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	<title>Lendo.org</title>
	
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	<description>Indicações de Livros, Literatura, Resenhas e Faculdade de Letras</description>
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		<title>Diário de um professor estagiário – Uma batalha perdida</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 12:51:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Aulas 6 e 7 do estágio de Língua e Literaturas de Língua Portuguesa.
Na sexta aula consegui, finalmente, levá-los até a biblioteca. Lá ficamos durante dois períodos de aula, nos quais realizei um trabalho em torno dos relacionamentos virtuais.
Lemos uma história em quadrinhos (que, na verdade, é um vídeo do youtube adaptado por mim, já que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aulas 6 e 7 do estágio de Língua e Literaturas de Língua Portuguesa.</p>
<p>Na sexta aula consegui, finalmente, levá-los até a biblioteca. Lá ficamos durante dois períodos de aula, nos quais realizei um trabalho em torno dos relacionamentos virtuais.</p>
<p>Lemos uma história em quadrinhos (que, na verdade, é um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2WOLrviJrO4">vídeo do youtube</a> adaptado por mim, já que eu não teria recursos para mostrá-lo em sala de aula) chamada &#8220;Encontro Virtual&#8221;, com roteiro de Leonardo Armond. Logo após, lemos a reportagem <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u535295.shtml">Na hora de terminar o namoro, adolescentes preferem a internet e evitam o cara a cara</a>, de Anderson Santiago. Discutimos, em seguida alguns aspectos positivos e negativos em torno desse comportamento. A atividade proposta foi a criação de uma história em quadrinhos que 1) daria continuidade àquela que eles leram no início da aula, ou 2) retratasse um término de namoro via internet.</p>
<p>A maioria dos alunos gostou da atividade, cujo resultado final foi bastante satisfatório.</p>
<p>Obviamente, dei liberdade, durante toda a aula, para que os alunos olhassem os livros, e fizessem o empréstimo dos mesmos.</p>
<p>A aula 7 foi um tanto mais estressante. Estava programada a apresentação do trabalho proposto na aula 5, que era a elaboração de cartazes com um produto ainda não inventado, listando suas vantagens e desvantagens. Apenas 3 duplas apresentaram. Alguns esqueceram o trabalho em casa, outros deram alguma desculpa para apresentar na próxima aula.</p>
<p>Como previ que algo assim aconteceria, dei prosseguimento ao meu planejamento, adiantando o conteúdo da aula seguinte. Analisei dois anúncios publicitários e mostrei como eles utilizam elementos visuais e verbais para nos persuadir. O trabalho, a partir disso, foi a produção de um &#8220;anúncio publicitário sincero&#8221;: os alunos deveriam escolher um produto já existente e anunciá-lo com o objetivo de vendê-lo. O problema é que tanto as coisas boas quanto as possíveis coisas ruins daquele produto precisariam aparecer no anúncio.</p>
<p>A turma estava bem dispersa e, dessa vez, não consegui atrair a atenção de todos. Na próxima aula, continua a produção do anúncio publicitário, que terá, ainda, uma fase de reescrita orientada por mim.
<p></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livroslancamentos/">Confira os últimos lançamentos em livros</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>A prática docente do professor de língua e literatura</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/a-pratica-docente-do-professor-de-lingua-e-literatura/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 14:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Educação no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologias de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Não costumo publicar aqui textos acadêmicos como o de hoje. No entanto, acredito que este é especialmente importante não apenas para professores ou futuros professores, mas também para estudantes de outras áreas e ainda para pais de alunos que costumam não saber o que exigir ou argumentar com o professor de seu filho.
A resenha a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não costumo publicar aqui textos acadêmicos como o de hoje. No entanto, acredito que este é especialmente importante não apenas para professores ou futuros professores, mas também para estudantes de outras áreas e ainda para pais de alunos que costumam não saber o que exigir ou argumentar com o professor de seu filho.</p>
<p>A resenha a seguir foi escrita por mim na disciplina de Estágio II em Língua e Literatura de Língua Portuguesa e tem servido de base teórica para minha prática docente.</p>
<p><span id="more-1756"></span></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/tag/diario-de-um-professor-estagiario/">Leia a série Diário de um professor estagiário.</a></li>
</ul>
<p>Hoje, numa época de incessantes questionamentos, advindos, principalmente, da percepção de que são necessárias mudanças urgentes nos mais diversos campos sociais, torna-se cada vez mais evidente que a escola tem ficado para trás devido ao surgimento não apenas de novas tecnologias, mas de um novo estilo de vida que acelerou e, ao mesmo tempo, fragmentou as relações do sujeito com ele próprio e com o mundo que o cerca. Dessa forma, devido à democratização do acesso ao conhecimento proporcionada pela internet e pela possibilidade de filtragem e condensação de informações que ela possibilita, unida à rapidez,  ao imediatismo e ao utilitarismo exigidos pelo usuário, as longas metodologias teórico-expositivas praticadas nas escolas viram-se completamente ultrapassadas e distantes da realidade dos alunos praticamente da noite para o dia.</p>
<p>Assim, como destaca Demo (2007, p. 13), “dar aula” não é mais a tarefa do professor, pois essa expressão denota uma simples reprodução do conhecimento, uma transmissão de instruções que estão a alguns cliques de distância, com cor, movimento e interatividade. O professor dessa nova era precisa ser redefinido (e redefinir-se) como quem cuida da aprendizagem do aluno, o que significa dedicação envolvente e contagiante, compromisso ético e técnico, habilidade sensível e sempre renovada de suporte, incluindo-se aí a rota de construção da autonomia. Nesse sentido, o centro do cenário é agora o aluno, que será apoiado, motivado, orientado e avaliado pelo professor, que passa a assumir o papel de mediador, aquele que não “tira dúvidas”, mas “faz dúvidas”, aquele que leva seu aluno a reconstruir conhecimento com mão própria, investindo nisso todo o cuidado possível e imaginável.</p>
<p>No entanto, uma mudança radical como essa implica em alguns problemas, alguns dilemas que atingem principalmente a figura do professor, mas que envolvem todo o sistema de ensino, desde aqueles que elaboram os currículos até a direção da escola e os pais dos alunos. A ação docente, por essa nova ótica, mantém um constante ir e vir entre o que se sabe e o que não se sabe, entre o que se deve fazer e o que se pode fazer, entre o que se experimentou anteriormente e a necessidade de introduzir inovações no momento atual, entre o que se havia previsto realizar e o que as condições de cada momento parecem aconselhar, ou seja, é um contexto de incerteza que gera todas essas dúvidas para o professor. Apesar disso, tais dificuldades são comuns em um cenário de mudança como esse que se desenvolve atualmente; enfrentar e superar esses dilemas torna-se, então, uma condição necessária à prática docente, que acaba imbuída pela necessidade de conscientização da comunidade escolar sobre os novos desafios aos quais a escola se vê submetida, a fim de avançar e deixar para trás sistemas já ultrapassados.</p>
<p>O professor de língua talvez seja um dos mais afetados por esse conjunto de modificações que, muitas vezes, são exigidas por um lado (os PCNs, digamos) e coibidas por outro (a direção da escola e pais dos alunos), já que tradicionalmente teve-se uma visão bastante diferente do português e da literatura àquela que os estudos mais recentes indicam: priorizou-se o ensino da gramática e de nomenclaturas em detrimento dos usos da língua, enfatizou-se a memorização de datas, lugares e autores ao invés de um estudo mais profundo do texto e da formação de leitores, deixou-se de lado o estudo dos gêneros, que viram-se generalizados em tipologias textuais, e assim por diante.</p>
<p>Quanto a essa visão tradicional do ensino de língua, Antunes (2009) considera alguns aspectos importantes que podem auxiliar o professor não apenas no planejamento de suas aulas, mas também na argumentação a favor de um modelo de ensino que rompa com algumas concepções ultrapassadas.</p>
<p>O primeiro desses aspectos é a prevalescência, nas aulas de português, de uma concepção estática de língua, demasiado simplificada e reduzida. Essa visão não leva em conta as mudanças do dia-a-dia, as imprevisibilidades e indefinições, muito menos os interlocutores e suas intenções, ou ainda o contexto de uso. Isso faz com que a língua seja facilmente esgotada em estudos de morfologia e sintaxe, nos quais a memorização de nomenclaturas aparece como objetivo principal (ou único). Como consequência, ao sentir-se incapaz de diferenciar, digamos, um objeto indireto de um complemento nominal, o aluno tende a afastar-se do português, por considerá-lo difícil, incompreensível, inaprendível, passando a ver-se como linguisticamente incompetente. Como resultado, o declínio da fluência verbal, da compreensão e das capacidades de leitura da linguagem simbólica e da elaboração de textos mais complexos e formais, entre outras, tornam-se problemas crônicos.</p>
