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      <title>RNAm</title>
      <link>http://scienceblogs.com.br/rnam/</link>
      <description>Idéias sobre ciência de um doutorando ainda empolgado</description>
      <language>en</language>
      <copyright>Copyright 2010</copyright>
      <lastBuildDate>Mon, 08 Feb 2010 08:30:10 -0300</lastBuildDate>
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         <title>Cuidado com a prática ortomolecular e biomolecular</title>
          <description><![CDATA[<a href="http://filosofiaetecnologia.blogspot.com/2009/01/medicina-ortomolecular.html"></a><p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/ORTOMOL.jpg"><img alt="ORTOMOLecular.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/ORTOMOL-thumb-400x400-40570.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="400" height="400" /></a>O Conselho Federal de Medicina falou, tá falado. Algumas práticas ortomoleculares e biomoleculares não podem ser realizadas por não terem comprovações científicas. - <em>Aliás, quem inventou esses nomes? Parece até essas coisas <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/10/aparelho_bioquantico_castigo_p.php">pseudocientíficas bioquânticas</a></em></p>

<p>Agora reposição de nutrientes que estejam faltando, como vitaminas, ou tirar outras substâncias nocivas, como metais pesados e pesticidas, só podem ser feitas nos parâmetros internacionais e se forem medidas e comprovadas a falta ou excesso de substância. </p>

<p>E para essa medição não vale o famoso teste do cabelo, que todo ortomolecular pede. Este só funciona em caso de intoxicação ou contaminação por metais tóxicos. Fora isso não funciona e está <strong>proibido</strong> de ser usado.</p>

<p>Alguns trechos interessantes da resolução (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u689979.shtml">leia aqui na íntegra</a>):</p>

<blockquote><ul><li>Art. 8º A remoção de minerais, quando em excesso, ou de minerais tóxicos, agrotóxicos, pesticidas ou aditivos alimentares se fará de acordo com os seguintes princípios:</li><li>I) O excesso de cada substância tóxica deverá ser considerado isoladamente;</li><li><br /></li><li>II) <strong>Existência, na literatura médica, de fundamentação bioquímica e fisiológica sobre o efeito deletério do excesso da substância tóxica considerada, bem como de dados que comprovem a possibilidade de correção efetiva por meio da remoção proposta;</strong></li><li><br /></li><li>III) <strong>Além da melhoria dos parâmetros laboratoriais, deverá haver comprovação científica de utilidade clínica;</strong></li><li><br /></li><li>IV) O valor terapêutico da remoção de determinada substância tóxica deverá ser avaliado para cada tipo de distúrbio. </li><li><br /></li><li>Art. 9º <strong>São destituídos de comprovação científica suficiente quanto ao benefício para o ser humano sadio ou doente</strong>, e por essa razão têm vedados o uso e divulgação no exercício da Medicina, os seguintes procedimentos da prática ortomolecular e biomolecular, diagnósticos ou terapêuticos, que empregam:</li><li>I) <strong>Para a prevenção</strong> primária e secundária, doses de vitaminas, proteínas, sais minerais e lipídios que <strong>não respeitem os limites de segurança (megadoses)</strong>, de acordo com as normas nacionais e internacionais e os critérios adotados no art. 5º;</li><li><br /></li><li>II) EDTA (ácido etilenodiaminotetracético) para remoção de metais tóxicos fora do contexto das intoxicações agudas e crônicas;</li><li><br /></li><li>III) O EDTA e a procaína como terapia antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para patologias crônicas degenerativas;</li><li><br /></li><li>IV) <strong>Análise do tecido capilar fora do contexto do diagnóstico de contaminação e/ou intoxicação por metais tóxicos;</strong></li><li><br /></li><li>V) Antioxidantes para melhorar o prognóstico de pacientes com doenças agudas, observadas as situações expressas no art. 5º;</li><li><br /></li><li>VI) Antioxidantes que interfiram no mecanismo de ação da quimioterapia e da radioterapia no tratamento de pacientes com câncer;</li><li><br /></li><li>VII) <strong>Quaisquer terapias antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para doenças crônicas degenerativas, exceto nas situações de deficiências diagnosticadas cuja reposição mostra evidências de benefícios cientificamente comprovados. </strong></li></ul></blockquote><ul>
	
	
	
	
	
	
	

	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	

	
	
	
	
	</ul>

<p><img alt="GiovannaAntonelli.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/GiovannaAntonelli.jpg" class="mt-image-left" style="margin: 0pt 20px 20px 0pt; float: left;" width="115" height="183" /><br /></p><p><b>Chiques, famosas e "ortomoleculadas"</b><br /></p><p>Várias destas práticas, agora proibidas, vem sendo feitas e divulgadas a muito tempo. Como acontece com Giovanna Antonelli, uma das estrelas da Novela das Oito "Viver a Vida" (por ser uma entidade, "Novela das Oito" deve ser escrita em maiúsculas, por respeito a sua divindade) . É o que diz sua terapeuta <a href="http://boaforma.abril.com.br/dieta/aliados-da-dieta/dieta-globais-ortomolecular-500176.shtml">numa reportagem</a> de dietas dos Famosos (também com F maiúsculo por se tratar de divindade): "Giovanna Antonelli chegou ao consultório querendo emagrecer. Uma das providências foi prescrever doses extras de minerais que baixassem sua vontade louca de comer doce na fase pré-menstrual". Hum... mas sem medir nada pra ver se tava faltando mesmo?&nbsp; <br /></p>

<p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/1050361.babado_samara_felippo_3gente___nacional_450_300.jpg"><img alt="samara_felippo.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/1050361.babado_samara_felippo_3gente___nacional_450_300-thumb-100x150-40573.jpg" class="mt-image-right" style="margin: 0pt 0pt 20px 20px; float: right;" width="135" height="202" /></a>O fato é que resolve mesmo. Pelo menos pra emagrecer. Afinal a Global (G maiúsculo) chega no consultório querendo perder 8kg pra ser a próxima capa da Playboy e a terapia molecular, com todo seu conhecimento, receita o que? Ouça nas palavras de Samara Fellipo: "Não precisei passar fome e sequei 8 quilos em dois meses, reduzindo carboidrato e cortando doce e fritura". Isso não é terapia ortomolecular Samara, é COMER DIREITO, DIETA, e todo mundo sabe como funciona!</p>

<p>Quem tiver dados REAIS de reposição de nutrientes usadas nessas terapias, pode me mandar.</p>

<p><br /></p><p><b>Não apela, Folha</b><br /></p><p>Agora, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u689975.shtml">esta notícia da Folha resumindo a resolução</a> está muito ruim e errada. </p>

<p>Diz que a resolução confirma a ausência de comprovação científica da prática, o que não é verdade. Ela regulamenta, ou seja, algumas práticas estão autorizadas e outras não. E afirmar "Entre os prejuízos estão o aumento do risco de câncer", é senssacionalismo, já que não é exatamente isto que a resolução fala, como você pôde ler acima.</p>

<p>E outra, a Folha definiu as práticas ortomoleculares e biomoleculares com o que estava escrito na resolução. Custava dar um "google" pra aprofundar pelo menos um palmo?</p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/02/cuidado_com_a_pratica_ortomole.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>lei</category>
         
         <pubDate>Mon, 08 Feb 2010 08:30:10 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Melhor que ficar brilhando é ficar da cor que precisar, quando precisar, viu, Avatar?!</title>
          <description><![CDATA[<p><img alt="ist2_2982409-chameleon-furcifer-pardalis.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/ist2_2982409-chameleon-furcifer-pardalis.jpg" class="mt-image-left" style="margin: 0pt 20px 20px 0pt; float: left;" width="206" height="176" /></p>

