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	<title>Presbíteros</title>
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	<description>Uma ampla biblioteca para formação permanente, com temas de espiritualidade, pastoral, teologia, direito canônico e liturgia, além de roteiros homiléticos e diversos outros materiais, sempre em total sintonia com o Magistério da Igreja.</description>
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	<title>Presbíteros</title>
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		<title>Preces – Santíssima Trindade – Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 12:33:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[solenidade da santíssima trindade ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Irmãos e irmãs, neste Sacrifício oferecido em honra da Santíssima Trindade, pela intercessão da Virgem Maria e de todos os anjos e santos, ofereçamos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo as preces de nossa Igreja e aclamemos: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo! “No templo santo onde refulge a vossa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Irmãos e irmãs, neste Sacrifício oferecido em honra da Santíssima Trindade, pela intercessão da Virgem Maria e de todos os anjos e santos, ofereçamos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo as preces de nossa Igreja e aclamemos:</p>
<p>Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!</p>
<ol>
<li>“No templo santo onde refulge a vossa glória” (Dn 3, 53). Nós vos agradecemos pela Sagrada Liturgia que destes a nós através da vossa Igreja. Fazei-nos compreendê-la como refulgir da vossa majestade, para a glória do vosso nome, nosso bem e de toda santa Igreja. Aclamemos:</li>
</ol>
<ol>
<li>“Moisés levantou-se quando ainda era noite” (Ex 34, 4). Concedei que mesmo atravessando a noite da provação, não nos cansemos de vos buscar. E não escondais de nós a vossa face. Aclamemos:</li>
</ol>
<ol>
<li>“E superior aos querubins vos assentais” (Dn 3, 55). Vós que criastes os anjos para a vossa glória e auxílio dos homens, concedei-nos crescer em amor aos nossos anjos da guarda e estarmos dispostos a seguir as suas inspirações. Aclamemos:</li>
</ol>
<ol>
<li>“Quem não crê já está condenado” (Jo 3, 18). Fazei-nos compreender o valor de uma única alma, para que como discípulos e missionários vossos, consumamos nossas forças no anúncio de vosso nome a todas as criaturas. Aclamemos:</li>
</ol>
<ol>
<li>“Para que não morra todo o que nele crer” (Jo 13, 16). Livrai da morte eterna aqueles que nessa vida creram verdadeiramente em vós. Aclamemos:</li>
</ol>
<p>Sacerdote: Deus eterno e todo-poderoso, que com a luz da verdadeira fé concedestes a vossos servos glorificar a Trindade eterna, e adorar a Unidade no poder de vossa majestade: fazei, vos suplicamos, que pela firmeza desta mesma fé, sejamos sempre defendidos de toda a adversidade. Por Cristo, nosso Senhor.</p>
<p>Amém.</p>
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		<item>
		<title>Roteiro Homilético – Santíssima Trindade &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-santissima-trindade-ano-a-copy/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 12:31:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[solenidade da santíssima trindade ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Antífona de entrada: Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho Unigénito, bendito o Espírito Santo, pela sua infinita misericórdia. Diz-se o Glória. Introdução ao espírito da Celebração O mistério da Santíssima Trindade, celebrado neste dia pela Liturgia da Igreja, é o «mistério central da fé e da vida cristã», no dizer do Catecismo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p>Antífona de entrada: Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho Unigénito, bendito o Espírito Santo, pela sua infinita misericórdia.</p>
<p>Diz-se o Glória.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>O mistério da Santíssima Trindade, celebrado neste dia pela Liturgia da Igreja, é o «mistério central da fé e da vida cristã», no dizer do Catecismo da Igreja Católica (n. 261). Só Deus podia dá-lo a conhecer, revelando-Se como Pai, como Filho e como Espírito Santo.</p>
<p>Adoremos e louvemos tão grande mistério e peçamos ao Espírito santo que nos ilumine com suas luzes, para mais e melhor podermos amar o Pai, o Filho e o Espírito Santo.</p>
<p>Oração colecta: Deus Pai, que revelastes aos homens o vosso admirável mistério, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé, reconheçamos a glória da eterna Trindade e adoremos a Unidade na sua omnipotência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>Liturgia da Palavra</h2>
<h3> Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> Imitemos Moisés, na sua adoração profunda e humilde do nosso Deus, uno e trino, paciente e cheio de misericórdia.</p>
<p><em><strong>Êxodo</strong> 34, 4b-6.8-9</em></p>
<p><em><strong><sup>4b</sup>Naqueles dias, Moisés levantou-se muito cedo e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe ordenara, levando nas mãos as tábuas de pedra. <sup>5</sup>O Senhor desceu na nuvem, ficou junto de Moisés e proclamou o nome do Senhor. <sup>6</sup>O Senhor passou diante de Moisés e proclamou: «O Senhor, o Senhor é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para Se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade». <sup>8</sup>Moisés caiu de joelhos e prostrou-se em adoração. <sup>9</sup>Depois disse: encontrei, Senhor, aceitação a vossos olhos, digne-Se o Senhor caminhar no meio de nós. É certo que se trata de um povo de dura cerviz, mas Vós perdoareis os nossos pecados e iniquidades e fareis de nós a vossa herança</strong></em>.</p>
<p>No texto temos a descrição de mais uma teofania, em que Deus se manifesta. Mas, desta vez, não é com a tremenda grandiosidade que faz ressaltar a sua transcendência, como em <em>Ex</em> 19, 16-20. Ele revela-se aqui como um Deus próximo e íntimo: «<em>um Deus clemente e compassivo… cheio de misericórdia e fidelidade».</em> No entanto, a revelação mosaica, que se centra na Unicidade divina, fica bem longe da revelação de Cristo acerca da Trindade, isto é, acerca do mistério da própria vida de Deus, pois põe em evidência, dum modo maravilhoso e absolutamente impensável, estes atributos divinos: a <em>misericórdia</em> e a <em>fidelidade.</em> Com efeito, a revelação da vida íntima de Deus em três Pessoas é-nos feita num contexto de salvação do homem afundado no pecado, por um amor sem limites e inteiramente gratuito: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe entregou o seu Filho Unigénito» (<em>Jo</em> 3, 16).</p>
<p>4b «<em>As duas tábuas de pedra».</em> Estas haviam de substituir as primeiras, quebradas por Moisés num acesso de indignação que teve, ao verificar a idolatria em que o povo caíra (<em>Ex</em> 32, 19).</p>
<h3>Salmo Responsorial      Dan 3, 52.53.54.55.56 (R. 52b)</h3>
<p><strong>Monição:</strong> Sabemos que o Senhor não abandona os que n’Ele confiam. A sua misericórdia corresponde à nossa esperança.</p>
<p><strong>Refrão:</strong>         <strong><em>Digno é o Senhor de louvor e de glória para sempre.</em></strong></p>
<p><strong><em>Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais:</em></strong></p>
<p><strong><em> digno de louvor e de glória para sempre.</em></strong></p>
<p><strong><em> Bendito o vosso nome glorioso e santo:</em></strong></p>
<p><strong><em> digno de louvor e de glória para sempre.</em></strong></p>
<p><strong><em>  </em></strong></p>
<p><strong><em>Bendito sejais no templo santo da vossa glória:</em></strong></p>
<p><strong><em> digno de louvor e de glória para sempre.</em></strong></p>
<p><strong><em> Bendito sejais no trono da vossa realeza:</em></strong></p>
<p><strong><em> digno de louvor e de glória para sempre.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Bendito sejais, Vós que sondais os abismos</em></strong></p>
<p><strong><em> e estais sentado sobre os Querubins:</em></strong></p>
<p><strong><em> digno de louvor e de glória para sempre.</em></strong></p>
<p><strong><em> Bendito sejais no firmamento do céu:</em></strong></p>
<p><strong><em> digno de louvor e de glória para sempre.</em></strong></p>
<h3> Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> S. Paulo, na 2ª carta aos Coríntios, traz-nos uma saudação trinitária que foi recolhida na Liturgia da Igreja e que é bem conhecida de todos os fiéis.</p>
<p><em>2 <strong>Coríntios</strong> 13, 11-13</em></p>
<p><em><strong>Irmãos: <sup>11</sup>Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco. <sup>12</sup>Saudai-vos uns aos outros com o ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. <sup>13</sup>A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.</strong></em></p>
<p>A leitura corresponde às palavras com que S. Paulo termina a 2.ª Epístola aos Coríntios: uma recomendação final (v. 11) e saudações (vv. 12-13). A despedida é feita através de uma fórmula trinitária muito rica, usada por nós como saudação inicial da celebração eucarística. As três Pessoas divinas estão postas em pé de igualdade. Como em tantos outros casos, «<em>Deus»</em> (com artigo, em grego) designa concretamente a Pessoa do Pai, e não apenas a divindade, ou a única natureza divina, comum às três Pessoas divinas (estas não são três indivíduos, como quando falamos de pessoas humanas, mas três <em>hipóstases,</em> ou sujeitos de atribuição, três «eu»).</p>
<p>12 «<em>Todos os santos vos saúdam».</em> Refere-se aos cristãos da Macedónia, onde a carta foi escrita (cf. 2 <em>Cor</em> 2, 13; 7, 5; 8, 1; 9, 2.4), talvez mesmo em Filipos, provavelmente antes do Pentecostes do ano 57.</p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em> Jo 3, 16-18</em></p>
<p><strong>Monição:</strong> Aclamemos o Evangelho, com a fórmula tradicional e bem conhecida pela piedade católica: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.</p>
<h3>Aleluia</h3>
<p><em><strong>Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,  ao Deus que é, que era e que há-de vir</strong></em>.</p>
<h2> Evangelho</h2>
<p><em><strong>São João</strong> 3, 16-18</em></p>
<p><em><strong> <sup>16</sup>Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n&#8217;Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. <sup>17</sup>Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. <sup>18</sup>Quem não acredita n&#8217;Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus.</strong></em></p>
<p><em>Enquadramento do texto:</em> a leitura é extraída do capítulo 3º de São João, que aparece fundamentalmente como um dos grandes discursos de Jesus, redigido bem à maneira joanina – um discurso temático introduzido por um dialogo em que sobressai o mal-entendido do interlocutor (Nicodemos) –, apenas interrompido com mais um testemunho de João Baptista, mas que se enquadra bem no tema do Baptismo cristão, em aparente conflito com o de João (vv. 22-30). O diálogo inicial dá lugar à mensagem de Jesus; mas de facto é praticamente impossível destrinçar aquilo que o evangelista põe na boca de Jesus daquilo que é uma reflexão sua sobre as palavras do Senhor. Costuma-se considerar que, a partir do v. 13, temos uma meditação divinamente inspirada sobre as palavras de Jesus, feita pelo próprio evangelista, que do v. 16 ao 21 tomam a forma do chamado <em>kérigma</em> joanino em toda a sua força e esplendor. Também os versículos 31-36 deste capítulo só na aparência é que são do Baptista; na realidade são o mesmo <em>kérigma</em> joanino.</p>
<p>16 «<em>Deus amou tanto&#8230; que entregou o seu Filho Unigénito».</em> Esta consideração procede do enlevo, do encanto e deslumbramento de quem contempla o rosto de Cristo e o inefável amor de Deus pelas suas criaturas; o mistério da Trindade revela-se-nos num admirável mistério de amor, o da Incarnação e da Redenção! Parece haver na expressão joanina uma alusão ao sacrifício de Isaac (<em>Gn </em>22, 2-12), que os Padres consideram uma figura do sacrifício de Cristo.</p>
<p>17-18 «<em>Não para condenar o mundo, mas para que mundo seja salvo por Ele».</em> O judaísmo dos tempos de Jesus concebia o Messias como um juiz que, antes de mais, vinha para julgar e condenar todos os que ficavam fora do reino de Deus ou se lhe opunham. Jesus insiste no amor de Deus ao mundo e no envio do Filho para que este venha a ser salvo e não condenado: o Filho é o <em>Salvador do Mundo </em>(<em>Jo</em> 4, 42). Se é verdade que há quem se condene, isto sucede porque esse se coloca numa situação de condenação ao rejeitar o único que o podia salvar: «<em>porque não acreditou no Nome (na Pessoa) do Filho Unigénito de Deus» </em>(v. 18). «<em>Já está condenado», </em>visto que o amor de Deus revelado em Jesus é de tal ordem que o ser humano não se pode alhear; a pessoa é colocada perante um tremendo dilema, inevitável e urgente, tendo de assumir <em>já </em>toda a responsabilidade que envolve a sua opção; daí que em S. João o juízo de condenação costuma aparecer como algo actual (cf. vv. 36; e 5,24; 12,31).</p>
<p><strong><em>Breve excurso teológico:</em></strong> O mistério da Santíssima Trindade não é um quebra-cabeças, uma abstracção ou trigonometria divina reservada a sábios especulativos. Como já referi em nota à 1.ª leitura, o mistério da vida íntima de Deus – a Santíssima Trindade – é-nos revelado num contexto salvífico: o Pai que envia o Filho para salvar o mundo; o Filho que nos envia do Pai o Espírito que nos santifica; e é por isso que o mistério da Trindade está no centro da vida cristã, que é uma ascensão progressiva e contínua ao Pai, unidos ao Filho e guiados pelo Espírito Santo. Por outro lado, a revelação deste mistério – segundo o explicita o dogma e a Teologia – permite-nos falar com objectividade acerca da Trindade «<em>ad intra</em>»<em>,</em> isto é, acerca do que ela é em si mesma, na sua mesma essência. O Filho procede do Pai, por eterna geração intelectual – <em>gerado, não criado</em> –; Ele é a Sabedoria, o Verbo (cf. <em>Jo</em> 1, 1-3: a palavra que tudo exprime) do Pai, o resplendor da sua glória, a reprodução da sua essência (cf. <em>Hebr</em> 1, 3). O Espírito Santo <em>procede do Pai e do Filho, </em>como o amor do querer divino, por isso a Liturgia O chama «<em>Fogo, Amor, Unção espiritual». </em>As três Pessoas são <em>iguais</em> – uma mesma e única divindade –, e <em>distintas:</em> o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo, o Espírito Santo não é o Pai, mas apenas se distinguem no que a Teologia classificou de «relações opostas de origem», relações estas que derivam de o Filho proceder do Pai e o Espírito Santo do Pai e do Filho (ou pelo Filho). Em tudo o mais não há a mínima distinção, a tal ponto que tudo o que Deus faz fora do circuito interno de vida eterna é comum às Pessoas divinas, embora nós possamos <em>apropriar</em> de alguma das Pessoas em particular uma determinada acção ou atributo divino: para o Pai, a omnipotência e a criação; para o Filho, a sabedoria e todas as obras da sabedoria divina; para o Espírito Santo, o amor, a santificação do homem, a inspiração da Escritura, etc.</p>
<p>O transcendente mistério da Santíssima Trindade não é algo que afasta o crente de Deus – tão incompreensível Ele é –, mas, pelo contrário, é um mistério fascinante, que exerce nas almas enamoradas de Deus uma espécie de santa vertigem, uma antecipação do Céu: a atracção do abismo da grandeza e misericórdia divinas. Se Deus é quem é – o Ser infinito – tem que ser sumamente amável, ainda que incompreensível. No dogma da Santíssima Trindade não há contradição, pois não é como se disséssemos 1+1+1=3, uma vez que as Pessoas divinas não se somam umas às outras (são a mesma e única substância divina), mas compenetram-se numa mesma torrente de vida eterna, num mesmo abismo de sabedoria e amor, como se disséssemos 1x1x1=1. Mas a verdade é que se avança mais no conhecimento deste mistério pela via mística, do que pelo discurso teológico: assim sucedeu mesmo com pessoas analfabetas, como sucedeu com os pastorinhos de Fátima.</p>
