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	<title>Revista Azimute</title>
	
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	<description>Revista Azimute - Corrida de Aventura, Enduro a Pé, Passeios, Trekking e Viagens - Tudo num só lugar</description>
	<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 15:42:21 +0000</pubDate>
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		<title>Verdade sobre os Suplementos Parte II</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 15:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iversen Boscoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dr. Iversen Boscoli]]></category>

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Verdade sobre os Suplementos Parte II
O Oitavo passageiro
 
 
 
A revista Saúde de março de 2009 publicou uma matéria interessante sobre os complementos alimentares usados para Hipertrofia muscular.
Com o Título: Suplemento é uma BOMBA? A revista denuncia que 25% dos produtos utilizados para este fim possuem na sua formula algum tipo de Anabolizante, o que não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="small;"><strong></strong></span></div>
<div><span style="small;"><strong></strong></span></div>
<p><span style="small;"><strong></p>
<p align="center">Verdade sobre os Suplementos Parte II</p>
<p align="center">O Oitavo passageiro</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>A revista Saúde de março de 2009 publicou uma matéria interessante sobre os complementos alimentares usados para Hipertrofia muscular.</p>
<p>Com o Título: Suplemento é uma BOMBA? A revista denuncia que 25% dos produtos utilizados para este fim possuem na sua formula algum tipo de Anabolizante, o que não é informado pelo fabricante ao consumidor (eis o oitavo passageiro&#8230;), mostrando o qual perigoso pode ser a utilização destes produtos.</p>
<p>Alem do fato destes complementos terem na sua composição anabolizantes a matéria ainda traz a análise de especialistas em nutrição desportiva e fisiologistas que categoricamente afirmam que o uso de suplementos alimentares é desnecessário quando se tem uma alimentação balanceada e adequada, sendo seu uso desnecessário.</p>
<p>A assunto vem de encontro a outras matérias que já publiquei sobre os suplementos pois sempre digo que não a necessidade de que estes produtos sejam utilizados por quem tem uma boa alimentação, mas, a maioria das pessoas, principalmente que deseja ter Hipertrofia Muscular se deixa seduzir pela promessa destes produtos poderem fazer em poucos dias o que se leva anos para conseguir com um treino sério e correto.</p>
<p>Fica aqui o alerta dado pela Revista Saúde.</p>
<p>Se você faz uso deste tipo de produto comece a repensar sobre o assunto.</p>
<p>Só lembrando. OS ESTRAGOS FEITOS PELOS ANABOLIZANTES:</p>
<p>Para Mulheres: Alterações menstruais, alterações no timbre da voz, Hirsutismo, atrofia de mamas, hipertrofia do clitóris.</p>
<p>Para Homens: Aumento das mamas, atrofia testicular (causa esterilidade, impotência), câncer de próstata.</p>
<p>Em ambos os sexos: Aumento da incidência de câncer hepático, agressividade, alterações de humor, depressão, paranóia, aumento do LDL, redução do HDL, hipertensão, acne, morte súbita.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Dr. Iversen F. Boscoli</p>
<p> </p>
<p></strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Remédio não é água com açúcar</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 01:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iversen Boscoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dr. Iversen Boscoli]]></category>

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		<description><![CDATA[Remédio não é água com açúcar
 
Quando somos crianças sempre que levamos um grande susto vem a vovó correndo com o famoso copo de água com açúcar para acalmar o netinho. Água com açúcar não é remédio para nada e nem mesmo tem a capacidade de conseguir acalmar uma pessoa, mas este ato tem um significado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;" align="center"><span style="16pt;"><span style="Times New Roman;">Remédio não é água com açúcar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;" align="center"><span style="16pt;"><span style="Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Quando somos crianças sempre que levamos um grande susto vem a vovó correndo com o famoso copo de água com açúcar para acalmar o netinho. Água com açúcar não é remédio para nada e nem mesmo tem a capacidade de conseguir acalmar uma pessoa, mas este ato tem um significado inconsciente que gera no netinho a sensação de bem estar pela preocupação da avó com sua pessoa e isto sim é gerador de bem estar e calma.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">As vovós usam água com açúcar pois não há nada mais inofensivo para nosso organismo que um pouco de água e glicose, muito melhor que usar um melhoral infantil ou algumas gotinhas de Dipirona, afinal elas apenas querem que o netinho pare de chorar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">A cada prova de corrida de aventura que participo fico mais preocupado com as coisas que vejo e começo a questionar se o Kit de Primeiros Socorros que obrigamos os atletas a ter como equipamento obrigatório é realmente algo benéfico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Não questiono as normas que obrigam a utilização dos Kits, não questiono o Kit em si mas a forma com que a maioria dos atletas se utiliza deste recurso me faz acreditar que seria melhor Proibir o uso do Kit de primeiros socorros e de qualquer tipo de medicação durante as corridas de aventura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Na ultima etapa do BW extreme, assim como em todas as etapas de corridas que tenho participado sempre que perguntamos aos atletas se eles tomaram alguma medicação o comum é obtermos a seguinte resposta: Já tomei 4 Flanax, ou, já tomei 5 Arcoxia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">O que observo é que na presença do menor desconforto, na possibilidade de que venha surgir uma pequena dor, os atletas não medem esforços para utilizar as medicações de seus Kits de PS na intenção de evitar que um incômodo qualquer venha a surgir e com isto ele fique impossibilitado de terminar a prova ou seja incapaz de manter seu nível de competitividade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">A “Tomação de remédios” profilaticamente para evitar uma possível dor é algo constante nas corridas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Se já existe uma dor, uma tendinite, um desconforto qualquer então esta “Tomação de remédios” atinge o seu extremo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Digo Tomação de Remédios pois é isto o que ocorre. Não existe em medicina nada parecido e o termo me pareceu apropriado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Fica aqui então o meu apelo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Atletas por favor não brinquem com remédios.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Só para esclarecer bem o assunto; Uma substancia química é definida como sendo Veneno quando a sua utilização causa em nosso corpo mais danos que benefícios. Uma substancia química é dita Remédio quando a sua utilização causa mais benefícios do que danos ao nosso organismo. Observem que esta definição não exime os remédios de serem causadores de danos, a diferença é que há benefícios em maior quantidade que os malefícios mas sempre existe uma conseqüência na sua utilização.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Se utilizada em excesso ate a Água pode ser causadora de problemas a nosso corpo, o mesmo vale para a comida. Sim comida em excesso também pode fazer mal ao organismo. Aliás tudo que é em excesso pode fazer mal para nosso organismo pois pode ser um gerador de distúrbios que nosso corpo terá que compensar. Se nossa capacidade de adaptação estiver em perfeito funcionamento estes distúrbios causados pelo excesso serão compensadas e não teremos problemas sérios ao nosso corpo, talvez umas idas a mais ao banheiro, ou o ganho de alguns kilos de peso, mas se já houver algum tipo de desconpensação dos mecanismos de manutenção do equilíbrio de nosso organismo qualquer excesso pode causar danos irreparáveis.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Em uma corrida de aventura nosso corpo esta no seu limite máximo. A desidratação é uma constante nos corredores, se associado a isto faz-se a ingestão de doses cavalares de medicamentos, como os antiinflamatórios algo muito comum numa prova, o resultado final desta brincadeira pode ser uma insuficiência renal crônica que fará com que o atleta troque a corrida de aventura por uma máquina de diálise para o resto de sua vida, sem contar o risco de morte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Já vi atleta que em uma manha tomou a dose de dois dias de antiinflamatório e ainda a dose para mais dois dias de analgésicos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Comecemos a medir os danos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Dipirona (Novalgina, Doril, Nevralgex, Buscopam Composto, Magnopirol, Mioflex, <span style="yes;"> </span>Dorflex, Doxalgen, Baralgim, Neosaldina, Sedalene, Lisador, Beserol, Anador, Tandrilax): Pode causar aplasia de medula, e o tratamento para isto é Transplante de Medula Óssea. Sua dose tóxica é elevada, maior que 60g, mas tomando como os atletas tomam esta medicação ela ate que pode ser atingida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Paracetamol (Dórico, Alivium, Flancox, Maxifen, Glivec, Tylenol): Quando atingida a dose Tóxica causa Necrose Fulminante de Fígado, esta complicação tem este nome pois a necrose é súbita levando a insuficiência hepática total e morte. Não há cura e a mortalidade atinge 100%. Na Inglaterra este medicamento teve suas vendas proibidas devido ao fato de muitas pessoas o utilizarem como forma eficaz para cometerem suicídio. Ao se atingir a dose tóxica não surgem sintomas no paciente e 24 – 48Hs após surge a necrose hepática seguida de morte e o processo é irreversível por isto era utilizado pelos ingleses como forma eficaz e indolor de suicídio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">AAS (Aspirina, Melhoral Infantil): Uma das causas mais comuns de Úlceras gástricas, e gastrites mesmo quando usado dentro da dose recomendada. Pode causar distúrbios de coagulação sanguínea. Como todo antiinflamatório pode causar lesão renal a insuficiência renal aguda ou crônica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Diclofenaco, Cetoprofeno (Cataflan, Alginac, Flotac, Proflan, Biofenac, Scaflam, Voltarem, Profenid): Também são causadores de distúrbios gástricos podendo levar a úlceras gástricas e gastrites. Quando utilizados na dose tóxica podem causar insuficiência renal aguda ou crônica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Arcoxia: Alem dos efeitos já descritos acima este antiinflamatório esta relacionado a ocorrência de arritimias cardíacas e infartos do miocárdio mesmo quando usado nas doses recomendadas. Já teve sua venda proibida por diversas vezes no Brasil, e em alguns países esta proibição é permanente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Cloridrato de loperamida (Imosec): Inúmeros estudos mostram a ocorrência de Sepsis (infecção sistêmica generalizada) associado ao uso deste medicamento em casos de diarréia sem que o agente causal seja identificado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Lembrem-se depois que o estrago esta feito sempre é difícil reparar os danos. Medicamento deve ser usado somente em caso de necessidade real e nas doses recomendadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Na hora de montar seu Kit de PS anote nas embalagens dos medicamentos as doses recomendadas e nunca, nunca ultrapasse estas doses pois não é aumentando a dose que o remédio vai agir mais rapidamente ou de maneira mais eficaz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;"><span style="Times New Roman;"><span style="yes;"> </span>Ate mais</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;">Dr. Iversen Ferrante Boscoli</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Chega de Mortes Saudáveis</title>
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		<comments>http://revistaazimute-com-br.baresebotecos.com/blog/?p=289#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 18:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iversen Boscoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dr. Iversen Boscoli]]></category>

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		<description><![CDATA[Ola a todos.
