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	<title>Carona Interativa</title>
	
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	<description>Um blog sobre viagens, turismo e aventura que irá promover a prática da carona e resgatar o humanismo entre as pessoas</description>
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		<title>Bonito (MS) para mochileiros</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 16:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mato Grosso do Sul]]></category>
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		<description><![CDATA[Acabo de levar um pacote de bicicleta. Achei bom. Primeiro porque pude testar qual é o limite de velocidade que posso andar numa curva com asfalto molhado. Da pior maneira, é claro. Outra porque, por causa dos ferimentos, estou de molho em casa e assim com tempo para atualizar esse querido blog. Aeee!! Ai, ui&#8230;
Bom, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_337" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-337" title="Bonito por natureza (foto por mauro.godinho)" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bonito8.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Bonito por natureza (foto por mauro.godinho)</p></div>
<p>Acabo de levar um pacote de bicicleta. Achei bom. Primeiro porque pude testar qual é o limite de velocidade que posso andar numa curva com asfalto molhado. Da pior maneira, é claro. Outra porque, por causa dos ferimentos, estou de molho em casa e assim com tempo para atualizar esse querido blog. Aeee!! Ai, ui&#8230;</p>
<p>Bom, a pauta de hoje só podia ser sobre o carnaval. Ou o que sobrou dele. E por quem sobreviveu. Nunca fui muito fã de escolas de samba, trio elétricos, marchinhas e da muvuca que impera nessa época. Sempre busquei refúgios e tranqüilidade nas ilhas de Superagüi, Cardoso, Ilha Grande&#8230; mas são lugares que já conheço só pelo cheiro, então resolvi inverter o fluxo natural dos carnavalescos. Em vez de ir para praia, fui para o interior, mais especificamente para Bonito, no Mato Grosso do Sul! <span id="more-336"></span></p>
<div id="attachment_339" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-339" title="Pra chegar em Bonito, vai ter que passar por nós!" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bonito2.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pra chegar em Bonito, vai ter que passar por nós!</p></div>
<p>Bonito é um dos pontos turísticos mais vendidos fora do Brasil. Sua fama de paraíso ecoturístico faz com que 150 mil pessoas visitem a região todo ano. Apesar do movimento, Bonito tem apenas 18 mil habitantes e uma lerdeza digna de cidade pequena. Seus atrativos naturais, como rios cristalinos, cachoeiras, grutas e cavernas estão espalhados pela região longe do centro, alguns até em cidades próximas como Jardim e Bodoquena. Maioria dos passeios exige presença de guias e reservas com antecedência, que podem ser feitas nas agências de turismo locais.</p>
<p>Muita gente acha que Bonito é um destino caro e elitizado demais. Confesso que também tinha um pouco dessa impressão, mas quando escolhi os passeios certos, pude ver que o dinheiro depositado realmente é aplicado na infra-estrutura, limpeza, treinamento e, principalmente, na preservação dos lugares. Os preços dos passeios são tabelados e a forma de economizar é se virando no transporte e nas caronas. Sabendo disso, vou passar algumas dicas que captei no Carnaval desse ano por lá.</p>
<div id="attachment_338" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-338" title="Área externa do Bonito Ecological Hostel " src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bonito1.jpg" alt="" width="500" height="332" /><p class="wp-caption-text">Área externa do Bonito Ecological Hostel </p></div>
<p>Quer economizar? Viaje fora de temporada. Os preços tabelados ficam em média 30% mais baratos e você não corre o risco de perder aquele passeio “imperdível” só porque não fez reserva 3 meses antes. Outra dica é ser alberguista e se hospedar no <a href="http://www.ajbonito.com.br/" target="_blank">Bonito Ecological Hostel</a>. Além da boa estrutura do estabelecimento, com piscina, redário, cozinha, etc, no hostel também funciona uma agência de turismo onde alberguistas com carteirinha tem descontos em vários passeios. Sem falar que você acaba conhecendo muita gente, o que facilita na hora de descolar caronas pela região.</p>
<p>Bonito fica a 330 km da capital Campo Grande, viagem que pode levar até 5 horas de ônibus. Para evitar essa chateação, logo no desembarque do aeroporto é possível perceber que muitos dali irão seguir para Bonito. No saguão, agentes de viagens, donos de condução, receptivos, todos aguardando turistas que reservaram seus pacotes. Nessa hora, vale tudo para descolar uma carona, pois se depender de ônibus, terá que fazer 3 baldeações até a rodoviária e ainda gastar 55 reais com a passagem. Quem estiver em grupo, compensa também alugar um carro em Campo Grande.</p>
<p>Basicamente podemos dividir as atrações de Bonito em 4 categorias: balneários, flutuações, ecoturismo e aventura. Se o tempo for curto e quiser evitar passeios parecidos, tente escolher uma atração de cada tipo. Vamos aos destaques:</p>
<p><strong>Balneários</strong><br />
Para conhecer os balneários não é necessário um guia e por isso são as atrações mais populares, procuradas por turistas e moradores da região. São áreas com estrutura para receber muitas pessoas, oferecendo lanchonetes, quiosques, vestiários e opções de lazer. Uma tarde é suficiente para conhecer as águas transparentes do Rio Formoso que corta boa parte dos balneários.</p>
<div id="attachment_340" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-340" title="Flutuação em um olho d'água no Rio da Prata" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bonito4.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Flutuação em um olho d&#39;água no Rio da Prata</p></div>
<p><strong>Flutuações</strong><br />
Grande chamariz de Bonito, com seus rios cristalinos e cheios de peixes. Os passeios mais procurados são do Rio Sucuri, Baía Bonita (Aquário Natural) e o Rio da Prata. Acabei ficando com o último, pois o tempo de flutuação era maior (1h30), além da nascente do Prata oferecer maiores peixes e variedade de espécies. Um programa fascinante! Para chegar lá, um imprevisto: tivemos que esperar uma boiada passar pela estrada, enquanto os vaqueiros escoltavam o gado para evitar que a manada estourasse. No final de passeio, almoço típico pantaneiro, com direito a sobremesa de doces caseiros. Eleita a melhor atração do Brasil pelo Guia 4 Rodas em 2008 e 2009.</p>
<p><strong>Ecoturismo</strong><br />
