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...Aqui na Cor&amp;eacute;ia do Sul vagas exclusivas para mulheres tem sa&amp;iacute;do dos estacionamentos cobertos (principalmente de supermercados) para as ruas, onde tais vagas s&amp;atilde;o marcadas por tinta cor-de-rosa. 

...Quando residia em Dubai entre os anos de 2000 e 2004, me sentia como uma rainha por ter uma fila s&amp;oacute; para mulheres em diversos estabelecimentos como rede de lanches fast-food, cinema ou at&amp;eacute; em bancos.   E na falta da tal fila preferencial, toda a mulher, coberta ou exposta, mu&amp;ccedil;ulmana ou n&amp;atilde;o, tinha o direito de passar na frente de qualquer homem. 


...De um lado as mulheres exigem ganhar o mesmo sal&amp;aacute;rio que os homens nas mesmas posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es profissionais, mas por outro lado n&amp;atilde;o torceriam o nariz para alguns benef&amp;iacute;cios a mais em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; toda complexidade da vida moderna como dar o sangue na empresa, fazer compras, cuidar dos filhos e do marido e ainda se preocupar com a pr&amp;oacute;pria imagem.


...Tirando os casos onde o sal&amp;aacute;rio da mulher &amp;eacute; essencial na cesta b&amp;aacute;sica, nos cursos extra-curriculares dos filhos ou at&amp;eacute; nas f&amp;eacute;rias anuais (ou semestrais), tem gente demais fantasiada de super-hero&amp;iacute;na quando a verdade &amp;eacute; outra.


...A maioria das esposas de executivos que n&amp;atilde;o tem a permiss&amp;atilde;o de trabalhar no pa&amp;iacute;s onde residem durante 2, 3 ou 4 anos n&amp;atilde;o ficam em casa chorando as m&amp;aacute;goas, comendo, engordando e se emburrecendo. 

...Ser m&amp;atilde;e n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; observar no que os filhos v&amp;atilde;o se tornar mais tarde, mas sim acompanhar esse processo todo desde o primeiro dia (mais uma vez aqui deixo de fora as m&amp;atilde;es que trabalham no sentido de sobreviv&amp;ecirc;ncia).


...Homens tamb&amp;eacute;m merecem seus confortos, mais eu jamais abdicaria os que n&amp;oacute;s mulheres temos hoje, como o estacionamento exclusivo, as filas preferenciais ou a prioridade de salvamento em momentos extremos em nome da igualdade de sexos. 


O que faz uma mulher ser respeitada n&amp;atilde;o &amp;eacute; somente o dinheiro que ela traz para casa, mas sua cont&amp;iacute;nua educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, seus interesses, seus feitos rotineiros e tamb&amp;eacute;m seu orgulho de ser tudo aquilo o que ela sempre quis ser, ou pelo menos aprendeu ser face &amp;agrave;s surpresas da vida.


...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.   Veit" style="border:0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top:5px; padding-top:0; font-size:x-small; text-align:center"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/headlineanimator/install?&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/QLMRbgsLV3U" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/confortos-de-mulher.php#unique-entry-id-159</feedburner:origLink></item><item><title>Todo mundo escrevendo...</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/PqCZJZPhB_g/todo-mundo-escrevendo.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Thu, 15 Oct 2009 05:04:44 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/todo-mundo-escrevendo.php#unique-entry-id-158</guid><description>&amp;ndash; &amp;ldquo;Hoje todo mundo escreve e ningu&amp;eacute;m l&amp;ecirc;&amp;rdquo; &amp;ndash; disse uma porta-voz de uma grande editora norte-americana, fazendo com que essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fa&amp;ccedil;a os profissionais da &amp;aacute;rea a repensarem sua maneira de ser e agir dentro do mercado editorial e acima de tudo, fora dele.


...Sim porque por mais que as vendas de livros e jornais impressos tenha ca&amp;iacute;do consideravelmente nos &amp;uacute;ltimos anos, n&amp;atilde;o significa que o povo ficou mais ignorante &amp;ndash; nem mesmo por conta do Twitter. 


O que acontece &amp;eacute; que muita gente se sente incomodada pelo fato de digamos, &amp;ldquo;qualquer um&amp;rdquo; poder atualmente se expressar por meio de recheados web sites pessoais, blogs ou at&amp;eacute; cartas do leitor (inteligent&amp;iacute;ssimas &amp;agrave;s vezes, diga-se de passagem).


...Acredito at&amp;eacute; que a honrada profiss&amp;atilde;o de jornalista esteja em perigo em termos de acordos salariais, porque se um artigo &amp;eacute; bom vindo ele de um leigo ou n&amp;atilde;o, o editor-chefe de um jornal ou de uma revista pode sim se interessar pelo conte&amp;uacute;do e at&amp;eacute; dar uma polida para soar um pouco mais impessoal, coisas que somente jornalistas conseguem &amp;ndash; escrever sem emo&amp;ccedil;&amp;atilde;o.


...Lembro-me que quando crian&amp;ccedil;a passeava na Avenida Paulista em S&amp;atilde;o Paulo e deparava-me com poetas carregando seus livros auto-editados e publicados com dezenas de c&amp;oacute;pias debaixo do bra&amp;ccedil;o na esperan&amp;ccedil;a de vender um exemplar. ...  &amp;Eacute; claro que qualquer escritor amador ou profissional sonha com o sucesso internacional, com a venda dos direitos para Hollywood ou at&amp;eacute; com o Pr&amp;ecirc;mio Nobel da Literatura, mas esses sonhos mesmo que (ainda) n&amp;atilde;o realizados n&amp;atilde;o impedem ningu&amp;eacute;m de escrever. 


...Depois existe um time de profissionais que apagam e corrigem os errinhos que at&amp;eacute; eles mesmos est&amp;atilde;o sujeitos a cometer, de outros que discutem e escolhem o tamanho e estilo da letra e da capa a serem impressos e por fim ainda existe um outro time que se dedica ao marketing e distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;ldquo;produto&amp;rdquo; finalizado. 


...Assim os editores s&amp;atilde;o obrigados a repensarem os t&amp;iacute;tulos que ir&amp;atilde;o publicar n&amp;atilde;o necessariamente por conta da qualidade e estilo daquilo que acabaram de ler, mas tendo na maioria das vezes o lucro em vista. 

...Ferramentas espi&amp;atilde;s de &amp;ldquo;search engines&amp;rdquo; apresentam com claridade o fluxo de leitores no blog ou no web site X ou Y, o que permite ao escritor se dar conta dos textos ou p&amp;aacute;ginas mais ou menos populares por exemplo, e quem sabe at&amp;eacute; se aprimorar mais.


...Certamente a internet nos proporciona tamanha variedade liter&amp;aacute;ria que &amp;agrave;s vezes nem sabemos por onde come&amp;ccedil;ar, nem mesmo o que procurar, mas quando encontramos aquela obra, aquele texto, aquela palavra que h&amp;aacute; tanto tempo est&amp;aacute;vamos procurando, n&amp;atilde;o existe ningu&amp;eacute;m que nos far&amp;aacute; mudar de opini&amp;atilde;o. 


...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.   Veit" style="border:0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top:5px; padding-top:0; font-size:x-small; text-align:center"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/headlineanimator/install?&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/PqCZJZPhB_g" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/todo-mundo-escrevendo.php#unique-entry-id-158</feedburner:origLink></item><item><title>Loucos por Alho</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/AbaFze_faIY/loucos-por-alho.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 03 Oct 2009 06:02:42 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/loucos-por-alho.php#unique-entry-id-157</guid><description>Saindo de um restaurante chamado &amp;ldquo;Mad for Garlic&amp;rdquo; (Louco por Alho) aqui em Seul, fiquei orgulhosa de ver meu filho ter praticamente lambido o prato que comeu.   N&amp;atilde;o que alho ou cebola sejam raros na minha casa, bem pelo contr&amp;aacute;rio, mas nenhum fil&amp;eacute; de carne mal passado ou salada de espinafre que eu venha a preparar se comparam com a qualidade e quantidade de alho desse lugar.


...&amp;ndash; Porque quem &amp;eacute; que ag&amp;uuml;enta ficar ao lado de gente que come tanto alho, hein m&amp;atilde;e?


...Os primeiros arrotos &amp;ldquo;discretos&amp;rdquo; e fedorentos, mal h&amp;aacute;lito e o est&amp;ocirc;mago irrequieto se aquecendo para dar suas piruetas, at&amp;eacute; horas mais tarde (e n&amp;atilde;o somente no dia seguinte) o excesso ter sa&amp;iacute;do por onde ele deveria. 


...&amp;Eacute; s&amp;oacute; lev&amp;aacute;-la para jantar no primeiro encontro para tirar essa quest&amp;atilde;o a limpo, confirmar se ela &amp;eacute; ou n&amp;atilde;o &amp;eacute; disc&amp;iacute;pula! 

...Sim porque j&amp;aacute; foi provado cientificamente que na escolha do parceiro ou da parceira o fator mais importante &amp;eacute; se aprovamos o cheiro dele ou dela, consciente ou inconscientemente.   Ent&amp;atilde;o &amp;eacute; claro que um comedor-de-alho n&amp;atilde;o gostar&amp;aacute; de uma n&amp;atilde;o-comedora-de alho e vice-versa. 

...&amp;ndash; Ainda bem mesmo, porque sen&amp;atilde;o com o passar dos anos n&amp;atilde;o ir&amp;iacute;amos nos pegar pela hist&amp;oacute;ria do tubo da pasta de dente no banheiro, mas sim pelo fato de eu ter comido fora ou at&amp;eacute; ter trazido para dentro de casa o bendito alho. 

...&amp;ndash; Por isso te digo, meu filho, antes s&amp;oacute; com o alho, do que mal acompanhado sem ele.

...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.   Veit" style="border:0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top:5px; padding-top:0; font-size:x-small; text-align:center"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/headlineanimator/install?  id=51i9mn756mutpmb6kd1des1rug&amp;amp;w=1" onclick="window.open(this.href, 'haHowto', 'width=520,height=600,toolbar=no,address=no,resizable=yes,scrollbars'); return false" target="_blank"&gt;&amp;uarr; Grab this Headline Animator&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/AbaFze_faIY" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/loucos-por-alho.php#unique-entry-id-157</feedburner:origLink></item><item><title>Misérias</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/XpfZm0AWctI/miserias.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 26 Sep 2009 19:59:59 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/miserias.php#unique-entry-id-156</guid><description>Aqueles aben&amp;ccedil;oados, pouco acostumados com nada menos do que freq&amp;uuml;entes ta&amp;ccedil;as de champanhe ou casas com nenhuma parede descascada por falta de dinheiro para a reforma, muitos preferem n&amp;atilde;o olhar a verdade no olho.


...A mis&amp;eacute;ria intelectual, que mesmo aquele que por um motivo ou outro n&amp;atilde;o teve a oportunidade de trabalhar por um diploma universit&amp;aacute;rio simplesmente se acomoda e n&amp;atilde;o procura progredir atrav&amp;eacute;s da auto-did&amp;aacute;tica por simples pregui&amp;ccedil;a ou falta de interesse. 

...Mulheres provenientes de ricos pa&amp;iacute;ses tem a chance de mostrar aos filhos que nasceram com uma colher prateada na boca que existe mis&amp;eacute;ria pelo mundo e nem mesmo todas seguem esse caminho.   Eu sei que tentar ser sempre feliz &amp;eacute; nosso objetivo de vida e que n&amp;atilde;o dever&amp;iacute;amos nos envergonhar disso, mas talvez um pux&amp;atilde;o de volta para a realidade n&amp;atilde;o v&amp;aacute; nos ajudar a conquistar essa alegria?


 A verdade &amp;eacute; que essas expatriadas de elite, entre outras sub-sociedades, nem precisariam sair da capital sul-coreana para se darem conta da mis&amp;eacute;ria, quando o n&amp;iacute;vel de suic&amp;iacute;dio e de abandono de beb&amp;ecirc;s &amp;eacute; t&amp;atilde;o grande, apesar dessas pr&amp;aacute;ticas andarem lado a lado com pr&amp;eacute;dios espelhados e chiques shopping centers! 


Quando a alta sociedade estrangeira tem a possibilidade de assistir uma pe&amp;ccedil;a de teatro que retrata a mis&amp;eacute;ria que mulheres coreanas passaram quando foram escravas sexuais dos japoneses durante a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e at&amp;eacute; de soldados americanos durante a guerra das Cor&amp;eacute;ias, diz que o assunto &amp;eacute; pesado demais e que isso n&amp;atilde;o significa divers&amp;atilde;o.   Sim, um assunto desse n&amp;atilde;o &amp;eacute; divers&amp;atilde;o, mas toda vez que deparamos com uma velhinha a partir de 65 anos por aqui, talvez a tratemos de uma outra maneira, imaginando os terrores pelos quais ela j&amp;aacute; passou. 


Olhando ainda um pouco mais al&amp;eacute;m, muitos expatriados teriam como visitar pa&amp;iacute;ses mais pobres, por&amp;eacute;m ainda com rico programa cultural como o Camboja, o Vietn&amp;atilde; ou a &amp;Iacute;ndia, mas dizem que preferem n&amp;atilde;o introduzir o estado miser&amp;aacute;vel das crian&amp;ccedil;as nativas aos seus filhos. 

...Refletindo sobre o assunto, passo at&amp;eacute; achar que nem sempre trata-se de fragilidade ou de frieza da sociedade em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s mis&amp;eacute;rias alheias, mas talvez isso seja simplesmente pura ignor&amp;acirc;ncia. 

...O conceito de mis&amp;eacute;ria deveria ser melhor elaborado, por mais que seja uma tarefa dif&amp;iacute;cil j&amp;aacute; que seu significado abrange tanta coisa &amp;ndash; ou quase nada ao mesmo tempo. 

...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.   Veit" style="border:0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top:5px; padding-top:0; font-size:x-small; text-align:center"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/headlineanimator/install?&lt;div class="feedflare"&gt;
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...Mas ele logo se descreditou, dizendo que Renoir, como tantos outros colegas impressionistas da &amp;eacute;poca, passava por tamanhas dificuldades financeiras que &amp;agrave;s vezes nem dinheiro para tintas sobrava. 


Pergunto-me, no papel de leiga nesse campo de telas, tintas e pinc&amp;eacute;is: Ser&amp;aacute; que Renoir atrav&amp;eacute;s de suas pinturas expressava uma vontade muito &amp;iacute;ntima e at&amp;eacute; desesperadora de participar dessas festas, ou do deleite das serenas manh&amp;atilde;s no campo observando os efeitos do sol na pele? 

...Se n&amp;atilde;o sei as respostas para as perguntas acima, pelo menos de uma coisa eu sei: Por mais que certos trabalhos tenham sido encomendados, nenhum artista seja ele pintor, escritor, ator ou cantor consegue ser 100% impessoal.   Tudo o que ele vier fazer na vida ter&amp;aacute; uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a sua pr&amp;oacute;pria hist&amp;oacute;ria, direta ou indiretamente, no qual ele fala em terceira pessoa sobre algo que aconteceu consigo mesmo ou viu acontecer com outros. 

...Sua arte proporcionava-o com satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou com o sentimento que tudo o que fazia n&amp;atilde;o era o suficiente, visto que pintou mais de 5 mil quadros &amp;agrave; &amp;oacute;leo? 

...Quer dizer ent&amp;atilde;o que toda vez que lagartear numa praia paradis&amp;iacute;aca nas f&amp;eacute;rias, degustar um prato refinado e dar gra&amp;ccedil;as pela sa&amp;uacute;de do meu filho deverei me sentir mal e culpada pelas outras pessoas que n&amp;atilde;o podem desfrutar das mesmas alegrias que eu? 


Ser feliz &amp;eacute; motivo de orgulho e de festa e n&amp;atilde;o de vergonha: &amp;ndash; &amp;ldquo;Ai sabe como &amp;eacute;, minha vida n&amp;atilde;o &amp;eacute; t&amp;atilde;o maravilhosa assim...&amp;rdquo; &amp;ndash; diz o fulano com medo de atrair maus flu&amp;iacute;dos, inveja ou ainda pedidos de empr&amp;eacute;stimo.


Vejam a minha situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: deveria me sentir mal por ter sido rejeitada por uma meia-d&amp;uacute;zia de editoras renomadas ou deveria me sentir no topo por ter virado o jogo, publicando meus livros independentemente? 

...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.   Veit" style="border:0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top:5px; padding-top:0; font-size:x-small; text-align:center"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/headlineanimator/install?  id=51i9mn756mutpmb6kd1des1rug&amp;amp;w=1" onclick="window.open(this.href, 'haHowto', 'width=520,height=600,toolbar=no,address=no,resizable=yes,scrollbars'); return false" target="_blank"&gt;&amp;uarr; Grab this Headline Animator&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/eQTGHAJkyXw" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-promessa-da-felicidade.php#unique-entry-id-155</feedburner:origLink></item><item><title>A Roda e o Vento</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/bXThleIzCnU/a-roda-e-o-vento.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Wed, 02 Sep 2009 05:33:50 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-roda-e-o-vento.php#unique-entry-id-154</guid><description>Minhas calmas manh&amp;atilde;s na terra de mesmo apelido est&amp;atilde;o para se tornarem uma p&amp;aacute;gina virada de um cap&amp;iacute;tulo repleto de novas descobertas e experi&amp;ecirc;ncias gratificantes.


...Pena &amp;eacute; que embora acredite que as lembran&amp;ccedil;as da Cor&amp;eacute;ia ficar&amp;atilde;o comigo para sempre, um dia ela ser&amp;aacute; nada mais que uma vaga mem&amp;oacute;ria - como se tivesse vivido aqui numa outra vida. 


...As estadas t&amp;atilde;o especiais como expatriados em pa&amp;iacute;ses t&amp;atilde;o long&amp;iacute;nquos e dessemelhantes ao ber&amp;ccedil;o ter&amp;atilde;o sido meros degraus numa escadaria, meros tijolos na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um pal&amp;aacute;cio, meras palavras soltas no livro da vida, que por mais que venham parecer t&amp;atilde;o sem import&amp;acirc;ncia, ter&amp;atilde;o ainda sim sido a base para essas escadarias engenhadas, esses pal&amp;aacute;cios constru&amp;iacute;dos e esses livros escritos.


...Com a chegada do outono, sinto-me como uma folha seca pendurada num fino galho de &amp;aacute;rvore a um triz de ser levada pelo vento fresco para algum outro lugar, um lugar qualquer, um lugar pr&amp;oacute;ximo ou distante, um lugar diferente.   O vento me possui e eu n&amp;atilde;o protesto, j&amp;aacute; que confio cegamente na sua raz&amp;atilde;o de ser.


...Dinheiro &amp;eacute; bom somente porque dinheiro permite uma certa liberdade de ir e vir, mas n&amp;atilde;o pelo dinheiro em si. 


...Sentindo a brisa leve que anuncia a grande ventania da mudan&amp;ccedil;a, preparo-me psicologicamente, mentalmente, espiritualmente, genuinamente &amp;ndash; mesmo sem saber nem quando exatamente e nem para onde precisamente estarei sendo levada sem ser ocasionalmente.


...Mas ser&amp;aacute; que o vento &amp;eacute; que gira a roda ou a roda que provoca o vento?

...&lt;BLINK&gt;Seu cap&amp;iacute;tulo gratuito do eBook &amp;ldquo;A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui&amp;rdquo; por Luciana B. 

...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.   Veit" style="border:0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top:5px; padding-top:0; font-size:x-small; text-align:center"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/headlineanimator/install?  id=51i9mn756mutpmb6kd1des1rug&amp;amp;w=1" onclick="window.open(this.href, 'haHowto', 'width=520,height=600,toolbar=no,address=no,resizable=yes,scrollbars'); return false" target="_blank"&gt;&amp;uarr; Grab this Headline Animator&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/bXThleIzCnU" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-roda-e-o-vento.php#unique-entry-id-154</feedburner:origLink></item><item><title>De Volta às Aulas</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/VtD5XePUl4w/de-volta-as-aulas.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Mon, 24 Aug 2009 04:43:20 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/de-volta-as-aulas.php#unique-entry-id-153</guid><description>Mesmo porque, aqui entre n&amp;oacute;s, a forma de como fomos ou somos na escola em termos de sucesso estudantil n&amp;atilde;o significar&amp;aacute; muita coisa na vida adulta, a n&amp;atilde;o ser que o alvo seja uma dessas faculdades pagas de elite onde todo o hist&amp;oacute;rico escolar &amp;eacute; avaliado com lupa. 


...Quem quiser alcan&amp;ccedil;ar as estrelas, dever&amp;aacute; trabalhar muito para chegar l&amp;aacute;, saber sempre algo a mais do que o advers&amp;aacute;rio, o que nem sempre significa o sucesso garantido j&amp;aacute; que a sorte pessoal, carma ou destino s&amp;atilde;o fatores que n&amp;atilde;o podem ser simplesmente ignorados.


Mas voltando aos chiliques das m&amp;atilde;es de alunos, &amp;eacute; f&amp;aacute;cil encontrar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o alternativa de ensino para crian&amp;ccedil;as hiper inteligentes ou para crian&amp;ccedil;as debilitadas (f&amp;iacute;sica, e n&amp;atilde;o necessariamente mentalmente) quando habita-se em um pa&amp;iacute;s onde se fala o idioma.   Agora no caso de expatriados, algo que conhe&amp;ccedil;o bem por j&amp;aacute; estar morando fora do Brasil h&amp;aacute; mais de 10 anos, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fica um pouco mais restrita.


...Agora dentro dos col&amp;eacute;gios internacionais, onde as aulas geralmente s&amp;atilde;o ministradas em Ingl&amp;ecirc;s, existem aqueles col&amp;eacute;gios mais generalizados onde as aulas s&amp;atilde;o em Alem&amp;atilde;o, Franc&amp;ecirc;s ou Japon&amp;ecirc;s, por exemplo. 

...Ele poderia pular algumas s&amp;eacute;ries, como geralmente as coisas s&amp;atilde;o feitas por aqui, mas a crian&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o se sentiria bem, porque por mais que sua intelig&amp;ecirc;ncia seja avan&amp;ccedil;ada, existe uma grande diferen&amp;ccedil;a de comportamento social entre um moleque de 8 anos e outro de 10 anos.


...&amp;Eacute; claro que o chamado &amp;ldquo;time-off&amp;rdquo; &amp;eacute; importante para qualquer aluno, que &amp;eacute; aquele tempo onde a crian&amp;ccedil;a ou o adolescente possa ficar jogando conversa fora em algum chat na internet, vendo TV, jogando Nintendo, Playstation ou Wii, ou ent&amp;atilde;o simplesmente olhando para o teto se assim ele o desejar, mas fato &amp;eacute; que crian&amp;ccedil;as que tem todo o tempo do mundo para fazerem o que querem, acabam n&amp;atilde;o fazendo suas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es com qualidade.


...E finalmente a volta &amp;agrave;s aulas &amp;eacute; marcado n&amp;atilde;o somente pelos sucessos ou fracassos acad&amp;ecirc;micos de cada um, mas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; marcado por relacionamentos fora da sala de aula, acontecimentos positivos ou negativos que na maioria das vezes marcar&amp;atilde;o nossas vidas para sempre.


...Quem sabe minha filha n&amp;atilde;o aprender&amp;aacute; a controlar seus impulsos psicol&amp;oacute;gicos dentro e fora da sala de aula, apesar de ter as notas mais altas da escola? ...  Quem sabe a diretora resolva sair da idade das pedras e implemente um novo sistema de ensino onde os pr&amp;oacute;prios alunos tenham vontade, e n&amp;atilde;o obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de aprender? 

...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.   Veit" style="border:0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top:5px; padding-top:0; font-size:x-small; text-align:center"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/headlineanimator/install?&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/VtD5XePUl4w" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/de-volta-as-aulas.php#unique-entry-id-153</feedburner:origLink></item><item><title>Métodos Alternativos de Cura</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/QciM8IYyqqM/metodos-alternativos-de-cura%20.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 16 Aug 2009 02:32:13 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/metodos-alternativos-de-cura%20.php#unique-entry-id-152</guid><description>H&amp;aacute; pouco ouvi falar de um grupo de cientistas internacionais que est&amp;aacute; brigando para poder utilizar a droga LSD em quantidades pequenas no tratamento de doen&amp;ccedil;as mentais, como depress&amp;atilde;o, fobias e v&amp;iacute;cios e inclusive at&amp;eacute; contra enfermidades f&amp;iacute;sicas como enxaquecas, artrite e doen&amp;ccedil;as de pele, algo que ali&amp;aacute;s j&amp;aacute; foi utilizado at&amp;eacute; meados dos anos 60. 

...Por isso no caso do LSD, em quantidades aprovadas, n&amp;atilde;o acho justo brecar essa op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cura, pol&amp;ecirc;mica ou n&amp;atilde;o, que j&amp;aacute; provou ter ajudado o ser humano antes.


...E como e ser humano &amp;eacute; espiritual (muito mais do que simples mat&amp;eacute;ria), a Medicina Medi&amp;uacute;nica, juntamente com as Cirurgias Espirituais, est&amp;aacute; ganhado espa&amp;ccedil;o e credibilidade a cada dia, deixando aos poucos de ser vista como charlatanismo ou como curandeirismo.


De acordo com uma s&amp;eacute;rie de artigos da revista &amp;ldquo;Espiritismo &amp; Ci&amp;ecirc;ncia/Cirurgias Espirituais&amp;rdquo;, tanto pacientes quanto profissionais da medicina tem percebido aos poucos que a &amp;ldquo;raz&amp;atilde;o &amp;eacute; importante, mas que a intui&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m &amp;eacute;&amp;rdquo;.  ...  Mesmo aqueles que n&amp;atilde;o acreditam em Espiritismo concordam que tudo vem da cabe&amp;ccedil;a &amp;ndash; traduzindo &amp;ndash; da alma; sentimentos positivos ou negativos que ficam armazenados no nosso perisp&amp;iacute;rito, que liga o nosso corpo &amp;agrave; nossa alma, que &amp;eacute; o nosso hard drive c&amp;oacute;smico. 


...Indiferentemente se acreditar nesse tipo de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nesses fen&amp;ocirc;menos por vezes at&amp;eacute; assustadores, existem hoje outras formas de tratamentos alternativos que procuram ajudar tanto o corpo quanto principalmente a alma. 


...Fora esses m&amp;eacute;todos, a Medita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Hipnose e a Regress&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o deveriam ser deixados de fora como m&amp;eacute;todos de cura, se feitos em estabelecimentos s&amp;eacute;rios, j&amp;aacute; que no fim n&amp;atilde;o &amp;eacute; isso que interessa, A CURA, do corpo, da mente, da alma, do perisp&amp;iacute;rito?


...Aromaterapia: Baseia-se principalmente em aplicar certos extratos vegetais na forma de massagens, inala&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou ingest&amp;atilde;o para assim ajudar n&amp;atilde;o s&amp;oacute; em alguns males f&amp;iacute;sicos, mas tamb&amp;eacute;m mentais. 


...Iridologia: Quando a &amp;iacute;ris dos olhos &amp;eacute; analisada e estudada, identificando no ser humano dist&amp;uacute;rbios e tend&amp;ecirc;ncias a certas doen&amp;ccedil;as, j&amp;aacute; que ela &amp;eacute; capaz de revelar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de sa&amp;uacute;de, sendo elas heredit&amp;aacute;rias ou n&amp;atilde;o.  


...Terapia da Urina: O elixir dourado j&amp;aacute; foi utilizado por culturas antigas e voltou a deixar alguns cientistas fascinados com seu poder de agente anti-cancer&amp;iacute;geno se a bebermos ou se a aplicarmos sobre nossas peles.


...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.   Veit" style="border:0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top:5px; padding-top:0; font-size:x-small; text-align:center"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/headlineanimator/install?&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/QciM8IYyqqM" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/metodos-alternativos-de-cura%20.php#unique-entry-id-152</feedburner:origLink></item><item><title>Tem medo de que?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/wICpY6hI2iQ/tem-medo-de-que.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 07 Aug 2009 03:33:32 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/tem-medo-de-que.php#unique-entry-id-151</guid><description>E quem &amp;eacute; que est&amp;aacute; falando de medo de careta, de fantasma, do desconhecido, de se envolver num acidente a&amp;eacute;reo ou de tr&amp;acirc;nsito, de ser assaltado, raptado ou estuprado?   Nem vou mencionar as fobias cr&amp;ocirc;nicas porque sen&amp;atilde;o voc&amp;ecirc;, prezado leitor, nem vai querer terminar de ler esse texto de t&amp;atilde;o corriqueiro que medo de altura, de aranha, de bullying, de se ter relacionamentos s&amp;eacute;rios, de solid&amp;atilde;o, de encarar o v&amp;iacute;cio e venc&amp;ecirc;-lo, passou a ser. 

Medo de ataques terroristas (incluindo os ataques racistas), de trov&amp;otilde;es, tsunamis, furac&amp;otilde;es, terremotos e por a&amp;iacute; afora nem assusta tanto, j&amp;aacute; que somos t&amp;atilde;o pequenos face &amp;agrave; raiva de natureza e t&amp;atilde;o fr&amp;aacute;geis de frente &amp;agrave; loucura inexplic&amp;aacute;vel daqueles que acham ter um motivo para explodir um shopping center, um avi&amp;atilde;o ou um pr&amp;eacute;dio de apartamentos. 

...Continuamos a estar atentos e cuidadosos com as pessoas e as coisas ao nosso redor, mas isso &amp;eacute; porque sempre fomos assim, pelo menos a partir daquela idade quando finalmente aprendemos que de fato &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio olhar para os dois lados antes de atravessarmos a rua e que por detr&amp;aacute;s de cada &amp;aacute;rvore realmente existe uma sombra.

...Mesmo assim, um monstro nem t&amp;atilde;o monstruoso assim se comparado com outras monstruosidades &amp;eacute; o grande respons&amp;aacute;vel pela nova e talvez &amp;uacute;nica atual onda de p&amp;acirc;nico.   Esse monstrinho tem feito grande parte da pessoas mudarem seus h&amp;aacute;bitos de higiene pessoal, ele tamb&amp;eacute;m tem fechado escolas, afastado o coloquial e talvez at&amp;eacute; o mais &amp;iacute;ntimo contato humano, enfeiado as cidades quando seus cidad&amp;atilde;os saem cobertos com m&amp;aacute;scaras nas caras, e tamb&amp;eacute;m esse monstro tem nos feito rir, quando observamos que as pessoas come&amp;ccedil;am a apertar os bot&amp;otilde;es de elevadores ou do sem&amp;aacute;foro para pedestres atrav&amp;eacute;s de algum outro objeto que n&amp;atilde;o sejam as pr&amp;oacute;prias m&amp;atilde;os, como com sacolas pl&amp;aacute;sticas ou com o canto do blus&amp;atilde;o. 

...Nem crian&amp;ccedil;as est&amp;atilde;o isentas, quando no meu &amp;uacute;ltimo v&amp;ocirc;o intercontinental uma menina de no m&amp;aacute;ximo 5 anos tossiu e se engasgou o trajeto todo, fazendo com que o restante dos passageiros torcessem o nariz, reclamassem com as comiss&amp;aacute;rias e ainda rezassem com tanto fervor para n&amp;atilde;o contra&amp;iacute;rem a doen&amp;ccedil;a que at&amp;eacute; pensei estar tendo um pesadelo, como se estivesse numa nave espacial prestes a cair num planeta desconhecido, sentindo meu corpo esquentar de tens&amp;atilde;o, as gotas de suor escorrerem pela minha testa e minhas m&amp;atilde;os tremerem sem cessar.

A Gripe Su&amp;iacute;na &amp;eacute; um motivo de preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem d&amp;uacute;vida, mas existem outros terrores &amp;agrave; solta que apesar de serem muito mais amea&amp;ccedil;adores, passaram a fazer parte das nossas vidas. 

...Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tag/gripe-su&amp;iacute;na" rel="tag"&gt;Gripe Su&amp;iacute;na&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/medo" rel="tag"&gt;Medo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/fobias" rel="tag"&gt;Fobias&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/doen&amp;ccedil;as" rel="tag"&gt;Doen&amp;ccedil;as&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/monstro" rel="tag"&gt;Monstro&lt;/a&gt;


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Em meio dos cidad&amp;atilde;os catal&amp;atilde;es, vejo turistas de passagem vestidos confortavelmente (o que n&amp;atilde;o deixa de ser brega quando combinam t&amp;ecirc;nis com saia justa), que batem a cidade na perna com a m&amp;aacute;quina fotogr&amp;aacute;fica pendurada no pesco&amp;ccedil;o e mal prestam aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos h&amp;aacute;bitos das pessoas nativas, quando pr&amp;eacute;dios e lojas de departamentos e de souvenires ocupam a lista das atra&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais importantes. 

...Fora essa ra&amp;ccedil;a de estrangeiros, vejo tamb&amp;eacute;m muitos brasileiros: trabalhadores de obras, vendedores de lojas, gar&amp;ccedil;onetes, funcion&amp;aacute;rios de museus ou servidores de sorvete portando a folha de bananeira (vide texto) no bolso com pelo menos uma atitude de respeito, consigo mesmos e automaticamente com os outros. 


J&amp;aacute; a ral&amp;eacute; que me fez sentir vergonha de abrir a boca para dizer que era brasileira, apesar de estar com meu marido e filho &amp;agrave; tira-colo, foram as centenas de vadias que sem qualquer n&amp;iacute;vel de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de bom senso ou de eleg&amp;acirc;ncia deixam o Brasil para manchar a imagem do nosso povo (principalmente das nossas mulheres) que j&amp;aacute; &amp;eacute; fr&amp;aacute;gil e duvidoso no mundo afora. 

...Sempre fui a favor da prostitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o legalizada, mas quando um ato desse come&amp;ccedil;a manchar a honra de outras mulheres que nada tem a ver com essa vida, &amp;eacute; hora de dar um basta.


J&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; de hoje que &amp;agrave;s vezes sinto olhares maldosos em minha dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o no exterior toda vez que digo ser brasileira e apesar de ser uma mulher de respeito, sinto-me na obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contar um pouco sobre a minha vida, a minha fam&amp;iacute;lia e sobre o meu passado s&amp;oacute; para cortar qualquer insinua&amp;ccedil;&amp;atilde;o err&amp;ocirc;nea daquelas pessoas que passar&amp;atilde;o fazer parte do meu c&amp;iacute;rculo de conhecidos, voluntaria ou involuntariamente.


&amp;Eacute; bom encontrar brasileiros praticando foot-volley numa praia europ&amp;eacute;ia, ou restaurantes vendendo cochinhas de frango ou picanha, ou at&amp;eacute; falar na pr&amp;oacute;pria l&amp;iacute;ngua m&amp;atilde;e com aquela vendedora da sapatos, mas tirando essa col&amp;ocirc;nia, n&amp;atilde;o &amp;eacute; legal receber olhares tortos de espanh&amp;oacute;is que est&amp;atilde;o fartos de terem que lidar com a &amp;ldquo;nossa&amp;rdquo; folga, com esse nosso jeito abusivo de acharmos que eles tem a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entender Portugu&amp;ecirc;s s&amp;oacute; porque os dois idiomas s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o parecidos. 


Apesar do orgulho catal&amp;atilde;o, o que representa uma parte do forte regionalismo espanhol, os nativos de Barcelona s&amp;atilde;o muito gentis e tem muita boa vontade de dar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas quando torcem os nariz, &amp;eacute; porque muitos brasileiros j&amp;aacute; abusaram da hospitalidade. 


E o que ainda achei curioso, foi o fato dos jovens serem os mais incomodados em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; presen&amp;ccedil;a brasileira do que os mais velhos, que s&amp;atilde;o geralmente aqueles que tem mais dificuldade para se adaptarem a um mundo mais aberto.


Brasileiros, como os demais estrangeiros, se maravilham com os encantos de Barcelona, mas deixando alguns casos injusti&amp;ccedil;ados de lado, certas s&amp;atilde;o as autoridades espanholas que deportam brasileiros e brasileiras do seu territ&amp;oacute;rio, que nada mais tem como objetivo do que fazer dinheiro f&amp;aacute;cil e ilegal, de um jeito ou de outro, e afundar a imagem daqueles outros brasileiros que tentam levant&amp;aacute;-la.


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...Mas quem sabe esse n&amp;atilde;o era o motivo da blitz, j&amp;aacute; que donas de casa desesperadas com a pr&amp;oacute;pria apar&amp;ecirc;ncia, com a conta vermelha no banco, com as notas baixas dos filhos na escola, com a falta de vontade de fazerem qualquer coisa que tirassem-nas dessa mis&amp;eacute;ria espiritual &amp;eacute; o que n&amp;atilde;o falta, e a capital da Cor&amp;eacute;ia do Sul n&amp;atilde;o &amp;eacute; nenhuma exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o, j&amp;aacute; que muitas delas podem enxergar o &amp;aacute;lcool como a &amp;uacute;nica divers&amp;atilde;o que tem.


Mas de volta &amp;agrave; blitz, assim que o carro da minha frente foi liberado pelo policial, o motorista pisou fundo e me deixou cara a cara com o oficial de uniforme.   Como estava de &amp;oacute;culos escuros, ele acenou para que eu parasse e assim o fiz, por&amp;eacute;m para ser gentil, tirei os &amp;oacute;culos j&amp;aacute; com a boca semi aberta para poder alcan&amp;ccedil;ar o baf&amp;ocirc;metro. 

...Por mais que existam exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es, raramente estrangeiros s&amp;atilde;o parados por policiais em blitz de qualquer natureza e o motivo &amp;eacute; simples: os coreanos n&amp;atilde;o querem dor de cabe&amp;ccedil;a.


...E aqui n&amp;atilde;o s&amp;oacute; me refiro &amp;agrave; pequenos delitos, como tomar aquela terceira ta&amp;ccedil;a de vinho e sair no volante e passar no sinal vermelho, ou esquecer os documentos em casa, mas j&amp;aacute; ouvi casos de prostitutas que trabalham na capital que passam por abusos nas m&amp;atilde;os de estrangeiros. ...  Inclusive no caso de doen&amp;ccedil;as, porque apesar da prostitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser proibida por lei na Cor&amp;eacute;ia do Sul, &amp;ldquo;dan&amp;ccedil;arinas&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;gar&amp;ccedil;onetes&amp;rdquo; de clubes noturnos s&amp;atilde;o obrigadas a passarem por freq&amp;uuml;entes testes de sa&amp;uacute;de e se eles n&amp;atilde;o estiverem em dia, n&amp;atilde;o poder&amp;atilde;o aparecer no local de trabalho. 

...N&amp;atilde;o seria sincera se falasse que o certo &amp;eacute; como as blitz funcionam em Moscou, onde todos s&amp;atilde;o parados com grande freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia por policiais sem motivo aparente (ou at&amp;eacute; arquitetado, de acordo com as circunst&amp;acirc;ncias), mas quando os anfitri&amp;otilde;es, sejam eles coreanos ou de qualquer outra ra&amp;ccedil;a, fecham os olhos para os abusos cometidos por seus &amp;ldquo;convidados&amp;rdquo;, eles acabam perdendo grande parte do respeito e at&amp;eacute; de sua autonomia.


A justi&amp;ccedil;a deveria valer para todos, e sinceramente me sentiria mais como parte da sociedade seulita (momentaneamente pelo menos...) se n&amp;atilde;o fosse constantemente ignorada pelas autoridades, apesar de n&amp;atilde;o ter nada a temer.


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...Como as pessoas s&amp;atilde;o educadas, quando poucos s&amp;atilde;o aqueles que tentam levar vantagem em coisinhas do dia-a-dia, como furar a fila da padaria como quem n&amp;atilde;o quer nada, roubar um figo do stand de fruta do mercad&amp;atilde;o (detalhe: figo &amp;eacute; sin&amp;ocirc;nimo de fruta ex&amp;oacute;tica e cara nessas bandas), ou sentar-se num Caf&amp;eacute; de rua e sair correndo sem pagar a conta s&amp;oacute; de goza&amp;ccedil;&amp;atilde;o...


Observando tudo e todos ao meu redor, n&amp;atilde;o demorou para eu notar um casal vizinho onde a mulher que s&amp;oacute; havia pedido uma saladinha, tentava o tempo todo roubar a batata frita do prato do marido, que por sua vez, j&amp;aacute; bastante estressado, puxava-o para si.   Mas eu tamb&amp;eacute;m notei uma outra mulher, que acompanhada por uma amiga, estava sentada num outro Caf&amp;eacute; logo de frente ao meu, s&amp;oacute; bebendo um cafezinho, enquanto sua companhia se gabava com um belo prato de massa e um suco. 

...A fulana que ficou, terminou seu cigarro apagando-o no resto do cafezinho da sua x&amp;iacute;cara, pegou o copo de suco da sua colega e deu uma bela golada. ...  Ent&amp;atilde;o por que n&amp;atilde;o havia pedido um copo de &amp;aacute;gua da torneira para a gar&amp;ccedil;onete, ou ent&amp;atilde;o que pedisse para sua amiga que lhe desse um pouco do seu suco. 

...&amp;ndash; Vai ver o suco estava frio demais ou at&amp;eacute; ralo e a fulana s&amp;oacute; quis ajudar, cuspindo dentro do copo para esquent&amp;aacute;-lo um pouco e melhorar a consist&amp;ecirc;ncia &amp;ndash; meu filho comentou de camarote.


...Infelizmente nunca saberemos se a mulher exerceu um auto-sacrif&amp;iacute;cio no qual bebeu um suco cuspido em nome de algo muito, mas muito importante, ou se ela realmente era uma n&amp;oacute;-cega mesmo. 


Todavia, quando meu filho pediu-me para que levasse-o ao toalete olhei ao meu redor com um p&amp;eacute; atr&amp;aacute;s e automaticamente me lembrei de uma est&amp;oacute;ria que j&amp;aacute; havia ouvido dezenas de vezes. 

...Sem poder confiar no n&amp;iacute;vel da loucura das pessoas sentadas ao meu redor, abri a minha bolsa, peguei de dentro uma caneta, dobrei o guardanapo de papel do Caf&amp;eacute; e escrevi em Alem&amp;atilde;o bem grande: 


...Todavia, no caminho do toalete de volta para a mesa eu estava apreensiva, porque a &amp;uacute;ltima coisa que gostaria de encontrar, era o fim dessa not&amp;oacute;ria est&amp;oacute;ria do suco realizada, no qual um outro guardanapo com uma letra nada familiar ao lado daquele original diria:


...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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...Dessa vez a agente imobili&amp;aacute;ria riu e se certificou que o gerente da casa (uma esp&amp;eacute;cie de zelador, algu&amp;eacute;m que cuida da manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, do jardim, etc.) n&amp;atilde;o havia compreendido uma palavra minha, j&amp;aacute; que seu Ingl&amp;ecirc;s era praticamente inexistente.


...Bom, passadas tr&amp;ecirc;s semanas aqui est&amp;aacute;vamos n&amp;oacute;s, mergulhados em caixas de papel&amp;atilde;o na nossa primeira noite na nova casa, que de acordo com as pesquisas da agente, n&amp;atilde;o apresentava nenhum, uh, digamos, risco e nem um passado sombrio.


Mas mesmo assim, j&amp;aacute; acostumada com mudan&amp;ccedil;as, bem sabia que uma casa tem sua pr&amp;oacute;pria alma, e que eu precisaria de algum tempo para entrar em conex&amp;atilde;o espiritual com ela.


O stress da mudan&amp;ccedil;a nem me abalou tanto, porque no fim s&amp;oacute; se tratava de coisas materiais, ao contr&amp;aacute;rio da preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de passar a habitar numa casa onde ainda n&amp;atilde;o havia decifrado a natureza de sua energia. 


As lembran&amp;ccedil;as das paredes, os esp&amp;iacute;ritos que visitavam o im&amp;oacute;vel de vez em quando, a energia das plantas deixadas pela &amp;uacute;ltimas pessoas que aqui haviam habitado, tudo estava agora entrando em conex&amp;atilde;o com a minha ess&amp;ecirc;ncia e tamb&amp;eacute;m a da minha fam&amp;iacute;lia. 


Apesar do feng-shui parecer estar adequado, era necess&amp;aacute;rio que ficasse alerta nos primeiros dias, nas primeiras horas, a cada instante, para qualquer sinal que a casa pudesse enviar, uma mensagem que deveria ser compreendida e jamais, repito, jamais ignorada.


No sil&amp;ecirc;ncio das primeiras noites nessa casa ainda estranha, procurava decifrar se o barulho que escutava era dos tacos como se algu&amp;eacute;m ou algo estivesse andando sobre eles, ou quem sabe alguma rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o f&amp;iacute;sica de algumas subst&amp;acirc;ncias entrando em atrito. 

...Mas com o passar dos dias, percebi que acabamos entrando naturalmente em conex&amp;atilde;o com a alma da casa,  aceitando-a como o nosso mais novo abrigo, espiritual e material.  

...Essa paran&amp;oacute;ia minha n&amp;atilde;o se d&amp;aacute;, por exemplo, quando pernoito em hot&amp;eacute;is independentemente da dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque os pr&amp;oacute;prios quartos de hot&amp;eacute;is possuem uma alma de prostitutas: um dia &amp;eacute; esse cliente e amanh&amp;atilde; &amp;eacute; aquele &amp;ndash; nada de grande dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/nUviWXxtIX8" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-alma-da-casa.php#unique-entry-id-147</feedburner:origLink></item><item><title>Suicídio na Coréia do Sul</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/MHczUrURx6c/suicidio-na-coreia-do-sul.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 29 May 2009 17:41:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/suicidio-na-coreia-do-sul.php#unique-entry-id-146</guid><description>Enfermeiros que atendem o hotline da Centro de Preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Suic&amp;iacute;dio aqui em Seul &amp;ndash; que ironicamente Roh fundou &amp;ndash; dependem da escolha certa de suas palavras para tentar fazer com que a outra pessoa na linha coloque o plano de tirar a pr&amp;oacute;pria vida de lado. 

...Alguns suicidas n&amp;atilde;o fazem quest&amp;atilde;o de fazer com que os outros compreendam as suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ou a &amp;uacute;ltima a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas, mas alguns deles, desses que ligam para o tal centro de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tentam compreender em primeiro lugar o motivo deles estarem ali, a um passo do abismo. 


...Fora a &amp;uacute;ltima mensagem, nunca saberemos exatamente qual foi a &amp;uacute;ltima gota d&amp;rsquo;&amp;aacute;gua da ta&amp;ccedil;a de paci&amp;ecirc;ncia e perseveran&amp;ccedil;a do ex-presidente Roh, entre tantos outros exemplos na Cor&amp;eacute;ia do Sul, que atualmente possui o maior n&amp;uacute;mero de suicidas do mundo.  


...Pouco antes de se matar, o ex-presidente sul-coreano Roh estava tentando provar sua inoc&amp;ecirc;ncia (no senso da palavra como: &amp;ldquo;Mas eu n&amp;atilde;o sabia...&amp;rdquo;) num caso de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o levantado pelos funcion&amp;aacute;rios mais temidos da pen&amp;iacute;nsula, os mesmos que trazem a ditadura de volta ao presente, os promotores de justi&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blicos. 


