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	<title>Emerson Alecrim</title>
	
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	<description>O ponto de vista de um alecrim que não é dourado</description>
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		<title>Gentil gentileza</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 03:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada, fui ao mercado fazer as compras do mês. Quando terminei de escolher os produtos, uma mulher viu que eu estava indo para o mesmo caixa que ela e, sem o menor esforço para disfarçar sua ação, literalmente correu até o local para chegar na minha frente. Ontem, no ônibus, vi um garoto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada, fui ao mercado fazer as compras do mês. Quando terminei de escolher os produtos, uma mulher viu que eu estava indo para o mesmo caixa que ela e, sem o menor esforço para disfarçar sua ação, literalmente correu até o local para chegar na minha frente.</p>
<p>Ontem, no ônibus, vi um garoto de 14 ou 15 anos praticamente carregando uma menina sozinho porque ela estava passando mal. Pela fisionomia, devia ser sua irmã. O ônibus estava cheio, mas nem mesmo as pessoas próximas da porta ajudaram o rapaz a descer do veículo com a menina. Todo mundo ficou só olhando, como se aquilo fosse um programa de TV.</p>
<p>Coisa de um mês atrás, ao voltar de uma noitada, lá pelas 5 horas da manhã, cai no sono dentro do ônibus e deixei um fone de ouvido escorregar para o assento ao lado. Acordei com uma mulher daquelas que tem estilo &#8220;barraqueira&#8221; jogando o fone na minha cara (sim, na cara) para poder se sentar ali.</p>
<p>E isso são apenas exemplos recentes. É triste constatar, mas as pessoas estão matando a gentileza, pelo menos nos grandes centros urbanos. É um cada um por si cada vez mais frequente e nenhum deus por todos. Parece uma epidemia: vidas apáticas tornam outras vidas apáticas e todo mundo fica <em>sozinho</em> de cara fechada, mesmo estando no meio da multidão.</p>
<p>De maneira geral, as pessoas estão infelizes com seus empregos, não aguentam mais o Metrô lotado, têm vontade de atirar o telefone pela janela para fazê-lo parar de tocar, tomam um café da manhã mixuruca de uma vez só para não perder o tempo que já não possui e buzinam nas ruas, não para reclamar do trânsito, mas para reclamar do seu péssimo dia, que sequer começou.</p>
<p>As pessoas conhecem cada vez menos os seus vizinhos, se prendem em seu celular e nos fones de ouvido enquanto aguardam o trem, e consideram loucos ou idiotas os que ousam quebrar a monotonia com um tímido sorriso ou com um singelo &#8220;bom dia&#8221; no elevador. As pessoas dão cada vez mais espaço para a raiva, para o estresse.</p>
<p>Isso é uma doença. Contamina. Se eu não sou bem tratado, porque vou tratar bem? Se ninguém diz obrigado pro garçom, por que eu vou dizer? Se ninguém me ajudou a levantar quando eu tropecei, por que vou ajudar aquele deficiente visual a atravessar a rua? Se você pisou no meu pé, por que não vai tomar no cu? Eu, apesar de estar no meio do ônibus, podia ter me esforçado para ajudar o rapaz a descer a garota. Mas por que ajudá-los?</p>
<p>O problema é justamente esse: o <em>eu</em>. Não adianta se juntar ao coro que diz &#8220;pare o mundo que eu quero descer&#8221;, pois se todo mundo descer, o novo lugar também será uma bosta. Que sentido faz reclamar do problema se você faz parte dele?</p>
<p>Não sei se aquela mulher viu, mas quando ela correu em direção ao caixa, eu desacelerei para que ela pudesse chegar tranquilamente na minha frente. Pedi desculpas à rabugenta que jogou o fone na minha cara (&#8220;foi mal, eu cai no sono e não vi&#8221;).</p>
<p>E eu vou responder com um &#8220;é, tomara que chova um pouquinho para refrescar&#8221; quando alguém no ponto de ônibus reclamar do calor. Vou falar &#8220;bom dia&#8221; ao entrar no elevador e continuar dizendo &#8220;obrigado&#8221; ao garçom. Vou me policiar para não deixar de ajudar alguém por perto que estiver precisando de uma mãozinha.</p>
<p>Não é que eu queira ser bonzinho o tempo todo ou dar lição de moral. Isso é impossível. E falso. Na verdade, eu gosto de ser tratado com gentileza e, portanto, também devo agir assim. No final das contas você acaba sendo gentil sem esforço algum e isso causa um efeito positivo ao seu redor, mesmo que você não perceba, mesmo que não seja de imediato. É que gentileza também contamina.</p>
<p><em>Ao som de Foo Fighters &#8211; I Should Have Known.</em></p>
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		<title>Terror na noite: paralisia do sono</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 19:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Na primeira vez que aconteceu, eu devia ter uns 15 anos. Fechei a porta do quarto, apaguei a luz, deitei na cama e, sem demora, dormi. Era para ser uma noite de sono como qualquer outra, não fosse por um detalhe: alguma coisa me fez acordar, mas eu não conseguia me mexer. Essa situação, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na primeira vez que aconteceu, eu devia ter uns 15 anos. Fechei a porta do quarto, apaguei a luz, deitei na cama e, sem demora, dormi. Era para ser uma noite de sono como qualquer outra, não fosse por um detalhe: alguma coisa me fez acordar, mas eu não conseguia me mexer.</p>
<p>Essa situação, por si só, já é capaz de te deixar em pânico, no entanto, tão logo despertei, visualizei uma pessoa entrando no quarto que parecia ser o meu irmão. O problema é que essa pessoa se mexia rápido demais e, sem a menor hesitação, veio em minha direção e se sentou em meu tórax, de maneira agachada, mantendo inclusive os pés em cima do meu peito. Bizarro, né?</p>
<p>O desespero tomou conta de mim, pois eu não conseguia reagir. Além disso, a sensação de peso e de dor no peito era enorme, tanto que eu mal conseguia respirar. Tentava gritar, abrir os olhos, mover um músculo que fosse, mas nada, nada funcionava.</p>
<p>De repente, eu solto um gemido alto e me levanto da cintura para cima. Ofegante, olho ao redor e não vejo nada, nem ninguém no meu quarto. Meu irmão, que supostamente estava em cima de mim, permanecia na sala, vendo TV. A dor no peito não existia, se mostrando tão falsa quanto as outras percepções. Confuso e preocupado, demorei a voltar a dormir.</p>
<p>Naquela época, não contava com acesso à internet para obter informações imediatas e, fazendo parte de uma família religiosa, não contei a ninguém sobre o que ocorrera para evitar qualquer associação com entidades demoníacas e afins, até porque queria evitar brigas: simplesmente não acredito nestas coisas. Tratei simplesmente de esquecer o assunto.</p>
<p>Mas aconteceu mais três ou quatro vezes, sempre com intervalos de tempo grandes entre cada episódio. Até que, em uma das vezes, já tendo acesso à internet, resolvi pesquisar e fiquei extremamente aliviado ao saber que estas experiências são comuns e normalmente não representam qualquer problema de saúde: trata-se de <strong>paralisia do sono</strong>.</p>
<p>Fazia um bom tempo que eu não tinha este problema (como eu disse, os intervalos são longos), mas, no início desta semana, aconteceu novamente. Desta vez, eu sabia do que se tratava, então não entrei em pânico por não conseguir me mexer, apenas fazia um esforço mental: &#8220;vai, caramba, mexe!&#8221;.</p>
<p>Eu teria mantido a calma até o fim se não tivesse tido uma alucinação inédita para mim até então: desta vez, eu estava deitado de costas para a porta, mas mesmo assim consegui perceber alguém entrando no quarto, novamente com movimentos muito rápidos, mas com uma ação diferente: em vez de se sentar em mim, a tal presença juntou as mãos, levou-as para frente e &#8220;mergulhou&#8221; em minhas costas!</p>
