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	<title>Contos Curtos</title>
	
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	<description>Sente-se e tome um café com a gente!</description>
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		<title>Coisas da vida após a vida</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 11:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Solidão]]></category>
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		<description><![CDATA[Adelaide conheceu bem o que é o preconceito. Depois de morrer asfixiada pelo marido, passou três dias enterrada e voltou à vida como zumbi. No começo foi complicado: ela não se lembrava de muitas coisas e ficou perambulando pelas ruas até se ser reconhecida por uma vizinha. Houve muita resistência por parte de sua família [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Adelaide conheceu bem o que é o preconceito. Depois de morrer asfixiada pelo marido, passou três dias enterrada e voltou à vida como zumbi. No começo foi complicado: ela não se lembrava de muitas coisas e ficou perambulando pelas ruas até se ser reconhecida por uma vizinha. Houve muita resistência por parte de sua família em aceita-la de volta, já que fedia a carniça e soltava pedacinhos de si mesma por onde quer que fosse.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o tempo, porém, a morta-viva foi voltando à rotina. Divorciou-se de Olavo depois de coloca-lo na cadeia, retomou os estudos, fez as unhas e até adotou um gatinho preto. Seus filhos ainda sentiam um certo nojinho de andar ao seu lado, já que volta e meia um dos olhos cismava em saltar da órbita. A ex-defunta até que achava graça, e começou a fazer mais vezes esse truque, só para pagar de descolada.</p>
<p style="text-align: justify;">Certa noite, Adelaide resolveu pegar um cineminha. Comprou um balde de pipoca, refrigerante light e drops de anis. Estava se acomodando em sua poltrona quando uma gorda reclamou do mau cheiro. Com receio de que as lágrimas corroessem ainda mais o seu rosto, Adelaide saiu de fininho e voltou para casa. Apesar de estar recobrando as memórias e apresentar um certo cuidado com o visual, a zumbi ainda temia a rejeição.</p>
<p style="text-align: justify;">Passava tantas noites em claro que não demorou muito para se viciar em salas de bate-papo na internet. A conversa fluía muito bem, até Adelaide confessar que já havia passado desta para uma melhor. Foram tantas decepções, que resolveu entrar num fórum de taras bizarras. Surpreendentemente, conheceu um necrofilo que morava no mesmo quarteirão e ambos apaixonaram-se perdidamente depois do segundo encontro.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí foram domingos inteiros debaixo dos edredons, transas de outro mundo, horas e horas de telefonemas melosos e intermináveis e-mails com poesias apaixonadas. O necrófilo foi o primeira a dizer “eu te amo”, e Adelaide só ficou chateada por não ter mais como morrer de amores por ele, por motivos óbvios. Ambos viveram felizes até o dia em que ela, distraída, foi colocar um bolo no forno e acabou cremada. Coisas da vida após a vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>*copiado descaradamente do <a href="http://suburbanismos.wordpress.com/2011/05/12/coisas-da-vida-apos-a-vida/" target="_blank">Suburbanismos</a>, ótimo blog de contos do Rafael Paschoal. É que estou sem inspiração e vontade de escrever ultimamente&#8230; <img src='http://diegop.info/contoscurtos/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os Esportistas</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 18:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enviados por leitores]]></category>

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		<description><![CDATA[TEBOTRE GEAROAL (Ztefosset di ULOSZ do Tae Cnite) UM BTOVO CELRE BISOIDE LE CÉDAGE ZENIT POLAR ES OSZETRASRIS Hivai um ziás muare alrotossilro. Oti celhocade ceme e ziás de furute. I oduceçie oti didi ie celrtirae. Om nugit do alcolravit vinetos do cenibetiçie o cemzilhoatasme, es ztalcapias olsalimolres osramunivim i cimzoraçie lom somzto noin. Dossi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">TEBOTRE GEAROAL<br />
(Ztefosset di ULOSZ do Tae Cnite)</p>
<p style="text-align: center;">UM BTOVO CELRE BISOIDE LE</p>
<p style="text-align: center;">CÉDAGE</p>
<p style="text-align: center;">ZENIT<br />
POLAR</p>
<p style="text-align: center;"><strong>ES OSZETRASRIS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Hivai um ziás muare alrotossilro. Oti celhocade ceme e ziás de furute. I oduceçie oti didi ie celrtirae. Om nugit do alcolravit vinetos do cenibetiçie o cemzilhoatasme, es ztalcapias olsalimolres osramunivim i cimzoraçie lom somzto noin. Dossi fetmi sucodotim-so miuris goriçeos om quo i miaetai namarivi-so i sotrvat i manetai bom sucodadi.<br />
Ceme es moaes do oduceçie otim alsufacaonros, fea zotrmarade quo inguls gtuzes mias bom sucodades gilhissom do ztosolro fetmis do alfneolcait mias ztefuldimolto e tosre di zezuniçie.<br />
