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	<title>Igreja Presbiteriana Ebenézer de SP</title>
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	<description>Blog Oficial</description>
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		<title>O fim dos tempos tem um sinal claro, você o conhece?</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Mar 2013 12:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcizio F Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tarcízio Carvalho]]></category>

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		<description><![CDATA[SÉRIE DE SERMÕES: O MUNDO NÃO ACABOU… E AGORA? TEMA: “O fim dos tempos tem um sinal claro, você o conhece?” TEXTO: 2 Tessalonicenses 2 Pregador: Rev. Tarcizio Carvalho Data: Culto Vespertino de 13/01/2013 As pessoas reconheçam ou não, vivem em um mundo divinamente criado, no qual os governos recebem sua autoridade de Deus mesmo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SÉRIE DE SERMÕES: O MUNDO NÃO ACABOU… E AGORA?<br />
TEMA: “O fim dos tempos tem um sinal claro, você o conhece?”<br />
TEXTO: 2 Tessalonicenses 2<br />
Pregador: Rev. Tarcizio Carvalho<br />
Data: Culto Vespertino de 13/01/2013</p>
<p>As pessoas reconheçam ou não, vivem em um mundo divinamente criado, no qual os governos recebem sua autoridade de Deus mesmo, para promover a boa conduta. Entretanto, as notícias dão conta de que esta promoção da boa conduta pode não estar acontecendo.<br />
Por exemplo, há algum tempo o governo britânico deu permissão para a formação de embriões humanos e de animais, de forma legalizada, para o bem de lésbicas que tinham desejos maternos, garantindo a eliminação do pai como uma parte essencial de uma família.<br />
Outro exemplo, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos concordou em ouvir um caso trazido por um chimpanzé (na verdade seus cuidadores, mas acolhido como do chimpanzé).<br />
Estes singelos, mas significativos exemplos, apontam que pouco a pouco o mundo contemporâneo abandona a crença na dignidade humana feita à imagem de Deus.<br />
Considere ainda que em quase todo o mundo legalizou-se o casamento gay. Neste assunto, alguns juízes na Califórnia utilizam sua autoridade, não para restringir o mal, mas para obrigar os cidadãos a aceitarem a nova “orientação sexual”, isto é, maior proteção da lei a uma minoria em todas as áreas da sociedade. Nesta mesma direção, o prefeito da cidade americana de São Francisco anunciou que os funcionários públicos que têm problemas de consciência quanto à causa gay devem encontrar outro emprego!<br />
Cristãos progressistas falam que a tradição cristã deve se situar dentro dos processos evolutivos da Terra e da cultura, sem esta coisa de criação da Terra e a apresentação de uma ‘cultura do Reino de Deus’.<br />
A indicação da ONU vai na direção de uma “homo-cosmologia”, a crença na igualdade de sexos, de religiões e do divino/humano. Está em muitos livros escolares e em documentos da ONU e, pasme-se, é a única posição tolerada. A intolerância é proibida&#8230; exceto se for para o cristianismo conforme apresentado por Cristo.</p>
<p>Paulo e nós no sermão da manhã de 13 de janeiro já conversamos sobre a necessidade de estar preparado para a volta de Cristo, em 1 Tessalonicenses 5. Se você acredita que foi alcançado por Jesus Cristo, confessou a ele seu pecado e vive sempre desejando alimentar-se dele para viver; ainda, se você mantém viva a expectativa da volta de Jesus, pois ele virá julgar o mundo e renovar a terra, se você age como luz do mundo, assim como Cristo é luz, e se você se veste com equipamentos da fé, esperança e amor, então você está preparado. </p>
<p><strong>Sinais iniciais</strong><br />
O texto da reflexão desta noite está na segunda carta aos Tessalonicenses. Talvez a mensagem da primeira carta tenha sido equivocadamente interpretada como se  “volta repentina” fosse equivalente a “volta imediata”. Posso até imaginar as conversas de alguns, que passaram a falar somente sobre este assunto a ponto de quase enlouquecerem a si mesmos e a seus ouvintes, ao ponto de até mesmo pararem de trabalhar.<br />
Nesta segunda carta, então, Paulo requer que seus ouvintes não fiquem alarmados tão facilmente e que prestem atenção ao que foi dito, e não ao que pensam que foi dito. Eles estavam pensando que o dia do Senhor, o juízo final já estava prestes a acontecer dali a alguns dias, semanas ou meses. Por isso Paulo escreveu que ninguém os enganasse&#8230; nem a nós. E a razão pela qual não devemos nos permitir ser enganados é porque haverá um sinal claro: aquele dia esperado somente virá quando vier a apostasia, a rebelião – uma apostasia que Jesus já havia ensinado nos evangelhos (Mt 24.10-13).<br />
Na época do Antigo Testamento foi assim também. Os profetas anunciaram o cativeiro de Israel por centenas de anos, e a maioria das pessoas se entregou à rebeldia e poucos confiaram na voz profética&#8230; até que o cativeiro veio.<br />
Uma das épocas de maior apostasia, porém, ocorreu naquele período ente o antigo e o novo testamento, por volta de 170 a.C., quando um homem chamado Antioco Epifânio, que governou a palestina, resolveu varrer o povo de Deus da face da terra. Antes de Ahmanidejad outros já pensaram sobre o assunto!<br />
Naquela época de Antioco, alguns do próprio povo de Israel seduziram a muitos colegas e amigos, dizendo: “Vamos e façamos alianças com os povos que nos cercam, porque, desde que nós nos separamos deles, caímos em infortúnios sem conta.” Esta proposta pareceu interessante a muitos, e houve entre o povo quem se apressasse a ir ter com o rei, o qual concedeu a licença de adotarem os costumes pagãos. Peceberam o que ocorreu? Os seguidores de Deus foram até Antioco pedir licença para assumirem a idolatria do Estado. Edificaram em Jerusalém um ginásio como os gentios, dissimularam os sinais da circuncisão, afastaram-se da aliança com Deus, para se unirem aos estrangeiros e venderam-se ao pecado. Então o rei Antíoco publicou por todo seu reino um edito, prescrevendo que todos os povos formassem um único povo e que abandonassem suas leis particulares (e olha que foi bem antes das propostas da ONU). Todos os gentios se conformaram com essa ordem do rei, e muitos de Israel adotaram a religião pagã, sacrificando aos ídolos e violando o dia de descanso. Assim, a polícia real se encarregava de impor a apostasia e a obrigar a todos a sacrificar segundo a religião do Estado( um sonho ainda de muitos de esquerda no Brasil). Neste período viveu um sacerdote do povo de Deus, Matatias, que se recusou a abandonar a fé. Sua recusa desencadeou um movimento conhecido como a revolta dos Macabeus.<br />
<strong>Mas por que estamos voltando para estes fatos históricos mais antigos?</strong><br />
O que Paulo ensina nesta segunda carta, portanto, é que assim como a primeira vinda de Cristo foi precedida por um período bem marcado de apostasia (o momento histórico citado acima), assim também a sua segunda vinda não acontecerá até que similar apostasia ocorra. Neste caso, a apostasia será uma rebelião aberta contra Deus e contra a única proposta de reconciliação proposta que é Jesus Cristo.<br />
Entretanto, o ensino da Escritura não é o de que os filhos de Deus cairão da graça e abraçarão a apostasia. Isto não existe. O Bom Pastor Jesus Cristo conhece suas ovelhas, e nenhuma delas será tomada de suas mãos (Jo 10.28 e 1Ts 1.4). Ainda assim, algo será manifesto. Aqueles que abraçam a fé de seus pais apenas de forma superficial, apenas para manter as aparências, para estas famílias a apostasia será muito viva, pois a traição ocorrerá dentro dos laços de família.<br />
Lembremos que temos sidos ensinados que isto se dará em um volume assustador: muitos tropeçarão, muitos falsos profetas aparecerão, a fé de muitos esfriará. Parte disso tem acontecido, mas ainda é apenas uma parte.</p>
<p><strong>Mas, o sinal será mais claro!</strong><br />
Esta apostasia terá um líder, de acordo com a Escritura. Ele será o homem da iniqüidade. Não será, portanto, apenas um abandono da fé, mas uma ativa rebelião contra Deus e contra Cristo. Este líder será então um transgressor agressivo. A Bíblia o chamada de homem da iniqüidade, não porque nunca tenha ouvido falar de Jesus, ou da lei de Deus, mas porque ele abertamente desafia a lei de Deus e a Cristo.<br />
Muitos tem tentado identificar este homem da iniqüidade na história: alguns acharam que era o próprio Satanás, ou a besta que emerge do mar em Apocalipse 13 e 17. Outros acharam ainda que era o Papa, ou que foram os imperadores romanos.<br />
Temos aprendido nos escritos de João que em todas as épocas surgem anticristos; poderes que se manifestam aqui e acolá, aos quais resistimos. Muitos anticristos tem sido derrotados, mas haverá o dia da grande derrota. Entretanto, antes desse dia haverá um grande blasfemador. Isto significa que não estamos falando de um poder abstrato, ou de um conceito coletivo, mas de uma pessoa escatológica, uma pessoa do fim dos tempos. Este é o sinal claro nas Escrituras.<br />
A iniqüidade que sempre esteve presente no mundo será incorporada no homem da iniqüidade. Certamente podemos falar de várias pessoas que tem tentado isso, quando matam missionários, queimam Bíblias, perseguem pessoas etc, mas haverá alguém que se destacará. Sabemos isto porque a Bíblia descreve uma pessoa, fala de seu caráter pessoal. O homem da iniqüidade se exalta, se opõe, se assenta no templo de Deus, proclama-se Deus.<br />