...Esses promotores dizem que estavam a um passo de provar o envolvimento do ex-presidente, inclusive o de sua fam&amp;iacute;lia, numa transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o il&amp;iacute;cita de 6 milh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;lares, que aqui entre n&amp;oacute;s, nem &amp;eacute; t&amp;atilde;o alta assim, j&amp;aacute; que estamos falando de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

...Se Roh realmente s&amp;oacute; deu uma, ou poucas deslizadas durante sua vida pol&amp;iacute;tica, ele poderia ter aceito as acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o que significaria ir eventualmente para a pris&amp;atilde;o, devolver o dinheiro em quest&amp;atilde;o, perder a honra e o respeito perante a sociedade, mas ainda teria sua dignidade. 


...Esse amor tamb&amp;eacute;m vai mais al&amp;eacute;m do que honra, ou pelo menos deveria &amp;ndash; na pr&amp;aacute;tica, j&amp;aacute; que na Cor&amp;eacute;ia do Sul e no Jap&amp;atilde;o, por exemplo, o suic&amp;iacute;dio faz praticamente parte da cultura &amp;ndash; um tanto macabra, devo adicionar.


...Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o deixou a sua fam&amp;iacute;lia num estado de total desespero e choque, por mais que essa tenta se convencer que ele tenha servido de escudo no seu grand finale. 

...Pe&amp;ccedil;o perd&amp;atilde;o aos seguidores e admiradores de Roh se minhas palavras machucam, mas por mais que ele tenha sido uma pessoa que cometeu mais o bem do que o mal, deveria ter levado em conta seu lugar na sociedade, seu n&amp;iacute;vel de adora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias de seu mergulho para a morte do morro de 300 metros de altitude enquanto sua fam&amp;iacute;lia provavelmente ainda dormia nas primeiras horas da manh&amp;atilde; daquele s&amp;aacute;bado de fim de primavera. 

...Se a taxa de suic&amp;iacute;dio aumentar na Cor&amp;eacute;ia do Sul, o que infelizmente ir&amp;aacute;, tanto Roh Moo-hyun quanto as atrizes e os atores famosos daqui que tamb&amp;eacute;m se suicidaram, ter&amp;atilde;o uma parte da culpa em cada caso, mesmo que do outro lado da vida.


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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/MHczUrURx6c" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/suicidio-na-coreia-do-sul.php#unique-entry-id-146</feedburner:origLink></item><item><title>Eu me vingarei!</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/k--VnVbQbxo/eu-me-vingarei.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Thu, 14 May 2009 05:04:57 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/eu-me-vingarei.php#unique-entry-id-145</guid><description>Vingan&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; coisa de madrasta malvada de desenho animado e nem de gente sem cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque queiramos ou n&amp;atilde;o, desejar vingan&amp;ccedil;a &amp;eacute; um sentimento humano. 


...Preciso ir me confessar s&amp;oacute; porque n&amp;atilde;o convidei para uma festan&amp;ccedil;a o fulano X que sempre faz coment&amp;aacute;rios maldosos em encontros sociais?


...Esses s&amp;atilde;o exemplos, entre centenas de outros mais criativos, onde podemos nos sentir at&amp;eacute; bem com a vingan&amp;ccedil;a, porque nesse caso n&amp;atilde;o estamos acabando com a vida de ningu&amp;eacute;m.


&amp;Agrave;s vezes a vingan&amp;ccedil;a &amp;eacute; simplesmente poder mostrar ao inimigo o quanto estamos bem e felizes - livres, leves e soltos - apesar das tentativas e coment&amp;aacute;rios destrutivos desses seres infelizes, que fazem parte das seguintes categorias: dos falsos sonsos que juram que n&amp;atilde;o sabiam o que estavam fazendo, dos fracos do tipo maria-vai-com-os-outros, dos espertinhos, dos espert&amp;otilde;es e dos super-dotados e super-poderosos que acreditam possuir um cart&amp;atilde;o verde para andar sobre cad&amp;aacute;veres.


...&amp;Eacute; claro que &amp;ldquo;amar o pr&amp;oacute;ximo como amamos a n&amp;oacute;s mesmos&amp;rdquo; &amp;eacute; um ensinamento que n&amp;atilde;o deveria ser negligenciado porque talvez at&amp;eacute; o futuro da nossa exist&amp;ecirc;ncia como seres-humanos dependa disso, mas fato &amp;eacute; que nem todo mundo consegue perdoar de cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 


...(Terapia de Regress&amp;atilde;o a Vidas Passadas) lida basicamente com isso, com o reconhecimento da import&amp;acirc;ncia de SABER PERDOAR PARA VERDADEIRAMENTE ESQUECER E TOCAR A VIDA PRESENTE PARA FRENTE.


...Apesar de n&amp;atilde;o me sentir mal por machucar algu&amp;eacute;m com palavras quando sei que elas precisam ouvi-las por exemplo, acho que partir para a selvageria, como foi o caso dessa cidad&amp;atilde; de Macei&amp;oacute;, j&amp;aacute; n&amp;atilde;o faz mais parte da categoria HUMANO.


Existem vingan&amp;ccedil;as e vingan&amp;ccedil;as, mas o mais importante &amp;eacute; manter-se digno perante as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e rea&amp;ccedil;&amp;otilde;es, conseguindo dormir a noite e respondendo sem ang&amp;uacute;stia as cobran&amp;ccedil;as da consci&amp;ecirc;ncia. 


...Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tag/vinganca" rel="tag"&gt;Vingan&amp;ccedil;a&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/consciencia" rel="tag"&gt;Consci&amp;ecirc;ncia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/perdoar" rel="tag"&gt;Perdoar&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/terapia-de-regressao-a-vidas-passadas" rel="tag"&gt;Terapia de Regress&amp;atilde;o a Vidas Passadas&lt;/a&gt;


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Alguns desses hanoks se tornaram casas de ch&amp;aacute;, pens&amp;otilde;es e pequenos museus, como o Museu da Galinha (sim, da galinha, como in&amp;uacute;meras pinturas sobre o t&amp;oacute;pico principal), Museu do Bordado, Museu dos Amuletos e Museu do Hist&amp;oacute;rico do Bairro, entre outras pequenas e interessant&amp;iacute;ssimas galerias de artes.


O guia, um professor norte-americano de uma universidade daqui, at&amp;eacute; que fez um bom trabalho, explicando que antigamente esse bairro era residido basicamente por fam&amp;iacute;lias aristocratas por estarem pr&amp;oacute;ximo dos pal&amp;aacute;cios mais importantes, o Gyeongbokung e o Changdeokung. 

...A dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao estudo sempre foi levada a s&amp;eacute;rio aqui, mesmo durante as guerras, como a mais recente Guerra das Cor&amp;eacute;ias, quando as crian&amp;ccedil;as iam &amp;agrave; escola mesmo se isso significasse ter que se sentar no ch&amp;atilde;o debaixo de uma &amp;aacute;rvore.   Ali&amp;aacute;s, apesar da Cor&amp;eacute;ia do Sul ser um dos pa&amp;iacute;ses mais machistas do mundo, onde o n&amp;uacute;mero de mulheres em posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es importantes no governo ou em firmas de alto calibre s&amp;oacute; fica atr&amp;aacute;s da Ar&amp;aacute;bia Saudita (de acordo com a pesquisa conduzida pelo professor-guia), meninas de fam&amp;iacute;lias aristocratas j&amp;aacute; eram encorajadas a estudarem em tempos em que poucos homens mal sabiam escrever o pr&amp;oacute;prio nome em outros pa&amp;iacute;ses.


Mas de volta ao tour de Bukchon, imaginei que iria presenciar algo como o bairro de Gion em Kyoto, que apesar de muitas machiyas  &amp;ndash; casas hist&amp;oacute;ricas &amp;ndash; terem sido destru&amp;iacute;das com as guerras  e mesmo com o tempo, o bairro ainda possui seu charme inigual&amp;aacute;vel, e oferece uma viagem ao tempo sem eu mesmo precisar mencionar:


...J&amp;aacute; Bukchon &amp;eacute; uma mistura de hanoks com casas modernas constru&amp;iacute;das de qualquer jeito sem o m&amp;iacute;nimo bom gosto, lojinhas de conveni&amp;ecirc;ncia de frente &amp;agrave; containeres de lixo e de vez em quando um pr&amp;eacute;dio governamental espelhado que nada combina com seus arredores.


...Quem quiser ter uma id&amp;eacute;ia do que Bukchon deveria ser, estar&amp;aacute; melhor &amp;ldquo;abrigado&amp;rdquo; no bairro de Seongbukdong, onde casas de ch&amp;aacute;, restaurantes coreanos e lojas de &amp;iacute;tens tradicionais  &amp;ndash; quase todos em hanoks &amp;ndash; se enfileiram nesse bel&amp;iacute;ssimo bairro arborizado. 


...&amp;ndash; Nos Estados Unidos o governo n&amp;atilde;o tem direito de se intrometer na forma de como o propriet&amp;aacute;rio constr&amp;oacute;i a sua casa, e os coreanos copiam a receita aqui &amp;ndash; disse ele cheio de orgulho, afogado dentro de sua pr&amp;oacute;pria ambig&amp;uuml;idade.


...Podem chamar de semi-ditadura o governo que se meter no projeto de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal, mas ele estar&amp;aacute; pelo menos protegendo aquilo que ele ainda pode proteger: a imagem de sua regi&amp;atilde;o n&amp;atilde;o s&amp;oacute; perante aos seus residentes, mas tamb&amp;eacute;m perante ao mundo &amp;ndash; sem precisar sonhar que talvez um dia essa regi&amp;atilde;o venha a se tornar mais um dos tesouros da UNESCO.


...Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tag/seul" rel="tag"&gt;Seul&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/bukchon" rel="tag"&gt;Bukchon&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/liberdade" rel="tag"&gt;Liberdade&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/arquitetura" rel="tag"&gt;Arquitetura&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/UNESCO" rel="tag"&gt;UNESCO&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/gion" rel="tag"&gt;Gion&lt;/a&gt;


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...Mas deixando pinturas de lado, li h&amp;aacute; pouco tempo um artigo no jornal que falava que qualquer escritor iniciante que se prezasse, deveria ler o livro bl&amp;aacute;, bl&amp;aacute;, bl&amp;aacute;, porque &amp;eacute; nele onde todas as regras que um escritor jamais deveria ignorar est&amp;atilde;o presentes. ...  Pergunto-me porque &amp;eacute; no meio art&amp;iacute;stico onde mais se procura por quebradores de regras e no fim, s&amp;atilde;o os rebeldes que terminam sempre no papel de grandes novas revela&amp;ccedil;&amp;otilde;es. 


...E por mais que conhe&amp;ccedil;am todos os &amp;ldquo;faux pas&amp;rdquo; de cor e salteado, eles sabem que as regras n&amp;atilde;o merecem a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o reivindicada porque elas n&amp;atilde;o contribuem com nada de novo.  


H&amp;aacute; mais ou menos dois meses, estava eu dirigindo uma pe&amp;ccedil;a curta de teatro aqui em Seul para o grupo &amp;ldquo;Seoul Players&amp;rdquo; quando durante os ensaios uma atriz repreendeu um colega ator por ele ter andado na frente dela no palco, quando a regra diz que ele deve andar por tr&amp;aacute;s. ...  Ora, apesar das regras de palco, eu tenho como diretora a total liberdade de transmitir a est&amp;oacute;ria do meu jeito, porque se eu colocar o sujeito de costas para o p&amp;uacute;blico, eu terei certamente um motivo para tal &amp;ndash; seja ele provocativo ou nesse caso, absolutamente natural.


...Por exemplo: n&amp;atilde;o se deve mostrar (nem que indiretamente) a sola do p&amp;eacute; para um &amp;aacute;rabe e n&amp;atilde;o se deve beber sem brindar antes na R&amp;uacute;ssia, muito menos deixar o palitinho &amp;ldquo;descansando&amp;rdquo; (espetado) no pratinho de arroz na Cor&amp;eacute;ia.


Agora ao meu ver, comer hamb&amp;uacute;rguer ou banana com garfo e faca &amp;eacute; uma grande frescurite e n&amp;atilde;o uma regra, enquanto chamar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos filhos dos outros em nome da ordem j&amp;aacute; &amp;eacute; falta de bom senso. 


&amp;Eacute; claro que aquele que nada freq&amp;uuml;entemente contra a corrente acaba n&amp;atilde;o sendo desejado em locais onde os &amp;ldquo;obedecedores&amp;rdquo; das regras reinam em absoluto, aqueles que dizem as frases corretas nos momentos ideais, que se vestem de acordo com o esperado, que s&amp;atilde;o exteriormente os modelos exatos da imagem que querem vender de si mesmos e que no fundo morrem de inveja daqueles que vivem as suas pr&amp;oacute;prias regras cotidianas livremente.


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Se Fi&amp;oacute;dor Dostoievski, escritor russo de fam&amp;iacute;lia aristocrata, j&amp;aacute; criticava o t&amp;oacute;pico de discuss&amp;atilde;o da moda em meados do s&amp;eacute;culo XIX que &amp;ldquo;sem Deus tudo &amp;eacute; permitido&amp;rdquo; sem grandes como&amp;ccedil;&amp;otilde;es da sociedade, o que faz com que os ate&amp;iacute;stas de hoje acreditem que dessa vez ser&amp;aacute; diferente, que a sociedade realmente mudar&amp;aacute; as regras fundamentais que se baseiam na religi&amp;atilde;o da maioria dos cidad&amp;atilde;os do seu pa&amp;iacute;s?


...Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o posso negar que aquele que tem f&amp;eacute; em Jesus Cristo, por exemplo, pensa duas vezes antes de se suicidar, mas aquele que acredita no profeta Mohammad sabe que com seu pr&amp;oacute;prio sacrif&amp;iacute;cio em nome de sua cren&amp;ccedil;a receber&amp;aacute; uma grande recompensa no outro lado da vida.


J&amp;aacute; sobre os altos e baixos da nossa exist&amp;ecirc;ncia, tem gente que acredita, torce e quase que depende que Deus ajude a super&amp;aacute;-los com o tempo, e tem gente que ignora que um poder absoluto possa influenciar qualquer coisa, buscando eles mesmos solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para problemas.


...Uma pessoa na Alemanha que sabe que est&amp;aacute; infectada com o v&amp;iacute;rus HIV e que n&amp;atilde;o avisa seu parceiro/sua parceira sexual, ou pelo menos n&amp;atilde;o faz quest&amp;atilde;o de usar prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja por vergonha ou ruindade mesmo, est&amp;aacute; cometendo uma forma de assassinato.


Um viciado nos Estados Unidos que ignora a dor de sua fam&amp;iacute;lia imediata por sua causa, est&amp;aacute; n&amp;atilde;o s&amp;oacute; matando a si mesmo mas tamb&amp;eacute;m matando &amp;ldquo;a alma&amp;rdquo;, o prazer de viver daqueles que mais o amam.


E aquela sogra no Jap&amp;atilde;o que inferniza a vida de sua nora ou de seu genro por frieza ou por ci&amp;uacute;mes, bem ciente que apesar do amor que sente pelo/a filho/a, est&amp;aacute; tirando a paz daquela pessoa que passou a ter grande import&amp;acirc;ncia na vida dele/a.


...Agora devemos tamb&amp;eacute;m imaginar ate&amp;iacute;stas que protestam a intoler&amp;acirc;ncia racial nas ruas, que trabalham em miss&amp;otilde;es humanit&amp;aacute;rias nos piores pa&amp;iacute;ses do mundo, que cedem seus assentos no metr&amp;ocirc; lotado a idosos, a mulheres gr&amp;aacute;vidas ou com crian&amp;ccedil;as de colo, ou mesmo a jovens carregando muitas sacolas ou at&amp;eacute; um instrumento musical.


...&amp;Eacute; claro que num pa&amp;iacute;s como o Afeganist&amp;atilde;o ou na Som&amp;aacute;lia, aquele que n&amp;atilde;o concordar em &amp;ldquo;for&amp;ccedil;ar&amp;rdquo; a pr&amp;oacute;pria esposa a se deitar com ele no m&amp;iacute;nimo quatro vezes por semana acaba perdendo a voz na sociedade, da mesma forma que v&amp;aacute;rias cidadezinhas ainda controlam a ida &amp;agrave; igreja de seus habitantes. 

...Ser&amp;aacute; que contradizer um padre, um &amp;iacute;man e um monge publicamente, ou ainda renegar religi&amp;otilde;es como institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es e n&amp;atilde;o como portais da f&amp;eacute; s&amp;atilde;o atos t&amp;atilde;o hediondos assim, visto que pouco aprendemos do passado e que &amp;eacute; nosso dever de sermos sinceros com n&amp;oacute;s mesmos em primeira est&amp;acirc;ncia, mesmo que aquilo que entendemos por valores morais n&amp;atilde;o caia no mesmo segmento para os nossos vizinhos?


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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/pTvkaksXKBY" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/religiao-e-moral.php#unique-entry-id-142</feedburner:origLink></item><item><title>O orgulho de ser MULHER - Parte 2</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/FeBuAkrDw4I/o-orgulho-de-ser-mulher-2.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 12 Apr 2009 02:53:58 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/o-orgulho-de-ser-mulher-2.php#unique-entry-id-141</guid><description>Na verdade nem precisava ter lido o artigo do jornal para comentar em partes sobre ele, porque nas primeiras semanas como residente em Seul h&amp;aacute; mais de dois anos e meio, logo percebi que se tratava se uma sociedade machista.


E da&amp;iacute; que 100% do sal&amp;aacute;rio do marido coreano vai diretamente para a m&amp;atilde;o de sua esposa, que por sua vez lhe d&amp;aacute; &amp;ldquo;mesada&amp;rdquo; para o almo&amp;ccedil;o e para uma cervejinha extra por semana (que ele muitas vezes economiza para gastar na &amp;ldquo;terceira rodada&amp;rdquo;, que segue o restaurante e o bar)?


...Trai&amp;ccedil;&amp;otilde;es conjugais principalmente por parte do homem fazem parte da rotina de muitos porque passada as festividades do casamento, o ambiente profissional volta a ter mais import&amp;acirc;ncia na vida do homem do que o relacionamento a dois &amp;ndash; e a mulher n&amp;atilde;o s&amp;oacute; sabe, mas como aceita os fatos, enchendo a banheiro &amp;agrave;s duas da madrugada quando o marido volta para casa com cheiro de mulher, cigarro e &amp;aacute;lcool no corpo e na roupa.


...De acordo com o KWAU (Korean Women's Association United), 40 a 60% das mulheres coreanas casadas s&amp;atilde;o abusadas fisicamente pelos seus maridos (o que vai de desrespeito falado a empurr&amp;atilde;o, estupro e surra), quando 9% delas chegam a receber cuidados m&amp;eacute;dicos por tamanha brutalidade. 42% dessas mulheres s&amp;atilde;o abusadas mais que uma vez por semana.  

...Abusos de pai para filha n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o inexistentes aqui e quando uma adolescente resolve fugir de casa por n&amp;atilde;o mais ag&amp;uuml;entar essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, suas perspectivas de sucesso na vida passam a ser nulas, porque por mais que volte &amp;agrave; escola meses mais tarde ap&amp;oacute;s ter sido aceita em uma casa de caridade qualquer, suas pr&amp;oacute;prias amigas n&amp;atilde;o a aceitar&amp;atilde;o mais.


...Aquelas que d&amp;atilde;o seus beb&amp;ecirc;s para ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem at&amp;eacute; resolver o problema social da coisa (isso se tiverem conseguido esconder a gravidez do ciclo de conhecidos), mas n&amp;atilde;o o emocional quando quase que unanimemente sofrer&amp;atilde;o de um senso de perca e de culpa para o resto de suas vidas.


Mas apesar das dificuldades, ainda existem mulheres aqui que gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; auto-estima e &amp;agrave; ajuda extensa da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o filantr&amp;oacute;pica chamada &amp;ldquo;Aerowon&amp;rdquo;, resolvem levar &amp;agrave; frente a decis&amp;atilde;o de encarar as conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias de trazer crian&amp;ccedil;as &amp;ldquo;ileg&amp;iacute;timas&amp;rdquo; ao mundo &amp;ndash; sozinhas, porque nessa hora os parceiros tornam-se inexistentes e as fam&amp;iacute;lias distantes.   No entanto, por mais que por um milagre essas mulheres consigam aprender uma profiss&amp;atilde;o para assim garantir a mais modesta sobreviv&amp;ecirc;ncia, as m&amp;atilde;es solteiras ter&amp;atilde;o que arcar no futuro com o sofrimento e at&amp;eacute; com a vergonha de seus filhos por conta das piadinhas de mal gosto nessa sociedade t&amp;atilde;o intransigente.


S&amp;atilde;o situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es no dia-a-dia que provam que a Cor&amp;eacute;ia do Sul se recusa a olhar para o futuro, para exemplos de lugares onde os direitos das mulheres significam muito mais do que a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do dinheiro. 


Apesar de ter em mente que tudo &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o cultural e que a Cor&amp;eacute;ia do Sul &amp;eacute; um dos pa&amp;iacute;ses mais agrad&amp;aacute;veis, limpos, seguros e bem estruturados onde tive o prazer de residir at&amp;eacute; agora, me pergunto o que faz com que as mulheres daqui se deixem levar dessa forma. 

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&amp;Eacute; claro que dependendo do idioma nem sempre haver&amp;aacute; &amp;ldquo;injusti&amp;ccedil;as&amp;rdquo; nessa &amp;aacute;rea de acordo com o ponto de vista dos &amp;ldquo;agitadores&amp;rdquo; do movimento assexuado, porque bombeiro ou motorista para n&amp;oacute;s, brasileiros, sempre se trataram de terminologias neutras. 


Mas ao meu ver mudar simplesmente o nome da profiss&amp;atilde;o como de Polizist e Polizistin para Polizeikraft (corpo de pol&amp;iacute;cia) e por a&amp;iacute; afora, nada ou no melhor dos casos pouco influenciar&amp;aacute; o desrespeito e os descaso de profissionais homens para com suas colegas mulheres. ...  Se ela tiver que dizer o termo assexuado da palavra para n&amp;atilde;o ser presa ou n&amp;atilde;o pagar multa, certamente ela o far&amp;aacute;, mas se tiver o poder de escolher entre um homem e uma mulher para assumir a cadeira de sub-chefe, ainda acabar&amp;aacute; por escolher o homem.


...Tanto homens quanto mulheres devem se dar conta que a mulher que usar maquiagem, saia, salto alto, bolsa de fitinha cor-de-rosa, perfume doce e ainda ser chamada pela terminologia feminina sim de sua profiss&amp;atilde;o no trabalho merece o mesmo respeito, admira&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reconhecimento pela sua capacidade intelectual que o homem, sen&amp;atilde;o at&amp;eacute; mais do que ele, pelas duras decis&amp;otilde;es que ela muitas vezes &amp;eacute; obrigada a tomar em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a fam&amp;iacute;lia.


...Mesmo se essa crian&amp;ccedil;a conseguir mudar o nome legalmente quando se tornar adulta, se ela n&amp;atilde;o tiver auto-respeito e confian&amp;ccedil;a nos pr&amp;oacute;prios atos, o novo nome nada far&amp;aacute; por ela.


Muitos brasileiros devem estar tendo dificuldade em compreender a que eu estou me referindo, porque a maioria das mulheres no Brasil ainda n&amp;atilde;o abdicaram de sua feminilidade e pelo o que eu entendo, n&amp;atilde;o pretendem o fazer. 

...Mulheres fortes e inteligentes (logo dif&amp;iacute;ceis) sempre (ou quase sempre) conseguem o que querem, mas se adicionar ainda lindas ou pelo menos vaidosas na lista, a&amp;iacute; &amp;eacute; que a coisa pega! 

...Que tal pesar somente o que a pessoa pode e n&amp;atilde;o pode, sabe e n&amp;atilde;o sabe, ag&amp;uuml;enta e n&amp;atilde;o ag&amp;uuml;enta e n&amp;atilde;o dar import&amp;acirc;ncia se ela usa saia ou gravata, &amp;eacute; chamada por um termo machista ou feminista? 


...Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tag/feminista" rel="tag"&gt;Feminista&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/uni&amp;atilde;o-europ&amp;eacute;ia" rel="tag"&gt;Uni&amp;atilde;o Europ&amp;eacute;ia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/intoler&amp;acirc;ncia" rel="tag"&gt;Intoler&amp;acirc;ncia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tag/alemanha" rel="tag"&gt;Alemanha&lt;/a&gt;


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...No entanto mesmo esses felizardos conhecidos, respeitados e aceitos mundialmente como Coca-Cola, Paulo Coelho e Mercedes-Benz, marketing continua sendo uma de suas armas mais poderosas &amp;ndash; o que nem sempre traduz na qualidade esperada (deixando o Benz de lado...).  

...Por isso hoje, como nunca antes, os marketeiros t&amp;ecirc;m quebrado suas brilhantes cabe&amp;ccedil;as para desenvolver campanhas publicit&amp;aacute;rias agressivas, sem ter que enfiar a m&amp;atilde;o fundo no bolso.   A Internet tem honrado sua fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ligar pessoas nos quatro cantos do planeta (sim, pessoas, porque firmas s&amp;atilde;o constitu&amp;iacute;das por elas), mas ela ainda n&amp;atilde;o &amp;eacute; tudo. 

...Use sua criatividade e d&amp;ecirc; um passo a frente - ou n&amp;atilde;o - vivendo sua vida confortavelmente, viajando na garupa dela, se deixando levar... 


Lembrei-me agora de um conhecido que trabalha para uma multinacional aqui em Seul que um dia contou ter achado cart&amp;otilde;es de visita de um puteiro de luxo ao longo da fileira do mict&amp;oacute;rio do seu pr&amp;oacute;prio escrit&amp;oacute;rio, que por sua vez fica num desses pr&amp;eacute;dios chiques e espelhados onde gente estranha s&amp;oacute; entra com hora marcada!   Esse conhecido n&amp;atilde;o acabou guardando o cart&amp;atilde;o de visita, contudo uma coisa &amp;eacute; certa: &amp;eacute; isso o que eu entendo por marketing agressivo &amp;ndash; e de sucesso, porque pelo fato de ser in&amp;eacute;dito, pelo menos nessas bandas, chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu p&amp;uacute;blico alvo.


Talvez os marketeiros, cientistas, inventores, arquitetos e todos aqueles que saem do mesmo saco de inventividade deveriam olhar para as classes mais baixas da sociedade para aprender com elas, porque j&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; de hoje que grande parte dos trabalhadores de baixa renda &amp;ndash; principalmente os brasileiros - fazem milagres com o sal&amp;aacute;rio que recebem. 

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O que me impressionou dessa vez, foram os motivos que levaram pelo menos 40% dos virgens de palco a se envolverem numa maluquice dessa, se tratando do conceito de &amp;ldquo;Teatro em 24 Horas&amp;rdquo;, quando um grupo se encontra &amp;agrave;s 09:00 hrs da noite da sexta feira e tem 24 horas para apresentar uma pe&amp;ccedil;a que n&amp;atilde;o deve passar dos 10 minutos. 

...  &lt;li&gt;conhecer gente nova e iniciar a melhor das amizades que parece que jamais ter&amp;aacute; fim (mas que geralmente tem passado somente pouco tempo).&lt;/li&gt;


...Artistas vivem apaixonadamente e tudo aquilo que fazem, inclusive relacionamentos e amizades, s&amp;atilde;o puros, verdadeiros e incrivelmente intensos, mas quando algo novo aparece na vida deles, como um projeto ou como uma pessoa rec&amp;eacute;m chegada de sei l&amp;aacute; de onde, tudo murcha para aqueles que continuam vivendo das mem&amp;oacute;rias desses momentos t&amp;atilde;o cheios de cor e calor em volta desses seres t&amp;atilde;o cheios de vida.


A comida da alma desse tipo de gente s&amp;atilde;o freq&amp;uuml;entes mudan&amp;ccedil;as e por mais que os artistas profissionais ou pelo menos de cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o mudem necessariamente de endere&amp;ccedil;o, mudar&amp;atilde;o talvez a cor do cabelo, o destino das f&amp;eacute;rias, as atividades cotidianas, o c&amp;iacute;rculo de amizades e talvez at&amp;eacute; os amantes.


Por isso, &amp;ldquo;Teatro em 24 Horas&amp;rdquo; &amp;eacute; um prato cheio para pessoas assim - como eu.   O sucesso de um projeto desse - inclusive de p&amp;uacute;blico - nem precisa ser analisado, examinado e nem filosofado.   &amp;Eacute; tudo t&amp;atilde;o apaixonante, t&amp;atilde;o simples e ao mesmo tempo t&amp;atilde;o complexo e acima de tudo t&amp;atilde;o passageiro! 


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...Mas o povo do vilarejo local vai precisar de mais garantias do que tais afirma&amp;ccedil;&amp;otilde;es porque nada contentado, os cidad&amp;atilde;os tem protestado a liberdade do sujeito alarmando a sociedade para colocar um olho nas costas de suas crian&amp;ccedil;as.


De acordo com uma recente reportagem do jornal Herald Tribune, a Espanha pretende seguir os passos da Rep&amp;uacute;blica Checa que j&amp;aacute; castrou mais de 90 criminosos sexuais, no qual o tecido que produz a testosterona &amp;eacute; removido numa cirurgia que n&amp;atilde;o dura mais que uma hora.   Se os criminosos s&amp;atilde;o indiretamente obrigados a fazerem a cirurgia ou optam voluntariamente por ela em troca da liberdade condicional &amp;eacute; um mist&amp;eacute;rio, mas quem se importa se estupradores perder&amp;atilde;o seus direitos de reprodu&amp;ccedil;&amp;atilde;o? 


...Eu tenho um enorme respeito pelo trabalho que eles fazem pelo mundo, sendo que at&amp;eacute; destaquei uma de suas miss&amp;otilde;es em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o racial no meu mais recente livro &amp;ldquo;A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui&amp;rdquo;,  mas apesar desse respeito todo eu n&amp;atilde;o posso concordar com a tamanha prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o deles para com os criminosos sexuais e ainda por cima ped&amp;oacute;filos. 


...Como exemplo, na Pol&amp;ocirc;nia a id&amp;eacute;ia da implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cirurgia de castra&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi substitu&amp;iacute;da por um tratamento de horm&amp;ocirc;nio que inibe o apetite sexual; e pelo resto do mundo alguns psiquiatras defendem a tese que a patologia sexual come&amp;ccedil;a na cabe&amp;ccedil;a e &amp;eacute; ali que ela deve terminar.


Familiares das v&amp;iacute;timas n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o preocupados com o bem-estar dos estuprador-assassinos e por mais que eles tenham que passar o resto dos seus dias por detr&amp;aacute;s das grades, a pena jamais parecer&amp;aacute; ser justa - como se algo estivesse faltando. 

...A castra&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; foi utilizada no passado no caso dos eunucos chineses, turcos e de tantos outros povos e atualmente no caso dos eunucos de alguns sheiks sauditas, que de acordo com o livro &amp;ldquo;Princesa Sultana&amp;rdquo;, mulheres desafortunadas s&amp;atilde;o aprisionadas para &amp;ldquo;servir&amp;rdquo; seus mestres, sexualmente falando.


&amp;Eacute; claro que n&amp;atilde;o posso falar em castra&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem mencionar os &amp;ldquo;castrati&amp;rdquo; italianos, crian&amp;ccedil;as que foram castradas para que a alta extens&amp;atilde;o vocal que corresponde em pleno &amp;agrave; das vozes femininas pudesse ser preservada, como foi o caso do famoso Carlo Broschi (ou Farinelli) que viveu em meados do s&amp;eacute;culo XVIII. 

...Pergunto porque o libido sexual come&amp;ccedil;a na cabe&amp;ccedil;a e termina no ato em si, seja em utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos membros sexuais ou em utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outras partes do corpo ou at&amp;eacute; de &amp;ldquo;brinquedinhos&amp;rdquo; - o que explica que ser fisicamente castrado n&amp;atilde;o significa automaticamente jamais sentir desejo de intimidade de novo. 


...Mas se isso for um t&amp;oacute;pico indiscut&amp;iacute;vel, o &amp;ldquo;simples&amp;rdquo; estuprador, o estuprador-assassino e principalmente os criminosos sexuais ped&amp;oacute;filos deveriam ser sim castrados por ordem judicial, deveriam continuar presos trabalhando de dentro de um pres&amp;iacute;dio especial, e tamb&amp;eacute;m deveriam passar por sess&amp;otilde;es terap&amp;ecirc;uticas para o pr&amp;oacute;prio bem deles e para o bem de todos em seu redor.  


...&lt;p style="margin-top:10px; margin-bottom:0; padding-bottom:0; text-align:center; line-height:0"&gt;&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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...Pois bem, esse experimento foi retomado h&amp;aacute; poucos meses e provou que muitos de n&amp;oacute;s ainda estar&amp;iacute;amos em posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cometer atos horrendos s&amp;oacute; pelo fato de estarmos seguindo ordens face &amp;agrave; certas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, incluindo circunst&amp;acirc;ncias bem banais. ...  Os cientistas se surpreenderam ao constatar que apesar do ator estar fingido gritos de dor e agonia aos 150 volts, mais que 80% dos volunt&amp;aacute;rios prosseguiram com o teste, que chegou a alcan&amp;ccedil;ar (falsos) 450 volts!


&amp;Eacute; claro que outros testes psicol&amp;oacute;gicos  foram e continuam sendo feitos para provar que na verdade n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o sabemos como nos comportar&amp;iacute;amos diante a uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tr&amp;aacute;gica ou surpreendente, no entanto isso n&amp;atilde;o vem ao caso agora. 

...J&amp;aacute; no Camboja, as desgra&amp;ccedil;as e os assassinatos em massa cometidos por membros do Khmer Rouge nos anos 70 s&amp;oacute; est&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ando a ser julgados hoje, quando um dos soldados afirmou recentemente de frente ao ju&amp;iacute;z que assassinou para n&amp;atilde;o ser assassinado e que ele tamb&amp;eacute;m era v&amp;iacute;tima do regime de Pol Pot, apesar de fazer parte do outro time. 


...De acordo com uma reportagem da rede de TV brit&amp;acirc;nica BBC, soldados em anonimato relatam como s&amp;atilde;o for&amp;ccedil;ados pelos superiores a estuprarem crian&amp;ccedil;as de 10 ou at&amp;eacute; de 9 anos de idade somente para botar terror nos vilarejos, for&amp;ccedil;ando os residentes a fugirem com medo.


...Procurando ser cautelosa com minhas palavras, n&amp;atilde;o acredito que ningu&amp;eacute;m que possua o m&amp;iacute;nimo de dec&amp;ecirc;ncia e de amor, sen&amp;atilde;o respeito pelo ser-humano, inclusive por si mesmo, estaria em posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de arrancar os bicos dos peitos de m&amp;atilde;es para que elas n&amp;atilde;o possam mais amamentar seus beb&amp;ecirc;s, ou de penetrar uma crian&amp;ccedil;a que nem sabe o que sexo significa somente por somente estar seguindo ordens.


...Basta olharmos para dentro das escolas, das universidades, dos escrit&amp;oacute;rios e inclusive dentro das fam&amp;iacute;lias e dos ciclos de amizades para constatarmos que a maioria prefere mesmo n&amp;atilde;o se destacar, n&amp;atilde;o ser notado e fazer aquilo que lhe &amp;eacute; requisitado com a mais pura postura da obedi&amp;ecirc;ncia do &amp;ldquo;Jawohl&amp;rdquo; (pron&amp;uacute;ncia do Alem&amp;atilde;o: &amp;ldquo;iavool&amp;rdquo;), somente para n&amp;atilde;o ter que arcar com conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias mais tarde.


Pois &amp;eacute;, exatamente essa &amp;eacute; a mentalidade dos covardes, que tentam fugir do fato que mais cedo ou mais tarde ter&amp;atilde;o que arcar com as conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias (espirituais, f&amp;iacute;sicas ou psicol&amp;oacute;gicas), j&amp;aacute; que n&amp;atilde;o existe a&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 


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Se a coitada &amp;eacute; louca ou estava simplesmente desesperada por ter inventado a gravidez, n&amp;atilde;o acredito que ela tenha imaginado o ataque, e mesmo se o tiver feito, &amp;eacute; porque o medo j&amp;aacute; existia dentro dela.


...Eu sei por experi&amp;ecirc;ncia pr&amp;oacute;pria ou por experi&amp;ecirc;ncia de conhecidas minhas o que &amp;eacute; ser uma brasileira poliglota ou diplomada nisso e naquilo e mesmo assim ser vista como mais uma &amp;ldquo;coitada&amp;rdquo; em busca de uma vida melhor no exterior.   Eu sei o que &amp;eacute; ter que se explicar o porqu&amp;ecirc; de ser branca ou de manter uma apar&amp;ecirc;ncia refinada com um passaporte brasileiro no bolso, j&amp;aacute; que a nossa imagem continua sendo a de mulatas safadas de tanguinhas fio-dental.


Brasileiras de &amp;ldquo;n&amp;iacute;vel&amp;rdquo; tem sempre que provar em dobro aquilo do que s&amp;atilde;o capazes no exterior e eu acredito que a tal advogada n&amp;atilde;o conseguiu segurar a barra, ag&amp;uuml;entar tanta press&amp;atilde;o &amp;ndash; isso talvez explique suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es.


...Esse &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s que vive de uma imagem criada, e nesse contexto a Su&amp;iacute;&amp;ccedil;a tampouco tem interesse algum em perder a sua imagem de conto de fadas, com seus lagos, montanhas nevadas, bosques floridos, pessoas civilizadas e sorridentes...


...Mesmo a Alemanha, que vive com a vergonha e o peso nos ombros do Holocausto, me decepcionou no come&amp;ccedil;o do m&amp;ecirc;s passado quando aprovou que 6000 skinheads marchassem no centro antigo de Dresden, mesmo com 12000 marchando contra.


...Est&amp;aacute; certo que os nazistas que organizaram a marcha do dia 13 de fevereiro procuraram fazer o mundo (principalmente os ingleses) lembrar que Dresden come&amp;ccedil;ou a ser bombardeada nesse mesmo dia h&amp;aacute; 64 anos &amp;ndash; meses antes do fim da Segunda Guerra Mundial. 

...Eu n&amp;atilde;o sou a favor de imigrantes ilegais em nenhum pa&amp;iacute;s e nem aconselho ningu&amp;eacute;m a se tornar um, porque como mencionei antes, estrangeiros de pa&amp;iacute;ses mais pobres tem sempre que provar o que s&amp;atilde;o e de onde vem de cabe&amp;ccedil;a erguida nos pa&amp;iacute;ses mais ricos, e quando os documentos n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o em ordem, voc&amp;ecirc; acaba perdendo o orgulho de estar tentando crescer de v&amp;aacute;rias formas durante a estada no exterior.


Contudo, esconder o sol (aqui, ataque nazista ou sua exist&amp;ecirc;ncia abafada em pa&amp;iacute;ses com ou sem tais tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es) com a peneira (no caso a gravidez inventada de uma brasileira no exterior) n&amp;atilde;o trar&amp;aacute; solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os problemas, porque por mais que consigam viver assim por anos a fio, um dia a ilus&amp;atilde;o morrer&amp;aacute;. 

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/OUIx4PmGQEs" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/tolerando-a-intolerancia.php#unique-entry-id-135</feedburner:origLink></item><item><title>Coisas Naturais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/C8vqaxKjnJo/coisas-naturais.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 15 Feb 2009 00:38:01 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/coisas-naturais.php#unique-entry-id-134</guid><description>Eu n&amp;atilde;o sei se &amp;eacute; a Cor&amp;eacute;ia, se s&amp;atilde;o os novos tempos ou se sou eu que nunca tinha prestado aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o nisso antes, mas os h&amp;aacute;bitos que pelo menos de acordo com a minha mem&amp;oacute;ria eram &amp;ldquo;pessoais&amp;rdquo; antes (embora naturais), passaram a ser um pouco mais &amp;oacute;bvios.


N&amp;atilde;o vou nem mencionar os brasileiros machos co&amp;ccedil;ando sua &amp;ldquo;masculinidade&amp;rdquo; com a maior naturalidade em p&amp;uacute;blico, nem os indianos (fora a elite) cuspindo da janela do carro e defecando espontaneamente na plataforma da esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trem, e nem mesmo meu cachorro lambendo suas partes mais &amp;iacute;ntimas em &amp;ecirc;xtase e cheirando a parte traseira de outros c&amp;atilde;es como uma forma de cumprimento, j&amp;aacute; que esses s&amp;atilde;o exemplos culturais de cada ra&amp;ccedil;a.


Tamb&amp;eacute;m nem quero falar a respeito da &amp;eacute;poca quando era normal esvaziar o pote s&amp;eacute;ptico da janela, recolher urina principalmente de mulher gr&amp;aacute;vida para tirar mancha de roupa na Europa Central (j&amp;aacute; que muitas pe&amp;ccedil;as jamais eram lavadas), e nem mesmo come&amp;ccedil;ar a discutir se assistir uma pe&amp;ccedil;a de Sheakspeare no Globe Theatre em Londres era entretenimento, enquanto o p&amp;uacute;blico fazia do ch&amp;atilde;o da sala aberta de espet&amp;aacute;culos uma mistura de toalete p&amp;uacute;blico e mercado de fruta. 

...Bom, todos n&amp;oacute;s sabemos que precisamos de uma alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o saud&amp;aacute;vel para o nosso bem-estar e muitos de n&amp;oacute;s at&amp;eacute; sabem dizer o efeito de cada grupo alimentar, mas para aqueles que n&amp;atilde;o sabem, basta assistir a um comercial coreano de uma crian&amp;ccedil;a sentada no toalete de pl&amp;aacute;stico em plena sala enquanto seu rosto se avermelha pelo fato dela estar fazendo tanta for&amp;ccedil;a para liberar aquilo que tem que ser liberado. 

...Tem ainda um outro comercial que mostra uma anima&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bolinhas secas de fezes com dificuldade para se movimentarem nas curvas do nosso intestino, mas que ap&amp;oacute;s a ingest&amp;atilde;o de um l&amp;iacute;quido m&amp;aacute;gico de sei l&amp;aacute; do que, ele corre livre, leve, solto e na forma de lama pelo caminho que deve percorrer. 

...Depois que se casar, talvez (somente talvez) chegue o dia quando nem se importa mais de usar o vazo sanit&amp;aacute;rio enquanto seu marido/sua esposa escova os dentes, mas por mais sexy e irresist&amp;iacute;vel que seja, n&amp;atilde;o relembre seu parceiro/sua parceira que voc&amp;ecirc; &amp;eacute; mortal e possui necessidades biol&amp;oacute;gicas.


...Se trata de outro raspador de sola de p&amp;eacute;, contudo el&amp;eacute;trico, que extermina at&amp;eacute; aqueles calos mais insistentes do calcanhar a at&amp;eacute; no meio dos dedos (nem sabia que haviam calos ali), enquanto o p&amp;oacute; fedorento se espalha no ar! 

...Na verdade as cadeirinhas de lavar cabelos j&amp;aacute; havia visto na R&amp;uacute;ssia, todavia a diferen&amp;ccedil;a entre as russas e coreanas &amp;eacute; a forma na qual a maioria das coreanas lavam seus corpos e os secam. 


...Depois, ao inv&amp;eacute;s de se secar rapidamente, a cena volta a se repetir com a perninha sobre a cadeira ou numa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o quase de c&amp;oacute;coras para que a toalha n&amp;atilde;o esque&amp;ccedil;a de nenhum &amp;acirc;ngulo escondidinho das partes &amp;ldquo;delicadas&amp;rdquo; do seu corpo.   Em seguida ela seca os espa&amp;ccedil;os entre os dedos dos p&amp;eacute;s com secador de cabelos ou na pressa coloca lencinhos de papel entre eles, enquanto passa creme no rosto e no corpo na forma de palmadinhas, com aquele som de uma pele &amp;uacute;mida batendo uma na outra. 


...H&amp;aacute; quem diga que a famosa pe&amp;ccedil;a de teatro em Ingl&amp;ecirc;s &amp;ldquo;Vagina Monologues&amp;rdquo; ou o livro em Alem&amp;atilde;o &amp;ldquo;Feucht Gebiet&amp;rdquo; (Zona &amp;Uacute;mida) n&amp;atilde;o sejam desprez&amp;iacute;veis de se assistir ou de se ler, mas s&amp;oacute; poderei julgar depois que tiver assistido a pe&amp;ccedil;a ou lido o livro, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada compar&amp;aacute;vel com di&amp;aacute;rios de prostitutas-escritoras.


...N&amp;atilde;o sou neur&amp;oacute;tica e nem fresca, mesmo porque observar p&amp;eacute;s e sempre foi uma das minhas fascina&amp;ccedil;&amp;otilde;es, e como voc&amp;ecirc;, tamb&amp;eacute;m falo sujo de vez em quando, tenho necessidades biol&amp;oacute;gicas e vaidade no que diz respeito &amp;agrave; depila&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; pedicure, mas mesmo assim, continuo achando que certas coisas, certos h&amp;aacute;bitos devem permanecer privados por mais naturais que sejam.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/C8vqaxKjnJo" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/coisas-naturais.php#unique-entry-id-134</feedburner:origLink></item><item><title>Receitas Canibais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/Dsjm6xv-H_Y/receitas-canibais.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 30 Jan 2009 23:31:06 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/receitas-canibais.php#unique-entry-id-133</guid><description>Quando estive na Tanz&amp;acirc;nia em 2004 maravilhei-me com tudo o que o pa&amp;iacute;s tinha a oferecer, como o a cultura e o modo de vida dos n&amp;ocirc;mades massais (os pula-pula para quem n&amp;atilde;o conhece), o mundo animal em 14 parques nacionais, a vista do vulc&amp;atilde;o Kilimanjaro, as praias paradis&amp;iacute;acas com &amp;aacute;guas mornas do &amp;Iacute;ndico na ilha de Zanzibar, os bazares m&amp;iacute;sticos e vibrantes, frutas com sabor de frutas mesmo e largos sorrisos de um povo hospitaleiro e alegre, apesar dos seus problemas aqui e l&amp;aacute;.


...Sendo uma &amp;ldquo;megalopense&amp;rdquo; de carteirinha, ficava com medo de encontrar cobra debaixo ou pior - encima da cama, com medo de acordar com uma fam&amp;iacute;lia de le&amp;otilde;es acampada de frente ao meu quarto, com medo de contrair mal&amp;aacute;ria, com medo de ser picada por outros insetos ainda que &amp;ldquo;saud&amp;aacute;veis&amp;rdquo;, com medo de comer coisa podre na rua, com medo do efeito das macabras e enchifradas m&amp;aacute;scaras que eram vendidas como souvenir, e por fim tive medo de ser branca numa terra de negros onde at&amp;eacute; a virada do ano muitos albinos foram assassinados para terem partes de seus corpos mutilados - usadas em receitas m&amp;eacute;dicas de curandeiros espirituais como se fossem ervas milagrosas que trazem sorte e riqueza (ou pelo menos mais peixe na rede para muitos). 


N&amp;atilde;o &amp;eacute; que acredite que a matan&amp;ccedil;a de albinos tenha cessado de uma vez, mas o exerc&amp;iacute;cio da medicina dos curandeiros milagrosos com suas receitas m&amp;eacute;dicas canibais &amp;eacute; pelo menos proibido por lei agora. 


