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      <title>Brontossauros em meu Jardim</title>
      <link>http://scienceblogs.com.br/brontossauros/</link>
      <description>Brontossauros em meu Jardim é um blog de Ciências e um blog de Biologia. Aqui você encontra textos sobre evolução, textos sobre gripe suína e as últimas descobertas científicas.</description>
      <language>en</language>
      <copyright>Copyright 2010</copyright>
      <lastBuildDate>Sat, 20 Mar 2010 10:57:48 -0300</lastBuildDate>
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         <title>O esqualeno nas vacinas da gripe é tóxico?</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O esqualeno presente nas vacinas não é tóxico.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span style="float: left; padding: 5px;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border:0;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Em muitos emails que contraindicam o uso da vacina contra H1N1, há o argumento de que substâncias presentes na vacina: thimerosal e esqualenos, são tóxicos. O thimerosal é usado para evitar que as vacinas se contaminem com bactérias. &lt;strong&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2010/03/esclarecimentos_sobre_a_vacina.php"&gt;Não há evidências de que a quantidade de mercúrio na vacina é tóxica.&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; O Atila ainda nos lembra que &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/03/vacine-se_e_convenca_outros_a.php"&gt;uma porção de cação pescado em São Paulo tem mais mercúrio que na vacina&lt;/a&gt; (não comam cações pois é uma espécie ameaçada!).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O esqualeno é utilizado para estimular o sistema imune e aumentar a eficiência da vacina. Nosso corpo produz esqualeno como parte de seu funcionamento e há esqualeno no seu sangue neste momento. O óleo que cobre o seu corpo também possui esqualeno. A quantidade de esqualeno deixada em nossas impressões digitais é tanta que é fácil quantificar a concentração de esqualeno no seu mouse. Não é de se espantar que comidas de origem animal contenham esqualeno.&lt;strong&gt; Esqualeno também é utlizado em cosméticos como cremes e batons.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A história de que o esqualeno nas vacinas é tóxico tem data de início. Entre 2000 e 2002, um grupo de pesquisadores publicou dois artigos (&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10640454"&gt;1&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12127050"&gt;2&lt;/a&gt;) mostrando que soldados que apresentavam a Síndrome da Guerra do Golfo possuíam anticorpos anti-esqualeno. A hipótese do grupo era de que o esqualeno presente nas vacinas contra o antrax dadas aos soldados estaria provocando a formação de anticorpos anti-esqualeno nos soldados, o que provocaria a Síndrome da Guerra do Golfo. &lt;strong&gt;No entanto, pesquisas posteriores mostraram que a pesquisa tem sérios problemas experimentais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Alguns esclarecimentos:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1) a vacina contra o antrax não usa esqualeno como adjuvante!&lt;/strong&gt; - análises da vacina anti-antrax mostraram que o adjuvante utilizado para aumentar a eficácia da vacina era o hidróxido de alumínio. No entanto,&lt;strong&gt; algumas vacinas anti-antrax contém esqualeno...&lt;/strong&gt; em quantidades minúsculas associadas à contaminação causada pelo contato da nossa pele com algum instrumento usado na fabricação da vacina (&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16762524"&gt;3&lt;/a&gt;). Para se ter uma ideia, o esqualeno contido nas vacinas anti-antrax possui esqualeno em uma concentração menor do que possuímos no nosso sangue. Eu chegaria a dizer, usando estes critérios, que &lt;strong&gt;tudo que injetamos no corpo possui esqualeno&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2) O grupo não demonstrou que seu método detecta anticorpos anti-esqualeno&lt;/strong&gt; - quem trabalha com ensaios de detecção de anticorpos sabe que é fácil se enganar usando estes métodos. Para evitar isso, é preciso fazer experimentos de controle para garantir a eficácia do método. O grupo responsável pela pesquisa associando vacinas com a Síndrome da Guerra do Golfo &lt;a href="http://www.fda.gov/ohrms/DOCKETS/dockets/80n0208/80n-0208-c000037-15-01-vol151.pdf"&gt;nunca publicou dados mostrando que seu método funciona!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3) O esqualeno não é capaz de induzir anticorpos anti-esqualeno&lt;/strong&gt; - a hipótese do grupo era de que o esqualeno faria o corpo "voltar-se contra si" através de anticorpos anti-esqualeno. Pesquisas posteriores mostraram que&lt;strong&gt; o esqualeno NÃO induz a produção de anticorpos anti-esqualeno&lt;/strong&gt;, mesmo se injetado em quantidades altas (&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16960112"&gt;4&lt;/a&gt;). Outros estudos utlizando métodos confiáveis de detecção o anticorpo anti-esqualeno mostrou que uma boa parcela da população possui estes anticorpos naturalmente e que &lt;strong&gt;a porcentagem de soldados que foram à Guerra do Golfo que tinham anticorpos anti-esqualeno é a mesma da população (&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19379786"&gt;5&lt;/a&gt;)!&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4) O esqualeno pode induzir doenças auto-imunes, se você for um camundongo&lt;/strong&gt; - se injetarmos altíssimas doses diretamente nas juntas de ratos, eles poderão ter artrite. &lt;strike&gt;Não deixem injetarem vacinas nas suas juntas!&lt;/strike&gt; Além disso, uma das formas do esqualeno, o MF59, induziu sintomas parecidos com lúpus em camundongos. No entanto, testes com altas quantidades de MF59 em humanos não provocaram o mesmo efeito. Lembro que as quantidades de esqualeno nas vacinas é baixa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;5) O esqualeno é usado em vacinas anti-gripe desde 1997&lt;/strong&gt; - o esqualeno é usado na Europa desde 1997 e não há indícios epiemiológicos de problemas associados ao seu uso. Desde 1997, milhões de pessoas são vacinadas todo ano com vacinas que contém esqualeno.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os emails que dizem que o esqualeno é tóxico, enfim, só estão gerando pânico e paranóia. Estes emails se baseiam em um estudo já desacreditado por inúmeros outros estudos. &lt;strong&gt;As evidências apontam que o esqualeno é uma substância segura nas vacinas.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Recomendo a leitura de &lt;a href="http://www.fda.gov/ohrms/DOCKETS/dockets/80n0208/80n-0208-c000037-15-01-vol151.pdf"&gt;um relatório o FDA (Food and Drugs Adminstration) sobre o esqualeno e as vacinas&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Experimental+and+Molecular+Pathology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1006%2Fexmp.1999.2295&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Antibodies+to+Squalene+in+Gulf+War+Syndrome&amp;rft.issn=00144800&amp;rft.date=2000&amp;rft.volume=68&amp;rft.issue=1&amp;rft.spage=55&amp;rft.epage=64&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0014480099922955&amp;rft.au=Asa%2C+P.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine"&gt;(1) Asa, P. (2000). Antibodies to Squalene in Gulf War Syndrome &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Experimental and Molecular Pathology, 68&lt;/span&gt; (1), 55-64 DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1006/exmp.1999.2295"&gt;10.1006/exmp.1999.2295&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Experimental+and+molecular+pathology&amp;rft_id=info%3Apmid%2F12127050&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Antibodies+to+squalene+in+recipients+of+anthrax+vaccine.&amp;rft.issn=0014-4800&amp;rft.date=2002&amp;rft.volume=73&amp;rft.issue=1&amp;rft.spage=19&amp;rft.epage=27&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Asa+PB&amp;rft.au=Wilson+RB&amp;rft.au=Garry+RF&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine"&gt;(2) Asa PB, Wilson RB, &amp; Garry RF (2002). Antibodies to squalene in recipients of anthrax vaccine. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Experimental and molecular pathology, 73&lt;/span&gt; (1), 19-27 PMID: &lt;a rev="review" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12127050"&gt;12127050&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Journal+of+pharmaceutical+and+biomedical+analysis&amp;rft_id=info%3Apmid%2F16762524&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Enhancement+of+an+analytical+method+for+the+determination+of+squalene+in+anthrax+vaccine+adsorbed+formulations.&amp;rft.issn=0731-7085&amp;rft.date=2006&amp;rft.volume=42&amp;rft.issue=4&amp;rft.spage=494&amp;rft.epage=9&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Spanggord+RJ&amp;rft.au=Sun+M&amp;rft.au=Lim+P&amp;rft.au=Ellis+WY&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine"&gt;(3) Spanggord RJ, Sun M, Lim P, &amp; Ellis WY (2006). Enhancement of an analytical method for the determination of squalene in anthrax vaccine adsorbed formulations. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Journal of pharmaceutical and biomedical analysis, 42&lt;/span&gt; (4), 494-9 PMID: &lt;a rev="review" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16762524"&gt;16762524&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Clinical+and+vaccine+immunology+%3A+CVI&amp;rft_id=info%3Apmid%2F16960112&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Vaccines+with+the+MF59+adjuvant+do+not+stimulate+antibody+responses+against+squalene.&amp;rft.issn=1556-6811&amp;rft.date=2006&amp;rft.volume=13&amp;rft.issue=9&amp;rft.spage=1010&amp;rft.epage=3&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Del+Giudice+G&amp;rft.au=Fragapane+E&amp;rft.au=Bugarini+R&amp;rft.au=Hora+M&amp;rft.au=Henriksson+T&amp;rft.au=Palla+E&amp;rft.au=O%27hagan+D&amp;rft.au=Donnelly+J&amp;rft.au=Rappuoli+R&amp;rft.au=Podda+A&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine"&gt; (4) Del Giudice G, Fragapane E, Bugarini R, Hora M, Henriksson T, Palla E, O'hagan D, Donnelly J, Rappuoli R, &amp; Podda A (2006). Vaccines with the MF59 adjuvant do not stimulate antibody responses against squalene. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clinical and vaccine immunology : CVI, 13&lt;/span&gt; (9), 1010-3 PMID: &lt;a rev="review" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16960112"&gt;16960112&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Vaccine&amp;rft_id=info%3Apmid%2F19379786&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Antibodies+to+squalene+in+US+Navy+Persian+Gulf+War+veterans+with+chronic+multisymptom+illness.&amp;rft.issn=0264-410X&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=27&amp;rft.issue=29&amp;rft.spage=3921&amp;rft.epage=6&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Phillips+CJ&amp;rft.au=Matyas+GR&amp;rft.au=Hansen+CJ&amp;rft.au=Alving+CR&amp;rft.au=Smith+TC&amp;rft.au=Ryan+MA&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine"&gt;(5) Phillips CJ, Matyas GR, Hansen CJ, Alving CR, Smith TC, &amp; Ryan MA (2009). Antibodies to squalene in US Navy Persian Gulf War veterans with chronic multisymptom illness. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vaccine, 27&lt;/span&gt; (29), 3921-6 PMID: &lt;a rev="review" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19379786"&gt;19379786&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/03/o_esqualeno_nas_vacinas_da_gri.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/QFtr3yKJMSs" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Gripe Suína</category>
         