<p>Eu sei, é maluquice e, além do mais, eu sabia que estava tendo um novo episódio de paralisia do sono, mas parecia real demais, então travei uma luta interna para conseguir reagir. Apavorado, dava ordens e ordens para o meu corpo responder, mas nada. Em seguida, o ritual: acordei de repente, ofegante, disposto a matar o que quer que estivesse me agredindo, mas não encontrei absolutamente nada de anormal no quarto.</p>
<p>Não demorei a voltar a dormir, pois já sabia do que se tratava, como disse, mas decidi novamente pesquisar sobre o assunto pela manhã. Foi aí que eu tive a ideia de fazer este post.</p>
<p>Em resumo, as principais características da paralisia do sono são justamente estas: impossibilidade de se mexer e algum tipo de alucinação, que pode ser percebida como uma presença estranha no ambiente, barulhos incomuns ou até mesmo a visualização de objetos que normalmente não ficam no recinto. E o interessante é que você pode ter uma noção bastante fiel do que compõe o lugar, mesmo estando de olhos fechados. É como se fosse uma mistura de realidade com fantasia, porque, apesar de estar tendo algum tipo de sonho, você está acordado.</p>
<p>A paralisia ocorre porque, durante o sono, o cérebro &#8220;desliga&#8221; os músculos. Quando você acorda, tudo volta a funcionar, como se nada tivesse sido desligado. Acontece que, em episódios de paralisia, por algum motivo o cérebro demora para perceber que você despertou, te deixando ali, consciente, mas imóvel.</p>
<p>Esta situação, ainda não se sabe exatamente o porquê, pode causar o que a ciência chama de <em>alucinação hipnagógica</em>, que pode causar percepções visuais. Nos casos de paralisia do sono, é bastante comum ter algum tipo de desconforto no peito ou sentir alguma presença atrás de você. Fiquei bastante surpreso ao descobrir que a sensação de ter alguém sentado no tórax é um relato comum, embora bizarro. Duvida? Olha a imagem eu encontrei na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:John_Henry_Fuseli_-_The_Nightmare.JPG">Wikipedia</a>:</p>
<div id="attachment_565" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/02/par_sono.jpg"><img class="size-full wp-image-565" title="John Henry Fuseli - The Nightmare" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/02/par_sono.jpg" alt="John Henry Fuseli - The Nightmare" width="500" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">John Henry Fuseli - The Nightmare</p></div>
<p>Estima-se que pelo menos metade da população terá ao menos um episódio de paralisia do sono em algum momento da vida. Alguns cientistas acreditam inclusive que o fenômeno pode ser a causa de alguns relatos de abdução alienígena ou de atividades supostamente paranormais.</p>
<p>As causas para as ocorrências são variadas: estresse elevado, sono irregular, dormir de barriga para cima, remédios, entre outros. O meu episódio mais recente, provavelmente, tem como &#8220;gatilho&#8221; os medicamentos que estou tomando contra rinite: sabe-se que anti-histamínicos podem desencadear o fenômeno.</p>
<p>Se acontecer com você, o negócio é tentar manter a calma. É difícil, eu sei bem, mas tente. Os episódios normalmente não duram mais do que alguns segundos (embora possam parecer looooongos) e você pode tentar fazer o corpo despertar respirando fundo. Além disso, não estamos falando de uma doença, mas de uma particularidade inusitada do cérebro humano.</p>
<p>Dá pra saber mais nos seguintes links:</p>
<ul>
<li><a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/08/paralisia_do_sono_quando_seus/">Assombração, demônio ou Ciência? A Paralisia do Sono: quando seus pesadelos se tornam “realidade”</a>;</li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paralisia_do_sono">Wikipedia: Paralisia do sono</a>;</li>
<li><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=270779">Comunidade &#8220;Paralisia do Sono&#8221;</a> (pois é, o orkut ainda é útil).</li>
</ul>
<p><em>Ao som de Dark Moor &#8211; The Hanged Man.</em></p>
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		<title>Pagando pelo excesso</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 15:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Véspera de Natal. Saio de São Paulo (SP), visito um amigo em Paranavaí (PR) e, de tarde, sigo para Campo Mourão (PR). Ao chegar na cidade, acompanho parentes e amigos a um sítio para passarmos o feriado por lá. Foi muito divertido! Pelo menos a parte que eu lembro&#8230; Eu sou do tipo que adora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Véspera de Natal. Saio de São Paulo (SP), <a href="http://www.rodrigoghedin.com.br">visito um amigo</a> em Paranavaí (PR) e, de tarde, sigo para Campo Mourão (PR). Ao chegar na cidade, acompanho parentes e amigos a um sítio para passarmos o feriado por lá. Foi muito divertido! Pelo menos a parte que eu lembro&#8230;</p>
<p>Eu sou do tipo que adora uma cervejinha com os amigos no final de semana. Na maioria das vezes, saio bem do lugar. Às vezes um pouco alegre, mas bem o suficiente para andar sem cambalear, lembrar a senha do meu cartão, pegar o Metrô correto e acordar sem ressaca no dia seguinte.</p>
<p>Vez ou outra, é claro, o limite é ultrapassado, geralmente por influência da ocasião: uma balada, uma comemoração importante ou mesmo uma festa de fim de ano. De vez em quando é bom, acredite! Pelo menos no meu caso, me divirto bastante nestes momentos. O problema é a ressaca no dia seguinte, mas tudo bem, dá-se um jeito.</p>
<p>Mas, naquele Natal, alguma coisa saiu do controle. Todo mundo festejando, conversando alto, dando risada, enfim, um ambiente muito bacana mesmo! Eu estava lá, no meio da turma, apenas me mantendo na cerveja, mas aí eu aceitei uma mistura com destilados, repeti a dose e a coisa desandou.</p>
<p>O fato é que, entre 3h e 6h da manhã (hora que, supostamente, fui dormir), eu não lembro de absolutamente nada! Sei que eu estava numa roda conversando com a galera e, no instante seguinte, que bizarro, acordo sentindo dores, tontura e fraqueza!</p>
<p>Esta parte foi engraçada, reconheço: diante de tantos quartos que tinha na casa, acordei justamente dentro de um dormitório de criança, com paredes rosas e brinquedos por todos os lados. Algum engraçadinho colocou uma boneca do meu lado e eu, talvez pelo meu hábito de abraçar o travesseiro enquanto durmo, mantive-a entre meus braços durante o sono. Por sorte, ninguém estava sóbrio o suficiente para ter a ideia de tirar uma foto <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Depois que eu levantei, cada pessoa me cumprimentava e se lembrava de alguma coisa que eu contei ou fiz, mesmo aqueles que aparentemente ficaram tão ruins quanto eu. Fiquei atônito: &#8220;Como assim?&#8221;, &#8220;Não lembro de nada disso!&#8221;, &#8220;Eu falei isso?&#8221;, &#8220;Não é possível, não era eu!&#8221;.</p>
<p>Pelo o que o pessoal me contou, não foi nada digno de (muita) vergonha, então essa realmente foi a parte boa. A parte ruim é que não se lembrar de um intervalo de tempo tão longo é assustador! Já havia acontecido antes, mas não de maneira tão intensa e prolongada!</p>
<p>A ressaca, é claro, foi a pior parte. Não chegou ao ponto de eu precisar ser hospitalizado (mas faltou pouco), mas o mal-estar durou o dia todo e aquilo me deixava aflito, quase me fazendo entrar em desespero. Só melhorei mesmo na hora do jantar.</p>
<p>Ao &#8220;investigar&#8221; o que aconteceu (porque, repito, não lembro de nadica de nada), descobri que eu tomei vodca, tequila e outros destilados como se fosse água. Uma mistureba das grandes que não poderia ter outra consequência.</p>
<p>O fato é que esta experiência realmente me traumatizou. Eu já havia ficado bêbado e pagado alguns micos, como disse antes, mas nada que fugisse tanto do controle. Encher a cara de vez em quando é bom, desde que você consiga se lembrar do que aconteceu e não fique com uma ressaca tão violenta. Naquele Natal, eu finalmente descobri até onde eu poderia ir e quase estraguei o meu feriado com essa descoberta.</p>
