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	<title>Portal do Trânsito, Mobilidade &amp; Sustentabilidade</title>
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	<description>As principais notícias e informações do trânsito, mobilidade, sustentabilidade e muito mais!</description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 Oct 2026 12:37:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Romeiro é atropelado na Via Dutra: como peregrinos e motoristas podem reduzir os riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 12:37:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um adolescente de 15 anos que seguia em romaria para Aparecida foi atropelado por um caminhão na tarde de quinta-feira...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/romeiro-rodovias-1024x576.jpg" alt="romeiro rodovias" class="wp-image-58588" srcset="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/romeiro-rodovias-1024x576.jpg 1024w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/romeiro-rodovias-300x169.jpg 300w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/romeiro-rodovias-768x432.jpg 768w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/romeiro-rodovias-900x505.jpg 900w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/romeiro-rodovias.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Com a proximidade do Dia de Nossa Senhora Aparecida, motoristas devem reduzir a velocidade e redobrar a atenção nos trechos com peregrinos, enquanto os romeiros precisam seguir as rotas indicadas e utilizar materiais refletivos. Foto: ilustração IA</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Um adolescente de 15 anos que seguia em romaria para Aparecida foi atropelado por um caminhão na tarde de quinta-feira (8), na Rodovia Presidente Dutra, em Taubaté (SP). O <a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/10/09/atropelamento-romeiro-adolescente-dutra.ghtm" data-type="link" data-id="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/10/09/atropelamento-romeiro-adolescente-dutra.ghtm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">caso</a> ocorreu justamente no início do período de maior movimentação de peregrinos às margens das rodovias e reforça a necessidade de atenção tanto de quem realiza o percurso a pé quanto dos motoristas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal divulgadas pela imprensa, o trânsito estava lento no quilômetro 103,7, no sentido Rio de Janeiro. O motorista do caminhão teria se deslocado para o acostamento para evitar uma colisão traseira e atingido o adolescente que caminhava pelo local. O jovem foi socorrido consciente e encaminhado em estado grave ao Pronto-Socorro de Pindamonhangaba. Não havia, até a publicação desta matéria, uma atualização oficial sobre seu estado de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proximidade de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, amplia a presença de pedestres, ciclistas, veículos de apoio e motoristas em diferentes rodovias brasileiras. Além da peregrinação até o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, o período também reúne grandes manifestações religiosas em outras regiões do país, como o Círio de Nazaré, no Pará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Rodoviária Federal iniciou uma operação especial diante do aumento da circulação de pedestres, ciclistas, motociclistas e veículos. Na Via Dutra, haverá reforço de viaturas, motocicletas e equipes de orientação em pontos estratégicos.</p>



<h3 id="h-acostamento-nao-elimina-o-risco-de-atropelamento" class="wp-block-heading">Acostamento não elimina o risco de atropelamento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Embora seja utilizado por muitos peregrinos, o acostamento faz parte da estrutura da rodovia e pode ser invadido por veículos em situações de emergência, falhas mecânicas, perda de controle ou manobras inesperadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio caso ocorrido em Taubaté demonstra essa vulnerabilidade: segundo as informações iniciais, o caminhão entrou no acostamento ao tentar evitar uma colisão com veículos que estavam à frente.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Por isso, caminhar às margens de uma rodovia exige atenção permanente. Sempre que existir uma rota alternativa, separada do tráfego, ela deve ser priorizada. Também é importante seguir os trajetos indicados pelas autoridades, concessionárias e equipes responsáveis pela operação.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">No percurso até Aparecida, uma das alternativas é a Rota da Luz, que começa em Mogi das Cruzes e passa por estradas secundárias e rurais. Mesmo nesse trajeto, entretanto, o peregrino precisa observar as condições do caminho, planejar os horários e evitar deslocamentos noturnos em locais isolados ou com pouca visibilidade.</p>



<h3 id="h-caminhe-de-frente-para-os-veiculos" class="wp-block-heading">Caminhe de frente para os veículos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando não houver uma estrutura exclusiva para <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/mobilidade-e-tecnologia/seguranca/dia-do-pedestre-data-marca-preocupacao-com-numero-de-atropelamentos-no-mundo/" data-type="link" data-id="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/mobilidade-e-tecnologia/seguranca/dia-do-pedestre-data-marca-preocupacao-com-numero-de-atropelamentos-no-mundo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pedestres</a> e for necessário caminhar nas proximidades da rodovia, a orientação da PRF é seguir no sentido contrário ao fluxo. Dessa maneira, o peregrino consegue visualizar os veículos que se aproximam e reagir com maior antecedência diante de uma situação de perigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes devem caminhar em fila, evitando ocupar a pista ou formar grupos muito largos. Também não é seguro parar sobre o acostamento para descansar, reorganizar o grupo ou aguardar outros integrantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pausas precisam ocorrer em postos de combustíveis, pontos de apoio, estabelecimentos comerciais ou áreas afastadas da circulação de veículos.</p>



<h3 id="h-ser-visto-e-tao-importante-quanto-ver" class="wp-block-heading">Ser visto é tão importante quanto ver</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Roupas claras, coletes e faixas refletivas aumentam a possibilidade de o pedestre ser percebido pelo motorista. Lanternas também podem ser utilizadas, desde que não sejam direcionadas para os olhos dos condutores.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O uso de materiais refletivos é ainda mais importante ao amanhecer, no fim da tarde, à noite, sob chuva ou neblina. Nessas condições, a visibilidade fica reduzida e o motorista pode perceber a presença do peregrino tarde demais.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação, entretanto, é evitar a caminhada durante a noite ou em condições meteorológicas desfavoráveis. A roupa refletiva ajuda, mas não elimina o risco provocado pela baixa visibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O peregrino também deve evitar fones de ouvido e o uso do celular durante o deslocamento. Sons, mensagens e vídeos podem impedir que ele perceba a aproximação de veículos, buzinas, alertas das equipes de apoio ou mudanças repentinas no trânsito.</p>



<h3 id="h-travessias-devem-ocorrer-em-locais-seguros" class="wp-block-heading">Travessias devem ocorrer em locais seguros</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Passarelas, viadutos e pontos de travessia indicados devem ser utilizados mesmo quando aumentarem a distância do percurso. Tentar atravessar diretamente a pista expõe o pedestre a veículos que circulam em velocidades elevadas e podem estar parcialmente encobertos por caminhões, ônibus ou curvas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é necessário respeitar bloqueios, cones, placas temporárias e orientações das equipes presentes na rodovia. Um caminho aparentemente mais curto pode levar a um trecho sem acostamento, com obras ou visibilidade limitada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Via Dutra, a concessionária disponibilizou o mapa “Caminho Consciente 2026”, que indica o trajeto recomendado para pedestres e os pontos de orientação disponíveis durante a romaria. A recomendação aos participantes é consultar o percurso antes de iniciar a caminhada.</p>



<h3 id="h-veiculos-de-apoio-nao-devem-parar-no-acostamento" class="wp-block-heading">Veículos de apoio não devem parar no acostamento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Carros, vans e outros veículos utilizados para transportar água, alimentos, roupas ou participantes precisam permanecer em locais afastados da pista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parar no acostamento pode obrigar os peregrinos a se aproximarem da faixa de rolamento, além de reduzir o espaço disponível para emergências. A concentração de pessoas em torno desses veículos também aumenta o risco de atropelamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pontos de encontro e de descanso devem ser definidos previamente, preferencialmente em postos de combustíveis, estacionamentos e propriedades autorizadas. O embarque e o desembarque dos participantes também precisam ocorrer fora da rodovia.</p>



<h3 id="h-motoristas-devem-reduzir-a-velocidade" class="wp-block-heading">Motoristas devem reduzir a velocidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ao perceber peregrinos ou ciclistas próximos à pista, o motorista deve diminuir a velocidade, ampliar a distância em relação ao veículo da frente e evitar movimentos bruscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atenção precisa ser ainda maior nas proximidades de acessos urbanos, postos de combustíveis, pontos de apoio e locais onde grupos podem realizar travessias. Ultrapassagens devem ser feitas apenas onde houver permissão, visibilidade e espaço suficientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acostamento nunca deve ser utilizado para ultrapassar filas, contornar congestionamentos ou ganhar tempo. Além de ser uma conduta perigosa, o local pode estar sendo ocupado por pedestres, ciclistas, veículos imobilizados e equipes de atendimento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Também é importante não usar o celular e outras distrações. Em uma rodovia, poucos segundos de desatenção podem fazer com que o motorista deixe de perceber um grupo de pessoas à margem da pista.</p>
</blockquote>



<h3 id="h-caminhoes-precisam-de-mais-espaco-para-parar" class="wp-block-heading">Caminhões precisam de mais espaço para parar</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O peso e as dimensões dos veículos de carga fazem com que eles necessitem de uma distância maior para reduzir a velocidade ou parar completamente. Essa distância pode aumentar conforme a velocidade, o peso transportado e as condições dos pneus, dos freios e do pavimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peregrinos não devem presumir que um caminhoneiro conseguirá parar imediatamente ao perceber alguém próximo à pista. Também precisam evitar permanecer nos pontos cegos, especialmente próximos à parte dianteira, às laterais e à traseira do veículo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os caminhoneiros, a presença de grupos nas margens exige antecipação. Manter distância segura do veículo da frente reduz a necessidade de frenagens ou desvios repentinos em direção ao acostamento.</p>



<h3 id="h-operacao-tera-pontos-de-apoio-durante-24-horas" class="wp-block-heading">Operação terá pontos de apoio durante 24 horas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Romaria Segura 2026 reúne mais de 400 profissionais e voluntários. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, foram instaladas 29 tendas: 23 na Via Dutra e seis na Rota da Luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estruturas funcionarão durante 24 horas entre os dias 9 e 11 de outubro, período de maior movimento. No dia 12, o atendimento está previsto das 6h às 19h.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também serão distribuídos 30 mil coletes, 120 mil fitas refletivas e 3 mil lanternas para ciclistas. Os pontos oferecem orientação e itens destinados a melhorar a visibilidade dos participantes.</p>



<h3 id="h-o-que-fazer-em-uma-emergencia" class="wp-block-heading">O que fazer em uma emergência</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ao presenciar um atropelamento ou outra ocorrência, a primeira providência é acionar o atendimento especializado. Em rodovias federais, a PRF pode ser chamada gratuitamente pelo telefone 191.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Via Dutra, o atendimento da concessionária também está disponível pelo número 0800 017 3536.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao pedir ajuda, informe:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o nome ou o número da rodovia;</li>



