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	<title>Blog dos Poetas</title>
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	<description>Poemas selecionados de escritores famosos e consagrados</description>
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	<title>Blog dos Poetas</title>
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	<item>
		<title>Desfile de moda antigo</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/desfile-de-moda-antigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Aug 2024 17:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Maya Angelou]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu iria para o inferno
antes que me vendessem
qualquer coisa que elas vestiam.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Seus cabelos, modelados, rostos exaustos<br>ossos salientes, na altura dos quadris,<br>as modelos desfilavam, suportadas e enfezadas<br>e depois, faziam biquinhos com os lábios.</p>



<p>Elas tinham um jeito nojento, ostentado como um banner,<br>enquanto olhavam de cima a baixo, na altura do nariz.<br>Eu iria para o inferno antes que me vendessem<br>qualquer coisa que elas vestiam.</p>



<p>Toda a Burguesia Negra diz: “vamos”<br>quando “bora” é o que querem dizer,<br>deveria olhar em volta, para cima e para baixo,<br>antes de ficarem se achando.</p>



<p>“Certamente”, eles juram, “é isso o que eu vou vestir<br>quando for ao clube de campo”.<br>Eu os lembraria: por favor, olhem esses joelhos,<br>ralados de esfregar o chão da patroa.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Berlim</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/a-berlim/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2024 01:49:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius de Moraes]]></category>
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					<description><![CDATA[Logo o vereis se erguer,
o Russo enorme
sob um sol rubro
como um punho em sangue.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vós os vereis surgir da aurora mansa<br>Firmes na marcha e uníssonos no brado<br>Os heróicos demônios da vingança<br>Que vos perseguem desde Stalingrado.</p>



<p>As mãos queimadas do fuzil candente<br>As vestes podres de granizo e lama<br>Vós os vereis surgir subitamente<br>Aos heróicos prosélitos do Drama.</p>



<p>De início mancha tateante e informe<br>Crescendo às sombras da manhã exangue<br>Logo o vereis se erguer, o Russo enorme<br>Sob um sol rubro como um punho em sangue.</p>



<p>E ao seu avanço há de ruir a Porta<br>De Brandemburgo, e hão de calar os cães<br>E então hás de escutar, Cidade Morta<br>O silêncio das vozes alemãs.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dona Doida</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/dona-doida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 00:35:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Adélia Prado]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando se pôde abrir as janelas,
as poças tremiam com os últimos pingos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso<br>com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora.<br>Quando se pôde abrir as janelas,<br>as poças tremiam com os últimos pingos.<br>Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,<br>decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos.<br>Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,<br>trinta anos depois. Não encontrei minha mãe.<br>A mulher que me abriu a porta riu de dona tão velha,<br>com sombrinha infantil e coxas à mostra.<br>Meus filhos me repudiaram envergonhados,<br>meu marido ficou triste até a morte,<br>eu fiquei doida no encalço.<br>Só melhoro quando chove.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Minha história (Gesùbambino)</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/minha-historia-gesubambino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 21:56:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
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					<description><![CDATA[Mas por não se lembrar de acalantos,
a pobre mulher
me ninava cantando cantigas
de cabaré]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar<br>Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar<br>Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente<br>E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente</p>



<p>Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde<br>E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe<br>Esperando, parada, pregada na pedra do porto<br>Com seu único velho vestido cada dia mais curto</p>



<p>Quando enfim eu nasci minha mãe embrulhou-me num manto<br>Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo<br>Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher<br>Me ninava cantando cantigas de cabaré</p>



<p>Minha mãe não tardou a alertar toda a vizinhança<br>A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança<br>E não sei bem se por ironia ou se por amor<br>Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor</p>



<p>Minha história é esse nome que ainda hoje carrego comigo<br>Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo<br>Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz<br>Me conhecem só pelo meu nome <br>de Menino Jesus</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Colar</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/colar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Sep 2023 02:41:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Miriam Alves]]></category>
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					<description><![CDATA[Polia-os à noite 
com gotas de lágrimas
Retidas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Colecionava amizades<br>Pendura corrente de sorrisos estáticos<br>No pescoço<br>Ostentava tantos e tantos<br>Sorrisos-dentaduras<br>Polia-os à noite com gotas de lágrimas<br>Retidas<br>Um dia o colar mordeu-lhe a jugular<br>Jorrou-lhe rios de ausências</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Na Final de 50</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/na-final-de-50/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Aug 2023 18:28:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Marques Samyn]]></category>
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					<description><![CDATA[Numa solidão de asceta,
não vê o mundo em volta.
Só a bola.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Barbosa, cabisbaixo, se levanta<br>e segue, a passos lentos, rumo à meta.</p>



