<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796</atom:id><lastBuildDate>Thu, 24 Oct 2024 22:15:56 +0000</lastBuildDate><category>tradução TPG</category><category>Palestine Chronicle</category><category>Electronic intifada</category><category>Israel</category><category>cerco ilegal a Gaza</category><category>Gaza</category><category>Maria Rodrigues</category><category>Somos Todos Palestinos</category><category>Forum Palestina</category><category>Solidariedade com a Palestina</category><category>Ana Cecilia Fonseca</category><category>Ana Sofia Gomes</category><category>Counterpunch</category><category>Jonathan Cook</category><category>Viva a Palestina</category><category>Al Ahram Weekly</category><category>Bloqueio Egípcio</category><category>Europalestine</category><category>bloqueio</category><category>um ano depois do Massacre</category><category>&#39;Abla</category><category>Al Jazeera</category><category>Alan Stoleroff</category><category>BDS</category><category>Boicote</category><category>Gaza Freedom March</category><category>Hospital Shifa Gaza</category><category>Joseph Massad</category><category>Lisboa</category><category>Ramzi Baroud</category><category>Uri Avnery</category><category>holocausto</category><category>noticias</category><category>A.Saadat</category><category>Addameer</category><category>Agua</category><category>Aharon Shabtai</category><category>Al Akhbar</category><category>Al Khalil</category><category>Angry Arab</category><category>As&#39;ad AbuKhalil</category><category>Azmi Bshara</category><category>BBC</category><category>Banksy Wall Art</category><category>Beth Monteiro</category><category>CONCENTRAÇÃO</category><category>Carolina Cruz</category><category>Chumbo Fundido</category><category>Cisjordania</category><category>Demolições</category><category>Desmond Travers</category><category>Dissident Voice</category><category>Docu</category><category>Estados Unidos</category><category>FPLP</category><category>Freedom Flotilla</category><category>Gideon Levy</category><category>Gilad Atzmon</category><category>Goldstone Report</category><category>HRW</category><category>Haaretz</category><category>Harper&#39;s Magazine</category><category>Hasan Abu Nimah</category><category>IA</category><category>Império</category><category>Indigenes de la republique</category><category>Informação Alternativa</category><category>Jeff Core</category><category>Jeff Gates</category><category>Jerusalem</category><category>Jimmy Johnson</category><category>John Whitbeck</category><category>Le Monde Diplomatique</category><category>Literatura e resistência</category><category>Max Kantar</category><category>Muro de Ferro</category><category>Nadia Hijab</category><category>Nadine Rosa-Rosso</category><category>Nahla Chahal</category><category>Nir Barkat</category><category>Obama</category><category>Omar Barghouti</category><category>Outras Palavras</category><category>Palestina</category><category>Paz</category><category>Poesia</category><category>Publico</category><category>Robert Fisk</category><category>SPGL</category><category>Sarah Roy</category><category>Shlomo Sand</category><category>Silvia Cattori</category><category>Sionismo</category><category>Stephen Lendman</category><category>Stuart Littlewood</category><category>Taha Muhammad</category><category>Thabet El Masri</category><category>Timothy Seidel</category><category>To Shoot an Elephant</category><category>Vinicius Valentin Raduan Miguel</category><category>Virginia Tilley</category><category>Youtube</category><category>Yves Engler</category><category>altermundismo</category><category>arabes em Israel</category><category>arte</category><category>biografia</category><category>cartaz</category><category>colonatos</category><category>colonialismo</category><category>cooperação</category><category>declínio da política</category><category>educação</category><category>emprego</category><category>espanhol</category><category>guerras</category><category>historiografia</category><category>luta pela paz</category><category>mesa redonda</category><category>minoria árabe</category><category>mulheres</category><category>prisoneiros</category><category>recensão</category><title>Todos por Gaza</title><description>Reúne informação sobre a situação em Gaza e sobre o conflito israelo-palestiniano em geral.&#xa;مجموعة مقالات وأراء حول الأوضاع في غزة و فلسطين بشكلٍ عام</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Unknown)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1168</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-4771388063931773600</guid><pubDate>Fri, 25 Jun 2010 11:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-25T12:31:01.080+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">altermundismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cerco ilegal a Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">declínio da política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Forum Palestina</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Freedom Flotilla</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Israel</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">luta pela paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Outras Palavras</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Robert Fisk</category><title>Quem pode deter Israel</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Fonte: Outras Palavras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por &lt;strong&gt;Robert Fisk&lt;/strong&gt;, no &lt;em&gt;The Independent | &lt;/em&gt;Tradução: &lt;strong&gt;Caia Fittipaldi, &lt;/strong&gt;de&lt;strong&gt; Vila Vudu&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Israel perdeu? As guerras de Gaza em 2008-09 (com 1,3 mil mortos) e do Líbano, em 2006 (com 1.006 mortos); todas as outras guerras; e, agora, a matança da madrugada de segunda-feira significam que o mundo decidiu rejeitar os atos de Telavive? Não se deve esperar tanto. Mas algo novo certamente aconteceu.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Basta ler a desfibrada declaração da Casa Branca – segundo a qual o governo Obama estaria “trabalhando para entender as circunstâncias que cercam a tragédia”. Condenação? Nem uma palavra. E pronto. Nove mortos. Mais uma estatística, na matança no Oriente Médio.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não: não é só mais uma estatística.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 1948, nossos políticos – norte-americanos e britânicos – estabeleceram uma ponte aérea para abastecer Berlim. Uma população faminta (nossos inimigos, havia apenas três anos) estava cercados por um exército brutal, os russos, que havia sitiado a cidade. O levante do cerco de Berlim foi um dos momentos altos da Guerra Fria. Nossos soldados e aviadores arriscaram e deram a vida por aqueles alemães mortos de fome.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Parece incrível, não é? Naqueles dias, nossos políticos decidiam; muitas vezes decidiram salvar vidas. O primeiro-ministro bitânico, Clement Attlee, e o presidente dos EUA, Harry Truman, sabiam que Berlim importava, tanto em termos morais e humanos quanto em termos políticos.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hoje é gente comum quem decide viajar até Gaza. Europeus, norte-americanos, sobreviventes do Holocausto. Viajaram porque seus políticos e governantes os abandonaram. Falharam. Fracassaram.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Onde estavam os políticos e governantes na madrugada da segunda-feira? OK, ok, apareceram o ridículo Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, a declaração patética da Casa Branca e o caríssimo Tony Blair, com cara de “profunda lástima e choque ante a tragédia de tantas mortes”. Mas… E o premiê britânico, James Cameron? E o ministro Nick Clegg, seu pareceiro de coligação?&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 1948, claro, teriam ignorado os palestinos, não resta dúvida. Há aí, afinal, uma terrível ironia: o levante do cerco de Berlim coincidiu exatamente com a destruição da Palestina árabe.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas é fato irrecusável de que a multidão — gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem — é hoje quem toma as decisões que mudam o curso dos acontecimentos. Nossos políticos são desfibrados, sem espinha dorsal, covardes demais, para decidir as decisões que salvam vidas. Por que? Como chegamos a isso? Por que, ontem, não se ouviu palavra saída da boca de Cameron e Clegg (dentre outros, claro)?&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Claro, também, sim, que se fossem outros europeus (ora essa! Os turcos são europeus, não são?) os metralhados naqueles barcos, por outro exército árabe (ora essa! O exército de Israel é exército árabe!), então, sim, haveria ondas e ondas de indignação e ultraje.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E o que tudo isso diz sobre Israel? A Turquia não é aliada muito próxima de Israel? E, de Israel, os turcos recebem o que receberam? Hoje, o único aliado que restava a Israel, no mundo muçulmano, fala de “massacre” – e Israel parece não dar qualquer importância ao que diga a Turquia.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Israel tampouco deu qualquer importância quando Londres e Canberra expulsaram os diplomatas israelenses, depois de Israel forjar passaportes britânicos e australianos, para, com eles, perpetrar o assassinato do comandante Mahmoud al-Mabhouh do Hamás. Tampouco deu qualquer importância aos EUA e ao mundo, quando anunciaram a construção de novas colônias exclusivas para judeus em terra ocupada em Jerusalém Leste, durante visita de Joe Biden, vice-presidente dos EUA, aliado-supremo de Israel. Se Israel não deu qualquer importância a esses aliados, por que daria alguma importância a alguém, hoje?&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como chegamos a esse ponto? Talvez porque já nos tenhamos habituado a ver israelenses matando árabes; talvez os próprios israelenses tenham-se viciado em matar árabes, até cansarem. Agora, matam turcos. E europeus.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Alguma coisa mudou no Oriente Médio, nas últimas 24 horas – e os israelenses, se se considera a resposta política extraordinariamente estúpida, pós-matança, não dão qualquer sinal de ter percebido a mudança. O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos ocidentais não têm o que dizer, hoje. Só eles estão calados.&lt;/p&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/06/quem-pode-deter-israel.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-612729368399520782</guid><pubDate>Wed, 23 Jun 2010 11:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-23T12:31:15.094+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">colonialismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estados Unidos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">guerras</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Império</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Israel</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Palestina</category><title>O cartunista da luta palestina</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.outraspalavras.net/?p=1349&quot;&gt;Outras Palavras&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.outraspalavras.net/?p=1349&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entrevista a&lt;strong&gt; Niara de Oliveira, &lt;/strong&gt;seguida de coletiva&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;via&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O cartunista Carlos Latuff tem 41 anos e viveu quase toda vida em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Solteiro, não tem ideia de quantas horas trabalha por dia, sobrevive dos desenhos e charges para a imprensa sindical e dedica quase todo seu tempo livre aos palestinos e à luta pelos direitos humanos mundo afora. Apaixonado por fotografia e fã ferroviário, mantém o &lt;a href=&quot;http://ferroviasdobrasil.blogspot.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;blog Ferrovias do Brasil&lt;/a&gt;, além de uma &lt;a href=&quot;http://latuff2.deviantart.com/gallery&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;galeria online&lt;/a&gt; com seu trabalho e uma &lt;a href=&quot;http://twitter.com/CarlosLatuff&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;página no Twitter&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É, em geral, pouco conhecido e reconhecido no Brasil. Mas seus desenhos estão presentes em toda manifestação pró-Palestina em qualquer lugar do mundo e os carros dos comboios de ajuda humani tária à Faixa de Gaza são cobertos com seus cartuns, como mostra &lt;a href=&quot;http://mariafro.com.br/wordpress/?p=1754&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;este post&lt;/a&gt;, publicado no &lt;a href=&quot;http://mariafro.com.br/wordpress/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;blog de Maria Frô&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Falando às vésperas de viajar para Atenas — onde é o único “artivista” brasileiro presente ao &lt;a href=&quot;http://www.resistancefestival.gr/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Resistance Festival&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;, Latuff respondeu a uma verdadeira sabatina virtual em dois momentos. Primeiro, uma entrevista concedida a mim via MSN, numa madrugada de sábado; depois, via Twitter num domingo à noite com a participação direta de mais de vinte internautas. Conheça um pouco mais de sua vida, ideias e trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Onde nasceste? Como foi a tua infância, família, irmãos…?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nasci e me criei no Rio de Janeiro, em São Cristóvão. Meu pai, servidor público do extinto Instituto Brasileiro do Café; minha mãe, dona de casa inicialmente e depois tendo que trabalhar num colégio para ajudar nas despesas. Infância introspectiva, não gostava de passear, saía a contragosto. Gostava mesmo de ver desenhos de Hanna Barbera e Ultraman na nossa TV preto-e-branco. Além, é claro, de desenhar. Tive dois irmãos, já falecidos.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O desenho sempre esteve presente?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sim, sempre. Gostava de desenhar até em embalagem de cigarro e caixa de remédio, pasta de dente. Alguns destes desenhos tenho até hoje. Gostava também de revistas para colorir e gibis.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Quando menino sonhavas com o que, em ser o que? Sabias que o desenho era o caminho?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sempre quis ser desenhista, só que tanto eu quanto minha família acreditávamos que isso era coisa de gente rica ou famosa, gente que tinha parente influente: o chamado “QI” (Quem Indica). O senso comum era que ser desenhista era trabalhar para revistas e jornais, portanto, não era coisa pra qualquer um. No entanto, sempre que me viam desenhando comentavam que seria desenhista.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Tens formação acadêmica?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nenhuma, tenho o segundo grau (ensino médio) apenas.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Religião?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Fui batizado, estudei em colégio de freira, fiz primeira comunhão, mas nada disso foi suficiente para seguir o caminho do catolicismo. Não tenho religião atualmente.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Onde o ativismo te encontrou?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Só foi me encontrar lá pelo final dos anos 90. Por volta de 1996, quando assisti na TV um documentário sobre os zapatistas. Mesmo tendo iniciado minha carreira na imprensa sindical de esquerda (onde trabalho até hoje, com muito orgulho), até então não me sentia ou agia como militante de qualquer espécie. Achava inclusive que convicções políticas e profissão eram coisas que poderiam ser separadas.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Daí em adiante, o que mudou?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Cheguei a trabalhar como cartunista na campanha de FHC, ilustrando cartilhas. Com o tempo, fui entendendo que não se pode servir a dois senhores. Se achar de esquerda e trabalhar pra direita não rola. Especialmente em se tratando de emprestar meu talento, meu traço, pra safado. Compreendi que deveria colocar meu trabalho a serviço de causas humanitárias, sociais, da luta dos povos.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Com que idade começou a trabalhar? Não ir para a universidade foi uma opção?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Comecei trabalhando aos 15 anos como office-boy numa agência bancária na Visconde de Pirajá, em Ipanema. Nunca pensei em ir pra faculdade porque o que eu precisava saber para ser um desenhista não estava na academia. Na verdade, boa parte do que aprendi no meu ofício foi por conta própria. Salvo um curso que fiz no SENAC e outro no Parque Lage, este último de grande valia.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Tu escreves bem demais. Lês muito?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Leio bem pouco, confesso que isso é meu calcanhar de Aquiles. Eu admiro quem consegue ler um livro do começo ao fim.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O teu ativismo exerces todo através do desenho ou tem outras formas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tento me colocar publicamente através de minhas charges, escritos, opiniões, palestras, vídeos, fotos, porque acredito que omitir-se não é opção.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Como foi ou onde foi que decidiste ir ao Oriente Médio?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ao fazer uma charge sobre a violência dos colonos judeus contra palestinos e enviá-la ao Palestinian Center for Peace and Democracy, em Ramallah, surgiu o convite deles para visitar a Palestina e conhecer o drama daquele povo de perto. Foi uma viagem iniciática, nunca se volta o mesmo de uma coisa assim. Isso foi em 1999.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O ativismo pró-palestinos ocupa quanto do teu tempo e trabalho hoje?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pra falar a verdade, passo a maior parte do tempo desenhando para a imprensa sindical sobre diversos assuntos. A questão é que a causa palestina me emociona muito, minha relação com aquele povo é mais passional, assim como também é passional a forma como desenho sobre a violência da polícia carioca.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Quantas horas trabalhas por dia?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não tenho idéia.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Imagino que recebas dezenas de pedidos de desenhos e devas recusar muitos desses pedidos. Tens ideia de quantos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tento atender sempre dentro das minhas possibilidades. A maior parte destes pedidos é de integrantes de movimentos populares (movimento estudantil, sem-terra, direitos humanos, sem-teto) para ilustrar materiais informativos, cartazes, camisas, etc. E fico feliz de poder ajudar. Não tenho ideia de quantos. São muitos, pode ter certeza.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Há um grande teor religioso nesse embate entre judeus e palestinos. A saída estaria no ativismo sem esse componente?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por conta da Palestina ser sítio sagrado para cristãos, judeus e muçulmanos, o ingrediente religioso está presente, mas não é determinante. O conflito da Palestina é essencialmente geopolítico.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Sempre percebi que o combustível dos ativistas são causas justas e utópicas, quase impossíveis. Tu tens esperança de ver a Palestina livre ou pelo menos Gaza desbloqueada?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Essa é a pergunta de um milhão de dólares para qual não tenho resposta. Tudo o que posso dizer é que enquanto viver estarei do lado do povo palestino para o que der e vier.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Sendo o conflito da Palestina geopolítico, qual é a solução? O que pra ti é a solução, já que a convivência pacífica entre judeus e palestinos hoje parece tão improvável?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A solução é fazer justiça aos palestinos que tiveram suas terras tomadas na mão-grande, com o beneplácito das superpotências e da ONU. Fazer justiça aos tantos refugiados impedidos de voltar a sua terra natal, sendo obrigados a viver em favelas como as que vi na Jordânia e no Líbano. É reconhecer o direito do povo palestino à soberania.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Alguma esperança da ONU assumir seu papel na solução dos conflitos e de mediadora da paz?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Enquanto houver Estados Unidos, não.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Como tu achas que essa emergência do Brasil na mediação de conflitos internacionais pode ajudar a Palestina? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Parece que os Estados Unidos têm a primazia, quando o assunto é Oriente Médio. Nem mesmo as opiniões da Liga Árabe ou da ONU contam, quando o assunto é Israel-Palestina. Ninguém tem coragem de melindrar Washington. Pelo menos, até agora. O acordo entre Brasil, Turquia e Irã pode ser o início de uma quebra de paradigma.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu li um comentário teu sobre a esquerda brasileira, que estaria mais interessada nas eleições presidenciais. Constatação apenas ou crítica?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A entrada de novos atores naquele cenário. Constatação e crítica. Claro que quando me refiro a “esquerda” me refiro àquela institucionalizada, que joga de acordo com as regras, que aposta tão somente nesse sistema eleitoral viciado. Esquerda pra mim de verdade é movimento popular, de massa, de base.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Opinião sobre o governo Lula?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Costumava ver mais mobilização de rua quando FHC era presidente. Parece que um dos êxitos de Lula foi ter engessado o movimento sindical e dividido a esquerda ainda mais. Mas como sempre costumo dizer, prefiro discutir o sistema econômico, que não mudou, do que indivíduos. Caso contrário, entraremos na polarização inútil. Democratas versus Republicanos, como nos EUA.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Costumas te posicionar nas disputas eleitorais. Declaras apoio, voto a candidatos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Votas?  O que pensas dessa nossa democracia sistema eleitoral. T eens um ideal de democracia?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A última vez em que votei em alguém foi no pleito em que Lula se elegeu pela primeira vez. De lá pra cá tenho anulado conscientemente. Eu que já fiz visitas forçadas a delegacias por desenhar contra a violência policial, acho engraçado quando me falam em democracia, instituições democráticas. Preciso aprender o que seria a tal democracia. Certamente não deve ser isso que eu vivo aqui no Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Sempre que se reclama dessa democracia, vem alguém lembrar do tempo em que não a tínhamos e que muitos morreram para que pudéssemos votar, e etc. Como vês a transição da ditadura para o que temos agora (já que não consideras como democracia)?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Duvido que os guerrilheiros do Araguaia ou da guerrilha urbana tivessem sacrificado suas vidas pra gente poder apertar botão na urna eletrônica e eleger gente como Sarney ou Maluf. Definitivamente, não foi pra isso que muitos tombaram enfrentando a ditadura. Mudança pra valer é, por exemplo, combater o latifúndio, e não importa o quanto você vote. Não são políticos que o farão, até porque muitos deles são latifundiários. Existe governo e existe poder. Troca de governo se dá com eleição. Troca de poder se dá com revolução. Um bom mote para se Twittar .&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Um dos grandes argumentos daqueles que defendiam a não-revisão da Lei da Anistia, no caso recente do julgamento no STF, é que os guerrilheiros da esquerda não lutavam por democracia. Estás afirmando o mesmo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se isso que temos atualmente é democracia, então não, não foi pra isso que eles lutaram. (Essa entrevista vai acabar um hora, né?)&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Qual a tua maior utopia?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não tenho nenhuma.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ver a Palestina livre não é uma?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Isso é uma necessidade prática, não utopia. Utopia é bater os braços e voar.&lt;/p&gt; &lt;ul style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;*  Logo após essa entrevista, por volta das 6h da manhã do sábado 5  de junho, Latuff ainda desenhou esse cartum  [&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://latuff2.deviantart.com/gallery/#/d2r53x9&quot;&gt;http://latuff2.deviantart.com/gallery/#/d2r53x9&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;]sobre  o barco irlandês da Flotilla, Rachel Corrie, inspirado no cartaz do  filme Tubarão.&lt;/ul&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;***********************************&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Entrevista colaborativa, via Twitter:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@luciouberdan Como é o processo produtivo de suas suas ilustrações? que técnicas usas? Digitais e não digitais?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Prefiro o método tradicional. Lápis no papel, caneta por cima, scanear e colorir no PC ou com lápis aquarelado.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@irlansimoes Em quem votará para presidente em 2010?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Voto em quem puder desbancar o Serra.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@claudiorr Como você percebe a censura hoje no Brasil? Já recebeu retaliação por alguma charge “olímpica”?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 2006, se não me engano, a polícia bateu aqui em casa por ter desenhado o mascote dos jogos panamericanos. Sérgio Cabral já mandou tirar &lt;em&gt;outdoor&lt;/em&gt; sobre violência policial no Rio. A censura tem outra cara hoje.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@irlansimoes Quem são suas principais inspirações políticas e artísticas (incluindo cartunistas)?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Inspiro em artistas militantes do passado como, por exemplo, John Heartfield, já que hoje maioria dos artistas só olham para o próprio rabo.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@JanquielPapini Se considera um artista ativista, de protesto ou é contra rótulos e tal?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sou isso mesmo, um artista ativista ou um “artivista”, não me incomoda o rótulo.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@claudiorr Na “era Twitter”: uma imagem vale mais que 140 caracteres?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Gosto de perceber que uma imagem pode ser entendida em qualquer país sem necessidade de tradução.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@katytasv Você se considera um artista engajado, mas qual causa que mais te atrai em suas artes?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A causa palestina e a violência policial são as que me emocionam mais.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Jofeol Como surgiu o seu interesse pela situação no Oriente Médio?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Desde uma viagem que fiz a Cisjordânia em 1999 a convite do Palestinian Center for Peace and Democracy.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@tsavkko Como é ser publicado por todo o mundo mas, no geral, ser ignorado pela mídia brasileira?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não há o contraditório na mídia brasileira. Mesmo nos EUA, você tem espaço para debate. Aqui, só vale a versão oficial.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Jofeol Você acha que faltam mais chargistas engajados em questões políticas e sociais, no Brasil e no mundo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Eu até conheço artista engajado lá fora, mas aqui parece que está todo mundo impregnado com o tal do “pós-modernismo”.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@tsavkko Vês diferença entre a mídia brasileira e estrangeira na cobertura que fazem em relação à Palestina?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mídia ocidental é mais favorável a Israel. Mas tem sido um trabalho difícil aliviar as recentes atrocidades de Tel Aviv.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Jofeol E sobre o seu interesse pelas ferrovias, de onde vem? Em que momento o país errou? Saudade do Expresso de Prata…&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A opção do governo JK pelo chamado “rodoviarismo” foi o que levou ao declínio das ferrovias e privilegiou o truste automobilístico internacional. Pagamos o preço até hoje.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Guilhermeletras Você acha que trabalhos como o seu são bem valorizados no Brasil? