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	<title>Blog dos Poetas</title>
	
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	<description>Poemas de escritores famosos e consagrados</description>
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		<title>Trindade - por  Álvares de Azevedo</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/trindade/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 03:22:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Álvares de Azevedo]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida é uma planta misteriosa 
Cheia d'espinhos, negra de amarguras 
Onde só abrem duas flores puras...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vida é uma planta misteriosa<br />
Cheia d&#8217;espinhos, negra de amarguras<br />
Onde só abrem duas flores puras -<br />
Poesia e amor&#8230; </p>
<p>E a mulher&#8230; é a nota suspirosa<br />
Que treme d&#8217;alma a corda estremecida,<br />
É fada que nos leva além da vida<br />
Pálidos de langor! </p>
<p>A poesia é a luz da mocidade,<br />
O amor é o poema dos sentidos,<br />
A febre dos momentos não dormidos<br />
E o sonhar da ventura&#8230; </p>
<p>Voltai, sonhos de amor e de saudade!<br />
Quero ainda sentir arder-me o sangue,<br />
Os olhos turvos, o meu peito langue,<br />
E morrer de ternura!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Canção de Outono - por  Cecília Meireles</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/cancao-de-outono/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 06:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Cecília Meireles]]></category>

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		<description><![CDATA[Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Perdoa-me, folha seca,<br />
não posso cuidar de ti.<br />
Vim para amar neste mundo,<br />
e até do amor me perdi.</p>
<p>De que serviu tecer flores<br />
pelas areias do chão,<br />
se havia gente dormindo<br />
sobre o própro coração?</p>
<p>E não pude levantá-la!<br />
Choro pelo que não fiz.<br />
E pela minha fraqueza<br />
é que sou triste e infeliz.<br />
Perdoa-me, folha seca!<br />
Meus olhos sem força estão<br />
velando e rogando áqueles<br />
que não se levantarão&#8230;</p>
<p>Tu és a folha de outono<br />
voante pelo jardim.<br />
Deixo-te a minha saudade<br />
- a melhor parte de mim.<br />
Certa de que tudo é vão.<br />
Que tudo é menos que o vento,<br />
menos que as folhas do chão&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Tentação - por  Murilo Mendes</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 03:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Mendes]]></category>

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		<description><![CDATA[Diante do crucifixo 
Eu paro pálido tremendo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diante do crucifixo<br />
Eu paro pálido tremendo<br />
“Já que és o Verdadeiro Filho de Deus<br />
Desprega a humanidade desta cruz”.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A minha estrela - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/a-minha-estrela/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 03:47:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[E a estrela foi p’ra o Céu subindo, 
Minh’alma que de longe a acompanhava, 
Viu o adeus que do Céu ela enviava...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>A meu irmão Aprígio dos Anjos</small></p>
<p>E eu disse &#8211; Vai-te, estrela do Passado!<br />
Esconde-te no Azul da Imensidade,<br />
Lá onde nunca chegue esta saudade,<br />
- A sombra deste afeto estiolado. </p>
<p>Disse, e a estrela foi p’ra o Céu subindo,<br />
Minh’alma que de longe a acompanhava,<br />
Viu o adeus que do Céu ela enviava,<br />
E quando ela no Azul foi-se sumindo </p>
<p>Surgia a Aurora &#8211; a mágica princesa!<br />
E eu vi o Sol do Céu iluminando<br />
A Catedral da Grande Natureza. </p>
<p>Mas a noute chegou, triste, com ela<br />
Negras sombras também foram chegando,<br />
E nunca mais eu vi a minha estrela!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Prazer e Pesar - por  Gregório de Matos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/prazer-e-pesar/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 03:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório de Matos]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas ai fado cruel! que são azares
Toda a sorte, que dás dos teus haveres,
Pois val o mesmo dares, que não dares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um prazer, e um pesar quase irmanados,<br />
Um pesar, e um prazer, mas divididos<br />
Entraram nesse peito tão unidos,<br />
Que Amor os acredita vinculados.</p>
<p>No prazer acha Amor os esperados<br />
Frutos de seus extremos conseguidos,<br />
No pesar acha a dor amortecidos<br />
Os vínculos do sangue separados.</p>
<p>Mas ai fado cruel! que são azares<br />
Toda a sorte, que dás dos teus haveres,<br />
Pois val o mesmo dares, que não dares.</p>
<p>Emenda-te, fortuna, e quando deres,<br />
Não seja esse prazer em dois pesares,<br />
Nem prazer enterrado nos Prazeres.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rosa Rilke Raimundo Correia - por  Paulo Leminski</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/rosa-rilke-raimundo-correia/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/rosa-rilke-raimundo-correia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 06:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pálpebra,
Mais uma, mais outras,
Enfim, dezenas
De pálpebras sobre pálpebras...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pálpebra,<br />
Mais uma, mais outras,<br />
Enfim, dezenas<br />
De pálpebras sobre pálpebras<br />
Tentando fazer<br />
Das minhas trevas<br />
Alguma coisa a mais<br />
Que lágrimas</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Modinha do Empregado de Banco - por  Murilo Mendes</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/modinha-do-empregado-de-banco/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/modinha-do-empregado-de-banco/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 03:38:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Mendes]]></category>