<h3>Sugestões para a homilia</h3>
<p><strong>Se alguém Me ama, guardará a minha Palavra, e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos n’ele a nossa morada</strong> (Jo 14,23)</p>
<p><strong>«Bendito seja Deus Pai e o Filho Unigénito de Deus e o Espírito Santo, que usou para connosco de Sua misericórdia»</strong> (Antífona de entrada).</p>
<p>O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em Si mesmo. É, pois, a fonte de todos os demais mistérios da fé; é a luz que os ilumina. É o centro da Liturgia da Igreja, a substância do Novo Testamento. A maior obra do Filho foi dar-nos a conhecer o Pai. Com a revelação deste mistério, Deus quis incorporar-nos na sua vida íntima, fazendo-nos participantes da natureza divina:</p>
<p>«Este é a vida eterna: que Te conheçam a Ti, Pai, e Àquele que enviaste, Jesus Cristo» (Jo)</p>
<p>«Toda a história da salvação não é outra coisa senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus único e verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela, reconcilia consigo os homens, afastados pelo pecado, e se une com eles» (Catec. I. Cat-, nº 234).</p>
<p>A devoção à Santíssima Trindade é a devoção das devoções. Traduz-se num empenhamento amoroso em identificar-nos com Cristo, contemplar a sua vida e viver como filhos de Deus.</p>
<p><strong>«A graça de Nosso senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco»</strong> (2ª leitura).</p>
<p>«A verdade revelada da Santíssima Trindade esteve, desde as origens, na raiz da fé viva da Igreja, principalmente no acto do Baptismo. Encontra a sua expressão na regra de fé baptismal, formulada na pregação, na catequese e na oração da Igreja. Estas formulações encontram-se já nos escritos apostólicos, com a saudação recolhida na liturgia eucarística e que vem na 2ª leitura da missa de hoje» (2 Cor 13, 13) (Catec. I. Cat., nº 249).</p>
<p>Toda a liturgia da Igreja é um louvor à Santíssima Trindade. Ela é a grande verdade que importa conhecer cada vez melhor e amar. A nossa piedade pessoal, alimentada com as orações tradicionais do Pai Nosso, da Ave Maria, do Glória ao Pai, do meu Deus eu creio, da oração ensinada pelo Anjo de Portugal aos Pastorinhos «Santíssima Trindade, adoro-Vos profundamente…» – leva-nos a relacionar-nos com cada uma das Pessoas Divinas e com todas ao mesmo tempo.</p>
<p><strong>«Deus amou tanto o mundo que lhe deu o Seu Filho Unigénito…para que o mundo fosse salvo por Ele» </strong>(Evangelho).</p>
<p>É admirável a solicitude das três Pessoas Divinas por cada um de nós:</p>
<p>«O Pai, para redimir o servo, não perdoou ao Filho; o Filho, por amor do Pai, entregou-se à morte gostosamente, para nos salvar; um e outro enviaram-nos o Espírito Santo que pede por nós com gemidos inenarráveis» (S. Bernardo).</p>
<p>«Aprende a louvar o Pai e o Filho e O Espírito Santo. Aprende a ter uma devoção particular à Santíssima Trindade: creio em Deus Pai, creio em Deus Filho, creio em Deus Espírito Santo; espero em Deus Pai, espero em Deus Filho, espero em Deus Espírito Santo; amo a Deus Pai, amo a Deus Filho, amo a Deus Espírito Santo. Creio, espero e amo a Santíssima Trindade» (S. Josemaria)-</p>
<p>Voltemo-nos para Maria: Ela é a melhor mestra do amor de Deus. «Ela é Rainha, é Senhora, é Mãe, que tem a relação mais íntima com a Santíssima Trindade: Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo. E ao mesmo tempo nossa Mãe» (S. Josemaria).</p>
<p><strong>Fala o Santo Padre</strong></p>
<p>«O Filho, fez-nos conhecer o Pai que está nos Céus,   e deu-nos o Espírito Santo, o Amor do Pai e do Filho.»</p>
<p><em>Queridos Irmãos e Irmãs! </em></p>
<p>Hoje a liturgia celebra a solenidade da <em>Santíssima Trindade</em>, quase a realçar que na luz do mistério pascal se revela plenamente o centro do cosmos e da história: o próprio Deus, Amor eterno e infinito. A palavra que resume toda a revelação é esta: «Deus é amor» (1 <em>Jo</em> 4, 8.16); e o amor é sempre um mistério, uma realidade que supera a razão sem a contradizer, aliás, exaltando as suas potencialidades. Jesus revelou-nos o mistério de Deus: Ele, o Filho, fez-nos conhecer o Pai que está nos Céus, e deu-nos o Espírito Santo, o Amor do Pai e do Filho. A teologia cristã sintetiza a verdade acerca de Deus com esta expressão: uma única substância em três pessoas. Deus não é solidão, mas comunhão perfeita. Por isso a pessoa humana, imagem de Deus, realiza-se no amor, que é dom sincero de si. […]</p>
<p>Papa Bento XVI, Angelus, Domingo, 22 de Maio de 2005</p>
<h3>Liturgia Eucarística</h3>
<p>Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, os dons sobre os quais invocamos o vosso santo nome e, por este divino sacramento, fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p><strong>Prefácio</strong></p>
<p><strong>O mistério da Santíssima Trindade</strong></p>
<p>v. O Senhor esteja convosco.</p>
<p>R. Ele está no meio de nós.</p>
<p>V. Corações ao alto.</p>
<p>R. O nosso coração está em Deus.</p>
<p>V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.</p>
<p>R. É nosso dever, é nossa salvação.</p>
<p>Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:</p>
<p>Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo, sois um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza. Tudo quanto revelastes àcerca da vossa glória, nós o acreditamos também, sem diferença alguma, do vosso Filho e do Espírito Santo. Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade, adoramos as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade.</p>
<p>Por isso Vos louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que Vos aclamam sem cessar, cantando numa só voz:</p>
<p><strong>Santo, Santo, Santo.</strong></p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p>A melhor forma de louvar e agradecer à Santíssima Trindade todos os dons recebidos é comungar com verdadeiro espírito de desagravo e acção de graças.<em> </em></p>
<p><em>Gal</em> 4, 6</p>
<p>Antífona da comunhão: Porque somos filhos de Deus, Ele enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai.</p>
<p>Oração depois da comunhão: Ao professarmos a nossa fé na Trindade Santíssima e na sua indivisível Unidade, concedei-nos, Senhor nosso Deus, que a participação neste divino sacramento nos alcance a saúde do corpo e da alma. Por Nosso Senhor&#8230;</p>
<h2>Ritos Finais</h2>
<p>Monição final</p>
<p>Sempre e em todos os momentos da nossa vida procuremos dar glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.</p>
<h3>   Homilias Feriais</h3>
<p>7ª SEMANA</p>
<p>2ª Feira, 19-V: Os frutos e benefícios da fé.</p>
<p><em>Tg</em> 3, 13-18 / <em>Mc</em> 9, 14-29</p>
<p>Jesus replicou-lhe: Se podes?! Tudo é possível a quem acredita.</p>
<p>Por aqui se vê a <em>força da oração feita com fé</em> (cf. Ev). A oração, cheia de fé, é o melhor meio de vencermos as tentações, de ultrapassarmos os obstáculos, de obtermos do Senhor aquilo que precisamos. É uma adesão filial a Deus, para além do que sentimos e compreendemos.</p>
<p>É também um meio para alcançarmos a <em>sabedoria de Deus</em>, que nos ensina a sermos rectos nas nossas intenções, que é portadora de paz, que nos faz compreensivos, condescendentes, cheios de compaixão e de benefícios, imparciais (cf. Leit).</p>
<p>3ª Feira, 20-V: Aprender a pedir.</p>
<p><em>Tg</em> 4, 1-10 / <em>Mc</em> 9, 30-37</p>
<p>Não tendes nada, porque não o pedis. Pedis e não recebeis.</p>
<p>O que é <em>que podemos pedir e como pedir</em>? «Pedis e não recebeis, porque pedis mal, pois o que pedis é para satisfazer as vossas paixões» (Leit).</p>
<p>Precisamos, além disso, de nos aproximarmos mais de Deus: «Aproximai-vos mais de Deus e Ele se aproximará mais de vós» (Leit). E sermos mais humildes. «Quem quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos» (Ev), e Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes (Leit). E finalmente, purificarmos as nossas intenções, para mais facilmente descobrirmos os caminhos de Deus (cf. Leit).</p>
<p>4ª Feira, 21-V: Aprender a fazer o bem.</p>
<p><em>Tg</em> 4, 13-17 / <em>Mc</em> 9, 38-40</p>
<p>(Jesus): Não o impeçais, pois ninguém pode fazer um milagre em meu nome e logo a seguir dizer mal de mim.</p>
<p>Respeitemos todos aqueles que procuram <em>fazer o bem em nome do Senhor</em> (cf. Ev). Evitemos igualmente qualquer juízo crítico, e procuremos rezar e louvar o Senhor.</p>
<p>Pela nossa parte, procuremos <em>fazer sempre o bem</em>: «Quem sabe, pois, fazer o bem e não o faz comete pecado» (Leit). Não estejamos à espera do tempo mais oportuno, ou do amanhã, pois não sabemos o que traz o dia de amanhã (cf. Leit). Para fazermos o bem, precisamos primeiro, aprender a fazer o bem. Jesus é o nosso modelo: «Ele fez todas coisas bem feitas».</p>
<p>Celebração e Homilia:    Alfredo Melo</p>
<p>Nota Exegética: Geraldo Morujão</p>
<p>Homilias Feriais:            Nuno Romão</p>
<p>Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha    	</p>
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		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – Solenidade da Santíssima Trindade – Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 12:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias para Solenidades]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[solenidade da santíssima trindade ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ex 34,4b-6.8-9Dn 32Cor 13,11-13Jo 3,16-18 Após termos celebrado o Natal do Senhor, quando contemplamos o amor do Pai, que enviou seu Filho ao mundo na potência do Espírito, que tornou fecundo o seio virginal de Maria Mãe de Deus; após a celebração do santo tempo pascal, quando fizemos memorial da paixão, morte, sepultura e ressurreição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ex 34,4b-6.8-9<br>Dn 3<br>2Cor 13,11-13<br>Jo 3,16-18</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após termos celebrado o Natal do Senhor, quando contemplamos o amor do Pai, que enviou seu Filho ao mundo na potência do Espírito, que tornou fecundo o seio virginal de Maria Mãe de Deus; após a celebração do santo tempo pascal, quando fizemos memorial da paixão, morte, sepultura e ressurreição do Senhor, que por nós ofereceu-se ao Pai num Espírito eterno; após concluirmos a Santa Páscoa com a celebração do dom do Espírito em Pentecostes, neste Domingo a Igreja nos faz proclamar a glória da Trindade Santa, o Deus uno e trino que é amor e deu-se a nós e nos salvou por amor! Na Liturgia, no correr do ano, é o Mistério e a história do nosso Deus conosco que celebramos, contemplamos e experimentamos na nossa vida!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, o que nos revela essa história de Deus, do Pai que nos enviou o Filho na força do Espírito Santo? Revela-nos que o Deus uno e único, o Santo Deus de Israel é, ao mesmo tempo e de modo misterioso e impenetrável, uma eterna e perfeita Comunidade de amor! Ele é um só! Ele é comunidade de amor! Absolutamente Um e absolutamente comunidade! Eis o Mistério que nem no céu poderemos esquadrinhar! Não é a toa que, na primeira leitura de hoje o Senhor se revela se escondendo na noite e na nuvem:&nbsp;<em>“Ainda era noite… e o Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés”</em>. Eis! Nosso Deus se faz próximo, desce até nós por amor, mas não podemos compreendê-lo, domá-lo, domesticá-lo! Ele se revela como amor puro e generoso: seu nome é Amor e Misericórdia:&nbsp;<em>“Senhor, Senhor! Deus misericordiosos e clemente, paciente, rico em bondade e fiel…”</em>, mas para experimentá-lo, para caminhar com ele, e preciso a atitude de Moisés:&nbsp;<em>“ele curvou-se até o chão, prostrado por terra… E disse: ‘Senhor, acolhe-nos como propriedade tua’”</em>. Nosso Deus nos ama, nosso Deus faz-se próximo, mas jamais será nosso parceiro, nosso amiguinho, nosso coleguinha, que pode por nós ser subornado e com o qual podemos negociar! Não! Ele é Deus! O seu nome é Eternidade, o seu nome é Infinitude, o seu nome é Amor! Ele é Deus!</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, no entanto, ele quis caminhar conosco, veio a nós e revelou-se no Mistério da sua intimidade. Que coisa: um Deus que nos procura e quer nos unir a ele. Como dizia Santa Teresa: “Juntais aquela que não é com a Plenitude acabada: sem acabar, acabais; sem ter que amar, amais, e engrandeceis nosso nada!” Ele, gratuitamente, deu-se a nós, para nos salvar, fazendo-nos viver com ele, participando da sua vida: por isso o Pai entregou ao mundo o seu Filho amado: para viver conosco, sonhar conosco, sofrer e morrer conosco e, assim, dá-nos sua vitória e seu céu:&nbsp;<em>“Deus, o Pai, amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho unigênito, para que não morra quem nele crer, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o seu Filho para condenar o mundo, mas que o mundo seja salvo por ele”</em>. No Filho único, Jesus, o Pai mostrou o seu rosto, o Pai mostrou sua bondade, o Pai mostrou o seu amo. Jesus mesmo disse:&nbsp;<em>“Quem me vê, vê o Pai. Eu e o Pai somos uma só coisa! (Jo 14,9s)</em>. Mas, não bastava para Deus viver no nosso meio, entre nós! Ele quis viver em nós, dentro de nós, sendo mais íntimo de nós que nós mesmos! Por isso, o Filho Jesus, Deus entre nós, Deus conosco, após sua morte e ressurreição, deu-nos o seu Espírito Santo, que ele mesmo recebera do Pai:&nbsp;<em>“Porque sois filhos, Deus, o Pai, enviou aos vossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abbá, Pai! (Gl 4,6</em>). Deus foi grande para conosco! Foi bom demais! Não só nos revelou coisas, mas revelou-se a si mesmo. Ele, no mais íntimo de si, sem deixar de ser um só, é Pai, eterno Amante, é Filho, eterno Amado, é Espírito, eterno Amor! E não somente revelou-se a nós como é, mas deu-se a nós: o Pai, pelo Filho, no Espírito deu-nos a própria vida divina! Deus veio a nós, quis fazer história na nossa história, quis viver a nossa vida para nos elevar à vida dele, vida feliz, vida plena, vida eterna!</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nessa fé que vivemos, é na vida desse Deus uno e trino que fomos batizados. Aquele amor eterno entre o Pai, o Filho e o Espírito, é o amor que nos invade e que devemos viver entre nós! A Trindade não é uma teoria para os doutores em teologia. Ela é uma realidade concreta que deve invadir a nossa vida e a vida da Igreja:&nbsp;<em>“Amemo-nos uns aos outros, pois o amor é de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor!” (1Jo 4,7-8)</em>. Porque somos cristãos, nascidos nas águas batismais, em nome da Trindade, nossa vida deve ser vida e comunhão de amor:&nbsp;<em>“a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!”</em>&nbsp;Estas palavras de São Paulo revela o que nós somos, o que devemos ser, o que devemos testemunhar diante do mundo: uma comunidade que nasceu do amor, vive no ninho do Deus de amor e caminha para o Deus de amor. Por isso o Apóstolo recomenda-nos:&nbsp;<em>“Alegrai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, saudai-vos com o ósculo santo!”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Caríssimos, crer e experimentar que Deus é uno e trino é viver no amor que nos faz uma só coisa no Filho Jesus e nos conserva respeitosos das diferenças e diversidades entre nós. Uma comunidade que não seja unida e respeitosa das diferenças de dons, carismas, ministérios e sensibilidades, não é uma comunidade realmente nascida da Trindade, que vive o mistério da Trindade e caminha para a Trindade. Nunca esqueçamos: vimos do Pai pelo Filho no Espírito; caminhamos, peregrinos, para o Pai, pelo Filho no Espírito. A Trindade é nosso berço, nosso ninho e nosso destino. Contemplá-la e adorá-la é viver o amor. Como dizia Santo Agostinho: viste o amor, viste a Trindade.&nbsp;<em>“Bendito seja Deus Pai, bendito seja o Filho unigênito, bendito seja o Espírito Santo! Deus foi misericordioso para conosco!”</em>&nbsp;A ele, a glória pelos séculos. Amém.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>D. Henrique Soares da Costa</strong></p>