<p>Caminha. Numa solidão de asceta,<br>não vê o mundo em volta. Só a bola</p>



<p>que, morta, jaz na rede, entorpecida.<br>Barbosa se levanta. Não vê nada,</p>



<p>mas ouve a multidão emudecida.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>XXXII (Da Morte)</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/xxxii-da-morte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jul 2023 00:11:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Hilda Hilst]]></category>
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					<description><![CDATA[Por que me fiz poeta?
Porque tu, morte, minha irmã,
No instante, no centro
De tudo o que vejo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Por que me fiz poeta?<br>Porque tu, morte, minha irmã,<br>No instante, no centro<br>De tudo o que vejo.</p>



<p>No mais que perfeito<br>No veio, no gozo<br>Colada entre eu e o outro.<br>No fosso<br>No nó de um íntimo laço<br>No hausto<br>No fogo, na minha hora fria.</p>



<p>Me fiz poeta<br>Porque à minha volta<br>Na humana ideia de um deus que não conheço<br>A ti, morte, minha irmã,<br>Te vejo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Janela</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/janela/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 15:02:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Adélia Prado]]></category>
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					<description><![CDATA[Janela, palavra linda.
Janela é o bater das asas da borboleta amarela.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Janela, palavra linda.<br>Janela é o bater das asas da borboleta amarela.<br>Abre pra fora as duas folhas de madeira à-toa pintada,<br>janela jeca, de azul.<br>Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em você,<br>meu pé esbarra no chão. Janela sobre o mundo aberta, por onde vi<br>o casamento da Anita esperando neném, a mãe<br>do Pedro Cisterna urinando na chuva, por onde vi<br>meu bem chegar de bicicleta e dizer a meu pai:<br>minhas intenções com sua filha são as melhores possíveis.<br>Ô janela com tramela, brincadeira de ladrão,<br>claraboia na minha alma,<br>olho no meu coração.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pastor, não me envie</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/pastor-nao-me-envie/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 May 2023 14:22:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Maya Angelou]]></category>
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					<description><![CDATA[Conheço esses ratos
já os vi matar
então o que eu preciso
é uma crença diferente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pastor, não me envie<br>quando eu morrer<br>para algum grande gueto<br>no céu<br>onde ratos comam gatos<br>do tipo leopardo<br>e o almoço de Domingo<br>sejam grãos e tripas.</p>



<p>Conheço esses ratos<br>já os vi matar<br>e com os grãos que eu comi<br>faria uma colina,<br>ou talvez uma montanha,<br>então o que eu preciso<br>de você no Domingo<br>é uma crença diferente.</p>



<p>Pastor, por favor, não<br>me prometa<br>ruas de ouro<br>e leite de graça.<br>Eu parei com todo o leite<br>aos quatro anos<br>e, quando estiver morta,<br>não precisarei de ouro.</p>



<p>Eu chamarei de paraíso puro<br>um lugar<br>onde as famílias forem leais<br>e os estranhos forem legais,<br>onde a música for jazz<br>e a estação for o outono.<br>Me prometa isso<br>ou não me prometa nada.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Lua Adversa</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/lua-adversa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2023 15:36:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cecília Meireles]]></category>
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					<description><![CDATA[Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tenho fases, como a lua<br>Fases de andar escondida,<br>fases de vir para a rua…<br>Perdição da minha vida!<br>Perdição da vida minha!<br>Tenho fases de ser tua,<br>tenho outras de ser sozinha.<br>Fases que vão e que vêm,<br>no secreto calendário<br>que um astrólogo arbitrário<br>inventou para meu uso.<br>E roda a melancolia<br>seu interminável fuso!<br>Não me encontro com ninguém<br>(tenho fases, como a lua…)<br>No dia de alguém ser meu<br>não é dia de eu ser sua…<br>E, quando chega esse dia,<br>o outro desapareceu…</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pranto Para Comover Jonathan</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/pranto-para-comover-jonathan/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2023 23:46:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Adélia Prado]]></category>
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					<description><![CDATA[Meu amor é maior,
mais belo sem ornamentos
do que um campo de flores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os diamantes são indestrutíveis?<br>Mais é meu amor.<br>O mar é imenso?<br>Meu amor é maior,<br>mais belo sem ornamentos<br>do que um campo de flores.<br>Mais triste do que a morte,<br>mais desesperançado<br>do que a onda batendo no rochedo,<br>mais tenaz que o rochedo.<br>Ama e nem sabe mais o que ama.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>As meninas</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/as-meninas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2022 16:17:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cecília Meireles]]></category>
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					<description><![CDATA[Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
Mas a profunda saudade
é Maria...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Arabela<br>abria a janela.</p>



