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      <title>Rainha Vermelha</title>
      <link>http://scienceblogs.com.br/rainha/</link>
      <description>Evoluindo sem sair do lugar</description>
      <language>en</language>
      <copyright>Copyright 2010</copyright>
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         <title>Aranhas que se disfarçam de formigas (e bônus)</title>
          <description><![CDATA[Há um tempo atrás, <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/10/myrmarachne.php">falei das aranhas Myrmarachne</a>, que imitam formigas a fim de evitar predadores e conviver facilmente com eles. Mas as fotos não mostram o comportamento delas.<br /><br />Veja então estes vídeos, e compartilhe comigo a admiração por estas aranhas:<br /><br /> 
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: center;"><object height="295" width="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2Pgs_-Lckno&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/2Pgs_-Lckno&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="295" width="480"><br /><br /></object>
</div>&nbsp;<object height="385" width="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Fm39WxBatao&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/Fm39WxBatao&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="480"></object></div>


<br />Bônus 1:<br />Um macho da espécie <em>Phidippus mystaceus</em> fotografado e filmado por <a href="http://www.flickr.com/photos/opoterser/">Thomas Shahan</a> autor da lindas fotos de Salticidae que postei <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/10/salticidae.php">aqui</a> e <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/04/mais_salticidae.php">aqui</a>. Segundo Thomas, há anos ele procura o macho adulto desta espécie, e a ponto de compor e cantar a música do vídeo que fez quando encontrou uma.<br /><br /><div style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/opoterser/3984515217/"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/02/Phidippus_mystaceus.jpg" alt="Phidippus_mystaceus.jpg" height="333" width="500" /></a></div><br /><br /><div align="center">
<object height="295" width="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gc2O1cfShzQ&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/gc2O1cfShzQ&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="295" width="480"></object>
<br /><br /></div>Bônus 2: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3DsaXfNgQZ4&amp;feature=related">clique aqui</a> e veja a maior aranha que já vi correndo (!) atrás de uma mulher!<br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/02/aranhas_que_se_disfarcam_de_fo.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/zNuDa8O0nBY/aranhas_que_se_disfarcam_de_fo.php</link>
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         <category>aranhas</category>
         
         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 00:43:46 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Passando a bola: como vírus se ajudam a ir além</title>
          <description><![CDATA[<span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org/"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span>Formação de placa é um dos ensaios mais antigos que se faz em virologia. Trata-se de cultivar uma camada única de células, sejam elas de origem animal ou bactérias, e despejar sobre elas partículas virais diluídas o suficiente para que apenas uma delas consiga infectar uma célula e de lá se propagar, formando uma placa ou halo de células mortas para trás. Como as que não estão mais coloridas de azul abaixo. É útil para uma série de experimentos como medir a eficiência de um vírus, quantificar partículas infeciosas (quantos vírus são capazes de atacar células em uma solução), isolar linhagens viras (já que apenas um clone cresce em um halo) e testar compostos antivirais.<br /><br /><div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/fomacao_de_placa.jpg" /><br />Fonte: <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Plaque_assay_macro.jpg">Wiki</a>.<br /></div><br />Mas algo que desafiava o senso comum é a velocidade com que estes halos se formam. No caso do vírus <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vaccinia">vaccínia</a> por exemplo, um parente da varíola que foi usado na produção de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaccinia">vacinas</a>, o halo cresce 4 vezes mais rápido do que o ciclo do vírus permite. Isso quer dizer o seguinte: o vírus vaccinia se replica em uma célula e infecta a seguinte em 4X horas, mas a velocidade com que conquista terreno na placa indica que ele se replica em X horas. E o motivo disso é surpreendente.<br /><br />Uma série de vírus são capazes de interferir na capacidade da célula recém invadida de ser atacada por novos vírus. O HIV por exemplo, possui proteínas que retiram da superfície da célula os receptores que usa para entrar (a maçaneta que ele usa), impedindo que novos vírus usem esta maçaneta, e diminuindo as chances dele se prender à ela quando sair da célula. Mas o que o vírus vaccínia faz vai além.<br /><br />Ao entrar na célula, ele estimula a produção de proteínas tubulares chamadas actinas. Quando novas partículas entram na célula, esta actina forma tubos com o tamanho específico do vírus que expulsam a partícula recém chegada para a célula seguinte, aumentando o espalhamento de seus "irmãos". Assim, em uma placa, as células vizinhas à que acabou de morrer já estão infectadas e lançando partículas virais para as próximas. <br /><br /><b>[update]</b> O que o vírus faz é, ao entrar em uma célula, induzir a formação de tubos de actina que vão expulsar os prókximos que entrarem para as células vizinha. A actina já está presente na célula, o que o vírus faz é induzir a formação deste tipo de tubos.<br /><br /><br />Mas estou escrevendo demais apenas para mostrar estes vídeos:<br /><br /><div class="youtube-video"><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zcmwEkoFWkI&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /> <param name="allowFullScreen" value="true" /> <param name="allowscriptaccess" value="always" /> </object></div><div class="youtube-video"><object width="480" height="385"><embed src="http://www.youtube.com/v/zcmwEkoFWkI&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385">  </object></div><br />Aqui, a formação de um halo. Uma partícula invade a célula do centro do vídeo e vai se replicando e destruindo as células e suas vizinhas, o chamado efeito citpático. Neste vídeo acelerado podemos ver o efeito destruidor da coisa, me lembra muito aquelas cenas de uma bomba sendo detonada e destruindo uma cidade do alto.<br /><br /><div class="youtube-video"><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kNZJ6va815M&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /> <param name="allowFullScreen" value="true" /> <param name="allowscriptaccess" value="always" /> <embed src="http://www.youtube.com/v/kNZJ6va815M&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385">  </object></div><div align="center"><br /></div>E o melhor de todos, a propagação do vírus na borda do halo. Foi colocado um marcador no vírus, a proteína GFP, que dá um brilho verde às células expressando partículas virais. Repare que o dano se propaga antes do vírus ser expresso, pois as células já estão mandando partículas adiante assim que são infectadas, antes do cilco viral estar completo.<br /><br />Via <a href="http://www.virology.ws/2010/02/03/now-playing-viral-plaque-formation/">Virology blog</a>. Ah, se seu inglês estiver em dia, aproveite <a href="http://www.twiv.tv/">para ouvir o TWIV também</a>, é muito bom.<br /><br /><br /><span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.1183173&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Repulsion+of+Superinfecting+Virions%3A+A+Mechanism+for+Rapid+Virus+Spread&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.1183173&amp;rft.au=Doceul%2C+V.&amp;rft.au=Hollinshead%2C+M.&amp;rft.au=van+der+Linden%2C+L.&amp;rft.au=Smith%2C+G.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology">Doceul, V., Hollinshead, M., van der Linden, L., &amp; Smith, G. (2010). Repulsion of Superinfecting Virions: A Mechanism for Rapid Virus Spread <span style="font-style: italic;">Science</span> DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1183173">10.1126/science.1183173</a></span> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/02/passando_a_bola_como_virus_se.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>videos</category>
         
