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	<title>Emerson Alecrim</title>
	
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	<description>O ponto de vista de um alecrim que não é dourado</description>
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		<title>Os 20 centavos mais valiosos dos últimos tempos</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jun 2013 01:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Com todos os documentos necessários em mãos, cheguei à escola para fazer matrícula no último dos seis semestres do curso de espanhol. As aulas eram boas e eu estava gostando de estudar o idioma, então fiquei bastante surpreso quando a diretora me informou que eu não poderia mais continuar no curso. O motivo? No final [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2013/06/1306.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-795" title="Os 20 centavos de São Paulo" alt="Os 20 centavos de São Paulo" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2013/06/1306.jpg" width="440" height="248" /></a>Com todos os documentos necessários em mãos, cheguei à escola para fazer matrícula no último dos seis semestres do curso de espanhol. As aulas eram boas e eu estava gostando de estudar o idioma, então fiquei bastante surpreso quando a diretora me informou que eu não poderia mais continuar no curso. O motivo? No final do semestre anterior, eu havia concluído o segundo grau (ensino médio).</p>
<p>Ao argumentar que, quando havia iniciado o curso, eu estava no primeiro ano do segundo grau &#8211; portanto, tinha direito de concluí-lo &#8211; a diretora simplesmente me respondeu: &#8220;moleque, vai pra casa e para de me encher! São ordens da Secretaria Estadual [de Educação], não posso fazer nada&#8221;.</p>
<p>Aturdido, foi exatamente isso o que eu fiz. No caminho para casa, um monte de situações desagradáveis apareceram em minha mente como a revelação de um segredo: a merenda escolar com gosto de veneno, a dificuldade para conseguir carteirinha de estudante e ter direito à meia passagem no transporte público, o tratamento grosseiro dos funcionários das bibliotecas e a luz de lanterna na cara quando uma viatura da polícia cruzava com meus colegas e eu nas proximidades da escola, por exemplo.</p>
<p>Foi neste dia que eu percebi que, do ponto de vista prático, eu era um fardo para o governo. Quando você tem uma mente tão nova, fica bastante suscetível a acreditar que a culpa, no final das contas, é toda sua, mesmo que você não saiba exatamente do que é culpado.</p>
<p>Eu só não me deixei levar por esta sensação porque, ao longo da minha vida estudantil até ali, eu tive professores &#8211; <em>sempre eles!</em> &#8211; que colocaram sementes de cidadania em minha mente, apesar de todas as dificuldades existentes em uma sala de aula de escola pública.</p>
<p>À medida que você cresce, assume responsabilidades e começa a encarar a &#8220;vida real”, passa a perceber que o buraco é muito mais embaixo: você não é um peso para o governo; você é um instrumento para interesses maiores e que nem sempre estão diretamente ligados ao poder público, mas que precisam dele.</p>
<p>Você começa a entender o que acontece de verdade quando nota que os problemas são sempre os mesmos, mas são tratados como novos. Congestionamento no trânsito? Hospitais públicos precários? Rodovias esburacadas? Tráfico de drogas? Pode olhar no jornal de hoje que tem. Sempre teve. Onde está a novidade?</p>
<p>Se os problemas são os mesmos, as &#8220;soluções&#8221; também o são. Mídias que alcançam grandes massas distorcem acontecimentos ou direcionam a atenção para fatos pouco relevantes, por exemplo, como forma de <em>manter o controle</em>. Ora, se funcionou até agora, por que mudar? E esta mesma linha de pensamento guia o uso de outra &#8220;solução&#8221;: o controle dos “ânimos” via força bruta.</p>
<p>Sim, porque as pessoas têm um limite. Elas podem não perceber exatamente o que está acontecendo, mas sentem as consequências. E aí, mais cedo ou mais tarde, elas irão largar o conformismo e somar forças com outros indivíduos que também tiveram seu limite de tolerância estourado.</p>
<p>Os protestos em São Paulo e em outras cidades do Brasil neste mês (junho de 2013) são o exemplo mais recente disso. Todo mundo vê a ineficiência dos aeroportos, estádios sendo erguidos de maneira superfaturada, a tão promissora economia brasileira saindo da pista em vez de decolar, enfim. De repente, o balão explode!</p>
<p><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2013/06/passe_livre.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-797" title="Protesto em São Paulo - Imagem por Passe Livre" alt="Protesto em São Paulo - Imagem por Passe Livre" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2013/06/passe_livre.jpg" width="600" height="400" /></a></p>
<p><small>Protesto em São Paulo &#8211; Imagem por Passe Livre</small></p>
<p>O aumento de <a href="http://super.abril.com.br/blogs/crash/a-gota-que-faltav/">20 centavos na tarifa do transporte público de São Paulo foi só o estopim</a>. Podia ter acontecido com qualquer outro problema, mas o transporte é uma questão bastante sensível para os paulistanos, especialmente no que diz respeito às linhas de ônibus.</p>
<p>Os cidadãos da região têm que lidar com coletivos lotados, demorados, sujos e bastante sujeitos a danos por falta de manutenção, além de, não raramente, motoristas mal preparados para conduzir veículos que transportam pessoas.</p>
<p>A prefeitura reconhece estes problemas e afirma que irá promover uma nova licitação. E irá mesmo, mas isso não é garantia de melhora: há tempos, o <a href="http://onibusbrasil.com/blog/2013/05/30/edital-de-licitacao-de-sao-paulo-deve-ser-publicado-na-proxima-semana/">transporte público de São Paulo é dominado pelos mesmos grupos empresariais</a> e isso não deve mudar nos próximos anos, uma vez que ninguém quer mexer com gente tão poderosa. Entre eles está o Grupo Ruas, que também controla a fabricante de ônibus Caio &#8211; será coincidência ter tantos veículos desta encarroçadora na cidade?</p>
<p>Apesar de a questão do transporte público não ser o único problema, o governo trata o assunto como se o fosse. Acostumados com manifestações que dão pouco ou nenhum resultado, autoridades insistem no discurso de que protestos são legítimos, mas a violência não, como se somente atos violentos tivessem sido executados.</p>
<p>É claro que vandalismo é condenável! A maioria &#8211; A MAIORIA &#8211; dos manifestantes repudia esta prática. Mas, atos como pichar paredes ou depredar veículos são comuns em manifestações de grande mobilidade, por mais injustificáveis que sejam. Basta observar que protestos em qualquer lugar do mundo têm isso.</p>
<p>Por esta razão, não se pode ilegitimar os protestos. E a insistência do governo &#8211; e da mídia &#8211; nesta argumentação apenas mostra os esforços para distorcer a opinião pública. O mesmo se pode dizer do pouco caso em relação ao <a href="http://feridosnoprotestosp.tumblr.com/">evidente abuso da Polícia Militar nos protestos</a>.</p>
<p>O que a gente viu no dia 13 de junho de 2013 não foi uma tentativa de controlar as manifestações. Foi uma tentativa de mostrar quem manda no pedaço por meio da velha fórmula do uso da força. Que justificativa há em tantas ações violentas contra pessoas que não representavam perigo que não seja a tentativa de demonstrar poder?</p>
<p>A questão é que, fechada em seu confortável círculo de atuação, as autoridades não perceberam que os tempos são outros. Todo mundo hoje tem um celular com câmera e, por meio do aparelho, pode enviar fotos, vídeos ou relatos de abusos a um número gigante de pessoas em questão de segundos.</p>
<p>É por isso que a gente via a TV e os grandes portais falando uma coisa, mas Twitter, Facebook e YouTube mostrando a <em>verdade</em>. Temos um poder de comunicação enorme em mãos. Temos a possibilidade de mostrar em tempo real os problemas que enfrentamos e, felizmente, estamos cada vez mais seguindo por este caminho.</p>