Olrto eurtis ceasis, zolseu-so om fetmis quo mias irtiassom gtildo zitro di zezuniçie. E furoben jí ori muare zezunit, zeas e ziás celrivi cem es monheros jegideros. Mosme i miaetai rolde siáde de ziás, hivai um cimzoelire muare fetro. Necuretos hasrtaêlaces dosomzolhivim e sou zizon, ziti dasrtiat i zezunicie datilro 24 hetis soguadis. Olquilte asse alvosragiçeos sebto gtildos gtuzes fanilcoates ijudides zet inguls zenáraces di vonhi guitdi otim milradis om bilhe-mirai. I zezuniçie fonap ceme nulce vai i miaetae des oszetros om quo btisanoates zitracazivim ande ziti e sice, mís, ifalin do celtis, nie ztocasívimes gilhir om rude, cotre?<br />
Inguls aldavádues quo nie ralhim rade i ezetruladido do tocobot i oduceçie di miaetai, facivem muare lotrveses, mosme quo is vopos retcossom pet inguls irnoris licaelias. Ichivim quo i cempotaçie etí ralhi ingumi ceasi do altrotossilto, mís rilbóm facivim do enhes ibotres o etonhis om zó quilde zitivim do euvat lerácaes sebto e oscíldine do ovisie do davasis de ziás.<br />
Ossos aldavádues vavaim ztoecuzides zones eurtes o chogivim i chiroí-nes cem suis ctráracis ícadis celrti e sastomi quo ralhi ctaide osso melto do adaeris som celscaôncai zenáraci.<br />
Um daí um gtuze do omztooldodetos mias celscaonros tosenvou ctait umi fetmi do cenibetit cem ztejores do oduciçie o dosolvenvou umi nálgui ziti oducit e tosre di zezunicie. E alácae de ztecosse fea foare uranapilde um cédage celhocade ceme:</p>
<p style="text-align: center;">P O L A R<br />
Z E N I T</p>
<p style="text-align: right;"><em>*Conto enviado por Roberto Goitein</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>**Uma dica para conseguir decifrar o texto é entender o padrão entre o título do conto e o nome do autor com as palavras no final do texto. <img src='http://diegop.info/contoscurtos/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </em></p>
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		<title>O Vício</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 00:29:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enviados por leitores]]></category>
		<category><![CDATA[Solidão]]></category>
		<category><![CDATA[Tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[Viver uma vida entregue a uma solidão que não tem início nem fim, sem ideais e sem expectativas. Vive a se segurar, o  cigarro,  enquanto o acende, pelo filtro entre os dentes. Isso é a vida de um viciado. Tem o incômodo de estar sozinho sem ser observado, um tédio. Um   humor inconstante, sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Viver uma vida entregue a uma solidão que não tem início nem fim, sem ideais e sem expectativas. Vive a se segurar, o  cigarro,  enquanto o acende, pelo filtro entre os dentes. Isso é a vida de um viciado.</p>
<p>Tem o incômodo de estar sozinho sem ser observado, um tédio. Um   humor inconstante, sempre disposto a encontrar emoções em tornos de  amigos. Gosta sempre  de ser e estar presente a eventos periodicamente, sempre com seu cigarro nos lábios, e a fumaça a correr entre os convidados, sem falar dos pulmões.</p>
<p>Não se sabe ao certo chegar ao mesmo lugar, ou estar nele. Porque  desde que começou a baforar, descobriu o mundo do vicio. Tornando-se entorpecido. Um ser vazio, indefinido e sem emoções.</p>
<p>Às vezes clama os  precipícios dos vícios químicos e também das amizades sem futuro. Está sempre com  um sorriso aberto a conquistas, tornando-o uma pessoa sem ego. A sua  maior característica é a de ficar entorpecido  por químicas diferentes.</p>
<p>Porventura o seu  amanhecer gera sempre uma expectativa real de melhoria por algo esperado. Mais não  se deixar passar despercebido pelo mundo das sombras. Vive sempre perdido em meio à selva de suas próprias insignificâncias. Uma vida  vegetativa,  seguindo hábitos, mais por comodismo, do que por satisfação pessoal.</p>
<p>Muitas vezes em seu ambiente cotidiano, se torna um personagem criado para esconder, mais tristezas do que alegrias. O importante para o viciado é compartilhar. O fato é que sua  forma de ludibriar a solidão insistente é muito inquietante. A sua companhia opcional. O vicio.</p>
<p>O importante para ele é está reunido com todos, exalando o aroma do cigarro embriagante,  misturando a predileção da baforada do cigarro. A falta que  faz pela manhã, ou durante o dia, lhe acende a vaidade e o egoísmo de prestar atenção apenas em si mesmo.</p>
<p>É sempre assim, um  maço de cigarros, atrás do outro. Muitas vezes,  o estômago revira. Nem mesmo isso, o incomoda, muito menos  o gosto da nicotina na boca,  misturado com alguma coisa. Sua companhia inseparável. Sempre o tem no bolso da calça ou diante dos seus olhos.</p>
<p>Com ele se vê o espelho de nós mesmos. Mais uma coisa é certa, quanto maior é o mau que ele propaga, maior é o desejo de tê-lo na boca e exalar.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Conto enviado por <a href="mailto:rncarminha@yahoo.com.br">Maria do Carmo </a></em></p>