<p>Aproveitando que minha veia artística está acelerada, compartilho com vocês um vídeo de um dos animais que mais me impressionam, os <b>camaleões</b>. <br /></p><p>Existem cerca de 160 espécies em todo o mundo, mas poucas pessoas sabem que <u>nem todas são capazes de mudar de cor</u>. O registro fóssil mostra estes lagartos adaptados para escalada e caça visual habitam a Terra há pelo menos 26 milhões de anos (com desconfiança que possam ser tão antigos quanto 100 milhões de anos).</p><p>Mas, voltando ao assunto, a primeira pergunta quando o assunto é "camaleões" é: <b>como</b> eles conseguem essas mudanças de cor? <br /></p><p>Vocês sabiam que a pele dos camaleões é transparente? Pois é, as células responsáveis por sua coloração, chamadas cromatóforos, ficam abaixo dessa primeira camada de pele, e são altamente especializadas. <br /></p><p>As células da camada superior são chamadas xantóforos (pigmento amarelo) e eritróforos (pigmento vermelho). Logo abaixo estão os iridóforos (ou guanóforos), que contém guanina, uma substância de aparência cristalina que reflete a parte azul da luz incidente. Se a camada superior de células aparecer principalmente amarela, a luz refletida se torna verde (azul + amarelo, lembram das aulinhas de Educação Artística?). Ainda há uma camada de melanina (pigmentação escura que dá nosso tom de pele e nos protege contra o ultravioleta - UV - da radiação solar) numa camada ainda mais profunda nas células refletoras, influenciando na intensidade da luz refletida.</p><div align="center"><div align="left">Explicações dadas, vamos ao resultado de toda essa coordenação celular, que, afinal, é o motivo de eu ter escrito esse pequeno texto:<br /></div><br /><object width="425" height="349"><embed src="http://www.youtube.com/v/KMT1FLzEn9I&amp;rel=0&amp;border=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;hl=nl_NL&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="425" height="349"></object></div><p></p>

<p>Querem uma curiosidade antes de terminar? Ao contrário do que se pensa, os camaleões
normalmente alteram sua cor em função do estado comportamental em que
se encontram. As mudanças são
também um tipo de indicador social para seus semelhantes, e há pesquisas que sugerem que a pressão inicial para evolução do sistema
cores tenha sido a sinalização social, e que os métodos de camuflagem
tenham sido um efeito secundário.</p><p>Vi (e PIREI) na <u><em><strong><a href="http://www.chameleonshops.com/">Chamaleonshops</a></strong></em></u> <br />
Imagem do início do texto à venda na <a href="http://www.istockphoto.com/stock-photo-2982409-chameleon-furcifer-pardalis.php">iStockphoto</a> (que tem uma quantidade impressionante de fotos lindas desses animais malucos)<br /></p><p>Pro final, deixo uma pergunta: e aí, <a href="http://twitter.com/kenmori">@kenmori</a> e <a href="http://twitter.com/Efarsas">@Efarsas</a>, esse vídeo é real?!</p><p><br /></p><p>***UPDATE: o Gilmar do <a href="http://www.e-farsas.com/">www.e-farsas.com</a> é um cara muito rápido e já me avisou que o vídeo é falso. Aproveitem e vejam mais "causos" como esse no site!<br /></p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/02/camaleao.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>animais</category>
         
         <pubDate>Wed, 03 Feb 2010 09:59:10 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Vidro, maçarico, e a "real" aparência das coisas.</title>
          <description><![CDATA[<p>Observe as imagens abaixo (clique para ampliar):</p>

<p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/ImagensGolgi-40271.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/ImagensGolgi-40271.php','popup','width=805,height=206,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/ImagensGolgi-thumb-483x123-40271.jpg" width="483" height="123" alt="ImagensGolgi.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /><div style="text-align: center;"><em><strong>Clique para ampliar</strong></em></div></a></p>

<p>No painel acima, A, B e C são diferentes maneiras de se observar o Complexo de Golgi, uma estrutura celular responsável pelo processamento e distribuição de um grande número de proteínas sintetizadas por nossas células. Em A o Golgi é observado por uma técnica chamada Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET), em B temos uma imagem de MET colorida artificialmente, e em C temos uma imagem do Golgi marcado com reagentes fluorescentes (que existem em várias cores, como o verde que observamos aqui).</p>

<p>OK, e qual a importância disso? </p>

<p>Em biologia celular e molecular, por exemplo, várias imagens que vemos são fruto de técnicas de coloração artificial, como por marcação com reagentes fluorescentes, por exemplo. Mas, convenhamos: existem células ou moléculas realmente COLORIDAS? Se afirmativo, quais as cores CORRETAS de cada uma delas?</p>

<p>Pensando nisso, e na hipótese de as pessoas assimilarem as cores artificiais vistas em Ciência com a realidade de uma célula, o artista plástico <strong>Luke Jerram</strong> buscou criar modelos transparentes tridimensionais de organismos importantes e de fácil reconhecimento por todos.</p>

<p><img alt="lukejerram_with_glass_0.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/lukejerram_with_glass_0.jpg" width="426" height="240" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /><em><strong><div style="text-align: center;">Luke com seus modelos.</div></strong></em></p>

<p>Os vírus HIV (AIDS), H1N1 (Gripe Suína ou Gripe A), e a bactéria <em>Escherichia coli</em> (que habita o intestino humano, mas pode ter formas patogênicas), por exemplo, podem ser vistos sem todos os "adereços carnavalescos" que precisamos utilizar no laboratório para identificar as regiões pesquisadas. </p>

<p>E, prá completar: os modelos são feitos de vidro! Vejam alguns deles (clique em cada imagem para ampliar):</p>

<p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/ecoli_lukejerram-40283.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/ecoli_lukejerram-40283.php','popup','width=710,height=400,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/ecoli_lukejerram-thumb-355x200-40283.jpg" width="355" height="200" alt="ecoli_lukejerram.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /><div style="text-align: center;"><em><strong>Escherichia coli</strong></em></div></a></p>

<p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/round_swine_flu-40289.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/round_swine_flu-40289.php','popup','width=710,height=400,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/round_swine_flu-thumb-355x200-40289.jpg" width="355" height="200" alt="round_swine_flu.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /><em><strong><div style="text-align: center;">H1N1 (Gripe Suína)</div></strong></em></a></p>

<p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/large_hiv_luke_jerram-40292.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/large_hiv_luke_jerram-40292.php','popup','width=546,height=400,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/02/large_hiv_luke_jerram-thumb-355x260-40292.jpg" width="355" height="260" alt="large_hiv_luke_jerram.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /><em><strong><div style="text-align: center;">HIV (AIDS)</div></strong></em></a></p>

<p>Lindos, não? E, além disso, enquanto contribui para melhorar o entendimento do público em geral sobre a aparência mais "correta" de alguns organismos, Jerram aproveita prá expandir os limites da fabricação de esculturas de vidro assoprado. É preciso grande conhecimento técnico para que os modelos vistos aqui não colapsem em seu próprio peso, uma vez que são estruturas extremamente delicadas.</p>

<p>Outros textos que tratam sobre o assunto: <em><strong><a href="http://scienceblogs.com.br/massacritica/2009/10/virus_de_vidro.php">Vírus de vidro (Massa Crítica)</a></strong></em>, <em><strong><a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/11/06/gripe-e-arte/">Gripe e Arte (H1N1 - Influenza A Blog)</a></strong></em>, <em><strong><a href="http://seedmagazine.com/slideshow/luke_jerram/">Glass Microbiology (Seed Magazine)</a></strong></em>.</p>

<p>Para ver mais trabalhos de Luke Jerram, acesse o site <em><strong><a href="http://www.lukejerram.com/">Lukejerram.com</a></strong></em>. </p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/02/um_vidro_um_macarico_e_a_real.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/02/um_vidro_um_macarico_e_a_real.php</link>
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         <category>arte</category>
         