<p>Outro aspecto levantado pela autora refere-se ao estudo do léxico na construção do texto. Para ela, o ensino da gramática que vem sendo priorizado ao longo dos anos tem deixado o professor sem tempo para o estudo dos demais componentes da língua, que deveriam ser abordados, em sala de aula, a partir de uma base textual, de modo a enfatizar aos alunos sua relevância e aplicabilidade. Uma forma de fazê-lo, proposta por ela, é “considerar o vocabulário dos textos como elemento de sua construção, de sua &#8216;arquitetura&#8217;, e não apenas como um conjunto de palavras que &#8216;têm um significado&#8217;.” (Antunes, 2009, p. 144).</p>
<p>Essa formação com vista no texto em si e não em uma metalinguagem abstrata é vista como uma condição <em>sine qua non</em> à formação de leitores, privilégio que, lamentavelmente, no Brasil, tem pertencido às classes mais favorecidas e sido relegado, como tarefa, exclusivamente ao professor de línguas – concepção ingênua a generalizada, pois desenvolver a capacidade e o gosto pela leitura é dever de toda a escola, em aliança com a família, já que a prática da leitura é algo que permite uma visão de mundo muito maior, dá o poder de enxergar e perceber o mundo circundante de forma mais apurada e crítica. Assim, ler nos torna cidadãos mais conscientes e comprometidos, por ser uma atividade que nos permite assumir diferentes papeis na construção de uma sociedade que respeite a lógica do bem coletivo e dos valores humanos.</p>
<p>Mas como trabalhar a leitura de forma efetiva em sala de aula? Como criar um ambiente em que os alunos sintam-se instigados, interessados e, ao mesmo tempo, sintam o prazer que o contato com os livros proporciona?</p>
<p>O primeiro problema que o professor enfrenta costuma ser a dificuldade de atrair a atenção de jovens que passam horas em frente ao computador, em contato com uma gama enorme de recursos gráficos e interativos que lhe proporcionam leituras fragmentadas e superficiais. Sabemos que não é possível (e talvez nem necessário), ainda, concorrer com esses recursos em sala de aula – as escolas, em sua maioria, não dispõem desse tipo de material – mas sabemos, por outro lado, que é necessário um esforço maior por parte do professor cujo objetivo é superar a superficialidade daquelas leituras virtuais.</p>
<p>Nesse sentido, uma proposta interessante, sugerida por Braga e Silvestre (2002), é a divisão da leitura em três etapas: pré-leitura, leitura-descoberta e pós-leitura. A pré-leitura, como o nome sugere, deve preceder a leitura do texto. É uma etapa de motivação em que se ativa o conhecimento prévio do aluno através de investigações: o professor instiga-o a adivinhar, formular hipóteses, fazer previsões, buscar alternativas, selecionar possibilidades, imaginar, etc., com o objetivo de favorecer uma melhor antecipação do sentido do texto que será trabalhado. A leitura descoberta é a etapa em que efetivamente é feita a leitura do texto que o professor deseja trabalhar. Aqui verificam-se as hipóteses levantadas na fase de pré-leitura e faz-se, passo a passo, uma construção de sentidos. Para isso, o professor deve ter em mente que o aluno talvez não enxergue uma simultaneidade de aspectos e informações, e por isso ele precisa da mediação do professor, que deve deixar claro o que ele deve buscar no momento da leitura. Por fim, a pós-leitura é o momento em que o aluno utiliza criticamente o sentido construído na etapa anterior, reflete sobre as informações recebidas e, assim, constrói conhecimento. O objetivo é ir além do texto, transformar a visão de mundo do leitor através de atividades que o permitam comparar situações, analisar procedimentos, julgar escolhas, etc.</p>
<p>Percebemos, então, que o papel do professor modificou-se. Não é mais suficiente a simples reprodução de informações a que os livros didáticos costumam limitar-se e que as novas tecnologias tornam cada vez mais acessíveis. O ensino da gramática como algo afastado de seu uso efetivo tornou-se dispensável, já que o grande problema não é a identificação de dígrafos ou complementos nominais, mas sim a compreensão, a interpretação e a capacidade de produção de textos mais complexos por parte dos alunos. Da mesma forma, estudar períodos históricos, datas e nomes de autores de nada serve para a compreensão de mundo e de sua dimensão simbólica que a literatura proporciona. Ser professor, hoje, significa criar cidadãos conscientes, engajados e preocupados com a realidade que os cerca – nosso desafio, portanto, é cada vez maior.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>ANTUNES, Irandé. <em>Língua, texto e ensino</em>: outra escola possível. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.</p>
<p>BRAGA, Maria Regina e SILVESTRE, Maria de Fátima Barros. <em>Algumas questões sobre a leitura</em>. In:____. Construindo o leitor competente: atividades de leitura 	interativa para a sala de aula. São Paulo: Peirópolis, 2002.</p>
<p>DEMO, Pedro. <em>Professor do futuro e reconstrução do conhecimento</em>. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.</p>
<p>ZABALZA, Miguel. Os dilemas práticos dos professores. <em>Pátio</em>, Porto Alegre, nº 27, p. 8-11, ago./out. 2003.</p>
<p>ZILBERMAN, Regina. <em>Fim do livro, fim dos leitores?</em> São Paulo: SENAC, 2001.
<p></p>
<ul>
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</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Diário de um professor estagiário – Aulas de porta fechada, mas com janelas abertas</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/diario-de-um-professor-estagiario-aulas-de-porta-fechada-mas-com-janelas-abertas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 17:33:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[No final do século XIX existiu uma escola literária chamada Parnasianismo, da qual fizeram parte nomes como Alberto de Oliveira e Olavo Bilac. Seu lema era &#8220;A arte pela arte&#8221;, por isso produziam uma poesia que presava muito pela forma, pela métrica, cujos temas passavam por vasos gregos, ornamentos árabes, animais personificados e algo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final do século XIX existiu uma escola literária chamada Parnasianismo, da qual fizeram parte nomes como Alberto de Oliveira e Olavo Bilac. Seu lema era &#8220;A arte pela arte&#8221;, por isso produziam uma poesia que presava muito pela forma, pela métrica, cujos temas passavam por vasos gregos, ornamentos árabes, animais personificados e algo de mitologia, mas ficavam longe de qualquer preocupação social.</p>
<p>O Parnasianismo acabou e junto com ele dissolveu-se essa visão da arte como um fim em si mesmo, que não precisa, necessariamente, ser algo engajado, preocupado com o mundo ao redor.</p>
<p>Pois bem, todo professor de literatura ou artes deveria ser um pouco parnasiano.</p>
<p><span id="more-1755"></span></p>
<p>Em pedagogia fala-se muito em <em>objetivo</em>. Tal atividade precisa ter um objetivo, precisa estar de acordo com um plano pré-definido, deve enquadrar-se com as perspectivas do aluno, ou, ainda, tal atividade está <em>sem</em> objetivo. Para mim, isso é correto em muitos casos, no entanto, quando falamos em arte, seja ela escrita, visual, auditiva, tátil, ou qualquer outra, é importante que, de vez em quando, paremos tudo para simplesmente apreciá-la sem objetivo algum.</p>
<p>Na quinta aula do meu estágio em Literatura e Língua Portuguesa, continuamos falando em tecnologia, dessa vez sobre os perigos do desenvolvimento tecnológico exagerado. Comecei resgatando o que os alunos sabiam sobre o assunto e lembrei-os do enredo do filme <em>Matrix</em>, destacando pontos importantes daquela realidade e, inclusive, adentrando em algumas questões filosóficas superficiais que, para minha surpresa, alguns alunos entenderam e até discutiram.</p>
<p>Em seguida, parei a aula para assumir a postura parnasiana que aqui defendo: levei 35 minutos para indicar 8 filmes que 1°) eu tinha certeza que os alunos gostariam muito, por serem bastante atuais e populares 2°) apresentam em sua história algo relacionado à tecnologia: máquinas futuristas, simulacros, realidades virtuais, etc. Foram 35 minutos de um rico diálogo em que vários alunos contribuíram para contar a história dos filmes que já tinham assistido e que prometeram assistir novamente, dessa vez com um novo olhar.</p>
<p>Indicar filmes teve algum objetivo? Até que teve: proporcionar a apreciação de uma arte que os atrai bastante sob uma nova ótica, mas acima de tudo salientar aquela arte como algo que não está assim tão distante dos rígidos currículos escolares.</p>
<p>Logo após, voltamos para o eixo &#8220;nós temos objetivo&#8221;: lemos uma crônica de Luis Fernando Veríssimo chamada <a href="http://www.velhosamigos.com.br/Colaboradores/LuizFver/luizfver14.html">Invólucros</a> e fizemos sua compreensão oral. O trabalho, a partir disso, foi produzir um cartaz que exporia um produto tecnológico criado por eles, a partir de uma montagem com imagens de revistas. Tal produto apresentaria vantagens e desvantagens para a humanidade, que deveriam ser listadas no cartaz para posterior apresentação oral. Um trabalho em duplas que os alunos parecem ter gostado. As apresentações serão semana que vem.<a href="http://www.velhosamigos.com.br/Colaboradores/LuizFver/luizfver14.html"><br />
</a>
<p></p>
<ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Diário de um professor estagiário – Bibliotecas não deveriam ter chave</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 15:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Algo que me preocupava até agora no estágio era o fato de os alunos não terem gostado muito dos textos trabalhados, mesmo eles sendo sobre assuntos mais despojados, próximos aos gostos deles.