Canibalismo &amp;eacute; um assunto que assusta e interessa muitos e sempre que ouvimos a tal palavra, logo imaginamos tribos long&amp;iacute;nquas no meio de algum ritual f&amp;uacute;nebre - nunca perto de casa, nem em termos de dist&amp;acirc;ncia e nem de cultura e h&amp;aacute;bitos. 

...Lendo um artigo em uma revista alem&amp;atilde; recentemente, choquei-me quando um farmac&amp;ecirc;utico interessado na hist&amp;oacute;ria de sua profiss&amp;atilde;o explicou que at&amp;eacute; meados do s&amp;eacute;culo XVIII usar partes do corpo de pessoas mortas n&amp;atilde;o era s&amp;oacute; pr&amp;aacute;tica, mas tamb&amp;eacute;m um neg&amp;oacute;cio lucrativo na Europa.


Escrevendo o romance hist&amp;oacute;rico &amp;ldquo;Mozart e Catarina&amp;rdquo; fiz uma pesquisa extensa sobre as pr&amp;aacute;ticas medicinais da &amp;eacute;poca, viajando pela rede e fora dela, em partes da Alemanha, &amp;Aacute;ustria e Rep&amp;uacute;blica Checa, mas nada ouvi a respeito. ...  Lendo cl&amp;aacute;ssicos como &amp;ldquo;Jekill and Hyde&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;O Barbeiro do Fleet Street&amp;rdquo;, por exemplo, &amp;eacute; f&amp;aacute;cil imaginar tortas de &amp;ldquo;carne&amp;rdquo; e a&amp;ccedil;ougues ao ar livre nas f&amp;eacute;tidas e &amp;uacute;midas ruas de Londres, mas ningu&amp;eacute;m nunca ousou cogitar que estas carnes n&amp;atilde;o fossem somente de animais.


...Tais m&amp;eacute;todos com fins medicinais foram exercidos at&amp;eacute; 1754 de acordo com pesquisas hist&amp;oacute;ricas, no entanto &amp;eacute; bem poss&amp;iacute;vel que ela possa ter sido &amp;ldquo;esticada&amp;rdquo; at&amp;eacute; bem mais tarde na Europa. 


...No entanto, ainda hoje chifres de rinoceronte s&amp;atilde;o usados na forma de p&amp;oacute; por alguns asi&amp;aacute;ticos na esperan&amp;ccedil;a de uma melhora na pot&amp;ecirc;ncia sexual, sem esquecer tamb&amp;eacute;m das &amp;ldquo;po&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo; dos curandeiros tanzanianos a partir de &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de albinos assassinados.


Pergunto-me se essa pr&amp;aacute;tica do passado era vista como canibal, porque fazer um &amp;ldquo;rem&amp;eacute;dio&amp;rdquo; a partir de partes humanas de defuntos n&amp;atilde;o me parece t&amp;atilde;o macabro como comer literalmente seu inimigo por vingan&amp;ccedil;a e sinal de desrespeito, como era o caso nas ilhas Fiji ou na Papua Nova Guin&amp;eacute; h&amp;aacute; at&amp;eacute; muito pouco tempo, historicamente falando. 


Sabe-se de outros casos onde pessoas tiverem que se alimentar de carne humana, de acordo com relatos da Primeira Cruzada, Primeira e Segunda Guerras Mundiais, acidentes e outros, no entanto sob tais circunst&amp;acirc;ncias isso foi feito somente pela mais pura e desesperada sobreviv&amp;ecirc;ncia, logo aceit&amp;aacute;vel de alguma forma.


Apesar de eu procurar compreender que as normas de vida e h&amp;aacute;bitos eram um tanto diferentes h&amp;aacute; 3 s&amp;eacute;culos ou talvez mesmo hoje em sociedades esquecidas, como ind&amp;iacute;genas ou n&amp;ocirc;mades por exemplo, n&amp;atilde;o gostaria de saber que teria sido tratada com nenhuma subst&amp;acirc;ncia estranha se tivesse tido um acidente, ficasse desacordada e fosse resgatada e tratada...&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?a=Dsjm6xv-H_Y:Q72_88YneQY:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?a=Dsjm6xv-H_Y:Q72_88YneQY:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?a=Dsjm6xv-H_Y:Q72_88YneQY:7Q72WNTAKBA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?d=7Q72WNTAKBA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/Dsjm6xv-H_Y" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/receitas-canibais.php#unique-entry-id-133</feedburner:origLink></item><item><title>Embrulhando Ovos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/01YwYNMvTxU/embrulhando-ovos.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 23 Jan 2009 19:41:49 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/embrulhando-ovos.php#unique-entry-id-132</guid><description>Em 2006, meu primeiro ano em Seul, achei bonitas as cestas de palha recheadas de frutas como mel&amp;atilde;o, laranjas, uvas, caquis e peras nativas (que s&amp;atilde;o quase t&amp;atilde;o grandes como um mel&amp;atilde;o pequeno), embrulhadas com pap&amp;eacute;is transparentes e enfeitadas com la&amp;ccedil;os exagerados nas estantes dos supermercados. 

...Pois ent&amp;atilde;o, ainda no mercado, reparei outros tipos de embrulhos de festa: s&amp;oacute; que desta vez se tratavam de itens b&amp;aacute;sicos de higiene pessoal, como sabonete, xampu e hidratante de corpo. 

...Esses embrulhos nada tinham a ver com cesta b&amp;aacute;sica, mas talvez com uma cesta de presente, dessas que nossos pais ainda ganhavam das empresas a poucos dias do Natal.   Mas a&amp;iacute; a diferen&amp;ccedil;a ainda era grande: naquela &amp;eacute;poca as cestas de presentes vinham com itens &amp;ldquo;bem&amp;rdquo; escolhidos, como chocolates europeus, garrafas de vinhos de safras consagradas, queijos selecionados ou compotas finas de doces nacionais.


...Ela ent&amp;atilde;o me explicou que em festas como Chusok (Dia de A&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Gra&amp;ccedil;as local) e Ano Novo Lunar (ou Ano Novo Chin&amp;ecirc;s) os coreanos se presenteiam com itens de higiene pessoal e/ou principalmente comida.   Bolinhos grudentos de arroz (conhecidos como tok), fil&amp;eacute;s crus de carne, folhas de algas, peixes secos, frutas (mas nada de salada e legumes), biscoitos e bolos, por&amp;eacute;m curiosamente nenhum sinal do santo arroz de cada dia. 


No entanto, para a passagem deste Ano Novo Lunar, de 4705 para 4706, de Rato para Boi, de Wu Zi para Ji Chou que se d&amp;aacute; na noite de 25 a 26 de janeiro, os bolsos estar&amp;atilde;o mais vazios do que nunca por conta da crise mundial, o que obrigar&amp;aacute; os nativos a mudarem nem que seja um pouquinho seus costumes.   Hoje s&amp;atilde;o poucos aqueles que est&amp;atilde;o dispostos a pagar na rede Shinsagae por exemplo, 120.000 Won por dez ma&amp;ccedil;&amp;atilde;s e quatro peras (por volta dos 70 Euros), 400.000 Won (por volta dos 220 Euros) para cinco ra&amp;iacute;zes pequenas de ginseng, ou 95.000 Won (por volta dos 50 Euros) para um pratinho de 150 gramas de bife de corte japon&amp;ecirc;s &amp;ndash; por mais caprichado que sejam os embrulhos, que s&amp;atilde;o atentamente vigiados por seguran&amp;ccedil;as s&amp;eacute;rios de ternos pretos posicionados em volta desses preciosos pacotes.


...Reorganizando os arquivos da minha mem&amp;oacute;ria, lembrei-me de que j&amp;aacute; havia ouvido falar da nobreza dos ovos atrav&amp;eacute;s de hist&amp;oacute;rias de pobres mulheres que ainda hoje vivem em vilarejos no interior da China. 

...Pois ent&amp;atilde;o, com tantos costumes ex&amp;oacute;ticos pelo mundo afora, esse de em ocasi&amp;otilde;es especiais presentear comida em caprichados embrulhos de frutas, carnes cruas e ovos, me parece pelo menos pr&amp;aacute;tico. 


Para todos os drag&amp;otilde;es como eu, macacos, ratos, porcos, serpentes, cavalos, tigres, coelhos, carneiros, galos, c&amp;atilde;es e bois, desejo um novo ano repleto de selvagerias, no bom senso da palavra...


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/01YwYNMvTxU" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/embrulhando-ovos.php#unique-entry-id-132</feedburner:origLink></item><item><title>Céu Claro em Shanghai</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/HQl8BKY_pak/ceu-claro-em-shanghai.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 16 Jan 2009 18:29:09 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/ceu-claro-em-shanghai.php#unique-entry-id-131</guid><description>Acontece que eu tenho minhas dificuldades em acreditar naquilo que os outros me contam, mesmo se essa pessoa for o meu marido, j&amp;aacute; que tudo eu tenho que ver para crer.   Para me sentir um pouco melhor, prometi a ele que Shanghai n&amp;atilde;o precisaria ser Beijing e at&amp;eacute; me lembrei do feito de ter ensinado-o a gostar de Paris, algo que n&amp;atilde;o achava que viveria para ver acontecer.  


...Pouco mais tarde, na hora de pegar o t&amp;aacute;xi para o centro da cidade, o funcion&amp;aacute;rio que indicava para qual carro dever&amp;iacute;amos nos dirigir, logo apontou para o maior deles, sempre com um sorriso no rosto.


...A caminho do centro, passamos por pr&amp;eacute;dios e viadutos em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e v&amp;aacute;rios outros que me lembraram os pr&amp;eacute;dios do estilo St&amp;aacute;lin em Moscou, ou seja, conjuntos de caixas de f&amp;oacute;sforos da mesma cor e provavelmente mesmo tamanho interior.


...Mas enfim, assim que avistamos a torre esverdeada do legend&amp;aacute;rio Peace Hotel, onde pessoas ilustres como Albert Einstein e Charlie Chaplin entre outros cientistas, atores e presidentes j&amp;aacute; haviam se hospedado, soubemos que est&amp;aacute;vamos a poucos passos de uma outra avenida famosa pelos seus fabulosos e hist&amp;oacute;ricos pr&amp;eacute;dios: o Bund.


...Centenas de turistas se cotovelavam para poderem bater fotos da futur&amp;iacute;stica torre da televis&amp;atilde;o Oriental Pearl, que ficou mais famosa ainda por conta da apari&amp;ccedil;&amp;atilde;o no filme &amp;ldquo;Miss&amp;atilde;o Imposs&amp;iacute;vel 3&amp;rdquo;. 

...Quanto aos habitantes da capital ou de outras cidades tur&amp;iacute;sticas como Hong Kong, Macau, Xian ou Shanghai, n&amp;atilde;o &amp;eacute; novidade que muitos deles foram treinados a receberem bem os turistas estrangeiros durante e depois das olimp&amp;iacute;adas de 2008 em Beijing.   Aprenderam a sorrir e aprenderam frases prontas em Ingl&amp;ecirc;s, mas n&amp;atilde;o conseguiram aprender em t&amp;atilde;o pouco tempo a serem gentis sem esperar nada em troca, como &amp;eacute; o caso no Jap&amp;atilde;o ou na Cor&amp;eacute;ia do Sul, por exemplo. 


...Uma senhora at&amp;eacute; chegou a perguntar se gostar&amp;iacute;amos que ela engraxasse nossos sapatos, e assim que replicamos que n&amp;atilde;o, ela apertou assim mesmo o tubo de creme de longe que conseguiu acertar o p&amp;eacute; esquerdo do meu marido. 

...A Shanghai que vi &amp;eacute; uma cidade onde se oferece droga abertamente a fam&amp;iacute;lias com crian&amp;ccedil;as em grandes avenidas, onde prostitutas e g&amp;acirc;ngsters continuam fazendo a fama local, onde n&amp;atilde;o se pode confiar na comida por conta de tantos esc&amp;acirc;ndalos criminosos e onde mal se pode respirar pelo ar polu&amp;iacute;do... 

... Por conta de tantos aspectos negativos de Shanghai, quase esqueci do esplendor do tradicional Jardim Yu, das luzes ao cair da noite na Nanjing Street, das casas hist&amp;oacute;ricas francesas bem restauradas que foram transformadas em restaurantes na &amp;aacute;rea de Xintandi, do bem-cuidado Museu Nacional, da paz da maioria dos templos, da beleza arquitet&amp;ocirc;nica da torre da televis&amp;atilde;o Oriental Pearl, das lendas do Bund e do importante Tratado do Opium...


Hoje quando falo sobre Shanghai, tento resumir as id&amp;eacute;ias de uma cidade de diversas facetas e diversas realidades, mas sempre coberta por uma n&amp;eacute;voa preta de polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o que aguarda desesperadamente pelo pr&amp;oacute;ximo vento forte vindo do mar, para que o povo possa se lembrar - nem que seja por meras horas - o que significa ver e sentir o verdadeiro c&amp;eacute;u azul de novo, e n&amp;atilde;o aquele das montagens fotogr&amp;aacute;ficas vendidas em pleno corniche &amp;agrave;s margens do rio Huangpu.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/HQl8BKY_pak" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/ceu-claro-em-shanghai.php#unique-entry-id-131</feedburner:origLink></item><item><title>Escravas Sexuais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/ZfQtd-qo-Rk/escravas-sexuais.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 09 Jan 2009 20:42:26 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/escravas-sexuais.php#unique-entry-id-130</guid><description>H&amp;aacute; anos o governo sul-coreano e principalmente as v&amp;iacute;timas vem esperando pelo oficial pedido de desculpas dos japoneses, que durante a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na pen&amp;iacute;nsula, obrigaram mulheres a se prostitu&amp;iacute;rem.   As tal chamadas &amp;ldquo;mulheres de conforto&amp;rdquo; disp&amp;otilde;e hoje n&amp;atilde;o s&amp;oacute; da pena daqueles que escutam suas hist&amp;oacute;rias, mas do dinheiro que elas recebem dos jornalistas, de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de caridade e do governo local. 

...Observando o &amp;ldquo;sucesso&amp;rdquo; de suas colegas - escravas sexuais em &amp;eacute;poca de guerras e ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrangeira - outras v&amp;iacute;timas sexuais resolveram tentar suas sortes; a diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; que os vil&amp;otilde;es s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;prios sul-coreanos, de acordo com os testemunhos. 

...Foi a&amp;iacute; que o governo sul-coreano (tolerando a prostitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o) se envolveu mais &amp;agrave; fundo no t&amp;oacute;pico, pagando a prostitutas aulas de Ingl&amp;ecirc;s e etiqueta e tamb&amp;eacute;m bancando tratamentos m&amp;eacute;dicos, j&amp;aacute; que o interesse que essas mulheres ganhassem em d&amp;oacute;lares americanos era nacional.


Os anos se passaram e as prostitutas coreanas para os soldados americanos foram envelhecendo e caindo na desgra&amp;ccedil;a total, j&amp;aacute; que elas n&amp;atilde;o seriam integradas na sociedade com o passado que tinham. ...  Elas se v&amp;ecirc;em como v&amp;iacute;timas e afirmam que o governo sul-coreano &amp;eacute; hip&amp;oacute;crita ao exigir um pedido de desculpas dos japoneses quando fizeram a mesma coisa com suas compatriotas.


O governo hoje afirma que essas ex-prostitutas que serviam os americanos n&amp;atilde;o podem ser comparadas com as &amp;ldquo;mulheres de conforto&amp;rdquo; dos japoneses, porque essas n&amp;atilde;o tiveram nenhuma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

...Da mesma forma que as mulheres que dormiam com soldados nazistas na Europa afora durante e ap&amp;oacute;s o fim da Segunda Guerra Mundial eram linchadas pela comunidade local, o destino das ex-prostitutas que provavelmente ajudaram o pa&amp;iacute;s a crescer n&amp;atilde;o foi diferente por aqui. 


...Minha professora contou emocionada que comeu o p&amp;atilde;o que o diabo amassou e que hoje continua sendo exclu&amp;iacute;da da sociedade local, e &amp;eacute; por isso que trabalha com expatriados como agente imobili&amp;aacute;ria visando os bairros com o maior n&amp;uacute;mero de estrangeiros, e como professora particular de Coreano nas horas vagas.   Seu sonho &amp;eacute; de casar-se com um estrangeiro e ir embora da Cor&amp;eacute;ia do Sul, porque sabe que por mais que seu pa&amp;iacute;s venha a se desenvolver ainda mais financeiramente, o povo ainda tem muito o que aprender em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; toler&amp;acirc;ncia e em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao respeito &amp;agrave;s trag&amp;eacute;dias alheias. 


Como j&amp;aacute; havia mencionado em diversos outros textos semanais, n&amp;atilde;o me sinto mal por ser estrangeira aqui, mas hoje sei que isso talvez se d&amp;ecirc; pelo fato do meu marido tamb&amp;eacute;m ser estrangeiro, porque se um de n&amp;oacute;s tiv&amp;eacute;ssemos algum relacionamento amoroso com um nativo ou fossemos mesti&amp;ccedil;os, metade coreano metade outra coisa, saber&amp;iacute;amos o que significa marginaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; fundo.


...Com tantos bares e clubes noturnos a somente passos das bases americanas em plena cidade de Seul (onde expatriados de respeito n&amp;atilde;o d&amp;atilde;o as caras &amp;agrave; noite sentido madrugada), me pergunto se a pol&amp;iacute;tica do governo em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; toler&amp;acirc;ncia a prostitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o que serve os guarda-costas yankees no pa&amp;iacute;s mudou...&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?a=ZfQtd-qo-Rk:TA_in8X5r5g:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?a=ZfQtd-qo-Rk:TA_in8X5r5g:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?a=ZfQtd-qo-Rk:TA_in8X5r5g:7Q72WNTAKBA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?d=7Q72WNTAKBA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/ZfQtd-qo-Rk" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/escravas-sexuais.php#unique-entry-id-130</feedburner:origLink></item><item><title>Escolas Coreanas: O Direito ao Castigo Físico</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/XL7gEgxLlgg/escolas-coreanas-o-direito-ao-castigo-fisico.php</link><category>Textos 2009</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 04 Jan 2009 00:09:35 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/escolas-coreanas-o-direito-ao-castigo-fisico.php#unique-entry-id-129</guid><description>Pela tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o rec&amp;eacute;m perdida, os professores coreanos agora est&amp;atilde;o desesperados por n&amp;atilde;o saberem como devem se comportar face ao mal comportamento dos alunos, que come&amp;ccedil;am a mostrar as garras na fase dos 12, 13 anos.   Vale mencionar que para eles mostrar as garras significa falar durante a aula, cochilar ou responder para um professor, mas jamais amea&amp;ccedil;&amp;aacute;-los fisicamente, como &amp;eacute; o caso em v&amp;aacute;rias escolas nos EUA, em partes da Europa e inclusive no Brasil.


A primeira vez que ouvi isso, h&amp;aacute; mais ou menos um ano da boca de uma amiga canadense professora de Ingl&amp;ecirc;s, fiquei chocada, mas os recentes artigos nos jornais comprovam o que ela j&amp;aacute; havia me revelado.


...Na verdade eu continuo abalada, mas lendo os recentes artigos e inclusive protestos em forma de livros e blogs dos professores nativos apelando para que possam bater nos alunos de novo, ligo um ponto no outro. 

...Acontece que infelizmente a maioria dos seres humanos se sentem como deuses, como super-her&amp;oacute;is quando desfrutam de alguma forma de poder e na maioria das vezes &amp;eacute; o lado mais perverso que toma conta do mais fr&amp;aacute;gil.   Quando se &amp;eacute; pai ou m&amp;atilde;e, o amor &amp;eacute; o sentimento mais absoluto que nos faz pesar nossas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es mesmo quando o tempo fecha, mas quando n&amp;atilde;o existe amor verdadeiro e sim obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, no caso dos professores, &amp;eacute; muito f&amp;aacute;cil apelar pela viol&amp;ecirc;ncia.


&amp;Eacute; claro que a viol&amp;ecirc;ncia f&amp;iacute;sica n&amp;atilde;o reina absoluta, quando constatamos que tantas pessoas sofrem e j&amp;aacute; sofreram de &amp;ldquo;bullying&amp;rdquo; &amp;ndash; algo que s&amp;oacute; virou moda nos t&amp;oacute;picos de conversa&amp;ccedil;&amp;atilde;o hoje mas que j&amp;aacute; rola h&amp;aacute; muito tempo.   Na verdade s&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;prios professores que criam situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que os alunos possam se pegar para iniciar assim o tormento contra colegas de classe, dentro e fora da sala de aula.


N&amp;atilde;o que essa forma de viol&amp;ecirc;ncia &amp;ndash; &amp;ldquo;bullying&amp;rdquo; - seja aceit&amp;aacute;vel, &amp;eacute; claro que n&amp;atilde;o, j&amp;aacute; que ela talvez humilhe mais e deixe mais traumas na vida de um adolescente do que uma sova, mas em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o a surras e tapas vindos dos pr&amp;oacute;prios professores dentro das salas como era at&amp;eacute; ontem na Cor&amp;eacute;ia do Sul (ou talvez ainda seja), devo admitir que n&amp;atilde;o encontro outra palavra para expressar a minha opini&amp;atilde;o sobre o assunto: isso &amp;eacute; simplesmente inadmiss&amp;iacute;vel!


Sendo m&amp;atilde;e, sei o qu&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil &amp;eacute; para se educar uma crian&amp;ccedil;a, mas por mais que tenha muitos defeitos &amp;ndash; e sei que os tenho &amp;ndash; aprendi que pelo menos com meu filho, que &amp;eacute; teimoso por natureza, a maneira mais adequada de educ&amp;aacute;-lo e fazer com que ele se compreenda a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o porqu&amp;ecirc; dele ter que fazer isso ou aquilo e as conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias que ter&amp;aacute; que arcar caso n&amp;atilde;o as fa&amp;ccedil;a. 

...O partido comunista sovi&amp;eacute;tico, dentre outros vil&amp;otilde;es, j&amp;aacute; provou que a pol&amp;iacute;tica do medo n&amp;atilde;o apresenta balan&amp;ccedil;os positivos, mas sim revoltas, &amp;oacute;dio e mais anarquia ainda, de um jeito ou de outro, vis&amp;iacute;vel ou invis&amp;iacute;vel a olhos nus. 

...Por mais que os coreanos defendam os castigos f&amp;iacute;sicos e se gabem por terem sido educados aos tapas no passado &amp;ndash; o que levou a Cor&amp;eacute;ia a ser o que &amp;eacute; hoje, moderna e desenvolvida pelo menos em termos de civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral e infra-estrutura &amp;ndash; precisam urgentemente se separar dessa tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-hist&amp;oacute;rica e se dar conta que a humanidade se desenvolve sim, por mais lentamente e quase que imperceptivelmente que isso se d&amp;ecirc;.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/XL7gEgxLlgg" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/escolas-coreanas-o-direito-ao-castigo-fisico.php#unique-entry-id-129</feedburner:origLink></item><item><title>Mensagem de Fim de Ano</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/MhQRXYSHs7E/mensagem-de-fim-de-ano.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Wed, 24 Dec 2008 00:12:38 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/mensagem-de-fim-de-ano.php#unique-entry-id-128</guid><description>&amp;Eacute; inevit&amp;aacute;vel que n&amp;oacute;s olhemos para tr&amp;aacute;s nesta &amp;eacute;poca para fazermos um balan&amp;ccedil;o dos nossos feitos e para a maioria das pessoas, muitos sonhos n&amp;atilde;o foram realizados. 


...Muita gente deu um passo para frente e dois para tr&amp;aacute;s e muita coisa teve que ser sacrificada em nome de um ideal: quem se deu bem na carreira perdeu a namorada, quem se casou com o pr&amp;iacute;ncipe encantado renunciou a profiss&amp;atilde;o e por a&amp;iacute; afora. 


...Sim, talvez n&amp;atilde;o seja (eu espero que n&amp;atilde;o seja), mas fato &amp;eacute; que n&amp;atilde;o existe ningu&amp;eacute;m 100% feliz e satisfeito, porque se existisse a vida perderia sua gra&amp;ccedil;a, porque a esperan&amp;ccedil;a &amp;eacute; o nosso combust&amp;iacute;vel. 


Assim como o aprendizado geral ou focalizado, nossa vida &amp;eacute; uma escada sem fim: quando alcan&amp;ccedil;amos um degrau, logo partimos para o pr&amp;oacute;ximo. 

...No entanto, defendo a tese que a cada nova l&amp;aacute;grima (interna ou externa) nasce uma nova armadura, porque somente aquele que sobreviveu a tempestade conseguir&amp;aacute; prezar o c&amp;eacute;u azul. 


...E aquela promessa de emagrecer, de fazer aquela viagem, de largar os v&amp;iacute;cios, de tentar uma coisa nova pela primeira vez?   E aquela outra de chutar o pau da barraca e de fazer aquilo que tem vontade pelo menos uma vez na vida, sem se preocupar com as conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias? ...  Talvez, mas ainda sim livre, com a consci&amp;ecirc;ncia em paz, n&amp;atilde;o perante os outros mas perante a si mesmo.


J&amp;aacute; &amp;eacute; mais que hora de enfrentarmos nossa miss&amp;atilde;o na Terra e entender que por mais que tenhamos um cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ouro, ele n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; maci&amp;ccedil;o a n&amp;atilde;o ser que nos coloquemos em primeiro lugar, porque se n&amp;atilde;o formos donos do nosso interior e eventualmente machucar pessoas no caminho, jamais nos sentiremos seguros de fazer o que deve ser feito.   S&amp;oacute; que &amp;eacute; imprescind&amp;iacute;vel que nos lembremos que n&amp;atilde;o somos os &amp;uacute;nicos com tais direitos, se n&amp;atilde;o deveres; j&amp;aacute; que a alma do vizinho &amp;eacute; t&amp;atilde;o livre quanto a minha. 


Feliz Natal e que 2009 seja um palco de grandes espet&amp;aacute;culos e mais um degrau alcan&amp;ccedil;ado no nosso caminho para a ascens&amp;atilde;o, para mim e para voc&amp;ecirc;s. 


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/MhQRXYSHs7E" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/mensagem-de-fim-de-ano.php#unique-entry-id-128</feedburner:origLink></item><item><title>Dezembro chegou!</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/8NqliU1Djlg/dezembro-chegou.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 14 Dec 2008 00:32:58 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/dezembro-chegou.php#unique-entry-id-127</guid><description>Aquelas musiquinhas natalinas com diversos int&amp;eacute;rpretes que ningu&amp;eacute;m mais ag&amp;uuml;enta ouvir inundem algumas esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de r&amp;aacute;dio (pelo menos aqui na Cor&amp;eacute;ia do Sul), e os shopping malls e os outros endere&amp;ccedil;os de pechinchas lotam de clientes mesmo durante a atual crise mundial, fazendo com que nossos bolsos se esvaziem, mas curiosamente que nossos rostos se alegrem.


&amp;Eacute; nesse m&amp;ecirc;s que nos lembramos de mandar cart&amp;otilde;es &amp;agrave; moda antiga ou online &amp;agrave;queles que n&amp;atilde;o falamos com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, seja por esse ou por aquele motivo - pessoal ou profissional. ...  &amp;Eacute; tamb&amp;eacute;m quando sentimos uma saudade mais aguda do que o normal daqueles que amamos e que se encontram t&amp;atilde;o longe &amp;ndash; fisicamente ou emocionalmente.   &amp;Eacute; quando n&amp;oacute;s, crist&amp;atilde;os, retomamos nossa f&amp;eacute;, lembrando que Natal n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; comilan&amp;ccedil;a, viagens e troca de presentes em abund&amp;acirc;ncia, mas uma ocasi&amp;atilde;o muito maior. 

...Esses s&amp;atilde;o aqueles que independentemente da f&amp;eacute;, caem na depress&amp;atilde;o e come&amp;ccedil;am a desenvolver, sen&amp;atilde;o at&amp;eacute; levam at&amp;eacute; o fim, id&amp;eacute;ias desesperadas e macabras, agindo contra seus pr&amp;oacute;prios seres por n&amp;atilde;o conseguirem enxergar a luz no fim do t&amp;uacute;nel, por mais emba&amp;ccedil;ada que ela possa momentaneamente estar. 


...Diversas pesquisas foram feitas e o resultado foi que brigas violentas, estupros e at&amp;eacute; assassinatos em fam&amp;iacute;lia ocorrem com mais freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia durante as festas de fim de ano. ...  Desabafar suas frustra&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ano que est&amp;aacute; para acabar em subst&amp;acirc;ncias alucin&amp;oacute;genas ou at&amp;eacute; no seu ente mais querido, achando que ele tem que ter for&amp;ccedil;as para suportar tudo aquilo que voc&amp;ecirc; resolve aprontar ou por para fora, como a confiss&amp;atilde;o de ter pulado a cerca ou de ter roubado na firma?


Agora muitos daqueles que bebiam, se drogavam e hoje j&amp;aacute; n&amp;atilde;o se drogam ou bebem mais, se encontram na &amp;eacute;poca natalina melanc&amp;oacute;licos, isolados, achando at&amp;eacute; que sem a bebida ou sem a droga eles n&amp;atilde;o tem mais alegrias, logo, n&amp;atilde;o tem mais vontade de viver.   Eles sabem o significado de brindar uma &amp;uacute;nica ta&amp;ccedil;a de seja l&amp;aacute; o que for &amp;agrave; meia-noite, conhecendo &amp;agrave; fundo as conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias de um s&amp;oacute; drinque ap&amp;oacute;s tanto esfor&amp;ccedil;o para esquec&amp;ecirc;-la e voltar a ter controle de si.


Natal &amp;eacute; uma &amp;eacute;poca iluminada de id&amp;eacute;ias para o bem da humanidade, de caridade, de reencontros, de espiritualidade, mas &amp;eacute; como os asi&amp;aacute;ticos e os mais s&amp;aacute;bios dizem: tudo na vida &amp;eacute; harmonia: as trevas e a luz, o yin e o yang... 


...E ao inv&amp;eacute;s de &amp;ldquo;Jingle Bells&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;I Wish You a Merry Christmas&amp;rdquo; como m&amp;uacute;sica de fundo, ouv&amp;iacute;ssemos com mais freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia qualquer faixa do CD &amp;ldquo;A Midwinter Night&amp;rsquo;s Dream&amp;rdquo; por Loreena McKennitt, como &amp;ldquo;Noel Nouvelet&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;God Rest Ye Merry, Gentlemen&amp;rdquo;, por exemplo.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/8NqliU1Djlg" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/dezembro-chegou.php#unique-entry-id-127</feedburner:origLink></item><item><title>Ousar se expressar</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/_32QkZ4I50o/ousar-se-expressar.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 29 Nov 2008 18:17:01 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/ousar-se-expressar.php#unique-entry-id-126</guid><description>Ser&amp;aacute; que seu chefe n&amp;atilde;o ouviu todas as letras da boca dela colega que era ambiciosa e que gostaria de crescer na firma? &amp;ndash; Ora, mas isso &amp;eacute; &amp;oacute;bvio. 

...Ou talvez voc&amp;ecirc; namora h&amp;aacute; nove anos e at&amp;eacute; j&amp;aacute; noivou, mas nada de casamento. &amp;ndash; Ai, mas se eu for falar com ele estarei o pressionando &amp;ndash; voc&amp;ecirc; explica.   Minha amiga, n&amp;atilde;o acho que querer finalmente dar o passo que j&amp;aacute; foi programado h&amp;aacute; bastante tempo seja pressionar ningu&amp;eacute;m. 

...Um caso comum na Cor&amp;eacute;ia: jovens e solteiros professores de Ingl&amp;ecirc;s (canadenses, ingleses, americanos) est&amp;atilde;o sempre &amp;agrave; procura de uma boa companhia e alguns deles tomam gosto pela extrema delicadeza e vaidade das coreanas. ...  Quando o estrangeiro finalmente abre seu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais diretamente (sem ter aberto mais nada por enquanto), leva um fora porque grande parte das mulheres nativas jamais, repito, jamais sairiam com estrangeiros.   Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; coisa de nazista n&amp;atilde;o, mas sim de uma tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o comum de um dos povos mais homog&amp;ecirc;neos do mundo! 

...Que tal aquela crian&amp;ccedil;a, filho de italianos, que &amp;eacute; obrigada pelos pais a ter aulas extra-curriculares de Japon&amp;ecirc;s, harpa e kendo? &amp;ndash; Mas m&amp;atilde;e... &amp;ndash; suplica o menino. &amp;ndash; Mas nada! 

...Numa companhia multinacional, um diretor chega para seu chefe numa bela manh&amp;atilde; e informa: - Desejo ser transferido para a Austr&amp;aacute;lia!   Por mais que seu pedido n&amp;atilde;o d&amp;ecirc; em nada, seu chefe agora sabe de suas prefer&amp;ecirc;ncias.


...A chave para nossa felicidade na verdade s&amp;atilde;o muitas, por&amp;eacute;m a mais longa, dourada e mais bonita de todas &amp;eacute; aquela que destranca o nosso &amp;iacute;ntimo.   Quando nos conhecemos ao fundo, sem truques e sem desculpas, sabemos exatamente o que falta para nos completar e isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; pretens&amp;atilde;o. 


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/_32QkZ4I50o" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/ousar-se-expressar.php#unique-entry-id-126</feedburner:origLink></item><item><title>A Roda da Fortuna</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/4RbidWOQKCc/a-roda-da-fortuna.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Tue, 25 Nov 2008 04:31:13 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-roda-da-fortuna.php#unique-entry-id-125</guid><description>Para aqueles que nunca ouviram falar dela, se trata da roda do destino que pertence &amp;agrave; deusa chamada Fortuna.


Existem milh&amp;otilde;es de explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es que se referem &amp;agrave; ela, por&amp;eacute;m a mais geral de todas &amp;eacute; a nossa vida e a pr&amp;oacute;pria natureza &amp;eacute; como a roda que sobre e que desce e que tamb&amp;eacute;m nunca p&amp;aacute;ra de se movimentar.


...Com essa crise financeira mundial h&amp;aacute; quem diga que estamos assistindo o come&amp;ccedil;o do fim da lideran&amp;ccedil;a absoluta dos Estados Unidos.   Apesar dos experts no assunto estarem come&amp;ccedil;ando a se dar conta disso, fato &amp;eacute; que s&amp;oacute; o tempo dir&amp;aacute;. ...  Ser&amp;aacute; que nossas vidas cotidianas mudariam mesmo se o poder do mundo passasse para os europeus ou para os chineses?


...Acredito que nossa miss&amp;atilde;o face ao desconhecido &amp;eacute; de seguirmos em frente na maneira como sempre o fizemos. ...  Pode ser que o dinheiro no fim do m&amp;ecirc;s s&amp;oacute; possibilite uma pizza no s&amp;aacute;bado ao inv&amp;eacute;s de pizza e teatro, mas a experi&amp;ecirc;ncia estar&amp;aacute; sendo nova &amp;ndash; e isso n&amp;atilde;o tem pre&amp;ccedil;o.


...Mas de volta &amp;agrave; crise financeira, existe a cren&amp;ccedil;a asi&amp;aacute;tica do Wu Wei, que nos ensina a viver hoje e a dar um passo de cada vez.   N&amp;atilde;o adianta ficarmos analisando o que poderia ser de n&amp;oacute;s caso isso ou aquilo viesse a acontecer. 

...Enquanto uns caem, outros sobem e por mais que n&amp;atilde;o queiramos admitir, nascer e morrer faz parte do ciclo da natureza exatamente com o subir e descer da roda da fortuna.   Mesmo as cartas ciganas mostram que a morte n&amp;atilde;o significa necessariamente o fim, mas sim um novo come&amp;ccedil;o.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/4RbidWOQKCc" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-roda-da-fortuna.php#unique-entry-id-125</feedburner:origLink></item><item><title>Cultura Enlouquecida</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/UxOTqNJ7xWQ/cultura-enlouquecida.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Thu, 13 Nov 2008 04:23:51 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/cultura-enlouquecida.php#unique-entry-id-124</guid><description>S&amp;atilde;o os residentes estrangeiros que agradecem, j&amp;aacute; que 90% desses programas s&amp;atilde;o de grupos de outros-mares de passagem pela capital e as apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es se n&amp;atilde;o forem em Ingl&amp;ecirc;s, ser&amp;atilde;o em Alem&amp;atilde;o, Franc&amp;ecirc;s, Espanhol, Japon&amp;ecirc;s e por a&amp;iacute; afora.


Fazendo parte do grupo teatral &amp;ldquo;Seoul Players&amp;rdquo;, eu mesmo dirigi cinco pe&amp;ccedil;as curtas em Ingl&amp;ecirc;s (Hanger, That Word, Bin Laden&amp;rsquo;s New Direction, Jenny e The Bank Machine). 

...Mas o que mais me chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante esse m&amp;ecirc;s, n&amp;atilde;o foi necessariamente a qualidade alt&amp;iacute;ssima das produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas principalmente o n&amp;iacute;vel de suas realidades, para n&amp;atilde;o chamar de loucura.


J&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; de hoje que o p&amp;uacute;blico passou a ser mais exigente, no qual al&amp;eacute;m do simples por&amp;eacute;m complexo entretenimento esperam por explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es filos&amp;oacute;ficas, mesmo essas vindo de uma farsa barata.   Esse mesmo p&amp;uacute;blico deseja ter algo para discutir com o fim do programa, e n&amp;atilde;o somente sair do teatro e dizer: &amp;eacute;, foi legal.


Agora ser&amp;aacute; que a tend&amp;ecirc;ncia de fazer o p&amp;uacute;blico sair falando bem ou mal, mas falando a respeito daquilo que viram, seria apostar em produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es experimentais mas ao mesmo tempo de sucesso? 

...Falar de sexo deixou de ser tabu h&amp;aacute; muito, mas h&amp;aacute; muito tempo, mesmo antes de garotas de programa resolverem publicar livros a respeito.   Ent&amp;atilde;o o tema quente de hoje parece ser a loucura em si, o sub-consciente dos nossos seres, a nossa sufocadora vontade de sermos livres, de corpo e alma, de fazermos aquilo que nos d&amp;aacute; vontade sem nos importarmos com aquilo que os outros v&amp;atilde;o dizer ou pensar.   E essa loucura tem ramifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es: espirituais e at&amp;eacute; culturais, quando neste caso pegamos uma pe&amp;ccedil;a escrita h&amp;aacute; tantos e tantos anos e fazemos dela uma produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o atual, com um novo ponto de vista, e novas interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para as entrelinhas.


Talvez mencionar a palavra loucura neste contexto n&amp;atilde;o seja politicamente correto, mas diferente do que o dicion&amp;aacute;rio Aur&amp;eacute;lio ou dos seguidores de Freud tenham como conceito, o meu &amp;eacute; que a loucura n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma doen&amp;ccedil;a, mas sim uma forma de liberdade, porque mesmo os leigos concordam, que tudo ou todos aqueles que nadam contra a corrente s&amp;atilde;o &amp;ldquo;loucos&amp;rdquo; de alguma forma.


...Que ela se liberte cada vez mais das regras de fazer as coisas de acordo com aqueles que tem medo de se libertarem, nem que seja uma vez ou outra, dessa ou daquela maneira...


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/UxOTqNJ7xWQ" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/cultura-enlouquecida.php#unique-entry-id-124</feedburner:origLink></item><item><title>Fofocas e a Internet</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/F6xkYMxqpgg/fofocas-e-a-internet.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 25 Oct 2008 18:40:11 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/fofocas-e-a-internet.php#unique-entry-id-123</guid><description>No in&amp;iacute;cio do m&amp;ecirc;s a Cor&amp;eacute;ia do Sul entrou de luto por conta do suic&amp;iacute;dio de uma das atrizes mais queridas da na&amp;ccedil;&amp;atilde;o, apesar da maioria dos coreanos estarem cientes que a taxa de suic&amp;iacute;dio do pa&amp;iacute;s &amp;eacute; a mais alta do mundo atualmente &amp;ndash; inclusive dentre adolescentes.


Mas voltando ao suposto motivo da atriz Choi Jin Sil ter resolvido se enforcar no banheiro da pr&amp;oacute;pria casa deixando filhos pequenos para tr&amp;aacute;s: dizem que ela estaria sofrendo desesperadamente por conta de um rumor que estaria rolando solto pela internet.   H&amp;aacute; poucos anos, ela teria emprestado uma quantia bastante s&amp;oacute;lida de dinheiro para um colega ator, que com o passar do tempo, n&amp;atilde;o conseguia pagar sua d&amp;iacute;vida.   Choi Jin Sil estaria ent&amp;atilde;o fazendo tanta press&amp;atilde;o para receber seu dinheiro de volta, que seu colega ator preferiu se matar de dentro da pr&amp;oacute;pria van de vergonha  &amp;ndash; uma palavra que os asi&amp;aacute;ticos levam muito a s&amp;eacute;rio &amp;ndash; a encontrar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para quitar suas d&amp;iacute;vidas. 


...Fofocas e rumores nunca foram tidos com coisa positiva, por mais picantes que pudessem parecer, mas enquanto eles ficassem dentro de um determinado c&amp;iacute;rculo de pessoas, a &amp;ldquo;v&amp;iacute;tima&amp;rdquo; ainda tinha como ignor&amp;aacute;-las at&amp;eacute; que os fofoqueiros encontrassem um outro alvo.


...Sim, quando algu&amp;eacute;m bate primeiro ou mais tarde, quando algu&amp;eacute;m espalha um rumor que tem acabado com seu sono, com sua honra e at&amp;eacute; com uma possibilidade de arranjar um bom emprego por ter uma suja &amp;ldquo;cyber-reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; por conta de uma imbecilidade que algu&amp;eacute;m iniciou...   &amp;Eacute; claro que sou favor ao di&amp;aacute;logo em primeira inst&amp;acirc;ncia, aos processos em segunda est&amp;acirc;ncia, mas existem pessoas t&amp;atilde;o sub-desenvolvidas mentalmente que s&amp;oacute; entendem a mensagem quando levam uma bela porrada na cara.


...Ela ainda pode tentar se explicar atrav&amp;eacute;s de um blog ou na sua p&amp;aacute;gina do Facebook por exemplo, mas quando o rumor est&amp;aacute; &amp;agrave; solta, ser&amp;aacute; a sua voz contra Deus sabe quantas...


&amp;Eacute; por isso que o governo sul-coreano culpou uma usu&amp;aacute;ria de uma comunidade virtual pela morte de Choi Jin Sil pelo fato dela ter iniciado os rumores, apesar dela jurar que j&amp;aacute; havia escutado-os da boca de terceiros.


...Sem contar que esses portais s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o transparentes aos olhos de um louco em busca de v&amp;iacute;timas de crimes sexuais ou violentos como uma janela de cortinas abertas, permitindo assim que sua vida &amp;iacute;ntima, nem que isso seja assistir televis&amp;atilde;o &amp;agrave; noite deitado no sof&amp;aacute; de pijama, esteja exposta para qualquer um &amp;ndash; QUALQUER UM.


O suic&amp;iacute;dio de Choi Jil Sin foi muito mais que uma trag&amp;eacute;dia: isso foi um alerta para o descontrole e liberdade excessiva na internet.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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...Isso sim &amp;eacute; religi&amp;atilde;o de paz! - costumava pensar at&amp;eacute; come&amp;ccedil;ar a ouvir com mais freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia o que alguns monges e seguidores da cren&amp;ccedil;a andam aprontando pelo mundo.   Sendo por motivos pac&amp;iacute;ficos, liberais ou insolentes, os budistas est&amp;atilde;o mostrando que tamb&amp;eacute;m sabem ranger os dentes.


Aqui na Cor&amp;eacute;ia do Sul, ou na Terra das Calmas Manh&amp;atilde;s, preferivelmente nos templos- pens&amp;otilde;es que recebem turistas que est&amp;atilde;o em busca dos seus &amp;ldquo;eus&amp;rdquo; verdadeiros e ainda topam acordar antes do sol nascer para meditar, varrer o ch&amp;atilde;o e meditar de novo com o mesmo pijama j&amp;aacute; usado por centenas de outros e ainda terem que pagar por isso, experienciamos um outro tipo de monge em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com aqueles que est&amp;atilde;o tomando as ruas da capital em protestos contra o presidente Lee Myung-Bak. 


Eles n&amp;atilde;o protestam por conta da retomada da importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carne norte-americana, mas sim pelo gabinete presidencial estar formado de treze crist&amp;atilde;os protestantes e somente um budista.   Esses mesmos monges acusam o presidente de ser racista e de n&amp;atilde;o exercer a liberdade de religi&amp;atilde;o e express&amp;atilde;o que seus predecessores exerceram antes dele, mesmo alguns deles terem sido crist&amp;atilde;os como ele tamb&amp;eacute;m &amp;eacute;.


Muitos jovens por aqui enxergam o budismo mais como um h&amp;aacute;bito, uma esp&amp;eacute;cie de tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o esot&amp;eacute;rica do que realmente como uma religi&amp;atilde;o, e com isso o cristianismo tem ganhado cada vez mais espa&amp;ccedil;o em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao budismo.


Dentre os 47 milh&amp;otilde;es habitantes do pa&amp;iacute;s, contamos aqui mais ou menos 11 milh&amp;otilde;es de budistas, 9 milh&amp;otilde;es de crist&amp;atilde;os protestantes, 5 milh&amp;otilde;es de cat&amp;oacute;lico-romanos seguido por cren&amp;ccedil;as menores e eles sempre co-existiram na mais absoluta paz &amp;ndash; pelo menos at&amp;eacute; agora.


Ser&amp;aacute; que os budistas locais est&amp;atilde;o tomando como exemplo os monges lutadores de kung-fu chineses, ou os protestantes do Mianmar ou os seguidores da f&amp;eacute; que amea&amp;ccedil;am moradores crist&amp;atilde;os em regi&amp;otilde;es remotas da &amp;Iacute;ndia?


Espero que essa onda quebre antes de se formar, porque como disse no inicio, algu&amp;eacute;m que como eu acredita que todas as cren&amp;ccedil;as s&amp;atilde;o no fim da hist&amp;oacute;ria uma s&amp;oacute;, n&amp;atilde;o teria para onde mais correr, mais nenhum ref&amp;uacute;gio, porque tenho certeza de que n&amp;atilde;o sou a &amp;uacute;nica &amp;agrave; procura de paz.


...&lt;BLINK&gt;Seu cap&amp;iacute;tulo gratuito do eBook &amp;ldquo;A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui&amp;rdquo; por Luciana B. 

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/nv1LcUDuzEM" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/tradicao-esoterica.php#unique-entry-id-122</feedburner:origLink></item><item><title>E o Camboja hoje?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/QmOb6iknXLI/e-o-camboja-hoje.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Wed, 15 Oct 2008 05:17:21 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/e-o-camboja-hoje.php#unique-entry-id-121</guid><description>Em 1976, Pol Pot, ent&amp;atilde;o o Primeiro Ministro, anunciou que o &amp;ldquo;Ano Zero&amp;rdquo; na Campuch&amp;eacute;ia Democr&amp;aacute;tica e n&amp;atilde;o mais Camboja, iniciaria com a campanha de coletividade agr&amp;aacute;ria, o que escravizou seus cidad&amp;atilde;os mais simples e matou intelectuais, em torno de 26% dos cambojanos da &amp;eacute;poca. ...  Mesmo com a rec&amp;eacute;m-tomada da autonomia cambojana em 1989, Pol Pot recusou-se a cooperar com o novo governo e continuou liderando freq&amp;uuml;entes campanhas de sangue e terror at&amp;eacute; 1997, quando finalmente foi preso por outros membros do Khmer Rouge. 

