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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2enclosuresfull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325</atom:id><lastBuildDate>Fri, 27 Jan 2012 21:29:57 +0000</lastBuildDate><category>Post do leitor</category><category>Defesa; Segurança e Paz</category><category>Política e Política Externa	Polêmica	Américas</category><category>Europa</category><category>Cultura</category><category>Direitos Humanos e Assistência Humanitária</category><category>Conversando com a Teoria</category><category>Organizações Internacionais</category><category>Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><category>Post Especial</category><category>Podcast</category><category>Mídia</category><category>Brasil</category><category>Polêmica</category><category>Há um ano...</category><category>Meio Ambiente</category><category>Política e Política Externa</category><category>Estados Unidos</category><category>Conflitos</category><category>Ásia e Oceania</category><category>Américas</category><category>África</category><category>Economia</category><title>Página Internacional</title><description>"O mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível." 
(A. Einstein)</description><link>http://www.paginainternacional.com.br/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Alcir Candido)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>890</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/paginainternacional" /><feedburner:info uri="paginainternacional" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>"O mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível." (A. Einstein)</itunes:subtitle><itunes:summary>"O mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível." (A. Einstein)</itunes:summary><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-1166286727680930158</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 21:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-27T19:29:57.209-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><title>Massacre de Pinheirinho</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hkMx3CD35Jk/TyMTEv8MUBI/AAAAAAAACs4/p40Cp6XxipM/s1600/post.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 198px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-hkMx3CD35Jk/TyMTEv8MUBI/AAAAAAAACs4/p40Cp6XxipM/s320/post.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702422525490515986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Massacre de Pinheirinho". Apesar de o Brasil usualmente não ser conhecido como um país conflituoso, este é o nome com o qual está adquirindo repercussão nacional e internacional o complexo incidente envolvendo os moradores da ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos/SP. Com ampla cobertura da mídia, &lt;a href="http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6101-desocupacao-da-favela-pinheirinho#foto-114536"&gt;novas (e chocantes) imagens&lt;/a&gt; são divulgadas a cada dia mostrando uma verdadeira situação de guerra entre os moradores e a polícia, marcada por forte desrespeito aos Direitos Humanos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Completo artigo para o entendimento dos detalhes da situação &lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2446-pinheirinho-jornalista-de-caros-amigos-narra-os-abusos-em-s-j-dos-campos"&gt;pode ser encontrado aqui&lt;/a&gt;.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pinheirinho corresponde a um terreno equivalente a &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120124_pinheirinho_sp_galeria_foto_mm.shtml"&gt;três vezes a área total do Vaticano&lt;/a&gt; (e, portanto, com altíssimo valor imobiliário), pertencendo ao polêmico empresário &lt;a href="http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/perfil/naji-nahas.shtml"&gt;Naji Nahas&lt;/a&gt;, o qual protagonizou diversos escândalos financeiros desde a década de 1980 e possui um montante gigantesco de dívidas acumuladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupado há quase uma década, o caso alcançou a mídia nacional (&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2012/jan/24/brazil-pinheirinho-eviction-inspiration"&gt;e internacional!&lt;/a&gt;) nos últimos dias devido aos esforços para a desocupação do terreno que tramitaram em âmbitos judiciais estaduais e federais. Apesar de negada em instâncias federais, a ordem de desocupação foi autorizada pelo juizado do estado de São Paulo, com a &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120124_entrevista_pinheirinho_pu.shtml"&gt;justificativa de que o proprietário tem o direito de reaver seu imóvel.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detalhe é que esse "imóvel" não envolvia apenas um bem físico, mas a vida de cerca de 6 mil moradores que há anos batalham também pela legalização da área. Abusos em relação ao comportamento da polícia, &lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2446-pinheirinho-jornalista-de-caros-amigos-narra-os-abusos-em-s-j-dos-campos"&gt;informações enviesadas sobre mortos e feridos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/naji-nahas-tem-interesses-no-despejo-de-moradores-afirma-protogenes/"&gt;interesses particulares, poderosas redes de influência política&lt;/a&gt;: todos estes elementos vêm à tona e tornam impossível uma análise do caso em termos simplistas, apenas como um processo de reintegração de posse qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Cláudio Acioly, coordenador do programa da ONU para o Direito à Habitação, &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120124_entrevista_pinheirinho_pu.shtml"&gt;remoções forçadas "criam mais problemas (que soluções) para a sociedade"&lt;/a&gt;. De fato. A lista de abusos cometidos desde o início desta remoção forçada é imensa, e o caso adquire cada vez mais repercussão. &lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2446-pinheirinho-jornalista-de-caros-amigos-narra-os-abusos-em-s-j-dos-campos"&gt;Uma carta de Apelo Urgente e Declaração Pública foi encaminhada para a Missão Permanente do Brasil em Genebra, e um dossiê a ser entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA)&lt;/a&gt; está sendo preparado por responsáveis para apurar as denúncias de violações cometidas no caso do "Massacre de Pinheirinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este emblemático caso reflete, na verdade, uma situação muito mais ampla relacionada ao direito à moradia no Brasil: &lt;a href="http://www.actionaid.org.br/tabid/1482/Default.aspx"&gt;segundo informações oficiais, o déficit habitacional no país é de mais de 5 milhões de moradias&lt;/a&gt;, em sua grande parte no estado de São Paulo (!). A deficiência no combate a este tipo de situação de vulnerabilidade demonstra como o Brasil ainda precisa se desenvolver internamente para alcançar o almejado patamar de "potência internacional", não apenas em termos econômicos... o Pinheirinho que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Um breve documentário a respeito do tema foi produzido pelos moradores e veiculado na internet, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NBjjtc9BXXY"&gt;disponível aqui&lt;/a&gt;.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-1166286727680930158?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/vpdJ7W7qUx0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/vpdJ7W7qUx0/o-massacre-de-pinheirinho.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-hkMx3CD35Jk/TyMTEv8MUBI/AAAAAAAACs4/p40Cp6XxipM/s72-c/post.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/o-massacre-de-pinheirinho.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-295836005994560952</guid><pubDate>Thu, 26 Jan 2012 15:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-26T13:57:55.072-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mídia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Post do leitor</category><title>Post do leitor - Laura Pimentel Barbosa</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Hoje apresentamos mais um post do leitor que nos foi enviado por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Laura Pimentel Barbosa&lt;/span&gt;, recém-formada em Relações Internacionais pela UNESP - Campus Franca. Nesta oportunidade, ela discute um tema bastante atual, a respeito da internet e sua relação com o desenvolvimento econômico e social, sugerindo uma interessante reflexão a respeito. Vale a pena conferir! Agradecemos a participação dos leitores e os convidamos a construírem sempre conosco o conteúdo da Página Internacional! Boa leitura!]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Criatividade em rede&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G2ywkQvWyus/TyF2ZcuFIEI/AAAAAAAACss/V7kf0ShHQfg/s1600/post.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-G2ywkQvWyus/TyF2ZcuFIEI/AAAAAAAACss/V7kf0ShHQfg/s320/post.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701968782806032450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quaisquer que sejam as antinomias que&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;se apresentem entre as visões da história&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que emergem em uma sociedade, o&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;processo de mudança social que chamamos&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;desenvolvimento adquire certa nitidez quando o&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;relacionamos com a idéia de criatividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Celso Furtado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias assistimos ao aprofundamento do debate a respeito das &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/quem-quer-sopa-no-natal.html"&gt;regulamentações&lt;/a&gt; contra a pirataria na Internet propostas pelo Congresso estadunidense. As indústrias fonográficas e cinematográficas têm interesse na aprovação da SOPA &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Stop Online Piracy Act)&lt;/span&gt; e PIPA &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Protect IP Act)&lt;/span&gt;, porque vêem o sistema de funcionamento da Internet, abalizado no compartilhamento descentralizado de informações, um risco aos lucros fundamentados nos direitos de propriedade intelectual, tão caros ao nosso sistema econômico. É importante lembrar que no Brasil também tivemos um caso semelhante, embora infelizmente a visibilidade tenha sido bem menor, como foi o caso da &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/cibercrime_megalobby_e_sottogoverno"&gt;Lei Azeredo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar de ser possível apreender diversos temas a partir desse debate, achei que seria pertinente colocar em discussão a relação entre o caráter da Internet e os novos rumos para a cidadania e para o desenvolvimento econômico e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para tanto, faço uma breve introdução aos princípios da Internet. Durante os anos 60 e 70 houve um debate acirrado a respeito de quais deveriam ser os padrões que regeriam a rede, em razão da forte influência dos setores acadêmicos com ideais libertários na sua criação, os padrões mais simples, ou seja, com menos regulamentação tanto no processo de geração do conteúdo quanto no de compartilhamento, acabaram por se tornar os princípios da rede&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação é condição necessária aos investimentos internacionais, e os padrões abertos facilitam a inovação e a criação de novas ferramentas para que se tornem mais sofisticados os modelos de desenvolvimento, tornando a pluralidade cultural e informacional cada vez mais valorizadas no sistema econômico internacional. A SOPA e a PIPA são propostas oriundas de um sistema econômico que não parece ter acompanhado as demandas do desenvolvimento tecnológico e científico que ele próprio incentivou.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nesse sentido, os convido a fazer um paralelo entre a cidadania e como ela pode se beneficiar através de um recurso tão importante como o é a Internet. Yonchai Benkler&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;**&lt;/span&gt; afirma que as relações no ecossistema digital, baseadas na colaboração e em uma infra-estrutura orientada a serviços públicos ou bens comuns, pode ampliar a voz dos cidadãos. E esses bens comuns não necessariamente obedecem aos padrões de propriedade, ou seja, às relações tradicionais do mercado, que por sua vez são fundamentadas na apropriação e na restrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A justificativa de proteção às patentes pela SOPA e PIPA pode resultar em mais do que a restrição ao acesso à informação, cultura e conhecimento, pode ser um freio à inovação e criatividade que vem impulsionando planos para o desenvolvimento econômico de países em desenvolvimento e subdesenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, gostaria de colocar como reflexão a questão da apropriação social da tecnologia da informação e comunicação, que pode ser sim um risco ao sistema econômico e produtivo como o conhecemos, mas talvez seja uma oportunidade para um novo modelo econômico, mais plural e cooperativo, que encontre caminhos para a superação das desigualdades que a apropriação e a acumulação ajudaram a criar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; GETSCHKO, Demi. Algumas características inatas da Internet. Publicação do Comitê Gestor da Internet do Brasil, ano 1, 2009, ed. 1. p. 42-43.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;**&lt;/span&gt; AMADEU, Sérgio. Cidadania e redes digitais. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2010. p. 22-25.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-295836005994560952?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/bYJIvaJPUtY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/bYJIvaJPUtY/post-do-leitor-laura-pimentel-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-G2ywkQvWyus/TyF2ZcuFIEI/AAAAAAAACss/V7kf0ShHQfg/s72-c/post.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/post-do-leitor-laura-pimentel-barbosa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-4524502421567913953</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 23:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-26T13:58:58.455-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Post do leitor</category><title>Post do Leitor - Cairo Junqueira</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Pessoal, abaixo está um interessante texto sobre o aniversário de São Paulo e algumas reflexões sobre a cidade, proposta pelo nosso leitor, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cairo Junqueira&lt;/span&gt;. Lembrando a todos os leitores que gostariam de postar na Página Internacional, basta que nos enviem textos para o e-mail &lt;b&gt;contato@paginainternacional.com.br&lt;/b&gt;. Aproveitem a leitura!] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;São paulo. 458 anos e outros números&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cIRWlg0II2o/TyCWM-SmW6I/AAAAAAAAAek/8cv3DIC0-pk/s1600/s%25C3%25A3o%2Bpaulo.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cIRWlg0II2o/TyCWM-SmW6I/AAAAAAAAAek/8cv3DIC0-pk/s320/s%25C3%25A3o%2Bpaulo.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701722277874654114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante meu período como coordenador do Setor Governamental da ORBE, a Empresa Júnior de Relações Internacionais da UNESP/Franca, recebi em mãos uma publicação intitulada “Discover a Green City – &lt;a href="http://www.blogger.com/%281%29%20http://www.analise.com/index.php/site/edicoes_especiais/exibe/9/sao-paulo-outlook"&gt;A guide to one of the world’s largest cities”&lt;/a&gt; que tratava sobre as iniciativas locais para a inserção internacional da capital paulista. Para tanto, achei interessante pegar alguns dados da publicação e esquematizar um pequeno texto em comemoração à data mencionada no título.