Resolvi postar esta materia na íntegra. Ela foi publicada no site do CFM no link http://www.portalmedico.org.br/artigos/artigo.asp?id=1101 e tem tudo a ver com corridas de aventura apesar de abordar o assunto falando de triatlhon.
É algo para se pensar seriamente. Não somente pelo fato do esporte em situações extremas ser capaz de provocar o descrito no artigo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ola a todos.</p>
<p>Resolvi postar esta materia na íntegra. Ela foi publicada no site do CFM no link <a href="http://www.portalmedico.org.br/artigos/artigo.asp?id=1101" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.portalmedico.org.br');">http://www.portalmedico.org.br/artigos/artigo.asp?id=1101</a> e tem tudo a ver com corridas de aventura apesar de abordar o assunto falando de triatlhon.</p>
<p>É algo para se pensar seriamente. Não somente pelo fato do esporte em situações extremas ser capaz de provocar o descrito no artigo, mas, pelo fato de que geralmente por traz de um fato destes existem outras coisas como o Doping.</p>
<p>A mais de tres anos acompanhando as provas de corridas de aventura em tres circuitos no estado de São Paulo estou cansado de ver atletas utilizando anfetaminas e outras drogas que são causadoras de arritimias e morte súbita, assim fica aqui o alerta. O esporte tem que ser fonte de saude e não podemos deixar a competitividade virar motivo deste tipo de prática.</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="450" align="center">
<tbody>
<tr valign="top">
<td height="19">
<p style="0px;"><span style="small;"><strong>Chega de Mortes Saudáveis </strong></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td height="1" bgcolor="#000066"><img src="http://www.revistaazimute-com-br.baresebotecos.com/blog/images/t.gif" alt="" width="1" height="1" /></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="47">
<p style="0px;"><span style="x-small;"><em><strong>José Pedro Jorge Filho</strong></em></span><span style="xx-small;"> - </span><span class="texto_pequeno" style="x-small;"><em>Médico Cardiologista</em></span></p>
<p style="0px;"><span style="xx-small;">Publicado no(a): Em: 10/6/2009</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td height="16">
<div> </div>
</td>
</tr>
<tr>
<td height="16"><span style="x-small;"></p>
<div>Dois casos de morte súbita durante competições de triatlon, um deles nadando e outro correndo, num espaço de apenas 14 dias e no mesmo local, um condomínio de luxo próximo a Belo Horizonte, levam a cíclicas conjecturas sempre que isto acontece: até que ponto os exercícios são benéficos, e a partir de que ponto se tornam um excesso e um risco? Onde está o limite entre prevenir doença e provocar doença?<br />
     <br />
     Desde que na década de 50 ficou demonstrado em Londres que os trocadores dos ônibus de dois andares, que trabalhavam subindo e descendo escadas, tinham melhor saúde cardiovascular que os respectivos motoristas que ficavam apenas sentados dirigindo,e que o mesmo ocorria com os carteiros comparados com seus colegas dos correios que eram funcionários administrativos sedentários (1), as evidências dos benefícios da atividade física regular têm se mostrado crescentes e inequívocas.<br />
     <br />
     A atividade física tem sido prescrita para os adultos urbanos não atletas, de vida sedentária (mais de 70% dos moradores das cidades brasileiras) como parte de hábitos de vida considerados saudáveis. Melhora os níveis de pressão arterial, da glicose e dos lípides do sangue, ajuda a perder peso e combate a depressão, dentre vários outros benefícios que levam seu praticante a ter melhor qualidade de vida, e também a prolongar seu tempo de vida.<br />
     <br />
     Para se obter estas vantagens, os limites mínimo e máximo seriam os seguintes:<br />
     <br />
     Já se perde o rótulo de sedentário com um mínimo de 700 calorias gastas por semana em atividade física. Para um homem de 70 kg, e usando como exemplo o mais universal dos exercícios que é a caminhada, seria andar em meia hora a distância de 2,5 kilômetros, três vezes por semana. Não é grande coisa, mas já dá pra sair da turma dos Homer Simpsons.<br />
     <br />
     A partir daí os benefícios seriam crescentes, até um limite máximo de 2000 calorias gastas em atividade física por semana, o que se consegue percorrendo a pé 30 kilômetros por semana, divididos em 5 a 6 dias. (exemplo: andar 5 a 6 kilômetros em 60 minutos ou correr a mesma distância em 30 minutos). A partir daí não haveria benefício extra em termos de melhor saúde cardiovascular. Para os já referidos adultos urbanos não atletas seria o máximo necessário e suficiente.<br />
     <br />
     Quem quer passar disto é porque tem outros interesses adicionais, como melhor condicionamento para poder participar de esportes aeróbicos e competitivos, por exemplo. Mais pelo gosto do que pela necessidade. Sem perder de vista os riscos decorrentes dos extremos : contusões e estiramentos, microfraturas de stress, e a temida morte súbita cardíaca.<br />
     <br />
     O risco de morte súbita cardíaca em maratonas é de 0,8 para 100 000 participantes. No triatlon, é quase o dobro, de 1,5 para 100 000 participantes. Estes dados, recém apresentados no Congresso do Colégio Americano de Cardiologia de 2009(2), mostram dois detalhes surpreendentes: não houve diferenças no índice de mortes nos mais variados “tamanhos” de triatlon, cujas provas têm inúmeras combinações de distâncias de percurso. E a maioria absoluta (13 casos em 14) das mortes ocorridas na série apresentada nos EUA, que abrangeu um período de quase 3 anos, ocorreu na fase de natação da prova.<br />
     <br />
     A morte súbita cardíaca em competições pode ocorrer tanto em atletas bem treinados quanto em “weekend warriors” como são chamados em língua inglesa aqueles atletas de fim de semana. Entretanto, foram observadas em desfavor destes últimos alterações preocupantes na função ventricular ao ecocardiograma e nos níveis sanguineos de troponina, um marcador de necrose do músculo cardíaco, logo após o término de uma maratona. Um estudo (3) feito assim que participantes amadores cruzavam a linha de chegada da maratona de Boston, mostrou níveis de troponina tão elevados quanto os que os serviços de urgência em cardiologia consideram para diagnosticar infarto do miocárdio. Outro estudo confirmou achados semelhantes (4) .<br />
     <br />
     Na faixa etária acima de 50 anos, em 108 maratonistas “recreacionais” (não-profissionais) aparentemente saudáveis, e com testes funcionais normais, 4 tinham calcificações coronárias e tiveram eventos cardíacos nos 3 anos seguintes (5).<br />
     <br />
     Mesmo considerando indivíduos jovens, abaixo de 35 anos, podem ser observadas mortes súbitas durante competições esportivas, como os mais de mil casos (1 101 para ser exato) coletados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) num período de 38 anos, apenas nesta faixa etária. Destaque-se porém que em todos estes casos foi diagnosticado ( na maioria infelizmente o diagnóstico era post-mortem, na necropsia) algum problema cardíaco, seja congênito ou adquirido, nestes últimos podendo ser crônico ou agudo, incluídos distúrbios degenerativos e inflamatórios.<br />
     <br />
     Os atletas de elite, além de dedicarem todo o seu tempo profissional ao treinamento, têm equipes estruturadas capazes de diagnosticar problemas não só numa única avaliação pré-participação, mas em exames seriados ao longo da carreira do atleta. Além disto, têm toda uma estrutura de profissionais de apoio, que dosam judiciosamente a qualidade e a quantidade de cada caloria que eles ingerem, dentre outros inúmeros cuidados. Não sofrem as pressões do dia a dia do trabalho burocrático, não fumam ou bebem, dormem cedo, etc, etc, Tal não sói acontecer com os “não-elite”, ou amadores, que se arvoram em participar de maratonas e triatlons, competições estas que a meu ver deveriam ser reservadas aos atletas de “elite”. Aliás, estabeleci um limite de segurança para os meus pacientes não atletas profissionais: se tudo estiver bem nos exames,e após treinamento e acompanhamento adequados, libero para o limite máximo de meia maratona. Certa ocasião, cheguei a ponto de convencer um destes guerreiros a desistir da maratona de Berlim, com a inscrição já paga!<br />
     <br />
     Portanto, na atividade física, assim como em tudo na vida, a virtude está no meio, e só se tem a ganhar evitando-se os exageros.<br />
     <br />
     <em><br />
     1. MORRIS J.N. et al : Coronary heart disease and physical activity of work. Coronary heart disease in different occupations. Lancet. 1953: 1053-1057.<br />
     2. HARRIS K. presented at the American College of Cardiology (ACC) 58th Annual Scientific Sessions, 2009.<br />
     3. NEILAN T. G. et al : Myocardial injury and ventricular dysfunction related to training levels among nonelite<br />
      participants in the Boston Marathon. Circulation. 2006;114: 2325-2333.<br />
     4. STACY E.F et al: Elevation of myeloperoxidase in conjunction with cardiac-specific markers after marathon running. Am J Clin Pathology. 2006;126(6):888-893.<br />
     5. MÖHLENKAMP S et al : The risk of coronary events: prevalence and prognostic relevance of coronary atherosclerosis in marathon runners. European Heart Journal. 2008;29(15):1903-1910<br />
</em></div>
<p></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Camellos é campeão do Brasileirão de Trekking</title>
		<link>http://revistaazimute-com-br.baresebotecos.com/blog/?p=287</link>
		<comments>http://revistaazimute-com-br.baresebotecos.com/blog/?p=287#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 17:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Maurício</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Enduro a Pé]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de três dias que combinaram esforço físico nas trilhas com provas preparadas para testar a habilidade das equipes, o Brasileirão de
Trekking 2009 (encerrado no último sábado, 13/6) teve como destaque no pódio duas equipes de Minas Gerais. O cenário foi como um presente para os competidores que puderam contemplar a paisagem de montanhas da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de três dias que combinaram esforço físico nas trilhas com provas preparadas para testar a habilidade das equipes, o Brasileirão de<br />