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		<title>Homilia do D. José Maria Pereira – Solenidade da Santíssima Trindade – Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 12:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias para Solenidades]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mistério Central da Vida da Igreja! Dom José Maria Pereira  Depois de ter celebrado os mistérios da Salvação, desde o nascimento de Cristo (Natal) até a vinda do Espírito Santo (Pentecostes), a Liturgia propõe-nos o Mistério da Santíssima Trindade: Deus Pai e Filho e Espírito Santo, festa de Deus, centro da nossa fé. Quando pensamos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Mistério Central da Vida da Igreja!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dom José Maria Pereira </p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de ter celebrado os mistérios da Salvação, desde o nascimento de Cristo (Natal) até a vinda do Espírito Santo (Pentecostes), a Liturgia propõe-nos o Mistério da Santíssima Trindade: Deus Pai e Filho e Espírito Santo, festa de Deus, centro da nossa fé. Quando pensamos na Trindade, vem à mente, sobretudo, o aspecto do Mistério: são Três e são Um, um só Deus em três Pessoas. Na realidade, Deus só pode ser um Mistério para nós na sua grandeza, todavia Ele se revelou: podemos conhecê-Lo no seu Filho, e assim conhecer também o Pai e o Espírito Santo. O Pai e o Filho e o Espírito Santo são um só, porque são amor, e o amor é a força vivificadora absoluta, a unidade criada pelo amor é mais unidade do que uma unidade puramente física. O Pai doa tudo ao Filho; o Filho recebe tudo do Pai, com reconhecimento; e o Espírito Santo é como que o fruto deste amor recíproco do Pai e do Filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto do Evangelho de hoje diz-nos: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). No mundo existe o mal, o egoísmo, a maldade, e Deus poderia vir para julgar este mundo, para destruir o mal, para castigar aqueles que agem nas trevas. No entanto, Ele demonstra que ama o mundo, que ama o homem, não obstante o seu pecado, e envia aquilo que tem de mais precioso: o seu Filho Único; e não só O envia, mas doa-O ao mundo. Jesus é o Filho de Deus que nasceu para nós, que viveu para nós, que curou os doentes, perdoou os pecados e acolheu todos. Respondendo ao amor que vem do Pai, o Filho entregou a sua própria vida por nós: na Cruz, o Amor misericordioso de Deus chega ao seu ápice. E é na Cruz que o Filho de Deus nos obtém a participação na vida eterna, que nos é comunicada mediante o dom do Espírito Santo. Assim, no Mistério da Cruz, estão presentes as Três Pessoas divinas: o Pai, que doa o seu Filho único para a salvação do mundo; o Filho, que cumpre até ao fundo o desígnio do Pai; e o Espírito Santo – infundido por Jesus no momento da morte – que vem nos tornar partícipes da vida divina e a transformar a nossa existência, para que seja animada pelo amor divino.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Papa Bento XVl assinalou que “este domingo da Santíssima Trindade, em certa maneira, recapitula a revelação de Deus ocorrida nos mistérios pascais: morte e ressurreição de Cristo, sua ascensão à direita do Pai e a efusão do Espírito Santo. A mente e a linguagem humanas são inadequadas para explicar a relação existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e, entretanto, os Padres da Igreja procuraram ilustrar o mistério de Deus, Uno e Trino, vivendo-o na própria existência com profunda fé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Trindade divina, de fato, faz morada em nós, no dia do Batismo. ‘Eu te batizo, diz o ministro, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’. O nome de Deus, no qual fomos batizados, recorda cada vez que fazemos o sinal da Cruz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O teólogo Romano Guardini, a propósito do sinal da Cruz, observa: “fazemo-lo antes da oração, para que nos disponha espiritualmente em ordem; para concentrar em Deus os pensamentos, o coração e a vontade; depois da oração, para que permaneça em nós aquilo que Deus nos deu. Isso abrange todo o ser, corpo e alma, e tudo fica consagrado em nome do Deus, Uno e Trino.” E é precisamente em nome deste Deus que o Apóstolo Paulo saúda as comunidades de Corinto, saudando-nos também a todos nós: “A Graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus (Pai ) e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2 Cor 13, 13).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguidamente, Bento XVl afirmou que “no sinal da Cruz e no nome do Deus vivente está, por isso, contido o anúncio que gera a fé e inspira à oração. E, como no Evangelho Jesus promete aos Apóstolos que ‘quando vier o Espírito da Verdade, Ele os introduzirá em toda a verdade’, assim acontece na liturgia dominical, quando os sacerdotes dispensam, semana após semana, o pão da Palavra e da Eucaristia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda a vida da Igreja está impregnada pelo Mistério da Santíssima Trindade. E, quando falamos, aqui, de mistério, não pensemos no incompreensível, mas na realidade mais profunda que atinge o núcleo do nosso ser e do nosso agir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é Cristo quem nos revela a intimidade do mistério trinitário e o convite para que participemos dele. “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt, 11, 27). Ele nos revelou também a existência do Espírito Santo junto com o Pai e o enviou à Igreja para que a santificasse até o fim dos tempos; e revelou-nos a perfeitíssima Unidade de vida entre as Pessoas divinas (Cf. Jo 16, 12-15).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mistério da Santíssima Trindade é o ponto de partida de toda a verdade revelada e a fonte de que procede a vida sobrenatural e para a qual nos encaminhamos: somos filhos do Pai, irmãos e coerdeiros do Filho, santificados continuamente pelo Espírito Santo para assemelharmo-nos cada vez mais a Cristo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ser o mistério central da vida da Igreja, a Santíssima Trindade é continuamente invocada em toda a liturgia. Fomos batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e, em seu nome, perdoam-se os pecados; ao começarmos e ao terminarmos muitas orações, dirigimo- nos ao Pai, por mediação de Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Muitas vezes, ao longo do dia, nós, os cristãos, repetimos: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meditando sobre a Trindade, dizia S. Josemaria Escrivá: “Deus é o meu Pai! Se meditares nisto, não sairás dessa consoladora consideração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus é meu Amigo íntimo! (outra descoberta), que me ama com toda a divina loucura do seu coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Espírito Santo é meu Consolador!, que me guia nos passos de todo o meu caminho. Pensa bem, nisso. Tu és de Deus…, e Deus é teu” (Forja, nº2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde que o homem é chamado a participar da própria vida divina, pela graça recebida no Batismo, está destinado a participar cada vez mais dessa Vida. É um caminho que é preciso percorrer continuamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Santíssima Trindade habita na nossa alma como num templo. E São Paulo faz-nos saber que o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5, 5). E, aí, na intimidade da alma, temos de nos acostumar a relacionar-nos com Deus Pai, com Deus Filho e com Deus Espírito Santo. Dizia Santa Catarina de Sena: “Vós, Trindade eterna, sois mar profundo, no qual quanto mais penetro, mais descubro, e quanto mais descubro, mais vos procuro”. Sabemos quem é nosso Deus, mas não basta um conhecimento teórico, não basta saber coisas sobre Ele e falar dele; isso ainda não é fé. É necessário entrar em contato com Ele, escutá-Lo, mergulhar nas Sagradas Escrituras e responder a Ele, amando concretamente as pessoas, começando com aquelas com as quais convivemos, porque Deus as ama e somos todos seus filhos e filhas.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Imensa é a alegria por termos a presença da Santíssima Trindade na nossa alma! Esta alegria é destinada a todo cristão, chamado à santidade no meio dos seus afazeres profissionais e que deseja amar a Deus com todo o seu ser; se bem que, como diz Santa Teresa, “há muitas almas que permanecem rodando o castelo (da alma), no lugar onde montam guarda as sentinelas, e nada se lhes dá de penetrar nele. Não sabem o que existe em tão preciosa mansão, nem quem mora dentro dela”. Nessa “preciosa mansão”, na alma que resplandece pela graça, está Deus conosco: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Desde pequenos, aprendemos de nossos pais a fazer o sinal da cruz e a chamar a Deus: de Pai, Filho e Espírito Santo.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Assim com toda a naturalidade, estávamos invocando o mistério mais profundo de nossa fé e da vida cristã: Santíssima Trindade que hoje celebramos.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Só Cristo nos revelou claramente essa verdade: Fala constantemente do Pai. Quando Felipe diz: “Mostra-nos o Pai…”, Jesus responde: “Felipe… quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,8).</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Jesus promete o Espírito Santo: “Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena Verdade”.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Quando se despede, no dia da Ascensão, afirma: “Ide… e batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">A contemplação e o louvor à Santíssima Trindade são a substância da nossa vida sobrenatural, e esse é também o nosso fim: porque, no Céu, junto de Nossa Senhora – Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo: mais do que Ela, só Deus –, a nossa felicidade e o nosso júbilo serão um louvor eterno ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">O então Papa Bento XVl ressaltou que: ” assim como aconteceu com a Virgem Maria, a Santíssima Trindade, composta por Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, deve conduzir a vida de todo cristão, vivendo este mistério com profunda fé e com a necessária abertura à graça “para avançar no amor para Deus e para o próximo”.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Fazendo o sinal da Cruz, nós declaramos, a cada vez, nossa vontade de pertencer à Trindade.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Pense nesta frase de São Paulo: “… nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem entrou no pensamento humano, o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Cor 2, 9).</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Cremos em Deus, princípio e fim. O nosso Deus, o único e verdadeiro Deus, que tudo pode, tudo sabe, convida e espera resposta. É alguém que o universo inteiro não pode conter, mas que cabe no coração de quem o aceitar.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">É alguém que diz no Apocalipse: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei em sua casa e tomarei refeição com ele, e ele comigo. Ao vencedor, farei sentar-se comigo no meu trono…”(Ap 3,20-21).</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Solenidade da Santíssima Trindade &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/solenidade-da-santissima-trindade-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 12:29:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[solenidade da santíssima trindade ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia da Solenidade da Santíssima Trindade</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-santissima-trindade-ano-a-copy/">Roteiro Homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-solenidade-da-santissima-trindade-ano-a/">Homilia do D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/preces-santissima-trindade-ano-a-2/">Preces</a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/solenidade-da-santissima-trindade-ano-a/">Solenidade da Santíssima Trindade &#8211; Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Preces – Solenidade de Pentecostes &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-solenidade-de-pentecostes-ano-a-2/</link>
					<comments>https://presbiteros.org.br/preces-solenidade-de-pentecostes-ano-a-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:24:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias para Solenidades]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[pentecostes ano a 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://presbiteros.org.br/?p=23609</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: Irmãos e irmãs, nesse dia em que Deus derramou o seu Espírito sobre a Igreja, apresentemos-Lhe confiantes a nossa oração. Todos:&#160;Vinde, Pai dos pobres! Sacerdote:&#160;Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos saborear todas as coisas retas segundo o mesmo Espírito, e gozar sempre de sua consolação. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sacerdote</strong>: Irmãos e irmãs, nesse dia em que Deus derramou o seu Espírito sobre a Igreja, apresentemos-Lhe confiantes a nossa oração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Todos:</strong>&nbsp;<em>Vinde, Pai dos pobres!</em></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz, que confirme no vosso serviço o Santo Padre e todos os Pastores da Igreja.</li>



<li>Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde e fazei-nos dóceis às vossas celestes inspirações.</li>



<li>Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente, para que nunca cesse o vosso louvor em nossos lábios.</li>



<li>Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei, com o fogo do vosso amor.</li>



<li>Dai em prêmio ao forte, uma santa morte, alegria eterna junto a vós nos céus.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sacerdote:</strong>&nbsp;Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos saborear todas as coisas retas segundo o mesmo Espírito, e gozar sempre de sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Amém.</em></p>