Na quarta aula, como já havia terminado o conteúdo gramatical, pude utilizar textos literários. Escolhi o conto Clic, de Luis Fernando Veríssimo, que foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algo que me preocupava até agora no estágio era o fato de os alunos não terem gostado muito dos textos trabalhados, mesmo eles sendo sobre assuntos mais despojados, próximos aos gostos deles.</p>
<p>Na quarta aula, como já havia terminado o conteúdo gramatical, pude utilizar textos literários. Escolhi o conto <a href="http://www.releituras.com/lfverissimo_menu.asp"><em>Clic</em>, de Luis Fernando Veríssimo</a>, que foi um sucesso total: 99% da turma leu e adorou. Lembram da <a href="http://www.lendo.org/diario-de-um-professor-estagiario-a-ovelha-negra/">ovelha negra</a>? Até ele  gostou muito e inclusive foi um dos voluntários para uma leitura coletiva que fizemos.</p>
<p><span id="more-1752"></span></p>
<p>Porém, o que me chamou mais atenção em tudo isso foi que, após falar um pouco sobre o autor, passei 3 livros do Veríssimo para que os alunos manuseassem, olhassem, folhassem, lessem trechos, etc.: <a href="http://www.lendo.org/comprar/as-mentiras-que-os-homens-contam/">As mentiras que os homens contam</a>, <a href="http://www.lendo.org/comprar/comedias-para-ler-na-escola/">Comédias para ler na escola</a> e <a href="http://www.lendo.org/comprar/mais-comedias-para-ler-na-escola/">Mais Comédias para ler na escola</a> (algo bem à vontade, enquanto o resto da aula decorria); então, quando eu avisei que alguns daqueles livros estavam disponíveis na biblioteca da escola, muitos alunos pediram para que eu os levasse até lá, pois eles não têm acesso a ela, já que está sempre fechada por não haver bibliotecário na escola.</p>
<p>Prometi que na próxima aula os levaria. Assim, vou ter que fazer uma das coisas mais absurdas que eu poderia pensar: pedir a chave de uma biblioteca para poder levar alunos até lá.</p>
<p>E ao mesmo tempo, é anunciada a Prova Brasil 2009, que &#8220;avalia sistemas&#8221;, não alunos ou professores. O que dizer de um sistema como esse?
<p></p>
<ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Diário de um professor estagiário – A ovelha negra</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 16:26:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o decorrer das aulas do estágio, vamos percebendo melhor a dinâmica da turma e as relações de poder que se manifestam ali. Percebemos, mais que as simples distinções participa/não participa ou bagunça/não bagunça, que há lideranças informais no grupo e que elas influenciam muito nas atitudes de todos os alunos.
O grande problema acontece quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o decorrer das aulas do estágio, vamos percebendo melhor a dinâmica da turma e as relações de poder que se manifestam ali. Percebemos, mais que as simples distinções participa/não participa ou bagunça/não bagunça, que há lideranças informais no grupo e que elas influenciam muito nas atitudes de todos os alunos.</p>
<p>O grande problema acontece quando esse líder informal é o aluno mais bagunceiro &#8212; conversa durante as explicações, não faz exercícios, intervém com assuntos totalmente fora do contexto, etc.</p>
<p><span id="more-1750"></span></p>
<p>A turma em geral tem respondido bem às aulas, alguns alunos que não participavam tanto, começaram a mostrar interesse no terceiro encontro, ontem. Até mesmo os meninos, que costumam ver o professor homem como um rival, começaram a demonstrar mais amizade e respeito. No entanto, aquele líder citado acima, por diversas vezes, interrompeu a ascensão intelectual da turma, através de conversas paralelas que dispersaram todo mundo.</p>
<p>Uma ameaça de levá-lo à direção resolveu temporariamente o problema, mas acho que nas próximas aulas não vai resolver. Então qual a solução para o caso? Como diluir aquela liderança? Percebi que muitos alunos sentiram-se incomodados com aquele comportamento, inclusive repreendendo-o em alguns momentos. Talvez o caminho seja exatamente esse: mostrar para os demais o quanto eles ficam prejudicados ao seguirem o comportamento sugerido por aquele referencial. Dessa forma, eles mesmos acabarão por intimidar o bagunceiro.</p>
<p><strong>Alguém já passou por casos parecidos? Como resolveu a situação? O que você acha dessa solução que eu proponho?</strong></p>
<p>Quanto ao conteúdo da aula, ontem abordei o lado positivo do desenvolvimento tecnológico através da evolução dos jogos de video-game/computador com uma exposição de imagens de jogos, formando uma linha do tempo, desde aqueles mais antigos, até os mais atuais. Os alunos perceberam, dessa forma, como esse mercado evoluiu em poucos anos, e refletiram sobre as vantagens e desvantagens dessa evolução.</p>
<p>A seguir, lemos uma reportagem retirada do site G1, intitulada <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Games/0,,MUL1239041-9666,00-PRODUTORES+DE+GAMES+DAO+DICAS+PARA+QUEM+SONHA+EM+TRABALHAR+NA+AREA.html">Produtores de games dão dicas para quem sonha em trabalhar na área</a>, o que nos levou a refletir sobre o desenvolvimento tecnológico do Brasil e sobre as oportunidades de trabalho que ele pode proporcionar a quem desejar qualificar-se.</p>
<p>A partir do fragmento</p>
<blockquote><p>Eu diria que o maior desafio ao criar         &#8216;Taikodom&#8217; foi, sem dúvida, desenvolver tecnologia e         conhecimentos próprios, <strong>pois</strong> quando começamos não havia uma         metodologia pronta para se desenvolver um MMOG.</p></blockquote>
<p>introduzi a ideia de relação explicativa entre as orações, salientando as palavras <em>pois</em> (que poderia ser substituída por <em>porque</em>)<em>, </em>que exerce essa função.</p>
<p>Depois de alguns exercícios sobre essa relação explicativa, distribuí a reportagem <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Games/0,,MUL1116510-9666,00-GUITAR+HERO+METALLICA+DEIXA+A+MARCA+DO+HEAVY+METAL+NOS+GAMES.html">&#8216;Guitar hero Metallica&#8217; deixa a marca do heavy metal nos games</a> com lacunas nos lugares onde há conjunções aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas, e entre parênteses o tipo de relação com que deveria ser preenchida aquela lacuna. Fiz o exercício junto com eles e terminei a terceira aula.
<p></p>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Diário de um professor estagiário – Hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/diario-de-um-professor-estagiario-hay-que-endurecer-pero-sin-perder-la-ternura-jamas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 18:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das competências mais cobradas dos estagiários de licenciatura é o chamado controle de turma. Uma expressão bastante tradicional em meio a série de &#8220;inovações&#8221; as quais somos incitados a desenvolver como professores.
Controle de turma é a capacidade que o professor tem de fazer-se respeitar e ser ouvido em qualquer momento da aula, seja esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das competências mais cobradas dos estagiários de licenciatura é o chamado <em>controle de turma. </em>Uma expressão bastante tradicional em meio a série de &#8220;inovações&#8221; as quais somos incitados a desenvolver como professores.</p>
<p>Controle de turma é a capacidade que o professor tem de fazer-se respeitar e ser ouvido em qualquer momento da aula, seja esse momento conturbado ou não. Para mim, esse respeito precisa ser adquirido o mais cedo possível através de pequenos sinais, que, caso se faça necessário, podem culminar com uma atitude brusca.</p>
<p><span id="more-1748"></span></p>
<p>Minha segunda aula do estágio começou mais tranquila que a primeira, já que as apreensões iniciais haviam se dissipado. Fiz novamente uma breve apresentação para os alunos que tinham faltado e acrescentei o seguinte:</p>
<blockquote><p>Haverá um dia em que uma de minhas professoras da universidade vai vir observar nossa aula. Vai ser uma espécie de prova que eu estarei fazendo, então, caso vocês queiram ferrar com o professor, naquele dia vocês devem bagunçar bastante; se não quiserem, podem ser comportar um pouquinho melhor que o normal.</p></blockquote>
<p>Foi um risco calculado. Eu realmente desejo que <em>eles</em> decidam o que acham certo a partir das aulas que estão tendo comigo. Se <em>eles </em>apreciarem as aulas, tenho certeza que me recompensarão, caso contrário, estou disposto a enfrentar as consequências.</p>
<p>Essa fala também relaciona-se com a minha visão da educação, que busca dar autonomia maior para o aluno em casos em que normalmente ele não tem essa possibilidade. Além disso, é uma forma de expor minha absoluta segurança em estar fazendo um trabalho bom o suficiente para ganhar essa pequena recompensa.</p>
<p>A turma respondeu de forma bem humorada, como eu já esperava. Então iniciei a aula com uma rápida e também bem humorada revisão dos temas da aula anterior e estava pronto para iniciar a matéria do dia, quando alguns meninos começaram a pedir para ir ao banheiro ou para lavar as mãos. Deixei dois deles, um por vez, saírem. Após sua volta, um terceiro aluno veio até mim para mostrar suas mãos sujas de cola por uma bolinha de papel propositalmente arremessada por um colega. Olhei para o infrator e disse, com voz firme:</p>
<blockquote><p>&#8211; Na próxima&#8230;</p></blockquote>
<p>E ele virou a cabeça para conversar com alguém, rindo. Então falei com voz ainda mais firme e bastante alta:</p>
<blockquote><p>&#8211; Olhe para mim!<br />
&#8211; Na próxima brincadeira, diretoria.<br />
&#8211; Sim senhor.</p></blockquote>
<p>A turma inteira ouviu que aquele professor bem humorado, que traz atividades diferentes e gosta de ouvir a opinião dos alunos, também pode ser rígido como outro qualquer.</p>
<p>A aula, a partir desse ponto, seguiu normalmente e sem grandes interrupções. Em todos os momentos em que solicitei silêncio, obtive resposta quase que imediata.</p>
<p>Apesar disso, é importante ressaltar que não se trata de criar ressentimentos. Aquele aluno ficou cabisbaixo pelo resto da aula, mas não deixei-o de lado. Fiz perguntas referentes à matéria para ele, permiti que lesse suas respostas dos exercícios (assim como os outros) e continuei com o bom humor que todos merecem.</p>
<p>O resultado da primeira repreensão que fiz a um aluno é que adquiri o tão cobiçado <strong>controle de turma</strong>.