Existem muitas opções de ecoturismo para o visitante em Bonito. Fazendas, estâncias, recantos, parques. Optei por conhecer a Cachoeira Boca da Onça, na Serra da Bodoquena, pois é a maior do Mato Grosso do Sul com 156 metros. Para minha surpresa, o lugar reservava diversas outras quedas e possuía até uma opção de rapel com 90 metros de altura. O receptivo da fazenda era muito bem cuidado com piscina, redário e uma varanda aconchegante. No final do passeio, mais um delicioso almoço para recuperar as energias. Recomendo!</p>
<div id="attachment_341" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-341" title="Cachoeira da Boca da Onça" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bonito5.jpg" alt="" width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira da Boca da Onça</p></div>
<p>Outra atração muito procurada é a da Gruta Azul, um dos cartões postais de Bonito. A caverna possui em seu interior um lago com águas intensamente azuladas, cuja profundidade chega a 90 metros. Infelizmente, por causa da grande procura no carnaval, não consegui vaga para visitação. Nem esquentei a cabeça, pois minha expectativa era de conhecer outra caverna, muito mais desafiadora: o Abismo Anhumas!</p>
<p><strong>Aventura</strong><br />
Sem dúvida a maior aventura de Bonito é conhecer o Abismo Anhumas. Quem se aproxima da &#8220;boca&#8221; da estreita fenda não imagina que poucos metros abaixo irá se deparar com um salão do tamanho de um campo de futebol. Ali dentro, um novo mundo se revela. Para desbravá-lo, é necessário encarar um rapel negativo &#8211; sem contato com o paredão &#8211; de 72 metros de altura. Até aí tudo bem, mas para subir como faz?</p>
<div id="attachment_343" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-343" title="Subindo o Abismo Anhumas" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bonito7.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Subindo o Abismo Anhumas</p></div>
<p>O Anhumas é uma das poucas atrações do mundo onde o turista também pratica a técnica de ascensão (subida) em corda, utilizada em escaladas. Para encarar o desafio, é necessário antes fazer um treinamento indoor de rapel numa torre de 8 metros. É nesta hora que a habilidade dos monitores fica mais aguçada, pois com muita percepção analisam quem pode ou não descer e subir o Abismo: cardíacos, diabéticos e portadores de problemas nervosos ou psíquicos, assim como, pessoas muito obesas, são informadas da impossibilidade de fazer o passeio.</p>
<p>O controle de visitação do Abismo também é rigoroso. No máximo 16 pessoas por dia são convocados para a aventura, respeitando assim questões de segurança e preservação ambiental. Meu nome estava na lista de espera, sem muitas esperanças de que eu pudesse ser chamado, quando 12 pessoas foram reprovadas no treinamento em um único dia. Fui chamado às pressas e no dia seguinte já estava preparado para viajar ao centro da Terra!</p>
<div id="attachment_342" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-342" title="Depois da flutuação, passeio de bote pelos becos do Abismo" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bonito6.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Depois da flutuação, passeio de bote pelos becos do Abismo</p></div>
<p>A descida não leva mais que cinco minutos, mas é tempo suficiente para sentir o coração disparar, as mãos suarem e os olhos buscarem um ponto onde seja possível se salvar caso a corda arrebente. Sei que não me salvaria, mas é uma reação do instinto. A chegada é num deck flutuante onde outros monitores esperam para dar o apoio necessário. Lá em baixo observa-se a grandiosidade do centro da terra esculpido por milhões de anos, gota a gota d&#8217;água, formando lindas estalactites e estalagmites, com formas variadas onde a imaginação de cada um visualiza seres e objetos diferentes. O visitante ainda é surpreendido pelas formações submersas durante a flutuação guiada. Para quem ter curso de mergulho, é possível mergulhar com cilindro pagando um valor adicional. Depois haja fôlego para subir&#8230;</p>
<p>Fazendo um balanço do feriado, vejo que quatro ou cinco dias são suficientes para conhecer boa parte das belezas de Bonito. Para quem tem alguns dias a mais, compensa fazer uma visitinha até o Pantanal. Já os atrativos do centro, chamam atenção os restaurantes típicos a base de peixes e carne de jacaré. Nas sorveterias, frutas exóticas do cerrado como cupuaçu. cajamanga, araticum, pequi, jabuticaba, jatobá e outras também fazem sucesso. Na night, bares como Taboa e Oca oferecem música ao vivo e drinks com cachaças locais. Só cuidado ao esticar a noite, pois para aproveitar os passeios em Bonito, não pode perder a hora!</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
Para quem está planejando uma viagem a Bonito, segue a <a href="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Informativo-Detalhado-dos-Passeios-2010.doc" target="_blank">tabela de preços</a> dos passeios para a temporada 2010.</p>
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		<title>Jornalismo on the road, aventura em pauta</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 12:32:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Já faz alguns meses que acompanho a expedição “Brasil, cada canto um encanto”, capitaneada pelo jornalista Laércio Guidio, na sua saga de desvendar destinos turísticos poucos conhecidos por esse Brasilzão. Com mochila nas costas, poucos recursos financeiros e caronas inesperadas, Laércio faz questão de manter atualizado o blog e o twitter do projeto, mas agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz alguns meses que acompanho a expedição “Brasil, cada canto um encanto”, capitaneada pelo jornalista Laércio Guidio, na sua saga de desvendar destinos turísticos poucos conhecidos por esse Brasilzão. Com mochila nas costas, poucos recursos financeiros e caronas inesperadas, Laércio faz questão de manter atualizado o <a href="http://cadacantoumencanto.blogspot.com/" target="_blank">blog</a> e o <a href="http://twitter.com/brasilcadacanto" target="_blank">twitter</a> do projeto, mas agora precisa também lidar com a participação do seu público.</p>
<p>Segue abaixo a carta aberta do <a href="http://twitter.com/brasilcadacanto" target="_blank">@BrasilCadaCanto</a> sobre esse assunto e o convite para conhecer um pouco mais sua aventura! <span id="more-331"></span></p>
<div id="attachment_332" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-332" title="Laércio Guidio, pronto para escalar uma torre de alta tensão" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/laercioguidio.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Laércio Guidio, pronto para escalar uma torre de alta tensão</p></div>
