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		<title>Down to the wire</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2014 18:18:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Life]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A minha capacidade de fazer besteiras chega a ser comovente. Não no sentido de dar pena, mas no sentido de ser extremamente impressionante. Desperdicei tantas chances na vida, chances que muitos dariam de tudo para tê-las, já agi de modo escroto sendo aquele idiota passivo-agressivo e feri tantas pessoas que de modo algum deveriam ser &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2014/02/13/down-to-the-wire/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Down to the&#160;wire</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A minha capacidade de fazer besteiras chega a ser comovente. Não no sentido de dar pena, mas no sentido de ser extremamente impressionante.</p>
<p>Desperdicei tantas chances na vida, chances que muitos dariam de tudo para tê-las, já agi de modo escroto sendo aquele idiota passivo-agressivo e feri tantas pessoas que de modo algum deveriam ser vítimas da minha depressão e do meu medo de viver, ou simplesmente por que fui idiota mesmo. Peço perdão a todas elas pois estava cego durante esse tempo todo, e compreendo se elas não me perdoarem.</p>
<p>Nesse saldo de existência, penso que mais sofri do que fui feliz. Frase essa que é um clichê, já que esse <a href="demografiaunicamp.wordpress.com/2013/10/30/porque-os-jovens-profissionais-da-geracao-y-estao-infelizes/" target="_blank">pensamento é típico da geração Y</a>. E ao mesmo uma certeza, já que é impossível ser feliz todo o tempo, ou na maior parte do tempo de nossa existência. Temos períodos de “normalidade”, de “felicidade” e de “tristeza”.</p>
<p>Fazendo esta <em>mea-culpa</em> de que faço parte de uma geração fresca que não sabe o que é sofrer, apenas pensar que o <em>carpe diem</em> é um direito constituicional e que faz parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, prossigo o texto tendo consciência de que fui esse esterótipo até anos atrás. Não sei ao certo quando, pois acredito que foi tudo uma transição, quase como uma metamorfose.</p>
<p>No entanto, sei quando fui o auge do estereótipo. Foi na minha perda da vaga na Poli. Culminaram nessa época todas as minhas fraquezas. De lá pra cá, não fui o mesmo homem. Jurei para mim mesmo que chances não seriam mais desperdiçadas, independentemente do que estava passando na minha vida, o que é um completo exagero. Não existe isso.</p>
<p>Saúde emocional anda lado a lado com crescimento de vida e consecutivos “fracassos” surgiram.</p>
<p>Sai de uma empresa que adorava trabalhar, por conta de uma multa que me foi imposta e porque não tinha mais para onde crescer. Mudei-me para uma empresa cujo o clima era de terror, já que uma demissão poderia surgir a qualquer hora do nada. Sai desta empresa com o emocional totalmente em frangalhos. Toda minha confiança tinha ido por água abaixo. E do jeito que eu sou de cobrar sempre o melhor de mim, piorou ainda mais a situação.</p>
<p>Um grande amigo me indicou para a vaga que é o sonho de qualquer trabalhador em comércio exterior: criar um departamento do zero, construir sua própria equipe e ser um coordenador. Tinha abertura para viajar, realizar reuniões com clientes, enfim os meus diretores me deram um “cheque em branco” para que eu fizesse o que eu quisesse. O que eu fiz? Pedi demissão.</p>
<p>Neste momento ouço <em>facepalms</em> eclodirem por todo o planeta Terra.</p>
<p>Motivos: ainda não era o que eu queria. Eu sabia que tinha potencial para mais, potencial para ganhar mais, potencial para trabalhar com o que eu realmente queria que era engenharia, de trabalhar com projetos, de trabalhar com prazer.</p>
<p>Ouço você, caro leitor, dizer: típico de geração Y. Não se conforma com nada.</p>
<p>A questão não é se conformar, é saber que você tem potencial para algo maior e que a vida é uma só. – Clichê novamente da geração Y.</p>
<p>Joguei tudo para o alto, arrisquei um ano para entrar novamente na Poli e começar tudo de novo. Se eu fracasso, tenho que voltar para a “dura realidade”, se eu venço (e as probabilidades eram baixíssimas, já que estamos falando de USP) volto para o “mundo encantado” das possiblidades sem fim.</p>
<p>No fim, vi que não era nem uma coisa nem outra. A questão mais importante era de fazer o que você tem que fazer. <span style="color:#333333;"><strong>Que te faça se tornar uma pessoa melhor.</strong></span> Aquilo que se você não fizesse, ficaria ecoando por anos na sua cabeça e que te deixaria com peso na consciência na hora de dormir. Não queria mais pensar: “Hoje foi mais um dia que eu joguei no lixo, por não fazer o que realmente importa para mim”.</p>
<p>E o que importa é que eu fiz.</p>
<p><a href="https://gaudio.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/02/agora_vai.jpg"><img style="background-image:none;padding-top:0;padding-left:0;display:inline;padding-right:0;border:0;" title="agora_vai" alt="agora_vai" src="https://gaudio.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/02/agora_vai_thumb.jpg?w=484&#038;h=362" width="484" height="362" border="0" /></a></p>
<p>PS: Este post é dedicado ao meu avô, que trabalhou durante o dia no aeroporto e durante a noite como taxista para dar comida, roupa e educação para três filhos e que no dia em que eu passei na Poli pela primeira vez, se emocionou e depois contou para cada enfermeira e médico que entravam no seu quarto que seu neto era um engenheiro da USP.</p>
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		<title>PS4 &#8211; R$ 4.000,00 &#8211; O pre&#231;o da ignor&#226;ncia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2013 01:48:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comércio Exterior]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[custo]]></category>
		<category><![CDATA[imposto]]></category>
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		<category><![CDATA[lucro]]></category>
		<category><![CDATA[preço]]></category>
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					<description><![CDATA[Você como todo cidadão deveria saber o quanto paga de impostos para poder cobrar do Estado o retorno, seja em politicas públicas, seja em melhoria de vida, etc., pois assim de imediato, dá para saber qual é a parcela de imposto e qual é a parcela de custo do produto no preço total de cada &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2013/10/17/ps4-4-mil-reais-o-preco-da-ignorancia/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">PS4 &#8211; R$ 4.000,00 &#8211; O pre&#231;o da ignor&#226;ncia</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Você como todo cidadão deveria saber o quanto paga de impostos para poder cobrar do Estado o retorno, seja em politicas públicas, seja em melhoria de vida, etc., pois assim de imediato, dá para saber qual é a <span style="text-decoration:underline;">parcela de imposto</span> e qual é a <span style="color:#333333;"><span style="text-decoration:underline;">parcela de custo do produto</span></span> no preço total de cada mercadoria.</p>
<p>Quando eu disse <a href="http://papodehomem.com.br/preco-justo-nao-faz-sentido/" target="_blank">aqui nesse meu post do Papo de Homem</a>, que nem sempre a culpa é do imposto nos produtos importados, quase me mataram. Falaram que eu era contra o “Preço Justo” que eu era a favor do governo, que era playboy etc, etc, etc… O que eu sou a favor é da conscientização do consumidor. Dele saber quando está sendo enganado e por quem.</p>
<p>Esse post vai ter algumas coisas legais e outras chatas que você pode pular que não vai fazer falta para entender o assunto dos impostos na importação. Eu vou avisar, pode ficar tranquilo.</p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Parte chata (fique a vontade para pular):</span></strong></p>
<p>Produtos importados são classificados de acordo com um código em comum nas aduanas pelo mundo afora. Cada país tem seu código tributário próprio, mas todos devem ter a mesma origem: O Sistema Harmonizado (SH) criado pela <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Harmonizado" target="_blank">Organização Mundial das Aduanas</a>.</p>