         <pubDate>Thu, 04 Feb 2010 22:14:14 -0300</pubDate>
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         <title>Entrevista com o Dr. Schmidt do índice de dor de ferroadas</title>
          <description><![CDATA[Semana passada, fiz <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/qual_a_ferroada_mais_dolorida.php">um post sobre</a> o índice de dor de ferroadas de Schmidt. Acompanhem agora uma entrevista do entomólogo Justin O. Schmidt <a href="http://scienceblogs.com/zooillogix/2008/03/interview_with_dr_justin_o_sch.php">para os irmãos Bleiman do blog Zooillogix</a>, que traduzo com permissão dos autores:<b><br /><br /></b><div align="center"><small><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/schmidt.jpg" /><br />Dr. Schmidt segurando uma vespa caçadora, foto roubada na cara larga do <a href="http://scienceblogs.com/zooillogix/2008/01/the_schmidt_sting_pain_index.php">Zooillogix</a>.</small><br /></div><b><br />Por que algumas ferroadas de inseto são mais dolorosas do que outras? É um resultado dano bruto de tecidos/células ou foram desenvolvidas especificamente para interagir com neurônios de dor?<br /></b><br />Não sabemos ao certo. Meu palpite é que o dano bruto&nbsp; a tecido/célula possui um papel pequeno na maioria das situações, e que os componentes do veneno interagem diretamente com os tecidos ou receptores envolvidos na sinalização da dor.<br /><br /><b>Qual você acha que é o veneno mais interessante de inseto, e por quê?</b><br /><br />Três me vêm à mente. A Paraponera porque causa dor tão intensa e, especialmente, que dura tanto tempo e não é "diluída" do que causa a dor para fora do local da picada. Em segundo lugar está a vespa caçadora, pois seu(s) componente(s) indutores de dor causam tanta dor imediata, mas ela desaparece dentro de alguns minutos, seja pela degradação ou diluição do (s) componente(s). O terceiro é o veneno das formigas da colheita, porque parece afetar diretamente a junção neuromuscular e outros receptores colinérgicos (único entre venenos de insetos) e é tão inacreditavelmente tóxico.<br /><b><br />Em algum ponto você se arrependeu de deixar algum inseto em particular lhe picar?</b><br /><br />Eu nunca "me deixei ser picado" diretamente por algo particularmente doloroso. Os realmente dolorosos são muito bons em ferroar sem ajuda. A pior ferroada que já recebi foi, provavelmente, por algumas vespas negra (<i>Polybia simillima</i>) na Costa Rica. Foi a única vez que vi aquela espécie, estava mal equipado para recolher os ninhos grandes, não fazia idéia de quão bom elas eram em penetrar a roupa protetora de abelhas e outras barreiras, e eu absolutamente necessitava do ninho. O resultado foi um monte de ferroadas ardentes e alguns colegas que estavam nas proximidades bem irados. A maioria dos meus eventos envolvendo ferroadas desagradáveis são semelhantes - foram descobertas fortuítas de alguma espécie maravilhosa que eu precisava e não tinha escolha: aproveitava o momento, ou a perdia.<br /><br /><b>Quais são os componentes químicos mais comuns no veneno de invertebrados?<br /></b><br />Peptídeos, enzimas e aminas biogênicas.<br /><br /><b>Enquanto seu Índice de Dor de Ferroadas dá uma história infitamente melhor para o bar, poderia haver uma abordagem química ou de laboratório para ranquear picadas de Himenópteros, como a <a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/2008/11/capsaicina.php">Escala de Scoville</a> de pimentas?</b><br /><br />Sim, se podéssemos desenvolver uma boa técnica de ensaio para conectar eletrodos diretamente à aos nervos transmissores dor e relacionar os valores de voltagem à nossa sensação de dor.<br /><br /><b>Há algum tempo desde que você revisitou seu índice de dor. Haveria algo que você queira adicionar ou alterar desde que você o projetou? Qualquer ferroada nova no ranking?</b><br /><br />Sim, eu preciso adicionar algumas coisas, ou seja, atualizar a lista. Nada muito extremo, apenas algo que merce atenção. Isso levará algum tempo e é um projeto listado para ser escrito próximo ano.<br /><br /><b>Existe uma diferença entre os venenos que feitos para defender o inseto e venenos que se destinam a matar a presa?</b><br /><br />Definitivamente. Para máximo efeito, venenos de defendesa precisam de um componente para provocar dor, com ou sem um componente tóxico. Simplesmente para matar a presa (torna a manipulação mais fácil), o veneno ideal seria não-doloroso, mas muito tóxico rapidamente.<br /><b><br />Existe uma correlação entre a potência de uma picada e a agressividade de um inseto?</b><br /><br />Definitivamente, sim. Quanto mais agressiva a espécie, mais tóxico e letal o veneno, quase sem exceção.<br /><br /><b>Existe algo terapêutico no veneno de abelha para a artrite? Caso sim, qual seria o possível mecanismo?<br /></b><br />A literatura sugere que a resposta é claramente sim. Ninguém conhece o mecanismo em ação exato, e isso é parte do problema. A comunidade científica tende a não aceitar os resultados para os quais não temos respostas do mecanismo, isto é, como funciona? Na minha opinião os componentes do veneno estimulam o sistema imunológico, e, desta forma, ajudam a ajustar o funcionamento adequado do sistema imunológico. Um sistema imunológico bem ajustado não ataca a si mesmo.<br /><b><br />Durante a década de 1990, eu tinha medo de dois animais, Tubarão e abelhas africanizadas ("abelhas assassinas"). A preocupação entre os entomologistas foi tão grave como foi em A Current Affair?</b> [<i>série da FOX que passou nos EUA, não sei se foi veiculada no Brasil</i>]<br /><br />Não sei, mas a maioria dos entomologistas viu a história sobre abelhas assassinas mais como uma novela do que um risco sério ou significativo à vida humana.<br /><br /><b>Meu irmão Benny quer morder seu braço para você medir. Há essa possibilidade?<br /></b><br />Será que ele tem HIV ou hepatite? Não pense que eu ia querer ser mordido por alguma coisa. (Nota do editor: Benny tem de fato um dos vírus acima! Aposto que você não adivinha qual!)<br /><b><br />Algo que você queira compartilhar com os leitores do ScienceBlogs?</b><br /><br />A ciência deve ajudar a resolver os mistérios do universo, melhorar a sociedade, e ser divertida.<br /><br /><i><br />Thanks Andrew Bleiman for the opportunity.</i><br /><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/02/entrevista_com_o_dr_schmidt_do.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>curiosidade</category>
         
         <pubDate>Wed, 03 Feb 2010 23:16:30 -0300</pubDate>
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         <title>Campus Party amanhã 30/01</title>
          <description><![CDATA[<img alt="" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/cparty.jpg" class="mt-image-center" style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;" width="230" height="98" /><br /><br />Só para lembrá-los, <b>amanhà, 10h30</b> teremos um painel sobre blogs de ciência no Campus Blog. Para quem não está inscrito, basta acompanhar via <i>streaming</i> <a href="http://tv.campus-party.org/11158.html">neste link</a>. <br /><br /><b>DIA 5 (Sábado - 30/01/2010)</b><br /><br /><b>PAINEL 1 - 10:30 ~ 12:00<br />Blogs de ciência</b><br /><br />-
A consolidação do uso da blogosfera na divulgação científica e o
fomento de debates sobre questões como sustentabilidade, aquecimento
global e doenças epidêmicas.<br /><br />MODERADOR:<br /><a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros" target="_blank">Carlos Hotta</a><br /><br />PAINELISTAS:<br /><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/" target="_blank">Isis Nóbile Diniz</a><br /><a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/" target="_blank">Atila Iamarino</a><br /><a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14/" target="_blank">Reinaldo Lopes</a><br /><a href="http://ciencianamidia.wordpress.com/" target="_blank">Tatiana Nahas</a><br /> <div><br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/campus_party_amanha_3001.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/Y-KIDLu60V8/campus_party_amanha_3001.php</link>
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         <category>miscelânea</category>
         
         <pubDate>Fri, 29 Jan 2010 17:56:01 -0300</pubDate>
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         <title>Qual a ferroada mais dolorida? O índice de dor de Schmidt</title>
          <description><![CDATA[ Qual a ferroada mais dolorida de um inseto? Se ela for de um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hymenoptera">Hymenoptera</a>, Justin O. Schmidt provavelmente sabe. Este entomólogo diz ter levado ferroadas da maioria dos tipos de abelha, formiga ou vespa. Praticamente um <i>Jackass</i> científico. <br /><br />Tanto que criou um índice de dor, que vai de 1, bem leve ou indolor, a 4, os mais doloridos de todos.