<p></p>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Diário de um professor estagiário – A primeira aula</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/diario-de-um-professor-estagiario-a-primeira-aula/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 21:34:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira aula de um estágio é provavelmente a mais problemática de todas. Qual será minha postura? Vou ser legal? Vou ser carrancudo? Um pouco dos dois? Como os alunos vão se comportar? O que vão achar de mim? Como vou manter a atenção deles?
Essas são questões que atormentam todo estagiário.
Saí da primeira aula um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira aula de um estágio é provavelmente a mais problemática de todas. Qual será minha postura? Vou ser legal? Vou ser carrancudo? Um pouco dos dois? Como os alunos vão se comportar? O que vão achar de mim? Como vou manter a atenção deles?</p>
<p>Essas são questões que atormentam todo estagiário.</p>
<p>Saí da primeira aula um pouco rouco. A turma é extremamente agitada e exigiu que eu levantasse a voz por várias vezes para ser ouvido. Apesar disso, consegui desenvolver todas as atividades que tinha em mente e tive uma resposta muito boa por parte dos alunos, que participaram bastante com suas respostas, fizeram os exercícios propostos e ainda elogiaram a aula.</p>
<p><span id="more-1746"></span></p>
<p>O roteiro foi basicamente o seguinte:</p>
<ol>
<li>Apresentação do professor e dos alunos, e alguns acordos referentes à estrutura das aulas, avaliação e ao estágio como um todo.</li>
<li>Exposição de imagens, via retroprojetor, que se relacionam ao tema gerador, que é a tecnologia.</li>
<li>Reflexão e discussão sobre as imagens.</li>
<li>Leitura do artigo de opinião <a href="http://www.b2bmagazine.com.br/web/interna.asp?id_canais=8&amp;id_subcanais=28&amp;id_noticia=23801&amp;nome=&amp;descricao=&amp;foto=&amp;colunista=1&amp;pg=">Tecnologia em Benefício da Sociedade, de Marcelo Spaziani</a>.</li>
<li>Discussão sobre o texto.</li>
<li>Introdução sobre as relações frasais de adição e adversidade, entremeada de exercícios. (Uma metodologia que aborda diretamente o <strong>uso</strong> das conhecidas Orações Coordenadas aditivas e adversativas).</li>
</ol>
<p>A maior dificuldade, sem dúvida, foi a conversa. Talvez tenha sido o resultado de eu ter assumido uma postura um pouco mais liberal (mas não permissiva), com o objetivo de demonstrar como as aulas seriam diferentes daquelas as quais eles estão acostumados.</p>
<p>Para a próxima aula, quinta-feira, acho que vou ser um pouco mais rígido para não deixar que a coisa perca o controle e eu tenha que passar o resto das aulas gritando. Além disso, tenho que tomar cuidado para organizar um pouco mais minha fala de modo a não deixar ninguém perdido (principalmente os meninos, que possuem um pensamento mais linear).</p>
<p>Por fim, em uma autoavaliação, de 0 a 10, considero <strong>8</strong> uma nota justa.
<p></p>
<ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Diário de um professor estagiário – Introdução</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 18:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um Professor Estagiário]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.lendo.org/?p=1745</guid>
		<description><![CDATA[Os textos andam meio escassos por aqui no blog pelo motivo de que ando mergulhado no meu Estágio de Língua Portuguesa e Literatura.
Minhas aulas começam terça-feira, dia 6 de outubro, e terminarão só em novembro. Tenho uma turma de sétima série do Ensino Fundamental de uma escola pública.
São 23 alunos, entre os quais estão repetentes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os textos andam meio escassos por aqui no blog pelo motivo de que ando mergulhado no meu Estágio de Língua Portuguesa e Literatura.</p>
<p>Minhas aulas começam terça-feira, dia 6 de outubro, e terminarão só em novembro. Tenho uma turma de sétima série do Ensino Fundamental de uma escola pública.</p>
<p>São 23 alunos, entre os quais estão repetentes, alunos do curso normal, gente que chegou de escola particular neste ano, gente pobre  e gente não tão pobre. Uma turma EXTREMAMENTE heterogênea e, como era de se esperar, bastante agitada.</p>
<p>Além disso, a fala da professora titular não foi das mais incentivadoras: &#8220;As sétimas estão fracas esse ano. &#8220;, &#8220;Das três sétimas, essa é a mais fraca&#8221; e &#8220;Eles não se comportam, acho difícil tentar algo novo nessa turma.&#8221;</p>
<p><span id="more-1745"></span></p>
<p>Meu objetivo é ministrar 20 períodos de aula, que dividem-se, basicamente, assim:</p>
<ul>
<li>4 h/a para usos da língua a partir de gêneros textuais;</li>
<li>4 ou 5 h/a para leitura e interpretação de gêneros textuais;</li>
<li>1 h/a para produção textual;</li>
<li>1 h/a para reescrita da produção textual;</li>
<li>1 h/a para leitura dos textos produzidos;</li>
<li>8 ou 9 h/a para literatura.</li>
</ul>
<p>Como minha universidade é quase que totalmente freiriana, nosso planejamento é baseado na ideia de <em>tema gerador</em>, proposta por Paulo Freire. Assim, cada estagiário deve escolher um tema e trabalhar em torno dele, em forma de textos, imagens, músicas ou quaisquer outros recursos possíveis.</p>
<p>Meu tema é <strong>Tecnologia: seu brilho e suas amarras</strong>.</p>
<p>Muito bem, pra que tudo isso? Para avisar que vou escrever aqui um diário das experiências que um estagiário de Língua Portuguesa e Literatura terá ao longo desse período, que é o terror dos alunos de licenciatura.</p>
<p>Minhas aulas serão todas terças e quintas, portanto nas quartas e nas sextas um novo texto será publicado. Acredito que será uma boa amostra para os leitores que fazem licenciatura e já pensam em seu estágio, ou mesmo para aqueles que pretendem ingressar na carreira de professor.
<p></p>
<ul>
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</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>A inferioridade do Ensino Superior</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/a-inferioridade-do-ensino-superior/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 16:52:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Educação no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao fim você me chamará romântico, mas ando mastigando essas coisas faz tanto tempo que esse artigo será nada menos que um grande cuspe.