<p><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2013/06/tweet_nick.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-796" title="O Twitter mostra sua real importância em dias como hoje, quando a mídia diz uma coisa e as pessoas que estão lá, algo totalmente diferente. Nick Ellis" alt="O Twitter mostra sua real importância em dias como hoje, quando a mídia diz uma coisa e as pessoas que estão lá, algo totalmente diferente. Nick Ellis" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2013/06/tweet_nick.jpg" width="550" height="255" /></a></p>
<p><small><a href="https://twitter.com/NickEllis/statuses/345318432838938624">Nick Ellis</a></small></p>
<p>Pode ser que estes protestos não resultem em nada a curto prazo, mas servem de alerta para o governo e para os &#8220;coronéis&#8221; que se beneficiam do descaso. Mais do que isso, servem para a <em>população mostrar à população</em> que conformismo não é regra, muito menos condição necessária para se viver.</p>
<p>Se eu tivesse esta noção naquele janeiro de 2001, provavelmente teria tido a felicidade de realizar o último semestre do curso de espanhol.</p>
<p><em> Ao som de System of a Down &#8211; Boom.</em></p>
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		<title>Como eu mudei a minha relação com a comida</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2013 23:53:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[O &#8220;puta que pariu, viu?!&#8221; que eu soltei quando a médica confirmou que eu estava ficando calvo foi tão alto que a (gostosa da) recepcionista, que minutos antes conversava alegremente comigo sobre seus planos para o carnaval, se dirigiu a mim com voz baixa enquanto agendava o meu retorno, como se tivesse medo de que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8220;puta que pariu, viu?!&#8221; que eu soltei quando a médica confirmou que eu estava ficando calvo foi tão alto que a (gostosa da) recepcionista, que minutos antes conversava alegremente comigo sobre seus planos para o carnaval, se dirigiu a mim com voz baixa enquanto agendava o meu retorno, como se tivesse medo de que eu gritasse com ela:</p>
<p>- Meu namorado também tem esse problema, não é tão ruim assim.<br />
- E agora eu descubro que você tem namorado. Péssimo dia pra sair de casa&#8230;</p>
<p>Ela riu. Eu saí do prédio logo em seguida, entrei na primeira farmácia que encontrei, soltei outro &#8220;puta que pariu, viu?!&#8221; quando me disseram o preço do remédio e fui para casa. Mais tarde, na hora do banho, me dei uma boa olhada pelo espelho e falei: &#8220;bom, já que eu não vou conseguir evitar que a minha cabeça vire <em>playground</em> de mosquito para sempre, o negócio é cuidar do resto&#8221;. Foi aí que eu decidi emagrecer, só que desta vez, pra valer.</p>
<p>Não deu certo. Com acesso fácil a pizzas, cervejas, chocolates, refrigerantes e tudo o mais, liguei o botão &#8220;Foda-se&#8221;. Mas continuei fazendo caminhadas para diminuir a culpa. Só que havia um problema: notei que eu voltava para casa extremamente cansado, suando muito (muito mesmo) e a minha frequência cardíaca demorava para baixar quando eu entrava em repouso.</p>
<p>Eu sabia que aquilo não era normal, então encarei de novo meu medo de jaleco branco e fui ao médico:</p>
<p>- Quer dizer então que agora eu sou hipertenso?<br />
- Vai ser em breve se você não perder peso.<br />
- Mas eu nem sou tão gordo assim. Olha aqui, tenho canelas de sabiá.<br />
- É, mas você tem muita gordura abdominal e seu colesterol está para passar do limite. E tem o perigo do diabetes&#8230;<br />
- Eu sou diabético?!<br />
- Não. Ainda.</p>
<p>Desta vez não havia nenhuma recepcionista gostosa para me consolar. Saí de lá encolhendo a barriga toda vez que alguém passava por mim. Parei na primeira farmácia que encontrei, mas desta vez para me pesar: 89 quilos, o mesmo peso indicado pela balança do médico. Eu ia soltar outro &#8220;puta que pariu, viu?!&#8221;, mas tinha uma mulher atrás de mim esperando para também usar a balança, então fiz discretamente um gesto de vitória, disse &#8220;<em>yes</em>&#8221; baixinho e saí de lá com cara de &#8220;<em>fuck yeah</em>&#8220;, só para causar alguma inveja, hehe.</p>
<p>Mas agora era sério mesmo. 89 quilos nem é muito para quem tem 1,77 metro de altura, mas o médico me disse que não era necessariamente o peso que estava me fazendo mal, mas meus hábitos alimentares. Tinha que me reeducar primeiramente para me nutrir adequadamente. Perder peso seria uma consequência.</p>
<p>Damasco? Ricota? Soja? Cara, SO-JA?! Joguei o papel da nutricionista fora. Desculpa, eu me conheço, sei que mudar as coisas de uma hora para outra de maneira tão radical não funcionaria comigo. Vamos por partes, começando por identificar o que eu estava fazendo de errado.</p>
<p>Foi fácil até. O primeiro item da lista eram os refrigerantes. Eu não estava tomando dois litros por dia que nem fazia na época da faculdade (maldito TCC!), mas ainda consumia muita Coca-Cola. Só de pensar em largar já me dava vontade de tomar. Ia ser <em>punk</em>.</p>
<p>O negócio foi reduzir aos pouquinhos. Comecei diminuindo as doses, só que isso me dava vontade de tomar outro copo. Para lidar com este problema, criei uma regra: toda vez que eu fosse tomar Coca-Cola deveria ingerir a mesma medida de água antes. Legal, estava funcionando. Eu não tinha vontade de repetir a dose de Coca(-Cola). Daí decidi dar mais um passo: tomar dois copos de água antes de beber refrigerante em vez de um.</p>
<p>Deu tão certo que, quando eu me dei conta, quase já não tomava mais Coca-Cola e afins. Daí eu descobri um dos meus problemas: eu bebia refrigerante para me hidratar. Bebendo água regularmente, passei a sentir cada vez menos sede e, saciado, comecei a não ver mais graça em refrigerantes.</p>
<p>O próximo passo foi substituir doces, bolos e pães. Esses alimentos enchem a barriga, então parar de consumí-los me deixava com o estômago roncando. Não estava dando certo. Tive que encontrar substitutos à altura. E encontrei: frutas. Eu sempre gostei de frutas. Só precisava consumir com mais frequência.</p>
<p>O problema é que um pedaço de bolo de chocolate delícia derrete na boca é muito mais atraente do que uma fruta. Então eu reciclei o truque da água: toda vez que eu quisesse comer bolo, pão ou doce deveria comer uma fruta antes. Para facilitar o trabalho, dei preferência às frutas que mais gosto: uva, goiaba, kiwi e ameixa.</p>
<p>Deu certo, mas com uma diferença: eu não consegui acabar com bolos, pães e doces tal como fiz com refrigerante, simplesmente passei a consumir menos estes alimentos. Aí eu tive que usar alguns macetes complementares, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Em vez de comprar uma barra de chocolate de 130 gramas, eu comprava uma de 45 gramas;</li>
<li>Troquei o pão francês por pão de forma integral. Confesso que não curti muito no início, mas depois me acostumei;</li>
<li>Passei a comprar bolachas recheadas e sorvetes de sabores que eu não gosto ou de qualidade inferior. Cada mordida ou colherada era tão decepcionante que o &#8220;vicio&#8221; nestes alimentos também se foi;</li>
<li>Troquei &#8220;sucrilhos&#8221; por granola. Como este último também pode ser bastante doce, passei a consumí-lo com iogurte sem açúcar, que é horrível, mas você se acostuma.</li>
</ul>
<p>Apesar de ter jogado o programa nutricional que fora me dado no lixo (na verdade, eu não dispensei totalmente os conselhos da nutricionista, seria burrice), segui uma das instruções mais destacadas naquele papel: comer menos em cada refeição, mas não ficar mais do que três horas sem colocar algo no estômago. Este truque é interessante porque, se você ficar muito tempo sem comer, encherá o prato na hora do almoço ou do jantar. Fracionando, você sente menos fome durante o dia e, consequentemente, tende a não exagerar ao preencher o prato. Sem contar que o metabolismo pode ficar mais devagar caso você fique muito tempo sem se alimentar, ferrando tudo mais ainda.</p>
<p>Mas como comer menos diante de uma lasanha com duplas camadas de queijo e de uma cheirosa feijoada repleta de bacon? Acredite, declarar seu amor à salada que acompanha o prato não adianta, o sentimento não é recíproco. Já que você está no inferno, abrace o capeta, mas não o pegue no colo: coma a sua lasanha ou a sua feijoada, mas priorize o gosto. Heim?!</p>