E a descrição da dor que cada ferroada é o que dá a graça do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Schmidt_Sting_Pain_Index">Índice de dor de Ferroadas de Schmidt</a>, com comparações bem ilustrativas. <br /><br />Traduzo abaixo a lista da Wikipedia, pois embora o <a href="http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;id=jpxkhS7O0p0C&amp;oi=fnd&amp;pg=PA392&amp;dq=Hymenoptera+venoms:+striving+toward+the+ultimate+defense+against+vertebrates&amp;ots=6DAqdd9zr5&amp;sig=CdYz9q747zoI8tm4IAISZY9fpVE#v=onepage&amp;q=Hymenoptera%20venoms%3A%20striving%20toward%20the%20ultimate%20defense%20against%20vertebrates&amp;f=false">livro dele seja bem mais completo</a>, custa mais de $250 e é um tanto difícil de encontrar.

<br /><br /><img style="max-width: 800px; float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/abelha_suor.jpg" /><br />
<b>Nível 1: Abelhas do suor
</b><br />Nome genérico para a família de abelhas <a href="http://www.ib.usp.br/beetaxon/imagens/fa_hali.htm">Halictadae</a>, que se chama assim porque elas geralmente são atraídas pelo suor, atrás de sais minerais. Segundo a descrição de Schmidt: <i>Leve, efêmero, quase frutado. Uma faísca queimou um único pêlo de seu braço.<br /><br /></i>&nbsp;<img style="max-width: 800px; float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/lava_pe.jpg" height="179" width="175" />
<br /><b>Nível 1,2: Formigas lava-pés
</b><br />Nome genêrico do gênero de formigas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Formiga-lava-p%C3%A9s">Solenopsis</a>, cujo outro nome, formiga de fogo, vem da dor da ferroada. Invasoras da América do Sul nos Estados Unidos, possui um veneno que pode deixar a região atacada bem irritada. <br /><i>Agudo, súboto e um pouco alarmante. Como andar em um tapete felpudo e encostar no interruptor.</i> [imagino que esteja falando daqueles choques que podemos tomar com energia estática]<br /><br /><br /><br /><br /><b><img style="max-width: 800px; float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Pseudomyrmex_acanthobius.jpg" />
Nível 1,8: Formigas de acácia
</b><br />Também chamadas de formigas-de-novato (<i><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pseudomyrmex_ferruginea" title="Pseudomyrmex ferruginea">Pseudomyrmex ferruginea</a>)</i>, são simbiontes que vívem em árvores do gênero acácia. Extremamente agressivas, protegem as árvores que provêem açúcar e nutrientes com ferroadas em qualquer animal que passe perto. <i>Um tipo de dor raro e bastante elevado, perfurante. Alguém cravou um grampo em seu queixo.</i> [a imagem é de uma outra <i>Pseudomyrmex</i>, já que não achei nenhuma desta espécie]<br /><br /><br /><b><img style="max-width: 800px; float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Vespa.jpg" /><br />Nível 2: Vespão ou vespa de cabeça branca
</b><br />Este tipo de vespa não ocorre no Brasil, a <i>Dolichovespula maculata</i> é social e forma vespeiros de quase um metro. Bastante agressiva também.<i> Forte, rico e saudável, levemente crocante. Parecido com ter a mão prensada em uma porta giratória. <br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />&nbsp;</i><b><img style="max-width: 800px; float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Apis_mellifera.jpg" /><br />Nível 2,X: Abelha comum</b>
<br />Abelhas do gênero <i>Apis</i>, tanto a européia quanto a africanizada.<i> <br />Como uma cabeça de fósforo que escapa e queima sobre a pele.</i> [pessoalmente, discordo desta. Cansei de levar picadas de abelha e depois de algum tempo, nem se sente tanto. Acho vespas muito mais doloridas.]<br /><br /><br /><br /><br />&nbsp;<b><img style="max-width: 800px; float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Formiga_colheita.jpg" /><br />Nível 3: Formiga da colheita</b>

<br />A <i>Pogonomyrmex barbatus </i>é uma formiga dos Estados Unidos que vem perdendo espaço para a lava-pé.<i><br /> Ousado e destemido. Alguém está usando uma furadeira para desencravar sua unha do dedão.<br /><br /><br /><br /><br /><br />&nbsp;</i><b><img style="max-width: 800px; float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Tarantula_hawk.JPG" />

<br />Nível 4: Vespa caçadora</b> (sim, ela tem o tamanho de um dedo)
<br />Conhecidas também como vespa cavalo ou gavião da tarântula, este tipo de vespa caça tarântulas para depositar os ovos sobre elas e nutrir os filhotes. Por mais que isso impressione, o veneno que ela usa para matar a aranha caranguejeira é diferente do que libera nas ferroadas. <br />Tida pelo Justin Schmidt como uma das ferroadas mais doloridas, só não é a pior porque a dor passa em alguns minutos. <br /><br /><i>Elétrico, forte e chocante, de cegar. Um secador de cabelos ligado caiu na sua banheira. <br /><br /></i>Abaixo um vídeo com ela arrastando uma tarântula para a toca, onde vai depositar os ovos sobre ela e enterrá-la:<br /><br /><div align="center"><i>
</i><div class="youtube-video"><object height="385" width="480"><i><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G143OaymbZs&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/G143OaymbZs&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="480">    </i></object></div><i></i></div><i>

</i><b><br /><img style="max-width: 800px; float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Paraponera.jpg" /><br />
Nível 4+: Paraponera ou formiga-cabo-verde</b>
Chamada em inglês de formiga bala, por dizerem que sua ferroada dói como um tiro, a tocandeira possui um veneno muito doloroso que pode agir por dias, e deixar a região atacada febril. Pode causar até tremores musculares, e é usada pelos índios da região amazônica para iniciação dos homens à vida adulta (confira no vídeo abaixo).<i> <br /><br /><br /><br />Dor pura, intensa e brilhante. Como andar sobre carvão em brasas com um prego enferrujado de 10cm em seu calcanhar.<br /><br /></i>


<div align="center">
<div class="youtube-video"><object height="385" width="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZGIZ-zUvotM&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/ZGIZ-zUvotM&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="480"> 


 </object></div></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/qual_a_ferroada_mais_dolorida.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/SVuWAop6uvI/qual_a_ferroada_mais_dolorida.php</link>
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         <category>curiosidade</category>
         
         <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 23:57:04 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Parasitas e simbiontes</title>
          <description><![CDATA[A Wetpixel organizou uma <a href="http://www.wetpixel.com/competition/index.php?view=competition&amp;id=226">competição de fotos submarinas</a>, e devo dizer que concordo com o primeiro e segundo colocados (em ordem):<br /><br />
<br /><div style="text-align: center;"><a href="http://www.wetpixel.com/competition/index.php?view=entry&amp;id=11109"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/lingua_animada.jpg" alt="lingua_animada.jpg" height="640" width="427" />
</a></div>Aqui, o simpático <i>Cymothoa exigua</i>, parasita que <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/10/mais-do-que-a-dentadura.php">substitui a língua do peixe</a>. Com aquele par de olhinhos, parece um pokemon.<br /><br /><br /><div style="text-align: center;"><a href="http://www.wetpixel.com/competition/index.php?view=entry&amp;id=11148"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/dentista_discreto.jpg" alt="dentista_discreto.jpg" height="350" width="500" /></a></div>

