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	<title>Lendo.org</title>
	
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	<description>Indicações de Livros, Literatura, Resenhas e Faculdade de Letras</description>
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	<language>pt-br</language>
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		<title>102 filmes para amantes de literatura brasileira</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/102-filmes-para-amantes-de-literatura-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 11:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[A Cartomante (2004) (baseado no conto de Machado de Assis) A Causa Secreta (1994) (adaptação do conto homônimo de Machado de Assis) A Dama da Lotação (1978) (da peça de Nelson Rodrigues) A Estrela Sobe (1974) (do livro homônimo de Marques Rebelo) A Falecida (1965) (baseado na peça de Nelson Rodrigues) A Hora da Estrela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ol>
<li>A Cartomante (2004) (baseado no conto de Machado de Assis)</li>
<li>A Causa Secreta (1994) (adaptação do conto homônimo de Machado de Assis)</li>
<li>A Dama da Lotação (1978) (da peça de Nelson Rodrigues)</li>
<li>A Estrela Sobe (1974) (do livro homônimo de Marques Rebelo)</li>
<li> A Falecida (1965) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)</li>
<li>A Hora da Estrela (1985) (do livro de Clarice Lispector)</li>
<li>A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965) (bas. na obra de João Guimarães Rosa)</li>
<li>A Madona de Cedro (1968) (baseado no livro de Antônio Callado)</li>
<li>A Máquina (baseado no livro homônimo de Adriana Falcão)</li>
<li>A Marvada Carne (1985) (da obra de Carlos Alberto Sofredini)</li>
<li>A Moreninha (1971) (da obra de Joaquim Manuel de Macedo)</li>
<li>A Terceira margem do rio (1997) (baseado no livro “Primeiras Estórias”, de João Guimarães Rosa)</li>
<li>A Vida dos Capitães de Areia (inspirado no livro “Capitães de Areia”, de Jorge Amado)</li>
<li>Agosto (1993) (da obra de Rubem Fonseca)</li>
<li>Ana Terra (1972) (da obra de Érico Veríssimo)</li>
<li>As Confissões de Frei Abóbora (1971) (da obra de José Mauro de Vasconcelos)</li>
<li>As Meninas (1995) (da obra de Lygia Fagundes Telles)</li>
<li>As Três Marias (da obra de Rachel de Queiroz)</li>
<li>Azyllo muito Louco (1970) (adaptação livre do conto “O Alienista” de Machado de Assis)</li>
<li>Boca de Ouro (1962) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)</li>
<li>Bonitinha mas Ordinária (1981) (da peça de Nelson Rodrigues)</li>
<li>Brás Cubas (1985) (do livro de Machado de Assis)</li>
<li>Capitu (1968) (da personagem do livro “Dom Casmurro”; de Machado de Assis)</li>
<li>Caramuru – a invenção do Brasil (2001) (do livro do Frei Santa Rita Durão)</li>
<li>Cristo de Lama (1968) (do livro homônimo de João Felício dos Santos. Vida e obra de Aleijadinho, escultor barroco)</li>
<li>Dom (2003) (inspirado em “Dom Casmurro”, de Machado de Assis )</li>
<li>Dona Flor e seus Dois Maridos (1976) (do livro de Jorge Amado)</li>
<li>Engraçadinha (1981) (da obra de Nelson Rodrigues)</li>
<li>Enigma para Demônios (1974) (baseado no conto “Flor, telefone, moça”; de Carlos Drummond de Andrade)</li>
<li>Estrela Nua (1985) (baseado num conto de Clarice Lispector)</li>
<li>Faca de Dois gumes (1989) (baseado num conto de Fernando Sabino)</li>
<li>Feliz Ano Velho (1987) (do livro de Marcelo Rubens Paiva)</li>
<li>Fogo Morto (1976) (bas. no livro de José Lins do Rego)</li>
<li>Gabriela (1983) (do livro de Jorge Amado)</li>
<li>Grande Sertão: Veredas (1964) (da obra de João Guimarães Rosa)</li>
<li>Guerra de Canudos (1997) (com José Wilker) (inspirado na obra Os Sertões de Euclides da Cunha)</li>
<li>Incidente em Antares (1994) (bas. obra de Érico Veríssimo)</li>
<li>Inocência (1983) (do livro de Visconde de Taunay)</li>
<li>Iracema, a Virgem dos lábios de mel (1979) (do livro de José de Alencar)</li>
<li>Jorge, um Brasileiro (1989) (bas. no romance de Oswaldo França Jr.)</li>
<li>Jubiabá (1983) (do livro de Jorge Amado)</li>
<li>Kuarup (1988) (bas. no romance “Quarup” de Antônio Callado)</li>
<li>Lavoura Arcaica (2001) (do livro de Raduan Nassar)</li>
<li>Lição de Amor (1976) (bas. na obra “Amar, Verbo Intransitivo”, de Mário de Andrade)</li>
<li>Lisbela e o Prisioneiro (2003) (da obra de Osman Lins)</li>
<li>Lucíola, o Anjo pecador (1975) (do livro “Lucíola”, de José de Alencar)</li>
<li>Luzia Homem (1984) (trechos do livro de Domingos Olímpio)</li>
<li>Macunaíma (1969) (do livro de Mário de Andrade)</li>
<li>Memorial de Maria Moura (1994) (do livro de Rachel de Queirós)</li>
<li>Memórias do Cárcere (partes I e II) (1984) (do livro de Graciliano Ramos)</li>
<li>Memórias Póstumas (2001) (da obra de Machado de Assis)</li>
<li>Menino de Engenho (bas. no livro de José Lins do Rego)</li>
<li>Meu Tio Matou um Cara (2005) (do livro de Jorge Furtado)</li>
<li>Morte e Vida Severina e Quincas Berro DÁgua (1977) (sobre o poema de João Cabral de Melo Neto e o livro “A Morte e a morte de Quincas Berro Dágua”, de Jorge Amado)</li>
<li>Navalha na Carne (1997) (da obra de Plínio Marcos)</li>
<li>Noites do Sertão (1984) (da obra de João Guimarães Rosa)</li>
<li>O Auto da Compadecida (2000) (da obra de Ariano Suassuna)</li>
<li>O Beijo no Asfalto (1980) (da obra de Nelson Rodrigues)</li>
<li>O Boca do Inferno (1974) (sobre o poeta baiano Gregório de Matos)</li>
<li>O Bom Burguês (1982) (da obra de Oswaldo Caldeira)</li>
<li>O Caçador de Esmeralda (1979) (sobre o poema de Olavo Bilac. História de Fernão Dias)</li>
<li>O Casamento (1975) (apresentação Arnaldo Jabor. Baseado no romance de Nelson Rodrigues)</li>
<li>O Corpo (2001) (bas. no conto de Clarice Lispector)</li>
<li>O Cortiço (1978) (do livro de Aluísio Azevedo)</li>
<li>O Grande Mentecapto (1989) (bas. no livro de Fernando Sabino)</li>
<li>O Guarani (1996) (do livro de José de Alencar)</li>
<li>O Homem Nú (1997) (da obra de Fernando Sabino)</li>
<li>O Menino e o Vento (1966) (baseado no conto “O Iniciado do Vento”, de Aníbal Machado)</li>
<li>O Meu Pé de Laranja Lima (1970) (da obra de José Mauro de Vasconcelos)</li>
<li>O Pagador de Promessas (1962) (da obra de Dias Gomes)</li>
<li>O Saci (1953) (baseado na obra de Monteiro Lobato “Pica-Pau Amarelo”)</li>
<li>O Seminarista (1977) (da obra de Bernardo Guimarães)</li>
<li>O Sobrado (1956) (bas. na obra de Érico Veríssimo)</li>
<li>O Tempo e o Vento (1985) (da obra de Érico Veríssimo)</li>
<li>O Vestido (2003) (bas. no poema “O caso do vestido”, de Carlos Drummond de Andrade)</li>
<li>O Xangô de Baker Street (2001) (do livro de Jô Soares)</li>
<li>Orfeu (1999) (bas. na peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes)</li>
<li>Orfeu Negro (1959) (obra-prima de Marcel Camus; versão da peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes)</li>
<li>Outras Estórias (1999) (da obra de João Guimarães Rosa)</li>
<li>Para Viver um Grande Amor (1984) (Inspirado no célebre musical “Pobre Menina Rica” , de Vinícius de Moraes; com Patrícia Pillar e Djavan)</li>
<li>Pastores da Noite (2003) (da obra de Jorge Amado)</li>
<li>Perdoa-me por me Traíres (1980) (da peça de Nelson Rodrigues)</li>
<li>Policarpo Quaresma, herói do Brasil (1998) (da obra de Lima Barreto)</li>
<li>Quanto Vale ou é Por Quilo? (2005) (livre adaptação do conto “Pai Contra Mãe”; de Machado de Assis)</li>
<li>Quincas Borba (1986) (do livro de Machado de Assis)</li>
<li>Sagarana – O Duelo (1973) (da obra de João Guimarães Rosa)</li>
<li>São Bernardo (1971) (do livro de Graciliano Ramos)</li>
<li>Sargento Getúlio (1983) (da obra de João Ubaldo Ribeiro)</li>
<li>Senhora (1976) (do livro de José de Alencar)</li>
<li>Sinhá Moça (1952) (baseado no romance de Maria Dezonne Pacheco Fernandes)</li>
<li>Soledade (1976) (da obra “A Bagaceira”, de José Américo de Almeida)</li>
<li>Sonhos Tropicais (2002) (baseado no romance de Moacyr Scliar)</li>
<li>Tabu (1982) (encontro de Oswald de Andrade e o compositor Lamartine Babo)</li>
<li>Tati (1973) (da obra “Tati, a garota”; de Aníbal Machado)</li>
<li>Tenda dos Milagres (1977) (da obra de Jorge Amado)</li>
<li>Tieta do Agreste (1996) (baseado na obra de Jorge Amado)</li>
<li>Um Certo Capitão Rodrigo (1969) (da obra de Érico Veríssimo)</li>
<li>Um Copo de Cólera (1998) (da obra de Raduan Nassar)</li>
<li>Um Só Coração (2004) (Rede Globo) (homenagem à cidade de São Paulo. Drama envolvendo os modernistas brasileiros)</li>
<li>Vestido de Noiva (2006) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)</li>
<li>Viagem aos Seios de Duília (1964) (do conto homônimo de Aníbal Machado)</li>
<li>Vidas Secas (1963) (do livro de Graciliano Ramos)</li>
</ol>
<ul>
<li>Leia também <a href="http://www.lendo.org/52-filmes-para-amantes-da-literatura-estrangeira/">52 filmes para amantes da literatura estrangeira</a>.</li>
</ul>