<p>Eu explico. Se você sentir o <em>gosto de verdade</em>, a quantidade não fará tanta importância. Mas para sentir esse tal gosto de verdade, é necessário se <em>concentrar</em> na comida. Eis os truques que funcionaram comigo:</p>
<ul>
<li>A melhor maneira de apreciar o gosto é mastigando devagar. Dar poucas mordidas e depois engolir rapidamente é trocar quantidade por qualidade;</li>
<li>Se possível, deixe a bebida para depois da refeição. Mesmo a água é capaz de tirar um pouco do gosto da comida;</li>
<li>Se você ficar assistindo TV ou lendo uma revista enquanto come, não vai dar a devida atenção à comida;</li>
<li>Não dispense verduras e legumes. Ao prestar atenção nestes alimentos, você também sentirá seu gosto e, logo, terá prazer em consumí-los;</li>
<li>Se mesmo assim você tiver vontade de repetir o prato, seja bonzinho e espere uns dez minutos. Provavelmente a vontade passará depois deste intervalo.</li>
</ul>
<p>O interessante é que essa coisa de sentir o gosto dos alimentos me fez lidar com outro problema: o meu apreço por frituras e <em>fast food</em> em geral. Não, não é que eu descobri que os lanches do Burger King são ruins. Eles continuam ótimos (de sabor)! Mas é que comendo devagar eu fico saciado antes de o lanche terminar. Como eu não gosto de gastar dinheiro com uma refeição que fica pela metade no meu prato, eu passei a frequentar menos estes lugares.</p>
<p>É claro que eu ainda tive que me esforçar em outros aspectos para ter um relacionamento sério com a comida, como diminuir a ingestão de sódio (sabia que limão no lugar de sal no alface fica muito bom?), reduzir as bebidas alcoólicas (eu amo cerveja, então sacrifiquei os destilados, hihi), evitar alimentos enlatados (têm muito conservante) e assim por diante.</p>
<p>Essa mudança de hábitos começou há cerca de dois anos. Se eu soubesse que me beneficiaria tanto, teria começado antes: meus exames estão normais, dificilmente fico resfriado (antes, ficava todo mês), quase não tenho mais azia ou problemas de ordem intestinal, a minha disposição para trabalhar aumentou, as minhas dores de cabeça se tornaram menos frequentes (por causa da hidratação adequada) e a minha pele parece ter ficado mais resistente às irritações que me incomodam desde criança (pareço um baitola falando, mas é verdade).</p>
<p>Ah, sim: eu perdi cerca de 15 quilos com esta história toda. E sem sofrer muito, o que é melhor. Ainda tenho um pouquinho de barriga para perder, mas se eu conseguir me disciplinar com essa coisa de exercícios, talvez eu feche o semestre cantando &#8220;<em>We Are The Champion</em>s&#8221; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Mas saiba que a questão estética é a menor das minhas preocupações (exceto quando eu me deparo com uma recepcionista gostosa). Saber que eu estava começando a ter problemas de saúde que surgem em pessoas de mais idade tendo menos de 30 anos foi tenso, cara. Eu acabei descobrindo da forma mais difícil que alimentação ruim pode ser tão prejudicial quanto fumar, por exemplo.</p>
<p>Reaprender a comer é simplesmente passar a gostar do que realmente é saudável, de um jeito saudável. É algo que valerá para o resto da vida. Não é o mesmo que sofrer com dietas mirabolantes com a desculpa de que o regime é temporário. E sabe o que é melhor? Se tiver vontade (sério, a gula diminui quando você aprende direitinho), você ainda poderá comer pizza, hambúrguer, sorvete e qualquer outra gostosura de vez em quando (veja bem, de vez em quando!), sem se preocupar em ficar contando calorias <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Deep Purple &#8211; Perfect Strangers.</em></p>
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		<title>Mundo on-line x mundo real?</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jul 2012 05:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrever o post “As 20 mentiras mais encontradas no Facebook” me fez parar e perguntar: o que nós, meros humanos, estamos fazendo da nossa vida on-line? Perceba: o simples fato de categorizar a situação – “mundo on-line” de um lado, “mundo real” de outro – por si só indica que alguma coisa está fora dos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Escrever o post “<a href="http://www.infowester.com/blog/as-20-mentiras-mais-encontradas-no-facebook/">As 20 mentiras mais encontradas no Facebook</a>” me fez parar e perguntar: o que nós, meros humanos, estamos fazendo da nossa vida on-line? Perceba: o simples fato de categorizar a situação – “mundo on-line” de um lado, “mundo real” de outro – por si só indica que alguma coisa está fora dos eixos.</p>
<p>A gente tem uma vida só. Mesmo que você morra e em seguida reencarne ou vá para outro plano, você sempre estará vivendo uma vida só. Criar uma realidade paralela é saudável na condição de uma criança que brinca ou como resultado de uma fantasia passageira, mas se transforma em um imã de frustrações quando interfere no dia a dia.</p>
<p>Eu fico intrigado, por exemplo, quando estou em festas ou eventos do tipo e percebo que alguns indivíduos passam a maior parte do tempo olhando para o celular. A pessoa está ali, na sua frente, fazendo comentários ótimos e argumentando de maneira concisa. Só que no Twitter.</p>
<p>Uma olhada ou outra no celular para ver e-mails e redes sociais é <em>sussa</em>, todo mundo acaba fazendo isso. Mas, se “ao vivo” a pessoa está longe de ser <em>cool</em> e comunicativa como aparenta ser no Facebook, ah, pode ter certeza de que tem alguma coisa errada aí: por que tanta confiança na internet e tamanho desconforto diante de olhos de verdade?</p>
<p>Uma sobrancelha minha sempre levanta mais do que a outra quando me deparo com alguém que almeja &#8220;popularidade&#8221;. Vale mesmo a pena tentar de tudo para ter tantos seguidores no Twitter? Você conhece mesmo os seus mais de 5 mil amigos do Facebook? Do que adianta ter contato com tanta gente, mas ser um verdadeiro desajustado longe de uma conexão banda larga?</p>
<p>A mesma coisa vale para quem infla o ego por conta da aparente fama causada pelos milhares de <em>likes</em> e <em>retweets</em> conquistados. Na boa, só estou te cumprimentando porque já trocamos alguns e-mails ou mensagens nas tais redes sociais e acho conveniente dar um alô por conta disso, não precisa me tratar como um fã ou, pior, fingir que não me reconhece.</p>
<p>Eu também fico com os <em>dois pés atrás</em> com a necessidade que algumas pessoas têm de fazer comentários ou publicar fotos apenas para mostrar que estão sempre felizes e realizadas. Ser feliz a todo momento é obrigação? Sério mesmo que todo dia as coisas dão certo para você?</p>
<p>Ok, também não é necessário dizer que levou uma bronca do chefe ou divulgar imagens de um enterro para dizer que também tem momentos ruins, mas puta merda, eu sei que a festa de ontem não foi tão <em>fodástica</em> assim – dá pra perceber pelo sorrisão forçado ou pela feição das demais pessoas que aparecem na foto.</p>
<p>O fato é que, tendo noção disso ou não, muita gente por aí usa o tal do “mundo on-line” para passar uma noção distorcida do seu “mundo real” ou simplesmente para criar uma imagem do que considera a sua “realidade ideal”. Em resumo, gasta energia diariamente para mostrar aquilo que não é.</p>
<p>Sabe, não deveria ser desta forma, não deveria haver essa divisão em dois mundos – a internet precisa ser uma ferramenta ou uma extensão do nosso cotidiano, simples assim. Mais do que isso é cair em uma cilada: faz com que nos tornemos personagens da nossa própria existência.</p>
<p><em>Ao som de Hammerfall &#8211; I Believe.</em></p>
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		<title>Gentil gentileza</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 03:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada, fui ao mercado fazer as compras do mês. Quando terminei de escolher os produtos, uma mulher viu que eu estava indo para o mesmo caixa que ela e, sem o menor esforço para disfarçar sua ação, literalmente correu até o local para chegar na minha frente. Ontem, no ônibus, vi um garoto [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada, fui ao mercado fazer as compras do mês. Quando terminei de escolher os produtos, uma mulher viu que eu estava indo para o mesmo caixa que ela e, sem o menor esforço para disfarçar sua ação, literalmente correu até o local para chegar na minha frente.</p>
