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	<title>d3system</title>
	
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	<description>Divulgando o RPG no Brasil</description>
	<lastBuildDate>Sat, 07 Nov 2009 06:52:16 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Novos Rumos para a OGL 20</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 06:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>D3</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[D&D]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo, <a href="http://d3system.com.br/sistema-d20-e-o-brasil/" target="_blank">neste artigo</a>, eu discuti as possibilidades de publicação de um “livro do jogador” [notem as aspas] para suplantar a ausência de um produto com as regras básicas do <strong>Sistema D20</strong> da edição anterior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo, <a href="http://d3system.com.br/sistema-d20-e-o-brasil/" target="_blank">neste artigo</a>, eu discuti as possibilidades de publicação de um “livro do jogador” [notem as aspas] para suplantar a ausência de um produto com as regras básicas do <strong>Sistema D20</strong> da edição anterior.</p>
<p>Nos <a href="http://d3system.com.br/sistema-d20-e-o-brasil/#comments" target="_blank">comentários</a>, foi citada a possibilidade (ou mesmo o pedido) de que a <a href="http://www.jamboeditora.com.br/" target="_blank">Jambô</a> ampliasse o sistema <a href="http://www.d3store.com.br/catalogsearch/result/?q=mutantes+%26+malfeitores" target="_blank">Mutantes e Malfeitores</a>, incluindo um suplemento com regras para fantasia medieval — o <strong>Warrior &amp; Warlocks</strong>.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/tormenta_danramos.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7167" title="tormenta_danramos" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/tormenta_danramos.jpg" alt="tormenta_danramos" width="114" height="114" /></a>Naqueles dias, entrei em contato com o <strong>Marcelo</strong> <strong>Cassaro</strong> (<a href="http://www.dot20.com.br/2009/08/10/bastidores-de-tormenta-rpg-itens-magicos/" target="_blank">Tormenta RPG</a>) e com o <strong>Guilherme Svaldi</strong> da Jambô (<a href="http://www.jamboeditora.com.br/produtos/mm.htm" target="_blank">Mutantes e Malfeitores</a>) para verificar se a publicação de um livro de regras básicas em PDF atrapalharia os próximos lançamentos da editora. Ambos me disseram que não enxergavam nenhum grande problema, já que o Tormenta RPG será auto-suficiente e com adaptações o bastante para justificar sua aquisição.</p>
<p>Depois, conversei com o <strong>Douglas Reis</strong> da <a href="http://devir.com.br/" target="_blank">Devir</a>, que assinalou com a possibilidade de conversar com a <strong>Wizards </strong>para reimprimir o Livro do Jogador 3.5, mas ainda não obteve qualquer resposta da editora americana.</p>
<p>Finalmente, falei com o <strong>Marcelo Telles</strong> (<a href="http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/index.php?storytopic=2" target="_blank">OGL 20</a>), também para me certificar de que a produção de uma tradução da SRD (as regras básicas abertas do d20) não prejudicaria o projeto que ele já tinha em andamento.<a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ogl20.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-7168" title="ogl20" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ogl20.jpg" alt="ogl20" width="110" height="94" /></a></p>
<p>Nesta conversa, acabei descobrindo que o projeto <strong>OGL 20</strong> estava bem adiantado, mas esbarrava em alguns entraves, como a edição final. Como eu já pensava em traduzir o material da SRD, chegamos ao consenso que seria mais prático utilizar o material pronto da Iniciativa da <a href="http://www.rederpg.com.br" target="_blank">Rede RPG</a>.</p>
<p>Algum tempo depois, recebi os arquivos com o material traduzido e, nesses dias, venho analisando as mudanças propostas (algumas advindas do material aberto da <a href="http://paizo.com/pathfinderRPG" target="_blank"><strong>Pathfinder</strong></a>, outras criadas pela equipe de tradução) para concluir esse projeto.</p>
<p>Assim, gostaria de anunciar oficialmente que estou assumindo o comando editorial da equipe da OGL 20 e <strong>pretendo</strong> realizar duas tarefas complicadas no mercado nacional:</p>
<p><img class="aligncenter" title="D20 Brasil" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/08/testeira_d20_logos-300x116.jpg" alt="" width="300" height="116" /></p>
<p>1) lançar em PDF um <strong>livro básico de regras</strong> de um sistema conhecido (com alterações, é claro) e verificar <em>realmente</em> se o negócio de venda de PDFs é viável nesse nicho — uma dúvida que tenho desde a Casa de Vidro e;</p>
<p>2) Arriscar um projeto de <strong>impressão sob demanda</strong> de pequena escala, onde o jogador pode encomendar o PDF impresso, encadernado em capa-dura, e recebê-lo quando as vendas atingirem um patamar mínimo.</p>
<p>Não sei se teremos sucesso ou fracassaremos, mas essa é mais uma Iniciativa do <strong>d3system</strong> para apoiar o hobby. O futuro nos dará as respostas que precisamos.</p>
<p>No próximo artigo, falarei das mudanças previstas na SRD e [espero] de prazos de conclusão do projeto.</p>
<div class="feedflare">
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</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/d3system/~4/16b4dj9vTFk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Evento: Final da Semana nos Reinos</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/d3system/~3/evgUnqQfesk/</link>
		<comments>http://d3system.com.br/evento-final-da-semana-nos-reinos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 18:24:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>D3</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>

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		<description><![CDATA[Quantos cenários de RPG você viu que são extremamente detalhados? Que deixam boquiaberto os mestres/narradores com a infinidade de possibilidades de explorações, desde as profundezas do mundo até as profundezas do universo, passando por alguns planetas habitados por criaturas das mais variadas tendências? Tente adivinhar de qual estou falando...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>Com base no release de Moisés “AsgardSoldier” Saraiva de Luna</small></p>
