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	<title>Presbíteros</title>
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	<description>Uma ampla biblioteca para formação permanente, com temas de espiritualidade, pastoral, teologia, direito canônico e liturgia, além de roteiros homiléticos e diversos outros materiais, sempre em total sintonia com o Magistério da Igreja.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Jun 2026 20:54:30 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Presbíteros</title>
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		<title>Roteiro Homilético – XII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 20:54:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS &#160; Salmo 27, 8-9 ANTÍFONA DE ENTRADA: O Senhor é a força do seu povo, o baluarte salvador do seu Ungido. Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança, sede o seu pastor e guia através dos tempos. &#160; Introdução ao espírito da Celebração &#160; O tema central da Palavra de Deus, neste domingo, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Salmo</i> 27, 8-9</p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: O Senhor é a força do seu povo, o baluarte salvador do seu Ungido. Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança, sede o seu pastor e guia através dos tempos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>O tema central da Palavra de Deus, neste domingo, é a confiança em Deus. Não devemos ter medo de nada nem de ninguém. «Não temais os que podem matar o corpo mas não matam a alma». Em Cristo encontramos toda a segurança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>ORAÇÃO COLECTA: Senhor, fazei-nos viver a cada instante no temor e no amor do vosso Santo nome, porque nunca a vossa providência abandona aqueles que formais solidamente no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Monição</b><b>:</b> Jeremias tinha motivos graves para se queixar da ingratidão dos homens, mas continuava a confiar no Senhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><b>Jeremias</b> 20, 10-13</em></p>
<p><strong><em>Disse Jeremias: <sup>10</sup>«Eu ouvia as invectivas da multidão: &#8216;Terror por toda a parte! Denunciai-o, vamos denunciá-lo!&#8217; Todos os meus amigos esperavam que eu desse um passo em falso: &#8216;Talvez ele se deixe enganar e assim o poderemos dominar e nos vingaremos dele&#8217;. <sup>11</sup>Mas o Senhor está comigo como herói poderoso e os meus perseguidores cairão vencidos. Ficarão cheios de vergonha pelo seu fracasso, ignomínia eterna que não será esquecida. <sup>12</sup>Senhor do Universo, que sondais o justo e perscrutais os rins e o coração, possa eu ver o castigo que dareis a essa gente, pois a Vós confiei a minha causa. <sup>13</sup>Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, que salvou a vida do pobre das mãos dos perversos».</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto é uma parte duma das chamadas «<i>confissões de Jeremias», </i>as dolorosas lamentações do Profeta numa situação tremendamente dramática, após a morte do rei Josias; prisioneiro da paixão por Deus, que o leva ao cumprimento fiel da sua espinhosa missão profética, ele sente a repugnância instintiva do sofrimento que este desempenho lhe causa, pois isto era o pretexto para os seus adversários o acusarem de ser ele o culpado de todas as desgraças que desabavam sobre o povo, desgraças que haviam de culminar na conquista e destruição de Jerusalém por Nabucodonosor em 587 a. C. e no exílio de Babilónia. Jeremias chega ao ponto de, em dolorosos desabafos, amaldiçoar a sua vida, mas, ao mesmo tempo, mostrando uma inquebrantável confiança em Deus. Deixou-nos os mais belos textos literários que exprimem o drama da dor humana de um homem de fé. A sua notável obra encontra-se muito desordenada, sem uma sequência natural, em parte por ter sido mandada queimar pelo rei Joaquim; os seus oráculos, postos por escrito pelo seu secretário Baruc, foram recolhidos de modo muito disperso, como é fácil de verificar. As <i>confissões de Jeremias </i>encontram-se em: <i>Jer</i> 11, 18 – 12, 6; 15, 10-21; 17, 14-18; 18, 18-23; 20, 7-18.</p>
<p>12 «<i>Experimentais o justo»:</i> Deus, ao permitir que caiam males sobre os seus amigos, não quer o mal deles e nunca os abandona; mas prova-os, a fim de os purificar ainda mais, de os encher de méritos e de os tornar mais santos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Salmo Responsorial</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><em> Sl 68 (69), 8-10.14.17. 33-35 (R. 14c)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Monição</b><b>:</b> O Senhor atende quem confia na Sua misericórdia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Refrão:  </strong>       <em>PELA VOSSA GRANDE MISERICÓRDIA, ATENDEI-ME, SENHOR.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Por Vós tenho suportado afrontas,</em></strong></p>