<p><span style="color: #c0c0c0;">&#8220;Desde que a expedição “Brasil, cada canto um encanto” começou fazer jornalismo na estrada, guiada pelas sugestões dos seguidores do (@BrasilCadaCanto) no twitter, surgem sempre as mesmas perguntas: Como é ser pautado por internautas, e quais as dificuldades encontradas?</span></p>
<p><span style="color: #c0c0c0;">O jornalismo precisa cada vez mais da interação, o público não é mais mero espectador, ele quer participar da matéria, fazer suas sugestões, elogiar ou criticar, quer ter voz, é muita prepotência querer “empurrar” informação goela abaixo.</span></p>
<p><span style="color: #c0c0c0;">Importante entender essa questão da interação em que o leitor deixa de ser um decodificador passivo de textos, os jornais que ainda não aprenderam essa mudança terão que aprender. Nem sempre é possível seguir as sugestões dos internautas num primeiro momento, mas elas não são ignoradas e sim passam a fazer parte de um projeto de estudo de viabilidade. </span></p>
<p><span style="color: #c0c0c0;">O mochilão  “Brasil, cada canto”, não mostra somente lugares, para isso já há centenas de matérias. A meta é sempre mostrar com a visão de um mochileiro, o que é divertido, interessante, curioso, radical, no lugar visitado. Não são matérias de turismo deslocadas, é uma expedição por lugares poucos conhecidos, ou uma visão diferente de lugares já bastante divulgados, feitas pensando unicamente em abrir um leque de opções para as pessoas se aventurarem pelo Brasil.</span></p>
<p><span style="color: #c0c0c0;">Quanto às dificuldades encontradas, são superadas ao andar por quilômetros e ver a queda de uma cachoeira, ou ver uma floresta preservada de cima de uma montanha. Pode parecer uma resposta politicamente correta, mas é melhor que reclamar da chuva, da sede, do mato, da distância, do calor. Tem gente que mesmo estando no paraíso, vai sempre procurar do que se queixar.</span></p>
<p><span style="color: #c0c0c0;">É justamente a emoção da dificuldade que distingue um passeio de uma aventura.&#8221;<br />
<em><br />
Laércio Guidio – Jornalista </em></span></p>
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		<title>Chapada Diamantina – Lençóis e o Vale do Capão</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 20:13:30 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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		<description><![CDATA[Caro leitor, agora que você já conheceu um pouquinho mais sobre os vilarejos da Chapada Diamantina (Rio de Contas, Ibicoara, Mucugê, Igatu), creio que está preparado para continuar essa incrível viagem pelo coração da Bahia sem medo de ser enganado ou de gastar uma grana preta com passeios enlatados na cidade de Lençóis. Se estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_325" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-325" title="Casario colonial de Lençóis" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lencois1.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Casario colonial de Lençóis</p></div>
<p>Caro leitor, agora que você já conheceu um pouquinho mais sobre os vilarejos da Chapada Diamantina (<a href="http://www.caronainterativa.com.br/chapada-diamantina-rio-de-contas/" target="_blank">Rio de Contas</a>, <a href="http://www.caronainterativa.com.br/chapada-diamantina-ibicoara/" target="_blank">Ibicoara</a>, <a href="http://www.caronainterativa.com.br/chapada-diamantina-mucuge/" target="_blank">Mucugê</a>, <a href="http://www.caronainterativa.com.br/chapada-diamantina-igatu/" target="_blank">Igatu</a>), creio que está preparado para continuar essa incrível viagem pelo coração da Bahia sem medo de ser enganado ou de gastar uma grana preta com passeios enlatados na cidade de Lençóis. Se estou certo, vamos nessa!</p>
<p>A “capital” da Chapada oferece ao visitante uma boa infra-estrutura de pousadas, restaurantes, agências de turismo e aventura, mas também não abandona seu passado. Os principais casarões foram reformados com cuidado e hoje abrigam grande quantidade de lojas, botequins e ateliês. Em meio a sua arquitetura colonial preservada, não é difícil imaginar os donos de garimpo de antigamente, com seus ternos brancos circulando pelas ruas estreitas em frente as casas simples e coloridas. <span id="more-323"></span></p>
<div id="attachment_326" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-326" title="Galerinha em cima do Morro do Pai Inácio" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lencois2.jpg" alt="" width="500" height="366" /><p class="wp-caption-text">Galerinha em cima do Morro do Pai Inácio</p></div>
<p>Esse encantamento da cidade, aliada as belezas naturais da região, provocaram a multiplicação dos visitantes sem um controle adequado (principalmente feriados e épocas de temporada) congestionando os passeios mais próximos do centro como o Ribeirão do Meio, a Cachoeirinha ou o Sossego. Outras atrações como Poço do Diabo, Morro do Pai Inácio, Gruta da Lapa Doce e Pratinha também sofrem com o excesso de turistas, pois são oferecidos em pacotes de um dia por várias agências. O pacotão sai em média 50 reais e é uma opção econômica para o viajante sem transporte próprio.</p>
<p>Quem gosta de esportes radicais e possui uma verba extra para torrar, Lençóis oferece rapel e tirolesa no Poço do Diabo, bungee jump na Gruta do Lapão, canoagem no Marimbus (Pantanal da Chapada), bikecross até o Morro do Pai Inácio e diversos outros esportes bacanas. Mas a atividade mais procurada pelos viajantes mochileiros é o trekking!</p>
<div id="attachment_327" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-327" title="Cânion da cachoeira da Fumaça" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lencois3.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cânion da cachoeira da Fumaça</p></div>
<p>Um dos trekkings mais famosos do Brasil é a trilha da cachoeira da Fumaça por baixo. São três dias de caminhada forte (o último é o mais desgastante por causa da íngreme subida do cânion), sendo necessária a companhia de um guia. A recompensa para quem atinge o topo da cachoeira é um cenário deslumbrante. A água do pequeno riacho que nasce em cima do platô cai de uma altura imponente, se dissipando com o vento numa fina névoa que desaparece bem antes de alcançar o chão, 340 metros abaixo.</p>
<p>Próximo à cachoeira da Fumaça, descendo o outro lado do morro, fica o povoado de Caeté Açu, mais conhecido como Vale do Capão. A primeira impressão que se tem do Capão é a de um lugar saído dos contos de fadas, onde duendes e gnomos se misturam a privilegiados mortais em busca do equilíbrio com a natureza. A diferença com outros locais da Chapada está no conceito desenvolvido há mais de duas décadas pelas comunidades alternativas que se instalaram no Capão em busca de uma vida mais natural e focada na espiritualidade.</p>