...De frente aos recentes conflitos com a Tail&amp;acirc;ndia por conta de um templo rec&amp;eacute;m declarado por ser um dos tesouros da humanidade pela UNESCO ao longo da fronteira &amp;ndash; Preah Vihear - muitos jovens cambojanos se alistaram e muitos sobreviventes do terror vermelho voltaram a se alistar, ignorando os maus karmas que essa decis&amp;atilde;o poderia gerar, de acordo com a cren&amp;ccedil;a local.


H&amp;aacute; quem diga que apesar de algumas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es estarem dando seus sangues para retirarem minas do territ&amp;oacute;rio, destacando o &amp;ldquo;Cambodian Landmine Museum and Relief Centre&amp;rdquo;, no qual falarei mais a respeito num pr&amp;oacute;ximo semanal*, soldados tailandeses que se feriram h&amp;aacute; poucos dias afirmam que apesar de saberem que estavam em territ&amp;oacute;rio vizinho, esse mesmo j&amp;aacute; havia sido liberado em termos de perigo de minas... 

...A falta de dinheiro para material escolar seria um outro fator, por isso institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de caridades locais pedem aos turistas que ao inv&amp;eacute;s de derem dinheiro para a crian&amp;ccedil;a entregar nas m&amp;atilde;os dos pais, comprem uma refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; pronta para elas, ou melhor ainda, comprem um caderno ou l&amp;aacute;pis, porque ao contr&amp;aacute;rio do que possamos imaginar, muitas crian&amp;ccedil;as conseguem se alimentar nem que seja com um mingau de arroz por dia na pior das ocasi&amp;otilde;es.


Viajando no interior, nos demos de frente com muitos campos de arroz que certamente possuem mem&amp;oacute;rias dos massacres cometidos, moradores de casas de palha que pouco se importam com o fato de que as &amp;uacute;nicas casas mais bonitas feitas de madeira e tijolos perten&amp;ccedil;am aos partidos pol&amp;iacute;ticos, principalmente o Partido Popular Cambojano (o mesmo do rei).   N&amp;oacute;s tamb&amp;eacute;m vimos tuc-tucs indo e vindo (motocicletas que possuem um compartimento traseiro coberto que leva at&amp;eacute; quatro pessoas), b&amp;uacute;falos e vacas &amp;agrave; beira-estrada, turistas passeando sobre elefantes, estabelecimentos s&amp;eacute;rios e duvidosos de massagens, crian&amp;ccedil;as semi-nuas sofrendo de doen&amp;ccedil;as de pele e muitas delas ainda v&amp;iacute;timas de crimes e acordos sexuais abafados, vendedores de xales de seda, de &amp;aacute;gua-de-c&amp;ocirc;co e de refrigerante &amp;agrave; pre&amp;ccedil;os incompreensivelmente exorbitantes em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pre&amp;ccedil;o de uma bela refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o local, e claro muita, mas muita poeira.


...A poeira &amp;eacute; a mesma, sen&amp;atilde;o at&amp;eacute; pior pelo fato de ser misturada com os gazes das motocicletas que compram seus combust&amp;iacute;veis em garrafas usadas de refrigerantes das mesmas tias que vendem frango assado na hora e ao ar livre, com direito a uma casquinha crocante de poeira e polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o.


Fam&amp;iacute;lias de at&amp;eacute; quatro ou &amp;agrave;s vezes at&amp;eacute; cinco cabe&amp;ccedil;as se ajeitam por cima de uma &amp;uacute;nica motocicleta j&amp;aacute; caindo aos peda&amp;ccedil;os, e trabalhadores rurais se acomodam at&amp;eacute; nos tetos das caminhonetes que os levam at&amp;eacute; os campos.


As crian&amp;ccedil;as que tem o privil&amp;eacute;gio de poderem ir &amp;agrave; escola, v&amp;atilde;o de bicicleta, com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia tr&amp;ecirc;s vezes maiores que elas, e as que n&amp;atilde;o podem, se esfor&amp;ccedil;am para aprender uma palavra aqui e ali em idiomas estrangeiros dos turistas que invadem a paz dos colossais, trabalhados e fantasmag&amp;oacute;ricos templos e pal&amp;aacute;cios de Angkor para assim melhor venderem postais ou camisetas.


Tenho certeza que os ativistas dos direitos dos animais n&amp;atilde;o descobriram esse lugar ainda, porque a matan&amp;ccedil;a de crocodilos e serpentes &amp;eacute; um neg&amp;oacute;cio abundante e lucrativo, dentro e fora da regi&amp;atilde;o em volta do gigantesco lago Tonle Sap, quando os tailandeses compram os pobres bichos que s&amp;atilde;o mantidos em fazendas para transform&amp;aacute;-los em bolsas, carteiras e cintos, e quando famintos turistas resolvem experimentar algo diferente al&amp;eacute;m da deliciosa cozinha Amok.


...O Camboja pode at&amp;eacute; n&amp;atilde;o fazer parte da lista dos lugares de sonhos de muita gente por ser pobre e sub-desenvolvido, mas a sua riqueza hist&amp;oacute;rica que vai dos tempos de ouro de Angkor at&amp;eacute; a fim do terror vermelho, &amp;eacute; sem d&amp;uacute;vida inigual&amp;aacute;vel.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/QmOb6iknXLI" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/e-o-camboja-hoje.php#unique-entry-id-121</feedburner:origLink></item><item><title>Como morrer e ressuscitar</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/ZvpX_BYTzCY/como-morrer-e-ressuscitar.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Thu, 02 Oct 2008 21:45:58 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/como-morrer-e-ressuscitar.php#unique-entry-id-120</guid><description>Por 5 USD, aqueles desesperados que precisam urgentemente mudar de vida, se deitam em caix&amp;otilde;es (abertos) em um sal&amp;atilde;o de um templo nos arredores de Bangcoc, fecham os olhos, aguardam um minuto e meio ao som das palavras de esperan&amp;ccedil;a do monge, reabrem os olhos de novo e assim que se levantam dos sombrios caix&amp;otilde;es revestidos em tecido roxo, est&amp;atilde;o libertados dos problemas antigos &amp;ndash; ressuscitados enfim! 


...Supersti&amp;ccedil;&amp;atilde;o mesmo vindo de beatas &amp;eacute; algo comum em pa&amp;iacute;ses como a R&amp;uacute;ssia, os Estados Unidos e como v&amp;ecirc;em, at&amp;eacute; na Tail&amp;acirc;ndia.    Nesses casos a religi&amp;atilde;o de casa n&amp;atilde;o tem nenhuma  influ&amp;ecirc;ncia na decis&amp;atilde;o do sujeito ir atr&amp;aacute;s de uma cartomante, macumbeira, curandeiro espiritual e at&amp;eacute; de monges-coveiros.


A desesperan&amp;ccedil;a chega a ser t&amp;atilde;o cruel, que passamos a levar em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o outros meios nos quais nunca pensamos que pud&amp;eacute;ssemos precisar um dia.   Mas o que esquecemos, &amp;eacute; que para a maioria dos problemas as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;atilde;o nas nossas m&amp;atilde;os e n&amp;atilde;o nas m&amp;atilde;os do al&amp;eacute;m. 


Sim, eu acredito no sobrenatural, eu acredito em coisas que n&amp;atilde;o podemos explicar, eu as sinto inclusive, e eu acho que n&amp;atilde;o custa nada pedir para &amp;ldquo;quem ou o qu&amp;ecirc; estiver escutando&amp;rdquo; para me dar um empurr&amp;atilde;ozinho aqui e ali. 

...&amp;Eacute; dif&amp;iacute;cil bater de frente com as coisas que nos aborrecem, que n&amp;atilde;o nos deixam progredir, mas se esse &amp;eacute; o &amp;uacute;nico meio, n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; um ritual de dentro de um caix&amp;atilde;o, um trabalho encomendado no terreiro do bairro, ou uma cirurgia espiritual que ir&amp;aacute; resolver o problema de vez.


...Temos que nos dar conta que &amp;agrave;s vezes o caminho que queremos seguir n&amp;atilde;o &amp;eacute; o caminho que foi tra&amp;ccedil;ado para a gente.   No fundo do peito, acho que todos n&amp;oacute;s conhecemos os motivos de nossa infelicidade e sabemos exatamente o que deve ser feito. 


Devo mencionar tamb&amp;eacute;m que o ressurgimento disso e daquilo s&amp;atilde;o as armas dos menos criativos, porque os mais criativos n&amp;atilde;o precisam morrer para ressuscitar porque eles saber&amp;atilde;o reconhecer qual &amp;eacute; a hora certa de virar o jogo, muito, mas muito antes de estarem com seus p&amp;eacute;s nas covas.


Agora aqueles que participam de atividades digamos, sobrenaturais, por cura curiosidade, de passagem, de turista, esses acumulam em si experi&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o s&amp;oacute; de uma, mas sim de muitas vidas &amp;ndash; passadas, presente ou futuras.


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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/ZvpX_BYTzCY" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/como-morrer-e-ressuscitar.php#unique-entry-id-120</feedburner:origLink></item><item><title>Nomes legais para coisas nada ideais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/Sa5moDJLvJc/nomes-legais-para-coisas-nada-ideais.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Mon, 29 Sep 2008 00:30:18 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/nomes-legais-para-coisas-nada-ideais.php#unique-entry-id-119</guid><description>Um dos t&amp;oacute;picos mais importantes nas vidas das m&amp;atilde;es pelo mundo afora &amp;eacute; abordar os perigos dos v&amp;iacute;cios na droga e no &amp;aacute;lcool para seus filhos pequenos. 

...Os adultos no fim acabam respondendo por si mesmos, sabendo exatamente em que fria est&amp;atilde;o entrando, quando da primeira linha de coca - aqueles que cheiraram s&amp;oacute; para experimentar - pedem uma segunda rodada.   Esses adultos s&amp;atilde;o geralmente aqueles que tem pouca coisa a perder, s&amp;atilde;o anarquistas por natureza, n&amp;atilde;o conseguem mais encontrar uma forma positiva para se divertirem de verdade ou simplesmente pela vontade de fazer uma coisa que nunca fizeram na vida.


J&amp;aacute; as crian&amp;ccedil;as e adolescentes, por mais que se achem adultos o suficiente para tragarem um Marlboro escondidos dos pais e dos professores, n&amp;atilde;o possuem ainda a maturidade da escolha ciente por estarem seguindo o caminho para a pr&amp;oacute;pria desgra&amp;ccedil;a.   Deixando as crian&amp;ccedil;as de pais viciados de lado, o p&amp;uacute;blico alvo entre todas as outras seriam as crian&amp;ccedil;as que ficam &amp;agrave; toa logo depois da escola (sem cursos extra-curriculares), crian&amp;ccedil;as rebeldes ou nerds com problemas de conviv&amp;ecirc;ncia com outras da mesma idade, e entre outros casos, crian&amp;ccedil;as com grandes problemas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a fam&amp;iacute;lia e amigos, logo aquelas com baixa-estima.   A curiosidade aqui &amp;eacute; um fator importante, claro, mas crian&amp;ccedil;as que mant&amp;eacute;m di&amp;aacute;logos com os pais, ter&amp;atilde;o aprendido que se viciar &amp;eacute; acabar com a pr&amp;oacute;pria vida.


&amp;Eacute; legal estar alto, dizem os &amp;ldquo;bacanas&amp;rdquo;, os mesmos que tentam a todo custo enganar os baf&amp;ocirc;metros espalhados pelo mundo todo, mas a culpa n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; deles, mas ela &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m de toda a sociedade que ap&amp;oacute;ia o v&amp;iacute;cio atrav&amp;eacute;s da propaganda.


Propaganda n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; aquela que passa nos intervalos de um filme na TV ou que fica exposta em um outdoor da cidade, mas ela tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; a palavra dos efeitos conhecidos de cada alucin&amp;oacute;geno que corre de boca em boca, e as entrelinhas de uma reportagem de um astro viciado que consegue ganhar ainda mais dinheiro ap&amp;oacute;s um grande esc&amp;acirc;ndalo. 


...N&amp;atilde;o, isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; tapar o sol com a peneira e nem fazer de conta que o problema n&amp;atilde;o existe, mas sim tirar da boca dos ing&amp;ecirc;nuos pr&amp;eacute;-adolescentes os nomes legais para as coisas nada ideais.


Filmes e livros tem grandes impactos na alma jovem, por isso filmes como &amp;ldquo;Cristiane F.&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Jim Carroll&amp;rdquo; deveriam passar nas pr&amp;oacute;prias escolas ou pelo menos serem recomendadas por elas, e livros como &amp;ldquo;O pai que virava bicho&amp;rdquo; de Carlos Castello Branco, fora diversos relatos e reportagens sobre casos reais de desgra&amp;ccedil;as, deveriam ser obrigados nos lares de todas as fam&amp;iacute;lias. 

...A sociedade de bem n&amp;atilde;o deveria achar que &amp;eacute; suficiente explicar aos filhos, alunos e amigos que drogas s&amp;atilde;o ruins porque o nome j&amp;aacute; diz, porque a&amp;iacute; eles v&amp;atilde;o pensar nos outros nomes que j&amp;aacute; mencionei antes, sem contar que proibi&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;oacute; excitam mais. 


Os efeitos do consumo de drogas e do consumo exagerado do &amp;aacute;lcool podem at&amp;eacute; parecer bacanas, legais, maneiros, mas o p&amp;uacute;blico alvo deveria estar ciente que eles acabam com a sa&amp;uacute;de dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os e que eles se apossam do controle sobre a pr&amp;oacute;pria vida.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?a=Sa5moDJLvJc:DVtVwsp9aiE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?a=Sa5moDJLvJc:DVtVwsp9aiE:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?a=Sa5moDJLvJc:DVtVwsp9aiE:7Q72WNTAKBA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit?d=7Q72WNTAKBA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/Sa5moDJLvJc" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/nomes-legais-para-coisas-nada-ideais.php#unique-entry-id-119</feedburner:origLink></item><item><title>O que é ser autor?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/r3-1UYwhY24/o-que-e-ser-autor.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Mon, 29 Sep 2008 00:22:34 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/o-que-e-ser-autor.php#unique-entry-id-118</guid><description>Durante a minha vida tive diversas paix&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o necessariamente passageiras: ballet, basquete, l&amp;iacute;nguas estrangeiras, moda e teatro, mas hoje vejo que somente uma delas se impregnou em meu ser &amp;ndash; a literatura.


Com o ballet me dei conta ap&amp;oacute;s sete anos de treinamento (dos 4 aos 11 anos de idade) que al&amp;eacute;m de ser grande demais, n&amp;atilde;o possu&amp;iacute;a o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a dan&amp;ccedil;a.

Com o basquete foi diferente: era grande, mas n&amp;atilde;o tinha tanto talento, ao contr&amp;aacute;rio do que as pessoas imaginavam quando me viam.


O aprendizado de l&amp;iacute;nguas estrangeiras me enriqueceu como ser humano, mas ap&amp;oacute;s ter aprendido cinco idiomas, acho que me cansei. 

...Aprendi a me cuidar, a andar de salto alto e a me maquiar, mas a futilidade da maioria das pessoas envolvidas nesse ramo come&amp;ccedil;aram a me irritar profundamente.   O fato de n&amp;atilde;o poder ser o meu caracter&amp;iacute;stico &amp;ldquo;eu&amp;rdquo; para agradar terceiros era algo com o qual eu n&amp;atilde;o podia viver.


J&amp;aacute; no teatro encontrei pessoas que falavam a mesma l&amp;iacute;ngua, pessoas que n&amp;atilde;o tinham fronteiras para a imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e que gostavam de mudar de alma, ou de personagem.   Acontece que esse pessoal, apesar de ser bacana e brilhante, &amp;eacute; muito, mas muito mais dado que eu.   Eles gostam de estar rodeados por pessoas e mais importante de tudo, entendem que seguir dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es do diretor ou do realizador, por exemplo, faz parte de jogo.


Eu j&amp;aacute; tenho meus problemas ao ouvir cr&amp;iacute;ticas, n&amp;atilde;o gosto e n&amp;atilde;o sei estar entre pessoas a maioria do tempo, aprecio a solid&amp;atilde;o moment&amp;acirc;nea, detesto ter que explicar minhas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e minha forma de pensar, n&amp;atilde;o sei ser pol&amp;iacute;tica, gosto de dar uma de Deus no qual crio aquilo que me vem &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a, e s&amp;oacute; consigo trabalhar quando ningu&amp;eacute;m me estressa, me atrapalha ou me d&amp;aacute; dicas de como fazer isso ou aquilo.


Precisei de 32 anos para me dar conta que independentemente de ter publicado tr&amp;ecirc;s livros, o que me faz uma autora n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o meus escritos, mas sim a minha mais particular ess&amp;ecirc;ncia.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/r3-1UYwhY24" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/o-que-e-ser-autor.php#unique-entry-id-118</feedburner:origLink></item><item><title>A arte de dar graças</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/bvnQf_HzcNQ/a-arte-de-dar-gracas.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Mon, 15 Sep 2008 02:27:24 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-arte-de-dar-gracas.php#unique-entry-id-117</guid><description>Para quem n&amp;atilde;o sabe, o Chusok &amp;eacute; um feriado tradicional&amp;iacute;ssimo e important&amp;iacute;ssimo entre os coreanos, porque &amp;eacute; nele quando ocorre o &amp;ecirc;xodo peninsular pelo fato dos coreanos fazerem quest&amp;atilde;o absoluta de estarem com a fam&amp;iacute;lia para darem gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; todas as gra&amp;ccedil;as que receberam. 

...Obviamente, o dia de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de gra&amp;ccedil;as local tem uma liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais forte com a colheita na fazenda do que com as outras gra&amp;ccedil;as no geral, mas enfim, gra&amp;ccedil;as s&amp;atilde;o gra&amp;ccedil;as.


Na verdade, estar na Cor&amp;eacute;ia para Chusok &amp;eacute; t&amp;atilde;o curioso quanto estar na China ou em Cingapura para a Virada do Ano Chin&amp;ecirc;s. 


Songpyeong, ou bolinhos de arroz pequenos coloridos s&amp;atilde;o ingeridos &amp;agrave; quilos, cestas de frutas, peixes secos, produtos &amp;agrave; base de ginseng e vouchers para restaurantes ou supermercados s&amp;atilde;o presenteados para a ocasi&amp;atilde;o e as habituais recepcionistas de garagens (sim, isso existe por aqui), de shopping malls e "modelos" de promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es em mercados est&amp;atilde;o todas de cabelos presos repartidos ao meio, vestidas em hanbok (vestido tradicional colorido) e com os sorrisos mais largos do que o habitual desejando um Feliz Chusok.


Existem ainda dezenas de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es culturais, onde podemos assistir entre outras apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es musicais, a &amp;oacute;pera local conhecida por Pansori - quando uma mulher de voz intensa conta uma est&amp;oacute;ria acompanhada somente pelo som de um tambor, equilibristas em cordas, apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de como eram os casamentos das fam&amp;iacute;lias reais nos v&amp;aacute;rios pal&amp;aacute;cios em Seul e exibi&amp;ccedil;&amp;otilde;es art&amp;iacute;sticas de teor nacional em abund&amp;acirc;ncia recheando os diversos museus da cidade.


Para os expatriados que como eu, j&amp;aacute; participaram dessas e de outras op&amp;ccedil;&amp;otilde;es art&amp;iacute;sticas nos anos anteriores, acabam optando por outro tipo de lazer: aproveitar que a capital est&amp;aacute; vazia para correr para o parque de divers&amp;otilde;es, passear com o cachorro sem ser o centro das aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es para variar, ou simplesmente ficar em casa curtindo bons filmes ou passando longas horas jogando xadrez ou cartas com a fam&amp;iacute;lia.


...Apesar dos asi&amp;aacute;ticos pensarem de outra forma em diversos aspectos, continuam sendo t&amp;atilde;o humanos quanto qualquer outro quando aproveitam o feriado para encherem a cara de soju ou de vinho de arroz e eventualmente arrumar confus&amp;atilde;o e brigas em casa.  


Vale ainda mencionar que de acordo com um levantamento preciso e atual, os coreanos lideram a lista de suicidas atualmente, seguidos pelos h&amp;uacute;ngaros e japoneses.   O stress na vida come&amp;ccedil;a logo cedo, quando a grande maioria das crian&amp;ccedil;as que s&amp;atilde;o educadas pelos av&amp;oacute;s (j&amp;aacute; que ambos m&amp;atilde;e e pai trabalham fora), praticamente n&amp;atilde;o tem tempo livre de lazer e nem de rir de bobo por nada com os colegas da mesma idade como qualquer adolescente deveria fazer. 

...Os "italianos" da &amp;Aacute;sia acreditam no poder de um todo e n&amp;atilde;o no poder da unidade, nem que essa seja muito especial, e por isso o bom senso na sociedade aqui &amp;eacute; t&amp;atilde;o imperativo, por isso se mesmo durante o Chusok eles notarem que um cachorro fez suas necessidades na rua ou no mato e seu dono n&amp;atilde;o recolheu-as, n&amp;atilde;o hesitar&amp;atilde;o ao sa&amp;iacute;rem gritando sem se lembrarem de dar gra&amp;ccedil;as pelo ar que respiram, ou aspiram.


Chusok ou n&amp;atilde;o Chusok para onde voc&amp;ecirc; estiver, anda dando gra&amp;ccedil;as por simplesmente estar ciente de que pode fazer isso? 

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/bvnQf_HzcNQ" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-arte-de-dar-gracas.php#unique-entry-id-117</feedburner:origLink></item><item><title>De onde você vem?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/PzAMBLbIDK4/de-onde-voce-vem.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 07 Sep 2008 06:13:23 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/de-onde-voce-vem.php#unique-entry-id-116</guid><description>Essa talvez seja uma das perguntas mais freq&amp;uuml;entes e cruciais quando conhecemos novas pessoas, porque dependendo da resposta, poderemos fazer um perfil supers&amp;ocirc;nico delas, tal como educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, passatempos, objetivos.   &amp;Eacute; claro que a&amp;iacute; diversos clich&amp;ecirc;s e imagens prontas nos vem &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; f&amp;aacute;cil nos separarmos deles na nossa rotina. 


Aquelas pessoas que moram na mesma cidade e falam o mesmo dialeto com o mesmo sotaque, querem saber de qual bairro voc&amp;ecirc; vem. 

...A n&amp;iacute;vel de planeta Terra, as diferen&amp;ccedil;as entre eles s&amp;atilde;o insignificantes, ainda que important&amp;iacute;ssimas sob o ponto de vista local: o amante do campo que tem receio de escada rolante e o outro morador de cidade grande que tem pavor de abelha...


...A partir da&amp;iacute; j&amp;aacute; existe mais assunto, mais diferen&amp;ccedil;as para serem discutidas, quando por exemplo um carioca filosofa com um amazonense sobre os prazeres da vida.


...Mas eles sabem que apesar de serem &amp;ldquo;hermanos&amp;rdquo; aos olhos do mundo, as caracter&amp;iacute;sticas culturais em comum s&amp;atilde;o praticamente nulas, fora as paix&amp;otilde;es nacionais por Shakira e pelas tele-novelas.

Um pouco mais longe, o brasileiro chega na Europa, onde tem que provar a cada respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o e gesto seu que ele &amp;eacute; muito mais educado e polido do que muitos cidad&amp;atilde;os do velho mundo possam imaginar.   Ele procura se adaptar, mas continua tendo orgulho de falar para todos ouvirem que ele &amp;eacute; sim, de corpo e alma, genuinamente brasileiro.


...N&amp;atilde;o, essa crian&amp;ccedil;a nunca morou nem no Brasil e nem na Inglaterra e saiu do Oriente M&amp;eacute;dio ainda beb&amp;ecirc;. 

...&amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio muito treinamento e muitos anos da mesma conversa repetitiva para fazer essa crian&amp;ccedil;a mista compreender que apesar de ser um caso especial por conta de sua hist&amp;oacute;ria e descend&amp;ecirc;ncia, ela n&amp;atilde;o &amp;eacute; nenhum extra-terrestre. ...  Ela desenvolve intuitivamente uma alma cigana, apesar de nada saber sobre os rituais, alegrias e sofrimentos daqueles que seguem em suas &amp;ldquo;carro&amp;ccedil;as&amp;rdquo; sob a bandeira da roda dos vurd&amp;oacute;n que gira sem parar.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/PzAMBLbIDK4" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/de-onde-voce-vem.php#unique-entry-id-116</feedburner:origLink></item><item><title>La Sereníssima x La Stressíssima</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/HIOfY678ivE/la-serenissima-x-la-stressissima.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 24 Aug 2008 02:37:32 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/la-serenissima-x-la-stressissima.php#unique-entry-id-115</guid><description>Ela se mostrar&amp;aacute; a cada visitante diferentemente porque cada um que pisa em suas ruas, ou &amp;aacute;guas, tem uma expectativa diferente, um momento espec&amp;iacute;fico na hist&amp;oacute;ria que gostaria de tentar reviver.   Sem contar aqueles que desejam seguir as trilhas da desejada e poderosa cortes&amp;atilde; honesta e talvez a primeira feminista de todas, Ver&amp;ocirc;nica Franco, do aventureiro Gi&amp;agrave;como Casanova, do viajante Marco P&amp;oacute;lo, do m&amp;uacute;sico Antonio Vivaldi, ou talvez do pintor Titian.


No entanto, como para os eg&amp;iacute;pcios seriam os fara&amp;oacute;s e para os gregos os fil&amp;oacute;sofos, a &amp;eacute;poca mais empolgante da hist&amp;oacute;ria de Veneza seria sem d&amp;uacute;vida os meados do s&amp;eacute;culo XVI por conta do in&amp;iacute;cio do lucrativo neg&amp;oacute;cio de impress&amp;atilde;o de livros, da cena art&amp;iacute;stica e liter&amp;aacute;ria, da peste, da guerra contra a Turquia, dos liberais doges &amp;agrave; frente de seu tempo e das famosas, bel&amp;iacute;ssimas e cultas cortes&amp;atilde;s que viravam a cabe&amp;ccedil;a at&amp;eacute; dos reis por passagem pela cidade.


Infelizmente s&amp;atilde;o poucos aqueles que conseguem captar a alma de Veneza hoje, porque 80% dos turistas passam uma ou no m&amp;aacute;ximo duas noites na cidade, sem contar aqueles que nem pernoitam, achando o suficiente bater fotos em um per&amp;iacute;odo que vai de seis a oito horas da Pra&amp;ccedil;a e Bas&amp;iacute;lica de San Marco, do Pal&amp;aacute;cio Ducale (s&amp;oacute; por fora), da Ponte Rialto, de uns dois canais com g&amp;ocirc;ndolas de fundo (que eles n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o dispostos a pagar) e ainda do Canal Grande. 


...Veneza &amp;eacute; uma j&amp;oacute;ia rara, uma prova viva de que a humanidade pouco se desenvolveu ao correr dos anos, uma cidade que oferece uma li&amp;ccedil;&amp;atilde;o de hist&amp;oacute;ria a cada esquina para aqueles que se interessarem e possu&amp;iacute;rem pelo menos um pouco de for&amp;ccedil;a de imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o.   Veneza n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; a Pra&amp;ccedil;a San Marco e a Ponte Rialto, ela tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; Burano, Murano e Torcello; ela tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; seus distritos menos conhecidos como Castello e Cannaregio; ela &amp;eacute; a solid&amp;atilde;o das ruelas perdidas no labirinto da cidade, livres mesmo da inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de invas&amp;atilde;o dos turistas menos educados ou bastante apressados; ela &amp;eacute; seus quintais com jardins secretos e ela ainda &amp;eacute; o lar de orgulhosos venezianos, por mais que isso pare&amp;ccedil;a ser imposs&amp;iacute;vel.

Veneza &amp;eacute; mais limpa do que sua fama, suas &amp;aacute;guas s&amp;atilde;o mais verdes do que mostram as fotos, seu sorvete &amp;eacute; menos gostoso do que se imagina apesar da abund&amp;acirc;ncia, suas m&amp;aacute;scaras de papel march&amp;eacute; vendidas nas ruas s&amp;atilde;o mais brilhantes e mais bregas do que poderiam ser e aquelas vendidas em lojas finas s&amp;atilde;o muito mais elaboradas e caras do que deveriam.   J&amp;aacute; a cozinha, se encontra de tudo: de fabulosos peda&amp;ccedil;os de pizza vendidos na rua, a medonhos restaurantes com menus tur&amp;iacute;sticos em diversos idiomas e &amp;eacute; claro, a exclusivos restaurantes finos para uma clientela elitizada.


...Ande incansavelmente de vaporetto &amp;ndash; que s&amp;atilde;o os &amp;ocirc;nibus aqu&amp;aacute;ticos da cidade, visite os principais museus e mans&amp;otilde;es da cidade, assista a um concerto barroco gr&amp;aacute;tis de fim de tarde na Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Querini Stampalia, compre frutas frescas de quiosques, beba v&amp;aacute;rios expressos enquanto observa os passantes sem se preocupar com o tempo sentado numa mesinha ao ar livre de frente a alguma igrejinha de alguma pracinha, observe o movimento aqu&amp;aacute;tico do Canal Grande da Catedral da Santa Maria della Salute, d&amp;ecirc; comida para as pombinhas na Pra&amp;ccedil;a San Marco, se perca no labirinto de ruas sem xingar, crie calo no p&amp;eacute; de tanto andar e se deite na cama do seu hotel &amp;agrave; noite com um livro sobre Veneza ou sobre alguns de seus ilustres residentes nas m&amp;atilde;os. 

...Quando entrar no barco Allilaguna que te levar&amp;aacute; at&amp;eacute; o aeroporto de volta, n&amp;atilde;o ter&amp;aacute; se arrependido de nada porque voc&amp;ecirc; saber&amp;aacute; que viu, sentiu e inalou Veneza da forma correta, sem correrias, sem pressa, sem desinteresse hist&amp;oacute;rico ou social. 


Ap&amp;oacute;s uma estada de valor na aben&amp;ccedil;oada La Seren&amp;iacute;ssima, qualquer pessoa se dar&amp;aacute; conta que gra&amp;ccedil;as a Deus nem tudo &amp;eacute; aquilo que aparece nas fotos e nos notici&amp;aacute;rios. 


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/HIOfY678ivE" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/la-serenissima-x-la-stressissima.php#unique-entry-id-115</feedburner:origLink></item><item><title>Transmissão das Olimpíadas</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/lzUz2sZ2Rh0/transmissao-das-olimpiadas.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 15 Aug 2008 21:46:14 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/transmissao-das-olimpiadas.php#unique-entry-id-113</guid><description>As olimp&amp;iacute;adas mal come&amp;ccedil;aram, eu sei, mas alguns pa&amp;iacute;ses j&amp;aacute; est&amp;atilde;o honrando seu her&amp;oacute;is como por exemplo a Cor&amp;eacute;ia do Sul.


Composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de m&amp;uacute;sicas j&amp;aacute; est&amp;atilde;o sendo feitas, quantias de dinheiro j&amp;aacute; est&amp;atilde;o sendo colocadas de lado &amp;ndash; uma esp&amp;eacute;cie de gratid&amp;atilde;o eterna do governo para com os esportistas que trazerem medalhas de ouro para casa, p&amp;ocirc;steres e pinturas &amp;agrave; &amp;oacute;leo j&amp;aacute; est&amp;atilde;o sendo encomendadas e as imagens das respectivas vit&amp;oacute;rias se repetem e repetem e repetem e repetem na TV e na internet.


Juro que apesar de ser brasileira e ter um marido europeu, eu tamb&amp;eacute;m fico feliz por cada medalha que a Cor&amp;eacute;ia do Sul consegue pelo pa&amp;iacute;s estar nos acolhendo t&amp;atilde;o bem, mas repetir eventos das olimp&amp;iacute;adas a cada 30 segundos na TV &amp;eacute; demais.   Achei que estando aqui em Seul acompanharia as olimp&amp;iacute;adas ao vivo sem ter que acordar de madrugada para tal, mas que nada!   A TV coreana s&amp;oacute; transmite eventos esportivos se algum coreano estiver participando e mesmo quando o programa ainda n&amp;atilde;o terminou mas o coreano acabou sendo desclassificado, a TV prefere colocar replays dos momentos de ouro ao inv&amp;eacute;s de mostrar o restante da &amp;ldquo;luta&amp;rdquo; dos outros esportistas ao tentarem suas respectivas sortes.   Ao meu ver, isso s&amp;oacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; falta de respeito para com o telespectador independentemente para quem estamos torcendo, mas para com os esportistas do mundo inteiro tamb&amp;eacute;m.


A cr&amp;iacute;tica foi pesada em cima do controle da internet na China, mas se n&amp;atilde;o houvesse internet, n&amp;oacute;s estrangeiros residentes por aqui n&amp;atilde;o saber&amp;iacute;amos dizer em que p&amp;eacute; est&amp;atilde;o as medalhas para nossos esportistas. 

...Contudo devo dizer que ainda assim conseguimos vibrar com cenas comoventes de algumas vit&amp;oacute;rias e mais comoventes ainda com cenas de diversas derrotas.   &amp;Eacute; humano e humilde chorar e gritar de raiva, de dor, de decep&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando ap&amp;oacute;s terem se preparado tanto para aquele &amp;uacute;nico instante, os atletas n&amp;atilde;o conseguem atingir suas metas.   Por isso tiro meu chap&amp;eacute;u para os her&amp;oacute;is das olimp&amp;iacute;adas e talvez ainda mais para aqueles que conseguiram participar dela, colecionando est&amp;oacute;rias para contar at&amp;eacute; para seus futuros  tataranetos.


Mas para a difus&amp;atilde;o televisiva dos jogos aqui na Cor&amp;eacute;ia do Sul, aqui vai uma grande vaia: BUUHHHHHHH!

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/lzUz2sZ2Rh0" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/transmissao-das-olimpiadas.php#unique-entry-id-113</feedburner:origLink></item><item><title>Paris sem stress</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/nCL3RXVIgbM/paris-sem-stress.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 15 Aug 2008 21:41:15 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/paris-sem-stress.php#unique-entry-id-112</guid><description>Voc&amp;ecirc; chega na cidade-luz cheio de expectativas, com imagens prontas na cabe&amp;ccedil;a e certo de que j&amp;aacute; conhece-a sem mesmo ter colocado os p&amp;eacute;s nela antes.


Da&amp;iacute; o taxista se recusa a te levar de A a B s&amp;oacute; porque tem bagagem, o gar&amp;ccedil;on daquele Caf&amp;eacute; de rua mal olha na sua cara e ainda demora para trazer a conta, o sobe-e-desce de escada nos metr&amp;ocirc;s dificulta a vida de m&amp;atilde;es com carrinhos de beb&amp;ecirc;s, de idosos ou de paral&amp;iacute;ticos, sem contar a dificuldade de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a maioria tem por n&amp;atilde;o falar Franc&amp;ecirc;s, xingando os parisienses por eles n&amp;atilde;o desejarem falar um outro idioma em sua pr&amp;oacute;pria cidade.


...Voc&amp;ecirc; se pergunta: - Ser&amp;aacute; que conseguirei &amp;ldquo;sobrevoar&amp;rdquo; em t&amp;atilde;o pouco tempo o Louvre, o d&amp;rsquo;Orsay, o Picasso, o Delacroix, o Centro Pompidou, o Espa&amp;ccedil;o Dal&amp;iacute;, o Carnavalet e as casas de Victor Hugo e Balzac, por exemplo?   Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o posso deixar de passar pela Champs Elys&amp;eacute;es e subir no teto do Arco do Triunfo, esperar na fila para entrar nas catedrais de Sacr&amp;eacute; C&amp;oelig;ur e Notre Dame e passear nem que seja por cinco minutos na Rua do Rivoli, Pra&amp;ccedil;a Vend&amp;ocirc;me e pelo Jardim de Tuileries... 

...Sem contar que com a m&amp;aacute;quina digital em uma m&amp;atilde;o e a filmadora na outra, voc&amp;ecirc; mal consegue ver as coisas por outra perspectiva, a olhos nus, j&amp;aacute; que a realidade &amp;eacute; sempre diferente por detr&amp;aacute;s das c&amp;acirc;meras.


Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o gostaria no fim de ter simplesmente se sentado em algum Caf&amp;eacute; da Rua St. ...  N&amp;atilde;o gostaria de ter visitado uma exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o passageira do Instituto do Mundo &amp;Aacute;rabe ou de ter enfim olhado com calma a quase vazia asa Richelieu do Louvre sem estar cansado e de saco cheio por ter passado longas horas no meio da multid&amp;atilde;o na asa Denon s&amp;oacute; atr&amp;aacute;s da Mona Lisa e da V&amp;ecirc;nus de Milo?   E quem sabe ainda ter tido tempo para assistir um espet&amp;aacute;culo na &amp;Oacute;pera Garnier ou uma pe&amp;ccedil;a na Com&amp;eacute;dia Francesa?   Ou talvez de ter podido andar de roda-gigante do Jardim de Tuileries &amp;agrave;s dez da noite com a cidade aos seus p&amp;eacute;s?   Sim, andar livre, leve e solto por Paris sem ter que ir aqui e ali por obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o ter que subir no topo da Torre Eiffel ou nem mesmo precisar tirar foto de tudo?


Eu sei o qu&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil isso parece ser para algu&amp;eacute;m que est&amp;aacute; conhecendo Paris pela primeira vez, mas para curtir essa cidade para valer, como um parisiense a curte, sem stress e sem correria, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio voltar para l&amp;aacute; no m&amp;iacute;nimo umas tr&amp;ecirc;s vezes, porque da&amp;iacute; sim voc&amp;ecirc; provavelmente n&amp;atilde;o desejar&amp;aacute; mais viver em nenhum outro canto da Terra e poder&amp;aacute; at&amp;eacute; passar a esnobar os turistas de primeira viagem, como os nativos fazem.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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...Viu os filhos se formarem e se casarem e ao completar 58 anos disse aos seus colegas que ele havia praticamente alcan&amp;ccedil;ado tudo que havia almejado na vida. ...  Seus filhos continuaram a viver cada vez mais as suas realidades e visitar os pais em cada sagrado fim de semana passou a ser secund&amp;aacute;rio. ...  Tem isso a ver com o ilus&amp;oacute;rio desapego dos filhos, ou dos sonhos que deixei de correr atr&amp;aacute;s na juventude, ou talvez ainda do fato que muito provavelmente n&amp;atilde;o viverei mais que 30 anos a partir de agora?


...Chegava em casa &amp;agrave; noite exausta, mas sempre com o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o leve, tendo a certeza de que marginalizar sua vida pessoal em nome de uma causa maior valia a pena e que mais cedo ou mais tarde ela eventualmente encontraria sua outra cara-metade. 

...Sem dinheiro e sem moral ele fugiu de casa com alguns aparelhos dom&amp;eacute;sticos dos pais para trocar por mais drogas e ao chegar no abrigo daqueles de sua mesma &amp;ldquo;esp&amp;eacute;cie&amp;rdquo;, levou uma rasteira quando o chefe da tribo decidiu de repente que ali n&amp;atilde;o havia mais lugar para ningu&amp;eacute;m, s&amp;oacute; para assim poder dar conta daquela princesinha que achava ser a namorada do rejeitado.   Sem fazer parte de uma tribo de rua, o menino logo pereceria e ele naquele momento ele n&amp;atilde;o conseguiu ver o outro caminho que tamb&amp;eacute;m tinha pela frente. 


...Mas aquilo que ela n&amp;atilde;o tinha era a coisa mais preciosa de todas e que mais lhe faltava no cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: o tempo indeterminado (nem que fosse aos fins de semana) dos seus pais, que sempre pareciam ter algo mais importante a fazer do que ler uma historinha de gibi para a garota.   Aos 7 anos a menina se pergunta se quer mesmo virar adulta um dia, porque viver como seus pais vivem ela n&amp;atilde;o desejaria nem mesmo para a vizinha que sempre arranca os cabelos de sua boneca preferida. 


...Porque a vis&amp;atilde;o de mundo que eles tem no momento &amp;eacute; a &amp;uacute;nica que importa por mas que digamos que as coisas n&amp;atilde;o sejam t&amp;atilde;o assim ou assado. 


...O bom &amp;eacute; que ela poder&amp;aacute; voltar ou passar a ver o sol sorrindo, os patos conversando e os ventos viajando, mas o dif&amp;iacute;cil &amp;eacute; que ela ter&amp;aacute; que fazer isso sozinha, por mais cruel que isso possa parecer.


...Procurar por atividades in&amp;eacute;ditas, visitar um lugar que n&amp;atilde;o fazia parte da lista dos sonhos, ou simplesmente construir um muro de vidro que os separa das coisas que tanto os aborrecem podem dar uma nova raz&amp;atilde;o de ser e de estar, e quem sabe aquele pescador que nunca deixou sua prainha no interior do nordeste n&amp;atilde;o revele os sussurros dos peixes que sempre o fizeram voltar para o mar no dia seguinte.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/qYse6vFoP_M" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/coincidencias.php#unique-entry-id-111</feedburner:origLink></item><item><title>Como enganar o bafômetro</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/hf0P-eWoFV0/como-enganar-o-bafometro.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Tue, 29 Jul 2008 05:45:32 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/como-enganar-o-bafometro.php#unique-entry-id-110</guid><description>Bebo &amp;aacute;lcool moderadamente e fumo um charuto de vez em quando, mas posso falar de cabe&amp;ccedil;a erguida que jamais coloquei a vida de outra pessoa em risco. 


...N&amp;atilde;o digo isso por desejar leitores fi&amp;eacute;is e sem opini&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria, mas sim porque acredito que aquele que discorda das medidas da &amp;ldquo;lei seca do volante&amp;rdquo; n&amp;atilde;o deve ser uma pessoa de bem mesmo e esses n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o bem-vindos a mergulharem nos meus pensamentos cotidianos.


O que me tira do s&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os e-mails em si, mas aquilo que est&amp;aacute; por detr&amp;aacute;s deles. 

...Quando penso que algu&amp;eacute;m que muito amo poderia morrer num acidente causado por um b&amp;ecirc;bado irrespons&amp;aacute;vel (daquele que nunca se importou com os outros mesmo) ou azarado (daquele que s&amp;oacute; bebeu para comemorar seu diploma da faculdade), sinto meu sangue esquentar e subir &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a.


...Sim, na R&amp;uacute;ssia, um pa&amp;iacute;s onde o alcoolismo seja talvez o problema mais s&amp;eacute;rio de todos - coisa que Gorbatchev j&amp;aacute; dizia no seu auge... 

...Ainda sobre a quest&amp;atilde;o, existem dois tipos de ignorantes: aquele que nunca aprendeu porque n&amp;atilde;o teve como, e aquele outro que mesmo com toda a chance do mundo nas m&amp;atilde;os, decidiu fechar os olhos e os ouvidos. 

...At&amp;eacute; de desertora por eu bater palmas para a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alem&amp;atilde;es e at&amp;eacute; dos russos por exemplo, no que diz respeito &amp;agrave; combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;aacute;lcool e dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 


O que o brasileiro preocupado com as novas medidas precisa entender, &amp;eacute; que s&amp;oacute;brio ele n&amp;atilde;o perder&amp;aacute; aquele calor interno que s&amp;oacute; ele tem quando participa de um jantar ou de uma festa sem beber uma gota de &amp;aacute;lcool. 

...Andam de metr&amp;ocirc;, contratam um motorista particular, pegam um t&amp;aacute;xi ou combinam com a esposa, com o marido ou com os amigos quem ser&amp;aacute; naquela noite ou dia em quest&amp;atilde;o que vai dirigir &amp;ndash; tipo o esquema: &amp;ldquo;hoje eu bebo e amanh&amp;atilde; voc&amp;ecirc; bebe&amp;rdquo;.    Garanto que o consumo de weizen bier, de vodca e nem de soju diminuiu, mas por outro lado a taxa de mortalidade e de desgra&amp;ccedil;as que seguem um acidente ca&amp;iacute;ram com certeza. 


...Li&amp;ccedil;&amp;atilde;o de moral ou n&amp;atilde;o, disse o que achei que deveria dizer e isso me basta j&amp;aacute; que essa liberdade ningu&amp;eacute;m me tira.

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/hf0P-eWoFV0" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/como-enganar-o-bafometro.php#unique-entry-id-110</feedburner:origLink></item><item><title>32 Primaveras, Verões, Outonos e Invernos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/oixNm-5YUgs/primaveras-veroes-outonos-e-invernos.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 26 Jul 2008 00:15:22 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/primaveras-veroes-outonos-e-invernos.php#unique-entry-id-109</guid><description>Na semana que passou completei 32 invernos/ver&amp;otilde;es, de acordo com o posicionamento global do meu leitor.   A partir de uma certa idade, uma mulher n&amp;atilde;o se olha s&amp;oacute; no espelho contando quantas celulites, estrias, vazinhos e rugas acumulou at&amp;eacute; a presente data, mas por incr&amp;iacute;vel que pare&amp;ccedil;a, ela tamb&amp;eacute;m se pergunta o que foi que alcan&amp;ccedil;ou na vida.


...Sim, o n&amp;uacute;mero 32 n&amp;atilde;o &amp;eacute; de fato um dos piores, mas a cada ano que ganho, perco um ano. ...  S&amp;oacute; escrevi tr&amp;ecirc;s livros, aprendi algumas l&amp;iacute;nguas estrangeiras, casei-me, coloquei com amor um filho no mundo, comprei um cachorro, rodei entre v&amp;aacute;rios povos e residi em alguns pa&amp;iacute;ses nem t&amp;atilde;o populares assim.


&amp;ndash; E voc&amp;ecirc; acha isso pouco para algu&amp;eacute;m da sua idade? &amp;ndash; pergunta abismado esse mesmo conhecido.


Pode at&amp;eacute; n&amp;atilde;o parecer pouco, mas no fim nunca achamos grande o feito que j&amp;aacute; alcan&amp;ccedil;amos. 

...Ora, de tudo mais um pouco, inclusive mais paz de esp&amp;iacute;rito, mais sabedoria, mais auto-confian&amp;ccedil;a e mais for&amp;ccedil;a interior... 

...Que neste meu caminho eu continue a crescer e a me evoluir da forma como o meu pr&amp;oacute;prio esp&amp;iacute;rito escolheu antes de descer na Terra... 


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...Veit: Mozart e Catarina, A P&amp;eacute;rola da Ar&amp;aacute;bia, A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui


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...Aqueles que est&amp;atilde;o acompanhando as not&amp;iacute;cias da regi&amp;atilde;o, provavelmente se perguntam se a rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos coreanos em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a retomada da importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das carnes norte-americanas n&amp;atilde;o est&amp;aacute; sendo exagerada por conta dos protestos, alguns deles at&amp;eacute; violentos, que est&amp;atilde;o se desenrolando pelas ruas de Seul. 