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		<title>Homilia de D. José Maria Pereira – Solenidade de Pentecostes – Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:23:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias para Solenidades]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[pentecostes ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Espírito Santo na Vida do Cristão! Dom José Maria Pereira Celebramos, hoje, a Solenidade de Pentecostes, que completa o Tempo de Páscoa, cinquenta dias depois do Domingo da Ressurreição. Esta Solenidade faz – nos recordar e reviver a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos e os outros discípulos, reunidos em oração, com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Espírito Santo na Vida do Cristão!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Celebramos, hoje, a Solenidade de Pentecostes, que completa o Tempo de Páscoa, cinquenta dias depois do Domingo da Ressurreição. Esta Solenidade faz – nos recordar e reviver a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos e os outros discípulos, reunidos em oração, com a Virgem Maria, no Cenáculo (At 2, 1-11). O Mistério Pascal chega à sua plenitude com a vinda do Espírito Santo, que une todas as línguas, raças e povos, impulsionando-nos a viver o amor verdadeiro. É o nascimento da Igreja. Pentecostes é o cumprimento da promessa de Jesus: “… se Eu for, Eu O enviarei a vós” (Jo 16, 7). Jesus, tendo ressuscitado e subido ao Céu, envia à<br>Igreja o seu Espírito, para que, cada cristão possa participar, na sua mesma vida divina, e tornar – se sua testemunha válida no mundo. O Espírito santo, irrompendo na História, derrota a sua aridez, abre os corações à esperança, estimula e favorece em nós a maturação na relação com Deus e com o próximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu, com poder, sobre os Apóstolos; teve, assim, início a missão da Igreja no mundo. O próprio Jesus tinha preparado os Onze para esta missão, aparecendo-lhes várias vezes, depois da sua Ressurreição (At 1,14). Celebramos o dia no qual o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo sobre a Igreja para santificá-la continuamente. É Deus em nós! O Espírito Santo comunica vida nova àqueles nos quais habita. Quem eram os apóstolos antes? De fracos, ignorantes e covardes, o Espírito Santo fê-los destemidos anunciadores da verdade, transformadores do mundo. Por eles, quantos chegaram à fé, inclusive nós!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por numerosas que sejam as nossas limitações, podemos ter confiança em Deus. Sem o Espírito Santo, os missionários e ministros não anunciariam o Evangelho, os mártires não aceitariam mais derramar o sangue por Cristo, os cristãos não se santificariam ou seriam salvos, ninguém mais responderia: “Eis-me aqui, Senhor”. Nem estaríamos aqui sem Ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pentecostes era uma das grandes festas judaicas. Muitos israelitas iam, nesses dias, em peregrinação a Jerusalém, para adorar a Deus, no Templo. A origem da festa remontava a uma antiquíssima celebração em que se davam graças a Deus pela safra do ano, em vésperas de ser colhida. Depois, acrescentou-se a essa comemoração, que se celebrava cinquenta dias depois da Páscoa, a da promulgação da Lei dada por Deus no monte Sinai. Por desígnio divino, a colheita material, que os judeus festejavam com tanto júbilo, converteu-se na Nova Aliança,<br>numa festa de imensa alegria: a vinda do Espírito Santo, com todos os seus dons e frutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vinda do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, não foi um acontecimento isolado, na vida da Igreja. O Paráclito santifica-a, continuamente, como, também, santifica cada alma, através das inúmeras inspirações que se escondem em “todos os atrativos, movimentos, censuras e remorsos interiores, luzes e conhecimentos que Deus produz em nós, prevenindo o nosso coração com as suas bênçãos, pelo seu cuidado e amor paternal, a fim de nos despertar, mover, estimular para o amor celestial, para as boas resoluções, para tudo aquilo que, numa palavra, conduz-nos à nossa vida eterna. A sua ação, na alma, é suave e aprazível; Ele vem salvar, curar, iluminar” (São Francisco de Sales).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Pentecostes, os Apóstolos foram robustecidos na sua missão de anunciarem a Boa Nova a todos os povos. Todos os cristãos têm, desde então, a missão de anunciar, de cantar as maravilhas que Deus fez no seu Filho e em todos aqueles que creem nEle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao compreendermos a grandeza da nossa missão, compreendemos, também, que ela depende da nossa correspondência às moções do Espírito Santo, e sentimo-nos necessitados de pedir- lhe, frequentemente, que lave o que está manchado, regue o que está seco, cure o que está doente, acenda o que está morno, retifique o que está torcido. Porque sabemos bem que, no nosso interior, há manchas e partes que não dão todo o fruto que deveriam, porque estão secas; e partes doentes; e tibieza e, também, pequenos desvios, que é necessário retificar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se pode conceber vida cristã, nem Igreja, sem a presença e a ação do Espírito Santo. Por Ele, os corações são elevados ao alto, os fracos são conduzidos pela mão, os que progridem, na virtude, chegam à perfeição. Ele ilumina os que foram purificados de toda a mancha e torna-os espirituais pela comunhão consigo. Volta-se para Ele o olhar de todos os que buscam a santificação; para Ele, tende a aspiração de todos os que vivem segundo a virtude; é o seu sopro que os revigora e reanima para atingirem o fim natural e próprio para que foram feitos.<br>Depois que Jesus completou a sua obra, constituído Senhor a partir de sua Ressurreição, envia ao mundo o seu Espírito, o Espírito do Pai. Conforme São João (Jo 20,19-23), Jesus comunica o seu Espírito, o mesmo Espírito que Ele entregou ao Pai, no dia da Ressurreição. Para isso, sopra sobre eles, transmitindo-lhes a vida nova, a força, o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo…” e o Dom do Perdão e da Reconciliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Espírito Santo conduz-nos à vida de oração. A vida cristã requer um diálogo constante com Deus Uno e Trino, e é a essa intimidade que o Espírito Santo nos conduz. Acostumemo-nos a procurar o convívio com o Espírito Santo, que é quem nos há de santificar; a confiar nEle, a pedir a sua ajuda, a senti-Lo perto de nós. Assim, irá dilatando-se o nosso pobre coração, pois teremos mais ânsias de amar a Deus e, por Ele, a todas as criaturas. Ele é fonte da santidade e luz da inteligência; é ele que dá, de si mesmo, uma certa iluminação à nossa razão natural para que encontre a verdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chama do Espírito Santo transformou, totalmente, os Apóstolos, tornando-os firmes, seguros, audazes; suas inteligências e corações abrem-se a uma nova luz. Deus inundou o mundo de bens espirituais, enviando o Espírito Santo sobre a Igreja, que inicia a sua missão. Que essa mesma chama ilumine e aqueça a nossa vida no caminho da Unidade, do Bem e da Verdade…</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza, pois não sabemos o que pedir” (Rm 8,26). Assim, é possível entender o vigor apostólico de São João Paulo ll, o serviço aos mais sofredores de Santa Dulce da Bahia ou Santa Teresa de Calcutá; a dedicação heroica de esposos e pais em prol da fidelidade ao matrimônio e à família, ou de sacerdotes e religiosos pela Igreja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diz São João da Cruz que o Espírito Santo, com a sua chama, está ferindo a alma, gastando e consumindo-lhe as imperfeições dos seus maus hábitos. O mesmo Espírito Santo vem, hoje, para nós. Vem limpar os nossos corações e livrar-nos do pessimismo, do desalento, da falta de amor a Deus e ao próximo. O mesmo fogo quer, hoje, queimar e aquecer. Queimar as nossas misérias, a nossa preguiça espiritual; quer aquecer o coração que talvez esteja frio pela indiferença, pela tristeza ou pela dor; quer aquecer com o fogo do amor de Deus. Seus dons e frutos são vividos à medida que os pedimos e os aceitamos. Para conviver com o Espírito Santo: docilidade e vida de oração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vida de oração, porque o amor exige conversa assídua, amizade. É necessário procurar o convívio com o Espírito Santo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Espírito Santo é a alma da Igreja! Sem Ele, a que se reduziria a Igreja? Sem dúvida, seria um grande movimento histórico, uma instituição social complexa e sólida, talvez uma espécie de agência humanitária. E, na verdade, é assim que a julgam quantos a consideram fora de uma perspectiva de fé. Na realidade, porém, na sua verdadeira natureza e, também, na sua mais autêntica presença histórica, a Igreja é, incessantemente, plasmada e orientada pelo Espírito do seu Senhor. É um Corpo vivo, cuja vitalidade é precisamente o fruto do invisível Espírito Divino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vinda do Espírito Santo não foi um acontecimento isolado, na vida da Igreja. Agradeçamos tão grande dom e não coloquemos obstáculos. Procurar o convívio com o Espírito Santo, confiar nEle, pedir a sua ajuda. Ele dará tom sobrenatural aos nossos pensamentos, desejos e obras. Quem se abre ao Espírito Santo adquire uma nova percepção da vida que corre ao seu redor; são luzes novas em suas relações e ocupações, preocupações, tristezas e alegrias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se formos dóceis ao Espírito Santo, a imagem de Cristo irá formando-se em nós. Admiramos os santos? Admiremos muito mais o que o Espírito Santo fez neles! E, em um só coro, com toda a Igreja, rezemos: “ Ó Deus, que pelo mistério da festa de hoje, santificais vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do vosso Espírito Santo e realizai, agora, no coração dos que creem em vós, as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falando sobre o envio do Espírito Santo, ensina Santo Irineu: “São Lucas nos diz que esse Espírito, depois da Ascensão do Senhor, desceu sobre os discípulos, no dia de Pentecostes, com o poder de dar a vida nova a todos os povos e de fazê-los participar da Nova Aliança. Foi por isso que o Senhor prometeu enviar o Paráclito, que os tornaria capazes de receber a Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E, assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos, antes, como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por esse motivo, temos necessidade deste orvalho da graça de Deus para darmos fruto e não sermos lançados ao fogo, e para que, também, tenhamos um Defensor onde temos um acusador, pois o Senhor confiou ao Espírito Santo o cuidado da sua criatura, daquele homem que caíra nas mãos dos ladrões e a quem ele, cheio de compaixão, enfaixou as feridas e deu dois denários reais. Tendo assim recebido pelo Espírito, à imagem e à inscrição do Pai e do Filho, façamos frutificar os dons que nos foram confiados e os restituamos, multiplicados, ao Senhor”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Paráclito é o nosso Consolador enquanto caminhamos neste mundo no meio das dificuldades e sob a tentação da tristeza. “Por maiores que sejam as nossas limitações, nós, homens, podemos olhar com confiança para os Céus e sentir-nos cheios de alegria: Deus ama- nos e liberta-nos dos nossos pecados. A presença e a ação do Espírito Santo na Igreja são o penhor e a antecipação da felicidade eterna, dessa alegria e dessa paz que Deus nos prepara” (São Josemaria Escrivá, Cristo que passa, no 128).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivamos no Espírito Santo! Viver no Espírito Santo é deixar que Deus tome posse e mude, pela raiz, os nossos corações, para moldá-los à sua medida. Só que uma vida cristã amadurecida, profunda e forte, não se improvisa: é fruto do crescimento da graça de Deus em nós. Sem docilidade ao Espírito Santo, estaremos entregues ao puramente natural e instintivo, apreciando apenas as coisas e as vantagens materiais: o dinheiro, a riqueza, os prazeres, o conforto. Os dons e frutos são vividos à medida que pedimos e aceitamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Docilidade ao Espírito Santo, porque Ele, com as suas inspirações e iluminações, vai dando tom sobrenatural aos nossos pensamentos, desejos e obras. É Ele quem nos leva a aderir à doutrina de Cristo e a assimilá-la com profundidade; dá luz e força para realizarmos tudo o que Deus espera de nós. Procuremos o convívio com o Espírito Santo, que nos há de santificar, confiemos nEle, peçamos a sua ajuda, para senti-Lo perto de nós.<br>Para chegarmos a um convívio mais íntimo com o Espírito Santo, aproximemo-nos da Virgem Maria, que soube secundar, como ninguém, as inspirações do Espírito Santo. “ Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres e Maria, Mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (At 1,14).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Igreja, recolhida com Maria, como no seu nascer, reza, também, hoje: Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus filhos e acende neles o fogo do teu amor!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, cantemos: “Vem, vem, vem, vem Espírito Santo de Amor, vem a nós, traz à Igreja um novo vigor!”</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
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		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – Solenidade de Pentecostes – Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:13:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias para Solenidades]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[pentecostes ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – Pentecostes At 2,1-11Sl 1031Cor 12,3b-7.12-13Jo 20,19-23 A Igreja conclui, hoje, o Tempo Pascal com a solenidade de Pentecostes. Não poderia ser diferente, pois o Espírito Santo é o fruto da paixão morte e ressurreição do Senhor Jesus. Ele morreu entregando na Cruz o Espírito e, no mesmo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – Pentecostes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">At 2,1-11<br>Sl 103<br>1Cor 12,3b-7.12-13<br>Jo 20,19-23</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Igreja conclui, hoje, o Tempo Pascal com a solenidade de Pentecostes. Não poderia ser diferente, pois o Espírito Santo é o fruto da paixão morte e ressurreição do Senhor Jesus. Ele morreu entregando na Cruz o Espírito e, no mesmo Espírito, foi ressuscitado pelo Pai. Agora, plenificado por esse Espírito, derramou-o e derrama-o sobre a Igreja e sobre toda a criação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vejamos alguns aspectos da ação do Espírito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(1) Primeiramente, por ser Espírito do Cristo, ele nos une ao Senhor Jesus, dando-nos a sua própria vida, como a cabeça dá vida ao corpo e o tronco dá vida aos ramos. É no Espírito que Cristo habita realmente em nós desde o nosso batismo, e faz crescer sua presença em nós em cada eucaristia, quando comungamos o corpo e o sangue daquele Senhor, que é pleno do Espírito. Só no Espírito podemos dizer que Cristo permanece em nós e nós permanecemos nele; só no Espírito podemos dizer que já não somos nós que vivemos, mas Cristo vive em nós, com seus sentimentos, suas atitudes e sua entrega ao Pai. Por isso, somente no Santo Espírito nossa vida pode ser vida em Cristo, vida de santidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(2) Mas, o Espírito, além de agir em cada cristão, age na Comunidade como um todo, edificando a Igreja, fazendo-a sempre corpo de Cristo. Antes de tudo, ele vivifica a Igreja com a vida do Ressuscitado, incorporando sempre nela novos membros, fazendo-a crescer mais na plenitude de Cristo. Depois, ele suscita incontáveis ministérios, carismas e dons, desde os mais simples, como até aqueles mais vistosos ou mais estáveis, como os ministérios ordenados: os Bispos, padres e diáconos. É o Espírito que mantém esta variedade em harmonia e unidade, para que tudo e todos contribuam para a edificação do corpo de Cristo, que é a Igreja. Assim, é no Espírito que surge e ressurge sempre a vida religiosa, com tantos carismas diferentes, é no Espírito que os mártires testemunham Cristo até a morte, é no Espírito que se exerce a caridade, se visita os enfermos, se consola os sofredores, se aconselha, se socorre os pobres, se prega o Evangelho… enfim, é no Espírito que a Igreja vive, cresce e respira!</p>



<p class="wp-block-paragraph">(3) É no Espírito que os santos sacramentos são celebrados com eficácia, pois que o Espírito é a própria energia, a própria graça, a própria força de vida e ressurreição que o Cristo recebe do Pai e derrama sobre a Igreja. Sendo assim, é no Espírito que a Igreja é continuamente edificada e renovada, até a vida eterna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(4) É no Espírito que os cristãos podem rezar, proclamando do fundo do coração que Jesus é Senhor e que Deus é nosso Pai de verdade. Somente porque temos o Espírito recebido no batismo é que somos realmente filhos de Deus, já que recebemos o Espírito do Filho que clama em nós “Abbá” – Pai. O Espírito une a nossa oração à oração de Jesus, dando-lhe valor e eficácia e colocando-nos na vida da própria Trindade Santa. Sem o Espírito, não poderíamos chamar a Deus de Pai, sem o Espírito nossa oração não seria a de Jesus e nosso louvor, nossa adoração e nossa intercessão não estariam unidas e inseridas na própria união de Jesus com o Pai.<br>(5) É o Espírito quem recorda sempre à Igreja a verdade do Evangelho, conduzindo-a sempre mais adiante no conhecimento de Cristo. Por isso, assistida pelo Espírito da Verdade, a Igreja jamais pode errar na sua profissão de fé; jamais pode afastar-se da verdade católica que recebeu dos apóstolos. Assim, somente no Espírito é que cremos com fé certa na fé da Igreja!</p>