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo festejou seu 458º aniversário como a maior cidade brasileira e a sétima maior do mundo, com uma população na casa dos 11 milhões e 200 mil. Possuindo um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 388 bilhões de dólares, também está no ranking das dez cidades mais ricas, lideradas por Tóquio, Nova Iorque e Los Angeles, respectivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cada três eventos realizados no nosso país, dois acontecem em São Paulo. Ela é a 24ª no ranking mundial de cidades por eventos de negócios internacionais e recebe cerca de um milhão e 600 mil turistas estrangeiros todo ano. Ainda assim, detém a maior frota de helicópteros e a maior rede de iluminação pública mundiais. Na Avenida Paulista, em horário de pico, passam cerca de 4 mil carros e pouco mais de 200 ônibus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A capital é um exemplo clássico de cidade-global: tem uma completa rede de empresas que prestam serviços especializados e que dinamizam suas estruturas internacionalmente. Embora em número reduzido, comparado com outras cidades brasileiras, participa ativamente de redes de cidades, as quais são um meio de organização e coordenação descentralizada destes atores para fortalecerem suas atividades internacionais. Exemplos são a &lt;a href="http://www.mercociudades.org/pt-br"&gt;Rede Metrópolis e a Rede Mercocidades&lt;/a&gt;, aquela composta por cidades com mais de um milhão de habitantes e esta representante da estratégia mais usada no Cone Sul para a inserção externa de atores subnacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Articula-se, também, através dos Fóruns de Secretários e Gestores Municipais de Relações Internacionais (FONARI) e possui uma &lt;a href="http://www.blogger.com/%283%29%20http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/relacoes_internacionais/"&gt;Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI)&lt;/a&gt; desde 2001, responsável por projetar a cidade mundialmente e estabelecer contatos e convênios com os mais variados atores internacionais. Entretanto, inúmeras vezes, fica à mercê da burocracia pública e, com as mudanças de governo, acaba por retardar as iniciativas que vão ao encontro dos fatos mencionados acima. Inúmeros são os comentários benéficos sobre a gestão da Marta Suplicy no que tange à “internacionalização paulistana”, mas isto mudou com as diretrizes dos prefeitos mais recentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que está em pauta, atualmente, é a promoção da capital como “cidade verde”. Sediou a reunião do &lt;a href="http://www.blogger.com/%284%29%20http://www.c40saopaulosummit.com/site/conteudo/index.php?in_secao=26&amp;amp;lang=1"&gt;C40 (Climate Leadership Group)&lt;/a&gt; no ano passado e tem buscado observar o que fazem outras cidades para o aumento da sustentabilidade ambiental. Amsterdã, na Holanda, é pioneira no uso da bicicleta como transporte diário e para o trabalho; Johannesburgo, na África do Sul, tem corredores de ônibus com baixo nível de poluição; São Francisco, nos Estados Unidos, destina apenas 20% do lixo para aterros sanitários; e os exemplos não param por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Baseando-se na máxima liberal, no campo das Relações Internacionais, de que os ambientes interno e externo são inseparáveis, ainda faltam ajustes para ratificar, de fato, a inserção internacional de São Paulo. É óbvio que a capital enfrenta problemas de transporte, de infraestrutura e de urbanismo. Mas é gratificante ver como a maior cidade do país se firmou nos últimos anos, sendo um dos cartões postais brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O enfoque, agora, é a Copa do Mundo e a possível realização da EXPO em 2020,&lt;a href="http://www.blogger.com/%285%29%20http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111123_worldexpo_sp_df.shtml"&gt; considerada o terceiro maior evento mundial em termos econômicos&lt;/a&gt;. Com uma área de 1.500 km², densidade demográfica de 7,4 mil habitantes/km² e um orçamento municipal de cerca de 28 bilhões de reais; São Paulo, composta por 5 regiões, 31 subprefeituras, 96 distritos e 58 zonas eleitorais, tem muito a crescer e muito a ensinar para o restante das cidades brasileiras. Mesmo com seus pontos negativos, a capital paulista é um espelho dos brasileiros, tanto nacional, quanto internacionalmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parabéns, São Paulo!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-4524502421567913953?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=gCa7-rv90NQ:YU2PO4kR4YI:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/gCa7-rv90NQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/gCa7-rv90NQ/post-do-leitor-cairo-junqueira_25.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-cIRWlg0II2o/TyCWM-SmW6I/AAAAAAAAAek/8cv3DIC0-pk/s72-c/s%25C3%25A3o%2Bpaulo.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/post-do-leitor-cairo-junqueira_25.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-153692219625653024</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 01:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-25T01:34:52.682-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Há um ano...</category><title>Há um ano...</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AKIuI3ZysUQ/Tx93wmRMe5I/AAAAAAAAAeY/w3OSLDzMjr0/s1600/primeiros-relogios-do-mundo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AKIuI3ZysUQ/Tx93wmRMe5I/AAAAAAAAAeY/w3OSLDzMjr0/s320/primeiros-relogios-do-mundo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701407330064432018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um ano tanto o blog quanto o mundo andavam bem agitados. O início de 2011 foi marcado por conflitos, tensões e algumas mudanças, que variaram muito, desde revoltas populares nos países árabes – a nossa já bem conhecida “Primavera Árabe” – até atentados contra aeroportos e o início do governo da primeira Presidenta do Brasil. Bom, vamos revisitar um pouco daquilo que foi tratado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na semana do dia 25/01, tivemos uma sequência de textos bem interessantes. Primeiro, o Álvaro apontava a decisão da nossa presidenta Dilma de postergar ainda mais a decisão sobre a compra dos caças para a FAB (clique &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/sera-que-agora-vai.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; para relembrar). De projeto FX para FX-2 e de decisão de comprar os caças franceses para “reavaliação de todas as propostas”. Esse foi o pé em que a coisa toda estava logo no início de 2011. Vale a pena retomar porque mesmo um ano depois, &lt;a href="http://www.defesanet.com.br/fx2/noticia/4011/Cacas-com-transferencia-de-tecnologia"&gt;esse tal pé não caminhou muito&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo texto dessa semana foi publicado pelo Giovanni e tratava das diversas crises que agitavam o início de 2011. A primeira delas foi a queda de Ben-Ali, ditador tunisiano, o primeiro ditador caído da “Primavera Árabe”. No mesmo momento, a população do Egito já se organizava na praça Tahir pedindo a saída de Hosni Mubarak. Outra interessante crise ocorrida foi a de uma bomba que explodiu dentro do aeroporto russo de Domedovo, causando grandes discussões sobre os separatistas da região do Cáucaso. Todos esses temas foram muito bem abordados por ele nesse interessante texto (clique &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/qual-o-preco-da-esperanca.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; para conferir). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um terceiro texto que revelava outra tensão de 2011, de minha autoria, tratava da crise política na Costa do Marfim (clique &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/tempestade-constante-calmaria-distante.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; para conferir). O então presidente, Laurent Gbagbo, não queria ceder o cargo para seu sucessor democraticamente eleito Alassane Ouattara. Alguns meses após esse texto, em abril de 2011, a crise culminou na captura de Gbago por forças milicianas, com apoio de &lt;a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/ofiltro/2011/04/11/a-captura-de-laurent-gbagbo-na-costa-do-marfim/"&gt;forças francesas&lt;/a&gt; (essa dúvida sobre se a atuação francesa foi direta ou não gerou até um pequeno bafafá internacional). Já em dezembro do ano passado o ex-presidente marfinense foi levado para o &lt;a href="http://noticias.r7.com/internacional/noticias/ex-presidente-marfinense-laurent-gbagbo-comparece-ao-tribunal-penal-internacional-20111205.html"&gt;Tribunal Penal Internacional&lt;/a&gt; acusado de crimes contra a humanidade, realizados durante esse período de crise.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, há um ano o mundo andava bem agitado. Presidenta no Brasil, tensões e conflitos no mundo árabe e atentados terroristas na Rússia. Algumas dessas questões podemos ver os desdobramentos, enquanto para outras, a ausência de um “resultado concreto” revela a permanência desses temas na agenda dos países. É isso aí, pessoal, postando e relembrando!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-153692219625653024?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=NnGd9AqqwI8:iToIZnaaN7U:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/NnGd9AqqwI8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/NnGd9AqqwI8/ha-um-ano_24.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-AKIuI3ZysUQ/Tx93wmRMe5I/AAAAAAAAAeY/w3OSLDzMjr0/s72-c/primeiros-relogios-do-mundo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/ha-um-ano_24.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-7565187363432034918</guid><pubDate>Mon, 23 Jan 2012 17:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-23T15:42:12.908-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mídia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Economia</category><title>A sopa esfria</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CffS3bryTZw/Tx2bgAzEUsI/AAAAAAAAAdo/Magv87patwc/s1600/obama-sopa-1-650x400.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 246px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CffS3bryTZw/Tx2bgAzEUsI/AAAAAAAAAdo/Magv87patwc/s400/obama-sopa-1-650x400.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700883677593227970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembram daquele tema polêmico da internet na semana passada? E não, não é a menina que estava no Canadá. O mundo ficou em polvorosa com o protesto em massa contra a aprovação das leis de regulação da internet que circulavam no congresso dos EUA. Circulavam, no pretérito, por que a coisa azedou e foi pra gaveta. E saibam que tem tudo a ver com a eleição presidencial de lá. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos por partes. Os projetos de lei da SOPA (Ato de Proteção contra Pirataria) e PIPA (Ato de Proteção de IP) já foram tratados &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/quem-quer-sopa-no-natal.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; no blog, e basicamente querem impor restrições maiores e facilitar o trabalho das autoridades para a proteção de propriedade intelectual na rede. Muito bom, se não fosse a abrangência da coisa (que pode, por exemplo, tirar sites inteiros do ar caso um único usuário coloque conteúdo “ilegal”), e o fato de que normas e tratados que já existem, como o DMCA. E, na semana passada, um foi reservado para um protesto em massa (com sites auto-censurando suas informações, ou mesmo saindo do ar por um dia) e envio de petições ao Congresso e Departamento de Estado dos EUA. Nos dias seguintes, a votação &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,congresso-dos-eua-tira-da-pauta-lei-antipirataria--,825381,0.htm"&gt;sai de pauta&lt;/a&gt; por tempo indeterminado, e a comemoração dos mobilizados é geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, qual a influência desses protestos? Foram milhões de pessoas assinando petições e milhares de sites protestando. Mas assim como a mobilização da primavera árabe (alguém lembra?), essa influência “popular” pode ser um pouco enganadora. Vejam pelo lado da política: Obama está desgastado e precisando de financiamento pra sua campanha. Isso vai ser providenciado por muitos grupos econômicos mais à direita, como a indústria da mídia. E esse é o ponto – o que corre por aí é que a pressão pela votação dessas leis foi lobby da RIAA e outras organizações em troca de apoio na próxima eleição. Milhões de inconformados protestam contra a arbitrariedade e em defesa da liberdade de expressão. O que os republicanos fazem? Tiram o corpo fora e deixam de apoiar a votação. Dito e feito – dos 18 que abandonaram o projeto, a &lt;a href="http://news.yahoo.com/republicans-bail-sopa-pipa-yesterdays-internet-blackout-121420287.html"&gt;maioria&lt;/a&gt; é republicana; indo mais longe, os pré-candidatos do partido são unânimes ao ir contra o projeto nos (divertidíssimos) debates televisivos. Uma ironia, já que o cara que propôs isso tudo é do partido do elefante. Essa manobra de deixar a SOPA/PIPA de lado teria sido muito mais de interesse eleitoral dos republicanos do que uma resposta aos protestos (muito oportunos, na verdade...). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo, o fechamento de sites de compartilhamento de arquivos (outra coisa que rendeu um bafafá enorme e que está gerando um efeito cascata nessa semana), em um primeiro momento, não tem nada a ver com SOPA, PIPA, ou o que for. Todas as prisões e encerramento de atividades foram baseadas em legislação vigente (coisa que aquelas duas ainda não são), e pegaram gente envolvida com crimes graves, mas isso é coisa que vai ficar para os tribunais. Agora, o fato é que não deixa de ser muita coincidência que tenha ocorrido na mesma semana dos protestos – e vemos aí um pouco da pressão dos grupos midiáticos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-7565187363432034918?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=4Jij4Et_5OE:yxUhaQC1GSk:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/4Jij4Et_5OE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/4Jij4Et_5OE/sopa-esfria.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-CffS3bryTZw/Tx2bgAzEUsI/AAAAAAAAAdo/Magv87patwc/s72-c/obama-sopa-1-650x400.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/sopa-esfria.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-2828658303126595191</guid><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 18:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-21T23:01:33.862-02:00</atom:updated><title>Dois problemas, nenhuma solução</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-om08f3YT5so/TxsGOHk8YXI/AAAAAAAAAWQ/hMERLsI6l8M/s1600/Petrol.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" src="http://2.bp.blogspot.com/-om08f3YT5so/TxsGOHk8YXI/AAAAAAAAAWQ/hMERLsI6l8M/s320/Petrol.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Uma vez me falaram que a Nigéria era
uma das potências africanas. Abuja, segundo os mesmos, era uma capital pulsante
e dinâmica, talvez um dos principais indícios de um continente em rota
ascendente. Há &lt;a href="https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ni.html"&gt;números&lt;/a&gt; para corroborar esta visão, o seu PIB cresceu 8,4% em
2010, 7% em 2009 e 6% 2008. Contudo, nem tudo fica ao alcance da visão sob a
ótica meramente numérica. O crescimento econômico, como em outros incontáveis
casos, não se transformou em melhorias sociais significativas, muito pelo
contrário. A corrente de desigualdade, pobreza extrema e marginalização só
aumentou, em proporção maior que a dos índices da economia.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Na verdade, apesar da ressalva
anterior, os números vão voltar para tentar nos ajudar a entender o cenário.
Para o Banco Mundial, 80% da riqueza gerada pelo petróleo no país fica nas mãos
de 1% de sua população, quadro ainda mais grave quando lembramos que as
exportações do combustível representam 40% do PIB nigeriano. A situação é ainda
mais crítica no &lt;a href="http://www.economist.com/node/21542764"&gt;norte do país&lt;/a&gt;, predominantemente povoado por muçulmanos. Não
houve transição, mas uma ruptura de modelo econômico, o baseada no petróleo
substituindo o pautado na agricultura e manufatura, culminando no encerramento
de atividades industriais tradicionais. Este quadro é ainda mais intenso no
norte. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Muitos governos passaram e pouco
mudou, ao menos não para melhor. As refinarias da Nigéria quase não funcionam,
deixando o país na constrangedora situação de ter de importar quase a
totalidade do combustível refinado que consume, apesar de ser o maior
exportador africano de petróleo. Somam-se a isso os subsídios que mantêm o
preço do combustível acessível para sua população. Na prática, não surpreende
que a receita gerada não resulte em grandes benefícios sociais. Ao mesmo tempo,
um seleto grupo enriquece com este contraditório comércio. Goodluck Jonathan,
presidente da Nigéria, assumiu o posto pensando em &lt;a href="http://www.economist.com/node/21542197"&gt;modificar este quadro&lt;/a&gt;. O
primeiro passo foi dado: os subsídios supracitados foram extintos, o que economizaria
ao erário cerca de sete bilhões de dólares por ano. Nada mal, não? &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Tudo mal. Afinal, este era o
único benefício percebido pela população por viver em país rico em petróleo.