<li>o quilômetro aproximado;</li>



<li>o sentido da pista;</li>



<li>um ponto de referência;</li>



<li>a quantidade e o estado aparente das vítimas;</li>



<li>se há veículos ou pessoas sobre a pista.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Não se deve movimentar uma pessoa ferida, exceto quando houver risco imediato, como incêndio. Também é perigoso permanecer sobre a faixa de rolamento ou tentar sinalizar a ocorrência expondo-se ao fluxo de veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A peregrinação é uma manifestação de fé, mas o compartilhamento do espaço com veículos em alta velocidade cria riscos que não podem ser ignorados. Planejamento, visibilidade, respeito à sinalização e redução de velocidade são medidas fundamentais para que romeiros, ciclistas e motoristas concluam o percurso com segurança.</p>
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					<![CDATA[Com a proximidade do Dia de Nossa Senhora Aparecida, motoristas devem reduzir a velocidade e redobrar a atenção nos trechos com peregrinos, enquanto os romeiros precisam seguir as rotas indicadas e utilizar materiais refletivos. Foto: ilustração IA]]>
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		<item>
		<title>Trânsito nas grandes cidades do interior acende alerta: entenda o que está acontecendo</title>
		<link>https://www.portaldotransito.com.br/noticias/mobilidade-e-tecnologia/mobilidade-urbana/transito-nas-grandes-cidades-do-interior-acende-alerta-entenda-o-que-esta-acontecendo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Czerwonka]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 11:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mobilidade Urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O trânsito das grandes cidades do interior brasileiro está mudando. Municípios que cresceram, tornaram-se polos econômicos e passaram a atrair...</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="732" src="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/transito-no-interior-1024x732.jpg" alt="trânsito no interior" class="wp-image-58462" srcset="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/transito-no-interior-1024x732.jpg 1024w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/transito-no-interior-300x215.jpg 300w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/transito-no-interior-768x549.jpg 768w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/transito-no-interior.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>novas modalidades de deslocamento acrescentam desafios a estruturas urbanas tradicionalmente planejadas para automóveis, ônibus, caminhões, motocicletas e pedestres. Foto: Prefeitura de Cascavel/PR</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O trânsito das grandes cidades do interior brasileiro está mudando. Municípios que cresceram, tornaram-se polos econômicos e passaram a atrair diariamente moradores de toda uma região enfrentam hoje uma circulação mais intensa e diversificada — com automóveis, motocicletas, caminhões, bicicletas e novos equipamentos de mobilidade dividindo o mesmo espaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os reflexos dessa transformação aparecem nos indicadores de segurança viária de diferentes municípios. Em alguns deles, números recentes de sinistros e mortes chamam a atenção; em outros, houve redução. Essa diferença mostra que não existe uma única realidade no interior do país, mas revela um ponto em comum: cidades que antes tinham uma dinâmica predominantemente local passaram a enfrentar desafios de mobilidade cada vez mais complexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crescimento da frota e dos deslocamentos, presença expressiva de motocicletas, circulação regional, transporte de cargas, novos meios de mobilidade e infraestrutura que precisa acompanhar essas mudanças estão entre os fatores que ajudam a explicar o cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação não é recente. Uma pesquisa publicada na <a href="https://rsp.fsp.usp.br/pt-br/" data-type="link" data-id="https://rsp.fsp.usp.br/pt-br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Revista de Saúde Pública</a>, que analisou a mortalidade no trânsito entre 2000 e 2016, identificou diferenças importantes entre as capitais e os demais municípios brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o período, foram registradas 601.760 mortes por lesões de trânsito no Brasil, das quais aproximadamente 19% correspondiam a residentes nas capitais. O estudo também identificou tendência de crescimento da mortalidade nos municípios não capitais de 14 estados, enquanto 14 capitais apresentaram tendência de redução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os resultados sejam históricos e não permitam afirmar que o mesmo comportamento permanece em 2026, eles reforçam uma questão que ganhou ainda mais importância com as transformações recentes da mobilidade: a segurança no trânsito brasileiro precisa ser discutida também para além das capitais.</p>



<h3 id="h-cascavel-exemplifica-os-desafios-enfrentados-pelos-polos-regionais" class="wp-block-heading">Cascavel exemplifica os desafios enfrentados pelos polos regionais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Localizada no oeste do Paraná, Cascavel é um exemplo de município que reúne características importantes para essa discussão. Além da circulação urbana, a cidade está conectada a corredores rodoviários relevantes, como a BR-277 e a BR-163, e exerce influência econômica sobre outros municípios da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados divulgados pela imprensa local, com informações atribuídas à Transitar, apontam que Cascavel registrou 5.829 sinistros de trânsito em 2025, o maior número dos últimos dez anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro levantamento jornalístico contabilizou 38 mortes no trânsito entre janeiro e agosto de 2026, considerando ocorrências em áreas urbanas e rodoviárias. Desse total, 13 vítimas estavam em motocicletas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números não devem ser comparados diretamente com indicadores restritos às vias municipais, mas ajudam a dimensionar a relevância da segurança viária na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um fenômeno adicional chama a atenção: o crescimento das ocorrências envolvendo <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/autopropelido-bicicleta-eletrica-ou-ciclomotor-saiba-as-diferencas-e-as-regras-de-circulacao/" data-type="link" data-id="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/autopropelido-bicicleta-eletrica-ou-ciclomotor-saiba-as-diferencas-e-as-regras-de-circulacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">equipamentos autopropelidos</a>. Entre janeiro e maio de 2026, Cascavel contabilizou 84 sinistros dessa natureza, contra 40 no mesmo intervalo de 2025. O número de feridos passou de 44 para 100.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação ilustra como novas modalidades de deslocamento acrescentam desafios a estruturas urbanas tradicionalmente planejadas para automóveis, ônibus, caminhões, motocicletas e pedestres.</p>



<h3 id="h-o-interior-nao-apresenta-uma-realidade-unica" class="wp-block-heading">O interior não apresenta uma realidade única</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos indicadores preocupantes observados em determinados municípios, não é possível afirmar que os acidentes estejam aumentando de maneira generalizada nas cidades do interior brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados de outras localidades mostram comportamentos distintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Ribeirão Preto, no interior paulista, levantamento baseado no Infosiga-SP apontou redução das mortes no trânsito de 108, em 2024, para 87, em 2025. Entretanto, entre janeiro e julho de 2026, o município contabilizou 56 mortes, contra 54 no mesmo período do ano anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Londrina, no norte do Paraná, apresentou redução dos sinistros de trânsito, de acordo com dados divulgados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Foram 3.256 ocorrências em 2024 e 3.233 em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mesmo intervalo, o número de mortes no recorte viário considerado pelo órgão passou de 49 para 38, uma redução de aproximadamente 22,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diferenças reforçam a necessidade de analisar cada município considerando suas características, a evolução da frota, a população, a infraestrutura disponível e as políticas de segurança viária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é fundamental diferenciar o aumento absoluto das ocorrências de uma eventual elevação proporcional do risco. Uma cidade que registra crescimento populacional e da circulação de veículos, por exemplo, precisa ter seus indicadores avaliados dentro desse contexto.</p>



<h3 id="h-o-que-ajuda-a-explicar-esse-cenario" class="wp-block-heading">O que ajuda a explicar esse cenário?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das questões centrais para compreender a segurança viária fora das capitais é a transformação dos municípios que exercem influência sobre regiões inteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento das atividades econômicas e a expansão urbana podem modificar significativamente os padrões de deslocamento, especialmente quando acompanhados pela ampliação da frota e pelo aumento da circulação de pessoas vindas de municípios vizinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, essa transformação exige uma revisão constante das estratégias de prevenção.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Existe uma transformação importante acontecendo fora das capitais. Muitas cidades do interior deixaram de ter uma dinâmica de trânsito essencialmente local e passaram a funcionar como grandes centros regionais. O problema é que o crescimento da circulação nem sempre vem acompanhado, na mesma velocidade, de investimentos em infraestrutura, fiscalização e planejamento. O resultado é um ambiente viário cada vez mais complexo, no qual os riscos também precisam ser reavaliados”, analisa.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator é a relação entre o trânsito urbano e o transporte de cargas. Muitos polos do interior estão próximos ou são atravessados por importantes corredores rodoviários, criando pontos de contato entre deslocamentos locais e veículos que percorrem longas distâncias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas localidades, a segurança viária depende não apenas das condições das ruas e avenidas, mas também da organização dos acessos urbanos, das travessias e da integração entre diferentes sistemas de transporte.</p>



<h3 id="h-motocicletas-ampliam-o-desafio" class="wp-block-heading">Motocicletas ampliam o desafio</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto que merece atenção é a presença das motocicletas no cotidiano das cidades, seja para deslocamentos individuais, seja como instrumento de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por apresentarem menor proteção física aos ocupantes, esses veículos exigem atenção especial nas estratégias de prevenção, principalmente nos cruzamentos, nas conversões e nas situações de conflito com veículos de maior porte. “A motocicleta ganhou um protagonismo enorme na mobilidade urbana, especialmente como instrumento de trabalho. Mas precisamos lembrar que o motociclista está muito mais exposto às consequências de uma colisão. Não basta cobrar prudência desse condutor. É necessário pensar em cruzamentos mais seguros, velocidades compatíveis com o ambiente urbano e, principalmente, na convivência entre veículos de diferentes portes”, destaca Mariano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das motocicletas, bicicletas elétricas, scooters e outros equipamentos de mobilidade individual passaram a disputar espaço em estruturas viárias que, muitas vezes, foram concebidas quando esses meios de transporte praticamente não existiam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio, portanto, não é apenas regulamentar a utilização desses equipamentos, mas preparar o ambiente urbano para que diferentes usuários consigam compartilhar as vias com segurança.</p>



<h3 id="h-a-infraestrutura-esta-acompanhando-as-mudancas-na-mobilidade" class="wp-block-heading">A infraestrutura está acompanhando as mudanças na mobilidade?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento urbano exige uma revisão permanente das condições de circulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cruzamentos que antes recebiam um volume reduzido de veículos podem passar a concentrar movimentos intensos em determinados horários. Novos empreendimentos alteram trajetos, bairros se expandem e diferentes modalidades de transporte começam a compartilhar os mesmos espaços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Cascavel, por exemplo, a Transitar anunciou, em maio de 2026, a instalação de placas educativas nos dez cruzamentos semaforizados com maior concentração de sinistros identificados entre janeiro e abril daquele ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa chama a atenção para a importância de identificar pontos críticos e utilizar os registros de ocorrências no planejamento de intervenções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a prevenção não depende exclusivamente da sinalização ou de campanhas educativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medidas de engenharia de tráfego, adequação dos limites de velocidade, travessias seguras, fiscalização, manutenção viária e proteção dos usuários mais vulneráveis precisam integrar uma estratégia permanente. “Uma cidade não pode esperar que os acidentes se acumulem para começar a discutir segurança viária. Os dados precisam orientar decisões permanentes. Se determinado cruzamento apresenta ocorrências frequentes, é necessário investigar o que está acontecendo ali: visibilidade, velocidade, geometria da via, sinalização ou comportamento dos usuários. Muitas vezes, a solução não está apenas em instalar uma placa, mas em repensar aquele espaço para que o erro humano não resulte em uma tragédia”, explica Celso Mariano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é necessário considerar que uma mesma solução não atende, necessariamente, municípios com características diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cidades com forte circulação de caminhões, por exemplo, podem apresentar necessidades distintas daquelas com predominância de deslocamentos urbanos curtos ou elevada participação de motocicletas.</p>