Trekking 2009 (encerrado no último sábado, 13/6) teve como destaque no pódio duas equipes de Minas Gerais. O cenário foi como um presente para os competidores que puderam contemplar a paisagem de montanhas da localidade de Ipiabas, distrito de Barra do Piraí (RJ), no Vale do Café.</p>
<p>Muita disciplina e determinação combinadas levaram as 76 equipes do Brasileirão de Trekking a cumprirem as provas que exigiram habilidade, técnica, estratégia e resistência física. No resultado final, a equipe mineira Camellos foi a grande vencedora, conquistando o &#8220;caneco&#8221; tanto na categoria Graduados quanto no Passo de Ouro. Entre os trekkers, novamente a mineira Power Trekk Adventure ficou com a primeira colocação, colocando-se no topo da lista também na classificação do Passo de Ouro. </p>
<p>A equipe de São Paulo, SóBláBláBlá foi a vice-campeã na Graduados e a Trotamundos (MG) alcançou a segunda colocação entre os Trekkers.</p>
<p>Além dos jovens de Ipiabas contratados pela organização do Brasileirão de Trekking 2009 para trabalhar nos Postos de Controle (PCs) - um total de 20 na trilha, além dos 7 virtuais - 6 equipes formadas pelos alunos das escolas estaduais daquele distrito da Serra Fluminense também colocaram o pé na trilha. A prova social também foi vencida pela competição, com 310 quilos de alimentos não perecíveis entregues pelas equipes de todo o Brasil que participaram do evento.</p>
<p>A receptividade aos praticantes do trekking de regularidade foi sentida na localidade sede do Brasileirão, com a Praça de Ipiabas ocupada por competidores e turistas que aproveitaram o feriado prolongado para se deslocar até lá, onde, simultaneamente, aconteceu o Festival de Inverno de Ipiabas, com exposição de artesanato, shows musicais e diversas outras atrações. </p>
<p>Com o calendário já demarcado, sempre no mês de junho, até 2014, o Brasileirão de Trekking se consolida como evento de relevância no calendário do esporte no País. </p>
<p>Veja fotos no <a href="http://www.brasileiraodetrekking.com.br" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.brasileiraodetrekking.com.br');">www.brasileiraodetrekking.com.br</a></p>
<p>Nina Marciano Comunicações<br />
Nina Marciano - MTb 10946<br />
Cecília Fazzini - MTb 12491<br />
tel. 11 - 3171-0300<br />
<a href="mailto:ninamarciano@terra.com.br">ninamarciano@terra.com.br</a></p>
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		<title>Quando a Rivalidade Termina</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 02:11:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iversen Boscoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dr. Iversen Boscoli]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a Rivalidade Termina.
 
A grande característica da corrida de aventura, o que faz este esporte ser simplesmente algo fantástico está escondido por traz do espírito competitivo e do desejo de vencer de todos os Atletas.
Alem de ter espírito de aventura, desejo de superação, vontade de vencer, ser “sangue nos olhos” todos os atletas de corrida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="center;" align="center"><span style="Times New Roman;"><strong><span style="blue;">Quando a Rivalidade Termina.</span></strong><strong><span style="blue;"></span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="blue;"><span style="Times New Roman;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">A grande característica da corrida de aventura, o que faz este esporte ser simplesmente algo fantástico está escondido por traz do espírito competitivo e do desejo de vencer de todos os Atletas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Alem de ter espírito de aventura, desejo de superação, vontade de vencer, ser “sangue nos olhos” todos os atletas de corrida de aventura possuem um espírito de corpo incrível.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">São “milhares” os relatos que demonstram isto. É o companheirismo que brota entre os rivais de trilha no momento certo, no momento de necessidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Todos já ouviram algo do tipo “Eu estava sem meu cobertor de emergência e um Atleta de outra equipe me deu o seu”, “Estávamos todos sem comida daí chegou alguém e dividiu com agente o que tinha”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Isto demonstra o que de mais fantástico existe neste esporte. A capacidade de ser amigo de seu “rival”, o de competir sem perder o espírito de amizade, o de ser um grande corpo de atletas que tem a capacidade de superarem a si mesmos e ainda serem solidários e amigos frente as dificuldades em comum.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Este espírito de corpo supera qualquer expectativa muitas vezes. É natural que a reação entre amigos seja esta, que em uma situação de necessidade um amigo se preocupe, ajude outro. Mas aquilo a que me refiro brota espontaneamente entre conhecidos, entre Rivais de trilha. A rivalidade do corredor de aventura, o desejo de competir, a vontade de estar entre os primeiros esbarra e sempre é derrotada pelo companheirismo de quem esta passando pela mesma situação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Na Amazônia temos um lema: “A Selva nos Une”. Esta é a pura verdade. A dificuldade a adversidade tem a capacidade de Unir os grupos que por ela passam. Pessoas por mais diferentes que sejam se tornam unidas pela adversidade e isto faz nascer um grande espírito de corpo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Durante a última etapa Chauás em Santo Antonio do Pinhal, infelizmente tivemos um acidente com um atleta durante um DH com Bike. Enquanto prestávamos atendimento ao atleta todos que passaram pelo local tiveram a mesma atitude. Todos paravam, perderam preciosos minutos de corrida, se preocupavam, queriam saber como estava o atleta acidentado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">É nesta hora que o “Rival” é vencido. Não há rivalidade que seja superada pelo espírito da corrida de aventura. A necessidade de agir desta maneira que surge espontaneamente nos atletas quando se deparam com um amigo de trilha acidentado é algo mais forte e demonstra que o Pódio não é a finalidade de uma corrida de aventura, não é o que alimenta nosso desejo de participar de uma corrida. Na verdade o que nos vicia numa corrida de aventura é justamente este estado de espírito que brota em nos durante uma prova.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Vivemos em um mundo impessoal. Trabalhamos por necessidade de sustento, vivemos isolados entre a necessidade e o prazer de viver. Somos seres sociáveis pela nossa natureza mas nosso cotidiano nos impede de vivermos em sociedade e usufruir disto. É por isto que este estado de espírito nos vicia e quem por algum motivo dele possa experimentar nuca mais se desprende do bem estar que ele gera em nosso eu interior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">O vicio que uma corrida de aventura gera em quem dela participa, que nos força a continuar participando, não vem do desejo de vencer, mas o de fazer parte disto tudo, de estar envolvido em um ambiente onde todos são um só, todos tem o mesmo objetivo e todos possuem a capacidade de Corpo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Isto gera em nosso eu interior, em nosso inconsciente um bem estar gigantesco. Viver, nem que seja por alguns poucos momentos este espírito de corpo, sentir que fazemos parte de algo realmente grande é uma coisa incrível. Sempre que isto termina, sempre que uma grande aventura termina, sempre que perdemos esta sensação de estar fazendo parte de algo maior, sentimos uma profunda dor. A dor da perda. A perda deste espírito de corpo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">É por isto que a corrida de aventura é viciante. É por isto que quem participa pela primeira vez ou ama ou odeia a corrida de aventura. Aqueles que sentiram o espírito de corpo que faz parte deste esporte logo no primeiro contato se vêem forçados a se manterem por perto do esporte, se vêem viciados em corrida de aventura. Aqueles que não vivenciam este espírito de corpo não sentem a sua grandiosidade e por isto acabam por não gostar, em um primeiro contato, da corrida de aventura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Se você é uma pessoa viciada em corrida de aventura é porque sentiu a felicidade a grandiosidade de estar envolvido em um ambiente onde haja a sensação de corpo, é uma pessoa que colabora para com ele e sente um desejo mesmo que inconsciente de alimentar seu eu interior do bem estar que isto gera.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Sim, corrida de aventura vicia mesmo, um vício saudável baseado nesta imensa sensação de fazer algo grande, um bem maior, uma sensação de superação pela união. É isto que faz a corrida de aventura ser o esporte que é. É isto que derrota a rivalidade e o desejo pelo pódio. É isto que faz a corrida de aventura e todos que dela participam uma comunidade de grandes amigos apesar de serem rivais de trilhas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Não deixemos este espírito morrer pois quando isto acontecer a corrida de aventura irá perder sua força, pois irá perder seu brilhantismo e deixará de ser viciante.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Ate mais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Dr. Iversen Ferrante Boscoli</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;"><a href="http://www.cirurgiaesteticareparadora.com.br" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.cirurgiaesteticareparadora.com.br');">www.cirurgiaesteticareparadora.com.br</a></span></p>
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		<title>Diarréia</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 02:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iversen Boscoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dr. Iversen Boscoli]]></category>

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		<description><![CDATA[DIARRÉIA
Todos nós sabemos o que é diarréia, afinal quem já não teve uma.
Existem vários tipos de diarréias, sendo que vou dar uma resumida neste aspecto pois o que mais interessa é a Gastro Entero Colite Aguda, ou GECA, que é o tipo mais comum.