         <pubDate>Mon, 01 Feb 2010 15:16:07 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Quando a esmola é demais, até Darwin desconfia.</title>
          <description><![CDATA[<p>Juro que achei bacana achar uma menção a Darwin na página do GuiaSP, um site de dicas de programação na cidade de São Paulo. A dica é sobre uma série de vídeos que serão exibidos no Museu de História Natural da USP (fica no Ipiranga, quem não conhece, VÁ!).</p>

<p>Mas ao entrar na reportagem sobre o passeio, vi que a esmola era demais. </p>

<p>Convido você a ler <a href="http://www.guiasp.com.br/guiasp/site/passeios_diversoes/despliegue.cfm?mn=7&amp;id_conteudo=88399">o texto</a>. Diga se não esta MUITO mal escrito.Fora que aparece a foto de Sir David Attenborough debaixo do nome de Darwin.<br /></p>

<p>Só um trechinho:</p>

<blockquote><p><i>A biodiversidade é estudada e reconhece espécies de plantas e animais de apenas algumas regiões do Brasil, e de onde tiram suas descrições e classificações.</i></p><p><i>A erudição de ecossistemas naturais é incluído nesse campo de pesquisas, e os profissionais que mantém o Museu, conservam o arquivo zoológico sempre atualizado.</i><br /></p></blockquote>



<p>Bom, deixa que Darwin seleciona, fazer o que...</p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/quando_a_esmola_e_demais_ate_d.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/quando_a_esmola_e_demais_ate_d.php</link>
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         <category>cultura pop</category>
         
         <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 17:49:48 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Enchentes até na capa da Science</title>
          <description><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/capa%20science.gif"><img alt="capa science.gif" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/capa%20science-thumb-317x404-39770.gif" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="258" height="329" /></a>Gente, tá tudo alagando. Alagou São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, suas ruas, avenidas e casas. Alagou até a capa da revista Science desta semana! </p>

<p>Ok, não tem nada a ver com Brasil, ou excesso de chuvas, mas sim com furacões. Esta foto é de Pinar del Rio, em Cuba, após o furacão Ike.</p>

<span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org/"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span><p>Mas dá pra prever as consequencias do aquecimento? E as nossas enchentes?</p>

 <a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/327/5964/399">Estudos usando modelagem matemática</a> mostraram que a tendência com o aquecimento global é que os furacões diminuam mas fiquem mais fortes, causando mais estragos do que causam hoje<br /><br />

<p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/modelo%20furac%C3%A3o-39773.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/modelo furacão-39773.php','popup','width=500,height=472,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/modelo%20furac%C3%A3o-thumb-450x424-39773.gif" alt="modelo furacão.gif" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="420" height="396" /></a></p>

<p>Mas muita calma nessa hora, porque os próprios pesquisadores afirmam que os modelos não são definitivos. <br />
O que estes caras fizeram foi unir várias projeções de condições climáticas para o fim do século 21 (a projeção é que vai aquecer), e colocar esses dados num modelo de formação de furacões. Tudo isso calculado para o Atlântico Norte.</p>

<p>O resultado é: menos tufões só que mais fortes. Calcula-se um aumento dos prejuísos de 30% comparando com a média atual.</p>

<p>Agora mais um momento "Muita Calma Nessa Hora": As enchentes destes meses no Brasil não podem ser ligadas diretamente a aquecimento global. Qualquer um que disser isso está se precipitando (sim, a televisão e os jornais se precipitam e erram, vcs não sabem o quanto). Não tem como dizer num curto período de tempo, em eventos isolados, o que causou o que. </p>

<p>Prever o clima deve ser a coisa mais difícil de se fazer. Afinal é muita variável! É como dizem: dependendo das condições, até o bater de asas de uma borboleta pode gerar uma enchente na marginal Tietê. </p>

<p></p>

<ul><li><b>Artigo</b> <i>(para assinantes):</i><a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/327/5964/454"> <br /></a></li></ul><a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/327/5964/454">Modeled Impact of Anthropogenic Warming on the Frequency of Intense Atlantic Hurricanes</a><br /><br /><span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.1180568&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Modeled+Impact+of+Anthropogenic+Warming+on+the+Frequency+of+Intense+Atlantic+Hurricanes&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=327&amp;rft.issue=5964&amp;rft.spage=454&amp;rft.epage=458&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.1180568&amp;rft.au=Bender%2C+M.&amp;rft.au=Knutson%2C+T.&amp;rft.au=Tuleya%2C+R.&amp;rft.au=Sirutis%2C+J.&amp;rft.au=Vecchi%2C+G.&amp;rft.au=Garner%2C+S.&amp;rft.au=Held%2C+I.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Geosciences%2CClimate+Science%2C+Biogeosciences">Bender, M., Knutson, T., Tuleya, R., Sirutis, J., Vecchi, G., Garner, S., &amp; Held, I. (2010). Modeled Impact of Anthropogenic Warming on the Frequency of Intense Atlantic Hurricanes <span style="font-style: italic;">Science, 327</span> (5964), 454-458 DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1180568">10.1126/science.1180568</a></span> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/enchentes_ate_na_capa_da_scien.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>mudanças climáticas</category>
         
         <pubDate>Fri, 22 Jan 2010 08:59:36 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>"Publicar na Nature? Eu nem queria mesmo..."</title>
          <description><![CDATA[<p>O vídeo abaixo está ilustrando, de um jeitinho todo especial, como os pesquisadores decidem para qual revista científica vão mandar seu trabalho de pesquisa.</p>

<p>AVISO 1- Tentem ignorar o "show de interpretação" dos pobres posgraduandos que atuam neste filme. <br />
AVISO 2- Nem todos os pesquisadores são <strike>idiotas</strike> maus-atores assim (só 75%). A intenção foi boa, vá!</p>

<p><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dUAqnBxaHIA&hl=pt_BR&fs=1&color1=0x006699&color2=0x54abd6&border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dUAqnBxaHIA&hl=pt_BR&fs=1&color1=0x006699&color2=0x54abd6&border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object></p>

<p>Mesmo sem saber inglês dá pra entender né?<br />
O pesquisador manda o artigo pra uma revista "sonho de consumo" naquela vã esperança. E se não der, vai descendo, até conseguir publicar numa revista online de conteúdo aberto mas que ele tem que pagar para publicar <a href="http://www.plos.org/journals/pubfees.html">(mais de 2mil verdinhas)</a>. Aqui eles tiram sarro mostrando a Nature totalmente fechada, e a última revista aceitando sem nem revisar o artigo. Essa revisão é mais conhecida como <em>peer-review</em></p>

<p>Nas portas aparece um número pra cada revista, que é o fator de impacto (Fi). É um número "cabalístico" que serve para quantificar a relevância da revista.<br />
Esse número é calculado dividindo o número de artigos publicados pela revista pelo número de vezes que os artigos da revista foram citados. Assim, se uma revista publica 10 artigos e são citados, ou seja, usados como referência, em 200 outros artigos, temos: 200/10 = 20. Este é o fator de impacto da revista.</p>

<p>Só que existem várias fórmas de se medir a relevância das revistas. Esse é só um e muito criticado. Veja o exemplo: uma revista que publica <strike>quinzenalmente</strike> semanalmente como a Nature, teve 1748 arigos publicados em 2004, citados 56255 vezes. Isso dá um Fi de 32,2.<br />
Agora uma revista como a Annual Review of Immunology, que publica apenas uma vez por ano 51 artigos e é citada 2674 vezes tem um impacto de 52,4. Bem maior que a Nature, mas também é um número de artigos bem menor e uma vez só por ano.</p>

<p>A Nature é o Arroz com feijão que mantém a coisa toda funcionando, enquanto a Annual Review of Immunology é o peru de natal esperado por todos no final do ano. </p>