         <pubDate>Sat, 20 Mar 2010 10:57:48 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>O ataque dos artrópodes assassinos </title>
          <description>&lt;p&gt;A scibling &lt;a href="http://scienceblogs.com/grrlscientist/2010/03/praying_mantis_attacks_humming.php"&gt;GrrlScientist colocou em seu blog&lt;/a&gt; um vídeo impressionante de um louva-deus atacando um beija-flor perto de uma destas garrafinhas de água com açúcar. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ep6vmpcUQR8&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ep6vmpcUQR8&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como é possível ver no vídeo, o pequeno louva-deus consegue segurar um beija-flor que conseguiu escapar no final. O vídeo tem feito muito sucesso, chegou a ser mencionado no überblog &lt;a href="http://www.boingboing.net/2010/03/08/praying-mantis-vs-hu.html?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed:+boingboing/iBag+(Boing+Boing)"&gt;Boing Boing&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Apesar da bizarrice da situação, aparentemente ataques de louva-deuses a beija-flores não é um evento tão raro assim. Só no Google há mais de 6o mil menções a histórias semelhantes. Em algumas delas, o louva-deus é bem sucedido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Na continuação do texto, há fotos chocantes de um louva-deus comendo um beija-flor além de outros relatos de artrópodes atacando vertebrados.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/03/o_ataque_dos_artropodes_assass.php"&gt;Read the rest of this post...&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/03/o_ataque_dos_artropodes_assass.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/eQYYQVr52Ic" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/eQYYQVr52Ic/o_ataque_dos_artropodes_assass.php</link>
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         <category>vida maravilhosa</category>
         
