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      <title>Brontossauros em meu Jardim</title>
      <link>http://scienceblogs.com.br/brontossauros/</link>
      <description>Brontossauros em meu Jardim é um blog de Ciências e um blog de Biologia. Aqui você encontra textos sobre evolução, textos sobre gripe suína e as últimas descobertas científicas.</description>
      <language>en</language>
      <copyright>Copyright 2010</copyright>
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         <title>As mentiras que as estatísticas contam</title>
          <description>&lt;p&gt;O ex-presidente &lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2801485.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=14061&amp;section=1012"&gt;FHC escreveu um artigo&lt;/a&gt; comparando os dados de seu governo com os do seu sucessor. Em um dado momento, ele compara os aumentos acumulados do salário mínimo em sua gestão e na do Lula:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. &lt;strong&gt;De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%.&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;O argumento do FHC era de que seu governo investiu no social de forma equivalente ao do Lula. O aumento real acumulado do salário mínimo, por exemplo, foi apenas 2,1% menor (uma diferença de menos de 5%).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O detalhe é que FHC somou 8 anos de aumento de salário mínimo para chegar ao seu valor (1995 a 2002) e apenas 7 anos para o Lula (2003 a 2009)! Se considerarmos o aumento real por ano, FHC tem 5,93% por ano e Lula tem 7,07%, uma diferença de quase 20%! A manipulação dos números, neste caso grosseira, é uma amostra de como políticos - de forma geral - conseguem distorcer estatísticas reais para se encaixar em seu ponto de vista.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda veremos um texto do Lula dizendo que FHC precisaria de 6 anos para dar o aumento que ele deu em 5.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/02/mentiras_estatisticas.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/TfjbnjBRNsA" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>mau humor</category>
         
         <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 10:00:31 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Debate no Campus Party e Sorteio!</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;img alt="rhinovirus.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/rhinovirus.jpg" width="500" height="400" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Daqui a pouco vai começar o painel dos blogs de Ciência na Campus Party. Vou sortear um rinovírus de pelúcia para a plateia! Para concorrer, twitte uma mensagem sobre o sorteio que manarei do meu &lt;a href="http://twitter.com/carloshotta"&gt;Twitter&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;DIA 5 (Sábado - 30/01/2010)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PAINEL 1 - 10:30 ~ 12:00&lt;br /&gt;Blogs de ciência&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;
A consolidação do uso da blogosfera na divulgação científica e o&lt;br /&gt;
fomento de debates sobre questões como sustentabilidade, aquecimento&lt;br /&gt;
global e doenças epidêmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODERADOR:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros" target="_blank"&gt;Carlos Hotta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAINELISTAS:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/" target="_blank"&gt;Isis Nóbile Diniz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/" target="_blank"&gt;Atila Iamarino&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14/" target="_blank"&gt;Reinaldo Lopes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ciencianamidia.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Tatiana Nahas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se vc ainda não conhece meu blog, recomendo que vc visite &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/retrospectiva_2009_vida_maravi.php"&gt;esta seleção de posts&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/debate_no_campus_party_e_sorte.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/0R5zjnphMMc" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Sat, 30 Jan 2010 08:55:11 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Espermatozóides: um por todos e todos por um!</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span style="float: left; padding: 5px;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border:0;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;A cena é clássica: espermatozóides competindo entre si para apenas um ter o privilégio de fecundar o óvulo. No entanto, o clichê cada-um-por-si encontrado nos documentários de educação sexual nem sempre é verdadeiro: em algumas espécies de animais os espermatozóides formam agregados para nadar em galera! Estes flashmobs haplóides têm a vantagem de tender a ser mais rápidos do que espermatozóides individuais, o que lhes ajuda a atravessar o inóspito ambiente do aparelho reprodutor fenimino. Uma pergunta que sempre intrigou os cientistas foi: será que estas vantagem seriam suficientes para impulsionar a seleção de tal comportamento?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="espermatozoides01.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/espermatozoides01.jpg" width="500" height="249" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um estudo publicado na &lt;a href="http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature08736.html"&gt;Nature desta semana&lt;/a&gt;, mostra que a chave para o aparecimento de um comportamento cooperativo entre os espermatozóides pode estar na competição entre espermas. A competição entre espermas acontece em espécies cujas fêmeas são promíscuas, como no caso das fêmeas dos camundongos &lt;em&gt;Peromyscus maniculatus&lt;/em&gt; que podem ter múltiplos parceiros e poucos minutos. Nestes casos, os espermatozóides não só competem com seus meio-irmãos para chegar ao óvulo mas também com espermatozóides de outros camundongos. Quando isso acontece, um fenômeno inusitado é observado: os espermatozóides formam agrupamentos somente com espermatozóides gerados por um mesmo indivíduo. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como os pesquisadores descobriram isso? Simples! Eles pegaram um tanto de espermatozóides e os marcam com uma substância fluorescente verde depois eles pegam outro tanto de espermatozóides e os marcam com uma substância fluorescente vermelha. Assim, ao misturar ambas populações de espermatozóides, eles podem contar quantos agrupamentos de uma só cor e quantos de múltiplas cores são formados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="espermatozoides02.