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	<title>Esporte Fino</title>
	
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		<title>Adeus, Neymar</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 13:43:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Chiorino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Santos]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://esportefino.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2013/05/neymar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-29642" alt="neymar" src="http://esportefino.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2013/05/neymar.jpg" width="602" height="378" /></a></p>
<p>Chegou a hora, Neymar. Deixar pra trás o passado como você deixa os adversários. Drible os jornalistas que não conseguem mais te perguntar outra coisa que não seja sobre a sua transferência ao Barcelona. Ao Real Madrid. Ao Chelsea. Ao infinito. É quase um cacoete, Neymar. As pessoas esperam mais o  “agora vou embora” do que o seu próximo gol. Então deixe tudo. Os zagueiros do Penapolense, as namoradinhas globais, os microfones apontados como arma. Outros patrocinadores virão, Neymar. Outros barbeadores elétricos, outros talcos para os pés, outras montadoras de carros milionários que você ganhará a cada temporada em solo europeu. Dinheiro não é mais problema. Você deve ir em busca agora da redenção do povo brasileiro. Sim, Neymar. Porque o brasileiro hoje virou a cara para você. Esperam que faça gols de placas sucessivos, que seja o salvador da pátria, o líder dessa seleção brasileira pusilânime. Se marca um golaço contra o XV de Piracicaba, as pessoas enxergam como obrigação. Se perde uma final de campeonato, “viu, eu falei, ele nunca foi tudo isso”. Chega, Neymar. Não é mais necessário provar que você é um ótimo jogador. Esqueça o calendário estúpido, as 72 rodadas de campeonato estadual, os gramados estraçalhados das primeiras rodadas da Copa do Brasil. As pessoas simplesmente não percebem o valor que tem um jogador desse nível atuando por aqui. Lembro, ano passado, você cercado por torcedores-mirins do Grêmio. O retrato fiel de uma idolatria desprovida de rivalidades. Um reflexo natural de um país carente de ídolos esportivos. Mas você não deixa de cobrar esse carinho, Neymar. Quer ser amado por todos e criticado por ninguém. Essa sua ânsia exibicionista também não ajuda. A cada simulação de pênalti ou a cada retoque no moicano, você dá força aos inimigos. As pessoas simplesmente esperam que você jogue bola em um nível cada vez mais inatingível. E isso não é justo. O seu técnico agora espera que você resolva todas as partidas sozinho. Não existe mais o coletivo. É você, Neymar. Você ganha muito mais para isso, Neymar. Vença por nós, Neymar. E naturalmente você está involuindo. O futebol não é um tabuleiro de xadrez. Você precisa de um elenco forte, que também facilite as coisas. Não adianta esbravejar contra o lateral direito que não acerta um passe de 2 metros. Ele foi contratado pelo seu clube que, para mantê-lo por aqui, talvez precise justamente aceitar o lateral direito que não acerta um passe de 2 metros no elenco. O último domingo foi melancólico. Ficou nítido para todos que você não queria, e sim precisava ganhar esse título. Um ato final antes da despedida. Para não deixar dúvidas sobre a sua importância para o Santos. Para ninguém acusá-lo de abandonar o barco na derrota. Você gritou com os companheiros, com os adversários, com o juiz, com a sua própria canela marcada pelas chuteiras do zagueiro intelectual. Você gritou com você mesmo, Neymar. Ao sair de campo, lá surgiram mais um repórter e a pergunta óbvia. E você mentiu, Neymar. Disse que estava feliz onde estava. Não é verdade. Você disfarça bem, mas o seu olhar ao deixar o gramado revelou aquilo que se esconde por trás da opulência do penteado. O mundo te espera. Muito além dos canais da praia de Santos. Mordendo os seus calcanhares como o adversário mais implacável já enfrentado. Chegou a hora. Adeus, Neymar. Adeus.</p>
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<p>Crédito imagem:  <a href="http://www.facebook.com/santosfc" target="_blank">Facebook do Santos F. C.</a></p>
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<p><object id="eaba7b8b-5978-8781-381b-d9a7fa938e96" width="0" height="0" type="application/gas-events-abn"></object></p>
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		<title>Campeonato Brasileiro: contra o amplo domínio de Rio e SP, surge o Atlético-MG</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 04:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Graziani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o fim dos principais estaduais do país, hora da Série A ser a competição nacional protagonista. Em ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com o fim dos principais estaduais do país, hora da Série A ser a competição nacional protagonista. Em 2013 será disputada a décima primeira edição da competição no regulamento de pontos corridos. Desde então, apenas uma vez o campeão não foi um time do Rio de Janeiro ou de São Paulo. Tal façanha tem o Cruzeiro como responsável, em 2003, justamente o primeiro ano da regra nova, já não tão mais nova assim. Depois disso, seis títulos paulistas e três cariocas.</p>