<p>Nesse caso, qual a mais importante? <br />
Depende do que você considera importante.</p>

<p></p>

<p>Com esta pergunta na cabeça, leia mais sobre o assunto no <a href="http://www.google.com/custom?hl=en&client=pub-5976931228913298&cof=FORID:13%3BAH:left%3BCX:ScienceBlogs%252Ecom%252Ebr%2520Search%2520Engine%3BL:http://www.google.com/intl/en/images/logos/custom_search_logo_sm.gif%3BLH:30%3BLP:1%3BVLC:%23551a8b%3BDIV:%23cccccc%3B&cx=017254414699180528062:ol6v8jejbwk&adkw=AELymgUE-eH3RW27vxNP9u4JpS_7RwaTqkz9pCJo7iscw0nrYV9zXonCLSKGLx5q0BUPKBW_YvRxe1CuUVZk7Frol063DidAZNUJtSkS_ZHjwxcKGwGFqD4&boostcse=0&q=fator+de+impacto&start=0&sa=N">ScienceBlogs Brasil</a>.<br />
</p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/cientometria.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/cientometria.php</link>
         <guid>http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/cientometria.php</guid>
         <category>ciência</category>
         
         <pubDate>Wed, 20 Jan 2010 10:07:15 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Contemplem o animal mais evoluído da terra, humanos inferiores!</title>
          <description><![CDATA[<p>Li antes de ontem sobre o animal mais evoluído que já habitou esse planetinha condenado ao fracasso por problemas de gerência. Ainda não o conhecia, mas foi fácil o artigo ganhar minha atenção...</p>

<p>Trata-se da <i>Elysia chlorotica</i>, uma grande e gosmenta lesma que habita a costa leste da América do Norte, desde a Flórida até o Canadá. E sim, eu disse <b>lesma.&nbsp;</b>Taí um soco no estômago prá quem vive falando que os seres humanos são o <i>state-of-the-art</i> da evolução animal.</p>

<p>Mas o que diabos essa lesma faz prá estar aqui, recebendo esse destaque?</p>

<p>Ela é verde, meus queridos... e não é verde só porque é bonito não. Ela tem <span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"><b>CLO-RO-FI-LA</b></span>.</p>

<p><i>Touché, mes amis!</i></p><p><i><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/green_sea_slug-39428.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/green_sea_slug-39428.php','popup','width=660,height=440,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/green_sea_slug-thumb-330x220-39428.jpg" alt="green_sea_slug.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="330" height="220" /></a></i></p><i><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/green_sea_slug-39428.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/green_sea_slug-39428.php','popup','width=660,height=440,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><div style="text-align: center;"><em><strong>Clorofila: eu tenh-ô, vocês não tê-êm!</strong></em></div><div style="text-align: center;"><b><br /></b></div></a></i><p></p>

<p>O melhor: ela utiliza essa clorofila para fazer fotossíntese, o recurso mais "animal" (perdoem o trocadilho) que qualquer organismo pode querer... bom, talvez o segundo, depois da bioluminescência (ainda mais em tempos de '<b>Avatar</b>').</p>

<p><b><i><span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;">Agora a pergunta de ouro: como esse bichinho conseguiu tal façanha?</span></i></b></p>

<p>A <i>Elysia</i> chlorotica já possuía a reputação de "sequestrar" as organelas e alguns dos genes responsáveis pela realização de fotossíntese, o que caracteriza um processo de transferência horizontal gênica único nos animais. Aliás, parafraseando o <b>Kentaro Mori</b>, Lamarck ficaria deveras contente com essa descoberta...</p>

<p>O que descobriu-se agora é que a lesminha conseguiu se apoderar de genes suficientes para organizar a sua própria "via fotossintética", mandando uma banana pros outros animais, tadinhos, que precisam ir atrás de seu próprio alimento (ou acionar o delivery da pizzaria).</p>

<p>As novidades foram apresentadas dia 7 de Janeiro, na Reunião Anual da <i>Society for Integrative and Comparative Biology</i>.</p>

<p>Depois que comecei a escrever "descobri" (aah, a internets) que a nossa querida <i>Elysia</i> não é assunto novo. <a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2008/11/lesmas-verdes-e-trangenicas.php">O Carlos Hotta (do Brontossauros)</a> e o <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2008/11/vivendo-de-luz-um-animal-que-faz-fotossntese.php">Kentaro (100Nexos)</a> já haviam escrito sobre ela em 2008 (cheguei bem atrasado dessa vez, mas ninguém acerta sempre, né?), então leiam mais sobre o assunto por lá!</p><p>Aliás, tem outro cara que é fã desse animalzinho, o <b>Luís Felipe</b>, do blog <a href="http://oamigodewigner.blogspot.com/2010/01/lesma-que-roubava-genes.html"><b><i>O Amigo de Wigner</i></b></a> (ele até homenageia a querida em seu banner!), que também escreveu sobre o assunto, e comenta uma história engraçada envolvendo a mesma.</p><p><br /></p><p>E agora eu tenho que ir, porque estou com fome e preciso buscar meu próprio alimento #invejinha</p><p><br /></p><p>via <a href="http://www.wired.com/wiredscience/2010/01/green-sea-slug/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed:+wired/index+%28Wired:+Index+3+%28Top+Stories+2%29%29&amp;utm_content=Google+Reader"><b><i>Wired Science</i></b></a> / <a href="http://blogs.discovermagazine.com/80beats/2010/01/13/crazy-chlorophyll-using-sea-slug-is-part-animal-part-plant/"><b><i>80 Beats (Discover Magazine)</i></b></a></p><p><a href="http://blogs.discovermagazine.com/80beats/2010/01/13/crazy-chlorophyll-using-sea-slug-is-part-animal-part-plant/"><b></b></a></p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/contemplem_o_animal_mais_evolu.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/contemplem_o_animal_mais_evolu.php</link>
         <guid>http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/contemplem_o_animal_mais_evolu.php</guid>
         <category />
         
         <pubDate>Fri, 15 Jan 2010 07:49:26 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Universo numa casca de noz... ou "grandeza não é sinônimo de tamanho".</title>
          <description><![CDATA[<p>Recebi do <b>Kentaro Mori</b> (autor do <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos"><b><i>100Nexos</i></b></a>) uma indicação do mapa<b><i> Biochemical Pathways</i></b> (em Português, "vias bioquímicas"), e, como tenho um quadro igual pendurado na parede da sala da minha casa (junto a Einstein e Jimi Hendrix), resolvi compartilhar com vocês.</p>

