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	<title>Presbíteros</title>
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	<description>Uma ampla biblioteca para formação permanente, com temas de espiritualidade, pastoral, teologia, direito canônico e liturgia, além de roteiros homiléticos e diversos outros materiais, sempre em total sintonia com o Magistério da Igreja.</description>
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	<title>Presbíteros</title>
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		<title>Preces – XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:23:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: Caríssimos fiéis, neste dia, em que reconhecemos a grandeza de Deus quando perdoa e a do homem que aprende a perdoar, digamos com fé: R. Senhor, venha a nós o Vosso Reino. 1. Pelos ministros e fiéis da nossa Diocese de N., para que aprendam a perdoar-se mutuamente, como Cristo ensinou a Pedro, oremos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Sacerdote:</strong> Caríssimos fiéis, neste dia, em que reconhecemos a grandeza de Deus quando perdoa e a do homem que aprende a perdoar, digamos com fé:</p>
<p style="text-align: justify;">R. Senhor, venha a nós o Vosso Reino.</p>
<p style="text-align: justify;">1. Pelos ministros e fiéis da nossa Diocese de N., para que aprendam a perdoar-se mutuamente, como Cristo ensinou a Pedro, oremos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Pelos que detêm poderes de governo, para que fomentem na sociedade a concórdia, a solidariedade e a paz, oremos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">3. Pelos fiéis das Igrejas cristãs, para que superem todas as divisões e cheguem à unidade da fé em Cristo, oremos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">4. Pelos que vivem pensando apenas em si mesmos, para que acreditem em Jesus, que morreu por todos e nos ensina a viver para Ele e para os outros, oremos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">5. Pelos membros desta assembléia e por todos os emigrantes da nossa Paróquia, para que coloquem em prática a mensagem de Jesus sobre o perdão, oremos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sacerdote:</strong> Senhor de misericórdia infinita, não limiteis a vossa indulgência à nossa capacidade de perdoar, mas ensinai-nos a descobrir em vosso Filho a medida do vosso perdão. Por Cristo, nosso Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Todos:</strong> Amém.</p>
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		<title>Roteiro Homilético – XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Sir 36, 18 ANTÍFONA DE ENTRADA: Dai a paz, Senhor, aos que em Vós esperam e confirmai a verdade dos vossos profetas. Escutai a prece dos vossos servos e abençoai o vosso povo. Introdução ao espírito da Celebração As palavras rancor, ira e vingança não constam no vocabulário do ser humano, sobretudo na alma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p><em>Sir</em> 36, 18</p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: Dai a paz, Senhor, aos que em Vós esperam e confirmai a verdade dos vossos profetas. Escutai a prece dos vossos servos e abençoai o vosso povo.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>As palavras rancor, ira e vingança não constam no vocabulário do ser humano, sobretudo na alma do cristão.</p>
<p>Ódio só ao pecado.</p>
<p>Viveremos para amar e perdoar.</p>
<p>Sofrer com as ofensas e maus tratos é normal.</p>
<p>ORAÇÃO COLECTA: Deus, Criador e Senhor de todas as coisas, lançai sobre nós o vosso olhar; e para sentirmos em nós os efeitos do vosso amor, dai-nos a graça de Vos servirmos com todo o coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> O Senhor convida-nos a perdoar, para que sejamos perdoados por Deus.</p>
<p><em><strong>Ben-Sirá</strong> 27, 33 – 28, 1-9</em></p>
<p><em><strong><sup>33</sup>O rancor e a ira são coisas detestáveis, e o pecador é mestre nelas. <sup>1, 1</sup>Quem se vinga sofrerá a vingança do Senhor, que pedirá minuciosa conta de seus pecados. <sup>2</sup>Perdoa a ofensa do teu próximo e, quando o pedires, as tuas ofensas serão perdoadas. <sup>3</sup>Um homem guarda rancor contra outro e pede a Deus que o cure? <sup>4</sup>Não tem compaixão do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios pecados? <sup>5</sup>Se ele, que é um ser de carne, guarda rancor, quem lhe alcançará o perdão das suas faltas? <sup>6</sup>Lembra-te do teu fim e deixa de ter ódio; <sup>7</sup>pensa na corrupção e na morte, e guarda os mandamentos. <sup>8</sup>Recorda os mandamentos e não tenhas rancor ao próximo;<sup>9</sup>pensa na aliança do Altíssimo e não repares nas ofensas que te fazem.</strong></em></p>
<p>A condenação da <em>ira</em> e da <em>vingança </em>já aparece aqui, como que a preparar proximamente os espíritos para os ensinamentos de Jesus sobre o perdão das injúrias, como se lê no Evangelho de hoje. O livro de<em>Jesus Ben Sira,</em> ou <em>Sirácida,</em> foi escrito por volta do ano 180 a. C., em hebraico, e traduzido para grego pelo neto do autor, no Egipto, por volta do ano 130. O texto original hebraico, ainda foi conhecido por S. Jerónimo (que lamentavelmente não se deu ao trabalho de o traduzir, por não se tratar de um livro aceite pacificamente por todos), mas esteve perdido durante séculos, até que se pôde reconstituir a partir de vários manuscritos: o primeiro achado em 1896 na Guenizá da Sinagoga do Cairo, e outros achados em Qumrã e na fortaleza de Massadá (em 1964), para além de outros pequenos fragmentos hebraicos medievais.</p>
<h3>Salmo Responsorial</h3>
<p><em>Sl 102 (103), 1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)</em></p>
<p><strong>Monição:</strong> Imitemos o Senhor que é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade.</p>
<p><strong>Refrão: </strong> <em><strong>O SENHOR É CLEMENTE E COMPASSIVO,</strong></em></p>
<p><em><strong>PACIENTE E CHEIO DE BONDADE.</strong></em></p>
<p><em><strong>Bendiz, ó minha alma, o Senhor</strong></em></p>
<p><em><strong>e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.</strong></em></p>
<p><em><strong>Bendiz, ó minha alma, o Senhor</strong></em></p>
<p><em><strong>e não esqueças nenhum dos seus benefícios.</strong></em></p>
<p><strong><em>Ele perdoa todos os teus pecados</em></strong></p>
<p><strong><em>e cura as tuas enfermidades.</em></strong></p>
<p><strong><em>Salva da morte a tua vida</em></strong></p>
<p><strong><em>e coroa-te de graça e misericórdia.</em></strong></p>
<p><em><strong>Não está sempre a repreender</strong></em></p>
<p><em><strong>nem guarda ressentimento.</strong></em></p>
<p><em><strong>Não nos tratou segundo os nossos pecados</strong></em></p>
<p><em><strong>nem nos castigou segundo as nossas culpas.</strong></em></p>
<p><em><strong>Como a distância da terra aos céus,</strong></em></p>
<p><em><strong>assim é grande a sua misericórdia para os que O temem.</strong></em></p>
<p><em><strong>Como o Oriente dista do Ocidente,</strong></em></p>
<p><em><strong>assim Ele afasta de nós os nossos pecados.</strong></em></p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.</p>
<p><em><strong>Romanos</strong> 14, 7-9</em></p>
<p><em><strong>Irmãos: <sup>7</sup>Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo. <sup>8</sup>Se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. <sup>9</sup>Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos.</strong></em></p>
<p>O texto afirma a pertença radical de todos os fiéis, vivos ou falecidos, a Cristo. Ele conquistou-nos com o mistério da sua morte e ressurreição; ficámos a pertencer-lhe pelo Baptismo, que não é um mero rito, mas é um entrar numa comunhão de vida com Ele, para morrer e viver com Ele (cf. <em>Rom</em> 6). Recordem-se, a propósito, as palavras do mesmo S. Paulo em 2 <em>Cor</em> 5, 14-15: «O amor de Cristo urge-nos &#8230; Ele morreu por todos, a fim de que os que vivem já não vivam para si mesmos mas para Aquele que morreu e ressuscitou por eles». Pode-se aproveitar esta ocasião para corrigir a lamentável gralha que aparece na última edição (1984) da «Celebração das Exéquias», nº 205: não é «nenhum de nós vive por si mesmo», mas sim: «<em>nenhum de nós vive para si mesmo».</em></p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em>Jo 13, 34</em></p>
<p><strong>Monição:</strong> Sem amar o próximo, não cumprimos a vontade de Deus. Amai-vos como Eu vos amei.</p>
<h3>ALELUIA</h3>
<p><em><strong>Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:   amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.</strong></em></p>
<h2></h2>
<h2>Evangelho</h2>
<p><em><strong>São Mateus </strong>18, 21-35</em></p>
<p><em><strong>Naquele tempo, <sup>21</sup>Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?» <sup>22</sup>Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. <sup>23</sup>Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. <sup>24</sup>Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. <sup>25</sup>Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. <sup>26</sup>Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: ‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’. <sup>27</sup>Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. <sup>28</sup>Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: ‘Paga o que me deves’. <sup>29</sup>Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: ‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’. <sup>30</sup>Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. <sup>31</sup>Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. <sup>32</sup>Então, o senhor mandou-o chamar e disse: ‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste. <sup>33</sup>Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ <sup>34</sup>E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. <sup>35</sup>Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».</strong></em></p>
<p>À pergunta de Pedro sobre quantas vezes deve perdoar, Jesus não se detém em casuística rabínica, mas responde com uma parábola que, para bom entendedor, queria dizer «sempre», «de modo que não encerrou o Senhor o perdão num número determinado, mas deu a entender que há que perdoar continuamente e sempre» (S. João Crisóstomo). O ensino da parábola reside no contraste hiperbólico entre a magnanimidade do senhor, que perdoa uma soma incalculável – dez mil talentos seriam umas centenas de milhões de contos – e a mesquinhez do criado para com um companheiro que lhe devia apenas cem denários; um denário equivalia ao salário dum dia e eram 12 gramas de prata; um talento podia corresponder a 36 quilos de prata. A misericórdia de Deus é infinita para com o pecador, mas este também deve ser misericordioso e perdoar a quem o ofende. A lei da caridade e do perdão é o cerne do «Reino dos Céus».</p>