<p>Depois dessa, acho pouco provável que algo do tipo aconteça de novo. E não é só porque aprendi a lição: já reparou que, quando você come algo que te faz mal, você fica com nojo daquela comida? Pois é, desde aquele dia, faço cara de &#8220;blergh&#8221; toda vez que vejo uma garrafa de destilado.</p>
<p>Não se trata, necessariamente, de medo de um novo porre, mas sim de acontecer novamente uma das coisas que mais temo na vida: perder o controle.</p>
<p>Não vou deixar de ir pro bar com os amigos no final de semana ou de comemorar algo importante. Só vou lembrar que, depois de certo ponto, beber não tem mais graça: se eu notar que estou bebendo pelo volume, não pelo gosto, entenderei que é hora de parar.</p>
<p>Difícil? Acho que não. Na semana seguinte, no réveillon, bebi com todo mundo da festa, fiquei alegrinho, mas foi algo controlado, bem mais tranquilo e que não diminuiu em nada a minha diversão. E eu lembro de tudo, hehe. Na vida, a gente paga mesmo é pelo excesso.</p>
<p><em>Ao som de The Gathering &#8211; Saturnine.</em></p>
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		<title>Cinco coisas que eu diria ao meu “Eu aos 16 anos”</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 23:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses, rolou no Twitter uma brincadeira que não teve muito destaque, mas que me fez pensar bastante: o que você diria ao seu &#8220;Eu aos 16 anos&#8221;? Não sei quanto a você, mas eu tenho muito a dizer, como, creio, terei em relação ao meu Eu de 28 anos quando tiver passado a casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_557" class="wp-caption alignright" style="width: 133px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/01/eu_16.jpg"><img class="size-full wp-image-557" title="Eu aos 16" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2012/01/eu_16.jpg" alt="Eu aos 16" width="123" height="505" /></a><p class="wp-caption-text">Eu aos 16</p></div>
<p>Dia desses, rolou no Twitter uma brincadeira que não teve muito destaque, mas que me fez pensar bastante: <strong>o que você diria ao seu &#8220;Eu aos 16 anos&#8221;?</strong> Não sei quanto a você, mas eu tenho muito a dizer, como, creio, terei em relação ao meu Eu de 28 anos quando tiver passado a casa dos 50. Mas acho conveniente me concentrar nas cinco coisas que, durante este período, foram as mais importantes. Parecem clichês, reconheço, mas me foram realmente importantes:</p>
<p><strong>A primeira coisa é:</strong> você não tem a obrigação de agradar todo mundo. Quando finalmente deixar de ser escravo da vontade alheia, descobrirá, por se focar em suas preferências, quem você é de verdade. Isso te dará uma segurança tremenda;</p>
<p><strong>A segunda coisa é:</strong> muitas amizades vão acabar com o passar do tempo. Não é culpa sua. Algumas pessoas vão morrer cedo. Algumas terão prioridades diferentes. Algumas você fará questão de afastar. Algumas você reencontrará, mas não será como antes. Mas as que permanecerem te farão se sentir muito sortudo. Para o resto, você terá que se contentar com as lembranças;</p>
<p><strong>A terceira coisa é:</strong> &#8220;pés na bunda&#8221; serão uma constante em sua vida, por outro lado, você conhecerá algumas poucas mulheres que, de tão incríveis, te farão sentir raiva pelo tempo que desperdiçou com as meninas erradas;</p>
<p><strong>A quarta coisa é:</strong> a vida te colocará em situações que você sempre quis evitar. A melhor maneira de lidar com elas é enfrentando-as. Fugir é apenas um jeito de adiar e aumentar as consequências;</p>
<p><strong>A quinta coisa é:</strong> você tomará decisões precipitadas e pagará caro por isso. Por isso, faça o possível para controlar a sua ansiedade e dê tempo ao tempo sempre que necessário.</p>
<p>De lá até aqui, muita coisa aconteceu e, por consequência, eu mudei bastante, para melhor. Mas algumas coisas não mudam: continuo me fazendo perguntas e procurando o porquê das coisas. Neste meio tempo, encontrei muitas respostas, algumas com preço bastante alto, mas todas, mesmo as não encontradas, me fazendo crer que, apesar de tudo, estar aqui é um privilégio. <em>Da hora a vida</em>, como diria o poeta <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Metallica &#8211; Battery.</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/5Y7-2q12yHw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Medo de voar de avião</title>
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		<comments>http://www.ealecrim.net/medo-de-voar-de-aviao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 21:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Este é um post que eu havia criado para um blog sobre aviação que não foi pra frente. Mas o texto pode ser tão útil que resolvi republicá-lo aqui. Em resumo: você tem medo de avião? Quem não tem esse problema pode até achar que é besteira, mas muitas pessoas – muitas mesmo! – realmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é um post que eu havia criado para um blog sobre aviação que não foi pra frente. Mas o texto pode ser tão útil que resolvi republicá-lo aqui. Em resumo: <strong>você tem medo de avião?</strong></p>
<div id="attachment_551" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/12/indo_aviao.jpg"><img class="size-full wp-image-551" title="Bora voar?" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/12/indo_aviao.jpg" alt="Bora voar?" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Bora voar?</p></div>
<p>Quem não tem esse problema pode até achar que é besteira, mas muitas pessoas – muitas mesmo! – realmente sofrem quando entram em uma aeronave. Um exemplo clássico foi o saudoso Tim Maia, que temia tanto os aviões que só entrava – e se mantinha – dentro deles quando bebia, o que o fez se envolver em diversas confusões.</p>
<p>Em muitos casos, a pessoa não tem necessariamente medo de voar, mas receio de algum efeito indesejado, como ouvido tampado, enjoo, dor de cabeça, etc. Outras, por claustrofobia, se incomodam com a sensação de aperto ou aprisionamento que o avião pode causar. Mas me parece que a maioria tem mesmo é medo da situação de voo como um todo.</p>
<p>E há como perder o medo de avião, independente de qual tipo ele seja? Bom, não sou psicólogo ou coisa parecida, mas acredito que é possível perder o medo, sim, ou pelo menos amenizá-lo. Eis algumas dicas que, creio eu, podem ajudar:</p>
<p>- <strong>Tenha em mente que os aviões são muito seguros.</strong> A gente se assusta quando ouve falar de algum acidente, mas não leva em conta que dezenas de milhares de voos são realizados diariamente no mundo todo e, portanto, quando algo acontece, é porque se trata de uma coisa bastante fora do comum. É muito mais fácil morrer em um acidente dirigindo confiantemente o seu carro do que em um desastre aéreo;</p>
<p>- <strong>Não se preocupe com o movimento das asas.</strong> Tem gente que, ao vê-las balançar, entra em pânico pensando que elas vão se soltar a qualquer momento, mas não vão. As asas possuem certa flexibilidade justamente para ajudar na sustentação da aeronave, especialmente em situações de turbulência. Mas se esse balanço ou mesmos os movimentos dos flaps e afins (partes móveis) te fazem sentir um frio na barriga, escolha uma poltrona onde você não possa ver as asas;</p>
<p><strong>- Ocupe a sua mente.</strong> Leia um livro ou uma revista que prenda bastante a sua atenção, faça palavras cruzadas, ouça música (mas apenas quando e se a tripulação autorizar o uso de eletrônicos), puxe conversa com a pessoa ao lado ou mesmo preste atenção na conversa de alguém. Isso não só te permitirá esquecer um pouco o avião como também fará com que o “tempo passe mais rápido”;</p>
<p><strong>- Use roupas e calçados que te deixem confortável e não limitem a sua movimentação.</strong> Deixe para colocar o terno no hotel ou mesmo no banheiro do aeroporto, por exemplo;</p>
