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	<title>O Último Repórter</title>
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	<description>Enquanto existir um reporter, haverá jornalismo</description>
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		<title>O Último Repórter</title>
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		<title>Voltando</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 13:59:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de um começo até que bacana, esse blog acabou entrando em um longo período de hibernação. Se passaram 8 meses e, ao que tudo indica, ele agora renascerá – espero que por um período mais longo e de maior sucesso. Durante esses meses em que ficamos afastados, o jornalismo e os jornalistas contaram muitas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um começo até que bacana, esse blog acabou entrando em um longo período de hibernação. Se passaram 8 meses e, ao que tudo indica, ele agora renascerá – espero que por um período mais longo e de maior sucesso.</p>
<p>Durante esses meses em que ficamos afastados, o jornalismo e os jornalistas contaram muitas histórias. Muita gente boa – e algumas ruins também – morreu, tragédias aconteceram, empresas se uniram e até o fantasma da censura, que queríamos acreditar ser uma coisa mais do que enterrada, voltou a assombrar um <a href="http://www.estadao.com.br" target="_blank">jornal</a> que ousou falar mal do presidente do Senado.</p>
<p>O mundo mudou – a tal ponto que o discurso do <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1410191-5602,00.html" target="_blank">Nobel da Paz </a>foi um chamado à guerra –, mas os dilemas do jornalismo permanecem absolutamente os mesmo: como evitar a morte do jornal impresso?, como permitir que as empresas jornalísticas tenham lucros?, como aproveitar as potencialidades das novas mídias?, o que fazer com o público que também quer ser repórter?, o diploma é ou não fundamental? e tantas outras perguntas que, se fossemos listar, não teria espaço na internet para comportar tudo.</p>
<p>O <a href="https://oultimoreporter.wordpress.com/gabriel-aga/" target="_blank">autor</a> do blog também mudou muito nesses meses. De meio-bancário-meio-jornalista se converteu totalmente em jornalista. Com isso, pôde conhecer e viver muitas coisas que antigamente só imaginava. Pode ver, por exemplo, que, apesar de tudo, ainda existem jornalistas que querem, de fato, praticar o bom jornalismo.</p>
<p>Quem sabe agora, com mais experiência e sem as amarras impostas pela vida de bancário, esse blog não passe a ficar mais movimentado. Assim espero e pretendo que aconteça.</p>
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			<media:title type="html">Agá</media:title>
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		<title>&#8220;O papel encontrará outras funções&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 22:16:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Futuro do jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[Paulo Querido]]></category>
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					<description><![CDATA[Recomendo a leitura dessa entrevista do jornalista português Paulo Querido. Ele faz bastante sucesso na terra de Cabral, principalmente na internet, e sua opinião sobre o futuro do jornalismo deve sempre ser levada em conta &#8211; concorde-se ou não com ela. As teses dele, em grande medida, caminham ao lado da minha idéia de que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recomendo a leitura <a href="http://pauloquerido.pt/media/sobre-o-futuro-dos-jornais-e-do-jornalismo/" target="_blank">dessa entrevista</a> do jornalista português <a href="http://twitter.com/PauloQuerido" target="_blank">Paulo Querido</a>. Ele faz bastante sucesso na terra de Cabral, principalmente na internet, e sua opinião sobre o futuro do jornalismo deve sempre ser levada em conta &#8211; concorde-se ou não com ela.</p>
<p>As teses dele, em grande medida, caminham ao lado da <a href="https://oultimoreporter.wordpress.com/2009/04/11/saida-para-jornais/" target="_blank">minha idéia</a> de que os jornais de papel devem encontrar uma fórmula que permita algo (muito) além da notícia pura e simples.</p>
<p>Destaco, em especial, esse trecho:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Enquanto meio, não vejo o fim do papel nem a meio século. Agora como meio de transporte de jornalismo, sê-lo-á tendencialmente menos. Isto será vertical — ou seja, tanto as massas como as elites serão consumidoras do papel, o que quer que seja que ele veicule. Provavelmente, produtos de grande qualidade num topo e produtos de escasso valor no outro extremo.&#8221;</em></p></blockquote>
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		<title>Parar de falar o que já foi dito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 18:46:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Futuro do jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo policial]]></category>