<p><strong>Sugestões para a homilia</strong></p>
<p>1.  Que fazer para obter o perdão de Deus e dos homens?</p>
<p>João Paulo II, <em>Dives in Misericordia</em>, n.º 14, 30-XI-1980, diz:</p>
<p>«É evidente que a exigência tão generosa em perdoar não anula as exigências objectivas da justiça. A justiça bem entendida constitui, por assim dizer, a finalidade do perdão. Em nenhuma passagem do Evangelho o perdão, nem mesmo a misericórdia como sua fonte, significam indulgência para com o mal, o escândalo, a injúria causada, ou os ultrajes. Em todos estes casos, a reparação do mal ou do escândalo, a compensação do prejuízo causado e a satisfação da ofensa são condição do perdão.</p>
<p>Assim a estrutura da justiça penetra sempre no campo da misericórdia. Esta, no entanto, tem o condão de conferir à justiça um conteúdo novo, que se exprime, do modo mais simples e pleno, no perdão.»</p>
<p>Por palavras mais simples: todos têm direito ao perdão mas devem cumprir os deveres de justiça para com o ofendido. Seja para com Deus seja para com a pessoa ofendida.</p>
<p>2.  Como procede o Senhor com o pecador?</p>
<p>Só perdoa a quem está disposto a perdoar. Esta frase parece estranha mas tem fundamento bíblico. Reparemos dos textos da Eucaristia de hoje. Centrem a atenção na primeira frase (Primeira Leitura), e na última (Evangelho).</p>
<p>Primeira Leitura: «Perdoa a ofensa do teu próximo e, quando o pedires, as tuas ofensas serão perdoadas».</p>
<p>Salmo Responsorial: «O Senhor perdoa todos os teus pecados e cura as tuas enfermidades. Não está sempre a repreender nem guarda ressentimento. Não nos tratou segundo os nossos pecados nem nos castigou segundo as nossas culpas. Como a distância da terra aos céus, assim é grande a sua misericórdia para os que O temem».</p>
<p>Evangelho: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete».</p>
<p>Depois conta a história dos dois devedores e remata deste modo: «Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».</p>
<p>E, no Pai Nosso, Cristo ensina a rezar nestes termos: «Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido».</p>
<p>3.  Como deve o homem proceder com quem o ofende?</p>
<p>Tal qual como Deus procede connosco.</p>
<p>Quem deseja o perdão do seu pecado tem de perdoar e, se não tem forças para isso, deve pedi-las ao Senhor, à Santíssima Virgem, e a todos os Anjos e Santos. Deve fazer oração, frequentar os sacramentos, sobretudo a Penitência e a Eucaristia, etc.</p>
<p><strong>LITURGIA EUCARÍSTICA</strong></p>
<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Ouvi, Senhor, com bondade as nossas súplicas e recebei estas ofertas dos vossos fiéis, para que os dons oferecidos por cada um de nós para glória do vosso nome sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p><strong>SANTO</strong></p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p>Sem comunhão frequente não haverá capacidade de perdão.</p>
<p><em>Salmo</em> 35, 8</p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Como é admirável, Senhor, a vossa bondade! A sombra das vossas asas se refugiam os homens.</p>
<p>Ou:</p>
<p>O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo; e o pão que partimos é comunhão no Corpo do Senhor.</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor nosso Deus, concedei que este sacramento celeste nos santifique totalmente a alma e o corpo, para que não sejamos conduzidos pelos nossos sentimentos mas pela virtude vivificante do vosso Espírito. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p><strong>RITOS FINAIS</strong></p>
<p>Monição final</p>
<p>Anunciemos a todos que perdoar a quem nos ofende é dom de Deus. Devemos pedi-lo.</p>
<h2>HOMILIAS FERIAIS</h2>
<p>24ª SEMANA</p>
<p>2ª feira, 12-IX: Algumas partes da Missa.</p>
<p>1 <em>Tim</em>. 2, 1-8 / <em>Lc</em>. 7, 1-10</p>
<p>(O centurião):Não mereço que entres debaixo do meu tecto.</p>
<p>O centurião de Cafarnaum ficou <em>duplamente ligado ao sacramento da Eucaristia</em>: pelas palavras que disse a Jesus (cf. Ev.), e que continuamos a repetir antes da Comunhão; e porque construiu a sinagoga de Cafarnaum, onde Jesus pronunciaria mais tarde o discurso eucarístico. Repitamos com fé as suas palavras quando recebermos o Senhor.</p>
<p>Também S. Paulo pede que se «façam preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que exercem autoridade» (Leit.). Continuamos a fazê-lo na <em>Oração universal</em> da Missa.</p>
<p>3ª feira, 13-IX: Imitar a misericórdia de Jesus.</p>
<p>1 <em>Tim</em>. 3, 1-3 / <em>Lc</em>. 7, 11-17</p>
<p>E vinha com ela (a viúva) bastante gente da cidade. Ao vê-la o Senhor compadeceu-se e disse-lhe: não chores.</p>
<p>Jesus veio carregar sobre os seus ombros com as nossas misérias, veio compadecer-se dos que sofrem, como a viúva de Naim (cf. Ev.).«Jesus faz da <em>misericórdia</em> um dos temas principais da sua pregação&#8230; são muitos os passos dos ensinamentos de Cristo que manifestam o amor-misericórdia sob um aspecto sempre novo» (João Paulo II, <em>Dives in misericordia</em>, 3).</p>
<p>Sejamos igualmente <em>misericordiosos com os outros</em>: «Nada pode fazer-te tão imitador de Cristo como a preocupação pelos outros. Mesmo que jejues&#8230; ou, por assim dizer, te mates, se não te preocupares pelo próximo, pouca coisa fizeste, pois ainda estás muito longe da imagem de Jesus» (S. João Crisóstomo).</p>
<p>Celebração e Homilia:          ADRIANO TEIXEIRA</p>
<p>Nota Exegética:                     GERALDO MORUJÃO</p>
<p>Homilias Feriais:                  NUNO ROMÃO</p>
<p>Sugestão Musical:                DUARTE NUNO ROCHA    	</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. José Maria Pereira – XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:21:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Condições para dar e receber o Perdão! Dom José Maria Pereira Hoje, a Palavra de Deus propõe-nos o grande tema do perdão. Todos os dias aparece a lógica do “responder na mesma moeda”, a lógica da vingança e do ressentimento. Famílias destruídas, laços de amizade desfeitos, povos em guerras. São mecanismos de vingança e rancor, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia do D. José Maria Pereira – XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Condições para dar e receber o Perdão!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a Palavra de Deus propõe-nos o grande tema do perdão. Todos os dias aparece a lógica do “responder na mesma moeda”, a lógica da vingança e do ressentimento. Famílias destruídas, laços de amizade desfeitos, povos em guerras. São mecanismos de vingança e rancor, responsáveis por sofrimentos e dramas, sem fim; e por uma espiral de violência e de ódio, sem limites.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diz o Senhor no livro do Sirácida (Eclesiástico): “Quem se vingar&nbsp;encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados?” (Eclo 28, 1-4).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse trecho da palavra de Deus afirma que o rancor e a ira são coisas detestáveis, que são sentimentos maus, venenos da alma. A sabedoria está em não se deixar dominar pelo rancor e pelos sentimentos de vingança, em ser capaz de perdoar as ofensas e de ter compaixão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem não perdoa o irmão, não poderá exigir o perdão de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pensamento da morte <strong>faz –nos pensar diferente: ”Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; pensa na destruição e na</strong> morte e persevera nos mandamentos” (Eclo 28, 6-7).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A felicidade do homem não está em cultivar sentimentos de ódio e de rancor, mas, sim, em cultivar sentimentos de perdão e de misericórdia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Evangelho (Mt 18, 21-35), Pedro consulta Jesus sobre os limites do perdão: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete “. Isto é, SEMPRE,&nbsp; um perdão sem limites, inclusive, aos inimigos que os judeus não incluíam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O perdão não deve ficar na quantidade, mas na qualidade, de coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus conta a parábola de um empregado que devia uma fortuna imensa e, por compaixão, foi perdoado. Em seguida, ele, sem compaixão, recusa-se a perdoar um companheiro que lhe devia uma quantia irrisória : “Paga o que me deves”. O Rei, indignado, castiga-o severamente…</p>



<p class="wp-block-paragraph">E Jesus conclui, dizendo: ” É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A parábola é um exame de consciência para nós; convida-nos a analisar as nossas atitudes para com os irmãos que erram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus ensina-nos que o mal, os ressentimentos, o rancor, o desejo de vingança devem ser vencidos por uma caridade ilimitada que se há de manifestar no perdão incansável das ofensas alheias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para perdoar de coração, com absoluto esquecimento da injúria recebida, é necessária, por vezes, uma grande fé, alimentada pela caridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perdoar, portanto, porque Deus nos perdoou e para que Deus nos perdoe! Mas essa não é a única motivação. O próprio Jesus deu outra motivação mais íntima e desinteressada: a misericórdia, um sentimento feito de compreensão, de identificação com o irmão, de solidariedade e de humildade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A misericórdia divina é ilimitada, inesgotável, insondável. Não depende nem do número nem da gravidade dos pecados cometidos, já que supera todos os pecados possíveis e imagináveis. Mas há que reconhecer: não é incondicional. Há uma condição que Jesus revelou: “se não perdoardes aos outros, tampouco vosso Pai perdoará vossos pecados”. E é mandamento: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso”. Em outras palavras, o perdão que recebemos de Deus está condicionado pelo perdão que nós damos aos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma condição tão rigorosa, tão indispensável, que Jesus a colocou expressamente no Pai Nosso. Quis que repetíssemos, cada vez que rezamos, para que ninguém esqueça, para ninguém alegar ignorância. Deus perdoa todos os pecados que possamos cometer, menos a quem se negar a perdoar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A negativa, em perdoar, produz efeitos perniciosos, não só no ofensor, que se vê privado desse dom, mas, principalmente, do ofendido. Enquanto não perdoo, a ofensa segue ali, não cessa, e continuo sendo sua vítima. Acaba criando