A diarréia é caracterizada por eliminação de fezes líquidas com o aumento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DIARRÉIA</p>
<p>Todos nós sabemos o que é diarréia, afinal quem já não teve uma.<br />
Existem vários tipos de diarréias, sendo que vou dar uma resumida neste aspecto pois o que mais interessa é a Gastro Entero Colite Aguda, ou GECA, que é o tipo mais comum.<br />
A diarréia é caracterizada por eliminação de fezes líquidas com o aumento do número de evacuações.<br />
Qualquer alteração do trato gastro intestinal que cause um aumento na velocidade do transito intestinal pode ser causador de diarréia.<br />
Alem disto distúrbios alimentares, uso de certas medicações, uso de alimentos de elevada concentração (Ensure® por exemplo que tem elevada osmolaridade), estresse, lesões da mucosa intestinal, hipersensibilidade a certos tipos de alimentos (alergias alimentares), alteração da flora intestinal normal, doenças sistêmicas crônicas e principalmente a presença de substancias irritantes da mucosa intestinal e/ou microorganismos como bactérias, fungos, protozoários e vírus, são causas de diarréias.<br />
Como dito a causa mais comum de diarréia é a GECA. Geralmente o que ocorre é a presença de um germe, que pode ser bactéria, vírus, protozoário, fungos, que por si só causa irritação da mucosa intestinal, ou, produz toxinas que causam a irritação da mucosa intestinal, ou, lesam a mucosa intestinal alterando a sua fisiologia.<br />
A presença deste agente infeccioso/toxina geralmente provem da ingestão de alimentos ou água contaminados com o agente ou a toxina. Por isso a causa mais comum de diarréia é o consumo de água ou alimentos contaminados.<br />
A presença do agente no interior do intestino leva a lesão da mucosa intestinal e com isto ocorre um estímulo para que a motilidade intestinal aumente aumentando assim a velocidade do transito intestinal.<br />
O intestino tem duas funções basicamente: Absorção, de água, sais minerais e nutrientes e a função de barreira, isolando o meio interno de nosso organismo impedindo que este seja invadido por microrganismos agressores ou toxinas.<br />
A função básica do intestino, principalmente o intestino grosso é absorver a água que existe dentro do trato digestivo de forma que as fezes fiquem o mais desidratadas possível e com isto evita-se a perda de água pelas fezes. Para que esta função ocorra de forma eficaz é preciso que o transito intestinal seja lento dando tempo para que a mucosa absorva a água das fezes. Quando ocorre o aumento da velocidade do transito intestinal não há tempo para que a água seja absorvida e as fezes são eliminadas contendo grande quantidade de água e com isto em estado líquido, e ocorre o aumento do número de evacuações.<br />
Se a água do intestino não é absorvida de forma eficaz significa que a água ingerida acaba sendo desperdiçada não ocorrendo a reposição da água corporal. É por este motivo que quando se tem uma GECA existe a possibilidade de ocorrência de desidratação a para compensar a perda excessiva de água pelas fezes é preciso que haja um aumento na ingestão de água.<br />
A mucosa intestinal é composta por células especializadas em fazer a absorção e formam uma camada que funciona como barreira de isolamento do meio interno de nosso organismo. Quando ocorre lesão da mucosa intestinal, pela presença de um agente agressor pode ocorrer uma quebra da barreira intestinal. O conteúdo que trafega pelo trato digestivo é composto por resíduos alimentares e grande quantidade de bactérias e outros germes. Este conteúdo não entra em contato com a nossa circulação sanguínea pois a mucosa intestinal impede que isto venha a ocorrer. Quando lesada a mucosa intestinal pode deixar de exercer esta função e com isto o conteúdo intestinal pode entrar em contato com a corrente sanguínea e estes microrganismos que estão misturados as fezes podem causar infecção de outros órgãos ou mesmo causar uma infecção generalizada de todo o organismo, uma situação extremamente grave que chamamos de Sepsis, e que tem um alta morbidade e uma elevada mortalidade.<br />
Como vimos, a diarréia é um mecanismo de defesa de nosso corpo onde quando o intestino sofre lesão de sua mucosa aumenta a sua motilidade aumentando a velocidade do transito intestinal de forma a eliminar a toxina ou agente infeccioso que esteja dentro do trato digestivo evitando que este agente cause maior dano a mucosa intestinal e com isto possam causar problemas maiores a nosso organismo.<br />
Sendo um mecanismo de defesa que visa eliminar o agente agressor o tratamento da diarréia se baseia em: Não atrapalhar o intestino em resolver o problema. Manter uma hidratação continua de forma a compensar a perda excessiva de água pelas fezes. Manter uma alimentação adequada para evitar a desnutrição aguda que causa perda da capacidade do organismo de manter seu estado de equilíbrio e com isto combater o agente causador da diarréia.<br />
Como não atrapalhar o intestino.<br />
O uso de antibióticos, deve ser evitado pois isto causa uma diminuição da flora intestinal normal facilitando assim a proliferação do agente agressor piorando o quadro de diarréia. Antibioticoterapia esta indicada somente em casos específicos de diarréia causados por agentes específicos, como a Cólera por exemplo.<br />
O uso de anti-helmínticos (remédio para verminose) anti-protosoários, ou seja uso dos antiparasitários, também esta contra indicado na maioria dos casos e estes medicamentos são usados em casos específicos, em situações específicas após o agente causador ter sido devidamente identificado.<br />
Medicamentos do tipo Antidiarréicos devem sempre ser evitados. Estes medicamentos atuam na inervação do intestino causando bloqueio de seu funcionamento e com isto causando uma paralisia ou redução acentuada da motilidade intestinal. Estes medicamentos são muito eficazes em sua função e param realmente a diarréia causando uma falsa impressão de que o problema foi resolvido, mas na realidade o problema pode ser piorado pelo seu uso.  Com a diminuição da motilidade intestinal há diminuição da velocidade do transito intestinal e com isto aumenta o tempo de permanecia do agente agressor no interior do intestino favorecendo que este agrida a mucosa intestinal. Se a lesão causada na mucosa intestinal pelo agente agressor ou pela toxina for uma lesão grave o intestino pode perder a sua função de barreira e com isto estes agentes podem atingir a circulação sistêmica e produzir uma infecção generalizada do organismo. Já foram descritas mortes casadas por Sepsis associadas ao uso destes medicamentos. Houve ate um momento que estes medicamentos tiveram sua venda e produção proibida em nosso país.<br />
O uso de antiespasmódicos, como o Buscopam, também podem diminuir a velocidade do transito intestinal. Este tipo de medicação age pelo bloqueio da contratura muscular da parede intestinal. Seu efeito sobre a motilidade intestinal é bem menos intenso que os antidiarréicos e com isto podem ser utilizados em pacientes com diarréia quando o quadro é acompanhado de cólicas intestinais intensas, mas de forma controlada e dose baixas evitando-se super dosagem que sim pode diminuir intensamente a motilidade intestinal causando os mesmos problemas que os antidiarréicos.<br />
Hidratação e alimentação<br />
Basta manter uma ingestão de água continua aumentando o volume ingerido de costume diariamente. Um calculo que pode ser feito é observar o volume aproximado perdido em cada evacuação e ingerir um volume igual de água com sais minerais e açúcar (soro caseiro, chá, suco de frutas, refrigerante, reidratantes, etc.).<br />
Manter a alimentação diária de costume é suficiente para evitar transtornos frente a uma diarréia, O problema é que muitas vezes o quadro diarréico vem acompanhado do vômitos e anorexia. Nesta situação pode ser preciso fazer uso de medicamentos antieméticos, como o plasil, dramim, de forma a controlar o vômito e permitir a ingestão normal de alimentos. As vezes é preciso “forçar” a ingestão alimentar caso ocorra anorexia associado ao quadro. Dar preferência por alimentos com alto teor calórico pode favorecer nesta situação pois a ingestão de pequenas quantidades deste tipo de alimento já é suficiente para manter a pessoa com um aporte energético suficiente, pelo tempo que o quadro durar.<br />
Na maioria dos casos de GECA o quadro é auto limitado pois em 24 a48hs o intestino é capaz de livrar-se do agente agressor e retorna ao seu funcionamento normal anterior a agressão. Assim os cuidados de hidratação e alimentação descritos acima devem se prolongar por este tempo.<br />
Quando um quadro diarréico se estende por um período maior que 72hs a 7 dias devemos investigar outras causas de diarréia ou buscar pelo causador do problema de forma a iniciar um tratamento específico para o agente agressor, como descrito quando falamos sobre o uso de antibioticoterapia e uso de antiparasitários.</p>
<p>Por isto o tratamento da diarréia se baseia em alimentar-se, hidratar-se, papel higiênico e banheiro (e em caso de necessidade podemos usar também Hipoglós).<br />
O mais importante é a prevenção da diarréia. Vimos que a causa mais comum de GECA é a ingestão de alimentos e águas contaminados e a prevenção deste tipo de doença se baseia em sempre fazer uso de água clorada ou que seja confirmadamente potável, e tentar ingerir alimentos produzidos de forma adequada e sem que haja sinais de contaminação.<br />
Ate mais.<br />
Dr. Iversen F Boscoli<br />
http://www.cirugiaesteticareparadora.com.br</p>
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		<title>Entrevista com Leonardo Barbosa, o ‘Prof. Léo’</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 17:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Azimute</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
 Azimute: Olá Professor Léo, nos conte um pouco da sua história. Como começou nas Corridas de Aventura?