E aqui, muita atenção para o camarão transparente limpando uma boca bem cheia de dentes.<br /><br />Vi no <a href="http://blogs.discovermagazine.com/loom/2009/12/30/even-nightmares-can-be-beautiful/">The Loom</a>.<br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/parasitas_e_simbiontes.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/Vdfi57Gn7IA/parasitas_e_simbiontes.php</link>
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         <category>imagens</category>
         
         <pubDate>Tue, 26 Jan 2010 23:28:13 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Estamos na Campus Party!</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/cparty.jpg" alt="cparty.jpg" height="98" width="230" />
<br /></div>
Dos dias 26 a 30 de janeiro (semana que vem), ocorre o evento Campus Party no Centro Imigrantes. E <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/02/resultado-do-campus-party-2009.php">participarei novamente</a>, desta vez em um painel! <br /><br />Fui convidado a participar em um painel sobre a consolidação dos blogs de ciência, no sabadão de manhã. E vou contar com a presença de pessoas que prezo muito, <a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros">Carlos Hotta</a>, <a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis">Ísis</a>, <a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14">Reinaldo</a> e <a href="http://ciencianamidia.wordpress.com/">Tati Nahas</a>. Todos parceiros de crime, em <a href="http://scienceblogs.com.br/">um lugar</a> ou <a href="http://portuguese.researchblogginglanguages.org/">outro</a>.<br /><br />Infelizmente, o painel é restrito a quem está inscrito no Campus Party, pois ocorre no espaço <a href="http://www.campus-party.com.br/Blog.html">Campus Blog</a>. Mas deve ter streaming via internet e participação via Twitter. Informo mais detalhes quando os tiver!<br /><br /><a href="http://www.interney.net/?p=9770658">Programação completa aqui</a>, de onde roubei este pedaço:<br /><br /><b>DIA 5 (Sábado - 30/01/2010)</b><br /><br /><b>PAINEL 1 - 10:30 ~ 12:00<br />Blogs de ciência</b><br /><br />-
A consolidação do uso da blogosfera na divulgação científica e o
fomento de debates sobre questões como sustentabilidade, aquecimento
global e doenças epidêmicas.<br /><br />MODERADOR:<br /><a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros" target="_blank">Carlos Hotta</a><br /><br />PAINELISTAS:<br /><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/" target="_blank">Isis Nóbile Diniz</a><br /><a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/" target="_blank">Atila Iamarino</a><br /><a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14/" target="_blank">Reinaldo Lopes</a><br /><a href="http://ciencianamidia.wordpress.com/" target="_blank">Tatiana Nahas</a><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/estamos_na_campus_party.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/SZXc2fz3e-w/estamos_na_campus_party.php</link>
         <guid isPermaLink="false">http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/estamos_na_campus_party.php</guid>
         <category>miscelânea</category>
         
         <pubDate>Thu, 21 Jan 2010 23:21:12 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Revisão por pares revisada por pares</title>
          <description><![CDATA[O <a href="http://researchblogging.org">ResearchBlogging</a> é uma ótimo iniciativa para agregar os posts sobre ciência revista por pares em blogs. Criado por <a href="http://scienceblogs.com/cognitivedaily/">Dave Munger</a>, já possui mais de 1000 blogs inscritos escritos em 5 línguas: inglês, alemão, espanhol, chinês e, claro, <a href="http://portuguese.researchblogginglanguages.org/">português</a> (graças ao apoio do <a href="http://twitter.com/luizbento">Luiz Bento</a> e da <a href="http://twitter.com/ciencianamidia/">Tati Nahas</a>). É uma excelente forma de sinalizar que o conteúdo do blog possui embasamento científico e de divulgar tanto o selo quanto os textos de outros blogs, além de ter seu post promovido no site. <br /><br />Contei 31 blogs em português ativos (alguns não tão ativos assim), inscritos de junho de 2009 até hoje:<br /><ul><li><a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos">100nexos</a></li><li><a href="http://bala-magica.blogspot.com/">Bala Mágica</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/">Brontossauros em meu Jardim</a></li><li><a href="http://cafecomciencia.wordpress.com/">Café com Ciência</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14/">Chapéu, Chicote e Carbono-14</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/">Ciência Ao Natural</a></li><li><a href="http://ciencianamidia.wordpress.com/">ciência na mídia</a></li><li><a href="http://cognando.blogspot.com/">Cognando</a></li><li><a href="http://ccientifica.blogspot.com/">Cultura Científica</a></li><li><a href="http://blogs.publico.pt/dererumnatura/">De Rerum Natura</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/">Discutindo Ecologia</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus">Ecce Medicus</a></li><li><a href="http://www.emsintese.com.br/">Em Síntese</a></li><li><a href="http://genereporter.blogspot.com/">Gene Repórter</a></li><li><a href="http://historiografianarede.wordpress.com/">Historiografia na Rede</a></li><li><a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/">Influenza A (H1N1) Blog – Português</a></li><li><a href="http://laboratorio.folha.blog.uol.com.br/">Laboratório</a></li><li><a href="http://www.laboratoriotrintaedois.blogspot.com/">Laboratório 32</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/">Marco Evolutivo</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/massacritica">Massa Crítica</a></li><li><a href="http://www.meiobit.com/">MeioBit</a></li><li><a href="http://neuroticias.blogspot.com/">NEUROtícias</a></li><li><a href="http://papodehomem.com.br/">Papo de Homem</a></li><li><a href="http://psiquiatriaetoxicodependencia.blogspot.com/">Psiquiatria e toxicodependência</a></li><li><a href="http://quiprona.wordpress.com/">Química de Produtos Naturais</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/quimicaviva">Quimica Viva</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/">Rainha Vermelha</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/">RNAm</a></li><li><a href="http://www.tagedesglucks.blogspot.com/">Tage des Glücks</a></li><li><a href="http://colunas.g1.com.br/visoesdavida/">Visões da Vida</a></li><li><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb">Você que é Biólogo...</a></li></ul><br /><div align="center"><a href="http://researchblogging.org/news/?p=834"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/rb_awardlogo_large1.gif" /></a><br /><br /></div>E agora foi criado o <a href="http://researchblogging.org/news/?p=834" target="_blank">Research Blogging Awards 2010</a> que vai premiar os melhores blogs e posts em diversas categorias. São 20 prêmios de $50 e um prêmio de $1000 para melhor blog, totalizando $2000 em premiação. Para participar e votar o blog precisa estar inscrito no ResearchBlogging. Para ver quais são os posts dos blogs acima, <a href="http://researchblogging.org/post-list/list/date/all">entre na página de posts</a> e escolha língua portuguesa como linguagem na coluna à direita. E para inscrever seu blog <a href="http://portuguese.researchblogginglanguages.org/?page_id=25">veja estas instruções</a> e <a href="http://portuguese.researchblogginglanguages.org/?page_id=25">orientações</a>.<br /><br />Aqui vai a descrição do prêmio que copiei do <a href="http://ciencianamidia.wordpress.com/2010/01/19/peer-review-peer-reviewed/">ciência na mídia</a>:<br /><blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Research Blogging Awards 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A premiação do Research Blogging do
Seed Media Group homenageia os excelentes blogueiros que praticam a
pesquisa revisada por pares. Com cerca de 1,000 blogs registrados no
ResearchBlogging.org e 8,500 posts sobre pesquisa revisada por pares já
publicados, é hora de reconhecer os melhores dentre os melhores.</p>
<p style="text-align: justify;">Qualquer blog que pratique pesquisa
revisada por pares é elegível para nomeação e os vencedores serão
selecionados por votos de seus pares na comunidade do Research
Blogging. Todos os finalistas serão destacados no ResearchBlogging.org
e os vencedores receberão prêmios em dinheiro que totalizam US$2000.</p>
<p style="text-align: justify;">Os vencedores serão selecionados da seguinte forma:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Nomeações</strong>: Todos
podem nomear um blog (incluindo o seu próprio) para ser considerado
para a premiação, mas apenas blogs que praticam revisão por pares de
acordo com nossos <a href="http://researchblogging.org/news/?p=53">requerimentos</a> serão considerados para a premiação. As nomeações serão encerradas em 11 de fevereiro de 2010. <a href="http://www.surveymonkey.com/s/N5KZSXJ">Clique aqui para nomear seus favoritos</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Finalistas</strong>: Um juri
composto por especialistas irá selecionar entre 5 e 10 finalistas em
cada categoria. Os finalistas serão anunciados em 25 de fevereiro de
2010.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. Votação</strong>: Apenas
usuários registrados no ResearchBlogging.org poderão votar para
selecionar os vencedores. Para ser um usuário registrado, é preciso
atender nossos <a href="http://researchblogging.org/news/?p=53">requerimentos</a> de blogagem sobre revisão por pares (<a href="http://researchblogging.org/account/createChooseBlog">clique aqui</a> para se registrar). A votação estará aberta de 25 de fevereiro a 11 de março de 2010.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Prêmios</strong>: Os prêmios serão anunciados em 23 de março de 2010. Os vencedores serão selecionados a partir das seguintes categorias:</p>
<ul style="text-align: justify;"><li><strong>Research Blog do Ano </strong><em><strong>$US$1,000</strong></em></li><li>Post do Ano Year <em>$50</em></li><li>Research Tuiteiro do Ano <em>$50</em></li><li>Melhor Novo Blog (iniciado em 2009) <em>$50</em></li><li>Melhor Blog Especializado <em>$50</em></li><li>Melhor Blog para Leigos <em>$50</em></li><li>Blog mais engraçado <em>$50</em></li><li>Melhor Blog — Espanhol <em>$50</em></li><li>Melhor Blog — Alemão <em>$50</em></li><li><b>Melhor Blog — Português <em>$50</em></b></li><li>Melhor Blog — Chinês <em>$50</em></li><li>Melhor Blog — Biologia <em>$50</em></li><li>Melhor Blog – Química, Física ou Astronomia <em>$50</em></li><li>Melhor Blog – Pesquisa Clínica <em>$50</em></li><li>Melhor Blog – Ciência da Computação, Engenharia ou Matemática <em>$50</em></li><li>Melhor Blog – Conservação ou Geociências <em>$50</em></li><li>Melhor Blog — Saúde <em>$50</em></li><li>Melhor Blog — Psicologia <em>$50</em></li><li>Melhor Blog – Filosofia, Pesquisa ou Scholarship <em>$50</em></li><li>Melhor Blog — Neurosciencias <em>$50</em></li><li>Melhor Blog – Ciências Sociais ou Antropologia <em>$50</em></li></ul>
</blockquote><br /> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/revisao_por_pares_revisada_por.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>miscelânea</category>
         
