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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8189009</atom:id><lastBuildDate>Mon, 20 May 2013 02:21:24 +0000</lastBuildDate><category>viajando</category><category>cinema livro tv web</category><category>promoção</category><category>especiais</category><category>memórias e desabafos</category><category>receitas</category><category>no espírito santo</category><category>em são paulo</category><category>de comer</category><category>de beber</category><category>o que estamos lendo</category><title>Apetite</title><description>I eat merely to put food out of my mind. ~ N.F.Simpson</description><link>http://www.apetite.info/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>274</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><feedburner:info uri="apetite" /><feedburner:emailServiceId>apetite</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/feedburner/DvEc" /><feedburner:info uri="feedburner/dvec" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId>feedburner/DvEc</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-6293037558745820184</guid><pubDate>Fri, 03 May 2013 12:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-03T09:51:31.125-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Análise de placar</title><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-241320wIHN8/UYOyiE6ngUI/AAAAAAAABAE/6JtEW-GPYvI/s1600/Screen+Shot+2013-05-03+at+9.50.29+AM.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="291" src="http://1.bp.blogspot.com/-241320wIHN8/UYOyiE6ngUI/AAAAAAAABAE/6JtEW-GPYvI/s320/Screen+Shot+2013-05-03+at+9.50.29+AM.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fonte: revista Alfa&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Se o Brasil joga final conta a França, por exemplo, não há dúvidas de que vá ganhar. Somos patriotas desse jeito. Jamais passa por nossa cabeça que o NOSSO time vai perder, mesmo que seja tecnicamente inferior, que a campanha não seja das melhores.
&lt;br /&gt;
O mesmo acontece em eventos não esportivos, quando o clima de “já ganhou” também atende a argumentos menos objetivos. Como na revelação da lista San Pellegrino World’s 50 Best Restaurants, promovida pela revista inglesa Restaurant e revelada na última segunda-feira. Todo mundo achava que o DOM de Alex Atala – que pulou de sétimo para quarto no ano passado – ia emplacar o topo da votação. E aí – surpresa! – ele foi para o sexto.
            &lt;br /&gt;
Atala é um grande representante da nova cara que o Brasil quer ter: além da imagem de amável e divertido, o país quer ser arrojado, inovador, usar seu bom humor para complementar as demais vocações nacionais. E não vê-lo ganhar é um pouco como perder o título na cara do gol.
&lt;br /&gt;
Mas Atala tinha mesmo chance? Será que merecia mais que os irmãos Roca? O trio que finalmente ganhou o título depois de oscilar por anos com seu restaurante El Celler de Can Roca nas medalhas de prata e bronze. E isso apesar de seu trabalho consistentemente elogiado mundo afora e de sua afinidade com a cozinha de Ferran Adrià, o ex-líder do campeonato. Tivemos chance mesmo?
&lt;br /&gt;
O fato é que  estamos lá, no top 10 do prêmio mais respeitado da atualidade. O World’s 50 Best está de olheiro nas categorias de base, enquanto a era dos figurões, ou seja, dos importantes guias de gastronomia, já brilhou com mais força. Gambero Rosso e Gault-Millau focam apenas nas suas regiões, e mesmo Michelin e Zagat, mais “internacionais”, olham para diferentes países de forma isolada, sem integração entre os resultados.
Comendo pelas beiradas, o prêmio patrocinado conseguiu mais de 900 representantes mundo afora, fazendo um retrato global das tendências gastronômicas. &lt;br /&gt;
Defeitos à parte – como o fato de seus colaboradores não precisarem comprovar visita ao restaurante, o que pode implicar em voto motivado por fama ou jabá – o olhar mais amplo é celebrado e bem-vindo. Afinal, foi só assim para ele vir para o nosso lado.
&lt;br /&gt;
O sexto lugar não é um rebaixamento para Atala. Ter o sexto melhor restaurante do mundo não é pouca coisa, principalmente em um país que apenas há pouquíssimo tempo começou a entender o papel cultural da gastronomia.
&lt;br /&gt;
Mas fica como um recado: não é porque estamos pertinho de receber Copa e Jogos Olímpicos que o Brasil vai subir nos rankings por osmose. Precisamos nos manter criativos, competentes e comunicativos. Aí o primeiro lugar vai querer falar português.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/pScxr8Ds1rw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/pScxr8Ds1rw/analise-de-placar.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-241320wIHN8/UYOyiE6ngUI/AAAAAAAABAE/6JtEW-GPYvI/s72-c/Screen+Shot+2013-05-03+at+9.50.29+AM.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2013/05/analise-de-placar.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/sKjCgCj-xM8/analise-de-placar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-6279596236002989562</guid><pubDate>Fri, 22 Feb 2013 11:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-22T08:00:00.099-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">em são paulo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Comendo fora</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4CRCgNNiC84/USO5TSH0VhI/AAAAAAAAA_g/PN2DarPaqKM/s1600/le-diner-blanc1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://2.bp.blogspot.com/-4CRCgNNiC84/USO5TSH0VhI/AAAAAAAAA_g/PN2DarPaqKM/s320/le-diner-blanc1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Sair para comer em restaurante, quem diria, já não é suficiente. A vontade de se divertir por meio da alimentação criou destinos para almoços e jantares sem formalidade, periodicidade e… paredes.&lt;br /&gt;
Um exemplo é o &lt;a href="http://dinerenblanc.info/" target="_blank"&gt;Dîner en Blanc&lt;/a&gt;, evento que surgiu em Paris em 1988 como um piquenique chique. Para comemorar que estava de volta ao país depois de uma longa temporada, François Pasquier pediu que os amigos se vestissem de branco e o encontrassem para celebrar com uma refeição no parque Bois de Boulogne.&lt;br /&gt;
Deu tão certo que até hoje grupos de endinheirados vestidos de branco surgem com mesas, cadeiras, utensílios e, claro, comida e bebida para almoçar em locais públicos em 12 países em todos os continentes, como esse aí da foto. Para participar, é escolher o país, fazer a inscrição online e esperar a sua vez.&lt;br /&gt;
O &lt;a href="http://outstandinginthefield.com/" target="_blank"&gt;Outstanding in the Field&lt;/a&gt;, nascido norte-americano em 1999, tem outra proposta. A ideia das refeições ao ar livre em locais bucólicos é valorizar os ingredientes locais e colocar cozinheiros e comensais em contato com os produtores.&lt;br /&gt;
E o Brasil está dentro! O Outstanding in the Field tem sua versão local, batizada de &lt;a href="http://www.gastronomadebrasil.com/" target="_blank"&gt;Gastronômade&lt;/a&gt;, e uma agenda cheia para março.
A lista começa com a chef Roberta Sudbrack, que cozinha sob as nuvens no dia 2 em Mangaratiba (RJ). Em Brasília (DF) tem evento dia 9, com o chef William Chen Yen. No dia seguinte quem faz o almoço é Felipe Rameh, dessa vez em Betim (MG). Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo também estão na lista, e os locais escolhidos para a refeição incluem jardim botânico, resort e fazenda.&lt;br /&gt;
E tem também o &lt;a href="http://www.fechadoparajantar.com.br/" target="_blank"&gt;Fechado para Jantar&lt;/a&gt;, que acontece em São Paulo. Segundo o chef Raphael Despirite, o inventor de moda, o evento é o meio termo entre um jantar de restaurante e uma festa em casa.&lt;br /&gt;
A cada mês, o endereço muda. Já foram cenário um apartamento no centro da cidade, o Centro de Cultura Judaica e o Estúdio Bola. O próximo acontece em 27 e 28 de fevereiro e 1 de março no Centro Internacional de Teatro Ecum.&lt;br /&gt;
E aí, aonde vamos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/zGhkCHaw_JA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/zGhkCHaw_JA/comendo-fora.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-4CRCgNNiC84/USO5TSH0VhI/AAAAAAAAA_g/PN2DarPaqKM/s72-c/le-diner-blanc1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2013/02/comendo-fora.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/8_1q-Kvf690/comendo-fora.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-2940679772092032145</guid><pubDate>Fri, 25 Jan 2013 01:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-01-24T23:30:00.888-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Punta</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pgIcoVSKJyQ/UQGKFIIZKSI/AAAAAAAAA-4/_CaSND_jzPs/s1600/Screen+Shot+2013-01-24+at+5.23.08+PM.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-pgIcoVSKJyQ/UQGKFIIZKSI/AAAAAAAAA-4/_CaSND_jzPs/s320/Screen+Shot+2013-01-24+at+5.23.08+PM.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;A capital do Mercosul é Montevidéu, capital também do Uruguai. Mas, no verão, esse título tinha que ir para Punta del Este, que fica a cerca de 130 quilômetros da oficial. Basta olhar as placas dos carros para entender: além dos uruguaios, há argentinos e brasileiros por todos os lados.&lt;br /&gt;
A atração exercida pelo balneário nos vizinhos é explicada pela beleza das praias e pelo estilo de vida &lt;i&gt;relajado&lt;/i&gt; e animado. Imagine poder acordar lá pelas 14 horas, almoçar duas horas depois, ficar na praia até às 20, 21 horas e jantar às 23, partindo em seguida para baladas que não acabam junto com a noite. Tudo isso rodeado de gente que esbanja charme, sotaque e dinheiro.&lt;br /&gt;
Mas tudo que é bom custa caro, então Punta custa muito. E a regra vale para tudo, do albergue ao hotel chique, do cafezinho ao jantar no point da moda.
O jeito é ganhar uma graninha no cassino Conrad ou buscar alternativas para não ir à falência com sotaque.&lt;br /&gt;
Tem churros no Manolo (Calle 29 com Gorlero), por exemplo. Pode ser recheado com o ótimo doce de leite uruguaio, com creme ou chocolate. Pode também ser puro, minha preferência por ser menos doce mas não menos delicioso. Vale a fila.&lt;br /&gt;
Se você gosta da sorveteria Freddo, prepare seu coração para a Volta (Ruta 10 com Maldonado) e a Arlecchino (Gorlero, 612). Há vários sabores bons, mas o &lt;i&gt;dulce de leche tentación&lt;/i&gt; é meu escolhido: sorvete de doce de leite misturado com doce de leite in natura. O que que eu estava falando sobre preferir coisas menos doces mesmo?&lt;br /&gt;
Mas tem um programa que todo mundo deve fazer, independentemente do recheio da carteira. É catar uma medialuna calientita na padaria, levar para a praia e conferir o pôr do sol mais inacreditável que eu já vi nessa vida. Além de maravilhoso, o espetáculo é de graça e diário. Quer melhor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/BIwLYCV1in0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/BIwLYCV1in0/punta.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-pgIcoVSKJyQ/UQGKFIIZKSI/AAAAAAAAA-4/_CaSND_jzPs/s72-c/Screen+Shot+2013-01-24+at+5.23.08+PM.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2013/01/punta.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/BPIEB2zJWr0/punta.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-4491535470218120642</guid><pubDate>Fri, 21 Dec 2012 02:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-12-21T00:06:01.112-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">memórias e desabafos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Os Maias</title><description>Se os Maias estiverem certos essa é a última vez que vamos nos falar. A última vez que você lê jornal. O último acesso à internet. Em algum momento até o fim do dia o mundo acaba. E era isso.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;O medo do fim do mundo faz a gente um tanto mais inconsequente. Mais disposto a tomar banho de chuva, a pegar um empréstimo, a comprar o novo iPhone, a comer além do limite (eu já devorei uns três quindins de Pelotas por conta). Ficamos mais no clima de encontrar os entes queridos, semi-queridos, os conhecidos em geral. Nunca soube de um fim de ano com tanta festa da firma, amigo secreto/oculto/x, dois turnos de happy hour. Uma ânsia coletiva de colocar os olhos pela última vez em quem teve importância por um minuto desses da vida.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;E se estamos tão fáceis, generosos e nostálgicos, alguém vai querer tirar vantagem.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;As vizinhanças dos Maias capricharam nas campanhas pega-turista e colocaram água no feijão, no milho e na pimenta. A Guatemala investiu mais de 8 milhões de dólares na esperança de receber 200 mil estrangeiros. O México espera 80 milhões de turistas com shows e jantares festivos, além de um sorteio especial da loteria federal com prêmio equivalente a R$ 1,3 milhão. Haja guacamole!&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;O T.G.I. Friday’s americano organizou festas regadas a Margaritas Maias em todas as suas unidades, com costelinhas de porco para acompanhar. Prova de que não sou só eu que saí da dieta diante do fim do mundo. E se os Maias estiverem certos, vou sair dessa com fome?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Dizem que eles estão errados, que esse negócio de fim do mundo é besteira. A Nasa escalou o cientista David Morrison para confrontar a teoria de que a Terra acabará subitamente. Segundo ele, será um fim arrastado, uma agonia lenta que destruirá tudo e todos de pouquinho em pouquinho. Ou seja, não há nada a temer. Por hoje.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EUuxxDs7AGw/UNEhKdBm6YI/AAAAAAAAA-Q/WKs4UXjDy2I/s1600/Captura+de+Tela+2012-12-19+a%CC%80s+00.04.40.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://2.bp.blogspot.com/-EUuxxDs7AGw/UNEhKdBm6YI/AAAAAAAAA-Q/WKs4UXjDy2I/s320/Captura+de+Tela+2012-12-19+a%CC%80s+00.04.40.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Mas tem uma coisa que me incomoda. No fim d’Os Maias, romance de Eça de Queirós, Carlos da Maia e João da Ega têm sua derradeira conversa existencial - e batem o martelo sobre a “teoria definitiva da existência” - em meio a lamentos sobre um grande prato de paio com ervilhas que esqueceram de encomendar para o jantar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Não sei vocês, mas para mim isso parece um sinal. E se os Maias estiverem certos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/Q6PFDZQWpts" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/Q6PFDZQWpts/os-maias.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-EUuxxDs7AGw/UNEhKdBm6YI/AAAAAAAAA-Q/WKs4UXjDy2I/s72-c/Captura+de+Tela+2012-12-19+a%CC%80s+00.04.40.png" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/12/os-maias.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/YUW-7CTMhtQ/os-maias.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-2297465081223041275</guid><pubDate>Fri, 30 Nov 2012 08:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-11-30T06:30:06.804-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de beber</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Canadá comestível</title><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-q2XmsZUaLgU/ULVgkmnaP5I/AAAAAAAAA9w/rPlinJ6VcUI/s1600/Captura+de+Tela+2012-11-27+a%CC%80s+22.53.18.png" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="209" src="http://2.bp.blogspot.com/-q2XmsZUaLgU/ULVgkmnaP5I/AAAAAAAAA9w/rPlinJ6VcUI/s320/Captura+de+Tela+2012-11-27+a%CC%80s+22.53.18.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fotos: divulgação&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Quando pensa no Canadá qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? Se não é comida - no mínimo o delicioso maple syrup, que perde atratividade na tradução xarope de bordo - talvez seja hora de olhar com mais carinho para o norte. Falei brevemente dele na semana do &lt;a href="http://www.apetite.info/2012/11/comida-americana.html" target="_blank"&gt;Semana Mesa São Paulo&lt;/a&gt;, mas ainda tinha mais para contar.&amp;nbsp;O governo canadense vem fazendo de tudo para chamar sua atenção, não sei se já notou. Te quer nas suas próximas férias, seja você um adulto interessado em aprender inglês, um viciado em adrenalina, um adolescente em busca de intercâmbio no high school ou a metade de um casal apaixonado.&lt;br /&gt;
Para agradar a todo mundo, a Comissão Canadense de Turismo criou a Signature Experience Collection, experiências turísticas que só podem ser colecionadas com o visto canadense no passaporte. Tem visitas a paisagens lindíssimas, noites em quartos-iglu, rafting, safáris com ursos, trenós com cachorros, Aurora Boreal, além de luxuosos/emocionantes/bucólicos passeios de trem/canoa/teleférico. 
E tem mais de comer e beber do que se pode imaginar.&lt;br /&gt;
O governo canadense não é bobo, e anda de olho também na nossa laia, os típicos comilões que não arrumam a mala sem antes pesquisar restaurante da moda, boteco que só os locais frequentam e guloseimas imperdíveis.&lt;br /&gt;
Há dois roteiros para enófilos. Lá na região dos vinhos de Ontário dá para visitar a Vinícola Inniskillin e suas videiras que aguentam frio de oito graus negativos para gerar o vinho de sobremesa Icewine e, claro, degustar diversas safras. Também é possível fazer um tour mais amplo que inclui outras quatro vinícolas e um estratégico carro com motorista. 
&lt;br /&gt;
Para os mais urbanos, há roteiros para visitar os points gastronômicos de Quebec com um legítimo franco-canadense de guia e para acompanhar chefs de cozinha ao Mercado Público de Granville Island, em Vancouver.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rliguYpcWTs/ULVe5bKVT2I/AAAAAAAAA9o/O3o7OCGF2Ig/s1600/Captura+de+Tela+2012-11-27+a%CC%80s+22.45.29.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" src="http://4.bp.blogspot.com/-rliguYpcWTs/ULVe5bKVT2I/AAAAAAAAA9o/O3o7OCGF2Ig/s320/Captura+de+Tela+2012-11-27+a%CC%80s+22.45.29.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rliguYpcWTs/ULVe5bKVT2I/AAAAAAAAA9o/O3o7OCGF2Ig/s1600/Captura+de+Tela+2012-11-27+a%CC%80s+22.45.29.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;E o símbolo maior do Canadá, o maple syrup, também marca presença. De fevereiro a abril o roteiro Doce Natural leva para extrair delícias de bordos anciãos que moram perto de Montreal. Depois você pode descobrir que o xarope transcende as panquecas e vai bem com bacon canadense, presunto, linguiça ou tourtière, uma torta de carne da região de Quebec.&lt;br /&gt;
Mais versátil do que parece, assim como seu país de origem. Quem diria...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/AJ9dROtUIZo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/AJ9dROtUIZo/canada-comestivel.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-q2XmsZUaLgU/ULVgkmnaP5I/AAAAAAAAA9w/rPlinJ6VcUI/s72-c/Captura+de+Tela+2012-11-27+a%CC%80s+22.53.18.png" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/11/canada-comestivel.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/SF2IgH5PImA/canada-comestivel.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-5003999467825427155</guid><pubDate>Fri, 16 Nov 2012 10:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-11-16T08:53:00.272-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">especiais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">em são paulo</category><title>Comida americana</title><description>Tão iguais e tão diferentes: os povos americanos subiram ao palco do congresso Mesa Tendências 2012 , que seguiu o tema proposto para a 9ª edição do &lt;a href="http://www.semanamesasp.com.br/" target="_blank"&gt;Semana Mesa SP&lt;/a&gt;: “Descobrindo as Américas: seus ingredientes e sua cultura”. Ao trazer convidados de diferentes partes do continente, o evento proporcionou uma interessante reflexão sobre os pontos que temos em comum e o quão estrangeiros podemos ser para nossos vizinhos mais próximos.&lt;br /&gt;
O antropólogo Raul Lody mostrou a coincidência da presença dos tamales - massas de grãos e leguminosas embrulhadas em folhas e cozidas no vapor - em quase toda a América. No Brasil, a técnica está presente no abará (massa de feijão fradinho em folha de bananeira), acaçá (milho em folha de bananeira) e na pamonha, feita com massa e folha de milho.&lt;br /&gt;
Nossa dupla arroz com feijão, presente diariamente em mesas de norte a sul do país, também aparece na cozinha creole do sul dos Estados Unidos. O chef Sean Brock apresentou o Hoppin' John, arroz e feijão com inspiração africana e soul norte-americana.&lt;br /&gt;
E se os brasileiros originais processavam a mandioca para fazer farinha, o chef John Higgins conta que os canadenses repetiam o processo com a casca do bordo: a árvore oferece o maple syrup, que permanece firme na dieta local mesmo após inúmeros movimentos migratórios e influências culturais. Familiar, não?&lt;br /&gt;
Mas ao mesmo tempo em que identificamos tais parentescos fica difícil ignorar os anos-luz de distância que nos separam dos vizinhos. No palco do Tendências, cozinhar com espécies endêmicas foi comum entre chefs peruanos, chilenos e argentinos. Infelizmente, a maioria das receitas não pode ser repetida por aqui em função dos ingredientes, que são injustamente mais estrangeiros que os apresentados por profissionais franceses, italianos e até australianos que participaram das edições anteriores do evento.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3Qi-NyWWvQ4/UJ1CzBKokiI/AAAAAAAAA9E/XUHEx2Y3NXw/s1600/Felipe+e+Thiago+Castanho.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-3Qi-NyWWvQ4/UJ1CzBKokiI/AAAAAAAAA9E/XUHEx2Y3NXw/s320/Felipe+e+Thiago+Castanho.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Mas o pior foi sentir a mesma sensação de estranheza diante dos chefs Felipe e Thiago Castanho, de Belém. A terra do açaí olha torto para nosso hábito de comê-lo doce, com granola e banana. "Comer açaí com fruta é como misturar manga com leite para o paraense", explica Thiago. Ali ele é consumido in natura com peixe e farinha de mandioca.&lt;br /&gt;
Como ultrapassar as distâncias e aproximar irmãos e hermanos? Buscar inspiração para a gastronomia pode ser uma jornada mais complicada do que deveria quando olhamos apenas para o outro distante. Dar o mesmo tratamento às referências que vêm de perto enriquece a oferta e faz do hábito do comer – sempre igual e sempre diferente – um aprendizado e um prazer. E para isso que estamos aqui, certo? 