<h3 id="h-reduzir-mortes-exige-planejamento-continuo-e-nao-apenas-acoes-pontuais" class="wp-block-heading">Reduzir mortes exige planejamento contínuo, e não apenas ações pontuais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre a segurança viária nos municípios do interior também envolve a capacidade das administrações públicas de acompanhar os indicadores e transformar essas informações em políticas de prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil conta com o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que estabelece como objetivo reduzir, até 2030, pelo menos pela metade o índice de mortes no trânsito por grupo de habitantes, tomando como referência os dados de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que esse compromisso produza resultados, é necessário que as ações alcancem municípios de diferentes portes e realidades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa conhecer os locais com maior concentração de ocorrências, identificar os grupos mais vulneráveis, monitorar os resultados das intervenções e manter programas contínuos de educação, engenharia e fiscalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados também precisa considerar os limites de cada fonte. Registros municipais, informações das polícias rodoviárias e estatísticas de mortalidade do sistema de saúde podem utilizar metodologias e abrangências diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a comparação entre cidades exige critérios padronizados, evitando conclusões baseadas exclusivamente no número absoluto de acidentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que identificar onde ocorrem mais sinistros, o desafio é compreender por que eles acontecem e quais medidas podem evitar que continuem produzindo vítimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Celso Mariano, ampliar o debate sobre segurança viária para além das capitais é fundamental para que o crescimento dos municípios brasileiros não seja acompanhado pelo aumento das vítimas no trânsito.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Não podemos naturalizar as mortes no trânsito como uma consequência inevitável do crescimento das cidades. Se um município está se desenvolvendo, atraindo empresas, moradores e novos investimentos, a segurança viária precisa fazer parte desse planejamento desde o início. Uma cidade verdadeiramente desenvolvida não é apenas aquela onde circulam mais veículos, mas aquela onde as pessoas conseguem se deslocar com segurança”, conclui.</p>
</blockquote>
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					<![CDATA[novas modalidades de deslocamento acrescentam desafios a estruturas urbanas tradicionalmente planejadas para automóveis, ônibus, caminhões, motocicletas e pedestres. Foto: Prefeitura de Cascavel/PR]]>
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		<title>Dor de cabeça súbita ao volante não deve ser ignorada; conheça os sinais de alerta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Assessoria de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 20:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dor de cabeça durante um deslocamento, visão embaçada ou algum desconforto visual podem parecer sintomas passageiros. Na maioria das vezes,...</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dor-de-cabeca-ao-volante-1024x682.jpg" alt="dor de cabeça ao volante" class="wp-image-58116" srcset="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dor-de-cabeca-ao-volante-1024x682.jpg 1024w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dor-de-cabeca-ao-volante-300x200.jpg 300w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dor-de-cabeca-ao-volante-768x511.jpg 768w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dor-de-cabeca-ao-volante.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Ter dor de cabeça ou alterações na visão não significa automaticamente ter um aneurisma cerebral. Foto: <a href="https://depositphotos.com/photo/woman-having-headache-while-driving-car-349495096.html" data-type="link" data-id="https://depositphotos.com/photo/woman-having-headache-while-driving-car-349495096.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">photography33 para Depositphotos</a></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dor de cabeça durante um deslocamento, visão embaçada ou algum desconforto visual podem parecer sintomas passageiros. Na maioria das vezes, essas manifestações não significam a presença de uma <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/estatisticas/quase-1-em-cada-3-sinistros-nas-rodovias-teve-relacao-com-a-saude-do-motorista-aponta-estudo/" data-type="link" data-id="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/estatisticas/quase-1-em-cada-3-sinistros-nas-rodovias-teve-relacao-com-a-saude-do-motorista-aponta-estudo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doença</a> neurológica grave. No entanto, quando surgem <strong>de forma súbita, com grande intensidade ou acompanhadas de outros sinais neurológicos</strong>, exigem atenção — inclusive quando a pessoa está dirigindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as condições que precisam ser descartadas está o <strong>aneurisma cerebral</strong>, principalmente quando ocorre uma mudança importante no padrão habitual da dor ou aparecem sintomas como visão dupla ou turva, confusão, convulsões e perda de consciência.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Ter dor de cabeça ou visão embaçada não significa que a pessoa tenha um aneurisma. São sintomas muito frequentes e que podem estar relacionados a inúmeras condições. O que merece atenção é principalmente uma mudança no padrão habitual, o início abrupto e a associação com outros sinais neurológicos”, explica a neurocirurgiã Dra. Vanessa Milanese, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem está ao volante, sintomas relacionados à visão, à consciência e às funções neurológicas ganham uma dimensão adicional, já que dirigir exige condições para perceber o ambiente e responder às situações encontradas durante o trajeto.</p>



<h3 id="h-aneurisma-cerebral-geralmente-nao-apresenta-sintomas" class="wp-block-heading">Aneurisma cerebral geralmente não apresenta sintomas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Estimativas internacionais apontam que aproximadamente <strong>3% da população adulta pode apresentar um aneurisma intracraniano não roto</strong>. Grande parte dessas alterações permanece silenciosa e pode nunca provocar sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aneurisma cerebral acontece quando há uma dilatação em uma região enfraquecida da parede de uma artéria do cérebro. O principal risco ocorre com a ruptura, que pode provocar uma <strong>hemorragia subaracnóidea</strong>, situação que exige atendimento médico imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando não há ruptura, especialmente nos aneurismas pequenos, geralmente não existem manifestações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, entretanto, aneurismas maiores podem comprimir nervos e estruturas próximas. Nessa situação, podem aparecer <strong>dor acima ou atrás de um dos olhos, alteração do tamanho da pupila, visão dupla ou outras mudanças visuais</strong>.</p>



<h3 id="h-dor-muito-intensa-e-repentina-e-sinal-de-alerta" class="wp-block-heading">Dor muito intensa e repentina é sinal de alerta</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário muda quando acontece a ruptura de um aneurisma. A manifestação considerada clássica é uma <strong>dor de cabeça extremamente intensa e de início súbito</strong>, frequentemente descrita pelos pacientes como diferente de qualquer outra dor já experimentada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros sintomas também podem aparecer, como náuseas, vômitos, rigidez no pescoço, visão turva ou dupla, sensibilidade à luz, confusão, convulsões e perda de consciência. “Uma dor que começa subitamente e atinge uma intensidade muito forte em segundos ou poucos minutos não deve ser tratada em casa como uma cefaleia habitual, especialmente quando vem acompanhada de alteração visual, vômitos, desmaio, confusão ou algum déficit neurológico. Nesses casos, a orientação é procurar um serviço de emergência imediatamente”, alerta a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação ganha especial importância quando esses sinais aparecem durante um deslocamento, já que algumas das manifestações descritas podem afetar funções essenciais para a condução.</p>



<h3 id="h-nem-toda-dor-de-cabeca-significa-aneurisma" class="wp-block-heading">Nem toda dor de cabeça significa aneurisma</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos sinais de alerta, a especialista ressalta que <strong>ter dor de cabeça ou alterações na visão não significa automaticamente ter um aneurisma cerebral</strong>. Essas são queixas frequentes e podem estar relacionadas a diferentes condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, um dos aspectos que merece atenção é a mudança em relação ao padrão habitual da pessoa: uma dor que surge de maneira diferente, especialmente quando é abrupta e associada a outros sintomas neurológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br" data-type="link" data-id="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Saúde</a> aponta dor de cabeça súbita e intensa e alterações na visão entre os sinais de alerta para eventos cerebrovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os fatores associados à formação e à ruptura de aneurismas estão principalmente <strong>tabagismo e hipertensão arterial não controlada</strong>. Histórico familiar e algumas condições genéticas, como doença renal policística e doenças que afetam o tecido conjuntivo, também podem aumentar o risco.</p>



<h3 id="h-exames-nao-sao-indicados-indiscriminadamente" class="wp-block-heading">Exames não são indicados indiscriminadamente</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de uma dor de cabeça, por si só, também não significa que seja necessário realizar exames de imagem para investigar um aneurisma.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O histórico do paciente, as características da dor, a presença de fatores de risco e o exame clínico ajudam o médico a definir quando existe necessidade de investigação. O mais importante é conhecer os sinais de alerta e não banalizar uma dor ou uma alteração visual que aparece de forma muito diferente do habitual”, afirma Dra. Vanessa.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Quando existe suspeita, exames de imagem permitem avaliar os vasos cerebrais e verificar a presença de aneurismas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo quando um aneurisma é identificado antes da ruptura, isso não significa necessariamente que o paciente será submetido imediatamente a uma cirurgia. “Nem todo aneurisma diagnosticado precisa ser operado imediatamente. Existem situações em que o acompanhamento é a melhor conduta e outras em que o tratamento é recomendado. Essa decisão deve ser individualizada. O diagnóstico permite justamente avaliar o risco e definir a estratégia mais segura para cada paciente”, finaliza a neurocirurgiã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem dirige, a principal mensagem é não banalizar <strong>uma dor de cabeça súbita e muito intensa, especialmente quando acompanhada de alterações visuais, confusão, desmaio ou outros sinais neurológicos</strong>. Nessas circunstâncias, a orientação médica apresentada é procurar atendimento de emergência imediatamente.</p>
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					<![CDATA[Ter dor de cabeça ou alterações na visão não significa automaticamente ter um aneurisma cerebral. Foto: photography33 para Depositphotos
]]>
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		<title>França endurece punição por celular ao volante; entenda o que acontece no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 16:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fiscalização e Legislação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma medida adotada na França volta a colocar em discussão um comportamento cada vez mais incorporado à rotina de muitos...</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/celular-ao-volante-Franca-1024x683.jpg" alt="celular ao volante França" class="wp-image-58516" srcset="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/celular-ao-volante-Franca-1024x683.jpg 1024w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/celular-ao-volante-Franca-300x200.jpg 300w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/celular-ao-volante-Franca-768x512.jpg 768w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/celular-ao-volante-Franca.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>A experiência francesa mostra uma tentativa de aumentar o peso da consequência administrativa para desestimular a distração. Foto: <a href="https://depositphotos.com/photo/man-at-car-dealership-158219534.html" data-type="link" data-id="https://depositphotos.com/photo/man-at-car-dealership-158219534.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">4pmphoto@gmail.com para Depositphotos</a></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Uma medida adotada na França volta a colocar em discussão um comportamento cada vez mais incorporado à rotina de muitos motoristas: pegar o celular enquanto dirige. O governo francês decidiu generalizar para todo o país a possibilidade de suspensão administrativa da carteira de habilitação de condutores flagrados usando o telefone ao volante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa chama a atenção também no Brasil, onde segurar ou manusear o celular durante a condução é infração gravíssima. Apesar da severidade da classificação, a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503compilado.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503compilado.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">legislação brasileira</a> não estabelece a suspensão direta da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) como penalidade específica para essa conduta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comparação entre os dois países mostra diferentes estratégias para enfrentar um problema de segurança viária que vai muito além de responder uma mensagem. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Ao desviar os olhos, ocupar uma das mãos e dividir a atenção com o telefone, o motorista reduz sua capacidade de perceber e reagir ao que acontece no trânsito.</p>
</blockquote>



<h3 id="h-o-que-a-franca-decidiu-mudar" class="wp-block-heading">O que a França decidiu mudar</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A medida francesa não significa que o uso do celular ao volante tenha se tornado proibido somente agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação do país já proíbe o motorista de utilizar telefone segurado na mão durante a condução. O Código de Trânsito francês também prevê multa, perda de pontos e a possibilidade de suspensão da habilitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A novidade anunciada no início de outubro está na ampliação territorial da resposta administrativa. Até então, cerca de 20 departamentos franceses já adotavam a suspensão temporária da carteira para motoristas flagrados usando o telefone. Agora, a orientação será generalizada para todo o território francês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com informações divulgadas pela imprensa francesa, uma instrução foi encaminhada aos prefeitos para uniformizar a aplicação da medida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A ministra delegada responsável pela Cidadania, Marie-Pierre Vedrenne, afirmou que a intenção é tratar o uso do telefone como um comportamento perigoso por si só, sem depender da ocorrência simultânea de outra infração.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação francesa estabelece ainda que o uso do telefone segurado na mão resulta na retirada de três pontos da habilitação.</p>