Embora haja muitos anticristos, assim como Cristo é uma pessoa, o anticristo deve também ser uma pessoa. E uma pessoa que faz sinais especiais e milagres, todos falsos, e possui sua revelação. E percebam que este homem da iniqüidade será revelado imediatamente antes da volta de Cristo, será a última hora.<br />
Como estas coisas se darão desta forma, é bom que os incrédulos prestem atenção enquanto é o tempo de oportunidade e estas manifestações anticristãs estejam se avolumando, porque o homem da iniqüidade será uma pessoa e será uma pessoa do fim dos tempos. O verso 5 de 2Ts2 revela o que Paulo costumava ensinar acerca destas coisas.</p>
<p>v. 6 – o que o detém. Este termo tem sido muito debatido na história do cristianismo (Paulo, Deus, o Espírito Santo, Satanás); entretanto, nenhuma destas escolhas faz sentido quando se lê no verso 7, que o que detém o homem da iniqüidade será afastado.<br />
Assim, faço a opção de que aquele que detém o homem da iniqüidade é o poder governamental humano, a lei e a ordem, ou seja, o princípio de legalidade. Nesta linha de pensamento, enquanto lei e ordem imperam, o homem da iniqüidade não realiza muito. Vocês percebem? Por esta razão a iniqüidade tem se espalhado de forma mais organizada, em tribunais, senados, câmaras, produções culturais, etc. Tudo isso, entretanto, acontece sem que Deus perca a direção da história. Por esta razão, muitas vezes, o pior que Satanás pode fazer é promover o espírito de iniqüidade em certa geração. Assim que esta etapa for vencida, Satanás desenvolverá seus planos de dar poderes ao homem da iniqüidade. É a hora na qual será percebido externamente. Não será mais mistério, mas será o homem da iniqüidade.<br />
Entretanto, para que os cristãos não fiquem abalados e sequer consigam dormir, Paulo acrescenta que este mistério revelado, o homem da iniqüidade, será morto por Jesus Cristo com o sopro de sua boca. Não estamos falando aqui de um MMA, de um UFC entre Cristo e Satanás, com a vitória final de Cristo. O assunto nem irá ao ringue. Cristo chega e sopra, e acabou.</p>
<p>Deus continua a ser amor e sinceramente adverte os que ainda não ouviram. Desta forma, ele pede que proclamemos o evangelho, contando o que vai acontecer se as pessoas acreditarem, e também o que vai acontecer se não acreditarem. O verdadeiro cristão nunca deve ter medo de pertencer a uma minoria desamparada pela lei. É o remanescente que será salvo por Deus. Por causa da obra de Cristo estamos prontos para o sinal a se manifestar.</p>
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		<title>O MUNDO NÃO ACABOU, E AGORA? AGORA CONTINUAMOS ANUNUNCIANDO SEU FIM&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Feb 2013 11:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Fontes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rev.Filipe]]></category>

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		<description><![CDATA[SÉRIE DE SERMÕES: O MUNDO NÃO    ACABOU… E AGORA? TEXTO: 2 Pedro 3.1-14 Pregador: Rev. Filipe Fontes Data: Culto Vespertino de 20/01/2013 &#160; Pedro escreveu este texto num momento em que muitas pessoas estavam questionando a segunda vinda de Cristo, com o argumento da passagem do tempo. Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/omundo_ebenezer-244.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-831" title="omundo_ebenezer-24" src="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/omundo_ebenezer-244-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>SÉRIE DE SERMÕES: O MUNDO NÃO    ACABOU… E AGORA?</p>
<p>TEXTO: 2 Pedro 3.1-14</p>
<p>Pregador: Rev. Filipe Fontes</p>
<p>Data: Culto Vespertino de 20/01/2013</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pedro escreveu este texto num momento em que muitas pessoas estavam questionando a segunda vinda de Cristo, com o argumento da passagem do tempo. <em>Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação (v.4). </em>Se a passagem do tempo era argumento que causava problemas na época de Pedro, escrevendo apenas há alguns anos da ascensão de Cristo, ele pode fazer estrago maior em nossos dias, quando a promessa de Cristo já dista alguns mil anos. Por isso, é importante considerar como Pedro lida com o argumento do tempo, primeiramente para continuar fortalecendo nossa esperança, e também, por que é esta tratativa de Pedro que vai nos conduzir ao nosso segundo desafio. Uma vez que o mundo não acabou, além de continuar aguardando que ele acabe, devemos continuar anunciando a mensagem de seu fim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1) A INCONSISTENCIA DO ARGUMENTO </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia (v.8). </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No v.8, Pedro chama a nossa atenção para um equívoco do argumento dos falsos mestres naquela ocasião. Eles colocavam em cheque a veracidade da segunda vinda de Cristo com base no argumento da passagem do tempo. E ao fazer isso eles igualavam Deus ao homem, e se esqueciam de que Deus se relaciona com o tempo de maneira diferente da maneira como nós nos relacionamos com ele. Para exemplificar isso, Pedro cita o Salmo 90, em que Moisés estabelece um contraste entre Deus e o homem, no que diz respeito ao relacionamento com o tempo. <em>Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite. Tu os arrastas na torrente, são como um sono como a relva que floresce de madrugada; de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca (Sl 90.2-6). </em></p>
<p>Deus é eterno! Ele se relaciona com o tempo na qualidade de quem o criou e não na qualidade de quem está sujeito a ele como nós. Nós somos seres temporais, finitos, breves, mas Deus é de eternidade a eternidade. Ele está fora do tempo! Ele vive num eterno presente. Para Deus não há ontem nem amanhã. De modo que se utilizar da passagem de tempo para questionar a Palavra de Deus é demasiadamente equivocado. Questionar a fidelidade da promessa de Cristo com o argumento da passagem do tempo é simplesmente desconsiderar o caráter atemporal de Deus. É desconsiderar que Ele é o totalmente outro, Aquele cujos caminho não são os nossos caminhos, e os pensamentos não são os nossos pensamentos, por que os pensamentos dEle são muito mais altos do que os nossos pensamentos e os seus caminhos mais altos que os nossos caminhos. <em></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2) UMA INTERPRETAÇÃO DIFERENTE DO TEMPO </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Depois de questionar o argumento dos falsos mestres, Pedro propõe uma reinterpretação da passagem do tempo: <em>Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (v.9). </em></p>
<p>Para os falsos mestres que questionavam a vinda de Cristo, o tempo que estava passando desde sua promessa era visto como demora. Mas Pedro nos convida a ver este tempo como resultado da longanimidade de Deus. Ele nos convida a olhar para o tempo que existe entre a promessa de Cristo e os nossos dias como o tempo de Deus para a salvação das pessoas. Reverberando esta ideia, Paulo escreve aos Coríntios, interpretando a profecia de Isaias: <em>eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação </em>(II Co 6.2).</p>
<p>Deus tem um plano. E o plano de Deus é criar um povo para si. A história, nada mais é do que a execução deste maravilhoso plano de Deus. E Jesus Cristo afirmou, que convém que nenhum se perca de todos aqueles que o Pai lhe deu. Pedro nos ensina que nós devemos ver este tempo como aquele em que Deus está cumprindo este plano. Isto tem, para nós, duas importantes implicações:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>a)      </em>Somos convidados a uma reflexão sobre nosso próprio estado espiritual. É interessante perceber que ao falar da longanimidade de Deus, ele acrescenta seus próprios leitores como objeto desta longanimidade. <em>Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, <strong>ele é longânimo para convosco</strong>, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (v.9). </em>Isso significa que esta interpretação do tempo nos convida a uma autorreflexão sobre nossa vida espiritual. Hoje é o tempo da oportunidade. Mas esse tempo vai cessar. Isso fica claro no v.10: <em>Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. </em>Hoje, portanto, é tempo de mudança, de compromisso com Deus, de santificação, de decidir por uma vida conduzida por Deus através de Sua Palavra. No mesmo texto em que Paulo anuncia que hoje é tempo de oportunidade, ele diz: <em>E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus&#8230; (II Co 6.1) </em></p>
<p><em> </em></p>
<p>b)      Somos convidados a participar do plano de Deus, sendo a voz de Deus a chamar aqueles que ainda precisam ser chamados. <em>Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, </em><strong><em>12 </em></strong><em>esperando e <strong>apressando a vinda do Dia de Deus&#8230; </strong></em>(v.11-12). Como nós podemos fazer isso? Anunciando, convidando aquelas pessoas que Deus está aguardando em sua longanimidade. No mesmo texto em que Paulo anuncia que hoje é tempo de oportunidade, ele afirma a nosso respeito, que Deus <em>nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio (II Co 5.19-20). </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mundo não acabou, e agora? Agora, nós devemos continuar anunciando a promessa de Deus. O mundo ainda não acabou por que Deus ainda tem dado aos homens a oportunidade de se achegarem a Ele. Cabe a nós aproveitarmos este tempo para refletirmos sobre nossa vida e contribuirmos com as mudanças que Deus deseja fazer nela, e convidar os outros a aproveitar o tempo da oportunidade, respondendo com arrependimento e fé.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>AGORA NÓS DEVEMOS CONTINUAR ESPERANDO QUE ELE ACABE&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2013 12:10:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Fontes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rev.Filipe]]></category>