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/cB0thxcCEeo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/cB0thxcCEeo/comida-americana.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-3Qi-NyWWvQ4/UJ1CzBKokiI/AAAAAAAAA9E/XUHEx2Y3NXw/s72-c/Felipe+e+Thiago+Castanho.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/11/comida-americana.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/w3iDdkNDWSk/comida-americana.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-6860082987061311945</guid><pubDate>Fri, 02 Nov 2012 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-11-02T08:00:11.053-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">em são paulo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Zona cerealista</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DXYEmknQjwA/UJAPpSE4vuI/AAAAAAAAA8g/ZQE_12Y2iwk/s1600/Screen+Shot+2012-10-30+at+3.33.45+PM.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-DXYEmknQjwA/UJAPpSE4vuI/AAAAAAAAA8g/ZQE_12Y2iwk/s320/Screen+Shot+2012-10-30+at+3.33.45+PM.png" width="182" /&gt;&lt;/a&gt;Fui passear há alguns dias pela zona cerealista de São Paulo. Já tinha ido visitar, mas o convite do &lt;a href="http://www.madameaubergine.com.br/" target="_blank"&gt;Madame Abergine Atelier de Cozinha&lt;/a&gt; e do &lt;a href="http://www.madameaubergine.com.br/" target="_blank"&gt;ARQ!BACANA&lt;/a&gt; era impossível de recusar: um chef (Rildo Gonçalves) e um guia que sabe tudo sobre a cidade (Laércio Cardoso) iam mostrar o lado desconhecido e bem guardado do parente tímido do Mercadão.&lt;br /&gt;
Sem pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela, a zona cerealista ficou à sombra do vizinho ilustre desde a reforma de 2004, que transformou o prédio em ponto turístico. De olho no filão aberto pelo Mercadão, aos poucos os lojistas repaginaram os antigos armazéns que vendiam cebolas e cereais no atacado, criando espaços confortáveis para o consumidor final sem inflar os preços como o precursor do movimento.&lt;br /&gt;
Se a 25 de março é o paraíso das bijuterias e muambas em geral, a Rua Santa Rosa e adjacências fala alto ao coração dos comilões, desde os naturebas até os gourmets.&lt;br /&gt;
Os importados – queijos, vinhos, azeites, chocolates e presunto curado, entre outros – habitam a Casa Flora e o Laticínios Camanducaia. Os produtos árabes estão na Tio Ali, que tem uma super máquina que mói gergelim para fazer tahine na hora. Na rua Professor Eurípedes Simões de Paula o negócio são os temperos, com destaque para pimentas de todos os tipos.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-tmIVBuvQsdU/UJAPqWoqRAI/AAAAAAAAA8o/NQin-gwPD4M/s1600/Screen+Shot+2012-10-30+at+3.33.52+PM.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="http://4.bp.blogspot.com/-tmIVBuvQsdU/UJAPqWoqRAI/AAAAAAAAA8o/NQin-gwPD4M/s200/Screen+Shot+2012-10-30+at+3.33.52+PM.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Para quem sentir falta de fazer estripulias no atacado, eu recomendo escapar até o fim da Santa Rosa. Ali, no Largo do Pari, está um centro de distribuição de coco verde: dá para encher o porta-malas do carro com dinheiro que não compraria meio sanduíche de mortadela. À direita, no antigo pátio de manobras da estação ferroviária, há hortaliças e frutas no atacado. O Rildo nos levou lá no pátio interno, onde por R$ 2 comprei um maço de alecrim que vai durar até a terceira geração.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WB9f4JHHKs4/UJAPosIvd6I/AAAAAAAAA8Y/VnzywyjwclI/s1600/Screen+Shot+2012-10-30+at+3.33.28+PM.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-WB9f4JHHKs4/UJAPosIvd6I/AAAAAAAAA8Y/VnzywyjwclI/s200/Screen+Shot+2012-10-30+at+3.33.28+PM.png" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;Grãos e castanhas ficam na Santa Rosa e Mercúrio. Cerealista Helena, Empório Roots, Armazém Santa Filomena e Casa de Saron têm estoques a perder de vista e funcionários bem prestativos. Ah, e se disseram que faz bem à saúde no Globo Repórter, eles têm, incluindo quilos da santíssima trindade linhaça, quinoa e chia.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;O Laércio ensinou o Empório Santa Fé costuma ficar mais vazio, uma boa dica para manhãs de sábado. Mas nem nesse dia o movimento se compara com o do Mercadão, cuja fila e os preços quase não justificam mais a visita. De agora em diante, é lá que eu vou levar meus turistas.