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Meu trabalho sempre teve reconhecimento da imprensa sindical de esquerda e movimento popular, é o que vale pra mim.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@luciouberdan Nota-se uma relação forte sua com a causa palestina. Por que essa luta, ainda que te conecte com outras lutas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mudam-se os povos, as nações, mas no final o inimigo é sempre o mesmo, aqui ou na Palestina.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@maria_fro Conta a história de você estar na lista negra de Israel/Mossad. Como descobriu? Você ainda está nela?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Notícia ruim é sempre a primeira a chegar. Enquanto apoiar os palestinos, sempre estarei em alguma listinha safada.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@tgpgabriel Você ainda acredita em alguma mudança na ONU em relação à Palestina enquanto os EUA continuarem apoiando Israel? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quem sabe se países como Irã, Turquia e Brasil se organizem em blocos, possam rever a hegemonia dos EUA sobre a ONU.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@robsongfreire Como descobriu que estava na lista negra de Israel/Mossad? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um site ligado ao Likud publicou que eu era uma ameaça a Israel e que “deveriam ter cuidado de mim há muito tempo”.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@claudiorr Há outros artistas contemporâneos com trabalhos próximos aos seus que você nos recomendaria conhecer?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Eu indicaria um site de cartunistas árabes chamado Arab Cartoon www.arabcartoon.net&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Sammy_Takahashi O Sr. acha que existe algum meio de comunicação isento ou ao menos confiável hoje, no Brasil? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Isento ninguém é. Há os que apóiam a luta dos povos e os que apóiam seus opressores. A velha luta de classes.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@CintiaBarenho De onde vem as inspirações para charges “ambientalistas” de denúncia, especialmente aos transgênicos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Agressões ao meio-ambiente são resultado de um modelo de produção capitalista. E eu sou anticapitalista.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@claudiorr Dunga ou Maradona?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Maradona.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@CintiaBarenho Indica alguma imagem dos artistas militantes do passado (ex. John Heartfield) que te inspiras&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;As fotomontagens de Heartfield ridicularizando os nazistas e Hitler são obras de arte.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Nilson_de_Vix O que funciona mais em uma charge, o humor ou a indignação?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se conseguir juntar as duas coisas, melhor. Mas não sou um cartunista do riso fácil.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@irlansimoes Qual seria a sua “mensagem” para os cartunistas de hoje em dia? E como avalia o papel destes hoje?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Minha classe está muito alienada, não tenho nada a dizer a eles.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@jnascim Você tem planos/propostas para (e interesse em) atuar em outros formatos. Por exemplo, com animação?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Gosto de animação, mas não é minha praia. Não teria muita paciência pra fazer.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Nilson_de_Vix Você avalia que a charge no Brasil atual abriu mão de ser ativista para ser acomodada ao pensamento único patronal?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não que toda arte deva ser militante, mas o que temos hoje é a falta de compromisso com a mudança radical dessa realidade.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@polivocidade Como você avalia a posição do governo brasileiro em relação à questão do Oriente Médio?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O acordo Brasil-Irã-Turquia foi um passo importante que analistas avaliam como reorganização de forças no cenário mundial.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@tsavkko Como vês o papel dos blogs independentes na divulgação e apoio da causa palestina e dos movimentos sociais?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;São os blogs hoje que promovem as opiniões que você não verá na “grande” imprensa.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Jofeol Qual é a origem do seu nome?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Libanesa, de meu avô, Nagib Latouf.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@tgpgabriel Você acha que a falta de chargistas engajados no país se deve ao medo de serem ignorados pela mídia brasileira? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Penso que a maioria dos artistas tem sido infectada pela doença do século: o individualismo.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@katytasv De onde vem sua paixão por ferrovias? Suas viagens são sempre de trens? Qual o lugar que mais te encantou?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não sei ao certo, acho que é um fetiche. Viagem de trem, só para os subúrbios cariocas. Tóquio.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@frederico_neto Tem como fazer uma charge política sobre os escândalos da Assembleia Legislativa do Paraná e os atos secretos? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Minha cabeça está mais voltada agora para o massacre da &lt;em&gt;Flotilla&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Nilson_de_Vix O Ministério Público parece querer amordaçar o eleitor antes do período de campanha. Você acredita em democracia tutelada?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Acredito que democracia deva ser bem mais que apertar botãozinho vermelho, branco ou verde.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@fernanda_ Você pinta as suas charges em forma de quadro? Ou desenha mais no computador? Adoraria comprar um quadro seu.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na maioria das vezes, eu ponho cores no computador. Às vezes, uso lápis aquarelado. Você pode baixar e imprimir de graça.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@alexleao Interessante o número de artistas interessados em ferrovias, no Brasil e no mundo. Coincidência?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;São muitos os fãs ferroviários pelo mundo que fazem fotos, vídeos e ilustrações. Thomas Edson mesmo fez filmes de trens.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;strong&gt;@Nilson_de_Vix Pelas charges dos jornais no Brasil de hoje, parece que o Amigo da Onça assumiu a prancheta, não?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Amigo da Onça agora virou editor-chefe da &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt;. Hahahahaha!&lt;/p&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/06/o-cartunista-da-luta-palestina.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-7392526568065625860</guid><pubDate>Tue, 01 Jun 2010 11:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-01T11:40:36.306+01:00</atom:updated><title>‎Protesto contra o ataque de Israel às embarcações de ajuda humanitária</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Caros amigos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Face ao vergonhoso ataque de Israel contra barcos que transportavam ajuda humanitária para Gaza e dada a urgente necessidade de promover acções que expressem a sua mais firme e ampla denúncia e condenação, o Conselho Português para a Paz e Cooperação, tomou a iniciativa de vos enviar uma proposta de tomada de posição conjunta a que apela à vossa adesão. Posição conjunta que tencionamos entregar à Embaixada de Israel, na próxima Quarta-feira, dia 2 de Junho, pelas 18h00 (R. António Enes 16, transversal à Av. 5 de Outubro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Da mesma forma, o CPPC convoca uma concentração frente à Embaixada de Israel para esse mesmo momento, para a qual convida todas as organizações amantes da paz a integrarem-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Agradecendo a vossa compreensão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Saudações de Paz,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;CPPC &lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/06/caros-amigos-face-ao-vergonhoso-ataque.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-214251735149857676</guid><pubDate>Tue, 01 Jun 2010 10:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-01T11:39:59.927+01:00</atom:updated><title>Comunicado a propósito dos ataques israelitas a barco turco de ajuda humanitária a Gaza</title><description>&lt;div style=&quot;font-family: verdana;&quot; class=&quot;texte&quot;&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Soldados israelitas armados até aos dentes, com apoio naval e aéreo, “venceram” activistas de apoio aos palestinianos cercados em Gaza, poderosamente armados… com materiais de construção, casas pré-fabricadas, medicamentos, cadeiras de rodas e material bélico afim.&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Israel tem beneficiado (aberta ou implicitamente) de todo o apoio político, económico e militar por parte dos países da UE e, nomeadamente, pelos EUA, no capítulo das atitudes militaristas contra os povos vizinhos e da sua política genocida contra os palestinianos.&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Essa tolerância infinita permite que os israelitas continuem a construir o Muro, a anexar território palestiniano, a asfixiar Gaza e a manter serenamente um arsenal de 150 bombas atómicas, em contraste flagrante com a atitude ocidental face ao Irão, que as não tem. Um prémio recente dado a Israel foi a sua integração, na última quinta-feira, 27 de Maio, na OCDE, que se pretende agregadora de países desenvolvidos e… democráticos.&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Israel, tal como a NATO, faz parte do dispositivo militar estratégico dirigido pelos EUA. E, Israel, tal como a Turquia e o Paquistão, constituem as peças essenciais da actuação dos EUA no Médio Oriente. Ainda em Novembro último o presidente do Comité Militar da NATO, Almirante di Paola esteve em Israel para estudar os métodos das Israel Defense Forces para liquidar civis, visando aplicá-los no Afeganistão.&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Não é possível continuar a tolerar Israel e o seu comportamento impune contra os palestinianos e os militantes pela paz à sombra do que os judeus sofreram às mãos dos nazis; do mesmo modo que ninguém pode castigar os alemães de hoje pelos crimes de Hitler.&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Exigimos medidas concretas, imediatas, claras e efectivas contra Israel, entre outras:&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://infoalternativa.org/local/cache-vignettes/L8xH11/puce-68c92.gif&quot; alt=&quot;-&quot; style=&quot;height: 11px; width: 8px;&quot; class=&quot;&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; /&gt; Livre acesso marítimo, aéreo e terrestre a Gaza, com a cessação do bloqueio pelas tropas israelitas;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://infoalternativa.org/local/cache-vignettes/L8xH11/puce-68c92.gif&quot; alt=&quot;-&quot; style=&quot;height: 11px; width: 8px;&quot; class=&quot;&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; /&gt; Criminalização dos responsáveis pelo assassinato de tripulantes e activistas do navio turco recentemente assaltado pelos israelitas;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://infoalternativa.org/local/cache-vignettes/L8xH11/puce-68c92.gif&quot; alt=&quot;-&quot; style=&quot;height: 11px; width: 8px;&quot; class=&quot;&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; /&gt; Paragem da construção do Muro e fixação de um calendário para a destruição das partes já construídas;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://infoalternativa.org/local/cache-vignettes/L8xH11/puce-68c92.gif&quot; alt=&quot;-&quot; style=&quot;height: 11px; width: 8px;&quot; class=&quot;&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; /&gt; Devolução aos palestinianos de todos os territórios objecto de colonização israelita;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://infoalternativa.org/local/cache-vignettes/L8xH11/puce-68c92.gif&quot; alt=&quot;-&quot; style=&quot;height: 11px; width: 8px;&quot; class=&quot;&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; /&gt; Cessação de todo o apoio económico dos países da UE a Israel;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://infoalternativa.org/local/cache-vignettes/L8xH11/puce-68c92.gif&quot; alt=&quot;-&quot; style=&quot;height: 11px; width: 8px;&quot; class=&quot;&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; /&gt; Campanha europeia de boicote a bens israelitas (código de barras 729)&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://infoalternativa.org/local/cache-vignettes/L8xH11/puce-68c92.gif&quot; alt=&quot;-&quot; style=&quot;height: 11px; width: 8px;&quot; class=&quot;&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; /&gt; Encerramento das representações diplomáticas e consulares de Israel na UE;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Lisboa, 31 de Maio de 2010-05-31&lt;br /&gt;PAGAN – Plataforma Anti-Guerra e Anti-NATO&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/06/comunicado-proposito-dos-ataques.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-2163857390909469847</guid><pubDate>Mon, 31 May 2010 21:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-31T22:21:11.920+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cerco ilegal a Gaza</category><title>Apelo a protestos contra o ataque israelita à flotilha de ajuda humanitária para Gaza</title><description>&lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Cambria;font-size:130%;&quot;&gt;Várias organizações de solidariedade com a Palestina, e de direitos humanos, estão a organizar para hoje, segunda-feira, dia 31 de Maio um protesto  frente da Embaixada de Israel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Cambria;font-size:130%;&quot;&gt;O bloqueio de Gaza e a toda a violência associada ao cerco do povo palestiniano são condenáveis à luz do direito internacional e, ainda mais importante, chocam a consciência da humanidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Cambria;font-size:130%;&quot;&gt;Face à impotência da comunidade internacional em impôr a sua vontade a Israel, para fazê-lo respeitar as suas normas e o direito de Gaza a viver, cabe a pessoas de consciência de actuar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Cambria;font-size:130%;&quot;&gt;Assim, um conjunto de mais de 700 activistas de direitos humanos dirigiam-se à Gaza numa flotilha de barcos carregados apenas com ajuda humanitária para tentar romper o cerco desumano de Gaza. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Cambria;font-size:130%;&quot;&gt;Israel referiu-se à flotilha como  “provocação” mas são os líderes de Israel que estão a provocar a comunidade internacional com a manutenção do cerco e bloqueio de Gaza! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Cambria;font-size:130%;&quot;&gt;O ataque israelita à flotilha de ajuda humanitária em que morreram pelo menos 19 activistas é um acto particularmente repugnante e merece o nosso mais veemente protesto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Cambria;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Vimos por isso apelar às pessoas de consciência e a todos que prezam o direito internacional para se juntarem aos protestos, como o de Lisboa hoje. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Cambria;font-size:130%;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Cambria;font-size:100%;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; text-align: center;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;; font-size: 18pt;&quot;&gt;Hoje, segunda-feira, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; text-align: center;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;; font-size: 18pt;&quot;&gt;às 17h30, frente à Embaixada de Israel&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;; font-size: 18pt;&quot;&gt;(Rua António Enes - metro Saldanha)&lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/05/apelo-protestos-contra-o-ataque.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-2917517499456474993</guid><pubDate>Wed, 10 Mar 2010 21:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-12T12:00:54.779+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cerco ilegal a Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Electronic intifada</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Joseph Massad</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tradução TPG</category><title>Joseph Massad sobre os acordos de Oslo</title><description>&lt;a href=&quot;http://http//electronicintifada.net/v2/article11034.shtml&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Como a renúncia aos direitos palestinianos se transformou na linguagem da paz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os acordos de Oslo de 1993 não só inauguraram uma nova era nas relações israelo-palestinianas, como têm tido também um papel muito mais duradouro na transformação da linguagem através da qual estas relações têm sido regidas internacionalmente e no modo como as chefias palestinianas as percepcionam.&lt;br /&gt;Não só o discurso palestiniano de libertação, do fim do colonialismo, de resistência, de luta contra o racismo, do fim da violência israelita  e do roubo da terra, da independência , do direito ao retorno, da justiça e direito internacional foi substituído por termos como negociações, acordos, compromisso, pragmatismo, garantias de segurança, moderação e reconhecimento, designações estas que faziam já parte do discurso israelita anterior a Oslo e ainda subsistem, como os próprios acordos de Oslo se constituíram como uma linguagem da paz que, ipso facto, retira legitimidade a qualquer tentativa de lhes resistir, identificando essa oposição com um apoio à guerra, e acusando todos aqueles que se opõem à abdicação dos direitos palestinianos trazida por Oslo como oponentes da paz. Transformar a retórica da renúncia de direitos num discurso de paz tem integrado uma estratégia israelita, utilizada antes e depois de Oslo, e é também a linguagem utilizada pelo poder imperialista dos EUA, no qual os árabes e muçulmanos foram endoutrinados pelo presidente dos EUA Barack Obama no seu discurso no Cairo em Junho do ano passado. Assim, a transformação trazida por Oslo foi não apenas uma transformação de linguagem em geral, mas da linguagem e das perspectivas palestinianas através da qual a natureza das relações Israelo-Palestinianas eram percepcionadas pela liderança palestiniana em particular. Essa mudança veio institucionalizar o ponto de vista israelita e o vocabulário utilizado por Israel como sendo neutro e objectivo. O que com Oslo se pretendeu fazer, portanto, foi mudar o próprio objectivo da politica palestiniana passando os palestinianos da busca independência nacional do colonialismo e ocupação israelitas para depender totalmente de Israel e dos seus patrocinadores, quer em termos políticos, quer em termos de sobrevivência nacional, e isto seguindo os interesses da paz e da segurança dos ocupantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formulação transformativa central dos acordos de Oslo, consagrada na Declaração de Princípios de 13 de Setembro de 1993, é a de “Terra pela Paz”. Esta formulação perniciosa dos “direitos internacionalmente reconhecidos dos palestinianos” permanece como a perspectiva que guia e delimita todos os acordos (e desacordos) subsequentes celebrados entre a Autoridade Palestiniana e os sucessivos governos israelitas. Esta formulação apenas prejudica todo o processo de paz ao pressupor que Israel tem “terra” que entregaria entregaria aos “Árabes” de boa vontade e que os “árabes” – tidos como responsáveis pelo estado de guerra que mantém com Israel – lhes podem oferecer a paz pela qual anseiam. Atribuir a responsabilidade das guerras israelo-árabes aos “árabes” é um ponto de vista generalizado que nunca é questionado pelos media ou governos ocidentais. Contudo, a concessão feita pela Organização para a libertação da Palestina (OLP) assegurou finalmente que o público palestiniano e o público árabe também não a questionarão. Apesar de exteriormente parecer como um compromisso politico, esta formulação é na verdade um reflexo de uma visão racial que caracteriza quer os Israelitas (judeus europeus),  quer os palestinianos e outros árabes. Enquanto que aos Israelitas é pedido que ofereçam a terra e são ostensivamente (apresentados como) predispostos para negociar no que diz respeito à propriedade, o direito burguês (e ocidental) por excelência, aos palestinianos e aos outros árabes é pedido que desistam da violência – ou mais precisamente da “sua” violência – porque ilegítima e atribuível apenas a bárbaros incivilizados. O facto de que os palestinianos já desistiram de reivindicar 77 % da Palestina e que a negociação se faz apenas sobre a sua futura soberania em 23 % do que fora a sua terra não permite a utilização de uma expressão como, por exemplo, “terra pela terra” e na qual se basearia o “processo de paz”. Na verdade, a formulação mais imparcial em qualquer negociação seria “terra por paz” mas onde os palestinianos são os que desistem dos seus direitos sobre a sua pátria histórica em troca do fim da opressão e violência colonial israelita contra o seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A OLP, Israel e os média ocidentais saudaram os acordos de Oslo  como sendo “um reconhecimento mútuo”. Contudo esta ideia é contestada pelas palavras ditas por ambas as partes, e pelas acções que estas palavras preconizam. Enquanto que a OLP (que redigiu a sua carta em primeiro lugar) reconheceu “O direito do estado de Israel de existir em paz e segurança” o governo israelita “em resposta” à carta de Yasser Arafat, “decidiu reconhecer a OLP como o representante do povo palestiniano e começar negociações com a OLP no âmbito do Processo de Paz para o Médio Oriente”. Mas não se trata de reconhecimento mútuo, pois os israelitas não reconheceram o direito dos palestinianos a existir num estado independente em paz e segurança como a OLP fizera em relação a Israel. Se a OLP tivesse reconhecido o governo de Rabin como o representante dos israelitas, sem necessariamente reconhecer qualquer “direito” ao estado de Israel de existir em paz e segurança então a declaração da OLP seria equivalente à de Israel. Portanto, o acordo actual não implicou um reconhecimento mútuo, mas sim uma legitimação do estado judaico por aqueles que sofriam – e continuam a sofrer com as suas medidas coloniais e racistas, enquanto que os israelitas não trouxeram nada de substancialmente novo. Conceder no reconhecimento da OLP como o representante dos palestinianos (algo que a maior parte do mundo – excepto os EUA – já reconhecera desde meados dos anos 70) não obrigou Israel a qualquer concessão aos palestinianos. Apenas comprometeu Israel com um cenário a partir do qual uma vez que o governo israelita se mostrava disposto a falar com os “representantes” dos palestinianos, passaria a dialogar com a OLP, uma vez que agora reconhecia esta parte (partido) como o representante destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É precisamente por esta razão que os sucessivos governos e lideres israelitas têm vacilado na questão de conceder aos palestinianos o direito de fundarem um estado independente e reportam-se invariavelmente a Oslo e aos acordos subsequentes nos quais tais concessões nunca foram feitas. Tendo exigido das suas vítimas um reconhecimento importante da sua legitimidade, os israelitas avançaram através dos mecanismos do processo de paz de Oslo de modo a dividir os palestinianos em diferentes categorias através das quais a maioria dos palestinianos seria posta à margem do processo de paz. Ao transformar a OLP, que representava todos os palestinianos na diáspora e em Israel e nos territórios ocupados, incluindo Jerusalém-oriental, na Autoridade Palestiniana (AP), que apenas podia almejar a representar os palestinianos da Cisjordânia e de Gaza (apenas um terço do povo palestiniano), os acordos de Oslo criaram uma redução demográfica do povo palestiniano, dividindo-os em três grupos, ao mesmo tempo que abriram lugar para uma expansão demográfica da população judia de Israel, triplicando-a.&lt;br /&gt;A parte insidiosa de tudo isto diz respeito ao modo como a Autoridade Palestiniana, consciente desta transformação, continua a referir-se ao “povo palestiniano”, reduzido pelos acordos de Oslo aos que habitam a Cisjordânia e a faixa de Gaza e cuja representação a Autoridade Palestiniana reivindica. Os palestinianos na Diáspora são simplesmente denominados de “refugiados” e os palestinianos israelitas são chamados em consonância com o diktat israelita de “árabes de Israel”. Esta atitude reduziu não só substancialmente o escopo da chefia palestiniana e o seu estatuto enquanto representante da totalidade do povo palestiniano, mas este foi demograficamente reduzido pela institucionalização da designação “povo palestiniano” tomando apenas um terço dos palestinianos como referente  por parte da Autoridade Palestiniana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, os processo de Oslo que engendraram acordos-fantasma, como os acordos de Genebra entre outros, empurraram para a frente a reivindicação israelita de que os palestinianos tinham de reconhecer o direito de Israel à existência não apenas em paz e segurança, mas também como um estado judeu, isto é, um estado legalmente racista e que discrimina legalmente e através do poder governativo os seus cidadãos não-judeus, e ao mesmo tempo que pretende englobar não apenas os seus cidadãos judeus, mas qualquer judeu que seja cidadão de qualquer país do mundo. Esta ideia tem sido veiculada pela presidência de Clinton. Bush e Obama. Obama não perde uma única oportunidade para reiterar o compromisso da sua administração em forçar os palestinianos a reconhecer o direito de Israel a ser um “um estado judeu”. Na verdade, enquanto que Israel não tem legitimidade e não é reconhecido por nenhum corpo internacional como “o representante” mundial dos judeus de todo o mundo, mas apenas como o estado dos israelitas, que são os seus cidadãos, a OLP e a AP são chamados a reconhecer a jurisdição de Israel sobre os judeus do mundo. Assim, o estatuto internacionalmente reconhecido da OLP como representante do povo palestiniano foi reduzido a um terço desde Oslo enquanto que o estatuto representativo do governo israelita foi três vezes expandido no reconhecimento dos representantes não oficiais da AP em Genebra. O primeiro ministro israelita Benjamin Netanyahu insiste que nenhum progresso no dito processo de paz terá lugar sem que os Palestinianos reconheçam o direito de Israel a ser um estado racista. Obama também pediu a todos os árabes que ratificassem este reconhecimento oficialmente. Tal tem sido feito, apesar do facto de a maioria dos judeus que vivem fora de Israel não serem cidadãos israelitas e que nenhuma estrutura que os representa ter entregue/outorgado ao estado de Israel esses poderes de representatividade.&lt;br /&gt;A divisão e a redução demográfica do povo palestiniano vai de mãos dadas com a redução territorial da Palestina, ou das partes que constituem, porções sobre as quais Israel pretende negociar depois de rodear o território com o seu exército colonial de ocupação. Para alem da remoção da parte ilegalmente ocupada expandida e colonizada de Jerusalém-oriental (muitas vezes ampliada à custa das terras cisjordanas) do lote de territórios sobre os quais Israel negociaria a sua  mudança de posição, a própria Cisjordânia foi subdividido em cantões onde não se incluem os colonatos israelitas e nem as auto-estradas que os ligam entre si, como também se excluem as reservas naturais, as bases militares e zonas reservadas. Mas isto não é tudo. Israel construiu também o muro do apartheid na terra palestiniana, eliminando automaticamente da mesa das negociações mais 10 % da Cisjordânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra medida importante que os arquitectos de Oslo (palestinianos e israelitas) tomaram de modo a garantir a sobrevivência da estrutura do “processo de Paz” de Oslo foi a criação de estruturas, instituições e classes que estivessem em ligação directa com Oslo e que podem viver para além do colapso do próprios acordos ao mesmo tempo que preservam apenas “o processo” que os acordos geraram. Esta garantia foi consagrada na legislação e defendida por fundos internacionais adjudicados para a continuação do “processo de Oslo” enquanto este continua a servir os interesses de Israel e dos Estados Unidos e da corrupta elite palestiniana que compartilha disto.&lt;br /&gt;As cinco principais categorias que os arquitectos de Oslo criaram para se assegurarem da sobrevivência do processo são as seguintes: em primeiro lugar, uma classe política que se divide entre aqueles que são eleitos para servir o Processo de Oslo, quer seja para o Conselho Legislativo quer para o ramo executivo (que se resume essencialmente ao cargo de presidente da AP), e aqueles que são nomeados para servir aqueles que são eleitos, quer seja no ministérios ou no gabinete da presidência.