...Ele tem uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o profunda com o orgulho coreano, um povo que apesar de ser um dos mais homog&amp;ecirc;neos do mundo, sempre teve que defender sua cultura, sua hist&amp;oacute;ria e seu territ&amp;oacute;rio dos seus amea&amp;ccedil;adores vizinhos atrav&amp;eacute;s de batalhas sang&amp;uuml;entas ou intelectuais, nas quais ele prova para o restante do mundo que tem o direito de existir.


...Mas ent&amp;atilde;o o que eu tenho a ver com isso, j&amp;aacute; que n&amp;atilde;o sou casada com coreano e nem vivo numa cidadezinha no alto de uma montanha com cidad&amp;atilde;os que nunca viram um estrangeiro na vida?


...Por&amp;eacute;m n&amp;atilde;o se confundam: afirmei h&amp;aacute; pouco que sempre me senti bem na Cor&amp;eacute;ia, que sempre fui bem tratada, mas isso mudou desde que os coreanos tomaram as ruas em protesto. 

...Lembro-me que quando cheguei na Cor&amp;eacute;ia perguntei a um motorista de t&amp;aacute;xi como ele sentia com a presen&amp;ccedil;a militar norte-americana bem no seio da capital.   Sem demonstrar emo&amp;ccedil;&amp;atilde;o nenhuma ele me disse que gostar ou n&amp;atilde;o dos americanos era indiferente, porque a presen&amp;ccedil;a militar ainda era importante, se n&amp;atilde;o essencial para a paz na pen&amp;iacute;nsula, mesmo a Cor&amp;eacute;ia do Norte hoje tentando amaciar o tom na fala e sair da lista do eixo do mal...


...Hoje quando saio na rua, os coreanos n&amp;atilde;o podem dizer ao certo de qual pa&amp;iacute;s eu venho e por isso logo imaginam que seja norte-americana por eu falar Ingl&amp;ecirc;s fluentemente.   Resultado: atualmente posso contar no dedo os sorrisos de estranhos em minha dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas j&amp;aacute; perdi a conta dos servi&amp;ccedil;os secos e apressados e at&amp;eacute; uma falta de paci&amp;ecirc;ncia e de interesse na voz deles &amp;ndash; parecido como era ( ou ainda &amp;eacute; ) na R&amp;uacute;ssia.


...Logo quando cheguei, tive a impress&amp;atilde;o que eu e minha fam&amp;iacute;lia &amp;eacute;ramos fitados como se fossemos extra-terrestres, mas com o passar do tempo eles pararam de nos admirar/secar/observar, ou ser&amp;aacute; n&amp;oacute;s que acabamos mesmo nos acostumando com isso?


...Somente agora eles est&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ando a colocar esses sentimentos para fora com cuidado, coisa que o restante do mundo at&amp;eacute; j&amp;aacute; criou calo na l&amp;iacute;ngua de sempre se repetir sobre, entre outros assuntos, a falta de respeito dos americanos em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos outros pa&amp;iacute;ses do mundo e em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao meio-ambiente.


Com essa nova onda anti-americana em solo coreano, aquele expatriado ou turista de qualquer parte do mundo que fale Ingl&amp;ecirc;s, que n&amp;atilde;o tenha olho rasgado e que converse com nativos na rua que por sua vez n&amp;atilde;o mant&amp;eacute;m rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es pessoais alguma com estrangeiros, ir&amp;aacute; sentir na pele o que muitos norte-americanos j&amp;aacute; se acostumaram a sentir: uma profunda antipatia.&lt;div class="feedflare"&gt;
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...Tenho certeza que voc&amp;ecirc;, como eu, n&amp;atilde;o se conforma com pouco e uma pergunta s&amp;oacute; jamais satisfaria a nossa sede de saber. 


Desenvolvendo meu pensamento, liguei os pontos de uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que havia vivido no dia anterior e me dei conta que a sociedade quer mesmo simplificar as coisas, transformar algo grande em pequeno.  


...Acho que dever&amp;iacute;amos aprender mais l&amp;iacute;nguas estrangeiras, mas tamb&amp;eacute;m que um idioma mundial fosse obrigat&amp;oacute;rio em todas as escolas, porque por mais que Ingl&amp;ecirc;s seja &amp;oacute;bvio nas Am&amp;eacute;ricas e na Europa, n&amp;atilde;o &amp;eacute; t&amp;atilde;o &amp;oacute;bvio na &amp;Aacute;frica e Oriente M&amp;eacute;dio onde o &amp;Aacute;rabe predomina, na Eur&amp;aacute;sia onde o Russo comanda e na &amp;Aacute;sia onde o Japon&amp;ecirc;s anda na frente.


Mas unifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial de lado, penso nos sub-grupos da sociedade, o que faz de trinta ou cem mulheres, homens ou crian&amp;ccedil;as por exemplo, uma identidade s&amp;oacute;. 

...N&amp;atilde;o fa&amp;ccedil;o parte do grupo das inglesas e nem das alem&amp;atilde;s porque eu n&amp;atilde;o possuo o mesmo passaporte que elas.   N&amp;atilde;o fa&amp;ccedil;o parte do grupo das m&amp;atilde;es da escola porque n&amp;atilde;o jogo meu tempo fora com cafezinho enquanto meu filho tem aula. 

...Existe talvez somente tr&amp;ecirc;s t&amp;iacute;tulos que aceite com toda a verdade do meu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: sou m&amp;atilde;e, sou megalopense e sou um indiv&amp;iacute;duo &amp;uacute;nico.


Mas mesmo o indiv&amp;iacute;duo &amp;uacute;nico pode ser complicado: sem d&amp;uacute;vida n&amp;atilde;o h&amp;aacute; ningu&amp;eacute;m neste planeta como eu, mas eu n&amp;atilde;o sou a &amp;uacute;nica pessoa que pensa assim.   Mesmo o meu indiv&amp;iacute;duo &amp;eacute; dividido em v&amp;aacute;rios conforme os meus sentimentos moment&amp;acirc;neos,  a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lua e a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em si.


...Por essa e outras coisas seria imposs&amp;iacute;vel fazer uma &amp;uacute;nica pergunta para Deus e me enquadrar em somente um denominado grupo de pessoas da sociedade. 


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/dd6FWnTeWTc" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/um-e-varios-varios-e-um.php#unique-entry-id-107</feedburner:origLink></item><item><title>No worries!</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/tdMDfa-8D1c/no-worries.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 08 Jun 2008 01:43:07 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/no-worries.php#unique-entry-id-106</guid><description>Mas de volta ao didgeridoo, j&amp;aacute; havia escutado o som desse &amp;uacute;nico e fascinante instrumento de sopro pela primeira vez no centro da cidade de Stuttgart h&amp;aacute; muitos anos, mas somente h&amp;aacute; poucos dias foi quando fui tocada pela for&amp;ccedil;a de seu som profundo que literalmente atravessou meu corpo enquanto eu atravessava o Circular Quay sentido a Opera House.   Um abor&amp;iacute;gene, pintado e &amp;ldquo;fantasiado&amp;rdquo; como tal, tocava o didgee sentado na rua com um acompanhamento de m&amp;uacute;sica techno, enquanto seu colega mais branco de pele, com uma barbicha branca que chegava aos seu peito e chap&amp;eacute;u de &amp;ldquo;Crocodile Dundee&amp;rdquo;, cuidava das moedas de d&amp;oacute;lares australianos que os amantes da arte ind&amp;iacute;gena local deixavam no cesto no ch&amp;atilde;o.


...Posso dizer que matei dois (ou tr&amp;ecirc;s) coelhos com uma paulada s&amp;oacute;: levei n&amp;atilde;o s&amp;oacute; o instrumento de um metro e meio de altura (com a esperan&amp;ccedil;a de toc&amp;aacute;-lo decentemente um dia), mas tamb&amp;eacute;m a arte da pintura de pontinhos abor&amp;iacute;gene sobre ele, e acima de tudo um souvenir daqueles...


...Bem antes de embarcar fiquei um pouco desconfiada com os australianos por conta da dificuldade que foi para meu visto ser liberado, mas agora entendo o motivo de tanta explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria na embaixada: aquele que chega na Austr&amp;aacute;lia n&amp;atilde;o deseja nunca mais ter que sair dela, nem pessoas de alma cigana como eu.


...Sempre achei que para um pa&amp;iacute;s funcionar ele deveria ter leis severas como &amp;eacute; o caso de Cingapura, mas na Austr&amp;aacute;lia isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio. 


Todas minhas experi&amp;ecirc;ncias nesse gigantesco pa&amp;iacute;s foram positivas, inclusive o mar bravo que enfrentei de dentro de um barquinho min&amp;uacute;sculo no meio do oceano nas ilhas Whitsundays, na Grande Barreira dos Corais.


Mas independentemente daquilo que tenha visto no pa&amp;iacute;s, o que mais me impressionou foi mesmo a cidade de Sydney &amp;ndash; o que n&amp;atilde;o poderia ser diferente, pelo fato de ser uma megalopense de carteirinha. ...  Fil&amp;eacute;s &amp;agrave; parmeggiana, peixes frescos, massas deliciosas e bem temperadas, excelentes vinhos, sucos naturais de frutas que n&amp;atilde;o se encontram na &amp;Aacute;sia nem em mercados de elite, sorvetes leves, chocolates de sabor intenso, tortinhas doces e salgadas, guaran&amp;aacute; importado, ah, &amp;eacute; melhor eu parar por aqui... 


Por mais que o pa&amp;iacute;s hoje ainda tenha muito o que melhorar, como levar mais &amp;agrave; s&amp;eacute;rio ainda as injusti&amp;ccedil;as cometidas com os abor&amp;iacute;genes ao longo de sua hist&amp;oacute;ria, s&amp;oacute; posso tirar o chap&amp;eacute;u para a Austr&amp;aacute;lia. 


Esse pa&amp;iacute;s come&amp;ccedil;ou a se desenvolver - como n&amp;oacute;s entendemos a palavra desenvolvimento - com a chegada de criminosos ingleses (nada de assassinos, mas sim bandidinhos de p&amp;atilde;o e galinha na rua), marinheiros e oficiais ( e todas as respectivas fam&amp;iacute;lias) que contaram 1373 no total dos que sobreviveram a viagem que durou nove meses (passando pelo Rio de Janeiro inclusive) e terminou em 26 de janeiro de 1788 em Sydney.


Para aqueles que se interessam mais pela hist&amp;oacute;ria, que comprem um livro &amp;agrave; respeito ou melhor ainda, visitem a Austr&amp;aacute;lia, come&amp;ccedil;ando pelo Sydney Museum na Bridge Street. 

...Agora de volta &amp;agrave; minha rotina em Seul, vou levando meu dia-a-dia com m&amp;uacute;sica do didgee de fundo at&amp;eacute;  embarcar no pr&amp;oacute;ximo avi&amp;atilde;o, de prefer&amp;ecirc;ncia de volta para a Austr&amp;aacute;lia...&lt;div class="feedflare"&gt;
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Sentimos pelas v&amp;iacute;timas, nos emocionamos com as hist&amp;oacute;rias dos sobreviventes, choramos por dentro, nos revoltamos com os lentos processos de ajuda e na hora H, quando poder&amp;iacute;amos nos tornar um n&amp;uacute;mero a mais das boas almas em miss&amp;atilde;o na Terra, resolvemos virar o rosto para o outro lado.


Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; para apontar dedos que resolvi escrever esse texto hoje, mesmo porque acho que eu tamb&amp;eacute;m poderia estar fazendo mais pela humanidade.   No entanto, deveres sociais e espirituais &amp;agrave; parte, me pergunto como a m&amp;atilde;e de uma crian&amp;ccedil;a v&amp;iacute;tima de terremoto, soterrada por tijolos numa cidadezinha chinesa por exemplo, se sente agora. 


...Com receio de culpar uma &amp;ldquo;For&amp;ccedil;a Maior&amp;rdquo; por ter recolhido a crian&amp;ccedil;a de volta para si, a tal m&amp;atilde;e ent&amp;atilde;o culpa a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o vagabunda do pr&amp;eacute;dio escolar e culpa a falta de aviso dos cientistas que &amp;ldquo;devem&amp;rdquo; possuir uma m&amp;aacute;quina milagrosa que diz com exatid&amp;atilde;o quando o pr&amp;oacute;ximo terremoto vai causar estragos.   Ela tamb&amp;eacute;m culpa o trabalho lerdo das equipes de resgate, culpa a noite, culpa a chuva, culpa o sol, se culpa por n&amp;atilde;o ter sentido nada de extra-sensorial antes de ter deixado a crian&amp;ccedil;a sair de casa pela manh&amp;atilde;, j&amp;aacute; que esse &amp;ldquo;&amp;eacute;&amp;rdquo; um dever de m&amp;atilde;e, o de ser vidente no que diz respeito aos filhos. 


E sem saber o que mais poderia culpar, a m&amp;atilde;e culpa os sinais ignorados que os animais e que a natureza deram em abund&amp;acirc;ncia pouco antes da trag&amp;eacute;dia ocorrer: onda de sapos invadindo sem preced&amp;ecirc;ncia uma cidade da regi&amp;atilde;o abalada, lago quase seco em quest&amp;atilde;o de dias, elefantes recuando (como foi o caso dos que levavam turistas para passear nas praias de Phuket minutos antes do Tsunami de 2004), uma energia estranha no ar, um mau pressentimento, um sonho, uma frase de um filme qualquer que sem motivo aparente n&amp;atilde;o sai da cabe&amp;ccedil;a, enfim, exemplos aqui s&amp;atilde;o quase infinitos. 


...Ou talvez correr ao mercado e comprar gal&amp;otilde;es de &amp;aacute;gua pot&amp;aacute;vel e comida enlatada de mont&amp;atilde;o por conta do comportamento estranho que seu cachorro ou gato tem tido ultimamente? 


...Mas eu pessoalmente prefiro confiar naquilo que meu umbigo me diz e at&amp;eacute; dar um eventual passo em falso do que me arrepender mais tarde.   Foi como aquela v&amp;iacute;tima de seq&amp;uuml;estro na &amp;Aacute;ustria que durou 8 anos contou: &amp;ldquo;segundo antes dele (o seq&amp;uuml;estrador) ter me pego com for&amp;ccedil;a, eu andava pela cal&amp;ccedil;ada e senti um sentimento estranho em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aquela van branca estacionada. 

...Seriamente acho que se lev&amp;aacute;ssemos os sinais, os avisos que n&amp;atilde;o podem ser explicados mais a s&amp;eacute;rio, talvez at&amp;eacute; poder&amp;iacute;amos evitar algumas trag&amp;eacute;dias. 


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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Exemplos temos de mont&amp;atilde;o: pais que engravidam, escravizam, vendem e mutilam as genit&amp;aacute;lias das pr&amp;oacute;prias filhas; adolescentes de 11 e 12 anos que abusam sexualmente de crian&amp;ccedil;as de pr&amp;eacute;-prim&amp;aacute;rio; homens velhos que maltratam suas jovens esposas de pa&amp;iacute;ses pobres por se acharem nos seus direitos; tr&amp;aacute;fico de mulheres feito n&amp;atilde;o s&amp;oacute; por criminosos mas financiados por homens distintos da alta sociedade; pedofilia na internet e na igreja cat&amp;oacute;lica; maltratos de m&amp;atilde;e e madrasta para com os filhos e por a&amp;iacute; afora.


...Ele sai s&amp;oacute; com mulher ou paga um adolescente drogado para lhe dar um bom trato no hemisf&amp;eacute;rio sul?   Procura na internet por cenas chocantes gravadas no &amp;aacute;pice do ato do horror como suic&amp;iacute;dios, assassinatos, etc? 


Posso eu confiar meu filho na casa daquele amiguinho da escola cujo pai &amp;eacute; desempregado e alco&amp;oacute;latra, ou na casa do outro coleguinha cuja m&amp;atilde;e tem um olhar falso e perturbador que n&amp;atilde;o corresponde com o resto da imagem que ela tenta vender?


Assusto e roubo a inoc&amp;ecirc;ncia de uma crian&amp;ccedil;a explicando para ela estar sempre atenta com doentes mentais andando livre por a&amp;iacute; ou dou um voto de confian&amp;ccedil;a para as maldades do mundo?


Abro minha vida para uma amiga que se corr&amp;oacute;i de inveja ou acabo guardando muitas tristezas e alegrias para mim mesmo?


...Por mais que tentemos enxergar o lado floril das coisas, as trevas conseguem nos cegar com mais freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia que gostar&amp;iacute;amos de admitir.   No entanto, os mais fortes ainda conseguem super&amp;aacute;-las respirando fundo o ar polu&amp;iacute;do como se ele fosse puro e agradecendo por n&amp;atilde;o ter sido baleado e nem raptado naquele assalto &amp;agrave; m&amp;atilde;o armada. 


At&amp;eacute; a pr&amp;oacute;xima reca&amp;iacute;da, que enxerguemos as cores vibrantes do mundo, mas sempre com lentes escuras de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

...&lt;BLINK&gt;Seu cap&amp;iacute;tulo gratuito do eBook &amp;ldquo;A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui&amp;rdquo; por Luciana B. 

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N&amp;oacute;s, megalopenses, n&amp;atilde;o temos receio de sair pelo mundo e nem de subir em um &amp;ocirc;nibus sem saber onde ele vai parar. ...  N&amp;oacute;s somos obrigados a lidar diariamente com in&amp;uacute;meros riscos que um morador de vilarejo nem tem em seu dicion&amp;aacute;rio e ainda os tiramos de letra.   N&amp;oacute;s somos criativos e tentamos tirar o melhor proveito de cada situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mesmo se isso for de dentro do carro parados num tr&amp;acirc;nsito que parece n&amp;atilde;o ter fim.


Erramos e acertamos, ca&amp;iacute;mos e nos levantamos, mas ainda ningu&amp;eacute;m parece se lembrar nessa selva de faces sem nomes. 

...Megalopenses entendem que n&amp;atilde;o pertencem somente &amp;agrave; uma cidade, por&amp;eacute;m a um complexo muito, mas muito maior que isso.   N&amp;oacute;s n&amp;atilde;o nos sentimos mal por estarmos desacompanhados para almo&amp;ccedil;armos, para jantarmos ou para irmos ao cinema por exemplo na sess&amp;atilde;o das nove da manh&amp;atilde; ou da meia-noite porque certamente n&amp;atilde;o seremos os primeiros, os &amp;uacute;ltimos e provavelmente nem os &amp;uacute;nicos a fazerem como tal.


Compreendemos e exercitamos com excel&amp;ecirc;ncia a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do anonimato, mas devo dizer que do mesmo jeito que vibramos com ele, uma vez ou outra lamentamos sua soberania.


Sei que cidad&amp;atilde;os de pequenas cidades vivem suas vidinhas assim ou assado e que se dizem felizes assim, mas por maior que seja meu respeito para com voc&amp;ecirc;s moradores de cidadezinhas insignificantes, a verdade &amp;eacute; que ningu&amp;eacute;m sabe se sentir mais vivo como um megalopense, dada sua capacidade de compreender atrav&amp;eacute;s de sua arte a alma dos problemas e solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de sua megal&amp;oacute;pole. 


O megalopense n&amp;atilde;o pertence &amp;agrave; uma cidade, por&amp;eacute;m a cidade e o mundo todo lhe pertencem.

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...Bom, a categoria dos turistas medrosos enquadra estudantes menores de 18 anos que partem em excurs&amp;atilde;o escolar, velhinhas e velhinhos que sofrem de dor nas pernas e j&amp;aacute; n&amp;atilde;o podem bater uma cidade &amp;agrave; p&amp;eacute;.   Ela tamb&amp;eacute;m enquadra os medrosos mesmo, esses que n&amp;atilde;o tem motivo algum para partirem em excurs&amp;atilde;o e mesmo assim o fazem (talvez pelo fato de n&amp;atilde;o dominarem nenhum idioma estrangeiro - se tratando do exterior). 


A vantagem desse grupo &amp;eacute; que as m&amp;aacute;s-surpresas ao longo da viagem n&amp;atilde;o minimalizadas e eles n&amp;atilde;o precisam de preocupar com nenhum tipo de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nem mesmo na escolha do local onde ir&amp;atilde;o jantar (e comida e bebida que ir&amp;atilde;o experimentar), mas somente em seguir a programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o feita e estudada por terceiros. 


...Que raio de turista &amp;eacute; esse que s&amp;oacute; se interessa em tirar foto na frente de grandes patrim&amp;ocirc;nios mundiais, fazer compra de souvenires de pl&amp;aacute;stico, sem se importar como anda a sociedade atual desse lugar e no que ele se transformou ao longo dos anos e s&amp;eacute;culos, mesmo em lugares como as ilhas Maldivas que aparentemente n&amp;atilde;o possuem cultura alguma.


E tem mais ainda: por mais que amemos nossa terra natal, n&amp;atilde;o dever&amp;iacute;amos fechar os olhos para o fato de que existem outras belezas, talvez ainda muito mais bonitas que as nossas pelo globo afora.   Mas ainda assim esse tipo de turista volta para casa dizendo que n&amp;atilde;o h&amp;aacute; lugar mais lindo no planeta do que o seu pr&amp;oacute;prio bairro.


J&amp;aacute; a categoria dos desorganizados &amp;eacute; assim: eles confiam 100% no fechamento do pacote de transporte mais acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ag&amp;ecirc;ncia de viagem, mas n&amp;atilde;o gostam de excurs&amp;otilde;es. ...  N&amp;atilde;o compram guias de viagem com anteced&amp;ecirc;ncia e no dia seguinte ap&amp;oacute;s o caf&amp;eacute; da manh&amp;atilde; &amp;agrave;s onze horas j&amp;aacute; no local por eles escolhido, &amp;eacute; que resolvem o que ir&amp;atilde;o fazer: andar por a&amp;iacute; com um mapinha na m&amp;atilde;o s&amp;oacute; para acharem o hotel na volta.


N&amp;atilde;o sabem dizer quais s&amp;atilde;o os pontos imperd&amp;iacute;veis da cidade e nem o nome dos patrim&amp;ocirc;nios, mas sabem dar a dica de um restaurantezinho bacana que faz uma comida caseira e barata que descobriram por acaso.


...Prepara no computador com aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o os detalhes do decorrer de cada dia: quantos minutos para cada museu, qual o prato regional pedir&amp;aacute; no almo&amp;ccedil;o e os itens que n&amp;atilde;o pode deixar de comprar, como por exemplo rede de renda de Natal ou cristal da Bo&amp;ecirc;mia. 

...Agora sua desvantagem &amp;eacute; de n&amp;atilde;o ter relaxado nas merecidas f&amp;eacute;rias, de talvez n&amp;atilde;o ter perdido 30 preciosos minutos do seu dia em um Caf&amp;eacute; de rua s&amp;oacute; observando as pessoas indo e vindo, inalando assim a alma da cidade.&lt;div class="feedflare"&gt;
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E voc&amp;ecirc;s tamb&amp;eacute;m acham que o t&amp;iacute;tulo de Rainha do Lar, &amp;ldquo;Rabat el Beit&amp;rdquo; do &amp;Aacute;rabe, seja merecido?


Ningu&amp;eacute;m discorda que cuidar da casa, dos filhos e do marido seja um trabalho duro, no entanto quantas pessoas se d&amp;atilde;o conta que o trabalho da dita cuja vai de bra&amp;ccedil;al a psicol&amp;oacute;gico, com expertise at&amp;eacute; no departamento financeiro? 


Est&amp;aacute; certo que muitas dessas rainhas sem coroas realmente n&amp;atilde;o possuam outros talentos que possam ser explorados, mas ainda sim elas continuam nos seus direitos de n&amp;atilde;o serem eternamente a alma da morada, o pilar dos filhos e a sombra dos maridos.


Algumas estudaram nas salas das mais ou menos renomadas universidades, enquanto outras estudaram com a vida.   Mas o que os dois tipos de mulheres tem em comum, &amp;eacute; que elas n&amp;atilde;o s&amp;oacute; tem o direito, mas tem tamb&amp;eacute;m o dever de perseguirem seus sonhos mesmo com os filhos debaixo dos bra&amp;ccedil;os, j&amp;aacute; que dizer que eles impedem que seus desejos sejam realizados seria pura covardia.


Hoje estou sentada na varanda de um dos clubes de golf mais exclusivos do mundo, o &amp;ldquo;Nine Bridges&amp;rdquo; na ilha de Jeju-do, Cor&amp;eacute;ia do Sul, sorrindo e cumprimentando as pessoas que passam por mim, mas poucos deles levam em conta que eu tamb&amp;eacute;m tenha meus pr&amp;oacute;prios interesses e talentos, ao inv&amp;eacute;s de estar unicamente acompanhando meu marido nessa curta viagem &amp;agrave; neg&amp;oacute;cios. 


...N&amp;atilde;o, a culpa ser&amp;aacute; unicamente minha enquanto n&amp;atilde;o me levantar e mostrar ao mundo que sou muito mais do que uma sombra sem alma e sem voz, por mais que alguns achem que pessoas que falam de si mesmo sejam chatas e insuport&amp;aacute;veis.


Cada mulher, por mais prisioneira que possa se sentir com seus altos e baixos deveria se olhar no espelho com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia e dizer:


...Agora para aqueles que gostaram da musiquinha acima, mas n&amp;atilde;o gostaram do texto abaixo dela, esses est&amp;atilde;o convidados a mudarem de p&amp;aacute;gina e a n&amp;atilde;o voltarem mais.

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/Hhb3StXAPD8" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/rainha-do-lar-rabat-el-beit.php#unique-entry-id-101</feedburner:origLink></item><item><title>Primavera Florescente</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/CBQflBgqLdc/primavera-florescente.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 06 Apr 2008 03:13:36 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/primavera-florescente.php#unique-entry-id-100</guid><description>Mas como vivo na Cor&amp;eacute;ia, falarei do esp&amp;iacute;rito que anda reinando pela cidade de Seul.


...As &amp;aacute;rvores coloridas ao inv&amp;eacute;s de verdes, florescem brancas, amarelas, roxas e a mais bela de todas, a cerejeira, com suas flores rosa-claro, reina no topo da aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mais rom&amp;acirc;nticos e amantes da natureza. 


Turistas do mundo todo se aglomeram para deixar seus queixos ca&amp;iacute;rem na milha da cerejeira sul-coreana, que come&amp;ccedil;a no Building 63 (pr&amp;eacute;dio mais alto do pa&amp;iacute;s) e vai at&amp;eacute; o pr&amp;eacute;dio da Assembl&amp;eacute;ia Nacional. 


A delicadeza e perfei&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cerejeira florescente d&amp;aacute; um toque feminino na masculina e fluorescente Seul.   De uma hora para a outra, as mulheres aqui se d&amp;atilde;o conta de como um feminino toque sutil prevalece face a predomin&amp;acirc;ncia agressiva masculina. 


Mas nem todos os seulitas tem tempo e energia para irem at&amp;eacute; a milha da cerejeira s&amp;oacute; para ado&amp;ccedil;arem um pouco suas batalhas rotineiras.   Uns respiram o ar primaveril dos jardins de suas casas, outros moram do lado de um parque, alguns se contentam com a brisa da beira &amp;ldquo;pelada&amp;rdquo; do largo rio Han e muitos, os mais desesperados, se conformam em respirar os gases de escape dos carros e caminh&amp;otilde;es acampados de esteira e cesta de picnic literalmente de baixo de uma dessas &amp;aacute;rvores coloridas que se encontram &amp;agrave; beira da via expressa s&amp;oacute; pelo fatos delas estarem mais pr&amp;oacute;ximas de seus lares (uma cena em tanto!).


Mas de uma forma ou de outra, independentemente do modo de como ela &amp;eacute; curtida, a primavera na &amp;Aacute;sia exibe sua mais alegre exuber&amp;acirc;ncia e enche os peitos do &amp;ldquo;p&amp;uacute;blico&amp;rdquo; de ternura e prazer por poderem curtir tamanha beleza sem precisarem pagarem nada pelo espet&amp;aacute;culo.

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...Mais Textos por Luciana B. 

...Veit: Mozart e Catarina, A P&amp;eacute;rola da Ar&amp;aacute;bia, A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui


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...N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o recebemos uma lista de afazeres das nossas embaixadas em caso de emerg&amp;ecirc;ncia (o que n&amp;atilde;o era de se esperar mesmo da pregui&amp;ccedil;osa embaixada brasileira de Seul).   E n&amp;atilde;o, as firmas estrangeiras n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o evacuando seus empregados e fam&amp;iacute;lias, como j&amp;aacute; aconteceu comigo e com meu marido, filho e cachorro duas vezes quando ainda mor&amp;aacute;vamos em Dubai (sem motivo &amp;ndash; devo admitir); primeiro por conta da guerra do Afeganist&amp;atilde;o e depois por conta da segunda guerra no Iraque.


Mas voltando &amp;agrave; pen&amp;iacute;nsula coreana, muitos esquecem que um acordo de paz entre as duas Cor&amp;eacute;ias inimigas ainda n&amp;atilde;o foi assinado desde a tr&amp;eacute;gua de 1954. 


A &amp;uacute;ltima vez que os sul-coreanos sentiram suas espinhas gelarem foi em 1983 quando Pyongyang amea&amp;ccedil;ou Seul a tal ponto de fazerem os nativos encherem suas casas com &amp;aacute;gua de garrafa e comida enlatada.

...- E se mandar uma bomba, n&amp;oacute;s junto com os americanos aqui estacionados, aniquilaremos de vez e com for&amp;ccedil;a qualquer esperan&amp;ccedil;a de futuro que possa ter, seu comunista bastardo!


Lendo tanto os jornais locais quanto os internacionais, percebo que os daqui mal comentam a respeito, enquanto os internacionais colocam o assunto na primeira p&amp;aacute;gina.   &amp;Eacute; claro que se a Cor&amp;eacute;ia do Sul fosse uma R&amp;uacute;ssia, ou uma China ou at&amp;eacute; um Emirados &amp;Aacute;rabes Unidos, onde as not&amp;iacute;cias s&amp;atilde;o filtradas, seria f&amp;aacute;cil explicar a falta de foco no assunto, mas esse n&amp;atilde;o &amp;eacute; o caso aqui.   O que acontece &amp;eacute; que os sul-coreanos j&amp;aacute; se acostumaram a receber amea&amp;ccedil;as nucleares.


...Estou sim acostumada (talvez at&amp;eacute; a um ponto neur&amp;oacute;tico) a olhar sempre ao meu redor, a n&amp;atilde;o confiar em ningu&amp;eacute;m e a carregar spray de pimenta na bolsa, mas ter que achar normal a amea&amp;ccedil;a de viver numa cidade a um passo de uma guerra nuclear &amp;ndash; de acordo com as &amp;uacute;ltimas manchetes internacionais &amp;ndash; isso &amp;eacute; categoricamente fantasmag&amp;oacute;rico.


...Fato &amp;eacute; que n&amp;atilde;o estamos apavorados com as mais recentes provoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de tom at&amp;eacute; pessoal de l&amp;iacute;der para l&amp;iacute;der, por&amp;eacute;m falando da minha pessoa, acho que deixar uma malinha de emerg&amp;ecirc;ncia preparada no cantinho de casa e combinar com meu marido um ponto de encontro fora da cidade talvez n&amp;atilde;o seria uma m&amp;aacute; id&amp;eacute;ia.


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...1) O clima familiar sempre foi t&amp;atilde;o caloroso que o filho nunca conseguiu curtir um minuto em paz sua solid&amp;atilde;o, seus sonhos, suas frustra&amp;ccedil;&amp;otilde;es e suas pequenas ou grandes vit&amp;oacute;rias.   Mas &amp;eacute; claro que ele n&amp;atilde;o ousaria dizer para sua extrovertida mamma que ele n&amp;atilde;o tinha vontade de compartilhar tudo o que acontecia com o restante da fam&amp;iacute;lia.   Resultado: na primeira oportunidade esse filho se afasta e se torna frio aos olhos de terceiros - os mesmos que sempre se negaram a aceitar a sua natureza quieta e reservada.


...Cansado de tantas regras, esse filho j&amp;aacute; com suas asas para voar provavelmente com seus 18 anos de idade se envolve com os primeiros que trouxerem um pouco de confus&amp;atilde;o em sua vida. 


...Quanto aos pais, os mais &amp;ldquo;frios&amp;rdquo; entendem de verdade que seus filhos n&amp;atilde;o lhe pertencem e que por isso tem vida e vontade pr&amp;oacute;prias, e que com os anos eles se tornam somente grandes amigos, deixando de ser her&amp;oacute;is.   Esses pais sabem que por mais que seja dif&amp;iacute;cil aceitar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; 100% regra o amor incondicional que os filhos tem por eles; por isso seus limites s&amp;atilde;o respeitados.   Os pais &amp;ldquo;frios&amp;rdquo; sabem at&amp;eacute; onde devem se meter na vida dos filhos e com isso n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o vistos como inc&amp;ocirc;modos ou pedras nos sapatos.


...No entanto, muitos desses pais esquecem suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es principais ao trazerem seus filhos para o mundo: ensinar que eles encontrem seus caminhos sozinhos, que andem com as pr&amp;oacute;prias pernas, porque no leito de morte, os pais que conseguiram esse feito ser&amp;atilde;o aqueles que partir&amp;atilde;o em tranq&amp;uuml;ilidade. 


Sufocar e ignorar s&amp;atilde;o palavras ruins a respeito do relacionamento entre pais e filhos, e sendo m&amp;atilde;e, entendo que no futuro o relacionamento com o meu filho depender&amp;aacute; do nosso de hoje &amp;ndash; independentemente da forma de como ele v&amp;ecirc; sua realidade, e n&amp;atilde;o de como eu gostaria que ele a visse.


Por isso, &amp;eacute; hora de acabarmos com esse papo de que somente os filhos e pais &amp;ldquo;calorosos&amp;rdquo; s&amp;atilde;o os bons exemplos, porque como para tudo mais nessa vida, existem sempre os dois lados da moeda e tamb&amp;eacute;m os diversos meios que encontraram seus fins.

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/gkYHAPTnHSg" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/pais-e-filhos-quentes-ou-frios.php#unique-entry-id-98</feedburner:origLink></item><item><title>24 Horas de Magia</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/58Ja9swoRqM/24-horas-de-magia.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Mon, 24 Mar 2008 05:28:38 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/24-horas-de-magia.php#unique-entry-id-97</guid><description>Marcado para o dia seguinte, &amp;agrave;s 09.00h da noite, aqueles apaixonados pelo teatro se encontrariam no local determinado e teriam somente 24 horas para se enturmarem com os rostos estranhos das pessoas do novo time (entre v&amp;aacute;rios outros) do qual faria parte e fazerem dessas poucas horas uma pe&amp;ccedil;a de teatro com aproximadamente 20 minutos de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o.


...N&amp;atilde;o, ele n&amp;atilde;o teria tido a chance de fazer isso antes porque os temas a serem abordados seriam tirados de dentro de &amp;ldquo;tigelinhas&amp;rdquo; na pr&amp;oacute;pria noite da prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do evento &amp;ndash; e quanto a isso o organizador seria super r&amp;iacute;gido.


Com o roteiro pronto as 08.00h da manh&amp;atilde;, os atores se encontrariam com o diretor e ensaiariam o dia todo, porque &amp;agrave;s 09.00h da noite seria showtime!


...Havia tido aulas de teatro na minha inf&amp;acirc;ncia, mas nesse caso, apesar da proposta estar aberta para qualquer pessoa interessada, chamou mais a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atores e escritores profissionais (no entanto desempregados), do que pessoas que como eu, nunca tiveram a chance de participar de uma maratona cultural dessa antes, e logo com toda a responsabilidade do mundo nos ombros.


...Chegando no mesmo local da noite anterior as 09.00h da manh&amp;atilde;, j&amp;aacute; munida com o roteiro que o escritor havia me mandado por e-mail as 05.30h da madrugada, me reencontrei com meu time de entusiasmados atores e logo come&amp;ccedil;amos a trabalhar.   Lemos e relemos o roteiro at&amp;eacute; os atores deixarem o papel de lado, estudamos os perfis psicol&amp;oacute;gicos e os objetivos de cada personagem, depois fui atr&amp;aacute;s de tudo que podia arrumar em duas horas, como fantasia e propriedades de palco &amp;ndash; tamb&amp;eacute;m conhecidos simplesmente por &amp;ldquo;props&amp;rdquo;&amp;ndash; que s&amp;atilde;o todos os objetos que s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios &amp;ndash; e at&amp;eacute; me ocupei da trilha sonora.


Achei incr&amp;iacute;vel que pude dar conta do recado meio a profissionais da &amp;aacute;rea e mal posso dizer o quanto me senti durante todo esse dia; como se estivesse no corpo de outra pessoa.


...Em pouqu&amp;iacute;ssimas horas pude encontrar pessoas que falavam a mesma l&amp;iacute;ngua que eu aqui na Cor&amp;eacute;ia do Sul, fora meu marido e meu filho, claro, e isso me encheu o peito de alegria. 


...Segundos mais tarde l&amp;aacute; est&amp;aacute;vamos n&amp;oacute;s: tr&amp;ecirc;s atores e uma atriz no palco dando conta do meu recado durante uns 20 minutos de frente ao um p&amp;uacute;blico gentil, interessado, mas ainda sim cr&amp;iacute;tico.


...Ap&amp;oacute;s a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, me despedi do meu time e de todos aqueles com quem convivi durante um dia todo e jurei a mim mesma que participaria desse programa caso ele cruzasse meu caminho de novo.   No dia seguinte, acordei tarde e precisei de algumas horas para organizar meus sentimentos: estava extremamente feliz por ter feito parte desse feito cultural de 24h de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas imensamente triste por n&amp;atilde;o mais fazer parte desse mundo t&amp;atilde;o cheio de magia.


...Resumindo, acho que a proposta de 24h de teatro deveria fazer parte de qualquer programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural de qualquer grande cidade que se d&amp;aacute; o respeito, porque o efeito de tirar os amantes da arte de suas rotinas e envolve-los num esquema desse &amp;eacute; o maior presente que seus egos poderiam receber.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/58Ja9swoRqM" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/24-horas-de-magia.php#unique-entry-id-97</feedburner:origLink></item><item><title>Global Estereótipo Feminino</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/MhNwlxNAlwY/global-estereotipo-feminino.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 22 Mar 2008 19:22:14 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/global-estereotipo-feminino.php#unique-entry-id-96</guid><description>Isso se d&amp;aacute; pelo fato das espanholas terem corpos muito diversos, quando a maioria apesar de n&amp;atilde;o ser obesa, apresenta formas diferentes: quadrado (estere&amp;oacute;tipo das asi&amp;aacute;ticas), fino em cima e largo embaixo (estere&amp;oacute;tipo das brasileiras) e de p&amp;ecirc;ra (estere&amp;oacute;tipo das italianas). 


Elas reclamam porque dizem que as roupas mais transadas s&amp;atilde;o mesmo para as mais magras e que se sentem gordas (mesmo sem serem) quando entram em uma loja e n&amp;atilde;o conseguem encontrar nada.


...Tendo o estere&amp;oacute;tipo do corpo de uma russa (pernas longas, magra e de quadril largo) e sou vista como uma extra-terrestre de p&amp;eacute;s gigantes (por conta do meu 1 metro e 76,5 cent&amp;iacute;metros de altura) toda vez que tento a minha sorte pelos diversos Shopping Malls da cidade de Seul. 

...Mas j&amp;aacute; que estamos falando de estere&amp;oacute;tipo e roupas, por que n&amp;atilde;o BRINCAMOS um pouco com aquela imagem que nem sempre corresponde &amp;agrave; verdade que temos de algumas mulheres (digamos de 30 a 50 anos) ao redor do mundo? 

...Gostam de vestir cal&amp;ccedil;as apertadas que real&amp;ccedil;am o bumbum e tops que instigam a imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o masculina para a parte do corpo que geralmente n&amp;atilde;o &amp;eacute; a mais forte do todo. 

...A higiene pessoal, inclusive a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada para os pelos do corpo, &amp;eacute; t&amp;atilde;o importante quanto raspar a sola do p&amp;eacute; para um grande macho brasileiro. 

...H&amp;aacute; quem diga que o olho rasgado delas seria como uma boca sorrindo &amp;ndash; ou seja, curvada para cima &amp;ndash; enquanto as japonesas, por exemplo, tem a curva do olho para baixo. 

...&amp;Aacute;rabes do Golfo P&amp;eacute;rsico: para come&amp;ccedil;ar vale lembrar que por conta dos len&amp;ccedil;os cobrindo o rosto, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio mais tempo na regi&amp;atilde;o do que f&amp;eacute;rias passageiras para ver aquilo que elas tanto escondem. ...  Por debaixo das abaias (que s&amp;atilde;o sobretudos pretos de tecido leve), as nativas usam vestidos largos - ou at&amp;eacute; mais justos - de cores extremamente fortes e alegres.


Quanto &amp;agrave;s norte-americanas &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil dizer: os estere&amp;oacute;tipos mais populares podem ser o da menina caveira que vive em Nova Iorque ou em Los Angeles e sofre de bulimia, n&amp;atilde;o tem identidade pr&amp;oacute;pria, s&amp;oacute; encontra roupa que serve na sec&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil de uma loja de departamentos e ainda sim odeia o que v&amp;ecirc;; ou o outro estere&amp;oacute;tipo da garota sem controle do interior que come tudo o que tem vontade e n&amp;atilde;o necessidade, vira uma baleia e depois processa aquele que insinuou algo sobre a verdade que todo o mundo v&amp;ecirc;, menos ela.


Por mais que esse estere&amp;oacute;tipos sejam um brincadeira nossa neste semanal, n&amp;atilde;o podemos negar que onde tem fuma&amp;ccedil;a sempre tem fogo e que ainda sim, para toda regra existe uma exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/MhNwlxNAlwY" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/global-estereotipo-feminino.php#unique-entry-id-96</feedburner:origLink></item><item><title>Olhando para o teto</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/QG8Q7Rz1AZw/olhando-para-o-teto.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 14 Mar 2008 18:51:51 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/olhando-para-o-teto.php#unique-entry-id-95</guid><description>Na Cor&amp;eacute;ia do Sul o stress come&amp;ccedil;a t&amp;atilde;o cedo que um professor n&amp;atilde;o compreende quando um pai estrangeiro recusa convites de milh&amp;otilde;es de atividades extra-escolares, alegando que n&amp;atilde;o tem como objetivo acabar com o lazer dos filhos e que nem tudo na vida &amp;eacute; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o.


...Alguns exemplos: se n&amp;atilde;o comer o que est&amp;aacute; na mesa ficar&amp;aacute; com fome; se for dormir tarde n&amp;atilde;o conseguir&amp;aacute; levantar cedo na manh&amp;atilde; seguinte; se tratar mal as pessoas ser&amp;aacute; mal tratado; e se n&amp;atilde;o batalhar pelo o que deseja nunca conseguir&amp;aacute; nada na vida &amp;ndash; nem que isso seja o brinquedo de volta que o mais bruto da turma acabou de arrancar da sua m&amp;atilde;o. 

...Fora as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es das crian&amp;ccedil;as, como brincar sem regras, ir &amp;agrave; escola, fazer esporte ou aula de m&amp;uacute;sica, sei o qu&amp;atilde;o importante s&amp;atilde;o os momentos onde a crian&amp;ccedil;a fica sem fazer nada, literalmente olhando para o teto.   Por mais que pare&amp;ccedil;a tempo perdido para muitos pais (quando as crian&amp;ccedil;as deveriam estar revisando a tarefa ou dando uma arrumada no quarto), s&amp;atilde;o exatamente nesses momentos &amp;ldquo;em branco&amp;rdquo; quando as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es vividas, os her&amp;oacute;is ou os vil&amp;otilde;es s&amp;atilde;o classificados, quando grandes id&amp;eacute;ias nascem (inclusive id&amp;eacute;ias que tornam-se companheiras de uma vida inteira), quando um mundo de faz-de-conta se torna real, quando elas visualizam coisas que mais ningu&amp;eacute;m consegue, quando elas entram em sintonia com a pr&amp;oacute;pria natureza e finalmente quando elas come&amp;ccedil;am compreender quem s&amp;atilde;o de verdade.


Saber olhar para dentro de si &amp;eacute; uma dif&amp;iacute;cil jornada que poucos ousam fazer, no entanto essa arte tem como conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia nada menos do que a felicidade e a paz interior.


...Sem d&amp;uacute;vida que sim, no entanto j&amp;aacute; que estamos falando sobre momentos, aquele que faz o bala&amp;ccedil;o dos seus, saber&amp;aacute; dizer se ele &amp;eacute; negativo ou positivo. 

...Fofocas n&amp;atilde;o a afetam (tanto) e seu tempo raramente &amp;eacute; perdido, porque mesmo enquanto estiver parada olhando a mosca estacionada no lustre do teto, sua cabe&amp;ccedil;a estar&amp;aacute; a mil por hora.   Essa pessoa que sabe o que &amp;eacute; e o que quer &amp;eacute; direta e talvez at&amp;eacute; um pouco fria, no entanto sabe reconhecer o valor da sua vida e do seu tempo.


...Certamente, mas sei que mesmo com seus 6 anos de idade somente ele poder&amp;aacute; avaliar seus atos da maneira mais apropriada &amp;ndash; tendo sempre em mente a palavra conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia.


...Existem pais que baseiam sua educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de acordo com as regras da sociedade, outros que baseiam-na em suas pr&amp;oacute;prias regras e finalmente outros pais que n&amp;atilde;o se baseiam em regra nenhuma.   Fato &amp;eacute; que por mais que os pais procurem dar uma dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o na vida dos filhos, ser&amp;atilde;o eles que decidir&amp;atilde;o no fim qual caminho tomar.


Quanto mais jovens eles forem, mais f&amp;aacute;cil ser&amp;aacute; para compreenderem suas naturezas, no entanto isso se perder&amp;aacute; com o tempo caso seus pais se neguem a enxergar que mesmos os pequenos j&amp;aacute; apresentam uma personalidade um tanto formada - seja essa gentil ou mais atrevida - e que o tempo &amp;ldquo;em branco&amp;rdquo; que eles passam olhando para o teto apresenta de fato uma vital import&amp;acirc;ncia para um ben&amp;eacute;fico desenvolvimento.&lt;div class="feedflare"&gt;
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...Ele tira seus dias de folga durante o Seol, ou Ano Novo Lunar (mesmo que Ano Novo Chin&amp;ecirc;s), durante o anivers&amp;aacute;rio do Buda ou durante o Chusok, que seria o equivalente ao Dia de A&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Gra&amp;ccedil;as americano (Thanksgiving) s&amp;oacute; que mais importante ainda. 

...Por mais duro que d&amp;ecirc;, o lazer sendo ele mental ou f&amp;iacute;sico, sempre foi escrito em letra mai&amp;uacute;scula para a maioria dos brasileiros, americanos e europeus, mas se tratando dos asi&amp;aacute;ticos do Extremo Oriente, poder fazer qualquer coisa que n&amp;atilde;o seja somente cair duro na cama ap&amp;oacute;s o trabalho &amp;eacute; luxo.


