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	<title>Aporias</title>
	
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	<description>Música criativa, não-convencional, experimental, estilos musicais pouco conhecidos. Dicas de álbuns. Brasil, portugues, world, jazz, avant-garde, rock, pop, alternativo, modern creative, experimental, metal, classico, punk, alternative, prog, avant, ethnic, funk, estranho, diferente, etc. Resenha, dicas, analise, opiniao. Music is the best.</description>
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		<title>@aporias no twitter</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 07:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[Internas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Este blog está sendo reformulado.
Enquanto isso, acompanhe pelo nosso twitter as dicas, downloads de álbuns e afins relacionados ao site:


@aporias


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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://twitter.com/aporias"><img src="http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2009/08/Picture-1.png" alt="aporias no twitter" title="aporias no twitter" width="451" height="215" class="alignnone size-full wp-image-385" /></a></p>
<p>Este blog está sendo reformulado.</p>
<p>Enquanto isso, acompanhe pelo <a href="http://www.twitter.com/aporias">nosso twitter</a> as dicas, downloads de álbuns e afins relacionados ao site:<br />
</br><br />
</br></p>
<h2><a href="http://twitter.com/aporias">@aporias</a></h2>
<p></br><br />
</br></p>
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		<title>download do Club Foot Orchestra</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 18:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
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		<description><![CDATA[Meu amigo PB disponibilizou o raro e difícil de achar disco do post anterior Club Foot Orchestra: Wild Beasts, Kidnapped, and More, inteiro pra download.
Confira lá, e aproveite pra visitar o resto do espiclondrífico, pantalifúsio e macavenco Mundo Estranho de PB. Só coisa fina e rara de um cara que manja de música como poucos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu amigo <strong>PB</strong> <a href="http://mundoestranhodepb.blogspot.com/2009/04/club-foot-orchestra-wild-beasts.html">disponibilizou</a> o raro e difícil de achar disco do <a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=362">post anterior</a> <strong>Club Foot Orchestra</strong>: <em>Wild Beasts, Kidnapped, and More</em>, inteiro pra <a href="http://mundoestranhodepb.blogspot.com/2009/04/club-foot-orchestra-wild-beasts.html">download</a>.</p>
<p>Confira lá, e aproveite pra visitar o resto do espiclondrífico, pantalifúsio e macavenco <a href="http://mundoestranhodepb.blogspot.com/">Mundo Estranho de PB</a>. Só coisa fina e rara de um cara que manja de música como poucos que conheço.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/aporias/~4/NLYJzrs78Fo" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Club Foot Orchestra: Wild Beasts, Kidnapped, and More, 1995</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 06:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avant-Garde]]></category>
		<category><![CDATA[Jazz]]></category>
		<category><![CDATA[Nota 4.5]]></category>
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		<description><![CDATA[
Rating: 4.5 out of 5 stars
Jazz com grande influência de Rock ou Rock com doses cavalares de Jazz? Big Band com cara de progressivo ou Avant-Garde mais acessível? Frank Sinatra ou Frank Zappa? Possivelmente nos meados dos anos 80 um termo resumiria isso tudo: Avant-Prog.
Seja qual nome você queira dar pro som do Club Foot [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.carlosbela.com/aporias/imageSnag/362.png" style="" class="lr2ImageSnag"><br />
<strong>Rating:</strong> 4.5 out of 5 stars</p>
<p>Jazz com grande influência de Rock ou Rock com doses cavalares de Jazz? Big Band com cara de progressivo ou Avant-Garde mais acessível? Frank Sinatra ou Frank Zappa? Possivelmente nos meados dos anos 80 um termo resumiria isso tudo: <em>Avant-Prog</em>.</p>
<p>Seja qual nome você queira dar pro som do <strong>Club Foot Orchestra</strong>, uma coisa não dá pra negar: o grupo de músicos liderados por <strong>Richard Marriot</strong> fez algo peculiar.</p>
<p><span id="more-362"></span></p>
<p><strong>Marriot</strong> fundou uma orquestra em 1983 pra tocar regularmente no <em>The Club Foot</em>, um point de músicos e artistas visuais na 2520 Third Street em São Francisco, EUA. Nessa turma não entrava só virtuoso tocando partes difíceis ou improvisando: os novatos músicos colaboravam com funções simples, porém essenciais.</p>
<p>Falando dos temas musicais especificamente, como você pode escutar no exemplo abaixo, a música era complexa sem assustar. Os metais tinham grande importância na orquestração do som cheio de contrapontos culminando numa mistura sem dogmas de jazz post-bop, easy-listening, rock, reggae, klezmer, mariachi, clássico etc e artistas marginais da época como Carla Bley, Xavier Cugat e Kurt Weill. Impossível, pra mim pelo menos, não lembrar de algumas fases do Zappa.</p>
<p>Dois foram os registros dessa época, lançados pela Ralph Records &#8211; e raríssimos hoje em dia: <em>Wild Beasts</em> (1985) e <em>Kidnapped</em> (1987). E são esses álbuns, na íntegra, que aparecem neste disco <em>Wild Beasts, Kidnapped, and More</em> lançado em 1995 (e em CD em 2007), com direito a mais 2 faixas extras.</p>
<p>Ou seja, pra quem quer conhecer o &#8220;Klezmer Paso Dobles&#8221; (<em>Suerte de la Noche</em>), &#8220;Balkan Surf&#8221; (<em>Entrance</em>), &#8220;Dinosaur Story Avant-o-rama&#8221; (<em>Innocent</em>), &#8220;No-Wave meets the Red Army Chorus on a cartoon bunny path&#8221; (<em>Time Axe Bag Dad</em>) do <strong>Club Foot Orchestra</strong>, essa é a porta de entrada perfeita e fácil.</p>
<p>A banda, depois dessa fase, enveredou num meio bem interessante, porém distinto do apresentado nesta coletânea: trilhas sonoras para filmes mudos. E não foram poucos: <em>O Gabinete do Dr. Caligari, Nosferatu, O Encouraçado Potemkin, Fantasma da Ópera</em>, entre outros além de releituras de <em>Metropolis</em>, <em>Caixa de Pandora</em>, etc</p>
<p>O grupo também compôs a trilha de 39 episódios do Gato Félix (<em>The Twisted Tales of Felix the Cat</em>, 1995-1997), o que faz todo sentido, já que a sonoridade da banda tem tudo a ver com desenhos animados.</p>
<p>Ouça 2 músicas, pinçadas de cada um dos 2 discos principais:<br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p><a href="http://www.clubfootorchestra.com/">Site Oficial</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/aporias/~4/NCx075uqqfY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os Melhores de 2008</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 02:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Nota 5]]></category>
		<category><![CDATA[00s]]></category>

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		<description><![CDATA[
Dois mil e oito parece ter sido um ano mais moderado e comedido, ao menos para os caras que escrevem aqui.