<h3 id="h-e-no-brasil-usar-celular-pode-suspender-a-cnh" class="wp-block-heading">E no Brasil, usar celular pode suspender a CNH?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não diretamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) trata de diferentes situações envolvendo celular e outros dispositivos durante a condução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 252 estabelece que dirigir utilizando fones nos ouvidos conectados a aparelho sonoro ou telefone celular é infração média. Já quando o condutor está segurando ou manuseando o telefone celular enquanto dirige, a conduta passa a ser considerada infração gravíssima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse último caso, a penalidade é multa de R$ 293,47 e o registro de sete pontos na CNH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infração por segurar ou manusear o celular, entretanto, não está entre aquelas para as quais o CTB determina a <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/carteira-de-habilitacao-cnh/reciclagem-de-cnh/veja-erros-graves-que-podem-levar-a-suspensao-direta-da-sua-cnh/" data-type="link" data-id="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/carteira-de-habilitacao-cnh/reciclagem-de-cnh/veja-erros-graves-que-podem-levar-a-suspensao-direta-da-sua-cnh/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">suspensão do direito de dirigir como penalidade específica</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que os pontos sejam irrelevantes. Uma infração gravíssima entra no histórico do condutor e pode contribuir para que ele alcance o limite que leva à abertura de processo de suspensão da CNH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelas regras atuais, para condutores em geral, o limite em um período de 12 meses varia conforme a quantidade de infrações gravíssimas: são 40 pontos quando não há nenhuma infração gravíssima, 30 pontos quando há uma e 20 pontos quando existem duas ou mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem exerce atividade remunerada ao veículo, aplicam-se regras específicas previstas no CTB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, uma autuação isolada por manusear o celular não significa perder imediatamente o direito de dirigir no Brasil, diferentemente da resposta administrativa que a França pretende aplicar de maneira uniforme.</p>



<h3 id="h-por-que-o-celular-representa-tanto-risco" class="wp-block-heading">Por que o celular representa tanto risco?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O problema não se resume ao fato de dirigir com apenas uma das mãos. A distração provocada pelo telefone pode ocorrer simultaneamente em diferentes níveis. O motorista pode tirar os olhos da via para ler uma mensagem, retirar uma das mãos do volante para manipular o aparelho e deslocar sua atenção mental da tarefa de dirigir para uma conversa, aplicativo ou notificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É essa combinação que torna uma ação aparentemente rápida especialmente perigosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria Segurança Viária francesa informa que o uso do telefone ao volante multiplica por três o risco de sinistro. A leitura de uma mensagem de texto ou e-mail pode elevar esse risco de maneira ainda mais significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) também alerta que teclar enquanto dirige reduz a atenção e os reflexos do motorista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco aumenta porque o trânsito pode mudar em frações de segundo. Um veículo à frente pode frear, um pedestre pode iniciar uma travessia, um motociclista pode surgir no campo de visão ou um semáforo pode mudar enquanto o condutor olha para a tela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto maior a velocidade, maior também será a distância percorrida durante esses segundos de desatenção.</p>



<h3 id="h-parado-no-semaforo-pode-mexer-no-celular" class="wp-block-heading">Parado no semáforo pode mexer no celular?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é outro ponto que merece atenção. O fato de o veículo estar momentaneamente parado por causa das condições de circulação, como em um semáforo vermelho, não deve ser interpretado automaticamente como autorização para usar o telefone.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Para evitar a distração e qualquer dúvida sobre o enquadramento da conduta, a orientação mais segura é utilizar o aparelho somente depois de estacionar o veículo em local permitido e seguro.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Programar a rota no aplicativo de navegação, escolher uma música ou responder mensagens são ações que devem ser feitas antes de iniciar o deslocamento ou depois de uma parada segura.</p>



<h3 id="h-tecnologia-avanca-mas-atencao-continua-sendo-responsabilidade-do-motorista" class="wp-block-heading">Tecnologia avança, mas atenção continua sendo responsabilidade do motorista</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão francesa também chama atenção para um desafio que não se resolve apenas com multas mais altas ou novas formas de fiscalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O celular passou a concentrar navegação, comunicação, entretenimento, trabalho e serviços utilizados diariamente. No trânsito, porém, essa conveniência cria uma disputa constante pela atenção do condutor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente nesse ponto que entra a segurança viária. Conduzir exige observar continuamente a via, os demais veículos, pedestres, ciclistas, motociclistas, sinalização e situações inesperadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência francesa mostra uma tentativa de aumentar o peso da consequência administrativa para desestimular a distração. No Brasil, a legislação já classifica o ato de segurar ou manusear o telefone como uma das infrações de trânsito mais graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente da diferença entre as punições dos dois países, a prevenção depende de uma decisão simples antes mesmo de o veículo começar a se movimentar: enquanto estiver dirigindo, a prioridade precisa ser o trânsito.</p>
<p>The post <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/franca-endurece-punicao-por-celular-ao-volante-entenda-o-que-acontece-no-brasil/">França endurece punição por celular ao volante; entenda o que acontece no Brasil</a> appeared first on <a href="https://www.portaldotransito.com.br">Portal do Trânsito, Mobilidade &amp; Sustentabilidade</a>.</p>
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					<![CDATA[A experiência francesa mostra uma tentativa de aumentar o peso da consequência administrativa para desestimular a distração. Foto: 4pmphoto@gmail.com para Depositphotos
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		<title>Por que ficamos com raiva no trânsito? Entenda quando a emoção começa a afetar a forma de dirigir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Czerwonka]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma fechada. Um motorista que não dá passagem. Alguém que demora alguns segundos para arrancar quando o semáforo abre. Uma...</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/raiva-no-transito-1024x682.jpg" alt="raiva no trânsito" class="wp-image-58555" srcset="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/raiva-no-transito-1024x682.jpg 1024w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/raiva-no-transito-300x200.jpg 300w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/raiva-no-transito-768x511.jpg 768w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/raiva-no-transito.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>O trânsito é um ambiente em que uma reação impulsiva acontece utilizando máquinas que pesam centenas ou milhares de quilos e circulam em velocidade. Foto: <a href="https://depositphotos.com/photo/frustrated-man-driving-car-33434433.html" data-type="link" data-id="https://depositphotos.com/photo/frustrated-man-driving-car-33434433.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pikselstock para Depositphotos</a></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Uma fechada. Um motorista que não dá passagem. Alguém que demora alguns segundos para arrancar quando o semáforo abre. Uma <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/buzina-nao-e-brinquedo-por-que-o-uso-indevido-e-uma-infracao-que-coloca-todos-em-risco/" data-type="link" data-id="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/buzina-nao-e-brinquedo-por-que-o-uso-indevido-e-uma-infracao-que-coloca-todos-em-risco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">buzina</a> aparentemente desnecessária. Situações pequenas são capazes de provocar reações surpreendentemente intensas no trânsito. O coração acelera, a raiva aumenta e surge a vontade de responder: buzinar, acelerar, gesticular, impedir uma ultrapassagem ou &#8220;dar o troco&#8221; no trânsito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas por que pessoas que normalmente conseguem administrar contrariedades podem se comportar de maneira tão diferente quando estão atrás de um volante?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chamada raiva ao dirigir é estudada há décadas e não existe uma única explicação para ela. Pesquisas apontam uma combinação de fatores individuais, emocionais e circunstanciais. O mais importante para a segurança viária é o que acontece depois que a raiva aparece: sentir irritação é uma coisa; transformar essa emoção em uma forma agressiva de conduzir é outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E essa passagem pode colocar todos ao redor em risco.</p>



<h3 id="h-por-que-o-transito-desperta-tanta-raiva" class="wp-block-heading">Por que o trânsito desperta tanta raiva?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigir exige atenção constante, tomada rápida de decisões e convivência com comportamentos que o motorista não controla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Congestionamentos, atrasos, disputa por espaço, fechadas e atitudes consideradas desrespeitosas podem gerar frustração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda uma característica particular: dentro do veículo, boa parte da comunicação entre as pessoas desaparece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um motorista não sabe por que o outro reduziu a velocidade, demorou para arrancar ou entrou em determinada faixa. Mesmo assim, pode interpretar aquela ação como proposital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ele fez isso para me provocar&#8221; é uma interpretação muito diferente de &#8220;talvez ele não tenha me visto&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa avaliação da situação pode influenciar a resposta emocional e, consequentemente, a maneira de dirigir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, um dos problemas começa justamente quando o motorista personaliza aquilo que aconteceu na via.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“No trânsito, é muito fácil interpretar o erro do outro como uma provocação pessoal. Uma fechada deixa de ser apenas uma manobra errada e passa a ser entendida como uma afronta. A partir daí, o motorista corre o risco de deixar de tomar decisões pensando na segurança e começar a agir para responder ao outro. É nesse momento que uma ocorrência banal pode ganhar uma dimensão muito maior”, alerta. </p>
</blockquote>



<h3 id="h-raiva-nao-e-a-mesma-coisa-que-direcao-agressiva" class="wp-block-heading">Raiva não é a mesma coisa que direção agressiva</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Essa distinção é fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sentir raiva é uma reação emocional humana. A pessoa pode ficar irritada com uma fechada e, ainda assim, reduzir a velocidade, manter distância e continuar o trajeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco cresce quando essa emoção passa a comandar comportamentos ao volante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acelerar para impedir que outro veículo entre na faixa, dirigir excessivamente próximo ao carro da frente, realizar mudanças bruscas de faixa, perseguir outro motorista ou transformar uma discussão em confronto são comportamentos completamente diferentes da simples sensação de irritação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão sistemática publicada em 2025 no <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0022437525000866?utm_source=chatgpt.com" data-type="link" data-id="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0022437525000866?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Journal of Safety Research</em> </a>analisou 148 estudos sobre os fatores psicológicos associados à condução agressiva. Os pesquisadores encontraram relações consistentes entre esses comportamentos e fatores como traços antissociais de personalidade, atitudes favoráveis à condução agressiva e dificuldades de autorregulação, incluindo a regulação das emoções. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sentido contrário, maior inteligência emocional e outros recursos de autorregulação apareceram associados a menor envolvimento em comportamentos agressivos ao volante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ajuda a derrubar uma explicação simplista: não existe apenas um &#8220;botão da raiva&#8221; no cérebro que, quando acionado, torna inevitável uma agressão.</p>



<h3 id="h-o-cerebro-realmente-muda-quando-estamos-com-raiva" class="wp-block-heading">O cérebro realmente muda quando estamos com raiva?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, emoções intensas produzem respostas fisiológicas e influenciam atenção, percepção e tomada de decisão. Isso, porém, não significa que uma pessoa agressiva no trânsito tenha simplesmente &#8220;perdido o controle do cérebro&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Expressões populares como &#8220;sequestro da amígdala&#8221; são utilizadas para explicar situações em que uma resposta emocional intensa se sobrepõe momentaneamente a processos mais deliberados de avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amígdala participa do processamento de estímulos emocionalmente relevantes, especialmente aqueles associados a ameaça. Mas o comportamento humano resulta da interação de diferentes sistemas cerebrais, experiências anteriores, características pessoais e contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, reduzir uma briga de trânsito a uma única estrutura cerebral seria uma simplificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A existência de mecanismos neurológicos envolvidos na raiva também não elimina a responsabilidade pelas decisões tomadas depois dela.</p>