<p><strong>- Para quem tem claustrofobia, é uma boa ideia sentar numa poltrona ao lado do corredor.</strong> Ali, você conta com o espaço do centro, diminuindo a sensação de “sufocamento”. Além disso, você pode sair do lugar mais rapidamente, aliviando o sentimento de “aprisionamento”;</p>
<p><strong>- Não tome bebida alcoólica ou café em excesso.</strong> Você pode ficar mais ansioso do que calmo! Você também pode tomar remédios para controlar a ansiedade, mas pelamor, só o faça com orientação médica;</p>
<p><strong>- Frio na barriga, palpitação, suor? Ok, tente controlar essas sensações com respiração.</strong> Feche os olhos, respire fundo e depois solte o ar, sempre devagar. Faça isso até se acalmar. Ao mesmo tempo, pense no benefício da viagem: conhecer um lugar bacana, conseguir um cliente novo, matar as saudades de uma pessoa, enfim;</p>
<p><strong>- É normal o avião balançar, inclinar, fazer algum barulho, etc.</strong> Lembre-se que há pelo menos duas pessoas dentro da aeronave que são pagas e preparadas para lidar com todos os aspectos do voo, portanto, deixe que elas se preocupem com o avião.</p>
<p>Perceba que não há milagre. O negócio é enfrentar o seu medo. Aliás, sentí-lo é absolutamente normal e não é motivo para vergonha. O importante é não chegar ao ponto de deixar de viajar por causa disso. Se este é o seu caso, bola pra frente: levante a cabeça e procure ajuda profissional <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Serj Tankian &#8211; Baby.</em></p>
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		<title>TEDxCuritiba: mostrando o que a boa vontade pode fazer</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 16:05:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[No último sábado (16/07/2011), eu fiz parte da plateia do TEDxCuritiba. Gastei cerca de uma hora fazendo a minha inscrição e, claro, fiquei deveras feliz ao saber que eu estava entre os selecionados. Por que fiz questão de sair de São Paulo e ir para Curitiba participar deste evento? Bom, a temática do TEDxCuritiba foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado (16/07/2011), eu fiz parte da plateia do <a href="http://www.tedxcuritiba.com"><strong>TEDxCuritiba</strong></a>. Gastei cerca de uma hora fazendo a minha inscrição e, claro, fiquei deveras feliz ao saber que eu estava entre os selecionados. Por que fiz questão de sair de São Paulo e ir para Curitiba participar deste evento?</p>
<p>Bom, a temática do TEDxCuritiba foi <em>Pessoas transformando cidades</em>. E eu não só moro em São Paulo como nasci aqui, portanto, conheço bem o lugar, especialmente seus problemas, detalhes esses que todos nós reparamos, aliás. A questão é que eu nunca me conformei em fazer parte da turma que só esbraveja do sofá, tampouco acho que tão e somente sair às ruas em protesto seja suficiente. Se é assim, o que mais eu posso fazer? Pois é, me inscrevi para o TEDxCuritiba justamente para encontrar inspiração. No final das contas, saí de lá com muito mais do que isso.</p>
<div id="attachment_523" class="wp-caption alignnone" style="width: 492px"><a href="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/07/tedxcuritiba.jpg"><img class="size-full wp-image-523" title="TEDxCuritiba" src="http://www.ealecrim.net/wp-content/uploads/2011/07/tedxcuritiba.jpg" alt="TEDxCuritiba" width="482" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Painel do TEDxCuritiba</p></div>
<p>O evento reuniu pessoas que realmente fazem as coisas acontecerem, que não se prendem somente ao discurso. Pessoas que agem com base em objetivos concretos, que verdadeiramente enxergam as nuances do nosso cotidiano e que, portanto, não fazem parte do bloco que &#8220;ajuda porque é bonito&#8221;. Ajudam por que é necessário.</p>
<p>O incansável arquiteto <a href="http://www.jaimelerner.com/">Jaime Lerner</a> é um exemplo. Mais do que ter sido prefeito de Curitiba e governador do Paraná, <a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cidade/conteudo_258392.shtml">fez trabalhos incríveis</a> no planejamento urbano da cidade e em vários aspectos sociais do estado. Lerner tinha tudo para se render à burocracia e à cultura de &#8220;coronéis&#8221; do nosso país, mas teve jogo de cintura para escapar das armadilhas e deixar a sua boa vontade trabalhar. Como é bom encontrar gente que não age só visando interesses próprios, não?</p>
<p>Outro exemplo é o jovem <a href="http://twitter.com/rene_silva_rj">Rene Silva</a>, que ficou conhecido por relatar os acontecimentos da ocupação do Complexo do Alemão pela polícia do Rio de Janeiro, mas que, muito mais do que isso, criou o jornal <a href="http://www.vozdascomunidades.com.br/">Voz das Comunidades</a>, que vem ajudando na resolução dos problemas da localidade.</p>
<p>Outro exemplo que achei fantástico foi o do <a href="http://livroseafins.com/">Alessandro Martins</a>, que colocou em prática uma ideia absurdamente simples, mas por isso mesmo genial: uma <a href="http://bibliopote.com/">biblioteca livre numa padaria</a> de Curitiba, onde qualquer pessoa pode pegar um livro sem se cadastrar, sem pagar e devolver a publicação quando quiser.</p>
<p>O encerramento do evento foi feito por <a href="http://twitter.com/gilgiardelli">Gil Giardelli</a>, que, com uma palestra em ritmo alucinante, motivou por mostrar como o mundo digital é repleto de possibilidades pelo simples fato de ser movido pelo mesmo elemento-chave do mundo real: as pessoas, evidenciando que, na verdade, não há mundos distintos, apenas novos meios.</p>
<p>E há vários outros exemplos, que não menciono somente para não alongar demais o texto. Sabe, o TEDxCuritiba confrontou a crença de que esse tipo de discussão só trata de problemas. O que eu vi por lá, na verdade, foram soluções, iniciativas ou, ao menos, tentativas concretas.</p>
<p>Pegue, como referencial, o trabalho do Alessandro Martins. Trata-se de uma ideia tão simples, mas que pode fazer a diferença para pessoas que até então não se sentiam motivadas a ler. E mais: o fato de não haver cadastro ou prazo para a devolução do livro alimenta a sensação de confiança das pessoas, fazendo-as se sentirem parte de algo.</p>
<p>Percebe? É um trabalho simples, que não resolve os problemas do mundo e que, certamente, não atinge a mesma quantidade de pessoas que se beneficiam do projeto de transporte público do Jaime Lerner, por exemplo, mas que se torna absurdamente grandioso quando somado a outras iniciativas que fazem diferença à sociedade.</p>
<p>Saber de exemplos de corrupção, de má administração pública, de preconceito sexual, de violência, de educação ruim e de tantos outros problemas nos fazem ter a sensação de que não há mais jeito, que temos que ser espertos &#8211; e egoístas &#8211; para sobreviver ou, quando muito, para nos sobressairmos.</p>
<p>E essa sensação piora quando você se depara com pessoas que possuem maiores chances de se engajar em algo, mas que não se envolvem porque a sua inteligência, a sua cultura ou a sua situação financeira diferenciada é um merecimento que automaticamente a isenta de qualquer outra questão não relacionada aos seus interesses.</p>
<p>Mas, ter estado no TEDxCuritiba me fez perceber que, apesar dessa atmosfera de &#8220;ih, já era&#8221; ou de &#8220;ainda bem que não é comigo&#8221;, ainda tem muita gente de boa vontade por aí. Gente inquieta, que não se contenta, que não se conforma e que, portanto, enxerga possibilidades em coisas que parecem irracionais, mas que, na verdade, podem ser executadas com os pés nos chãos quando moldadas pela criatividade e pelo empenho.</p>
<p>E sabe o que é mais interessante? O TEDxCuritiba deixou claro que não precisamos liderar um grande projeto social ou colocar em prática uma ideia complexa para contribuirmos. Pequenas atitudes são uma boa maneira de começar. Coisas simples mesmo, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Descartar lixo eletrônico em postos de coleta adequados (mesmo se der um pouco mais de trabalho);</li>
