<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338</atom:id><lastBuildDate>Thu, 02 Oct 2014 05:41:46 +0000</lastBuildDate><category>cognição</category><category>comportamento</category><category>consciência</category><category>neurociência</category><category>psicopatologia</category><category>neuropsicologia</category><category>compromisso social</category><category>curta metragem</category><category>depressão</category><category>linguagem</category><category>terapia cognitiva</category><category>psicoterapia</category><category>resolução de problemas</category><category>História da Psicologia</category><category>Vygotsky</category><category>alteridade</category><category>atenção</category><category>desenvolvimento humano</category><category>psicopedagogia</category><category>série pensadores</category><category>cognição incorporada</category><category>evolução</category><category>humor</category><category>identidade</category><category>memória</category><category>Psicologia Social</category><category>Psicologia aplicada</category><category>ato médico</category><category>bioética</category><category>criatividade</category><category>especismo</category><category>experiência humana</category><category>filosofia</category><category>filosofia da ciência</category><category>filosofia da mente</category><category>inteligência</category><category>metacognição</category><category>percepção</category><category>psicologia cognitiva</category><category>psicoterapia cognitiva</category><category>psicoterapia virtual</category><category>senso comum</category><category>terapia cognitivo-comportamental</category><category>Aids</category><category>Alzheimer</category><category>Bertrand Russell</category><category>SUS</category><category>TDAH</category><category>amor.</category><category>antidepressivos</category><category>atos de fala.</category><category>bullyng</category><category>caminhada</category><category>cuidado com idosos</category><category>dislexia</category><category>dor crônica</category><category>efeito placebo</category><category>entrevista</category><category>epistemologia</category><category>escusa/objeção de consciência</category><category>filosofia oriental budista</category><category>hibridismo</category><category>história</category><category>inconsciente</category><category>inteligência artificial</category><category>isolamento social</category><category>mente incorporada</category><category>metodologia</category><category>objetividade/subjetividade</category><category>paradigma</category><category>pensamento</category><category>personalidade</category><category>poesia</category><category>psicosomática</category><category>redescrição representacional</category><category>saúde</category><category>saúde e doença</category><category>saúde pública</category><category>sociopatia</category><category>solidão</category><category>suicídio</category><category>transtornos da aprendizagem</category><category>vida</category><category>violêcia</category><title>Metacognição</title><description>Psicologia, Ciência e Filosofia da Mente, Filosofia Moral.</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>86</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-8805393301564984159</guid><pubDate>Wed, 22 Feb 2012 05:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-22T03:59:26.083-02:00</atom:updated><title>Por que ter igual consideração para com os animais Humanos e Não Humanos?</title><description>&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ser capaz de sentir dor ou prazer é um pré-requisito necessário para pensarmos nos interesses individuais de qualquer ser. Não faria sentido falar dos interesses de seres que não podem sofrer porque nenhuma ação que podemos tomar poderá resultar em aumento do seu bem estar. Nós humanos, e outros animais, tais como porcos, vacas, cães, aves, dentre outros, somos iguais na dor, pois, a área do nosso sistema nervoso, ligada a percepção da dor &lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;&quot;&gt;(diencéfalo)&lt;/span&gt; é antiga em termos evolutivos e é equivalente a de outros animais, especialmente mamíferos e aves. Se somos iguais na dor, haveria justificativa moral para não se considerar a dor de outro ser mesmo que de outra espécie?&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A igualdade exige que o nosso sofrimento seja igualmente considerado em comparação ou outro sofrimento semelhante, ainda que de um animal não humano. Qualquer outra característica que tomarmos para pensar o princípio da igualdade na consideração de interesses seria arbitrária, pois se escolhermos a racionalidade como marcador, excluímos da nossa reflexão ética a consideração de espécies diferentes, mas não só, também excluímos pessoas com deficiência mental grave, &amp;nbsp;se escolhermos a cor da pele excluímos pessoas de cor diferente a nossa, ao passo que a capacidade de sofrer é um imperativo para se deduzir quaisquer interesses.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Algumas pessoas ficam ofendidas ao serem colocadas lado a lado com racistas e sexistas por privilegiarem os interesses de sua própria espécie, sem a menor preocupação com o sofrimento de animais não humanos decorrentes de suas ações. No entanto, isso ocorre por que: &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 106.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;Os racistas violam o princípio da igualdade, atribuindo maior peso aos interesses dos membros da sua própria raça quando existe um conflito entre os seus interesses e os interesses daqueles pertencentes a outra raça. Os sexistas violam o princípio da igualdade ao favorecerem os interesses do seu próprio sexo. Da mesma forma, os especistas permitem que os interesses da sua própria espécie dominem os interesses maiores dos membros das outras espécies. O padrão é, em cada caso, idêntico. (Singer, 1975).&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 106.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;Um exemplo de violação da igualdade ao permitir que os interesses da própria espécie dominem os interesses maiores de membros de outras espécies está na alimentação. A menos que fôssemos homens das cavernas e necessitássemos de caçar para sobrevier, não precisamos de carne para viver. Atualmente a diversidade de alimento é grande, é possível se alimentar sem carne e obter todos os nutrientes necessários a uma alimentação saudável. Mesmo nutrientes como a vitamina B12, só encontrada naturalmente em fontes animais, pode ser sintetizada e é utilizada para enriquecer alimentos de origem vegetal, o ovo que em sua produção não estiver envolvido sofrimento animal também pode ser consumido. Ao se comer carne, obtemos os mesmo benefícios que teríamos se utilizássemos outros tipos de alimentos, ao passo que o animal criado em condições precárias, perde a vida com sofrimento, basta pesquisar como esses animais podem ter seu corpo manipulado para engordar e produzir mais carne ou leite, ou visitar um matadouro. Neste exemplo é obvio a disparidade, o interesse do ser humano é um luxo gastronômico, ao passo que o interesse do animal diz respeito diretamente ao seu bem estar e a preservação de sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;Porque falamos de igualdade de interesses e não de direitos? Tomemos o exemplo do movimento feminista, as mulheres tem o interesse no direito de abortar uma gravidez indesejada, não faria sentido conceder o mesmo direito aos homens, por esse mesmo motivo devemos considerar que é do interesse de cães não serem abandonados nas ruas, pois isso lhes causa sofrimento, mas não faz sentido defender que possuem o direito de vestirem-se como nós, pois isso não tem implicações para o seu bem estar como tem para os humanos.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;Dentre os obstáculos a um movimento de libertação animal, assim como o movimento negro, das mulheres e outros, está à ideia de nós seres humanos somos fundamentalmente distintos de outras espécies e a nossa linguagem carrega esta ideia equivocada, consideramos animais, desde chimpanzés a ostras, e pessoas, nós seres humanos, mesmo que estejamos em termos evolutivos muito mais próximos do chimpanzé do que o chimpanzé das ostras. Mesmo que identificássemos um marcador claro entre nós e os outros animais, isto em nada justificaria ignorar seu sofrimento e lhes infligir dor desnecessária. Outro obstáculo está no fato dos animais não humanos, apesar de manifestarem sua dor de forma muito semelhante a nossa, não poderem se organizar para se defenderem da opressão, soma-se a isso o fato de todos os outros seres passíveis de interesses, todos nós, sermos beneficiários diretos da opressão, o que espero não nos impeça de ampliarmos nossa consciência ética e termos igual consideração para com os interesses de outras espécies.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Referências:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Libertação Animal de Peter Singer. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://images.suelisol.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/R3WbuwoKCnMAAEpEzzI1/Animal%20Liberation%20-%20Peter%20Singer.pdf?key=suelisol:journal:394&amp;amp;nmid=74860188&quot;&gt;http://images.suelisol.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/R3WbuwoKCnMAAEpEzzI1/Animal%20Liberation%20-%20Peter%20Singer.pdf?key=suelisol:journal:394&amp;amp;nmid=74860188&lt;img class=&quot;snap_preview_icon&quot; id=&quot;snap_com_shot_link_icon&quot; src=&quot;http://www.previewshots.com/images/v1.3/t.gif&quot; style=&quot;background-color: transparent; background-image: url(&amp;quot;http://www.previewshots.com/images/v1.3/theme/silver/palette.gif&amp;quot;); background-position: -1128px 0pt; background-repeat: no-repeat; border: 0pt none; display: inline; float: none; font-family: &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;,arial,helvetica,sans-serif; font-style: normal; font-weight: normal; height: 12px; left: auto; line-height: normal; margin: 0pt; max-height: 2000px; max-width: 2000px; min-height: 0px; min-width: 0px; padding: 1px 0pt 0pt; position: static; text-decoration: none; top: auto; vertical-align: top; visibility: visible; width: 14px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2012/02/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-3302159558343158190</guid><pubDate>Mon, 20 Feb 2012 17:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-21T14:05:44.558-02:00</atom:updated><title>Algumas questões sobre uma Ética não Especista.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_yUKWztgjsLU/RxewJ0QNc2I/AAAAAAAAAHE/6U1ZR8idtiU/s400/seja3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;241&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_yUKWztgjsLU/RxewJ0QNc2I/AAAAAAAAAHE/6U1ZR8idtiU/s320/seja3.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Especismo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;significa privilegiar os membros da nossa espécie em nossas decisões éticas, é considerar que existe uma linha divisória clara entre nós e as outras espécies e que isso nos permite ignorar o sofrimento que provocamos em outros animais a fim de obter benefícios.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;“Entre os fatores que dificultam o despontar da preocupação pública relativamente aos animais, talvez o mais difícil de ultrapassar seja o pressuposto de que &quot;os seres humanos vêm em primeiro lugar&quot; e que qualquer problema relativo a animais não pode ser comparado, enquanto questão moral ou política grave, com os problemas dos seres humanos. Pode dizer-se muita coisa sobre este pressuposto. Em primeiro lugar, ele constitui, em si mesmo, um indicador de especismo. Como pode alguém que não efetuou uma análise séria da questão saber que o problema é menos grave do que os problemas do sofrimento humano? Só se pode afirmar que se sabe isto se se supuser que os animais não interessam verdadeiramente e portanto, por muito que eles sofram, o seu sofrimento é menos importante do que o sofrimento de um ser humano. Mas dor é dor, e a importância de evitar a inflicção de dor desnecessária não diminui só porque o ser que sofre não pertence à nossa espécie. O que pensaríamos se alguém dissesse &quot;Os brancos vêm em primeiro lugar&quot; e, portanto, a pobreza em África não constitui um problema tão grave como a pobreza na Europa?” trecho extraído do livro Libertação Animal escrito por Peter Singer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;orque&amp;nbsp; privilegiar os membros de nossa espécie é incoerente?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Ao longo dos tempos buscou-se traçar uma linha divisória que nos distinguisse absolutamente dos outros animais como, por exemplo: ser dotado de espírito, utilizar utensílios, fabricar utensílios, possuir linguagem. A existência de alma ou espíritos nunca foi comprovada cientificamente, os outros critérios todos foram refutados, chimpanzés são capazes de fabricar utensílios e aprender a linguagem dos surdos, existem evidências de que golfinhos possuem linguagem complexa própria. Atualmente, a linha divisória tem sido considerar que seres humanos são autoconscientes, possuem percepção temporal de passado e futuro, são autônomos capazes de fazer escolhas, mas porque sermos dotados de autoconsciência, percepção temporal e autonomia justifica ignorar o sofrimento dos seres não dotados dessas características e usá-los sem preocupações éticas?  Pessoas com deficiência física ou mental muitas vezes não são autoconscientes, não possuem um percepção tempo passado ou futuro, não são autônomas e nem por isso diríamos que poderiam ser usadas em experiências científicas para o bem do resto da humanidade. Justificar o sofrimento dos animais não humanos na indústria alimentícia e nas pesquisas científicas com base no critério de pertencerem à outra espécie é como justificar o sofrimento dos negros escravizados por pertencerem a uma raça distinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Não privilegiar a nossa espécie fará com que tratemos seres humanos deficientes ou diferentes como tratamos atualmente os animais?&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;Essa pergunta é interessante por que há o reconhecimento de que a forma como tratamos os outros animais não é boa. Ao reconhecermos que não há um abismo entre os animais humanos e não humanos ao contrário, devemos elevar o estatuto dos outros animais reconhecendo seus direitos ao invés de destituir os direitos humanos alcançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;b&gt;Sinto mais afeto por humanos do que por vacas, basear as decisões éticas com base no afeto é justificado?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Basear nossas decisões éticas somente com base no afeto pode trazer sérias conseqüências e incoerências, muitas pessoas que gostam de cães ficam horrorizadas ao saberem que existem países em que as pessoas se alimentam de cães e que inclusive que eles sofrem com uma morte dolorosa, mas não se preocupam com o sofrimento de porcos para sua própria alimentação, o que essas pessoas diriam se um alguém preferisse salvar seus cães de uma enchente a seus vizinhos porque gostam dos seus cães e mal conhecem seus vizinhos? Ou o que diriam se os homofôbicos justificassem seu comportamento por que não gostam de gays?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Não podemos sentir a dor do outro, então como sabemos que os animais sentem dor?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Da mesma forma que sabemos que outros humanos sentem dor, também não podemos sentir a dor de outro ser humano, mas, em primeiro lugar, podemos deduzi-la pelo seu comportamento, mesmo depois de aprender a falar os humanos reagem de forma semelhante aos outros animais diante da dor. Em segundo lugar porque possuímos um Sistema Nervoso Central, cujas áreas relacionadas à percepção da dor são antigas em termos evolutivos e semelhante à de outros mamíferos e aves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;b&gt;Se considerarmos que os animais sentem dor, deveríamos considerar que as plantas também sentem dor?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;As plantas não possuem Sistema Nervoso e por isso não são capazes de sentir dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Se os animais se comem uns aos outros, por que razão não devemos comê-los? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Está é conhecida como a objeção de Benjamin Franklin, que abandonou o vegetarianismo ao ver que havia peixes menores no interior de um peixe maior, mas, ele também disse que só encontrou essa justificativa quando sentiu o cheiro de peixe frito e ainda acrescentou que a vantagem de ser racional é que podemos encontrar razões para tudo o que nos convém. Este tipo de objeção também é incoerentemente feita por pessoas que consideram os outros animais umas simples bestas e ainda assim procuram razões para o seu comportamento moral nessas “bestas”. Não podemos tomar nossas decisões baseados em animais que não possuem outra escolha, ao decidirmos não comer carne podemos optar por outros alimentos com os mesmo nutrientes e até mesmo por vitaminas sintéticas como é o caso da vitamina B12 que em sua forma natural só é encontrada em derivados animais. Atualmente existe até tecnologia para fazer carne sintética para quem não não quer se desfazer desse luxo gastronômico. Formas alternativas a animais em pesquisas e aprendizagem foram criadas, mas ainda são pouco utilizadas na maioria das universidades. Outros supões que exista uma lei natural em que o mais forte deve comer o mais fraco. Em primeiro lugar não vivemos na selva em que precisamos caçar para sobreviver, a indústria da carne não é fruto de uma lei natural. Em segundo lugar, mesmo que existisse tal lei natural isso não significaria que fosse um bem portar-se de acordo com essa suposta lei. E em terceiro lugar, nada nos leva a presumir que uma se um lei natural como essa existisse  não possa ser aperfeiçoada. É válido lembrar que o machismo também já foi justificado com a suposição de que as mulheres eram naturalmente designadas apenas reprodução e criação dos filhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Hitler era vegetariano, então os vegetarianos são nazistas e representam um perigo para humanidade&lt;/span&gt;?  &lt;/b&gt;É no mínimo discutível que Hitler era vegetariano, um de seus biógrafos escreveu: “Ele havia feito tais observações anteriormente, e havia flertado com a idéia do vegetarianismo, mas, desta vez, de acordo com Frau Hess, ele estava falando sério. Daquele momento em diante, Hitler nunca comeu nenhum outro pedaço de carne com exceção de crostas de fígado.” Vegetarianos não comem fígado, este mito se deve mais ao desconhecimento dos biógrafos sobre o que se trata uma dieta vegetariana. Mesmo que Hitler fosse vegetariano tal argumento não tem o menor fundamento, Hitler também era teísta isso faz com que os teístas sejam um perigo para humanidade?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Então em que poderíamos basear nossas decisões éticas sem sermos especistas?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Refletindo sobre as conseqüências de nossas ações considerando igualmente o interesse de animais humanos e não humanos, bem como as conseqüências de nossas ações sobre o planeta. Pinker, apoiado do conceito de Singer sobre o círculo expansível de empatia explica que cada vez mais expandimos nosso círculo de empatia, deixamos de nos preocuparmos somente com os membros de nossa família para nos preocuparmos com os membros de nossa tribo, deixamos de nos preocuparmos somente com os membros de nossa raça ou país e nos preocupamos com toda humanidade e assim criamos os direitos humanos, agora estamos cada vez mais próximos de considerarmos também o bem estar dos animais não humanos e a preservação do nosso planeta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;Referências:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque Hitler não era vegetariano?&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/%20http://anarquismopiracicabaeregiao.wordpress.com/2010/06/29/por-que-hitler-nao-era-vegetariano/&quot;&gt;&amp;nbsp;http://anarquismopiracicabaeregiao.wordpress.com/2010/06/29/por-que-hitler-nao-era-vegetariano/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ética Prática de Peter Singer.&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/%20http://xa.yimg.com/kq/groups/2106376/600820952/name/Peter%2BSinger%2B-%2B%25C3%2589tica%2BPr%25C3%25A1tica.pdf&quot;&gt;&amp;nbsp;http://xa.yimg.com/kq/groups/2106376/600820952/name/Peter%2BSinger%2B-%2B%25C3%2589tica%2BPr%25C3%25A1tica.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stiven Pinker fala sobre violência.&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/steven_pinker_on_the_myth_of_violence.html&quot;&gt;http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/steven_pinker_on_the_myth_of_violence.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linguagem humana e linguagem de golfinhos têm semelhanças&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://ceticismo.net/2009/08/13/linguagem-humana-e-linguagem-de-golfinhos-tem-semelhancas/&quot;&gt;http://ceticismo.net/2009/08/13/linguagem-humana-e-linguagem-de-golfinhos-tem-semelhancas/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Libertação Animal.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://images.suelisol.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/R3WbuwoKCnMAAEpEzzI1/Animal%20Liberation%20-%20Peter%20Singer.pdf?key=suelisol:journal:394&amp;amp;nmid=74860188&quot;&gt;http://images.suelisol.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/R3WbuwoKCnMAAEpEzzI1/Animal%20Liberation%20-%20Peter%20Singer.pdf?key=suelisol:journal:394&amp;amp;nmid=74860188&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Was Catholic Hitler &quot;Anti-Christian&quot;?&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://ffrf.org/legacy/fttoday/2002/nov02/carrier.php&quot;&gt;http://ffrf.org/legacy/fttoday/2002/nov02/carrier.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espécies não existem! Como Assim?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://bulevoador.com.br/2010/05/12166/&quot;&gt;http://bulevoador.com.br/2010/05/12166/&lt;/a&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2012/02/algumas-questoes-sobre-uma-etica-nao.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_yUKWztgjsLU/RxewJ0QNc2I/AAAAAAAAAHE/6U1ZR8idtiU/s72-c/seja3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-7372352881784015691</guid><pubDate>Mon, 11 Jul 2011 23:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-11T20:23:40.544-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cuidado com idosos</category><title>O cuidador de idosos</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://images03.olx.com.br/ui/4/62/40/64826240_1-Imagemns-de-cuidador-de-idosos.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 306px; height: 229px;&quot; src=&quot;http://images03.olx.com.br/ui/4/62/40/64826240_1-Imagemns-de-cuidador-de-idosos.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;“Aquele que envelhece e que segue atentamente esse processo poderá observar como, apesar de as forças falharem e as potencialidades deixarem de ser as que eram, a vida pode, até bastante tarde, ano após ano e até ao fim, ainda ser capaz de aumentar e multiplicar a interminável rede das suas relações e interdependências e como, desde que a memória se mantenha desperta, nada daquilo que é transitório e já se passou se perde.” (Hermann Hesse).&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população brasileira envelhece e com isso aumenta a demanda por pessoas capacitadas para exercer a função de cuidador de idosos, por esse motivo vamos falar um pouco do papel deste profissional em instituições asilares e nas famílias. Cuidar é um termo que logo nos remete a dedicação, cautela, atenção, carinho e responsabilidade para com o outro, portanto é um ato de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a classificação brasileira de ocupações, o cuidador é alguém que “cuida a partir dos objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida” (Guia Prático do Cuidador, 2008). Deste modo, não é apenas cuidar da saúde física e das necessidades básicas, ser cuidador implica estar atento às necessidades, inclusive emocionais, daqueles que, em muitos casos, mal podem se comunicar. É estar disponível e atento a falas e gestos, é aceitar o outro como ele é com suas dores e limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são todas as pessoas aptas para desempenhar o papel de cuidador. Um bom cuidador não faz para o idoso, faz com o idoso, e está sempre pronto para identificar o que ele consegue realizar sozinho em matéria de autocuidado, isso é importante para não atropelar o idoso e para estimular a sua autonomia e autoestima. Ser carinhoso é desejável, pessoas idosas se beneficiam de afeto em forma de contato físico, mas não se deve esquecer que estamos diante de uma pessoa idosa e não de uma criança, a “infantilização” provoca dependência, regressão e desqualifica o idoso, preconceitos como: “depois de velho voltamos a ser crianças” devem ser desfeitos, os idosos são pessoas adultas como nós, porém um pouco mais envelhecidas. É importante também incluir a pessoa idosa nas conversas, não é porque ele possui limitações físicas ou mentais que não possua nenhuma compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das funções dos cuidadores de idosos de acordo com o Guia Práttico do Cuidador distribuído pelo Ministério da Saúde são: atuar como elo entre a pessoa cuidada, a família e a equipe de saúde; escutar, estar atento e ser solidário com a pessoa cuidada; ajudar nos cuidados de higiene; estimular e ajudar na alimentação; ajudar na locomoção e atividades físicas, tais como: andar, tomar sol e exercícios físicos; estimular atividades de lazer e ocupacionais; realizar mudanças de posição na cama e na cadeira, e massagens de conforto; administrar as medicações, conforme a prescrição e orientação da equipe de saúde; comunicar à equipe de saúde sobre mudanças no estado de saúde da pessoa cuidada; além de outras situações que se fizerem necessárias para a melhoria da qualidade de vida e recuperação da saúde dessa pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercer a função de cuidador pode fazer emergir sentimentos contraditórios decorrentes da relação do cuidador com a pessoa cuidada como, por exemplo: raiva, culpa, cansaço, estresse, irritação, tristeza, medo da morte e da invalidez. È importante que o cuidador procure aceitar e entender seus sentimentos para que então possa se automonitorar, no sentido de não deixar que interfiram negativamente no serviço prestado.&lt;br /&gt;Algumas situações podem surgir e dificultar o trabalho do cuidador, quando um idoso se recusa a comer ou a tomar banho, por exemplo, neste caso é importante saber lidar com frustrações e procurar entender o que leva o idoso a este comportamento, também é preciso estar disposto à negociação como mesmo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;“O “não”, “não quero” ou “não posso”, pode indicar várias coisas, como por exemplo: não quero ou não gosto de como isso é feito, ou agora não quero, vamos deixar para depois? O cuidador precisa ir aprendendo a entender o que essas respostas significam e quando se sentir impotente ou desanimado, diante de uma resposta negativa, é bom conversar com a pessoa, com a família, com a equipe de saúde. Também é importante conversar com outros cuidadores para trocar experiências e buscar alternativas para resolver essas questões.” Manuel do Cuidador.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, nas famílias, a responsabilidade para com o idoso que necessita de cuidado recai sobre um dos membros, ocorrem mudanças na dinâmica familiar que podem provocar desentendimentos, para evitar o estresse e cansaço é importante que outras pessoas da família participem deste processo. O cuidador sobrecarregado pode sofrer com o cansaço físico, com a depressão, o abandono do trabalho e com alterações de sua vida conjugal e familiar, ele necessita de tempo para se cuidar e por esse motivo precisa contar com a ajuda de outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação aos dispositivos sociais para o auxilio do cuidador de idosos, estes podem promover e participar de grupos com outros cuidadores para a troca de experiências. Os indivíduos ou as famílias que estão em situação de risco ou vulnerabilidade social devem contar com o Centro de Referência de Assistência Social  (CRAS), aqueles que tiveram seus direitos violados como: ocorrência de abandono, maus tratos físicos, e/ou psíquicos, abuso sexual, pessoas em situação de rua, dentre outras, devem contar com o CREAS ( Centro de Referência Especializado de Assistência Social) que auxilia na eliminação das infrações aos direitos humanos e busca ampliar a autonomia e a capacidade de enfrentamento das pessoas que procuram o serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas idosas que não possuem rendimento mínimo para arcar com a sua sobrevivência possuem o direito a Proteção Social Básica, isto é, um salário mínimo por mês a ser requerido nas agências do INSS, possui esse direito às pessoas 65 anos ou mais e pessoas com deficiência, quem não tem direito à previdência social, pessoa com deficiência que não pode trabalhar e levar uma vida independente e renda familiar inferior a 1/4 do salário mínimo. Além disso, o idoso não necessita de intermediário para requerer e receber o benefício e é importante ressaltar que tanto as pessoas idosas quanto os cuidadores devem procurar conhecer o Estatuto do Idoso que foi instituído em 2003 e regula os direitos das pessoas com mais de 60 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Guia prático do cuidador. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 64 p. Brasil. Disponível em: &lt;a href=&quot;http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_cuidador.pdf%3E&quot;&gt;http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_cuidador.pdf&amp;gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministério da Saúde. Estatuto do Idoso. Brasília: Ministério da Saúde, 2003. 70 p. ISBN 85-334-0740-8 1. Saúde do Idoso. 2. Legislação. I. Brasil. Disponível em: &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:&quot;Tabela normal&quot;;  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:&quot;&quot;;  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:&quot;Times New Roman&quot;;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt; &lt;a href=&quot;http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_cuidador.pdf%3E.&quot;&gt;http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_cuidador.pdf&amp;gt;.  &lt;http: br=&quot;&quot; bvs=&quot;&quot; publicacoes=&quot;&quot; pdf=&quot;&quot;&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: br=&quot;&quot; bvs=&quot;&quot; publicacoes=&quot;&quot; pdf=&quot;&quot;&gt;&lt;/http:&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: br=&quot;&quot; bvs=&quot;&quot; publicacoes=&quot;&quot; pdf=&quot;&quot;&gt;Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS. Disponível em: &lt;/http:&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.saoluis.ma.gov.br/semcas/frmPagina.aspx?id_pagina_web=308&quot;&gt;&lt;http: br=&quot;&quot; bvs=&quot;&quot; publicacoes=&quot;&quot; pdf=&quot;&quot;&gt;http://www.saoluis.ma.gov.br/semcas/frmPagina.aspx?id_pagina_web=308&lt;/http:&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: br=&quot;&quot; bvs=&quot;&quot; publicacoes=&quot;&quot; pdf=&quot;&quot;&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: br=&quot;&quot; bvs=&quot;&quot; publicacoes=&quot;&quot; pdf=&quot;&quot;&gt;Centro de Referência de Assistência Social – CRAS. Disponível em: &lt;a href=&quot;http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica/cras&quot;&gt;http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica/cras&lt;/a&gt;&lt;/http:&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://ser-psico.blogspot.com/2009/05/violencia-contra-idosos-e-responsavel.html&quot;&gt;1.Violência contra idosos é responsável por 27% das internações no SUS &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://ser-psico.blogspot.com/2009/05/o-homem-velho-caetano-veloso.html&quot;&gt;2.O Homem Velho (Caetano Veloso) &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: br=&quot;&quot; bvs=&quot;&quot; publicacoes=&quot;&quot; pdf=&quot;&quot;&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2011/07/o-cuidador-de-idosos.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-6377735459107062963</guid><pubDate>Tue, 22 Mar 2011 23:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-22T20:44:52.371-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">atos de fala.</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cognição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filosofia da mente</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">linguagem</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pensamento</category><title>FILOSOFIA DA LINGUAGEM – UMA ENTREVISTA COM JOHN SEARLE</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://www.pragmaticschina.com/UpLoadFiles/Article/2007-7/2007072904321990510.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 344px; height: 246px;&quot; src=&quot;http://www.pragmaticschina.com/UpLoadFiles/Article/2007-7/2007072904321990510.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;SEARLE, John. Filosofia da Linguagem: uma entrevista com John Searle. Revista Virtual de Estudos da Linguagem - ReVEL. Vol. 5, n. 8, março de 2007. Tradução de Gabriel de Ávila Othero. ISSN 1678-8931 [www.revel.inf.br].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FILOSOFIA DA LINGUAGEM – UMA ENTREVISTA COM&lt;br /&gt;JOHN SEARLE&lt;br /&gt;John Searle&lt;br /&gt;Universidade da Califórnia, Berkeley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;ReVEL – O que é a Filosofia da Linguagem? Como ela se relaciona&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;com a Lingüística e com a Filosofia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Searle –&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt; &lt;/span&gt;A questão mais geral em Filosofia da Linguagem é a seguinte: como exatamente a linguagem se relaciona com a realidade? Quando faço barulhos com minha boca, estou tipicamente fazendo uma declaração, uma pergunta, um pedido ou uma promessa, ou estou ainda desempenhando um outro tipo de ato de fala, um tipo que Austin batizou de ato ilocucionário. Como isso é possível, já que tudo o que sai da minha boca não passa de um conjunto de sopros&lt;br /&gt;acústicos? Outra maneira de fazer essa mesma pergunta é assim: o que exatamente é o significado? Como um falante diz algo e torna esse algo significativo pelo que diz? Qual é o significado das palavras em uma língua, onde as palavras têm um significado convencional? O motivo pelo qual as perguntas “como a linguagem se relaciona com a realidade?” e “o que é o significado?” são variantes da mesma questão é que a função do significado é relacionar a linguagem com a realidade. Ao responder a essas perguntas, a Filosofia da Linguagem tem de lidar com todo um conjunto de outras questões, tais como: o que é a verdade? O que é a&lt;br /&gt;referência? O que é a lógica? O que são relações lógicas? O que é o uso da língua e como o uso se relaciona ao significado? E por aí vai, com um grande número de outras perguntas, tanto tradicionais como novas. Não há uma linha divisória bem delimitada entre a Filosofia da Linguagem e a Lingüística, mas em geral pode-se dizer que a Lingüística lida com fatos reais&lt;br /&gt;empíricos sobre as línguas humanas. A Filosofia da Linguagem também lida com fatos empíricos, mas geralmente a proposta é atingir certas características universais subjacentes do significado e da comunicação e, especialmente, analisar a estrutura lógica da referência, da necessidade de verdade, dos atos de fala, etc. E essas análises não são dadas simplesmente analisando fatos sobre esta ou aquela língua particular. As relações da Filosofia da Linguagem com a Filosofia em geral são também bastante complexas. Por um longo tempo, muita gente pensou que toda a&lt;br /&gt;Filosofia era, na verdade, a Filosofia da Linguagem, porque se pensava que todas as questões filosóficas poderiam ser resolvidas analisando a linguagem. Acredito que muito poucas pessoas ainda pensam assim, mas a Filosofia da Linguagem continua sendo uma parte importante da Filosofia em geral. O motivo por que a Filosofia da Linguagem não é central como já foi há,&lt;br /&gt;digamos, cinqüenta anos, é que muitos filósofos – eu mesmo, por exemplo – passaram a pensar que a Filosofia da Linguagem é, em si mesma, dependente de resultados da Filosofia da Mente. A linguagem é uma extensão de capacidades biológicas fundamentais da mente humana.