<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0">

<channel>
	<title>Ponto de Vista - Emerson Alecrim</title>
	
	<link>http://www.ealecrim.net</link>
	<description>Opinião, crítica, lisongeio, cotidiano, entretenimento: o meu ponto de vista sobre tudo.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 17 Oct 2009 15:07:26 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.5</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/ealecrim" type="application/rss+xml" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item>
		<title>O jeito paulistano de atravessar a rua</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/WbUWy69blCg/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/o-jeito-paulistano-de-atravessar-a-rua/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 06:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/o-jeito-paulistano-de-atravessar-a-rua/</guid>
		<description><![CDATA[Por que a galinha atravessa a rua? Para chegar ao outro lado. Apesar de ser uma piada &#8220;hilária&#8221;, tenho que concordar com ela, mesmo porque eu atravesso a rua pelo mesmo motivo (você não?). O problema é que, no último final de semana, me fizeram uma pergunta &#8220;igual, mas diferente&#8221;: Por que você NÃO atravessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por que a galinha atravessa a rua? Para chegar ao outro lado.</em> Apesar de ser uma piada &#8220;hilária&#8221;, tenho que concordar com ela, mesmo porque eu atravesso a rua pelo mesmo motivo (você não?). O problema é que, no último final de semana, me fizeram uma pergunta &#8220;igual, mas diferente&#8221;: Por que você NÃO atravessa a rua? <em>Para esperar o carro passar, ué!</em></p>
<p>Eu estava em Campo Mourão, Paraná, andando calmamente pela cidade com a minha prima durante uma noite muito bonita. Atravessamos a primeira rua tranquilamente. A segunda, idem, mas na terceira eu parei e minha prima continuou. Daí ela olhou para trás e fez a tal pergunta. Desde então, cada vez que íamos atravessar uma rua, ela dizia que eu podia fazê-lo imediatamente, sem medo, porque os carros iam parar. E paravam. Mesmo sabendo disso, eu instintivamente hesitava em toda e qualquer travessia, fazendo minha prima achar graça daquilo.</p>
<p>Então expliquei que em São Paulo as pessoas estão acostumadas a atravessar a rua somente depois de os carros passarem, exceto quando os veículos estão muito longe ou quando algum gentil motorista para e sinaliza para que os pedestres atravessem. Até mesmo quando o farol (denominação tipicamente paulistana para &#8220;semáforo&#8221;) fecha, muitas pessoas só atravessam a rua quando todos os veículos param. Eu sou uma delas e mais de uma vez me senti aliviado por agir assim&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/abbeyroad.jpg" alt="Jeito " /><br />
<small>Jeito &#8220;Beatles&#8221; de atravessar a rua</small></p>
<p>Passei então a pensar no assunto. No dia seguinte, fui para Maringá. Em uma visita anterior à cidade descobri por outros primos que se você parar numa faixa de pedestre e esticar o braço, o motorista que estiver vindo vai parar o carro (ou ao menos deveria, pois me parece que essa é uma prática recente por lá), comportamento esse que é bastante comum em Brasília, aliás.</p>
<p>Sozinho, sem ninguém para utilizar como cobaia ( <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  ), resolvi fazer o teste por conta própria: parei em uma faixa, estiquei o braço rapidamente e&#8230; Bingo! O motorista parou como se fosse a coisa mais normal que existe. Se eu fizesse isso em São Paulo, o condutor ia pensar que eu estava acenando para um ônibus logo atrás ou que estava pedindo carona. Ou que eu era um retardado mesmo. Com base nas duas vezes em que estive por lá, acredito que no Rio de Janeiro não ia ser muito diferente&#8230;</p>
<p>Independente do lugar em que eu esteja, prefiro continuar com o método paulistano de atravessar a rua. Pode me deixar mais lento, mas ao menos sei que funciona, tanto é que orientei meus primos paranaenses a agirem da mesma forma quando estiverem em São Paulo. E a galinha? Bom, ela sabe muito bem o que fazer: ao invés de voltar ou de acelerar o passo para fugir do carro, ela segue na mesma direção e sentido do veículo até que este finalmente a alcance. Esperta ela: já que vai morrer mesmo, ao menos morre com muita &#8220;emoção&#8221;&#8230;</p>
<p><em>Ao som de Battlelore &#8211; Moontower.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IcnRN10eEPFnpI6BMFTP5KN0P1M/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IcnRN10eEPFnpI6BMFTP5KN0P1M/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IcnRN10eEPFnpI6BMFTP5KN0P1M/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IcnRN10eEPFnpI6BMFTP5KN0P1M/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/WbUWy69blCg" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/o-jeito-paulistano-de-atravessar-a-rua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/o-jeito-paulistano-de-atravessar-a-rua/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Seu Raimundo</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/PpOL45oE8iM/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/seu-raimundo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 17:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/seu-raimundo/</guid>
		<description><![CDATA[Um garoto de uma escola do Rio Grande do Sul pichou a sala de aula logo após o prédio ter sido pintado graças a um mutirão organizado na região, de acordo com esta notícia publicada no G1. Indignada, uma professora ordenou que o garoto pintasse o muro atingido por sua &#8220;arte&#8221; e aparentemente outros também. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um garoto de uma escola do Rio Grande do Sul pichou a sala de aula logo após o prédio ter sido pintado graças a um mutirão organizado na região, de acordo com <a target="_blank" href="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1313499-5604,00-APOS+PICHAR+A+ESCOLA+ALUNO+E+OBRIGADO+PELA+PROFESSORA+A+PINTAR+A+PAREDE.html">esta notícia publicada no G1</a>. Indignada, uma professora ordenou que o garoto pintasse o muro atingido por sua &#8220;arte&#8221; e aparentemente outros também. Um segundo aluno filmou a cena e, no vídeo, percebe-se que o jovem infrator ficou bastante constrangido. O assunto recebeu destaque nos noticiários, pois os pais do garoto acharam que a punição foi muito severa. Eu discordo.</p>
<p>Quando eu estava na quarta série do que hoje conhecemos como ensino fundamental, entrei para uma escola pública que acabara de ser inaugurada. Os primeiros dias foram calmos, afinal, o ambiente era novidade para todo mundo, incluindo professores. Mas os dias seguintes também. Tudo por causa do Seu Raimundo.</p>
<p>Seu Raimundo era o inspetor da escola. Um homem já de certa idade, mas de aparência forte e cara de poucos amigos. Na hora da entrada e no final do recreio (palavra que eu tive que substituir por &#8220;intervalo&#8221; na faculdade&#8230;), todos os alunos tinham que ir para a fila da sua turma e aguardar o horário das professoras nos conduzirem para as salas de aula. Podíamos conversar livremente enquanto aguardávamos, mas no horário em que as professoras apareciam, tínhamos que esticar o braço para demarcar distância do aluno da frente, corrigir esse espaço, abaixar o braço e ficar quieto. Sim, quase como em um exército. Coisa do Seu Raimundo.</p>
<p>Absurdo? Que nada. Seu Raimundo era a figura de uma autoridade para nós. Ninguém o obedecia por medo (bom, talvez um pouco), mas por respeito. Apesar do ar de frieza, ele conversava com os alunos, brincava quando o momento era apropriado, sabia dar bronca, assim como sabia quando pegar pesado.</p>
<p>Seu Raimundo tinha uma deficiência física que o fazia mancar e, certa vez, no recreio, ele flagrou um aluno imitando-o. Nesse momento, a sirene tocou, então os alunos se dirigiram para as suas respectivas filas. Quando todas estavam formadas, Seu Raimundo exigiu que o garoto que o imitou ficasse parado em frente às filas com os braços abertos por um minuto. Imagine a cena: a escola toda em um &#8220;silêncio ensurdecedor&#8221; e todos os alunos olhando para o moleque com os braços esticados e com os olhos já marejados de vergonha.</p>
