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	<title>Presbíteros</title>
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	<description>Uma ampla biblioteca para formação permanente, com temas de espiritualidade, pastoral, teologia, direito canônico e liturgia, além de roteiros homiléticos e diversos outros materiais, sempre em total sintonia com o Magistério da Igreja.</description>
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	<title>Presbíteros</title>
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		<title>Preces &#8211; VI Domingo de Páscoa &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-vi-domingo-de-pascoa-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:50:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[vi domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: Irmãos e irmãs, nessa oração comum, elevemos a Deus, pela intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, as nossas preces: Senhor, atendei a nossa prece! “Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo” (At 8, 17). Pelas mãos dos Apóstolos e de seus sucessores reavivais continuamente em vossa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sacerdote: </strong>Irmãos e irmãs, nessa oração comum, elevemos a Deus, pela intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, as nossas preces:</p>
<p><em><strong>Senhor, atendei a nossa prece!</strong></em></p>
<ol>
<li>“Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo” (At 8, 17). Pelas mãos dos Apóstolos e de seus sucessores reavivais continuamente em vossa Igreja o dom do Pentecostes, fazei que os vossos fiéis reconheçam os seus pastores como homens cheios do Espírito Santo. Rezemos ao Senhor.</li>
<li>“Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira” (Sl 65). Tornai-nos generosos na missão de anunciar-vos a todos os nossos conhecidos, para que o mundo vos conheça, vos ame e se una no louvor de vosso nome. Rezemos ao Senhor.</li>
<li>“Cristo morreu uma vez por todas por causa dos pecados” (1Pd 3, 18). Pelo valor redentor da paixão de vosso Filho, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. Rezemos ao Senhor.</li>
<li>“Estai sempre prontos a dar a razão de vossa esperança” (1Pd 3, 15). Dai aos vossos fiéis um autêntico desejo de conhecer profundamente a fé católica que professamos e livrai-nos da tentação da superficialidade e do relativismo. Rezemos ao Senhor.</li>
<li>“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14, 15). Concedei aos que renasceram da água e do Espírito Santo a graça de vos amar eternamente, guardando vossos mandamentos na terra e contemplando-vos para sempre nos céus.</li>
</ol>
<p><strong>Sacerdote:</strong> Ó Deus que fazeis resplandecer em todo universo a alegria pascal, derramai em nossos corações o vosso Espírito, acolhendo as nossas preces e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por Cristo, nosso Senhor.</p>
<p><em><strong>Amém.</strong></em>    	</p>
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		<title>Comentário Exegético – VI Domingo da Páscoa – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/comentario-exegetico-vi-domingo-da-pascoa-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:49:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exegese]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[vi domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>EPÍSTOLA (1Pd 3,15-18) (Pe. Ignácio, dos padres escolápios)   CRISTO MODELO: Consagrai, portanto, o Senhor Cristo em vossos corações, preparados sempre para a defesa a todo aquele que vos pedir uma prova acerca de vossa esperança (15). Dóminum autem Christum sanctificáte in córdibus vestris, paráti semper ad satisfactiónem omni poscénti vos ratiónem de ea, quae [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>EPÍSTOLA (1Pd 3,15-18)</h2>
<p><strong>(Pe. Ignácio, dos padres escolápios)</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>CRISTO MODELO: Consagrai, portanto, o Senhor Cristo em vossos corações, preparados sempre para a defesa a todo aquele que vos pedir uma prova acerca de vossa esperança (15). Dóminum autem Christum sanctificáte in córdibus vestris, paráti semper ad satisfactiónem omni poscénti vos ratiónem de ea, quae in vobis est, spe.  SANTIFICAI: O grego agiasete [&lt; 37&gt;=sanctificate] é o aoristo imperativo do verbo agiazö, cujo significado é fazer, declarar ou designar como sagrado, santo ou divino um lugar, uma coisa ou uma pessoa. Daí consagrar e também venerar ou no caso adorar e cultuar. Com isto quer dizer o apóstolo que devemos render culto interior a Cristo como a nosso Senhor e Deus. PREPARADOS é a tradução de etoimoi[&lt;2092&gt;=parati] com o significado de prontos, preparados, dispostos a realizar alguma coisa. DEFESA é a tradução escolhida para o grego apologia [&lt;627&gt;=satisfactio] com o significado de defesa, argumento, alegação, testemunho, prova e razão. É a palavra que emprega Paulo quando prisioneiro diz aos de Filipo que os retem no seu coração, porque foram participantes tanto de suas prisões como na defesa [apologia] e confirmação do evangelho (Fp 1, 7). PROVA em grego logos [&lt;3056&gt;=ratio] é um vocábulo que em geral significa a palavra saída da boca, mas que tem uma série de significados, como decreto, mandato, preceito, profecia, declaração, aforismo, máxima, discurso, instrução, conversa, doutrina, razão, causa, consideração, avaliação, resposta a um juízo. Conforme esta última acepção temos escolhido PROVA ou talvez razão sobre a ESPERANÇA do grego elpis [&lt;1680&gt;=spes] com o significado cristão de alegre e confidencial expectação da eterna salvação. A esperança é uma virtude cristã própria, pois é a que nos propõe o triunfo da vida sobre a morte e da bondade sobre o pecado e a injustiça.</p>
<p>A CONSCIÊNCIA: Mas com mansidão e temor, tendo boa consciência, para que, no que sois caluniados, sejam confundidos os que ofendem vossa boa conduta em Cristo (15). Sed cum modéstia et timóre consciéntiam habéntes bonam, ut in eo quod détrahunt vobis confundántur qui calumniántur vestram bonam in Christo conversatiónem. MANSIDÃO do grego praytës [&lt;4240&gt;=modestia] com o significado de suavidade, brandura em disposição, bondade, mansidão, humildade. Este trecho está unido ao versículo anterior em algumas traduções como a KJV. Unida ao TEMOR, fobos [&lt;5401&gt; =timor]  medo, temor, pavor e, finalmente, reverência  que sentimos quando falamos com um superior a quem devemos obediência e respeito. E é neste último aspecto que devemos usar a palavra. A tradução direta de Lacueva diz em espanhol con mansedumbre e respeito. Esta é a tradução que parece mais conforme com o pensamento do autor. CONSCIÊNCIA [syneidësis&lt;4893&gt;=conscientia] em grego com os significados seguintes: ser conscientes de uma coisa, como em Hb 10, 5: purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. A faculdade da alma que distingue entre o bem e o mal feito como em Rm 9, 1: Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo). No nosso caso é um impulso interior, dirigido ao bem de modo que a resposta a estímulos alheios seja para a vitória do bem. Assim, CALUNIADOS [katalaleisthe&lt;2635&gt;=detrahunt] do presente do verbo katalaleö com significado de falar contra ou mal de uma pessoa; literalmente eles falam mal  seguido de sejam CONFUNDIDOS [kataischynthösin &lt;2617&gt;=confundantur] do verbo kataischynö de significado desonrar, degradar, envergonhar, repulsar. Neste caso optamos por traduzir sejam envergonhados ou confundidos. E quais são eles? Pois os que OFENDEM [epëreazö &lt;1908&gt;=calumniantur] com o significado de insultar, tratar com desprezo, acusar falsamente, ameaçar, intimidar. Podemos optar por insultar ou acusar. Insultam ou acusam da CONDUTA [anastrofë&lt;391&gt;=conversatio] como conduta, modo de se comportar, procedimento.  Como conclusão, temos que Pedro escreve em momentos de perseguição, quando os cristãos eram levados à frente  das autoridades para serem interrogados sobre sua fé e sua conduta. As palavras gregas apologia e aitein logon eram términos legais, usados nos tribunais. Assim, ao se declarar seguidores de Cristo com a esperança posta na herança do Reino, sua conduta ratificaria de modo convincente, que não eram nem simuladores nem se serviam da mentira para própria vantagem e benefício.</p>
<p>ENTRE O BEM E O MAL: Pois melhor fazendo o bem padecer, se Deus quer, do que fazer o mal (17). Mélius est enim benefaciéntes (si volúntas Dei velit) pati, quam malefaciéntes, MELHOR [kreittön&lt;2909&gt;=melius] com o significado de mais útil, mais vantajoso, excelente. Como falta o verbo ser, podemos deduzir que o grego é uma tradução de um texto em aramaico, como dizem foi feito por Silvano (5, 12) ou Silas, companheiro de Paulo na primeira viagem (At 15, 22), do texto original, ditado por Pedro. PADECER [paschein&lt;3958&gt;=pati] infinitivo do verbo paschö, com o significado de estar afetado, ter uma experiência sensível para o bem ou para o mal e, neste caso, padecer. SE DEUS QUER, no grego ei thelei to thelëma tou Theou que em tradução direta é se quer a vontade de Deus. THELËMA [&lt;2307&gt;=voluntas]. É vontade, escolha, inclinação, anseio, desejo especialmente se tratando dos propósitos de Deus com respeito à salvação. Portanto, é excelente e está no propósito de Deus, padecer [perseguição] por fazer o bem, antes do que ser castigado por fazer o mal. Tenhamos em conta que Pedro escreve aos do Ponto, Galácia, Capadócia e Ásia Menor em momentos de perseguição. As perseguições não foram extensivas a todo o Império, a não ser a de Décio (250-51) e posteriores. É possível que não fosse a perseguição em si mesma, mas o que aconteceu com Paulo em diversas cidades, agitadas e rancorosas da parte dos judeus especialmente, pois a primeira perseguição em termos de morte por edito foi a de Nero (64-68), posterior a carta de Pedro.</p>
<p>PARADIGMA DE CRISTO: Já que também Cristo, uma vez padeceu pelos pecados, justo pelos injustos, para nós oferecer a(o) Deus; morto certamente em carne, mas sendo vivificado em espírito (18). Quia et Christus semel pro peccátis nostris mórtuus est, iustus pro iniústis, ut nos offérret Deo, mortificátus quidem carne, vivificátus autem spíritu. Pedro apela agora ao exemplo de Cristo, predestinado nos planos do Pai como paradigma do verdadeiro cristão e não unicamente como promotor da vida e reconciliação com Ele. O também [kai grego] indica que Jesus não ficou alheio a essa paixão e sofrimento de  que Paulo trata entre os cristãos da Ásia Menor no seu tempo. JUSTO pelos INJUSTOS, logicamente se refere a Jesus, que foi chamado o Justo (At 3, 14) pelo mesmo Pedro, no discurso do templo, após a cura do coxo de nascença. Como tal vítima, ele se ofereceu a Deus e foi sacrificado [morto na carne], mas, foi vivifivado em espírito. Esta última frase pode ter o sentido de que foi o Espírito de Deus que ressuscitou seu corpo  ou foi ele, como Deus que é espírito, quem viveu sem experimentar a morte e corrupção. Com essa frase, Pedro afirma indiretamente a ressurreição de Cristo, causa e modelo também dos que com ele, como diz Paulo, padecemos para triunfarmos com ele (Rm 8, 17).</p>
<h2>EVANGELHO (Jo 14, 15-21)</h2>
<h3>DESPEDIDA. EXORTAÇÃO AO AMOR.</h3>
<p><strong>(Pe. Ignácio, dos padres escolápios)</strong></p>
<p>INTRODUÇÃO: Este evangelho é uma parte do discurso na última ceia de Jesus com seus doze discípulos. Um discurso de despedida como se fosse um testamento em vida. No trecho de hoje, encontramos quatro partes bem diferenciadas: A promessa do Paraklétos, uma breve separação, uma presença que só os discípulos experimentarão para entender que Jesus e o Pai são uma mesma coisa [um único Deus] e uma recomendação para os que o amam de guardar os mandatos como prova do amor e para que tanto o Pai como o Filho possam se manifestar a eles. João apresenta o Parákletos como o Espírito que comunica a Verdade, que sempre acompanhará os seus discípulos. Neste sentido será o Mestre interior que supre as palavras do Mestre exterior que era Jesus.</p>
<p>SE ME AMAIS: Se me amais, os preceitos, os meus, guardai (15). Si diligitis me mandata mea servate. OS PRECEITOS: O verdadeiro amor se distingue da paixão e do interesse, porque aquele se dedica totalmente à pessoa amada, é um serviço, cumprindo, antes de tudo, os desejos da mesma. Neste caso, os entolai, traduzido ao latim por mandata, são preceitos particulares ou recomendações de Jesus. O grego distingue entre nomos [a lei geral, essencialmente de Moisés], entolê [preceito, norma ou mandato particular que podemos traduzir por ordem] e dogma [decreto de uma autoridade,  promulgado publicamente].  Como preceitos especiais de Jesus são algo mais do que o mandato novo [entolé kainé] de se amarem como ele os amou (13, 43). Podemos afirmar que os mandatos, aos quais Jesus agora se refere, constituem todo o conjunto que chamamos de evangelho, e especialmente os trabalhos que deviam se realizar na difusão do mesmo. GUARDAI: O texto grego está no imperativo embora muitas traduções prefiram o futuro: Se me amais observareis meus mandamentos (Jerusalém). A tradução seria, pois: se me amais guardai meus mandatos. Mais que mandatos poderíamos traduzir por recomendações ou talvez melhor, ordens? Como resultado Jesus dirá no versículo 21: Quem se atém às minhas ordens e as cumpre, esse é que me ama. Como sabemos, as ordens entram no mundo íntimo e particular das pessoas por elas relacionadas. Ordem é algo que se faz de mim para ti, entre duas pessoas intimamente dependentes. Jesus aqui toma o lugar de Javé no AT, cujo Shemá [ouve] começava com estas palavras: Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração (Dt 6, 5). Jesus exige esse amor que se tornará visível no cumprimento de suas exigências. O sentido é de que o amor é causa de que a palavra ouvida seja guardada como quem conserva, em depósito,  uma fórmula sagrada.</p>
<p>E EU SOLICITAREI: Pois eu rogarei ao Pai e outro Parácleto vos dará a fim de que permaneça entre vós para sempre (16). Et ego rogabo Patrem et alium paracletum dabit vobis ut maneat vobiscum in aeternum. O Verbo erotao é próprio de Jesus e mais que orar significa requerer, perguntar e, por isso, temos traduzido por solicitar. O verbo pedir, orar, próprio dos discípulos, é aiteuo. Jesus exige do Pai o Parákletos, sempre que os discípulos o necessitem para cumprir as normas recomendadas por Jesus para a difusão do evangelho. No versículo seguinte explicaremos o significado da palavra Parákletos. PARA SEMPRE: O envio do Espírito está submetido à ausência de Jesus. Mas sua permanência será eis ton aiona. In aeternum, traduz a vulgata. Para sempre. A palavra grega aion &lt;165&gt; é um nome masculino derivado de aiei [sempre] e on [estando] que significa tempo, duração, vida, eternidade, século, idade, geração. Tem diversos significados, como vemos, e tanto no plural como no singular, especialmente na frase de João eis ton aiona significa para a eternidade, ou como traduzem algumas bíblias, para sempre, para não confundir eternidade com o além. Precisamente, vendo a expressão, podemos deduzir que o quarto evangelho é o trabalho de um único redator. A frase sai 9 vezes em João e unicamente uma em Lucas (1, 55)  sendo outra vez no plural (1, 33) e com o mesmo significado. Duas vezes em Marcos (3, 29 e 11, 14) e só uma vez em Mateus (6, 13) e num versículo provavelmente adicionado ao Pai Nosso por outra mão: teu o reino, o poder e a glória para sempre. É interessante ver que aion significa, nessas passagens de João, a eternidade ou para sempre; isto é, sem limites, sem ser condicionado pela vida dos apóstolos ou, como diz Mateus, até o término do século.</p>
<p>OUTRO PARÁCLITO: O Pneuma da verdade o qual o Kosmos não pode receber porque não o vê nem o conhece, mas vós o conheceis porque junto a vós permanece e em vós estará (17). Spiritum veritatis quem mundus non potest accipere quia non videt eum nec scit eum vos autem cognoscitis eum quia apud vos manebit et in vobis erit. PARÁKLETOS: A palavra é própria do evangelho de João e sai 4 vezes nos capítulos 14 a 16 e uma vez em 1 Jo 2, 1, esta última com um significado diferente como advogado defensor, intercedendo pelos pecados do discípulo. Neste caso esse advogado é Jesus Cristo. Vejamos o significado próprio de parákletos. Derivado do substantivo paráklesis [chamado de auxílio] significa advogado defensor [o counsel inglês]. Como termo evangélico tomado por João,  temos sua definição nas diversas passagens dos capítulos antes citados. Estas são as passagens das quais podemos deduzir, segundo o evangelista João, as qualidades e tarefas do Parákletos: 14, 26; 15, 26 e 16, 7. Em todas elas o latim traduz por paraclitus. Os evangélicos, seguindo a versão de Lutero, traduzem o grego original &lt;3875&gt; por Consolador ou Confortador. Num comentário bíblico dizem que tem o mesmo significado de MENAHEM &lt;04505&gt;, confortador, de 2Rs 15, 14 nome do rei de Samaria (<a href="about:blank">752 aC</a>&#8211;<a href="about:blank">742 aC</a>.) e que este título era atribuído pelos judeus ao Messias. Também os judeus falam de Parákletos com o significado de advogado ou defensor com a seguinte frase: Quem cumpre um mandamento obtém um paráklito [sic em hebraico]; e quem transgride um mandamento, gera um acusador. Como vemos, os judeus contemporâneos de Jesus, usavam a mesma palavra de João para apontar o advogado defensor. As bíblias católicas, modernas, vernáculas, traduzem defensor [esp], protector [latino am], advogado [port], helper [ingl], protecteur[fra], e paraclito[it]. A natureza do Paráclito era ser Espírito. Logo não pode ser visto nem experimentado. Consequentemente não será visível, mas atuará no escuro e no silêncio. Aparentemente nada será percebido pelos que não são discípulos. Só pode ser notado nos seus efeitos ou atuações. E isto de duas maneiras: a mais frequente, modo humano, como dizem os teólogos místicos; neste caso, nem mesmo o possuidor do Espírito se dá conta de que sua mente e seus sentimentos proveem de uma causa superior e externa; pois parece que são próprios e encontrados por pesquisa ou por casualidade. A segunda é modo divino ou sobrenatural, em cujo caso, a intervenção do Espírito é clara a todos os presentes, como testemunhas. Tal foi o caso da xenoglossia [falar línguas estranhas] de Pentecostes (At 2, 4). Porém, neste caso, as palavras de Pedro, ditadas sem dúvida pelo Espírito, pareciam ter origem numa reflexão humana quando diz: Saiba, portanto, com certeza, toda a casa de Israel: Deus o constituiu Senhor e Messias, esse Jesus a quem vós crucificastes (At 2, 36). Podemos dizer com Paulo que a mente e o coração [sentimento] do homem natural [psíquico] foram substituídos por uma mente e um sentimento superiores formando o homem espiritual (1 Cor 15, 44).  Atributos próprios: ele é Sagrado [ágios] que podemos traduzir por Divino, de natureza não criada, exatamente como o Deus de Israel (14, 26). Um outro atributo é de ser Espírito da Verdade (15, 26). Contrariamente ao mundo e ao seu príncipe [o diabo], ele é Espírito da Verdade e, como tal, verdadeira testemunha da principal verdade humana [ou respeito ao homem]: a verdade sobre Jesus. A VERDADE não vence, mas convence. Ela nos liberta do erro, da mentira e da morte que têm como origem e fruto o pecado, cujo pai é o diabo, aquele que disse: vossos olhos se abrirão [a uma falsa verdade] e  sereis como deuses (Gn 3, 5). Por isso, Jesus dirá aos judeus que não acreditavam em suas palavras [do Logo de Deus], que tinham como pai o diabo, o pai da mentira (Jo, 8, 48). A VERDADE  fundamental é conhecer e reconhecer [como Senhor] que Jesus é o Filho de Deus encarnado. Este reconhecimento nos torna livres, porque seremos amigos do Filho e não escravos, já que o amigo conhece a VERDADE do Filho (Jo 15, 15). Nós, os cristãos, não somos como os judeus, filhos de Abraão e, portanto, escravos na casa do Pai comum, mas amigos e livres pois o Pai nos tornou filhos no Filho pela fé em Cristo Jesus (Gl 3, 26). Assim se tornam os que se deixam guiar pelo Espírito de Deus (Rm 8, 14) que receberam o espírito de filhos adotivos que nos faz exclamar, Abbá (Rm 8, 15). Por isso a VERDADE  de Jesus se torna a nossa Verdade, a de filhos de Deus.  Nos liberta do pecado em que incorreram inicialmente os judeus e que consiste em não crer em Jesus (Jo 16, 9). Foi por isso que o julgaram como blasfemo e impostor [falso Messias]  e assim o entregaram à autoridade romana para que o condenasse à morte  e o crucificasse (Lc 24, 20). O Espírito  substitui Jesus, pois é necessária a ausência deste último para que ele o envie (16, 7). É, pois um Espírito enviado tanto pelo Pai (14, 16 e 26) como pelo Filho ( 15, 26 e 16, 7). Procede do Pai (15. 