Após receber as escolhas e textos introdutórios dos sempre excelentes colaboradores deste blog, praticamente todos disseram a uma coisa: &#8220;neste ano ouvi menos novidades que nos anteriores&#8221;. Os motivos podem ser vários: muito trabalho, falta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008_abertura.gif' alt='m2008_abertura.gif' /></p>
<p>Dois mil e oito parece ter sido um ano mais moderado e comedido, ao menos para os caras que escrevem aqui.<br />
Após receber as escolhas e textos introdutórios dos sempre excelentes colaboradores deste blog, praticamente todos disseram a uma coisa: &#8220;neste ano ouvi menos novidades que nos anteriores&#8221;. Os motivos podem ser vários: muito trabalho, falta de tempo, escassez de bons sites pra se ler sobre o que gostamos de ouvir, muita porcaria sendo produzida, menor disposição pra procurar por aí, ou simplesmente um espírito crítico maior, já que todos estamos ficando mais velhos <img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O fato é que, apesar disso, nunca uma lista de melhores do ano do <strong>Aporias</strong>, com opiniões distintas, foi tão boa e coesa como esta aqui.</p>
<p>Espero que curtam como nós!</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Não sei se vocês leram &#8220;Fábulas Fabulosas&#8221;, do Millôr. Lá tem a fábula dos dois chineses chamados <a href="http://www.marcionigro.com.br/cheznigros/?p=714">Shin-Fon e Shen-Tao</a>. O primeiro vai relatando o que tem passado na vida e o outro responde &#8220;Isso é mau&#8221;, no que outro conta um contraponto para a frase anterior, o leva o amigo a dizer &#8220;Isso é bom&#8221; e assim por diante. Bom essa tem sido minha relação com a música.<br />
A cada ano ouço menos música (isso é mau), ao passo que sempre faço mais música (isso é bom). Ouço música mais no carro do que em casa (isso é mau)  mas passo mais tempo em casa do que no carro (isso é bom). Todo fim de ano chega a hora de fazer a lista dos melhores do ano aqui e vejo que não escutei quase nada novo, especialmente que se encaixe no Aporias (isso é mau). Porém, é a oportunidade de dar uma reciclagem e, graças a uma lista de novidades do Bêla, posso ouvir coisas ótimas que não tinha escutado (isso é muito bom).<br />
Moral: Pára de reclamar e vai escutar música!<br />
<strong>Marcio Nigro</strong>
</p></blockquote>
<blockquote><p>
Acho que este ano não tive nenhuma grande revelação ou descoberta sensacional em matéria de música. Os melhores discos que ouvi foram os novos álbums de gente que já tinha lançado discos excelentes ano passado, como Marnie Stern, Deerhunter, Okkervil River… todos conseguiram no mínimo manter o nível dos trabalhos anteriores, o que não é pouco. Mas como não quis praticamente repetir aqui a minha lista de 2007, deixei esses discos de lado e decidi abrir espaço pra coisas mais inusitadas, como por exemplo… heavy metal. Seja nas vertentes black, doom, sludge, ou disfarçado de jazz ou de folk low-fi, o metal dominou em 2008. Não deixa de ser a trilha mais apropriada pra esse ano meio trash que agora termina…<br />
<strong>Roger Marmo</strong>
</p></blockquote>
<blockquote><p>Achei 2008 muito bom em termos de lançamentos, embora eu não creio que tenha ouvido tanta coisa nova como no ano anterior. Fazer uma seleção de melhores é sempre complicado e eu tenho plena consciência de que deixei muita coisa boa de fora. Por exemplo, tirar o <em>Modern Guilt</em>, do Beck, foi especialmente doloroso, porque acho que ele conseguiu fazer um dos melhores álbuns de sua discografia, mas preferi privilegiar outras coisas que eu temia que acabassem não citadas por aqui. Além disso, só pra citar, mas como fã de sons mais barulhentos, pesados e agressivos, 2008 foi maravilhoso, com a &#8220;volta&#8221; do Metallica, e grandes discos de bandas como Gojira, Testament, Earth, Dub Trio, Melvins, Boris, etc&#8230; Só não me falem daquele tal de Cavalera Conspiracy, aquilo é lixo!<br />
<strong>Richarley Menescal</strong>
</p></blockquote>
<blockquote><p>Ouvi bem menos coisas novas em 2008 do que nos anos anteriores. Em 2007 foram mais de 300 discos. Desta vez, bem menos da metade disso. Fui mais criterioso ao baixar e/ou comprar. Resultado: uma lista muito mais difícil de parir.<br />
Pessoalmente, este ano foi a vez de rever, re-analizar discos antigos já conhecidos, bandas que gosto, etc. Aqueles ótimos álbuns que você escutou uma, duas vezes e esqueceu da existência. Apesar de ter procurado menos novidades, curiosamente minha lista deste ano traz mais discos de artistas por mim desconhecidos até então que as dos anos anteriores.<br />
Minhas escolhas não se basearam apenas em discos dos quais eu gostei muito (se fosse assim, incluiria Buena Vista, dEUS, John Zorn, Terakaft, Firewater, Metallica&#8230;). Um dos principais critérios foi originalidade. O outro foi de evitar repetir artistas que já foram citados em outros anos aqui no <strong>Aporias</strong>, o que contribuiu ainda mais pra essa sensação acima.<br />
<strong>Carlos Bêla</strong>
</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os discos estão organizados em <strong>ordem alfabética por artista</strong>.<br />
Não há ordem de preferência:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>The Advisory Circle: Other Channels</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-advisorycircle.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Muitas vezes um jeito de enxergar a música do futuro é ouvir aquela do passado. O que esse grupo eletrônico do selo Ghost Box fez foi pegar samples de transmissões inglesas da década de 70, misturar com sons de filmes informativos antigos, achados musicais e áudios estranhos e construir algo novo, que parece ter sido feito hoje. Raymond Scott do século vinte e um?<br />
<strong>(Bêla)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Bar Kokhba Sextet: Lucifer, The Book of Angels, Vol. 10</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-barkokhba.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Não tem jeito, o <strong>Bar Kokhba</strong> é o que há de mais refinado e elegante quando o assunto é <strong>John Zorn</strong>, reunindo a nata de seus colaboradores. E mesmo como o 10º volume de uma coleção de nível tão alto como essa <em>The Book of Angels</em>, <em>Lucifer</em> se destaca como uma das obras mais representativas da genialidade de Zorn.<br />
<strong>(Richarley)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Bill Frisell: History, Mystery</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-billfrisell.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Comparo <strong>Bill Frisell</strong> a um samurai, aquele sujeito quieto e aparentemente inofensivo mas que é capaz de cortar você me pedacinhos em um segundo. Sua guitarra inconfundível é de uma gentileza sem par entre seus pares. <em>History, Mystery</em> não foge muito do que ele já fez em álbuns anteriores mas tem um <em>je ne sais quai</em> musical que o torna diferente. A faixa <em>Struggle</em> (ouça acima) em especial traduz isso com maestria.<br />
