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	<title>Presbíteros</title>
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	<description>Uma ampla biblioteca para formação permanente, com temas de espiritualidade, pastoral, teologia, direito canônico e liturgia, além de roteiros homiléticos e diversos outros materiais, sempre em total sintonia com o Magistério da Igreja.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2026 12:23:00 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Presbíteros</title>
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		<title>Preces – XV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:22:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: Irmãos e irmãs, um dos frutos que a Palavra de Deus deseja produzir em nosso coração é um diálogo intenso com o Senhor na oração. Por isso, permitamos que as Santas Leituras que ouvimos se transformem em oração. Todos: Que a vossa Palavra frutifique em nós! 1. “Uma grande multidão reuniu-se em volta dele” [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Sacerdote:</strong> Irmãos e irmãs, um dos frutos que a Palavra de Deus deseja produzir em nosso coração é um diálogo intenso com o Senhor na oração. Por isso, permitamos que as Santas Leituras que ouvimos se transformem em oração.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Todos: Que a vossa Palavra frutifique em nós!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1. “Uma grande multidão reuniu-se em volta dele” (Mt 13, 2). Oremos pelos fiéis da Santa Igreja Católica, povo eleito congregado em torno de Jesus; para que fiéis à missão recebida no Batismo, produzam para a Igreja frutos de santidade e apostolado. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">2. “Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós” (Rm 8, 18). Oremos pelos que sofrem; para que recordando a felicidade sem fim que nos aguarda, ofereçam com alegria suas dores em união com o Corpo de Cristo que é a Igreja. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">3. “O semeador saiu para semear” (Mt 13, 3). Oremos por nossa santa assembleia; para que ouvindo a Palavra de Deus, a acolhamos na terra boa de nosso coração, permitindo que frutifique para a vida eterna. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">4. “Visitais a nossa terra com as chuvas, e transborda de fartura” (Sl 64). Oremos por todos os trabalhadores; para que desenvolvendo com dignidade a sua atividade profissional, percebam a presença de Nosso Senhor junto a eles e assim exerçam seu trabalho como participação na obra da criação. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">5. “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem” (Mt 13, 16). Oremos por nossos irmãos defuntos; para que participem da bem-aventurança eterna. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sacerdote: </strong>Deus de bondade infinita, que dos céus nos enviastes vosso Filho, Palavra Eterna, concedei-nos recebê-lo sempre em nosso coração, e transformar a nossa vida de acordo com vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Amém.</strong></p>
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		<title>Comentário Exegético –  XV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/comentario-exegetico-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:21:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exegese]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>EPÍSTOLA (Rm 8, 18-23) (Pe. Ignácio, dos padres escolápios) VALOR DO SOFRIMENTO: Porque estimo que não são dignos os padecimentos do presente tempo com a glória futura que será revelada em nós(18). Existimo enim quod non sunt condignae passiones huius temporis ad futuram gloriam quae revelabitur in nobis ESTIMO [logizomai&#60;3049&#62;=existimo] considerar, calcular, estimar, avaliar, pensar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>EPÍSTOLA (Rm 8, 18-23)</h2>
<p dir="ltr"><strong>(Pe. Ignácio, dos padres escolápios)</strong></p>
<p dir="ltr">VALOR DO SOFRIMENTO: Porque estimo que não são dignos os padecimentos do presente tempo com a glória futura que será revelada em nós(18). Existimo enim quod non sunt condignae passiones huius temporis ad futuram gloriam quae revelabitur in nobis ESTIMO [logizomai&lt;3049&gt;=existimo] considerar, calcular, estimar, avaliar, pensar como uma conclusão meditada. Não é uma afirmação dogmática, mas uma opinião que merece certa consideração, dada a qualidade de apóstolo e sua dedicação ao anúncio evangélico. PADECIMENTOS [pathëma&lt;3804&gt;=passio] com significado de aflição, dor, amargura, infortúnio. Paulo podia falar em nome próprio, segundo ele narra em 2 Cor 11. E ele compara os mesmos com o prêmio esperado por seu meio: a GLÓRIA [doxa&lt;1391&gt;=gloria] com o significado de esplendor, majestade, honra, magnificência, e bemaventurança que vemos acompanhado de FUTURA [mellousa&lt;3195&gt;=futura] proveniente do verbo mellö como particípio de presente com o significado de estar a ponto de suceder, ou seja, de um futuro próximo. REVELADA [apokayfthënai&lt;601&gt;= revelari] é o infinitivo passivo de apokalyptö de significado revelar, descobrir, divulgar, manifestar. Será, pois, a bemaventurança, que será manifestada futuramente como prêmio aos que sofrem por amor ao evangelho.</p>
<p dir="ltr">A ESPECTAÇÃO: Porque o anseio profundo da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus (19). nam expectatio creaturae revelationem filiorum Dei expectat. ANSEIO PROFUNDO [apokaradokia&lt;603&gt;=expectatio] A palavra sai também em Fp 1, 20: Segundo a intensa expectação e esperança, dirá Paulo sobre seu fim. É, pois, uma expectativa, um desejo veemente da CRIAÇÃO [ktisis&lt;2937&gt;=creatura]. O significado é o ato da criação ou seu resultado: a criatura, ou  melhor, as coisas criadas. Exemplos: porque as coisas invisíveis, desde a criação do mundo [apo ktiseös kosmou]. O qual [Cristo] é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação [prötotokos pases ktiseos] (Cl 1, 15). Mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura [të ktisei] do que o Criador (Rm 1, 25). Se alguém está em Cristo, nova criatura é [kainë ktisis] (2 Cor 5, 17). De onde deduzimos que universo  ou natureza é o sentido mais apropriado ao contexto. AGUARDA [apekdechetai&lt;553&gt;=expectat] aguarda ansiosamente, impulsivamente a REVELAÇÃO [apokalypsis&lt;602&gt;= revelatio] dos filhos de(o) Deus. Sempre que se refere ao Deus verdadeiro, Paulo usa o pronome determinante O como nesta ocasião. E como razão da esperança cristã num mundo novo, transformado para o bem, Paulo inicia suas razões com esta do sentimento das coisas criadas. Também elas esperam uma transformação para o bem, como é a produzida no homem que espera viver como verdadeiro filho de Deus. Quando esta realidade for efetiva, também a natureza, tanto a de cada homem como a material que o rodeia, encontrará em sua transformação a suprema bondade divina.</p>
<p dir="ltr">A SUBORDINAÇÃO DA NATUREZA: Pois na futilidade a criação está sujeita, não voluntariamente, senão por quem a subordinou em esperança (20). Vanitati enim creatura subiecta est non volens sed propter eum qui subiecit in spem. A principal razão é a liberdade que Paulo usa como termo de comparação entre um escravo e um filho. No momento atual, a criação está submetida, como uma escrava, a um homem caído que não busca a glória divina mas a FUTILIDADE [mataiotës &lt;3153&gt; =vanitas] com o sentido de vacuidade, futilidade, frustração, inutilidade e  transitoriedade. Como adjetivo, pode ser traduzido por vão, inútil: Ef 4,17: Não se comportem como os pagãos que vão correndo atrás de seus pensamentos inúteis. Ou em 2 Pd 2:18: Dizem palavras atrevidas e estúpidas. É a insensatez de criar seus próprios deuses: o ouro das riquezas [a mammona do evangelho (Mt 6, 24)]; o prazer de seu corpo, pois os homens caídos são mais amigos dos deleites do que amigos de Deus (2 Tm 3,4). E a falsa glória ou vaidade para não andarmos como os gentios na vaidade de sua mente (Ef 4, 17). SUJEITA [ypetagë&lt;5293&gt;=subiecta] como aoristo passivo do verbo ypotassö com a tradução de está sujeita ou subordinada. Para Paulo, com o pecado do primeiro homem, Adão, aquele entrou  como senhor no mundo com a morte (Rm 5,14. 21) e sujeitou tanto judeus como gentios (Rm 3,9). O pecado, que para nós é um ente abstrato e impessoal, para Paulo é um ser concreto como uma espécie de demônio dominante, que escravizou o homem  (Jo 8, 34) reinando no mundo para a morte (Rm 5, 21); e com o homem, escravizou a natureza, dada ao homem para a dominar (Gn 2, 15 e 2,20), mas agora hostil e rebelde ao bem por causa do pecado (Gn 3, 17). Tal é o pecado, personificado por Paulo em seu pensamento, que dominou o mundo para um fim fútil e frustrante, como é a morte. SUBORDINOU [ypotaxanta&lt;5293&gt;=qui subjecit] é o particípio de ypotassö que propriamente seria subordinante, melhor que subordinou. Como a continuação diz em esperança, devemos ir ao início do relato do Gênesis e encontrar como, após o castigo do delito, Jahveh Deus deixa aberta uma porta à esperança: Um descendente que irá esmagar a cabeça do maligno (Gn 3, 15) e portanto, morta a origem do mal, a morte não seria o fim definitivo, fútil e inútil do corpo humano, que em microcosmos é um retrato da natureza ou macrocosmos do Universo.</p>
<p dir="ltr">A LIBERTAÇÃO: Porque também a criação mesma será libertada da escravidão da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de (o) Deus (21). Quia et ipsa creatura liberabitur a servitute corruptionis in libertatem gloriae filiorum Dei. Efetivamente, neste versículo, Paulo explica a subordinação a que estava submetida a natureza [essencialmente o corpo humano, microcosmos do Universo, como é Cristo no qual todas as coisas estão recapituladas (Ef 1, 10)]: De tornar a congregar em Cristo todas as coisas. A CORRUPÇÃO [fthora &lt;5356&gt; =corruptio], que segundo o sentir dos judeus contemporâneos de Jesus e de Paulo, determinava definitivamente a morte real após três dias da saída do sopro divino do corpo, morte inicial. Esta frase explica qual era a subordinação que Jahveh Deus impôs à natureza humana e com ela a toda a criação (Gn 2, 15). A liberdade é para a GLÓRIA [doxa &lt;1391&gt; =gloria] de Deus. Paulo tem como norma final de toda ação humana, especialmente livre, a glória de Deus:  Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus (1 Cor 10:31). Como sempre, Paulo, ao falar do Deus vivo em oposição aos outros deuses falsos, usa o artigo O determinante.</p>
<p dir="ltr">A NATUREZA RENOVADA: Pois temos conhecido que toda a criação geme e sofre dores de parto até agora (22). Scimus enim quod omnis creatura ingemescit et parturit usque adhuc. Como quando nasce uma nova criatura do ventre da mãe, diante da nova criação, renovada na árvore da cruz, já que foi aviltada na árvore da ciência (Gn 3, 7). Paulo usa a comparação que Jesus usou no discurso da última cena: chorareis e vos lamentareis, mas depois a vossa tristeza se converterá em alegria. Coisa que sucede com a mulher em tempos de parto (Jo 16,20-21). E em Cristo serão renovadas todas as coisas, pois as coisas velhas passaram; eis que todas as coisas são feitas novas (2Cor 5,1 7). É o novo renascer da água e do Espírito que Jesus prometeu a Nicodemos (Jo 3, 5).</p>
<p dir="ltr">AS PRIMÍCIAS DO ESPÍRITO: Mas não só, senão também nós que temos as primícias do Espírito e nós mesmos gememos, suspirando pela filiação, a libertação de nossos corpos (23). Non solum autem illa sed et nos ipsi primitias Spiritus habentes et ipsi intra nos gemimus adoptionem filiorum expectantes redemptionem corporis nostri. Paulo agora passa do macrocosmos do Universo ao microcosmos humano. Não só a Natureza, mas cada homem, especialmente os cristãos como PRIMÍCIAS [aparchë&lt;536&gt;=primitae]. Eram os primeiros frutos e as primeiras crias de animais domésticos que por lei pertenciam ao Senhor (Êx 23, 19). Nesta nova era do Espírito, os cristãos eram como as primícias, dedicados ao culto e sacrifício, pois tinham nascido de novo, por causa do Espírito recebido no batismo (At 2, 38), como era o caso das primícias. E suspiravam pela completa FILIAÇÃO  [yiothesia&lt;5206&gt;=adoptio] que Paulo gosta de usar para a nova entidade de quem, com o Espírito, recebe um lugar na família divina. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai (Rm 8, 15). Tal e como o grego diz, a filiação suspirada é a libertação do corpo. Ou seja, esse corpo que é causa do pecado como diz Paulo: Não reine o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências (Rm 6,12). E em outra ocasião: Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos (2 Cor 4, 10). De modo que na imitação de Cristo, seja também o sofrimento do corpo o que imite os passos do Senhor (Mt 16, 24). Desse modo a libertação do corpo deve seguir os passos a paixão e morte do verdadeiro Filho de Deus.</p>
<h2>EVANGELHO (Mt 13, 1-23)</h2>
<p><em>Lugares paralelos:</em></p>
<p dir="ltr"><em>(Mc 4, 1-9 Lc 8, 1-8)</em></p>
<h3>O SEMEADOR</h3>
<p dir="ltr"><strong>(Pe Ignácio, dos padres escolápios)</strong></p>
<p dir="ltr">INTRODUÇÃO: Após o discurso de preparação para o envio de seus apóstolos, Jesus dá uma lição de como pregar o Reino: por meio de exemplos. E dando uma primeira exposição sobre o tema, ele ensina como ouvir a palavra e por que sua pregação tinha resultados tão diversos e exíguos. Explica-os com uma parábola que tem paralelos nos outros dois sinóticos Mc 4, 1-8 e Lc 8, 4-8. Esta parábola, pois, chamada do semeador, foi dirigida para provar a grande dificuldade que o anúncio do Reino encontrava entre os judeus. Na realidade, Mateus aponta duas respostas: A primeira, neste evangelho de hoje 11-15 e a segunda, nos versículos 34-35 do mesmo capítulo, para citar neste último caso o salmo 78,2. No fim do evangelho de hoje, Jesus interpreta o significado da parábola.</p>
<p dir="ltr">O AMBIENTE: Naquele dia, tendo saído Jesus da casa, sentava-se perto do mar (1). E reuniram-se perto dele muitas turbas, de modo que tendo ele entrado no barco para sentar-se; e toda a multidão estava de pé sobre a praia (2). In illo die exiens Iesus de domo sedebat secus mare. Et congregatae sunt ad eum turbae multae ita ut in naviculam ascendens sederet et omnis turba stabat in litore. A tradução, embora forçada, quer manter os tempos e modos dos verbos gregos. Segundo Mateus, antes da exposição desta parábola, Jesus inicia sua pregação, aparentemente sozinho. Ele responde a uma pergunta do Batista que interrogava sobre sua missão; logo, amargamente se queixa da incredulidade de seus conterrâneos e louva os mais ignorantes. No capítulo seguinte, há algumas disputas com os fariseus, uma cura e a afirmação de quem é o verdadeiro discípulo. Depois disto [naquele dia segundo Mateus é uma maneira redacional de prosseguir o relato], é quando Jesus sai da casa [de Pedro que era sua nova moradia (Mt 8, 14)] e se dirige à beira-mar de Cafarnaum que era a sua nova cidade (Mt 9,1). Cafarnaum [aldeia de Naum ou da Consolação] era no tempo de máximo esplendor uma cidade com aproximadamente 1800 habitantes que cobria uma área de 4,5 hectares [4 ou cinco campos de futebol]; mas no tempo de Jesus provavelmente só tinha algumas centenas de habitantes. Isso pode indicar o tamanho relativo dos acontecimentos que são narrados nos evangelhos.  Nela existia uma sinagoga, cujos restos ainda existem e que unia a mesma com a chamada insula sacra [o núcleo de casas em que se encontra a casa de Pedro segundo a tradição] numa mesma rua. A sinagoga monumental, cujos restos hoje são do século IV-V foi erigida sobre a antiga sinagoga dos tempos de Jesus. A cidade estava edificada num retângulo de 300X150 m de leste ao oeste; os edifícios públicos estavam no centro do retângulo. Ao leste estava a praia, muito mais perto nos tempos de Jesus do que na atualidade. A ela se dirige Jesus. Porém a multidão excede todas as previsões e Jesus recorre a um remédio que o livra do aperto da gente,  aglomerada ao seu redor, e se assenta provavelmente num dos barcos,  como cadeira de onde se dirige aos assistentes como mestre, segundo o costume dos rabinos, quando davam suas aulas. O mestre se assentava entre almofadas e os ouvintes o rodeavam de pé. Possivelmente Jesus está de costas para o mar e os ouvintes olhando o mesmo num círculo em que a praia, com sua inclinação natural, forma uma espécie de teatro natural, sem grades, mas com a inclinação suficiente de modo a todos poderem vir e ouvir o falante. Muita gente se reúne ao redor do Mestre e como o congestionamento continuasse, manda que o barco entre no mar e dessa cátedra improvisada leciona à multidão que o escuta de pé, desde a margem (Mt). Com menos detalhes, o relato de Marcos (4, 1) coincide com este  trecho de Mateus. O barco, a praia e as multidões são detalhes que Marcos também toma como ambiente do seu evangelho para esta parábola. Segundo a tradição, este barco era de Pedro, e por isso, se transformou na cátedra de onde Pedro também seguiria ensinando à Igreja. De fato, a estátua de Pedro, sentado na cadeira [cátedra] é atribuída ao escultor Arnolfo di Cambio (1245-1302). Fica do lado direito da nave, tendo o apóstolo sentado em seu trono. As duas chaves do céu estão em sua mão esquerda e a direita se ergue em gesto de bênção à antiga moda grega, os dois dedos estendidos em reconhecimento da natureza dual de Cristo, divina e humana, enquanto os outros três dedos se unem num sinal da Santíssima Trindade. É um ritual antiquíssimo que todos os peregrinos homenageiam a estátua antiquíssima, tocando-a com sua mão ou beijando o pé que se adianta. Quando o pontífice entra na igreja e beija o pé da estátua, nos grandes dias santificados ou nas festas dos Apóstolos, tem-se mesmo a impressão de que o São Pedro de bronze abençoa seu sucessor. Como um excursus à parte deixo ao critério dos leitores este comentário de uma teóloga protestante: Próximo ao altar-mor de S. Pedro existe uma estátua de Pedro em bronze, sentado numa cadeira. Há um registro de que essa estátua era originalmente do deus pagão Júpiter, tendo sido retirada do Panteão em Roma (quando era um templo pagão) e levado à Basílica de S. Pedro, sendo ali renomeada como Pedro. Júpiter era um dos deuses principais da antiga Roma, o qual era chamado “pater”, que em Latim significa “pai”. Um dos pés da estátua é feito de prata e os peregrinos católicos tocam-na e beijam-na, supersticiosamente. De fato, o Vaticano é um ídolo gigantesco! O grande altar sobre o suposto túmulo de S. Pedro se sobressai pelas maciças colunas de ouro em espiral, as quais se assemelham a serpentes enrodilhadas. Quase podemos escutar o seu sinistro sibilar! (Mary Schultz, membro da Primeira Igreja Batista de Teresópolis, pesquisadora do catolicismo). Contrasta esta  opinião com o que  escreve Jerônimo:  &#8220;Decidi consultar a cátedra de Pedro, onde se encontra aquela fé que a boca de um Apóstolo exaltou; agora venho pedir um alimento para a minha alma, ali onde outrora recebi a veste de Cristo. Não busco outro primado, a não ser o de Cristo; por isso, ponho-me em comunhão com a tua bemaventurança, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja&#8221; (Cartas I, 15, 1-2). De fato, a &#8220;cátedra&#8221; de Pedro, apresentada como segura meta de verdade e de paz forma a abside da Basílica de São Pedro, o monumento construído como Cátedra do Apóstolo, obra adulta de Bernini, realizada em forma de um grande trono de bronze, sustentado pelas imagens de quatro Doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do Oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio. O trono metálico oculta a cátedra de madeira de que se servia o apóstolo para a sua pregação.</p>