26) porque é o Espírito do Pai que falará em vós (Mt 10, 20). Ele é enviado, porque ele fala as palavras do Pai, assim como Jesus também falava, ele pode ser tanto chamado de o enviado do Pai como de o enviado do Filho. Está, pois, para o serviço dos homens, especialmente dos discípulos de Jesus. Sua atuação: Uma de suas tarefas é ensinar  e recordar as coisas ensinadas por Jesus (14, 26). Daí que as palavras dos discípulos tenham o selo de verdadeiras profecias, no sentido de serem palavras cuja origem é divina. Outra tarefa é ser prova testemunhal de Jesus como principal testemunha, acompanhando os testemunhos dos discípulos (15, 26) que escrevem ou são relatados em cartas e escritos por eles aprovados e que constituem o NT. É o Espírito, testemunho de cargo, que estabelecerá a culpabilidade e libertará da mentira do mundo, pois este último é causa do pecado por manter a injusta mentira de ver Jesus como culpado e ter dado origem a uma demanda de seus representantes, tanto religiosos quanto civis, resultante numa condenação que não devia ter acontecido; porque a condenação foi injusta e falsa. Por isso poderá João afirmar que o mundo não o conheceu (1, 10). Nos julgamentos judaicos não existia o papel de advogado defensor que era substituído pelas testemunhas de descarga favoráveis ao réu. E este foi precisamente o rol do Espírito, testemunhar em favor de Jesus como diz 16, 8 estabelecendo a culpabilidade dos três grandes causadores da morte de Jesus: o mundo [inimigo do reino], o pecado [como se fosse um ser pessoal ao estilo de Paulo] e o Príncipe deste mundo, que é Satanás. O Espírito atuará como testemunha da santidade [justiça] de Jesus, como Filho do Pai, pois agora está à direita dEle. ESPÍRITO DA VERDADE: Pode ter dois significados: Verdade, como possessiva, e o significado seria essa Verdade como adjetivo ou qualidade do Espírito; sendo a sua tradução Espírito Verdadeiro contrário de espírito mentiroso. E uma segunda acepção: Verdade como objeto e a tradução seria Espírito que propaga a Verdade que é a testemunha da mesma e a protege, cooperando com ela. Neste sentido, acabamos de ouvir a homilia do novo Papa. Quando em 24 de março de 1977 aceitou, a pedido de seu confessor, o  cargo de Arcebispo de Munique, ele tomou como moto ou lema Cooperatores Veritatis [cooperadores da Verdade]. Este lema era precisamente o escolhido por S. José de Calasanz para indicar o espírito dos membros de sua Ordem, educadores dedicados às crianças nas suas escolas. A expressão é tomada da III epístola de João versículo 8. É acolhendo aos que pregam o nome de Jesus, que seremos cooperadores da Verdade, diz João. E o Papa é uma testemunha moderna das palavras de Jesus: Ele fala da Caridade da Verdade. Fazendo o bem, somos de Deus (3 Jo  11) afirma João, e assim seremos cooperadores da Verdade. O Espírito da Verdade não deve só mostrar a Verdade aos discípulos e ser testemunha da mesma perante o mundo, mas, dentro desse testemunho, entra o modo como essa Verdade é anunciada: por meio da caridade. A caridade é o amplificador que, no mundo moderno, tão surdo a outras maneiras de pregar a verdade, mostra-la-á com toda claridade, como diferente da mentira e hipocrisia que o dominam. Porém também a caridade ou o amor deve ser a lente com a qual devemos olhar os problemas do mundo e nossos problemas individuais. O aborto, a eutanásia, o relacionamento sexual julgam-se no mundo moderno partindo de bases diferentes do verdadeiro amor. Cortamos o vínculo fraterno que deve unir essas questões conosco e unicamente os julgamos do ponto de vista egoísta. Os princípios do mundo são a liberdade e a vantagem, esta última mascarada como felicidade: são os que dirigem o politicamente correto, o economicamente rentável e o socialmente desejável. Mas vemos que na convivência humana esses dois princípios [liberdade e vantagem] são insuficientes e até poderíamos dizer que constituem uma doutrina destrutiva socialmente. O amor, a entrega e o serviço são os únicos princípios válidos que unem e devem reger as mentes e governar as condutas para uma convivência pacífica. Princípios que aglutinam e não desagregam os diversos grupos humanos. Eles são a Verdade da vida. Por isso, como dizia um jovem, é hora de dizer basta já! Basta de consumismo, de dinheiro, de fama, de egoísmo; e vamos deixar passagem ao trabalho, à lealdade, ao bem comum. Vamos acreditar de novo na bondade das pessoas e viver de novo  o amor. Esse amor que constitui a essência divina revelada ao homem em Jesus; porque o Pai tanto amou o mundo que entregou seu Filho (Jo 3, 16). E foi esse mesmo Espírito Divino que por meio de Jesus afirma que veio não para ser serviddo, mas para servir e dar a vida em resgate (Mc 10, 45). Vida que encontraremos, perdendo-a,  em proveito dos outros (Mc 8, 35).  O KOSMOS: A palavra grega na realidade significa ordem, um sistema harmônico como amostra de beleza, do qual o universo é uma imagem perfeita pela harmonia dos astros e sua beleza noturna. Daí passou a determinar a terra, centro do mesmo, e a humanidade, parte essencial desta última. No evangelho de João, o mundo em geral, é considerado como inimigo do evangelho. Evidentemente que usando os princípios do egoísmo, anteriormente enunciados, o Espírito de Amor e Verdade não pode ser recebido pelo mundo porque o Kosmos não o vê, nem o sente; já que a vista do Espírito se identifica com o sentimento que ele deixa naquele que o recebe como presença viva. O mundo não o conhece: tudo que o Espírito pede e exige é absurdo diante de um egoísmo frontal que tem sido o deus do mundo ou o espírito do mesmo. O Espírito busca a verdade em princípios opostos aos do mundo. Segundo os princípios do mundo os outros estão para me servir e o domínio exercido sobre eles é a base do próprio engrandecimento e felicidade (Mc 10, 41). Por isso o politicamente correto, o economicamente rentável e o socialmente majoritário não devem ser as metas dos discípulos de Jesus. OS DISCÍPULOS devem reconhecer unicamente a base do amor e do serviço, como eticamente verdadeiros para lograr como fim a convivência humana. O outro, sua felicidade, seu bem-estar, serão a base de meu pensamento, de minha atuação como discípulo de Cristo, porque devemos amá-lo como a nós mesmos (Mt 22, 39). Jesus, pois, afirmará: vós, pois,  conheceis o Espírito, pois entre vós permanece e dentro de vós estará. O conhecimento do Espírito deu-se em primeiro lugar quando abandonaram tudo e seguiram Jesus (Mc 10, 28). Compreenderam que nesse seguimento e discipulado tinham encontrado as palavras de Vida Eterna, palavras da Verdade, una e indivisível, pois em Jesus está a luz e a luz é a vida do homem (Jo 8, 12). A fé, confirmada pelas aparições de Jesus, tornava os discípulos verdadeiros mestres da Verdade, essa Verdade que não era conhecida nem reconhecida pelo mundo, mas que espalhar-se-ia como fundamento do Reino em que Jesus era também caminho e vida.</p>
<p>ÓRFÃOS: Não vos deixarei órfão: estou vindo a vós(18). Ainda um pouco e o mundo não mais me vê, mas vós me vedes porque eu vivo e vós vivereis(19). Non relinquam vos orfanos veniam ad vos. Adhuc modicum et mundus me iam non videt vos autem videtis me quia ego vivo et vos vivetis. A palavra órfão significa abandonado e os apóstolos não se sentirão abandonados porque Jesus, além de voltar, lhes deixa o Confortador. O grego emprega o presente ercomai &lt;2064&gt; [erchomai] que a Vulgata traduz pelo futuro  veniam, virei. Indica que a presença de Jesus é imediata, com uma ausência temporal muito breve, isto é, minha partida não será definitiva, porque me vereis em breve, embora não me manifeste ao mundo. Porque eu vivo, também vivereis vós (19). Que significa esta última frase? O emprego em presente dos verbos indica uma tradução literal de uma linguagem semítica, que devemos interpretar temporalmente. Eu vivo seria o mesmo que eu estou sempre vivo e não vou morrer definitivamente. E a minha vida é causa de que a vossa esteja também viva e a morte não possa terminar a sua obra definitiva. Jesus aponta que a sua ressurreição é a causa da ressurreição de todos os discípulos.</p>
<p>NAQUELE DIA: Naquele dia conhecereis que eu no meu Pai e vós em mim como eu em vós (estou). In illo die vos cognoscetis quia ego sum in Patre meo et vos in me et ego in vobis. No grego falta o verbo, que temos colocado ao fim da frase como estou e que bem podia ser sou. Precisamente esse verbo não existe no aramaico como no hebraico e assim vemos como o texto é fiel ao original. A Vulgata coloca o verbo na primeira parte da frase correspondente: sum in Patre, assim corrigindo gramaticalmente o texto original. Que significa esta afirmação de Jesus? A tradução do estou não é completa. Com um exemplo o veremos melhor. Para dizer o livro é vermelho, em hebraico diríamos o livro vermelho. O verbo que falta é o verbo copulativo ser. Podemos, pois, traduzir a frase como eu vivo [sou] no meu Pai como vós viveis em mim e eu estou vivo em vós. É uma identidade de vida ou comunhão de existência que implica unidade de espírito, manifestada em pensamento e vontade, conseguida pela entrega total, pelo amor. Daí a conclusão do versículo seguinte. Com este versículo, assim como com Rm 8, 9-11 Jesus aponta para a inhabitação trinitária.</p>
<p>OS PRECEITOS: Quem conserva meus preceitos e os guarda, esse é quem me ama. Quem, pois, me ama será amado por meu Pai e eu o amarei e me manifestarei a ele (21). Qui habet mandata mea et servat ea ille est qui diligit me qui autem diligit me diligetur a Patre meo et ego diligam eum et manifestabo ei me ipsum. O evangelista será mais explícito em 14, 23 onde pressupõe o amor como base dessa inhabitação: o amor, que repetirá na sua carta em 1 Jo 4, 16. Leão XIII dirá: Deus, por meio de sua graça, está na alma do justo em forma a mais íntima e inefável, como em seu templo. E disso se segue aquele mútuo amor pelo qual a alma está presente em Deus e está nele mais do que acontece entre os amigos mais fieis, e goza dEle com a mais gostosa doçura. E esta união admirável, que propriamente chamamos de inhabitação, só em condição e não em essência, se diferencia da que constitui a felicidade no céu&#8230; morada que se dá na alma amante de Deus. Vivida experimentalmente [a manifestação de que fala Jesus] constitui o último degrau da mística. Essencialmente, segundo S. Tomás, consiste: 1º) numa presença física das Pessoas Divinas que produzem e conservam em nós a graça e os demais dons sobrenaturais e que ele denomina de presença dinâmica. 2º) Presença intencional que não é outra que a potestade de gozar de Deus pela inteligência e vontade em modo sobrenatural e amigável, como uma antecipação do gozo eterno. Essa presença intelectual e volitiva não é por motivos naturais, como são a razão e a submissão de uma criatura para com seu Criador, mas implica a fé e a caridade pelas quais nos encontramos com um Pai e gozamos de um amigo íntimo, que em nós inspiram um amor superior a todo outro conhecido. Por isso dirá Jesus que o modo dEle de permanecer entre os seus discípulos é o amor. O amor não só é símbolo, mas produz a união mais íntima e verdadeira. Portanto será no cumprimento dos preceitos que será reconhecido esse amor. Um modelo perfeito é o cumprimento dos planos do Pai por Jesus que por isso foi causa da complacência do mesmo. Também o discípulo que ama Jesus será amado do Pai e Jesus o amará e se manifestará a ele.</p>
<p>PISTAS: 1) O Espírito da Verdade instaurou no Ocidente o lema filosófico fundamental: Vita impendere vero [arriscar a vida pela verdade] que foi pela primeira vez enunciado por Juvenal. Hoje nos perguntamos se são realidades fundamentais o amor, a justiça, o próximo, a paz, ou pelo contrário, o poder, o prazer, o imediatismo e o lucro, os que medem o valor das coisas e das pessoas?</p>
<p>2) Nesta luta cada vez mais atual entre as trevas e a luz pretendemos encontrar um terreno neutro como é o agnosticismo e o relativismo de uma posição cômoda sem compromissos?</p>
<p>3) Uma modernidade que podemos denominar selvagem em que a liberdade cega os olhos para não ver que a verdade é custosa porque nos limita; e que se nos deixarmos guiar pela liberdade como único norte, terminamos na libertinagem, porque seremos nós os que põem os limites que aliás só a nós favorecem. De fato, esta libertinagem  está tomando conta da vida individual e social, destruindo a convivência e a paz.</p>
<p>4) Um olhar só para as ideias, sem se deter nos homens, é uma falsa doutrina porque coloca as coisas por cima das pessoas. As ideias, como os sujeitos, só serão boas se servirem para melhorar as pessoas. E o mundo só será melhor se as pessoas forem melhores.</p>
<p>5) Os momentos místicos de união são a prova mais relevante de que as palavras de Jesus eram verdadeiras. A manifestação de sua presença deu-se através dos séculos até os atuais em que sua presença foi sentida pelas almas místicas.    	</p>
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		<title>Roteiro Homilético – VI Domingo da Páscoa &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-vi-domingo-da-pascoa-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:48:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[vi domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Is 48, 20 ANTÍFONA DE ENTRADA: Anunciai com brados de alegria, proclamai aos confins da terra: O Senhor libertou o seu povo. Aleluia. Diz-se o Glória. Introdução ao espírito da Celebração Neste tempo de Páscoa, como que sentimos mais a presença de Jesus ressuscitado! Que bom saber que estamos tão bem acompanhados nos caminhos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RITOS INICIAIS</strong></p>
<p><em> Is 48, 20</em></p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: Anunciai com brados de alegria, proclamai aos confins da terra: O Senhor libertou o seu povo. Aleluia.</p>
<p>Diz-se o Glória.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>Neste tempo de Páscoa, como que sentimos mais a presença de Jesus ressuscitado! Que bom saber que estamos tão bem acompanhados nos caminhos da vida! Por maiores que sejam os nossos problemas, com Ele, que é bondosíssimo e omnipotente e nos ama com Amor infinito, todos têm solução. Com esta fé e confiança vamos participar nesta Eucaristia e escutar o que Ele, hoje, nos tem para dizer.</p>
<p>ORAÇÃO COLECTA: Concedei–nos, Deus omnipotente, a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> A perseguição dos cristãos surgida em Jerusalém, levou Filipe até à Samaria. A sua pregação é acompanhada de muitos milagres. As muitas conversões, então realizadas, são confirmadas na fé, pelos Apóstolos Pedro e João.</p>
<p><em><strong>Actos</strong> 8, 5–8.14–17</em></p>
<p><em><strong>Naqueles dias, <sup>5</sup>Filipe desceu a uma cidade da Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. <sup>6</sup>As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia. <sup>7</sup>De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, <sup>8</sup>e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquela cidade. <sup>14</sup>Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. <sup>15</sup>Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, <sup>16</sup>que ainda não tinha descido sobre eles. <sup>17</sup>Então impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo.</strong></em></p>
<p>A perseguição por ocasião do martírio de Estêvão levou a que a primitiva comunidade cristã de Jerusalém se dispersasse (v. 1). Lucas regista um aspecto do bem que daí adveio para a propagação da fé cristã, que se expandiu até à Samaria.</p>
<p>5 «<em>Filipe».</em> Um dos 7 diáconos (Act 6, 5), que no capítulo 21, 8 é designado por Evangelista. Os cristãos do Jerusalém, com motivo da perseguição que acompanhou o martírio de Estêvão, dispersaram-se pelas várias terras da Judeia e Samaria, tendo ficado em Jerusalém os Apóstolos e portanto também o Apóstolo do mesmo nome (v. <em>1).</em></p>
<p><em>«Uma cidade da Samaria».</em> Não a cidade de Samaria que, nesta altura, depois de várias destruições e reconstruções, se chamava <em>Sebastê</em> (Augusta), nome que lhe dera Herodes, o Grande, para honrar a Augusto. Poderia tratar-se de Siquém (a actual Nablus), mas não o sabemos ao certo. Teria a pregação de Filipe frutificado tanto devido à semente que Jesus ali deixou por ocasião da conversão da Samaritana (Jo4, 28-30.39-42)?</p>
<p>14 «<em>Enviaram-lhes Pedro e João». </em>O facto de se dizer que Pedro foi enviado não significa qualquer subordinação, pois a supremacia de Pedro está patente em todo o livro de Actos (1, 15; 2, 14.37; 3, 5.12; 4, 8; 5, 29; 8, 19; 9, 32; 10, 5-48; 11, 4; 12, 3; 15, 7). A expressão corresponde a que foi designado de comum acordo.</p>
<p>17 «<em>Impunham-lhes as mãos».</em> Vê-se aqui uma referência ao Sacramento da Confirmação, que dá uma especial abundância da graça e que o diácono não podia administrar.</p>
<h3>Salmo Responsorial    <em>Sl</em> 65 (66),1–3a.4–5.6–7a.16.20</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> A alegria pascal, que a todos contagia, é convite a louvar o nome do Senhor.</p>
<p><strong>Refrão:</strong> <em>A TERRA INTEIRA ACLAME O SENHOR.</em></p>
<p>Ou:                <em>ALELUIA.</em></p>
<p><em><strong>Aclamai a Deus, terra inteira,</strong></em></p>
<p><em><strong>cantai a glória do seu nome,</strong></em></p>
<p><em><strong>celebrai os seus louvores,</strong></em></p>
<p><em><strong>dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>«A terra inteira Vos adore e celebre,</strong></em></p>
<p><em><strong>entoe hinos ao vosso nome».</strong></em></p>
<p><em><strong>Vinde contemplar as obras de Deus,</strong></em></p>
<p><em><strong>admirável na sua acção pelos homens.</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,</strong></em></p>
<p><em><strong>vou narrar–vos quanto Ele fez por mim.</strong></em></p>
<p><em><strong>Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece,</strong></em></p>
<p><em><strong>nem me retirou a sua misericórdia.</strong></em></p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> S. Pedro convida-nos saber a razão da nossa esperança, para a anunciar com convicção. Este anúncio feliz, deve ser proclamado com serenidade, perante aqueles que ainda o não compreendem e por isso, para já, o rejeitam.</p>
<p><em>1 <strong>São Pedro</strong> 3, 15–18</em></p>
<p><em><strong>Caríssimos: <sup>15</sup>Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança. Mas seja com brandura e respeito, <sup>16</sup>conservando uma boa consciência, para que, naquilo mesmo em que fordes caluniados, sejam confundidos os que dizem mal do vosso bom procedimento em Cristo. <sup>17</sup>Mais vale padecer por fazer o bem, se for essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal.<sup>18</sup>Na verdade, Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.</strong></em></p>
<p>Temos na leitura mais uma das belas lições sobre a atitude cristã perante as perseguições. Venerar a Cristo como Senhor, à letra, santificar, faz lembrar a oração ensinada por Jesus, sendo desta maneira Jesus posto no mesmo nível do Pai, a merecer a mesma glorificação. Aqui a <em>esperança </em>se identifica com a fé (cf. Bento XVI, <em>Spe</em><em> salvi,</em> nº 2), uma fé de tal maneira fidedigna que todos devem estar prontos para dar o sentido e a razão de crer e do seu modo cristão de proceder; se este modo de vida segundo a vontade de Deus acarreta contradição e sofrimento, não se há-de estranhar, pois nisso seguem as pegadas de Cristo (cf. 2 Pe 2, 21; 4, 12-19)</p>
<p>18 «<em>Morreu segundo a carne… voltou à vida pelo Espírito».</em> A expressão difícil pode ser entendida de vários modos: Jesus <em>morto</em> como homem e <em>vivo</em> como Deus; ou talvez se trate antes de uma formulação primitiva para exprimir que Jesus, ao morrer, abandonou de vez a sua condição mortal para passar a viver no seu estado glorioso e imortal.</p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em>Jo 14, 23</em></p>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> O cumprimento dos mandamentos do Senhor dão-nos garantias de intimidade com Ele.</p>
<h3>ALELUIA</h3>
<p><strong><em>S</em></strong><em><strong>e alguém Me ama, guardará a minha palavra.</strong></em></p>
<p><em><strong>Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.</strong></em></p>