<div id="attachment_324" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-324" title="Aulas de circo no vale do Capão" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lencois4.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Aulas de circo no vale do Capão</p></div>
<p>Uma pena que boa parte dos mochileiros que chegam no Capão mal visitam o vilarejo, pois esses estão mais interessados em fazer a travessia do Vale do Paty. Quem tiver a oportunidade de se hospedar no Capão, vai conhecer pessoas de diferentes partes do mundo reunidas em torno de um estilo de vida voltado ao desenvolvimento humano e ao respeito à natureza. Atividades como circo, dança, teatro, banhos nus, cultivo de ervas medicinais e aquele friozinho à noite, fazem do Capão e da região da Chapada Diamantina um dos destinos turísticos mais incríveis do país!</p>
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		<title>Reveillon em Pouso da Cajaíba</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 21:35:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Olha lá os urubus”, berra um cidadão chapado na proa. Na barca pra Cajaíba, os efeitos da maresia alteravam expressões e sentidos. Nosso comandante, ex-viciado, sentia o cheiro do passado no ar. Agora, era o álcool que lhe fazia companhia. Abaixo das gaivotas, e não urubus, golfinhos convidavam-nos para um mergulho no mar transparente. Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_320" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-320" title="Pouso da Cajaíba" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/01/pouso1.jpg" alt="Pouso da Cajaíba" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pouso da Cajaíba</p></div>
<p>“Olha lá os urubus”, berra um cidadão chapado na proa. Na barca pra Cajaíba, os efeitos da maresia alteravam expressões e sentidos. Nosso comandante, ex-viciado, sentia o cheiro do passado no ar. Agora, era o álcool que lhe fazia companhia. Abaixo das gaivotas, e não urubus, golfinhos convidavam-nos para um mergulho no mar transparente. Um show de barrigadas. E quem disse que subir no barco era fácil? <span id="more-319"></span></p>
<p>Chegar em Pouso da Cajaíba é como entrar num paraíso remoto. Longe de estradas, automóveis, televisão e Internet, nem a luz de fato existia por lá. A comunidade faz questão de se virar com placas de energia solar e geradores a óleo. Toda manhã encostava um navio pirata, com gelo contrabandeado de Paraty, vendido a preço de ouro. O valor era repassado na latinha de cerveja, que não saia por menos de R$ 3,00. A novidade desse ano era o açaí, feito num liquidificador engenhoso movido a manivela.</p>
<p>A região da baia da Cajaíba, pertence à área de proteção ambiental do Cairuçu e apresenta uma magnífica beleza natural com inúmeras praias desertas ou pouco habitadas, separadas por montanhas cobertas pela Mata Atlântica. Até pela proximidade geográfica, há uma semelhança muito grande com as praias da Ilha Grande, mas sem a devastação imobiliária e invasão de forasteiros que atualmente imperam na ilha. Por enquanto, a praia de Pouso continua sendo uma típica comunidade caiçara, abrigo seguro de barqueiros que saem em alto mar e dos visitantes que não suportam a babilônia das grandes cidades.</p>
<p>O que ninguém esperava neste fim de ano era uma intensa chuva que começou dia 29 e se estendeu até dia 01 a tarde. A avalanche de água transformou trilhas em rios. O camping onde eu estava ficou submerso. Minha barraca agüentou até dia 31, depois pediu arrego. Hora de interditar o cafofo e gritar “ninguém dorme”. No reveillon concentrado pelos bares da praia, sambão, cerveja, espumante e&#8230; malibu? Cortesia da paulista Ana Paula, que me ofereceu carona até Sampa (ok, eu me auto-convidei).</p>
<p>Ao amanhecer, “gameover” para muita gente. Quem queria ir embora se assustava com os boatos sobre as tragédias e estragos da chuva. Para os que resistiram, o Sol voltou a brilhar como se tivesse apagado a meses. Mais uma vez a natureza mostrou quem que manda no mundo dos homens. Feliz 2010 para todos.</p>
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		<title>Chapada Diamantina – Igatu</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 17:48:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tocas de pedra, ruínas, cavernas e espantalhos. O cenário é de uma cidade destruída e abandonada. Quem visita Igatu, antes conhecida como Xique-Xique, logo imagina ser a Machu Picchu brasileira. Fundada entre 1800 e 1840, a vila histórica foi repouso dos garimpeiros que aproveitavam as pedras abundantes no local para fechar as tocas naturais transformando-as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_313" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-313" title="Rampa do Caim" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igatu1.jpg" alt="Rampa do Caim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Rampa do Caim</p></div>
<p>Tocas de pedra, ruínas, cavernas e espantalhos. O cenário é de uma cidade destruída e abandonada. Quem visita Igatu, antes conhecida como Xique-Xique, logo imagina ser a Machu Picchu brasileira. Fundada entre 1800 e 1840, a vila histórica foi repouso dos garimpeiros que aproveitavam as pedras abundantes no local para fechar as tocas naturais transformando-as em moradias. Eram os verdadeiros homens das cavernas. <span id="more-311"></span></p>
<div id="attachment_314" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-314" title="Toca de pedra, moradia de garimpeiros" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igatu2.jpg" alt="Toca de pedra, moradia de garimpeiros" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Toca de pedra, moradia de garimpeiros</p></div>
<p>A história se repete. O garimpo entrou em decadência e todo mundo foi embora. Hoje, Igatu é apenas um distrito da cidade de Andaraí. Vivem por ali mais ou menos 400 pessoas num cenário estranhamente belo e bucólico. Por estar dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, o turismo vem se firmando como principal fonte de renda da população. Na casa do famoso seu Amarildo, por exemplo, os turistas ficam sabendo de toda a história de Igatu contada em revistinhas escritas por ele à mão. Amarildo também vende doces e coleciona fotos e artigos relacionados a “Xuxa”. Não é a toa que já fora entrevistado até pelo jornalista Mauricio Kubrusly, em um de seus quadros no Fantástico.</p>
<div id="attachment_315" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-315" title="Paisagem de Igatu" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igatu3.jpg" alt="Paisagem de Igatu" width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">Paisagem de Igatu</p></div>