uma atroz dependência: na medida em que são mantidos os sentimentos de rancor e de vingança, vivo para eles, para odiar; tornam-se meus donos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São Paulo, seguindo o Mestre, exortava os Cristãos de Tessalônica: &nbsp;“Tomai cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas persegui sempre o bem entre vós e para com todos” (1Ts 5,15). Ainda São Paulo, aplicou esta mensagem evangélica do perdão às situações concretas de sua vida, especialmente da vida doméstica: “Vesti-vos – escrevia – com sentimentos de compaixão, com bondade, humildade, mansidão, paciência; suportai-vos uns aos outros e, se um tiver motivo de queixa contra o outro, perdoai –vos mutuamente” (Col 3,12ss). É preciso insistir muito sobre a importância do perdão na vida de uma família. É indispensável expelir, dos próprios pulmões, o ar oxidado para manter o organismo sadio, assim como inspirar novo ar oxigenado. Perdoar-se é indispensável para manter vivo e sadio um matrimônio, tão importante como amar-se. O perdão, quando é sincero, renova, torna-se ele mesmo fator de crescimento do próprio amor e O fez notar o próprio Jesus, na casa de Simão: Qual deles o amará mais? “ Simão respondeu: Aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: Julgaste corretamente” (Lc 7,42ss). E concluiu com uma frase que vale um tratado de psicologia: Aquele a quem se perdoa pouco, ama pouco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perdoar é, portanto, de verdade, um gesto cheio de nobreza, digno do homem e indispensável para viver juntos e em paz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viveríamos mal o nosso caminho de discípulos de Cristo se, ao menor atrito&nbsp; – no lar, no escritório, no trânsito… – , a nossa caridade esfriasse-se e nos sentíssemos ofendidos e desprezados. Às vezes –&nbsp; em matérias mais graves, em que a desculpa se torna mais difícil –&nbsp; faremos nossa a oração de Jesus: Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!” (Lc 23,34). Em outros casos, bastará um sorriso, retribuir o cumprimento, ter um pormenor amável para restabelecer a amizade ou a paz perdida. As ninharias diárias não podem ser motivo para perdermos a alegria, que deve ser profunda e habitual na nossa vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Senhor, depois de responder a Pedro sobre a capacidade ilimitada de perdão que devemos ter, expôs a parábola dos dois devedores para nos mostrar o fundamento desta manifestação da caridade. Devemos perdoar sempre e tudo porque é muito – sem medida&nbsp; – &nbsp;o que Deus nos perdoou e nos perdoa. E diante dessa prova da misericórdia do Senhor, tudo o que devemos perdoar aos outros é simplesmente insignificante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ensina São Josemaria Escrivá: “Esforça- te, se é preciso, por perdoar sempre aos que te ofenderem, desde o primeiro instante, já que, por maior que seja o prejuízo ou a ofensa que te façam, mais te tem perdoado Deus a ti” (Caminho, nº 452).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O perdão é a expressão maior do amor. É&nbsp;aceitar e querer bem ao próximo assim como ele é; é agir como Deus; é agir a exemplo de Cristo. Perdoando, é para o Senhor que vivemos e para o Senhor que morremos (Rm 14, 7-9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem perdão, não existe vida fraterna, vida conjugal, vida familiar ou vida comunitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Coragem, irmão! Deus te ordena: perdoa, perdoa os pecados; sê misericordioso frente ao delito, perdoa as ofensas de que fostes objeto, não percas agora os poderes divinos que tens; tudo o que tu não perdoares em outro, negas a ti mesmo” (São Pedro Crisólogo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deus perdoa-nos, na mesma medida com que nós perdoamos… O amor é o distintivo do cristão. Quem se recusa a perdoar ao irmão, como poderá ter a coragem de pedir o perdão de Deus? Se o nosso coração estiver dominado pela lógica da vingança ou da mágoa, o perdão de Deus poderá encontrar aí lugar? Um coração duro, incapaz de compreender as falhas dos outros, estará disponível para acolher o amor de Deus? O critério mudou. Já não é: o que o outro te fez, faça a ele; mas: o que Deus te fez, faça ao outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de perdão leva a muitos outros sofrimentos, doenças, provoca uma vida azeda e estressante. Só o perdão alivia e restitui a alegria… É a chamada “terapia do perdão”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peçamos que o Espírito Santo impregne e modele o nosso coração com a ternura, o perdão e o amor do Coração d’Aquele que nos pede perdoar como Ele nos perdoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
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		<item>
		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eclo 27,33-28,9Sl 102Rm 14,7-9Mt 18,21-35 Caríssimos, no Evangelho ouvimos a parábola do devedor implacável. Recordemos que estamos terminando o capítulo 18 de São Mateus, no qual Jesus trata da vida da Igreja, a Comunidade dos seus discípulos. No Domingo passado, o Senhor Jesus nos mandava corrigir o caso o irmão nos fizesse o mal. Corrigir [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Eclo 27,33-28,9<br>Sl 102<br>Rm 14,7-9<br>Mt 18,21-35</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caríssimos, no Evangelho ouvimos a parábola do devedor implacável. Recordemos que estamos terminando o capítulo 18 de São Mateus, no qual Jesus trata da vida da Igreja, a Comunidade dos seus discípulos. No Domingo passado, o Senhor Jesus nos mandava corrigir o caso o irmão nos fizesse o mal. Corrigir para salvar, corrigir para dar o perdão. Hoje, Pedro pergunta quantas vezes se deve dar o perdão a quem nos fez mal na Comunidade. Jesus responde: Perdoa sempre! Mas, aprofundemos esta Palavra de Deus que nos é dirigida como luz e caminho da nossa vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma coisa que a humanidade atual, tão cheia de si, não compreende é que a verdadeira liberdade nossa, a autêntica maturidade, somente é possível se formos abertos para Deus na nossa vida. O homem fechado em si é presa de suas paixões, de sua tendência a autoafirmação, à amargura, ao rancor, à vingança… Quando nos abrimos para Deus e temos a coragem de nos deixar medir por ele, aí sim, somos obrigados a nos deixar a nós mesmos e nos sentimos compelidos a ver, sentir e agir conforme o coração de Deus. Tomemos a primeira leitura da Missa. Observemos como Deus nos coloca freio, como nos educa, como nos serve de medida e modelo:&nbsp;<em>“Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos. Pensa na aliança do Altíssimo, e não leves em conta a falta alheia!”</em>&nbsp;Eis, irmãos, Deus no colocando freio e rédeas às paixões! E por quê? Porque, como diz o Salmo:&nbsp;<em>“Ele te perdoa toda culpa, e te cerca de carinho e compaixão. Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas nem nos pune em proporção às nossas culpas…”</em>&nbsp;É esta a grande diferença entre quem crê e não crê, entre quem é aberto para Deus e para ele se fecha. Para quem crê, a medida é Deus, é o coração do Pai do céu, tal qual Jesus no-lo revelou!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta ideia aparece muito clara na segunda leitura de hoje. O Apóstolo nos recorda que a vida não nos pertence de modo fechado, absoluto; a vida é um dom e como dom deve ser vivida:&nbsp;<em>“Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor”.</em>&nbsp;Ele, portanto, é nossa medida, nosso critério e nossa realização; ele, que por nós morreu e ressuscitou, para ser o nosso Senhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensando nisso, detenhamo-nos, agora, no Evangelho. Como já disse, a questão aqui é ainda a vida na Igreja. Quantas vezes perdoar? Até quando conservar um coração aberto, disponível, sem deixar-se levar pela tristeza e a amargura, o rancor e o fechamento? Até quando manter a doçura, filha da esperança, fruto da certeza da vitória do Senhor? O Senhor Jesus nos adverte que o perdão deve ser dado sempre porque o coração do Pai, como o do rei da parábola, é assim: cheio de compaixão, capaz de perdoar toda a dívida. Observem, caríssimos, que Jesus começa dizendo que o Reino dos Céus é assim: o reinado de um rei que é Pai e perdoa. Ora, o Pai somente reina no coração de quem perdoa como ele mesmo perdoa, como ele mesmo nos perdoou e acolheu em Jesus, que morreu e ressuscitou para ser o perdão de Deus para nós! Eis o que é a Igreja: o espaço, o ambiente no qual o reinado de Deus deve manifestar-se no mundo; lugar da misericórdia, do acolhimento, do amor, do perdão mil vezes, da esperança que não desiste, da doçura aprendida e bebida daquele Coração aberto na cruz. A Igreja deve ser assim, Não porque sejamos bonzinhos, mas porque aprendemos assim do coração do Pai de Jesus. Com efeito, como experimentará o perdão de Deus quem tem o coração fechado para os outros? Quem reconhecerá de verdade que tudo deve a Deus e nunca pagará o bastante quem não perdoa as dívidas dos irmãos? É preciso que compreendamos ser impossível experimentar Deus como amor e doçura – e nosso Deus é assim; Jesus no-lo revelou assim! – se não nos deixar inundar pelo amor e doçura de Deus, inundar nosso coração, até transbordar para os irmãos!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caríssimos, no Senhor, que o silêncio da oração, que a contemplação persistente do Cristo e de seus gestos e palavras, que a participação piedosa, recolhida e devota da Eucaristia, faça o nosso coração aprender do Coração do Pai de Jesus. Eis aqui como a Comunidade chamada Igreja – esta Comunidade reunida para a Eucaristia – será sinal do Reino, início do Reino, semente do Reino. Somente assim, poderemos dizer ao mundo sedento de Deus: Vinde e vede! Que o Senhor no-lo conceda. Amém!</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>D. Henrique Soares da Costa</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:19:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia sobre o  o XXIV Domingo do Tempo Comum  – Ano A</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Roteiro Homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia de D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia de D. José Maria Pereira</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/preces-xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Preces</a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/xxiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB – XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-anselmo-chagas-de-paiva-osb-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:09:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Onde dois ou três estiverem reunidos&#8230; Mt 18,15-20 Caros irmãos e irmãs Cada domingo nos recorda o ritmo semanal do tempo, o dia da ressurreição de Cristo.