         <pubDate>Wed, 20 Jan 2010 01:51:42 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Pássaros têm senso artístico?</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/ninho.jpg" alt="ninho.jpg" height="375" width="500" />

<br />©<b><a href="http://www.flickr.com/photos/wiccked/" title="Link to wiccked's photostream" rel="dc:creator cc:attributionURL"><b property="foaf:name">wiccked</b></a></b></div><br />Os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bowerbird">Bowerbirds</a> ou pássaro cetim (<strike>termo em português, alguém?</strike> <a href="http://genereporter.blogspot.com/">valeu Takata</a>!) são aves da região da Austrália e Nova Guiné que possuem um jeito bem diferente de chamar a fêmea. Os machos constroem <strike>ninhos</strike> cafofos muito elaborados (obrigado, Eduardo), que chegam a levar anos para ficar prontos, e são enfeitados com uma série de objetos. A exigente companheira chega, examina o local e decide se vai ou não colocar um ovo <strike>ali</strike> com aquele macho.<br /><br />Algumas espécies gostam de cores cítricas, vermelho, laranja, amarelo. Outras gostam de objetos metálicos como besouros, e até coisas azuis. Como o ninho da foto, que não é dos maiores. Claro que com os vários produtos de plástico com cores inusitadas que nós humanos produzimos, estamos dando uma ajudinha involuntária para eles.<br /><div align="center"><br /><font style="font-size: 0.8em;"><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GPbWJPsBPdA&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/GPbWJPsBPdA&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></object></font><br /><font style="font-size: 0.8em;">Repare no como tudo que está ao redor do ninho foi  cuidadosamente colocado. Outro vídeo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=E1zmfTr2d4c">muito bom aqui</a>.</font>
<br /></div><br />Agora, como o macho decide que objetos coletar, ou de que forma dispôr? Isso é arte? E qual o senso artístico da fêmea que julga?<br /><i><br />p.s. Você que escreveu ou comentou sobre estas aves em algum lugar, não achei seu link para referenciar, me avise nos comentários.</i><br /> <div><br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/passaros_tem_senso_artistico.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/226mIz82myA/passaros_tem_senso_artistico.php</link>
         <guid isPermaLink="false">http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/passaros_tem_senso_artistico.php</guid>
         <category>comportamento sexual</category>
         
         <pubDate>Sun, 17 Jan 2010 21:14:28 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Meu cachorro é um publicitário</title>
          <description><![CDATA[Mais uma vez tive um texto publicado na coluna <a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/">Dúvida Razoável</a> do <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/">Kentaro</a> (e pensar que uma das coisas que me motivou a começar um blog foi ler os textos do Kentaro por lá!). Um trechinho de como a Natureza é forrada de publicitários:<br /><br /><div align="center">&gt;<a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/meu-cachorro-e-um-publicitario-23637"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/cachorro_pub.jpg" alt="cachorro_pub.jpg" height="93" width="500" /></a>

<br /></div><blockquote>Cucos são extremamente eficazes nisso.
Como as fêmeas colocam os ovos no ninho de outras aves, seus filhotes
precisar ser capazes de falar a língua dos novos pais, o que inclui não
só <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/10/dinamica-de-trapaceiro-iii.php" target="_blank">ser capaz de imitar</a>
diferentes tipos de filhotes para pedir comida, como também fazer um
apelo maior. Dê uma olhada no filhote de cuco canoro sendo alimentado
por um rouxinol do caniço ali em cima. Se ele já é tão maior do que o
"pai", obviamente a comida para um filhote de rouxinol é insuficiente.
Mas o cuco sabe como pedir mais. O chamado que ele faz não imita um
filhote rouxinol, ele imita uma ninhada inteira, uma mensagem urgente
pedindo muita comida. O sinal que os pais não podem evitar.<br /><br /></blockquote><a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/meu-cachorro-e-um-publicitario-23637">Continue lendo Meu cachorro é um publicitário no Sedentário e Hiperativo</a>.<br /> <div><br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/meu_cachorro_e_um_publicitario.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/401ghgV07HA/meu_cachorro_e_um_publicitario.php</link>
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         <category>evolução</category>
         
