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	<title>Árvores de Portugal</title>
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	<description>Site da Associação Árvores de Portugal</description>
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		<title>Cidade(s) Triste(s)</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 08:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dendroclastia]]></category>
		<category><![CDATA[braga]]></category>
		<category><![CDATA[podas]]></category>
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		<description><![CDATA[Braga é uma cidade tipicamente portuguesa. As imagens são esclarecedoras e deixam poucas dúvidas sobre isso. Se o país vive, pelo menos de forma aparente, no século XXI, as árvores, infelizmente, estão ainda presas à Idade das Trevas.
Não me vou alongar em considerações sobre o que se tem passado, nestes anos mais recentes, no que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Braga é uma cidade tipicamente portuguesa. As imagens são esclarecedoras e deixam poucas dúvidas sobre isso. Se o país vive, pelo menos de forma aparente, no século XXI, as árvores, infelizmente, estão ainda presas à <em>Idade das Trevas</em>.</p>
<p>Não me vou alongar em considerações sobre o que se tem passado, nestes anos mais recentes, no que concerne à manutenção das árvores ornamentais de Braga, para não ter que repetir o que já escrevi, há algum tempo, no meu blogue pessoal. Apesar disso, reitero duas características desta cidade que tornam esta situação particularmente incompreensível.<span id="more-2118"></span></p>
<p>Em primeiro lugar, numa cidade sem um parque urbano consentâneo com a dimensão da sua malha urbana, era de prever que a autarquia valorizasse e cuidasse, de forma digna, a arborização das ruas e avenidas. Neste particular, convém referir que Braga tinha, até anos recentes, o privilégio da sombra proporcionada por dezenas e dezenas de árvores de bom porte, com a dupla vantagem de tornarem o Verão menos abrasivo e de tornarem mais amistosa e humana uma cidade onde o betão cresceu, e cresce, a um ritmo imparável.</p>
<p>Admito, obviamente, que algumas destas árvores necessitassem de podas para redução da sua copa. Admito que algumas tivessem que ser abatidas por questões de segurança. Mas a rolagem é vandalismo puro e simples e não encontra, aqui ou em qualquer outra cidade, qualquer justificação técnica.</p>
<p>Em segundo lugar, se estas rolagens são intoleráveis independentemente do local onde ocorrem, é particularmente incompreensível que as mesmas ocorram numa das maiores cidades do país, com supostas elites culturais e universitárias, sem que exista um mínimo de arrepio e de sobressalto perante estas atrocidades.</p>
<p>Se a câmara local persiste nestes crimes contra o património arbóreo da cidade é porque sabe que conta com a cumplicidade silenciosa da maioria. É assim em Braga e é assim no resto do país. A única diferença é que em Braga, cidade jovem e universitária, era de esperar que houvesse uma minoria que se indignasse e ajudasse a alterar, progressivamente, a forma como a árvore é tratada em meio urbano.</p>
<p>Mas provavelmente, no que toca à forma como a arborização das cidades é vista, a mentalidade em Braga é tão tacanha como no resto do país. A árvore é um empecilho que retira lugares de estacionamento, tapa as vistas para a vizinhança, produz folhas que entopem sarjetas e liberta substâncias pegajosas que se colam aos passeios. Tem a árvore ainda o péssimo hábito de atrair os pássaros, criaturas barulhentas e pouco dadas a grandes pudores na hora de defecarem sobre os automóveis.</p>
<p>A árvore, nas cidades, é uma chatice! Sem alterar este preconceito, nada se conseguirá de quem manda nas autarquias. E quem manda, manda para as maiorias e estas não têm as árvores em grande apreço.</p>
<p>Para a maioria dos portugueses, o progresso da sua cidade mede-se pelo tamanho do centro comercial ou pelo número de túneis ou rotundas. Quando a qualidade de vida passar a estar no topo das prioridades dos portugueses, talvez aí haja uma oportunidade para as árvores…</p>
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		<title>Sonho de Uma Tarde de Inverno</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 08:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Árvores]]></category>
		<category><![CDATA[covilhã]]></category>
		<category><![CDATA[ulmaceae]]></category>
		<category><![CDATA[ulmeiro]]></category>
		<category><![CDATA[ulmus glabra cultivar camperdownii]]></category>

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		<description><![CDATA[Reza a história que todos os ulmeiros retorcidos descendem de uma única árvore, originária da Escócia, resultado das experiências de um jardineiro da Camperdown House, em Dundee. 