<h2>Evangelho</h2>
<p><em><strong>São</strong> <strong>João</strong> 14, 15–21</em></p>
<p><em><strong>Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: <sup>15</sup>«Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. <sup>16</sup>E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: <sup>17</sup>o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. <sup>18</sup>Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. <sup>19</sup>Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. <sup>20</sup>Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. <sup>21</sup>Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-me-ei a ele».</strong></em></p>
<p>Temos a continuação do chamado discurso do adeus, a 2ª parte do capítulo 14 de S. João, com ideias que se repetem no capítulo 16.</p>
<p>16 «<em>Outro Defensor» </em>(à letra, Paráclito»): etimologicamente a designação significa <em>aquele que é chamado para junto de alguém</em> com o fim de defender, proteger, assistir, acompanhar, consolar; poderia traduzir-se tanto por advogado, como por assistente, protector ou consolador. O contexto deixa ver que se trata do Espírito Santo, sublinhando o seu papel de advogado (ver 15, 26; 16, 7-11). Seria preferível manter a designação tradicional de <em>Paráclito,</em> para assim englobar os diversos aspectos e pôr em evidência a sua realidade misteriosa e transcendente, que não se identifica com a mera função salvífica. «<em>Outro» </em>deixa ver que é distinto de Jesus, também chamado «Advogado» em 1 Jo 2, 1; não virá, porém, para O substituir, mas para continuar e aprofundar a missão de Jesus (v. 26), assim como Jesus, que também não fala por conta própria (v. 24).</p>
<p>18-21 «<em>Não vos deixarei órfãos; voltarei para junto de vós». </em>Esta volta de Jesus não é a das aparições depois da Ressurreição, nem a da <em>parusia</em><em>, </em>mas um regresso duradoiro, permanente, que se dará «<em>daqui a pouco» </em>(v. 19), uma presença só perceptível pela fé <em>– «o munido já não Me verá» –, </em>que Jesus promete a todos os Seus depois da Ressurreição (Jo 16, 16-24). Os discípulos de Jesus não estão condenados à orfandade, como os discípulos de Sócrates, segundo conta Platão <em>(Fédon, 116).</em></p>
<h3>Sugestões para a homilia</h3>
<p>A Terra inteira aclame o Senhor.</p>
<p>Somos chamados a ser anunciadores de Jesus ressuscitado.</p>
<p>É urgente anunciá-lO.</p>
<p>1. A Terra inteira aclame o Senhor.</p>
<p>E a Terra inteira aclamará o Senhor quando verdadeiramente O conhecer e amar. Ninguém ama o que não conhece. E para que este conhecimento seja possível, é necessário alguém que O anuncie. Este anúncio, deve ser concretizado com a vivência do cumprimento generoso e integral da vontade de Deus, nosso Pai, e que se encontra expressa nos Seus mandamentos.</p>
<p>Após o martírio de Estêvão, os cristãos de Jerusalém, sobretudo os de origem helenista, foram perseguidos. A maioria fugiu para o norte de Israel. O ardor apostólico, que tinham dentro de si, levou-os a anunciar, com entusiasmo, o Evangelho aos povos que encontraram. Filipe, foi para a Samaria, onde as multidões, ao escutarem as suas palavras, abraçaram a fé, com alegria. Perante aqueles que porventura se mostrassem contrários, S. Pedro, na 2ª Leitura da Missa de hoje, recomendou brandura e respeito. Eis o que nos compete também fazer em igualdade de circunstâncias.</p>
<p>2. Somos chamados a ser anunciadores de Jesus ressuscitado.</p>
<p>Como os primeiros cristãos, também nós, nos devemos sentir impelidos pelo desejo de anunciar a Boa Nova que é o Evangelho, àqueles que ainda a desconhecem. E são tantos, tantos! Como é urgente uma Nova Evangelização!</p>
<p>Só a aceitação do anúncio de Jesus ressuscitado, dá sentido e alegria à vida e verdadeira tranquilidade ao viver dos homens. Tão extraordinário e importantíssimo empreendimento, deverá concretizar-se, com o testemunho das nossas vidas. Esta meta, tão desejada, será atingida na medida em que alegre e integralmente cumprirmos os mandamentos da Lei de Deus, como Jesus nos indica no Evangelho da Missa de hoje: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos.» «Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama», «Não são os que dizem Senhor! que entram no Reino, mas os que fazem a vontade de Meu Pai», nos afirma Jesus no Evangelho de S. Mateus (<em>Mt</em> 7, 21-23). Ninguém será instrumento de evangelização se não estiver evangelizado, se não se sentir amado por Deus e não corresponder ao Seu Amor.</p>
<p>3. É urgente este anúncio.</p>
<p>As infidelidades, imoralidades, divórcios, mortes, guerras, infanticídios e todas as atrocidades e retrocessos sociais, causadores de tanto sofrimento e lágrimas, são consequência lógica do seguimento de caminhos errados, isto é, contrários aos mandamentos libertadores de Deus, nosso Pai.</p>
<p>Como corremos o risco de também cometer desvios tão perniciosos, precisamos muito da acção do Divino Espírito Santo, o Defensor, o Espírito da Verdade, que o Senhor promete e a todos quer enviar. A Sua vinda, será uma realidade, na medida em que houver capacidade para O receber. Tal só poderá existir num coração humilde, sincero, verdadeiro, desprendido de honras e vaidades terrenas, isto é, desapegado das coisas mesquinhas deste mundo, mas cheio de fé e amor ao Senhor, voltado para os reais valores do Evangelho. Foi e é assim o Coração Imaculado da Mãe de Deus, Maria Santíssima, que se confessou sinceramente, Serva humilde e Escrava do Senhor. Só com um coração semelhante ao de Nossa Senhora, há lugar para Deus e compreensão para aceitar, com entusiasmo e amor, a vontade do Pai, em Quem verdadeiramente se confia e se sabe que se depende. Bem-aventurados os humildes.</p>
<p>A Nova Evangelização, tão insistentemente recomendada pelo saudoso Servo de Deus João Paulo II, passa pelo testemunho do cumprimento integral e alegre dos mandamentos do Senhor. Todos eles são expressão do Amor de Deus pelos homens e o seu cumprimento comprovam a verdadeira correspondência a esse Amor. «Olhai, como eles se amam», diziam os pagãos dos primeiros cristãos e esta vivência atraía-os para o seio da Igreja.</p>
<p>Que Nossa Senhora nos obtenha de Seu Divino Filho a graça de A imitar, para que, bem cheios do Divino Espírito Santo, a todos possamos anunciar, com convicção e entusiasmo, as razões da nossa fé para encontrarem os caminhos que garantem a verdadeira felicidade terrena e eterna. Assim estaremos a dar o nosso humilde, mas necessário contributo para que <strong>«a Terra inteira aclame o Senhor»</strong>.</p>
<h3>LITURGIA EUCARÍSTICA</h3>
<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Subam à vossa presença, Senhor, as nossas orações e as nossas ofertas, de modo que, purificados pela vossa graça, possamos participar dignamente nos sacramentos da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.</p>
<p>Prefácio pascal: p. 469 [602–714] ou 470–473</p>
<p><strong>SANTO</strong></p>
<p><strong>Monição da Comunhão</strong></p>
<p>Não estamos sozinhos nos caminhos da vida. O Senhor ressuscitado está mesmo aqui connosco. Não é possível ter melhor companhia. Ele quer que façamos com Ele um só, na Sagrada Comunhão. Vamosrecebê-lO com muita fé e muito amor e ficaremos com mais força para O seguir e anunciar.</p>
<p><em>Jo</em> 14, 15–16</p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando, diz o Senhor. Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará o Espírito Santo, que permanecerá convosco para sempre. Aleluia.</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor Deus todo–poderoso, que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna, multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal e infundi em nós a força do alimento que nos salva. Por Nosso Senhor.</p>
<h3>RITOS FINAIS</h3>
<p>Monição final</p>
<p>Iluminados pela Palavra de Deus e com a força que nos vem da Eucaristia, vamos partir, cheios de alegria e entusiasmo para anunciar, com o testemunho da nossa vida, Jesus ressuscitado e os grandes valores do Evangelho.</p>
<p>Que o apoio material e espiritual, que somos especialmente convidados oferecer, no próximo Domingo, para os Meios da Comunicação Social, contribua, para que a Boa Nova que é o Evangelho, chegue a todos os Povos e assim descubram o verdadeiro sentido de suas vidas e possam usufruir a felicidade que todos desejam.</p>
<h3>HOMILIAS FERIAIS</h3>
<p>6ª SEMANA</p>
<p>2ª Feira, 28-IV: A actuação do Espírito Santo.</p>
<p><em>Act</em> 16, 11-15 / <em>Jo</em> 15, 26-16, 4</p>
<p>Quando vier o Defensor, que eu hei-de enviar lá do alto, o Espírito de verdade…</p>
<p>Jesus promete o envio do <em>Espírito Santo</em>, a quem chama Paráclito, que se traduz por Consolador. Temos necessidade da sua consolação especialmente nos momentos difíceis: «hão-de expulsar-vos das sinagogas…» (Ev).</p>
<p>Recebemos este <em>dom de Deus</em> no momento do Baptismo. Assim aconteceu com Lídia e seus familiares (cf. Leit). Também é importante a sua <em>actuação na Eucaristia</em>: o sacerdote invoca-o para que, ao passar pelas oferendas, as transforme no Corpo e Sangue de Jesus. Peçamos-lhe que santifique igualmente todas as nossas acções.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3ª Feira, 29-IV: Uma luz para a Europa.</p>
<p>1 <em>Jo</em> 1, 5-2, 2 / <em>Mt</em> 11, 25-30</p>
<p>Se dissermos que estamos em comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não procedemos segundo a verdade.</p>
<p><em>Santa Catarina de Sena</em>, Doutora da Igreja, teve uma grande influência na unidade da Igreja e na paz e na concórdia entre países e cidades da Europa. Por isso, foi nomeada Padroeira da Europa.</p>
<p>Em muitos aspectos a cultura europeia parece <em>andar nas trevas</em> (cf. Leit) e precisa da luz de Cristo e dos cristãos, para que iluminem os seus caminhos. Também é necessário que os europeus que sofrem se aproximem do Senhor: «Vinde a mim, todos os que vos afadigais, que eu vos aliviarei» (Ev).</p>
<p>4ª Feira, 30-IV: A descoberta da religiosidade.</p>
<p><em>Act</em> 17, 15. 22-18, 1 / <em>Jo</em> 16, 12-15</p>
<p>Atenienses, vejo que sois os mais religiosos dos homens…Encontrei um altar com esta inscrição: Ao Deus desconhecido.</p>
<p>O homem procurou, desde sempre, traduzir a sua procura de Deus através de sinais sensíveis (neste caso, uma estátua), de crenças e comportamentos religiosos. Podemos, pois, chamar ao homem um <em>ser religioso</em>porque, na verdade, «Deus não está longe de nós» (Leit.).</p>
<p>Esta <em>religiosidade</em> parece estar oculta por causa do indiferentismo religioso, da ignorância, do secularismo e das correntes hostis à religião. Aproveitemos bem as ocasiões para falar de Deus, como fez S. Paulo (cf. Leit.).</p>
<p>Celebração e Homilia:  ALVES MORENO</p>
<p>Nota Exegética:       GERALDO MORUJÃO</p>
<p>Homilias Feriais:      NUNO ROMÃO</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.cliturgica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Celebração  Litúrgica</a>    	</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-vi-domingo-da-pascoa-ano-a-2/">Roteiro Homilético – VI Domingo da Páscoa &#8211; Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Homilia de D. José Maria Pereira II – VI Domingo de Páscoa – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-de-d-jose-maria-pereira-ii-vi-domingo-de-pascoa-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[vi domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Preparar a vinda do Espírito Santo! Dom José Maria Pereira O Evangelho de hoje é para dar consolação e alegria. Diz Nosso Senhor: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade; Ele permanece junto de vós, e estará dentro de vós. Não vos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Preparar a vinda do Espírito Santo!</strong></p>
<p><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
<p>O Evangelho de hoje é para dar consolação e alegria. Diz Nosso Senhor: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade; Ele permanece junto de vós, e estará dentro de vós. Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. Vós Me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. Eu estou no meu Pai e vós em mim, e Eu em vós. Quem me ama, será amado por meu Pai, e Eu o amarei e Me manifestarei a Ele”. São promessas para aquecer a nossa alma.</p>
<p>Já estamos celebrando o Vl Domingo da Páscoa! A nossa atenção desloca-se de Cristo ao Espírito Santo, do Ressuscitado ao seu Dom. Começa uma espécie de pequeno Advento em preparação a Pentecostes. A vinda de Cristo foi preparada, durante séculos, pelo anúncio dos profetas e apontada por João Batista. A vinda do Espírito Santo foi anunciada pela promessa de Jesus; foi o mesmo Jesus, por assim dizer, o precursor do Paráclito: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor (Paráclito), para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê, nem o conhece” (Jo 14, 16 – 17).</p>
<p>Esse pequeno Advento para Pentecostes, na intenção da Igreja, as leituras bíblicas devem preparar-nos a esperar e a desejar, também nós, a vinda do Espírito Santo em Pentecostes. Devem, sobretudo, ajudar-nos a conhecer melhor aquele que esperamos.</p>
<p>Quem é o Espírito Santo? A essa pergunta estamos acostumados a responder: a terceira pessoa da Trindade. Com isso dissemos tudo dele. Ele é, com efeito, uma pessoa. Não é simplesmente a força impessoal de Deus ou de seu sopro criador, como se pensava no Antigo Testamento. Cristo disse-nos a respeito do Espírito Santo que é mandado, que vem, que mora; São Paulo esclareceu que reza dentro de nós com gemidos inefáveis, que distribui seus dons à Igreja.</p>
<p>A Igreja celebra, nos próximos dias, duas grandes festas: a Ascensão do Senhor e a Solenidade de Pentecostes; convida-nos a ter os olhos postos no Céu, a Pátria definitiva a que o Senhor nos chama.</p>
<p>No Evangelho de hoje (Jo 14, 15-21), João define como podemos cumprir os mandamentos divinos. Agora nos ensina que o modo de viver o mandamento provém do próprio Deus. E, nem sempre, conseguimos agir como queríamos. Também nós sentimos como São Paulo: “ não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero” (Rom 7, 19). Por isso, envia-nos o Espírito Santo, por isso é Ele mesmo a falar e a agir em nós. Ele não nos deixa órfãos. A vida, conquistada para o mundo por Cristo, após a sua volta ao Pai, será animada pelo Espírito Santo. Jesus não deixará órfãos os seus discípulos. Rogará ao Pai para que Ele lhes dê outro Paráclito, para que, com eles, permaneça para sempre o Espírito da verdade. Cristo vive e seus discípulos viverão.</p>
<p>Este Espírito de Cristo fará com que seus discípulos cumpram os seus mandamentos, especialmente, o mandamento do amor. Amor a Cristo e amor ao Pai. “Tarefa do cristão: afogar o mal em abundância de bem. Não se trata de campanhas negativas, nem de ser, sempre do contra. Pelo contrário: viver de afirmação, cheios de otimismo, com juventude, alegria e paz; ver com compreensão a todos: os que seguem a Cristo e os que O abandonam ou não O conhecem. — Mas, compreensão não significa abstencionismo nem indiferença, mas, atividade” (São Josemaria Escrivá, Sulco, 864).</p>
<p>O Senhor prometera aos seus discípulos que, passado um pouco de tempo, estaria com eles para sempre. “Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, tornareis a ver-me…” (Jo 14,19-20). O Senhor cumpriu a sua promessa nos dias em que permaneceu junto dos seus após a Ressurreição, mas essa presença não terminará quando subir com o seu Corpo glorioso ao Pai, pois, pela sua Paixão e Morte, preparou-nos um lugar na casa do Pai, “onde há muitas moradas. Voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14,2-3).</p>
<p>Os Apóstolos, que se tinham entristecido com a predição das negações de Pedro, são confortados com a esperança do Céu. A volta, a que Jesus se refere, inclui a sua segunda vinda no fim do mundo e o encontro com cada alma quando se separar do corpo. A nossa morte será precisamente o encontro com Cristo, a quem procuramos servir nesta vida e que nos levará à plenitude da glória. Será o encontro com Aquele com quem falamos na nossa oração, com quem dialogamos, tantas vezes, ao longo do dia.</p>
<p>Da Oração, do trato habitual com Jesus Cristo, nasce o desejo de nos encontrarmos com Ele. A fé purifica muitas das asperezas da morte. O amor ao Senhor muda completamente o sentido desse momento final que chegará para todos.</p>
<p>O pensamento do Céu ajudar-nos-á a superar os momentos difíceis. É muito agradável a Deus que fomentemos a virtude da esperança, que está unida à fé e ao amor, e que, em muitas ocasiões, ser-nos-á necessária. “À hora da tentação, pensa no Amor que te espera no Céu. Fomenta a virtude da esperança, que não é falta de generosidade” (Caminho, nº 139). Devemos fomentá-la nos momentos em que a dor e a tribulação se tornarem mais fortes, quando nos custar ser fiéis ou perseverar no trabalho ou no apostolado. O prêmio é muito grande! Está no dobrar da esquina, dentro de não muito tempo.</p>
<p>A meditação sobre o Céu deve também estimular-nos a ser mais generosos na nossa luta diária, “porque a esperança do prêmio conforta a alma para que empreenda boas obras” (S. Cirilo de Jerusalém). O pensamento desse encontro definitivo de amor, a que fomos chamados, ajudar-nos-á a estar mais vigilantes nas nossas tarefas grandes e nas pequenas, realizando-as de um modo acabado, como se fossem as últimas antes de irmos para o Pai. O pensamento do Céu, agora que estamos próximos da festa da Ascensão, deve levar-nos a uma luta decidida e alegre por tirar os obstáculos que se interpõem entre nós e Cristo; deve estimular-nos a procurar, sobretudo, os bens que perduram e a não desejar a todo custo as consolações que acabam.</p>
<p>Jesus promete aos discípulos o envio de um Defensor (Cf. Jo 14, 16-17), de um intercessor, que irá animar a comunidade cristã e conduzi-la ao longo da sua história. Trata-se do Paráclito que é o nosso Consolador enquanto caminhamos neste mundo no meio de dificuldades e sob a tentação da tristeza. “Por maiores que sejam as nossas limitações, nós, homens, podemos olhar com confiança para os Céus e sentir-nos cheios de alegria: Deus ama-nos e liberta-nos dos nossos pecados. A presença e a ação do Espírito Santo na Igreja são o penhor e a antecipação da felicidade eterna, dessa alegria e dessa paz que Deus nos prepara” (Cristo que passa, nº 128). Invoquemos sempre o Espírito Santo! Ele é a força que nos anima e sustenta na caminhada cotidiana e nos revela a verdade do Pai.</p>
<p>“Para avançar na vida interior e no apostolado, o necessário não é a devoção sensível; mas a disposição decidida e generosa da vontade, em face das instâncias divinas” (Sulco, 769). O Livro dos Atos dos Apóstolos narra que, “naqueles dias, Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. Era grande a alegria naquela cidade” (At 8,5. 8). Esta expressão surpreende-nos sempre, porque, na sua essencialidade, comunica-nos um sentido de esperança; como se dissesse: é possível! É possível que a humanidade conheça a verdadeira alegria, porque, aonde chega o Evangelho, a vida floresce; como um terreno árido que, irrigado pela chuva, imediatamente se torna verde.</p>
<p>“E houve grande alegria naquela cidade”. Lendo esse trecho, é espontâneo pensar na força renovadora do Evangelho, que, ao longo dos séculos “irrigou”, como um rio benéfico, tantas populações. Alguns grandes Santos e Santas levaram esperança e paz a cidades inteiras – pensemos em São Francisco Xavier, São José de Anchieta, São João Paulo ll, Santa Madre Teresa de Calcutá, Santa Dulce dos Pobres; e em tantos missionários, cujos nomes são conhecidos por Deus, que deram a vida para levar o anúncio de Cristo e fazer florescer entre os homens a alegria profunda. Também hoje, a vocação da Igreja é a evangelização: quer em relação às populações que ainda não foram “irrigadas” pela água do Evangelho; quer em relação àquelas que, mesmo tendo antigas raízes cristãs, precisam de uma nova seiva para dar frutos renovados, e redescobrir a beleza e a alegria da fé.</p>
<p>É urgente alimentar-nos da Palavra para sermos “servos da Palavra” no trabalho de evangelização! É preciso reacender em nós o zelo das origens, deixando-nos invadir pelo ardor da pregação apostólica que se seguiu a Pentecostes. Devemos reviver em nós o sentimento ardente de Paulo que o levava a exclamar: “Ai de mim, se eu não anuncio o evangelho!” (1Cor 9, 16).</p>