<p>Além de personagens curiosos, Igatu reserva uma natureza exótica e paisagens naturais de tirar o fôlego. Vale a pena encarar duas horas de caminhada para deslumbrar a monumental Rampa do Caim, um mirante onde de um lado avista-se a paisagem do Vale do Paty e do outro, o cânion do Rio Paraguaçu.</p>
<div id="attachment_312" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-312" title="Companhia na caroninha pra Andaraí" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igatu5.jpg" alt="Companhia na caroninha pra Andaraí" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Companhia na caroninha pra Andaraí</p></div>
<p>Outra atração bacana é a antiga trilha de garimpeiros (11 km) que segue em direção a Andaraí, podendo ser feita de bike ou a pé por três horas. Quem quiser sair de Igatu sem suar muito, terá que acordar cedo para pegar o ônibus escolar (único transporte público da região) ou se arriscar em imprevisíveis caronas. Como eu não queria passar a noite por ali, só me restou encarar a caçamba da caminhonete de um comerciante local que estava preste a partir para Andaraí. “Você se importa em ter companhia?” perguntou o motorista. Falei que não e junto comigo subiu um cão labrador enorme, com cara de poucos amigos&#8230;</p>
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		<title>Chapada Diamantina – Mucugê</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:28:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Diamante! Mineral monométrico, carbono puro, a mais dura e brilhante das pedras preciosas. Sem ele, a simpática Mucugê e tantas outras vilas e cidades da Chapada Diamantina não teriam surgido. Antes, a chamada terra prometida era vagamente povoada, dominada pelos índios Maracás que respondiam com violência à chegada de estranhos. Porém, em 1844, com anúncio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_305" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-305" title="Centrinho de Mucugê" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge1.jpg" alt="Centrinho de Mucugê" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Centrinho de Mucugê</p></div>
<p>Diamante! Mineral monométrico, carbono puro, a mais dura e brilhante das pedras preciosas. Sem ele, a simpática Mucugê e tantas outras vilas e cidades da Chapada Diamantina não teriam surgido. Antes, a chamada terra prometida era vagamente povoada, dominada pelos índios Maracás que respondiam com violência à chegada de estranhos. Porém, em 1844, com anúncio da descoberta de diamantes próximo ao rio Mucugê, a população itinerante que explorava o Brasil atrás de riquezas tomou conta da região: comerciantes, colonos, jesuítas, contrabandistas e estrangeiros se espalhavam em vilas marcadas pela falta de leis e autoridades oficiais. <span id="more-303"></span></p>
<div id="attachment_306" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-306" title="Sempre-Viva" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge2.jpg" alt="Sempre-Viva" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Sempre-Viva</p></div>
<p>O diamante logo desapareceu obrigando as poucas famílias que resistiram a se dedicarem na criação de gado e no cultivo de cereais. Mais tarde, iniciou-se a exploração dos campos de Sempre-Viva, planta com mais de 400 variações encontrada com facilidade no cerrado da Chapada. Exportada em grandes quantidades para Europa como adorno natural, chegou estar ameaçada de extinção. Atualmente, a prefeitura de Mucugê mantém dentro de uma área de preservação o Projeto Sempre-Viva, que tem objetivo de regulamentar sua exploração aliando pesquisa, ecoturismo e geração de empregos.</p>
<p>Desde 1980, Mucugê é considerado patrimônio da humanidade devido ao seu valor arquitetônico colonial diferenciado e sabiamente preservado. Um passeio pelas ruas do município revela o casario neoclássico e neogótico do século 19, a exemplo do Cemitério Bizantino, encravado no morro do Mirante do Cruzeiro. Além da sede do Projeto Sempre-Viva, a cidade reserva ao viajante independente diversas atrações naturais como a Cachoeira Três Barras, Cachoeira dos Cristais e os poços conhecidos como Mar da Espanha e Sibéria. Vale a pena conhecer as cachoeiras com suas pedras dispostas em camadas, formando uma escadaria natural até o topo delas.</p>
<div id="attachment_307" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-307" title="Cachoeira dos Cristais" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge3.jpg" alt="Cachoeira dos Cristais" width="400" height="554" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira dos Cristais</p></div>
<p>Para conferir os incríveis poços Azul e Encantado sem que precise encarar os onerosos passeios oferecidos em Lençóis, Mucugê acaba sendo o melhor ponto de carona para o viajante independente. Comece pesquisando nas pousadas se algum turista possui passeios agendados e tente combinar uma carona antes. Na pior das hipóteses, o trevo da cidade é garantia de carona certa, mas você terá que fazer algumas conexões ou caminhar bastante. Aventura a vista!</p>
<div id="attachment_308" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-308" title="Caroninha básica em Mucugê" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge4.jpg" alt="Caroninha básica em Mucugê" width="500" height="359" /><p class="wp-caption-text">Caroninha básica em Mucugê</p></div>
<p>De carona com um casal de Minas, fui conhecer o famoso Poço Encantado, localizado no município de Itaetê. Com 50 metros de profundidade, o poço chama atenção pela cor da água azulada, intensa e transparente, mas são os raios de Sol que, por meio de uma clarabóia natural, se transformam em protagonistas do espetáculo. Ao transpor a rocha, a luz solar se torna uma flecha iluminada que resplandece toda a magia do lugar. Como em qualquer show, há data e horário marcado para sua contemplação. Recomenda-se visitar o poço no inverno, das 9h30 às 14h, horário e época em que o Sol atinge o ângulo necessário para entrar na caverna.</p>
<div id="attachment_304" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-304" title="Poço Azul (crédito da foto: Alex Uchoa)" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge5.jpg" alt="Poço Azul (crédito da foto: Alex Uchoa)" width="500" height="332" /><p class="wp-caption-text">Poço Azul (crédito da foto: Alex Uchoa)</p></div>
<p>Localizado num sítio em Nova Redenção, próximo das nascentes do Rio Paraguaçu, o Poço Azul se diferencia por permitir o mergulho livre no local. Poder enxergar as formações rochosas submersas com extrema nitidez, apesar da grande profundidade (varia de 3,5 m a 16 m), chega a causar uma espécie de “vertigem” nos visitantes. Dentro d’água, um festival de cores e reflexos transbordava beleza em todos os espectadores, revelando em mim uma imensa vontade de registrar e compartilhar aquela experiência. Talvez porque tinha acabado de achar mais um diamante na Chapada Diamantina.</p>