&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/FHNisKlGDH0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/FHNisKlGDH0/zona-cerealista.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-DXYEmknQjwA/UJAPpSE4vuI/AAAAAAAAA8g/ZQE_12Y2iwk/s72-c/Screen+Shot+2012-10-30+at+3.33.45+PM.png" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/11/zona-cerealista.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/LiLX8o1efaw/zona-cerealista.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-3746952517483062647</guid><pubDate>Fri, 05 Oct 2012 11:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-10-05T09:57:34.113-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de beber</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">em são paulo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Boteco espanhol</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-n5gw1hdwOj8/UG7T457iIBI/AAAAAAAAA78/aq3_D2QiEZ0/s1600/Screen+Shot+2012-10-05+at+9.34.08+AM.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-n5gw1hdwOj8/UG7T457iIBI/AAAAAAAAA78/aq3_D2QiEZ0/s320/Screen+Shot+2012-10-05+at+9.34.08+AM.png" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mais que a tourada, que a
paella, que as castanholas: talvez o que haja de mais emblemático na Espanha
sejam os botecos. Espalhados pelo país, mas especialmente concentrados em
Madri, os estabelecimentos dedicados à bebedeira costumam ser simples, antigos,
lotados, barulhentos e baratos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quando chega o verão
de lá, como o nosso aqui já se anuncia, esses bares começam a ficar mais e
mais cheios a cada minuto, com espanhóis e turistas em brigas de cotovelo por
um canto do balcão e a próxima dose de clara (cerveja com suco ou refrigerante
de limão) e tinto de verano (vinho + água com gás). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Em São Paulo, o melhor representante da espécie é o&amp;nbsp;Maripili &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(rua Alexandre Dumas, 1152&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;). &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Lugar bom e barato na capital paulista é sinônimo de fila de espera. Ali, onde come-se e bebe-se bem (e muito) dentro de dois dígitos, a fila começa na sexta no happy hour e parece só terminar no domingo à tarde. 

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A boa notícia é que vale a pena. O Maripili é pequeno, pouco hype e com volume baixo, mesmo quando lotado e com a TV ligada. Nada parecido com os bares de tapas da moda. Esse, para mim, é o melhor elogio que alguém pode fazer.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quem não quer lotação vai gostar do almoço. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nesse horário, durante a semana, o Maripili é (quase) só seu. Dá para escolher entre as 10 mesinhas e ficar calmamente analisando os cardápios - o fixo e da lousa, que muda de vez em quando.

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tem porções de embutidos, revuelto de setas (ovos mexidos com shiitake) e pratos como callos, a buchada cheia de páprica que não parece nem parente da que costumamos comer no Brasil; ou salpicón de mariscos, quando mexilhões, polvos e camarões são cozidos e depois afogados em azeite com cebola e pimentão.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nXpd-dL2mck/UG7T64cXIAI/AAAAAAAAA8E/WjZ8I-bVrik/s1600/Screen+Shot+2012-10-05+at+9.34.20+AM.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="219" src="http://4.bp.blogspot.com/-nXpd-dL2mck/UG7T64cXIAI/AAAAAAAAA8E/WjZ8I-bVrik/s320/Screen+Shot+2012-10-05+at+9.34.20+AM.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nunca ignore a tortilla de batatas, bem molhadinha. 

Se estiver calor, gazpacho: tomate, azeite, gelo, pão, nenhuma necessidade de mastigar. Nada poderia ser mais perfeito nessa vida. &amp;nbsp;E não fica atrás o pão com jamón, que é tostado e besuntado de alho e molho de tomate fresco antes de ganhar fatias finas do presunto curado espanhol cortadas na hora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ultimamente não tenho conseguido superar o apelo do rabo de toro, a rabada perfumada com canela, noz-moscada e páprica doce. Nessa hora a cesta de pão onipresente nas mesas precisa ganhar um refil para raspar o molho do prato.