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		<description><![CDATA[Quantas meninas pela vida afora!
E eu alinhando no papel as fortunas dos outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou triste como um prático de farmácia,<br />
sou quase tão triste como um homem que usa costeletas.<br />
Passo o dia inteiro pensando nuns carinhos de mulher<br />
mas só ouço o tectec das máquinas de escrever.</p>
<p>Lá fora chove e a estátua de Floriano fica linda.<br />
Quantas meninas pela vida afora!<br />
E eu alinhando no papel as fortunas dos outros.<br />
Se eu tivesse estes contos punha a andar<br />
a roda da imaginação nos caminhos do mundo.<br />
E os fregueses do Banco<br />
que não fazem nada com estes contos!<br />
Chocam outros contos para não fazerem nada com eles.</p>
<p>Também se o diretor tivesse a minha imaginação<br />
o Banco já não existiria mais<br />
e eu estaria noutro lugar.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Hino à dor - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/hino-a-dor/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 03:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[Riqueza da alma, psíquico tesouro,
Alegria das glândulas do choro
De onde todas as lágrimas emanam...
És suprema!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dor, saúde dos seres que se fanam,<br />
Riqueza da alma, psíquico tesouro,<br />
Alegria das glândulas do choro<br />
De onde todas as lágrimas emanam&#8230;</p>
<p>És suprema!  Os meus átomos se ufanam<br />
De pertencer-te, oh!  Dor, ancoradouro<br />
Dos desgraçados, sol do cérebro, ouro<br />
De que as próprias desgraças se engalanam!</p>
<p>Sou teu amante!  Ardo em teu corpo abstrato.<br />
Com os corpúsculos mágicos do tacto<br />
Prendo a orquestra de chamas que executas&#8230;</p>
<p>E, assim, sem convulsão que me alvorece,<br />
Minha maior ventura é estar de posse<br />
De tuas claridades absolutas!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Inconstância - por  Gregório de Matos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/inconstancia-matos/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/inconstancia-matos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 04:32:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório de Matos]]></category>

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		<description><![CDATA[Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,<br />
Depois da Luz se segue a noite escura,<br />
Em tristes sombras morre a formosura,<br />
Em contínuas tristezas a alegria.</p>
<p>Porém, se acaba o Sol, por que nascia?<br />
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?<br />
Como a beleza assim se transfigura?<br />
Como o gosto da pena assim se fia?</p>
<p>Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,<br />
Na formosura não se dê constância,<br />
E na alegria sinta-se tristeza.</p>
<p>Começa o mundo enfim pela ignorância,<br />
E tem qualquer dos bens por natureza<br />
A firmeza somente na inconstância.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ali - por  Paulo Leminski</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/ali/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/ali/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 03:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[se alice
ali se visse
quanto alice viu
e não disse...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ali<br />
só<br />
ali<br />
se</p>
<p>se alice<br />
ali se visse<br />
quanto alice viu<br />
e não disse</p>
<p>se ali<br />
ali se dissesse<br />
quanta palavra<br />
veio e não desce</p>
<p>ali<br />
bem ali<br />
dentro da alice<br />
só alice<br />
com alice<br />
ali se parece</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Duas estrofes - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/duas-estrofes/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/duas-estrofes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 04:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[A queda do teu lírico arrabil
De um sentimento português ignoto
Lembra Lisboa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A queda do teu lírico arrabil<br />
De um sentimento português ignoto<br />
Lembra Lisboa, bela como um brinco,<br />
Que um dia no ano trágico de mil<br />
E setecentos e cincoenta e cinco,<br />
Foi abalada por um terremoto!</p>
<p>A água quieta do Tejo te abençoa.<br />
Tu representas toda essa Lisboa<br />
De glórias quase sobrenaturais,<br />
Apenas com uma diferença triste,<br />
Com a diferença que Lisboa existe<br />
E tu, amigo, não existes mais!</p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ao Aleijadinho - por  Murilo Mendes</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/ao-aleijadinho/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/ao-aleijadinho/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 03:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Mendes]]></category>

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		<description><![CDATA[Fatigados caminhos refazemos
Da outrora máquina da mineração.
É nossa própria forma, o frio molde
Que maduros tentamos atingir...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pálida a lua sob o pálio avança<br />
Das estrelas de uma perdida infância.<br />
Fatigados caminhos refazemos<br />
Da outrora máquina da mineração.</p>
<p>É nossa própria forma, o frio molde<br />
Que maduros tentamos atingir,<br />
Volvendo à laje, à pedra de olhos facetados,<br />
Sem crispação, matéria já domada.</p>
<p>O exemplo recebendo que ofereces<br />
Pelo martírio teu enfim transposto,<br />
Severo, machucado e rude Aleijadinho</p>
<p>Que te encerras na tenda com tua Bíblia,<br />
Suplicando ao Senhor — infinito e esculpido —<br />
Que sobre ti descanse os seus divinos pés.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>És Terra - por  Gregório de Matos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/es-terra/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/es-terra/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 04:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório de Matos]]></category>

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		<description><![CDATA[Que és terra, homem, e em terra hás de tornar-te,
Te lembra hoje Deus por sua Igreja;
De pó te faz espelho, em que se veja
A vil matéria, de que quis formar-te.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que és terra, homem, e em terra hás de tornar-te,<br />
Te lembra hoje Deus por sua Igreja;<br />
De pó te faz espelho, em que se veja<br />
A vil matéria, de que quis formar-te.</p>
<p>Lembra-te Deus, que és pó para humilhar-te<br />
E como o teu baixel sempre fraqueja<br />
Nos mares da vaidade, onde peleja,<br />
Te põe à vista a terra, onde salvar-te.</p>
<p>Alerta, alerta, pois, que o vento berra.<br />
Se assopra a vaidade e incha o pano,<br />
Na proa a terra tens, amaina e ferra.</p>
<p>Todo o lenho mortal, baixel humano,<br />
Se busca a salvação, tome hoje terra,<br />
Que a terra de hoje é porto soberano.</p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Apagar-me - por  Paulo Leminski</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/apagar-me/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/apagar-me/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 04:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[Apagar-me
diluir-me
desmanchar-me...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apagar-me<br />
diluir-me<br />
desmanchar-me<br />
até que depois<br />
de mim<br />
de nós<br />
de tudo<br />
não reste mais<br />
que o charme.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/apagar-me/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Montanhas de Ouro Preto - por  Murilo Mendes</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/montanhas-de-ouro-preto/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 05:36:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Mendes]]></category>