<p>Mais um evento de RPG acontecerá neste final de semana: <em>Fim de Semana nos Reinos</em>, temático para o cenário Forgotten Realms.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/foto01.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7157" title="Símbolo de FR" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/foto01-183x300.jpg" alt="Símbolo de FR" width="183" height="300" /></a>Esta festa foi idealizada e projetada pela <strong>Wizards of the Coast</strong> e apoiada no Brasil pela <strong>Devir Livraria</strong>. Como aconteceu nos eventos anteriores, estará disponível a aventura oficial chamada <strong><em>The Icy Queen&#8217;s Crossing</em></strong> – A Encruzilhada da Rainha do Gelo &#8211; para divulgar o <em>Living Forgotten Realms &#8211; LFR</em> (Campanha Viva dos Reinos Esquecidos) para personagens de 1º a 4º nível.</p>
<p>O evento acontece nos dias <strong>07 e 08 de Novembro </strong>(sábado e domingo), a partir das 10:00h da manhã até as 21:30h, no <strong><a href="http://www.salesianojuazeiro.com.br/">Colégio Salesiano São João Bosco</a></strong>, na cidade de Juazeiro do Norte, localizado na Rua Padre Cícero n° 1492 &#8211; Bairro Salesianos, em frente a Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Igreja dos Salesianos).</p>
<p>Na entrada, será recolhido <strong>1 kg de alimento não perecível</strong> (exceto sal) que será doado para uma instituição beneficente.</p>
<p>Para aqueles que não conhecem o local do evento, a coordenação elaborou <a href="http://img252.yfrog.com/i/mapaevento02.jpg/">um mapa </a>explicando como chegar até o evento.</p>
<p style="text-align: center;">
<p>A aventura oficial não impede que os mestres usem o espaço para seu próprio cenário e sistema favorito. Desta vez, a Devir não enviará o kit com a aventura, as fichas dos personagens e mapa impressos e nem miniaturas. Devido a um <a href="http://www.liberludo.com.br/artigos/2009/03/dd-game-day-no-brasil-um-pais-de-todos/">grande problema </a>na importação desses produtos, a própria Wizards determinou que não enviará mais os kits para o Brasil. Os jogadores não devem esquecer suas carteirinhas da RPGA/DCI.<a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/foto02.jpg"><img class="size-medium wp-image-7158 aligncenter" title="foto02" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/foto02-300x225.jpg" alt="foto02" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Também haverá espaço para card games, jogos de tabuleiro e fãs de anime e mangá, além de uma oficina para explicar as regras de LFR para D&amp;D 4e e fornecer importantes informações acerca da aventura.</p>
<h3><small>Informações:</small></h3>
<table border="0" width="100%" bgcolor="#f5f5f5">
<tbody>
<tr>
<td width="100" valign="top"><small><strong>Quando?</strong></small></td>
<td valign="top"><small>Sábado e domingo, 07 e  08 de Novembro</small></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><small><strong>Que horas?</strong></small></td>
<td valign="top"><small>das 10:00 h às 21:30 h (horário local)</small></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><small><strong>Onde?</strong></small></td>
<td valign="top"><small>Colégio Salesianos São João Bosco (em frente a Igreja do Sagrado Coração de Jesus) &#8211; Rua Padre Cícero n° 1492 &#8211; Bairro Salesianos</small></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><small><strong>Quanto custa?</strong></small></td>
<td valign="top"><small>1 kg de alimento não perecível (exceto sal)</small></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><strong><small>O que vai rolar?</small></strong></td>
<td valign="top"><small>Mesas de Living Forgotten com aventura oficial, mesas livres, jogos de tabuleiro e card games</small></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/d3system?a=evgUnqQfesk:85MiUagnNeM:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/d3system?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a>
</div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/d3system/~4/evgUnqQfesk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Capitalismo e a Arte sublime do RPG II</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/d3system/~3/aGFT20mu-CM/</link>
		<comments>http://d3system.com.br/rpg-e-capitalismo-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 16:20:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jaime Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[E continuando o artigo, desta vez escrevendo mais  para satisfazer a voracidade dos leitores!
Viver de RPG é um sonho para vários adeptos do hobby, mas  ter uma livraria especializada nem tanto! Além de não atrair o glamour que muitos procuram (quero  ser autor!), uma livraria especializada em RPG no Brasil não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E continuando o artigo, desta vez escrevendo mais  para satisfazer a voracidade dos leitores!</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-7136" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ovo.jpg" alt="Ovos de ouro!" width="135" height="135" />Viver de RPG é um sonho para vários adeptos do hobby, mas  ter uma livraria especializada nem tanto! Além de não atrair o <em>glamour</em> que muitos procuram (<em>quero  ser autor!</em>), uma livraria especializada em RPG no Brasil não é exatamente a  galinha dos ovos de ouro, não pode ser chamado de excelente negócio. Se fosse,  provavelmente teríamos muitas mais abertas por aí, pois jogador de RPG gosta de  dinheiro como todo mundo, concordam? Mas qual é o problema? É a crise? É o  Lula? É a Devir? É a perseguição de ordens misteriosas ao RPG?</p>
<p>Nada disso, o problema é que não há um mercado de grande  porte para o produto. Embora muito se discuta por aí qual seria o número de jogadores  de RPG no Brasil, enquanto não se divulgar uma pesquisa com parâmetros  definidos, só teremos especulações baseadas em opiniões pessoais e, no máximo,  relatórios de vendas de uma OU outra editora, o que não adianta muito para uma  pesquisa de mercado mais abrangente.</p>
<p>Há poucos dias, <a href="http://d3system.com.br/pesquisa-rpg/" target="_blank">publicamos uma pesquisa </a>aqui no  <strong>d3system</strong> com uma amostragem de pouco mais de 400 entrevistados, mas não dá para  considerá-la definitiva, pois não há como ter certeza se a amostra é  satisfatória diante do fato de que o número de jogadores no Brasil ainda é algo  enigmático que todos estimam, mas ninguém conhece!</p>
<p>Já discutimos sobre as tiragens de livros de RPG <a href="http://d3system.com.br/traduzido-e-muito-caro/" target="_blank">em outra  ocasião</a>. Mas a<img class="alignright size-full wp-image-7142" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/crepusculo2.png" alt="Crepúsculo!" width="200" height="330" /> exposição na mídia já pode servir para deduzirmos que livros  como os da série <strong>Crepúsculo</strong>, de Stephenie Meyer, da editora Intrínseca, devem  ter uma vendagem superior aos da linha <strong>Trevas</strong>, da Daemon, por exemplo. Ou seja,  não é um grande incentivo para qualquer um que esteja pensando em grandes  lucros investir vultosas somas em uma livraria especializada.</p>