<p>O domínio do eixo não ocorreu por causa dos pontos corridos. Engana-se quem pensa assim. Ele apenas ficou mais evidente em função da sequência atual, já que a soberania é quase total no período. Regredindo dez anos (1993 a 2002) foram oito títulos divididos entre Rio de Janeiro e São Paulo. Regredindo mais dez (1983 a 1992) percebemos mais sete ou oito títulos, depende se você considerar o Sport ou o Flamengo como vencedor em 1987. Então, numa conta rápida, são 24 ou 25 títulos de equipes do Rio de Janeiro ou de São Paulo nos 30 anos mais recentes da primeira divisão do futebol brasileiro, fruto do poder econômico da região que, infelizmente, tende a aumentar.</p>
<p>A edição de 2013 da Série A será uma ótima oportunidade para que um clube quebre essa hegemonia Rio-SP. Dos nove clubes que disputam a competição, cinco estão bem distantes do título: Ponte Preta, Portuguesa, Santos, Flamengo e Vasco. O São Paulo, apesar da folha salarial altíssima, hoje é zebra. Falta alma e ser menos macunaíma, além de um elenco melhor. Parece pronto para a disputa do oitavo lugar. O Botafogo, campeão carioca com folga e muito mérito, é um mistério. O Fluminense, campeão em duas das três mais recentes edições, está entre os postulantes ao título em função do ótimo elenco, mas favorito destacado realmente só o Corinthians, em função de ter um time titular forte, entrosado, reposição numerosa e equilibrada no elenco e comissão técnica competente. Além disso, está fora da Libertadores, atenção única ao Brasileirão, portanto.</p>
<p>Diante deste cenário, aparece o concorrente direto e mais forte. É o Atlético-MG, principal favorito ao título nacional. Antes de começar o campeonato, até mais do que o Corinthians. O motivo é um só: a equipe está jogando bem demais. Mas não é bem de vez em quando. É bem sempre e muitas vezes dando espetáculo porque a fase técnica dos jogadores é especial. Aliado a isso, a composição tática de Cuca deu certo no 4-2-3-1. Jô centralizado; Bernard e Tardelli pelos lados, velozes e trocando de posição; Ronaldinho pelo meio com liberdade e talento; Pierre protegendo a zaga ao lado de Leandro Donizete, bem na saída de bola; Rever e Leonardo Silva precisos e Victor seguro. Restrições aos laterais apenas e, ainda assim, poucas, em função do nível na posição no Brasil ser o pior em muitos anos.</p>
<p>Os outros concorrentes, Cruzeiro, Grêmio e Inter, possuem elencos bons, mas precisam superar dúvidas pertinentes. O interessante futebol do Cruzeiro em Minas vai funcionar contra equipes mais fortes? Quem será o comandante técnico do Grêmio? Dunga está pronto para guiar o Inter e um elenco pouco mudado em relação ao decepcionante Brasileirão 2012? Já os outros sete participantes, Atlético-PR, Bahia, Coritiba, Criciúma, Goiás, Náutico e Vitória, não guardam chances reais de título.</p>
<p>É relevante lembrar que a Série A terá um calendário com muitos problemas e bem mais apertado, com muitas semanas com partidas no meio de semana. A Copa das Confederações vai desfalcar times, interromper o campeonato por quase um mês, de nove de junho a sete de julho. Além disso, já se sabe, o São Paulo vai ter jogos adiados para participar de amistosos na Europa e um jogo oficial, a Copa Suruga, dia 7 de agosto, contra o Kashima Antlers, no Japão.</p>
<p>Outra lembrança fundamental: favoritismo não é sinônimo de sucesso garantido, é apenas sinal de caminho aberto.</p>
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		<title>Política de comentários do Esporte Fino</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 19:06:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esporte Fino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte Fino]]></category>

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		<description><![CDATA[A transformação do Esporte Fino em parceiro da CartaCapital trouxe um volume grande de comentaristas ao blog. Assim, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A transformação do Esporte Fino em parceiro da <em>CartaCapital</em> trouxe um volume grande de comentaristas ao blog. Assim, aproveitamos a oportunidade para deixar claro qual é a nossa política de comentários. As regras estão abaixo:</p>
<div>- Todas as respostas, quando necessárias, serão postadas no próprio comentário do leitor. Salvo informação em contrário, todas são institucionais. Representam o Esporte Fino e apenas o Esporte Fino;</div>
<div></div>
<div>- Comentários anônimos ou com e-mails falsos não serão aceitos;</div>
<div></div>
<div>- Comentários com ofensas e xingamentos não serão aceitos;</div>
<div></div>
<div>- Comentários em CAIXA ALTA não serão aceitos.</div>