Mesmo no Oriente M&amp;eacute;dio, quando o &amp;uacute;nico dia de folga da semana s&amp;atilde;o as sextas-feiras, n&amp;atilde;o freia os &amp;aacute;rabes e estrangeiros ali residentes de exercitarem seus hobbies e de cuidarem de suas fam&amp;iacute;lias.


Mas at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o, aqui em Seul, por exemplo, muitos coreanos acabaram trocando indiretamente suas fam&amp;iacute;lias pela companhia dos pratos apimentados e do soju, que &amp;eacute; uma esp&amp;eacute;cie de pinga coreana feita de arroz (que sobe logo e n&amp;atilde;o &amp;eacute; cara).   O soju acompanha um churrasquinho coreano, o kimchi, uma rodada de alho grelhado ou um grupo de colegas do trabalho ou estudantes das faculdades de elite, para assim fazerem com que eles esque&amp;ccedil;am um pouco suas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es e suas press&amp;otilde;es do dia-a-dia.


...Mas ent&amp;atilde;o um belo dia, o novo presidente eleito, Lee Myung-Bak, diz para seu time: &amp;ldquo;Durante o meu governo, voc&amp;ecirc;s ter&amp;atilde;o que se esquecer de suas fam&amp;iacute;lias e principalmente do soju!&amp;rdquo;


Passar um tempo de qualidade com a fam&amp;iacute;lia j&amp;aacute; era algo que o gentil e trabalhador povo coreano aprendeu a viver sem grandes dramas h&amp;aacute; muito tempo, mas sem o soju? 

...Independentemente do soju, da pinga, dos esportes, da m&amp;uacute;sica, das novelas, de um bom livro, da companhia da fam&amp;iacute;lia ou da namorada, at&amp;eacute; que ponto devemos riscar o lazer de nossas vidas em nome das responsabilidades?   Tem gente que consegue responder essa quest&amp;atilde;o como um piscar de olhos, mas os coreanos e os workaholics no geral deveriam parar um instante e refletir sobre o fato que n&amp;atilde;o dever&amp;iacute;amos mais nos envergonhar de dar a merecida import&amp;acirc;ncia ao lazer, porque s&amp;atilde;o esses momentos que trazem o saud&amp;aacute;vel balan&amp;ccedil;o de volta para nossas vidas, por mais que n&amp;atilde;o ganhemos nada &amp;euro;$&amp;yen;&amp;euro;$&amp;yen; com isso.

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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Com a destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do World Trade Centre em Nova Iorque muitos choraram a desgra&amp;ccedil;a, mas cada l&amp;aacute;grima sofrida que ca&amp;iacute;a, era mais para cada alma ali perdida - as v&amp;iacute;timas do ataque terrorista - do que para os tijolos em si.   Se ningu&amp;eacute;m tivesse morrido, como foi o caso do inc&amp;ecirc;ndio do Port&amp;atilde;o Namdaemun, teria tido a destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das torres g&amp;ecirc;meas um impacto t&amp;atilde;o doloroso na alma dos nova-iorquinos, em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os &amp;ldquo;seoulites&amp;rdquo;? 


Para quem n&amp;atilde;o sabe, a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Port&amp;atilde;o Namdaemun (ou o Port&amp;atilde;o do Sul, do Coreano) foi finalizada em 1398. 

...Mesmo quando a reconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do port&amp;atilde;o ficar pronta daqui tr&amp;ecirc;s anos (o que custar&amp;aacute; em torno de 21 milh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;lares), o sentimento n&amp;atilde;o mais ser&amp;aacute; o mesmo.&amp;rdquo; 


...De frente ao Namdaemun observei os residentes em prantos levando flores brancas e at&amp;eacute; um grupo de m&amp;uacute;sica folcl&amp;oacute;rica conduzindo uma cerim&amp;ocirc;nia f&amp;uacute;nebre, como se faz no enterro de algum ente querido.   Logo me dei conta o quanto os coreanos amavam esse patrim&amp;ocirc;nio, como se ele tivesse uma alma e fizesse parte da fam&amp;iacute;lia deles.   L&amp;aacute; foi inevit&amp;aacute;vel que eu imaginasse como os nativos e os residentes de Roma, de Paris ou do Rio de Janeiro se comportariam face a destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem v&amp;iacute;timas, digamos, do Colosseum, da Torre Eiffel e do Cristo Redentor. 

...O inc&amp;ecirc;ndio do Namdaemun n&amp;atilde;o foi somente um simples enterro (ou melhor crema&amp;ccedil;&amp;atilde;o) de tijolos hist&amp;oacute;ricos, mas ele modificou a paisagem onde o tradicional andava de m&amp;atilde;os dadas com a modernidade, al&amp;eacute;m de ferir um dos maiores orgulhos nacionais no seio dessa sociedade que apesar da import&amp;acirc;ncia da hierarquia, n&amp;atilde;o hesita em dar-se as m&amp;atilde;os e lamentar em uma s&amp;oacute; voz. 


...Bom, face a essa quest&amp;atilde;o, eu sou obrigada a responder com uma outra pergunta: qual o significado e a import&amp;acirc;ncia que as palavras &amp;ldquo;ancestral&amp;rdquo; e &amp;ldquo;vergonha&amp;rdquo; tem para voc&amp;ecirc;, nativo ou residente de Nova Iorque ou de Seul?

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/AM5vhMob9us" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/enterro-de-tijolos.php#unique-entry-id-93</feedburner:origLink></item><item><title>A Internacional Experiência Nacional</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/L7yccGKBsWM/a-internacional-experiencia-nacional.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 09 Feb 2008 18:59:59 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-internacional-experiencia-nacional.php#unique-entry-id-92</guid><description>Hoje, a Alemanha exige que aqueles que desejam se naturalizar alem&amp;atilde;es ap&amp;oacute;s 8 anos de resid&amp;ecirc;ncia no pa&amp;iacute;s, fa&amp;ccedil;am o Teste da Sabedoria Nacional.   Em primeiro lugar, para o estrangeiro sonhar em fazer o tal teste, ele dever&amp;aacute; possuir um &amp;oacute;timo n&amp;iacute;vel do idioma alem&amp;atilde;o, e em segundo lugar saber de tudo um pouco: hist&amp;oacute;ria, geografia, pol&amp;iacute;tica, personalidades do campo art&amp;iacute;stico ou cient&amp;iacute;fico.


...A R&amp;uacute;ssia tamb&amp;eacute;m passou a exigir que aquele que deseja trabalhar no pa&amp;iacute;s &amp;ndash; sem precisar se naturalizar &amp;ndash; passe por um teste de conhecimento b&amp;aacute;sico da l&amp;iacute;ngua russa; mas enquanto isso do outro lado do oceano, candidatos &amp;agrave; presid&amp;ecirc;ncia dos Estados Unidos procuram ganhar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos eleitores de l&amp;iacute;ngua espanhola, que independentemente de sua origem, s&amp;atilde;o norte-americanos. 


Com a globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o mundo ficou menor sem d&amp;uacute;vida, e subir em um avi&amp;atilde;o e descer horas mais tarde do outro lado do mundo j&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais t&amp;atilde;o ex&amp;oacute;tico assim, sem contar com o crescimento da Europa em si, onde poloneses e romenos se alegram de poder legalmente come&amp;ccedil;ar uma vida nova em um pa&amp;iacute;s mais desenvolvido. 


Eu, sendo expatriada, me pergunto: como estrangeiros temos ou n&amp;atilde;o o dever de nos empenhar para aprender a chamada Sabedoria M&amp;eacute;dia Nacional (o que inclui o idioma e cultura no geral) do pa&amp;iacute;s que nos acolheu, sendo de passagem ou definitiva? 

...Para um forasteiro essa quest&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; t&amp;atilde;o f&amp;aacute;cil assim, porque &amp;agrave;s vezes se adaptar significa anular todo o background que acumulou at&amp;eacute; o momento, por mais que aquilo que se est&amp;aacute; para ganhar em poucos meses poderia ser duas vezes mais do que aquilo que ele ganhou a vida toda.   Alguns at&amp;eacute; acreditam que &amp;eacute; o pa&amp;iacute;s acolhedor que tem o dever de se enquadrar nos costumes dos seus visitantes. ...  Emirados &amp;Aacute;rabes Unidos e regi&amp;otilde;es dos Estados Unidos), eles terminam por perder um pouco a sua identidade nacional, e quando eles n&amp;atilde;o se importam em se enquadrar nos costumes de seus visitantes (como a R&amp;uacute;ssia, a Alemanha ou a Gr&amp;atilde;-Bretanha), s&amp;atilde;o &amp;agrave;s vezes chamados de intolerantes.


...Para aquele que j&amp;aacute; imigrou ou que est&amp;aacute; pensando em imigrar, vale se perguntar: at&amp;eacute; que ponto estou disposto a me adaptar? ...  Estou aberto para abra&amp;ccedil;ar o mundo do jeito que ele &amp;eacute;, ou tenho a necessidade de transformar tudo ao meu redor?


...Por isso nossas &amp;uacute;nicas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es a respeito do pa&amp;iacute;s estrangeiro escolhido por vontade pr&amp;oacute;pria ou por necessidade continuam sendo: te amo ou te deixo...


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/L7yccGKBsWM" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-internacional-experiencia-nacional.php#unique-entry-id-92</feedburner:origLink></item><item><title>O Orgulho da Vergonha</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/q5D_cdQiino/o-orgulho-da-vergonha.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 03 Feb 2008 01:52:16 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/o-orgulho-da-vergonha.php#unique-entry-id-90</guid><description>Uma adolescente entrega pela primeira vez um relat&amp;oacute;rio de suas mais recentes e marcantes atividades para ambos os pais que trabalhavam fora durante o almo&amp;ccedil;o de domingo:


Dia 01 de janeiro de 2008: Mal consegui ouvir a Bianca me chamar de manh&amp;atilde; de tanto que tinha enchido a cara na noite anterior.   Para falar a verdade, n&amp;atilde;o me lembro como voltei para a casa dela e nem no que deu com aquele carioca gostos&amp;atilde;o.


Dia 14 de janeiro de 2008, 14.47 h: De um orelh&amp;atilde;o do boteco do Gib&amp;atilde;o, Passei um trote animal para a vizinha, com quem n&amp;atilde;o vou com a cara, dizendo que era do Hospital das Cl&amp;iacute;nicas e que seu filho estava em coma por conta de um acidente de moto. 

...Dia 23 de janeiro de 2008, por volta das seis horas da manh&amp;atilde;: Antes de voltar para a casa e ap&amp;oacute;s ter passado a noite todinha pelada fumando maconha enrolada nos len&amp;ccedil;&amp;oacute;is com meu namorado, ligo para a casa da Bianca para perguntar se meus pais haviam telefonado para ela no meio da noite &amp;ndash; onde eu deveria ter estado.


...Naquela mesma tarde, uma mulher na faixa dos seus 40 anos com um rosto e um corpo de 28, tamb&amp;eacute;m resolve acabar com todos os segredos que toda mulher tem e deve preservar. 

...Aquele fulano de corpo ornamental que prometeu me tirar da rotina foi uma frustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;oacute;, e por isso deixarei para realizar minhas fantasias sexuais com o primeiro que cruzar o meu caminho e quiser fugir comigo para alguma praia deserta do Mar Egeu durante um dia inteiro. 

...&amp;ndash; E tem mais benh&amp;ecirc;, n&amp;atilde;o se esque&amp;ccedil;a que para o nosso anivers&amp;aacute;rio do ano que vem, eu exijo uma j&amp;oacute;ia e n&amp;atilde;o somente um bouquet de flores vagabundo com uma caixa de chocolates nacional, como foi o caso esse ano!


...Memorial dos Judeus Assassinados na Europa, Monumento das V&amp;iacute;timas do Muro de Berlim, Monumento dos Homossexuais e Ciganos Perseguidos durante a 2&amp;deg;Guerra Mundial, Monumento das 20 mil V&amp;iacute;timas da Eutan&amp;aacute;sia da Alemanha Nazista e por a&amp;iacute; afora, incluindo carros aleg&amp;oacute;ricos do outro lado do Oceano Atl&amp;acirc;ntico que exp&amp;otilde;e de uma maneira vulgar os fantasmas do Holocausto? ...  J&amp;aacute; que estamos falando a respeito, aposto que tem gente fazendo planos de erguer mais um monumento da chegada de Hitler no poder, o que foi o caso h&amp;aacute; 75 anos.


...Deveria me envergonhar pelas coisas ruins que fiz e cava-las em um burac&amp;atilde;o fundo e nunca mais tocar no assunto, procurando assim esquece-las, chutando a bola para frente; ou construir monumentos, escrever relat&amp;oacute;rios detalhados de todos os meus erros como ser humano, publica-los em revistas e em blogs, exigindo indiretamente um elogio ou at&amp;eacute; uma recompensa pela minha honestidade? 

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/q5D_cdQiino" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/o-orgulho-da-vergonha.php#unique-entry-id-90</feedburner:origLink></item><item><title>Isolamento Social</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/ldpgTvAXt4Q/isolamento-social.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 27 Jan 2008 03:46:48 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/isolamento-social.php#unique-entry-id-88</guid><description>Errado, pelo menos de acordo com o meu ponto de vista que foi provocado atrav&amp;eacute;s de um livro de um dos maiores escritores brasileiros da atualidade.   Ele afirma que quando estamos desfrutando de algum sucesso &amp;eacute; quando os invejosos se afastam ou criam problemas por  n&amp;atilde;o suportarem a felicidade alheia, por n&amp;atilde;o mais serem os donos do jogo.


...Nos olhos dos outros sucesso pode ser uma carreira invej&amp;aacute;vel, daquelas que quando tiver assoprado as velinhas do 40&amp;deg; anivers&amp;aacute;rio j&amp;aacute; ter&amp;aacute; alcan&amp;ccedil;ado tudo que havia sonhado alcan&amp;ccedil;ar um dia. ...  Sucesso tamb&amp;eacute;m pode vir na forma de uma fam&amp;iacute;lia est&amp;aacute;vel, de filhos inteligentes e saud&amp;aacute;veis e parceiro/a (quase) sem defeitos.


No entanto, nada &amp;eacute; e pode ser perfeito, mas esse lado menos luminoso n&amp;atilde;o interessa aqueles que resolvem virar as costas para os outros.   Quanto mais nada-se contra a corrente, mais o indiv&amp;iacute;duo estar&amp;aacute; no centro das aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es, logo, mais isso o afastar&amp;aacute; dos outros, inclusive dos amigos mais pr&amp;oacute;ximos, membros &amp;iacute;ntimos da fam&amp;iacute;lia que mentem e sorriem por fora quando corroem a inveja por dentro.


...Mas isso n&amp;atilde;o significa que temos aceita-los sem rebeli&amp;atilde;o, por mais silenciosa que ela possa ser. 


Pode ser que esteja dando voltas, pode ser que algo tenha me deixado triste, pode ser que resolvi filosofar nessa manh&amp;atilde; cinzenta e fria da Alemanha ou pode ser que sinta a necessidade de me aproximar de algu&amp;eacute;m (nem que s&amp;oacute; em energia) que esteja considerando as meias-verdades e as verdades inteiras desse texto.


Agora como lidar com o sucesso &amp;ndash; seja l&amp;aacute; o que ele for para voc&amp;ecirc;?   Abdicar dele s&amp;oacute; para evitar o isolamento social ou ignorar tudo a sua volta e seguir em frente em um caminho no qual somente muitos poucos tem a coragem de tomar?


Para mim a resposta &amp;eacute; f&amp;aacute;cil, por mais que dolorosa, mas e para voc&amp;ecirc;?

...&lt;BLINK&gt;Seu cap&amp;iacute;tulo gratuito do eBook &amp;ldquo;A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui&amp;rdquo; por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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...N&amp;atilde;o arruma nem a cama onde dormiu, te mostra onde deixou suas roupas sujas, n&amp;atilde;o acha que deve ajudar na cozinha, escolhe o programa cultural a dedo sem levar em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o como far&amp;aacute; para chegar l&amp;aacute; e acha que o anfitri&amp;atilde;o deve pagar por todas as suas despesas.


...Arruma a cama dele e a sua, pendura sua roupa lavada, inclusive as suas pe&amp;ccedil;as mais &amp;iacute;ntimas, sugere o menu do jantar, paga suas despesas pessoais e te convida com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia para restaurantes e teatro.   O problema &amp;eacute; que por se achar o dono do jogo, come&amp;ccedil;a a querer dar palpite no seu jeito de fazer as coisas, diz que escuta m&amp;uacute;sica demais e at&amp;eacute; tenta se apossar do controle remoto da televis&amp;atilde;o.


...O anfitri&amp;atilde;o n&amp;atilde;o tem espa&amp;ccedil;o nem para se deitar na banheira &amp;agrave; noite porque o convidado vai achar que eles tamb&amp;eacute;m deveriam estar juntos, curtindo cada instante da reuni&amp;atilde;o familiar ao m&amp;aacute;ximo. ...  E toda e qualquer decis&amp;atilde;o, mesma essa sendo a mais banal de todas como qual prato devo escolher no restaurante, tem que ser discutido em fam&amp;iacute;lia.


...Anda com a toalha enrolada nos quadris pingando &amp;aacute;gua pelo ch&amp;atilde;o (achando que j&amp;aacute; est&amp;aacute; fazendo demais por se cobrir), n&amp;atilde;o come carne, n&amp;atilde;o usa sapato de couro e s&amp;oacute; senta e inclusive dorme no ch&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o usa pasta de dente e nem desodorante.   N&amp;atilde;o reprime os filhos pequenos por tocarem os seus m&amp;oacute;veis e os seus objetos de arte com as m&amp;atilde;os meladas de suco ou de chocolate e nem quando pulam no seu sof&amp;aacute;, porque est&amp;aacute; orgulhoso demais da energia que eles tem para dar e vender.   &amp;Eacute; claro que ele n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; o seu desespero com medo de ver as mesmas preciosas crian&amp;ccedil;as fazendo descontroladamente as necessidades biol&amp;oacute;gicas no seu tapete persa, pelo fato de andarem peladinhas o tempo todo. ...  Eles s&amp;oacute; querem filosofar sobre sentimentos e curtir a natureza, fazendo passeios no bosque, comendo ao ar livre, curtindo o momento sem stress e esquecendo do tempo, inclusive do seu. 

...Ainda existe mais um estereotipo de h&amp;oacute;spede, talvez o pior de todos, que &amp;eacute; aquele que cospe no prato que comeu, falando mal de voc&amp;ecirc; e da sua cidade depois que voltou para sua rotina, sem se importar ao m&amp;iacute;nimo com o esfor&amp;ccedil;o que voc&amp;ecirc; teve para recebe-lo.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/JAn3P0kxLQc" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/o-hospede-ideal.php#unique-entry-id-87</feedburner:origLink></item><item><title>Pelados</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/Pa2SffbnONw/pelados.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 12 Jan 2008 02:46:13 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/pelados.php#unique-entry-id-86</guid><description>Mas o que eu sei, &amp;eacute; que cada vez mais os alem&amp;atilde;es brigam na justi&amp;ccedil;a pelos seus direitos mais, digamos, naturalistas.   N&amp;atilde;o &amp;eacute; de hoje que os parques de &amp;ldquo;FKK&amp;rdquo; (nudez absoluta) tem ganhado popularidade, mas fora isso moradores de casas ou de apartamentos se acham cada vez mais no direito de andarem pelados nos seus territ&amp;oacute;rios pelo tempo que eles acharem melhor &amp;ndash; inclusive no terra&amp;ccedil;o ou no quintal.


...A pol&amp;iacute;cia por sua vez foi sensata o suficiente de pedir para a velhinha espiar outro vizinho, porque o pelado em quest&amp;atilde;o estava no direito dele.


Mas a&amp;iacute; o tema se alastrou: uma jornalista fez uma pesquisa em v&amp;aacute;rias cidades alem&amp;atilde;es perguntando quanto tempo uma pessoa deveria andar pelada em sua pr&amp;oacute;pria casa: uns disseram &amp;ldquo;at&amp;eacute; o creme hidratante secar&amp;rdquo;, outros responderam &amp;ldquo;at&amp;eacute; ela ficar com frio&amp;rdquo; e outras ainda opinaram &amp;ldquo;at&amp;eacute; ela receber algu&amp;eacute;m na porta&amp;rdquo;.


Mas e se todos os amigos do naturalista forem pelados por convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o, combinando de se encontrarem pelo menos uma vez por m&amp;ecirc;s para pizza e DVD? 

...A verdade &amp;eacute; nua e crua: n&amp;atilde;o somos t&amp;atilde;o diferentes dos animais, que nem sempre agem por instinto (um saf&amp;aacute;ri na &amp;Aacute;frica ou uma observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a longo prazo do seu animal dom&amp;eacute;stico provar&amp;aacute; isso...).


De volta na Alemanha, a id&amp;eacute;ia de mot&amp;eacute;is (desses iguais do Brasil, Cor&amp;eacute;ia e Jap&amp;atilde;o, por exemplo), onde os pombinhos v&amp;atilde;o para se curtirem mais intimamente jamais far&amp;aacute; sucesso aqui, porque tanto os filhos quanto as filhas s&amp;atilde;o encorajados pelos pais para trazerem seus parceiros para seus quartos dentro de suas casas, porque j&amp;aacute; que eles far&amp;atilde;o isso mesmo, que fa&amp;ccedil;am num ambiente decente. 


Em v&amp;aacute;rios paises da Europa Central ficar de topless &amp;agrave; beira de um rio ou andar sem suti&amp;atilde; n&amp;atilde;o provocar&amp;aacute; risadinhas bobas de homens que obviamente n&amp;atilde;o viram seios o suficiente em suas vidas, e casais gays (inclusive sob o ponto de vista legal) n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o apontados na rua.


Na quest&amp;atilde;o de andar pelado na pr&amp;oacute;pria casa com as janelas abertas, o &amp;uacute;nico problema que eu vejo, &amp;eacute; que n&amp;atilde;o podemos saber o estado mental dos vizinhos. ...  A pol&amp;iacute;cia mesmo afirma que a maioria das v&amp;iacute;timas de assaltos sexuais j&amp;aacute; estavam na mira dos criminosos por algum tempo &amp;ndash; sendo observadas com cautela dia e noite. 


...(Movimento Abolicionista de Roupas em Ambiente Particular), mas se seus direitos de estarem pelados por tempo indeterminado gritarem mais alto, pense em pelo menos fechar as janelas ou apagar as luzes de noite.

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/Pa2SffbnONw" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/pelados.php#unique-entry-id-86</feedburner:origLink></item><item><title>Comece o Ano com o Pé Direito</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/awli_4w7tCw/comece-o-ano-com-o-pe-direito.php</link><category>Textos 2008</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 06 Jan 2008 03:21:25 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/comece-o-ano-com-o-pe-direito.php#unique-entry-id-85</guid><description>Aqueles votos de felicidade gerais continuam valendo mesmo para aqueles que n&amp;atilde;o os receberam, no entanto as promessas que fez para si e para os outros come&amp;ccedil;am a valer agora.


J&amp;aacute; &amp;eacute; 2008, o sol j&amp;aacute; raiou, os feriados terminaram e por isso n&amp;atilde;o temos mais desculpas de deixarmos de fazer as coisas que temos vontade ou em muitos casos at&amp;eacute; obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fazer. 


Passar nos estudos sem provas de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, come&amp;ccedil;ar aquela dieta no qual ter&amp;aacute; que mudar seu h&amp;aacute;bito de vida para mais saud&amp;aacute;vel, se matricular naquele curso noturno de idioma estrangeiro, largar o marido violento ou a esposa abusiva, programar aquela viagem dos seus sonhos, enrolar as mangas e dar in&amp;iacute;cio aquele novo projeto profissional e principalmente parar na frente do espelho a encarar a si mesmo e deixar todas as outras desculpas de lado.


Aceitar que seu filho ou parceiro precisam de mais aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que sente uma pontinha de felicidade quando ouve dizer que o fulano X ou Y se deu mal, que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; feliz com sua forma f&amp;iacute;sica, que &amp;agrave;s vezes sente inveja dos outros, que tem medo de mergulhar em novos relacionamentos para n&amp;atilde;o se machucar, que acha mais confort&amp;aacute;vel e f&amp;aacute;cil continuar sofrendo do que dar um passo maior que a perna em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao desconhecido ou ent&amp;atilde;o aceitar que os v&amp;iacute;cios (sejam l&amp;aacute; quais forem) tomaram conta da sua autonomia.


No momento em que aceitar tudo isso que citei acima e todas as outras as coisas que eu n&amp;atilde;o citei, j&amp;aacute; estar&amp;aacute; dando o primeiro passo para seu progresso.   Esse primeiro passo &amp;eacute; assustador e nem t&amp;atilde;o f&amp;aacute;cil quanto parece, mas quando dado, se perguntar&amp;aacute;: por que n&amp;atilde;o fiz isso antes?   Os mais cientes se dar&amp;atilde;o conta que ainda podem voltar a segurar as r&amp;eacute;deas do destino a tempo, mas nem todos ter&amp;atilde;o essa oportunidade.


Sendo assim, desejo a todos os meus leitores um novo ciclo repleto de amor e compreens&amp;atilde;o universais, grandes e pequenas realiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es e sa&amp;uacute;de f&amp;iacute;sica e mental, porque fora isso tenho absoluta certeza de que n&amp;atilde;o precisamos de mais nada, pelo menos nada que possamos levar conosco quando o nosso dia de partir dessa era chegar.

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...Veit: Mozart e Catarina, A P&amp;eacute;rola da Ar&amp;aacute;bia, A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui


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...No momento em que viramos o rosto ou pensamos que esse ou aquele problema n&amp;atilde;o nos afeta diretamente, estamos contribuindo para que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;oacute; piore.   O governo tem obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sem d&amp;uacute;vida, mas o povo &amp;eacute; quem deveria mostrar um pouco mais de coragem civil.


...Mostrar ao mundo que tem uma opini&amp;atilde;o formada sobre um assunto sem medo de deixar de fazer parte de um grupo de peixes que s&amp;oacute; nadam em um cardume? 


Existem milh&amp;otilde;es de exemplos de coragem civil, mas somente pouqu&amp;iacute;ssimas pessoas que tem a coragem de nadar contra a corrente. ...  Podemos tentar impedir a surra que o estrangeiro est&amp;aacute; levando dos skinheads em pessoa ou ligar imediatamente para a pol&amp;iacute;cia. ...  Podemos brigar com o vizinho ou denunciar seus abusos contra seus filhos, parceiros ou at&amp;eacute; animais dom&amp;eacute;sticos, mesmo que no anonimato.


Independentemente de voc&amp;ecirc; ter religi&amp;atilde;o ou n&amp;atilde;o, lutar por uma sociedade melhor n&amp;atilde;o &amp;eacute; um ato para os outros, mas para n&amp;oacute;s mesmos.   Coragem civil pode ser subentendida por bondade civil, mas independentemente do t&amp;iacute;tulo que leva, esse ato deveria ser exercitado.


...Existe uma fr&amp;aacute;gil diferen&amp;ccedil;a entre coragem civil e intromiss&amp;atilde;o na vida particular dos outros, da mesma forma que existe uma grande diferen&amp;ccedil;a entre sensualidade e vulgaridade.


Mas a moral da hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; que n&amp;atilde;o podemos esperar que os outros fa&amp;ccedil;am aquilo que j&amp;aacute; dever&amp;iacute;amos estar fazendo, porque um governo n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada mais que o espelho do seu povo.

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Na carta ou no e-mail que seguir&amp;aacute; para o P&amp;oacute;lo Norte, as crian&amp;ccedil;as confirmam que foram boazinhas o ano todo, que se comportaram, que tiraram boas notas na escola e que por isso merecem ser recompensadas, porque do nada n&amp;atilde;o vem nada.

...Mas falando em negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o m&amp;ecirc;s que antecede o Natal tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; uma &amp;eacute;poca iluminada para os pais, at&amp;eacute; para os mais santos do tipo que deixam os filhos pularem no sof&amp;aacute; novinho ou brincar com o controle remoto da TV s&amp;oacute; para constatar que eles tem energia para dar e vender.   Digo isso porque &amp;eacute; nessa &amp;eacute;poca do ano quando os pais mais desesperados recebem uma &amp;ldquo;m&amp;atilde;ozinha&amp;rdquo; no que diz respeito educar os filhos pequenos.

...Olha que o Papai Noel est&amp;aacute; vendo, hein, atrav&amp;eacute;s da filmadora digital e de alta defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ele escondeu pela casa toda (e no carro tamb&amp;eacute;m)!


A crian&amp;ccedil;a largou a m&amp;atilde;o da m&amp;atilde;e e saiu correndo na rua ou no parque de divers&amp;otilde;es lotado? 

...A crian&amp;ccedil;a se nega a comer salada e beber &amp;aacute;gua porque s&amp;oacute; pensa em se envenenar com Coca-Cola e batata frita com ketchup? 

...Eventualmente os pequenos grandes se chocar&amp;atilde;o com a not&amp;iacute;cia de que o tiozinho barbudo e gord&amp;atilde;o que gira em torno do globo todo em uma &amp;uacute;nica noite (gra&amp;ccedil;as aos diferentes fusos hor&amp;aacute;rios) n&amp;atilde;o passa de uma imagem para decorar vitrines de lojas e de um jogo baixo manipulado pelos seus pais.

...Essas s&amp;atilde;o as regras do jogo, ent&amp;atilde;o...  &amp;ndash; reflete uma dessas crian&amp;ccedil;as face a verdade crua e nua.  &amp;ndash; Sendo assim, eu ainda me vingarei! 

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No entanto muitos de voc&amp;ecirc;s acreditam que atrav&amp;eacute;s dos meus livros ou textos eu esteja mandando recados pessoais ou me colocando em uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o delicada de expor minha fragilidade.   &amp;Eacute; claro que a ferramenta mais importante na minha arte de escrever s&amp;atilde;o os meus sentimentos, as minhas experi&amp;ecirc;ncias pessoais, mas essas mesmas experi&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o tem que ser necessariamente retratadas em todos os meus escritos.	

Aquilo que me inspira pode ser algo que vivi, algo que gostaria ou n&amp;atilde;o de ter vivido ou algo que observei algu&amp;eacute;m vivendo, portanto do ponto de vista do leitor, n&amp;atilde;o &amp;eacute; t&amp;atilde;o f&amp;aacute;cil assim imaginar o que se estava passando em minha cabe&amp;ccedil;a quando escrevi isso ou aquilo.

Quando eu me acho na obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dar minha opini&amp;atilde;o sobre um certo assunto, assim eu o fa&amp;ccedil;o: diretamente e em primeira pessoa.   Mas caso esse n&amp;atilde;o seja o caso, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; porque algu&amp;eacute;m achar que eu esteja me escondendo atr&amp;aacute;s das minhas palavras.

...Eu bem que poderia guardar meus manuscritos no fundo de uma gaveta e passar a chave nela, mas me dei conta que compartilhar com meus leitores o universo dos meus livros e contos, e tamb&amp;eacute;m a minha vis&amp;atilde;o geral das coisas ao meu redor atrav&amp;eacute;s das minhas cr&amp;ocirc;nicas &amp;eacute; muito mais gratificante do que simplesmente me esconder atr&amp;aacute;s da sombra de algu&amp;eacute;m que tem medo de ser crucificado.   Al&amp;eacute;m do mais, essa tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; uma forma de medita&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

Por isso s&amp;oacute; espero que esse meu mundo continue sendo apreciado ou eventualmente at&amp;eacute; rejeitado pelos meus leitores, porque independentemente dos resultados serem frut&amp;iacute;feros ou n&amp;atilde;o, saberei que ocupei os pensamentos de algu&amp;eacute;m nem que por alguns minutos preciosos. 

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...J&amp;aacute; nos nossos assentos a somente alguns poucos metros do palco onde Carreras se apresentaria, meu marido, eu e o restante do p&amp;uacute;blico mal podiam esperar para que o concerto desse in&amp;iacute;cio.   A orquestra ent&amp;atilde;o toma seus lugares, o maestro espanhol David Gimenez conduz a primeira passagem com excel&amp;ecirc;ncia e finalmente ele traz o grande, o legend&amp;aacute;rio, um dos 3 Tenores (agora um dos 2 tenores, dada a morte de Pavarotti), o portador de v&amp;aacute;rios pr&amp;ecirc;mios internacionais, o distinto, o magn&amp;iacute;fico, o envelhecido e o pequeno (?) 

...Pela sua voz ele deveria ser o maior de todos aqui, pensa esse mesmo sujeito, como se uma coisa tivesse a menor rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a outra. 


...Est&amp;aacute; certo que estudei um pouco de violino e escrevi um romance hist&amp;oacute;rico sobre Mozart, mas n&amp;atilde;o estou e talvez jamais estarei apta a julgar uma lenda da m&amp;uacute;sica cl&amp;aacute;ssica contempor&amp;acirc;nea como Carreras.&amp;rdquo;


Devo admitir que pensei que sua voz alcan&amp;ccedil;aria todos os cantos daquela sala de concertos com o mesmo volume, que ela entraria por debaixo da pele querendo rasga-la por dentro e que enfim a orquestra inteira n&amp;atilde;o seria p&amp;aacute;rea para somente um &amp;uacute;nico instrumento: o da voz desse tenor espanhol de imenso sucesso internacional. ...  Tendo j&amp;aacute; assistido diversas &amp;oacute;peras e concertos, pude avaliar a qualidade do espet&amp;aacute;culo, mas ent&amp;atilde;o me dei conta que eu tamb&amp;eacute;m achei que a lenda &amp;ldquo;Carreras&amp;rdquo; apagaria tudo em sua volta. 

...Jos&amp;eacute; Carreras cantou com paix&amp;atilde;o, conquistou o p&amp;uacute;blico pelo seu talento extraordin&amp;aacute;rio, pelo seu carisma de palco e tamb&amp;eacute;m pela sua fama mundial, mas desapontou por ser somente um homem de carne e osso, que anda e n&amp;atilde;o flutua e que enxuga seu suor do rosto com o mesmo len&amp;ccedil;o que enxugou seu nariz escorrendo. 


Sim, foi um golpe duro encarar a realidade que tamb&amp;eacute;m ele tem excrementos, que envelhece, que &amp;eacute; baixinho e que sua voz n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais alta que a orquestra inteira junta porque um Jos&amp;eacute; Carreras n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma celebridade qualquer, como Paris Hilton ou Beyonc&amp;eacute; que tamb&amp;eacute;m estavam de passagem pela capital coreana na mesma semana que ele.


Por isso imagino que as desilus&amp;otilde;es de um p&amp;uacute;blico que tem a chance de se deparar com um grande artista deve ser o lado inverso da moeda.   Sim, sua alma n&amp;atilde;o vive dos milh&amp;otilde;es de euros em sua conta, mas sim do fervoroso aplauso do p&amp;uacute;blico, mas o banho de &amp;aacute;gua fria vem quando mesmo que indiretamente o artista tem que explicar de onde vem seu talento. 


...Como iremos colocar em palavras o porque do personagem ter se desenvolvido assim ou assado, quando somente alguns compreendem que eles tem vida pr&amp;oacute;pria e que n&amp;oacute;s, escritores, somos s&amp;oacute; seus instrumentos?&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/rg__hNeHQaM" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/pequeno-e-grande.php#unique-entry-id-81</feedburner:origLink></item><item><title>O que os olhos vêem, o coração sente</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/n0idK4Wbgkg/o-que-os-olhos-veem-o-coracao-sente.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 11 Nov 2007 05:53:05 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/o-que-os-olhos-veem-o-coracao-sente.php#unique-entry-id-80</guid><description>&amp;ndash; Olha l&amp;aacute; em cima! &amp;ndash; diz uma garota no meio de uma avenida bem movimentada em um megal&amp;oacute;pole. &amp;ndash; Ohhhhhh! 

...E quanto a voc&amp;ecirc;? &amp;ndash; pergunta a sua outra amiga. &amp;ndash; Est&amp;aacute; vendo ou n&amp;atilde;o? 

...Os pedestres come&amp;ccedil;am a ficar curiosos e um ap&amp;oacute;s o outro aponta para o c&amp;eacute;u. 


...Em poucos segundos o que gerou de uma inocente brincadeira juvenil passou a ser quase not&amp;iacute;cia de primeira p&amp;aacute;gina de jornal de alto padr&amp;atilde;o. 


...Para a sociedade passamos a imagem polida, educada e poderosa, quando na verdade a maioria do povo adora &amp;eacute; ler contos er&amp;oacute;ticos, baseados em testemunhos reais ou fict&amp;iacute;cios de ex-prostitutas e biografias nada interessantes de jogadores de futebol.   O lazer vem sempre em primeiro lugar na cabe&amp;ccedil;a do homem, seja qual for, sendo que para muitos, trabalho tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; lazer. 

...Mas antes do sucesso do Youtube, tudo n&amp;atilde;o passava de uma id&amp;eacute;ia, de uma visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de um conto que todo mundo v&amp;ecirc;, mas ningu&amp;eacute;m acredita (pior &amp;eacute; quando todo mundo acredita, mas nunca v&amp;ecirc; ).


...Putin n&amp;atilde;o mais deseja correr atr&amp;aacute;s de seu poder assim que seu segundo mandato na presid&amp;ecirc;ncia acabar. 

...Por conta da promessa da id&amp;eacute;ia atrevida desse website (levando em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o as cores do logo e o slogan), tenho certeza que eu n&amp;atilde;o serei a &amp;uacute;nica a matar com prazer minhas horas na frente do computador. 

...S&amp;oacute; o tempo dir&amp;aacute; se n&amp;oacute;s de fato algum dia olharemos para a mesma dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o acreditando naquilo que vemos junto, fazendo parte de um todo.


...&lt;BLINK&gt;Seu cap&amp;iacute;tulo gratuito do eBook &amp;ldquo;A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui&amp;rdquo; por Luciana B. 

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/n0idK4Wbgkg" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/o-que-os-olhos-veem-o-coracao-sente.php#unique-entry-id-80</feedburner:origLink></item><item><title>Em Comemoração do Halloween: A Quinta Praia</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/xAv9TgmTdjk/em-comemoracao-do-halloween-a-quinta-praia.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Wed, 31 Oct 2007 04:58:02 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/em-comemoracao-do-halloween-a-quinta-praia.php#unique-entry-id-79</guid><description>Eles tamb&amp;eacute;m poderiam dar uma esticada estilo mochileiro tanto na Austr&amp;aacute;lia quanto na Nova Zel&amp;acirc;ndia por tamb&amp;eacute;m ser t&amp;atilde;o pr&amp;oacute;ximo das ilhas Fiji, sem contar as outras ilhas do Pac&amp;iacute;fico, como a Polin&amp;eacute;sia Francesa por exemplo, mas acontece que nenhum desses tr&amp;ecirc;s pa&amp;iacute;ses faziam parte do sonho do casal.


...A despedida do casal dos amigos e dos familiares no aeroporto foi talvez um pouco exagerada, j&amp;aacute; que em doze dias eles j&amp;aacute; estariam vivendo suas respectivas rotinas de novo, no entanto muito mais bronzeados do sol e tamb&amp;eacute;m com a alma lavada pelas &amp;aacute;guas mornas e cristalinas do Oceano Pac&amp;iacute;fico-Sul. 

...No avi&amp;atilde;o, as inconveni&amp;ecirc;ncias corriqueiras mal pareciam incomodar os dois pombinhos no in&amp;iacute;cio, s&amp;oacute; que ao longo das longas horas de Viena para Frankfurt, de Frankfurt para Seul, de Seul para Nadi e finalmente de Nadi para a ilha-resort de barco, sem contar o tempo perdido entre uma escala e outra, estavam de fato colocando &amp;agrave; prova a vontade de chegar na pequena ilha onde eles se hospedar&amp;iacute;am ainda com um sorriso no rosto.


...Como o resort em si era super bem estruturado ao longo das quatro das cinco praias, com bares, &amp;ldquo;bure&amp;rdquo; ou sala de gin&amp;aacute;stica (mesmo que vazia!), piscinas, restaurantes, &amp;ldquo;bure&amp;rdquo; de recrea&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil, &amp;ldquo;bure&amp;rdquo; de equipamento de esporte aqu&amp;aacute;tico e at&amp;eacute; &amp;ldquo;bure&amp;rdquo; de aula te&amp;oacute;rica de mergulho, Ron e Claudia procuraram curtir de tudo pelo menos um pouco, sem encontrarem tempo de sobra para andarem em volta da ilha como haviam se prometido assim que puseram os p&amp;eacute;s no Crystal Clear Island Resort.


- Amanh&amp;atilde; ser&amp;aacute; o nosso &amp;uacute;ltimo dia aqui, Ron, e ainda falta uma praia para visitar! &amp;ndash; diz Claudia enquanto se servia do buffet da deliciosa comida local Lovo, ao som dos instrumentos t&amp;iacute;picos, que seguiriam um show de dan&amp;ccedil;a fijiana no bar da casa principal, onde os funcion&amp;aacute;rios do resort se vestiriam com saias de palha e dan&amp;ccedil;ariam com lan&amp;ccedil;as, relembrando a &amp;eacute;poca nada long&amp;iacute;nqua do canibalismo praticado na regi&amp;atilde;o dos moradores de cabelo pixaim.


...Pelas quatro praias pelas quais eles passaram, avistaram fam&amp;iacute;lias na beira do mar escuro de fim de tarde torcendo para avistarem pelo menos um tubar&amp;atilde;o, outros casais dividindo coquet&amp;eacute;is coloridos, crian&amp;ccedil;as juntando seus brinquedos da areia, esportistas correndo de uma ponta da praia para a outra e menos esportistas jogando bingo. 


No fim da &amp;uacute;ltima fronteira para a quinta praia, Claudia e Ron assistiram sentados em cima de uma rocha vulc&amp;acirc;nica com os p&amp;eacute;s na &amp;aacute;gua do mar o espet&amp;aacute;culo do p&amp;ocirc;r do sol que foi abruptamente interrompido por um grupo de morcegos que come&amp;ccedil;ou a rode&amp;aacute;-los.


...A tentativa de Ron foi em v&amp;atilde;o, porque o pr&amp;oacute;ximo som que ouviria seria de sua esposa gritando ao ver as unhas do ded&amp;atilde;o e do dedo indicador da m&amp;atilde;o serem arrancadas por um alicate gigante. 

...Pouco depois, duas senhoras de idade avan&amp;ccedil;ada se aproximaram de Claudia e cuspiram nos dois bicos dos seios pintados dela, o que significava que eles estavam agora purificados para serem cortados fora e servidos mais tarde como a cereja que vem em cima do sundae de chocolate.


...Com a cabe&amp;ccedil;a virada para a lua, p&amp;aacute;lpebras dos olhos tremendo semi-abertos e falando um l&amp;iacute;ngua inventada, Claudia direciona seu olhar para o chefe de cerim&amp;ocirc;nias, chupa o pr&amp;oacute;prio dedo ensang&amp;uuml;entado, depois passa o outro dedo pingando sangue sobre seus mamilos e pelo resto do corpo que ainda conseguia alcan&amp;ccedil;ar, e de repente, joga as duas m&amp;atilde;os para frente com um olhar diab&amp;oacute;lico, sempre recitando os versos desse idioma inexistente.


...Com a ajuda de Claudia e muita sorte, o casal conseguiu chegar na areia com suas pernas e bra&amp;ccedil;os ainda presos aos seus corpos molhados, pelados e manchados de tinta preta, para o horror dos h&amp;oacute;spedes do resort que jantavam &amp;agrave; meia-luz no restaurante menos familiar e mais fino de todo o Crystal Clear Island Resort. 

...Ron logo se deu conta que todos os nativos (pelo menos desta ilha) faziam parte direta ou indiretamente do ritual de canibalismo, por isso achou melhor n&amp;atilde;o exigir justi&amp;ccedil;a por enquanto e somente confirmar seu v&amp;ocirc;o de volta para a civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na manh&amp;atilde; seguinte.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/xAv9TgmTdjk" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/em-comemoracao-do-halloween-a-quinta-praia.php#unique-entry-id-79</feedburner:origLink></item><item><title>Dez anos mais tarde...</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/aGgJxRuvSoo/dez-anos-mais-tarde.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Thu, 25 Oct 2007 02:43:31 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/dez-anos-mais-tarde.php#unique-entry-id-78</guid><description>&amp;ndash; Tenho uma reuni&amp;atilde;o daqui meia hora, mas como meu escrit&amp;oacute;rio &amp;eacute; aqui na esquina, d&amp;aacute; tempo sim.


Acomodadas com seus respectivos caf&amp;eacute;s, Bi diz, olhando o p&amp;atilde;o de queijo que Ju enfiava na boca de uma forma desaprovadora (porque uma mulher de 30 anos tem que vigiar o peso):


...&amp;ndash; Sim, nos mudamos para Paris onde moramos cinco anos e depois passamos os pr&amp;oacute;ximos tr&amp;ecirc;s anos em T&amp;oacute;quio. 

...&amp;ndash; Mas voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o se casou, nem nada? &amp;ndash; ela pergunta, querendo j&amp;aacute; pisar em uma ferida aberta que imaginou que a amiga tivesse.


...&amp;ndash; Bom, como o tempo voa, n&amp;atilde;o! &amp;ndash; comenta Bi olhando para seu rel&amp;oacute;gio su&amp;iacute;&amp;ccedil;o. &amp;ndash; Deixe-me pagar pelo caf&amp;eacute;.


...Bi aproveitou para mostrar a foto onde seu marido estava parado de frente &amp;agrave; piscina do casar&amp;atilde;o onde moravam.


Ju arregala os olhos e se pergunta: Onde foi que ela foi arrumar um gato desse?


...Bi olha a foto onde o marido de Ju estava sem camisa exibindo seu peito e barriga sarados e m&amp;aacute;sculos enquanto pescava de um yacht.


...Ela poderia continuar sentada ali e colocar todas as cartas na mesa das coisas que ela havia conseguido ao longo desses dez anos, como: Minha casa, meu &amp;ldquo;marido&amp;rdquo;, minhas roupas e minhas j&amp;oacute;ias, mas tamb&amp;eacute;m teria que esperar por uma resposta &amp;agrave; altura de Ju como: Minhas casas, minhas viagens, minha fam&amp;iacute;lia e meu yacht.


Nesse instante, Ju reparou na perfeita pele e no macio cabelo de Bi, enquanto Bi reparou nos quadris em forma e na barriga lisa de Ju.


Por mais que as duas amigas n&amp;atilde;o pudessem deixar de se mostrarem de alguma forma superiores, talvez teriam tido mais proveito desse caf&amp;eacute; se logo no in&amp;iacute;cio, assim que se encontraram na rua, se tivessem dito:


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/aGgJxRuvSoo" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/dez-anos-mais-tarde.php#unique-entry-id-78</feedburner:origLink></item><item><title>A Terra do Sol Nascente</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/wgyEkvuDB0E/a-terra-do-sol-nascente.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 13 Oct 2007 01:34:25 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-terra-do-sol-nascente.php#unique-entry-id-77</guid><description>2) As ruas de Ginza, que fazem parte do centro de uma das mais movimentadas cidades de todo o planeta s&amp;atilde;o limpas, seguras e v&amp;iacute;vidas, maquiadas de cartazes eletr&amp;ocirc;nicos que n&amp;atilde;o me roubaram o f&amp;ocirc;lego porque n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o novidade para mim, residente na &amp;Aacute;sia. 