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/espermatozoides02.jpg" width="500" height="246" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A primeira coisa que eles mediram é o que acontece quando você mistura dois grupos de espermatozóides vindos do mesmo indivíduo mas marcados com cores diferentes (barras brancas na figura abaixo). Este experimento serve como controle: este é o resultado esperado se a formação de agrupamentos for aleatória. Ao misturar espermas de duas espécies diferentes: os de &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt; (os da direita na figura abixo) com os de uma espécia semelhane - &lt;em&gt;P. polionotus&lt;/em&gt; (os da esquerda) - mais de 75% dos agrupamentos era de uma só cor (barra escura indicada por Heteroespecifics, na Figura mais abaixo). O mesmo acontece se misturarmos espermas de &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt; não-aparentados (unrelated &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt;). &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="camundongos.JPG" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/camundongos.JPG" width="498" height="193" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="espermatozoides03.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/espermatozoides03.jpg" width="474" height="370" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O mais impressionante é que o mecanismo de identificação de espermatozóies semelhantes ainda funciona se misturarmos espermas de &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt; aparentados (related &lt;em&gt;P. maniculatus&lt;/em&gt;), cuja porcentagem de agregados de uma só cor é uns 72%, não muito diferente dos exemplos anteriores. Agora vem a parte intrigante: quando espermatozóides de P. polionotus não aparentados eram misturados, uma grande porcentagem de agrupamentos multi-coloridos eram encontrados (unrelated &lt;em&gt;P. polionotus&lt;/em&gt;). Qual a diferença entre &lt;em&gt;P. maniculatos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;P. polionotus&lt;/em&gt;? Uma interessantíssima: os &lt;em&gt;P. polionotos&lt;/em&gt; são monogânicos, a ponto dos pesquisadores não encontrarem evidência de múltipla paternidade após procurar em 220 indivíduos. Como em espécies realmente monogânicas não há competição entre espermas, não há pressão seletiva que favoreça espermatozóides discriminativos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A mensagem a ser levada para casa é: cooperação é um comportamento que pode surgir diante da competição. Do ponto de vista evolutivo, um espermatozóide que não entrou no óvulo tem em média 50% de seu material genético semelhante ao espermatozóide-irmão que entrou, mais do que se nenhum espermatozóide entrar ou um espermatozóide de outro indivíduo entrar no óvulo. Duas perguntas que não querem calar: 1) quando a wave chega no óvulo, como os espermatozóides decidem quem vai entar? 2) será que os pesquisadores explicam com o que trabalham para estranhos?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Nature&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1038%2Fnature08736&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Competition+drives+cooperation+among+closely+related+sperm+of+deer+mice&amp;rft.issn=0028-0836&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Fdoifinder%2F10.1038%2Fnature08736&amp;rft.au=Fisher%2C+H.&amp;rft.au=Hoekstra%2C+H.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology"&gt;Fisher, H., &amp; Hoekstra, H. (2010). Competition drives cooperation among closely related sperm of deer mice &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nature&lt;/span&gt; DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1038/nature08736"&gt;10.1038/nature08736&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagens:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature08736.html"&gt;Nature&lt;/a&gt; e Wikipedia (camundongo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:DiGangi-Deermouse.jpg"&gt;1&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Peromyscus_polionotus.jpg"&gt;2&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/espermatozoides_um_por_todos_e.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/JUQ6Ki78Vlo" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>vida maravilhosa</category>
         
         <pubDate>Thu, 28 Jan 2010 08:36:13 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Clima: transparência é preciso, cientistas não são precisos </title>
          <description>&lt;p&gt;O aquecimento global causado pela ação humana é um consenso entre cientistas. As evidências que indicam isso não são poucas, vêm de inúmeros centros de pesquisa e utilizam-se múltiplas metodologias. Mesmo assim, como visto nos casos dos e-mail roubados, cientistas são seres humanos e são tão capazes e cometer erros quanto o cidadão comum. Agora precisamos avisar o cidadão comum disso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma das maiores dificuldades ao se divulgar Ciência é mostrar aos civis que um consenso científico não é igual a certeza científica. A tendência dos cientistas é dar a impressão de que sabemos tudo sobre aquecimento global. Isso acontece porque os céticos do clima usam as incertezas atuais para dar a ideia de que não se sabe bulhufas sobre o assunto. Da mesma forma, os céticos utilizam dados contraditórios para dizer que o "castelo de cartas" do aquecimento desmoronou. Obviamente é um tanto vil utilizar a má percepção da Ciência pelo público para sustentar a sua ideia, no entanto esta foi uma brecha criada por nós. A solução? Transparência. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um bom começo é o &lt;a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/22/o-erro-do-ipcc/"&gt;IPCC admitir que nunca deveria ter publicado uma informação&lt;/a&gt; - que as geleiras do Himalaia iriam desaparecer em algumas décadas - sem ter checado suas fontes. Agora que sabemos que o dado veio de uma entrevista dada por um cientista para o magazine New Scientist e replicada em um relatório da WWF, ou seja, não passou por peer-review. Para o público parece ser um sinal que todas informações do relatório do IPCC tiveram origens em fontes não-confiáveis - o que está longe de ser verdade. Se fôssemos claros com o público que as informações no relatório mostram o que sabemos sobre o aquecimento global e suas consequências e que algumas destas informações podem ser revisadas, creio que a reação aos dados do Himalaia fossem menos exagerada. A propósito, a própria informação de que o Himalaia está perdendo gelo é verdadeira, como pode ser visto na foto abaixo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="rongbuk.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/rongbuk.jpg" width="494" height="338" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mostrar que o consenso científico não é completo e infalível pode trazer problemas na hora de enfrentar as certezas dos céticos do clima, no entanto a transparência nos protege de situações como os emails roubados ou erros encontrados no relatório. Custava mostrar que os dados dos anéis de árvores mostrava um decréscimo nas temperaturas da última década ao mesmo tempo que todas as demais reconstruções mostram um aquecimento? Custa divulgar a lista de mais de 300 itens de incertezas que temos sobre o clima? É pano para manga para os céticos do clima? Talvez, mas mostrar que há um consenso sobre o aquecimento global, apesar de todas as imperfeições em nosso conhecimento é mais vantajoso ao longo prazo. Não só para o caso do aquecimento global mas para a Ciência como um todo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PS&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.nature.com/news/2010/100120/full/463284a.html"&gt;a revista Nature da semana passada &lt;/a&gt;deu um grande passo na direção da transparência ao selecionar quatro grandes incertezas que temos atualmente - como a dinâmica das chuvas, a influência dos aerosóis no clima, o clima escalas territoriais pequenas e as reconstruções de temperatura baseados em dados paleoclimáticos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;PS2: a foto veio do &lt;a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2010/01/the-ipcc-is-not-infallible-shock/"&gt;Real Climate&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/clima_tranparencia_e_necessari.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/zOkyvtp2gYU" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/zOkyvtp2gYU/clima_tranparencia_e_necessari.php</link>
