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      <title>ScienceBlogs.com.br : Combined Feed</title>
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      <description>A feed of all posts published on ScienceBlogs.com.br.</description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2009</copyright>
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         <author>Luiz Bento none@example.com</author>
         <title>Resenha: Além de Darwin - Reinaldo José Lopes [Discutindo Ecologia]</title>
        <description>&lt;img alt="alem_de_darwin_livro_capa.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/images/alem_de_darwin_livro_capa.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0pt 20px 20px 0pt;" width="179" height="254" /&gt; &lt;div&gt;Muito se falou no último &lt;a href="http://www.bioletim.org/ii_ewclipo"&gt;EWCLiPo&lt;/a&gt; ( II Encontro de Weblogs científicos em língua portuguesa) sobre a eterna discussão entre Jornalistas e blogueiros de ciência. Acho que esta discussão já não é mais necessária e, como &lt;a href="http://scienceblogs.com/notrocketscience/2010/02/rebooting_science_journalism_-_on_blurring_boundaries_money.php"&gt;diria o Ed Young&lt;/a&gt;, ela já deveria ter terminado em 2006. Digo isso porque o problema é bem simples de ser resolvido. Existem, em termos gerais, dois tipos de divulgadores de ciência: os bons e os ruins. Dentre os bons temos pessoas de todas as áreas, inclusive jornalistas, como o grande &lt;a href="http://blogs.discovermagazine.com/loom/"&gt;Carl Zimmer&lt;/a&gt;. E dentre os ruins temos vários exemplos que não precisam ser citados, incluindo cientistas de renome. Tenho toda a certeza que o jornalista &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14/"&gt;Reinaldo José Lopes&lt;/a&gt; pode ser classificado dentre os bons divulgadores de ciência, e posso resumir o porquê. O motivo é bem simples e acho que todos os cientistas, sem exceção, deveriam buscá-lo. Reinaldo consegue passar informações cientificamente corretas para um público que nunca passaria perto de um artigo científico. Nem perto de um livro dos grandes divulgadores de ciência como Richard Dawkins, Jay Gould, Carl Sagan. Considero o livro &lt;i&gt;"Além de Darwin"&lt;/i&gt; (Editora Globo) do Reinaldo José Lopes o único livro de divulgação científica sobre evolução que eu daria para a minha mãe ler. E este é o auge do que precisamos em termos de divulgação científica, principalmente no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza um dos motivos que fazem o &lt;i&gt;"Além de Darwin"&lt;/i&gt; ser um ótimo presente para um público não iniciado em evolução está no seu formato. Mesmo não tendo gostado do título e, principalmente da capa (sabemos que o autor do livro é sempre o último a ver), acredito que o formato do livro dividido em textos curtos, em sua maioria com temas de grande apelo para o leitor (como, por exemplo, na página 23: &lt;i&gt;"Vamos ao que interessa: sexo"&lt;/i&gt;) e uma linguagem com termos coloquiais e mais simples atraem um público mais amplo. O problema talvez é que esse público alvo pode não chegar a abrir o livro, já que a foto do Darwin carrancudo e um título meio pesado podem afastar o leitor de ser iniciado (no bom sentido, claro). Algo como "Pílulas de evolução" refletiria melhor o que o livro apresenta. Não sei se atraria mais leitores, mas seria mais condizente com o conteúdo. Também não sei como funciona a pressão de uma grande editora para publicar um livro com Darwin no título em pleno ano Darwin, o que é realmente uma pena. Dentre os vários casos interessantes tratados de forma muito bem humorada (#eurialto, e várias vezes), posso ressaltar os capítulos &lt;i&gt;"Feto malvado, mamãe mão de vaca - Embriões e os seus truques sujos para extorquir as grávidas"&lt;/i&gt;; &lt;i&gt;"Até logo, e obrigado pelos peixes - Baleias e golfinhos têm o cérebro mais avançado da Terra?"&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;"Donald, o bem-dotado - Batalha sexual faz dos patos os campeões penianos do mundo"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto que normalmente é o estopim de uma boa discussão (ou não) sobre evolução é o assunto religião. Não é preciso conhecer o Reinaldo pessoalmente para saber o seu ponto de vista sobre o assunto. Católico praticante (acho que não deveria existir a expressão católico não praticante, mas ela é bem utilizada), ele deixa isso bem claro no texto, principalmente na última parte do livro intitulada "Esperanças: do certo, do errado, da fé e da razão". Não irei aqui questionar opniões pessoais quanto a religião, mas um ponto acho interessante ressaltar aqui. Concordo plenamente com o Reinaldo que &lt;i&gt;"A biologia evolutiva não vai, sozinha, ensinar-nos o que fazer com a Terra"&lt;/i&gt; (pág 231), nem mesmo a ciência como um todo. Mas esse não é e nunca foi o objetivo desta ferramenta. Muito menos trazer aspectos de moral para o ser humano. No parágrafo anterior, este aspecto é levantado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;"Ao fim e ao cabo, a dúvida entre simplesmente seguir nossos instintos mais tribais, favorecendo parentes e aliados e se lixando para o resto, e tentar estender a toda a nossa espécie, e quem sabe uma parcela significativa do resto dos seres vivos, uma só teia de compaixão, não tem uma resposta puramente racional. Argumentos baseados na razão só vão até certo ponto."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Acho que este argumento contradiz um pouco a ótima defesa do evolucionismo perante o Design desinteligente (como diria Dawkins) feita no capítulo intitulado &lt;i&gt;"Desinteligências - por que a hipotese do design inteligente é má ciência e péssima teologia"&lt;/i&gt;. Neste capítulo, Reinaldo usa um argumento interessante (pág. 203):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;"Vamos supor que os IDesigners estejam corretos. Sim, há indícios claros de planejamento inteligente nos seres vivos. Peço licença para perguntar. O que fazemos com isso? Para onde vamos daqui para frente? É possível expandir o conhecimento sobre a biologia de alguma maneira com essa premissa, além do meramente descritivo?"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje não temos um pleno conhecimento de como funciona a moral e o autruísmo em seres humanos e em macacos, isso não corrobora a ideia de que a compaixão é algo que a razão pura não explicaria. Como o próprio Reinaldo frizou, a defesa dos IDesigners que o evolucionismo está errado porque há sinais de design inteligente não ajuda a expansão do conhecimento científico. Pode até restringir se for levada a sério. Tenho certeza que atualmente ainda existem muitas lacunas em relação ao nosso entendimento de moral e autruísmo. Mas o conhecimento está avançando. Dou como exemplo uma &lt;a href="http://www.nature.com/news/2010/100208/full/news.2010.55.html?s=news_rss"&gt;matéria da Nature News&lt;/a&gt; sobre um artigo que fala da origem da moral humana e um artigo da PLoS ONE intitulado &lt;a href="http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0008901"&gt;Autruísmo em chipanzés: o caso da adoção&lt;/a&gt;. Não estou afirmando que estes exemplos provam que o autruísmo e moral são frutos apenas da razão. Mas dizer que a razão não explica não ajuda em nada o estudo deste interessante ramo da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando a minha opnião pessoal sobre a pequena parte do livro dedicada a religião, gostaria de ressaltar que é simplesmente incrível como o livro &lt;i&gt;"Além de Darwin"&lt;/i&gt; de Reinaldo José Lopes é ágil, simples e ao mesmo tempo muito correto cientificamente. Sem dúvida alguma recomento a leitura ao público leigo mas também aos cientistas e divulgadores de ciência amadores (grupo ao qual eu me encaixo). Temos uma aula de como passar informação científica para um público leigo de um grande jornalista. Ótimo exemplo de não ser ralo demais (o que muitas ONGs ambientalistas praticam) e nem complexo demais (como a maioria dos livros de Dawkins e Gould).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2010/02/resenha_alem_de_darwin_-_reina.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/DVN8lUOThMo" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/DVN8lUOThMo/resenha_alem_de_darwin_-_reina.php</link>
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         <category>Charles Darwin</category>
         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 12:04:40 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Carlos Hotta none@example.com</author>
         <title>As mentiras que as estatísticas contam [Brontossauros em meu Jardim]</title>
        <description>&lt;p&gt;O ex-presidente &lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2801485.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=14061&amp;section=1012"&gt;FHC escreveu um artigo&lt;/a&gt; comparando os dados de seu governo com os do seu sucessor. Em um dado momento, ele compara os aumentos acumulados do salário mínimo em sua gestão e na do Lula:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. &lt;strong&gt;De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%.&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;O argumento do FHC era de que seu governo investiu no social de forma equivalente ao do Lula. O aumento real acumulado do salário mínimo, por exemplo, foi apenas 2,1% menor (uma diferença de menos de 5%).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O detalhe é que FHC somou 8 anos de aumento de salário mínimo para chegar ao seu valor (1995 a 2002) e apenas 7 anos para o Lula (2003 a 2009)! Se considerarmos o aumento real por ano, FHC tem 5,93% por ano e Lula tem 7,07%, uma diferença de quase 20%! A manipulação dos números, neste caso grosseira, é uma amostra de como políticos - de forma geral - conseguem distorcer estatísticas reais para se encaixar em seu ponto de vista.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda veremos um texto do Lula dizendo que FHC precisaria de 6 anos para dar o aumento que ele deu em 5.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/02/mentiras_estatisticas.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/TfjbnjBRNsA" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/TfjbnjBRNsA/mentiras_estatisticas.php</link>
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         <category>mau humor</category>
         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 10:00:31 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Luis Azevedo Rodrigues none@example.com</author>
         <title>Água Que Queima [Ciência Ao Natural]</title>
        <description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/ciencia_ao_natural_1%20copy.jpg"&gt;&lt;img alt="ciencia_ao_natural_1 copy.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/assets_c/2010/02/ciencia_ao_natural_1 copy-thumb-500x375-40690.jpg" width="500" height="375" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
A natureza de algo nunca é parece o que ser. &lt;br /&gt;
É mais. Ou menos. Mas exactamente aquilo que parece ser, é raro.&lt;br /&gt;
Uma gota de água. Cristalina. Fresca. &lt;br /&gt;
Ainda assim, e apoiando o senso comum de um qualquer agricultor ou mero jardineiro de fim-de-semana, o refrescante efeito da rega durante as horas de maior calor pode não ser o desejado. &lt;br /&gt;
Mais. &lt;br /&gt;
As gotas de água que caem sobre a folhagem poderão provocar queimaduras nos tecidos vegetais.&lt;br /&gt;
Cada gota irá funcionar como uma lente ampliando o efeito energético sobre as folhas da vegetação conduzindo assim ao efeito contrário do que se pretenderia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Referência:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kriskagyorgy.extra.hu/32.pdf"&gt;Ádám Egri, Ákos Horváth, György Kriska and Gábor Horváth. Optics of sunlit water drops on leaves: conditions under which sunburn is possible. New Phytologist. (2009) doi: 10.1111/j.1469-8137.2009.03150.x&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/12.jpg"&gt;&lt;img alt="12.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/assets_c/2010/02/12-thumb-500x265-40692.jpg" width="500" height="265" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Abstract&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;small&gt;"It is a widespread belief that plants must not be watered in the midday sunshine, because water drops adhering to leaves can cause leaf burn as a result of the intense focused sunlight. The problem of light focusing by water drops on plants has never been thoroughly investigated.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Here, we conducted both computational and experimental studies of this phyto-optical phenomenon in order to clarify the specific environmental conditions under which sunlit water drops can cause leaf burn.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;We found that a spheroid drop at solar elevation angle θ ≈ 23°, corresponding to early morning or late afternoon, produces a maximum intensity of focused sunlight on the leaf outside the drop's imprint. Our experiments demonstrated that sunlit glass spheres placed on horizontal smooth Acer platanoides (maple) leaves can cause serious leaf burn on sunny summer days.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;By contrast, sunlit water drops, ranging from spheroid to flat lens-shaped, on horizontal hairless leaves of Ginkgo biloba and Acer platanoides did not cause burn damage. However, we showed that highly refractive spheroid water drops held 'in focus' by hydrophobic wax hairs on leaves of Salvinia natans (floating fern) can indeed cause sunburn because of the extremely high light intensity in the focal regions, and the loss of water cooling as a result of the lack of intimate contact between drops and the leaf tissue."&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagens:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Luís Azevedo Rodrigues&lt;br /&gt;
(com Nokia N73)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;e do artigo&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/2010/02/agua_que_queima.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/8WwUsBgVYFo" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/8WwUsBgVYFo/agua_que_queima.php</link>
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         <category>Bioderivados</category>
         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 09:35:10 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Mauro Rebelo none@example.com</author>
         <title>Terminei de ler... A Assustadora História da Medicina  [Você que é biólogo...]</title>
        <description>&lt;p&gt;&lt;img alt="DSC00939.JPG" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/imagens/DSC00939.JPG" width="500" height="375" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/347602/a-assustadora-historia-da-medicina/?ID=BD7A61857DA0209013A351086"&gt;O livro de Richard Gordon&lt;/a&gt; cria um dilema para quem se propõe a fazer uma resenha. Se te aconselhar a ler, terei de dizer que vai precisar de um bocado de paciência pra chegar até o final. Se te disser para não ler, terei de arcar com o custo do tanto de coisas importantes, interessantes ou só curiosas que você vai deixar de aprender.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;"A história da Medicina é uma longa substituição da ignorância pela falácia"&lt;/em&gt; começa a contra-capa. O livro pretende ser bem humorado, mas talvez por seu autor ser Inglês, o humor recheado de sarcasmo e que ironiza violentamente os médicos, é parecido com os filmes do &lt;em&gt;Monty Python&lt;/em&gt;, em que muitas vezes ficamos com a sensação de que fomos os únicos que não entenderam a piada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma outra razão é a tradução, que eu tenho certeza que está ruim (já que a outra opção é autor, editor e revisor serem muito incompetentes) e contribui para que alguns parágrafos simplesmente fiquem sem sentido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Finalmente, há uma enorme quantidade de nomes de pessoas, de locais e obras literárias e artísticas, além de muitas datas, e mais nomes, e mais lugares, e mais datas. Isso não seria necessariamente um problema, mas como não é um livro longo, desses que a gente usa pra consulta, esses dados são só ilustrativos, mas só ilustram alguma coisa pra quem já conhece todas essas citações. Para nós, meros mortais, muitos deles pouco significam e nenhum contribui realmente para a compreensão do texto. Veja um exemplo (e nem é dos piores):&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;"A afirmação de &lt;/em&gt;Darwin&lt;em&gt; de que &lt;/em&gt;Sir Thomas Browne&lt;em&gt; havia sugerido, no seu &lt;/em&gt;Religio Mediei&lt;em&gt;, que o &lt;/em&gt;Gênesis&lt;em&gt; não era tão confiável quanto os horários das estradas de ferro vitorianas foi considerada uma afronta da ciência à Igreja. A discussão chegou ao auge em 30 de junho de 1860, entre os soluços e desmaios das senhoras, no Museu da Universidade, ao lado de &lt;/em&gt;Parks&lt;em&gt;, em &lt;/em&gt;Oxford&lt;em&gt;."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O livro é um prato cheio de argumentos para calar a boca dos insuportáveis alunos do primeiro ano de medicina, cuja arrogância do &lt;em&gt;"olhem como sou bom e sei muito mais que vocês"&lt;/em&gt;, acaba por contaminar até o sarcástico autor do livro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas, se não ler, não vai saber as fofocas de doentes famosos, como os reis de França e Inglaterra, e seus médicos bem intencionados, mas totalmente incapazes (simplesmente porque não havia tratamento). Nem como apareceram doenças como escorbuto, gota, malária e sífilis; ou como desapareceram tuberculose e varíola. Nem as incríveis histórias de como foram inventada a vacina e a anestesia ou como a sulfa e a penicilina ajudaram a ganhar a guerra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E, tantas vezes com linguagem simples, direta e divertida, como quando fala da homeopatia e outras 'medicinas alternativas':  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"É realmente seguro para mim procurar uma pessoa sem qualificação para a medicina?"&lt;em&gt;, pergunta o guia ricamente ilustrado da saúde alternativa. E responde:&lt;/em&gt; "Fico tentado a sugerir que faça a você mesmo outra pergunta, em lugar dessa: 'Será seguro procurar o meu médico?' &lt;em&gt;Os medicamentos atuais são tão poderosos que se alguma coisa sair errada, os efeitos do remédio podem ser piores do que a doença. Resumindo, a medicina natural é mais segura simplesmente porque não confia tanto nos medicamentos artificiais. Minha nossa!&lt;br /&gt;
Se você está doente, precisa de tratamento científico. As únicas doenças que os "curandeiros" curam são as que seus clientes imaginativos não têm. &lt;br /&gt;
A relação da medicina com o charlatanismo é a mesma da astronomia com a astrologia. O que as estrelas predizem para os leitores de jornais é inofensivo, mas o lançamento de um ônibus espacial ou de um satélite, orientado pela astrologia, ao invés da astronomia, seria desastroso.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A decisão é sua!&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2010/02/terminei_de_ler_a_assustadora.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/qtQP2bgSmd8" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/qtQP2bgSmd8/terminei_de_ler_a_assustadora.php</link>
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         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 08:56:19 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>cretinas none@example.com</author>
         <title>Religião não só não faz de você uma pessoa melhor, como ainda engorda [Ideias Cretinas]</title>
        <description>&lt;p&gt;Estudos científicos que buscam correlação entre devoção ou práticas religiosas e fenômenos no mundo real são especialmente espinhosos, não só porque os vieses pessoais dos pesquisadores envolvidos muitas vezes transbordam para a prática científica, mas também, e principalmente, porque sempre acabam analisados num padrão de dois pesos e duas medidas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Assim: se comprovam algum efeito positivo &lt;em&gt;são prova de que ser religioso vale a pena&lt;/em&gt;,  se encontram efeito negativo ou nenhum efeito, &lt;em&gt;quem esses cientistas pensam que são para pôr deus num tubo de ensaio?&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;(Não foi Stálin que inventou o duplipensar. Ele está entre nós pelo menos desde o primeiro concílio de Niceia)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Minha veia cômica, no entanto, não permite que eu deixe passar em branco dois trabalhos divulgados ontem. O primeiro, descrito &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100209/not_imp508375,0.php"&gt;nesta reportagem de Herton Escobar&lt;/a&gt;, constata, pela n-ésima vez, que moralidade e religiosidade são coisas diferentes. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O argumento filosófico que estabelece a independência entre senso ético e fé é tão antigo quanto a própria filosofia -- "Você faz as coisas certas porque elas são certas ou porque seu deus quer? No primeiro caso, você não precisa de deus pra lhe dizer o que é certo; no segundo, você não é um agente moral, mas um escravo" -- mas uma constatação empírica sempre ajuda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A melhor, no entanto, é esta aqui, &lt;a href="http://news.yahoo.com/s/nm/20100208/lf_nm_life/us_religion_health"&gt;divulgada pela agência Reuters&lt;/a&gt;: ser religioso não só não traz benefícios para a saúde cardíaca, como estatísticas mostram que pessoas altamente religiosas têm mais chances de ser obesas. Imagens de matronas em vestido estampado na missa ou no culto logo vêm à mente? Pois é. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ponto positivo para os crentes: gente religiosa fuma menos. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Especialistas ouvidos pela Reuters apontaram alguns problemas no estudo, como o tamanho e a composição da população estudada,então ficamos aguardando ansiosamente pelo &lt;em&gt;follow-up&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2010/02/religiao_nao_so_nao_faz_de_voc.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/Q3iaPJdcVIc" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/Q3iaPJdcVIc/religiao_nao_so_nao_faz_de_voc.php</link>
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         <category />
         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 07:27:05 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Atila none@example.com</author>
         <title>Aranhas que se disfarçam de formigas (e bônus) [Rainha Vermelha]</title>
        <description>Há um tempo atrás, &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/10/myrmarachne.php"&gt;falei das aranhas Myrmarachne&lt;/a&gt;, que imitam formigas a fim de evitar predadores e conviver facilmente com eles. Mas as fotos não mostram o comportamento delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja então estes vídeos, e compartilhe comigo a admiração por estas aranhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="295" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2Pgs_-Lckno&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2Pgs_-Lckno&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="295" width="480"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/object&gt;
&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Fm39WxBatao&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Fm39WxBatao&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="480"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;