<p>“Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir” (1Pd 3, 15). Santificai Cristo Senhor nos vossos corações: ou seja, cultivai uma pessoal relação de amor com Ele, Amor primeiro e maior, único e totalizador, dentro do qual viver, purificar, iluminar e santificar todos os outros relacionamentos. A “vossa esperança” está ligada a esta “adoração”, a este amor de Cristo que, mediante o Espírito permanece em nós. A nossa esperança, a vossa esperança é Deus, em Jesus e no Espírito. São Pedro dá uma das condições para a vida de fé: conhecer! Porque não se ama aquele que não se conhece. “Estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança”. Em primeiro lugar a si próprios! Em que acreditamos mesmo? Se não tivermos segurança de doutrina, deixamos de reconhecer a vontade divina, e, portanto, os caminhos de Deus; começamos a chamar o bem de mal e o mal de bem, nos enredamos em dúvidas e opiniões nada cristãs.</p>
<p>A Mãe de Cristo acompanhe sempre e em toda parte o anúncio do Evangelho, para que se multipliquem e se alarguem no mundo os espaços nos quais os homens reencontrem a alegria de viver como filhos de Deus.</p>
<p>Hoje nos juntamos a todas as famílias que celebram o Dia das Mães e elevamos a Deus preces, implorando bênçãos e graças por essas mulheres: por sua saúde, suas provações e seus projetos. O Espírito Santo ilumine-as na missão que têm nas suas famílias! Parabéns, Mamães!</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-de-d-jose-maria-pereira-ii-vi-domingo-de-pascoa-ano-a/">Homilia de D. José Maria Pereira II – VI Domingo de Páscoa – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Homilia de D. José Maria Pereira I – VI Domingo de Páscoa – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-de-mons-jose-maria-pereira-vi-domingo-de-pascoa-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:46:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[vi domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Preparar, esperar e desejar a vinda  do Espírito Santo! Com este Domingo, a atenção se desloca de Cristo ao Espírito Santo, do Ressuscitado ao seu Dom. Começa uma espécie de pequeno Advento em preparação a Pentecostes. A vinda de Cristo foi preparada, durante séculos, pelo anúncio dos profetas e apontada por João Batista. A vinda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Preparar, esperar e desejar a vinda  do Espírito Santo!</strong></p>
<p>Com este Domingo, a atenção se desloca de Cristo ao Espírito Santo, do Ressuscitado ao seu Dom. Começa uma espécie de pequeno Advento em preparação a Pentecostes. A vinda de Cristo foi preparada, durante séculos, pelo anúncio dos profetas e apontada por João Batista. A vinda do Espírito Santo foi anunciada pela promessa de Jesus; foi o mesmo Jesus, por assim dizer, o precursor do Paráclito: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor (Paráclito), para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê, nem o conhece” (Jo 14, 16 – 17).</p>
<p>Esse pequeno Advento para Pentecostes, na intenção da Igreja as leituras bíblicas devem preparar-nos a esperar e a desejar, também nós, a vinda do Espírito Santo em Pentecostes. Devem, sobretudo, nos ajudar a conhecer melhor aquele que esperamos.</p>
<p>Quem é o Espírito Santo? A essa pergunta estamos acostumados a responder: a terceira pessoa da Trindade. Com isto dissemos tudo dele. Ele é, com efeito, uma pessoa. Não é simplesmente a força impessoal de Deus ou de seu sopro criador, como se pensava no Antigo Testamento. Cristo nos disse a respeito do Espírito Santo que é mandado, que vem, que mora; São Paulo esclareceu que reza dentro de nós com gemidos inefáveis, que distribui seus dons à Igreja.</p>
<p>A Igreja celebra, nos próximos dias, duas grandes festas: Ascensão do Senhor e a Solenidade de Pentecostes; convida-nos a ter os olhos postos no Céu, a Pátria definitiva a que o Senhor nos chama.</p>
<p>No Evangelho de hoje (Jo 14, 15-21), João define como podemos cumprir os mandamentos divinos. Agora nos ensina que o modo de viver o mandamento, provém do próprio Deus. E, nem sempre conseguimos agir como queríamos. Também nós sentimos como São Paulo: “ não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero” (Rom 7, 19). Por isso nos envia o Espírito Santo, por isso é Ele mesmo a falar e a agir em nós. Ele não nos deixa órfãos. A vida conquistada para o mundo por Cristo, após a sua volta ao Pai, será animada pelo Espírito Santo. Jesus não deixará órfãos os seus discípulos. Rogará ao Pai para que Ele lhes dê outro Paráclito, para que com eles permaneça para sempre o Espírito da verdade. Cristo vive e seus discípulos viverão.</p>
<p>Este Espírito de Cristo fará com que seus discípulos cumpram os seus mandamentos, especialmente o mandamento do amor. Amor a Cristo e amor ao Pai. “Tarefa do cristão: afogar o mal em abundância de bem. Não se trata de campanhas negativas, nem de ser, sempre do contra. Pelo contrário: viver de afirmação, cheios de otimismo, com juventude, alegria e paz; ver com compreensão a todos: os que seguem a Cristo e os que O abandonam ou não O conhecem. — Mas, compreensão não significa abstencionismo nem indiferença, mas, atividade” (São Josemaria Escrivá, Sulco, 864).</p>
<p>O Senhor prometera aos seus discípulos que, passado um pouco de tempo, estaria com eles para sempre. “Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, tornareis a ver-me…” (Jo 14,19-20). O Senhor cumpriu a sua promessa nos dias em que permaneceu junto dos seus após a Ressurreição, mas essa presença não terminará quando subir com o seu Corpo glorioso ao Pai, pois pela sua Paixão e Morte nos preparou um lugar na casa do Pai, “onde há muitas moradas. Voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14,2-3).</p>
<p>Os Apóstolos, que se tinham entristecido com a predição das negações de Pedro, são confortados com a esperança do Céu. A volta a que Jesus se refere inclui a sua segunda vinda no fim do mundo e o encontro com cada alma quando se separar do corpo. A nossa morte será precisamente o encontro com Cristo, a quem procuramos servir nesta vida e que nos levará à plenitude da glória. Será o encontro com Aquele com quem falamos na nossa oração, com quem dialogamos tantas vezes ao longo do dia.</p>
<p>Da Oração, do trato habitual com Jesus Cristo, nasce o desejo de nos encontrarmos com Ele. A fé purifica muitas das asperezas da morte. O amor ao Senhor muda completamente o sentido desse momento final que chegará para todos.</p>
<p>O pensamento do Céu nos ajudará a superar os momentos difíceis. É muito agradável a Deus que fomentemos a virtude da esperança, que está unida à fé e ao amor, e que em muitas ocasiões nos será necessária. “À hora da tentação, pensa no Amor que te espera no Céu. Fomenta a virtude da esperança, que não é falta de generosidade” (Caminho, nº 139). Devemos fomentá-la nos momentos em que a dor e a tribulação se tornarem mais fortes, quando nos custar ser fiéis ou perseverar no trabalho ou no apostolado. O prêmio é muito grande! Está no dobrar da esquina, dentro de não muito tempo.</p>
<p>A meditação sobre o Céu deve também estimular-nos a ser mais generosos na nossa luta diária “porque a esperança do prêmio conforta a alma para que empreenda boas obras” (S. Cirilo de Jerusalém). O pensamento desse encontro definitivo de amor a que fomos chamados nos ajudará a estar mais vigilantes nas nossas tarefas grandes e nas pequenas, realizando-as de um modo acabado, como se fossem as últimas antes de irmos para o Pai.</p>
<p>O pensamento do Céu, agora que estamos próximos da festa da Ascensão, deve levar-nos a uma luta decidida e alegre por tirar os obstáculos que se interpõem entre nós e Cristo, deve estimular-nos a procurar sobretudo os bens que perduram e a não desejar a todo custo as consolações que acabam.</p>
<p>Jesus promete aos discípulos o envio de um Defensor (Cf. Jo 14, 16-17), de um intercessor, que irá animar a comunidade cristã e conduzi-la ao longo da sua história. Trata-se do Paráclito que é o nosso Consolador enquanto caminhamos neste mundo no meio de dificuldades e sob a tentação da tristeza. “Por maiores que sejam as nossas limitações, nós, homens, podemos olhar com confiança para os Céus e sentir-nos cheios de alegria: Deus ama-nos e liberta-nos dos nossos pecados. A presença e a ação do Espírito Santo na Igreja são o penhor e a antecipação da felicidade eterna, dessa alegria e dessa paz que Deus nos prepara” (Cristo que passa, nº 128). Invoquemos sempre o Espírito Santo! Ele é a força que nos anima e sustenta na caminhada cotidiana e nos revela a verdade do Pai.</p>
<p>“Para avançar na vida interior e no apostolado, o necessário não é a devoção sensível; mas a disposição decidida e generosa da vontade, em face das instâncias divinas” (Sulco, 769).</p>
<p>O Livro dos Atos dos Apóstolos narra que, “naqueles dias, Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. Era grande a alegria naquela cidade” (At 8,5. 8). Esta expressão surpreende-nos sempre, porque, na sua essencialidade, nos comunica um sentido de esperança; como se dissesse: é possível! É possível que a humanidade conheça a verdadeira alegria, porque onde chega o Evangelho, a vida floresce; como um terreno árido que, irrigado pela chuva, imediatamente se torna verde.</p>
<p>“E houve grande alegria naquela cidade”. Lendo esse trecho, é espontâneo pensar na força renovadora do Evangelho, que, ao longo dos séculos “irrigou”, como um rio benéfico, tantas populações. Alguns grandes Santos e Santas levaram esperança e paz a cidades inteiras – pensemos em São Francisco Xavier, São José de Anchieta, São João Paulo ll, Santa Madre Teresa de Calcutá, Santa Dulce dos Pobres; e em tantos missionários, cujos nomes são conhecidos por Deus, que deram a vida para levar o anúncio de Cristo e fazer florescer entre os homens a alegria profunda. Também hoje, a vocação da Igreja é a evangelização: quer em relação às populações que ainda não foram “irrigadas” pela água do Evangelho; quer em relação àquelas que, mesmo tendo antigas raízes cristãs, precisam de uma nova seiva para dar frutos renovados, e redescobrir a beleza e a alegria da fé.</p>
<p>É urgente alimentar-nos da Palavra para sermos “servos da Palavra” no trabalho de evangelização! É preciso reacender em nós o zelo das origens, deixando-nos invadir pelo ardor da pregação apostólica que se seguiu a Pentecostes. Devemos reviver em nós o sentimento ardente de Paulo que o levava a exclamar: “Ai de mim, se eu não anuncio o evangelho!” (1Cor 9, 16).</p>
<p>“Santificai o Senhor Jesus Cristo em vossos corações e estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir” (1Pd 3, 15). Santificai Cristo Senhor nos vossos corações: ou seja, cultivai uma pessoal relação de amor com Ele, Amor primeiro e maior, único e totalizador, dentro do qual viver, purificar, iluminar e santificar todos os outros relacionamentos. A “vossa esperança” está ligada a esta “adoração”, a este amor de Cristo que, mediante o Espírito permanece em nós. A nossa esperança, a vossa esperança é Deus, em Jesus e no Espírito.</p>
<p>A Mãe de Cristo acompanhe sempre e em toda parte o anúncio do Evangelho, para que se multipliquem e se alarguem no mundo os espaços nos quais os homens reencontrem a alegria de viver como filhos de Deus.</p>
<p><strong>Mons. José Maria Pereira</strong></p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-de-mons-jose-maria-pereira-vi-domingo-de-pascoa-ano-a-2/">Homilia de D. José Maria Pereira I – VI Domingo de Páscoa – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – VI Domingo de Páscoa – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-vi-domingo-de-pascoa-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:45:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[vi domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>At 8,5-8.14-17 Sl 65 1Pd 3,15-18 Jo 14,15-21 Nestes dias pascais em honra do Ressuscitado, contemplamos e experimentamos nos santos mistérios não somente a sua ressurreição e ascensão, como também dom do seu Espírito Santo em pentecostes. Pois bem, caríssimos irmãos e irmãs, a Palavra de Deus que escutamos nesta liturgia do VI Domingo da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>At 8,5-8.14-17<br />
Sl 65<br />
1Pd 3,15-18<br />
Jo 14,15-21</p>
<p>Nestes dias pascais em honra do Ressuscitado, contemplamos e experimentamos nos santos mistérios não somente a sua ressurreição e ascensão, como também dom do seu Espírito Santo em pentecostes. Pois bem, caríssimos irmãos e irmãs, a Palavra de Deus que escutamos nesta liturgia do VI Domingo da Páscoa coloca-nos precisamente neste clima. Com um coração fiel e recolhido, contemplemos o mistério que o Evangelho de hoje nos revela! Meditemos nas palavras do Senhor Jesus:</p>
<p><em> “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós! Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis!”</em> São palavras estupendas, cheias de promessa e de vitória&#8230; Mas, será que são verdadeiras? Como pode ser verdade tudo isso? Uma coisa é certa: o Senhor não mente jamais! E ele nos garante: Eu virei a vós! Eu vivo! Vós vivereis! Mas, como se dá tal experiência? Como podemos realmente experimentar tal realidade estupenda em nossa vida e na vida da Igreja? Eis a resposta, única possível: somente no Espírito Santo que o Ressuscitado nos deu ao derramá-lo sobre nós após a ressurreição. Vejamos:</p>
<p><em>“Eu virei a vós!”</em> Na potência do Santo Espírito, Cristo realmente permanece no coração de sua Igreja, primeiro pela Palavra, pregada na potência do Espírito, como Filipe, na primeira leitura, que, anunciando o Cristo, realizava curas e exorcismos e, sobretudo, tocava os corações! Uma Palavra que realmente toca os corações e coloca os ouvintes diante do Cristo vivo e atuante. Mas, conjuntamente com a Palavra, os sacramentos, sobretudo o Batismo e a Eucaristia. Em cada sacramento é o próprio Espírito do Ressuscitado quem age, conformando-nos ao Cristo Jesus, unindo-nos a ele, fazendo-nos experimentar sua vida e sua força. Pelo Batismo, mergulhados no Espírito do Ressuscitado, realmente nascemos para uma nova vida, como nova criatura; pela Eucaristia, seu Corpo e Sangue plenos do Espírito, entramos na comunhão mais plena que se possa ter neste mundo com o Senhor: ele em nós e nós nele, num só Espírito Santo que ele nos doa!</p>
<p><em>“Vós me vereis!” Porque o Santo Espírito do Senhor Jesus habita em nossos corações, nós experimentamos Jesus em nós como uma Presença real e atuante e, com toda a certeza, proclamamos que Jesus é o Senhor, como diz São Paulo: “Ninguém pode dizer: ‘Jesus é Senhor’ a não ser no Espírito Santo” (1Cor 12,3)</em>. Porque vivemos no Espírito, experimentamos todos os dias Jesus como Alguém vivo e presente na nossa vida, em outras palavras: vemos Jesus; vemo-lo de verdade!</p>
<p><em> “Eu vivo!” </em>Sabemos que o Senhor está vivo: “morto na sua existência humana, recebeu nova vida pelo Espírito Santo”. Sabemos com toda a certeza da fé que Cristo é o Vivente para sempre, o Vencedor da Morte!</p>
<p><em>“Vós vivereis”.</em> O Senhor Jesus não somente está vivo, totalmente transfigurado pela ação potente do Espírito que o Pai derramou sobre ele&#8230; Vivo na potência do Espírito, ele nos dá esse mesmo Espírito em cada sacramento. Assim, sobretudo no Batismo e na Eucaristia, tornam-se verdadeiras as palavras do Senhor:&nbsp;<em>“Vós vivereis!”</em>, isto é: recebendo meu Espírito, nele vivendo, tereis a minha vida mesma! Vivereis porque meu Espírito<em>“permanece junto de vós e estará dentro de vós!”</em></p>
<p>Então, caríssimos, palavras de profunda intensidade e de profunda verdade! Num mundo da propaganda, da ilusão, dos simples sentimentalismos, essas palavras do Senhor são uma concreta e impressionante realidade. Mas, escutemos ainda o Senhor:&nbsp;<em>“Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós!”</em> É na oração, na prática piedosa dos sacramentos, na celebração ungida e piedosa da Eucaristia que experimentamos essas coisas! Aqui não é só a inteligência, aqui não basta a razão, aqui não são suficientes os nossos esforços! É na fé profunda de uma vida de união com o Senhor, na força do Espírito Santo que experimentamos isso que Jesus disse: ele está no Pai, no Espírito ele e o Pai são uma só coisa. Mas, tem mais: experimentamos que nós estamos nele, nele enxertados como os ramos na videira, nele incorporados como os membros do corpo unidos à Cabeça! Repito: é nos sacramentos que essa experiência maravilhosa torna-se realidade concreta. Um cristianismo que tivesse somente a Palavra de Deus, sem valorizar os sete sacramentos – sobretudo o Batismo e a Eucaristia -, seria um cristianismos mutilado, deficiente, anêmico, não condizente com a fé do Novo Testamento e a Tradição constante da Igreja! Irmãos e irmãs, atenção para a nossa vida sacramental!</p>
<p>Ora, é esta comunhão misteriosa e real com o Senhor no Espírito, que nos faz amar Jesus e viver Jesus com toda seriedade de nossa vida. É cristão de modo pleno quem experimenta o Senhor Jesus vivo e íntimo em sua vida e celebra tal união, tal cumplicidade de amor, nos sacramentos! Aí sim, as exigências do Senhor, seus mandamentos, não nos parecem pesados, não nos são pesados, não são um fardo exterior que suportamos porque é o jeito. Quem vive a experiência desse Jesus presente e doce no Espírito derramado em nós, experimenta que cumprir os preceitos do Senhor é uma exigência doce, porque é exigência de amor e, portanto, libertadora, pois nos tira de nós mesmos e nos faz respirar um ar novo, o ar do Espírito do Ressuscitado, o Homem Novo!</p>
<p>Mas, quem pode fazer tal experiência? Somente quem vive de modo dócil ao Espírito Consolador, que nos consola mesmo nos desafios mais duros. Somente viverá o cristianismo com um dom e não como um peso quem vive na consolação do Espírito, que é também Espírito de Verdade, pois nos faz mergulhar na gozo da Verdade que é Jesus. Ora, o mundo jamais poderá experimentar esse Espírito! Jamais poderá experimentar o Evangelho como consolação, jamais poderá experimentar e ver que Jesus está vivo e é doce e suave vida para a nossa vida! Por isso mesmo, o mundo jamais poderá compreender as exigências do Evangelho: aborto, casamento gay, assassinato de embriões com fins pseudo-científicos, assassinato de embriões anencéfalos, eutanásia&#8230; Como o mundo poderá compreender as exigências do Evangelho se não conhece o Cristo?&nbsp;<em>“O mundo não mais me verá!”</em>Nunca nos esqueçamos disso! Ai dos Boffs e dos Bettos da vida, que pensam que a Igreja deve correr atrás do mundo! Este não é capaz de receber, de acolher o Evangelho porque – diz Jesus – não vê nem conhece o Espírito Paráclito! Mas, vós, cristãos,<em> “o conheceis porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós!”</em>Irmãos, como nosso Senhor é claro, como é verdadeiro, como nos preveniu!</p>
<p>É essa experiência viva de Jesus no Espírito que nos dá a força cheia de entusiasmo na pregação como Filipe, na primeira leitura. Dá-nos também a coragem e o discernimento para dar ao mundo&nbsp;<em>“a razão da nossa esperança”</em>, santificando o Senhor Jesus em nossos corações, isto é, pregando Jesus primeiro com a coerência da nossa fé na vida concreta e, depois, com respeito pelos que não crêem como nós, mas com a firmeza de quem sabe no que acredita! Dá-nos, enfim, a graça de participar da cruz do Senhor, ele que<em> “morreu uma vez por todas, por causa dos nossos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus”</em>. Assim, com ele morreremos para uma vida velha e ressuscitaremos no Espírito para uma vida nova. Eis! Esta será sempre a grande novidade cristã, o centro, o núcleo de a nossa identidade e nossa força! Nunca esqueçamos disso! Vamos! Sigamos o Senhor! Abramo-nos ao seu Espírito!</p>
<p><strong>D. Henrique Soares da Costa</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>VI Domingo da Páscoa &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/vi-domingo-da-pascoa-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:44:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[vi domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia do VI Domingo da Páscoa (Ano A)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-vi-domingo-da-pascoa-ano-a-2/">Roteiro Homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/comentario-exegetico-vi-domingo-da-pascoa-ano-a-2/">Comentário Exegético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-vi-domingo-de-pascoa-ano-a-2/">Homilia de D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-de-mons-jose-maria-pereira-vi-domingo-de-pascoa-ano-a-2/">Homilia do D. José Maria Pereira I</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-de-d-jose-maria-pereira-ii-vi-domingo-de-pascoa-ano-a/">Homilia de D. José Maria Pereira II</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/preces-vi-domingo-de-pascoa-ano-a/">Preces</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Homilia do Prefeito do Dicastério para o Clero no Encontro Nacional dos Presbíteros do Brasil</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-de-card-lazzaro-you-heung-sik/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:42:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Homilia durante a Concelebração Eucarística no 20º Encontro Nacional dos Presbíteros do Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Homilia durante a Concelebração Eucarística no 20º Encontro Nacional dos Presbíteros do Brasil</p>