Cartazes, panfletos e propagandas de televisão têm me convidado a ingressar na universidade. Uma formação superior que abrirá as portas para uma brilhante carreira profissional, com salários exorbitantes, viagens para a Europa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao fim você me chamará romântico, mas ando mastigando essas coisas faz tanto tempo que esse artigo será nada menos que um grande cuspe.</p>
<p>Cartazes, panfletos e propagandas de televisão têm me convidado a ingressar na universidade. Uma formação superior que abrirá as portas para uma brilhante carreira profissional, com salários exorbitantes, viagens para a Europa, apartamentos em Copacabana e uma família branca, negra, índia e feliz.</p>
<p><span id="more-1743"></span></p>
<p>São todos os sonhos <em>deles</em> realizados<em>.</em></p>
<p>Passo pela prova de admissão &#8212; que exige todo o potencial de meus dois neurônios relapsos &#8212; e chego na primeira aula com meu boné, meus óculos escuros e as roupas largas que hoje impressionam as garotas (aquelas, lindíssimas, que às oito da manhã estão com 1 quilo de maquiagem no rosto) da mesma forma que o terno e a gravata impressionarão daqui cinco anos.</p>
<p>Sou um universitário. Dirijo o carro importado que ganhei do papai como prêmio por passar no vestibular e desfilo pelos corredores portando as últimas notícias futebolísticas. Tenho aula de filosofia, política, ética, direito, religião, mas apesar de não entender uma palavra do que falam e não me preocupar em ler aquelas absurdas quatro páginas que o professor pediu, sei que tudo isso não adicionará nenhum zero em minha conta bancária e por isso vou faltar hoje, afinal a prova final é com consulta, em dupla.</p>
<p>Finalmente a formatura. Minha família chorando de alegria vendo o filho receber um canudo e ser agraciado com o título de bacharel. Sou o primeiro da linhagem a alcançar tamanho sucesso. Meu currículo não é dos melhores, algumas reprovações atrasaram meus planos, mas nada que papai não resolva com aqueles amigos dele.</p>
<p>É bom ir para o apartamento novo, jogar fora todas as tralhas da faculdade e finalmente descansar, afinal foram seis dolorosos anos aqueles. Principalmente o último, no qual quase todas as empresas de monografias já estavam com clientes demais.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Essa é a vida do universitário médio, tipo que tem infestado o meio acadêmico. Sua simploriedade não é simplesmente textual, mas intelectual, crônica e contagiosa.</p>
<p>Convencionou-se, ao longo dos últimos anos, que a universidade seria uma extensão, uma continuação do Ensino Médio. Bem, <strong>ela não é</strong>. Apesar de estar se tornando.</p>
<p>A universidade não foi criada para ensinar profissões. Ela foi criada para, lá dentro, você ver que existem pontos de vista diferentes do seu, ver que a realidade é muito maior e mais complexa do que você sempre imaginou ou ainda vai imaginar, para entender que você só <em>é</em> hoje porque alguém já <em>foi </em>um dia &#8212; e que você está intimamente ligado a tudo que aquele alguém fez ou deixou de fazer.</p>
<p>Além disso, a universidade serve para dar voz às ideias que o mundo aqui fora não é capaz de compreender, tolerar ou praticar; a universidade é o lugar dos revolucionários, dos pensadores, não dos acomodados, engravatados; na universidade questionam-se regras de forma regrada, não postulam-se ideias desregradas (ou regradas demais); na universidade você dá a cara a tapas, pelo desejo de nocautear com a luva do saber; a universidade não precisa de mais prédios, mas de pessoas que saibam a hora de derrubá-los; não precisa de mais ricos alunos, mas sim de pobres incompreendidos.</p>
<p>Sei que essa é uma visão extremamente romântica e que você já deve estar questionando o senso prático disso tudo com questões do tipo &#8220;o que eu vou ganhar com isso?&#8221;, &#8220;de que adianta eu ser assim se ninguém mais é?&#8221;, ou até com convicção: &#8220;assim eu vou ser passado pra trás&#8221;, etc, etc. Na verdade, esse artigo desempenha exatamente o papel que a universidade deveria desempenhar: suscitar perguntas, não dar respostas.</p>
<p>Os melhores universitários sabem, mesmo hoje, que vão sair da universidade com pouquíssimas respostas, mas com experiências que, ao longo dos anos, servirão para formular <strong>uma pergunta</strong> que lhes guiará pelo resto da vida acadêmica.</p>
<p>Os demais, como alguém já disse um dia, talvez virem reitores.</p>
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		<title>Como fazer um plano de aula</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/como-fazer-um-plano-de-aula/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 21:19:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Educação no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologias de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tem algo que eu aprendi no meu quinto semestre na faculdade de Letras foi fazer planos de aula. Em pelo menos três das disciplinas, os trabalhos finais envolviam o planejamento utilizando a estrutura clássica Objetivos &#62; Tópicos do Conhecimento &#62; Cronograma de trabalho &#62; Formas de Mediação &#62; Recursos &#62; Avaliação &#62; Bibliografia.
Seguindo aquela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se tem algo que eu aprendi no <a href="http://www.lendo.org/meu-quinto-semestre-na-faculdade-de-letras/">meu quinto semestre na faculdade de Letras</a> foi fazer <strong>planos de aula</strong>. Em pelo menos três das disciplinas, os trabalhos finais envolviam o planejamento utilizando a estrutura clássica Objetivos &gt; Tópicos do Conhecimento &gt; Cronograma de trabalho &gt; Formas de Mediação &gt; Recursos &gt; Avaliação &gt; Bibliografia.</p>
<p>Seguindo aquela ideia de sistematizar conhecimentos que andam espalhados e fragmentados pela web, esse artigo pretende detalhar todo o processo de elaboração de um plano de aula e algumas variações que podem ocorrer (dependendo da teoria pedagógica do orientador ou da universidade). No final do texto, está disponível para download, no formato PDF, um modelo de plano de aula feito por mim nesse semestre que passou, o qual vamos analisar ao longo desse artigo.</p>
<p><span id="more-1703"></span></p>
<h3>Para que um plano de aula?</h3>
<p>Para quem, como eu, está iniciando sua prática pedagógica, é muito importante ter bem claro tudo que se pretende fazer durante uma aula. Ter um plano detalhado que registre seus objetivos, a matéria que será trabalhada, o material utilizado, o que será feito e quanto tempo vai levar proporciona uma organização que pode ser a diferença entre uma aula bem sucedida ou não. Eu mesmo já achei tudo isso uma besteira, mas percebi na prática como a falta dessa organização pode levar ao fracasso total.</p>
<h3>Planos de aula de Português e Literatura</h3>
<p>Os planos da área de Letras têm uma característica em comum que torna sua elaboração semelhante: eles costumam partir de um texto que o professor deseja trabalhar com a turma. A partir desse texto e dos temas que se desprendem dele, são buscados outros recursos &#8212; como músicas, vídeos ou imagens &#8212; a fim de tornar a proposta mais rica e atraente para os alunos.</p>
<p>Para exemplificar, vou usar um plano de aula que fez parte do meu relatório de estágio. Nesse plano, o objetivo era estudar um gênero literário com os alunos, sem, contudo, recorrer à velha história de passar uma lista de regras referentes a um determinado gênero (por exemplo, dizer simplesmente que o conto é uma narrativa curta composta por introdução, desenvolvimento, clímax e desfecho).</p>
<h3>Planejamento e seleção de material</h3>
<p>Escolhi o gênero conto por ser um tipo de texto geralmente mais curto, leve e de rápida leitura &#8212; de nada adiantaria escolher um texto maravilhoso porém gigante, que os alunos passariam a aula inteira lendo. Além disso, bons contos costumam prender o leitor logo no primeiro parágrafo, coisa extremamente importante para alunos do ensino médio que costumam ter uma imagem negativa da leitura como sendo &#8220;chata&#8221;.</p>
<p>Escolhido o gênero, lembrei do autor que todo mundo gostava no meu tempo de escola: Luis Fernando Veríssimo. Instantaneamente lembrei do divertidíssimo conto <em><a href="http://www.ponto.altervista.org/Livros/Doc/veris2.htm">Grande Edgar</a></em>, que está no livro <a href="http://www.lendo.org/comprar/as-mentiras-que-os-homens-contam/">Mentiras que os Homens Contam</a>, o qual transformamos em peça de teatro naquela época (eu atuei como o personagem principal, acreditem).</p>
<p>O próximo passo é analisar que temas podem ser abordados a partir desse texto. Na minha interpretação, vieram à tona assuntos como &#8220;como nos distanciamos de pessoas importantes ao longo da vida&#8221;, &#8220;como nos tornamos &#8216;apenas mais um&#8217; aos olhos da sociedade&#8221;, &#8220;como nós mesmos não nos damos a devida importância&#8221;, etc.</p>
<p>Com os temas de trabalho definidos, agora é possível pesquisar materiais alternativos (no sentido audiovisual da palavra) que possam enriquecer a aula. Eu segui para o caminho da música, que, por geralmente ter letras que podem ser trabalhadas como poemas, acabam diversificando os tipos de textos trabalhados, mas nada impedia que imagens e/ou vídeos fossem utilizados. A música que escolhi foi <em>Maior Abandonado</em>, de Cazuza e Frejat (música e clip abaixo):</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bAkLRPMqhyM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/bAkLRPMqhyM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Com o material escolhido e definido, é hora de organizar tudo segundo aquela clássica estrutura acadêmica. Além disso, é preciso pensar em como desenvolver a aula a partir dessa base.</p>
<h3>Escrevendo o plano de aula</h3>