<p>A punição durou apenas um minuto, mas deve ter sido uma eternidade para o garoto. Foi humilhante? Foi. O Seu Raimundo deveria ir preso? Pelo contrário! Eu lembro bem: aquele garoto estava se deixando influenciar pelos coleguinhas mais inconsequentes porque queria parecer &#8220;um cara legal&#8221; na frente dos outros. Aquele episódio fez com que ele repensasse seus atos e voltasse a respeitar os limites. Sem contar que essa e outras punições do Seu Raimundo serviam de exemplo para os demais alunos.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/bart_quad.jpg" alt="Imagem do Bart Simpson escrevendo no quadro negro 'Não vou mais traduzir o nome Alecrim para o inglês'" /></p>
<p>O que aquele senhor fazia era criar um ambiente de respeito. Eles, os professores e os funcionários da escola, mesmo as faxineiras, tinham que ser respeitados como autoridades. Isso ficava claro para nós. E não pense que vivíamos em um ambiente hostil, não. Brincávamos, dávamos risadas, aprontávamos algumas de vez em quando, mas tudo sem ultrapassar os limites.</p>
<p>Eu não sou educador nem nada do tipo, mas essa e outras experiências que tive quando estudante me mostraram que, algumas vezes, é necessário pegar pesado com as crianças. Além de conversar e orientar, de vez em quando os pais devem falar alto, dar umas palmadas, cortar mesada, botar de castigo, entre outros. Na escola, os educadores devem dar advertências, aplicar suspensão ou condicionar o aluno infrator a um tipo de punição mais severa e que esteja de acordo com a gravidade do ato cometido.</p>
<p>Pichou o muro? Bota pra pintar a parede de novo, na frente de todo mundo! Concordo com o que aquela professora fez. O aluno se sentiu humilhado? Provavelmente sim, mas ele vai aprender a lidar com isso e, talvez, com essa medida, ele vai entender que este mundo não é isento de limites. Ao contrário do que boa parte dos discursos &#8220;modernos&#8221; empregam, eu acredito que humilhação às vezes é necessário. Se a punição for bem aplicada, a criança entenderá que aquilo é consequência de seus atos, não da chatice do pai ou do professor. </p>
<p>As reportagens sobre o assunto afirmam que o tal aluno se sentiu tão constrangido que não vai às aulas tem mais de uma semana. Na minha opinião, o que os pais devem fazer agora é tentar orientar o garoto a encarar seus problemas de frente. Se a coisa for mesmo mais séria, é hora de procurar ajuda profissional, pois a negação do aluno de voltar à escola e talvez o próprio ato de pichar sejam consequência de algum problema que começou muito antes.</p>
<p>No dia em que te imitei, eu fiquei envergonhado e com muita raiva do senhor, Seu Raimundo. Mas, hoje eu te agradeço por ter dado uma pequena contribuição com a formação do meu caráter.</p>
<p><i>Ao som de Opeth &#8211; Hope Leaves.</i></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/a6HEtbcJ9qzxckeytgnw9S9MLfg/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/a6HEtbcJ9qzxckeytgnw9S9MLfg/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/a6HEtbcJ9qzxckeytgnw9S9MLfg/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/a6HEtbcJ9qzxckeytgnw9S9MLfg/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/PpOL45oE8iM" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/seu-raimundo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/seu-raimundo/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Um cão como guia</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/ROzVzLcswFE/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/um-cao-como-guia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 03:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/um-cao-como-guia/</guid>
		<description><![CDATA[Quando eu saía bem cedo para chegar ao trabalho às 07h00, quase sempre via perto do Metrô Bresser, aqui em São Paulo, um homem com deficiência visual acompanhado de seu cão-guia. Na maioria das vezes o encontrava na rua, indo em direção à estação, enquanto eu seguia rumo ao meu local de trabalho.
Nunca dei muita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cguia1.jpg" alt="Cão-guia" align="right" />Quando eu saía bem cedo para chegar ao trabalho às 07h00, quase sempre via perto do Metrô Bresser, aqui em São Paulo, um homem com deficiência visual acompanhado de seu <strong>cão-guia</strong>. Na maioria das vezes o encontrava na rua, indo em direção à estação, enquanto eu seguia rumo ao meu local de trabalho.</p>
<p>Nunca dei muita importância para isso, até que, certa vez, o encontrei já dentro da estação. Eu estava saindo do trem e ele estava entrando, pela mesma porta. Aí veio a primeira surpresa: quando eu percebo que um deficiente vai entrar ou sair, faço o possível para que entre ou saia primeiro do que eu para facilitar a ação. No entanto, este homem só entrou no trem depois que todo mundo que ia sair desembarcou.  E isso aconteceu porque o cão-guia aguardou o momento certo de entrar.</p>
<p>A segunda surpresa veio da reação das pessoas, que eu pude observar mesmo já estando fora do trem: o homem entrou, em seguida lhe ofereceram um lugar e o cão sentou próximo às suas pernas. Todo mundo olhava admirado para a cena. Aí eu me perguntei: caramba, será que esse povo nunca viu um cão-guia? Foi quando eu me dei conta de que, certamente, pelo menos para a maioria ali, a resposta é um sonoro &#8220;não&#8221;. Antes desse homem, eu mesmo nunca havia visto um cão-guia, ao menos não que eu me lembre. A partir dessa percepção, tratei de pesquisar sobre o assunto. Encontrei algumas coisas bastante interessantes.</p>
<p>Para começar, descobri que todo cão-guia passa por um treinamento intensivo. Esse treinamento não serve apenas para ele aprender a conduzir o seu dono pelas ruas, mas também para saber lidar com vários tipos de situação, como evitar obstáculos, ficar próximo da pessoa que o acompanha, permanecer em silêncio quando estiver sentado (como no trem) e o que eu achei mais incrível: o cão deve saber quando desobedecer ordens diante de uma situação de perigo para o seu dono.</p>
<p>Por exemplo, se numa faixa de pedestres o dono dá uma ordem para o cão atravessar a rua, este não o fará se perceber que há veículos se aproximando. Eu não pude evitar de comparar essa situação às três leis da robótica criadas por Isaac Asimov, no qual a segunda lei diz que &#8220;um robô deve sempre obedecer um humano, exceto no caso de contrariedade à primeira lei&#8221;, que por sua vez diz que &#8220;um robô não pode ferir um humano ou permitir que algum mal lhe aconteça&#8221;.</p>
<p>Geralmente, quando as pessoas treinam seus cachorros, o recompensam com comida ou com algum brinquedo, por exemplo, dá um biscoito ao animal quando ele se finge de morto. No caso dos cães-guia, isso geralmente não ocorre, pois ele deve ignorar ofertas de comida ou qualquer coisa parecida quando estiver acompanhando o seu dono. Por esse motivo, os treinadores utilizam-se de outros meios para fazer com que o cão se sinta recompensado.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cguia1.jpg" alt="Cão-guia" align="left" />É claro que não é qualquer cachorro que pode ser um cão-guia. Ao contrário do que se pensa, a raça nem é tão importante assim, embora haja preferência por pastor alemão e labrador, por exemplo. No entanto, é necessário observar, desde filhote, se o animal é dócil, se é inteligente, se tem boa concentração, se é obediente, se tem boa saúde (afinal, o que ele mais fará é andar), entre outras características.</p>
<p>Depois de escolhido, o treinamento de um cão-guia dura meses. Nesse período, ele aprende coisas impressionantes, como usar a faixa de pedestres, sempre parar no meio-fio em travessias, não passar em lugares estreitos ou baixos que impeçam o dono de se locomover com segurança, ignorar a presença de outros animais (como gatos) e também a ignorar as pessoas.</p>
<p>Portanto, ao passar por um cão-guia, não é necessário ter medo, mesmo que ele tenha uma aparência feroz, pois o animal não vai te atacar. Ele vai ficar quieto, na dele e à disposição de seu dono. Por isso que é seguro transitar com ele em lugares públicos, como ônibus, trens ou shoppings. Mesmo com grande volume de pessoas, dificilmente o cachorro se assustará.</p>