<p>Mas é tão complicado assim gerenciar uma <a href="http://d3store.com.br" target="_blank">livraria de RPG</a>?</p>
<p>Não, é relativamente fácil abrir uma livraria. A  dificuldade é <a href="http://www.moonshadows.com.br">mantê-la aberta</a> durante muitos anos&#8230;</p>
<p>A não ser que essa loja esteja numa capital com tradição e  um bom número de jogadores, ela vai depender muito mais de vendas online  do que de vendas presenciais. Isso exige um sistema de vendas eficiente e  confiável, para evitar fraudes e confusões ( e, mesmo assim, elas ainda  acontecem).</p>
<p>Mas, se estamos falando de lojas, temos que falar de suas  mercadorias. Comecemos então com as publicações nacionais! Os artigos  importados ficam para mais tarde.</p>
<p>Em geral, todas as editoras de RPG nacionais são muito  solícitas e atenciosas, facilitando bastante o cumprimento dos compromissos  assumidos pelas livrarias especializadas. Depois do cadastro, o cliente  (normalmente, mas há deslizes&#8230;) recebe um press-release com as próximas  publicações, imagem e preço de capa, para facilitar o planejamento das lojas  especializadas, que, em 2009, habituaram-se a realizar a <strong>pré-venda</strong>. Uma  livraria pode então fazer dois tipos de negociação com uma editora: Compra ou  Consignação.</p>
<p><strong>Compra</strong> é quando a loja ou livraria compra X exemplares do  livro, provavelmente faturados para 30 dias, ou mais. Embora vários fatores  possam influenciar o valor, uma compra tem algo em torno de 35% e 40%  de desconto no preço de capa.</p>
<p>Já numa <strong>consignação</strong>, a loja pede um número Y de  livros, podendo, num prazo que varia em média de 30 a 90 dias, devolver os  livros que não vendeu, fazendo o acerto apenas da diferença. O problema é que o  frete da devolução é pago pela loja, então fica claro que não é interessante  para a livraria pedir um número de exemplares que não consiga vender.</p>
<p>Assim  como na compra, vários fatores podem influenciar, mas em geral o desconto numa  consignação varia de 30% a 35% do valor de capa.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7144" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/livraria.jpg" alt="Livraria!" width="540" height="210" /></p>
<p>Vamos exemplificar isso e mostrar um outro fato  desconhecido por muitos, relacionado com preços de livros. Todo livro tem seu  preço estipulado por sua editora, levando em conta a distribuição do mesmo.  Vamos supor que meu livro <em>Feitiços e  Faniquitos</em>, para me dar uma margem razoável de lucro, depois de descontados  todos os custos da produção, precisa ser vendido às livrarias por R$ 20,00.  Bem, para as livrarias comprarem esse livro por R$ 20,00, o lucro delas tem que ser de aproximadamente de 40% sobre o preço de <strong>venda final</strong>. Então o preço de capa do livro terá de ser R$ 20,00  + 40% desse valor final, totalizando então, R$ 33,40.</p>
<p><strong>NOTA: </strong><em>Sim, é um  cálculo simplista que só estamos citando para o melhor entendimento do leitor.</em></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-7146" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/FF.png" alt="Feitiços &amp; Faniquitos" width="229" height="127" />Mas por que o lucro de uma loja tem que ser 40%, se todo o  trabalho de produção do livro é da editora? Bem, a livraria tem que pagar  impostos, os salários dos funcionários, os custos do imóvel (algumas editoras,  como a Devir, não trabalham com livrarias exclusivamente virtuais) e ainda lucrar, sem  desconsiderar a possibilidade do livro não vender de imediato, podendo levar  meses para ser vendido!</p>
<p>Fora isso, vender um livro como <em>Feitiços e Faniquitos</em> pelo mesmo preço de uma Livraria <strong>Cultura</strong>, <strong> Saraiva </strong>ou até da <strong>própria editora</strong> é pedir para não vender, então praticamente  todas as livrarias especializadas oferecem descontos, diminuindo mais ainda seu  lucro, mas oferecendo um atrativo aos clientes indecisos entre uma grande rede  e uma &#8220;loja de RPG&#8221;.</p>
<p>Bom, então para a minha loja <em>Dados Espalhados</em> vender o livro <em>Feitiços  e Faniquitos</em> da <strong>Zombie Dodo Studios</strong>, eu vou ter que colocar o preço do  livro a R$ 30,00, ou até menos, diminuindo meu lucro, que já é baixo. E, para terem idéia,  desde a abertura da <strong>d3store</strong>, NENHUM de nossos títulos chegou a 100 exemplares  vendidos&#8230;</p>
<p><em>Mas e se a editora, que por acaso também é loja,  resolvesse vender o livro diretamente ao público consumidor por R$ 20,00?</em></p>
<p>Perguntaram ao <strong>Douglas Reis</strong>, um dos sócios da <strong>Devir  Livraria</strong>, em uma das edições do <strong>EIRPG</strong> por que era mais barato comprar livros  nas lojas especializadas do que na própria <strong>Terramedia</strong>, loja associada à editora  dele. Lembro que, espantado com a pergunta, o Douglas respondeu: “Ora, se eu  vendesse a um preço mais baixo, seria uma concorrência desleal, pois meu lucro já  está calculado no preço final do livro que vai ser vendido à livraria, e eu não  vou querer concorrer com meu cliente, pois isso seria estúpido!”.</p>
<p>Sim, porque, se uma editora vendesse um livro para minha  loja por um preço<img class="alignright size-full wp-image-7148" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mcdonalds.jpg" alt="Concorrência" width="300" height="240" /> e resolvesse vendê-lo mais barato em seu próprio site no  lançamento, eu e todas as livrarias seríamos prejudicados, e isso seria uma  grande deslealdade da editora com seus clientes.</p>
<p>Eu iria pensar seriamente em  não trabalhar mais com essa empresa&#8230;</p>
<p><em>Ah, mas isso prejudica a loja, não o jogador!</em></p>
<p>A primeira impressão é essa, porém é necessário enxergar mais  longe&#8230;</p>
<p>Continuaremos esse papo depois!</p>
<div class="feedflare">
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		<item>
		<title>Pesquisa Sobre o Mercado de RPG</title>
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		<comments>http://d3system.com.br/pesquisa-rpg/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 21:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>D3</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://d3system.com.br/?p=7122</guid>
		<description><![CDATA[Muitas vezes, seja em palestras, fóruns, lista de e-mails ou blogs, eu ouvi a sugestão (ou exigência) de que as editoras deveriam realizar uma pesquisa sobre o mercado de RPG.