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		<description><![CDATA[Adaptado da Mensagem pregada na I.P. Ebenézer em 20/01/2012. Texto básico: II Pedro 3.1-7 21 de dezembro de 2012 não foi a única data marcada do fim do mundo que acabou não acontecendo. Já houve uma série de profecias frustradas sobre o fim dos tempos, com características mais diferentes. Estar submetido a tanta profecia falha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/fim-do-mundo1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-816" title="fim-do-mundo" src="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/fim-do-mundo1.jpg" alt="" width="256" height="256" /></a><em>Adaptado da Mensagem pregada na I.P. Ebenézer em 20/01/2012.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Texto básico:</strong> II Pedro 3.1-7</p>
<p>21 de dezembro de 2012 não foi a única data marcada do fim do mundo que acabou não acontecendo. Já houve uma série de profecias frustradas sobre o fim dos tempos, com características mais diferentes. Estar submetido a tanta profecia falha pode parecer algo sem importância e impacto, mas eu acredito que não seja. As falsas profecias geram expectativa, e as expectativas frustradas vão aos poucos tornando as pessoas cada dia mais desacreditadas. E nós que temos uma tendência muito forte de viver pelo que vemos, ouvimos, sentimos, e experimentamos, ou pelo que as pessoas dizem, acabamos submetidos ao risco de também começar a duvidar de que o mundo um dia terá um fim. Por mais que nos pareçam tolas, as falsas profecias podem enfraquecer a nossa esperança.</p>
<p>O propósito básico deste texto é levar o leitor a refletir, diante de mais uma profecia frustrada, levar você a refletir sobre a necessidade de continuar esperando que ele acabe.</p>
<p>Os primeiros leitores de Pedro também estavam sujeitos ao risco do enfraquecimento da esperança. Num sentido mais específico, o risco resultava de razões diferentes do nosso. Pedro não fala de uma série de falsas profecias frustradas, mas de um grupo de homens que questionava a promessa de Jesus Cristo sobre o fim do mundo e a sua segunda vinda. <em>&#8230;tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões 4 e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação (II Pedro 3. 3-4). </em>Num sentido mais geral, no entanto, o risco vivenciado pelos leitores de Pedro se identifica com o nosso, por que também é resultado do tempo que se passava, sem o cumprimento da promessa. O v.4, citado acima, mostra que o argumento dos falsos mestres era o argumento do tempo.</p>
<p>Diante de tantas profecias frustradas, e da aparente demora da vinda do Senhor, que às vezes nos fazem pensar se o mundo vai mesmo acabar, o que devemos fazer para não ficarmos desanimados com a promessa do fim? A resposta é: devemos nos <strong>lembrar de que nós não vivemos pelo que vemos, ouvimos, sentimos ou experimentamos, nem pelo que os outros dizem. Nós vivemos pela fé – e fé na Palavra de Deus. </strong></p>
<p>Em todo o texto, Pedro se esforça para nos ensinar que a razão pela qual não podemos ceder ao risco do desanimo e da falta de esperança é o fato de que as promessas quanto a essas coisas nos são dadas por Deus, por meio da Sua Palavra. <em>Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida, <strong>para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos</strong>&#8230; </em>(v.1-2)</p>
<p>Nós vivemos num mundo que nos estimula a viver de acordo com a percepção que temos da realidade. Estimula-nos a agir e reagir de acordo com as nossas próprias convicções. É por isso que as pessoas costumam aconselhar as outras a seguir o seu próprio coração. Ou ainda, por que tantas pessoas se orgulham de dizer sempre o que pensam, como se aquilo que elas pensassem estivesse sempre certo. Somos bombardeados com o ensino de que devemos viver baseados em nossa própria experiência da realidade. No entanto, o ensino bíblico é de que o justo deve viver pela fé. Esta expressão bíblica às vezes é muito mal entendida e utilizada. Muitas pessoas utilizam essa expressão como um mantra otimista em meio à adversidade. Geralmente a fé da qual se fala é a fé na mudança da situação. Mas Deus pronunciou ao profeta Habacuque estas palavras, depois de o profeta Habacuque revelar incompreensão com o que Deus estava fazendo. O justo viverá pela fé significa, portanto, que aquele que conhece a Deus não vive pelas suas percepções, mas pela Palavra de Deus. Isso não significa que o cristão vive de modo irracional. Isso fica claro, quando Pedro argumenta, nos v.5-6, contra os falsos mestres de sua época, usando a razoabilidade da fé e da esperança. Ele diz: <em>Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus, pela qual veio a perecer o mundo daquele tempo, afogado em água (v.5-6). </em>Crer na Palavra de Deus, portanto, não é um salto no escuro. Embora não fosse necessário dar-nos razões para confiar em suas promessas – a maior razão é quem as fez – Deus, historicamente, nos deu razões para isso. Ele nos conhece, e sabe que somos pó. Que razões nos são dadas por Deus, para manter a fé e a esperança?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1)      A Palavra que, encarnada, profetizou o fim deste mundo e a vinda de um mundo novo em sua segunda vinda, foi a mesma Palavra que trouxe o mundo à existência. João diz: <em>No princípio era o Verbo (Palavra), e o Verbo (Palavra) estava com Deus, e o Verbo (Palavra) era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez </em>(João 1.1-3)<em>. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2)      A Palavra que, encarnada, profetizou o fim deste mundo e a vinda de um mundo novo em sua segunda vinda, já deu uma amostra do que pode fazer, quando destruiu o mundo no dilúvio, preservando apenas a família de Noé.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há razões para confiar nas promessas de Deus. Dentre outras coisas, a Palavra de Deus é descrita pelo salmista Davi no, Salmo 19, como fiel e verdadeira. Por isso, nós podemos continuar esperando pelo fim, mesmo diante de tantas profecias furadas, que ajudam a desacreditar as pessoas. <em>Nós, porém, <strong>segundo a sua promessa</strong>, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça (v.13).</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Diante de tantas profecias, sempre frustradas, e de um povo que passa a viver desacreditado de que este mundo terá um fim, nós corremos o risco de ter a esperança enfraquecida. Para não ficarmos desanimados com a promessa do fim o que precisamos fazer é nos <strong>lembrar de que não devemos viver pelo que vemos, ouvimos, sentimos ou experimentamos, nem pelo que os outros dizem, mas pela fé – e fé na Palavra de Deus. </strong>De modo prático, o que podemos fazer para que isso aconteça?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1) Intensificarmos nossa vida devocional. </strong>Nós vivemos o dia a dia correndo de um lado para o outro, percebendo as coisas, experimentando sentimentos, ouvindo outras pessoas. Quando tiramos um tempo de nosso dia para falar com Deus, para ler e meditar na Sua Palavra, ouvir e cantar hinos de louvor, sem palavras, pregamos para nós mesmos sobre a necessidade que temos de direção para viver a nossa rotina diária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2) Melhorar nossa guarda do dia do Senhor. </strong>Quando nós paramos as nossas atividades regulares no dia do Senhor, e o guardamos com seriedade, pausando a nossa rotina diária para o cultivo de uma maior comunhão com Deus, pregamos para nós mesmos que não somos desse mundo que terá fim, e que como cidadãos de outro mundo, devemos nos guiar pelos valores dele, e não pela voz das pessoas que ainda vivem nesta realidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3) Recordar-nos de nossas quedas por autoconfiança e de nossas vitórias pela fé. </strong>A prática da recordação é quase uma prática devocional. Muitas vezes, sobretudo no AT, Deus ordenou ao povo que fizesse isso (Deuteronômio 8). Pode ajudar, vez após outra, nos lembrarmos de ocasiões em que quebramos a cara seguindo nossos próprios caminhos, ou os caminhos apontados pelos outros, e de ocasiões em que fomos abençoados por termos seguido o caminho do Senhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4) Mirar-nos no exemplo de Cristo</strong>, que, sendo a Palavra encarnada de Deus, que quando foi tentado, respondeu com o que estava escrito, quando esteve afligido, buscou a Deus em oração, vivendo toda a sua vida na dependência da direção do Pai.</p>
<p style="text-align: right;">Filipe Fontes</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A RENUNCIA DO PAPA E A SUCESSÃO APOSTÓLICA &#8211; Rápidas Considerações</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2013 20:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pfontes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rev. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[A renúncia do Papa Bento XVI e a escolha de seu sucessor traz à tona a doutrina da sucessão apostólica. Com muita frequência nestes dias ouvimos ou lemos referências ao Papa como o sucessor de Pedro. A convicção da teologia católica é a de que o Papa é sucessor direto de Pedro no governo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/papas.jpg"><img src="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/papas-300x225.jpg" alt="" title="papas" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-799" /></a>A renúncia do Papa Bento XVI e a escolha de seu sucessor traz à tona a doutrina da sucessão apostólica. Com muita frequência nestes dias ouvimos ou lemos referências ao Papa como o sucessor de Pedro. A convicção da teologia católica é a de que o Papa é sucessor direto de Pedro no governo da igreja e, portanto, Vigário de Cristo e supremo cabeça visível do povo de Deus na terra. Por isso julgamos oportuno tecer algumas considerações a respeito da crença na sucessão apostólica.</p>
