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	<title>Conversa de Psicólogo</title>
	
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		<title>Como tratar a dependência química?</title>
		<link>http://www.conversadepsicologo.com/2009/06/como-tratar-a-dependencia-quimica/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 17:18:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[diretrizes]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Não existe um tratamento universal, que sirva para todas as dependências nem para todos os indivíduos. No entanto, após estudos sobre a eficácia/efetividade de várias formas de tratamento, o NIDA (National Institute for Drug Abuse &#8211; órgão do governo americano que regula as políticas sobre drogas), em um documento chamado &#8220;Princípios para o tratamento da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não existe um tratamento universal, que sirva para todas as dependências nem para todos os indivíduos. No entanto, após estudos sobre a eficácia/efetividade de várias formas de tratamento, o NIDA (National Institute for Drug Abuse &#8211; órgão do governo americano que regula as políticas sobre drogas), em um documento chamado <a href="http://www.nida.nih.gov/podat/PODATIndex.html">&#8220;Princípios para o tratamento da adição: um guia baseado em evidências&#8221;</a>, estabeleceu 13 princípios que podem servir de base ou guia na hora de avaliar serviços de tratamento.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/256225/adolescencia+e+drogas/?franq=264571"><img class="alignright" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/256225.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>São eles:</p>
<ol>
<li><strong>Não existe &#8220;o melhor tratamento&#8221;, existem práticas mais eficazes que outras.</strong> Os indivíduos podem desenvolver dependências por vários motivos, então não há como estabelecer um protocolo de tratamento universal.</li>
<li><strong>O tratamento deve estar disponível prontamente.</strong> A motivação para o tratamento é a maior dificuldade no tratamento das dependências. Ter um serviço pronto para receber o dependente no momento em que ele está disposto a deixar a substância é fundamental.</li>
<li><strong>O tratamento efetivo abrange todos os aspectos da vida do indivíduo, não apenas a dependência química.</strong> O dependente químico é um indivíduo que desenvolve vários papéis: na família, no trabalho, no estudo, na sociedade. Atender essas necessidades é importante para garantir a recuperação.</li>
<li><strong>O tratamento do indivíduo deve ser avaliado continuamente e modificado quando necessário para garantir que o plano esteja adequado às necessidades.</strong> Com o passar do tempo, o plano deve ser readequado e as estratégias, repensadas. A abordagem deve ser adequada à idade, gênero, cultura e situação social da pessoa.</li>
<li><strong>Permanecer no tratamento pelo tempo adequado é um fator crítico. </strong>As pessoas geralmente abandonam o tratamento prematuramente, portanto os programas devem possuir estratégias para aumentar o engajamento e manter os pacientes no processo.</li>
<li><strong><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23607/drogas:+subsidios+para+uma+discussao/?franq=264571"><img class="alignleft" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img7/23607.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>Aconselhamento (individual ou em grupo) e outras terapias comportamentais são componentes críticos de um tratamento eficaz para a dependência.</strong> A terapia tem como objetivo resolver questões de motivação, ajustamento, treinamento de habilidades e melhorar a capacidade de resolução de problemas. Também facilita as relações interpessoais e a convivência em comunidade.<span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>A medicação é uma parte importante do tratamento para muitos pacientes, especialmente quando combinada com aconselhamento e outras terapias comportamentais.</strong> Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a medicação pode ajudar na promoção e na manutenção de abstinência para muitos pacientes. Para pacientes com outros transtornos mentais, tanto a terapia quanto a medicação são fundamentais.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>Indivíduos dependentes ou abusadores de drogas com comorbidades devem ter as duas condições tratadas de forma integrada.</strong> Geralmente, a dependência química está associada a outro transtorno clínico (p.ex.: depressão, transtorno bipolar I ou II, esquizofrenia) ou da personalidade. Mais que determinar quem veio primeiro, é importante tratar de forma integrada o indivíduo (ao contrário do tratamento da condição por si só).<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>A desintoxicação é apenas o primeiro passo do tratamento da dependência e, sozinha, tem pouco efeito no longo prazo.</strong> A desintoxicação, com uso de medicamentos para eliminar sintomas agudos de abstinência, é extremamente recomendada para algumas pessoas mas não garante a abstinência no longo prazo.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>O tratamento não precisa ser voluntário para ser eficaz</strong>. Esse é o princípio mais polêmico. O uso de drogas afeta a motivação pessoal. Estudos não encontram diferença no longo prazo entre pessoas que buscaram a abstinência por conta própria ou aquelas que foram levadas a tratamento por suas famílias ou pelo sistema judiciário.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>É possível que haja algum uso de substância durante o tratamento e isso deve ser monitorado constantemente.