Mesmo não sendo uma editora, a Zapt Mídia realizou uma pesquisa e o d3system passa a divulgá-la e discuti-la a partir desse artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes, seja em palestras, fóruns, lista de e-mails ou blogs, eu ouvi a sugestão (ou exigência) de que as editoras deveriam realizar uma pesquisa sobre o mercado de RPG.</p>
<p>Eu sempre acreditei, e ainda acredito, que uma pesquisa sobre o público não consegue ser imparcial quando é realizada por uma empresa do ramo. Acompanhem: a empresa está pagando um terceiro para elaborar uma série de perguntas sobre os seus produtos e seu público; se o resultado desse esforço indicar que a empresa é uma desgraça e ninguém gosta dos seus produtos, quem (em sã consciência) divulgaria esse resultado abertamente? Por outro lado, se os dados mostrarem que tudo está maravilhoso, quem daria credibilidade ao resultado?</p>
<p>Dessa forma, eu não apoiava a ideia de uma editora realizar a pesquisa, inclusive afirmando que esse dinheiro seria melhor investido em publicidade ou novos produtos. Mas não tinha (ou tenho) nada contra alguém disposto a fazê-la e inclusive apoiava o esforço.</p>
<p>Há algum tempo, na época da RPGCON, o Marcelo da <a href="http://www.zaptmidia.com.br/" target="_blank">Zapt Midia</a> me informou que estava realizando uma pesquisa e me pediu para analisar as perguntas. Inclusive, acertamos de realizar uma nova rodada no próximo evento.</p>
<p>Essa pesquisa foi respondida por 420 pessoas, principalmente dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul (nessa ordem). A <strong>maioria </strong>dos entrevistados é masculina (92%), com idades entre 18 e 28 anos (45%), e com curso superior completo (25%) ou cursando (48%).</p>
<p>As perguntas foram respondidas online (logo, 100% do público tinha acesso a internet) no período de 30 dias.</p>
<p>Eis os gráficos e algumas considerações:</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Escolaridade.JPG"></a><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Estados.JPG"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7124" title="Estados" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Estados-300x148.jpg" alt="Estados" width="300" height="148" /></a><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Escolaridade.JPG"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7123" title="Escolaridade" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Escolaridade-300x233.jpg" alt="Escolaridade" width="300" height="233" /></a></p>
<p>Embora a pesquisa estivesse online, a vasta maioria dos entrevistados é de São Paulo. A quantidade de jogadores que estão cursando ou terminaram o ensino superior também é notável.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Acesso.JPG"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7125" title="Acesso" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Acesso-300x114.jpg" alt="Acesso" width="300" height="114" /></a><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Periodo1.JPG"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7127" title="Periodo" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Periodo1-300x129.jpg" alt="Periodo" width="300" height="129" /></a></p>
<p>De muito longe, a principal fonte de acesso ao RPG ocorre por incentivo de amigos. O curioso é que a divulgação mais intensa ocorreu há 10 anos (em 1999), decaindo amplamente na última década. Talvez seja porque os entrevistados sejam veteranos ou talvez isso indique que o &#8220;boca a boca&#8221; realmente diminuiu.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Aquisicao.JPG"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7128" title="Aquisicao" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Aquisicao-300x151.jpg" alt="Aquisicao" width="300" height="151" /></a></p>
<p>Uma comparação que ocorre muito é entre o preço dos livros e o preço da entrada do cinema. Achei pertinente incluir uma pergunta que corrobore essa relação. Pelas respostas, podemos assumir que os <strong>clientes</strong> (ou seja, as pessoas que compram livros) não necessariamente escolhem entre ir ao cinema ou comprar um livro: elas fazem ambos.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Livros.JPG"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7129" title="Livros" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Livros-300x238.jpg" alt="Livros" width="300" height="238" /></a></p>
<p>Nessa pergunta, fica claro que a variedade é mais importante que a praticidade de possuir vários livros básicos (como o Mundo das Trevas ou o Livro do Jogador). Mesmo assim, uma boa parcela dos entrevistados adquire mais de uma cópia do mesmo livro. O que me surpreendeu foi a quantidade de pessoas que não tem acesso a um grupo de jogo. Relacionando essa informação com o declínio do &#8220;boca a boca&#8221; que vimos acima, posso supor que os jogadores mais antigos estão confortáveis com seus grupos atuais e não estão criando outros.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Ingles-Portugues.JPG"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7130" title="Ingles-Portugues" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Ingles-Portugues-300x130.jpg" alt="Ingles-Portugues" width="300" height="130" /></a></p>
<p>Aqui, as respostas são concorrentes: a maior parte do público se importa com o conteúdo dos livros e prefere o material traduzido. Talvez pela facilidade de compreensão, talvez pelo acesso ao material nacional. Entretanto, o preço não é um um fator determinante para essa preferência.</p>
<p>Ainda há muitas referências a serem consideradas nessas pesquisa, mas isso fica para um próximo artigo, depois dos comentários e análises dos leitores do blog.</p>
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		<title>Séries: True Blood – Curiosidades</title>
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		<comments>http://d3system.com.br/series-true-blood-curiosidades/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 16:29:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Séries de TV]]></category>
		<category><![CDATA[mundo das trevas]]></category>
		<category><![CDATA[True Blood]]></category>
		<category><![CDATA[vampiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Seguindo com as resenhas sobre True Blood, nessa segunda matéria eu estarei mostrando a vocês algumas curiosidades e informações  sobre a série.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo com as resenhas sobre True Blood, nessa segunda matéria eu estarei mostrando a vocês algumas curiosidades e informações  sobre a série.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/True-Blood-true-blood-7997624-1680-1050.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7109" title="True-Blood" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/True-Blood-true-blood-7997624-1680-1050-1024x640.jpg" alt="True-Blood" width="430" height="269" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<ul>
<li>A seqüencia de abertura da série foi criada pela <a href="http://www.d-kitchen.com/" target="_blank">Digital Kitchen</a>, o mesmo estúdio de produção responsável pela criação da abertura da séria &#8220;A Sete Palmos&#8221;.</li>
<li>A trilha sonora da abertura, &#8220;Bad Things&#8221;, é cantada por <a href="http://jaceeverett.com/" target="_blank">Jace Everett</a>.</li>
<li>O conceito por trás da seqüencia de abertura foi a de <em>&#8220;a prostituta na casa de oração&#8221;</em>. Nela temos imagens intercaladas e contraditórias sobre sexo, violência e demonstrações religiosas do ponto de vista de uma criatura sobrenatural observando tudo isso das sombras. Como o estúdio de produção queria explorar o tema de redenção e perdão, a seqüencia de imagens foi feita de forma a avançar da manhã para a noite e terminar com um batismo.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vxINMuOgAu8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/vxINMuOgAu8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<ul>