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         <category>aquecimento global</category>
         
         <pubDate>Tue, 26 Jan 2010 22:53:10 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Fotossíntese: uma introdução I</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;img alt="3694961255_3b0a000daf.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/3694961255_3b0a000daf.jpg" width="450" height="338" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Seres vivos precisam de energia para permanecerem vivos. Grande parte desta energia vem primariamente do Sol, após ser transformada em ligação químicas pela via metabólica conhecida por fotossíntese. Há exceções, claro: pode-se argumentar que o transporte de água pelo xilema das plantas usa energia solar sem depender da fotossíntese e existem os fascinantes ecossistemas que dependem da energia liberada por fossas termais e até bactérias capazes de converter a energia liberada por elementos radiotivos para sobreviver. Mesmo assim, estas exceções não me impede de afirmar que a fotossíntese é certamente a via metabólica mais importante para os seres vivos presentes no planeta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A fotossíntese acontece em plantas, algas e algumas bactérias. No caso das plantas e algas, este processo acontece nos cloroplastos, organelas descendentes de uma inesperada simbiose entre uma bactéria fotosintetizante e seu predador. De qualquer forma, é possível dividir a fotossíntese em alguns passos: a captação da energia solar, conversão desta energia em energia química na forma de ATP e agentes redutores e a utilização desta energia química para se formar moléculas mais complexas, processo que geralmente culmina na fixação de dióxido de carbono. Curiosamente, a liberação de oxigênio, essencial para a nossa sobrevivência, não é obrigatório para todo o processo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na figura abaixo podemos ver a distribuição da fotossíntese no planeta. A fotossíntese nos continenetes está representada de forma diferente do que nos corpos de água: em terra, podemos ver a distribuição da vegetação (quanto mais verde, amis vegetação) e, nos corpos de água, uma medida da concentração de clorofila (quanto mais quente a cor, mais clorofila). É digno de nota que a quantidade de fotossíntese que ocorre no mar, feito principalmente por algas unicelulares, é muitas vezes maior do que a quantidade de fotossíntese que ocorre em terra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="800px-Seawifs_global_biosphere.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/800px-Seawifs_global_biosphere.jpg" width="500" height="320" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nos próximos textos, pretendo detalhar mais como as reações da fotossíntese acontecem nas plantas, além de discutir algumas variações da fotossíntese e suas implicações ecológicas.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fotos:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Seawifs_global_biosphere.jpg"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/27927484@N00/3694961255/"&gt;S John Davey (FLICKR)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/fotossintese_uma_introducao_i.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/yhdjBnxmJqE" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/yhdjBnxmJqE/fotossintese_uma_introducao_i.php</link>
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         <category>fotossintese</category>
         
         <pubDate>Mon, 18 Jan 2010 09:48:01 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Resenha: "Além de Darwin"</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="alem_de_darwin.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/alem_de_darwin.jpg" width="284" height="403" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um dos maiores autores de Ciência atualmente é &lt;a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/70047/+carl+zimmer/?franq=268701"&gt;Carl Zimmer&lt;/a&gt;. Não é preciso ler mais do que alguns parágrafos de um texto seu para perceber isso. Aos que defendem que cientistas devem ser os responsáveis pela divulgação científica, uma surpresa: Carl Zimmer não tem formação científica mas sim em letras e jornalismo. Seus textos são obras de arte não só de conteúdo mas também em forma. Zimmer é um artesão da linguagem e isso o diferencia dos demais escritores de Ciência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sei que é engraçado começar uma resenha falando de um escritor que não é o autor do livro mas &lt;a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21650669/alem+de+darwin+-+evolucao:+o+que+sabemos+sobre+a+historia+e+o.../?franq=268701"&gt;"Além de Darwin" (Editora Globo)&lt;/a&gt;, do jornalista Reinaldo J. Lopes, também nos lembra que não é só o conteúdo que importa ao se divulgar Ciências. O livro é escrito de forma belíssima, o que somente ressalta o espetáculo do conteúdo científico. Particularmente, Reinaldo é bastante hábil ao misturar referências históricas e literárias em seus textos, algo raro em textos escritos por cientistas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um problema que tenho em livros sobre evolução é que todos tentam explicara s teorias vigentes da mesma forma, tornando-os maçantes. "Além de Darwin" começa explicando a história da Vida na Terra em apenas algumas páginas. Depois, o livro se divide em tópicos como Parceiros, Elos, Mentes e Peças, cada um reunindo uma série de textos sobre cada tema. Gosto particularmente dos parágrafos iniciais de cada texto, que conseguem preparar o leitor para o seu conteúdo científico. Ao fim do livro, temos uma das mais habilidosas discussões sobre fé e razão que já li e de como ambas não são tão incompartíveis assim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Carl Zimmer e Reinaldo J. Lopes são dois exemplos de como escritores por ofício são essenciais para se transmitir ao público geral as belezas escondidas de nosso universo que somente as lentes da CIência nos permite enxergar. Como disse Dra. Ellie Arroway, - em Contato, de Carl Sagan - ao testemunhar um evento cósmico: "&lt;em&gt;So beautiful... They should've sent a poet&lt;/em&gt;."&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;======================================&lt;br /&gt;