&lt;br /&gt;Bônus 1:&lt;br /&gt;Um macho da espécie &lt;em&gt;Phidippus mystaceus&lt;/em&gt; fotografado e filmado por &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/opoterser/"&gt;Thomas Shahan&lt;/a&gt; autor da lindas fotos de Salticidae que postei &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/10/salticidae.php"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/04/mais_salticidae.php"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Segundo Thomas, há anos ele procura o macho adulto desta espécie, e a ponto de compor e cantar a música do vídeo que fez quando encontrou uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/opoterser/3984515217/"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/02/Phidippus_mystaceus.jpg" alt="Phidippus_mystaceus.jpg" height="333" width="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;object height="295" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gc2O1cfShzQ&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gc2O1cfShzQ&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="295" width="480"&gt;&lt;/object&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Bônus 2: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3DsaXfNgQZ4&amp;amp;feature=related"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; e veja a maior aranha que já vi correndo (!) atrás de uma mulher!&lt;br /&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/02/aranhas_que_se_disfarcam_de_fo.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/zNuDa8O0nBY" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/zNuDa8O0nBY/aranhas_que_se_disfarcam_de_fo.php</link>
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         <category>aranhas</category>
         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 00:43:46 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Fernanda Poletto none@example.com</author>
         <title>Você foi vítima de um plano maquiavélico [Bala Mágica]</title>
        <description>&lt;div align="justify"&gt; Este blog, dedicado à nanobiotecnologia e afins, tem tratado também de temas diversos como &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/bala_magica/2009/12/a_teoria_do_caos_e_o_que_voce.php"&gt;teoria do caos&lt;/a&gt;, segunda lei da termodinâmica e &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/bala_magica/2010/01/a_direcao_do_futuro.php"&gt;seta do tempo&lt;/a&gt;. E você, leitor, deve ter se perguntado: 

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
"- Ora bolas, o que essas coisas têm a ver com a temática do Bala Mágica?" &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pois agora revelarei: tudo isso foi maquiavelicamente arquitetado como uma grande introdução a .... este post fatídico! Há meses estou enrolando para responder uma pergunta feita &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/bala_magica/2009/09/aos-participantes-da-5a-semana-academica-da-farmacia-ipa.php#comment-2102802"&gt;aqui&lt;/a&gt; no Bala Mágica pelo João, do &lt;a href="http://cronicadaciencia.blogspot.com"&gt;Crónica da Ciência&lt;/a&gt;. O motivo? Muito simples. Eu precisei estudar a respeito. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Eis a pergunta que deu início a tudo: &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;(Joao) "O que achas disto: &lt;a href="http://www.newscientist.com/article/dn2572-second-law-of-thermodynamics-broken.html"&gt;http://www.newscientist.com/article/dn2572-second-law-of-thermodynamics-broken.html&lt;/a&gt;, as implicações para a nanotecnologia são realmente novas?" &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de ler essa pergunta, passar os olhos pela referência científica original, babar por alguns segundos olhando para a tela do computador num estado semi-catatônico e lembrar daquela célebre frase de Sócrates (o filósofo, não o jogador de futebol), comecei a destrinchar a teoria e a formular uma resposta. E consegui, finalmente! Você poderá conferi-la no próximo post (com direito a medaglia!). Aguarde e confie.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[continua....]   &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;/div&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/bala_magica/2010/02/voce_foi_vitima_de_um_plano_ma.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/1R3RKTe4yZs" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/1R3RKTe4yZs/voce_foi_vitima_de_um_plano_ma.php</link>
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         <category>bala magica</category>
         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 00:00:02 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Isis Nóbile Diniz none@example.com</author>
         <title>Extraordinárias fotografias da natureza [Xis-Xis]</title>
        <description>&lt;p&gt;&lt;img alt="fotografo cópia.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/fotografo%20c%C3%B3pia.jpg" width="200" height="299" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /&gt;Este post é para começar a semana inspirada! Alguns momentos revelam a extraordinariedade do meio ambiente ao serem capturados. Encanta. Tenho a impressão que nos faz voltar a uma espécie de princípio perdido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para alegrar nossa visão, separei sites de dois fotógrafos brasileiros: &lt;a href="http://www.gambarini.com.br" target="_blank"&gt;Adriano Gambarini&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.terrabrasilimagens.com.br" target="_blank"&gt;Araquém Alcântara&lt;/a&gt;. Entre seus trabalhos, estão os momentos - claro, únicos - "retirados" da natureza. Quer relaxar um pouco? Visite o site de ambos clicando nos nomes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Beijo, boa semana quase carnavalesca.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
;]&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/2010/02/extraordinarias_fotografias_da.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/_ZiB6oWCYjE" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/_ZiB6oWCYjE/extraordinarias_fotografias_da.php</link>
         <guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://scienceblogs.com.br/xisxis/2010/02/extraordinarias_fotografias_da.php]]></guid>
         <category>Rede Ecoblogs</category>
         <pubDate>Mon, 08 Feb 2010 22:16:18 -0300</pubDate>
      <feedburner:origLink>http://scienceblogs.com.br/xisxis/2010/02/extraordinarias_fotografias_da.php</feedburner:origLink></item>
      
      <item>
         <author>bessa none@example.com</author>
         <title>Pensamento de segunda [Ciência à Bessa]</title>
        <description>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"&gt;"Nunca empreste dinheiro a um geólogo. Ele considera cem mil anos um intervalo curto de tempo." (Alfred Wegener)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/bessa/2010/02/pensamento-de-segunda-55.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/ZVkWvrREt4Y" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/ZVkWvrREt4Y/pensamento-de-segunda-55.php</link>
         <guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://scienceblogs.com.br/bessa/2010/02/pensamento-de-segunda-55.php]]></guid>
         <category>Divulgação Científica</category>
         <pubDate>Mon, 08 Feb 2010 16:27:49 -0300</pubDate>
      <feedburner:origLink>http://scienceblogs.com.br/bessa/2010/02/pensamento-de-segunda-55.php</feedburner:origLink></item>
      