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		<title>Desejos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 13:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Loucura]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Criatura]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela estava tomando banho. Era uma das partes mais divertidas do seu dia. Ali podia pensar, viajar em seus sonhos, afinal, ninguém iria entrar ali. Era o seu refúgio. Seus pais viviam reclamando que ela demorava muito no banho e ameaçavam começar a cobrar a conta de energia. Ela nem escutava. Ali, podia fingir ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ela estava tomando banho. Era uma das partes mais divertidas do seu dia. Ali podia pensar, viajar em seus sonhos, afinal, ninguém iria entrar ali. Era o seu refúgio.</p>
<p style="text-align: justify;">Seus pais viviam reclamando que ela demorava muito no banho e ameaçavam começar a cobrar a conta de energia. Ela nem escutava.</p>
<p style="text-align: justify;">Ali, podia fingir ser qualquer coisa, qualquer pessoa. Podia conversar com as paredes, imaginar estar rodeada de celebridades, ser alguém muito importante, talvez até presidente! Mas tinha que falar baixo, pois seus pais por muitas vezes conseguiam ouvir suas conversas, e caçoavam dela por isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginava ser alta, magra, bonita, morena, de olhos claros&#8230; Imaginava ter muito dinheiro, poder viajar pelo mundo, conhecer muitas pessoas diferentes. E imaginava namorar alguém legal, de preferência um ator ou cantor. E por muitas vezes chorava, pois não era nada disso. Era baixinha, gordinha e seus olhos eram castanhos. Não tinha dinheiro, só o que seus pais lhe davam de mesada, o que não dava nem para comprar uma calça.</p>
<p style="text-align: justify;">Ás vezes chorava muito, e desejava com todas as forças que tudo aquilo com que ela sonhava se tornasse realidade, como em um passe de mágica. E se desesperava quando abria os olhos e via que nada acontecia. Mas foi diferente desta vez.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando ela abriu os olhos, o que viu não foi a parede do banheiro. Foi alguém, ou algo, que talvez muitos de nós, os que acreditam é claro, não desejariam encontrar jamais.</p>
<p style="text-align: justify;">- Boa noite, moça. – disse a coisa com uma voz rouca, que parecia fazer eco dentro de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela não conseguiu responder. Sua respiração se tornou ofegante, os olhos se arregalaram, a boca se escancarou. Mas nada saia dela.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não precisa se assustar, não vim lhe fazer mal, apesar do que falam de mim por aí, não isso tudo não, sabe.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais uma vez ela não conseguiu dizer nada. Mas pelo menos conseguiu fechar um pouco a própria boca.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então, tenho ouvido suas conversas diárias com a parede do banheiro. Ouvi também seus choros, criança. Sabe, se eu fosse um qualquer, diria pra você aceitar o que você é e talz. Mas né, não sou um qualquer, como você deve saber.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento ela conseguiu balançar a cabeça em afirmativo, pois sabia muito bem o que era aquela criatura, o padre já lhe alertara sobre isso desde muito nova.</p>
<p style="text-align: justify;">- E como eu meio que cansei de assistir você chorar, pensei: porque não realizar estes sonhos todos? Eu posso fazer isso. – disse a coisa, balançando os ombros.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas como nada vez de graça – nem do branquinho lá – é claro que quero algo em troca.</p>
<p style="text-align: justify;">- Minha alma? – apesar de ter conseguido recuperar o fôlego para dizer esta pergunta, os olhos ainda estavam arregalados.</p>
<p style="text-align: justify;">- É. Simples e direto, sem complicações, sem provações e essas baboseiras todas. Te dou três desejos e você me dá a alma. Simples assim.</p>
<p style="text-align: justify;">- E o que acontece quando eu morrer?</p>
<p style="text-align: justify;">- Você sabe o que vai acontecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Por um momento, a reação automática que quase saiu foi a de recusar a oferta. Já havia sido doutrinada a isso na igreja. Mas pensou de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Se você recusar, criança, não me verá mais. Pense bem, é a sua grande chance.</p>
<p style="text-align: justify;">Então ela considerou realmente a oferta. Era jovem e infeliz. Com três desejos, podia se tornar rica e linda. Podia viajar o mundo. Podia conhecer muitas pessoas. Podia arranjar um namorado. Podia ser feliz, finalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">- Como é lá? – perguntou, na esperança de que não fosse tão ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não posso lhe responder isso. É contra as regras, não minhas é claro, que os vivos saibam do lado de lá. O que eu acho muito chato, sabe.</p>