<li>Ser paciente em incidentes no trânsito (mesmo quando você estiver com a razão);</li>
<li>Dizer bom dia, por favor, e obrigado (por incrível que pareça);</li>
<li>Doar os livros que só ocupam espaço na sua estante;</li>
<li>Relatar na internet uma experiência que possa ajudar outra pessoa (como você lidou com um determinado tipo de cirurgia, por exemplo);</li>
<li>Se queixar nos órgãos certos de problemas que você enfrentou como consumidor (sua reclamação pode evitar que outras pessoas passem por aquele problema);</li>
<li>Doar sangue de vez em quando (algo inclusive que eu tenho que começar a fazer);</li>
<li>Em uma situação trágica &#8211; um incêndio ou um acidente de trânsito &#8211; se manter longe do lugar caso não possa ajudar em nada;</li>
<li>Preferir um produto que consome menos energia (mesmo se for um pouco mais caro);</li>
<li>Deixar o carro na garagem quando o veículo puder ser facilmente substituído por outro meio de transporte.</li>
</ul>
<p>Bom, para encerrar, links que encontrei para outros textos sobre o TEDxCuritiba:</p>
<ul>
<li><a href="http://innovaservice.wordpress.com/2011/07/19/design-thinking-e-o-contexto-urbano/">Design Thinking e o contexto urbano</a>;</li>
<li><a href="http://www.gazetadopovo.com.br/blog/girosustentavel/?id=1148405&amp;tit=tedxcuritiba-2011-%E2%80%93-pessoas-transformando-cidades">TEDxCuritiba 2011 – Pessoas transformando cidades</a>;</li>
<li><a href="http://vocesa.abril.com.br/blog/pessoas-do-seculo-21/2011/07/19/esse-dia-sera-lembrado-como-o-dia-em-que-um-museu-viveu-de-futuro-tedxcuritiba/">Esse dia será lembrado como o dia em que um museu viveu de futuro</a>;</li>
<li><a href="http://fonte.miti.com.br/blog/tedxcuritiba-um-evento-que-transformou-a-cidade">TEDxCuritiba, um evento que transformou a cidade</a>;</li>
<li><a href="http://www.monkeybusiness.com.br/blog/index.php/2011/07/18/monkeybusiness-no-tedxcuritiba/">MonkeyBusiness no TEDxCuritiba</a>;</li>
<li><a href="http://livroseafins.com/como-foi-o-tedx-curitiba/">Como foi o TEDxCuritiba</a>.</li>
</ul>
<p>O recado é esse: mova-se! A vida se torna muito mais interessante quando levantamos a cabeça e deixamos de enxergar apenas o próprio umbigo <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Rush &#8211; Tom Sawyer.</em></p>
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		<title>Harry Potter. Por quê?</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 00:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa comoção toda causada pela estreia do último filme da série Harry Potter nos cinemas me fez considerar este o momento ideal para escrever este post. Ideal porque traz à tona uma pergunta que me fiz assim que terminei de ler o último livro da série: por quê? Tal como eu disse no Twitter, você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa comoção toda causada pela estreia do último filme da série Harry Potter nos cinemas me fez considerar este o momento ideal para escrever este post. Ideal porque traz à tona uma pergunta que me fiz assim que terminei de ler o último livro da série: por quê?</p>
<p>Tal como <a href="http://twitter.com/#%21/ealecrim/status/89044786559987712">eu disse no Twitter</a>, você pode até torcer o nariz, mas não tem como negar: Harry Potter se transformou em um marco para a literatura e para o cinema. E, desde que eu li o último livro da série, me pergunto: por que isso acontece? O que Harry Potter tem de tão especial? Fazendo uma piadinha sem graça, tamanho sucesso é oriundo de um &#8220;feitiço&#8221; de sua autora?</p>
<p>Como fã de livros, confesso que não tenho Harry Potter no topo da minha lista de publicações preferidas &#8211; este posto é ocupado pela trilogia O Senhor dos Anéis (<em>The Lord of the Rings</em>). Mas não posso dizer que a obra de J.K. Rowling não me fez efeito: li os sete livros em duas semanas, quando meu plano era ler apenas um neste período. Também não vou negar que nas páginas finais do último livro fiquei bastante angustiado. E novamente me pergunto: por quê?</p>
<p>Neste mundo fantástico criado por J.K. Rowling, a magia é, assim como o bom humor, apenas um elemento enriquecedor. Cheguei à conclusão de que, talvez, o que fascina mesmo as pessoas são os valores expostos na obra, com destaque para a amizade.</p>
<p><img src="http://www.ealecrim.net/wp-images/harrypotter.png" alt="Harry Potter" align="right" />A amizade puxa varios outros sentimentos que valorizamos, mesmo quando não percebemos, entre eles, lealdade, confiança e, como não poderia deixar de ser, amor. Por mais clichês que pareçam, são valores que prezamos, com mais ou com menos intensidade. O que estou querendo dizer é que o que vemos nos livros &#8211; ou nos filmes &#8211; de Harry Potter são os reflexos de sentimentos que já experimentamos ou que desejamos ter para nós. Como consequência, simplesmente nos envolvemos com a história.</p>
<p>Se você estiver no pior lugar do mundo, essa situação pode não ser tão ruim ser houver boa companhia ao seu lado. E é justamente esse aspecto que faz toda a diferença na trama de Harry Potter. A história retrata sentimentos que fazem parte do cotidiano das pessoas, como tristeza, solidão, medo e ira, elementos esses que são superados mais facilmente com o apoio de braços amigos. E quem é que não gosta de saber que sempre tem com quem contar? Quem é que não sente falta de uma grande amizade que se desfez por algum motivo? Quem é que não gosta da sensação de querer bem e ser querido?</p>
<p>E tem mais: a obra também mostra que, por mais que a amizade seja uma diferencial, muitas vezes temos que enfrentar determinadas situações sozinhos. Em outras palavras, temos que tomar decisões.</p>
<p>Pois é, J.K. Rowling conseguiu explorar bem os pontos fracos da humanidade ou, se se você me permite ser mais otimista, os nossos pontos fortes. Como se não bastasse, complementou sua obra com as infinitas possibilidades da fantasia, que não só divertem e encantam, como também convidam o leitor/expectador a reavaliar aquilo que, ao longo da vida, aprendeu a encarar como sendo impossível.</p>
<p>Por conseguir simular tão bem essa parte da essência humana, J.K. Rowling garantiu um lugar na lista dos escritores mais admirados de todos os tempos e, como prêmio maior, verá a sua obra ignorar a ação do tempo e fascinar geração após geração, não duvido.</p>
<p>Mas há uma coisa que nenhuma futura geração conseguirá extrair da trama: o <a href="http://www.heraldsun.com.au/entertainment/confidential/harry-potter-stars-bid-emotional-farewell-at-final-film-premiere/story-e6frf96o-1226090512886">clima de despedida</a> que o filme Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (<em>Harry Potter and the Deathly Hallows &#8211; Part 2</em>) trouxe. O próprio livro oferece isso, evidentemente, mas o filme o faz de maneira coletiva e global. Não é por menos que, na première realizada hoje (07/07/2011) em Londres, fãs, atores e a própria J.K. Rowling caíram no choro. Talvez este seja o último presente da saga: a noção de que tudo nesta vida tem um fim.</p>
<p><strong>* * *</strong></p>
<p>Para encerrar, um pequeno brinde: algumas frases de uma das figuras mais admiradas de toda a história de Harry Potter, Alvo Dumbledore:</p>
<ul>
<li>São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades;</li>
<li>Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver;</li>
<li>Não tenha piedade nos mortos. Tenha piedade dos vivos e, acima de tudo, dos que vivem sem amor;</li>
<li>A indiferença e o abandono muitas vezes causam mais danos do que a aversão direta;</li>
<li>As cicatrizes podem vir a ser úteis. Tenho uma acima do joelho esquerdo que é um mapa perfeito do metrô de Londres;</li>
<li>As meias nunca são suficientes. Mais um natal chegou e passou e não ganhei nenhum par. As pessoas insistem em me dar livros;</li>
<li>Para a mente bem estruturada, a morte é apenas a grande aventura seguinte;</li>
<li>A verdade é uma coisa bela e terrível e, portanto, deve ser tratada com grande cautela;</li>