      <item>
         <author>Rafael [RNAm] none@example.com</author>
         <title>Cuidado com a prática ortomolecular e biomolecular [RNAm]</title>
        <description>&lt;a href="http://filosofiaetecnologia.blogspot.com/2009/01/medicina-ortomolecular.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/ORTOMOL.jpg"&gt;&lt;img alt="ORTOMOLecular.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/ORTOMOL-thumb-400x400-40570.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="400" height="400" /&gt;&lt;/a&gt;O Conselho Federal de Medicina falou, tá falado. Algumas práticas ortomoleculares e biomoleculares não podem ser realizadas por não terem comprovações científicas. - &lt;em&gt;Aliás, quem inventou esses nomes? Parece até essas coisas &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/10/aparelho_bioquantico_castigo_p.php"&gt;pseudocientíficas bioquânticas&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora reposição de nutrientes que estejam faltando, como vitaminas, ou tirar outras substâncias nocivas, como metais pesados e pesticidas, só podem ser feitas nos parâmetros internacionais e se forem medidas e comprovadas a falta ou excesso de substância. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E para essa medição não vale o famoso teste do cabelo, que todo ortomolecular pede. Este só funciona em caso de intoxicação ou contaminação por metais tóxicos. Fora isso não funciona e está &lt;strong&gt;proibido&lt;/strong&gt; de ser usado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Alguns trechos interessantes da resolução (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u689979.shtml"&gt;leia aqui na íntegra&lt;/a&gt;):&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Art. 8º A remoção de minerais, quando em excesso, ou de minerais tóxicos, agrotóxicos, pesticidas ou aditivos alimentares se fará de acordo com os seguintes princípios:&lt;/li&gt;&lt;li&gt;I) O excesso de cada substância tóxica deverá ser considerado isoladamente;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;II) &lt;strong&gt;Existência, na literatura médica, de fundamentação bioquímica e fisiológica sobre o efeito deletério do excesso da substância tóxica considerada, bem como de dados que comprovem a possibilidade de correção efetiva por meio da remoção proposta;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;III) &lt;strong&gt;Além da melhoria dos parâmetros laboratoriais, deverá haver comprovação científica de utilidade clínica;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;IV) O valor terapêutico da remoção de determinada substância tóxica deverá ser avaliado para cada tipo de distúrbio. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Art. 9º &lt;strong&gt;São destituídos de comprovação científica suficiente quanto ao benefício para o ser humano sadio ou doente&lt;/strong&gt;, e por essa razão têm vedados o uso e divulgação no exercício da Medicina, os seguintes procedimentos da prática ortomolecular e biomolecular, diagnósticos ou terapêuticos, que empregam:&lt;/li&gt;&lt;li&gt;I) &lt;strong&gt;Para a prevenção&lt;/strong&gt; primária e secundária, doses de vitaminas, proteínas, sais minerais e lipídios que &lt;strong&gt;não respeitem os limites de segurança (megadoses)&lt;/strong&gt;, de acordo com as normas nacionais e internacionais e os critérios adotados no art. 5º;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;II) EDTA (ácido etilenodiaminotetracético) para remoção de metais tóxicos fora do contexto das intoxicações agudas e crônicas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;III) O EDTA e a procaína como terapia antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para patologias crônicas degenerativas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;IV) &lt;strong&gt;Análise do tecido capilar fora do contexto do diagnóstico de contaminação e/ou intoxicação por metais tóxicos;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;V) Antioxidantes para melhorar o prognóstico de pacientes com doenças agudas, observadas as situações expressas no art. 5º;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;VI) Antioxidantes que interfiram no mecanismo de ação da quimioterapia e da radioterapia no tratamento de pacientes com câncer;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;VII) &lt;strong&gt;Quaisquer terapias antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para doenças crônicas degenerativas, exceto nas situações de deficiências diagnosticadas cuja reposição mostra evidências de benefícios cientificamente comprovados. &lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;ul&gt;
	
	
	
	
	
	
	

	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	

	
	
	
	