<p><strong><em>cobrindo-se meu rosto de confusão.</em></strong></p>
<p><strong><em>Tornei-me um estranho para os meus irmãos,</em></strong></p>
<p><strong><em>um desconhecido para a minha família.</em></strong></p>
<p><strong><em>Devorou-me o zelo pela vossa casa</em></strong></p>
<p><strong><em>e recaíram sobre mim os insultos contra Vós.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,</em></strong></p>
<p><strong><em>no momento propício, meu Deus.</em></strong></p>
<p><strong><em>Pela vossa grande bondade, respondei-me,</em></strong></p>
<p><strong><em>em prova da vossa salvação.</em></strong></p>
<p><strong><em>Tirai-me do lamaçal, para que não me afunde,</em></strong></p>
<p><strong><em>livrai-me dos que me odeiam e do abismo das águas.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,</em></strong></p>
<p><strong><em>buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.</em></strong></p>
<p><strong><em>O Senhor ouve os pobres e não despreza os cativos.</em></strong></p>
<p><strong><em>Louvem-n&#8217;O o céu e a terra,</em></strong></p>
<p><strong><em>os mares e quanto neles se move.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Monição</b><b>:</b> Em Adão herdamos as consequências do pecado. Por Cristo fomos salvos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><b>Romanos</b> 5, 12-15</em></p>
<p><strong><em>Irmãos: <sup>12</sup>Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte atingiu todos os homens, porque todos pecaram. <sup>13</sup>De facto, até à Lei, existia o pecado no mundo. Mas o pecado não é levado em conta, se não houver lei. <sup>14</sup>Entretanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo para aqueles que não tinham pecado por uma transgressão à semelhança de Adão, que é figura d&#8217;Aquele que havia de vir. <sup>15</sup>Mas o dom gratuito não é como a falta. Se pelo pecado de um só pereceram muitos, com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com abundância a muitos homens.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estamos diante dum texto da máxima importância para a Teologia e para a vida cristã. As controvérsias doutrinais contribuíram para que o ponto central das afirmações de Paulo se tenha feito deslocar da justificação pela graça para o pecado, e da obra salvadora de Cristo para a obra demolidora de Adão. É certo que não faria sentido falar da libertação por Cristo do pecado, da condenação e da morte, sem que estes males tivessem entrado de forma poderosa no mundo. Mas Adão não passa duma figura, por antítese, de Cristo, em virtude duma argumentação <i>a fortiori</i> de tipo rabínico (o chamado <i>qal</i><i> wa-hómer).</i> Mas, ainda que, como pensam muitos exegetas, Paulo não trate directa e expressamente do tema do pecado original (só indirectamente), este texto não deixa de oferecer uma base legítima e sólida para a doutrina proposta pelo Magistério da Igreja, assim resumida no Catecismo da Igreja Católica, nº 403: «Depois de S. Paulo, a Igreja sempre ensinou que a imensa miséria que oprime os homens, e a sua inclinação para o mal e para a morte não se compreendem sem a ligação com o pecado de Adão e o facto de ele nos transmitir um pecado de que todos nascemos infectados e que é a ‘morte da alma’. A partir desta certeza de fé, a Igreja concede o Baptismo para a remissão dos pecados, mesmo às crianças que não cometeram qualquer pecado pessoal».</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em>Jo 15, 26b.27a</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Monição</b><b>: </b>Só com o Espírito da verdade daremos testemunho de Cristo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>ALELUIA</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>O Espírito da verdade dará testemunho de Mim, diz o Senhor, e vós também dareis testemunho de Mim.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Evangelho</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><b>São Mateus</b> 10, 26-33</em></p>
<p><strong><em>Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: <sup>26</sup>«Não tenhais medo dos homens, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nada há oculto que não venha a conhecer-se. <sup>27</sup>O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados. <sup>28</sup>Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo. <sup>29</sup>Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem consentimento do vosso Pai. <sup>30</sup>Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. <sup>31</sup>Portanto, não temais: valeis muito mais do que os passarinhos. <sup>32</sup>A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus. <sup>33</sup>Mas àquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus».</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continuamos hoje a ter uma série de instruções e advertências de Jesus aos Apóstolos para a sua missão, que se aplicam a todos os discípulos de Cristo. As exortações desta secção (vv. 26-33) aparecem condensadas logo na frase inicial: «<i>Não tenhais medo!»,</i> que era um lema proposto pelo inesquecível Papa João Paulo II.</p>