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		<description><![CDATA[Montes contempladores, circunscritos
Entre cinza e castanho, o olhar domado
Recolhe vosso espectro permanente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desdobram-se as montanhas de Ouro Preto<br />
Na perfurada luz, em plano austero.<br />
Montes contempladores, circunscritos<br />
Entre cinza e castanho, o olhar domado</p>
<p>Recolhe vosso espectro permanente.<br />
Por igual pascentais a luz difusa<br />
Que se reajusta ao corpo das igrejas,<br />
E volve o pensamento à descoberta</p>
<p>De uma luta antiqüíssima com o caos,<br />
De uma reinvenção dos elementos<br />
Pela força de um culto ora perdido,</p>
<p>Relíquias de dureza e de doutrina,<br />
Rude apetite dessa cousa eterna<br />
Retida na estrutura de Ouro Preto.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Amor e religião - por  Augusto dos Anjos</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 04:49:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[No entanto dizem que este padre amara.
Morrera um dia desvairado, estulto...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci-o: era um padre, um desses santos<br />
Sacerdotes da Fé de crença pura,<br />
Da sua fala na eternal doçura<br />
Falava o coração. Quantos, oh! Quantos </p>
<p>Ouviram dele frases de candura<br />
Que d’infelizes enxugavam prantos!<br />
E como alegres não ficaram tantos<br />
Corações sem prazer e sem ventura! </p>
<p>No entanto dizem que este padre amara.<br />
Morrera um dia desvairado, estulto,<br />
Su’alma livre para o Céu se alara. </p>
<p>E Deus lhe disse: &#8220;És duas vezes santo,<br />
Pois se da Religião fizeste culto,<br />
Foste do amor o mártir sacrossanto.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Dor - por  Gregório de Matos</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 03:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório de Matos]]></category>

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		<description><![CDATA[De uma falsa esperança fantasia,
Que faz que de um momento passe a um dia,
E que de um dia passe à eternidade!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em o horror desta muda soledade,<br />
Onde voando os ares a porfia,<br />
Apenas solta a luz a aurora fria,<br />
Quando a prende da noite a escuridade.</p>
<p>Ah, cruel apreensão de uma saudade!<br />
De uma falsa esperança fantasia,<br />
Que faz que de um momento passe a um dia,<br />
E que de um dia passe à eternidade!</p>
<p>São da dor os espaços sem medida,<br />
E a medida das horas tão pequena,<br />
Que não sei como a dor é tão crescida.</p>
<p>Mas é troca cruel, que o fado ordena;<br />
Porque a pena me cresça para a vida,<br />
Quando a vida me falta para a pena.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Rito Humano - por  Murilo Mendes</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 04:35:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Mendes]]></category>

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		<description><![CDATA[Ouço balidos pelo mundo inteiro:
Matam o cordeiro branco redentor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelas curvas da tarde vem surgindo<br />
A inefável palavra Agnus Dei.<br />
Ouço balidos pelo mundo inteiro:<br />
Matam o cordeiro branco redentor.</p>
<p>As armas do futuro desenhadas<br />
Vejo no espaço, túmulos abertos:<br />
Os balidos rebentam das gargantas<br />
Até dos que inda estão para nascer.</p>
<p>De variadas maneiras matam o homem.<br />
Matam a pureza, a paz, a liberdade,<br />
Pelo cutelo, a bomba, a guilhotina,</p>
<p>Pelo silêncio, a fome, a solidão.<br />
Fecha o leque de plumas o Oriente,<br />
Abre o Ocidente o tanque de terror.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amor Bastante - por  Paulo Leminski</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Sep 2011 03:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[basta um instante
e você tem amor bastante]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quando eu vi você<br />
tive uma idéia brilhante<br />
foi como se eu olhasse<br />
de dentro de um diamante<br />
e meu olho ganhasse<br />
mil faces num só instante</p>
<p>basta um instante<br />
e você tem amor bastante</p>
<p>um bom poema<br />
leva anos<br />
cinco jogando bola,<br />
mais cinco estudando sânscrito,<br />
seis carregando pedra,<br />
nove namorando a vizinha,<br />
sete levando porrada,<br />
quatro andando sozinho,<br />
três mudando de cidade,<br />
dez trocando de assunto,<br />
uma eternidade, eu e você,<br />
caminhando junto</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Abandonada - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/abandonada/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 03:48:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[O brilho se apagou daquela estrela
Que a vida lhe tornava venturosa!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>Ao meu irmão Odilon dos Anjos</small></p>
<p>Bem depressa sumiu-se a vaporosa<br />
Nuvem de amores, de ilusões tão bela;<br />
O brilho se apagou daquela estrela<br />
Que a vida lhe tornava venturosa! </p>
<p>Sombras que passam, sombras cor-de-rosa<br />
- Todas se foram num festivo bando,<br />
Fugazes sonhos, gárrulos voando<br />
- Resta somente um’alma tristurosa! </p>
<p>Coitada! o gozo lhe fugiu correndo,<br />
Hoje ela habita a erma soledade,<br />
Em que vive e em que aos poucos vai morrendo! </p>
<p>Seu rosto triste, seu olhar magoado,<br />
Fazem lembrar em noute de saudade<br />
A luz mortiça d’um olhar nublado.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Senhor Doutor - por  Gregório de Matos</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Aug 2011 03:28:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório de Matos]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito bem-vinda seja a esta mofina e mísera cidade,
Sua justiça agora, e eqüidade, e letras
com que a todos causa inveja.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhor Doutor, muito bem-vinda seja<br />
A esta mofina e mísera cidade,<br />
Sua justiça agora, e eqüidade,<br />
E letras com que a todos causa inveja.</p>
<p>Seja muito bem-vindo, porque veja<br />
O maior disparate e iniqüidade,<br />
Que se tem feito em uma e outra idade<br />
Desde que há tribunais, e quem os reja.</p>
<p>Que me há de suceder nestas montanhas<br />
Com um ministro em leis tão pouco visto,<br />
Como previsto em trampas e maranhas?</p>
<p>É ministro de império, mero e misto,<br />
Tão Pilatos no corpo e nas entranhas,<br />
Que solta a um Barrabás, e prende a um Cristo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Meditação da Noite - por  Murilo Mendes</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 03:34:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Mendes]]></category>