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		<title>Curva descendente ou gás novo para o Corinthians?</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 12:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otávio Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atlético-MG]]></category>
		<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Grêmio]]></category>
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		<description><![CDATA[A decisão do Campeonato Paulista, neste fim de semana, começará a responder uma pergunta importante para o futebol brasileiro: ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão do Campeonato Paulista, neste fim de semana, começará a responder uma pergunta importante para o futebol brasileiro: o <strong>Corinthians</strong> de Tite entrou na fase final de um <strong>ciclo</strong> vencedor ou a eliminação precoce na Libertadores foi apenas um tropeço normal, que servirá de alerta para o time do Parque São Jorge se manter competitivo, jogando cada vez mais próximo do seu potencial?</p>
<p>Fim do ciclo, para o alvinegro, não significa só se distanciar dos títulos, mas descontinuar o trabalho em curso, que tem como DNA a identidade idealizada e fabricada pelo seu treinador. Desde o título do Campeonato Brasileiro, em 2011, o grupo de Tite tem a mesma cara. Racional, calculista e seguro nas suas atuações. Pouco a ver, portanto, com o estereótipo corintiano, de time mais raçudo do que técnico, mais ligado à emoção do que à razão, mais sofredor do que vencedor. Preservar essa nova identidade, que demora a ser construída e foi central nas conquistas recentes, é o primeiro passo para prolongar o ciclo de vitórias.</p>
<p>Só mesmo com bola de cristal para prever o futuro, mas os secadores, como eu, que não se animem demais com a eliminação recente: todos os alicerces estão montados para que Adenor e companhia preservem o trabalho e continuem por tempo razoável no topo ou perto dele.</p>
<p>O primeiro passo pode ser dado já neste domingo. Confirmar o título Paulista contra o Santos, jogo no qual o clube do Parque São Jorge tem boa dose de favoritismo, será uma forma de restaurar a aura vencedora, renovar o ânimo para o restante da temporada e dirimir os questionamentos naturais na fase pós derrota. Não que o estadual seja uma competição prioritária, mas dar a volta olímpica em cima de um grande rival sempre lava a alma e traz bons ventos. Um bom começo.</p>
<p>Além disso, mesmo que falhe de novo e não seja campeão no domingo, o time entra no Brasileiro com boas perspectivas. Primeiro, pelo estágio maduro da equipe. Tem um elenco consistente, com um esquema de jogo bem definido e, ao contrário do ano passado, terá foco total na competição. Enquanto Atlético-MG e Fluminense devem perder algum tempo de preparação priorizando a Libertadores, os comandados de Tite disputarão o campeonato nacional com preparação adequada desde o início. É claro que outros clubes (como Inter, Grêmio, São Paulo e Cruzeiro) terão a mesma prerrogativa, mas todos esses ainda se encontram um andar abaixo do alvinegro no nível de maturidade da equipe.</p>
<p>Vale lembrar ainda que há uma marca neste Corinthians, que será fundamental nesta tentativa de retomada: a tranquilidade para trabalhar, vinda tanto da diretoria quanto das arquibancadas. Os dirigentes dificilmente vão esquecer a feliz decisão de manter Tite após a traumática eliminação contra o Tolima, em 2011, fato que é quase um marco zero das conquistas de 2012. Isso significa frieza para não desmontar o que vem quase sempre dando certo. E a torcida, aliviada com a “libertação” que veio com os títulos internacionais do ano passado, se mostra muito mais resiliente diante de situações críticas.</p>
<p>O Corinthians teve sua aura vencedora violada na ultima quarta-feira, mas deve continuar a ser uma pedreira no segundo semestre. A derrota aconteceu um pouco por detalhes normais do futebol e um pouco porque o time perdeu o apetite de 2012. Agora, no entanto, o apetite deve ser maior e os detalhes devem influir menos, porque o Brasileirão não tem mata-mata. Num campeonato de pontos corridos, mantendo esse time já maduro e jogando com foco total, tudo leva a crer que o alvinegro vai brigar pelo título do Brasileirão e selar sua volta à Libertadores, mais forte ainda. Para preocupação dos seus eternos rivais, inclusive deste blogueiro.</p>
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		<title>Em Salvador, o torcedor mostra sua força</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 14:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um amigo costuma definir sua relação com o time para o qual torce de forma melancólica. Ele diz ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29588" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://esportefino.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2013/05/bahia.jpg"><img class="size-full wp-image-29588 " alt="Foto: André Uzêda / Twitter" src="http://esportefino.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2013/05/bahia.jpg" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: André Uzêda / Twitter</p></div>