<p><strong>26</strong> «<i>Não tenhais receio dos homens».</i> Jesus ensina-nos que não devemos temer o que os homens digam de nós, murmuração ou calúnia (cf. v. 25), pois chegará um dia em que tudo vem a descobrir-se.</p>
<p><strong>27</strong> «<i>Dizei-o em plena luz». </i>Se o Senhor falava aos seus particularmente, isso era para vir a ser anunciado. Por sábia pedagogia divina assim actuava o Senhor, especialmente para evitar agitações populares. Mas Jesus manda que os seus Apóstolos preguem a verdade do Evangelho abertamente e a todos, com clareza e sem ambiguidades, pondo de parte uma falsa prudência humana.</p>
<p><strong>28</strong> «<i>A perdição da alma e do corpo no Inferno». </i>O Inferno é uma verdade de fé claramente ensinada por Jesus Cristo (cf. <i>Mt</i> 5, 22-29; 18, 9; <i>Mc</i> 9, 43.45.47; <i>Lc</i> 15, 5; etc.), uma verdade que a doutrina da Igreja sempre tem lembrado. O Inferno existe, um castigo eterno para os que morrem em estado de pecado mortal, de deliberada rejeição de Deus. E não é isto um sinal de menos misericórdia de Deus, pois os condenados não são capazes de arrependimento para pedir o perdão e a misericórdia divina. O Inferno é uma realidade misteriosa e é a prova da liberdade humana e de como Deus a respeita e a toma a sério.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sugestões para a homilia</strong></p>
<p>Como é insegura a confiança nos homens</p>
<p>Repare-se que hoje quase não se confia em ninguém.</p>
<p>Por um lado o homem progride em diversos campos de forma vertiginosa.</p>
<p>Porém, de modo paralelo, fala-se de corrupção, roubos, diversos tipos de violência, faltas de respeito pela dignidade da pessoa humana, incapacidade de assumir compromissos duráveis, etc. Pode dizer-se que o homem de hoje perdeu credibilidade.</p>
<p>Mas Deus criou o homem á Sua imagem e semelhança. Após a queda do homem envia Jesus Cristo para nos salvar (Segunda Leitura). O homem foi reabilitado mas continua a afastar-se de Deus. Aqui radica a sua pobreza; o seu fracasso, a sua impotência para solucionar os problemas com que se debate.</p>
<p>Apelo à confiança em Deus</p>
<p>Se o homem não confia em Deus, como pode confiar nos outros homens? Não confiando em Deus o homem perdeu o ponto de referência, para a sua conduta. O homem de hoje faz este raciocínio: – «Se não tenho de prestar contas a Deus dos meus actos, para que hei-de prestar contas aos homens»?</p>
<p>«Se os homens se atrevem a pedir-me contas dos meus actos, eu saberei libertar-me das malhas da lei humana, através do meu dinheiro e das minhas influências. Só os pobres são julgados e condenados».</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Quando o homem não acredita que, após esta vida, terá de prestar contas a Deus, liquida tudo o que lhe dava segurança e garantia de ser feita justiça</span>.</p>
<p>Meditemos, com seriedade, sobretudo nestas afirmações de Jesus:</p>
<p>«Não tenhais medo dos homens, porque não há nada encoberto que não venha a descobrir-se. Nada há oculto que não venha a conhecer-se».</p>
<p>Não temais os que matam o corpo mas não podem matar a alma. Temei antes Aquele que pode lançar no inferno a alma e o corpo»</p>
<p>«Até os cabelos da vossa cabeça estão contados»</p>
<p>«A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante de meu Pai que está nos Céus.</p>
<p>Mas àquele que Me negar diante dos homens também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus».</p>
<p>De tudo isto conclui-se que o homem, <span style="text-decoration: underline;">queira ou não</span>, terá de prestar contas a Deus do bem e do mal que praticar neste mundo. Sobre o homem, devemos colocar dois problemas: «De onde vens? Para onde vais?»</p>
<p>A Deus ninguém pode enganar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>LITURGIA EUCARÍSTICA</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor, purificai, Senhor, os nossos corações, para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SANTO</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sem Comunhão frequente não haverá verdadeira confiança em Deus.<i></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Salmo</i> 144, 15</p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Os olhos de todos esperam em Vós, Senhor, e a seu tempo lhes dais o alimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ou</p>
