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	<title>Blog dos Poetas</title>
	
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	<description>Poemas de escritores famosos e consagrados</description>
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		<title>Ouvir Estrelas - por  Olavo Bilac</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/ouvir-estrelas/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 04:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>

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		<description><![CDATA[E eu vos direi: "Amai para entendê-las!"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ora (direis) ouvir estrelas! Certo<br />
Perdeste o senso!&#8221; E eu vos direi, no entanto,<br />
Que, para ouvi-las, muita vez desperto<br />
E abro as janelas, pálido de espanto&#8230;</p>
<p>E conversamos toda a noite, enquanto<br />
A Via Láctea, como um pálio aberto,<br />
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,<br />
Inda as procuro pelo céu deserto.</p>
<p>Direis agora: &#8220;Tresloucado amigo!<br />
Que conversas com elas? Que sentido<br />
Tem o que dizem, quando estão contigo?&#8221;</p>
<p>E eu vos direi: &#8220;Amai para entendê-las!<br />
Pois só quem ama pode ter ouvido<br />
Capaz de ouvir e de entender estrelas.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Don Juan - por  Manuel Bandeira</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/don-juan/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 03:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada seduzida foi um ludíbrio à tua essência.
Em tais amores não encontraste nunca
o sentido da vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser de eleição em cujo olhar a natureza<br />
Acendeu a fagulha altiva que fascina,<br />
Tu trazias aquela aspiração divina<br />
De realizar na vida a perfeita beleza.</p>
<p>Creste achá-la no amor, na indizível surpresa<br />
Da posse &#8211; o sonho mau que desvaira e ilumina.<br />
Vencido, escarneceste a virtude mofina&#8230;<br />
Tua moral não foi a da massa burguesa.</p>
<p>Morreste incontentado, e cada seduzida<br />
Foi um ludíbrio à tua essência. Em tais amores<br />
Não encontraste nunca o sentido da vida.</p>
<p>Tua alma era do céu e perdeu-se no inferno&#8230;<br />
Para os poetas e para os graves pensadores<br />
Da imortal ânsia humana és o símbolo eterno.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Desprezado - por  Gregório de Matos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/desprezado/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 03:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório de Matos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não sei, no que emprendo, e no que lido,
Se triunfo o respeito, se o cuidado.
Porém, vença o mais forte sentimento...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já desprezei; hoje sou desprezado;<br />
Despojo sou de quem triunfo hei sido;<br />
E agora nos desdéns de aborrecido,<br />
Desconto as ufanias de adorado.</p>
<p>O Amor me incita a um perpétuo agrado;<br />
O decoro me obriga a um justo olvido:<br />
Eu não sei, no que emprendo, e no que lido,<br />
Se triunfo o respeito, se o cuidado.</p>
<p>Porém, vença o mais forte sentimento,<br />
Perca o brio maior autoridade,<br />
Que é menos o ludíbrio, que o tormento.</p>
<p>Quem quer, só do querer faça vaidade,<br />
Que quem logra em amor entendimento,<br />
Não tem outro capricho, que a vontade.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Aranha - por  Manuel Bandeira</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/a-aranha/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 04:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Venci a deusa. Então, ciumenta da vitória,
Ela não ma perdoou: vingou-se e fez-me aranha!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não te afastes de mim, temendo a minha sanha<br />
E o meu veneno&#8230; Escuta a minha triste história:<br />
Aracne foi meu nome e na trama ilusória<br />
Das rendas florescia a minha graça estranha.</p>
<p>Um dia desafiei Minerva. De tamanha<br />
Ousadia hoje expio a incomparável glória&#8230;<br />
Venci a deusa. Então, ciumenta da vitória,<br />
Ela não ma perdoou: vingou-se e fez-me aranha!</p>
<p>Eu que era branca e linda, eis-me medonha e escura<br />
Inspiro horror&#8230; Ó tu que espias a urdidura<br />
Da minha teia, atenta ao que o meu palpo fia:</p>
<p>Pensa que fui mulher e tive dedos ágeis,<br />
Sob os quais incessante e vária a fantasia<br />
Criava a pala sutil para os teus ombros frágeis&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Migalha de Ventura - por  Olegário Mariano</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/migalha-de-ventura/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 03:33:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Olegário Mariano]]></category>

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		<description><![CDATA[Tirem-me o manto, deixem-me desnudo,
Mas não me tirem da alma esta saudade!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tirem-me a luz que os olhos me alumia,<br />
O ar que me enche os pulmões e o céu que adoro;<br />
Tirem-me esses momentos de alegria,<br />
Tirem-me a voz de pássaro canoro;</p>
<p>Tirem-me a paz do espírito, a harmonia<br />
Da vida, e o mar que canta, quando eu choro<br />
Tirem-me a noite e, ao luar da noite fria,<br />
O sonoro esplendor do céu sonoro;</p>
<p>Tirem-me a glória de viver, o encanto,<br />
A lágrima, o sorriso, a mocidade<br />
Que faz com que eu na vida engane tanto!</p>
<p>Tirem-me o manto, deixem-me desnudo,<br />
Mas não me tirem da alma esta saudade,<br />
Que é meu sangue, meu ser, meu pão, meu tudo!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Inscrição - por  Manuel Bandeira</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/inscricao/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 03:47:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui, sob esta pedra, onde o orvalho roreja,
Repousa, embalsamado em óleos vegetais,
O alvo corpo de quem, como uma ave que adeja,
Dançava descuidosa, e hoje não dança mais...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui, sob esta pedra, onde o orvalho roreja,<br />
Repousa, embalsamado em óleos vegetais,<br />
O alvo corpo de quem, como uma ave que adeja,<br />
Dançava descuidosa, e hoje não dança mais&#8230;</p>
<p>Quem não a viu é bem provável que não veja<br />
Outro conjunto igual de partes naturais.<br />
Os véus tinham-lhe ciúme. Outras, tinham-lhe inveja.<br />
E ao fitá-la os varões tinham pasmos sensuais.</p>
<p>A morte a surpreendeu um dia que sonhava.<br />
Ao pôr do sol, desceu entre sombras fiéis<br />
À terra, sobre a qual tão de leve pesava&#8230;</p>
<p>Eram as suas mãos mais lindas sem anéis&#8230;<br />
Tinha os olhos azuis&#8230; Era loura e dançava&#8230;<br />
Seu destino foi curto e bom&#8230; &#8211; Não a choreis.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rios e Pântanos - por  Olavo Bilac</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/rios-e-pantanos/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 04:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo Bilac]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia veio, em que a descrença o aspeito
Mudou de tudo: em túrbidas enchentes,
A água um manto de lodo e trevas feito
Estendeu pelas veigas recendentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita vez houve céu dentro de um peito!<br />
Céu coberto de estrelas resplendentes,<br />
Sobre rios alvíssimos, de leito<br />
De fina prata e margens florescentes&#8230;</p>
<p>Um dia veio, em que a descrença o aspeito<br />
Mudou de tudo: em túrbidas enchentes,<br />
A água um manto de lodo e trevas feito<br />
Estendeu pelas veigas recendentes.</p>
<p>E a alma que os anjos de asa solta, os sonhos<br />
E as ilusões cruzaram revoando,<br />
- Depois, na superfície horrenda e fria,</p>
<p>Só apresenta pântanos medonhos,<br />
Onde, os longos sudários arrastando,<br />
Passa da peste a legião sombria&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Dia do Juízo - por  Gregório de Matos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/dia-do-juizo/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 04:44:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório de Matos]]></category>