<p><strong>20º Encontro Nacional dos Presbíteros do Brasil</strong><br />Aparecida – SP, 27 de abril – 1º de maio de 2026</p>
<p><strong>Card. Lazzaro You Heung sik</strong><br /><strong>Prefeito do Dicastério para o Clero</strong></p>
<p style="text-align: left;">Queridos irmãos,<br />os textos da liturgia de hoje são de grande atualidade. Falam de trevas e luz, da força da Palavra de Deus e da orientação do Espírito, e nos apresentam uma figura extraordinária – Santa Catarina de Sena –, que soube socorrer a Igreja e a sociedade em um momento de grandes dificuldades.</p>
<p style="text-align: left;">O Evangelho nos falou de trevas e luz. Nós vivemos um momento dramático, em que vemos desabar a ordem mundial que, apesar de muitos limites, sustentou a vida da humanidade nestas últimas décadas; vemos crescer cada vez mais o abismo entre ricos e pobres, com populações inteiras expostas à fome e à miséria; e vemos o equilíbrio do planeta ameaçado. Ignora-se o grito do Papa Francisco: Fratelli tutti e Laudato si’, e é duramente criticado, com ataques injustos, os apelos do Papa Leão pela paz.</p>
<p style="text-align: left;">Vivemos um momento dramático também como Igreja, não só pelos tantos mártires do nosso tempo, mas também pela superficialidade e engano de uma antropologia que coloca no centro o indivíduo com seus impulsos e negligência a dimensão do transcendente. Enfrentamos tensões e polarizações em nossas comunidades, assistimos à diminuição das vocações e temos que nos arrepender pelo vergonhoso fenômeno dos abusos; experimentamos a dificuldade de transmitir a mensagem do Evangelho ao mundo de hoje e estamos abalados, infelizmente, também por fatos extremos, como as angústias que decepam a vida de irmãos nossos. Trevas! Justamente nessa situação nos alcançam as palavras de Jesus no Evangelho de hoje: «Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas», «não vim para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por mim» (Jo 12,46-47). E no versículo da aclamação ao Evangelho: «Eu sou a luz do mundo» (cf. Jo 8,12).</p>
<p style="text-align: left;">Jesus, a luz do mundo: Lux mundi! Esta frase é o meu lema episcopal. Lembro-me quando essa luz entrou em minha vida. Minha família não era cristã. Meu pai desapareceu durante a guerra da Coreia. Não tivemos mais notícias dele. Eu era adolescente e frequentava uma escola católica que tinha o nome do primeiro sacerdote da minha pátria: Santo André Kim. Fiquei fascinado por essa figura e, aos poucos, a luz do Evangelho abriu um caminho em mim, até que aos 16 anos fui batizado na véspera do Natal: foi o meu nascimento para a luz.</p>
<p style="text-align: left;">Nos anos seguintes, experimentei quão verdadeira é a Palavra de Jesus: «quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida». Quanto mais eu me doava aos outros, mesmo nos serviços simples, cada vez mais experimentava a alegria e me encontrava na luz.</p>
<p style="text-align: left;">Quando depois, como seminarista, tive que fazer três anos de serviço militar, sentia que não podia guardar essa luz para mim. Não havia serviços religiosos no quartel, muito menos a Santa Missa. Eu obtive dos meus superiores a permissão para realizar aos domingos um encontro sobre a Palavra de Deus. No início começamos em quatro. No final do ano vinte pessoas receberam o Batismo.</p>
<p style="text-align: left;">Um segundo assunto: Palavra e Espírito. São as duas realidades que estão presentes na Comunidade de Antioquia, segundo a leitura dos Atos dos Apóstolos. «Naqueles dias, a palavra de Deus crescia e se difundia» (12,24). «O Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo para a obra a que os chamei”. […]. Eles, pois, enviados pelo Espírito Santo, […] começaram a anunciar a palavra de Deus» (13,2-5).</p>
<p style="text-align: left;">Impressiona o papel que a Palavra e o Espírito desempenham na Igreja primitiva: são eles os protagonistas, os atores principais, mais que os líderes da comunidade, mais que Barnabé, Simeão e Lúcio, Manaém e Saulo. São a Palavra e o Espírito que indicam o caminho: não os planejamentos e os raciocínios humanos.</p>
<p style="text-align: left;">No Dicastério para o Clero – como também durante os 18 anos de episcopado na diocese onde trabalhei –, chegam muitos pedidos com todo tipo de problemas, questões muitas vezes complexas e grandes desafios. Eu procuro sempre escutar profundamente e me identificar com quem está à minha frente. Ao mesmo tempo, procuro estar atento ao Espírito Santo e peço sua ajuda. E depois digo poucas coisas, expressando convicções nascidas da experiência. Convido, muitas vezes, a colocar o foco na vida da Palavra e no “novo mandamento” de Jesus: o amor mútuo (cf. Jo 13,35; 15,12).</p>
<p style="text-align: left;">Pode parecer simplista proceder assim, mas na realidade – mesmo que depois se devam estudar os problemas –, não somos nós que resolvemos as coisas. Nós podemos dar um conselho, oferecer uma ajuda, mostrar proximidade, mas quem sabe resolver as questões na raiz é o Senhor, através da Palavra e do Espírito: a Palavra a ser colocada em prática, o Espírito a ser discernido e seguido. Como diz precisamente o versículo da aclamação ao Evangelho: «quem me segue terá a luz da vida»! A luz nasce da vida com Jesus, do compromisso de segui-Lo, deixando-se orientar por suas Palavras. E testemunha isso a alegria que nasce nas pessoas quando nos relacionamos assim com elas.</p>
<p style="text-align: left;">Estamos acostumados, como sacerdotes, a colocar no centro da nossa vida a Eucaristia. Talvez devamos dar a mesma atenção à Palavra de Deus, deixando-nos guiar pela Palavra e pelo Espírito!</p>
<p style="text-align: left;">Por fim, Santa Catarina de Sena. Catarina viveu em um período problemático, do ponto de vista civil, com contínuas intrigas e guerras fratricidas entre cidades inimigas; e problemático também do ponto de vista eclesial, com divisões na Igreja e o exílio do Papa em Avinhão.</p>
<p style="text-align: left;">Era jovem e mulher. Não sabia escrever e não tinha nenhuma posição de poder. Quando morreu, tinha apenas 33 anos. No entanto, muitas personalidades da Igreja e do mundo civil a seguiram: príncipes e bispos se consultavam com ela e seguiam seus conselhos. Ela deu uma contribuição decisiva à vida da Igreja do seu tempo e conseguiu fazer o Papa voltar a Roma.</p>
<p style="text-align: left;">Era sem dúvida uma mulher genial, além de santa. Atuou com coragem e interveio em tantas questões, mas a iniciativa e o segredo da incidência de sua ação vinham de Deus. Conta em seu famoso livro Diálogo com a Divina Providência que Jesus um dia lhe disse: «Torna-te capacidade e eu me farei torrente». Quer dizer: abre-te e deixa viver em ti a Palavra, e então de ti jorrarão rios de água viva (cf. Jo 7,38).</p>
<p style="text-align: left;">«Torna-te capacidade e eu me farei torrente»: um poderoso convite também para nós que vivemos neste tempo tão complexo e envolto em tantas trevas, mas no qual Jesus quer resplandecer como Luz.</p>
<p style="text-align: left;">«Torna-te capacidade e eu me farei torrente». Confiemo-nos então a Santa Catarina, cuja memória litúrgica hoje celebramos. Mas confiemo-nos de modo especial à Nossa Senhora Aparecida. Impressiona-me que a sua imagem, que está aqui neste grande Santuário, é tão pequena, mas sua ação é tão poderosa. E impressiona-me também o fato de que esta imagem foi jogada fora e depois reencontrada, quase por acaso, pelos pescadores no rio aqui próximo.</p>
<p style="text-align: left;">Animemo-nos, então, caríssimos irmãos e irmãs! Tornemo-nos praticantes da Palavra de Deus e atentos ao Espírito, para que Jesus, também através de nós, possa ser luz do mundo: luz do pequeno mundo das nossas comunidades, luz do mundo globalizado e da humanidade inteira!</p><p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-de-card-lazzaro-you-heung-sik/">Homilia do Prefeito do Dicastério para o Clero no Encontro Nacional dos Presbíteros do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Preces – V Domingo da Páscoa – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-v-domingo-da-pascoa-ano-a-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 12:40:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[v domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: Irmãos e irmãs, a luz da Páscoa ilumina o universo inteiro. Supliquemos, portanto a Deus todo-poderoso, que pela ressurreição de seu Unigênito, escute as nossas orações: Todos: Pela ressurreição de Cristo, escutai-nos, Senhor! 1. “Formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo” (1Pd 2, 5). Vós, que fizestes de vossa Santa Igreja um povo sacerdotal, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sacerdote: </strong>Irmãos e irmãs, a luz da Páscoa ilumina o universo inteiro. Supliquemos, portanto a Deus todo-poderoso, que pela ressurreição de seu Unigênito, escute as nossas orações:</p>
<p><strong>Todos:</strong> <em>Pela ressurreição de Cristo, escutai-nos, Senhor!</em></p>
<p><strong>1. </strong>“Formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo” (1Pd 2, 5). Vós, que fizestes de vossa Santa Igreja um povo sacerdotal, ajudai-nos a oferecer-nos como sacrifício vivo agradável a Deus, e fazei de nossos pastores sacerdotes santos e hóstias perfeitas. Rezemos ao Senhor.</p>
<p><strong>2.</strong> “Homens de boa fama, repletos do Espírito Santo e de sabedoria” (At 6, 3). Vós, que fizestes dos diáconos uma imagem de Cristo Servidor, concedei-lhes sabedoria em sua missão e constância em sua vocação. Rezemos ao Senhor.</p>
<p><strong>3.</strong> “O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem” (Sl 32). Dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, para que não nos prendamos às coisas da terra, mas estejamos sempre livres para abraçar o que é do céu. Rezemos ao Senhor.</p>
<p><strong>4.</strong> “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.” (Jo 14, 6). Senhor, vós sabeis que vivemos num mundo que quer viver sem verdade, andando por qualquer caminho e chamando a morte de vida, fazei de nós vossas testemunhas, proclamando com nossas vidas a Verdade Única de vosso Santo Evangelho. Rezemos ao Senhor.</p>
<p><strong>5. </strong>“Vou preparar um lugar para vós” (Jo 14, 2). Concedei que um dia moremos convosco no lugar que preparastes para nós, onde vos louvaremos para sempre, unidos a Virgem Maria, aos Anjos e Santos e aos nossos irmãos defuntos que confiamos à vossa misericórdia. Rezemos ao Senhor.</p>
<p><strong>Sacerdote</strong>: Pai todo-poderoso, que por vosso Filho morto e ressuscitado nos reconciliais convosco, escutai as súplicas de vosso povo; para que, vivendo na luz do Ressuscitado, alcancemos um dia a glória da Ressurreição. Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor.</p>
<p><em>Amém.</em>    	</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comentário Exegético – V Domingo da Páscoa – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/comentario-exegetico-v-domingo-da-pascoa-ano-a-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 12:36:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exegese]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[v domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>EPÍSTOLA (1Pd 2, 4-9) (Pe. Ignácio, dos padres escolápios) CRISTO, PEDRA VIVA: Junto ao qual aproximando-nos, pedra viva, por homens certamente rejeitada, mas por Deus escolhida, preciosa(4). Ad quem accedentes lapidem vivum ab hominibus quidem reprobatum a Deo autem electum honorificatum. Pedro se refere a Cristo a quem chama PEDRA VIVA [lithos &#60;3037&#62; sön &#60;2198&#62;=lapis [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>EPÍSTOLA (1Pd 2, 4-9)</h2>
<p><strong>(Pe. Ignácio, dos padres escolápios)</strong></p>
<p>CRISTO, PEDRA VIVA: Junto ao qual aproximando-nos, pedra viva, por homens certamente rejeitada, mas por Deus escolhida, preciosa(4). Ad quem accedentes lapidem vivum ab hominibus quidem reprobatum a Deo autem electum honorificatum. Pedro se refere a Cristo a quem chama PEDRA VIVA [lithos &lt;3037&gt; sön &lt;2198&gt;=lapis vivus]. Lithos é uma pedra, podendo ser uma pedra pequena, como em Mt 3, 9: Os afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. Uma pedra lavrada das usadas em construção, como em Mt 21, 42: Nunca lestes nas escrituras: a pedra que os construtores rejeitaram&#8230;que Jesus aplica a si mesmo.Também é a pedra que serve de tropeço [lithos proskommatos], como em Rm 9,33: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, aquele que nela crê não será confundido. Pedras vivas [os homens] para o edifício do novo templo de Deus [a Igreja], como diz Paulo em Ef 2, 20: Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus a pedra angular. E dentro destas pedras vivas podemos dizer que algumas são preciosas [timioi] como em 1 Cor 3, 12, enquanto outras podem ser até palha. Como vemos no versículo seguinte, os fieis são essas pedras vivas que constituem a casa [templo] espiritual em que se oferece o sacrifício por meio de Cristo. Mas neste versículo o apóstolo fala de Cristo como a pedra viva rejeitada pelos homens. Refere-se Pedro à passagem que lemos em Mc 12, 10: Não lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular [kefalë gonias]. (ver também Mt 21, 42 e Lc 20, 17). Essa Escritura é Is 28, 16 que diz: Eis que assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge. Veremos que significa pedra angular, como diz At 4, 11, citando Sl 118, 22: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular [kefalë gonias]. Era a pedra inicial de um canto do edifício que regulava toda a obra como fundamento da mesma. Por isso, Cristo é o fundamento desse edifício como diz Paulo em Ef 2, 20, que temos citado supra.</p>
<p>PEDRAS VIVAS: E vós, como pedras vivas, sois edificados (como) casa espiritual, para um sacerdócio sagrado, para oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo (5). Et ipsi tamquam lapides vivi superaedificamini domus spiritalis sacerdotium sanctum offerre spiritales hostias acceptabiles Deo per Iesum Christum. Pedro continua sua metáfora de uma construção [templo melhor, pois é a casa de Deus] em que as PEDRAS de seus muros e interior são vivas, de homens dedicados ao seu serviço. E quem podia entrar no templo eram os sacerdotes que aqui recebem o nome de CONSAGRADOS [agioi] para o serviço do templo que é oferecer sacrifícios, no caso espirituais [não de animais ou de óleo, vinho e pão], mas da vida própria do corpo como dirá Paulo: Rogo-vos que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, sagrado e agradável a Deus, que é vosso culto racional. Assim, na semelhança de Cristo que a si mesmo se ofereceu (Hb 7, 37) e como diz Paulo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave (Rm 6, 19). É claro que unicamente unidos a Cristo com nossos corpos como formando parte de seu corpo, pois somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros (Rm 12, 5), coisa que repete em 1 Cor 6,2. Modernamente podemos comparar as pedras vivas com as células do corpo de modo que a frase paulina poderia ser traduzida por nossos corpos são as células que formam o seu corpo.</p>
<p>PEDRA ANGULAR: Por isso também está contido na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra no ângulo principal, escolhida, preciosa e quem crer nele nunca será iludido (6). Propter quod continet in scriptura ecce pono in Sion lapidem summum angularem electum pretiosum et qui crediderit in eo non confundetur. A Escritura é do grande profeta de Israel, Isaías 28, 16, que diz: Assim diz o Senhor Deus: Eis que assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada, aquele que crer não se apresse. A tradução grega dos Setenta fala de embalö eis ta themélia [literalmente ponho nos fundamentos]. O Latim mittam in fundamentis (Vulgata) fundamentum ponam (Nova Vulgata) que é traduzida pela TEB como firmo uma pedra e pela espanhola pongo de cimiento, [sem dúvida melhor tradução] junto com  kJV lay for a fundation. Ou seja, é uma pedra que forma parte dos alicerces do edifício. O problema é que tipo de pedra é essa que em hebraico original é pinnah&lt;06438&gt; que é traduzido ao grego por akrogöniaios &lt;204&gt; e ao latim angularis. Veja Jó 28, 6. A palavra pinnah significa esquina, canto, ângulo, extremidade.  Junto com eben &lt;068&gt; formando a frase eben pinnatah significa pedra angular, lithos goniaios grego e lapis angularis na Vulgata. De onde deduzimos que a pedra angular é uma pedra colocada como alicerce no ângulo do edifício e que com sua posição estabelecia o desenho de todo o edifício. A tal pedra sai nestes versículos bíblicos: Gn 49, 24 em que José é o pastor e pedra [eben] de Israel. Salmo 118,22: A pedra [eben] rejeitada pelos construtores. Isaías 28, 16: fala de eben pinnat que é traduzido como lithos akrogöniaos [pedra de extremidade angular]. Mateus 21, 42 Diz-lhes Jesus: Nunca lestes, nas Escrituras, A pedra, que os edificadores rejeitaram, Essa foi posta por cabeça do ângulo [eis kefalën gönias]. Mc 12, 10; Lc 20, 17 e At 4, 11: Também falam de eis kefalën gönias, que temos traduzido por na cabeça do ângulo. Falando de uma pedra de alicerce não pode ser outra que a colocada primeiro como marcando o ângulo entre a fachada e o lateral do edifício que determinava todo o curso do mesmo, sendo, pois, fundamental ou cabeça do mesmo. Isso também pode ser interpretado em Ef 2, 29 em que se o alicerce são os apóstolos e profetas a pedra akrogöniaios [do ângulo extremo] é Cristo. Também nesta carta Pedro usa o akrogöniaios que é traduzido por simples piedra angular no espanhol; na TEB por pedra angular; e por chief corner stone em inglês da KJV. É a pedra do alicerce e como principal do mesmo é a que estava no ângulo entre a fachada e a parede lateral, que por sua posição determinava a estrutura do edifício. ILUDIDO [kataischynthë &lt;2617&gt;=confundetur] o verbo kataischynö tem o significado de desonrar, causar descrédito, ignomínia, vergonha. Especialmente quando alguém sofre uma repulsa ou fica desapontado. Assim a fé não ilude ou falha, de modo a cair na frustração por causa do engano.</p>
<p>FIEIS E INCRÉDULOS: Para vós, pois, a honra, aos que creem; mas aos incrédulos a pedra que rejeitaram os edificadores essa tornou-se em cabeça do ângulo (7), e pedra obstáculo e rocha de escândalo. Os que tropeçam com a palavra, incrédulos, na qual também foram postos (8). Vobis igitur honor credentibus non credentibus autem lapis quem reprobaverunt aedificantes hic factus est in caput anguli et lapis offensionis et petra scandali qui offendunt verbo nec credunt in quod et positi sunt. Isaías, no livro de Emmanuel, anunciava que Jahveh seria pedra de escândalo e tropeço para as duas casa de Israel e de Judá: Ao senhor dos exércitos, a Ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro. Ele vos servirá de santuário, mas será pedra de tropeço e rocha de escândalo às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém (Is 8,13-14). Essas casas eram as duas dinastias de Israel e de Judá. Pedro aplica diretamente a Cristo este texto que em Isaías olhava diretamente a Jahveh, o Senhor dos exércitos que destruiria ambos os reinos. Cristo, rejeitado especialmente por causa de sua cruz, como escândalo [rocha de escândalo] para os judeus e loucura [pedra obstáculo] para os gregos, mas honra para os que creem (1Cor 1,23). Pedro é consciente das cartas paulinas que julga têm lugares difíceis de entender, que os incultos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras para sua própria perdição. (2Pd 3, 16). É por isso que este trecho parece uma glosa do versículo citado de Paulo aos Coríntios. Os que tropeçam na palavra são incrédulos que com ela se encontram. O etethësan &lt;5087&gt; é imperfeito de tithëmi e em conformidade com a Vulgata [in quo poisiti sunt], que se refere ao neutro Verbum e parece que deve ser traduzido por: com ela tropeçam ou se encontram. A tradução espanhola é, pois, também a que estavam destinados, a esse funesto tropeço. O comentário é que o texto grego diz simplesmente a eso foram destinados.  A TEB e a isto estavam destinados, com uma nota indicando não serem os incrédulos destinados por Deus à incredulidade mas à queda, caso se recusassem a crer. A KJV traduz whereunto also they were appoinnted [no qual também estavam designados]. A tradução latina é literal, mas deficiente; deveria dizer: in quo positi erant. Isto confirma minha tradução, com ela [a palavra] se encontravam. O significado é que a palavra [o evangelho] seria a pedra de tropeço para os incrédulos que com ela se encontram.</p>