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, uma classe policial, que conta com cerca de dezenas de milhares, e cuja função é defender o processo de Oslo de qualquer palestiniano que o pretenda minar. Esta classe está dividida em dois departamentos, um de segurança e outro de serviços secretos, os quais competem entre si, tentando ambos provar qual o mais apto a neutralizar qualquer ameaça ao processo de Oslo. Sob a liderança de Arafat, os membros desta classe apresentaram-se ao serviço matando 14 palestinianos que consideraram como inimigos do “processo” em Gaza no ano de 1994 – uma conquista que lhes garantiu o respeito de Americanos e Israelitas que insistiam que a classe policial devia usar de mais repressão ara ser mais eficaz. A sua actuação no ano passado em Jenin quando mataram membros do Hamas e alguns transeuntes não-alinhados para impressionar o presidente Obama, que pedira à liderança palestiniana para cumprirem a parte da segurança do acordo é o apenas o mais recente exemplo da função desta classe.&lt;br /&gt;Criou ainda uma classe burocrática presa à classe politica e à classe policial e que constitui u m corpo administrativo de vários milhares que executam as ordens daqueles que foram eleitos e nomeados para servir o “processo”, uma classe composta por ONG, e finalmente uma classe de tipo burocrático e técnico cujo financiamento depende inteiramente no serviço prestado ao processo de Oslo e que garantem o seu sucesso através de planeamento e prestação de serviços e uma classe económica composta por homens de negócios palestinianos expatriados e também por locais – incluído membros das outras classes mencionadas – cujos rendimentos procedem dos investimentos feitos no processo de Oslo e de acordos lucrativos que a AP tornou possíveis. Enquanto que as ONG quase não recebem dineiro da AP, sendo beneficiárias da generosidade financeira governamental ou não-governamental estrangeira estruturalmente ligada ao processo de Oslo, a classe policial e a classe burocrática recebem todo o seu rendimento (quer o legítimo quer o ilegítimo) directamente da AP.&lt;br /&gt;Ao estabelecer uma ligação entre a vida de centenas de milhares de palestinianos e o processo de Oslo, os seus arquitectos atribuíram-lhes uma participação fundamental na sobrevivência do dito processo, mesmo e sobretudo se  este não produziu quaisquer resultados políticos. Para a elite palestina que assumiu o comando da PA, a tarefa principal foi desde o princípio a de garantir que o processo de Oslo perduraria e que a elite permaneceria no controle de todas as instituições que garantem a sobrevivência do processo. O que a elite não previu era que eles poderiam perder o controle do Hamas, um adversário assumido do processo de Oslo, que, de acordo com as expectativas que boicotou as desvirtuadas eleições de 1994, controladas pela Fatah. As eleições de 2006, que a Fatah confiava ganhar, constituíram um terramoto que poderia destruir todas essas garantias estruturais e com elas o &quot;processo&quot; que a Fatah foi designados para proteger. Daí o pânico dos americanos que, com a ajuda de Israel e de segurança da Autoridade Palestina sob a liderança de Muhammad Dahlan, arquitectaram o golpe para derrubar o governo do Hamas. Esse ataque incluiu ainda o sequestro dos deputados do Hamas no parlamento, o aprisionamento de ministros do governo e dos políticos e a sua custódia em prisões israelitas e, finalmente, ensaiando uma tomada violenta da Faixa de Gaza,  que acabou por não resultar. Desde o golpe de estado americano falhado em Gaza todas as tentativas se concentraram em perpetuar o processo de paz através da manutenção de suas estruturas sob controlo da AP e longe do Hamas, democraticamente eleito. De facto, a destruição da democracia palestiniana era um preço necessário a pagar, insistiram quer os israelitas, quer os americanos, impulsionados pelo esforço militar de tenente-general Keith Dayton. Esta situação tornou-se possível devido à estratégia de financiamento não só destes dois aliados,  E.U.A., de Israel, mas também dos países árabes produtores de petróleo no que à luta palestiniana diz respeito.&lt;br /&gt;A história do movimento nacional palestino só pode ser contada através das diversas tentativas de controlo do movimento por árabes e não-árabes. Enquanto que a OLP foi criada e controlada principalmente pelo regime de Gamal Abdel Nasser, a derrota de 1967, enfraqueceu este controlo e conduziu à tomada da organização pela guerrilha revolucionária em 1969. Com a Fatah e as guerrilhas da esquerda palestina no leme, o potencial revolucionário da OLP constituía uma ameaça tal que acabou por conduzir a uma guerra sem tréguas na Jordânia, em 1970, uma situação que os poderosos e repressivos regimes árabes não desejavam ver repetida. Foi neste contexto que o dinheiro do petróleo árabe (da Arábia Saudita, Kuwait, Líbia, Emirados Árabes Unidos e Iraque) começou a encher os cofres da OLP, essencialmente como forma de garantir que esta não apoiaria uma transformação revolucionária nos países árabes e desde que tal não pusessem em causa em jogo os interesses destes países, as suas armas deveriam ser apontadas somente a Israel. A guerra civil libanesa e o papel da OLP na mesma , durante a segunda metade da década de 1970 continuaram a ser um problema, mas um problema que os regimes árabes foram capazes de conter, no que a eles respeitava.&lt;br /&gt;Com o início da década de 1980 e a derrota militar da OLP em Beirute, em 1982, o financiamento Árabe da OLP já não estava condicionado pela ameaça armada esta podia constituir, e a organização também já não tinha Israel como alvo. As várias tentativas de acordos entre a OLP e o rei Hussein, em meados da década de 1980, faziam parte desse plano. Com a recusa continuada de Israel e dos EUA em lidar com a OLP, independentemente da mudança operada nas suas políticas e ideologia, a situação manteve-se estagnada até que o primeira insurreição palestiniana, em 1987, deu à OLP a oportunidade de negociação para depor as suas armas  na luta contra Israel. A formalização desta transformação teve lugar em Argel em 1988 e depois na conferência de paz de Madrid em 1991. Como o financiamento vindo do petróleo secou depois da Guerra do Golfo de 1990-91, a OLP precisou de angariar novos financiadores. A entrada em cena dos Estados Unidos e dos seus aliados, cujas incluíam condições de financiamento onde não só os acordos de Oslo, mas também que as armas da renovada AP (controlada pela Fatah) deveriam ter um novo alvo: os próprios palestinianos. A AP fez esse favor e continuou a ser financiada até à segunda Intifada, quando, contra a sua raison d’etre, algumas das suas forças de segurança se envolveram numa troca de tiros quando os israelitas atacaram palestinianos. O patrocínio foi temporariamente interrompido, Arafat foi colocado sob prisão domiciliária e os israelitas reocuparam o território. O financiamento continuo só foi retomado após a morte de Arafat e manteve-se dependente da “seriedade” de Mahmoud Abbas em apontar as armas palestinianas aos próprios, que  coisa que ele e os rufias do aparelho securitário da AP fizeram. No entanto, não foram tão eficazes quanto os EUA e Israel desejariam, razão pela qual o general americano Keith Dayton está a assumir o controle total da situação militar no terreno, a fim de &quot;auxiliar&quot; dos palestinianos a cumprirem a sua parte do pacto com Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que ao longo dos últimos 16 anos, os líderes israelitas têm consistentemente dito, de acordo com a fórmula de “terra pela paz”, que procuram e querem a paz com os palestinianos, mas não o estabelecimento de um Estado palestiniano, nem sequer para lhes garanta o «direito à autodeterminação. Na verdade, Israel tem não só multiplicado o número de colonatos e mais do que duplicado a população dos colonatos judeus na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, açambarcando mais terra do que a que estava em negociação, mas também tem, ao mesmo exigido mais concessões aos palestinos para garantir a “segurança” de Israel de modo a que estes concedam a Israel a paz na qual é baseada a ideia de “terra por paz &quot;. Os americanos e os europeus também insistem que os palestinianos devem dar a Israel a paz antes que este decida que terras lhes devolver e sob que condições mais garantem esta “paz” .&lt;br /&gt;Portanto, o que  a ideia da “terra pela paz” - apesar de ou por causa do seu preconceito terminológico contra o povo palestiniano - tem provocado, é um perpétuo adiamento da devolução de terras, acompanhado por pedidos insistentes de um pagamento adiantado no que diz respeito à paz que os palestinianos devem respeitar. Enquanto o cerco em torno de reafectação de Gaza e que a sua população faminta e bombardeá-las, é vendido como um concessão de Israel por devolver terras, a realidade é que a Faixa de Gaza foi transformada numa prisão controlada pelos israelitas num campo de concentração vigiado e cercado do exterior acompanhadas de intervenções no interior quando a necessidade aperta, como sucedeu no último inverno.&lt;br /&gt;Em última análise, então, o que o acordo de Oslo e o processo que este gerou têm conseguido é o fim de qualquer independência, futura, real ou imaginária, da liderança palestiniana, ou mesmo da independência nacional de um terço dos palestinianos na Cisjordânia e em Gaza, que são, de qualquer modo, os únicos palestinianos que o acordo de Oslo afirma querer ajudar a consegui-lo. Hipotecando a liderança palestina ao patrocínio de Israel e dos USA, através da criação e manutenção de estruturas administrativas, jurídicas e financeiras que garantam essa mesma dependência, Oslo tem sido aquilo para que foi projectado desde o início: o mecanismo para acabar com a tentativa palestiniana de pôr fim ao colonialismo, à ocupação e à legitimação de tipo xenófoba de Israel pelas mesmas pessoas, sobre as quais esta dominação racista e colonial é exercida.&lt;br /&gt;Qualquer um que questione estas estruturas pode ser combatido com a arma ideológica do pragmatismo. A oposição a Oslo faz de qualquer pessoa um extremista utópico e um rejeicionista, enquanto que a participação na sua estrutura a torna num pragmático moderado que trabalha em prol da paz. A arma ideológica mais eficaz que Oslo já implantou, desde 1993, é precisamente esta: quem quer que se oponha à entrega total dos direitos nacionais palestinianos, é um defensor da guerra e um oponente da paz. Em suma, o objectivo do processo de Oslo, que foi alcançado com muito sucesso, não é o estabelecimento da independência palestiniana da ocupação ilegal de Israel, mas sim acabar com a independência palestiniana como um objetivo futuro e como uma realidade actual. Visto por esse prima, Oslo continua a ser um sucesso retumbante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Joseph Massad&lt;/span&gt; é professor de Politica árabe moderna e de historia intelectual na Universidade de Columbia. Este é o texto de um discurso que fez numa conferencia em 2009. a speech he delivered at a conference in Oslo in 2009.</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/03/joseph-massad-sobre-os-acordos-de-oslo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-7091569985137020305</guid><pubDate>Tue, 09 Mar 2010 11:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-09T11:54:16.359+00:00</atom:updated><title>Hoje Debate sobre o Apartheid na Palestina</title><description>&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Na próxima Terça-Feira, na Faculdade de Letras, pelas 18 horas, no Anfiteatro IV, no 6º Piso será o debate Palestina: &lt;span class=&quot;yshortcuts&quot; id=&quot;lw_1268135327_0&quot;&gt;Apartheid&lt;/span&gt; do Século XXI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, organizado pelo Núcleo de Estudantes da FLUC em colaboração com o Comité de Soliedariedade com a Palestina. Contará com as seguintes intervenções:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;António Louçã&lt;/b&gt; : apresentação do livro &quot;Do Muro das Lamentações ao Muro do Apartheid&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;                &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A&lt;b&gt;na Paula Amendoeira&lt;/b&gt;: &quot;O Património histórico como instrumento de aniquilação da Memória&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;               &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Ziyaad Lunat&lt;/b&gt;: &quot;Relato duma viagem recente interrompida às portas de Gaza”&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/03/hoje-debate-sobre-o-apartheid-na.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-4947051932313644938</guid><pubDate>Mon, 08 Mar 2010 20:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-08T23:11:17.167+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cerco ilegal a Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Counterpunch</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Israel</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jonathan Cook</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tradução TPG</category><title>A guerra de Israel ao protesto</title><description>fonte: &lt;a href=&quot;http://www.counterpunch.org/cook02122010.html&quot;&gt;Counterpunch &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Exército usado para deportar ativistas contra o muro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;A guerra de Israel ao protesto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por Jonathan Cook&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tribunais de Israel ordenou a liberação esta semana de duas mulheres estrangeiras presas pelo exército na Cisjordânia, em que os advogados de direitos humanos alertam, como um amplo esmagamento por parte de Israel a  protesto de ativistas internacionais, israelenses e palestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prisão das duas mulheres, durante uma incursão noturna na cidade palestina de Ramallah, destacou uma nova tática de funcionários israelitas: usando a polícia de imigração para tentar deportar estrangeiros simpatizantes da causa palestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher Checa foi deportado no mês passado depois que de ter sido presa em Ramallah por uma unidade especial conhecida como OZ, inicialmente criada para prender imigrantes que trabalham ilegalmente em Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advogados de direitos humanos dizem que nova ofensiva de Israel visa minar a atividade conjunta  não-violenta de ativistas internacionais e moradores palestinos protestando contra roubo de terras por Israel à medida em que constrói o muro de separação em terras da Cisjordânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que jornal israelense Haaretz, recentemente chamou de &quot;guerra ao protesto&quot;, as forças de segurança israelenses lançaram uma série de incursões na Cisjordânia ao longo dos últimos dois meses para deter os líderes da comunidade palestina organizando os protestos contra o muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Israel sabe que a luta não-violenta está se espalhando e que é uma arma poderosa contra a ocupação&quot;, disse Neta Golan, uma ativista israelense baseada em Ramallah. &quot;Israel não tem resposta para isso; é por isso que as forças de segurança estão em pânico e começaram a fazer muitas prisões.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana a detenção de Ariadna Marti, 25, da Espanha, e Bridgette Chappell, 22, da Austrália, sugere um reavivamento de uma longa luta de gato e rato entre Israel e o Movimento de Solidariedade Internacional (ISM), um grupo de activistas palestinianos que se uniram em oposição não-violenta  à ocupação israelense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último grande confronto, há alguns anos da segunda Intifada, resultou em um breve surto de mortes e ferimentos de ativistas internacionais nas mãos do exército israelita. A mais controversa foi, Rachel Corrie, americana de 23 anos de idade, que foi atropelada e morta por um escavadora do exército em 2003, quando ela se colocou em frente a uma casa em Gaza, ameaçada de demolição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neta Golan, a co-fundadora do ISM, disse que Israel demonizado os ativistas do grupo nos meios de comunicação israelenses e internacionais. &quot;Em vez de mostrar a nossa luta como um  movimento de &quot;não-violência&quot;, somos retratados como &quot;cúmplices do terrorismo &quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira investida da polícia de imigração de Israel em uma área sob controle palestiniano na Cisjordânia, a chamada &quot;Área A&quot;, ocorrido no mês passado quando uma mulher Checa foi presa em Ramallah. Eva Novakova, 28, que tinha sido recentemente nomeada coordenadora de mídia do ISM, foi acusada de permanência ilegal no país  e foi deportada antes que ela pudesse recorrer  aos tribunais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advogados de direitos humanos dizem que tais ações são ilegais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os funcionários da Autoridade Palestiniana (AP) tem se tornado cada vez mais descontente com os abusos do regime de segurança de Israel que datam deste era de Oslo. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, descreveu recentemente as operações israelenses na Área A, tal como &quot; incursões e provocações&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o Supremo Tribunal tenha libertado as duas mulheres sob fiança nesta segunda-feira, enquanto a sua deportação foi considerada, foram proibidas de entrar na Cisjordânia e condenou cada uma a pagar uma fiança de US $ 800.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os juízes questionaram o direito do exército de entregar as mulheres à polícia de imigração de uma prisão militar na Cisjordânia, mas deixou em aberto a questão de saber se a operação teria sido legal se a transferência ocorresse em território israelense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo espanhol é relatado de ter pedido ao embaixador de Israel na Espanha a promessa de que Ariadna Marti não seriam deportada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariadna Marti disse que foi acordada  na madrugada de domingo por &quot;15 a 20 soldados, que que nos apontavam as suas armas&quot;. Exigiram os passaportes das duas  e depois as algemaram. Mais tarde, ela disse, que lhes foi oferecida a opção entre &quot;concordar com expulsão imediata ou ficarem presas por seis meses.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira, logo após a decisão do tribunal, o exército invadiu o escritório do ISM em Ramallah novamente, confiscando computadores, camisetas e pulseiras com a inscrição &quot;Palestina.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Israel conseguiu barrarr os ativistas  internacionais de chegarem, negando-lhes a entrada nas fronteiras&quot;, disse Neta Golan. &quot;Mas aqueles que conseguem entrar, enfrentam deportação se forem presos ou tentarem renovar seu visto.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ISM tem trabalhado de perto com uma série de comitês populares palestinos locais, na organização de manifestações semanais contra roubo por Israel do território palestino sob o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;disfarce da construção do muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os protestos somente se tornam  manchetes  intermitentes, geralmente quando ativistas internacionais ou israelenses ficam feridos ou mortos por soldados israelenses. Os feridos palestinos,  na maior parte das vezes,  passam despercebidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um incidente que ameaçou constranger Israel, Tristan Anderson, 38, um membro americano do ISM, foi deixado com danos cerebrais em março passado depois que um soldado disparou uma granada de gás lacrimogêneo em sua cabeça durante uma manifestação contra o muro na aldeia palestina de Nilin .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das regulares detenções de manifestantes palestinos, Israel aprovou recentemente uma nova tática de prender os líderes comunitários e mantendo-os em detenção por longos períodos administrativos. Um editorial do Haaretz chamou essas práticas de &quot;familiares nos mais negros regimes&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abdallah Abu Rahman, um professor e chefe do comitê popular na aldeia de Bilin, está preso desde dezembro por posse de armas. A acusação mostra que ele criou em sua casa um mural feito com cilindros de gás lacrimogêneo disparado pelo Exército israelense contra os manifestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira, os escritórios do Stop the Wall, uma organização de proteção aos comitês populares, foi invadida, e os seus computadores e documentos confiscados. Dois coordenadores do grupo, Juma Jamal e Mohammed Othman, foram libertados da prisão no mês passado depois de crescente pressão internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia israelense também tem sido duramente criticada pelos tribunais por espancar e prender dezenas de ativistas israelenses e palestinos que protestavam contra a desapropriação de casas palestinas por colonos em Jerusalém Oriental nos arredores de Sheikh Jarrah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês passado, Hagai Elad, o chefe do maior centro de leis de direitos humanosde Israel, a Associação de Direitos Civis em Israel, foi um dos 17 libertados por um juiz depois de manifestantes terem sido detidos por dois dias pela polícia, que os acusou de serem &quot;perigosos&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonathan Cook é um escritor e jornalista baseado em Nazaré, Israel. Seus últimos livros são &quot;Israel e o Choque de Civilizações: Iraque, Irã e do Plano de refazer o Médio Oriente&quot; (Pluto Press) e &quot;Disappearing Palestina: Experiências de Israel em desespero humano&quot; (Zed Books). Seu site é www.jkcook.net.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma versão deste artigo apareceu originalmente em The National (www.thenational.ae), publicado em Abu Dhabi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por EB, equipa Todos Por Gaza</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/03/guerra-de-israel-ao-protesto.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-7035923250931233555</guid><pubDate>Sun, 28 Feb 2010 20:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-28T20:43:09.540+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cerco ilegal a Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sarah Roy</category><title>Artigo de Sarah Roy no the Nation</title><description>&lt;a href=&quot;http://http://www.thenation.com/doc/20100301/roy&quot;&gt;Sara Roy: Gaza: Treading on Shards&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sara Roy é investigadora sénior no centro de Estudos para o Médio Oriente em Harvard. O seu novo livro, &quot;Hamas and Social Islam in Palestine&quot;, será publicado em breve  na Princeton University Press.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;February 17, 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Do you know what it&#39;s like living in Gaza?&quot; a friend of mine asked. &quot;It is like walking on broken glass tearing at your feet.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;On January 21, fifty-four House Democrats signed a letter to President Obama asking him to dramatically ease, if not end, the siege of Gaza. They wrote:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The people of Gaza have suffered enormously since the blockade imposed by Israel and Egypt following Hamas&#39;s coup, and particularly following Operation Cast Lead.... The unabated suffering of Gazan civilians highlights the urgency of reaching a resolution to the Israeli-Palestinian conflict, and we ask you to press for immediate relief for the citizens of Gaza as an urgent component of your broader Middle East peace efforts.... Despite ad hoc easing of the blockade, there has been no significant improvement in the quantity and scope of goods allowed into Gaza.... The crisis has devastated livelihoods, entrenched a poverty rate of over 70%, increased dependence on erratic international aid, allowed the deterioration of public infrastructure, and led to the marked decline of the accessibility of essential services.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This letter is remarkable not only because it directly challenges the policy of the Israel lobby-- a challenge no doubt borne of the extreme crisis confronting Palestinians, in which the United States has played an extremely damaging role--but also because it links Israeli security to Palestinian well-being. The letter concludes, &quot;The people of Gaza, along with all the peoples of the region, must see that the United States is dedicated to addressing the legitimate security needs of the State of Israel and to ensuring that the legitimate needs of the Palestinian population are met.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I was last in Gaza in August, my first trip since Israel&#39;s war on the territory one year ago. I was overwhelmed by what I saw in a place I have known intimately for nearly a quarter of a century: a land ripped apart and scarred, the lives of its people blighted. Gaza is decaying under the weight of continued devastation, unable to function normally. The resulting void is filled with vacancy and despair that subdues even those acts of resilience and optimism that still find some expression. What struck me most was the innocence of these people, over half of them children, and the indecency and criminality of their continued punishment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The decline and disablement of Gaza&#39;s economy and society have been deliberate, the result of state policy--consciously planned, implemented and enforced. Although Israel bears the greatest responsibility, the United States and the European Union, among others, are also culpable, as is the Palestinian Authority (PA) in the West Bank. All are complicit in the ruination of this gentle place. And just as Gaza&#39;s demise has been consciously orchestrated, so have the obstacles preventing its recovery.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaza has a long history of subjection that assumed new dimensions after Hamas&#39;s January 2006 electoral victory. Immediately after those elections, Israel and certain donor countries suspended contacts with the PA, which was soon followed by the suspension of direct aid and the subsequent imposition of an international financial boycott of the PA. By this time Israel had already been withholding monthly tax revenues and custom duties collected on behalf of the Authority, had effectively ended Gazan employment inside Israel and had drastically reduced Gaza&#39;s external trade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With escalating Palestinian-Israeli violence, which led to the killing of two Israeli soldiers and the kidnapping of Cpl. Gilad Shalit in June 2006, Israel sealed Gaza&#39;s borders, allowing for the entry of humanitarian goods only, which marked the beginning of the siege, now in its fourth year. Shalit&#39;s abduction precipitated a massive Israeli military assault against Gaza at the end of June, known as Operation Summer Rains, which initially targeted Gaza&#39;s infrastructure and later focused on destabilizing the Hamas-led government through intensified strikes on PA ministries and further reductions in fuel, electricity, water delivery and sewage treatment. This near daily ground operation did not end until October 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In June 2007, after Hamas&#39;s seizure of power in the Strip (which followed months of internecine violence and an attempted coup by Fatah against Hamas) and the dissolution of the national unity government, the PA effectively split in two: a de facto Hamas-led government--rejected by Israel and the West--was formed in Gaza, and the officially recognized government headed by President Mahmoud Abbas was established in the West Bank. The boycott was lifted against the West Bank PA but was intensified against Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adding to Gaza&#39;s misery was the decision by the Israeli security cabinet on September 19, 2007, to declare the Strip an &quot;enemy entity&quot; controlled by a &quot;terrorist organization.&quot; After this decision Israel imposed further sanctions that include an almost complete ban on trade and no freedom of movement for the majority of Gazans, including the labor force. In the fall of 2008 a ban on fuel imports into Gaza was imposed. These policies have contributed to transforming Gazans from a people with political and national rights into a humanitarian problem--paupers and charity cases who are now the responsibility of the international community.