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	<title>Árvores de Portugal</title>
	
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	<description>Site da Associação Árvores de Portugal</description>
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		<title>Celebrar o Fascínio pelas Árvores</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Apr 2013 23:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Árvores de Portugal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tal como anunciámos anteriormente, a Árvores de Portugal, em conjunto com as associações A Nossa Terra e Almargem, decidiu elaborar um roteiro das árvores monumentais do concelho de Monchique. Este projeto contou, adicionalmente, com os apoios da autarquia de Monchique e de técnicos do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Algarve. Este roteiro, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Tal como anunciámos anteriormente, a Árvores de Portugal, em conjunto com as associações A Nossa Terra e Almargem, decidiu elaborar um roteiro das árvores monumentais do concelho de Monchique. Este projeto contou, adicionalmente, com os apoios da autarquia de Monchique e de técnicos do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Algarve.<span id="more-5529"></span></p>
<p>Este roteiro, que estará disponível brevemente em formato eletrónico, é um convite à descoberta da riqueza natural da Serra de Monchique, partindo de um conjunto de roteiros que percorrem alguns dos exemplares arbóreos mais significativos deste concelho algarvio.</p>
<p>Como forma de publicitarmos este roteiro, decidimos organizar, com as associações nossas parceiras neste projeto, uma caminhada no próximo dia 18 de maio. O dia escolhido é simbólico, pois visa, em simultâneo, celebrar o <a href="http://www.plantday12.eu/portugal.htm"><em>Dia de Fascínio das Plantas</em></a>, evento que terá, no presente ano, a sua segunda edição.</p>
<p>O ponto de encontro será no posto de turismo de Monchique, pelas 9h, carecendo de inscrição prévia por correio eletrónico [info(arroba)anossaterra.org] ou por telefone (963559253).</p>
<p>Da nossa parte, esperamos que esta iniciativa tenha o mesmo grau de adesão da <a href="http://www.arvoresdeportugal.net/2012/02/1a-visita-do-roteiro-das-arvores-monumentiais-de-monchique/">primeira visita às árvores monumentais de Monchique</a>, que organizámos em fevereiro de 2012, e que se centrou nas árvores da vila.</p>
<p>Nesta ocasião, o percurso que propomos contempla árvores fora da vila, no chamado Circuito da Fóia, que inclui, entre outras, a possibilidade de visitar um dos maiores plátanos do país. Sublinhe-se ainda a possibilidade de poder ser observada a floração das adelfeiras [<em>Rhododendron ponticum </em>L. subsp.<em>baeticum</em> (Boiss. et Reut.) Hand.-Mazz.], raríssima relíquia da laurissilva do período Terciário.</p>
<p>O convite está feito! Voltamos a ver-nos em breve&#8230;</p>
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		<title>Carta Aberta Pelas Árvores de Lisboa</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 22:52:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Árvores de Portugal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dendroclastia]]></category>
		<category><![CDATA[Participação Cívica]]></category>
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		<description><![CDATA[Carta aberta ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa: Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Foi com estupefação que tomámos conhecimento do abate de várias árvores com dezenas de anos, situadas na zona conhecida como Ribeira das Naus, em Lisboa. Tanto quanto é do conhecimento público, as árvores em causa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Carta aberta ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa:</p>
<blockquote><p>Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,</p>
<p>Foi com estupefação que tomámos conhecimento do abate de várias árvores com dezenas de anos, situadas na zona conhecida como Ribeira das Naus, em Lisboa. Tanto quanto é do conhecimento público, as árvores em causa não apresentavam qualquer problema fitossanitário, não representando, deste modo, qualquer perigo para as centenas de peões e automobilistas que diariamente cruzam o dito espaço.<span id="more-5521"></span></p>
<p>E se incrédulos ficámos quando tomámos conhecimento desta situação, mais ficámos quando descobrimos que o motivo por detrás da destruição deste espaço verde da cidade de Lisboa é a intenção de construir… um novo espaço verde! </p>