Pessoalmente, prefiro acreditar que estes ulmeiros nasceram de um sonho de Eduardo Mãos de Tesoura que, enclausurado no seu castelo, numa terra bem mais longínqua que a Escócia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reza a história que todos os ulmeiros retorcidos descendem de uma única árvore, originária da Escócia, resultado das experiências de um jardineiro da <i>Camperdown House</i>, em Dundee. </p>
<p>Pessoalmente, prefiro acreditar que estes ulmeiros nasceram de um sonho de <i>Eduardo Mãos de Tesoura</i> que, enclausurado no seu castelo, numa terra bem mais longínqua que a Escócia, imaginou e criou uma árvore que simbolizasse, na perfeição, a beleza despida do Inverno.</p>
<p>[Nas imagens: Ulmeiros [<i>Ulmus glabra</i> Huds. (cultivar Camperdownii)] no Largo de S. Silvestre, Covilhã.]</p>
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		<title>A Sanha Vingadora</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 08:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dendroclastia]]></category>
		<category><![CDATA[abates]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes]]></category>
		<category><![CDATA[más práticas]]></category>
		<category><![CDATA[paredes]]></category>
		<category><![CDATA[queda de árvores]]></category>

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		<description><![CDATA[Com os temporais que se têm abatido sobre a Península Ibérica, as notícias de desastres começam a tornar-se perturbadoramente frequentes. No passado Sábado, porem, a ferramenta manipulada pelo mau tempo, foi uma árvore. 
Em Paredes, um menino de dez anos, que jogava à bola em frente à igreja, morreu atingido por uma pernada que caiu. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com os temporais que se têm abatido sobre a Península Ibérica, as notícias de desastres começam a tornar-se perturbadoramente frequentes. No passado Sábado, porem, a ferramenta manipulada pelo mau tempo, foi uma árvore. <span id="more-2141"></span></p>
<p>Em Paredes, um menino de dez anos, que jogava à bola em frente à igreja, morreu atingido por uma pernada que caiu. Uma perda irreparável.</p>
<p>Depois de chamado o INEM, a primeira medida que a senhora Vereadora da Protecção Civil tomou, com impressionante prontidão, foi ordenar o abate de várias árvores na zona. No entanto, a própria senhora Vereadora afirma, em <a href="http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-pais/2010/2/crianca-de-10-anos-morreu-ao-ser-atingida-por-uma-arvore-em-paredes27-02-2010-201621.htm">afirmações à SIC</a>, que a árvore estava saudável.</p>
<p>Mas na <a href="http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=16478&amp;idpod=36117&amp;formato=flv&amp;pag=recentes&amp;escolha=">notícia RTP</a> (minuto oito), a mesma Vereadora informa que cinco equipas da Protecção Civil, armadas de motosserras, cortaram “todas as árvores que apresentavam sinais de degradação”, com ajuda de “madeireiros profissionais certificados” que actuaram em conjunto com a Câmara Municipal de Paredes.</p>
<p>Obviamente que, numa situação destas, as autoridades têm as suas prioridades, sendo uma das principais arranjar um bode expiatório para os olhos da opinião pública.</p>
<p>Sobressaem, imediatamente, três questões:</p>
<p>1) Quem avaliou, tão prontamente, este estado de degradação? Os melhores profissionais da arboricultura do país (e temos vários e bons) não teriam, provavelmente, feito um trabalho tão rápido. Ou deveríamos dizer “sumário”?</p>
<p>2) Quem fez a avaliação estrutural destas árvores? Foram técnicos arboricultores verdadeiramente habilitados ou os chamados “madeireiros profissionais certificados”? Neste último caso, seria como por um lobo a cuidar das ovelhas.</p>
<p>3) E a principal questão que se levanta é: como é que se consegue fazer em pouquíssimas horas o que não se fez em vários anos? Como é que, depois (e só depois) da morte de uma criança, se percebe instantaneamente quais são as árvores maléficas e estropiadas que ameaçam a segurança das pessoas?</p>
<p>Esta última questão levanta ainda várias dúvidas, que poderão estar por detrás da larga maioria de acidentes relacionados com queda de árvores ou ramos: que cuidados foram dispensados a estas árvores durante a sua vida? Qual a frequência das avaliações fitossanitárias e estruturais, quem as fez e onde se podem consultar estes resultados?</p>