</strong> Lapsos podem acontecer durante o tratamento, o que justifica o monitoramento constante (inclusive através de testes de laboratório). Pacientes que tenham recaídas devem usar esses episódios para aprenderem a conviver com a proximidade das drogas mantendo uma distância segura.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1941123/?franq=264571"><img class="alignright" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img3/1941123.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>Os programas de tratamento devem avaliar HIV/AIDS, hepatite B e C, tuberculose e outras doenças infecto-contagiosas, bem como prover aconselhamento para evitar ou modificar comportamentos de risco.</strong> O aconselhamento pode ajudar os pacientes a evitar comportamentos de alto risco (compartilhamento de seringas ou cachimbos, sexo sem proteção).  Além disso, é importante auxiliar as pessoas que já convivem com essas doenças.<strong></strong></span></span></li>
<li><span style="line-height: 17px;"><span style="line-height: 19px;"><strong>A recuperação da dependência química é um longo processo e frequentemente requer vários episódios de tratamento.</strong> Como outros pacientes crônicos, dependentes químicos estão sujeitos a lapsos que podem acontecer após períodos de sucesso do tratamento. O acompanhamento de longo prazo, em grupos de auto-ajuda e aconselhamento, pode aumentar o sucesso do tratamento e diminuir as chances dos lapsos se tornarem recaídas.</span></span></li>
</ol>
<p><em>Além da literatura indicada em meio ao post, você pode saber mais sobre dependência química visitando os seguintes sites:</em></p>
<ul>
<li><a href="http://www.uniad.org.br">Uniad &#8211; Inpad: Instituto Nacional de Pesquisa em Políticas Públicas do Álcool e Drogas</a></li>
<li><a href="http://200.144.91.102/cebridweb/default.aspx">Cebrid: Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas</a></li>
<li><a href="http://www.abead.com.br/">Abead: Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas</a></li>
<li><a href="http://www.abramd.org.br/">Abramd: Associação Multidisciplinar de Estudo sobre Drogas</a></li>
<li><a href="http://aed.one2one.com.br/alcooledrogas/">Álcool e Drogas sem distorção: Site do Hospital Albert Einstein</a></li>
</ul>
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		<title>Maconha: é hora de legalizar?</title>
		<link>http://www.conversadepsicologo.com/2009/02/maconha-e-hora-de-legalizar/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 02:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uso de substâncias]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[legalização]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>

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		<description><![CDATA[A Cannabis sativa é velha conhecida da humanidade. Suas fibras eram utilizadas para a confeção de velas e cordas de navios, no século XV. As primeiras sementes de maconha, um anagrama de cânhamo, foram trazidas para o Brasil por escravos. As sementes vinham escondidas nas barras das roupas desses escravos, que, chegando aqui, difundiram a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/lollyman/943175686/"><img title="Cannabis sativa" src="http://farm2.static.flickr.com/1424/943175686_bd78c089ef.jpg" alt="Crédito: Lollyman" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Lollyman, do Flickr</p></div>
<p>A <em>Cannabis sativa</em> é velha conhecida da humanidade. Suas fibras eram utilizadas para a confeção de velas e cordas de navios, no século XV. As primeiras sementes de maconha, um anagrama de cânhamo, foram trazidas para o Brasil por escravos. As sementes vinham escondidas nas barras das roupas desses escravos, que, chegando aqui, difundiram a planta entre as populações nativas.</p>
<p>Nos séculos XVIII e XIX, a maconha adquiriu status de medicamento na Europa. Franceses e ingleses utilizavam a droga por suas propriedades terapêuticas: a maconha era recomendada para o tratamento da asma, insônia e até para roncos e flatulência.</p>
<p>A demonização da maconha teve início na década de 1920: na II Conferência de Entorpecentes, em Genebra, foi considerado que a maconha era pior que o ópio, o que justificaria a sua proibição e criminalização.</p>
<p>Atualmente, apesar do uso de maconha ser considerado crime, pessoas apreendidas com quantidades de substância apenas para consumo não recebem pena de prisão. Geralmente cumprem penas alternativas (pagamento de cestas básicas, serviços comunitários), a não ser que o processo tenha algum agravante.</p>
<p><strong>Mas, afinal, maconha faz mal?</strong></p>
<p>O princípio ativo da maconha é o Delta-9-Tetra-hidro-canabinol. O THC age no Sistema Nervoso Central, causando alterações psicomotoras e aumento de apetite. Usuários crônicos de maconha apresentam déficits no aprendizado verbal e na memória recente e ainda não se sabe se essas alterações melhoram com o fim do uso. Quando usada na gravidez, a maconha tem efeitos no cérebro do feto que podem levar a alterações na vida adulta, inclusive a predisposição para o uso de maconha.</p>
<p>Outro efeito indesejado da maconha é a psicose: existe relação entre o consumo de maconha e a incidência de esquizofrenia. E a incidência é maior quanto mais precoce for o consumo e mais longo for o consumo.</p>
<p>Dependentes de maconha, quando em abstinência, apresentam uma síndrome de abstinência caracterizada por irritabilidade, ansiedade, depressão, calores repentinos, náuseas e diarréias.</p>
<p>O tratamento do usuário de maconha envolve psicoterapia e uso de medicamentos. Na rede pública, o tratamento é oferecido nos CAPS-AD. As internações são recomendadas apenas em alguns casos.</p>