Prof. Léo: O Haka Race e o Haka MTB – cuja primeira prova do circuito 2009 será realizada no próximo dia 25 – são, na verdade, o resultado de um trabalho que começou há muito tempo, em 2000, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><div id="attachment_268" class="wp-caption alignleft" style="width: 111px"><strong><img class="size-full wp-image-268" title="Leonardo Barbosa" src="http://www.revistaazimute-com-br.baresebotecos.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/foto-lo.jpg" alt="Leonardo Barbosa, o Prof. Léo" width="101" height="135" /></strong><p class="wp-caption-text">Leonardo Barbosa, o Prof. Léo</p></div></p>
<p><strong> Azimute:</strong> Olá Professor Léo, nos conte um pouco da sua história. Como começou nas Corridas de Aventura?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> O Haka Race e o Haka MTB – cuja primeira prova do circuito 2009 será realizada no próximo dia 25 – são, na verdade, o resultado de um trabalho que começou há muito tempo, em 2000, quando iniciei meu trabalho como professor de Educação Física, com foco, principalmente, nas aulas de spinning (bike indoor). Em 2003, lançamos, sem grande pretensões, os passeios Bike Challenge. A proposta era levar para as trilhas a emoção das aulas de bike indoor, mas de maneira mais outdoor. Em 2004 lançamos o primeiro Bike Trip, um passeio mais longo, de 75 quilômetros. O feedback dessas iniciativas sempre foi excelente, tanto que os passeios são realizados até hoje. Já tivemos 38 Bike Challenges e 15 Bike Trips.  No próximo feriado de 1º de maio, aliás, realizaremos um Bike Xtreme de 215 quilômetros. Em 2004 participei da primeira corrida de aventura, tendo como parceiro um aluno chamado André Novaes, na equipe “Costa Longa”. Foi então que fui fisgado pelo vírus das corridas. Montamos a equipe Prof. Léo Adventure Team. Por fim, criamos a Aksa, que significa TUDO QUE TEM ALMA em sânscrico. Nesse período, conquistamos boas posições, como 4º lugar no Adventure Camp 1ª etapa 2009, 3º lugar no Chauás Race 2ª etapa 2009 e outras diversas provas dividindo os lugares mais altos do pódio com as principais equipes de aventura do país. Em 2005 passamos a oferecer treinamento especializado, com provas simuladas para os atletas, em cidades como Nazaré Paulista (SP), Bom Jesus dos Perdões (SP), e Piracaia (SP). A Haka Race teve sua primeira prova em 2007. Desde então, a série só vem crescendo. Tivemos 165 atletas em 2007, 586 em 2008 e já iniciamos 2009 com quase 300 atletas só na primeira etapa do ano. A idéia é de que o circuito cresça sempre, mas de maneira sustentável, preservando a competitividade, a segurança dos atletas, os preços acessíveis e as belas paisagens.</p>
<p><strong>Azimute:</strong> Durante o ano passado muitas organizações de Corrida de Aventura em São Paulo acabaram fechando as portas. Porém ao mesmo tempo foi lançada a Haka Race. Qual foi a decisão de lançamento do circuito?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> Como já mencionei, o circuito surgiu naturalmente, a partir da evolução dos Bike Challenges, Bike Trips e das provas simuladas. Surgiu, também, da paixão pelo esporte e do interesse dos participantes dos passeios e de atletas que assessoro como professor de Educação Física.</p>
<p><strong>Azimute:</strong> O formato da Haka Race (provas curtas de aprox. 50km) pretende ser um atrativo a qual tipo de competidor?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> Principalmente para o público iniciante na Corrida de Aventura. Mas, para suprir isso e atender também o público Pró, estamos lançando ainda este ano, dias 10, 11 e 12 de outubro, uma prova de 150 km que será realizada na região de Atibaia. Nessa prova esperamos receber um público diferenciado, mais experiente e mais competitivo. Para isso, estamos preparando uma etapa muito disputada e bem difícil técnica e fisicamente.</p>
<p><strong>Azimute:</strong> Lendo os relatos e conversando com muitos atletas que participaram da Haka Race, ficou nítido que, apesar de prova curta, possui forte nível físico e de navegação. Esse é o principal fator para o sucesso, no número de equipes, das últimas etapas?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> Na verdade não há apenas um fator para o sucesso. Podemos dizer que a proposta do Haka Race é de ser uma prova, ao mesmo tempo desafiadora tecnicamente (navegação e exigências físicas), de excelente visual e a preços acessíveis para os atletas. Creio que esse seja o segredo. Mas é preciso mais que esses atributos. Um representante da APCA (Associação Paulista de Corridas de Aventura) disse, no dia em que ganhamos o prêmio de melhor prova curta (prêmio APCA 2008) que o diferencial do Haka Race é o fato de que a organização acredita no que faz, luta pelo próprio sonho. Esse é o ingrediente extra. A prova hoje ganhou uma identidade, e essa identidade difere-se dos outros organizadores. Uma vez escutei de um atleta algo que descreveu exatamente o que é o Haka Race: “Nunca sabemos quando estamos na trilha certa no Haka Race. Não há indícios de se a trilha é marcada, se é rasga mato (atravessar o mato sem trilhas) ou não. Em outras provas, a gente já sai de São Paulo sabendo o que vai enfrentar, se é rasga mato o tempo todo ou trilha aberta. Mas, no Haka, não tem como prever isso”. Essa é a identidade que criamos. Isso nos diferencia dos demais e torna a prova ainda mais interessante e competitiva.<br />
 <br />
<strong>Azimute:</strong> Já faz alguns anos que as provas de curta duração estão &#8220;sumindo&#8221;, principalmente no Estado de São Paulo. Com isso algumas provas de média duração estão aparecendo e/ou se firmando no mercado. Você acredita que esse é o futuro do esporte? Será que iremos encontrar uma menor quantidade de provas/circuitos porém com aumento da distância das mesmas? Isso implica em menor espaço para os atletas &#8220;novatos&#8221;?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> Acredito muito nesse esporte e acho que estamos ainda em fase de crescimento. Quem souber lidar com tudo isso agora, vai colher frutos no futuro. Acho que ainda é muito cedo para acreditar que as provas curtas vão sumir. Diminuir sim, mas sumir nunca. Mesmo porque as empresas patrocinadoras se interessam mais pelos “novatos” do que pelos atletas que competem há muito tempo. Precisamos de provas mais longas para até mesmo receber equipes top de outros países, mas, se não trouxermos mais gente para esse esporte, ele morre! Para o Haka, temos a categoria Pró (50 quilômetros)  e a Sport, de 35 quilômetros, com as mesmas modalidades da Pró. Por incrível que pareça, essa categoria recebeu mais atletas, como um número total geral, do que a PRÓ, na qual as equipes meio que participaram de todas as provas o ano inteiro. Isso indica que ainda estamos crescendo nesse segmento e precisamos explorar melhor isso. Precisamos parar de fazer provas para atletas de ponta e começar a pensar naquele atleta amador que quer curtir, passear e se divertir.</p>
<p><strong>Azimute:</strong> O Mundial de Corrida de Aventura (ARWC) foi realizado no país em 2008, através da organização do Ecomotion Pró. Apesar de grande impacto que tal evento deveria trazer ao esporte, nada mudou. O número de competidores não aumentou, assim como o número de competições e patrocinadores, principalmente. O que estaria acontecendo? Será que chegamos a uma estagnação do esporte?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> Desculpe, mas os números que recebo da APCA (Associação Paulista de Corrida de Aventura) divergem dessa informação. O ARWC trouxe sim pontos positivos para nós do Brasil e despertou a vontade de muitos de participar de Corridas de Aventura. O que acho que precisamos fazer é, como mencionei na resposta anterior, fomentar ainda mais esse público iniciante com provas com tamanhos e níveis de dificuldade compatíveis. Se continuarmos colocando na televisão atletas passando sete dias no mato, sem dormir, sem comer, com bolhas no pé, isso não vai atrair ninguém para o esporte. Não adianta colocar para o público em geral que Corrida de Aventura é para super homens ou super mulheres. Todo mundo tem de começar um dia, e começar direito. Quando conseguirmos tirar da mídia essa idéia e conseguirmos colocar mais mídia em provas menores e mais fáceis, não tenho dúvida de que iremos colher algo de bom no futuro. Meu evento está crescendo e isso é um reflexo positivo de tudo isso que conversamos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-270" title="Prof. Leo na trilha" src="http://www.revistaazimute-com-br.baresebotecos.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/leo.jpg" alt="" width="400" height="450" /></p>
<p><strong>Azimute:</strong> Conversando com muitos organizadores de CA e Enduro a Pé, todos reclamam do pouco interesse dos patrocinadores em seus eventos. Porém, podemos ver que provas como o Ecomotion Pró conseguem patrocinadores fortes. Sabemos que são estilos de provas diferentes, mas o que deve ser feito para que as provas de menor porte consigam arrecadar algum dinheiro?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> Precisamos de mais exposição na mídia, programas de televisão cobrindo o evento. Porque será que o evento da Mutsubishi (Rally) está dando tão certo? O público que corre provas de aventura tem o mesmo potencial dos que competem nas categorias do Rally da Mitsubishi. É o mesmo público. Então não pode ser que estejam investindo nessa prova por causa do público. Inventem porque eles têm mídia. Televisão, rádio, revista, reportagens, isso é que atrai os patrocinadores. Para que todos ganhem um pouquinho nessa história, precisamos trabalhar em harmonia, em conjunto, um ajudando o outro, mesmo que dessa vez a gente não ganhe muita coisa. Mas, se um dia a página virar, todo mundo sairá ganhando um pouquinho.</p>
<p><strong>Azimute:</strong> Atualmente a APCA (Associação Paulista de Corredores de Aventura) está fazendo uma campanha para que as competições no estado implementem as normativas criadas por ela com o intuito de, no futuro, todos possuam o mesmo regulamento e regra, princípio básico para que a Corrida de Aventura possa ser considerada esporte. Como a Haka Race está enxergando tal iniciativa?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> O HAKA Race faz parte da APCA e apóia suas iniciativas. De qualquer forma vejo isso como mais um passo a ser dado para o crescimento do esporte no Estado e principalmente no País. Já seguimos todas as ordens de segurança em nossas etapas. Unificar também um regulamento seria ótimo pois, aí, não veríamos mais proteção de algumas equipes e penalização de outras como já vimos em alguns casos.</p>