<strong>(Nigro)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Black Mountain: In The Future</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-blackmountain.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Bandas que abusam de psicodelia podem ser uma grande roubada, como uma masturbação sem graça para usuários de lsd. Mesmo temendo isso, quando terminei de ouvir esse fantástico disco do <strong>Black Mountain</strong>, eu simplesmente agradeci por ele não ser menos psicodélico. Na boa, é um disco bom demais para ouvir doidão.<br />
<strong>(Richarley)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Bohren &#038; Der Club of Gore: Dolores</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-bohren.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Sexto álbum desses alemães que, saídos de bandas de metal e hardcore resolveram se juntar no início dos anos 90 pra tocar… jazz. Ou, como eles próprios admitem, botar em prática suas principais influências: Black Sabbath e Sade (a cantora, não o marquês). O resultado é uma espécie de &#8220;doom jazz&#8221;, muito lento e esparso, lembrando as trilhas de Angelo Badalamenti para os filmes de David Lynch.<br />
<strong>(Roger)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Cult of Luna: Eternal Kingdom</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-cultofluna.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Grande parte do ano eu meio que segui um ritual estranho: ouvia as três primeiras músicas desse disco e repetia a terceira, <em>Ghost Trail</em> (com mais de 10 minutos), uma ou duas vezes para, então, continuar a audição. Incrível que, por trás de todo o peso característico do som desses suecos, ainda há espaço para arranjos tão pegajosos.<br />
<strong>(Richarley)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>David Byrne and Brian Eno: Everything That Happens Will Happen Today</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-davidbyrnebrianeno.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p><strong>David Byrne</strong> eu aprendi a admirar de trás para frente: primeiro sua carreira solo, depois o Talking Heads. Descobri que que Byrne tinha muito a oferecer quando ouvi <em>The Forest</em>, CD que continha um aviso: &#8220;WARNING: CONTAINS ORCHESTRAL MUSIC&#8221;. Já <strong>Brian Eno</strong> comecei de seus primeiros álbuns e depois fui avançando e descobrindo sua genialidade como produtor, compositor e exímio criador de paisagens sonoras. Junte esses dois na mesma panela (o que não é a primeira vez que isso acontece) e temos algo difícil de não saborear. <em>Everything That Happens&#8230;</em> tem pop e experimentalismo a dose que eu gosto, sem se desviar demais para nenhum dos lados.<br />
<strong>(Nigro)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>DeLeon: DeLeon</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-deleon.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Desde da primeira audição, há algumas semanas, não consigo parar de ouvir esse disco. DeLeon une um rock indie bem feito com a musicalidade sefardita do século XV. O mais puro <em>15th Century Spanish Indie Rock</em>!<br />
<strong>(Bêla)</strong><br />
<a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=358">Leia resenha aqui.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>The Dodos: Visiter</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-dodos.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Esse duo californiano pode, à primeira ouvida, parecer apenas mais um grupo de indie folk como tantos outros. Mas a partir da segunda faixa desse disco a coisa começa a pegar, e você percebe que em nenhum outro lugar esse ano se ouviu instrumentos acústicos tocados de maneira tão hiperativa, acompanhados de uma percussão variada e itensa, com assumidas influências africanas.<br />
<strong>(Roger)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Esbjörn Svensson Trio: Leucocyte</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-est.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Demorei duas audições pra captar a genialidade e força desse disco. E quase chorei de tristeza e raiva por saber que este é o último trabalho do E.S.T. O pianista e líder <strong>Esbjörn Svensson</strong> morreu tragicamente em junho deste ano aos 44 anos, pouco antes do lançamento deste que, possivelmente, é o melhor álbum do trio sueco. Gravado ao vivo em estúdio, <em>Leucocyte</em> usa o jazz pra alcançar novas ambiências e audiências. Um passo à frente, por favor. E um minuto de silêncio.<br />
<strong>(Bêla)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Genghis Tron: Board Up the House</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-genghistron.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Ahh, por mais que eu sempre tenha apreciado metal extremo, não é o tipo de música que eu tenha muita esperança em ouvir algo original e isso nunca foi, necessariamente, critério de qualidade. Mas ainda bem que esse trio eletrônico de grindcore (hein!?) apareceu para mostrar que ainda há muito espaço para experimentações bem sucedidas num estilo tão saturado.<br />
<strong>(Richarley)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Harvey Milk: Life… The Best Game in Town</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-harveymilk.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Esses veteranos do sludge metal, talvez a única banda do gênero saída da famosa cena de college rock da cidade de Athens, Georgia, conseguiram enfim lançar um disco em que combinam perfeitamente suas principais referências, Melvins e ZZ Top. E o pôster detonado do Iron Maiden na foto da capa dá o toque de classe que faltava.<br />
<strong>(Roger)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Intronaut: Prehistoricisms</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-intronaut.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Raramente uma banda de metal monolítico como Isis ou Mastodon permite que se ouça algo mais de seu baixista do que uma constante vibração subsônica. No caso deste disco do <strong>Intronaut</strong>, banda que também se encaixa nessa linhagem do heavy metal experimental, o baixo é o instrumento que mais se destaca na maioria das músicas, graças às linhas em contraponto às guitarras e ao timbre característico do instrumento fretless.<br />
<strong>(Roger)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Jonny Greenwood : There Will Be Blood</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-jonnygreenwood.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Curioso. Quase ninguém gostou de <strong>Sangue Negro</strong>. Eu gostei muito. Provavelmente porque durante todo o filme fiquei admirando a trilha sonora, que apresenta originalidade incomum nos dias de hoje. A textura de orquestra criada nos primeiros 20 minutos de filme (para alguns insuportável) já me conquistou do início. Mais admirado fiquei ao saber que a autoria era de um cara do Radiohead, banda que nunca entendi muito bem (não me atirem pedra, mas acho muito chato essa inglesada deprimida mas que não tem coragem de se suicidar). O fato é que achei o trabalho de <strong>Greenwood</strong> ousado e belo.<br />