<p><strong>A maconha leva às outras drogas?</strong></p>
<p>Não. A Teoria da Porta de Entrada, como é conhecido esse raciocínio, não encontra respaldo científico. Apesar das evidências de que grande parte dos usuários de cocaína começaram o uso com maconha, álcool e tabaco, não existe uma relação no sentido contrário: pesquisas indicam que a maior parte dos usuários de maconha não &#8220;evoluem&#8221; no uso de drogas. Acredita-se hoje que o efeito de porta de entrada se deva ao convívio com traficantes e usuários de outras drogas, não aos efeitos da droga em si.</p>
<p><strong>Por que legalizar?</strong></p>
<p>Um dos argumentos pró-legalização é o uso terapêutico da maconha. A droga causa aumento do apetite e tem efeito anti-emético (combate ânsias e vômitos), características benvindas no tratamento de doentes de alguns tipos de câncer e AIDS. Além disso, existem evidências da eficácia do THC e do canabidiol (outro princípio ativo da maconha, que não causa &#8220;barato&#8221;) no tratamento da dor de pacientes com Esclerose Múltipla. Em alguns países, já existem medicamentos feitos a partir dos princípios ativos das maconha, como o Marinol, nos Estados Unidos.</p>
<p>Sempre se cita a Holanda como exemplo de país em que a maconha é liberada. O que pouca gente sabe é que a maconha não é &#8220;liberada&#8221;. Na Holanda, não há pena para comprar até 5g/dia de maconha em coffee-shops, mas a produção e o consumo fora de coffee-shops são crimes. Além de ser irresponsável comparar dois países de culturas diferentes, é importante pensar nos motivos que levaram à legalização na Holanda. Lá, a legalização da maconha se deu para evitar uma epidemia no uso de heroína (que era oferecida por traficantes aos usuários que iam comprar a maconha). Os coffee-shops são fiscalizados e, caso vendam bebidas alcoólicas ou outras drogas, perdem a licença.</p>
<p><strong>Qual a sua opinião?</strong></p>
<p>Eu confesso que acho difícil me posicionar nessa questão. Não acredito no &#8220;fim do tráfico&#8221; com a legalização (há tráfico de cigarros, e eles são permitidos), mas também não vejo eficácia na atual política anti-drogas (e me pergunto até que ponto é necessário uma política &#8220;anti-drogas&#8221;). Sem falar nas questões de tratamento: com poucas vagas para os dependentes na saúde pública, será prudente aumentar o número de usuários?</p>
<p>Outra questão que me faço: enquanto o mito de &#8220;maconha não faz mal&#8221; existir, será que uma discussão sobre a legalização é válida? As pessoas sabem, realmente, o que estão discutindo?</p>
<p>O que você acha?</p>
<p><strong>Update: </strong><a href="http://olhometro.com/2009/02/17/uma-ou-duas-coisas-sobre-a-descriminalizacao-da-maconha/" target="_blank">Leia também o excelente post da Ana Freitas</a> sobre a legalização. Dica da <a href="http://www.ladyrasta.com.br">Lady Rasta</a>.</p>
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		<item>
		<title>Parabéns, Charles Darwin!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 22:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e profissão]]></category>
		<category><![CDATA[darwin]]></category>
		<category><![CDATA[epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
		<category><![CDATA[funcionalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje comemoramos os 200 anos de Charles Darwin. O escritor de &#8220;A Origem das Espécies&#8221; foi responsável por um turbilhão que transformou a Biologia no século XIX e é motivo de polêmica até hoje. O que pouca gente sabe é que a Teoria da Evolução também influenciou a Psicologia, especialmente os primeiros estudos sobre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignleft" style="width: 325px"><img title="Charles Darwin" src="http://farm3.static.flickr.com/2326/2262636867_a80f7eca8a.jpg" alt="Parabéns, Charlie!" width="315" height="500" /><p class="wp-caption-text">Parabéns, Charlie!</p></div>
<p>Hoje comemoramos os 200 anos de Charles Darwin. O escritor de &#8220;A Origem das Espécies&#8221; foi responsável por um turbilhão que transformou a Biologia no século XIX e é motivo de polêmica até hoje. O que pouca gente sabe é que a Teoria da Evolução também influenciou a Psicologia, especialmente os primeiros estudos sobre a mente e o comportamento humanos.</p>
<p>A Teoria da Evolução de Darwin diz que os indivíduos mais adaptados prevalecem no ambiente. Assim, as populações estão sempre mudando de perfil e adquirindo características mais adaptadas. Para formular essa teoria, Darwin estudou os animais de Galápagos, uma ilha isolada no Pacífico. Além de estudar os animais de Galápagos, Darwin também observou o crescimento de seu filho. Essa observação deu origem ao artigo &#8220;<a href="http://psychclassics.yorku.ca/Darwin/infant.htm">A Biographical Sketch of an Infant</a>&#8220;, publicado pela primeira vez em 1877, um marco da Psicologia do Desenvolvimento. No artigo, Darwin fala de comportamentos que são inatos e outros que são aprendidos.</p>
<p>O pensamento de Darwin também influenciou outros estudioso da sua época. O Funcionalismo, escola que via os seres vivos como estruturas que buscavam constantemente a melhor adaptação ao meio, teve seus reflexos na Psicologia. Tanto estudando o comportamento animal (Etologia), como no comportamento humano, a Psicologia cresceu a partir de idéias de equilíbrio indivíduo-meio e adaptação. &#8220;A psicanálise parte da idéia de que a função principal do mecanismo psíquico é livrar o indivíduo das tensões&#8221;, diz <a title="Matrizes do Pensamento Psicológico, no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/41936/matrizes+do+pensamento+psicologico?franq=264571">Luiz Cláudio Figueiredo</a>. Nesse sentido, o aparelho psíquico de Freud (id-ego-superego) trabalha para que o indivíduo esteja em constante busca de equilíbrio e bem-estar.</p>