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quando a saudade da Espanha pintar, estarei
lá. Topando até dividir tortilla e brigar de cotovelo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/wiBLl4s2zYY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/wiBLl4s2zYY/boteco-espanhol.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-n5gw1hdwOj8/UG7T457iIBI/AAAAAAAAA78/aq3_D2QiEZ0/s72-c/Screen+Shot+2012-10-05+at+9.34.08+AM.png" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/10/boteco-espanhol.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/AvpjvHeh65s/boteco-espanhol.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-5858893485764665583</guid><pubDate>Fri, 21 Sep 2012 11:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-09-21T08:30:03.738-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de beber</category><title>Dia de Guinness</title><description>&lt;a href="http://www.brandchannel.com/home/image.axd?picture=2011%2F3%2Fguinness_is_good_for_you_332x500.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://www.brandchannel.com/home/image.axd?picture=2011%2F3%2Fguinness_is_good_for_you_332x500.jpg
" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 0px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;
Semana que vem, prepare seu estoque de Guinness, porque vai ser dia de beber. Todos os dias, aliás, são tão bons quanto. Mas há um dia especial que obrigatoriamente não poderá passar sem Guinness: Arthur's Day. Nesse ano, a festa que comemora o aniversário da amarga e encorpada cerveja preta irlandesa acontece em dose dupla, em 27 e 28 de setembro.&lt;br /&gt;
Nestes dias Dublin, capital da Irlanda e da bebida, explode em festa para homenagear o bendito momento em que Arthur Guinness apostou que podia viver de fazer cerveja.&lt;br /&gt;
Em 1759 Arthur resolveu ser cervejeiro profissional e alugou o local onde fica a fábrica da Guiness por nove mil anos. Isso é que é confiar no seu taco, eu diria. Além de visionário e corajoso, aposto que o tal Guinness tinha corpo fechado e era devoto abençoado por Saint Patrick, santo padroeiro da Irlanda, que diz a lenda era chegado num copinho.&lt;br /&gt;
Dentro de cada Guinness tem malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura. Seu processo de preparação leva duas semanas do grão ao boteco (pub, na verdade) ou supermercado: uma teconologia inovadora permite o envase do chope.&lt;br /&gt;
Servir um belo pint – copão com quase 500 ml - é uma arte levada muito a sério em toda o Reino Unido. O tempo padrão para formar um bom servidor de Guinness é de cinco anos. Isso porque não é só colocar no copo: tem que encher um pouquinho, deixar assentar, colocar o colarinho cremoso, processo que deve demorar 119 segundos. Uma arte repetida mais de 10 milhões de vezes todos os dias mundo afora.&lt;br /&gt;
E quer saber da maior? Guinnes faz bem para você. Cientistas da Universidade de Wisconsin nos Estados Unidos descobriram que a cerveja diminui o colesterol ruim e colabora com a saúde das artérias.&lt;br /&gt;
Ou seja, não tem desculpa. Se não puder comparecer à festança na semana que vem (eu aguardo um patrocínio com a &lt;a href="http://www.guinness.com/en-row/arthurs-day/" target="_blank"&gt;programação&lt;/a&gt; na mão), passe no pub local ou supermercado, coloque já o seu broche "kiss me, I'm irish" e saia por aí com uma Guinness na mão. Vão achar que você é doido, mas é aí que você bebe mais um gole. A Guinness jamais vai deixar você se sentir mal...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/fq8VyHvUypQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/fq8VyHvUypQ/dia-de-guinness.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/09/dia-de-guinness.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/VebGwhtesAA/dia-de-guinness.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-6506736525399629137</guid><pubDate>Fri, 14 Sep 2012 20:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-09-14T17:32:56.250-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">memórias e desabafos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><title>Primavera</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_x4HRxnNuqb8/TJrVcZ7B6WI/AAAAAAAAAug/9AeJ6A2ZfC8/s1600/1411365796_d57c75b833_b.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://3.bp.blogspot.com/_x4HRxnNuqb8/TJrVcZ7B6WI/AAAAAAAAAug/9AeJ6A2ZfC8/s200/1411365796_d57c75b833_b.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O caminho está pontilhado de amoras. As pitangas já estão ameaçando cair, e logo formarão a segunda camada de cobertura da calçada. Quando a rua vira assim uma receita de bolo e a gente começa a imprimir manchas de frutinhas no tapete significa uma coisa: lá vem a primavera.&lt;br /&gt;
Eu não percebia essa mudança de estações. Morando no Espírito Santo, cresci ouvindo a piada que temos quatro estações bem definidas: verão, chuva, vento sul e Pedro Nolasco.&lt;br /&gt;
Até que um dia, morando em Barcelona, vi a primavera chegar. Desligada do calendário, saí de casa e vi mesas na calçada. No intervalos entre café e café, um mar de ambulantes espalhando pelo chão sua coleção de bolsas Prada falsificadas. As pessoas estavam mais sorridentes e menos encapotadas. O ar fresquinho e o sol tímido eram os mesmos do dia anterior, mas alguma coisa tinha mudado.&lt;br /&gt;
Depois disso passei a reparar nas sutilezas que indicam que o tempo está passando lá fora. Até aqui, onde isso "não existe". Surge uma verdura no supermercado que, na semana passada, não estava ali. Um peixe saudoso na banca da feira. Uma promoção diferente no caminhão de fruta que, pontualmente, cruza a minha rua aos sábados, 16 horas. Somem os fondues e as sopas, voltam as saladas.&lt;br /&gt;
Meio ansiosamente, a presença do panetone na gôndola confirma a suspeita de que o tempo está passando rápido demais. Já estamos em setembro, veja só. Mas faz parte. E logo, com um pouco de sorte, vai ser inverno outra vez!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/4SEoUkbdHdQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/4SEoUkbdHdQ/primavera.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_x4HRxnNuqb8/TJrVcZ7B6WI/AAAAAAAAAug/9AeJ6A2ZfC8/s72-c/1411365796_d57c75b833_b.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/09/primavera.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/dTdyP90Aqbg/primavera.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-1223156438218425331</guid><pubDate>Fri, 07 Sep 2012 11:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-09-08T22:48:40.944-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de beber</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><title>Clara, claro</title><description>&lt;a href="http://static.flickr.com/44/148794239_a7ab477e9f_m.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://static.flickr.com/44/148794239_a7ab477e9f_m.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 0px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;É comum pensar que o vinho é a bebida preferida dos espanhóis. Mas no verão, que ainda está esquentando as cabeças por lá agora mesmo, isso é só meia verdade. &lt;br /&gt;
Quando o calor bate mais forte os delicados macabeos e tempranillos somem das mesas dos bares.&amp;nbsp;Nessas horas quem molha a garganta depois da tapa de jamón é a clara, mistura de cerveja e limão.&lt;br /&gt;
A clarita não é só cerveja com limão dentro. Pode ser com água tônica, suco de limão ou refrigerante de limão, o que deixa a cerveja, ahn, clara! E&amp;nbsp;é servida geladíssima, o que não&amp;nbsp;é costumeiro para cervejas europeias.&lt;br /&gt;
Com essa receita campeã de duas partes iguais de refrescância,&amp;nbsp;vira rainha dos botequeiros no verão e estrela dominante das mesas de todo o país. A desculpa é que a cerveja - que lá é muitíssimo mais encorpada que a nossa - é forte demais para o calor, e precisa ser diluída um pouquinho para ficar mais verano.&lt;br /&gt;
Entendo que você ache isso estranhíssimo. Eu também achava, sabe? Os brasileiros, ainda que campeões nas misturas escalafobéticas - o whisky com energético não me deixa mentir -, costumam achar um horror. Mas depois do meu primeiro gole foi clara para todo lado, o tempo todo. E eu gostava da menos "natural", com refri mesmo: uma bebida nada encorpada, com aroma de Redoxon e leves reflexos verde fosforescente.&lt;br /&gt;
Anote no caderninho se for viajar para lá: além de clara, o nome varia com menos frequência para shandy e champú, dependendo da localidade e do humor do dono do bar. Se for ficar por aqui mesmo, vale testar a receita meio a meio, coisa muito fácil. Mas o sucesso para a versão refrigerante depende, na minha opinião de clareira, de Fanta Limón. Infelizmente, andamos sem, e assombrados por uma de maracujá...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/lhpU38E8uT8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/lhpU38E8uT8/clara-claro.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/09/clara-claro.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/q8P3DI11Oeo/clara-claro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-1186649728925883619</guid><pubDate>Fri, 20 Jul 2012 13:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-20T10:04:17.555-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de beber</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Tango, café e Cueca-Cuela</title><description>Buenos Aires já foi o paraíso da classe média alta viajante do Brasil. Antes da queda do dólar, era a Miami da vez: o melhor lugar para sentir que seu dinheiro vale e compra muito. 

As coisas mudaram e o real já não é lá essas coisas no orçamento porteño, mas alguns itens de primeira necessidade continuam quase de graça Argentina afora. Comer, beber e olhar são as que mais me interessam.&lt;br /&gt;
Olhar nem sempre é barato em Buenos Aires. Olhar gente dançando tango, por exemplo, pode custar mais que o hotel. As alternativas são os shows mais despretensiosos (como o do porão do Café Tortoni, na avenida de Mayo, 825) ou as milongas, espécies de gafieiras onde os amadores e profissionais arrastam (a ponta do) pé.&lt;br /&gt;
As milongas acontecem todos os dias, é só procurar a sua. Eu fui quarta-feira na La Viruta (rua Armenia, 1366), paguei 5 pesos e fiquei ali, segurando o queixo. Quem chegou mais cedo teve até aula!&lt;br /&gt;
Nem precisa procurar tanto para comer por menos. O preço das excelentes carnes argentinas assadas na parrilla dá a impressão de que precisa crediário e cheque especial para pagar a conta dos nossos rodízios mais simples.&lt;br /&gt;
Os alfajores custam a metade do que cobram os cafés que importamos de lá, até menos. E a influência italiana na cidade garante que as massas sejam onipresentes e sempre produzidas com farinha de qualidade e cozidas no tempo certo, deixando aquele pouquinho de resistência que o dente gosta.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bskeNfSYbAo/UAlXASxrFBI/AAAAAAAAA6w/PVaETfjsBBo/s1600/Screen+Shot+2012-07-20+at+10.02.19+AM.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://3.bp.blogspot.com/-bskeNfSYbAo/UAlXASxrFBI/AAAAAAAAA6w/PVaETfjsBBo/s200/Screen+Shot+2012-07-20+at+10.02.19+AM.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Beber é outro papo. Conhece alguém que foi à Argentina ultimamente? Então, além de fotos de viagem, você provavelmente também teve que aguentar a reclamação do preço do café e da Coca-Cola.&lt;br /&gt;
Café é caro na Argentina porque você não paga só pela xícara, mas pelo espaço que ocupa. Sentar-se ali e olhar a cidade acontecer é hábito de europeu que argentino nenhum dispensa.&lt;br /&gt;
Já o preço da Coca-Cola ninguém explica. É caro e pronto. Mais caro até que vinho.&lt;br /&gt;
Bom, talvez isso explique a alta da “Cueca-Cuela”. Quem opta por pagar mais para beber Coca diante dos melhores malbecs do mundo talvez mereça pagar mais. Eu chamo isso de imposto por falta de juízo. Parece justo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/uH9feanfXxY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/uH9feanfXxY/tango-cafe-e-cueca-cuela.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-bskeNfSYbAo/UAlXASxrFBI/AAAAAAAAA6w/PVaETfjsBBo/s72-c/Screen+Shot+2012-07-20+at+10.02.19+AM.png" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Buenos Aires, Autonomous City of Buenos Aires, Argentina</georss:featurename><georss:point>-34.6037232 -58.3815931</georss:point><georss:box>-34.7082817 -58.5395216 -34.499164699999994 -58.223664600000006</georss:box><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/07/tango-cafe-e-cueca-cuela.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/FkgBJvLnvYw/tango-cafe-e-cueca-cuela.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-1455165312541379305</guid><pubDate>Thu, 12 Jul 2012 16:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-12T13:28:54.031-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">especiais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Novela de época</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-J6pSJlIWd1w/T-9qIerMEwI/AAAAAAAAA58/uwZXCQoCaok/s1600/foto+4.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-J6pSJlIWd1w/T-9qIerMEwI/AAAAAAAAA58/uwZXCQoCaok/s200/foto+4.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
No dia 23 de junho aconteceu a segunda Vivência da pós-graduação em Gastronomia: História e Cultura do Senac São Paulo, unidade Aclimação. Após um módulo essencialmente histórico, a discussão do evento que encerrou nosso semestre foi em torno das transformações da gastronomia e da possibilidade de se recriar banquetes de outras épocas.&lt;br /&gt;
A cozinha de hoje é diferente da de ontem. Não necessariamente melhor ou pior, mas certamente mais afim à nossa personalidade. &lt;a href="http://www.apetite.info/2011/04/banquetes-historicos-contemporaneos.html" target="_blank"&gt;Como eu disse outro dia&lt;/a&gt;, tudo que acreditamos ser óbvio ululante em relação à alimentação não só é aprendido, mas é mutável ao longo do tempo.

&lt;br /&gt;
Isso ficou muito claro ao tentar recriar banquetes de diferentes períodos históricos: Brasil no descobrimento, Itália renascentista e França do século XIX. O que já foi comum, como comer com as mãos ou salpicar açúcar em preparações salgadas, para as atuais regras culinárias e de civilidade pode ser estranho e até mal visto.

&lt;br /&gt;
A primeira atividade foi uma palestra com o crítico gastronômico &lt;a href="http://vejasp.abril.com.br/blogs/arnaldo-lorencato/" target="_blank"&gt;Arnaldo Lorençato&lt;/a&gt;, da revista Veja São Paulo. Esse moço inteligente (e cada dia mais divertido)&amp;nbsp;apontou algumas modas que influenciaram o cenário gastronômico mundial nas últimas décadas e as limitações de se tentar enxergar o passado com olhos de presente. 
&lt;br /&gt;
Em seguida, foi hora de provar os pratos preparados pelos alunos do curso de extensão universitária Cozinheiro Chefe Internacional e seu coordenador pedagógico Leonardo Fonseca. Mas, antes, a turma da pós preparou cada mesa de acordo com as regras de etiqueta e com os costumes do período histórico correspondente. 

