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	<title>Paragrafo - Manual de Sobrevivência do Novo Escritor</title>
	
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		<title>Tive a idéia. E agora?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 13:41:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Marchioro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como um escritor, o que acontece logo depois que você tem uma ideia? Como fazer para colocar em movimento este primeiro passo criativo e transformá-lo em uma jornada? A inspiração sempre chega quando a gente menos espera. Você está ali no sinaleiro e&#8230; plim&#8230; chega a “visão”. Está assistindo aquela aula meia-boca (ainda usam esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2010/03/ideia_00.jpg"><img src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2010/03/ideia_00.jpg" alt="" title="Tive a ideia. E agora?" width="100" height="100" class="alignleft size-full wp-image-651" /></a>Como um escritor, o que acontece logo depois que você tem uma ideia? Como fazer para colocar em movimento este primeiro passo criativo e transformá-lo em uma jornada?</p>
<p>A inspiração sempre chega quando a gente menos espera. Você está ali no sinaleiro e&#8230; plim&#8230; chega a “visão”. Está assistindo aquela aula meia-boca (ainda usam esta gíria?) e&#8230; clic&#8230; vislumbra um universo maravilhoso. Ou está na cama, pronto para dormir e&#8230; KAPOW&#8230; metade do firmamento atinge você em cheio na testa.</p>
<p>Nestes momentos temos que “materializar” de alguma forma a premissa, fundamento de roteiro ou descrição daquele personagem que há meses vem escapando entre os dedos. E, é claro, se você não tem como anotar porque, por exemplo, está dirigindo, vai ter que dar um jeito. Tem quem sempre leva consigo um gravadorzinho de fita ou gravador digital. Há os que gravam no telefone celular mesmo, ou ligam para a própria casa, se não tem ninguém lá, deixando recado para si mesmo na secretária eletrônica.</p>
<p>Ou, como já aconteceu várias vezes comigo, por estar sem poder anotar ou gravar, telefonei para casa e pedi para minha esposa escrever por mim. Quando isto aconteceu, era sempre um prazer chegar mais tarde na frente do meu computador e encontrar ali o papelzinho.</p>
<p>Já ocorreu de eu estar sem bateria no celular e um KAPOW daqueles me atingiu, e não tinha como parar o carro para anotar, simplesmente fui até em casa, repetindo em voz alta a premissa. Claro&#8230; para ela não escapulir. Nestas horas tenho a impressão de que, se a gente escreve ou grava, ou enquanto ficamos repetindo aqueles conceitos, eles ficam ativos e cativos. Tenho medo de confiar na memória e a ideia nova se sentir traída, alçar voo e ir pousar em outros galhos. Já cansei de ver projetos “meus”, com o nome de outros autores, sendo usados e (suspiro) premiados.</p>
<h3>Então esta é a primeira coisa a fazer:</h3>
<p>Materialize a criação, gravando, em uma anotação em papel, no computador ou no celular. Ou, a menos eficiente de todas, repita para si mesmo até decorar ou poder anotar de forma apropriada.</p>
<p>Ótimo. A ideia está ali ao seu lado, firme, estabilizada, pronta para dar frutos. Para prosseguir é muito simples: aplique a regra de “Equetalse”.</p>
<h3>“Equetalse”</h3>
<p>Tudo bem. Não é muito honesto escrever a regra do parágrafo anterior daquela forma. E que tal se&#8230; eu escrevesse assim&#8230; isto, assim mesmo&#8230; “e que tal se&#8230;”. Simples não é?</p>
<p>Depois da inspiração você se pergunta “e que tal se” meu personagem decidisse subir a montanha? E que tal se o asteroide colidisse com a Terra? E que tal se o cachorro do vizinho latisse bem naquela hora? E que tal se o pneu dianteiro do carro do personagem furasse bem na curva da estrada? E que tal se ela der um beijo nele?</p>
<p>Esta é a segunda coisa a fazer depois de criar: leve o conceito alguns passos adiante. Formule hipóteses. Comece a puxar aquele fiozinho de idéias que outras vêm atrás. Jogue com os conceitos, contraste, colida premissas. E se em vez do personagem subir a montanha ele descobrisse uma mina e descesse, em vez de subir? E se na última hora alienígenas movessem o asteroide? E se o vizinho tivesse um gato em vez de um cachorro? E se não estourar o pneu na curva, e se o personagem estiver de motocicleta ou em um ônibus? E se ele beijar ela? E se, na verdade, ela for um “ele”?</p>
<p>O que quero dizer é, faça de conta que você está vendo na sua frente um desenho em forma de fractal. Um tronco original se divide em dois. Estes dois novos ramos se dividem em dois cada um. E assim por diante. Um vira dois que vira quatro que vira oito que vira dezesseis que vira trinta e dois&#8230; e você subitamente tem dezenas de trajetos para escolher. É só escolher.</p>
<h3>Este é o terceiro passo: escolha o caminho.</h3>
<p>E vamos supor agora que você anotou a ideia, estabilizou o conceito, começou a desenvolver as premissas e escolheu por onde levar seu leitor nesta jornada. O passo seguinte é analisar, desta vez friamente, quais desvios no caminho você tomou. Por onde você está andando agora, e onde será que estes caminhos vão conduzir sua narrativa? Por exemplo:</p>
<ul>
<li>o que o personagem vai encontrar no fundo da mina e quais consequências “aquele artefato” vai trazer para sua vida e para as pessoas de sua comunidade? O artefato vai gerar algum problema (com certeza, né!) e qual (quais) problemas vão ser estes? Como estas pessoas vão resolver estes problemas e como elas vão ser modificadas (literariamente falando) ou como vão evoluir como personagens ao longo da obra?</li>
<li>se os alienígenas mudaram a rota do asteroide, qual foi sua motivação, como eles sabiam o que ia acontecer, de onde vem seu poder e o que será que vão querer em troca? Mais importante, como a humanidade, representada pelos personagens principais, vai resolver este(s) problema(s) e como serão modificadas (literariamente falando) ou como vão evoluir como personagens ao longo da obra?</li>
<li>se o vizinho tem um gato e um cachorro e os dois brigam “bem naquela hora” em que o ladrão está entrando na casa do seu personagem, como ele, que a esta altura também é um personagem principal vai administrar a crise? Mais importante, como o ladrão e o dono(a) da casa, vai(vão) resolver este(s) problema(s) e como serão modificadas (literariamente falando) ou como vão evoluir como personagens ao longo da obra?</li>
<li>&#8230;e assim por diante.</li>
</ul>
<p>Não importa se é um problema com o pneu do veículo ou uma crise com um personagem que aparentemente era “ela” mas na verdade é “ele”, o que interessa para o escritor é saber quais problemas vão advir das escolhas tomadas anteriormente.</p>
<p>E não esqueça o passo seguinte: como resolver TODOS os problemas. Não deixe nada para trás, nem aquele fio de cabelo escondido no lado escuro da cômoda perto da parede. Sempre tem alguém que vai pegar o furo. Note o que foi repetido em cada um dos exemplos: como suas decisões no papel de autor vão criar problemas para seus personagens e como “eles” vão resolver estes problemas, ficando ainda sempre evidente para o leitor como seus personagens estão evoluindo à medida em que enfrentam todas estas crises que você tão generosamente criou para eles.</p>
<p>Você já perdeu alguma ideia? Como você faz para “materializar” seus projetos? Você usa algum artifício no estilo do “e que tal se” para desenvolver suas premissas?