<p>É sabido que o potencial perigo aportado por uma árvore é criado ou gravemente agravado por quem tem a seu cargo a própria segurança das pessoas. Excesso de rega, compactação excessiva dos solos, má escolha das espécies e falta de espaço para o seu desenvolvimento, caldeiras apertadas, destruição de raízes, rolagens e podas absurdas e mal realizadas, tudo isto são factores de fragilização destes seres de cuja majestosa presença não queremos e podemos não prescindir nas nossas cidades e vilas.</p>
<p>Contrariamente ao que é comum, e segundo o que consegui apurar, estes exemplares não foram vítimas das omnipresentes podas ou rolagens.</p>
<p>Em condições adversas e se sujeitas a tratamentos desajustados, as árvores podem ser, efectivamente, perigosas. Também a permissão para construir dentro de uma ribeira ou o encanamento da mesma é motivo de enormes desgraças, como temos visto ultimamente. Falta saber se os responsáveis por estes actos criminosos serão punidos com a mesma celeridade.</p>
<p>Em Nova York, <a href="http://www.nytimes.com/2010/02/26/nyregion/26tree.html">a queda de um ramo matou igualmente um transeunte</a> (New York Times, <a href="http://www.weather.com/multimedia/videoplayer.html?from=email&amp;bcpid=823425597&amp;bclid=877032950&amp;bctid=68859133001">também no Weather Channel)</a> igualmente um transeunte no Central Park. Esta é uma das cidades mais populosas do mundo, sujeita a temporais como nunca ou raramente temos por cá. Apesar disso, tem ruas arborizadas e uma “floresta” no seu coração. No entanto, os benefícios do parque são infinitamente superiores aos riscos que estas grandes e velhas árvores acarretam, pelo que é impensável, na sequência de um acidente lamentável como este, as árvores serem roladas ou abatidas às cegas. O que existe por lá, com certeza, são inspecções periódicas, feitas por técnicos verdadeiramente habilitados.</p>
<p>Por cá, foi noticiado também que vários bombeiros ficaram feridos a tentar abater uma outra árvore. Infelizmente, no nosso país todos percebem de tudo e qualquer um mexe nas árvores: jardineiros, madeireiros, bombeiros. Parece que quem é menos chamado a tratar delas são precisamente as únicas pessoas habilitadas para isso: os técnicos de arboricultura.</p>
<p>Lamentamos profundamente a perda desta família, e esperamos que no futuro imediato se comece, finalmente, a olhar para as árvores das nossas ruas e jardins com mais atenção e, especialmente, com mais conhecimento técnico fundamentado. Para que se reduzam as possibilidades de ocorrerem mais tragédias como esta.</p>
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		<title>Preguiçosas</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 09:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Árvores]]></category>
		<category><![CDATA[covilhã]]></category>
		<category><![CDATA[floração]]></category>
		<category><![CDATA[magnolia soulangeana]]></category>
		<category><![CDATA[magnoliaceae]]></category>
		<category><![CDATA[prunus cerasifera var. atropurpurea]]></category>
		<category><![CDATA[rosaceae]]></category>

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		<description><![CDATA[As árvores, como as demais plantas, reflectem as variações próprias do tempo. Fruto de um Inverno que, nas encostas da Estrela, foi generoso em dias cinzentos de chuva e brancos de neve, mesmo as mais precoces de entre as árvores, das que ousam vestir-se de flores no mês de Fevereiro, decidiram esperar por um Março [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As árvores, como as demais plantas, reflectem as variações próprias do tempo. Fruto de um Inverno que, nas encostas da Estrela, foi generoso em dias cinzentos de chuva e brancos de neve, mesmo as mais precoces de entre as árvores, das que ousam vestir-se de flores no mês de Fevereiro, decidiram esperar por um Março mais ameno.</p>
<p>[Fotografias, da esquerda para a direita: magnólia (<i>Magnolia</i> sp.); magnólia (<i>Magnolia</i> x <i>soulangeana</i> Hort.) e abrunheiro-dos-jardins (<i>Prunus cerasifera</i> Ehrh. var. <i>atropurpurea</i> H. Jaeger).]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Somos Como Árvores</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 18:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[eugénio de andrade]]></category>
		<category><![CDATA[jardim bordallo pinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[museu da cidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Somos como árvores
só quando o desejo é morto.
Só então nos lembramos
que dezembro traz em si a primavera.