<p><img alt="Carl-Peter-Von-Dietrich.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/Carl-Peter-Von-Dietrich.jpg" width="140" height="218" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></p><p>Esse mapa já é produzido faz bastante tempo, tanto que a versão que tenho aqui é de 1974, e dá dó vê-la toda amarelada. Ainda mais por ser herança de um dos maiores cientistas que esse país já viu, o <a href="http://www.abc.org.br/resultado.php3?codigo=cpdietrich"><b>Prof. Dr. Carl Peter Von Dietrich</b></a>, um dos fundadores do programa de pós-graduação em Biologia Molecular, do qual faço parte desde 2006. Infelizmente o professor faleceu em 2005, antes que o pudesse conhecer pessoalmente, motivo que só me deixa mais fã do quadro.</p><p>Cada via metabólica que estudamos é uma série de reações químicas nas quais uma reação fornece o substrato para a reação seguinte, de modo que a reação seguinte quase sempre é dependente da anterior.</p><p>Essas reações normalmente são aceleradas por enzimas, e também podem ser necessários inúmeros minerais, vitaminas, e outras moléculas que agem como cofatores em cada uma dessas milhares de reações diferentes, e interligadas.</p><p>Agora pense que todas essas reações, compostas por enzimas, cofatores, substratos, e etc, são de fundamental importância para que o organismo mantenha sua homeostase, ou seja, o seu equilíbrio metabólico.&nbsp;</p><p>Com esse pensamento, olhem o mapa:</p><p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/BiochemPath-39424.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/BiochemPath-39424.php','popup','width=1024,height=721,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><br /><img src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/BiochemPath-thumb-400x281-39424.jpg" width="400" height="281" alt="BiochemPath.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></p><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/BiochemPath-39424.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/BiochemPath-39424.php','popup','width=1024,height=721,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><div style="text-align: center;"><em><strong>Clique na imagem para ampliar</strong></em></div><div style="text-align: center;"><b><i><br /></i></b></div></a><p></p><p></p><p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 1em; font-weight: normal; "><span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: sans-serif; line-height: 19px; "></span></p><p style="margin-top: 0.4em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.5em; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 1em; font-weight: normal; line-height: 1.5em; ">Aqui temos<span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, hirakakupro-w3, osaka, 'ms pgothic', sans-serif; line-height: normal; color: rgb(51, 51, 51); ">&nbsp;uma pequena amostra da complexidade que está em todo o organismo vivo. Lembrem disso da próxima vez em que estiverem pensando em algo como "por que as curas de doenças demoram tanto?" ou "esses cientistas só pensam no projetinho deles".</span></p><p></p><p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 1em; font-weight: normal; ">Pensem que, para cada enzima que um pesquisador se dispõe a estudar, todo esse mapa pode ser afetado e, em muitos casos, ainda não conseguimos enxergar na totalidade o que está ocorrendo.</p><p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 1em; font-weight: normal; ">O motivo? NADA é simples como parece, mesmo em tempos como os nossos, em que tudo é banalizado, e poucas coisas são tratadas com a importância real que têm.</p><p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 1em; font-weight: normal; ">Para olhar o mapa em detalhes, com legendas, acessem o link abaixo do ExPASy e sintam um pouco do gostinho de se tentar entender esse&nbsp;emaranhado&nbsp;químico que é o nosso metabolismo.</p><p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 1em; font-weight: normal; "><br /></p><p></p><p></p>

<p>Crédito das Imagens: <em><strong><a href="http://www.unifesp.br/dbioq/portal/images/rsgallery/original/Carl-Peter-Von-Dietrich.jpg">UNIFESP</a>, <a href="http://www.expasy.ch/cgi-bin/show_thumbnails.pl?2">ExPASy</a>, <a href="http://haha.nu/science/the-amazing-human-body/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed:+hahanu+(haha.nu+-+a+lifestyle+blogzine)">haha.nu</a></strong></em></p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/universo_numa_casca_de_noz_ou.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>biologia molecular</category>
         
         <pubDate>Thu, 14 Jan 2010 23:54:06 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Espiões, a CIA, e o aquecimento global.</title>
          <description><![CDATA[<p><a href="http://animals.nationalgeographic.com/animals/photos/polar-bears1/polar-bear-sleeping_image.html"><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="urso polar se escondendo.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/polar-bear-sleeping.jpg" width="470" height="324" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></a><div style="text-align: center;"><small>Legenda:<em>"Malditos espiões, escondam-se!"<br />
</em></small></div></p>

<p><br />
"Temos uma tecnologia que faz imagens de satélites muito, mas muuuito precisas. Pra que você quer usar: pra monitorar o descongelamento de geleiras e outros usos científicos, ou para espionar seus inimigos subdesenvolvidos que nunca seriam páreo militar pra você?"</p>

<p>Adivinha o que qualquer governante responderia?</p>

<p>Fantástica a capacidade do ser humano de descontar o futuro, ou seja, apostar no curto prazo em detrimento do longo.</p>

<p><a href="http://www.nytimes.com/2010/01/05/science/earth/05satellite.html?partner=rss&emc=rss">A CIA dos EUA está colaborando com cientistas do clima</a> liberando imagens da região ártica tiradas por seus satelites-espiões. Mas não não foi fácil convencer, pois os agentes não acham estratégico mostrar estas imagens. Claro, elas mostram um pouco do como eles tiram as fotos, revelando alguns segredinhos de espionagem, como o nível de definição das fotos, posição dos satélites, etc.</p>

<p><a href="http://dvice.com/archives/2008/03/bugged_top_10_c.php"><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/spy_vs_spy_counterserveilla.jpg"><img alt="spy_vs_spy_counterserveilla.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/spy_vs_spy_counterserveilla-thumb-200x122-25157.jpg" width="200" height="122" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a></span></a>Concordo que este perigo existe e tem sua importância. Existe para os EUA, mas o que o resto do mundo tem a ver com isto? Aquecimento global não é ainda uma prioridade maior que ataques terroristas? Agora pode não ser, mas aguardemos 50 anos que eles vão ver.<br />
Não sou ingênuo, mas quero ainda acreditar que devemos sempre desejar o bem maior.</p>

<p>Esta iniciativa é bem vinda, mas é só uma fresta por onde a gente pode ver a diferença de força entre diferentes interesses nacionais/globais ou político/científico</p>

<p>Pra se ter uma idéia, a definição das imagens cedidas para estudo pela CIA tiveram a definição diminuida para não mostrar ao mundo a capacidade real dos satélites-espiões (provavelmente por serem capazes de ler a etiqueta da sua calça de lá do espaço).</p>

<p>O que me deixa fulo da vida é a militarização da tecnologia, sempre a frente de questões mais nobres. Agora tão lá, os mega-satelites (sem falar em outras pesquisas militares que são as mais fortemente financiadas), nas mãos não dos cientistas que os criaram, ou de comissões de ética responsáveis, mas nas mãos de políticos. Se você confia no seu, ótimo. Se não...</p>

<p>E é essa apropriação da ciência, ou tecnociência que é a regra. O cientista não tem controle sobre suas descobertas. Depois de adquirido pulveriza-se o conhecimento tecnocientífico, que acaba sendo controlado por poderes econômicos e políticos.<br />
Já  aconteceu antes, no caso da bomba nuclear, e vai continuar acontecendo</p>

<p>Os cientístas e os cidadãos têm que ficar mais espertos e engajados. Afinal temos que saber quem é que tem autorização para a pertar o grande botão vermelho.<a href="http://news.cnet.com/8301-10784_3-9909638-7.html"><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/Pentagon_540x424.jpg"><img alt="Pentagono.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2010/01/Pentagon_540x424-thumb-500x392-25155.jpg" width="500" height="392" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></a></p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2010/01/temos_uma_tecnologia_que_faz.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>política</category>
         
         <pubDate>Wed, 06 Jan 2010 09:09:45 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Em busca das primeiras máquinas híbridas.</title>
          <description><![CDATA[<div>Pesquisadores do <b><i>Argonne National Laboratory</i></b> (Laboratório Nacional Argonne, vinculado ao Departamento de Energia dos EUA) anunciaram num artigo publicado recentemente no PNAS os primeiros resultados que demonstram a possibilidade de se criar máquinas híbridas, num futuro próximo.&nbsp;</div><div><br /></div><div>Utilizando soluções contendo aproximadamente 10 bilhões de bactérias por centrímetro cúbico, os pesquisadores demonstraram ser possível mover pequenas engrenagens de 380 um (micrômetros, ou seja, um milésimo de milímetro) alterando-se os níveis de ar e nitrogênio dissolvidos no líquido.</div><div><br /></div><div>O resultado pode ser visto no vídeo abaixo:</div><br /><div align="left"></div><p></p><div style="text-align: center;"><object id="flashObj" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,47,0" width="404" height="436"><param name="movie" value="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9/1813626064?isVid=1&amp;publisherID=1564549380" /><param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /><param name="flashVars" value="videoId=57130435001&amp;playerID=1813626064&amp;domain=embed&amp;" /><param name="base" value="http://admin.brightcove.com" /><param name="seamlesstabbing" value="false" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="swLiveConnect" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><embed src="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9/1813626064?isVid=1&amp;publisherID=1564549380" bgcolor="#FFFFFF" flashvars="videoId=57130435001&amp;playerID=1813626064&amp;domain=embed&amp;" base="http://admin.brightcove.com" name="flashObj" seamlesstabbing="false" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" swliveconnect="true" allowscriptaccess="always" pluginspage="http://www.macromedia.com/shockwave/download/index.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash" width="404" height="436"></object></div>