&#160; Ao domingo, portanto, aplica-se a exclamação do Salmista: “Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria” (Sl 118, 24). O domingo é um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Onde dois ou três estiverem reunidos&#8230;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mt 18,15-20</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caros irmãos e irmãs</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada domingo nos recorda o ritmo semanal do tempo, o dia da ressurreição de Cristo.&nbsp; Ao domingo, portanto, aplica-se a exclamação do Salmista: “Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria” (Sl 118, 24). O domingo é um dia que está no âmago da vida cristã e é, ao mesmo tempo, o primeiro dia da semana, memorial do primeiro dia da criação. A Ceia do Senhor é o seu centro, pois nela toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Cristo ressuscitado:&nbsp; O domingo é o dia por excelência da assembleia litúrgica, em que os fiéis se reúnem para ouvir a Palavra de Deus e participar do Banquete Eucarístico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A página do Evangelho deste domingo começa nos recordando que somos frágeis e, por isto, precisamos da misericórdia do Senhor a todo instante. Sempre devemos ter consciência das nossas falhas, dos erros, dos pecados. Por isso, no início de cada Missa somos sempre convidados a reconhecer diante do Senhor que somos pecadores, expressando com palavras e com gestos o arrependimento sincero. O sacerdote suplica a Deus: “Tende compaixão de nós Senhor”, ao que todos respondem: “Porque somos pecadores”. Todos nós somos pecadores e necessitados do perdão do Senhor. É o Espírito Santo que nos leva a reconhecer as nossas culpas, à luz da palavra de Jesus e a todos Deus concede a sua misericórdia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A convivência humana pode ser atingida por contrastes, conflitos, devido ao fato de que somos diferentes por temperamento, pontos de vista e gostos. O texto evangélico também sintetiza: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós, contigo” (v. 15). Podemos frisar a expressão “a sós, contigo”. Isto quer mostrar o respeito que devemos ter para com o outro, para com o bom nome do irmão, o zelo pela sua dignidade. O falar a sós indica a possibilidade da pessoa poder fazer a sua defesa e explicar as suas ações. O objetivo é ganhar o irmão. Uma franca explicação pode esclarecer algo que não ficou bem entendido. Nem sempre isto é possível quando o problema é levado ao conhecimento de todos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta correção deverá ser feita sempre com amor, com discernimento, com caridade fraterna. São Bento, na sua Regra, dá uma recomendação singular, ao prescrever: “Socorrer na tribulação” (RB 4,18). Mas, a expressão latina usada por São Bento é “in tribulationem subvenire”<em>.</em> A palavra “subvenire” pode ser traduzida por “vir por baixo, vir de baixo”. Ou seja, socorrer sim, corrigir sim, mas com a humildade de quem vem por baixo para sustentar, amparar e ajudar, para salvar. Corrigir, sim, mas como Deus, que em Jesus, veio por baixo, na humildade de um presépio e na humilhação da cruz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ensinamento de Cristo sobre a correção fraterna deverá ser lido à luz de um outro preceito que Ele mesmo nos deixa: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me, irmão, tirar de teu olho o argueiro, quando tu não vês a trave no teu olho?’ Tira primeiro a trave do teu olho e depois enxergarás para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Lc 6,41-42). Neste contexto, é importante lembrar que é sempre válida a recomendação de São Paulo, como nos diz a primeira leitura: “Com ninguém tenhais outra dívida que a do mútuo amor&#8230; A caridade não faz mal ao próximo” (Rm 13,8-10).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto Evangélico deste domingo traz ainda uma frase bastante significativa e que deve ser sublinhada: “Se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles” (v.19-20). Com estas palavras Jesus ressalta o valor da oração. Deus é pai misericordioso, que ouve a prece dos seus filhos. Quando rezamos, conquistamos o coração de Deus, ao qual nada é impossível.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros discípulos pediram a Jesus: “Senhor, ensina-nos a rezar” (Lc 11,1). Como de fato, é preciso aprender a rezar, devemos sentir a necessidade de pertencer à escola de Jesus para aprender a rezar autenticamente. E podemos receber a primeira lição pelo exemplo do próprio Senhor. Os Evangelhos, por várias vezes, descrevem Jesus em diálogo íntimo e constante com o Pai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na oração, em cada época da história, o homem considera-se a si mesmo e a sua situação diante de Deus, a partir de Deus e em vista de Deus, e experimenta que é criatura carente de ajuda, incapaz de alcançar sozinho o cumprimento da própria existência e da própria esperança (cf. BENTO PP XVI, <em>Audiência Geral</em>, 11 de maio de 2011).&nbsp; A oração deve ser a abertura e elevação do coração a Deus, torna-se assim relação pessoal com Ele. Segundo o Catecismo da Igreja Católica: “Na oração, é sempre o amor do Deus fiel a dar o primeiro passo; o passo do homem é sempre uma resposta. Na medida que Deus se revela e revela o homem a si mesmo, a oração surge como um apelo recíproco&#8230;” (n. 2567).</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a Sagrada Escritura deixa para nós inúmeros exemplos de homens e mulheres que se tornaram exemplos de oração. A própria leitura da Sagrada Escritura deve ser também um momento de oração, sobretudo, através dos salmos.&nbsp; Neles encontramos um formulário de orações. O Livro dos Salmos nos apresenta uma coletânea de cento e cinquenta Salmos, que podem ser apresentados como a nossa oração, o nosso modo de nos dirigirmos a Deus e de nos relacionarmos com Ele.&nbsp; A Igreja nos exorta a uma leitura contínua da Palavra de Deus, como alimento salutar para o espírito, capaz de nutrir o conhecimento de Deus e o diálogo com Ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na oração, desenrola-se um diálogo com Jesus que faz de nós seus amigos íntimos: “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós” (Jo <em></em>15,4). Esta reciprocidade constitui precisamente a substância, a alma da vida cristã, e é condição para estarmos sempre unidos ao Senhor. Quem reza não perde a coragem, nem sequer face às dificuldades mais graves, porque sente que Deus está ao seu lado e encontra refúgio, serenidade e paz entre os seus braços paternos. Depois, ao abrirmos o nosso coração com confiança a Deus, teremos mais generosidade com o próximo, e passaremos a construir a história segundo o projeto divino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral conhecemos a oração com palavras, mas também a mente e o coração devem estar presentes na nossa oração. É o contato da nossa mente com o coração de Deus. E aqui a Virgem Maria é um modelo real. O evangelista São Lucas repete várias vezes que a Mãe de Deus “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2,19). Maria viveu plenamente a sua existência, os seus deveres quotidianos, a sua missão de Mãe, mas soube manter em si um espaço interior para meditar sobre a palavra e a vontade de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peçamos uma vez mais a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, para que o Senhor ilumine a nossa mente e o nosso coração, a fim de que nossa relação com Ele na oração seja cada vez mais intensa, afetuosa e constante.&nbsp; Assim seja.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB<br>Mosteiro de São Bento/RJ</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Preces – XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://presbiteros.org.br/?p=23990</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: Oremos irmãos, com o desejo sincero de uma vida renovada em Deus, pedindo pelas necessidades do mundo e da Igreja. Todos: Senhor, escutai a nossa prece. 1. Pelo Santo Padre, pelos bispos e sacerdotes, para que cheios do Espírito Santo,anunciem ao povo de Deus o Evangelho e a graça, oremos, irmãos. 2. Pelos governantes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Sacerdote:</strong> Oremos irmãos, com o desejo sincero de uma vida renovada em Deus, pedindo pelas necessidades do mundo e da Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Todos: Senhor, escutai a nossa prece. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">1. Pelo Santo Padre, pelos bispos e sacerdotes, para que cheios do Espírito Santo,anunciem ao povo de Deus o Evangelho e a graça, oremos, irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Pelos governantes das nações, pelos professores e educadores da nossa Pátria e da Igreja para que cumpram a sua missão segundo a justiça e a verdade à luz da palavra de Deus, oremos, irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">3. Por todos os povos do mundo para que, obedientes à vontade Deus, acabem as guerras, a fome e toda a forma de pecado, oremos, irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">4. Pelo nosso pároco, pelas famílias, pelas associações de piedade, pelos catequistas e por todos os que trabalham no apostolado paroquial, oremos, irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">5. Para que sejamos profetas destemidos guiados pela caridade, apóstolos da conversão testemunhas da presença de Deus em nossos corações, oremos irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">6. Pelos nossos familiares, benfeitores, conterrâneos e amigos falecidos que em anos anteriores aqui professaram a sua fé e se comprometeram com Cristo, oremos, irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sacerdote: </strong>Deus eterno e todo poderoso, depomos no vosso altar as nossas intenções e necessidades, para que nos ajudeis sempre nesta caminhada terrena em comunhão com Jesus Cristo vosso Filho e na unidade do Espírito Santo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Todos: Amém.</strong></p>