Só então, belos e despidos,
ficamos longamente à sua espera.
—Eugénio de Andrade
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Somos como árvores<br />
só quando o desejo é morto.<br />
Só então nos lembramos<br />
que dezembro traz em si a primavera.<br />
Só então, belos e despidos,<br />
ficamos longamente à sua espera.</p></blockquote>
<p>—<i>Eugénio de Andrade</i></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bilhete Postal de Colares</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 08:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[Árvores notáveis]]></category>
		<category><![CDATA[colares]]></category>
		<category><![CDATA[platanaceae]]></category>
		<category><![CDATA[platanus hispanica]]></category>
		<category><![CDATA[platanus hybrida]]></category>
		<category><![CDATA[platanus orientalis var. acerifolia]]></category>
		<category><![CDATA[plátano]]></category>
		<category><![CDATA[plátano-comum]]></category>
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		<description><![CDATA[Estes plátanos, situadas na freguesia de Colares, concelho de Sintra, são, com toda a certeza e como acontece noutros pontos do país, uma herança do tempo em que a Junta Autónoma de Estradas (JAE), hoje Estradas de Portugal (EP), plantava árvores à beira das nossas estradas.
Hoje em dia, numa altura em que o lucro a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estes plátanos, situadas na freguesia de Colares, concelho de Sintra, são, com toda a certeza e como acontece noutros pontos do país, uma herança do tempo em que a Junta Autónoma de Estradas (JAE), hoje Estradas de Portugal (EP), plantava árvores à beira das nossas estradas.</p>
<p>Hoje em dia, numa altura em que o lucro a qualquer custo se tornou numa obsessão perigosa, estas e muitas outras árvores são vistas, pela <abbr title="Estradas de Portugal">EP</abbr> , como um problema que urge resolver, até pelos custos associados à sua manutenção. A própria <abbr title="Estradas de Portugal">EP</abbr> já assumiu publicamente, sem pudor, que não está interessada em replantar as árvores que periodicamente manda abater (para alargamento de estradas, por questões de segurança, etc.), excepto no caso de espécies protegidas por lei (como o sobreiro). As preocupações paisagísticas são, obviamente, uma coisa do passado, como tudo o que aparenta não gerar mais-valias imediatas para os accionistas.<span id="more-2080"></span></p>
<p>Preocupados com as notícias da <a href="http://www.arvoresdeportugal.net/2009/11/alameda-de-platanos-de-colares-em-risco/">poda de 200 exemplares na freguesia de Colares</a>, a cargo da <abbr title="Estradas de Portugal">EP</abbr>, com base num pedido da própria Junta de Freguesia, um grupo de cidadãos de Sintra<sup>1</sup>, decidiu propor, à Autoridade Florestal Nacional (AFN), a classificação deste conjunto de exemplares como árvores de interesse público. Pedido que visa proteger e preservar, para as gerações vindouras, algo que é sistematicamente menosprezado no nosso país, o valor cultural de uma paisagem.</p>
<p>Como este pedido de classificação pressupõe, entre outros procedimentos, uma análise ao estado fitossanitário das árvores em causa, por parte da <abbr title="Autoridade Florestal Nacional">AFN</abbr>, ele inclui essa vantagem adicional de clarificar o estado de sustentabilidade de cada um dos espécimes. Porque, ao contrário da <abbr title="Estradas de Portugal">EP</abbr>, a <abbr title="Autoridade Florestal Nacional">AFN</abbr> não é parte interessada no assunto, o que pode ajudar a credibilizar a necessidade de intervir, ou não, nestas árvores, nomeadamente por eventuais questões de segurança.</p>
<p><sup>1</sup> O mesmo grupo de cidadãos que tomou a iniciativa de enviar uma carta aberta, em forma de <a href="http://www.peticao.com.pt/arvores-de-sintra">petição</a>, ao Presidente da Câmara Municipal de Sintra, solicitando um esclarecimento sobre a política da autarquia para a conservação/manutenção do património arbóreo do concelho. Petição que, apesar de contar com mais de uma centena de assinaturas, continua, tanto quanto sei, a não merecer a humildade de uma resposta por parte do autarca sintrense.</p>
<p>[Autoria das fotografias: Susana Félix (fotografia central) e Pedro Macieira (restantes imagens).]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pelas Árvores de Portugal</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 08:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Árvores de Portugal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a associação]]></category>
		<category><![CDATA[associados]]></category>
		<category><![CDATA[quotas]]></category>
		<category><![CDATA[sócios]]></category>

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		<description><![CDATA[É com um prazer enorme que damos uma notícia que há muito tempo ansiávamos poder dar: estamos, finalmente, em condições de aceitar sócios!