<p>Aqui no Brasil seguimos temos a NCM (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/NCM" target="_blank">Nomenclatura Comum do Mercosul</a>). O NCM serve de modo prático nos contar quanto e quais são os impostos a serem pagos. Consultando a NCM no Simulador Tributário da Receita Federal o NCM de vídeo-games é  9504.50.00.</p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Parte legal (pode voltar a ler)</span></strong></p>
<p>QUAIS SÃO OS IMPOSTOS?</p>
<table width="589" border="0" cellspacing="0" cellpadding="2">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="219">Custo de uma unidade</td>
<td valign="top" width="53"></td>
<td valign="top" width="58"></td>
<td valign="top" width="139">EM USD</td>
<td valign="top" width="118">EM R$<br />
<span style="font-size:xx-small;">(Taxa USD 2,20)</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="219"><span style="color:#333333;"><strong>Playstation 4</strong></span></td>
<td valign="top" width="53"></td>
<td valign="top" width="58"></td>
<td valign="top" width="139"><span style="color:#333333;"><strong>USD 400,00</strong></span></td>
<td valign="top" width="118"><span style="color:#333333;"><strong>R$ 880,00</strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="219">IMPOSTOS <span style="font-size:xx-small;">PARA NCM 9504.50.00 (Videogame)</span></td>
<td valign="top" width="53">ALÍQUOTA NOMINAL</td>
<td valign="top" width="58">ALÍQUOTA REAL</td>
<td valign="top" width="139">EM USD</td>
<td valign="top" width="118">EM R$<br />
<span style="font-size:xx-small;">(Taxa USD 2,20)</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="219">I.I. <span style="font-size:xx-small;">(Imposto de Importação)</span></td>
<td valign="top" width="53">20 %</td>
<td valign="top" width="58">20 %</td>
<td valign="top" width="139">USD 80,00</td>
<td valign="top" width="118">R$ 176,00</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="219">I.P.I. <span style="font-size:xx-small;">(Imposto sobre Produtos Industrializados)</span></td>
<td valign="top" width="53">50 %</td>
<td valign="top" width="58">60 %</td>
<td valign="top" width="139">USD 240,00</td>
<td valign="top" width="118">R$ 528,00</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="219">PIS/PASEP-Importação</td>
<td valign="top" width="53">1,65 %</td>
<td valign="top" width="58">2,91%</td>
<td valign="top" width="139">USD 11,64</td>
<td valign="top" width="118">R$ 25,61</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="219">Cofins-Importação</td>
<td valign="top" width="53">7,60 %</td>
<td valign="top" width="58">13,40 %</td>
<td valign="top" width="139">USD 53,60</td>
<td valign="top" width="118">R$ 117,92</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="219">ICMS-Importação <span style="font-size:xx-small;">(válido para o estado de SP)</span></td>
<td valign="top" width="53">25 %</td>
<td valign="top" width="58">65,44 %</td>
<td valign="top" width="139">USD 261,74</td>
<td valign="top" width="118">R$ 575,83</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="219">Total de impostos</td>
<td valign="top" width="53"></td>
<td valign="top" width="58"><span style="color:#ff0000;">161,75 %</span></td>
<td valign="top" width="139">USD 646,98</td>
<td valign="top" width="118">R$ 1.423,36</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="219">Total do produto + impostos</td>
<td valign="top" width="53"></td>
<td valign="top" width="58"></td>
<td valign="top" width="139">USD 1046,98</td>
<td valign="top" width="118">R$ 2.303,36</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p align="justify">Perceba que eu coloquei duas colunas. Uma de alíquota nominal (aquela que está na legislação), e outra de alíquota real (aquela que realmente existe depois de fazer as contas).</p>
<p align="justify">PROBLEMA #1 SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO É UMA ZONA</p>
<p align="justify">Por que isso? Porque o sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. São impostos cobrados em cima de outros impostos. Bases de cálculos esdrúxulas.</p>
<p align="justify">#FUNFACT – NEM A RECEITA SABIA CALCULAR OS IMPOSTOS NA ÉPOCA</p>
<p align="justify">Pra você ter uma ideia, quando a Receita Federal começou a cobrar PIS e Cofins no momento da importação, no ano de 2005, nem eles sabiam como calcular o imposto. Isso mesmo! Políticos criaram um imposto que nem mesmo os fiscais da Receita Federal conseguiam calcular.</p>
<p align="justify">O absurdo foi tamanho que publicaram uma fórmula no Diário Oficial para facilitar a conta. Detalhe: <span style="color:#333333;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>erram a fórmula duas vezes seguidas</strong></span></span>.</p>
<p align="left">Na terceira tentativa, a Receita Federal, depois de muito sofrimento, criou uma planilha em excel para cálcular os tributos de modo “não tão prático, mas é o que tem no momento” para chegar nas contas certas. Duvida? Olha aqui nesse link e clica em <em><strong>Anexo Único</strong></em>: <a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/NormasExecucao/2005/NormaExeCoana0022005.htm">http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/NormasExecucao/2005/NormaExeCoana0022005.htm</a></p>
<p align="justify">PROBLEMA #2 – VÍDEO-GAME É TRIBUTADO COMO MÁQUINA DE AZAR (MÁQUINA DE APOSTAS) – Parte chata, já vou avisando.</p>
<p align="justify">Séculos atrás, todo boteco de São Paulo, tinha uma febre: máquinas de aposta. Você enfiava o dinheiro, apertava um botão e se desse Jack-pot você ganhava o prêmio. Estes jogos eram altamente tributados pelo governo.</p>
<p align="justify">O problema é que vídeo-games tinham a mesma classificação de máquinas de apostas. A questão é: você acha justo que vídeo-games sejam considerados máquinas de apostas? Eu não acho justo, porém, o governo acha e não faz nada para mudar.</p>
<p align="justify">Resultado disso: pra cada vídeo-game importado, você paga um pouco mais de um e meio (1,5x) para o governo.</p>
<p align="justify">PROBLEMA #3 – CUSTO BRASIL</p>
<p align="justify">O que falta naquela lista, além de impostos? A favor da Sony, eu sou obrigado a dizer uma verdade inevitável: <span style="text-decoration:underline;">o PS4 não vem da China sozinho</span>.</p>
<p align="justify">Existem diversos custos logísticos como:</p>
<ol>
<li>
<div align="justify">Embalagem, paletização e peação de carga no container na China;</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Frete Rodoviário ou Ferroviário até o Porto Chinês;</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Demais custos aduaneiros na China para exportação;</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Frete marítimo (a parcela mais pesada no transporte);</div>
</li>
<li>
<div align="justify">AFRMM (chamada Marinha Mercante);</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Armazenagem na Alfândega Brasileira (a segunda parcela mais pesada);</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Despesas com o desembaraço no Brasil da mercadoria;</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Frete Rodoviário do porto brasileiro até o armazém de estoque da Sony(terceira parte mais pesada).</div>
</li>
</ol>
<p align="justify">São custos pesados. Quem já ouviu falar no custo Brasil, já deve ter uma noção que os custos viram uma bola neve quando chegam aqui. <strong><em>Alta burocratização dos serviços públicos e privados e extrema dependência do transporte rodoviário são fatores preponderantes para o custo Brasil.</em></strong></p>
<p align="justify">Além disto, a Sony tem custos para manter a empresa daqui funcionando como:</p>
<ol>
<li>
<div align="justify">Folha de pagamento;</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Despesas de consumo: água, luz, material de escritório;</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Publicidade;</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Impostos sobre venda e lucro.</div>
</li>
</ol>
<p align="justify">Na minha opinião, de quem já trabalhou com comércio exterior há um bom tempo e é despachante aduaneiro, custos logísticos e operacionais não dobram valor de eletrônicos.</p>
<p align="justify">Pra mim, a resposta está aí: XBOX One custando USD 500,00 (cem dólares a mais que o console da Sony) vai chegar pela metade do preço de um PS4 no Brasil. <em><strong>Há clara ineficiência logística da Sony</strong>.</em></p>
<p>PROBLEMA #4 – LUCRO BRASIL</p>