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		<description><![CDATA[Que é de ti mundo? onde tens parado?
Se tudo neste instante está acabado,
Tanto importa o não ser, como haver sido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O alegre do dia entristecido,<br />
O silêncio da noite perturbado<br />
O resplandor do sol todo eclipsado,<br />
E o luzente da lua desmentido!</p>
<p>Rompa todo o criado em um gemido,<br />
Que é de ti mundo? onde tens parado?<br />
Se tudo neste instante está acabado,<br />
Tanto importa o não ser, como haver sido.</p>
<p>Soa a trombeta da maior altura,<br />
A que a vivos, e mortos traz o aviso<br />
Da desventura de uns, d&#8217;outros ventura.</p>
<p>Acabe o mundo, porque é já preciso,<br />
Erga-se o morto, deixe a sepultura,<br />
Porque é chegado o dia do juízo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Água Corrente - por  Olegário Mariano</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/agua-corrente/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/agua-corrente/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 03:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Olegário Mariano]]></category>

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		<description><![CDATA[Água! Sangue da terra! Religião...
Há na tua bondade humana e leal,
Quando a roda maior moves do Engenho,
Qualquer bafejo sobrenatural...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Água corrente! Água de um rio quieto<br />
Cortando a alma ignorada do sertão!<br />
Levas à tona, aspecto por aspecto,<br />
Os aspectos da vida em refração.</p>
<p>Água que passa&#8230; Sonho predileto<br />
Do lavrador que lavra o duro chão.<br />
Trazes-me sempre a evocação de um teto&#8230;<br />
Água! Sangue da terra! Religião&#8230;</p>
<p>Há na tua bondade humana e leal,<br />
Quando a roda maior moves do Engenho,<br />
Qualquer bafejo sobrenatural&#8230;</p>
<p>Ouvindo, ao longe, o teu magoado som,<br />
Água corrente! eu me enterneço e tenho<br />
Uma imensa vontade de ser bom&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Caos Confuso - por  Gregório de Matos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/caos-confuso/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 03:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório de Matos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ó caos confuso, labirinto horrendo,
Onde não topo luz, nem fio achando;
Lugar de glória, aonde estou penando;
Casa da morte, aonde estou vivendo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ó caos confuso, labirinto horrendo,<br />
Onde não topo luz, nem fio achando;<br />
Lugar de glória, aonde estou penando;<br />
Casa da morte, aonde estou vivendo!</p>
<p>Ó voz sem distinção, Babel tremendo;<br />
Pesada fantasia, sono brando;<br />
Onde o mesmo que toco, estou sonhando;<br />
Onde o próprio que escuto, não o entendo.</p>
<p>Sempre és certeza, nunca desengano;<br />
E a ambas pretensões com igualdade,<br />
No bem te não penetro, nem no dano.</p>
<p>És ciúme martírio da vontade;<br />
Verdadeiro tormento para engano;<br />
E cega presunção para verdade.</p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>12. - por  Rabindranath Tagore</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/12/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/12/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 07:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Rabindranath Tagore]]></category>

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		<description><![CDATA[mais longo ainda é o caminho a percorrer]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tempo que leva a minha jornada é longo, e mais longo ainda é o caminho a percorrer.<br />
Saí na minha carruagem aos primeiros clarões da aurora e continuei minha viagem pelos ermos do mundo, deixando vestígios meus em muitas estrelas e planetas.<br />
O percurso mais longo é o que vai para mais perto de ti e a aprendizagem mais complicada é a que leva à extrema simplicidade de uma melodia.<br />
O viandante precisa bater em todas as portas para chegar à sua e vagar por todos os mundos exteriores para atingir afinal o santuário mais íntimo.<br />
Meus olhos divagaram bem abertos por todas as partes antes que se fechassem e dissessem: &#8220;Tu estás aqui!&#8221; A pergunta e a exclamação: &#8220;Oh, onde?&#8221;, misturam-se com as lágrimas de mil torrentes e afoga o mundo com o dilúvio da certeza: &#8220;Eu sou!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/12/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rimas - por  Euclides da Cunha</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/rimas/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/rimas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 03:28:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Euclides da Cunha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=1986</guid>
		<description><![CDATA[Hoje, que vivo desse amor ansioso
E és minha - és minha, extraordinária sorte,
Hoje eu sou triste sendo tão ditoso!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem &#8211; quando, soberba, escarnecias<br />
Dessa minha paixão &#8211; louca &#8211; suprema<br />
E no teu lábio, essa rósea algema,<br />
A minha vida &#8211; gélida &#8211; prendias&#8230;</p>
<p>Eu meditava em loucas utopias,<br />
Tentava resolver grave problema&#8230;<br />
Como engastar tua alma num poema?<br />
E eu não chorava quando tu te rias&#8230;</p>
<p>Hoje, que vivo desse amor ansioso<br />
E és minha &#8211; és minha, extraordinária sorte,<br />
Hoje eu sou triste sendo tão ditoso!</p>
<p>E tremo e choro &#8211; pressentindo &#8211; forte,<br />
Vibrar, dentro em meu peito, fervoroso,<br />
Esse excesso de vida &#8211; que é a morte&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/rimas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Instrumento - por  Cecília Meireles</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/instrumento/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/instrumento/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 06:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Cecília Meireles]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2085</guid>
		<description><![CDATA[Têm memória de água e vento
e – além dos mundos desvairados –
do silêncio, o etéreo silêncio!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cana agreste ou a harpa de ouro<br />
permitem que alguém acorde<br />
com brando pulso ou leve sopro.</p>
<p>Têm memória de água e vento<br />
e – além dos mundos desvairados –<br />
do silêncio, o etéreo silêncio!</p>
<p>Seus poderes de eternidade<br />
tornam imenso e inesquecível<br />
o som mais transitório e suave.</p>
<p>Chega-te concentrado e cauto,<br />
que o universo inteiro te escuta!<br />
Frase inútil, suspiro falso</p>
<p>vibram tão poderosamente<br />
que a mão pára, o lábio emudece,<br />
com medo do seu próprio engano.</p>
<p>E o eco sem perdões o repete<br />
para um ouvinte sobre humano.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Olhos Ternos - por  Olegário Mariano</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 04:31:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Olegário Mariano]]></category>