<li><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/trueblood1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-7111" style="padding-right: 10px; border: 0px initial initial;" title="trueblood soundtrack" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/trueblood1.jpg" alt="trueblood soundtrack" width="240" height="240" /></a><a href="http://www.amazon.com/True-Blood-Original-TV-Soundtrack/dp/B0024OW1L6" target="_blank">A trilha sonora da série</a> foi lançada em Maio desse ano e foi construída de uma forma a criar algo pantanoso, melancólico e assustador. Para tanto os produtores da série contrataram o supervisor musical Gary Calamar que optou por focar em músicos da Lousiana, dando um sabor a mais ao clima musical da série.</li>
<li>Na época do lançamento da série, uma campanha viral (tão em moda hoje em dia) foi utilizada para promover e fomentar a expectativa do público. Alguns desses virais incluíam um site chamado <a href="http://bloodcopy.com/" target="_blank">BloodCopy.com</a>, que continha contatos em formatos de cartas enviadas a escritores de blogs e sites (infelizmente o d3system não recebeu nenhum envelope) e até mesmo a performance de um vampiro tentando encontrar outros da sua raça para discutir a recente criação do TruBlood.</li>
<li>Um espaço criado no Myspace com o nome de<a href="http://www.myspace.com/bloodcopy" target="_blank"> BloodCopy</a> enviou alguns videos, dentre eles um chamado &#8220;teste de sabor vampirico &#8211; TruBlood vs. Humanos&#8221;.</li>
<li>Na Comic-Con de 2008 foi lançado um <a href="http://www.hbo.com/trueblood/comicreader/" target="_blank">quadrinho </a>sobre a série contando os eventos anteriores ao primeiro episódio. Ele é centrado nas discussões sobre o TruBlood e sobre os vampiros antes de se revelarem ao público.</li>
<li>O maior site de informações sobre  True Blood é o <a href="http://truebloodnet.com/" target="_blank">truebloodnet.com</a>.  Nele vocês encontram informações em primeira mão, entrevistas, bugigangas e outras coisas super bacanas sobre a série.</li>
<li><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/official-true-blood-wallpaper-true-blood-2351782-1280-800.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7112" style="padding-right: 10px; border: 0px initial initial;" title="TruBlood" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/official-true-blood-wallpaper-true-blood-2351782-1280-800.jpg" alt="TruBlood" width="159" height="221" /></a>Se você não aguenta de duvida para saber o sabor do TruBlood, não tema. O site <a href="http://www.trubeverage.com/" target="_blank">trubeverage.com</a> pode lhe ajudar. Nele você encontra a bebida da série (não sangue real) e pode comprá-la para tomar em situações sociais, churrascos noturnos, e quem sabe, um live-action diferente.</li>
<li>A maior comunidade brasileira no orkut sobre True Blood é a <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1196910" target="_blank">True Blood Brasil</a>, com mais de 80.000 membros. Nela você encontra curiosidades, informações e um bate papo bacana com outros fãs da série.</li>
<li>Em terras tupiniquins existem duas fontes fantásticas de informações sobre  True Blood. A primeira delas é o <a href="http://truebloodbrasil.com/" target="_blank">True Blood Brasil</a>. Completo com entrevistas, novidades e curiosidades, ele é um peso pesado em terras brazucas. O segundo é o <a href="http://www.fangtasiabrasil.com/" target="_blank">Fangtasia Brasil</a>. Assim como o primeiro, esse blog é recheado de informações para todo fã de carteirinha da série. O d3system recomenda.</li>
</ul>
<p>Na próxima matéria sobre True Blood uma adaptação da série para o mundo das trevas. A pergunta que eu deixo para vocês é: Antigo ou Novo mundo das Trevas?</p>
<p>Até lá.</p>
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		<title>Capitalismo e a Arte sublime do RPG</title>
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		<comments>http://d3system.com.br/capitalismo-e-a-arte-sublime-do-rpg/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 13:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jaime Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se fala sobre as diversas gerações do RPG, sempre começando com a geração Xerox (a galera que trazia de fora cópias de RPGs importados para o Brasil) e daí pra frente cada um inventa um termo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-7084" title="capitalismo_1" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/capitalismo_1.jpg" alt="capitalismo_1" width="178" height="220" /><br />
Muito se fala sobre as diversas gerações do RPG, sempre começando com a <strong>geração Xerox</strong> (a galera que trazia de fora cópias de RPGs importados para o Brasil) e daí pra frente cada um inventa um termo.</p>
<p>Mas o RPG ganhou popularidade quando a <strong>Editora Abril</strong> entrou no mercado com o saudoso <strong>Advanced Dungeons &amp; Dragons</strong> e alguns suplementos como <a href="http://www.d3store.com.br/karameikos-guia-viajante.html" target="_blank">Karameikos</a>, <a href="http://www.d3store.com.br/guia-para-undermountain.html" target="_blank">Undermountain</a>, <a href="http://www.d3store.com.br/first-quest.html" target="_blank">First Quest</a> e a revista <a href="http://www.d3store.com.br/catalogsearch/result/?q=dragon+magazine&amp;x=0&amp;y=0" target="_blank">Dragon Magazine</a>. Nesse meio tempo já havia também títulos da Série <a href="http://www.d3store.com.br/titan.html" target="_blank">Aventuras Fantásticas</a>, da <strong>Marques Saraiva</strong> e <a href="http://www.d3store.com.br/shadowrun-cardgame.html" target="_blank">Shadowrun</a> e Senhor dos Anéis, da <strong>Ediouro</strong>, além de outra publicações nacionais, como Era do Caos da <strong>Akritó</strong>, <a href="http://www.d3store.com.br/demos-corporation.html" target="_blank">Demos Corporation</a> da <strong>Vulture</strong>, <a href="http://www.d3store.com.br/catalogsearch/result/?q=tagmar&amp;x=0&amp;y=0" target="_blank">Tagmar</a>, <a href="http://www.d3store.com.br/catalogsearch/result/?q=desafio+dos+bandeirantes&amp;x=0&amp;y=0" target="_blank">Desafio dos Bandeirantes</a> e Milênia da <strong>GSA</strong>, os <em>mainstream</em> GURPS e Vampiro a Máscara da <strong>Devir Livraria</strong> e a revista Dragão Brasil da <strong>Trama</strong>, além do Dungeons &amp; Dragons, Dragon Quest e Classic Dungeon da <strong>Grow </strong>e o amado Hero Quest da <strong>Estrela</strong>.</p>
<p>Nessa época, surgiu também um importante elemento na popularização do jogo, que são as lojas especializadas, também conhecidas como Lojas de RPG.</p>
<p>Com a saída da Abril e o fechamento de algumas editoras, a bolha de sabão do RPG <strong>daquela época</strong> estourou. Muitas lojas fecharam e alguns poucos lugares sobreviveram da venda de livros, quadrinhos, cardgames, action figures e outros produtos de desejo do público nerd. Também encontramos livros de RPGs em algumas das grandes livrarias e até em bancas de jornal é possível encontrar alguns títulos. Mas será que é o suficiente?</p>
<h3>Capitalismo e o RPG</h3>
<p>Recentemente, meu grande amigo João Paulo Sette foi para New York e passou em algumas livrarias para fazer compras (inclusive para mim, abusado como sou!) e teve uma surpresa. Em seis ou sete livrarias diferentes, de livros de RPG ele encontrou apenas<strong> Dungeons &amp; Dragons 4 ed</strong> e UM exemplar do <strong>World of Darkness</strong>. Ou seja, mesmo nos EUA, para encontrar variedade é preciso apelar para as livrarias especializadas.<img class="alignright size-full wp-image-7089" title="Money!" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/capitalismo2.jpg" alt="Money!" width="196" height="219" /></p>
<p>Uma das grandes dificuldades de qualquer editora nacional, como <a href="http://www.daemon.com.br/home/" target="_blank">Daemon</a>, <a href="http://devir.com.br/" target="_blank">Devir</a> ou <a href="http://www.jamboeditora.com.br/" target="_blank">Jambô</a>, entre outras, é a distribuição de livros.</p>
<p>Confiar apenas em seu próprio site para vender seus livros é uma aventura arriscada que nenhuma editora quer enfrentar, já que a distribuição ainda é um dos fatores mais importantes na venda de qualquer publicação. Para exemplificar isso, é só ir até qualquer grande livraria e conferir o lugar dos RPGs. Veja quantos livros estão expostos e quantos títulos nacionais existem no momento. Se você for a uma livraria de menor porte, as possibilidades diminuem sensivelmente&#8230;</p>