<p>A associação Árvores de Portugal não quer discutir nomes mas, por norma, desconfiamos de paisagistas que destroem a paisagem. Parece-nos elementar que quando um arquiteto paisagista desenha um jardim deve partir do que lá existe, sobretudo quando o que lá existe são árvores com dezenas de anos, que têm valor enquanto seres vivos e enquanto paisagem que define o local e aqueles que o frequentam e se identificam com o mesmo.</p>
<p>A justificação para estas “requalificações”, perdoe-nos Sr. Presidente, já as conhecemos de cor e salteado: o objetivo é tornar a zona mais bonita! A desculpa é sempre a mesma…Destrói-se para ficar mais bonito, o que em si já é um paradoxo, até que daqui a 50 anos alguém se lembre de pegar no dinheiro dos contribuintes para “requalificar” de novo. </p>
<p>O arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, que como poucos conhece os espaços verdes da capital, várias vezes tem alertado que, nas cidades, mais importante do que plantar novas árvores é preservar e saber cuidar das que foram plantadas pelos nossos antepassados. As árvores levam décadas a fazer-se adultas e, ao longo desse processo, vão construindo micro-habitats para várias outras espécies, vão retirando toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, bem como de vários gases poluentes, ao mesmo tempo que vão construindo a memória dos locais e das pessoas que os habitam. </p>
<p>A sombra de uma árvore esconde sempre muitas histórias e, por certo, que o Sr. Presidente também terá as suas e não gostaria de ver outros mandar cortar as árvores que povoam as memórias da sua vida.</p>
<p>Concluímos, desta forma, apelando a que intervenha diretamente neste processo, evitando o abate desnecessário de mais árvores. </p>
<p>Antecipadamente gratos pela atenção, com os melhores cumprimentos,</p>
<p>Pedro Nuno Teixeira Santos,<br />
Presidente da associação Árvores de Portugal</p></blockquote>
<p>(Fonte das imagens: página no <em><a href="https://www.facebook.com/quercuslx" title="Quercus Lisboa - Facebook">Facebook</em> do núcleo de Lisboa da Quercus &#8211; ANCN</a>)</p>
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		<title>Razões Para Não Rolar as Árvores</title>
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		<comments>http://www.arvoresdeportugal.net/2013/04/razoes-para-nao-rolar-as-arvores/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2013 21:37:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Árvores de Portugal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dendroclastia]]></category>
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		<category><![CDATA[sociedade portuguesa de arboricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Aquando das denúncias que temos feito das cíclicas podas radicais praticadas na maioria dos nossos municípios, temos sido questionados acerca da possibilidade de ser redigida uma carta modelo que sintetizasse os motivos pelos quais estas práticas são desaconselhadas. Deste modo, deixamos o nosso contributo na forma da transcrição do texto constante de um folheto da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Aquando das denúncias que temos feito das cíclicas podas radicais praticadas na maioria dos nossos municípios, temos sido questionados acerca da possibilidade de ser redigida uma carta modelo que sintetizasse os motivos pelos quais estas práticas são desaconselhadas. </p>
<p>Deste modo, deixamos o nosso contributo na forma da transcrição do texto constante de um folheto da Sociedade Portuguesa de Arboricultura. Apesar do dito folheto ter alguns anos, o seu conteúdo continua atual e pode servir de base para que qualquer cidadão manifeste o seu repúdio perante as juntas de freguesia e câmaras municipais deste país.</p>
<blockquote><p>RAZÕES PARA NÃO ROLAR AS ÁRVORES</p>
<p>CHOQUE INICIAL – A copa das árvores funciona como um todo. Embora, no estado adulto, os seus ramos se autonomizem, eles contribuem para que a árvores rentabilize ao máximo todas as suas capacidades. Assim, os ramos exteriores funcionam como um escudo aos mais internos, evitando queimaduras solares. Por outro lado, os mais internos mantêm a árvore a funcionar quando os externos estão afetados. Se, subitamente, se alterar este equilíbrio, e todos os ramos ficarem expostos às condições climatéricas de forma igual, a árvore fica sem defesas.<span id="more-5499"></span></p>
<p>ASPETO DEFORMADO – Uma árvore rolada é uma árvore desfigurada. Mesmo que volte a repor o volume de copa inicial, ela nunca mais voltará a ter a mesma beleza e naturalidade características da espécie. As árvores ficarão desvalorizadas, perdendo o seu valor patrimonial.</p>