<p>Ontem, no ônibus, vi um garoto de 14 ou 15 anos praticamente carregando uma menina sozinho porque ela estava passando mal. Pela fisionomia, devia ser sua irmã. O ônibus estava cheio, mas nem mesmo as pessoas próximas da porta ajudaram o rapaz a descer do veículo com a menina. Todo mundo ficou só olhando, como se aquilo fosse um programa de TV.</p>
<p>Coisa de um mês atrás, ao voltar de uma noitada, lá pelas 5 horas da manhã, cai no sono dentro do ônibus e deixei um fone de ouvido escorregar para o assento ao lado. Acordei com uma mulher daquelas que tem estilo &#8220;barraqueira&#8221; jogando o fone na minha cara (sim, na cara) para poder se sentar ali.</p>
<p>E isso são apenas exemplos recentes. É triste constatar, mas as pessoas estão matando a gentileza, pelo menos nos grandes centros urbanos. É um cada um por si cada vez mais frequente e nenhum deus por todos. Parece uma epidemia: vidas apáticas tornam outras vidas apáticas e todo mundo fica <em>sozinho</em> de cara fechada, mesmo estando no meio da multidão.</p>
<p>De maneira geral, as pessoas estão infelizes com seus empregos, não aguentam mais o Metrô lotado, têm vontade de atirar o telefone pela janela para fazê-lo parar de tocar, tomam um café da manhã mixuruca de uma vez só para não perder o tempo que já não possui e buzinam nas ruas, não para reclamar do trânsito, mas para reclamar do seu péssimo dia, que sequer começou.</p>
<p>As pessoas conhecem cada vez menos os seus vizinhos, se prendem em seu celular e nos fones de ouvido enquanto aguardam o trem, e consideram loucos ou idiotas os que ousam quebrar a monotonia com um tímido sorriso ou com um singelo &#8220;bom dia&#8221; no elevador. As pessoas dão cada vez mais espaço para a raiva, para o estresse.</p>
<p>Isso é uma doença. Contamina. Se eu não sou bem tratado, porque vou tratar bem? Se ninguém diz obrigado pro garçom, por que eu vou dizer? Se ninguém me ajudou a levantar quando eu tropecei, por que vou ajudar aquele deficiente visual a atravessar a rua? Se você pisou no meu pé, por que não vai tomar no cu? Eu, apesar de estar no meio do ônibus, podia ter me esforçado para ajudar o rapaz a descer a garota. Mas por que ajudá-los?</p>
<p>O problema é justamente esse: o <em>eu</em>. Não adianta se juntar ao coro que diz &#8220;pare o mundo que eu quero descer&#8221;, pois se todo mundo descer, o novo lugar também será uma bosta. Que sentido faz reclamar do problema se você faz parte dele?</p>
<p>Não sei se aquela mulher viu, mas quando ela correu em direção ao caixa, eu desacelerei para que ela pudesse chegar tranquilamente na minha frente. Pedi desculpas à rabugenta que jogou o fone na minha cara (&#8220;foi mal, eu cai no sono e não vi&#8221;).</p>
<p>E eu vou responder com um &#8220;é, tomara que chova um pouquinho para refrescar&#8221; quando alguém no ponto de ônibus reclamar do calor. Vou falar &#8220;bom dia&#8221; ao entrar no elevador e continuar dizendo &#8220;obrigado&#8221; ao garçom. Vou me policiar para não deixar de ajudar alguém por perto que estiver precisando de uma mãozinha.</p>
<p>Não é que eu queira ser bonzinho o tempo todo ou dar lição de moral. Isso é impossível. E falso. Na verdade, eu gosto de ser tratado com gentileza e, portanto, também devo agir assim. No final das contas você acaba sendo gentil sem esforço algum e isso causa um efeito positivo ao seu redor, mesmo que você não perceba, mesmo que não seja de imediato. É que gentileza também contamina.</p>
<p><em>Ao som de Foo Fighters &#8211; I Should Have Known.</em></p>
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		<title>Terror na noite: paralisia do sono</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 19:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Na primeira vez que aconteceu, eu devia ter uns 15 anos. Fechei a porta do quarto, apaguei a luz, deitei na cama e, sem demora, dormi. Era para ser uma noite de sono como qualquer outra, não fosse por um detalhe: alguma coisa me fez acordar, mas eu não conseguia me mexer. Essa situação, por [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na primeira vez que aconteceu, eu devia ter uns 15 anos. Fechei a porta do quarto, apaguei a luz, deitei na cama e, sem demora, dormi. Era para ser uma noite de sono como qualquer outra, não fosse por um detalhe: alguma coisa me fez acordar, mas eu não conseguia me mexer.</p>
<p>Essa situação, por si só, já é capaz de te deixar em pânico, no entanto, tão logo despertei, visualizei uma pessoa entrando no quarto que parecia ser o meu irmão. O problema é que essa pessoa se mexia rápido demais e, sem a menor hesitação, veio em minha direção e se sentou em meu tórax, de maneira agachada, mantendo inclusive os pés em cima do meu peito. Bizarro, né?</p>
<p>O desespero tomou conta de mim, pois eu não conseguia reagir. Além disso, a sensação de peso e de dor no peito era enorme, tanto que eu mal conseguia respirar. Tentava gritar, abrir os olhos, mover um músculo que fosse, mas nada, nada funcionava.</p>
<p>De repente, eu solto um gemido alto e me levanto da cintura para cima. Ofegante, olho ao redor e não vejo nada, nem ninguém no meu quarto. Meu irmão, que supostamente estava em cima de mim, permanecia na sala, vendo TV. A dor no peito não existia, se mostrando tão falsa quanto as outras percepções. Confuso e preocupado, demorei a voltar a dormir.</p>
<p>Naquela época, não contava com acesso à internet para obter informações imediatas e, fazendo parte de uma família religiosa, não contei a ninguém sobre o que ocorrera para evitar qualquer associação com entidades demoníacas e afins, até porque queria evitar brigas: simplesmente não acredito nestas coisas. Tratei simplesmente de esquecer o assunto.</p>
<p>Mas aconteceu mais três ou quatro vezes, sempre com intervalos de tempo grandes entre cada episódio. Até que, em uma das vezes, já tendo acesso à internet, resolvi pesquisar e fiquei extremamente aliviado ao saber que estas experiências são comuns e normalmente não representam qualquer problema de saúde: trata-se de <strong>paralisia do sono</strong>.</p>
<p>Fazia um bom tempo que eu não tinha este problema (como eu disse, os intervalos são longos), mas, no início desta semana, aconteceu novamente. Desta vez, eu sabia do que se tratava, então não entrei em pânico por não conseguir me mexer, apenas fazia um esforço mental: &#8220;vai, caramba, mexe!&#8221;.</p>
<p>Eu teria mantido a calma até o fim se não tivesse tido uma alucinação inédita para mim até então: desta vez, eu estava deitado de costas para a porta, mas mesmo assim consegui perceber alguém entrando no quarto, novamente com movimentos muito rápidos, mas com uma ação diferente: em vez de se sentar em mim, a tal presença juntou as mãos, levou-as para frente e &#8220;mergulhou&#8221; em minhas costas!</p>
<p>Eu sei, é maluquice e, além do mais, eu sabia que estava tendo um novo episódio de paralisia do sono, mas parecia real demais, então travei uma luta interna para conseguir reagir. Apavorado, dava ordens e ordens para o meu corpo responder, mas nada. Em seguida, o ritual: acordei de repente, ofegante, disposto a matar o que quer que estivesse me agredindo, mas não encontrei absolutamente nada de anormal no quarto.</p>
<p>Não demorei a voltar a dormir, pois já sabia do que se tratava, como disse, mas decidi novamente pesquisar sobre o assunto pela manhã. Foi aí que eu tive a ideia de fazer este post.</p>
<p>Em resumo, as principais características da paralisia do sono são justamente estas: impossibilidade de se mexer e algum tipo de alucinação, que pode ser percebida como uma presença estranha no ambiente, barulhos incomuns ou até mesmo a visualização de objetos que normalmente não ficam no recinto. E o interessante é que você pode ter uma noção bastante fiel do que compõe o lugar, mesmo estando de olhos fechados. É como se fosse uma mistura de realidade com fantasia, porque, apesar de estar tendo algum tipo de sonho, você está acordado.</p>
<p>A paralisia ocorre porque, durante o sono, o cérebro &#8220;desliga&#8221; os músculos. Quando você acorda, tudo volta a funcionar, como se nada tivesse sido desligado. Acontece que, em episódios de paralisia, por algum motivo o cérebro demora para perceber que você despertou, te deixando ali, consciente, mas imóvel.</p>