Uma associação, obviamente, não faz sentido sem associados. No entanto, dada a dificuldade em montar a estrutura da Árvores de Portugal, tivemos que fazer algumas opções. Para nós, desde o início, foi claro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É com um prazer enorme que damos uma notícia que há muito tempo ansiávamos poder dar: estamos, finalmente, em condições de aceitar sócios!</p>
<p>Uma associação, obviamente, não faz sentido sem associados. No entanto, dada a dificuldade em montar a estrutura da Árvores de Portugal, tivemos que fazer algumas opções. Para nós, desde o início, foi claro que apenas aceitaríamos sócios depois da casa arrumada. E foi isso que andámos a fazer nestes meses, desde Abril do ano passado, enredados no edifício burocrático inerente à montagem de uma estrutura deste tipo.</p>
<p>Não foi um processo fácil, dado o escasso número de pessoas envolvidas na fundação da Árvores de Portugal, situação agravada pela distância geográfica entre nós, pois as novas tecnologias nem sempre substituem a necessidade de, presencialmente, se resolverem algumas questões.</p>
<p>Mas o caminho percorrido até aqui está longe de ter sido inútil ou em vão e, mais importante, não se resumiu à resolução de questões legais. Ajudámos a organizar um seminário de elevada qualidade sobre árvores monumentais, no passado mês de Junho, no Sabugal, e pusemos <i>online</i> a nossa página oficial, a qual inclui um blogue que, desculpem-nos a imodéstia, tem, no seu curto período de vida, contribuído para a defesa da árvore e para a divulgação de alguns dos melhores exemplares arbóreos espalhados pelo país. <span id="more-2056"></span></p>
<p>Este espaço de tempo serviu igualmente para passar das ideias genéricas sobre os objectivos da associação, para a planificação de actividades concretas, a curto e médio prazo. Assim, as nossas primeiras actividades passarão pela colaboração com outras associações, que partilham objectivos similares connosco, de acordo com aquilo que para nós são duas linhas de acção primordiais: divulgar o nosso património arbóreo e denunciar situações de más práticas no domínio da manutenção de árvores ornamentais (ver fotografia mais à direita).</p>
<p>Brevemente, daremos mais pormenores sobre as iniciativas a realizar. Por outro lado, apelamos à compreensão para o facto de ainda não estar operacional, devido à complexidade inerente, a base de dados das árvores notáveis de Portugal.</p>
<p>Mas ultrapassemos os preâmbulos e passemos ao que efectivamente interessa às pessoas. Como proceder para se inscrever como sócio? É muito simples, basta aceder ao <a href="http://www.arvoresdeportugal.net/about-2/tornar-se-socio/">formulário</a> criado para o efeito.</p>
<p>Como irão reparar, no momento da inscrição haverá lugar ao pagamento de uma quota única. No nosso entendimento, não faz sentido pagar quotas periodicamente, entre outros motivos, porque a generalidade das pessoas acaba por, mais cedo ou mais tarde, abandonar o respectivo pagamento. Este é o caso de muitas associações.</p>
<p>No caso da nossa associação, em vez de estarmos periodicamente a solicitar às pessoas o pagamento da quantia X, sem qualquer contrapartida, preferimos uma política de responsabilização da própria direcção da associação. Por cada projecto proposto, haverá um orçamento e um calendário para a respectiva execução. Deste modo, cada sócio será livre de contribuir, de livre vontade, com a quantia que desejar para a implementação desse mesmo projecto, ficando a direcção obrigada, caso a caso, a executar o projecto de acordo com a sua planificação ou, em alternativa, a explicar as razões que tornaram o mesmo inexequível.</p>
<p>Por ventura, algumas pessoas gostariam de receber um brinde no momento de inscrição como sócio. Seria um gesto bonito da nossa parte, admitimos. Mas, como associação em fase de nascimento e com escassos recursos financeiros, preferimos investir o pouco dinheiro na defesa das árvores do nosso país.</p>