<p>Também é importante não oferecer alimentos a um cão-guia ou mesmo não lhe fazer carinho, pois isso pode tirar sua concentração. Os cachorros, em geral, gostam desses &#8220;mimos&#8221;, mas cães-guia aprendem desde cedo a não dar importância a isso &#8220;durante o trabalho&#8221;. Assim, ao ver um cão-guia, o melhor que você pode fazer é admirar de longe. É o jeito mais conveniente de deixar o seu dono em segurança e o animal concentrado em seu trabalho.</p>
<p>Cães-guia costumam ser animais bastante felizes. Apesar de uma rotina séria de trabalho, executam suas atividades com prazer. Seus donos também reservam momentos para que eles possam brincar ou realizar atividades de cachorros &#8220;normais&#8221;. Além disso, quando chegam em determinada idade, esses animais são aposentados, mesmo porque já não gozam da mesma agilidade que os tornaram cães-guia. Mas, não se preocupe, pois aposentadoria não significa abandono: os donos podem continuar com eles ou cedê-los a outras pessoas, mesmo porque esses cães carregarão toda a educação que tiveram para o resto da vida.</p>
<p>Infelizmente, no Brasil, poucos deficientes visuais têm o privilégio de contar com um cão-guia e os que podem não raramente esbarram em alguma forma de preconceito. Mesmo com os direitos de ir e vir garantidos, muitos donos ou gerentes de estabelecimentos impedem a entrada de pessoas acompanhadas de cães-guia alegando que eles podem latir, atacar outras pessoas, contaminar o ambiente, etc. Não é necessário se preocupar com isso. Como já dito, esses animais sabem se comportar em público, não incomodam pessoas ao redor, são bem tratados e devidamente alimentados. Fico feliz de saber que pelo menos o Metrô de São Paulo tem essa consciência.</p>
<p>Se um dia você encontrar uma pessoa com um cão-guia em um estabelecimento público, dê um chega-pra-lá no preconceito e permita-se admirá-lo, mesmo que de longe. Ah, e um detalhe muito importante: os cães-guia também cometem erros, por isso, precisam aprender a evitá-tos. Para isso, seu dono ou seu treinador podem dar &#8220;broncas&#8221;. Algumas pessoas podem pensar que isso é mal-trato, mas é apenas um método de treinamento <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Referências: <a href="http://pessoas.hsw.uol.com.br/caes-guia.htm" target="_blank">HowStuffWorks</a>, <a href="http://www.iris.org.br/" target="_blank">IRIS</a>, <a href="http://www.dogtimes.com.br/" target="_blank">The Dog&#8217;s Times</a>, <a href="http://www.guidedogs.com" target="_blank">Guide Dogs for the Blind</a>.</p>
<p>Imagens: <a href="http://www.guidedogs.com" target="_blank">Guide Dogs for the Blind</a>.</p>
<p><em>Ao som de The Gathering &#8211; In Between.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/scE59f-TdUzqeV7AgD23qV47J_k/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/scE59f-TdUzqeV7AgD23qV47J_k/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/scE59f-TdUzqeV7AgD23qV47J_k/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/scE59f-TdUzqeV7AgD23qV47J_k/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/ROzVzLcswFE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/um-cao-como-guia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/um-cao-como-guia/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>É como jogar xadrez no escuro</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/rYhx9ObRkUA/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/e-como-jogar-xadrez-no-escuro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 02:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/e-como-jogar-xadrez-no-escuro/</guid>
		<description><![CDATA[No dia 1º de julho de 2009 eu deixei meu emprego de &#8220;carteira assinada&#8221; para me dedicar exclusivamente a um projeto que toco desde 2001: o site InfoWester. Pode parecer apenas a realização do desejo de me tornar meu próprio patrão, mas não é só isso. Na verdade, foi uma decisão difícil de ser tomada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 1º de julho de 2009 eu deixei meu emprego de &#8220;carteira assinada&#8221; para me dedicar exclusivamente a um projeto que toco desde 2001: o site <a href="http://www.infowester.com" target="_blank">InfoWester</a>. Pode parecer apenas a realização do desejo de me tornar meu próprio patrão, mas não é só isso. Na verdade, foi uma decisão difícil de ser tomada, pois ela representa também a minha necessidade de &#8220;virar a página&#8221;&#8230;</p>
<p>Explico: comecei o InfoWester em março de 2001 meramente como um <em>hobby</em>. Eu havia adentrado no &#8220;mundo on-line&#8221; havia pouco tempo e quando &#8220;ganhei&#8221; o espaço <em>www.wester.hpg.com.br</em> (veio junto com uma conta de e-mail que criei), decidi &#8220;brincar&#8221; de ter um site na Web. Gostei tanto da ideia, que logo no início senti a necessidade de levar aquilo com mais seriedade, mas nem me passava pela cabeça que aquele site um dia iria me sustentar&#8230;</p>
<p>Foi mais ou menos nessa época que eu também comecei a trabalhar de &#8220;carteira assinada&#8221;. Meu primeiro emprego foi, na verdade, um estágio na faculdade na qual estudava. Um ano e meio depois, eu recebi a minha primeira demissão, mas na semana seguinte eu já estava estagiando em outra empresa. E assim foi indo.</p>
<p>Me formei, arranjei emprego fixo e, ao mesmo tempo, passei a me dedicar pra valer ao InfoWester. Sim, o site tinha virado coisa séria desde que ele se transformou em um .com, em junho de 2003.</p>
<p>O problema é que, obviamente, o tempo foi passando e aos poucos eu fui descobrindo que caí numa rotina. Rotina, para mim, significa andar, andar e andar, mas não sair do lugar. Ou simplesmente andar em círculos e começar a ficar entediado já na segunda volta, graças à repetição da paisagem.</p>
<p>Foi daí que eu percebi que o que me movia na época da faculdade era justamente a coisa que eu mais detestava naquela fase: as mudanças. Mudanças de estágio, mudanças de matérias, enfim, qualquer tipo de mudança que exigisse um pouco de adaptação. Portanto, creio que eu não odiava mudanças, apenas não as aceitava bem no início.</p>
<p>Eu enfrentava muitos problemas no meu último emprego (assim como enfrentei nos meus empregos anteriores, como acontece com qualquer pessoa). Sobrecarga de trabalho, salário não adequado às minhas atividades (bom, todo mundo acha que ganha pouco), estresse, etc. Toda vez que eu me irritava com alguma coisa pensava em sair, mas logo eu esfriava a cabeça e tocava o barco pra frente, afinal de contas, a razão me dizia que eu poderia ter sérios problemas financeiros se o fizesse, mesmo sabendo que o site já rendia muito mais que o próprio emprego.</p>
<p>Em maio deste ano, numa desavença que eu tive com meu chefe, disse a mim mesmo que não daria mais para continuar, assim como já havia dito isso muitas vezes antes. No entanto, ao mesmo tempo, percebi que o InfoWester havia parado de crescer. Ou seja, o site estava exatamente na mesma situação que eu: andando em círculos. E, diante das circunstâncias, fazê-lo andar em linha reta novamente seria um grande <em>desafio</em>.</p>
<p>Sim, no mesmo instante eu notei que havia dito a palavra mágica, por mais clichê que ela fosse. Era naquele momento ou nunca: ou eu me conformava com a minha rotina e permanecia andando em círculos, deixando o InfoWester fazer o mesmo, ou eu unia forças com o site e encarava o desafio de atingir um objetivo novo, não importando se, novamente, isso soasse como clichê. Mas, como tudo no que conhecemos como vida real, as consequências poderiam ser terríveis&#8230; Mas também poderiam ser boas, oras!</p>
<p>Fiz um plano e, em obediência a ele, 15 dias depois comuniquei formalmente aos meus superiores a minha decisão de sair. Aquele momento foi interessante: parecia que eu estava sendo absolvido de uma pena, que consistia em viver recluso na rotina. Entenda: por mais que eu pensasse que mudanças fossem ruins, a verdade é que eu nunca me conformei com a acomodação. Então, ao pedir minha demissão, era como se eu fosse o réu absolvido e o próprio juiz.</p>