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		<description><![CDATA[Olhos ternos azuis,
Ao ver-vos cheios d'água,
Eu padeço também...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olhos ternos azuis, humildes, inocentes,<br />
Orvalhados de dor, da lágrima sentida&#8230;<br />
Chorais, e com razão, os amores ausentes,<br />
Que são a vossa luz na estrada desta vida.</p>
<p>Chorais como dois lagos calmos, transparentes,<br />
Refletindo a amplidão de uma tela estendida&#8230;<br />
Olhos ternos azuis, desmaiados, dormentes,<br />
Vejo em vós o sofrer de uma monja sentida.</p>
<p>Chorai, olhos azuis, que a lágrima divina<br />
Vale mais do que rir de boca pequenina<br />
Que comece a falar, mil beijos implorando&#8230;</p>
<p>Prefiro a vossa luz inundada na mágoa&#8230;<br />
Olhos ternos azuis, ao ver-vos cheios d&#8217;água,<br />
Eu padeço também&#8230; mas vos amo, chorando.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pássaro e Mulher - por  Dora Ferreira da Silva</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 05:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Dora Ferreira da Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[perdi meu vôo
nas grades de seu peito]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me prende<br />
mais do que a terra?<br />
Impossível o vôo<br />
agora.<br />
Quente fremente<br />
a intenção de alguém.<br />
Desfez-se a palidez<br />
perdi meu vôo<br />
nas grades de seu peito.<br />
Aprísiona-me &#8211; grilhão -<br />
o seio suave e<br />
no calor do instante<br />
a união.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amor Algébrico - por  Euclides da Cunha</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 04:26:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Euclides da Cunha]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem triste e bem cruel decerto foi o ente
Que este Saara atroz - sem aura, sem manhã,
A Álgebra criou...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de estudar &#8211; da ciência fria e vã,<br />
O gelo, o gelo atroz me gela ainda a mente,<br />
Acabo de arrancar a fronte minha ardente<br />
Das páginas cruéis de um livro de Bertrand.</p>
<p>Bem triste e bem cruel decerto foi o ente<br />
Que este Saara atroz &#8211; sem aura, sem manhã,<br />
A Álgebra criou &#8211; a mente, a alma mais sã<br />
Nela vacila e cai, sem um sonho virente.</p>
<p>Acabo de estudar e pálido, cansado,<br />
Dumas dez equações os véus hei arrancado,<br />
Estou cheio de spleen, cheio de tédio e giz.</p>
<p>É tempo, é tempo pois de, trêmulo e amoroso,<br />
Ir dela descansar no seio venturoso<br />
E achar do seu olhar o luminoso X.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Menino Louco - por  Mario Quintana</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-menino-louco/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 06:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Quintana]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, desde menino, 
Meus olhos se abriam insones como flores no escuro ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu te paguei minha pesada moeda<br />
Poesia&#8230;<br />
Ó teus espelhos deformantes e límpidos<br />
Como a água! Sim, desde menino,<br />
Meus olhos se abriam insones como flores no escuro<br />
Até que, longe, no horizonte, eu via<br />
A lua vindo, esbelta como um lírio&#8230;<br />
Às vezes numa túnica de Infanta<br />
Sonâmbula&#8230; Às vezes virginalmente nua&#8230;<br />
E era branca como as nozes que os esquilos descascam na mata&#8230;<br />
Pura como um punhal de sacrifício&#8230;<br />
(Em meus lábios queimava-se, ignorada, a palavra mágica!)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Inconstância - por  Florbela Espanca</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/inconstancia/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 04:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Florbela Espanca]]></category>

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		<description><![CDATA[E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Procurei o amor, que me mentiu.<br />
Pedi à Vida mais do que ela dava;<br />
Eterna sonhadora edificava<br />
Meu castelo de luz que me caiu!</p>
<p>Tanto clarão nas trevas refulgiu,<br />
E tanto beijo a boca me queimava!<br />
E era o sol que os longes deslumbrava<br />
Igual a tanto sol que me fugiu!</p>
<p>Passei a vida a amar e a esquecer&#8230;<br />
Atrás do sol dum dia outro a aquecer<br />
As brumas dos atalhos por onde ando&#8230;</p>
<p>E este amor que assim me vai fugindo<br />
É igual a outro amor que vai surgindo,<br />
Que há-de partir também&#8230; nem eu sei quando&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Epigrama n°5 - por  Cecília Meireles</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/epigrama-n%c2%b05/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 05:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Cecília Meireles]]></category>