<p dir="ltr">A PARÁBOLA: E falou-lhes muitas coisas em parábolas dizendo: Eis que saiu o semeador a semear(3). Et locutus est eis multa in parabolis dicens ecce exiit qui seminat seminare. Pelo que sabemos de Jesus, as parábolas são comparações tomadas da vida real em que a moral da história é o essencial. Parábola é uma narrativa, imaginada ou verdadeira, que se apresenta com o fim de ensinar uma verdade. Difere do provérbio em que não é uma apresentação tão concentrada como este, mas contém pormenores, exigindo menos esforço mental para se compreender. Difere da alegoria porque esta personifica atributos e qualidades pessoais como termos de comparação, ao passo que a parábola nos faz ver as pessoas na sua maneira de proceder e de viver. Também difere da fábula, onde encontramos seres fantasiosos, já que aquela se limita ao que é humano e possível. A parábola é um exemplo. O emprego contínuo que Jesus fez das parábolas está em perfeita concordância com o método de ensino ministrado ao povo no templo e na sinagoga. Elas aparecem no AT (2 Sm 12,1-4) e de modo especial nos profetas (Is 5, 1-12; Ez 17, 1-10). Os escribas e doutores da Lei faziam grande uso das parábolas e da linguagem figurada para ilustração de seu ensino. Assim eram os Haggadoth [narrações] dos livros rabínicos. A parábola tantas vezes usada por Jesus no seu ministério (Mc 4, 34) servia para esclarecer seus ensinamentos, referindo-se à vida comum e aos interesses humanos, para manifestar a natureza de seu reino e para experimentar a disposição de seus ouvintes (Mt 21, 45; Lc 20,19). Era um método muito usado no Oriente, apropriado ao ensino indireto dos valores e a realidades da vida. Jesus o emprega neste capítulo em que temos 8 parábolas, todas tomadas dos exemplos reais da vida cotidiana. A parábola é como uma noz; devemos abrir sua casca para gozar o fruto que dentro contém. Só o interessado abrirá a noz para gozar do fruto. Quem não se interessa ou despreza a aparência, ficará com a vivência de que a noz não contém nada de bom, a não ser uma dura casca. A mensagem do Reino foi dada em parábolas porque era difícil de entender os mistérios do mesmo. Quem poderia aceitar, nessa sociedade tão monoliticamente estruturada e totalmente dirigida por Rabis, solidamente aferrada à certeza de uma tradição, praticamente inamovível,  o dogma da Trindade, para dele derivar a Encarnação do Filho, a Redenção do homem e a Salvação de todos os povos? Até esta última, sozinha, é declarada por Paulo como mistério a ele revelado (Ef 3,6) e completamente desconhecido nos tempos passados. Em meios gregos,  existiam as fábulas de Esopo, autor grego do século VI aC, que segundo dizem, era corcunda e gago, vendido como escravo a um filósofo que o libertou. Acusado de sacrilégio contra um templo de Delfos, se matou, despenhando-se do alto de um promontório. As parábolas evangélicas, reconhecidas como tais são em número de 30 das quais temos 16 em Mateus. Nesta perícope, Jesus toma o exemplo de uma sementeira e, dependendo das propriedades do solo, a semente tem frutos diversos. A semente é boa, o semeador faz seu trabalho, mas os frutos dependem da qualidade do solo onde cai a semente.</p>
<p dir="ltr">A SEMENTEIRA: E ao semear ele algumas caíram perto do caminho e vieram os pássaros e as devoraram  (4). Outras, porém, caíram sobre lugar pedregoso, onde não tinham muita terra; e imediatamente brotaram por não ter profundidade de solo (5). Tendo, pois,  nascido o sol foram torradas e por não terem raiz murcharam (6). Outras, porém, caíram sobre os espinhos e cresceram os espinhos e as sufocaram (7). Mas outras caíram sobre a terra, a boa, e davam fruto, uma, pois, cem, mas outra sessenta, outra, porém, trinta (8). Et dum seminat quaedam ceciderunt secus viam et venerunt volucres et comederunt ea. alia autem ceciderunt in petrosa ubi non habebat terram multam et continuo exorta sunt quia non habebant altitudinem terrae. sole autem orto aestuaverunt et quia non habebant radicem aruerunt. Alia autem ceciderunt in spinas et creverunt spinae et suffocaverunt ea.Alia vero ceciderunt in terram bonam et dabant fructum aliud centesimum aliud sexagesimum aliud tricesimum. O latim da Vulgata, fielmente usa o plural para as sementes, indicando a singularidade de cada uma delas: umas, outras etc. As traduções vernáculas singularizam a semente usando uma parte inicial e tiram parte do valor da parábola, como se a semente total fosse dividida em 4 partes mais ou menos iguais. A tradução que oferecemos indica que houve algumas com um resultado, outras com outro e assim por diante, muito mais em conformidade com a Vulgata e com a realidade da sementeira. Espinhos e trechos pedregosos eram comuns na terra da palestina da época e os caminhos atravessavam os campos de modo que ao semear espalhando a semente com a mão, sem um rumo fixo [ao voleo como se diz em espanhol], ou através de carros de bois cujo fundo estava furado, e que seguiam o terreno previamente arado e preparado, estas, imprevisivelmente, podiam tomar um ou outro destino. Entre os campos havia sendas que os atravessavam: algumas sementes poderiam cair perto das veredas que dividiam os campos. Jesus nada diz sobre os números ou quantidade que caiu em cada parte do terreno. Não vamos dividir em 4 partes iguais as sementes espalhadas, nem poderemos deduzir as proporções matemáticas das mesmas. Jesus fala dos fatos de um modo vulgar, sem entrar nem na ciência, nem na história como atualmente as conhecemos. Sua ciência é a da época e sua história, embora seja verdadeira, não é a crítica dos tempos atuais. Ou seja, o que se acreditava e se tinha como fato verídico, era o que Jesus toma como modelo de sua informação. Como confirmação, sabemos que na Galileia, na melhor das suas terras, a colheita chega a 50 por um. Em Belém os fellah [camponês] consideram normal uma colheita de 2 a 4 por um. As terras, perto do lago de Genesaré, onde Jesus falava, são terras com múltiplos morros onde abundam, entre pequenos riachos, os cardos e os espinhos e em certos lugares as pedras constituem a base de um húmus pouco profundo. Por outra parte, as numerosas cavernas congêneres dão apeteço a numerosas pombas e pardais silvestres que só esperam as sementes caírem das mãos do agricultor, para, em bandos, se alimentarem das mesmas, especialmente nas numerosas sendas que percorrem os campos da região, onde as sementes aparecem melhor à vista dos pássaros.</p>
<p dir="ltr">CONCLUSÃO: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (9). qui habet aures audiendi audiat. Com este título como um enigma, se excita a curiosidade em ordem a prestar melhor atenção e refletir sobre a parábola e seu significado. O aforismo é próprio de Jesus, pois não se encontra entre os ditos dos rabinos de seu tempo. Ele aparece no Apocalipse  em várias ocasiões como 2, 7 e 3, 6. Os mestres da Lei equiparavam os diversos grupos de seus ouvintes ao ouvido e às esponjas, segundo escorregavam ou se embebiam de seus ensinamentos; e até com os filtros e peneiras para os quais só entendiam o que a eles interessavam.</p>
<p dir="ltr">A PERGUNTA: Então, tendo-se aproximado, os discípulos lhe disseram: por que lhes falas em parábolas? (10). Ele, pois, tendo respondido, lhes disse: porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos céus em parábolas; a eles, porém, não foi dado (11). Todo, pois, aquele que tem, ser-lhe-á dado e terá abundantemente; mas todo aquele que não tem, até o que tem ser-lhe-á tirado dele (12). Et accedentes discipuli dixerunt ei quare in parabolis loqueris eis. Qui respondens ait illis quia vobis datum est nosse mysteria regni caelorum illis autem non est datum. Qui enim habet dabitur ei et abundabit qui autem non habet et quod habet auferetur ab eo. POR QUE EM PARÁBOLAS: A pergunta não é unicamente nossa, mas foi realizada pelos próprios discípulos de Jesus (Mt 13, 10 e Mc 4, 10). Na última ceia, os discípulos lhe disseram: Eis que agora falas claramente, sem figuras (Jo 18, 29). Isso indica que as parábolas foram o método escolhido por Jesus para falar do Reino e que, até mesmo os discípulos, pouco ou nada entenderam, para não falar dos conterrâneos,  dos projetos de Jesus, como vemos em At 1, 6: Senhor é agora o tempo em que irás restaurar a realeza em Israel? Como muitos de nós, eles estavam como surdos sem ouvir e como cegos sem poder ver em matéria que tanto lhes concernia. É isso o que Jesus lhes disse, que a eles lhes foi dado conhecer os mistérios do Reino. REINO DOS CÉUS : Mateus usa o termo 12 vezes. Já os outros dois sinóticos preferem a tradução Reino do (assim) Deus. Céus porque no hebraico a palavra é plural Shamayim. Sendo que no singular significava chuva. Até este ponto é fiel à tradução do original, o evangelista  que chamamos por Mateus. Que significa a frase reino dos céus? Evidentemente, os céus eram a morada própria de Javé (Dt 26,15) e de lá é que Ele estendia a mão para realizar sua vontade na terra. Javé escolheu, como mais próximo ao povo eleito, um lugar onde tivesse também sua morada: o templo, lugar onde disse que estaria seu nome (I Rs 8,29). O problema é como se expande o Reino ou quem entra no mesmo. A expansão e a entrada estão nas mãos do Pai. Por isso pedimos: venha a nós o teu reino. O Reino está conosco sempre que dispostos a cumprir a vontade do Pai (Mt 7,21), com o qual nos tornamos discípulos e familiares de Cristo (Mt 12,50). OS MISTÉRIOS do Reino são especialmente as coisas que estavam por trás do que se podia ver e ouvir: Todos viam os milagres de Jesus, todos ouviam suas palavras, mas os sábios e entendidos não compreenderam a justiça de Javé, os planos de escolha da pobreza, como condição para entrar: tratar os mais pobres como se fossem os mais ricos e os mais ricos como se fossem os mais pobres. Os pecadores como se fossem justos e os justos como se fossem pecadores. Com esta disposição divina, todos poderiam entrar no Reino. Porém os sábios tinham uma doutrina e uns planos em que os mais pobres junto com os pecadores estavam excluídos e desprezados [exatamente como nós agora pregamos com nossa prática], e ao ver a conduta de Jesus, contrária aos seus desígnios, no lugar de retificar e modificar sua visão [o metanoeite do evangelho] firmaram-se na sua doutrina errada, para buscar uma razão que justificasse o seu procedimento e condenasse a conduta de  Jesus [Nós também buscamos pretextos para justificar nossas práticas e reduzir a palavra do evangelho]. Vendo-o e ouvindo-o exteriormente, não enxergavam nem compreendiam a verdadeira missão de Jesus: o Reino não entrava nos seus planos e o pouco que dele tinham [sua fidelidade a Javé, seu amor pela lei], foi-lhes tirado.</p>
<p dir="ltr">A CONSEQUÊNCIA: Por isso lhes falo em parábolas, porque vendo não veem e ouvindo não ouvem e não entendem (13). Ideo in  parabolis loquor eis quia videntes non vident et audientes non audiunt neque intellegunt. A interpretação da resposta de Jesus constitui uma verdadeira cruz para os intérpretes. A tradução da Vulgata e algumas vernáculas traduzem o oti &lt;3754&gt; grego como partícula final, para que, quando, se seguida por um particípio é um simples porque explicativo, como temos feito no início do versículo. Mas vejamos as explicações dos exegetas. Segundo eles, Mateus aponta duas respostas: a 1a no evangelho de hoje (11-15) e a 2a nos versículos 34-35 do mesmo capítulo. Nesta última, a razão é o cumprimento da profecia (Mt 13, 34-35) do salmo 78, 2: Vou abrir minha boca numa parábola, vou expor enigmas do passado. Mateus universaliza, segundo seu esquema, falando no plural: parábolas. Temos, pois, uma explicação fundamental, uma profecia, que exige que seja cumprida o que estava escrito. Mas a razão principal do ponto de vista humano é que faltava base para poder entender em toda sua totalidade o Reino. Por isso, Jesus não quer forçar a barra, como vulgarmente se diz. Assim no evangelho de hoje encontramos a verdadeira explicação do porquê das parábolas de Jesus: Porque o coração deste povo se tornou insensível (15). O coração é entendido em sentido semita como órgão mais intelectual do que sentimental. Podemos traduzir por entendimento, mente. Coração que estava engrossado ou grosso [seria a tradução literal] e que podemos facilmente traduzir por entendimento embotado. Também em Êxodo 7,3  encontramos o endurecimento do coração do Faraó tornado inflexível, endurecido e obstinado. Obstinação que em parte é atribuída ao próprio Deus e em parte  ao mesmo faraó. Porque se o homem é responsável pelo fechamento de sua mente, os planos de Deus parecem incluir esta oposição humana, como contraste diante da obediência dos que se salvam por sua misericórdia. Jesus propõe comparações veladas, para estimular o aprofundamento. Os discípulos interessados, encontrariam a explicação. São as pessoas dispostas a mudar, as que entendem a profundidade e radicalização do evangelho. É preciso se despojar de si mesmo para compreendê-lo em toda sua amplitude. A  reviravolta do evangelho é tão extrema que é necessário nascer de novo (Jo 3,3). Era preciso romper com a ideologia oficial do judaísmo e com a idolatria do ego pessoal. É por isso que a escuridão da parábola não prejudica ninguém, mas ajuda quem realmente está disposto a querer entender. Jesus cita um provérbio: Aos que têm [boa intenção e interesse], dar-se-lhes-á; e aos que não têm, ser-lhes-á tirado o pouco que têm como correspondia a quem ouvia a palavra e não a entendia; via o milagre e o torcia em desgraça própria. Repetem-se as circunstâncias do tempo e da mensagem de Isaías (6, 9-12). O povo achava-se fechado à mensagem, porque a abertura à mesma era uma graça de Deus (Dt 29,3).</p>