<p>Muita gente que soube da notícia me parabenizou dizendo que agora eu poderia acordar na hora que eu quisesse, que eu não pegaria mais ônibus lotado todas as manhãs, que poderia trabalhar de pijama e coisas do tipo. Isso, até certo ponto, não deixa de ser verdade. Entretanto, a situação agora é equivalente a estar jogando xadrez no escuro. Bem dizer, sempre foi, mas a diferença é que agora, apesar da escuridão, eu finalmente posso ver quem é o meu adversário: é como se eu estivesse me olhando no espelho.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/chessbw.jpg" alt="Ilustração de xadrez em preto e branco" /></p>
<p>Eu já disse que adoro xadrez? <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Opeth &#8211; Beneath the Mire.</em></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=c1c6a374-23b1-849f-b6d1-a147a03feb49" alt="" /></div>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N8KlRQXyJG03dhAAFxF7idzXsOE/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N8KlRQXyJG03dhAAFxF7idzXsOE/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N8KlRQXyJG03dhAAFxF7idzXsOE/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N8KlRQXyJG03dhAAFxF7idzXsOE/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/rYhx9ObRkUA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/e-como-jogar-xadrez-no-escuro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/e-como-jogar-xadrez-no-escuro/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Querido diário, sou eu, Doug!</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/yhMz9Ll2Ot0/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/querido-diario-sou-eu-doug/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 23:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/querido-diario-sou-eu-doug/</guid>
		<description><![CDATA[Doug, assim como TinTin, faz parte da imensa lista de desenhos e animações da TV Cultura que alegraram a infância de muita gente em parte dos anos de 1980 e 1990. Doug, no entanto, tem uma característica peculiar em relação às demais produções: é um dos desenhos que retratam com maior fidelidade uma das épocas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Doug</strong>, assim como <a href="http://www.ealecrim.net/as-aventuras-de-tintin/" target="_blank">TinTin</a>, faz parte da imensa <a href="http://www.ealecrim.net/nostalgia-o-retorno/" target="_blank">lista de desenhos e animações da TV Cultura</a> que alegraram a infância de muita gente em parte dos anos de 1980 e 1990. Doug, no entanto, tem uma característica peculiar em relação às demais produções: é um dos desenhos que retratam com maior fidelidade uma das épocas mais importantes na nossa vida, a chegada da adolescência.</p>
<p>O primeiro episódio já ilustra bem isso. Nele, a família Funnie se muda de Bloatsburg para Bluffington, e Doug leva consigo os receios de encarar uma vida totalmente nova. Eu sei o que é isso. Aos 9 anos de idade, eu tive que mudar de bairro e, portanto, abandonei amigos, vizinhos, escola e toda a familiaridade que eu tinha com o lugar em que eu morava desde que nasci. Para um adulto, esse tipo de mudança pode até causar pouco impacto, mas para uma criança a coisa é muito diferente. Doug retrata bem isso com suas incertezas sobre fazer novos amigos, saber onde ficam os estabelecimentos do local e assim por diante, tal como ocorreu comigo e com pelo menos boa parte das pessoas que vivenciaram mudanças de bairro ou cidade durante a infância/adolescência.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/funnie.jpg" alt="A Família Funnie" /><br />
<small>A Família Funnie</small></p>
<p>Uma característica marcante de Doug é a sua abertura fantástica à fantasia. Qualquer acontecimento é capaz de fazê-lo se imaginar na pele de um agente secreto, de um herói (o Homem-Codorna), de uma celebridade e assim por diante. E quem é que nunca fez isso? Quem é que nunca se imaginou enlouquecendo plateias ao ouvir uma música bacana e se colocar no lugar do cantor? Quem é que nunca se imaginou em um grande time de futebol ao jogar bola na rua?</p>
<p>Doug não usa sua imaginação meramente como forma de abstração, mas também como um mecanismo para lidar com os seus problemas. Por outro lado, esse truque também tem suas ciladas: muitas vezes, Doug se mete em uma enrascada e a sua imaginação faz aquele problema se transformar em algo maior, isto é, cria uma situação de &#8220;tempestade em copo d&#8217;água&#8221;. É o que aconteceu, por exemplo, em um episódio em que ele quebrou a churrasqueira de seu vizinho, o Sr. Dink, e o imaginou se transformando em um monstro dominado pela ira ao descobrir quem fez aquilo. Exagero puro, causado apenas por sua sensação de culpa, sentimento presente apenas nas pessoas de boa índole.</p>
<p>Os amigos e colegas de Doug são um show à parte. São totalmente diferentes um dos outros, já que ostentam gostos, condições financeiras e aspectos físicos bastante particulares (cada um possui uma cor de pele diferente, por exemplo). O destaque fica por conta de seu melhor amigo, Skeeter Valantine, um rapaz inquieto, não tão inteligente, mas receptivo, generoso, seguro de si, ciente das coisas que acontecem ao seu redor e um excelente confidente. Foi Skeeter que notou o quanto Doug estava perdido ao chegar a Bluffington e tratou de incorporá-lo à cidade.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/doug.jpg" alt="Doug e Skeeter" /><br />
<small>Doug e Skeeter</small></p>
<p>No entanto, tal como acontece em qualquer escola, sempre há uma valentão na turma que vive infernizando a vida dos &#8220;bonzinhos&#8221;. Cabe a Roger Klotz esse papel, um &#8220;espertão&#8221; que passa a atormentar Doug desde a sua chegada à cidade, desafiando-o, tentando causar-lhe medo e assim por diante. Mas logo Doug percebe que Roger não é, necessariamente, uma pessoa ruim, mas um garoto perturbado e, pacifista como é, desde então, passa a tolerá-lo e até a perdoar suas investidas.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/roger.jpg" alt="Roger Klotz" /><br />
<small>Roger Klotz</small></p>
<p>É impossível falar de Doug e seus amigos sem citar Patti Mayonnaise, seu &#8220;amor à primeira vista&#8221;. O garoto se apaixona completamente por ela e aqui é importante ressaltar os motivos: muitas vezes, nos sentimos atraídos por garotas lindas, de corpo escultural, maquiagem e cabelos bem feitos, e roupas perfeitamente combinadas, ou seja, somos atraídos por aquilo que os olhos veem. Porém, para nos apaixonarmos verdadeiramente por uma pessoa, é necessário uma combinação de fatores.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/patti.jpg" alt="Patti Mayonnaise" /><br />
<small>Patti Mayonnaise</small></p>
<p>Doug se apaixona por Patti assim que a vê pela primeira vez. No entanto, o desenrolar dos episódios logo mostra que Patti não é apenas uma garota bonita: é simpática, estudiosa, divertida, esportista e comunicativa. Não é, tal como a personagem riquinha Beebe Bluff, o tipo de garota que monta um altar para si. No que conhecemos como vida real, quem é que nunca encontrou uma pessoa tão cheia de si que se acha intocável? Por sua vez, quem é que nunca simpatizou por uma pessoa que tinha tudo para ser esnobe (beleza física, dinheiro, status social, etc), mas que é atenciosa com todo mundo e não se acha melhor que ninguém? Patti Mayonnaise é assim.</p>
<p>Quem já sofreu com amores platônicos sabe que simplesmente cultivar uma amizade com a pessoa amada já é uma grande conquista. Doug parece saber disso, mas seus instintos o fazem tentar algo mais, mesmo sabendo que as chances de sucesso são remotas. Ou, nem tanto: às vezes é seu medo que atrapalha. De qualquer forma, o garoto valoriza cada segundo da presença de Patti, tanto que quem assiste não consegue evitar a torcida para que ele, finalmente, consiga beijar a senhorita Mayonnaise.</p>