<p>Outra manifestação do Funcionalismo na Psicologia é o Behaviorismo Radical de Skinner. Skinner constrói sua teoria a partir do conceito de &#8220;operante&#8221;. Para ele, o comportamento se define a partir das condições ambientais no momento em que ele ocorre e da sua relação com as consequências. O comportamento operante é voluntário e intencional e é a história do indivíduo que vai construir o repertório de comportamentos que uma pessoa terá ao longo da vida.</p>
<p>Outro fruto do encontro entre a Teoria de Darwin e a Psicologia é a Psicologia Evolucionista. Mais recente, a Psicologia Evolucionista se vale dos avanços nas ciências (especialmente as ciências cognitivas e as neurociências) para a construção de um novo modelo que explique os fenômenos psíquicos a partir da genética e da evolução. Essa linha de pesquisa é muito criticada pelos psicólogos ligados às Ciências Sociais, que temem que a cultura e o ambiente dos indivíduos deixem de ser considerados, o que seria extremamente reducionista.</p>
<p>Determinismo ou livre-arbítrio; natureza ou cultura; genes ou ambiente. Essas são as principais polêmicas que envolvem o legado de Darwin para a Psicologia e continuam até hoje. São vários os desafios postos para os Psicólogos que pretendem compreender os fenômenos psíquicos sob a figura de Darwin e poucas respostas. Um bom motivo para psicólogos e aspirantes buscarem entender o que realmente fundamenta e dá base às nossas intervenções.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre Psicologia &amp; Teoria da Evolução:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142008000200019&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Vespeiros da Razão: Perspectivas para um diálogo sobre as ciências biológicas e as ciências sociais</a> (scielo);</li>
<li><a href="http://www.epjournal.net/index.html">Evolutionary Psychology</a> (revista eletrônica de Psicologia Evolutiva);</li>
<li><a href="http://www.psych.ucsb.edu/research/cep/papers/pfc92.pdf">The Psychological foundations of culture</a> (livro de John Toby &amp; Leda Cosmides que reacendeu as discussões de psicologia evolutiva &#8211; em PDF);</li>
<li><a href="http://www.amazon.com/Sense-Nonsense-Evolutionary-Perspectives-Behaviour/dp/0198508840">Sense and and nonsense: evolutionary perspectives on human behavior</a> (uma crítica necessária à popularização de explicações como &#8220;mulheres mais novas buscam homens mais velhos porque&#8230;&#8221;)</li>
<li>O <a href="http://www.nature.com/nature/podcast/">podcast da revista Nature</a> dessa semana fala sobre a obra de Darwin. Em inglês.</li>
<li><a href="http://lablogatorios.com.br/marcoevolutivo/2009/02/12/pense-grande-nesse-grande-dia-de-darwin/">Pense grande nesse Darwin Day</a>, post do Marco Varella sobre a importância de estudar a obra de Charles Darwin.</li>
</ul>
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		<title>Existe dependência de Internet?</title>
		<link>http://www.conversadepsicologo.com/2009/01/existe-dependencia-de-internet/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 14:33:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[impulso]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[questionário]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, Internet vicia? Até que ponto a vida online atrapalha a vida offline? A dependência de internet ainda não foi codificada: o transtorno não consta no CID-10 nem no DSM-IV-TR. No entanto, algumas pesquisas vem apontanto a compulsão por internet como uma nova forma de Transtorno do Controle dos Impulsos.
Transtorno do Controle dos Impulsos? O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afinal, Internet vicia? Até que ponto a vida online atrapalha a vida offline? A dependência de internet ainda não foi codificada: o transtorno não consta no CID-10 nem no DSM-IV-TR. No entanto, algumas pesquisas vem apontanto a compulsão por internet como uma nova forma de Transtorno do Controle dos Impulsos.</p>
<p><strong>Transtorno do Controle dos Impulsos? O que é isso?</strong></p>
<p>Os Transtornos do Controle dos Impulsos, também chamados de Dependências Não-Químicas, são caracterizados pela vontade incontrolável de realizar alguma coisa que é prejudicial a si ou aos outros. O Transtorno do Controle dos Impulsos mais conhecido, provavelmente, é o Jogo Patológico, mas aqui também se encaixam a Cleptomania (pessoa que rouba coisas sem precisar ou sem querer), a Piromania (comportamento incendiário), o Transtorno Explosivo Intermitente (episódios explosivos de agressões, sem controle) e a Tricotilomania (arrancar os próprios cabelos). Depois do ato, a pessoa se sente aliviada, podendo ou não existir culpa, arrependimento ou auto-recriminação.</p>
<p>É importante dizer que os comportamentos característicos dos Transtornos do Controle dos Impulsos não acompanham nenhuma outra patologia, como a Dependência de Substâncias ou os Transtornos de Conduta. <a href="http://www.amiti.com.br/article/archive/3/">Saiba mais sobre os Transtornos do Controle dos Impulsos clicando aqui.</a></p>
<p><strong>O que já se sabe sobre a Dependência de Internet?</strong></p>
<p>É importante dizer, antes de tudo, que ainda não se sabe se a Internet é um veículo para uma compulsão (por exemplo: jogos online, chats) ou uma compulsão em si. Os primeiros conceitos de Dependência de Internet datam de 1991, nos EUA, mas só em 1996 foram definidos os primeiros critérios para classificação do abuso de Internet.<br />