<strong>(Nigro)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Man Man: Rabbit Habits</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-manman.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Pô! Depois de um disco tão bom como foi o <em>Six Demon Bag</em> (<a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=59">Leia resenha aqui</a>), de 2006, as minhas expectativas deviam estar altas demais para o novo lançamento do <strong>Man Man,</strong> porque a primeira audição não foi nada positiva. A verdade é que eu precisei de um incentivo de um amigo para ouvir mais desse disco, que foi crescendo a cada audição e quando eu menos percebi, já estava novamente submisso às loucuras desse quinteto da Filadélfia.<br />
<strong>(Richarley)</strong></p>
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<h2>Marc Ribot&#8217;s Ceramic Dog: Party Intellectuals</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-ceramicdog.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p><strong>Marc Ribot</strong> é velho conhecido de muitos dos 17 leitores deste blog. Mas neste novo projeto, o guitarrista que toca de música cubana a avant-garde, de jazz a Tom Waits surpreende com uma pegada mais rock, indo muito pro experimental, post-rock, punk, com boas doses de improviso e até elementos kitsch. Além de Ribot, fazem parte do grupo <strong>Shahzad Ismaily</strong> (Two Foot Yard, Secret Chiefs 3) no baixo e eletrônicos e <strong>Ches Smith</strong> (Trevor Dunn&#8217;s Trio-Convulsant, Ben Goldberg) na bateria e eletrônicos.<br />
Ouça a música acima, a partir dos 3 minutos e entenda.<br />
<strong>(Bêla)</strong></p>
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<h2>Marco Benevento: Invisible Baby</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-marcobenevento.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Se você é daqueles que gosta de discos de estilos impossíveis de se definir, esse aqui é pra você. Teoricamente é jazz. Mas na prática, é post-rock, pop, electro, metal, avant-garde, modern creative, video-game retrô, free-jazz, rock&#8217;n'roll, funk, 70&#8217;s, 60&#8217;s, folk, etc. Tudo isso com um trio de baixo, bateria e teclas (piano, órgão, synths antigos, etc). Complexo, leve, pesado, simples, tudo ao mesmo tempo.<br />
<strong>(Bêla)</strong></p>
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<h2>The Mars Volta: The Bedlam in Goliath</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-marsvolta.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>A primeira vez que ouvi falar em <strong>Mars Volta</strong> foi numa reportagem da <em>Folha de S. Paulo</em> há alguns anos. Tradicionalmente, quando algum crítico da FSP fala bem de uma banda descolada, é quase certo que vou odiar (Artic Monkeys e coisas do tipo). Porém, quando li as comparações com King Crimson achei que valia a pena conferir. E valeu mesmo. <em>Frances The Mute</em> me impressionou pela ousadia e energia. <em>Amputechture</em> já não me conquistou tanto e nem cheguei mencioná-lo nos melhores do ano aqui no <strong>Aporias</strong>. Porém, eles voltam ao trono desta vez. <em>The Bedlam in Goliath</em> é o tipo de bizarrice que temos de cultivar na música.<br />
<strong>(Nigro)</strong></p>
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<h2>The Matthew Herbert Big Band: There&#8217;s Me And There&#8217;s You</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-matthewherbert.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Canções políticas de protesto em forma de big band jazz, recortes eletrônicos, com uma ótima cantora soul em algumas faixas e toques de música concreta? Ao invés de slogans, baterias eletrônicas programadas com sons de armas de guerra, percussão folclórica e ainda dá pra assobiar as melodias e acompanhar a bateria com o pé? Produtor e remixador de bandas como Moloko, Björk and R.E.M., <strong>Matthew Herbert</strong> construiu um mundo musical totalmente próprio e original.<br />
Se um disco neste ano me deixou besta com a inventividade e musicalidade, foi este aqui.<br />
<strong>(Bêla)</strong></p>
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<h2>Max Richter: 24 Postcards In Full Colour</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-maxrichter.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p><strong>Max Richter</strong> cresceu ouvindo Pärt, Glass, Berio, Reich e outros compositores eruditos contemporâneos. Somou a eles doses de música pop, rock e eletrônico, pra chegar numa música própria sem limites e regras. Apesar dessa descrição parecer que o rapaz faz música difícil, a graça é justamente o contrário. Neste disco a proposta é fazer 24 temas para ringtones de celular mas, claro, é muito mais que isso. São fotografias sonoras, introspectivas, emocionais, mundanas e minimalistas. Belíssimo.<br />
<strong>(Bêla)</strong></p>
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<h2>Medeski, Martin &#038; Wood: Radiolarians 1</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-medeskimartinwood.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>A primeira parte da trilogia <em>Radiolarians</em> já mostra um direcionamento bem mais experimental e menos funkeado do que já conhecemos deles, fechando o ultra-produtivo ano de 2008, que teve mais dois ótimos álbuns, sendo um também da série <em>The Book of Angels</em>, de John Zorn. Se eles manterem esse ritmo, 2009 promete!<br />
<strong>(Richarley)</strong><br />
<a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=356">Leia resenha aqui.</a></p>
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<h2>Mike Patton: A Perfect Place</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-mikepatton.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Em 2008, <strong>Mike Patton</strong> apareceu mais como participação ilustre em álbuns de outros músicos do que com seus próprios projetos. No entanto, logo no primeiro trimestre do ano, ele lançou essa surpreendente trilha-sonora do pouco conhecido filme independente <em>A Perfect Place</em>. Todos os fãs de Patton sabem o quanto ele também é um apaixonado pela sétima arte e acredito que ele correspondeu muito bem às expectativas. Aliás, esse disco tem um maravilhoso clima meio Mr. Bungle, o que é sempre muito bem vindo.<br />
<strong>(Richarley)</strong></p>
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<h2>Mogwai: The Hawk is Howling</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-mogwai.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Fã do <strong>Mogwai</strong> já sabe o que esperar do grupo, apesar deles já não soarem tão barulhentos quanto antes. Mas é aquela coisa, se eles ainda conseguem manter a fórmula de suas composições num nível muito bom, então tá ótimo.<br />
<strong>(Richarley)</strong></p>
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<h2>Mount Eerie: Black Wooden Ceiling Opening</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-mounteerie.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p><strong>Mount Eerie</strong> é o nome que <strong>Phil Elverum</strong> adotou após abandonar seu projeto anterior, The Microphones. Para trás também ficou o pop-psicodélico-low-fi, em favor de um som mais minimalista e sombrio, ou, nas palavras do próprio, um tipo de &#8220;black metal orgânico&#8221; – conceito expresso no &#8220;black wooden&#8221; do título desse EP.<br />