<p>Então, no Brasil, são necessárias as lojas de RPG?</p>
<p>Bem, obviamente eu sou uma das pessoas mais suspeitas do mundo para falar a respeito (basta ver a quantidade de links para a d3store), então deixo essa resposta para os leitores. Nas próximas semanas, vou retomar o assunto, falando das dificuldades que uma loja de RPG no Brasil enfrenta e das vantagens que ela proporciona ao RPGista e ao neófito no hobby.</p>
<p>Na mesma d3-hora, no mesmo d3-canal!</p>
<p>N. do A. O título é uma piada relacionada com um fato que aconteceu com o Douglas (d3) Guimarães. Ficou curioso? Leia a continuação do artigo nas próximas semanas.</p>
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		<title>Baú de elementos #07 – Como transformar suas histórias</title>
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		<comments>http://d3system.com.br/bau-de-elementos-07-%e2%80%93-como-transformar-suas-historias/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 21:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú de Elementos]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://d3system.com.br/?p=6963</guid>
		<description><![CDATA[Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, diria&#8230;
Leia! Acredito muito quando dizem que a maior fonte de suas inspirações virá de algo que você viu em algum momento de sua vida. Por isso se você busca uma forma de transformar suas histórias: leia livros e todo o tipo de histórias em quadrinhos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=2UhdFtjhsp8&amp;feature=related" target="_blank">Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, diria&#8230;</a></p></blockquote>
<p>Leia! Acredito muito quando dizem que a maior fonte de suas inspirações virá de algo que você viu em algum momento de sua vida. Por isso se você busca uma forma de transformar suas histórias<span id="more-6963"></span>: leia livros e todo o tipo de histórias em quadrinhos que encontrar, assista a todas as séries que puder,  navegue pela web e converse com seus amigos no boteco mais próximo.</p>
<p>Essa aquisição e troca de experiências com diferentes histórias, universos e ambientações irá agregar cada vez mais conteúdo no momento em que você estiver diante de uma folha em branco e decidir começar a criar um cenário.<br />
Um bom exemplo disso é <a title="Coluna Baú de Elementos" href="http://d3system.com.br/category/colunas/bau-de-elementos/" target="_blank">cada etapa</a> que estamos passando por aqui: Junte tudo o que separamos de bibliografia, acrescente as opiniões de todos que sempre participam de nossa coluna e no final teremos um cenário com diferentes referências e repleto de tramas interessantes.</p>
<h2>Sobre a evolução de nosso cenário</h2>
<p>Andei pensando e acho que chegou a hora de revelar algo e explicar algumas coisas sobre nosso pequeno vilarejo. Algumas pessoas me perguntaram por que tudo que criamos até o momento está abandonado &#8211; como A Velha mina de prata e a Estação J.J. Taylor – e pelo andar da carruagem outros serviços também vão seguir o mesmo caminho.</p>
<p>Estava tentando segurar essa resposta o máximo que pudesse, mas está na hora de andarmos mais rápido com as coisas por aqui. Quero ver logo nossas criações sendo jogadas e testadas&#8230;</p>
<p><strong>E a resposta é: </strong><span style="text-decoration: line-through;">Porque nosso cenário está AMALDIÇOADO!</span> &#8211; <a href="http://twitter.com/#search?q=%23prontofalei" target="_blank">#prontofalei </a></p>
<p>A idéia era transformar nossa história e esse caminho poderá ser um dos mais produtivos. Ainda não sei o porquê de tudo, mas isso virá quando nosso <a title="Caçando Diamantes" href="http://d3system.com.br/bde06-cacando-diamantes/" target="_blank">diamante estiver sendo lapidado</a>.</p>
<p>E vamos a mais um elemento&#8230;</p>
<h2>A Caixa d´água</h2>
<p>O reservatório surgiu na mesma época da chegada da estação e do progresso. Foi criado por James J. Taylor, um visionário que nunca teve dinheiro e que depois de um misterioso empréstimo construiu essa grande torre de ferro e madeira.</p>
<p>Uma grande Caixa d´água, atualmente quase abandonada, apenas o velho coveiro da cidade passa raramente para limpar partes do encanamento. Formado por uma grande torre, suspensa por alicerces de madeira de aproximadamente 2 metros, o que deixa o lugar com um total de 8 metros de altura por 2 de diâmetro. Possui somente uma entrada localizada no topo da construção e uma escada lateral possibilita a chegada até lá. A Água que a abastecia vinha de uma nascente nas montanhas ao redor do vale, lar da aldeia indígena mais próxima.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/torre2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6972" title="o Reservatório de Água" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/torre2.jpg" alt="o Reservatório de Água" width="384" height="298" /></a></p>
<p>Quando o reservatório foi construído por James, a cidade estava crescendo a todo vapor com a descoberta de prata nas proximidades. A evolução era eminente. Isso explica o tamanho da torre. Por ser a construção mais alta das redondezas, esse lugar já foi palco das situações mais bizarras que se passaram nos últimos tempos. A tão esperada evolução não aconteceu e isso trouxe o fracasso para muitos, principalmente para o Sr. Taylor, que foi visto pela última vez pulando de cima do reservatório. Outros acontecimentos semelhantes deixaram o lugar com fama de assombrado.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/torre.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6971" title="Vista superior da Torre" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/torre.jpg" alt="Vista superior da Torre" width="454" height="323" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Nome: </strong>O Reservatório de Água<br />
<strong>Tipo:</strong> lugar<br />
<strong>Desc.:</strong> Nunca chegou a ser terminado. É a construção mais alta da cidade e ficou conhecida por ser o local de suicídio de seu criador.</p></blockquote>
<p>Alguns elementos começam a se interligar. A falência da mina pode ter trazido muito mais perdas para nosso cenário, e é isso que vamos explorar a cada post.</p>
<p>E agora, mais do que nunca, precisamos pensar o que ocasionou a tal maldição e quais foram as conseqüências disso.</p>
<p>Abraços</p>
<blockquote><p>Ao som de: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gWdC-ELzfYE">You give me something – James Morrison</a></p></blockquote>
<div class="feedflare">
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		<title>MiniSystem #20</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 11:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Johnny</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[MiniSystem]]></category>

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		<description><![CDATA[Halloween sem cabeça de abóbora não é Halloween!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Halloween sem cabeça de abóbora não é Halloween!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7071" title="MiniSystem #20" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/minisystem_20.png" alt="MiniSystem #20" width="500" height="440" /></p>
<p style="text-align: left;">Se você gosta das tirinhas, entre na comunidade <a title="Entre na Comunidade!" href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=71185933" target="_blank"><strong>MiniSystem</strong> no Orkut!</a></p>
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		<title>RPG Magazine #5</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 20:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>D3</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Downloads]]></category>

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		<description><![CDATA[Acaba de ser lançada a edição número 5 da RPGMAGAZINE, desta vez com o tema da semana: <strong>Halloween</strong>.