&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kBWVWzlpUlk/T-9qKvlZ2OI/AAAAAAAAA6U/n61o4AwHBQo/s1600/foto+1.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-kBWVWzlpUlk/T-9qKvlZ2OI/AAAAAAAAA6U/n61o4AwHBQo/s200/foto+1.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;No banquete brasileiro, a mesa era o chão coberto com esteiras: ali foram servidos capivara no moquém, palmito assado e mandioca cozida, tudo preparado sem sal ou temperos, como na época. Os pratos foram degustados com as mãos, acompanhados por farinha de mandioca e pimenta. E sim, antes de liberá-lo, nós fizemos um dos maiores cíticos de gastronomia do país comer do chão, com as mãos :)&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Em seguida, foi a hora da grande mesa para 22 pessoas ser montada à moda da Itália do século XVI. Comemos torteloni de ervas in brodo alla lombarda, coberto com parmesão, canela e açúcar, sem pratos ou talheres. Apesar de esquisita, a combinação se equilibra bem, e a doçura reforçou o sabor das verduras do recheio.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HJ1R2e_5IOU/T-9qJYcbmaI/AAAAAAAAA6E/jdKc-zPKCKo/s1600/foto+3.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-HJ1R2e_5IOU/T-9qJYcbmaI/AAAAAAAAA6E/jdKc-zPKCKo/s200/foto+3.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;No terceiro momento serviu-se pratos clássicos do chef francês Antonin Carême. O cardápio incluía sopa de ervilhas e robalo grelhado à italiana com molho alemão, que foram preparados pelos alunos do CCI com base em receitas originais de Carême. Para terminar, bavaroise com nozes e queijos.

&lt;br /&gt;
Uma aula de história na prática...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quer saber mais sobre a pós-graduação em Gastronomia: História e Cultura do Senac São Paulo? Dá uma olhada na &lt;a href="http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?newsID=DYNAMIC,oracle.br.dataservers.CourseDataServer,selectCourse2&amp;amp;course=2694&amp;amp;testeira=1702&amp;amp;type=P&amp;amp;template=395.dwt&amp;amp;unit=NONE" target="_blank"&gt;página do curso&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.apetite.info/2012/05/grilos-e-larvas-no-almoco.html" target="_blank"&gt;no que já aprontamos com os alunos&lt;/a&gt;. Ano que vem, pode ser você...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/67GQjl7Zy9s" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/67GQjl7Zy9s/novela-de-epoca.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-J6pSJlIWd1w/T-9qIerMEwI/AAAAAAAAA58/uwZXCQoCaok/s72-c/foto+4.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/07/novela-de-epoca.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/6eMPmEIg-C4/novela-de-epoca.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-658907382223840287</guid><pubDate>Fri, 06 Jul 2012 17:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-06T14:39:02.719-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Medalhão de ouro</title><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s1.reutersmedia.net/resources/r/?m=02&amp;amp;d=20120303&amp;amp;t=2&amp;amp;i=577928763&amp;amp;w=460&amp;amp;fh=&amp;amp;fw=&amp;amp;ll=&amp;amp;pl=&amp;amp;r=CDEE822027P00" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://s1.reutersmedia.net/resources/r/?m=02&amp;amp;d=20120303&amp;amp;t=2&amp;amp;i=577928763&amp;amp;w=460&amp;amp;fh=&amp;amp;fw=&amp;amp;ll=&amp;amp;pl=&amp;amp;r=CDEE822027P00" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fica, vai ter bolo! (foto: Reuters)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
O que vem à sua cabeça quando alguém fala “culinária inglesa”? Na minha aparece fish and chips e chá das 5. E só. A cozinha da Inglaterra sofre bullying gastronômico de todo mundo: é sinônimo de comida de avião; nada de cor, sabor ou variedade. Mas esse cenário pode ir parar no museu em breve. 

&lt;br /&gt;
Os Jogos Olímpicos que começam daqui a pouco foram responsáveis por uma transformação que foi além da estética em Londres. A recuperação de áreas degradadas ou de alto risco social em bairros periféricos mexeram com a estrutura da cidade. Houve investimentos bem calculados também em transporte público, segurança e no turismo. Parênteses: toda a infraestrutura dos jogos saiu antes do prazo e abaixo do orçamento. 

&lt;br /&gt;
A recuperação da fama culinária do Reino Unido começou antes e levou bem mais tempo. Houve uma época nessa vida em que a Inglaterra não era muito diferente da França, nem mesmo na qualidade gastronômica. Até a Idade Média o país tinha sua culinária regional baseada em ingredientes frescos, aperfeiçoada ao longo dos séculos. 

&lt;br /&gt;
Mas com o século XVIII e a revolução industrial, cozinhar bem deixou de ser prioridade. Depois, com a Segunda Guerra Mundial, não havia comida suficiente. E, quando a comida falta, ninguém pensa em como realçar suas características organolépticas, mas em como fazê-la render por mais dias. 

&lt;br /&gt;
O cenário desolador ficou no passado. São do Reino Unido quatro dos cozinheiros mais populares do mundo na atualidade - Jamie Oliver, Heston Blumenthal, Gordon Ramsay e Nigella Lawson - e ferve a moda dos gastropubs, bares em que a comida elaborada atrai mais que as bebidas.

&lt;br /&gt;
No primeiro semestre de 2012 o Red Hot World Buffet fez uma pesquisa com seus 500 mil clientes, e descobriu que a cozinha britânica pulou da sétima para a terceira posição na preferência dos menus de festas. Os Yorkshire puddings ainda perdem para especialidades chinesas e indianas, mas há pouco tempo costumavam ficar atrás de pratos italianos, japoneses, tailandeses e tex-mex.

&lt;br /&gt;
Para impressionar os turistas que chegam para as Olimpíadas, a companhia aérea British Airways contratou os talentos de Blumenthal, dos restaurantes Diner e The Fat Duck, respectivamente os números 9 e 13 na lista de melhores do mundo na prestigiada lista da revista Restaurant. Em parceria com o chef Simon Hulstone, Blumenthal criou o cardápio que alimentará mais de 3 milhões de torcedores. 

&lt;br /&gt;
Serão servidos clássicos britânicos também renovados, como torta de peixe e carne assada com purê de batatas e raiz forte. Nada de fish and chips. Será o fim desse bullying gastronômico?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/NJerPoIin2g" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/NJerPoIin2g/medalhao-de-ouro.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/07/medalhao-de-ouro.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/4vMpHzq3d6g/medalhao-de-ouro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-1160744015589763924</guid><pubDate>Fri, 29 Jun 2012 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-29T08:52:13.277-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Comer como esporte</title><description>Julho está chegando, e o fã do esporte sabe o que isso significa... Olimpíadas? Não, a Copa do Mundo da Comilança competitiva: &amp;nbsp;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nathan%27s_Hot_Dog_Eating_Contest" title="Nathan's Hot Dog Eating Contest"&gt;Nathan's International Hot Dog Eating Championship&lt;/a&gt;, que acontece sempre em 4 de julho em Coney Island, Nova York. &lt;br /&gt;
Dizem que nessa vida não se pode viver para comer, só comer para viver. Mas esse povo leva essa história muito a sério...&lt;br /&gt;
Os Estados Unidos e o Japão são os líderes mundiais da modalidade, mas muitos outros países mundo afora tratam como heróis seus campeões de comer, aquele povo que ganha medalhas não por quilômetros corridos, gols ou cestas, mas por quantidade de rango que mandam pra dentro. Já existe até a &lt;a href="http://www.ifoce.com/"&gt;International Federation of Competitive Eating&lt;/a&gt;, que supervisiona e regula esses campeonatos.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://0.tqn.com/d/weirdnews/1/0/r/2/-/-/Joey_Chestnut_and_Sonya_Thomas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://0.tqn.com/d/weirdnews/1/0/r/2/-/-/Joey_Chestnut_and_Sonya_Thomas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A Internet, esse maravilhoso instrumento para quem quer saber mais sobre o inútil, exibe várias páginas que ensinam &lt;a href="http://www.wikihow.com/Win-an-Eating-Contest"&gt;como ser um comilão campeão&lt;/a&gt; (sabia que comer melancia é o treinamento mais eficaz?) e divulgam biografias &lt;a href="http://people.howstuffworks.com/competitive-eating1.htm"&gt;dos que ganham a vida comendo&lt;/a&gt;, como a magrinha Sonya "Viúva Negra" Thomas, que tem o recorde de comer 206 guiozas em 10 minutos, e Joey "Mandíbulas" Chestnut, detentor do recorde de maior devorador de cachorros-quentes do mundo: 68 sanduíches em 10 minutos.&lt;br /&gt;
Como todo bom esporte, a devoração também tem seus dramas. Entre 2001 e 2007, Takeru “Tsunami” Kobayashi (abaixo) era o maior devorador de hot-dogs (53 e 3/4 em 12 minutos). Um atleta renomado e respeitado. Aí ele se contundiu (artrite na mandíbula, pode?) e disse que ia abandonar as quadras, ops, mesas. &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://resources3.news.com.au/images/2007/06/25/va1237253475158/hot-dog-man-5539744.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://resources3.news.com.au/images/2007/06/25/va1237253475158/hot-dog-man-5539744.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Mas, superando todas as expectativas, o atleta voltou à ativa no campeonato de 4 de julho de 2008 e foi para a prorrogação com Chestnut! Perdeu, mas fala que essa linda história de superação não rende um novo A Luta pela Esperança, Seabiscuit ou Menina               de Ouro?&lt;br /&gt;
Alguém já pensou nisso, claro. "Crazy Legs" Conti, o vigésimo melhor comedor profissional do mundo, ganhou um documentário sobre a sua vida de profissional de competições de comida: Zen e a Arte da Alimentação Competitiva.  E passou o dia da estreia no Festival de Tribeca, em Nova York, preso dentro de uma cabine telefônica cheia de pipocas, que seriam todas comidas para promover a fita. Sim, definitivamente tem doido pra tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/EbzAIk-xkGA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/EbzAIk-xkGA/comer-como-esporte.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/06/comer-como-esporte.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/RcJNEaBXna8/comer-como-esporte.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-5701204821660738142</guid><pubDate>Fri, 15 Jun 2012 09:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-15T06:30:00.648-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">receitas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cinema livro tv web</category><title>Olho Maior que a Barriga</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-axvHCXn0jYw/T9jdyZ4lLjI/AAAAAAAAA5k/x00NcVh77iE/s1600/Screen+Shot+2012-06-13+at+12.55.46+PM.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-axvHCXn0jYw/T9jdyZ4lLjI/AAAAAAAAA5k/x00NcVh77iE/s320/Screen+Shot+2012-06-13+at+12.55.46+PM.png" width="319" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;Essa é a história de nove blogueiros comilões que cuidam bem da hortinha e tratam o blog como filho. Para ter a vida plena de que todos falam, faltava um passo lógico. Por isso, eu inventei de escrever um livro, e chamei um monte de gente bacana para me ajudar. E hoje nasce “Olho Maior que a Barriga”, nosso ebook de receitas.
&lt;br /&gt;
Trata-se de um livro de receitas, porque, afinal de contas, é só disso que a gente fala mesmo. E de histórias, que sempre deixam a mesa mais interessante. Melhor ainda: é de graça e está disponível para download. &lt;a href="http://bit.ly/Barriga" target="_blank"&gt;Corre lá!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
No cardápio, estamos eu com meu Apetite, Joyce Galvão do &lt;a href="http://www.gastronomicas.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Gastronomicas&lt;/a&gt;, Luana Budel do &lt;a href="http://www.falandoabobrinhas.com.br/" target="_blank"&gt;Falando Abobrinhas&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;Maria Capai do &lt;a href="http://www.digamaria.com/" target="_blank"&gt;Diga Maria&lt;/a&gt;, Maria Rê do &lt;a href="http://www.fogaoazul.com/" target="_blank"&gt;Fogão Azul&lt;/a&gt;, Marcel Gussoni do &lt;a href="http://www.saborsonoro.com.br/" target="_blank"&gt;Sabor Sonoro&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.melissasetubal.com.br/" target="_blank"&gt;Melissa Setubal&lt;/a&gt;, Sandro Marques do &lt;a href="http://www.umlitrodeletras.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Um Litro de Letras&lt;/a&gt; e Vitor Hugo do &lt;a href="http://www.pratofundo.com/" target="_blank"&gt;Prato Fundo&lt;/a&gt;. O projeto gráfico foi de Ariel Tonglet. Falei que era só gente boa, não?