<p>Um dos pressupostos da crença católica na sucessão apostólica é o de que Pedro teria exercido autoridade de jurisdição sobre os demais apóstolos, tendo sido assim o primeiro Papa. Não negamos que Pedro pudesse exercer algum tipo de liderança natural no grupo apostólico em função da dignidade de seus dons e até de seu temperamento impulsivo e impetuoso, o qual – diga-se de passagem – o deixou algumas vezes em dificuldades. Todavia não nos parece que Pedro tenha exercido autoridade de jurisdição sobre os demais apóstolos. As razões são as seguintes:</p>
<p>A primeira razão é a natureza do ofício apostólico que é supremo na ordem eclesiástica. A Bíblia não reconhece na terra nenhuma autoridade maior do que a dos apóstolos, por meio da qual eles tenham sido instituídos. A autoridade dos apóstolos procede direta e imediatamente do próprio Cristo, o qual detém todos os demais poderes eclesiásticos. Paulo, que foi chamado para ser apóstolo quando Cristo não mais estava encarnado entre nós, diz ter recebido o seu chamado apostólico diretamente de Cristo: “porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gálatas 1.12) Ele diz ainda que não consultou “carne e sangue” – isto é: a nenhum ser humano; e nem foi a Jerusalém para receber dos apóstolos a autoridade apostólica (Gálatas 1.16 e 17) Ora, se desde a ascensão de Cristo Pedro fosse o cabeça visível da igreja, Paulo não poderia ter sido admitido na igreja como um apóstolo sem a sanção de Pedro. Mas Paulo foi feito apóstolo diretamente pelas mãos de Cristo sem a instrumentalidade das mãos de Pedro. E somente três anos depois (Gálatas 1.18) recebeu a destra de companhia dos demais apóstolos.</p>
<p>Além disso, não encontramos na Escritura nenhum registro de que Cristo tenha outorgado a Pedro autoridade de jurisdição sobre o grupo apostólico. Todos os apóstolos são chamados e investidos igualmente de autoridade: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (João 20.21,22) A eles foi prometida a igualdade de tronos: “Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel” (Mateus 19.28). Cada um dos apóstolos é doutrinador autoritativo e os escritos de cada um deles são canônicos sem a necessidade da confirmação ou da chancela de Pedro. Paulo, por exemplo, escreveu aos coríntios: “reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. E, se alguém o ignorar, será ignorado (1 Coríntios 14.37,38)</p>
<p>O texto áureo dos defensores da primazia de jurisdição de Pedro sobre o grupo apostólico é Mateus 16.19, onde Jesus diz a Pedro: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus”. Todavia, o poder das chaves não foi uma concessão exclusiva de Pedro, mas também dos demais: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus” (Mateus 18.18) Contra esta autoridade de jurisdição de Pedro sobre o grupo apostólico é também o registro de que Pedro e João foram enviados, pelo grupo apostólico, em missão aos samaritanos (Atos 8.14) Tal envio sugere que a autoridade pertencia a toda corporação e não a uma única pessoa. Além disso, é concebível que alguém seja enviado por um igual e não por um inferior, como seria o caso se Pedro exercesse autoridade de jurisdição sobre os demais apóstolos.</p>
<p>Finalmente, que a autoridade eclesiástica nos dias apostólicos era exercida pela corporação apostólica e não por um único apóstolo pode ser depreendido também da narrativa da reunião do Concílio de Jerusalém, em Atos 15. Primeiro, Paulo e Barnabé são enviados ao grupo apostólico como um todo e não a Pedro individualmente (Atos 15.2) A decisão foi tomada por todos: “pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros” (Atos 15.22) e foi comunicada em nome da corporação e não apenas em nome de Pedro: “escrevendo, por mão deles: Os irmãos, tanto os apóstolos como os presbíteros, aos irmãos de entre os gentios em Antioquia, Síria e Cilícia, saudações&#8230; pareceu-nos bem&#8230; pareceu bem ao Espírito Santo e a nós” (Atos 15.23,25 e 28)</p>
<p>Deste modo, concluímos que a premissa, de que Pedro teria exercido autoridade de jurisdição sobre o grupo apostólico, sobre a qual é construída a doutrina católica da sucessão apostólica, não se sustenta biblicamente. Espero considerar outros aspectos do assunto nos próximos dias, por hoje é só.</p>
<p>Rev. Paulo Ribeiro Fontes</p>
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		<title>Você está preparado para o fim? Saiba como!</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2013 23:47:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcizio F Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tarcízio Carvalho]]></category>

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		<description><![CDATA[SÉRIE DE SERMÕES: O MUNDO NÃO ACABOU… E AGORA? TEMA: “Você está preparado para o fim? Saiba como!” TEXTO: 1 Tessalonicenses 5.1-11 Pregador: Rev. Tarcizio Carvalho Data: Culto Matutino de 13/01/2013 Um dos problemas com falsas profecias acerca do fim dos tempos é o descrédito que é transferido para qualquer discurso que fale que haverá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SÉRIE DE SERMÕES: O MUNDO NÃO ACABOU… E AGORA?<br />
TEMA: “Você está preparado para o fim? Saiba como!”<br />
TEXTO: 1 Tessalonicenses 5.1-11<br />
Pregador: Rev. Tarcizio Carvalho<br />
Data: Culto Matutino de 13/01/2013</p>
<p>Um dos problemas com falsas profecias acerca do fim dos tempos é o descrédito que é transferido para qualquer discurso que fale que haverá um fim. Outro problema, creio que mais sério, é as pessoas (inclusive cristãos) não se preocuparem com este assunto. Torna-se uma área de desprezo.<br />
Uma descendente de japoneses ensinava como preparar um certo tipo de arroz em um programa de TV. Foi interessante ouvi-la explicando que o arroz deveria ser lavado 7 vezes, pois os antigos agradeciam pelos 7 dias da semana. Mas isso é história, basta lavar o arroz até que a água fique límpida. As novas gerações estão limpando essa “carga religiosa” que herdaram de seus pais. Como alguns dizem: “Meus pais vão à igreja. Eu respeito, mas tenho outras coisas pra fazer.”<br />
Paulo afirmou que seus ouvintes já sabiam que o mundo não ia acabar naquela data marcada, como nós de algum modo sabíamos que não acabaria em dezembro de 2012!<br />
Jesus já havia ensinado sobre este assunto. Enquanto ensinava seus discípulos dizia que ninguém saberia o dia e a hora da sua segunda vinda! E antes de subir para o céu disse que tempos e épocas não seriam do conhecimento de ninguém. Por esta razão não seria necessário ensinar sobre isso.<br />
Entretanto, pode-se ficar confuso quanto à veracidade do fim do mundo, ou até mesmo se estamos preparados, por causa do modo como tudo acontece no dia-a-dia. Há muitas atividades nas quais os não-cristãos se envolvem, que não são erradas em si&#8230; e por isso a confusão! Parece que tudo vai bem, obrigado, quer se creia em Deus, ou não!<br />
Embora as atividades de não-cristãos possam não ser erradas em si, quando são feitas de modo a envolver totalmente a pessoa, fazendo com que as atividades sejam um fim em si mesmas, atividades que fazem com que deixem de lado as necessidades espirituais, então aquelas mesmas atividades são uma maldição e não uma bênção.</p>
<p>Para refletir mais sobre isso, pensemos:</p>
<p><strong>a) Os incrédulos, do ponto de vista de Deus, transitam e transmitem ilusão </strong><br />
Os vv. 1-3 de 1Tessalonicenses 5 destacam como os incrédulos, ignorando a Bíblia, baseiam sua segurança em uma auto-confiança crescente. Como acontecia nos dias de Noé e Ló (Lucas 17:26 ss.): comiam, bebiam, casavam e festejavam. Jesus não estava falando de crimes escandalosos, não estava dizendo que aquelas atividades eram imorais!<br />
Mas, há um momento no qual os incrédulos, como um todo, passam a aprovar comportamentos e ações que são desaprovadas por Deus. E veio destruição contra aquele estilo de vida, apreciado pela sociedade de então, um estilo de vida que passou a ser hediondo. Por que? Porque não tinha a assinatura de Deus.<br />
Todo ser humano é um documento assinado por Deus, feito à imagem dele. Mas, tem gente que coloca um adesivo, raspa a assinatura, pinta por cima. É criminoso não crer em Deus, perguntou um dia o bem humorado medico global Dr. Drauzio Varella? Bem, pelos nossos códigos, não! Entretanto, ao se deparar com Deus naquele dia que vem de modo inesperado, será considerado crime apresentar-se na corte de Deus sem o Advogado Jesus. Na ficha de acusação constará: negação da paternidade divina, ocultação de bens e valores: a prevenção da utilização do sistema sacerdotal para a prática de ilícitos; roubo de conteúdo e de direitos autorais; crime de falsa identidade, destruição de patrimônio, além de crimes contra a existência do Reino de Deus: a) auxiliar o inimigo contra o povo de Deus; b) tentar fazer com que a igreja de Cristo se submeta a inimigos do evangelho; c) cometer atos de hostilidade contra a igreja de Cristo; d) impedir a pregação do evangelho de forma pública e livre; e) declarar paz sem a autorização de Jesus Cristo, e outros crimes mais.<br />