A classificação utilizada atualmente foi definida em 2001. Uma pessoa é considerada &#8220;dependente de internet&#8221; se apresenta 5 dos 8 critérios abaixo:</p>
<ol>
<li> Preocupação excessiva com a Internet;</li>
<li>Necessidade de aumentar o tempo conectado (on-line) para ter a mesma satisfação;</li>
<li>Exibe esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da Internet;</li>
<li>Irritabilidade e/ou depressão;</li>
<li>Quando o uso da Internet é restringido, apresenta instabilidade emocional (usa a Internet como forma de regulação emocional);</li>
<li>Permanece mais conectado (on-line) do que o programado;</li>
<li>Trabalho e relações sociais ficam em risco pelo uso excessivo;</li>
<li>Mente aos outros a respeito da quantidade de horas conectada.</li>
</ol>
<p>Como já foi dito, existem casos em que a pessoa é compulsiva pela internet &#8220;em si&#8221;. Em outros casos, apenas algumas atividades são foco da compulsão (compras online, jogos, salas de bate-papo). Também é importante, na hora do diagnóstico, verificar se o uso da internet se faz por necessidade: pessoas que trabalham online provavelmente permanecerão mais tempo conectadas que aquelas que trabalham offline.</p>
<p>Se você acha que pode ser dependente de internet, faça o teste elaborado pela equipe do <a href="http://www.amiti.com.br/">Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso</a> do Instituto de Psiquiatria do HC/USP, <a href="http://www.dependenciadeinternet.com.br/article/archive/7/">clicando aqui.</a></p>
<p><strong>A internet prejudica a minha vida. O que eu posso fazer?</strong></p>
<p>Se você acha que tem problemas com a Internet, procurar psicoterapia é um passo importante. A psicoterapia permite que você perceba se há algum problema e, em caso positivo, faça algumas coisas para mudar sua relação.</p>
<p>A Internet é um meio de comunicação fascinante. É importante aprender a usá-la a seu favor, para aprender, estabelecer relações, se comunicar. Para tirar o melhor proveito, é fundamental manter uma atitude de controle, onde você &#8211; e não um determinado site ou aplicativo &#8211; determina como será o seu comportamento</p>
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		<item>
		<title>Orientação Profissional funciona?</title>
		<link>http://www.conversadepsicologo.com/2009/01/orientacao-profissional-funciona/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 14:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e profissão]]></category>
		<category><![CDATA[orientação]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>
		<category><![CDATA[vocação]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem gente que diz que &#8220;acredita&#8221;, tem gente que diz que &#8220;não acredita&#8221;. Mas Orientação Profissional vai além disso. A Orientação Profissional não tem nada a ver com o teste vocacional do passado: mais que uma descoberta, é uma construção. O orientando tem papel ativo, afinal é da sua carreira que estamos falando.
A terminologia mudou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem gente que diz que &#8220;acredita&#8221;, tem gente que diz que &#8220;não acredita&#8221;. Mas Orientação Profissional vai além disso. A Orientação Profissional não tem nada a ver com o teste vocacional do passado: mais que uma descoberta, é uma construção. O orientando tem papel ativo, afinal é da sua carreira que estamos falando.</p>
<p>A terminologia mudou porque a idéia de vocação não se sustenta nos tempos atuais. Vocação significa &#8220;ser chamado a&#8221; e ninguém é chamado a nada: a pessoa escolhe ser médico, professor, engenheiro ou vendedor. O foco do processo de Orientação Profissional é ajudar o orientando a construir sua identidade profissional, com apoio de técnicas psicológicas validadas cientificamente.</p>
<p>Que técnicas são essas? Os instrumentos utilizados vão de testes psicológicos a dinâmicas de grupo, passando por muito diálogo, informação sobre carreira e levantamento de fatores que influenciam na escolha. Muitas vezes, o orientando está envolvido em outras questões que acabam atrapalhando a escolha, nesses casos é papel do Orientador Profissional reconhecer essas questões e, se necessário, encaminhá-lo para a intervenção adequada.</p>
<p>E não são só adolescentes em fase de vestibular que podem passar por um processo de Orientação Profissional. Há experiências bem sucedidas com recém-formados, pessoas insatisfeitas com sua carreira e até mesmo profissionais perto da aposentadoria.</p>
<p>Se você se interessou pela Orientação Profissional e acha que ela pode te ajudar, cuidado: há muito charlatanismo no mercado. Procure um profissional qualificado, com registro profissional e currículo na área. Algumas universidades oferecem esse processo nos seus serviços de Psicologia.</p>
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		<item>
		<title>Psicologia, Psiquiatria, Psicanálise: Qual a diferença?</title>
		<link>http://www.conversadepsicologo.com/2009/01/psicologia-psiquiatria-psicanalise-qual-a-diferenca/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 14:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e profissão]]></category>
		<category><![CDATA[psicanalise]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez essa seja uma das dúvidas mais freqüentes quando se fala nas Psis. Psicólogo e Psiquiatra são a mesma coisa? Para ser psicólogo e psicanalista precisa fazer faculdade? Quem receita remédio? O que cada um faz?