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		<description><![CDATA[e ela resiste, no isolamento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto da gota d&#8217;água que se equilibra<br />
na folha rasa, tremendo ao vento.</p>
<p>Todo o universo, no oceano do ar, secreto vibra:<br />
e ela resiste, no isolamento.</p>
<p>Seu cristal simples reprime a forma, no instante incerto:<br />
pronto a cair, pronto a ficar &#8211; límpido e exacto.</p>
<p>E a folha é um pequeno deserto<br />
para a imensidade do acto</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Tomou-me vossa vista soberana - por  Luís Vaz de Camões</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/tomou-me-vossa-vista-soberana/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/tomou-me-vossa-vista-soberana/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 May 2010 04:41:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Vaz de Camões]]></category>

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		<description><![CDATA[Cuidei de me salvar, mas foi em vão,
Que contra o Céu não há defensa humana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tomou-me vossa vista soberana<br />
Aonde tinha as armas mais à mão,<br />
Por mostrar que quem busca defensão<br />
Contra esses belos olhos, que se engana.</p>
<p>Por ficar da vitória mais ufana,<br />
Deixou-me armar primeiro da razão;<br />
Cuidei de me salvar, mas foi em vão,<br />
Que contra o Céu não há defensa humana.</p>
<p>Mas porém, se vos tinha prometido<br />
O vosso alto destino esta vitória,<br />
Ser-vos tudo bem pouco está sabido.</p>
<p>Que posto que estivesse apercebido,<br />
Não levais de vencer-me grande glória;<br />
Maior a levo eu de ser vencido.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Rio - por  Manuel Bandeira</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-rio/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-rio/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 May 2010 06:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Se há estrelas no céu, refleti-las.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser como o rio que deflui<br />
silencioso dentro da noite.<br />
Não temer as trevas da noite.<br />
Se há estrelas no céu, refleti-las.<br />
E se os céus se pejam de nuvens,<br />
como o rio as nuvens são água,<br />
refleti-las também sem mágoa,<br />
nas profundidades tranqüilas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Ciúme - por  Bocage</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-ciume/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-ciume/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 May 2010 04:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Bocage]]></category>

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		<description><![CDATA[Jaz aos pés do tremendo, estígio nume,
O carrancudo, o rábido Ciúme!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as tartáreas forjas, sempre acesas,<br />
Jaz aos pés do tremendo, estígio nume,<br />
O carrancudo, o rábido Ciúme,<br />
Ensanguentadas as corruptas presas.</p>
<p>Traçando o plano de cruéis empresas,<br />
Fervendo em ondas de sulfúreo lume,<br />
Vibra das fauces o letal cardume<br />
De hórridos males, de hórridas tristezas.</p>
<p>Pelas terríveis Fúrias instigado,<br />
Lá sai do Inferno, e para mim se avança<br />
O negro monstro, de áspides toucado.</p>
<p>Olhos em brasa de revés me lança;<br />
Oh dor! Oh raiva! Oh morte!&#8230; Ei-lo a meu lado<br />
Ferrando as garras na vipérea trança.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-ciume/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Canto íntimo - por  Augusto dos Anjos</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/canto-intimo-2/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/canto-intimo-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 May 2010 06:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto dos Anjos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=1868</guid>
		<description><![CDATA[Um grande recolhimento
Preside neste momento
Todas as forças do Mundo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu amor, em sonhos erra,<br />
Muito longe, altivo e ufano<br />
Do barulho do oceano<br />
E do gemido da terra!</p>
<p>O Sol está moribundo.<br />
Um grande recolhimento<br />
Preside neste momento<br />
Todas as forças do Mundo.</p>
<p>De lá, dos grandes espaços,<br />
Onde há sonhos inefáveis<br />
Vejo os vermes miseráveis<br />
Que hão de comer os meus braços.</p>
<p>Ah! Se me ouvisses falando!<br />
(E eu sei que às dores resistes)<br />
Dir-te-ia coisas tão tristes<br />
Que acabarias chorando.</p>
<p>Que mal o amor me tem feito!<br />
Duvidas?! Pois, se duvidas,<br />
Vem cá, olha estas feridas,<br />
Que o amor abriu no meu peito.</p>
<p>Passo longos dias, a esmo&#8230;<br />
Não me queixo mais da sorte<br />
Nem tenho medo da Morte<br />
Que eu tenho a Morte em mim mesmo!</p>
<p>&#8220;Meu amor, em sonhos, erra,<br />
Muito longe, altivo e ufano<br />
Do barulho do oceano<br />
E do gemido da terra!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Minha Culpa - por  Florbela Espanca</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/minha-culpa/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/minha-culpa/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 May 2010 05:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Florbela Espanca]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=1933</guid>
		<description><![CDATA[Eu sei lá bem quem sou?
Um fogo-fátuo, uma miragem... Sou um reflexo...
Um canto de paisagem, ou apenas cenário!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem<br />
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem&#8230;<br />
Sou um reflexo&#8230; um canto de paisagem<br />
Ou apenas cenário! Um vaivém</p>
<p>Como a sorte: hoje aqui, depois além!<br />
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem<br />
De um doido que partiu numa romagem<br />
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!&#8230;</p>
<p>Sou um verme que um dia quis ser astro&#8230;<br />
Uma estátua truncada de alabastro..<br />
Uma chaga sangrenta do Senhor&#8230;</p>
<p>Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,<br />
Num mundo de maldades e pecados,<br />
Sou mais um mau, sou mais um pecador&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/minha-culpa/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Os Poderes Infernais - por  Carlos Drummond de Andrade</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/os-poderes-infernais/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/os-poderes-infernais/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 May 2010 06:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>