<p>Por outro lado, procuraremos que em todas as iniciativas executadas sob a nossa responsabilidade, os sócios da Árvores de Portugal tenham condições privilegiadas de participação, nomeadamente através de descontos, por exemplo, se tal for o caso.</p>
<p>Esperamos pelo seu contributo, pelo seu empenho, entusiasmo e ideias, na defesa do património arbóreo do nosso país. Será justo dizer que a Árvores de Portugal será aquilo que os sócios quiserem ou souberem construir.</p>
<p>Juntem-se a nós na luta pela dignificação do papel da árvore nas nossas vidas. É tempo de passar das palavras aos actos. A viagem começa agora…</p>
<p>[Fotografias, da esquerda para a direita: azinheira (<i>Quer­cus rotun­di­fo­lia</i> Lam.) no concelho de Mértola; paineira (<i>Chorisia speciosa</i> St.-Hill.) em Odemira e plátanos (<i>Pla­ta­nus ori­en­ta­lis</i> L. var. <i>ace­ri­fo­lia</i> Aiton) rolados na Covilhã.]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bosque Algarvio Com Vista Para o Mar</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 21:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Arrabaça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[algarve]]></category>
		<category><![CDATA[bosque]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>No que diz respeito às transformações que sofreu o litoral algarvio nas últimas décadas, deve haver uma certa unanimidade de opiniões: urbanizou-se mal e demais. As vistas aéreas dessa costa, coberta pela teia imparável de alcatrão, telhas e mosaicos, evocam o comentário de um americano radical e pouco ortodoxo, Edward Abbey, que nos anos setenta escreveu que “o crescimento pelo crescimento é a ideologia da célula cancerosa”.</p>
<p>Será que em tempos existiram bosques junto ao mar do Algarve? Se existiram, ou se pudessem ter existido, teriam desaparecido na luta desigual contra as mais-valias imobiliárias. Decerto que é difícil apontar uma mancha de árvores, mesmo não muito grande, nesta costa que tinha tudo para ser um paraíso. Por serem raros, os poucos bosques que sobrevivem são como divindades mágicas, que devem venerar-se e guardar-se com zelo.<span id="more-2043"></span></p>
<p>Este (<a href="http://maps.google.pt/maps?hl=pt-BR&amp;ie=UTF8&amp;ll=37.088269,-8.441252&amp;spn=0.002499,0.005681&amp;t=k&amp;z=18">aqui no <i>Google Maps</i></a>), retratado no primeiro dia do novo ano, estendido ao longo de uma ligeira depressão e terminando no alto uma enseada minúscula e inacessível, é um mistério no meio dos aldeamentos propagados sem parar entre Portimão e Armação de Pêra. É um bosque abandonado, decerto não autóctone mas sim plantado num tempo talvez não muito distante, numa propriedade provavelmente privada mas de acesso não muito difícil, pelos caminhos traiçoeiros que percorrem o recorte da costa, entre os algares e o mar, ou por carreiros a partir da estrada do farol.</p>
<p>É um bosque feito de uma barreira de ciprestes, de salpicos de alfarrobeiras indisciplinadas e de um pequeno pinhal assente numa superfície musgosa, que termina pouco antes de uma falésia a pique. Nesses poucos metros quadrados preciosos, primeiro de sombra, depois de abertura para a luz do mar do sul, pode esquecer-se por um momento a costa que padece do crescer por crescer e imaginar-se um Algarve de mitologia, próprio para ser descrito por línguas mortas.</p>
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		<title>Por Sintra e Pela Preservação da Sua Identidade</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 08:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dendroclastia]]></category>
		<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[câmara municipal de sintra]]></category>
		<category><![CDATA[petição]]></category>
		<category><![CDATA[sintra]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Portugal, as pessoas que, de forma desinteressada, defendem as árvores, emocionam-me quase tanto como as próprias árvores. Gostar de árvores e, mais ainda, defendê-las é, nos dias que correm, um acto de coragem.