         <pubDate>Sun, 17 Jan 2010 20:16:31 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Pulgões e interações, uma história em 4 FUUUs</title>
          <description><![CDATA[Uma das coisas que mais gosto na biologia é sua riqueza de detalhes. A cada esquina há uma interação nova e inesperada. Pegue um pulgão, por exemplo:<br /><br /><div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Pulgao.jpg" /><br />Fonte: Wikimedia<br /></div><span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span>Nada mais simples do que um pulgão sugando a seiva de uma planta. Ele insere seu estilete nos vasos da planta e suga a seiva dela. Mas há uma guerra química por baixo disso, e ambos são agredidos. A planta defende-se do pulgão liberando substâncias tóxicas como oxigênio reativo, além de sinalizar para que as células do local cometam suicídio e sequem, formando uma espécie de coágulo no local. O afídeo responde liberando enzimas como as peroxidases, que destroem as substâncias tóxicas das plantas e mantém o local ativo. [1]<br /><br />Algumas vezes as plantas podem apelar, e chamar a ajuda de terceiros. <a href="http://www.pnas.org/content/97/16/9329.full">Elas liberam substâncias</a> que atraem predadores dos pulgões, e o resultado é último FUUU.<br /><br /><div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/agalla_llentiscla.jpg" /><br /><a href="http://www.jardin-mundani.com/Cat/fitopatologies.htm">Fonte</a><br /></div>Esta "folha" vermelha é uma galha induzida por um pulgão. Trata-se de uma <i>Pistacia lentiscus</i>, que é infectada por um afídeo que só consegue se reproduzir nela, o <i>Aploneura lentisci</i>. E o caminho para isto é longo. Este afídeo possui uma fase alada, onde fêmeas e machos cruzam e elas buscam novas plantas onde pôr os ovos. Após o inverno, as fêmeas que nascem em novas plantas vão formar estas estruturas chamadas galhas. Ao que parece, o processo de buscar novas plantas voando e depositar os ovos é um tanto aleatório, e frequentemente as novas fêmeas que nascem se descobrem em uma planta errada e acabam morrendo (FUUU).<br /><br />Quando as fundadoras de galhas se encontram na planta certa, liberam substâncias que induzem um crescimento irregular da planta, que vai formar uma proteção para elas. Lá dentro, assim como um tumor que recruta vasos sanguíneos para crescer, as fundadoras induzem a produção de vasos (floema) que vão alimentar os novos pulgões produzidos protegidinhos por partenogênese lá dentro (FUUU). Até o ano seguinte, quando a mudança de estação pode induzir a produção da linhagem sexuada e alada que vai partir para novas hospedeiras. [2]<br /><br /><div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/joaninha.jpg" /><br /><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/wg5gikP8I4k9X7wdq9Rt2w">Fonte</a><br /></div>Joaninhas são um dos maiores predadores de pulgões. Se alimentam deles desde larvas, o que não quer dizer que seja fácil. Os pulgões possuem grandes aliados, as formigas. Os pulgões costumam liberar parte da seiva que sugam pelo ânus - sabe aquela chuvinha, aquela humidade que sentimos embaixo de algumas plantas? - principalmente quando as formigas pedem. Elas se aproximam dos pulgões e tateiam o abdome deles, e eles liberam gotículas de água que elas podem recolher e beber, literalmente ordenhando os afídeos.<br />Aliás, os afídeos chegam a ser tratados como gado mesmo, direcionados para algumas partes da planta pelas formigas, chegando a ser carregados na boca, e em alguns casos são até recolhidos para perto do formigueiro no fim do dia. Para várias espécies de formigas esta seiva é um componente importante da dieta, e assim como guardamos nosso gado contra predadores como lobos, elas protegem os pulgões de predadores como as joaninhas, atacando agressivamente o besourinho (FUUU). [3]<br />&nbsp;<br /><a href="http://www.alexanderwild.com/Insects/Bees-Wasps-and-Sawflies/4230200_rPV88/1/642255322_KsuTx#642255322_KsuTx"></a><div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Aphidius_ervi_.jpg" /><br />©<a href="http://www.alexanderwild.com/">Alex Wild </a><br /></div>Já o pulgão ervilha (<i>Acyrthosiphon pisum</i>), precisa de dois FUUUs. Por um lado, pode ser parasitado por uma bactéria chamada <i>Hamiltonella defensa</i>, que diferente de algumas simbiontes que produzem aminoácidos para os afídeos, não colabora e sempre que possível é eliminada pelo pulgão. Por outro, ele também pode ser parasitado por uma vespa, a <i>Aphidius ervi</i>, que inclusive é <a href="http://www.ces.ncsu.edu/depts/hort/greenhouse_veg/aphids.html">utilizada como controle biológico</a>. A rotina já é conhecida pelos leitores do Rainha, a vespa deposita um ovo dentro do pulgão, de onde sairá sua larva que vai devorar lentamente o hospedeiro até matá-lo, formar um casulo e emergir.<br /><br />Mas há um terceiro e um quarto FUUUs nesta história. A <i>Hamiltonella defensa</i> pode ser infectada por um bacteriófago (FUUUU) que garante sua estadia com uma gene que produz uma proteína tóxica. Quando a bactéria é infectada por este vírus, produz uma toxina capaz de matar a larva da vespa, que não consegue empupar e morre dentro do afídeo (FUUUU). Assim, na presença da vespa parasitóide, o pulgão ervilha é parasitado pela bactéria que é parasitada pelo vírus que não deixa o pulgão ser parasitado pela vespa e sobrevive. [4]<br /><br />E para finalizar, uma imagem de sacanagem involuntária que retirei <a href="http://www.keele.ac.uk/depts/ch/groups/ecology/aphidproject.html">daqui</a>. Uma vespa depositando (ui!) um ovo dentro de um pulgão:<br /><div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/Aphidpen.gif" /><br /><br /><div align="left">Fonte:<br /></div></div>[1] <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Annual+Review+of+Plant+Biology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1146%2Fannurev.arplant.53.100301.135207&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=PLANT+RESPONSES+TO+INSECT+HERBIVORY%3A+The+Emerging+Molecular+Analysis&amp;rft.issn=1543-5008&amp;rft.date=2002&amp;rft.volume=53&amp;rft.issue=1&amp;rft.spage=299&amp;rft.epage=328&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Farjournals.annualreviews.org%2Fdoi%2Fabs%2F10.1146%252Fannurev.arplant.53.100301.135207&amp;rft.au=Kessler%2C+A.&amp;rft.au=Baldwin%2C+I.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C+Molecular+Biology%2C+Biochemistry">Kessler, A., &amp; Baldwin, I. (2002). PLANT RESPONSES TO INSECT HERBIVORY: The Emerging Molecular Analysis <span style="font-style: italic;">Annual Review of Plant Biology, 53</span> (1), 299-328 DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1146/annurev.arplant.53.100301.135207">10.1146/annurev.arplant.53.100301.135207</a></span><br />[2] <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Basic+and+Applied+Ecology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1016%2Fj.baae.2005.07.007&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Differential+colonization+of+host+trees+by+galling+aphids%3A+Selection+of+hosts+or+selection+by+hosts%3F&amp;rft.issn=14391791&amp;rft.date=2005&amp;rft.volume=6&amp;rft.issue=5&amp;rft.spage=445&amp;rft.epage=451&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS1439179105000708&amp;rft.au=WOOL%2C+D.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CBotany%2C+Ecology%2C+Evolutionary+Biology">WOOL, D. (2005). Differential colonization of host trees by galling aphids: Selection of hosts or selection by hosts? <span style="font-style: italic;">Basic and Applied Ecology, 6</span> (5), 445-451 DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1016/j.baae.2005.07.007">10.1016/j.baae.2005.07.007</a></span><br />[3] <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Journal+of+evolutionary+biology&amp;rft_id=info%3Apmid%2F18764883&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Macroevolutionary+patterns+in+the+origin+of+mutualisms+involving+ants.&amp;rft.issn=1010-061X&amp;rft.date=2008&amp;rft.volume=21&amp;rft.issue=6&amp;rft.spage=1597&amp;rft.epage=608&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Oliver+TH&amp;rft.au=Leather+SR&amp;rft.au=Cook+JM&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C+%2C+Ecology%2C+Systems+Biology">Oliver TH, Leather SR, &amp; Cook JM (2008). Macroevolutionary patterns in the origin of mutualisms involving ants. <span style="font-style: italic;">Journal of evolutionary biology, 21</span> (6), 1597-608 PMID: <a rev="review" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18764883">18764883</a></span><br />[4] <span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science+%28New+York%2C+N.Y.%29&amp;rft_id=info%3Apmid%2F19696350&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Bacteriophages+encode+factors+required+for+protection+in+a+symbiotic+mutualism.&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=325&amp;rft.issue=5943&amp;rft.spage=992&amp;rft.epage=4&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Oliver+KM&amp;rft.au=Degnan+PH&amp;rft.au=Hunter+MS&amp;rft.au=Moran+NA&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C+Microbiology%2C+Molecular+Biology">Oliver KM, Degnan PH, Hunter MS, &amp; Moran NA (2009). Bacteriophages encode factors required for protection in a symbiotic mutualism. <span style="font-style: italic;">Science (New York, N.Y.), 325</span> (5943), 992-4 PMID: <a rev="review" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19696350">19696350</a></span> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/pulgoes_e_interacoes_uma_histo.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>animais</category>
         