<p></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livroslancamentos/">Confira os últimos lançamentos em livros</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/homecache/books.aspx?Query=ProductPage&#038;ProdTypeId=1&#038;franq=262104"><img src="http://i.S8.com.br/images/afiliados/banner/468x60_livros.jpg" border="0"></a></p>
<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>A pirataria de livros no Brasil</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/a-pirataria-de-livros-no-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 11:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de leitor]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente, uma estudante de jornalismo, Ludimila Loureiro, contatou-me para uma entrevista sobre o tema pirataria de livros no Brasil. Como considero um assunto bastante pertinente para o blog, compartilho com você minhas respostas e aguardo para saber sua opinião sobre o tema, nos comentários. Como você vê a questão da pirataria de livros no Brasil? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, uma estudante de jornalismo, Ludimila Loureiro, contatou-me para uma entrevista sobre o tema <strong>pirataria de livros no Brasil</strong>. Como considero um assunto bastante pertinente para o blog, compartilho com você minhas respostas e aguardo para saber sua opinião sobre o tema, nos comentários.</p>
<h3>Como você vê a questão da pirataria de livros no Brasil? </h3>
<p>Como um país que lê pouco, precisamos analisar a pirataria como um dos elementos que acabam por contribuir para que se leia mais. Claro que essa não é a melhor forma, pois autores e editores precisam ser remunerados para que a indústria se sustente e possa haver, efetivamente, uma luta em torno do incentivo da leitura, porém percebo que muitas pessoas, após baixar a versão pirata, acabam por comprar a obra. Nesse sentido, o livro pirata seria uma espécie de amostra grátis do trabalho do autor.</p>
<p>Logicamente essa é a visão do educador que sou. Já vi autores completamente contra e outros completamente a favor da pirataria. Um deles, renomado acadêmico, chegou a afirmar que seu sonho é ver seus livros pirateados ou vendidos na internet pelo preço de R$1,00. Há visões românticas e realistas, eu fico do lado dos românticos que defendem a leitura como valor primordial, a qualquer custo.</p>
<h3>Você já se deparou com um caso marcante?</h3>
<p>Não, mas me contaram um bastante cômico. Uma professora de literatura estaria usando em suas aulas no mestrado partes do livro de um colega professor da mesma universidade, em forma de fotocópias entregues aos alunos. O autor, ao tomar conhecimento do fato, teria se dirigido à professora para tomar satisfações quanto ao ato ilegal praticado por ela, que argumentou estar promovendo o trabalho do colega e indicando a compra do material. O escritor, entretanto, vetou o uso de cópias de seus trabalhos dentro da universidade.</p>
<h3>Como você avalia as cópias parciais ou integrais de livros (as chamadas xérox) feitas por alunos, professores, etc.?</h3>
<p>Avalio simplesmente como uma necessidade. Falando sem rodeios, o sistema de ensino, principalmente nas universidades privadas, já é pensado como uma máquina de fazer dinheiro às custas dos alunos. Muitas universidades dispõem de bibliotecas bem grandes, mas que não atendem totalmente às necessidades do corpo discente que não para de crescer. Nesse cenário, alunos e professores veem-se obrigados a usar cópias ilegais e, para mim, se alguém tem culpa nisso, são as próprias universidades, que deveriam investir muito mais em suas bibliotecas e menos no aumento de seu espaço físico.</p>
<h3>Na sua opinião, os preços dos livros são acessíveis?</h3>
<p>Já ouvi uma grande autoridade em literatura dizendo, em termos simplificados, que &#8220;não é que os livros são caros, mas a população que é pobre&#8221;, comparando o cenário brasileiro com o europeu. E um argumento desses, para mim, é um total absurdo. Os livros são caros, sim. </p>
<p>Basta fazer um cálculo simples e analisar como R$40,00, preço médio de um livro, interferem no orçamento de uma família de classe média, de renda mensal de, digamos R$1000,00, com 4 integrantes: água e luz &#8211; R$200; telefone e internet; R$150; alimentação; R$350; contas extra (escola, automóvel, coisas para a casa, vestuário, saúde, etc.) R$200; lazer R$100. E o orçamento acaba. É claro que seria possível economizar aqui e ali para comprar um livro por mês, mas aí também entra a questão da cultura em torno da leitura, que é algo que não temos.</p>
<h3>No seu blog, eu vi que em algum momento você concorda que o Brasil é um país prejudicado em relação a literatura. Pode falar mais sobre isso?</h3>
<p>Não é que seja prejudicado, mas o problema é que o Brasil, com sua enorme cultura de massa, acaba por distorcer todo o processo de produção e venda de livros. Grande parte do que é lido aqui se encaixa no que chamamos de literatura de massa, ou seja, aquela literatura com pouco ou nenhum trabalho estético, que reproduz esquemas batidos quanto à estrutura do enredo, que não exige praticamente nada do leitor em termos de trabalho intelectual. E para mim, isso é quase o mesmo que não ler.</p>
<p>O problema é que esse tipo de livro vende e, vendendo, os autores (boa parte deles), mesmo conscientes das diferenças entre boa e má literatura, acabam sendo influenciados pela demanda do mercado. Aliás, parece-me que o apelo comercial tem estimulado muito mais as campanhas em prol da leitura que qualquer &#8220;boa intenção&#8221; aparente.
<p></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livroslancamentos/">Confira os últimos lançamentos em livros</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/homecache/books.aspx?Query=ProductPage&#038;ProdTypeId=1&#038;franq=262104"><img src="http://i.S8.com.br/images/afiliados/banner/468x60_livros.jpg" border="0"></a></p>
<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Livros com frete grátis no Submarino!</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 13:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Descontos em livros]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Promoções de Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[A livraria do Submarino está hoje com grandes promoções de livros com frete grátis para todo o Brasil, sem limite de valor na compra. Para você que sempre fica com vontade de comprar, mas se apavora na hora de ver o valor do frete, essa é a grande oportunidade de aumentar sua biblioteca pessoal :) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A livraria do Submarino está hoje com grandes promoções de livros com <strong>frete grátis</strong> para todo o Brasil, sem limite de valor na compra. Para você que sempre fica com vontade de comprar, mas se apavora na hora de ver o valor do frete, essa é a grande oportunidade de aumentar sua biblioteca pessoal :)</p>
<p>E para você que gosta de tantos títulos que fica na dúvida sobre qual comprar, separei uma lista que vai solucionar seu problema.</p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/saramago-biografia/">Saramago: Biografia</a>, de João Marques Lopes (R$9,90): Para os fãs do grande gênio que nos deixou há pouco, é uma oportunidade de saber mais sobre sua vida.</li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/orgulho-preconceito-zumbis-sub/">Orgulho, Preconceito e Zumbis</a>, de Jane Austen e Seth Grahame Smith (R$20,70): Esse eu estou lendo agora. É uma paródia engraçadíssima do clássico <em>Orgulho e Preconceito</em>, de Jane Austen.</li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/box-dom-quixote/">Caixa Especial Dom Quixote</a>, de Miguel de Cervantes (R$29,90): Os dois volumes da obra máxima de Cervantes (para alguns, a obra máxima da literatura mundial).</li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/box-biografias-5/">Caixa Especial Biografias</a> (R$39,90): São 5 volumes, cada um com a biografia de uma grande personalidade. Nessa caixa estão: Freud, Balzac, Júlio César, Kafka e Modigliani.</li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/antologia-poetica-vinicius/">Antologia Poética</a>, de Vinícius de Moraes (R$15,90): Antologia que reúne a produção de um dos autores que mais influenciaram a cultura brasileira do século xx, tanto na literatura quanto na música popular.</li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/chico-buarque-historias-cancoes/">Chico Buarque: Histórias de Canções</a>, de Wagner Homem (R$24,90): O autor, muito próximo de Chico Buarque, conta vários &#8220;causos&#8221; sobre as canções e o processo de composição, formando uma espécie de biografia informal.</li>
</ul>
<p>E se você quiser ver mais títulos em promoção, dê uma pesquisada nas estantes de <a href="http://www.lendo.org/comprar/literaturabrasileira/">literatura brasileira</a> ou <a href="http://www.lendo.org/comprar/literatura-estrangeira-sub/">literatura estrangeira</a>. Tenho certeza que o livro que você procura está esperando por lá!