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Not only have key international donors, most critically the United States and European Union, participated in the sanctions regime against Gaza, they have privileged the West Bank in their programmatic work. Donor strategies now support and strengthen the fragmentation and isolation of the West Bank and Gaza Strip--an Israeli policy goal of the Oslo process--  and divide Palestinians into two distinct entities, offering largesse to one side while criminalizing and depriving the other. This behavior among key donor countries reflects a critical shift in their approach to the Palestinian-Israeli conflict from one that opposes Israeli occupation to one that, in effect, recognizes it. This can be seen in their largely unchallenged acceptance of Israel&#39;s settlement policy and the deepening separation of the West Bank and Gaza and isolation of the latter. This shift in donor thinking can also be seen in their unwillingness to confront Israel&#39;s de facto annexation of Palestinian lands and&lt;br /&gt;Israel&#39;s reshaping of the conflict to center on Gaza alone, which is now identified solely with Hamas and therefore as alien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hence, within the annexation (West Bank)/alien (Gaza Strip) paradigm, any resistance by Palestinians, be they in the West Bank or Gaza, to Israel&#39;s repressive occupation, including attempts at meaningful economic empowerment, are now considered by Israel and certain donors to be illegitimate and unlawful. This is the context in which the sanctions regime against Gaza has been justified, a regime that has not mitigated since the end of the war. Normal trade (upon which Gaza&#39;s tiny economy is desperately dependent) continues to be prohibited; traditional imports and exports have almost disappeared from Gaza. In fact, with certain limited exceptions, no construction materials or raw materials have been allowed to enter the Strip since June 14, 2007. Indeed, according to Amnesty International, only forty- one truckloads of construction materials were allowed to enter Gaza between the end of the Israeli offensive in mid-January 2009 and December 2009, although Gaza&#39;s industrial sector&lt;br /&gt;presently requires 55,000 truckloads of raw materials for needed reconstruction. Furthermore, in the year since they were banned, imports of diesel and petrol from Israel into Gaza for private or commercial use were allowed in small amounts only four times (although the United Nations Relief and Works Agency, UNRWA, periodically receives diesel and petrol supplies). By this past August, 90 percent of Gaza&#39;s total population was subject to scheduled electricity cuts of four to eight hours per day, while the remaining 10 percent had no access to any electricity, a reality that has remained largely unchanged.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaza&#39;s protracted blockade has resulted in the near total collapse of the private sector. At least 95 percent of Gaza&#39;s industrial establishments (3,750 enterprises) were either forced to close or were destroyed over the past four years, resulting in a loss of between 100,000 and 120,000 jobs. The remaining 5 percent operate at 20-50 percent of their capacity. The vast restrictions on trade have also contributed to the continued erosion of Gaza&#39;s agricultural sector, which was exacerbated by the destruction of 5,000 acres of agricultural land and 305 agricultural wells during the war. These losses also include the destruction of 140,965 olive trees, 136,217 citrus trees, 22,745 fruit trees, 10,365 date trees and 8,822 other trees.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lands previously irrigated are now dry, while effluent from sewage seeps into the groundwater and the sea, making much of the land unusable. Many attempts by Gazan farmers to replant over the past year have failed because of the depletion and contamination of the water and the high level of nitrates in the soil. Gaza&#39;s agricultural sector has been further undermined by the buffer zone imposed by Israel on Gaza&#39;s northern and eastern perimeters (and by Egypt on Gaza&#39;s southern border), which contains some of the Strip&#39;s most fertile land. The zone is officially 300 meters wide and 55 kilometers long, but according to the UN, farmers entering within 1,000 meters of the border have sometimes been fired upon by the IDF. Approximately 30-40 percent of Gaza&#39;s total agricultural land is contained in the buffer zone. This has effectively forced the collapse of Gaza&#39;s agricultural sector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These profound distortions in Gaza&#39;s economy and society will--even under the best of conditions--take decades to reverse. The economy is now largely dependent on public-sector employment, relief aid and smuggling, illustrating the growing informalization of the economy. Even before the war, the World Bank had already observed a redistribution of wealth from the formal private sector toward black market operators.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are many illustrations, but one that is particularly startling concerns changes in the banking sector. A few days after Gaza was declared an enemy entity, Israel&#39;s banks announced their intention to end all direct transactions with Gaza-based banks and deal only with their parent institutions in Ramallah, in the West Bank. Accordingly, the Ramallah-based banks became responsible for currency transfers to their branches in the Gaza Strip. However, Israeli regulations prohibit the transfer of large amounts of currency without the approval of the Defense Ministry and other Israeli security forces. Consequently, over the past two years Gaza&#39;s banking sector has had serious problems in meeting the cash demands of its customers. This in turn has given rise to an informal banking sector, which is now controlled largely by people affiliated with the Hamas-led government, making Hamas Gaza&#39;s key financial middleman. Consequently, moneychangers, who can easily generate capital, are now&lt;br /&gt;arguably stronger than the formal banking system in Gaza, which cannot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Another example of Gaza&#39;s growing economic informality is the tunnel economy, which emerged long ago in response to the siege, providing a vital lifeline for an imprisoned population. According to local economists, around two-thirds of economic activity in Gaza is presently devoted just to smuggling goods into (but not out of) Gaza. Even this lifeline may soon be diminished, as Egypt, apparently assisted by US government engineers, has begun building an impenetrable underground steel wall along its border with Gaza in an attempt to reduce smuggling and control the movement of people. At its completion the wall will be six to seven miles long and fifty-five feet deep.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The tunnels, which Israel tolerates in order to keep the siege intact, have also become an important source of income for the Hamas government and its affiliated enterprises, effectively weakening traditional and formal businesses and the rehabilitation of a viable business sector. In this way, the siege on Gaza has led to the slow but steady replacement of the formal business sector by a new, largely black-market sector that rejects registration, regulation or transparency and, tragically, has a vested interest in maintaining the status quo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At least two new economic classes have emerged in Gaza, a phenomenon with precedents in the Oslo period: one has grown extremely wealthy from the black-market tunnel economy; the other consists of certain public-sector employees who are paid not to work (for the Hamas government) by the Palestinian Authority in the West Bank. Hence, not only have many Gazan workers been forced to stop producing by external pressures, there is now a category of people who are being rewarded for their lack of productivity--a stark illustration of Gaza&#39;s increasingly distorted reality. This in turn has led to economic disparities between the haves and have-nots that are enormous and visible, as seen in the almost perverse consumerism in restaurants and shops that are the domain of the wealthy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaza&#39;s economy is largely devoid of productive activity in favor of a desperate kind of consumption among the poor and the rich, but it is the former who are unable to meet their needs. Billions in international aid pledges have yet to materialize, so the overwhelming majority of Gazans remain impoverished. The combination of a withering private sector and stagnating economy has led to high unemployment, which ranges from 31.6 percent in Gaza City to 44.1 percent in Khan Younis. According to the Palestinian Chamber of Commerce, the de facto unemployment rate is closer to 65 percent. At least 75 percent of Gaza&#39;s 1.5 million people now require humanitarian aid to meet their basic food needs, compared with around 30 percent ten years ago. The UN further reports that the number of Gazans living in abject poverty--meaning those who are totally unable to feed their families--has tripled to 300,000, or approximately 20 percent of the population.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Access to adequate amounts of food continues to be a critical problem, and appears to have grown more acute after the cessation of hostilities a year ago. Internal data from September 2009 through the beginning of January 2010, for example, reveal that Israel allows Gazans no more (and at times less) than 25 percent of needed food supplies, with levels having fallen as low as 16 percent. During the last two weeks of January, these levels declined even more. Between January 16 and January 29 an average of 24.5 trucks of food and supplies per day entered Gaza, or 171.5 trucks per week. Given that Gaza requires 400 trucks of food alone daily to sustain the population, Israel allowed in no more than 6 percent of needed food supplies during this two-week period. Because Gaza needs approximately 240,000 truckloads of food and supplies per year to &quot;meet the needs of the population and the reconstruction effort,&quot; according to the Palestinian Federation of Industries, current levels are, in a&lt;br /&gt;word, obscene. According to the Food and Agriculture Organization and World Food Program, &quot;The evidence shows that the population is being sustained at the most basic or minimum humanitarian standard.&quot; This has likely contributed to the prevalence of stunting (low height for age), an indicator of chronic malnutrition, which has been pronounced among Gaza&#39;s children younger than 5, increasing from 8.2 percent in 1996 to 13.2 percent in 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaza&#39;s agony does not end there. According to Amnesty International, 90-95 percent of the water supplied by Gaza&#39;s aquifer is &quot;unfit for drinking.&quot; The majority of Gaza&#39;s groundwater supplies are contaminated with nitrates well above the acceptable WHO standard--in some areas six times that standard--or too salinated to use. Gaza no longer has any source of regular clean water. According to one donor account, &quot;Nowhere else in the world has such a large number of people been exposed to such high levels of nitrates for such a long period of time. There is no precedent, and no studies to help us understand what happens to people over the course of years of nitrate poisoning,&quot; which is especially threatening to children. According to Desmond Travers, a co-author of the Goldstone Report, &quot;If these issues are not addressed, Gaza may not even be habitable by World Health Organization norms.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is possible that high nitrate levels have contributed to some shocking changes in the infant mortality rate (IMR) among Palestinians in the Gaza Strip and West Bank. IMR, widely used as an indicator of population health, has stalled among Palestinians since the 1990s and now shows signs of increasing. This is because the leading causes of infant mortality have changed from infectious and diarrheal diseases to prematurity, low birth weight and congenital malformations. These trends are alarming (and rare in the region), because infant mortality rates have been declining in almost all developing countries, including Iraq.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The people of Gaza know they have been abandoned. Some told me the only time they felt hope was when they were being bombed, because at least then the world was paying attention. Gaza is now a place where poverty masquerades as livelihood and charity as business. Yet, despite attempts by Israel and the West to caricature Gaza as a terrorist haven, Gazans still resist. Perhaps what they resist most is surrender: not to Israel, not to Hamas, but to hate. So many people still speak of peace, of wanting to resolve the conflict and live a normal life. Yet, in Gaza today, this is not a reason for optimism but despair.</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/02/artigo-de-sarah-roy-no-nation.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-5530599783799033090</guid><pubDate>Tue, 23 Feb 2010 23:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-23T23:11:07.093+00:00</atom:updated><title>retomaremos a actividade regular assim que nos for possivel</title><description>Caros leitor@s:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compromissos profissionais e a falta de uma equipa de traducao regular tem impedido a actualizacao frequente deste espaco. Esperamos retomar o ritmo em breve. Para já estamos a preparar uma traducao de um artigo do professor Joseph Massad sobre os acordos de Oslo e as suas implicacoes e impacto na vida dos palestinianos. Contamos tê-lo pronto nos próximos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada pela vossa atencao!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestina livre e Independente!</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/02/retomaremos-actividade-regular-assim.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-3523931247519205192</guid><pubDate>Wed, 10 Feb 2010 22:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-12T20:25:32.832+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Demolições</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jerusalem</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nir Barkat</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tradução TPG</category><title>Prefeito de Jerusalém demolirá 200 casas de Palestinos</title><description>&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://electronicintifada.net/v2/article11061.shtml&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;font-family:verdana;&quot; &gt;Prefeito de Jerusalém demolirá  200 casas de Palestinos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;font-family:verdana;&quot; &gt;Por: Jonathan Cook, The Electronic Intifada, 9 de fevereiro 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt; tradução:&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;EB&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt; equipaTPG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Na semana passada o prefeito de Jerusalém ameaçou demolir 200 casas em bairros na cidade cidade, em um ato em que ele mesmo admite, que provavelmente fará com que antigas tensões sobre o sistema de moradias em Jerusalém Oriental, voltem a explodir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Sua postura inflexivel, é o último estágio em uma longa batalha legal sobre um único edifício que se eleva acima do emaranhado das casas modestas de Silwan, uma comunidade deprivada e super povoada, situada sob as sombras da abóbada prateada da mesquita al-Aqsa, do lado de fora das Muralhas da Cidade Velha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;O edificio Beit Yehonatan, ou  a casa de Jônatas, distingue-se não somente por sua altura - que com seus sete andares, é pelo menos três andares mais alto do que seus vizinhos -, mas também pela a bandeira de Israel hasteada no telhado de frente para a rua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Criado como posto de vigia, nomeado Jonathan Pollard,em homenagem ao judeu-americano, condenado a prisão perpétua nos EUA, por espionagem a favor de Israel na década de 1980, Beit Yehonatan tem sido o lar de oito famílias judias desde 2004, quando foi construído sem licença por uma organização de colonos extremistas conhecidos como Ateret Cohanim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Beit Yehonatan é uma entre as dezenas de casas ocupadas por colonos, perspontando nas áreas palestinas em Jerusalém Oriental, a maioria delas tomadas dos Palestinos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Críticos dizem que, a intenção desses &quot;postos&quot; , juntamente com os grandes assentamentos ao leste de Jerusalém, construído pelo Estado e que abriga cerca de 200.000 judeus, é de desencorajar qualquer acordo de paz tendo em vista oferecer aos Palestinos Jerusalém como sua capital.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Com excepção dos colonos, que são usados para camuflar intervenções abertas e encobertas de funcionários do governo, os habitantes de Beit Yehonatan estão correndo sério risco de serem expulsos de suas casas dois anos  após uma uma ordem de execução &quot;urgente&quot;, ter sido emitida pelo Supremo Tribunal de Justiça israelense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Na semana passada, Nir Barkat, prefeito de Jerusalém, finalmente concordou &quot;sob protesto&quot; em selar Beit Yehonatan em meio a crescente pressão de um grupo de funcionários judiciais. Barkat vinha lutando arduamente contra a execução da ordem judicial, auxiliado por altos membros do Parlamento, pela polícia e, mesmo Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelense, que se opôs ao conselho de seu próprio procurador geral , declarando que o futuro de Beit Yehonatan é &quot;uma questão puramente municipal. &quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Contudo o prefeito não se &quot;rendeu&quot; simplesmente. Ele avisou que Beit Yehonatan somente seria evacuado, sob a condição de que as mais de 200 ordens de demolição de casas palestinas, a maioria deles em Silwan, fossem cumpridas ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Ele argumentou que tinha que evitar qualquer impressão de que a lei estivesse sendo aplicada de uma &quot;forma discriminatória&quot; contra os judeus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Jeff Halper, chefe do Comitê Israelense contra Demolições de Casas, disse que idéia de justiça de  Barkat era &quot;ridícula&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&quot;Nos últimos 15 anos houve mais de mil casas palestinas demolidas em Jerusalém Oriental versus absolutamente nenhuma casa de colonos&quot;, disse ele. &quot;Na verdade, nenhum colono jamais perdeu sua casa em Jerusalém Oriental&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Ao fazer seu anúncio, Barkat admitiu que as  200 demolições  desencadeariam &quot;uma forte possibilidade para conflito&quot;. Palestinos em Jerusalém Oriental já estão revoltados por&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;décadas de planejadas restrições que os forçam a construir ou ampliar residências ilegalmente, porque é quase impossível obter permissão das autoridades israelenses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Halper disse que o município classificou 22.000 casas palestinas em Jerusalém Oriental como ilegais, embora tenha admitido que existe uma escassez de 25.000 casas para os 250.000 palestinos vivendo na cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;As residências que são alvo de demolição são casas palestinas em torno de Beit Yehonatan que violam as restrições de planejamento,  as quais somente permitem que as casas sejam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;de apenas dois andares; apesar das restrições, muitas casas têm quatro andares e os seus proprietários pagam multas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Além disso, a Câmara quer demolir 88 casas em uma pequena área chamada Bustan que o município alega estar sob perigo de alagamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Zeinab Jaber vive ao lado  de Beit Yehonatan , na casa onde ela nasceu  61 anos atras. O edifício foi declarado ilegal há 20 anos atrás, depois que foi teve acrescentado quatro andares para acomodar sua família em crescimento. Hoje ela e seus seis filhos adultos pagam uma multa mensal de mais de 1.000 dólares na esperança de evitar a destruição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Seu filho Amjad, 32 anos, casado, com dois filhos, disse que ele nunca se atreveu a faltar com um pagamento. &quot;É simples: se você não pagar, você vai preso.&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&quot;O que há para os colonos aqui?&quot; Jaber pergunta. &quot;Eles só estão aqui porque querem nos tomar este lugar . Eles não se sentirão felizes até que saiamos.&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Do lado oposto do vale de Beit Yehonatan, Mohammed Jalajil, 48, disse que não tinha dúvidas de que o município irá demolir as 200 casas. Ele, sua esposa e cinco filhos, foram amontoados em uma sala no apartamento de um parente, desde que sua própria casa foi demolida há sete anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Jalajil, 48, disse: &quot;Alguns meses depois que tomaram a nossa casa,  eu vi os colonos construindo nas proximidades. Meu advogado me disse que, apesar de minha casa não mais existir, eu terei que continuar pagando minha multa por mais 10 anos. &quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Se Barkat cumprir com suas ameaça, as demolições provocarão uma repreensão por parte da comunidade internacional. No mês passado, a França e os Estados Unidos aderiram à ONU denunciando que ocorreram mais de 100 demolições em Jerusalém Oriental, ao longo dos últimos três meses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Meir Margalit, um vereador da cidade de Jerusalém advertiu que, a decisão do prefeito compara-se à política  da &quot;etiqueta de preço&quot; dos colonos na Cisjordânia, que atacaram vilarejos palestinos em represália contra as tentativas oficiais de desmanchar alguns dos assentamentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;que pontilham o território palestino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&quot;Mas a diferença aqui é que, o preço não está sendo cobrado pelos próprios colonos, mas por parte do município e do governo em  nome deles&quot;, disse ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Ontem, o município deveria ter emitido um aviso prévio de sete dias para evacuação aos moradores de Beit Yehonatan, mas a operação foi cancelada no último minuto, quando a polícia se recusou a cooperar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Atritos vêm crescendo em Silwan há vários anos devido às atividades de uma outra organização de colonos, Elad, a qual que, com o apoio oficial, está construindo  um parque arqueológico conhecido como a Cidade de Davi, bem no centro do bairro palestino. Tão logo os palestinos foram expulsos, pelo menos 80 famílias judias se mudaram para casas próximas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Na medida que o Elad se imiscui dentro de Silwan, Beit Yehonatan se torna um lugar mais dificil de se manter. &quot;Normalmente, os colonos apresentam uma fachada de legalidade ao que eles fazem&quot;, disse Halper. &quot;O problema aqui é que, eles constroem de uma forma claramente ilegal, sem autorização e acima das restrições de altura para edifícios.&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;A resistência de Barkat em expulsar os habitantes de Beit Yehonatan foi destacada no mês passado quando ele tentou desviar a pressão legal, propondo uma nova política de planejamento para legalizar edifícios sem  licença em Silwan. O prefeito propôs que as regras que limitam casas a dois andares sejam mudadas para quatro andares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;A reforma se aplicaria primeiro em Beit Yehonatan, selando os três andares de cima, mas permitindo que as famílias judias continuassem vivendo no resto do edifício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Apesar de Barkat ter prometido que os edifícios ilegais palestinos também seriam salvos, Ir Amim, um grupo israelense de direitos humanos, desmentiu a afirmação do prefeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;A esmagadora maioria das casas dos palestinos falhariam em se qualificar, pela falta de   documentos cadastrais  para a area e uma série de requisitos em matéria de estacionamento, vias de acesso e ligações de esgotos que são &quot;impossíveis&quot; de cumprir, escreveu a porta-voz Orly Noy, no jornal Haaretz no mês passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Ela acrescentou que nos bairros palestinos de Jerusalém Oriental faltam 70 km de tubos de esgoto e que nem uma única estrada foi pavimentada em seus bairros desde a ocupação de Israel em 1967.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Um mapa de planejamento de Jerusalém Oriental, elaborado recentemente pelo município de Jerusalém, veio à tona no mês passado, de como Barkat estava prometendo legalizar construções, mostrando que mais de 300 casas - a maioria deles em Silwan - estavam enfrentando demolição iminente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Jonathan Cook é um escritor e jornalista na cidade de Nazaré, Israel. Seus últimos livros são Israel e o Choque de Civilizações: Iraque, Irã e do Plano de refazer o Médio Oriente (Pluto Press) e Desaparecimento da Palestina: As experiencias de Israel em desespero humano(Zed Books). Seu site é www.jkcook.net.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Uma versão deste artigo foi publicado originalmente em O Nacional, publicado em Abu Dhabi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/02/prefeito-de-jerusalem-demolira-200.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-1437120416183907587</guid><pubDate>Fri, 05 Feb 2010 17:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-05T17:43:30.880+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Alan Stoleroff</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cerco ilegal a Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lisboa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mesa redonda</category><title>Mesa Redonda: 11 de Fevereiro 2010</title><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Mesa Redonda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;font-size:180%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&quot;O direito  internacional &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;font-size:180%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;e a ocupação israelita  dos territórios palestinianos: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;font-size:180%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Evidências  e desafios&quot;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Intervenientes no  painel:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Paula  Escarameia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Professora de Direito  Internacional no ISCSP-Universidade Técnica de Lisboa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;e Membro da Comissao de  Direito Internacional de ONU&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;José Manuel  Pureza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Professor de Direito  Internacional e Relações Internacionais na Universidade de  Coimbra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;António  Cluny&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Vice-Presidente da MEDEL  (Associação Europeia de Magistrados pela Democracia e as  Liberdades)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Alan  Stoleroff&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Professor de Sociologia  no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Maria Eduarda  Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Professora de Direito no  ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Data e hora: 11 de  Fevereiro de 2010 às 18h30&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;Locale: Auditório Afonso de Barros,  ISCTE-IUL&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Av. das Forças Armadas,  Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Patrocínio: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Secção Autónoma de Direito -  ISCTE-IUL&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div dir=&quot;ltr&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Comité Nacional de Apoio - Tribunal  Russell para a Palestina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/02/mesa-redonda-11-de-fevereiro-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-8272956942977869043</guid><pubDate>Wed, 03 Feb 2010 01:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-03T01:49:34.273+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Carolina Cruz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Chumbo Fundido</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gideon Levy</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Haaretz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">holocausto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tradução TPG</category><title>Memória do Holocausto é pretexto para propaganda israelita</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.haaretz.com/hasen/spages/1145670.html&quot;&gt;Ha’aretz&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;28 de janeiro de 2010-02-02&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-weight: bold;&quot;&gt;Memória do Holocausto é pretexto para propaganda israelita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Por Gideon Levy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;traduzido por Carolina Cruz (Todos Por Gaza)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;As grandes personalidades de Israel atacaram de madrugada numa larga frente. O Presidente, na Alemanha; o Primeiro-Ministro, com uma enorme comitiva, na Polónia; o Ministro dos Negócios Estrangeiros, na Hungria; o seu secretário, na Eslováquia; o Ministro da Cultura, em França; o Ministro da Informação, nas Nações Unidas; e até o membro do partido Druze Knesset da Likud, Ayoob Kara, em Itália.Todos se deslocaram para fazer discursos rebuscados sobre o Holocausto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quarta-feira (27 de Janeiro) foi o Dia Internacional de Memória do Holocausto e desde há muito não se via semelhante campanha de relações públicas por parte de Israel. A altura escolhida para este esforço pouco habitual não é casual. Quando o mundo fala sobre Goldstone, nós falamos sobre o Holocausto, como se pretendessemos atenuar o impacto (do relatório). Quando o mundo fala sobre ocupação, nós falamos sobre o Irão, como se quiséssemos esquecer a questão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Certamente, isso não vai ajudar. O Dia Internacional de Memória do Holocausto passou, os discursos serão em breve esquecidos e a deprimente realidade diária continuará. A imagem de Israel não sairá ilesa, mesmo depois desta campanha de relações públicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na véspera da sua partida, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu falou no Yad Vashem. “O mal existe no mundo”, disse. “O mal deve ser cortado pela raiz”. “Estão a tentar negar a verdade”.  