<h3 id="h-a-raiva-realmente-muda-a-maneira-de-dirigir" class="wp-block-heading">A raiva realmente muda a maneira de dirigir?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas indicam que sim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma meta-análise publicada na revista <em>Accident Analysis &amp; Prevention</em> reuniu 51 estudos realizados ao longo de duas décadas e encontrou associação entre raiva ao dirigir e condução agressiva, comportamentos de risco, erros, situações de quase colisão e envolvimento em sinistros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo, publicado na revista científica <em>Transportation Research Part F: Traffic Psychology and Behaviour</em> e baseado em dados de condução naturalística — ou seja, situações reais de direção — encontrou um resultado especialmente relevante. A pesquisa <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1369847816301607?utm_source=chatgpt.com" data-type="link" data-id="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1369847816301607?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Effects of driving anger on driver behavior – Results from naturalistic driving data”</a></strong> constatou que episódios de raiva estiveram associados a maior frequência de comportamentos agressivos e violações deliberadas, mas não a um aumento dos erros de condução. Para os pesquisadores, os resultados indicam que o risco relacionado à raiva estava mais associado a comportamentos intencionais do que simplesmente a uma sobrecarga cognitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, em determinadas situações, o problema não é apenas ficar nervoso e cometer um erro sem querer. A raiva pode estar associada à decisão de adotar deliberadamente um comportamento mais arriscado.</p>



<h3 id="h-o-desejo-de-dar-uma-licao-e-um-sinal-de-alerta" class="wp-block-heading">O desejo de &#8220;dar uma lição&#8221; é um sinal de alerta</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um momento particularmente perigoso: quando o objetivo da viagem deixa temporariamente de ser chegar ao destino e passa a ser responder ao outro motorista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É quando aparecem pensamentos como &#8220;ele não vai entrar na minha frente&#8221;, &#8220;vou mostrar para ele&#8221; ou &#8220;não vou deixar barato&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir daí, decisões de trânsito podem começar a ser tomadas como forma de confronto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter distância segura deixa de ser prioridade. A velocidade pode ser utilizada para alcançar ou bloquear alguém. A mudança de faixa deixa de atender às necessidades do trajeto e passa a servir à disputa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma transformação importante porque o veículo passa, na prática, a integrar o conflito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mariano chama atenção para o perigo dessa mudança de objetivo durante a condução. “Quando o motorista acelera para alcançar alguém, fecha o espaço de propósito, cola na traseira ou usa o carro para intimidar, ele já não está simplesmente reagindo emocionalmente. Ele começou a usar o próprio veículo como instrumento daquela disputa. E um veículo não é uma ferramenta para ensinar uma lição a ninguém. No trânsito, tentar corrigir o comportamento do outro dessa maneira pode produzir consequências irreversíveis”, cita. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecer esse momento pode ser uma das estratégias mais importantes para interromper uma escalada.</p>



<h3 id="h-existe-um-limite-entre-irritacao-normal-e-uma-situacao-perigosa" class="wp-block-heading">Existe um limite entre irritação normal e uma situação perigosa?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe um número de segundos ou intensidade de raiva que determine uma fronteira universal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o comportamento oferece sinais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a pessoa percebe que está acelerando por raiva, seguindo outro veículo, disputando espaço, freando para provocar quem vem atrás ou pensando em descer do carro para confrontar alguém, a situação já ultrapassou uma simples irritação interna e começou a interferir diretamente na segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse momento, insistir em &#8220;resolver&#8221; o conflito tende a aumentar a exposição ao risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atitude mais segura é interromper a interação: não perseguir, não responder a provocações, aumentar a distância e seguir o trajeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se houver ameaça concreta ou perseguição, a prioridade deve ser buscar um local seguro e acionar as autoridades, em vez de partir para um confronto.</p>



<h3 id="h-da-para-treinar-o-controle-da-raiva-ao-volante" class="wp-block-heading">Dá para treinar o controle da raiva ao volante?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há evidências de que intervenções podem ajudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão de estudos sobre redução da raiva ao dirigir encontrou suporte para abordagens cognitivas, técnicas de relaxamento, intervenções comportamentais e combinações dessas estratégias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, uma das ideias centrais é impedir que a emoção produza imediatamente uma ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebeu que está irritado? Em vez de responder acelerando ou buzinando, reduza a interação com o motorista que provocou a reação. Aumente a distância. Evite contato visual ou gestos de confronto. Se necessário e se houver local seguro, interrompa o trajeto por alguns minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também pode ajudar mudar conscientemente a interpretação da situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma fechada pode ter sido uma provocação, mas também pode ter sido erro, distração ou simplesmente o fato de o outro motorista não ter percebido sua presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O condutor não precisa descobrir qual hipótese é verdadeira para tomar a decisão mais segura.</p>



<h3 id="h-no-transito-ter-razao-nao-torna-o-confronto-seguro" class="wp-block-heading">No trânsito, ter razão não torna o confronto seguro</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse talvez seja o aspecto mais importante da discussão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um motorista pode efetivamente ter sido fechado. Pode ter recebido uma buzina injustificada. Pode ter presenciado uma infração ou comportamento grosseiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada disso torna seguro transformar a situação em disputa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trânsito é um ambiente em que uma reação impulsiva acontece utilizando máquinas que pesam centenas ou milhares de quilos e circulam em velocidade. Uma discussão que fora do veículo terminaria em troca de palavras pode adquirir consequências completamente diferentes quando envolve carros e motocicletas em movimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Celso Mariano, aprender a abrir mão do confronto também faz parte da condução segura. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Direção defensiva não é apenas saber frear, manter distância ou fazer uma ultrapassagem corretamente. É também entender que, muitas vezes, a decisão mais segura é não aceitar a provocação. Você pode estar certo sobre quem cometeu o erro e, ainda assim, escolher não transformar aquilo em uma disputa. No trânsito, ter razão não protege ninguém das consequências de uma colisão ou de uma briga”, conclui o especialista. </p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A raiva ao volante não precisa ser tratada como uma emoção anormal. O que precisa ser evitado é permitir que ela determine a maneira de conduzir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, talvez a pergunta mais útil não seja &#8220;por que aquele motorista fez isso comigo?&#8221;, mas outra: vale a pena transformar alguns segundos de irritação em uma situação capaz de mudar definitivamente a vida de alguém?</p>
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					<![CDATA[O trânsito é um ambiente em que uma reação impulsiva acontece utilizando máquinas que pesam centenas ou milhares de quilos e circulam em velocidade. Uma discussão que fora do veículo terminaria em troca de palavras pode adquirir consequências completamente diferentes quando envolve carros e motocicletas em movimento. Foto: pikselstock para Depositphotos
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		<title>Colete refletivo é obrigatório nos veículos? Informação falsa circula na internet</title>
		<link>https://www.portaldotransito.com.br/noticias/mobilidade-e-tecnologia/seguranca/colete-refletivo-e-obrigatorio-nos-veiculos-informacao-falsa-circula-na-internet/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Czerwonka]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 11:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A informação de que motoristas brasileiros passaram — ou passariam — a ser obrigados a manter um colete refletivo no...</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete-refletivo-fake-1024x683.jpg" alt="colete refletivo fake" class="wp-image-58567" srcset="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete-refletivo-fake-1024x683.jpg 1024w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete-refletivo-fake-300x200.jpg 300w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete-refletivo-fake-768x512.jpg 768w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete-refletivo-fake.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Independentemente da discussão sobre o colete, uma imobilização inesperada exige cuidado. Foto: criação de IA</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A informação de que motoristas brasileiros passaram — ou passariam — a ser obrigados a manter um colete refletivo no veículo e utilizá-lo ao sair do carro em situações de emergência ganhou espaço na internet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há publicações que chegam a apresentar a medida como uma “nova regra”, afirmam que a exigência passaria a valer em todo o país e até orientam motoristas sobre preços para comprar o equipamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a informação é falsa: essa obrigação não está em vigor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que existe é o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2600885" data-type="link" data-id="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2600885" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto de Lei 282/2026</a>, que realmente propõe incluir o colete de segurança retrorrefletivo entre os equipamentos obrigatórios de veículos automotores novos e estabelecer seu uso em determinadas situações de imobilização na via.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto fundamental é que um projeto de lei não é uma lei em vigor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta ainda tramita na Câmara dos Deputados e aguarda parecer na Comissão de Viação e Transportes (CVT). Portanto, não criou até agora uma nova obrigação para os motoristas brasileiros.</p>



<h3 id="h-publicacoes-transformaram-projeto-em-nova-regra" class="wp-block-heading">Publicações transformaram projeto em “nova regra”</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A informação incorreta não ficou restrita a mensagens informais compartilhadas nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sites publicaram conteúdos apresentando as medidas previstas no projeto como se a mudança na legislação já estivesse definida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Uma dessas publicações afirma no título que o colete refletivo “será obrigatório” e, no texto, trata a proposta como uma “nova regra”. O conteúdo também apresenta uma pesquisa de preços do equipamento e sugere que motoristas deveriam se preparar para cumprir a suposta exigência.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O caso mostra como uma proposta em discussão no Congresso pode acabar chegando ao motorista com aparência de regra já aprovada. E é justamente aí que está o erro.</p>



<h3 id="h-existe-um-projeto-sobre-colete-refletivo-e-e-dai-que-vem-a-confusao" class="wp-block-heading">Existe um projeto sobre colete refletivo — e é daí que vem a confusão</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de a obrigatoriedade atualmente ser falsa, o projeto citado nessas publicações existe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PL 282/2026 pretende alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para incluir o colete de segurança retrorrefletivo entre os equipamentos obrigatórios dos veículos automotores novos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto também propõe tornar obrigatório o uso do equipamento pelo condutor e, sempre que possível, pelos demais ocupantes quando houver imobilização do veículo em vias públicas, especialmente em rodovias, vias de trânsito rápido ou locais de baixa visibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta menciona situações como pane mecânica ou elétrica, sinistro, falta de combustível e necessidade de manutenção emergencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença, portanto, é simples, mas fundamental:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o projeto propõe criar a obrigação. Ele ainda não criou essa obrigação.</li>
</ul>



<h3 id="h-afinal-preciso-comprar-um-colete-refletivo-para-deixar-no-carro" class="wp-block-heading">Afinal, preciso comprar um colete refletivo para deixar no carro?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não por causa do PL 282/2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, esse projeto não alterou o Código de Trânsito Brasileiro e não criou uma nova exigência nacional para que proprietários comprem e mantenham o equipamento no veículo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também não existe, por causa dessa proposta, uma nova multa aplicável ao motorista simplesmente por estar sem o colete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que o equipamento não possa ser utilizado voluntariamente como recurso adicional de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Materiais retrorrefletivos aumentam a visibilidade de uma pessoa e podem ser úteis principalmente quando alguém precisa sair de um veículo imobilizado à noite ou em condições de baixa visibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma recomendação de segurança, porém, não pode ser apresentada como obrigação legal.</p>



<h3 id="h-projeto-de-lei-nao-significa-regra-nova" class="wp-block-heading">Projeto de lei não significa regra nova</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio do colete refletivo deixa um alerta que vale para outras supostas mudanças nas regras de trânsito divulgadas na internet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação de um projeto na Câmara ou no Senado não altera automaticamente a legislação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma proposta pode ser modificada, aprovada ou rejeitada durante sua tramitação. Dependendo do caso, ainda precisa passar pelas duas Casas do Congresso e pela sanção presidencial antes de produzir os efeitos previstos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, diante de mensagens anunciando uma nova multa, um novo equipamento obrigatório ou uma mudança na CNH, é importante verificar se existe uma lei efetivamente aprovada e em vigor — e não apenas um projeto propondo a alteração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do colete refletivo, a situação atual é objetiva: existe uma proposta para criar a obrigatoriedade, mas ela ainda está em tramitação. Motoristas não precisam comprar o equipamento por causa desse projeto.</p>



<h3 id="h-o-que-fazer-se-o-carro-parar-na-via" class="wp-block-heading">O que fazer se o carro parar na via?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente da discussão sobre o colete, uma imobilização inesperada exige cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O motorista deve sinalizar a situação conforme as regras de trânsito e evitar permanecer em local de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de sair do veículo, é fundamental observar o fluxo e avaliar se é seguro abrir a porta e acessar a pista ou o acostamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em rodovias e vias de maior velocidade, a vulnerabilidade de uma pessoa fora do veículo é especialmente elevada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando houver possibilidade, ocupantes devem permanecer em local protegido e afastado do fluxo enquanto aguardam atendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é importante evitar permanecer atrás ou imediatamente à frente de um veículo parado em área de circulação.</p>
<p>The post <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/mobilidade-e-tecnologia/seguranca/colete-refletivo-e-obrigatorio-nos-veiculos-informacao-falsa-circula-na-internet/">Colete refletivo é obrigatório nos veículos? Informação falsa circula na internet</a> appeared first on <a href="https://www.portaldotransito.com.br">Portal do Trânsito, Mobilidade &amp; Sustentabilidade</a>.</p>
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					<![CDATA[O que fazer se o carro parar na via?