<p dir="ltr">ISAÍAS: Assim é cumprida neles a profecia de Isaías, a que diz: ouvindo ouvireis, e de modo algum entendereis; e vendo vereis, e de modo algum percebereis (14). Pois engrossou o coração [mente] deste povo e com os ouvidos preguiçosamente ouviram e os seus olhos fecharam, não aconteça que vejam com os olhos e com os ouvidos ouçam e com o coração [mente] compreendam e se convertam e os cure (15). Et adimpletur eis prophetia Esaiae dicens auditu audietis et non intellegetis et videntes videbitis et non videbitis. Incrassatum est enim cor populi huius et auribus graviter audierunt et oculos suos cluserunt nequando oculis videant et auribus audiant et corde intellegant et convertantur et sanem eos.  A citação agora é de Isaías. Javé duvida a quem enviar. Isaías se prontifica e Deus lhe disse: Vai, dirás a este povo: com os ouvidos ouvis, mas não compreendereis, com os olhos olhais, mas não conhecereis. Embota o coração (=mente no sentido moderno) deste povo, torna pesados seus ouvidos, tapa-lhe os olhos! Que ele não veja com os seus olhos, nem ouça com os seus ouvidos! Que seu coração não compreenda! Que não se converta e seja curado! (6,9-10). A pregação de Isaías dirige-se a ouvintes rebeldes que não querem compreender, especialmente tendo em vista a experiência do rei Acab. A passagem que Jesus cita para explicar seu uso contínuo de parábolas fala, pois, da degradação espiritual dos israelitas, do orgulho e da teimosia de coração que tornaram impossível para eles continuar a ouvir e entender as palavras de Deus. Jesus diz simplesmente que era uma profecia que tinha sido literalmente cumprida em seus próprios ouvintes. Toda a sabedoria que eles ouviram de sua boca e todas as maravilhas que viram de sua mão não tinham  significado algum porque &#8220;o coração deste povo está endurecido; de mau grado ouviram com os ouvidos, e fecharam os olhos&#8221; (Mateus 13:15). A maioria dos autores modernos admite que os versículos 10-17 são um comentário do próprio Mateus,  tomado dos problemas suscitados na Igreja primitiva. Nós vamos tomar uma postura intermediária. Cremos que existe um parêntesis, feito pelo evangelista, e que está incluído nos versículos 14 e 15: Certamente havereis de ouvir e jamais entendereis. Certamente havereis de enxergar e jamais vereis, porque o coração deste povo se tornou insensível. E eles ouvirão de má vontade e fecharam os olhos para não acontecer que vejam com os olhos e ouçam com os ouvidos, e entendam com o coração, e se convertam, e assim eu os cure. Este texto é tomado de Isaías 6, 9-10 e coincide palavra por palavra com o texto grego da LXX.  De modo que as palavras de Jesus estão incluídas unicamente nos versículos 11-13 e 16-17. Mas vejamos em detalhe a explicação dos versículos 11-13. Porque a vós é dado  conhecer os mistérios do Reino dos céus, ao passo que a eles não é dado (11). Pois àquele que tem, será dado e estará na superabundância; mas àquele que não tem, nem mesmo o que tem ser-lhe-á tirado (12). O significado disto é que aos que têm boa vontade (outros dizem que aos que têm fé) ser-lhe-á dado em abundância. (=compreenderão perfeitamente a parábola). Mas aos que não têm boa vontade de ouvir e conformar-se ao escutado, até o que têm, ou seja, o que ouviram, será tirado deles. É como se nada tivessem ouvido. E Jesus continua: Eis por que  lhes falo em parábolas: porque eles olham sem ver e ouvem sem ouvir, nem compreendam (13). É uma conclusão do parágrafo anterior. Neste ponto poderíamos deixar a citação de Isaías (verdadeiro parêntesis) e continuar: Pois tornaram-se duros de ouvidos, taparam os seus olhos para não ver com seus olhos, não ouvir com seus ouvidos, nem compreender com seu coração e para não se converter.(15) Se compreende assim que a causa das parábolas de se tornarem difíceis é a obstinação dos que se tornaram duros de ouvido para não se converterem. A parábola pode dar lugar a essa interpretação, em que a incompreensão é parte dessa postura de não querer entender o verdadeiro significado, por não querer se converter. As palavras diretas não admitem essa interpretação que seria um fechar-se totalmente à verdade. Só os de boa vontade, aqueles que realmente têm olhos que veem e ouvidos que ouvem é que serão felizes (16) porque entenderão o  que realmente foi dito.</p>
<p dir="ltr">OS DISCÍPULOS: Porém, bemaventurados os vossos olhos, porque veem e vossos ouvidos porque ouvem (17). Certamente, pois, vos digo que muitos profetas e justos ansiaram ver as que vedes e não viram; ouvir as que ouvis e não ouviram (17).  Amen quippe dico vobis quia multi prophetae et iusti cupierunt videre quae videtis et non viderunt et audire quae auditis et non audierunt.  Daí que, após a disposição para escutar a mensagem da parábola, ele explica a mesma aos discípulos. Agora sim, eles a podem entender depois de tê-la escutado. O propósito das parábolas era revelar as verdades ocultas do Reino de Deus, porém, não a todos. Ao coração honesto, estas histórias ilustrativas trariam mais luz; aos orgulhosos e rebeldes, elas criariam mais confusão. Assim o explica Jesus: porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes será concedido (Mt 13, 11). É uma declaração que está na linha do profeta Isaías: &#8220;Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos&#8221; (Isaías 57:15). &#8220;&#8230; mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra&#8221; (Isaías 66:2). E quanto ao orgulhoso, Isaías diz que na vinda do reino messiânico &#8220;Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada&#8230;&#8221; (Isaías 2:11). Essa alegria e felicidade era a esperada pelos profetas e justos do AT. Para outros, os justos eram os reis. Com isso, Jesus indicava que os seus dias eram os que os antigos profetas predisseram e os que os reis de Israel desejavam como reino de paz e bemaventurança.</p>
<p dir="ltr">EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA: Por isso, ouvi vós a parábola do semeador (18). Vos ergo audite parabolam seminantis. Os três sinóticos narram também a explicação da parábola do semeador, e os três sinóticos dão uma mesma explicação ao tipo de terreno em que cai a semente que é a palavra do Reino, ou segundo Lucas a palavra de Deus (Lc 8, 11). Temos, portanto,  a explicação dada pelo próprio Jesus. Somente alguma expressão como a de Lucas que identifica a palavra com o logos de Deus pode ser uma reinterpretação, ou melhor, uma explicação mais extensa, completamente válida, da Igreja primitiva.  De fato, Marcos não explica em que consiste a semente, mas unicamente fala que o semeador semeia a palavra. E na subsequente explicação a palavra toma o lugar da semente. A semente é a palavra do Reino. Esta é a primeira conclusão. E a palavra do reino ou de Deus, era: Convertei-vos, ou melhor, Mudai vossa maneira de pensar e de viver, optando por fins honestos. Mas vejamos as quatro classes de terreno em que ela, a semente, cai.</p>
<p dir="ltr">OS OUVINTES SEM FRUTO: Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o maligno e arrebata a semente no seu coração [mente]; este é o semeado perto do caminho (19). O que, pois, foi semeado sobre terra rochosa, esse é quem, ouvindo a palavra, e de imediato, com gosto recebendo-a (20), porém não tem raiz em si mesmo, mas é passageiro: sobrevinda a adversidade ou a perseguição por causa da palavra, imediatamente tropeça (21). O que, pois, foi semeado entre os espinhos, esse é o ouvinte da palavra e os cuidados deste século e a fascinação da riqueza sufoca a palavra e se torna infrutífera (22. )Omnis qui audit verbum regni et non intellegit venit malus et rapit quod seminatum est in corde eius hic est qui secus viam seminatus est. Qui autem supra petrosa seminatus est hic est qui verbum audit et continuo cum gaudio accipit illud, non habet autem in se radicem sed est temporalis facta autem tribulatione et persecutione propter verbum continuo scandalizatur. qui autem est seminatus in spinis hic est qui verbum audit et sollicitudo saeculi istius et fallacia divitiarum suffocat verbum et sine fructu efficitur. Nesta explicação, Jesus ou o redator grego confunde a semente com o receptor. Em termos modernos a alegoria seria redatada: pelo que respeita à semente que caiu no caminho, representa aquele que  etc. Nestas três situações Jesus declara quais são esses apetites indignos, os lacres que se opõem à irrupção do verdadeiro Reino:  No caminho, será o Maligno ou Satanás, figurado pelos pássaros que impedem a semente de entrar na terra ou no coração dos homens. O solo rochoso é figura de quem está amedrontado por pressões e acuado pelas perseguições, que a Palavra deve enfrentar. A Palavra é bem recebida, mas não pode frutificar por causa desses medos e coações. A caída entre espinhos e sarças não pode frutificar porque é sufocada pelos cuidados materiais e pela ambição das riquezas. Jesus determina com precisão as dificuldades, primeiramente externas e logo internas, que impedem a entrega do homem ao apelo evangélico.</p>
<p dir="ltr">O FRUTO: Aquela, pois, que foi semeada sobre a terra, a boa, esse é que ouvindo a palavra e entendendo, quem deveras frutifica e faz (produz), um, precisamente, cem; outro, pois, sessenta, outro porém, trinta (23). Qui vero in terra bona seminatus est hic est qui audit verbum et intellegit et fructum adfert et facit aliud quidem centum aliud autem sexaginta porro aliud triginta. Finalmente, a terra, que sendo boa, nem sempre é a melhor [100 por um  que significaria entrega total] e que pode ser uma dedicação parcial de até uns 30 por um. Jesus, nesta parábola,  claramente indica as razões do porquê o bem não triunfa como deveria e algumas das causas que têm como base o mal que vemos no mundo. Existem causas externas e internas que sufocam a semente do Reino, total ou parcialmente, de modo que sua eficácia seja relativa. E o pior do caso, é que essas mesmas causas estão atuando no nosso tempo. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça- dirá Jesus após terminar o relato da parábola (Mt 13, 9). Palavras de uma atualidade evidente em nossos dias.</p>
<p dir="ltr">PISTAS:1) As dificuldades em compreender o evangelho são de todas as épocas. Umas externas como é a perseguição mais ou menos oculta. Hoje está em moda a modernidade que coloca a liberdade, especialmente a sexual, como supremo valor a defender, impedindo qualquer outra opinião ou pensamento em contrário, porque defasado e medieval. E até afirmam que Jesus com seu amor, aberto a toda conduta, não condena homossexuais, nem outras condutas libertinas. Jesus não tinha por que condenar o que a sociedade de seu tempo já condenava. Mas se olharmos o evangelho, Jesus condena condutas liberais como o divórcio e o adultério (Mt 5, 16) e admite que o matrimônio de porneia não é verdadeiro. Logo nem toda liberdade está sancionada como amor e santificada como legítima pelas palavras de Jesus.</p>
<p dir="ltr">2) Uma outra dificuldade em admitir o evangelho era a perseguição clara que matava o corpo. Hoje a perseguição mata a alma porque reduz o verdadeiro cristão a um ser de outra época, atrasado, que não admite manipulação com embriões e atrasa o avanço científico em bem da humanidade. É como quem diz que se opor a uma bomba atômica é estar contrário à verdadeira ciência. Esta é amoral e pode servir tanto ou mais para o mal que para o bem. Com respeito ao caso dos embriões manipulados para obter a saúde de outros é como o escravo que é usado para benefício exclusivo do seu dono. Porque ao perder a dignidade humana [a verdade do conhecimento e a liberdade de escolha] na manipulação dum embrião, se perde o respeito ao homem completo que está no início de todo ser humano embrionário. Pois sem poder o embrião ter conhecimento e sem a autorização de seu consentimento, ele se torna um escravo ou um objeto manipulado.</p>
<p dir="ltr">3) O nosso mal é que sabemos tudo a respeito do evangelho, mas não queremos entender sua mensagem. Sempre referimos aos outros as coisas que realmente somos nós os que necessitamos mudar para melhorar a nossa vida. Por isso embora sejamos atentos às palavras as referimos aos outros e não as tomamos como sinal dado a nós mesmos. Daí que o fruto é escasso.</p>
<p dir="ltr">4) Agora entendemos por que Jesus diz que devemos aceitar o Reino como crianças. Eles não dão sentidos diversos às palavras nem sabem dulcificar a pílula, como vulgarmente se diz, para admitir uma parte &#8211; a que convém &#8211;  e deixar a outra, a mais difícil, que não se ajusta aos seus desejos.</p>
<p dir="ltr">5) A maioria entende as palavras de Jesus como se fossem parábolas, metáforas que podem ter muitos sentidos e interpretações nem sempre aplicados a nossa vida pessoal. Mas os verdadeiros discípulos as escutam pensando no que essas palavras dizem para convocá-los a uma vida de maior perfeição, sempre como uma meta ainda por alcançar e que todos devem almejar.</p>
<p dir="ltr">EXCURSUS: NORMAS DA INTERPRETAÇÃO EVANGÉLICA</p>
<p dir="ltr">&#8211; A interpretação deve ser fácil, tirada do que é o evangelho: boa nova.</p>
<p dir="ltr">&#8211; Os evangelhos são uma condescendência, um beneplácito, uma gratuidade, um amor misericordioso de Deus para com os homens. Presença amorosa e gratuita de Deus na vida humana.</p>
<p dir="ltr">&#8211; Jesus é a face do Deus misericordioso que busca o pecador, que o acolhe e que não se importa com a moralidade ou com a ética humana, mas quer mostrar sua condescendência e beneplácito, como os anjos cantavam e os pastores ouviram no dia de natal: é o Deus da eudokias, dos homens a quem ele quer bem e quer salvar, porque os ama.</p>
<p dir="ltr">Interpretação errada do evangelho:</p>
<p dir="ltr">&#8211; Um chamado à ética e à moral em que se pede ao homem mais que uma predisposição, uma série de qualidades para poder ser amado por Deus.</p>
<p dir="ltr">&#8211; Só os bons se salvam. Como se Deus não pudesse salvar a quem quiser (Fará destas pedras filhos de Abraão).</p>
<p dir="ltr">Consequências:</p>
<p dir="ltr">&#8211; O evangelho é um apelo para que o homem descubra a face misericordiosa de Deus [=Cristo] e se entregue de um modo confiante e total nos braços do Pai como filho que é amado.</p>
<p dir="ltr">&#8211; O olhar com a lente da ética, transforma o homem num escravo ou jornaleiro:aquele age pelo temor, este pelo prêmio.</p>
<p dir="ltr">&#8211; O olhar com a lente da misericórdia, transforma o homem num filho que atua pelo amor.</p>
<p dir="ltr">&#8211; O pai ama o filho independentemente deste se mostrar bom ou mau. Só porque ele é seu filho e deve amá-lo e cuidar dele.</p>
<p dir="ltr">&#8211; Só através desta ótica ou lente é que encontraremos nos evangelhos a mensagem do Pai  e com ela a alegria da boa nova e a esperança de um feliz encontro definitivo. Porque sabemos que estamos na mira de um Pai que nos ama de modo infinito por cima de qualquer fragilidade humana.</p>
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		<title>Roteiro Homilético – XV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Salmo 16, 15 ANTÍFONA DE ENTRADA: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória. Introdução ao espírito da Celebração O domingo é o dia do Senhor. Não podemos deixá-lo profanar. Sabemos como ele está a ser absorvido pela prática do desporto e por outros incentivos à distracção. Tais factos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p><em>Salmo</em> 16, 15</p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>O domingo é o dia do Senhor. Não podemos deixá-lo profanar. Sabemos como ele está a ser absorvido pela prática do desporto e por outros incentivos à distracção. Tais factos criam o perigo de desviar da participação na Eucaristia.</p>
<p>Para que a Missa seja vivida e devidamente participada é preciso tomar consciência da sua importância na nossa vida cristã.</p>
<p>A liturgia deste domingo permite-nos perceber o valor, bem como os frutos da Palavra de Deus. Reflectindo sobre este tema, devíamos encontrar maneira de tornar mais viva e mais rica em frutos a liturgia da Palavra que celebramos todos os domingos.</p>
<p>ORAÇÃO COLECTA: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> Este pequeno trecho lembra-nos que não é inútil anunciar a Palavra, mesmo que os efeitos se não vejam. A seu tempo dará fruto.</p>
<p><em><strong>Isaías</strong> 55, 10-11</em></p>
<p><em><strong>Eis o que diz o Senhor: <sup>10</sup>«Assim como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer,<sup>11</sup>assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».</strong></em></p>
<p>Esta leitura, tirada do final do Segundo Isaías, foi escolhida em função do Evangelho de hoje (<em>Mt</em> 13, 1-23). Deus acaba de anunciar, através do profeta, todos os bens que tem preparados para os repatriados no seu regresso do exílio de Babilónia. A «<em>palavra que sai da minha boca» </em>(v. 11) é o anúncio do Profeta, como personificado; esta palavra não é uma mera palavra de ânimo, mas é dotada de eficácia e terá pleno cumprimento; para quem é o Todo-Poderoso, o <em>dizer</em> equivale ao <em>fazer:</em> Deus disse e tudo foi feito, como se lê no 1º capítulo do Génesis.</p>
<h3>Salmo Responsorial</h3>
<p><em>Sl</em> 64 (65), 10abcd.10e-11.12-13.14 (R. <em>Lc</em> 8, 8)</p>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> Repetindo o pensamento da leitura proclamada, este salmo compraz-se em descrever a acção do Senhor na natureza através da água que dá vida à terra.</p>
<p><strong>Refrão:</strong> <em><strong>A SEMENTE CAIU EM BOA TERRA E DEU MUITO FRUTO.</strong></em></p>
<p><em><strong>Visitastes a terra e a regastes,</strong></em></p>
<p><em><strong>enchendo-a de fertilidade.</strong></em></p>
<p><em><strong>As fontes do céu transbordam em água</strong></em></p>
<p><em><strong>e fazeis brotar o trigo.</strong></em></p>
<p><em><strong>Assim preparais a terra;</strong></em></p>
<p><em><strong>regais os seus sulcos e aplanais as leivas,</strong></em></p>
<p><em><strong>Vós a inundais de chuva</strong></em></p>
<p><em><strong>e abençoais as sementes.</strong></em></p>
<p><em><strong>Coroastes o ano com os vossos benefícios,</strong></em></p>
<p><em><strong>por onde passastes brotou a abundância.</strong></em></p>
<p><em><strong>Vicejam as pastagens do deserto</strong></em></p>
<p><em><strong>e os outeiros vestem-se de festa.</strong></em></p>
<p><em><strong>Os prados cobrem-se de rebanhos</strong></em></p>
<p><em><strong>e os vales enchem-se de trigo.</strong></em></p>
<p><em><strong>Tudo canta e grita de alegria.</strong></em></p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> A liberdade é um dom de Deus, um direito que todos ciosamente guardamos. Mas há liberdade e liberdade. Só vale a liberdade dos filhos de Deus, fora com a liberdade que é sinónimo de libertinagem.</p>
<p><em><strong>Romanos</strong> 8, 18-23</em></p>
<p><em><strong>Irmãos: <sup>18</sup>Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não tem comparação com a glória que se há-de manifestar em nós. <sup>19</sup>Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. <sup>20</sup>Elas estão sujeitas à vã situação do mundo, não por sua vontade, mas por vontade d&#8217;Aquele que as submeteu, com a esperança de que as mesmas criaturas <sup>21</sup>sejam também libertadas da corrupção que escraviza, para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. <sup>22</sup>Sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. <sup>23</sup>E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.</strong></em></p>
<p>Temos vindo nestes domingos a respigar alguns dos mais expressivos textos da epístola aos Romanos. Este é um dos textos de difícil interpretação, sobre a qual não há pleno acordo entre os exegetas.</p>
<p><strong>19</strong> «<em>As criaturas esperam ansiosamente&#8230;»</em> S. Paulo, lançando mão duma empolgante prosopopeia, associa o conjunto das criaturas irracionais à esperança e anelos do homem redimido por Cristo.</p>