         <pubDate>Tue, 12 Jan 2010 21:33:47 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Plantas parasitas</title>
          <description><![CDATA[<p>E na foto com história de hoje, duas lindas plantas. Primeiro a <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monotropa_uniflora">Monotropa uniflora</a></em> ou planta fantasma, que tem este aspecto pois não possui clorofila (<a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Monotropa_uniflora">imagens da Wiki</a>):</p><div style="text-align: center;"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Monotropa_uniflora.jpg" alt="Monotropa_uniflora.jpg" title="Planta fantasma" height="495" width="500" /></div><div style="text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: center;"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/cano_indiano.JPG" alt="cano_indiano.JPG" title="Ghost plant" height="600" width="450" /></div><div style="text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: center;" align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Monotropa_uniflora_vermelha.JPG" alt="Monotropa_uniflora_vermelha.JPG" height="550" width="500" /></div><p><br /></p><div>E agora as belas <em>Afrothismia hydra</em> e <em>Afrothismia winkleri</em> (créditos <a href="http://www.burmanniaceae.org/">Vincent Merckx</a>) que expõe para fora do solo suas flores:</div><div><br /></div><div align="center"><br /></div><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Afrothismia_hydra.jpg" alt="Afrothismia_hydra.jpg" height="375" width="500" /></div><div><br /></div><div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Afrothismia_winkleri.jpg" alt="Afrothismia_winkleri.jpg" height="375" width="500" />

</div><div><br /></div><div>Agora, como plantas podem viver sem clorofila ou enterradas no solo? Parasitando. Pior ainda, parasitando parasitas. Muito da diversidade e riqueza vegetal se deve a fungos de solo e suas micorrizas, associações entre fungos e plantas, uma vez que eles fornecem às plantas água e nutrientes do solo e elas fornecem açúcares formados na fotossíntese.</div><div><br /></div><div>Claro que nem sempre a associação é tão pacífica, e muitos fungos podem apenas captar recursos das plantas sem fornecer nada em troca. O que a planta fantasma e as <em>Afrothismia</em> aí acima fazem é a chamada <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Myco-heterotrophy">mico-heterotrofia</a>, ou seja, as raizes destas plantas parasitam as hifas dos fungos que se associam a outras plantas (simbiontes ou parasitas).</div><div><br /></div><div>Graças a este estilo de vida, elas não precisam mais produzir a própria energia e podem dispensar a clorofila e as folhas, e investir apenas em raízes e flores, para crescer e se reproduzir como todo bom parasita.</div><div><br />Meus parabéns a  <a href="http://genereporter.blogspot.com/">Roberto Takata</a>, Luis Carlos Moreschi, e <a href="http://biologiaevolutiva.wordpress.com/">Gerardo Furtado</a> pelos <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/enigma_de_sexta_xvi.php#comments">acertos</a>.<br /><br /></div><div>Para mais:</div><div><br /></div><div><a href="http://plantbio.berkeley.edu/%7Ebruns/ftp/hibbett2002.pdf">Hibbett DS. 2002. When good relationships go bad. Nature 419: 345-346.</a> [pdf]<br /></div><div><br /></div><div><a href="http://plantbio.berkeley.edu/%7Ebruns/papers/merckx2009.pdf">V. Merckx, M.I. Bidartondo and N.A. Hynson. 2009. Myco-heterotrophy: when fungi host plants. Annals of Botany doi:10.1093/aob/mcp235.</a> [pdf]&nbsp;</div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/plantas_parasitas.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>parasitas</category>
         
         <pubDate>Mon, 11 Jan 2010 00:00:02 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Enigma de Sexta XVI</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/fungo.JPG" alt="fungo.JPG" title="folhas?" width="450" height="600" />

<br /></div><br />O que tem de errado com estes cogumelos? <br />Pare, pense um pouco e deixe seu comentário antes de colocar a imagem no TinEye e achar a resposta na lata.<br /><br />A resposta vem na segunda!<br /> <div><br /></div> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/enigma_de_sexta_xvi.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/rainhadecopas/~3/KOx2WGxYjoA/enigma_de_sexta_xvi.php</link>
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         <category>enigma</category>
         