<p>FALTA DE ALIMENTO – Uma poda bem-feita, não remove mais do que um terço a metade da copa da árvore, o que não interfere muito com a capacidade da árvores continuar a alimentar-se a si própria. A rolagem remove a copa na totalidade, reduzindo o equilíbrio copa/sistema radicular, levando a que a árvore, temporariamente, perca a capacidade de se autoalimentar.</p>
<p>NOVO CRESCIMENTO MUITO RÁPIDO – Após uma operação como é a rolagem, as árvores têm tendência a repor a copa inicial, pelo que a sua rebentação será intensa e aos poucos anos retomará o volume que tinha e de uma forma desorganizada e muito densa, não resolvendo, assim, o motivo por que geralmente se recorre a esta supressão da copa.</p>
<p>PRAGAS E DOENÇAS – As pernadas de uma árvore rolada têm dificuldade em formar calo de cicatrização, não só pelo seu grande diâmetro, como também por não se localizarem na zona onde a árvore desenvolve os seus postos de defesa naturais. Os cortes nestas condições são vulneráveis a ataques de insetos e fungos que podem causar podridões.</p>
<p>CUSTOS – Aparentemente parece ser mais económico recorrer-se a uma rolagem do que utilizar os princípios corretos de poda e corte. No entanto, esta economia é de curto prazo, pois, por um lado, a árvore perde quase por completo o seu valor, por outro lado está-se a onerar as futuras manutenções para prevenir uma decrepitude precoce ou a instabilidade mecânica dos rebentos formados após os cortes.</p>
<p>RAMOS NOVOS DE GRANDE FRAGILIDADE – Os rebentos formados nos bordos das zonas de corte, não têm uma inserção normal no ramo. Se se desenvolverem podridões junto às zonas de corte, esta ligação fica ainda mais fraca, tornando estes rebentos mecanicamente fracos e criando situações de perigo.</p>
<p>MORTE DA ÁRVORE – Nem todas as espécies são resistentes a este tipo de supressão de copa. Em algumas, esta solução leva a uma morte rápida com custos acrescidos para sua remoção e substituição.</p></blockquote>
<p>(Texto adaptado de Sociedade Portuguesa de Arboricultura. Fotografias de Pedro Nuno Teixeira Santos, da esquerda para a direita: Covilhã, Moura e Braga.)</p>
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		<title>Sem Palavras</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 23:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Concluímos hoje a publicação de uma série de três textos dedicados a outras tantas árvores que nos foram dadas a conhecer pelo António Monteiro. E porque o melhor se guarda para o fim, encerramos com chave de ouro, com uma daquelas árvores que nos deixa sem palavras ou, como gosto de dizer, que nos esgota [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Concluímos hoje a publicação de uma série de três textos dedicados a outras tantas árvores que nos foram dadas a conhecer pelo António Monteiro. E porque o melhor se guarda para o fim, encerramos com chave de ouro, com uma daquelas árvores que nos deixa sem palavras ou, como gosto de dizer, que nos esgota os adjetivos. </p>
<p>É este o caso deste soberbo castanheiro (<em>Castanea sativa</em> Miller) situado na freguesia de Rua, concelho de Sernancelhe, nas proximidades da barragem do Vilar. E que castanheiro! <span id="more-5477"></span></p>
<p>Após vermos dezenas e dezenas de imagens de árvores monumentais, o nosso patamar de exigência aumenta e começamos a perder a capacidade para nos admirarmos com a grandiosidade e a beleza. Mas este castanheiro é daqueles exemplares que nos capta, desde o início, a maior das admirações, que rompe com qualquer escala de monumentalidade.</p>
<p>Correndo o risco de ser imparcial, como somos sempre que falamos de um grande amor, este castanheiro é uma das mais extraordinárias árvores que me foram dadas a conhecer nos últimos anos. Tal como o título deste texto, estou sem palavras que descrevam este amor, que descrevam esta árvore&#8230; Só tenho palavras para agradecer ao António por ter partilhado comigo esta descoberta.</p>
<p>Foi para divulgar tesouros como este que nasceu a Árvores de Portugal. Exemplares como este são a razão da nossa existência.</p>
<p>(Fotografias de António Monteiro.)</p>
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		<title>Para que Serve o Dia da Árvore?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 08:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dendroclastia]]></category>