<p style="text-align: justify;">Então ela ponderou. Será mesmo tudo isso que falam todo domingo? Será que não é suportável? E então ela pensou em tudo que poderia ser. Tudo o que sempre sonhou se realizar assim, em uma passe de mágica. Por fim, concluiu: foda-se.</p>
<p style="text-align: justify;">- Meu primeiro desejo é ser rica, muito rica.</p>
<p style="text-align: justify;">- E como você quer ser rica? Sabe como é, tem que ser de acordo com a regras daqui. Como você explicaria milhões aparecendo na sua conta bancária assim, do nada?</p>
<p style="text-align: justify;">- Tá, então quero saber os números que vão cair na megasena de sábado.</p>
<p style="text-align: justify;">- OK, feito. Estão anotados na sua agenda, em cima da sua escrivaninha.</p>
<p style="text-align: justify;">- Meu segundo desejo é ser linda, muito linda. Quero ter olhos azuis, lábios carnudos, alt&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">- Péra, péra, péra. É muita coisa pra um desejo só. Sabe, cada coisa aí que você disse tem que usar um desejo. Você está trapaceando.</p>
<p style="text-align: justify;">- Hmm&#8230; Então posso usar um desejo para pedir desejos extras?</p>
<p style="text-align: justify;">- Hehehe – a coisa deu uma risadinha maliciosa – pode sim, mas isso irá lhe custar cinco anos da sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">- Bom, e quando eu vou morrer?</p>
<p style="text-align: justify;">- Também não posso lhe responder isso. E não adianta usar um desejo para prolongar a sua vida. Quem dita essas regras é osso duro, cê sabe.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então, vou usar um desejo para ter uma boa saúde e nunca ter doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas ainda restam os acidentes.</p>
<p style="text-align: justify;">- É só eu tomar cuidado. Então vejamos: assumindo que posso viver até os 90 anos, se eu tiver uma saúde boa, acredito que posso sacrificar 30 anos, para viver até os 60. 90 anos é muito. Isso me rende 6 desejos extras.</p>
<p style="text-align: justify;">- Se você diz&#8230; – disse a coisa, sorrindo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Muito bem, é isso. Meu segundo desejo é nunca ter nenhuma doença, nunca.</p>
<p style="text-align: justify;">- Feito.</p>
<p style="text-align: justify;">- Meu terceiro desejo é medir 1,75.</p>
<p style="text-align: justify;">- OK.</p>
<p style="text-align: justify;">E neste momento ela esticou. Viu o chão se afastar um pouco. Vendo que surtiu efeito imeditato, começou a usar os desejos extras. Boca, nariz, cabelos, barriga, dentes, braços. Gastou os seis desejos em pouco tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então, mais alguma coisa?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, acho que está bom assim – disse ela olhando-se no vidro do box, admirando seus cabelos novos, boca e tudo o mais.</p>
<p style="text-align: justify;">- Que assim seja. Nos vemos em breve. – disse isso e foi embora.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela ficou ali, se olhando no vidro do box, tão feliz que não podia acreditar. Depois de alguns minutos decidiu sair do banheiro para se admirar no espelho do seu quarto, que era de corpo inteiro. Porém, quando ela abriu a porta do box e pisou no azulejo do lado de fora, este estava molhado e ela escorregou. A cabeça bateu na beirada da privada, quebrando seu pescoço, causando a sua morte. Morreu linda e rica, porém.</p>
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		<title>The Thing</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 12:51:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[I woke up and realized that I was alone. Everything was dark. I couldn&#8217;t see anything around me, nothing. I couldn&#8217;t remember how I got there. Until I felt something. Wasn&#8217;t something fisic, just a feeling. But I felt. Was like if someone else were there too, watching me. I couldn&#8217;t move, speak, nothing. Just [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>I woke up and realized that I was alone.</p>
<p>Everything was dark. I couldn&#8217;t see anything around me, nothing.</p>
<p>I couldn&#8217;t remember how I got there.</p>
<p>Until I felt something. Wasn&#8217;t something fisic, just a feeling. But I felt.</p>
<p>Was like if someone else were there too, watching me.</p>
<p style="text-align: justify;">I couldn&#8217;t move, speak, nothing. Just was there, lying down, tied in to the bed.</p>
<p style="text-align: justify;">And, the thing was there too, only for watch my desperate.</p>
<p style="text-align: justify;">Testing me.</p>
<p style="text-align: justify;">Waiting until when I would stand alive.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">a</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>*testando meu inglês sofrível. Se escrevi alguma besteira, please, let me know.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>*inspirado no ótimo livro do King, Jogo Perigoso. O único livro que me fez ter vontade de vomitar.</em></p>