Apesar destes e outros crimes, muitos ainda dirão: paz e segurança! São os projetos de paz e segurança que a incredulidade inventa. Por acreditarem em seus projetos: “se a gente simplesmente amar” “se ajudarmos uns aos outros” “se todos tiverem educação” “se todos puderem ter poder de compra”… eles ridicularizarão a idéia de que Cristo retornará. Mas, eles não escaparão, como a comparação com as dores da mulher grávida. Será inútil pensar em escapar. Ninguém escapa.<br />
A cada vez que o mundo não acaba, as pessoas consideram a volta de Jesus como uma fábula. De fato, não devemos dizer que Jesus vem em tal dia ou em tal e tal hora; mas vamos com o mesmo cuidado evitar dizer: Ele não virá durante a nossa vida. Nós não sabemos. Como já se causou dano à esperança cristã pelo primeiro erro, o de inventar datas. E como é perigoso desprezar a palavra de Deus que afirma que o fim vem.<br />
Você sabe que está preparado para o fim quando entende que foi alcançado por Jesus Cristo, confessou a ele seu pecado e vive sempre desejando alimentar-se dele para viver. Acredita, portanto, que somos luz que ilumina o mundo, assim como Cristo é luz. Assim,</p>
<p><strong>b) Os cristãos, do ponto de vista de Deus, tem a tarefa consciente de iluminar </strong><br />
Os vv. 4-7 de 1Tessalonicenses 5 falam da ideia de luz e escuridão. Os não-cristãos possuem concepção bem diferente sobre luz e escuridão do que aquela que a Bíblia ensina. Em geral as pessoas acreditam que devem ter pensamentos de luz, ter atitudes iluminadas de bondade, enfim, ter um raciocínio iluminado. Assim, a apreciação pelas artes e o desenvolvimento da cultura  são considerados como marcos de luz! Para estes, o evangelho, Bíblia, igreja, são elementos obscurantistas, são escuridão. Os não-cristãos pensam que estão na luz, e os cristãos são os que insistem em retroceder às trevas.<br />
De acordo com a Bíblia, esta “iluminação” de que a incredulidade faz a sua jactância é que é a escuridão. A luz do conhecimento de Deus está inseparavelmente ligada à seriedade da santificação – por isso os cristãos escolhem o caminho que a Bíblia aponta.<br />
Estar na escuridão é ter alegria na ignorância, confiar na segurança providenciada por aparelhos, casas, dinheiro; estar na escuridão é ter uma disposição indiferente para com o Senhor Jesus, é rejeitar a luz de Deus, é ter medo que coisas ocultas venham para a luz da verdade, pois o mundo como um todo odeia a única palavra que os desnuda: a Palavra de Deus.<br />
A Bíblia afirma que Deus é luz, e nos gerou pela palavra da verdade, para sermos filhos da luz. Isto produz em você e em mim um prazer na e pela verdade, que nos permite ser expostos à luz de Deus para que o mal que há em nós seja repreendido pela luz, e o poder de Deus se manifeste. Desta forma, abandonando o mal e estabelecendo-se no bem, adquirimos um coração mais e mais puro, e um olhar bom, pois assim todo o corpo será luminoso.<br />
Para os cristãos o dia já amanheceu no coração, embora ainda tenhamos lutas com “o lado negro da força”. O dia, a volta de Jesus, o fim desta era, a renovação deste planeta, o juízo final, estas coisas não pegarão os cristãos despreparados.  Como “filhos da luz” os cristãos contrastam com os “filhos desta era”. Cristãos não pertencem às trevas, ou seja, o pecado não tem mais domínio sobre eles porque ocorreu uma mudança.<br />
Dormir significa viver como se não existisse o juízo final, o que em outras palavras, significa não estar preparado.<br />
Vigiar significa viver uma vida santificada, conscientes de que o dia de juízo vem. É estar em constante estado de alerta moral e espiritual. A pessoa vigilante está preparada. A incerteza da data da volta de Jesus deveria nos fazer cada vez mais vigilantes. A certeza de que existem inimigos que desejam nos afastar da fé deveria nos fazer cada vez mais vigilantes.<br />
Ser sóbrio significa nem ser indiferente e nem ser exagerado acerca da vinda de Jesus. Sobriedade é um estado de prontidão espiritual, cumprindo seu ministério enquanto os dias passam. O prazer da sobriedade não é o dos apetites, como o de um bêbado, mas o prazer naquilo que pode, de verdade, dar alegria inebriante, que é ser cada vez mais cheio do Espírito de Deus.<br />
É difícil pensar quão grande é a dignidade da nossa vocação, que se expressa no fato de que somos o maior esplendor da glória de Deus aqui na terra; mesmo a maior inteligência terrena seria descrita como uma noite escura, ao ser contrastada com o brilho que deve ser ainda revelado em nós. Os cristãos que creram em Jesus como seu salvador pessoal é que são  o brilho, e não as luzes. Ainda assim, os não-cristãos investem cada vez mais nos espetáculos pirotécnicos, buscando luz em algum outro lugar.<br />
Você sabe que está preparado para o fim quando entende que foi alcançado por Jesus Cristo, confessou a ele seu pecado e vive sempre desejando alimentar-se dele para viver. Acredita, portanto, que somos luz que ilumina o mundo, assim como Cristo é luz, e sabe que deve vestir-se dos equipamentos certos. </p>
<p><strong>c) Os cristãos, do ponto de vista de Deus, trajam roupas de defesa </strong><br />
Os vv.8-11 de 1Tessalonicenses 5 mostram que a fé, a esperança e o amor são os equipamentos para guardar o peito e a cabeça. Perceba, portanto, que Paulo chama de fé ativa, a fé e o amor, equipamentos de defesa.<br />
Aprendemos que a melhor defesa é o ataque. Para os cristãos ‘ao ataque’ significa: busque a Deus, confie em Deus, fale com Deus, interceda pelo inimigo, peça ajuda a ele. Isso é que é ataque! Ao atacarmos desta forma demonstramos estar preparados para o fim, andando pela fé e não dando tanta importância ao que os desejos gritam dentro de nós. Não se deve buscar a vingança ou atacar e ferir quem nos ataca, pois este tipo de ataque não produz a justiça de Deus.<br />
Aqui, novamente, a obra de Deus e a atividade humana estão intimamente unidos. Pela indicação de Deus, Cristo morreu por nós, para que pudéssemos viver com ele. Através de Jesus Cristo podemos e devemos progredir na nossa esta salvação. Ele a concretizou. Sobre este fundamento é que podemos falar de desenvolver a salvação dia após dia. É por causa desta salvação realizada de uma vez por todas por Cristo que deveríamos permitir que o que ele fez por nós, aja em nós. Para este fim é que a exortação mútua é indicada no texto.<br />
A idéia bíblica de edificação está associada à única coisa a ser feita que é ajudar a construir o templo de Deus, estabelecê-lo sobre o fundamento certo, modelando e ajustando cada pedra, uma sobre a outra (1 Coríntios 3:16; 8:10; Ef 2:20; 1Pe 2:4; Jd 20), até que seja dito: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens! (Ap 21:3).<br />
Você está preparado para o fim? Bem, se você acredita que foi alcançado por Jesus Cristo, confessou a ele seu pecado e vive sempre desejando alimentar-se dele para viver, se você mantém viva a expectativa da volta de Jesus, pois ele virá julgar o mundo e renovar a terra; se você age como luz do mundo, assim como Cristo é luz, e se você se veste com equipamentos da fé, esperança e amor, então você está preparado. </p>
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		<title>O MUNDO NÃO ACABOU&#8230; E AGORA?</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2013 11:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pfontes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rev. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[SÉRIE DE SERMÕES: O MUNDO NÃO ACABOU… E AGORA? TEMA: &#8220;O mundo não acabou, e agora&#8230; mantenha-se firme nas promessas” TEXTO: Hebreus 6.13 – 20 Pregador: Rev. Paulo Fontes Data: Culto Vespertino de 06/01/2013 Houve quem esperasse o fim do mundo em 21 de dezembro de 2012. A esperança cristã é diferente. A esperança cristã [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>SÉRIE DE SERMÕES</strong>: <em>O MUNDO NÃO ACABOU… E AGORA?</em><br />
<strong>TEMA</strong>: <em>&#8220;O mundo não acabou, e agora&#8230; mantenha-se firme nas promessas”</em><br />
<strong>TEXTO</strong>: <em>Hebreus 6.13 – 20</em><br />
<strong>Pregador</strong>: <em>Rev. Paulo Fontes</em><br />
<strong>Data</strong>: <em>Culto Vespertino de 06/01/2013</em><br />
<a href="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/omundo_ebenezer-24.jpg"><img src="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/omundo_ebenezer-24-300x199.jpg" alt="" title="omundo_ebenezer (2)" width="300" height="199" class="aligncenter size-medium wp-image-773" /></a><br />
Houve quem esperasse o fim do mundo em 21 de dezembro de 2012. A esperança cristã é diferente. A esperança cristã não é simplesmente a esperança do fim do mundo. É a esperança de que o mal, em todas as suas formas e manifestações, seja plenamente banido. É a esperança de que a morte será extinta da nossa experiência. É esperança de ser como Cristo, de vê-lo face a face e de habitar com Ele eternamente neste universo restaurado.  A esperança cristã é a esperança de novos céus e nova terra.</p>
<p>E além de ser uma esperança diferente, a esperança cristã não está sujeita à frustração. Aqueles que esperavam o fim do mundo para o dia 21 de dezembro de 2012 foram frustrados. Mas aqueles que esperam novos céus e nova terra não correm o risco de serem frustrados. Por isso, podemos nos manter firmes na esperança cristã. É sobre isto que o nosso texto fala.</p>
<p>A carta aos Hebreus é dirigida a judeus que se tornaram cristãos e que estavam pensando seriamente em deixar tudo e voltar ao judaísmo. Eles estavam sob pressão. Os amigos e parentes judeus os tinham como traidores. O império romano os perseguia. O cristianismo era considerado uma seita que vivia na ilegalidade. E voltar ao judaísmo estava lhes parecendo a melhor opção. Então o propósito da epístola é encorajar estes crentes a prosseguirem na carreira cristã. </p>