<li>Os jovens não podem saber como os idosos pensam e sentem. Mas os velhos são culpados quando se esquecem do que era ser jovem.</li>
</ul>
<p>Ah, e mais uma coisa: se você só conhece a história de Harry Potter pelos filmes, recomendo veementemente que leia os livros <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de The Rolling Stones &#8211; Stray cat blues.</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/YslXun1fDXc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Uma visita à CPTM</title>
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		<comments>http://www.ealecrim.net/uma-visita-a-cptm/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 17:46:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é porque nasci e moro aqui, mas considero São Paulo uma cidade incrível! Uma das coisas que me fascina é o seu sistema de transporte público, especialmente no que se refere ao Metrô e à CPTM. Não, eu não estou louco. Eu sei que, para uma cidade do porte de São Paulo, o transporte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é porque nasci e moro aqui, mas considero São Paulo uma cidade incrível! Uma das coisas que me fascina é o seu sistema de transporte público, especialmente no que se refere ao <a href="http://www.metro.sp.gov.br">Metrô</a> e à <strong><a href="http://www.cptm.sp.gov.br">CPTM</a></strong>.</p>
<p>Não, eu não estou louco. Eu sei que, para uma cidade do porte de São Paulo, o transporte público está longe, mas muito longe mesmo do ideal. Mas, apesar dos pesares, acho importante reconhecer quando as coisas progridem, mesmo que lentamente. Acima de tudo, acho importante tentar compreender como as coisas funcionam para sabermos o que realmente deve ser melhorado, do contrário, permaneceremos sendo apenas uns meros &#8220;reclamões&#8221;.</p>
<p>Por pensar assim, entrei em contato com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que responde pelo transporte sobre trilhos junto com o Metrô, com a diferença de que este último contempla apenas a cidade de São Paulo &#8211; a CPTM atende municípios próximos também. A visita aconteceu no dia 30 de junho de 2011.</p>
<p><object width="590" height="366"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-JuB4_kqhKU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="366" src="http://www.youtube.com/v/-JuB4_kqhKU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A CPTM, ao contrário do Metrô, até hoje não é muito bem vista pelos paulistas, embora essa situação esteja mudando. Essa percepção negativa se deve, tal como trataram de explicar na visita, a vários fatores históricos.</p>
<p>Para a começar, a maior parte dos trechos operados pela CPTM não foi criado para o transporte de passageiros, mas sim de cargas. Foi necessário um longo período de adaptação para que essas linhas tivessem condições mínimas para transportar pessoas, uma necessidade que crescia conforme a região metropolitana de São Paulo ficava mais populosa, fenômeno que acontece até hoje, como todo mundo deve saber.</p>
<p>O problema é que esse processo não aconteceu, necessariamente, de maneira organizada. A CPTM mesmo só surgiu em 1992, mas, antes disso, o sistema estava dividido em empresas como FEPASA e CTBU, controladas por administrações diferentes. A consequência é que, por um longo tempo, o que se via nos trilhos eram trens velhos que atrasavam, que ofereciam pouca segurança e que circulavam inclusive com portas abertas. Em resumo, as pessoas só usavam trens quando não tinham outra opção.</p>
<p>A coisa começou a melhorar, especialmente nos últimos dez anos. Atualmente, a CPTM está recebendo trens novos e reformando composições antigas. Além disso, também está cuidando melhor das vias, reconstruindo estações, reforçando a segurança e modernizando os sistemas de sinalização, que controlam o tráfego de trens.</p>
<p>O problema é que todos esses processos demoram. Demoram porque não é possível obter verba de uma hora para outra e, principalmente, porque as mudanças ocorrem com o sistema em funcionamento, já que não se pode paralisar as operações para fazer as mudanças.</p>
<p>Hoje, o principal problema para o usuário é a lotação. Se antigamente os trens ficavam cheios somente nos horários de pico, hoje ficam nesta condição quase o dia inteiro. Mas é bom &#8220;tirar o cavalinho da chuva&#8221; porque este é um aspecto que não tem previsão de melhoras. O mesmo vale para o Metrô e para os sistemas de ônibus.</p>
<p>A CPTM transporta, diariamente, 2,4 milhões de usuários nos dias de hoje. Cerca de 15 anos atrás, esse número não chegava nem à metade disso. Isso aconteceu porque à medida que seus serviços foram ficando mais confiáveis, mais pessoas passaram a optar pelos trens.</p>
<p>Uma das soluções para amenizar esse problema consiste em aumentar a quantidade de trens. Isso já está sendo feito, na verdade, mas a CPTM não consegue avançar muito neste aspecto por limitações técnicas: simplesmente colocar mais trens em circulação não resolve o problema, pois o excesso de composições pode congestionar as vias.</p>
<p>Por causa disso, a CPTM pretende instalar nas linhas novos sistemas de sinalização capazes de diminuir o intervalo entre trens, mas este é um processo complexo e caro, portanto, não podemos esperar nenhuma melhorar neste sentido no curto prazo. E, de qualquer forma, se o sistema melhorar, a tendência é a de que mais passageiros passem a utilizá-lo, então&#8230;</p>
<p>O aspecto mais importante de toda a visita, talvez, tenha sido a minha percepção de organização e empenho que há dentro da CPTM. Reconheço que não achei por lá funcionários tão orgulhosos do que fazem quanto os que vejo no Metrô, mas encontrei gente competente, que se esforça para fazer esse sistema complexo funcionar, desde o pessoal que trabalha no Centro de Controle Operacional, que comanda toda a operação, passando pelas equipes de manutenção e chegando aos maquinistas, que precisam ficar atentos constantemente para conduzir os trens dentro da programação prevista e, ao mesmo tempo, não descuidar da segurança dos usuários.</p>
<p><object width="590" height="443"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2F&amp;set_id=72157627085505792&amp;jump_to=" /><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="443" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fealecrim%2Fsets%2F72157627085505792%2F&amp;set_id=72157627085505792&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>Antes de encerrar, algumas curiosidades sobre a CPTM que eu descobri na visita:</p>
<ul>
<li>Os trens da CPTM possuem um sistema apelidado de &#8220;homem morto&#8221;: trata-se de um pedal que o maquinista deve acionar toda vez que um sinal (sonoro ou visual) é ativado. Se não o fizer, o trem para. É uma forma de saber que está tudo bem com o maquinista;</li>
<li>Caso o &#8220;homem morto&#8221; não esteja funcionando, um segurança viaja na cabine junto com o maquinista e aciona o freio de emergência caso aconteça algo com o condutor;</li>
<li>Os trens mais antigos passam por rotinas de manutenção a cada semana. As composições mais novas são mais resistentes e passam por verificação a cada duas semanas, aproximadamente;</li>
<li>O para-brisa frontal de um trem novo pode custar o preço de um carro popular. Infelizmente, não é raro encontrar trens com vidros quebrados por vandalismo;</li>
<li>A CPTM possui seguranças à paisana circulando em trens e estações;</li>
<li>De madrugada, quando os trens estão fora de operação, funcionários percorrem as vias a pé para verificar as condições dos trilhos;</li>
<li>Recentemente, a <a href="http://videos.band.com.br/Exibir/Otavio-em-um-simulador-de-trem---Parte-2/2c9f94b63013c66f01301f55cde30537?channel=585">CPTM adquiriu um simuladores de trens para treinar maquinistas</a>;</li>
<li>Atualmente, a CPTM possui 89 estações e cerca de 260 quilômetros de vias;</li>