<strong>(Roger)</strong></p>
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<h2>Neon Neon: Stainless Style</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-neonneon.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>É difícil acreditar que o revival dos anos 80 ainda é capaz de inspirar música de qualidade. Mas é o caso desse projeto, para o qual <strong>Gruff Rhys</strong>, vocalista do Super Furry Animals, e o produtor de hip-hop experimental <strong>Boom Bip</strong> se juntaram para criar um álbum conceitual baseado na vida do lendário engenheiro automobilístico John DeLorean.<br />
<strong>(Roger)</strong></p>
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<h2>Nick Cave &#038; The Bad Seeds: Dig!!! Lazarus Dig!!!</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-nickcave.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Aparentemente <strong>Nick Cave</strong> não conseguiu saciar toda sua vontade de tocar ROCK só com seu projeto paralelo &#8220;de garagem&#8221;, <strong>Grinderman</strong> (<a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=300">Aporias: melhores do ano passado</a>), que lançou disco em 2007: este novo álbum com seu grupo oficial, <strong>The Bad Seeds</strong>, é tão enérgico, caótico e decadente quanto.<br />
<strong>(Roger)</strong></p>
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<h2>Paola Prestini: Body Maps</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-paolaprestini.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>A música erudita contemporânea, com doses de avant-garde, de <strong>Paola Prestini</strong> é de uma delicadeza e beleza que poucas vezes ouvi. Compositora e cantora, Paola mistura cellos, clarinetes, pianos, vozes e percussão, além de eletrônicos, em 6 distintas peças, de arranjos dissonantes, instrumentação nada tradicional e um lirismo prodigioso (!). Clap clap clap!<br />
<strong>(Bêla)</strong></p>
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<h2>Portishead: Third</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-portishead.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Foi engraçado ver a reação de estranhamento que muita gente teve com esse disco. Depois de tanto tempo esperando o novo álbum (11 anos!?), os mestres do trip-hop resolveram subverter o gênero que praticamente ajudaram a estabelecer. Há elementos de progressivo, krautrock, e um clima menos deprê e mais sóbrio do que no segundo álbum, o que eu achei maravilhoso. Na minha opinião, quem ainda não deu uma segunda chance ao álbum tá perdendo um dos melhores discos dos últimos anos.<br />
<strong>(Richarley)</strong></p>
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<h2>Secret Chiefs 3: Xaphan, The Book of Angels, Vol. 9</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-secretchiefszorn.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Tudo bem que a banda de <strong>Trey Spruance</strong> ainda está devendo uma continuação de seu <em>Book of Horizons</em>, de 2004, mas é claro que o <strong>Secret Chiefs 3</strong> tocando composições do livro <em>Masada</em> (<strong>John Zorn</strong>) não podia dar errado, né!? Ah, como eu queria ver isso ao vivo!<br />
<strong>(Richarley)</strong></p>
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<h2>The Tango Saloon: Transylvania</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-tangosaloon.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Spaghetti Western + Tango? Ennio Morricone + Cha Cha Cha? Piazzolla + jazz + música clássica + improvisação?<br />
Isso aí tudo e muito mais, sem ter um ar superficial ou forçação de barra. O segundo disco do grupo de 15 músicos australianos é uma evolução do que começaram em 2006. Se aprofundaram, adicionando mais novos elementos ao pacote, como a evidente temática de terror que nome do disco e capa sugerem, além de alguns vocais femininos, marchas, música mediterrânea e cigana.<br />
<strong>(Bêla)</strong><br />
<a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=15">Leia comentários do disco anterior aqui.</a></p>
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<h2>Toumani Diabaté: The Mande Variations</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-toumanidiabate.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Nascido em Mali, <strong>Toumani Diabaté</strong> é um virtuoso de kora (harpa africana) há decadas. Se o instrumento principal pode dar a entender que a música é &#8220;folclórica&#8221; ou &#8220;world&#8221;, ledo engano, amigo. Poucas vezes uma música africana soou tão universal quanto aqui. E o tocar desse cara é algo realmente especial.<br />
<strong>(Bêla)</strong></p>
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<h2>Wire: Object 47</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-wire.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Apesar da saída do guitarrista e membro-fundador Bruce Gilbert, o <strong>Wire</strong> (dessa vez eles não tiraram uma letra do nome, como fizeram quando o baterista Robert Grey deixou a banda no final dos anos 80) lançou talvez seu melhor disco desde seu retorno em 1999, provando que continuam os mestres do &#8220;punk matemático&#8221; que inventaram 30 anos atrás.<br />
<strong>(Roger)</strong><br />
<a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=153">Leia resenha de outro disco da banda aqui</a>.</p>
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<h2>Wrath Of The Weak: Alogon</h2>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/12/m2008-wrathoftheweak.jpg'/><br />
[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>Esse foi o disco que me levou a rever meus preconceitos em relação ao black metal, e me fez perceber que o gênero não é exclusividade de escandinavos com as caras pintadas de Secos &#038; Molhados. <strong>Wrath Of The Weak</strong> é simplesmente um moleque dos cafundós do estado de Nova Iorque, gravando sozinho em casa. As guitarras produzem mais texturas do que riffs, e se misturam aos vocais distorcidos e enterrados no mix, mostrando que a relação entre o black metal e o shoegaze não é tão absurda assim.<br />
<strong>(Roger)</strong></p>
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<p><strong>Veja também:</strong><br />
<a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=300">Melhores discos de 2007</a><br />
<a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=184">Melhores discos de 2006</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E que 2009 seja melhor ainda!<br />
Abraços e feliz ano novo a todos!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>DeLeon: DeLeon, 2008</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 07:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nota 4]]></category>
		<category><![CDATA[Plá]]></category>
		<category><![CDATA[Rock/Pop]]></category>
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Rating: 4 out of 5 stars
Bela surpresa este disco.