DISCLAIMER: Reinaldo tem um &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/carbono14"&gt;blog no ScienceBlogs Brasil&lt;/a&gt; e tem relações de amizade com o autor desta resenha.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/resenha_alem_de_darwin.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/drRYey8X4qo" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>resenha</category>
         
         <pubDate>Fri, 08 Jan 2010 11:11:58 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Você não me viu ou eu te enganei?</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span style="float: left; padding: 5px;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border:0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; É relativamente comum observar animais utilizando-se de alguma forma de camuflagem para evitar ser detectado, tanto para evitar virar comida de predadores quanto para conseguir se aproximar de suas presas. Uma forma comum de se camuflar é ter a uma aparência externa que se confunda com o ambiente à sua volta, como no caso dos ursos polares que se confundem com a neve ou mesmo o lagarto abaixo:&lt;/p&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/Agama_aculeata.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Uma outra forma de se camuflar é ter a aparência de objetos inanimados, como folhas, galhos e titica de passarinhos. Um exemplo clássico é o do bicho-pau:&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/Ctenomorpha_chronus02.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Quando um animal que imita um objeto inanimado não é reconhecido por um predador, duas coisas podem ter acontecido: animal camuflado pode ter convencido o predador que é o objeto que ele imita ou o predador pode simplesmente não ter enxergado o animal, situação semelhante ao do lagarto acima. Para distinguir entre as duas hipóteses, um grupo de pesquisadores da Universidade de Liverpool desenhou um engenhoso experimento envolvendo pintinhos, lagartas e linhas roxas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A primeira coisa que eles fizeram foi dividir os pintinhos em três grupos: um que era exposto galhos de um arbusto (&lt;b&gt;Br&lt;/b&gt;), um que era exposto aos mesmos galhos só que enrolados por uma linha roxa (&lt;b&gt;Man&lt;/b&gt;) e um que era exposto a nada (&lt;b&gt;No&lt;/b&gt;).  Em seguida, cada um dos grupos era dividido mais uma vez e metade do grupo recebia uma lagarta (&lt;b&gt;Brim&lt;/b&gt;) que imita um pedaço de galho e a outra metade recebia um pedaço de galho (&lt;b&gt;Twig&lt;/b&gt;). &lt;/p&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/resultado01.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;O gráfico acima indica que os pintinhos que eram expostos aos galhos do arbusto primeiro (&lt;b&gt;Br&lt;/b&gt;) demoravam mais para dar a primeira bicada nas lagartas e nos pedaços de galhos, indicando que sua experiência prévia com os galhos os fazia ignorar as ofertas. Em contraste, tanto os pintinhos expostos a galhos enrolados quanto os que foram expostos ao nada atacavam as oferendas rapidamente.&lt;/p&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/lagarta.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Este experimento indica que a estratégia de se imitar um objeto inanimado depende do predador que conseguir enxergar a presa mas errar em sua identificação. Para isso, pelo menos no caso dos pintinhos, os predadores precisam ter tido experiências prévias com os objetos imitados. Isto mostra que esta forma de camuflagem é distinta da camuflagem do lagarto lá de cima, que conta com a incapacidade do predador enxergar a presa. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É necessário notar que a lagarta e os galhos foram ofertados em um ambiente completamente distinto do ambiente natural, excluindo a possibilidade de uma camuflagem igual à do lagarto estar acontecendo também. No ambiente natural, no entanto, ambos tipos de camuflagem podem acontecer ao mesmo tempo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.1181931&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Masquerade%3A+Camouflage+Without+Crypsis&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=327&amp;rft.issue=5961&amp;rft.spage=51&amp;rft.epage=51&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.1181931&amp;rft.au=Skelhorn%2C+J.&amp;rft.au=Rowland%2C+H.&amp;rft.au=Speed%2C+M.&amp;rft.au=Ruxton%2C+G.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology"&gt;Skelhorn, J., Rowland, H., Speed, M., &amp; Ruxton, G. (2009). Masquerade: Camouflage Without Crypsis &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science, 327&lt;/span&gt; (5961), 51-51 DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1181931"&gt;10.1126/science.1181931&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
Fotos:&lt;/strong&gt; Wikipedia (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Agama_aculeata.jpg"&gt;lagarto&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Ctenomorpha_chronus02.jpg"&gt;bicho-pau&lt;/a&gt;), FLICKR (&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/25258702@N04/2841156702/in/set-72157606152753127/"&gt;Mick E. Talbot&lt;/a&gt;),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="zemanta-pixie"&gt;&lt;img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=af548167-ac9a-8e70-a426-e4738a012bab" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/voce_nao_me_viu_ou_eu_te_engan.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/P7fRaaoW8G8" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>vida maravilhosa</category>
         
         <pubDate>Fri, 08 Jan 2010 00:26:34 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Retrospectiva 2009: #FAIL</title>
          <description>&lt;p&gt;Por fim, vez ou outra uma instituição ou veículo de mídia dá uma bela escorregada na bola e ela vem redondinha para arrematá-la. É só matar no peito e correr para o abraço: &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/04/censura_usp_tira_aluno_do_stoa.php"&gt;Censura! USP tira ex-aluno do Stoa. #FAIL&lt;/a&gt; - onde a reitora (quase ex) mostra que não entende de mídias sociais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/04/revista_veja_fail_ao_quadrado.php"&gt;Revista Veja #FAIL ao quadrado!&lt;/a&gt; - onde a Veja mostra sua arrogância ao lidar com erros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/flamingos_da_mata_atlantica_um.php"&gt;Flamingos na Mata Atlântica: o mais antigo Photoshop Disaster&lt;/a&gt; - onde descobrimos que nem sempre as pinturas antigas são confiáveis.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/09/istoe_fail.php"&gt;IstoÉ #FAIL&lt;/a&gt; - onde a Ruth de Aquino revela que não entende de Ciência (veja UPDATE abaixo).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/sobre_aquele_cara_da_veja.php"&gt;Sobre "aquele cara da Veja"&lt;/a&gt; - onde o Diogo Mainardi é a minha anta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UPDATE: nada mais apropriado que eu errar o link na retrospectiva #FAIL... o texto contra a Ruth de Aquino, que é da Época, &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/cara_ruth_de_aquino.php"&gt;é outro&lt;/a&gt;. O da IstoÉ foi um texto bizarro de errado sobre a possibilidade de haver vida em Titã (ogrigado Clau).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/retrospectiva_2009_fail.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/k-LxIuI7XV0" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>memória</category>
         