<p align="justify">Não sei se você sabe, mas o <a href="http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2013/05/13/imprensa-internacional-descobre-que-carro-brasileiro-e-inseguro.htm" target="_blank">Brasil está entre os países fabricantes dos piores e mais inseguros carros do mundo</a> e também dos mais caros do mundo. Culpa dos tributos? Na minha opinião, não. Veja porque:</p>
<p align="justify">Todos os carros brasileiros não vinham com os chamados opcionais: ABS, travas elétricas e ar condicionado. Bastou a Hyundai lançar o HB20 com os opcionais de fábrica com preços de carros populares nacionais, que por questão de mágica, todos os concorrentes começaram a incluir os “opcionais” nos carros padrões.</p>
<p align="justify">Como você me explica o fato de um <a href="http://revista.webmotors.com.br/mercado/custo-brasil-nao/1334081736157" target="_blank">Honda City produzido em Sumaré interior de São Paulo chegar mais barato no México, do que numa concessionária em São Paulo?</a> Resposta? Lucro Brasil.</p>
<p align="justify">Os brasileiros pagam mais caro para manter status.</p>
<p align="justify">Ter carro no Brasil é status, ter iPhone no Brasil é status e pelo visto a Sony acha que ter PS4 é ter status. E enquanto isto for verdade, pagaremos sempre mais caro, por algo que vale bem menos.</p>
<p align="justify">Da minha parte, eu que tenho um PS3 não irei comprar nenhum vídeo-game, por enquanto. Não comprar, ou comprar do concorrente mais barato é o melhor negócio que você, consumidor e contribuinte, pode fazer.</p>
]]></content:encoded>
					
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	</item>
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		<title>Sobre caf&#233;s e comediantes</title>
		<link>https://gaudio.wordpress.com/2012/07/22/sobre-cafes-e-comediantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Jul 2012 14:04:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coisas que me alegram]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[cars]]></category>
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					<description><![CDATA[Jerry Seinfeld se lançou em uma nova empreitada com a missão de fazer um show sobre “o nada”. “O nada” é aquilo que você fala numa mesa de bar, numa conversa informal com os amigos e é justamente uma das coisas que mais me entretém. O programa se chama “Comedians in Cars Getting Coffee” (Comediantes &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2012/07/22/sobre-cafes-e-comediantes/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Sobre caf&#233;s e&#160;comediantes</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Jerry Seinfeld se lançou em uma nova empreitada com a missão de fazer um show sobre “o nada”. “O nada” é aquilo que você fala numa mesa de bar, numa conversa informal com os amigos e é justamente uma das coisas que mais me entretém.</p>
<p align="justify">O programa se chama “Comedians in Cars Getting Coffee” (Comediantes em Carros Tomando Café) e eu posso afirmar que é sensacional. No programa de estréia ele se encontra com Larry David, co-autor do seriado Seinfeld.</p>
<p align="justify">Antes de tudo, Jerry apresenta o “carro do dia” um fusquinha modelo 1952 de cor azure (meio caminho entre ciano e azul), todo cheio de peculiaridades: cinto de segurança é abdominal, aqueles que só tem dois pontos. Para dar seta se levanta uma alavanca laranja que faz com que o fusquinha tenha uma espécie de “asa”.</p>
<p align="justify">Ele passa para pegar o seu amigo Larry no trabalho e a conversa já fica engraçada antes de entrarem no carro, afinal a conversa sobre “o nada” já começa logo quando encontramos os nossos amigos.</p>
<p align="justify">No café, Jerry pede um café e Larry pede um chá de ervas. Claro que Jerry o sacaneia por conta disso. Larry conta no vídeo que um dos motivos de sua ex-esposa o deixar é porque ele parou de tomar café.</p>
<blockquote>
<p align="justify">-Olha, estou tomando algo. Você não sabe o que é. –  disse Larry.<br />
-Que bom. – Jerry disse sarcasticamente.<br />
-Se tivesse chá no lugar de café, uma pessoa deveria se sentir incomodada pelo fato de não ser café?<br />
-Desculpe-me se você não gostar do que eu vou dizer agora, mas eu acho que a sua ex-mulher tinha um pouquinho de razão.<br />
-Sério!?<br />
-Sim!<br />
-Ela com razão? Olha, (segurando o copo de chá) eu posso ter uma conversa normal da mesma forma que se tivesse café no lugar. Qual é a diferença?<br />
-Você quer saber a diferença?<br />
-Sim, eu quero!<br />
-Nós vamos para uma sorveteria. Eu peço uma casquinha e você pede uma salada! Essa é a diferença! E você fala: “olha, eu estou comendo e você está comendo”. (A diferença) é o clima! Quem pode dizer de onde vem o clima? Clima é uma coisa que apenas está lá e a única maneira de dizer que está lá é sentindo-o. Você está me dando um argumento científico que eu não consigo rebater.<br />
Nesse momento Larry explode de dar risada.</p>
</blockquote>
<p align="justify">Pra mim esse é “o nada”.</p>
<p align="justify">Os diálogos são intercalados com cenas de preparo do café, de uma maneira tal, que se você não tomou café ainda, com certeza ficará com vontade de tomar, pois elas lembram muito o estilo “food porn”, à la Nigella Lawson.</p>
<p align="justify">Acredite em mim: você <strong>ficará </strong>com vontade de tomar café.</p>
<p align="justify">A trilha de fundo é meio “jazzy” e pra mim fez com que a combinação ficasse perfeita: carros, amigos, café, jazz e uma conversa despretenciosa.</p>
<p align="justify">Os próximos convidados prometem histórias muito boas: Alec Baldwin, Rick Gervais, o Kramer (Michael Richards), se tiver uma oportunidade assista!</p>
<p align="justify"><strong><span style="font-size:medium;">Comedians in Cars Getting Coffee </span></strong><br />
<a href="http://comediansincarsgettingcoffee.com/">http://comediansincarsgettingcoffee.com/</a><br />
<span style="font-size:xx-small;">(em qualidade ótima de vídeo, mas sem legendas) </span></p>
<p align="justify"><a href="http://www.crackle.com.br/c/Comediantes_em_carros_tomando_café">http://www.crackle.com.br/c/Comediantes_em_carros_tomando_café</a><br />
<span style="font-size:xx-small;">(em qualidade não tão boa, mas com legendas em português) </span></p>
<p align="justify">Vídeo promocional da série:</p>
<div id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:e5b0e9e7-611e-4a0a-9a8d-c3073a8a1975" class="wlWriterEditableSmartContent" style="margin:0;display:inline;float:none;padding:0;">
<div><div class="jetpack-video-wrapper"><iframe class="youtube-player" width="448" height="252" src="https://www.youtube.com/embed/526iGwVdp6o?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;hd=1&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div></div>
<div style="width:448px;clear:both;font-size:.8em;">Vídeo promocional – Versão longa</div>
</div>
<p align="justify">Abaixo, o primeiro episódio da série.</p>
<div id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:5d60a291-7951-4774-96dc-2fa20baf094e" class="wlWriterEditableSmartContent" style="margin:0;display:inline;float:none;padding:0;">
<div><div class="jetpack-video-wrapper"><iframe class="youtube-player" width="448" height="252" src="https://www.youtube.com/embed/rxFRNfLPeZs?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;hd=1&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div></div>
<div style="width:448px;clear:both;font-size:.8em;">Comedians in Cars Getting Coffee – Primeiro Episódio</div>
</div>
<p align="justify">P.S.: Um recurso que os comediantes se valem para agradar a platéia é o da repetição. É curioso e engraçado ver dois comediantes se aproveitando disto pra um provocar o outro. (piada do “5 years ago” do primeiro episódio)</p>
<p align="justify">P.P.S.: O título foi uma homenagem ao fantástico filme “Coffees and Cigarettes” (no Brasil: Sobre cafés e cigarros), que tem o mesmo tema: uma conversa despretenciosa num café, tomando café. Destaque para a cena do Bill Murray como garçom viciado em café!</p>
<div id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:361798a5-9022-4e58-98e9-53a797fcf9bf" class="wlWriterEditableSmartContent" style="margin:0;display:inline;float:left;padding:0;">
<div><a href="http://www.metacafe.com/watch/5941922/title/" target="_new"><img style="border-style:none;" src="https://gaudio.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/07/video57b5d7761c801.jpg?w=660" alt="" /></a></div>