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		<title>Os erros mais comuns</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 13:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tomás Barreiros</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de anos revisando monografias, teses de doutorado, dissertação de mestrado, artigos científicos e livros, quando me perguntam quais os erros encontrados com mais frequência nesses textos, tenho dificuldade de responder. Na verdade, a gama de erros é variada. Em termos de quantidade, sem dúvida, levam o “prêmio” a pontuação e a acentuação. Mas estes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2010/03/cyrano_00.jpg"><img src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2010/03/cyrano_00.jpg" alt="" title="Cyrano de Bergerac" width="100" height="100" class="alignleft size-full wp-image-642" /></a>Depois de anos revisando monografias, teses de doutorado, dissertação de mestrado, artigos científicos e livros, quando me perguntam quais os erros encontrados com mais frequência nesses textos, tenho dificuldade de responder.</p>
<p>Na verdade, a gama de erros é variada. Em termos de quantidade, sem dúvida, levam o “prêmio” a pontuação e a acentuação. Mas estes são, geralmente, erros menos relevantes, muitas vezes resultantes de distração ou de problemas de digitação. Dentre os deslizes mais graves, são comuns as falhas de concordância nominal e verbal. A impropriedade vocabular não é evento dos mais numerosos, mas aparece sempre – todo texto tem um ou outro vocábulo empregado impropriamente. Por fim, há os erros na estrutura da frase, que muitas vezes acabam por gerar sentenças ininteligíveis.</p>
<p>Nos textos técnicos que exigem conhecimento específico distante do repertório do revisor, obviamente, a revisão é focada especificamente no aspecto formal – entretanto, uma frase mal estruturada, ainda que trate de tema que fuja ao domínio do revisor, não passará despercebida. Nesse caso, o revisor apontará o problema e solicitará ao autor que deixe claro o sentido da frase.</p>
<p>Deve-se ressaltar que cada texto tem seu público e sua intenção. O revisor precisa levar isso em conta na “calibragem” do seu trabalho. Afinal, o texto é uma peça de comunicação, e sua eficácia como tal está ligada ao público-alvo e ao objetivo comunicacional. A língua é viva, e muitas de suas regras não são rigidamente delimitadas. Um maior ou menor rigor formal depende do tipo de texto. Há muitos usos da língua que há pouco poderiam ser qualificados como “erro” e hoje são perfeitamente aceitas.</p>
<p>Nos meus trabalhos, em princípio, tendo a fazer uma revisão mais “purista”, salvo se houver tratativa em contrário com quem encomenda o trabalho. De qualquer modo, convém ter presente que nenhuma revisão é absolutamente “perfeita” – não apenas porque é feita por um ser humano, sujeito, portanto, a erros, mas porque uma visão excessivamente “rigorista” sempre encontrará algo a melhorar. Aliás, isso se aplica tanto à forma quanto ao conteúdo. Lembro-me de uma experiência muito curiosa: eu fazia a revisão dos textos de um escritor que publicava livros especializados sobre temas de religião e sociologia. Cada vez que eu entregava os originais revisados, ele acrescentava algo ao texto, que depois me devolvia para nova revisão – e assim sucessivamente, várias vezes, até que ele decidia não mexer mais no trabalho, vencido pelo cansaço. “Revise e não me devolva mais, passe direito ao editor”, dizia ele.</p>
<p>Conta-se que o célebre escritor francês <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Edmond_Rostand" rel="external" target="_blank">Edmond Rostand</a> era absolutamente obcecado na busca da perfeição de seus escritos. Ele revia e revia e aperfeiçoava seu texto até o limite do absurdo. Seu fantástico “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/13226/cirano+de+bergerac?franq=100535" rel="external" target="_blank">Cyrano de Bergerac</a>” – texto para teatro encenado incontáveis vezes, filmado por vários diretores e parodiado infinitamente – é um exemplo dessa obsessão: de construção magnífica, tornou-se uma das obras-primas da literatura ocidental (de passagem: está entre meus livros preferidos, bem como <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/1632011/dvd+cyrano" rel="external" target="_blank" title="Cyrano, filme dirigido por Jean-Paul Rappeneau e estrelado por Gerard Depardieu">o filme</a>, baseado nele, dirigido por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0710919/" rel="external"  target="_blank">Jean-Paul Rappeneau</a> e estrelado por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000367/" rel="external" target="_blank">Gerard Depardieu</a>). Não é preciso, evidentemente, essa obsessão. Mas um texto bem escrito, em português correto, é condição necessária para que o escritor consiga portar altivamente seu <em>panache</em>.
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		<title>Seja criativo em 5 vôos</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 18:16:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Marchioro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A criatividade aflora quando mudamos o padrão, variamos o ângulo, quando vamos além da primeira resposta e procuramos alternativas. Ela é mãe. E também madrasta. Quando menos esperamos, lá vem ela em toda sua glória. Indica o caminho, ilumina a escalada, elimina nossas dúvidas e nos incentiva quando desanimamos. Por outro lado, na noite mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2010/03/voos_00.jpg"><img src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2010/03/voos_00.jpg" alt="5 vôos de criatividade" title="5 vôos de criatividade" width="100" height="100" class="alignleft size-full wp-image-633" /></a>A criatividade aflora quando mudamos o padrão, variamos o ângulo, quando vamos além da primeira resposta e procuramos alternativas.</p>
<p>Ela é mãe. E também madrasta. Quando menos esperamos, lá vem ela em toda sua glória. Indica o caminho, ilumina a escalada, elimina nossas dúvidas e nos incentiva quando desanimamos. Por outro lado, na noite mais escura, do lugar mais isolado, do poço mais profundo, certas vezes ela não escuta nosso pedido de ajuda.</p>
<p>Qual a alternativa? Tomar as rédeas desta carruagem desgovernada e conduzi-la da forma que acharmos mais apropriada. Existe saída deste beco. Mas primeiro precisamos levar em consideração que os sentidos humanos estão programados para discernir diferenças. Por exemplo: você é convidado para um churrasco na casa de um amigo. Quando chega lá, sente o cheiro da carne assando. Sua boca começa a salivar. Você escuta o filé mignon fazendo aquele ruído&#8230; ssssssss&#8230; na grelha. A casa inteira está tomada pelo aroma da carne sendo preparada.</p>
<p>No entanto, dez minutos depois o “perfume” desapareceu. Você não sente mais o cheiro da carne na churrasqueira. O mesmo acontece com ruídos, estímulos táteis ou qualquer outra manifestação externa que bombardeie seus sentidos. Se a manifestação for contínua, ela não será mais percebida. Mais um exemplo: pare tudo e escute o barulho do tráfego lá fora.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Percebeu? Os motores, as buzinas e o ruído dos pneus no asfalto estavam lá o tempo todo. Mas você não estava mais ouvindo porque não estava mais prestando atenção. Não é à toa que este tipo de barulho é chamado de ruído branco. É o estímulo (a TV lá na sala, o cachorro do vizinho, aquela dorzinha nas costas que nunca vai embora) que nossa consciência administra jogando lá para o fundo, onde, em tese, não incomodaria mais.</p>
<p>Todos precisamos de pelo menos algumas constantes na nossa vida. Nem que seja uma sombra de rotina para podermos viver em sociedade. Se você fizer tudo diferente, o tempo todo, todos os dias em todos os lugares, o diferente se transforma na rotina. Por outro lado a rotina massacrante também anestesia os sentidos. Qual o caminho? Como sempre, o do meio. O do bom senso.</p>
<p>E a alternativa para dar esta cutucada na criatividade é quebrar o padrão. Esquecer o normal. Abandonar, inclusive, por alguns minutos, o que as pessoas chamam de “razão”.</p>
<p>Não posso dar receitas de bolo de como resolver este problema, mesmo porque somos todos muito diferentes. Mas posso dizer o que funciona comigo. Sinto que, às vezes, preciso “inspirar” a inspiração. Ela é preguiçosa por natureza (aliás, como eu) e precisamos fazer nossa parte. Quando ela está ocupada lidando com outros problemas, normalmente faço o seguinte:</p>
<ul>
<li>Converso com nossas gatinhas – temos duas gatinhas, Miadóra e Shypelanca. Invento diálogos com elas. Converso, debato, argumento, faço os dois lados da discussão. Claro que esta técnica serve também para cachorros, passarinhos, coelhos e outros seres vivos. Até bebês.</li>
<li>Invento letras absurdas para melodias de músicas que gosto &#8211; Ou ainda invento minhas próprias melodias. Claro, não tenho um dom musical, então você pode imaginar como minhas músicas soam. Isto funciona especialmente quando estou fazendo tarefas maçantes ou repetitivas. O problema é que não consigo combinar os dois exercícios, pois quando começo a cantar, as gatas desaparecem.</li>
</ul>
<p>As próximas 3 “técnicas” (são brincadeiras, na verdade) também funcionam muito bem.</p>
<ul>
<li>Faça caretas na frente do espelho. E não se preocupe se alguém pegar você em flagrante. Faça mais uma careta dirigida ao invasor! É interessante ver seu rosto de forma diferente.</li>
