visível e invisível? E, além disso, esse corpo é ligeiro, transparente, imponderável; não é uma coisa: anda, mexe, vive, deseja, se deixa atravessar sem resistências por todas as minhas intenções. Sim. Mas até o dia em que fico doente, sinto dor de estômago e febre. Até o dia em que estala no fundo da minha boca a dor de dentes. Então, então deixo de ser ligeiro, imponderável, etc.: me torno coisa, arquitetura fantástica e arruinada.</p>
<p style="text-align: justify;">Não, realmente, não se necessita de magia, não se necessita de uma alma nem de uma morte para que eu seja ao mesmo tempo opaco e transparente, visível e invisível, vida e coisa. Para que eu seja utopia, basta que seja um corpo. Todas essas utopias pelas quais esquivava o meu corpo, simplesmente tinham seu modelo e seu ponto primeiro de aplicação, tinham seu lugar de origem em meu corpo. Estava muito equivocado há pouco ao dizer que as utopias estavam voltadas contra o corpo e destinadas a apagá-lo: elas nasceram do próprio corpo e depois, talvez, se voltarão contra ele.</p>
</blockquote>
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