<p>Um amigo costuma definir sua relação com o time para o qual torce de forma melancólica. Ele diz ser apenas um fã de uma entidade privada, sobre a qual não tem nenhum controle. Assim, afirma, não é possível se importar tanto com os destinos do clube. Felizmente, nem todos os brasileiros compartilham essa visão conformista. Em Salvador, na noite de quarta-feira 15, a torcida do Bahia deixou claro que o fã de futebol no Brasil não precisa ter a característica adorada pelos dirigentes: a passividade que o transforma em massa de manobra.</p>
<p>Ontem à noite, o Bahia tinha um jogo importante pela frente. O tricolor baiano recebia o Luverdense (MT), pela segunda fase da Copa do Brasil e precisava vencer por três gols de diferença para avançar (ganhou por um e acabou eliminado). Sem o apoio da torcida, seria muito difícil. Mesmo assim, os torcedores tricolores resolveram fazer o possível, em nome do clube. Largaram o time do Bahia sozinho diante da equipe mato-grossense – apenas cerca de mil pessoas compareceram à Arena Fonte Nova, incluindo torcedores do Luverdense e do Bahia que receberam ingressos gratuitos. A arquibancada vazia era um recado ao presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho: ninguém aguenta mais você.</p>
<p><b>Acusações contra MGF</b></p>
<p>MGF, ou Marcelinho, tem 37 anos e pertence a uma dinastia de dirigentes especializada em afundar o Bahia, clube mais tradicional do Nordeste. Sob o comando de Marcelo Guimarães (o pai), o Bahia, campeão brasileiro em 1988, foi parar na terceira divisão do futebol nacional. No comando desde 2008, o filho é acusado pela torcida de usar o clube em benefício próprio.</p>
<p>As denúncias contra MGF se acumulam. Na mais grave delas, enviada à Procuradoria-Geral da República, o presidente do Bahia é acusado de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Segundo os autores da notícia-crime, Guimarães montou um esquema para se beneficiar das transações realizadas pelo time principal do Bahia e em suas categorias de base. Ele nega, mas a mesma denúncia deve ser investigada também pela Assembleia Legislativa da Bahia, em uma CPI do Futebol.</p>
<p>A notícia-crime contra MGF foi remetida à procuradoria-geral (que ainda não se manifestou) pois hoje ele desfruta de foro privilegiado. Suplente de deputado federal pelo PMDB, MGF chegou à Câmara em fevereiro, substituindo o João Carlos Bacelar (PR-BA). Segundo o também deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), MGF só foi à Câmara para ajudar a alçar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à liderança da bancada peemedebista.</p>
<p>Enquanto sofre denúncias e o Bahia é humilhado em campo, MGF trata o torcedor com total descaso. Em janeiro, Guimarães mandou um torcedor “tomar no c&#8230;” após este questionar a estranha venda do meia Gabriel para o Flamengo. Em entrevistas, Guimarães costuma desdenhar das preocupações dos torcedores e “garantir” a retomada das vitórias (apesar de todos os fatos indicarem o contrário). A última “boa nova” foi revelada pela <em>Folha de S.Paulo</em> na quarta-feira 15. O Torcedor Oficial do Bahia, programa de fidelidade do clube, foi vendido para as construtoras OAS e Odebrecht, administradoras da Arena Fonte Nova. Os sócios ficaram sabendo da negociação pela imprensa.</p>
<p>A situação vivida pelo Bahia não é exatamente novidade no futebol brasileiro. Talvez todos os grandes times do país tiveram, ou têm, dirigentes incompetentes, que sequestram o clube e contam com um sistema antidemocrático para se perpetuar no poder. A inovação que vem da Bahia é a possibilidade de o torcedor agir para reivindicar aquilo que é seu, o clube de futebol, mesmo sem ter poder de voto. Ao se mobilizar, a torcida do Bahia defende seu patrimônio e ajuda a tentar resgatar o clube do limbo. É um exemplo para o resto do país.</p>
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		<title>Trio de ferro, derretido</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 12:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Graziani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeiras]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Copa Libertadores]]></category>
		<category><![CDATA[Trio de ferro]]></category>

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		<description><![CDATA[São Paulo, Palmeiras e Corinthians eliminados da Libertadores nas oitavas de final. Amargura paulistana na competição. Os dois ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo, Palmeiras e Corinthians eliminados da Libertadores nas oitavas de final. Amargura paulistana na competição. Os dois primeiros saíram de maneira incontestável. Ruindade própria, incompetência de diretoria, mérito dos adversários, uma equação perfeita e acabada, com um pouco de drama, é verdade, mas um enredo previsível.</p>