O arquivo estava disponível num armazenador gratuito, mas o <strong>d3system</strong> passa a oferecer espaço para o material, sempre cumprindo sua função de apoiar o RPG nacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acaba de ser lançada a edição número 5 da RPGMAGAZINE, desta vez com o tema da semana: <strong>Halloween</strong>.</p>
<p>Esta edição contém várias matérias interessantes e curiosas, além de algumas resenhas e a cobertura do Big RPG.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/capa-05.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7066" title="RPGMAGAZINE #5" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/capa-05-300x225.jpg" alt="RPGMAGAZINE #5" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Na matéria de capa, há um mini-cenário baseado no caso (real!) de assombrações que abalou os EUA, e garantiu que a revista <em>Times</em> desse o título de &#8220;casa mais assombrada do país&#8221; para esta bela mansão americana, nas redondezas da cidade de Nova York. Sim, estamos falando de Amityville, o caso que já virou livro, filme e até hoje assombra parapsicólogos e supersticiosos no mundo todo. Amityville foi adaptada para o novo e o antigo <strong>Mundo das Trevas</strong>, assim como para <strong>Daemon/Trevas</strong>.</p>
<p>Também nesta edição, um divertido relato histórico sobre <strong>Vlad Tepes</strong>, o Drácula, feito por um Mestre em História da UFG (Universidade Federal de Goiás), com sugestões para aventuras de D&amp;D e também de crônicas para o antigo (principalmente a linha Idade das Trevas) e o novo <a href="http://www.d3store.com.br/catalogsearch/result/?q=novo+mundo+das+trevas&amp;x=0&amp;y=0">Mundo das Trevas</a>.</p>
<p>Como adaptação, há o fantástico anime/mangá <strong>Death Note</strong>, com regras para o uso do caderno da morte e para personagens <em>shinigami </em>em <strong>D&amp;D</strong>, <strong>Trevas/Daemon</strong> e para o antigo e novo <strong>Mundo das Trevas</strong>.</p>
<p>Ainda temos matérias gerais (como a resenha de <em>Doom III</em> e <em>Stalker &#8211; Shadows of Chernobyl</em>), artigos voltados para o Mestre (a falta de Carisma dos personagens e seus subtipos), para os jogadores (um artigo sobre personagens de nível baixo) e uma lista de novos equipamentos (armas improvisadas e incomuns).</p>
<p>O arquivo estava disponível num armazenador gratuito, mas o d3system passa a oferecer espaço para o material, sempre cumprindo sua função de apoiar o RPG nacional.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://d3system.com.br/RM05.pdf"><img class="size-full wp-image-3975 aligncenter" title="RPGMAGAZINE #5" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/rpgmagazine5.jpg" alt="Clique na imagem acima para baixar" width="320" height="230" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><small>Clique na imagem para baixar</small></span></p>
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		<title>O RPG e o Horror</title>
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		<comments>http://d3system.com.br/o-rpg-e-o-horror/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 18:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe d3system</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitando a semana do Halloween, apresentamos a primeira matéria de <a title="Siga o autor no Twitter!" href="http://twitter.com/cmamedes" target="_blank">Clayton Mamedes</a>, falando sobre RPG e Horror.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando a semana do Halloween, apresentamos a primeira matéria de <a title="Siga o autor no Twitter!" href="http://twitter.com/cmamedes" target="_blank">Clayton Mamedes</a>, falando sobre RPG e Horror.</p>
<hr />Assim como acontece em outros tipos de entretenimento, como o cinema e a literatura, os jogos de RPG de horror já possuem um público cativo, e atraem cada vez mais adeptos ao gênero, existindo inclusive uma certa “<em>hype</em>” quando o assunto é abordado. Neste artigo, tentarei exibir um panorama sobre o tema, respondendo a uma questão extremamente básica: <em>O que faz um jogo ser um RPG de horror</em>?</p>
<p>Primeiramente veremos o que dizem os dicionários sobre a palavra:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;"><small><strong>Horror</strong><br />
hor.ror<br />
<em>sm (lat horrore)</em> 1 Estremecimento ou agitação causada por coisa espantosa. 2 Aquilo que causa medo. 3 Susto, pavor. 4 Aversão. 5 Coisa repelente. 6 Caráter do que é medonho, sinistro. 7 pop Grande número, quantidade espantosa de coisas. 8 Padecimento insuportável. 9 Crime bárbaro.</small></p>
<p>Com a definição acima podemos concluir que qualquer coisa capaz de provocar medo, pavor e aversão pode ser classificada como horror. A essência de uma boa aventura de horror não está contida em um sistema ou jogo específico, mas sim em uma situação, onde os acontecimentos se desenvolvem provocando os sentimentos citados nos jogadores.</p>
<p>Imagine um grupo jogando o bom e velho <em>D&amp;D</em>, que muitos consideram a antítese do gênero terror/horror. Em certo momento daquela clássica exploração de uma masmorra em busca de tesouros, os personagens caem em uma armadilha e ficam aprisionados em uma sala sem saída, cercados de pedras por todos os lados. Não há como escapar sem ajuda externa, que deve chegar somente em uns 30 dias (tempo necessário para que os companheiros dos personagens notem a acentuada demora deles e organizem uma expedição de resgate, viajando até o local) e as provisões que eles carregam são suficientes apenas para mais 2 dias. Com o passar dos dias, a clausura catalisa o instinto de sobrevivência, que se torna insanidade: é questão de tempo para que a fome aperte e que um dos aprisionados sugira matar um dos colegas para servir como alimento.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/dom2nd_13.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7038" title="Grande e fechada" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/dom2nd_13-300x225.jpg" alt="Grande e fechada" width="300" height="225" /></a> Canibalismo já é uma coisa deplorável, agora imagine quando é executado em um amigo seu, ou até mesmo em você! Duvido que haverá algum voluntário, assim o destino ainda pode ser decidido através de sorteio, o que torna a situação mais trágica ainda!<br />
Este seria um ponto delicado da narrativa, onde no mínimo a repulsa e o desconforto se instalaram no grupo de jogo&#8230; e temos uma cena de horror no meio de uma masmorra clássica de <em>D&amp;D</em>.</p>
<p>Por outro lado, também é possível transformar aventuras que utilizam sistemas mais voltados para o horror (como o <a href="http://www.d3store.com.br/catalogsearch/result/?q=mundo+das+trevas&amp;x=0&amp;y=0">Mundo das Trevas</a>) em aventuras de intrigas políticas e guerras com seres sobre-humanos. Ou seja, jogos de horror onde as sensações de medo e desconforto não estão presentes.</p>
<p>Ou seja, você não precisa ter aquele magnífico exemplar de <em>Call of Cthulhu</em> ou <em>Kult</em> para jogar horror — basta que o grupo concorde e entre na atmosfera do tema.</p>