         <pubDate>Thu, 11 Mar 2010 23:28:14 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Spam pela Vacinação!</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;b&gt;Tenho recebido emails de correntes e comentários por aí falando das razões para não se vacinar. Coisas que mencionam o "genocídio programado" e as conspirações da Big Pharma.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Eu sou a favor da vacinação contra o H1N1 e, agora que refleti sobre isso, sou a favor da vacinação anual contra a gripe.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Se você concorda comigo e quer informar seus colegas e parentes sobre a vacinação, principalmente os que demonstram ser contra, por favor mande este texto por email:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: arial, sans-serif; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Esse é um texto informativo sobre as razões de se tomar a vacina. Por favor mande para todos os seus conhecidos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: xx-large; "&gt;Por que tomar a vacina?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes de decidir não tomar a vacina contra a gripe H1N1, considere o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;como se trata de uma variedade nova, é muito fácil pegar o H1N1 se vc entrar em contato com alguém doente;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;2.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;um número alto de pessoas menores de 65 anos são hospitalizadas devido à piora dos sintomas;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;3.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;você pode até sobreviver à H1N1 mas vc poderá contaminará outras pessoas que não terão esta sorte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao imunizar-se com a vacina H1N1, você não só evita ficar gripado mas também ajuda a proteger as pessoas que você conhece.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Ao não tomar a vacina, você arrisca contaminar alguém sensível ao H1N1!&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem é sensível ao H1N1? Grávidas, crianças e pessoas com doenças crônicas. Conhece alguém que se encaixe nestas categorias? Conhece alguém que conhece alguém que se encaixe nestas categorias?&amp;nbsp;&lt;b&gt;As chances de uma família inteira pegar o H1N1 se UMA pessoa pegar a doença são altíssimas!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font color="#FF0000"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large; "&gt;VACINE-SE: ao SE proteger, você protege quem você AMA.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Grávidas infectadas com o H1N1 têm DEZ vezes mais chances de ser hospitalizadas que uma pessoa normal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você pensa que não deve ser vacinado porque a H1N1 "não mata mais o que a gripe normal", pense de outra forma: talvez devêssemos nos vacinar contra a gripe normal também. Certamente o número de vítimas seria menor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EFEITOS COLATERAIS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É possível que você sofra efeitos colaterais leves após receber a vacina, como dores musculares, febre ou reações alérgicas. Também é possível que você acabe respirando com a ajuda de aparelhos ou até morrer após se infectar com o H1N1.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O risco de efeitos colaterais não é ZERO. É possível que ocorram efeitos na ordem de um em um milhão. Atualmente acredita-se que estas vacinas são tão seguras quanto as vacinas de gripe que usamos ano a ano. Lembrem-se NÃO estamos mais em 1976, os adjuvantes usados nas vacinas NÃO são tóxicos nas quantidades utilizadas. Além disso, estas vacinas já foram usadas no Hemisfério Norte sem fortes evidências de toxicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font color="#FF0000"&gt;&lt;span style="font-size: large; "&gt;PESE os riscos antes e tomar uma decisão.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;LEMBRE-SE ainda que vacinado, ainda há um risco de se infectar com o H1N1!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais informações:&amp;nbsp;&lt;a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1616"&gt;http://portal.&lt;wbr&gt;saude.gov.br/portal/saude/&lt;wbr&gt;area.cfm?id_area=1616&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2010/03/a_vacina_da_gripe_a_h1n1.php"&gt;http://scienceblogs.com.br/&lt;wbr&gt;eccemedicus/2010/03/a_vacina_&lt;wbr&gt;da_gripe_a_h1n1.php&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;UPDATE: para saber mais sobre a segurança de se tomar as vacinas o H1N1, recomeno os textos abaixo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2010/03/esclarecimentos_sobre_a_vacina.php"&amp;gt;Esclarecimentos sobre a Vacina para Gripe A H1N1&amp;lt;/a&amp;gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/03/vacinacao_contra_a_gripe_h1n1.php"&amp;gt;Vacinação contra a gripe H1N1, como, quem e por quê.&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/03/spam_pela_vacinacao.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/SefDqFnofjw" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Gripe Suína</category>
         
         <pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:32:10 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>A origem da Cobra</title>
          <description>&lt;p&gt;O conto abaixo foi inspirado pela descoberta de &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/2010/03/a_cobra_e_o_bebe.php"&gt;um fóssil de uma cobra atacando um ninho de saurópodes&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="cobra_brontossauros3.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/cobra_brontossauros3.jpg" width="350" height="343" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;=====================&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Todo mundo sabe como a Cobra convenceu dois hominídeos a comer o fruto da ciência que lhes deu um telencéfalo desenvolvido, polegares opositores e chakras. No entanto, pouco se fala sobre como a Cobra chegou lá. A razão deste desconhecimento recai sobre a relutância dos religiosos de aceitar o fato incoveniente de que o Cientista fez mais de um Jardim. Todo experimento precisa de réplicas, Ele explicaria com um sorriso lógico. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A verdade é que o Cientista populou cada Jardim com seres diferentes: havia o Jardim Ediacara, o Jardim Burgess Shale, o Jardim Cambriano, etc. E havia seu Jardim predileto, onde ele colocou criaturas feitas à sua imagem e semelhança: os dinossauros. O parque dos dinossauros era espetacular: velociraptors mostravam suas plumas, estegossauros balançavam suas placas e tiranossauros lutavam com macacos gigantes. Sim, no Jardim predileto havia mais do que dinossauros: pterossauros cruzavam o ar, dimetrodons aqueciam suas velas e piratas dançavam com ninjas. Havia também a Cobra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Cobra se ressentia do Cientista. Não pela ausência de pernas, isso ela até curtia. O problema foi Ele ter criado a hérnia de disco. O ressentimento da Cobra era tanto que ele se materializava na forma de veneno, que ela usava para capturar as suas presas. A Cobra se alimentava de pequenos animais como sapos, Smurfs e camundongos mas ela queria mais. A Cobra queria vingança.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="cobra_brontossauros.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/cobra_brontossauros.jpg" width="400" height="246" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um dia, quando o Cientista se virou para lidar com um problema no Jardim dos unicórnios, a Cobra decidiu atacar o ninho dos seres mais iluminados do Jardim: saurópodes. E foi na hora do ataque que o Cientista voltou: sua fúria foi tão grande com tal sacrilégio que o momento ficou marcado em pedra. Como punição, o Cientista baniu a Cobra para o Jarim do Éden e a escultura infame foi escondida em um canto empoeirado do descarte do Cientista. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A sede de vingança da Cobra ainda não havia sido saciada e ela abriu um sorriso quando ficou sabendo da árvore da sabedoria...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="cobra_brontossauros4.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/cobra_brontossauros4.jpg" width="350" height="343" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/03/a_origem_da_cobra.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/dp917jLzu1Y" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Conto</category>
         