<p><strong>20</strong> «<em>Elas estão sujeitas à vã situação do mundo» </em>(à letra, «à vaidade»). Esta <em>situação vã</em> do mundo é a obra da <em>criação sujeita à destruição, </em>podendo ver-se aqui uma alusão a <em>Gn</em> 3, 17, o rompimento da harmonia da criação como consequência do pecado do homem. Esta situação da criação deve-se «<em>a quem a sujeitou»,</em> mas o original grego não explicita o sujeito (a tradução litúrgica traduziu por Deus); podemos pensar ou no mau uso que os homens fazem das criaturas, que o homem tem o poder de dominar (cf. <em>Gn</em> 1, 28-29), ou então em que Deus, após o pecado, dispôs a natureza de forma esta punir o homem pecador, a quem ela naturalmente devia servir (cf. <em>Gn</em> 3, 17-19). Em ambos os casos, temos a harmonia inicial da criação transtornada, devido ao pecado.</p>
<p><strong>21 </strong>«<em>As mesmas criaturas seriam também libertadas da corrupção que escraviza» </em>(à letra, <em>da escravidão da corrupção). </em>A que libertação se refere o texto sagrado não se pode saber com certeza. Designará a glorificação dos corpos depois da ressurreição, a qual redundará em glória para toda a natureza irracional, uma vez que o homem «<em>mikrokósmos</em><em>», </em>é uma síntese de todo o Universo? Ou aludirá a uma restauração física de todo o Universo, coisa que não parece estar na perspectiva paulina, mas que se poderia deduzir de <em>Apoc</em> 21, 1 e 2 <em>Pe</em> 3, 13, entendendo à letra estes textos simbólicos, pertencentes ao género apocalíptico? Pode tratar-se simplesmente da referência à libertação da maldição que o pecado trouxe às criaturas (cf. <em>Gn</em> 3, 17-19], sem se explicitar mais. Seja como for, podemos fazer uma leitura espiritual deste misterioso texto do modo seguinte: na medida em que os filhos de Deus santificarem o mundo, isto é, todas as realidades terrenas, ordenando-as segundo o espírito do Evangelho, nessa medida estão a libertá-las da escravidão do pecado, pois deixam de ser objecto do mau uso que delas faz o homem pecador; e, desta maneira, também elas participam da salvação: «<em>para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus»</em> (no original grego não há verbo nenhum), isto é, participam da<em> «gloriosa liberdade dos filhos de Deus»,</em> à letra, «da liberdade da glória dos filhos de Deus», uma <em>glória que liberta, </em>em paralelismo com a «<em>corrupção que escraviza»,</em> de que se fala no v. 21.</p>
<p><strong>22-23</strong> «<em>Toda a criatura tem gemido e tem sofrido as dores da maternidade»</em> O Apóstolo usa uma arrojada prosopopeia para apresentar toda a criação a suspirar juntamente com os cristãos, que já são <em>filhos de Deus </em>(v. 15), mas que esperam a plenitude desta filiação na vida eterna (cf. 1 <em>Cor</em> 13, 12; 1 <em>Jo</em> 3, 2).</p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em><strong>Rom</strong></em><em> 8, 18-23</em></p>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> A palavra do Senhor é espírito e vida. Se a soubermos acolher, ele produzirá em nós fruto de vida eterna.</p>
<h3>ALELUIA</h3>
<p><em><strong>A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo.</strong></em></p>
<p><em><strong>Quem O encontra viverá eternamente.</strong></em></p>
<h2>Evangelho*</h2>
<p>* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.</p>
<p>Forma longa:<em><strong> São Mateus</strong> 13, 1-23</em> Forma breve:<strong> <em>São Mateus</em></strong><em> 13, 1-9</em></p>
<p><em><strong><sup>1</sup>Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. <sup>2</sup>Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. <sup>3</sup>Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: «Saiu o semeador a semear. <sup>4</sup>Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. <sup>5</sup>Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram porque a terra era pouco profunda; <sup>6</sup>mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. <sup>7</sup>Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. <sup>8</sup>Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. <sup>9</sup>Quem tem ouvidos, oiça».</strong></em></p>
<p><em><strong>[<sup>10</sup>Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?». <sup>11</sup>Jesus respondeu-lhes: «Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não. <sup>12</sup>Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. <sup>13</sup>É por isso que lhes falo em parábolas, porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. <sup>14</sup>Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: &#8216;Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas não vereis. <sup>15</sup>Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure&#8217;. <sup>16</sup>Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem! <sup>17</sup>Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. <sup>18</sup>Vós, portanto, escutai o que significa a parábola do semeador: <sup>19</sup>Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. <sup>20</sup>Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento, <sup>21</sup>mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. <sup>22</sup>Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. <sup>23</sup>E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».]</strong></em></p>
<p>O texto do Evangelho corresponde ao início do chamado discurso das parábolas, onde em São Mateus Jesus apresenta a natureza do Reino de Deus: «<em>Falou-lhes de muitas coisas em parábolas». </em>Como de costume, este evangelista deve ter agrupado aqui, neste capítulo 13, sete parábolas, com toda a probabilidade contadas por Jesus em diferentes ocasiões<em>.</em> Parábola é uma <em>comparação prolongada; </em>isto significa o próprio termo grego <em>(parabolê).</em> Distingue-se da fábula, pois é verosímil; é uma narração viva e atraente, tirada das coisas da natureza e da vida diária. Também é diferente da <em>alegoria,</em> pois esta está toda carregada de simbolismo e todos os seus elementos encerram algum significado especial, ao passo que a parábola, de mais simples interpretação, vai direita a uma ideia central que se quer inculcar, sem que os seus elementos secundários tenham, em geral, qualquer significado especial, sendo meros elementos de adorno. Em S. João, que não recorre a parábolas, temos a célebre alegoria da videira (<em>Jo</em> 15). Também há parábolas com elementos alegóricos, podendo mesmo este simbolismo ser captado apenas a partir da vida da Igreja (por ex., em <em>Mt</em> 25, 5, na parábola das 10 virgens, a demora do esposo passa a simbolizar a demora da <em>parusía</em><em>.</em>A <em>parábola do semeador, </em>que hoje temos, também nos aparece misturada de alegoria, pois não se limita a expor uma ideia central: a eficácia extraordinária e sobrenatural da sementeira divina, da acção de Deus no mundo, na Igreja e nas almas (100, 60, 30 por um). Nesta parábola cada um dos terrenos tem um significado simbólico particular, significado que é atribuído por Cristo na explicação posterior. Mas, ao fim e ao cabo, a parábola do semeador encerra uma exortação implícita a converter-se em boa terra para receber a Palavra de Deus e a confiar na sua eficácia.</p>
<p><strong>10-13 </strong>«<em>Porque lhes falas em parábolas?»</em> Jesus, segundo os costumes orientais, não explicava imediatamente uma parábola e deixava que ela ficasse a bailar no espírito dos ouvintes como uma espécie de enigma (o <em>maxal</em> hebraico correspondia tanto à comparação, como a uma máxima, sentença sábia, alegoria, ou mesmo a um enigma ou adivinha). Assim despertava Jesus o interesse dos ouvintes: as almas rectas e amantes da verdade podiam depois procurar aprofundar o ensinamento; as pessoas superficiais, materialistas e desinteressadas da verdade, deixavam que tudo se lhes escapasse, por isso diz Jesus que «<em>a eles não lhes é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus» </em>(v. 11). «<em>Àquele que tem dar-se-á&#8230;»,</em> aos que têm boas disposições, estas são-lhe aumentadas com as luzes da pregação de Jesus; ao passo que aos mal dispostos pelo mau uso da sua liberdade, até as luzes que tinham (particularmente as recebidas com a revelação do Antigo Testamento) acabam por perdê-las. A citação da<em> «profecia de Isaías»</em> contém um anúncio do endurecimento dos ouvintes da pregação profética, que é entendida como consequência e castigo da resistência à graça. Deus não quer este endurecimento do coração, mas permite-o, porque quer respeitar a liberdade humana; mas o homem tem a grave responsabilidade de ser fiel a Deus e de fazer frutificar os dons recebidos; «<em>não fossem ver…, ouvir…, entender… e converter-se… e Eu os curasse»</em> (v. 15) é uma linguagem para nós demasiado dura, por dar a entender que é Deus quem endurece o coração do pecador, mas, na linguagem bíblica, é frequente não distinguir o que Deus permite daquilo que Deus faz, atribuindo frequentemente a Deus, a Causa Primeira, aquilo que é fruto das causas segundas. «<em>Se lhes falo em parábola, é porque vêem sem ver&#8230;» </em>Em Mateus o ensino em parábolas aparece como um acto de condescendência de Jesus, como uma forma de tornar acessíveis os ensinamentos de Jesus sobre os elevados mistérios do Reino, mas que ficam incompreensíveis para as almas fechadas à luz da verdade.</p>
<h3>Sugestões para a homilia</h3>
<p>1. A Palavra de Deus é actuante e eficaz</p>
<p>A imagem da chuva, que descendo das nuvens, lá não regressa sem primeiro fecundar a terra, bem como a da semente que lançada à terra germina e dá fruto, são assaz expressivas.</p>
<p>A Palavra de Deus é acto de Deus. Sempre actual como o próprio Senhor; sempre em acção pois exprime o mistério do «Deus vivo». Sua nota característica é ser ela, «força de Deus para a salvação de todo aquele que crê» (<em>Rom</em> 1, 16). Ela é «palavra de salvação» (<em>Act</em> 13, 23); é palavra de vida (FM 2,16); é «palavra de graça» (<em>Act</em> 14,3). Nos Sacramentos e não só. A Palavra de Deus realiza aquilo que exprime. As «palavras que Eu vos disse são espírito e vida» (<em>Jo</em> 6, 63). Ela purifica e santifica.</p>
<p>Mas também condena a quantos recusam acolhê-la com humildade e sinceridade, a quantos não aceitam aquelas outras verdades que transcendem a natureza, a quantos se deixam levar pelo desespero frente ao mal no mundo (2.ª leit).</p>
<p>Palavra de bênção, ela será eficaz. Palavra de maldição, produz todos os seus efeitos. Em suma, ela não é só expressão dum pensamento, mas sinal da vontade de Deus, um apelo, uma ordem. E essa Palavra não se esgotou, nem secou, nem está cansada.</p>
<p>2. Acolher a Palavra de Deus</p>
<p>A Palavra de Deus é Alguém, é uma Pessoa, é o mesmo Deus, o Verbo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Vivendo entre nós pelo mistério da Incarnação, escondida no silêncio da vida oculta, a Palavra de Deus, qual boa semente, germinou para se tornar luz dos homens, os esclarecer e sustentar no caminho da vida presente.</p>
<p>Após o regresso do Verbo de Deus ao Pai, onde se encontra a Palavra de Deus de que temos tanta necessidade?</p>
<p>a) <strong>Na Bíblia. </strong>Todas as acções divinas nela consignadas são portadoras duma Palavra de Deus. Lida na fé que vê os acontecimentos como sinais da presença de Deus actuando junto do seu povo e lida na igreja, depositária da interpretação autêntica destes sinais, a Bíblia tornasse o lugar por excelência de encontro com a Palavrade Deus.</p>
<p>Sabemos que a mensagem bíblica se encontra formulada numa visão do universo que já não é a do mundo de hoje, do nosso mundo científico e técnico. Daí a necessidade de apresentar, defender e explicar as verdades da fé por meio de conceitos e termos mais compreensivos. Mas sem em nada mutilar a sua mensagem essencial, mesmo tratando-se de verdades que tem o seu lado duro e quase repugnante, v.g. os Novíssimos.</p>
<p>b) Na <strong>comunidade cristã. </strong>Esta proclama a Palavra de Deus para a contemplar, a aprofundar e dar-lhe uma resposta. «Quando vos reunis em Meu nome, Eu estou no meio de vós» (cf. Mt 18,20). Na celebração eucarística a Palavra de Deus é-nos comunicada de diversas maneiras. Nos salmos que cantamos, nas leituras tomadas dos profetas, dos apóstolos e doutros escritores sagrados e finalmente é o mesmo Jesus que nos instrui com o seu evangelho.</p>
<p>Quando Deus fala devemos escutar o que nos diz e aceitar quanto nos propõe. Mal vai quando não tratamos de endireitar os maus caminhos antes percorridos. Jesus compara tais pessoas com um campo rochoso onde a semente não chega a lançar raízes.</p>
<p>Recitando o Credo após a homilia aceitamos a palavra de Deus. A nossa vida dará testemunho da verdade desta aceitação.</p>
<p>c) <strong>Nos acontecimentos.</strong> Quer se trate da nossa vida pessoal, quer do que se passa no mundo tudo se encontra relacionado com a Palavra da Revelação. Fazendo parte da história sagrada que continua, tais acontecimentos são portadores da Palavra. É preciso porém saber lê-los: investigar a todo o momento os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho (G.S. Daí a importância da revisão de vida que outra coisa não é senão uma leitura bíblica dos acontecimentos.</p>
<p>3. É preciso evangelizar</p>
<p>A semente deve ser lançada à terra a mãos cheias. O lavrador fá-lo confiadamente mesmo sabendo de antemão que nem toda produzirá a 100% mas apenas a 60% ou 30% na linguagem da parábola.</p>
<p>Precisamos de nos deixar evangelizar para evangelizarmos. A evangelização passa sempre pelo anúncio, pela celebração e pelo testemunho. Evangelizar o mundo – da família, do ensino, do trabalho, dos lazeres, da comunicação social, das leis, da ciência e da técnica. Para ver estas realidades com outros olhos, os olhos da fé, na perspectiva dos valores cristãos.</p>
<p>Temos muito que esclarecer, que discernir e que converter. Hoje toma-se difícil escutar a palavra de Deus. Em oposição a esta multiplicam-se outras palavras, as palavras dos homens que põem a felicidade no ter e no prazer. E dá-se-lhe mais atenção que à Palavra de Deus. Vem um jornal, um político, vem um programa de TV, a dizer o contrário daquilo que Cristo revelou e a Igreja ensina e dão-lhe toda a autoridade.</p>
<p>É preciso evangelizar e, mais ainda, motivar as pessoas. Dar-lhes ideias claras sobre Deus, a vida, a graça, a religião, a liberdade, o casamento. E depois dar-lhes razões positivas das obrigações e das proibições que decorrem da aceitação das verdades da fé. S. Pedro di-lo doutra forma: estai sempre prontos para dar resposta a todo aquele que vos perguntar acerca da esperança que vos anima (1 <em>Pet</em> 3,15). Para que aquelas obrigações não sejam olhadas como algo enfadonho e sem interesse.</p>
<p>O preceito da missa dominical: é para honrar a Deus, para participar, em assembleia, no sacrifício redentor de Cristo. Rezar para quê? Para ganhar amizade com Deus que é Pai, para O ir conhecendo cada vez melhor. Porque não podes ver aquele filme? Porque pode pôr em perigo a tua pureza, porque te fará escravo do teu corpo.</p>
<p>É preciso evangelizar. Sem desânimo. É longa a conversão dos homens, distantes os seus resultados, mas também aqui, uns semeiam e outros colhem, Deus é que dá o incremento.</p>
<p>Vamos continuar, branquear a vida dos nossos pecados e confiar uns nos outros e no infinitamente Outro.</p>
<h3>LITURGIA EUCARÍSTICA</h3>
<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.</p>
<p><strong>SANTO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Saudação da paz</p>
<p>Caiu dentro de nós a semente da Palavra de Deus, que é semente de amor, de paz<br />
e reconciliação.</p>
<p>Deixemo-la frutificar dentro de nós, por uma intensificação da Caridade para com o próximo.</p>
<p><strong>Saudai-vos na paz de Cristo!</strong></p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p><strong>Já não sou eu que vivo. É Cristo que vive em mim. </strong>Por isso já não é a nossa vida que vivemos, mas a de Cristo: vida de inocência, vida de castidade, vida de sinceridade e de todas as virtudes.</p>
<p><em>Salmo 83, 4-5</em></p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.</p>
<p>Ou</p>
<p><em>Jo 6, 57</em></p>
<p>Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor.</p>
<h3>RITOS FINAIS</h3>
<p>Monição final</p>
<p>Participamos na Eucaristia. Precisamos agora de mostrar, na nossa vida, se somos campo bem preparado ou, pelo contrário, rocha dura e impenetrável aos apelos do Senhor. Reflecte a nossa vida o amor e a obediência que Jesus tinha ao eterno Pai, cumprindo aquelas advertências que Ele nos dá no seu Evangelho?</p>
<h3>HOMILIAS FERIAIS</h3>
<p>15ª SEMANA</p>
<p>2ª Feira, 14-VII: Aspectos da conversão interior.</p>
<p><em>Is</em> 1, 10-17 / <em>Mt</em> 10, 34- 11, 1</p>
<p>Quem não toma a sua cruz, para me seguir, não é digno de mim.</p>
<p>O mais importante da vida de um cristão é o <em>seguimento de Jesus. </em>Mas este seguimento exige uma <em>conversão interior</em>, pois não basta oferecer qualquer sacrifício: «de que me servem os vossos inúmeros sacrifícios?» (Leit).</p>
<p>«A <em>conversão interior</em> realiza-se… pela revisão de vida, o exame de consciência, a direcção espiritual, a aceitação dos sofrimentos, a coragem de suportar a perseguição por amor da justiça. Tomar a sua cruz de todos os dias e seguir Jesus (cf. Ev) é o caminho mais seguro de penitência» (CIC, 1435).</p>
<p>3ª Feira, 15-VII: Graças de Deus e conversão.</p>
<p><em>Is</em> 7, 1-9 / <em>Mt</em> 11, 20-24</p>
<p>Começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maioria dos seus milagres, por não terem feito penitência.</p>