<p>E nesta passagem, especificamente, o escritor de Hebreus quer dar aos seus leitores motivos para continuarem firmes esperando o cumprimento das promessas. O escritor de Hebreus quer garantir aos seus leitores que a esperança deles não seria frustrada. Ele faz isto apresentando duas razões pelas quais eles poderiam se manter firmes na esperança, depois ele apresenta um exemplo da história bíblica e por fim oferece uma ilustração. </p>
<p>As duas razões pelas quais podemos nos manter firmes na esperança são as seguintes. Primeiro, aquilo que esperamos foi prometido por um Deus que não pode mentir. A esperança cristã não é o resultado da interpretação de um tal calendário maia. Mas é a promessa de um Deus cuja palavra é a verdade.  Deus é a própria verdade. Não pode proceder dele nada que não seja verdadeiro. Pelo contrário Deus abomina a mentira e a fraude. Por isso Ele é confiável. Assim, você tem motivos de sobra para se manter firme na esperança. Pois o que você espera é promessa de um Deus que não pode mentir. </p>
<p>Mas há uma segunda razão. Embora a promessa de Deus fosse garantia suficiente, Deus fez mais. Além de prometer Ele jurou. O verso 16 diz que o juramento é uma garantia e o fim de toda contenda. Quando você não quer que paire dúvidas sobre algo que você diz o que você faz? Você jura. Você quer que as pessoas saibam que o que foi dito é verdadeiro e confiável. Pois bem, o verso 17 diz que Deus jurou porque Ele quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito. Deus não precisava jurar. A promessa Dele seria suficiente. A palavra Dele bastaria. Mas por amor a nós, por causa da nossa fraqueza e da nossa incredulidade Ele jurou.</p>
<p>Então, as duas coisas nas quais encontramos segurança são a promessa e o juramento. As duas razões pelas quais você deve permanecer firme na esperança é que ela é uma promessa de um Deus que não pode mentir e que jurou a respeito. Depois de apresentar estas duas razões pelas quais podemos ter segurança da esperança cristã, o escritor de Hebreus usa um exemplo da história. Ele apresenta Abraão como exemplo de firmeza na esperança. Abraão foi alguém que esperou contra a esperança. </p>
<p>Deus prometeu a Abraão que ele teria muitos descendentes. Uma promessa humanamente falando impossível de ser cumprida. Abraão tinha 75 anos quando Deus lhe fez esta promessa. E Sara, sua esposa, era estéril. Abraão teve alguns altos e baixos na sua vida.  Por exemplo, alguns anos mais tarde, como Sara não engravidava, Abraão quis fazer de Eliezer o seu herdeiro. Quando tinha 86 anos, achando que o cumprimento da promessa estava demorando, por sugestão de Sara, Abraão teve um filho com a empregada. Mas Deus rejeitou a Ismael. O cumprimento da promessa só veio quando Abraão tinha 100 anos, como o  nascimento de Isaque. Então apesar dos altos e baixos na vida Abraão continuou acreditando e esperando na promessa. </p>
<p>Mas o nascimento de Isaque não foi o fim das provações. Deus pediu que ele oferecesse o seu filho em sacrifício.  E Abraão continuou crendo, confiando e obedecendo.  Ele não se afastou de Deus. E no último instante o seu filho foi poupado e Deus providenciou um cordeiro para ser sacrificado no lugar dele.  Assim, o escritor de Hebreus aponta para Abraão como um exemplo para nós. No meio das provações, das lutas, das dificuldades e dos desafios Abraão continuou amigo de Deus e andando com Ele. Ele sabia que a promessa de Deus é confiável e segura. Abraão sabia que Deus não pode mentir.  Além disso, Deus jurou. Por isso Abraão suportou com paciência. É isso que Deus espera de nós também. Deste modo, depois de dar duas razões para se confiar.  O escritor de Hebreus aponta para o exemplo de Abraão.</p>
<p>Finalmente, ele também lança mão de uma ilustração: a ilustração da âncora. Segundo Stuart Olyott, uma possibilidade é que o escritor de Hebreus tenha em mente a manobra de um navio para atracar no porto. Numa época de tecnologia naval rudimentar os barcos à vela contavam quase que somente com a força dos ventos, o que tornava muito difíceis as manobras de atracamento.  Então um tripulante – que era conhecido como “ precursor”  &#8211;  num pequeno bote, remava até a terra firme onde amarrava uma corda que ligava o navio num ponto fixo. Os que estavam no navio puxavam a corda até que o mesmo se aproximasse do porto. Se for este o caso, o escritor de Hebreus estaria dizendo que Jesus Cristo, como nosso precursor, já foi adiante de nós e amarrou o barco de nossa vida no porto seguro da eternidade.</p>
<p>Todavia, outra possibilidade é que o autor misture aqui duas figuras. Uma tirada da navegação e outra da liturgia do culto do Antigo Testamento. Assim como um barco pode ser sacudido pelas ondas, mas se mantém firme e seguro pela âncora que penetra a escuridão da profundeza do mar onde encontra solo firme. Assim também a alma crente pode ser sacudida pelas ondas do mar da vida, mas encontrará firmeza e segurança na esperança cristã. </p>
<p>Porque, assim como o Sumo Sacerdote, que uma vez por ano entrava, além do véu, no Santo dos santos, na presença de Deus como representante do povo de Israel; Jesus, ao ressuscitar e ser assunto aos céus, entrou na presença de Deus, como nosso precursor. E ele fez isso como nosso representante. Levando consigo a nossa humanidade. Embora nós estejamos ainda nesta dimensão, onde o pecado e a morte reinam, onde tudo é transitório e nada é estável, onde tudo é vaidade e correr atrás do vento, nós encontramos estabilidade porque estamos ancorados além do véu. Assim como um barco encontra estabilidade numa âncora que não pode ser vista, pois está na escuridão do fundo do mar, assim também a alma crente encontra estabilidade numa âncora que ela não vê, pois está além do véu.</p>
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		<title>O MUNDO NÃO ACABOU&#8230; E AGORA?</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Feb 2013 11:16:01 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Rev. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[SÉRIE DE SERMÕES: O MUNDO NÃO ACABOU&#8230; E AGORA? TEMA: CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS TEXTO: Mateus 7.15 &#8211; 20 Pregador: Rev. Paulo Fontes Data: Culto Matutino de 06/01/2013 Disseram que o mundo acabaria no dia 21 de dezembro de 2012. O assunto tomou conta das redes sociais na internet. Não se falava em outra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/omundo_ebenezer-23.jpg"><img src="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/omundo_ebenezer-23-300x199.jpg" alt="" title="omundo_ebenezer (2)" width="300" height="199" class="alignleft size-medium wp-image-755" /></a><strong>SÉRIE DE SERMÕES</strong></strong>: <em>O MUNDO NÃO ACABOU&#8230; E AGORA?</em><br />
<strong>TEMA</strong></strong>: <em>CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS</em><br />
<strong>TEXTO</strong>: <em>Mateus 7.15 &#8211; 20 </em><br />
<strong>Pregador</strong>: <em>Rev. Paulo Fontes</em><br />
<strong>Data</strong>: <em>Culto Matutino de 06/01/2013</em></p>
<p>Disseram que o mundo acabaria no dia 21 de dezembro de 2012. O assunto tomou conta das redes sociais na internet. Não se falava em outra coisa. Alguns tratavam do assunto de maneira debochada e bem humorada. Mas houve também quem levasse a sério a possibilidade do mundo acabar. A previsão fatalista foi feita com base na interpretação de um dos calendários dos Maias, povo que habitou o México e a América Central na antiguidade. Mas, o dia 21 de dezembro 2012 passou e o mundo não acabou&#8230; e agora? Agora, considerando que os profetas do fim do mundo se mostraram falsos,  você precisa tomar cuidado com os falsos profetas. </p>
<p> “Cuidado com os falsos profetas” é uma advertência que Jesus fez no contexto do Sermão do Monte. Por isso, tal advertência precisa ser considerada à luz de seu contexto maior. O sermão do monte é a plataforma do Reino. Ele está delineando o tipo de vida que se esperava dos súditos do Reino.  E nesta seção específica Jesus ilustra o tipo cristão de vida com uma porta estreita e um caminho apertado. Ele diz que os que entram pela porta estreita e pelo caminho apertado são poucos. Jesus deseja mostrar que o modo cristão de viver não é popular. É uma maneira muito incomum e estranha de viver. É o que o John Stott chamou de contracultura. Todavia Jesus diz também que este tipo estranho de viver é o caminho que conduz a vida. Jesus quer que seus ouvintes tenham a absoluta certeza do julgamento final. Para Jesus, o modo como você está vivendo é como um caminho que vai conduzi-lo à vida ou a condenação eterna.</p>
<p>Jesus Cristo adverte aos seus ouvintes quanto a dois riscos: o primeiro é o de dar ouvidos aos falsos profetas: Mateus 7.15 – 20. E o segundo é o de confiar numa profissão de fé falsa: Mateus 7.21 – 27.  Focalizaremos apenas a primeira advertência que é quanto ao risco de se dar ouvidos aos falsos profetas. </p>
<p>Em primeiro lugar consideremos que a advertência de Jesus significa que o risco oferecido pelos falsos profetas é real.  Se Jesus alertou aos seus seguidores sobre os falsos profetas, Ele o fez porque os falsos profetas existem e oferecem um risco real aos seguidores de Cristo. Eles existiam nos dias de Cristo e existem hoje, nos nossos dias.  Portanto, sempre devemos levar em conta o perigo representado pelos falsos profetas. </p>