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;ReVEL – Qual é a relação entre linguagem e pensamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Searle – É impossível responder a essa pergunta em espaço tão curto, mas certas considerações gerais podem ser mencionadas. Muitas pessoas acham que é impossível ter pensamento sem linguagem, mas isso está claramente errado. Temos agora uma enorme quantidade de evidências de que os animais são capazes de apresentar pelo menos algumas formas simples de processos de&lt;br /&gt;pensamento. No entanto, formas mais complexas de pensamento exigem algo como a linguagem humana. Então, os seres humanos têm pensamentos de uma maneira que os animais não têm. Um animal poderia sair de um labirinto de uma maneira que mostraria que ele pode compreender a diferença entre um, dois, três e quatro caminhos, mas sem a linguagem, um animal não pode saber que a raiz quadrada de 625 é 25. Existe, literalmente, um número infinito de pensamentos que só podem ser expressos com a linguagem, e a área de pensamento que pode ser feita sem a linguagem é bastante restrita.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;ReVEL – O senhor teve grande participação no desenvolvimento da&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;teoria dos atos de fala e nas origens da Pragmática. Como o senhor&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;vê suas contribuições hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Searle – Eu não gosto muito do termo “Pragmática”, porque ele sugere uma distinção rigorosa entre Pragmática e Semântica, e eu não acredito que essa distinção possa ser feita. Contudo, eu acredito que o estudo dos atos de fala e o estudo do uso da linguagem é absolutamente essencial para a Lingüística e para a Filosofia da Linguagem. Acredito que não seja possível começar a&lt;br /&gt;compreender o que é a linguagem ou como ela funciona sem ver que a unidade fundamental do significado é o que o falante quer dizer ao produzir um enunciado e que a unidade fundamental de enunciados significativos é o ato de fala, especificamente, o ato ilocucionário, como referido originalmente nos primeiros trabalhos de Austin.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;ReVEL – O seu argumento do “quarto chinês” contra a Inteligência&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Artificial forte já é clássico. Mas há várias críticas a ele. Quais são os&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;principais argumentos dos críticos e como o senhor responde a eles?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Searle – Existem tantos argumentos contra o argumento do quarto chinês que eu não conseguirei resumi-los aqui. Todos eles falham basicamente pela mesma razão: eles falham em compreender o que é um computador digital. Um computador digital, como descrito originalmente por Alan Turing, é um mecanismo que manipula dois tipos de símbolos, normalmente imaginados como zeros e uns. Qualquer símbolo, no entanto, servirá. O motivo por que tal mecanismo falha em produzir, sozinho, consciência, intencionalidade e significado é que as propriedades do mecanismo são definidas puramente de maneira formal ou sintática, e a sintaxe dessas operações não é, por si só, suficiente para garantir a presença de semântica ou de significado. No quarto chinês, o homem tem toda a sintaxe que os programadores de computador&lt;br /&gt;podem fornecer a ele, mas ele ainda não sabe o que as palavras significam. E se ele não compreende as palavras com base na implementação do programa de compreensão, então nenhum outro computador digital irá compreender sozinho com essa base, porque nenhum computador digital, sendo justamente um computador digital, tem algo que esse homem não tem.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;ReVEL – Como um experiente filósofo, o senhor poderia sugerir&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;algumas leituras essenciais na área de Filosofia da Linguagem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Searle – Para uma boa coleção geral de artigos sobre a Filosofia da Linguagem,&lt;br /&gt;veja os seguintes:&lt;br /&gt;Austin, How to Do Things with Words, Cambridge, MA: Harvard University&lt;br /&gt;Press, 1962.&lt;br /&gt;Grice, Studies in the Way of Words, Cambridge: Harvard University Press,&lt;br /&gt;1989.&lt;br /&gt;Martinich, A. P, The Philosophy of Language 4th edition, Oxford University&lt;br /&gt;Press, 2001.&lt;br /&gt;Searle, Expression and Meaning, Cambridge University Press, 1979.&lt;br /&gt;Searle, Speech Acts, Cambridge University Press, 1969.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.pessoal.utfpr.edu.br/paulo/revel_8_entrevista_john_searle.pdf&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2011/03/filosofia-da-linguagem-uma-entrevista.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-4179699216931499535</guid><pubDate>Fri, 11 Mar 2011 23:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-11T21:05:13.091-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicologia cognitiva</category><title>Bendita dúvida!</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Fixar a mente em uma meta única pode ser contraproducente; com certeza, traçar objetivos é importante, mas questioná-los pode ser decisivo para obter sucesso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor:Way Herbert&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_i-eEGIvFgWE/STsYrfjGITI/AAAAAAAAARo/GyINvooHTDQ/s320/Away_by_liquidkid1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_i-eEGIvFgWE/STsYrfjGITI/AAAAAAAAARo/GyINvooHTDQ/s320/Away_by_liquidkid1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter o foco para atingir objetivos. Essa é uma das orientações que mais se ouvem nos cursos de treinamento de profissionais das mais diversas áreas e se leem em livros de gestão empresarial e até nos manuais de autoajuda. É preciso estabelecer metas claras, mas, principalmente, é fundamental ter força de vontade. Este último conceito, aliás, é bastante enfatizado nos programas de recuperação de dependentes químicos, nos quais as pessoas devem se comprometer com o desejo de se manter afastadas da adicção. Ou seja: é preciso estar disposto a se recuperar – e focar nesse ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora talvez a ciência possa ajudar. O psicólogo Ibrahim Senay, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, descobriu uma forma intrigante de criar em laboratório uma versão de obstinação e disposição – e explorar possíveis conexões com a intenção, motivação e estabelecimento de metas. Ele identificou algumas características necessárias não só para abstinência de longo prazo, mas também para atingir qualquer objetivo pessoal, desde perder peso até aprender a tocar violão.&lt;br /&gt;Senay conseguiu esse resultado explorando a “autoconversação”. A acepção do termo é exatamente essa: trata-se daquela voz interna que articula aquilo que você está pensando, expondo em detalhes opções, intenções, esperanças, medos etc. O pesquisador acredita que a forma e o sentido dessa conversa consigo mesmo expressos na estrutura da frase podem ter grande importância na formulação de planos e ações. Além disso, a autoconversação deve ser uma ferramenta para revelar intenções e reafirmar o que desejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senay testou esse conceito com um grupo de voluntários que trabalhavam com anagramas – por exemplo, mudando a palavra “prosa” para “sopra, ou “fala” para “alfa”. Mas, antes de começar a tarefa, metade dos voluntários era instruída a ponderar se de fato queria e achava que cumpriria a tarefa, enquanto a outra parte simplesmente era informada de que ia trabalhar nos anagramas em alguns minutos. A diferença é sutil, mas marcante, pois ao começarem a atividade os primeiros voltavam seu pensamento à curiosidade (não só em relação à tarefa, mas também à própria disposição em realizá-la); já os integrantes do segundo grupo basicamente se predispunham a cumprir o que lhes seria pedido. Seria a mesma diferença entre se perguntar “será que vou fazer isso?” e afirmar “eu vou fazer isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados foram intrigantes. As pessoas que antes haviam se questionado sobre o desejo de participar do trabalho se mantiveram mais criativas, motivadas e interessadas nele, completando um número significativamente maior de anagramas, em comparação ao dos voluntários que apenas foram instruídos a cumprir a atividade. Por que as intenções de pessoas tão determinadas – e sem muito espaço para questionamentos – sabotam metas preestabelecidas em vez de favorecê-las? “Talvez porque as perguntas, por sua própria natureza, transmitem a ideia de possibilidade e liberdade de escolha, e meditar sobre elas pode estimular sentimentos de autonomia e motivação intrínseca, criando uma mentalidade que favorece o sucesso”, sugere Senay. Ou seja: saber que não somos “obrigados” a algo nos coloca numa posição de maior responsabilidades sobre nossos atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senay elaborou outro experimento para analisar a questão de forma diferente: recrutou voluntários sob o pretexto de que estavam sendo convocados para um estudo sobre caligrafia. Alguns deveriam escrever as palavras “Eu quero ” várias vezes; e outros, “Será que eu quero?”. Depois de preparar os voluntários com essa falsa tarefa de caligrafia, Senay pediu que trabalhassem nos anagramas. E, exatamente como no caso anterior, os participantes mais determinados (que haviam escrito a frase afirmativa) tiveram pior desempenho que aqueles que tinham redigido a sentença interrogativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois, Senay realizou mais uma versão desse experimento, mas dessa vez claramente relacionado a hábitos de vida saudável. Em vez de propor o uso de anagramas, avaliou a intenção dos voluntários de iniciar e manter um programa de exercícios físicos. Nesse cenário real ele obteve o mesmo resultado básico: aqueles que escreveram a frase interrogativa “Será que eu quero?” mostraram comprometimento muito maior com a prática regular de exercícios do que os que escreveram no início do teste a frase afirmativa “Eu quero.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, quando foi perguntado aos voluntários se achavam que estariam mais motivados a ir à academia com maior frequência, os que foram preparados com a frase interrogativa justificaram declarando, por exemplo: “Quero cuidar mais de minha saúde”. Aqueles que escreveram a frase afirmativa deram explicações como: “Porque me sentiria culpado ou envergonhado de mim mesmo se não o fizesse”, mostrando-se mais perseguidos e culpados do que realmente comprometidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta última descoberta é crucial: indica que pessoas mais flexíveis, com menor receio de rever os próprios conceitos, estavam mais intimamente motivadas, buscando uma inspiração positiva interior – e não tentando prender-se a um padrão rígido, autoimposto em algum momento. Essa inspiração interna faltou aos aparentemente “mais decididos”, o que explica, pelo menos em parte, a fraca determinação para futuras mudanças, ainda que vantajosas a médio prazo. Considerando a recuperação de dependentes químicos e o autoaperfeiçoamento, em geral, aqueles que declaravam sua força de vontade sem contestações estavam, na verdade, fechando a mente e estreitando sua visão de futuro. Aqueles que se perguntavam sobre os rumos a seguir e conjecturavam possibilidades reafirmavam sua escolha – e se comprometiam com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Way Herbert é diretor da Association for Psychological Science, nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/bendita_duvida_.html&quot;&gt;http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/bendita_duvida_.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2011/03/bendita-duvida.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_i-eEGIvFgWE/STsYrfjGITI/AAAAAAAAARo/GyINvooHTDQ/s72-c/Away_by_liquidkid1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-2580983879698375761</guid><pubDate>Wed, 09 Mar 2011 22:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-09T19:56:36.884-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">dislexia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neuropsicologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">transtornos da aprendizagem</category><title>Entrevista sobre Dislexia com o Prof. Dr. Fernando Capovilla, concedida a Ederson Granetto na Univesp TV (canal da TV Cultura dedicado a Educação).</title><description>&lt;iframe title=&quot;YouTube video player&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/wL8DLAGG-Pg&quot; allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;390&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2011/03/entrevista-sobre-dislexia-com-o-prof-dr.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/wL8DLAGG-Pg/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-1211331431847154854</guid><pubDate>Tue, 15 Feb 2011 16:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-15T14:31:12.070-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">bioética</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">especismo</category><title>Experiências com animais: do livro Ética Prática de Peter Singer.</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://sp4.fotolog.com/photo/20/22/26/db_batel/1189467754_f.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 282px; height: 336px;&quot; src=&quot;http://sp4.fotolog.com/photo/20/22/26/db_batel/1189467754_f.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &quot;A área onde o especismo pode ser estudado com maior clareza talvez seja a da utilização de animais em experiências. Neste caso, a questão surge com toda a crueza, porque os cientistas procuram muitas vezes justificar as experiências com os animais defendendo que as experiências nos levam a descobertas sobre a humanidade; se assim é, o cientista tem de concordar que os animais humanos e não humanos são semelhantes em aspectos cruciais. Por exemplo, se forçar um rato a escolher entre morrer de fome e atravessar uma grelha electrificada para obter comida nos diz algo sobre as reacções dos seres humanos ao *stress*, temos de pressupor que o rato sente *stress* neste tipo de situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas pensam por vezes que todas as experiências com animais servem para objectivos médicos vitais e se podem :, justificar com base na ideia de que aliviam mais sofrimento do quer aquele que causam. Esta crença confortável está errada. As empresas farmacêuticas testam novos champôs e cosméticos que tencionam lançar no mercado deitando gotas de soluções concentradas desses produtos nos olhos de coelhos, um teste conhecido pelo nome de &quot;teste de Draize&quot;. (A pressão exercida pelos movimentos de libertação dos animais levou diversas empresas de cosméticos a abandonar esta prática. Descobriu-se então um teste alternativo que não recorre aos animais. Apesar disso, muitas empresas, incluindo algumas das maiores, ainda continuam a efectuar o teste de Draize.) Os aditivos alimentares, incluindo corantes e conservantes artificiais, continuam a ser testados por aquilo a que se chama o _D_L50 -- um teste concebido para determinar a &quot;dose letal&quot; ou o nível de consumo que provoca a morte de 50 |&quot; dos animais da amostra. Neste processo, quase todos os animais ficam muito doentes antes de alguns morrerem por fim e outros sobreviverem. Estes testes não são necessários para evitar o sofrimento humano: mesmo que não houvesse alternativa à utilização de animais para ensaiar a segurança de certos produtos, já possuímos champôs e corantes alimentares que cheguem. Não há necessidade de desenvolver novos produtos que podem ser perigosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos países, as forças armadas efectuam experiência atrozes em animais que raramente se tornam conhecidas do público. Para citar apenas um exemplo: no Instituto de Radiobiologia das Forças Armadas dos Estados Unidos, em Bethesda, no estado de Maryland, treinaram-se macacos *rhesus* para correrem no interior de uma grande roda. Se abrandarem demasiado a corrida, a roda também desacelera e os macacos recebem um choque eléctrico. Depois de os macacos estarem treinados para correr durante grandes períodos de tempo recebem doses letais de radiação. Então, enquanto têm náuseas e vomitam, são forçados a continuar a correr até caírem. A ideia deste teste é proporcionar informações sobre a capacidade dos soldados para continuar a lutar após um ataque nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todas as experiências efectuadas nas universidade podem ser defendidas com base na ideia de que aliviam maior sofrimento do que aquele que infligem. Três investigadores da :, Universidade de Princeton mantiveram 256 ratos jovens sem comer nem beber até morrerem. Concluíram que os ratos jovens em condições de sede e de fome fatais são muito mais activos que os ratos adultos normais que recebem comida e água. Numa série célebre de experiências que prosseguiram por mais de quinze anos, H. F. Harlow, do Centro de Investigações sobre os Primatas, de Madison, estado de Wisconsin, Estados Unidos, criou macacos em condições de privação material e de isolamento total. Descobriu que desta forma podia reduzir os macacos a um estado em que, quando colocados entre macacos normais, ficavam acocorados a um canto num estado de depressão e medo constantes. Harlow também produziu