Palavras arrogantes, proferidas pela mesma pessoa que, apenas um dia antes, proferiu palavras muito diferentes, palavras de verdadeiro mal, um mal que deve ser erradicado, um mal que Israel tenta esconder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Netanyahu falou de uma nova “política de imigração” que é maléfica em todos os seus aspectos. Num acto de má fé, juntou no mesmo saco trabalhadores imigrantes e refugiados indefesos, advertindo que poem em risco Israel, que baixam os nossos salários, que ameaçam a nossa segurança, que fazem de nós um país de terceiro mundo e que trazem drogas. E defendeu fervorosamente o nosso racista Ministro do Interior, Eli Yishai, que se refere aos imigrantes como disseminadores de doenças como hepatite, tubercolose, SIDA e sabe-se lá mais  o quê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nenhum discurso sobre o Holocausto irá apagar estas palavras de incitamento e difamação contra os imigrantes. Nenhuma memória irá desfazer a xenofobia que assolou Israel, não apenas através da extrema direita, como na Europa, mas através do próprio Governo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Temos um Primeiro-Ministro que fala sobre o mal, mas está a construir um muro para impedir refugiados de guerra de baterem à nossa porta. Um Primeiro-Ministro que fala sobre o mal, mas participa no crime do cerco a Gaza que, há quatro anos, deixa um milhão e meio de pessoas em condições miseráveis. Um Primeiro-Ministro em cujo país os colonos massacram e perseguem palestinianos inocentes sob o slogan ‘price tag’, de terríveis conotações históricas, mas contra os quais o Estado nada faz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Este é o Primeiro-Ministro de um Estado que prende centenas de manifestantes de extrema esquerda que saem à rua contra as injustiças da ocupação e contra a guerra em Gaza, enquanto concede amnistias em massa a indivíduos de extrema direita que se manifestaram contra o desengajamento. No discurso de ontem, a comparação que Netanyahu fez da Alemanha nazi com o Irão fundamentalista não é mais do que propaganda barata. Por falar em “desrespeitar o Holocausto”, o Irão não é a Alemanha, Ahmedinejad não é Hitler e a comparação é tão enganadora quanto seria comparar soldados israelitas com nazis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Holocausto não deve ser esquecido e não é preciso compará-lo com nada. Israel tem de colaborar nos esforços para manter a memória viva, mas deve fazê-lo de mãos limpas, livres do seu próprio mal. Assim como não deve alimentar suspeitas de que está a usar cinicamente a memória do Holocausto para apagar e distorcer outras coisas. Lamentavelmente, não é o caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Que bonito teria sido se neste dia Israel se tivesse auto-avaliado, olhado para dentro e perguntado, por exemplo, por que razão é que o anti-semitismo recrudesceu precisamente no ano passado, a seguir ao momento em que lançamos bombas de fósforo branco sobre Gaza. Que bonito teria sido se neste Dia Internacional de Memória Netanyahu tivesse anunciado uma nova política de integração de imigrantes em vez da sua explusão, ou (se tivesse aunciado) o fim do cerco a Gaza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mil dicursos contra o anti-semitismo não irão apagar as chamas ateadas pela Operação ‘Cast Lead’ (Chumbo Fundido) que ameaçam não apenas Israel mas todo o mundo judeu. Enquanto Gaza estiver cercada e Israel endurecer a institucionalização da xenofobia, os discursos sobre o Holocausto não passarão de discursos vazios. Enquanto o mal andar aqui à solta, nem o mundo nem nós próprios seremos capazes de aceitar as nossas orações pelos outros, mesmo que as mereçam.&lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/02/memoria-do-holocausto-e-pretexto-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-2534502516080296550</guid><pubDate>Thu, 28 Jan 2010 09:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-28T09:47:22.520+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Alan Stoleroff</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cerco ilegal a Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">holocausto</category><title>Pensamentos de um Judeu no Dia de Lembrança do Holocausto</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Carta aberta de&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt; Alan Stoleroff&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-weight: bold;&quot;&gt;Pensamentos de um Judeu no Dia de Lembrança do Holocausto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Neste dia de Lembrança do Holocausto de 2010, que evoca o extermínio deliberado de seis milhões de judeus pelo regime nazi da Alemanha, terei muito que ponderar. Mas enquanto judeu consciente, não me é preciso um dia oficial de Lembrança do Holocausto para reflectir sobre o seu significado. O Holocausto está cravado na minha consciência desde criança e tem sido forçosamente objecto de reflexão ao longo da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Antes de mais, o Holocausto pertence à Humanidade e não apenas a nós judeus. Não deveremos cobiçar a sua memória. Sobretudo enquanto judeu, parece-me necessário evocar a memória de todos os seres inocentes, muitos mais milhões ainda, que foram escravizados, dizimados e exterminados - judeus, ciganos, polacos, eslavos, homossexuais, pessoas com deficiências e outras - em nome do mito da raça suprema. É preciso reflectir sobre o racismo e a intolerância em geral, que se prolongaram ao longo  do século XX e deste século, que motivaram os crimes enormes que, hoje em dia, rotulamos como “genocídios”. Parece impensável, mas à nossa volta continua a oprimir-se e a destruir-se povos por pertencerem a grupos étnicos diferentes em lutas competitivas por territórios, recursos e poder político.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Contudo, neste dia de Lembrança do Holocausto de 2010 os meus pensamentos são focados em vários temas específicos. Em primeiro lugar, no conflito entre os judeus de Israel e os árabes da Palestina. Para muitos judeus, a sobrevivência do Holocausto traduziu-se na procura de refúgio exclusivo num Estado-fortaleza de Israel na esperança de que o que aconteceu não voltasse a acontecer. Entendo essa procura mas não aceito a falsa segurança que se tenha obtido à custa do povo palestiniano. Apesar da crença bíblica na nossa eleição pelo Todo-Poderoso como o seu povo ou de estratégia sionista da separação, face às normas da civilização moderna que emergiu dos escombros da Segunda Guerra Mundial a nossa procura de salvação e de auto-determinação não nos conferiu o direito de desapropriar um outro povo que habitava esse território durante a nossa longa Diáspora, facto que de algum modo foi reconhecido pelas Nações Unidas ao dividir a Palestina, por bem ou por mal, em dois estados para dois povos. Na guerra que sucedeu a essa decisão da comunidade internacional, Israel ganhou a sua independência e mais terra ainda e os palestinianos sofreram um desastre nacional, ficando com apenas 22% da sua Palestina. E desde a guerra de 1967, em que Israel conquistou os territórios que tinham permanecido dos palestinianos, esse povo, o nosso Outro, tem vindo a sofrer uma ocupação cruel – através da qual Israel continua a apropriar-se ilegalmente de mais território e mais recursos palestinianos. Desde 1948 que o povo da Palestina tem sido progressivamente desapossado da sua terra secular e tem sofrido o desmembramento da sua nação. Alguns chamam a essa experiência genocídio. Os palestinianos referem-se não a uma Shoah mas a uma Naqba. Quer concorde ou não com o rótulo, enquanto judeus temos que ponderar o seu significado e a diferença aparente entre duas palavras que implicam, ambas, a destruição de um povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Outro dos meus pensamentos dirige-se mais particularmente ao povo palestiniano de Gaza, cercado e preso no que me parece cada vez mais um campo de concentração. Acabámos de assinalar a passagem de um ano sobre o fim do massacre da operação Chumbo Fundido que resultou em 1.400 mortos, 313 dos quais crianças e numa destruição massiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mesmo que se reconheça ao Estado de Israel o direito de se defender, como refere o Relatório Goldstone, o direito internacional nunca poderia justificar nem a desproporcionalidade da Operação Chumbo Fundido nem a manutenção deste cerco desumano. O direito internacional exige que se procure esgotar todas as possibilidades de resolução pacífica da situação antes do recurso à violência – o que Israel não fez, mantendo o cerco. Mas não se tratou de um caso de defesa legítima. Israel procurava um pretexto para restabelecer a sua força dissuasora na região e deliberadamente rompeu as tréguas em vigor na altura. A reacção previsível do Hamas ao ataque israelita do dia 4 de Novembro de 2008 forneceu ao Israel um pretexto para a sua guerra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Deveremos ver nas bombinhas de Gaza não um pretexto para um castigo colectivo mas um sinal da aflição e mesmo da resistência de um povo, por mais mal dirigido que possa ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Actualmente, em vez de investigar as alegações contra as suas forças armadas, como pedido pelo Relatório Goldstone, Israel está a investir muito esforço na propaganda para contrariar esse Relatório preparado para as Nações Unidas pelo judeu sionista Richard Goldstone. Israel tem estado assim na vanguarda das tentativas para mudar as leis que regulam a guerra. Mobilizando argumentos sobre as “assimetrias” na guerra contra o terrorismo, Israel está a enfraquecer o direito internacional, que tanto deve às lições do Holocausto, para facilitar a sua guerra contra o povo palestiniano. A única assimetria pertinente em causa é a do poder militar de Israel em relação a uma população sem meios eficazes para a sua defesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É intolerável que nada de efectivo tem sido feito para acabar com o cerco a Gaza ou aliviá-lo. Israel nem sequer deixa entrar cimento no território. Em contradição com os valores humanistas que se tornaram oficiais depois do Holocausto, o mundo ocidental só permite que esta situação (que a Amnistia Internacional apelidou de “castigo colectivo”) se tenha produzido e mantido devido à demonização racista dos árabes e dos muçulmanos em geral e dos palestinianos em particular. Apontando o dedo aos fundamentalistas islâmicos do Hamas, a propaganda israelita tem diabolizado o povo palestiniano de Gaza devido à sua resistência a Israel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ironicamente, a ocupação e o anti-semitismo reforçam-se mutuamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para muitos judeus, cuja consciência social nasceu da nossa história de opressão e do Holocausto, a política de Israel constitui uma mácula indelével na nossa tradição supostamente humanista. Mas a propaganda israelita frequentemente intitula judeus que pensam como eu “self-hating Jews”, ou seja, judeus que se negam a si próprios. Esta táctica apagou a crítica da ocupação durante muito tempo, mas está a perder eficácia depois do massacre de Gaza. Actualmente, o alvo dessa propaganda é o próprio juiz Goldstone, tratando-o de “anti-semita” numa campanha cujo objectivo é descredibilizar o relatório da sua comissão sobre os crimes de guerra em Gaza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Porém, há cada vez mais judeus que, como eu, consideram a política dos governos de Israel inconsistente com a sua identidade de judeu num mundo que conheceu o Holocausto. Propomos a alternativa de uma paz justa com base no direito internacional e o fim do cerco ilegal de Gaza e o fim da ocupação dos territórios palestinianos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt; Eis o que muito me dá que pensar neste Dia de Lembrança do Holocausto, mas nisso pensarei enquanto judeu consciente e, neste fim-de-semana, juntar-me-ei nestes pensamentos a judeus de diferentes países europeus num congresso em Paris dos Judeus Europeus para uma Paz Justa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lisboa, 27 de Janeiro de 2010,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Alan Stoleroff&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Professor universitário&lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/01/pensamentos-de-um-judeu-no-dia-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-4381660708092420684</guid><pubDate>Wed, 20 Jan 2010 16:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-20T16:20:00.194+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">bloqueio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bloqueio Egípcio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gaza Freedom March</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maria Rodrigues</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nahla Chahal</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tradução TPG</category><title>Carta aos participantes da Marcha pela Liberdade de Gaza</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;fonte: &lt;a href=&quot;http://www.info-palestine.net/article.php3?id_article=7950&quot;&gt;Info Palestine&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;font-size:130%;&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Carta aos participantes da Marcha &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;pela Liberdade de Gaza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;font-family:verdana;&quot; &gt;Nahla Chahal – CCIPPP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt; tradução &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Maria Rodrigues &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;equipa TPG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;            Caros participantes na Marcha pela Liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Cheios de confiança, suscitada pela consciência da justeza da vossa acção, vós, os 1400 participantes na Marcha pela Liberdade de Gaza, haveis feito, durante meses, a preparação para o encontro com os habitantes de Gaza, neste primeiro aniversário da agressão israelita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Atrás de cada um de vocês, estão dezenas de pessoas vossas familiares e amigas que conhecem, aprovam e apoiam a vossa acção e esperam o vosso regresso. Tal como centenas de activistas de variadas associações em todo o mundo trabalharam dia e noite para a preparação da marcha. Algumas dessas organizações nunca tinham trabalhado em conjunto; mas aprenderam a discutir, a negociar, procurando a coordenação e encontrando pontos de entendimento, e sobretudo reflectiram sobre as necessidades desta Marcha pela Liberdade de Gaza, firmemente defendida para que fosse bem sucedida. É o que podemos oferecer aos Palestinianos, de modo a que a esperança possa ser mantida e que se avance na construção da solidariedade internacional. Todos somos benévolos, mesmo que não tenhamos todos o mesmo grau de conhecimento do terreno e das realidades políticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Chegados ao Egipto, vocês tiveram o vosso baptismo de fogo, julgando que as negociações havidas entre os organizadores da marcha e as autoridades egípcias tinham algum significado. Quanto mais as negociações avançavam, indo ao pormenor dos números de passaporte e de voos, mais forte era a crença na realização da marcha e na possibilidade de estar em Gaza antes do fim do ano. Foi até negociado o calendário e o horário da passagem de cada grupo, escalando-os pelos dias 27, 28 e 29. Tudo foi comunicado ao ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, com toda a transparência, sendo nosso objectivo a passagem para Gaza via Egipto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Ora, entretanto, o poder egípcio viu-se face a exigências às quais esperava seguramente poder esquivar-se nessa precisa data!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;A administração americana deixou filtrar a sua “solução para o conflito do Médio-Oriente”, dita “Confederação Sagrada”, que exclui o Egipto dos seus planos e o priva do maná que essa solução é suposta gerar. A dita “Confederação Sagrada” seria uma entidade que englobaria Israel, a Jordânia e o Estado Palestiniano, com Jerusalém praticamente internacionalizada. Terá sido este plano que inspirou a iniciativa sueca, retomada pela União Europeia, que fala de um estado palestiniano nas fronteiras de 1967. Será este plano que inspira o primeiro ministro palestiniano Salam Sayyad que fala de um “estado palestiniano dentro de dois anos” e que se esforça por dotá-lo desde já de instituições? Será uma boa solução para a Jordânia que está assustada ao ver-se designada como “pátria alternativa” (ideia israelita frequentemente evocada)? 30% dos palestinianos do mundo inteiro aí vivem, formando pelo menos metade da população. Haverá muito dinheiro para fazer viver essa confederação, que será suficientemente sustentada pelos cuidados dos Estados Unidos na protecção aos problemas deixados por conta, nomeadamente, as confiscações de terras, os refugiados, a normalização prometida a Israel pelo conjunto do mundo árabe… e a total negligência de todo o conceito de direito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Embora os seus bons resultados sejam muito pouco prováveis, esta proposta determinará as negociações e as conferências dos próximos anos. Mas ela marginaliza o Egipto, tanto no plano político como no plano financeiro. Ela despreza o Presidente da Autoridade Palestiniano Mahmoud Abbas,  arquitectando propostas de soluções nas suas costas e não lhe prestando a devida atenção. Despreza também, e ainda mais, o Hamas, tendo sido intransigente no decorrer das negociações de troca de prisioneiros, conduzidas de início pelo Egipto, e tendo seguidamente convidado o intermediário alemão para garantir maior eficácia. O Egipto também a rejeita, não tendo querido assinar o acordo de “reconciliação nacional” com a Fatá, esforçadamente preparado. Tantas ocasiões falhadas para assegurar e manter a centralidade do Egipto (mesmo se os detentores do poder não vêem a diferença entre o país e eles próprios, quer se trate destes dossiers, quer de tudo o resto). Foi demais!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Era preciso portanto mostrar que o Egipto era incontornável! Então a concretização do “muro invertido”, imaginado por um engenheiro americano louco, tornava-se uma necessidade! Isso coincidia com a data do aniversário da agressão militar israelita? Tanto pior! Os trabalhos começaram, vigiados dia e noite por uma unidade especial da CIA. É um plano diabólico. Trata-se de inundar os túneis que têm permitido a circulação de produtos entre o Egipto e o território da faixa de Gaza. As barras de aço que perfuram o solo, atingem 30 metros de profundidade – água bombeada do mar enche os túneis, transformando-os em canais. Quanto mais estes detalhes são revelados, tanto mais as autoridades egípcias entram em provocação: dizem ser uma questão de soberania. Era bastante delicado deixar passar, mesmo ao lado do estaleiro, 1400 activistas da Marcha pela Liberdade de Gaza, enquanto eclodia o confronto entre palestinianos e polícias egípcios. Então, os responsáveis egípcios dizem Não à marcha, convocada pelo colectivo “Viva Palestina”, que negociou durante meses esta iniciativa, tendo conseguido duas passagens durante o ano de 2009. Nós protestamos? Eles mentem, dizendo que somos desordeiros, que provocamos distúrbios, que insultamos o Grande Egipto, e mais dis-que-dis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;A esta primeira razão, junta-se uma outra ainda menos gloriosa: as autoridades israelitas não vêem com bons olhos estes “terro-turistas”, no dizer de Israel. E ainda menos que eles venham precisamente nesta data quebrar o cerco de Gaza, juntando as suas vozes aos que, de todo o lado, condenam Israel. Se este não deixa passar para Gaza diplomatas europeus, como não esperar do seu aliado a interdição da Marcha pela Liberdade? Foi pedida e foi aceite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Netanyahou quer visitar o Cairo? Até declarou que a visita se realizava a seu pedido… Isso é embaraçante, por causa desse vão aniversário; mas como estamos entre adultos, não vamos ser susceptíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Aparte, os responsáveis egípcios falam justamente dessas enormes pressões sobre o país – de facto, sobre o poder. Mas esse poder fez tudo para se libertar de outro tipo de pressões que podia até equilibrar aquela: a pressão do povo e a dos movimentos políticos. O Cairo tem 17 milhões de habitantes, dos quais 11 milhões vivem em bairros de lata, uma espécie de favelas sem infra-estruturas, que rodeiam a cidade e onde impera uma total miséria (a palavra é fraca). Trata-se de uma população excedentária, na qual as autoridades nem pensam, ocupadas como estão em “construir o progresso do Egipto”. Esse “progresso” é visível: blocos de cimento (“cidades novas”, isoladas por muros de protecção e guardas armados), ocupadas por grandes multinacionais, numerosas e prósperas, grandes escolas e universidades privadas, supermercados e armazéns de luxo… e as residências dos novos ricos, incluindo os ministros. O poder também instalou forças especiais de segurança: um milhão e quatrocentos mil agentes policiais da sinistra “Segurança Central”. Estão essencialmente concentrados na cidade do Cairo, treinados em acções anti-motim, e francamente sem limites no exercício da violência. (Uma nota aos participantes na marcha: não foram estes policiais que viram frente aos vossos hotéis, não foram estes os agentes que os perseguiram ou molestaram nas ruas). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;No Egipto, nenhuma manifestação é autorizada. Nenhum partido político de esquerda, liberal ou islamista é legal (excepto os que prestam apoio ao regime), as eleições são manipuladas, tendo os eminentes membros do “Clube de Juízes” (espécie de corporação autónoma) várias vezes condenado resultados enganosos de eleições. O Cairo magnífico, com os seus mil minaretes, os seus antigos bairros fatimidas, os seus edifícios renascentistas, é negligenciado e em degrada-se dia a dia. Os serviços públicos de educação, de saúde, de transporte e de alojamento são deliberadamente destruídos: nada mais resta do projecto de Nasser (com todos os defeitos que o acompanharam). As prisões estão cheias, não somente de militantes políticos confirmados, mas também de camponeses que protestaram contra a anulação da reforma agrária, de operários da grande Mahala que protestam contra os planos de privatização, de estudantes de pensamento livre, etc. etc. É um daqueles regimes desprovidos de toda a legitimidade, qualquer que seja, que se instalam sem inserção no terreno. A fórmula adequada à manutenção do poder é a ligação de dois extremos: a extrema pobreza e a extrema violência. E contar com o apoio internacional, por exemplo, o dos Estados Unidos. Este regime construiu um sistema global de gestão da sociedade que repousa sobre uma complexa e ultrasofisticada repressão. Para o tornar perene, e também para garantir que os seus segredos estão bem guardados, o actual presidente do Egipto gostaria de ver o seu filho suceder-lhe. Mas isso não é fácil e cria até alguma tensão. Então aumenta a crispação!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Caros participantes na Marcha pela Liberdade de Gaza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Durante a vossa estadia forçada no Cairo, sem que tivessem dado conta e sem querer, vocês agitaram as águas deste pântano. As autoridades egípcias estavam muito aborrecidas com a vossa presença, não sabendo como portar-se, acumulando promessas, “gaffes” e propostas retorcidas. Mas vocês levaram um sorriso de satisfação ao coração das pessoas comuns do Egipto, aquelas que cruzaram convosco nas ruas ou que ouviram falar de vocês nas rádios e televisões internacionais, pois houve reportagens e todos os egípcios ficaram a saber que alguma coisa se passou nesses dias no Cairo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Vocês não puderam realizar o vosso objectivo mas tentaram com determinação. E isso toda a gente soube: em Gaza, como no resto da Palestina, e no mundo inteiro. O que foi feito representa o início do alargamento da acção internacional de solidariedade com Gaza. Era indispensável. A luta do povo palestiniano não é só entravada pela brutalidade e acção negativa de Israel mas também pela cumplicidade e cegueira de outros, como acabamos de verificar neste que foi um de múltiplos episódios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;                                         Nahala ChaHal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;      (coordenadora da Campanha Civil Internacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;              para a Protecção do Povo Palestiniano)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;                            31 de Dezembro de 2009&lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/01/carta-aos-participantes-da-marcha-pela.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-8112109681885353360</guid><pubDate>Tue, 19 Jan 2010 13:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-19T13:12:00.142+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Docu</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Hospital Shifa Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">To Shoot an Elephant</category><title>Documentario: To Shoot an Elephant</title><description>fonte: &lt;a href=&quot;http://www.toshootanelephant.com/&quot;&gt;To Shoot an Elephant&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;344&quot; height=&quot;350&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://dotsub.com/static/players/portalplayer.swf?plugins=dotsub&amp;uuid=656346df-69a8-487a-98e2-51fb60d2a499&amp;type=video&amp;lang=por_pt&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://dotsub.com/static/players/portalplayer.swf?plugins=dotsub&amp;uuid=656346df-69a8-487a-98e2-</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/01/documentario-to-shoot-elephant.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-2400477163734385205</guid><pubDate>Mon, 18 Jan 2010 12:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-18T12:29:13.542+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">bloqueio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bloqueio Egípcio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cerco ilegal a Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONCENTRAÇÃO</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lisboa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">SPGL</category><title>CONCENTRAÇÃO em Lisboa HOJE!</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 18pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:7;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;CONCENTRAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-family:Arial;font-size:85%;&quot;&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Data:&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;b&gt;segunda-feira, dia 18 de Janeiro de 2010&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Local:&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16pt;&quot;&gt;Largo de S. Domingos, em  Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Horário&lt;span&gt;:&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;18 horas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-size: 14pt;&quot;&gt;Para  evocar o massacre de Gaza!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-size: 14pt;&quot;&gt;Para  exigir o fim do cerco ilegal a Gaza!