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		<title>Chapada Diamantina – Ibicoara</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 22:18:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dos grandes problemas para quem quiser conhecer a Chapada é a sua dificuldade de transporte entre as pequenas cidades. Quem vai de carro próprio se aborrece com as péssimas condições das estradas, bombardeadas por buracos ou sem asfalto. Já quem chega de ônibus, deve ter paciência e tempo de sobra para esperar as linhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_298" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-298" title="Chegando na região de Ibicoara" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ibicoara1.jpg" alt="Chegando na região de Ibicoara" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Chegando na região de Ibicoara</p></div>
<p>Um dos grandes problemas para quem quiser conhecer a Chapada é a sua dificuldade de transporte entre as pequenas cidades. Quem vai de carro próprio se aborrece com as péssimas condições das estradas, bombardeadas por buracos ou sem asfalto. Já quem chega de ônibus, deve ter paciência e tempo de sobra para esperar as linhas que vêm de muito longe e nem sempre diariamente. Para o viajante mais aventureiro, a melhor opção continua sendo, é claro, a carona! <span id="more-296"></span></p>
<p>Entre Rio de Contas e Ibicoara o cenário é típico do sertão baiano: terra seca e pedregosa, pequenos arbustos retorcidos, cactos, bodes e solidão. Durante minha passagem pela região, o único veículo que encontrei capaz de cruzar esse ambiente árido e hostil foi um caminhão que entregava botijões de gás a cada 15 dias pelos povoados. Além da carona, prestei ajuda ao motorista na distribuição dos botijões. Afinal, se não fosse ele, estaria ainda fritando no meio daquele deserto.</p>
<div id="attachment_299" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-299" title="Chapadões em forma de asa de águia" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ibicoara2.jpg" alt="Chapadões em forma de asa de águia" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Chapadões em forma de asa de águia</p></div>
<p>Meu objetivo em Ibicoara era conhecer a badalada Cachoeira do Buracão e a selvagem Cachoeira da Fumacinha. Para chegar na primeira, é obrigatória a presença de um guia, que cobra mais ou menos 40 reais pelo grupo de até 5 pessoas. Para quem está sem locomoção, a dica é acordar cedo e esperar na Associação de Condutores algum turista motorizado aparecer. Se o carro não estiver cheio e você for uma pessoa simpática é só propor para rachar as despesas com o guia e pegar carona no passeio de terceiros.</p>
<div id="attachment_297" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-297" title="Campo Redondo" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ibicoara5.jpg" alt="Campo Redondo" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Campo Redondo</p></div>
<p>Apesar de tantas belezas, Ibicoara ainda está despontando para o turismo. Os visitantes que chegam se contentam apenas com os passeios de bate-volta das excursões de Lençóis. Falta infra-estrutura para a cidade. Até pouco tempo Internet, por exemplo, só existia na casa do filho do prefeito, que me ajudou a descarregar umas fotos da minha câmera. Em compensação, longe dos preços turísticos, pude negociar hospedagem em um quarto privativo numa pousada simples por módicos 7 reais a diária!</p>
<p>O centro da cidade é contornado por imensos chapadões, formando bonitas imagens como a de uma águia com as asas abertas. Atrás das montanhas fica a região conhecida como Campo Redondo, lugar místico onde vivem diversas comunidades alternativas e ufólogos que acreditam ser local de aterrissagem de seres extraterrestres. Uma dessas comunidades é o Centro de Vivência Pequena Ashtaria que propõem programas que estimulam comportamentos positivos pregando equilíbrio, harmonia, beleza, cultura, lazer e saúde, além de uma boa cozinha lacto-vegetariana.</p>
<p>A região de Campo Redondo é também local de passagem para a galera que visa conhecer a Cachoeira do Buracão, uma das mais bonitas do país. É necessário percorrer uma trilha de uma hora pela margem direita do Rio Riachão até alcançar o mirante da cachoeira, que literalmente despenca a 60 metros dentro de um cânion fechado como se fosse um buraco. Para chegar ao pé da queda, o viajante precisa se pendurar nos lisos paredões ou nadar contra a correnteza nas águas geladas do cânion. Um espetáculo único, como se a natureza tivesse criado um templo só para a cachoeira.</p>
<div id="attachment_300" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-300" title="Cachoeira do Buracão" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ibicoara3.jpg" alt="Cachoeira do Buracão" width="500" height="329" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira do Buracão</p></div>
<p>Ofuscada pelo Buracão, Ibicoara esconde seu maior segredo, já que nem todos os guias a conhecem: a Cachoeira da Fumacinha. Entre o encontro de duas montanhas, surge um paredão de 250 metros de altura onde desembocam os três saltos da Fumacinha, sendo o último uma queda de 90 metros dentro cânion semelhante a uma caverna. Surreal!! Há duas maneiras de chegar até lá: uma é seguir de carro até o povoado de Baixão e depois encarar uma trilha pesada de 4 horas subindo o leito do rio Riachão; e outra é partindo da cidade de Mucugê, fazendo trekking pela Longa Trilha por 3 dias, atingindo no final a cachoeira por cima. Mesmo sendo uma atração pouco conhecida, é altamente recomendada a presença de um guia, principalmente na época de chuvas. Uma tromba d’água dentro do cânion da cachoeira pode ser fatal!</p>
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		<title>Chapada Diamantina – Rio de Contas</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 15:39:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Capital brasileira do Ecoturismo! Assim é conhecida a Chapada Diamantina, região de esplanadas no alto de serras, encravada no coração do privilegiado estado da Bahia. Não é para menos. O parque abriga chapadões, rios e corredeiras de água avermelhada, cachoeiras, cavernas, grutas e poços de água transparente, características ideais para os praticantes deste segmento turístico. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_290" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-290" title="Sombra do Morro Pai Inácio, nos arredores de Lençóis" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas2.jpg" alt="Sombra do Morro Pai Inácio, nos arredores de Lençóis" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Sombra do Morro Pai Inácio, nos arredores de Lençóis</p></div>