         <pubDate>Wed, 03 Mar 2010 00:05:32 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>As mentiras que as estatísticas contam</title>
          <description>&lt;p&gt;O ex-presidente &lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2801485.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=14061&amp;section=1012"&gt;FHC escreveu um artigo&lt;/a&gt; comparando os dados de seu governo com os do seu sucessor. Em um dado momento, ele compara os aumentos acumulados do salário mínimo em sua gestão e na do Lula:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. &lt;strong&gt;De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%.&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;O argumento do FHC era de que seu governo investiu no social de forma equivalente ao do Lula. O aumento real acumulado do salário mínimo, por exemplo, foi apenas 2,1% menor (uma diferença de menos de 5%).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O detalhe é que FHC somou 8 anos de aumento de salário mínimo para chegar ao seu valor (1995 a 2002) e apenas 7 anos para o Lula (2003 a 2009)! Se considerarmos o aumento real por ano, FHC tem 5,93% por ano e Lula tem 7,07%, uma diferença de quase 20%! A manipulação dos números, neste caso grosseira, é uma amostra de como políticos - de forma geral - conseguem distorcer estatísticas reais para se encaixar em seu ponto de vista.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda veremos um texto do Lula dizendo que FHC precisaria de 6 anos para dar o aumento que ele deu em 5.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/02/mentiras_estatisticas.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/TfjbnjBRNsA" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>mau humor</category>
         
         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 10:00:31 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Debate no Campus Party e Sorteio!</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;img alt="rhinovirus.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/rhinovirus.jpg" width="500" height="400" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Daqui a pouco vai começar o painel dos blogs de Ciência na Campus Party. Vou sortear um rinovírus de pelúcia para a plateia! Para concorrer, twitte uma mensagem sobre o sorteio que manarei do meu &lt;a href="http://twitter.com/carloshotta"&gt;Twitter&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;DIA 5 (Sábado - 30/01/2010)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PAINEL 1 - 10:30 ~ 12:00&lt;br /&gt;Blogs de ciência&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;
A consolidação do uso da blogosfera na divulgação científica e o&lt;br /&gt;
fomento de debates sobre questões como sustentabilidade, aquecimento&lt;br /&gt;
global e doenças epidêmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODERADOR:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros" target="_blank"&gt;Carlos Hotta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAINELISTAS:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/" target="_blank"&gt;Isis Nóbile Diniz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/" target="_blank"&gt;Atila Iamarino&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14/" target="_blank"&gt;Reinaldo Lopes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ciencianamidia.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Tatiana Nahas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se vc ainda não conhece meu blog, recomendo que vc visite &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/retrospectiva_2009_vida_maravi.php"&gt;esta seleção de posts&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/debate_no_campus_party_e_sorte.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/0R5zjnphMMc" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/0R5zjnphMMc/debate_no_campus_party_e_sorte.php</link>
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         <category />
         
         <pubDate>Sat, 30 Jan 2010 08:55:11 -0300</pubDate>
      <feedburner:origLink>http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/debate_no_campus_party_e_sorte.php</feedburner:origLink></item>
      
      <item>
         <title>Espermatozóides: um por todos e todos por um!</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span style="float: left; padding: 5px;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border:0;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;A cena é clássica: espermatozóides competindo entre si para apenas um ter o privilégio de fecundar o óvulo. No entanto, o clichê cada-um-por-si encontrado nos documentários de educação sexual nem sempre é verdadeiro: em algumas espécies de animais os espermatozóides formam agregados para nadar em galera! Estes flashmobs haplóides têm a vantagem de tender a ser mais rápidos do que espermatozóides individuais, o que lhes ajuda a atravessar o inóspito ambiente do aparelho reprodutor fenimino. Uma pergunta que sempre intrigou os cientistas foi: será que estas vantagem seriam suficientes para impulsionar a seleção de tal comportamento?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="espermatozoides01.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/espermatozoides01.jpg" width="500" height="249" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um estudo publicado na &lt;a href="http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature08736.html"&gt;Nature desta semana&lt;/a&gt;, mostra que a chave para o aparecimento de um comportamento cooperativo entre os espermatozóides pode estar na competição entre espermas. A competição entre espermas acontece em espécies cujas fêmeas são promíscuas, como no caso das fêmeas dos camundongos &lt;em&gt;Peromyscus maniculatus&lt;/em&gt; que podem ter múltiplos parceiros e poucos minutos. Nestes casos, os espermatozóides não só competem com seus meio-irmãos para chegar ao óvulo mas também com espermatozóides de outros camundongos. Quando isso acontece, um fenômeno inusitado é observado: os espermatozóides formam agrupamentos somente com espermatozóides gerados por um mesmo indivíduo. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como os pesquisadores descobriram isso? Simples! Eles pegaram um tanto de espermatozóides e os marcam com uma substância fluorescente verde depois eles pegam outro tanto de espermatozóides e os marcam com uma substância fluorescente vermelha. Assim, ao misturar ambas populações de espermatozóides, eles podem contar quantos agrupamentos de uma só cor e quantos de múltiplas cores são formados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="espermatozoides02.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/espermatozoides02.jpg" width="500" height="246" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A primeira coisa que eles mediram é o que acontece quando você mistura dois grupos de espermatozóides vindos do mesmo indivíduo mas marcados com cores diferentes (barras brancas na figura abaixo). Este experimento serve como controle: este é o resultado esperado se a formação de agrupamentos for aleatória. Ao misturar espermas de duas espécies diferentes: os de &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt; (os da direita na figura abixo) com os de uma espécia semelhane - &lt;em&gt;P. polionotus&lt;/em&gt; (os da esquerda) - mais de 75% dos agrupamentos era de uma só cor (barra escura indicada por Heteroespecifics, na Figura mais abaixo). O mesmo acontece se misturarmos espermas de &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt; não-aparentados (unrelated &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt;). &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="camundongos.JPG" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/camundongos.JPG" width="498" height="193" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="espermatozoides03.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/espermatozoides03.jpg" width="474" height="370" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O mais impressionante é que o mecanismo de identificação de espermatozóies semelhantes ainda funciona se misturarmos espermas de &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt; aparentados (related &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt;), cuja porcentagem de agregados de uma só cor é uns 72%, não muito diferente dos exemplos anteriores. Agora vem a parte intrigante: quando espermatozóides de P. polionotus não aparentados eram misturados, uma grande porcentagem de agrupamentos multi-coloridos eram encontrados (unrelated &lt;em&gt;P. polionotus&lt;/em&gt;). Qual a diferença entre &lt;em&gt;P. maniculatos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;P. polionotus&lt;/em&gt;? Uma interessantíssima: os &lt;em&gt;P. polionotos&lt;/em&gt; são monogânicos, a ponto dos pesquisadores não encontrarem evidência de múltipla paternidade após procurar em 220 indivíduos. Como em espécies realmente monogânicas não há competição entre espermas, não há pressão seletiva que favoreça espermatozóides discriminativos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A mensagem a ser levada para casa é: cooperação é um comportamento que pode surgir diante da competição. Do ponto de vista evolutivo, um espermatozóide que não entrou no óvulo tem em média 50% de seu material genético semelhante ao espermatozóide-irmão que entrou, mais do que se nenhum espermatozóide entrar ou um espermatozóide de outro indivíduo entrar no óvulo. Duas perguntas que não querem calar: 1) quando a wave chega no óvulo, como os espermatozóides decidem quem vai entar? 2) será que os pesquisadores explicam com o que trabalham para estranhos?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Nature&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1038%2Fnature08736&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Competition+drives+cooperation+among+closely+related+sperm+of+deer+mice&amp;rft.issn=0028-0836&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Fdoifinder%2F10.1038%2Fnature08736&amp;rft.au=Fisher%2C+H.&amp;rft.au=Hoekstra%2C+H.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology"&gt;Fisher, H., &amp; Hoekstra, H. (2010). Competition drives cooperation among closely related sperm of deer mice &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nature&lt;/span&gt; DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1038/nature08736"&gt;10.1038/nature08736&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagens:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature08736.html"&gt;Nature&lt;/a&gt; e Wikipedia (camundongo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:DiGangi-Deermouse.jpg"&gt;1&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Peromyscus_polionotus.jpg"&gt;2&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/espermatozoides_um_por_todos_e.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/JUQ6Ki78Vlo" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>vida maravilhosa</category>
         