<p>O terceiro não foi por ruindade, mas o time comandado por Tite fez a sua pior partida em muito tempo na ida contra contra o Boca. No Pacaembu uma série de fatores unidos estenderam o tapete da exclusão. Riquelme fez um gol completamente sem querer (Cassio não teve nenhuma responsabilidade), assumido por ele em honesta entrevista após a peleja. O time perdeu chances claras para marcar, como a furada homérica de Pato e também foi incapaz de vencer o bloqueio argentino em boa parte dos minutos dos confrontos.</p>
<p>A arbitragem errou duas vezes, ambas no primeiro tempo, no gol anulado de Romarinho (nada de impedimento) e no pênalti cometido pelo zagueiro Marin que, num ato de coragem e burrice, resolveu dar um tapão na bola dentro da área para evitar o gol de Emerson. Uma sorte tremenda ninguém do trio do apito ter reparado. O resultado é que a partida teve seu placar contaminado, influência direta de erros enormes. É duro quando ocorre, por mais que o Corinthians carregue a responsabilidade de ter jogado muito mal em Buenos Aires. Já os outros dois lances reclamados, com exagero e algum chilique, foram bem resolvidos. Emerson não sofreu empurrão dentro da área no segundo tempo e foi falta clara no goleiro Orion em outro gol anulado do Corinthians.</p>
<p>Apesar de friamente o destino do trio de ferro ter sido o mesmo, o futuro desenhado é bem diferente. O São Paulo amargou sua sexta eliminação seguida da Libertadores para times brasileiros. Tem hoje um elenco incapaz de atuar em igualdade de condições contra pelo menos seis ou sete equipes, um técnico despreparado, mas a soberba de sua diretoria é incapaz de enxergar isso. O Palmeiras enxerga suas limitações, tenta arrumar os muitos erros do passado recente e tem a amarga Série B pela frente. Com ela chega a obrigação de subir, já que, só da TV, vai receber 20 vezes mais cota do que seus concorrentes (70 milhões de reais contra 3 milhões de outros 18 times e mais os 30 milhões do Sport).</p>
<p>Já o Corinthians é um dos favoritos destacados para os títulos da Série A e da Copa do Brasil. Só precisa saber se o excesso de confiança realmente o atingiu porque foi eliminado por um time claramente pior. Em caso positivo, é hora de se livrar disso e aí o horizonte é dos melhores. A serenidade de seus jogadores na derrota e nos comentários sobre a arbitragem é um ótimo sinal. Aliás, foi essa a única manifestação diferente que se viu no Pacaembu porque incentivar o time depois de uma derrota ou brigar fora do estádio, todas as torcidas fazem. Não há novidade nenhuma e nem mérito.</p>
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		<title>Será que agora o Corinthians vai acordar?</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 09:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Augusto Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Boca Juniors]]></category>
		<category><![CDATA[Copa Libertadores]]></category>

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		<description><![CDATA[O Corinthians é o melhor time do Brasil já há algum tempo. O time de Tite anda um ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Corinthians é o melhor time do Brasil já há algum tempo. O time de Tite anda um bom passo à frente de Atlético-MG e Fluminense, só para citar outras duas forças da atualidade.</p>
<p>Porém, atleticanos e tricolores do Rio estão lá, nas quartas de final da Libertadores, enquanto os corintianos deixaram ir por terra o sonho do bicampeonato. No cenário paulista, apesar de atualmente olharem palmeirenses e são-paulinos lá de cima, os corintianos hoje choram juntos com os rivais a eliminação precoce.</p>
<p>Por que o Corinthians se nivelou por baixo? Acomodação após as glórias de 2012 e uma certa soberba (“posso resolver na hora que quiser”) são pistas mais óbvias. Resta saber se elas explicam tudo.</p>
<p>O primeiro termômetro será a final do Paulistão, domingo, contra o Santos. Se além de confirmar o título o Corinthians mostrar alguma vibração, terá dado enorme passo para afastar as nuvens da dúvida quanto ao que virá pela frente. Se a pasmaceira continuar e a taça escapar frente a Neymar e cia., Tite vai precisar fechar a lojinha por alguns dias e repensar algumas de suas decisões para a temporada.</p>
<p>Que o inexplicável lance de Alexandre Pato frente ao gol vazio não passe a simbolizar um time que tinha tudo para repetir um ano glorioso e conseguiu a proeza de desarmar a si próprio.</p>
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		<title>Nunca antes na história da Libertadores</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 03:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Boca Juniors]]></category>
		<category><![CDATA[Copa Libertadores]]></category>

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		<description><![CDATA[O Corinthians está fora da Libertadores. A desclassificação do torneio já significou invasão de campo e caos no ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Corinthians está fora da Libertadores.</p>