<p></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livroslancamentos/">Confira os últimos lançamentos em livros</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/homecache/books.aspx?Query=ProductPage&#038;ProdTypeId=1&#038;franq=262104"><img src="http://i.S8.com.br/images/afiliados/banner/468x60_livros.jpg" border="0"></a></p>
<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Pela humanidade literária</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 12:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje acordamos máquinas. Despertamos com um barulho estridente que liga automaticamente nosso piloto automático, iniciando mais uma vez o processo que chamamos de rotina, mas que poderia facilmente ser denominado sequência produtiva. Já não pensamos, fazemos; não questionamos, obedecemos; não refletimos, concordamos; não andamos ou falamos, dirigimo-nos; não amamos, temos relações afetivas. Ao mesmo tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje acordamos máquinas. Despertamos com um barulho estridente que liga automaticamente nosso piloto automático, iniciando mais uma vez o processo que chamamos de rotina, mas que poderia facilmente ser denominado sequência produtiva. Já não pensamos, fazemos; não questionamos, obedecemos; não refletimos, concordamos; não andamos ou falamos, dirigimo-nos; não amamos, temos relações afetivas.</p>
<p><span id="more-1914"></span></p>
<p><img class="aligncenter" title="Pela humanidade na Literatura" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/07/literatura-humana.jpg" alt="Pela humanidade na Literatura" width="466" height="170" /></p>
<p>Ao mesmo tempo em que nos tornamos androides, escravos de nós mesmos, há quem questione a validade do ensino das ciências humanas como algo sem fins práticos, produtivos, ou objetivos, e nesse questionamento a literatura costuma ser o principal alvo daqueles que não conseguem enxergar além da tela de seus computadores e de suas pretensas ciências exatas que, como a filosofia constatou há muito tempo, só são exatas por serem abstratas.</p>
<p>Na sociedade pós-moderna, ao contrário do que pensam os cavaleiros do apocalipse literário, a literatura assume um papel que vai muito além da propagandística &#8220;viagem&#8221; ou do fantasmagórico &#8220;mundo fantástico&#8221; que ela pode criar. Essa ideia de mundo imaginário, apesar de importante para leitores experientes, acaba por reafirmar o conceito, às vezes doentio, de fuga do real – um sentido prático que a literatura não necessita e que, aliás, faz proliferar livros de autoajuda nas prateleiras das livrarias. Literatura não é fuga, é encontro; uma forma de termos contato e de entendermos nossas facetas mais íntimas, nossos comportamentos mais  inesperados, nossas reações mais previsíveis. As nossas e as dos outros, pois é no outro que constituímos nossa identidade e passamos a conhecer melhor o ser humano que somos.</p>
<p>Nesse sentido, há diversos gêneros literários capazes de nos lembrar ininterruptamente de que, por trás daquele monte de páginas, existe uma vida – uma vida com seus conflitos, seus prazeres e seus pesares.</p>
<p>Mas certamente nenhum deles é tão intenso como o gênero autobiográfico.</p>
<p><a href="http://www.lendo.org/comprar/solo-de-clarineta-1/"><img class="alignright" title="Solo de Clarineta vol. 1 - Érico Veríssimo" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/07/solo-de-clarineta.jpg" alt="Solo de Clarineta vol. 1 - Érico Veríssimo" width="180" height="267" /></a></p>
<p>Revivendo as memórias de uma personalidade modelo, somos levados a refletir não apenas sobre simples fatos cronológicos de sua vida, mas também sobre nossa própria postura perante o mundo, nossas vivências e comportamentos em situações das mais diversas. Somos outra pessoa após acompanhar, por exemplo, a trajetória de vida de Érico Veríssimo em seu <a href="http://www.lendo.org/comprar/solo-de-clarineta-1/">Solo de Clarineta</a>, livro de memórias no qual o autor de <a href="http://www.lendo.org/comprar/o-tempo-e-o-vento/">O Tempo e o Vento</a>, expõe de forma vívida e sonora as personagens que fizeram parte de sua vida e como suas relações com cada uma delas vieram a formar, antes de um dos maiores escritores brasileiros, o homem que vê a própria vida como um grande concerto no qual a falência da família, a separação dos pais, as dificuldades para estudar e trabalhar, a falta de perspectivas, e profundas reflexões sobre o ato de escrever contrastam com fatos caricatos da infância, leituras maravilhosas, idas ao cinema, experiências no internato, a felicidade e a agonia das primeiras publicações, viagens pelo mundo, sucesso repentino, casamento e filhos.</p>
<p>Não pense você, contudo, que uma simples narração de fatos acontecidos é suficiente para criar uma obra de arte da envergadura de <a href="http://www.lendo.org/comprar/solo-de-clarineta-1/">Solo de Clarineta</a>. Os acontecimentos em si, aliás, são elementos secundários na narrativa que prima por um teor artístico que acaba por criar, em muitas passagens, um ambiente que beira o ficcional – ou ao menos nos faz refletir sobre a impossibilidade de narrar a Verdade de qualquer episódio de uma vida, já que tudo passa pelo filtro de nossa interpretação, de nossa visão de mundo. Ao longo da narrativa, muitos assuntos são abordados com um toque metafísico bastante incomum, principalmente para uma literatura sul-riograndense e toda sua tradição construída em torno do macho guerreiro, imperador do pampa, que dificilmente admitiria que suas palavras &#8220;como que se desfaziam em geada no ar&#8221;, ou metáforas semelhantes das quais Érico se utiliza.</p>
<p>Portanto, é essa possibilidade de representar as notas mais graves, bem como as mais agudas, sem descuidar-se dos meios-tons, muito bem explorada por Veríssimo e vários outros escritores, que torna a literatura um meio (e não, como muitos querem, uma mecânica ferramenta) de manter humana uma sociedade cujos valores aproximam-se cada vez mais de uma desumanidade maquinal e mórbida, regida por padrões de produtividade, metas e estatísticas, ao invés de metamorfoses de sentimentos, valores universais ou bilhetinhos para a namorada.
<p></p>
<ul>
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<hr />
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		<title>Cruzadinha literária #2</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 11:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos literários]]></category>

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		<description><![CDATA[A cruzadinha de hoje está algo mais difícil que a da semana passada. Para resolver, conhecimentos tanto de literatura brasileira quanto de literatura estrangeira serão necessários. Será que você consegue? Dica: Para imprimir e levar com você para resolver nas horas vagas, vá até o final do post em clique no link verde &#8220;Imprimir&#8221;. Abrirá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cruzadinha de hoje está algo mais difícil que a da semana passada. Para resolver, conhecimentos tanto de literatura brasileira quanto de literatura estrangeira serão necessários. Será que você consegue?</p>
<p>Dica: Para imprimir e levar com você para resolver nas horas vagas, vá até o final do post em clique no link verde &#8220;Imprimir&#8221;. Abrirá uma versão para impressão bem simples, mas que ajuda a economizar tinta ;)</p>
<p><img class="aligncenter" title="Cruzadinha de Literatura #2" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/07/Cruzadinha-2.png" alt="Cruzadinha de Literatura #2" width="542" height="1100" /></p>
<p>E o que você achou do <a href="http://www.lendo.org/cruzadinha-literaria-1/">desafio da semana passada</a>? Confira as respostas abaixo!</p>
<p><img src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/07/Cruzadinha-1-respostas.gif" alt="Cruzadinha de Literatura #1 - respostas" title="Cruzadinha de Literatura #1 - respostas" width="484" height="437" class="aligncenter" /></p>
<p></p>
<ul>
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</ul>
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		<title>Cruzadinha Literária #1</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 20:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos literários]]></category>

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		<description><![CDATA[Você é daqueles que adora passar o tempo resolvendo revistas de palavras-cruzadas, mas também adora literatura? Pois bem, a partir de hoje, toda segunda-feira teremos aqui no blog uma cruzadinha com temas literários para brincar durante a semana :) A de hoje é bem fácil por ser a primeira, mas não espere tanta moleza nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você é daqueles que adora passar o tempo resolvendo revistas de palavras-cruzadas, mas também adora literatura? Pois bem, a partir de hoje, toda segunda-feira teremos aqui no blog uma cruzadinha com temas literários para brincar durante a semana :)</p>
<p>A de hoje é bem fácil por ser a primeira, mas não espere tanta moleza nas próximas!</p>
<p><img class="aligncenter" title="Cruzadinha de Literatura #1" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/07/Cruzadinha-1.gif" alt="Cruzadinha de Literatura #1" width="489" height="700" />
<p></p>
<ul>
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<hr />
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		<title>Diário de um professor estagiário – A literatura como realidade paralela</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/professor-estagiario-literatura-ludismo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 15:55:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologias de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Após as aulas iniciais do Estágio III, que eram referentes à matéria de língua portuguesa coesão e coerência, passamos para a parte que sempre considero mais rica na relação estabelecida pelos alunos com a disciplina: a literatura. &#8220;Alunos interessados por literatura?&#8221;, você pergunta. E eu respondo que sim, que meus alunos envolveram-se de tal forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após as aulas iniciais do Estágio III, que eram referentes à matéria de língua portuguesa <a href="http://www.lendo.org/plano-de-aula-ensino-medio-coerencia-e-coesao-ii/">coesão e coerência</a>, passamos para a parte que sempre considero mais rica na relação estabelecida pelos alunos com a disciplina: a literatura.</p>
<p>&#8220;Alunos interessados por literatura?&#8221;, você pergunta. E eu respondo que sim, que meus alunos envolveram-se de tal forma com a obra trabalhada que passaram a discutir situações do livro como fazendo parte não apenas de uma obra de ficção, mas de uma realidade paralela perfeitamente possível.</p>
<p>De forma a fazer a devida relação com a temática do plano de unidade, o livro que escolhi foi <a href="http://www.lendo.org/comprar/dracula/	">O Drácula</a>, de Bram Stoker, um clássico que podemos chamar de tataravô dos best-sellers vampirescos de hoje em dia. Todo o trabalho feito nas primeiras aulas serviu, além de tudo, para contextualizar a obra e dar as primeiras pinceladas sobre a história, o que se mostrou ser uma ótima forma de motivação à leitura.</p>
<p><span id="more-1904"></span></p>
<p><a href="http://www.lendo.org/comprar/dracula/"><img class="alignleft size-full wp-image-1906" title="O Drácula, de Bram Stoker" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/06/dracula-bram-stoker.jpg" alt="O Drácula, de Bram Stoker" width="150" height="217" /></a></p>
<p>Planejei ler os dois capítulos iniciais, divididos, cada um, em duas partes. Como tenho uma <a href="http://www.lendo.org/diario-de-um-professor-estagiario-a-turma-ideal/">turma ideal</a>, não ouvi nenhuma reclamação quanto ao tamanho das divisões (cerca de 5 páginas de texto), mas, pelo contrário, ouvi pedidos para que pudéssemos ler mais em cada aula ou ler mais que dois capítulos apenas.</p>
<p>O método que utilizei envolve a leitura silenciosa dos alunos seguida por minha leitura em voz alta, ambas acompanhadas de um fundo musical que sirva para criar o ambiente de mistério que o texto exige (uma das músicas que utilizei foi Sonata ao Luar, de Beethoven, e aproveitei para falar um pouco sobre o grande gênio da música). Um fator importante é tornar a leitura em voz alta do professor um elemento que saliente o valor artístico da obra &#8212; entonação adequada para cada situação, voz firme e levemente diferente para cada personagem, pausas para momentos de suspense, etc. &#8212; tudo para realmente valorizar a experiência estética que a literatura proporciona.</p>
<p>O retorno dos alunos, com já falei, foi excelente. Uma das atividades que solicitei após a leitura do capítulo 1, por exemplo, foi a escrita de uma carta para o protagonista, Jonathan Harker, na qual o aluno deveria aconselhá-lo sobre como proceder a partir daquele momento. A turma inteira se empenhou na atividade: trocaram ideias, leram criticamente o texto dos colegas, discutiram alguns pontos já lidos, enfim, mergulharam na realidade paralela que lhes foi apresentada. Nesse sentido, minha resposta também acolheu a ideia da hiper-realidade: além de corrigir o texto, respondi carta por carta como sendo o próprio Jonathan Harker, o que causou um grande alvoroço na aula seguinte, pois todos queriam ler sua carta e a resposta recebida.</p>
<p>Foi um dos momentos mais emocionantes desde que vislumbrei a possibilidade de me tornar professor de literatura.