<div style="width:440px;clear:both;font-size:.8em;">Sobre cafés e cigarros, filme de Jim Jarmusch</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
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	</item>
		<item>
		<title>Saudades de voc&#234;, blog :(</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2012 08:10:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Life]]></category>
		<category><![CDATA[diário]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Preciso te contar uma coisa, blog: tô ficando velho. Velho e chato. Meus gostos mudaram demais. Agora, por exemplo, estou gostando de um cantor norueguês, não sei se você conhece, se chama Jarle Bernhoft. Tenho escutado tanto o Bernhoft que os meus vizinhos do Last.fm, agora se tornaram todos noruegueses. Outra coisa que mudou foram &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2012/07/17/saudades-de-voc-blog/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Saudades de voc&#234;, blog&#160;:(</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Preciso te contar uma coisa, blog: tô ficando velho. Velho e chato. Meus gostos mudaram demais. Agora, por exemplo, estou gostando de um cantor norueguês, não sei se você conhece, se chama Jarle Bernhoft. Tenho escutado tanto o Bernhoft que os meus vizinhos do Last.fm, agora se tornaram todos noruegueses.</p>
<p align="justify">Outra coisa que mudou foram os gostos por podcasts. Outrora, eu só escutava Nerdcast e o MRG. Agora passei a escutar direto podcasts dos EUA. O meu favorito do momento é This American Life. Um dia eu te conto direitinho como é, mas por enquanto eu posso falar que são pequenas histórias contadas de uma forma bem legal no rádio.</p>
<p align="justify">De seriado eu tenho assistido The Newsroom, da HBO. Jeff Daniels é o protagonista dessa série e o autor é Aaron Sorkin, que foi roteirista do West Wing. Tenho adorado essa série. É o tipo de série que faz com que você imagine como o mundo, não só do jornalismo, mas como um todo, poderia ser.</p>
<p align="justify">Tenho estudado muito, tentando recuperar as coisas que eu perdi. Vi recentemente um curso muito bom do MIT sobre ensino de ciências na faculdade. É 90% do que eu desejava quando eu estava na USP. Um curso didático, que transmite o ensino de forma motivacional que realmente ensina e não joga tudo de forma enlatada. Esse curso me fez um aluno melhor e abriu as portas para que um dia eu também possa ensinar.</p>
<p align="justify">Recentemente, tenho me surpreendido tendo motivações, aspirações que antes não tinha sequer força para tê-las. Passei a acreditar mais em mim. E passei a ter mais desejos. Creio que isso deu um reflexo muito bom nas coisas que eu tenho feito.</p>
<p align="justify">Um conselho que eu tenho para dar? Olha blog, com o tempo, as coisas ficam sempre mais claras. “Dar tempo ao tempo” tem sido o meu lema e olha: isso realmente funciona. Eu tenho ficado cada vez mais sereno e encontrado aquela velha confiança que havia guardado dentro de mim.</p>
<p align="justify">Os resultados? Vem com o tempo.</p>
<p align="justify">Basta só ter esforço.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Sobre a brevidade da vida &#8211; S&#234;neca</title>
		<link>https://gaudio.wordpress.com/2012/01/12/sobre-a-brevidade-da-vida-sneca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 22:39:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Aproximadamente 2 anos se passaram desde que a compra desse livro até a leitura. Não sei porque eu tenho a mania de comprar livros e não conseguir lê-los, mas eu me lembro que eu comprei esse livro do Sêneca quando havia uma promoção relâmpago da Submarino de R$ 10,00 cada livro. Lembro também que eu &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2012/01/12/sobre-a-brevidade-da-vida-sneca/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Sobre a brevidade da vida &#8211;&#160;S&#234;neca</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Aproximadamente 2 anos se passaram desde que a compra desse livro até a leitura. Não sei porque eu tenho a mania de comprar livros e não conseguir lê-los, mas eu me lembro que eu comprei esse livro do Sêneca quando havia uma promoção relâmpago da Submarino de R$ 10,00 cada livro. Lembro também que eu comprei 11 livros numa tacada só.</p>
<p align="justify">Como se fosse um desses presentes que o “eu do passado” dá ao “eu do futuro”, eu consegui acertar o timing da leitura e esse livro me impactou profundamente. Se você tiver um tempo, leia-o. Vale a pena.</p>
<p align="justify">&#8212;-</p>
<h3 align="justify">Sobre a obra</h3>
<p align="justify">Sêneca em uma carta direcionada a Paulínio (talvez sogro de Sêneca), fala sobre a brevidade da vida de uma maneira bem simples, sem muito apelo a termos complexos da filosofia.</p>
<p align="justify">O que mais fascina, da obra, é como os temas tratados são tão atuais, tendo em vista que a carta foi escrita logo no primeiro século depois de Cristo e estamos em pleno século XXI e as ideias permanecem atuais.</p>
<p align="justify">&#8212;</p>
<h3 align="justify">Ideias</h3>
<p align="justify">Sêneca explica que o tempo de vida que a natureza nos dá é pequeno se comparado com outros animais, já que conseguimos ver no máximo 3 ou 4 gerações da nossa família.</p>
<p align="justify">Ao mesmo tempo ele cita o nosso tempo de vida é enorme, e a sensação de brevidade se deve ao fato de fazermos mau uso dele, tal como uma pessoa que herda uma grande riqueza e por ser uma má administradora de recursos gasta-a de forma inapropriada.</p>
<p align="justify">Uma outra ideia fascinante que me chamou muito a atenção foi a de que contamos nossa idade por anos de existência e não anos de vida. Pouco vivemos nesse período entre o nascimento e o dia atual, pois se descontarmos o tempo que ficamos doentes, resolvemos problemas alheios ou insignificantes, o tempo gasto no trabalho, enfim tudo aquilo que não foi dedicado 100% a felicidade, ao aproveitamento pessoal, foi perdido.</p>
<p align="justify">E de que nada adianta se privar da vida agora e adiar a alegria para o futuro, quando não temos mais a mesma força e aproveitamento de quando éramos mais jovens.</p>
<p align="justify">&#8212;</p>
<p align="justify">Sêneca dá uma aula do porque gastamos um bem tão precioso que é o tempo de vida com pormenores, que trocamos uma vida cheia de possibilidades por uma existência nula e fracassada.</p>
<p align="justify">Leitura mais do que recomendada.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Duas mil e doze voltas ao redor do Sol*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 08:07:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Life]]></category>
		<category><![CDATA[ano]]></category>
		<category><![CDATA[feliz]]></category>
		<category><![CDATA[novo]]></category>
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					<description><![CDATA[Números. A humanidade sempre foi fascinada por números. E sempre quando há uma contagem cheia, daquelas de encher os olhos e entorpecer as mentes, nós, reles mortais, nos reverenciamos a elas. 100 gols feitos por um goleiro, 1000 gols feitos por um jogador, 10 assistências e 10 roubadas de bola. O primeiro aniversário, o décimo &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2012/01/02/duas-mil-e-doze-voltas-ao-redor-do-sol/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Duas mil e doze voltas ao redor do&#160;Sol*</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Números. A humanidade sempre foi fascinada por números. E sempre quando há uma contagem cheia, daquelas de encher os olhos e entorpecer as mentes, nós, reles mortais, nos reverenciamos a elas.</p>
<p align="justify">100 gols feitos por um goleiro, 1000 gols feitos por um jogador, 10 assistências e 10 roubadas de bola. O primeiro aniversário, o décimo aniversário, o centésimo aniversário. Bodas de papel (1 ano), bodas de alumínio (10 anos), bodas de platina (20 anos).</p>
<p align="justify">Mas imagina só o quão esquisito seria se não tivessemos dez dedos e sim doze dedos nas mãos. Aí com certeza a nossa base principal de contagem não seria decimal e sim <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_numera%C3%A7%C3%A3o_duodecimal" target="_blank">duodecimal</a> e tudo seria multiplos de 12.</p>