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		<description><![CDATA[O meu amor faísca na medula,
pois que na superfície ele anoitece]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu amor faísca na medula,<br />
pois que na superfície ele anoitece.<br />
Abre na escuridão sua quermesse.<br />
É todo fome, e eis que repele a gula.</p>
<p>Sua escama de fel nunca se anula<br />
e seu rangido nada tem de prece.<br />
Uma aranha invisível é que o tece.<br />
O meu amor, paralisado, pula.</p>
<p>Pulula, ulula. Salve, lobo triste!<br />
Quando eu secar, ele estará vivendo,<br />
já não vive de mim, nele é que existe</p>
<p>o que sou, o que sobro, esmigalhado.<br />
O meu amor é tudo que, morrendo,<br />
não morre todo, e fica no ar, parado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/os-poderes-infernais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Se as penas com que Amor tão mal me trata - por  Luís Vaz de Camões</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/se-as-penas-com-que-amor-tao-mal-me-trata/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/se-as-penas-com-que-amor-tao-mal-me-trata/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 02 May 2010 05:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Vaz de Camões]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=1918</guid>
		<description><![CDATA[Vereis, Senhora, então também mudado
O pensamento e aspereza vossa,
Quando não sirva já sua mudança.
Suspirareis então pelo passado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se as penas com que Amor tão mal me trata<br />
Permitirem que eu tanto viva delas,<br />
Que veja escuro o lume das estrelas,<br />
Em cuja vista o meu se acende e mata</p>
<p>E se o tempo, que tudo desbarata<br />
Secar as frescas rosas sem colhê-las,<br />
Mostrando a linda cor das tranças belas<br />
Mudada de ouro fino em bela prata</p>
<p>Vereis, Senhora, então também mudado<br />
O pensamento e aspereza vossa,<br />
Quando não sirva já sua mudança.</p>
<p>Suspirareis então pelo passado,<br />
Em tempo quando executar-se possa<br />
Em vosso arrepender minha vingança.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/se-as-penas-com-que-amor-tao-mal-me-trata/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Com agulhas de prata - por  Cecília Meireles</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/com-agulhas-de-prata/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/com-agulhas-de-prata/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 06:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Cecília Meireles]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2045</guid>
		<description><![CDATA[bordai as sedas do vosso destino]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com agulhas de prata<br />
de brilho tão fino<br />
bordai as sedas do vosso destino.</p>
<p>Bordai as tristezas<br />
de todos os dias<br />
e repentinamente as alegrias.</p>
<p>Que fiquem as sedas<br />
muito primorosas<br />
mesmo com lágrimas presas nas rosas.</p>
<p>Com agulhas de prata<br />
de brilho tão frio&#8230;<br />
ai, bordai as sedas,<br />
sem partir o fio!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/com-agulhas-de-prata/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Suspiro - por  Bocage</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-suspiro/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-suspiro/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 03:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Bocage]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=1947</guid>
		<description><![CDATA[Levai-me este suspiro aos meus amores:
Dizei-lhe que nasceu dos dissabores
Que influi nos corações a formosura...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voai, brandos meninos tentadores,<br />
Filhos de Vénus, deuses da ternura,<br />
Adoçai-me a saudade amarga e dura,<br />
Levai-me este suspiro aos meus amores:</p>
<p>Dizei-lhe que nasceu dos dissabores<br />
Que influi nos corações a formosura;<br />
Dizei-lhe que é penhor da fé mais pura,<br />
Porção do mais leal dos amadores:</p>
<p>Se o fado para mim sempre mesquinho,<br />
A outro of&#8217;rece o bem de que me afasta,<br />
E em ais lhe envia Ulina o seu carinho:</p>
<p>Quando um deles soltar na esfera vasta,<br />
Trazei-o a mim, torcendo-lhe o caminho;<br />
Eu sou tão infeliz, que isso me basta.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ao longe os Barcos de Flores - por  Camilo Pessanha</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 06:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Camilo Pessanha]]></category>

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		<description><![CDATA[- Perdida voz que de entre as mais se exila]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(A Ovídio de Alpoim)<br />
 <br />
Só, incessante, um som de flauta chora,<br />
Viúva, grácil, na escuridão tranqüila,<br />
- Perdida voz que de entre as mais se exila,<br />
- Festões de som dissimulando a hora.</p>
<p>Na orgia, ao longe, que em clarões cintila<br />
E os lábios, branca, do carmim desflora&#8230;<br />
Só, incessante, um som de flauta chora,<br />
Viúva, grácil, na escuridão tranquila.<br />
 <br />
E a orquestra? E os beijos? Tudo a noite, fora,<br />
Cauta, detém. Só modulada trila<br />
A flauta flébil&#8230; Quem há-de remi-la?<br />
Quem sabe a dor que sem razão deplora?<br />
 <br />
Só, incessante, um som de flauta chora&#8230;</p>
<p>Fonte: http://www.mundocultural.com.br/</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Fumo - por  Florbela Espanca</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/fumo/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 05:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Florbela Espanca]]></category>

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		<description><![CDATA[Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Longe de ti são ermos os caminhos,<br />
Longe de ti não há luar nem rosas,<br />
Longe de ti há noites silenciosas,<br />
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!</p>
<p>Meus olhos são dois velhos pobrezinhos<br />
Perdidos pelas noites invernosas&#8230;<br />
Abertos, sonham mãos cariciosas,<br />
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!</p>
<p>Os dias são Outonos: choram&#8230; choram&#8230;<br />
Há crisântemos roxos que descoram&#8230;<br />
Há murmúrios dolentes de segredos&#8230;</p>
<p>Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!<br />
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,<br />
Fumo leve que foge entre os meus dedos!&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Estradas - por  Zé Geraldo</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/estradas/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 06:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Zé Geraldo]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Cidade dos Jovens Sem Medo
vai fazer o seu ponto final]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trago no meu peito ardendo em chamas<br />
pés descalços sobre a lama<br />
que cobriu nossos caminhos<br />
Desconheço qualquer traço de esperança<br />
que o abraço da lembrança<br />
faça renascer sozinho</p>
<p>Esse corpo magro e mal-tratado<br />
Esse cérebro calejado<br />
quer abrir os corações<br />
E acabar de vez com a inquietude<br />
que emudece a juventude<br />
Que divide as gerações</p>
<p>Nós viemos juntos de outras eras<br />
semeando primaveras<br />
que não tardam florescer<br />
Acumulando uma força invisível<br />
num processo irreversível<br />
pra não ser mais preciso ver</p>
<p>A calada da noite mostrando homens cabisbaixos<br />
Caminhando sob o olhar perplexo da madrugada<br />
Perguntando onde vão dar<br />
os atalhos dessa nova era<br />
Essa nova estrada</p>
<p>Essa estrada vai passar<br />
pela Vila da Boa Esperança<br />
Vai cruzar o Município dos Homens de Fé<br />
Vai fazer da Certeza o seu Arraial<br />
Na Cidade dos Jovens Sem Medo<br />
vai fazer o seu ponto final </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Idílio - por  Antero de Quental</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/idilio/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/idilio/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 05:50:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Antero de Quental]]></category>