<p>Esta situação, ainda não se sabe exatamente o porquê, pode gerar o que a ciência chama de <em>alucinação hipnagógica</em>, que pode causar percepções visuais. Nos casos de paralisia do sono, é bastante comum ter algum tipo de desconforto no peito ou sentir alguma presença atrás de você. Fiquei bastante surpreso ao descobrir que a sensação de ter alguém sentado no tórax é um relato comum, embora bizarro. Duvida? Olha a imagem eu encontrei na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:John_Henry_Fuseli_-_The_Nightmare.JPG">Wikipedia</a>:</p>
<div id="attachment_565" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/02/par_sono.jpg"><img class="size-full wp-image-565" title="John Henry Fuseli - The Nightmare" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/02/par_sono.jpg" alt="John Henry Fuseli - The Nightmare" width="500" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">John Henry Fuseli &#8211; The Nightmare</p></div>
<p>Estima-se que pelo menos metade da população terá ao menos um episódio de paralisia do sono em algum momento da vida. Alguns cientistas acreditam inclusive que o fenômeno pode ser a causa de alguns relatos de abdução alienígena ou de atividades supostamente paranormais.</p>
<p>As causas para as ocorrências são variadas: estresse elevado, sono irregular, dormir de barriga para cima, remédios, entre outros. O meu episódio mais recente, provavelmente, tem como &#8220;gatilho&#8221; os medicamentos que estou tomando contra rinite: sabe-se que anti-histamínicos podem desencadear o fenômeno.</p>
<p>Se acontecer com você, o negócio é tentar manter a calma. É difícil, eu sei bem, mas tente. Os episódios normalmente não duram mais do que alguns segundos (embora possam parecer looooongos) e você pode tentar fazer o corpo despertar respirando fundo. Além disso, não estamos falando de uma doença, mas de uma particularidade inusitada do cérebro humano.</p>
<p>Dá pra saber mais nos seguintes links:</p>
<ul>
<li><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/08/paralisia_do_sono_quando_seus/">Assombração, demônio ou Ciência? A Paralisia do Sono: quando seus pesadelos se tornam “realidade”</a>;</li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paralisia_do_sono">Wikipedia: Paralisia do sono</a>;</li>
<li><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=270779">Comunidade &#8220;Paralisia do Sono&#8221;</a> (pois é, o orkut ainda é útil).</li>
</ul>
<p><em>Ao som de Dark Moor &#8211; The Hanged Man.</em></p>
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		<title>Pagando pelo excesso</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 15:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Véspera de Natal. Saio de São Paulo (SP), visito um amigo em Paranavaí (PR) e, de tarde, sigo para Campo Mourão (PR). Ao chegar na cidade, acompanho parentes e amigos a um sítio para passarmos o feriado por lá. Foi muito divertido! Pelo menos a parte que eu lembro&#8230; Eu sou do tipo que adora [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Véspera de Natal. Saio de São Paulo (SP), <a href="http://www.rodrigoghedin.com.br">visito um amigo</a> em Paranavaí (PR) e, de tarde, sigo para Campo Mourão (PR). Ao chegar na cidade, acompanho parentes e amigos a um sítio para passarmos o feriado por lá. Foi muito divertido! Pelo menos a parte que eu lembro&#8230;</p>
<p>Eu sou do tipo que adora uma cervejinha com os amigos no final de semana. Na maioria das vezes, saio bem do lugar. Às vezes um pouco alegre, mas bem o suficiente para andar sem cambalear, lembrar a senha do meu cartão, pegar o Metrô correto e acordar sem ressaca no dia seguinte.</p>
<p>Vez ou outra, é claro, o limite é ultrapassado, geralmente por influência da ocasião: uma balada, uma comemoração importante ou mesmo uma festa de fim de ano. De vez em quando é bom, acredite! Pelo menos no meu caso, me divirto bastante nestes momentos. O problema é a ressaca no dia seguinte, mas tudo bem, dá-se um jeito.</p>
<p>Mas, naquele Natal, alguma coisa saiu do controle. Todo mundo festejando, conversando alto, dando risada, enfim, um ambiente muito bacana mesmo! Eu estava lá, no meio da turma, apenas me mantendo na cerveja, mas aí eu aceitei uma mistura com destilados, repeti a dose e a coisa desandou.</p>
<p>O fato é que, entre 3h e 6h da manhã (hora que, supostamente, fui dormir), eu não lembro de absolutamente nada! Sei que eu estava numa roda conversando com a galera e, no instante seguinte, que bizarro, acordo sentindo dores, tontura e fraqueza!</p>
<p>Esta parte foi engraçada, reconheço: diante de tantos quartos que tinha na casa, acordei justamente dentro de um dormitório de criança, com paredes rosas e brinquedos por todos os lados. Algum engraçadinho colocou uma boneca do meu lado e eu, talvez pelo meu hábito de abraçar o travesseiro enquanto durmo, mantive-a entre meus braços durante o sono. Por sorte, ninguém estava sóbrio o suficiente para ter a ideia de tirar uma foto <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Depois que eu levantei, cada pessoa me cumprimentava e se lembrava de alguma coisa que eu contei ou fiz, mesmo aqueles que aparentemente ficaram tão ruins quanto eu. Fiquei atônito: &#8220;Como assim?&#8221;, &#8220;Não lembro de nada disso!&#8221;, &#8220;Eu falei isso?&#8221;, &#8220;Não é possível, não era eu!&#8221;.</p>
<p>Pelo o que o pessoal me contou, não foi nada digno de (muita) vergonha, então essa realmente foi a parte boa. A parte ruim é que não se lembrar de um intervalo de tempo tão longo é assustador! Já havia acontecido antes, mas não de maneira tão intensa e prolongada!</p>
<p>A ressaca, é claro, foi a pior parte. Não chegou ao ponto de eu precisar ser hospitalizado (mas faltou pouco), mas o mal-estar durou o dia todo e aquilo me deixava aflito, quase me fazendo entrar em desespero. Só melhorei mesmo na hora do jantar.</p>
<p>Ao &#8220;investigar&#8221; o que aconteceu (porque, repito, não lembro de nadica de nada), descobri que eu tomei vodca, tequila e outros destilados como se fosse água. Uma mistureba das grandes que não poderia ter outra consequência.</p>
<p>O fato é que esta experiência realmente me traumatizou. Eu já havia ficado bêbado e pagado alguns micos, como disse antes, mas nada que fugisse tanto do controle. Encher a cara de vez em quando é bom, desde que você consiga se lembrar do que aconteceu e não fique com uma ressaca tão violenta. Naquele Natal, eu finalmente descobri até onde eu poderia ir e quase estraguei o meu feriado com essa descoberta.</p>
<p>Depois dessa, acho pouco provável que algo do tipo aconteça de novo. E não é só porque aprendi a lição: já reparou que, quando você come algo que te faz mal, você fica com nojo daquela comida? Pois é, desde aquele dia, faço cara de &#8220;blergh&#8221; toda vez que vejo uma garrafa de destilado.</p>
<p>Não se trata, necessariamente, de medo de um novo porre, mas sim de acontecer novamente uma das coisas que mais temo na vida: perder o controle.</p>
<p>Não vou deixar de ir pro bar com os amigos no final de semana ou de comemorar algo importante. Só vou lembrar que, depois de certo ponto, beber não tem mais graça: se eu notar que estou bebendo pelo volume, não pelo gosto, entenderei que é hora de parar.</p>
<p>Difícil? Acho que não. Na semana seguinte, no réveillon, bebi com todo mundo da festa, fiquei alegrinho, mas foi algo controlado, bem mais tranquilo e que não diminuiu em nada a minha diversão. E eu lembro de tudo, hehe. Na vida, a gente paga mesmo é pelo excesso.</p>
<p><em>Ao som de The Gathering &#8211; Saturnine.</em></p>
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		<title>Cinco coisas que eu diria ao meu “Eu aos 16 anos”</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 23:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses, rolou no Twitter uma brincadeira que não teve muito destaque, mas que me fez pensar bastante: o que você diria ao seu &#8220;Eu aos 16 anos&#8221;? Não sei quanto a você, mas eu tenho muito a dizer, como, creio, terei em relação ao meu Eu de 28 anos quando tiver passado a casa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_557" class="wp-caption alignright" style="width: 133px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/01/eu_16.jpg"><img class="size-full wp-image-557" title="Eu aos 16" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/01/eu_16.jpg" alt="Eu aos 16" width="123" height="505" /></a><p class="wp-caption-text">Eu aos 16</p></div>