macacos tão neuróticos que esmagavam o rosto dos seus bebés no chão e o esfregavam para a frente e para trás. Embora o próprio Harlow já não esteja vivo, alguns dos seus antigos alunos de outras universidades americanas continuam a efectuar variantes das suas experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes casos, e em muitos outros como estes, os benefícios para a humanidade são ou nulos ou incertos, enquanto as perdas para os membros de outras espécies são certas e reais. Daqui que as experiências violem o princípio da igualdade na consideração dos interesses de todos os seres, independentemente da espécie a que pertencem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, o argumento acerca das experiências com animais ignorou muitas vezes este aspecto porque foi posto em termos absolutos: estaria o adversário das experiências preparado para deixar morrer, de uma doença terrível, milhares de pessoas que podiam ser curadas devido a experiências efectuadas com animais? Trata-se de uma questão puramente hipotética, dado que as experiências não tiveram resultados assim tão espectaculares; mas, se a sua natureza hipotética for clara, penso que a resposta deveria ser afirmativa; por outras palavras, se tivéssemos de fazer experiências com um ou mesmo com uma dúzia de animais para salvar milhares de pessoas, penso que fazê-lo seria um bem e que estaria de acordo com a igualdade na consideração de interesses. Em todo o caso, esta é a resposta que um utilitarista tem de dar. Aqueles que acreditam em direitos absolutos podiam sustentar que é sempre um mal sacrificar :, um ser, quer humano quer animal, em benefício de outro. Nesse caso, a experiência não se deveria efectuar, quaisquer que fossem as suas consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_à pergunta hipotética acerca de salvar milhares de pessoas por intermédio de uma única experiência num animal, os adversários do especismo poderiam responder com uma pergunta hipotética de sua lavra: seriam os cientistas capazes de realizar as suas experiências em seres humanos órfãos com profundas e irreversíveis lesões cerebrais se essa fosse a única forma de salvar milhares de pessoas? (Escolhi &quot;órfãos&quot; para evitar as complicações dos sentimentos dos familiares humanos.) Se os cientistas não forem capazes de utilizar órfãos humanos com lesões cerebrais profundas e irreversíveis, a sua prontidão em utilizar animais não humanos é uma discriminação unicamente com base na espécie, uma vez que os símios, macacos, cães, gatos e até mesmo os ratos são mais inteligentes, têm consciência do que lhes está a acontecer, são mais sensíveis à dor, etc., do que muitos seres humanos com lesões cerebrais profundas que sobrevivem a custo nas enfermarias de hospitais e de outras instituições. Não parecem existir características moralmente relevantes que esses seres humanos possuam e os animais não. Logo, os cientistas revelam-se tendenciosos em favor da sua própria espécie sempre que efectuam as suas experiências em animais não humanos com objectivos que eles próprios pensam que não justificariam o uso de seres humanos com um grau igual ou inferior de senciência, consciência, sensibilidade, etc. Se esse preconceito fosse eliminado, o número de experiências com animais reduzir-se-ia consideravelmente.&quot;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2011/02/experiencias-com-animais-do-livro-etica.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-5562090225048481912</guid><pubDate>Thu, 03 Feb 2011 16:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-03T14:40:07.325-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">amor.</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">solidão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vida</category><title>O Velho, o Mar e o Lago</title><description>O velho somos todos nós. O mar é a vida. O lago, solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;amp;Cod=1373&amp;amp;exib= 7361&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;amp;Cod=1373&amp;amp;exib=7361&quot; type=&quot;application/x-shockwave- flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênero Ficção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor Camilo Cavalcante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco Cosme Soares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duração 20 min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cor P&amp;amp;B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bitola 35mm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;País Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local de Produção: PE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha Técnica&lt;br /&gt;Produção Andrea Medeiros Co-produção Funarte, LUNI Produções, Imagem Bruta, Labo Cine, CTAV Fotografia Mauro Pinheiro Jr. Roteiro Camilo Cavalcanti Edição André Sampaio Som Direto Osman Assis, Pedro Moreira Direção de Arte Darcel Andrade, Cleonice Veloso Trilha original Sergio Campelo Empresa produtora República Pureza Filmes Edição de som André Sampaio Figurino Paulo Ricardo da Costa Produção Executiva Marcello Maia Montagem André Sampaio Produção de Elenco Paulo Ricardo da Costa   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prêmios&lt;br /&gt;Melhor Curta no Festival de Cuiabá 2000&lt;br /&gt;Melhor Ator no Festival de Recife 2001&lt;br /&gt;Melhor Diretor no Festival de Recife 2001&lt;br /&gt;Melhor Ficção no Festival de Recife 2001&lt;br /&gt;Melhor Fotografia no Festival de Recife 2001&lt;br /&gt;Melhor Direção de Arte no Festival de Vitória 2001&lt;br /&gt;Melhor Fotografia no Festival de Vitória 2001&lt;br /&gt;Melhor Diretor no Festival do Ceará 2001&lt;br /&gt;Melhor Fotografia no Prêmio ABC - Associação Brasileira de Cinematografia 2001&lt;br /&gt;Prêmio do Público no Festival Brasil Plural 2002&lt;br /&gt;Melhor Ator no Festival Guarnicê do Maranhão 2001&lt;br /&gt;Melhor Diretor no Festival Guarnicê do Maranhão 2001&lt;br /&gt;Melhor Ficção no Festival Guarnicê do Maranhão 2001&lt;br /&gt;Melhor Filme no Festival Guarnicê do Maranhão 2001&lt;br /&gt;Melhor Fotografia no Festival Guarnicê do Maranhão 2001&lt;br /&gt;Melhor Ator no Jornada da Bahia 2001&lt;br /&gt;Melhor Diretor no Jornada da Bahia 2001&lt;br /&gt;Melhor Filme de Ficção no Jornada da Bahia 2001&lt;br /&gt;Melhor Montagem no Jornada da Bahia 2001&lt;br /&gt;Melhor Filme no Mostra Curta Cinema 2000</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2011/02/o-velho-o-mar-e-o-lago_7094.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-1288457850574250717</guid><pubDate>Wed, 22 Dec 2010 20:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-22T19:09:23.238-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">atenção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cognição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">consciência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filosofia da ciência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">memória</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">terapia cognitiva</category><title>Axiomas da Teoria Cognitiva</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://desconcordo.files.wordpress.com/2010/11/karl-popper.jpg?w=207&amp;amp;h=292&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 207px; height: 291px;&quot; src=&quot;http://desconcordo.files.wordpress.com/2010/11/karl-popper.jpg?w=207&amp;amp;h=292&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;Karl Popper propôs que uma teoria consistente e rigorosa deveria ser formulada em um sistema de axiomas independentes e não contraditórios. Os axiomas da teoria  que orienta a Terapia Cognitiva são dez:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;&quot;1. O principal      caminho do funcionamento ou &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;da adaptação psicológica      consiste de estruturas de cognição com significado, denominadas      esquemas. &quot;Significado&quot; refere-se à interpretação      da pessoa sobre&lt;/span&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://desconcordo.files.wordpress.com/2010/11/karl-popper.jpg?w=207&amp;amp;h=292&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt; um determinado contexto e da relação daquele      contexto com o self.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;2. A função      da atribuição de significado (tanto a nível automático      como deliberativo) é controlar os vários sistemas psicológicos      (p.ex., comportamental, emocional, atenção e memória).      Portanto, o significado ativa estratégias para adaptação.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;3. As influências      entre sistemas cognitivos e outros sistemas são interativas.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;4. Cada categoria      de significado tem implicações que são traduzidas em      padrões específicos de emoção, atenção,      memória e comportamento. Isto é denominado especificidade do      conteúdo cognitivo.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;5. Embora os significados      sejam construídos pela pessoa, em vez de serem componentes preexistentes      da realidade, eles são corretos ou incorretos em relação      a um determinado contexto ou objetivo. Quando ocorre distorção      cognitiva ou preconcepção, os significados são disfuncionais      ou maladaptativos (em termos de ativação de sistemas). As distorções      cognitivas incluem erros no conteúdo cognitivo (significado), no processamento      cognitivo (elaboração de significado), ou ambos.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;6. Os indivíduos      são predispostos a fazer construções cognitivas falhas      específicas (distorções cognitivas). Estas predisposições      a distorções específicas são denominadas vulnerabilidades      cognitivas. As vulnerabilidades cognitivas específicas predispõem      as pessoas a síndromes específicas; especificidade cognitiva      e vulnerabilidade cognitiva estão inter-relacionadas.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;7. A psicopatologia      resulta de significados maladaptativos construídos em relação      ao self, ao contexto ambiental (experiência), e ao futuro (objetivos),      que juntos são denominados de tríade cognitiva. Cada síndrome      clínica tem significados maladaptativos característicos associados      com os componentes da tríade cognitiva. Todos os três componentes      são interpretados negativamente na depressão. Na ansiedade,      o self é visto como inadequado (devido a recursos deficientes), o contexto      é considerado perigoso, e o futuro parece incerto. Na raiva e nos transtornos      paranóides, o self é visto como sendo maltratado ou abusado      pelos outros, e o mundo é visto como injusto e em oposição      aos interesses da pessoa. A especificidade do conteúdo cognitivo está      relacionada desta maneira á tríade cognitiva.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;8. Há dois      níveis de significado: (a) o significado público ou objetivo      de um evento, que pode ter poucas implicações significativas      para um indivíduo; e (b) o significado pessoal ou privado. O significado      pessoal, ao contrário do significado público, inclui implicações,      significação, ou generalizações extraídas      da ocorrência do evento. O nível de significado pessoal corresponde      ao conceito de &quot;domínio pessoal&quot;.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;9. Há três      níveis de cognição: (a) o pré-consciente, o não-intencional,      o automático (pensamentos automáticos); (b) o nível consciente;      e (c) o nível metacognitivo, que inclui respostas &quot;realísticas&quot;      ou &quot;racionais&quot; (adaptativas). Estas têm funções      úteis, mas os níveis conscientes são de interesse primordial      para a melhora clínica em psicoterapia.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;10. Os esquemas evoluem      para facilitar a adaptação da pessoa ao ambiente, e são      neste sentido estruturas telenômicas. Portanto, um determinado estado      psicológico (constituído pela ativação de sistemas)      não é nem adaptativo nem maladaptativo em si, apenas em relação      a ou no contexto do ambiente social e físico mais amplo no qual a pessoa      está.&quot;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;BECK, Aaron; ALFORD,      &lt;span class=&quot;ml-smartlink&quot; style=&quot;color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;Brad&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;. &lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;color: rgb(255, 255, 255);&quot;&gt;O Poder Integrador da Terapia Cognitiva&lt;/i&gt;.      Porto Alegre: Artes Médicas, 2000. p. 24.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Times New Roman,Times,serif;&quot;&gt;Veja também: &lt;a href=&quot;http://ser-psico.blogspot.com/2010/09/terapia-cognitiva.html&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Times New Roman,Times,serif;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;a href=&quot;http://ser-psico.blogspot.com/2010/09/terapia-cognitiva.html&quot;&gt;1:A Terapia Cognitiva&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ser-psico.blogspot.com/2010/11/concepcao-de-ser-humano-na-terapia.html&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ser-psico.blogspot.com/2010/11/concepcao-de-ser-humano-na-terapia.html&quot;&gt;2:A concepção de ser humano na Terapia Cognitiva: uma breve análise de seus pressupostos filosóficos e epistemológicos.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/12/axiomas-da-teoria-cognitiva.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-776724102944231470</guid><pubDate>Sun, 28 Nov 2010 17:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-22T18:45:00.291-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">epistemologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filosofia da ciência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">terapia cognitiva</category><title>A concepção de ser humano na Terapia Cognitiva: uma breve análise de seus pressupostos filosóficos e epistemológicos.</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_a2gt9fXLRt4/SbpLL45uzpI/AAAAAAAAAmc/dc9gPHOQjSk/s400/pensamento.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 318px;&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_a2gt9fXLRt4/SbpLL45uzpI/AAAAAAAAAmc/dc9gPHOQjSk/s400/pensamento.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Toda psicoterapia possui uma concepção de ser humano e para compreendermos a concepção de homem da Terapia Cognitiva é necessário analisar os pressupostos filosóficos e epistemológicos que a constitui. Deste modo, são duas as principais influências da Terapia Cognitiva: Construtivismo e o Racionalismo Crítico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;O termo construtivismo segundo Castañon (2005), vem do verbo latino struere que significa estruturar, organizar. No entanto, dizer-se construtivista, ainda nos dá uma vaga noção do isto significa, porque são muitos os construtivismos e os construtivistas. Além de Aaron Beck, fundador da Terapia Cognitiva, outros nomes em psicoterapia de abordagens bem diferentes também se auto-referem nesta perspectiva:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“como o neo-behaviorista Albert Bandura, o cognitivista Jerome Bruner, o humanista Joseph Rychlak, o fenomenólogo-existencial Viktor Frankl, o relativista pós-moderno Kenneth Gergen e o construtivista radical Ernst von Glasersfeld.” (Castañon, 2005, p.2).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das várias tendências, as psicoterapias construtivistas compartilham alguns pressupostos filosóficos tais como: o papel ativo do sujeito no processo de obtenção de conhecimento: em que as nossas representações não são determinadas pelo meio, além da influência deste e de nosso aparato biológico, nossas representações são construídas por nós; e a não neutralidade: nossas observações são feitas através de nossos construtos teóricos e de nossas hipóteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No processo terapêutico o construtivismo está presente em um dos principais pressupostos da terapia cognitiva:&lt;br /&gt;“O significado que uma pessoa atribui a uma situação, ou a forma como um evento é estruturado (ou construído) por uma pessoa, teoricamente determina como aquela pessoa se sentirá e se comportará.” (Beck e Alford, 2000, p. 30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é o Contrutivismo: “Uma visão de seres humanos como agentes ativos que, individual e coletivamente, constroem o significado de seus mundos experenciais”. (Neimeyer, 1993, citado por Beck, Alford, 2000 p. 30)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Racionalismo Crítico é uma escola de filosofia da ciência fundada por Karl Popper, e é considerada responsável por refutar o Positivismo Lógico ou Neo-positivismo, outra escola em filosofia que resgata o Positivismo fundado por  Augusto Comte.  O Racionalismo Crítico influi tanto nos critérios de cientificidade adotados pela Terapia Cognitiva, como também na concepção de homem e sua relação com a realidade, a verdade e o conhecimento, além do desenrolar da terapia em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pressuposto básico a ser levado em conta com relação ao Racionalismo Crítico é que a realidade possui uma racionalidade intrínseca que pode ser representada por nós de maneira mais aproximada ou menos aproximada.  