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		<description><![CDATA[Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão e empalideces...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,<br />
Colher nos vales lírios e boninas,<br />
E galgamos dum fôlego as colinas<br />
Dos rocios da noite inda orvalhadas;</p>
<p>Ou, vendo o mar das ermas cumeadas<br />
Contemplamos as nuvens vespertinas,<br />
Que parecem fantásticas ruínas<br />
Ao longo, no horizonte, amontoadas:</p>
<p>Quantas vezes, de súbito, emudeces!<br />
Não sei que luz no teu olhar flutua;<br />
Sinto tremer-te a mão e empalideces</p>
<p>O vento e o mar murmuram orações,<br />
E a poesia das coisas se insinua<br />
Lenta e amorosa em nossos corações.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cântico I - por  Cecília Meireles</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/cantico-i/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/cantico-i/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 06:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Cecília Meireles]]></category>

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		<description><![CDATA[Não dividas o céu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não queiras ter Pátria.<br />
Não dividas a terra.<br />
Não dividas o céu.<br />
Não arranques pedaços ao mar.<br />
Não queiras ter.<br />
Nasce bem alto.<br />
Que as coisas todas são tuas.<br />
Que alcançará todos os horizontes.<br />
Que o teu olhar, estando em toda parte<br />
Te ponhas em tudo,<br />
Como Deus.</p>
<p>fonte: http://www.tanto.com.br/</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Erros meus, má fortuna, amor ardente - por  Luís Vaz de Camões</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/erros-meus-ma-fortuna-amor-ardente/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/erros-meus-ma-fortuna-amor-ardente/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 05:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Vaz de Camões]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Erros meus, má fortuna, amor ardente<br />
Em minha perdição se conjuraram;<br />
Os erros e a fortuna sobejaram,<br />
Que pera mim bastava amor somente.</p>
<p>Tudo passei; mas tenho tão presente<br />
A grande dor das cousas que passaram,<br />
Que as magoadas iras me ensinaram<br />
A não querer já nunca ser contente.</p>
<p>Errei todo o discurso de meus anos;<br />
Dei causa que a Fortuna castigasse<br />
As minhas mal fundadas esperanças.</p>
<p>De amor não vi senão breves enganos.<br />
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse<br />
Este meu duro Gênio de vinganças!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lua Doida - por  Aldir Blanc /Tavito</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/lua-doida/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/lua-doida/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 03:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Aldir Blanc /Tavito]]></category>

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		<description><![CDATA[Você também se revela
Na janela e no meu olho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como a lua vela<br />
No céu e dentro do arroio<br />
Você também se revela<br />
Na janela e no meu olho<br />
Não sei dizer, na verdade,<br />
Quem é que reflete quem<br />
O céu sem lua é saudade<br />
Sem você não sou ninguém</p>
<p>A tua imagem dentro do olhar<br />
E a lua doida mudando no alto<br />
São feitas cachoeira dando o salto<br />
Enganam que são distantes e tão frias<br />
Pra seduzir<br />
Sabem ficar<br />
Sabem partir</p>
<p>Teu coração lua cheia<br />
Me diz cada vez que choro<br />
Igual a esfinge na areia<br />
Me decifra ou te devoro<br />
Mas eu quedo enfeitiçada<br />
Feito os peixes no vau do arroio<br />
Com o teu perfil debruçado<br />
Na janela do meu olho</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Não Te Amo - por  Almeida Garret</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/nao-te-amo/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/nao-te-amo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 04:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Almeida Garret]]></category>

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		<description><![CDATA[Não te amo, não.
E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não te amo, quero-te: o amor vem d&#8217;alma.<br />
E eu n&#8217;alma &#8211; tenho a calma,<br />
A calma &#8211; do jazigo.<br />
Ai! não te amo, não.</p>
<p>Não te amo, quero-te: o amor é vida.<br />
E a vida &#8211; nem sentida<br />
A trago eu já comigo.<br />
Ai! não te amo, não!</p>
<p>Ai! não te amo, não; e só te quero<br />
De um querer bruto e fero<br />
Que o sangue me devora,<br />
Não chega ao coração.</p>
<p>Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.<br />
Quem ama a aziaga estrela<br />
Que lhe luz na má hora<br />
Da sua perdição?</p>
<p>E quero-te, e não te amo, que é forçado,<br />
De mau, feitiço azado<br />
Este indigno furor.<br />
Mas oh! não te amo, não.</p>
<p>E infame sou, porque te quero; e tanto<br />
Que de mim tenho espanto,<br />
De ti medo e terror&#8230;<br />
Mas amar!&#8230; não te amo, não.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O retrato fiel - por  Gilka Machado</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-retrato-fiel/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/o-retrato-fiel/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 06:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gilka Machado]]></category>