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		<description><![CDATA[Templo de experiência e expiação,
O incenso da matéria se respira
Nas tuas arcadas nuas e rochosas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Noites de lanças e estandarte azul,<br />
Não vertes sobre a terra desconforme<br />
O teu bálsamo antigo de sossego:<br />
Vem antes o veneno da tua esfera.</p>
<p>Que destruições geraste no teu ventre<br />
Enquanto os homens se velavam a face!<br />
Templo de experiência e expiação,<br />
O incenso da matéria se respira</p>
<p>Nas tuas arcadas nuas e rochosas.<br />
Somos agora a raça clandestina<br />
Que, noite hostil, ainda não pudeste</p>
<p>Das dobras dos teus panos remover:<br />
Ululantes erramos pelo mundo,<br />
Conduzindo nossa morte corporal.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Incenso Fosse Música - por  Paulo Leminski</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 03:41:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[isso de querer 
ser exatamente aquilo 
que a gente é...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>isso de querer<br />
ser exatamente aquilo<br />
que a gente é<br />
ainda vai<br />
nos levar além</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Corte Transversal do Poema - por  Murilo Mendes</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/corte-transversal-do-poema/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 03:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Mendes]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguém anda a construir uma escada pros meus sonhos.
Meu pensamento desloca uma perna,
o ouvido esquerdo do céu não ouve a queixa dos namorados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A música do espaço pára, a noite se divide em dois pedaços.<br />
Uma menina grande, morena, que andava na minha cabeça,<br />
fica com um braço de fora.<br />
Alguém anda a construir uma escada pros meus sonhos.<br />
Um anjo cinzento bate as asas<br />
em torno da lâmpada.<br />
Meu pensamento desloca uma perna,<br />
o ouvido esquerdo do céu não ouve a queixa dos namorados.<br />
Eu sou o olho dum marinheiro morto na Índia,<br />
um olho andando, com duas pernas.<br />
O sexo da vizinha espera a noite se dilatar, a força do homem.<br />
A outra metade da noite foge do mundo, empinando os seios.<br />
Só tenho o outro lado da energia,<br />
me dissolvem no tempo que virá, não me lembro mais quem sou.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Soneto Inglês N° 1 - por  Manuel Bandeira</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 04:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia hei de ir embora
Adormecer no derradeiro sono
Um dia chorarás... Que importa?
Chora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a morte cerrar meus olhos duros<br />
- Duros de tantos vãos padecimentos,<br />
Que pensarão teus peitos imaturos<br />
Da minha dor de todos os momentos?<br />
Vejo-te agora alheia, e tão distante:<br />
Mais que distante &#8211; isenta. E bem prevejo,<br />
Desde já bem prevejo o exato instante<br />
Em que de outro será não teu desejo,<br />
Que o não terás, porém teu abandono,<br />
Tua nudez! Um dia hei de ir embora<br />
Adormecer no derradeiro sono<br />
Um dia chorarás&#8230; Que importa? Chora.</p>
<p>Então eu sentirei muito mais perto<br />
De mim feliz, teu coração incerto.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Soneto do Beijo - por  Álvares de Azevedo</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-do-beijo/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 04:03:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Álvares de Azevedo]]></category>