<p><br /></p><p>Fato interessante: nesse estudo descobriu-se que o movimento de natação coordenada que as bactérias <i>Bacillus subtilis</i> realizam em suspensão é<span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; font-style: italic; line-height: 21px; "><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, hirakakupro-w3, osaka, 'ms pgothic', sans-serif; font-size: 13px; font-style: normal; line-height: normal; color: rgb(51, 51, 51); ">&nbsp;peculiar à concentração mencionada anteriormente (de 10 bilhões/cm3). Em concentrações menores, os movimentos das bactérias parecem aleatórios, enquanto em soluções mais concentradas (acima de 40 bilhões/cm3) os organismos adotam um comportamento diferente, criando biofilmes.</span></span></p><p>Apesar de os estudos estarem em seu início, já foi aberta uma possibilidade real de se projetar, no futuro, máquinas microscópicas que utilizem esse tipo de abordagem. Na imagem abaixo há uma sequência de fotografias demonstrando os movimentos realizados:</p>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2009/12/bacterias_maquina-24484.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2009/12/bacterias_maquina-24484.php','popup','width=1024,height=1011,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2009/12/bacterias_maquina-thumb-307x303-24484.jpg" width="307" height="303" alt="" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a><div style="text-align: center;"><em><strong>Movimento realizado pelas bactérias em solução. (Clique na imagem para ampliar) Crédito:  Igor Aronson / Argonne National Laboratory</strong></em></div></span><p><br /></p><p>Interessante, não? E isso é só um aperitivo do que pode vir a ser feito... Quem sabe as novas máquinas que veremos na próxima década?!</p><p><br /></p><p>Fontes: <em><strong><a href="http://www.wired.com/wiredscience/2009/12/bacterial-micro-machine/">Wired</a>&nbsp;e <a href="http://www.anl.gov/Media_Center/News/2009/news091216a.html">Argonne National Laboratory</a> (que também tem <a href="http://www.flickr.com/photos/argonne/">FLICKR</a>!)</strong></em></p><p><em></em></p><p><em><strong></strong></em></p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/maquinas_hibridas.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>biotecnologia</category>
         
         <pubDate>Mon, 28 Dec 2009 09:37:02 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Papai Noel ameaçado de extinção?!</title>
          <description><![CDATA[<p>Convicções à parte, vou seguir uma das tradições natalinas, e escrever uma cartinha com meus pedidos.</p>

<p>Mas, ao contrário do esperado, minha cartinha - o texto de hoje - não é para o o bom velhinho. É para o <strong>Sr. Nathan Grills</strong>, um especialista em Saúde Pública da Universidade Monash (Austrália) que aproveitou o final de ano para aparecer na mídia.</p>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="santa-claus.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/santa-claus.jpg" class="mt-image-right" style="margin: 0pt 0pt 20px 20px; float: right;" width="209" height="270" /></span><p>Como ele conseguiu isso? Publicando um artigo no periódico <em><strong><a href="http://www.bmj.com/cgi/content/extract/339/dec16_1/b5261">British Medical Journal</a></strong></em> fazendo críticas ao... Papai Noel.</p>

<p>É, ao Papai Noel. A patrulha do 'politicamente correto' quer fazer mais uma vítima e, do jeito que as coisas andam, logo mais o mundo perde toda a pouca graça que ainda tem. Já começaram a assassinar as fábulas e canções infantis, mas esse pessoal não vai se satisfazer nunca.</p>

<p>Para Grills, o bom velhinho representa um péssimo exemplo para as crianças retardadas e imbecis do nosso mundo. E eu digo 'crianças retardadas e imbecis', porque só fazendo essa premissa para acompanhar o raciocínio desse australiano idiota. Vejam alguns exemplos de incentivos ruins do bom velhinho e as 'soluções' propostas por essa pessoa iluminada que é o Sr. Grills:</p>

<ul>
	<li><i><b>Direção irresponsável/alcoolismo:</b></i> a tradição anglo-saxã de deixar um copo de brandy ou vinho do Porto para ajudar o Papai Noel em sua viagem noturna (por causa do frio) pode levar as crianças à noção de não haver problema em beber e dirigir, e, a longo prazo, aumentar as chances de as mesmas desenvolverem alcoolismo. Além disso, ele argumenta que Papai Noel nunca foi visto usando CINTO DE SEGURANÇA, e que, para conseguir entregar todos os presentes na noite de Natal, tem que ignorar todas as leis de trânsito (especialmente os limites de velocidade).</li></ul><ul><li><i><b>Obesidade/sedentarismo:</b></i> deixar biscoitos, tortinhas ou um copo de leite para o coitado Noel. Grills propõe que ele receba o mesmo lanche que a Rudolph (aquela rena de nariz vermelho, que parece o Maradona <strike>fuuuuuuuuuuuuu</strike>), de cenouras e aipo. Prá piorar, para melhorar a 'imagem sedentária' que ele passa viajando de trenó, sugere também que ele tenha um modo de locomoção mais ativo, entregando os presentes de bicicleta, ou à pé. <br /></li>

<li><em><strong>Esportes radicais:</strong></em> aqui ele lista exemplos como "surfe de telhado" e "salto na chaminé", o que aumentaria os riscos de as crianças se acidentarem, tentando imitar as peripécias do Papai Noel. Realmente, será que esse cara tem família?<br /></li>

<li><em><strong>Disseminação de doenças:</strong></em> agora ele extrapola, afirmando que as pessoas que trabalham durante as festas vestidas de Papai Noel possam ser vetores de doenças infecciosas, e propõe a realização de mais exames médicos, e melhor monitoramento dos mesmos. <br /></li>


<br />Finalizando essa 'pérola de Natal' que Grills criou, ele conclui que "há decepcionante falta de pesquisas rigorosas sobre o efeito do Papai Noel na saúde pública", e acredita que mais pesquisas habilitariam as 'autoridades' a agir para regular as atividades do Papai Noel. Esse cara não é demais? Depois de uma frase dessas, quem é o retardado? As crianças, os pais, ou Nathan Grills?<br /><br />Eu já escolhi a minha resposta... e vocês?<br /><br />Aliás, só prá terminar meu recadinho pro Sr. Grills: se vocês conseguirem estragar mais essa parte da minha infância, espero, de coração, que a cena (com 'C', viu, Sasha?) seguinte nos jornais seja essa aqui:<br /><br /><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="guntohead-284x300.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/guntohead-284x300.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="284" height="300" /></span>

</ul><div align="center"><font style="font-size: 1.25em;"><i><b>E, claro, um ótimo Natal para todos!