         <pubDate>Tue, 05 Jan 2010 10:00:00 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Retrospectiva 2009: editoriais</title>
          <description>&lt;p&gt;Alguns dos textos mais comentados em 2009 foram os que eu expunha as minhas opiniões sobre alguns assuntos do momento. O que me agrada nestes textos é o conflito de ideias que alguns deles geraram. Como todo cientista, adoro uma discussão!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/01/por-uma-blogosfera-mais-madura.php"&gt;Por uma blogosfera mais madura&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/02/em-defesa-do-doutorado-no-exterior.php"&gt;Em defesa do doutorado no exterior&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/em_defesa_do_jornalismo_cienti.php"&gt;Em defesa do jornalismo científico&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/07/deixando_a_ciencia.php"&gt;Deixando a Ciência&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/11/sobre_plagio_e_outras_fraudes.php"&gt;Sobre plágio e outras fraudes&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/climategate_extra_extra_cienti.php"&gt;ClimateGate: EXTRA! EXTRA! Cientistas conversam entre si!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/retrospectiva_2009_editoriais.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/eUE8oBjp-lA" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/eUE8oBjp-lA/retrospectiva_2009_editoriais.php</link>
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         <category>memória</category>
         
         <pubDate>Mon, 04 Jan 2010 20:33:49 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Retrospectiva 2009: vida maravilhosa</title>
          <description>&lt;p&gt;2009 foi um ano interessante para este blog: ao mesmo tempo que falei muito sobre este blog por aí, produzi muito menos do que gostaria. A sequência de congressos em Setembro/Outubro aliada a uma superexposição durante o #portocainarede me deixou meio cansado do blog e acabei me dedicando pouco a ele (isso e a tonelada de trabalho no Planeta Diário). Mesmo assim, revendo o ano, vi que escrevi muitos textos que me deixaram satisfeito. Dividi-os em três categorias: vida maravilhosa, editoriais e #FAIL.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A categoria &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/vida_maravilhosa/"&gt;Vida Maravilhosa&lt;/a&gt; inclui os textos sobre curiosidades científicas e como elas foram feitas. São os textos que mais me divertem e são a razão da existência deste blog. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A vida neste planeta é diversa e misteriosa. Cientistas vivem fazendo descobertas que ajudam a compreendê-la mas ela sempre tem uma novidade ou duas:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/01/como-matar-baratas.php"&gt;Como matar baratas?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/01/o-que-provoca-nuvens-de-gafanhotos.php"&gt;O que provoca nuvens de gafanhotos?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/02/explicando-o-peixe-de-cabeca-transparente.php"&gt;Explicando o peixe de cabeça transparente&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/nao_me_comam_que_eu_vou_vomita.php"&gt;Lagartas clicantes avisam quando vão vomitar&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Navegar é preciso: o incrível caso da formiga do deserto &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/navegar-e-preciso-o-incrivel-caso-da-formiga-do-deserto-i.php"&gt;I&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/navegar-e-preciso-o-incrivel-caso-da-formiga-do-deserto-ii.php"&gt;II&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/navegar-e-preciso-o-incrivel-caso-da-formiga-do-deserto-iii.php"&gt;III&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/navegar-e-preciso-o-incrivel-caso-da-formiga-do-deserto-iv.php"&gt;IV&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/caramujos-sao-pao-duros.php"&gt;Caramujos são pão-duros&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/03/cauda-para-que-te-quero.php"&gt;Cauda para que te quero&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/uma_revolucao_infravermelha.php"&gt;Uma revolução infravermelha&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/07/aesperteza_da_cobra_de_tentacu.php"&gt;A esperteza da cobra de tentáculos&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/08/o_virus_da_bacteria_do_pulgao.php"&gt;O vírus da bactéria do pulgão da vespa&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/08/morcegos_contra_mariposa.php"&gt;Morcegos contra mariposas&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/folhas_largas_e_deserto_nao_co.php"&gt;Folhas largas e deserto não combinam?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/01/retrospectiva_2009_vida_maravi.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/Z5vhjBxMEn8" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/Z5vhjBxMEn8/retrospectiva_2009_vida_maravi.php</link>
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         <category>memória</category>
         
         <pubDate>Sat, 02 Jan 2010 09:00:00 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Conversão</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="3685740374_eb3541a84f.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/3685740374_eb3541a84f.jpg" width="500" height="335" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Escuridão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Não... Não agora!"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O cientista olha desoladamente o seu equipamento apagado enquanto raios caem lá fora. Dezesseis horas atrás, quando ele começou a preparar o experimento, o sol raiava forte lá fora. Agora a chuva de verão colocava seu precioso experimento em risco.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Precioso, na verdade, é pouco. Após seis meses tentando fazer o equipamento funcionar - mais seis meses acertando as condições experimentais - o cientista não tinha mais tempo, muito menos dinheiro, para muito mais. Hoje era o dia D, quando ele saberia se o experimento funcionaria. Se tudo desse certo ele escreveria seu relatório e o projeto continuaria a ser financiado. Se o experimento desse errado, ele teria que mandar seu relatório de um ano sem um resultado concreto. E isso geralmente significava o fim. Sem financiamento, sem emprego.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"30 minutos"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Após meia hora sem energia, a câmara onde ele colocou suas sensíveis células já está fria. Sem contar que os nutrientes, entregues por uma bomba de perfusão, já começavam a faltar. Elas estavam morrendo. Mas não há nada a fazer, só lhe resta esperar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"45 minutos"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O cientista olha mais uma vez para o seu relógio e fica desanimado. Após 45 minutos sem energia, a maior parte das suas células já deveriam estar mortas. Valeria a pena continuar? Mesmo com poucas células ele ainda poderia conseguir algo para o relatório, ele responde rapidamente. E com o relatório aprovado, ele teria mais um ano para conseguir mais resultados. Mas a chuva e os raios continuam fortes.