<li>Juntos, os trens realizam cerca de 2,5 mil viagens por dia;</li>
<li>Varia conforme a série do trem, mas cada carro (vagão) possui mais de 65 toneladas. Daí é possível ter noção da complexidade existente para parar um trem;</li>
<li>A velocidade dos trens varia conforme o trecho, mas o limite máximo atual é de 90 km/h.</li>
</ul>
<p>Caso tenha dificuldades para ver o vídeo e as fotos postadas acima, eis os seus respectivos links:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/72157627085505792/">Fotos</a>;</li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-JuB4_kqhKU">Vídeo</a>.</li>
</ul>
<p><em>Ao som de Foo Fighters &#8211; Big Me.</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/dlFac7-nWaM" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Mochilão Bolívia e Peru em 10 minutos</title>
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		<pubDate>Sat, 28 May 2011 16:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é novidade para os meus amigos ou para quem me acompanha em alguma rede social que eu fiz um mochilão pela Bolívia e Peru entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. A minha ideia é a de ajustar o roteiro que fiz de acordo com as situações que passei e disponibilizar o arquivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é novidade para os meus amigos ou para quem me acompanha em alguma rede social que eu fiz um mochilão pela Bolívia e Peru entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. A minha ideia é a de ajustar o roteiro que fiz de acordo com as situações que passei e disponibilizar o arquivo para download. Mas, já que essa atividade vai demorar um pouco, decidi criar um vídeo que resume o mochilão em 10 minutos. Veja aí:</p>
<p><object width="590" height="336"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5HXDn1K6MWE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5HXDn1K6MWE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="336" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Também coloquei algumas centenas de fotos no meu Flickr:</p>
<p><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/ealecrim/sets/">www.flickr.com/photos/ealecrim/sets</a></strong></p>
<p>E, para quem estiver interessado, não se preocupe: quando o roteiro ficar pronto, informarei o link aqui <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Cranberries &#8211; Close to you.</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/sjaoQoDO7TE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O dia em que eu fui vítima de fraude bancária</title>
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		<comments>http://www.ealecrim.net/o-dia-em-que-eu-fui-vitima-de-fraude-bancaria-e-de-um-atendimento-ao-cliente-precario/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 May 2011 14:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[E de um atendimento precário Na quinta-feira passada (05/05/2011), fiz compras no supermercado. Estranhei o fato de não ter recebido nenhum SMS do banco avisando do pagamento que eu acabara de efetuar com o cartão de débito. Julguei ser uma indisponibilidade temporária do sistema bancário e deixei pra lá. Mal sabia que este era um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>E de um atendimento precário</h3>
<p>Na quinta-feira passada (05/05/2011), fiz  compras no supermercado.  Estranhei o fato de não ter recebido nenhum SMS do  banco avisando do  pagamento que eu acabara de efetuar com o cartão de  débito. Julguei ser  uma indisponibilidade temporária do sistema bancário  e deixei pra lá.  Mal sabia que este era um sinal de um problema muito  maior que estava  por vir.</p>
<h3>Manhã do dia 09/05/2011</h3>
<p>Eu recebo, diariamente, meu extrato bancário por e-mail. Ao  conferí-lo na manhã desta segunda-feira (09/05/2011), constatei um saque  de 250 reais realizado em um Caixa 24 Horas no mesmo dia em que fui ao  supermercado. Fiquei tentando lembrar se havia feito algum saque naquela  semana. Nenhum. Então entrei no internet banking para obter mais  detalhes. Foi aí que eu descobri que, naquela mesma manhã, havia sido  registrado também um saque de 1000 reais. O que era desconfiança virou  certeza: eu estava sendo vítima de fraude bancária.</p>
<p>Imediatamente tentei ligar para o gerente da minha conta. Não  consegui, o telefone só chamava. Então eu tive que ligar para a central  de atendimento do banco, o Santander. Várias tentativas até o telefone  chamar. Após aquele irritante ritual de &#8220;aperte x para isso, aperte y  para aquilo&#8221;, finalmente consegui falar com alguém.</p>
<p>A primeira providência da pessoa que me atendeu foi a de cancelar o  meu cartão e solicitar a emissão de um novo. Até aí, tudo bem. No  entanto, quando questionei o antedente sobre os valores retirados da  conta, este disse que, considerando o tempo de relacionamento que tenho  com o banco, o total sacado seria depositado em minha conta no prazo de  uma hora e que uma investigação que poderia durar quinze dias úteis  seria aberta para verificar o que aconteceu.</p>
<p>Satisfeito, desliguei o telefone. No entanto, minutos depois, me dei  conta de uma coisa: eu não havia deixado de receber SMS só do pagamento  do supermercado; havia deixado de receber também mensagens dos saques!  Então voltei a olhar a minha conta corrente pelo internet banking. Qual não foi a minha  surpresa ao ver que o fraudador tinha alterado o meu número de celular  para que eu não recebesse SMS do banco!</p>
<p>É claro que eu liguei novamente para o Santander. Mas a pessoa que  me atendeu me transmitiu a impressão de que não sabia o que fazer. Eu  esperava ao menos que a o número de telefone registrado na minha conta  fosse passado para alguém da aréa de segurança ou algo parecido. Mas  nada. O atendente parecia apenas seguir um roteiro pré-pronto, mas ao  menos me deu uma informação útil: o número do meu telefone havia sido  alterado no dia 29/04/2011. De fato, desde o início do mês que eu não  recebia nenhum SMS. Como é que eu não havia notado isso antes?</p>
<p>Bom, perguntei então se não iam verificar a ligação que resultou na  mudanças dos meus dados. O rapaz simplesmente respondeu: &#8220;você pode  ligar na ouvidoria e pedir a gravação&#8221;. Eu?! Cabe a mim fazer o trabalho  de investigação?</p>
<h3>Delegacia</h3>
<p>Desconfiado de que eu podia estar diante de um  problema muito maior do que aparentava ser, corri para a delegacia.  Chegando lá, fui atendido por um investigador que, de maneira grosseira,  disse que eu deveria ir para a delegacia do bairro da agência onde  tenho conta. INFORMAÇÃO ERRADA! Nenhuma delegacia pode te negar o  registro de um boletim de ocorrência desse tipo de problema. Quando  disse isso a ele, o investigador me pediu para aguardar a chegada do  escrivão, que apareceu no local minutos depois.</p>
<p>Demorou quase 5 horas para eu ser atendido. Cinco! Mas eu tenho que  reconhecer: é falha do governo, não dos policiais da delegacia,  apesar do probleminha que eu tive ao chegar. Eu observei atentamente o  trabalho deles e vi que todos estavam bastante empenhados. A demora era  porque um boletim de ocorrência não é feito em 5 minutos e, além disso,  havia muita gente ali: tinha tentativa de assassinato, um casal que  tinha ido relatar a morte em casa do pai do marido, brigas de vizinhos,  carros roubados, enfim.</p>
<p>Quando finalmente fui atendido, o escrivão ouviu atentamente a minha  explicação. No final, ainda disse: &#8220;com base no que eu costumo ver por  aqui [em sua profissão], isso parece ser coisa de funcionário do banco&#8221;.  Concordei. Bastante atencioso, ainda me orientou a procurar o Procon e,  depois, a Justiça, caso o banco se negasse a depositar os valores  sacados em minha conta. Já sabia disso, mas ele demonstrou tanta  disposição em ajudar que eu ouvi tudo atentamente.</p>