<p>Carolina<br>erguia a cortina.</p>



<p>E Maria<br>olhava e sorria:<br>“Bom dia!”</p>



<p>Arabela<br>foi sempre a mais bela.</p>



<p>Carolina,<br>a mais sábia menina.</p>



<p>E Maria<br>apenas sorria:<br>“Bom dia!”</p>



<p>Pensaremos em cada menina<br>que vivia naquela janela;</p>



<p>uma que se chamava Arabela,<br>uma que se chamou Carolina.</p>



<p>Mas a profunda saudade<br>é Maria, Maria, Maria,</p>



<p>que dizia com voz de amizade:<br>“Bom dia!”</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ozymandias</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/ozymandias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2022 01:10:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Percy Bysshe Shelley]]></category>
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					<description><![CDATA[Duas pernas de pedra,
enormes e sem corpo,
acham-se no deserto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao vir de antiga terra, disse-me um viajante:<br>Duas pernas de pedra, enormes e sem corpo,<br>Acham-se no deserto. E jaz, pouco distante,<br>Afundando na areia, um rosto já quebrado,<br>De lábio desdenhoso, olhar frio e arrogante:<br>Mostra esse aspecto que o escultor bem conhecia<br>Quantas paixões lá sobrevivem, nos fragmentos,<br>À mão que as imitava e ao peito que as nutria<br>No pedestal estas palavras notareis:<br>“Meu nome é Ozymandias, e sou Rei dos Reis:<br>Desesperai, ó Grandes, vendo as minhas obras!”<br>Nada subsiste ali. Em torno à derrocada<br>Da ruína colossal, a areia ilimitada<br>Se estende ao longe, rasa, nua, abandonada.</p>



<p><em>(Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos, 1989)</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fragmento</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/fragmento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Sep 2022 13:46:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Adélia Prado]]></category>
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					<description><![CDATA[Bem-aventurado o que pressentiu
quando a manhã começou:
não vai ser diferente da noite.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Bem-aventurado o que pressentiu<br>quando a manhã começou:<br>não vai ser diferente da noite.<br>Prolongados permanecerão o corpo sem pouso,<br>o pensamento dividido entre deitar-se primeiro<br>à esquerda ou à direita<br>e mesmo assim anunciou o paciente ao meio-dia:<br>algumas horas e já anoitece, o mormaço abranda,<br>um vento bom entra nessa janela.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Relógio</title>
		<link>https://blog.sitedepoesias.com/poemas/o-relogio-joao-cabral-de-melo-neto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ederson Peka]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jul 2022 23:42:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[João Cabral de Melo Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao redor da vida do homem
há certas caixas de vidro,
dentro das quais, como em jaula,
se ouve palpitar um bicho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao redor da vida do homem<br>há certas caixas de vidro,<br>dentro das quais, como em jaula,<br>se ouve palpitar um bicho.</p>



<p>Se são jaulas não é certo;<br>mais perto estão das gaiolas<br>ao menos, pelo tamanho<br>e quadradiço de forma.</p>



<p>Umas vezes, tais gaiolas<br>vão penduradas nos muros;<br>outras vezes, mais privadas,<br>vão num bolso, num dos pulsos.</p>



<p>Mas onde esteja: a gaiola<br>será de pássaro ou pássara:<br>é alada a palpitação,<br>a saltação que ela guarda;</p>



<p>e de pássaro cantor,<br>não pássaro de plumagem:<br>pois delas se emite um canto<br>de uma tal continuidade.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
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