	&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="GiovannaAntonelli.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/GiovannaAntonelli.jpg" class="mt-image-left" style="margin: 0pt 20px 20px 0pt; float: left;" width="115" height="183" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Chiques, famosas e "ortomoleculadas"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Várias destas práticas, agora proibidas, vem sendo feitas e divulgadas a muito tempo. Como acontece com Giovanna Antonelli, uma das estrelas da Novela das Oito "Viver a Vida" (por ser uma entidade, "Novela das Oito" deve ser escrita em maiúsculas, por respeito a sua divindade) . É o que diz sua terapeuta &lt;a href="http://boaforma.abril.com.br/dieta/aliados-da-dieta/dieta-globais-ortomolecular-500176.shtml"&gt;numa reportagem&lt;/a&gt; de dietas dos Famosos (também com F maiúsculo por se tratar de divindade): "Giovanna Antonelli chegou ao consultório querendo emagrecer. Uma das providências foi prescrever doses extras de minerais que baixassem sua vontade louca de comer doce na fase pré-menstrual". Hum... mas sem medir nada pra ver se tava faltando mesmo?&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/1050361.babado_samara_felippo_3gente___nacional_450_300.jpg"&gt;&lt;img alt="samara_felippo.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/1050361.babado_samara_felippo_3gente___nacional_450_300-thumb-100x150-40573.jpg" class="mt-image-right" style="margin: 0pt 0pt 20px 20px; float: right;" width="135" height="202" /&gt;&lt;/a&gt;O fato é que resolve mesmo. Pelo menos pra emagrecer. Afinal a Global (G maiúsculo) chega no consultório querendo perder 8kg pra ser a próxima capa da Playboy e a terapia molecular, com todo seu conhecimento, receita o que? Ouça nas palavras de Samara Fellipo: "Não precisei passar fome e sequei 8 quilos em dois meses, reduzindo carboidrato e cortando doce e fritura". Isso não é terapia ortomolecular Samara, é COMER DIREITO, DIETA, e todo mundo sabe como funciona!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quem tiver dados REAIS de reposição de nutrientes usadas nessas terapias, pode me mandar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Não apela, Folha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u689975.shtml"&gt;esta notícia da Folha resumindo a resolução&lt;/a&gt; está muito ruim e errada. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Diz que a resolução confirma a ausência de comprovação científica da prática, o que não é verdade. Ela regulamenta, ou seja, algumas práticas estão autorizadas e outras não. E afirmar "Entre os prejuízos estão o aumento do risco de câncer", é senssacionalismo, já que não é exatamente isto que a resolução fala, como você pôde ler acima.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E outra, a Folha definiu as práticas ortomoleculares e biomoleculares com o que estava escrito na resolução. Custava dar um "google" pra aprofundar pelo menos um palmo?&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/02/cuidado_com_a_pratica_ortomole.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/_BVMYFHcJzQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/_BVMYFHcJzQ/cuidado_com_a_pratica_ortomole.php</link>
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         <category>lei</category>
         <pubDate>Mon, 08 Feb 2010 08:30:10 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Luiz Bento none@example.com</author>
         <title>Etanol de cana-de-açúcar: Solução global (?), problema local [Discutindo Ecologia]</title>
        <description>Gostaria de indicar neste domingo de calor africano uma leitura bem interessante. O artigo intitulado "Solução global, problema local" do nosso vizinho de Scienceblogs Brasil &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/universofisico/"&gt;Igor Zolnerkevic&lt;/a&gt; publicado na ótima revista de divulgação científica &lt;a href="http://www.unesp.br/aci/revista/"&gt;Unesp Ciência&lt;/a&gt;.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img alt="cana_nitrogenio_etanol.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/images/cana_nitrogenio_etanol.jpg" width="393" height="246" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O artigo do Igor fala sobre um dos vários problemas consequentes de um plantio em monocultura de larga escala e que são mascarados quando só olhamos para o problema ambiental da moda, no caso, o Aquecimento Global. Somente uma pequena parte do nitrogênio adicionado via fertilização é absorvido pelas plantas, fazendo com que os agricultores tenham que usar cada vez mais fertilizantes para obterem um crescimento satisfatório. Este nitrogênio em excesso pode ser lixiviado pela água da chuva para os ecossistemas aquáticos adjacentes ou ser emitido para o ar. O excesso de nitrogênio em ecossistemas aquáticos resulta em um processo já bem conhecido, chamado de eutrofização artificial. Mas a emissão de nitrogênio em forma gasosa pode resultar na chamada "chuva seca" de fertilizantes, transferindo o nitrogênio para regiões bem distantes de onde eles foram inicialmente alocados. Para entender melhor este processo, nada melhor do que ler o &lt;a href="http://www.unesp.br/aci/revista/ed05/pdf/UC_05_Quem01.pdf"&gt;artigo&lt;/a&gt; do Igor e&amp;nbsp;visualizar o extremamente bem feito infográfico sobre o assunto. Também tratei um pouco sobre o efeito do excesso de nitrogênio em um &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2008/09/muito-alem-do-aquecimento-global-o-efeito-do-excesso-de-nitrogenio.php"&gt;post bem antigo&lt;/a&gt; aqui no blog.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para quem ainda não entendeu o ponto de interrogação no título do post, o objetivo foi ressaltar o meu ponto de vista que os biocombustíveis de plantas terrestres estão longe de serem "a" Solução global para os nossos problemas ambientais. E isso é um assunto para uma série de posts que está sendo preparada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos os artigos da revista &lt;a href="http://www.unesp.br/aci/revista/"&gt;Unesp ciência&lt;/a&gt; são disponibilizados em pdf, então recomendo a leitura deste bom exemplo de jornalismo científico brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2010/02/etanol_de_cana-de-acucar_soluc.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/gjnjWFb0ZnI" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/gjnjWFb0ZnI/etanol_de_cana-de-acucar_soluc.php</link>
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         <category>Aquecimento global</category>
         <pubDate>Sun, 07 Feb 2010 12:24:26 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Roberto none@example.com</author>
         <title>Química, Física e Estética [Química Viva]</title>
        <description>&lt;div align="justify"&gt;A natureza humana traz no seu bojo a manifestação da beleza e a apreciação da beleza como uma de suas características únicas, associadas principalmente à intuição e aos sentimentos. A criação de obras de arte é conhecida de antes mesmo da escrita, o que nos faz considerar que o senso estético precede a linguagem. Assim, não é de se estranhar que várias culturas, ocidentais e orientais, desenvolveram várias formas de manifestação estética através da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte da confecção de peças de cerâmica é conhecida desde a antiguidade clássica, no caso da civilização ocidental, e mesmo de antes nas culturas orientais, para as quais já foram descobertas peças datadas de 16.000 anos. A cultura japonesa, em particular, traz consigo uma longa tradição na confecção de jarros, cumbucas, xícaras e bules de uma beleza única. São peças refinadas, utilizadas tanto no dia-a-dia como em ocasiões especiais e cerimônias. Os japoneses dominam como poucos a arte da confecção destas peças, que traz consigo nuances sofisticadas, reveladas em artigo de pesquisadores japoneses publicado na prestigiosa revista Accounts of Chemical Research. Fruto de 30 anos de investigações, a narrativa mostra os processos químicos e físicos associados à confecção artesanal de jarros da região de Bizen, província de Okayama, no Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://quiprona.files.wordpress.com/2010/02/bizen.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A origem da técnica foi copiada de artesanato da península da Coréia, e expressa, na sua essência, dois conceitos básicos: &lt;i&gt;wabi &lt;/i&gt;(imagem de riqueza e beleza na simplicidade e pobreza) e &lt;i&gt;sabi &lt;/i&gt;(senso estético de solidão), criados pelo mestre Sen no Rikyu (1522-1591). O artesanato de Bizen é um dos mais populares do Japão, e tem como base o emprego de argila e calor. O artista deve dominar a utilização tanto de um como de outro, de maneira a criar peças cerâmicas com diferentes nuances de cores: vermelho, laranja, púrpura, amarelo e preto, sem a utilização de tintas. Uma das tonalidades mais apreciadas do artesanato de Bizen é o vermelho-alaranjado, chamada de &lt;i&gt;hidasuki&lt;/i&gt;. Esta coloração foi descoberta acidentalmente quando do uso de palha de arroz na separação dos jarros quando estes são levados ao forno. A palha de arroz, inicialmente utilizada para separar os jarros e não deixá-los grudar uns nos outros, promove o surgimento da cor &lt;i&gt;hidasuki &lt;/i&gt;na superfície da argila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://quiprona.files.wordpress.com/2010/02/jarros-arroz1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Os artesãos que descobriram por acaso o &lt;i&gt;hidasuki &lt;/i&gt;observaram que dois fatores influenciam na tonalidade da cor: a qualidade da argila e da palha de arroz utilizadas. A argila empregada na confecção destas peças deve necessariamente ser de plantações de arroz da região de Bizen – daí o nome – e apresenta na sua composição SiO&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;, TiO&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;, Al&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;, Fe&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;, CaO, MgO, MnO, K&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O, Na&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O e P&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;5&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;. A palha de arroz utilizada na confecção das porcelanas de Bizen é rico em potássio, o qual é reduzido a K&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O na presença de cristobalita (SiO&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;) em forno. O surgimento da cor &lt;i&gt;hidasuki &lt;/i&gt;se deve à presença de hematita na argila. A coloração das partículas de hematita muda de acordo com seu tamanho – pequenas partículas de coloração vermelha a partículas grandes, pretas. O aquecimento da hematita a temperaturas acima de 800 oC leva à agregação e crescimento dos cristais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://quiprona.files.wordpress.com/2010/02/jarros-antes-depois.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Sem a palha de arroz a cerâmica de Bizen não adquire a coloração &lt;i&gt;hidasuki&lt;/i&gt;. Como ilustrado na figura abaixo, os autores japoneses prepararam pastilhas de argilas de Bizen de diferentes maneiras. Na figura (a) é mostrada uma pastilha feita de argila de Bizen sem arroz, e contém quartzo, cristobalita e mulita [(Al,Fe)&lt;small&gt;&lt;small&gt;6&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;Si&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;13&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;, com a razão Al/Fe de aproximadamente 9/1]. A pastilha (b) foi feita na presença de palha de arroz, porém foi rapidamente resfriada, levando à formação de uma superfície vitrificada. As pastilhas (c) e (d) foram preparadas com argila de Bizen e palha de arroz, mas resfriadas lentamente. Medidas por difratometria de raios-X, microscopia eletrônica de varredura, microscopia de transmissão de elétrons e difratometria de elétrons permitiram os autores japoneses verificar que o resfriamento lento das peças de cerâmica leva a um aumento da concentração de hematita cristalizada de diferentes formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://quiprona.files.wordpress.com/2010/02/pastilhas-1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;As análises indicaram que a argila preparada sem palha de arroz apresenta cristais de mulita na forma de agulhas [figura (a), a seguir]. Já a pastilha obtida por resfriamento rápido apresenta grandes cristais planos (b), que podem se tornar hexagonais na presença de Si, Ca, Mg e Na. Quando preparada com arroz e deixada a resfriar lentamente, as pastilhas formadas apresentam grandes cristais esféricos de corundum (óxido de alumínio, Al&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;) sobre os quais estão cristais escuros de hematita (c) e (d). Análises refinadas por microscopia de transmissão de elétrons destes cristais mostram cristais de corundum de aproximadamente 1,5 µm coberto de cristais de hematita de 0,5 µm [fotografia (a), depois do conjunto (a)-(d)] A fotografia (d) indica estruturas cristalinas marcadas C+H, com uma composição “sanduíche” alfa-Fe&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;/alfa-Al&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;/alfa-Fe&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;. Os autores indicam que o mecanismo de formação da coloração hidasuki é o seguinte: primeiro, uma reação dos componentes da argila de Bizen com o potássio presente na palha de arroz a 1250 °C resulta na formação de duas fases: uma líquida – SiO&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt; – e corundum, sólida (Al&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;). Durante o processo de resfriamento, os cristais de hematita crescem sobre os cristais de corundum. O problema é o oxigênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://quiprona.files.wordpress.com/2010/02/cristais-1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://quiprona.files.wordpress.com/2010/02/cristais-2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O teor de oxigênio durante o processo de preparação da porcelana de Bizen também é crítico. Os pesquisadores japoneses prepararam diferentes pastilhas de argila a 1250 °C, sob diferentes atmosferas: (a) atmosfera de N&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt; (nitrogênio), livre de O&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;; (b) com uma atmosfera composta de 99% de N&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt; e 1% de O&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;; (c) 98% N&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt; e 2% O&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;; (d) 95% N&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;, 5% O&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;. Como é possível ver, a coloração das pastilhas muda bastante de acordo com a composição de gases utilizada na sua preparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://quiprona.files.wordpress.com/2010/02/pastilhas-22.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A presença de fósforo (na forma de P&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;5&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;) e carbono (das cinzas da palha de arroz) também influencia na coloração da cerâmica obtida. A presença de fósforo leva à formação de schreibersita (Fe&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;P). Já a presença de carbono leva à formação de grafite. Ambos participam na coloração final da peça de cerâmica preparada. As peças de cerâmica mais claras são ricas em uma forma de hematita denominada de epsilon-Fe&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;, que forma cristais perpendiculares à superfície de mulita onde estão aderidos (figuras a, b e c, a seguir). Esta forma de hematita, epsilon-Fe&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;O&lt;small&gt;&lt;small&gt;3&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;, muda sua forma cristalina de acordo com a pressão parcial de oxigênio (O&lt;small&gt;&lt;small&gt;2&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;) na atmosfera em que os cristais são formados, e é responsável pela coloração de tom alaranjado das peças de cerâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://quiprona.files.wordpress.com/2010/02/cristais-3.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O trabalho dos autores japoneses traz à luz fatores químicos e físicos que determinam a composição de materiais argilosos utilizados na preparação de cerâmicas, material extremamente versátil utilizado para os mais diversos fins. Surpreendente é a tecnologia desenvolvida pelos artesãos japoneses durante séculos de maneira intuitiva e empírica. A principal motivação para a criação das peças de cerâmica de Bizen é estética – pura beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="padding: 5px; float: left;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_small.png" style="border: 0pt none ;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;amp;rft.jtitle=Accounts+of+Chemical+Research&amp;amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1021%2Far9001872&amp;amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;amp;rft.atitle=Science+in+the+Art+of+the+Master+Bizen+Potter&amp;amp;rft.issn=0001-4842&amp;amp;rft.date=2010&amp;amp;rft.volume=&amp;amp;rft.issue=&amp;amp;rft.spage=2147483647&amp;amp;rft.epage=&amp;amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fpubs.acs.org%2Fdoi%2Fabs%2F10.1021%2Far9001872&amp;amp;rft.au=Kusano%2C+Y.&amp;amp;rft.au=Fukuhara%2C+M.&amp;amp;rft.au=Takada%2C+J.&amp;amp;rft.au=Doi%2C+A.&amp;amp;rft.au=Ikeda%2C+Y.&amp;amp;rft.au=Takano%2C+M.&amp;amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Chemistry%2CBiochemistry%2C+Organic+Chemistry"&gt;Kusano, Y., Fukuhara, M., Takada, J., Doi, A., Ikeda, Y., &amp;amp; Takano, M. (2010). Science in the Art of the Master Bizen Potter &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Accounts of Chemical Research&lt;/span&gt; DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1021/ar9001872"&gt;10.1021/ar9001872&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: a utilização de figuras é autorizada pela American Chemical Society (veja &lt;b&gt;&lt;a href="https://s100.copyright.com/AppDispatchServlet"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="zemanta-pixie"&gt;&lt;img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=7594705c-8f07-8f78-acf1-4385dd99635d" /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/quimicaviva/2010/02/quimica_fisica_e_estetica.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/DBK80vNylds" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category />
         <pubDate>Sat, 06 Feb 2010 14:45:07 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>bessa none@example.com</author>
         <title><![CDATA[Tudo em um ano II &ndash; Nuvens de Poeira]]> [Ciência à Bessa]</title>
        <description>&lt;p&gt;Se você não sabe de que se trata esta série &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/bessa/2010/01/tudo_em_um_ano_i_big_bang.php"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/bessa/384524main_ero_eta_carinae_label.jpg"&gt;&lt;img title="384524main_ero_eta_carinae_label" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="328" alt="384524main_ero_eta_carinae_label" src="http://scienceblogs.com.br/bessa/384524main_ero_eta_carinae_label_thumb.jpg" width="334" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Nebulosa de Eta Carina&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Fonte: nasa.gov&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mais de um mês galático se passou desde o nosso big bang de 2010. Pela minha regra de três seria aproximadamente no dia 5 de fevereiro que o universo iria atingir seu segundo passo evolutivo, a formação de imensas nuvens de poeira cósmica. Na verdade, um monte de coisas estranhas ocorreram nos primeiros segundos do universo: a formação de partículas subatômicas, das forças que regem nosso universo, mas tudo numa fração de segundo, portanto inconcebível ao nosso calendário cósmico 2010. De lá para cá os átomos se formaram lentamente, primeiro os de menor massa atômica, depois os maiores por fusão nuclear e agregação de outras partículas. Também começou a haver a união dos átomos em moléculas e destas em matéria maior. Podemos dizer que hoje, dia 5 de fevereiro, pela primeira vez na história do universo, a matéria aqui contida se reuniu a ponto de ser visível a olho nu. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O universo era povoado neste momento de pequenos cristais chamados poeira cósmica. Cada grão desta poeira mede cerca de 0,1 mm e se aglomera na imensidão. Na eternidade de tempo que nos separa de 18 de julho esses aglomerados irão se adensar até coalescer dando início à formação de todos os astros gigantescos que vemos no espaço hoje. É uma daquelas reações em espiral auto-alimentadas, quanto mais os grãos de poeira se aproximam mais a gravidade os atrai, e quanto mais grãos se juntam mais gravitacionalmente atraentes eles se tornam. Muitas nuvens de poeira cósmica destas hoje são verdadeiros berçários de estrelas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, imagine que esta poeira cósmica ainda estava por se unir e formar mesmo a primeira das estrelas. Nenhuma estrela, nem umazinha que fosse! É por isso que este período da história do universo é conhecido como a idade da escuridão. Ainda não havia estrelas na época, mas e hoje, ainda há poeira cósmica? Certamente, ela está por toda parte e existe de diversas naturezas. Há nuvens de poeira cósmica circumplanetário (anéis como os de Saturno), interplanetário (como no cinturão de asteróides que existe entre Marte e Júpiter), interestelar (como as nebulosas) e intergalática. Destas quatro a intergalática deve ser a que mais se assemelha às nuvens de poeira cósmica originais, as outras podem ser resultado da explosão de estrelas, caudas de cometar e colisões de asteróides. Dentro destas nuvens, pelo menos das nebulosas que são o que podemos observar aqui da Terra melhor mas se assemelham mais às primevas, existe um campo radioativo interestelar. Ali há uma grande quantidade de energia que pode virar calor, luz e movimento, um espetáculo interessante de se observar. Se você tiver uma boa luneta pode ter um ligeiro gostinho disto observando as constelações de Orion ou Câncer. Outro espetáculo são as representações artísticas de nuvens de poeira encontrados nos sites de agências espaciais como a da Eta Carina que eu coloquei aí em cima.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/bessa/2010/02/tudo_em_um_ano_i_big_bang.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/OcZ0iVbBfl0" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/OcZ0iVbBfl0/tudo_em_um_ano_i_big_bang.php</link>
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         <category>Divulgação Científica</category>
         <pubDate>Sat, 06 Feb 2010 01:00:00 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Luciana Christante none@example.com</author>
         <title>Seria a consciência uma onda de cálcio? [Efeito Adverso]</title>
        <description>&lt;p&gt;Aqui vai um trecho da &lt;a href="http://www.unesp.br/aci/revista/ed05/pdf/UC_05_Astrocitos01.pdf"&gt;reportagem&lt;/a&gt; publicada na &lt;a href="http://www2.unesp.br/revista/?page_id=71"&gt;revista deste mês&lt;/a&gt; sobre os astrócitos, um tipo de célula cerebral para o qual ninguém dava muita bola, mas que, nos últimos dez anos, vem desbancando o protagonismo dos neurônios nas ciências do cérebro. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já tem gente falando numa tal hipótese astrocêntrica do processamento cognitivo. Segundo eles, ondas de cálcio trafegando pela rede de astrócitos poderiam explicar a consciência. Os neurônios que se cuidem!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/vivacomopuder/2900528620/in/set-72157605306044950/"&gt;&lt;img alt="astrocitos ea.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/efeitoadverso/images/astrocitos%20ea.jpg" width="500" height="364" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As células em formato de estrela [os astrócitos] também estão organizadas numa imensa e complexa rede, mas, diferentemente dos neurônios, não produzem potenciais de ação, ou seja, não são eletricamente excitáveis (e, portanto, passavam invisíveis pelos métodos da eletrofisiologia). Mas já se acredita que elas também transmitam, processem e integrem informações, devido a sua alta sensibilidade ao glutamato. Toda vez que esse neurotransmissor é liberado na fenda sináptica, os astrócitos respondem com um aumento súbito da concentração de íons cálcio no seu citoplasma.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essas ondas de cálcio atravessam a célula e atingem outras extremidades dela. O astrócito, então, libera glutamato, que, por sua vez, pode influenciar os neurônios que estão nas redondezas, explica Alfredo Pereira Jr. Os cientistas supõem que, com esse mecanismo, os astrócitos podem determinar se os neurônios vão entrar em processo de potenciação ou depressão - que está intimamente associado à formação de memórias. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Os modelos disponíveis de sinapse tripartite apoiam a hipótese de que o astrócitos seriam o componente que definiria se um determinado estímulo vai ser lembrado ou esquecido", especula o pesquisador de Botucatu. Descobertas como essa têm atraído o interesse de neurocientistas ligados à ciência cognitiva, como Pereira Jr., para quem os astrócitos parecem estar envolvidos com funções cognitivas consideradas superiores, como memória e consciência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Várias evidências reforçam essa ideia, como o aumento da complexidade da rede de astrócitos na escala evolutiva; o fato de ganharmos astrócitos ao longo da vida (e não perdermos, como ocorre com os neurônios); sua abundante presença no córtex, a camada externa do cérebro ligada ao processamento cognitivo e emocional; e, por fim, a capacidade dessas células de monitorar (ou "escutar", como dizem os cientistas) simultaneamente a atividade de muitos neurônios. Cada astrócito pode se conectar a mais de 100 mil sinapses.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mente duplicada?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Estudos sobre os novos astros do cérebro em papéis como memória e consciência ainda são teóricos, mas algumas especulações são audaciosas. Existe até uma hipótese astrocêntrica, segundo a qual a rede de astrócitos seria uma espécie de cópia da rede neuronal, instante a instante, mas codificada numa outra linguagem. Enquanto os neurônios "conversam" por meio de descargas elétricas, os astrócitos se comunicariam através das descargas de ondas de cálcio. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A ideia foi proposta em 2002 no &lt;em&gt;Journal of Physiology&lt;/em&gt; pelo americano James M. Robertson, que curiosamente não é um acadêmico e dirige a empresa &lt;em&gt;Artificial Ingenuity&lt;/em&gt; (de sistemas de inteligência artificial), em Phoenix, Arizona. Para ele, "a sinapse é o penúltimo passo no processamento de informação. O estágio final, que leva à consciência, à formação de memórias e a outras funções do córtex, ocorreria dentro da rede astrocitária cortical, depois que a informação é transferida para os receptores dos astrócitos em cada sinapse tripartite." &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Traduzindo para uma linguagem leiga, é como se os astrócitos estivessem escutando tudo o que os neurônios falam, captassem e integrassem essas informações para  gerar a consciência. Há quem diga que os limitados progressos das redes de inteligência artificial decorram da ausência de elementos que simulem os astrócitos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sedutora, a hipótese astrocêntrica espera comprovação experimental. Até agora as ondas de cálcio só foram observadas em astrócitos isolados, cultivados in vitro. Não se sabe se, in vivo, elas se propagam pela rede atravessando os sincícios, as fusões de membranas que conectam um astrócito a outro. Ao contrário do impulso elétrico dos neurônios, as ondas de cálcio precisam de um meio físico para passar de um astrócito para outro. A limitação para comprovar isso é metodológica. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em artigo de março de 2009 no &lt;em&gt;Journal of Biological Physics&lt;/em&gt; (numa edição inteiramente dedicada à glia), Pereira Jr. expõe um modelo biofísico que poderia explicar a proposta de Robertson. Testá-lo na vida real implica o emprego de novas tecnologias, como a microscopia fluorescente de dois fótons (que permite enxergar o tecido vivo com mais  profundidade), combinada com a marcação dos receptores de cálcio e a engenharia genética de proteínas astrogliais, enumera o autor. Desafios para um futuro próximo. A resposta para a pergunta mais antiga e essencial da neurociência - se existe uma sede material da consciência - talvez seja encontrada, quem diria, fora dos neurônios.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Matéria na íntegra, &lt;a href="http://www.unesp.br/aci/revista/ed05/pdf/UC_05_Astrocitos01.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/efeitoadverso/2010/02/seria_a_consciencia_uma_onda_d.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/NTg1hTWhnbQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Unesp Ciência</category>
         <pubDate>Fri, 05 Feb 2010 14:15:03 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Luiz Bento none@example.com</author>
         <title>Abelhas podem regular sua temperatura interna como os mamíferos e aves? [Discutindo Ecologia]</title>
        <description>&lt;span style="float: left; padding: 5px;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border:0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Não se assuste. O exemplo clássico que aprendemos no colégio está correto. Mamíferos e aves são normalmente utilizados nos exemplos de animais que buscam a homeostase de forma ativa (com gasto de energia). A homeostase é a capacidade de um organismo manter condições internas constantes diante de um ambiente externo variável. Chamamos estes organismos que mantém a homeostase através da geração de calor corporal interno de endotérmicos. Organismos como répteis e as abelhas (e todos os outros insetos) normalmente são classificados como ectotérmicos, que ajustam a sua temperatura interna através do comportamento. Tenho certeza que você já escutou falar do termo "lagartear", que significa ficar estendido deitado, sem pressa, como os répteis&amp;nbsp;costumam fazer debaixo do sol para aumentar a sua temperatura interna.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img alt="lagarto_sol.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/images/lagarto_sol.jpg" width="375" height="500" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" style="font-size: 0.8em; "&gt;Vai um protetor solar aí? Acho que não precisa... Cédito: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/taylar/"&gt;ingridtaylar&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Mas é claro que a natureza é um pouco mais complexa e o limite que colocamos nas nossas classificações nem sempre são seguidos a risca pelos outros animais, como no caso as abelhas. O comportamento de grupo destes animais é tão interessante que chega a formar uma linguagem própria (como a famosa "Dança das abelhas", já comentada no blog &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2009/06/danca_abelhas.php"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e até controlar a temperatura interna de uma colméia inteira, submetida a uma variação externa de temperatura. Controlar de forma verdadeira, aumentando a geração de calor interno em várias abelhas que resultam no aumento de temperatura da colméia como um todo. Mas pera aí. As abelhas não eram classificadas como ectotérmicas, dependendo apenas de aspectos comportamentais para aumentar a sua temperatura interna? Era o tipo de controle de temperatura mais estudado. As abelhas apenas controlariam a temperatura da colméia em conjunto, sem aumentar a temperatura de cada abelha, separadamente. Pesquisadores da Áustria mostraram através de uma interessante metodologia que a história não é bem assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;img alt="abelhas_calor_interno.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/images/abelhas_calor_interno.jpg" width="493" height="322" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" style="font-size: 0.8em; "&gt;Precisamos comprar um aquecedor urgente. Crédito: &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0008967"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" style="font-size: 0.8em; "&gt;PLoS One&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Com a ajuda de uma câmera que enxerga e mede diferenças de temperatura (processo chamado de termografia),&amp;nbsp;Stabentheiner e colaboradores conseguiram não só constatar o importante papel individual das abelhas na geração de calor para uma colméia, como descobrir que existe uma importante variação em quais abelhas produzem mais calor de forma interna. Quando há uma variação de temperatura externa da colméia, pode haver uma reorganização na quantidade de abelhas responsáveis pela produção de maior parte do calor. Normalmente são as abelhas mais velhas as responsáveis pela regulação da temperatura da colônia, já que há um gasto de energia muito grande neste processo. O aumento de temperatura interna das abelhas se dá através dos músculos toráxicos responsáveis o voo. Assim, cada abelha pode aumentar a sua temperatura interna e contribuir com a regulação da temperatura de toda a colméia, um trabalho de grupo que&amp;nbsp;mantém&amp;nbsp;a temperatura em um ótimo por volta de 33 e 36 graus Celsius.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A importância deste estudo está na abordagem individual de um processo que normalmente é estudado pelo conjunto de abelhas como um todo, o "super organismo". Fatores ambientais relacionados a colméia inteira continuam tendo certa importância na termorregulação das abelhas. Mais o papel individual se torna incontestável. É por essas e outras que os animais sociais são sempre um tema tão interessante para os biólogos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;Referência:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;amp;rft.jtitle=PLoS+ONE&amp;amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0008967&amp;amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;amp;rft.atitle=Honeybee+Colony+Thermoregulation+%E2%80%93+Regulatory+Mechanisms+and+Contribution+of+Individuals+in+Dependence+on+Age%2C+Location+and+Thermal+Stress&amp;amp;rft.issn=1932-6203&amp;amp;rft.date=2010&amp;amp;rft.volume=5&amp;amp;rft.issue=1&amp;amp;rft.spage=0&amp;amp;rft.epage=&amp;amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fdx.plos.org%2F10.1371%2Fjournal.pone.0008967&amp;amp;rft.au=Stabentheiner%2C+A.&amp;amp;rft.au=Kovac%2C+H.&amp;amp;rft.au=Brodschneider%2C+R.&amp;amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Behavioral+Biology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology%2C+Systems+Biology"&gt;Stabentheiner, A., Kovac, H., &amp;amp; Brodschneider, R. (2010). Honeybee Colony Thermoregulation - Regulatory Mechanisms and Contribution of Individuals in Dependence on Age, Location and Thermal Stress &lt;span style="font-style: italic;"&gt;PLoS ONE, 5&lt;/span&gt; (1) DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0008967"&gt;10.1371/journal.pone.0008967&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2010/02/abelhas_podem_regular_sua_temp.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/kqFf-rqlxM8" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Comportamento</category>
         <pubDate>Fri, 05 Feb 2010 14:08:41 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Claudia Chow none@example.com</author>
         <title><![CDATA[O que voc&ecirc; acha?]]> [Ecodesenvolvimento]</title>
        <description>&lt;p&gt;&lt;iframe marginwidth="0" marginheight="0" src="https://spreadsheets.google.com/embeddedform?formkey=dHpCU01PaGVRaEw2dFFZZE8wVkxsdWc6MA" frameborder="0" width="760" height="504"&gt;Loading...&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/2010/02/o_que_voc_acha.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/HOSF5lG8srI" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/HOSF5lG8srI/o_que_voc_acha.php</link>
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         <category />
         <pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:04:00 -0300</pubDate>
      <feedburner:origLink>http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/2010/02/o_que_voc_acha.php</feedburner:origLink></item>
      