<p>Dia desses, rolou no Twitter uma brincadeira que não teve muito destaque, mas que me fez pensar bastante: <strong>o que você diria ao seu &#8220;Eu aos 16 anos&#8221;?</strong> Não sei quanto a você, mas eu tenho muito a dizer, como, creio, terei em relação ao meu Eu de 28 anos quando tiver passado a casa dos 50. Mas acho conveniente me concentrar nas cinco coisas que, durante este período, foram as mais importantes. Parecem clichês, reconheço, mas me foram realmente importantes:</p>
<p><strong>A primeira coisa é:</strong> você não tem a obrigação de agradar todo mundo. Quando finalmente deixar de ser escravo da vontade alheia, descobrirá, por se focar em suas preferências, quem você é de verdade. Isso te dará uma segurança tremenda;</p>
<p><strong>A segunda coisa é:</strong> muitas amizades vão acabar com o passar do tempo. Não é culpa sua. Algumas pessoas vão morrer cedo. Algumas terão prioridades diferentes. Algumas você fará questão de afastar. Algumas você reencontrará, mas não será como antes. Mas as que permanecerem te farão se sentir muito sortudo. Para o resto, você terá que se contentar com as lembranças;</p>
<p><strong>A terceira coisa é:</strong> &#8220;pés na bunda&#8221; serão uma constante em sua vida, por outro lado, você conhecerá algumas poucas mulheres que, de tão incríveis, te farão sentir raiva pelo tempo que desperdiçou com as meninas erradas;</p>
<p><strong>A quarta coisa é:</strong> a vida te colocará em situações que você sempre quis evitar. A melhor maneira de lidar com elas é enfrentando-as. Fugir é apenas um jeito de adiar e aumentar as consequências;</p>
<p><strong>A quinta coisa é:</strong> você tomará decisões precipitadas e pagará caro por isso. Por isso, faça o possível para controlar a sua ansiedade e dê tempo ao tempo sempre que necessário.</p>
<p>De lá até aqui, muita coisa aconteceu e, por consequência, eu mudei bastante, para melhor. Mas algumas coisas não mudam: continuo me fazendo perguntas e procurando o porquê das coisas. Neste meio tempo, encontrei muitas respostas, algumas com preço bastante alto, mas todas, mesmo as não encontradas, me fazendo crer que, apesar de tudo, estar aqui é um privilégio. <em>Da hora a vida</em>, como diria o poeta <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Metallica &#8211; Battery.</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/5Y7-2q12yHw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Medo de voar de avião</title>
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		<comments>http://www.ealecrim.net/medo-de-voar-de-aviao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 21:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Este é um post que eu havia criado para um blog sobre aviação que não foi pra frente. Mas o texto pode ser tão útil que resolvi republicá-lo aqui. Em resumo: você tem medo de avião? Quem não tem esse problema pode até achar que é besteira, mas muitas pessoas – muitas mesmo! – realmente [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Este é um post que eu havia criado para um blog sobre aviação que não foi pra frente. Mas o texto pode ser tão útil que resolvi republicá-lo aqui. Em resumo: <strong>você tem medo de avião?</strong></p>
<div id="attachment_551" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/12/indo_aviao.jpg"><img class="size-full wp-image-551" title="Bora voar?" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/12/indo_aviao.jpg" alt="Bora voar?" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Bora voar?</p></div>
<p>Quem não tem esse problema pode até achar que é besteira, mas muitas pessoas – muitas mesmo! – realmente sofrem quando entram em uma aeronave. Um exemplo clássico foi o saudoso Tim Maia, que temia tanto os aviões que só entrava – e se mantinha – dentro deles quando bebia, o que o fez se envolver em diversas confusões.</p>
<p>Em muitos casos, a pessoa não tem necessariamente medo de voar, mas receio de algum efeito indesejado, como ouvido tampado, enjoo, dor de cabeça, etc. Outras, por claustrofobia, se incomodam com a sensação de aperto ou aprisionamento que o avião pode causar. Mas me parece que a maioria tem mesmo é medo da situação de voo como um todo.</p>
<p>E há como perder o medo de avião, independente de qual tipo ele seja? Bom, não sou psicólogo ou coisa parecida, mas acredito que é possível perder o medo, sim, ou pelo menos amenizá-lo. Eis algumas dicas que, creio eu, podem ajudar:</p>
<p>- <strong>Tenha em mente que os aviões são muito seguros.</strong> A gente se assusta quando ouve falar de algum acidente, mas não leva em conta que dezenas de milhares de voos são realizados diariamente no mundo todo e, portanto, quando algo acontece, é porque se trata de uma coisa bastante fora do comum. É muito mais fácil morrer em um acidente dirigindo confiantemente o seu carro do que em um desastre aéreo;</p>
<p>- <strong>Não se preocupe com o movimento das asas.</strong> Tem gente que, ao vê-las balançar, entra em pânico pensando que elas vão se soltar a qualquer momento, mas não vão. As asas possuem certa flexibilidade justamente para ajudar na sustentação da aeronave, especialmente em situações de turbulência. Mas se esse balanço ou mesmos os movimentos dos flaps e afins (partes móveis) te fazem sentir um frio na barriga, escolha uma poltrona onde você não possa ver as asas;</p>
<p><strong>- Ocupe a sua mente.</strong> Leia um livro ou uma revista que prenda bastante a sua atenção, faça palavras cruzadas, ouça música (mas apenas quando e se a tripulação autorizar o uso de eletrônicos), puxe conversa com a pessoa ao lado ou mesmo preste atenção na conversa de alguém. Isso não só te permitirá esquecer um pouco o avião como também fará com que o “tempo passe mais rápido”;</p>
<p><strong>- Use roupas e calçados que te deixem confortável e não limitem a sua movimentação.</strong> Deixe para colocar o terno no hotel ou mesmo no banheiro do aeroporto, por exemplo;</p>
<p><strong>- Para quem tem claustrofobia, é uma boa ideia sentar numa poltrona ao lado do corredor.</strong> Ali, você conta com o espaço do centro, diminuindo a sensação de “sufocamento”. Além disso, você pode sair do lugar mais rapidamente, aliviando o sentimento de “aprisionamento”;</p>
<p><strong>- Não tome bebida alcoólica ou café em excesso.</strong> Você pode ficar mais ansioso do que calmo! Você também pode tomar remédios para controlar a ansiedade, mas pelamor, só o faça com orientação médica;</p>
<p><strong>- Frio na barriga, palpitação, suor? Ok, tente controlar essas sensações com respiração.</strong> Feche os olhos, respire fundo e depois solte o ar, sempre devagar. Faça isso até se acalmar. Ao mesmo tempo, pense no benefício da viagem: conhecer um lugar bacana, conseguir um cliente novo, matar as saudades de uma pessoa, enfim;</p>
<p><strong>- É normal o avião balançar, inclinar, fazer algum barulho, etc.</strong> Lembre-se que há pelo menos duas pessoas dentro da aeronave que são pagas e preparadas para lidar com todos os aspectos do voo, portanto, deixe que elas se preocupem com o avião.</p>
<p>Perceba que não há milagre. O negócio é enfrentar o seu medo. Aliás, sentí-lo é absolutamente normal e não é motivo para vergonha. O importante é não chegar ao ponto de deixar de viajar por causa disso. Se este é o seu caso, bola pra frente: levante a cabeça e procure ajuda profissional <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Serj Tankian &#8211; Baby.</em></p>