<p>Mas, além de real, o risco é também muito sério. Há certa solenidade nesta advertência de Jesus. A advertência acerca dos falsos profetas é feita no contexto em que Jesus enfatiza a certeza do julgamento. Ele diz que a porta estreita e o caminho apertado levam à vida; e que a porta larga e o caminho espaçoso levam à destruição e à morte eterna. Portanto, o que está em jogo não é pouco: é o seu destino eterno. Deste modo, quando Jesus adverte: cuidado com os falsos profetas, Ele está advertindo a respeito de um risco que é real e muito sério.</p>
<p>Mas quem são esses falsos profetas? A resposta não é fácil. Até porque o próprio Jesus diz que os falsos profetas se nos apresentam “disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (v. 15). Portanto, a tarefa de discernir um falso profeta não é tarefa simples. A figura usada por Jesus sugere que o falso profeta tem suficiente aparência de verdadeiro.  E é por isso que o falso profeta representa um risco para o povo de Deus. Pedro diz que os falsos profetas agem de maneira dissimulada  (2 Pedro 2.1) Assim a sutileza é uma das características dos falsos profetas. Eles parecem verdadeiros servos de Deus. E nisto reside o grande perigo.</p>
<p>Como então você pode reconhecer um falso profeta? Jesus diz no verso 16: “Pelos seus frutos os conhecereis” Qual é sentido destas palavras de Jesus? Alguns intérpretes entendem que os frutos a que Jesus se refere é o ensino dos falsos profetas. Outros acham que Jesus se refere ao caráter e à conduta deles. Mas como as duas coisas estão ligadas entendemos que se reconhece os falsos profetas pelo seu ensino e pelo seu caráter.</p>
<p>O que há de errado com o ensino e o caráter dos falsos profetas? Não é por acaso que a advertência de Jesus sobre os falsos profetas vem imediatamente depois do seu ensino sobre as duas portas e os dois caminhos. O risco a respeito do qual Jesus adverte é o risco de escolher a porta larga e o caminho espaçoso por dar ouvidos à voz dos falsos profetas. Portanto, o ensino e a conduta dos falsos profetas estão estreitamente ligados à figura da porta larga e do caminho espaçoso. Jesus Cristo disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34) Portanto, porta estreita e caminho apertado são símbolos da autonegação. Por outro lado, porta larga e caminho espaçoso são símbolos da exaltação do ego.	</p>
<p>É por isso que o caminho espaçoso é o caminho fácil. Viver para si mesmo, buscar os próprios interesses não demanda nenhum esforço.  Por causa da queda nós fazemos isto naturalmente. E é por isso também que o caminho espaçoso atrai muita gente. Jesus disse que são muitos os que entram por ele. Jesus disse também que os que entram pela porta estreita e pelo caminho apertado são poucos. O modo cristão de viver não é popular.</p>
<p>Assim, o problema com os falsos profetas é que o ensino deles promove a exaltação do ego. É o ensino que promove a autogratificação, a justiça própria, a autossatisfação e o egoísmo materialista. Além disso, eles vivem para si mesmos e não para Cristo e o Seu povo. Paulo diz que eles “não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre” (Romanos 16.18). Eles são pastores, movidos de ganância, que a si mesmos se apascentam (Judas 11,12). Deste modo os falsos profetas exaltam o ego no ensino e na vida.</p>
<p>A cruz de Cristo não é central na mensagem e na vida dos falsos profetas. Isto quando a cruz não está totalmente ausente. O apóstolo Paulo ensinou que a cruz é central na mensagem do verdadeiro evangelho. O Cristo crucificado era o núcleo central da mensagem que Paulo pregava: “nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (1 Co 1.23) Para Paulo a cruz era central, mas para os falsos profetas é loucura e escândalo. A cruz fala da nossa pecaminosidade e da vileza do nosso pecado. A cruz fala da depravação total do homem e da falência do “ego”.</p>
<p>A cruz fala da total incapacidade do homem de fazer qualquer coisa em favor de sua salvação. A cruz humilha completamente o nosso ego. Por isso ela é banida da mensagem dos falsos profetas. A mensagem implícita dos falsos profetas é que está tudo bem com você. A ênfase deles é no amor de Deus, em detrimento da sua justiça. É por isso que Deus disse a respeito dos falsos profetas: “Eles curam superficialmente as feridas do meu povo, dizendo paz, paz, quando não há paz”.  E esta é uma mensagem palatável. Não gostamos de ser confrontados. Nós adoramos ser afirmados. Amamos ouvir que está tudo bem conosco. Neste caso, o problema com a mensagem dos falsos profetas está no que eles não dizem. Neste caso o problema está no que eles omitem. </p>
<p> Há muitos pregadores na televisão. Na mensagem de muitos deles você não encontrará o Cristo crucificado. Ele vai falar de Jesus. Vai dizer que Jesus tem um plano maravilhoso para a sua vida. Vai dizer que se você crer em Jesus muita coisa boa vai acontecer na sua vida. Mas você não encontrará o escândalo cruz. Ele não falará do seu pecado. Não falará de um Deus ofendido em sua santidade. Não falará da necessidade de arrependimento. Não há necessidade da cruz e nem do sangue derramado. Esta é a porta larga e o caminho espaçoso. O caminho da autogratificação, da autopromoção e da autoglorificação. É o caminho da autosatisfação egocêntrica e materialista. Então, segundo a mensagem dos falsos profetas ser cristão não significa tomar a cruz e negar-se a si mesmo, mas significa buscar sucesso, saúde e prosperidade financeira.</p>
<p>Além disso, os falsos profetas não servem a Cristo. Eles servem a si mesmos. Eles servem ao próprio ventre. Tornam-se poderosos, donos de grandes impérios e riquíssimos. Nem de longe se parecem com o Cristo que não tinha onde reclinar a cabeça. E que até o túmulo em fora enterrado foi emprestado.</p>
<p>Enfim, cuidado com os falsos profetas: advertiu Jesus. Eles parecem ser verdadeiros representes de Deus. Mas são aparências que enganam. Eles trazem uma mensagem que massageia o seu ego. Uma mensagem atraente de autoafirmação. Uma mensagem que satisfaz os desejos materialistas do seu coração. Mas cuidado, pois eles podem levar você a entrar pela porta larga e a trilhar o caminho espaçoso que conduz a destruição e à morte. E no fundo, no fundo, os falsos profetas não estão servindo a Cristo. Eles servem a si mesmos. Não lhes dê apoio moral, espiritual ou financeiro.</p>
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		<title>CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 14:54:24 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Rev. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Como reconhecer um falso profeta? Jesus responde: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7.16). Alguns intérpretes entendem que os frutos a que Jesus se refere é o ensino dos falsos profetas. Outros acham que Jesus se refere ao caráter e à conduta deles. Mas como as duas coisas estão ligadas entendemos que se reconhece os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/01/lobo-pele-ovelhajpg.jpg"><img src="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/01/lobo-pele-ovelhajpg-300x235.jpg" alt="" title="lobo-pele-ovelha,jpg" width="300" height="235" class="alignleft size-medium wp-image-712" /></a><br />
	Como reconhecer um falso profeta? Jesus responde: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7.16). Alguns intérpretes entendem que os frutos a que Jesus se refere é o ensino dos falsos profetas. Outros acham que Jesus se refere ao caráter e à conduta deles. Mas como as duas coisas estão ligadas entendemos que se reconhece os falsos profetas pelo seu ensino e pelo seu caráter.</p>
<p>	O que há de errado com o ensino e o caráter dos falsos profetas? Não é por acaso que a advertência de Jesus sobre os falsos profetas vem imediatamente depois do seu ensino sobre as duas portas e os dois caminhos. O risco a respeito do qual Jesus adverte é o risco de escolher a porta larga e o caminho espaçoso por dar ouvidos à voz dos falsos profetas. Portanto, o ensino e a conduta dos falsos profetas estão estreitamente ligados à figura da porta larga e do caminho espaçoso.</p>
<p>	Jesus Cristo disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34) Portanto, porta estreita e caminho apertado são símbolos da autonegação. Por outro lado, porta larga e caminho espaçoso são símbolos da exaltação do ego. É por isso que o caminho espaçoso é o caminho fácil. Viver para si mesmo, buscar os próprios interesses não demanda nenhum esforço.  Por causa da queda nós fazemos isto naturalmente. E é por isso também que o caminho espaçoso atrai muita gente. Jesus disse que são muitos os que entram por ele. Jesus disse também que os que entram pela porta estreita e pelo caminho apertado são poucos. O modo cristão de viver não é popular.</p>
<p>	Assim, o problema com os falsos profetas é que o ensino deles promove a exaltação do ego. É o ensino que promove a autorgraticação, a justiça própria, a autosatisfação e o egoísmo materialista. Além disso, eles vivem para si mesmos e não para Cristo e o Seu povo. Paulo diz que eles “não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre” (Romanos 16.18). Eles são pastores, movidos de ganância, que a si mesmos se apascentam (Judas 11,12). Deste modo os falsos profetas exaltam o ego no ensino e na vida.  Por isso, Jesus disse: “cuidado com os falsos profetas!” Eles servem a si mesmos e não a Cristo.</p>
<p>Rev. Paulo Ribeiro Fontes</p>