<p>Os habitantes destas cidades não <em>corresponderam</em> às graças recebidas de Deus (cf. Ev). Embora Jesus não tenha vindo para julgar, mas para salvar, é possível, no entanto, recusar as graças nesta vida, o que provoca o endurecimento do coração. No entanto, protege a cidade de Jerusalém dos ataques dos reis de Judá e da Síria (cf. Leit).</p>
<p>Precisamos pedir ao Senhor um <em>coração novo</em>: «Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos». Deus é quem nos dá a graça de começarmos de novo. E assim, os nossos corações voltarão de novo para Ele.</p>
<p>4ª Feira, 16-VII: Nossa Senhora do Carmo: Caminho de esperança.</p>
<p><em>Is</em> 10, 5-7. 13-16 / <em>Mt</em> 11, 25-27</p>
<p>Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos.</p>
<p>É aos humildes que Deus se revela (cf. Ev). O homem, abandonado a si mesmo não consegue cumprir os planos de Deus e a sua <em>vida fica sem esperança</em>. Assim aconteceu com a Assíria, cujos habitantes não conseguiram entender os planos de Deus (cf. Leit). Somente Jesus nos apresenta novas dimensões, desconhecidas para nós.</p>
<p><em>Nossa Senhora do Carmo</em> guia-nos para o futuro eterno, ajuda-nos a descobri-lo, dá-nos uma esperança. Neste caminhar terreno, cheio de fadigas, iluminados por Ela, conseguimos seguir um <em>caminho seguro</em>.</p>
<p>5ª Feira, 17-VII: Aprender e aproximar-se do Senhor.</p>
<p><em>Is</em> 26, 7-9. 16-19 / <em>Mt</em> 11, 28-30</p>
<p>Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração.</p>
<p>Jesus encarnou para ser o nosso <em>modelo de santidade</em>: «Aprendei de mim». De modo especial, chama a atenção para as virtudes da mansidão e da humildade, incluídas nas bem-aventuranças, que constituem um retrato de Cristo.</p>
<p>«Vinde a mim»: <em>aproximemo-nos do Senhor</em>, com toda a confiança, pois «o caminho do justo é recto, e plana é a senda que lhe preparais» (Leit). E quando sofrermos, recorramos imediatamente a Deus, como a mulher que está para ser mãe se contorce e grita com dores (cf. Leit).</p>
<p>6ª Feira, 18-VII: Senhor do Sábado, da vida e da morte.</p>
<p><em>Is</em> 38, 1-6. 21-22. 7-8 / <em>Mt</em> 12, 1-8</p>
<p>Olha que os teus discípulos estão a fazer o que não é permitido ao sábado. (Jesus): É que o Filho do Homem é senhor do Sábado.</p>
<p>Jesus é <em>Senhor do Sábado</em> (cf. Ev). Mais tarde, seria substituído pelo Domingo, dia da sua Ressurreição. Ele quis que reservássemos um dia da semana para louvor e serviço de Deus. O Domingo é um bom dia para pedir perdão a Deus pelas culpas da semana e pedir graças e forças para a semana que começa.</p>
<p>Também é <em>Senhor da vida e da morte</em>. Ezequias tinha os dias de vida contados, mas chorou, recordou que tinha sido fiel e Deus resolveu acrescentar-lhe mais quinze anos de vida (cf. Leit).</p>
<p>Sábado, 19-VII: O espírito Santo, fruto da Cruz</p>
<p><em>Miq</em> 2, 1-5 / <em>Mt</em> 12, 14-21</p>
<p>Eis o meu servo, a quem eu escolhi, o meu muito amado, enlevo da minha alma.</p>
<p>«Os traços do Messias são revelados sobretudo nos cânticos do servo (cf. Ev). Estes cânticos anunciam o sentido da paixão de Jesus, indicando assim a maneira como Ele derramará o <em>Espírito Santo</em> para dar a vida à multidão…Tomando sobre si a nossa morte, Ele pode comunicar-nos o seu próprio Espírito de vida» (CIC, 713).</p>
<p>Temos necessidade deste <em>Espírito </em>que nos comunica a vida, para podermos evitar aquelas coisas que «escravizam o homem e a sua morada» (Leit), e que conduzem à morte.</p>
<p>Celebração e Homilia:    ARMANDO B. MARQUES</p>
<p>Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO</p>
<p>Homilias Feriais:            NUNO ROMÃO</p>
<p>Sugestão Musical:         DUARTE NUNO ROCHA    	</p>
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		<title>Homilia do D.  José Maria Pereira – XV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:19:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Disposições Para Acolher a Palavra de Deus! Dom José Maria Pereira  O poder e a eficácia da Palavra de Deus constituem o argumento central da reflexão de hoje. “Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Disposições Para Acolher a Palavra de Deus!</strong></p>
<p><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> O poder e a eficácia da Palavra de Deus constituem o argumento central da reflexão de hoje. “Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la” (Is 55, 10 -11).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> O Evangelho de São Mateus (13, 1-23) narra que Jesus, diante das multidões que se aproximaram dele, sentou-se na barca, começou a ensinar-lhes: Saiu o semeador a semear, e as sementes caíram em terrenos muito diversos. Ou seja, a eficácia da Palavra, no coração do homem, depende de suas disposições. Nem todos a aceitam porque não deixam a Palavra de Deus penetrar fundo em suas vidas. As provações, as riquezas, os prazeres da vida impedem que produza fruto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A parábola do semeador é muito útil para entendermos a força vital da Palavra de Deus e a necessidade de ter boas disposições para abrir as portas de nossa vida a essa força vital. A atuação da graça e as disposições de cada um em receber a graça divina, ou seja, a graça não violenta a atitude com relação à Palavra de Deus fazem parte da vida do cristão. Precisamos ser receptivos para dar frutos e ter a alegria e a paz que Jesus deixou ao nosso alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de acolhida provoca a esterilidade da graça de Deus em nós. O dom de Deus é rechaçado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Semeador, que saiu para semear, é precisamente Jesus, e a semente, que espalha, “é a Palavra de Deus” (Lc 8, 11). O semeador espalha a sua semente aos quatro ventos, e, assim,  explica-se que uma parte caía no caminho. A semente caiu em vários tipos de terras diferentes: terreno pedregoso, entre espinhos; outras sementes caíram em terra boa. O terreno, onde cai a boa semente, é o mundo inteiro, cada homem. Trata-se de uma página de certo modo “autobiográfica”, porque reflete a própria experiência de Jesus, da sua pregação: Ele se identifica com o semeador, que difunde a boa semente da Palavra de Deus, e dá-se conta dos vários efeitos que ela alcança, segundo o tipo de acolhimento reservado ao anúncio. Há quem ouve superficialmente a Palavra, mas não a acolhe; há outros que a recebem no momento, mas não têm constância e perdem tudo; há, depois, aqueles que são dominados pelas preocupações e seduções do mundo; e há, enfim, quantos ouvem de modo receptivo, como o terreno bom: aqui a Palavra produz fruto em abundância. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mesma semente produz muito fruto numa classe de terreno e, em outros, não produz nada. Isso significa o mistério da liberdade do homem perante o dom de Deus. Jesus semeia, em qualquer parte, a Palavra: nem sequer a nega aos pecadores, à gente superficial e distraída, aos homens imersos nos prazeres ou ocupados em negócios, comparando-os na parábola, à que cai à beira do caminho, em terrenos pedregosos, ou entre espinhos; isso significa a grande misericórdia do Senhor! Com efeito, em sentido espiritual, ensina São João Crisóstomo, “é possível que a rocha se transforme em boa terra; que o caminho deixe de ser pisado e se converta também em terra fértil, e que os espinhos desapareçam e deixem crescer exuberantemente as sementes. E, se essa transformação não acontece em todos, não é, certamente, por culpa do semeador, mas daqueles que não querem mudar”. Isto é terrível, mas acontece: o homem pode fechar-se à Palavra de Deus, recusá-la e, consequentemente, torná-la ineficaz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos discípulos que perguntam a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?”; responde-lhes: “Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem” (Mt 13, 12). O Senhor explica aos seus discípulos que eles, justamente porque têm fé nEle e desejam conhecer mais a fundo a Sua doutrina, ser-lhes-á dado um conhecimento mais profundo das verdades divinas. Mas os que não O seguem, depois de O terem conhecido, perdem o interesse pelas coisas de Deus e estarão cada dia mais cegos, e é como se lhes fosse tirado o pouco que tinham. O Senhor exorta-nos, sem tirar a nossa liberdade, à responsabilidade de sermos fiéis: devemos fazer frutificar os dons que Deus nos vai enviando e aproveitar as ocasiões de santificação cristã que nos são oferecidas ao longo da nossa vida. Ainda, respondendo à pergunta dos discípulos,  “Por que lhes falas mediante parábolas?”, Jesus responde, apresentando uma distinção entre eles e a multidão: aos discípulos, isto é, àqueles que já se decidiram a segui-Lo, Ele pode falar do Reino de Deus abertamente, mas, aos demais, ao contrário, deve anunciá-lo com parábolas, precisamente para estimular a decisão, a conversão do coração; com efeito, pela sua própria natureza, as parábolas exigem um esforço de interpretação, interpelam a inteligência, mas, também, a liberdade. São João Crisóstomo explica: “Jesus pronunciou estas palavras com a intenção de atrair a Si os seus ouvintes e de os estimular, assegurando que, se O procurarem, Ele curá-los-á” (Comentário ao Evangelho de Mateus, 45, 1-2). No fundo, a verdadeira “Parábola” de Deus é o próprio Jesus, a sua Pessoa que, no sinal da humanidade, esconde e, ao mesmo tempo, revela a divindade. Desse modo, Deus não nos obriga a crer n’Ele, mas atrai-nos a Si com a verdade e a bondade do seu Filho encarnado: Com efeito, o amor respeita sempre a liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não pensemos que o não querer ouvir, nem ver, nem compreender, foi coisa exclusiva daqueles homens contemporâneos de Jesus; cada um de nós também tem as suas durezas de ouvido, de coração e de entendimento perante a Palavra de Deus, perante a Sua graça. Além disso, não basta saber a doutrina da fé: é absolutamente necessário vivê-la com todas as suas exigências morais e ascéticas. Jesus foi pregado na Cruz não só pelos pregos e pelos pecados de alguns judeus, mas também pelos nossos pecados, que iríamos cometer séculos depois, mas que já atuavam sobre a Humanidade Santíssima de Jesus Cristo, que carregava com nossos pecados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A alma que ama a Deus de verdade não deixa, por preguiça, de fazer o que pode para encontrar o Filho de Deus, o seu Amado. E depois de ter feito tudo o que pode, não fica satisfeita e pensa que não fez nada” (São. João da Cruz).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto” (Mt 13, 22). Trata-se de almas obcecadas pelas coisas materiais, envoltas numa “avareza de fundo que leva a apreciar apenas o que se pode tocar: os olhos que parecem ter ficado colados às coisas terrenas, mas também os olhos que, por isso mesmo, não sabem descobrir as realidades sobrenaturais” (São Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, nº 6). É como se estivessem cegos para o que verdadeiramente importa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deixar que o coração se apegue ao dinheiro é um grave obstáculo para que o amor de Deus crie raízes no coração. São Paulo ensina que quem coloca o seu coração nos bens terrenos, como se fossem bens absolutos, comete uma espécie de idolatria (Col 3, 5). Esta desordem da alma conduz com frequência à falta de mortificação, à sensualidade, à fuga ou ao esquecimento dos bens sobrenaturais, pois sempre se cumprem aquelas palavras do Senhor: “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Lc 12, 34).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deus espera que sejamos um terreno que acolha a graça e dê fruto; e produziremos mais e melhores frutos quanto maior for a nossa generosidade com Deus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Além disso, o Senhor nos dá muito, tem direito à nossa mais plena correspondência…, e é preciso caminhar ao seu passo” (Forja, 385).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cabe – nos a pergunta: Que tipo de terreno sou eu? As quatro qualidades de terra se encontram, mais ou menos, em cada um de nós! Esse terreno é uma imagem do coração dos ouvintes, dos nossos corações! O anúncio da Boa-Nova da salvação é o mesmo, mas uns acolhem e se convertem, outros rejeitam e se fecham. Assim foi com a pregação de Jesus: os publicanos e pecadores acolhiam; os fariseus e os escribas criticavam Jesus (Lc 15, 1-2); o mesmo ocorreu com a pregação dos Apóstolos e, também hoje, com a pregação da Palavra pela Igreja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em cada um de nós há espinhos, pedras, trilhos e terra de boa qualidade. Trata-se de tomar consciência e de melhorar o terreno (que é o nosso coração) para que a Palavra de Deus possa produzir frutos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gostaria de fixar-me sobre o lado positivo e encorajador do Evangelho de hoje: a Palavra de Deus encontra também muitos corações disponíveis, muito terreno bom. O terreno melhor foi aquele de Maria, que acolhia todas as palavras e as guardava em seu coração ( Lc 2,19).  Terreno bom foram os apóstolos e os discípulos, que acolheram a Palavra e a pregaram ao mundo, irrigando-a com o próprio sangue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem é hoje o terreno bom que produz fruto? É o cristão que, antes de tudo, tem sede da Palavra de Deus, que a ama, que se preocupa em ouvi-La, compreendê-La, convicto de que não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> da boca de Deus (Mt 4,4).  É aquele que aplica a Palavra à sua vida; dá-lhe forma e espaço, com a reflexão, de modo que possa germinar, em seu coração, iluminar as intenções, fortificar os propósitos, de modo que eles se transformem em obras evangélicas, isto é, nos cem por cento de que fala Jesus no final de sua parábola.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Palavra de Deus produz muitas graças de iluminação, de paz e de alegria. Tem força capaz de nos mudar e mudar o mundo, se deixarmos penetrar de maneira profunda em nossa mente e em nosso coração. Podemos ser o terreno bom e dar muito fruto. Felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática. Felizes! Afinal, como bem afirmou São Paulo: “Quem poderá me separar do amor de Deus?”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que a Virgem Maria nos ajude a ser “terra boa” onde a semente da Palavra possa produzir muito fruto!</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
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		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Amados Irmãos no Senhor, neste Domingo começamos a escutar, na proclamação do Evangelho da Missa, o capítulo 13 de São Mateus, que ouviremos ainda pelos próximos dois domingos. Do que trata? Prestai bem atenção: trata do Reino de Deus, que Mateus gosta de chamar de Reino dos Céus. Eis: nestes três domingos seguidos escutaremos o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Amados Irmãos no Senhor, neste Domingo começamos a escutar, na proclamação do Evangelho da Missa, o capítulo 13 de São Mateus, que ouviremos ainda pelos próximos dois domingos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do que trata? Prestai bem atenção: trata do Reino de Deus, que Mateus gosta de chamar de Reino dos Céus. Eis: nestes três domingos seguidos escutaremos o Sermão das Parábolas do Reino!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Vede, caríssimos! Jesus, nosso Senhor, veio anunciar e implantar o Reino de Deus – esta foi a Sua missão; e assim Ele nos salvou! Tudo quanto fez, tudo quanto disse, os milagres que realizou, os exorcismos que praticou, Sua própria Morte e Ressurreição – tudo foi para implantar no coração de cada um de nós e do mundo o Reino do Pai do Céu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, curiosamente, o Senhor nunca definiu esse Reino! Pois bem, neste capítulo 13 do seu Evangelho, São Mateus, reúne sete parábolas de Jesus (sete: número perfeito, completo; sete: revelação perfeita), nas quais Ele, como um Mestre, sentado numa barca, imagem da Igreja, nos desvenda o mistério do Reino!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atenção, portanto: nestes três domingos, o Senhor no dirá coisas estupendas sobre esse misterioso Reino!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– Fala-nos, pois, Senhor! Abre o Teu Coração e desvela-nos os mistérios do Reinado do Deus a Quem Tu chamas de Pai, Reino que trouxeste, Reino para o qual nos convidas!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fala Senhor! Fala sentado na barca da Tua Igreja, nossa Mãe católica, eTe escutaremos atentos, com o coração na mão, pois Tu tens palavras de Vida eterna! É a Ti que se refere, é de Ti que fala, querido Jesus, aquele convite das Tuas Escrituras: “Ah! Todos vós que tendes sede, vinde à Água, vós que não tendes dinheiro, vinde! Comprai e comei; comprai sem dinheiro! Escutai-Me e vinde a Mim; ouvi-Me e vivereis!” (Is 55,1.3). Fala-nos, pois, santíssimo Salvador nosso, do Reino do Pai que vieste nos trazer pela Tua Encarnação, pela Tua pregação, pela Tua Paixão, Morte e Ressurreição! Fala-nos, Senhor: precisamos de Te escutar para compreender o sentido da vida, para saber os sonhos de Deus!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Pois bem, a primeira parábola é-nos contada hoje: um semeador – que é Jesus mesmo e todos aqueles que em Seu Nome semearão enquanto o mundo for mundo –, um semeador saiu a semear a Palavra do Reino&#8230;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atenção, irmãos: a Palavra semeada por Jesus, Senhor nosso, é o anúncio do Reino ou, melhor dizendo, o semeador saiu a semear o Reino de Deus feito Palavra! Assim, acolher a Palavra de Jesus é acolher o Reino, refutar a Palavra, refutar Jesus é refutar o Reino! Gravai bem isto na mente e no coração: a parábola do semeador é uma parábola do Reino dos Céus, é a parábola do semeador do Reino dos Céus!