Uma série de protestos, &lt;a href="http://www.economist.com/blogs/baobab/2012/01/nigerias-strikes-0"&gt;greves&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1033434-sindicatos-do-setor-petroleiro-da-nigeria-anunciam-greve.shtml"&gt;manifestações&lt;/a&gt; obrigou o governo a &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,nigeria-presidente-reduz-preco-da-gasolina,823172,0.htm"&gt;mudar&lt;/a&gt; o que
havia determinado. A sua agenda de reforma, iniciada há menos de um ano, sofreu
um golpe duro, na medida em que o fim dos subsídios não durou mais de oito
dias. Mesmo assim, antes este fosse o único problema de Jonathan. Desde 2009,
espraiaram-se e intensificam-se confrontos entre o grupo Boko Haram e a
polícia. As &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1031240-ataques-contra-cristaos-na-nigeria-matam-pelo-menos-31.shtml"&gt;atividades terroristas&lt;/a&gt; da organização expandiram-se, atingindo a
capital Abuja e manchando as comemorações do último &lt;a href="http://www.economist.com/blogs/baobab/2011/12/violence-nigeria"&gt;natal&lt;/a&gt;. Dois ataques recentes
ganharam maior atenção, o primeiro na sede da polícia e o segundo no escritório
das Nações Unidas no país. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Enquanto isso, o governo endurece
sua mão repressora, tanto no confronto com manifestantes contrários ao fim dos
subsídios, quanto no combate ao &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1033357-extremistas-da-nigeria-podem-responder-por-crimes-contra-humanidade.shtml"&gt;Boko Haram&lt;/a&gt;. Tal fato fica evidente no orçamento
para 2012, no qual 20% dos gastos estão reservados para a segurança e defesa. O
problema não parece ser religioso, uma vez que grupos terroristas não
representam os islâmicos como um todo. Por outro lado, o radicalismo ganha
terreno frente a uma população carente de serviços e oportunidades. Neste
sentido, focar na segurança tende a acirrar as disputas e intensificar a
insatisfação popular. Tudo indica que aquela economia planejada com o corte dos
subsídios seria menor que os novos gastos para conter a expansão da violência. Para
piorar, os Estados Unidos crêem que o &lt;a href="http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2012/01/21/pelo-menos-28-mortos-em-ataques-coordenados-na-nigeria"&gt;Boko Haram&lt;/a&gt; possa estar colaborando com o
Al-Qaeda e o Al-Shabab. A Nigéria, no final das contas, ainda não é aquela
potência que parecia (e poderia) ser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-2828658303126595191?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/LdAKWsIWWvM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/LdAKWsIWWvM/dois-problemas-nenhuma-solucao.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Felipe Kitamura)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-om08f3YT5so/TxsGOHk8YXI/AAAAAAAAAWQ/hMERLsI6l8M/s72-c/Petrol.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/dois-problemas-nenhuma-solucao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-8132903799520593752</guid><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 01:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-21T03:11:18.810-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos Humanos e Assistência Humanitária</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><title>Dez anos bastam</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BeZu9HVrtag/TxpHj7cpMCI/AAAAAAAACsg/TsNlYpEcBI4/s1600/post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 217px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BeZu9HVrtag/TxpHj7cpMCI/AAAAAAAACsg/TsNlYpEcBI4/s320/post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699946960969609250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Dez anos bastam": estes foram os &lt;a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jWzhGxEqIYEmpE_C3jqjdCcb9LxA?docId=CNG.4f818efc199cebdcd92ef9681f210391.1a1"&gt;dizeres de manifestantes que formaram uma cadeia humana em Washington&lt;/a&gt; essa semana para protestar contra a manutenção da prisão de Guantánamo, que existe &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/eua/"&gt;há (quase exatos) dez anos&lt;/a&gt; na base naval dos Estados Unidos em Cuba &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(foto)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instalada em meio ao fulgor da "guerra contra o terrorismo" após os atentados de 2001, a prisão é constantemente alvo de fortes críticas exatamente por desrespeitar Direitos Humanos básicos. Centenas de presos já passaram por Guantánamo e os quase duzentos que permanecem ainda hoje se enquadram entre os &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/guantanamo-completa-10-anos-sem-perspectiva-de-fechamento/n1597564138784.html"&gt;seguintes perfis principais&lt;/a&gt;: são acusados de crimes de guerra e aguardam julgamento; são considerados "perigosos" (pelo governo estadunidense), mas não podem ser acusados por falta de provas; ou, finalmente, não possuem nenhuma acusação (!), mas são impedidos de partir pela instabilidade de seus países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece inacreditável conceber atualmente situações como tal, mas Guantánamo é um claro exemplo das contradições globais que ainda hoje frequentemente visualizamos. A busca pela igualdade é constante, mas o acesso aos recursos disponíveis é extremamente limitado. A ânsia por promover a "justiça" (?) é crescente, mas os meios utilizados para este fim são absolutamente criticáveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constatar a &lt;a href="http://www.publico.pt/Mundo/prisao-de-guantanamo-abriu-ha-dez-anos-e-obama-ainda-nao-sabe-como-fechala--1528665"&gt;ineficácia do presidente Obama em fechar Guantánamo&lt;/a&gt; (promessa cujo "prazo expirou" já há dois anos) significa constatar uma realidade na qual a teoria e prática permanecem em âmbitos muito distintos (e distantes!). A pressão tem sido feita por diversas &lt;a href="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/2012/01/aos-10-anos-de-guantanamo-entidades-de-direitos-humanos-pedem-seu-fechamento-imediato"&gt;entidades humanitárias&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hYlAOYt8Zdo7yMNwbjFTZ_GZrI_g?docId=CNG.cc57181941d8de8ce49297af9afc90a6.161"&gt;organismos governamentais&lt;/a&gt;, mas é ainda incerta a perspectiva para o real cumprimento desta nobre promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, mantém-se uma realidade perversa para os prisioneiros (em sua boa parte possíveis inocentes – veja &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2010/04/inocentes-em-guantanamo.html"&gt;post antigo no blog a esse respeito aqui&lt;/a&gt;) e para a comunidade internacional, que convive com um tácito sentimento de "impunidade" em relação às controversas políticas antiterroristas estadunidenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando de Guantánamo, pode-se dizer que dez anos – efetivamente – bastam ou são até demais, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-8132903799520593752?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/k6sNpGf_-WM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/k6sNpGf_-WM/dez-anos-bastam.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-BeZu9HVrtag/TxpHj7cpMCI/AAAAAAAACsg/TsNlYpEcBI4/s72-c/post.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/dez-anos-bastam.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-7280684693619712691</guid><pubDate>Fri, 20 Jan 2012 01:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-20T05:37:11.192-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><title>Viajando</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JtQBXLbP1jw/TxkX_K2t4xI/AAAAAAAAAeM/WoHJHyACctY/s1600/mahmoud.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-JtQBXLbP1jw/TxkX_K2t4xI/AAAAAAAAAeM/WoHJHyACctY/s320/mahmoud.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699613177427125010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://blogs.aljazeera.net/americas/2012/01/10/ahmadinejads-south-america-tour"&gt;Ahmadinejad&lt;/a&gt; fez um &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19019/ahmadinejad+deixa+o+ira+para+visita+de+cinco+dias+a+america+latina.shtml"&gt;tour pela América Latina&lt;/a&gt; na semana passada. E não, ele não estava de férias. Foi um “turismo” diferente, conhecido no jargão da diplomacia como “giro diplomático”. Pela quinta vez, o presidente iraniano vem ao “novo mundo” e, dessa vez, sem parada no Brasil. Visitou a &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19038/chavez+recebe+presidente+do+ira+em+meio+a+pressao+dos+eua.shtml"&gt;Venezuela&lt;/a&gt;, a Nicarágua, &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19130/em+visita+a+cuba+presidente+do+ira+pede+nova+ordem+mundial.shtml"&gt;Cuba&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19140/em+visita+de+ahmadinejad+ao+equador+correa+defende+programa+nuclear+iraniano.shtml"&gt;Equador&lt;/a&gt;. Todos eles países que, no plano discursivo, colocam-se contra a política externa estadunidense. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Evidente que qualquer visita do polêmico Ahmadinejad já agrega interesse, mas, essa, em específico, destaca-se pelo contexto no qual está inserida. Contexto esse no qual a pressão internacional sobre o Irã nunca foi tão grande. O seleto condomínio das grandes potências tem ampliado consideravelmente as sanções internacionais contra o país com o intuito de impedir a ampliação de seu programa nuclear que julgam ser para fins bélicos. Os países da União Europeia adotaram &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,uniao-europeia-anunciara-novas-sancoes-a-petroleo-e-banco-central-do-ira,824797,0.htm"&gt;mais medidas coordenadamente&lt;/a&gt;, os Estados Unidos unilateralmente e ainda acirrou-se a pressão para que outros países façam mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, do outro lado, o Irã deu claros sinais que o aumento de sanções seria um tiro que sairia pela culatra (o Japão, por exemplo, já tem mostrado&lt;a href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/01/12/japao-preocupado-com-consequencias-das-sancoes-dos-eua-ao-ira.jhtm"&gt; os limites&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1036586-japao-pede-para-nao-ter-que-reduzir-compra-de-petroleo-iraniano.shtml"&gt;das sanções&lt;/a&gt;). Ahmadinejad buscou mostrar que os grandes prejudicados com a redução de seu comércio seriam as próprias potências ocidentais quando especulou-se sobre um possível &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1036586-japao-pede-para-nao-ter-que-reduzir-compra-de-petroleo-iraniano.shtml"&gt;fechamento do estreito de ormuz&lt;/a&gt;, principal rota de transporte de petróleo mundial. A despeito de a diplomacia iraniana afirmar que o país jamais teve a intenção de impedir a rota de petróleo, é interessante notar como esse xadrez de sanções internacionais funciona em um mundo tão interligado. Basta que se concentre em apenas um objetivo que logo se pode ver cercado e em xeque. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um contexto de grandes pressões, além de tentar se defender delas como pode, nada mais natural do que o Irã buscar fortalecer os laços com os países que possuem uma perspectiva ideológica semelhante. E, da mesma forma, a facilidade que o Ahmadinejad tem de se aproximar da América Latina pode significar que, politicamente, o Tio Sam tem visto sua influência diminuir na região (para um artigo sobre isso, clique &lt;a href="http://shadow.foreignpolicy.com/posts/2011/12/29/the_us_is_mia_in_latin_america"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Já a não vinda para o Brasil dá indícios que a postura da Dilma é bem diferente da de Lula em se tratando de Irã e Ahmadinejad não se sente confortável de tratar de alguns assuntos com o governo brasileiro mais (&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,relacao-brasil-ira-segue-positiva-com-dilma-diz-embaixador,824777,0.htm"&gt;não há tensõe&lt;/a&gt;s, anda apenas diferente...). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como disse antes, uma viagem do presidente iraniano à América Latina sempre chama a atenção. Dado o contexto, essa muito mais. Não foi a primeira vez que ouvimos de sanções e de visitas do governo do Irã, nem será. Enquanto o Ahmadinejad e o Tio Sam tiverem com que barganhar, essa novela irá longe...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-7280684693619712691?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/t6sQL7vJTIQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/t6sQL7vJTIQ/viajando.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-JtQBXLbP1jw/TxkX_K2t4xI/AAAAAAAAAeM/WoHJHyACctY/s72-c/mahmoud.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/viajando.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-5807395862077645943</guid><pubDate>Thu, 19 Jan 2012 00:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-26T14:02:01.712-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Post do leitor</category><title>Post do Leitor - Cairo Junqueira</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[O leitor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cairo Junqueira&lt;/span&gt; mais uma vez nos brinda com um interessante texto. Desta vez escreve sobre a política externa brasileira para 2012 e as relações com Cuba. Vale a pena a leitura! Aproveitamos a oportunidade para lembrar que todos podem postar na Página Internacional, basta que enviem seus textos para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;contato @paginainternacional.com.br&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Brasil e Cuba: o retrato do multilateralismo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DM1Jmb31-dc/TxdjDJg4bZI/AAAAAAAAAeA/SDxED492_r8/s1600/brasil%2Bcuba.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-DM1Jmb31-dc/TxdjDJg4bZI/AAAAAAAAAeA/SDxED492_r8/s320/brasil%2Bcuba.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699132759205244306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem bem o ano começou e a agenda diplomática brasileira já iniciou seus trabalhos envolvendo a futura ida da presidente (ou presidenta, como quiserem) Dilma Rousseff a Cuba. O Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, esteve em Havana nos dias 16 e 17 deste mês e conversou com o Chanceler Bruno Rodríguez sobre os caminhos das &lt;a href="http://www.blogger.com/%281%29%20http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/visita-a-cuba-do-ministro-das-relacoes-exteriores-antonio-de-aguiar-patriota-2013-havana-16-e-17-de-janeiro-de-2012"&gt;relações bilaterais dos países no ano que se segue&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desconheço os acordos e as histórias existentes entre o Brasil e os cubanos, mas meu enfoque neste post é outro: o multilateralismo brasileiro na prática. Em meio ao cenário internacional atual, com os rumores das eleições norte-americanas, a tensão existente na política externa norte-coreana e a tímida comemoração dos&lt;a href="http://www.blogger.com/%282%29%20http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/12/25/euro-completa-10-anos-em-meio-a-enorme-crise-de-confianca.jhtm"&gt; dez anos do euro&lt;/a&gt;, nosso país mantém seu enfoque e reafirma seus ideais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso não quer dizer que estamos nos desvinculando ou colocando em segundo plano estes aspectos citados acima, muito pelo contrário. O principal ponto é justamente verificar como o Brasil continua com a sua postura de multilateralidade bastante nítida nestas reuniões em Cuba, uma vez que é um país ímpar nas relações internacionais, seja devido ao seu sistema político interno, à sua estrutura social e urbana ou até mesmo à sua posição geográfica e diplomática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As intenções do Itamaraty para com o país são visíveis: relacionamento bilateral, integração regional, cooperação técnica internacional e infraestrutura. São temas centrais da nossa política externa, bem como do nosso papel emergente. O estágio contemporâneo do multilateralismo brasileiro mescla a reciprocidade entre países hegemônicos e em desenvolvimento, sem deixar de lado aqueles considerados “terceiro mundistas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O aspecto plural de nossas relações exteriores é mais benéfico que a bipolaridade e representa a autodeterminação nacional. Começar 2012 com a visita a Cuba não é algo escolhido aleatoriamente. Para mim representa, e muito, o novo contexto internacional e o novo papel que o Brasil vem desempenhando na política mundial. Parece que nosso país quer dizer o seguinte: “estamos de olho em tudo e em todos”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-5807395862077645943?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=4x1mxCp9n9o:uQiSkvxqzPs:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/4x1mxCp9n9o" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/4x1mxCp9n9o/post-do-leitor-cairo-junqueira.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-DM1Jmb31-dc/TxdjDJg4bZI/AAAAAAAAAeA/SDxED492_r8/s72-c/brasil%2Bcuba.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/post-do-leitor-cairo-junqueira.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-7319149286975730340</guid><pubDate>Wed, 18 Jan 2012 01:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-18T11:43:49.685-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conversando com a Teoria</category><title>Conversando com a teoria</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ouBN3HK3GOo/TxY3G0LQnNI/AAAAAAAAAd0/U2DIWUakbM8/s1600/waltz.formatted.