<p>Capital brasileira do Ecoturismo! Assim é conhecida a Chapada Diamantina, região de esplanadas no alto de serras, encravada no coração do privilegiado estado da Bahia. Não é para menos. O parque abriga chapadões, rios e corredeiras de água avermelhada, cachoeiras, cavernas, grutas e poços de água transparente, características ideais para os praticantes deste segmento turístico. Suas condições favorecem a prática de diversos esportes de aventura como rapel, canyoning, escalada, mergulho, off road, montain bike, e principalmente trekking em suas trilhas com diferentes graus de dificuldade. <span id="more-287"></span></p>
<p>Com tantas qualidades, a região ganhou fama e hoje é invadida por milhares de turistas nacionais e principalmente estrangeiros. O local adotado para ser o portal de entrada da Chapada foi a histórica cidade de Lençóis, pipocada de agências de aventura e serviços para todos os tipos de visitantes. Maiorias das pessoas que hoje lá vivem vieram de fora para trabalhar com turismo, movimentando a cidade antes pacata e superlotando os atrativos naturais mais próximos de Lençóis. Nada que tire a beleza da imensa Chapada Diamantina que se estende além dos limites do Parque Nacional, guardando segredos e paisagens fascinantes, muitas ainda desconhecidas pelo grande público. Afinal, são quase 200 km de uma ponta a outra, que não podem ser desvendadas em uma única semana.</p>
<p>Para fugir do sistema turístico instalado em Lençóis, o mochileiro terá que ter disposição e tempo para encarar caronas (pois o transporte público na região é escasso) e visitar cada vilarejo onde estão localizadas as atrações. Uma experiência surpreendente que o levará a viajar na história do garimpo e do Brasil colonial, preservada nos traços da população de cada povoado.</p>
<p><strong>RIO DE CONTAS</strong></p>
<div id="attachment_289" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-289" title="Rodovia Verde que dá acesso a Rio de Contas" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas1.jpg" alt="Rodovia Verde que dá acesso a Rio de Contas" width="400" height="500" /><p class="wp-caption-text">Rodovia Verde que dá acesso a Rio de Contas</p></div>
<p>Perdida no extremo sul da Chapada Diamantina, a bela cidade baiana de Rio de Contas é o ponto de partida para uma fantástica viagem a essa região, que não consta nos roteiros turísticos de Lençóis e guarda as maiores riquezas da Chapada Diamantina em termos de história e cultura. Riqueza que em 2000 foi escolhido para ser palco das gravações do filme Abril Despedaçado, dirigido por Walter Salles.</p>
<p>O surgimento de Rio de Contas é curioso e trágico ao mesmo tempo. Em 1746, uma forte epidemia de febre amarela assolou a cidade vizinha de Livramento de Nossa Senhora, instalada no pé da serra. O governo local da época foi obrigado a remanejar toda a população para o topo da chapada, construindo então uma nova cidade, com ruas amplas o suficiente para que houvesse boa ventilação, evitando assim novas doenças. Era o nascimento de Rio de Contas, totalmente planejada num local onde a temperatura pode chegar a 6ºC no inverno em pleno sertão baiano!</p>
<div id="attachment_291" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-291" title="Cidade de Rio de Contas" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas3.jpg" alt="Cidade de Rio de Contas" width="500" height="299" /><p class="wp-caption-text">Cidade de Rio de Contas</p></div>
<p>Rico em ouro de aluvião, Rio de Contas viveu na segunda metade do século XVIII uma época de grande prosperidade econômica. Famílias tradicionais importavam da Europa peças de uso pessoal e decoração, ostentando riqueza e luxo. Numa celebração à abundância, pó de ouro era lançado nos Imperadores e Rainhas durante as procissões da festa do Divino Espírito Santo. São desta época os casarões em estilo colonial, hoje tombados pelo patrimônio histórico. A cidade chegou a ser a segunda vila mais importante da Bahia, até que&#8230;</p>
<p>Toda esta prosperidade desapareceu por volta do ano de 1800 com a escassez do ouro, agravando-se ainda mais com a descoberta de diamantes em outras regiões da Chapada Diamantina. Grande parte da população de Rio de Contas transferiu-se para Mucugê em busca de novas riquezas. A cidade aos poucos foi ficando praticamente abandonada, sobrando o artesanato como a principal atividade econômica.</p>
<div id="attachment_292" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-292" title="Boi morto em uma das trilhas da região" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas4.jpg" alt="Boi morto em uma das trilhas da região" width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">Boi morto em uma das trilhas da região</p></div>
<p>Atualmente o turismo começa a movimentar a cidade, principalmente na época de grandes festas como o Carnaval. Em 2000, Rio de Contas foi cenário das gravações do filme Abril Despedaçado, dirigido por Walter Salles, atraindo a atenção da mídia. O viajante que chega a pé ou de carro, se encanta com o pico das Almas, um dos pontos mais altos da Bahia, a cachoeira do Fraga, a ponte do Coronel, a Estrada Real e o povoado de Mato Grosso, com suas flores e hortaliças.</p>
<p>As ruas do município são largas e floridas, ladeadas por mais de 400 casas centenárias de belas fachadas, formam um belíssimo conjunto arquitetônico colonial. Destacam-se os prédios do Paço Municipal, a antiga Casa de Câmara e Cadeia &#8211; onde funciona atualmente o Fórum &#8211; as igrejas de N.S. Santana e do Santíssimo Sacramento, a antiga Casa de Fundição, o teatro São Carlos, construído em 1892 (único da chapada) e o Arquivo Público &#8211; onde estão guardados valiosos documentos que fazem parte da história da Bahia.</p>
<div id="attachment_288" class="wp-caption alignnone" style="width: 432px"><img class="size-full wp-image-288" title="Vista da Estrada Real que passa pela Cachoeira do Brumado" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas5.jpg" alt="Vista da Estrada Real que passa pela Cachoeira do Brumado" width="422" height="500" /><p class="wp-caption-text">Vista da Estrada Real que passa pela Cachoeira do Brumado</p></div>
<p>Pouca gente sabe, mas a famosa Estrada Real também passava por Rio de Contas. Era conhecido como o “descaminho”, utilizada pelos colonos que queriam fugir da fiscalização que existia nos caminhos de Minas e do Rio de Janeiro. Infelizmente, o projeto turístico da Estrada Real não contemplou o caminho da Bahia, distorcendo parte da verdadeira história brasileira. Na região de Rio de Contas, ainda restam 6 km do caminho original que passa ao lado da incrível cachoeira do Brumado, com 80 metros de altura, até chegar na cidade de Livramento de Nossa Senhora. Imperdível!</p>