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta é a primeira lição sobre o Reinado de Deus: ele é semeado à mancheias, com generosidade e fartura por Jesus e Seus ministros, mas humildemente; e pode ser refutado!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vede só que coisa: a Palavra de anúncio do Reino pode ser recebida sem compreensão. Que significa isto? Ela pode ser escutada com desprezo, sem que o ouvinte aceite compreender que se trata não de uma simples palavra humana, mas da própria Palavra que, acolhida com fé, faz Deus reinar no nosso coração, na nossa vida! O ouvinte assim, duro, descrente, que não compreende a Palavra como Palavra de Deus, mas a reduz ao nível de simples palavra humana, é presa fácil do Maligno, que vem de mil modos e leva embora essa Palavra santa, como os pássaros devoram as sementes caídas à margem do caminho&#8230;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Há ainda tantos que acolhem com alegria e generosidade o Reinado de Deus anunciado na Palavra, mas infelizmente, são superficiais! Querem o Reino de Deus, mas não querem o Rei! Desejam o Reinado de Deus, mas não aceitam o trabalho de deixar realmente que Deus reine em suas vidas! Eita! que há tantos assim hoje em dia; tantos, tantos! Desejam um reinozinho à medida do homem, um reinozinho de si próprios!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ora, acolher o Reino de Deus exige deixar que Senhor reine em minha vida com a Sua santa vontade, exige, pois, que eu me converta! Mas, esses são duros de coração: querem continuar no seu pecado, no seu comodismo, na sua vida pouco generosa e nada disposta à conversão; pensam que se pode acolher o Reino mantendo um coração cheio das pedras do mundo: “não tem raiz em si mesmo; é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, desiste logo!” Não esqueçais, Irmãos, a ilusão desses: querem o Reinado de Deus, mas sem Deus reinando na vida deles! Querem o Reino, mas não o Rei!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Depois, aqueles cujo coração é um amontoado de espinhos de preocupações, de paixões, de apegos, de amores, de interesses&#8230; Num coração assim, o Reinado de Deus é sufocado! Reinam as paixões, reina a minha vontade, reinam os meus interesses, reina a minha imaturidade, reina o meu apego, reina o meu pecado&#8230; Deus fica em último lugar! A Palavra que anuncia o bendito Reinado do Senhor é, nesse espinheiro miserável, sufocada, o Reino murcha, mingua até desaparecer desse coração!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, um coração pobre e humilde, disposto como um campo fecundo e pronto! É aquele que, diante da Palavra que convida a deixar que Deus reine na nossa vida, diz: Podes reinar, Senhor! Sou Teu, para Ti nasci: que queres de mim? – Alguém assim é pobre, alguém assim é humilde, alguém assim dá espaço para que Deus reine na sua vida! De alguém assim é o Reino dos Céus! E nesse o Reino frutifica, dá fruto, se expande como uma semente fecunda e viçosa que dá trinta, sessenta, até cem por um!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Ah, quantas lições, Irmãos meus! Vede só, resumindo tudo, três delas:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(1) O Reino é semeado generosamente, à mancheias pelo Senhor! Tão generoso é Aquele que deseja que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, que nem olha em que tipo de coração joga a semente! É para todos!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(2) O Reino de Deus é humilde, pede passagem, depende da nossa liberdade para acontecer em nós: pode ser acolhido ou refutado, como a semente! Assim, pode acontecer que, em mim, o Reino de Deus morra ou mesmo sequer chegue a nascer! Vede, Irmãos, tremamos, Irmãos: não é garantido que o Reino entrará e crescerá e frutificará em mim! Que poder, o meu: eu posso matar o Reinado de Deus em mim! Mas, atenção, porque se o Reino não entrar em mim, eu não entrarei no Reino!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(3) O Reino, mesmo para aqueles que o acolhem, terá fecundidades diferentes, dependendo do modo, da generosidade, com que ele é acolhido: pode dar muito fruto ou pouco fruto: trinta, sessenta, cem por um&#8230; Que fruto está dando na tua vida, Irmão amado em Cristo, o divino Semeador?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Por fim, como é misteriosa a justificativa de Jesus para falar em parábolas: é para que falando de modo poético e figurado, fique sempre o espaço para que os de boa vontade se encantem e acolham e compreendam, e os de má vontade, de vez, virem o rosto, e se fechem e se afastem! Que mistério, que encontro: a graça do Deus que semeia largamente e a liberdade do homem em acolher ou refutar!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma coisa é certa, amados: esse Reino, semeado agora humildemente, entre as dores e tribulações de uma humanidade e de uma criação em dores de parto, como diz a segunda leitura, um dia desabrochará na plenitude de sua potência e de sua glória, de modo que toda a criação e nós mesmos no nosso corpo, seremos totalmente transfigurados pelo Espírito Santo de Cristo, que é a Força mesma da semente do Reino, a Energia mesma que faz a semente brotar, crescer e frutificar em fruto de Vida eterna!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Assim, caríssimos, não duvidemos da força do Reino: tão humilde agora, um dia, no Dia de Cristo, ele desabrochará com toda a força da Glória de Deus!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não nos esqueçamos: a Palavra do nosso Deus é viva e eficaz, como a chuva que, descendo do céu, irriga a terra e faz brotar a semente!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Que nos resta dizer?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Venha, Senhor Deus, o Teu Reino!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dá-nos um coração pobre, humilde, disponível para acolher a boa semente da Palavra do Teu Cristo, de modo que, escutando a Sua santa Palavra, Tu possas reinar em nós e demos frutos de Vida eterna, pois Teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre. Amém!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.domhenrique.com.br/blog/author/Dom-Henrique-Soares"><span style="font-weight: 400;">Dom Henrique Soares</span></a>    	</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>XV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:16:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia do XV Domingo do Tempo Comum (Ano A)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Roteiro Homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/comentario-exegetico-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Comentário Exegético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Homilia de D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia de D. José Maria Pereira</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/preces-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Preces</a></li>
</ul>


<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Roteiro Homilético – XIV Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:19:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xiv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Salmo 47, 10-11 Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus. Introdução ao espírito da Celebração Deus, Pai amorosíssimo, quer ver todos os Seus filhos contentes, felizes. Esse desejo é também [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p><em>Salmo</em> 47, 10-11</p>
<p>Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>Deus, Pai amorosíssimo, quer ver todos os Seus filhos contentes, felizes. Esse desejo é também o mais comum a todos nós. Como pois explicar que haja quem nem sempre experimente essa tão desejada maneira de viver? O Senhor, através da Sua Palavra, vai indicar-nos os caminhos pelos quais devemos livremente optar, para que, tal desejo, em todos nós, se possa concretizar.</p>
<p>Oração colecta: Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>Liturgia da Palavra</h2>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> Zacarias, convida o Povo de Israel a alegrar-se, apesar da triste situação em que se encontra. Ele já vê chegar o seu libertador. Contra o pensar geral, é Alguém que vem desprovido de poder «humildemente montado num jumentinho».</p>
<p><em><strong>Zacarias</strong> 9, 9-10</em></p>
<p><strong><em>Eis o que diz o Senhor: <sup>9</sup>«Exulta de alegria, filha de Sião, solta brados de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho duma jumenta. <sup>10</sup>Destruirá os carros de combate de Efraim e os cavalos de guerra de Jerusalém; e será quebrado o arco de guerra. Anunciará a paz às nações: o seu domínio irá de um mar ao outro mar e do Rio até aos confins da terra».</em></strong></p>
<p>A leitura é tirada da 2.ª parte do livro de Zacarias, onde se fala do triunfo definitivo de Deus e do seu reino universal. Este texto foi escolhido para hoje em função do Evangelho, em que Jesus se apresenta como «manso e humilde de coração». É um texto messiânico, que Mateus apresenta como cumprido em Jesus (cf. <em>Mt</em> 21, 4-5).</p>
<p>9 «<em>Filha de Sião,</em> ou<em> filha de Jerusalém» </em>são hebraísmos para designar os habitantes de Jerusalém. O Messias será um «<em>rei justo e triunfante», </em>mas<em> «humilde»</em> e pacífico rei universal (v. 10): não aparecerá montado num veloz corcel de guerra, mas num manso «<em>jumento». </em></p>
<h3>Salmo Responsorial</h3>
<p><em>Sl</em> 144 (145), 1-2.8-9.10-11.13cd-14</p>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> A alegria, que a todos é oferecida pelo Pai do Céu, deve levar-nos a cantar para sempre o Seu Nome.</p>
<p><strong>Refrão: </strong> <em> <strong> Louvarei para sempre o vosso nome,  Senhor, meu Deus e meu Rei.</strong></em></p>
<p>Ou:               <em> <strong>Aleluia.</strong></em></p>
<p><strong><em>Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,</em></strong></p>
<p><strong><em>e bendizer o vosso nome para sempre.</em></strong></p>
<p><strong><em>Quero bendizer-Vos, dia após dia,</em></strong></p>
<p><strong><em>e louvar o vosso nome para sempre.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>O Senhor é clemente e compassivo,</em></strong></p>
<p><strong><em>paciente e cheio de bondade.</em></strong></p>
<p><strong><em>O Senhor é bom para com todos</em></strong></p>
<p><strong><em>e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas</em></strong></p>
<p><strong><em>e bendigam-Vos os vossos fiéis.</em></strong></p>
<p><strong><em>Proclamem a glória do vosso reino</em></strong></p>
<p><strong><em>e anunciem os vossos feitos gloriosos.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>O Senhor é fiel à sua palavra</em></strong></p>
<p><strong><em>e perfeito em todas as suas obras.</em></strong></p>
<p><strong><em>O Senhor ampara os que vacilam</em></strong></p>
<p><strong><em>e levanta todos os oprimidos.</em></strong></p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> Jesus morreu, mas ressuscitou. Ele tinha em Si o Espírito de Deus, que é a vida em plenitude. Dessa vida também participamos pelo baptismo, com o qual morremos para as obras da carne. A vida divina em nós levar-nos-á a também viver eternamente.</p>
<p><em><strong>Romanos </strong>8, 9.11-13</em></p>
<p><strong><em>Irmãos: <sup>9</sup>Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. <sup>11</sup>Mas se alguém não tem o Espírito de Cristo, não Lhe pertence. Se o Espírito d&#8217;Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós. <sup>12</sup>Assim, irmãos, não somos devedores à carne, para vivermos segundo a carne. <sup>13</sup>Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis.</em></strong></p>
<p>Este pequenino trecho é tirado de <em>Rom</em> 8, que constitui o ponto culminante da carta e a sua mais bela profunda síntese. No centro deste genial capítulo está a presença e a acção do Espírito Santo, a quem se atribui <em>a vida nova em Cristo.</em> Esta é uma «<em>vida sob o domínio do Espírito»,</em> a antítese perfeita da «<em>vida sob o domínio da carne»</em> (v. 9). Aqui a <em>carne</em> não é uma categoria platónica para designar a parte material do ser humano, nem é a «simples natureza» humana com a conotação de fraqueza e precariedade (sentido frequente no AT e noutros textos paulinos, por ex., em <em>Rom</em> 3, 20; 1 <em>Cor</em> 1, 29; <em>Gal</em> 3, 16); trata-se antes da natureza humana ferida pelo pecado e infectada pela concupiscência, o homem enquanto dominado pelos apetites e paixões desordenadas.</p>
<p>11-13 A vida nova «<em>por meio do Espírito»</em> de Cristo é radicalmente inconciliável com a <em>vida segundo a carne,</em> pois o Apóstolo adverte: «<em>se viverdes de acordo com a carne, haveis de morrer»</em> (v. 13). As <em>obras da carne</em> são as obras pecaminosas, ditadas pelos apetites desordenados em geral, não apenas pelo apetite sexual, como na nossa linguagem actual. O sentido positivo da mortificação cristã está aqui bem explícito: «<em>haveis de viver».</em></p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em>Mt 11, 25</em></p>
<p><strong>Monição</strong><strong>:</strong> Os caminhos da verdadeira felicidade são revelados pelo Pai do Céu a quem é humilde e simples para os entender. Com Jesus, bendigamos o eterno Pai, por tanta bondade.</p>
<h3>Aleluia</h3>
<p><strong><em>Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,   porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.</em></strong></p>
<h2>Evangelho</h2>
<p><em><strong>São Mateus</strong> 11, 25-30</em></p>
<p><strong><em>Naquele tempo, Jesus exclamou: <sup>25</sup>«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. <sup>26</sup>Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. <sup>27</sup>Tudo me foi entregue por meu Pai. E ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. <sup>28</sup>Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. <sup>29</sup>Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. <sup>30</sup>Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».</em></strong></p>
<p>Ver notas atrás, no Evangelho da solenidade do Sagrado Coração de Jesus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sugestões para a homilia</strong></p>
<p>Louvarei para sempre o vosso nome, Senhor, meu Deus e meu Rei.</p>
<p>Jesus, Mestre divino, ensina-nos, com o Seu exemplo, os caminhos da felicidade.</p>
<p>Importa que imitemos o Senhor.</p>
<p>1. Louvarei para sempre o vosso nome, meu Deus e meu Rei.</p>
<p>Deus criou-nos para vivermos alegres e O louvarmos eternamente, como expressão da mais profunda e verdadeira felicidade. Para que esta meta se atinja, é necessário fazer bom uso da liberdade que Ele nos deu. Jesus, Mestre divino, veio ensinar-nos a optar pelo melhor. Hoje fala-nos da virtude fundamental do cristão, característica essencial do Seu Reino – a humildade. E, como bom e excelente Mestre que é, a todos ensina, fazendo, praticando. Ele, que nos dá os mais sublimes exemplos em todas as virtudes, chama mesmo particularmente a atenção para esta: «Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração».</p>
<p>2. Jesus, Mestre divino, ensina-nos, com o seu exemplo, os caminhos da felicidade.</p>
<p>Não foi por acaso – para Deus não há acasos &#8211; que Jesus nasceu numa pobre manjedoira, pertenceu a uma família humilde, quis passar por ser «o filho do carpinteiro», viveu em Nazaré – cidade por todos desprezada – , não tinha onde reclinar a cabeça, entrou em Jerusalém montado num pobre jumentinho, (1ª Leitura da Missa de hoje), lava os pés aos Apóstolos, é cuspido, esbofeteado, flagelado, coroado de espinhos e ridicularizado pelas ruas de Jerusalém, é pregado na cruz e morre no meio de dois ladrões. Não podia ter feito mais para nos revelar quanto nos ama, como é monstruoso o pecado e ensinar a virtude fundamental da humildade. Com a vivência tão profunda desta virtude, o Senhor provou também quão errado foi o caminho seguido pelos nossos primeiros pais e que hoje continua a iludir tantos homens – o orgulho. A cegueira estonteante que este vício provoca é de tal forma dramática, que é causa de todas as tragédias humanas, arrastando homens pelos caminhos errados da vida, provocadores de tantas lágrimas, sofrimento e atraso social.</p>
<p>Como só com a virtude da humildade existe capacidade para captar as verdades eternas e as grandes lições que Jesus nos dá, Ele proclamou esta linda oração que o Evangelho da Missa de hoje nos transmite: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos».</p>
<p>3. Importa viver e anunciar a virtude fundamental da humildade.</p>
<p>Não podemos ficar indiferentes perante o apelo e o exemplo dado por Jesus. Ele continua a anunciar esta virtude vivendo humildemente connosco em todos os Sacrários da Terra e declarou que considera feito a Si mesmo tudo o que se fizer aos mais pobres, crianças, presos, abandonados e marginalizados da sociedade. Com todos e cada um continua a identificar-se.</p>
<p>Esta virtude fundamental será uma realidade nas nossas vidas na medida em que formos verdadeiros. A verdade, diz-nos que nosso, nosso, só é verdadeiramente o pecado. Tudo o mais são dádivas de Deus, que importa fazer render, e das quais um dia teremos de prestar contas.</p>
<p>Que Ele nos faça verdadeiros.</p>