A Psiquiatria é uma especialidade médica. Psiquiatras são médicos que, depois de formados, se especializam em Transtornos Mentais. O tratamento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez essa seja uma das dúvidas mais freqüentes quando se fala nas Psis. Psicólogo e Psiquiatra são a mesma coisa? Para ser psicólogo e psicanalista precisa fazer faculdade? Quem receita remédio? O que cada um faz?</p>
<p>A Psiquiatria é uma especialidade médica. Psiquiatras são médicos que, depois de formados, se especializam em Transtornos Mentais. O tratamento, na Psiquiatria, pode fazer uso de psicoterapia e remédios (como são médicos, psiquiatras podem receitar medicamentos).</p>
<p>A Psicologia, por sua vez, nasceu de várias correntes filosóficas e científicas que buscavam compreender os fenômenos psicológicos. A formação se dá na faculdade de Psicologia e o psicólogo pode trabalhar em várias áreas. Na clínica, o Psicólogo é habilitado para trabalhar com psicoterapia e psicodiagnóstico. O psicodiagnóstico, diferente do diagnóstico médico, pode ser feito com entrevistas e aplicação de testes. Os testes, inclusive, são ferramentas exclusivas do Psicólogo (psiquiatras não podem aplicá-los). Mas a clínica não é o único campo de trabalho do Psicólogo. Psicólogos podem trabalhar em empresas – nas áreas de RH e desenvolvimento de produto, em escolas – intervindo no processo de ensino-aprendizagem, na saúde pública – na gestão de serviços de saúde mental ou geral e também nas áreas jurídica, esportiva, hospitalar e várias outras. Com o tempo nós vamos abordar com mais cuidado as áreas de atuação do psicólogo nesse espaço.</p>
<p>E o Psicanalista? A Psicanálise surgiu a partir de observações feitas por Freud durante o tratamento de sintomas histéricos. A obra de Freud acabou se tornando uma referência importante no estudo não só das psicopatologias, mas do desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade. A Psicanálise não é regulamentada (não existe “faculdade de Psicanálise”), e a formação nos institutos sérios leva, em média, oito anos. A formação em Psicanálise inclui leituras, seminários e a análise pessoal. Médicos e psicólogos podem ser psicanalistas, mas não necessariamente um psicanalista é médico ou psicólogo (e isso será abordado aqui nesse blog, no futuro).</p>
<p>Resumindo a coisa toda: Psiquiatra é médico, pode fazer psicodiagnóstico (sem testes), psicoterapia e receitar medicamentos; Psicólogo pode usar testes psicológicos para fazer o psicodiagnóstico, fazer psicoterapia e trabalhar em outras áreas além da clínica e Psicanalista é quem pratica a Psicanálise. Apesar das diferenças, nada impede que essas profissões trabalhem juntas em prol de um objetivo comum.</p>
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		<item>
		<title>Princípios do SUS</title>
		<link>http://www.conversadepsicologo.com/2009/01/principios-do-sus/</link>
		<comments>http://www.conversadepsicologo.com/2009/01/principios-do-sus/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 14:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[equidade]]></category>
		<category><![CDATA[integralidade]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[universalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A Constituição de 1988 estabeleceu as bases do que viria a se tornar o Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o SUS é fruto de um movimento que começou muito antes, com a 7ª. Conferência Nacional de Saúde em 1980, e ainda está acontecendo, com as discussões sobre financiamento e responsabilidade.
O SUS se apóia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Constituição de 1988 estabeleceu as bases do que viria a se tornar o Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o SUS é fruto de um movimento que começou muito antes, com a 7ª. Conferência Nacional de Saúde em 1980, e ainda está acontecendo, com as discussões sobre financiamento e responsabilidade.</p>
<p>O SUS se apóia em três princípios: universalidade, integralidade e eqüidade. De uma forma bem simplista, isso quer dizer que a saúde é um direito de todos – universalidade, é um aspecto que integra todas as áreas da vida humana – integralidade – e cada um deve ser atendido de acordo com as suas necessidades – eqüidade. Esses três princípios (chamados de “doutrinários”) se refletem na organização do SUS. Além da atenção à saúde nas Unidades de Saúde e Hospitais, sua cara mais conhecida, ele também é responsável pela Vigilância Sanitária, pela Vigilância Epidemiológica, pelas vacinas e pela maior parte dos procedimentos de alta complexidade que envolvem a saúde (transplantes, tratamento de DST/AIDS e saúde mental, para citar alguns).</p>
<p>A Lei Orgânica da Saúde (lei nº. 8080/90) organizou e regulamentou o sistema. Além dela, várias outras leis foram criadas para tratar de assuntos relativos ao financiamento e às responsabilidades da União, dos Estados e dos Municípios. Essa hierarquização é um dos princípios que organizam o SUS, que também deve contar com a participação popular nas decisões e tem sua administração descentralizada.</p>
<p>Apesar das críticas, o SUS é a primeira tentativa brasileira de democratizar o acesso à saúde. Considerar a Saúde como um direito de todo cidadão é novidade em nosso país. Sabemos que são muitas as dificuldades que o SUS encontra na prática (falta de vagas, descredenciamento de hospitais, profissionais mal-pagos e desvalorizados), mas não podemos esquecer dos avanços e progressos que o Sistema trouxe para o nosso país. O tratamento de pacientes com HIV/AIDS brasileiro é referência e vários estrangeiros vêm para cá em busca de tratamento. O maior programa público de transplantes de órgãos e tecidos do mundo é do SUS. No Brasil não há registro de poliomielite desde 1990 e várias outras doenças já foram erradicadas com vacinação. A mortalidade infantil diminui desde sua implantação. Podemos considerar que temos um sistema confiável de vigilância sanitária e de vigilância epidemiológica.</p>