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		<description><![CDATA[Comemorou-se a 21 de março mais um Dia da Árvore. Por certo que se plantaram muitas árvores e muitos discursos de amor à árvore foram feitos nesse dia. Ano após ano, continuam a plantar-se muitas árvores, nem sempre as espécies adequadas, nem sempre no local ideal. E gastam-se muitos milhares de euros do erário público [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Comemorou-se a 21 de março mais um Dia da Árvore. Por certo que se plantaram muitas árvores e muitos discursos de amor à árvore foram feitos nesse dia.  </p>
<p>Ano após ano, continuam a plantar-se muitas árvores, nem sempre as espécies adequadas, nem sempre no local ideal. E gastam-se muitos milhares de euros do erário público a requalificar jardins ou a construir novos parques. Tal é o caso de cidades como a Covilhã onde, em parte ao abrigo do programa Polis, se requalificaram e inauguraram mais espaços verdes nos últimos 10 anos do que nos 50 anos anteriores. </p>
<p>No entanto, em pleno século XXI, apesar desta “febre verde”, o arvoredo urbano continua a ser tratado como na idade média. As justificações para as podas radicais são por todos conhecidas, a cantilena de que as árvores não podem ficar muito altas porque podem cair ou de que as podas dão força às árvores. Falsos argumentos sem qualquer fundamento técnico.<span id="more-5485"></span></p>
<p>Há, adicionalmente, a desculpa de que as árvores têm que sofrer estas podas para não colidirem com a fachada dos prédios, com fios elétricos ou telefónicos, com postes de iluminação ou outro tipo de estruturas. Efetivamente, em certos casos, isso constitui um problema, que existe apenas porque, na hora de plantar a árvore, não se pensou no que iria acontecer daí a alguns anos. Mas mesmo nestes casos, há alternativas menos radicais, como a redução de copa. Não sendo possível, é preferível substituir as árvores por outras de menor porte ou por arbustos, do que sujeitar, ano após ano, as árvores à selvajaria da rolagem. </p>
<p>Existem ainda situações mais <em>sui generis</em>, como na Covilhã, onde mesmo as árvores que se situam em parques urbanos sofrem estes atentados. É caso para perguntar de que serve contratar os melhores arquitetos paisagistas, se depois a manutenção desses espaços é entregue a quem não tem a menor formação para fazer a manutenção de árvores ornamentais? </p>
<p>Quem me conhece do blogue <em><a href="http://sombra-verde.blogspot.pt/">A Sombra Verde</a></em> sabe que desde 2006 já escrevi dezenas de textos sobre este assunto. Já esgotei os argumentos e sinto que, a cada texto, me repito. Ao longo deste tempo fui perdendo fé na pedagogia, apesar de acreditar que as novas gerações podem, e devem, ser educadas para compreender que estas práticas são erradas, pese embora seja difícil passar esta mensagem quando, nas escolas, estas práticas se repetem.<br />
No entanto, apesar de não adepto de proibicionismos, começo a acreditar que a solução para estas práticas passa, em parte, pela aprovação de legislação que obrigue a que a poda de árvores ornamentais em espaço público apenas possa ser feita por empresas e técnicos credenciados. E digo “em parte” porque enquanto este for um problema cultural, ou seja, enquanto houver uma maioria de pessoas que acredita que estas práticas beneficiam as árvores, estas continuarão a ser praticadas em espaços privados, onde as leis não podem obrigar os cidadãos a podar, de forma correta, os seus arvoredos.</p>
<p>E o que pode fazer cada um de nós para ajudar a alterar este estado de coisas? Pode, por exemplo, escrever à sua autarquia protestando contra estas práticas. Porque quem não gosta de árvores, e são muitos, não hesita em pressionar as juntas ou as câmaras até conseguir o que quer: ou porque há uma árvore que lhe tapa as vistas da casa ou porque as folhas entopem as sarjetas; enfim, um sem número de motivos fúteis para decepar ou cortar uma árvore. </p>
<p>É chegada a altura de quem gosta de árvores se fazer ouvir. Se o fizerem estarão a por em prática um dos objetivos que levou à criação da associação Árvores de Portugal: tornar as pessoas mais ativas e empenhadas na defesa das árvores das suas vilas e cidades!</p>
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		<item>
		<title>E a Primavera?</title>
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		<comments>http://www.arvoresdeportugal.net/2013/03/e-a-primavera/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 09:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Árvores]]></category>
		<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[bétula]]></category>
		<category><![CDATA[parque natural da serra da estrela]]></category>
		<category><![CDATA[pinheiro-negro]]></category>