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		<title>Roteiro Homilético – XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Salmo 118, 137.124 ANTÍFONA DE ENTRADA: Vós sois justo, Senhor, e são rectos os vossos julgamentos. Tratai o vosso servo segundo a vossa bondade. Introdução ao espírito da Celebração A solução do único problema, verdadeiramente digno deste nome, e que se chama salvação, passa, em grande parte, pela preocupação e interesse que na vida tivermos manifestado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p><em>Salmo 118, 137.124</em></p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: Vós sois justo, Senhor, e são rectos os vossos julgamentos. Tratai o vosso servo segundo a vossa bondade.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>A solução do único problema, verdadeiramente digno deste nome, e que se chama salvação, passa, em grande parte, pela preocupação e interesse que na vida tivermos manifestado pelos irmãos. Vamos ser julgados pelo amor. E a correcção fraterna é prova concreta dessa verdadeira amizade. Não podemos consentir que sejam eternamente desgraçados aqueles que dizemos amar. O Senhor vai indicar-nos como concretizar, no dia a dia da vida, esta obra de misericórdia, tão importante.</p>
<p>ORAÇÃO COLECTA: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> Como a sentinela devia estar alerta para que a comunidade não fosse atacada pelo inimigo, também, cada um deverá ser profeta de Deus a «gritar» alerta, quando se apercebe que alguém corre risco de se perder.</p>
<p><em><strong>Ezequiel</strong> 33, 7-9</em></p>
<p><em><strong><sup>7</sup>Eis o que diz o Senhor: «Filho do homem, coloquei-te como sentinela na casa de Israel. Quando ouvires a palavra da minha boca, deves avisá-los da minha parte. <sup>8</sup>Sempre que Eu disser ao ímpio: ‘Ímpio, hás-de morrer’, e tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho, o ímpio morrerá por causa da sua iniquidade, mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte. <sup>9</sup>Se tu, porém, avisares o ímpio, para que se converta do seu caminho, e ele não se converter, morrerá nos seus pecados, mas tu salvarás a tua vida».</strong></em></p>
<p>Texto tirado do início da 4ª parte de Ezequiel, que se refere à restauração de Israel. Foi escolhido em função da leitura evangélica que trata do aviso ou correcção fraterna. O profeta é a<em> «sentinela» </em>de Deus, que tem o dever de avisar do bem e do mal, sob pena de se vir a tornar cúmplice da maldade do povo. De algum modo, todos nós nos devemos sentir responsáveis pelos nossos irmãos, avisando-os do mal que devem evitar (cf. <em>Lv</em> 19, 17).</p>
<h3>Salmo Responsorial</h3>
<p><em>Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. Cf. 8)</em></p>
<p><strong>Monição:</strong> A voz do Senhor é a voz do melhor dos pais. Como filhos muito queridos, amados e atentos a devemos escutar. Ela é sempre caminho de felicidade. Como é importante ouvi-la!</p>
<p><strong>Refrão: </strong> <em>SE HOJE OUVIRDES A VOZ DO SENHOR</em></p>
<p><em>NÃO FECHEIS OS VOSSOS CORAÇÕES.</em></p>
<p><em><strong>Vinde, exultemos de alegria no Senhor,</strong></em></p>
<p><em><strong>aclamemos a Deus nosso Salvador.</strong></em></p>
<p><em><strong>Vamos à sua presença e demos graças,</strong></em></p>
<p><em><strong>ao som de cânticos aclamemos o Senhor.</strong></em></p>
<p><em><strong>Vinde, prostremo-nos em terra,</strong></em></p>
<p><em><strong>adoremos o Senhor que nos criou.</strong></em></p>
<p><em><strong>Pois Ele é o nosso Deus</strong></em></p>
<p><em><strong>e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.</strong></em></p>
<p><em><strong>Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:</strong></em></p>
<p><em><strong>«Não endureçais os vossos corações,</strong></em></p>
<p><em><strong>como em Meriba, no dia de Massa no deserto.</strong></em></p>
<p><em><strong>Onde vossos pais Me tentaram e provocaram</strong></em></p>
<p><em><strong>apesar de terem visto as minhas obras».</strong></em></p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> O mandamento do amor leva-nos a cumprir também todas as leis e obrigações impostas pela autoridade civil, desde que tais leis não sejam contrárias à Lei de Deus.</p>
<p><em><strong>Romanos</strong> 13, 8-10</em></p>
<p><em><strong>Irmãos: <sup>8</sup>Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros, pois, quem ama o próximo, cumpre a lei. <sup>9</sup>De facto, os mandamentos que dizem: «Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás», e todos os outros mandamentos, resumem-se nestas palavras: «Amarás ao próximo como a ti mesmo». <sup>10</sup>A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei.</strong></em></p>
<p>O amor ao próximo é apresentado por S. Paulo como <em>uma dívida </em>que nunca se pode saldar, pois, enquanto se não tiver dado a vida pelos irmãos, não se terá amado suficientemente, como Cristo nos amou (cf.<em>Jo</em> 13, 34). Por outro lado, a caridade é o <em>resumo </em>da Lei e o seu <em>pleno cumprimento,</em> pois quem ama verdadeiramente «<em>não faz mal ao próximo»</em> (v. 10).</p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em>2 Cor 5, 19</em></p>
<p><strong>Monição:</strong> O Senhor ensina-nos a estratégia que devemos seguir para cumprir a correcção fraterna, como expressão de verdadeiro amor ao próximo.</p>
<h3>ALELUIA</h3>
<p><em><strong>Em Cristo, Deus reconcilia o mundo consigo</strong></em></p>
<p><em><strong>e confiou-nos a palavra da reconciliação.</strong></em></p>
<h2>Evangelho</h2>
<p><em><strong>São Mateus </strong>18, 15-20</em></p>
<p><em><strong>Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: <sup>15</sup>«Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão. <sup>16</sup>Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. <sup>17</sup>Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. <sup>18</sup>Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu. <sup>19</sup>Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. <sup>20</sup>Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».</strong></em></p>
<p>Nesta leitura de hoje temos duas perícopes sobre temas distintos: a correcção fraterna (vv. 15-18) e a oração em comum (vv. 19-20). São tiradas do chamado <em>discurso eclesiástico</em> de Mateus, que aparece como mais uma agrupamento artificial do Evangelista, para nos oferecer um concentrado de instruções de Jesus referentes à vida da nova comunidade fundada por Ele, <em>a sua Igreja</em> (cf. <em>Mt</em> 16, 18), talvez (segundo pensam alguns) com o fim de propor uma espécie de <em>regra da comunidade, </em>à maneira da dos essénios de Qumrã (cf. 1 <em>QS</em>, VI, 62; VII, 25).</p>
<p><strong>15-18 </strong>«<em>Se teu irmão te ofender…»</em> Esta tradução não facilita o sentido que sempre se viu na passagem referente à correcção fraterna, pois não se trata de meter na linha um irmão que me anda a aborrecer, ou a melindrar; o que está em causa é ajudar aquele irmão que peca (gravemente, como dá a entender o original grego: <em>hamartêsê</em>) e que põe em risco o bem da sua alma e o bem dos irmãos. Nesta linha estão os melhores manuscritos, como o Vaticano, o Sinaítico e outros, que têm escrito apenas «<em>pecar», </em>omitindo o «<em>contra ti». </em>No entanto, na linha da Vulgata, a Neovulgata também não segue estes manuscritos.</p>
<p><strong>17 </strong>«<em>Comunica o caso à Igreja», </em>isto é, à sua legítima autoridade, aos chefes que a governam, pois, desde o princípio, a Igreja nunca foi uma comunidade desorganizada e acéfala, sem autoridade (cf. <em>Act</em> 2, 42; 4, 34-35; 15; <em>Gal</em> 2, 2; 1, 8-9: <em>Act</em> 20, 28, etc.). É evidente que, para se regulamentar desta maneira todo este procedimento na correcção, era por se encarar o caso de faltas graves e que trariam prejuízo à comunidade; no entanto o dever da correcção fraterna não se pode limitar só a este tipo de faltas. «<em>Considera-o como um pagão ou um publicano»:</em> certamente não por desprezo ou má vontade, mas para que esse irmão reconsidere e lhe sirva de emenda (cf. 1 <em>Cor</em> 5, 4-5), embora a expressão seja demasiado dura e pareça aludir mesmo uma exclusão definitiva.</p>
<p><strong>18</strong> «<em>Tudo o que ligardes na terra…»</em> A passagem do «tu» ao «vós» neste texto sugere que não estamos perante uma sequência originária de sentenças de Jesus, o que ajuda a dirimir a velha questão entre protestantes e católicos, a saber, se este «vós» se refere a todo a comunidade, ou apenas aos chefes. Sem entrarmos em complicadas questões de crítica histórica e literária, basta-nos ver que se trata de uma aplicação ao círculo dos Doze daquilo que é dito a Pedro, sem tirar nada do que lhe é dito por Cristo (cf. <em>Jo</em> 20, 21-23; <em>Mt</em> 16, 19; <em>Jo</em> 21, 15-17).</p>
<p><strong>19-20</strong> «<em>Onde estão dois ou três reunidos em meu nome…»</em> O texto vai mais além do encarecimento da oração em comum e em nome de Jesus, como corresponde ao contexto de um «discurso eclesiástico», que regula a vida em Igreja; com efeito, o paralelismo com uma máxima da <em>Mixná </em>– «<em>onde estão dois sentados </em>(juntos)<em> e entre si falam as palavras da toráh, ali mora entre eles a xekhiná </em>(Deus)» – sugere que Jesus é posto no mesmo plano de Deus, segundo uma técnica da hermenêutica rabínica (uma actualização <em>deráxica </em>chamada <em>rémez,</em> ou alusão).</p>
<p><strong>Sugestões para a homilia</strong></p>
<p>1.       Importância de escutar a voz do Senhor.</p>
<p>2.       Devemos imitar as sentinelas.</p>
<p>3.       Tudo realizar com muita persistência, coragem e caridade.</p>
<p>1. Importância de escutar a voz do Senhor.</p>
<p>Como a voz de Deus é a voz do melhor dos pais, é sempre caminho certo de felicidade para seus filhos. Do escutar e seguir essa voz, depende todo o bem-estar humano: paz, alegria, amor, tranquilidade, verdadeiro progresso social, encontro da Verdade! A Palavra de Deus deste Domingo é particularmente importante. Por isso o refrão do Salmo intercalar nos recomenda: «Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações».</p>
<p>2. Devemos imitar as sentinelas.</p>
<p>Através do Profeta Ezequiel o Senhor diz-nos que devemos ser como sentinelas perante nossos irmãos para os avisar, dos possíveis perigos, que podem correr. Não podemos ficar indiferentes perante o mal. Esta atenção e correcção é de tal forma importante, que, se a não cumprirmos, diz-nos o Senhor, ficaremos responsáveis pelas desgraças terrenas e eternas dos outros «Eu pedir-te-ei contas da sua morte».</p>