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O cientista fica mais tenso ao pensar que ele pode estar desempregado quando seu filho nascer. Não é só sua carreira que está em jogo. Desesperado, o cientista, ateu militante, grita alto: &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"OK, vc venceu! O meu deus é mais fraco que seu Deus!" e começa a fazer o impensável: rezar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Assim que o cientista termina sua oração, a chuva repentinamente pára e a luz volta. Supreso, o cientista ouve o laboratório voltar à vida e as luzes do equipamento piscarem. Ele comanda seu equipamento checar a condição de suas células. Milagrosamente, estão todas vivas! &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O cientista continua seu experimento e as células respondem aos seus estímulos exatamente como suas hipóteses previam. A adrenalina de ver seu experimento dando certo, aliada ao inesperado momento de epifania, lhe fazem sentir bem como nunca.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Esta é a história mais impressionante que já ouvi nesta comunidade" disse o padre, após o relato de como o novo membro de sua paróquia se converteu. "Fico feliz em saber que a reza fez com que seu experimento desse certo. Quer dizer que você conseguiu os resultados para o seu relatório?"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Na verdade não, padre" respondeu o cientista, com um sorriso. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Não?" surpreendeu-se o padre. "Mas você mesmo me disse que foram os melhores resultados que você já teve!"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Certamente foram! Mas quando eu estava preparando os gráficos para o relatório que eu percebi: eu não havia feito os controles para interferência divina! Estes resultados não servem para nada!"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O cientista pode ter passado a acreditar em Deus, mas ele continua um bom cientista.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/rakustow/3685740374/"&gt;rakustow&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/conversao.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/GOIYv2LWleY" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Conto</category>
         
         <pubDate>Thu, 17 Dec 2009 13:26:51 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Polvos flagrados usando cocos como armadura!</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="polvo_coco.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/polvo_coco.jpg" width="500" height="447" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O polvo acima é um de quatro que já foram flagrados utilizando cocos como proteção. O indivíduo acima, aliás, usa dois cocos para se proteger. E não é só isso! Os polvos não somente se cobrem com os cocos mas também podem carregá-los de um lado para o outro, como o vídeo abaixo bem demonstra. OS pesquisadores viram um polvo carregar um coco por mais de 20 metros!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;object id="flashObj" width="486" height="412" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,47,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9/2227271001?isVid=1&amp;publisherID=981571807" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;param name="flashVars" value="videoId=57069207001&amp;playerID=2227271001&amp;domain=embed&amp;" /&gt;&lt;param name="base" value="http://admin.brightcove.com" /&gt;&lt;param name="seamlesstabbing" value="false" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="swLiveConnect" value="true" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;embed src="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9/2227271001?isVid=1&amp;publisherID=981571807" bgcolor="#FFFFFF" flashVars="videoId=57069207001&amp;playerID=2227271001&amp;domain=embed&amp;" base="http://admin.brightcove.com" name="flashObj" width="486" height="412" seamlesstabbing="false" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" swLiveConnect="true" allowScriptAccess="always" pluginspage="http://www.macromedia.com/shockwave/download/index.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Polvos são animais extremamente inteligentes e já falei de outros exemplares curiosos, como o que adotou um&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2008/01/polvo-gosta-do-sr-cabeca-de-batata.php"&gt; Sr. Cabeça de Batata&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2008/11/otto-o-aborrecido.php"&gt;dois&lt;/a&gt; que causaram &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/02/de-lado-36-mais-molecagens-de-polvos.php"&gt;danos&lt;/a&gt; a seus aquários só por falta do que fazer. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O interessante é que esta é uma descrição de uso de ferramentas por um invertebrado, algo raro, talvez até inédito!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Chupinhado sem nenhuma vergonha de&lt;a href="http://io9.com/5426109/octopus-uses-coconut-shells-as-portable-armor"&gt; io9&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.newscientist.com/article/dn18281-octopuses-use-coconut-shells-as-portable-shelters.html"&gt;New Scientist&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="polvo_coco2.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/polvo_coco2.jpg" width="500" height="370" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/polvos_flagrados_usando_cocos.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/uNezks6X3WU" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>vida maravilhosa</category>
         
         <pubDate>Mon, 14 Dec 2009 17:23:56 -0300</pubDate>
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         <title>Sobre "aquele cara da Veja"</title>
          <description>&lt;p&gt;Eu tenho uma regra pessoal que uso para me salvar de virar um troll: nunca comentar o que o Diogo Mainardi ou o Arnaldo Jabor dizem/escrevem. No entanto, diante da boçalidade da coluna do Diogo Mainardi de hoje, tenho que abrir uma &lt;strike&gt;excessão&lt;/strike&gt; exceção (essa foi feia!