         <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 08:36:13 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Clima: transparência é preciso, cientistas não são precisos </title>
          <description>&lt;p&gt;O aquecimento global causado pela ação humana é um consenso entre cientistas. As evidências que indicam isso não são poucas, vêm de inúmeros centros de pesquisa e utilizam-se múltiplas metodologias. Mesmo assim, como visto nos casos dos e-mail roubados, cientistas são seres humanos e são tão capazes e cometer erros quanto o cidadão comum. Agora precisamos avisar o cidadão comum disso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma das maiores dificuldades ao se divulgar Ciência é mostrar aos civis que um consenso científico não é igual a certeza científica. A tendência dos cientistas é dar a impressão de que sabemos tudo sobre aquecimento global. Isso acontece porque os céticos do clima usam as incertezas atuais para dar a ideia de que não se sabe bulhufas sobre o assunto. Da mesma forma, os céticos utilizam dados contraditórios para dizer que o "castelo de cartas" do aquecimento desmoronou. Obviamente é um tanto vil utilizar a má percepção da Ciência pelo público para sustentar a sua ideia, no entanto esta foi uma brecha criada por nós. A solução? Transparência. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um bom começo é o &lt;a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/22/o-erro-do-ipcc/"&gt;IPCC admitir que nunca deveria ter publicado uma informação&lt;/a&gt; - que as geleiras do Himalaia iriam desaparecer em algumas décadas - sem ter checado suas fontes. Agora que sabemos que o dado veio de uma entrevista dada por um cientista para o magazine New Scientist e replicada em um relatório da WWF, ou seja, não passou por peer-review. Para o público parece ser um sinal que todas informações do relatório do IPCC tiveram origens em fontes não-confiáveis - o que está longe de ser verdade. Se fôssemos claros com o público que as informações no relatório mostram o que sabemos sobre o aquecimento global e suas consequências e que algumas destas informações podem ser revisadas, creio que a reação aos dados do Himalaia fossem menos exagerada. A propósito, a própria informação de que o Himalaia está perdendo gelo é verdadeira, como pode ser visto na foto abaixo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="rongbuk.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/rongbuk.jpg" width="494" height="338" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mostrar que o consenso científico não é completo e infalível pode trazer problemas na hora de enfrentar as certezas dos céticos do clima, no entanto a transparência nos protege de situações como os emails roubados ou erros encontrados no relatório. Custava mostrar que os dados dos anéis de árvores mostrava um decréscimo nas temperaturas da última década ao mesmo tempo que todas as demais reconstruções mostram um aquecimento? Custa divulgar a lista de mais de 300 itens de incertezas que temos sobre o clima? É pano para manga para os céticos do clima? Talvez, mas mostrar que há um consenso sobre o aquecimento global, apesar de todas as imperfeições em nosso conhecimento é mais vantajoso ao longo prazo. Não só para o caso do aquecimento global mas para a Ciência como um todo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PS&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.nature.com/news/2010/100120/full/463284a.html"&gt;a revista Nature da semana passada &lt;/a&gt;deu um grande passo na direção da transparência ao selecionar quatro grandes incertezas que temos atualmente - como a dinâmica das chuvas, a influência dos aerosóis no clima, o clima escalas territoriais pequenas e as reconstruções de temperatura baseados em dados paleoclimáticos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;PS2: a foto veio do &lt;a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2010/01/the-ipcc-is-not-infallible-shock/"&gt;Real Climate&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/clima_tranparencia_e_necessari.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/zOkyvtp2gYU" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>aquecimento global</category>
         