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		<description><![CDATA[Junto de teu seio
Que treme-te e palpita em doce enleio
Beba eu o amor que teu olhar revela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um beijo ainda! os lábios teus, donzela,<br />
Nos meus se pousem &#8211; junto de teu seio<br />
Que treme-te e palpita em doce enleio<br />
Beba eu o amor que teu olhar revela.</p>
<p>Vem ainda uma vez! és pura e bela,<br />
Arfa-te o seio, amor, n&#8217;olhos te leio&#8230;<br />
Que importa o mais? vem, anjo, sem receio!<br />
Um beijo em tua face! ind&#8217;outro nela!</p>
<p>Aperta-me ao teu colo &#8211; assim &#8211; um beijo<br />
Desses em que ao céu um&#8217;alma se transporta!&#8230;<br />
- E o mundo?&#8230; &#8211; Um louco. &#8211; E o crime? &#8211; Só te vejo.</p>
<p>- Mas quando a vida em nós gelou-se morta<br />
- E o inferno? &#8211; Contigo eu o desejo.<br />
- E Deus? &#8211; Meu Deus és tu. &#8211; E o céu? &#8211; Que importa!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Soneto Sonhado - por  Manuel Bandeira</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-sonhado/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 04:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2166</guid>
		<description><![CDATA[O que há melhor no amor é a iluminância.
Mas, ai de nós! não vem de nós. Viria
De onde? Dos céus?... Dos longes da distância?...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu tudo, minha amada e minha amiga,<br />
Eis, compendiada toda num soneto,<br />
A minha profissão de fé e afeto,<br />
Que à confissão, posto aos teus pés, me obriga.</p>
<p>O que n&#8217;alma guardei de muita antiga<br />
Experiência foi pena e ansiar inquieto.<br />
Gosto pouco do amor ideal objeto<br />
Só, e do amor só carnal não gosto miga.</p>
<p>O que há melhor no amor é a iluminância.<br />
Mas, ai de nós! não vem de nós. Viria<br />
De onde? Dos céus?&#8230; Dos longes da distância?&#8230;</p>
<p>Não te prometo os estos, a alegria,<br />
A assunção&#8230; Mas em toda circunstância<br />
Ser-te-ei sincero como a luz do dia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Soneto do Sonho - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-do-sonho/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-do-sonho/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 03:58:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode ser venturosa a criatura
Que não crê, que não ama e que não sonha?!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sonho, a crença e o amor, sendo a risonha<br />
Santíssima Trindade da Ventura,<br />
Pode ser venturosa a criatura<br />
Que não crê, que não ama e que não sonha?!</p>
<p>Pois a alma acostumada a ser tristonha<br />
Pode achar por acaso ou porventura<br />
Felicidade numa sepultura,<br />
Contentamento numa dor medonha?!</p>
<p>Há muito tempo, o sonho, do meu seio<br />
Partiu num célere arrebatamento<br />
De minha crença arrebentando a grade</p>
<p>Pois se eu não amo e se também não creio,<br />
De onde me vem este contentamento,<br />
De onde me vem esta felicidade?!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-do-sonho/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Soneto da Virgem - por  Álvares de Azevedo</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-da-virgem/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-da-virgem/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 May 2011 03:47:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Álvares de Azevedo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2162</guid>
		<description><![CDATA[Eu vivia no doce alento
dessa virgem bela...
Tanto amor, tanto fogo
Se revela naqueles olhos negros!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei ontem a noite junto dela.<br />
Do camarote a divisão se erguia<br />
Apenas entre nós &#8211; e eu vivia<br />
No doce alento dessa virgem bela&#8230;</p>
<p>Tanto amor, tanto fogo se revela<br />
Naqueles olhos negros! só a via!<br />
Música mais do céu, mais harmonia<br />
Aspirando nessa alma de donzela!</p>
<p>Como era doce aquele seio arfando!<br />
Nos lábios que sorriso feiticeiro!<br />
Daquelas horas lembro-me chorando!</p>
<p>Mas o que é triste e dói ao mundo inteiro<br />
É sentir todo o seio palpitando&#8230;<br />
Cheio de amores! e dormir solteiro!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-da-virgem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tempos Idos - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/tempos-idos/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/tempos-idos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 May 2011 03:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não se enterra assim sem compaixão
Os escombros benditos de um Passado!
Ai! não me arranques d'alma este conforto!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não enterres, coveiro, o meu Passado,<br />
Tem pena dessas cinzas que ficaram;<br />
Eu vivo dessas crenças que passaram,<br />
E quero sempre tê-las ao meu lado!</p>
<p>Não, não quero o meu sonho sepultado<br />
No cemitério da Desilusão,<br />
Que não se enterra assim sem compaixão<br />
Os escombros benditos de um Passado!</p>
<p>Ai! não me arranques d&#8217;alma este conforto!<br />
- Quero abraçar o meu passado morto<br />
- Dizer adeus aos sonhos meus perdidos!</p>
<p>Deixa ao menos que eu suba à Eternidade<br />
Velado pelo círio da Saudade,<br />
Ao dobre funeral dos tempos idos!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Soneto Italiano - por  Manuel Bandeira</title>
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		<pubDate>Sun, 15 May 2011 03:42:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[De quem me valerei, se não me valho
De ti, que tens a chave dos destinos
Em que arderam meus sonhos cristalinos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Frescura das sereias e do orvalho,<br />
Graça dos brancos pés dos pequeninos,<br />
Voz das manhãs cantando pelos sinos,<br />
Rosa mais alta no mais alto galho:</p>
<p>De quem me valerei, se não me valho<br />
De ti, que tens a chave dos destinos<br />
Em que arderam meus sonhos cristalinos<br />
Feitos cinza que em pranto ao vento espalho?</p>
<p>Também te vi chorar&#8230; Também sofreste<br />
A dor de ver secarem pela estrada<br />
As fontes da esperança&#8230; E não cedeste!</p>
<p>Antes, pobre, despida e trespassada,<br />
Soubeste dar à vida, em que morreste,<br />
Tudo, &#8211; à vida, que nunca te deu nada!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sonho de um Monista - por  Augusto dos Anjos</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 03:39:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro da alma aflita via Deus
- essa mônada esquisita -
Coordenando e animando tudo aquilo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu e o esqueleto esquálido de Esquilo<br />
Viajávamos, com uma ânsia sibarita,<br />
Por toda a pró-dinâmica infinita,<br />
Na inconsciência de um zoófito tranqüilo.</p>
<p>A verdade espantosa do &#8220;Protilo&#8221;<br />
Me aterrava, mas dentro da alma aflita<br />
Via Deus &#8211; essa mônada esquisita -<br />
Coordenando e animando tudo aquilo!</p>
<p>E eu bendizia, com o esqueleto ao lado,<br />
Na guturalidade do meu brado,<br />
Alheio ao velho cálculo dos dias,</p>
<p>Como um pagão no altar de Proserpina,<br />
A energia intracósmica divina<br />
Que é o pai e é a mãe das outras energias!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Alencar - por  Machado de Assis</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/alencar/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 03:36:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>