<li>Mude de posição. Sente de trás pra frente na cadeira. Mude a cadeira de posição. Mude a mesa de posição. Vá escrever no jardim, na sacada, na escada, debaixo da mesa, dentro do box do chuveiro (com ele desligado, por favor). Inverta coisas, práticas e modelos. Subverta seu local de trabalho.</li>
<li>Faça de conta que você é uma figura histórica ou mitológica. Pode ser um ex-presidente, o Hércules, Sócrates ou até figuras como Papai Noel ou o Coelho da Páscoa. Qualquer personagem serve. Que tal um super-herói? Como você resolveria seus problemas, os problemas de outras pessoas ou ainda os problemas do mundo se você tivesse um super poder?</li>
</ul>
<p>Se quiser ler mais a respeito, aqui estão alguns livros relacionados ao assunto.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/203097/espere+o+inesperado?franq=100535" target="_blank" title="link para o Submarino"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img7/203097.jpg" style="float:left;" alt="Espere o Inesperado" /></a><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/203097/espere+o+inesperado?franq=100535" target="_blank" title="link para o Submarino"><strong>Espere o Inesperado</strong></a><br />
Em <em>Espere o Inesperad</em>o (ou você não o encontrará), Roger von Oech utiliza trinta epigramas de Heráclito como trampolins para impulsionar a criatividade. Ao usar cada máxima como uma fonte de inspiração, ele nos proporciona passagens divertidas, enigmas desafiadores e perguntas intrigantes formuladas para derrubar velhos hábitos mentais e incendiar a imaginação. O autor mostra como reverter nossas expectativas, conduzir a mudança a nosso favor, criar metáforas poderosas e evitar a armadilha do &#8220;mais&#8221; , ou seja, supor que mais é sempre melhor para resolução de problemas. Todas as pessoas que buscam novos métodos para a resolução de problemas &#8211; administradores, estudantes, artistas &#8211; encontrarão neste livro uma ferramenta de inestimável valor. Quer você o leia como um manual de criatividade, quer use os insights como uma forma de meditação matinal ou consulte-o diariamente como um oráculo. Esta obra dará uma saudável sacudida na sua imaginação.(fonte: Submarino)</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/93322/espirito+criativo,+o?franq=100535" target="_blank" title="link para o Submarino"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img2/93322.jpg" style="float:left;" alt="O Espírito Criativo"/></a><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/93322/espirito+criativo,+o?franq=100535" target="_blank" title="link para o Submarino"><strong>O Espírito Criativo</strong></a><br />
Este livro contém uma importante mensagem: a de que a criatividade pode ser cultivada por todos &#8211; crianças e adultos, empresas e comunidades inteiras. Como você pode liberar o seu espírito criativo e usá-lo para melhorar a qualidade da sua vida? Este livro o leva a conhecer o processo criativo, fazendo-o entender os reinos da intuição e do &#8220;fluxo criativo&#8221;, onde os nossos esforços estão perfeitamente à altura da tarefa que temos em mãos. Ele oferece uma série de exercícios práticos para aumentar sua criatividade e desfazer hábitos preconceituosos de pensamento, e leva você numa viagem ao redor do mundo contando-lhe histórias inspiradoras sobre o espírito criativo em ação: Uma escola revolucionária italiana mostra como liberar a criatividade das crianças. O gênio cômico Chuck Jones, lendário criador do coelho Pernalonga, explica por que &#8220;a ansiedade é a serva da criatividade&#8221;. Uma inovadora fábrica sueca abre mão da hierarquia e revela todos os segredos da empresa aos funcionários. Uma igreja urbana norte-americana usa a antiga arte da escultura para ajudar na reconstrução de uma comunidade. Repleto de humor e dos altos e baixos da criatividade, O Espírito Criativo nos encoraja a investir na paixão, na persistência e na disposição de correr riscos que podem nos fazer sentir a alegria de viver.(fonte: Submarino)</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21260888/mito+da+criatividade,+o?franq=100535" target="_blank" title="link para o Submarino"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img8/21260888.jpg" style="float:left;" alt="O Mito da Criatividade" /></a><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21260888/mito+da+criatividade,+o?franq=100535" target="_blank" title="link para o Submarino"><strong>O Mito da Criatividade</strong></a><br />
Ao expor e questionar o mito da criatividade, o autor demonstra, em prosa ágil, bem-humorada e competente, que ela é um produto bem mais acessível do que se imagina. Antes de ser uma dádiva divina, é fruto do trabalho gradual e da dedicação apaixonada de cada um de nós. Para provar, Zugman investiga a vida e o pensamento de uma série de personagens e personalidades reconhecidamente criativas: Darwin, Freud, Einstein, Batman, Da Vinci e até o célebre governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger. Uma viagem cultural imperdível.(fonte: Submarino)
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		<title>Afinal, revisar por quê?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 17:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tomás Barreiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[revisar]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine alguém que goste (e entenda) muito de risoto. Nosso gourmand vai a um restaurante de grande prestígio, cuja cozinha é dirigida por um chef de renome internacional, e pede seu prato predileto: risoto de camarão. Ao recebê-lo na mesa, tudo parece perfeito: o aroma, a textura do camarão, os condimentos, o gosto delicioso&#8230; Entretanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-613" title="Erro de ortografia é como pedra no arroz." src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2010/03/revisar_00.jpg" alt="Erro de ortografia é como pedra no arroz." width="100" height="100" />Imagine alguém que goste (e entenda) muito de risoto. Nosso gourmand vai a um restaurante de grande prestígio, cuja cozinha é dirigida por um chef de renome internacional, e pede seu prato predileto: risoto de camarão. Ao recebê-lo na mesa, tudo parece perfeito: o aroma, a textura do camarão, os condimentos, o gosto delicioso&#8230; Entretanto, enquanto refestela o paladar, mastigando o arroz cozido no ponto perfeito, nosso personagem encontra, cá e lá, de vez em quando, uma pedrinha. As incômodas mordidas nos pedacinhos duros certamente o irritariam a ponto de ele desqualificar o cozinheiro e nunca mais voltar ao restaurante, por mais refinado que fosse o sabor da iguaria, por maiores que fossem as qualidades dos ingredientes.</p>
<p>É isso que pode acontecer quando um leitor qualificado se depara com um texto agradável, fluente, saboroso&#8230; mas que, cá e lá, dez vez em quando, deixa escapar “errinhos de português”. Esses erros são pedrinhas no risoto, e dificilmente o leitor que seja bom conhecedor da língua deixará de considerá-los um ponto bastante negativo ao avaliar o texto.</p>
<p>Um bom escritor é sempre um bom manipulador da língua. Ainda que não conheça de cor e salteado as regras gramaticais, ele sabe empregar adequadamente o idioma, mesmo que intuitivamente. E os grandes literatos que “torceram” as regras do português (imediatamente me vem à ideia Guimarães Rosa) sabiam exatamente o que estavam fazendo.</p>
<p>Claro que mesmo bons escritores estão sujeitos a pequenos deslizes na escritura de um texto. É por isso que, sábios e humildes, recorrem aos revisores – funcionários da palavra que, ainda quando não tenham o estro literário, sabem identificar pequenas ervas daninhas insinuando-se no trigal do texto.</p>
<p>Há um bem sucedido escritor brasileiro que, segundo consta, não admitia (ao que parece, por razões místicas) que seus escritos fossem revisados. Graças a isso, são facilmente encontráveis erros evidentes em seus primeiros livros. Repetindo no exterior o sucesso nacional, tal autor alcançou celebridade muito maior do que seus escritos lhe haviam dado, a princípio, em solo pátrio: os textos bem vertidos para línguas estrangeiras certamente não continham erros. Deu então a mão à palmatória o escritor, passando a permitir a “intromissão” de revisores no seu texto, o que melhorou a qualidade de seus livros.</p>
<p>Já o autor brasileiro mais premiado em anos recentes, Cristóvão Tezza, tem um impecável domínio do idioma. Tal qualidade faz com que suas obras possam dar ao leitor um grande prazer apenas na consideração da perfeição da escrita, independentemente da história. Certamente consciente disso, Tezza chegou a incluir em algumas histórias páginas que pouco contribuem para a construção da trama e parecem estar nelas apenas para dar ao leitor o deleite do texto primoroso.</p>
<p>Quaisquer que sejam o objetivo e o estilo do texto (literário, técnico, científico, burocrático&#8230;), é legítimo que o leitor espere, pelo menos, um uso correto do idioma. E também é certo que a ausência de erros já eleva a qualificação daquilo que se escreve. Portanto, senhores autores, façam boamente uso do trabalho do revisor, que colocará seu esforço e seu conhecimento a serviço da boa qualidade do texto, ajudando o leitor a sorvê-lo na autenticidade de seu sabor, sem incômodos de forma que possam aviltar o estilo.