Numa mistura original de rock indie, pop, folk, música cigana e sefardita (judaica, vinda de Portugal e Espanha), as auto-denominadas &#8220;melodias da pré-Inquisição pós-modernizadas&#8221; do quinteto DeLeon são deliciosas de ouvir.
O álbum dessa banda novaiorquina liderada pelo vocalista e guitarrista Dan Saks já mostra maturidade impressionante para [...]]]></description>
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<strong>Rating:</strong> 4 out of 5 stars</p>
<p>Bela surpresa este disco.</p>
<p>Numa mistura original de rock <em>indie</em>, <em>pop</em>, <em>folk</em>, música cigana e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sefardita">sefardita</a> (judaica, vinda de Portugal e Espanha), as auto-denominadas &#8220;melodias da pré-Inquisição pós-modernizadas&#8221; do quinteto <strong>DeLeon</strong> são deliciosas de ouvir.</p>
<p>O álbum dessa banda novaiorquina liderada pelo vocalista e guitarrista <strong>Dan Saks</strong> já mostra maturidade impressionante para o primeiro disco de uma banda formada em abril do ano passado.</p>
<p>As músicas, cantadas em inglês, hebraico ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Judeu-espanhol">ladino</a>, além das influências citadas acima, trazem nacos modernos de Animal Collective, Talking Heads ou até <a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=172">Dengue Fever</a> (com quem já fizeram tour).</p>
<p>O mais puro <em>15th Century Spanish Indie Rock</em>!</p>
<p>[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/ilovedeleon">MySpace oficial</a> com mais 2 músicas pra escutar.</p>
<p>Clipe produzido pela própria banda na turnê com Mike Gordon e Balkan Beat Box:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wyb76ksd8z8&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/wyb76ksd8z8&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Medeski, Martin &amp; Wood: Radiolarians 1, 2008</title>
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		<comments>http://www.carlosbela.com/aporias/?p=356#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 07:29:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jazz]]></category>
		<category><![CDATA[Nota 5]]></category>
		<category><![CDATA[00s]]></category>
		<category><![CDATA[Avant-Garde]]></category>
		<category><![CDATA[Experimental]]></category>
		<category><![CDATA[Improvisation]]></category>
		<category><![CDATA[Instrumental]]></category>
		<category><![CDATA[Modern-Creative]]></category>

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Rating: 5 out of 5 stars
Começaram o ano com o divertido Let’s Go Everywhere, para crianças &#8211; e com a participação delas. No meio do ano, sai o Zaebos (*), décimo primeiro volume do segundo livro de Masada do amigo, colaborador e admirador de longa data John Zorn. E agora, no finalzinho do mês passado, [...]]]></description>
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<strong>Rating:</strong> 5 out of 5 stars</p>
<p>Começaram o ano com o divertido <em>Let’s Go Everywhere,</em> para crianças &#8211; e com a participação delas. No meio do ano, sai o <em>Zaebos</em> (*), décimo primeiro volume do segundo livro de <em>Masada</em> do amigo, colaborador e admirador de longa data <strong>John Zorn</strong>. E agora, no finalzinho do mês passado, logo após sua passagem pelo Brasil com shows incríveis, lançam pelo próprio selo, o <em>Radiolarians 1</em>.</p>
<p>Já posso dizer que dois mil e oito foi o ano do trio <strong>Medeski, Martin &#038; Wood</strong>.<br />
Tanto que abri uma excessão no blog: a de, a princípio, comentar apenas um disco por artista.</p>
<p>Se você não foi aos shows do <strong>MMW</strong>, e curte aquele jazz com groove tão característico da banda…  <strong>esqueça</strong> este disco. <img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' />  E o anterior também (*).</p>
<p><span id="more-356"></span></p>
<p><small>Abre parênteses.</small></p>
<p>Engraçado como algumas bandas são rapidamente encaixadas em determinados nichos ou estilos, sem uma análise minimamente mais cuidadosa. O interessante disso é que é bem comum essa generalização vir dos próprios fãs, justamente aqueles que conhecem melhor o trabalho do artista.</p>
<p><strong>MMW</strong> infelizmente cai facilmente nesta armadilha.<br />
Eles fazem jazz/funk? Sim, certamente.<br />
Mas só isso? Nem fudendo.</p>
<p>Dando uma rápida passada na discografia da banda… ou mesmo ouvindo 3 ou 4 dos seus discos mais representativos, é fácil perceber que o trio vai muito além dessa percepção jazz-moderninho-feliz-grooveado.</p>
<p>Os caras vieram de uma escola avant-garde, calcada em improviso e experimentação. Nos anos 80, antes da fundação oficial do trio, se esbarraram em gravações e shows de artistas como Bob Moses, John Lurie, John Zorn, Ned Rothenberg, Bob Mintzer, Dewey Redman, Alan Dawson, etc.</p>
<p>Todos seus discos trazem esse lado, junto com samba, country, reggae, salsa, jazz tradicional, etc com igual ou até maior importância que o funk. Alguns de seus álbuns mal &#8220;esbarram&#8221; no groove, como, por exemplo, o <em>Tonic</em>, o <em>Notes From The Undergound</em> e, principalmente, o <em>Farmer&#8217;s Reserve</em>.</p>
<p><small>Fecha parênteses.</small></p>
<p>A liberdade criativa que eu esperava no primeiro disco lançado pelo selo próprio e comentada no <a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=150">post anterior da banda</a> só apareceu agora.</p>
<p>Primeiro de três volumes, a série <em>Radiolarians</em> (ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Radiolaria">radiolários</a>, em português: protozoários amebóides que dão origem a esqueletos minerais, encontrados no plâncton oceânico &#8211; e tão divinamente ilustrados pelo biólogo alemão <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ernst_Haeckel">Ernst Haeckel</a> no começo do século passado, inclusive na capa deste álbum) tem justamente a proposta de liberdade total.</p>
<p><strong>Medeski</strong> comenta que &#8220;a banda não é sobre música, <em>per se</em>, e sim sobre as sensações e sentimentos que vêm dela&#8221;. É fácil entender isso quando você vai a um show deles e se vê viajando boquiaberto por horas numa espécie de (desculpa a bicho-grilagem) viagem sensorial. Os caras estão lá claramente pela experiência, pela experimentação &#8211; não pra fazer bonitinho tocando &#8220;hits&#8221; pro público bater o pezinho. São até meio mal educados, pouco se comunicam com o público.<br />
Pena.</p>
<p>Claro que não estamos falando de um free-jazz absoluto. Neste <em>Radiolarians 1</em>, eles não esqueceram o lado mais acessível e que lhe deu boa parte da fama &#8211; e da maldição comentada nos parênteses acima &#8211; e se (nos) deliciam com ótimos temas como &#8220;Professor Nohair&#8221; ou &#8220;Free Go Lily&#8221;.<br />
Mesmo nessas, um groove é facilmente deixado de lado para improvisos de todas as espécies, ora de piano ou órgão, ora de baixou, ora de bateria, para depois voltar ao balanço.</p>