<p>RAÇA: Vós, porém, raça escolhida, real sacerdócio, nação sagrada, povo reservado de modo a proclamardes as excelências de quem desde a escuridão vos chamou para sua maravilhosa luz (9). Vos autem genus electum regale sacerdotium gens sancta populus adquisitionis ut virtutes adnuntietis eius qui de tenebris vos vocavit in admirabile lumen suum. Pedro agora se dirige aos crentes gregos que, segundo ele, como eleitos (1Pd 1,2), santificados  em Cristo (1 Cor 1,2) formam uma raça escolhida, como escolheu Israel de todos os povos (Dt 10, 15), um sacerdócio de reis (Êx 19,5-6) [igual no grego da setenta:[basileion ieratreuma] que traduzem como reino sacerdotal e que a TEB traduz como comunidade sacerdotal do rei ou também comunidade sacerdotal. A KJV fala de royal priesthood [sacerdócio real]. Como têm existido sobre este assunto interpretações errôneas, vejamos a sua origem, tradução grega e latina. O Êx 19,5 diz em hebraico: Vocês serão para mim um reino de sacerdotes [mamleket&lt;04467&gt; kohanim&lt;03548&gt;]. Mamlakah =reino, domínio, soberania, de onde o constrito mamleket [do reino] usado tanto da dignidade real como do reino sujeito ao mesmo. Kohanim plural de kohen cujo significado é sacerdote e até levita. A tradução do hebraico é pois: reino de sacerdotes, com o ênfase no reino. A Setenta traduz baslileion &lt;933&gt; ierateuma &lt;2406&gt;. Basileion é o palácio real como substantivo e como adjetivo é régio, majestoso, esplêndido. E ierateuma é o ministério de um sacerdote e também a classe ou corpo sacerdotal. O grego, pois, fala de uma classe sacerdotal régia. A tradução da Vulgata é  sereis para mim in regnum sacerdotalis [reino sacerdotal], que a nova Vulgata traduz como regnum sacerdotum [reino de sacerdotes]. E continua: ethnos &lt;1484&gt; agion &lt;40&gt; que podemos traduzir como nação consagrada. Finalmente laos &lt;2992&gt; eis peripoiësin &lt;4047&gt; povo em propriedade, ou pertencente de modo especial. Todas as conotações pertencem ao antigo Israel no seu conjunto, sem que cada um dos elementos ou indivíduos sejam tudo, mas tenham como finalidade a proclamação das excelências e maravilhas de Deus, já que das trevas como cegos encontraram a luz.</p>
<p>EXCURSUS</p>
<p>O SACERDÓCIO GERAL: Como muitos afirmam o sacerdócio universal dos fieis está apoiado neste trecho de Pedro e noutros do NT. Vamos explicar a diferença entre o sacerdócio universal e o específico e ministerial dos homens a este fim ordenados. Vejamos os textos: Êx 19, 5-6: Vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel. Ap 1, 6: E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo e sempre. Amém. Ap 5, 10: E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. Dos textos deduzimos que a fala é  geral, não podendo ser todo o povo, ou melhor, seus indivíduos todos reis e sacerdotes, mas que neles haveriam umas classes como tais, por Deus aprovadas e dirigidas. Vejamos a interpretação do texto de Pedro. É um texto metafórico em que os homens, ou melhor, os fieis se comportam como pedras vivas de um templo espiritual. O nosso texto está tomado do Êx 19, 6 em que se afirma que os israelitas são o reino de Deus, um reino teocrático em que Deus (Jahveh) é o rei de Israel e os israelitas são sacerdotes, como súditos desse reino, separados dos pagãos, por oferecerem a Deus um culto que não pode ser oferecido pelos demais povos. Trata-se de uma metáfora para significar que os israelitas são pessoas consagradas ao serviço de Deus, em modo análogo, mas diferente dos sacerdotes propriamente ditos por intermédio de Jesus Cristo (5). Como diz Paulo em Rm 12, 1, o maior sacrifício é a oferenda dos vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. Um outro sacrifício aprazível e agradável a Deus é a esmola, como escreve Paulo em Fp 4, 18. Com isto creio que a dúvida está suficientemente resolvida.</p>
<h2>EVANGELHO (Jo 14, 1-12)</h2>
<h3>O CAMINHO É CRISTO</h3>
<p><strong>(Pe Ignácio, dos padres escolápios)</strong></p>
<p>INTRODUÇÃO: O evangelho de hoje forma parte do discurso de despedida de Jesus, que inclui o final do capítulo 13 e todo o capítulo 14. Jesus vai preparar as moradas na casa do Pai. Jesus declara que, no entanto, poderão ser atendidos quando pedirem em seu nome. Jesus vai embora, mas, ao mesmo tempo, estará junto  deles  e não se sentirão órfãos. Como toda lógica semítica, ao contrário da ocidental que coloca uma tese inicial a ser provada posteriormente, o discurso de Jesus se inicia com as provas, para terminar com a conclusão final: Eu estou no Pai e o Pai está em mim. Com isso, declara que toda a sua obra foi um estrito cumprimento, em obediência, da vontade do Pai, Deus em última instância. E precisamente por essa obediência até a morte e morte de cruz, como diz Paulo, obteve um nome sobre todo nome ante o qual todos no mundo ver-se-ão obrigados a aceitar. Os bons com amor e agradecimento, como amigos e vencedores; e os maus com rebeldia e aversão, como inimigos e vencidos.</p>
<p>A DESPEDIDA: Não se perturbe o vosso coração: acreditais em (o) Deus, também acreditai em mim (1). Na casa de meu Pai há muitas moradias. Se não, vos teria dito. Parto para preparar um lugar para vós (2). Non turbetur cor vestrum creditis in Deum et in me credite. In domo Patris mei mansiones multae sunt si quo minus dixissem vobis quia vado parare vobis locum. NÃO FIQUEIS AGITADOS: O semitismo usa o singular distributivo: não se altere vosso coração. Tarassö [remover, agitar, revolver, alvorotar e excitar] é o verbo usado quando Jesus se alterou na morte de Lázaro. É a perturbação que os discípulos deviam experimentar, dada a morte inglória de Jesus na cruz. Sua fé e sua esperança seriam perturbadas pela terrível morte, em certo modo, sacrílega ou maldita, do mestre. Essa perturbação tem como base o coração, que em termos modernos, seria a mente, onde os pensamentos e decisões têm sua sede em sentido figurado. Nas línguas semíticas o coração substituía a mente, como o alicerce dos pensamentos, do mesmo modo que os rins eram a base dos sentimentos do homem. CONFIAI: O pisteuö grego significa acreditar, ter confiança, não duvidar. Jesus se identifica pela primeira vez com o Pai, com Deus. Este é o tema de todo este discurso de Jesus. Ele tem o poder do Pai para que seus discípulos tenham completa confiança em suas palavras. Como acreditam em Deus, devem também acreditar em seu Mestre, Jesus. Este lhes fala sobre um futuro que proximamente está cheio de dificuldades, mas que finalmente terá uma base de eterna felicidade na casa do Pai. MONAI: É o plural de momë, palavra que provém do verbo ménö que significa permanecer e que, tantas vezes, repete João no discurso da última ceia. Jesus compara o céu com uma morada [oikia] em que existem inúmeras habitações [monai] ou estâncias, de modo a não faltar lugar para os hóspedes. De fato, a palavra mone [monai em plural] só aparece uma outra vez em Jo 14, 23 em que Jesus diz que o Pai e Ele [Jesus] farão de quem guarda seus mandamentos a sua morada. A palavra indica uma dependência habitada dentro da casa, um aposento, uma habitação dentro de uma casa, que, no nosso caso, é a casa do Pai. Se o substantivo não tem muito lugar no NT o verbo menö é, pelo contrário, um dos mais usados no quarto evangelho. Nos capítulos 14 e 15 do discurso da última ceia, aparece 13 vezes. A ideia é muito mais complexa do que um simples habitar numa casa comum. Implica uma comunhão de vida com Jesus e com o Pai: o permanecer em mim. SE NÃO, VOS DIRIA: Há uma tradução que o grego admite e que a vulgata traduz confusamente. É esta: Se não, vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Como temos visto, o grego termina em interrogação e deixa a pergunta como uma questão de crédito pessoal: por acaso pensais que eu poderia ter-vos dito que vou preparar-vos um lugar, se tais aposentos não existissem? A tradução italiana concorda com o que temos dito, que, aliás, é a conclusão mais natural do versículo. O latim traduz de modo confuso: Se quo minus dixissem vobis; quia vado parare vobis locum. E podemos traduzir: Nada menos vos diria senão isso [que há muitos aposentos] e que vou prepará-los. O quo minus latino pode ser traduzido por de não ser assim. A Nova Vulgata traduz: si quo minus, dixissem vobis, quia vado parare vobis locum? Que podemos traduzir: se não fosse assim, vos teria dito, já que vou preparar-vos um lugar?</p>
<p>SE EU PARTIR: E se eu partir e vos preparar um lugar, de novo venho e vos receberei junto a mim para que onde estou eu, também vós estejais (3). Et si abiero et praeparavero vobis locum iterum venio et accipiam vos ad me ipsum ut ubi sum ego et vos sitis. Jesus declara, na continuação, que o insinuado no parágrafo anterior é verdadeiro. E, portanto, continua: Mas [mesmo] se for e preparar o lugar para vós, de novo virei e vos tomarei para que onde eu estou também estejais vós. Com isto, Jesus dá continuidade a sua presença com os discípulos. Ele e eles terão o mesmo fim: a casa do Pai. Jesus não declara a autoridade que ele tem para semelhante preparação que foi, sem dúvida, a sua morte vicária; mas explica que ele estará primeiro lá para preparar essa moradia, dependência ou cômodo que agora Jesus chama de lugar [topos]. Ele prepara, como um hospedeiro, o lugar de descanso, após uma jornada dura de caminho. Com ele devemos nos encontrar no fim de nossa jornada, certos de que, como os apóstolos, encontraremos o Jesus que preparou nosso descanso. Em Henoc tardio temos um interessante paralelo: No mundo futuro  existem muitos aposentos preparados para os homens, bons para os bons e maus para os maus. Como Javé com seu povo, Jesus se mostra amigo até o fim, de seus amigos (Jo 13, 1). E apesar da separação temporária, ele voltará e não os deixará a sós.</p>
<p>O CAMINHO: E, para onde eu vou, sabeis o caminho (4). Et quo ego vado scitis et viam scitis. O grego tem uma afirmação um tanto diferente de alguns códices e da Vulgata. Se o grego afirma que sabeis o caminho para onde eu vou, o latim oferece uma tradução algo diferente: Conheceis aonde vou e conheceis o caminho. A que se refere Jesus? Em primeiro lugar qual é o destino de Jesus? Em 13, 33 Jesus dirá: para onde vou, vós não podeis ir. Essa mesma palavra ouviram os fariseus no capítulo 8, 21. A questão é, só a morte como dizem os comentaristas, ou além da morte acessível a todo mortal independente de qualidades pessoais, existe uma outra finalidade ou meta que determine o caminho? Como pouco antes tinha falado da casa do Pai, com toda certeza, era essa a meta almejada por Jesus. Mas qual era o caminho? Hoje, através da história, iluminada pela fé, sabemos que a morte era a meta almejada e que o caminho para a mesma era a cruz. Mas qual dos discípulos de Jesus poderia saber, na última ceia, uma e outra verdade? Nenhum deles seria capaz. A interpretação dos fariseus foi pensar num suicídio [por acaso irá ele matar-se?]. A resposta de Jesus esclarece sua afirmação e com certeza, seria a mesma que poderia dar a seus discípulos: Sou do alto. Vós daqui de baixo&#8230; Na morte ficareis em vossos pecados e, portanto, vosso fim não pode ser  o mesmo que o meu a não ser que creiais em mim, especialmente na hora em que eu for levantado, pois é então que devereis acreditar que EU SOU. Ou seja: sou Javé para vocês. E se na hora da morte não acreditais em mim, não podereis ter o mesmo final que é a casa do Pai. Jesus, por outra parte, tinha predito, segundo os sinóticos, sua morte e agora declara que ia para o Pai. Consequentemente, Jesus podia perfeitamente afirmar que sabeis não unicamente a meta, mas o caminho. Esse caminho era só o de Jesus, ou era o caminho, especialmente o da obediência, de seus discípulos também? O primeiro é evidente; o segundo é uma conclusão lógica de que todo discípulo não pode ser maior do que o Mestre (Lc 6, 40).</p>
<p>TOMÉ: Diz-lhe Tomé: Senhor, não temos sabido aonde vais e como podemos conhecer o caminho? (5). Dicit ei Thomas Domine nescimus quo vadis et quomodo possumus viam scire? Tomé era nome hebraico que foi traduzido por Dídimo em grego, e que podemos traduzir  por Gêmeo como vemos em Jo 13, 16. De quem era gêmeo Tomás? Não sabemos com certeza. Tudo que depois foi arquitetado como sendo gêmeo do próprio Jesus (?) é mais fantasioso que fantástico e seria anular, não unicamente a fé, mas todos os evangelhos e toda a tradição. Somente em tempos muito modernos tal hipótese teve cabida devido à descoberta do chamado evangelho de Tomé entre os papiros de Nag Hammedi em 1947. O evangelho é posterior a Ireneu (+202) e citado pela primeira vez por Hipólito (+225). Era o evangelho dos Naasenos, ou Ofitas, gnósticos do grupo dos ascetas que já foram condenados por Cirilo de Jerusalém que fala de Tomé, o autor, como sendo um dos três discípulos de Manes. [Para mais informação ver no site WWW. <a href="about:blank">Presbíteros.com.br</a> em Artigos número 57 Código da Vinci e no mesmo site em História da Igreja número 14 Os apócrifos]. O Tomé verdadeiro  é, sem dúvida, um dos doze que teve uma iluminação especial da parte de Jesus ressuscitado para que não fosse incrédulo, mas fiel e de cuja fé imediata são as palavras de reconhecimento, meu Senhor e meu Deus (Jo 20, 28), até esse momento, nunca explicitadas pelos outros discípulos em forma tão clara. O evangelho de João derruba totalmente o evangelho gnóstico e filosófico de Tomé. Talvez, nesta ocasião, foi Tomé o escolhido para a pergunta, porque, no segundo domingo após a ressurreição, ele deu a resposta mais apropriada. Sem dúvida, que a pergunta de Tomé era a  pergunta de cada um dos doze.</p>
<p>EU SOU O CAMINHO: Diz-lhe Jesus: Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão através de  mim (6). Dicit ei Iesus ego sum via et veritas et vita nemo venit ad Patrem nisi per me. O CAMINHO: Jesus não responde à primeira parte da pergunta [não sabemos para onde vais] e se contenta em apontar a solução da segunda parte: Eu sou o caminho. Um caminho, não tanto exemplar como podíamos pensar de sua cruz, que deve ser tomada por todo discípulo verdadeiro em seu seguimento (Mt 16, 24), mas o caminho essencial se quisermos subir  onde ele vai e morar com o Pai. Porque  ninguém poderá chegar ao Pai a não ser por ele [Jesus] que seria melhor traduzido através dele [dia grego], por meio dele. Jesus é o caminho para o Pai. Esta é a acepção mais imediata e literal.  Fora deste trecho unicamente a palavra caminho [odos] só sai em 1,23 em que é citado Isaías: endireitai o caminho do Senhor. A verdade e a vida parecem ser pleonasmos ou redundâncias em que as novas expressões clarificam a primeira delas, que no caso é o caminho. Porém têm suas acepções particulares que não devemos esquecer. ALETHEIA: Traduzida por Verdade em geral. No evangelho de João a palavra aparece 17 vezes nem sempre com um mesmo significado. Unida a graça [charis] significa fidelidade como em 1, 14 em que a verdade, em seu sentido primário, designa a realidade divina enquanto se manifesta e pode ser conhecida pelo homem. Por isso, o Verbo Encarnado [Jesus] se manifesta como graça e verdade de Deus. Em 8. 40 Jesus afirma que fala a verdade que ouviu de Deus como Filho, e coloca no polo oposto o diabo que é mestre da mentira (8, 44) do qual os judeus [jerosolimitanos] eram filhos. Em 17, 17 Jesus expressa o desejo de que sejam seus discípulos consagrados na verdade porque esta é unicamente a palavra de Deus. E, finalmente, dentro desta seleção de textos temos em 18, 37 a afirmação categórica de que ele veio ao mundo para dar testemunho da verdade e que todo aquele que a busca ouve sua voz. Consequentemente, Jesus se identifica com a Verdade divina e assim pode muito bem assinalar o caminho que leva ao Pai. ZOÉ: Vida é uma das palavras que constituem a base da teologia de João, o evangelista. No seu evangelho sai em 31 versículos. Para o que nos interessa, unida à verdade ou a Jesus, são estas: A vida estava nele e a vida era a luz dos homens (1, 4). De modo que, todo que nele crer, tenha a vida eterna (1, 15 e 17), Ele se identifica com a Escritura já que, assim como esta era a vida eterna para os judeus (5, 39), agora será substituída pela palavra de Jesus (5, 24). Ele próprio é o Logos de Deus. A si mesmo ele declara ser como pão do céu, em oposição ao maná do deserto que dava só a vida temporal (6, 48 e 51). Dele dirá Pedro: Só tu tens palavras de vida eterna (6, 68). Relacionado com o caminho temos suas palavras: quem me segue terá a luz da vida (8, 12). A vida eterna está unida ao conhecimento do Pai, como único Deus verdadeiro e ao de Jesus, como o Ungido a quem enviaste (17, 3) e este foi o fim pelo qual foi escrito este evangelho de modo que creiamos que Jesus foi o Ungido, o Filho de Deus, e crendo tenhamos a vida em seu nome [pessoa]. Destas citações podemos deduzir que, realmente, Jesus era a vida e que por meio dele essa vida se transmitia a todos nós, como luz e como verdade, e ao mesmo tempo, como caminho. Embora todos os códices tenham as três palavras ligadas pelo Kai esta conjunção pode implicar uma explicação da primeira palavra, que é o caminho, e poderíamos traduzir: Sou o caminho porque verdade para a vida. [Ou porque conduz a verdadeira vida]. Esta última é a verdadeira vida que é a própria de Deus. A explicação do seguinte versículo indica por que Jesus afirma ser a verdade: Se me tivésseis conhecido também teríeis conhecido o Pai. É desde agora que o conheceis e o tendes visto. Na primeira parte, Jesus parece recriminar seus discípulos por uma falta de fé ou excesso de cegueira, apesar de ter vivido juntos tanto tempo, como dirá depois a Filipe.</p>
<p>UM PARÊNTESE: Se tivésseis me  conhecido, talvez tivésseis, também, conhecido meu Pai; e desde agora o conheceis e o tendes visto (7). Si cognovissetis me et Patrem meum utique cognovissetis et amodo cognoscitis eum et vidistis eum. Este é o texto a, preferido por certos manuscritos gregos e a Vulgata latina. Mas  a interpretação deste versículo é difícil. Devido, pois, à falta de precisão temporal dos modos do verbo em hebraico, que seria o original, alguns traduzem de forma diferente, admitida por alguns textos gregos que chamaremos de b alternativo: Se me conhecesseis, conhecereis  também o meu Pai. Ou como diz a Nova Vulgata: Si cognovistis me, et Patrem meum utique cognoscetis. Esta última tradução das bíblias modernas, incluindo a Nova Vulgata, indica que Jesus afirma, com certeza, que os seus apóstolos estavam em condições de saber num futuro próximo, quais eram os atributos do Pai. De todos os modos, é de agora em diante que o conhecimento do Pai está à vista. A morte de Jesus e sua ressurreição e ascensão indicam como Ele era um espelho do Pai, um Deus praticamente desconhecido como Deus-Pai, pelos discípulos. Esta última tradução nos leva a um futuro próximo em que o Pai será revelado e estará com os discípulos como Jesus esteve com eles. O Espírito, o segundo parácletos, revelaria perfeitamente o Pai e não estariam órfãos de Jesus (Jo 14, 18).</p>