<p>Um plano de aula sempre começa traçando objetivos. Tais objetivos sempre devem começar por um verbo no infinitivo e, como regra geral, devem ter um &#8220;para que&#8221;, ou seja, a frase deve ser composta por duas sentenças. Assim:</p>
<blockquote><p>Objetivo = Habilidade desenvolvida + qual a razão de desenvolver essa habilidade.</p></blockquote>
<p>Um exemplo:</p>
<blockquote><p>Expressar suas ideias e opiniões de forma oral e escrita <em>para</em> aprimorar sua capacidade comunicativa.</p></blockquote>
<p>Eu disse que essa é uma regra geral pois alguns objetivos envolvem habilidades tão amplas que fica difícil (e até sem sentido) definirmos uma motivo para elas. Por exemplo:</p>
<blockquote><p>Compreender e interpretar o texto e a música trabalhados.</p></blockquote>
<p>Além disso, é importante lembrar que os objetivos de um plano de aula sempre referem-se às habilidades e competências que <em>o aluno</em> deverá desenvolver. Uma dica útil: ao elaborar seus objetivos tenha em mente a frase &#8220;Ao término da aula, o aluno deverá ser capaz de&#8230;&#8221;</p>
<ul>
<li> Identificar o gênero conto.</li>
<li>Compreender e interpretar o texto e a música trabalhados.</li>
<li>Comparar as duas formas de abandono/distanciamento as quais o texto e a  música referem-se para dar-se conta de que o valor individual das pessoas está cada vez menor em meio à multidão.</li>
</ul>
<p>Existe uma briga terminológica que não acaba mais entre os pedagogos, então alguns preferem que os <strong>objetivos específicos</strong> sejam chamados de <strong>projeção de finalidades</strong>, mas isso não muda a forma como devem ser escritos.</p>
<p>Em seguida, é hora de definir o <strong>cronograma dos trabalhos</strong>. Aqui, basicamente, você deve escrever, de forma resumida, tudo que vai fazer durante a aula e fazer uma estimativa de quanto tempo vai levar cada passo. O meu ficou assim (assumindo que a aula seria de dois períodos de 50 min. cada):</p>
<ol>
<li> Apresentação da música <em>Maior Abandonado</em>, de Cazuza e Frejat (5 min.).</li>
<li>Compreensão e interpretação da música de forma oral, tentando levantar assuntos que se relacionem com o tema do abandono/distanciamento entre pessoas, tratado no conto que virá a seguir (20 min.).</li>
<li>Apresentação do conto <em>Grande Edgar</em>, assim como de seu autor, Luis Fernando Veríssimo (5 min.).</li>
<li>Leitura silenciosa do conto (10 min.).</li>
<li>Leitura expressiva do conto pelo professor (5 min.).</li>
<li>Compreensão e interpretação do conto de forma oral, destacando temas como “como nos distanciamos de pessoas importantes ao longo da vida”, “como nos tornamos &#8216;apenas mais um&#8217; aos olhos da sociedade”, “como nós mesmos não nos damos a devida importância”, etc. (25 min.).</li>
<li>Análise do conto conforme as estruturas características do gênero (apresentação, complicação, clímax, desfecho) (15 min.).</li>
<li>Escrita de um pequeno texto que responda a pergunta “Quem é o “maior abandonado do título da música?” (15 min.).</li>
</ol>
<p>Terminado o cronograma, é hora de escrever a lista de <strong>Tópicos do Conhecimento</strong> (ou, com o nome antigo, <strong>Conteúdo Programático</strong>). Basicamente é uma lista de temas e assuntos estudados durante a aula. Referem-se a fatos, conceitos e princípios, procedimentos, atitudes, etc.</p>
<ul>
<li>Leitura, análise e interpretação do conto Grande Edgar, de Luis Fernando Veríssimo.</li>
<li>Leitura, análise e interpretação da música Maior Abandonado, de Cazuza e Frejat.</li>
<li>Gênero conto.</li>
<li>Gênero letra de música.</li>
</ul>
<p>Logo após, vem a parte mais trabalhosa do plano, que são as <strong>Formas de Mediação</strong> (ou <strong>Procedimentos</strong>, ou <strong>Operacionalização, </strong>ou qualquer outro nome que inventarem). Aqui devem ser detalhados todos os passos listados no cronograma. Escreve-se sobre ações, processos ou comportamentos que serão propostos pelo professor durante a aula, sempre baseando-se nos objetivos previstos.</p>
<p>A minha aula, por exemplo, eu separei em 3 momentos:</p>
<h4>Primeiro Momento</h4>
<p>Composta pela apresentação da música e por sua compreensão e interpretação. Algumas questões orais deverão guiar a discussão, tais como:</p>
<ul>
<li>O que é um “maior abandonado”, citado no título da música?</li>
<li>Por que a música diz que “raspas e restos me interessam” (linhas 8 e 9), “mentiras sinceras me interessam” (linha 11)?</li>
<li>O que são “mentiras sinceras”?</li>
<li>Quem é o “tu” ao qual a música se refere?</li>
<li>A que se refere a passagem “pequenas porções de ilusão” (linha 10)?</li>
<li>Que tipo de proteção o “maior abandonado” deseja?</li>
</ul>
<h4>Segundo Momento</h4>
<p>Apresentação do conto <em>Grande Edgar</em>, do livro de onde ele foi retirado, <em>As mentiras que os homens contam</em>, e do autor Luis Fernando Veríssimo. A obra pode passar de aluno em aluno para que seja manuseada e vista mais de perto. Caso houver exemplares na biblioteca, é importante que isso seja informado aos alunos.</p>
<p>Após é feita a leitura silenciosa pelos alunos e em seguida a leitura expressiva pelo professor. A compreensão e interpretação é feita de forma oral, guiada por questões como:</p>
<ul>
<li>Já lhe aconteceu situações parecidas com a do conto? De que forma? Você esqueceu de alguém, ou alguém esqueceu quem você era?</li>
<li>Por que nos esquecemos tão facilmente dos outros?</li>
<li>Por que confundimos estranhos com pessoas conhecidas?</li>
<li>Por que o personagem “naturalmente” escolhe o caminho “menos racional e recomendável, que leva à tragédia e à ruína”?</li>
<li>Será que nós ou as outras pessoas são tão pouco importantes a ponto de sermos esquecidos? Será que nós nos damos a devida importância?</li>
</ul>
<p>Terminada a discussão, é feita a entrega de um resumo teórico sobre o gênero conto, com um pouco sobre sua história, principais autores e características estruturais. O professor faz, junto com a turma, a análise do conto <em>Grande Edgar</em> conforme aquelas características (apresentação, complicação, clímax, desfecho).</p>
<h4>Terceiro Momento</h4>
<p>Feita a análise do gênero, faz-se a avaliação, que consiste na elaboração de um pequeno texto que responda questões como “Quem é o “maior abandonado do título da música?”, “Você conhece maiores abandonados como aquele do qual a música fala?”, “O que fazer para não virarmos maiores abandonados?”</p>
<p>&#8212;-</p>
<p>E com isso o plano de aula está praticamente feito. Faltam algumas coisinhas como os <strong>Recursos</strong> que serão utilizados, que são aqueles meios materiais ou humanos que fogem ao padrão de uma aula &#8220;comum&#8221;, ou seja, ninguém vai colocar que vai usar giz e quadro negro, mas aparelho de som, retroprojetor e outras coisas específicas, sim:</p>
<ul>
<li>Aparelho de som</li>
</ul>
<p>Finalmente chegamos ao item <strong>Avaliação</strong>, que, nas concepções mais recentes, costuma ser definida como um &#8220;processo contínuo e global com função de diagnosticar, acompanhar e avaliar&#8221; (daqueles textos sem referência bibliográfica que alguns professores distribuem na universidade). O importante é o seguinte: avaliação não é só prova. A minha, para essa aula, ficou assim:</p>
<blockquote><p>Levará em conta a participação do aluno nas discussões e também o texto elaborado em aula, cujo tema permite que seja observado o entendimento do aluno perante os conteúdos apresentados.</p></blockquote>
<p>E para terminar, obviamente, as <strong>Referências Bibliográficas</strong> do material utilizado na aula:</p>
<blockquote><p>CAZUZA e FREJAT. <em>Maior abandonado</em>. Disponível em: &lt;http://letras.terra.com.br/cazuza/919100/&gt;. Acesso em: 22 abr. 2009.</p>
<p>GIARDELLI, Mempo. <em>Assim se escreve um conto</em>. Trad. De Charles Kiefer. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1994.</p>
<p>JÚNIOR, R. Magalhães. <em>A arte do conto</em>: sua história, seus gêneros, sua técnica, seus mestres. Rio de Janeiro: Edições Bloch, 1972.</p>
<p>SOARES, Angélica. <em>Gêneros literários</em>. São Paulo: Ática, 1997.</p>
<p>VERÍSSIMO, Luis Fernando. Grande Egar. In:__ <em>As mentiras que os homens contam</em>. São Paulo: Objetiva, 2000.</p></blockquote>
<h3>Modelo de Plano de Aula</h3>
<p>Temos um plano de aula completo, o qual eu espero que possa servir de modelo para os professores de primeira viagem ou mesmo para aqueles mais antigos que gostam de ficar por dentro do que está sendo ensinado nas universidades. É bom deixar claro que essa não é a única forma possível de se fazer um plano; cada orientador pode fazer pequenas modificações conforme achar mais interessante ou conforme as regras da universidade.</p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2009/07/modelo-de-plano-de-aula.pdf">Baixe o modelo de plano de aula</a> que acabamos de fazer juntos. (PDF)</li>
</ul>
<p></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livroslancamentos/">Confira os últimos lançamentos em livros</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/homecache/books.aspx?Query=ProductPage&#038;ProdTypeId=1&#038;franq=262104"><img src="http://i.S8.com.br/images/afiliados/banner/468x60_livros.jpg" border="0"></a></p>
<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>9° Encontro sobre o Poder Escolar – Pelotas 2009</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/9-encontro-sobre-o-poder-escolar-pelotas-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 15:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.lendo.org/?p=1701</guid>
		<description><![CDATA[De 20 a 23 de julho, na cidade de Pelotas, participei do 9° Encontro sobre o Poder Escolar, um evento de nível internacional cujo objetivo é discutir, abordar e apresentar práticas docentes, bem como suas relações com os alunos, pais, funcionários, diretores, orientadores, coordenadores e todos que contribuem para a formação do ambiente escolar.