<p align="justify">Você fez 100 gols? Lamento, pois isso só teria importância se você completasse 120. Você correu só dez quilometros? Por que você parou se o normal seria completar doze?</p>
<p align="justify">Enfim, da mesma forma que a comunidade científica determinou certos padrões para o Sistema Internacional de Medidas, a humanidade determinou que contagens cheias representam algo.</p>
<p align="justify">E que 365 dias representam algo. </p>
<p align="justify">365 dias representam um ano, eu sei. Sei também que esse tal de ano representa, mais ou menos, uma volta ao redor do Sol. </p>
<p align="justify">Mas para uns, 365 dias representam um início de uma nova vida, para outros, uma oportunidade de fazer coisas novas. Sejam milhares de pessoas algomeradas nas praias, ou em lugares simbólicos das grandes cidades interioranas para comemorar a virada de ano, aquela mística passagem do segundo 59 do minuto 59 da hora 23 do dia 31/12 do ano X para o segundo 0 do minuto 0 da hora 0 do dia 01/01 do ano X + 1, para todas representa algo.</p>
<p align="justify">Fogos de artifício são lançados, taças são brindadas, o primeiro beijo do ano é dado, o primeiro abraço do ano é dado, o&#160; primeiro sorriso do ano é lançado. Por um segundo os países que estão no mesmo fuso horário que o seu são mais felizes. E depois de uma hora serão os países do fuso horário seguinte e por aí vai… Respostas podem variar, mas considerando que o fuso horário padrão tenha só 24 fusos, damos ao todo 24 “felizes ano novo”.</p>
<p align="justify">Veja bem, não existiria um momento mágico e sim 24 momentos mágicos que acontecem de hora em hora “no dia” primeiro de janeiro. E acredito eu, que nenhum dentre estes 24 momentos mágicos é mais importante do que o outro. </p>
<p align="justify">No fundo o que eu quero dizer é: você pode muito bem ter marcado esse dia primeiro de janeiro para ser um marco de mudança na sua vida. Contudo, não se esqueça de que não existe um momento certo para definir mudanças na vida, de começar uma nova dieta, de procurar um novo amor.</p>
<p align="justify">O ano pode ser novo, mas quem escolhe o seu destino e o momento das cartas serem jogadas é você. Não se prenda a datas para analisar o que foi de bom ou ruim na sua vida e muito menos se prenda a um único dia do ano pra começar algo.</p>
<p align="justify">Todo dia é dia de ano novo. Feliz ano novo. Ontem, hoje e sempre.</p>
<p align="justify">*voltas contadas a partir do nascimento de um cabeludo famoso. (tm Roberto Carlos)</p>
]]></content:encoded>
					
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	</item>
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		<title>Concert</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 18:16:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coisas que me alegram]]></category>
		<category><![CDATA[clapton]]></category>
		<category><![CDATA[eric]]></category>
		<category><![CDATA[morumbi]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>
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					<description><![CDATA[Little man with his eyes on fire and his smile so bright. In his hands is the ticket he bought to fill his heart with delight. And in the stage stands a great guitarist holding up a guitar. What you see and what you will hear will last you for the rest of your life. &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2011/10/14/concert/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Concert</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><em>Little man with his eyes on fire     <br />and his smile so bright.      <br />In his hands is the ticket he bought      <br />to fill his heart with delight.</em></p>
<p align="left"><em>And in the stage stands a great guitarist     <br />holding up a guitar.      <br />What you see and what you will hear      <br />will last you for the rest of your life.</em></p>
<p align="left"><em>And it&#8217;s sad, so sad,     <br />there ain&#8217;t no easy way round.      <br />And it&#8217;s sad, so sad,      <br />all you friends gather round      <br />&#8216;cause the concert left town.</em></p>
<p align="left">Pra ouvir escutando isso:</p>
<p align="left">
<div style="display:inline;float:none;margin:0;padding:0;" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:ef23cbbc-71d7-45f4-beaa-10d4ff0d2835" class="wlWriterEditableSmartContent">
<div><div class="jetpack-video-wrapper"><iframe class="youtube-player" width="448" height="252" src="https://www.youtube.com/embed/veGF9Vjo_IE?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;hd=1&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div></div>
<div style="width:448px;clear:both;font-size:.8em;">Circus – Eric Clapton</div>
</div>
<p>Obrigado pelo melhor show da minha vida, Mestre Clapton!</p>
]]></content:encoded>
					
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			<media:title type="html">Gaudio</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>An&#225;lise &#8211; Microsoft Wireless Mobile Mouse 6000</title>
		<link>https://gaudio.wordpress.com/2011/10/14/anlise-microsoft-wireless-mobile-mouse-6000/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 08:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[6000]]></category>
		<category><![CDATA[microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[mobile]]></category>
		<category><![CDATA[mouse]]></category>
		<category><![CDATA[wireless]]></category>
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					<description><![CDATA[Quantos mouses você já usou na vida? Eu não lembro ao certo do total, mas lembro que já cheguei a usar três mouses no período de um ano. Os defeitos eram sempre os mesmos: ora a setinha corria sozinha pela tela, ora não respondia a movimentação do mouse. Em suma, todos com problema de mal &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2011/10/14/anlise-microsoft-wireless-mobile-mouse-6000/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">An&#225;lise &#8211; Microsoft Wireless Mobile Mouse&#160;6000</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Quantos mouses você já usou na vida? Eu não lembro ao certo do total, mas lembro que já cheguei a usar três mouses no período de um ano. Os defeitos eram sempre os mesmos: ora a setinha corria sozinha pela tela, ora não respondia a movimentação do mouse. Em suma, todos com problema de mal contato no fio.</p>
<p align="justify">Cansado de comprar esses mouses sem vergonhas que custam R$ 20,00, resolvi enfiar a mão no bolso e comprar um mouse de verdade, pois veja bem, esse é o típico caso do barato sai caro. Três mouses sem vergonhas a R$ 20,00, no final eu joguei R$ 60,00 no lixo.</p>
<p align="justify">Bom, se o problema era o fio, decidi comprar um sem fio. Mas de qual marca? Não adiantaria comprar um sem fio, mas de marca duvidosa. </p>
<p align="justify">Já sabendo que os hardwares feitos pela Microsoft eram sempre elogiados e possuíam garantias enormes (3 anos de garantia dependendo do produto) optei pelo Wireless Mobile Mouse 6000.</p>
<h4 align="justify">O que vem no produto?</h4>
<p align="justify">A embalagem vem com:</p>
<ul>
<li>
<div align="justify">um mouse,</div>
</li>
<li>
<div align="justify">uma pilha AA alcalina (que segundo a Microsoft dura até 10 meses),</div>
</li>
<li>
<div align="justify">um nanotransceptor para você colocar na entrada USB,</div>
</li>
<li>
<div align="justify">e um cd de instalação para que você possa customizar os botões adicionais que vem no mouse.</div>
</li>
</ul>
<h4 align="justify">O mouse</h4>
<p align="justify">O mouse é leve pelo fato de utilizar uma só pilha AA. A parte superior é de plástico preto fosco, com detalhes prateados nas laterais.</p>
<p align="justify"><a href="https://gaudio.wordpress.com/wp-content/uploads/2011/09/image.png"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="https://gaudio.wordpress.com/wp-content/uploads/2011/09/image_thumb.png?w=360&#038;h=260" width="360" height="260" /></a></p>
<p align="justify">Possui lateral emborrachada para facilitar o manuseio e é anatômico permitindo o uso tanto para destros como para canhotos com a mesma naturalidade da pegada.</p>
<p align="justify">Possui 5 botões. Os normais esquerdo, direito e o do meio por meio do click wheel (rodinha para os leigos) e os dois botões adicionais laterais que numa pegada normal do mouse, os botões ficariam perto do dedão e do anelar.</p>