Num país onde frequentemente se recorre, e abusa, das metáforas de índole futebolística, não resisto a usar esse tipo de linguagem para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Portugal, as pessoas que, de forma desinteressada, defendem as árvores, emocionam-me quase tanto como as próprias árvores. Gostar de árvores e, mais ainda, defendê-las é, nos dias que correm, um acto de coragem.</p>
<p>Num país onde frequentemente se recorre, e abusa, das metáforas de índole futebolística, não resisto a usar esse tipo de linguagem para dizer que, actualmente, dar a cara pela defesa de uma árvore se afigura quase tão arriscado como ir de cachecol vermelho para o meio de uma claque vestida de verde e branco.<span id="more-1960"></span></p>
<p>A boa notícia é que, apesar de tudo, há ainda quem demonstre esse espírito ousado. É assim com um grupo de cidadãos de Sintra, preocupados com algumas situações no concelho. Em causa estão uma série de rolagens executadas em árvore ornamentais e o abate de diversos exemplares na Serra de Sintra.</p>
<p>Decididos a não ficar calados perante esta situação, decidiram dirigir uma carta aberta, na forma de petição, ao presidente da Câmara Municipal de Sintra. Porque, para além do valor de cada árvore, individualmente, existe o valor de todas elas na construção da paisagem. E essa paisagem, em Sintra, é património de toda a humanidade.</p>
<p>Convido-os, de seguida, a ler a citada carta e, caso concordem com o teor da mesma,  a assinar a petição <em><a href="http://www.peticao.com.pt/arvores-de-sintra">A Favor das Árvores de Sintra</a></em>.</p>
<blockquote><p>Ex.mo Sr. Presidente<br />
da Câmara Municipal de Sintra</p>
<p>Assunto: Árvores e espaços verdes em Sintra e freguesias adjacentes.</p>
<p>Apresentando antecipadamente desculpas por lhe desviar a atenção de assuntos à primeira vista bem mais prementes para o bem-estar do Concelho, vimos por este meio solicitar a sua intervenção pessoal no que consideramos ser uma afronta ao espírito de Sintra. Neste sentido, apresentamos-lhe um problema que se tem vindo a agravar nos últimos tempos e em muito vem contribuindo para a degradação da qualidade de vida dos munícipes e de todos os que visitam estas belas freguesias. Referimo-nos às árvores, algumas centenárias, que têm sido abatidas ou destruídas com podas pouco cuidadas.<br />
No Largo 1.º de Dezembro em São Pedro de Sintra foram abatidas do ano passado até agora várias tílias centenárias, deixando o espaço completamente desolado, se bem que as vistas dos automobilistas tenham ficado bem mais alargadas.<br />
Também em São Pedro (e um pouco por todo o concelho) as podas que têm sido efectuadas nas árvores mais não fazem do que deformá-las e criar pontos de fragilidade por onde irão apodrecer e obrigar, mais cedo ou mais tarde, ao seu abate.<br />
A estrada de São Pedro para Sintra, a cada ano que passa, tem vindo a perder mais e mais árvores, abatidas sem se saber porquê ou com que objectivo.<br />
No Linhó foram abatidos muitos choupos que constituíam um perigo para a saúde pública. À entrada da povoação, foi abatido um eucalipto centenário que se encontrava debilitado e que poderia ter sido tratado caso neste concelho – e país – não se privilegiasse a destruição de tudo o que é antigo. Antes dele um outro fôra abatido anos antes e agora um outro teve o mesmo destino bem no centro da localidade.<br />
Ainda no Linhó, e no mesmo espaço acima referido, foram abatidos há poucas semanas dois cedros que não aparentavam qualquer problema fitossanitário ou de bloqueio da visibilidade do trânsito.<br />
Na estrada de Sintra para Colares têm sido abatidos plátanos enquanto que outros têm sido sujeitos a podas radicais que alteram o seu centro de gravidade e que os farão cair com qualquer vento menos moderado. Junto à Adega pintaram-se alguns plátanos com o intuito de serem estudados e por cujo futuro a população se encontra preocupada.<br />
No Carrascal as podas às árvores junto à estrada chocam qualquer pessoa, o que demonstra a capacidade de resistência destas espécies a tanto maltrato, uma vez que parece ser uma prática recorrente.<br />
Na Estrada de Sintra para a Pena e para o Castelo várias são as árvores cortadas ao longo do percurso, sem que a população saiba porque razões se fizeram tais abates. O mesmo se tem passado na Estrada para os Capuchos e em vários locais na Serra de Sintra. Restam à beira da estrada os tocos cortados rente ao chão mas que permitem conjecturar terem sido de grande porte.<br />
Na Estrada de Chão de Meninos para Sintra também se procedeu a um desbaste de árvores deixando desolado um local anteriormente verdejante e exuberante de vida. Algumas das árvores restantes tiveram podas que as desequilibram e os terrenos ficaram sem o suporte das raízes das árvores e da anterior vegetação pondo inclusivamente em perigo a estabilidade da terra.<br />