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					<description><![CDATA[O livro Mídia e Violência, de Silvia Ramos e Anabela Paiva, logo no final de seu primeiro capítulo chega à seguinte conclusão “ela [a imprensa] corre atrás da notícia do crime já ocorrido ou das ações policiais já executadas, mas tem pouca iniciativa e usa timidamente a sua enorme capacidade de pautar um debate público [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O livro Mídia e Violência, de Silvia Ramos e Anabela Paiva, logo no final de seu primeiro capítulo chega à seguinte conclusão “ela [a imprensa] corre atrás da notícia do crime já ocorrido ou das ações policiais já executadas, mas tem pouca iniciativa e usa timidamente a sua enorme capacidade de pautar um debate público consistente sobre o setor.” A obra foca sua atenção na cobertura policial, mas tal conclusão pode ser facilmente estendida às demais áreas do jornalismo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Já falei sobre isso </span><a href="https://oultimoreporter.wordpress.com/2009/03/05/novas-formulas/"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">aqui</span></a><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> no blog, mas vale a pena repetir: o leitor não precisa ser informado daquilo que ele já sabe. Enquanto os jornais continuarem a simplesmente noticiar o que aconteceu – e que hoje, principalmente com o advento da internet, o leitor já sabe há tempos – as pessoas vão continuar fugindo deles. Não há interesse em gastar dinheiro e sujar as mãos para ler em um meio cujo formato não é nada prático para segurar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span id="more-98"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Dar opiniões pode ser uma saída. Porém, como já disse no artigo citado acima, as revistas, o rádio, a TV e a internet já fazem isso com muita competência. Será que realmente é essa a saída? Investir naquilo que os outros já fazem é o caminho? Definitivamente creio que não.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">A verdadeira saída para os jornais é se antecipar aos fatos. Parar de correr atrás das notícias e lançar debates sobre as questões de interesse público. Ao invés de noticiar crimes, fazer acompanhamento periódico dos números de violência das cidades. Ao invés de divulgar o corte de juros, mostrar prós e contras de uma taxa mais baixa. Ao invés de repetir o que já foi dito sobre a demissão do presidente do Banco do Brasil, buscar desconstruir sua gestão, tentando descobrir o que, de fato, pesou na decisão e também lançar luzes sobre o que esperar do novo comandante do banco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Se o jornal passar a trazer um conteúdo realmente diferenciado aos seus leitores, a chance de as vendas se recuperarem é real. Por outro lado, se nada for feito a tendência é que a situação só se agrave.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>lainformacion.com</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 20:11:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Futuro do jornalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Mario Tascón é um dos jornalistas espanhóis mais festejados ao redor do mundo.  Fundador do El Mundo, também comandou o braço digital do El País, a empresa Prisacom. Desde abril do ano passado, porém, Tascón largou as grandes corporações para construir seu próprio projeto de jornalismo “do futuro”. Resultado desse trabalho, está para nascer o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Mario Tascón é um dos jornalistas espanhóis mais festejados ao redor do mundo. <span> </span>Fundador do <a href="http://elmundo.es/" target="_blank">El Mundo</a>, também comandou o braço digital do <a href="http://www.elpais.com/" target="_blank">El País</a>, a empresa <a href="http://prisacom.es/prisacom/prisacom.html" target="_blank">Prisacom</a></span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">. Desde abril do ano passado, porém, Tascón largou as grandes corporações para construir seu próprio projeto de jornalismo “do futuro”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Resultado desse trabalho, está para nascer o site <a href="http://www.lainformacion.com">lainformacion.com</a>, que se calcará em um tripé formado por “robôs”, leitores e profissionais. Segundo a própria equipe, “se fossemos dar nomes aos ‘protagonistas’ de cada vértice, estaríamos falando de <a href="http://www.elpais.com/" target="_blank">ELPAÍS.com</a></span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">, <a href="http://elmundo.es/" target="_blank">Elmundo.es</a> ou <a href="http://www.20minutos.es/" target="_blank">20Minutos.es</a></span></span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> no canto dos profissionais, de </span><a href="http://meneame.net/" target="_blank"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Menéame</span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> ou </span><a href="http://digg.com/" target="_blank"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Digg</span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> no dos usuários e de </span><a href="http://news.google.es/" target="_blank"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Google News</span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> ou </span><a href="http://www.topix.com/" target="_blank"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Topix</span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> no dos robôs.