<p>Bem «despidos» das nossas «importâncias», haverá em nós lugar para Deus e teremos acesso às verdades eternas, as únicas que não enganam e nos apontam os caminhos das verdadeiras alegrias terrenas e eternas. Uma alegria assim, sincera, será contagiante levando outros a querer fazer a mesma experiência, como aconteceu a muitos pagãos perante os primeiros cristãos. Que tal aconteça nas nossas vidas, para que cada um tenha a felicidade de um dia poder dizer com verdade <strong>«proclamarei para sempre o vosso nome, Senhor, meu Deus e meu Rei»</strong>.</p>
<h3>Liturgia Eucarística</h3>
<p>Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p><strong>Santo</strong></p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p>O Criador e Senhor do Universo vem até nós na humildade de uma Hóstia consagrada. Vamos recebê-lO com muita fé, saboreando a Sua adorável presença, que é sempre cheia de Amor. N’Ele encontramos força para amar.</p>
<p><em>Salmo 33, 9</em></p>
<p>Antífona da comunhão: Saboreai e vede como o Senhor é bom: feliz o homem que n&#8217;Ele se refugia.</p>
<p>Ou</p>
<p><em>Mt 11, 28</em></p>
<p>Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.</p>
<p>Oração depois da comunhão: Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes, fazei que alcancemos os benefícios da salvação e nunca cessemos de cantar os vossos louvores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ritos Finais</strong></p>
<p>Monição final</p>
<p>O reino da paz, alegria, amor e felicidade só nos caminhos de Deus se encontra. Todos somos convidados a viver nesse Reino. Ele está ao nosso alcance. Constrói-se com a verdade da vida e o serviço aos irmãos. Vamos apostar seriamente nesta construção. Viveremos contentes e contribuiremos para um mundo melhor.</p>
<p><strong>Homilias Feriais</strong></p>
<p>14ª SEMANA</p>
<p>2ª Feira, 7-VII: O amor de Deus pelo seu povo.</p>
<p><em>Os</em> 16, 17-18. 21-22 / <em>Mt</em> 9, 18-26</p>
<p>Farei de ti minha esposa para sempre, desposar-te-ei segundo a justiça e o direito, por amor e misericórdia.</p>
<p>«Deus <em>ama o seu povo</em>, mais que um esposo a sua bem amada; este amor vencerá mesmo as piores infidelidades (cf. Leit); e chegará ao mais precioso de todos os dons: ‘Deus amou de tal modo o mundo, que lhe entregou o seu Filho único’» (CIC, 219).</p>
<p>As curas são igualmente mais uma manifestação do <em>amor de Deus</em>. São um sinal de que Ele, como Médico divino veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo. Quem d’Ele aproxima com fé, como a hemorroísa, recebe sempre um dom (cf. Ev).</p>
<p>3ª Feira, 8-VII:</p>
<p><em>Os</em> 8, 4-7. 11-13 / <em>Mt</em> 9, 32-38</p>
<p>A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.</p>
<p>É verdade que há uma carência inquietante de vocações. A grande maioria das pessoas continua a ser atraída por outros caminhos, que não exigem compromissos com Deus e, às vezes, até afastam de Deus: «considero repelente, ó Samaria, o bezerro que adoras» (Leit).</p>
<p>Para que haja mais vocações é preciso reavivar, sobretudo na gente mais jovem, uma <em>nostalgia de Deus, </em>para que possam desabrochar desejos de entrega a Deus. E também que haja um grande <em>movimento de oração</em> em todas as comunidades.</p>
<p>4ª Feira, 9-VII: Iniciativas dos leigos.</p>
<p><em>Os</em> 10, 1-3. 7-8. 10 / <em>Mt</em> 10, 1-7</p>
<p>(Jesus) deu-lhes autoridade sobre os espíritos impuros, com poder de os expulsarem e de curarem todas as doenças.</p>
<p>Jesus chamou os Doze, conferiu-lhes poderes e <em>enviou-os em missão</em> (cf. Ev).</p>
<p>Os leigos têm como <em>vocação própria</em> ocupar-se das realidades temporais e ordená-las segundo Deus. Compete-lhes ter iniciativas para a transformação das realidades terrenas: «já é tempo de procurar o Senhor» (Leit). «A iniciativa dos fiéis leigos é particularmente necessária quando se trate de descobrir, de inventar meios para impregnar, com as exigências de doutrina e da vida cristãs, as realidades sociais, políticas e económicas» (CIC, 899).</p>
<p>5ª Feira, 10-VII: Manifestações do amor do Pai.</p>
<p><em>Os</em> 11, 1-4. 8-9 / <em>Mt</em> 10, 7-15</p>
<p>Ainda Israel estava na infância e já eu o amava e a ele, meu filho, chamei-o para que saísse do Egipto.</p>
<p>«O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho (cf. Leit). Este amor é mais forte que o de uma mãe para com os seus filhos» (CIC, 219).</p>
<p>É esse amor que o leva a perdoar as ofensas dos filhos: «Não deixarei arder a minha indignação. É que eu sou Deus, e não homem, o Santo que está no meio de vós» (Leit). E leva também a ter compaixão por todos os enfermos: «curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios» (Ev).</p>
<p>6ª Feira, 11-VII: Reconstrução das raízes cristãs da Europa.</p>
<p><em>Prov</em> 2, 1-9 / <em>Mt</em> 19, 27-29</p>
<p>E, todo aquele que tiver deixado casa, irmãos…por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.</p>
<p><em>S. Bento</em> contribuiu enormemente para a implantação das <em>raízes cristãs</em> dos países que hoje constituem a Europa. Por isso, foi nomeado Padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964.</p>
<p>Ouviu o chamamento do Senhor e <em>deixou tudo</em> por amor a Ele (cf. Ev), e nós recebemos uma esplêndida <em>herança</em>. Para reconstruirmos as raízes cristãs no nosso país, recorramos à protecção de Deus e sejamos fiéis à nossa vocação cristã: «Ele guarda os caminhos dos que lhe são fiéis» (Leit).</p>
<p>Sábado, 12-VII: Abandono filial e disponibilidade.</p>
<p><em>Is</em> 6, 1-8 / <em>Mt</em> 10, 24-33</p>
<p>Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, portanto: valeis mais do que muitos passarinhos.</p>
<p>Jesus pede-nos um <em>abandono filial</em> à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos (cf. Ev).</p>
<p>Este abandono consegue-se especialmente através do <em>diálogo com Deus</em>, como aconteceu com o profeta Isaías. Estava inquieto, queixou-se da sua indignidade, foi purificado dos seus pecados e acabou por manifestar uma disponibilidade plena para a missão que Deus lhe confiou: «Eis-me aqui, Senhor, podeis enviar-me» (Leit).</p>
<p>Celebração e Homilia:    Alves Moreno</p>
<p>Nota Exegética: Geraldo Morujão</p>
<p>Homilias Feriais:            Nuno Romão</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.cliturgica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Celebração  Litúrgica</a>    	</p>
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		<title>Homilia do D. José Maria Pereira – XIV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:18:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xiv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Convite Restaurador de Jesus! Dom José Maria Pereira No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus repete-nos aquelas palavras que conhecemos tão bem, mas que nos comovem sempre: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados, sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Convite Restaurador de Jesus!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus repete-nos aquelas palavras que conhecemos tão bem, mas que nos comovem sempre: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados, sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11, 28-30). Quando Jesus percorria os caminhos da Galileia, anunciando o Reino de Deus e curando os doentes, sentia compaixão pelas multidões, porque estavam cansadas e abatidas, “como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9, 35-36).&nbsp; Aquele olhar de Jesus parece alargar-se, até hoje, até ao nosso mundo. Também, hoje, olha para tanta gente, oprimida por condições de vida difíceis, mas, também, desprovida de pontos de referência válidos para encontrar um sentido e uma meta para a existência, até doentes de depressão. O olhar de Cristo pousa sobre estas pessoas, aliás, sobre cada um destes filhos do Pai que está nos Céus: “Vinde a mim, vós todos… ”. O Senhor chama para Si todos os homens, pois andamos sob o peso das nossas fadigas, lutas e tribulações. A história das almas mostra a verdade dessas palavras de Jesus. Só o Evangelho apaga a sede de verdade e de justiça que desejam os corações sinceros. Só Nosso Senhor, o Mestre – e aqueles a quem Ele dá o Seu poder –, pode apaziguar o pecador ao dizer-lhe “ coragem, filho, os teus pecados estão perdoados! ” (Mt 9, 2). Neste sentido, ensina São Paulo Vl: “Jesus diz, agora e sempre: ‘Vinde a mim todos os que andais afadigados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei’. Efetivamente, Jesus está numa atitude de convite, de conhecimento e de compaixão por nós; mais ainda, de oferecimento, de promessa, de amizade, de bondade; de remédio para os nossos males, de confortador, e ainda mais, de alimento, de pão, de fonte de energia e de vida” (Homilia Corpus Christi).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vinde a mim”: O Mestre dirige-Se às multidões que O seguem, “cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9, 36). Os fariseus sobrecarregavam-nas com minuciosas práticas insuportáveis (At 15, 10), que, em troca, não lhes davam a paz do coração. Pelo contrário, Jesus fala àquelas gentes e, também, a nós, do Seu jugo e da Sua carga: “Qualquer outra carga te oprime e esmaga, mas a carga de Cristo alivia-te o peso. Outra carga qualquer tem peso, mas a de Cristo tem asas. Se a um pássaro lhe tiras as asas, parece que o alivias do peso, mas quanto mais lhe tires este peso, tanto mais o prendes à terra. Vês, no solo, aquele que quiseste aliviar de um peso; restitui-lhe o peso das suas asas e verás como voa” (Santo Agostinho, Sermão 126). Com um pouco de experiência, na intimidade pessoal com o Senhor, compreendemos que nos diga que “o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. “Como se dissesse: todos os que andais atormentados, aflitos e carregados com a carga dos vossos cuidados e apetites, saí deles, vindo a Mim, e Eu vos recrearei e achareis para as vossas almas o descanso que vos tiram os vossos apetites” (Subida ao Monte Carmelo, Livro l, Cap. 7, 4).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus promete dar a todos “alívio”, mas sob uma condição: “Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”. O que é este “jugo”, que, em vez de pesar, alivia, e em vez de esmagar, conforta? O “jugo” de Cristo é a lei do amor, é o seu Mandamento, que Ele deixou aos seus discípulos (Jo 13, 34; 15, 12). O verdadeiro remédio para as feridas da humanidade, quer materiais, como a fome e as injustiças, quer psicológicas e morais, causadas por um falso bem-estar, é uma regra de vida baseada no amor fraterno, que tem a sua fonte no amor de Deus. Por isso é preciso abandonar o caminho da arrogância, da violência, utilizada para obter posições de poder sempre maiores, para garantir o sucesso a qualquer preço. Esse verdadeiro remédio está em aproveitar o Sacramento da Confissão, em que, através do padre, Jesus perdoa nossos pecados, tira o grande peso da culpa de nossas ofensas e nos dá graças preciosas para sermos mais felizes. Por isso é chamado “Sacramento da paz e da alegria”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado de Cristo, todas as fadigas se tornam amáveis, tudo o que poderia ser custoso, no cumprimento da vontade de Deus, suaviza-se. O sacrifício, quando se está ao lado de Cristo, não é áspero e duro, mas amável. Ele assumiu as nossas dores e os nossos fardos mais pesados. O Evangelho é uma contínua prova da sua preocupação por todos: “Ele deixou-nos, por toda a parte, exemplos da sua misericórdia”, escreve São Gregório Magno. Ressuscita os mortos, cura os cegos, os leprosos, os surdos-mudos, liberta os endemoninhados…Por vezes, nem sequer espera que lhe tragam o doente, mas diz: Eu irei e o curarei: Mesmo no momento da morte, preocupa-se com os que estão ao seu lado. E, ali, entrega-se com amor, como propiciação pelos nossos pecados. E não só pelos nossos, mas também pelos de todo mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos imitar o Senhor: não só evitando lançar preocupações desnecessárias sobre os outros, mas ajudando-os a enfrentar as que têm.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos de libertar os outros daquilo que lhes pesa, como Cristo faria se estivesse no nosso lugar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, podemos e devemos pensar nesses aspectos em que, muitas vezes, sem termos plena consciência disso, contribuímos para tornar um pouco mais pesada e menos grata a vida dos outros: &nbsp;pelos nossos juízos precipitados, pela crítica negativa, pela indiferença ou falta de consideração, pela palavra que magoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peçamos ao Senhor, na nossa oração pessoal, a ajuda da sua graça para sentirmos uma compaixão eficaz por aqueles que sofrem o mal incomensurável de estarem enredados no pecado. Peçamos-lhe a graça de entender que o apostolado da Confissão é a maior obra de todas as obras de misericórdias, pois é possibilitar que Deus derrame o seu perdão generosíssimo sobre os que se afastaram da casa paterna. Que enorme fardo retiramos dos ombros de quem estava oprimido pelo pecado e se aproximou da Confissão! Que grande alívio e que Paz!<br>Não encontraremos caminho mais seguro, para seguirmos o Senhor e para encontrarmos a nossa própria felicidade, do que a preocupação sincera por libertar ou aliviar do seu lastro os que &nbsp;caminham &nbsp;cansados e aflitos, pois Deus dispôs as coisas “para que aprendamos a levar as cargas uns dos outros; porque não há ninguém sem defeito, ninguém sem carga, ninguém que se baste a si próprio, nem que seja suficientemente sábio para si” (T. Kempis, Imitação de Cristo, I,16). Todos precisamos uns dos outros. A convivência diária requer essas ajudas mútuas, sem as quais dificilmente poderíamos ir para a frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, se alguma vez, nós mesmos nos vemos a braços com um fardo excessivamente pesado para as nossas forças, não deixemos de ouvir as palavras do Senhor: Vinde a mim. Só Ele restaura as forças, só Ele sacia a sede. “Jesus diz agora e sempre: Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Efetivamente, Jesus encontra-se numa atitude de convite, de promessa, de amizade, de bondade, de remédio para os nossos males, de conforto e, sobretudo, de pão, de&nbsp;fonte de energia e de vida” (São Paulo VI, Homilia, 12/06/1977). Cristo é o nosso descanso!</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segredo é a oração. Fazer uma leitura diária do Evangelho, do Catecismo e de algum livro de espiritualidade; falar com Deus, na oração; isso traz luz, paz e conforto; pouco a pouco se perceberá a vida a partir de Deus. Quando, por vezes, na vida, sentimo-nos esmagados e não sabemos a quem mais recorrer, temos que nos voltar decididamente para o Sacrário, onde nos espera o Amigo que nunca atraiçoa nem decepciona, e que, nesse colóquio,&nbsp;sem palavras, anima-nos, dá-nos critério e robustece-nos para a luta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quantas preocupações e fardos, aparentemente insuportáveis, desfazem-se à luz trêmula da lamparina de um Sacrário!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falando sobre a oração, sobre as visitas de adoração a Cristo, presente sob as espécies eucarísticas, ensinou São João Paulo ll: “É bom demorar- se com Ele e, inclinado sobre o seu peito, como o discípulo predileto (Jo 13,25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração”. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela “arte da oração”, como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio! Escrevia Santo Afonso Maria de Ligório: “A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós”. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite – nos beber na própria fonte da graça. Uma comunidade cristã, que queira contemplar melhor o rosto de Cristo, segundo o espírito que sugeri nas cartas apostólicas Novo Millennio Ineunte e Rosarium Virginis Mariae, não pode deixar de desenvolver também este aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se multiplicam os frutos da comunhão do corpo e sangue do Senhor” (Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, João Paulo ll, 25).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, encontramos muita miséria humana: quantos problemas, quantos sofrimentos, quanta desilusão e quanto amor negado!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes, há problemas que não têm solução, há dor que nenhum analgésico cura, há escuridão, onde a luz não penetra! A todos, sem exceção, Jesus convida: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados, e Eu vos darei descanso”. Só Ele poderá aliviar o peso de nossos sofrimentos! Que consolo ouvir o convite de Nosso Senhor! Quando nos sentirmos cansados ou esgotados, em crise, em vez de desanimar, procuremos Jesus. Seremos acolhidos e encontraremos alívio, consolo e força. Quando procurarmos alívio e descanso nEle, diremos, como os santos, as sábias palavras de São Paulo: “tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13). E, ver com esperança! Aproveitar o Sacramento da Confissão, em que, através do padre, Jesus perdoa nossos pecados, tira o grande peso da culpa de nossas ofensas e dá-nos graças preciosas para sermos mais felizes. Por isso é chamado “sacramento da paz e da alegria”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os santos, de todos os tempos, provam que podemos viver felizes. Muitos deles tinham mais problemas que nós, maiores dores que as nossas, e até pecados maiores que os nossos. Qual o&nbsp; segredo da paz e da alegria deles em meio a tudo isso? União com Cristo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que a Virgem Maria nos ajude a “aprender” de Jesus a verdadeira humildade, a carregar com decisão o seu jugo leve, para experimentar a paz interior e tornarmo-nos, por nossa vez, capazes de confortar os irmãos e as irmãs que percorrem com fadiga o caminho da vida.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