      <item>
         <author>Luis Azevedo Rodrigues none@example.com</author>
         <title>Faça a Legenda [Ciência Ao Natural]</title>
        <description>&lt;p&gt;...nos comentários.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/566386257_waldo1-620x428.jpg"&gt;&lt;img alt="566386257_waldo1-620x428.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/assets_c/2010/02/566386257_waldo1-620x428-thumb-500x345-40526.jpg" width="500" height="345" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Imagem: &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.unstage.com/2010/02/photo-retouching-by-waldo-lee/"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/2010/02/faca_a_legenda_18.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/ZPPYWpZc4Hk" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/ZPPYWpZc4Hk/faca_a_legenda_18.php</link>
         <guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/2010/02/faca_a_legenda_18.php]]></guid>
         <category>Faça a legenda</category>
         <pubDate>Fri, 05 Feb 2010 11:20:23 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>cretinas none@example.com</author>
         <title>Plutão em cores! [Ideias Cretinas]</title>
        <description>&lt;p&gt;O Hubble, e mais alguns computadores trabalhando fulltime para processar as imagens, conseguiu produzir o primeiro panorama a cores do planeta (sorry, planeta-anão) Plutão. A imagem é esta aí abaixo:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="hubhub.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2010/02/05/hubhub.jpg" width="540" height="265" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Segundo Marc Buie, o cientista responsável pelas observações que deram origem às imagens, Plutão está passando por uma mudança de estação -- as manchas escuras na superfície provavelmente são depósitos de carbono deixados pela desintegração de moléculas de metano, causada pela radiação solar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além disso, o tipo de luz refletida por Plutão sofreu uma mudança drástica a partir de 2000, passando a conter pelo menos 20% mais de vermelho. A causa exata disso ainda é desconhecida, mas se não me engano "vermelho" &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,astronomos-acham-sinal-de-materia-organica-em-planeta-anao,435535,0.htm"&gt;pode ser um sinal de matéria orgânica&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O fato de Plutão passar por mudanças sazonais radicais pode surpreender muita gente -- surpreendeu &lt;em&gt;a mim&lt;/em&gt; -- já que a imagem geral que se tem desse astro é a de uma bola congelada onde nada de muito interessante acontece. Mas a verdade é bem o oposto disso: com uma órbita extremamente elíptica, Plutão alterna períodos de "bola congelada" com épocas onde a atmosfera descongela e diversos processos têm início... fotoquímicos, com certeza, mas talvez geológicos e... quem sabe... biológicos?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ok, "vida em Plutão" é uma ideia tão estapafúrdia que até a ficção científica a abandonou logo depois de H.P. Lovecraft usá-la em &lt;em&gt;Um Sussurro nas Trevas&lt;/em&gt;. Mas em 2015 a New Horozons passará por lá, e talvez, apenas talvez, consiga um alô dos &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yuggoth"&gt;fungos de Yuggoth&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;(E, por fim: uma &lt;a href="http://www.nasa.gov/mp4/421719main_v1006-b-H264l.mp4"&gt;animação de Plutão girando&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2010/02/plutao_em_cores.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/PXaEYD4rxnc" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/PXaEYD4rxnc/plutao_em_cores.php</link>
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         <category />
         <pubDate>Fri, 05 Feb 2010 07:05:16 -0300</pubDate>
      <feedburner:origLink>http://scienceblogs.com.br/cretinas/2010/02/plutao_em_cores.php</feedburner:origLink></item>
      