<p>São infelizmente muitos os desvios doutrinais e morais que tão descarada e levianamente se divulgam, ao ponto de serem apresentados, por vezes, quase como virtudes. Perante tal descalabro ninguém poderá ficar indiferente. Os mandamentos do Senhor, que são sempre caminhos de felicidade, não mudaram. É urgente anunciar as leis santas do matrimónio, a fidelidade e castidade conjugal, a virgindade até ao casamento e denunciar os enganos que são os divórcios, a aberração das «uniões de facto» e «casamentos» homossexuais, o crime hediondo do aborto, o uso e divulgação dos mais variados anticonceptivos, mesmo junto da juventude a pretexto de uma educação sexual que, em tais circunstâncias, não existe; a pouca generosidade na aceitação dos filhos, a falta de uma educação integral de tantas crianças, o pouco e por vezes nenhum amor que se dá aos filhos, a leviandade no vestir com modas indecorosas, os namoros pecaminosos, a literatura e filmes imorais, a tão pouca atenção dada aos verdadeiros valores, as injustiças sociais por parte de patrões e operários, tanto tempo perdido, quando o Senhor, que tudo possui, não nos engana e é nosso Amigo, nos manda «procurar em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua justiça, que tudo o mais nos será dado por acréscimo», etc. etc.</p>
<p>Tudo realizar com persistência, coragem e caridade.</p>
<p>«A caridade é o pleno cumprimento da lei», nos lembra S. Paulo na segunda Leitura da Missa de hoje. Se não podemos ficar indiferentes perante os muitos caminhos errados que os nossos irmãos podem correr, também é certo que toda a nossa acção apostólica deverá ser exercida com muita caridade, persistência, coragem e compreensão. Sempre sem juízos precipitados. Nunca temos direito de julgar seja quem for. Os desvios por outros praticados, também poderiam ser nossos, se não tivéssemos recebido as graças que Deus, na Sua Bondade infinita, nos concedeu. Só Ele nos poderá verdadeiramente julgar.</p>
<p>Foi com muita bondade que Jesus falou com a Samaritana, com Zaqueu, a mulher adúltera e tantos outros pecadores. Ele mesmo nos apresenta no Evangelho de hoje os cuidados que devemos ter nesta abordagem: primeiro falar a sós com o irmão, depois, se o primeiro encontro não resultar, levar outro para ajudar, no diálogo, e só finalmente o comunicar à Igreja.</p>
<p>Todos estes passos devem ser precedidos de muita oração. Nossa Senhora em Fátima lembrou mesmo «que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas». À oração nos convida também Jesus na parte final do Evangelho de hoje «se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedido por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles». Verdadeiramente a crise do mundo ´«é crise de santos», isto é, de quem se sacrifique e ore por si pelos outros.</p>
<p>Como é rica e particularmente importante a Palavra do Senhor deste Domingo! Vamos guardá-la e transformá-la em vida. Temos, com certeza, muitos irmãos que esperam, sem saber, a nossa ajuda amiga, para a descoberta do verdadeiro sentido de suas vidas. «<strong>Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações</strong>».</p>
<p><strong> LITURGIA EUCARÍSTICA</strong></p>
<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Senhor nosso Deus, fonte da verdadeira devoção e da paz, fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente e que a nossa participação nos sagrados mistérios reforce os laços da nossa unidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p><strong>SANTO</strong></p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p>É na união com o Senhor que encontramos a força para amar. Que Ele, como o fez com os Apóstolos, nos dê a coragem e o discernimento necessário para o anúncio da verdadeira doutrina salvadora. Vamos recebê-lO com muita fé, esperança e amor.</p>
<p><em>Salmo 41, 2-3</em></p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Como suspira o veado pela corrente das águas, assim minha alma suspira por Vós, Senhor. A minha alma tem sede do Deus vivo.</p>
<p>Ou</p>
<p><em>Jo 8, 12</em></p>
<p>Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos alimentais e fortaleceis à mesa da palavra e do pão da vida, fazei que recebamos de tal modo estes dons do vosso Filho que mereçamos participar da sua vida imortal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p><strong>RITOS FINAIS</strong></p>
<p>Monição final</p>
<p>Como são muitos aqueles que correm sérios perigos de serem enganados por falsas doutrinas, tão divulgadas pelos meios de comunicação social ou já foram atingidos por elas, é urgente que apareça uma mão amiga, para os libertar. Não regateemos este tão importante e necessário apostolado – o da correcção fraterna. Vamos já fazer a lista dos nomes das pessoas pelas quais nos vamos sacrificar, rezar e contactar esta semana. Com esse propósito, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.</p>
<p>Celebração e Homilia:           ALVES MORENO</p>
<p>Nota Exegética:                      GERALDO MORUJÃO</p>
<p>Sugestão Musical:                 DUARTE NUNO ROCHA    	</p>
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		<title>Homilia do D. José Maria Pereira – XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:43:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como Corrigir Para Ganhar o Irmão!? Dom José Maria Pereira A Palavra de Deus, neste Domingo (Mt 18, 15-20), pode ser desenvolvida, como meditação, refletindo sobre dois aspectos importantes da vida cristã: a correção fraterna e a oração em família. Diz Jesus: ”Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia do D. José Maria Pereira – XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como Corrigir Para Ganhar o Irmão!?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Palavra de Deus, neste Domingo (Mt 18, 15-20), pode ser desenvolvida, como meditação, refletindo sobre dois aspectos importantes da vida cristã: a correção fraterna e a oração em família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diz Jesus: ”Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo!” (Mt 18,15). Este primeiro momento demonstra o respeito e o amor para com o próximo. Muitas vezes acontece que se espalha o erro da pessoa aos quatro ventos… Esta atitude não é cristã! É necessário rezar, pedindo as luzes do Espírito Santo para saber quando se deve calar… quando se deve falar… e como falar…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o irmão não queira ouvir, Jesus ensina que se deve pedir a ajuda de outras pessoas, que tenham sensibilidade cristã e sabedoria…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diz Santo Agostinho, comentando esse texto evangélico: “Portanto, devemos repreender com amor; não com o desejo de prejudicar, mas com cuidado de corrigir. Se fôssemos assim, cumpriríamos com exatidão o que hoje nos foi aconselhado: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo a sós”. Por que lhe corriges? Por que te fere aquele que pecou contra ti? De modo algum. Se o fazes por amor-próprio, nada fazes. Se o fazes por amor a ele, ages muito bem. Considera nas mesmas palavras por amor de quem deves fazê-lo, se pelo teu ou pelo dele. “Se te escutar &#8211; diz Jesus – tu ganhaste o teu irmão” (Mt18,15). Faça-o, portanto, por ele, para ganhá-lo. Se fazendo isso o ganhas, não o fazendo, se perde.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto do Evangelho, de Mateus 18, que estamos refletindo, é dedicado à vida da comunidade cristã, diz-nos que o amor fraterno exige, também, um sentido de responsabilidade recíproca, pelo que, se o meu irmão comete uma falta contra mim, devo usar de caridade para com ele e, antes de tudo, falar-lhe pessoalmente, recordando-lhe que quanto disse ou fez não é bom. Este modo de agir chama-se correção fraterna: ela não é uma reação à ofensa de que se foi vítima, mas é movida pelo amor ao irmão. Santo Agostinho comenta: “Aquele que te ofendeu, ao ofender-te, causou em si mesmo uma ferida grave, e não te preocupas tu pela ferida de um teu irmão?… Deves esquecer a ofensa que recebeste, mas não a ferida de um teu irmão” (Discurso 82, 7).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A correção fraterna é uma obra de misericórdia espiritual: corrigir os que erram. Porque, no caminho que conduz à vida eterna, podemos desviar-nos do rumo. Os familiares ou amigos podem criar hábitos que destoam de um bom cristão e que os afastam de Deus, por exemplo: grosserias, impaciências, faltas de justiça no trabalho ou nos negócios, maneira de falar ou vestir pouco exemplares, gula, embriaguez, desperdícios de dinheiro, relacionamentos que põem em perigo o casamento ou a castidade…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a caridade espiritual é ignorada por tantos. Quantas omissões na responsabilidade para com os irmãos, pela sua salvação eterna. Diante do mal, não se deve ficar calado!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando somos nós que recebemos uma correção, devemos aceitá-la com humildade, sem nos desculparmos, reconhecendo a mão do Senhor nesse bom amigo. Tenhamos gratidão, porque alguém se interessou, de verdade, por nós. Aliás, Jesus disse claramente: nisso vos reconhecerão como meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O importante é colocar-se de acordo no bem. Deve sobressair o amor fraterno, o ágape, pois “não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei” (Rm 13,8). Isso vale, também, para a correção individual entre irmãos… Santo Agostinho aplicou exatamente à correção fraterna as palavras de São Paulo sobre a caridade: “Ama e faze o que queres. Seja que cales, cala por amor; seja que fales, fala por amor; seja que corrijas, corrige por amor;&nbsp;seja que perdoes, perdoa por amor. Esteja em ti a raiz do amor, porque&nbsp;desta raiz não pode nascer outra coisa a não ser o bem”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A correção, quando é evangélica, é talvez a manifestação mais genuína do amor fraterno. Ela exclui qualquer desejo de vingança ou ostentação pessoal e é movida unicamente pelo desejo do bem do outro. “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas, em particular, a sós, contigo!” Esta primeira palavra se refere ao âmbito privado, à correção como deve acontecer nas relações interpessoais. A regra de Jesus vale, por isso, também, na vida familiar, entre amigos, no ambiente onde passamos nossa vida cotidiana. Se teu irmão pecar contra ti […], pode significar também: se teu marido, se teu filho, se teu cunhado e se teu patrão erram. Dir-se-ia que, finalmente, deparamo-nos com um mandamento do Evangelho, fácil e agradável. O que existe de mais natural do que perceber as culpas dos outros? Ao invés, trata-se de uma das coisas mais difíceis e isto explica por que seja tão rara, nos relacionamentos humanos, a verdadeira correção fraterna. Jesus não encoraja a caça aos defeitos alheios, a maledicência ou aquela propensão, tão frequente, de tornar públicos os defeitos do próximo, embora fingindo estar talvez hipocritamente tristes pelo mal que produzem contra a virtude. O importante é distinguir a pessoa e os seus atos errados. As ações erradas devem ser condenadas; os que cometeram essas ações devem ser vistos como irmãos, a quem se deve amar. Amar mesmo não é fácil. Se fosse fácil, não seria mandamento, ordem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um outro aspecto importante para observar é o valor da oração em comunidade, em família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“ De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos Céus. Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estou aí, no meio deles”(Mt 18,19-20). Certamente, a oração pessoal é importante, aliás, indispensável, mas o Senhor garante a sua Presença à comunidade que – mesmo se for pequena – está unida e é unânime, porque reflete a própria realidade de Deus Uno e Trino, comunhão perfeita de amor. Orígenes dizia que “nos devemos exercitar nesta sinfonia” (Comentário ao Evangelho de Mateus 14,1), ou seja, nesta concórdia no âmbito da comunidade cristã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Igreja viveu desde sempre a prática da oração em comum: “Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja orava continuamente a Deus por ele” (At. 12,5). De modo particular, é muito agradável ao Senhor a oração que a família faz em comum!</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A oração familiar, ensina São João Paulo II, tem como conteúdo original a própria vida de família: alegrias e dores, esperanças e tristezas, nascimento e festas de anos, aniversário de casamento dos pais, partidas, ausências e regressos, escolhas importantes e decisivas, a morte de pessoas queridas, etc., assinalam a intervenção do amor de Deus na história da família, assim como devem marcar o momento favorável para a ação de graças, para a súplica, para o abandono confiante da família ao Pai comum, que está nos Céus. A dignidade e a responsabilidade da família cristã, como Igreja doméstica, só podem ser vividas com a ajuda incessante de Deus, que será concedida, sem falta, a todos os que a implorarem com humildade e confiança, na oração.” (Exortação Apostólica Familiaris Consortio, 59).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oração em comum comunica uma particular fortaleza a toda a família, pois fomenta o sentido sobrenatural, que permite compreender o que acontece ao nosso redor e no seio do lar, e ensina-nos a ver que nada é alheio aos planos de Deus: Ele se mostra sempre como um Pai que nos diz que a família é mais sua do que nossa!</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Onde há caridade e amor, ali está Deus”. Quando nós, cristãos, reunimo-nos para orar, Cristo encontra-se entre nós. Ele escuta com prazer essa oração alicerçada na unidade. Assim faziam também os Apóstolos: ”Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres&nbsp; &nbsp;&#8211; entre elas, Maria, mãe de Jesus &#8211;&nbsp; e com os irmãos dele” (At 1,14). Era a nova família de Cristo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em família, sempre, intensifiquemos a leitura orante da Bíblia!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra fórmula de oração, que é um belo ato de piedade e de oração familiar, por excelência, é o terço. Ensina São João Paulo II: ”A família cristã encontra-se e consolida a sua identidade na oração. Esforçai-vos por dispor todos os dias de um tempo para dedicá-lo, juntos, a falar com o Senhor e a escutar a sua voz. Que bonito quando numa família se reza, ao anoitecer, nem que seja uma só parte do Rosário! Uma família, que reza unida, permanece unida; uma família, que ora, é uma família que se salva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Igreja quis conceder inúmeras graças e indulgências aos que rezam o terço em família. Esforcemo -nos por fomentar esta oração tão grata ao Senhor e à sua Santíssima Mãe, e que é, no dizer de São João XXlll, “uma grande oração pública e universal em face das necessidades ordinárias da Igreja santa, das nações e do mundo inteiro”.&nbsp; É um bom ponto de&nbsp;apoio para a unidade familiar e a melhor ajuda para enfrentar as necessidades de toda a família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comportai-vos de tal maneira que as vossas casas sejam lugares de fé cristã e de virtude, mediante a oração em comum”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estarei no meio deles”, diz Jesus. Tratando-se da correção fraterna através dos meios indicados por Jesus, quando a mesma não for possível, ainda poderá ser possível pela Oração, feita em comum, em nome de Jesus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peçamos a Deus para que nos ensine essa difícil forma de amor que sabe corrigir, sem desencorajar, e lutar sem ofender. Devemos exercitar-nos, quer na correção fraterna, que exige muita humildade e simplicidade de coração, quer na oração, para que se eleve a Deus de uma comunidade deveras unida em Cristo. Peçamos tudo isso por intercessão de Maria Santíssima, Mãe da Igreja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mês da Bíblia!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Celebramos, na Igreja no Brasil, o Mês da Bíblia que, neste ano de 2026 reflete sobre o Livro do Profeta Daniel, com o lema: “Seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14). Nos capítulos 2 e 7, Daniel anuncia que os reinos humanos, embora poderosos, são transitórios e limitados; apenas o Reino de Deus é eterno, seguro e definitivo, oferecendo estabilidade, justiça e felicidade que não se esgota (cf. Dn 2,44; 7,14).</p>



<p class="wp-block-paragraph">São Jerônimo diz: “Ignorar a Sagrada Escritura é ignorar o próprio Cristo”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:41:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ez 33,7-9Sl 94Rm 13,8-10Mt 18,15-20 Nossa meditação da Palavra do Senhor, neste Domingo, pode ser desenvolvida em cinco afirmações. Ei-las: (1) Cristo está presente na sua Igreja; jamais a deixará,&#160;“pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.&#160;Caríssimos, quantas vezes tal afirmação foi distorcida como se bastasse que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ez 33,7-9<br>Sl 94<br>Rm 13,8-10<br>Mt 18,15-20</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa meditação da Palavra do Senhor, neste Domingo, pode ser desenvolvida em cinco afirmações. Ei-las:</p>



<p class="wp-block-paragraph">(1) Cristo está presente na sua Igreja; jamais a deixará,&nbsp;<em>“pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.</em>&nbsp;Caríssimos, quantas vezes tal afirmação foi distorcida como se bastasse que uns quatro gatos pingados se reunissem com a Bíblia e aí estaria Jesus. Nada disso! O sentido é exatamente o contrário. Aqui, neste capítulo 18 de São Mateus, Jesus está falando sobre a vida da Igreja, comunidade que ele fundou e entregou aos apóstolos, tendo Pedro por chefe. Os dois ou três aos quais se refere o Senhor são os líderes da Comunidade que vão decidir a questão do irmão que não quer ouvir os outros e divide a Comunidade! O que a Igreja liga ou desliga na terra – e são os pastores (os Bispos com o Papa) que têm, em última análise, essa responsabilidade – o Senhor ratifica no céu:&nbsp;<em>“Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra, será desligado no céu!”</em>&nbsp;A autoridade que Cristo deu a Pedro de um modo todo especial, deu-a, aos demais Bispos, os pastores autênticos da sua Igreja, em comunhão com Pedro. Pois bem, onde dois ou três, como Igreja, estiverem reunidos em nome do Senhor, ele estará ali, ratificando suas decisões. Que fique claro: não se pode agradar a Cristo, ser-lhe fiel, rompendo com a sua Igreja! Ela, por mais que seja frágil por causa da nossa fragilidade, é a Comunidade que o Senhor reuniu, sustenta e na qual se faz presente atuante!</p>



<p class="wp-block-paragraph">(2) Essa Igreja é uma Comunidade de amor. O amor cristão não é simplesmente amizade ou simpatia humana, mas o fruto da presença do próprio Espírito de Amor, o Espírito Santo em nós:&nbsp;<em>“O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito que nos foi dado!”</em>&nbsp;(Rm 5,5)<em>&nbsp;</em>É desse amor que fala São Paulo no capítulo 13 da Primeira Carta aos Coríntios; é esse amor que&nbsp;<em>“cobre uma multidão de pecados”&nbsp;</em>(Tg 5,20)<em>,&nbsp;</em>é esse amor que é&nbsp;<em>“a plenitude da Lei”</em>. Só ama assim quem se abre para o amor de Cristo, deixando-se guiar e impregnar pelo seu Espírito de amor! Ora, caríssimos, a Igreja deve ser o ambiente impregnado desse amor, mais forte que nossas diferenças de temperamento, de opiniões, de modo de agir… Onde está o amor, a caridade, Deus aí está; onde o amor reina, o Reino de Deus está presente neste mundo! A Igreja deve ser o lugar do amor, lugar do Reino!</p>



<p class="wp-block-paragraph">(3) Essa Comunidade de amor é Comunidade de compromisso, de responsabilidade no seguimento de Cristo. Por isso, não se pode usar o amor para acobertar a covardia, a tibieza, a frieza para com o Senhor e os irmãos e os demandos na Comunidade! O amor é exigente:&nbsp;<em>“O amor de Cristo nos impele”</em>&nbsp;(cf. 2Cor 5,14). A infidelidade ao amor a Cristo e aos irmãos é, precisamente, o pecado, que gera a divisão, a desunião, que faz sangrar a Igreja. Por isso Jesus nos exorta à correção fraterna, desde aquela simples, feita entre irmãos, até a correção formal e mais solene, feita pelo Bispo ou até mesmo pelo Papa, como Chefe Supremo da Igreja de Cristo neste mundo:&nbsp;<em>“Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo; se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas; se ele não der ouvido, dize-o à Igreja”</em>. Muitas vezes, vê-se confundir amor e misericórdia com a covardia ou o comodismo de não corrigir. Ora, caríssimos, a correção é um modo de amar, é um modo de preocupar-se com o outro e com a Comunidade que é ferida pelo pecado e o mau exemplo. A correção pode salvar o irmão. Quantos escândalos nas nossas Comunidades poderiam ter sido evitados se houvera a correção no momento oportuno e do modo discreto e sincero que Jesus nos recomenda. Isso vale para a Igreja menorzinha, que é nossa família doméstica, vale para o grupo do qual participamos, vale para a paróquia, a diocese e a Igreja Universal (não a “do Reino de Deus”, mas a de Cristo!), espalhada por toda a terra. A omissão em corrigir é covardia, é falta de amor à Comunidade que é a Igreja, é pecado de omissão e desatenção pelo irmão. Certamente, tal correção deverá ser feita sempre com amor, com discernimento, com caridade fraterna. São Bento, na sua Regra, dá um preceito encantador:&nbsp;<em>“In tribulationem subvenire”</em>&nbsp;– poderíamos traduzir assim: “socorrer na tribulação”. Mas, a palavra latina é&nbsp;<em>subvenire</em>: vir por baixo, vir de baixo. Ou seja, socorrer sim, corrigir sim, mas com a humildade de quem vem por baixo para sustentar, amparar e ajudar, para salvar; não vem com a soberba de quem está por cima para massacrar! Corrigir, sim, mas como Deus, que em Jesus, veio por baixo, na pobreza do presépio e na humilhação da cruz! Aí a correção terá mais chance de surtir efeito!</p>