<p></p>
<ul>
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<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/homecache/books.aspx?Query=ProductPage&#038;ProdTypeId=1&#038;franq=262104"><img src="http://i.S8.com.br/images/afiliados/banner/468x60_livros.jpg" border="0"></a></p>
<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Plano de Aula Ensino Médio – Coerência e Coesão II</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/plano-de-aula-ensino-medio-coerencia-e-coesao-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 May 2010 18:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Planos de Aula]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse é o plano de aula utilizado para o segundo período do Estágio III em Língua e Literaturas de língua portuguesa. Sua orientação é para usos da língua através dos conteúdos de coerência e coesão textuais. Você pode usar e modificar o plano conforme suas necessidades. Projeção de finalidades Ler, interpretar e compreender a reportagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é o plano de aula utilizado para o segundo período do Estágio III em Língua e Literaturas de língua portuguesa. Sua orientação é para usos da língua através dos conteúdos de coerência e coesão textuais. Você pode usar e modificar o plano conforme suas necessidades.</p>
<h3>Projeção de finalidades</h3>
<ul>
<li>Ler, interpretar e compreender a reportagem &#8220;Natal tem emos, jovens de uma tribo bem emotiva&#8221;, de Rodrigo Senna, jornal Tribuna do Norte.</li>
<li>Reconhecer as origens do gênero do terror através das manifestações da cultura gótica, a fim de entendê-los através de suas diferenças em relação à cultura na qual está inserido.</li>
<li>Reconhecer as origens da cultura emo e compará-la à cultura gótica, a fim de estabelecer relações entre ambas e desmistificar preconceitos.</li>
<li>Utilizar mecanismos de coesão de modo a enriquecer as próprias produções textuais.</li>
</ul>
<p><span id="more-1883"></span></p>
<h3>Cronograma dos trabalhos</h3>
<ol>
<li>Recapitulação da aula anterior e correção dos exercícios (15 min.).</li>
<li>Exposição de obras de arte, arquitetônicas, modelos e capas de livros cujo tema “terror gótico” esteja presente. (15 min.).</li>
<li>Explicação oral (e resumo no quadro) sobre o que é o “gótico” e por que esse tipo de cultura é alvo de tanto preconceito da sociedade. (10 min.)</li>
<li>Entrega da reportagem &#8220;<a href="http://tribunadonorte.com.br/noticias/104262.html">Natal tem emos, jovens de uma tribo bem emotiva</a>&#8220;, de Rodrigo Senna, jornal Tribuna do Norte, e leitura silenciosa dos alunos (15 min.).</li>
<li>Leitura em voz alta do professor (10 min.).</li>
<li>Compreensão oral da reportagem (20 min.).</li>
<li>Explicação sobre mecanismos de coesão textual. Proposta de atividades escritas de usos da língua. (25 min.).</li>
</ol>
<h3>Tópicos do conhecimento</h3>
<ul>
<li>Leitura, análise e interpretação da reportagem &#8220;Natal tem emos, jovens de uma tribo bem emotiva&#8221;, de Rodrigo Senna, jornal Tribuna do Norte.</li>
<li>Gênero reportagem.</li>
<li>Coesão textual.</li>
<li>Leitura, análise e interpretação de imagens.</li>
<li>Relações intersemióticas.</li>
<li>Reconhecimento das origens históricas das culturas gótica e emo, bem como a desmistificação de preconceitos em torno delas.</li>
</ul>
<h3>Formas de mediação</h3>
<p>O professor inicia a aula recapitulando o tema tratado na aula anterior e fazendo a correção dos exercícios propostos naquela aula. Depois, com o uso do retroprojetor, faz a exposição de imagens em que o tema &#8220;gótico&#8221; esteja presente – tais imagens incluem obras arquitetônicas, obras de arte, modelos, capas de livros, fotos de bandas, etc. Veja abaixo:</p>
<div id="attachment_1887" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1887" title="Catedral de Colónia - Alemanha" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/05/catedral-de-colonia.jpg" alt="Catedral de Colónia - Alemanha" width="450" height="600" /><p class="wp-caption-text">Catedral de Colónia - Alemanha. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Cologne_Cathedral.jpg</p></div>
<div id="attachment_1884" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1884" title="Afresco de Giotto - A Lamentação" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/05/a-lamentacao.jpg" alt="Afresco de Giotto - A Lamentação" width="500" height="468" /><p class="wp-caption-text">Afresco de Giotto - A Lamentação - Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Giotto_-_Scrovegni_-_-36-_-_Lamentation_(The_Mourning_of_Christ).jpg</p></div>
<div id="attachment_1885" class="wp-caption aligncenter" style="width: 483px"><img class="size-full wp-image-1885" title="Esculturas do portal da Catedral de Magdeburgo - As Três Virgens." src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/05/as-tres-virgens.jpg" alt="Esculturas do portal da Catedral de Magdeburgo - As Três Virgens." width="473" height="600" /><p class="wp-caption-text">Esculturas do portal da Catedral de Magdeburgo - As Três Virgens. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_gótico</p></div>
<div id="attachment_1886" class="wp-caption aligncenter" style="width: 452px"><img class="size-full wp-image-1886" title="Catedral da Sé - São Paulo" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/05/catedral-da-se.jpg" alt="Catedral da Sé - São Paulo" width="442" height="600" /><p class="wp-caption-text">Catedral da Sé - São Paulo. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Catedral_Metropolitana_de_Sao_Paulo_3_Brasil.jpg</p></div>
<div id="attachment_1891" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-1891" title="Modelo gótica" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/05/modelo-gotica.jpg" alt="Modelo gótica" width="300" height="324" /><p class="wp-caption-text">Fonte: http://quizfarm.com/images/11485535751098112661_areyouGoth%5B1%5D.jpg</p></div>
<div id="attachment_1892" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1892" title="Contraste e preconceito" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/05/contraste-goticos.jpg" alt="Contraste e preconceito" width="500" height="372" /><p class="wp-caption-text">Fonte: http://www.oss237.com/wp-content/uploads/2006/05/The-Goth-Scene.jpg</p></div>
<div id="attachment_1888" class="wp-caption aligncenter" style="width: 353px"><img class="size-full wp-image-1888" title="Banda Nightwish" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/05/banda-nightiwsh.jpg" alt="Banda Nightwish" width="343" height="314" /><p class="wp-caption-text">Banda Nightwish. Fonte: http://www.releasemagazine.net/Pictures/nightwish2004.jpg</p></div>
<div id="attachment_1889" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1889" title="Banda Epica" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/05/banda-epica.jpg" alt="Banda Epica" width="500" height="461" /><p class="wp-caption-text">Banda Epica. Fonte: http://www.werfpop.nl/images/2005_epica_groot.jpg</p></div>
<div id="attachment_1890" class="wp-caption aligncenter" style="width: 390px"><img class="size-full wp-image-1890" title="Banda Tristania" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/05/banda-tristania.jpg" alt="Banda Tristania" width="380" height="571" /><p class="wp-caption-text">Banda Tristania. Fonte: http://www.tvrock.com.br/new/imagens/img_5146_061tristania.jpg</p></div>
<p>Durante essa exposição o professor faz perguntas como:</p>
<ul>
<li>O que essas imagens (4 primeiras) têm a ver com o assunto que tratamos na aula anterior? Você percebe alguma relação entre elas? Quais?</li>
<li>O que a modelo vestida de preto e maquiada, bem como o grupo de jovens de sobretudo lhe sugere? Você já viu pessoas vestidas assim? O que acha disso?</li>
<li>Como vemos, há bandas musicais que se vestem da mesma forma. Por quê?</li>
<li>O que as fotos de igrejas, esculturas, quadros, modelos e bandas têm em comum?</li>
<li>Você tem alguma ideia sobre como teria surgido tal estilo?</li>
</ul>
<p>Após a exposição, o professor explica sobre o que é o gótico e sobre suas influências  na literatura, arquitetura, cinema, pintura e outras artes. Deve haver relação com os temas vistos nas aulas anteriores (música, figurino de bandas, vampirismo, superstições, etc.) e com a realidade social que vê com preconceito tais manifestações. Durante a explicação, o professor faz um resumo no quadro sobre o tema, baseado nos conteúdos de <em>O livro dos Vampiros</em>, de J. Gordon Melton.</p>
<p>A seguir, é entregue a reportagem &#8220;<a href="http://tribunadonorte.com.br/noticias/104262.html">Natal tem emos, jovens de uma tribo bem emotiva</a>&#8220;, de Rodrigo Senna, do jornal Tribuna do Norte. O professor solicita a leitura silenciosa e, depois, faz a leitura em voz alta da mesma, seguida da compreensão oral através das questões:</p>
<ul>
<li>O texto cita algumas características da cultura emo. Quais são? Qual sua opinião sobre isso?</li>
<li>Os emos costumam definir-se como tal? Por quê?</li>
<li>Por que você acha que a sociedade vê com preconceito esse tipo de manifestação?</li>
<li>Por que você acha que alguns jovens gostam de vestir-se daquela forma?</li>
<li>Segundo o texto, os meninos sofrem mais preconceito. Por quê? Você acha que, para ser &#8220;homem&#8221;, um homem não pode demonstrar sentimentos?</li>
<li>Uma das ideologias emo é não se importar com o que pensam de você. Você considera isso como algo bom ou ruim? Por quê?</li>
<li>Segundo o texto, onde e como surgiu a cultura emo?</li>
<li>Você conhece ou ouve alguma das bandas citadas no texto?</li>
<li>O que o emo e o gótico têm em comum? E no que eles diferem?</li>
</ul>
<p>Em seguida, o professor propõe atividades escritas sobre o texto e sobre o uso de mecanismos de coesão, é feita a correção ao final da aula:</p>
<blockquote><p>1) Já vimos que a coesão textual pode ser estabelecida através do uso de palavras que façam referência a um termo anterior e também através do uso de palavras que façam parte do mesmo assunto, para manter o leitor focado. Mas será que o contrário também acontece? Será possível tornar um texto coeso através do apagamento de palavras ou expressões?</p>
<p>Abaixo estão os dois primeiros parágrafos da reportagem que acabamos de ler, porém com alguns acréscimos. Sua tarefa é riscar partes do texto que não sejam necessárias para o seu entendimento.</p>
<p>&#8220;Eles têm cabelo curto, geralmente preto, ou de cores como roxo e rosa. Também têm franjas que cobrem metade do rosto ou que cobrem apenas um dos olhos. Eles usam roupas de tons escuros contrastando com cores alegres e vivas. Além disso, também usam acessórios extravagantes e com motivos infantis. Usam camisetas justas, usam calças caídas e usam maquiagem nos olhos.</p>
<p>Eles tem entre 11 e 18 anos, em sua maioria. Eles gostam de ouvir um estilo de música chamado emocore, ou emotional hardcore, que é um estilo que mistura a batida do hardcore com letras românticas, e é daí que tiraram o nome da tribo: Emos. Você já deve tê-los visto nas ruas, tê-los visto nos shoppings, tê-los visto em vários lugares. Eles estão na moda.&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>2) Você já deve ter ouvido que, em um texto, não se aconselha usar a mesma palavra muitas vezes, não é? Então, como falar da mesma coisa sem repeti-la? A coesão nos ajuda através de  um mecanismo de substituição. Veja:</p>
<p><em>a) Os góticos usam roupas pretas e ouvem músicas obscuras. Os góticos são o produto de uma cultura bastante antiga que influencia muitos aspectos da vida contemporânea.</em></p>