<h2>Os Elementos do Horror</h2>
<p>Uma aventura de horror é basicamente composta por dois elementos principais: a Trama e a Narrativa. Existem mais alguns elementos extras, que serão chamados de elementos adicionais que, mesmo sendo dispensáveis, exercem um enorme resultado positivo para o jogo.</p>
<p><strong>A Trama de Horror</strong>: um dos pilares de uma aventura de Horror é, obviamente a sua trama. Como é um gênero extremamente rico, a aventura pode tomar vários rumos e tratar de assuntos bem amplos, como assassinatos, magia negra, solidão, etc; é só notar a gama de filmes sobre o tema que existem. De maneira simplória, podemos classificar essas aventuras em (a) <strong>Horror de Sobrevivência</strong> e (b) <strong>Horror de Investigação</strong>, mas existe uma imensa zona cinzenta entre estes dois extremos, mesclando elementos de cada um.<br />
As aventuras de Sobrevivência são as mais simples e geralmente as mais rápidas, idéias para serem usadas em eventos. Neste tipo de trama, os personagens são arremessados contra um inimigo muito mais forte do que eles — o único objetivo do grupo é sobreviver e, quem sabe, obter vingança em outro episódio.<br />
Os exemplos mais claros deste tipo de aventura são os filmes de terror <em>splatter</em>, como <em>Massacre da Serra Elétrica, Sexta-feira 13, Halloween, Viagem Maldita</em>, etc.</p>
<div id="attachment_7039" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Splatter.jpg"><img class="size-medium wp-image-7039" title="Vilões" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Splatter-300x200.jpg" alt="- O que vamos fazer hoje, Freddy? - Aterrorizar o mundo, Jason!" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">- O que vamos fazer hoje, Freddy? - Aterrorizar o mundo!</p></div>
<p>Já as aventuras de Investigação tendem a apresentar um roteiro mais elaborado, linear ou não, com os avanços marcados pela descoberta ou correta interpretação de pistas e desafios propostos. O ritmo é mais lento do que uma aventura de Sobrevivência e a quantidade de combates ou perigos físicos também será menor. Filmes como <em>O Chamado</em> e <em>O Bebê de Rosemary</em> representam bem o gênero.</p>
<p>Porém na realidade, é muito raro que uma aventura seja puramente de um dos dois estilos citados. Cedo ou tarde, os elementos de combate, sobrevivência, investigação e violência se fundem, formando o enredo como conhecemos. Esta é a tal da zona cinzenta, ou intersecção entre os tipos de aventuras de horror.</p>
<h2>A Narrativa de Horror</h2>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/sylvaindavalouvreboite2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7044" title="Porta" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/sylvaindavalouvreboite2-267x300.jpg" alt="Porta" width="175" height="198" /></a>Creio que muito já foi dito sobre narrativa de horror em outros artigos, assim como nos livros básicos do Mundo das Trevas e do Gurps Horror (um suplemento meio esquecido, mas excelente), e podemos resumir esses aspectos em 5 tópicos:</p>
<p style="padding-left: 30px;">1.	<strong>O horror está em uma situação, não em um sistema de regras</strong>: ao preparar a sua aventura de horror, lembre-se desta máxima. Se o seu grupo não estiver acostumado com esse tipo de narrativa, introduza pequenos episódios em aventuras de gêneros aos quais já estejam familiarizados, como o caso da masmorra acima, e veja como eles se saem;<br />
2.	<strong>O sistema tem importância, mas não é vital</strong>: embora o horror não esteja vinculado a um sistema, a utilização de regras próprias para o gênero pode trazer alguns benefícios, mas não precisa se limitar à Sanidade de <em>Call of Cthulhu</em>, ou Mental Balance de <em>Kult</em>. Existem mecanismos prontos em sistemas mais acessíveis, como os Testes de Degeneração no <em>Mundo das Trevas</em>, e as Verificações de Pânico em <em>Gurps</em>;<br />
3.	<strong>Conheça os seus jogadores</strong>: não existe nada mais efetivo para causar desconforto no grupo de jogo do que lidar com os medos dos próprios jogadores. Porém essa ferramenta deve ser utilizada com muita sabedoria, pois não queremos arrumar confusão ou afugentar os outros;<br />
4.	<strong>O mistério é seu amigo</strong>: o uso correto do escudo do Mestre e a inclusão de informações falsas causam momentos memoráveis em aventuras de horror. Qual a graça em rolar o dano daquela explosão abertamente, e deixar que todos na mesa saibam quão ferido está o monstro? Faça atrás do escudo e apenas descreva o que os personagens conseguem ver e deixe-os tirarem suas próprias conclusões. Assim eles vão pensar melhor antes de se aproximar daquele corpo inerte e disforme no chão;<br />
5.	<strong>O final infeliz</strong>: tente encorajar os jogadores a interpretar, mesmo em casos extremos. Muitas aventuras de horror não acabam bem para os personagens, e isto deve ser visto como um incentivo à interpretação, e não como um resultado de perde-ou-ganha. Certa vez, em uma aventura que eu estava conduzindo, todo o grupo estava sendo perseguido por criaturas em uma floresta e um dos personagens estava bem ferido, atrasando a fuga dos demais. Por livre decisão deste, ele resolveu ficar para trás com o objetivo de atrasar os perseguidores: amarrou umas bananas de dinamite ao corpo, correu ao encontro dos inimigos e cabum. Explodiu tudo. E o jogador ficou muito feliz pela sua participação naquela tarde.</p>
<h2>Elementos Adicionais</h2>
<p>Além dos aspectos acima, existem muitas técnicas simples que adicionam muito valor à sua aventura de horror. Entre elas, posso destacar a utilização de trilha sonora ambiente, ilustrações das criaturas ou ambientações que apareçam durante a aventura e os famosos <em>props, player aids</em> ou pistas.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Props.jpg"><img class="size-medium wp-image-7045 alignright" title="Props" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Props-183x300.jpg" alt="Props" width="183" height="300" /></a>As pistas são representadas por todos os documentos que os jogadores encontram em uma aventura. Em vez de o Mestre ler um recorte de jornal com uma notícia importante sobre um assassinato, não é bem melhor você entregar um simples texto feito no computador? Tente fazer isso com todos os documentos ou pistas importantes que aparecem durante a trama, como fotos, testamentos, diários e correlatos. Em algumas aventuras, até mesmo sons e vídeos podem ser gravados, com o objetivo de representar algum último depoimento. Com o advento da informática, notebooks e mp3 players, a confecção de pistas é uma tarefa razoavelmente simples, gerando uma adição muito positiva aos seus jogos. Para um excelente exemplo de criação de pistas, visite <a href="http://www.cthulhulives.org">www.cthulhulives.org</a>.<br />
No próximo artigo, uma discussão sobre cenas de horror embutidas em aventuras que não foram criadas especificamente para o gênero. E como dever de casa, recomendo assistir (ou rever) o clássico de 1968: <em>O Bebê de Rosemary</em> de Roman Polanski. Uma aula de suspense e paranóia.</p>
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