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		<title>Dicas de produtividade de um escritor.</title>
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		<comments>http://www.paragrafo.org/?p=579#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 14:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Marchioro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência]]></category>
		<category><![CDATA[ferramenta]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[técnica]]></category>

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		<description><![CDATA[Faça o que eu faço. Se quiser&#8230; Se você gosta de escrever contos ou romances acho que vai gostar do que relaciono abaixo. São algumas das práticas que, como escritor, adoto no dia-a-dia. São também hábitos profissionais positivos de outros escritores que acabei incorporando na minha atividade. Mas lembre: não são verdades absolutas. Funcionam para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Faça o que eu faço. Se quiser&#8230;</h2>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-580" title="As técnicas do escritor são como o martelo favorito de um marceneiro." src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2009/07/fazer_00.jpg" alt="As técnicas do escritor são como o martelo favorito de um marceneiro." width="100" height="100" />Se você gosta de escrever contos ou romances acho que vai gostar do que relaciono abaixo. São algumas das práticas que, como escritor, adoto no dia-a-dia. São também hábitos profissionais positivos de outros escritores que acabei incorporando na minha atividade. Mas lembre: não são verdades absolutas. Funcionam para mim.</p>
<p>Já ouviu aquela história de que um marceneiro sempre tem um martelo ou serrote preferido? O mesmo acontece com advogados, médicos, engenheiros e mecânicos. Não vamos nem falar em chefes de cozinha e suas facas. Com a experiência aparecem pequenas idiossincrasias que afetam, às vezes para melhor e às vezes para pior, o trabalho do profissional. O uso de certas ferramentas ou determinadas práticas podem determinar, em longo prazo, o sucesso ou o fracasso de um projeto.</p>
<p>Por exemplo, por muitos anos eu só conseguia sentar para escrever depois de lavar a louça, limpar o banheiro dos gatos, colocar a roupa para lavar e tomar banho. Esta preparação (doentia, eu sei) tomava em torno de 90 minutos. Com freqüência eu gastava mais tempo me preparando do que escrevendo (eu sei, eu sei, não diga nada). O resultado é óbvio: muito tempo investido e pouca produtividade.</p>
<p>Se o seu negócio é escrever <a href="http://www.seabra.com/cgi-seabra/haikai/randtxt.pl/haikai.html" target="_blank">hai kais</a> o tempo total de edição será provavelmente menor do que aquele para escrever um livro de 300 páginas. Mas se todo dia antes de escrever você cumpre um ritual que demora duas horas, o tempo total de edição vai ficando ridiculamente longo. O que acontece então com o tal livro de 300 páginas? Exato, demora anos para ser terminado.</p>
<p>Vamos fazer um acordo? Analisando friamente, não faz diferença na qualidade de seu texto se sobre a pia estão empilhados dois ou três pratos. Não vou processar você se suas roupas forem lavadas somente no final da tarde e as xícaras do café da manhã não gritam e se suicidam no chão da cozinha se você deixá-las lá sozinhas por mais uma hora.</p>
<p>Então vá escrever, ok? Mas antes dê uma olhada não nas manias, mas nas práticas positivas que escritores adotam em <a href="#pesquisa">pesquisa</a>, <a href="#tecnicas">técnicas gerais</a>, <a href="#revisao">revisão</a>, <a href="#divulgacao">divulgação</a> e <a href="#fundamental">outras fundamentais</a> para o sucesso do manuscrito.</p>
<h3 id="pesquisa">Pesquisa</h3>
<ul>
<li>Deixe que outros façam certas pesquisas para você. É possível encontrar informações valiosas com agentes de viagens, em panfletos, com bibliotecários e donos de lojas.</li>
<li>Dependendo do texto que você esteja escrevendo, talvez seja necessário fazer entrevistas. Faça então uma lista com os nomes de todos as pessoas que você vai entrevistar, separando-as em categorias como: fontes oficiais, especialistas e fontes acadêmicas que desenvolvem estudos ou trabalhos na área de seu interesse. Depois, entreviste “pessoas reais” que são afetadas direta ou indiretamente pelo assunto que você está pesquisando.</li>
<li>Quando for realizar entrevistas, leia o máximo que puder sobre o assunto e leve suas perguntas por escrito. Comece com perguntas mais fáceis, para ir “aquecendo” a pessoa. Termine com as perguntas que podem perturbar ou até enraivecer o entrevistado.</li>
<li>Quando for marcar um horário para entrevistar alguém, esteja pronto caso a pessoa diga: &#8211; Ok, vamos fazer a entrevista agora.</li>
<li>Se você estiver com dificuldades para fazer aquele primeiro rascunho, faça o seguinte: leia a respeito do assunto. Tome notas. Leia de novo, prestando atenção para “o que não está ali”.</li>
<li>Faça pesquisas em bibliotecas, na Internet e/ou entrevistando pessoas. Quando as informações começarem a soar repetitivas, chegou na hora de parar a pesquisa.</li>
<li>Arquive suas anotações e informações imediatamente. Use um sistema funcional de organização para suas anotações, seja em computador ou fichas de arquivo: nada é mais frustrante e desgastante do que passar horas procurando uma informação que você &#8220;achava que estava lá&#8221;.</li>
<li>Leia e releia suas anotações. Sublinhe as partes mais importantes. Faça um esquema. Depois detalhe o esquema. Transforme este esquema detalhado em um resumo. Desenvolva o resumo. Mas lembre-se que vai chegar um momento em que você vai ter que escrever o texto propriamente dito.</li>
<li>Quando estiver escrevendo uma história complicada, faça um roteiro resumido das cenas. Se ainda assim estiver perdido, escreva as cenas resumidamente em pequenas fichas e espalhe tudo na sua frente. Assim você terá uma visão de conjunto da sua obra, facilitando a análise da seqüência de cenas e capítulos.</li>
<li>Sempre escreva uma “primeira versão”. Não crie desnecessariamente a imensa pressão de escrever sua “obra prima” assim que seus dedos toquem no teclado.</li>
<li>Com freqüência sua “primeira versão” poderá ser muito longa. Não tenha medo de cortar palavras, parágrafos e até cenas inteiras. Tirar um personagem do livro não é o mesmo que matar um amigo. Você acaba esquecendo e usando “o amigo” em outra situação. Mas use o bom senso. Em ficção, muitas vezes, menos é mais.</li>
<li>Quando estiver satisfeito com seu texto, verifique todos os fatos. Duas vezes.</li>
</ul>
<h3 id="tecnicas">Técnicas</h3>
<ul>
<li>Nunca&#8230; nunca jogue fora as suas anotações de pesquisas.</li>
<li>É muito importante saber escrever diálogos. Como um exercício, reproduza uma linha de diálogo que você tenha ouvido em qualquer lugar. Em seguida faça com que a conversa “caminhe”, não importa para que lado.</li>
<li>Abra um dicionário e escolha uma palavra qualquer. Escreva uma pergunta usando esta palavra e depois escreva a resposta.</li>
<li>Ao escrever um diálogo, analise as falas do ponto de vista da personagem, do local e do enredo. Depois faça-se as seguintes perguntas: Quem está dizendo isto, como é esta personagem fisicamente e qual sua ocupação? Porque esta personagem diria algo assim? Qual é a emoção dominante desta personagem neste momento? O que fez esta personagem dizer isto? Com quem ela estava conversando? Quais são os objetivos específicos desta cena? Quais são os sons e odores ambientes que seriam capazes de influenciar esta conversa? Este diálogo evidencia algum traço importante da personagem que contribui de alguma forma para o andamento do enredo? Se estas perguntas tiverem respostas insatisfatórias, repense o uso do diálogo e até da cena como um todo.</li>
<li>Escreva “resmas” de diálogos. É muito melhor na hora da revisão final ter à sua disposição várias opções e poder dar-se ao luxo de escolher entre as melhores.</li>
<li>Os textos que você produz não são como seus filhos: intocáveis, puros e perfeitos. Se alguém lhe der sugestões, ouça todas. Descarte o que não for útil e use o resto.</li>
</ul>
<h3 id="revisao">Revisão</h3>
<ul>
<li>Contrate um profissional para corrigir seu texto. Você não terá dificuldades para encontrar um professor de língua portuguesa ou literatura que, mediante um valor previamente acordado, corrija seus originais e converse com você sobre o livro como um todo. Dê preferência para professores universitários dos cursos de letras ou jornalismo. Pagar até US$ 1,50 por página é razoável.</li>
<li>Lembre-se que o papel do editor não é só publicar seu livro. Ele tem direito (e provavelmente fará uso dele) para editar seu texto. Isto é: ele poderá sugerir e mesmo fazer alterações. Poderá até condicionar a publicação a certas alterações.</li>
<li>Nunca mande textos para análise sem antes revisar o material em uma cópia impressa.</li>
<li>Quando o texto estiver terminado, afaste-se dele. Fique algum tempo sem ler nada sobre o assunto. Pelo menos dois meses. É o suficiente para você criar um distanciamento em relação à sua criação. Você terá &#8220;esquecido&#8221; certas partes. Arme-se então do mais afiado senso crítico e aborde o texto como um pirata, pronto a cortar, eliminar, saquear e só levar consigo o que é realmente bom e valioso.</li>
</ul>
<h3 id="divulgacao">Divulgação</h3>
<ul>
<li>Mantenha uma agenda atualizada com os nomes e os telefones e/ou e-mails de todas as pessoas que você precisou entrevistar para produzir seu texto.</li>
<li>É imperativo que você inclua nos agradecimentos do seu livro uma menção a todas as pessoas que você entrevistou. É também muito bom mencionar aqueles que leram o original antes do livro ser publicado.</li>
<li>Deixe seu revanchismo de fora dos agradecimentos e dedicatórias. Publicar uma obra deverá ser mais do que suficiente para apagar de sua memória os desgostos, os sorrisos velados e os comentários à meia voz pelas suas costas. Você não precisa carregar o resto da vida o peso das pessoas que não acreditavam em você.</li>
</ul>
<h3 id="fundamental">Fundamental</h3>
<ul>
<li>“Ouça” sua intuição. Ela é como uma amiga fiel. Se você a trair vai se arrepender amargamente.</li>
<li>Não confie só no seu computador.</li>
<li>Não faça backups só em meios eletrônicos. Além de CDs, DVDs, arquivos virtuais em servidores na internet e flash drives, que tal imprimir seus textos de vez em quando?</li>
<li>Tenha cópias (mesmo que seja só em meios eletrônicos) das diversas fases do seu processo. E mantenha cópias em lugares diferentes de onde fica o seu computador. Seguro morreu de velho&#8230; e tranqüilo, com cópias de segurança do seu trabalho.</li>
</ul>
<p>Você tem manias ou práticas quando escreve? Divida com a gente!