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span id="more-94"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O site nasce baseado nas teorias de Tascón de que os jornais tal qual conhecemos hoje, deixarão de existir em um curtíssimo espaço de tempo, dando lugar a pequenas e flexíveis telas, onde poderemos interagir com as notícias e nenhum conteúdo se resumirá a um simples texto. Os criadores de lainformacion.com acreditam que jornais de papel continuarão a existir apenas sob a forma dos gratuitos e em países subdesenvolvidos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Em tempos de absoluta incerteza, como esse que vive o jornalismo, é natural que surjam inúmeras novas idéias e que outro tanto sejam reinventadas. Nem todas essas idéias merecem atenção. Outras, pelo contrário tem que ser observadas bem de perto porque a chance de vingarem é enorme. É isso que acontece com lainformacion.com. Só por ter a grife Mario Tascón em seu comando já dá peso ao site. Mas não é só isso. A idéia parece ser interessante, apesar de – como os próprios autores admitem – não trazer nenhuma grande novidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Juntar três tendências em uma só tem tudo para dar certo. Ainda mais sendo feito por quem entende de internet. A colaboração do leitor, não precisa ser necessariamente na feitura de matérias, como muita gente pensa. Sua principal contribuição é dizer o que realmente interessa. Ao que tudo indica é isso que o lainformacion.com aproveitará, uma vez que sua referência no “vértice dos usuários” é o <a href="http://digg.com/" target="_blank">Digg</a></span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Eu ponho fé no projeto. Mas, como tudo na internet, quem decidirá seu sucesso não é meia dúzia de intelectuais, e sim todo um universo de usuários.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Para finalizar, sugiro que vejam o vídeo publicado no lainformacion.com sobre como será o jornalismo em 2025.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><iframe class="youtube-player" width="450" height="254" src="https://www.youtube.com/embed/wa2raYQq3u0?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></p>
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		<item>
		<title>Como lidar com um entrevistado engraçado?</title>
		<link>https://oultimoreporter.wordpress.com/2009/03/24/entrevista-engracado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 03:33:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saia Justa]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[petrefiolismo]]></category>
		<category><![CDATA[sanduiche-iche]]></category>
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					<description><![CDATA[O que fazer quando se deparar com entrevistados engraçados? Existe alguma técnica para controlar o riso e fingir que nada está acontecendo? É melhor &#8220;cortar&#8221; a pessoa ou dar chance de ela se reerguer? Deêm suas dicas. Para exemplificar o que estou falando &#8211; e também para divertir a galera -, aqui vão dois exemplos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que fazer quando se deparar com entrevistados engraçados? Existe alguma técnica para controlar o riso e fingir que nada está acontecendo? É melhor &#8220;cortar&#8221; a pessoa ou dar chance de ela se reerguer?</p>
<p>Deêm suas dicas.</p>
<p>Para exemplificar o que estou falando &#8211; e também para divertir a galera -, aqui vão dois exemplos bem clássicos.</p>
<p style="text-align:center;"><iframe class="youtube-player" width="450" height="254" src="https://www.youtube.com/embed/mEoRhm8DkF4?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p style="text-align:center;"><iframe class="youtube-player" width="450" height="254" src="https://www.youtube.com/embed/rVjibkJ8ezY?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
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			<media:title type="html">Agá</media:title>
		</media:content>
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		<item>
		<title>SEMPRE é possível fazer diferente</title>
		<link>https://oultimoreporter.wordpress.com/2009/03/20/inovar-no-jornalismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 04:03:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bons exemplos]]></category>