Não há neutralidade, pois toda observação é realizada a luz de uma teoria ou de uma hipótese, o que não significa que nossas teorias determinam o real ou que nada existem além delas (relativismo), elas são uma forma acessarmos o real, portanto o Racionalismo Crítico é realista (por oposição ao idealismo), há uma realidade externa e independente de nós, e é construtivista, pois nosso acesso à realidade não se dá de forma objetiva (Popper, 1934/1975 citado por Castañon, 2005, p.6) por necessitar de uma mediação. No Racionalismo Crítico não há critério de verdade, esta é evidenciada quando há correspondência de nossas representações aos fatos, e os nossos erros, nossas predileções que não se confirmam, demonstram a existência de uma realidade independente, sendo assim, para um racionalista crítico “é quando erramos que tropeçamos na realidade” (Castañon, 2005, p.6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A articulação do Construtivismo e do Racionalismo Crítico pode ser observada neste trecho do livro “O poder integrador da Terapia Cognitiva” de Aaron T. Beck e Brad A. Alford (2000):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&quot;Em contextos sociais mais amplos onde as realidades fenomenológicas se cruzam, há múltiplas realidades pessoais bem como uma realidade ou contexto físico objetivo dentro do qual residem as realidades subjetivas. Essas realidades são igualmente reais, no sentido de que são parte do que existe.”(p. 31).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Terapia Cognitiva, tanto o terapeuta como o cliente, possuem um papel ativo no processo terapêutico, o cliente é encorajado a tomar posse de suas representações, elaborar hipóteses e testá-las verificando-as em sua experiência, o que permite ao cliente atribuir novos significados a suas vivencias, mais realistas e funcionais.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&quot;Resumidamente, o modelo cognitivo propõe que o pensamento distorcido ou disfuncional (que influencia o humor e o comportamento do paciente) seja comum a todos os distúrbios psicológicos. A avaliação realista e a modificação no pensamento produzem uma melhora no humor e no comportamento.&quot; (Beck Judith S., 1997, p.17)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terapeuta por sua vez também formula conceituações de caso, através delas ele elabora suas hipóteses sobre a realidade psíquica do cliente, estas hipóteses são testadas ao serem apresentadas e discutidas com o mesmo. Sendo assim, o objetivo fundamental da Terapia Cognitiva é desenvolver a autonomia do cliente para que este se torne seu próprio terapeuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beck, A. T.; BRAD, A. B. 2000. O poder integrador da terapia cognitiva. Porto Alegre: Artmed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beck, J. 1997.Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTANON, Gustavo Arja. Construtivismo e terapia cognitiva: questões epistemológicas. Rev. bras.ter. cogn. [online]. 2005, vol.1, n.2, pp. 31-42. ISSN 1808-5687. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1808-5687200500020000&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;4&amp;amp;script=sci_abstract</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/11/concepcao-de-ser-humano-na-terapia.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_a2gt9fXLRt4/SbpLL45uzpI/AAAAAAAAAmc/dc9gPHOQjSk/s72-c/pensamento.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-3818900185355242533</guid><pubDate>Mon, 22 Nov 2010 15:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-22T13:57:53.374-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">depressão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">dor crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">terapia cognitiva</category><title>Aaron Beck fala da relação entre dor e depressão</title><description>&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/Lav-0QpLqjA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/Lav-0QpLqjA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/11/aaron-beck-fala-da-relacao-entre-dor-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-1211136114103296383</guid><pubDate>Mon, 15 Nov 2010 14:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-19T11:46:58.037-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicopatologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicoterapia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">terapia cognitiva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">terapia cognitivo-comportamental</category><title>Entrevista com a Dra Judith Beck sobre a Terapia Cognitiva.</title><description>&lt;img src=&quot;file:///C:/DOCUME%7E1/luciana/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-4.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;file:///C:/DOCUME%7E1/luciana/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-5.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;file:///C:/DOCUME%7E1/luciana/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-6.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;entry&quot;&gt;      &lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://psicosaber.files.wordpress.com/2010/08/judithbeck2.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 418px; height: 380px;&quot; class=&quot;alignnone size-full wp-image-3215&quot; title=&quot;judithbeck2&quot; src=&quot;http://psicosaber.files.wordpress.com/2010/08/judithbeck2.jpg?w=500&amp;amp;h=455&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Dr. Judith Beck é responsável por três das principais funções do Instituto Beck: educação, atendimento clínico e pesquisa. Atualmente, divide seu tempo em administração, supervisão e ensino, trabalho clínico, desenvolvimento de programas, pesquisas e de escritora. Trabalha como consultora em diversas pesquisas do NIMH (National Institute of Mental Health) e apresenta workshops, nacionais e internacionais, da aplicação da terapia cognitiva nos mais variados transtornos psiquiátricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é autora de diversas publicações, dentre as quais se destacado o livro-texto amplamente utilizado Terapia Cognitiva: teoria e prática já traduzido em 12 diferentes idiomas. Finalmente, cumpre destacar que é sócia fundadora e presidente da Academia de Terapia Cognitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RevistaBTC: Como e quando a Terapia Cognitiva passou a ser uma opção profissional para você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JudithB: Não iniciei minha carreira profissional como psicóloga, desde criança sempre quis ser professora. Fiz Faculdade de Pedagogia na Universidade da Pensilvânia e me especializei como professora de crianças com dificuldades de aprendizado. Eu adorava trabalhar em sala de aula, mas logo percebi que, caso desejasse fazer algo maior em educação, precisaria de mais treinamento. Iniciei um doutorado na área de educação, mas, no meio do caminho, passei a interessar-me e a estudar também psicologia. A principio, pensava que não seria uma boa terapeuta, por não me parecer tão óbvio como fazer uma terapia em comparação de como sempre fora óbvio para mim, mesmo antes de fazer Pedagogia, como ser uma boa professora. No entanto, iniciando formalmente meus estudos em Terapia Cognitiva, ela me pareceu fazer sentido. Depois de muitos anos, finalmente desenvolvi a mesma capacidade de intuição em psicoterapia que possuía para lecionar. Atualmente ocupo uma boa parte de meu tempo ensinando Terapia Cognitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RBTC: As diferenças e semelhanças de Terapia Cognitiva, Terapia Comportamental e Terapia Cognitivo Comportamental, poderia nos dizer algo sobre isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB: Terapia Cognitiva baseia-se na idéia que pessoas com estresse têm freqüentemente o pensamento distorcido e/ou disfuncional. Este pensamento negativo tem um impacto negativo em seu humor, em seu comportamento e, freqüentemente, em sua fisiologia. As sessões de terapia cognitiva são habitualmente estruturadas e direcionadas para auxiliar o paciente a solucionar seus problemas atuais. Neste contexto, o paciente aprende habilidades de solução de problemas, pensamento e comportamento que ele utiliza não só durante o tratamento, mas também no futuro, para permanecer bem. Uma importante parte do tratamento é auxiliar pacientes a aprender como avaliar a validade e a utilidade de seus pensamentos negativos e como responder a eles de uma forma realista. Os pacientes, quando aprendem a fazer isso, se sentem melhor e tornam-se capazes de comportar-se mais funcionalmente. O tratamento é sensível em relação ao tempo de duração e é freqüentemente mais curto do que outras psicoterapias, devido ao fato de que um dos objetivos principais do tratamento é ensinar os pacientes a serem seus próprios terapeutas. Esta é a razão pela qual a Terapia Cognitiva não só ajuda os pacientes a ficarem melhor, mas também a permanecerem melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Terapia Comportamental é baseada nos princípios de condicionamento clássico e operante. Ela assume que comportamentos são respostas apreendidas a estímulos e que novas respostas podem ser aprendidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terapia Cognitivo Comportamental é um termo abrangente para uma variedade de terapias que utilizam algumas combinações de técnicas cognitivas e comportamentais. A Terapia Cognitiva é, algumas vezes, designada como Terapia Cognitivo-Comportamental, mas o que a difere de outros tipos de terapias Cognitivo-Comportamentais é ter a base no Modelo Cognitivo de que crenças e pensamentos de uma pessoa influenciam suas emoções, ações e sintomas físicos, e que as técnicas específicas que o terapeuta escolhe para usar com cada paciente devem ser individualizadas com base na Conceituação Cognitiva deste paciente (a compreensão do terapeuta, confirmada pelo paciente, de quais são as crenças subjacentes do paciente; os padrões não adaptativos que ele desenvolveu para “lidar” com estas crenças; e os pensamentos, emoções e comportamentos diários que aparecem como resultado destas crenças).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RBTC: Por que a Terapia Cognitiva é mais uma revolução do que uma evolução na área da psicoterapia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB: Meu pai, Dr. Aaron Beck, fez formação e trabalhou como psicanalista no início de sua carreira. Neste período, decidiu fazer uma série de experimentos, com os quais esperava validar o conceito de que depressão seria o resultado da hostilidade voltada contra o self. Ao descobrir que sua pesquisa invalidava conceitos psicanalíticos de depressão, decidiu estudar este transtorno psiquiátrico. Descobriu que os sintomas da psicopatologia da depressão podiam ser melhor explicados através do exame dos pensamentos conscientes do paciente, no lugar de tentar trazer a tona (hipotéticos) desejos reprimidos e motivações inconscientes. Ele desenvolveu um tratamento para depressão baseado em auxiliar os pacientes a solucionar seus problemas atuais, mudar seus comportamentos disfuncionais e responder de forma adaptativa a seus pensamentos disfuncionais. Esta ênfase na cognição foi de fato uma revolução em psicoterapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RBTC: Para onde está caminhando a Terapia Cognitiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB: A pesquisa em Terapia Cognitiva explodiu na década passada, conforme mencionei acima. Ela irá ampliar-se para um número crescente de transtornos psiquiátricos, mesmo os mais severos, assim como para outros problemas médicos e psicológicos. Formulações cognitivas e tratamentos específicos serão adaptados e refinados. Serão necessárias mais pesquisas para determinar a melhor maneira de treinar serviços e profissionais da saúde mental, supervisores e monitores. A Terapia Cognitiva vem sendo aplicada cada vez mais a diferentes ambientes e transtornos, por exemplo, com pessoas idosas, em asilos, e com crianças, em escolas. Vem sendo adaptada para terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, consultores vocacionais e consultores pastorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RBTC: A Terapia Cognitiva e os Transtornos Depressivos: com ou sem o uso concomitante de antidepressivos? Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB: A Terapia Cognitiva pode ser feita com ou sem o uso concomitante de medicação. Pesquisas mostram que Terapia Cognitiva é tão eficaz quanto medicação para depressão. Uma grande vantagem da Terapia Cognitiva, entretanto, é que ela possui a metade dos índices de recaída dos antidepressivos. Deve-se considerar o uso de antidepressivos quando a depressão é severa, especialmente quando o terapeuta não tem um alto grau de experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RBTC: Existe um grande e crescente interesse em Terapia Cognitiva no mundo inteiro. Como lidar com o desafio do treinamento de profissionais em Terapia Cognitiva e como validá-lo em sua opinião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB: Pessoas que participam de treinamento de profissionais em Terapia Cognitiva devem ter competência tanto em conduzir uma terapia como em seu treinamento e sua supervisão. Devem ser membros certificados de organizações, tais como, a Academia de Terapia Cognitiva, que requer aos profissionais que apresentem amostras de seu trabalho como evidência de sua competência. Formadores e supervisores deveriam também participar de cursos avançados de treinamento que são oferecidos pelo Instituto Beck ou pelo Centro de Terapia Cognitiva de Oxford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RBTC: Seu novo livro, recém-lançado aqui, é sobre Terapia Cognitiva Para Desafios Clínicos.&lt;br /&gt;Seria possível nos dizer como ele “aconteceu” para você ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB: Percebi, enquanto estava escrevendo Terapia Cognitiva: Teoria e Prática, que a terapia algumas vezes necessitava ser adaptada para pacientes específicos como, por exemplo, aqueles com transtornos de personalidade. Estes pacientes possuem crenças extremamente negativas sobre si mesmos, seus mundos e outras pessoas, crenças estas que eles trazem para o tratamento. Se um paciente acredita, por exemplo, que “as pessoas vão me machucar”, ele provavelmente irá pensar que seu terapeuta poderá machucá-lo também. Portanto, ele poderá estar hipervigilante em relação a poder ser magoado, ser cuidadoso em relação ao que ele relata ao terapeuta e ter dificuldade de aderir completamente ao tratamento. Terapia Cognitiva para Desafios Clínicos descreve como conceituar pacientes complexos e seus problemas, e como variar o tratamento de maneira adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RBTC: “Terapia Cognitiva é superficial”, escutamos muito isto. Como você responderia a esta afirmação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB: Pessoas que se pronunciam desta maneira não leram livros básicos de Terapia Cognitiva, nem participaram de cursos de treinamento de Terapia Cognitiva. Se tivessem participado, saberiam que terapeutas cognitivos trabalham para modificar percepções básicas do indivíduo de si mesmo e dos outros, idéias estas que alguns pacientes desenvolveram na infância. Devem também desconhecer literatura de resultados com Terapia Cognitiva, especialmente estudos relacionados com prevenção de recaída. Como a Terapia Cognitiva obtém resultados mais duradouros que outras psicoterapias, ela deve produzir mudanças profundas. Terapeutas cognitivos trabalham para ajudar pacientes a desenvolverem insights de seus problemas, mas não param por aí. Eles auxiliam seus pacientes a aprender, a partir destes insights, a fazerem mudanças importantes em suas vidas e a desenvolverem habilidades que podem usar dali em diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RBTC: Terapia Cognitiva com ou sem manuais, parece ser uma pergunta que terapeutas experientes têm feito atualmente. Poderia nos dizer alguma coisa sobre isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JB: Terapeutas cognitivos experientes conceituam cada paciente individualmente e planejam o tratamento, durante e entre sessões, baseados nesta conceituação. Terapeutas menos experientes, que não tenham habilidade em conceituação e planejamento de tratamento, podem beneficiar-se do uso de manuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href=&quot;http://psicosaber.wordpress.com/2010/08/10/entrevista-com-a-dra-judith-beck-filha-de-aaron-beck-e-grande-nome-da-terapia-cognitiva/&quot;&gt;Psicosaber&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://neuropsicologiaaplicada.blogspot.com/2010/03/entrevista-com-dra-judith-beck-filha-de.html&quot;&gt;Neuropsicologia Aplicada&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja também o vídeo: &lt;a href=&quot;http://ser-psico.blogspot.com/2009/01/judith-beck-fala-sobre-terapia.html&quot;&gt;Judith Beck fala sobre Psicoterapia Cognitiva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/11/entrevista-com-dra-judith-beck-sobre.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-9125043984637410779</guid><pubDate>Sun, 14 Nov 2010 21:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-19T11:47:10.059-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bertrand Russell</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filosofia</category><title>Decálogo de Bertrand Russell</title><description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;div class=&quot;post-header&quot;&gt;  &lt;/div&gt;    &lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://lh5.ggpht.com/__lTqc3x_SL8/S-CEVceLgmI/AAAAAAAAAtw/mH6X2b1P2IY/Russell.JPG&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://lh5.ggpht.com/__lTqc3x_SL8/S-CEVceLgmI/AAAAAAAAAtw/mH6X2b1P2IY/Russell.JPG&quot; border=&quot;0&quot; width=&quot;267&quot; height=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;margin: 0px 0px 10px; padding: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;font-family:Times,&#39;Times New Roman&#39;,serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:blue;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: rgb(51, 51, 51); font-style: normal; font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:blue;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;font-size:medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;   •Não tenhas certeza absoluta de nada.&lt;br /&gt;•Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.&lt;br /&gt;•Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.&lt;br /&gt;•Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.&lt;br /&gt;•Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.&lt;br /&gt;•Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.&lt;br /&gt;•Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.