<p align="justify"><a href="https://gaudio.wordpress.com/wp-content/uploads/2011/09/image1.png"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="https://gaudio.wordpress.com/wp-content/uploads/2011/09/image_thumb1.png?w=368&#038;h=242" width="368" height="242" /></a></p>
<p align="justify">Numa configuração padrão, estes botões seriam utilizados para avançar ou voltar páginas no seu navegador de internet, mas como eu disse, o mouse vem acompanhado de um cd para customização destes botões.</p>
<p align="justify">A rodinha não faz aquele tradicional barulho de clique durante o movimento. A roda é livre é muito precisa, provocando um movimento suave ao navegar pela internet. Além dela rolar no sentido vertical, você pode se beneficiar da rolagem horizontal da tela inclinando a roda para direita ou esquerda. Ou seja, você pode rolar a tela nas quatro direções com a sua roda.</p>
<p align="justify">O laser é azul, graças a tecnologia BlueTrack, assim você pode usar o mouse em mais superfícies do que 0 tradicional laser vermelho não conseguiria. Acho que a única superfície que o mouse não se deu bem até agora foi de vidro. Todas as outras que eu testei deu certo, como mesa de madeira, mesa de plástico, folha de papel, cobertor da cama. Definitivamente eu aposentei o meu mouse pad.</p>
<p align="justify">E por fim, possui uma luz indicadora do status da pilha que se acende apenas quando você liga o mouse, ou quando a pilha está acabando.</p>
<h4 align="justify">O transceptor</h4>
<p align="justify">O mouse por ser sem fio vem com um nanotransceptor para ser plugado numa entrada USB. Confesso que fiquei decepcionado no começo, pois queria um aparelho que funcionasse via bluetooth e não dependesse do transceptor, pois uso um notebook que já vem com bluetooth, porém com o tempo percebi que nem todos os desktops possuem bluetooth e o nanotransceptor USB vem bem a calhar nessas horas.</p>
<p align="justify"><a href="https://gaudio.wordpress.com/wp-content/uploads/2011/09/image2.png"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="https://gaudio.wordpress.com/wp-content/uploads/2011/09/image_thumb2.png?w=314&#038;h=259" width="314" height="259" /></a></p>
<p align="justify">O nanotransceptor USB pode ser encaixado no próprio mouse para que você não o perca durante a viagem, e é plug-and-go, ou seja, você pode deixá-lo no computador ou guardá-lo no mouse durante o transporte. Basta plugar e usar.</p>
<h4 align="justify">A garantia</h4>
<p align="justify">Agora vamos falar da garantia. 3 anos de garantia é muito mais que a nossa legislação obriga e mesmo assim a Microsoft assumiu a confiança que tem em seus produtos e nos deu mais dois anos de garantia de brinde. A pergunta é: funciona essa garantia?</p>
<p align="justify">A minha resposta é: funciona e muito bem! Infelizmente o meu transceptor queimou depois de um ano e meio de uso e acionei a garantia. A Microsoft solicita aos seus clientes que mandem o produto na embalagem via correio para uma caixa postal, junto com uma cópia de nota fiscal e um protocolo que eles geram de atendimento.</p>
<p align="justify">Depois de analisado se o defeito foi de fábrica ou de mau uso, eles informam tudo por e-mail sobre o procedimento de entrega do novo produto.</p>
<p align="justify">Em menos de um mês recebi o mouse em casa e ainda recebi a ligação de um atendente da Microsoft perguntando se havia recebido o meu mouse. Fantástico! A equipe de pós-vendas da Microsoft está de parabéns e foi por este motivo que fiz este review.</p>
<p align="justify">É muito bom ser tratado bem por uma companhia que em todas as etapas de venda e pós-venda soube valorizar o sentimento de satisfação do consumidor. Fica o meu conselho: da próxima vez, compre um hardware de verdade e pare com essas economias tolas. O barato sai caro.</p>
<p align="justify">Microsoft Wireless Mobile Mouse 6000    <br />Custa R$ 169,00     <br />Garantia de 3 anos     <br />Tecnologia sem fio: Nanotransceptor USB 2,4 GHz     <br />Site do produto: <a href="http://www.microsoft.com/brasil/hardware/mouseandkeyboard/ProductDetails.aspx?pid=007&amp;active_tab=overview" target="_blank">Microsoft Hardware</a></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Pre&#231;o Justo &#8211; porque o manifesto n&#227;o deu certo</title>
		<link>https://gaudio.wordpress.com/2011/09/29/preco-justo-porque-o-manifesto-nao-deu-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 07:23:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comércio Exterior]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[felipe neto]]></category>
		<category><![CDATA[importação]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>
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		<category><![CDATA[preço justo]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes de arrecadar um milhão de assinaturas virtuais, um dentre os poucos manifestos lançados no país, infelizmente, a campanha Preço Justo para a redução de impostos de importação de eletrônicos foi para o ralo. Cinco meses atrás, convicto de que o foco da campanha era errado, já que por trabalhar na área, sou analista de &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2011/09/29/preco-justo-porque-o-manifesto-nao-deu-certo/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Pre&#231;o Justo &#8211; porque o manifesto n&#227;o deu&#160;certo</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Antes de arrecadar um milhão de assinaturas virtuais, um dentre os poucos manifestos lançados no país, infelizmente, a campanha Preço Justo para a redução de impostos de importação de eletrônicos foi para o ralo.</p>
<p align="justify">Cinco meses atrás, convicto de que o foco da campanha era errado, já que por trabalhar na área, sou analista de importação, eu sabia que os impostos não eram sozinhos os vilões dos preços abusivos dos videogames e iPads.</p>
<p align="justify"><a href="http://papodehomem.com.br/preco-justo-nao-faz-sentido/" target="_blank">Neste meu post</a> que foi publicado no Papo de Homem fui extremamente criticado, por ser “do contra”, aquele que só reclama e não faz nada, de playboy (supuseram que eu tinha dinheiro pra comprar todos os jogos do mundo, quem me dera), de “petista” por defender o governo e seus impostos, sendo que eu afirmava categoricamente que os impostos para videogame eram abusivos pelo fato de serem taxados como jogos de azar e, por fim, de inocente por acreditar que o governo faz políticas para a defesa da sociedade com a manipulação de alíquotas tributárias.</p>
<p align="justify">Pois bem, só dando tempo ao tempo para que as coisas ficassem um pouco mais claras, tornando assim, as minhas ideias mais palpáveis.</p>
<h4 align="justify">Governo é realmente o único culpado? Vamos falar um pouco sobre cartel.</h4>
<p align="justify">Felipe Neto atacou duramente o governo pelos altos impostos de importação ao videogame e se esqueceu do mais simples, quem determina o preço de compra somos nós: os consumidores. Como assim, Raphael? Eu explico.</p>
<p align="justify">Veja só, se a Sony determina que venderá o Playstation 3 por R$ 2.000,00 e ainda sim tem forte demanda, ou seja, pessoas continuam comprando, não há motivo para eles baixarem os preços correto? Ainda mais se o seu principal concorrente, a Microsoft, mantiver o preço do Xbox 360 por volta de R$ 2.000,00, como assim o fez,  logo não houve concorrência. Sem concorrência e com pessoas comprando, o preço ficou lá estagnado em R$ 2.000,o0 pra sempre.</p>
<p align="justify">Um principal reforço para o meu argumento de que os impostos de importação não eram os principais vilões veio no mês de julho, período de férias escolares, época propícia para venda de consoles, quando ocorreu uma guerra de preços entre Sony e Microsoft.</p>
<p align="justify">A Sony baixou o preço do PS3 “temporariamente” para R$ 1.600,00 para <span style="text-decoration:line-through;">ajudar os seus fãs e consumidores queridos</span> para aumentar as vendas e ganhar mercado. A Microsoft, que não é boba nem nada, também baixou o preço para R$ 1.600,00.</p>