<p>Mas são as músicas mais &#8220;soltas&#8221; que eu acredito que fazem deste o melhor trabalho do trio em anos.</p>
<p>&#8220;Reliquary&#8221; (ouça abaixo), como comentou um querido amigo, é praticamente um Hendrix psicopata. No disco ela quase chega a 8 minutos, contra uns 12 ou 15 dos shows da banda aqui no Brasil. A brusca interrupção do tema nervoso inicial pra um piano delicado no meio da música já valeu, pra mim, a audição do álbum.</p>
<p>A idéia de feitura deste álbum, que originalmente deveria se chamar <em>Viva La Evolution</em> é muito interessante. Eles se juntaram por 5 dias pra compor e trocar material que cada um dos integrantes tinha criado separada e anteriormente. Logo na sequência, sairam em turnê, tocando quase que exclusivamente esse material inédito, entre um ou outro tema antigo e mais conhecido do seu público, perto do bis <img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Finalizada a tour, o trio entrou num estúdio por 3 ou 4 dias e gravou esse material novo. </p>
<p>Agora, abandonarão esses temas e começarão tudo de novo, mais 2 vezes &#8211; o que resultará nos próximos volumes da série <em>Radiolarians</em>.</p>
<p>A julgar por esse começo, acredito que estamos tendo a oportunidade de conhecer um renascido <strong>MMW</strong>, mais sensorial, mais livre e, por que não dizer, mais sincero. </p>
<p>E agora com seu exosqueleto de quitina à mostra!</p>
<p>[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p>(*) Vale fazer aqui um pequeno comentário a respeito do <em>Book of Angels, Vol. 11: Zaebos</em> que, apesar de não ser de composições do trio e sim de temas klezmer de <strong>John Zorn</strong>, tem um pique muito semelhante ao <em>Radiolarians 1</em>, como você pode sacar por essa música abaixo.</p>
<p><img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2008/10/1029465.jpg' alt='Zaebos' /></p>
<p>[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p><a href="http://www.mmw.net/">Site oficial</a><br />
<a href="http://www.myspace.com/medeskimartinandwood">Myspace</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/aporias/~4/lx9bD73xL10" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Roger Roger: Musique Idiote, 1971</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 05:24:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Electronica]]></category>
		<category><![CDATA[Nota 3.5]]></category>
		<category><![CDATA[Plá]]></category>
		<category><![CDATA[70s]]></category>
		<category><![CDATA[Comedy]]></category>
		<category><![CDATA[Easy-Listening]]></category>
		<category><![CDATA[Exotica]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Instrumental]]></category>

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		<description><![CDATA[
Rating: 3.5 out of 5 stars
Tremendo mau humor?
Puto(a)? Chateado(a)? Triste?
Seu papagaio de estimação se matou?
Não tema!
Musique Idiote é uma gabola homenagem aos temas previsíveis e estólidos, criados eletronicamente pelo compositor francês de trilhas sonoras Roger Roger, também conhecido como Cecil Leuter.
São 16 temas simples e pacóvios, tocados em moog, que exploram linhas… ermm… idiotas.
E, bem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.carlosbela.com/aporias/imageSnag/355.png" style="" class="lr2ImageSnag"><br />
<strong>Rating:</strong> 3.5 out of 5 stars</p>
<p>Tremendo mau humor?<br />
Puto(a)? Chateado(a)? Triste?<br />
Seu papagaio de estimação se matou?</p>
<p>Não tema!</p>
<p><em>Musique Idiote</em> é uma gabola homenagem aos temas previsíveis e estólidos, criados eletronicamente pelo compositor francês de trilhas sonoras <strong>Roger Roger</strong>, também conhecido como Cecil Leuter.</p>
<p>São 16 temas simples e pacóvios, tocados em <em>moog</em>, que exploram linhas… ermm… idiotas.<br />
E, bem, eu me sinto um idiota tentando descrever algo tão básico e bolônio. E jocoso. Quiçá basbaque.</p>
<p>Então, ouça o asonsado exemplo abaixo.<br />
Dá pra achar esse disco e outros do cara numa procura rápida no Google.<br />
Vale a pena, nem que seja pra matar sua curiosidade marota. Ou pra divertir uma criança. Ou um cachorro. Ou um papagaio suicida.</p>
<p>[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roger_Roger_(composer)">Roger Roger na wikipedia</a></p>
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		<item>
		<title>Os 100 melhores do Emusic</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 06:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[Externas]]></category>

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		<description><![CDATA[
O site/loja Emusic perguntou há um mês aos seus assinantes/leitores qual o melhor disco de todos os tempos.
O resultado está nesta lista dos 100 mais votados.
Como em qualquer lista desse tipo, não faltam escolhas discutíveis, mas de uma maneira geral a seleção é muito boa – e inclui alguns discos e artistas comentados aqui no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.carlosbela.com/aporias/imageSnag/354.png" style="" class="lr2ImageSnag"></p>
<p>O site/loja <a href="http://www.emusic.com/">Emusic</a> perguntou há um mês aos seus assinantes/leitores qual o melhor disco de todos os tempos.<br />
O resultado está nesta lista dos <a href="http://www.emusic.com/features/hub/bestalbums/index.html">100 mais votados</a>.</p>
<p>Como em qualquer lista desse tipo, não faltam escolhas discutíveis, mas de uma maneira geral a seleção é muito boa – e inclui <a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=9">alguns</a> <a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=127">discos</a> e <a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=179">artistas</a> <a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=236">comentados</a> <a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=300">aqui</a> no <a href="http://www.carlosbela.com/aporias">Aporias</a>.</p>
<p>Todos os discos podem ser comprados e baixados ao abrir uma conta no site.<br />
(não tenho nenhuma relação com o Emusic)</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/aporias/~4/1E_SLN2fNZ0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>The Thing: Garage, 2004</title>
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		<comments>http://www.carlosbela.com/aporias/?p=353#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 09:10:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avant-Garde]]></category>
		<category><![CDATA[Nota 4.5]]></category>
		<category><![CDATA[00s]]></category>
		<category><![CDATA[Experimental]]></category>
		<category><![CDATA[Free]]></category>
		<category><![CDATA[Improvisation]]></category>
		<category><![CDATA[Instrumental]]></category>
		<category><![CDATA[Jazz]]></category>

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		<description><![CDATA[
Rating: 4.5 out of 5 stars
Se tem uma banda com atitude no free jazz de hoje, ela se chama The Thing. 