<p>A PERGUNTA DE FILIPE: Diz-lhe Filipe: Senhor. mostra-nos o Pai e é suficiente para nós (8). Dicit ei Philippus Domine ostende nobis Patrem et sufficit nobis. Filipe [amante de cavalos] era oriundo de Betsaida, um dos primeiros discípulos do Senhor, conterrâneo e, provavelmente, amigo de Pedro, e de  André.  Ele tinha por colega Bartolomeu ou Natanael, a quem falou de Jesus; mas este não acreditava que de Nazaré poderia sair um profeta. Assistiu ao primeiro milagre nas bodas de Caná. Na multiplicação dos pães e peixes, foi a Filipe a quem Jesus dirigiu a pergunta onde compraremos pão, porque Filipe era da região. E Filipe respondeu que nem duzentos denários eram suficientes (Jo 6, 5-7). Devia saber bem o grego, para ser ele o intermediário entre os de fala grega, para que lhes mostrasse Jesus (Jo 12, 20- 21). A tradição diz que ele morreu crucificado numa cruz invertida, aos 87 anos de idade, no tempo de Diocleciano, na Frígia. A pergunta é: mostra-nos o Pai e isso nos contentará. Mostrar o Pai significava experimentar o sobrenatural?  Porque os discípulos estavam acostumados a ver um homem [Jesus] que nada demonstrava de extraordinário a não ser, de vez em quando, as obras que realizava  em nome [com o poder ou mandato] de meu Pai (Jo 10, 25). Essa era a visão que tinham os discípulos de Jesus. Mas parece que os discípulos queriam mais: ver Deus, como Moisés (Êx 23, 19-23), ou como (1 Rs 9, 9-15). Talvez um milagre extraordinário em que Deus se manifestasse como fez no Sinai.</p>
<p>QUEM ME VÊ, VÊ O PAI: Disse-lhe Jesus: Tanto tempo estou convosco e não me tens conhecido, Filipe? Quem me tem visto, tem visto o Pai. E como tu dizes mostra-nos o Pai? (9).  Dicit ei Iesus tanto tempore vobiscum sum et non cognovistis me Philippe qui vidit me vidit et Patrem quomodo tu dicis ostende nobis Patrem. Jesus, em primeiro lugar, parece que censura a pergunta de Filipe recordando a vida em comum, própria dos discípulos da época com o mestre correspondente, e que parece que não foi suficiente para que os apóstolos conhecessem Jesus e a sua doutrina. E finalmente, Jesus oferece a grande revelação: Quem me viu, viu o Pai. Como podes pedir, mostra-nos o Pai? (9) Com esta resposta, o conhecimento do Pai depende do conhecimento que temos do Filho. A resposta, referida aos apóstolos diretamente, também atinge todos os que conhecem Jesus através dos evangelhos e da tradição apostólica. O Pai é para nós o que a figura de Cristo nos manifesta e representa. É o Deus revelado na figura humana de Jesus. Logicamente não podemos supor que Deus tenha um corpo humano, mas como ele é Espírito, será o estudo do espírito de Jesus que nos leva a descobrir a verdadeira natureza de Deus, como nosso Pai, ou como o Pai, de quem Jesus disse que ele é meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus (Jo 20, 17). A resposta irônica de Jesus pode ser também dirigida a todos nós: tanto tempo estamos com ele, escutando suas palavras e recebendo seu corpo e ainda desconhecemos essencialmente o Pai, esse Deus que quer ser chamado de Pai.</p>
<p>EU NO PAI E O PAI EM MIM: Não acreditais que eu no Pai e o Pai está em mim? Os ditos que eu vos falo não os falo por minha conta. O Pai, porém, quem em mim habita, ele próprio faz as obras (10). Tende confiança em mim. Porque eu no Pai e o Pai (está) em mim. Senão, ao menos por causa das próprias obras, tende confiança em mim (11). Non credis quia ego in Patre et Pater in me es? verba quae ego loquor vobis a me ipso non loquor Pater autem in me manens ipse facit opera. Non creditis quia ego in Patre et Pater in me est? But if not, believe Me because of the works themselves. A Velha vulgata tem um versículo diferente. Seguimos o grego original e a Nova Vulgata, pelo que diz respeito aos versículos. Também a N V  não coloca a interrogação no versículo 11,  como a antiga versão latina, que o inicia com um não. Essas são as principais diferenças entre os textos recebidos. Pelo que diz respeito às palavras e seu uso, podemos afirmar que, a falta do verbo ser, indica uma tradução de um original semita. Por isso, o temos colocado entre parênteses como está. A palavra grega rëmata é diferente do logoi. O logos é a palavra enquanto som, que tem um significado. Porém o significado de Rema é de discurso, sentença e por isso preferimos a tradução de ditos em plural. Na sua disputa com os jerosolimitanos, Jesus afirmará que ele e o Pai eram um (Jo 10, 10) e mais adiante dirá que se faço as obras de meu Pai, crede nas obras, para que conheçais sempre mais, que o Pai está em mim e eu no Pai (Jo 10, 38). Era uma união de poder que implicava união de expressão em palavras proféticas, como ditas pelo mesmo Deus, a quem Jesus chamava de Pai. Mas essa união pode se estender a uma vida trinitária em que a natureza une as pessoas. Filipe era, sem dúvida, testemunha dessa situação, e, por isso, Jesus se queixa de que ele não tivesse compreendido anteriormente essa unidade entre Jesus e o Pai. De alguma maneira, Jesus explica essa unidade por ser ele mesmo a mansão do Pai. Daí que as palavras de Jesus sejam as mesmas que as do Pai; pois a palavra, se verdadeira, é a expressão autêntica do ser que a emite. Essa palavra, como caminho e verdade, é a vida que o Pai realiza em Jesus, como parte principal de sua obra humana e para os homens.</p>
<p>CONCLUSÃO: Amém, amém vos digo: Quem acredita em mim, as obras que eu faço ele também fará e maiores que elas, porque eu parto para o meu Pai (12). Amen amen dico vobis qui credit in me opera quae ego facio et ipse faciet et maiora horum faciet quia ego ad Patrem vado. É uma afirmação tão vigorosa que pode dar lugar a uma base teológica sobre as que chamamos mediações, além da essencial de Cristo. Nesta conclusão de Jesus, podemos fundar toda a mediação dos santos da Igreja. A obra ou obras de Jesus continuarão em seus discípulos. E a História da Igreja confirma esta palavra profética do seu fundador.</p>
<p>PISTAS: 1) Na ausência do Mestre, este se preocupa de antemão com a situação da orfandade dos discípulos. E explica a razão dessa ausência: preparar a morada no céu, na casa do Pai comum. Como ele entrou, eles entrarão também. Como Ele ressuscitou, eles também ressuscitarão. Por isso, não devem se sentir atribulados, já que a questão se resolve na esperança fundada na fidelidade de Cristo à sua palavra.</p>
<p>2) Jesus aponta a si mesmo como o verdadeiro e único caminho para alcançar o Pai. Um caminho do qual depende a vida do discípulo. Caminho nada fácil e que não podemos abandonar uma vez encontrado, ou que possamos escolher arbitrariamente, como sendo um caminho particular de cada um e não o determinado pela verdade externa e eterna de Jesus. Pois Jesus conhece bem esse caminho que é de ascensão [anábase] porque ele tinha antes descido [katábase] para descrevê-lo. O caminho de Jesus passava pela cruz que era o motivo básico no qual, a fé em sua divindade era questionada. Em nós, esse caminho é o percorrido pelo mal do mundo que se tornará sofrimento para o discípulo.</p>
<p>3) A verdade e a vida se encontram como se encontram base e termo, caminho e meta. Sem a verdade que Jesus representa, a vida do homem não tem sentido, porque ele viverá na mentira, da mentira e para a mentira. A procura da verdade está como dever primário entre os problemas que todo homem deve resolver. E na procura encontramos Jesus como questão fundamental, porque ele disse ser o único que sabe e pode dar testemunho da verdade, já que veio do alto, do lugar em que ela existe como princípio e fim, como o Alfa e Ômega de todas as coisas.</p>
<p>4) Jesus viveu plenamente a vida humana como nenhum outro homem pode vivê-la. Como Filho, respeitando um Pai que, nos seus planos, lhe impôs uma tarefa extremamente difícil; como irmão, porque foi uma vida entregue para a salvação do homem. Mas a vida de Jesus é parte essencial de toda vida humana que deseja unir a verdade da mesma, oculta no mistério da fé, à luz da esperança na mansão do Pai. Seria viver a vida com amor e por amor a Deus e aos homens, como tarefa primária de todo homem neste mundo.</p>
<p>5) Jesus apela ao milagre [obras, ou semeia=signos] para que os discípulos acreditem em suas palavras e promessas. O milagre autêntico é a assinatura divina para confirmar palavras [remata] humanas. Como é possível que modernos exegetas recortem, mais ou menos arbitrariamente, semelhantes obras de Cristo, tudo o qual terminaria em transformar um Homem-Deus num homem-sábio?    	</p>
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		<title>Roteiro Homilético – V Domingo da Páscoa &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-v-domingo-da-pascoa-ano-a-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 12:35:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[v domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Salmo 97, 1–2 ANTÍFONA DE ENTRADA: Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia. Diz–se o Glória. Introdução ao espírito da Celebração A Liturgia da Palavra deste domingo leva-nos a pensar nas muitas maneiras como poderemos servir a comunidade. Se escutarmos com atenção todas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p><em>Salmo</em> 97, 1–2</p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.</p>
<p>Diz–se o Glória.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>A Liturgia da Palavra deste domingo leva-nos a pensar nas muitas maneiras como poderemos servir a comunidade.</p>
<p>Se escutarmos com atenção todas as leituras, surgirão inevitavelmente algumas perguntas na nossa mente: quantos são os membros activos na nossa comunidade? Não haverá serviços que ninguém quer assumir? Porquê? Já descobrimos todos os «trabalhos» necessários à nossa comunidade? Que colaboração temos prestado? Como baptizados, que compromissos devemos assumir para sermos «pedras vivas» do templo do Senhor?</p>
<p>ORAÇÃO COLECTA: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> Em determinada altura, surge o primeiro conflito na comunidade cristã de Jerusalém. Como o poder é participado, toda a comunidade é convocada para examinar o assunto e chegar a uma decisão. O problema é como tornar eficiente a partilha dos bens em favor da indigência, neste caso das viúvas. É a necessidade que leva a formar estruturas de serviço, e não o contrário. Surge então um ministério na Igreja, o ministério dos diáconos.</p>
<p><em><strong>Actos</strong> 6, 1–7</em></p>
<p><em><strong>Naqueles dias, <sup>1</sup>aumentando o número dos discípulos, os helenistas começaram a murmurar contra os hebreus, porque no serviço diário não se fazia caso das suas viúvas. <sup>2</sup>Então os Doze convocaram a assembleia dos discípulos e disseram: «Não convém que deixemos de pregar a palavra de Deus, para servirmos às mesas. <sup>3</sup>Escolhei entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para lhes confiarmos esse cargo. <sup>4</sup>Quanto a nós, vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da palavra». <sup>5</sup>A proposta agradou a toda a assembleia; e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe,Prócoro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. <sup>6</sup>Apresentaram-nos aos Apóstolos e estes oraram e impuseram as mãos sobre eles. <sup>7</sup>A palavra de Deus ia-se divulgando cada vez mais; o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém e submetia-se à fé também grande número de sacerdotes.</strong></em></p>
<p>Este é o texto que refere a instituição dos diáconos, como colaboradores dos Apóstolos e participantes de uma parte da sua missão.</p>
<p><strong>1</strong><em> «aumentando o número dos discípulos». </em>A cada passo S. Lucas insiste no aumento dos cristãos. Outras insistências: Act 2, 41; 5, 14; 6, 7; 9, 31; 11, 21.24; 12, 24; 14, 1; etc.). Estes «<em>helenistas» </em>eram cristãos convertidos de entre os judeus emigrantes, que na diáspora falavam a língua grega e se encontravam agora na situação de retornados à Terra Santa. Pelos nomes gregos que têm, os primeiros 7 diáconos pertenceriam na generalidade a este grupo.</p>
<p><strong>2-4</strong><em> «Vamos dedicar-nos totalmente à oração…».</em> Como a missão dos Apóstolos era ingente, impunha-se que estes não se dispersassem por actividades que outros podiam desempenhar. Foi a circunstância providencial para a primeira ordenação dos diáconos, que não eram meros agentes sociais, pois tinham também uma função sagrada, como a distribuição da Eucaristia, a pregação do Evangelho e a administração do Baptismo (cf. Act 8, 5.7.16); constituíam um verdadeiro grau da hierarquia, distinto do presbiterado (cf. 1 Tim 3, 8). A <em>oração,</em> a que se dedicavam intensamente os Apóstolos, não era apenas a oração oficial das reuniões comunitárias, mas a oração pessoal, a sós com Deus, segundo se deduz de Act 10, 9. Na oração intensa residia o segredo da sua eficácia apostólica e da transformação do mundo que operaram, um segredo cheio de actualidade.</p>
<h3>Salmo Responsorial    <em>Sl</em> 32 (33), 1–2.4–5.18–19 (R. 22)</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> O salmista convida-nos insistentemente a aclamar, louvar e cantar salmos ao Senhor, pois a Sua Palavra realiza a verdade, a justiça e o amor.</p>
<p><strong>Refrão: </strong> <em>ESPERAMOS, SENHOR, NA VOSSA MISERICÓRDIA.</em></p>
<p>Ou:                <em>VENHA SOBRE NÓS A VOSSA BONDADE,   PORQUE EM VÓS ESPERAMOS, SENHOR.</em></p>
<p><em><strong>Justos, aclamai o Senhor,</strong></em></p>
<p><em><strong>os corações rectos devem louvá–l&#8217;O.</strong></em></p>
<p><em><strong>Louvai o Senhor com a cítara,</strong></em></p>
<p><em><strong>cantai–Lhe salmos ao som da harpa.</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>A palavra do Senhor é recta,</strong></em></p>
<p><em><strong>da fidelidade nascem as suas obras.</strong></em></p>
<p><em><strong>Ele ama a justiça e a rectidão:</strong></em></p>
<p><em><strong>a terra está cheia da bondade do Senhor.</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,</strong></em></p>
<p><em><strong>para os que esperam na sua bondade,</strong></em></p>
<p><em><strong>para libertar da morte as suas almas</strong></em></p>
<p><em><strong>e os alimentar no tempo da fome.</strong></em></p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> Jesus que fora rejeitado pelos homens como pedra inútil, depois da ressurreição torna-se pedra viva da construção do Reino. Do mesmo modo todos nós, unidos a Cristo, formamos o templo vivo que é a Igreja, onde, pelo Baptismo, nos tornamos sacerdotes, profetas e reis.</p>
<p><em>1 <strong>São Pedro</strong> 2, 4–9</em></p>
<p><em><strong>Caríssimos: <sup>4</sup>Aproximai-vos do Senhor, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. <sup>5</sup>E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo. <sup>6</sup>Por isso se lê na Escritura: «Vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa; e quem nela puser a sua confiança não será confundido». <sup>7</sup>Honra, portanto, a vós que acreditais. Para os incrédulos, porém, «a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular», <sup>8</sup>«pedra de tropeço e pedra de escândalo». Tropeçaram por não acreditarem na palavra, à qual foram destinados. <sup>9</sup>Vós, porém, sois «geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus, para anunciar os louvores» d&#8217;Aquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável.</strong></em></p>
<p>Temos aqui um texto de excepcional riqueza eclesiológica, em que os privilégios do antigo Povo de Deus são transpostos para o novo Povo de Deus, a Igreja, por meio dum método hermenêutico de actualização <em>(deraxe)</em> de textos do A. T., nomeadamente de Is 8, 14; Ex 19, 5-6; Os 1, 6.9; 2, 3.25. Esses privilégios são basicamente a <em>eleição, </em>a <em>consagração </em>e a <em>missão</em> de «<em>anunciar os louvores d’Aquele que vos chamou…».</em> Este texto é o ponto de partida para um dos ensinamentos nucleares do Vaticano II, sobre o sacerdócio comum dos fiéis e a dignidade e missão dos leigos: todas as realidades mundanas diárias transformadas em oferta – «<em>sacrifícios espirituais» </em>(v. 5) – a Deus (LG 34).</p>
<p><strong>4</strong> «<em>Cristo, a Pedra viva…».</em> O termo grego, <em>lithos</em><em>,</em> designa uma pedra trabalhada, preparada; Jesus é a pedra <em>escolhida</em> por Deus, mas <em>rejeitada</em> pelos homens, o alicerce e a pedra angular sobre a qual repousa todo o edifício da Igreja (cf. Mt 16, 18; 21, 42-46; cf. Salm 117 (118), 22; Is 8, 14; Act 4, 11).</p>
<p><strong>5</strong> «<em>Vós mesmos, como pedras vivas, entrai…». </em>Aqui temos uma das muitas imagens com que é representada a Igreja, «<em>edifício de Deus» </em>(cf. 1 Cor 3, 9.11), um edifício que cresce sempre, edificado por Deus, tendo Cristo como <em>pedra angular </em>e os Apóstolos como <em>alicerce </em>(cf. Ef 2, 19-22).</p>
<p><strong>9</strong> «<em>Sacerdócio real…».</em> Ex 19, 6 diz «reino de sacerdotes», que os LXX traduziram por «sacerdócio régio» <em>(basileion hieráteuma); </em>por sua vez, Apoc 1, 5 diz: «reis e sacerdotes»; 1 Pe 2, 9 segue a Septuaginta.</p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em>Jo 14, 6</em></p>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> Através da encarnação, Deus, doador da vida, manifesta-se na pessoa e acção de Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Toda a comunidade que segue Jesus não caminha para o fracasso, pois a meta é a Vida.</p>
<h3>ALELUIA</h3>
<p><em><strong>Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor;  ninguém vai ao Pai senão por mim.</strong></em></p>
<h2>Evangelho</h2>
<p><em><strong>São João</strong> 14, 1–12</em></p>
<p><em><strong>Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: <sup>1</sup>«Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. <sup>2</sup>Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito.<sup>3</sup>Vou preparar-vos um lugar e virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. <sup>4</sup>Para onde Eu vou, conheceis o caminho». <sup>5</sup>Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?» <sup>6</sup>Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. <sup>7</sup>Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». <sup>8</sup>Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». <sup>9</sup>Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: &#8216;Mostra-nos oPai&#8217;? <sup>10</sup>Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. <sup>11</sup>Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. <sup>12</sup>Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará ainda maiores que estas, porque Eu vou para o Pai».</strong></em></p>
<p>Temos na leitura uma pequena parte do chamado discurso do adeus, o início do capítulo 14 de S. João. As palavras de Jesus, «<em>não se perturbe o vosso coração» </em>aparecem com grande relevo, pois se repetem no v. 27.</p>
<p><strong>2-3</strong> Nestes versículos, que admitem diversas traduções, Jesus esclarece os seus discípulos de que a sua partida é para lhes abrir caminho para a casa do Pai, o Céu, a meta final para todos os fiéis, por isso diz que ali há<em> «muitas moradas»,</em> isto é, lugar para todos (cf. Lc 16, 9; Jo 13, 36; 12, 26.32; 17, 24). A casa de Deus era o templo (2, 16-17) que se tornou o símbolo da comunhão com Deus na bem-aventurança eterna; neste sentido esta é a única vez que a expressão «<em>moradas» </em>aparece em todo o N. T., além da alusão em Heb 6, 19-20 (ver <em>Henoc</em><em> etiópico,</em> 39, 4; 41, 2).</p>
<p><strong>6-9 </strong>Jesus é o «<em>caminho» </em>não apenas pelos seus ensinamentos e exemplos, mas porque Ele mesmo se identifica com a «<em>verdade» </em>(é o Verbo, a expressão adequada do Pai – Jo 1, 1.14.18) e a<em> «vida» </em>(Jo 1,</p>
<p>4.14.16; 3, 16; 6, 47; 10, 9-10; 11, 25-26): Ele está no Pai e o Pai está n’Ele (vv. 10-11; 10, 38; 17, 21), fazendo Um com Ele (10, 30; 17, 11.21-22), por isso afirma que «<em>quem Me vê, vê o Pai» </em>(v. 9). Aqui radica o facto de Jesus ser não apenas caminho, mas o <em>único</em> caminho para o Pai, talvez por isso o cristianismo era designado inicialmente como <em>o caminho</em> (Act 9.2; 18, 25; 24, 22). Neste versículo a revelação de Jesus aos seus atinge o clímax e é uma das mais expressivas sínteses de todo o Evangelho.</p>
<p><strong>12</strong> A garantia das<em> «obras maiores» </em>dos discípulos (entendam-se as obras relativas à expansão da obra salvadora de Jesus) é a ida de Jesus para o Pai, que põe em acto o poder da sua mediação e o envio do Espírito Santo.</p>
<h3>Sugestões para a homilia</h3>
<p>O testamento de Jesus</p>
<p>O serviço à comunidade</p>
<p>Os cristãos, as pedras vivas</p>
<p>O testamento de Jesus</p>
<p>No Evangelho deste domingo ouvimos uma leitura que, aparentemente, deveria ser feita antes da Páscoa. Refere-se ao primeiro discurso de despedida pronunciada por Jesus, durante a Última Ceia. Todavia, se repararmos bem, Jesus está a indicar as últimas vontades antes da Sua Paixão e Morte.</p>
<p>Na verdade, qualquer testamento é previamente comunicado e somente validado após a morte de quem o prescreveu. Logo, as palavras de Jesus têm o propósito de ser dirigidas para todos os discípulos de todos os tempos, e só poderiam ser plenamente entendidas depois da Páscoa.</p>