<p>Enquanto conversava com o escrivão, novamente precisei do banco. Eu  tinha que fornecer o endereço da agência. Lembrava a rua, mas não o  número, então nada mais óbvio do que ligar para lá, né? Pois bem, liguei  para a agência novamente e ninguém atendeu. O telefone só chamava. Eu tive que ligar novamente  para a central do banco, ficar pressionando x e y, apenas para que alguém pudesse me informar o endereço da agência, uma informação tão simples.</p>
<h3>À noite</h3>
<p>Cheguei em casa por volta das 20h00 e tratei de  acessar novamente o internet banking para ver se o depósito prometido  pelo banco havia sido efetuado. Não havia. É claro que eu liguei  novamente para pedir explicações.</p>
<p>A atendente me passou informações completamente diferentes das que  eu obtive na ligação feita pela manhã: o prazo para depósito era de 24  horas, o mesmo valendo para a investigação, pelo o que pude entender.  Irritado, perguntei sobre o porquê da divergência. A atendente então  começou a pedir para que eu esperasse. Eu fiquei esperando, esperando,  até que acabei fazendo o que ela possivelmente queria: desliguei o  telefone.</p>
<p>Mas eu liguei novamente. Tinha que, ao menos, tentar recadastrar o  número do meu telefone celular. O atendente me disse que eu só poderia  fazê-lo por telefone usando um número chamado &#8220;assinatura eletrônica&#8221; ou  comparecendo à agência. Mas eu havia tentado utilizar a assinatura  antes e não havia conseguido. Foi aí que eu descobri que a pessoa que  alterou meu celular também modificou o número da tal assinatura  eletrônica. Não me restava outra alternativa a não ser estar na agência  na manhã seguinte.</p>
<h3>Na agência, dia 10/05/2011</h3>
<p>Às 10h e pouco da manhã eu já  estava na agência 3293, em Santo Amaro, São Paulo. Me dirigi ao setor da gerência e  fui atendido sem demora. Expliquei o motivo da minha presença à gerente  que me atendeu. Ela então pediu licença e, instante depois, retornou.  Olha só o que aconteceu: a gerente pediu para que eu ligasse para o SAC  do Santander (sim, mesmo eu estando dentro do banco) e, em seguida, ao  gerente da minha conta.</p>
<p>Neste ponto devo uma explicação: a minha conta foi criada na época  em que eu trabalhava na Universidade Anhembi Morumbi. Portanto, embora a  minha agência fosse aquela onde eu estava, o meu gerente trabalha em um  posto dentro da universidade. Se eu soubesse disso, é claro que teria  ido lá. Mas segui a orientação que me foi passada: vá à agência &#8211; e não  ao posto &#8211; onde você tem conta.</p>
<p>Pois bem, não liguei para o SAC porque já o tinha feito no dia  anterior. Tentei ligar então para o meu gerente. Nada feito. Na primeira  tentativa, ocupado, na segunda, o telefone só chamava. Já irritado,  voltei à gerente e pedi para que outra pessoa me atendesse. Nada feito.  Mais irritado ainda, decidi ir até o posto. No entanto, assim que saí da  agência, fiz uma nova tentativa: desta vez, o gerente da minha conta  atendeu o telefone. Expliquei o que havia ocorrido. Ele me orientou a  voltar à agência e pedir para que a gerente que havia me (des)atendido  ligasse para ele, na minha frente.</p>
<p>Ok, foi isso que eu fiz. A gerente ligou para ele. Começaram então a  discutir quem deveria me atender (sem tom de agressividade, é bom  ressaltar). E eu só olhando, abismado com aquela falta de  profissionalismo e, ao mesmo tempo, cada vez mais indignado por não  encontrar ninguém que tivesse a boa vontade de resolver o meu problema.</p>
<p>Instantes depois, uma funcionária da mesa ao lado se dirigiu à  gerente e explicou: &#8220;olha, a orientação que temos é a de que quando um  cliente de PAB [posto] vier à agência, ele deve ser atendido aqui&#8221;. Aí a  mulher explicou ao meu gerente a orientação que acabara de receber e,  instantes depois, encerrou a conversa ao telefone. Assim que ela fez  isso, simplesmente apontou para uma terceira mesa e disse: &#8220;fale com  aquela moça ali&#8221;. Agora pergunto, querido leitor que se deu ao trabalho  de ler até aqui: custava ela ter me mandado falar com essa moça assim  que eu cheguei à agência? Eu precisava mesmo presenciar tudo aquilo?</p>
<p>Essa sim, a moça que me atendeu, também gerente, sabia o que fazer.  Simplesmente resolvia as coisas. E explicava. E orientava. Novamente me  pergunto: por que não me direcionaram a ela antes? Ela corrigiu meus  dados e explicou o prazo certo para que o depósito fosse feito em minha  conta &#8211; até uma semana &#8211; e o tempo que a investigação pode levar &#8211; cerca  de duas semanas -. Ainda conversamos por uns cinco minutos sobre outras  questões e então eu fui embora. Ela inclusive concordou comigo que a  fraude tinha cara de ser ação de funcionário do banco.</p>
<p>Eu desconfio mesmo que seja. Embora não descarte essa possibilidade,  acho muito pouco provável que o acesso indevido à minha conta se deu pela  internet, afinal, eu acesso o site do banco apenas do meu computador  pessoal, utilizo softwares atulizados, tenho firewall,  antivírus e afins instalados, tomo cuidado com downloads e e-mails falsos, enfim,  tudo como manda o figurino. Outra possibilidade é a de que eu tenha usado um caixa eletrônico &#8220;batizado&#8221; por criminosos, mas isso não justifica a  alteração do meu telefone e do número da minha assinatura eletrônica,  uma vez que, para isso, são utilizados números diferentes.</p>
<h3>À tarde do mesmo dia</h3>
<p>Cerca de três horas depois o dinheiro foi depositado na minha conta  como &#8220;crédito de confiança&#8221;. As coisas estavam se resolvendo,  finalmente. Mais tarde, o pessoal do Santander que trabalha com redes  sociais, diantes das várias manifestações que fiz no Twitter sobre o  problema (como <a href="http://twitter.com/#!/ealecrim/status/67587114337968128">essa</a>, <a href="http://twitter.com/#!/ealecrim/status/67593478368002049">essa</a>, <a href="http://twitter.com/#!/ealecrim/status/67598995517739008">essa</a> e <a href="http://twitter.com/#!/ealecrim/status/67951604304855040">essa</a>), entrou em contato comigo.</p>
<p>Apesar de profundamente irritado, não posso negar: esse pessoal me  atendeu bem. Explicaram como proceder em casos como este, pediram  desculpas pelos transtornos causados e prometeram notificar os  responsáveis pelas falhas no meu atendimento, especialmente na agência.  Explicaram ainda como cancelar a cobrança de juros causada pela falha e  confirmaram que a investigação pode demorar uns 15 dias. Era o tipo de  atenção que eu esperava ter recebido logo no primeiro contato com o  banco. Por que funciona bem só se você mostrar sua indignação no Twitter?</p>
<p>Foram dois dias de muitas ligações, muitos aborrecimentos e muitas  horas jogadas fora. Mas ao menos agora o problema está resolvido, não é  mesmo? Errado! Ainda tenho que esperar a conclusão da investigação,  afinal, o banco pode simplesmente alegar que eu fiz os saques e  descontar o tal do crédito de confiança da minha conta. Aí, meu amigo,  não vai ter jeito: é chamar um advogado e partir para os tribunais.  Espero, é claro, que isso não aconteça.</p>
<p>E você pode estar se perguntando se eu não vou mudar de banco. Eu  bem que gostaria de fazer isso, mas não é tão simples assim, já que há  vários fatores a se considerar, por exemplo: no ano passado, fiz um  distrato de um apartamento que comprei e não foi entregue no prazo. A  construtora está pagando mensalmente os valores devidos a mim. O  problema é que a conta bancária que utilizo é esta, que inclusive está  mencionada no distrato, portanto, eu tenho que esperar pelo menos esses  pagamentos serem concluídos.</p>
<p>E tem mais um detalhe: esse tipo de fraude pode acontecer em qualquer  banco, por isso, independente de onde você tem conta, é importante tomar  alguns cuidados. Se não fosse por eles, talvez os transtornos tivessem sido maiores. Mas esse é um papo para outro  post.</p>
<p><em>Ao som de Foo Fighters &#8211; Arlandria.</em></p>
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