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		<title>TEDxCuritiba: mostrando o que a boa vontade pode fazer</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 16:05:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[No último sábado (16/07/2011), eu fiz parte da plateia do TEDxCuritiba. Gastei cerca de uma hora fazendo a minha inscrição e, claro, fiquei deveras feliz ao saber que eu estava entre os selecionados. Por que fiz questão de sair de São Paulo e ir para Curitiba participar deste evento? Bom, a temática do TEDxCuritiba foi [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado (16/07/2011), eu fiz parte da plateia do <a href="http://www.tedxcuritiba.com"><strong>TEDxCuritiba</strong></a>. Gastei cerca de uma hora fazendo a minha inscrição e, claro, fiquei deveras feliz ao saber que eu estava entre os selecionados. Por que fiz questão de sair de São Paulo e ir para Curitiba participar deste evento?</p>
<p>Bom, a temática do TEDxCuritiba foi <em>Pessoas transformando cidades</em>. E eu não só moro em São Paulo como nasci aqui, portanto, conheço bem o lugar, especialmente seus problemas, detalhes esses que todos nós reparamos, aliás. A questão é que eu nunca me conformei em fazer parte da turma que só esbraveja do sofá, tampouco acho que tão e somente sair às ruas em protesto seja suficiente. Se é assim, o que mais eu posso fazer? Pois é, me inscrevi para o TEDxCuritiba justamente para encontrar inspiração. No final das contas, saí de lá com muito mais do que isso.</p>
<div id="attachment_523" class="wp-caption alignnone" style="width: 492px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/07/tedxcuritiba.jpg"><img class="size-full wp-image-523" title="TEDxCuritiba" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/07/tedxcuritiba.jpg" alt="TEDxCuritiba" width="482" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Painel do TEDxCuritiba</p></div>
<p>O evento reuniu pessoas que realmente fazem as coisas acontecerem, que não se prendem somente ao discurso. Pessoas que agem com base em objetivos concretos, que verdadeiramente enxergam as nuances do nosso cotidiano e que, portanto, não fazem parte do bloco que &#8220;ajuda porque é bonito&#8221;. Ajudam por que é necessário.</p>
<p>O incansável arquiteto <a href="http://www.jaimelerner.com/">Jaime Lerner</a> é um exemplo. Mais do que ter sido prefeito de Curitiba e governador do Paraná, <a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cidade/conteudo_258392.shtml">fez trabalhos incríveis</a> no planejamento urbano da cidade e em vários aspectos sociais do estado. Lerner tinha tudo para se render à burocracia e à cultura de &#8220;coronéis&#8221; do nosso país, mas teve jogo de cintura para escapar das armadilhas e deixar a sua boa vontade trabalhar. Como é bom encontrar gente que não age só visando interesses próprios, não?</p>
<p>Outro exemplo é o jovem <a href="http://twitter.com/rene_silva_rj">Rene Silva</a>, que ficou conhecido por relatar os acontecimentos da ocupação do Complexo do Alemão pela polícia do Rio de Janeiro, mas que, muito mais do que isso, criou o jornal <a href="http://www.vozdascomunidades.com.br/">Voz das Comunidades</a>, que vem ajudando na resolução dos problemas da localidade.</p>
<p>Outro exemplo que achei fantástico foi o do <a href="http://livroseafins.com/">Alessandro Martins</a>, que colocou em prática uma ideia absurdamente simples, mas por isso mesmo genial: uma <a href="http://bibliopote.com/">biblioteca livre numa padaria</a> de Curitiba, onde qualquer pessoa pode pegar um livro sem se cadastrar, sem pagar e devolver a publicação quando quiser.</p>
<p>O encerramento do evento foi feito por <a href="http://twitter.com/gilgiardelli">Gil Giardelli</a>, que, com uma palestra em ritmo alucinante, motivou por mostrar como o mundo digital é repleto de possibilidades pelo simples fato de ser movido pelo mesmo elemento-chave do mundo real: as pessoas, evidenciando que, na verdade, não há mundos distintos, apenas novos meios.</p>
<p>E há vários outros exemplos, que não menciono somente para não alongar demais o texto. Sabe, o TEDxCuritiba confrontou a crença de que esse tipo de discussão só trata de problemas. O que eu vi por lá, na verdade, foram soluções, iniciativas ou, ao menos, tentativas concretas.</p>
<p>Pegue, como referencial, o trabalho do Alessandro Martins. Trata-se de uma ideia tão simples, mas que pode fazer a diferença para pessoas que até então não se sentiam motivadas a ler. E mais: o fato de não haver cadastro ou prazo para a devolução do livro alimenta a sensação de confiança das pessoas, fazendo-as se sentirem parte de algo.</p>
<p>Percebe? É um trabalho simples, que não resolve os problemas do mundo e que, certamente, não atinge a mesma quantidade de pessoas que se beneficiam do projeto de transporte público do Jaime Lerner, por exemplo, mas que se torna absurdamente grandioso quando somado a outras iniciativas que fazem diferença à sociedade.</p>
<p>Saber de exemplos de corrupção, de má administração pública, de preconceito sexual, de violência, de educação ruim e de tantos outros problemas nos fazem ter a sensação de que não há mais jeito, que temos que ser espertos &#8211; e egoístas &#8211; para sobreviver ou, quando muito, para nos sobressairmos.</p>
<p>E essa sensação piora quando você se depara com pessoas que possuem maiores chances de se engajar em algo, mas que não se envolvem porque a sua inteligência, a sua cultura ou a sua situação financeira diferenciada é um merecimento que automaticamente a isenta de qualquer outra questão não relacionada aos seus interesses.</p>
<p>Mas, ter estado no TEDxCuritiba me fez perceber que, apesar dessa atmosfera de &#8220;ih, já era&#8221; ou de &#8220;ainda bem que não é comigo&#8221;, ainda tem muita gente de boa vontade por aí. Gente inquieta, que não se contenta, que não se conforma e que, portanto, enxerga possibilidades em coisas que parecem irracionais, mas que, na verdade, podem ser executadas com os pés nos chãos quando moldadas pela criatividade e pelo empenho.</p>
<p>E sabe o que é mais interessante? O TEDxCuritiba deixou claro que não precisamos liderar um grande projeto social ou colocar em prática uma ideia complexa para contribuirmos. Pequenas atitudes são uma boa maneira de começar. Coisas simples mesmo, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Descartar lixo eletrônico em postos de coleta adequados (mesmo se der um pouco mais de trabalho);</li>
<li>Ser paciente em incidentes no trânsito (mesmo quando você estiver com a razão);</li>
<li>Dizer bom dia, por favor, e obrigado (por incrível que pareça);</li>
<li>Doar os livros que só ocupam espaço na sua estante;</li>
<li>Relatar na internet uma experiência que possa ajudar outra pessoa (como você lidou com um determinado tipo de cirurgia, por exemplo);</li>
<li>Se queixar nos órgãos certos de problemas que você enfrentou como consumidor (sua reclamação pode evitar que outras pessoas passem por aquele problema);</li>
<li>Doar sangue de vez em quando (algo inclusive que eu tenho que começar a fazer);</li>
<li>Em uma situação trágica &#8211; um incêndio ou um acidente de trânsito &#8211; se manter longe do lugar caso não possa ajudar em nada;</li>
<li>Preferir um produto que consome menos energia (mesmo se for um pouco mais caro);</li>
<li>Deixar o carro na garagem quando o veículo puder ser facilmente substituído por outro meio de transporte.</li>
</ul>
<p>Bom, para encerrar, links que encontrei para outros textos sobre o TEDxCuritiba:</p>
<ul>
<li><a href="http://innovaservice.wordpress.com/2011/07/19/design-thinking-e-o-contexto-urbano/">Design Thinking e o contexto urbano</a>;</li>
<li><a href="http://www.gazetadopovo.com.br/blog/girosustentavel/?id=1148405&amp;tit=tedxcuritiba-2011-%E2%80%93-pessoas-transformando-cidades">TEDxCuritiba 2011 – Pessoas transformando cidades</a>;</li>
<li><a href="http://vocesa.abril.com.br/blog/pessoas-do-seculo-21/2011/07/19/esse-dia-sera-lembrado-como-o-dia-em-que-um-museu-viveu-de-futuro-tedxcuritiba/">Esse dia será lembrado como o dia em que um museu viveu de futuro</a>;</li>
<li><a href="http://fonte.miti.com.br/blog/tedxcuritiba-um-evento-que-transformou-a-cidade">TEDxCuritiba, um evento que transformou a cidade</a>;</li>
<li><a href="http://www.monkeybusiness.com.br/blog/index.php/2011/07/18/monkeybusiness-no-tedxcuritiba/">MonkeyBusiness no TEDxCuritiba</a>;</li>
<li><a href="http://livroseafins.com/como-foi-o-tedx-curitiba/">Como foi o TEDxCuritiba</a>.</li>
</ul>
<p>O recado é esse: mova-se! A vida se torna muito mais interessante quando levantamos a cabeça e deixamos de enxergar apenas o próprio umbigo <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Rush &#8211; Tom Sawyer.</em></p>