<p class="wp-block-paragraph">(6) É ainda no Espírito que a Igreja, ansiosa, olha para a frente, para o futuro e, inquieta, clama que o Esposo venha logo para consumar todas as coisas. Por isso, na força do Espírito, a Igreja deverá ser sempre fiel a cada época, sem saudosismos nem medos, construindo com humildade o Reino de Deus, até que venha o seu Esposo e leve tudo à consumação. É no Espírito que os cristãos devem viver como profetas do Reino que está por vir, denunciando com doçura e vigor tudo quanto se oponha à manifestação desse Reino. No Espírito, a Igreja anunciará sempre o Evangelho, superando todo medo de falar de modo novo a constante e imutável verdade do Evangelho, que interpela, transforma e converte o coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(7) Mas, o Espírito não está restrito à Igreja. Ele enche, impregna e renova o universo e toda a humanidade. Onde menos esperamos, onde ainda não chegamos, lá já podemos encontrar a ação do Espírito do Senhor, que cai cristificando toda a humanidade e todas as coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(8) É o Espírito que vai, com força e discrição, guiando a história humana para a plenitude de Cristo, e isto por mais que, tantas vezes, o mundo pareça perdido e sem rumo, em meio a guerras, injustiças, hipocrisias, violências, tristezas e mortes. Cabe aos cristãos, saberem discernir e interpretar os sinais dos tempos, que o Santo Espírito faz brotar por toda parte, tendo ouvidos para ouvir o que o ele diz à Igreja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(9) Finalmente, é no Espírito, que um dia, no Dia de Cristo, quando ele, nossa vida, aparecer em glória, tudo será glorificado, a história será passada a limpo, a criação inteira será transfigurada, o pecado será destruído para sempre, a morte será vencida e nossos corpos mortais ressuscitarão, transfigurados como o corpo do Cristo Jesus ressuscitado. Então, plena do Espírito, toda criação será plenamente corpo de Cristo. O Ressuscitado será Cabeça dessa nova criação e entregará tudo ao Pai, para que o Pai, pelo Filho, no Espírito, seja tudo em todas as coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É esta a nossa esperança, a nossa certeza e a plenitude da nossa salvação. É esta realidade estupenda que se iniciou com o dom do Espírito, celebrado na festa de hoje.<br>Só nos resta implorar novamente o que cantamos antes do “aleluia”:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Espírito de Deus,/ enviai dos céus/ um raio de luz!<br>Vinde, Pai dos pobres,/ dai aos corações/ vossos sete dons.<br>Consolo que acalma,/ Hóspede da alma,/ doce Alívio, vinde!<br>No labor, Descanso,/ na aflição, Remanso, / no calor, Aragem.<br>Enchei, Luz bendita,/ Chama que crepita,/ o íntimo de nós.<br>Sem a Luz que acode,/ nada o homem pode,/ nenhum bem há nele.<br>Ao sujo lavai,/ ao seco regai,/ curai o doente.<br>Dobrai o que é duro,/ guiai-nos no escuro, o frio aquecei.<br>Da</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dai à vossa Igreja,/ que espera e deseja,/ vossos sete dons.<br>Dai em prêmio ao forte/ uma santa morte,/ alegria eterna./ Amém”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>D. Henrique Soares da Costa</strong></p>
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		<item>
		<title>Solenidade de Pentecostes &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/pentecostes-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:11:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[pentecostes ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para a homilia da Solenidade de Pentecostes (Ano A)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para a homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-solenidade-de-pentecostes-ano-a-2/">Homilia de D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-de-d-jose-maria-pereira-solenidade-de-pentecostes-ano-a/">Homilia de D. José Maria Pereira</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/preces-solenidade-de-pentecostes-ano-a-2/">Preces</a></li>
</ul>


<p class="wp-block-paragraph"></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. Anselmo Chagas de Paiva – Solenidade da Ascensão do Senhor – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-anselmo-chagas-de-paiva-solenidade-da-ascensao-do-senhor-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2026 13:27:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[solenidade da ascensão do senhor ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Caros irmãos e irmãs A Igreja celebra neste domingo a Solenidade da Ascensão do Senhor ao céu, o último mistério da vida do Senhor aqui na terra. É o mistério da fé que o livro dos Atos dos Apóstolos coloca quarenta dias depois da ressurreição (cf. At 1,3-11). O autor começa por fazer referência aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Caros irmãos e irmãs</p>
<p>A Igreja celebra neste domingo a Solenidade da Ascensão do Senhor ao céu, o último mistério da vida do Senhor aqui na terra. É o mistério da fé que o livro dos Atos dos Apóstolos coloca quarenta dias depois da ressurreição (cf. At 1,3-11). O autor começa por fazer referência aos “quarenta dias” que mediaram entre a ressurreição e a ascensão, durante os quais Jesus falou aos discípulos e os ensinou a<br />
respeito da vida de unidade com Deus. É necessário frisar que o número quarenta é, certamente, um número simbólico: é o número que define o tempo necessário para que um discípulo possa aprender e repetir as lições do mestre. Aqui define, portanto, o tempo simbólico de iniciação ao ensinamento do Ressuscitado.</p>
<p>O Texto do Evangelho, situa-nos na Galileia, região setentrional da Palestina, conhecida por ser uma região próspera e povoada, de solo fértil e bem cultivado. A sua situação geográfica fazia desta terra o ponto de encontro de muitos povos; por isso, um número importante de pagãos fazia parte da sua população. Isto fazia com que os judeus desprezassem os habitantes da Galileia a ponto de dizer que da Galileia “não podia sair nada de bom” (Jo 1,46).</p>
<p>No entanto, foi na Galileia que Jesus viveu quase toda a sua vida. Foi, também, na Galileia que Ele começou a anunciar o Evangelho e começou a reunir à sua volta um grupo de discípulos (cf. Mt 4,12-22). Para o Evangelista São Mateus, esse fato sugere que o anúncio de Jesus tem uma dimensão universal: destina-se a judeus e pagãos.</p>
<p>Na primeira leitura, retirada do Livro dos Atos dos Apóstolos, temos a mensagem essencial da solenidade que celebramos neste domingo: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus, a mesma vida que espera todos aqueles que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu.</p>
<p>O texto dos Atos dos Apóstolos ainda nos apresenta a frase dita pelos anjos aos Apóstolos: “Homens da Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu?” (At 1,11). Com isto os anjos dizem aos Apóstolos que é hora de começar a imensa tarefa que os espera, e que não devem perder um só instante. Com a Ascensão termina a missão terrena de Cristo e começa a dos seus discípulos. Eles não podem ficar a olhar para o céu, mas precisam ir para junto do povo, a fim de continuar a missão que Jesus confiou a eles. E o próprio Jesus promete permanecer com eles de maneira invisível, mas real e eficaz, até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20). A ascensão de Cristo ao céu nos torna também os encarregados na missão, à qual ele preside, em sua glória.</p>
<p>A nossa missão é santificar o mundo e, para isto, Cristo estará sempre conosco. É a promessa que ele mesmo deixou: “Eu estarei sempre com vocês até o fim do mundo” (v. 20). São Mateus conclui assim seu evangelho sem mencionar a partida de Jesus porque, apesar de sua Exaltação gloriosa à nova existência, Jesus permanece com os seus discípulos. A sua presença física sucede no tempo da Igreja<br />
numa presença nova, invisível, mas real. Jesus continua vivo e operante na comunidade cristã, onde dois ou mais se reúnem em seu nome (cf. At 18,20). Cristo continua presente entre nos pela fé, pela palavra, pelos sacramentos, em especial pelo sacramento da Eucaristia.</p>
<p>Jesus não está mais fisicamente entre nós, mas nos espera na casa do Pai e nos convida a não permanecer olhando para o alto, mas a estar juntos, unidos na oração, para invocar o dom do Espírito Santo. Só mesmo quem “renasce do alto”, isto é, do Espírito de Deus, está habilitado para entrar no Reino de Deus (cf. Jo 3,3-5).</p>
<p>O texto dos Atos dos Apóstolos faz também uma referência à nuvem (v. 9) que subtrai Jesus aos olhos dos discípulos. No Antigo Testamento a nuvem é um símbolo privilegiado para exprimir a presença de Deus junto ao seu povo (cf. Ex 13,21.22; 14,19.24). Em última análise, apresentar o Senhor envolvido na nuvem evoca o mesmo mistério expresso pelo simbolismo do sentar-se à direita de Deus. Em Cristo, que subiu ao céu, o ser humano entrou de novo na intimidade de Deus; o homem já encontra para sempre um espaço em Deus. A palavra céu, não indica um lugar acima das estrelas, mas algo muito mais ousado e sublime: indica o próprio Cristo, em quem Deus e o homem estão para sempre inseparavelmente unidos. O céu é o ser do homem em Deus. E nós nos entramos no céu, na medida em que nos aproximamos de Jesus e entramos em comunhão com Ele.</p>
<p>O texto da primeira leitura ainda ressalta: &#8220;Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”. Com estas palavras Jesus despede-se dos Apóstolos. Imediatamente depois, o autor sagrado acrescenta que Cristo &#8220;foi elevado à vista deles e uma nuvem subtraiu-o a seus olhos&#8221; (At 1,9).</p>
<p>É o mistério da Ascensão, que neste domingo celebramos.</p>
<p>Mas ainda podemos refletir sobre a expressão &#8220;foi elevado&#8221;. Com efeito, o uso do verbo &#8220;elevar&#8221; tem origem no Antigo Testamento, e refere-se à tomada de posse da realeza. Portanto, a Ascensão de Cristo significa a tomada de posse do Filho do homem crucificado e ressuscitado na realeza de Deus sobre o mundo. Este acontecimento é descrito como uma ação do poder de Deus, que introduz Jesus no espaço da proximidade divina.</p>
<p>A solenidade da Ascensão do Senhor nos exorta também a consolidar a nossa fé na presença real de Jesus na história; sem Ele, nada podemos realizar de eficaz na nossa vida e no nosso apostolado. Como recorda o Apóstolo São Paulo na segunda Leitura: Ele &#8220;a uns, constituiu Apóstolos, a outros, profetas, a outros, evangelistas, pastores e doutores, para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério para a edificação do Corpo de Cristo&#8221; (Ef 4,11-12).</p>
<p>Em sua Regra, São Bento nos recomenda a nada antepor a Cristo (cf. RB 72,11). Devemos conservar o nosso coração fixo em Cristo, a nada antepor a Ele. A oração, para a qual todas as manhãs o sino do Mosteiro, com os seus repiques graves, convida os monges a se unir ao Senhor, é a vereda silenciosa que nos conduz diretamente ao coração de Deus; é o respiro da alma que nos restitui a paz nas tempestades da vida. Que esta união com Deus pela oração e a escuta atenta da sua palavra possa alimentar a nossa fé e tornar-nos profetas da verdade e do amor.</p>
<p>A ascensão fortalece e estimula a nossa esperança de alcançarmos o céu, onde o próprio Cristo foi preparar para nós uma morada (cf. Jo 14,2). E assim, abrindo para nós o caminho do céu, possamos, já aqui na terra, saborear a vida divina. Assim seja.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB</strong><br />
<strong>Mosteiro de São Bento/RJ</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. José Maria Pereira – Ascensão do Senhor – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-dom-jose-maria-pereira-ascensao-do-senhor-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 11:57:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[solenidade da ascensão do senhor ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ascensão: Pensar no Céu! Dom José Maria Pereira Hoje celebramos o mistério conclusivo da vida de Jesus: sua Ascensão ao Céu. É a sua entrada oficial na glória que lhe correspondia como ressuscitado, depois das humilhações do Calvário! É a volta ao Pai anunciada por Si no dia de Páscoa; “ Eu subo para junto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ascensão: Pensar no Céu!</strong></p>
<p><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
<p>Hoje celebramos o mistério conclusivo da vida de Jesus: sua Ascensão ao Céu. É a sua entrada oficial na glória que lhe correspondia como ressuscitado, depois das humilhações do Calvário! É a volta ao Pai anunciada por Si no dia de Páscoa; “ Eu subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,17). E aos discípulos de Emaús: “Não era necessário o Cristo sofresse tudo isso, para entrar em sua glória?” (Lc 24,26). “Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi elevado ao céu e sentou – se à direita de Deus. Então, os discípulos foram anunciar a Boa Nova por toda parte…” (Mc 16, 19 ss). A comunidade cristã é convidada a dirigir o olhar para Aquele que, quarenta dias depois da sua Ressurreição, entre a admiração dos Apóstolos “ elevou-se à vista deles, e uma nuvem o ocultou aos seus olhos” (At 1, 9). Portanto, somos chamados a renovar a nossa fé em Jesus, a única âncora verdadeira de salvação para todos os homens. Subindo ao Céu, Ele abriu de novo o caminho rumo à nossa pátria definitiva, que é o Paraíso. Agora, com o poder do seu Espírito, Ele nos ampara na peregrinação quotidiana na Terra.</p>
<p>“Elevou-se à vista deles” (At 1, 9). O significado deste último gesto de Cristo é duplo. Em primeiro lugar, “elevando – se”, Ele revela de modo inequívoco a sua divindade; volta para lá, de onde veio, isto é, para Deus, depois de ter cumprido a sua Missão na Terra. Além disso, Cristo sobe ao Céu com a humanidade que assumiu e que ressuscitou dos mortos: aquela humanidade é a nossa, transfigurada, divinizada, que se tornou eterna. Portanto, a Ascensão revela a “altíssima vocação” (Gaudium et Spes, 22) de cada pessoa humana: ela está chamada à vida eterna no Reino de Deus, Reino de amor, de luz e de paz.</p>
<p>A vida de Jesus, na terra, não termina com a sua morte na Cruz, mas com a Ascensão aos céus. É o último mistério da vida do Senhor aqui na terra. É um mistério redentor, que constitui, com a Paixão, a Morte e a Ressurreição, o mistério pascal. Convinha que os que tinham visto Cristo morrer na Cruz, entre os insultos, desprezos e escárnios, fossem testemunhas da sua exaltação suprema.</p>
<p>E eles “Continuavam olhando para o Céu, enquanto Jesus subia” (At 1, 10). Estavam, portanto, fixando o Céu, porque acompanhavam com o olhar Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, que era elevado ao Céu. Somos chamados, permanecendo na Terra, a fixar o Céu, a orientar a atenção, o pensamento e o coração para o Mistério inefável de Deus. Somos chamados a olhar, na direção da realidade divina, para a qual o homem está orientado desde a criação. Ali está contido o sentido definitivo da nossa vida.</p>
<p>Comentando sobre a Ascensão, ensina São Leão Magno: ”Hoje não só fomos constituídos possuidores do paraíso, mas com Cristo ascendemos, mística mais realmente, ao mais alto dos céus, e conseguimos por Cristo uma graça mais inefável que a que havíamos perdido.” A Ascensão fortalece e estimula a nossa esperança de alcançarmos o Céu e incita-nos constantemente a levantar o coração a fim de procurarmos as coisas que são do alto. Agora a<br />
nossa esperança é muito grande, pois o próprio Cristo foi preparar-nos uma morada. O Senhor está já no Céu com o seu Corpo glorificado, com os sinais do seu Sacrifício redentor, com as marcas da Paixão que Tomé pôde contemplar e que clamam pela salvação de todos nós.</p>
<p>A Ascensão apresenta-se-nos, assim, não tanto como uma festa da partida de Jesus deste mundo quanto como a festa de sua permanência aqui na terra. Ele, com efeito, não deixou este nosso universo. “Não abandonou o céu quando de lá desceu até nós e nem se afastou de nós quando novamente subiu ao céu. Ele é exaltado acima dos céus: todavia, sofre aqui na terra todos os dissabores que nós, seus membros, suportamos. Disto deu testemunho<br />