&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3_GroZW90fU/T9jd07IPtkI/AAAAAAAAA5s/kRWep5C2bJg/s1600/Screen+Shot+2012-06-13+at+12.56.54+PM.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" src="http://1.bp.blogspot.com/-3_GroZW90fU/T9jd07IPtkI/AAAAAAAAA5s/kRWep5C2bJg/s320/Screen+Shot+2012-06-13+at+12.56.54+PM.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
As receitas incluem entradas, principais e sobremesas. Tem bolinho de tutu, polenta de cenoura com molho de feijão defumado, peixe com farofa de baru e purê de inhame, sopa de maçã verde com iogurte e espuma de manjericão e esses biscotti da foto, feitos por mim. Todas as receitas são testadas por esse time, e ensinamos direitinho a reproduzi-las em casa. 
&lt;br /&gt;
Além de ler, reler e incrementar seu jantar de hoje com as receitas, compartilhe esse livro com seus amigos. Pode deixar que a dolorosa fica por nossa conta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/Y8iUpHlSlws" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/Y8iUpHlSlws/olho-maior-que-barriga.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-axvHCXn0jYw/T9jdyZ4lLjI/AAAAAAAAA5k/x00NcVh77iE/s72-c/Screen+Shot+2012-06-13+at+12.55.46+PM.png" height="72" width="72" /><thr:total>9</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/06/olho-maior-que-barriga.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/R-Yj9QOKIN0/olho-maior-que-barriga.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-6459297799323429830</guid><pubDate>Fri, 01 Jun 2012 02:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-31T23:30:01.790-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">especiais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">em são paulo</category><title>Grilos e larvas no almoço</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vV8VaRXB3uo/T75AhAEuoOI/AAAAAAAAA5E/LWxt8bJS2yU/s1600/Captura+de+Tela+2012-05-24+a%CC%80s+11.06.29.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-vV8VaRXB3uo/T75AhAEuoOI/AAAAAAAAA5E/LWxt8bJS2yU/s320/Captura+de+Tela+2012-05-24+a%CC%80s+11.06.29.png" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Não sei se contei a vocês que sou coordenadora da pós-graduação em Gastronomia: História e Cultura do Senac São Paulo, unidade Aclimação. E acabei de colocar os alunos em uma baita saia justa...&lt;br /&gt;
Não é todo dia que alguém tem a chance de almoçar grilos e larvas. Mas em 19 de maio foi a nossa vez. Essa refeição de dar inveja (?!) aconteceu na primeira Vivência da pós, &amp;nbsp;que visa proporcionar aos alunos uma experiência gastronômica articulada ao escopo dos estudos da alimentação.&lt;br /&gt;
Explico:&amp;nbsp;o objetivo do curso é aliar as discussões que acontecem em sala de aula a experiências que ampliem e fomentem novas reflexões. Nessa primeira Vivência do curso queríamos mostrar aos alunos como o conceito de ‘comestível’ pode ser flexível no âmbito da cultura. Para isso, contamos com a ajuda dos alunos do curso de extensão universitária Cozinheiro Chefe Internacional do Senac Aclimação.&lt;br /&gt;
O dia começou com a palestra “O estranho na moda”, com a jornalista Silvana Holzmeister, autora do livro de mesmo nome editado pela Estação das Letras e Cores. Em seguida o chef Alberto Landgraf, do Epice, falou aos alunos sobre sua experiência de servir ingredientes pouco usuais no menu-degustação de seu restaurante.&lt;br /&gt;
Enquanto isso, no laboratório-cozinha, os alunos do CCI venciam preconceitos ao fazer a mise-en-place e o preparo da degustação sob o comando de Leonardo Fonseca, coordenador pedagógico do curso.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mDcWf3aK3dA/T75AkkBd43I/AAAAAAAAA5M/xKdjx6gsm4g/s1600/Captura+de+Tela+2012-05-24+a%CC%80s+11.06.12.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="276" src="http://2.bp.blogspot.com/-mDcWf3aK3dA/T75AkkBd43I/AAAAAAAAA5M/xKdjx6gsm4g/s320/Captura+de+Tela+2012-05-24+a%CC%80s+11.06.12.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Na hora do almoço os alunos do CCI apresentaram suas criações à turma da pós. O cardápio da degustação incluiu Vinagrete de orelha de porco, Moela de Buteco, Coelho ao molho de mostarda, Testículos do Major Mário (salteados na manteiga com pimentões e páprica), Rã à milanesa, Rim do Padre (cubos de rins braseados no vinho), Grilos crocantes salteados com shoyu e Larvas salteadas na cachaça. &lt;br /&gt;
A reação dos alunos foi muito positiva e o evento, um sucesso. Quase todos comeram tudo. Eu comi, porque não ia perder uma oportunidade dessas. E porque não ia conseguir fugir com 22 pares de olhos observando se eu ia mesmo provar de tudo.&lt;br /&gt;
Hoje eu sei que grilo tem gosto de amendoim e que a larva ficou levemente crocante por fora, revelando um interior mais macio, suculento, seu sabor adocicado realçado pela cachaça. Quem mais pode dizer isso?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah, ficou curioso com a&amp;nbsp;pós-graduação em Gastronomia: História e Cultura do Senac São Paulo? &lt;a href="http://bit.ly/GHCSenac" target="_blank"&gt;Entra aqui&lt;/a&gt;. Quem sabe não nos vemos no ano que vem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/NFILOceqIcA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/NFILOceqIcA/grilos-e-larvas-no-almoco.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-vV8VaRXB3uo/T75AhAEuoOI/AAAAAAAAA5E/LWxt8bJS2yU/s72-c/Captura+de+Tela+2012-05-24+a%CC%80s+11.06.29.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/05/grilos-e-larvas-no-almoco.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/tdXHKLJ3t_M/grilos-e-larvas-no-almoco.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-8594865306119416417</guid><pubDate>Fri, 25 May 2012 02:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-24T23:30:00.215-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">em são paulo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>Aquelas do português</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XGTeapRcFAA/T744y25JqwI/AAAAAAAAA44/x05003pGk9g/s1600/Captura+de+Tela+2012-05-23+a%CC%80s+13.03.39.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-XGTeapRcFAA/T744y25JqwI/AAAAAAAAA44/x05003pGk9g/s320/Captura+de+Tela+2012-05-23+a%CC%80s+13.03.39.png" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Há quase 8 mil quilômetros separando as duas Tascas da Esquina do chef português Vitor Sobral. Mas a de lá (rua Domingos Sequeira, 41C, Campo de Ourique, Lisboa) e a de cá (alameda Itu, 225, São Paulo) não parecem distantes. A proposta casual está na decoração, e, principalmente, no cardápio, que mostra a versatilidade de uma cozinha que nos parece quase datada de tão tradicional. 
&lt;br /&gt;
Os cardápios são gêmeos; o Brasil só sai perdendo com os ingredientes que não têm visto de entrada, como as amêijoas e o queijo Serra da Estrela (uma pena!). Mas alguns convenceram a imigração, como o arroz Carolino e a flor de sal do Algarve. “O que não temos, adaptamos com criatividade”, explica Sobral. 
&lt;br /&gt;
Nota-se no menu-degustação, que traz pratos de raiz portuguesa com ingredientes nacionais. “É uma releitura lusófona que nos permite criar harmonizações muito boas. Particularmente sou um defensor dos produtos brasileiros, ingredientes fantásticos que não eram tão valorizados: o maracujá, a mandioquinha”, comenta o chef. 
&lt;br /&gt;
Batizado de “Fique nas mãos do chef”, o menu-degustação daqui tem versões de 4 a 7 porções, sendo que essa última traz ainda uma sobremesa. Os valores vão de R$ 78,50 a R$135,00.&lt;br /&gt;
O cardápio fixo da Tasca da Esquina divide-se em "A chegada", com alguma opcões para montar o couvert (prove o dourado bolinho de bacalhau a R$ 15 a porção com 4), "Entretanto" com os principais e "Por fim" com as sobremesas. 
&lt;br /&gt;
De segunda a sexta é servido o Menu do dia a R$ 53, com sopa ou salada de entrada e doce no final. Quarta tem arroz de pato e, na sexta, bacalhau com natas. Há ainda uma carta de petiscos corajosa, cheia de cortes menos usuais, como bochecha de porco temperada com coloral português e tostas de trigo  ou fígados de aves em escabeche de pêra (R$ 24 cada).&lt;br /&gt;
A carta de vinhos é quase toda lusitana e traz bebidas produzidas com exclusividade para a Tasca, como o espumante rosé Informal, assinado pelo enólogo Luis Pato (R$ 110). O café vem acompanhado de um shot de creme de arroz doce feito com o Carolino importado e um toque de canela. 



&lt;br /&gt;
Da cozinha exposta, os pratos voam sobre um balcão até o salão decorado pela arquiteta portuguesa Paula Moura, também responsável pelo ambiente da primeira Tasca. O clima informal é ditado pela madeira abundante, a ausência das toalhas de mesa e a horta vertical. A informalidade viajou bem, e trouxe louças, talheres, copos e taças para manter a unidade. 
&lt;br /&gt;
Em Portugal o “da esquina” é sinônimo de lugar ruim, pouco agradável. Nesse ponto, o nome destoa das Tascas de Sobral. Fisicamente, no entanto, a matriz habita uma encruzilhada. Já a de cá fica bem no meio da quadra, sem espaço nem para a metáfora. Piada de português...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/UY79WQK9TSw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/UY79WQK9TSw/aquelas-do-portugues.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-XGTeapRcFAA/T744y25JqwI/AAAAAAAAA44/x05003pGk9g/s72-c/Captura+de+Tela+2012-05-23+a%CC%80s+13.03.39.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/05/aquelas-do-portugues.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/OnTMMfi0sZ8/aquelas-do-portugues.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-9158763630211855459</guid><pubDate>Fri, 18 May 2012 00:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-17T21:40:21.209-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">em são paulo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cinema livro tv web</category><title>Visitas de Toninho</title><description>Da última vez em que Anthony Bourdain visitou São Paulo foi para o episódio 9 da terceira temporada de “Sem Reservas” do canal Discovery Travel and Living. Na época, ganhou feijoada, cafuné e apelido, e disse às câmeras que esse tipo de experiência traz à tona um alter ego hippie, que acredita na beleza dos mundos e no amor e na união entre os povos.&lt;br /&gt;
Na semana passada, ele voltou.