Bem sabemos que as árvores e as plantas – de um modo geral – são vistas neste país duma perspectiva meramente utilitária; muitas vezes são plantadas espécies inapropriadas para os locais onde as colocam, outras vezes quem as planta esquece-se que o seu inevitável crescimento irá chocar com outros valores tidos por melhores. No entanto, em nenhum país dos que conhecemos se encontra menos árvores velhas do que em Portugal; por toda a Europa se vê nos espaços públicos árvores centenárias – às vezes até milenares – e são tratadas com respeito e consideração pelo seu bem-estar. Por esse mundo fora, projectos de construção são modificados de modo a garantir a preservação dessas árvores; em países civilizados investe-se no tratamento de árvores antigas que apresentam sinais de doença ou fragilidades estruturais. Neste país faz-se precisamente o contrário, com a agravante de que por cada abate que se faz não se procurar a substituição do que se perdeu. Este é também um dos sinais do nosso atraso cultural.<br />
Sintra foi considerada Património Mundial na categoria de Paisagem Cultural e, de acordo com essa classificação é nosso entendimento dever valorizar-se não só o património instituído como o património arbóreo e natural que o envolve tal como o relacionamento das pessoas com essas duas vertentes.<br />
Sintra sempre foi conhecida pelas suas belas obras de arquitectura, mas não menos importante são as estradas sinuosas cheias de arvoredo e muros com musgo e fetos celebrizados por Eça de Queirós ou mesmo por Lord Byron. Sintra é essa mística que enlaça vivência humana e arvoredo.<br />
Parece ser uma preocupação da Câmara Municipal de Sintra a preservação, manutenção e tratamento das árvores pois em 2009 patrocinou um ciclo de conferências intitulado “Coisas d’Árvores” destinado a divulgar boas práticas em arboricultura, contudo é com preocupação que muitos dos que amam esta Sintra vêem desaparecer a uma velocidade assustadora as árvores que sempre fizeram parte das suas vidas.<br />
As boas práticas arborícolas também parecem ser uma preocupação de vossa excelência uma vez que é do conhecimento público que em 2005 o Presidente da Câmara de Sintra assinou um regulamento para a intervenção em árvores de Sintra que faz parte do Plano de Gestão da Paisagem Cultural de Sintra onde está explícita a forma de proceder nas podas.<br />
Por conseguinte gostaríamos de ver esclarecidas as seguintes questões:<br />
1. As árvores da vila de Sintra são diferentes ou obedecem a regras diversas das árvores existentes noutras localidades do concelho?<br />
2. Qual a competência técnicas das equipas que procedem ao abate e podas das árvores?<br />
3. A que entidade pertencem estas equipas de abate e poda?<br />
4. O que justifica a poda radical das árvores?<br />
5. Que destino tem a madeira resultante de tais podas e abates?<br />
6. Quais são os planos para os espaços ajardinados acima citados onde existiam árvores?<br />
7. Quais são os planos para plantação de árvores nos locais acima descritos?<br />
Pedimos-lhes também que providencie e dê instruções para o fim da destruição do pouco património arborícola que nos resta e que se não for para nós próprios ao menos que seja para continuarmos a merecer a distinção de sermos Património Cultural do Mundo.</p>
<p>Com os melhores cumprimentos</p>
<p>Os Peticionários</p></blockquote>
<p>(As fotografias são da autoria, da esquerda para a direita, de: Pedro Macieira, Florbela Frade e Susana Félix.)</p>
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		<title>Neve Em Terras do Algarve</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 08:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Árvores]]></category>
		<category><![CDATA[amendoeira]]></category>
		<category><![CDATA[floração]]></category>
		<category><![CDATA[loulé]]></category>
		<category><![CDATA[prunus dulcis]]></category>
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		<description><![CDATA[Parece, mas não é neve. Ou melhor, é neve de um outro tipo. São as amendoeiras em flor, que aqui no Algarve, em Loulé, a dezenas de metros da porta da minha casa, quase no centro da cidade, teimam em fazer não esquecer a lenda. Lindas, como sempre.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece, mas não é neve. Ou melhor, é neve de um outro tipo. São as amendoeiras em flor, que aqui no Algarve, em Loulé, a dezenas de metros da porta da minha casa, quase no centro da cidade, teimam em fazer não esquecer a lenda. Lindas, como sempre.</p>
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