<p>Nesse sentido, um dos episódios mais marcantes é um em que Doug e Patti vão ao cinema, sozinhos. É o encontro do século! Para Doug (e, talvez, para Patti), o filme é o que menos importa. Doug observa a mão de Patti no encosto da cadeira e pensa em segurá-la. Finalmente ele toma coragem para isso, mas Patti aparentemente percebe e tira sua mão para coçar o nariz. Uma nova oportunidade surge, Doug estava quase lá, mas novamente a garota parece perceber e, para disfarçar, oferece balas (ou algo assim) a Doug. É dramático! Na volta, Doug acompanha Patti até a sua casa. No momento da despedida, um rosto vai se aproximando do outro, quem assiste grita mentalmente &#8220;vai, vai, vai!&#8221;, mas na &#8220;hora H&#8221;, a menina desiste. O clima de decepção é inevitável, não só para Doug e para quem assiste, como também para seus colegas, que, pasme, estavam escondidos para ver o que aconteceria. O reconforto está no fato de que, ao menos, Patti ficou balançada. Assim que entrou para dentro de casa, subiu ao seu quarto e, da janela, observou o triste Doug ir embora&#8230;</p>
<div class="youtube-video"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="280" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xxDVsNgn46M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="280" src="http://www.youtube.com/v/xxDVsNgn46M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p><small>Doug quase beija Patti</small></p>
<p>A relação de Doug com sua família é muito boa. Dificilmente o rapaz se envolve em conflitos com os seus pais, todavia, em uma primeira olhada, ele não se dá bem com a sua irmã mais velha, Judy Funnie. A garota, sempre envolvida com o seu desejo de se tornar uma grande atriz dramática, causa incômodos em Doug por pensar diferente e por vez ou outra colocá-lo em situações constrangedoras. Mas, no fundo, ambos se amam e demonstram isso nas ocasiões em que só resta a um pedir ajuda ao outro.</p>
<p>Não dá para deixar de falar de Costelinha, o cachorro de Doug, que de tão amigo é considerado membro da família, pelo menos por seu dono. É um animal incomum, capaz de dançar por iniciativa própria ou de participar de jogos de tabuleiro com Doug, por exemplo. Ninguém tem um cachorro tão inteligente, mas conheço muita gente que considera seu animal de estimação um amigo inseparável, tal como Costelinha o é. Assim como Doug afirmou mais de uma vez, &#8220;Costelinha é o seu melhor amigo não humano&#8221;.</p>
<p>Acredito que Doug fez muito sucesso não só por ser divertido, mas também por brincar com os nossos anseios de adolescente e por muitas vezes fazer com que nos identifiquemos com determinados episódios. Criado pela Nickelodeon, lamentavelmente perdeu parte da sua essência quando foi entregue nas mãos da Disney (embora eu não tenha considerado essa fase totalmente ruim). Nela, as personagens da série sofrem algumas mudanças e as histórias parecem não ter a mesma graça que antes. Talvez isso tenha feito com que a série fosse cancelada em 1999.</p>
<p>O que resta dizer sobre esse desenho é que foi bom enquanto durou, pena que nunca saberemos se Doug conseguiu deixar de ser apenas um bom amigo para Patti Mayonnaise&#8230; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Referências: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doug" target="_blank">Wikipedia</a>, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0101084/" target="_blank">IMDb</a>.<br />
<em><br />
Ao som de Liv Kristine &#8211; Blue Emptiness.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R7lRyAMTHfpsC2RRLp4ovB-fljQ/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R7lRyAMTHfpsC2RRLp4ovB-fljQ/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R7lRyAMTHfpsC2RRLp4ovB-fljQ/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R7lRyAMTHfpsC2RRLp4ovB-fljQ/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/yhMz9Ll2Ot0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/querido-diario-sou-eu-doug/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/querido-diario-sou-eu-doug/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Eita, povo curioso!</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/Jh5V6kAWxVw/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/eita-povo-curioso/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 May 2009 18:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/eita-povo-curioso/</guid>
		<description><![CDATA[Dias atrás eu encontrei a Paloma no Metrô, uma ex-companheira de trabalho. Empolgados pela surpresa do encontro, fomos conversando sem parar durante o trajeto. Para a sorte da nossa conversa, desembarcamos na mesma estação. Quando subíamos a escada rolante, o celular dela tocou. Era o pai da Paloma avisando que estava nos arredores para buscá-la. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás eu encontrei a Paloma no Metrô, uma ex-companheira de trabalho. Empolgados pela surpresa do encontro, fomos conversando sem parar durante o trajeto. Para a sorte da nossa conversa, desembarcamos na mesma estação. Quando subíamos a escada rolante, o celular dela tocou. Era o pai da Paloma avisando que estava nos arredores para buscá-la. Ela estranhou, pois o &#8220;velho&#8221;, de acordo com suas palavras, não tinha esse hábito, mas logo ele revelou que havia comprado um carro naquele dia e queria mostrá-lo.</p>
<p>Ela não estava conseguindo entender bem onde seu pai havia encostado o carro, só sabia que era na Radial Leste (para quem não conhece, uma gigantesca avenida em São Paulo paralela à linha 3 do Metrô). Então, me passou as características do veículo e me pediu para ajudá-la a localizá-lo visualmente, já que estávamos na passarela da estação que liga os dois lados da avenida.</p>
<p>Encontrei o carro e disse a ela &#8220;acho que é aquele ali&#8221;. Para confirmar, ela pediu por telefone para o seu pai fazer algum sinal com as mãos. Ele o fez, ela ficou feliz, se despediu de mim, pediu para que eu mantivesse contato e foi embora. Bom, na verdade, foi quase isso&#8230;</p>
<p>Ela foi embora, de fato, no entanto, não sem antes notar, absolutamente surpresa, que tinha umas 5 ou 6 pessoas ao nosso lado na passarela olhando para a direção que segundos antes apontávamos. Também surpreso, olhei fixamente para uma dessas pessoas, uma senhora do tipo que pelo olhar você percebe ser fuxiqueira. Ao perceber que estava sendo observada, no mesmo instante ela perguntou: &#8220;o que que vocês estão olhando? É algum acidente, é?&#8221;</p>
<p>A Paloma expressou sua indignação com a curiosidade do povo simplesmente olhando para cima e, antes de finalmente se mandar, me fez um último aceno. Quanto a mim, sugeri à senhora curiosa que continuasse olhando que logo ela descobriria o alvo de nossa atenção e, em seguida, também fui embora. Fui sem olhar para trás, porque se o fizesse, tenho certeza que encontraria um volume maior de pessoas olhando pela passarela, uma tentando descobrir inutilmente o que a outra estava vendo e, com isso, fazendo o grupo aumentar.</p>
<p>A situação toda ao menos me serviu para ter certeza de uma coisa: deixar um monte de gente morrendo de curiosidade é deveras divertido <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Nevermore &#8211; The river dragon has come.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/v6dyoetw9YvBFd7J2d-hDTVEYcY/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/v6dyoetw9YvBFd7J2d-hDTVEYcY/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/v6dyoetw9YvBFd7J2d-hDTVEYcY/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/v6dyoetw9YvBFd7J2d-hDTVEYcY/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/Jh5V6kAWxVw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/eita-povo-curioso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/eita-povo-curioso/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Jaspion e afins</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/5yu-ilb5f4k/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/jaspion-e-afins/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 May 2009 22:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/jaspion-e-afins/</guid>
		<description><![CDATA[Li no Omelete que finalmente o primeiro box de DVDs contendo episódios do Jaspion estava para ser lançado no Brasil. &#8220;Quer saber? Vou comprar!&#8221;, e o fiz através da pré-venda de uma loja on-line. Logo em seguida, fiquei pensando: &#8220;esses seriados de heróis japoneses são toscos pra caramba, mas não consigo deixar de gostar&#8221;.