Primeiro, foi provar churrasco, rabada e caipirinhas de “cashasa” para o “Sem Reservas” no Rio. No fim de semana, deu um pulo em São Paulo para “The Layover”, programa em que ele visita cidades no intervalo entre voos, por períodos de apenas um dia ou dois.

&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KupPdGpUd6Q/T7FZjcf5iII/AAAAAAAAA4Q/TRPjChMvL3Q/s1600/sandui%CC%81che+de+mortadela.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-KupPdGpUd6Q/T7FZjcf5iII/AAAAAAAAA4Q/TRPjChMvL3Q/s320/sandui%CC%81che+de+mortadela.jpg" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O sanduíche foi parar no &lt;br /&gt;
Twitter do Bourdain&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
A primeira parada foi das mais turísticas: sanduíche de mortadela do Mercadão (rua da Cantareira, 306). Se por aqui todo mundo acha o lanche um exagero, norte-americanos acostumados com sanduíches de pastrami não se intimidam. 

&lt;br /&gt;
Depois foi hora de Mocotó (av. Nossa Senhora do Loreto, 1100), do chef Rodrigo Oliveira. Esse é o lugar onde devem ser levados os estrangeiros. Também os visitantes de outras cidades. Ou ainda aquele conhecido que vem com “vamos marcar um almoço um dia desses?”. 

&lt;br /&gt;
Com preços mais baixos, daqueles que só a Zona Norte paulistana permite, o Mocotó serve receitas nordestinas adaptadas ao paladar do sudeste. Da cozinha de Oliveira saem também ingredientes de sempre com cara nova, como as asinhas de pintado: as nadadeiras são empanadas na farinha de tapioca e servidas com maionese de limão-cravo e pimenta-de-cheiro.

&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RAxIduclZQ8/T7FZlye5zFI/AAAAAAAAA4Y/US3NdWwh8kc/s1600/9vodao.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-RAxIduclZQ8/T7FZlye5zFI/AAAAAAAAA4Y/US3NdWwh8kc/s320/9vodao.jpg" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Os dois&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Não sendo o bastante, levaram o Bourdain no D.O.M. (rua Barão de Capanema, 549). O restaurante de Alex Atala acabou de ser eleito o quarto melhor do mundo pelo prêmio da revista inglesa Restaurant. Além dos carros-chefe da casa (aposto que foram de fettuccine de palmito pupunha, ostras empanadas com ovas e tapioca e aligot, mistura de queijos gruyère e minas padrão), Bourdain e Atala, ex-punks tatuados e desbocados, devem ter apreciado a companhia um do outro.

&lt;br /&gt;
Para fechar, foi hora de feijoada de novo, prato que Bourdain define como “o triunfo glorioso da técnica sobre os ingredientes”. O hippie, Toninho, deve ter voltado para dar um oi. Se continuar assim, não vai sobrar cinismo para a próxima visita...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/H3ZtfnX5k3g" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/H3ZtfnX5k3g/visitas-de-toninho.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-KupPdGpUd6Q/T7FZjcf5iII/AAAAAAAAA4Q/TRPjChMvL3Q/s72-c/sandui%CC%81che+de+mortadela.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/05/visitas-de-toninho.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/c4Gn_nEyLFw/visitas-de-toninho.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-480230151563869400</guid><pubDate>Fri, 11 May 2012 08:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-11T05:30:01.870-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de comer</category><title>As Martha Rochas de Belo Horizonte</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OfK-tla8k0U/T6gYlRaQiEI/AAAAAAAAA4A/5QC4Z6FAqZY/s1600/foto+5.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-OfK-tla8k0U/T6gYlRaQiEI/AAAAAAAAA4A/5QC4Z6FAqZY/s1600/foto+5.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Quem gosta de botecos deve, imediatamente, correr para Belo Horizonte. Até 13 de maio acontece por lá o Comida de Buteco, festival que faz os milhares de botecos mineiros colocarem sua reputação na mão dos sedentos e esfomeados.

&lt;br /&gt;
O Comida de Buteco ganha tira-gostos criados pelos bares especialmente para a ocasião. Jurados escolhidos pela organização do evento e público frequentador elegem os melhores petiscos e dão notas para atendimento, temperatura das bebidas e cuidado com a higiene.

&lt;br /&gt;
O tema desse ano é o queijo, um dos maiores culpados pela boa fama da culinária mineira. São 41 botecos participantes e o guia com endereços e descrição dos petiscos (babador é recomendável) estão disponíveis &lt;a href="http://www.comidadibuteco.com.br/downloads" target="_blank"&gt;online&lt;/a&gt;.

&lt;br /&gt;
Eu fui lá passear, mas não quis conferir os candidatos do ano. Fui, de luto, revisitar o Casa Cheia, que abandonou essa disputa há algumas edições. O boteco fica no &lt;a href="http://www.mercadocentral.com.br/" target="_blank"&gt;Mercado Central&lt;/a&gt;, escondido entre goiabadas Zélia, queijos Canastra verdadeiros e falsos, cestos de palha e filhotes de cachorro.

&lt;br /&gt;
No cardápio, várias criações filhas do Comida de Buteco. Já provei quase todos, mas tenho cá meus preferidos, dois segundos lugares do festival: Porconóbis de Sabugosa, safra 2004, e Torresmo de Barriga, de 2008.

&lt;br /&gt;
O Porconóbis me apresentou as folhas de ora-pro-nóbis (que vêm de uma espécie de cacto e são bem apreciadas por ali) sem a companhia dos frangos ensopados. Aqui elas temperam costelinha de porco, linguiça calabresa e milho cozido, emprestando seu sabor para um caldo que pede para ser raspado do fundo da panela.

&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SO2-lblYR14/T6gYeijggYI/AAAAAAAAA34/xKj3N0hWDCU/s1600/foto+2.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-SO2-lblYR14/T6gYeijggYI/AAAAAAAAA34/xKj3N0hWDCU/s320/foto+2.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O torresmo, cortado em fatias finas, é um dos melhores que já provei. Não bastasse a textura crocante e o sabor que só os porcos de Minas têm, vem acompanhado de uma tigelinha com sumo de tangerina, limão e laranja, para cortar um pouco a gordura.

&lt;br /&gt;
Mastigando um torresminho, fiquei me perguntando quem, em sã consciência, não daria o primeiro lugar para esse boteco todos os dias. E como deveriam ser de outro mundo os petiscos que fizeram destes as Martha Rochas do Mercadão. 

&lt;br /&gt;
Sempre penso em ir conferir os verdadeiros campeões, ver se o julgamento foi justo. Mas, no fim, fico por ali mesmo. Nada paga uma tarde de domingo no Mercadão de BH. Nem mesmo uma medalha de ouro comestível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/E8ERMg_nqFA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/E8ERMg_nqFA/as-martha-rochas-de-belo-horizonte.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-OfK-tla8k0U/T6gYlRaQiEI/AAAAAAAAA4A/5QC4Z6FAqZY/s72-c/foto+5.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/05/as-martha-rochas-de-belo-horizonte.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/uFpM87f1w40/as-martha-rochas-de-belo-horizonte.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-2306718712654005824</guid><pubDate>Fri, 27 Apr 2012 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-27T11:05:23.215-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">de beber</category><title>Refrigerante de gente grande</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nieIGWiCsnw/TMBDctrkyTI/AAAAAAAAKOk/MjqnzBEXF7M/s1600/dry-soda-01.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_nieIGWiCsnw/TMBDctrkyTI/AAAAAAAAKOk/MjqnzBEXF7M/s320/dry-soda-01.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Os fãs de coca-cola podem pular essa, a gente conversa semana que vem. Mas quem busca aventuras no quesito refrigerantes vai gostar. Depois de tanto bullying sofrido em meio às outras bebidas mais grandinhas, os refrigerantes saíram da sombra e brigam pelo direito de ser gourmet. 

&lt;br /&gt;
Uma leva nos Estados Unidos e na Europa aposta nas bebidas gaseificadas com paladar menos doce e mais ousado. As sodas italianas reinaram únicas no mercado por décadas, como as de laranja e limão da San Pellegrino. A concorrência espalhou-se em forma de refris de pera ou romã aromatizados com especiarias e flor de sabugueiro.

&lt;br /&gt;
Um exemplo é o &lt;a href="htto://www.drysoda.com" target="_blank"&gt;Dry Soda Co.&lt;/a&gt;, com sabores como pepino, baunilha e ruibarbo. No sites há até dicas de harmonização: a de lavanda, vejam só, vai bem com queijos ou pato assado.

Já o Grow-up Soda, ou &lt;a href="http://www.drinkgus.com/" target="_blank"&gt;GuS&lt;/a&gt;, consolidou-se nesse mercado desde 2003 com groselha negra, cranberry e grapefruit, além de versões dos refrigerantes americanos root beer e ginger ale. As duas marcas têm em comum a ausência de conservantes e colorantes artificiais, além da parcimônia no uso açúcar.  

&lt;br /&gt;
Quem não se importa com sabores bem adocicados pode apostar em bebidas locais, feitas pelo pequeno produtor no interior do Brasil, vendida a lotes limitados em locais selecionados. Coisa de Slow Food, quase. O nome? Tubaína. 

&lt;br /&gt;
Para surpresa geral, a bebida que era sinônimo de tutti-frutti a poucos centavos está sendo reposicionada. O aspecto quebra-galho da produção de fundo de quintal ganhou glamour e há, em São Paulo, um bar dedicado a seus fãs.
 