<p align="justify">Num esforço quase que sobre-humano (mentira eles ainda tinham margem de lucro) para ganhar mercado de forma agressiva, <a href="http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/sony-baixa-preco-de-playstation-3-pela-segunda-vez-em-dois-meses-20110708.html" target="_blank">a Sony baixa novamente o preço do console para incríveis R$ 1.400,00</a>.</p>
<p align="justify">Pois bem, meus amigos e leitores deste humilde blog, vocês foram garfados em R$ 600,00 por anos e anos e reclamaram do governo, quando na verdade os culpados eram Sony e Microsoft.</p>
<p align="justify">Então vocês tiveram a sua primeira <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartel" target="_blank">aula de cartel</a>.</p>
<h4 align="justify">Qual é a parcela de culpa do governo nessa conta? Um pouco sobre as questões tributárias.</h4>
<p align="justify">Na época o Felipe Neto disse que um PS3 lá fora custava USD 300,00. Esse é o preço de venda para <span style="text-decoration:underline;">uma pessoa</span>. Quando a mercadoria chega na alfândega brasileira o valor é menor, porque o importador compra em lotes de grande quantidade. O preço de atacado é muito menor do que o preço de varejo.</p>
<p align="justify">Eu chuto que o preço de um PS3 importado pela importadora oficial, na alfândega brasileira, isto é, com custos de frete marítimo e seguro inclusos deva beirar os USD 150,00 por unidade.</p>
<p align="justify">Fazendo as contas:<br />
USD 150,00 (preço suposto do PS3)<br />
X      R$ 1,70  (taxa do dólar)<br />
X     161,75% (soma de alíquotas de impostos de importação)<br />
= R$ 667,46 (preço do PS3 na alfândega brasileira)</p>
<p align="justify">Isso é um chute. Não sei se custa realmente USD 150,00 a unidade, mas as contas estão aí.</p>
<p align="justify">Primeiro, 161,75% é a soma de todos os impostos de importação (II, IPI, PIS, COFINS, ICMS) de entrada já “calculados por dentro”. Sim, porque a tributação brasileira é uma lambança só: IPI é cobrado em cima de II. PIS e Cofins são cobrados em cima de II, ICMS e em cima deles mesmos. ICMS é cobrado em cima de todos os anteriores e pasmem, em cima dele mesmo também. Então eu fiz as contas pra simplificar e cheguei em 161, 75%.</p>
<p align="justify">Segundo, R$ 667,46 é o preço de custo do PS3 parado lá na alfândega. O importador tem uma porrada de coisas para pagar e levar o produto até o seu estoque. Tem armazenagem, tem taxas portuárias, taxas de utilização do sistema da Receita Federal (taxa Siscomex), frete rodoviário, seguradora, taxas de cambio, diferenças cambiais, despesas com despachante aduaneiro, impostos sobre a venda do produto, custos da própria importadora como salário, contas de luz e por aí vai…</p>
<p align="justify">Eu chuto que a Sony deve vender o PS3 para uma &#8220;Americanas e Submarino da vida&#8221; por R$ 1.100,00. Mas novamente isso é um chute.</p>
<p align="justify">Esses chutes, no fim, são só para exemplificar uma coisa: <strong>O que leva um PS3 sair da alfândega com um custo de R$ 700,00 e ir para o revendedor por R$ 1.100,00?</strong>  Meus caros, isso se chama <strong>“Custo Brasil”</strong>. Da mesma forma que existe cartel para formar preços de venda de videogame, existe para preços de armazenagem nos portos do país. O Brasil não tem ferrovias, tampouco hidrovias e utiliza rodovias (a mais cara das modalidades) para escoar as suas mercadorias. E tudo isso só pode ser mudado com políticas públicas e eu tenho a absoluta certeza de que isso não muda do dia pra noite.</p>
<p align="justify">E sim, <em>essa diferença de R$ 400,00 é culpa sua</em> por votar mal. Não adianta pedir para o Felipe Neto fazer outras manifestações pedindo hidrovias, maior concorrência portuária, eliminação da burocracia da Receita Federal se quem está no poder não quer nem saber se você existe.</p>
<h4 align="justify">Impostos de importação são bons! Acredite!</h4>
<p align="justify">Por último eu queria falar sobre o porque dos impostos de importação serem bons em determinados casos. Esse é o caso que dá mais polêmica porque o brasileiro já está cansado de pagar tantos impostos e não ter retorno de nada.</p>
<p align="justify"><a href="http://papodehomem.com.br/preco-justo-nao-faz-sentido/" target="_blank">No post do Papo de Homem</a> eu disse e reiterei que os impostos para videogame eram exorbitantes, mas para iPad, iPhones e &#8220;ai ai ais&#8221; afins não. Por quê?</p>
<p align="justify">Videogame, como eu disse, é taxado pelo governo brasileiro como jogo de azar, como caça-níqueis e isso é injusto. Nisso sim, o pessoal da campanha Jogo Justo (campanha mais antiga, que não é do Felipe Neto) estão certos.</p>
<p align="justify">Mas veja, impostos de importação servem para  peneirar as importações. O governo analisa se um produto é bom para o país e verifica se a indústria nacional produz aquilo ou não.</p>
<p align="justify"><strong>Razões para o governo baixar os impostos de importação:</strong></p>
<p align="justify"><em>&#8211; O produto é essencial? Isto é, a maioria os cidadãos precisam deste produto?</em></p>
<p align="justify">iPad não é, então pararia aqui a questão da necessidade de baixar os impostos, mas vamos fingir que é essencial só por um momento, ok? <img src="https://s0.wp.com/wp-content/mu-plugins/wpcom-smileys/twemoji/2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p><em>&#8211; Se é essencial, existem indústrias nacionais que produzem esta mercadoria?</em></p>
<p align="justify"><em>&#8211; Se é essencial e existem indústrias que produzem a mercadoria, essas indústrias seriam afetadas pela onda de importações?</em></p>
<p align="justify">Olha que interessante, o governo verifica se tem indústrias nacionais que produzem o produto. Se essa nova onda de importações as afeta diretamente ou não. Se não afetar ele baixa, se afetar ele regula o preço de entrada ajustando as alíquotas. E se mesmo assim afetar muito ele mantém as alíquotas altas.</p>
<p align="justify">Por que eu fui contra que baixassem os impostos de importação para iPads e afins (exceto videogame) ? Pelo simples motivo de que é mais cômodo importar o produto do que criar uma indústria, gerar empregos e movimentar a economia local. Dá muito mais trabalho abrir uma indústria aqui do que só comprar lá fora, não acha? Porém o retorno para o país é melhor.</p>
<p align="justify"><em>Melhor do que dar dinheiro para EUA, Japão e China somente. </em>E não venha falar que se baixasse os impostos, importaríamos mais e assim se arrecadaria mais. Esse sim é um pensamento inocente, pois o mais importante é gerar empregos e movimentar a economia local. Assim governo ganha, sociedade ganha, fabricantes ganham. Se você só importa, você exclue a sociedade da divisão de benefícios.</p>
<p align="justify">Se o governo tivesse aberto <span style="text-decoration:line-through;">as pernas</span> o mercado para a indústria de eletrônicos, as indústrias não viriam para o Brasil por ser cômodo só importar. Hoje temos fábricas que montam <a href="http://macworldbrasil.uol.com.br/noticias/2011/09/13/ipad-brasileiro-chega-em-dezembro-diz-mercadante/" target="_blank">iPads, iPhones</a> e <a href="http://meiobit.com/92069/yes-microsoft-anuncia-xbox-fabricado-no-brasil/" target="_blank">Xboxs</a> (cadê você, hein Sony?) em solo nacional. Entendeu agora Felipe Neto?</p>
<p align="justify">Só pra não dar brechas para mimimis, eu sei que impostos de importação podem ser ruins também, vide o caso do aumento de IPI de importação para carros importados. A Jax Motors, a Chery e outros fabricantes de carros asiáticos estão arrebentando no mercado brasileiro com os seus carros baratos e bem melhores que os nacionais. O governo aumentou o IPI numa clara ação de protecionismo, que beneficiou empresas que são principais patrocinadoras de, cof cof, campanhas eleitorais. Enquanto isso, freio ABS lá fora é item de série, aqui ainda é artigo de luxo meus caros.</p>
<p align="justify">Parafraseando o professor Pasquale Cipro Neto: é isso.</p>
<p align="justify">[update: atualizei os valores das contas porque saiu uma <a href="http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/08/16/sony-corta-preco-do-ps3-para-250-dolares-veja-tambem-novidades-de-ps-vita-e-psp-na-gamescom.htm" target="_blank">notícia dizendo que o PS3 custa USD 250,00</a>. Claro sinal de que o pessoal tinha margem de lucro com folga pra reduzir o preço de venda. Isso me ajuda a chutar um valor mais &#8220;real&#8221;.]</p>
<p align="justify">[update 2: conta para <a href="http://www.precojustoja.com.br/preco-justo.php" target="_blank">iPad 64 Gb + 3G do Felipe Neto</a>]:</p>