gritando: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Santo Agostinho). Cristo está ainda presente e comprometido com este mundo com todo seu corpo que é a Igreja.</p>
<p>Dizia São Josemaria Escrivá: “Somos cidadãos do Céu. De lá aguardamos como salvador o Senhor Jesus Cristo (Fil 3,20), sendo plenamente cidadãos da terra, no meio das dificuldades, das injustiças, das incompreensões, mas também no meio da alegria e da serenidade que nos dá sabermo-nos filhos amados de Deus. E se, apesar de tudo, a subida de Jesus aos céus nos deixar na alma um travo de tristeza, recorramos à sua Mãe, como fizeram os apóstolos: Tornaram então a Jerusalém… e oravam unanimemente… com Maria, a Mãe de Jesus (At 1,12-<br />
14 ) .”</p>
<p>A esperança do Céu encherá de alegria o nosso peregrinar diário. Imitaremos os apóstolos que, segundo São Leão Magno, “tiraram tanto proveito da Ascensão do Senhor que tudo quanto antes lhes causava medo, depois se converteu em alegria. A partir daquele momento, elevaram toda a contemplação das suas almas à divindade que está à direita do Pai; a perda da visão do corpo do Senhor não foi obstáculo para que a inteligência, iluminada pela fé acreditasse que Cristo, mesmo descendo até nós, não se tinha afastado do Pai e, com a sua Ascensão, não se separou dos seus discípulos.”</p>
<p>O pensamento do Céu ajudar – nos- á a superar os momentos difíceis. É muito agradável a Deus que fomentemos esta esperança teologal, que está unida à e ao amor, e que, em muitas ocasiões, ser-nos-á especialmente necessária. “À hora da tentação, pensa no Amor que te espera no Céu. Fomenta a virtude da esperança, que não é falta de generosidade” (Caminho, 139).</p>
<p>A meditação sobre o Céu deve também estimular-nos a ser mais generosos na nossa luta diária “porque a esperança do prêmio conforta a alma para que empreenda boas obras” (São Cirilo de Jerusalém). O pensamento desse encontro definitivo de amor, a que fomos chamados, ajudar-nos-á a estar mais vigilantes nas nossas tarefas grandes e nas pequenas, realizando-as de um modo acabado, como se fossem as últimas antes de irmos para o Pai.</p>
<p>O pensamento do Céu, ao celebrarmos a festa da Ascensão, deve levar-nos a uma luta decidida e alegre por tirar os obstáculos que se interpõem entre nós e Cristo; deve estimular – nos a procurar, sobretudo, os bens que perduram e a não desejar a todo custo as consolações que acabam.</p>
<p>Com a Ascensão, termina a missão terrena de Jesus e começa a dos seus discípulos, a nossa: “Vós sois as testemunhas destas coisas” (Lc 24,48), diz Jesus. Portanto, a festa de hoje recordanos que o zelo pelas almas é um mandamento amoroso do Senhor. Ao subir para a sua glória, Ele nos envia pelo mundo inteiro como suas testemunhas. Grande é a nossa responsabilidade, porque ser testemunhas de Cristo implica, antes de mais nada, procurar comportar-se segundo a sua doutrina, lutar para que a nossa conduta recorde Jesus e evoque a sua figura amabilíssima. Desde a Ascensão de Jesus até Sua Volta gloriosa, no fim dos tempos, os discípulos são enviados ao mundo para cristianizarem todas as pessoas e todos os ambientes. Cristo deve ser anunciado, para ser conhecido e amado.</p>
<p>Jesus parte, mas permanece muito perto de cada um. Nós O encontramos na Eucaristia, no Sacrário de nossas Igrejas.</p>
<p>Visitemos mais Jesus no Sacrário, à nossa espera! Não deixemos de procurá-Lo com frequência, ainda que, na maioria das vezes, só possamos fazê-lo com o coração, para dizerLhe que nos ajude na tarefa apostólica, que conte conosco para estender a Sua doutrina por todos os ambientes.</p>
<p>Nesta semana, que precede a Solenidade de Pentecostes, fiquemos unidos em oração, como disse Jesus: “Permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,49). Assim, a vida da Igreja não começa com a ação, mas com a oração, junto com Maria, a Mãe de Jesus.</p>
<p>A festa de hoje nos fortalece a esperança pelo destino que nos aguarda, mas também nos lembra que a nossa missão, hoje, é continuar o projeto de Jesus. Não fiquemos de braços cruzados, parados, olhando para o Céu! É hora de olhar ao nosso redor e começar a Missão!</p>
<p>A Ascensão proporciona-nos a oportunidade de ascender em cada ano com mais claridade a grande certeza de nossa vida: Jesus está vivo e está ainda conosco! E nossa maior esperança: nós iremos a Ele para ir junto ao Pai!</p>
<p>“Esse Jesus que, do meio de vós, foi elevado ao Céu, virá assim, do mesmo modo como O vistes partir para o Céu” (At 1,11). Diz Santo Agostinho: “Quem é esse que sobe? O mesmo que desceu. Desceu para me sarar e subiu para me elevar. Se me elevo sozinho, caio. Se me levantais, permaneço elevado. A Vós, que Vos elevais, digo: sois a minha esperança. Vós, que subis, sede o meu refúgio (Sermões, 261, 1). Celebramos a Ascensão do Senhor e preparamo-nos para receber o grande dom do Espírito Santo. Vimos no Livro dos Atos dos Apóstolos 1, 12-14, como a comunidade apostólica se reunira em oração no Cenáculo com Maria, a Mãe de Jesus. Este é um retrato da Igreja cujas raízes assentam no evento pascal: de fato, o Cenáculo é o lugar onde Jesus instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio na Última Ceia, e onde, ressuscitado dos mortos, efundiu o seu Espírito sobre os Apóstolos ao entardecer do dia de Páscoa (Jo 20, 19-23). O Senhor ordenou aos seus discípulos que “não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a Promessa do Pai” (At 1, 4), isto é, pedira que permanecessem juntos, preparando-se para receber o dom do Espírito Santo. E eles reuniram-se em oração com Maria, no Cenáculo, à espera do acontecimento prometido (At 1, 14). Permanecer juntos foi a condição que Jesus pôs para acolherem a vinda do Paráclito, e a prolongada oração foi o pressuposto da sua concórdia. Aqui, encontramos uma bela lição para cada comunidade cristã. Às vezes, pensa-se que a eficácia missionária dependa principalmente de uma cuidadosa programação e da sua realização inteligente através de um compromisso concreto. O Senhor pede certamente a nossa colaboração, mas, antes de qualquer resposta da nossa parte, é necessária a sua iniciativa: o verdadeiro protagonista é o seu Espírito, que se deve invocar e acolher. “Verdadeiramente o Espírito Santo é o protagonista de toda a missão eclesial. Pela sua ação a Boa Nova ganha corpo nas consciências e nos corações humanos, expandindo-se na história. Em tudo isto, é o Espírito Santo que dá a vida” (São João Paulo ll, Carta Encíclica Redemptoris Missio, n. 21).</p>
<p>Os discípulos partiram (diz o Evangelho em Mc 16,20) e pregaram a Boa Nova por toda parte. Vamos nós também com humildade, sabendo em que vasos nós carregamos esta esperança, mas vamos com coragem! Esta é a missão da Igreja: continuar até o fim dos tempos a obra de Cristo, ensinar os povos as verdades sobre Deus e sobre o homem, fazendo discípulos e santificando, através dos sacramentos, para que todos cheguem ao conhecimento da verdade e se salvem. E é dever de cada cristão anunciar Jesus Cristo.</p>
<p>Na Ascensão, Jesus desaparece da vista dos Apóstolos, mas está presente de outra forma. Inaugurou-se uma presença nova, mais íntima e forte. Agora vemos pela fé: na leitura e meditação do Evangelho, na vida de oração, nos Sacramentos e na Igreja. Acontece como na Eucaristia: fora de nós a vemos e adoramos; quando a recebemos, já não vemos, mas está dentro de nós.</p>
<p>A Ascensão não é apenas o fundamento da nossa esperança de sermos, ao final, reunidos com Cristo no Céu, mas é um estímulo a agir para transformar o mundo segundo o plano de Deus. Ascensão! Pensar no Céu dá uma grande serenidade. Nada aqui na terra é irreparável, nada é definitivo, todos os erros podem ser retificados. O único fracasso definitivo seria não acertarmos com a porta que conduz à Vida. Ali nos espera também a Santíssima Virgem. Hoje, nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao Céu; suba, também, com Ele, o nosso coração” (Santo Agostinho).</p>
<p>Supliquemos à Virgem Maria, para que nos ajude a contemplar os bens celestes, que o Senhor nos promete, e a tornar – nos testemunhas, cada vez mais credíveis, da sua Ressurreição, da sua verdadeira Vida! Dirigindo o olhar para Maria, como os primeiros discípulos, somos imediatamente inseridos na realidade de Jesus: a Mãe remete para o Filho, que deixou de estar fisicamente entre nós, mas aguarda-nos na casa do Pai. Jesus convida-nos a não permanecer a olhar para o alto, mas a estar juntos, unidos na oração, para invocar o dom do Espírito Santo. De fato, só quem “renasce do alto”, isto é, do Espírito de Deus, está aberto à entrada no Reino dos Céus (Jo 3, 3-5), e a primeira, “renascida do alto”, é a Virgem Maria. Portanto, a ela nos dirigimos na plenitude da alegria pascal.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Roteiro Homilético &#8211; Ascensão do Senhor &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-ascensao-do-senhor-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 14:03:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[solenidade da ascensão do senhor ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Actos 1, 11 ANTÍFONA DE ENTRADA: Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu? Como vistes Jesus subir ao céu, assim há–de vir na sua glória. Aleluia. Diz–se o Glória. Introdução ao espírito da Celebração Com a Ascensão gloriosa, Jesus Cristo inaugura a Sua presença invisível junto de nós na terra. Foi preparar-nos um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p><em>Actos</em> 1, 11</p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu? Como vistes Jesus subir ao céu, assim há–de vir na sua glória. Aleluia.</p>
<p>Diz–se o Glória.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>Com a Ascensão gloriosa, Jesus Cristo inaugura a Sua presença invisível junto de nós na terra. Foi preparar-nos um lugar no Céu, como Ele mesmo prometeu aos Apóstolos, mas teve antes o cuidado de nos fazer uma promessa: «<em>Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos</em>.»</p>
<p>Acompanha-nos na missão de levar a Boa Nova da Salvação a todas as pessoas, a sermos testemunhas d’Ele até às fronteiras do mundo.</p>
<p>Para cumprirmos esta missão, o Senhor oferece-nos a ajuda das invenções humanas. Lembrando esta maravilha, o Santo Padre convida-nos a celebrar hoje o Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social, dando-lhe como tema «partilhar a verdade e comunicá-la.»</p>
<h3>ACTO PENITENCIAL</h3>
<p>Somos tentados, no entanto, a viver como se Jesus Cristo se tivesse ausentado definitivamente de nós e permanecesse alheado desta missão divina.</p>
<p>Muitas vezes no vivemos na presença d’Ele; temos pensamentos, palavras e atitudes que no gostaríamos que Ele presenciasse.</p>
<p>De tudo vamos pedir perdão, e pedir-Lhe humildemente coragem para mudar de vida.</p>
<p>(<em>Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C</em>)</p>
<p>• Para o mau uso que fazemos da Televisão e da Rádio,</p>
<p>dos livros, revistas, jornais , dos filmes e da internet,</p>
<p>Senhor, misericórdia!</p>
<p><strong>Senhor, misericórdia!</strong></p>
<p>• Para as vezes em que fazemos do telefone e telemóvel</p>
<p>instrumentos de divisão, em vez de aproximar as pessoas,</p>
<p>Cristo, misericórdia!</p>
<p><strong>Cristo, misericórdia!</strong></p>
<p>• Para a falta de responsabilidade em levar a pessoas amigas</p>
<p>nos caminhos da paz e da reconciliação com Deus e os irmãos,</p>
<p>Senhor, misericórdia!</p>
<p><strong>Senhor, misericórdia!</strong></p>
<p>Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,</p>
<p>perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.</p>
<p>ORAÇÃO COLECTA: Deus omnipotente, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> S. Lucas, nos Actos dos Apóstolos, proclama a mensagem essencial desta solenidade: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho de Jesus.</p>
<p>Os discípulos não podem nem devem permanecer a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projecto de Jesus.</p>
<p><em><strong>Actos</strong> 1, 1-11</em></p>
<p><em><strong><sup>1</sup>No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio <sup>2</sup>até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. <sup>3</sup>Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. <sup>4</sup>Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da Qual – disse Ele – Me ouvistes falar. <sup>5</sup>Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». <sup>6</sup>Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?» <sup>7</sup>Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; <sup>8</sup>mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». <sup>9</sup>Dito isto,elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. <sup>10</sup>E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, <sup>11</sup>que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».</strong></em></p>
<p>Lucas começa o livro de Actos com o mesmo facto com que tinha terminado o seu Evangelho, a Ascensão, que desempenha assim na sua obra um papel de <em>charneira,</em> pois assinala tanto a ligação como a distinção entre a história de Jesus, que se realiza aqui na terra – o Evangelho – e a história da Igreja, que então tem o seu início – os Actos.</p>
<p><strong>3</strong> «<em>Aparecendo-lhes durante 40 dias». </em>Esta precisão do historiador Lucas permite-nos esclarecer algo que no seu Evangelho não tinha ficado claro quanto ao dia da Ascensão, pois o leitor poderia ter ficado a pensar que se tinha dado, sem mais, no dia da Ressurreição. É certo que a Ascensão faz parte da glorificação e exaltação de Jesus; por isso S. João parece pretender uni-la à Ressurreição, nas palavras de Jesus a Madalena (Jo 20, 17), podendo falar-se duma ascensão invisível no dia de Páscoa, sem que em nada se diminua o valor do facto sucedido 40 dias depois e aqui relatado: a Ascensão visível de Jesus, que marca um fim das manifestações visíveis aos discípulos – <em>testemunhas da Ressurreição estabelecidas por Deus –</em> engloba uma certa glorificação acidental do Senhor ressuscitado, «pela dignidade do lugar a que ascendia», como diz S. Tomás de Aquino (<em>Sum</em><em>. Theol.,</em> III, q. 57, a. 1). Há numerosas referências à Ascensão no Novo Testamento: Jo 6, 62; 20, 17; 1 Tim 3, 26; 1 Pe 3, 22; Ef 4, 9-10; Hbr 9, 24; etc… Mas a Ascensão tem, além disso, um valor existencial excepcional, pois nos atinge hoje em cheio: Cristo, ao <em>colocar à direita da glória do Pai a nossa frágil natureza humana unida à Sua Divindade</em> (Cânon Romano da Missa de hoje), enche-nos de esperança em que também nós havemos de chegar ao Céu e diz-nos que é lá a nossa morada, onde, desde já, devem estar os nossos corações, pois ali está a nossa Cabeça, Cristo.</p>
<p><strong>4</strong> «<em>A Promessa do Pai, da qual Me ouvistes falar». </em>Na despedida da Última Ceia, Jesus não se cansou de falar aos discípulos do Espírito Santo: Jo 14, 16-17.26; 16, 7-15.</p>
<p><strong>5</strong> «<em>Baptizados no Espírito Santo», </em>isto é, inundados de enorme força e luz do Espírito Santo, cheio dos seus dons, dez dias depois (cf. Act 2, 1-4).</p>
<p><strong>8 </strong>«<em>Minhas Testemunha em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra». </em>Estas palavras do Senhor são apresentadas por S. Lucas para servirem de resumo temático do seu livro; aquilo que ele nos vai contar ilustrará o modo como a fé cristã se vai desenvolver progressivamente, seguindo estas três etapas geográficas: Act 2 – 7; 8 – 12; 13 – 28.</p>
<h3>Salmo Responsorial    <em>Sl</em> 46 (47), 2–3.6–7.8–9 (R. 6)</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> No regresso do cativeiro de Babilónia, o Povo de Deus aclamava o Senhor, que presidia ao seu cortejo, ao som de trombetas festivas, enquanto subia até ao Templo de Jerusalém.</p>
<p>A Liturgia desta solenidade convida-nos a aclamar Jesus Cristo glorioso que sobe aos Céus, para entrar na Sua glória junto do Pai.</p>