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		<title>O quarto da meia-noite (final)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Nov 2010 14:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Loucura]]></category>
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		<description><![CDATA[*primeira parte *segunda parte *terceira parte A luz da lanterna piscou, como se estivesse sem bateria. O ar ficou quente e estagnado. Pensou em voltar para o seu quarto, como se lá fosse o lugar mais seguro. Mas não conseguiu. A luz da lanterna finalmente apagou. Ele deu um passo para trás, no susto. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://diegop.info/contoscurtos/o-quarto-da-meia-noite/" target="_blank"><em>*primeira parte</em></a><em> <a href="http://diegop.info/contoscurtos/o-quarto-da-meia-noite-pt-ii/" target="_blank">*segunda parte</a> <a href="http://diegop.info/contoscurtos/o-quarto-da-meia-noite-pt-iii/" target="_blank">*terceira parte</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">A luz da lanterna piscou, como se estivesse sem bateria. O ar ficou quente e estagnado. Pensou em voltar para o seu quarto, como se lá fosse o lugar mais seguro. Mas não conseguiu.</p>
<p style="text-align: justify;">A luz da lanterna finalmente apagou. Ele deu um passo para trás, no susto. O silêncio da casa era tão profundo que até o seu batimento cardíaco parecia ser muito barulhento.</p>
<p style="text-align: justify;">A princípio ele não entendeu o que estava acontecendo. Sentiu uma coisa gelada e gosmenta agarrar seu pé direito e puxá-lo para a frente, derrubando-o, em direção ao final do corredor, onde anteriormente havia aquela porta medonha.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentou gritar, mas não conseguiu. Até a própria voz havia lhe abandonado. A coisa puxava-o tão rápido e violentamente que ele não conseguiu encontrar um ponto de apoio.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi quando ele viu a porta novamente, porém desta vez estava totalmente aberta, revelando um outro corredor, e no final dele uma outra porta, de onde escapava uma luz vermelha e bruxuleante.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando atravessou a porta, não conseguiu ver nada. Estava tudo tão escuro, e a luz vermelha no final do corredor era muito fraca. A coisa ainda puxava-o pelo pé, e parecia estar ainda mais rápido. Só entendeu o motivo quando pôs a mão no chão e notou algo viscoso por todo o lugar. Tinha um cheiro de podre horrível, como nunca havia sentido antes, nem dos animais que morriam perto da sua antiga casa, e que ele tinha o estranho hábito de ir brincar com eles. Foi quando começou a ouvir.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro grito era um pedido de socorro, de uma mulher. Um grito desesperado, cheio de dor e agonia, que implorava pela morte, e não por sua libertação. O segundo era de um homem. Mas já era um grito cansado, sem palavras, quase um gemido. E a medida que a coisa arrastava-o em direção a porta com a luz vermelha, outros gritos se misturavam aos da mulher e do homem.</p>
<p style="text-align: justify;">A esta altura ele já havia se entregado ao desespero. Tentava lutar, mas a coisa puxava a sua perna com tanta força que parecia que ia arrancá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente chegou perto da porta o suficiente para a luz que escapava dela poder iluminar um pouco o corredor. E então entendeu o porque do cheiro de podre e a viscosidade do chão: todo o lugar estava tomado de sangue, já apodrecendo, e nos cantos, restos do que um dia foram pessoas. Dezenas delas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a luz também revelou outra coisa, talvez mais medonha do que a visão do corredor: seu raptor. Sua forma lembrava a de uma pessoa, mas aquilo deixada de ser humano havia muito tempo. A pele, toda queimada e com erupções, tinha uma aparência viscosa, em tons de verde. A postura era a de um macaco, e com uma imensa corcunda. Os braços eram desproporcionais. E a respiração era pesada, difícil, que mais parecia um ronco.</p>
<p style="text-align: justify;">Atravessando esta última porta ele pôde ver de onde os gritos surgiam. Haviam centenas, milhares de pessoas amontoadas, desesperadas, dentro de uma imenso buraco. E haviam, para cada pessoa, dez criaturas. Essas criaturas desmembravam, violavam, se alimentavam das pessoas, divertindo-se. E às pessoas só restava gritar, como se assim a morte pudesse chegar mais rápido.</p>
<p style="text-align: justify;">E foi neste abismo que a coisa jogou-o. Logo em seguida, várias criaturas, sedentas por carne nova, já arrancaram-lhe as roupas, os cabelos, os membros. Porém, a cada membro arrancado, cada órgão, eles apareciam novamente em seu corpo. E as criaturas arrancavam-os novamente. Isso se repetiria eternamente. Foi quando, em um lampejo, entendeu o porque de algumas pessoas não gritarem mais, e o porque do grito daquele homem parecer tão cansado.</p>