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ouBN3HK3GOo/TxY3G0LQnNI/AAAAAAAAAd0/U2DIWUakbM8/s320/waltz.formatted.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698802968708553938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Uma introdução ao Neorrealismo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje vamos retomar nosso exercício de conversar com a teoria. Para relembrar, nos últimos textos, discutimos o &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/02/conversando-com-teoria_24.html"&gt;contexto&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/03/conversando-com-teoria.html"&gt;histórico&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/03/conversando-com-teoria_10.html"&gt;das décadas&lt;/a&gt; de 1960 e 1970 como extremamente propícios para o desenvolvimento de novas teorias, depois tratamos do &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/05/conversando-com-teoria.html"&gt;neoliberalismo&lt;/a&gt; e chegamos a um &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/05/conversando-com-teoria_13.html"&gt;estudo de caso&lt;/a&gt;. Nesse contexto, observamos que o mundo mudava e, paralelamente, a capacidade explicativa das teorias até então também. Isso levou a uma busca pelo novo. Teorias que satisfizessem o rigor científico e fossem igualmente mais modernas para explicar o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o idealismo, nosso famigerado realismo também estava desgastado. Apesar disso, o princípio básico de busca pela segurança parecia ser mais válido do que nunca, principalmente nas décadas de 1950 e 1960. A corrida armamentista entre Estados Unidos e a União Soviética estava a todo vapor, dando origem ao termo MAD, do inglês “louco”, que também seria a sigla para mútua destruição assegurada (Mutually Assured Destruction). O mundo caminhava para uma tensão nuclear e a segurança era um tema que não podia ser descartado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, a corrente teórica não apresentava respostas satisfatórias para esse problema. Eis que, em 1959, um senhor da Columbia University, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kenneth_Waltz"&gt;Kennteh N. Waltz&lt;/a&gt; ao publicar sua tese de doutorado, O homem, o Estado e a Guerra, desenvolveu as primeiras vigas para que se levantasse um novo e mais resistente arranha-céu realista. Sua ideia é simples, porém capaz de fortalecer as bases de pensamento do Realismo. Para se alcançar a paz é preciso compreender a guerra. Para compreender a guerra, é preciso olhar para suas causas. E, estudando o todo da ciência política, ele pode perceber que os autores até então haviam buscado explicar as causas desse fenômeno por meio de três níveis de análise ou, como ele denominou, imagens. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na primeira dessas imagens, as guerras ocorriam em conseqüência da natureza e do comportamento do homem. Os homens seriam seres extremamente egoístas, movidos por seus próprios interesses apenas e isso levaria aos conflitos. As outras causas poderiam ser consideradas como secundárias. Grosso modo, o egoísmo e auto-interesse geraria os conflitos. Na segunda imagem, os conflitos seriam resultado da organização dos Estados. E, portanto, para que se possam alterar as possibilidades de guerra seria preciso mudar tais organizações. Os dois exemplos mais interessantes de autores que consideravam essa explicação são Karl Marx e Hans Morgenthau (sim, aquele do realismo clássico! Se quiserem saber mais, clique &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2010/10/conversando-com-teoria_28.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;!). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira e última imagem seria aquela que, na opinião do autor, seria a principal causa das guerras: a anarquia internacional, em outras palavras, a guerra seria resultado da ausência de qualquer organização para controlar os Estados. Esse foi o ponto de partida para sua teoria (que será abordada no próximo texto), considerada uma teoria sistêmica, analisando todo o sistema de Estados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para facilitar, pensemos em algo mais prático. Em se tratando de cinema, sempre teremos boas histórias e outros com histórias não tão desenvolvidas. E quais fatores seriam definidores na trama? Bom, teríamos que ter um roteiro interessante e instigante aliado a uma boa direção. Isso, nos olhos de Waltz, poderia ser a terceira imagem, aquela que definiria a principal causa de uma trama boa. A primeira e a segunda imagens poderiam ser fatores importantes, como fotografia e o elenco, mas que não são determinantes para uma boa trama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suma, ao fazer uma análise de como os autores tratavam da guerra até o momento, Waltz já preparou o terreno para uma teoria que tratasse do sistema internacional e não somente da psicologia do homem ou da organização do Estado. Para o autor os elementos das demais imagens seriam importantes, mas o papel definidor dos conflitos, o que recebe o caráter de protagonista na hierarquia das causas das guerras deveria ser ser dado à anarquia. Seu texto iniciou a renovação do Realismo que, ao final da década de 1980, recebeu um tratamento teórico detalhado em outra obra sua. Mas, deixemos isso para a próxima semana. Até lá!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-7319149286975730340?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=4hbiXqtGeSM:5tKvyCtV-Sg:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/4hbiXqtGeSM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/4hbiXqtGeSM/conversando-com-teoria.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-ouBN3HK3GOo/TxY3G0LQnNI/AAAAAAAAAd0/U2DIWUakbM8/s72-c/waltz.formatted.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/conversando-com-teoria.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-2630224198907825604</guid><pubDate>Mon, 16 Jan 2012 16:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-16T15:07:44.467-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Europa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Defesa; Segurança e Paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Economia</category><title>A Rússia, caindo?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JBEQpSBGLsc/TxRWh4zTdqI/AAAAAAAAAdA/4x8mLdk9AAA/s1600/phobos-grunt%2BMKonair.jpg" style="text-align: left; "&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 300px; height: 312px; " src="http://1.bp.blogspot.com/-JBEQpSBGLsc/TxRWh4zTdqI/AAAAAAAAAdA/4x8mLdk9AAA/s320/phobos-grunt%2BMKonair.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698274568713762466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse começo de semana em que os desastres navais da Itália e da Coreia ocupam as manchetes, com o afundamento de um navio de cruzeiro que vitimou até o momento seis pessoas, e a explosão de um navio tanque em que morreram cinco tripulantes (que está atraindo menos atenção por que não houve relato de vazamento, felizmente, mas se formos pensar é um caso bem mais sério), vamos falar é da Rússia, do desastre que não ocorreu (e sobre o qual comentei ontem), a queda da sonda russa Phobos-Grunt, e como isso nos mostra o estado de coisas no Kremlin.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Explicando rapidamente, essa era uma sonda que ia para uma das luas de Marte (Fobos) para trazer de volta material do solo para pesquisa. Seria a grande retomada do programa espacial russo, que ano passado completou os 50 anos da viagem histórica de Yuri Gagarin, o primeiro cosmonauta. Claro que não houve muito o que celebrar,  já que todos as missões “comemorativas” tiveram problemas, e o mais grave foi o dessa sonda, que teve um defeito grave no lançamento, em novembro, e perdeu o rumo, ficando à deriva na órbita terrestre até cair de volta. O grande perigo era o fato de ser uma sonda ainda completa, com combustível nuclear e tudo mais, o que poderia representar uma calamidade se caísse em áreas povoadas, o que deixou a mídia em polvorosa. Felizmente parece que já caiu no Pacífico, o lixão dos programas espaciais, e estamos a salvo desse bombardeio nuclear.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;u style="text-align: center; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que, para a Rússia, o estrago já foi feito, e demonstra como as coisas andam mal por lá. Um programa espacial depende de muitos detalhes, em que o mínimo erro pode por a operação toda, e milhões de dólares, a perder – e quando uma sonda que devia ir pra Marte não sai nem da órbita da Terra, coisa boa não é. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;No fundo, isso tem muito a ver com a crise política, que já comentamos &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/11/eu-voltei-na-russia.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/revolta-russa.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, parece avançar, com a expectativa de uma reforma política (que já deu seus primeiros passos com a retomada da eleição direta regional de governadores) e que enfraquece o governo. Um país com falta de coesão interna não consegue se sustentar para fora. E esse é o grande drama da dupla Putin-Medvedev, que ainda tem essa aspiração de trazer a Rússia, assento permanente do Conselho de Segurança à parte, de volta ao seu status de potência mundial – mas já começa a faltar apoio interno. Não é questão de falta de dinheiro (que o diga a produção de gás natural do país), mas sim como ele é aplicado. Iniciativas como as missões do programa espacial entram nesse contexto, muito mais de prestígio que científico, e quando uma missão desse naipe fracassa, faltou incentivo em algum setor, de pessoal aos equipamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;u style="text-align: center; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro caso que mostra isso é o do setor de defesa: a Rússia sempre teve material de primeira, e mesmo hoje em dia está desenvolvendo, por exemplo, aviões de combate de última geração. A diferença, é que hoje estão dependendo de parceria com países como Índia e China pra fazer isso, enquanto o equipamento efetivo de suas forças armadas é bastante antigo. Pra ter uma ideia, vejam essas fotos de aviões russos sendo escoltados (já que têm a mania de invadir o espaço aéreo de países europeus e dos EUA mesmo após o fim da Guerra Fria) pra ter uma noção de há quanto tempo esses Tupolev estão operando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;u&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://img840.imageshack.us/img840/48/tupolev.jpg" border="0" alt="" style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 192px; height: 800px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz uma piada recorrente que os aviões russos vão voar até que estejam desmontando. Isso é sinal de falta (ou mau uso...) de recursos para esse tipo de setor, o que é uma coisa muito grave para um país que quer voltar a ser protagonista do cenário internacional. E a queda da sonda Phobos é sintomática disso tudo, em que a Rússia quer ter esse dinamismo ao mesmo tempo em que enfrenta desafios no terreno político, a exemplo da corrupção e da insatisfação política com os rumos que anda tomando.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-2630224198907825604?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=Es0NXMUsw24:_cvsqtF6MAU:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/Es0NXMUsw24" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/Es0NXMUsw24/russia-caindo.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-JBEQpSBGLsc/TxRWh4zTdqI/AAAAAAAAAdA/4x8mLdk9AAA/s72-c/phobos-grunt%2BMKonair.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/russia-caindo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-1141431220288690441</guid><pubDate>Sun, 15 Jan 2012 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-15T21:59:42.350-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Há um ano...</category><title>Há um ano</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Sr5wYjMV1xc/TxNoThpz63I/AAAAAAAAAco/MN11R6PumOE/s1600/rs.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Sr5wYjMV1xc/TxNoThpz63I/AAAAAAAAAco/MN11R6PumOE/s320/rs.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698012638214351730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vamos que vamos, à nossa reflexão rotineira sobre o passado em que vemos como o mundo mudou (ou não...) ao longo de um ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há exatamente &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/iso-26000.html"&gt;um ano&lt;/a&gt;, o tema era o conceito de responsabilidade social e como isso estava sendo incorporado à filosofia de empresas. Iia inclusive contra o senso comum (de que seria aplicada de modo seletivo, apenas quando era conveniente), já que o momento de crise demonstrava justamente o contrário, em que a manutenção dessas políticas implicava em sustentabilidade em longo prazo. É bem interessante ver como nos últimos anos tantas empresas começaram a adotar slogans e marketing se vinculando ao lado "do bem", responsável. De repente, é como se todos, de bancos a empresas de salgadinhos, começassem a se importar com impacto ambiental e social de sua atividade. Não digo que não seja legítimo, mas será que não estamos chegando a um ponto em que isso está se tornando uma mera estratégia de promoção de imagem, que acaba esvaziando o sentido original? Quais desses que alegam isso estão realmente preocupados com a situação e implantando projetos que valham a pena...? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/uma-vez-mais.html"&gt;17&lt;/a&gt;, o tema era o recorrente drama das tragédias causadas pela fúria da natureza, e como isso tinha seus impactos de acordo com o desenvolvimento de cada região afetada. Claro que 2011 foi um ano particularmente ruim nesse departamento, e ao longo do ano todo, mas parece que a natureza deu uma aliviada nesse começo de 2012. Fora o que acontece no Brasil nas últimas semanas, com as chuvas e tudo mais, não estamos tão mal (apesar do fato de ser um drama anunciado, e de como nos escandalizamos com o desvio e mau uso de recursos que podia evitar muito disso...). Ainda assim, não temos muito o que comemorar um ano depois, já que permanece a tragédia da ignorância humana. Tivemos essa semana mesmo a quase tragédia da queda de uma sonda russa inutilizada que estava deixando a mídia em polvorosa (mas já caiu no mar), além de muitos outros desastres humanitários como a fome sem fim na Somália, ou a fratura do Sudão. Isso sem contar o esfarelamento do que entendemos como Estado na Síria. Ou a tragédia das negociações (ou a falta delas...) com o Irã. E esses, todos causados pela razão humana, são muito piores que qualquer enchente ou terremoto, por que têm a capacidade de se espalhar assim como seus efeitos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, no dia 18, um &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/post-do-leitor-christiane-matos.html"&gt;post do leitor&lt;/a&gt; comentava sobre o tema das redes sociais e a personalidade controvertida de Mark Zuckerberg, criador do Facebook da rede mais famosa (e rentável) da atualidade. Um ano depois, talvez a lição que fique sobre o tema, além de Mark estar bem mais endinheirado, seja a mesma da postagem sobre responsabilidade social - nesse intervalo, cresceram a popularidade e a importância dadas a esse tipo de rede, como um local de divertimento, socialização, e por que não, de negócios; ainda assim, será que esse tipo de rede tem essa importância toda? Seu potencial de inserção é plenamente utilizado? Ou é uma integração "ilusória"? Até que ponto o que se passa lá dentro é algo realmente construtivo? Ou a participação em massa em protestos e reclamações se esvazia por ser um ambiente virtual?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, é isso aí pessoal, postando e relembrando!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-1141431220288690441?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=gl_ulQS6e5w:RHWApdKwIEk:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/gl_ulQS6e5w" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/gl_ulQS6e5w/ha-um-ano_15.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-Sr5wYjMV1xc/TxNoThpz63I/AAAAAAAAAco/MN11R6PumOE/s72-c/rs.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/ha-um-ano_15.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-715488239486404666</guid><pubDate>Sun, 15 Jan 2012 00:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-14T22:24:46.237-02:00</atom:updated><title>Na estrada com Obama</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hu4HmGJDQ4o/TxIawrNt04I/AAAAAAAAAWE/n-lCma2a7GE/s1600/download.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="218" src="http://4.bp.blogspot.com/-hu4HmGJDQ4o/TxIawrNt04I/AAAAAAAAAWE/n-lCma2a7GE/s320/download.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Enquanto as &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1032784-com-2-vitoria-conquistada-romney-foca-primaria-de-carolina-do-sul.shtml"&gt;primárias&lt;/a&gt; do partido
republicano continuam, Obama segue com suas tarefas e desafios como presidente.
Contudo, não se engane. A Casa Branca certamente divide as atenções com um
certo centro de operações em Chicago, sua cidade natal. É lá que se monta uma
campanha maior, mais inteligente e surpreendente, ao menos é o que promete a
equipe que trabalha pela reeleição de &lt;a href="http://www.thedailybeast.com/newsweek/2012/01/01/inside-president-obama-s-reelection-machine.html"&gt;Obama&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Em 2008, tudo foi diferente,
considerando o papel de azarão que lhe fora incumbido no início da campanha.