      <item>
         <author>Atila none@example.com</author>
         <title>Passando a bola: como vírus se ajudam a ir além [Rainha Vermelha]</title>
        <description>&lt;span style="padding: 5px; float: left;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org/"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Formação de placa é um dos ensaios mais antigos que se faz em virologia. Trata-se de cultivar uma camada única de células, sejam elas de origem animal ou bactérias, e despejar sobre elas partículas virais diluídas o suficiente para que apenas uma delas consiga infectar uma célula e de lá se propagar, formando uma placa ou halo de células mortas para trás. Como as que não estão mais coloridas de azul abaixo. É útil para uma série de experimentos como medir a eficiência de um vírus, quantificar partículas infeciosas (quantos vírus são capazes de atacar células em uma solução), isolar linhagens viras (já que apenas um clone cresce em um halo) e testar compostos antivirais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/fomacao_de_placa.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Plaque_assay_macro.jpg"&gt;Wiki&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas algo que desafiava o senso comum é a velocidade com que estes halos se formam. No caso do vírus &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vaccinia"&gt;vaccínia&lt;/a&gt; por exemplo, um parente da varíola que foi usado na produção de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaccinia"&gt;vacinas&lt;/a&gt;, o halo cresce 4 vezes mais rápido do que o ciclo do vírus permite. Isso quer dizer o seguinte: o vírus vaccinia se replica em uma célula e infecta a seguinte em 4X horas, mas a velocidade com que conquista terreno na placa indica que ele se replica em X horas. E o motivo disso é surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma série de vírus são capazes de interferir na capacidade da célula recém invadida de ser atacada por novos vírus. O HIV por exemplo, possui proteínas que retiram da superfície da célula os receptores que usa para entrar (a maçaneta que ele usa), impedindo que novos vírus usem esta maçaneta, e diminuindo as chances dele se prender à ela quando sair da célula. Mas o que o vírus vaccínia faz vai além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar na célula, ele estimula a produção de proteínas tubulares chamadas actinas. Quando novas partículas entram na célula, esta actina forma tubos com o tamanho específico do vírus que expulsam a partícula recém chegada para a célula seguinte, aumentando o espalhamento de seus "irmãos". Assim, em uma placa, as células vizinhas à que acabou de morrer já estão infectadas e lançando partículas virais para as próximas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;[update]&lt;/b&gt; O que o vírus faz é, ao entrar em uma célula, induzir a formação de tubos de actina que vão expulsar os prókximos que entrarem para as células vizinha. A actina já está presente na célula, o que o vírus faz é induzir a formação deste tipo de tubos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estou escrevendo demais apenas para mostrar estes vídeos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="youtube-video"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zcmwEkoFWkI&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" /&gt; &lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt; &lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt; &lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="youtube-video"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zcmwEkoFWkI&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;  &lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aqui, a formação de um halo. Uma partícula invade a célula do centro do vídeo e vai se replicando e destruindo as células e suas vizinhas, o chamado efeito citpático. Neste vídeo acelerado podemos ver o efeito destruidor da coisa, me lembra muito aquelas cenas de uma bomba sendo detonada e destruindo uma cidade do alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="youtube-video"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kNZJ6va815M&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" /&gt; &lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt; &lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kNZJ6va815M&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;  &lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E o melhor de todos, a propagação do vírus na borda do halo. Foi colocado um marcador no vírus, a proteína GFP, que dá um brilho verde às células expressando partículas virais. Repare que o dano se propaga antes do vírus ser expresso, pois as células já estão mandando partículas adiante assim que são infectadas, antes do cilco viral estar completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via &lt;a href="http://www.virology.ws/2010/02/03/now-playing-viral-plaque-formation/"&gt;Virology blog&lt;/a&gt;. Ah, se seu inglês estiver em dia, aproveite &lt;a href="http://www.twiv.tv/"&gt;para ouvir o TWIV também&lt;/a&gt;, é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;amp;rft.jtitle=Science&amp;amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.1183173&amp;amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;amp;rft.atitle=Repulsion+of+Superinfecting+Virions%3A+A+Mechanism+for+Rapid+Virus+Spread&amp;amp;rft.issn=0036-8075&amp;amp;rft.date=2010&amp;amp;rft.volume=&amp;amp;rft.issue=&amp;amp;rft.spage=&amp;amp;rft.epage=&amp;amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.1183173&amp;amp;rft.au=Doceul%2C+V.&amp;amp;rft.au=Hollinshead%2C+M.&amp;amp;rft.au=van+der+Linden%2C+L.&amp;amp;rft.au=Smith%2C+G.&amp;amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology"&gt;Doceul, V., Hollinshead, M., van der Linden, L., &amp;amp; Smith, G. (2010). Repulsion of Superinfecting Virions: A Mechanism for Rapid Virus Spread &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science&lt;/span&gt; DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1183173"&gt;10.1126/science.1183173&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/02/passando_a_bola_como_virus_se.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/_Q84sapUF_s" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/_Q84sapUF_s/passando_a_bola_como_virus_se.php</link>
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         <category>videos</category>
         <pubDate>Thu, 04 Feb 2010 22:14:14 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Amigo de Montaigne none@example.com</author>
         <title>Cony [Amigo de Montaigne]</title>
        <description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://agenda.digi.com.br/files/imagecache/evento/files/agenda/carlos_heitor_cony_G.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://agenda.digi.com.br/2009/11/23/escritores-heitor-cony-e-antonio-torres-conversam-sobre-o-povo-brasileiro-em-natal&amp;amp;usg=__HojGtXpuJJ-ROVcEzlxZEGUK-h0=&amp;amp;h=250&amp;amp;w=250&amp;amp;sz=14&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;start=15&amp;amp;um=1&amp;amp;itbs=1&amp;amp;tbnid=aFHLWb_Y5ab4dM:&amp;amp;tbnh=111&amp;amp;tbnw=111&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dcarlos%2Bcony%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26channel%3Ds%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DN%26um%3D1"&gt;&lt;img style="border: 1px solid ; vertical-align: bottom;" src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:aFHLWb_Y5ab4dM:http://agenda.digi.com.br/files/imagecache/evento/files/agenda/carlos_heitor_cony_G.jpg" width="177" height="177" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face="verdana"&gt;A obra de Carlos Heitor Cony sempre me prendeu do começo ao fim. Um daqueles raros escritores que, como disse Nietzsche, não é preciso aprender a amar: ama-se desde a primeira página. Meus livros favoritos são dois: &lt;i&gt;Antes, o verão&lt;/i&gt; (1964) e &lt;i&gt;Pilatos &lt;/i&gt;(1974). Esses romances - como todos os demais - são ambientados no Rio de Janeiro, pois complexos, amargurados e irônicos sem nenhuma autoindulgência o cenário de seus personagens não poderia ser outro. Cony foi agraciado duas vezes (1957 e 1958) com o prêmio Manuel Antônio de Almeida, o que não deixa de ser curioso, uma vez que ambos são escritores cariocas que se notabilizaram pela criação de figuras picarescas, como o protagonista sem nome e "sem caralho" (&lt;i&gt;sic&lt;/i&gt;) de &lt;i&gt;Pilatos &lt;/i&gt;e o famigerado Leonardo Pataca de &lt;i&gt;Memórias de um sargento de milícias&lt;/i&gt; (1854). A epígrafe que inaugura a terceira e derradeira parte de &lt;i&gt;Pilatos &lt;/i&gt;revela muito da biografia atormentada do próprio Cony, que sempre se viu dividido entre a adoração ao ritual cristão (foi seminarista por quase dez anos) e a falta de fé ("...eu não tinha fé. Descobri que não tinha fé. Queria ser padre, mas sem fé. Achava muito bonita a profissão de padre, batina, missa em latim, eu gostava de tudo isso"): "Eis a verdade profunda,/mudá-la ninguém pode:/até o papa tem bunda,/até a nossa mãe fode."&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;i&gt; Lembrei-me de Cony na última semana, quando flagrei dois jovens conversando entusiasmadamente sobre o último livro de Dan Brown. Segundo eles, "é impossível largar o livro; ele escreve muito bem e prende a atenção o tempo todo". Pensei comigo mesmo se aqueles jovens já haviam lido Cony e tive uma comichão de indagá-los a respeito. Passou. Não disse nada.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="zemanta-pixie"&gt;&lt;img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=c33075fe-3a9a-8513-b4ac-732fac0e26e1" /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/amigodemontaigne/2010/02/cony.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/haZF0mnCE6Q" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/haZF0mnCE6Q/cony.php</link>
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         <category />
         <pubDate>Thu, 04 Feb 2010 21:24:30 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Mauro Rebelo none@example.com</author>
         <title>"Foi... por medo... de avião..." [Você que é biólogo...]</title>
        <description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="aviao_takeoff_1207911_67279103.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/imagens/aviao_takeoff_1207911_67279103.jpg" width="500" height="281" class="mt-image-none" style="" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em &lt;em&gt;'O brilho eterno de uma mente sem lembranças'&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Clementine&lt;/em&gt;, depois de anos de relacionamento com &lt;em&gt;Joel&lt;/em&gt;, resolve apagá-lo, literalmente, de sua memória. As angustias que um despertava no outro, vivendo juntos ou separados, eram insuportáveis e eles se submeteram a um tratamento experimental no cérebro para bloquear as memórias que tinham um do outro. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dois artigos publicados esse mês nas prestigiosas revistas &lt;em&gt;Nature&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Science&lt;/em&gt; mostram que a ciência está cada vez mais perto de fazer com que &lt;em&gt;Joel&lt;/em&gt; possa bloquear, senão a memória de &lt;em&gt;Clementine&lt;/em&gt;, a reação de angustia a lembrança dela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu já falei &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2007/07/de-olhos-bem-fechados.php"&gt;aqui&lt;/a&gt; sobre drogas que podem induzir a perda do medo, mas elas tem o 'pequeno' inconveniente de interferir com a síntese protéica no cérebro de humanos. Mas esses novos artigos demonstram uma abordagem não invasiva, ou seja, sem drogas, que pode se tornar revolucionaria e mania nos consultórios de psicanálise.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2006/09/por-que-as-pessoas-sentem-medo.php"&gt;Aprender a ter medo&lt;/a&gt; pode ser importante adaptativamente. Um dos maiores especialistas do mundo em memória, o neurocientista &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2007/09/izquierda-ou-direita.php"&gt;Ivan Izquierdo&lt;/a&gt;, diz que de todas as nossas emoções, a única que realmente sabemos que é capaz de estimular a nossa memória é o medo. O medo também pode ser ensinado através do 'reflexo incondicionado' de Pavlov. É quando ratos tomam um choque depois de ouvir o som de um apito e aprendem a temer o apito. O medo é medido através de uma resposta involuntária e inata (que no caso dos ratos é ficar completamente imóvel).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A memória pode ser de diferentes tipos e no caso de uma memória do medo, vários tipos estão envolvidos: a memória declarativa (aquela que é ativada por palavras e outros símbolos), a emotiva e a inconsciente (que gera, por exemplo, a resposta motora ao medo). Elas estão localizadas em diferentes regiões do cérebro, mas são fixadas contemporâneamente em um processo único e definitivo chamado de &lt;strong&gt;consolidação&lt;/strong&gt;. No entanto, novos resultados de experimentos com bloqueadores químicos tem mostrado que a memória é fixada, construída, de novo, todas as vezes que ela é acessada (toda vez que nos lembramos daquilo), em um processo chamado de &lt;strong&gt;reconsolidação&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O período de &lt;strong&gt;reconsolidação&lt;/strong&gt; é relativamente curto (em ratos e humanos, de até 6h), mas durante esse período, a memória pode ser relaxada, flexibilizada, alterada, manipulada e outros -adas que você queira. Passado esse período, a memória é fixada e não pode mais ser modificada. Porém, se tiver sido modificada, o efeito, segundo o artigo da &lt;em&gt;Nature&lt;/em&gt;, é bastante duradouro, sendo observados mesmo após 1 ano da &lt;strong&gt;reconsolidação&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A maior parte dos tratamentos contra ansiedade é baseada em um processo chamado de &lt;strong&gt;extinção&lt;/strong&gt;: o contexto amedrontador é apresentado, mas sem o agente do medo. A teoria diz que depois de repetir esse processo muitas e muitas vezes, o medo desaparece. E desaparece mesmo. Só que na maioria dos casos, não para sempre, com grandes chances de retorno após o final do tratamento.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Segundo os autores, a &lt;strong&gt;extinção&lt;/strong&gt; só é eficiente se conduzida durante o processo de &lt;strong&gt;reconsolidação&lt;/strong&gt;. É importante acessar a memória amedrontadora, para que o novo processo de contextualização seja disparado. &lt;strong&gt;E só então podemos alterar a memória.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estou com a sensação que falta um exemplo. Fiquei aqui pensando no que eu poderia usar que não fossem os quadrados azuis e verdes do experimento descrito no artigo, medindo como resposta ao medo a variação na condutividade elétrica da pele. E ai lembrei do &lt;em&gt;Belchior&lt;/em&gt; e do medo de avião que fez com que ele pegasse na mão da menina, me dando assim os dois argumentos que eu precisava para construir um bom exemplo: o contexto amedrontador - avião; e a resposta inata ao medo - segurar na mão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O medo de avião é mais que bom, é um ótimo exemplo. É um medo intuitivo forte, porque o medo de altura é inato e todos nós o dividimos; mas ao mesmo tempo irracional, porque todo mundo sabe que é o meio de transporte mais seguro que existe e as estatísticas mostram que a chance de você morrer em um acidente aéreo é de 1:1.600.000 (menor que a de morrer atingido por um raio), o que significa que você pode viajar de avião todos os dias durante 26.000 anos sem que nada lhe aconteça. &lt;strong&gt;E ainda assim, a gente tem medo!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu, por exemplo, não tinha medo de avião até que comecei a andar muito neles. Mas tudo começou mesmo quando assisti um programa que mostrava que é durante a decolagem e a aterrissagem que a maior parte dos pouquíssimos acidentes acontecem. Agora, todas as vezes que o avião decola, eu não chego a segurar na mão de quem está do lado, mas as minhas mãos suam frio, que é outro sinal inato de medo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É um medo que eu controlo tranquilamente. Mas se o Belchior não, então minha sugestão é que ele fosse ao psicólogo pra tentar uma &lt;strong&gt;terapia de extinção&lt;/strong&gt;, mostrando, por exemplo, filmes de várias e várias viagens de avião onde as pessoas partiram integras e chegaram integras aos seus destinos. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas o artigo diz que a &lt;strong&gt;terapia de extinção &lt;/strong&gt;só funciona se houver antes uma exposição ao medo e uma recuperação da resposta a ele. Então, antes de começar a &lt;strong&gt;extinção&lt;/strong&gt;, antes de começar a mostrar as viagens que são bem sucedidas, é preciso mostrar uma viagem mal sucedida. Só depois de ver um avião caindo, pegando na mão da psicóloga, a memória amedrontadora terá sido acessada, dando inicio ao &lt;strong&gt;período de reconsolidação.&lt;/strong&gt; Só ai os filmes teriam efeito na flexibilização da memória do desastre que despertava a reação de segurar na mão dela. Da próxima vez que ele viajar com a menina, o gesto de pegar na mão será voluntário, e não uma resposta incondicionada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="1244854783_brilhoeternoposter04.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/imagens/1244854783_brilhoeternoposter04.jpg" width="300" height="445" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já o artigo da &lt;em&gt;Science&lt;/em&gt; diz que essa extinção não funciona para todo mundo, porque eles identificaram que pessoas que possuem uma mutação em uma única letra do DNA do gene &lt;em&gt;BNDF&lt;/em&gt;, um fator de crescimento de células do cérebro mas que também está envolvido com comportamentos relacionados com ansiedade, não são suscetíveis a extinção. E estão fadados a viver sempre com medo de &lt;em&gt;Joel&lt;/em&gt; ou de &lt;em&gt;Clementine&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Nature&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1038%2Fnature08637&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Preventing+the+return+of+fear+in+humans+using+reconsolidation+update+mechanisms&amp;rft.issn=0028-0836&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=463&amp;rft.issue=7277&amp;rft.spage=49&amp;rft.epage=53&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Fdoifinder%2F10.1038%2Fnature08637&amp;rft.au=Schiller%2C+D.&amp;rft.au=Monfils%2C+M.&amp;rft.au=Raio%2C+C.&amp;rft.au=Johnson%2C+D.&amp;rft.au=LeDoux%2C+J.&amp;rft.au=Phelps%2C+E.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags="&gt;Schiller, D., Monfils, M., Raio, C., Johnson, D., LeDoux, J., &amp; Phelps, E. (2009). Preventing the return of fear in humans using reconsolidation update mechanisms &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nature, 463&lt;/span&gt; (7277), 49-53 DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1038/nature08637"&gt;10.1038/nature08637&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science+%28New+York%2C+N.Y.%29&amp;rft_id=info%3Apmid%2F20075215&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=A+Genetic+Variant+BDNF+Polymorphism+Alters+Extinction+Learning+in+Both+Mouse+and+Human.&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Soliman+F&amp;rft.au=Glatt+CE&amp;rft.au=Bath+KG&amp;rft.au=Levita+L&amp;rft.au=Jones+RM&amp;rft.au=Pattwell+SS&amp;rft.au=Jing+D&amp;rft.au=Tottenham+N&amp;rft.au=Amso+D&amp;rft.au=Somerville+L&amp;rft.au=Voss+HU&amp;rft.au=Glover+G&amp;rft.au=Ballon+DJ&amp;rft.au=Liston+C&amp;rft.au=Teslovich+T&amp;rft.au=Van+Kempen+T&amp;rft.au=Lee+FS&amp;rft.au=Casey+BJ&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Molecular+Biology%2C+Behavioral+Biology%2C+Biochemistry%2C+Biological+Anthropology%2C+Cognitive+Psychology%2C+Comparative+Psychology%2C+Career%2C+Education%2C+Policy"&gt;Soliman F, Glatt CE, Bath KG, Levita L, Jones RM, Pattwell SS, Jing D, Tottenham N, Amso D, Somerville L, Voss HU, Glover G, Ballon DJ, Liston C, Teslovich T, Van Kempen T, Lee FS, &amp; Casey BJ (2010). A Genetic Variant BDNF Polymorphism Alters Extinction Learning in Both Mouse and Human. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science (New York, N.Y.)&lt;/span&gt; PMID: &lt;a rev="review" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20075215"&gt;20075215&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2010/02/foi_por_medo_de_aviao.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/7qML19t0PSo" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/7qML19t0PSo/foi_por_medo_de_aviao.php</link>
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         <pubDate>Thu, 04 Feb 2010 19:59:18 -0300</pubDate>
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      <item>
         <author>Igor Santos none@example.com</author>
         <title>Índice Igor da ferroada que você não quer levar [42]</title>
        <description>&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Não vou dizer que roubei a ideia de Atila porque prefiro considerar este artigo como complemento ao seu sobre a &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/qual_a_ferroada_mais_dolorida.php"&gt;ferroada mais dolorida&lt;/a&gt;.