&lt;br /&gt;•Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.&lt;br /&gt;•Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.&lt;br /&gt;•Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://wolfedler.blogspot.com/2010/05/decalogo-de-bertrand-russell.html&quot;&gt;Blog do Ernesto von Rückert&lt;/a&gt;                      &lt;h4&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://ser-psico.blogspot.com/2009/01/judith-beck-fala-sobre-terapia.html&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h4&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/11/decalogo-de-bertrand-russell.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/__lTqc3x_SL8/S-CEVceLgmI/AAAAAAAAAtw/mH6X2b1P2IY/s72-c/Russell.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-3924932877576105511</guid><pubDate>Sun, 17 Oct 2010 16:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-17T16:39:37.482-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">antidepressivos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">depressão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">efeito placebo</category><title>Antidepressivos e o efeito placebo</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2010/09/i-kirsch.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 257px;&quot; src=&quot;http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2010/09/i-kirsch.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entrevista com Irving Kirsch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a Daniel Lopes&lt;a&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 157px;&quot; 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alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de enveredar pela psicologia, o doutor Irving Kirsch, nascido em 1943 na cidade de Nova York, desenvolveu, entre outras, atividades pró-direitos civis, anti-guerra (chegando a publicar panfleto sob os auspícios de ninguém menos que Bertrand Russell) e de músico — violinista da Sinfonia de Toledo (Ohio). Desde 2007 professor na Universidade de Hull (Reino Unido), em 2008 Irving, junto com uma equipe, causou considerável terremoto ao publicar o resultado de uma meta-análise de testes com antidepressivos. Com respaldo na legislação da liberdade de informação estadunidense, os pesquisadores obtiveram junto à Food and Drug Administration tanto os testes divulgados pelas fabricantes de remédios quanto os escamoteados. A meta-análise revelou que os antidepressivos apenas funcionam como placebos — e, acrescentaria Kirsch, são piores que estes, já que induzem ao vício e têm sérios efeitos colaterais. À época, a análise ganhou cobertura na New Scientist, Newsweek e outros grandes veículos. Os achados influenciaram as novas diretrizes oficiais para tratamento da depressão no Reino Unido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, Kirsch reuniu o básico dessas informações, adicionou novas, e publicou The emperor’s new drugs: Exploding the antidepressant myth (edição estadunidense: Basic Books, 2010). Ele gentilmente concordou em nos responder algumas perguntas acerca de temas-chave do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amálgama – Você esclarece ao leitor que a pergunta correta não é se os antidepressivos funcionam, mas por quê. Segundo os laboratórios, eles agem no balanço químico no cérebro, mas você mostra que a teoria da depressão devido a desajuste químico não é sustentada pelas evidências. O que dizem as evidências?&lt;br /&gt;Irving Kirsch – Os dados mostram que pouco, se algo, da resposta aos antidepressivos é devido à sua ação química. Para a vasta maioria dos pacientes, a diferença entre antidepressivos e placebos não é clinicamente significativa e pode ser apenas um efeito placebo intensificado, que ocorre porque diferentes efeitos colaterais permitem às pessoas sob teste terem consciência de que foram medicadas com a droga real ou com um placebo. Outra razão para duvidar da teoria do desajuste químico é que existem diferentes tipos de antidepressivos. Alguns supostamente aumentam a serotonina no cérebro, uns não têm qualquer efeito sobre a serotonina e outros supostamente diminuem a serotonina. Ainda assim, todos eles têm o mesmo efeito sobre a depressão. Quando o efeito de uma pílula não depende de como ela age quimicamente, então o que ocorre deve ser um efeito placebo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o causa não é química, qual é?&lt;br /&gt;A depressão pode ser causada por estresses que passamos na vida (por exemplo, a perda de alguém querido, dificuldade econômica) e pela forma como as pessoas aprenderam a interpretar e se comportar diante desses estresses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os antidepressivos funcionam como placebos (até mesmo, como você diz, placebos “intensificados”), muita gente pode se perguntar por que então não tolerá-los, já que beneficiam tantas pessoas.&lt;br /&gt;O problema de se usar antidepressivos por seu efeito placebo é que eles são drogas ativas com muitos efeitos colaterais sérios. Eles causam dependência como drogas viciantes e aumentam o risco de suicídio quando ministrados para crianças e jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando da publicação do resultado de seus estudos em 2008, as empresas farmacêuticas não apenas não o processaram ou contestaram sua exposição do efeito placebo, como duas delas contrataram seus serviços, certo? Como se deu isso?&lt;br /&gt;O pessoal de duas companhias me disse que os dados não eram surpresa para eles, que eles achavam difícil encontrar drogas que se saíssem melhores do que placebos no tratamento da depressão, e que que gostariam de ter meu aconselhamento sobre como identificar pessoas com potencial para responder a placebos, para que eles pudessem excluí-las dos testes clínicos. Eu lhes disse que a melhor forma de fazer isso era como eles já estavam fazendo: dar placebo aos pacientes durante duas semanas antes do teste começar e então excluir qualquer um que responda ao placebo. É assim que quase todos os testes clínicos são conduzidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor tratamento contra a depressão é então a psicoterapia?&lt;br /&gt;A psicoterapia, particularmente a terapia cognitivo-comportamental, que já foi testada mais frequentemente do que outras formas, produz efeitos terapêuticos que duram muito mais do que os advindos do tratamento com drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, não é aconselhável, como você frisa, que pacientes depressivos sob medicação abandonem subitamente os antidepressivos. Quais os riscos?&lt;br /&gt;Como antidepressivos causam dependência, se pararem repentinamente de tomá-los, as pessoas podem sofrer sérios sintomas de abstinência. Por essa razão, eles devem ser descontinuados apenas gradualmente e sob a orientação de um médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.amalgama.blog.br/09/2010/entrevista-irving-kirsch/&quot;&gt;http://www.amalgama.blog.br/09/2010/entrevista-irving-kirsch/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/10/eficacia-dos-antidepressivos.html&quot;&gt;http://psicologiaciencia.blogspot.com/2010/10/eficacia-dos-antidepressivos.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/10/entrevista-com-irving-kirsch-daniel.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-685139602138093646</guid><pubDate>Tue, 28 Sep 2010 01:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-27T22:42:49.369-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cognição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">consciência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">depressão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">metacognição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicoterapia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">terapia cognitiva</category><title>A Terapia Cognitiva</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_HcZY0GHldp0/TKFGM2JwywI/AAAAAAAAA-I/Q9SkT6H58H4/s1600/Folies+Bergerede+Bir+Bar.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 297px;&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_HcZY0GHldp0/TKFGM2JwywI/AAAAAAAAA-I/Q9SkT6H58H4/s400/Folies+Bergerede+Bir+Bar.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5521771804641774338&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A terapia cognitiva foi desenvolvida por Aron Beck em 1960. Em princípio ela foi estruturada para pacientes depressivos, mas atualmente ela tem sido adaptada com sucesso a uma multiplicidade de transtornos mentais. A hipótese principal da terapia cognitiva é que pensamentos distorcidos ou disfuncionais são comuns a todos os distúrbios psicológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Terapia Cognitiva não considera os indivíduos passivos as contingências sociais, pois não são as situações somente que determinam como as pessoas sentem, mas, antes, o modo como elas interpretam as situações vividas. É uma abordagem psicoterápica baseada em um sistema de três dimensões cognitivas: as crenças centrais, as crenças intermediárias e os pensamentos automáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crenças centrais geralmente iniciam seu desenvolvimento na infância e são consideradas pelo indivíduo “verdades absolutas”. Melhor explicando, são entendimentos sobre si próprio, os outros e o mundo fundamentais e profundos que as pessoas comumente não os articulam, muito menos os questionam, mesmo que sejam entendimentos que causem sofrimento e interpretações disfuncionais da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crenças intermediarias correspondem às regras, atitudes e suposições criadas pelo indivíduo a partir das crenças centrais.  Por exemplo: Se uma pessoa possui a crença central de que é incompetente, uma regra que ela pode estabelecer a si mesma é trabalhar incansavelmente para remediar essa incompetência que ela acredita ser intrínseca a ela, perdendo horas de sono e de lazer. A partir dessa crença ela também faz determinadas suposições como: “Se eu não compreendi esse texto perfeitamente, então eu sou burro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crenças centrais e intermediarias surgem a partir da interação social do indivíduo com o meio. Esse processo começa nos primeiros estágios do desenvolvimento e fornece ao indivíduo uma “teoria” coerente sobre o mundo para que ele possa se adaptar a realidade. Quando essas crenças não são funcionais acarretam em distorção da realidade e transtornos mentais. Não passa, por exemplo, pela mente da pessoa que acredita ser incompetente, que ela não entendeu o texto perfeitamente porque ele pode não estar claro o bastante. Que se ela não entendeu parte do texto, não significa que ela não entendeu nada ou que ela não tenha entendido o suficiente para o momento. Não passa pela sua mente que ela não precisa entender tudo perfeitamente e que pode ser rico ainda restarem dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pensamentos automáticos são decorrentes das crenças centrais e intermediárias e provocam sintomas. Esses pensamentos incorrem pela mente sem que tenhamos inicialmente um controle consciente sobre eles, um exemplo disso é: imagine uma pessoa que está prestes a fazer uma prova, para qual tenha estudado bastante, momentos antes da entrega da prova passa pela sua cabeça “Isso é difícil demais, não vou conseguir”, o pensamento automático disfuncional então desencadeia emoções negativas e reações físicas que provavelmente interferem no desempenho do estudante durante a prova, ao receber o resultado, este confirma sua crença central de incompetência num círculo vicioso difícil de se romper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas considerações também devem ser feitas sobre as distorções cognitivas, essas distorções ocorrem pela tendência de avaliar as situações vividas a partir de esquemas mentais desenvolvidos durante a maturação cognitiva, esses esquemas estão diretamente relacionados com a crença central, fazendo com que toda informação contrária à crença pareça inválida. Esquemas podem ser entendidos como caminhos, vias mentais que são utilizadas para solucionar problemas, ao se deparar com novas situações esquemas antigos são ativados, por exemplo: O estudante que esperava não conseguir fazer a prova, ao tirar uma nota boa, explica a situação dizendo que tirou nota boa porque a prova estava fácil demais, depreciando o seu mérito, confirmando a crença central e mantendo os esquemas cognitivos intactos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terapeuta cognitivo, portanto, procura estimular resignificação das crenças centrais e intermediárias por meio de técnicas que trabalhem os pensamentos automáticos disfuncionais e as distorções cognitivas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/09/terapia-cognitiva.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_HcZY0GHldp0/TKFGM2JwywI/AAAAAAAAA-I/Q9SkT6H58H4/s72-c/Folies+Bergerede+Bir+Bar.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-4235824456348582450</guid><pubDate>Fri, 09 Jul 2010 03:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-28T23:36:58.694-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">caminhada</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">depressão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">saúde</category><title>SuperaAção Saúde promove caminhada</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://caminhadamarelli.com.br/wp-content/uploads/2010/06/DSCN6280.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 487px; height: 365px;&quot; src=&quot;http://caminhadamarelli.com.br/wp-content/uploads/2010/06/DSCN6280.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Recebi um e-mail de divulgação de um circuito de caminhadas de 5kl que acontecerá nas cidades de Contagem (MG), Lavras (MG), Jaguariúna (SP) e Santo André (SP), nos meses de julho e agosto. O circuito será promovido por Magneti Marelli e aproveito para falar dos benefícios da caminhada para quem sofre de depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A deficiência de dois neurotrasmissores: a noradrenalina e a serotonina na fenda sináptica do sistema nervoso central, constitui uma das principais alterações presentes na depressão. Existem diversos estudos que apontam causas genéticas e psicológicas, mas na maioria dos casos pesquisados foram encontrados esse tipo de alteração neuroquímica. Sabe-se que tanto o uso de psicotrópicos antidepressivos como a psicoterapia possui efeitos estabilizadores dessas alterações, ainda que não esteja provado como cada uma dessas terapias (farmacológica e psicológica) age exatamente sobe os neurotransmossores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, vários estudos tem sido realizados a procura de tratamentos alternativos ao farmacológico, por seu custo e efeitos colaterais. A caminhada passou a ser fonte de pesquisas podendo atuar através de mecanismos psicológicos, ao propiciar a socialização e biológicos, podendo estar ligados à liberação de endorfina no sistema nervoso central, ao aumento da qualidade das relações afetivas durante a prática de exercício físico que produziria efeitos sobre a noradrenalina e a serotonina, ou mesmo a elevação da temperatura corporal durante a atividade poderia ter efeitos antidepressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caminhada possui três características importantes que a tornam especialmente recomendada do ponto de vista psicológico: é agradável de praticar, não é competitiva, é um exercício previsível e rítmico. Supões-se que os efeitos da pratica de exercícios físicos possui efeitos similares ao da psicoterapia para o tratamento da depressão. No entanto, a caminhada é indicada como método de tratamento alternativo, devendo ser associada a psicoterapia, pela própria resistência dos indivíduos com depressão de iniciarem a prática do exercício devido a determinados sintomas da doença como a apatia, fadiga e desinteresse gerenalizado, necessitando de encorajamento, reforço e conscientização de sua importância para saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contribuição da prática da caminhada, bem como de outros exercícios aeróbicos é amplamente reconhecida pela comunidade científica e precisa ser estimulada socialmente embora mais pesquisas tenham que ser feitas para se averiguar sua real potencialidade no tratamento desse transtorno que segundo a OMC, Organização Mundial de Saúde, acomete oito milhões de brasileiros. Para participar do circuito de caminhas, cuidar da saúde, prevenir doenças e ainda promover prática da caminhada basta se cadastrar através do site da SuperaAção Saúde: &lt;a href=&quot;http://www.saudesportes.com.br/&quot;&gt;http://www.saudesportes.com.br/&lt;/a&gt;. Um blog também foi criado com todas as informações sobre o evento contendo fotos enviadas diariamente pelos internautas participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade física e sua intervenção junto a depressão disponível em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.sbafs.org.br/_artigos/203.pdf&quot;&gt;http://www.sbafs.org.br/_artigos/203.pdf&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/07/superaacao-saude-promove-caminhada.