Agora, não se trabalha projetando vitórias por etapas (primária por primária,
culminando nas eleições), mas com o pensamento voltado unicamente para a linha
de chegada.&amp;nbsp; Apesar de indícios que
apontam uma jornada árdua, como a taxa de &lt;a href="http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2012/01/americas-jobless-recovery"&gt;desemprego&lt;/a&gt; e o baixo crescimento da
economia, há também bons presságios. Somente em uma semana de dezembro, a
equipe de Obama organizou 57 treinamentos para líderes locais que trabalharão
na campanha (George W. Bush, em 2004, organizou 52 durante janeiro em
diferentes estados do país), isso somente em Iowa.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Além disso, a arrecadação de
fundos também está a todo vapor. Até agora, foram quase 200 milhões de dólares,
quatro vezes mais do que Romney levantou em 2011. A projeção da equipe de Obama
é bater a marca de 1 bilhão de dólares até novembro. Neste contexto,
destacam-se as doações de valores reduzidos (até 200 dólares), que correspondem
a quase 50% do total. Com tanto dinheiro na conta, já foram contratadas mais de
200 pessoas para trabalhar exclusivamente pela reeleição. Mesmo com os
elementos negativos considerados, a vantagem de Obama é solidificar desde já seu
posicionamento frente aos republicanos. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A idéia principal será focar o
debate no futuro, ao invés do passado doloroso recente; e procurar explorar os
caminhos alternativos que os oposicionistas poderiam propor frente aos desafios
atuais. Será que vem aí essa tal campanha ainda mais revolucionária que a de
2008? Romney segue como favorito no campo republicano, ameaçando Obama nas
pesquisas de um hipotético confronto entre eles. Desta vez, parece que a
eleição penderá mais aceitar do que adotar uma plataforma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-715488239486404666?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=yp43Nv3oz5Y:vUiT5BSEB1g:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/yp43Nv3oz5Y" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/yp43Nv3oz5Y/na-estrada-com-obama.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Felipe Kitamura)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-hu4HmGJDQ4o/TxIawrNt04I/AAAAAAAAAWE/n-lCma2a7GE/s72-c/download.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/na-estrada-com-obama.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-130816795536473626</guid><pubDate>Sat, 14 Jan 2012 01:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-14T12:08:47.539-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos Humanos e Assistência Humanitária</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><title>O Haiti é aqui?</title><description>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Zg7fe5svhKk/TxEFjRLfJNI/AAAAAAAACsU/rL3KJeJH4nM/s1600/post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 185px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Zg7fe5svhKk/TxEFjRLfJNI/AAAAAAAACsU/rL3KJeJH4nM/s320/post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697341107065529554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;"Pense no Haiti, reze pelo Haiti&lt;br /&gt;O Haiti é aqui&lt;br /&gt;O Haiti não é aqui." [...]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os versos acima, eternizados por &lt;a href="http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/44730/"&gt;Caetano Veloso&lt;/a&gt; no início da década de 1990, refletem uma implícita crítica social e uma literal discussão que tem se destacado nas últimas semanas. &lt;a href="http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2012/01/haiti-lembra-dois-anos-do-terremoto-que-matou-mais-de-200-mil-pessoas/"&gt;Dois anos após o terremoto que devastou o país&lt;/a&gt;, constata-se a &lt;a href="http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=69611"&gt;maior imigração haitiana para o Brasil desde o século XX&lt;/a&gt;. Desta forma, o assunto entra na pauta nacional e causa diversas reações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o terremoto que atingiu especialmente Porto Príncipe, a capital haitiana, há dois anos foi a "cereja" de um "bolo" que nunca encontrou o "ponto certo" – como nossas avós diriam (veja interessante &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2010/01/ordo-ab-chao.html"&gt;post antigo no blog à época do terremoto aqui&lt;/a&gt;). A catástrofe natural que assolou o país foi de um nível de destruição tão alto que talvez só não seja superado pelo nível de incapacidade estrutural (notadamente do governo) em lidar com a situação que se seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapacidade que, segundo o atual governo – cujo mandato se iniciou em maio do ano passado –, foi &lt;a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204542404577158910193474828.html"&gt;herdada de governos anteriores&lt;/a&gt;. A afirmação não é falsa (pelo contrário!), mas é notável como tal herança parece multiplicar-se ao invés de desfazer-se com seus sucessores, assombrando um sofrido país e provocando inquietudes diversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada uma &lt;a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204542404577158910193474828.html"&gt;situação ainda em ruínas no país&lt;/a&gt;, a imigração tem sido considerada a única saída para muitos nacionais. E o equivalente ao tradicional "sonho americano" para os haitianos é, apesar do complicado acesso geográfico, o "sonho brasileiro". Com a entrada recente (e em sua maior parte irregular) de aproximadamente &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120111_haitianos_imig_pai.shtml"&gt;4 mil haitianos no Brasil&lt;/a&gt;, o assunto merece, sem dúvida, atenção especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidades amazônicas, especialmente &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-haiti-e-aqui/"&gt;Tabatinga&lt;/a&gt; (Amazonas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;foto inicial do post&lt;/span&gt;) e &lt;a href="http://www.dpf.gov.br/agencia/pf-na-midia/jornal/2012/janeiro/o-haiti-e-aqui"&gt;Brasiléia&lt;/a&gt; (Acre), têm concentrado os imigrantes haitianos que chegam com a esperança de recomeçarem suas vidas em um país do qual a ideia de crescimento parece ser indissociável no momento. A noção de que esse crescimento acelerado é paradoxalmente acompanhado de &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111227_brasilrankings_ss.shtml"&gt;desigualdades internas ainda extremas&lt;/a&gt; não parece indispor os haitianos a essa busca por uma recomeço em terras tupiniquins. O Haiti é aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concessão de vistos humanitários tem ocorrido aos haitianos que chegam, mas o governo anunciou ontem uma restrição a esse número mensal de vistos, almejando controlar o fluxo de imigração. &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120111_haitianos_imig_pai.shtml"&gt;Medida polêmica&lt;/a&gt;, já que a não aceitação do visto pode acarretar em deportação para o Haiti, onde a missão de reestabelecimento da paz da ONU (MINUSTAH) &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/09/ate-quando.html"&gt;ainda é liderada pelo próprio Brasil&lt;/a&gt;. O Haiti é aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação é complexa e envolve os âmbitos humanitário, político e mesmo econômico, devendo constituir pauta importante da viagem diplomática de Dilma ao Haiti, &lt;a href="http://aredacao.com.br/noticia.php?noticias=7028"&gt;programada para o começo de fevereiro&lt;/a&gt;. As consequências da imigração irregular demonstram que muito ainda deve ser feito no Haiti para que os cidadãos não mais se sintam tentados pelas propostas de coiotes de ilegalmente entrar no Brasil, muitas vezes sob condições desumanas. E, é claro, muito ainda deve ser feito no Brasil para que possamos, efetivamente, afirmar que não, o Haiti não é aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-130816795536473626?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=xwIBX2AnaHA:IpcdDla7mWQ:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/xwIBX2AnaHA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/xwIBX2AnaHA/o-haiti-e-aqui.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-Zg7fe5svhKk/TxEFjRLfJNI/AAAAAAAACsU/rL3KJeJH4nM/s72-c/post.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/o-haiti-e-aqui.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-7499465901067554490</guid><pubDate>Thu, 12 Jan 2012 04:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-12T02:25:46.834-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Economia</category><title>O som da globalização</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-B0VgzaM7kbo/Tw5X7TegHzI/AAAAAAAAAdw/itQUBKXoj-c/s1600/crise-na-europa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-B0VgzaM7kbo/Tw5X7TegHzI/AAAAAAAAAdw/itQUBKXoj-c/s640/crise-na-europa.jpg" width="473" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Quando vi um chinelo "Havaianas" no chão do hostel onde fiquei na Argentina, com uma bandeira do Brasil nas "tiras", logo pensei: deve ter um brasileiro aqui. Para minha surpresa, as Havaianas pertenciam a um israelense, que mal sabia que o desenho ali era a bandeira do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Aliás, sobre as Havaianas, vale a pena relembrar (ou para os mais jovens até mesmo saber, pois muita gente ainda não sabe) o que era esse produto há uns 15 anos atrás... Para os quiserem, leiam &lt;a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI112897-17934,00-HAVAIANAS+DE+CHINELO+SEM+ENCANTOS+A+ACESSORIO+FASHION.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; uma matéria interessante. Para se ter uma idéia de como o produto era visto, o antigo slogan era: "não deforma, não solta as tiras e não tem cheiro".&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Mas o que mais impressiona (fui ao Uruguai e estou no Chile e o mesmo se repete, e como repete...) é o tal do Michel Teló. Depois de ser comparado com &lt;a href="http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/arte/musica/noticias/forbes-compara-sucesso-de-michel-telo-ao-de-carmem-miranda" target="_blank"&gt;Carmem Miranda&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.biebermania.com.br/justinbieberbrasil/175-mybieberexperience-jbsource-justinbiebersource-justinbieberfansite-justinbieberchile-justinbieberargentina-justinbieberperu-justinbiebermexico-justinbieberofficialcouk-justinbieberbelieve/10600--michel-telo-e-comparado-a-justin-bieber-pela-forbes-.html" target="_blank"&gt;Justin Bieber&lt;/a&gt;, a Forbes chamou o brasileiro de &lt;a href="http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI286871-9531,00.html" target="_blank"&gt;fenômeno&lt;/a&gt;. "&lt;a href="http://www.forbes.com/sites/andersonantunes/2011/12/29/have-you-heard-of-brazilian-country-music-phenomenon-michel-telo-yet-you-will/" target="_blank"&gt;Você já ouviu falar de Michel Teló? Então ouvirá!&lt;/a&gt;" diz a revista. Ele já é o mais vendido em muitos países no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;E a música já tem versões em vários idiomas. Clique &lt;a href="http://www.luideeotempo.com/2012/01/todas-as-versoes-de-ai-se-eu-te-pego.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e descobra como se diz "Ai se eu te pego" em várias línguas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Contudo, não é só de Michel Teló que vive a globalização. É estranho ir a outro país e ouvir sua língua o tempo todo e encontrar nos supermercados as mesmas marcas e produtos que se encontram no Brasil. Por mais longe que se vá, sempre se encontrará um chocolate Nestlé, uma Heineken ou Budweiser para beber.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Sinceramente, não sei explicar o fenômeno (neste caso não o Teló), que é estudado por diversos pesquisadores sem que se chegue a um consenso sobre o que é, afinal, a globalização. A Rede Globo de televisão, há alguns anos, tentou explicar através do pagode e a nossa colaboradora internacional Bianca Fadel&lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/02/isso-e-globalizacao.html" target="_blank"&gt; nos escreveu um excelente post sobre o assunto que vale a pena reler&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=r9x4jluE_kE" target="_blank"&gt;A Globo dizia, em meio a um pagodão: "Isso é globalização"!&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O fato é que, entre as diversas facetas dessa globalização, surgiu o Michel Teló, que se espalhou viralmente pelo mundo em tempo recorde e é ouvido pelos brasileiros, argentinos, eslovacos, japoneses...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Não temos nenhum prêmio Nobel, mas temos Michel Teló. Quem não tem cão, caça com Teló. Fazer o que, né? Isso é globalização!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-7499465901067554490?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=3z5SqbhAe4E:VEAOFrI_tmY:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/3z5SqbhAe4E" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/3z5SqbhAe4E/o-som-da-globalizacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Alcir Candido)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-B0VgzaM7kbo/Tw5X7TegHzI/AAAAAAAAAdw/itQUBKXoj-c/s72-c/crise-na-europa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/o-som-da-globalizacao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-8666336240442449272</guid><pubDate>Thu, 12 Jan 2012 01:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-12T06:29:05.154-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ásia e Oceania</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><title>"Ocidentalizando" a China?</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mzPSF_kHyew/Tw6V-Ngiz2I/AAAAAAAAAdk/vf_qWfpKUIA/s1600/Hu-Jintao-Obama.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 190px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-mzPSF_kHyew/Tw6V-Ngiz2I/AAAAAAAAAdk/vf_qWfpKUIA/s320/Hu-Jintao-Obama.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696655474680844130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Ao que parece, Obama nem sempre se interessa por tudo que Jintao tem a dizer... &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem diria que reality shows e filmes estadunidenses poderiam ser considerados como nocivos? Quem diria que interessar por fofocas de um “Big Brother” de vez em quando, emocionar-se com as surpresas da competição de cantores como “American Idol” ou mesmo impressionar-se com o realismo e qualidade dos efeitos gráficos de “Avatar” estaria diminuindo o nível de “cultura” da população? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, na verdade, alguns até diriam isso por aqui, mas nada a ponto de o governo criar barreiras e impedimentos de acesso a essas mídias de massa. Enquanto no Brasil vemos a expansão desses programas e filmes, na China, não é bem assim que a banda toca. Não é novidade para ninguém que o governo do partido Comunista exerce censura sobre as mídias. Todavia, o controle atual não parece satisfazer o presidente, Hu Jintao, que em artigo para a revista comunista, Seeking the truth, afirmou que deve haver mais esforços para evitar a &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120104_china_cultura_pu.shtml"&gt;“ocidentalização”&lt;/a&gt; do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As medidas que seguiram ao artigo, no início do ano, bloquearam cerca de 2/3 dos programas de canais fechados chineses, que se pareciam demais com seus similares ocidentais, e incentivam a produção de filmes e programas que fortaleçam a matriz cultural chinesa. O que significa que não vai mais se ver nenhum “Ídolos” chinês por aí! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia é simples e segue uma mesma fórmula que lembra aquela da &lt;a href="http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-foi-a-revolucao-cultural-chinesa"&gt;Revolução Cultural&lt;/a&gt; das décadas de 1960 e 1970. Suprimir toda manifestação que tenha origem ocidental e &lt;a href="http://www.artinfo.com/news/story/755039/what-hu-jintaos-new-manifesto-against-western-culture-could-mean-for-chinese-arts"&gt;incentivar a produção nacional da indústria cultural&lt;/a&gt;, mais enfocada em temas que fortaleçam o “ideal socialista” do governo. O problema é que hoje as dificuldades para um controle mais estrito parecem ser maiores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É difícil negar que muitos programas e filmes transmitem o tal “american way of life”, como coloca &lt;a href="http://gilvanmelo.blogspot.com/2012/01/big-brother-chines-x-big-brother-clovis.html"&gt;Clovis Rossi&lt;/a&gt;, em um interessante artigo à Folha de S. Paulo do dia 5 de janeiro. E para além do estilo de vida, eu também acrescentaria que, particularmente os filmes, transmitem uma ideia implícita de nações amigas e inimigas, já que insistem em incluir referências à Rússia e, ao mais novo queridinho do cinema, o Irã. Essas menções, por mais sutis que sejam, causam um efeito significativo no imaginário da população.