&lt;br /&gt;
No &lt;a href="http://www.tubainabar.com/" target="_blank"&gt;Tubaína Bar&lt;/a&gt; tem a Gengibirra Limonge, a Arco Íris Uva, o guaraná Jesus e a peruana Inca Kola. Bom para quem quer liberar o lado “tubainer” e fazer uma degustação horizontal; identificar as notas que fazem de cada variedade uma experiência única. 
&lt;br /&gt;
Se o vinho abriu as portas para cerveja, chá, azeite e até água, nada mais justo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/utQI9YSIvCk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/utQI9YSIvCk/refrigerante-de-gente-grande.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_nieIGWiCsnw/TMBDctrkyTI/AAAAAAAAKOk/MjqnzBEXF7M/s72-c/dry-soda-01.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/04/refrigerante-de-gente-grande.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/ZROUrs6FELw/refrigerante-de-gente-grande.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-464840202589104415</guid><pubDate>Fri, 20 Apr 2012 12:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-20T09:48:20.435-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">em são paulo</category><title>Madrugada comestível</title><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9ZAIHDllbWs/T4xhQJGD9AI/AAAAAAAAA2g/ezt2f1NzPrA/s1600/galinhada.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-9ZAIHDllbWs/T4xhQJGD9AI/AAAAAAAAA2g/ezt2f1NzPrA/s320/galinhada.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A galinhada (foto: divulgação)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Oferecer atrações para todos os gostos a qualquer hora é um dos maiores atrativos de São Paulo.Sabe aquela piada do “o que você faz da meia-noite às 5h”? Por aqui, você faz coisa para caramba.Come bem, inclusive. Quem gosta de fazer aquela boquinha no meio da madrugada não precisa assaltar a geladeira ou apelar para sanduíche de trailer pós-balada: &lt;a href="http://www.facebook.com/o.mercado.minas.gerais352" target="_blank"&gt;O Mercado&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://pt-br.facebook.com/galinhadadalvaedito" target="_blank"&gt;Galinhada do Dalva e Dito&lt;/a&gt; vão salvá-lo do perigo.&lt;br /&gt;
O Mercado é ideia dos chefs Checho Gonzáles e Henrique Fogaça e nasce amanhã, dia 21. A feira será composta de 13 barraquinhas pilotadas por profissionais como Janaina Rueda (Bar da Dona Onça), Lourdes Hernandez (Casa dos Cariris) e Alexandre Leggieri (Cannoleria Casa di Dante). As receitas vão custar entre R$ 5 e 20.&lt;br /&gt;
A primeira edição d’O Mercado acontece de 0h às 5h no pátio do Sal Gastronomia (rua Minas Gerais, 350). A segunda edição já tem data marcada: será entre os dias 5 e 6 de maio em pleno Minhocão. Vai fazer parte da programação da Virada Cultural, evento da Secretaria Municipal de Cultura que anualmente oferece programação cultural gratuita durante 24 horas. &lt;br /&gt;
A Galinhada do Dalva e Dito (rua Padre João Manuel, 1115) é point há mais de ano. Geovane Carneiro, sub-chef de Alex Atala no D.O.M., costumava cozinhar a galinha no arroz para alimentar a brigada após o expediente. A receita foi fazendo fama e atraiu as brigadas vizinhas. Logo abriu-se a porta da frente e a galinhada é servida a quem quiser no meio do fim de semana, entre 0h às 3h de domingo.&lt;br /&gt;
O prato sai a R$ 39 por pessoa e cada um se serve na cozinha, escolhendo quanto quer de frango, arroz branco ou com pequi, quiabo, pirão e farofa. &lt;br /&gt;
Melhor pular a feijoada de sábado e começar a cochilar agora mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/u0AB76G8DX0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/u0AB76G8DX0/madrugada-comestivel.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-9ZAIHDllbWs/T4xhQJGD9AI/AAAAAAAAA2g/ezt2f1NzPrA/s72-c/galinhada.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/04/madrugada-comestivel.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/o9n6W-xoyLc/madrugada-comestivel.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-3245438859064155710</guid><pubDate>Fri, 06 Apr 2012 11:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-06T08:29:00.900-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><title>Turismo de supermercado</title><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.esmmagazine.com/images/stories/lidl_1372479c.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.esmmagazine.com/images/stories/lidl_1372479c.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Foto: European Supermarket Magazine&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Vou pular a parte em que eu comento o quanto gosto de viajar, como o sair de casa e enfrentar o novo (mesmo que seja velho conhecido) é um carregador de baterias gigante e necessário. Vou direto para minha dica de viagem preferida: o ponto turístico mais imperdível de qualquer país, estado e cidade é o supermercado.
  
&lt;br /&gt;
Há quem entenda que paisagens, museus e outlets sejam mais negócio. Mas até a esses eu digo que vale a pena guardar umas horinhas do passeio para explorar as gôndolas alheias. 
  
&lt;br /&gt;
No supermercado o turista transcende seu status de “outro” e passa a pertencer, ainda que um pouquinho. Podemos não saber o que significam os rótulos, ou entender se os preços estão altos ou baixos, mas, carrinho em mãos, somos locais e não damos nenhuma bola para qualquer estrangeiro.
  
&lt;br /&gt;
E não precisa ser supermercado chique. Um dos meus preferidos na Europa é o Lidl. É tipo aquele cara com quem você sairia se suas amigas nunca viessem a saber. É alemão, feio, bagunçado, às vezes sujo, mas é uma das melhores opções na Europa para compradores sem orçamento. 
  
&lt;br /&gt;
Mas é preciso estar preparado. O Lidl não segue a lógica brasileira que coloca batata palha no corredor dos pães de cachorro-quente. Leite, linguiça, vinagre e sopa de pacotinho compartilham a mesma prateleira. E são produtos oriundos da longínqua e misteriosa Europa Oriental, e a maioria dos rótulos tem palavras com cinco consoantes e só uma vogal. Mas o brie custava um euro na minha última visita. Um euro!
  
&lt;br /&gt;
Já nos Estados Unidos você me acha no Walmart. Cada loja é tão grande que tem planetas orbitando ao redor. Isso além dos milhares de cosméticos, gadgets, comidinhas, utensílios de cozinha. Tudo que você sempre sonhou, aquela coisinha impossível que um dia pipocou na cabeça e te fez pensar: "ah, se eu tivesse isso minha vida seria tão melhor...". Lá tem. 
  
&lt;br /&gt;
E é barato. Os preços são tão baixos que dá vontade de contratar um container e encher de frigobar, equipamentos para pesca e máquinas que embalam a comida a vácuo. 
  
&lt;br /&gt;
Taí minha dica para o feriado, caso você tenha chance. Eu, particularmente, acharia um programão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/UWq0wuenR_A" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/UWq0wuenR_A/turismo-de-supermercado.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/04/turismo-de-supermercado.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/6-yXrO4VzMQ/turismo-de-supermercado.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-7442969412147212683</guid><pubDate>Tue, 03 Apr 2012 12:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-03T09:27:09.978-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">memórias e desabafos</category><title>Picadinho</title><description>Já passava das 10 horas. Apesar do hábito de dormir cedo os dois ainda estavam em frente à televisão, de pijamas. Haviam protestado o quanto puderam diante do presente do filho, mas agora ali, diante da nova tv grandona e com imagem perfeita, estavam bem satisfeitos.
&lt;br /&gt;
De repente a campanhia tocou. Mas quem seria a essa hora? O marido foi abrir, cauteloso. Atrás da porta estava um homem de meia idade. Devia ter a mesma idade do filho, mas estava envelhecido, com aquele ar abatido e pálido dos que habitam o escritório. Trajava um terno marrom amarrotado e carregava uma valise.
&lt;br /&gt;
Deu boa noite e foi entrando, sem cerimônias. O marido, atônito, não tentou impedir. O sujeito caminhou até a mesa de jantar e se sentou na cabeceira. A mulher adiantou-se para tomar uma providência. Mas foi interrompida pelo pedido.
&lt;br /&gt;
- Há tempo estou com vontade de picadinho. Simples, cheiroso, com arroz e nada mais. Hoje larguei tudo pela metade e vim. Já estava na hora.
&lt;br /&gt;
Dito isso, silenciou, como que à espera. Os dois se olharam por um longo minuto, sem entender direito o que passava. Até que ela se cansou e tomou uma atitude. Foi ao quarto, vestiu o quimono de flanela, ajeitou o cabelo e voltou para a cozinha.
&lt;br /&gt;
Começou. Dourou cebola na manteiga e depois juntou a carne. Salpicou tudo com farinha de trigo, acrescentou molho inglês e extrato de tomate, mexendo sem parar. Cozinhou em fogo baixo até o caldo engrossar. Acertou sal e pimenta, colocou no prato acompanhado de um arrozinho branco.&lt;br /&gt;
Colocou o prato fumegante no nariz do sujeito. À essa altura o marido também estava sentado na mesa. O silêncio seguia. Ela sentou-se.
&lt;br /&gt;
O homem pegou o garfo e provou o picadinho. Mastigou devagar. Mesmo sem dar sinal de aprovação repetiu a garfada. Várias vezes. Limpou o prato, a boca, levantou-se. Atirou duas notas de dez na mesa, agradeceu com um meio sorriso. Foi sozinho até porta.
&lt;br /&gt;
Os dois se olharam de novo. Ela se levantou primeiro e foi levar o prato para a cozinha. Ele recolheu os vinte contos e colocou numa caixinha em cima do piano. 
&lt;br /&gt;
- Até que foi um bom negócio - sorriu. 
&lt;br /&gt;
E aí sim os dois foram dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/OwzsT4UTH9c" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/OwzsT4UTH9c/picadinho.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/04/picadinho.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/qLut1FY4eBg/picadinho.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8189009.post-1681198133549498999</guid><pubDate>Fri, 30 Mar 2012 15:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-30T12:59:31.056-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">viajando</category><title>Vou-me embora para Cocanha...</title><description>&lt;a href="http://imagecache.allposters.com/images/pic/ROSS/5337~Voyage-Au-Pays-De-Cocagne-c-1900-Posters.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://imagecache.allposters.com/images/pic/ROSS/5337~Voyage-Au-Pays-De-Cocagne-c-1900-Posters.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 218px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 310px;" /&gt;&lt;/a&gt;Era uma vez um país em que todos eram livres. Para preguiçar embaixo do coqueiro, namorar quem bem entendesse e aproveitar a comida boa, que ficava à disposição em terra, mar e ar, bastava abrir a boca. Mas não é nada fácil chegar lá. O país fica escondido, ou muda de lugar, e por isso quem encontra não deve fazer a besteira de partir.&lt;br /&gt;
A Cocanha entrou na carta geográfica mundial na Idade Média. Numa época em que tudo era fome, injustiça e preconceito, o mito dessa combinação de casa da bruxa de João e Maria com ilha de Lost povoava os sonhos das gentes com promessas de abundância, ociosidade, liberdade, juventude eterna. Daí pra cá, muitos buscaram sem encontrar, adaptando a descrição desse paraíso libertino a seu bel prazer.&lt;br /&gt;
O mito surgiu, diz-se num &lt;i&gt;fabliau&lt;/i&gt; francês do século XIII. Explica-se aí que Cocanha tem telhados de toucinho, cercas de salsicha, campos de trigo cercados de carne assada e presunto, gansos que se assam sozinhos pela rua e riachos de vinho (metade tinto, metade branco). Lá quem mais dorme mais ganha, tem feriado e domingo todo dia, quatro carnavais e natais por ano, quaresma só a cada duas décadas.&lt;br /&gt;
As histórias seguem, com muitas similaridades entre si, até meados do século XX. Depois a Cocanha saiu dos guias de viagem imaginários, o que é curioso. Se não acreditamos mais em uma terra onde a sobrevivência é incrivelmente facilitada, acho eu, é porque não precisamos mais disso.&lt;br /&gt;
Será o caso? Não é o meu, e por isso eu me recuso a acreditar que já não tem Cocanha. Esse país de sonho existe, saibam vocês. E um dia ele fará parte do meu endereço, assim: Joana Pellerano, Rua do Queijo com Goiabada, 15, Cocanha. E vocês todos podem ir me visitar no feriado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Ainda com fome? http://apetite.info&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/feedburner/DvEc/~4/w9JQkBMrwiE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/feedburner/DvEc/~3/w9JQkBMrwiE/vou-me-embora-para-cocanha.html</link><author>noreply@blogger.com (Joana Pellerano)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.apetite.info/2012/03/vou-me-embora-para-cocanha.html</feedburner:origLink><feedburner:origLink>http://feedproxy.google.com/~r/apetite/~3/7GNari-q8KQ/vou-me-embora-para-cocanha.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>