<p align="justify">USD 500,00 (preço suposto do iPad)<br />
X      R$ 1,70  (taxa do dólar)<br />
X      78,76% (soma de alíquotas de impostos de importação)<br />
= R$ 1.519,46 (preço do iPad na alfândega brasileira)</p>
<p align="justify">Chuto que a Apple vendia para os revendedores entre R$ 1.900,00 e R$ 2.000,00, sendo que o preço final de venda era de R$ 2.400,00.</p>
<p align="justify">Lógico que tudo é chutômetro. Não tenho a menor ideia dos valores praticados para importação e revenda dos fornecedores citados. O intuito é só mostrar a parcela da conta do governo.</p>
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		<title>A melhor aula da minha vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gaudio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 13:41:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Passado]]></category>
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					<description><![CDATA[Professores têm uma tarefa digna e ao mesmo tempo ingrata por ser tão difícil durante a vida: transmitir conhecimento para o maior número de alunos, de diferentes níveis e com interesses diferentes. Para mim, uma coisa é certa: nossa visão arcaica, nos diz que se um aluno não aprendeu o conteúdo, a culpa é do &#8230; <a href="https://gaudio.wordpress.com/2011/09/28/a-melhor-aula-da-minha-vida/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">A melhor aula da minha&#160;vida</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Professores têm uma tarefa digna e ao mesmo tempo ingrata por ser tão difícil durante a vida: transmitir conhecimento para o maior número de alunos, de diferentes níveis e com interesses diferentes. Para mim, uma coisa é certa: nossa visão arcaica, nos diz que se um aluno não aprendeu o conteúdo, a culpa é do professor.</p>
<p align="justify">Nem sempre é. Claro que existem professores desmotivados, que estão lá só para cumprir tabela, no entanto, entre os &#8220;momentos mais gratificantes do mundo&#8221; está aquele em que você tem matéria com um professor bom. Aquele que tem o dom de ensinar.</p>
<p align="justify">As referências mais óbvias, claro, são do cursinho. Didática, brincadeiras e muitas, muitas risadas. E o caminhar do tempo fui percebendo que todos os professores que tive, tiveram suas importâncias particulares durante o período do meu aprendizado.</p>
<p align="justify">Faltam palavras para agradecer a minha professora Cecília da 1a. série do Fundamental que me elogiava nas redações e ditados. Sua incansável tarefa de me ensinar palavras que tinham cedilha tem efeito até hoje.</p>
<p align="justify">Aliás, eu tenho um respeito enorme por professores do ensino fundamental. Mais do que matéria, eles nos ensinam carácter, por meio de exemplos e atitudes. O que me faz lembrar da professora Marta de matemática do Ensino Fundamental que ficou comigo durante uma prova bimestral, enquanto a abertura da Copa do Mundo de 1994 acontecia e todo o colégio estava assistindo, menos eu. Ela me ensinou que eu sabia a matéria, só estava nervoso.</p>
<p align="justify">O professor Alexi de história me ensinou as duras verdades da vida, o professor Kyoji de matemática me ensinou a perseguir os meu sonhos e não ligar para o que os outros diziam. Coincidência ou não, professores de matemática sempre me elogiaram e me suportaram ao longo do meu aprendizado.</p>
<p align="justify">Lembro também da professora Dóris de química, que mais do que química me ensinou muito sobre a vida e me deu carinho, não só a mim como toda a classe,   no melhor estilo mãezona.</p>
<p align="justify">Com a minha entrada na Poli eu tive a sorte de conhecer um dos melhores professores de Cálculo da história: o Elói. Ele e sua aula dos &#8220;1oo limites&#8221;, 100 exercícios de limites que salvaram da DP grande parte da classe.</p>
<p align="justify">Já no Mackenzie eu tive a sorte de ter o melhor professor de Economia que alguém poderia ter, o Oscar. Carisma, vontade de dar aula, o cuidado de decorar o nome de mais de 60 alunos por classe e o carinho de condensar a matéria em forma de ditado numa forma que todos aprendessem mexem comigo até hoje. Se um dia eu me tornar um professor, com certeza o estilo de dar aula será bem parecido com o dele.</p>
<p align="justify">Lista enorme e que com certeza faltarão nomes, mas a todos eles eu agradeço por ser a pessoa que sou hoje e por ter tido a sorte de tê-los como professores nestes momentos da minha vida.</p>
<p align="justify">Mas enfim, longos parágrafos e até agora não disse qual foi a melhor aula da minha vida. Pois bem, para seguir o senso comum: foi no cursinho!</p>
<p align="justify">Anglo Tamandaré, 2004 noturno, primeira aula de Física B.</p>
<p align="justify">Os monitores caminham pela sala do Anglo e um deles leva consigo um projetor. Outro estica o telão para a projeção e mais um testa o som do microfone. 10 minutos de atraso e nada do professor.</p>
<p align="justify">De repente, apagam a luz e fecham a porta. Sala no escuro, gritaria, gemidos de sacanagem da turma do fundão fazem o ambiente se tumultuar, quando num milésimo de instante a porta se abre e fecha rapidamente e um vulto entra pisando duro no tablado madeira ecoando o som dos passos.</p>
<p align="justify">&#8211;<em>Que diabos está acontecendo aqui!? &#8211; </em>penso eu confuso pelo caos instalado.</p>
<p align="justify">Uma voz, que parece ser propagada pelos alto-falantes da sala diz:</p>
<p align="justify">&#8211; Hoje vocês irão testemunhar um dos maiores milagres do universo! Todos os segredos que envolvem esta maravilhosa dádiva dos céus: A LUZ! – e o projetor se liga num daqueles rompantes de coincidência orquestrada.</p>
<p align="justify">&#8211; Áudio 1, Áudio 2, Áudio 3 preparem-se! Vamos dar aos nossos alunos a melhor aula de ótica da vida deles. VAI!</p>
<p align="justify">&#8211; No princípio tudo era o CAOS. De repente, fez-se a LUZ! – a sala no escuro e somente o projetor ligado e quando o vulto que parece ser o professor, ao dizer LUZ, liga uma lanterna. Sim, uma lanterna dessas de pilha.</p>
<p align="justify">&#8211; A luz – prossegue o professor – se propaga em forma de feixe ou pincéis de luz – e começa a anotar na lousa os nomes dos feixes usando a lanterna como guia, e os CDFs mesmo no escuro começam a anotar. Ele percebe, aponta a lanterna para os CDFs como se fosse uma arma, os cegando, e grita:</p>
<p align="justify">&#8211; LARGUEM AS APOSTILAS! NÃO É PRA ANOTAR NADA! É para prestar a atenção! Vamos usar as apostilas apenas no final do mês quando dermos todas as aulas.</p>
<p align="justify">Como assim? Esse professor é louco? &#8211; pensei eu. Tem mais de dez aulas nessa apostila e esse louco que dar 10 aulas de uma só vez?</p>
<p align="justify">E ele deu. Foram semanas com aulas dadas no escuro e apenas a luz de uma lanterna e de um projetor para enxergamos o que havia na lousa. Fenômenos óticos eram reproduzidos ali mesmo, sob a luz de uma lanterna. Aquários, prismas, lasers, pó de giz e uma lanterna. Não conhecíamos o rosto do professor. Só conhecíamos sua potente voz e o seu nome Ricieri, que era escrito pelos monitores na lousa no início da noite.</p>
<p align="justify">Por semanas foram repetidos os mantras dos fenômenos e jargões óticos. E que quando a matéria parecia terminar, um dos Áudios (nome característico dos monitores do professor) errava o &#8220;timing&#8221; e numa dessas coincidências orquestradas “pelo destino”, digo, pelo professor, o conteúdo era novamente repassado.</p>
<p align="justify">&#8211; Não acredito, Áudio 3! Você só precisava apertar o botão do slide no momento certo! Só isso! Por sua culpa, teremos que começar tudo de novo! Do início, VAI! – e a classe bufava por ter que repetir tudo pela milésima vez com o professor.</p>
<p align="justify">&#8211; No princípio tudo era o CAOS, de repente fez-se a LUZ …</p>
<p align="justify">Obrigado Ricieri por tudo o que hoje eu sei de física e por ter me ajudado a entrar na Poli.</p>
<p align="justify">P.S.: Ricieri é professor do ITA e vinha de São José dos Campos para São Paulo todos os dias para dar aula para a turma do noturno do Anglo como forma de retribuição, pois foi lá que ele teve condições de entrar em Física na USP.</p>
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