...3) Jovens de mini-saia e botas estilo cowboy, ou nativas mais maduras de tradicional kimono e obi com um chinelo havaiana de palha que pode custar at&amp;eacute; 300 USD com meias brancas acompanhando.   Cabelos tingidos de loiro (10%) e de ruivo (diria 80%, inclusive homens...), e olhares menos inocentes comparado com as mo&amp;ccedil;as coreanas. 

...5) Tem hamb&amp;uacute;rguer demais quando n&amp;atilde;o deveria e sushi de menos quando deveria, onde tempura e shabu-shabu n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o pratos do pov&amp;atilde;o, mas sim dos mais endinheirados. 

...6) Que lugar &amp;eacute; esse que tamb&amp;eacute;m pode ser chamado de um dos grandes centros da moda?


7) Que lugar &amp;eacute; esse onde a vista do quarto pode ser tanto para a Toscana quanto para Veneza, e onde piratas, monstros, fadas, princesas, castelos, navios, selva e sonhos infantis moram debaixo do mesmo teto, ou melhor, do mesmo c&amp;eacute;u?


8) Que lugar &amp;eacute; esse onde as obras de arte ambulantes de kimonos, chinelos de madeira, cabelos presos, boca pintadas parcialmente de vermelho e rosto coberto de p&amp;oacute; branco maravilham as ruas de Gion a caminho de suas ochayas, sem mesmo terem que levantar um dedo para enlouquecerem a multid&amp;atilde;o boquiaberta?


9) E &amp;uacute;ltima pista, que pa&amp;iacute;s &amp;eacute; esse que sofre os mais freq&amp;uuml;entes terremotos do planeta, onde o ambiente nas ruas j&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais t&amp;iacute;pico mas sim multicultural e onde as pessoas enfiam a m&amp;atilde;o fundo no bolso para at&amp;eacute; mesmo beber uma Sprite (porque gra&amp;ccedil;as a Deus &amp;aacute;gua n&amp;atilde;o custa nada na maioria dos estabelecimentos)?


Acertou se achou que passei pelo Jap&amp;atilde;o, come&amp;ccedil;ando por T&amp;oacute;quio por conta das quest&amp;otilde;es de 1 a 6, pela DisneySea e Disneyland Tokyo por causa da pergunta de n&amp;uacute;mero 7 e por Quioto (de geishas e de maikos de Gion e de Pontocho) de acordo com a oitava quest&amp;atilde;o.


...Os jardins s&amp;atilde;o menos perfeitos do que os livros possam insinuar e a comida do dia-a-dia n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma das sete maravilhas do mundo.   Mas o Jap&amp;atilde;o continuar&amp;aacute; atraindo o interesse tanto de amigos estrangeiros quanto de inimigos locais porque &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s organizado, regulamentado e forte, apesar de n&amp;atilde;o ter coragem de olhar para as atrocidades que cometeu no passado e de se desculpar por elas.

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/wgyEkvuDB0E" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-terra-do-sol-nascente.php#unique-entry-id-77</feedburner:origLink></item><item><title>Prestígio e seus Karmas</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/HEryP5A-5Qw/prestigio-e-seus-karmas.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 05 Oct 2007 23:26:16 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/prestigio-e-seus-karmas.php#unique-entry-id-76</guid><description>Quem n&amp;atilde;o gostaria de ser chamado(a) de doutor(a), ser olhado(a) com admira&amp;ccedil;&amp;atilde;o e at&amp;eacute; se tornar o &amp;iacute;dolo de algu&amp;eacute;m?   Engra&amp;ccedil;ado que em lugares como no Oriente M&amp;eacute;dio, mais precisamente em Dubai, at&amp;eacute; carpinteiros ou pintores de parede merecem t&amp;iacute;tulos de engenheiros. 

...Mas pelo menos (quase) todos concordam que n&amp;atilde;o existe prest&amp;iacute;gio algum em limpar bacias sanit&amp;aacute;rias de terceiros, seja no Oriente M&amp;eacute;dio, na Europa ou no Brasil, por mais que esse trabalho seja honesto e pague algumas contas.


...Para algumas mulheres, possuir j&amp;oacute;ias, principalmente se elas foram presentes de namorados e maridos, seria um jeito de demonstrar para a sociedade seus valores que na verdade jamais poderiam ser medidos com o blin-blin.   Algumas mulheres at&amp;eacute; sabem como usa-las, outras exageram e muitas nem podem se gabar delas na rua, isso se desejarem voltar vivas para casa. 

...Contar para todo mundo onde voc&amp;ecirc; foi, mostrando as fotos dos lugares que conheceu, dos famosos pontos tur&amp;iacute;sticos que os invejosos j&amp;aacute; viram mesmo sem nunca terem estado l&amp;aacute;, certo? 

... &amp;ldquo;N&amp;atilde;o vou ficar na fila do omelete no resort daquela ilha paradis&amp;iacute;aca porque tenho estilo ( e uma vontade danada de comer ovo)...&amp;rdquo;


...Aquele que tem vergonha de tirar foto das maravilhas do mundo ou de ir nos mais renomados pontos tur&amp;iacute;sticos s&amp;oacute; porque outros terrestres acontecem de existir, bom, para esses casos s&amp;oacute; existem duas sa&amp;iacute;das: 


1) Se for para reclamar, nem saia de casa porque o planeta n&amp;atilde;o gira ao seu redor;


2) Lembre-se que por mais especial que possa se sentir, o globo n&amp;atilde;o &amp;eacute; o seu quintal pessoal.


...Prest&amp;iacute;gio pode ser observado sob v&amp;aacute;rios aspectos, mas &amp;agrave;s vezes vale a pena lembrar que nem tudo que brilha &amp;eacute; ouro, mesmo quando deveria.

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/HEryP5A-5Qw" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/prestigio-e-seus-karmas.php#unique-entry-id-76</feedburner:origLink></item><item><title>Sacrificando o Sacrifício</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/3fspKS7sU4A/sacrificando-o-sacrificio.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 14 Sep 2007 21:07:30 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/sacrificando-o-sacrificio.php#unique-entry-id-75</guid><description>O fedor dos seus arredores e talvez at&amp;eacute; mesmo de sua pele podem esperar um pouco? 


...Todos n&amp;oacute;s nos sacrificamos ou sacrificamos outras pessoas diariamente por coisas que parecem valer mais a pena ou parecem ser mais importantes naquele instante.   Mas o pior &amp;eacute; que muita gente sacrifica coisa importante por praticamente nada de valor em troca, seja esse emocional, intelectual ou financeiro, ou ainda de acordo com a sua sa&amp;uacute;de, ou de acordo com o ponto de vista religioso.


Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o come doce nem fritura para n&amp;atilde;o engordar, mesmo quando dar a primeira mordida em um bolo ou em um pudim seja um dos seus grandes prazeres da vida. 

...Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o tem um grande c&amp;iacute;rculo de amigos para se dedicar &amp;agrave; si mesmo no seu escasso tempo livre, fazendo o que quer e quando quer. 

...&amp;Agrave;s vezes sacrifica a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;e ou pai para que seu filho encontre sozinho sua voz neste mundo. 

...O que vale mais a pena, uma lembran&amp;ccedil;a ou um bem que possa ser apalpado? 


...E aqueles que sacrificam suas pr&amp;oacute;prias exist&amp;ecirc;ncias para os mais necessitados de amor, de comida, de teto e/ou de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o? 

...Vale a pena sofrer para satisfazer algu&amp;eacute;m, por mais que esse algu&amp;eacute;m lhe seja muito querido?   Vale a pena fazer os outros sofrerem, mesmo que essas pessoas sejam seus piores inimigos, para que voc&amp;ecirc; se sinta satisfeito?


...Mas ao meu ver, um bom guia para a reflex&amp;atilde;o seria: o que &amp;eacute; que me faz feliz? 

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/3fspKS7sU4A" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/sacrificando-o-sacrificio.php#unique-entry-id-75</feedburner:origLink></item><item><title>A procura pela chave</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/t-2qtrvJxEU/a-procura-pela-chave.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 07 Sep 2007 20:04:29 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-procura-pela-chave.php#unique-entry-id-74</guid><description>A cabe&amp;ccedil;a do garoto de 20 anos gira, gira e procura algum conforto no &amp;aacute;lcool, quando na verdade ele s&amp;oacute; deseja encontrar paz.


&amp;ndash; Onde est&amp;aacute; a maldita chave para o meu interior?


Ele procura debaixo dos travesseiros, dentro de meias, de vasos, de garrafas de vinho vazias e semi-cheias.   &amp;Eacute; o mesmo sentimento quando algu&amp;eacute;m procura os &amp;oacute;culos desesperadamente, quando eles se encontram sobre o nariz. 

...&amp;ldquo;Se o meu valioso interior estivesse em mim mesmo, j&amp;aacute; teria encontrado-o nessa altura do campeonato&amp;rdquo; &amp;ndash; ele reflete.


...&amp;ndash; Acontece que se voc&amp;ecirc; ainda est&amp;aacute; a procura de si mesmo, &amp;eacute; porque ainda n&amp;atilde;o se merece &amp;ndash; diz a voz da consci&amp;ecirc;ncia.


De frente ao espelho o garoto encontra um estranho. 


...&amp;ndash; Eu sou a chave, eu sou a verdade, eu sou a liberdade. 

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Tamb&amp;eacute;m imaginamos e de fato constatamos (incluindo a descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o acima) que a maioria dos turistas com quem dividir&amp;iacute;amos um peda&amp;ccedil;o do para&amp;iacute;so seriam endinheirados pombinhos em lua de mel vindos do mundo todo, ou fam&amp;iacute;lias com crian&amp;ccedil;as australianas, neozelandesas ou residentes das outras ilhas da Oceania ou da &amp;Aacute;sia, como &amp;eacute; o nosso caso.


...Quarta surpresa: os fijianos seriam t&amp;atilde;o parecidos uns com os outros: no corte curto e redondo do cabelo pixaim tanto feminino quanto masculino dos habitantes de pele morena clara, de corpos cheios de andar id&amp;ecirc;nticos. 


...A Kava antigamente era uma bebida reservada aos chefes das tribos, mas hoje faz parte da happy-hour (e tratamento de algumas doen&amp;ccedil;as, como tosse) de qualquer cidad&amp;atilde;o: &amp;agrave;s vezes uma happy-hour que se multiplica por cinco ao longo do dia. 


Sexta surpresa: os fijianos n&amp;atilde;o se d&amp;atilde;o bem com os outros numerosos habitantes do arquip&amp;eacute;lago de 300 ilhas (duas delas grandes e o restante menores e por vezes at&amp;eacute; min&amp;uacute;sculas), os indianos. 


...D&amp;eacute;cima surpresa: apesar do show t&amp;iacute;pico noturno ser com os funcion&amp;aacute;rios do resort vestidos com saias de folhas secas, colares de lei e lan&amp;ccedil;as nas m&amp;atilde;os relembrando o passado nada distante da &amp;eacute;poca do canibalismo, eles n&amp;atilde;o gostam de falar a respeito.   Na &amp;eacute;poca do "card&amp;aacute;pio" mais variado, os fijianos comiam os restos dos inimigos por eles assassinados para demonstrarem claramente que n&amp;atilde;o havia respeito pelas fam&amp;iacute;lias das v&amp;iacute;timas. ...  Mas em 1643 o holand&amp;ecirc;s Abel Tasman resolveu tentar sua sorte (e seus &amp;oacute;rg&amp;atilde;os). 231 anos mais tarde foram os ingleses que resolverem tomar posse das ilhas Fiji, colocando a&amp;iacute; um basta oficial no canibalismo. 

...Nossa d&amp;eacute;cima-primeira e &amp;uacute;ltima surpresa em Fiji foi de termos encontrado uma senhora extremamente enigm&amp;aacute;tica, parecendo ter seus 99 anos, que estava viajando sozinha. ...  Uma senhora que n&amp;atilde;o tinha pressa para terminar suas refei&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;oacute; para n&amp;atilde;o ser percebida pelas fam&amp;iacute;lias e casais; uma senhora que fazia caminhadas em volta da ilha duas vezes por dia; uma senhora que nadava de touca e &amp;oacute;culos de nata&amp;ccedil;&amp;atilde;o em mar aberto onde j&amp;aacute; a maioria dos turistas n&amp;atilde;o ia sem medo de tubar&amp;otilde;es; uma senhora de bom gosto e estilo pr&amp;oacute;prio, visto suas sand&amp;aacute;lias, bolsas e vestidos; e uma senhora que deixou muita gente se perguntando por que algu&amp;eacute;m nessa idade estaria fazendo uma viagem dessas sozinha. ...  Fato &amp;eacute; que nunca saberemos o motivo dela estar sozinha, mas devo admitir que sua presen&amp;ccedil;a foi n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para mim, mas para toda a ilha-resort um grande enigma.


...Mas sinceramente, se n&amp;atilde;o fosse pelo fato de ser t&amp;atilde;o isolado, de ter uma hist&amp;oacute;ria t&amp;atilde;o macabra de canibalismo, Fiji n&amp;atilde;o mereceria uma segunda visita nossa, porque o mundo precisa ser explorado e voltar no mesmo lugar duas vezes &amp;eacute; porque ele deve ser muito especial, como &amp;eacute; o caso das ilhas Maldivas.&lt;div class="feedflare"&gt;
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Todos os anos durante o feriado mais comemorado da Cor&amp;eacute;ia, o Chusok, centenas de sul-coreanos se juntam na Ponte da Liberdade no DMZ para chorarem por seus parentes que certamente n&amp;atilde;o compartilham suas mesmas altas expectativas de vida.


Uma vez no seio da sociedade hier&amp;aacute;rquica da Cor&amp;eacute;ia do Sul, n&amp;atilde;o &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil compreender por que seus cidad&amp;atilde;os n&amp;atilde;o desejam a reunifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e o motivo &amp;eacute; financeiro.   Apesar dos coreanos serem seres ultra-sociais, onde a import&amp;acirc;ncia de ter e mostrar a fam&amp;iacute;lia &amp;eacute; t&amp;atilde;o valiosa como comer o santo kimchi de cada dia, a verdade &amp;eacute; que a press&amp;atilde;o do (mal)bendito status profissional e social acaba colocando na pr&amp;aacute;tica a fam&amp;iacute;lia em terceiro ou em quarto plano. 


Por isso achei c&amp;ocirc;mico sentir na pele o que &amp;eacute; estar no DMZ, porque por mais que os sul-coreanos chorem por suas fam&amp;iacute;lias que est&amp;atilde;o do outro lado da fronteira, n&amp;atilde;o d&amp;atilde;o tanto valor emocional aos membros que vivem debaixo do mesmo teto.


...O fato do homem ou mulher de neg&amp;oacute;cios chegar em casa &amp;agrave;s 09.30 da noite somente para dar boa noite para suas crian&amp;ccedil;as n&amp;atilde;o seria nada tr&amp;aacute;gico, se as poucas palavras trocadas fossem as palavras corretas, palavras de amor e de afei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e n&amp;atilde;o somente de cobran&amp;ccedil;as e de regras. 


O mais engra&amp;ccedil;ado &amp;eacute; que as fam&amp;iacute;lias sul-coreanas n&amp;atilde;o levam &amp;agrave; mal o fato de ter uma fam&amp;iacute;lia ausente, no que diz respeito a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o sentimental, porque mais importante de tudo &amp;eacute; o degrau da pir&amp;acirc;mide onde se encontram. ...  Se as fronteiras fossem finalmente abertas, haveria um dia ou dois, no m&amp;aacute;ximo uma semana de festas, mas da&amp;iacute; eles cairiam no esquecimento de novo por conta das press&amp;otilde;es do trabalho. 


O que eu quero dizer com isso, &amp;eacute; que outras sociedades j&amp;aacute; est&amp;atilde;o acostumadas com esse ritmo de escravid&amp;atilde;o moderna, mas pelo menos n&amp;atilde;o dizem por a&amp;iacute; que colocam a fam&amp;iacute;lia acima de tudo porque n&amp;atilde;o &amp;eacute; bem assim.


Mesmo aqueles que est&amp;atilde;o bem longe das Cor&amp;eacute;ias: quantas fam&amp;iacute;lias vivem juntas debaixo do mesmo teto, mas completamente separadas de alvos e vis&amp;otilde;es em comum, como estranhos no ninho?   Quantas pessoas preferem participar de um jantar de neg&amp;oacute;cios sem grande import&amp;acirc;ncia para comerem &amp;ldquo;frio&amp;rdquo; fil&amp;eacute; mignon, ao inv&amp;eacute;s de dividirem um simples, mas &amp;ldquo;quente&amp;rdquo; arroz com ovo no seio da fam&amp;iacute;lia?


...Ou aquele que faz quest&amp;atilde;o de se tornar quem ele &amp;eacute; em toda a sua complexidade, para vivenciar suas escolhas ao m&amp;aacute;ximo, mas ao mesmo tempo sendo obrigado a ser cruel face os outros membros da fam&amp;iacute;lia, podendo ser esposa, marido, filhos, m&amp;atilde;e, pai ou irm&amp;atilde;os: certo ou errado?&lt;div class="feedflare"&gt;
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...E aquele outro sujeito que at&amp;eacute; fez p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alguma profiss&amp;atilde;o chata s&amp;oacute; para pendurar o diploma na parede e se sentir vazio no fim da vida, quando no fundo do peito ele gostaria de ter ido contra as tend&amp;ecirc;ncias do mercado e contra as sugest&amp;otilde;es dos seus pais, largando tudo para se dedicar a aquela coisa em especial que sempre dominou seu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o? 

...Como v&amp;ecirc;em, est&amp;aacute; a&amp;iacute; a chance de agarrar uma nova oportunidade que poderia ser brilhante na vida, mas ainda sim poucos o fazem.


J&amp;aacute; no campo amoroso, que para a maioria &amp;eacute; um caminho cheio de pedras, saber reconhecer a nossa outra metade  - independentemente se voc&amp;ecirc; tem 18, 25, 45 ou 60 anos - talvez seja a tarefa mais dif&amp;iacute;cil de todas. ...  Para muitos, eles se dar&amp;atilde;o conta que perderam a oportunidade de compartilhar a vida deles com a &amp;uacute;nica pessoa que poderia ser n&amp;atilde;o s&amp;oacute; o melhor amante, mas o melhor companheiro e amigo quando j&amp;aacute; for tarde demais. 

...As oportunidades perdidas em termos de lazer n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o tr&amp;aacute;gicas assim, que possam gerar um arrependimento de vida dram&amp;aacute;tico: &amp;ndash; Por que n&amp;atilde;o fui assistir o show do Evanescence? 

...Mas depois que essa pessoa volta para a sua casa e v&amp;ecirc; as fotos da viagem, se arrepende se n&amp;atilde;o ter esperado 2 ou 3 horas na fila para ter experienciado algo de especial.


Pior s&amp;atilde;o aqueles que tem amigos ou parentes que se mudaram para uma cidade ou para um pa&amp;iacute;s longe e diferente, que recebem cartas-convite e emails praticamente diariamente com o lembrete: Quando posso te buscar no aeroporto? 


...Mas a&amp;iacute; o amigo ou o membro da fam&amp;iacute;lia se muda repentinamente e a oportunidade &amp;eacute; perdida de conhecer um lugar novo, n&amp;atilde;o como um turista segurando um livreto e um mapa nas m&amp;atilde;os, mas sim como um turista que tem a chance de aproveitar um guia pessoal.


&amp;ndash; Eu queria &amp;eacute; conhecer Barcelona, mas me pintou a oportunidade de ir para Beijing, por isso n&amp;atilde;o irei! &amp;ndash; diz um fulano claramente sem pensar logicamente &amp;agrave; respeito.


...Por isso mergulhar de cabe&amp;ccedil;a, agarrar as oportunidades como se fossem as &amp;uacute;ltimas e atravessar um porta que acaba de se abrir de olhos vetados n&amp;atilde;o me parece um exagero.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/YhZshjpNjmM" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/agarrando-as-oportunidades.php#unique-entry-id-71</feedburner:origLink></item><item><title>A Morte Física: Última Etapa do Ciclo da Vida</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/5-l3lVLhEyk/a-morte-fisica-ultima-etapa-do-ciclo-da-vida.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 22 Jul 2007 01:35:57 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-morte-fisica-ultima-etapa-do-ciclo-da-vida.php#unique-entry-id-70</guid><description>O acidente a&amp;eacute;reo da Tam que matou centenas e chocou o mundo semana passada nos trouxe mais uma vez um pouco mais pr&amp;oacute;ximos da id&amp;eacute;ia da morte. 


Sim, o fulano X ou Y poderia ter embarcado naquele v&amp;ocirc;o, sim, a vizinha da cicrana resolveu esperar no farol vermelho de madrugada, quando suas amigas no carro ao lado n&amp;atilde;o o fizeram e morreram instantaneamente em um acidente cruzando aquele farol fechado e sim, aquele rapaz novinho escapou mais uma vez da morte quando foi levado &amp;agrave;s pressas, gra&amp;ccedil;as aos companheiros do v&amp;iacute;cio, para o hospital mais pr&amp;oacute;ximo por conta de overdose de drogas. 


Acidentes mortais chocam o ser humano, mas os seres mais espirituais acabam tendo mais facilidade de aceitar quadros dram&amp;aacute;ticos como o acidente da Tam, porque acreditam que qualquer pessoa tem data e hora certa para morrer. 


J&amp;aacute; quando uma velhinha cega e surda de 88 anos deixa essa vida para outra, ningu&amp;eacute;m se surpreende, por mais que tenhamos dificuldade para compreender o ciclo da vida, que por sua vez inclui a morte.


...Eles n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os &amp;uacute;nicos, porque ao meu ver, suicidas tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o aqueles que n&amp;atilde;o d&amp;atilde;o valor &amp;agrave; vida, se matando indiretamente nos v&amp;iacute;cios ou se arriscando estupidamente quando em momentos-chave, quando poderiam ter agido de uma maneira mais racional.


Como explicar para uma crian&amp;ccedil;a a fase final do ciclo da vida, quando ela n&amp;atilde;o termina necessariamente com a idade avan&amp;ccedil;ada? ...  Mesmo para aqueles que tiveram a alegria de n&amp;atilde;o perder ningu&amp;eacute;m de mais pr&amp;oacute;ximo ainda, basta olhar uma foto ou um quadro antigo, ou pensar nas civiliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es que nos precederam: todos eles j&amp;aacute; deixaram este plano espiritual, tendo desaparecido do nosso planeta, e para a maioria, caindo em esquecimento.


...Voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc;, colega! &amp;ndash; ele diz ao meu marido. - Sua esposa at&amp;eacute; pode entrar para a hist&amp;oacute;ria, mas n&amp;oacute;s, quem se lembrar&amp;aacute; da gente, dos pobres vendedores de autom&amp;oacute;veis? 


Engra&amp;ccedil;ado, pensei, porque nada nesta vida garante que n&amp;atilde;o cairemos no esquecimento, o que na verdade &amp;eacute; mais prov&amp;aacute;vel do que qualquer outra coisa na vida (com pouqu&amp;iacute;ssimas exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es), mesmo se formos turistas no planeta Terra &amp;ndash; pessoas sem ideais e sem objetivos - ou trabalhadores, realizadores ou talvez ainda sonhadores.


Mas n&amp;atilde;o estava pensando na id&amp;eacute;ia de eternidade hoje, mas sim na da morte por conta do lembrete do acidente da Tam que qualquer dia pode ser o nosso dia, e que se assim tiver que ser, teremos que estar espiritualmente preparados para aceitar os fatos, por mais injustos que eles possam parecer. 

Mas at&amp;eacute; o nosso dia chegar para fazermos parte de uma sociedade inteira que faleceu, visto dos olhos de uma crian&amp;ccedil;a no ano de 2150, temos a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de viver a vida de cabe&amp;ccedil;a erguida, com muito amor e sem arrependimentos, por que n&amp;atilde;o sabemos se merecemos uma segunda chance de passar por aqui.

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/5-l3lVLhEyk" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-morte-fisica-ultima-etapa-do-ciclo-da-vida.php#unique-entry-id-70</feedburner:origLink></item><item><title>Celebração</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/cTMu6UDRS_Q/celebracao.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 14 Jul 2007 21:30:17 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/celebracao.php#unique-entry-id-69</guid><description>Procuro celebrar cada momento, &amp;eacute; de minha natureza, mas devo admitir que houveram ocasi&amp;otilde;es que me ensinaram a celebrar eventos, digamos, menos festivos. 


Ap&amp;oacute;s 4 anos em Dubai, onde chuva &amp;eacute; t&amp;atilde;o rara como uma nevasca no Rio de Janeiro, aprendi a celebrar cada pingo que cai.   Ainda aprendi celebrar a diversidade e o pre&amp;ccedil;o relativamente baixo de frutas no Brasil (na Tail&amp;acirc;ndia, ou na &amp;Iacute;ndia por exemplo), louvando cada suco natural, cada milk shake que possa fazer sem ter que enfiar a m&amp;atilde;o fundo no bolso para pagar um d&amp;oacute;lar americano para comprar uma &amp;uacute;nica laranja, como &amp;eacute; o caso no Cor&amp;eacute;ia.


Celebro cada dia que tenho um carro na garagem, porque sei bem demais o que &amp;eacute; depender de transporte p&amp;uacute;blico em grandes cidades.   Celebro o fato de educar meu filho para ser o imperador do mundo sem problemas de consci&amp;ecirc;ncia, porque &amp;eacute; da natureza dos pais sempre desejarem o melhor para os filhos, quando mimar j&amp;aacute; seria outra coisa...


...Houveram momentos tensos onde poderia ter agido ou falado diferentemente, mas pelo fato de ter sido fiel com o meu &amp;iacute;ntimo, n&amp;atilde;o me arrependo.


...Celebro o meu conhecimento espiritual de que todas as religi&amp;otilde;es no fim s&amp;atilde;o uma s&amp;oacute;, e celebro a certeza de que somos eternos.


...Com minha fam&amp;iacute;lia que reside longe, celebro falar no telefone &amp;ndash; que passou a ser a nossa ponte da saudade - e celebro mais ainda os poucos, mas intensos dias quando nos revemos.


...Tem gente que n&amp;atilde;o gosta de falar a respeito por diversas raz&amp;otilde;es, inclusive eu ainda um pouco mais jovem, quando achava que lembrar terceiros do pr&amp;oacute;prio anivers&amp;aacute;rio era triste ou narcisista. ...  Ame quem queira me amar, e quem n&amp;atilde;o gostar de minhas palavras, dos meus gestos, de minhas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou de minha ess&amp;ecirc;ncia, n&amp;atilde;o far&amp;aacute; diferen&amp;ccedil;a alguma em minha vida, porque meus pilares s&amp;atilde;o fortes e resistentes.


Por isso celebro o in&amp;iacute;cio de um novo ciclo em minha vida, torcendo para muitas portas sejam abertas e outras menos favor&amp;aacute;veis sejam fechadas.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/cTMu6UDRS_Q" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/celebracao.php#unique-entry-id-69</feedburner:origLink></item><item><title>Minhas Sete Maravilhas do Mundo X 2</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/xrs9W1WnipE/minhas-sete-maravilhas-do-mundo.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 06 Jul 2007 21:25:03 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/minhas-sete-maravilhas-do-mundo.php#unique-entry-id-67</guid><description>&amp;Eacute; claro que participei desse evento hist&amp;oacute;rico, votando pelas minhas maravilhas preferidas online, mas devo admitir que fiquei bastante desapontada por n&amp;atilde;o ter visto na lista oficial alguns dos monumentos que mais me impressionaram pelos pa&amp;iacute;ses pelos quais j&amp;aacute; passei. 

...N&amp;atilde;o &amp;eacute; nada pessoal, bem pelo contr&amp;aacute;rio, j&amp;aacute; que adoro o Rio de Janeiro, Nova Iorque e Paris, mas acho que se falando das maravilhas do mundo, o Cristo Redentor, a Est&amp;aacute;tua da Liberdade e a Torre Eiffel n&amp;atilde;o mereciam estar na corrida. 

...O templo do Buda de Esmeralda tira o f&amp;ocirc;lego pelo conjunto de v&amp;aacute;rios templos em um s&amp;oacute;, pelos seus detalhes, pelas suas figuras, pelo seu cheiro de incenso e pelos fi&amp;eacute;is que ignoram os turistas boquiabertos para fazerem suas oferendas.


...Como a Catedral de S&amp;atilde;o Bas&amp;iacute;lio, Neuschwanstein &amp;eacute; bomb&amp;aacute;stico por fora, mas simples at&amp;eacute; demais por dentro, pelo fato de n&amp;atilde;o ter sido terminado de acordo com os planos de seu rei, que foi preso no pr&amp;oacute;prio castelo por ter sido considerado louco. 

...Esse pal&amp;aacute;cio precisa de pouca introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o por ter sido imitado por no m&amp;iacute;nimo dezenas de outros pal&amp;aacute;cios e castelos, que por mais que se esforcem, jamais ter&amp;atilde;o o esplendor de seus corredores, a hist&amp;oacute;ria viva de suas paredes e seus jardins sim&amp;eacute;tricos.   Ele &amp;eacute; de fato impressionante, porque at&amp;eacute; as m&amp;atilde;es e pais s&amp;atilde;o obrigados a engolir o fato do pal&amp;aacute;cio de Versailles n&amp;atilde;o gostar de crian&amp;ccedil;as visitantes, principalmente aquelas de carrinho, mas sua beleza ofusca qualquer dificuldade de visita&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

...Ou ainda onde as pessoas, principalmente brasileiros, passam a entender que o mar &amp;eacute; azul, e n&amp;atilde;o verde, e que a beleza dos corais, dos peixes coloridos, das grandes raias, tartarugas marinhas, golfinhos e tubar&amp;otilde;es &amp;eacute; do jeito que deveria ser: praticamente intocada, mesmo nas ilhas-hot&amp;eacute;is. 

...O p&amp;ocirc;r do sol, o sil&amp;ecirc;ncio, o c&amp;eacute;u estrelado, as enormes dunas de areia avermelhadas e ocasionalmente um camelo aqui ou l&amp;aacute;, isso quando os nativos n&amp;atilde;o resolvem se divertir com seus carr&amp;otilde;es 4x4, rasgando o sossego do &amp;uacute;ltimo local do universo onde uma pessoa que procura a si mesmo &amp;eacute; for&amp;ccedil;ada a lembrar que a civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; logo ali, mesmo parecendo estar t&amp;atilde;o afastada. 


...O lago &amp;eacute; um dos mais profundos da Europa, de cor literalmente verde-esmeralda, rodeado pelos pared&amp;otilde;es dos Alpes Austr&amp;iacute;acos pr&amp;oacute;ximo a vilarejos charmosos, daqueles que lembram cidades de bonecas, onde tudo parece ser perfeito: o sorriso genu&amp;iacute;no de seus habitantes, as flores nos balc&amp;otilde;es dos chal&amp;eacute;s alpinos, as vacas com seus sinos e a comida fresca, como se sua m&amp;atilde;e fosse alem&amp;atilde; e tivesse acabado de prepara-la para voc&amp;ecirc;. 

...O contraste das montanhas do Sinai de cor bege, como o deserto da pen&amp;iacute;nsula, com o tom mais brilhante de azul claro que se pode imaginar, cria esse show para poucos verem, j&amp;aacute; que o n&amp;uacute;mero de turistas por dia &amp;eacute; regulado, ao contr&amp;aacute;rio de seus vizinhos Sharm el Sheikh ou Dahab. 

...Assim que o visitante se agachar para entrar na primeira tumba, seja ela nos vale dos reis ou das rainhas, entender&amp;aacute; instantaneamente que a nossa vidinha de hoje n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada comparado com a eternidade, com o ouro lado da vida. 

...Para terminar, gostaria ainda de mencionar minhas avenidas/ruas preferidas das grandes cidades pelo mundo afora, aquelas que oferecem mais do que lojas e restaurantes transados, aquelas que s&amp;atilde;o o que s&amp;atilde;o sem defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Champs Elys&amp;eacute;es em Paris, Avenida Paulista em S&amp;atilde;o Paulo, Graben em Viena, Orchard Road em Cingapura, Quinta Avenida em Nova Iorque, Sheikh Zayed Road em Dubai e finalmente a Queens Road, em Hong Kong.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/xrs9W1WnipE" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/minhas-sete-maravilhas-do-mundo.php#unique-entry-id-67</feedburner:origLink></item><item><title>A estranha arte de diferenciar música de tradições culturais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/ZJepR_wfwPg/a-estranha-arte-de-diferenciar-musica-de-tradicoes-culturais.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 23 Jun 2007 01:51:08 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/a-estranha-arte-de-diferenciar-musica-de-tradicoes-culturais.php#unique-entry-id-66</guid><description>O teatro era ao ar livre, os assentos numerados, as recepcionistas vestiam o tradicional hanbok e toks, que s&amp;atilde;o bolinhos de arroz, e um suco vermelho um pouco amargo que n&amp;atilde;o tive como saber de qual fruta era, eram oferecidos para o p&amp;uacute;blico de gra&amp;ccedil;a e al&amp;eacute;m disso adultos e crian&amp;ccedil;as ainda puderam pintar leques de aquarela num stand de frente a entrada para a sala de espet&amp;aacute;culos.


Como de h&amp;aacute;bito, fomos (bem) tratados como seres extra-terrestres por n&amp;atilde;o termos a pele amarela e nem o olho rasgado, e para variar, meu filho teve que se defender daqueles que insistiam em passar a m&amp;atilde;o nos cachos loiros dele, que de acordo com as cren&amp;ccedil;as locais, tocar a cabe&amp;ccedil;a de uma crian&amp;ccedil;a loira traz sorte.


...N&amp;atilde;o sendo a primeira apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o art&amp;iacute;stica que j&amp;aacute; t&amp;iacute;nhamos visto na Cor&amp;eacute;ia do Sul, como um casamento t&amp;iacute;pico, show c&amp;ocirc;mico de taekwondo (o arrebatador &amp;ldquo;Jump&amp;rdquo;), ou show de tambores e dan&amp;ccedil;a de leques, entre outros, o que estava para come&amp;ccedil;ar me fez refletir sobre a beleza da m&amp;uacute;sica em si, do tom, da harmonia, independentemente disso fazer parte da cultura e da tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o local ou n&amp;atilde;o.


O tradicional Pansori &amp;eacute; cantado por uma ou duas pessoas de voz grave, geralmente uma contralto em hanbok e cabelos divididos ao meio presos para tr&amp;aacute;s ou um baixo tamb&amp;eacute;m vestido &amp;agrave; car&amp;aacute;ter, que contam uma hist&amp;oacute;ria, acompanhados somente por um tambor.   Os versos mel&amp;oacute;dicos captam sem d&amp;uacute;vida a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do p&amp;uacute;blico, mas passados cinco minutos, para aqueles que n&amp;atilde;o entendem o Coreano, o Pansori come&amp;ccedil;a a ficar mon&amp;oacute;tono. 

...Na &amp;oacute;pera chinesa de Pequim ou no kabuki japon&amp;ecirc;s, o fator bizarro &amp;eacute; o mesmo, mas pelo menos existe nelas uma hist&amp;oacute;ria que at&amp;eacute; mesmo algu&amp;eacute;m que n&amp;atilde;o fale a l&amp;iacute;ngua local possa acompanhar.


No espet&amp;aacute;culo coreano, n&amp;atilde;o conseguimos compreender como algu&amp;eacute;m poderia vibrar com uma m&amp;uacute;sica onde 80% dos instrumentos produzem um som metal, como se os artistas estivessem batendo uma colher em uma panela desvairadamente. 

...Ningu&amp;eacute;m precisa ser um ouvinte &amp;aacute;vido de m&amp;uacute;sica cl&amp;aacute;ssica para concordar que a m&amp;uacute;sica de Mozart, por exemplo, &amp;eacute; divina, por conta da harmonia e beleza. 

...Tudo bem, nem todo mundo gosta de vermelho, mas mesmo as m&amp;uacute;sicas t&amp;iacute;picas folcl&amp;oacute;ricas de alguns lugares s&amp;atilde;o sublimes, como a m&amp;uacute;sica sa&amp;iacute;di eg&amp;iacute;pcia, a cl&amp;aacute;ssica indiana, ou balinesa, tailandesa... 


Pouco antes do espet&amp;aacute;culo coreano terminar, pude pelo menos vibrar com a delicadeza e graciosidade das dan&amp;ccedil;arinas, celebrando a esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Dano, que se d&amp;aacute; pelas prepara&amp;ccedil;&amp;otilde;es locais pouco antes do ver&amp;atilde;o chegar na pen&amp;iacute;nsula coreana. 


Com todo o respeito que o povo coreano merece, especialmente por tratar seus visitantes da melhor maneira que podem, educar meus ouvidos para a m&amp;uacute;sica tradicional deles continuar&amp;aacute; sendo um grade desafio.

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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...Alguns at&amp;eacute; ensinam os filhos o mais cedo poss&amp;iacute;vel a exigirem seu lugar no mundo, para serem notados antes mesmo de se descobrirem. 


Outros nem precisam se dar ao trabalho, porque algumas crian&amp;ccedil;as s&amp;atilde;o crian&amp;ccedil;as s&amp;oacute; de corpo, conhecendo at&amp;eacute; bem demais as leis da selva, jogando com a ingenuidade dos mais puros e &amp;agrave;s vezes at&amp;eacute; colocando-os em uma dif&amp;iacute;cil situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para a qual muitos ainda n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o prontos psicologicamente.


O que difere uma crian&amp;ccedil;a, que por mais que tenha nascido em um vilarejo no meio do nada j&amp;aacute; carrega em si desde sua nascen&amp;ccedil;a aquela t&amp;iacute;pica maldade infantil, daquela outra que n&amp;atilde;o conhece a tranq&amp;uuml;ilidade do campo, mas s&amp;oacute; a m&amp;uacute;sica muitas vezes ensurdecedora de uma cidade grande, mas que ainda sim consegue manter sua ingenuidade? 


...Com o correr dos anos, a crian&amp;ccedil;a ing&amp;ecirc;nua aprende a se defender, a lutar pela sua dignidade, mas ainda n&amp;atilde;o esquece de se olhar no espelho uma vez ou outra, ansiando pelo pr&amp;oacute;ximo encontro com a sua mais pura verdade.   Na selva, a lei &amp;eacute; do mais forte &amp;ndash; ningu&amp;eacute;m duvida, mas mesmo assim, de vez em quando a doce crian&amp;ccedil;a tira sua armadura invis&amp;iacute;vel e acaricia seu ser ajudando os outros, ou dizendo uma palavra de esperan&amp;ccedil;a para uma alma desesperada.


J&amp;aacute; a crian&amp;ccedil;a que parece ter nascido adulta, se importa somente com ela, como sempre foi o caso, desde os tempos pr&amp;eacute;-prim&amp;aacute;rios.

...Quando os pais, em nome do amor que tem pelos filhos, arrancam-lhes do mundo de faz-de-conta para mostrar a realidade, por mais que isso lhe quebrem por dentro. 


...Por um lado &amp;eacute; de inoc&amp;ecirc;ncia e de pureza de inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es que esse mundo precisa urgentemente, mas por outro lado o dono do cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;atilde;o especial n&amp;atilde;o encontra seu lugar e n&amp;atilde;o consegue defender seu direito de simplesmente continuar mostrando sua sensibilidade (e n&amp;atilde;o fraqueza) para o mundo.


...Mas sendo eles isso ou aquilo, aquele que &amp;eacute; verdadeiro com a sua natureza ser&amp;aacute; quem menos se surpreender&amp;aacute; quando tudo terminar, quando ele se deparar de novo com a sua ess&amp;ecirc;ncia. 


Saber equilibrar a pureza com a ast&amp;uacute;cia e n&amp;atilde;o se perder no caminho &amp;eacute; sem d&amp;uacute;vida um grande feito, algo que somente aquelas almas super especiais que visitam a Terra de vez em quando conseguem.

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...O mundo pode ter acabado nesse instante, mas quem se importa? ...  Eles curtem cada movimento, cada car&amp;iacute;cia, cada nova onda de calor.   Eles sabem que n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o sozinhos, que est&amp;atilde;o sendo observados, que o lugar para o troca de intimidades de fato n&amp;atilde;o &amp;eacute; o ideal, mas eles tamb&amp;eacute;m sabem que n&amp;atilde;o tem outra alternativa.


...A luz forte, os curiosos e o atraso da entrega da comida nem parecem ser um inc&amp;ocirc;modo t&amp;atilde;o grande.   Os amantes curtem o sil&amp;ecirc;ncio depois do temporal de calor e amor e finalmente fecham os olhos exatamente no mesmo instante, como se tivessem ensaiado antes.


...Tenho certeza que ele falou comigo, m&amp;atilde;e! &amp;ndash; vibra a adolescente de frente ao vidro dos dois grandes lagartos da Austr&amp;aacute;lia no zool&amp;oacute;gico.

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/OveEGBU_tVs" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/big-brother-big-lover.php#unique-entry-id-64</feedburner:origLink></item><item><title>Solução para Bêbados</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/IeWdLKCkbPk/solucao-para-bebados.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 03 Jun 2007 03:38:44 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/solucao-para-bebados.php#unique-entry-id-63</guid><description>A diferen&amp;ccedil;a b&amp;aacute;sica &amp;eacute; que na R&amp;uacute;ssia as sess&amp;otilde;es de vodca podem j&amp;aacute; come&amp;ccedil;ar &amp;agrave;s dez horas da manh&amp;atilde;, enquanto na Cor&amp;eacute;ia, as sess&amp;otilde;es de soju, bebida alco&amp;oacute;lica nacional, s&amp;oacute; come&amp;ccedil;am depois do expediente. 


...Mas bebidas &amp;agrave; parte, uma outra coincid&amp;ecirc;ncia entre a R&amp;uacute;ssia e a Cor&amp;eacute;ia do Sul &amp;eacute; que se um motorista embriagado for pego pela pol&amp;iacute;cia, ele provavelmente vai desejar nunca ter nascido. 

...Mas o pov&amp;atilde;o que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o est&amp;aacute; mais em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de dirigir por ter bebido tanto, se vira de outro jeito: metr&amp;ocirc; ou carona. 


...Aqui na Cor&amp;eacute;ia do Sul os nativos n&amp;atilde;o tem o h&amp;aacute;bito de entrar em carros de estranhos, se esses n&amp;atilde;o forem t&amp;aacute;xis licenciados. ...  O &amp;uacute;nico problema &amp;eacute; que o transporte p&amp;uacute;blico p&amp;aacute;ra por completo na altas horas da madrugada, justamente quando os b&amp;ecirc;bados mais precisam de transporte.   Ap&amp;oacute;s as onze da noite, &amp;eacute; praticamente imposs&amp;iacute;vel encontrar t&amp;aacute;xis livres, a id&amp;eacute;ia de dirigir de volta para casa embriagado &amp;eacute; vetada e logo logo n&amp;atilde;o haver&amp;aacute; mais transporte p&amp;uacute;blico. 

...&amp;Eacute; claro que ideal &amp;eacute; n&amp;atilde;o beber, mas se esse mal &amp;eacute; realmente necess&amp;aacute;rio para fechar algum neg&amp;oacute;cio, para celebrar isso ou aquilo, ou simplesmente para esquecer do mundo, surgiu a id&amp;eacute;ia que estava faltando! 

...O motorista de aluguel coreano faz parte de uma ag&amp;ecirc;ncia, disp&amp;otilde;e de uma carteira de motorista, de uma cabe&amp;ccedil;a s&amp;oacute;bria, de muita paci&amp;ecirc;ncia, de um est&amp;ocirc;mago forte, de um bom conhecimento de sua cidade, e mais importante, de um aparelho de celular para receber suas chamadas.


O motorista de aluguel coreano cobra 15 mil Won (em torno de16 d&amp;oacute;lares americanos) para levar o sujeito ou a sujeita embriagados at&amp;eacute; suas casas &amp;ndash; em seus autom&amp;oacute;veis! 

...Eles livram as ruas dos perigos de se ter um irrespons&amp;aacute;vel b&amp;ecirc;bado detr&amp;aacute;s do volante que n&amp;atilde;o s&amp;oacute; p&amp;otilde;e em risco a sua vida, mas a vida dos outros &amp;ndash; tudo em nome do maldito v&amp;iacute;cio.  


&amp;Eacute; por isso que pa&amp;iacute;ses como a Cor&amp;eacute;ia do Sul ou Cingapura v&amp;atilde;o para frente, porque respeito na comunidade &amp;eacute; escrito com letra mai&amp;uacute;scula. 

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/IeWdLKCkbPk" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/solucao-para-bebados.php#unique-entry-id-63</feedburner:origLink></item><item><title>Público Rei</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/5xrLHwDq-Rc/publico-rei.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 26 May 2007 18:50:10 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/publico-rei.php#unique-entry-id-62</guid><description>Outro dia fui visitar a Bienal Internacional da Cer&amp;acirc;mica, que estava se desenrolando em tr&amp;ecirc;s cidadezinhas com tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cer&amp;acirc;mica ao redor de Seul, Cor&amp;eacute;ia do Sul.   &amp;Eacute; claro que tive que me beliscar v&amp;aacute;rias vezes para me dar conta que tamanhas obras de arte eram de cer&amp;acirc;mica, que &amp;eacute; um material t&amp;atilde;o fr&amp;aacute;gil para se trabalhar.


...N&amp;oacute;s ficamos de queixo ca&amp;iacute;do, n&amp;atilde;o pela inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e criatividade do artista que recebeu o pr&amp;ecirc;mio principal, mas justamente por ele n&amp;atilde;o ter nos impressionado. 

...&amp;ndash; O que voc&amp;ecirc;s, bando de expatriadas, entendem do assunto? &amp;ndash; algum leitor especializado em cer&amp;acirc;mica deve estar se perguntando. 


Bom, mesmo sendo leigas no assunto, mas experts em outros, n&amp;oacute;s fazemos parte de um p&amp;uacute;blico.   Eu, sendo artista, bem sei que o que vale &amp;eacute; a opini&amp;atilde;o da massa, porque ser&amp;aacute; ela que massagear&amp;aacute; o meu ego, e n&amp;atilde;o uma meia d&amp;uacute;zia de experts que parece n&amp;atilde;o ter sensibilidade, que s&amp;oacute; visa o lucro e que custa a entender que o que o artista mais quer, &amp;eacute; ver sua cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o na boca do povo, em t&amp;oacute;picos de discuss&amp;atilde;o e eventualmente inspirando novos criadores.


O p&amp;uacute;blico &amp;eacute; rei, digo sempre, inconformada com as chances perdidas de puros talentos pelo mundo afora, sendo no campo da cer&amp;acirc;mica, da literatura, da m&amp;uacute;sica, da dan&amp;ccedil;a, entre outros, que machucados, desistem de fazer aquilo que fazem de melhor por terem sido rejeitados pelos donos do mercado. 


Como o p&amp;uacute;blico &amp;eacute; e ser&amp;aacute; sempre quem definir&amp;aacute; o sucesso de um artista, deveria caber a ele de oferecer uma chance de reconhecimento &amp;agrave;quelas pessoas especiais que s&amp;atilde;o postas em segundo posto.