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 11pt;&quot;&gt;A  iniciativa &quot;Lembrar Gaza&quot; é promovida por diversas organizações e personalidades  e tem como finalidade relembrar e repudiar a ofensiva militar israelita a Gaza,  que decorreu entre 27 de Dezembro de 2008 e 18 de Janeiro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 11pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;font-size:85%;&quot;&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 8pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 9pt;&quot;&gt;Organizações e  personalidades subscritoras da Iniciativa Lembrar Gaza&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;table style=&quot;border-collapse: collapse;&quot; border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot;&gt;   &lt;tbody&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td style=&quot;border: medium none rgb(236, 233, 216); padding: 0in 5.4pt; background-color: transparent; width: 216.1pt; font-family: verdana;&quot; valign=&quot;top&quot; width=&quot;288&quot;&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;SPGL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;CGTP&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;USL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;STML&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;CPPC&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;MPPM&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;Asociação        Abril&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;CIDAC&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;PCP&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;BE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;Colectivo Múmia        Abu Jamal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;Comitê de        Solidariedade com a Palestina&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;Fórum pela Paz        e Direitos Humanos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;Associação de        Estudantes da FCSH&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;ATTAC&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;Tribunal do        Iraque&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(173, 14, 31); font-size: 9pt;&quot;&gt;MDM&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td style=&quot;border: medium none rgb(236, 233, 216); padding: 0in 5.4pt; background-color: transparent; width: 216.1pt;&quot; valign=&quot;top&quot; width=&quot;288&quot;&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Alan        Stoleroff&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Alípio        de Freitas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Ana        Benavente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;António        Avelãs&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Boaventura        Sousa Santos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Carlos        Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Fernando        Ambrioso&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Graciete        Cruz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Guadalupe        Magalhães&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Hélder        Costa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Helena        Roseta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;José        Mário Branco&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;José        Manuel Pureza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Libério        Domingues&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Manuel        Carvalho da Silva&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Manuel        Duran Clemente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Maria        do Céu Guerra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Miguel        Graça &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Paulo        Sucena&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Paula        Cabeçadas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt; font-family: verdana;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(15, 15, 15); font-size: 10pt;&quot;&gt;Rosa        Perez&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style=&quot;margin: 0in 0in 0pt;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/01/concentracao-em-lisboa-hoje.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-4395345110370097409</guid><pubDate>Thu, 14 Jan 2010 18:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-14T19:03:14.626+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ana Sofia Gomes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">bloqueio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bloqueio Egípcio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Counterpunch</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Muro de Ferro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tradução TPG</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Uri Avnery</category><title>O Muro de Ferro</title><description>fonte:&lt;a href=&quot;http://www.counterpunch.org/avnery01042010.html&quot;&gt;Counterpunch&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;font-family:verdana;&quot; &gt;Bloqueio Egípcio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;font-family:verdana;&quot; &gt;O Muro de Ferro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Por &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Uri Avnery&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;tradução Ana Sofia Gomes, equipa Todos Por Gaza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa estranha, quase bizarra, está a acontecer no Egipto durante estes dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Cerca de 1400 activistas de todo o mundo juntaram-se ali para depois seguirem para a Faixa de Gaza. No aniversário da Guerra “Chumbo Fundido”, tencionam participar numa manifestação não violenta contra o bloqueio continuo que torna a vida dos 1,5 milhões da habitantes da Faixa intolerável. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Simultaneamente, outros protestos tiveram lugar em vário países. Também em Tel Aviv foi planeado um grande protesto. O “comitá monitorizador” dos cidadãos árabes de Israel iria organizar un evento na fronteira com Gaza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Quando os activistas internacionais chegaram ao Egipto, uma surpresa aguardava-os. O governo egípcio proíbiu a sua viagem a Gaza. Os autocarros foram parados nos arredores do Cairo e voltaram para trás. Manifestantes individuais que conseguiram chegar ao Sinai em autocarros normais foram retirados dos mesmos. As forças de segurança egípcias fizeram uma caça aos activistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Os activistas enraivecidos cercaram as suas embaixadas no Cairo. Na rua em frente à embaixada francesa, surgiu uma tenda que rapidamente foi rodeada pela polícia egípcia. Vários manifestantes juntaram-se em frente das suas embaixadas e exigiram ver o embaixador. Muitos activistas que têm mais de 70 anos, iniciaram uma greve de fome. Em todo o lado, manifestantes foram detidos pelas unidades de elite egípcias que vestiam o equipamento anti-motim, enquanto que as carrinhas dos canhões de água se encontravam atrás. Os manifestantes que tentaram reunir-se na praça central de Tahrir (libertação) no Cairo foram maltratados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;No fim, depois de um encontro com a mulher do presidente, foi encontrada uma solução tipicamente egípcia: foi permitido que cem activistas entrassem em Gaza. O resto permaneceu no Cairo, admirados e frustrados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;* * * &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Enquanto os manifestantes estavam a arrefecer as ideias na capital egípcia e tentavam encontrar formas de libertar a sua raiva, Binyamin Netanyahu foi recebido no palácio presidencial no coração da cidade. Os seus anfitriões foram longe nos elogios e na celebração da sua contribuição para a paz, especialmente o “congelamento” da construção de colonatos na Cisjordânia, um falso gesto que não incluiu Jerusalém Oriental. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Hosni Mubarak e Netanuahu já se tinham encontrado no passado, mas não no Cairo. O presidente egípcio insistiu sempre que os encontros tivessem lugar em Sharm-al-Sheikh, o mais longe possível dos centros populosos. O convite para o Cairo foi, portanto, um passo significativo na aproximação de relações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Como prenda especial para Netanyahi, Mubarak concordou em permitir a centenas de israelitas vir ao Egipto e rezar no mausoléu do Rabi Yaakov Abu-Hatzeira que morreu e foi enterrado na cidade egípcia de Damanhur há 130 anos quando ia a caminho da Terra Santa a partir de Marrocos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Há qualquer coisa de simbólico em tudo isto: o bloqueio de manifestantes pró-palestiniano a caminho de Gaza ao mesmo tempo do convite dos israelitas para virem a Damanhur. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;* * * &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Podemo-nos interrogar sobre a participação egipcía no bloqueia à Faixa de Gaza. O bloqueio começou antes da Guerra de Gaza e tornou a o território naquilo que tem sido descrito como “a maior prisão do mundo”. O bloqueio inlcui tudo excepto medicamentos essenciais e a produtos alimentares muito básicos. O senador dos EUA John Kerry, ex-candidato à presidência, ficou chocado ao ouvir que o bloqueio incluía massa – o exército israelita na sua infinita sabedoria designou este alimento como um luxo. O bloqueio abrange tudo – desde materiais de construção até aos livros escolares das crianças. Tirando os mais graves casos humanitários, ninguém pode passar da Faixa de Gaza para Israel ou para a Cisjordânia e o mesmo aplica-se para o sentido contrário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Mas Israel controla apenas três lados da Faixa. As fronteiras Norte e Este estão bloqueada pelo exército israelita, a fronteira Ocidental pela marinha. A quarta fronteira, a do Sul, é controlada pelo Egipto. Portanto, todo o bloqueio seria ineficaz sem a participação egípcia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Ostensivamente, isto não faz sentido. O Egipto considera-se a si próprio como o líder do mundo árabe. É o país árabe mais populoso situado no centro do mundo árabe. Há cinquenta anos atrás, o presidente egípcio, Gamal Abd-al-Nasser, era o ídolo de todos os árabes, especialmente dos palesinianos. Como pode o Egipto colaborar com o “inimigo sionista”, como chamavam os egípcios a Israel, para por 1,5 milhões de irmãos árabes de joelhos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Até recentemente, o governo egípcio defendia uma solução que representa bem o poder político egípcio de 60 000 anos. Participou no bloqueio mas fechou os olhos às centenas de túneis escavados por baixo da fronteira Egipto-Gaza através dos quais passavam abastecimentos diários para as populações (por preços exorbitantes e com lucros altíssimos para os mercadores egípcios), juntamente com armas. Também pessoas passaram por eles – desde activistas do Hamas até noivas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Isto está prestes a mudar. O Egipto começou a construir um muro de ferro – literalmente – ao longo de toda a fronteira com Gaza, consistindo em pilares de aço enterrados profundamente no chão de modo a bloquear todos os túneis. Isto vai finalmente sufocar os habitantes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Quando o grande extremista sionista, Vladimir Ze&#39;ev Jabotinsky, escreveu à 80 anos atrás sobre erguer um “muro de ferro” contra os palestinianos, nem sonhou que seriam os árabes a fazer exactamente isso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;* * * &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Por que é que o fazem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Existem várias explicações. Os cínicos dizem que o governo egípcio recebe um subsídio americano altíssimo todos os anos – quase dois mil milhões de dólares – por cortesia de Israel. Começou por ser uma recompensa pelo tratado de paz egípcio-israelita. O lobby israelita no Congresso dos EUA pode pará-lo a qualquer altura. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Outros acreditam que Mubarak tem medo do Hamas. A organização começou por ser um ramo palestiniano da Irmandade Muçulmana, que continua a ser a principal oposição ao seu regime autocrático. O eixo Cairo-Riad-Amã-Ramllah está num posição contra o eixo Damasco-Gaza que está aliado ao eixo Teerão-Hezbollah. Muitos acreditam que Mahmoud Abbas está interessado em apertar o bloqueio a Gaza para prejudicar o Hamas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Mubarak está zangado com o Hamas que se recusa a dançar ao seu tom. Como os seus prodecessores, ele exige que os palestinianos obedeçam às suas ordens. O presidente Abd-al-Nasser esteve zangado com a OLP (um organização criada por ele para assegurar o controlo egípcio sobre os palestinianos mas que lhe escapou quando Yasser Arafat subiu ao poder). O presidente Anwar Sadat esteve zangado com a OLP por ter rejeitada o Acordo de Camp David que prometia aos palestinianos apenas “autonomia”. Como se atrevem os palestinianos, um povo pequeno e oprimido, a recusar o “conseolho” do Grande Irmão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Todas estas explicações fazem sentido. Contudo, a atitude do governo egípcio continua a ser espantosa. O bloqueio egípcio a Gaza destrói as vidas de 1,5 milhões de seres humanos, homens e mulheres, velhos e crianças, a maior parte dos quais não são activistas do Hamas. Isto é feito publicamente, diante dos olhos de centenas de milhões de árabes, 1,250 milhões de muçulmanos. Também no próprio Egipto, milhões de pessoas estão envergonhadas pela participação do seu país em deixar irmãos árabes a morrer à fome. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;É um política muito perigosa. Por que é que Mubarak a segue?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;* * * &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Provavelmente, a verdadeira resposta é que ele não tem escolha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;O Egipto é um país muito orgulhoso. Quem quer que seja que esteve no Egipto sabe que mesmo os mais pobres estão cheios de orgulho nacional e é facilmente insultado quando o sua dignidade nacional é ferida. Isto foi posto em evidência há algumas semanas, quando o Egipto perdeu um jogo de futebol contra a Argélia e comportou-se como se tivesse perdido uma guerra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;“Considerem isto a partir destas Pirâmides, 40 séculos observam-te,” disse Napoleão aos seus soldados na véspera da Batalha do Cairo. Cada egípcio sente que 6000 – alguns dizem 8000 – anos de História observam-no a tempo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Este profundo sentimento vai contra a realidade numa altura em que a situação do Egipto se torna cada vez mais miserável. A Arábia Saudita tem mais influência, o pequeno Dubai tornou-se um centro financeiro internacional, o Irão está crescer como potência regional. Contrariamente ao Irão, onde os Ayatollahs pediram às famílias para se limitarem a dois filhos, a natalidade egípcia está a devorar tudo, condenando o país à pobreza permanente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;No passado, o Egipto foi bem sucedido em equilibrar as suas fraquezas internas com os seus sucesso exteriores. O mundo inteiro considera o Egipto como o líder do mundo árabe, tratando-o como tal. Nada mais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;O Egipto está numa má situação. Portanto, Mubarak não tem escolha senão seguir os dictames dos EUA – os quais são, de facto, dictames isrealitas. Esta é a verdadeira explicação para a sua participação no bloqueio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;* * * &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Quando falei na manifestação em Tel-Aviv, depois de termos marchado pelas ruas protestando contra o bloqueio, abstive-me de mencionar o Egipto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Confesso que gostei muito das pessoas que conheci durante as minhas visitas ao Egipto. O “homem da rua” é muito bem vindo. No seu comportamento para com cada um há uma atmosfera de tranquilidade, uma ausência de agressão, um sentido de humor egípcio especial. Até os mais pobres mantêm a sua dignidade no meio de condições adversas e miseráveis. Eu não os ouvi queixar-se. Em todos os seus milhares de anos de história, os egípcios revoltaram-se nada mais que três ou quatro vezes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Esta paciência lendária também tem o seu lado negativo. Quando as pessoas estão resignadas, isto pode impedir o progresso económico, social e político. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Parece que o povo egípcio está pronto para aceitar tudo. Desde os faraós de antigamente até ao faraó de hoje, os seus governantes enfrentam pouca oposição. Mas poderá chegar o dia quando o orgulho nacional ultrapassará até esta paciência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Como israelita, eu protesto contra o bloqueio israelita. Se eu fosse egípcio, protestaria contra o bloqueio egípcio. Como cidadão do planeta, protesto contra ambos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Uri Avnery é um escritor israelita e acitivista de paz no Gush Shalom. &lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/01/o-muro-de-ferro.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-1085584009181053523</guid><pubDate>Sat, 02 Jan 2010 10:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-02T10:31:55.544+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Al Khalil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ana Cecilia Fonseca</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Electronic intifada</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tradução TPG</category><title>A  Arquitectura de Ocupação de Hebron</title><description>fonte:&lt;a href=&quot;http://electronicintifada.net/v2/article10907.shtml&quot;&gt;EI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por: Sarah Lazare e Clare Bayard escrevendo a partir de Hebron, na Cisjordânia ocupada, Live from Palestine, 23 de Novembro de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-style: italic;&quot;&gt; tradução: Ana Cecilia Fonseca, equipa da Todos Por Gaza&lt;/span&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A palavra “vingança” é rabiscada em hebraico numa escola palestina em Hebron, na Cisjordânia ocupada. As janelas são cobertas com telas/redes e os jardins e quintais são também cobertos com redes com arame farpado, para obstruir as pedras regularmente atiradas por colonos judeus. O espaço entre a escola e o prédio vizinho é bloqueado com grandes tábuas de madeira, para garantir que as crianças das escolas palestinianas não invadam o território dos colonos. Os checkpoints mais próximos e as  câmeras colocados nos telhados servem como lembrança permanente de que cada movimento dessas crianças é motorizado e gravado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Este episódio relativamente ao recreio, num fim de semana sem ninguém, ilustra  a separação e contenção que ficou gravada na arquitectura de Hebron. Nesta cidade, onde 1.500 soldados israelitas estão estacionados todos os dias, os 170.000 palestinos que vivem aqui são mantidos sob vigilância constante, os seus movimentos são limitados enquanto a sua segurança se encontra em constante ameaça. Os colonos judeus que têm migrado desde a década  de 1970, chegando agora ao número de 800, são conhecidos por atacar os palestinos de forma repetida enquanto os soldados israelitas cruzam os braços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ao andar em Hebron parece que se está num pesadelo. Shuhada Street, uma das principais estradas, é usada apenas por colonos que viajam a pé ou carros velozes, soldados e polícia, e carregamentos de cães de luta. Os palestinos que vivem nesta rua têm que escalar as suas casas a partir da retaguarda ou atravessando os telhados vizinhos, escavando buracos nas suas paredes, ou, como uma menina que observámos, escalando através de uma corda para o segundo andar. As suas portas da frente foram soldadas ou barricadas com metal enferrujado, como também foram fechados os estabelecimentos comerciais em Hebron por ordem militar. As ruas são fechadas com cimento e fios de arame farpado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Segurança é, aqui, a palavra mágica”, diz Hisham Sharabati, um jornalista que tem vivido em Hebron a maior parte da sua vida, apontando para um posto de controlo militar israelita na entrada da mesquita Ibrahimi, no meio da Cidade Velha. “Israel usa essa palavra da forma que mais lhe agrada, para justificar o atropelo dos direitos humanos dos palestinos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 1994, um colono de origem americana chamado Baruch Goldstein abriu fogo na mesquita onde se encontra o túmulo de Abraão, um local sagrado para muçulmanos, judeus e cristãos. Vimos a estrutura partida e com buracos de bala no arco  que aponta em direcção a Meca. Foram mortos 29 palestinos enquanto rezavam. Qual foi a resposta? Os palestinos foram colocados sob um recolher obrigatório de 30 dias, o mercado de frutas e vegetais foi encerrado, e o “sistema de separação” foi aperfeiçoado. Desde então, os palestinos que vivem em Hebron têm sido controlados pelos militares e atacados pelos colonos – uma estrutura de “segurança” que muitos dizem ter sido destinada a afastar os palestinos para abrir caminho para os colonos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A cidade encontrava-se dividida entre área H1 – controlada pela Autoridade Palestina, e a área H2, controlada pelos militares israelitas. Dentro da área H2, bairros judeus e palestinos foram isolados por uma matriz de estradas, muitas delas fora do alcance do uso dos palestinos. Mercados muito activos e centros da cidade foram fechados, alguns deles retomados, lentamente, por colonos judeus, outros transformaram-se em cidades fantasmas guardadas por postos de controlo militar. Os soldados israelitas patrulham agora todas as ruas na área H2, numa táctica que serve de lembrança constante da presença militar israelita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os colonos judeus alegam o seu direito à terra, invocando um massacre sangrento acontecido em 1929 e que matou 67 judeus. Existem diversos relatos desta tragédia: Mikhael Manekin do Breaking the Silence, um grupo de ex-soldados israelitas que agora fala do que presenciou e dos actos que cometeram, disseram-nos que muitos dos assassinos entraram cercando as aldeias. Afirma que vários moradores palestinos arriscaram as suas vidas para defender os judeus, e a alguns deles foram premiados com certificados de agradecimento por organizações judaicas por tal postura. Hoje, os colonos usam o massacre de 1929 para justificar o afastamento dos residentes palestinos de Hebron e das suas casas, um cartaz afixado no meio do colonato diz: “Estes Árabes estão a viver em terra roubada”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O que aconteceu em 1929 foi terrível, mas não justifica o desalojamento em massa e a sistemática degradação de um povo. O massacre tem sido utilizado para atingir os árabes e perpetuar o racismo de uma forma que nunca foi utilizada para atingir populações europeias culpadas do massacre de judeus em muito maior escala. A paisagem dolorosa de Hebron é um exemplo de como o trauma pode gerar trauma: uma população de judeus, traumatizada por um histórico de violência e discriminação, voltou-se traumatizou outro povo, e actuando assim, está a provocar incontáveis danos à sua própria comunidade. Os colonos aqui ocupam uma cidade que  se tornou um viveiro de religiosos/tensões étnicas e flagrante discriminação racial. Isto não é bom para quem cresce neste ambiente, seja israelita ou palestino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hisham Sharabati, o jornalista, guiou-nos por toda a cidade durante a manhã inteira; à tarde, reunimo-nos com Mikhael, que, como israelita, poderia levar-nos  até às áreas Hisham onde é proibido entrar, toda a sua vida viveu em Hebron. Mikhael explicou que existem dois ou três soldados por colono, numa relação claramente destinada a controlar  a grande população palestina. Ao invés de correlacionar a presença militar com a quantidade  de colonos, a lógica utilizada é na base da contenção militar e controlo do “inimigo”, sob pretexto de protecção. Mikhael serviu como oficial em Hebron,  e agora é um dos membros do “Breaking the Silence” que organiza “tours” para os israelitas e internacionais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os colonatos  em Hebron são ilegais segundo a lei humanitária internacional. Os mapas oficiais da cidade, os quais são documentos utilizados pelos tribunais israelitas, são extremamente imprecisos. Afirmam  que nas ruas fantasma, imensamente isoladas com cimento e metal, estão a funcionar ruas e praças. Caminhando pelas ruas de Hebron, encontra-se uma cidade esculpida pela presença militar violenta e a constante ameaça de violência por parte dos colonos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Algumas estradas têm uma uma barreira de cimento que se situa ao longo da borda,  deixando poucos metros para os palestinos caminharem enquanto que aos colonos são reservadas duas faixas largas. Os “souks”, os mercados da Cidade Velha, têm arame farpado, ou um excesso de redes improvisadas: protecção insuficiente contra os ataques dos colonos que vivem nos andares de cima. As redes ficam pesadas com lixo, tijolos, blocos enormes de cimento e sacos de plásticos rasgados, contendo resíduos humanos, quando estouram em cima do povo e em prateleiras de mercadorias que se encontram em baixo. Hisham disse-nos que um jovem se encontrava em coma depois de uma haste metálica aguçada ter caído através da rede e penetrado o seu crânio. Agora, quando alguém olha para cima, podem-se observar pilhas de objectos que foram retidas pela rede: pés de cabra, tijolos, pedras, cadeiras. Enquanto passeávamos por um mercado, vimos uma colona a atirar areia do seu apartamento, situado no terceiro andar, para cima de um mercado lotado de palestinos que foram fazer as suas compras. Caiu sobre a cabeça de uma mulher palestina, bem como sobre um dos membros da nossa delegação, Eddie, que por causa da sua natureza mexicano-americana é muitas vezes confundido com árabe ao longo desta viagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um homem mais velho que mora na beira da Shuhada Street explica que tem de pedir autorização, quando os filhos ou netos o querem visitar em sua casa. Não lhe são permitidos quaisquer outros visitantes, como acontece com todos os palestinos residentes na zona H2. Por outro, os filhos dos colonos podem fazer viagens de campo pela sua rua. Observamos um grupo de ensino primário de crianças colonas a caminhar por Shuhada, acompanhadas por adultos com espingardas ao ombro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Observando através de um telhado com vista para a Cidade Velha, podemos ver construções de cimento e de pedra, pontuada com bases militares no centro da cidade, e nos montes opostos. Estas instalações militares ou expulsaram ou foram construídas sobre os telhados de pessoas que vivem no último andar. Muitos dos telhados contém depósitos de água, um armazenamento importante para um bairro cuja água é desviada para os colonatos situados nas proximidades e mais tarde é vendida a preços mais elevados aos palestinos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nas colinas ao sul do monte  Hebron, colonos atacam palestinos que vão pastar os seus rebanhos. Um amigo falou-nos de uma aldeia que foi expulsa em 2000, e até algumas semanas atrás, estava a viver  em cavernas perto das suas terras. Um tribunal israelita  declarou que eles poderiam voltar para a sua aldeia, na sexta-feira colonos atacaram os seus rebanhos e matou um cordeiro. Quando activistas de solidariedade israelitas chamaram a polícia, que chegou horas depois, esta acusou os palestinos idosos de  terem morto o seu próprio animal para incriminar os colonos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O acompanhamento das colheitas nos olivais é prioridade não só porque as oliveiras sustentam muitas pessoas, mas também porque as lacunas jurídicas são usadas para tirar terra aos palestinos se não as conseguirem suprir num dado período de tempo. É uma reminiscência das leis de domínio eminente usadas para roubar  a terra dos residentes na baixa de Ninth Ward de New Orleans: se  os habitantes de New Orleans deslocados não conseguiram voltar à cidade de forma regular, a tempo de cortar a sua relva, a cidade reivindicaria a sua parcela – muitas vezes um lote apenas com as fundações onde a casa se encontrava resultava de uma explosão provocada pelo furacão que era a parede que sustinha a água.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Activistas de solidariedade escoltam filhos à escola para protegê-los dos colonos que atiravam pedras, e caminham com pastores para as suas terras de pasto. As crianças colonas  atiram pedras às crianças palestinas a caminho da escola – crianças com menos de 14 anos não podem ser responsabilizadas, disse-nos Mikhael, então são cautelosos com as pessoas que atiram pedras. Uma escola, por fim, teve que mudar os seus horários e dias para que as crianças que caminhassem até à escola não fossem atacadas por crianças colonas que estivessem em casa – são a única escola palestina a não a abrir aos sábados e as crianças não têm intervalos para que possam sair mais cedo de forma a chegarem em segurança a casa. “Os palestinos  são os que tomam os encargos da política da separação nas suas vidas”, disse Hisham.