<p><strong>Azimute:</strong> Inclusive a iniciativa de fiscalização dos equipamentos dos atletas nas provas da Chauás, gerou diversas discussões sobre o tema. A ponto de atletas considerarem que tais equipamentos são supérfluos. São mesmo? Qual a sua opinião a respeito?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> O Chauás está corretíssimo! Nós, organizadores, não ficamos enchendo a mochila dos atletas de tralha apenas para aumentar o peso e fazer com que o atleta mais forte ganhe a etapa. Colocamos os itens que julgamos de fato imprescindíveis para uma prova de aventura.  Precisamos contar com o fato de que o nosso atleta pode passar uma noite no mato perdido e que tenha de se virar sozinho. O que acho errado é que por muitas vezes esse atleta carregue tudo isso nas costas e não saiba o que fazer num momento de urgência. Acho que a APCA poderia lançar um curso básico de Primeiros Socorros e convidar os atletas a participar. Só aí eles verão a importância de carregar tudo aquilo na mochila e ver que de fato não estamos brincando em serviço.</p>
<p><strong>Azimute:</strong> Recentemente foi criado no Sul do país o Circuito Sul Brasileiro de Corridas de Aventura, contendo 1 prova de grande porte em cada um dos estados. O que você acha dessa iniciativa? Será que um dia teremos um circuito paulista, sudeste ou, quem sabe, nacional?<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> Torço por isso. Acho, e mais uma vez quero deixar isso bem claro, que, se continuarmos a fazer provas somente para atletas profissionais, o esporte vai morrer. Se é para ter campeonato estadual, regional ou nacional, que tenha como no futebol, série A, B, C, D, para que todos possam participar. Não adianta darmos mídia para equipes já consagradas, temos de dar mídia e valor para equipes iniciantes e melhores, pois esse é o futuro do esporte.</p>
<p><strong>Azimute:</strong> Bom, para encerrar, gostaria que descrevesse como você vislumbra o futuro da Corrida de Aventura no Brasil.<br />
<strong>Prof. Léo:</strong> Acho que nosso bate-papo deixou bem claro o que espero dessa modalidade nos próximos 10 anos. Ainda acredito nesse esporte e por isso trabalho tanto para fazer com que minha empresa cresça nesse segmento. Vou continuar fazendo minha parte, levando pessoas da academia para as atividades outdoor e tentando levá-las para provas de aventura e MTB. Se todos pensarem desta forma, não tenho dúvidas de que o Adventure Camp ganhará, o Haka Race ganhará, o Chauás, Brasil Wild, Ecomotion, todas as organizações também vão ganhar com isso. Vamos acreditar e apoiar também as pessoas que nos representam na APCA e no RBCA. Precisamos fazer de tudo para que as provas de aventura no país sejam organizadas e seguras. Contamos com essas instituições para isso. Obrigado!</p>
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		<title>Mochila de Prova</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 22:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iversen Boscoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dr. Iversen Boscoli]]></category>

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		<description><![CDATA[Como Ajustar Sua Mochila de Corrida
 
 
Na etapa Cananéia do Chauás surgiu uma importante discussão sobre segurança em CA e uso dos equipamentos obrigatórios.
Muitos me pediram para falar do assunto, então decidi começar bem do básico e tentar abranger tudo sobre os equipamentos obrigatórios de uma CA.
Porque não começar com um equipamento o mais básico possível, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="center;" align="center"><span style="Times New Roman;">Como Ajustar Sua Mochila de Corrida</span></p>
<p class="MsoNormal" style="center;" align="center"><span style="Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="center;" align="center"><span style="Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="Times New Roman;">Na etapa Cananéia do Chauás surgiu uma importante discussão sobre segurança em CA e uso dos equipamentos obrigatórios.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Muitos me pediram para falar do assunto, então decidi começar bem do básico e tentar abranger tudo sobre os equipamentos obrigatórios de uma CA.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Porque não começar com um equipamento o mais básico possível, que não é obrigatório o seu uso por normas das organizações mas que é de uso obrigatório pela necessidade das provas. A Mochila de prova.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Cada um tem sua escolha, sua marca preferida sua mochila de estimação etc. Mas antes de mais nada uma boa mochila de prova deve ter algumas características e principalmente deve ser possível ser ajustada para poder ser usada com segurança e sua carga se bem arrumada pode transformar seu uso em algo ainda mais útil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">No final deste artigo espero que todos estejam capacitados a arrumarem uma mochila de forma o mais seguro possível alem de transformarem sua mochila num Objeto Flutuante, muito útil em CA.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Primeiro. Uma boa mochila deve ter muitas, muitas regulagens, o que significa um monte de alças e um monte de fechos. Quanto maior a possibilidade de ajuste do equipamento para manter o conteúdo da mochila coeso e ajustes desta ao corpo do atleta melhor será a sua qualidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Uma boa mochila deve distribuir seu peso em locais do corpo que não causem lesões ao atleta, alem de manter-se justa ao corpo, o que evita que esta fique balançando durante o deslocamento o que pode causar escoriações e ate mesmo ulceras na pele. Por diversas vezes vi em corridas pessoas, principalmente mulheres, com escoriações/queimaduras no corpo causadas por uma mochila mal ajustada que ficou chacoalhando muito durante a prova, ou ficou “Pegando” em algum lugar do corpo causando ferimentos graves. Disse principalmente mulheres, não porque estas sejam mais desleixadas com as mochilas, mas porque estas são as maiores vitimas destas. Por terem mamas muitas vezes as alças das mochilas ficam pegando na lateral da mama durante a prova causando queimaduras ou escoriações nestas e com isto um severo desconforto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">O Peso da mochila deve ser distribuído/apoiado nos ombros e quadril do atleta. A maioria das mochilas que vejo em provas são curtas ou estão colocadas muito altas em relação ao quadril da pessoa. Desta maneira o peso do fundo da mochila repousa sobre a coluna lombar do atleta e a compressão que esta causa nesta região pode causar danos a coluna vertebral por compressão continua das vértebras e com isto lesões, como a hérnia de disco, podem vir a se desenvolver. Escolha uma mochila que seja longa o bastante para que seu fundo repouse sobre a região posterior ou lateral do quadril, desta forma o peso do seu conteúdo ira apoiar-se sobre estas estruturas que são mais resistentes a pressão e com isto o risco de lesões é bem menor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="small;"><span style="Times New Roman;"><span style="yes;"> </span>Ajustar a mochila de forma que ela não balance durante os deslocamentos evita que esta fique batendo ou roçando a pele evitando assim lesões. Ajuste a alça de ombro e sempre utilize a alça abdominal e a torácica para fixar a mochila de forma confortável e evitando que ela balance demais. Fique atento para que as alças da mochila não fiquem pegando sob a axila, sobre os ossos da bacia, pois isto pode causar lesões nestas áreas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Arrumar a mochila pode ser um pouco mais complicado do que o de sempre mas se as dicas abaixo forem seguidas sua mochila vai virar uma objeto flutuante e tudo o que estiver dentro dela esatrá100% impermeável o que é útil pois evita que roupas e alimentos se molhem e com isto, pelo acumulo de água nos objetos dentro da mochila ocorra um aumento no peso total de sua carga.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Para isto precisaremos de: 1- Uma câmara de ar velha de bike. 2- Sacos plásticos Grossos de diversos tamanhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Corte a câmara de ar de bike em pequenas tiras formando pequenos elásticos. Pode ser utilizado o “Elástico de dinheiro” mas este é bem mais fraco que a câmara de ar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">O objetivo do uso destes materiais é impermeabilizar tudo o que vai dentro da mochila, principalmente roupas, e para isto proceda da seguinte maneira. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Para Roupas: coloque uma ou duas peças de roupa dentro de um saco ajustando o conteúdo da maneira que lhe agradar. Depois sente sobre o saco com as roupas ou coloque um peso sobre os mesmos. Isto ira expulsar todo o ar que esta dentro do saco e entre as fibras da roupa. Sem tirar o peso de sobre o saco plástico, enrole a boca do saco plástico o máximo que puder de forma que este fique bem vedado e ocorra uma diminuição no seu tamanho diminuindo ao máximo o volume ocupado por este. Daí a necessidade de usarmos saco plástico que seja bem grosso pois este precisa ser resistente o bastante e não rasgue quando fizermos este procedimento. Enrole um elástico de câmara de ar na boca do saco plástico sem deixar que este se desenrole mantendo assim a vedação e a redução do volume do saco. Com isto uma peça de roupa que ocupava um determinado espaço, agora ira ocupar bem menor alem de estar 100% impermeável e mesmo que a mochila seja submergida em água a roupa não ira molhar e nem acumular água dentro da mochila evitando assim o aumento de peso desta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Faça este procedimento com tudo o que você vá colocar na mochila. Se tiver alguma coisa que não poça ser “Esmagado” para a retirada de ar de dentro do pacote, use uma bomba de vácuo, ou simplesmente chupe o ar de dentro do saco plástico retirando o máximo possível de ar de seu interior e depois faça a sua vedação como descrito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Após você colocar todos os pacotinhos feitos desta maneira dentro da sua mochila irá observar que o seu material de prova agora ocupa menos espaço do que antes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Experimente afundar sua mochila dentro da água, você verá que ela ira flutuar e ao ser retirada da água seu peso não irá aumentar pois tudo esta vedado e nenhuma água ira acumular-se dentro desta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">O que sempre vejo em provas: Sacos tipo Ziplock, são ótimos mas não permitem que o saco seja enrolando para diminuir o volume do objeto em seu interior pois ao enrolar o zip ele acaba por abrir perdendo sua vedação. Use saco plástico comum.