<p class="wp-block-paragraph">(4) Na Comunidade de amor às vezes pode ser necessária a punição. Pode ser que não surta efeito a correção fraterna; pode ser que aquele que é corrigido teime na sua dureza de propósito e repouse no erro. Jesus mesmo prevê tal possibilidade no Evangelho de hoje. E, então, o próprio Senhor exorta a que tal irmão seja punido. Que escândalo para a nossa mentalidade atual! O Papa Bento XVI, antigo Cardeal Ratzinger, sabe o quanto foi difamado porque teve que impor penalidades a teólogos ou outros irmãos que, após a correção, não se emendaram! A nossa tendência é somente recordar do Senhor as palavras que agradam! No entanto, a punição na Igreja não é pela vingança ou o desafogo, mas deverá ser sempre medicinal, isto é, para produzir o arrependimento e a correção, restabelecendo a paz na Comunidade e a salvação do irmão. Que os pais tenham a coragem de corrigir, os Bispos e o Santo Padre também. Aliás, de São João Paulo II e Bento XVI, sabemos que a têm, graças a Deus!</p>



<p class="wp-block-paragraph">(5) Qual o fruto de uma comunidade assim? A saúde fraterna: a alegria de viver como irmãos:&nbsp;<em>“Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão!”</em>&nbsp; Oh, que palavra tão doce: ganhar o irmão! Eis aqui o motivo último da correção fraterna! Pensemos bem, caríssimos: a Igreja não é um clube de amigos, mas uma família de irmãos em Cristo! É o amor do Senhor Jesus Cristo que nos une. A alegria da comunhão fraterna somente será experimentada na sinceridade das nossas relações. Correção, sim; crítica destrutiva, murmuração, difamação, não! Neste sentido, todos nós precisamos fazer um sério exame de consciência, seja em nível de família, como naquele de grupos e paróquias e, até mesmo, de Diocese!</p>



<p class="wp-block-paragraph">São esses os aspectos que a Palavra de Deus nos põe hoje. Recordemos a exortação do Senhor pela boca de Ezequiel: se não corrigirmos o irmão e ele morrer no seu pecado, a culpa é nossa; se ele se corrigir, ganhamos o irmão: viveremos nós e viverá ele – eis a marca do Reino de Deus neste mundo! Que ele aconteça em nossas comunidades! Amém.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong> Henrique Soares da Costa</strong></p>
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		<item>
		<title>XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:40:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxiii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia sobre o  o XXIII Domingo do Tempo Comum  – Ano A</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Roteiro Homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Homilia de D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia de D. José Maria Pereira</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-anselmo-chagas-de-paiva-osb-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia de D. Anselmo de Chagas de Paiva, OSB</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/preces-xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Preces</a></li>
</ul>


<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. Anselmo Chagas de Paiva– XXII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-anselmo-chagas-de-paiva-xxii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 17:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xxii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tomar a cruz e seguir o Cristo Mt 16, 21-27 Caros irmãos e irmãs O Evangelho deste domingo sequencia o texto que ouvimos no domingo passado, no qual Jesus perguntou aos Seus discípulos o que o povo dizia sobre quem era Ele; depois perguntou aos próprios discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Tomar a cruz e seguir o Cristo</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mt 16, 21-27</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caros irmãos e irmãs</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Evangelho deste domingo sequencia o texto que ouvimos no domingo passado, no qual Jesus perguntou aos Seus discípulos o que o povo dizia sobre quem era Ele; depois perguntou aos próprios discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15).  A profissão de fé do apóstolo Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” fez com que ele recebesse do Senhor a autoridade sobre a Sua Igreja. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). Jesus continuou a falar, dizendo que deveria “ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia” (Mt 16,21). Jesus mostra, com isto, que o caminho para a ressurreição passa pelo sofrimento e pela morte na cruz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo apóstolo Pedro que reconheceu em Jesus o Messias, o Cristo, o Filho de Deus vivo, repreende Jesus, dizendo que tal sofrimento e tal situação não poderiam acontecer com o Mestre, e que jamais permitiria que isso acontecesse. Pedro não aceita este caminho que Jesus apresenta como itinerário a ser seguido, por isto, toma a palavra e diz ao Mestre: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” (v. 22).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A oposição de Pedro, e dos discípulos, pois Pedro continua a ser o porta-voz da comunidade, significa que a sua compreensão do mistério de Jesus ainda é muito imperfeita. Para ele, a missão do Messias, Filho de Deus, é uma missão gloriosa e vencedora; e, na lógica de Pedro, a vitória não pode estar na cruz. Devido a esta sua posição, Jesus diz a Pedro uma palavra particularmente dura: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!” (v. 23). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O protesto de Pedro, apesar de ter sido pronunciado com boa fé e por amor sincero ao Mestre, soa a Jesus como uma tentação, um convite a salvar a si mesmo, enquanto que, somente ao perder sua vida, a receberá nova e eterna por todos nós.  Assim como Pedro, muitos não compreendem o caminho do Senhor, seu sofrimento e sua cruz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A referência a Pedro como “pedra de tropeço” pode indicar as tentações que podem nos desviar do bem.  São os muitos pretextos humanos, bons ou maus, para não cumprir a vontade de Deus. Pensava nisso Jesus, quando, na oração do Pai nosso, nos mandou rezar: “Mas livrai-nos do mal”.  Este pedido poderia, perfeitamente, ser traduzido assim: “Mas livrai-nos do maligno”.  Este maligno é o demônio, o espírito do mal, mas é também toda a tentação de não cumprir os planos de Deus. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pedro estava agindo como um espírito, igual ao tentador “Satanás” quer dizer “adversário”, o tentador, que no deserto tinha procurado desviar Jesus de seu caminho (cf. Mt 4,1-11), mas Ele não está disposto a transigir com qualquer proposta que O impeça de concretizar, com amor e fidelidade, os projetos de Deus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Senhor ensina que o caminho dos discípulos é seguir o Crucificado. Nos três Evangelhos Jesus explica, contudo, este segui-lo no sinal da cruz, como o caminho do perder-se a si mesmo, é necessário para todos, pois, sem isto, não se pode encontrar-se a si mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesus assevera aos seus discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la” (v. 24-25).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A generosidade pouco iluminada de Pedro não alcança os mistérios de Jesus: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” (22). A resposta duríssima de Jesus a Pedro dirige-se a todos nós que temos medo do sofrimento, e nem sempre entendemos a função salvadora da Cruz para o mundo.  Renunciar-se, tomar a cruz por causa de Jesus. Não há outro caminho para um cristão! Qualquer outra possibilidade é ilusão humana!  Fora da cruz, não há outra escada por onde se suba ao céu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesus convida os discípulos a tomarem a sua cruz e a segui-lo (cf. Mt 16,24), porque sofreu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos (1Pd 2,21). Para o cristão, a cruz, como lugar do sacrifício de Cristo, é o princípio da salvação dos homens. Por isso, diz o Catecismo da Igreja Católica que a Igreja a venera professando nela sua esperança: “Salve, ó Cruz, única esperança” (cf. CIgC, 617).  Devemos usar a cruz no peito como sinal de sua adesão ao discipulado de Cristo; um sinal da presença salvífica de Deus na nossa vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesus quer mostrar que para “entrar na sua glória” (Lc 24,26), é necessário passar pela cruz. Moisés e Elias tinham visto a glória de Deus sobre a montanha; a Lei e os Profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias (cf. Lc 24,27). A cruz é a expressão de um amor total, radical, que se dá até à morte. Significa a entrega da própria vida por amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua carta aos Colossenses, São Paulo nos faz entender a profundidade divina do sofrimento humano. “Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja” (Cl 1,24).  Não é cristão quem não tiver espírito de abnegação e renúncia.  E, para encorajar-nos, aí está Jesus à nossa frente, levando nos seus ombros a cruz.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como aos discípulos, assim também a nós Jesus faz o convite: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (v. 24).  O cristão segue o Senhor quando aceita com amor a própria cruz, que aos olhos do mundo parece uma derrota e uma “perda da vida” (cf. vv. 25-26), sabendo que não a carrega sozinho, mas com Jesus, partilhando o seu mesmo caminho de doação.  O próprio Jesus Cristo, aceitando a morte voluntariamente, carrega a cruz de todos e torna-se fonte de salvação para toda a humanidade. E para levar a pleno cumprimento a obra de salvação, o Cristo Senhor segue associando a si e a sua missão, homens e mulheres dispostos a tomar também a sua cruz e segui-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confiemos a nossa oração à Virgem Maria, para que saibamos seguir o Senhor pelo caminho da cruz e sermos transformados pela graça divina. Que ela interceda por nós, para que possamos seguir com decisão o Senhor, sem olhar para traz, para estarmos um dia na glória da ressurreição. Assim seja.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Anselmo Chagas de Paiva, OSB<br />
Mosteiro de São Bento/RJ</strong></p>
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