É a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.omelete.com.br/dvd/100019588/Lancamentos_DVD_Blu_ray__4_a_10_de_maio_.aspx" target="_blank">Li no Omelete</a> que finalmente o primeiro <em>box</em> de DVDs contendo episódios do <em>Jaspion</em> estava para ser lançado no Brasil. &#8220;Quer saber? Vou comprar!&#8221;, e o fiz através da pré-venda de uma loja on-line. Logo em seguida, fiquei pensando: &#8220;esses seriados de heróis japoneses são toscos pra caramba, mas não consigo deixar de gostar&#8221;.</p>
<p>É a mais pura verdade. Quando eu era pequeno, assistia <em>Jaspion</em>, <em>Jiraya</em>, <em>Changeman</em> e até o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_QzUfOWtbEo" target="_blank">&#8220;tosco-mor&#8221; <em>Lion Man</em></a> na finada TV Manchete. Não costumava perder nenhum episódio, especialmente de <em>Jaspion</em>. Deste último eu tinha camiseta, espada de plástico, fita K7 (pirata) e até uma máscara com um elástico que arrebentava a todo momento. De tarde, não era muito difícil me ver gritando &#8220;gigante guerreiro DAI-LE-ON&#8221; no quintal de casa&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/jaspion.jpg" alt="Jaspion" /></p>
<p>Mas, o tempo passa, a gente cresce e o senso crítico se desenvolve. Daí começamos a dar importância ao zíper da roupa de borracha do monstro, aos prédios feitos de papelão ou isopor, à cordinha quase invisível que faz o herói flutuar ou dar saltos gigantescos, às brechas do enredo e por aí vai.</p>
<p>No entanto, apesar da &#8220;descoberta&#8221; de tantos &#8220;defeitos&#8221;, eu não consigo deixar de gostar desses seriados japoneses por um motivo que sempre falou mais alto: o fator diversão. Ou, ao menos, a lembraça do fator diversão.</p>
<p>Não é por acaso que decidiram lançar os episódios de <em>Jaspion</em> em DVD depois de tantos anos. Não são as crianças de hoje que vão comprá-los, mas as crianças de ontem, o que reforça a minha desconfiança de que ser adulto, às vezes, é apenas um ponto de vista. Ainda bem <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Dark Moor &#8211; Swan Lake.</em></p>
<p><em>Emerson Alecrim</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yRa2zMvDYRE2nzcGFbS0HLFcyIA/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yRa2zMvDYRE2nzcGFbS0HLFcyIA/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yRa2zMvDYRE2nzcGFbS0HLFcyIA/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yRa2zMvDYRE2nzcGFbS0HLFcyIA/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/5yu-ilb5f4k" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/jaspion-e-afins/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/jaspion-e-afins/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Aniversariante do dia: acidente de Chernobyl</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/Qc6YuK8kigU/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/aniversariante-do-dia-o-acidente-de-chernobyl/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 19:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/aniversariante-do-dia-o-acidente-de-chernobyl/</guid>
		<description><![CDATA[Eu não planejava postar nada por aqui hoje, mas meio que por acaso descobri que 26 de abril de 2009 é a data de aniversário de 23 anos do maior acidente nuclear da história: a explosão da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, mas precisamente de seu reator número 4. Em geral, aniversários servem para ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não planejava postar nada por aqui hoje, mas meio que por acaso descobri que 26 de abril de 2009 é a data de aniversário de 23 anos do maior acidente nuclear da história: a explosão da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, mas precisamente de seu reator número 4. Em geral, aniversários servem para ser comemorados, mas este é para ser lembrado mesmo, afinal de contas, as consequências desse acontecimento não têm data para acabar.</p>
<div class="youtube-video"><object width="400" height="330"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lleQPaALSLo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/lleQPaALSLo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="330"></embed></object></div>
<p>Para muitos dos que não vivenciaram a tragédia, o acontecimento de Chernobyl, inicialmente, é apenas um detalhe histórico. Mas não se trata de um problema isolado e do tipo &#8220;pronto, já passou&#8221;. Mais de 20 anos depois, o evento impressiona, não só pelo o que aconteceu, mas também pelo o que ainda acontece. Eis alguns fatos sobre o desastre:</p>
<p>- É notório que autoridades tentaram ocultar fatos da tragédia para amenizar seus efeitos e suas consequências políticas. O desastre só foi reconhecido como tal dias depois do ocorrido;</p>
<p>- Fala-se, oficialmente, em cerca de 4 mil mortes, mas esse número é fora da realidade se levarmos em conta que os efeitos da radiação são sentidos em geração após geração das pessoas que tiveram sua saúde afetada pela tragédia. Além disso, muitos indivíduos que trabalharam no socorro e nas investigações morreram posteriormente por doenças muito provavelmente causadas pela radiação, com destaque ao câncer;</p>
<p>- &#8220;Nuvens&#8221; de radiação se espalharam para vários pontos da Ex-União Soviética e para trechos da Europa, portanto, é um erro pensar que se trata de um problema limitado a um único ponto geográfico;</p>
<p>- Estima-se que mais de 600 mil pessoas trabalharam nas operações de socorro e evacuação da região. Muitas delas foram expostas a níveis altíssimos de radiação;</p>
<p>- Muitas crianças da época e descendentes dos afetados ou de famílias residentes em áreas atingidas pela radiação nasceram com deficiências físicas ou com problemas sérios de saúde, como câncer, retardo mental, hidrocefalia, entre outros, tal como exemplificam as fotos abaixo; </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis5.jpg" alt="Crianças com problemas de saúde. Imagem por Robert Knoth." /><br /><small>Esquerda: garota com microcefalia e garoto com retardo mental;<br />Direita: criança com hidrocefalia.<br />Imagens por <a target="_blank" href="http://www.robertknoth.com/">Robert Knoth</a>.</small></p>
<p>- A região de Pripyat, onde está localizada a usina, assim como várias localidades próximas, foram entregues ao abandono, como se o tempo ali tivesse estacionado. Centenas de vilarejos se encontram desabitados:</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis1.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis2.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis3.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /><br /><small>Imagens de Pripyat extraídas <a target="_blank" href="http://hem.bredband.net/b572399/Tjernobyl/">deste site</a>.</small></p>
<p>- Uma proteção chamada de &#8220;sarcófago&#8221; foi construída para &#8220;cobrir&#8221; o reator da unidade 4 e parar a propagação de radiação. Essa solução, no entanto, é limitada e o sarcófago há tempos apresenta problemas estruturais. Por isso, uma nova construção está em planejamento para proporcionar um isolamento ainda maior;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis4.jpg" alt="Sarcófago de Chernobyl" /><br /><small>O &#8220;sarcófago&#8221; de Chernobyl. Foto extraída <a target="_blank" href="http://www.fz-juelich.de/gs/genehmigungen/projekte/tschernobyl/diashow/foto15">desta página</a>.</small></p>