<p>Há muito que se falar sobre o SUS. Podemos reafirmar o mais importante: o SUS foi o primeiro sistema de saúde da América Latina e é uma conquista de todos os cidadãos brasileiros. Isso faz com que seja cada vez mais importante conhecer o sistema, saber quais são as instâncias de participação e lutar para que a saúde pública esteja cada vez mais presente na realidade de todos os cidadãos.</p>
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		<title>10 perguntas sobre testes psicológicos</title>
		<link>http://www.conversadepsicologo.com/2009/01/10-perguntas-sobre-testes-psicologicos/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 13:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e profissão]]></category>
		<category><![CDATA[projetivos]]></category>
		<category><![CDATA[psicometria]]></category>
		<category><![CDATA[psicotécnico]]></category>
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		<description><![CDATA[Os Testes Psicológicos são os instrumentos dos psicólogos mais conhecidos pela população em geral: seja na hora de tirar a carteira de habilitação ou em uma seleção de emprego, os testes psicológicos são utilizados. Por isso, vira e mexe a gente ouve falar do &#8220;teste do desenho&#8221; e dos &#8220;testes de inteligência&#8221;. Isso sem falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Testes Psicológicos são os instrumentos dos psicólogos mais conhecidos pela população em geral: seja na hora de tirar a carteira de habilitação ou em uma seleção de emprego, os testes psicológicos são utilizados. Por isso, vira e mexe a gente ouve falar do &#8220;teste do desenho&#8221; e dos &#8220;testes de inteligência&#8221;. Isso sem falar no famoso &#8220;teste vocacional&#8221;.</p>
<p>Mas tem muita gente que não entende como os testes funcionam. Para tirar algumas dúvidas e tranquilizar quem precisa passar por um psicotécnico, aí vão 10 perguntas (e suas respostas) sobre os testes psicológicos.</p>
<ol>
<li><strong>Quem pode aplicar os Testes Psicológicos?</strong> É muito importante dizer que somente psicólogos podem utilizar os testes: testes psicológicos não podem ser aplicados por psiquiatras, pedagogos, assistentes sociais ou outros profissionais. Isso se deve à especificidade da sua construção e da necessidade de interpretação correta dos seus resultados. Testes psicológicos não são como testes de revistas femininas: seus resultados devem ser interpretados dentro de um contexto específico e, para isso, é necessário muito estudo e treinamento.</li>
<li><strong>Quantos tipos de teste psicológico existem?</strong> Basicamente, os testes psicológicos se dividem em dois tipos: psicométricos e projetivos.</li>
<li><strong>O que são testes psicométricos?</strong> Testes psicométricos são aqueles que fazem uso da medida matemática para avaliar o sujeito. Os resultados originam um cálculo e o resultado do calculo para cada sujeito é comparado com uma tabela do resultado para a população em geral. Como exemplos de testes psicométricos, temos o IFP (Inventário Fatorial da Personalidade), que avalia a personalidade do sujeito, e o QSG (Questionário de Saúde Geral), que avalia a saúde da pessoa no momento do teste.</li>
<li><strong>O que são testes projetivos? </strong>São aqueles testes que fazem uso da projeção, ou seja, são testes que permitem que a pessoa manifeste algum aspecto da sua história ou da sua personalidade, mesmo que não perceba isso. Por exemplo, temos o HTP (Teste da Casa-Árvore-Pessoa), que avalia a personalidade através de desenhos, e o TAT (Teste de Apercepção Temática), que usa as histórias que o indivíduo conta para avaliar a sua personalidade e o seu estado mental. O Rorschach, o famoso teste das manchas, também é um teste projetivo.</li>
<li><strong>Como são construídos os testes?</strong> Testes psicológicos partem de &#8220;construtos&#8221;, ou seja, o que vai ser avaliado. Um teste que mede &#8220;inteligência&#8221;, para dar um exemplo, parte de uma definição clara do que é inteligência (p.ex.: &#8220;inteligencia é a capacidade de reagir aos estímulos do ambiente de forma a melhor adaptar-se&#8221; &#8211; uma definição que pode ser mudada de acordo com o autor do teste) . A partir daí, é construído um instrumento que permite que o psicólogo avalie a inteligência &#8211; de acordo com a definição dada pelo teste. Os testes psicológicos são então aplicados a vários grupos de pessoas para definir qual parte da população pode ser avaliada a partir deles e como os resultados devem ser interpretados. O Conselho Federal de Psicologia então avalia as pesquisas e define se os testes podem ou não ser utilizados pelos psicólogos.</li>
<li><strong>Quem vende os testes psicológicos?</strong> Existem editoras responsáveis por vender e publicar os testes. É importante repetir: somente psicólogos podem comprar e usar testes psicológicos. Portanto, a venda só se dá perante a apresentação da identidade profissional.</li>
<li><strong>Como fazer para passar no teste psicológico?</strong> Como são usados em recrutamento e seleção, há muitas pessoas que querem saber &#8220;como passar no teste psicológico&#8221;. Para eles, uma notícia boa e ao mesmo tempo ruim: não existe &#8220;passar&#8221; no teste psicológico. O teste psicológico dá um retrato da pessoa no momento da aplicação. Durante uma seleção de candidatos, os testes são utilizados para verificar se a pessoa tem um perfil compatível com o da vaga a ser preenchida.</li>
<li><strong>É verdade que eu preciso desenhar uma árvore com raiz?</strong> Repetindo: não existe fórmula para &#8220;passar&#8221; no teste psicológico. Tudo o que se diz no senso comum a respeito dos testes não tem fundamento científico. E nenhum psicólogo vai te falar como fazer para passar, sob pena de perder o registro no Conselho.</li>