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		<description><![CDATA[Tu, cearense musa, que os amores
Meigos e tristes, rústicos e breves,
Da indiana escreveste, - ora os escreves
No volume dos pátrios esplendores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hão de os anos volver, &#8211; não como as neves<br />
De alheios climas, de geladas cores;<br />
Hão de os anos volver, mas como as flores,<br />
Sobre o teu nome, vívidos e leves&#8230;</p>
<p>Tu, cearense musa, que os amores<br />
Meigos e tristes, rústicos e breves,<br />
Da indiana escreveste, &#8211; ora os escreves<br />
No volume dos pátrios esplendores.</p>
<p>E ao tornar este sol, que te há levado,<br />
Já não acha a tristeza. Extinto é o dia<br />
Da nossa dor, do nosso amargo espanto.</p>
<p>Porque o tempo implacável e pausado,<br />
Que o homem consumiu na terra fria,<br />
Não consumiu o engenho, a flor, o encanto&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Verdes Mares - por  Manuel Bandeira</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/verdes-mares/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 03:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre as águas, arfando,
uma breve jangada passa.
Tão frágil! Deus a leve, onde ela vá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Clama uma voz amiga: &#8211; &#8220;Aí tem o Ceará.&#8221;<br />
E eu, que nas ondas punha a vista deslumbrada,<br />
Olho a cidade. Ao sol chispa a areia doirada.<br />
A bordo a faina avulta e toda a gente já</p>
<p>Desce. Uma moça ri, quebrando o panamá.<br />
&#8220;- Perdi a mala!&#8221; um diz de cara acabrunhada<br />
Sobre as águas, arfando, uma breve jangada<br />
Passa. Tão frágil! Deus a leve, onde ela vá.</p>
<p>Esmalta ao fundo a costa a verdura de um parque.<br />
E enquanto a grita aumenta em berros e assobios<br />
Rudes, na confusão brutal do desembarque:</p>
<p>Fitando a vastidão magnífica do mar,<br />
Que ressalta e reluz: &#8211; &#8220;Verdes mares bravios&#8230;&#8221;<br />
Cita um sujeito que jamais leu Alencar.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A um Carneiro Morto - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/a-um-carneiro-morto/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/a-um-carneiro-morto/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 03:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[Misericordiosíssimo carneiro esquartejado,
a maldição de Pio Décimo
caia em teu algoz sombrio!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Misericordiosíssimo carneiro<br />
Esquartejado, a maldição de Pio<br />
Décimo caia em teu algoz sombrio<br />
E em todo aquele que for seu herdeiro!</p>
<p>Maldito seja o mercador vadio<br />
Que te vender as carnes por dinheiro,<br />
Pois, tua lã aquece o mundo inteiro<br />
E guarda as carnes dos que estão com frio!</p>
<p>Quando a faca rangeu no teu pescoço,<br />
Ao monstro que espremeu teu sangue grosso<br />
Teus olhos &#8211; fontes de perdão &#8211; perdoaram!</p>
<p>Oh! tu que no Perdão eu simbolizo,<br />
Se fosses Deus, no Dia do Juízo,<br />
Talvez perdoasses os que te mataram!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Soneto da Armida - por  Álvares de Azevedo</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-da-armida/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 03:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Álvares de Azevedo]]></category>

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		<description><![CDATA[E nos olhos azuis cheios de vida
Lânguido véu de involuntário pranto!
É esse o talismã, é essa a Armida,
O condão de meus últimos encantos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os quinze anos de uma alma transparente,<br />
O cabelo castanho, a face pura,<br />
Uns olhos onde pinta-se a candura<br />
De um coração que dorme, inda inocente.</p>
<p>Um seio que estremece de repente<br />
Do mimoso vestido na brancura,<br />
A linda mão na mágica cintura,<br />
E uma voz que inebria docemente.</p>
<p>Um sorriso tão angélico! tão santo<br />
E nos olhos azuis cheios de vida<br />
Lânguido véu de involuntário pranto!</p>
<p>É esse o talismã, é essa a Armida,<br />
O condão de meus últimos encantos,<br />
A visão de minh&#8217;alma distraída!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Dolências - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/dolencias/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/dolencias/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 03:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