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		<title>E quando a musa está ocupada?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 00:33:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Marchioro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[bloqueio criativo]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[Gustave Moreau]]></category>
		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[John Lennon]]></category>
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		<category><![CDATA[Man Ray]]></category>
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		<description><![CDATA[Sou uma besta. Quando sento para escrever, não importa o texto, a circunstância ou a necessidade, é sempre na última hora possível, no último minuto possível. E o que acontece? O texto sai. E o que acontece quando não estou inspirado? O texto sai. E quando estou cansado, com dor de cabeça, com fome, sono, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.answers.com/topic/gustave-moreau"><img class="alignleft size-full wp-image-562" title="Gustave Moreau, Hesiod and the Muse (1891) - Musée d'Orsay, Paris" src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2009/07/musa_00.jpg" alt="Gustave Moreau, Hesiod and the Muse (1891) - Musée d'Orsay, Paris" width="100" height="100" /></a>Sou uma besta. Quando sento para escrever, não importa o texto, a circunstância ou a necessidade, é sempre na última hora possível, no último minuto possível. E o que acontece? O texto sai. E o que acontece quando não estou inspirado? O texto sai. E quando estou cansado, com dor de cabeça, com fome, sono, preocupado? Isto mesmo, o texto sai.</p>
<p>Será que minha Musa tem uma conexão ADSL, um <em>Messenger </em>Cósmico e, em cima da hora, arranja uma forma de entrar em contato? Claro que não. Basta sentar na frente do computador e o texto flui. Conclusão: não adianta só ficar esperando um momento místico de elevação quando ocorreria aquele <em>insight </em>único sobre a alma humana. Não espero mais pela visita da Musa Inspiradora que vai me ajudar a produzir o perfeito e completo conceito sobre o amor, o sentido da vida ou o propósito da morte em um parágrafo maravilhoso.</p>
<p>Se a Zefa, como chamo minha Musa (o nome verdadeiro dela é Yorka Horgálica Noviranda &#8211; prima distante das parcas), resolver aparecer, ótimo, melhor para mim. Ela será bem-vinda. Café passado na hora, vela branca, incenso e música do Bill Evans. Ou Brian Eno.</p>
<p>Caso contrário, mãos ao teclado. <em>Escritor não é quem publica, é quem escreve.</em></p>
<p>Claro que tudo isto não é culpa dela. É minha. A vida da Zefa é um misto de devaneio e sonho em que ela delira e enlouquece um pouco com cada um de seus &#8220;inspirados&#8221; para que sejam um pouco mais criativos. Óbvio, não estou na sua lista de prioridades.</p>
<p>Andei dando uma olhada na relação, uma vez em que ela estava por aqui e foi fazer xixi. No topo da página, já meio amarelada, (só) dois políticos que ainda não haviam nascido, vários autores, filósofos, alguns músicos, nenhum apresentador de programa de auditório, muitas mães e pais, alguns professores e cinco pesquisadores da cura de doenças complicadas (Alzheimer, câncer, esclerose múltipla, AIDS e chulé). No final da lista, comigo, aspirantes a escritor.</p>
<p>Naquela noite, Zefa, sábia como o tempo, quando voltou do banheiro retocando a maquiagem (sempre muito pesada, já disse para ela) perguntou:</p>
<p>– Gostou da sua posição na lista?</p>
<p>Constrangido, abaixei os olhos. Fiquei tentando desvendar os mistérios dos cadarços dos meus tênis, que nunca ficam atados.</p>
<p>Enquanto pegava um Marlboro, antes de sair, Zefa deixou escapar:</p>
<p>– Quanto mais você trabalhar, mais sobe na lista. Não me espere. Sou eu que espero.</p>
<p>E foi embora.</p>
<hr />
<h3><a title="O livro está disponível através do Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/234570/vida+das+musas,+a?franq=100535" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-563" title="A Vida das Musas - Francine Prose" src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2009/07/musa_01.jpg" alt="A Vida das Musas - Francine Prose" width="130" height="180" /></a>Mais histórias de musas&#8230;</h3>
<p><a title="O livro está disponível através do Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/234570/vida+das+musas,+a?franq=100535" target="_blank"><strong>A Vida das Musas</strong><br />
<em>Francine Prose &#8211; Nova Fronteira, 2004</em></a><br />
Francine Prose escreve sobre nove mulheres que despertaram a imaginação de alguns dos mais inimitáveis artistas e pensadores dos séculos 19 e 20. Mostra como estas mulheres foram tanto exemplos de suas épocas, assim como iconoclastas lutando para afirmar suas identidades através dos relacionamentos inconvencionais que tiveram com estes homens. Francine embarca em uma análise do conceito de musa e de todas as suas permutações &#8211; das nove musas na mitologia Grega clássica, a frequentemente reciclada Beatriz de Dante, até a personificação irônica na cultura popular contemporânea.</p>
<p>As musas descritas inspiraram personalidades como Lewis Carrol, John Lennon, Sigmund Freud, Nietzsche, Rainer Maria Rilke, Man Ray, Salvador Dalí, entre outros. Francine Prose utiliza fotografias, diários, correspondências, biografias e obras originais de arte, que revelam a complexidade do relacionamento artista-musa, e dirige seus leitores para outros livros caso desejem saciar a curiosidade despertada. A autora tem um talento para escrever de forma provocadora e revigorante que inspira o leitor a pesquisar ainda mais profundamente o assunto. (fonte: Amazon)
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		<title>Quando Rastro brigou com Avanço.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 01:54:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Marchioro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[escrever]]></category>
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		<description><![CDATA[“Marchioro, pereaí. Só mais uma pergunta. É verdade que o escritor só publica para não ter mais que revisar o texto?” Noite de sexta-feira, 22:45, inverno, no estacionamento da Universidade Positivo em Curitiba. Sem me virar reconheci a voz. Boa aluna. Criativa. Culta. Dedicada. Pensei: “Duvido que seja só uma pergunta”. Enquanto abria o carro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-556" title="&quot;Marchioro peraí!&quot;" src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2009/07/avanco_00.jpg" alt="&quot;Marchioro peraí!&quot;" width="100" height="100" />“Marchioro, pereaí. Só mais uma pergunta. É verdade que o escritor só publica para não ter mais que revisar o texto?” Noite de sexta-feira, 22:45, inverno, no estacionamento da Universidade Positivo em Curitiba. Sem me virar reconheci a voz. Boa aluna. Criativa. Culta. Dedicada. Pensei: “Duvido que seja só uma pergunta”. Enquanto abria o carro e jogava minha bagulhada no banco traseiro, ela veio na minha direção, arrumando o capuz do casaco para proteger-se do frio.</p>
<p>Pensei&#8230; putz! Não existe como dar uma resposta rapidinha para uma pergunta como esta. Sem contar o cansaço, o frio, a fome e um bando de amigos em casa, já comendo o churrasco que eu deveria estar assando. O que eu falei para ela está refletido no conteúdo do artigo <a title="arquivado em Artigos, Técnicas" href="http://www.paragrafo.org/?p=464">&#8220;Faça-se um favor, revise seu texto!&#8221;</a>, publicado anteriormente aqui no Parágrafo.  Em síntese, você é obrigado, nem que seja só por respeito aos seus leitores ou editores, a revisar seu texto com microscópio. Quando achar que chegou a hora de publicá-lo ele tem que estar perfeito, livre de erros. Para que isto aconteça, revise seu texto quantas vezes forem necessárias.</p>
<p>Naquela noite o final da conversa aconteceu já pela janela do carro, meio fechada e eu acelerando. O que não falei para a aluna é que chega um momento em que, como diz o ditado, “o ótimo vira inimigo do bom”. Isto é, quando você perceber que está lendo o texto, relendo o texto, lendo de novo, e de novo e já chegou a um ponto onde está simplesmente trocando palavras sem introduzir mudanças significativas, passou da hora de declarar o material pronto para lançamento.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-557" title="Geena de Fábio Marchioro e Gabriel Campanholo - Ed. Pós-Escrito 2003" src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2009/07/avanco_01.jpg" alt="Geena de Fábio Marchioro e Gabriel Campanholo - Ed. Pós-Escrito 2003" width="123" height="180" />Lembro quando estava escrevendo “Geena” com Gabriel Campanholo. Na fase final do livro era como se determinado capítulo se recusasse a ficar pronto. Acho que era porque nós não gostávamos do personagem que era introduzido ali: Oliveira, um tipinho cafajeste, safado, imoral e com hábitos de higiene pouco recomendáveis.</p>
<p>Certo dia recebi um envelope com uma nova versão do capítulo sobre o Oliveira. Em tese, a final. Gabriel havia declarado o texto pronto. Abri e, seguindo um impulso, peguei a caneta e comecei a revisar o texto. Percebi que o Gabe havia mudado pouca coisa: o desodorante que o fedido do Oliveira estava usando nesta <em>enésima </em>versão do texto era “Rastro”. Na versão que mandei para o Gabriel revisar eu tinha escrito que ele usava “Avanço”. E na anterior, revisada pelo Gabriel&#8230; sim: Rastro. Que eu já tinha alterado para Avanço! Este sim é o clássico exemplo de se trocar seis por meia-dúzia.</p>