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-4692336476475233587</guid><pubDate>Sun, 02 May 2010 22:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-24T19:43:34.213-03:00</atom:updated><title>TOP-BLOG 2010</title><description>&lt;img style=&quot;width: 479px; height: 565px;&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.topblog.com.br/email_mkt/22_04_2010//bottom_mail.jpg&quot; usemap=&quot;#12845744708b9f60_Map&quot; border=&quot;0&quot; vspace=&quot;0&quot; hspace=&quot;0&quot; /&gt; &lt;map name=&quot;12845744708b9f60_Map&quot;&gt; &lt;area fd5933d6=&quot;true&quot; alt=&quot;&quot; shape=&quot;rect&quot; coords=&quot;258,572,446,621&quot; href=&quot;http://news.topblog.com.br/links.php?AGE_ID=332305&amp;amp;PES_ID=56058643&amp;amp;n=14757&amp;amp;URL_ID=56&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.topblog.com.br%3Futm_source%3DEasyMailing%26utm_medium%3De-mail%26utm_term%3D%26utm_content%3D%26utm_campaign%3DPadr%25E3o&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;div style=&quot;display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;&quot; j4d3f5c4a1c3f1=&quot;news.topblog.com.br&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;area fd5933d6=&quot;true&quot; alt=&quot;&quot; shape=&quot;rect&quot; coords=&quot;66,278,157,347&quot; href=&quot;http://news.topblog.com.br/links.php?AGE_ID=332305&amp;amp;PES_ID=56058643&amp;amp;n=14757&amp;amp;URL_ID=57&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.topblog.com.br%2Femail_mkt%2F22_04_2010%2Ftopblog_indicado.jpg%3Futm_source%3DEasyMailing%26utm_medium%3De-mail%26utm_term%3D%26utm_content%3D%26utm_campaign%3DPadr%25E3o&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;div style=&quot;display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;&quot; j4d3f5c4a1c3f1=&quot;news.topblog.com.br&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;/map&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 51, 0);&quot;&gt;Participe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/05/top-blog-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-7013129839375142695</guid><pubDate>Wed, 03 Mar 2010 17:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-24T19:48:06.608-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ato médico</category><title></title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://www.crefito.com.br/imp/boletim/images/boletim_virada.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 508px; height: 751px;&quot; src=&quot;http://www.crefito.com.br/imp/boletim/images/boletim_virada.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/03/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-3254590183900769762</guid><pubDate>Tue, 23 Feb 2010 22:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-21T17:57:58.048-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">consciência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filosofia da mente</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neuropsicologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicologia cognitiva</category><title>Sobre a consciência – Do livro de John Searle “Mente, linguagem e sociedade”</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;    &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“É importante aprender a não se aborrecer com opiniões diferentes das suas, mas dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram. Se depois de entendê-las ainda lhe parecerem falsas, então poderá combatê-las com mais eficiência do que se você tivesse se mantido simplesmente chocado.” Bertrand Russell.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John R. Searle é considerado um dos maiores filósofos da atualidade, ele leciona na Universidade da Califórnia e é autor de vários livros como: The Construction of Social Reality e Intentionality. John Searle se considera um filósofo naturalista e defende que a consciência não é algo misterioso que transcende a matéria, como querem os dualistas, e tampouco, não passa de uma ilusão podendo ser reduzida a matéria, como querem os materialistas. Para tentar descrever como Searle compreende a consciência vamos delinear o que o autor chama sua estrutura, mas antes, é importante referirmos as questões filosóficas que há muito permeiam qualquer tentativa de explicar a consciência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro, “Mente, Linguagem e Sociedade”, John Searle define a consciência como um estado (de conhecimento e percepção) em que nos encontramos desde que acordamos até adormecermos novamente, além disso, segundo o autor, existem diversos estados de consciência, estados em que ela se manifesta de formas diferentes, podemos citar como exemplos desses estados àqueles induzidos por substancias psicoativas, estados meditativos, transes religiosos, ou durante um sono etc. Os estados conscientes acabam quando entramos em coma profundo ou quando morremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tentarmos conhecer um pouco sobre a consciência sempre esbarramos no problema mente/corpo e logo nos deparamos com uma questão insolúvel. John Searle, após analisar as pressuposições filosóficas que sustentam tanto a posição de dualistas como de materialistas, chega à conclusão de que a aparente irresolubilidade do problema mente/corpo é causada pela não correspondência dos pressupostos aos fatos que conhecemos hoje, principalmente através da contribuição da neurobiologia, sobre a mente e o cérebro. Searle propõe que esqueçamos tudo que ouvimos sobre a consciência até então, e que assim possamos começar do zero. Os fatos aos quais o autor se refere são: 1. Não existe consciência sem um sistema nervoso central, a consciência assim como todos os outros fenômenos mentais são produzidos por um cérebro. 2. Sendo assim a consciência deve ser entendida como um processo biológico tão natural quanto a digestão. Searle menciona: “a característica líquida da água não pode ser separada da água, a solidez da mesa não pode ser separada da mesa”, assim são os estados conscientes em relação ao cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Searle menciona que nenhuma das duas posições em relação à consciência que existem atualmente é adequada. A primeira que vamos apresentar é o materialismo, segundo a qual a consciência por ser subjetiva é oposta à ciência que deve buscar um conhecimento objetivo da realidade, então, é impossível uma ciência ter como objeto de estudo a consciência. Os materialistas aplicam um reducionismo eliminativo, eliminando a consciência na tentativa de elaborar um conhecimento objetivo acerca do homem. A segunda posição é dos dualistas, para quem a consciência é encarada como algo misterioso e metafísico e assim a colocam em um pedestal inatingível, impossível de ser apreendida pela razão humana. Ambos os posicionamentos partem do pressuposto de que mente e cérebro são mutuamente exclusivos ou incomunicáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento que diz que a consciência é subjetiva e, portanto, não pode ser objeto de estudo científico é falacioso porque podemos saber se tal fato a respeito da consciência é verdade ou não independentemente de nossos sentimentos ou atitudes a respeito e a isso se dá o nome de objetividade epistemológica. A subjetividade da consciência para Searle não é epistemológica, mas sim ontológica e isto significa que ela possui um modo subjetivo de existência. Exemplificando: “a dor no meu dedo do pé é subjetiva, mas a afirmação” JRS está com uma dor no dedo do pé “não é epistemologicamente subjetiva”.Assim, a objetividade epistemológica que a ciência exige não exclui a subjetividade ontológica da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método que John Searle utilizou para escapar do problema mente/corpo ao tratar da consciência se chama naturalismo biológico. Naturalismo porque considera que a mente assim como a consciência faz parte da natureza e biológico porque o modo de explicar os processos mentais é biológico “por oposição ao computável, comportamental, social ou lingüístico”. Lembrando que partimos dos fatos que sabíamos sobre a consciência e que as teorias filosóficas materialismo e dualismo não eram condizentes com os fatos. Assim Searle menciona: “A análise correta do mental é o dualismo ou o materialismo? A resposta é: conforme concebíamos tradicionalmente nenhum deles; revisados, ambos. É portanto melhor rejeitar completamente o vocabulário do” dualismo “e do” materialismo “e começar tudo de novo”.O fato é que a consciência é causada por processos cerebrais e é um aspecto de nível superior do sistema nervoso central e mesmo sendo um fenômeno de primeira pessoa não faz com que tenhamos que aceitar mente e corpo como mutuamente exclusivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspecto mais peculiar e importante da consciência é que ela possui uma subjetividade ontológica, e aqui começamos a falar de sua estrutura, os estados conscientes só existem enquanto experenciados por um sujeito intencional. A subjetividade ontológica é o que diferencia a consciência dos outros processos naturais como a digestão porque a consciência é um fenômeno de primeira pessoa e não pode ser tratada como um fenômeno de terceira pessoa. Por esse motivo é que, no caso da digestão, podemos reduzir o processo a microfenômenos como a quebra de carboidratos, ao contrário, com a consciência isso não é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma vez explicada a base causal da consciência em termos de bombardeios de neurônios no tálamo e nas várias camadas do córtex, ou do mesmo modo, em termos de quarks ou múons, parece que temos ainda um fenômeno sobrando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno que sobra é a subjetividade e do mesmo modo que não podemos reduzir a consciência a microfenômenos não podemos aplicar a ela o reducionismo eliminatório porque assim deixaríamos de lado sua principal característica. Um exemplo de como um reducionismo eliminatório é usado pela ciência é quando vamos explicar o poente mostrando que ele não existe “O sol não se põe realmente atrás das montanhas – mas a rotação da Terra em volta do eixo faz parecer que o sol se põe”. Não podemos reduzir a consciência de forma eliminatória porque a ilusão de uma consciência é a própria consciência. Assim, ela é um fenômeno natural, biológico que possui como característica a irredutibilidade ontológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem dois tipos de entidades, aquelas que possuem um modo objetivo de existência e aquelas que possuem um modo subjetivo de existência. Um exemplo do primeiro tipo são as montanhas, pois, sua existência é independe de ser ou não experimentada por um sujeito. A consciência ao contrário é um tipo de entidade que possui um modo subjetivo de existência, isto é, são sempre experenciados por um sujeito, seja ele, animal humano ou não humano. Além disso, a consciência é vivida de forma unificada, pois, é próprio dos estados mentais terem relação com outros estados e estes por sua vez com o mundo externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma característica da maioria dos estados conscientes é a intencionalidade, por exemplo: quero levantar o braço e então levanto o braço, levantar o braço é causado pelo desejo consciente de executar tal ação. Quando dizemos que um estado mental é intencional queremos dizer que ele se refere a algo do mundo externo, as coisas as quais os estados intencionais se referem podem existir ou não, por exemplo, uma criança pode acreditar em Papai Noel, ainda que Papai Noel não exista. Assim como nem todos os estados conscientes são intencionais, também há estados intencionais inconscientes. Um exemplo de estado consciente não intencional é quando nos sentimos ou agimos de determinada forma sem saber o motivo “Porque você está exaltado? - Não sei”. Os estados intencionais não conscientes são todos aqueles representados por nossas crenças e desejos que continuamos tendo mesmo em sono profundo. Assim só é possível compreender a intencionalidade através da sua relação com a consciência, pois, os estados que possuem intencionalidade inconsciente são potencialmente conscientes, isto é, podem vir a ser conhecidos conscientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Searle menciona três erros comuns com relação à consciência, o primeiro é acreditar que podemos ter certeza sobre nossos estados conscientes, isto levou Descartes a considerar qualquer alegação pessoal sobre um estado consciente incorrigível. No entanto, é muito comum estarmos errados com relação aos nossos estados conscientes e em certos casos um observador externo pode saber mais sobre nosso modo de estar no mundo do que nós mesmos. Por exemplo: alguém que negue estar com ciúme enquanto é óbvio para qualquer observador que ela está assim. Outro exemplo é quando existe uma intenção inconsciente por trás de nossas alegações, por exemplo: “Pode-se acreditar conscientemente e afirmar sinceramente que se pretende parar de fumar, quando na verdade se sabe interiormente que não se tem tal intenção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos nos enganar sobre nossos estados conscientes quando não os interpretamos de modo apropriado, uma pessoa pode acreditar, em dado momento, que está apaixonada e depois descobrir que não estava. Podemos nos enganar ainda, por desatenção, quando não prestamos atenção a nossos estados conscientes, assim podemos imaginar que temos preferência por determinada coisa e ao atentarmos para nós mesmos podemos descobrir que nosso gosto se modificou sem que tenhamos percebido isso antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo erro comum sobre a consciência pensar que podemos conhecer nossos estados conscientes através da introspecção. Isso é um erro pelo fato de ser impossível dissociar a experiência vivida e a percepção da experiência vivida. Os primeiros psicólogos, como Wundt, procuraram investigar a mente através da introspecção, mas logo viram se tratar de um método pouco confiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro erro sobre a consciência é originário de uma doutrina filosófica que diz que toda consciência é autoconsciência. Para Searle tal generalização é um erro porque às vezes estou consciente de estar consciente a respeito de alguma coisa às vezes não. Posso pensar em alguma coisa sem pensar que estou pensando naquela coisa. Um pintor pode atentar para o objeto que pinta ou para experiência provocada pela percepção do objeto pintado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a estrutura da consciência compõe dez aspectos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Subjetividade ontológica: existe enquanto experenciada por um sujeito.&lt;br /&gt;2. A consciência é vivida de forma unificada: relaciona-se com outros estados mentais e com o mundo externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Relação entre estados conscientes e a intencionalidade: “um estado inconsciente só é mental em virtude de sua capacidade, em princípio, de produzir um estado mental consciente. Tenho que dizer ‘em princípio’ porque um estado consciente pode, na verdade, ser inacessível a consciência em razão de uma lesão cerebral, repressão ou outras causas. Mas tais estados devem ser o tipo de coisa que poderia ser consciente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Os estados conscientes são experenciados sempre com um humor, mesmo que seja de neutralidade e isso é verificado quando ao tomarmos consciência de algo inesperado mudamos nosso humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Os estados conscientes (em sua forma não patológica) são estruturados: Os psicólogos da Gestalt demonstraram que temos a tendência estruturar nossa percepção de modo coerente, mesmo quando não há tal coerência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style=&quot;color: rgb(51, 51, 255);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;&quot; &gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://www.blogger.com/%20http://webspace.oise.utoronto.ca/%7Ebenczela/GestaltMan.GIF&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 277px; height: 259px;&quot; src=&quot;http://webspace.oise.utoronto.ca/%7Ebenczela/GestaltMan.GIF&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A consciência tem graus variados de atenção: Podemos distinguir em nossas experiências conscientes o que compõe o foco de nossa atenção e o que está em sua periferia. O que está à margem de nosso foco de atenção não pode ser confundido com inconsciência, pois podemos deslocar nossa atenção conforme nossa vontade ou necessidade. Naturalmente temos maior consciência daquilo que prestamos maior atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Cada estado consciente vem acompanhado de um sentido de nosso posicionamento no espaço e no tempo, mesmo que este não seja o foco de nossa atenção e consciência. Existem patologias em que esse aspecto da consciência a que, John Searle chama de condições fronteiriças, é alterado e as pessoas afetadas podem não saber em que mês estão, lugar etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. As experiências conscientes possuem um grau de familiaridade. Mesmo nas situações mais estranhas encontramos algo que nos é familiar, John Searle menciona o exemplo de uma pintura surrealista de Salvador Dali: “um relógio derretido ainda é um relógio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. As experiências conscientes fazem referência a coisas que estão além delas: “cada pensamento que temos nos faz lembrar de outros pensamentos. Cada visão que temos faz referência a coisas não vistas”.John Searle chama esse aspecto de transbordamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Os estados conscientes são, em uma dimensão escalar, de prazerosos até desprazerosos. Além disso, uma experiência consciente pode ter aspectos prazerosos e outros desprazerosos ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, John Searle desmistifica várias das pressuposições a respeito da mente e da consciência, mostrando que é perfeitamente possível desenvolver um conhecimento racional e científico, tanto da mente, como da consciência. O autor demonstra que, geralmente, as conclusão contrárias a esta tem por base as pressuposições filosóficas materialistas ou dualistas que não devem nos interessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências: Searle, John R. Mente, linguagem e sociedade&lt;br /&gt;Filosofia no mundo real.Tradução: F. Rangel. Editora Rocco.&lt;/div&gt;</description><enclosure type='' url='http://www.submarino.com.br/produto/1/142488/mente,+linguagem+e+sociedade:+filosofia+no+mundo+real&amp;franq=290252' length='0'/><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/02/sobre-consciencia-do-livro-de-john.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-933899281528609958</guid><pubDate>Fri, 19 Feb 2010 22:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-23T20:21:58.087-03:00</atom:updated><title>Grito Rock 2010</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_YS_bNTm7rmg/S33aVz_R3yI/AAAAAAAAAC8/QqvAPCPf11Y/s200/GRITOROCK+2010+%28flyer+10x15+4x0%29.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 385px; height: 529px;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_YS_bNTm7rmg/S33aVz_R3yI/AAAAAAAAAC8/QqvAPCPf11Y/s200/GRITOROCK+2010+%28flyer+10x15+4x0%29.