<p><em>Os góticos usam roupas pretas e ouvem músicas obscuras. Eles são o produto de uma cultura bastante antiga que influencia muitos aspectos da vida contemporânea.</em></p>
<p><em>Os góticos usam roupas pretas e ouvem músicas obscuras. São o produto de uma cultura bastante antiga que influencia muitos aspectos da vida contemporânea.</em></p>
<p><em>Os góticos usam roupas pretas e ouvem músicas obscuras. Esse grupo é o produto de uma cultura bastante antiga que influencia muitos aspectos da vida contemporânea.</em></p>
<p>Agora é sua vez! Reescreva as frases abaixo usando um mecanismo de coesão que você considerar mais adequado.</p>
<p>b) Os emos escutam músicas tristes e melancólicas. Os emos não têm vergonha de expressar seus sentimentos em público.</p>
<p>c) A cultura gótica está também presente na arquitetura. A cultura gótica voltou à moda através de seu tema clássico. O tema clássico da cultura gótica é o vampirismo.</p>
<p>d) Emos e góticos não costumam gostar uns dos outros. Emos e góticos possuem algumas características em comum e algumas características bastante distintas.</p></blockquote>
<blockquote><p>3) Como vimos na aula passada, existem palavras que, por tratarem do mesmo tema, aparecem em um texto com o objetivo de informar o leitor sobre o assunto do mesmo. Dizemos que tais palavras pertencem ao mesmo campo semântico, ou seja, ao mesmo grupo de significado.</p>
<p>Para cada palavra abaixo, apresente pelo menos 5 palavras que pertençam ao mesmo campo semântico:</p>
<p>a) Emo<br />
b) Vampiro<br />
c) Preconceito<br />
d) Adolescência</p></blockquote>
<h3>Recursos</h3>
<ul>
<li>Retroprojetor.</li>
<li>Fotocópias dos textos.</li>
</ul>
<h3>Avaliação</h3>
<p>Será avaliada a participação do aluno nas discussões e, ainda, a resolução dos exercícios propostos.</p>
<ul>
<li>Aprenda como fazer um <a href="http://www.lendo.org/como-fazer-um-plano-de-aula/">plano de aula</a>!</li>
</ul>
<p></p>
<ul>
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</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Diário de um professor estagiário – A turma ideal</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 14:07:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[No semestre passado, quando fiz estágio em uma turma de 7ª série do Ensino Fundamental, enfrentei um grupo extremo em questão de disciplina. Houve professores que disseram ser a pior turma já vista em sua carreira. No entanto, para quem se lembra, entrei lá ignorando tais comentários e o trabalho foi muito satisfatório. Dessa vez, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No semestre passado, quando fiz estágio em uma turma de 7ª série do Ensino Fundamental, enfrentei um grupo extremo em questão de disciplina. Houve professores que disseram ser a pior turma já vista em sua carreira. No entanto, para quem se lembra, entrei lá ignorando tais comentários e o trabalho foi muito satisfatório.</p>
<p>Dessa vez, pelo contrário, estou num grupo com pouquíssimos problemas disciplinares, que se mostra bastante interessado e participativo nas minhas aulas, fazendo todas atividades propostas e mostrando capacidade de opinar sobre as diversas questões que levanto ao longo do período. Tenho uma daquelas tão sonhadas, até míticas,<strong> turmas ideais.</strong></p>
<p>Como um professor deve encarar esse tipo de turma?</p>
<p><span id="more-1881"></span></p>
<p>Comemorar, agradecer aos céus e continuar dando suas aulas planejadas antes de, efetivamente, saber de sua fortuna, seria uma atitude normal, mas passiva.</p>
<p>O modo ativo de encarar a situação é ver aquele grupo como um desafio ainda maior que o proporcionado por problemas disciplinares. Ora, se tenho alunos interessados em aprender, devo lhes proporcionar esse aprendizado, indo além daquilo que o sistema de ensino costuma esperar deles, principalmente quando sabemos que o nivelamento é feito por baixo. É preciso subir um degrau, dois, três, até que vejamos qual o verdadeiro limite.</p>
<p>O professor de uma turma ideal precisa ser tão interessando e ativo quanto seus alunos, do contrário ele só contribuirá para a manutenção daquele sistema que espera pouco e está satisfeito com pouquíssimo.</p>
<p>Pergunte, levante novos assuntos, veja a opinião deles, mostre vários lados de uma mesma questão, polemize, compare, ironize, expanda, aprofunde, faça exercícios mais difíceis, desafie, argumente, exija, comprometa, resgate, trace paralelos históricos, explique, deixe explicar, entenda e deixe entender.</p>
<p>Enfim, permita que seus alunos usufruam de toda a sua capacidade de ver o mundo sobre os mais diversos ângulos, refletindo e formando opiniões sobre cada um deles. Esse é o verdadeiro desafio.
<p></p>
<ul>
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</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Literatura não é só um passatempo</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/literatura-nao-e-so-um-passatempo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 May 2010 14:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de leitor]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes, quando encadeio a leitura de um ensaio após outro, de um texto teórico depois de outro, tenho a tentação de pensar, oh grande sacrilégio, que a literatura, o consumo de ficção, é só um passatempo. Como resolver palavras cruzadas. Como contar piadas numa roda de amigos. Como se imaginar vivendo outras vidas. Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes, quando encadeio a leitura de um ensaio após outro, de um texto teórico depois de outro, tenho a tentação de pensar, oh grande sacrilégio, que a literatura, o consumo de ficção, é só um passatempo. Como resolver palavras cruzadas. Como contar piadas numa roda de amigos. Como se imaginar vivendo outras vidas. Como dormir e ter um sonho muito vívido.</p>
<p>Nesses momentos é preciso pegar um daqueles romances de cabeceira, ler umas quantas páginas e reviver aquela sensação esquecida. Aquela que nos faz sentir que a<strong> literatura não é um passatempo</strong>. Ou, ao menos, que <em>não é só</em> um passatempo. É algo mais. Ou pode ser algo mais, mesmo que nem sempre isso esteja tão claro.</p>
<p><span id="more-1879"></span></p>
<p>É evidente que um ensaio de 500 páginas sobre um tema específico será, em geral, mais frutífero que um romance, se falamos em quantidade de informação recebida e em organização argumentativa. Mas isso só ocorrerá se não tivermos bem definido o significado da palavra <em>frutífero</em> nesse contexto. Obteremos mais informação, certo. Poderemos alcançar níveis mais profundos de análise, também certo. Mas <em>frutífero</em> pode ter outros muitos significados.</p>
<p>Existe um certo grau de machismo sobre a literatura, algo que a assinala como um passatempo predominantemente feminino, e que por isso as mulheres lêem mais que os homens (estamos falando de ficção). Porém, esquece-se que a ficção também serviu, ao longo do tempo, para pré-configurar e intuir muitos aspectos que hoje em dia são estudados por disciplinas rigorosas, como a neurociência, por exemplo. Proust revelou pela primeira vez a falibilidade da memória. George Eliot descobriu a maleabilidade do cérebro. Gertrude Stein expôs a estrutura profunda da linguagem meio século antes que Noam Chomsky e outros linguistas.</p>
<ul>
<li>Leia <a href="http://www.lendo.org/fatos-neurociencia-cerebro-conhecimento-inteligencia-professores-alunos/">52 fatos da neurociência que toda pessoa deveria conhecer</a>.</li>
</ul>
<p>Contudo, é inegável que as mulheres sentem maior predileção pelas histórias, pelas vivências das personagens, pelas possibilidades de seu destino, etc. Essa leitura segundo a qual uma pessoa se torna consciente através de avatares é extremamente proveitosa, frutífera de uma forma completamente diferente daquela que falamos acima. Ela guarda, na minha opinião, o maior sentido da literatura<strong>: a apresentação de ideias, conceitos e reflexões de modo muito mais fácil de assumí-los e integrá-los a nossas vidas.</strong></p>
<p>É claro que um manual nos permitirá executar rapidamente qualquer processo. <strong>Mas só uma história ajuda a integrar esse processo a nossa mente de forma muito mais harmônica, coerente e profunda</strong>. Somente através de histórias o cérebro é capaz de captar determinados processos não lineares. Somente lendo sobre as histórias de outros, sobre seus pensamentos e dificuldades mais íntimas, podemos observar os processos em que nós mesmos nos vemos imersos.</p>
<p>Esse tipo de autoconhecimento é muito mais difícil de se conseguir através de textos teóricos. Ensaios não estimulam a empatia, nem lhe fazem sentir que outras pessoas também passaram por situações similares as suas, ou se o fazem, será de maneira muito mais distante, mais orientada a compreender que sentir.</p>
<p>É como disse Dietrich Schwanitz:</p>
<blockquote><p>Assim, por exemplo, se não se conhece <a href="http://www.lendo.org/comprar/domquixote/"><em>Don Quixote</em></a>, é mais fácil que nos enredemos em lutas contra moinhos de vento; se não lemos <a href="http://www.lendo.org/comprar/as-bruxas-de-salem/"><em>As bruxas de salém</em></a> de Arthur Miller, é mais fácil que nos tornemos escravos de uma prisão inconsciente. Unicamente através da literatura podemos tomar distância de nós mesmos. Uma filha que acaba de mandar o pai para um asilo poderá ver-se de forma distinta depois de ler <a href="http://www.lendo.org/comprar/rei-lear/"><em>O rei Lear</em></a>, de Shakespeare.</p></blockquote>
<p>Um romance, acima de qualquer outra ferramenta, nos permite adentrar uma personagem até níveis abissais, com uma minuciosidade superior, inclusive, a que costumamos fazer com nós mesmos. <strong>Um romance permite compreender o outro de tal forma que você acaba compreendendo melhor a si mesmo</strong>. Só assim, por um tempo, você poderá ser louco, estuprador, rei, grávida, ladrão, apaixonado ou intelectual de uma maneira que excede a compreensão adquirida em qualquer teoria que tenha lido sobre esses temas.</p>
<p>Dito de um modo mais <em>tech</em>: um romance é um dispositivo de imersão total em uma realidade virtual, uma maneira de chegar à <em>Matrix</em> que foi inventada muito antes do primeiro computador. Já um ensaio, é o manual de instruções desse dispositivo.</p>
<p><em>Esse texto é uma tradução adaptada de <a href="http://www.papelenblanco.com/metacritica/la-literatura-no-es-solo-un-pasatiempo">La literatura no es sólo un pasatiempo</a>, do blog <a href="http://www.papelenblanco.com/">Papel en Blanco</a>.</em>
<p></p>
<ul>
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</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<item>
		<title>Incrível promoção de livros no Submarino – 9 obras que eu indico</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 16:59:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Indicações de Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[A loja de livros do Submarino, livraria on-line onde eu mais compro, está com uma lista de 30 livros com descontos enormes, que chegam a mais de 70%. Nesse tipo de promoção sempre vejo títulos populares ou aqueles best-sellers que sobraram depois de muito tempo no mercado. Porém, dessa vez, 9 obras chamaram minha atenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A loja de livros do Submarino, livraria on-line onde eu mais compro, está com uma lista de 30 livros com descontos enormes, que chegam a mais de 70%.</p>
<p>Nesse tipo de promoção sempre vejo títulos populares ou aqueles best-sellers que sobraram depois de muito tempo no mercado. Porém, dessa vez, 9 obras chamaram minha atenção por serem clássicas e/ou de grande qualidade acadêmica ou ainda de bons escritores contemporâneos. Autores como Freud, Emily Bronte e Anne Rice figuram na lista que, para mim, deve constar na biblioteca de qualquer apaixonado por livros.</p>