<p><strong>Refrão:</strong> <em>POR ENTRE ACLAMAÇÕES E AO SOM DA TROMBETA,</em></p>
<p><em>ERGUE–SE DEUS, O SENHOR.</em></p>
<p>Ou:                <em>ERGUE–SE DEUS, O SENHOR,</em></p>
<p><em>EM JÚBILO E AO SOM DA TROMBETA.</em></p>
<p><em><strong>Povos todos, batei palmas,</strong></em></p>
<p><em><strong>aclamai a Deus com brados de alegria,</strong></em></p>
<p><em><strong>porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,</strong></em></p>
<p><em><strong>o Rei soberano de toda a terra.</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Deus subiu entre aclamações,</strong></em></p>
<p><em><strong>o Senhor subiu ao som da trombeta.</strong></em></p>
<p><em><strong>Cantai hinos a Deus, cantai,</strong></em></p>
<p><em><strong>cantai hinos ao nosso Rei, cantai.</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Deus é Rei do universo:</strong></em></p>
<p><em><strong>cantai os hinos mais belos.</strong></em></p>
<p><em><strong>Deus reina sobre os povos,</strong></em></p>
<p><em><strong>Deus está sentado no seu trono sagrado.</strong></em></p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> S. Paulo convida os discípulos da Igreja de Éfeso a terem consciência da esperança a que foram chamados: a vida plena de comunhão com Deus.</p>
<p>Devem caminhar ao encontro desta esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo «corpo» – e em comunhão com Cristo, a «cabeça» desse «corpo», no qual reside.</p>
<p><em><strong>Efésios</strong> 1, 17-23</em></p>
<p><em><strong>Irmãos: <sup>17</sup>O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de luz para O conhecerdes plenamente <sup>18</sup>e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos <sup>19</sup>e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim o mostra a eficácia da poderosa força <sup>20</sup>que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, <sup>21</sup>acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir.<sup>22</sup>Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, <sup>23</sup>que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste texto temos um dos principais temas da epístola: a <em>Igreja</em> como <em>Corpo</em> (místico) de Cristo. A Igreja é a plenitude de Cristo, «o Cristo total» (S. Agostinho). A Igreja recebe da sua Cabeça, Cristo, não só a chefia, mas o influxo vital, a graça; vive a vida de Cristo. Jesus sobe ao Céu, mas fica presente no mundo, na sua Igreja.</p>
<p><strong>17</strong><em> «O Deus de N. S. J. Cristo».</em> «O Pai é para o Filho fonte da natureza divina e o criador da sua natureza humana: assim Ele é, com toda a verdade, o Deus de N. S. J. C.» (Médebielle). «<em>O Pai da glória», </em>isto é, o Pai a quem pertence toda a glória, toda a honra intrínseca à sua soberana majestade. «<em>Um espírito»,</em> o mesmo que <em>um dom espiritual. </em>Não se trata do próprio Espírito Santo; dado que não tem artigo em grego, trata-se pois de uma graça sua.</p>
<p><strong>20-22 </strong>Temos aqui a referência a um tema central já tratado em Colosenses: a supremacia absoluta de Cristo, tendo em conta a sua SS. Humanidade, uma vez que pela divindade é igual ao Pai. A sua supremacia coloca-O «<em>acima de todo o nome», </em>isto é, acima de todo e qualquer ser, qualquer que seja a sua natureza e qualquer mundo a que pertença. Mas aqui a atenção centra-se num <em>domínio</em> particular de Cristo, a saber, na sua Igreja, da qual Ele é não apenas o Senhor, mas a <em>Cabeça. </em>A Igreja é o «<em>Corpo de Cristo»;</em> ela é o <em>plêrôma</em> de Cristo, isto é, o seu <em>complemento</em> ou <em>plenitude: </em>a igreja é Cristo que se expande e se prolonga nos fiéis que aderem a Ele. (Alguns autores preferem entender o termo <em>plêrôma</em> no sentido passivo: a Igreja seria plenitude de Cristo, enquanto reservatório das suas graças e merecimentos que ela faz chegar aos homens).</p>
<p><strong>23</strong> «<em>Aquele que preenche tudo em todos».</em> A acção de Cristo é sem limites, especialmente na ordem salvífica; a todos faz chegar a sua <em>graça,</em> sem a qual ninguém se pode salvar. No entanto, é mais corrente preferir, com a Vulgata, outro sentido a que se presta o original grego: <em>a Igreja é a plenitude daquele que se vai completando inteiramente em todos os seus membros. </em>Assim, a Igreja completa a Cristo, e Cristo é completado pelos seus membros (é uma questão de entender como passivo, e não médio, o particípio grego <em>plêrouménou</em><em>,</em> de acordo com o que acontece em outros 87 casos do N. T.).</p>
<p><em>Pode utilizar-se outra, como 2ª leitura:</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Hebreus</strong> 9, 24-28; 10, 19-23</em></p>
<p><sup>24</sup><em><strong>Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. <sup>25</sup>E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no santuário, com sangue alheio; <sup>26</sup>nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. <sup>27</sup>E como está determinado que os homens morram uma só vez – e a seguir haja o julgamento –, <sup>28</sup>assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem aparência de pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam. <sup>19</sup>Tendo nós plena confiança de entrar no santuário por meio do sangue de Jesus, <sup>20</sup>por este caminho novo e vivo que Ele nos inaugurou através do véu, isto é, o caminho da sua carne, <sup>21</sup>e tendo tão grande sacerdote à frente da casa de Deus, <sup>22</sup>aproximemo-nos de coração sincero, na plenitude da fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado na água pura. <sup>23</sup>Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é fiel.</strong></em></p>
<p>A leitura é respigada do final da primeira parte de Hebreus, em que o autor sagrado expõe a superioridade do sacrifício de Cristo sobre todos os sacrifícios da Lei antiga (8, 1 – 10, 18). Aqui Jesus é apresentado como o novo Sumo Sacerdote da Nova Aliança, em contraste com o da Antiga, que precisava de entrar cada ano –<em> «com sangue alheio» </em>–, no dia da expiação (o Yom Kippur: cf. Ex 16) «<em>num santuário feito por mãos humanas»,</em> ao passo que Jesus entra «<em>no próprio Céu» </em>(v. 24), não precisando de o fazer cada ano –<em> «muitas vezes» </em>(v. 25-26) –, pois, «<em>uma só vez» </em>bastou «<em>para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo» </em>(v. 26), por meio do seu próprio sangue. Como habitualmente, o autor, aproveitando a exposição doutrinal para fazer ricas exortações práticas; apela, um pouco mais adiante (10, 19-23), para a virtude da<em>«esperança», </em>uma esperança de que também nós podemos chegar ao Céu, apoiados na certeza das <em>promessas de Cristo</em>. A «<em>água pura» </em>é certamente a do Baptismo (cf. 1 Pe 3, 21), que não pode ser encarado à margem da fé e da pureza da consciência. Notar como a SS. Humanidade de Jesus – «<em>o caminho da sua carne» </em>– é focada como o <em>véu</em> do Templo, o que bem pode evocar a nuvem da Ascensão, que ao mesmo tempo esconde e revela a presença invisível de Cristo ressuscitado.</p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em><strong>Mt 28, l9 a. 20b</strong></em></p>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> Jesus Cristo no nos quer inactivos no mundo. Confia-nos a proclamação do Boa Nova da Salvação e promete-nos a Sua presença amiga e eficaz, nesta missão divina.</p>
<p>Aclamemos solenemente o Evangelho que nos recorda esta consoladora verdade.</p>
<h3>ALELUIA</h3>
<p><em><strong>Ide e ensinai todos os povos, diz o senhor:  Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos.</strong></em></p>
<h2>Evangelho</h2>
<p><em><strong>São Mateus</strong> 28, 16–20</em></p>
<p><em><strong>Naquele tempo, <sup>16</sup>os onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. <sup>17</sup>Quando O viram, adoraram-n&#8217;O; mas alguns ainda duvidaram. <sup>18</sup>Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. <sup>19</sup>Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, <sup>20</sup>ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O texto da leitura são os versículos finais de S. Mateus, o único evangelista que não fala das aparições do Ressuscitado em Jerusalém, excepto às mulheres (os vv. 9-10 serão uma generalização da aparição a Maria Madalena? Cf. Jo 20, 11-18). Ele apenas regista esta única aparição aos discípulos, na Galileia (há quem goste de a identificar com a de 1 Cor 15, 6, «a mais de 500 irmãos»). O nosso evangelista também não refere a Ascensão de Jesus, um mistério de glorificação, de algum modo já incluído na sua Ressurreição. Agora as palavras de Jesus revestem-se duma solenidade singular, própria de quem tem consciência de ser o Senhor e o Salvador universal, evocando a célebre visão de Daniel 7, 14: «<em>Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra.» </em>(v. 18). Benedict Viviano observa que «este breve final é tão rico que seria difícil dizer mais e melhor com o mesmo número de palavras» (<em>The</em><em> new Jerome Biblical Commentary,</em> p. 674).</p>
<p><strong>19 </strong>«<em>Ide e ensinai todas as nações».</em> É o mandato missionário universal, bem em contraste com a orientação para o tempo da vida terrena de Jesus (cf. Mt 10, 6; 15, 24). Uma tradução mais de acordo com o original grego – e bem mais expressiva – não é simplesmente «<em>ensinai todos os povos»,</em> mas «<em>fazei discípulos todos os povos».</em> A evangelização é para se estender a todas as raças e culturas, em todos os tempos, sem distinção, como lembra a recente nota doutrinal da Santa Sé sobre alguns aspectos da evangelização (03.12.2007): Os relativismos e irenismos de hoje em âmbito religioso não são um motivo válido para descurar este trabalhoso mas fascinante compromisso, que pertence à própria natureza da Igreja e é sua tarefa primária. Oferecer a uma pessoa, com pleno respeito da sua liberdade, que conheça e ame a Cristo, não é uma <em>intromissão indevida,</em> mas uma <em>oferta legítima e um serviço que pode tornar mais fecundas as relações entre os homens. </em>A incorporação de novos membros à Igreja não é a extensão de um grupo de poder, mas o ingresso na rede da amizade com Cristo. Ao direito que todos têm de ouvir a Boa Nova corresponde o dever de a anunciar, um dever que não se restringe à hierarquia, mas é de todos os baptizados.</p>
<p><em>«Baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». </em>Este é um texto de suma importância para a Teologia trinitária, pois a unidade divina está posta em relevo pelo singular, «<em>em nome», </em>a par da trindade das pessoas. Por outro lado, o original grego com a preposição dinâmica «<em>eis» </em>deixa ver um certo sentido de consagração própria do Sacramento do Baptismo; com efeito, baptizar é mergulhar para dentro<em>(eis) </em>de Deus (=o Nome), que é Pai, Filho e Espírito Santo (as hipóstases divinas expressas por um genitivo epexegético, que explica quem é Deus); pelo Baptismo somos inseridos na vida trinitária.</p>
<p><strong>20</strong><em> «Estou sempre convosco…» </em>Jesus é o <em>Deus connosco</em> (Imánu-El). Esta expressão aparece com uma força especial ao constituir uma espécie de inclusão que encerra todo o Evangelho de S. Mateus (Mt 1, 23 – 28, 20). A presença de Jesus na Igreja (cf. Mt 18, 20) não se perde com a Ascensão, mas torna-se mais abrangente. Santo Agostinho observa: «Ele não deixou o Céu quando desceu de lá até nós, nem se afastou de nós quando voltou a subir ao Céu».</p>
<p><strong>Sugestões para a homilia</strong></p>
<p>• A Ascensão de Jesus, nosso caminho</p>
<p>Acolher a mensagem de Jesus</p>
<p>Guardar a fé na Ressurreição</p>
<p>Prepara a vinda do Espírito Santo</p>
<p>• Temos um programa para realizar</p>
<p>Somos testemunhas de Cristo no mundo</p>
<p>Jesus Cristo está connosco</p>
<p>Continua a Sua missão por meio de nós</p>
<p>A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere-nos que, no final de um caminho percorrido na terra com amor e doação, teremos a vida definitiva, em comunhão com Deus.</p>
<p>Lembra-nos que Jesus nos confiou a missão, como Seus discípulos, de continuarmos a missão evangelizadora, sendo Suas testemunhas até aos confins do mundo.</p>
<p>1. A Ascensão de Jesus, nosso caminho</p>
<p>a) Acolher a mensagem de Jesus. «<em>foi</em><em> elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera</em>.»</p>
<p>Caminhamos para o Céu, mas o Senhor confia-nos um programa para realizar antes, na vida presente.</p>
<p>Para que possamos desempenhar-nos bem desta missão, temos necessidade de conhecer bem o que Deus quer de nós.</p>
<p>Jesus Cristo ensina-nos cuidadosamente, no só o que é preciso realizar, mas também como fazê-lo. A preparação de cada fiel para a acção apostólica indispensável. No basta a boa vontade dos que se disponibilizam para tomar parte na acção da Igreja.</p>
<p>Quando tanto se exalta a qualificação profissional, a preparação especializada para cada trabalho, como poderíamos esperar uma Igreja eficiente na sua actuação, se os fieis dão tudo por sabido e no se preparam para evangelizar? Deus no quer dispensar-nos daquilo que podemos fazer, como não substituiu o jovem na oferta dos pães e dos peixes, nem os serventes de Caná da Galileia no enchimento das talhas de água.</p>
<p>Os Apóstolos escutaram com a melhor atenção os ensinamentos de Jesus, quer ao longo da vida pública, quer neste momento das últimas recomendações.</p>
<p>b) Guardar a fé na Ressurreição. «<em>Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus.</em>»</p>
<p>A Ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa esperança. «<em>Pois se no há ressurreição dos mortos, também Cristo no ressuscitou. E, Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, é também vã a nossa fé</em>.» (I <em>Cor</em> 15, 13-14).</p>
<p>Precisamos estar preparados para aguentar a pé firme o choque com as outras mentalidades, a tentação de nos deixarmos nivelar e correr, como os outros e com eles, atrás de banalidades.</p>
<p>Como poderíamos ser, pela nossa esperança, uma chamada permanente ao amor de Cristo? Ele preveniu-nos no Cenáculo: «<em>haveis de chorar e gemer, e o mundo se há-de alegrar; haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria. [&#8230;] Vós, pois, agora estais tristes, mas hei-de ver-vos de novo, e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos tirará a vossa alegria.</em>» (<em>Jo</em> 16, 20. 22.)</p>
<p>Encaramos a Ascensão do Senhor com alegria, porque é a Boa Nova. O Senhor coroou a Sua obra redentora com a subida gloriosa ao encontro do Pai. Nós iremos ao Seu encontro, terminada esta prova de amor na terra. Foi à nossa frente, para nos preparar um lugar, como ensinou no discurso da Última Ceia.</p>
<p>Vivemo-lo em acção de graças, ao contemplar tudo quanto Ele fez por nós.</p>
<p>c) Prepara a vinda do Espírito Santo. «<em>Um dia </em>[&#8230;]<em>, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, &#8216;da Qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade,</em> [&#8230;]<em> sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias&#8217;.</em>»</p>
<p>Antes de nos entregarmos à vida apostólica, é necessário que nos confiemos à acção do espírito Santo.</p>
<p>Jesus recomendou insistentemente aos Apóstolos que iniciassem a vida da Igreja, depois de uma vida intensa de oração. Recolheram-se ao Cenáculo, e ali se prepararam para a vinda do Espírito Santo.</p>
<p>– Meditavam nos ensinamentos de Jesus. Não se limitavam a recordar os seus ensinamentos, mas procuravam aplicações práticas à vida.</p>
<p>– Cantavam salmos, e faziam oração individual e colectiva. Sem vida interior, todo o apostolado é corpo sem alma.</p>
<p>– Estavam reunidos com Maria. No é por acaso que o livro dos Actos menciona este facto. Desde o momento em que Deus A escolheu para Mãe de Deus e nossa Mãe, no podemos dispensar a sua ajuda materna.</p>
<p>2. Temos um programa para realizar</p>
<p>Dois Anjos apresentaram-se como homens vestidos de branco, para libertar os Apóstolos de ilusões que ainda acalentam. Esperavam, talvez, que Jesus voltasse dentro de momentos, revestido de glória, para inaugurar triunfalmente o Reino. Eles seriam felizes espectadores do grande acontecimento. Recordam-lhes que chegou a hora de se entregarem à missão que Jesus lhes confiou.</p>