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção! Raiva espumante abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não suporto desosnestidade intelectual. Na &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/mainardi/na-revista/eu-e-o-urso-canibal/"&gt;coluna desta semana&lt;/a&gt;, Diogo Mainardi escreve sobre o aquecimento global. Um desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, ele diz que não conseguimos prever as temperaturas de amanhã, portanto não podemos prever a temperatura daqui a 50 ou 100 anos. &lt;a href="http://twitter.com/kenmori/status/6603914216"&gt;Kentaro Mori&lt;/a&gt; resumiu bem: Diogo Mainardi confunde meteorologia com climatologia. Veja, por exemplo, que é difícil saber se a temperatura de hoje vai ser maior do que amanhã mas sei que temperatura média do verão brasileiro de 2009 vai ser maior do que a do inverno de 2010. Uma medida se refere ao tempo e outra se refere ao clima. Tempo é o estado da atmosfera em um dado momento. Clima é a média das condições atmosféricas em longos períodos de tempo. Para se entender melhor a diferença entre tempo e clima, imagine colocar um barquinho de papel em um rio. É difícil tentar prever a posição do barquinho a cada momento, por causa de correntes e turbilhões. No entanto, é fácil prever que daqui a alguns segundos o barquinho vai se movimentar rio abaixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos em previsões para 50 ou 100 anos estamos lidando com tendências geradas a partir de modelos computacionais que levam em conta os ritmos de temperaturas naturais no planeta mais a influência que acreditamos que outros fatores: como a atividade solar ou emissões de CO2 pelo homem tem no clima. É possível que ano que vem as temperaturas médias sejam menores que as deste ano mas é mais provável que as temperaturas médias da próxima década sejam mais altas do que a da década que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo parágrafo, o Paulo-Francis-wannabe comete mais alguns impropérios: um é descrever errado o conhecimento atual sobre as temperaturas nos últimos anos e outro é sobre como conhecemos estas temperaturas. Esta estratégia retórica serve para continuar a desacreditar os climatologistas e fazer com que acreditem em sua tese. Funcionaria, se fosse verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A temperatura do planeta, segundo esse gráfico, teria se mantido igual por milhares de anos, subindo abruptamente - como a lâmina de um taco de hóquei - no último século, quando o homem passou a emitir uma grande quantidade de CO2.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2004/12/temperaturevariations-in-past-centuries-and-the-so-called-hockey-stick/"&gt;figura&lt;/a&gt; a qual Mainardi se refere é esta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/HockeyStickOverview_html_6623cbd6.png" width="503" height="322" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente podemos dizer que ela se manteve igual nos últimos milhares de anos. Climatologistas sabem disto. Sabem inclusive que as temperaturas nos últimos anos subiram mais rapidamente do que já foi detectado nos últimos milhares de anos. Como sabemos disso? Certamente não foi como Mainardi descreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Eles sabem porque um deles, professor de East Anglia, analisou doze troncos de pinheiros siberianos, colhidos na Península de Yamal. Agora os professores de East Anglia foram flagrados manipulando alguns desses dados.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Mainardi só ignora que usamos &lt;a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2004/11/climate-proxy/"&gt;muitas medida diferentes&lt;/a&gt; para estimar as temperaturas nos últimos anos: há a análise das camadas de gelo acumuldas nos últimos anos, o crescimento de corais, sedimentos em lagos e oceanos, deposição de pólen nos solos, entre outras. O uso dos anéis de árvores é, inclusive, muito questionado porque é o único que suggere uma queda de temperatura nas últimas décadas. Esta discrepância foi que levou ao caso de "manipulação" mencionada pelo Mainardi, no ClimateGate. A tal "manipulação" não põe em questão, de forma alguma, todas as dúzias de reconbstruções do clima já feitas (inclusive estou devendo um detalhamento sobre o tal "truque que é prova cabal da conspiração do clima"). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Mainardi ainda diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&amp;nbsp;A calota polar ártica, de acordo com todos os cálculos, deveria estar diminuindo. O que mostram as imagens de satélite, nos últimos anos, é o oposto. Em 2009, há mais gelo do que em 2008. Em 2008, havia mais gelo do que em 2007. Em 2007, havia mais gelo do que em 2006. A calota polar ártica, neste momento, cobre praticamente a mesma área de 1996, exceto por um ou dois pontos, confirmando a teoria de Lula de que a Terra é quadrada.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Para começar, o gelo ártico está derretendo a velocidades preocupantes. Se há algum lugar em que o &lt;a href="http://scienceblogs.com/illconsidered/2006/05/antarctic-sea-ice-is-increasing.php"&gt;gelo está se depositando é na Antártica&lt;/a&gt;. Depois, é preciso notar que o aumento do gelo na Antártica pode ter outras razões do que a diminuição da temperatura global? Como, a mudança nos padrões climáticos causados pelo aquecimento global ou até o buraco na camada de ozônio? Este argumento da deposição de gelo na Antática, inclusive, ignora que o degelo que ocorre nestes &lt;a href="http://www.nerc-bas.ac.uk/public/icd/gjma/trends2004.col.pdf"&gt;"um ou dois pontos"&lt;/a&gt; é recorde (principalmente na Península Antártica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que no fim há mais uma clássica virada mainardesca: ele consegue usar tudo isso para atacar o Lula e a Dilma! É claro que não dava para esperar menos de um autor - e de seu editor - que escreve uma coluna inteira em uma das revistas mais lidas no país e não se preocupa em checar informações disponíveis a um Google de distância! E o pior é ver pessoas da "elite" do país lendo as coisas que o cara escreve e concordando com tudo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura: &lt;a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2004/12/temperaturevariations-in-past-centuries-and-the-so-called-hockey-stick/"&gt;Real Climate&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="zemanta-pixie"&gt;&lt;img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=8783175f-b35d-8c72-a745-734df66055e3" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/sobre_aquele_cara_da_veja.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/nkp_6wVhOkU" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>aquecimento global</category>
         
         <pubDate>Sat, 12 Dec 2009 22:54:02 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Resenha: Pterossauros - os senhores do céu do Brasil</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="livroptero.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/livroptero.jpg" width="124" height="177" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /&gt;&lt;/span&gt;O Brasil já foi casa de enormes répteis voadores - os pterossauros. Estes animais, alguns com 10 m de asas, varavam os céus acima de lagos, mares e lagunas há mais de 65 milhões de anos atrás.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando criança eu queria ser paleontólogo. Acabei me tornando biólogo, sem traumas, mas às vezes ainda rola aquela pergunta: como seria a minha vida se eu seguisse esta carreira?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Obviamente não é possível responder esta pergunta mas, lendo o livro "&lt;a href="http://www.vieiralent.com.br/ptero.htm"&gt;Pterossauros - os senhores do céu do Brasil&lt;/a&gt;" pude ter um gostinho de como é o trabalho de um paleontólogo no Brasil. O autor, &lt;a href="http://acd.ufrj.br/mndgp/kellner/p/index.html"&gt;Alexander Kellner&lt;/a&gt;, é professor do Museu Nacional/UFRJ e um super-especialista em pterossauros. O livro é um conjunto de pequenas histórias sobre alguns dos fósseis de pterossauros que ele estuddou. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Devo confessar que este tipo de narrativa me fascina muito, vide a minha resenha do &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2008/09/resenha-cheiro-de-ciencia.php"&gt;"O cheiro das coisas" de Bettina Malnic&lt;/a&gt;, mas é extremamente fascinante acompanhar o autor desvendar cada fóssil, desde a sua descoberta até a lógica utilizada para deduzir seu modo de vida com apenas algumas evidências. E, para meu espanto, a diversidade dos pterossauros no Brasil era gigantesca.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="203658913_b484de58a2.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/203658913_b484de58a2.jpg" width="500" height="344" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O livro produzido pela Editora Vieira &amp; Lent, além de ter sido escrito em linguagem fácil e deliciosa de ler, é muito bem feito e me espantou a quantidade e qualidade de fotos e diagramas que o acompanham. Tudo isso torna a experiência de ler "Os senhores do céu" extremamente imersiva. Acabamos conhecendo o ameaçador &lt;em&gt;Anhanguera bittersdorffi&lt;/em&gt; ou o curioso &lt;em&gt;Tapejara imperator&lt;/em&gt; sem muito esforço.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A propósito: quem é mais próximo de um dinossauro, uma galinha ou um pterossauro? &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora eu sei.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;===================================&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O livro foi gentilmente cedido pela editora Vieira &amp; Lent para eu escrever esta resenha.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/markwitton/203658913/in/set-72057594082038974/"&gt;Mark Witton&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/pterossauros_no_meu_jardim.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/racJvu7hqjk" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/racJvu7hqjk/pterossauros_no_meu_jardim.php</link>
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         <category>resenha</category>
         
         <pubDate>Fri, 11 Dec 2009 18:24:02 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Folhas largas e deserto não combinam?</title>
          <description>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/3099506849_204c1a4254.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding: 5px; float: left;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border: 0pt none ;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Hoje choveu MUITO em São Paulo, cerca de 64 mm entre 0h e 7h. Um recorde de chuvas em um único dia (em apenas 7 h). Enquanto todos os paulistanos pensam em como sobreviver em um lugar que chove tanto, vamos conhecer a planta &lt;i&gt;Rheum palaestinum&lt;/i&gt;, que tem o problema oposto: ela sobrevive nas montanahs desérticas da Jordânia e Israel, onde chove cerca de 75 mm no ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/3862992453_4c0b6230ab.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente associamos plantas de deserto a cactáceas. Biólogos até dizem, com orgulho, que os cactos fazem fotossíntese pelos caules. Por causa de sua extensa área superficial, folhas largas estão associadas à perda de água logo, além da proteção mecânica, a redução das folhas em espinhos também evita que cactos percam água pelas folhas. As folhas da &lt;i&gt;Rheum palaestinum&lt;/i&gt;, no entanto, fogem desta lógica: em pleno deserto, elas atingem até 1 m2. Como estas plantas possuem folhas tão largas e ainda conseguem sobreviver no deserto?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/Rheus.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma explicação seria uma diminuição do número de estômatos nas folhas, o que reduziria drasticamente as trocas gasosas e, portanto, menos transpiração. No entanto, menos transpiração também significa menos dissipação de calor o que pode significar folhas cozidas no meio do dia. Nada bom. O que, então, faz esta planta viver como se ela estivesse no mediterrâneo, ao invés do deserto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples: o padrão de nervuras das largas folhas da &lt;i&gt;Rheum palaestinum&lt;/i&gt; faz com que as poucas gotas de chuva que caem em suas folhas sejam direcionadas para a sua raiz! Ao calcular o volume de água que as folhas recebem e ao estimar a porcentagem de água que é redirecionada para a raíz, os pesquisadores descobriram que ela coleta o equivalente a um regime de chuvas de 427 mm por ano, mais ou menos o que cai de água em um clima Mediterrâneo. Esta é uma maneira diferente de aproveitar a pocua chuva que cai na região (cerca de 1 a 2 mm por vez). Muitas vezes as raízes das plantas de locais secos são profundas para atingir reservatórios subterâneos ou se extenderem por grandes áreas para absorver água de uma área maior mas um sistema foliar tão compelxo para captar a água da chuva é novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/Rheus2.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O caso da &lt;i&gt;Rheum palaestinum&lt;/i&gt; pode ser um extremos mas é possível que a disposição das folhas em forma de roseta, como em bromélias, ajude outras plantas aumentar a sua captação de água da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;amp;rft.jtitle=Naturwissenschaften&amp;amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1007%2Fs00114-008-0472-y&amp;amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;amp;rft.atitle=Rheum+palaestinum+%28desert+rhubarb%29%2C+a+self-irrigating+desert+plant&amp;amp;rft.issn=0028-1042&amp;amp;rft.date=2008&amp;amp;rft.volume=96&amp;amp;rft.issue=3&amp;amp;rft.spage=393&amp;amp;rft.epage=397&amp;amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.springerlink.com%2Findex%2F10.1007%2Fs00114-008-0472-y&amp;amp;rft.au=Lev-Yadun%2C+S.&amp;amp;rft.au=Katzir%2C+G.&amp;amp;rft.au=Ne%60eman%2C+G.&amp;amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology"&gt;Lev-Yadun, S., Katzir, G., &amp;amp; Ne`eman, G. (2008). Rheum palaestinum (desert rhubarb), a self-irrigating desert plant &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Naturwissenschaften, 96&lt;/span&gt; (3), 393-397 DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1007/s00114-008-0472-y"&gt;10.1007/s00114-008-0472-y&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fotos:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/cbnsp/3099506849/"&gt;miltonjung&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/89241789@N00/3862992453/"&gt;kyle simourd&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="zemanta-pixie"&gt;&lt;img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=12faddbc-fd12-84eb-958f-482c275c1310" /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/12/folhas_largas_e_deserto_nao_co.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/Y5IXUrWz7J8" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Tue, 08 Dec 2009 15:01:14 -0300</pubDate>
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