<li><strong>Todo psicólogo usa teste psicológico? </strong>Não. O teste é um instrumento, mas o psicólogo não é obrigado a utilizá-lo. Há psicólogos que preferem basear seu diagnóstico em entrevistas, o que é perfeitamente aceitável.</li>
<li><strong>Eu não passei no teste, e agora?</strong> Em um processo de recrutamento e seleção, você tem direito a uma devolutiva do psicólogo. Ele não vai fazer terapia com você, mas pode dar um indicativo dos motivos que levaram você a não passar na seleção. Se você achar necessário, procure ajuda de um psicólogo para trabalhar as questões que impediram a sua aprovação.</li>
</ol>
<p>Se você quer saber quais são os testes psicológicos autorizados para uso no Brasil, consulte o <a href="http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/servicos/satepsi/">Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos do CFP</a>.</p>
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		<title>Mitos sobre o Cérebro</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 18:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Zuquetto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[mitos]]></category>
		<category><![CDATA[neurociência]]></category>

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		<description><![CDATA[A edição de abril de 2008 da revista Mente &#38; Cérebro trouxe uma matéria muito interessante sobre a obra de Barry L. Bernstein, psicólogo canadense falecido aos 60 nos em junho de 2007. Escrita por colegas seus, a matéria fala da importância dos estudos de Bernstein para a neuromitologia – o estudo dos mitos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A edição de abril de 2008 da revista <a href="http://www2.uol.com.br/vivermente">Mente &amp; Cérebro</a> trouxe uma matéria muito interessante sobre a obra de Barry L. Bernstein, psicólogo canadense falecido aos 60 nos em junho de 2007. Escrita por colegas seus, a matéria fala da importância dos estudos de Bernstein para a neuromitologia – o estudo dos mitos que envolvem o cérebro.</p>
<p>Não são poucos os mitos que envolvem o funcionamento do nosso cérebro. Os instrumentos científicos para o seu estudo vêm sendo aperfeiçoados a cada dia, o que possibilita que alguns desses mitos sejam aniquilados. Veja alguns mitos sobre o cérebro e a sua explicação:</p>
<ol>
<li> <strong>Só usamos 10% da capacidade cerebral:</strong> Esse mito caiu por terra com o avanço das técnicas de imagem cerebral (ressonâncias magnéticas e tomografias). Cada área do cérebro está associada a uma função vital e nos exames de imagem não foi possível perceber nenhuma área sem atividade, pelo contrário, todas as áreas se mostraram ativas em algum momento.</li>
<li> <strong>Algumas pessoas usam o lado direito enquanto outras, usam o lado esquerdo do cérebro: </strong>Outro mito que caiu por terra com o estudo de neuroanatomia funcional. Os hemisférios cerebrais têm uma ligação entre si, o corpo caloso, e supor uma “prevalência” de um sobre o outro é uma simplificação grosseira: cada área do cérebro está associada a uma função e trabalha em conjunto com as outras. O que acontece é que algumas pessoas, por causa das suas atividades, acabam utilizando mais as funções de um lado que de outro (por exemplo, artistas tendem a usar mais áreas ligadas a criatividade, enquanto engenheiros desenvolvem mais regiões ligadas ao raciocínio lógico-matemático).<strong><br />
</strong></li>
<li><strong> Depois de adultos, nossos neurônios param de nascer. </strong>Por muito tempo, acreditou-se que os neurônios estariam todos formados no nascimento e que, depois de adultos, não nasceriam mais neurônios. As pesquisas mais recentes, no entanto, mostram que os axônios (“braços” dos neurônios) se regeneram, e que em algumas partes do cérebro há crescimento de novas células, especialmente após traumas.</li>
<li><strong> É natural perder a memória com a idade. </strong>Esse mito se apoiava no mito anterior. Nada mais mentiroso. É possível envelhecer com lucidez e memória tão boas quanto você tem na juventude. Há relação com fatores genéticos, hábitos saudáveis e, talvez o fator mais importante, com a manutenção de atividade mental: estar sempre em atividade (resolver problemas, aprender coisas novas, buscar novas informações) é importante para ficar sempre lúcido.</li>
<li> <strong>Depressão não existe.</strong> Existe uma teoria da conspiração – envolvendo a indústria farmacêutica, médicos e governos – dizendo que as doenças mentais são inventadas. Por conta desse mito, muita gente sofre à toa. Transtornos mentais são causados por vários fatores (genéticos, sociais, familiares, ambientais) e devem ser vistos como quaisquer outras doenças: gastrite, gripe, câncer. Se você acha que tem depressão, procure ajuda médica ou psicológica. Ninguém precisa sofrer a vida inteira.</li>
<li> <strong>Antidepressivos causam dependência química.</strong> Apesar do que falam por aí, antidepressivos não causam dependência e podem ser de grande valia no tratamento dos transtornos mentais. Se você tiver dúvidas sobre sua medicação, consulte seu médico (e não sua vizinha).</li>
<li><strong> Esquizofrênicos têm múltiplas personalidades.</strong> É muito comum a confusão entre esquizofrenia e Transtorno Dissociativo da Personalidade (comumente chamado de múltiplas personalidades). Na verdade, a esquizofrenia, presente em aproximadamente 1% da população, se caracteriza por presença de delírios e alucinações (ver ou ouvir coisas, ter pensamentos de perseguição etc.). O Transtorno Dissociativo da Personalidade, por sua vez, é muito raro e se caracteriza por uma mudança entre duas personalidades diferentes ao longo do tempo e geralmente tem início após um trauma.</li>
</ol>
<p>Existem muitos outros mitos sobre o cérebro. Se você gostaria de saber mais ou tem alguma dúvida específica, deixe um comentário que nós vamos tentar respondê-lo.</p>
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