<p><i>Jo</i> 10, 11.15</p>
<p>Eu sou o Bom Pastor e dou a vida pelas minhas ovelhas, diz o Senhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos renovastes pela comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, fazei que a participação nestes mistérios nos alcance a plenitude da redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>RITOS FINAIS</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Monição final</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vamos em paz e mostremos, com atitudes concretas, que temos uma grande confiança em Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>HOMILIA FERIAL</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>12ª SEMANA</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2ª Feira, 23-VI: A medida com que julgamos e seremos julgados.</p>
<p>2 <i>Reis</i> 17, 5-8. 13-15. 18 / <i>Mt</i> 7, 1-5</p>
<p>Segundo o juízo que fizerdes é que haveis de ser julgados, e a medida que empregardes é que hão-de empregar para vós.</p>
<p>«A atitude tomada para com o próximo, revelará a aceitação ou a recusa da graça e do amor divino (cf. Ev)» (CIC, 678). Por isso, rezamos com frequência a Deus que perdoe as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.</p>
<p>Os filhos de Israel não quiseram obedecer a Deus, os seus corações endureceram, deixaram de acreditar no Senhor, desprezaram os seus preceitos, bem como a Aliança estabelecida. «Então o Senhor indignou-se grandemente contra Israel e lançou-o para longe da sua presença» (Leit).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Celebração e Homilia:    ADRIANO TEIXEIRA</p>
<p>Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO</p>
<p>Homilia Ferial:   NUNO ROMÃO</p>
<p>&nbsp;    	</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. José Maria Pereira – XII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 20:53:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Temer os Homens ou a Deus!?  Dom José Maria Pereira Encontramos muitas pessoas com medo! Muitas vezes, estamos cheios de medo. A criança tem medo do escuro e da pessoa que grita. O adolescente tem medo de si: medos inconscientes, mas dolorosos; medos que se chamam timidez, complexos de inferioridade, agressividade. Muitos adultos vivem roídos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia do D. José Maria Pereira – XII Domingo do Tempo Comum – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Temer os Homens ou a Deus!? </b></p>
<p><b>Dom José Maria Pereira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Encontramos muitas pessoas com medo! Muitas vezes, estamos cheios de medo. A criança tem medo do escuro e da pessoa que grita. O adolescente tem medo de si: medos inconscientes, mas dolorosos; medos que se chamam timidez, complexos de inferioridade, agressividade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos adultos vivem roídos de medo, da pior forma de medo – a angústia. Muitas vezes, vivemos tremendo: medo do futuro, medo da morte, ou, simplesmente, do amanhã. Por medo, a pessoa se tranca dentro de seu pequeno mundo, cada vez mais se isola da sociedade. Por medo, levanta muros protetores, cada vez mais altos, criam-se condomínios mais fechados e seguros… Medo da doença… do desemprego, etc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Evangelho (Mt 10, 26 -33), encontramos dois convites de Jesus: “Não temais os homens” e por outro “temei” a Deus. Assim, somos estimulados a refletir sobre a diferença que existe entre os receios humanos e o temor a Deus. O receio é uma dimensão natural da vida. Desde pequenos, experimentamos formas de receio que se revelam depois imaginárias e desaparecem; sucessivamente, outras emergem, que têm fundamentos concretos na realidade: elas devem ser enfrentadas e superadas com o compromisso humano e com a confiança em Deus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Face ao amplo e diversificado panorama dos receios humanos, a Palavra de Deus é clara: quem “teme” a Deus, “não tem medo”. O temor de Deus, que as Escrituras definem como “o princípio da verdadeira sabedoria”, coincide com a fé n’Ele, com o sagrado respeito pela sua Autoridade sobre a vida do mundo. Não “ter receio de Deus” equivale a colocar-se no seu lugar, a sentir-se dono do bem e do mal, da vida e da morte. Ao contrário, quem teme a Deus sente em si a segurança que tem uma criança nos braços de sua mãe (Sl 131 (130,2); quem teme a Deus está tranquilo até no meio das tempestades, porque Deus, como Jesus nos revelou, é Pai cheio de misericórdia e de bondade. Quem O ama não tem receio: “No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e o aquele que teme não é perfeito no amor” (1Jo 4, 18). Portanto, quem crê não se assusta diante de nada, porque sabe que está nas mãos de Deus, sabe que o mal e a irritação não têm a última palavra, mas o único Senhor do mundo e da vida é Cristo, o Verbo de Deus encarnado, que nos amou até se sacrificar a Si mesmo, morrendo na Cruz, para a nossa salvação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais crescemos nesta intimidade com Deus, impregnada de amor, mais facilmente vencemos qualquer forma de receio. No trecho bíblico de hoje, Jesus repete várias vezes a exortação a não ter receio. Tranquiliza-nos, como fez com os Apóstolos, como fez com São Paulo, mostrando-lhe em visão uma noite, num momento particularmente difícil da sua pregação: “Não tenhas medo – disse-lhes – porque Eu estou contigo” (At 18, 9).