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		<description><![CDATA[Acostumei-me assim, pois, a sofrer
E acostumado a assim sofrer, existo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu fui cadáver, antes de viver!&#8230;<br />
- Meu corpo, assim como o de Jesus Cristo,<br />
Sofreu o que olhos de homem não têm visto<br />
E olhos de fera não puderam ver!</p>
<p>Acostumei-me assim, pois, a sofrer<br />
E acostumado a assim sofrer, existo&#8230;<br />
Existo!&#8230; &#8211; E apesar disto, apesar disto<br />
Inda cadáver hei também de ser!</p>
<p>Quando eu morrer de novo, amigos, quando<br />
Eu, de saudades me despedaçando,<br />
De novo, triste e sem cantar, morrer,</p>
<p>Nada se altere em sua marcha infinda<br />
- O tamarindo reverdeça ainda,<br />
A lua continue sempre a nascer!</p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um Sorriso - por  Manuel Bandeira</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/um-sorriso/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/um-sorriso/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2011 03:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2144</guid>
		<description><![CDATA[Fosse mágoa ou saudade,
Tu olhavas, sem ver, os vales e a cidade.
- Foi então que senti sorrir o meu desgosto...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vinha caindo a tarde. Era um poente de agosto.<br />
A sombra já enoitava as moutas. A umidade<br />
Aveludava o musgo. E tanta suavidade<br />
Havia, de fazer chorar nesse sol-posto.</p>
<p>A viração do oceano acariciava o rosto<br />
Como incorpóreas mãos. Fosse mágoa ou saudade,<br />
Tu olhavas, sem ver, os vales e a cidade.<br />
- Foi então que senti sorrir o meu desgosto&#8230;</p>
<p>Ao fundo o mar batia a crista dos escolhos&#8230;<br />
Depois o céu&#8230; e mar e céus azuis: dir-se-ia<br />
Prolongarem a cor ingênua de teus olhos&#8230;</p>
<p>A paisagem ficou espiritualizada.<br />
Tinha adquirido uma alma. E uma nova poesia<br />
Desceu do céu, subiu do mar, cantou na estrada&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/um-sorriso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Último Credo - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/ultimo-credo/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/ultimo-credo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 03:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2142</guid>
		<description><![CDATA[Amo o coveiro - este ladrão comum
Que arrasta a gente para o cemitério!
É o transcendentalíssimo mistério!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como ama o homem adúltero o adultério<br />
E o ébrio a garrafa tóxica de rum,<br />
Amo o coveiro &#8211; este ladrão comum<br />
Que arrasta a gente para o cemitério!</p>
<p>É o transcendentalíssimo mistério!<br />
É o &#8220;nous&#8221;, é o &#8220;pneuma&#8221;, é o &#8220;ego sum qui sum&#8221;,<br />
É a morte, é esse danado número &#8220;Um&#8221;<br />
Que matou Cristo e que matou Tibério!</p>
<p>Creio, como o filósofo mais crente,<br />
Na generalidade decrescente<br />
Com que a substância cósmica evolui&#8230;</p>
<p>Creio, perante a evolução imensa,<br />
Que o homem universal de amanhã vença<br />
O homem particular eu que ontem fui!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/ultimo-credo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Carolina - por  Machado de Assis</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/a-carolina/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/a-carolina/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Mar 2011 03:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2140</guid>
		<description><![CDATA[Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querida, ao pé do leito derradeiro<br />
Em que descansas dessa longa vida,<br />
Aqui venho e virei, pobre querida,<br />
Trazer-te o coração do companheiro.</p>
<p>Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro<br />
Que, a despeito de toda a humana lida,<br />
Fez a nossa existência apetecida<br />
E num recanto pôs um mundo inteiro.</p>
<p>Trago-te flores, — restos arrancados<br />
Da terra que nos viu passar unidos<br />
E ora mortos nos deixa e separados.</p>
<p>Que eu, se tenho nos olhos malferidos<br />
Pensamentos de vida formulados,<br />
São pensamentos idos e vividos.</p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Idealismo - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/idealismo/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/idealismo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Mar 2011 03:17:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2138</guid>
		<description><![CDATA[O amor da Humanidade é uma mentira.
É. E é por isto que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!<br />
O amor da Humanidade é uma mentira.<br />
É. E é por isto que na minha lira<br />
De amores fúteis poucas vezes falo.</p>
<p>O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!<br />
Quando, se o amor que a Humanidade inspira<br />
É o amor do sibarita e da hetaíra,<br />
De Messalina e de Sardanapalo?!</p>
<p>Pois é mister que, para o amor sagrado,<br />
O mundo fique imaterializado<br />
- Alavanca desviada do seu fulcro -</p>
<p>E haja só amizade verdadeira<br />
Duma caveira para outra caveira,<br />
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!</p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Soneto do Amigo - por  Álvares de Azevedo</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-do-amigo/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-do-amigo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Feb 2011 03:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Álvares de Azevedo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2136</guid>
		<description><![CDATA[A grande distância que entre nós estiver
Lembrança de ti não me fará perder.
Faz que tua alma a distância também vença!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Perdoa se hoje em verso rude não cadente<br />
Ledos os sentimentos de minha alma exprimo:<br />
Tu verás que na arte de poeta eu não primo<br />
Porém verás que só digo o que meu peito sente.</p>
<p>Mas os teus anos que me alegram a mente,<br />
Triste pensamento me faz vir de imo<br />
De meu peito alegre. De ti que eu tanto estimo<br />
Para o ano, em igual dia hei de estar ausente!</p>
<p>Mas se de ti separar-me a extensão tão imensa,<br />
A grande distância que entre nós estiver<br />
Lembrança de ti não me fará perder.</p>
<p>Faz que tua alma a distância também vença,<br />
Neste dia entre os amigos não te esquece<br />
Daquele em quem tua lembrança não fenece.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/soneto-do-amigo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Agonia de um Filósofo - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/agonia-de-um-filosofo/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/agonia-de-um-filosofo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 03:14:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2134</guid>
		<description><![CDATA[Ah! todos os fenômenos do solo
Parecem realizar de polo a polo
O ideal de Anaximandro de Mileto!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto<br />
Rig-Veda. E, ante obras tais, me não consolo&#8230;<br />
O Inconsciente me assombra e eu nele tolo<br />
Com a eólica fúria do harmatã inquieto!</p>
<p>Assisto agora à morte de um inseto!&#8230;<br />
Ah! todos os fenômenos do solo<br />
Parecem realizar de polo a polo<br />
O ideal de Anaximandro de Mileto!</p>
<p>No hierático areópago heterogêneo<br />
Das idéias, percorro como um gênio<br />
Desde a alma de Haeckel à alma cenobial!&#8230;</p>
<p>Rasgo dos mundos o velário espesso;<br />
E em tudo, igual a Goethe, reconheço<br />
O império da &#8220;substância universal&#8221;!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/agonia-de-um-filosofo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Museu - por  Cecília Meireles</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/museu/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/museu/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 03:12:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Cecília Meireles]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2132</guid>
		<description><![CDATA[Espadas frias, nítidas espadas,
duras viseiras já sem perspectiva,
cetro sem mãos, coroa já não viva...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Espadas frias, nítidas espadas,<br />
duras viseiras já sem perspectiva,<br />
cetro sem mãos, coroa já não viva<br />
de cabeças em sangue naufragadas;</p>
<p>anéis de demorada narrativa,<br />
leques sem falas, trompas sem caçadas,<br />
pêndulos de horas não mais escutadas,<br />
espelhos de memória fugitiva;</p>
<p>ouro e prata, turquesas e granadas,<br />
que é da presença passageira e esquiva<br />
das heranças dos poetas, malogradas:</p>
<p>a estrela, o passarinho, a sensitiva,<br />
a água que nunca volta, as bem-amadas,<br />
a saudade de Deus, vaga e inativa&#8230;?</p>
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		<title>9. - por  Manoel de Barros</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Feb 2011 04:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel de Barros]]></category>