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		<title>Uma visita à CPTM</title>
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		<comments>http://www.ealecrim.net/uma-visita-a-cptm/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 17:46:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é porque nasci e moro aqui, mas considero São Paulo uma cidade incrível! Uma das coisas que me fascina é o seu sistema de transporte público, especialmente no que se refere ao Metrô e à CPTM. Não, eu não estou louco. Eu sei que, para uma cidade do porte de São Paulo, o transporte [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não é porque nasci e moro aqui, mas considero São Paulo uma cidade incrível! Uma das coisas que me fascina é o seu sistema de transporte público, especialmente no que se refere ao <a href="http://www.metro.sp.gov.br">Metrô</a> e à <strong><a href="http://www.cptm.sp.gov.br">CPTM</a></strong>.</p>
<p>Não, eu não estou louco. Eu sei que, para uma cidade do porte de São Paulo, o transporte público está longe, mas muito longe mesmo do ideal. Mas, apesar dos pesares, acho importante reconhecer quando as coisas progridem, mesmo que lentamente. Acima de tudo, acho importante tentar compreender como as coisas funcionam para sabermos o que realmente deve ser melhorado, do contrário, permaneceremos sendo apenas uns meros &#8220;reclamões&#8221;.</p>
<p>Por pensar assim, entrei em contato com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que responde pelo transporte sobre trilhos junto com o Metrô, com a diferença de que este último contempla apenas a cidade de São Paulo &#8211; a CPTM atende municípios próximos também. A visita aconteceu no dia 30 de junho de 2011.</p>
<p><object width="590" height="366"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-JuB4_kqhKU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="366" src="http://www.youtube.com/v/-JuB4_kqhKU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A CPTM, ao contrário do Metrô, até hoje não é muito bem vista pelos paulistas, embora essa situação esteja mudando. Essa percepção negativa se deve, tal como trataram de explicar na visita, a vários fatores históricos.</p>
<p>Para a começar, a maior parte dos trechos operados pela CPTM não foi criado para o transporte de passageiros, mas sim de cargas. Foi necessário um longo período de adaptação para que essas linhas tivessem condições mínimas para transportar pessoas, uma necessidade que crescia conforme a região metropolitana de São Paulo ficava mais populosa, fenômeno que acontece até hoje, como todo mundo deve saber.</p>
<p>O problema é que esse processo não aconteceu, necessariamente, de maneira organizada. A CPTM mesmo só surgiu em 1992, mas, antes disso, o sistema estava dividido em empresas como FEPASA e CTBU, controladas por administrações diferentes. A consequência é que, por um longo tempo, o que se via nos trilhos eram trens velhos que atrasavam, que ofereciam pouca segurança e que circulavam inclusive com portas abertas. Em resumo, as pessoas só usavam trens quando não tinham outra opção.</p>
<p>A coisa começou a melhorar, especialmente nos últimos dez anos. Atualmente, a CPTM está recebendo trens novos e reformando composições antigas. Além disso, também está cuidando melhor das vias, reconstruindo estações, reforçando a segurança e modernizando os sistemas de sinalização, que controlam o tráfego de trens.</p>
<p>O problema é que todos esses processos demoram. Demoram porque não é possível obter verba de uma hora para outra e, principalmente, porque as mudanças ocorrem com o sistema em funcionamento, já que não se pode paralisar as operações para fazer as mudanças.</p>
<p>Hoje, o principal problema para o usuário é a lotação. Se antigamente os trens ficavam cheios somente nos horários de pico, hoje ficam nesta condição quase o dia inteiro. Mas é bom &#8220;tirar o cavalinho da chuva&#8221; porque este é um aspecto que não tem previsão de melhoras. O mesmo vale para o Metrô e para os sistemas de ônibus.</p>
<p>A CPTM transporta, diariamente, 2,4 milhões de usuários nos dias de hoje. Cerca de 15 anos atrás, esse número não chegava nem à metade disso. Isso aconteceu porque à medida que seus serviços foram ficando mais confiáveis, mais pessoas passaram a optar pelos trens.</p>
<p>Uma das soluções para amenizar esse problema consiste em aumentar a quantidade de trens. Isso já está sendo feito, na verdade, mas a CPTM não consegue avançar muito neste aspecto por limitações técnicas: simplesmente colocar mais trens em circulação não resolve o problema, pois o excesso de composições pode congestionar as vias.</p>
<p>Por causa disso, a CPTM pretende instalar nas linhas novos sistemas de sinalização capazes de diminuir o intervalo entre trens, mas este é um processo complexo e caro, portanto, não podemos esperar nenhuma melhorar neste sentido no curto prazo. E, de qualquer forma, se o sistema melhorar, a tendência é a de que mais passageiros passem a utilizá-lo, então&#8230;</p>
<p>O aspecto mais importante de toda a visita, talvez, tenha sido a minha percepção de organização e empenho que há dentro da CPTM. Reconheço que não achei por lá funcionários tão orgulhosos do que fazem quanto os que vejo no Metrô, mas encontrei gente competente, que se esforça para fazer esse sistema complexo funcionar, desde o pessoal que trabalha no Centro de Controle Operacional, que comanda toda a operação, passando pelas equipes de manutenção e chegando aos maquinistas, que precisam ficar atentos constantemente para conduzir os trens dentro da programação prevista e, ao mesmo tempo, não descuidar da segurança dos usuários.</p>
<p><object width="590" height="443"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2F&amp;set_id=72157627085505792&amp;jump_to=" /><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="443" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2F&amp;set_id=72157627085505792&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>Antes de encerrar, algumas curiosidades sobre a CPTM que eu descobri na visita:</p>
<ul>
<li>Os trens da CPTM possuem um sistema apelidado de &#8220;homem morto&#8221;: trata-se de um pedal que o maquinista deve acionar toda vez que um sinal (sonoro ou visual) é ativado. Se não o fizer, o trem para. É uma forma de saber que está tudo bem com o maquinista;</li>
<li>Caso o &#8220;homem morto&#8221; não esteja funcionando, um segurança viaja na cabine junto com o maquinista e aciona o freio de emergência caso aconteça algo com o condutor;</li>
<li>Os trens mais antigos passam por rotinas de manutenção a cada semana. As composições mais novas são mais resistentes e passam por verificação a cada duas semanas, aproximadamente;</li>
<li>O para-brisa frontal de um trem novo pode custar o preço de um carro popular. Infelizmente, não é raro encontrar trens com vidros quebrados por vandalismo;</li>
<li>A CPTM possui seguranças à paisana circulando em trens e estações;</li>
<li>De madrugada, quando os trens estão fora de operação, funcionários percorrem as vias a pé para verificar as condições dos trilhos;</li>
<li>Recentemente, a <a href="http://videos.band.com.br/Exibir/Otavio-em-um-simulador-de-trem---Parte-2/2c9f94b63013c66f01301f55cde30537?channel=585">CPTM adquiriu um simuladores de trens para treinar maquinistas</a>;</li>
<li>Atualmente, a CPTM possui 89 estações e cerca de 260 quilômetros de vias;</li>
<li>Juntos, os trens realizam cerca de 2,5 mil viagens por dia;</li>
<li>Varia conforme a série do trem, mas cada carro (vagão) possui mais de 65 toneladas. Daí é possível ter noção da complexidade existente para parar um trem;</li>
<li>A velocidade dos trens varia conforme o trecho, mas o limite máximo atual é de 90 km/h.</li>
</ul>
<p>Caso tenha dificuldades para ver o vídeo e as fotos postadas acima, eis os seus respectivos links:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157627085505792/">Fotos</a>;</li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-JuB4_kqhKU">Vídeo</a>.</li>
</ul>
<p><em>Ao som de Foo Fighters &#8211; Big Me.</em></p>
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