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma espécie de refrão que ressoa, nas palavras de Jesus, repetido (nesse trecho) três vezes. Antes de qualquer raciocínio, hoje, deveríamos assimilar e, por assim dizer, acolher em nós, saboreando – lhe toda a doçura, estas palavras de Jesus: Não tenhais medo!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o Evangelho, e antes ainda o Antigo Testamento, está cheio disso. A Abraão, Deus diz para não ter medo, na hora mesma que o chama para fora de sua terra, para um país desconhecido. Aos profetas diz: não temas, eu estou contigo. A Maria ainda: não temas, encontraste graça. Aos apóstolos, enviando-os ao mundo, diz: não temais diante dos tribunais e diante dos governadores. A todos os discípulos: Não tenhas medo, pequeno rebanho (Lc 12, 32).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesus oferece-nos as motivações, oferece-nos o verdadeiro remédio para nossos medos. Não temais – diz – aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Não temais, pois! Vós valeis mais do que os pássaros. No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade do Vosso Pai. “O Vosso Pai” – o que dizer: o que fará por vós que lhe sois filhos? A revelação da Paternidade de Deus e a revelação de uma vida além da morte, asseguram, portanto, o convite de Jesus. Todo o medo é redimensionado no momento em que Jesus traça e revela um plano da vida humana – o plano mais verdadeiro e mais pessoal do homem – em que nada o pode prejudicar, nem quem o mata. Vós podeis nos matar, mas não podeis nos prejudicar, exclamava, dirigindo-se aos perseguidores, o mártir São Justino, nos primeiros dias da Igreja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, o que é que se pode temer dos homens? Eles poderão rir-se, perseguir, privar dos bens terrenos, meter na prisão e até causar a morte; mas esse não é o pior mal. Jesus, com efeito, diz: “Não tenhais medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!” (Mt 10, 28). O crente, em certos casos, pode encontrar-se perante uma alternativa extrema: ou renegar da fé por medo aos homens e perder a alma; ou, para não se separar de Cristo, ter que enfrentar graves danos, ou a própria morte, garantindo assim a vida eterna. O martírio, ato supremo de amor a Deus, é um dever para todo o cristão, quando o fugir dele signifique renegar da fé.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A raiz maligna, de cada medo humano, tem um nome preciso: é a morte, fruto do pecado. Jesus venceu-a, expiando o pecado, todo o pecado do mundo. Venceu a morte, passando pela morte e esvaziando-a de todo o veneno. A morte e a Ressurreição de Cristo são penhor de nossa vitória, são fonte de nossa esperança e de nossa coragem: Se Deus é por nós, quem será contra nós… Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? … Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores, pela virtude daquele que nos amou (Rm 8, 31-37). Tribulações, angústia, perseguição e fome: a Escritura tomou conhecimento de nossos medos mais profundos, mas nos ofereceu uma saída, uma esperança de vitória, graças a Jesus Cristo, que nos amou e se entregou por nós (Gl 1,4).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem medo à vida e sem medo à morte, alegres no meio das dificuldades, esforçados e abnegados perante os obstáculos e as doenças, serenos perante um futuro incerto: o Senhor pede-nos que vivamos assim. E isto será possível se considerarmos, muitas vezes ao dia, que somos filhos de Deus, especialmente, quando somos assaltados pela inquietação, pela perturbação e pelas sombras da vida. Esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé (1Jo 5, 4). E do alicerce seguro de uma fé inamovível surge uma moral de vitória que não é orgulho nem ingenuidade, mas a firmeza alegre do cristão que, apesar das suas misérias e limitações pessoais, sabe que essa vitória foi ganha por Cristo com a sua Morte na Cruz e com a sua gloriosa Ressurreição. Deus é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei? Nem ninguém, nem nada, Senhor. Tu és a segurança dos meus dias!