...Ora, basta que algumas cabe&amp;ccedil;as brilhantes lancem websites 100% independentes e que n&amp;atilde;o visam lucro algum, para dar a oportunidade aos artistas de serem julgados por aqueles que realmente entendem seu trabalho, n&amp;atilde;o em termos t&amp;eacute;cnicos, mas sim em termos sentimentais. 


...Sendo assim, n&amp;oacute;s, p&amp;uacute;blico e artistas, dever&amp;iacute;amos nos rebelar contra o imp&amp;eacute;rio dos donos do mercado e assumirmos nossos postos de capazes ju&amp;iacute;zes.

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/5xrLHwDq-Rc" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/publico-rei.php#unique-entry-id-62</feedburner:origLink></item><item><title>Questionário</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/7ORSWoBsZf0/questionario.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 18 May 2007 23:55:57 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/questionario.php#unique-entry-id-61</guid><description>Pensei que para ser jornalista, a pessoa deveria possuir uma alma selvagem, ter uma fome insaci&amp;aacute;vel por informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ter paix&amp;atilde;o pelo o que faz, escrever cada nova linha com satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e acima de tudo, se dedicar de corpo e alma, ciente que a cada ano que passa, mais e mais jornalistas s&amp;atilde;o calados por aqueles sob a mira da verdade. 


...Mesmo porque, a nova onda das revistas, dos jornais e dos canais de televis&amp;atilde;o &amp;eacute; de comprar mat&amp;eacute;rias, seja l&amp;aacute; de quem for, de um jornalista de profiss&amp;atilde;o ou n&amp;atilde;o, mas de algu&amp;eacute;m que exerceu um excelente trabalho jornal&amp;iacute;stico.


N&amp;atilde;o estou generalizando e n&amp;atilde;o chamaria algu&amp;eacute;m de dentista se essa pessoa fosse expert em arrancar os dentes dos outros &amp;agrave; moda antiga, ou n&amp;atilde;o ousaria chamar ningu&amp;eacute;m de doutor advogado se esse se levantasse da multid&amp;atilde;o exigindo justi&amp;ccedil;a.   Para cada profiss&amp;atilde;o h&amp;aacute; uma forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem d&amp;uacute;vida, mas tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o &amp;eacute; segredo algum que um diploma universit&amp;aacute;rio nada mais &amp;eacute; do que um bilhete de entrada na vida profissional. ...  No entanto, n&amp;atilde;o podemos e nem devemos marginalizar aqueles que mesmo sem diploma, conseguiram se sobressair de alguma maneira, exercendo uma profiss&amp;atilde;o com dignidade e excel&amp;ecirc;ncia, que muito doutor n&amp;atilde;o tiraria de letra.


Vale lembrar ainda que o escritor &amp;eacute; uma esp&amp;eacute;cie de jornalista, de detetive, de historiador, de tudo aquilo que ele deve ser para estar apto a desenvolver um tema da maneira mais abrangente que ele conseguir. 

...Para ilustrar que qualquer um pode e deve desenvolver o gosto pela curiosidade, o gosto de formular perguntas, gostaria de me entrevistar em primeira pessoa.   N&amp;atilde;o &amp;eacute; goza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e nem falta de respeito para com os jornalistas, mas uma forma de me aproximar um pouco mais dos meus prezados e fi&amp;eacute;is leitores, al&amp;eacute;m de mostrar que ter curiosidade, mesmo pela pr&amp;oacute;pria natureza, &amp;eacute; sempre positiva, e nada narcisista. 

...- Fora os meus, n&amp;atilde;o tenho um t&amp;iacute;tulo em especial, mas curto biografias e pe&amp;ccedil;as de teatro em forma de livro em especial.


...- Como livro, n&amp;atilde;o tenho um t&amp;iacute;tulo que se destaque dos outros, mas gosto de &amp;eacute;picos. 


...Espero que a partir desse question&amp;aacute;rio voc&amp;ecirc;s entendam que aquele que exerce essa ou aquela profiss&amp;atilde;o com dignidade, &amp;eacute; que pode se titular como tal. 

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/7ORSWoBsZf0" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/questionario.php#unique-entry-id-61</feedburner:origLink></item><item><title>Guerreiros</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/8ophp8nKXSA/guerreiros.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Mon, 14 May 2007 06:11:29 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/guerreiros.php#unique-entry-id-60</guid><description>Aqui na Cor&amp;eacute;ia, como em todos os pa&amp;iacute;ses asi&amp;aacute;ticos, a quest&amp;atilde;o da heran&amp;ccedil;a de sangue e cultura &amp;eacute; coisa s&amp;eacute;ria.


...Em minhas viagens tenho notado j&amp;aacute; h&amp;aacute; muito tempo que os la&amp;ccedil;os, a linha de sangue passaram a ser coisas secund&amp;aacute;rias, quando na agitada vida moderna, outros assuntos s&amp;atilde;o sempre muito mais importantes. 


...Muitos acreditam at&amp;eacute; que n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o necessariamente negligenciando suas ra&amp;iacute;zes, mas que outro nome poderia dar quando a mais pura verdade &amp;eacute; que a grande maioria das pessoas (com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos asi&amp;aacute;ticos) pensa indiretamente que no momento em que se casarem e trazerem filhos ao mundo, a hist&amp;oacute;ria deveria come&amp;ccedil;ar ali, com eles?


Como escritora, n&amp;atilde;o tenho a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de responder perguntas, mas de cria-las, levar o leitor a refletir em que grau o fator descend&amp;ecirc;ncia deveria ser classificado. ...  Na verdade at&amp;eacute; gostamos de dizer que nossa descend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; essa ou aquela, mas ser&amp;aacute; que o povo se interessa mesmo para entender suas ra&amp;iacute;zes?


Digo isso por mim, que achava conhecer os russos e a R&amp;uacute;ssia por ter em parte sangue russo correndo em minhas veias, por ter conhecido em parte alguns dos costumes eslavos em casa, mas uma vez na R&amp;uacute;ssia, o choque e o desapontamento foram desmesurados. 


Hoje eu entendo perfeitamente que a pessoa n&amp;atilde;o &amp;eacute; obrigada a gostar de uma determinada cultura (mesmo que essa seja a de seus descendentes), de um determinado pintor, de um determinado estilo de m&amp;uacute;sica, mas cada um deveria pelo menos mostrar o devido interesse de conhecer e entender.   Mesmo ap&amp;oacute;s algum tempo dedicando-se &amp;agrave; hist&amp;oacute;ria do seu sangue, pode ser que nada mude, mas pelo menos poder&amp;aacute; se sentir um pouco mais completo.


Os guerreiros de antigamente lutavam verdadeiramente em nome da religi&amp;atilde;o (nisso nada mudou), em nome da honra pessoal (mudou um pouco) e em nome de suas ra&amp;iacute;zes (mudou completamente).   N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o se precipitem, eu n&amp;atilde;o esqueci de mencionar em nome do pa&amp;iacute;s, mas poucos foram aqueles que sinceramente deram um passo a frente, de livre e espont&amp;acirc;nea vontade, para lutar em nome de suas terras, porque a&amp;iacute; as quest&amp;otilde;es de obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e toma-l&amp;aacute;-d&amp;aacute;-c&amp;aacute; sempre tiveram muito valor.


...Ao meu ver, estudar pelo menos um pouco as pr&amp;oacute;prias ra&amp;iacute;zes leva uma pessoa a n&amp;atilde;o s&amp;oacute; se conhecer um pouco melhor, mas tamb&amp;eacute;m a puxar o mundo mais pr&amp;oacute;ximo de si. 

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/8ophp8nKXSA" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/guerreiros.php#unique-entry-id-60</feedburner:origLink></item><item><title>Tarefa</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/Kz3UUA4scLU/tarefa.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Tue, 01 May 2007 01:46:48 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/tarefa.php#unique-entry-id-59</guid><description>Para aqueles pais que nasceram, cresceram e se desenvolveram em um &amp;uacute;nico pa&amp;iacute;s, onde as regras de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o basicamente as mesmas, fica um pouco mais f&amp;aacute;cil educar. 

...Agora imaginem o que significa expor uma crian&amp;ccedil;a a tr&amp;ecirc;s idiomas desde a nascen&amp;ccedil;a, mudar de pa&amp;iacute;s a cada tr&amp;ecirc;s anos e ainda ter que habitua-la a diversas formas de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e etiqueta.


...Ensinar a crian&amp;ccedil;a a falar direto na Europa, mas dar voltas na &amp;Iacute;ndia ou nos pa&amp;iacute;ses &amp;aacute;rabes, onde um sim pode ser um n&amp;atilde;o (encha-allah bukra munquin, significando, se Deus quiser amanh&amp;atilde; talvez).   Tente explicar a uma cabecinha de 5 anos que dez mil pode ser pouco dinheiro na R&amp;uacute;ssia, mas &amp;eacute; muito no Reino Unido, que aprender uma arte marcial &amp;eacute; para defesa, e n&amp;atilde;o para o ataque, ou que ainda n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o as outras pessoas que deveriam aprender a sua l&amp;iacute;ngua, mas sim voc&amp;ecirc; a delas.


...As escolas internacionais costumam seguir o padr&amp;atilde;o de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o norte-americano, com times de baseball e baile de formatura &amp;ndash; logo n&amp;atilde;o h&amp;aacute; muita surpresa, j&amp;aacute; que a maioria do mundo cresce assistindo filmes hollywoodianos.   Agora tente entender em primeiro lugar para depois explicar ao seu filho a diferen&amp;ccedil;a de mentalidade entre o sistema de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ingl&amp;ecirc;s com o alem&amp;atilde;o, se deparado com o problema (meu atual dilema).


...Al&amp;eacute;m do mais, muitos pais reclamam que v&amp;aacute;rias crian&amp;ccedil;as pegam raiva da escola nessa fase, quando ainda n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o maduros o suficiente para se concentrarem por tanto tempo. 

...Maravilhoso, mas quando pensamos que em um Kindergarten alem&amp;atilde;o, abrigando crian&amp;ccedil;as de at&amp;eacute; completarem 6 anos e meio ou mais, ningu&amp;eacute;m se importa de verdade se elas est&amp;atilde;o s&amp;oacute; brincando aleatoriamente ou montando um quebra-cabe&amp;ccedil;a de 300 pe&amp;ccedil;as &amp;ndash; o que &amp;eacute; um excelente exerc&amp;iacute;cio de concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o - porque a escolha da atividade &amp;eacute; livre. ...  Mas ent&amp;atilde;o me dou conta do lado positivo do sistema de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o alem&amp;atilde;o, quando somente ap&amp;oacute;s ter passado por um teste de maturidade administrado pelo educador ou psic&amp;oacute;logo infantil, a crian&amp;ccedil;a ingressar&amp;aacute; na escola. 

...Alguns psic&amp;oacute;logos clamam que o quanto antes a crian&amp;ccedil;a aprender, melhor e mais f&amp;aacute;cil ser&amp;aacute;, enquanto outros acreditam que posar tamanho stress em uma faixa et&amp;aacute;ria respons&amp;aacute;vel pelo desenvolvimento do car&amp;aacute;ter e da personalidade, n&amp;atilde;o seja adequado. 


&amp;Eacute; de fato muito dif&amp;iacute;cil encontrar a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o correta, j&amp;aacute; que existem crian&amp;ccedil;as que est&amp;atilde;o prontas para um aprendizado precoce, enquanto outras ainda devem amadurecer um pouco mais.


No entanto se o sistema de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o for esse ou aquele, acredito que a grande maioria dos pais subestimam a intelig&amp;ecirc;ncia e a capacidade racioc&amp;iacute;nio e de absor&amp;ccedil;&amp;atilde;o de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma crian&amp;ccedil;a na fase pr&amp;eacute;-escolar, quando ela registra tudo, mesmo sem compreender a fundo o que um sistema educacional significa, por exemplo.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/Kz3UUA4scLU" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/tarefa.php#unique-entry-id-59</feedburner:origLink></item><item><title>Duas Vidas</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/CibOE0cpNWs/duas-vidas.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 21 Apr 2007 18:26:35 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/duas-vidas.php#unique-entry-id-58</guid><description>A vida que tinha ainda solteira era marcada por incertezas, por obst&amp;aacute;culos, por neuroses de cidade grande e por in&amp;uacute;meros prazeres do dia-a-dia que sempre fiz quest&amp;atilde;o de louvar.   Essa vida agitada que tive tenha talvez me polido para a mulher que sou hoje: arrojada e corajosa, mas no fundo sempre desejei n&amp;atilde;o me preocupar com coisinhas que agitam em demasia nossos pensamentos.


...O eu da megal&amp;oacute;pole natal, acostumada em ter que lidar com a criatividade e flexibilidade para poder alcan&amp;ccedil;ar algo, num lugar onde os ocasionais dramas familiares trazem pimenta na canja, onde as desgra&amp;ccedil;as das primeiras p&amp;aacute;ginas dos jornais locais parecem se repetir e onde a &amp;acirc;nsia de ver algo de diferente n&amp;atilde;o me sai da cabe&amp;ccedil;a.


Agora o eu cigano seja talvez o mais astuto, o mais estudado, o mais polido, o mais atrevido, dado os constantes obst&amp;aacute;culos na vida de um expatriado. 

...A vida do meu eu cigano &amp;eacute; talvez a mesma vida que muitos sonham em ter, mas jamais ter&amp;atilde;o. ...  Bem sei qu&amp;atilde;o bonito &amp;eacute; filosofar e sonhar com um mundo melhor, mas tamb&amp;eacute;m conseguiria contar nos dedos o n&amp;uacute;mero de pessoas que se consideram completas e 100% felizes. 

...Voltando aos meus eus, noto que a raz&amp;atilde;o pela minha constante insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se d&amp;ecirc; pela vida que eu levo (longe disso), nem pela vida que deixei de levar, mas simplesmente por ter me cortado ao meio. 

...A neurose de S&amp;atilde;o Paulo continua a mesma, as virtudes e cacoetes dos mais chegados permanecem intactos, as paix&amp;otilde;es nacionais pelas novelas do hor&amp;aacute;rio nobre e pela feijoada s&amp;atilde;o rainhas e o sentimento de se estar em um local familiar conforta, ao mesmo tempo que agita a minha cabe&amp;ccedil;a em busca de algo novo.


Uma conhecida da minha segunda vida insiste que a maioria dos expatriados agem diferentemente quando voltam de vez, ou de f&amp;eacute;rias para o pa&amp;iacute;s natal. 

...Por&amp;eacute;m, o outro lado da moeda &amp;eacute; que se dividir &amp;eacute; algo duro para se fazer, principalmente nos momentos de despedida, nem que ela seja tempor&amp;aacute;ria. 


...Por enquanto vou continuar vivendo minha segunda vida, sempre buscando saciar minha sede de novidade, quando talvez o que mais anseio no meu subconsciente seja o reencontro das minhas duas metades um memor&amp;aacute;vel dia.  

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/CibOE0cpNWs" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/duas-vidas.php#unique-entry-id-58</feedburner:origLink></item><item><title>Mulher Solteira Ainda Procura...</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/JPMLQU7IEeQ/mulher-solteira-ainda-procura.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 13 Apr 2007 23:44:37 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/mulher-solteira-ainda-procura.php#unique-entry-id-57</guid><description>Diz para as amigas que s&amp;oacute; se casar&amp;aacute; aos 30 anos quando tiver tudo sob controle: seu diploma universit&amp;aacute;rio, seu emprego, suas experi&amp;ecirc;ncias amorosas e sua liberdade, mas no fundo do peito ela bem que torce que tudo seja diferente e que ela assegure seu futuro o quanto antes.


...Cansada de jogar conversa fora com sujeitos mal-resolvidos que ficam segurando copos de u&amp;iacute;sque em bares &amp;agrave; procura somente de uma transa para a noite, essa mulher resolve investir no seu futuro. ...  Ela acredita que n&amp;atilde;o pode ser a &amp;uacute;nica no universo com dificuldade em encontrar um parceiro para a vida, ent&amp;atilde;o por que n&amp;atilde;o usufruir do empurr&amp;atilde;ozinho da internet?


...Ela pode viajar sempre que deseja, tem seu apartamento, um bom c&amp;iacute;rculo de amigos, &amp;eacute; respeitada no trabalho, assiste religiosamente a todos os epis&amp;oacute;dios de Sex and the City e quer mais, muito mais. ...  Registrada h&amp;aacute; cinco anos em ag&amp;ecirc;ncias de casamento online, essa mulher ainda n&amp;atilde;o pode dizer que encontrou algu&amp;eacute;m que tenha mexido com ela. 


...Fazendo dois dias para a data t&amp;atilde;o especial, de deixar tudo para tr&amp;aacute;s e come&amp;ccedil;ar uma nova vida em um pa&amp;iacute;s novo, a mulher recebe um email onde &amp;eacute; informada que seu pretendente do futuro passou a ser seu ex-futuro marido.


...Um dia antes de completar 46 anos, a mulher junta suas coisas, embrulha a filha de 4 anos em uma manta e foge pingando sangue, horas depois da surra mais violenta de todas.   Se sente vitoriosa por ainda estar viva e de sua filhinha n&amp;atilde;o ter sofrido nada f&amp;iacute;sico, mesmo sabendo que algumas traumas psicol&amp;oacute;gicos a perturbariam para sempre.


A caminho do hospital (de onde finalmente fez seu primeiro B.O.) para a casa de sua m&amp;atilde;e, a mulher que acabara de completar 46 anos de idade se olha no retrovisor do carro e diz &amp;agrave; si mesma: - Nada nesta vida vale o sacrif&amp;iacute;cio, as noites de terror pelas quais passei. 

...Aos 85 anos a mulher est&amp;aacute; no leito de morte, rodeada por seus 3 netos, por seus amigos mais chegados e por um sentimento de alegria, que por mais que tenha desperdi&amp;ccedil;ado alguns anos ao lado que um sujeito que n&amp;atilde;o a merecia, essa mulher conseguiu acordar a tempo para reencontrar a sua felicidade &amp;ndash; mesmo tendo jamais se casado de novo. 


...Voc&amp;ecirc;s, mulheres, por um acaso sabem o que fazer com a felicidade de se ter um homem digno e uma vida tranq&amp;uuml;ila nas m&amp;atilde;os? 

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/JPMLQU7IEeQ" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/mulher-solteira-ainda-procura.php#unique-entry-id-57</feedburner:origLink></item><item><title>Na Fila de Espera</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/0IloXwnDC_U/na-fila-de-espera.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 06 Apr 2007 18:17:56 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/na-fila-de-espera.php#unique-entry-id-56</guid><description>Os term&amp;ocirc;metros marcam 34&amp;deg;C no fim desta tarde nas ruas da capital paulista, todos est&amp;atilde;o desesperados para voltarem logo para casa, por medo de ficarem presos em algum alagamento que certamente ocorrer&amp;aacute; dependendo da for&amp;ccedil;a da prometida chuva.   O que ningu&amp;eacute;m sabia ainda, &amp;eacute; que um vendaval fort&amp;iacute;ssimo se preparava para destruir partes da zona sul de S&amp;atilde;o Paulo, provocando um apag&amp;atilde;o parcial e fazendo um estrago de m&amp;eacute;dio porte no aeroporto de Congonhas arrancando o teto de um de seus hangares.


...As portas do banco j&amp;aacute; se fecharam, impedindo que qualquer um entrasse a somente quarenta minutos para que os funcion&amp;aacute;rios encerrassem os servi&amp;ccedil;os do dia. 

...&amp;ndash; Voc&amp;ecirc; a&amp;iacute;! &amp;ndash; grita uma senhora de setenta anos para um senhor t&amp;atilde;o velho como ela, que estava um pouco mais &amp;agrave; sua frente na fila.


A expatriada inglesa se vira para a fila vizinha dos idosos porque n&amp;atilde;o sentiu nenhuma do&amp;ccedil;ura no tom da velhinha. 

...O senhor j&amp;aacute; n&amp;atilde;o pode mais se conter com a falta de respeito e eleva o tom: &amp;ndash; A senhora quer o que? 

...Se ela visse o esquema de fila nos Emirados &amp;Aacute;rabes, cairia durinha &amp;ndash; diz a inglesa para si mesma em pensamento, se lembrando das vezes em que se colocava &amp;agrave; frente de todos os homens em um banco, ou at&amp;eacute; no Mc&amp;rsquo;Donalds se n&amp;atilde;o houvesse uma fila extra para as mulheres. 

...Por&amp;eacute;m o mais engra&amp;ccedil;ado de tudo, &amp;eacute; que as filas que eles mesmo formam, nem sempre funcionam, pelo fato de 60% das pessoas n&amp;atilde;o respeitarem a ordem ( a n&amp;atilde;o ser que algu&amp;eacute;m d&amp;ecirc; um belo de um soco na mesa, ou no caixa, ou em algu&amp;eacute;m...)


Louca para presenciar um motim para ter o que contar aos netos, a velhinha da fila do banco n&amp;atilde;o desiste, gritando por cima das cabe&amp;ccedil;as a sua frente para o gerente do estabelecimento: &amp;ndash; Isso &amp;eacute; justo? 

...Por terem se afastado das portas girat&amp;oacute;rias, um trio de bandidos que havia planejado o assalto do banco h&amp;aacute; semanas, s&amp;oacute; estavam aguardando o momento certo para entrarem em a&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 


...Agora a velhinha tinha uma nova hist&amp;oacute;ria para contar aos netos e mal sabia que se encontraria com o office-senior no dia seguinte. 

...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/0IloXwnDC_U" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/na-fila-de-espera.php#unique-entry-id-56</feedburner:origLink></item><item><title>Minha Cidade, Minha Ilusão</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/ZsjMBGJ8Bno/minha-cidade-minha-ilusao.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 30 Mar 2007 20:02:05 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/minha-cidade-minha-ilusao.php#unique-entry-id-55</guid><description>No avi&amp;atilde;o a caminho do Brasil, ouvia a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;Sampa&amp;rdquo;, de Caetano Veloso no meu iPod.   Foi a&amp;iacute; quando me lembrei de algumas coisas que marcaram minha inf&amp;acirc;ncia e adolesc&amp;ecirc;ncia: fora as suculentas mem&amp;oacute;rias dos meus pratos e bebidas prediletos, me lembrei das vezes que andava de bicicleta aos arredores do cremat&amp;oacute;rio da Vila Alpina, das apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de m&amp;uacute;sica cl&amp;aacute;ssica gratuitas &amp;agrave;s segundas-feiras no Memorial da Am&amp;eacute;rica Latina, das intermin&amp;aacute;veis horas nos congestionamentos quando aproveitava para paquerar e zoar dos outros, das Alamedas do Jardim Paulista que, com o tempo, passou a ser meu segundo lar fora a casa dos meus pais e ainda dos amigos e conhecidos que fizeram deste meu tempo na capital paulista o mais precioso. 

...Exceto a di&amp;aacute;ria neurose a respeito de seguran&amp;ccedil;a, crian&amp;ccedil;as de rua e o stress por conta dos &amp;ocirc;nibus e metr&amp;ocirc; cheios (sem dizer o medo das marginais alagarem em dia de chuva forte), jamais parei para reparar nos pr&amp;eacute;dios pixados que enfeiavam a cidade sem ningu&amp;eacute;m parecer se importar, no lixo jogado na rua, na aus&amp;ecirc;ncia de flores nos parques e na decad&amp;ecirc;ncia de alguns bairros inteiros da noite para o dia.   Jamais ouvi o grito de socorro dos paulistas de nascen&amp;ccedil;a e de cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

...Hoje, j&amp;aacute; tendo passado por v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses, me entristece ver o quadro geral da poderosa S&amp;atilde;o Paulo. ...  Nem mesmo a majestosa Avenida Paulista j&amp;aacute; n&amp;atilde;o me parece ser t&amp;atilde;o moderna, mesmo ainda sendo din&amp;acirc;mica.   Me pergunto porque bem sei o quanto o ser humano &amp;eacute; capaz de se adaptar, logo, aquilo que nos choca no primeiro dia passa a fazer parte da realidade no segundo dia.


Apesar de me orgulhar do extenso programa cultural da cidade da garoa, da listas dos melhores restaurantes e bares que n&amp;atilde;o deixam nada a desejar, dos lindos hot&amp;eacute;is, das roupas que ditam a moda no Brasil todo e do esp&amp;iacute;rito empreendedor dos filhos da cidade que nunca dorme, devo confessar que talvez o maior orgulho do pa&amp;iacute;s em termos de desenvolvimento, esteja precisando urgentemente de muito amor e aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o.


&amp;ldquo;O que os olhos n&amp;atilde;o v&amp;ecirc;em o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o sente&amp;rdquo; &amp;ndash; diz o ditado &amp;ndash; mas este &amp;eacute; justamente o t&amp;oacute;pico da cr&amp;ocirc;nica.   Pelo fato de ter me ausentado por algum tempo, passei a ver com os olhos &amp;uacute;midos coisas que antes meu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o sentia. 


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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/ZsjMBGJ8Bno" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/minha-cidade-minha-ilusao.php#unique-entry-id-55</feedburner:origLink></item><item><title>Perfeito!</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/I1f8G1FPCuY/perfeito.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Wed, 21 Mar 2007 05:41:02 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/perfeito.php#unique-entry-id-54</guid><description>Sem problemas&amp;hellip; &amp;ndash; diz a funcion&amp;aacute;ria da compania a&amp;eacute;rea no balc&amp;atilde;o do check-in com um largo sorriso. &amp;ndash; No entanto, tenho uma m&amp;aacute;-not&amp;iacute;cia: os assentos reservados pela senhora j&amp;aacute; foram imprimidos no cart&amp;atilde;o de embarque de dois outros passageiros. 

...Um momento... &amp;ndash; disse, me livrando da jaqueta e tamb&amp;eacute;m colocando-a sobre a esteira do t&amp;uacute;nel do raio-x. &amp;ndash; N&amp;atilde;o precisa, n&amp;atilde;o. 

...&amp;Eacute; como se ele soubesse que no momento em que abrisse a malinha, v&amp;aacute;rios itens menores como caneta, barra de chocolate e o jornal local cairiam, por estarem por cima do laptop.


...Enquanto aguardava a chamada para o v&amp;ocirc;o, ainda encontro em um dos assentos um clipes de prata segurando cinco notas de cem euros cada. 

...No caixa, a funcion&amp;aacute;ria que tinha provavelmente acabado de sair das fraldas, se enrola toda com as notas de dinheiro, meu cart&amp;atilde;o de embarque e ainda o cart&amp;atilde;o de Miles &amp; More. 

...Atravessando a ponte coberta que d&amp;aacute; para o avi&amp;atilde;o, nada de passageiros de primeira viagem que te atropelam com medo de ficar para tr&amp;aacute;s, ou que ainda ocupam todo o espa&amp;ccedil;o de bagagem &amp;agrave; m&amp;atilde;o no compartimento superior.   Todos ali eram do tipo que n&amp;atilde;o batiam palmas quando o avi&amp;atilde;o aterrissava, e que n&amp;atilde;o se levantavam para juntarem as trouxas do compartimento superior quando o avi&amp;atilde;o, ap&amp;oacute;s ter tocado o ch&amp;atilde;o, ainda estivesse taxiando.


...Como foi sua colega que fez a asneira de nos colocar aqui, exijo que encontre dois outros assentos decentes, porque sen&amp;atilde;o meu filho n&amp;atilde;o vai deixar ningu&amp;eacute;m dormir nesse v&amp;ocirc;o de 11 horas.


...Uma colega mais sorridente ainda se aproxima imediatamente com uma bandeja servindo champanhe, sucos e &amp;aacute;gua, enquanto a mo&amp;ccedil;ada da classe econ&amp;ocirc;mica teria que se ag&amp;uuml;entar com sede por no m&amp;iacute;nimo mais meia hora.


...Ap&amp;oacute;s a aterrissagem, os passageiros da primeira classe &amp;ndash; N&amp;Oacute;S &amp;ndash; saem primeiro, n&amp;atilde;o encontram filas na alf&amp;acirc;ndega e mal precisam esperar para a esteira das bagagens come&amp;ccedil;ar a se mover. 

...N&amp;atilde;o sonha, n&amp;atilde;o!  &amp;ndash; me trazendo para a realidade, diz um fulano nervoso com barba para fazer atr&amp;aacute;s de mim na fila do check-in. &amp;ndash; &amp;Eacute; a sua vez!

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/I1f8G1FPCuY" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/perfeito.php#unique-entry-id-54</feedburner:origLink></item><item><title>Sabores Agonizantes</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/Bw5fwk4302s/sabores-agonizantes.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sat, 17 Mar 2007 03:36:24 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/sabores-agonizantes.php#unique-entry-id-53</guid><description>Para viver no exterior, um expatriado tem que abrir m&amp;atilde;o de muita coisa: dos parentes, dos amigos, dos lugares que lhe s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o queridos, e &amp;agrave;s vezes at&amp;eacute; de um velho emprego. 

...Com o passar dos meses e anos, de acordo com sua educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e gostos pessoais, cada expatriado vivencia sua estada no exterior de um jeito diferente, no entanto uma coisa &amp;eacute; igual para qualquer um que resolveu sair pelo mundo: a saudade da comida do pa&amp;iacute;s natal.


...Ap&amp;oacute;s conversas que v&amp;atilde;o e vem, nos unimos enfim em carne, osso e alma quando sonhamos com aquela comidinha que s&amp;oacute; existe no Brasil.   A agonia de querer comer ou beber algo t&amp;iacute;pico e n&amp;atilde;o poder, chega at&amp;eacute; a ser cruel.   Ah, que saudades do guaran&amp;aacute;, do churros recheado com doce de leite, do p&amp;atilde;o de queijo, do pastel de feira com caldo de cana acompanhando!


A lista pode se tornar intermin&amp;aacute;vel dependendo das prefer&amp;ecirc;ncias de cada um, no entanto, muitos assumem a verdade quando dizem que se preocupam mais com a lista das coisas que tem de comer de visita no pais natal, do que as pessoas que tem que visitar.


Enquanto o brasileiro sonha com uma suculenta picanha, o alem&amp;atilde;o mal pode esperar para poder comer o p&amp;atilde;o preto de novo (e n&amp;atilde;o batatas e salsich&amp;otilde;es...), o coreano sente falta de sua por&amp;ccedil;&amp;atilde;o di&amp;aacute;ria do louvado repolho fermentado e apimentado, o kimchi, e o russo j&amp;aacute; n&amp;atilde;o segue as suas receitas caseiras &amp;agrave; risco sem o inigual&amp;aacute;vel creme smetana.   Os franceses e seus queijos, os italianos e seus vinhos, os espanh&amp;oacute;is e seus presuntos, os su&amp;iacute;&amp;ccedil;os e seus chocolates, os &amp;aacute;rabes e suas t&amp;acirc;maras e por a&amp;iacute; afora... 


Os norte-americanos &amp;eacute; quem devem menos sofrer, j&amp;aacute; que a comida nacional deles passou a fazer parte da vida de muita gente que n&amp;atilde;o s&amp;oacute; come fast-food, mas que vive no fast-track.


De qualquer jeito, visitar o pa&amp;iacute;s natal quando mora-se no exterior &amp;eacute; sempre um extraordin&amp;aacute;rio deleite por raz&amp;otilde;es &amp;oacute;bvias, mas um dos melhores motivos &amp;eacute; que a tormenta de sonhar com os sabores agonizantes cessa, pelo menos por enquanto.


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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/Bw5fwk4302s" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/sabores-agonizantes.php#unique-entry-id-53</feedburner:origLink></item><item><title>Uma Noite em Dubai</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/dJsbU1LSFAE/uma-noite-em-dubai.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Fri, 09 Mar 2007 20:12:57 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/uma-noite-em-dubai.php#unique-entry-id-51</guid><description>Durante o sagrado m&amp;ecirc;s de devo&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mu&amp;ccedil;ulmanos e respeito ainda maior por parte dos visitantes, &amp;eacute; onde pode-se viver a experi&amp;ecirc;ncia mais aut&amp;ecirc;ntica do sonho das mil e uma noites.


...Quando &amp;eacute; que pinceladas laranja, lil&amp;aacute;s e rosa em um c&amp;eacute;u amarelo e azul claro rouba toda a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas que n&amp;atilde;o encontram tempo nem mesmo para conversar com os filhos em casa? 

...A chamada para a reza sempre &amp;eacute; um momento m&amp;aacute;gico, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; pela sua melodia divina espalhada por toda a cidade, provocando um forte sentimento de paz e harmonia com o Universo em qualquer um que possa ouvi-la, mas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; um momento m&amp;aacute;gico pela intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;iacute;ntima e ao mesmo tempo colet&amp;acirc;nea dos mu&amp;ccedil;ulmanos, que procuram entrar em contato com a voz &amp;iacute;ntima que transmite esperan&amp;ccedil;a e for&amp;ccedil;a. 


...Os grandes e modernos pr&amp;eacute;dios espelhados refletem as tradicionais tendas de frente &amp;agrave;s espa&amp;ccedil;osas casas claras e de tons naturais, refletem a festa de luzes dos enfeites das ruas e tamb&amp;eacute;m a alegria dos devotos por terem conseguido controlar seus instintos, por estarem ajudando suas fam&amp;iacute;lias e os necessitados de alguma forma, e seguramente por estarem degustando um colossal banquete, regado a muita t&amp;acirc;mara, suco de lim&amp;atilde;o com hortel&amp;atilde;, p&amp;atilde;o s&amp;iacute;rio, pat&amp;ecirc;s, carne de carneiro e doces. 


O com&amp;eacute;rcio reabre oferecendo centenas de brindes e pr&amp;ecirc;mios, os restaurantes organizam menus especiais, as dan&amp;ccedil;arinas da dan&amp;ccedil;a-do-ventre se maquiam e vestem suas fantasias, os turistas n&amp;atilde;o sabem o que fotografar primeiro, mas as mornas ondas do mar do Golfo P&amp;eacute;rsico mant&amp;eacute;m seu ritmo.


&amp;Agrave; beira do bra&amp;ccedil;o do mar, ou Khor, onde a cidade de Dubai nasceu, as gaivotas se perdem entre as c&amp;uacute;pulas das mesquitas, as abras que s&amp;atilde;o estreitos t&amp;aacute;xi aqu&amp;aacute;ticos movimentam as &amp;aacute;guas e as embarca&amp;ccedil;&amp;otilde;es comerciais que vem e v&amp;atilde;o para o subcontinente indiano e at&amp;eacute; o sudeste asi&amp;aacute;tico completam a vista.  


Apesar de todas as coisas que a cidade tenha para oferecer, s&amp;oacute; h&amp;aacute; um lugar onde seu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o bata desvairadamente, e esse lugar &amp;eacute; e s&amp;oacute; pode ser no Souq.   Corredores &amp;agrave; meia-luz, coloridos e perfumados pelos seus temperos e pelo cheiro adocicado de shisha (cachimbo d&amp;rsquo;&amp;aacute;gua), vendedores animados e atentos, a m&amp;uacute;sica da l&amp;iacute;ngua &amp;aacute;rabe integrada com os idiomas de cada alma presente,  o cheiro e choro dos vendedores de tapetes enrolando-os e desenrolando-os, o orgulho do cliente que acabara de comprar ouro ou um outro que estuda sua melhor t&amp;aacute;tica para barganhar uma pe&amp;ccedil;a exageradamente preciosa com o joalheiro.  ...  Enfim, uma infinidade de &amp;iacute;tens tradicionais que s&amp;oacute; podem ser encontrados nos bazares da Ar&amp;aacute;bia.


...E para terminar a noite que parece n&amp;atilde;o ter fim meio aos sons, cores, degusta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, fragr&amp;acirc;ncia e calor, a somente poucos quil&amp;ocirc;metros de Dubai s&amp;atilde;o as majestosas dunas e o sil&amp;ecirc;ncio absoluto do deserto que me acolhem at&amp;eacute; o sol nascer.


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Ela chegava em casa, fazia seu dever escolar, brincava na balan&amp;ccedil;a da Pra&amp;ccedil;a Principal e apesar de sentir sua barriga pular &amp;ndash; o que poderia ser um pr&amp;eacute;vio aviso de uma boa gargalhada ao notar quando algu&amp;eacute;m levava um tombo bem est&amp;uacute;pido, a menina ainda n&amp;atilde;o ria.


Um certo dia, uma senhora de seus noventa anos, de bengala e tudo, observava a menininha brincando sozinha no parque e finalmente resolveu se aproximar dela.


...Quero experimentar a gra&amp;ccedil;a do mundo, aproveitar a leve brisa da primavera com um largo sorriso no rosto verdadeiramente e quem sabe um dia, propagar pelo mundo afora que a verdadeira alegria &amp;eacute; o sentimento de estar vivo.&amp;rdquo;


Nesta noite t&amp;atilde;o especial, a menininha olhou para as ruas desertas de sua cidade e sentiu pela primeira vez uma l&amp;aacute;grima escorrer de seu rosto &amp;ndash; algo in&amp;eacute;dito de fato.


Mas o que ela n&amp;atilde;o sabia era que tanto a lua, como o monstro dos sorrisos haviam ambos escutado seu desejo mais &amp;iacute;ntimo. 

...Quando ela parou de frente ao monstro, a menininha notou que seu rosto estava coberto de p&amp;ecirc;los azuis, que seu nariz era largo de enormes narinas e que seu sorriso mec&amp;acirc;nico de dentes amarelados ocupava mais do que a metade do seu rosto. 

...Se isso n&amp;atilde;o acontecer, &amp;eacute; porque aqueles que sorriem, n&amp;atilde;o conseguem compreender a verdadeira felicidade, que &amp;eacute; de defender o jeito e a originalidade de cada um. 

...O monstro dos sorrisos se virou para voltar &amp;agrave; lua, mas a garotinha lhe impediu, segurando seu pelo das costas.


...O monstro dos sorrisos se voltou para a menina e lhe viu sorrindo pela primeira vez na vida.


...A menininha agradeceu pela visita inesperada do monstro dos sorrisos, voltou para a cama e conseguiu dormir sem aquele peso nos ombros de ter que ser algu&amp;eacute;m que ela n&amp;atilde;o era.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/beDdHkQ8oUE" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/o-monstro-dos-sorrisos.php#unique-entry-id-50</feedburner:origLink></item><item><title>Negação</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/ujJD-shZjMI/negacao.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Wed, 14 Feb 2007 05:53:40 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/negacao.php#unique-entry-id-49</guid><description>Al&amp;eacute;m de livros, Internet, artigos de jornais e contatos com in&amp;uacute;meras organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, uma das fontes que venho utilizando como pesquisa para meu pr&amp;oacute;ximo livro &amp;eacute; simplesmente a &amp;nbsp;participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em chats e f&amp;oacute;runs de diversas comunidades online.   Quando eu lan&amp;ccedil;o um t&amp;oacute;pico referente ao assunto que venho estudando, tenho assim como conhecer centenas de opini&amp;otilde;es de uma s&amp;oacute; vez.


...No entanto, o que vem me chamando a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; h&amp;aacute; um bom tempo, &amp;eacute; a maneira de como o ser humano reage quando deparado com uma verdade que n&amp;atilde;o lhe agrada, sendo l&amp;aacute; qual ela for. ...  Ela cresce lendo contos de fadas, est&amp;oacute;rias de hero&amp;iacute;smo e bravura, imaginando pessoas sem defeitos e paisagens do outro mundo, quando na verdade fatos hist&amp;oacute;ricos, depoimentos de pessoas deste mundo que comeram o p&amp;atilde;o que o diabo amassou parecem n&amp;atilde;o ter mais validade alguma, porque o fator nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o impede que a pessoa enxergue a verdade.


...Ela n&amp;atilde;o enxerga a verdade n&amp;atilde;o porque n&amp;atilde;o seja capaz, mas sim porque ela prefere continuar acreditando naquele lugar perfeito que lhe faz sonhar.   Mas a&amp;iacute; num belo dia, quando ela poderia estar embarcando naquele avi&amp;atilde;o que a levaria para o pa&amp;iacute;s de seus sonhos, ela inventa uma desculpa qualquer e resolve n&amp;atilde;o ir, simplesmente por estar com medo de encarar a verdade. 

...Existem dezenas de exemplos quando o c&amp;eacute;rebro recorre ao seu velho amigo para lidar com eventos do dia-a-dia, o que nada mais &amp;eacute; do que auto-prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aquela armadura invis&amp;iacute;vel que usamos &amp;agrave;s vezes.


...A menina &amp;eacute; abusada sexualmente pelo padastro e tio e ningu&amp;eacute;m acredita, dizendo que a imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as e adolescentes &amp;eacute; mesmo f&amp;eacute;rtil.


...A esposa resolve deixar o marido cafajeste ap&amp;oacute;s vinte anos de uni&amp;atilde;o sem um diploma universit&amp;aacute;rio no bolso, sem refer&amp;ecirc;ncias e sem experi&amp;ecirc;ncia profissional. 

...Acredito que negar diversas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es por reflexo seja algo natural, mas o que n&amp;atilde;o podemos &amp;eacute; querer tapar o sol com a peneira quando o assunto requer nossa lucidez e at&amp;eacute; uma certa frieza de ponto de vista, porque por mais que as emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es sejam essenciais em nossas vidas, elas podem emba&amp;ccedil;ar as grandes verdades.


...&lt;BLINK&gt;Seu cap&amp;iacute;tulo gratuito do eBook &amp;ldquo;A R&amp;uacute;ssia Come&amp;ccedil;a Aqui&amp;rdquo; por Luciana B. 

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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/ujJD-shZjMI" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/negacao.php#unique-entry-id-49</feedburner:origLink></item><item><title>Livro, Sinônimo de Liberdade</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/zSTJmv0Lebo/livro-sinonimo-de-liberdade.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Sun, 11 Feb 2007 05:52:34 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/livro-sinonimo-de-liberdade.php#unique-entry-id-48</guid><description>Est&amp;aacute; certo que mesmo os aficionados pela leitura resolvem n&amp;atilde;o presentear livros, porque acreditam que a escolha de um t&amp;iacute;tulo seja algo muito pessoal. ...  Cada caixa de chocolate, cada frasco de perfume, pe&amp;ccedil;a de lingerie ou at&amp;eacute; cada game eletr&amp;ocirc;nico passou pelo processo de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o (emotiva), ent&amp;atilde;o por que um livro passou a ser t&amp;atilde;o marginalizado?


...H&amp;aacute; quem diga que ler um livro seja caro, mas fato &amp;eacute; que quem quer ler, sempre d&amp;aacute; um jeito. 

...A grande massa prefere assistir um cap&amp;iacute;tulo de uma novela ruim, ou assistir um epis&amp;oacute;dio de um Sitcom de trinta minutos onde se ri por nada, quando poderiam estar rindo de uma passagem c&amp;ocirc;mica de um livro mais leve.


...Eu n&amp;atilde;o sou contra a televis&amp;atilde;o, bem pelo o contr&amp;aacute;rio, acho que tudo &amp;eacute; importante na vida: televis&amp;atilde;o, fastfood, comida macrobi&amp;oacute;tica, &amp;aacute;lcool, preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, lazer e por a&amp;iacute; vai, mas o que define a qualidade de vida n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os exageros, mas sim o equil&amp;iacute;brio.


...De volta ao livro, tenho lido com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; respeito de editoras nada convencionais, e-books, enfim, maneiras alternativas de trazer a massa de volta &amp;agrave; leitura. 

...O que mais me surpreende, &amp;eacute; que somente atrav&amp;eacute;s de um livro a pessoa &amp;eacute; dona de suas vis&amp;otilde;es, e ainda sim ningu&amp;eacute;m d&amp;aacute; a m&amp;iacute;nima.   No trabalho, na escola, em um relacionamento, n&amp;oacute;s somos sempre indiretamente liderados &amp;ndash; inclusive um l&amp;iacute;der, que &amp;eacute; obrigado a levar muitas coisas em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o para tomar suas decis&amp;otilde;es.   Mas quando duas pessoas l&amp;ecirc;em um mesmo livro, um personagem de uma mulher morena de l&amp;aacute;bios carnudos com vestido vermelho e sand&amp;aacute;lias douradas, por exemplo, &amp;nbsp;ser&amp;aacute; diferente para cada uma delas.


...A liberdade &amp;eacute; algo dif&amp;iacute;cil de se alcan&amp;ccedil;ar, at&amp;eacute; de se compreender, mas atrav&amp;eacute;s de um livro a liberdade de pensamento pode ser experimentada em toda sua complexidade.


...Existem mil motivos para se ler um livro, mas para mim pessoalmente, o motivo maior seria a liberdade de visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o - e isso n&amp;atilde;o tem pre&amp;ccedil;o.


...&lt;a href="http://feeds2.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~6/1"&gt;&lt;img src="http://feeds2.feedburner.com/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit.1.gif" alt="Textos Semanais por Luciana B.&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~4/zSTJmv0Lebo" height="1" width="1"/&gt;</description><feedburner:origLink>http://lucianabveit.com/Semanal_files/livro-sinonimo-de-liberdade.php#unique-entry-id-48</feedburner:origLink></item><item><title>Criatividade, Arte</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Textos-Semanais-Luciana-B-Veit/~3/AEQPNGdrc0k/criatividade-arte.php</link><category>Textos 2007</category><author>info@lucianabveit.com (Luciana B. Veit)</author><pubDate>Mon, 05 Feb 2007 05:51:18 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://lucianabveit.com/Semanal_files/criatividade-arte.php#unique-entry-id-47</guid><description>Esta semana ouvi relatos de uma conhecida que mora em S&amp;atilde;o Paulo sobre sua luta para finalmente receber sua aposentadoria por sa&amp;uacute;de, j&amp;aacute; que um acidente lhe debilitou de usar sua m&amp;atilde;o esquerda.


...- Todo o processo com a INSS &amp;eacute; uma canseira &amp;ndash; ela diz, mas nunca desistiu de receber aquilo que &amp;eacute; seu por direito.


...Em uma das visitas nos consult&amp;oacute;rios m&amp;eacute;dicos do INSS, ela aguardava na fila para ser atendida, com todas as c&amp;oacute;pias e originais das per&amp;iacute;cias do seu hist&amp;oacute;rico m&amp;eacute;dico dos &amp;uacute;ltimos anos, desde o acidente.


...Minha conhecida &amp;eacute; de fato uma pessoa simples, mas higiene sempre veio em primeiro lugar para ela, como vem para a grande maioria dos meus compatriotas. 

...Olha que isso seria um bom neg&amp;oacute;cio, abrir um estande de roupa de mendigo para receber os consentimento final do m&amp;eacute;dico do INSS, para a aposentadoria por sa&amp;uacute;de.


...Nesse meu vem e vai na canseira que o INSS me d&amp;aacute;, j&amp;aacute; testemunhei coisas curiosas &amp;ndash; a velhinha explica. &amp;ndash; A senhora imagina que outro dia um sujeito defecou de p&amp;eacute;, de frente ao m&amp;eacute;dico, s&amp;oacute; para provar que era louco? 

...- E ent&amp;atilde;o, como ele ainda n&amp;atilde;o tem como abrir seu pr&amp;oacute;prio escrit&amp;oacute;rio, ele trabalha de casa e aluga uma sala no centro de cidade para reuni&amp;otilde;es. ...  O que acontece, &amp;eacute; que para fazer uma boa 