<p>- A tal proteção, no entanto, não é garantia de segurança por dois motivos: 1) há muitas áreas com concentrações elevadas de radiação, o que obviamente explica o isolamento da região; 2) tal como o sarcófago, a nova construção também é uma medida paliativa;</p>
<p>- Nós sempre nos referimos às pessoas atingidas pelo desastre, no entanto, pouca gente se dá conta de que populações de animais também compartilham dessa desgraça;</p>
<p>- A explosão em Chernobyl gerou cerca de 100 vezes a quantidade de radiação das bombas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki juntas.</p>
<p>Eu disse no início do texto que o acidente de Chernobyl precisa ser lembrado. No entanto, quando eu falo em lembrar, é no sentido de que não basta apenas se recordar da tragédia, mas também é necessário transmitir a noção de sua importância para que experiências semelhantes não sejam vividas agora ou futuramente. </p>
<p>E nós vamos entender isso se considerarmos Chernobyl um &#8220;Patrimônio da Humanidade&#8221;. Exagero? Não, se levarmos em conta que esse é um feito que não tem data para acabar. Radiação não é como uma tempestade que vem, faz seu estrago e logo em seguida vai embora. Os dias vão passar, as pessoas vão morrer, os tempos vão mudar, mas Chernobyl continuará lá, ostentando os seus perigos.</p>
<p>Para saber mais sobre a tragédia de Chernobyl, recomendo o <a target="_blank" href="http://elenafilatova.com/index_port.html">site de Elena Vladimirovna Filatova</a>, que a bordo de sua moto percorre a região da tragédia para contar detalhes do que aconteceu. Encontrei o link do vídeo exibido no início do texto no site dela.</p>
<p><small>Referências: <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chernobyl_disaster">Wikipedia</a>, <a target="_blank" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/04/060426_chernobylsilencio2as.shtml">BBC</a>, <a target="_blank" href="http://www.chernobyl.info/">Chernobyl.info</a>, <a target="_blank" href="http://www.iaea.org/Publications/Booklets/Chernobyl/chernobyl.pdf">Chernobyl&#8217;s Legacy (IAEA)</a>, <a target="_blank" href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v21n59/a18v2159.pdf">A catástrofe de Chernobyl vinte anos depois (SciELO)</a>, <a target="_blank" href="http://elenafilatova.com/index_port.html">Elena Vladimirovna Filatova</a>.</small></p>
<p><i>Ao som de Within Temptation &#8211; Our Farewell.</i></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uEB7Qrf0NXC22fhtKqAa8MjrhVQ/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uEB7Qrf0NXC22fhtKqAa8MjrhVQ/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uEB7Qrf0NXC22fhtKqAa8MjrhVQ/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uEB7Qrf0NXC22fhtKqAa8MjrhVQ/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/Qc6YuK8kigU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/aniversariante-do-dia-o-acidente-de-chernobyl/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/aniversariante-do-dia-o-acidente-de-chernobyl/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Meu primeiro livro</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/IUrcwfe57Oc/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/meu-primeiro-livro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 02:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/meu-primeiro-livro/</guid>
		<description><![CDATA[Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, não só lembro do primeiro livro que li como o tenho até hoje!</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcidfan.jpg" alt="O Mistério da Cidade-Fantasma" /></p>
<p>O <b>Mistério da Cidade-Fantasma</b>, de Marçal Aquino. Eu o li quando estava na 5ª série do que hoje conhecemos como ensino fundamental. O livro faz parte da lendária e querida Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática. Conta a aventura de um grupo de amigos que se dirigia a um acampamento, mas vai parar numa cidade abandonada ao descer do ônibus no local errado.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcidfan2.jpg" alt="O Mistério da Cidade-Fantasma" /></p>
<p>Naquela época, minha professora de português havia pedido um trabalho sobre o livro. A intenção dela era justamente a de despertar o hábito da leitura entre os alunos. Os livros da Coleção Vaga-Lume são acompanhados de um complemento com exercícios e foi justamente isso que serviu de trabalho.</p>
<p>Eu venho de família de baixa renda e, naquela época, não podia me dar ao luxo de comprar livros. No entanto, graças a um acordo com a editora, os professores da escola podiam adquirir livros em lote contando com bons descontos. Por conta disso, consegui comprar o Mistério da Cidade-Fantasma usando apenas a minha pequena mesada. </p>
<p>Gostei tanto da leitura que logo parti para outros livros. O segundo foi o Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey. Quando me dei conta, já tinha vários outros livros do autor, como Na Rota do Perigo e Doze Horas de Terror (títulos interessantes, não?). Não demorou muito para que eu pulasse o muro da Coleção Vaga-Lume e explorasse outras obras. No entanto, só passei a comprar livros pra valer mesmo depois que comecei a trabalhar. E não é difícil entender o motivo: infelizmente, livros são muito caros no Brasil.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcinest.jpg" alt="O Mistério do Cinco Estrelas" /></p>
<p>Vale ressaltar que, apesar de ter tido o meu primeiro livro quando estava na 5ª série, eu já tinha o hábito da leitura desde os meus 6 ou 7 anos. Comecei de uma maneira simplesmente sensacional: com gibis. Mas isso é assunto para outro post <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de John Petrucci &#8211; Animate-Inanimate.</i></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qWXlWrvuWvUk_f1IAToc6KeAU_8/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qWXlWrvuWvUk_f1IAToc6KeAU_8/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qWXlWrvuWvUk_f1IAToc6KeAU_8/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qWXlWrvuWvUk_f1IAToc6KeAU_8/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/IUrcwfe57Oc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/meu-primeiro-livro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/meu-primeiro-livro/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Os filmes de terror da minha infância</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ealecrim/~3/Ai5uY1N_s_8/</link>
		<comments>http://www.ealecrim.net/os-filmes-de-terror-da-minha-infancia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 00:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ealecrim.net/os-filmes-de-terror-da-minha-infancia/</guid>