<p>A desclassificação do torneio já significou <a href="http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2006/05/04/ult59u101946.jhtm" target="_blank">invasão de campo e caos no Pacaembu</a> e <a href="http://www.lancenet.com.br/corinthians/Pressao-idolos-Corinthians_0_353964890.html" target="_blank">ameaça a jogadores</a>. A relação do Corinthians com a Libertadores parecia <a href="http://esportefino.cartacapital.com.br/lars-von-trier-vai-ao-pacaembu-ver-o-corinthians/" target="_blank">roteiro de filme de Lars Von Trier</a>. </p>
<p>Mas agora é diferente. O Corinthians caiu contra o Boca Juniors (com uma grande ajuda da arbitragem de Carlos Amarilla), mas não houve quebradeira, nem haverá ameaças a jogadores. E não existe mais depressão ou contornos trágicos na derrota. Merecidamente, foi aplaudido pela torcida durante e depois da partida que lhe tirou a chance do bicampeonato. </p>
<p>O passado dramático não foi enterrado com o título de 2012. Foi enterrado ontem, quando, campeão, foi eliminado. Porque o Corinthians sabe de sua força em seu país e fora dele. Não é da boca pra fora (não, isso não é um trocadilho). Sabe que não foi campeão em 2013, mas certamente vai ser campeão outras vezes. Perder é apenas parte do jogo. De qualquer jogo. Como será ganhar ali adiante.</p>
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		<title>É errando que se aprende. Não no Palmeiras</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 21:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Autor(a) convidado(a)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeiras]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Matheus Pichonelli A equipe morreu e ressurgiu muitas vezes desde que foi rebaixado pela primeira vez. Relembre algumas ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por <a href="https://twitter.com/M_Pichonelli" target="_blank">Matheus Pichonelli</a></p>
<p style="text-align: left;"><em>A equipe morreu e ressurgiu muitas vezes desde que foi rebaixado pela primeira vez. Relembre algumas das surras inesquecíveis sofridas pela equipe desde que voltou à Série A</em></p>
<p><a href="http://esportefino.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2013/05/palmeiras1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-29550" alt="palmeiras" src="http://esportefino.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2013/05/palmeiras1.jpg" width="500" height="299" /></a></p>
<p>Morre. Ressuscita. Morre. Ressuscita. Desde que o Palmeiras foi rebaixado pela primeira vez para a Série B, em 2002, o torcedor já ouviu muitas vezes a mesma história. Abalado com o descenso, o time ensaiou reações, viveu bons momentos, conquistou alguns (raros) títulos: além da Segundona, em 2003, um Paulista (2008) e uma Copa do Brasil (2012). Em todas essas ocasiões, a torcida tentava se agarrar ao discurso de que o Gigante havia despertado. Pouco depois, um novo tombo trazia de volta a pergunta: deixamos de ser grandes?</p>
<p>Na terça-feira 14, o time que acaba de ser rebaixado pela segunda vez em dez anos tinha a chance de fazer história na Libertadores. Diante do Tijuana, bastava uma vitória simples, após um bom empate sem gols no México, para ficar entre as oito melhores equipes do torneio. Era só jogar como jogou na primeira fase, quando empolgou a torcida com três vitórias em três partidas dentro de casa. O fim da história não pode ser considerado uma tragédia, mas tem um amargo gosto de deja vu. Dois gols em falhas individuais, pane no meio-campo, bolão a toda hora para dentro da área, desespero, desorganização, falta de talento e de virtude. Os mais de 35 mil torcedores presentes ao Pacaembu deixaram o estádio com uma nova eliminação no currículo e a velha pergunta na cabeça.</p>
<p>Até o final da Série B, a equipe terá a chance de recuperar fôlego, buscar inspiração e, se conseguir, voltar renovado para disputar uma partida com os velhos rivais de igual para igual, sem a desculpa de ter caído de pé simplesmente por não ter tomado uma nova sapecada. Porque de sapecadas os torcedores estão cheio. Confira algumas das principais decepções vividas pela torcida desde que o time “renasceu” pela primeira vez após o rebaixamento:</p>
<p><strong>Palmeiras 4 x 4 Santo André</strong><br />
20 de maio de 2004<br />
Quartas de final da Copa do Brasil<br />
Estádio: Parque Antártica</p>
<p>O time-base que havia tirado o Palmeiras da Série B vencia a partida em casa por 4 a 2 e tomou o empate aos 45 do segundo tempo numa atuação desastrosa da zaga formada por Nen e Leonardo. Como no primeiro jogo havia empatado por 3 a 3, perdeu a chance de disputar um título nacional e, em caso de vitória, dizer, em alto e bom som, que esquecera os tempos da Segundona e voltava a mil ao pelotão principal do futebol. O clube aguardaria mais quatro anos para voltar a levantar uma taça.</p>