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<ul>
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<p></p>
<ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Plano de Aula Ensino Médio – Coerência e Coesão</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lendo/~3/nFo52OUDBL8/</link>
		<comments>http://www.lendo.org/plano-de-aula-ensino-medio-coerencia-coesao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 16:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Planos de Aula]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse é o plano de aula utilizado para o primeiro período do Estágio III em Língua e Literaturas de língua portuguesa. Sua orientação é para usos da língua através dos conteúdos de coerência e coesão textuais. Dá-se destaque para coesão referencial e lexical. Você pode usar e modificar o plano conforme suas necessidades. Projeção de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é o plano de aula utilizado para o <a href="http://www.lendo.org/diario-de-um-professor-estagiario-ensino-medio/">primeiro período</a> do Estágio III em Língua e Literaturas de língua portuguesa. Sua orientação é para usos da língua através dos conteúdos de coerência e coesão textuais. Dá-se destaque para coesão referencial e lexical.  Você pode usar e modificar o plano conforme suas necessidades.</p>
<h3>Projeção de finalidades</h3>
<ul>
<li>Ler, interpretar e compreender a notícia &#8220;Cannes abre as portas para vampiros, caça-nazistas e até viúvos voadores&#8221;, de Diego Assis, do G1.</li>
<li>Perceber como algumas palavras são responsáveis pela &#8220;amarração&#8221; das partes de um texto, a fim de utilizá-las em suas próprias produções.</li>
</ul>
<h3><span id="more-1866"></span></h3>
<h3>Cronograma dos trabalhos</h3>
<ol>
<li>Apresentação do professor e da turma (10 min.).</li>
<li>Exposição de capas de filmes de terror e questionamento sobre o conhecimento dos mesmos pelos alunos. (10 min.).</li>
<li>Entrega da notícia &#8220;<a rel="nofollow" href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1123865-7086,00-CANNES+ABRE+AS+PORTAS+PARA+VAMPIROS+CACANAZISTAS+E+ATE+VIUVOS+VOADORES.html">Cannes abre as portas para vampiros, caça-nazistas e até viúvos voadores</a>&#8220;, de Diego Assis, do G1, e leitura em voz alta do professor. (10 min.).</li>
<li>Compreensão oral (15 min.).</li>
<li>Atividade escrita: reconhecimento e uso de elementos coesivos (10 min.).</li>
</ol>
<h3>Tópicos do conhecimento</h3>
<ul>
<li>Leitura, análise e interpretação da notícia &#8220;Cannes abre as portas para vampiros, caça-nazistas e até viúvos voadores&#8221;, de Diego Assis, do G1.</li>
<li>Gênero notícia.</li>
<li>Leitura, análise e interpretação de imagens.</li>
<li>Relações intersemióticas.</li>
<li>Coesão textual.</li>
</ul>
<h3>Formas de mediação</h3>
<p>O professor inicia a aula apresentando-se, falando sobre como será o período em que trabalhará com a turma e definindo algumas regras. Logo após, pede que cada aluno apresente-se, falando o nome, idade, se costuma ler, se tem computador ou acesso à internet, se possui outros gostos, etc.</p>
<p>A seguir, com o uso do retroprojetor, o professor mostra algumas capas de filmes de terror:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-o-exorcista.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1873" title="Filme O Exorcista" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-o-exorcista-202x300.png" alt="Filme O Exorcista" width="202" height="300" /></a><a href="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-o-chamado.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1871" title="Filme O Chamado" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-o-chamado-204x300.png" alt="Filme O Chamado" width="204" height="300" /></a><a href="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-mae-das-lagrimas.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1870" title="Filme Mãe das Lágrimas" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-mae-das-lagrimas-212x300.png" alt="Filme Mãe das Lágrimas" width="212" height="300" /></a><a href="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-exorcismo-de-emily-rose.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1869" title="Filme O Exorcismo de Emily Rose" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-exorcismo-de-emily-rose-203x300.png" alt="Filme O Exorcismo de Emily Rose" width="203" height="300" /></a><a href="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-dracula.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1868" title="Filme Drácula" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-dracula-207x300.jpg" alt="Filme Drácula" width="207" height="300" /></a><a href="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-blade.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1867" title="Filme Blade II" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/plano-de-aula-blade-191x300.png" alt="Filme Blade II" width="191" height="300" /></a></p>
<p>Durante a exposição, questiona se os alunos já os conhecem e fala um pouco sobre a história de cada um. Também é aberto o espaço para os alunos falarem de outros filmes do gênero que já tenham assistido.</p>
<p>Em seguida, é entregue a notícia &#8220;<a rel="nofollow" href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1123865-7086,00-CANNES+ABRE+AS+PORTAS+PARA+VAMPIROS+CACANAZISTAS+E+ATE+VIUVOS+VOADORES.html">Cannes abre as portas para vampiros, caça-nazistas e até viúvos voadores</a>&#8220;, de Diego Assis, do G1, e feita a leitura em voz alta pelo professor, que logo faz a compreensão oral através das questões:</p>
<ul>
<li>Vocês já ouviram falar do Festival de Cannes? Segundo o texto, do que ele trata?</li>
<li>Que tipos de filmes o festival costumava apresentar e que tipo ele apresentou pela primeira vez em 2009?</li>
<li>Há filmes de terror e/ou vampiros exibidos no festival? Quais o texto cita?</li>
<li>O que quer dizer a expressão “cabeçudo diretor”, no quinto parágrafo?</li>
<li>Há filmes brasileiros participantes? Quais?</li>
<li>Você conhece ou já assistiu algum dos filmes citados na notícia?</li>
<li>No primeiro parágrafo, há duas referências textuais a um dos maiores festivais de cinema do mundo. Quais palavras ou expressões fazem tais referências?</li>
<li>Há outros casos em que esse tipo de referência ocorre no texto? Quais?</li>
</ul>
<p>A seguir, o professor propõe as seguintes atividades escritas:</p>
<blockquote><p>1) Acabamos de ver como há palavras que podem substituir outras em um texto, fazendo referência a termos já utilizados anteriormente. Isso é muito útil em nossas próprias produções, especialmente para não repetirmos toda hora a mesma expressão e, além disso, garantirmos a unidade temática do texto.</p>
<p>Na notícia que você acabou de ler, circule todas as palavras que fazem referência ao festival de Cannes.</p>
<p>2) Existem palavras que, apesar de não fazerem referência a um termo específico, ajudam a manter o leitor do texto focado em um determinado assunto. Por exemplo, na notícia que você leu hoje, palavras como filmes, diretor, programação e outras, dizem para o leitor que o assunto principal é cinema.</p>
<p>Você é capaz de listar todas as palavras que têm a ver com cinema, no texto?</p></blockquote>
<p>O exercício será corrigido na aula seguinte.</p>
<h3>Recursos</h3>
<ul>
<li>Retroprojetor (se sua escola possuir datashow, melhor)</li>
<li>Fotocópias dos textos.</li>
</ul>
<h3>Avaliação</h3>
<p>Será avaliada a participação do aluno nas discussões e, ainda, a resolução dos exercícios propostos.</p>
<ul>
<li>Aprenda como fazer um <a href="http://www.lendo.org/como-fazer-um-plano-de-aula/">plano de aula</a>!</li>
</ul>
<p></p>
<ul>
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</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Diário de um professor estagiário – O Ensino Médio</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/diario-de-um-professor-estagiario-ensino-medio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 15:37:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Na reta final do curso de Licenciatura em Letras, o Estágio III em Língua e Literaturas de língua portuguesa é a continuação natural da prática iniciada semestre passado no Ensino Fundamental. O Ensino Médio constitui uma experiência bastante diferente para um professor iniciante, pois, além de o conteúdo precisar ser trabalhado de forma diferente &#8212; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na reta final do curso de Licenciatura em Letras, o Estágio III em Língua e Literaturas de língua portuguesa é a continuação natural da prática iniciada semestre passado no Ensino Fundamental.</p>
<p>O Ensino Médio constitui uma experiência bastante diferente para um professor iniciante, pois, além de o conteúdo precisar ser trabalhado de forma diferente &#8212; agora sim a estrutura da língua, a gramática, adquire um destaque maior &#8212; , a faixa etária dos alunos também exige uma abordagem diferente por parte do professor, que lida agora com adolescentes e todos seus conflitos.</p>
<p><span id="more-1865"></span></p>
<p>A estrutura da disciplina é  a mesma do Estágio II: o estagiário deve escolher uma turma, observar ao menos 2 períodos ministrados pela professora titular e elaborar planos de aula baseados em uma temática que julgue interessante para aquela realidade. Tais planos devem compor 20 períodos de aula, divididos em:</p>
<ul>
<li>4 h/a para usos da língua a partir de gêneros textuais;</li>
<li>4 ou 5 h/a para leitura e interpretação de gêneros textuais;</li>
<li>1 h/a para produção textual;</li>
<li>1 h/a para reescrita da produção textual;</li>
<li>1 h/a para leitura dos textos produzidos;</li>
<li>8 ou 9 h/a para literatura.</li>
</ul>
<p>No momento que escrevo este texto, acabo de ministrar meus dois primeiros períodos de usos da língua. Minha turma é de 1º ano, composta por 28 alunos. Ao contrário daqueles da 7ª série do semestre passado, esses são bem mais disciplinados, participativos e maduros, o que, me parece, vai permitir um trabalho muito mais rico.</p>
<p>Os conteúdos de que devo abordar são <strong>Coerência e Coesão</strong>, em gramática, e o <strong>Romantismo</strong>, em literatura. Para isso, escolhi a temática <em>culturas urbanas </em>para guiar nossas aulas, ou seja, as conhecidas <em>tribos</em> dos jovens. Nesse sentido, selecionei textos como reportagens, notícias, poemas e contos que tratem (ou ao menos tenham elementos que tornem possível uma relação) de emos, góticos, skatistas, rappers e vários outros desses grupos com os quais os jovens costumam se identificar. O objetivo é tratar dessas culturas urbanas como manifestações sociais que se desenvolveram através de uma série de fatores históricos, que serão analisados em aula através de textos, imagens, e muito diálogo. Evidentemente, através do conhecimento desses grupos, muitas vezes rivais, pretendo ao menos amenizar o preconceito que muitos têm em relação aos jovens de outras tribos.</p>
<p>Nesse semestre, pretendo novamente expor minhas experiências em cada uma das aulas. A inovação vai ser a publicação, junto com tais experiências, dos planos de aula completos, com todo o material utilizado, para você que é professor e gostaria de testar, modificando a seu gosto, minhas propostas de ensino.</p>
<p>Tenho certeza que poderemos compartilhar muitas coisas boas para, juntos, contribuirmos com a educação em nosso país.