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Residentes palestinos em Hebron foram-se organizando para revitalizar as suas comunidades e desafiar a ocupação militar e a violência dos colonos. A Comissão de Reabilitação de Hebron fixa sanções nos bairros agredidos para incentivar as pessoas a voltar, plantação de jardins e pintura de fachadas em ruínas. A Juventude contra Colonatos organizou acções directas criativas: um protesto recente envolveu a criação de postos de controlo falsos ao lado dos dos israelitas, sendo presos passados cinco minutos mas deixando a chamada de atenção para as condições em que vivem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hebron situa-se no centro  de lutas de poder e alianças globais em redor de Israel. Esta cidade é a conclusão lógica de um estado religioso/étnico – uma cidade onde a ocupação militar se insere no tecido  da vida quotidiana  e os moradores são obrigados a construir fortalezas para se proteger  de pedras e tijolos. A partir do encerramento de centros na cidade, com portas soldadas e câmaras de segurança apontando para o vazio, para o acampamento das bases militares que ficam no centro da cidade, esta á a realidade do actual estado de Israel. Isto é o que nós, como cidadãos da U.E., estamos a apoiar, quando o nosso governo envia ajuda militar para que Israel possa comprar tanques e armas para patrulhar estas ruas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sarah Lazare trabalha para ajudar  a construir a resistência GI contras as guerras em curso no Iraque e Afeganistão como um membro colectivo da Coragem para Resistir (Courage to Resist), e organiza a justiça económica e social na sua comunidade. É também uma escritora freelance.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Clare Bayard organiza com a Liga de Resistentes contra a Guerra (Resisters War Euague) e o Projecto Catalyst em ligação com a luta contra as guerras provocadas pelos E.U.A. em casa e no exterior, inclusive a ocupação israelita apoiada pelos E.U.A.&lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2010/01/arquitectura-de-ocupacao-de-hebron.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-992835108016089952</guid><pubDate>Mon, 28 Dec 2009 08:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-28T08:28:00.204+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">um ano depois do Massacre</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viva a Palestina</category><title>O COMBOIO DE AJUDA À GAZA NÃO DESISTE</title><description>&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;fonte:&lt;a href=&quot;http://vivapalestinaniteroi.blogspot.com/2009/12/mesmo-encalhado-comboio-de-ajuda-gaza.html&quot;&gt;Viva a Palestina&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo egípcio bloqueou a entrada no país de 16 parlamentares do partido governista AK da Turquia junto com &quot;Viva Palestina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parlamentares turcos em greve de fome junto com membros do&lt;br /&gt;comboio do Viva a Palestina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 de dezembro de 2009&lt;br /&gt;Os membros do Viva Palestina comboio de ajuda internacional à Palestina em Gaza começaram uma greve de fome às 11H25 de hoje (dia 27) em protesto contra a recusa do governo egípcio em permitir a entrada de comboio em seu solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi às 11:25h. de 27 de dezembro de 2008, que Israel deixou cair sua primeiras bombas contra a população sitiada de Gaza. Três semanas mais tarde, na sequência de uma sustentada agressão por ar, terra e mar , mais de 1.400 palestinos foram mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na greve de fome, os membros do Viva Palestina, irão consumir apenas líquidos até que o seja permitida a entrada do comboio no Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membros Comboio também marcarão o primeiro aniversário do início da Operação “Chumbo” de Israel , ralizando uma marcha através de Aqaba, conjuntamente com os jordanianos. À noite, mais de 1.400 velas serão acesas durante uma vigília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negociações diplomáticas também estão ocorrendo entre os governos da Turquia e do Egito sobre a entrada do comboio para o Egito. IHH, agência da Turquia de ajuda humanitária, tem 63 veículos que circulam no comboio.&lt;br /&gt;O governo sírio também prestou ajuda e veículos, como o governo da Malásia. Mais de 400 pessoas de 17 países estão viajando em um comboio de 210 veículos , transportando medicamentos, equipamentos hospitalares, ajuda humanitária e educacional para Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comboio partiu em Londres em 6 de Dezembro e viajaram quase 3.000 quilômetros, atravessando a Europa e Oriente Médio. No entanto, o comboio e sua carga de ajuda agora está parado na cidade de porto jordaniano de Aqaba, tendo sido negada a entrada no Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parlamentar britânico, George Galloway, que viaja com a comitiva, disse: &quot;Israel mantém Gaza sob cerco de três anos e meio contra o direito internacional. Ele não permitiu que a ajuda ou material para a reconstrução entrasse da Faixa depois do seu ataque em Gaza no início deste ano. O comboio está determinado a romper o cerco. Aqui no porto de Aqba, os espíritos estão fortalecidos. Não estamos indo a lugar algum, exceto para Gaza. “&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2009/12/o-comboio-de-ajuda-gaza-nao-desiste.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-3244081117196704239</guid><pubDate>Sat, 26 Dec 2009 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-27T00:00:27.868+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gaza</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">um ano depois do Massacre</category><title>Gaza 2009: um ano depois do massacre</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOoDJU2aJ2GA-LTr3E35hfUSYagLcADCquZROXz5SzfEoYr6OYUq6B3bqyioL-E-xEBoZkDl0iOvYlwPVhtdQXNbEAeAV0l7kieZ8E7ADtYMh77d0Xr78aMg1925Q9h15SSCenVB1gSi4/s1600-h/7idad.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 146px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOoDJU2aJ2GA-LTr3E35hfUSYagLcADCquZROXz5SzfEoYr6OYUq6B3bqyioL-E-xEBoZkDl0iOvYlwPVhtdQXNbEAeAV0l7kieZ8E7ADtYMh77d0Xr78aMg1925Q9h15SSCenVB1gSi4/s320/7idad.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5419698965677198226&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gaza 2008-2009: um ano depois do massacre</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2009/12/gaza-2009-um-ano-depois-do-massacre.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOoDJU2aJ2GA-LTr3E35hfUSYagLcADCquZROXz5SzfEoYr6OYUq6B3bqyioL-E-xEBoZkDl0iOvYlwPVhtdQXNbEAeAV0l7kieZ8E7ADtYMh77d0Xr78aMg1925Q9h15SSCenVB1gSi4/s72-c/7idad.jpg" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-3270124765573761353</guid><pubDate>Mon, 21 Dec 2009 12:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-21T12:56:20.263+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">um ano depois do Massacre</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viva a Palestina</category><title>SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: trebuchet ms;font-family:verdana;&quot; &gt;fonte:&lt;a href=&quot;http://vivapalestinaniteroi.blogspot.com/2009/12/solidariedade-internacional.html&quot;&gt;Viva a Palestina&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot; href=&quot;http://vivapalestinaniteroi.blogspot.com/2009/12/solidariedade-internacional.html&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;font-family:verdana;&quot; &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(51, 0, 51);&quot;&gt;UM ANO DEPOIS DO MASSACRE, O CERCO CONTINUA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;font-family:verdana;&quot; &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt;NO DIA 05 DE DEZEMBRO, O COMBOIO &quot;VIVA PALESTINA&quot; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt;INICIOU SUA LONGA VIAGEM RUMO À GAZA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;font-family:verdana;&quot; &gt;Uma longa viagem através da Europa com a missão de mostrar solidariedade com os palestinos em Gaza , Em nossa primeira noite fora da Grã-Bretanha, recebemos os aplausos de amigos e familiares da equipe do “Viva Palestina”- Bélgica. Muitos dos delegados do comboio estavam acampando pela primeira vez, e num parque de estacionamento com instalações sanitárias, enfrentando as limitações do clima típico (chuva e frio). Foi um bom teste para o que iria ocorrer no resto da semana . Desde então, acampamos por Luxemburgo, Alemanha, Itália (e não paramos de Áustria!) Estamos totalmente qualificados para escrever um livro sobre as estações de serviço na Europa, onde passamos muitas pausas e as noites que serviram para conhecermos um ao outro e à meia-noite, jogar futebol.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot; face=&quot;verdana&quot;&gt;&lt;br /&gt;À medida que nos aproximamos do destino final, a recepção e o acolhimento dos países ficam melhores. Nós recebemos ajuda de nossa torcida italiana e na Grécia, fomos recebidos pelo prefeito que colocou comida e alojamento em uma quadra de basquete para nós. Tivemos uma conferência de imprensa com o prefeito e dois membros do Parlamento, o que realmente impulsionou o moral do grupo - sabendo que há um amplo apoio para a nossa missão. Tivemos uma escolta policial para o centro da cidade de Salónica, porque os voluntários do comboio tiveram um dia de folga da condução. O nível de conhecimento geral e simpatia aqui tem feito as coisas mais fácil - inclusive recebemos alimentação gratuita e acompanhantes, quando ficamos perdidos..&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot; face=&quot;verdana&quot;&gt;&lt;br /&gt;A logística da organização de quase duas centenas de pessoas em busca de um lugar seguro para estacionar oitenta veículos cheios de valiosa ajuda tem sido uma tarefa fácil . As coisas têm corrido suave até agora. Existe um verdadeiro espírito de camaradagem e unidade - como as pessoas que passam a se conhecerem, ajudando a cozinhar uns para os outros em suas equipes. Mas a verdadeira beleza deste comboio é a sua grande diversidade - com pessoas de todos os estilos de vida, habilidades, idades e nacionalidades - incluindo quase todas as partes da Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda, Bélgica, Suíça, Polônia, Malásia, Nova Zelândia, Austrália e América, e mais para vir. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot; face=&quot;verdana&quot;&gt;&lt;br /&gt;O apoio internacional para o comboio é fenomenal - temos tido contato com a imprensa de todo o mundo, e o apoio prático das organizações na Malásia e Turquia - que nos deu os meios para comprar ambulâncias e ajuda. Muitas das pessoas no comboio participaram da nossa ida à Gaza em fevereiro/2009 e viram, em primeira mão, a devastação e, e agora estão retornando – determinadas a ajudar. (trechos do Diário do Viva Palestina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;&quot; &gt;&quot;Viva Palestina&quot; Comboio chega a Istambul-Turquia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot; face=&quot;verdana&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;&quot; &gt;Uma espetacular recepção. Israel protestou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para apoiar o povo palestino em Gaza eles estão viajando , desde o dia 05 de dezembro/2009, rumo à Gaza com o Comboio da Liberdade (Viva Palestina) . Depois de 10 dias de viagem, o comboio chegou à Turquia. O comboio de carros pintados nas cores da bandeira palestina está a cada dia mais perto de Gaza. Algumas famílias britânicas com os bebês que estão no comboio chamou a atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Uma entrevista coletiva foi realizada pelo deputado britânico George Galloway e pelo IHH Humanitarian Relief Foundation com a participação do seu Presidente, Bülent Yildirim. O Parlamentar britânico George Galloway falou : &quot;Eu não sou uma pressão do Hamas. Mas eu sou a favor da democracia e dos direitos humanos. O governo do Hamas foi uma escolha do povo palestino . Por isso, Israel está punindo a população de Gaza, há três anos. Eu não aceito esse entendimento. O povo palestino tem o direito à auto-determinação, o direito de escolher seus próprios gestores. Neste ponto, apoiamos fortemente o governo que Israel e condena .&lt;br /&gt;&quot;Faço um apelo aos países árabes. Acordem do coma, agora &quot;, disse Galloway, . “ O primeiro-ministro Tayyip Erdogan, Ahmedinejad e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, são os três líderes que o povo palestino reivindica. E o que os governos árabes fazem? Venezuela é longe demais da Palestina . Você estão mais perto deles . &quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;&quot; &gt;18 de dezembro/2009&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;Uma multidão de cerca de 400 pessoas estava esperando na fronteira para nos receber, e todo o caminho que temos passado através da Turquia, as pessoas têm alinhado as ruas, gritando apoio, entregando-nos flores pelas janelas abertas, agitando bandeiras turcas e palestinas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Quando paramos para descansar, fomos visitados pelas delegações locais, incluindo prefeitos, e não temos mais como contar as flores, bandeiras, abraços e beijos (das mulheres turcas nas mulheres do comboio). Muitas das mulheres turcas choram, pedindo-nos para enviar seu amor aos filhos de Gaza. Todo mundo agradeceu-nos pelo que estamos fazendo. Esses gestos tem imenso valor e para impulsionar o moral depois de quase duas semanas na estrada..&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;E isso não são apenas pessoas comuns que desejam-nos bem. Ontem, uma delegação do comboio foi recebido no Parlamento turco em Ancara, pelo vice-ministro da Turquia, primeiro-ministro, ministro das Relações Exteriores, ministro de ação humanitária e o presidente da Casa . Este foi seguido por uma recepção na embaixada palestina em Ancara, que foi decorada com fotografias em preto e branco da antiga Palestina. Que honra!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;O comboio teve grande impacto na Turquia. A televisão tem realizado quase uma cobertura completa do nosso progresso, através do país, e estamos entusiasmados por nos ver nas primeiras páginas dos jornais, quando paramos para quebras nas estações de serviço e check-out e nas bancas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Temos muito o que agradecer ao IHH, agência da Turquia de ajuda humanitária, que tem nos ajudado nas formas mais brilhante em nossa jornada através do seu país - com alimentação e alojamento. O almoço e o jantar foram fornecidos em todas as nossas paragens, mesmo quando chegamos a parar uma noite em 3, juntamente com uma recepção muito calorosa, e nós temos sido acomodados à noite em estádios desportivos, dormindo no chão de eventos desportivos, que salvou-nos de ter que armar acampamento ao ar livre.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Hoje nós deixamos Konya e continuamos seguindo para leste em direção à Síria, onde esperamos entrar no próximo par de dias. O calor e o apoio entusiástico do povo da Turquia, e seu apoio óbvio e amor ao povo de Gaza tem sido uma inspiração para todos nós.&lt;br /&gt;Turquia -obrigado. Viva Palestina e vocês! (Trechos do Diário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt;“Viva Palestina” foi saudado por uma multidão ao entrar na Síria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Viva Palestina Convoy, que começou sua viagem em Londres, para apoiar o povo palestino e quebrar o cerco israelense na Faixa de Gaza, chegou no domingo na Síria, passando de Kilis fronteira turca sobre a região sudeste da Turquia.&lt;br /&gt;O comboio foi recebido por uma grande multidão, despertando muito interesse na fronteira da Síria. Altos funcionários do Hamas, incluindo Osama Hamdan, representante no Líbano, também participaram da cerimônia de boas-vindas no país. Sírios se reuniram para saudar o comboio de ajuda, acenando com bandeiras palestinas. Autoridade do Hamas disse que o comboio “Viva Palestina” é uma iniciativa fundamental para acabar com o cerco israelense na Faixa de Gaza. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt;&lt;strong&gt;O Comboio para a Liberdade da Palestina (Viva Palestina)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Grã-Bretanha, França, Itália, Grécia, Estados Unidos, Turquia e países árabes são compostas por veículos e participantes. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;Londres foi o ponto de partida do comboio. Quando entrou na Turquia através de Ipsala, o comboio de veículos da Turquia se juntou aos 70 veículos. 47 carros da América vieram por mar desde o porto de Mersin, para participar do comboio, resultando numa caravana de 200 veículos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Rota do Comboio: Adapazari, Ankara, Konya, Adana, Gaziantep, Kilis, Síria, Jordânia, Egito e Gaza . &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Muçulmanos, católicos, protestantes, judeus e todas as classes e pessoas comprometidas com a causa palestina formam o grupo que está no comboio, juntamente com defensores dos direitos humanos, ativistas, jornalistas, escritores e representantes de organizações não governamentais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt;Para marcar o aniversário do ataque israelense, o comboio entrará em Gaza no dia 27 de dezembro e participará da marcha dos direitos humanos e comício que estão sendo organizados em Gaza.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O objetivo da caravana é apoiar o povo palestino e parar o embargo. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Todos os bens que estão no comboio serão doados à população de Gaza : ambulâncias, veículos de passageiros, microônibus, ônibus e caminhão , suprimentos médicos e veículo de medicamentos etc. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Mais informações no site.&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.palestinecampaign.org/Index5bwide.asp?m_id=1&amp;amp;l1_id=79&amp;amp;l2_id=87&quot;&gt;http://www.palestinecampaign.org/Index5bwide.asp?m_id=1&amp;amp;l1_id=79&amp;amp;l2_id=87&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot;&gt;Acompanhe essa emocionante viagem em tempo real&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.vivapalestina.org/home.htm&quot;&gt;http://www.vivapalestina.org/home.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2009/12/solidariedade-internacional.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-3728324785319317178</guid><pubDate>Mon, 14 Dec 2009 02:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-14T02:37:00.180+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">arabes em Israel</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Israel</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Somos Todos Palestinos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vinicius Valentin Raduan Miguel</category><title>Direito à educação</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;fonte: &lt;a href=&quot;http://somostodospalestinos.blogspot.com/2009/12/direito-educacao-israel-expulsa.html&quot;&gt;Somos Todos Palestinos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-weight: bold;&quot;&gt;Direito à educação: Israel expulsa estudante de Gaza que estudava na Cisjordânia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Por:Vinicius Valentin Raduan Miguel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Faltando apenas dois meses para concluir seu bacharelado em Administração, estudante foi presa e expulsa para casa sem nenhuma acusação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;A educação e a propaganda palestina são mais perigosas para Israel do que as armas palestinas.&quot; - Ariel Sharon, então primeiro-ministro israelense (1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Caso Berlanty Azzam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na última quarta-feira (09 de dezembro de 2009), a Alta Corte de Israel negou permissão para uma estudante palestina de Gaza continuar seus estudos na cidade palestina de Belém, que fica situada na Cisjordânia, território palestino ocupado ilegalmente por Israel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A estudante Berlanty Azzam de 22 anos cursa administração e lhe faltam apenas dois meses para concluir seu curso. No entanto, no dia 28 de outubro deste ano, ao retornar de uma entrevista de emprego, ela foi detida pelas autoridades da força de ocupação israelense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Após a detenção, ela foi algemada, teve os olhos vendados e foi removida na mesma noite para Gaza, apesar da promessa explícita feita ao seu advogado de que ela teria direito de se encontrar com ele. A força de ocupação israelense alega que ela estava ilegalmente na Cisjordânia - ignorando que ninguém pode ser considerado habitante ilegal de seu próprio país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Assistida por uma ONG (GISHA - Centro Jurídico para a Defesa da Liberdade de Ir e Vir), ela recorreu ao judiciário da força de ocupação contra a decisão, mas o Tribunal acatou a decisão do governo israelense e manteve a expulsão, mesmo tendo reconhecido que a expulsão imediata da estudante violava o seu direito a prestar declarações para a Corte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Judiciário da Ocupação havia também solicitado as autoridades israelenses que permitissem que a estudante concluísse seus estudos, uma vez que faltavam apenas dois meses para tal, mas não emitiu uma ordem ao ter o pedido recusado pelas autoridades coatoras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Contrariando os Acordos de Oslo, que determinam que a alteração de endereço deve ser comunicada à Autoridade Palestina e essa última apenas notifica Israel, as autoridades da ocupação se recusaram a aceitar os vários pedidos de Berlanty Azzam para alteração de seu endereço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Azzam não é acusada de nenhum crime e mesmo as autoridades militares da força de ocupação israelense não apresentaram razões de segurança para sua expulsão. O comandante militar israelense da área de Azzam havia concedido uma permissão para que ela entrasse na Cisjordânia após o extremamente rígido procedimento de investigação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Após a decisão ela declarou que estava desapontada: &quot;Eu estou profundamente desapontada e não entendo porque Israel está me impedindo de continuar meus estudos. Eles não alegam que meu retorno à Universidade de Belém é uma ameaça à segurança, não havendo, portanto motivos para a expulsão. Estudar em uma universidade palestina é meu direito e o direito de todo estudante palestino&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Desde 2000, Israel se recusa a permitir que estudantes de Gaza possam sair para estudar em outros lugares. O número estimado por organizações de direitos humanos é de 25.000 estudantes palestinos nascidos em Gaza tenham ido para a Cisjordânia e hoje estão em situação de risco e constante ameaça, podendo ser aprisionados e &quot;enviados&quot; para Gaza a qualquer momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como Israel impede o direito à educação palestina?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A temática da educação de árabes-palestinos ou árabes-israelenses em Israel também é ampla e marcada por fortes violações aos direitos humanos promovidas pela força ocupante, mas para delimitação do texto, iremos nos deter as questões concernentes à educação palestina nos territórios palestinos serão consideradas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Estado de Israel, que ocupa ilegalmente desde 1967 os territórios palestinos, impede o acesso de estudantes árabes-palestinos à educação por variadas estratégias. A primeira delas é através de barreiras físicas, como os incontáveis pontos de checagem instalados no território palestino e estradas cujo trânsito é proibido para palestinos, impedindo a liberdade de movimento. Podemos colocar o Muro do Apartheid de Israel nesta categoria de bloqueios físicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Outras barreiras materiais são (i) os obstáculos não-permanentes como os cercos e toques de recolher militares e (ii) incursões (incluindo em universidades e acomodações estudantis que são fechadas por tempo indeterminado). Israel também controla a entrada de livros e certos periódicos, mantendo um banimento aos livros produzidos nos países árabes vizinhos, como Síria e Líbano, livros que poderiam ser adquiridos a menores custos para os acadêmicos palestinos. O intercâmbio de acadêmicos é severamente prejudicado e Israel controla rigorosamente a concessão de vistos de trabalho para pesquisadores estrangeiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por fim, não podemos esquecer-nos dos bombardeios constantes promovidos por Israel na infra-estrutura civil e governamental (pontes, rodovias, ruas) que, destruídos, impedem o deslocamento da população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Israel usa persistentemente força bruta e injustificada contra instituições de ensino palestinas. Apenas como exemplo, em janeiro desse ano, durante a Operação Chumbo Fundido (Operation Cast Lead), Israel destruiu duas escolas palestinas mantidas pela ONU, sendo um centro de formação e uma escola para meninas e bombardeou o Departamento de Ciências da Universidade de Gaza. Na guerra de junho de 2006, em que Israel atacou simultaneamente o Líbano e Gaza, a Universidade de Gaza foi atacada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A destruição da infra-estrutura educacional é acompanhada pelas constantes prisões &quot;administrativas&quot; de intelectuais, jornalistas e professores, sem nenhum direito à defesa e sem acusação alguma (Hammond, 2006) e que podem durar mais de três anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os dados são muitos: em dezembro de 2007, o presidente do diretório dos estudantes da Universidade de Birzeit foi preso por um ano por pertencer à organização estudantil. Ao menos outros 21 estudantes estão na mesma condição. Pelo menos 30% dos estudantes dessa universidade já foram sujeitos a interrogatórios arbitrários. Na mesma instituição, em 2006-2007, 13 estudantes estrangeiros foram impedidos de entrar para fazerem cursos ligados à língua e cultura árabe. Em 2008, oito estudantes foram impedidos de realizarem os mesmos cursos e, no ano acadêmico de 2008-2009, outros dois estudantes tiveram vistos negados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Essa estratégia para impedir a maturação político-social e a reprodução de seus valores culturais elegeu o patrimônio educacional e intelectual palestino como inimigo prioritário da segurança israelense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Essas medidas israelenses visam atacar a história e identidade árabe-palestina para impedir o desenvolvimento do seu capital humano e assegurar a atual condição de subdesenvolvimento, negando o direito fundamental ao acesso à educação de gerações inteiras. A tentativa de cercear direitos sociais e culturais causa impacto imediato nas possibilidades de desenvolvimento econômico e de soberania política de uma nação. Deixando bem simples, a prática israelense é uma tentativa de destruição de uma sociedade inteira e como tal deve ser denunciado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nota&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;(1) Em inglês, &quot;The Palestinian education and propaganda are more dangerous to Israel than Palestinian weapons&quot;. A notícia foi divulgada em 18 de novembro de 2004 pelo próprio Ministério de Relações Exteriores de Israel sob a acusacao de que o textos educacionais palestinos são apologia ao terrorismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;BIRZEIT UNIVERSITY. R2E fact sheet. RIGHT TO EDUCATION CAMPAIGN. 30 de abril de 2009. Disponível em . Acesso em 09/12/2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;GISHA: Legal Center for Freedom of Movement. Israel&#39;s High Court Decides: Berlanty Azzam Not Allowed to Finish Her BA at Bethlehem University. 09/12/2009. Disponível em . Acesso em 09/12/2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;HAMMOND, Keith. Palestinian Universities and the Israeli Occupation. 2006. Texto fornecido pelo autor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;HASS, Amira. High Court: Gaza student cannot complete studies in West Bank. Haaretz. 