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Corda de segurança solta sem embalagem. Alem desta prática diminuir a vida útil da corda por mante-la sempre úmida o que faz com que o material desta apodreça com o passar do tempo, ela ganha um peso extra ao ser molhada e você estará carregando um monte de água que não vai ser útil. Coloque a corda dentro de uma embalagem como descrito acima o que fará com que ela flutue, permaneça seca garantindo sua durabilidade e diminuindo sua carga nas provas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Os medicamentos do Kit de PS podem ser acomodados em pequenas caixas plásticas usadas para guardar medicamentos. Estas caixas são usadas por pessoas que fazem uso continuo de medicação e armazenam os diversos medicamentos nas diversas divisórias que existem na caixa. Alem de organizar melhor os medicamentos estas caixas evitam que os medicamentos se estraguem quando suas embalagens são rasgadas pelo uso continuo do Kit, são de pequeno tamanho e com isto ocupam pouco espaço, são leves, e permitem que os medicamentos sejam etiquetados e você saberá o que é o que na hora que precisar utilizar o medicamento. Se você não sabe que tipo de caixa a que me refiro pergunte a vovó pois com certeza ela saberá pois é comum que pessoas idosas usem estas caixinhas para seus remédios para não esquecerem de tomá-los nos horários certos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Fitas, elásticos e fechos das mochilas devem estar sempre bem atados e sobras devem ficar presas a mochila. Nada de fitas arrastando pelo chão e enroscado em tudo que é galho, coroa ou pinhão de Bike. O Macete é regular a mochila ao corpo e depois fazer fivelas de fita isolante prendendo as sobras de fitas e elásticos na própria fita onde as sobras podem ser enroladas e fixadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Uma mochila de qualidade deve ter um sistema de desengate rápido. Em caso de necessidade de se livrar da mochila rapidamente em uma situação de emergência este sistema permite que todas as tiras que a prendem ao corpo sejam desatadas facilmente e a mochila cai do corpo permitindo que o atleta se livre dela rapidamente. Isto em caso de você ficar preso a algo pela mochila. Em um rapel, ascensão, ou remo a mochila pode se prender a você ira ficar preso tendo que se livrar desta enrascada cortando as alças da mochila caso esta não possua um sistema de desengate rápido. Ainda não vi no mercado de corrida de aventura uma marca que tenha se preocupado em fazer uma mochila com um sistema destes. Resta então a opção de ter que cortar as alças da mochila com a faca que ta guardada lá no fundo da mochila junto com os equipamentos obrigatórios e que somente agora você descobriu uma de suas utilidades, mas o problema é como soltar-se rapidamente já que você esta em uma enrascada, ou enroscada, deste tipo e sua faca ta dentro da mochila.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">A faca na pode ser do tipo canivete, como abrir um canivete pendurado no rapel no meio do nada&#8230;.. mas acho que este é assunto para outra matéria&#8230;..</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Estes dias estava procurando na internet e achei finalmente uma empresa que fabrica Mochilas realmente adequadas com um grande preocupação com a Ergonimia do seu produto. O único problema é que não achei nehuma loja no Brasil que tenah esta mochila disponível.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Existem Tres tamanhos, de 12l, 15l e 25l. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Veja no site do fabricante no link abaixo uma demosntração do que pode-se considerar a mochila ideal para uso em uma CA.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;"><a href="http://www.ergon-bike.com/us/en/ergonomics#2" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.ergon-bike.com');">http://www.ergon-bike.com/us/en/ergonomics#2</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;"><a href="http://www.ergon-bike.com/us/en/product/bd2" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.ergon-bike.com');">http://www.ergon-bike.com/us/en/product/bd2</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Ate a próxima.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Dr. Iversen Ferrante Boscoli</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;"><a href="http://www.cirurgiaesteticareparadora.com.br" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.cirurgiaesteticareparadora.com.br');" target="_blank">www.cirurgiaesteticareparadora.com.br</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;"> </span></p>
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		<title>Veja Um video Interessante</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 22:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iversen Boscoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dr. Iversen Boscoli]]></category>

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		<description><![CDATA[Este video contém algum conteúdo do que é dado aos participantes do Curso de Guerra na Selva, onde temos o Curso de Sobrevivencia na Selva. Esta reportagem foi feita pelo Record News no Centro de Instrução de Guerra na Selva em Manaus, e tem algumas dicas úteis para os corredores de aventura.
Achei interessante postar o link [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este video contém algum conteúdo do que é dado aos participantes do Curso de Guerra na Selva, onde temos o Curso de Sobrevivencia na Selva. Esta reportagem foi feita pelo Record News no Centro de Instrução de Guerra na Selva em Manaus, e tem algumas dicas úteis para os corredores de aventura.</p>
<p>Achei interessante postar o link do video pois pode ser útil para os corredores de aventura, mas como disse o video tem apenas algumas informações não tem o curso completo (não faz referencias aos equipamentos e detalhes do seu uso para a sobrevivencia, por exemplo) mas já ajuda um pouco.</p>
<p>Alem disto a matéria mostra informações interessantes sobre o CIGS a Maior Escola de Guerra na Selva do Mundo coisa que poucos brasileiros conhecem.</p>
<p>Assistam o video e verão um pouco do que fizemos neste curso. Meu curso foi realizado na Base de intrução Boina Verde, o que aparece na matéria foi realizado na Base de Instrução I e II do CIGS, mas o conteudo é o mesmo.</p>
<p>Link1: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Wv_5w3kQVoI&amp;feature=related" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.youtube.com');">http://www.youtube.com/watch?v=Wv_5w3kQVoI&amp;feature=related</a></p>
<p>Link2: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LtsGZnW0B6Y&amp;feature=related" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.youtube.com');">http://www.youtube.com/watch?v=LtsGZnW0B6Y&amp;feature=related</a></p>
<p>Link3:http://www.youtube.com/watch?v=4ogWoxbBYTI&amp;feature=PlayList&amp;p=0AACFDF876CB1404&amp;playnext=1&amp;playnext_from=PL&amp;index=2</p>
<p>Boa diversão</p>
<p>Dr. Iversen Ferrante Boscoli</p>
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		<title>Equipamentos Obrigatórios</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 12:44:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iversen Boscoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dr. Iversen Boscoli]]></category>

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		<description><![CDATA[“Criança morre afogada em balde com água no fundo do quintal.”
Não sei se o fato que ocorreu em São Paulo há alguns anos virou notícia mas esta seria a manchete em todos os jornais da região no dia seguinte. Triste mas verídico, esta criança foi atendida por colegas do meu plantão na cidade de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="#0000ff;">“Criança morre afogada em balde com água no fundo do quintal.”</span></p>
<p>Não sei se o fato que ocorreu em São Paulo há alguns anos virou notícia mas esta seria a manchete em todos os jornais da região no dia seguinte. Triste mas verídico, esta criança foi atendida por colegas do meu plantão na cidade de São Paulo, estava brincando no quintal de sua casa e apesar de ter cinco anos não resistiu ao fato de ter caído de cabeça dentro de um balde com 15cm de água.<br />
Estou comentando a tragédia, pois achei muito propício frente a discussão aberta durante a etapa Cananeia do circuito Chauás, sobre os equipamentos de segurança e as regras das corridas de aventura.<br />
Como médico, após ter passado por inúmeras situações de risco em minha vida, como por exemplo, dezenas de missões de combate que participei no Haiti, digo logo de inicio que a falta dos equipamentos obrigatórios ou o não uso dos mesmos durante uma prova de corrida de aventura DEVE SEMPRE SER PUNIDO DE FORMA A MAIS RIGOROSA POSSÍVEL. Na minha opinião este tipo de infração é motivo de desclassificação do atleta/equipe, não somente punição com acréscimo de horas.<br />
Radicalismo do DOC? Boçalidade talvez? Seja lá qual for a opinião de vocês sobre minha opinião todos estão esquecendo uma coisa muito importante. Todos estão se esquecendo daquilo que realmente importa em uma corrida de aventura.<br />
O que importa numa corrida de aventura é, e sempre será <span style="bold;">O ATLETA</span>.<br />
O participante da corrida é a coisa mais importante na corrida e por isto é que regras são criadas, é por isso que equipamentos são exigidos, é por isso que a equipe organizadora da prova fica numa situação de estresse máximo do inicio ao final da prova, é por isto que eu fico no meio do mato por horas, ate mesmo dias sem dormir, sem comer. É para garantir o bem estar do atleta que tudo isto é feito. Não ao contrario.<br />
Cabe então ao atleta ter também consciência disto, cabe a cada um de nos fazer nossa parte neste contesto. Cito que nesta prova de Cananéia, eu por pura desatenção juntamente com O Gilson do Chauas quase sofremos uma descarga elétrica severa, ao desmontar uma Atena do rádio do PC9 a encostamos num fio de alta tensão, mostrando que todos nós temos que estar atentos com a nossa segurança e a segurança de quem esta próximo durante todo o período de prova. Afinal bastam 15cm de água para alguém morrer afogado, não precisa despencar da Garganta do Diabo em Foz do Iguaçu para morrer desta maneira.<br />
Eu como médico tenho uma visão que muitas vezes o atleta não tem, o organizador da prova não tem. Foi assim em muitas ocasiões complexas que vivi no passado, até mesmo comandantes com mais de 40 anos no comando não partilham da visão do médico frente a uma situação de risco.<br />