<p></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livroslancamentos/">Confira os últimos lançamentos em livros</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/homecache/books.aspx?Query=ProductPage&#038;ProdTypeId=1&#038;franq=262104"><img src="http://i.S8.com.br/images/afiliados/banner/468x60_livros.jpg" border="0"></a></p>
<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<item>
		<title>Mais Teatro Brasil – Disseminando cultura</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/mais-teatro-brasil-disseminando-cultura/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 11:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Campanhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivo falando por aqui sobre criação e manutenção do hábito da leitura, da arte como forma de engrandecimento humano, da necessidade de uma formação cultural desde a infância, etc. No entanto, apesar de muitas pessoas realmente terem vontade de incluir experiências culturais em suas vidas, muitas delas simplesmente não conseguem por falta de acesso a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivo falando por aqui sobre criação e manutenção do hábito da leitura, da arte como forma de engrandecimento humano, da necessidade de uma formação cultural desde a infância, etc. No entanto, apesar de muitas pessoas realmente terem vontade de incluir experiências culturais em suas vidas, muitas delas simplesmente não conseguem por falta de acesso a lugares que lhes propiciem esse tipo de produto.</p>
<p>Para você ter  uma ideia, estima-se que 95% da população brasileira nunca esteve em um teatro e que apenas 16% dos municípios brasileiros possuem salas de espetáculos, algumas sem a menor estrutura para receber mais de 50 pessoas.</p>
<p>É com esse objetivo de disseminar a cultura por todo o Brasil, principalmente nas regiões em que populações inteiras nunca tiveram qualquer acesso ou espaços destinados a essa finalidade, que a <a href="http://www.maisteatrobrasil.com.br/">campanha Mais Teatro Brasil</a> surge.</p>
<p><span id="more-1859"></span></p>
<p>A ideia é colher o maior número possível de assinaturas para dar entrada, junto ao Congresso Nacional, num Projeto de Lei de Iniciativa Popular, instituindo a obrigatoriedade  da construção de um <strong>Centro Integrado de Cultura</strong> em cada município cuja população seja superior a 25 mil habitantes.</p>
<p>No <a href="http://www.maisteatrobrasil.com.br/conheca-nossa-campanha.html">manifesto da campanha</a> (leia na íntegra), além de detalhes sobre a viabilidade econômica do projeto, aparece a definição dos prédios onde as manifestações artísticas tomariam parte, beneficiando-se de uma estrutura criada especialmente para isso:</p>
<h3>O que é um Centro Integrado de Cultura?</h3>
<p>É um espaço multicultural e funcional que, além de um teatro de qualidade – que é o núcleo fundamental do Projeto –, privilegia também as mais diversas formas de manifestações artístico-culturais, como: salas de cinema, biblioteca, salas de exposições, salas para eventos e palestras, espaços para cursos e oficinas de teatro, artesanato, artes plásticas, pintura, música, dança, entre outras formas de expressões artísticas.</p>
<p>Esses Centros contarão também com um espaço multimídia &#8211; telecentro com computadores conectados à internet, para fomentar a inclusão digital nesses municípios e, ainda, espaços destinados ao comércio, com lojas, praça de alimentação e outros espaços comerciais.</p>
<p>Já pensou em uma espécie de shopping cheio de espaços culturais? É basicamente isso.</p>
<ul>
<li><a href="http://www.maisteatrobrasil.com.br/index.html">Faça parte dessa campanha! Assine e contribua com a difusão da cultura no Brasil</a></li>
</ul>
<p>Você que tem um blog, ajude a divulgar a campanha! Faça um post sobre o assunto, insira este selo na barra lateral:</p>
<p><a href="http://www.maisteatrobrasil.com.br" target="_blank"><img src="http://www.cennarium.com/site/imagens/maisteatro.jpg" alt="Mais Teatro Brasil!" width="120" height="160" /></a></p>
<p>Ou ainda o widget que permite a assinatura dos seus leitores diretamente do seu blog, basta usar o código:</p>
<blockquote><p><strong>&lt;iframe frameborder=”0″ scrolling=”no” src=”http://www.maisteatrobrasil.com.br/widget/wgteatro.php” width=”250px” height=”500px” name=”widget” allowtransparency=”true”&gt;&lt;/iframe&gt;</strong></p></blockquote>
<p>Para terminar, quero deixar algumas imagens do teatro mais bonito que já visitei até hoje: o Theatro Guarani, na cidade de Pelotas.</p>
<div id="attachment_1860" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1860" title="Theatro Guarani - Pelotas" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/teatro-guarani-pelotas.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Fonte: http://flickr.com/photos/lauro/2374631402/</p></div>
<div id="attachment_1861" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-1861" title="Theatro Guarani - Pelotas" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/teatro-guarani-pelotas-2.jpg" alt="" width="400" height="267" /><p class="wp-caption-text">Fonte: http://www.admpelotas.com.br/portal/index.php?cod=noticia&amp;id=30</p></div>
<div id="attachment_1863" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1863" title="Theatro Guarani - Pelotas" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2010/04/teatro-guarani-pelotas-3.jpg" alt="" width="450" height="299" /><p class="wp-caption-text">Fonte: http://www.pelotasconvention.com.br/galeria/fotografia/teatro-guarany-c6237d05-b390-4749-a9a5-bfec1e827797</p></div>
<p>Que tal algo assim em sua cidade?
<p></p>
<ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>50 fatos da neurociência que todo professor deve conhecer</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/fatos-neurociencia-cerebro-conhecimento-inteligencia-professores-alunos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 13:54:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Neurociência]]></category>

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		<description><![CDATA[O cérebro é provavelmente o órgão mais fascinante do corpo humano. Ele controla tudo: da respiração até nossas emoções e inclusive nosso aprendizado. Se você é professor, conhecimentos básicos de neurociência são essenciais para seu trabalho, já que seu objetivo é proporcionar aprendizagem a seus alunos e, de preferência, da forma mais otimizada possível. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cérebro é provavelmente o órgão mais fascinante do corpo humano. Ele controla tudo: da respiração até nossas emoções e inclusive nosso aprendizado. Se você é professor, conhecimentos básicos de neurociência são essenciais para seu trabalho, já que seu objetivo é proporcionar aprendizagem a seus alunos e, de preferência, da forma mais otimizada possível.</p>
<p>A seguir estão alguns conceitos, dicas e curiosidades que serão extremamente úteis na hora de planejar suas aulas, ou mesmo durante seus próprios estudos (e nesse aspecto esse texto será útil para qualquer pessoa). Você saberá, ao final, desde como o cérebro controla o aprendizado até fatos curiosos sobre a memória. Tudo muito interessante, inclusive para compartilhar com seus amigos e/ou alunos.</p>
<p><span id="more-1850"></span></p>
<h3>Desenvolvimento cerebral e aprendizagem</h3>
<p>Aqui vamos aprender fatos interessantes sobre como o cérebro se desenvolve, o que afeta esse desenvolvimento e qual é o impacto na aprendizagem.</p>
<ol>
<li><strong>Leitura em voz alta</strong>: Pais e professores que leem em voz alta e falam frequentemente com suas crianças estão contribuindo para o desenvolvimento cerebral delas.</li>
<li><strong>Bilinguismo</strong>: Crianças que aprendem dois idiomas antes dos cinco anos têm estruturas cerebrais diferentes das que aprendem apenas uma língua. Evidentemente, o bilinguismo acontece com crianças que convivem com pessoas que falam duas línguas. Nada de cursinhos para bebês, ainda ;-)</li>
<li><strong>Abuso infantil</strong>: Estudos revelam que o abuso infantil muda a forma como o cérebro se desenvolve e afeta negativamente o aprendizado.</li>
<li><strong>Novos neurônios:</strong> Durante a vida, constante atividade mental faz com que novos neurônios sejam produzidos no cérebro.</li>
<li><strong>Lateralidade</strong>: Pessoas canhotas ou ambidestras possuem o <a rel="nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpo_caloso">corpo caloso</a> cerca de 11% maior que aquelas que trabalham apenas com a mão direita.</li>
<li><strong>Crescimento do cérebro</strong>: O cérebro humano cresce até a idade de 18 anos.</li>
<li><strong>Ambiente estimulante</strong>: Se uma criança é criada num ambiente estimulante, ela terá 25% a mais de capacidade de aprendizagem. O contrário também é verdadeiro, se o ambiente lhe passar poucos estímulos, será 25% menos capaz.</li>
<li><strong>Criativos x Metódicos</strong>: <a href="http://www.dailygalaxy.com/my_weblog/2008/01/right-brain-sma.html">Cientistas demonstraram</a> que cérebros que pensam de forma criativa funcionam de forma diferente daqueles cujo pensamento é mais metódico.</li>
<li><strong>Alimentação e inteligência</strong>: Um estudo com estudantes de Nova Iorque mostrou que aqueles cujas refeições não incluem sabores artificiais, corantes e conservantes tiveram o desempenho 14% melhor em testes de QI do que os que comem alimentos com esses aditivos.</li>
<li><strong>Tédio</strong>: Humanos têm curiosidade inata, mas quando há falhas nos estímulos, o tédio toma conta.</li>
<li><strong>Aprendendo coisas novas</strong>: <a href="http://faculty.washington.edu/chudler/jugg2.html">Um estudo mostrou</a> que quando as pessoas estão aprendendo coisas novas, seus cérebros se modificam rapidamente. Por exemplo, pessoas aprendendo a fazer malabarismo mostraram mudanças cerebrais em 7 dias.</li>