		<description><![CDATA[Devo a Freddy Krueger a minha predileção por filmes de terror. Quando era criança, lembro de ter assistido Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984) e de ter sonhado com o filme na mesma noite. Eu devia ter uns 7 anos nessa época. Quando acordei, fiquei fascinado com o grau de &#8220;realismo&#8221; da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Devo a <i>Freddy Krueger</i> a minha predileção por filmes de terror. Quando era criança, lembro de ter assistido <i>Hora do Pesadelo</i> (<i>A Nightmare on Elm Street</i>, 1984) e de ter sonhado com o filme na mesma noite. Eu devia ter uns 7 anos nessa época. Quando acordei, fiquei fascinado com o grau de &#8220;realismo&#8221; da produção, afinal, são justamente os sonhos que <i>Freddy Krueger</i> usa para atacar. No meu sonho, eu o havia derrotado, fato que é suficiente para encher de coragem uma criança ao ponto de fazê-la enfrentar os medos que, quando crescemos, descobrimos que não passam de bobagens.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/fkrueger.jpg" alt="Freddy Krueger - Imagem por New Line Cinema" /><br /><small>Freddy Krueger &#8211; Imagem por <a target="_blank" href="http://www.newline.com/properties/nightmareonelmstreeta.html">New Line Cinema</a></small></p>
<p>Com ar de provocação, vez ou outra eu aproveitava as noites de silêncio na frente da TV para, do nada, cantar o &#8220;hino&#8221; de <i>Freddy</i>: <br />
<blockquote>Um dois, Freddy vem te pegar /<br />Três, quatro, é melhor a porta do quarto trancar /<br />Cinco, Seis, Agarre seu crucifixo / <br />Sete, oito, Fique acordado até tarde /<br />Nove, dez, não durma nunca mais&#8221; /</p></blockquote>
<p>Apesar de não lembrar da letra inteira, eu tentava, sem sucesso, imitar o tom de voz das crianças que cantavam essa música nos filmes. Era o meu jeito de dizer que não tinha medo de produções de terror. A ideia deu certo, pois acho que foi graças a isso que minha mãe permitiu que eu ficasse acordado até tarde para assistir <i>O Exorcista</i> (<i>The Exorcist</i>, 1973), apesar de ser impróprio para crianças. E eu fiz isso. Sozinho. </p>
<p>Sabe, depois do filme, eu passei a achar <i>Freddy Krueger</i> um cara simpático. Em seus filmes, ele não me causou medo suficiente para que eu resistisse à vontade de ir ao banheiro, dormisse com a luz do meu quarto acessa, cobrisse a cabeça com o cobertor numa noite de calor e olhasse com extrema desconfiança para a minha cama com medo de ela começar a balançar.</p>
<p>Mas, <i>O Exorcista</i> também conseguiu despertar a minha indignação. Por que a menina não pulou logo quando a cama começou a balançar? Por que a deixaram sofrer tanto nas mãos dos médicos? Como é que ela enfiava uma cruz na barriga (é, eu pensei que foi na barriga) e permanecia viva? O que ela fez para ser escolhida pelo demônio?</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/exorct.jpg" alt="Cena de O Exorcista" /><br /><small>Cena de O Exorcista</small></p>
<p>Acho que eu só voltei a assistir <i>O Exorcista</i> na adolescência, mas não fiquei esse tempo todo sem ver um filme de terror. Com a minha mãe na sala, eu me senti corajoso para assistir a <i>Poltergeist</i> (1982). Minha mãe resistiu entediada até a metade do filme e então decidiu dormir. Confesso que cogitei essa ideia, mas a curiosidade em saber como a garotinha <i>Carol Anne</i> foi parar em outro mundo era maior que o medo.</p>
<p>Assisti ao filme até o final, mas tenho que reconhecer que aquela menininha branquela, delicada e de cabelos absurdamente loiros tinha um aspecto que eu considerava tão incomum, que eu não consegui simpatizar com ela, tal como se a garota fosse um demônio disfarçado. Na verdade, a minha implicância não era com a personagem, mas com a atriz. Sendo mais claro, eu achava aquela menina estranha, <strike>#prontofalei</strike> não me pergunte o porquê!</p>
<p>Não faz muito tempo que eu vi <i>Poltergeist</i> novamente e, curioso para saber como estaria a menininha loira nos dias de hoje, fiz uma pesquisa no Google que me deu um banho de água fria: vítima de uma inflamação severa no intestino, <i>Heather O&#8217;Rourke</i>, o nome verdadeiro da garota, faleceu em 1988, aos 12 anos de idade, logo depois de filmar Poltergeist 3. Quando assisti a Poltergeist pela primeira vez, lá pelos idos de 1990, estranhei a garota sem saber que, do &#8220;mundo real&#8221;, ela já não fazia mais parte&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/hrourke.jpg" alt="A falecida Heather O'Rourke em uma cena de Poltergeist" /><br /><small>A falecida Heather O&#8217;Rourke em Poltergeist &#8211; Imagem por <a target="_blank" href="http://www.childstarlets.com/">Child Stars</a></small></p>
<p>Já mais crescido, lembro de ter encontrado na locadora perto de casa a fita de <i>A Casa das Almas Perdidas</i> (<i>The Haunted: A True Story</i>, 1991). Junto com um filme de <i>Os Trapalhões</i> (eca!), levei a fita para casa. Novamente assisti ao filme sozinho, durante a noite, só desta vez sem nenhuma preocupação. Mesmo assim, não nego que muitas cenas me deixaram bastante arrepiados.</p>
<p>A <i>Casa das Almas Perdidas</i> é um filme bem elaborado e intenso, apesar de não ter o mesmo <i>glamour</i> que as produções supracitadas. Seu forte se baseia no que é contado e não nas cenas de susto (tanto é que não consegui escolher nenhuma imagem que representasse a tensão do filme). A filmagem relata a vida de uma família que se muda para uma casa sem saber que ela é mal-assombrada. Até aí, nada de inovador, mas o desenrolar da história é dramático. Nem a Igreja Católica consegue uma solução para o problema. Médiuns, vizinhos e um grupo de religiosos tentam ajudar, mas quando tudo parecia se acertar, os espíritos voltavam a se manifestar, como se fosse uma doença incurável, mas que apresenta períodos de melhora.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/haunted.jpg" alt="Cena de A Casa das Almas Perdidas" /><br /><small>Cena de A Casa das Almas Perdidas</small></p>
<p><i>Hora do Pesadelo</i>, <i>O Exorcista</i>, <i>Poltergeist</i> e <i>A Casa das Almas Perdidas</i> são, portanto, os meus filmes de terror preferidos, embora hoje eu considere algumas de suas cenas toscas e até engraçadas. É claro que eu gosto de alguns filmes de terror mais recentes, como <i>O Sexto Sentido</i> (<i>The Sixth Sense</i>, 1999), <i>O Chamado</i> (<i>The Ring</i>, 2002), <i>Espíritos</i> (<i>Shutter</i>, 2004), <i>Vozes do Além</i> (<i>White Noise</i>, 2005), <i>O Orfanato</i> (<i>El Orfanato</i>, 2007) e até <i>O Grito</i> (<i>The Grudge</i>, 2004). No entanto, acredito que nenhum deles conseguiria o que os filmes clássicos citados nesse texto conseguiram: me impressionar e agradar tanto ao ponto de eu lembrar até hoje do dia em que os assisti pela primeira vez <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de Kamelot &#8211; Farewell.</i></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_lTIBhPid5pxLwWkyEneEaNrPm0/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_lTIBhPid5pxLwWkyEneEaNrPm0/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_lTIBhPid5pxLwWkyEneEaNrPm0/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_lTIBhPid5pxLwWkyEneEaNrPm0/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/Ai5uY1N_s_8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ealecrim.net/os-filmes-de-terror-da-minha-infancia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.ealecrim.net/os-filmes-de-terror-da-minha-infancia/</feedburner:origLink></item>
	</channel>
</rss>