09/12/2009. Disponível em . Acesso em 09/12/2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ministry of Foreign Affairs. PM Sharon: Palestinian education and propaganda are more dangerous to Israel than their weapons. Press Release - Embassy of Israel in London. Disponível em . Acesso em 09/12/2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Vinicius Valentin Raduan Miguel é Cientista Social pela Universidade Federal de Rondônia e Mestre em Ciência Política pela Universidade de Glasgow; é tradutor do Marxists Internet Archive. &lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2009/12/direito-educacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-9054541799489394006</guid><pubDate>Sun, 06 Dec 2009 02:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-06T02:51:08.320+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Electronic intifada</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maria Rodrigues</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tradução TPG</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Virginia Tilley</category><title>Os Bantustãos e a declaração unilateral de independência</title><description>&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;font-family:verdana;&quot; &gt;Por Virgínia Tilley*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Fonte:&lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-family: verdana;&quot; href=&quot;http://electronicintifada.net/v2/article10901.shtml&quot;&gt;EI&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;font-family:verdana;&quot; &gt;tradução:Maria Rodrigues equipa Todos Por Gaza &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Primeiro como boato, depois ganhando cada vez maior importância, a proposta avançada pela direcção de Ramalá da Autoridade Palestiniana de declarar unilateralmente a independência palestiniana tomou centralidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;A União Europeia, os Estados Unidos e outros países rejeitaram essa proposta, considerando-a “prematura”. Todavia, chegam apoios de todos os lados: jornalistas, universitários, militantes de ONG, leaders da direita israelita. O catalisador parece ser uma expressão final de desgosto e exaustão face ao fraudulento “processo de paz” e a lógica é a seguinte: se não podemos obter um estado por meio de negociações, então vamos simplesmente proclamar a independência e deixar Israel em confronto com os resultados dessa proclamação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Porem, não será exagero considerar que esta ideia, apesar de bem intencionada, traz consigo o risco de toda a história do movimento nacional palestiniano, pois ameaça emparedar as aspirações políticas palestinianas num beco sem saída. Ironicamente, através desta manobra, a Autoridade Palestiniana apodera-se – e declara isso como um direito – precisamente da mesma fórmula bloqueada que o Congresso Nacional Africano (ANC) combateu duramente durante décadas, pois, justamente, a direcção do ANC considerava-a desastrosa. Essa fórmula é resumida numa palavra: Bantustão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;É cada vez mais perigoso para o movimento nacional palestiniano ter uma tão vaga compreensão dos bantustãos sul-africanos. Se os Palestinianos ouviram falar de bantustãos, a maioria imaginá-los-á como enclaves territoriais em que os sul-africanos negros eram obrigados a residir e, além disso, não tinham direitos políticos e viviam na miséria. Esta visão parcial é sugerida pelos comentários de Moustafa Barghouthi no Centro de Meios de Comunicação Social Wattan de Ramalá, quando alertou que Israel queria confinar os Palestinianos aos bantustãos, tendo em seguida defendido a declaração unilateral de independência nas fronteiras de 1967 – embora os bantustãos tivessem sido concebidos como “estados” nacionais nominais sem verdadeira soberania.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Os bantustãos do apartheid sul-africano não eram simplesmente enclaves territoriais bem demarcados para os negros. Constituíam a última “grande” fórmula pela qual o regime do apartheid esperava sobreviver, ou seja, eram estados independentes para os sul-africanos negros que – como os estrategas brancos do apartheid concebiam e definiam perfeitamente – resistiriam sempre à recusa permanente da igualdade de direitos e às vozes favoráveis à supremacia branca na África do Sul. Tal como fora concebido pelos arquitectos do apartheid, os dez bantustãos correspondiam aproximadamente a determinados territórios históricos associados a diferentes “povos” negros, de modo a poderem ser qualificados como “homelands”. Este termo oficial indicava a sua função ideológica: apresentarem-se como territórios nacionais e finalmente como estados independentes para os diferentes “povos” negros africanos (definidos pelo regime) e assim assegurar um futuro feliz à supremacia branca no “homeland” branco (o resto da África do Sul). Desse modo, o objectivo da deslocação forçada de milhões de negros para esses “homelands” estava coberto com um verniz progressista: onze estados vivendo pacificamente lado a lado (parece-nos até familiar!). A ideia consistia em conceder primeiramente a “autonomia” aos homelands, logo que atingissem capacidade institucional, e depois recompensar esse processo, declarando a soberania do Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;O desafio do governo do apartheid era então convencer as elites negras “autónomas” a aceitar a independência nesses territórios inventados e assim absolver definitivamente o governo branco de toda a responsabilidade da ausência de direitos políticos dos negros. Tendo em vista essa finalidade, o regime do apartheid seleccionou leaders e espalhou-os pelos “homelands”, onde se formou uma boa quantidade de cúmplices (os arrivistas e oportunistas habituais) que se encaixaram em lucrativos nichos de benefícios financeiros e em redes de “amiguismo” que o governo branco cultivava cuidadosamente (também isto nos é familiar!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Pouco importava que os territórios dos Homelands fossem fragmentados em parcelas e tivessem falta dos recursos essenciais para  evitar tornarem-se escoadouros de trabalho empobrecido. Mas de facto a fragmentação territorial dos Homelands, apesar de invalidante, não contava para o Grande Apartheid. Os ideólogos do apartheid explicavam ao mundo inteiro que, quando todas estas “nações” vivessem em segurança em estados independentes, as tensões abrandariam, o comércio e o desenvolvimento floresceriam, os negros seriam felizes. Assim a supremacia branca seria garantida e permanente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;A parte espinhosa deste plano era conseguir que as elites negras seleccionadas declarassem a independência nos territórios nacionais, mesmo sem soberania significativa sobre as fronteiras, sobre os recursos naturais, a água, o comércio e a política estrangeira. (Isto parece-nos familiar!) Só as elites de quatro homelands o fizeram, graças a ameaças, à corrupção e a outras “incitações”. Pelo contrário, a maioria dos negros da África do Sul não quis essa solução e o mundo rejeitou liminarmente o complot. (O único Estado a reconhecer os homelands foi Israel, companheiro de estrada). Mas os homelands conseguiram um objectivo: deformaram e dividiram a política negra, criaram terríveis divisões internas e custaram milhares de vidas ao ANC e às outras facções que as combateram. Os últimos combates ferozes da luta anti-apartheid foram nos homelands, deixando uma amarga lembrança até aos nossos dias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;A missão mais urgente do aphartheid na África do Sul – obter que os povos indígenas declarassem independência em territórios não soberanos – caiu por terra com a grande revolta dos negros que aniquilou o aphartheid. Actualmente, a suprema ironia, é que a direcção palestiniana não só cai na mesma armadilha mas até a reivindica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;As razões pelas quais a direcção da AP da Ramalá e as de outras zonas querem cair nesta armadilha são fluidas. Talvez isso pudesse ajudar os oradores a favor da paz, se fosse definido como negociação entre dois estados em vez de condição prévia para um estado. Declarar a independência podia redefinir a ocupação israelita como uma invasão e legitimar a resistência, bem como motivar uma intervenção das Nações Unidas diferente e de maior eficácia. Talvez pudesse dar aos Palestinianos um maior peso político no contexto mundial – ou, pelo menos, preservar a existência da A.P. por mais uns tempos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;O olhar sobre a experiência sul-africana dos bantustãos não pôs em cheque essas visões confusas porque há duas diferenças chave que baralham a comparação entre o apartheid sul-africano e a situação dos Palestinianos. Israel evitou dois erros fatais que contribuíram para a queda da estratégia do governo branco sul-africano nos homelands: primeiramente, não cometeu o erro inicial sul-africano de nomear leaders para dirigir o governo interino do homeland autónomo palestiniano. Na África do Sul, este erro tornou evidente que se tratava de regimes fantoches, evidenciando a ilegitimidade dos territórios “nacionais” negros, verdadeiros enclaves raciais criados artificialmente. Tendo observado o falhanço sul-africano e tendo aprendido com o seu próprio insucesso no caso da Liga das Aldeias e em outros casos, Israel preferiu diligenciar junto dos Estados Unidos na concepção do processo de Oslo, não só para repor a direcção exilada da Organização de Libertação da Palestina (OLP) e o seu presidente Yasser Arafat nos seus territórios mas também para permitir às “eleições” (sob ocupação) a atribuição de um verniz democrático, carregado de legitimidade, à “autoridade interina autónoma” palestiniana. Uma das mais tristes tragédias do actual cenário é o facto de Israel, dessa maneira, ter habilmente voltado contra os próprios Palestinianos o seu nobre desejo de democracia, concedendo-lhes a ilusão de um verdadeiro governo democrático autónomo, num espaço que, actualmente, toda a gente vê que foi previsto para ser um homeland.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;E agora Israel encontrou um meio de evitar o segundo erro fatal da África do Sul, que foi declarar os “homelands” negros “estados independentes” em territórios não soberanos. Na África do Sul, esse estratagema mostrou-se claramente racista ao mundo inteiro e foi universalmente desacreditado. É evidente que, se Israel se tivesse apresentado na cena internacional dizendo “tal como sois, sois agora um estado”, os Palestinianos, tal como outros povos, teriam rejeitado liminarmente a declaração por se tratar de uma farsa cruel. Mas obter dos Palestinianos que eles declarem por si próprios a independência oferece precisamente a Israel a solução que faltou ao regime sul-africano: uma aceitação voluntária da independência de um estado não soberano pelos próprios indígenas, um estado sem capacidade politica de definir os seus limites territoriais e sem os atributos essenciais à sua existência – eis o veneno de morte política que o apartheid sul-africano não conseguiu aplicar ao ANC.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;As respostas israelitas foram variadas. O governo, não mostrando excitação, declarou-se alarmado; o ministro dos negócios Estrangeiros Avigdor Lieberman ameaçou com represálias unilaterais (nao especificadas) e representantes oficiais voaram até às capitais estrangeiras para assegurar a rejeição. Todavia estes protestos israelitas podem ser enganadores. Uma das suas tácticas poderá ser persuadir os patriotas palestinianos do desinteresse israelita na declaração unilateral de independência, para afastar a suspeita do verdadeiro interesse. Uma outra será acalmar os protestos de uma parte do eleitorado obtuso do Likud para quem “estado palestiniano” é anátema. Uma reacção mais honesta poderia ser o apoio do decano do partido Kadima, Shaul Mofaz, um falcão que não podemos imaginar a favorecer um futuro palestiniano estável e próspero. Os jornalistas israelitas de direita, nos seus editoriais, oscilam entre denegrir e sustentar esta solução, argumentando que uma soberania unilateral não tem importância porque ela nada muda (aproximando-se da verdade!). Por exemplo, o primeiro ministro Benjamin Netanyahu ameaçou unilateralmente de anexar os blocos das colónias da Cisjordânia se a AP declarasse independência; porém, de qualquer modo, Israel iria fazê-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;No campo sionista liberal, Yossi Sarid aprovou calorosamente o plano e Yossi Alpher também, mas de forma prudente. Os seus textos sugerem a mesma frustração final sobre o “processo de paz” mas também sugerem a admissão de que talvez esse seja o único meio de salvar o sonho cada vez mais frágil de um simpático e democrático estado judeu liberal. Isso assemelha-se também a algo que poderia agradar aos Palestinianos, pelo menos para que as suas histórias culpabilizantes de expulsão e de ausência de pátria se libertem da consciência sionista liberal. Também os liberais brancos bem intencionados da África do Sul – é verdade, eles existiam! – punham fervorosamente velas a arder a favor dos  Homelands negros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Por outro lado, jornalistas judiciosos lançam-se no apoio da independência unilateral avançando com comparações abusivas: Geoórgia, Kosovo e mesmo Israel, como provas de que se trata de uma boa ideia. Mas a Geórgia, o Kosovo e Israel tinham perfis completamente diferentes em política internacional e histórias totalmente diversas da história da Palestina, sendo essas comparações sinal de preguiça intelectual. A comparação evidente é com outra situação e as lições são noutro sentido: para um povo fraco e isolado, que nunca teve um Estado e que não tem aliado internacional poderoso, declarar ou aceitar uma “independência” em enclaves não contíguos e não soberanos, controlados e rodeados por uma potência nuclear hostil, não poderá significar senão imobilizar o seu destino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Efectivamente, a mais breve análise deveria revelar imediatamente que uma declaração unilateral de independência tornará permanente a terrível situação actual da Palestina. De acordo com a descrição de Mofaz, uma declaração unilateral permitirá aos defensores de um “estatuto final” a apelação internacional. O que não foi dito é que esses oradores ficarão sem objecto, pois será nula a vantagem palestiniana. Tal como recentemente fez notar o historiador do Médio Oriente Juan Cole, a última carta que os palestinianos podem jogar, a verdadeira apelação à consciência mundial, a única ameaça que podem levantar contra o “statu quo” israelita de ocupação e colonização, é o seu carácter apátrida. A direcção AP/Ramalá gastou todas as outras cartas. Sufocou os protestos populares, suprimiu a resistência armada, confiou a autoridade sobre questões vitais como a água a comissões “mistas” em que Israel tem o poder de veto, atacou selvaticamente o Hamas, que insistia em ameaçar as prerrogativas de Israel, enfim, faz tudo o que pode para adoçar a boca ao ocupante, para preservar a tutela internacional (protecção e dinheiro) e solicitar a prometida recompensa, que não chega nunca. Torna-se cada vez mais evidente para quem observa este cenário do exterior – e até internamente – que isto não passa de um farsa. Para começar, as potências ocidentais não operam como os regimes árabes: quando se faz tudo o que o ocidente exige, esperam-se favores em vão, pois a potência ocidental já não tem vantagem em tratar connosco e abandona-nos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Mais importante, a comparação com a Africa do Sul ajuda a esclarecer por que é que os projectos ambiciosos de pacificação, de “construção” de instituições e de desenvolvimento económico em que a AP de Ramalá e o primeiro ministro Salam Fayyad embarcaram não são verdadeiramente exercícios de construção do Estado. Eles imitam sobretudo, com uma similitude e uma lógica assustadoras, as etapas e as políticas sul-africanas de construção dos bantustãos/homelands. De facto, o projecto de Fayyad de atingir a estabilidade política pelo desenvolvimento económico é o mesmo processo que foi formalizado abertamente na política sul-africana dos homelands sob o slogan “desenvolvimento separado”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Em condições tão vulneráveis, nenhum governo poderá ter real poder. O “desenvolvimento separado” associa-se a uma extrema dependência, uma permanente disfunção e à vulnerabilidade. Eis a lição sul-africana que, infelizmente, não foi ainda aprendida pela Palestina – embora dela existam todos os sinais, como o próprio Fayyad admitiu na ocasião, cada vez mais frustrado. Mas, declarar a independência não resolverá o problema da fraqueza palestiniana; só o agravará.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;E depois, quando o “desenvolvimento separado” espezinhar a Cisjordânia, como acontecerá, Israel fará face à insurreição palestiniana. Então antes disso acontecer, Israel terá necessidade de colocar um outro pilar para assegurar a soberania judaica: declarará um “estado” palestiniano e assim poderá reduzir o problema palestiniano a uma querela de fronteiras entre partes supostamente iguais. Nos bastidores da Knesset, os arquitectos políticos do Kadima e os sionistas liberais devem agora conter a respiração, não cessando de emitir mensagens enganosas que se espalham certamente em Ramalá, encorajando esse passo em frente e prometendo amizade, debates privilegiados e grandes vantagens. Pois todos eles conhecem o desafio que as páginas de opinião dos grandes media e os blogs académicos comentaram ultimamente: que está morta a solução dos dois estados e que Israel vai em breve fazer frente a uma luta anti-apartheid que destruirá inevitavelmente o poder do estado judaico. Também uma declaração unilateral de independência criando uma solução em dois estados - apesar do seu evidente absurdo característico de bantustão - é agora o único meio de preservar o poder do Estado judeu, porque é o único meio de fazer descarrilar o movimento anti-apartheid que anuncia a condenação de Israel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;É porque é perigosa que a comparação com os bantustãos sul-africanos foi até agora negligenciada, foi tratada como uma questão lateral, ou mesmo como uma fascinação exótica de especialista, por aqueles que se batem por eliminar o flagelo da fome em Gaza e por humanizar o cruel sistema de muros e de barricadas que impedem os cuidados aos moribundos. A súbita iniciativa da AP de Ramalá de declarar um estado independente num território não soberano deve certamente forçar-nos a uma compreensão colectiva nova, por razões pragmáticas. É tempo de dar mais atenção ao verdadeiro significado do bantustão. O movimento nacional palestiniano não pode senão esperar que algumas das suas fileiras implementem esse projecto, tão seriamente como o fez Israel, antes que seja tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Publicado a 21 de Novembro de 2009-12-04&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;*Virgínia Tilley é antiga professora de Ciências Políticas e de     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Relações Internacionais e actualmente é especialista superior no &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:verdana;&quot;&gt;Centro de Investigação do Instituto de Ciências Humanas da África do Sul. É autora de “The One-state Solution (Michigan Press, 2005) e de numerosos ensaios e artigos sobre o conflito israelo-palestiniano. A partir de Capetown, escreve em seu próprio nome e pode ser contactada em vtilley@mweb.co.za&lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2009/12/os-bantustaos-e-declaracao-unilateral.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-483970148476544796.post-5600065460306010</guid><pubDate>Thu, 03 Dec 2009 19:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-03T23:58:07.763+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">&#39;Abla</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Counterpunch</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">emprego</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Israel</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jonathan Cook</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">minoria árabe</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mulheres</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tradução TPG</category><title>As mulheres árabes de Israel não precisam sequer de se candidatar a um emprego</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;É a discriminação e não as especificidades culturais que mantém as famílias árabes na pobreza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;por JONATHAN COOK&lt;br /&gt;Em Nazaré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;tradução: equipa Todos Por Gaza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, o Ministro das Finanças israelita foi acusado de tentar desviar as atenções das politicas discriminatórias que mantém muitas das famílias árabes do país na pobreza, colocando a culpa para os seus problemas económicos naquilo que descreveu como a “oposição da sociedade árabe ao trabalho feminino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relatório recente produzido pelo Instituto Nacional de Segurança mostra que metade das famílias árabes em Israel são consideradas pobres comparadas com 14 % das famílias judias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuval Steinitz, Ministro das Finanças israelita, disse durante uma conferência sobre a discriminação no emprego, realizada este mês [novembro] que a falha das mulheres árabes em se tornarem parte da força de trabalho tinha um impacto negativo na economia de Israel. Só dezoito por cento das mulheres árabes estão empregadas, e dessas, apenas metade a tempo inteiro, enquanto que pelo menos 55 % das mulheres judias trabalha.&lt;br /&gt;O ministro atribuiu a baixa taxa de emprego entre esta minoria a “obstáculos culturais, estruturas tradicionais e à crença que as mulheres árabes devem permanecer nas suas cidades de origem”, dizendo ainda que estas restrições são características de todas as sociedades árabes.&lt;br /&gt;Contudo, há investigadores e associações de mulheres que sublinham que o numero de mulheres árabes em Israel é mais baixo do que em quase todos os outros países do mundo árabe, incluído aqueles onde os números do emprego feminino são uma mancha, como sucede na Arábia Saudita e Omã.&lt;br /&gt;“A maior parte das mulheres árabes quer trabalhar, incluindo um grande número de licenciadas, mas o governo tem recusado abordar os vários e grandes obstáculos que lhe têm aparecido no caminho” disse Sawsan Shukhra, da associação Mulheres contra a Violência, uma associação com base em Nazaré.&lt;br /&gt;Esta afirmação é confirmada por um inquérito realizado este mês e que revela que 83 % dos homens de negócios israelitas nas principais profissões  (incluindo publicidade, direito, banca, contabilidade e media) admitiram ser contrários à ideia de contratar licenciados árabes, independentemente do seu sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yousef Jabareen, um urbanista da Universidade Técnica de Technion em Haifa, que realizou um dos maiores inquéritos sobre o emprego das mulheres árabes em Israel, disse que os problemas que estas enfrentam são únicos.&lt;br /&gt;“Em Israel enfrentam uma dupla discriminação, por serem mulheres e por serem árabes” disse.&lt;br /&gt;A média de emprego feminino no mundo árabe é cerca de 40&amp;amp;. Só em Gaza, na Cisjordânia e no Iraque (onde se vive em circunstâncias excepcionais, é que encontramos taxas de emprego entre as mulheres árabes mais baixas do que em Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jabareen acrescentou que uma série de factores funcionam como obstáculos para as mulheres árabes, entre os quais políticas discriminatórias aplicadas por sucessivos governos para prevenir que a minoria árabe de 1.3 milhões, que constitui cerca de um quinto da população do pais, usufruísse de qualquer tipo de desenvolvimento económico. Estas medidas incluem discriminação generalizada nas políticas de contratação quer no sector privado quer no público, um fracasso em construir zonas industriais e fábricas perto das comunidades árabes, falta de serviço público de apoio à maternidade, quando comparado com aquele que é providenciado às comunidades judias, falta de transportes nas áreas árabes que impedem as mulheres de se deslocar a lugares onde há trabalho e falta de cursos direccionados para as mulheres árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com um estudo efectuado pela associação Mulheres contra a Violência, 40 por cento das mulheres árabes detentoras de um grau académico não conseguem arranjar emprego. Aquando da entrevista, Mr Jabareen disse que 78% das mulheres desempregadas culpam a falta de oportunidade de emprego pela sua situação.&lt;br /&gt;Maali Abu Roumi, de 24 anos, da cidade de Tamra no norte de Israel, tem procurado emprego como técnica de trabalho social desde que acabou o curso há dois anos. Um relatório elaborado por Sikkuy, uma organização que promove a igualdade cívica em Israel, revelou este mês que a população árabe de Israel recebe cerca de menos 70% de ajuda governamental para serviços sociais do que a população judia, e que os técnicos de serviço social árabes (numa profissão mal paga e que atrai maioritariamente mulheres) tinham uma carga de trabalho superior em 50%.&lt;br /&gt;Maali Abu Roumi disse também que, para além disso, escolas Arabes, ao contrário das escolas judias não podem empregar um trabalhador social porque não têm dinheiro, e que a minoria árabe de Israel não usufruía das instituições de assistência social fundadas por judeus de outros países que ofereciam trabalho a muitos técnicos sociais judeus. “ A maior parte dos judeus com quem estudei já encontraram emprego, enquanto que muito poucos dos árabes do meu curso o conseguiram” disse. “quando um trabalho aparece, é geralmente em part-time e há sempre dúzias de concorrentes”.&lt;br /&gt;O Centro de Planificação Alternativa, uma organização árabe que estuda o uso da terra em Israel, informou que em 2007, apenas 3.5 por centro das zonas industriais do país estavam localizadas em comunidades árabes. A maior parte atraia apenas pequenos negócios como oficinas de reparação de carros ou de carpintaria, que oferecem poucas oportunidade às mulheres.&lt;br /&gt;“O sector privado israelita está quase totalmente fechado ás mulheres árabes devido a práticas discriminatórias dos empregadores que preferem dar emprego a judeus”, disse Mr. Jabareen. Disse ainda que o governo falhou em dar o exemplo: entre os trabalhadores governamentais, menos de 2% são mulheres árabes, apesar de vários ministros pedirem o aumento de emprego para os árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sra Sukha sublinha: “ O serviço público é um grande empregador, mas muitos desses trabalhos ficam no centro da cidade, em Tel-Aviv e em Jerusalém, muito longe do norte, onde vive a maioria dos cidadãos árabes.&lt;br /&gt;Para além disso, a maior parte não pode viajar longas distâncias para encontrar trabalho devido à escassez no fornecimento de serviços de apoio às crianças. De 1600 centros de pré-escolar públicos existentes em todo o país só 25 estão junto das comunidades árabes. Shawshan Shukha também critica o ministério do comercio e da industria dizendo que apesar de este investir muito na educação das mulheres judias só 6% das mulheres árabes frequentam cursos, sobretudo os de costura e secretariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jabareen disse que de acordo com este inquérito, 56% das mulheres árabes desempregadas queria trabalhar imediatamente.  “Desde 1948 que os governos israelitas culpam as barreiras culturais impedindo as mulheres árabes trabalhar da  sua pobreza, mas todas as investigações mostram que o argumento é absurdo” comentou. Há centenas de mulheres árabes que competem pelos trabalhos que aparecem no mercado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescentou que os homens árabes também enfrentam discriminação, mas encontram trabalho porque preenchem a necessidade de trabalho pesado e manual que a maior parte dos judeus recusa fazer, e viajando ainda longas distâncias para os locais das obras.&lt;br /&gt;“As mulheres nem sequer têm essa opção” ajuntou. “ Não podem fazer esse tipo de trabalho e precisam de ficar perto das suas comunidades porque têm responsabilidades nas suas casas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O urbanista disse ainda que em média as mulheres árabes em Israel têm mais anos de escolarização do que as dos países árabes vizinhos e do que no terceiro mundo. Há até mais mulheres árabes do que homens a estudar na universidade.&lt;br /&gt;“Toda a investigação levada a cabo mostra que quanto mais educada é a população, mais fácil deveria ser encontrar emprego. O caso das mulheres árabes em Israel contraria estes dados. Constituem um caso único”.&lt;br /&gt;Um estudo realizado pelo Banco de Israel e publicado no mês passado sugere razões adicionais para o nível de pobreza das famílias árabes. Mostra que os homens árabes são forçados a reformar-se por volta dos 40 anos, uma década antes dos trabalhadores judeus e dos trabalhadores europeus e americanos.&lt;br /&gt;Os investigadores atribuem o desemprego dos homens árabes ao facto de que a maior parte executa apenas trabalhos físicos muito exigentes e também ao facto destes trabalhadores estarem a ser substituídos por trabalhadores oriundos do terceiro mundo, que recebem menos do que o salário mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Jonathan Cook é um escritor e jornalista que vive em Nazaré. O seu site é:  www.jkcook.net.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;(uma versão deste artigo foi originalmente publicada em The National) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.counterpunch.org/cook11302009.html&quot;&gt;&lt;br /&gt;fonte: Counterpunch&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://todosporgaza.blogspot.com/2009/12/as-mulheres-arabes-de-israel-nao.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author></item></channel></rss>