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		<title>Homilia do D. Anselmo Chagas de Paiva – XIV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:17:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Caros irmãos e irmãs, A liturgia da Palavra deste domingo faz ressaltar a alegria que emerge de um coração de quem percebe a grandeza do amor de Deus.&#160; Mas sublinha que a descoberta deste amor está reservada para os humildes e simples, tema que perpassa as leituras deste domingo.&#160; A primeira leitura nos faz ler [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Caros irmãos e irmãs,</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liturgia da Palavra deste domingo faz ressaltar a alegria que emerge de um coração de quem percebe a grandeza do amor de Deus.&nbsp; Mas sublinha que a descoberta deste amor está reservada para os humildes e simples, tema que perpassa as leituras deste domingo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira leitura nos faz ler um texto do livro do profeta Zacarias (cf. Zc 9,9-10), onde temos uma referência ao cortejo real: “Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria da jumenta” (v. 9).&nbsp; Nota-se pelo texto a humildade do rei, através da forma como ele vem montado, sobre um animal de carga, e não sobre o cavalo, como ostentavam os reis e monarcas da época. O cavalo era a montaria própria do rei que ia para a guerra, o jumento era usado quando se queria expressar um caráter amistoso.&nbsp; Além disso, o texto do profeta Zacarias afirma que esse rei eliminará todo poderio militar e seu domínio difundirá a paz por toda a terra, entre todas as nações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda leitura continuamos a ler a carta de São Paulo aos Romanos, onde o autor expõe, de forma serena e clara, a sua reflexão sobre a salvação. Na perspectiva do Apóstolo Paulo, a salvação é um dom não merecido, porque vivemos mergulhados no pecado (cf. Rm 1,18-3,20).&nbsp; Deus oferece a salvação aos homens por pura bondade, através de Jesus Cristo (cf. Rm 5,12-8,39).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto que hoje nos é proposto faz parte de um capítulo em que São Paulo reflete sobre a vida no Espírito. O pensamento teológico de Paulo atinge aqui um dos seus pontos culminantes: todos os grandes temas paulinos&nbsp; se cruzam neste texto. O Espírito Santo aparece como o elemento fundamental que dá unidade a toda esta reflexão. Ele está presente por detrás desse projeto salvador que Deus tem em favor do homem e do qual São Paulo não se cansa de dar testemunho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ora, Jesus ofereceu aos seus discípulos o mesmo Espírito. Os discípulos precisam estar conscientes de que, se viverem como Jesus e se fizerem da vida um dom a Deus e aos irmãos, receberão essa mesma vida nova e definitiva em Cristo Jesus.&nbsp; São Paulo convida os cristãos a tirarem as conclusões práticas desta realidade: se viverem “segundo a carne”, morrerão, ou seja, não entrarão no Reino de Deus; mas, se viverem segundo o Espírito, ressuscitarão para a vida nova.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos neste texto uma das mais interessantes e sugestivas antíteses paulinas: a “carne” e o “Espírito”. Viver “segundo a carne” é, na perspectiva de Paulo, viver em oposição a Deus, ou seja, viver fechado a Deus, alheio aos ensinamentos do Senhor e aos seus mandamentos. Enquanto que “viver segundo o Espírito” é viver em relação com Deus, escutando as suas propostas e sugestões, na obediência aos projetos de Deus e na doação da própria vida aos necessitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A passagem evangélica, por sua vez, nos traz um convite consolador de Jesus: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (v. 28).&nbsp; É também um convite a ir ao encontro de Jesus e a aceitar os seus ensinamentos. Jesus promete dar a todos o descanso, mas sob uma condição: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso” (v. 29).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os fariseus do tempo de Jesus, a imagem do “jugo” era aplicada à Lei de Deus, a suprema norma de vida (cf. Eclo 6,24-30).&nbsp; Entende-se como jugo, uma estrutura ou barra de madeira que é colocada sobre um ou dois animais que estejam puxando uma carga pesada. O jugo equilibra a carga, tornando-a mais fácil de ser levada. Além de seu significado literal, o conceito de jugo também aparece em muitas escrituras como metáfora de escravidão ou servidão (cf. Jr 28,2).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os fariseus, por exemplo, a Lei não era um “jugo” pesado, mas um “jugo” glorioso, que devia ser carregado com alegria.&nbsp; Na realidade, tratava-se de um “jugo” pesadíssimo. A impossibilidade de cumprir, no dia a dia, os 613 mandamentos da Lei escrita e oral, criava consciências pesadas e atormentadas. Os crentes, incapazes de estar em regra com a Lei, sentiam-se condenados e malditos, afastados de Deus e indignos da salvação. A Lei aprisionava em lugar de libertar e afastava os homens de Deus ao invés de os conduzir para a comunhão com Ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os “sábios e inteligentes” estavam convencidos de que o conhecimento da Lei lhes dava o conhecimento de Deus. A Lei era o canal de união com Deus; por isso, apresentavam-se como detentores da verdade, representantes legítimos de Deus, capazes de interpretar a vontade e os planos divinos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o “jugo” de Cristo é a lei do amor, é o seu mandamento, deixado por ele aos seus discípulos (cf. Jo 13,34; 15,12). O verdadeiro remédio para as feridas da humanidade, quer materiais, como a fome e as injustiças, quer psicológicas e morais, causadas por um falso bem-estar, é uma regra de vida baseada no amor fraterno, que tem a sua fonte no amor de Deus.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No evangelho deste domingo Jesus faz um convite aos humildes para que aceitem o seu “jugo”, que é o descanso e a tranquilidade.&nbsp; Como de fato, mansidão e humildade são duas virtudes postas em prática por Jesus, ao longo de seu ministério.&nbsp; Jesus também quis nos ensinar este caminho.&nbsp; Ele se fez manso e humilde para poder dizer-nos: Aprendei de mim (v. 29).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isto, só quem se entrega a Deus, pelo ato de total abandono que é o amor, pode ser assumido pela graça que nos dá a real participação no reino de Deus, que sempre se inicia e se planifica no amor.&nbsp; Por isso também, seu jugo é leve, porque nos liberta do farto da morte e nos faz participantes da vida de Deus.&nbsp; Só o divino amor, que opera em nós a fé, pode nos fazer andar até ele: “Vinde a mim, todos vós” (v. 28).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos mais belos frutos da humildade é esse que está no evangelho deste domingo: o ter os olhos abertos para entender as verdades de Deus, enquanto os soberbos e os arrogantes e aqueles que presumem ser sábios, ficam alheios diante destes ensinamentos: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultastes estas coisas aos sábios e aos doutores e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11,25).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus repete também a tantos inteligentes e sábios honestos que existem no mundo de hoje seu convite: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (v. 28).&nbsp; E que este convite possa chegar também a cada um de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peçamos ao Senhor que ele nos conceda também um coração puro e simples, desprendido e disponível para o outro.&nbsp; Um coração capaz de olhar com amor misericordioso para todos, sem julgar ninguém. Um coração puro e simples, capaz de compreender que tudo é dom gratuito de Deus e tudo deve dar gratuitamente.&nbsp; Um coração aberto ao perdão, que não seja invejoso e não guarde rancor e tudo desculpa (cf. 1Cor 13,4-7).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que a Virgem Mãe nos ajude a ter um coração puro e simples e nos faça aprender de Jesus a verdadeira humildade, a carregar com decisão o seu jugo leve, para experimentar a paz interior e tornarmos capazes de confortar aqueles que percorrem com provações o caminho da vida.&nbsp; Assim seja.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB<br>Mosteiro de São Bento/RJ</strong></p>
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		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XIV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:16:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Homilia do Dom Henrique Soares da Costa – XlV Domingo do Tempo Comum – Ano A Neste XIV Domingo Comum, a Palavra de Deus apresenta-nos um Rei. Ei-Lo, como a Primeira Litura no-Lo descreve: Ele é o Rei de Israel, que vem ao encontro do Seu Povo; é um novo Salomão, um novo Davi: vem [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Homilia do Dom Henrique Soares da Costa – XlV Domingo do Tempo Comum – Ano A</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste XIV Domingo Comum, a Palavra de Deus apresenta-nos um Rei. Ei-Lo, como a Primeira Litura no-Lo descreve: Ele é o Rei de Israel, que vem ao encontro do Seu Povo; é um novo Salomão, um novo Davi: vem montado num jumentinho, como o Pacífico Salomão no dia da sua entronização: “O Rei Davi ordenou: ‘Fazei montar na minha mula o meu filho Salomão!” E o povo aclamou: “Como o Senhor esteve com o senhor meu Rei, que Ele esteja com Salomão e que Ele exalte o seu trono mais do que o trono de Davi!” (1Rs 1,33.37) Esse bendito Rei, que vem ao encontro do Seu Povo é justo, isto é, santo, cumpridor da vontade do Senhor Deus, é humilde, eliminará os carros de guerra porque é pacífico, anunciará a paz às nações e estenderá o Seu domínio até os confins da terra!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem é este Rei? Certamente, caros irmãos, o Profeta Zacarias estava falando de um Rei que viria, está referindo-se ao Messias, o Ungido do Senhor, esperado, desejado de Israel!<br>Então, prestai bem atenção: esse Rei é o nosso Jesus, novo Davi, verdadeiro Salomão, homem do Shalom, Príncipe da Paz! É Ele, Rei pacífico, o que no Evangelho de hoje declara solenemente: “Tudo Me foi entregue por Meu Pai!”<br>Sim, Ele é o Senhor, igual ao Pai, Deus como o Pai, que com o Pai tem uma relação de reciprocidade, de igualdade: “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai e ninguém conhece o Pai, senão o Filho!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tão grande, tão santo, tão Deus e, no entanto, Ele nos convida: “Vinde a Mim! Aprendei de Mim! Eu sou manso e humilde de coração! Vós encontrareis descanso, pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve!”<br>Jesus é sim o Messias-Senhor, Jesus é sim o Deus vivo e verdadeiro que por nós Se fez homem, Jesus é sim o Rei que vem visitar o Seu povo, Seu novo Povo, que é a Igreja! Mas, atenção: Sua vinda é para salvar: Ele Se fez um de nós, um conosco: vem manso e humilde de coração, pobre, compreensivo de nossas misérias, pronto para nos acolher no aconchego do Seu coração e nos redimir e nos restaurar para que, Nele, sejamos novas criaturas!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, cuidado! Aqui não se trata de umas ideias melosas, sentimentais! Não! Quando o Senhor nos convida a encontrar descanso Nele, está nos chamando à conversão à Sua Pessoa, a confiar Nele e a Ele entregar a nossa vida. Por isso mesmo, afirma: “Escondeste, Pai, estas coisas aos sábios e entendidos”, isto é, aos autossuficientes, ao que pensam que se bastam e podem fazer do seu jeito, vivendo a vida como se Deus não existisse, como se de Deus não precisassem!<br>Os “pequeninos” que aceitam Jesus e correm para repousar no Seu Coração são aqueles que desejam romper com a situação de pecado, vivendo a vida nova de filhos de Deus no Filho Jesus! Desses, São Paulo afirma na Segunda Leitura: “Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito”, pois tendes o Espírito Santo de Jesus! E vede, Irmãos meus, a sentença clara do Apóstolo: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo – isto é, não vive segundo o Santo Espírito de Cristo, deixando-se por Ele guiar – não pertence a Cristo!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, nada de sentimentalismo meloso, nada de uma misericórdia desfibrada, descomprometida com a conversão: “Temos uma dívida não para com a carne – isto é, o pecado, o espírito do mundo, o viver segundo a nossa lógica -, para vivermos segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne morrereis, mas se, pelo Espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis” a Vida nova no regaço do Coração do Rei manso e humilde!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Queridos Irmãos, vamos a Jesus que veio a nós como Rei pacífico! Que seja Ele o nosso Mestre, que seja o Seu Evangelho a nossa luz, que seja o Seu caminho a nossa verdade! Não podemos tranquilamente os dizer cristãos vivendo segundo uma mentalidade mundana ou mesmo vivendo segundo a nossa lógica! Ser discípulo do Senhor, ir até Ele, que nos convida “Vinda a Mim!”, exige – exigirá sempre! – o trabalhoso e constante processo de conversão!<br>Seria uma triste engano, seria uma mentira pensar que alguém pode ser cristão desrespeitando os preceitos do Senhor, vivendo de modo contrário a norma recebida Daquele que é manso e humilde de Coração. Duvidais disto? Então ouvi: “Se Me amais, observareis Meus mandamentos! Se alguém Me ama, guardará Minha palavra e Meu Pai o amará e a ele viremos e Nele estabeleceremos morada!” (Jo14,15.23) Que fique claro: não é qualquer amor que é cristão, não é uma conversa mole de uma amor qualquer que nos faz discípulos de Cristo! Amor verdadeiramente cristão, que nos une ao Senhor e aos irmãos, é aquele que brota do amor ao Cristo Jesus e do compromisso com Seus preceitos! Isto é viver segundo o Espírito, isto é estar aberto para o Senhor, isto é correr a corrida da vida para repousar no Seu Coração!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que Jesus nosso Senhor nos conceda uma vida assim, Ele que é Deus bendito pelos séculos dos séculos. Amém.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dom Henrique Soares da Costa</strong></p>
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		<title>XIV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/xiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:14:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xiv domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia do XIV Domingo do Tempo Comum (Ano A)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para a homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Roteiro Homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Homilia de D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia de D. José Maria Pereira</a></li>
</ul>
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		<title>Preces – Solenidade de São Pedro e São Paulo</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-solenidade-de-sao-pedro-e-sao-paulo-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 20:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[Solenidade de São Pedro e São Paulo 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: Caríssimos irmãos e irmãs, apresentemos ao Senhor as nossas preces especialmente pelo Santo Padre, o Papa N., para que o Senhor o guarde e o fortaleça, lhe dê a felicidade nesta terra e não o abandone a perversidade dos seus inimigos: Bom Pastor, ouvi-nos! 1. “Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Sacerdote:</strong> Caríssimos irmãos e irmãs, apresentemos ao Senhor as nossas preces especialmente pelo Santo Padre, o Papa N., para que o Senhor o guarde e o fortaleça, lhe dê a felicidade nesta terra e não o abandone a perversidade dos seus inimigos:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bom Pastor, ouvi-nos!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1. “Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele” (At 12, 5). Vós que desde o início destes suscitastes na vossa Igreja a oração pelo Príncipe dos Apóstolos, acolhei as nossas preces pelo Santo Padre. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">2. “O anjo tocou o ombro de Pedro (&#8230;) as correntes caíram-lhe das mãos” (At 12, 7). Favorecei com o auxílio dos vossos anjos aquele a quem destes a missão de pastorear toda a vossa Igreja. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">3. “Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!’” (Mt 16, 15). Confirmai-nos na firme e irrestrita comunhão com todos os ensinamentos daquele que é o Doce Cristo na Terra. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">4. “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus” (Mt 16, 19). Concedei-nos nunca cessar de vos louvar pelo dom do Primado de Pedro e seus sucessores que nos confirma em vossa doutrina e garante a unidade de vossa Igreja. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">5. “O Senhor me libertará de todo o mal e me salvará para o seu Reino celeste” (2Tm 4, 18). Concedei a todos os falecidos a alegria de contemplar a vossa Face. Rezemos ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sacerdote: </strong>Deus, Pastor e Guia de todos os fiéis, olhai com bondade para o vosso servo N. a quem quisestes confiar a vossa Igreja. Concedei-lhe que dirija os seus súditos pela palavra e pelo exemplo; e, assim, ele e seu rebanho alcancem a vida eterna. Por Cristo, Nosso Senhor.</p>
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