		<category><![CDATA[casos polêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[Fritzl]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo policial]]></category>
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		<category><![CDATA[opções]]></category>
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					<description><![CDATA[A dica vem do blog Novo em Folha, comandado pela @anaestela. No post “Delicadeza num caso escabroso” ela mostra uma matéria do Guardian em que o caso Josef Fritzl – o “monstro austríaco”, para quem não ligou o nome à pessoa – é retratado de uma forma bastante diferente. A história é para lá de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">A dica vem do blog <a href="http://novoemfolha.folha.blog.uol.com.br" target="_blank">Novo em Folha</a>, comandado pela <a href="http://twitter.com/anaestela" target="_blank">@anaestela</a>. No post <a href="http://novoemfolha.folha.blog.uol.com.br/arch2009-03-15_2009-03-21.html#2009_03-19_20_13_15-11540919-0" target="_blank">“Delicadeza num caso escabroso”</a> ela mostra uma matéria do <a href="http://www.guardian.co.uk/" target="_blank">Guardian</a> em que o caso Josef Fritzl – o “monstro austríaco”, para quem não ligou o nome à pessoa – é retratado de uma forma bastante diferente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">A história é para lá de escabrosa, mas todos os comentários possíveis sobre seu caráter já foram expostos logo que ela veio a tona. Agora, com o julgamento do criminoso, o que passamos a ver foi uma repetição das mesmas matérias que já haviam sido publicadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O Guardian resolveu fugir do óbvio. <span lang="EN-US">No texto <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/19/josef-fritzl-austria/print" target="_blank">“Josef Fritzl trial: &#8216;She spent the first five years entirely alone. </a></span><a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/19/josef-fritzl-austria/print" target="_blank">He hardly ever spoke to her&#8217;”</a></span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">, da jornalista Kate Connolly, passamos a ter uma nova visão sobre o caso. O que se ressalta na matéria não é o perfil monstruoso do engenheiro que manteve sua filha em cativeiro durante 24 anos. O trabalho de Kate nos apresenta a vida de Elisabeth Fritzl, trazendo a face humana do caso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span id="more-87"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Ao escrever sobre um evento como esse, é muito fácil cair no sensacionalismo. Basta aplicar alguns adjetivos fortes, retransmitir meia-dúzia de idéias-comuns e tratar o assunto com o máximo de superficialidade possível. Você pode escrever muito sobre o tema, porém não precisa, necessariamente, dizer nada. Contar apenas a versão da polícia é um bom começo. Para dar um toque emocional, basta mostrar uma foto do porão onde a menina passou sua vida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Pode ser fácil e talvez você até vá para casa com a sensação de dever cumprido depois de escrever uma matéria assim. Por outro lado, tenho a certeza de que a satisfação será muito maior caso resolva contar uma história de verdade. Que Elisabeth e seus filhos passaram anos a fio sem ver a luz do sol, todos já sabemos. Como foi, porém, essa experiência? O que a menina perdeu durante os 24 anos em que ficou trancada e foi repetidamente abusada por seu próprio pai?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Muitas perguntas podem e devem ser respondidas durante uma matéria jornalística. Em um primeiro momento, narrar os fatos de uma maneira fria e – quase – burocrática pode ser importante para situar o leitor perante os acontecimentos. Todavia, repetir tudo isso meses depois, acrescentando somente a pena a que o criminoso foi condenado não tem utilidade real para o leitor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Todos os textos que vi na internet sobre o caso traziam apenas uma ou duas fotos de Josef Fritzl e sua inigualável cara de louco. Foi apenas no Guardian que encontrei uma foto de Elisabeth. Assim como foi somente através desse texto que pude imaginar como o pai fez para encarcerar a própria filha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Qualquer estudante de jornalismo – e até mesmo as velhas cobras da profissão – deve guardar esse texto como um exemplo a ser seguido. Ele é a prova de que sempre é possível fazer diferente. Ainda mais quando todos os seus concorrentes exploram o mesmo caminho.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O registro de ponto nas empresas jornalísticas</title>
		<link>https://oultimoreporter.wordpress.com/2009/03/15/registro-de-ponto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 22:36:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[controle de ponto]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Associados]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Infoglobo]]></category>