O cronograma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De 20 a 23 de julho, na cidade de Pelotas, participei do <a href="http://www.ufpel.edu.br/fae/poderescolar/historico.php"><strong>9° Encontro sobre o Poder Escolar</strong></a>, um evento de nível internacional cujo objetivo é discutir, abordar e apresentar práticas docentes, bem como suas relações com os alunos, pais, funcionários, diretores, orientadores, coordenadores e todos que contribuem para a formação do ambiente escolar.</p>
<p>O cronograma incluiu momentos culturais, conferências de especialistas, mesas redondas e fóruns para discussão e ainda mesas de apresentação de experiências e pesquisas por parte dos professores ou estagiários que inscreveram seus trabalhos.</p>
<p><span id="more-1701"></span></p>
<p>No primeiro dia, o palestrante foi o <strong>Prof. Dr. Pedrinho Guareschi</strong>, da UFRGS (<a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783636Z0">veja o currículo</a>), que falou sobre <em>As Relações Sociais na Escola</em>, buscando &#8220;discutir o conceito e a questão das relações, mostrando que a essência de uma escola, ou instituição, deve ser buscada não na materialidade da estrutura física, ou no número e conjunto de pessoas, mas na análise de suas relações, que são sempre muitas e profundamente diferenciadas&#8221; (GUARESCHI, 2009, p. 49) e também &#8220;mostrar como os fenômenos de violência que se dão na escola, como o caso do <em>bullying</em>, são bem mais abrangentes do que se imagina e podem se fazer presentes não somente entre as relações aluno-aluno, mas também na relações entre professor e aluno e está subjacente às práticas pedagógicas empregadas no ensino e aprendizagem&#8221; (GUARESCHI, 2009, p. 49). Claro que ele aproveitou para divulgar seu livro <a href="http://www.lendo.org/comprar/bullying-mais-serio-do-que-se-imagina/">Bullying: mais sério do que se imagina</a>.</p>
<p>Ainda no dia 20, assisti às apresentações das práticas pedagógicas de Carlos Eugênio Costa da Silva, com <em>Francisco Lobo da Costa &#8211; uma ferramente pedagógica de afeição à Literatura</em>, Caroline Schwarzbold, com <em>João Simões Lopes Neto vai à escola</em> e Elenice Botelho Antunes com <em>Machado de Assis: a descoberta do &#8220;Bruxo do Cosme Velho&#8221; através de seus contos</em>.</p>
<p>No segundo dia, a <strong>Profª. Drª. Cecília Warschauer</strong> (<a href="http://www.plaxo.com/directory/profile/55834594403/a5e84047/Cecilia/Warschauer">veja mais informações sobre ela</a>) proferiu a palestra intitulada <em>A Escola que tivemos e a (o) Profissional que Somos: eixos para a reflexão sobre a prática pedagógica</em>, na qual relatou várias de suas experiências como educadora que levaram à publicação do livro <a href="http://www.lendo.org/comprar/a-roda-registro/">A Roda e o Registro</a>. À tarde assisti às apresentações de Ângela Balzano Neves, com <em>Motivando experiências criativas com o retroprojetor</em>, Ana Paula Costa dos Reis, com <em>Informática aplicada na educação: uma proposta multidisciplinar</em> e ainda Elaine Rodrigues de Oliveira, que falou sobre <em>Recursos didáticos em sala de aula</em>.</p>
<p>Na quarta-feira, dia 22, o <strong>Prof. Dr. João Monlevade</strong> falou sobre <em>A Escola, os Professores e as Políticas Públicas de Educação, </em>uma fala de interesse mais histórico e voltada aos funcionários de escolas. Nesse dia, o frio de quase zero graus em Pelotas não me motivou a assistir as apresentações de trabalhos à tarde, o que compensei à noite com a fantástica peça teatral <em>Que Raio de Professora sou Eu?</em>, de Heloisa Palaoro e direção de Nestor Monastério.</p>
<p>Por fim, no último dia do Encontro, a <strong>Profª. Drª. Eli Fabris</strong>, da UNISINOS (<a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=N279017">veja o currículo</a>), palestrou sob o título <em>As Aprendizagens Escolares em Questão.</em></p>
<p>Esse foi um dos maiores eventos que eu já participei e espero que seja a primeira de muitas vezes. Dou os parabéns aos palestrantes, aos professores que apresentaram seus trabalhos, a organização e ao público de mais de mil pessoas preocupadas em melhorar a educação em nosso país. Ano que vem, espero apresentar minhas próprias práticas dos estágios que estão por vir.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>GUARESCHI, Pedrinho. Poder e Educação: Sobre as Relações Pedagógicas na Escola. In.: Encontro sobre o Poder Escolar (9.: 2009: Pelotas) [Anais do] 9° Encontro sobre o Poder Escolar / Organizadoras: Maria Antonieta Dall&#8217;Igna, Jacira Reis da Silva e Adriane Silveira. &#8211; Pelotas: Ed. da UFPel, 2009. p. 49-66
<p></p>
<ul>
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<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Meu quinto semestre na faculdade de Letras</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/meu-quinto-semestre-na-faculdade-de-letras/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 21:57:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizer que meu quinto semestre na faculdade de Letras foi trabalhoso é pouco. Passada a metade do curso, parece que foi lançado um desafio do tipo &#8220;só os fortes sobrevivem&#8221; &#8212; e estava na hora disso acontecer.
Somando-se todos os trabalhos, foram mais de 400 páginas escritas e aproximadamente 3 mil páginas lidas; números que assustam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizer que meu quinto semestre na faculdade de Letras foi trabalhoso é pouco. Passada a metade do curso, parece que foi lançado um desafio do tipo &#8220;só os fortes sobrevivem&#8221; &#8212; e estava na hora disso acontecer.</p>
<p>Somando-se todos os trabalhos, foram mais de 400 páginas escritas e aproximadamente 3 mil páginas lidas; números que assustam qualquer universitário que não faça Letras, mas que deixam orgulhoso qualquer um que faça, principalmente quando o resultado é tão satisfatório como o que alcancei.</p>
<p>Vamos falar um pouco das disciplinas cursadas.</p>
<p><span id="more-1700"></span></p>
<h3>Semântica e Pragmática</h3>
<p><img class="right" title="Como são calculadas as notas na UCS" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2007/07/notas.jpg" alt="Como são calculadas as notas na UCS" /></p>
<p>Nessa matéria se estuda, basicamente, os significados intrínsecos e extrínsecos da língua. Semântica estuda os significados internos da sentença, já a Pragmática estuda os significados conforme o contexto, a situação de fala. Fala-se em metáfora, metonímia, pressuposição, ambiguidade, referência, inferência, regras de conversação e mais.</p>
<p><strong>Meu conceito final: 4.</strong></p>
<h3>Prática Pedagógica e sua Organização</h3>
<p>Essa é daquelas disciplinas pedagógicas para as quais eu sempre torço o nariz. Digo que continuo torcendo, com a diferença de que agora sei fazer planos de aula. Aprendemos coisas particularmente úteis para os estágios, que exigem o tipo de sistematização de aulas com Objetivos, Procedimentos, Avaliação, etc.</p>
<p><strong>Meu conceito final na disciplina foi 4.</strong></p>
<h3>Literatura Brasileira II</h3>
<p>Aqui, como esperado, o conteúdo continuou a partir do final do Romantismo, último tópico de Literatura Bras. I, e foi até o pré-modernismo e os regionalistas. A lista de leituras, composta por 18 livros, dos quais consegui ler apenas 7 (nem todos os 18 eram estritamente necessários), foi a maior que já tive desde o início da faculdade e era formada por:</p>
<ul>
<li> Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (lido)</li>
<li>Canaã, de Graça Aranha (lido)</li>
<li>O Cortiço, de Aluísio Azevedo (lido)</li>
<li>A Carne, de Julio Ribeiro (lido)</li>
<li>Bom Crioulo, de Adolfo Caminha</li>
<li>O Ateneu, de Raul Pompéia (lido)</li>
<li>Os Sertões, de Euclides da Cunha (lido)</li>
<li>Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato</li>
<li>Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto</li>
<li>Contos Gauchescos, de Simões Lopes Neto</li>
<li>Tarde, de Olavo Bilac</li>
<li>Poesia, de Alberto Oliveira (lido)</li>
<li>Aleluias, de Raimundo Correia</li>
<li>Poemas e Canções, de Vicente de Carvalho</li>
<li>Últimos Sonetos, de Cruz e Souza</li>
<li>Poesia, de Alphonsus de Guimaraens</li>
<li>Eu, de Augusto dos Anjos (lidos alguns poemas)</li>
<li>As relações naturais e outras comédias, de Qorpo Santo</li>
</ul>
<p><strong>Meu conceito final: 4</strong></p>
<h3>Literatura e Leitura na Escola</h3>
<p>Aqui o objetivo era estudar formas &#8220;certas&#8221; de ensinar literatura na escola. Depois de ler bastante teoria, acabamos por escrever pilhas de planos de aula para os mais diversos níveis de ensino. Gostei principalmente da lista bem simpática de leituras:</p>
<ul>
<li>História meio ao contrário, de Ana Maria Machado</li>
<li>A fada que tinha idéias, de Fernanda Lopes de Almeida</li>
<li>Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos</li>
<li>A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga Nunes</li>
<li>Cinco Histórias do Bruxo do Cosme Velho, contos de Machado de Assis</li>
<li>Entre a espada e a Rosa, de Marina Colasanti</li>
<li>Memórias da Emília, de Monteiro Lobato</li>
<li>A Droga da Obediência, de Pedro Bandeira</li>
<li>Histórias Folclóricas de medo e de quebranto, de Ricardo Azevedo</li>
<li>As Meninas da praça da alfândega, de Sérgio Caparelli</li>
<li>Os Meninos da rua da praia, de Sérgio Caparelli</li>
<li>O Menino marrom, de Ziraldo</li>
</ul>
<p><strong>Meu conceito final na disciplina: 4</strong></p>