		<category><![CDATA[serra da estrela]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagens de uma primavera adiada no coração da Estrela.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Imagens de uma primavera adiada no coração da Estrela.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/arvoresdeportugal/~4/nDM5RVW3hBU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Carvalho-negral das Batoquinhas</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/arvoresdeportugal/~3/PZA4ncEFAG8/</link>
		<comments>http://www.arvoresdeportugal.net/2013/03/o-carvalho-negral-das-batoquinhas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2013 22:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Árvores notáveis]]></category>
		<category><![CDATA[carvalho-negral]]></category>
		<category><![CDATA[fagaceae]]></category>
		<category><![CDATA[quercus pyrenaica]]></category>
		<category><![CDATA[quinta das batoquinhas]]></category>
		<category><![CDATA[sabugal]]></category>

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		<description><![CDATA[No seguimento do texto sobre a nogueira de Vila Chã, partilhamos mais um ancião descoberto pelo António Monteiro. Nas suas próprias palavras: Um entre muitos grandes carvalhos negrais da raia do Sabugal &#8211; Almeida. Apesar de fortemente podados ao longo da vida, e consequentemente cheios de problemas sanitários, conservam porte e dimensão. Talvez a riqueza [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No seguimento do texto sobre a nogueira de Vila Chã, partilhamos mais um ancião descoberto pelo António Monteiro. Nas suas próprias palavras:<span id="more-5458"></span></p>
<blockquote><p>Um entre muitos grandes carvalhos negrais da raia do Sabugal &#8211; Almeida. Apesar de fortemente podados ao longo da vida, e consequentemente cheios de problemas sanitários, conservam porte e dimensão. Talvez a riqueza esteja na sua abundância nomeadamente na Quinta (ou Herdade) das Batoquinhas em freguesia de Batocas &#8211; concelho de Sabugal.</p></blockquote>
<p>Adenda: Curiosamente tive a oportunidade de, no último verão, percorrer a estrada que liga Malhada Sorda (no sul do concelho de Almeida) ao Sabugal e constatar a exuberância dos bosques desta zona raiana da Beira Interior. Isto apesar da vaga de incêndios que fustigou, no verão de 2009, o concelho do Sabugal.</p>
<p>Por certo que muitos outros carvalhos e castanheiros monumentais haverá por descobrir nestas terras tão sublimes, quanto desconhecidas. Recorde-se que a associação Árvores de Portugal &#8220;nasceu&#8221; com um seminário sobre árvores monumentais, organizado nesta cidade do distrito da Guarda, no qual foram dados a conhecer <a href="http://www.arvoresdeportugal.net/2009/08/seminario-arvores-monumentais-importancia-e-conservacao-saida-de-campo/">alguns dos maiores e mais antigos castanheiros do concelho do Sabugal</a>.</p>
<p>(Fotografias de António Monteiro.)</p>
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		<title>A Majestosa Nogueira de Vila Chã</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Mar 2013 22:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Árvores notáveis]]></category>
		<category><![CDATA[juglandaceae]]></category>
		<category><![CDATA[juglans regia]]></category>
		<category><![CDATA[nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[vila chã]]></category>
		<category><![CDATA[vimioso]]></category>

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		<description><![CDATA[O António Monteiro, estimado amigo da Árvores de Portugal, continua a surpreender-nos com a descoberta de exemplares notáveis no interior centro e norte de Portugal. Desta feita, nos confins de Trás-os-Montes, em Vila Chã (concelho de Vimioso), encantou-nos com a revelação desta majestosa nogueira (Juglans regia L.), com mais de cinco metros de perímetro de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O António Monteiro, estimado amigo da Árvores de Portugal, continua a surpreender-nos com a descoberta de exemplares notáveis no interior centro e norte de Portugal. <span id="more-5448"></span>Desta feita, nos confins de Trás-os-Montes, em Vila Chã (concelho de Vimioso), encantou-nos com a revelação desta majestosa nogueira (<i>Juglans regia</i> L.), com mais de cinco metros de perímetro de tronco.</p>
<p>E pensar que esta, como tantas outras espécies dos nossos campos, é absolutamente desprezada como ornamental. E, no entanto, como ser insensível a tão comovente beleza?!</p>
<p>(Fotografias de António Monteiro.)</p>
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		<title>Nesta Árvore</title>