		<category><![CDATA[opções]]></category>
		<category><![CDATA[relações trabalhistas]]></category>
		<category><![CDATA[Sindicato]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro intensificou nos últimos dias uma campanha para que o ponto eletrônico seja adotado nas redações do Infoglobo (responsável pelos jornais O Globo, Extra e Expresso). Apesar da resistência inicial da empresa e das dúvidas dos jornalistas, ao que tudo indica chegou-se a um acordo e em breve [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O <a href="http://www.jornalistas.org.br/" target="_blank">Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro</a></span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> intensificou nos últimos dias uma campanha para que o ponto eletrônico seja adotado nas redações do Infoglobo (responsável pelos jornais O Globo, Extra e Expresso). Apesar da resistência inicial da empresa e das dúvidas dos jornalistas, ao que tudo indica chegou-se a um acordo e em breve o sistema já estará implementado nas redações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Mesmo com a idéia em vias de ser implementada, ela ainda não é consenso entre os interessados, conforme pode ser visto nesta <a href="http://www.jornalistas.org.br/enquete/enquete.asp?mostrar=s" target="_blank">enquete</a></span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> no site do Sindicato, em que, às 19 horas do dia 15 de março, 56% dos que responderam apoiavam a implementação do sistema e 44% eram contra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span id="more-83"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">A lei é clara quanto à obrigatoriedade do controle de ponto. O procedimento, porém, tende a gerar alguns inconvenientes aos profissionais do jornalismo, que possuem a necessidade de, muitas vezes, sair de casa diretamente para a cobertura de algum evento. Passar na redação antes e/ou depois de uma longa cobertura na rua geraria grandes transtornos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">É claro que o sistema também tem suas vantagens. A justa recompensa pelas horas extras serve de estímulo. E caso a empresa não queria pagar o direito, terá que permitir que seus funcionários trabalhem apenas a jornada legal de sete horas. De uma forma ou de outra, poderá haver um expressivo aumento na qualidade de vida dos profissionais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Apesar de compreender e até mesmo concordar com os argumentos do Sindicato, ainda não me convenci totalmente da importância do controle de ponto nas redações. Tenho medo de que esse sistema institucionalize a idéia cada vez mais corrente de que jornalista deve ficar “preso” no escritório, fazendo suas “apurações” por telefone, e-mail ou MSN sempre que possível – e as vezes até quando não é tão possível assim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Para que o sistema seja adotado é fundamental que ele sofra algumas adaptações. Ele não pode funcionar como em qualquer outra empresa. Se o jornalista tem uma coletiva do lado de casa, não é racional que vá até a redação abrir seu ponto, volte para o local da coletiva e, mais tarde, retorne ao jornal. Isso não faria bem nem para o profissional, nem para a empresa, que acabaria pagando pelo tempo em que seu funcionário se deslocou. A alternativa, porém, é um sistema que seja baseado na confiança, conforme destacou, em <a href="http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&amp;p2=idnot%3D51165%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D113418747729%26fnt%3Dfntnl" target="_blank">entrevista</a> ao <a href="http://www.comunique-se.com.br" target="_blank">Comunique-se</a>, Karina Sampaio Trindade, consultora de RH do Diários Associados, empresa mineira que já adota o sistema. E nós sabemos que sistemas baseados em confiança tendem a ser bastante complicados e gerar&#8230; desconfiança em ambas as partes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Creio que a idéia não deva ser descartada de vez e que testes serão importantes para chegarmos a um sistema bom para patrões e empregados. A principio, porém, acho que a idéia teria que ser melhor trabalhada antes dos primeiros testes como os do Diários Associados e do Infoglobo. Empresas menores que essas gigantes seriam excelentes laboratórios, onde os pró e contras se demonstrariam em menos escala que nos jornalões e poderiam, então, ser estudados com mais cuidado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Para acompanhar o assunto de perto, recomendo o portal <a href="http://www.comunique-se.com.br/" target="_blank">Comunique-se</a> e o site do <a href="http://www.jornalistas.org.br/" target="_blank">Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro</a>.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			<media:title type="html">Agá</media:title>