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Enquanto lia, ficava esperando para ver qual posição a &lt;em&gt;Vespa mandarinia &lt;/em&gt;ocuparia. Infelizmente ela não estava lá.
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt;Também conhecida como zangão gigante asiático ou vespa mata-&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/59/Bos_grunniens_-_Syracuse_Zoo.jpg/738px-Bos_grunniens_-_Syracuse_Zoo.jpg"&gt;iaque&lt;/a&gt;, essa belezinha de mamãe tem um ferrão de seis milímetros.

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Para os menos engenheiristicamente inclinados, isso é o comprimento aproximado da ponta de uma caneta Bic:

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img alt="perspectiva.JPG" src="http://scienceblogs.com.br/uoleo/perspectiva.JPG" width="234" height="202" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; O veneno injetado por essa monstruosidade (sim, pois na natureza não basta empalar, é preciso parecer queimar) não é dos mais poderosos, sendo menos tóxico que o de uma abelha comum, mas o zangão da foto a seguir mede seu veneno não em mililitros, mas em copos americanos (e consegue picar repetidas vezes, jamais perdendo seu imenso ferrão).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img alt="zangao gigante.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/uoleo/zangao%20gigante.jpg" width="480" height="383" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Isso não é uma foto da menor mão do mundo, que fique claro.&lt;/div&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Um entomólogo descuidado (&lt;a href="http://www.vespa-crabro.de/vespa-mandarinia.htm"&gt;Masato Ono&lt;/a&gt;, da Universidade de Tamagawa) disse que ser ferroado por essa besta é "como ter um prego incandescente atravessando sua perna".&lt;br /&gt;
De nada.&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Acabou? Acho que não.
 
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Não bastasse ser grande o suficiente para engasgar o mais bocudo dos animais e ter um ferrão maior do que muitos outros insetos, essa matéria-prima de pesadelos consegue voar a mais ou menos quarenta quilômetros por hora.
Isso são 40km/h!

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Usain Bolt &lt;a href="http://www.sportsscientists.com/2008/08/beijing-2008-men-100m-race-analysis.html"&gt;conseguiria escapar&lt;/a&gt; nos primeiros cento e poucos metros, mas acho que nem o melhor supermaratonista conseguiria continuar correndo pelos cem quilômetros que a vespa percorre na sua ronda diária.

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Achando pouco ser o maior inseto peçonhento voador com um ferrão infinito, litros de veneno, velocidade de carro em segunda marcha e estamina de triatleta, a gigante asiática ainda é capaz de decepar até quarenta abelhas por minutos. Por diversão.

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Não, brincadeira, a vespa come as larvas.
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt;E para isso precisa passar pelas abelhas.
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt;&lt;strong&gt;Muitas&lt;/strong&gt; abelhas.

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; A frase "deixando um rastro de cabeças e membros decepados" apareceu constantemente nas minhas pesquisas. 

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Vejam por vocês mesmos a diferença de tamanho e a facilidade com quê as abelhas são eliminadas.

&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JDSf3Kshq1M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JDSf3Kshq1M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
Eu teria escolhido a Cavalgada das Valquírias como tema do vídeo.&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Recapitulando: gigante, veloz, resistente, muito veneno, ferrão reutilizável, dor imensa.
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Faltou alguma coisa?
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Acho que não.

&lt;p&gt;&lt;img alt="zangao gigante asiatico.JPG" src="http://scienceblogs.com.br/uoleo/zangao%20gigante%20asiatico.JPG" width="473" height="315" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Ah! Como a vespa mata mordendo, o veneno é usado só para defesa e quando uma ferroada é administrada, feromônios de aviso são liberados.
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; E esse aviso é "EI! UMA AJUDINHA AQUI QUE ESSE É GRANDE!" para qualquer outra colega que esteja nas redondezas.

&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Talvez daí venha o apelido de mata-iaque.

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; font: 15.0px Arial"&gt; Pode não ser a mais dolorosa fisicamente, mas sem dúvida é a mais psicologicamente forte de todas.&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/2010/02/indice_igor_da_ferroada_que_vo.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/j51082O-ypk" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/j51082O-ypk/indice_igor_da_ferroada_que_vo.php</link>
         <guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://scienceblogs.com.br/uoleo/2010/02/indice_igor_da_ferroada_que_vo.php]]></guid>
         <category>Ciência</category>
         <pubDate>Thu, 04 Feb 2010 15:00:19 -0300</pubDate>
      <feedburner:origLink>http://scienceblogs.com.br/uoleo/2010/02/indice_igor_da_ferroada_que_vo.php</feedburner:origLink></item>
      
      <item>
         <author>Breno Alves Guimarães de Souza none@example.com</author>
         <title>Doenças podem mudar o seu cheiro?  [Discutindo Ecologia]</title>
        <description>&lt;span style="padding: 5px; float: left;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org/"&gt;&lt;img style="border: 0px none ;" alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;p&gt;No livro o Gene Egoísta, Dawkins comenta sobre o efeito que o gene pode ter fora do corpo que o contém, podendo alterar o fenotipo de outros organismos, podendo ser até de uma outra espécie. O artigo que comentarei agora me lembrou isso. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia estudando a influência do virus do mosaico&amp;nbsp;de côco (VMC) nas suas&amp;nbsp;plantas hospedeiras (abóbora, agora não me pergunte o porquê disso, sendo o côco a planta que vem no nome). Existem dois tipos de comportamento de virus que infectam plantas: o primeiro, chamado de persistente, consiste na planta infectada ficar mais atrativa para afídeos, que ao se alimentar da seiva se contaminam (o virus fica fica residindo na glândula salivar do inseto, após passar pelo seu sistema digestório) e, com isso, podem infectar novas plantas mais tarde; e o segundo, chamado de não-persistente, causa depauperação&amp;nbsp;(as folhas ficam murchinhas), com isso as plantas ficam menos atrativas para os afídeos, além de do virus ficar preso ao aparelho bucal do inseto, sendo necessária que o animal se alimente rapidamente em outra planta para haver a dispersão. Com isso, virus não-persistente devem estimular as plantas a mudarem as substâncias que elas&amp;nbsp;exalam para que o&amp;nbsp;inseto seja repelido o mais rápido possível após se contaminar.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O VMC atua extamente desta&amp;nbsp;maneira, apesar de estar aparentemente "feia", a planta exala grande quantidade de compostos que enganam estes insetos. Pelo o odor e a distância do inseto, parecem estar em perfeita saúde.&amp;nbsp;Mas, ao chegar na planta, o afídeo se alimenta rápido e&amp;nbsp;logo sente que há algo de podre no reino da Dinamarca.&amp;nbsp;Porém, ele já está infectado e parte para outras plantas dispersando rpidamente o virus.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img class="mt-image-center" style="margin: 0px auto 20px; display: block; text-align: center;" alt="plantas infectadas.JPG" src="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/plantas%20infectadas.JPG" width="450" height="500" /&gt;&amp;nbsp;&lt;font style="font-size: 0.8em;"&gt;&lt;strong&gt;Planta não infectada e infectada pelo CMV (A e B, respectivamente) e a presença de duas espécies de afídeos nelas&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sendo assim, o conjunto de genes (ou o gene) que favoreça o virus a estimular este comportamento nas plantas serão&amp;nbsp;selecionados (admitindo-se que virus estejam sob influência da seleção natural). Só que o alvo desses genes não está no fenótipo do virus (por exemplo,&amp;nbsp;um capsideo mais resistente, ou uma nova fomra de infecção), mas sim no fenótipo da planta (exalará outros tipos de substâncias odoríferas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa mudança de odor de indivíduos infectados é observada em outras doenças também. Por exeplo, hamsters infectados por leishmania atraem mais mosquitos-palhas (vetores da doença) do que indivpiduos saudáveis. Até mesmo em humanos esse comportamento foi verificado, onde crianças infectadas pelo &lt;em&gt;Plasmodium falciparum&lt;/em&gt; (causador da malária) atraem mais mosquitos que crianças saudáveis. Desse modo, entender a evolução da interação entre agente, hospdeiro e vetor é de extrema importância para o entendimento de doenças desse tipo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;amp;rft.jtitle=Proceedings+of+the+National+Academy+of+Sciences&amp;amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1073%2Fpnas.0907191107&amp;amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;amp;rft.atitle=Deceptive+chemical+signals+induced+by+a+plant+virus+attract+insect+vectors+to+inferior+hosts&amp;amp;rft.issn=0027-8424&amp;amp;rft.date=2010&amp;amp;rft.volume=&amp;amp;rft.issue=&amp;amp;rft.spage=&amp;amp;rft.epage=&amp;amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.0907191107&amp;amp;rft.au=Mauck%2C+K.&amp;amp;rft.au=De+Moraes%2C+C.&amp;amp;rft.au=Mescher%2C+M.&amp;amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Behavioral+Biology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology%2C+Systems+Biology"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;amp;rft.jtitle=Proceedings+of+the+National+Academy+of+Sciences&amp;amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1073%2Fpnas.0907191107&amp;amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;amp;rft.atitle=Deceptive+chemical+signals+induced+by+a+plant+virus+attract+insect+vectors+to+inferior+hosts&amp;amp;rft.issn=0027-8424&amp;amp;rft.date=2010&amp;amp;rft.volume=&amp;amp;rft.issue=&amp;amp;rft.spage=&amp;amp;rft.epage=&amp;amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.0907191107&amp;amp;rft.au=Mauck%2C+K.&amp;amp;rft.au=De+Moraes%2C+C.&amp;amp;rft.au=Mescher%2C+M.&amp;amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Behavioral+Biology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology%2C+Systems+Biology"&gt;Referência:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;amp;rft.jtitle=Proceedings+of+the+National+Academy+of+Sciences&amp;amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1073%2Fpnas.0907191107&amp;amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;amp;rft.atitle=Deceptive+chemical+signals+induced+by+a+plant+virus+attract+insect+vectors+to+inferior+hosts&amp;amp;rft.issn=0027-8424&amp;amp;rft.date=2010&amp;amp;rft.volume=&amp;amp;rft.issue=&amp;amp;rft.spage=&amp;amp;rft.epage=&amp;amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.0907191107&amp;amp;rft.au=Mauck%2C+K.&amp;amp;rft.au=De+Moraes%2C+C.&amp;amp;rft.au=Mescher%2C+M.&amp;amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Behavioral+Biology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology%2C+Systems+Biology"&gt;Mauck, K., De Moraes, C., &amp;amp; Mescher, M. (2010). Deceptive chemical signals induced by a plant virus attract insect vectors to inferior hosts &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Proceedings of the National Academy of Sciences&lt;/span&gt; DOI: &lt;a href="http://dx.doi.org/10.1073/pnas.0907191107" rev="review"&gt;10.1073/pnas.0907191107&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;amp;rft.jtitle=Proceedings+of+the+National+Academy+of+Sciences&amp;amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1073%2Fpnas.0907191107&amp;amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;amp;rft.atitle=Deceptive+chemical+signals+induced+by+a+plant+virus+attract+insect+vectors+to+inferior+hosts&amp;amp;rft.issn=0027-8424&amp;amp;rft.date=2010&amp;amp;rft.volume=&amp;amp;rft.issue=&amp;amp;rft.spage=&amp;amp;rft.epage=&amp;amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.0907191107&amp;amp;rft.au=Mauck%2C+K.&amp;amp;rft.au=De+Moraes%2C+C.&amp;amp;rft.au=Mescher%2C+M.&amp;amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Behavioral+Biology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology%2C+Systems+Biology"&gt;Artigo também comentado no &lt;a href="http://www.wired.com/wiredscience/2010/02/plant-virus-tricks/"&gt;Wired Science&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2010/02/manipulacoes_adaptativas.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/_IH2wHX-3gY" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/scienceblogs/brasil/~3/_IH2wHX-3gY/manipulacoes_adaptativas.php</link>
         <guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2010/02/manipulacoes_adaptativas.php]]></guid>
         <category>Evolução</category>
         <pubDate>Thu, 04 Feb 2010 09:04:08 -0300</pubDate>
      <feedburner:origLink>http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2010/02/manipulacoes_adaptativas.php</feedburner:origLink></item>
      