Independentemente da discussão sobre o colete, uma imobilização inesperada exige cuidado.

O motorista deve sinalizar a situação conforme as regras de trânsito e evitar permanecer em local de risco.

Antes de sair do veículo, é fundamental observar o fluxo e avaliar se é seguro abrir a porta e acessar a pista ou o acostamento.

Em rodovias e vias de maior velocidade, a vulnerabilidade de uma pessoa fora do veículo é especialmente elevada.

Quando houver possibilidade, ocupantes devem permanecer em local protegido e afastado do fluxo enquanto aguardam atendimento.

Também é importante evitar permanecer atrás ou imediatamente à frente de um veículo parado em área de circulação. Foto: criação de IA]]>
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		<title>Reciclagem de asfalto pode reduzir interdições e agilizar manutenção de ruas e rodovias</title>
		<link>https://www.portaldotransito.com.br/noticias/mobilidade-e-tecnologia/mobilidade-urbana/reciclagem-de-asfalto-pode-reduzir-interdicoes-e-agilizar-manutencao-de-ruas-e-rodovias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Assessoria de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 20:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mobilidade Urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Buracos, desgaste do pavimento e necessidade de recuperação de ruas e rodovias fazem parte dos desafios enfrentados pelos gestores públicos....</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/reciclagem-de-asfalto-1024x683.jpg" alt="reciclagem de asfalto" class="wp-image-58431" srcset="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/reciclagem-de-asfalto-1024x683.jpg 1024w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/reciclagem-de-asfalto-300x200.jpg 300w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/reciclagem-de-asfalto-768x512.jpg 768w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/reciclagem-de-asfalto.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>O método permite reaproveitar integralmente o pavimento antigo. Foto: <a href="https://depositphotos.com/photo/asphalt-recycling-machine-worker-steam-roller-roadworks-renewing-city-street-389129040.html" data-type="link" data-id="https://depositphotos.com/photo/asphalt-recycling-machine-worker-steam-roller-roadworks-renewing-city-street-389129040.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">NadyaSo para Depositphotos</a></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Buracos, desgaste do pavimento e necessidade de recuperação de ruas e rodovias fazem parte dos desafios enfrentados pelos gestores públicos. Para os motoristas, essas intervenções geralmente significam desvios, lentidão e, em alguns casos, a interdição completa de trechos durante a execução dos serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma alternativa utilizada na manutenção viária é a reciclagem de asfalto, técnica que permite reaproveitar o material existente na própria pista para recuperar sua estrutura. Além de reduzir a necessidade de novos insumos, o método pode agilizar determinadas etapas da obra e diminuir os transtornos provocados pelas intervenções no trânsito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo consiste em aproveitar o pavimento deteriorado, que passa por trituração, mistura, nivelamento e compactação antes de receber uma nova camada de rolamento, conforme as especificações do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Bernardo Oliveira, gestor da De Amorim Construtora, uma das principais vantagens é a possibilidade de reutilizar até 100% do material existente na pista, dependendo das características da intervenção.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O resultado é uma infraestrutura renovada com o mesmo padrão de excelência e durabilidade do asfalto tradicional, porém com menor custo e reduzido impacto ambiental. Além disso, com essa técnica, nós não fechamos a rua 100%. Podemos trabalhar enquanto o trânsito flui”, indica Oliveira.</p>
</blockquote>



<h3 id="h-como-funciona-a-reciclagem-do-asfalto" class="wp-block-heading">Como funciona a reciclagem do asfalto?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentemente de intervenções que exigem a retirada e o transporte de grandes quantidades de material, a reciclagem pode ser realizada diretamente no trecho que precisa de recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma máquina recicladora tritura o pavimento antigo e mistura o material com as camadas de base e, quando previsto no projeto, de sub-base. O material resultante é redistribuído para recompor a estrutura da via.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na etapa seguinte, ocorre o nivelamento e a compactação da camada reciclada. “A segunda etapa é o assentamento e o nivelamento do material reciclado usando motoniveladora e em seguida três rolos compactadores sobre a camada reciclada para compactá-la de forma eficaz. A terceira e última é a execução da camada de rolamento, que pode receber diferentes tipos de materiais, conforme a especificação do projeto”, explica Bernardo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A camada de rolamento é a superfície sobre a qual os veículos circulam. Sua execução deve considerar as características da via, o volume de tráfego e as exigências técnicas estabelecidas para a intervenção.</p>



<h3 id="h-tecnica-pode-diminuir-os-transtornos-para-os-motoristas" class="wp-block-heading">Técnica pode diminuir os transtornos para os motoristas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos benefícios apontados para a reciclagem do pavimento é a possibilidade de executar determinados serviços sem interromper completamente a circulação de veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso pode ser especialmente relevante em vias urbanas com grande movimento, nas quais uma interdição prolongada afeta não apenas os motoristas, mas também o transporte coletivo, o abastecimento do comércio e o acesso de moradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a possibilidade de manter o tráfego durante a obra depende das características do trecho, da largura disponível, dos equipamentos utilizados e do planejamento da intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo quando não há fechamento total da via, é necessário estabelecer condições seguras para trabalhadores e usuários, com sinalização adequada, controle da circulação e eventuais desvios.<br>Para o condutor, a orientação continua sendo reduzir a velocidade ao se aproximar de obras, respeitar a sinalização provisória e manter distância dos equipamentos e das equipes que trabalham na pista.</p>



<h3 id="h-reaproveitamento-reduz-necessidade-de-novos-materiais" class="wp-block-heading">Reaproveitamento reduz necessidade de novos materiais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos possíveis ganhos operacionais, a reciclagem de asfalto também apresenta vantagens relacionadas ao aproveitamento de recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reutilizar o pavimento existente, a técnica pode diminuir a demanda por novos agregados minerais e reduzir a quantidade de material descartado durante a recuperação da via. O processamento no próprio local também pode reduzir a necessidade de transporte de materiais, dependendo das condições e do método adotado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses fatores contribuem para diminuir os impactos ambientais associados às obras de manutenção, embora os resultados efetivos dependam de aspectos como equipamentos utilizados, distâncias de transporte, consumo de energia e características de cada projeto.</p>



<h3 id="h-asfalto-reciclado-tem-a-mesma-durabilidade-do-convencional" class="wp-block-heading">Asfalto reciclado tem a mesma durabilidade do convencional?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das dúvidas relacionadas ao método diz respeito à resistência do pavimento recuperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Bernardo Oliveira, a técnica pode oferecer desempenho equivalente ou até superior ao de soluções tradicionais, desde que sejam respeitadas as especificações técnicas de execução. Isso não significa, porém, que qualquer pavimento reciclado terá automaticamente a mesma vida útil de uma estrutura nova.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A durabilidade depende de fatores como as condições anteriores da via, a composição do material reaproveitado, a compactação, a drenagem, a intensidade do tráfego e a qualidade da execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha do método mais adequado deve partir de uma avaliação técnica do pavimento, considerando os problemas existentes e as necessidades de recuperação.</p>



<h3 id="h-manutencao-das-vias-tambem-e-uma-questao-de-seguranca" class="wp-block-heading">Manutenção das vias também é uma questão de segurança</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A recuperação do pavimento não representa apenas uma melhoria no conforto de quem dirige. As condições da superfície influenciam a circulação e podem contribuir para situações de risco, especialmente quando há buracos, deformações ou irregularidades que exigem manobras inesperadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, técnicas que permitem realizar a manutenção com planejamento e menor tempo de intervenção podem contribuir para a conservação da infraestrutura viária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reciclagem de asfalto surge como uma alternativa para determinados projetos de recuperação, reunindo reaproveitamento de materiais e possibilidades de redução dos impactos das obras.<br>Independentemente do método escolhido, porém, a segurança durante a execução dos serviços e a qualidade final do pavimento devem ser prioridades. Afinal, tão importante quanto reduzir o tempo de uma obra é garantir que a via recuperada ofereça condições adequadas de circulação aos seus usuários.</p>
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					<![CDATA[O método permite reaproveitar integralmente o pavimento antigo. Foto: NadyaSo para Depositphotos
]]>
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		<item>
		<title>Ford Ka, Onix e Gol estão entre os 10 carros com mais registros de roubo e furto em levantamento</title>
		<link>https://www.portaldotransito.com.br/noticias/mobilidade-e-tecnologia/veiculos/ford-ka-onix-e-gol-estao-entre-os-10-carros-com-mais-registros-de-roubo-e-furto-em-levantamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Assessoria de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Veículos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo com a redução dos roubos e furtos de veículos no Brasil, o problema continua atingindo centenas de motoristas diariamente....</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="512" src="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/roubo-carros-1024x512.jpg" alt="roubo carros" class="wp-image-58421" srcset="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/roubo-carros-1024x512.jpg 1024w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/roubo-carros-300x150.jpg 300w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/roubo-carros-768x384.jpg 768w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/09/roubo-carros.jpg 1350w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Embora não exista uma medida capaz de eliminar completamente o risco, alguns cuidados podem dificultar a ação criminosa e reduzir a exposição do automóvel. Foto: Divulgação</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com a redução dos roubos e furtos de veículos no Brasil, o problema continua atingindo centenas de motoristas diariamente. Em 2025, o país registrou 308.440 ocorrências, o equivalente a aproximadamente 845 casos por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, um levantamento realizado pela Loovi Seguros identificou os dez modelos de automóveis com maior volume de registros de roubo e furto em sua base de dados durante o primeiro semestre de 2026. Ford Ka, Chevrolet Onix e Volkswagen Gol aparecem nas primeiras posições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa chama a atenção para um aspecto importante: o risco de subtração de um veículo não depende apenas de seu valor comercial. A quantidade de unidades em circulação, a região onde se utiliza o automóvel, a procura por peças de reposição e o perfil de uso também podem influenciar a exposição a esse tipo de ocorrência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante observar que o levantamento utiliza exclusivamente a base da Loovi, não representando um ranking nacional consolidado de todos os veículos roubados ou furtados no Brasil. </p>