<p>Os discípulos deveriam seguir o «caminho» difícil que Ele ia percorrer, porque o conheciam, pois já havia falado dele muitas vezes. À interpelação de Tomé de que eles não conheciam tal «caminho», Jesus explica que vai ser O primeiro a fazê-lo. Será o caminho da Páscoa. Tal «caminho» será difícil e exigirá a entrega da Sua vida pelos irmãos.</p>
<p>Quando um cristão decide seguir esse caminho percorrido por Jesus já se encontra na «casa do Pai». Não é o Céu, mas a própria comunidade, onde há muitos espaços, afazeres e tarefas a desempenhar.</p>
<p>O serviço à comunidade</p>
<p>Por tal motivo, todo o cristão deve ser activo no serviço à comunidade, pois os trabalhos são imensos e só quem não foi tocado pela fé na Ressurreição é que continua paralisado.</p>
<p>O lugar que Jesus nos prepara não é determinado pelo critério dos homens. Estes apoiam-se no poder, na influência social, na fortuna que possuem, mas sustentado pelo melhor <em>serviço</em> que na comunidade se presta a cada irmão<em>.</em></p>
<p>E ao pedido de Filipe para que «lhes mostrasse o Pai, pois isso lhes bastaria», a resposta é basilar: <em>Para ver o Pai</em>, basta olhar para Cristo, ver bem o que Ele faz, o que Ele diz, como Se relaciona, como ama, quem escolhe, quem acarinha, por quem se deixa afagar, quem acompanha nas refeições, a quem recebe, a quem admoesta, a quem resguarda, quem visita, porque o Pai procede do mesmo modo.</p>
<p>Pois <em>Jesus é o rosto humano de Deus Pai.</em></p>
<p>Os cristãos, pedras vivas</p>
<p>Todavia, a Igreja é constituída por todos nós, homens e mulheres sempre sujeitos a cobiças, invejas e desentendimentos. Todavia, isto deve constituir motivo de desânimo, pois todos nós somos pecadores que nos devemos reconverter quotidianamente a Cristo.</p>
<p>A primeira comunidade de Jerusalém também passou por estas dificuldades, mas conseguiu ultrapassá-las, como ouvimos na primeira leitura. Os apóstolos, cientes das dificuldades encontradas, sentem a necessidade de agregar ao seu ministério sacerdotal uma comunidade <em>ministerial</em>, ordenando para esse serviço os diáconos. O único título de honra que lhes é atribuído é o de serem «servos» dos mais pobres, «o rosto sofredor de Cristo, farol da esperança, porventura, para os que já a perderam». Mas, nesta comunidade ministerial, todos nós devemos estar comprometidos em algum ministério, isto é, em algum serviço a favor da comunidade.</p>
<p>Lembremo-nos que Jesus, «pedra viva rejeitada pelos homens», constitui a pedra angular da Igreja, o conjunto de todos os baptizados. Embora sujeitos a quedas, dada a nossa limitada e fraca natureza humana, mas com oportunidade de reconversão, cada um de nós só será «pedra viva» desse edifício se percorrer este caminho em comunidade, procurando levar uma vida respeitável, incensurável e repleta de actos de amor. Só assim cumpriremos a nossa vocação cristã de sacerdotes, profetas e reis, como nos adverte S. Pedro na segunda leitura de hoje.</p>
<p>Então tornar-nos-emos realmente as «pedras vivas» do templo do Senhor.</p>
<h3>LITURGIA EUCARÍSTICA</h3>
<p>Monição do ofertório</p>
<p>Os dons da terra que vamos consagrar sobre o altar, sejam penhor de que neles oferecemos, juntamente com Cristo, toda a nossa vida: sacrifícios, lutas, sofrimentos, alegrias, tristezas, desânimos, incompreensões, invejas ou ciúmes, a fim de se tornarem oferendas que edifiquem o templo do Senhor, transformando-nos em verdadeiras «pedras vivas» desta Igreja peregrina.</p>
<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei–nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras. Por Nosso Senhor.</p>
<p>Prefácio pascal: p. 469 [602–714] ou 470–473</p>
<p>SANTO</p>
<p>Abraço da paz</p>
<p>Monição: Sacudidos pela novidade da vida, comunicada pela fé em Cristo Ressuscitado, consciencializemo-nos de que há muitos serviços a fazer e muitas funções a desempenhar na nossa comunidade. Tenhamos, pois, a coragem de seguir os passos de Jesus, permanecendo ou tornando-nos «cristãos activos», para servirmos mais e melhor todos os nossos irmãos, a fim de termos paz interior e a podermos comunicar a todos aqueles que connosco privam.</p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p>Ao participarmos da Sagrada Comunhão Eucarística ajudai-nos, Senhor, a relembrar que devemos ser as pedras vivas do templo edificado por Cristo, Sua pedra Angular. Que tal comunhão nos ajude a ter a coragem de concretizar o dom da própria vida na melhor ajuda a todos os irmãos, a fim de sermos dignos de habitar a casa de Deus nosso Pai.</p>
<p><em><strong>Jo 15, 1.5</strong></em></p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei–nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.</p>
<h3>RITOS FINAIS</h3>
<p>Monição final</p>
<p>Servir, amar, ensinar, preferir, visitar, acariciar, comungar, escolher, defender, advertir e saber conviver com os outros, hão-de ser as manifestações de que conseguimos assimilar e sermos provas concretas do testamento que Jesus nos legou para entrarmos na casa de Deus nosso Pai.</p>
<h3>HOMILIAS FERIAIS</h3>
<p>5ª SEMANA</p>
<p>2ª Feira, 21-IV: Uma morada digna de Deus.</p>
<p><em>Act</em> 14, 5-18 / <em>Jo</em> 14, 21-26</p>
<p>Quem me ama guardará as minhas palavras e meu Pai o amará; nós viremos a Ele e faremos nele a nossa morada.</p>
<p>O fim da nossa existência é a união perfeita no Céu com a Santíssima Trindade. Mas Jesus revelou até onde pode chegar a <em>loucura do amor de Deus</em>: «Mas já desde agora nós somos chamados a <em> ser</em><em> habitados</em> pela Santíssima Trindade: ‘nós viremos a ele e faremos nele morada’ (Ev)» (CIC, 260).</p>
<p>Não somos dignos dessa morada de Deus em nós se nos deixarmos inundar pelos ídolos (cf. Leit); se não afastarmos de nós aquilo que desagrada a Deus. Devemos antes voltar-nos para Deus e fazermos a sua vontade.</p>
<p>3ª Feira, 22-IV: A porta de entrada no reino de Deus</p>
<p><em>Act</em> 14, 19-28 / <em>Jo</em> 14, 27-31</p>
<p>(Paulo e Barnabé): Através muitas tribulações é que temos de entrar no reino de Deus.</p>
<p>Paulo tinha acabado de ser apedrejado e deram-no como morto, mas diz que é <em>necessário sofrer</em> para se poder entrar no Reino dos Céus (cf. Leit). Isto acontece pela actuação do ‘príncipe deste mundo’, o demónio (cf. Ev).</p>
<p>Ele nada pode contra Jesus, mas pode perseguir-nos. Nada devemos temer porque <em>Cristo alcançou a vitória sobre o demónio</em> de uma vez para sempre, quando se entregou à morte para nos dar a vida (cf. CIC, 2853). Recorramos também a Nossa Senhora, contra a qual também o demónio nada pode.</p>
<p>4ª Feira, 23-IV: A união com Cristo e os seus frutos.</p>
<p><em>Act</em> 15, 1-6 / <em>Jo</em> 15, 1-8</p>
<p>Se alguém permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer.</p>
<p>Jesus fala-nos de mais uma realidade misteriosa: <em>uma comunhão mais íntima</em> entre Ele e os seus discípulos (cf. Ev). É principalmente na Eucaristia que vivemos mais intensamente esta comunhão.</p>
<p>Esta união há-de viver-se também no <em>campo doutrinal</em>. Os Apóstolos para decidirem o problema da circuncisão «reuniram-se para examinar o assunto» (Leit). Conhecendo bem os ensinamentos do Senhor e dos Papas, e dando-os a conhecer aos nossos familiares e amigos, ajudaremos muito a que haja mais unidade na Igreja.</p>
<p>5ª Feira, 24-IV: A permanência no amor de Deus.</p>
<p><em>Act</em> 15, 7-21 / <em>Jo15</em>, 9-11</p>
<p>Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei no meu amor.</p>
<p>Jesus convida-nos a <em>permanecermos no seu amor</em>. Para isso, podemos seguir este conselho: «Amando os seus até ao fim, manifesta o amor do Pai, que Ele próprio recebe. E os discípulos, amando-se uns aos outros, imitam o amor de Jesus, amor que eles recebem em si» (CIC, 1824).</p>
<p>Outro conselho é guardarmos os seus mandamentos (cf. Ev) e os dos seus sucessores. Os Apóstolos, logo que tomaram uma decisão sobre a circuncisão pediram a todos os cristãos que seguissem essa decisão (cf.Leit).</p>
<p>6ª Feira, 25-IV: S. Marcos: Escutar e pôr em prática a Boa Nova.</p>
<p>1 <em>Ped</em> 5, 5-14 / <em>Mc</em> 16, 15-20</p>
<p>Jesus apareceu aos Onze Apóstolos e disse-lhes: Ide a todo o mundo e proclamai a Boa Nova.</p>
<p><em>S. Marcos acompanhou</em> S. Paulo na sua primeira viagem apostólica e esteve a seu lado na hora da morte. Foi igualmente discípulo de S. Pedro (cf. Leit) em Roma e o seu Evangelho é uma reprodução fiel dos ensinamentos deste Apóstolo.</p>
<p>O Senhor confiou a <em>S. Marcos</em>, de um modo especial a proclamação da Boa Nova (cf. Ev). Para nós proclamarmos a Boa Nova precisamos primeiro escutá-la, assimilá-la, meditando-a no nosso coração. E depois pô-la em prática com toda a fidelidade, como fez S. Marcos com o que escutou da pregação de S. Pedro.</p>
<p>Sábado, 26-IV: Enfrentar as perseguições.</p>
<p><em>Act</em> 16, 1-10 / <em>Jo</em> 15, 18-21</p>
<p>O servo não é maior do que o seu Senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós.</p>
<p>Durante a sua actividade pública Jesus é atacado muitas vezes e diz-nos que o mesmo nos acontecerá a nós (cf. Ev). Actualmente as <em>perseguições </em>mantêm-se embora de modo diferente. No ambiente secularizado em que vivemos ridicularizam-se os valores cristãos e humanos, despreza-se a lei de Deu e os seus ensinamentos.</p>
<p>Nestas circunstâncias, devemos tomar uma atitude corajosa como fizeram os Apóstolos: «partiram… convencidos de que Deus os chamava a anunciar-lhes a Boa Nova» (Leit).</p>
<p>Celebração e Homilia:  ANTÓNIO ELÍSIO PORTELA</p>
<p>Nota Exegética:       GERALDO MORUJÃO</p>
<p>Homilias Feriais:      NUNO ROMÃO</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.cliturgica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Celebração  Litúrgica</a>    	</p>
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		<title>Homilia de D. José Maria Pereira – V Domingo de Páscoa &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-de-d-anselmo-chagas-de-paiva-ii-v-domingo-de-pascoa-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 12:34:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[v domingo da pascoa ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida Jo 14,1-12 Fé e Seguimento do Mestre! Dom José Maria Pereira No Evangelho deste domingo (Jo 14, 1 – 12), o Quinto da Páscoa, Jesus diz aos seus Apóstolos que depositem n’Ele a sua confiança, porque Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida</h2>
<p><strong>Jo 14,1-12</strong></p>
<p>Fé e Seguimento do Mestre!</p>
<p>Dom José Maria Pereira</p>
<p>No Evangelho deste domingo (Jo 14, 1 – 12), o Quinto da Páscoa, Jesus diz aos seus Apóstolos que depositem n’Ele a sua confiança, porque Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). Cristo é o Caminho que conduz ao Pai, a Verdade que dá significado à existência humana, a fonte daquela Vida que é alegria eterna com todos os Santos no Reino dos Céus. Levemos a sério o Senhor! Renovemos a fé n’Ele e coloquemos todas as nossas esperanças nas suas promessas!</p>
<p>Jesus propõe um duplo mandamento sobre a fé: crer em Deus e crer em Jesus. De fato, o Senhor diz aos seus discípulos: “Credes em Deus, crede também em Mim” (Jo 14, 1). Não são dois atos separados, mas um único ato de fé, a plena adesão à salvação realizada por Deus Pai mediante o seu Filho Unigênito. O Novo Testamento pôs fim à invisibilidade do Pai. Deus mostrou o seu rosto, como confirma a resposta de Jesus ao Apóstolo Filipe: “Quem me viu, viu o Pai” (Jo 14, 9). O Filho de Deus, com a sua Encarnação, Morte e Ressurreição, libertou-nos da escravidão do pecado para nos doar a liberdade dos filhos de Deus e fez-nos conhecer o rosto de Deus que é amor: Deus pode ser visto, é visível em Cristo. Santa Teresa de Ávila escreve que “não devemos afastar-nos do que constitui todo o nosso bem e o nosso remédio, ou seja, da Santíssima Humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Castelo Interior, 7, 6 ).</p>
<p>Hoje e sempre encontramos multidões que têm fome e sede de Deus.  O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar: Ensina o Concílio Vaticano ll, na Gaudium et Spes, 19: O aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta vocação do homem à comunhão com Deus. Este convite que Deus dirige ao homem, de dialogar com Ele, começa com a existência humana, pois, se o homem existe, é porque Deus o criou por amor e, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem só vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente este amor e se entregar ao seu Criador.   Continuam a ser atuais as palavras de Santo Agostinho no início de suas Confissões: “Criaste-nos, Senhor, para Ti e o nosso coração está inquieto enquanto não descansar em Ti.” O coração da pessoa humana foi feito para procurar e amar a Deus. E o senhor facilita esse encontro, pois ele também procura cada pessoa através de inúmeras graças, de atenções cheias de delicadeza e de amor. A sua sede de salvar os homens é tal que declara: “ Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). Tal declaração tem a sua origem na pergunta de Tomé o qual, ao não compreender tudo o que Jesus afirmara acerca de Seu regresso ao Pai, perguntara-lhe: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como é que sabemos o caminho?”  (Jo 14,5). O apóstolo pensava num caminho material, mas Jesus indica-lhe um espiritual, tão sublime que se identifica com a Sua Pessoa: “Eu sou o caminho”; e não lhe mostra apenas o caminho, mas também a meta- “ a verdade e a vida”- à qual conduz e que é também Ele mesmo. Jesus é o caminho que conduz ao Pai: “Ninguém vai ao Pai senão por Mim” (Jo 14,6); é a verdade que O revela: “Quem Me viu, viu o Pai” (Jo 14,9); é a vida que comunica aos homens a vida divina: “Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo,”  assim a tem o Filho e dá-a “àquele que quer” (Jo 5, 26. 21). “Eu estou no Pai e o Pai está em Mim”(Jo 14,11). Sobre esta fé em Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, caminho que conduz ao Pai e igual em tudo ao Pai, fundamenta-se a vida do cristão e a de toda a Igreja.</p>
<p>Jesus, com a sua resposta, está “como que a dizer: Por onde queres ir? Eu sou o caminho. Para onde queres ir? Eu sou a Verdade. Onde queres permanecer? Eu sou a Vida. Todo o homem consegue compreender a Verdade e a Vida; mas nem todos encontram o Caminho. Os sábios do mundo compreendem que Deus é vida eterna e verdade cognoscível; mas o Verbo de Deus, que é Verdade e Vida junto ao Pai, fez-Se caminho ao assumir a natureza humana. Caminha contemplando a Sua humildade e chegarás até Deus” (Santo Agostinho). As palavras do Senhor continuam a ser misteriosas para os Apóstolos, que não acabam de entender a unidade do Pai e do Filho. Daí a insistência de Filipe. Por isso Jesus repreende o apóstolo porque ainda O não conhece, quando é claro que as Suas obras são próprias de Deus: caminhar sobre as ondas, dar ordens aos ventos, perdoar pecados, ressuscitar os mortos. Este é o motivo da repreensão: o não ter conhecido a Sua condição de Deus através da Sua natureza humana.</p>
<p>A fé em Jesus exige que O sigamos, quotidianamente, nas simples ações que compõem o nosso dia. Santo Agostinho afirma que “era necessário que Jesus dissesse: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’ (Jo 14, 6), porque quando se conhece o caminho, só falta conhecer a meta”, e a meta é o Pai. Portanto, para os cristãos, para cada um de nós, o Caminho para o Pai é deixar-nos guiar por Jesus, pela sua Palavra de Verdade, e acolher o Dom da sua Vida. Façamos nosso o convite de São Boaventura: “Abre, portanto, os olhos, põe à escuta o ouvido espiritual, abre os teus lábios e dispõe o teu coração, para que tu possas em todas as criaturas ver, ouvir, louvar, amar, venerar, glorificar, honrar o teu Deus” (Itinerário da Mente para Deus, 1, 15). Em At 6, 1-7, temos a escolha dos diáconos para ajudarem os Apóstolos no atendimento da comunidade que crescia cada dia, pois a Palavra de Deus ia se espalhando cada vez mais. Disseram os Apóstolos: “Quanto a nós entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra” (At 6,4).</p>
<p>Assim como o Mestre passava longas horas em oração individual, também o apóstolo reconhece a necessidade de alcançar forças novas na oração pessoal, feita em íntima união com Cristo, pois só assim será eficaz o seu ministério e poderá levar ao mundo a palavra e o amor do Senhor.</p>
<p>São João Paulo II viveu e pregava: “A oração é para mim a primeira tarefa e como o primeiro anúncio; é a primeira condição de meu serviço à Igreja e ao mundo.” Ensinou São Josemaria Escrivá: “… a nossa vida de apóstolo vale o que valer a nossa oração” (Caminho, nº 108). E, continua o Santo: “ Se não és homem de oração, não acredito na retidão de tuas intenções quando dizes que trabalhas por Cristo” (Caminho, nº 109). Porém, é importante unir fé e vida, oração e ação. Diz o Papa Francisco na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate: “Não é saudável amar o silêncio e esquivar o encontro com o outro, desejar o repouso e rejeitar a atividade, buscar a oração e menosprezar o serviço. Tudo pode ser recebido e integrado como parte da própria vida neste mundo, fazendo parte do caminho de santificação. Somos chamados a viver a contemplação mesmo no meio da ação, e santificamo- nos no exercício responsável e generoso da nossa missão (n.26).</p>
<p>O apostolado é fruto do amor a Cristo. Ele é a luz com que iluminamos, a verdade que devemos ensinar, a Vida que comunicamos. E isto só será possível se formos homens e mulheres unidos a Deus pela oração. “Por isso, nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Os cristãos somos portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras” (Doc. De</p>
<p>Aparecida, 30). Somos felizes porque encontramos e seguimos Aquele que é o Caminho, Jesus Cristo! “Ser cristão não é uma carga, mas um dom: Deus Pai nos abençoou em Jesus Cristo seu Filho, Salvador do mundo. Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades… A alegria do discípulo não é um sentimento de bem- estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a Boa Nova do Amor de Deus. Conhecer a Jesus Cristo é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-Lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-Lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (Doc. Aparecida, 29). Para São Paulo, a alegria é a característica do cristão. Assim exortava os cristãos: “Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos! Seja a vossa bondade conhecida de todos! O Senhor está próximo. Não vos preocupeis com coisa alguma, mas, em toda ocasião, apresentai a Deus os vossos pedidos, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças” (Fl 4, 4-6). Sem oração, não há alegria verdadeira. A oração é a fonte de nossa alegria e de nossa serenidade porque nos une a Deus. Ele que é a nossa força. Um homem triste não é um discípulo de Cristo. Em sua Exortação Apostólica, A Alegria do Evangelho, escreve o Papa Francisco: “Com Jesus a alegria nasce e renasce sempre”. O Papa mostra que é necessário orar diariamente para não perder essa doce plenitude. Daí, para permanecermos no seguimento de Cristo que é o Caminho, temos que orar sempre!</p>
<p>A oração nunca deixa de dar os seus frutos. Dela tiraremos a coragem necessária para enfrentar as dificuldades com a dignidade dos filhos de Deus, bem como para perseverar no convívio com os amigos que desejamos levar a Deus. Por isso a nossa amizade com Cristo há de ser cada dia mais profunda e sincera. Sem oração, o cristão seria como uma planta sem raízes; acabaria por secar, e não teria assim a menor possibilidade de dar fruto. A oração é o suporte de toda a nossa vida e a condição de todo o apostolado. “Persevera na oração.- Persevera, ainda que o teu esforço pareça estéril.- A oração é sempre fecunda” (Caminho, nº 101).</p>
<p>Alimentados pela Oração, tenhamos sempre presente que o compromisso de anunciar Jesus Cristo, “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6 ), é a tarefa principal da Igreja. Invoquemos a Virgem Maria para que assista sempre os Pastores e quantos, nos diversos ministérios, anunciam a Mensagem jubilosa de salvação, para que a Palavra de Deus se difunda e o número dos discípulos se multiplique (At 6, 7).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-de-d-anselmo-chagas-de-paiva-ii-v-domingo-de-pascoa-ano-a/">Homilia de D. José Maria Pereira – V Domingo de Páscoa &#8211; Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
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