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, parece complicado resistir a essa indústria cultural. A China está a caminho de tornar-se a maior economia do mundo e os jovens do país estão conseguindo driblar os bloqueios impostos à internet. Os valores ocidentais tem de fato crescido no país. Afinal, vivemos uma era de grande conexão, de globalização que, para todos os efeitos, aparece para bem e para mal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um cenário como esse leva a um paradoxo de difícil resposta e difícil previsão. Até que ponto a maior economia do mundo conseguirá continuar resistindo à cultura ocidental? Não gosto de futurologia, mas podemos levantar duas hipóteses, diga-se de passagem, completamente opostas, sobre o ciclo que a China está seguindo. A primeira seria o crescimento virtuoso, em grande medida possibilitado por um governo restrito, continuar garantindo o sufocamento da cultura ocidental no país, já que, ao passo que todos estão cada vez mais dependentes da terra do meio, poucos e poucas vezes se arriscam a questionar o regime. A segunda se daria justamente de forma oposta. Por a China estar adquirindo uma posição econômica cada vez mais importante, não conseguiria seguir por muito tempo com esse projeto de grande censura aos programas de entretenimento ocidentais, já que há necessidade de ampliar seus canais de conexão com o e ganhar mais prestígio internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, apesar de ser difícil enxergar para além dessa neblina da indústria cultural chinesa, temos  uma certeza: não veremos nenhum Big Brother chinês nos próximos meses!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-8666336240442449272?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=lk_dVyVMBio:58NwgfdO1cM:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/lk_dVyVMBio" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/lk_dVyVMBio/ocidentalizando-china.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-mzPSF_kHyew/Tw6V-Ngiz2I/AAAAAAAAAdk/vf_qWfpKUIA/s72-c/Hu-Jintao-Obama.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/ocidentalizando-china.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-1903038488566980004</guid><pubDate>Mon, 09 Jan 2012 12:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-09T10:30:54.168-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos Humanos e Assistência Humanitária</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">África</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Defesa; Segurança e Paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conflitos</category><title>País dividido...</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rbCGWq7QO1s/TwrddkDl8YI/AAAAAAAAAcc/bT0i23hxXCY/s1600/jerm-south-sudan.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rbCGWq7QO1s/TwrddkDl8YI/AAAAAAAAAcc/bT0i23hxXCY/s320/jerm-south-sudan.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695608178728104322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o Raphael comentou na postagem da semana passada, há cerca de um ano um dos temas que mais despertava atenção para discutirmos era a criação do Sudão do Sul. Dito e feito, em 2011 surgiu o mais novo Estado africano, mas com menos de um ano de existência já parece ter batido um recorde nada invejável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembram da Síria? Sim, aquele país em que o ditador não liga a mínima para a presença de observadores da Liga Árabe (que já não está servindo de muita coisa faz algum tempo, mas não deixa de ser legítima), enquanto seu serviço secreto paga para &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,assad-paga-gangues-para-combater-opositores-na-siria-diz-desertor,819318,0.htm"&gt;gangues armadas&lt;/a&gt; chacinarem a população revoltada e mantém prisões subterrâneas onde sabe-se lá o quê é feito com os opositores amordaçados. Pois bem, a ONU reconhece que mais de 5 mil pessoas morreram lá por conta dos conflitos, ao longo de mais de 10 meses, desde o ano passado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, no &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1030652-governo-anuncia-mais-de-3000-mortes-no-sudao-do-sul.shtml"&gt;Sudão&lt;/a&gt;, conseguiram chegar perto dessa marca, &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,violencia-etnica-matou-3-mil-no-sudao-do-sul-,819546,0.htm"&gt;3 mil&lt;/a&gt; mortos, e com mais de &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,conflitos-tribais-no-sudao-do-sul-provocam-fuga-de-ate-50-mil,817678,0.htm"&gt;50 mil&lt;/a&gt; refugiados junto, mas em apenas uma semana de conflito. Oficialmente, a extensão dos danos, assim como o número exato de mortos, não são claros, mas têm origem em tensões étnicas e conflitos tribais. É um Estado sendo posto à prova e falhando miseravelmente... Teria sido muito prematura essa mudança de governo? Ou já era algo de se esperar? Falta o apoio internacional? Sequestro de mulheres e crianças se somam a fome e miséria em um cenário de crise humanitária &lt;a href="http://edition.cnn.com/2012/01/06/world/africa/south-sudan-violence/index.html?"&gt;desesperadora&lt;/a&gt;. Enquanto isso, as coisas não são melhores no Sudão original - tudo indica que o país esteja rumando para mais uma &lt;a href="http://turtlebay.foreignpolicy.com/posts/2011/12/06/is_sudan_heading_toward_civil_war?hidecomments=yes"&gt;guerra civil&lt;/a&gt;, com opositores clamando por uma derrubada &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1030368-lider-opositor-preve-revolucao-contra-omar-al-bashir-no-sudao.shtml"&gt;pacífica e rápida&lt;/a&gt; do longevo Omar al-Bashir (algo bem difícil de se esperar de um ditador que tem no seu currículo o genocídio de Darfur e não vai largar o osso tão cedo após mais de 20 anos no poder...), e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1027878-sudao-do-sul-diz-que-bombardeio-do-norte-matou-17-civis.shtml"&gt;escaramuças&lt;/a&gt; periódicas com o vizinho do sul. E isso pra não entrarmos na questão de Darfur, que ainda rende muitas mortes e conflitos incessantes (o último, devido à morte de um &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_noticias/2011/12/111225_sudao_combates_rn.shtml"&gt;líder rebelde&lt;/a&gt;). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prestem atenção – vendo de maneira superficial, temos 3 focos diferentes de conflitos e crises humanitárias, em uma região que era um único país há pouco mais de um ano! O que tiramos disso tudo? Bem, primeiramente, vemos que o tempo passa, o tempo voa, e nada muda naquela região da África subsaariana – seja na Somália ou no Sudão, expectativa de melhora em curto prazo é praticamente zero. Fome, miséria e falta de governança, com governos corruptos e/ou incapazes somados à ignorância internacional, parecem ser algo endêmico e que gera conflito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, a criação do Sudão do Sul, em que se esperava haver a possibilidade de finalmente conter a guerra civil que existia há décadas, serviu apenas para reduzir a escala do conflito e limitar seus participantes - sem que se diminuíssem a crueza dos combates e o sofrimento humanitário. Por fim, uma ligação curiosa e irônica entre os casos da Síria e do Sudão - o &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-pior-monitor--de-direitos-humanos--do-mundo--,816964,0.htm"&gt;chefe&lt;/a&gt; da criticada e, até o momento, pouco efetiva missão de observadores é um aliado de al-Bashir e procurado pelo TPI por ser um dos criadores das milícias "janjaweed". Com essa experiência, não é de se espantar que a missão de observadores não esteja dando muitos frutos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-1903038488566980004?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/AT11mwFEm0o" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/AT11mwFEm0o/como-o-raphael-comentou-na-postagem-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-rbCGWq7QO1s/TwrddkDl8YI/AAAAAAAAAcc/bT0i23hxXCY/s72-c/jerm-south-sudan.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/como-o-raphael-comentou-na-postagem-da.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-7577491787075480328</guid><pubDate>Sat, 07 Jan 2012 15:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-07T22:44:46.733-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><title>Que vença o melhor</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mBCqBjhjzVo/TwhmT7oOUjI/AAAAAAAAAV4/hqQg0RJCiDk/s1600/6a00d8341d417153ef01675fe1f78e970b-800wi.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://4.bp.blogspot.com/-mBCqBjhjzVo/TwhmT7oOUjI/AAAAAAAAAV4/hqQg0RJCiDk/s320/6a00d8341d417153ef01675fe1f78e970b-800wi.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Ou não. Definir quem será o melhor candidato, aquele que represente a base republicana, não é tarefa fácil. Em outro &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/10/uma-curiosa-corrida-presidencial.html"&gt;artigo&lt;/a&gt;, já havia tratado do sistema eleitoral norte-americano, o qual apresenta peculiaridades interessantes e enseja debates intensos dentro dos partidos majoritários nos Estados Unidos. A longa e árdua &lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/01/conheca-os-pre-candidatos-e-entenda-previas-republicanas-dos-eua.html"&gt;jornada&lt;/a&gt;, que começou oficialmente nesta terça-feira, culminará na convenção do partido republicano em agosto. Somente então, o candidato será oficialmente anunciado pelo partido e embarcará em uma nova disputa contra o atual presidente Barack Obama. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
No caso republicano, o cenário que se afigura é o de um presidente cambaleante ante o nível de desemprego alto e sua popularidade baixa. Nenhum presidente, exceto Ronald Reagan, foi eleito com um índice de desemprego superior a 6% (Obama enfrenta 9,1%). Desta forma, haveria uma oportunidade de retomada do poder pelos republicanos. O termo &lt;i&gt;“haveria”&lt;/i&gt; é proposital, uma vez que a vantagem depende da união da oposição em torno de uma candidatura. Até o momento não parece existir tal preceito. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
De um lado, figura &lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/01/mccain-apoia-romney-como-candidato-republicano-casa-branca.html"&gt;Mitt Romney&lt;/a&gt;, tido com um conservador moderado; de outro, aparecem Rick Perry, Rick Santorum, Newt Gringrich e Ron Paul, que se colocam junto à base republicana mais conservadora. No caso de vitória do primeiro, existe a possibilidade de enfraquecimento do partido junto aos mais apegados a ideários defendidos, por exemplo, pelo Tea Party. Considerando uma vitória do segundo grupo, há a possibilidade de rejeição dos mais moderados e mesmo dos independentes. &lt;a href="http://www.politico.com/news/stories/0911/63702.html"&gt;Romney&lt;/a&gt;&amp;nbsp;é conservador, ainda que para alguns não o suficiente, aparentando ser o que possui as &lt;a href="http://www.economist.com/content/republican-candidates-president"&gt;melhores credenciais&lt;/a&gt; para enfrentar Obama. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Contudo, a corrida norte-americana pela Casa Branca reserva &lt;a href="http://www.realclearpolitics.com/epolls/2012/president/us/republican_presidential_nomination-1452.html#polls"&gt;surpresas&lt;/a&gt;. Há seis meses, Romney liderava as pesquisas, há três meses foi a vez de Rick Perry assumir a ponta, logo depois veio Herman Cain seguido por Newt Gringrich, para finalmente Romney voltar a liderar. Tudo pode mudar, talvez agora com as disputas estado por estado o cenário comece a se solidificar. Na primária de Iowa, que abriu a disputa republicana, &lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/18937/romney+vence+as+primarias+republicanas+de+iowa+por+8+votos.shtml"&gt;Romney venceu&lt;/a&gt; Santorum por oito votos (ambos com 25% do total), seguido por Paul com 21,3%, Gringrich com 13% e Perry com 10,3%. Desistentes vão ficando pelo caminho, tal qual &lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/01/republicana-michele-bachmann-desiste-de-pre-candidatura-nos-eua.html"&gt;Bachman&lt;/a&gt;, Cain e Huckabee, enquanto a disputa começa a se circunscrever a poucos. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Obama, mesmo negando, já está em campanha. Como se estivesse em uma &lt;i&gt;pole position&lt;/i&gt;, esperando alguém se posicionar do seu lado para a largada. A vantagem pode não ser numérica, relembrando os últimos dados relativos àeconomia e projeções para a eleição, mas resta tempo para Obama limpar seu lado da pista e torcer para que as primárias republicanas causem avarias ao oponente. Tudo pode mudar já na primeira curva. O atual presidente, que tem alguma vantagem, necessitará alinhar seu discurso a conquistas (essencialmente na economia e no combate ao desemprego). O &lt;i&gt;“change, we believe in”&lt;/i&gt; e o ser diferente do tradicional de Washington, parte da plataforma adotada em 2008, foram suplantados por dados reais. Resta esperar o combatente escolhido para enfrentá-lo. Que vença o &lt;a href="http://www.economist.com/blogs/democracyinamerica/2012/01/media-and-primaries"&gt;melhor&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-7577491787075480328?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=ics2c7uBZaU:qN2nJBxepvY:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/ics2c7uBZaU" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/ics2c7uBZaU/que-venca-o-melhor.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Felipe Kitamura)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-mBCqBjhjzVo/TwhmT7oOUjI/AAAAAAAAAV4/hqQg0RJCiDk/s72-c/6a00d8341d417153ef01675fe1f78e970b-800wi.png" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/que-venca-o-melhor.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-2712598430855765511</guid><pubDate>Fri, 06 Jan 2012 20:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-06T20:31:02.305-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Américas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polêmica</category><title>Falklands ou Malvinas?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0cb1iGNTeDQ/TwdbW8dBhtI/AAAAAAAACsI/TPIeMv1FHFI/s1600/post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 185px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-0cb1iGNTeDQ/TwdbW8dBhtI/AAAAAAAACsI/TPIeMv1FHFI/s320/post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694620703576393426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o Ano Novo começa com uma antiga reivindicação dos nossos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hermanos&lt;/span&gt; argentinos: a soberania das Ilhas Malvinas (ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falklands&lt;/span&gt;, para os britânicos). Na semana de comemoração (?) dos 179 anos de ocupação do território pelo Reino Unido, ocorrida em 1833, a recente decisão do Mercado Comum do Sul (Mercosul) de &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5527707-EI8140,00-Mercosul+impedira+barcos+das+Malvinas+em+seus+portos.html"&gt;proibir a presença de barcos com a bandeira das Malvinas em seus portos&lt;/a&gt; alcança ainda mais repercussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de o Brasil, o Uruguai e, obviamente, a Argentina acordarem tal proibição (o Paraguai não tem litoral) no final do ano passado, agora o Chile também entra na lista dos apoiadores diretos. As iniciativas de isolamento das ilhas têm gerado &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/londres-preocupada-com-decisao-do-mercosul-sobre-as-malvinas/n1597418795240.html"&gt;preocupação no meio diplomático britânico&lt;/a&gt;, o qual considera sem justificativa o prejuízo do sustento da colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de retomada das negociações acerca da soberania das Malvinas vem sendo constantemente exposta há anos pelo governo argentino, sem que os britânicos cedam em aspecto algum. &lt;a href="http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=464693&amp;amp;Itemid=1"&gt;Em fóruns multilaterais&lt;/a&gt;, a importância deste diálogo já foi reforçada pelos países-membros do Mercosul, da União de Nações Sul-americanas (Unasul), da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), da Cúpula de Países Sulamericanos e Países Árabes (ASPA), da Cúpula de Países Sulamericanos e Africanos (ASA), do Grupo dos 77, entre outros mais... contudo, nenhum mecanismo foi ainda capaz de provocar a mobilização do governo inglês neste sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que, para os ingleses, não se trata apenas de uma região estratégica do ponto de vista geográfico nas Américas, mas também – ou principalmente – do ponto de vista político-econômico: a exploração dos recursos naturais locais (petróleo!) e a realização de atividades militares nas ilhas, por exemplo, deixam claro alguns dos motivos pelos quais o país da Rainha permanece intransigente. (&lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2010/02/racionalizando-as-emocoes.html"&gt;Confira aqui um interessante post já publicado no blog a respeito.&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a chancelaria argentina, apenas uma solução pacífica, mas definitiva, a essa disputa pela soberania das ilhas acarretará o fim de &lt;a href="http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=464693&amp;amp;Itemid=1"&gt;"[...] uma anacrônica situação, incompatível com a evolução do atual mundo pós-colonial"&lt;/a&gt;. Enquanto isso não acontece, meios diversos vem sendo adotados pela Argentina e seus parceiros, tal como esta polêmica decisão de fechamento dos portos brasileiros, uruguaios, chilenos e argentinos às embarcações das Malvinas (aguardemos suas consequências!