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		<description><![CDATA[Os meus retratos são vários]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não creias nos meus retratos,<br />
nenhum deles me revela,<br />
ai, não me julgues assim!</p>
<p>Minha cara verdadeira<br />
fugiu às penas do corpo,<br />
ficou isenta da vida.</p>
<p>Toda minha faceirice<br />
e minha vaidade toda<br />
estão na sonora face;<br />
naquela que não foi vista<br />
e que paira, levitando,<br />
em meio a um mundo de cegos.</p>
<p>Os meus retratos são vários<br />
e neles não terás nunca<br />
o meu rosto de poesia.</p>
<p>Não olhes os meus retratos,<br />
nem me suponhas em mim.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Exaltação - por  Florbela Espanca</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/exaltacao/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/exaltacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 04:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Florbela Espanca]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=1927</guid>
		<description><![CDATA[Deus fez os nossos braços pra prender,
E a boca fez-se sangue pra beijar!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viver!&#8230; Beber o vento e o sol!&#8230; Erguer<br />
Ao Céu os corações a palpitar!<br />
Deus fez os nossos braços pra prender,<br />
E a boca fez-se sangue pra beijar!</p>
<p>A chama, sempre rubra, ao alto, a arder!&#8230;<br />
Asas sempre perdidas a pairar,<br />
Mais alto para as estrelas desprender!&#8230;<br />
A glória!&#8230; A fama!&#8230; O orgulho de criar!&#8230;</p>
<p>Da vida tenho o mel e tenho os travos<br />
No lago dos meus olhos de violetas,<br />
Nos meus beijos extáticos, pagãos!&#8230;</p>
<p>Trago na boca o coração dos cravos!<br />
Boémios, vagabundos, e poetas:<br />
Como eu sou vossa Irmã, ó meus Irmãos!&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/exaltacao/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Canto Esponjoso - por  Carlos Drummond de Andrade</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/canto-esponjoso/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/canto-esponjoso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 06:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=1893</guid>
		<description><![CDATA[Bela
esta manhã ou outra possível,
esta vida ou outra invenção]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bela<br />
esta manhã sem carência de mito,<br />
e mel sorvido sem blasfémia.</p>
<p>Bela<br />
esta manhã ou outra possível,<br />
esta vida ou outra invenção,<br />
sem, na sombra, fantasmas.</p>
<p>Umidade de areia adere ao pé.<br />
engulo o mar, que me engole.<br />
Valvas, curvos pensamentos, matizes da luz<br />
azul<br />
        completa<br />
sobre formas constituídas.</p>
<p>Bela,<br />
a passagem do corpo, sua fusão<br />
no corpo geral do mundo.<br />
Vontade de cantar. Mas tão absoluta<br />
que me calo, repleto.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/canto-esponjoso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coitado! que em um tempo choro e rio - por  Luís Vaz de Camões</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/coitado-que-em-um-tempo-choro-e-rio/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/coitado-que-em-um-tempo-choro-e-rio/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 04:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Vaz de Camões]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=1914</guid>
		<description><![CDATA[Queria, se ser pudesse, o impossível;
Queria poder mudar-me e estar quedo;
Usar de liberdade e estar cativo;
Queria que visto fosse e invisível;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coitado! que em um tempo choro e rio<br />
Espero e temo, quero e aborreço;<br />
Juntamente me alegro e entristeço;<br />
Du&#8217;a cousa confio e desconfio.</p>
<p>Voo sem asas; estou cego e guio;<br />
E no que valho mais menos mereço.<br />
Calo e dou vozes, falo e emudeço,<br />
Nada me contradiz, e eu aporfio.</p>
<p>Queria, se ser pudesse, o impossível;<br />
Queria poder mudar-me e estar quedo;<br />
Usar de liberdade e estar cativo;</p>
<p>Queria que visto fosse e invisível;<br />
Queira desenredar-me e mais me enredo:<br />
Tais os extremos em que triste vivo!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/coitado-que-em-um-tempo-choro-e-rio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maria do Futuro - por  Taiguara</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/maria-do-futuro/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/maria-do-futuro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 06:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Taiguara]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=2033</guid>
		<description><![CDATA[E em cadeias de amor puro viver guardado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duna branca, lua imensa, Maria deita<br />
nua e branda como as nuvens que a lua enleita.<br />
Duas tranças, uma flor e Maria enfeita<br />
suas mansas curvas cheias que a areia aceita.</p>
<p>Era noite de verão,<br />
vi o amor nascer num sorriso seu.<br />
O luar me convidou,<br />
o mar nos temperou e ela me envolveu&#8230;</p>
<p>Nessa rede ela prendeu<br />
minha dor civil, minha solidão.<br />
Nessa rede eu vi nascer minha liberdade.</p>
<p>Tua rede, minha sede,<br />
e o amor te trouxe&#8230;<br />
Quero ver o mar salgando teu seio doce&#8230;<br />
E em cadeias de amor puro<br />
viver guardado&#8230;<br />
Joga areias do futuro no meu passado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/maria-do-futuro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hino à Razão - por  Antero de Quental</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/hino-a-razao/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/hino-a-razao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 05:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Antero de Quental]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdospoetas.com.br/?p=1943</guid>
		<description><![CDATA[É por ti que a virtude prevalece,
E a flor do heroísmo medra e viça.
Por ti, na arena trágica, as nações
Buscam a liberdade, entre os clarões...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Razão, irmã do Amor e da Justiça,<br />
Mais uma vez escuta a minha prece.<br />
É a voz dum coração que te apetece,<br />
Duma alma livre, só a ti submissa.</p>
<p>Por ti é que a poeira movediça<br />
De astros e sóis e mundos permanece;<br />
E é por ti que a virtude prevalece,<br />
E a flor do heroísmo medra e viça.</p>
<p>Por ti, na arena trágica, as nações<br />
Buscam a liberdade, entre os clarões;<br />
E os que olham o futuro e cismam, mudos,</p>
<p>Por ti, podem sofrer e não se abatem,<br />
Mãe de filhos robustos, que combatem<br />
Tendo o teu nome escrito em seus escudos!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdospoetas.com.br/poemas/hino-a-razao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Intransitivo - por  Bruna Lombardi</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/intransitivo/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/intransitivo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 04:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruna Lombardi]]></category>

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		<description><![CDATA[deveríamos desobedecer secretamente a nós mesmos,
imitar um pouco mais os bichos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A carne anda cada vez mais fraca<br />
e o silencio cada vez mais comprometedor<br />
cômicos somos nós que estamos falando sério<br />
e pobres são todos, de uma pobreza irremediável<br />
de uma doença incurável, apesar de todos os esforços<br />
da medicina, da psicoterapia, da parapsicologia<br />
quando a única solução seria um sortilégio.</p>
<p>Há políticas bastantes para não pensarmos em nada<br />
e condicionamento suficiente para termos a ilusão de que pensamos<br />
de que somos livres e vivemos como queremos.<br />
Temos vontades baratas: um novo par de sapato<br />
um pouquinho mais de espaço para alongar as pernas<br />
e se possível mais tempo pra reclamar da vida.</p>
<p>Ah, deveríamos desobedecer secretamente a nós mesmos,<br />
imitar um pouco mais os bichos<br />
inventar qualquer forma mais pura<br />
do que esta selvageria civilizada<br />
do que este progresso cheio de violência<br />
do que esta racionalidade que não deu certo.</p>
<p>Meu irmão, o absurdo somos nós.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gozo e Dor - por  Almeida Garret</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 03:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Almeida Garret]]></category>