<h2>Entregue e publique</h2>
<p>Se, e quando isto acontecer, entregue o material. Publique. Imprima e mande. Anexe ao e-mail e clique <em>enviar</em>. Nada é mais precioso do que o tempo. Em uma situação como aquela do Oliveira e seu <em>desfedorante</em>, estávamos perdendo muito tempo.</p>
<p>É necessário deixar o texto descansar e voltar para ele com um olhar renovado? Claro. Mas esta regra tem um corolário: sempre que possível. E às vezes, não será possível. E, juro, às vezes é bom que não seja possível.</p>
<p>Neste caso use o bom senso. Deixe o texto dormir nem que seja enquanto você toma uma xícara de café. Quando terminar de escrever, olhe pela janela. Ouça uma música&#8230; UMA música&#8230; e volte para o computador. Revise com atenção, prestando atenção na gramática, na concordância, na coerência e na lógica do texto. Neste momento evite se apaixonar pelo que acabou de produzir. Não fique dando tapinhas nas próprias costas, admirando seu talento. Seja crítico, frio, profissional. Não fique simplesmente embaralhando palavras, mudando a ordem dos parágrafos, e trocando Rastro por Avanço. O que acontece é que chega um ponto onde caímos em um poço escuro chamado de <em>atenção seletiva</em>.</p>
<p>Graciela Inchausti de Jou no seu artigo <em><a title="artigo de Graciela Inchausti de Jou" href="http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0305" target="_blank">Atenção seletiva: um estudo sobre cegueira por desatenção</a></em> afirma que “existe a convicção de que tudo o que nossos olhos vêm é percebido e lembrado como uma experiência de nossa vida. No entanto às vezes não percebemos o que os olhos vêm e, outras, percebemos o que os olhos nunca viram.” Segundo ela a cegueira por desatenção é um efeito da atenção seletiva, pois quanto mais o foco da atenção estiver centrado no estímulo selecionado, neste caso um texto ou um trecho de um texto, maior será a possibilidade de percebê-lo, processá-lo e lembrá-lo conscientemente. Ao mesmo tempo, menor será a possibilidade de perceber e lembrar outros estímulos. Assim é que nossa atenção seletiva nos permite suprimir detalhes que, aparentemente, não são relevantes naquele momento em favor de outros que parecem ser.</p>
<p>É por isto que os <em>auto-tapinhas</em> nas costas ou outras atitudes <em>auto-congratulatórias</em> têm que necessariamente ser abandonadas no momento da revisão. Concentre-se. Revise. Pare de perder tempo. Seja honesto consigo mesmo, com seus leitores e seu editor: declare o texto pronto e parta para o próximo. É muito mais confortável e menos trabalhoso ficar revisando um texto já escrito. Tenha coragem e vá em frente. Claro que se você acha que precisa fazer mais uma entrevista, ou expandir a pesquisa, ou aprofundar detalhes da personalidade de uma personagem, seu texto não deverá ser declaro terminado.</p>
<p>Mas saiba identificar aquele momento vital para sua carreira quando deverá ficar claro que o texto está pronto. Lembre que o escritor sempre é perseguido pelo resultado da equação <strong>tempo versus qualidade</strong>. Esta equação terá que ser balanceada. Sempre.
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		<title>Esboçando um artigo</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 00:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Marchioro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[bloqueio criativo]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[estilo]]></category>
		<category><![CDATA[ferramenta]]></category>
		<category><![CDATA[prazo]]></category>
		<category><![CDATA[prazo de entrega]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[técnica]]></category>

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		<description><![CDATA[Prazo de entrega é inimigo da inspiração? Não necessariamente. Existem muitas formas, técnicas, manias e estilos diferentes para a produção de artigos, relatórios, textos de ficção ou não-ficção e acredite, até e-mails. Esta é uma técnica que pode solucionar o problema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2009/07/esculpindo_00.jpg" alt="esculpindo a pedra bruta" title="esculpindo a pedra bruta" width="100" height="100" class="alignleft size-full wp-image-551" />Prazo de entrega é inimigo da inspiração? Não necessariamente. Existem muitas formas, técnicas, manias e estilos diferentes para a produção de artigos, relatórios, textos de ficção ou não-ficção e acredite, até e-mails.</p>
<h3>Os três tipos</h3>
<p>Sucintamente, existe aquela pessoa que tem um único objetivo: limpar a mesa. Assim que chega a determinação ou ela tem a idéia, arregaça as mangas e só para quando dá o texto por terminado.</p>
<p>Existem os mais calmos, que ficam jogando com as idéias, aliando tempo e técnica, pesquisa e reflexão. Concluem, para então escrever.</p>
<p>E existem os que planejam o texto de trás para frente. A primeira pergunta é: quando é o prazo? Vamos supor que a entrega do texto seja para o dia 02 de julho, 17 horas. Claro que estas pessoas planejam a entrega para o dia 2 de julho, às 16:59. Eles vão ficar todo o tempo pensando, ruminando as informações, na esperança de que algum fato novo, uma informação diferente apareça e que possa ser incorporada ao material que está sendo produzido. Existe aqui, claro, uma certa dose de procrastinação: só fazer quando não puder mais empurrar com a barriga.</p>
<p>Os do primeiro grupo dizem que não agüentariam jamais ter um trabalho e não fazê-lo. Os do segundo grupo não concebem trabalhar sem liberdade. Os do terceiro grupo não querem abrir mão da reflexão que o tempo proporciona, ou o tempo que permite uma pesquisa mais aprofundada. No final das contas, os três grupos entregam o material, mas são sujeitos a tipos diferentes de pressão.</p>
<p>Ter em mente em qual das categorias você se enquadra é muito interessante. Você pode acabar identificando uma fonte de estresse que pode ser eliminada com um pequeno ajuste de comportamento. Filosoficamente dizem que o caminho do meio, ou seja, o da moderação é o melhor, mas sei que ele não funciona para todo mundo. Ache o seu. E aprenda a ser feliz com ele.</p>
<p>A propósito, não pergunte a qual grupo eu pertenço. Não vou responder. Tenho vergonha.</p>
<h3>Inspiração ou técnica</h3>
<p>Além dos prazos, das manias e das técnicas, existe outra variável nesta equação: a inspiração. Se você escreve regularmente sabe que às vezes ela está ocupada em outro lugar e esquece da gente. Quando isto acontecer, saiba como resolver o problema e ainda entregar o texto no prazo.</p>
<p>Primeiro, claro, não deixe o desespero chegar perto. Não abra a porta. Não deixe este capeta nem entrar no portão. Antes, use uma das seguintes técnicas para estruturar seu texto ou para produzir, por exemplo, um artigo:</p>
<ul>
<li>A mais utilizada no jornalismo é a da <a title="Leia &quot;Uma técnica jornalística no primeiro contato&quot; - sobre a técnica da pirâmide invertida" href="http://www.paragrafo.org/?p=501">pirâmide invertida</a> onde já no primeiro parágrafo devem-se prover respostas para as seis perguntas chave: Quem? O quê? Como? Quando? Onde? Por quê? O problema é que com toda fórmula vem a repetição e a falta de inovação.</li>
<li>Qual a alternativa? Uma técnica que se revela muito eficiente é a elaboração de um <strong>esboço estruturado</strong>. A formatação não importa basta seguir o exemplo a seguir e adaptá-lo de acordo com a sua necessidade.</li>
</ul>
<h3>Esboço estruturado</h3>
<p>Veja o esboço que criei para escrever este artigo, por exemplo. As primeiras idéias que surgiram foram:</p>
<p><code>Solução: Esboçar artigos<br />
Exemplos<br />
Problema: Cumprir prazos<br />
Vantagens</code></p>
<p>Ordenei e hierarquizei as idéias além de preencher o conteúdo com exemplos.</p>
<ol style="font-family:Courier New; list-style-type: upper-roman;">
<li>Problema: Cumprir prazos
<ol style="list-style-type: upper-alpha; color:#49917D;">
<li>Tipos de escritores</li>
<li>Escritores e prazos</li>
</ol>
</li>
<li>Solução: Esboçar artigos</li>
<li>Exemplo de esboço
<ol style="list-style-type: upper-alpha; color:#49917D;">
<li>Primeiras idéias</li>
<li>Ordenação de conteúdo</li>
<li>Preenchimento das lacunas</li>
<li>Detalhamento</li>
</ol>
</li>
<li>Vantagens</li>
<li>Conclusão</li>
</ol>
<p>Os exemplos me ajudaram a lembrar de mais assuntos que seriam interessantes. Com isso pude encaixá-los onde seria lógico dentro da sequência do texto.</p>
<ol style="font-family:Courier New; list-style-type: upper-roman;">
<li>Problema: Cumprir prazos
<ol style="list-style-type: upper-alpha;">
<li>Tipos de escritores</li>
<li>Escritores e prazos</li>
</ol>
</li>
<li style="color:#49917D;">Inspiração e Técnica
<ol style="list-style-type: upper-alpha;">
<li>Piramide invertida</li>
<li>Esboço estruturado</li>
</ol>
</li>
<li>Solução: Esboçar artigos
<ol style="list-style-type: upper-alpha; color:#49917D;">
<li>Apresentação</li>
<li>Formatação</li>
</ol>
</li>
<li>Exemplo de esboço
<ol style="list-style-type: upper-alpha;">
<li>Primeiras idéias</li>
<li>Ordenação de conteúdo</li>
<li>Preenchimento das lacunas</li>
<li>Detalhamento</li>
</ol>
</li>
<li>Vantagens
<ol style="list-style-type: upper-alpha; color:#49917D;">
<li>Visão estratégica do texto</li>
<li>Referência para memória</li>
<li>Organizar o fluxo do texto</li>
</ol>
</li>
<li>Conclusão
<ol style="list-style-type: upper-alpha; color:#49917D;">
<li>Aplicação da técnica</li>