<p><strong>Sport 4 x 1 Palmeiras</strong><br />
30 de abril de 2008<br />
Quartas-de-final da Copa do Brasil<br />
Estádio: Ilha do Retiro (Recife)</p>
<p>O time comandando por Vanderlei Luxemburgo entrou em campo com estrelas como Diego Souza, Valdivia, Denilson e Kleber, mas, no caldeirão da Ilha do Retiro, disse adeus à competição com uma goleada com direito a três gols do veterano Romerito. A partir dali, o Sport se tornaria numa das principais pedras no sapato da equipe paulista e aprontaria outras vezes ante os rivais no Campeonato Brasileiro e Libertadores.</p>
<p><strong>Palmeiras 0 x 1 Grêmio</strong><br />
9 de novembro de 2008<br />
34ª rodada do Campeonato Brasileiro<br />
Estádio Parque Antártica (São Paulo)</p>
<p>O Palmeiras fazia boa campanha e ainda tinha chance de disputar o título. Mas, contra o Grêmio e diante de 26 mil torcedores, decepcionou: viu o meia Tcheco acertar uma falta quase no meio-de-campo e enterrar as chances de a equipe levantar novamente uma taça do Campeonato Brasileiro.</p>
<p><strong>Palmeiras 1 x 2 Santos</strong><br />
18 de abril de 2009<br />
Semifinal do Campeonato Paulista<br />
Estádio: Parque Antártica</p>
<p>O Palmeiras voava no Campeonato e tinha a doce ilusão de ter incorporado ao elenco o centroavante mais promissor da história recente do futebol. Todos apostavam em Keirisson e em um duelo contra o Corinthians de Ronaldo na final, como nos velhos tempos. Mas quem roubou a cena foi um jovem de 17 anos chamado Neymar, que deu outra vida a uma equipe desacreditada e foi fundamental na virada contra os palmeirenses em pleno Parque Antártica. O Palmeiras, que precisava de dois resultados iguais para avançar, conseguiu: perdeu as duas partidas da semifinal por 2 a 1 e se curvou para o futebol de Neymar, este sim a verdadeira promessa do futebol.</p>
<p><strong>Náutico 3 x 0 Palmeiras</strong><br />
12 de outubro de 2009<br />
29ª rodada do Campeonato Brasileiro<br />
Estádio dos Aflitos (Recife)</p>
<p>O líder do campeonato entrou no estádio dos Aflitos contra um quase rebaixado Náutico aos gritos de “É Campeão”. Tomou uma sapecada e começou a dar sinal do vacilo que marcaria a reta final do torneio. Vale lembrar: no fim, o “virtual campeão” treinado por Muricy Ramalho, que passou boa parte do torneio na liderança, não conseguiu sequer se classificar para a Libertadores do ano seguinte.</p>
<p><strong>Atlético Goianiense 1 (2) x 0 (1) Palmeiras</strong><br />
5 de maio de 2010<br />
Quartas-de-final da Copa do Brasil<br />
Serra Dourada (Goiânia)</p>
<p>Uma das partidas mais bizarras da história palmeirense. Incapaz de bater o modesto Atlético Goianiense no tempo normal, o time foi derrotado por 1 a 0 (mesmo resultado da primeira partida), levou a decisão para os pênaltis e viu a estrela de seu maior ídolo brilhar. Mas os três (três!) pênaltis defendidos pelo goleiro Marcos não foram suficientes para fazer a equipe avançar: foram quatro pênaltis alviverdes desperdiçados, em uma das mais inacreditáveis eliminações da história recente do clube.</p>
<p><strong>Palmeiras 1 x 2 Goiás</strong><br />
24 de novembro de 2010<br />
Semifinal da Copa Sul-Americana<br />
Pacaembu</p>
<p>Luiz Felipe Scolari havia acabado de voltar ao clube e tinha a chance de abocanhar um título internacional logo de cara. Na semifinal da Sul-Americana, a equipe bateu o Goiás fora de casa por 1 a 0 e precisava de um simples empate em casa para ir à final. Diante de 35 mil torcedores, fez 1 x 0 no primeiro tempo, com Luan, e, quando se preparava para colocar os dois pés na decisão, viu os adversários virarem o jogo e se classificarem graças aos dois gols fora de casa. A imagem de um garoto chorando copiosamente na arquibancada marcou o final melancólico da temporada alviverde.</p>
<p><strong>Coritiba 6 x 0 Palmeiras</strong><br />
05 de maio de 2011<br />
Quartas-de-final da Copa do Brasil<br />
Estádio Couto Pereira (Curitiba)<br />
O time parecia finalmente ter se encontrado, mas a eliminação nos pênaltis para o Corinthians no Paulista, às vésperas do duelo em Curitiba, abalou a confiança e a concentração da equipe, que tomou 3 gols no primeiro tempo, outros 3 no segundo, e praticamente encerrou mais cedo as esperanças de viver uma temporada vitoriosa.</p>
<p><strong>Palmeiras 0 x 1 Coritiba</strong><br />
11 de outubro de 2012<br />
29ª rodada do Campeonato Brasileiro<br />
Fonte Luminosa (Araraquara)</p>
<p>Contra o Coritiba, concorrente direto na luta pelo rebaixamento, o time de Gilson Kleina tinha a chance de sair do Z4, mas decepcionou. Mauricio Ramos cometeu um pênalti infantil aos 43 minutos do segundo tempo, viu o atacante Deivid converter e a equipe paranaense deslanchar no torneio. O baque fez com que o fantasma do rebaixamento se materializasse: a partir dali, o Palmeiras mal conseguiria esboçar reação no campeonato e a queda se tornou inevitável.</p>
<p><strong>Mirassol 6 x 2 Palmeiras</strong><br />
27 de março de 2013<br />