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		<description><![CDATA[O excesso de gozo é dor.
Dói-me alma, sim; e a tristeza
Vaga, inerte e sem motivo,
No coração me poisou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se estou contente, querida,<br />
Com esta imensa ternura<br />
De que me enche o teu amor?<br />
Não. Ai não; falta-me a vida;<br />
Sucumbe-me a alma à ventura:<br />
O excesso de gozo é dor.</p>
<p>Dói-me alma, sim; e a tristeza<br />
Vaga, inerte e sem motivo,<br />
No coração me poisou.<br />
Absorto em tua beleza,<br />
Não sei se morro ou se vivo,<br />
Porque a vida me parou.</p>
<p>É que não há ser bastante<br />
Para este gozar sem fim<br />
Que me inunda o coração.<br />
Tremo dele, e delirante<br />
Sinto que se exaure em mim<br />
Ou a vida ou a razão.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Entre o Ser e as Coisas - por  Carlos Drummond de Andrade</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 06:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>

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		<description><![CDATA[e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Onda e amor, onde amor, ando indagando<br />
ao largo vento e à rocha imperativa,<br />
e a tudo me arremesso, nesse quando<br />
amanhece frescor de coisa viva.</p>
<p>As almas, não, as almas vão pairando,<br />
e, esquecendo a lição que já se esquiva<br />
tornam amor humor, e vago e brando<br />
o que é de natureza corrosiva.</p>
<p>N&#8217;água e na pedra amor deixa gravados<br />
seus hieróglifos e mensagens, suas<br />
verdades mais secretas e mais nuas.</p>
<p>E nem os elementos encantados<br />
sabem do amor que os punge e que é, pungindo,<br />
uma fogueira a arder no dia findo.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Árvores do Alentejo - por  Florbela Espanca</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 05:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Florbela Espanca]]></category>

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		<description><![CDATA[Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Horas mortas&#8230; Curvada aos pés do Monte<br />
A planície é um brasido e, torturadas,<br />
As árvores sangrentas, revoltadas,<br />
Gritam a Deus a benção duma fonte!</p>
<p>E quando, manhã alta, o sol posponte<br />
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,<br />
Esfíngicas, recortam desgrenhadas<br />
Os trágicos perfis no horizonte!</p>
<p>Árvores! Corações, almas que choram,<br />
Almas iguais à minha, almas que imploram<br />
Em vão remédio para tanta mágoa!</p>
<p>Árvores! Não choreis! Olhai e vede:<br />
Também ando a gritar, morta de sede,<br />
Pedindo a Deus a minha gota de água!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Fecundação - por  Gilka Machado</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/fecundacao/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 04:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Gilka Machado]]></category>

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		<description><![CDATA[é uma ave aflita
meu pensamento
na tua mão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Teus olhos me olham<br />
longamente,<br />
imperiosamente&#8230;<br />
de dentro deles teu amor me espia.</p>
<p>Teus olhos me olham numa tortura<br />
de alma que quer ser corpo,<br />
de criação que anseia ser criatura</p>
<p>Tua mão contém a minha<br />
de momento a momento:<br />
é uma ave aflita<br />
meu pensamento<br />
na tua mão.</p>
<p>Nada me dizes,<br />
porém entra-me a carne a persuasão<br />
de que teus dedos criam raízes<br />
na minha mão.</p>
<p>Teu olhar abre os braços,<br />
de longe,<br />
à forma inquieta de meu ser;<br />
abre os braços e enlaça-me toda a alma.</p>
<p>Tem teu mórbido olhar<br />
penetrações supremas<br />
e sinto, por senti-lo, tal prazer,<br />
há nos meus poros tal palpitação,<br />
que me vem a ilusão<br />
de que se vai abrir<br />
todo meu corpo<br />
em poemas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amor, que o gesto humano na alma escreve - por  Luís Vaz de Camões</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/amor-que-o-gesto-humano-na-alma-escreve/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/amor-que-o-gesto-humano-na-alma-escreve/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 04:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ederson Peka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Vaz de Camões]]></category>

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		<description><![CDATA[Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amor, que o gesto humano na alma escreve,<br />
Vivas faíscas me mostrou um dia,<br />
Donde um puro cristal se derretia<br />
Por entre vivas rosas e alva neve.</p>
<p>A vista, que em si mesma não se atreve,<br />
Por se certificar do que ali via,<br />
Foi convertida em fonte, que fazia<br />
A dor ao sofrimento doce e leve.</p>
<p>Jura Amor que brandura de vontade<br />
Causa o primeiro efeito; o pensamento<br />
Endoudece, se cuida que é verdade.</p>
<p>Olhai como Amor gera, num momento<br />
De lágrimas de honesta piedade,<br />
Lágrimas de imortal contentamento.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Auto-retrato - por  Natália Correia</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/auto-retrato/</link>
		<comments>http://blogdospoetas.com.br/poemas/auto-retrato/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 06:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Natália Correia]]></category>

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		<description><![CDATA[E aos pés um coração de louça]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Espáduas brancas palpitantes:<br />
asas no exílio dum corpo.<br />
Os braços calhas cintilantes<br />
para o comboio da alma.<br />
E os olhos emigrantes<br />
no navio da pálpebra<br />
encalhado em renúncia ou cobardia.<br />
Por vezes fêmea. Por vezes monja.<br />
Conforme a noite. Conforme o dia.<br />
Molusco. Esponja<br />
embebida num filtro de magia.<br />
Aranha de ouro<br />
presa na teia dos seus ardis.<br />
E aos pés um coração de louça<br />
quebrado em jogos infantis.</p>
]]></content:encoded>
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