<h3 id="h-quais-sao-os-dez-carros-com-mais-registros-de-roubo-e-furto" class="wp-block-heading">Quais são os dez carros com mais registros de roubo e furto?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o levantamento da Loovi, os modelos com maior volume de ocorrências em sua base no primeiro semestre de 2026 são:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><th>Posição</th><th>Modelo</th></tr><tr><td>1º</td><td>Ford Ka</td></tr><tr><td>2º</td><td>Chevrolet Onix</td></tr><tr><td>3º</td><td>Volkswagen Gol</td></tr><tr><td>4º</td><td>Hyundai HB20</td></tr><tr><td>5º</td><td>Renault Sandero</td></tr><tr><td>6º</td><td>Fiat Argo</td></tr><tr><td>7º</td><td>Renault Logan</td></tr><tr><td>8º</td><td>Fiat Uno</td></tr><tr><td>9º</td><td>Fiat Palio</td></tr><tr><td>10º</td><td>Volkswagen Voyage</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Loovi Seguros. Levantamento realizado com a base de dados da empresa no primeiro semestre de 2026.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença desses modelos na relação não significa, necessariamente, que sejam menos seguros ou que tenham maior risco proporcional de roubo e furto em comparação com outros automóveis.<br>Modelos com grande quantidade de unidades em circulação, por exemplo, podem apresentar números absolutos elevados de ocorrências justamente por serem mais numerosos nas ruas.<br>Para avaliar o risco de forma mais precisa, seria necessário considerar também o <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/mobilidade-e-tecnologia/seguranca/brasil-tem-ate-2030-para-reduzir-mortes-no-transito-pela-metade-numeros-mostram-o-tamanho-do-desafio/" data-type="link" data-id="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/mobilidade-e-tecnologia/seguranca/brasil-tem-ate-2030-para-reduzir-mortes-no-transito-pela-metade-numeros-mostram-o-tamanho-do-desafio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tamanho da frota</a> de cada modelo e a distribuição geográfica dos registros.</p>



<h3 id="h-brasil-registrou-mais-de-308-mil-roubos-e-furtos-de-veiculos-em-2025" class="wp-block-heading">Brasil registrou mais de 308 mil roubos e furtos de veículos em 2025</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados nacionais apresentados pela Loovi mostram que, em 2025, foram contabilizadas 308.440 ocorrências de roubo e furto de veículos no Brasil. O número representa uma redução de 14,3% em relação a 2024, quando foram registrados 345.503 casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total contabilizado em 2025, os furtos foram mais frequentes:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><th>Tipo de ocorrência</th><th>Registros em 2025</th></tr><tr><td>Furto de veículos</td><td>203.949</td></tr><tr><td>Roubo de veículos</td><td>104.491</td></tr><tr><td>Total</td><td>308.440</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre os dois tipos de ocorrência é importante. De maneira geral, o furto envolve a subtração do veículo sem violência ou grave ameaça à pessoa, enquanto o roubo ocorre mediante violência ou grave ameaça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados também mostram que a redução foi mais expressiva nos roubos, que recuaram 20,6% em relação ao ano anterior. Já os furtos apresentaram queda de 10,6%. Apesar da diminuição, os números indicam que a subtração de veículos continua representando um problema significativo para os proprietários.</p>



<h3 id="h-por-que-determinados-modelos-aparecem-com-frequencia-nas-ocorrencias" class="wp-block-heading">Por que determinados modelos aparecem com frequência nas ocorrências?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A procura por peças no mercado irregular de reposição é um dos fatores apontados pela Loovi para explicar a exposição de determinados veículos ao furto. Automóveis com grande circulação ou que deixaram de ser produzidos podem despertar interesse pela comercialização ilegal de componentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o caso do Ford Ka, cuja fabricação nacional foi encerrada após a decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil. Entretanto, a presença do modelo na primeira posição do levantamento não permite concluir, isoladamente, que o encerramento de sua produção tenha causado o maior volume de ocorrências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da demanda por peças, fatores como local de circulação, condições de estacionamento e características de utilização podem alterar a exposição do proprietário.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Um ranking como esse ajuda a colocar informação objetiva na decisão de compra e reforça a importância do seguro. Embora alguns modelos apresentem maior probabilidade de roubo ou furto, o impacto deixa de ser estatístico quando acontece com o próprio motorista, que pode perder integralmente um patrimônio construído ao longo de anos”, afirma Quézide Cunha, CEO da Loovi.</p>
</blockquote>



<h3 id="h-apenas-uma-parcela-da-frota-brasileira-possui-seguro" class="wp-block-heading">Apenas uma parcela da frota brasileira possui seguro</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado destacado pela empresa é a baixa cobertura securitária dos veículos em circulação no país. De acordo com a Loovi, no fim de 2025, aproximadamente 30% dos veículos brasileiros possuíam seguro. Considerando especificamente os automóveis, a cobertura alcançava 27,8% da frota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que uma parcela expressiva dos proprietários permanece exposta ao impacto financeiro de um roubo ou furto sem contar com cobertura securitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem pretende contratar um seguro, é importante comparar as condições oferecidas, verificar os riscos cobertos, os valores de indenização, as franquias aplicáveis e as eventuais exclusões contratuais. Também vale observar que o custo da contratação pode variar conforme características do veículo, perfil do condutor e região de circulação.</p>



<h3 id="h-como-reduzir-o-risco-de-roubo-e-furto-do-veiculo" class="wp-block-heading">Como reduzir o risco de roubo e furto do veículo?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não exista uma medida capaz de eliminar completamente o risco, alguns cuidados podem dificultar a ação criminosa e reduzir a exposição do automóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as recomendações estão priorizar estacionamentos seguros, evitar deixar objetos de valor à mostra, manter portas e vidros travados e verificar o fechamento do veículo antes de se afastar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dispositivos como alarmes, travas adicionais e rastreadores também podem integrar a estratégia de proteção, conforme as características do automóvel e as necessidades do proprietário.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No caso de uma abordagem criminosa, entretanto, a prioridade deve ser sempre a integridade física das pessoas. Não reagir e não tentar impedir a subtração do veículo são cuidados fundamentais para evitar consequências ainda mais graves.</p>
</blockquote>
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					<![CDATA[Embora não exista uma medida capaz de eliminar completamente o risco, alguns cuidados podem dificultar a ação criminosa e reduzir a exposição do automóvel. Foto: Divulgação]]>
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		<title>Seu carro é usado por outra pessoa? Veja como evitar pontos indevidos na CNH</title>
		<link>https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/carteira-de-habilitacao-cnh/seu-carro-e-usado-por-outra-pessoa-veja-como-evitar-pontos-indevidos-na-cnh/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Czerwonka]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 14:23:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carteira de Habilitação (CNH)]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">É comum que um veículo registrado em nome de uma pessoa seja utilizado diariamente pelo cônjuge, por um filho ou por outro familiar. O problema aparece quando uma infração é registrada sem abordagem e o sistema não consegue identificar quem estava ao volante. Se o motorista correto não for informado no prazo, os pontos poderão ser atribuídos ao principal condutor cadastrado ou, caso não exista essa indicação, ao proprietário do automóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação permite cadastrar previamente quem dirige o veículo com maior frequência e também indicar o verdadeiro condutor depois de uma autuação. Os serviços estão disponíveis no aplicativo <a href="https://www.gov.br/transportes/pt-br/cnh-do-brasil" data-type="link" data-id="https://www.gov.br/transportes/pt-br/cnh-do-brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CNH do Brasil</a>, mas possuem finalidades diferentes e não devem ser confundidos com o simples compartilhamento do documento do automóvel.</p>



<h3 id="h-compartilhar-o-crlv-e-nao-transfere-pontos" class="wp-block-heading">Compartilhar o CRLV-e não transfere pontos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo em meio digital, o CRLV-e, pode ser compartilhado pelo proprietário com outras pessoas que utilizam o automóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa função permite que o motorista tenha o documento disponível no próprio celular, inclusive para apresentá-lo durante uma fiscalização. O documento digital possui a mesma validade jurídica da versão impressa e pode ser acessado mesmo sem conexão com a internet.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, compartilhar o CRLV-e não transforma a pessoa em principal condutor, não altera a propriedade do veículo e não transfere automaticamente a responsabilidade por infrações.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras: permitir que um familiar tenha o documento no celular é diferente de informar oficialmente ao Sistema Nacional de Trânsito que ele é quem conduz o veículo habitualmente.</p>



<h3 id="h-o-que-e-o-principal-condutor" class="wp-block-heading">O que é o principal condutor</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/documentacao-do-veiculo/como-cadastrar-o-principal-condutor-na-carteira-digital-de-transito/" data-type="link" data-id="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/documentacao-do-veiculo/como-cadastrar-o-principal-condutor-na-carteira-digital-de-transito/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">principal condutor</a> é a pessoa que utiliza o veículo com maior frequência, embora não seja sua proprietária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 257 do Código de Trânsito Brasileiro permite que o proprietário indique esse motorista ao órgão executivo de trânsito. Depois de aceitar a indicação, o nome do condutor passa a constar em campo próprio do cadastro do veículo no Registro Nacional de Veículos Automotores, o Renavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cadastro pode ser útil, por exemplo, quando:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o carro está no nome de um dos cônjuges, mas é usado diariamente pelo outro;</li>



<li>os pais compram um automóvel para um filho habilitado;</li>



<li>um familiar utiliza permanentemente o veículo de outra pessoa;</li>



<li>o automóvel pertence a uma empresa, mas é destinado regularmente a determinado motorista.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma infração de responsabilidade do condutor é registrada sem abordagem e o verdadeiro motorista não é identificado, o principal condutor cadastrado pode ser considerado responsável. Na ausência desse registro, a responsabilidade recai sobre o proprietário, conforme as regras do CTB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cadastro, portanto, não deve ser feito apenas para resolver uma multa pontual. Ele é destinado à identificação de quem efetivamente conduz aquele veículo de maneira habitual.</p>



<h3 id="h-como-indicar-o-principal-condutor" class="wp-block-heading">Como indicar o principal condutor</h3>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito, o serviço pode ser realizado pelo aplicativo CNH do Brasil ou pelo Portal de Serviços da Senatran.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No aplicativo, o proprietário deve:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>acessar a área de veículos;</li>



<li>selecionar o automóvel desejado;</li>



<li>procurar a opção “Principal condutor”;</li>



<li>informar o CPF da pessoa que utiliza o veículo;</li>



<li>enviar a indicação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O motorista indicado precisa possuir CNH digital ativa, com categoria compatível com o veículo, e aceitar a solicitação. Sem essa concordância, o cadastro não é concluído.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O serviço é gratuito. A indicação deixa de valer quando há transferência de propriedade, quando o proprietário ou o próprio condutor solicita a exclusão ou quando outra pessoa é cadastrada como principal condutor.</p>
</blockquote>



<h3 id="h-e-se-outra-pessoa-estiver-dirigindo-no-momento-da-infracao" class="wp-block-heading">E se outra pessoa estiver dirigindo no momento da infração?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O cadastro do principal condutor não impede que outra pessoa utilize o carro eventualmente. Se um terceiro estiver ao volante no momento de determinada infração, será necessário fazer a indicação do real infrator.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse procedimento ocorre depois do recebimento da notificação de autuação e serve para identificar quem efetivamente praticou aquela conduta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O proprietário ou o principal condutor tem prazo de 30 dias, contado da notificação da autuação, para apresentar o motorista responsável. Também é preciso observar a data-limite informada no próprio documento, pois o processamento e os canais oferecidos podem variar conforme o órgão autuador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indicação pode ser disponibilizada digitalmente pelo aplicativo CNH do Brasil. Em geral, o proprietário informa os dados do motorista, e a pessoa indicada precisa confirmar que estava conduzindo o veículo. Caso a opção digital não apareça, devem ser seguidas as orientações do órgão que emitiu a notificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o prazo terminar sem a identificação, a responsabilidade será atribuída ao principal condutor registrado ou, se não houver um, ao proprietário.</p>