         <pubDate>Tue, 26 Jan 2010 22:53:10 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Fotossíntese: uma introdução I</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;img alt="3694961255_3b0a000daf.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/3694961255_3b0a000daf.jpg" width="450" height="338" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Seres vivos precisam de energia para permanecerem vivos. Grande parte desta energia vem primariamente do Sol, após ser transformada em ligação químicas pela via metabólica conhecida por fotossíntese. Há exceções, claro: pode-se argumentar que o transporte de água pelo xilema das plantas usa energia solar sem depender da fotossíntese e existem os fascinantes ecossistemas que dependem da energia liberada por fossas termais e até bactérias capazes de converter a energia liberada por elementos radiotivos para sobreviver. Mesmo assim, estas exceções não me impede de afirmar que a fotossíntese é certamente a via metabólica mais importante para os seres vivos presentes no planeta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A fotossíntese acontece em plantas, algas e algumas bactérias. No caso das plantas e algas, este processo acontece nos cloroplastos, organelas descendentes de uma inesperada simbiose entre uma bactéria fotosintetizante e seu predador. De qualquer forma, é possível dividir a fotossíntese em alguns passos: a captação da energia solar, conversão desta energia em energia química na forma de ATP e agentes redutores e a utilização desta energia química para se formar moléculas mais complexas, processo que geralmente culmina na fixação de dióxido de carbono. Curiosamente, a liberação de oxigênio, essencial para a nossa sobrevivência, não é obrigatório para todo o processo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na figura abaixo podemos ver a distribuição da fotossíntese no planeta. A fotossíntese nos continenetes está representada de forma diferente do que nos corpos de água: em terra, podemos ver a distribuição da vegetação (quanto mais verde, amis vegetação) e, nos corpos de água, uma medida da concentração de clorofila (quanto mais quente a cor, mais clorofila). É digno de nota que a quantidade de fotossíntese que ocorre no mar, feito principalmente por algas unicelulares, é muitas vezes maior do que a quantidade de fotossíntese que ocorre em terra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="800px-Seawifs_global_biosphere.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/800px-Seawifs_global_biosphere.jpg" width="500" height="320" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nos próximos textos, pretendo detalhar mais como as reações da fotossíntese acontecem nas plantas, além de discutir algumas variações da fotossíntese e suas implicações ecológicas.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fotos:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Seawifs_global_biosphere.jpg"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/27927484@N00/3694961255/"&gt;S John Davey (FLICKR)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/fotossintese_uma_introducao_i.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/yhdjBnxmJqE" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>fotossintese</category>
         
         <pubDate>Mon, 18 Jan 2010 09:48:01 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Resenha: "Além de Darwin"</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="alem_de_darwin.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/alem_de_darwin.jpg" width="284" height="403" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um dos maiores autores de Ciência atualmente é &lt;a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/70047/+carl+zimmer/?franq=268701"&gt;Carl Zimmer&lt;/a&gt;. Não é preciso ler mais do que alguns parágrafos de um texto seu para perceber isso. Aos que defendem que cientistas devem ser os responsáveis pela divulgação científica, uma surpresa: Carl Zimmer não tem formação científica mas sim em letras e jornalismo. Seus textos são obras de arte não só de conteúdo mas também em forma. Zimmer é um artesão da linguagem e isso o diferencia dos demais escritores de Ciência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sei que é engraçado começar uma resenha falando de um escritor que não é o autor do livro mas &lt;a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21650669/alem+de+darwin+-+evolucao:+o+que+sabemos+sobre+a+historia+e+o.../?franq=268701"&gt;"Além de Darwin" (Editora Globo)&lt;/a&gt;, do jornalista Reinaldo J. Lopes, também nos lembra que não é só o conteúdo que importa ao se divulgar Ciências. O livro é escrito de forma belíssima, o que somente ressalta o espetáculo do conteúdo científico. Particularmente, Reinaldo é bastante hábil ao misturar referências históricas e literárias em seus textos, algo raro em textos escritos por cientistas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um problema que tenho em livros sobre evolução é que todos tentam explicara s teorias vigentes da mesma forma, tornando-os maçantes. "Além de Darwin" começa explicando a história da Vida na Terra em apenas algumas páginas. Depois, o livro se divide em tópicos como Parceiros, Elos, Mentes e Peças, cada um reunindo uma série de textos sobre cada tema. Gosto particularmente dos parágrafos iniciais de cada texto, que conseguem preparar o leitor para o seu conteúdo científico. Ao fim do livro, temos uma das mais habilidosas discussões sobre fé e razão que já li e de como ambas não são tão incompartíveis assim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Carl Zimmer e Reinaldo J. Lopes são dois exemplos de como escritores por ofício são essenciais para se transmitir ao público geral as belezas escondidas de nosso universo que somente as lentes da CIência nos permite enxergar. Como disse Dra. Ellie Arroway, - em Contato, de Carl Sagan - ao testemunhar um evento cósmico: "&lt;em&gt;So beautiful... They should've sent a poet&lt;/em&gt;."&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;======================================&lt;br /&gt;
DISCLAIMER: Reinaldo tem um &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14"&gt;blog no ScienceBlogs Brasil&lt;/a&gt; e tem relações de amizade com o autor desta resenha.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/resenha_alem_de_darwin.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/drRYey8X4qo" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>resenha</category>
         