</b></i></font><br /></div><ul><br />Fonte: <em><strong><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091217_papainoelimagemml.shtml">BBC Brasil</a></strong></em><br /></ul> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/natal_politicamente_correto.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/natal_politicamente_correto.php</link>
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         <category>off topic</category>
         
         <pubDate>Fri, 25 Dec 2009 19:56:14 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Os 10 assuntos científicos mais comentados de 2009</title>
          <description><![CDATA[<p>Recordar é viver (desde que não se fique apenas por essa relembrança). Então antes de prever o ano de 2010, relembremos o quase-findo 2009.</p>

<p>Aqui eu vou colar. Copiar e colar, na verdade. Saiu <a href="http://www.scientificamerican.com/slideshow.cfm?id=top-10-science-stories-2009">aqui na Scientific American</a> os top 10 assuntos científicos do ano. Do LHC até a "estrela da morte", vamos a eles:</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="top 10.png" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/top%2010.png" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="399" height="55" /></span><br />
<ul></p>

<p>	<li><b>Grande Colisor de Hádrons</b> - Engasopou ano passado, mas esse ano foi! O colisor de partículas finalmente está em uso, e já bateu todos os recordes da sua categoria "colisor peso pesado". E ele próprio já é uma previsão para 2010, afinal resultados vão começar a sair logo mais.</li></p>

<p><li><b>Influenza A H1N1</b> - "Craro Cróvis", como esquecê-la. Nos fez prestar atenção na gripe comum, no nosso sistema de saúde nacional e mundial. Mostrou a fragilidade da informação rápida para o cidadão, onde o único meio de comunicação com informação, explicativa,  ajustada e de confiança foi o blog colega <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/05/a_origem_do_influenza_a_h1n1_o.php">Rainha Vermelha</a>,&nbsp;mostrando a força e importância dos blogs de ciência nacionais. Este é outro assunto previsto para bombar em 2010, com a segunda leva do vírus que ninguém sabe como virá. Até o <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1423515-5603,00-PRESIDENTE+AMERICANO+TOMA+VACINA+CONTRA+A+NOVA+GRIPE.html">Obama já se vacinou</a>.</li></p>

<p><li><i><b>Ardipithecus ramidus</b></i> - chocante fóssil estudado por mais de 15 anos antes de ser publicado em edição especial da revista Science (imagino a politicagem ferrenha que deve ser pras revistas "comprarem" este tipo de trabalho que dá muito ibope). Simplesmente este fóssil tem colocado em cheque o que define um hominídeo (ou mesmo o que nos define). Belo presente de aniversário para os 200 anos de Darwin e 150 do seu livro</li></p>

<p><li><b>Cop15 esperança e fiasco</b> - tanta preparação pra nada. Ou pelo menos para perceber a fragilidade do nosso sistema político frente a tomadas de decisão rápidas e embasadas em informação científica. <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/ja_que_a_cop15_nao_resulveu_no.php">Escrevi mais aqui.</a></li></p>

<p><li><b>Vacina contra a AIDS</b> - um mega estudo na Tailândia vacinou 16 mil pessoas. Conclusão: não funciona muito bem. Mas abriu várias janelas de oportunidades para estudar a reação do vírus à vacinação.</li></p>

<p><li><b>Hubble tunado</b> - Esse é um que não morre. 19 anos com corpinho de 12 e meio, e agora com novos aparatos, vai continuar em atividade por mais 5 a 10 anos. Isso que foi projetado pra durar só 5! "Conta o segredinho pra essa vida longa e tão lúcida."</li></p>

<p><li><b>Epigenética de pai pra filho</b> - no ano de Darwin descobrem que <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2008/03/quem-disse-que-lamarck-esta-errado.php">Lamark estava certo</a>?! Então características adquiridas pelos pais podem passar para os filhos e netos! Pois é, mas sem alterar o DNA, só as travas que comandam a sua leitura. E sim, isso sim muda muita coisa!</li></p>

<p><li><b>Água na Lua</b> - 40 anos após a Apolo 11 a Lua revela um novo segredo: água. Danadinha essa Lua, surpreendendo a gente mesmo com um seco Mar da Tranquilidade</li></p>

<p><li><b>O laser "Estrela da Morte"</b> - sim é um monte de raios laser que se juntam num ponto só. Se você colocar hidrogênio lá, ele sofre fusão! E fusão é basicamente o q acontece no coração de uma estrela! Servirá para estudos astrofísicos, nucleares e energéticos.</li></p>

<p><li><b>Solução pra crise: grana pra ciência</b> - O país está em recessão? O governo tem que soltar uma grana. Obama liberou quase 800 bilhões para salvar a economia, dos quais 21,5bi foram para pesquisa. Áreas de interesse como meios de transporte e energia foram favorecidas e podem fazer a diferença no futuro. O Brasil cortou investimentos nessa área e dizem que nem teve crise por aqui.</li></p>

<p>E vocês, o que acharam da lista? Alguma sugestão de alteração?</p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/os_10_assuntos_cientificos_mai.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/os_10_assuntos_cientificos_mai.php</link>
         <guid>http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/os_10_assuntos_cientificos_mai.php</guid>
         <category>cultura pop</category>
         
         <pubDate>Wed, 23 Dec 2009 01:05:21 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>O que um cientista sente ao sacrificar seus animais</title>
          <description><![CDATA[<p><a href="http://dsc.discovery.com/news/2007/11/02/gallery/lab-mice-540x380.jpg"></a></p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/lab-mice-540x380.jpg"><img alt="lab-mice-540x380.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2009/12/lab-mice-540x380-thumb-500x351-24218.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="500" height="351" /></a></span>Hoje sacrifiquei meu primeiro animal de experimentação.

<p><br /></p><p>Um camundongo.</p>

<p>Claro que já entrei em contato com a morte antes. Desde animais de experimentos de colegas ou mesmo morte de parentes. Todas estas ocasiões acabam mostrando uma nova face da morte. Até mesmo já havia matado camundongos invasores de uma antiga república onde morava.</p>

<p>Mas sacrificar MEUS animais, para completar o MEU experimento, e aliás, fazer isto com as MINHAS próprias mãos, coloca a morte em uma nova perspectiva.</p>

<p>Irei ignorar comentários me chamando de sádico matador de animais. Eu gosto de animais. Até mesmo crio gerbils de estimação. Sinto empatia por eles, e este é o problema. Esta empatia que nos coloca no lugar deles, que insiste em colocar a nossa consciência humana nos seus corpinhos de roedores.</p>

<a href="http://repairstemcell.files.wordpress.com/2009/03/mouse-science-diabetes.jpg"></a><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/mouse-science-diabetes.jpg"><img alt="camundongo.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2009/12/mouse-science-diabetes-thumb-200x263-24220.jpg" class="mt-image-left" style="margin: 0pt 20px 20px 0pt; float: left;" width="200" height="263" /></a></span><p>Mesmo sofrendo com esta empatia, não quero me livrar dela. Não quero perder esta sensibilidade pelo animal. Sei que seria muito mais fácil para o trabalho, mas a falta de sensibilidade acaba na banalização da coisa toda, e isto seria péssimo. Seria um passo a mais para se sair do trilho ético no lido com animais.</p>

<p>E infelizmente não podemos deixar de usar os animais nos experimentos. Tudo in vitro ou in silico (computador) é apenas uma dica, é mentira, ilusório como um vôo simulado. O experimento que se faz em animal é o primeiro vôo de um piloto. Os animais que tornam nossos experimentos elegantes, e é neles que as respostas se mostram realmente complexas e desafiadoras. Eles são a porta de entrada das hipóteses dos pesquisadores para a "natureza selvagem".</p>

<p>Aos que já estão acostumados a lidar e sacrificar animais, não riam da minha empatia talvez ingênua neste meio acadêmico da biologia. Continuarei os experimentos até o fim. Mas entendam que não é algo trivial e que devemos sempre ter os animais em um nível de consideração mais elevado que uma simples "cobaia", palavra que acaba ficando até mesmo pejorativa.</p>

<p>São animais, oras. Mamíferos muito próximos de nós, evolutivamente falando.</p>

<p>Por isso dedico este texto aos meus camundongos sacrificados. Em homenagem à sua importância para minha formação e para o conhecimento humano. Farei o máximo para aproveitar cada dado extraído, cada experiência profissional, e também pessoal, de meu contato com eles.</p>