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		<comments>http://www.arvoresdeportugal.net/2013/02/nesta-arvore/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2013 00:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[jose gomes ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[mora]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta árvore onde até os pássaros se enforcam nos ninhos há muito que mora uma ninfa uma ninfa de carne incerta fugida da borrasca dos caminhos. Bato-lhe de manso na casca&#8230; Sou eu, ninfa. Abre! Estamos os dois sózinhos nesta rua deserta. Sai cá para fora e beija-me na boca. Prova-me que a vida é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Nesta árvore</p>
<p>onde até os pássaros se enforcam nos ninhos<br />
há muito que mora uma ninfa<br />
uma ninfa de carne incerta<br />
fugida da borrasca<br />
dos caminhos.</p>
<p>Bato-lhe de manso na casca&#8230;</p>
<p>Sou eu, ninfa. Abre! Estamos os dois sózinhos<br />
nesta rua deserta.</p>
<p>Sai cá para fora<br />
e beija-me na boca.</p>
<p>Prova-me que a vida é louca.</p></blockquote>
<p>— <i>José Gomes Ferreira</i></p>
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		<item>
		<title>Sobreiro é Símbolo Oficial de Portugal Há um Ano</title>
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		<comments>http://www.arvoresdeportugal.net/2012/12/sobreiro-e-simbolo-oficial-de-portugal-ha-um-ano/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Dec 2012 15:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Árvores]]></category>
		<category><![CDATA[árvore nacional de portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sobreiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz hoje um ano que, a 22 de dezembro de 2011, o Parlamento português aprovou, por unanimidade, o Projeto de Resolução que instituiu o sobreiro como a Árvore Nacional de Portugal. Um processo que teve na sua génese a petição pública criada pelas associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza. Na passada quarta-feira, na [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Faz hoje um ano que, a 22 de dezembro de 2011, o Parlamento português aprovou, por unanimidade, o Projeto de Resolução que instituiu o sobreiro como a Árvore Nacional de Portugal. Um processo que teve na sua génese a petição pública criada pelas associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza.</p>
<p>Na passada quarta-feira, na qualidade de presidente da Árvores de Portugal, tive ocasião de dar uma breve entrevista telefónica à Lusa, sobre esta efeméride. Questionado sobre os efeitos práticos desta classificação, respondi com sinceridade; um ano é pouco tempo, muito pouco, para aferir do real impacto desta medida e se a mesma servirá para alcançar os objetivos a que nos propusemos quando lançámos a referida petição.<span id="more-5417"></span></p>
<p>Nos últimos meses, fruto da crise económica e financeira que atravessamos, muitas estruturas rodoviárias e alguns potenciais projetos de (suposto) interesse nacional (PIN), que implicariam o abate de milhares de sobreiros, foram adiados ou cancelados.</p>
<p>Resta saber se, no futuro, os responsáveis públicos entenderão que é imprescindível conciliar os investimentos, públicos ou privados, com o ordenamento do território e com a preservação da riqueza que os montados e demais povoamentos de sobreiro possuem nas suas diversas vertentes.</p>
<p>Os povoamentos de sobreiro sustentam a única indústria na qual o nosso país é líder a nível mundial e são a última barreira, em muitas regiões, contra o avanço da desertificação e os seus incalculáveis danos, a nível social, ambiental e económico.</p>
<p>A própria biodiversidade destes povoamentos pode servir de sustento a muitas atividades económicas, ainda não devidamente exploradas, incluindo o turismo sustentável. Longe, bem longe, têm que ficar, de uma vez por todas, os discursos sobre a alegada incompatibilidade entre desenvolvimento e proteção do ambiente, como se fosse possível haver verdadeiro progresso baseado na destruição da nossa riqueza natural.</p>
<p>Infelizmente, as <a href="http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2938129" title="Declaração de Álvaros Santos Pereira - Diário de Notícias">recentes declarações</a> do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, na qual acusava o ambiente de ser inimigo da política industrial europeia (mas qual política?!), não auguram nada de bom para o futuro. Há gente que não aprende nada&#8230;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/arvoresdeportugal/~4/CqkjHTX9KOA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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