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		<title>UMA TÍPICA REUNIÃO DO CONSELHO NAQUELA IGREJA</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2012 19:18:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pfontes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rev. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos estão a postos para mais uma reunião do Conselho da Igreja. São homens tão diferentes uns dos outros. São temperamentos, experiências, dons, talentos, profissões, níveis sociais, culturais e econômicos tão diversos. Além disso, são todos pecadores. Regenerados e lavados pelo sangue do Cordeiro, sim. Nascidos de novo e reconciliados com o Pai Celeste, também. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/12/reuniao.jpg"><img src="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/12/reuniao.jpg" alt="" title="reuniao" width="275" height="206" class="alignleft size-full wp-image-687" /></a> Todos estão a postos para mais uma reunião do Conselho da Igreja. São homens tão diferentes uns dos outros. São temperamentos, experiências, dons, talentos, profissões, níveis sociais, culturais e econômicos tão diversos. Além disso, são todos pecadores. Regenerados e lavados pelo sangue do Cordeiro, sim. Nascidos de novo e reconciliados com o Pai Celeste, também. Mas todos ainda pecadores sujeitos aos enganos do próprio coração dissimulado.</p>
<p>Um dos presbíteros está ausente. Está celebrando com a esposa o aniversário de casamento. “Não há negligência. Isto é justo”, concordam todos. O presbítero precisa cuidar bem da sua própria casa. O seu casamento precisa refletir o casamento de Cristo e a Igreja. Cuidar da família é também fazer a obra do Senhor.</p>
<p>Na pauta vários assuntos. O relatório da comissão de exame de contas da tesouraria é lido. A igreja cumpriu todos os seus compromissos financeiros no ano. Toda movimentação da tesouraria está correta e transparentemente documentada. O contentamento se estampa no rosto de todos. Alguém faz questão de lembrar que o relator que assina o documento é um zeloso fiscal do Estado. Além disso, no ano que se encerra, Deus deu mais recursos do que foi necessário ao andamento da obra. Todos os compromissos financeiros foram cumpridos e a igreja chega ao final do ano com um saldo razoável.</p>
<p>A proposta de orçamento para o próximo ano é apresentada pelo relator da comissão de orçamento. Ele introduz dizendo que a sua comissão é formada por gente afeita aos números. Trata-se de irmãos vocacionados por Deus para a esfera financeira e econômica com vasta experiência na área, que ofereceram as suas vidas como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus na elaboração da proposta de orçamento que seria apresentada. </p>
<p>A leitura do relatório é interrompida por um dos pastores que pede a palavra para dizer que não seria justo que o seu colega, com as mesmas responsabilidades, recebesse honorários inferiores aos seus e imediatamente abre mão de parte dos seus honorários em favor do colega. Paulo ensinou que o amor não procura os seus próprios interesses (1 Coríntios 13.5), que não devemos pensar somente em nós mesmos, mas também nos outros (Filipense 2.4) e que devemos preferir em honra uns aos outros (Romanos 12.10) Ele ensinou também que, se por um lado o obreiro cristão tem o direito de receber honorários da igreja, por outro lado, ele deve estar pronto para abrir mão deste direito (1 Coríntios 9.1 &#8211; 15) </p>
<p>No entendimento da comissão de orçamento o saldo apurado do movimento financeiro do ano que se encerra deve ser destinado a um fundo de reservas. Faz sentido: a sabedoria bíblica recomenda previdência. Todavia, isto significa que o orçamento precisa sofrer cortes. As diferenças de temperamentos e dons ficam salientes. “Corta naquele projeto de plantação de igreja. Há quatorze anos que temos investido ali sem muito resultado” – diz alguém com dom de administração mais avantajado. </p>
<p>A opinião dele consegue algum apoio: “É verdade! Além disso, este gasto tem aumentado a cada ano” – concorda outro. “Mas o aumento não é em números absolutos – retruca aquele outro – é o aumento percentual que recai sobre todas as outras contas do orçamento”. “Precisamos olhar os nossos gastos por esfera. Estamos investindo doze por cento em missões e plantação de igrejas. Isto fica aquém do razoável” – replica ainda um quarto presbítero.</p>
<p>A esta altura podem ser ouvidas frases tais como: “É falta de visão”; “A igreja não é uma empresa”; “Não podemos dar a uma congregação o status de igreja” e “Não temos recursos”. Ouve-se também a denúncia sincera da falta de envolvimento pessoal e efetivo no projeto missionário em questão. Mas há ainda momentos em que o silencio parece ensurdecedor. Os semblantes mudam e há tensão no ar. Talvez seja tensão entre o desejo de falar e o medo de ferir um irmão, pecando assim contra Deus. Ainda bem que eles não podem sondar o coração e os pensamentos uns dos outros. </p>
<p>É final de reunião e final de noite. Quase madrugada.  Portanto, tudo isto é agravado pelo cansaço. De repente alguém pede a palavra. Uma proposta aglutinadora e convergente é apresentada. Todos parecem perceber a sabedoria do que é proposto. Mudança nos semblantes e tensão desfeita. É o único Pastor e Cabeça da Igreja, conduzindo o seu rebanho por meio da diversidade, das fraquezas e até da pecaminosidade de seus auxiliares. É assim, uma típica reunião do Conselho daquela igreja. Eu louvo a Deus pela vida daquela igreja, pois qualquer semelhança não é mera coincidência.</p>
<p>Rev. Paulo Fontes</p>
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		<title>FALEMOS DE MORTE. POR QUE NÃO?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2012 10:16:23 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Rev. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Finados, um feriado dedicado à memória dos que se foram. Sem entrar no mérito de como devemos nos lembrar dos que morreram eu gostaria de considerar a necessidade de nos lembrar da nossa própria morte. Alguns acham que é morbidez, mas eu gosto de refletir sobre a realidade da minha própria morte. Até porque a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/10/TUMULO.jpg"><img src="http://ebenezer.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/10/TUMULO-300x225.jpg" alt="" title="TUMULO" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-673" /></a>Finados, um feriado dedicado à memória dos que se foram. Sem entrar no mérito de como devemos nos lembrar dos que morreram eu gostaria de considerar a necessidade de nos lembrar da nossa própria morte. Alguns acham que é morbidez, mas eu gosto de refletir sobre a realidade da minha própria morte. Até porque a morte é uma experiência universal (Romanos 5.12). Não há como escapar das suas garras. Com a exceção daqueles que estiverem vivos no retorno de Cristo, todos morreremos (Hebreus 9.27). A morte é uma questão de tempo e, muitas vezes, ela pode chegar mais cedo do que imaginamos.</p>
<p>Além disso, a Bíblia diz que é sábio considerar a realidade de nossa própria morte: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração” (Eclesiastes 7.2). É verdade que eu tenho a garantia de que a experiência da morte me colocará numa situação que é incomparavelmente melhor do que a que me encontro (Filipense 1.23). Mas o que dizer da experiência da morte em si.</p>
<p>Embora seja uma experiência inevitável para todos nós, não há experiência humana tão perturbadora como a morte. Só pensar a respeito pode ser algo aterrorizante. É uma experiência inédita para todos nós. E para nós, a morte está sempre associada à dor, ao sofrimento, à angústia, à separação, à solidão, à alienação e ao temor do desconhecido. Por isso, evitamos considerar a realidade de nossa própria morte, embora a Bíblia diga que é bom fazê-lo.</p>
<p>Nascer e morrer são atos divinos. Eu entrei neste mundo por decisão e providência de Deus e do mesmo modo sairei dele. Portanto, eu encontro grande conforto na ideia de que Deus mesmo fará os mais sábios arranjos possíveis para tudo quanto está ligado à minha partida deste mundo. Não sei quando e nem de que modo deixarei a realidade terrena, mas eu sei que Aquele que me criou para Sua glória e que desde o princípio planejou todas as coisas planejou também o tipo de morte por meio da qual eu glorificarei o seu nome (João 21.19)</p>
<p>Como será a minha experiência de morte? Partirei de maneira repentina ou depois de uma longa enfermidade? Será violenta e dolorosa ou serena e tranquila? Eu não sei. Muitas poderão ser as minhas necessidades naquela hora. Mas Aquele que ao me enviar a este mundo, a respeito do qual eu nada sabia, providenciou todas as coisas, haverá também de suprir todas as necessidades da hora da minha partida para outro mundo.</p>
<p>Mas grande consolo mesmo eu tenho encontrado na certeza de que Deus estará comigo naquela hora. Eu tenho me apropriado da convicção do salmista: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam” (Salmo 23.4). Eu me lembro de que o bom Pastor do Salmo 23 se fez homem na pessoa de Jesus Cristo. E por isso sabe tudo a respeito da morte. Ela a enfrentou e a venceu, pessoalmente, por mim. Portanto, a experiência da morte é inédita para mim, mas não para Ele. Deste modo, eu passarei pela experiência da morte na mais excelente companhia.</p>
<p>Eu gosto da maneira como Fanny Crosby poetizou esta verdade na terceira estrofe do Hino 153 do Hinário Novo Cântico: “E no momento de transpor o rio, que Tu, por mim, vieste atravessar. Com Tua mão segura bem a minha, e sobre a morte eu hei de triunfar” Enfim, eu tenho refletido sobre a minha experiência da morte e encontrado consolo. E você? Lembre-se de que a morte é uma experiência que é sua também?</p>
<p>Rev. Paulo Ribeiro Fontes</p>
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