      <item>
         <author>Atila none@example.com</author>
         <title>Entrevista com o Dr. Schmidt do índice de dor de ferroadas [Rainha Vermelha]</title>
        <description>Semana passada, fiz &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/qual_a_ferroada_mais_dolorida.php"&gt;um post sobre&lt;/a&gt; o índice de dor de ferroadas de Schmidt. Acompanhem agora uma entrevista do entomólogo Justin O. Schmidt &lt;a href="http://scienceblogs.com/zooillogix/2008/03/interview_with_dr_justin_o_sch.php"&gt;para os irmãos Bleiman do blog Zooillogix&lt;/a&gt;, que traduzo com permissão dos autores:&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;small&gt;&lt;img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/schmidt.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Schmidt segurando uma vespa caçadora, foto roubada na cara larga do &lt;a href="http://scienceblogs.com/zooillogix/2008/01/the_schmidt_sting_pain_index.php"&gt;Zooillogix&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Por que algumas ferroadas de inseto são mais dolorosas do que outras? É um resultado dano bruto de tecidos/células ou foram desenvolvidas especificamente para interagir com neurônios de dor?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos ao certo. Meu palpite é que o dano bruto&amp;nbsp; a tecido/célula possui um papel pequeno na maioria das situações, e que os componentes do veneno interagem diretamente com os tecidos ou receptores envolvidos na sinalização da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual você acha que é o veneno mais interessante de inseto, e por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três me vêm à mente. A Paraponera porque causa dor tão intensa e, especialmente, que dura tanto tempo e não é "diluída" do que causa a dor para fora do local da picada. Em segundo lugar está a vespa caçadora, pois seu(s) componente(s) indutores de dor causam tanta dor imediata, mas ela desaparece dentro de alguns minutos, seja pela degradação ou diluição do (s) componente(s). O terceiro é o veneno das formigas da colheita, porque parece afetar diretamente a junção neuromuscular e outros receptores colinérgicos (único entre venenos de insetos) e é tão inacreditavelmente tóxico.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Em algum ponto você se arrependeu de deixar algum inseto em particular lhe picar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca "me deixei ser picado" diretamente por algo particularmente doloroso. Os realmente dolorosos são muito bons em ferroar sem ajuda. A pior ferroada que já recebi foi, provavelmente, por algumas vespas negra (&lt;i&gt;Polybia simillima&lt;/i&gt;) na Costa Rica. Foi a única vez que vi aquela espécie, estava mal equipado para recolher os ninhos grandes, não fazia idéia de quão bom elas eram em penetrar a roupa protetora de abelhas e outras barreiras, e eu absolutamente necessitava do ninho. O resultado foi um monte de ferroadas ardentes e alguns colegas que estavam nas proximidades bem irados. A maioria dos meus eventos envolvendo ferroadas desagradáveis são semelhantes - foram descobertas fortuítas de alguma espécie maravilhosa que eu precisava e não tinha escolha: aproveitava o momento, ou a perdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quais são os componentes químicos mais comuns no veneno de invertebrados?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Peptídeos, enzimas e aminas biogênicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Enquanto seu Índice de Dor de Ferroadas dá uma história infitamente melhor para o bar, poderia haver uma abordagem química ou de laboratório para ranquear picadas de Himenópteros, como a &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/2008/11/capsaicina.php"&gt;Escala de Scoville&lt;/a&gt; de pimentas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, se podéssemos desenvolver uma boa técnica de ensaio para conectar eletrodos diretamente à aos nervos transmissores dor e relacionar os valores de voltagem à nossa sensação de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há algum tempo desde que você revisitou seu índice de dor. Haveria algo que você queira adicionar ou alterar desde que você o projetou? Qualquer ferroada nova no ranking?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu preciso adicionar algumas coisas, ou seja, atualizar a lista. Nada muito extremo, apenas algo que merce atenção. Isso levará algum tempo e é um projeto listado para ser escrito próximo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Existe uma diferença entre os venenos que feitos para defender o inseto e venenos que se destinam a matar a presa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente. Para máximo efeito, venenos de defendesa precisam de um componente para provocar dor, com ou sem um componente tóxico. Simplesmente para matar a presa (torna a manipulação mais fácil), o veneno ideal seria não-doloroso, mas muito tóxico rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Existe uma correlação entre a potência de uma picada e a agressividade de um inseto?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, sim. Quanto mais agressiva a espécie, mais tóxico e letal o veneno, quase sem exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Existe algo terapêutico no veneno de abelha para a artrite? Caso sim, qual seria o possível mecanismo?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A literatura sugere que a resposta é claramente sim. Ninguém conhece o mecanismo em ação exato, e isso é parte do problema. A comunidade científica tende a não aceitar os resultados para os quais não temos respostas do mecanismo, isto é, como funciona? Na minha opinião os componentes do veneno estimulam o sistema imunológico, e, desta forma, ajudam a ajustar o funcionamento adequado do sistema imunológico. Um sistema imunológico bem ajustado não ataca a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Durante a década de 1990, eu tinha medo de dois animais, Tubarão e abelhas africanizadas ("abelhas assassinas"). A preocupação entre os entomologistas foi tão grave como foi em A Current Affair?&lt;/b&gt; [&lt;i&gt;série da FOX que passou nos EUA, não sei se foi veiculada no Brasil&lt;/i&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, mas a maioria dos entomologistas viu a história sobre abelhas assassinas mais como uma novela do que um risco sério ou significativo à vida humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu irmão Benny quer morder seu braço para você medir. Há essa possibilidade?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Será que ele tem HIV ou hepatite? Não pense que eu ia querer ser mordido por alguma coisa. (Nota do editor: Benny tem de fato um dos vírus acima! Aposto que você não adivinha qual!)&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Algo que você queira compartilhar com os leitores do ScienceBlogs?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência deve ajudar a resolver os mistérios do universo, melhorar a sociedade, e ser divertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Thanks Andrew Bleiman for the opportunity.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/02/entrevista_com_o_dr_schmidt_do.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/Cj6lvOhSg0c" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>curiosidade</category>
         <pubDate>Wed, 03 Feb 2010 23:16:30 -0300</pubDate>
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         <author>Kentaro Mori none@example.com</author>
         <title><![CDATA[A Humanidade n&atilde;o merece ir &agrave; Lua (II)]]> [100nexos]</title>
        <description>&lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="concorde-b52" border="0" alt="concorde-b52" src="http://scienceblogs.com.br/100nexos/concordeb52.jpg" width="500" height="184" /&gt;&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuando a série &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2010/02/a_humanidade_no_merece_ir_lua.php" target="_blank"&gt;iniciada ontem&lt;/a&gt;, começamos aqui com dois outros feitos tecnológicos, mas a história desta vez não é tão feliz e inspiradora. À esquerda temos o &lt;em&gt;Concorde&lt;/em&gt;, à direita o &lt;em&gt;B-52&lt;/em&gt;. Ambos descendentes do primeiro avião – embora devam mais a &lt;strong&gt;Santos Dumont&lt;/strong&gt; que aos &lt;strong&gt;irmãos Wright&lt;/strong&gt;, mas &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15410.shtml" target="_blank"&gt;esta é &lt;strong&gt;outra história&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Ambos são feitos tecnológicos notáveis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desde que entrou em operação em 1976 até sua aposentadoria em 2003, você, cidadão comum – e razoavelmente abastado –, poderia comprar uma passagem do &lt;em&gt;Concorde&lt;/em&gt; e cruzar o Atlântico a mais de duas vezes a velocidade do som, sentado confortavelmente bebendo champanhe. Grite “Uau!” e saiba que você poderia chegar até o ouvido mais próximo duas vezes mais rápido que o seu grito. Sentado e bebendo champanhe. “Uau!”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E, no entanto, hoje já não se pode mais fazer isto. Com pouco mais de dez mil dólares ainda é possível comprar um passeio em um caça supersônico russo, mas não é a mesma coisa. Não se poderá beber champanhe, por exemplo. E que seja um avião caça, militar, nos leva ao bombardeiro B-52.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desenvolvido a partir de 1952 e introduzido em serviço em 1955, o B-52 ainda é uma das principais aeronaves da Força Aérea dos Estados Unidos. Usado no Vietnã, nas duas guerras do Iraque e no Afeganistão, ele está muito longe de ser aposentado. Em verdade, os militares americanos planejam manter este avião subsônico em serviço pelo menos até o ano de 2040 (!). Seriam mais de 80 anos voando e despejando bombas pelo planeta, mais tempo do que o que levou do &lt;em&gt;Flyer&lt;/em&gt; dos irmãos Wright à potência dos foguetes do &lt;em&gt;Saturno V&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se a foto do reflexo do Flyer no traje de Armstrong representa o imenso progresso tecnológico de que somos capazes, o B-52 é um símbolo concreto de estagnação. Resulta, no entanto, que ambos têm muito mais em comum do que se gostaria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="strangelove" border="0" alt="strangelove" src="http://scienceblogs.com.br/100nexos/strangelove.jpg" width="500" height="342" /&gt;&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O motivo pelo qual este bombardeiro ainda está em serviço não é devido à nossa incapacidade de criar bombardeiros mais avançados. Pelo contrário, novas formas de lançar bombas têm sido desenvolvidas constantemente. Em 1964, há mais de quarenta anos e antes que pisássemos na Lua, já se havia criado o protótipo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/XB-70_Valkyrie" target="_blank"&gt;XB-70 &lt;em&gt;Valkyrie&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, um bombardeiro com capacidade para toneladas de armas, capaz de voar a Mach 3, mais rápido que o próprio Concorde criado anos depois. Outras aeronaves como o &lt;em&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/B-1_Lancer" target="_blank"&gt;B-1&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; ou o &lt;em&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/B-2_Spirit" target="_blank"&gt;B-2&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, ainda em serviço, representam os avanços aeronáuticos que continuaram desde a introdução do B-52 há mais de meio século. Não é a ausência de tecnologia que faz com que este dinossauro voe até 2040.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“É a economia, estúpido”, bradou a campanha de &lt;strong&gt;Bill Clinton&lt;/strong&gt; contra &lt;strong&gt;George Bush&lt;/strong&gt; pai em 1992. Clinton ganhou. Bombardeiros B-52 são baratos, e funcionam bem para jogar bombas ao redor do mundo. Eles ganharam. Se a União Soviética não houvesse se dissolvido e a corrida armamentista desenfreada ainda estivesse em curso, é provável que o B-52 já tivesse sido aposentado em favor de algo mais moderno. Mas não por coincidência, a União Soviética também ruiu em grande parte por causa do fracasso de sua economia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Economia também é o que levou à aposentadoria do &lt;em&gt;Concorde&lt;/em&gt; em 2003. Apenas 20 unidades foram construídas nos quase trinta anos de serviço, muito menos do que o planejado. E a própria história do desenvolvimento do Concorde é ilustrativa do que se pretende discutir aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Criar uma grande aeronave comercial supersônica não era nem nunca foi barato, e pelo visto, jamais foi economicamente viável. Diversos países se aventuraram, mas todos desistiram… por causa da economia. Houve apenas duas exceções: o próprio &lt;em&gt;Concorde&lt;/em&gt;, e então o soviético &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tupolev_Tu-144" target="_blank"&gt;Tupolev Tu-144&lt;/a&gt;, desenvolvido às pressas pelos soviéticos como resposta ao projeto ocidental e aposentado igualmente às pressas, por mostrar-se operacionalmente inviável.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É notável que tanto o Tupolev quanto o Concorde possam ser vistos como resultados de disputas. Como já mencionado, o projeto soviético opunha-se ao do Concorde e foi um vergonhoso fracasso. A surpresa é que o próprio projeto ocidental não foi uma cooperação tão feliz, e a infelicidade da parceria entre Reino Unido e França pode ser mesmo o motivo de seu sucesso. Ou fracasso, dependendo do ponto de vista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="20070118_napoleon" border="0" alt="20070118_napoleon" src="http://scienceblogs.com.br/100nexos/20070118_napoleon.jpg" width="300" height="316" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando franceses e ingleses firmaram o acordo de desenvolvimento do Concorde, este incluía a condição de que caso qualquer dos países abandonasse o compromisso, teria que pagar pesadas multas ao outro. Isso se tornaria um pesadelo aos políticos responsáveis nos dois países porque o desenvolvimento estourou todos os orçamentos previstos, mas abandonar o acordo ainda sairia mais caro que empurrá-lo com a barriga e continuar investindo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao final, o Concorde foi levado até o final a um custo seis vezes maior do que o previsto. Nenhuma companhia aérea além de &lt;em&gt;British Airways&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Air France&lt;/em&gt; comprou unidades, e as duas companhias só adquiriram suas unidades porque as receberam por generosos financiamentos. Quase todas as rotas iniciais foram canceladas. Foram bilhões de investimento público em aviões comerciais supersônicos que tudo indica não terem sequer rendido o suficiente para cobrir tal gasto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O que isso tem a ver com o B-52 e a Lua? No próximo texto da série.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2010/02/a_humanidade_no_merece_ir_lua_1.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/scienceblogs/brasil/~4/xrRbVdNLmls" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>espaço</category>
         <pubDate>Wed, 03 Feb 2010 20:05:51 -0300</pubDate>
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