<li><strong>Música</strong>. Crianças que têm aulas de música mostram um considerável aumento em sua capacidade de aprendizagem.</li>
<li><strong>Leitura facial:</strong> A área do cérebro chamada amígdala cerebelosa é responsável por nossa habilidade de identificar os sentimentos de alguém através de sua expressão facial.</li>
</ol>
<h3>Memória</h3>
<p>Aqui você aprenderá as diferenças entre memória de curto e longo prazo, como o olfato afeta nossa memória, e mais.</p>
<ol>
<li><strong>Diferentes tipos de memória:</strong> A habilidade de aprender e lembrar de coisas novas chama-se memória declarativa e é processada numa parte do cérebro diferente daquela onde ficam armazenadas informações do tipo &#8220;como fazer tal coisa&#8221;.</li>
<li><strong>Olfato e memória</strong>: O cheiro é um poderoso mecanismo de ativação da memória. <a href="http://www.apa.org/monitor/julaug04/sw.aspx">Um estudo</a> demonstrou que a memória, quando relacionada a um cheiro, pode ser resgatada mais facilmente</li>
<li><strong>Novas conexões:</strong> Cada vez que uma lembrança é recuperada ou um novo pensamento ocorre, uma nova conexão é criada no cérebro.</li>
<li><strong>Crie associações</strong>: A memória é formada por associações. Por isso, para desenvolver a memória de alunos, trabalhe com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mnem%C3%B3nica">métodos mnemônicos</a>.</li>
<li><strong>Sono</strong>: O cérebro usa o período de descanso para consolidar memórias.</li>
<li><strong>Falta de sono</strong>: Dormir pouco diminui sua habilidade para constituir novas memórias.</li>
<li><strong>Memória de curto prazo</strong>: <a href="http://faculty.washington.edu/chudler/plast.html">Estudos sugerem</a> que a memória de curto prazo é o resultado de impulsos cerebrais químicos e elétricos &#8212; mudanças diferentes daquelas associadas à memória de longo prazo, que são mais de nível estrutural.</li>
</ol>
<h3>Curiosidades sobre o cérebro</h3>
<p>De como o cérebro nos ajuda a piscar até as cirurgias cerebrais na antiguidade. Essa lista de curiosidades vai ajudar você na próxima vez que precisar falar sobre o cérebro.</p>
<ol>
<li><strong>Piscar</strong>: A cada vez que piscamos (cerca de 20 mil vezes por dia), nosso cérebro <a href="http://faculty.washington.edu/chudler/blink.html">mantém as coisas iluminadas</a>, de forma que o mundo não se apaga a cada piscada.</li>
<li><strong>Gargalhar</strong>: Uma tarefa tão simples quanto gargalhar é, na verdade, um processo complexo que requer <a href="http://people.howstuffworks.com/laughter3.htm">atividade em cinco diferentes áreas</a> do cérebro.</li>
<li><strong>Objetivo do bocejo:</strong> Você já deve ter reparado que quando uma pessoa boceja, as que estão próximas acabam fazendo o mesmo. Cientistas acreditam que o bocejo pode ter sido um <a href="http://faculty.washington.edu/chudler/yawning.html">antigo comportamento social</a> que sinalizava algum evento no qual a resposta dos demais se dava através de um bocejo. Por isso, hoje em dia nós continuamos a &#8220;dar a resposta&#8221;, mesmo que não haja necessidade de uma.</li>
<li><strong>Banco de Cérebros</strong>: A Universidade de Harvard mantém um  <a href="http://video.nationalgeographic.com/video/player/science/health-human-body-sci/human-body/brain-bank-sci.html">banco de cérebros</a> no qual mais de 7.000 cérebros humanos estão armazenados para propósitos de pesquisa.</li>
<li><strong>Disney e desordens do sono</strong>: Os criadores da Disney <a href="http://faculty.washington.edu/chudler/dissleep.html">usaram desordens do sono</a> como ronco, pesadelos e sonambulismo em vários dos personagens de seus desenhos.</li>
<li><strong>Pensamentos:</strong> Acredita-se que humanos experenciam cerca de 70 mil pensamentos por dia.</li>
<li><strong>Aristóteles</strong>: O filósofo grego pensava que as funções do cérebro eram realizadas pelo coração.</li>
<li><strong>Espaço sideral:</strong> A falta de gravidade no espaço afeta o cérebro de várias formas. <a href="http://www.sfn.org/index.cfm?pagename=brainBriefings_brainsInSpace">Cientistas estão estudando como e por quê</a>, mas talvez você queira adiar sua próxima viagem à Lua.</li>
<li><strong>Shakespeare</strong>: A palavra cérebro aparece 66 vezes nas peças o dramaturgo inglês.</li>
<li><strong>Neurocirurgias</strong>: Arqueólogos encontraram evidências de que <a href="http://www.pbs.org/wnet/brain/history/2000bc.html?position=193?button=3">cirurgias cerebrais primitivas</a> já eram realizadas por volta do ano 2000 a.C. através de uma abertura no crânio feita no paciente.</li>
<li><strong>Amigos imaginários:</strong> Um <a href="http://www.brains.org/hottopics.htm#misc">um estudo psicológico</a> na Austrália mostrou que crianças entre 3 e 9 anos que têm amigos imaginários tendem a ser primogênitos.</li>
<li><strong>Oxytocina e autismo</strong>: Oxytocina é um hormônio responsável por promover a interação social e <a href="http://www.sciencedaily.com/releases/2009/10/091021212247.htm">pode ajudar crianças com autismo</a> a aumentar suas habilidades de socialização e de autoconfiança.</li>
</ol>
<h3>O Cérebro fisicamente</h3>
<p>Afinal, do que nosso cérebro é feito? Aqui vamos desmistificar alguns fatos do senso comum e embasá-lo cientificamente sobre a constituição de nosso principal órgão.</p>
<ol>
<li><strong>Água:</strong> A constituição de nosso cérebro é de cerca de 75% de água.</li>
<li><strong>Mito dos 10%:</strong> Se você já ouviu falar que seres humanos usam apenas 10% das capacidades de seu cérebro, saiba que esse é  <a href="http://faculty.washington.edu/chudler/tenper.html">apenas um mito</a>. Cientistas já são capazes de atribuir função para qualquer parte do cérebro.</li>
<li><strong>Peso</strong>: O cérebro humano pesa cerca de  1kg e 300 gramas.</li>
<li><strong>Não há dor</strong>: Não existem receptores de dor no cérebro, portanto é impossível ter dor de cérebro.</li>
<li><strong>Telencéfalo</strong>: Também chamado de cerebrum, constitui a maior parte do cérebro, pesando cerca de 85% do total.</li>
<li><strong>Branco e cinza</strong>: O cérebro humano é formado por 60% matéria branca e 40% matéria cinza (daí a expressão &#8220;massa cinzenta&#8221;).</li>
<li><strong>Neurônios</strong>: Cerca de 100 bilhões de neurônios formam o cérebro humano.</li>
<li><strong>Sinapses</strong>: Para cada um dos neurônios, há de 1.000 a 10.000 sinapses.</li>
<li><strong>Córtex cerebral</strong>: Quanto mais é usado, mais largo fica o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3rtex_cerebral">córtex cerebral</a>.</li>
<li><strong>Bocejo:</strong> Acredita-se que bocejar é uma forma de enviar mais oxigênio para o cérebro, servindo, portanto, para resfriá-lo e estimulá-lo.</li>
</ol>
<h3>Cérebros fabulosos</h3>
<p>Alguns exemplos de pessoas fabulosas e seus cérebros.</p>
<ol>
<li><strong>Daniel Tammet</strong><a href="http://www.guardian.co.uk/theguardian/2005/feb/12/weekend7.weekend2"></a> é um autista com Síndrome de Savant com extraordinária capacidade de realizar cálculos, conhece sete idiomas, e está desenvolvendo uma linguagem própria.</li>
<li><strong>Albert Einstein</strong>: O cérebro de  Einstein era similar em tamanho aos cérebros de pessoas comuns, exceto na região responsável por cálculos matemáticos e percepção espacial, que era 35% maior que a média.</li>
<li><strong>Keith Jarrett</strong> é uma estrela do jazz que, aos 3 anos de idade, foi identificado como possuidor de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ouvido_absoluto">ouvido absoluto</a>. Os cientistas associaram essa capacidade à região do lobo frontal direito do cérebro.</li>
<li><strong>Taxistas de Londres</strong>: Famosos por conhecerem todas as ruas de memória, <a href="http://video.nationalgeographic.com/video/player/science/health-human-body-sci/human-body/london-taxi-sci.html">esses taxistas</a> possuem um hipocampo maior que o normal, especialmente aqueles que estão no trabalho a mais tempo. Isso sugere que quanto mais memorizamos informações, maior fica nosso hipocampo.</li>
<li><strong>Vladimir Ilyich Lenin</strong>: Após sua morte, o cérebro de Lenin foi estudado e descobriu-se que era anormalmente largo, contendo numerosos neurônios em uma região em particular. Alguns acreditam que essa <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9886779?dopt=Abstract">estrutura cerebral</a> possa explicar sua famosa inteligência.</li>
<li><strong>O cérebro mais antigo</strong>: Na Universidade de York, no norte da Inglaterra, um <a href="http://www.york.ac.uk/admin/presspr/pressreleases/skull.htm">cérebro que acredita-se ter cerca de  2000 anos</a> foi desenterrado.</li>
<li><strong>Ben Pridmore</strong>, o campeão mundial de memorização, memorizou 96 eventos históricos em 5 minutos e a ordem de um baralho de cartas embaralhado em 26,28 segundos.</li>
<li><strong>Henry Molaison</strong>: Por décadas conhecido apenas como &#8220;HM,&#8221; <a href="http://www.nytimes.com/2009/12/03/health/research/03brain.html">Molaison</a> foi submetido a uma cirurgia em 1953 e nunca mais pode formar novas memórias. Ele se tornou o paciente mais estudado pelos neurocientistas. Molaison morreu pouco mais de um ano atrás e doou seu cérebro para a ciência. Atualmente, ele está sendo alvo de muitos estudos.</li>
</ol>
<p>Esse texto é uma tradução livre de <a href="http://www.associatesdegree.com/2010/01/27/50-brain-facts-every-educator-should-know/">50 Brain Facts Every Educator Should Know</a>, de Pamelia Brown.
<p></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livroslancamentos/">Confira os últimos lançamentos em livros</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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