         <pubDate>Fri, 08 Jan 2010 11:11:58 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Você não me viu ou eu te enganei?</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span style="float: left; padding: 5px;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border:0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; É relativamente comum observar animais utilizando-se de alguma forma de camuflagem para evitar ser detectado, tanto para evitar virar comida de predadores quanto para conseguir se aproximar de suas presas. Uma forma comum de se camuflar é ter a uma aparência externa que se confunda com o ambiente à sua volta, como no caso dos ursos polares que se confundem com a neve ou mesmo o lagarto abaixo:&lt;/p&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/Agama_aculeata.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Uma outra forma de se camuflar é ter a aparência de objetos inanimados, como folhas, galhos e titica de passarinhos. Um exemplo clássico é o do bicho-pau:&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/Ctenomorpha_chronus02.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Quando um animal que imita um objeto inanimado não é reconhecido por um predador, duas coisas podem ter acontecido: animal camuflado pode ter convencido o predador que é o objeto que ele imita ou o predador pode simplesmente não ter enxergado o animal, situação semelhante ao do lagarto acima. Para distinguir entre as duas hipóteses, um grupo de pesquisadores da Universidade de Liverpool desenhou um engenhoso experimento envolvendo pintinhos, lagartas e linhas roxas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A primeira coisa que eles fizeram foi dividir os pintinhos em três grupos: um que era exposto galhos de um arbusto (&lt;b&gt;Br&lt;/b&gt;), um que era exposto aos mesmos galhos só que enrolados por uma linha roxa (&lt;b&gt;Man&lt;/b&gt;) e um que era exposto a nada (&lt;b&gt;No&lt;/b&gt;).  Em seguida, cada um dos grupos era dividido mais uma vez e metade do grupo recebia uma lagarta (&lt;b&gt;Brim&lt;/b&gt;) que imita um pedaço de galho e a outra metade recebia um pedaço de galho (&lt;b&gt;Twig&lt;/b&gt;). &lt;/p&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/resultado01.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;O gráfico acima indica que os pintinhos que eram expostos aos galhos do arbusto primeiro (&lt;b&gt;Br&lt;/b&gt;) demoravam mais para dar a primeira bicada nas lagartas e nos pedaços de galhos, indicando que sua experiência prévia com os galhos os fazia ignorar as ofertas. Em contraste, tanto os pintinhos expostos a galhos enrolados quanto os que foram expostos ao nada atacavam as oferendas rapidamente.&lt;/p&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/lagarta.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Este experimento indica que a estratégia de se imitar um objeto inanimado depende do predador que conseguir enxergar a presa mas errar em sua identificação. Para isso, pelo menos no caso dos pintinhos, os predadores precisam ter tido experiências prévias com os objetos imitados. Isto mostra que esta forma de camuflagem é distinta da camuflagem do lagarto lá de cima, que conta com a incapacidade do predador enxergar a presa. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É necessário notar que a lagarta e os galhos foram ofertados em um ambiente completamente distinto do ambiente natural, excluindo a possibilidade de uma camuflagem igual à do lagarto estar acontecendo também. No ambiente natural, no entanto, ambos tipos de camuflagem podem acontecer ao mesmo tempo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.1181931&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Masquerade%3A+Camouflage+Without+Crypsis&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=327&amp;rft.issue=5961&amp;rft.spage=51&amp;rft.epage=51&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.1181931&amp;rft.au=Skelhorn%2C+J.&amp;rft.au=Rowland%2C+H.&amp;rft.au=Speed%2C+M.&amp;rft.au=Ruxton%2C+G.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology"&gt;Skelhorn, J., Rowland, H., Speed, M., &amp; Ruxton, G. (2009). Masquerade: Camouflage Without Crypsis &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science, 327&lt;/span&gt; (5961), 51-51 DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1181931"&gt;10.1126/science.1181931&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
Fotos:&lt;/strong&gt; Wikipedia (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Agama_aculeata.jpg"&gt;lagarto&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Ctenomorpha_chronus02.jpg"&gt;bicho-pau&lt;/a&gt;), FLICKR (&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/25258702@N04/2841156702/in/set-72157606152753127/"&gt;Mick E. Talbot&lt;/a&gt;),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="zemanta-pixie"&gt;&lt;img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=af548167-ac9a-8e70-a426-e4738a012bab" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/voce_nao_me_viu_ou_eu_te_engan.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/P7fRaaoW8G8" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>vida maravilhosa</category>
         
         <pubDate>Fri, 08 Jan 2010 00:26:34 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Retrospectiva 2009: #FAIL</title>
          <description>&lt;p&gt;Por fim, vez ou outra uma instituição ou veículo de mídia dá uma bela escorregada na bola e ela vem redondinha para arrematá-la. É só matar no peito e correr para o abraço: &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/04/censura_usp_tira_aluno_do_stoa.php"&gt;Censura! USP tira ex-aluno do Stoa. #FAIL&lt;/a&gt; - onde a reitora (quase ex) mostra que não entende de mídias sociais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/04/revista_veja_fail_ao_quadrado.php"&gt;Revista Veja #FAIL ao quadrado!&lt;/a&gt; - onde a Veja mostra sua arrogância ao lidar com erros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/flamingos_da_mata_atlantica_um.php"&gt;Flamingos na Mata Atlântica: o mais antigo Photoshop Disaster&lt;/a&gt; - onde descobrimos que nem sempre as pinturas antigas são confiáveis.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/09/istoe_fail.php"&gt;IstoÉ #FAIL&lt;/a&gt; - onde a Ruth de Aquino revela que não entende de Ciência (veja UPDATE abaixo).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/sobre_aquele_cara_da_veja.php"&gt;Sobre "aquele cara da Veja"&lt;/a&gt; - onde o Diogo Mainardi é a minha anta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UPDATE: nada mais apropriado que eu errar o link na retrospectiva #FAIL... o texto contra a Ruth de Aquino, que é da Época, &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/cara_ruth_de_aquino.php"&gt;é outro&lt;/a&gt;. O da IstoÉ foi um texto bizarro de errado sobre a possibilidade de haver vida em Titã (ogrigado Clau).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/retrospectiva_2009_fail.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/k-LxIuI7XV0" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/k-LxIuI7XV0/retrospectiva_2009_fail.php</link>
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         <category>memória</category>
         
         <pubDate>Tue, 05 Jan 2010 10:00:00 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Retrospectiva 2009: editoriais</title>
          <description>&lt;p&gt;Alguns dos textos mais comentados em 2009 foram os que eu expunha as minhas opiniões sobre alguns assuntos do momento. O que me agrada nestes textos é o conflito de ideias que alguns deles geraram. Como todo cientista, adoro uma discussão!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/01/por-uma-blogosfera-mais-madura.php"&gt;Por uma blogosfera mais madura&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/02/em-defesa-do-doutorado-no-exterior.php"&gt;Em defesa do doutorado no exterior&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/em_defesa_do_jornalismo_cienti.php"&gt;Em defesa do jornalismo científico&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/07/deixando_a_ciencia.php"&gt;Deixando a Ciência&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/11/sobre_plagio_e_outras_fraudes.php"&gt;Sobre plágio e outras fraudes&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/climategate_extra_extra_cienti.php"&gt;ClimateGate: EXTRA! EXTRA! Cientistas conversam entre si!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/retrospectiva_2009_editoriais.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/eUE8oBjp-lA" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/eUE8oBjp-lA/retrospectiva_2009_editoriais.php</link>
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         <category>memória</category>
         