<p style="text-align: justify;">O resto da sua sanidade desapareceu assim que seu raptor fechou a porta por onde havia entrado, e seu grito de agonia juntou-se aos milhares.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/XWlLgUcOv7g?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="320" src="http://www.youtube.com/v/XWlLgUcOv7g?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Amor platônico</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 17:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Ela havia escrito um texto e postado em seu blog. Romântico, cheio de amor e saudade. Mas o objeto de toda essa paixão não sabia disso. E ela estava disposta a nunca revelá-lo. Até que ele entrou em seu blog. E o texto citava até o nome dele. Seu cabelo, seu perfume. - Esse post [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ela havia escrito um texto e postado em seu blog. Romântico, cheio de amor e saudade. Mas o objeto de toda essa paixão não sabia disso. E ela estava disposta a nunca revelá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Até que ele entrou em seu blog. E o texto citava até o nome dele. Seu cabelo, seu perfume.</p>
<p style="text-align: justify;">- Esse post é sobre mim? – perguntou ele, pegando-a de surpresa com a sua cara-de-pau.</p>
<p style="text-align: justify;">- Nada a ver&#8230; Existem tantos Felipes no mundo com o cabelo igual ao seu&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas eu não comentei nada do cabelo&#8230; Que aliás é muita coincidência.</p>
<p style="text-align: justify;">- Exatamente, coincidência.</p>
<p style="text-align: justify;">No outro dia, ela trocou o nome dele por Bruno. Também trocou a cor e o tamanho do cabelo, deixando de ser “ele” pra virar somente mais um dos seus personagens. Porém ainda era um texto sobre ele.</p>
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		<title>O quarto da meia-noite (pt. III)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 19:04:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Loucura]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
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		<category><![CDATA[Medo]]></category>
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		<description><![CDATA[*primeira parte *segunda parte Depois que comeu seu almoço, sentou-se no sofá para assistir um pouco de TV. Ainda não sabia direito o motivo de não ter contato para o seu pai sobre o que aconteceu noite passada. Talvez medo de que ele não acreditasse, ou algo do tipo. E, nem ele mesmo estava convencido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://diegop.info/contoscurtos/o-quarto-da-meia-noite/" target="_blank"><em>*primeira parte</em></a><em> <a href="http://diegop.info/contoscurtos/o-quarto-da-meia-noite-pt-ii/" target="_blank">*segunda parte</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Depois que comeu seu almoço, sentou-se no sofá para assistir um pouco de TV. Ainda não sabia direito o motivo de não ter contato para o seu pai sobre o que aconteceu noite passada. Talvez medo de que ele não acreditasse, ou algo do tipo. E, nem ele mesmo estava convencido completamente de que algo realmente havia acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Como era sábado e havia dormido até o meio-dia, à noite a regra era ficar acordado até as quatro da madrugada, navegando na internet. E a intenção era esta mesma, porém, quando chegou à meia-noite, ele se lembrou da noite passada. Munido de muita curiosidade e um pouquinho de medo, juntamente com seus colegas de madrugada chamando-o de maricas, ele saiu do quarto para dar uma espiada no corredor. Porém, como estava muito escuro, não conseguia enxergar o queria ver: o final do corredor.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiu do quarto e foi caminhando pelo corredor, com o coração querendo pular do peito e a respiração ofegante. À medida que ia chegando mais perto do seu destino mais essa sensação ia aumentando, e a coragem ia diminuindo.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente chegou ao banheiro. A este ponto, tudo parecia até meio surreal, de tão apavorado que estava. E o estranho é que nem sabia o porquê disso. Enfiou a mão dentro do banheiro e, por um breve momento considerou o que era pior: acender a luz e ver novamente aquela porta ou manter-se no escuro, sem vê-la, mas também vulnerável a qualquer coisa que pudesse sair.</p>