<h3>Estágio I em Língua e Literatura de Língua Portuguesa</h3>
<p>O tão temido estágio. Nesse primeiro, o objetivo era observar aulas do ensino médio e fundamental em escolas públicas e privadas, depois escrever um relatório com as observações e reflexões sobre as aulas, uma resenha teórica e uma unidade de ensino com propostas melhores para aquelas turmas.</p>
<p>Apesar de trabalhosa, foi uma ótima disciplina. Aprendi bastante e estou ansioso para aplicar tudo &#8220;oficialmente&#8221; no próximo semestre, em que o Estágio II exige prática docente.</p>
<p><strong>Meu conceito final: 4</strong></p>
<h3>Pesquisa em Educação</h3>
<p>Como minha universidade não exige monografia como trabalho de conclusão (temos um estágio adicional como forma de TCC), encarei o trabalho dessa disciplina como sendo minha monografia. Basicamente escolhe-se um assunto e passa-se o resto do semestre pesquisando até escrever e apresentar oralmente o trabalho final.</p>
<p>O tema que escolhi desprende-se daquilo que tenho discutido por aqui há tempos: <em>a literatura de massa como transformador cultural</em>. Ao longo do trabalho, analisei, a partir do best seller <em>O Código da Vinci</em>, de Dan Brown, e uma extensa base teórica, de que forma (e até que ponto) esse tipo de literatura é responsável por transformações a nível de cultura e imaginário social.</p>
<p>É uma pena que as fãs de uma certa escritora vampiresca não entenderiam uma só palavra, senão eu até publicava ele por aqui ;-). Mas vai ficar para uma revista especializada.</p>
<p><strong>Meu conceito final da disciplina: 4</strong></p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Eu sobrevivi! E tirar nota máxima em todas as disciplinas pelo segundo semestre consecutivo é bem motivador; tanto que para o próximo vou aumentar a carga, cursando 8 matérias:</p>
<ul>
<li>Análise e Produção do Texto Didático</li>
<li>Estágio II em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa</li>
<li>Fonética e Fonologia</li>
<li>Linguística Textual</li>
<li>Literatura Brasileira III</li>
<li>Língua Brasileira de Sinais &#8211; LIBRAS</li>
<li>Temas de Teoria e Crítica Literária</li>
<li>Universidade e Sociedade (equivalente à Realidade Brasileira)</li>
</ul>
<p>E então, quem também quer contar um pouco sobre como foi seu semestre na universidade?</p>
<p><strong>Saiba como foram meus outros semestres na faculdade de Letras:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/meu-primeiro-semestre-na-faculdade-de-letras/">Primeiro semestre</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/meu-segundo-semestre-na-faculdade-de-letras/">Segundo semestre</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/meu-terceiro-semestre-na-faculdade-de-letras/">Terceiro semestre</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/meu-quarto-semestre-na-faculdade-de-letras/">Quarto semestre</a></li>
</ul>
<p></p>
<ul>
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<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<item>
		<title>Legado de una Tragedia – Edgar Allan Poe</title>
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		<comments>http://www.lendo.org/legado-de-una-tragedia-edgar-allan-poe/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 14:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Americana]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminado o semestre na faculdade e quase trezentas páginas de trabalhos depois, é hora de voltar a escrever por aqui. E voltamos em estilo.
Edgar Allan Poe (1809-1849), como sabemos, é um autor americano considerado o mestre do crime e do terror, que influenciou e ainda influencia gerações de escritores fascinados com a &#8220;realidade irreal&#8221; de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminado o semestre na faculdade e quase trezentas páginas de trabalhos depois, é hora de voltar a escrever por aqui. E voltamos em estilo.</p>
<p>Edgar Allan Poe (1809-1849), como sabemos, é um autor americano considerado o mestre do crime e do terror, que influenciou e ainda influencia gerações de escritores fascinados com a &#8220;realidade irreal&#8221; de seus contos e poemas.</p>
<p>Entre as produções mais famosas de Poe, que completa duzentos anos em 2009, estão <a href="http://www.poebrasil.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=431&amp;Itemid=60">Os Crimes da Rua Morgue</a>, <a href="http://www.poebrasil.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=90&amp;Itemid=60">O Gato Preto</a>, e o perturbador poema <a href="http://www.poebrasil.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=114&amp;Itemid=58">O Corvo</a>, que foi traduzido, entre outros, por Machado de Assis e por Fernando Pessoa.</p>
<p>Mas não é exatamente da obra de Edgar que quero falar hoje.</p>
<p><span id="more-1692"></span></p>
<p><strong>Legado de una tragedia</strong> é uma produção interpretada por 21 cantores e quase 50 músicos das bandas mais importantes do hard rock de língua hispânica. Lançada em dezembro de 2008, na Espanha, a obra segue a ideia de várias óperas rock editadas a partir de 2004 (como <em>Avantasia</em> e <em>Nostradamus o Da Vinci</em>) cuja filosofia se baseava em reunir estrelas do rock em torno de uma história conceitual.</p>
<p>Produzida por Joaquin Padilla e Jacobo García, <strong>Legado de una Tragedia</strong> é uma opera rock baseada na vida e obra de Edgar Allan Poe. Dividida em dois atos, Crepúsculo (não aquele) e Ocaso, e dezessete músicas, a obra repassa em forma de fábula a atormentada vida do gênio.<img class="alignright size-full wp-image-1693" title="Legado de Una Tragedia" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2009/07/legado-de-una-tragedia.jpg" alt="Legado de Una Tragedia" width="210" height="209" /></p>
<p>Com uma estrutura cíclica, a história começa na atualidade &#8212; em um cemitério em Baltimore, lugar em que Poe está sepultado &#8212; com a imagem de um coveiro encontrando um misterioso <em>Gato Negro</em> (faixa 2). Atônito, ele vê como o gato lhe mostra seu segredo: guarda o espírito do escritor cuja <em>Alma Errante</em> (faixa 17) vaga até encontrar a paz.</p>
<p>Existem vários sites que falam mais sobre essa fantástica obra, neles é possível ouvir as músicas e saber informações interessantes como o nome de todos os músicos participantes:</p>
<ul>
<li><a rel="nofollow" href="http://www.operarockpoe.com/">Site oficial</a></li>
<li><a rel="nofollow" href="http://www.myspace.com/legadodeunatragedia">Myspace de Legado de Una Tragedia</a></li>
</ul>
<p>Além disso, existem vários vídeos no YouTube, entre eles o <a rel="nofollow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Electronic_Press_Kit">EPK</a> da produção, com vários músicos falando sobre sua participação, suas sensações sobre o projeto e muito mais:</p>
<p>EPK Legado de una Tragedia, parte 1</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/lRnunix1DUQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/lRnunix1DUQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>EPK Legado de una Tragedia, parte 2</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/5c_U7NCpas0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/5c_U7NCpas0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
<p></p>
<ul>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 12:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Descontos em livros]]></category>

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<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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		<title>Daquelas histórias de final de semestre</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 15:21:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um final de semana em meio a muitos doces na 17ª Feira Nacional do Doce, em Pelotas, é hora de voltar à realidade.
O cronograma desse final de semestre envolve:

Apresentar um Projeto de Ensino com a temática Adolescentes e Ídolos, coisa daquelas disciplinas pedagógicas que já se sabe pra que [não]servem.
Apresentar uma análise sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um final de semana em meio a muitos doces na <a href="http://www.fenadoce.com.br/">17ª Feira Nacional do Doce</a>, em Pelotas, é hora de voltar à realidade.</p>
<p>O cronograma desse final de semestre envolve:</p>
<ul>
<li>Apresentar um <em>Projeto de Ensino</em> com a temática Adolescentes e Ídolos, coisa daquelas disciplinas pedagógicas que já se sabe pra que [não]servem.</li>
<li>Apresentar uma análise sobre <em>Os Sertões</em>, de Euclides da Cunha, a partir das histórias literárias.</li>
<li>Desenvolver uma Unidade de Ensino para 20 horas/aula, série a escolher. Com o tema <em>Subculturas emergentes</em>, temo o desagrado de alguns papais e mamães.</li>
<li>Apresentar minha pesquisa sobre <em>A literatura de massa como transformador cultural</em>.</li>
<li>Escrever uma resenha temática, abordando as análises das histórias da literatura, sobre livro da literatura brasileira escrito entre final do séc. XIX e início do XX.</li>
</ul>
<p>Até lá.
<p></p>
<ul>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livroslancamentos/">Confira os últimos lançamentos em livros</a></li>
<li><a href="http://www.lendo.org/comprar/livrosmaisvendidos/">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
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<hr />
<small>Este artigo pertence ao site <a href="http://www.lendo.org">Lendo.org</a> e foi escrito por André Gazola</small></p>
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