         <pubDate>Mon, 04 Jan 2010 20:33:49 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Retrospectiva 2009: vida maravilhosa</title>
          <description>&lt;p&gt;2009 foi um ano interessante para este blog: ao mesmo tempo que falei muito sobre este blog por aí, produzi muito menos do que gostaria. A sequência de congressos em Setembro/Outubro aliada a uma superexposição durante o #portocainarede me deixou meio cansado do blog e acabei me dedicando pouco a ele (isso e a tonelada de trabalho no Planeta Diário). Mesmo assim, revendo o ano, vi que escrevi muitos textos que me deixaram satisfeito. Dividi-os em três categorias: vida maravilhosa, editoriais e #FAIL.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A categoria &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/vida_maravilhosa/"&gt;Vida Maravilhosa&lt;/a&gt; inclui os textos sobre curiosidades científicas e como elas foram feitas. São os textos que mais me divertem e são a razão da existência deste blog. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A vida neste planeta é diversa e misteriosa. Cientistas vivem fazendo descobertas que ajudam a compreendê-la mas ela sempre tem uma novidade ou duas:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/01/como-matar-baratas.php"&gt;Como matar baratas?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/01/o-que-provoca-nuvens-de-gafanhotos.php"&gt;O que provoca nuvens de gafanhotos?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/02/explicando-o-peixe-de-cabeca-transparente.php"&gt;Explicando o peixe de cabeça transparente&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/nao_me_comam_que_eu_vou_vomita.php"&gt;Lagartas clicantes avisam quando vão vomitar&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Navegar é preciso: o incrível caso da formiga do deserto &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/navegar-e-preciso-o-incrivel-caso-da-formiga-do-deserto-i.php"&gt;I&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/navegar-e-preciso-o-incrivel-caso-da-formiga-do-deserto-ii.php"&gt;II&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/navegar-e-preciso-o-incrivel-caso-da-formiga-do-deserto-iii.php"&gt;III&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/navegar-e-preciso-o-incrivel-caso-da-formiga-do-deserto-iv.php"&gt;IV&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/caramujos-sao-pao-duros.php"&gt;Caramujos são pão-duros&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/cauda-para-que-te-quero.php"&gt;Cauda para que te quero&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/uma_revolucao_infravermelha.php"&gt;Uma revolução infravermelha&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/07/aesperteza_da_cobra_de_tentacu.php"&gt;A esperteza da cobra de tentáculos&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/08/o_virus_da_bacteria_do_pulgao.php"&gt;O vírus da bactéria do pulgão da vespa&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/08/morcegos_contra_mariposa.php"&gt;Morcegos contra mariposas&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/folhas_largas_e_deserto_nao_co.php"&gt;Folhas largas e deserto não combinam?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/retrospectiva_2009_vida_maravi.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/Z5vhjBxMEn8" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/Z5vhjBxMEn8/retrospectiva_2009_vida_maravi.php</link>
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         <category>memória</category>
         
         <pubDate>Sat, 02 Jan 2010 09:00:00 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Conversão</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="3685740374_eb3541a84f.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/3685740374_eb3541a84f.jpg" width="500" height="335" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Escuridão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Não... Não agora!"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O cientista olha desoladamente o seu equipamento apagado enquanto raios caem lá fora. Dezesseis horas atrás, quando ele começou a preparar o experimento, o sol raiava forte lá fora. Agora a chuva de verão colocava seu precioso experimento em risco.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Precioso, na verdade, é pouco. Após seis meses tentando fazer o equipamento funcionar - mais seis meses acertando as condições experimentais - o cientista não tinha mais tempo, muito menos dinheiro, para muito mais. Hoje era o dia D, quando ele saberia se o experimento funcionaria. Se tudo desse certo ele escreveria seu relatório e o projeto continuaria a ser financiado. Se o experimento desse errado, ele teria que mandar seu relatório de um ano sem um resultado concreto. E isso geralmente significava o fim. Sem financiamento, sem emprego.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"30 minutos"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Após meia hora sem energia, a câmara onde ele colocou suas sensíveis células já está fria. Sem contar que os nutrientes, entregues por uma bomba de perfusão, já começavam a faltar. Elas estavam morrendo. Mas não há nada a fazer, só lhe resta esperar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"45 minutos"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O cientista olha mais uma vez para o seu relógio e fica desanimado. Após 45 minutos sem energia, a maior parte das suas células já deveriam estar mortas. Valeria a pena continuar? Mesmo com poucas células ele ainda poderia conseguir algo para o relatório, ele responde rapidamente. E com o relatório aprovado, ele teria mais um ano para conseguir mais resultados. Mas a chuva e os raios continuam fortes.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O cientista fica mais tenso ao pensar que ele pode estar desempregado quando seu filho nascer. Não é só sua carreira que está em jogo. Desesperado, o cientista, ateu militante, grita alto: &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"OK, vc venceu! O meu deus é mais fraco que seu Deus!" e começa a fazer o impensável: rezar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Assim que o cientista termina sua oração, a chuva repentinamente pára e a luz volta. Supreso, o cientista ouve o laboratório voltar à vida e as luzes do equipamento piscarem. Ele comanda seu equipamento checar a condição de suas células. Milagrosamente, estão todas vivas! &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O cientista continua seu experimento e as células respondem aos seus estímulos exatamente como suas hipóteses previam. A adrenalina de ver seu experimento dando certo, aliada ao inesperado momento de epifania, lhe fazem sentir bem como nunca.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Esta é a história mais impressionante que já ouvi nesta comunidade" disse o padre, após o relato de como o novo membro de sua paróquia se converteu. "Fico feliz em saber que a reza fez com que seu experimento desse certo. Quer dizer que você conseguiu os resultados para o seu relatório?"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Na verdade não, padre" respondeu o cientista, com um sorriso. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Não?" surpreendeu-se o padre. "Mas você mesmo me disse que foram os melhores resultados que você já teve!"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Certamente foram! Mas quando eu estava preparando os gráficos para o relatório que eu percebi: eu não havia feito os controles para interferência divina! Estes resultados não servem para nada!"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O cientista pode ter passado a acreditar em Deus, mas ele continua um bom cientista.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/rakustow/3685740374/"&gt;rakustow&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/conversao.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/GOIYv2LWleY" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/GOIYv2LWleY/conversao.php</link>
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         <category>Conto</category>
         
         <pubDate>Thu, 17 Dec 2009 13:26:51 -0300</pubDate>
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