<p style="text-align: justify;">Decidiu por acender a luz e descobrir logo o que era aquela porcaria toda. – É a minha casa, porra! Quando acendeu a luz, acabou descobrindo que o que viu a noite passada não foi alucinação – a porta estava ali novamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Por um momento sentiu-se preso dentro do próprio corpo, como se este fosse uma jaula, e ele um pássaro com asas muito grandes. Ficou petrificado de pavor, e todos os pensamentos de curiosidade e coragem que povoaram sua mente momentos antes sumiram, como se tivessem ficado no quarto, na tela do computador.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento, onde até a sua respiração parecia ter-lhe abandonado, pensamentos, imagens, teorias passavam por sua cabeça. E todos eles envolviam morte, tortura e dor. Até que, em um impulso de coragem e irresponsabilidade admitida, decidiu: &#8211; Vou abrir essa porra dessa porta!</p>
<p style="text-align: justify;">A princípio não conseguiu ver nada, estava muito escuro e ele só havia aberto um pouco a porta, para tentar espiar. A única luz que tinha era a do banheiro, porém não adiantava muito. Entendeu que teria que abrir mais para a única luz poder iluminar o que quer que fosse aquilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Então se lembrou que seu pai havia lhe dado uma lanterna assim que foram morar nesta nova casa. Então voltou a fechar a porta e correu para o quarto para procurar o objeto. A esta altura já não estava sentindo mais medo, mas um misto de excitação e curiosidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando encontrou a lanterna voltou rapidamente para o corredor. Enquanto ia em direção à porta misteriosa, sentiu um cheiro estranho. Cheiro de coisa morta, de comida estragada, de estrume, de terra, tudo misturado. Sentiu o ar pesado, quente. E sentiu que não era mais o único a andar pela casa naquele momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegando ao final do corredor, deparou-se com o quadro. A porta havia sumido. Com o coração batendo forte de decepção e ao mesmo tempo de pavor, notou que o quadro não era o mesmo. Antes, um menino dentro de um quarto olhando para um dia claro, de céu azul e sem nuvens, através da janela. Agora, o menino estava olhando para ele, com uma expressão de pavor no rosto, e não era mais dia.</p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="http://diegop.info/contoscurtos/o-quarto-da-meia-noite-final/" target="_blank">*continua&#8230;</a></em></p>
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		<title>O quarto da meia-noite (pt. II)</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 11:58:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*continuação deste conto A porta era igual as outras da casa. Era com se estivesse ali todo o tempo. Mas não estava. Quando ele foi escovar os dentes, antes de dormir, às 22:00h, não estava. Ficou paralisado de medo e confusão. – Será que estou dormindo ainda? – pensava, porém sem conseguir se mover. Então [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>*continuação <a href="http://diegop.info/contoscurtos/o-quarto-da-meia-noite/" target="_blank">deste</a> conto</em></p>
<p style="text-align: justify;">A porta era igual as outras da casa. Era com se estivesse ali todo o tempo. Mas não estava. Quando ele foi escovar os dentes, antes de dormir, às 22:00h, não estava.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficou paralisado de medo e confusão. – Será que estou dormindo ainda? – pensava, porém sem conseguir se mover.</p>
<p style="text-align: justify;">Então lembrou-se do banheiro, bexiga cheia e tal, e correu pra dentro do toalete, trancando a porta. Quando sentiu-se seguro, a respiração voltou, ofegante. Foi quando se deu conta que não tinha conseguido nem respirar, quando estava encarando aquela porta misteriosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Fez o xixi mais preocupado de sua vida. E parecia que não acabava mais. Sentia uma sensação de urgência em voltar ao seu quarto, com medo do que houvesse atrás daquela porta – ou o que poderia sair dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Inspirou e expirou pausadamente três vezes, se preparando para abrir a porta do banheiro. Abriu-a com extremo cuidado, tentando não fazer barulho, sem saber com certeza o porquê. Talvez por medo de acordar qualquer coisa que morasse naquele quarto.</p>
<p style="text-align: justify;">Abriu a porta e expiou, mas só o que viu foi o quadro na parede. Fechou a porta do banheiro novamente e depois tornou a abri-la, para ter certeza do que via: a porta não estava mais lá. Olhou para o corredor escuro, talvez esperando encontrar algo espreitando, mas não viu nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Então decidiu voltar para o seu quarto. – Talvez tenha sido só uma doideira da minha cabeça, tenho que parar de fumar maconha. – pensou, andando pelo corredor vazio e escuro, meio rápido e com a luz do banheiro ainda iluminando onde anteriormente estivera aquela porta medonha.</p>
<p style="text-align: justify;">Entrou no quarto e fechou a porta, sentindo-se extremamente sonolento. Deitou-se e dormiu rápido e pesadamente, esquecendo que deixara a luz do banheiro acesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Acordou ao meio-dia, com seu pai lhe chamando pro almoço. Pelo menos ele o deixava dormir até tarde, ao contrário de sua mãe. Desceu, ainda com o cabelo desarrumado e sentou-se à mesa.</p>