<h3 id="h-nem-toda-infracao-pode-ser-transferida" class="wp-block-heading">Nem toda infração pode ser transferida</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A indicação do condutor somente é cabível quando a infração decorre de um comportamento praticado por quem estava dirigindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o caso, por exemplo, de infrações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>excesso de velocidade;</li>



<li>avanço do sinal vermelho;</li>



<li>uso do celular ao volante;</li>



<li>circulação em local ou horário proibido;</li>



<li>desrespeito às regras de parada ou estacionamento;</li>



<li>realização de manobra ou ultrapassagem proibida.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Já as irregularidades relacionadas à documentação, à regularização e às condições do veículo permanecem sob responsabilidade do proprietário, ainda que outra pessoa estivesse dirigindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 257 do CTB estabelece que cabe ao proprietário responder por obrigações relacionadas à regularização, conservação e manutenção das características e dos componentes do veículo, além de verificar se a pessoa autorizada a dirigir possui habilitação legal e compatível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, não é possível atribuir a outro motorista uma infração de responsabilidade do proprietário apenas porque ele estava com o carro naquele momento.</p>



<h3 id="h-indicar-o-motorista-nao-cancela-a-multa" class="wp-block-heading">Indicar o motorista não cancela a multa</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro erro comum é imaginar que a identificação do real condutor elimina a autuação. O procedimento não cancela a multa nem funciona como recurso contra a infração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indicação serve para informar quem estava dirigindo e atribuir corretamente as consequências pessoais da conduta, quando houver, como os pontos no prontuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o proprietário ou o motorista entender que a autuação foi irregular, será necessário apresentar defesa ou recurso dentro dos prazos indicados na notificação. São procedimentos diferentes e um não substitui o outro.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Também não se deve indicar falsamente uma pessoa apenas para evitar pontuação ou suspensão do direito de dirigir. A declaração precisa corresponder ao que realmente aconteceu e pode gerar responsabilização quando houver fraude.</p>
</blockquote>



<h3 id="h-antes-de-emprestar-o-carro-confira-a-habilitacao" class="wp-block-heading">Antes de emprestar o carro, confira a habilitação</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo quando outra pessoa utiliza o automóvel, o proprietário continua responsável por verificar se ela está legalmente autorizada a conduzi-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de entregar o veículo, é preciso confirmar se o motorista:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>possui CNH ou Permissão para Dirigir válida;</li>



<li>está habilitado na categoria exigida;</li>



<li>não está com o direito de dirigir suspenso;</li>



<li>apresenta condições físicas e psíquicas para conduzir com segurança.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Entregar ou permitir a direção a pessoa não habilitada, com habilitação suspensa ou cassada, com categoria incompatível ou sem condições de dirigir pode gerar infração gravíssima para o proprietário. Conforme as circunstâncias, a conduta também pode configurar crime de trânsito.</p>



<h3 id="h-qual-opcao-usar-em-cada-situacao" class="wp-block-heading">Qual opção usar em cada situação?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Compartilhamento do CRLV-e: permite que outra pessoa tenha o documento do veículo no celular. Não altera o responsável pelas infrações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Principal condutor: deve ser utilizado quando uma pessoa dirige o veículo habitualmente, embora não seja a proprietária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indicação do real infrator: serve para identificar quem estava ao volante em uma infração específica registrada sem abordagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter essas informações atualizadas evita que os pontos sejam lançados no prontuário de quem não estava dirigindo e reduz problemas quando o veículo é compartilhado entre familiares ou outras pessoas.</p>
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					<![CDATA[Proprietário deve manter atualizado o cadastro do principal condutor e indicar o verdadeiro motorista quando receber uma autuação por infração cometida por outra pessoa.
Imagem gerada por inteligência artificial.]]>
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		<title>Perdeu o celular com a CNH Digital? Veja se ainda pode dirigir e o que fazer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Czerwonka]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 11:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carteira de Habilitação (CNH)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O celular desapareceu e, junto com ele, aparentemente foram embora a CNH, o documento do veículo, aplicativos bancários e diversos...</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNH-digital-celular-1024x576.jpg" alt="CNH digital celular" class="wp-image-58538" srcset="https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNH-digital-celular-1024x576.jpg 1024w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNH-digital-celular-300x169.jpg 300w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNH-digital-celular-768x432.jpg 768w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNH-digital-celular-900x505.jpg 900w, https://www.portaldotransito.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNH-digital-celular.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Manter o documento físico disponível pode funcionar como uma alternativa diante de problemas tecnológicos. Foto: Divulgação Detran/PR</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O celular desapareceu e, junto com ele, aparentemente foram embora a CNH, o documento do veículo, aplicativos bancários e diversos outros serviços utilizados no dia a dia. Para quem aderiu aos documentos digitais e deixou de carregar a Carteira Nacional de Habilitação física, uma dúvida pode surgir imediatamente: é possível continuar dirigindo sem conseguir abrir a CNH no telefone?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta depende de uma condição importante prevista no próprio Código de Trânsito Brasileiro (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503compilado.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503compilado.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CTB</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perder o acesso à CNH Digital não significa perder a habilitação. Se, durante uma fiscalização, o agente conseguir consultar o sistema informatizado e confirmar que aquela pessoa está devidamente habilitada, o CTB permite dispensar o porte do documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação vale não apenas para quem teve o celular furtado ou roubado. Aparelho quebrado, perda do telefone ou até um problema que impeça o acesso ao documento podem colocar o motorista diante da mesma dúvida.</p>



<h3 id="h-sem-celular-e-sem-cnh-fisica-posso-dirigir" class="wp-block-heading">Sem celular e sem CNH física: posso dirigir?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 159 do Código de Trânsito Brasileiro determina que é obrigatório o porte da Permissão para Dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação quando o condutor estiver dirigindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo em seguida, entretanto, o § 1º-A estabelece uma exceção importante: o porte do documento de habilitação é dispensado quando, no momento da fiscalização, for possível acessar o sistema informatizado para verificar se o condutor está habilitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que um motorista regularmente habilitado não se torna irregular simplesmente porque perdeu o aparelho no qual estava sua CNH Digital.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Se a fiscalização conseguir comprovar eletronicamente sua condição de condutor habilitado, a própria legislação dispensa a apresentação do documento naquele momento.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">É importante, porém, não confundir duas situações completamente diferentes: não estar com a CNH em mãos e não possuir habilitação válida para conduzir aquele veículo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta ao sistema não regulariza uma CNH vencida além do período permitido, suspensa, cassada ou de categoria incompatível com o veículo conduzido.</p>



<h3 id="h-e-se-o-sistema-da-fiscalizacao-estiver-indisponivel" class="wp-block-heading">E se o sistema da fiscalização estiver indisponível?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente essa possibilidade que faz da CNH física uma alternativa útil para quem não quer depender exclusivamente do celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dispensa prevista pelo CTB está condicionada à possibilidade de a fiscalização acessar o sistema informatizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, embora a digitalização tenha reduzido a necessidade prática de carregar documentos físicos, manter uma alternativa pode evitar dificuldades diante de uma situação excepcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2026, o próprio CTB estabelece que a CNH pode ser emitida em meio físico ou digital, a critério do candidato ou condutor. A regulamentação do Contran também reconhece as duas formas de apresentação do documento.</p>



<h3 id="h-perdi-o-celular-preciso-emitir-outra-cnh" class="wp-block-heading">Perdi o celular: preciso emitir outra CNH?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não pelo simples fato de ter perdido o aparelho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A CNH Digital não é uma habilitação diferente daquela registrada nos sistemas de trânsito. Trata-se da versão eletrônica do documento, com a mesma validade jurídica da versão física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o serviço oficial da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) permite acessar a CNH Digital pelo aplicativo CNH do Brasil. Para utilizar o serviço, é necessário possuir documento compatível e cadastro no Gov.br.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a perda do smartphone não cancela a habilitação nem exige, por si só, que o motorista passe novamente pelo processo de emissão da CNH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que precisa ser recuperado é o acesso seguro aos serviços digitais.</p>



<h3 id="h-celular-furtado-ou-roubado-exige-outra-preocupacao-seus-dados" class="wp-block-heading">Celular furtado ou roubado exige outra preocupação: seus dados</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há um aspecto que pode ser até mais urgente do que a impossibilidade temporária de apresentar a CNH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um smartphone concentra documentos, contas bancárias, e-mail, fotografias, aplicativos de mensagens e acesso a diferentes serviços públicos e privados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, em caso de furto ou roubo, proteger os dados deve estar entre as primeiras providências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Justiça e Segurança Pública mantém o programa <a href="https://www.gov.br/mj/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/celular-seguro/celular-seguro?utm_source=chatgpt.com" data-type="link" data-id="https://www.gov.br/mj/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/celular-seguro/celular-seguro?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Celular Seguro</a>, que permite comunicar roubo, furto ou extravio e acionar mecanismos de proteção do aparelho e de serviços vinculados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A plataforma oferece diferentes possibilidades, incluindo o Modo Recuperação e o Bloqueio Total. Também é possível cadastrar previamente uma pessoa de confiança para emitir o alerta caso o proprietário fique sem acesso ao sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo orienta ainda que vítimas adotem medidas para proteger contas bancárias, linha telefônica e o próprio aparelho, além de registrar boletim de ocorrência.</p>



<h3 id="h-e-a-conta-gov-br" class="wp-block-heading">E a conta Gov.br?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro cuidado importante envolve a <a href="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/documentacao-do-veiculo/veja-como-aumentar-o-nivel-da-conta-gov-br-e-utilizar-mais-funcionalidades-da-cdt/" data-type="link" data-id="https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/documentacao-do-veiculo/veja-como-aumentar-o-nivel-da-conta-gov-br-e-utilizar-mais-funcionalidades-da-cdt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conta Gov.br</a>, utilizada para acessar diversos serviços públicos digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema oferece recursos de segurança, como verificação em duas etapas e gestão de dispositivos autorizados. Por meio dessas ferramentas, o usuário pode acompanhar e controlar dispositivos com acesso à conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em situações envolvendo acesso suspeito, também existem procedimentos oficiais para solicitar o bloqueio da conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso mostra que perder um celular atualmente vai muito além de perder um objeto físico. Dependendo das configurações de segurança utilizadas, o aparelho pode representar uma porta de entrada para uma quantidade significativa de informações pessoais.</p>



<h3 id="h-vale-a-pena-continuar-carregando-a-cnh-fisica" class="wp-block-heading">Vale a pena continuar carregando a CNH física?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista da praticidade, pode ser uma escolha interessante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação permite a dispensa do porte quando a situação da habilitação puder ser verificada eletronicamente, e a CNH Digital possui validade jurídica em todo o território nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, manter o documento físico disponível pode funcionar como uma alternativa diante de problemas tecnológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso pode ser especialmente útil em viagens longas ou quando o motorista acabou de perder o aparelho e ainda não conseguiu restabelecer seus acessos digitais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Mais importante do que escolher entre documento físico ou digital é compreender que o celular não é a habilitação. Ele é apenas uma das formas pelas quais o motorista pode apresentar o documento.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A autorização para dirigir está vinculada à situação do condutor nos sistemas oficiais de trânsito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, se o telefone for perdido, furtado, roubado ou simplesmente parar de funcionar, a primeira preocupação deve ser proteger os dados e acessos armazenados no aparelho. Quanto à fiscalização de trânsito, o CTB já prevê uma saída para o motorista regularmente habilitado: se o agente conseguir confirmar essa condição no sistema, o porte da CNH pode ser dispensado.</p>
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