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		<title>Jornalista deve ter diploma?</title>
		<link>https://oultimoreporter.wordpress.com/2009/03/10/diploma-jornalista/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 04:38:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Futuro do jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[diploma]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[novas fórmulas]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos dias venho insistentemente repetindo a pergunta do título para muitos amigos, conhecidos e até mesmo para (quase) desconhecidos. Não sei ao certo quantas respostas obtive, mas todas foram, certamente, negativas. Concordo com eles. O faro jornalístico não é um produto, que precisa ser encontrado nas prateleiras das faculdades. É óbvio que, com muito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Nos últimos dias venho insistentemente repetindo a pergunta do título para muitos amigos, conhecidos e até mesmo para (quase) desconhecidos. Não sei ao certo quantas respostas obtive, mas todas foram, certamente, negativas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Concordo com eles. O faro jornalístico não é um produto, que precisa ser encontrado nas prateleiras das faculdades. É óbvio que, com muito treino, as habilidades se desenvolverão, mas isso não basta. Alguns serão jornalistas de fato, outros técnicos em notícia. Nada contra uns e outros. Ambos são dignos e merecedores de seus empregos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span id="more-81"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Para ser técnico em notícia é necessário dominar as teorias da comunicação e saber construir um texto coeso e coerente, partindo de alguns fatos apurados de maneira simples. A pauta geralmente é entregue ao técnico, que a cumpre de maneira bastante burocrática. Dois ou três telefonemas, algumas trocas de e-mail e pronto, já temos uma matéria fresquinha para ir ao ar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O jornalista de fato, porém, conhece a notícia e sabe tratá-la com carinho. Andando na rua, tropeça em pautas – jamais em pedras. Pode até não ter um texto maravilhoso, mas sabe contar uma história como ninguém. Jamais se contenta com o resultado final de sua apuração e, geralmente, alguém tem que dizer a hora de parar e escrever.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Creio que esteja claro que, para ser um bom técnico em notícia um diploma é quase que fundamental. Para ser jornalista basta o dom.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Uma boa redação teria que ser formada pelas duas figuras. Uma completa a outra e é essa mistura que faz com que uma publicação fique agradável. Infelizmente, porém, o que existe hoje é um predomínio extremo do técnico em notícias. A forma como é feito um jornal obriga que cidadãos com aquele verdadeiro instinto de jornalista se tornem simplesmente técnicos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">A obrigatoriedade do diploma só vem contribuir para essa homogeneização das redações. Exigirmos que um jornalista por instinto passe pelos quatro anos de faculdade é incentivarmos que ele se torne um técnico em notícias. Porque, infelizmente, é isso que a maioria dos cursos de jornalismo faz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Temos, portanto, que discutir não só a questão do diploma. Desculpem o chavão, mas ela é a ponta do iceberg. Temos que falar também do que representa carregar esse canudo. De como as faculdades estão preparando nossos futuros jornalistas e técnicos. Debater se realmente vale a pena contratar um aluno saído das faculdades que temos hoje.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Já passa da hora de revermos não só a questão do diploma, como também o jornalismo em si.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			<media:title type="html">Agá</media:title>
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	</item>
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		<title>Ato e fato na questão da ditabranda</title>
		<link>https://oultimoreporter.wordpress.com/2009/03/08/opiniao-ditabranda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 21:57:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[ditabranda]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[imparcialidade]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo político]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde pequeno ouço meu pai falar que muitas vezes o problema não está no fato, mas no ato. Ao meu ver é exatamente isso que provocou a enorme reação contra o termo ditabranda utilizado no editorial de 17 de fevereiro da Folha de S.Paulo. Tirando aqueles que jamais estudaram a história do Brasil ou dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Desde pequeno ouço meu pai falar que muitas vezes o problema não está no fato, mas no ato. Ao meu ver é exatamente isso que provocou a enorme reação contra o termo ditabranda utilizado no <a href="https://oultimoreporter.