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo "pós-colonial" em que vivemos enfrenta ainda muitos desafios internacionais, sendo a luta pela soberania das Malvinas um dos mais conhecidos e complicados. Por um lado, há a indisponibilidade britânica ao diálogo que pode acarretar a perda de um território de grande relevância geopolítica na atualidade. Por outro lado, a pressão sul-americana vem sendo promovida das mais variadas formas possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, mesmo após quase dois séculos, &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19325"&gt;a disputa não parece ter um fim próximo&lt;/a&gt;. Pelo menos não enquanto o Reino Unido não enxergar uma contrapartida à altura para ceder e conceber que as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falklands&lt;/span&gt; sejam, oficial e finalmente, as Malvinas argentinas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-2712598430855765511?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=cMN4GHLFALw:gok-pJYtkN8:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/cMN4GHLFALw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/cMN4GHLFALw/falklands-ou-malvinas.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-0cb1iGNTeDQ/TwdbW8dBhtI/AAAAAAAACsI/TPIeMv1FHFI/s72-c/post.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/falklands-ou-malvinas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-6425068201294220330</guid><pubDate>Fri, 06 Jan 2012 01:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-06T03:19:51.172-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Há um ano...</category><title>Há um ano...</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GW5w69anVNY/TwaEWknMeaI/AAAAAAAAAdY/84FgRvBN3YM/s1600/tempo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GW5w69anVNY/TwaEWknMeaI/AAAAAAAAAdY/84FgRvBN3YM/s320/tempo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694384302176631202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o primeiro texto de nossa coluna de 2012, nada melhor do que retomar as discussões marcantes que a Página Internacional realizava logo no início de 2011. Expectativas sobre o governo Dilma e sobre o futuro da zona do Euro, o plebiscito que levaria à divisão do Sudão e a “talebanização” da faixa de Gaza eram os temas abordados na primeira semana de 2011 no blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No primeiro texto do ano (confiram &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/virando-pagina-o-brasil-tem-uma-nova.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), de autoria do Luiz Felipe, nos é apresentada a grande expectativa em torno do governo Dilma e a dificuldade de se preenchê-la. Não uma expectativa de ruptura, de muito novo, mas de continuidade e com um estilo próprio. Essa dúvida, ainda hoje, nos é apresentada diariamente. Da famosa “faxina” de ministros com posturas inadequadas até a adoção de posições um pouco diferentes na política externa, um ano depois, Dilma parece ainda viver o dilema dos indicados pela continuidade. Já tem demonstrado um estilo próprio e parece não compartilhar da noção política de confiança de seu antecessor, mas, ainda é preciso mais tempo e, nesse ponto, um ano depois, a pergunta central do post se mostra muito atual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A adesão da Estônia à União Europeia, como colocou o Álvaro (clique &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/ano-novo-vida-nova.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;para conferir), era um dos poucos sorrisos que os países europeus, após três anos de crise, conseguiam esboçar no início de 2011. Quem diria que, no início de 2012, as tentativas de represar e ignorar a crise iria formar a enchente que derrubaria os líderes gregos, italianos, portugueses, espanhóis e desencadearia nos milhões de indignados pelo continente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, na África, a Bianca nos brinda com um excelente texto sobre o plebiscito que levaria à emancipação do mais novo Estado da ONU, o Sudão do Sul (confiram &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/babel-sudanesa.html"&gt;aqui!&lt;/a&gt;). Comparando a atuação das grandes potências do século XIX a audácia dos homens descrita no mito bíblico da Torre de Babel, o texto nos leva mais a fundo na realidade do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na mesma semana, Giovanni levanta uma interessante crítica a uma notícia recorrente à época sobre a possível “talebanização” de Gaza, significando que como o Taleban no Afeganistão, o Hamas estaria tomando caminho semelhante ao se tornar a organização política dominante no país de maneira quase imperceptível aos olhos de todos (clique &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/e-hora-da-hamanizacao.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;para relembrar).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses eram os temas abordados na primeira semana do ano passado pelo blog. Além desses textos, também demos seguimento a nossa coluna, Conversando com a Teoria, abordando um &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/01/conversando-com-teoria.html"&gt;estudo de caso do liberalismo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já é usual, observamos temas caducando e outros ganhando cada vez mais prosseguimento. A crise Europeia como o tema do momento, o futuro do governo Dilma como uma dúvida recorrente e as incertezas sob o domínio da faixa de Gaza como questionamento permanente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso aí, pessoal, postando, discutindo e relembrando! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-6425068201294220330?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/CJliLGLYCNc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/CJliLGLYCNc/ha-um-ano.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-GW5w69anVNY/TwaEWknMeaI/AAAAAAAAAdY/84FgRvBN3YM/s72-c/tempo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/ha-um-ano.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-2360735566577582756</guid><pubDate>Mon, 02 Jan 2012 22:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-02T20:13:24.492-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Política Externa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Europa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Defesa; Segurança e Paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oriente Médio e Mundo Islâmico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Economia</category><title>Estreitando relações</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lCrOoYO3SsU/TwIrke20WNI/AAAAAAAAAbA/9CSSJ8BV9_k/s1600/IR%25C3%2583-ORMUZ-estreito-petr%25C3%25B3leo-TL-20111227.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 217px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-lCrOoYO3SsU/TwIrke20WNI/AAAAAAAAAbA/9CSSJ8BV9_k/s320/IR%25C3%2583-ORMUZ-estreito-petr%25C3%25B3leo-TL-20111227.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693160784707999954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o fim das festas de fim de ano, voltamos a analisar o que anda acontecendo pelo mundo de um modo mais atento. Mas 2012 não traz tantas novidades em termos de protagonistas - a notícia do momento é aquela movimentação meio exagerada de navios e porta-aviões no estreito de Ormuz, em resposta à ameaça iraniana de fechar uma das principais rotas de escoamento de petróleo. Afinal, 40% do "excremento do diabo" que é produzido no mundo passa por lá, o que faz com que essa ameaça faça muito mais do que deixar os mercados importadores de cabelos em pé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra variar, é o Irã que causa a comoção, jurando que consegue &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,fechar-o-estreito-de-ormuz-e-muito-facil-chefe-naval-do-ira,816055,0.htm"&gt;fechar facilmente&lt;/a&gt; o estreito caso haja imposição de mais sanções a seu &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ira-ameaca-fechar-passagem-de-petroleo-se-sofrer-sancoes-por-programa-nuclear,815844,0.htm"&gt;programa nuclear&lt;/a&gt;. Sim, esse mesmo (que pelo jeito vai dar o que falar em 2012). A resposta tinha como endereço a Comunidade Europeia, mas quem veio ao resgate foram os EUA, mandando porta-aviões e outros navios de guerra para "exercícios de rotina" na região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os mais exasperados já levantam a possibilidade de guerra em médio prazo. Afinal, para os que não estão familiarizados com estudos estratégicos, o envio de navios é o sinal mais claro de projeção de poder, ainda mais com a presença de um único porta-aviões com capacidade maior que a de muitas forças aéreas do mundo. Além do mais, Israel anda meio ressabiado (mesmo que muita gente por lá considere uma tolice entrar em guerra agora), e o principal entusiasta da demonização do Irã, a Arábia Saudita, finalmente se viu diretamente ameaçada e com uma desculpa legítima pra pedir o amparo de Washington (e, no meio do processo, comprar quase 100 &lt;a href="http://jornaldeangola.sapo.ao/13/4/washington_vende__avioes_a_arabia_saudita"&gt;aviões de caça&lt;/a&gt; em troca de uns petrodólares).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, não é pra tanto. Como dizia o Raymond Aron, os dois braços das relações exteriores de um país são suas forças armadas e sua diplomacia, e esse tipo de manobra é bem comum na política externa, ainda mais dos EUA. Basta ver como eles reagem à presença chinesa no Pacífico - se Beijing faz acordos ou aumenta sua presença militar, lá vão os EUA fazendo exercícios navais e coisas do gênero. E, no fim, todos trocam sorrisos, dizem que são exercícios de rotina e a vida continua, com um reconhecendo a presença e o poder do outro, e sem um tiro disparado. Não se surpreendam se o mesmo ocorrer nas próximas semanas - EUA manda porta-aviões, Irã testa mísseis, muita especulação... e no fim, cada um volta pro seu canto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso de Ormuz, temos um Irã arredio, mas que dependia de um blefe arriscado. Agora que os EUA já responderam com sua presença marítima, é muito improvável que vá ocorrer qualquer conflito - o Irã não se arriscaria a ir às vias de fato, ainda mais nesse momento em que sua influência está se dando de um modo muito mais brando (e exitoso) em outros países da região como a Síria e o Iraque. O risco de uma manobra assim não compensaria os custos. Na verdade, nem mesmo os EUA querem (mais) uma guerra. Os únicos que estariam mais inclinados a isso seriam Israel (com algumas ressalvas) e a Arábia Saudita, que só tem a ganhar com uma invasão ao Irã. Enquanto isso, Teerã tem meios mais interessantes de mexer com o preço do petróleo, e na verdade esse grande blefe teria servido na verdade apenas para mostrar que, independentemente dos meios, o país pode retaliar a possíveis sanções, só pelo fato de se sentir à vontade para fazer essas ameaças...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-2360735566577582756?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/LE0sN9HLsSE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/LE0sN9HLsSE/estreitando-relacoes.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-lCrOoYO3SsU/TwIrke20WNI/AAAAAAAAAbA/9CSSJ8BV9_k/s72-c/IR%25C3%2583-ORMUZ-estreito-petr%25C3%25B3leo-TL-20111227.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2012/01/estreitando-relacoes.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-8281594761078047168</guid><pubDate>Sun, 01 Jan 2012 00:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-01T17:42:01.104-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Post Especial</category><title>Lições de 2011</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0jNMFlB2nUY/Tv-qOJTiBqI/AAAAAAAAAdM/7htrK6QawKE/s1600/2012-2.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-0jNMFlB2nUY/Tv-qOJTiBqI/AAAAAAAAAdM/7htrK6QawKE/s320/2012-2.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692455614012327586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-align: justify; "&gt;E 2011 vai se esvaindo. Estamos nos últimos minutos de um ano mais que emblemático para a política internacional. Ano de grandes desastres naturais e econômicos, dos terremotos, tsunamis e problemas nucleares às elevadíssimas dívidas públicas e pacotes de ajuda dos países da zona do Euro. Ano de incertezas para o meio ambiente e indignações para as populações. Das novas dúvidas sobre o uso da energia nuclear, das já antigas críticas aos programas nucleares de alguns poucos países e das Conferências da ONU que são louvadas como grandes passos para a política quando, na verdade, representaram apenas curtos passos para mitigações das mudanças climáticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ano ímpar para o Brasil. Tornamo-nos a sexta maior economia do mundo e estamos tentando achar um novo lugar internacionalmente, arriscando algumas novas posições em órgãos da ONU. O ano de desentendimentos no Mercosul, adoção de medidas mais duras com os vizinhos e novos projetos de integração regional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se quem tem boca vai a Roma, quem tem rede social vai muito mais longe! 2011 nos mostrou que é possível juntar indignação com internet e se obter uma mistura bem positiva. Um ano que Guy Fawkes, famoso personagem da história inglesa, passou a ser mais conhecido pelas máscaras no estilo “V de Vingança”. Vingança contra a incoerência, a incerteza, os autoritarismos e as crises. Assim, os protestos se manifestaram pelo mediterrâneo turco e as áridas praças do Egito e, sem preconceitos, demora ou vacilação, encontraram também seu caminho pelo velho mundo, deixando rastros dos pioneiros navegadores até o insular Reino Unido. Nem mesmo os Estados Unidos ficaram de fora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Theodore White, famoso jornalista político estadunidense conhecido por suas novelas e reportagens durante a Guerra Fria, disse uma vez, logo ao final da II Guerra, que o “mundo era fluido e estava prestes a ser refeito”. Essa frase transcende seu tempo e perdurará por muitos anos ainda. E acredito ser muito pertinente para encerrar o ano de 2011. Não temos nenhuma grande ruptura, mas estamos vivendo um processo histórico de transições. Lentas, mas com efeitos rápidos, assim é a fluidez de nosso mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perduram os interesses políticos e nacionais, as dificuldades de se negociar assuntos delicados, a prostração e procrastinação em muitos temas globais. Perduram as indiferenças, genocídios, preconceitos e discriminações. Mas a fluidez do mundo nos mostra que a participação pode levar a superações de situações de longa data e simples manifestações mostram o desânimo das populações frente ao status quo. Um desânimo que ainda denota otimismo e crença nas mudanças. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, gostaríamos de desejar a todos, que o ano de 2011 nos dê muitas lições da política internacional para nossas vidas para os próximos que virão. Desejamos a todos um excelente 2012, repleto de realizações, alegrias e saúde a todos vocês, nossos queridos leitores! Se esse ano foi excelente para nosso blog, com toda certeza foi devido à participação de todos vocês. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;FELIZ 2012!!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Equipe Página Internacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-8281594761078047168?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=UGL9IC9cDsk:vAndl2zJb_8:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/UGL9IC9cDsk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/UGL9IC9cDsk/licoes-de-2011.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-0jNMFlB2nUY/Tv-qOJTiBqI/AAAAAAAAAdM/7htrK6QawKE/s72-c/2012-2.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/licoes-de-2011.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-2357040179253813691</guid><pubDate>Fri, 30 Dec 2011 14:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-30T13:05:27.383-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos Humanos e Assistência Humanitária</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Organizações Internacionais</category><title>Riscos humanitários</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1kwPuYQ4ZqI/Tv3RgaA_KLI/AAAAAAAACr8/ZmbM3u3YSm8/s1600/post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-1kwPuYQ4ZqI/Tv3RgaA_KLI/AAAAAAAACr8/ZmbM3u3YSm8/s320/post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691935858735655090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o ano de 2011 termina com tristes acontecimentos no meio humanitário. Em Mogadishu (Somália), dois agentes humanitários da ONG Médicos sem Fronteiras (MSF) &lt;a href="http://www.msf.ca/news-media/news/2011/12/msf-deeply-shocked-and-saddened-by-the-killing-of-two-staff-members-in-a-serious-incident-in-mogadishu-somalia/"&gt;foram mortos em um atentado local&lt;/a&gt;, ainda com autoria indefinida. Este é o segundo caso grave em pouco tempo no país, pois outros três funcionários somalis de organizações humanitárias &lt;a href="http://www.gaz.com.br/noticia/320334-tres_agentes_humanitarios_morrem_na_somalia.html"&gt;foram também vítimas fatais&lt;/a&gt; na última semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Somália vive a pior seca de sua história que tem gerado, por conseguinte, o pior surto de fome da região (veja post no blog a respeito &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/08/cova-somaliana.