<li>Adaptação ao estilo individual</li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>Finalmente, detalhei cada tópico antes de começar a produção propriamente dita. Observe como o artigo final ficou muito próximo do esboço estruturado inclusive os termos utilizados.</p>
<ol style="font-family:Courier New; list-style-type: upper-roman;">
<li>Problema: Cumprir prazos
<ol style="list-style-type: upper-alpha;">
<li>Tipos de escritores</li>
<li>Escritores e prazos</li>
</ol>
</li>
<li>Inspiração e Técnica
<ol style="list-style-type: upper-alpha;">
<li>Piramide invertida</li>
<li>Esboço estruturado</li>
</ol>
</li>
<li>Solução: Esboçar artigos
<ol style="list-style-type: upper-alpha;">
<li>Apresentação</li>
<li>Formatação</li>
</ol>
</li>
<li>Exemplo de esboço
<ol style="list-style-type: upper-alpha;">
<li>Primeiras idéias</li>
<li>Ordenação de conteúdo</li>
<li>Preenchimento das lacunas</li>
<li>Detalhamento</li>
</ol>
</li>
<li>Vantagens
<ol style="list-style-type: upper-alpha;">
<li>Visão estratégica do texto</li>
<li style="color:#49917D;">Condução do leitor</li>
<li>Referência para memória do texto</li>
<li style="color:#49917D;">Agrupamento de conteúdo</li>
<li>Organizar o fluxo do texto</li>
<li style="color:#49917D;">Reduz revisões</li>
<li style="color:#49917D;">Acelera a produção</li>
</ol>
</li>
<li>Conclusão
<ol style="list-style-type: upper-alpha;">
<li>Aplicação da técnica
<ol style="list-style-type: decimal; color:#49917D;">
<li>Textos curtos: contos, artigos</li>
<li>Textos longos: novelas, romances</li>
</ol>
</li>
<li>Adaptação ao estilo individual</li>
<li style="color:#49917D;">Convite para o leitor</li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>As vantagens desta técnica são várias:</p>
<ul>
<li>Oferece uma visão tática do conteúdo e seu propósito.</li>
<li>Permite que você conduza o leitor através das idéias de forma organizada e fluída.</li>
<li>Ajuda a lembrar de todos os pontos que precisam ser tratados.</li>
<li>Organiza as idéias e agrupa conteúdos.</li>
<li>Auxilia a estruturar o texto de forma natural com introdução, conteúdo e conclusão.</li>
<li>Reduz o número de vezes que um texto precisa ser reescrito.</li>
<li>Acelera o processo de escrever, pois basta preencher e detalhar o esboço.</li>
</ul>
<p>Esta mesma técnica também pode ser aplicada na criação de um romance. Ao planejar a história você vai dominar o enredo e conduzir de forma mais eficaz as emoções do leitor. Você conhecerá muito mais profundamente as personagens e a história além de conseguir responder qualquer pergunta que surja no processo.</p>
<p>Comece com um texto mais curto, como um conto, para sentir se a técnica serve para você. Tente adaptá-la ao seu estilo. O importante é sentir-se confortável. Conte-nos o que achou e divida sua experiência: A técnica foi útil? Quais adaptações você teve de fazer para torná-la sua?
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		<title>Monitorando sua reputação</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 01:36:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Marchioro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>
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		<category><![CDATA[promover]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já é celebridade e nem sabia! Já pensou que agora mesmo pode ter gente pela internet afora escrevendo sobre você e seu trabalho? Raciocine comigo: não existe escritor sem público e espera-se que, assim que você comece a divulgar seu trabalho, falem de você. Que falem muito de você. O Google Alerts é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-513" title="Google" src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2009/06/alerts_00.jpg" alt="Google" width="100" height="100" />Você já é celebridade e nem sabia! Já pensou que agora mesmo pode ter gente pela internet afora escrevendo sobre você e seu trabalho? Raciocine comigo: não existe escritor sem público e espera-se que, assim que você comece a divulgar seu trabalho, falem de você. Que falem muito de você. O <a title="Google Alerts" href="http://www.google.com/alerts/" target="_blank">Google Alerts</a> é a ferramenta perfeita para ajudar no acompanhamento do que estão dizendo a seu respeito na Rede. Afinal acompanhar é imprescindível!</p>
<h3>Para obter os melhores resultados</h3>
<p>Vamos agora falar de um pouco de estratégia. Você não está sozinho neste mundão literário. Milhares (e aqui não é figura de linguagem) de novos e experientes escritores estão tentando abrir uma porta (serve uma janela) para levar luz para sua carreira. Tem até gente se espremendo por aquelas janelinhas basculantes de área de serviço. Assim, além de monitorar referências ao seu nome, é recomendável ainda você saber o que está acontecendo com seus “competidores” (sim, entre aspas), clientes (no caso de um escritor freelance) e, de forma geral, com o mercado. Esta é uma forma fácil e gratuita de ficar sempre ligado nos seus interesses e negócios. E sem muito esforço. Algumas sugestões:</p>
<ul>
<li> <strong>Você e sua organização</strong> – Para receber alertas quando seu nome é mencionado crie um alerta digitando-o entre aspas, por exemplo: “João da Silva”. O <a title="Google Alerts" href="http://www.google.com/alerts/" target="_blank">Google Alerts</a> irá notificá-lo automaticamente quando encontrar um novo resultado na internet. Se possuir uma empresa faça o mesmo com o nome e o slogan, se possuir um.</li>
<li><strong>Projetos e setores do mercado</strong> – Crie alertas com os títulos dos seus livros ou a respeito de especialidades que sejam relevantes ao seu nicho de mercado. Por exemplo: ficção científica; gastronomia; lasanha; o nome de uma editora cuja linha editorial seja interessante.</li>
<li><strong>Competidores e parceiros</strong> – Mantenha-se informado dos acontecimentos mais recentes de pessoas que admira ou que fazem um trabalho semelhante ao seu. Isso irá ajudá-lo a ter novas idéias e a agir estrategicamente. Você conseguirá perceber tendências e, quem sabe, novas oportunidades.</li>
</ul>
<p>Ao criar os alertas seja o mais específico possível quando escolher as palavras chave. Quanto mais palavras usar tanto mais relevante será o resultado. Por exemplo: se tiver interesse na produção de literatura de ficção científica no Brasil, colocando as palavras literatura, ficção científica e Brasil, você conseguirá resultados mais interessantes. Note que expressões mais longas devem ser sempre colocadas entre aspas, como “ficção científica”, para garantir que o resultado seja exatamente o que procura.</p>
<p>Você poderá acompanhar estes resultados por e-mail ou, como prefiro pessoalmente, através de um leitor de notícias como o <a title="Google Reader - Leitor e administrador de notícias em formato RSS" href="http://www.google.com/reader" target="_blank">Google Reader</a>. Caso possua uma conta no <a title="Crie uma conta no Google para usar todos os serviços." href="https://www.google.com/accounts/" target="_blank">Google</a>, você pode optar por criar um RSS para cada alerta que será incluído automaticamente no leitor.</p>
<h3>Alertas entrando! Como agir?</h3>
<p>Você decidiu ser proativo: configurou o <a title="Google Alerts" href="http://www.google.com/alerts/" target="_blank">Google Alerts</a> e está acompanhando resultados. O importante agora é alavancar este potencial a seu favor.</p>
<ol>
<li><strong>Gratificação instantânea</strong> – sempre que seu alerta identificar as condições que você configurou e, por exemplo, seu nome for mencionado, você saberá. Se a menção for positiva, escreva sobre a pessoa que produziu a citação ou visite o site e faça um comentário para reforçar o resultado positivo, seja para começar uma amizade e possivelmente expandir seus contatos ou diversificar sua abrangência. Um elogio merecido e bem colocado, até mesmo um pouquinho de lisonja, têm um novo significado na era digital: a pessoa mencionada muito provavelmente também ficará sabendo.</li>
<li><strong>Você também saberá quando falarem mal</strong> – seja nobre e resista à tentação de retrucar críticas fúteis. Se tiver a oportunidade de responder sem se rebaixar ao nível do antagonista, faça-o construtiva e cuidadosamente.</li>
<li><strong>Tenha muito, muito cuidado</strong> – Não escreva mal do editor que rejeitou seu livro pois certamente ele ficará sabendo. Nada destrói uma possibilidade de um contrato futuro do que um <a title="Google Alerts" href="http://www.google.com/alerts/" target="_blank">Google Alert</a> às 9h da manhã avisando seu editor potencial de que você o chamou de “ignorante incompetente”.</li>
<li><strong>Saiba onde seus textos andam no exato momento em que andaram</strong> – Alguém plagiou seu material ou copiou trechos de seus textos sem consentimento expresso? Resolva a questão no exato momento em que ocorrer e não seja surpreendido, um dia, por acaso.</li>
<li><strong>Conheça e monitore seus sósias</strong> – Tome cuidado com pessoas que têm o mesmo nome que o seu. Pode ser interessante fazer este acompanhamento e estar preparado para responder quando alguém perguntar por que você fica falando constantemente dos escolhidos e rejeitados no Big Brother Brasil ou porque você nunca mencionou ter participado de um ensaio sensual para uma revista Neo Zelandesa. Eu tenho um sósia: é um goleiro de um time de futebol na Itália. E eu sigo o cara.</li>
</ol>
<p>Última dica: obviamente que para cada estilo e cada personalidade o serviço poderá ter usos e propósitos diferentes. Adapte-o para reforçar a imagem que deseja transmitir ao seu público.</p>
<p>Você já usou alguma vez este serviço? Acredita que seja útil? Conte-nos como!