         <pubDate>Fri, 08 Jan 2010 16:16:26 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Aranhas pavão</title>
          <description><![CDATA[<p><img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; FLOAT: left; CURSOR: pointer" alt="Maratus_volans.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Maratus_volans.jpg" width="200" height="133" /> </p>
<p><br />Os 5 milímetros de tamanho não intimidam a aranha pavão (<em>Maratus volans</em>), ela pode ser pequena, mas tem potencial. Seguindo <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/10/salticidae.php">o padrão</a> das Salticidae macho de <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/04/mais_salticidae.php">usar e abusar</a> da boa vista das fêmeas. Seu abdome possui flaps dos dois lados que se imaginava serem usados para planar, daí a origem de <a href="http://translate.google.com/#ro|en|volan">seu nome</a>. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p><br />
<div style="TEXT-ALIGN: center"><img class="mt-image-none" alt="Macho e fêmea de aranha pavão" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Maratus_volans2.jpg" width="450" height="300" /><br /></div>
<div style="TEXT-ALIGN: center"><br /></div>
<p>Mas bastou encontrar uma fêmea da espécie (a marronzinha aí em cima) para descobrir que elas não são nem de longe tão coloridas quanto os machos, nem têm os flaps, daí <a href="http://www.australasian-arachnology.org/myths/maratus_cannot_fly/">a idéia do vôo ser furada</a>. E foi só colocar o macho de frente para uma fêmea para ver uma exibição digna de um pavão, com o abdome colorido e as patas traseiras levantadas, se mexendo e dançando para ela.</p>
<p>Acho que é o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maratus">gênero</a> mais <a href="http://www.flickr.com/photos/wildernesscam/3034383988/">carnavalesco</a> de Salticidae, com espécies como <em>Maratus rainbowi</em> e <a href="http://www.flickr.com/photos/myrmician/3996145154/"><em>Maratus pavonis</em></a>. Demorou para fazer um bicho de pelúcia delas. Confira algumas fotos da <em>M. volans</em> e mais abaixo a <em>M. pavonis</em>.<br /></p><br />
<div style="TEXT-ALIGN: center"><img class="mt-image-none" alt="Aranha pavão" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Maratus_volans3.jpg" width="450" height="331" /><br />
<p><br /></p>
<p><img class="mt-image-none" alt="Peacock spider" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Maratus_volans4.jpg" width="450" height="428" /><br /></p>
<p><br /></p>
<p><img class="mt-image-none" alt="Maratus volans" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Maratus_volans_6.jpg" width="450" height="301" /><br /></p><img alt="Aranha colorida" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Maratus_volans_5.jpg" width="450" height="450" /></div><br />
<p>&nbsp; Encontrei estas fotos <a href="http://www.xs4all.nl/~ednieuw/australian/salticidae/Peacock_spider_Maratus_volans.htm">aqui</a>.</p>
<div style="TEXT-ALIGN: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/myrmician/3996145154/"><img title="Maratus pavonis" alt="Maratus_pavonis.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Maratus_pavonis.jpg" width="333" height="500" /></a>
<p><br /></p><a href="http://www.flickr.com/photos/myrmician/3995381547/in/photostream/"><img title="Aranha pavão" alt="Maratus_pavonis_2.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Maratus_pavonis_2.jpg" width="333" height="500" /></a>
<p><br /></p><img title="Peacock spider" alt="Maratus_pavonis_3.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/upload/2010/01/Maratus_pavonis_3.jpg" width="333" height="500" /></div><br />
<p>Crédito das imagens <a href="http://www.flickr.com/photos/myrmician/">myrmician</a>.</p>
<p><br /></p>
<p><br /></p> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/aranhas_pavao.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <pubDate>Thu, 07 Jan 2010 18:05:24 -0300</pubDate>
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         <title>Material genético pra quê?</title>
          <description><![CDATA[<div align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://scienceblogs.com.br/rainha/neo_colher.jpg" /><small><br />A mudança está em você, e não no material genético</small><br /></div><br /><span style="padding: 5px; float: left;"><a href="http://www.researchblogging.org"><img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /></a></span>Uma das interpretações da Teoria da Evolução pela Seleção Natural (sim, existem outros processos evolutivos, como a <a target="_blank" href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/humanidade-a-deriva">Deriva Genética</a>), diz que os organismos variam no&nbsp; tempo por ação de três fatores, propostos pelo bom velhinho: <b>Variabilidade</b>; <b>Hereditariedade</b>; e <b>Seleção Natural</b>. Ou seja, uma população vai ter organismos diferentes (Variabilidade), que vão ter desempenhos diferentes e serão selecionados com base nisso (Seleção Natural), passando adiante tais características através da reprodução (Hereditariedade).<br /><br />E, seguindo estes princípios, a evolução acontece. Seja em organismos vivos ou em "entidades não vivas", como são considerados os vírus e algumas moléculas de RNA&nbsp; capazes de infectar células. Mas até então, a evolução em entidades biológicas, para diferenciar de <a href="http://www.meiobit.com/meio-bit/ciencia/vida-digital-e-evolucao">organismos artificiais</a>, estava vinculada ao material genético.&nbsp; Basicamente quem muda é uma molécula de RNA ou DNA, através de mutações.<br /><br />Mas não para o príon, ele é uma proteína que [<i>modo clichê on</i>] pensou fora da caixa <i>[modo clichê off</i>]. O príon é uma proteína que contraria uma série de conceitos&nbsp; imaginados apenas para organismos e faz por conta própria, dispensando o material genético. Ele é uma proteína que percebeu que quem se dobra não é a colher, e não é por que outros dependem de material genético que ele também ia precisar.<br /><br />Conforme <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/12/estamos_a_merce_dos_zumbis.php">já expliquei aqui</a>, as proteínas dependem da estrutura que adotam para realizar suas funções. E assim como um origami, podem ser dobradas de diversas&nbsp; formas, mas apenas algumas são funcionais. Isso na verdade representa um problema, como as proteínas podem assumir milhões de conformações diferentes, precisam&nbsp; ser produzidas de maneira que consigam assumir a conformação ideal.<br />&nbsp;<br />Já o príon é uma proteína chamada PrP produzida por neurônios que se dobrou de maneira errada. O problema é que esta maneira errada (ou PrP<sup>Sc</sup>) é muito mais estável do que a normal (PrP<sup>C</sup>). Tão estável que é capaz de dobrar outras proteínas PrP<sup>C</sup> do mesmo em uma conformação igual à sua PrP<sup>Sc</sup> (Hereditariedade) e ainda é resistente. Desta forma, quando o príon entra em uma célula, ele começa a se propagar, transformando PrP<sup>C </sup>em PrP<sup>Sc</sup> e formando grandes aglomerados proteícos que não são digeridos pela célula e acabam matando-a.<br />&nbsp;<br />O conceito de uma proteína infecciosa que é capaz de ser transmitida é algo tão inesperado que levou muito tempo para que aceitassem que a encefalopatia espongiforme bovina (doença da vaca louca ou BSE) fosse causada por uma. Com o tempo, acabamos descobrindo que príons causavam uma série de outras doenças como a Síndrome de Creutzfeldt-Jacob, o kuru ou a coceira do carneiro (Scrapie), e que podiam inclusive desempenhar funções importantes para os organismos, como em alguns fungos.<br /><br />E não só os príons não precisam de material genético para se propagar, como também podem evoluir sem ele. Ao serem cultivados em células que expressam PrP, podem adquirir novas conformações (Variabilidade), variantes que possuem uma outra dobra diferentes mas também são capazes de se propagar. Elas diferem na resistência ao ataque por proteases, enzimas que quebram proteínas, e através dos pedaços da quebra podemos saber quantas conformações diferentes existem.<br />&nbsp;<br />É esta variabilidade de conformações que permite que a evolução aconteça. Quando em células de rim cultivadas expressando PrP, uma das variantes predomina, e quando se propaga no cérebro, local onde a PrP é normalmente produzida, outra variante do príon que se sobressai. E elas são capazes de competir entre si, colocando ambas em um cérebro não infectado, a variante de cérebro predomina, e o inverso acontece quando são colocadas em células (Seleção Natural).<br /><br />Outra pressão seletiva pode ser a swainsonina, um inibidor de príons. Na presença de swainsonina, o número de células infectadas pelo príon sensível diminui bastante, mas após algumas "gerações" ou passagens, uma variante resistente aparece, capaz de se propagar sem inibição embora se replique mais lentamente. Retirada a swainsonina, a variante anterior volta a ser a predominante, mas o processo pode se repetir caso o inibidor seja recolocado. Esta informação é especialmente importante para quem está desenvolvendo drogas para o tratamento de Creutzfeldt-Jacob, uma vez que o mesmo pode ocorrer.<br />&nbsp;<br />O príon é a prova de que Evolução é uma propriedade emergente em sistemas que apresentam os pré-requisitos, independente de se tratar de um organismo ou não. Ou&nbsp; isso, ou o Criador tem uma compulsão por ordenar tudo, e garante que uma proteína consiga consiga transformar o cérebro de animais puros e inocentes em queijo&nbsp; suíço da maneira mais eficiente possível.<br /><br /><br /><span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.1183218&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Darwinian+Evolution+of+Prions+in+Cell+Culture&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.1183218&amp;rft.au=Li%2C+J.&amp;rft.au=Browning%2C+S.&amp;rft.au=Mahal%2C+S.&amp;rft.au=Oelschlegel%2C+A.&amp;rft.au=Weissmann%2C+C.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEvolutionary+Biology%2C+Molecular+Biology%2C+Biochemistry">Li, J., Browning, S., Mahal, S., Oelschlegel, A., &amp; Weissmann, C. (2009). Darwinian Evolution of Prions in Cell Culture <span style="font-style: italic;">Science</span> DOI: <a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1183218">10.1126/science.1183218</a></span> <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/01/material_genetico_pra_que.php#commentsArea">Read the comments on this post...</a>]]></description>
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         <category>doenças</category>
         
         <pubDate>Tue, 05 Jan 2010 23:41:23 -0300</pubDate>
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