<p>a) Somos testemunhas de Cristo no mundo. «<em>Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra</em>. <em>Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações.</em>»</p>
<p>Ao recordar-lhes que Aquele mesmo Jesus viria no fim dos tempos, sugere-nos que chegou a hora dos homens. É o tempo de Jesus actuar no mundo com o nosso rosto, de falar com o tom da nossa voz, de realizar milagres de Amor com a nossa generosidade.</p>
<p>Jesus anunciara que seríamos testemunhas d’Ele em toda a terra, até ao fim do mundo. Testemunha é a tradução latina da palavra grega mártir. Muitas vezes, este testemunho de Cristo será selado com o sangue dos Seus amigos.</p>
<p>Quando nos anunciou que seríamos Suas em todo o mundo, Jesus lançou-nos um desafio que ouvimos constantemente na boca dos homens: «Mostrai-nos comas vossas obras que Jesus Cristo vive e nos ama!»</p>
<p>b) Continua a Sua missão por meio de nós. «<em>Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei</em>.»</p>
<p>O cristianismo no é algo particular, para cada um viver isolado dos outros. Ser cristãos significa – depois de participar na filiação divina pelo Baptismo – travar uma relação pessoal e amizade com Jesus Cristo.</p>
<p>Não podemos silenciar a felicidade de amar a Jesus Cristo. Ele quer tornar felizes o maior número de pessoas que é possível; uma vez que descobrimos este tesouro da amizade e participação na vida íntima de Deus. A solidariedade há-de levar-nos a comunicar esta descoberta a todas as pessoas.</p>
<p>Como o próprio Senhor indica, fazer discípulos tem um programa concreto a realizar:</p>
<p>– <em>Dar doutrina.</em> Ensinar tudo o que Ele nos revelou. Dar doutrina é a melhor ajuda que hoje podemos dar a qualquer pessoa. Esta urgência é peculiar em nossos dias, porque a ignorância religiosa é total em muitos cristãos.</p>
<p>– <em>Vida sacramental.</em> Jesus fala em administrar o Baptismo, porta de entrada para todos os outros sacramentos.</p>
<p>É preciso aproximar as pessoas, depois de as termos preparado bem, para os outros sacramentos, especialmente o da reconciliação e Penitência e o da Eucaristia.</p>
<p>c) Jesus Cristo está connosco. «<em>E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos</em>.»</p>
<p>É uma promessa solene que nos faz Jesus Cristo, num momento culminante da Sua vida terrena.</p>
<p>De facto, ao longo da vida pública foi-nos preparando para acolher esta verdade fundamental da Sua presença.</p>
<p>– No Evangelho sobre o juízo final, diz textualmente: «<em>Em verdade vos digo: todas as vezes que o fizestes</em> (dar de comer ao faminto, dar de beber ao sequioso, vestir aqueles a quem falta a roupa indispensável&#8230;) <em>foi a Mim que o fizestes</em>.»</p>
<p>– Está presente quando dois ou três se reúnem em Seu nome.</p>
<p>– A Eucaristia que celebramos é rica da presença de Jesus. O Concílio Ecuménico Vaticano II diz-nos que Ele está nela presente de quatro modos:</p>
<p>• Na assembleia reunida para a Celebração da Santa Missa, porque estamos ali em Seu nome. Professamos esta verdade quando respondemos à saudação do sacerdote dizendo: «Ele está no meio de nós!»</p>
<p>• Na Palavra de Deus que é proclamada e explicada.</p>
<p>• No sacerdote que dá um rosto visível a Cristo nesta acção que é d’Ele, da Santíssima Trindade e de toda a Igreja – no Céu, no Purgatório e na terra. Pelo ministério do sacerdote, em virtude do espírito Santo recebido na ordenação, Jesus Cristo transubstancia o pão e o vinho que levamos ao altar no Seu Corpo e Sangue.</p>
<p>• Presente na Santíssima Eucaristia, sob as aparências do pão e do vinho, no só no momento da Missa, mas depois em nossos sacrários, para conforto dos doentes e para nossa companhia.</p>
<p>Está sempre connosco. Podemos encontrá-l’O, conversar com Ele quando, onde e sobre o que quisermos, em qualquer lugar ou momento.</p>
<p>Com a Ascensão gloriosa, Jesus limitou-Se a inaugurar um novo modo de presença adorável junto de nós.</p>
<p>Tornemo-l’O presente junto dos outros, usando bem os Meios de Comunicação Social.</p>
<h3>Fala o Santo Padre</h3>
<p>MENSAGEM PARA O 42º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS</p>
<p>«Os meios de comunicação social: na encruzilhada entre protagonismo e serviço.  Buscar a verdade para partilhá-la»</p>
<p><em>Queridos irmãos e irmãs!</em></p>
<p>1. O tema da próxima Jornada Mundial das Comunicações Sociais – «<em>Os meios de comunicação social: na encruzilhada entre protagonismo e serviço. Buscar a verdade para partilhá-la</em>» – coloca em relevo como é importante o papel destes instrumentos na vida das pessoas e da sociedade. De facto, não existe âmbito da experiência humana, sobretudo se enquadrada no vasto fenómeno da globalização, onde os <em>media</em> não se tenhamtornado parte constitutiva das relações interpessoais e dos processos sociais, económicos, políticos e religiosos. A tal propósito, escrevi na Mensagem para a Jornada da Paz do passado dia 1 de Janeiro: «Os meios de comunicação social, pelas potencialidades educativas de que dispõem, têm uma responsabilidade especial de promover o respeito pela família, de ilustrar as suas expectativas e os seus direitos, de pôr em evidência a sua beleza» (n. 5).</p>
<p>2. Graças a uma vertiginosa evolução tecnológica, os referidos meios foram adquirindo potencialidades extraordinárias, ao mesmo tempo que levantavam novas e inéditas interrogações e problemas. É inegável a contribuição que podem dar para a circulação das notícias, o conhecimento dos factos e a difusão do saber: por exemplo, contribuíram de modo decisivo para a alfabetização e a socialização, como também para o avanço da democracia e do diálogo entre os povos. Sem a sua contribuição, seria verdadeiramente difícil favorecer e melhorar a compreensão entre as nações, conferir respiro universal aos diálogos de paz, garantir ao homem o bem primário da informação, assegurando ao mesmo tempo a livre circulação de intentos a bem nomeadamente dos ideais de solidariedade e justiça social. Sim! Os <em>media</em>, no seu conjunto, não servem apenas para a difusão das ideias, mas podem e devem ser também instrumentos ao serviço de um mundo mais justo e solidário. Infelizmente, é bem real o risco de, pelo contrário, se transformarem em sistemas que visam submeter o homem a lógicas ditadas pelos interesses predominantes de momento. É o caso de uma comunicação usada para fins ideológicos ou para a venda de produtos de consumo mediante uma publicidade obsessiva. Com o pretexto de se apresentar a realidade, de facto tende-se a legitimar e a impor modelos errados de vida pessoal, familiar ou social. Além disso, para atrair os ouvintes, a chamada quota de audiências, por vezes não se hesita em recorrer à transgressão, à vulgaridade e à violência. Existe enfim a possibilidade de serem propostos e defendidos, através dos <em>media</em>, modelos de desenvolvimento que, em vez de reduzir, aumentam o desnível tecnológico entre países ricos e pobres.</p>
<p>3. A humanidade encontra-se hoje numa encruzilhada. Vale também para os <em>media</em> aquilo que escrevi, na Encíclica <em>Spe</em><em> salvi</em>, sobre a ambiguidade do progresso, que oferece inéditas potencialidades para o bem, mas ao mesmo tempo abre possibilidades abissais de mal que antes não existiam (cf. n. 22). Por isso, há que interrogar-se se é sensato deixar que os instrumentos de comunicação social se ponham ao serviço de um protagonismo indiscriminado ou acabem em poder de quem se serve deles para manipular as consciências. Não se deveria, antes, fazer com que permaneçam ao serviço da pessoa e do bem comum e favoreçam «a formação ética do homem, o crescimento do homem interior» (<em>Spe</em><em> salvi</em>, 22)? A sua influência extraordinária na vida das pessoas e da sociedade é um facto amplamente reconhecido, mas hoje há que pôr em evidência a viragem, diria mesmo a mudança verdadeira e própria de função, que os <em>media</em> estão a enfrentar. Hoje, de modo sempre mais acentuado, a comunicação parece às vezes ter a pretensão não só de apresentar a realidade, mas também de a determinar graças à capacidade e força de sugestão que possui. Constata-se, por exemplo, que em certos casos os <em>media</em> são utilizados, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos. Esta perigosa alteração da sua função é vista com preocupação por muitos Pastores. Exactamente porque se trata de realidades que incidem profundamente em todas as dimensões da vida humana (moral, intelectual, religiosa, relacional, afectiva, cultural), estando em jogo o bem da pessoa, impõe-se reafirmar que nem tudo aquilo que for tecnicamente possível é eticamente praticável. Por isso, o impacto dos meios de comunicação sobre a vida do homem contemporâneo coloca questões inevitáveis, que aguardam decisões e respostas não mais adiáveis.</p>
<p>4. O papel que os instrumentos de comunicação assumiram na sociedade é já considerado parte integrante da questão antropológica, que surge como desafio crucial do terceiro milénio. De modo semelhante ao que se verifica no sector da vida humana, do matrimónio e da família e no âmbito das grandes questões contemporâneas relativas à paz, à justiça e à defesa da criação, também no sector das comunicações sociais estão em jogo dimensões constitutivas do homem e da sua verdade. Quando a comunicação perde as amarras éticas e se esquiva ao controle social, acaba por deixar de ter em conta a centralidade e a dignidade inviolável do homem, arriscando-se a influir negativamente sobre a sua consciência, sobre as suas decisões, e a condicionar em última análise a liberdade e a própria vida das pessoas. Por este motivo é indispensável que as comunicações sociais defendam ciosamente a pessoa e respeitem plenamente a sua dignidade. São muitos a pensar que, neste âmbito, seja actualmente necessária uma «info-ética» tal como existe a bio-ética no campo da medicina e da pesquisa científica relacionada com a vida.</p>
<p>5. É preciso evitar que os <em>media</em> se tornem o megafone do materialismo económico e do relativismo ético, verdadeiras pragas do nosso tempo. Pelo contrário, eles podem e devem contribuir para dar a conhecer a verdade sobre o homem, defendendo-a face àqueles que tendem a negá-la ou a destruí-la. Pode-se mesmo afirmar que a busca e a apresentação da verdade sobre o homem constituem a vocação mais sublime da comunicação social. Usar para tal fim as linguagens todas e cada vez mais belas e primorosas de que dispõem os <em>media</em> é uma tarefa grandiosa, confiada em primeiro lugar aos responsáveis e operadores do sector. Mas tal tarefa, de algum modo, diz respeito a todos nós, porque todos, nesta época da globalização, somos utentes e operadores de comunicações sociais. Os novos <em>media</em>, sobretudo telefonia e internet, estão a modificar a própria fisionomia da comunicação, e talvez esta seja uma ocasião preciosa para a redesenhar, ou seja, para tornar mais visíveis, como disse o meu venerado predecessor João Paulo II, os traços essenciais e irrenunciáveis da verdade sobre a pessoa humana (cf. Carta apostólica <em>O rápido desenvolvimento</em>, 10).</p>
<p>6. O homem tem sede de verdade, anda à procura da verdade; demonstram-no nomeadamente a atenção e o sucesso registados por muitas publicações, programas ou filmes de qualidade, onde são reconhecidas e bem apresentadas a verdade, a beleza e a grandeza da pessoa, incluindo a sua dimensão religiosa. Jesus disse: «Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará» (<em>Jo</em> 8, 32). A verdade que nos torna livres é Cristo, porque só Ele pode corresponder plenamente à sede de vida e de amor que está no coração do homem. Quem O encontrou e se apaixona pela sua mensagem, experimenta o desejo irreprimível de partilhar e comunicar esta verdade: «O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos – escreve São João –, o que contemplámos, o que tocámos com as nossas mãos acerca do Verbo da Vida, é o que nós vos anunciamos […], para que estejais também em comunhão connosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Escrevemos tudo isto, para que a vossa alegria seja completa» (<em>1 Jo</em> 1, 1-3).</p>
<p>Invocamos o Espírito Santo para que não faltem comunicadores corajosos e testemunhas autênticas da verdade que, fiéis ao mandato de Cristo e apaixonados pela mensagem da fé, «saibam tornar-se intérpretes das exigências culturais contemporâneas, comprometendo-se a viver esta época da comunicação, não como um tempo de alienação e de confusão, mas como um período precioso para a investigação da verdade e para o desenvolvimento da comunhão entre as pessoas e entre os povos» (João Paulo II, Discurso no Congresso <em>Parábolas mediáticas</em>, 9 de Novembro de 2002).</p>
<p>Com estes votos, afectuosamente concedo a todos a minha Bênção.</p>
<p><em>Papa Bento XVI, festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2008</em></p>
<h3>LITURGIA EUCARÍSTICA</h3>
<p><strong>Introdução à Liturgia Eucarística</strong></p>
<p>Antes de subir ao Céu, Jesus Cristo garantiu-nos a Sua presença admirável junto de nós.</p>
<p>Acaba de falar connosco na Liturgia da Palavra que foi proclamada e explicada.</p>
<p>Preparemo-nos agora para estar com Ele sacramentalmente, pois vai tornar-se presente na Eucaristia, sob as aparências do pão e do vinho.</p>
<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Recebei, Senhor, o sacrifício que Vos oferecemos ao celebrar a admirável ascensão do vosso Filho e, por esta sagrada permuta de dons, fazei que nos elevemos às realidades do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p>Prefácio da Ascensão: p. 474 [604–716]</p>
<p>No Cânone Romano dizem-se o <em>Communicantes</em> (Em comunhão com toda a Igreja) e o <em>Hanc</em><em> igitur</em> (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.</p>
<p>Nas Orações Eucarísticas II e III fazem–se também as comemorações próprias.</p>
<p><em><strong>SANTO</strong></em></p>
<p><strong>Saudação da Paz</strong></p>
<p>Pedimos insistentemente ao Senhor a Sua paz, como um dom insubstituível pata a nossa felicidade.</p>
<p>Ele interpela-nos agora. Estamos disponíveis para abrir as portas do coração, perdoando generosamente as ofensas recebidas?</p>
<p>Manifestemos estas disposições, antes de comungar.</p>
<p><strong>Saudai-vos na paz de Cristo!</strong></p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p>O Senhor gosta que O recebamos na Sagrada Comunhão, quando nos preparamos para ela segundo o que Ele nos ensina, pela voz santa Igreja.</p>
<p>Examinemo-nos diligentemente, e aproveitemos estes momentos de intimidade com Ele que nos são concedidos, para Lhe pedirmos ajuda em ordem a realizarmos a missão que Ele nos confiou, antes de subir ao Céu.</p>
<p><em>Mt</em> 28, 20</p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Deus eterno e omnipotente, que durante a nossa vida sobre a terra nos fazeis saborear os mistérios divinos, despertai em nós os desejos da pátria celeste, onde já se encontra convosco, em Cristo, a nossa natureza humana. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h3>RITOS FINAIS</h3>
<p><strong>Monição final</strong></p>
<p>Levamos para a vida desta semana duas consoladoras certas: nunca estamos sós, porque Ele nos acompanha, momento a momento. Alem disso, digna-Se contar connosco para incendiar todos os caminhos da terra no fogo do Seu Amor.</p>
<p>Entreguemo-nos com generosidade a troná-l’O conhecido e amado.</p>
<p>Celebração e Homilia:    FERNANDO SILVA</p>
<p>Nota Exegética:       GERALDO MORUJÃO</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.cliturgica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Celebração  Litúrgica</a>    	</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-ascensao-do-senhor-ano-a-2/">Roteiro Homilético &#8211; Ascensão do Senhor &#8211; Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
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