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		<description><![CDATA[me explica por que que um olhar de piedade
cravado na condição humana
não brilha mais que anúncio luminoso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrar na Academia já entrei<br />
mas ninguém me explica por que que essa torneira<br />
aberta<br />
neste silêncio de noite<br />
parece poesia jorrando&#8230;<br />
Sou bugre mesmo<br />
me explica mesmo<br />
me ensina modos de gente<br />
me ensina a acompanhar um enterro de cabeça baixa<br />
me explica por que que um olhar de piedade<br />
cravado na condição humana<br />
não brilha mais que anúncio luminoso?<br />
Qual, sou bugre mesmo<br />
só sei pensar na hora ruim<br />
na hora do azar que espanta até a ave da saudade<br />
Sou bugre mesmo<br />
me explica mesmo:<br />
se eu não sei parar o sangue, que que adianta<br />
não ser imbecil ou borboleta?<br />
Me explica porque penso naqueles moleques<br />
como nos peixes<br />
que deixava escapar do anzol<br />
com o queixo arrebentado?<br />
Qual, antes melhor fechar essa torneira, bugre velho&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Teus Olhos - por  Florbela Espanca</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/teus-olhos/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 03:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Florbela Espanca]]></category>

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		<description><![CDATA[Fontes... cisternas...
Enigmáticas campas medievais...
Jardins de Espanha... catedrais eternas...
Berço vindo do Céu à minha porta...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olhos do meu Amor! Infantes loiros<br />
Que trazem os meus presos, endoidados!<br />
Neles deixei, um dia, os meus tesoiros:<br />
Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.</p>
<p>Neles ficaram meus palácios moiros,<br />
Meus carros de combate, destroçados,<br />
Os meus diamantes, todos os meus oiros<br />
Que trouxe d&#8217;Além-Mundos ignorados!</p>
<p>Olhos do meu Amor! Fontes&#8230; cisternas&#8230;<br />
Enigmáticas campas medievais&#8230;<br />
Jardins de Espanha&#8230; catedrais eternas&#8230;</p>
<p>Berço vindo do Céu à minha porta&#8230;<br />
Ó meu leito de núpcias irreais!&#8230;<br />
Meu sumptuoso túmulo de morta!&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ouro Preto - por  Manuel Bandeira</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Jan 2011 03:52:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Que resta do esplendor de outrora? Quase nada:
Pedras... templos que são fantasmas ao sol-posto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre! De cada<br />
Ribeirão trepidante e de cada recosto<br />
De montanha o metal rolou na cascalhada<br />
Para o fausto d&#8217;El-Rei, para a glória do imposto.</p>
<p>Que resta do esplendor de outrora? Quase nada:<br />
Pedras&#8230; templos que são fantasmas ao sol-posto.<br />
Esta agência postal era a Casa de Entrada&#8230;<br />
Este escombro foi um solar&#8230; Cinza e desgosto!</p>
<p>O bandeirante decaiu &#8211; é funcionário.<br />
Último sabedor da crônica estupenda,<br />
Chico Diogo escarnece o último visionário.</p>
<p>E avulta apenas, quando a noite de mansinho<br />
Vem, na pedra-sabão lavrada como renda,<br />
- Sombra descomunal, a mão do Aleijadinho!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Julga-me a gente toda por perdido - por  Luís Vaz de Camões</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/julga-me-a-gente-toda-por-perdido/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/julga-me-a-gente-toda-por-perdido/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Jan 2011 04:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Vaz de Camões]]></category>

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		<description><![CDATA[Vá revolvendo a terra, o mar e o vento,
Que eu só em humilde estado me contento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Julga-me a gente toda por perdido,<br />
Vendo-me tão entregue a meu cuidado,<br />
Andar sempre dos homens apartado<br />
E dos tratos humanos esquecido.</p>
<p>Mas eu, que tenho o mundo conhecido,<br />
E quase que sobre ele ando dobrado,<br />
Tenho por baixo, rústico, enganado<br />
Quem não é com meu mal engrandecido.</p>
<p>Vá revolvendo a terra, o mar e o vento,<br />
Busque riquezas, honras a outra gente,<br />
Vencendo ferro, fogo, frio e calma;</p>
<p>Que eu só em humilde estado me contento<br />
De trazer esculpido eternamente<br />
Vosso fermoso gesto dentro na alma.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Freira - por  José Guilherme de Araújo Jorge</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/freira/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/freira/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Jan 2011 03:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[José Guilherme de Araújo Jorge]]></category>

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		<description><![CDATA[O amor que se tornou funesto e amargurado
sepultas no silêncio...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em teu calmo semblante e em teu olhar parado<br />
há perdido, &#8211; bem sei, &#8211; um mistério qualquer&#8230;<br />
Quem sabe se pecaste&#8230; e se foi teu pecado<br />
que te fez esquecer que és bela e que és mulher?&#8230;</p>
<p>Hoje és santa&#8230; O passado passou, &#8211; é o passado&#8230;<br />
- dele já não terás uma ilusão sequer&#8230;<br />
E o amor que se tornou funesto e amargurado<br />
sepultas no silêncio&#8230; e em teu árduo mister&#8230;</p>
<p>Mais à frente está a vida&#8230; a vida humana e bela!<br />
Teu presente é uma prece; teu passado: um poema;<br />
teu futuro: um rosário, um altar, uma cela&#8230;</p>
<p>Evadida do mundo, &#8211; ao ver-te, à luz do dia,<br />
- não sei se te admire a renúncia suprema,<br />
ou se lastime a tua imensa covardia!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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