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Esses fatores tornam urgente o desenvolvimento de ações humanitárias em grande escala no país, porém estas sofrem muitas vezes consequências graves advindas da falta de estrutura local. Grupos rebeldes lutam entre si e as principais vítimas são a população e os agentes humanitários. No último mês o grupo somali Al Shabaab (vinculado à Al Qaeda) chegou a &lt;a href="http://www.gaz.com.br/noticia/320334-tres_agentes_humanitarios_morrem_na_somalia.html"&gt;proibir a presença de agências humanitárias no território&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o risco aos trabalhadores humanitários não se restringe à Somália. Segundo relatório recente publicado pelo Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), os &lt;a href="http://english.peopledaily.com.cn/90001/90777/90856/7348736.html"&gt;ataques violentos triplicaram na última década&lt;/a&gt;, vitimando mais de 100 pessoas por ano. Apesar da proteção garantida pelas Convenções de Genebra do Direito Internacional Humanitário, a percepção local de que os agentes são cúmplices das políticas praticadas pelas partes envolvidas nos conflitos, bem como os ataques terroristas em áreas de risco, tem criado complexas situações de risco nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Florian Westphal, representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, o maior desafio da atualidade nesta área é &lt;a href="http://www.comunidadesegura.org/es/node/23118"&gt;encontrar o equilíbrio entre resolver as necessidades humanitárias como organizações neutras que normalmente trabalham sem proteção armada e, por outro lado, assegurar um nível mínimo de segurança para as equipes.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessa triste constatação, o supracitado relatório da OCHA reconhece ainda que os esforços humanitários continuam sendo realizados, buscando-se alternativas aos possíveis impedimentos existentes. Afinal, &lt;a href="http://english.peopledaily.com.cn/90001/90777/90856/7348736.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"The humanitarian principles of humanity, neutrality, impartiality and independence &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do matter&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-2357040179253813691?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?a=EPd8WMRAJJ0:XeZIfufR_1Y:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/paginainternacional?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/EPd8WMRAJJ0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/EPd8WMRAJJ0/riscos-humanitarios.html</link><author>noreply@blogger.com (Bianca Fadel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-1kwPuYQ4ZqI/Tv3RgaA_KLI/AAAAAAAACr8/ZmbM3u3YSm8/s72-c/post.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/riscos-humanitarios.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-6640998641870666407</guid><pubDate>Wed, 28 Dec 2011 01:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-26T14:01:02.739-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Post do leitor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Post Especial</category><title>Post do Leitor - Cairo Junqueira</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Pessoal, recebemos mais um post do leitor de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Cairo Junqueira&lt;/span&gt;, recém-formado em Relações Internacionais pela UNESP - Campus Franca. Dessa vez, ele faz uma breve e interessante retrospectiva dos acontecimentos que marcaram em 2011. Vale a pena conferir!] &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;2011: O ano de todas as quedas!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qbqiJBFistk/TvqBIxZcbrI/AAAAAAAAAco/ecVrxmGGey0/s1600/2011%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qbqiJBFistk/TvqBIxZcbrI/AAAAAAAAAco/ecVrxmGGey0/s320/2011%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691003066835037874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inicio dizendo que o título deste post foi copiado de uma matéria do Le Monde intitulada “2011, &lt;a href="http://www.lemonde.fr/m/portfolio/2011/12/23/2011-l-annee-de-toutes-les-chutes_1621551_1575563.html#xtor=EPR-32280513-[NL_M_le_magazine_du_monde]-20111223-[titres_haut]"&gt;l’année de toutes les chutes”&lt;/a&gt;. Na verdade, estava eu procurando alguma notícia que serviria de inspiração para uma retrospectiva do ano que se passou e esta frase me agradou bastante. Nela aparecem fotos retratando as mortes de Bin Laden e Kadafi, bem como as quedas de Mubarak, Berlusconi e Strauss-Kahn.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi um ano ímpar para a Política Internacional e, evidentemente, para as relações internacionais. Não só pelos fatos retratados no parágrafo anterior. Com as personificações, quando são apontados nomes de ditadores, políticos ou figuras públicas, torna-se bem mais fácil entender o que se passou nos últimos doze meses. Entretanto, meu intuito no presente tópico é mesclar tais acontecimentos com outros que também merecem análise aos leitores da “Página Internacional”.&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecemos pela morte de Bin Laden. Talvez, somente neste episódio os Estados Unidos mereceram grande atenção por parte da mídia internacional. Quero dizer que 2011 não foi um ano “à moda” norte-americana, uma das poucas atitudes destacadas foi a &lt;a href="http://www.noticiasbr.com.br/tropas-norte-americanas-deixam-iraque-ate-o-fim-do-mes-33135.html"&gt;retirada das tropas do Iraque&lt;/a&gt;. Mesmo assim, na última semana, saiu a notícia de que a solicitação de seguro desemprego no país diminuiu consideravelmente, alcançando níveis mais baixos desde 2008 e evidenciando uma possível recuperação e reestruturação política interna muito divulgada por Obama. Não acho que os EUA ficaram um pouco inertes no cenário internacional, sua presença é e continuará a ser necessária para as relações internacionais, contudo, outros acontecimentos abafaram sim algumas de suas ações.&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falemos do Fundo Monetário Internacional e da crise econômica na União Europeia, por exemplo. Era só abrir o jornal ou ler qualquer newsletter que lá apareciam os elevados índices de desemprego na Espanha, chegando à casa dos 25%, o suposto calote grego e as “mãos de ferro” de Sarkozy e Merkel para tentar controlar o abismo econômico e financeiro apresentado pelo bloco. Não sou especialista no assunto, mas o que eu destaco nestes episódios resume-se em dois simples fatos: de uma maneira ou de outra, a Europa aguentou a pressão, todavia... o medo de uma recessão econômica chegou aos países desenvolvidos! Juntamente com os presidenciáveis, Strauss-Kahn representou um pouco esta desordem nunca antes imaginada, principalmente no século XX, nos países do norte. Sinal dos tempos modernos ou, quem sabe, pós-modernos...&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;T&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ambém na Europa ocorreu um episódio que, para mim, teve papel central neste ano:&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/07/23/duplo-atentado-na-noruega-deixou-ao-menos-87-mortos.jhtm"&gt; o duplo atentado na Noruega&lt;/a&gt;. Aquele massacre na Ilha de Utoya trouxe ao debate algo muito visado nas relações internacionais, seja ela a questão multicultural. O autor do ataque identificou-se como nacionalista extremo e ultradireitista, mas o mais notável foi tudo isso ter acontecido em um país que tem uma cultura e um histórico voltados para a paz. Quero dizer que ninguém esperava estes acontecimentos que demonstram os sinais dos tempos. Para o bem ou para o mal, a interdependência entre os países existe e o ataque com carro-bomba em Oslo demonstrou, também, que nenhum país passa ileso pelas questões contemporâneas envolvendo, além da supracitada questão cultural, movimentos racistas, pressões governamentais e problemas com segurança internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudemos para o Oriente Médio e a África. 2011 foi, com certeza, o ano da Primavera Árabe. Manifestações públicas, guerra civil, descontentamento com governos autoritários, renúncia de Mubarak e morte de Kadafi representaram a volta pelos anseios democráticos. Este é o principal ponto para minha análise: a democracia! Não entrarei no mérito de especificar o que é ou o que dá as bases para um governo democrático, mas usarei o pensamento de Robert Dahl, professor emérito de Ciência Política da Universidade de Yale, para analisar este processo. No Egito e na Líbia, principalmente, foram vistas lutas para uma mudança total da organização política e, consequentemente, social, culminando em aspirações democráticas, tanto no âmbito real, quanto no ideal. Pelo primeiro, evidenciam-se as bases para um sistema representativo de governo e, para o segundo, estabelecem-se valores universais a serem alcançados para o bem-estar geral. Ambos foram vistos este ano na região, as manifestações objetivaram a queda dos governos e, ao mesmo tempo, uma maior participação política da sociedade.&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Ásia passou por uma série de turbulências. O tsunami que devastou o Japão talvez tenha sido a materialização de como 2011 foi um ano “incomum” no continente. Perdeu o posto de segunda maior economia mundial para a China e, tendo o nível de tecnologia reconhecido mundialmente, falhou por não ter previsto a dimensão da catástrofe natural. &lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/coreia-do-norte-morre-kim-jong-il-e-seu-filho-mais-novo-e-o-provavel-sucessor/344324/"&gt;A morte de Kim Jong-Il&lt;/a&gt; entrou para o rol histórico e colocou ainda mais dúvidas sobre o futuro político e nuclear da Coreia do Norte. Somente os chineses continuaram a sua caminhada de liderança, fortalecendo os BRICS e ganhando reconhecimento e prestígio internacionais.&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passemos à América Latina e ao Brasil. No meu &lt;a href="http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/post-do-leitor-cairo-junqueira.html"&gt;primeiro post aqui no blog&lt;/a&gt; já havia comentado sobre a integração na nossa região. Continuo destacando estas iniciativas neste ano, pois CELAC e UNASUL procuraram e deram uma nova roupagem positiva para o subcontinente nas relações internacionais. No nosso país, o que ficou em evidência foi a crise nos ministérios, &lt;a href="http://www.estadao.com.br/especiais/os-ministros-que-cairam-durante-o-governo-dilma,146906.htm"&gt;sete ministros deixaram seus postos&lt;/a&gt;, todavia a presidente Dilma não perdeu sua popularidade. Mesmo assim, não foi nada bom para a imagem do Brasil no exterior, que fechou o ano como a sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, de acordo com o &lt;a href="http://economia.ig.com.br/brasil-fecha-2011-como-a-sexta-maior-economia-do-mundo/n1597423059615.html"&gt;Centre for Economics and Business Research&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; E por ai vai... 2011 também foi o ano em que Steve Jobs faleceu, mas as redes sociais alcançaram patamares incríveis de popularidade evidenciados, principalmente, no movimento Occupy WallStreet. Foi o ano em que nasceu mais um Estado, o Sudão do Sul, e que outro, a Palestina, foi &lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/12/bandeira-palestina-hasteada-na-unesco-1.html"&gt;reconhecido pela UNESCO&lt;/a&gt;. Foi o ano que marcou uma década dos atentados de 11 de Setembro e duas da queda da União Soviética. Por fim, reafirmo que foi o ano das quedas e, ao mesmo tempo, o ano da elevação da classe média, &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,para-hobsbawm-protagonismo-da-classe-media-marca-revoltas-de-2011,814682,0.htm"&gt;segundo Eric Hobsbawm&lt;/a&gt;. Foi o ano em que o “11” passou a ser bem mais que um simples número.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-6640998641870666407?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/2crjy1PqaoQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/2crjy1PqaoQ/post-do-leitor-cairo-junqueira_27.html</link><author>noreply@blogger.com (Raphael Lima)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-qbqiJBFistk/TvqBIxZcbrI/AAAAAAAAAco/ecVrxmGGey0/s72-c/2011%2B2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/post-do-leitor-cairo-junqueira_27.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6291615623537513325.post-372623537850331314</guid><pubDate>Mon, 26 Dec 2011 14:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-30T13:08:08.011-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Defesa; Segurança e Paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Economia</category><title>Indústria de Defesa: afinal, e as RIs com isso?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="text-align: justify; "&gt;Damos continuidade a nossa série sobre Indústria de Defesa. Hoje, lidaremos com algumas implicações desse setor para as relações internacionais, e vice-versa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-J3-FlRaD2RI/TviIQSNXZCI/AAAAAAAAAa0/ztc3dInzEho/s320/Military_Defense.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690447942529803298" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 317px; height: 320px; " border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas últimas postagens, vimos um pouco sobre Indústria de Defesa (ID) e questões de orçamento e políticas. Agora, vamos entrar um pouco mais na relação do tema com questões internacionais. Afinal, clientes de uma boa ID são não apenas as Forças Armadas de seu país, mas de outros. E quando se fala em ID, estamos pensando em planejamento de Defesa. Aumento de gastos com essa indústria, por um lado, pode pressupor uma corrida armamentista ou despertar algum tipo de incômodo da parte de vizinhos ou rivais; ao mesmo tempo, tratados de cooperação podem render investimentos valiosos para o setor. A linha entre competição e cooperação é bastante tênue quando se fala em Defesa... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nisso entramos em um dos aspectos mais importantes do tema, a questão do “offset”. Esse termo, que ficou meio famoso por causa do Projeto F-X2 (de reaparelhamento da Força Aérea Brasileira), não é exclusivo de compras militares, mas no caso assume uma faceta mais importante. “Offset” é um pacote de, por assim dizer, “benefícios” que se obtêm ao comprar algo de fora – geralmente como acesso a códigos-fonte, financiamentos ou mesmo pessoal de fora, por um tempo limitado, como forma de “indenizar” o gasto feito pelo comprador. No caso do F-X2, por exemplo, a ideia é que, seja qual for o caça comprado pela FAB, fique disponível para o Brasil uma série de itens de alta tecnologia a fim de que o país consiga engrenar uma indústria efetiva no setor e, futuramente, ser capaz de produzir suas próprias aeronaves. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se isso vai acontecer, ou não (o mais provável), é outra história. Existem casos de offset que funcionam, geralmente entre parceiros muito próximos ou estratégicos, mas via de regra nenhum país do mundo simplesmente repassa esse tipo de item de boa vontade. Não é o fim do mundo – nesse sentido, entram outras possibilidades, das mais divertidas como a engenharia reversa ou a espionagem, às mais pragmáticas, como o investimento para desenvolvimento interno e apoio a centros de excelência para desenvolver por conta própria. É um caminho duro, mas que dá resultado em longo prazo, e tema pra conversas mais pra frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse ponto, vemos que cooperação internacional nesse setor sensível é algo bastante complicado... Mas, ao mesmo tempo, pode render dividendos muito bons. Se o desenvolvimento de capacidades estratégicas não acontece, pelo menos se formam laços de confiança, políticos e comerciais – por mais que não se repasse a tecnologia sensível, ainda se trata de um setor fundamental para a segurança e defesa dos países, e manter boas relações nessa seara é um bom sinal para as demais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6291615623537513325-372623537850331314?l=www.paginainternacional.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/paginainternacional/~4/_fEucy4NHnE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/paginainternacional/~3/_fEucy4NHnE/industria-de-defesa-afinal-e-as-ris-com.html</link><author>noreply@blogger.com (Álvaro Panazzolo Neto)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-J3-FlRaD2RI/TviIQSNXZCI/AAAAAAAAAa0/ztc3dInzEho/s72-c/Military_Defense.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.paginainternacional.com.br/2011/12/industria-de-defesa-afinal-e-as-ris-com.html</feedburner:origLink></item><language>en-us</language><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>