A verdade é que o médico sabe dos riscos, sabe dos danos que podem ser causados e principalmente da dificuldade de se reparar um dano após a sua ocorrência. É por isso que fui radical na minha afirmação sobre como deve ser punido as situações que estão sendo discutidas.<br />
A visão de uma atleta que diz não precisar usar o colete salva vidas, porque ele se acha o mais habilidoso nadador do mundo, o mais bem treinado do mundo, o mais destemido, ou que o colete incomoda, “tava calor de mais”, não passa de uma visão Ingênua. Acreditar que nada vai lhe ocorrer que você esta em perfeita segurança e por isso ter o equipamento de segurança como algo que pode ser deixado de lado pois isto não muda o resultado de uma corrida pois corrida se ganha na resistência física, na tática, na navegação, repito é uma atitude ingênua.<br />
Não trafegar usando os equipamentos, pode não mudar a classificação de uma corrida, não é por uns kilos a mais ou a menos que um atleta vai vencer a etapa, mas, pode mudar o resultado da perspectiva de vida de uma pessoa para sempre.<br />
Não havia perigo algum a criança brincar no fundo do quintal, ela sempre fazia isto e a mãe achou que a mesma estava segura e ela acabou de cabeça para baixo dentro do balde de água e morreu no quintal de sua própria casa.<br />
Quem discute sobre o assunto de forma a defender uma opinião contrária a tomada pela organização da prova sobre a punição dos atletas na etapa de Cananéia, não tem a menor noção do que esta fazendo.<br />
Exemplificando:<br />
Os dois Homens do Corpo de Bombeiros que estavam fazendo a segurança dos atletas na travessia do PC3 ao PC4, na etapa Cananeia do Chauás, estavam usando capacete e colete durante todo o tempo que permaneceram dentro do barco. Alguém conhece uma pessoa mais bem treinada que um bombeiro para realizar resgates em água? EU não conheço.<br />
Mas apesar de todo o treinamento que estes homens possuem eles estavam utilizando os equipamentos obrigatórios, pois eles sabem o que eu disse a pouco, eles conhecem os riscos e sabem da dificuldade de se conseguir reverter um dano depois que o problema aconteceu.<br />
Existe um “Negocio” chamado entermação, que é uma situação de urgência médica que causa choque grave por desidratação severa seguido de coma e morte. Para que uma pessoa sofra uma entermação com choque e coma (perda de consciência) bastam apenas alguns minutos, ou apenas uma hora, não mais que isto. Em uma situação de clima quente e úmido a entermação é uma rotina e se o atleta não tomar cuidado com a possibilidade de sua ocorrência e mantiver uma <span style="bold;">hidratação CORRETA</span> este pode perder a consciência em meio a um remo e se vir a cair dentro da água será afogamento na certa. Daí a obrigatoriedade do colete. O colete salva vidas não serve para outra coisa pois quem sabe manter a cabeça fora da água não sofre afogamento, mas se durante o remo houver e perda da consciência seja por um trauma, ou por um choque por desidratação vai acontecer o afogamento e as consequências disto geralmente não são nada agradáveis.<br />
No Brasil, e em particular a prova que foi motivo da discussão, a ocorrência de uma clima propício para a entermação (ou ate mesmo Ensolação) é praticamente 100%. É por isso que o DOC chato estava no PC3 dando Bronca em todos os atletas que estavam embarcando nos Ducks sem o colete. Teve ate uma atleta que chegou do trekking trançando a pernas quase não agüentou colocar o barco na água e iniciou o remo sem o colete e no momento que eu o obriguei colocar o colete resmungou que ele não precisava “Disto”, nem sequer percebeu que ele já estava desidratado e o fato de estar andando cercando galinhas já era um sinal de que o próximo momento do processo seria náuseas, vômitos e perda da consciência. E se isto acontecesse e ele caísse dentro do canal em meio a correnteza que judiou de todos durante aquele braço de remo, provavelmente iríamos pegar o corpinho dele lá no Rio Grande do Sul&#8230;<br />
Assim, a visão do atleta sobre os equipamentos obrigatórios deve ser mudada, é preciso que todos comecem a pensar como nós médicos pensamos: <span style="bold;">Sempre devemos estar preparados para o pior pois se o pior acontecer nós podemos resolver o problema, se o pior acontecer sem que estejamos preparados, só nos restara lamentarmos</span>.<br />
Existe ainda outra coisa que deve ser discutida, e diz respeito aos equipamentos obrigatórios. Para que eu tenho que carregar uma corda, uma faca, um espelho, uma bandagem triangular, pra que serve isto???<br />
Se você não sabe pra que serve a corda, não sabe pra que serve o espelho ou como se faz o uso correto deste instrumento você esta no esporte errado.<br />
Radical!!!! De novo DOC !!!!!<br />
Não me lembro onde, mas uma vez me disseram: <span style="underline;">Se você não consegue fazer alguma coisa usando uma ferramenta, não é porque a ferramenta não presta é você que não esta sabendo utilizar a ferramenta.</span>Antes de entrar na faculdade de medicina eu conhecia tesoura. Para mim tesoura só tinha de três tipos: Pequena, média e grande. Ahhh! Esqueci-me do tipo Tesoura Cega, então são quatro tipos.<br />
Toda tesoura só servia para uma coisa: Cortar.<br />
Após alguns anos de estudo em cirurgia descobri tudo sobre minha ignorância em relação as tesouras. Primeiro que existem uma dezena de tipos (Tesoura de Mayo, Iris, Metzenbaum, Serrilhada, Curva com ponta romba, Curva com ponta fina, Reta&#8230;.) e que na maioria das vezes uma tesoura em cirurgia não é usada para cortar&#8230;<br />
Assim em relação aos equipamentos, não basta portá-los é preciso saber sua finalidade e como utilizá-los. Cada um tem uma finalidade o problema é que na maioria das vezes ninguém sabe como utilizá-los de forma correta. Um exemplo.<br />
O Espelho: O espelho é utilizado como forma de sinalização de emergência pois na natureza não existe nada que tenha um brilho metálico como o de um espelho. A partir deste principio todo piloto de aviação sabe que se observar um brilho metálico em meio “Ao nada” é porque lá existe uma pessoa e provavelmente pode haver uma situação de emergência, e este fato deve ser comunicado de alguma forma para que alguém tome conhecimento sobre o local onde foi observado o reflexo metálico e possa então investigar o que esta ocorrendo.<br />
O uso correto do espelho: O espelho de preferência deve ser amarrado de forma a ficar suspenso em um ponto o mais elevado possível. Com o vento o espelho ira balançar ou girar de forma a produzir um reflexo em todas as direções possíveis facilitando a sua visualização a distancia.<br />
De cara já vemos que um espelhinho de um centímetro de diâmetro não vai servir para muita coisa&#8230;. Mas já é algo que pode ser usado.<br />
Após alguns dias em plena Selva Amazônica sei da importância de ter a mão uma faca, que muitos já devem ter visto em minha mochila de primeiros socorros. Ela esta lá pois sei que com uma faca, uma corda (cadarço de tênis) e uma bussola é possível sobreviver dias em meio a selva. Com estes instrumentos é possível fazer tudo, comer, beber, se orientar e se abrigar.<br />
Isto é que se aprende em um curso de sobrevivência quando somos instruídos a agir em caso de alguém ficar perdido em meio a uma selva ou situações parecidas.<br />
Alem disso, é preciso saber se o equipamento é realmente de qualidade. Quando se vai comprar um colete salva vidas devemos nos ater a qualidade do mesmo. Pergunto: Quem tem um colete salva vidas que tenha um sistema de desengate rápido? Quem tem uma mochila com sistema de desengate rápido??<br />
Um detalhe importante e serve para o caso do atleta ficar preso pelo equipamento em um situação de risco. Nesta situação é preciso se livrar do equipamento o mais rápido possível. Se o equipamento não possuir dispositivos que permitam isto não será possível se livrar do mesmo e isto pode ser muito complicado. Imaginem uma pessoa presa ao fundo de um rio por um galho de árvore não poder se soltar pois a mochila ou o colete não se solta fácil. Sem este dispositivo seria preciso utilizar-se da faca para se livrar do equipamento contando as tiras que o prendem ao nosso corpo. Quem usa a sua faca ao alcance das mãos durante a corrida? Ninguém. Ela ta La no fundo da mochila&#8230;<br />
Concluindo:<br />
Primeiro – Quero parabenizar o Lucas e o Fran pela decisão de punir os infratores as regras. Isto demonstra profissionalismo por parte da equipe organizadora, isto demonstra seriedade no trabalho que é feito, e principalmente isto demonstra a preocupação dos diretores de prova com o bem estar do atleta mostrando o respeito e carinho que a organização tem para com os mesmos. Fica aqui também meu parabéns e muito obrigado aos atletas que reconheceram seu erro e ciente do fato aceitaram a punição sem criar polemica ou tumulto.<br />
Segundo – Cabe a cada atleta ter em mente que se algo foi tratado de forma a virar regra é porque existe, mesmo que este não consiga visualizar, um motivo, uma necessidade, e antes de mais nada, tronar-se consciente que antes mesmo da regra existir para protegê-lo o atleta é o maior interessado em tornar segura a sua participação na prova e desta forma zelar pela sua própria segurança.<br />
Terceiro – Os equipamentos obrigatórios não devem ser questionados quanto a sua necessidade, mas nós devemos nos questionar sobre nosso conhecimento de seu uso, e caso observado alguma deficiência buscar obter este conhecimento, saber como utilizar uma corda de segurança, um espelho, uma faca, não esperar que seja preciso aprender na prática numa situação de risco.<br />
Escrevi este ARTIGO movido pela polemica causada durante a etapa Cananéia do Chauas. Eu já havia pensado em fazer um Artigo de verdade com este tema para que todos pudessem ter conhecimento de algo importante. A visão que nos médicos temos do Fator Risco não a mesma que o leigo tem, pois sabemos dos problemas que podem ser causados e dos danos resultantes e da dificuldade em reverter estes danos.<br />
Quero expressar ainda que minha radicalidade em relação ao assunto vem do fato de que sou um amante desta prática esportiva e tenho muito respeito, carinho e ate um pouco de inveja dos atletas que conseguem participar de uma corrida de aventura, que na minha opinião é uma prova de superação inigualável, e por isso desejo a todos (e trabalho por isto) sempre uma situação de prova que seja pertinente com uma pratica desportiva segura e saudável, mesmo que para isto seja preciso tomar alguma atitude não muito simpática.<br />
A todos os amigos das corridas de aventura, atletas e diretores de prova o meu grande obrigado pela oportunidade de viver neste mundo das CAs.<br />
Abraço a todos.<br />
Dr. Iversen</p>
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