<p>Obrigado. </p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/mouse.jpg"><img alt="camundongo nude.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2009/12/mouse-thumb-300x242-24222.jpg" class="mt-image-left" style="margin: 0pt 20px 20px 0pt; float: left;" width="300" height="242" /></a></span> <small><em>Na verdade este é o meu camundongo. Chama "nude" (pelado), porque não tem pêlos e nem sistema imune. Feinho mas gente boa.</em></small> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/o_que_um_cientista_sente_ao_sa.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/o_que_um_cientista_sente_ao_sa.php</link>
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         <category>animais</category>
         
         <pubDate>Tue, 22 Dec 2009 15:20:40 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Já que a COP15 não resolveu, nos dê o poder para ajudar.</title>
          <description><![CDATA[<a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2009/12/cop15%20lula%20obama-24117.php" onclick="window.open('http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2009/12/cop15 lula obama-24117.php','popup','width=650,height=450,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://scienceblogs.com.br/rnam/assets_c/2009/12/cop15%20lula%20obama-thumb-500x346-24117.jpg" alt="cop15 lula obama.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="500" height="346" /></a>COP15 chegando ao fim e chegam ao fim nossas esperanças de uma revolução política e econômica no assunto ambiental. Ações locais e algumas ações concretas foram firmadas, ok. Mas a revolução necessária para resolver o problema não foi nem esbarrada. Não que eu tivesse grandes expectativas quanto a isso, afinal perdi a minha ingenuidade há algum tempo. Mas esperava pelo menos uma abordagem maciça da mídia, que até tentou fazer a sua parte sim, não recrimino. Mas o cidadão continua blindado contra informação de profundidade. Falar na TV sobre clima não é suficiente. Este é um tema que requer uma base de conhecimentos que o cidadão não tem, e chegamos, como sempre, ao ponto crucial que é educação básica.

<p>Então tudo bem, a COP15 não salvou o mundo. E o que um jovem doutorando empolgado e com um sentimento de obrigação social de melhorar o mundo pode fazer? NADA.</p>

<p>É isto que sentimos. Eu e mais vários jovens que iniciam sua vida produtiva agora. Bem neste momento em que entramos em maior contato com o mundo percebemos que quem comanda o mundo falhou, e nós ainda não temos o poder minimamente necessário para fazer a diferença. Para pelo menos sermos ouvidos. </p>

<p>Quem disser "Mas jovens descolados podem se unir e fazer grandes ações. A internet está aí como uma ferramenta de mobilização, de divulgação..." está muito enganado. Talvez a internet seja a pior das maldições dos nossos dias. Ela traz esta falsa idéia de mobilização e ação. Como se escrever um blog pudesse ser uma ação social válida. Como se clicar num banner para plantar uma árvore ou alimentar uma criança fosse resolver algum problema. E feito isto podemos dormir com a consciência tranqüila da boa ação feita. Com isso o cidadão lava as mãos.</p>

<p>Quem acha que isto é o suficiente não tem noção real do problema. E a noção real do problema é: NINGUÉM TEM NOÇÃO REAL DO PROBLEMA! </p>

<p>O problema climático depende da ciência, da política, da economia, da sociedade e da educação. Cada uma com seus nuances, metodologias e agentes. </p>

<p>E os agentes de poder atuantes hoje, falharam. O seu sistema é lento. Quando surge um resultado científico tão alarmante quanto o aquecimento global, deveria haver como este sistema se auto-regular a tempo. Ainda mais quando os estudos também já determinam metas a serem atingidas. Aliás, estes estudos que deveriam ser a parte difícil do problema. Mas a complexidade política, que deve levar em conta todas as outras áreas e suas complexidades individuais, parece um obstáculo intransponível.</p>

<p>Diante desta complexidade as pessoas travam, e não há como culpá-las. A coisa é difícil mesmo. </p>

<p>Mas ver jovens, melhor preparados que muitos agentes formadores de opinião ou tomadores de decisão, sempre a margem da discussão é doloroso. </p>

<p>Sabemos que um dia tomaremos o poder. Estes jovens serão os formadores de opinião e tomadores de decisão em alguns anos. (e eu estou sendo otimista aqui, afinal poderiam me perguntar "onde estão os jovens visionários das décadas passadas agora?" Eu não saberia dizer)</p>

<p>Mas a questão climática coloca uma coisa em perspectiva: Certos problemas, não só o climático, precisam ser corrigidos num tempo certo.  É como comprar uma Harley-Davidson: Quando se é jovem e se tem energia, força e espírito de aventura para USAR uma moto destas, não temos o dinheiro para comprá-la. Quanto juntamos o dinheiro para tal, já estamos velhos demais para usá-la como se deve. <br />
Talvez depois, quando a competência chegar ao poder, já seja tarde demais.<br />
</p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/ja_que_a_cop15_nao_resulveu_no.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>política</category>
         
         <pubDate>Sun, 20 Dec 2009 18:13:57 -0300</pubDate>
      </item>
      
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         <title>Congresso científico fantasma</title>
          <description><![CDATA[<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="congresso fantasma.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rnam/congresso%20fantasma.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="500" height="346" /></span><p>Calma, não é um congresso científico SOBRE fantasmas, o que seria um paradoxo. <br />
Mas um congresso-SPAM. Isso mesmo. E maldoso. </p>

<p>Imagine receber um email com uma programação de congresso na China com pesquisadores top da sua área. E ainda te convidam para dar uma palestra e por isso se oferecem a pagar, ou melhor, reembolsar, sua estadia e inscrição. <br />
"Ora, nunca fui pra China. Seria uma ótima oportunidade!"<br />
Não só você se interessa e se inscreve como reenvia a outros colegas, como é praxe. Manda seus dados, número do cartão de crédito e BINGO, não existe congresso.</p>

<p>Isso não é novidade no mundo corporativo. Calotes com congressos ou cursos fantasmas são muito comuns. Mas geralmente são temas mais abrangentes, com listas de email inespecíficas. Cursos de "venda mais", ou "Quem Mexeu no Meu Queijo e A Arte da Guerra para pequenos empresários".</p>

<p>O diferente aqui destes dois casos de congressos científicos fantasma é o nível de sofisticação. A programação contém nomes de pesquisadores importantes da área, e os emails foram para pesquisadores e interessados nas tais áreas.</p>

<p>O primeiro caso aconteceu em agosto de 2009, o suposto <a href="http://www.the-scientist.com/blog/display/55895/">Congresso Internacional de Cardiologia na China</a>. Aqui o caso foi de roubo ou mal uso de informação de uma empresa chinesa que estava realmente organizando um congresso. Mas as informações, programa e email de pesquisadores, vazaram e foram utilizadas para divulgar o "evento" antecipado. Alguns pesquisadores fizeram inscrição com cartão de crédito e compras não autorizadas foram feitas com eles.</p>

<p>O segundo irá acontecer em Dezembro de 2010 (ou não). É o "Conference on Human Welfare and the Global Economy", organizado por uma entidade chamada Action World International Organization (AWIO). Este engodo foi <a href="http://www.the-scientist.com/blog/display/56185/">descoberto pela revista The Scientist</a>, que ligou para o local do evento indicado no email e descobriu que não há reserva para a data, e os palestrantes contatados não estão sabendo de nada!</p>

<p>É minha gente, por isso digo que é cada vez mais difícil ser cidadão hoje em dia. Agora pra cada convite de congresso que queira ir você tem que ligar para o local onde se realizará o evento e perguntar "Vai rolar mesmo?". Ou ligar para o palestrante programado e perguntar "Você vai mesmo?". Ou pior, você pode ser o próprio palestrante e ter que ficar recebendo emails de confirmação de presença. Haja saco.</p>

<p>Mas é o preço das facilidades da vida moderna.</p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/12/congresso_cientifico_fantasma.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>eventos</category>
         
         <pubDate>Tue, 15 Dec 2009 09:47:36 -0300</pubDate>
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