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		<title>Canyon Guartelá</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 16:45:55 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_281" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-281" title="Vista do canyon" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/guartela1.jpg" alt="Vista do canyon" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vista do canyon</p></div>
<p>Interior do Paraná, século 18. “Guarda-te lá que eu aqui bem fico”. Essa foi a suposta frase dita por um fazendeiro da região de Tibagi na época, quando soube que os índios Caingangues planejavam atacar um de seus vizinhos. Localizado no cânion do Rio Iapó, o sexto maior em extensão do mundo, o Guartelá já fora lugar de passagem de índios, tropeiros, mineradores e jesuítas. Hoje, é um lugar seguro e tranqüilo, visitado por turistas que buscam bosques, cachoeiras, trilhas, grutas, descanso e contemplação. <span id="more-284"></span></p>
<p>Criado em 1992, com o objetivo de proteger o ecossistema local, o Parque Estadual do Guartelá possui inúmeros atrativos naturais, configurados nas belas paisagens e formações rochosas. Com a companhia obrigatória de um guia (fornecido pelo parque), é possível tomar banho nos Panelões do Sumidouro, visualizar inscrições rupestres e se deslumbrar com a imensidão do cânion nos mirantes do parque. Um dos visuais mais bonitos do lugar é a cachoeira da Ponte de Pedra, com quase 200 metros de altura. No meio da queda, o arroio do Pedregulho atravessa a rocha, formando uma verdadeira ponte de pedra natural.</p>
<div id="attachment_282" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-282" title="Ponte de Pedra" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/guartela2.jpg" alt="Ponte de Pedra" width="500" height="502" /><p class="wp-caption-text">Ponte de Pedra</p></div>
<p>Como a estrutura rochosa do Guartelá é basicamente arenítica, muito sensível a erosão, vários pontos antes abertos ao turista foram interditados, limitando as atrações do parque na tentativa de evitar a degradação. Já não é possível, por exemplo, conhecer o fim da queda do arroio Pedregulho, que desemboca no Iapó, ou se aproximar da Ponte de Pedra. Essas restrições são agravadas com a falta de funcionários fixos no local. Gelson de Oliveira, conhecido como Baiano, é o único guarde-parque do Guartelá que trabalha fora de temporada. “Nos finais de semana contamos com a ajuda de quatro ou cinco voluntários. Mas mesmo assim não é suficiente”. Quando a área de preservação foi criada, passava pela portaria do parque uma média de 500 pessoas por final de semana. Hoje esse número está diminuindo.</p>
<div id="attachment_283" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-283" title="Curiosas formações rochosas na região do Guartelá" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/guartela3.jpg" alt="Curiosas formações rochosas na região do Guartelá" width="500" height="509" /><p class="wp-caption-text">Curiosas formações rochosas na região do Guartelá</p></div>
<p>Enquanto o Parque Guartelá é procurado pelo turismo contemplativo de apenas um dia, pousadas e fazendas adjacentes estão investindo em roteiros alternativos, opções de aventura e infra-estrutura para que o visitante fique mais tempo na região. Um exemplo é a <a href="http://www.itaytyba.com.br/" target="_blank">Reserva Ecológica Itaytyba</a>, propriedade particular localizada no outro lado do cânion, em uma área de 1090 hectares ao longo da margem direita do Iapó. O complexo ecoturístico rural conta com uma infra-estrutura para grandes grupos e eventos, além de diversas opções de lazer, gastronomia, atividades culturais e programas ambientais. Dentro da reserva, chama atenção o Recanto Paleontológico Prof. Olavo Soares que reúne um acervo com preciosas informações sobre os dinossauros, fósseis, cristais, minerais e rochas, oriundos de diferentes regiões.</p>
<div id="attachment_280" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-280" title="Cachoeira próximo a reserva de Itaytyba" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/guartela4.jpg" alt="Cachoeira próximo a reserva de Itaytyba" width="500" height="419" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira próximo a reserva de Itaytyba</p></div>
<p>Outra estância interessante da região é a Fazenda São Damásio, com acesso pelo Km 38 da Rodovia Tibagi – Castro (PR-340). Antiga propriedade escravocrata, a fazenda guarda paredões abruptos do Cânion Guartelá, além de vários arenitos que despontam pelos campos ao redor. A paisagem deslumbrante e primitiva do local já foi cenário para diversos documentários, entre eles o filme “Preço da Paz”, de Paulo Morelli, que conta a história da Revolução Federalista brasileira. Para chegar até aos mirantes naturais, o visitante tem que atravessar quase uma dezena de porteiras entre capões de mata nativa, lavouras e pastagens. Frederico Zens, proprietário da fazenda, só faz uma exigência para quem quer conhecer o local. “Não esqueçam de fechar as porteiras, senão o gado vai pro brejo”.</p>
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		<title>Paniquetes pegando carona só de lingerie</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 02:51:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sensacional essa matéria das antigas do Pânico. As gostosas das paniquetes só de lingerie vão para o acostamento tentar descolar uma carona. Atrás da moita, a produtora Marlene e o retardado do Bola aguardam sinal para embarcar, tática manjada para quem quer pegar carona de galera. No papel de apresentadora burra, Sabrina apavora os caminhoneiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sensacional essa matéria das antigas do Pânico. As gostosas das paniquetes só de lingerie vão para o acostamento tentar descolar uma carona. Atrás da moita, a produtora Marlene e o retardado do Bola aguardam sinal para embarcar, tática manjada para quem quer pegar carona de galera. No papel de apresentadora burra, Sabrina apavora os caminhoneiros pelo caminho, com direito a desfile de pérolas de pára-choque de caminhão nas calcinhas das atrizes. Afinal, com mulher de bigode nem diabo pode!</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/e5Dh8OHenuc&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/e5Dh8OHenuc&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="480" height="385"></embed></object></p>
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