15ª rodada do Campeonato Paulista<br />
Estádio José Maria de Campos Maia</p>
<p>Muitos tentaram dar uma tonalidade didática à sova sofrida ante o Mirassol, equipe que acabaria rebaixada no Paulista. Citavam as cinco vitórias consecutivas acumuladas pela equipe após o suposto tropeço como prova de que os jogadores haviam aprendido a lição pela pedra. Pura ilusão. A equipe de Gilson Kleina não voltou a ser goleada, mas, quando teve testada sua capacidade de decisão, falhou. Os seis gols sofridos naquela partida – o primeiro, um gol contra de um zagueiro estreante sofrido aos 40 SEGUNDOS de jogo – podem até ter sido digeridos, mas ainda é a imagem mais clara de uma equipe sempre na iminência de uma pane ou um ataque de nervos.</p>
<p><em>Crédito imagem: Galeria de markhillary/Flickr</em><br />
<!--StartFragment--></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>As lições das oitavas de 2010 para o Corinthians vs Boca de 2013</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 11:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Winckler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Boca Juniors]]></category>
		<category><![CDATA[Copa Libertadores]]></category>

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		<description><![CDATA[A situação corintiana nesta altura da Libertadores de 2013 é a mesma a de três anos atrás. Dono ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A situação corintiana nesta altura da Libertadores de 2013 é a mesma a de três anos atrás. Dono de campanha melhor, saiu perdendo fora de casa por 1 a 0 nas oitavas para time de camisa pesada do futebol sul-americano e tem a missão de reverter tal desvantagem diante de sua torcida. Daquela vez, empurrado por ela, o <a href="http://acervosccp.com/201029.htm">Corinthians fez sua parte em 45 minutos</a>: dois gols. Sucumbiu no gol sofrido em casa no segundo tempo e apesar da luta no tempo restante parou por ali.</p>
<p><a href="http://esportefino.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2013/05/A755F18661.jpg"><img class="size-medium wp-image-29525 alignleft" alt="(443) Copa Libertadores da America 2010 Corinthians/SP x Flamengo/RJ" src="http://esportefino.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2013/05/A755F18661-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Lembro do apito final soprado pouco depois de um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jqGizwhkFns">chute de Chicão que o goleiro Bruno do Flamengo</a> espalmou para fora. A vitória por 2 a 1 não adiantou, mas vi ali no Pacaembu muitos torcedores que, apesar de carregarem a frustração natural em eliminações como essa, estavam satisfeitos por terem visto que o time lutou até o fim. Buscou o terceiro gol a todo custo. A certeza de ter lutado ainda que sem final feliz amenizou a dor da derrota.</p>
<p>Aquele revés rendeu as mesmas provocações de sempre, mas o caminho a ser traçado não foi alterado. Com alguns dos jogadores que estavam naquela partida contra o Flamengo, veio nova dolorosa lição contra o Tolima e a consagração diante de um Boca mais forte que o atual. Vieram também os <a href="http://esportefino.cartacapital.com.br/corinthians-e-os-efeitos-colaterais-do-sucesso/">efeitos colaterais do sucesso, muito bem tratados pelo Fabio Chiorino aqui neste espaço</a>.</p>
<p>O Boca de 2013 que vem a São Paulo desta vez busca um gol que obrigaria o Corinthians a fazer três para avançar. O mesmo que fez o Fla em 2010. A missão contra o time de Carlos Bianchi também não será fácil. Ainda que o Corinthians tenha um time melhor, do outro lado há uma bagagem, há uma tradição e ela muitas vezes leva uma equipe pior sob o ponto de vista técnico a bater um time mais forte. Mesmo cenário de quando aquele 16º melhor time da primeira fase de 2010 enfrentou o 1º e venceu.</p>
<p>Quatro jogadores que atuaram naquele jogo serão titulares nesta quarta-feira: Alessandro, Ralf, Paulinho e Danilo. Chicão e Jorge Henrique (este afastado), são outros do atual elenco que lá estiveram. Hoje, campeões da Libertadores e do mundo, sabem do peso de buscar uma vitória sem o direito de errar uma vez sequer. O gol de Vágner Love ensinou. Não há jogo ganho no intervalo. Muito menos antes dele.</p>
<p>Tite chegou a declarar que <a href="http://esporte.ig.com.br/futebol/2013-05-13/tite-se-preocupa-com-comportamento-da-torcida-contra-o-boca-juniors.html">teme pelo mau comportamento da torcida contra a arbitragem</a> e que isso afete os jogadores os pressionando ainda mais. Passional, o torcedor corintiano como qualquer outro vai protestar se julgar necessário, mas vai empurrar seu time todo o tempo. Se a classificação não vier, restará o consolo de que ao menos houve luta e entrega. Uma derrota com luta servirá de combustível para nova jornada. Um triunfo representará que as lições foram de fato aprendidas.</p>
<p><em>*Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians</em></p>
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