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/03/limite-a-chavez.doc" target="_blank">editorial</a> de 17 de fevereiro da <a href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S.Paulo</a>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Tirando aqueles que jamais estudaram a história do Brasil ou dos meios de comunicação, o passado nada abonador do jornal da família Frias é de conhecimento público. A forma como Otavião defendia o regime militar, inclusive com o apoio financeiro à Operação Bandeirante (OBAN), marcaram para sempre a imagem da empresa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span id="more-75"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">A prática do revisionismo não é novidade nas páginas da Folha. Tudo começou com o próprio passado. Da forma como pôde e da maneira mais oportunista possível, o jornalão se aproximou da campanha pelas Diretas Já e, depois, se posicionou como um raro órgão de imprensa a permitir a diversidade de pensamento em suas páginas. Quem conheceu a Folha apenas na década de 90, deve imaginar que o diário esteve entre os principais defensores da democracia durante os anos de chumbo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Ledo engano. Os Frias contribuíram com a força de suas impressoras para que os militares escrevessem as páginas mais tristes da história brasileira. Em <a href="https://oultimoreporter.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/03/banditismo.doc">editorial publicado em 1971</a>, Otavio Frias de Oliveira defendia descaradamente o ditador Emilio Garrastazu Médici. A Folha da Tarde, falecido jornal de seu grupo, era uma espécie de sucursal do Diário Oficial. Segundo a autora do livro <a href="http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=85-7559-044-8" target="_blank">Cães de Guarda: Jornalistas e Censores</a>,Beatriz Kushnir, em <a href="http://www.viomundo.com.br/radio/beatriz-kushnir-a-familia-frias-e-a-ditadura-militar/" target="_blank">entrevista</a> divulgada no <a href="http://www.viomundo.com.br" target="_blank">Vi o Mundo</a>, se apenas sobrasse essa publicação para contar a história do Brasil, alguns momentos da vida nacional, como a missa ecumênica em homenagem a Vladmir Herzog, por exemplo, seriam para sempre ignorados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O fato de a Folha considerar a ditadura uma ditabranda não deve, então, surpreender muita gente. O problema se encontra no ato de, sem grandes pudores, deixar isso marcado de forma tão explicita, ainda mais em dias em que o que impera no Brasil é uma indiscutível democracia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O jornal tem o direito de expressar suas opiniões. O que ele não pode, porém, é negar a história do Brasil. Assim como em alguns países é crime negar o holocausto ou genocídios, no Brasil também deveria ser negar a violência com que os militares se instalaram no poder e utilizaram para nele se manter.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Só me resta esperar que a Folha consiga conter seus instintos e participar normalmente da vida democrática do país. Se não tiver capacidade para fazer isso, que se retire de cena. Seria uma pena, porque apesar da direção, o jornal conta com excelentes profissionais que não merecem ficar sem emprego pela falta de capacidade de seus superiores de entender que não há poder legítimo se não for concedido pelo povo.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			<media:title type="html">Agá</media:title>
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		<item>
		<title>Um ato de cidadania</title>
		<link>https://oultimoreporter.wordpress.com/2009/03/08/ditabranda-cidadania/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 15:49:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[ditabranda]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-shortcode="caption" id="attachment_68" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-68" data-attachment-id="68" data-permalink="https://oultimoreporter.wordpress.com/2009/03/08/ditabranda-cidadania/dsc02293/" data-orig-file="https://oultimoreporter.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/03/dsc02293.jpg" data-orig-size="2816,1872" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;DSC-W50&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1236423800&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;6.3&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;80&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.005&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="ditabranda-faixa" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;A dita foi branda para quem?&lt;/p&gt;
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