<p style="text-align: justify;">- Você entrou no meu quarto ontem, Ju? – perguntou-lhe, servindo-lhe os bifes.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, pai. Por quê?</p>
<p style="text-align: justify;">- Pensei ter visto você fechando a porta do meu quarto. Talvez eu estivesse meio sonolento e imaginei coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">- É, pode ser&#8230; &#8211; disse ele, meio vago, notando que o pai estava com uma mancha escura no braço, como se alguém tivesse apertado com muita força.</p>
<p style="text-align: justify;">- Pai, você se machucou?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não que eu me lembre&#8230; Por quê?</p>
<p style="text-align: justify;">- E essa mancha no seu braço?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não sei, não me lembro de isso estar aqui ontem&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="http://diegop.info/contoscurtos/o-quarto-da-meia-noite-pt-iii/" target="_blank">*continua&#8230;</a></em></p>
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		<title>O quarto da meia-noite</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 18:32:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulinha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O vento soprava forte naquela noite de quinta-feira, fazendo sons parecidos com uivos, acordando-o. Era uma noite fria de inverno, daquelas que você demora pra se esquentar na hora de dormir, mas que incrivelmente te dá mais vontade de ir ao banheiro. Acordou assustado e com vontade de urinar. Ainda não havia se acostumado com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O vento soprava forte naquela noite de quinta-feira, fazendo sons parecidos com uivos, acordando-o. Era uma noite fria de inverno, daquelas que você demora pra se esquentar na hora de dormir, mas que incrivelmente te dá mais vontade de ir ao banheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Acordou assustado e com vontade de urinar. Ainda não havia se acostumado com os sons de uma casa de madeira, pois havia se mudado não fazia nem uma semana. Seu pai insistiu em comprar uma casa enorme, de madeira e no meio do campo, discordando de tudo o que ele queria: um apartamento no centro da cidade. Mas, enfim, era ele quem tinha o dinheiro, então, não havia mais nada que pudesse fazer além de reclamar.</p>
<p style="text-align: justify;">E ainda tinha que ir ao banheiro. Pegou o celular para checar as horas. Depois de olhar, disse para si mesmo: &#8211; É claro que não tem sinal aqui, e é claro que é meia-noite. Além de estar completamente isolado e ser inverno, era a hora das bruxas. &#8211; Podia ser pior? – pensou.</p>
<p style="text-align: justify;">Sentou-se na cama e apoiou os pés no chão, fazendo o barulho característico da madeira. A cada rangida ele xingava seu pai mentalmente. Porém não foi indignação que sentiu quando abriu a porta do quarto. Foi medo. Não sabia explicar, mas sentiu um pavor que nunca havia sentido, nem quando assistiu O Exorcista, ainda criança, e teve que dormir com os pais.</p>
<p style="text-align: justify;">Um corredor comprido cortava o segundo andar em dois. E o seu quarto ficava bem no meio. Espiou os dois lados, mas não adiantou muito pois tudo estava tão escuro que a falta de luz parecia ter forma.</p>
<p style="text-align: justify;">O banheiro ficava no fim do corredor, do lado direito, na frente do quarto do seu pai. E entre as duas portas, no limite do corredor, ficava um quadro. Um quadro horroroso, por sinal, e que já estava lá quando se mudaram.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mais um pouco e eu chego lá. – pensava, enquanto caminhava pelo corredor escuro, pois não havia instalação elétrica ali, apenas nos quartos. Quando chegou a frente da porta do banheiro, já em quase completa escuridão, abriu a porta e enfiou a mão rapidamente, procurando o interruptor. Assim que achou, apertou-o, iluminando o banheiro e boa parte do corredor.</p>
<p style="text-align: justify;">Sentiu-se aliviado, pois podia novamente ver alguma coisa. Mas rapidamente esse sentimento de alívio se foi.</p>
<p style="text-align: justify;">- Esta porta não estava aqui antes&#8230; Pensou, nem percebendo que na verdade estava falando, e em voz alta. A porta parecia igual às outras da casa, com a diferença de que não estava ali quando ele fora dormir.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://diegop.info/contoscurtos/wp-content/uploads/2010/11/boogeyman2.gif"><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-medium wp-image-329" title="boogeyman2" src="http://diegop.info/contoscurtos/wp-content/uploads/2010/11/boogeyman2-300x193.gif" alt="" width="300" height="193" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="http://diegop.info/contoscurtos/o-quarto-da-meia-noite-pt-ii/" target="_blank">*continua&#8230;</a></em></p>
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