O trio escandinavo liderado pelo saxofonista Mats Gustafsson faz praticamente um punk com baixo acústico e bateria.
Mas, ao mesmo tempo, é free jazz puro. 

Originalmente formado para tocar músicas de Don Cherry, o trio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.carlosbela.com/aporias/imageSnag/353.png" style="" class="lr2ImageSnag"><br />
<strong>Rating:</strong> 4.5 out of 5 stars</p>
<p>Se tem uma banda com atitude no free jazz de hoje, ela se chama <strong>The Thing</strong>. </p>
<p>O trio escandinavo liderado pelo saxofonista <strong>Mats Gustafsson</strong> faz praticamente um punk com baixo acústico e bateria.<br />
Mas, ao mesmo tempo, é free jazz puro. </p>
<p><span id="more-353"></span></p>
<p>Originalmente formado para tocar músicas de <strong>Don Cherry</strong>, o trio foi gradativamente incluindo músicas próprias a seus discos, sem, no entanto, esquecer as versões: de Ornette Colemann (ah vá!?) a Lightning Bolt, tudo passa pelo <em>Filtro</em> <strong>The Thing</strong>.</p>
<p>Esse filtro tem uma característica marcante: o tocar de Gustafsson. O saxofonista começou a carreira cedo &#8211; aos 14 anos, pegou o bocal do seu sax e encaixou na antiga flauta, criando seu flautofone (<em>fluteophone</em>). Tocou com AALY Trio, Two Slices of Acoustic Car, Derek Bailey&#8217;s Company, Ken Vandermark, Peter Brotzmann, Sonic Youth, só pra citar alguns exemplos.</p>
<p>Avesso a tradições, explora dezenas de técnicas de seu instrumento, tanto de respiração quanto até microtons. Essas variações vão do sutil ao denso em microsegundos, com competência e estilo singulares.</p>
<p>Se você gostar dessa música abaixo, pode ir atrás de qualquer álbum dos caras. É garantido.<br />
Pena que é tão difícil achar informações completas dessa banda na web.</p>
<p>Agressivo, coalhado de improviso, experimentalismo e qualquer outro ismo que você quiser, <strong>The Thing</strong> espõe as víceras do jazz, sem medo de sangue.</p>
<p>[Veja o post no site para ouvir o áudio]</p>
<p><a href="http://www.smalltownsupersound.com/v1/superjazzz/news.php">Site do selo Smalltown Superjazz</a><br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Thing_%28jazz_band%29">wikipedia</a><br />
<a href="http://www.paalnilssen-love.com/band_thething.html">Introduction @ paalnilssen-love </a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/aporias/~4/agiJ49e5FpQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Stanton Moore Trio: Emphasis! (On Parenthesis), 2008</title>
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		<comments>http://www.carlosbela.com/aporias/?p=349#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 04:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Bêla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jazz]]></category>
		<category><![CDATA[Nota 4]]></category>
		<category><![CDATA[00s]]></category>
		<category><![CDATA[Funk]]></category>
		<category><![CDATA[Instrumental]]></category>
		<category><![CDATA[Modern-Creative]]></category>

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		<description><![CDATA[
Rating: 4 out of 5 stars
Deve ser conhecido de muita gente esse cara, mas não posso deixa de comentar sobre o mais novo disco do trio liderado pelo baterista Stanton Moore. Ainda mais que, numa busca rápida por resultados em páginas brasileiras, encontrei muito pouco – e pra quem aprecia um jazz-funk e não conhece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.carlosbela.com/aporias/imageSnag/349.png" style="" class="lr2ImageSnag"><br />
<strong>Rating:</strong> 4 out of 5 stars</p>
<p>Deve ser conhecido de muita gente esse cara, mas não posso deixa de comentar sobre o mais novo disco do trio liderado pelo baterista <strong>Stanton Moore</strong>. Ainda mais que, numa busca rápida por resultados em páginas brasileiras, encontrei muito pouco – e pra quem aprecia um jazz-funk e não conhece ainda o trabalho desse americano, vale a pena ir atrás.</p>
<p><span id="more-349"></span></p>
<p><em>Emphasis! (On Parenthesis)</em> é o mais recente disco solo de Moore, o quarto de sua carreira que começou nos primeiros anos da década de 90 com o (então) sexteto de Nova Orleans de jazz-funk <strong>Galactic</strong>. De lá pra cá o baterista participou de inúmeros projetos, de R&#038;B a jazz, passando até por uma contribuição com o punk-metal do <strong>Corrosion of Conformity</strong>.</p>
<p>Esse disco é um ótimo exemplo do que Stanton Moore pode oferecer ao gênero hoje tão bem representado por <a href="http://www.carlosbela.com/aporias/?p=150">Medeski, Martin &#038; Wood</a> (embora o trio seja eclético o suficiente para não ser encaixado em um único gênero).</p>
<p>Liderando o trio que conta também com Will Bernard (guitarra) e Robert Walter (hammond B3, piano e outras teclas), o compositor apresenta 11 músicas impossíveis de não acompanhar batendo o pezinho ou socando o volante do carro. Grooves, breakbeats, guitarras sincopadas, órgãos tradiças e uma fome por uma rítmica complexa porém acessível.</p>
<p>O trio dá até umas arriscadas em uns temas mais rock como, por exemplo, a <em>(Who Ate The) Layer Cake?</em> (os títulos de todas as faixas contém indicações entre-parenteses). Mas é na quebradeira funk que a coisa fica realmente séria, como você pode ouvir na faixa abaixo.</p>
<p>Dá pra ir sem medo nos outros álbuns solos dele, apesar de achar o primeiro, <em>All Kooked Out</em> (1998), o mais fraco dos quatro.</p>
<p>Grooooovy, baby! <img src='http://www.carlosbela.com/aporias/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>[Veja o post no site para ouvir o áudio]<br />
<a href="http://www.stantonmoore.com/">Site oficial</a> com várias músicas para escutar.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/aporias/~4/-dpzOvUHn1Q" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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