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais sobre a segunda edição do festival Grito Rock América do Sul em Divinópolis em: &lt;a href=&quot;http://marlinhohenrique.blogspot.com/&quot;&gt;http://marlinhohenrique.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=d934ce5446&amp;amp;view=att&amp;amp;th=126d8ae62f6b9469&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=inline&amp;amp;realattid=0.1&amp;amp;zw&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2010/02/grito-rock-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_YS_bNTm7rmg/S33aVz_R3yI/AAAAAAAAAC8/QqvAPCPf11Y/s72-c/GRITOROCK+2010+%28flyer+10x15+4x0%29.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-831580114561243054</guid><pubDate>Tue, 29 Dec 2009 22:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-29T20:36:00.095-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">curta metragem</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicoterapia</category><title>Deus é Pai</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após milhares de anos de convivência, a relação de Deus com seu amado filho, Jesus, sofreu um inevitável desgaste. Para melhorar a relação, uma terapeuta passará por maus bocados...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height=&quot;360&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;amp;Cod=392&amp;amp;exib= 5513&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;amp;Cod=392&amp;amp;exib=5513&quot; type=&quot;application/x-shockwave- flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; height=&quot;360&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Ficha Técnica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Produção Otto Guerra Roteiro Allan Sieber Edição Otto Guerra Som Direto Deff Áudio Direção de Arte Fabio Zimbres Animação Allan Sieber Trilha original Deff Áudio Cenografia Fabio Zimbres&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2009/12/deus-e-pai.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-3213910190871411468</guid><pubDate>Tue, 29 Dec 2009 22:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-29T20:06:03.571-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">curta metragem</category><title>Aquarela</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com trilha homônima de Toquinho, Vinicius, Morra e Fabrizio, o filme faz uma metáfora entre a vida, do nascimento à morte, e uma pintura de aquarela que, com o tempo, descolore.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height=&quot;360&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;amp;Cod=2039&amp;amp;exib= 1&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;amp;Cod=2039&amp;amp;exib=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave- flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; height=&quot;360&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Ficha Técnica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Produção Tony Gil Fotografia Andrés Lieban Roteiro Marilia Pirillo, André Koogan Breitman Edição Andrés Lieban Direção de Arte Andrés Lieban Animação Andrés Lieban Som Toquinho Edição de som Alberto Ranellucci Produção Executiva André Koogan Breitman Música Sincronizada Vinicius de Moraes, Toquinho, M. Fabrizio, G. Morr&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2009/12/aquarela.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-4659286325289460807</guid><pubDate>Mon, 21 Dec 2009 18:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-21T20:53:24.629-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">experiência humana</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">saúde e doença</category><title>Os conceitos de saúde/ doença mental e a atuação do psicólogo na área da saúde especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://bandeiranegra1.files.wordpress.com/2009/02/renoir_womanwithacat1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 345px; height: 413px;&quot; src=&quot;http://bandeiranegra1.files.wordpress.com/2009/02/renoir_womanwithacat1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Posto que é impossível pensar a atuação do psicólogo no contexto do Sistema Único de Saúde sem questionarmos o conceito de saúde/ doença mental definimos que ele é, sem dúvida, um reflexo do pensamento racionalista e cartesiano que divide o ser humano em dois, as instancias psíquica e física em que o psiquismo desta perspectiva parece tão indiferente à vida social, ainda que, tão vago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção de saúde da OMS (Organização mundial de saúde) segue a mesma visão dicotômica do homem em que “saúde” é definida como “o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidade ou invalidez” ¹ e é a partir de tais construções teóricas que o psicólogo se insere nas instituições de promoção e prevenção á saúde, sob a égide do modelo multidisciplinar que nada mais é que o reflexo da fragmentação das disciplinas científicas “um tipo de pensamento que separa o objeto de seu meio, separa o físico do biológico, separa o biológico do humano, separa as categorias as disciplinas.” (Morim, 1983, citado por Spink, 2003: 31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saúde e a doença foram pensadas até então de forma reducionista, o humano é reduzido ao biológico, ao genético, ao social e ao psicológico, os profissionais na área da saúde representam estes papeis marcados pelo determinismo, pela disputa de qual saber determina o processo de saúde e doença. O pensamento sistêmico na busca de unificação, segundo Morin, também obedece ao principio de redução é “o paradigma da simplificação não permite pensar a unidade na diversidade ou a diversidade na unidade, a unitas multiplex, só permite ver unidades abstratas ou diversidades também abstratas, porque não coordenadas.” (Morim, 1983, citado por Spink, 2003: 31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Mary Jane P. Spink as equipes multiprofissionais não lograram êxito e isso se revela na posição subalterna de uns profissionais com relação a outros, em que, o saber médico impera sobre os demais saberes. Além disso, as triagens freqüentes nos estabelecimentos de saúde perpetuam a fragmentação do atendimento e o crescente número de especialidades. No sistema Único de Saúde, bem como nos demais estabelecimentos particulares de saúde, o médico clínico geral trata dos encaminhamentos para os especialistas. Um único indivíduo passa por vários profissionais que não se comunicam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho para uma prática interdisciplinar passa primeiro, necessariamente, por uma mudança de paradigma no âmbito das ciências da saúde. A experiência humana deve ser focalizada e nesta perspectiva saúde/ doença mental ou saúde/ doença física perdem o sentido, pois tudo se trata de experiências humanas bem sucedidas ou de sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência humana é de alguém em um contexto sócio-econômico, de um lugar, com uma história filogenética particular, um desenvolvimento ontogênetico, em uma situação, que leva um estilo de vida e com crenças e valores singulares que não podem ser descartados, porque, todos esses fatores perpassam seu estado de saúde e/ ou doença. Saúde e doença deixam de pertencer a dois pólos diferentes, pois o estado de saúde perpassa a doença, pois, criar estratégias de amenizar o sofrimento é uma atitude saudável e a doença também perpassa a saúde visto que um completo bem-estar é apenas um ideal que não condiz com a realidade de sujeitos concretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Com uma avaliação de um grau de perfeição, bem-estar ou felicidade de um sujeito externa a ele próprio, estar-se-á automaticamente elevando os termos da perfeição, bem-estar ou felicidade a categorias que existem por si mesmas e não estão sujeitas a uma descrição dentro de um contexto que lhes empreste sentido, a partir da linguagem e da existência íntima do sujeito. Só poder-se-ia, assim falar de bem-estar, felicidade ou perfeição, para um sujeito que, dentro de suas crenças e valores, desse sentido de tal uso semântico e, portanto, o legitimasse. (Segre M. Ferraz F.C., 1997).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, saúde e doença só tomam sentido quando presentes em uma estrutura de existência, produto da incorporação e entrelaçamento de um mundo biológico a um mundo sócio-cultural decorrente da atuação de um sujeito, um ator social. É importante notar as implicações do conceito de saúde adotado pela OMS e a falta de outro modo de compreender o processo de saúde e doença. Se saúde é um estado de completo bem estar, o que é doença? Todos os estados de experiência humana? Os estados de experiência humana não são nada absolutos ou abstratos, como o conceito de saúde, mas em constante incompletude, visto que, sempre em mudança, em processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não cabe aqui cair em uma postura radicalmente oposta, postulando que não existem doenças, que estas são construções reducionistas provenientes da categorização, pois o sofrimento humano é bem real. Doença (do latim dolentia, padecimento), neste sentido não abarca todos as formas de sofrimento humano, por esse motivo o Manual de Diagnóstico IV utiliza o termo transtorno, pelo fato da maioria dos transtornos de ordem psíquica não terem as características de doenças físicas com sintomatologias e causas bem definidas. A cisão entre doença e transtorno reflete a hegemonia do racionalismo cartesiano que separa o mental do físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, precisamos de um conceito de doença que abarque o estado de sofrimento humano, as experiências de sofrimento sem dicotomização, que considere a interrelação do organismo com o meio, com relação tanto a seus aspectos inatos quanto aos adquiridos, as alterações de ordem interna e externa em contextos múltiplos e em contextos específicos que causem considerável transtorno ou incapacidade. Esse conceito não deve ser fechado, mas tomado como o que podemos chamar de conceito aberto, isto é, que dê a entender que o processo de adoecimento é perpassado pelo processo de saúde, sendo nosso objetivo, dos profissionais da saúde, favorecer o segundo processo e enfraquecer o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, em se tratando das ciências psi, ainda persiste a tendência de discriminar o normal do anormal, ainda que não tenhamos clareza desses conceitos e seu limiar. O anormal é relacionado com o comportamento desviante, diferente ou excêntrico, que requer ser adaptado para devida inserção social. Ora, nesta perspectiva não é problematizado que sociedade é essa, a quem vamos adaptar o sujeito, e, além disso, o anormal é identificado com a minoria como se o fato de a maioria se comportar de determinada forma, por si, tornasse essa forma correta, ou melhor. A discriminação entre normal ou anormal só faz sentido dentro de um contexto que considere a saúde e a doença como extremos opostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erving Goffman (1988), em “Estigma: notas sobre a manipulação da identidade manipulada” relata as conseqüências do estigma sob ex-pacientes mentais. Segundo o autor quando o estigmatizado comete um desdize social, um erro, logo isso é atribuído a seu transtorno mental, compreendido como sintoma. Assim, o estigmatizado tende a evitar situações como uma discussão com a esposa ou empregador por medo disso implicar em interpretação errada de suas emoções e seu comportamento. Profissionais da psicologia ou psiquiatria podem ser pegos na mesma situação, atribuindo como sintoma toda e qualquer manifestação de seus pacientes, reflexo do diagnóstico uma vez realizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora avanços tenham sido feitos com relação a estigmatização da pessoa em situação de adoecimento provenientes da luta anti-manicômial e o crescente discurso com relação à “enxergar o sujeito e não a doença”, parece-nos que o discurso ainda não foi abarcado na prática dos profissionais da saúde. O paciente portador de transtorno mental é levado a identificar-se com seu sofrimento tendo sua identidade manipulada. As reações podem ser várias, conformismo, vitimização, sentimento de inferioridade, ansiedade social, ou tentativa desesperada de superação. Os profissionais da saúde deveriam atuar em sentido contrário a estigmatização e não favorecê-la como acontece atualmente, descentralizar o sofrimento da vida do indivíduo para que ele possa criar estratégias que favoreçam o processo de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, os questionamentos aqui presentes sobre a perspectiva dos profissionais da saúde e sua atuação não são definitivos, no entanto, a proposta principal do artigo é que a experiência humana seja enfatizada, ao invés do adoecer, o que implica em uma ruptura com dualismos reducionistas de saúde versos doença, transtorno mental versos doença física, corpo versos mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goffman E. (1988). Estigma: notas sobre a manipulação de uma identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Livros técnicos e científicos editora S.A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segre M. Ferraz F. C. O conceito de saúde. São Paulo: Departamento de medicina legal e medicina social e do trabalho da faculdade de medicina da universidade de São Paulo USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spink, M. J. P. (2003).Psicologia social e a saúde: práticas, saberes e sentidos. Petrópolis: Vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Renoir, Pierre-Auguste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Definição que consta no preâmbulo da Constituição da Assembléia Mundial da Saúde encontrada na home-page: http://www.who.int/home-page/index.es.shtml&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2009/12/os-conceitos-de-saude-doenca-mental-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-5513262377847313531</guid><pubDate>Thu, 17 Dec 2009 00:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-16T22:59:38.372-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">compromisso social</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">evolução</category><title>Dancem Macacos, Dancem</title><description>&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/DRJqrLd7MrE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/DRJqrLd7MrE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2009/12/dancem-macacos-dancem.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4420905540403649338.post-2076614667092530988</guid><pubDate>Fri, 11 Dec 2009 22:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-11T21:10:34.671-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comportamento</category><title>Resenha do filme: Corra Lola, corra.</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://moviefordummies.files.wordpress.com/2009/08/corra-lola-corra02.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 373px; height: 279px;&quot; src=&quot;http://moviefordummies.files.wordpress.com/2009/08/corra-lola-corra02.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Por: Luciana Rodrigues Vasconcellos e Tatiana Santos   Teixeira.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;     “Corra Lola, Corra” é um filme de ação produzido na Alemanha em 1998, cujo nome original é Lola Rennt, do diretor e roteirista Tom Tykwer. A protagonista do longa metragem Franka Potente interpreta Lola, uma jovem ruiva que vive uma frenética corrida contra o tempo a fim de salvar o namorado Manni (Moritz Bleibtreu) de uma enrascada que pode custar sua vida. Para isso, Lola perpassa três caminhos mas, somente um a levará a onde quer considerando que durante seu percurso encontra-se em situações e com figuras influentes no seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme exige do telespectador capacidade de associar idéias rapidamente, visto que é um filme de muita ação que contém ao mesmo tempo uma densa reflexão sobre a vida e experiência humana. À Lola foi dada a possibilidade de experenciar três destinos diferences, de viver três possibilidade de conduta para alcançar seu objetivo. Sabemos nós, que não temos a mesma chance de Lola, contudo o filme nos desperta para atentar sobre o que estamos realmente fazendo para alcançar nossos desejos, como nos relacionamos e como afetamos os outros e nosso meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece uma contradição pensar, em uma sociedade individualista como a nossa, que nossa atuação no mundo em prol de realização pessoal não pode se reverter em um resultado contrário, agimos em busca de nossos sonhos e anseios e nossa ação resulta em fracasso e morte. Como é possível tal contradição? “Corra Lola, corra”, retrata nada mais que o rítimo da vida moderna que não nos deixa tempo para refletir sobre as decisões que tomamos, muito menos, para atentar para nosso próprio comportamento e as possibilidades que o meio nos apresenta. Lola, só conseguiu realizar-se quando literalmente não atropelou a si mesma e aos outros, a personagem precisava correr, mas é quando pára que ganha tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, o tempo subjetivo não corresponde ao tempo de ação, levamos a vida com pressa e nossa mente parece voar na velocidade da luz. Contudo, o filme destaca que é preciso equalizar o tempo para convertê-lo em ação efetiva, enxergar o que nos cerca e somente assim alcançar a tão desejada realização pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Corra, Lola, corra” trás o retrato atual dos dilemas da vida moderna presentes nos mais simples detalhes como em animações gráficas e fotografias que passadas como lampejos de memória representam o passado e o futuro dos personagens. O filme conta ainda com uma trilha sonora elétrica e empolgante capaz de envolver o mais distraído telespectador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ser-psico.blogspot.com/2009/12/resenha-do-filme-corra-lola-corra.html</link><author>noreply@blogger.com (Luciana Rodrigues Vasconcellos)</author><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>