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		<title>Brinque!</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 13:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Marchioro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[bloqueio criativo]]></category>
		<category><![CDATA[brincar]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>

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		<description><![CDATA[Pais e mães, especialmente aqueles que são marinheiros de primeira viagem, deveriam ser instruídos a estimular a criançada com atividades lúdicas e, assim, exacerbar a criatividade dos filhos. Se isto é verdade com a piazada (como se fala lá em Curitiba), por que seria diferente conosco, os adultos? Brincar é um dos verbos da nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-514" title="material de pintura" src="http://www.paragrafo.org/wp-content/uploads/2009/06/brinque_00.jpg" alt="material de pintura" width="100" height="100" />Pais e mães, especialmente aqueles que são marinheiros de primeira viagem, deveriam ser instruídos a estimular a criançada com atividades lúdicas e, assim, exacerbar a criatividade dos filhos. Se isto é verdade com a <em>piazada</em> (como se fala lá em Curitiba), por que seria diferente conosco, os adultos? <em>Brincar</em> é um dos verbos da nossa infância que JAMAIS deveríamos aposentar.</p>
<p>Aqui no Parágrafo a gente deseja trocar idéias sobre como melhorar nossa produção textual. Mas que fique claro: escrever sem criatividade é olhar para a vida como se ela fosse inteira em preto e branco; é aniversário sem presente; réveillon sem beijo; pipoca sem manteiga. É estar na cozinha quando o pão sai do forno e não ser capaz de sentir seu perfume ou roubar uma fatia quentinha. É&#8230; tudo bem&#8230; já parei. Ficou claro?</p>
<p>Sabe de uma coisa? Só para ter certeza, vai lá só mais uma: a criatividade é como um conjunto de músculos que não pode ser exercitado apenas com um único movimento repetitivo. São precisos vários tipos diferentes de estímulos para dar força, flexibilidade e equilíbrio à produção criativa. Por isso é importante expor-se a novas experiências, testar seus limites, explorar possibilidades, estimular os sentidos e aguçar a percepção para que esta nova habilidade seja traduzida, adaptada e transportada de volta para o ato de escrever.</p>
<p>Você já deve ter ouvido mil vezes aquele papo de que a gente tem que continuar criança, tomar banho de chuva, andar descalço na grama e coisas assim. Quem falou isto para você, estava certo. Faça tudo isto sempre que possível. Mas quando decidir fazer, não se importe se alguém vai ver. Este é um dos momentos cruciais na vida de quem trabalha com a criatividade. É preciso ter coragem para fazer isto. Muita coragem. Quando fazemos uma coisa inesperada em público, a gente chama a atenção. Quando chamamos a atenção, as pessoas vão olhar para a gente não mais como “mais um” ali no metrô. A gente se destaca e instantaneamente é julgado. É então que entra em cena a pergunta que vale um milhão de dólares: e daí? Fiz uma coisa inesperada sim, e daí? Estou assobiando no ponto de ônibus, e daí? Estou brincando com massinha de modelar no meu horário de almoço, e daí?</p>
<p>As chances de contato com a natureza são sempre estimulantes, mas e aqueles que moram no 32º andar de uma torre residencial e que saem de casa de carro, enfrentam congestionamento, param na garagem do escritório e passam o dia trabalhando no 42º andar de uma torre comercial? Existem alternativas:</p>
<h3>Tenha sempre por perto:</h3>
<ul>
<li><strong>Massinha de      modelar</strong> – esta      sim é brincadeira de macho. Conquiste aquela “coisa” amorfa, domine o      espaço que a cerca, subjugue aquele monstro colorido. Sem contar que é uma      forma fácil, limpa e rápida de estimular sua visão tri-dimensional. Ou até      uma quarta dimensão: o tempo. Monte, desmonte, amasse, remodele&#8230; acabe      com ela! Estou falando da massinha, claro.</li>
<li><strong>Materiais de      desenho</strong> – guache,      aquarela, giz de cera, lápis ou canetas coloridas e muito papel. Você não      precisa produzir obras de arte. Cores e formas são os primeiros elementos      a que uma criança é exposta. Volte à infância e refaça contato com um      tempo onde você não se importava quando alguém via você desenhando. Se      você for capaz unicamente de desenhar aqueles bonequinhos de palito de      fósforo, como eu, vivencie a experiência dos seus personagens. Eles são      magrinhos e parecem frágeis, eu sei, mas quem disse que eles não podem ser      cavaleiros, astronautas, fadas ou dragões?</li>
<li><strong>Máquina      fotográfica</strong> – uma      das minhas brincadeiras preferidas ao lado de vídeo games. Se escultura e      pintura não é a sua praia, quem sabe capturar imagens seja um meio mais      fácil de exprimir sua visão do mundo. Aliás, o termo “capturar” não tem      uma conotação de caça? Em última análise quando você sai para fotografar      você está saindo para “caçar imagens”. Divirta-se com este conceito.</li>
<li><strong>Instrumento      musical</strong> –      Aprenda a tocar violão, flauta ou tambor. Faça percussão com as mãos no      seu peito, use uma caixa de fósforos, faça um chocalho com latinhas de      cerveja. Em último caso, tamborile as unhas em qualquer superfície.      Desenvolva ritmo, harmonia e musicalidade.</li>
<li><strong>Quebra-cabeça</strong> – Sinta a satisfação de      produzir, construir. Passo a passo monte algo maior, mais complexo e mais      impressionante. Blocos <em>Lego</em> são      um dos mais interessantes na minha opinião, pois não existem formas      predeterminadas e a imaginação fica solta.</li>
</ul>
<p>Depois de modelar, desenhar, fotografar, tocar ou “quebra-cabeçar” (na falta de um termo melhor) quais foram as idéias que surgiram? Faça assim: junte todas em um projeto. Fotografe, filme, coloque no Youtube e mande o link para a gente dividir com os outros leitores do Parágrafo!</p>
<p>Um dos personagens mais célebres da história da literatura, Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle, que tinha uma mente absolutamente analítica, escapava de tempos em tempos para o universo da música tocando seu violino. Isto o inspirava a encontrar novos nexos causais nos crimes que investigava.  A arte imita a realidade ou será que é ao contrário? Acho que o que importa, é que funciona.</p>
<h3>Sem maiores demoras</h3>
<p>Para não precisar esperar a próxima visita à papelaria ou loja de instrumentos musicais comece já com alguns dos jogos online abaixo. Você vai se divertir, descontrair e estimular a criatividade. Só não perca a noção do tempo e do propósito! Preciso dizer qual é?</p>
<ul>
<li><a title="Wolfram Tones" href="http://tones.wolfram.com/" target="_blank">Wolfram Tones</a> &#8211; crie e baixe a sua composição musical sem nem precisar aprender um instrumento. (precisa do plugin QuickTime)</li>
<li><a title="Make-a-flake" href="http://snowflakes.barkleyus.com/" target="_blank">Make-a-flake</a> -  recorte flocos de neve num papel dobrado.</li>
<li><a title="Line Rider" href="http://www.linerider.com/" target="_blank">Line rider</a> &#8211; O desafio é manter o personagem em movimento constante. Veja alguns <a title="videos de Line Rider" href="http://video.google.ca/videosearch?q=line+rider" target="_blank">vídeos</a> dos resultados obtidos por outras pessoas.</li>
<li><a title="Kaleidoscope" href="http://www.zefrank.com/byokal/kal2.html" target="_blank">Kaleidoscope</a> &#8211; Crie seu próprio caleidoscópio.</li>
<li><a title="Tangram" href="http://www.puzzlechoice.com/pc/Tangramx.html" target="_blank">Tangram</a> &#8211; um quebra-cabeças chinês onde o desafio é recriar objetos a partir de formas geométricas pré-determinadas.</li>
</ul>
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