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devemos ser fortes e valorosos, diante das dificuldades, como é próprio dos filhos de Deus: ”Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo, no inferno!” (Mt 10, 28). Jesus exorta – nos a não temer nada, exceto o pecado, que tira amizade com Deus e conduz à condenação eterna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora o temor de perder a Deus – que é preocupação filial e precaução para não ofendê – Lo — nada nos deve inquietar. Em determinados momentos do nosso caminho, poderão ser grandes as tribulações que padeçamos, mas o Senhor nos dará então a graça necessária para superá-las e para crescer em vida interior: Basta – te a minha graça (2Cor 12, 9), nos dirá Jesus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Profeta Jeremias, diante das perseguições, incompreensões, diz: “Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos” (Jr 20, 11). Como os profetas e os apóstolos, a Igreja vive a sorte do seu Mestre e Senhor. Como Jeremias, cada cristão, frente às dificuldades e oposições, deve responder com uma atitude de fé: a disposição de assumir, na própria vida, o Mistério Pascal. Ao participarmos da Eucaristia, revivemos o mistério e o momento em que Ele venceu o mundo. Haurimos, com fé e humildade, dessa Eucaristia, a coragem para retomar nossa vida cotidiana, amanhã, menos expostos ao medo. Somos os discípulos de alguém que venceu o mundo!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como deve nos alegrar a promessa de Jesus: recompensará, e muito bem, as vezes em que nos declararmos a favor dele. É importante lembrar, pois sofremos a tentação de calar e não darmos o testemunho de fé que Deus espera de nós e o mundo precisa. Tentação de mudar de opinião de acordo com o ambiente, de estarmos sempre ao lado do mais forte ou da maioria. Pelo medo de perder oportunidade, parecer diferente ou de ser tachado como antiquado. E ainda chamar essa atitude de política, diplomática ou jogo de cintura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivemos numa época em que é mais necessário proclamar a verdade, porque a mentira e a confusão imperam em muitos ambientes. Precisamos viver e pensar como discípulos de Cristo, comprometidos com Ele e seus valores. Devem ser prioridades para nós: a doutrina da fé, as normas morais, a retidão de consciência no exercício da profissão ou à hora de se viverem as exigências dos negócios, do matrimônio e do namoro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acima de tudo, deve importar a opinião que Deus tenha de nós e de nossas obras. A opinião dos outros, muito depois. A opinião de Deus permanece para sempre, as dos outros passam e mudam. Ou seja, a opinião dos homens passa, Deus olha o verdadeiro, e seu juízo é eterno. Nossos atos têm valor diante de Deus. Temos de viver com esse sentido de eternidade. Não somos melhores por nos elogiarem, nem somos piores por nos criticarem. O que conta mesmo é o que somos diante de Deus!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todos os momentos, peçamos a proteção da Virgem Maria. “Na hora do desprezo da Cruz, Nossa Senhora está lá, perto do seu Filho, decidida a correr a sua mesma sorte.  – Percamos o medo de nos comportarmos como cristãos responsáveis, quando isso não é cômodo no ambiente em que nos desenvolvemos: Ela nos ajudará” (Sulco, 977).</span></p>
<p style="text-align: right;"><b>Dom José Maria Pereira</b></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 20:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jr 20,10-13 Sl 68 Rm 5,12-15 Mt 10,26-33 O Evangelho que escutamos neste Domingo é parte do capítulo décimo do Evangelho de São Mateus, que traz o Discurso Apostólico de Jesus: aí, ele chama os Doze – como ouvimos no Domingo passado, previne seus discípulos para as incompreensões e perseguições que sofrerão, exorta-os a não [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Jr 20,10-13<br />
Sl 68<br />
Rm 5,12-15<br />
Mt 10,26-33</p>
<p>O Evangelho que escutamos neste Domingo é parte do capítulo décimo do Evangelho de São Mateus, que traz o Discurso Apostólico de Jesus: aí, ele chama os Doze – como ouvimos no Domingo passado, previne seus discípulos para as incompreensões e perseguições que sofrerão, exorta-os a não terem medo de falar, afirma claramente que ele mesmo, Cristo, é causa de divisão e, finalmente, renova o convite para segui-Lo. Então, estejamos atentos, pois o Senhor nos está falando dos desafios próprios da missão de ser cristão, ontem como hoje!</p>
<p>Claramente, ele nos previne sobre as dificuldades e perseguições: <em>“Não existe discípulo superior ao mestre, nem servo superior ao seu Senhor. Se chamaram Beelzebu ao chefe da casa, quanto mais chamarão assim seus familiares” (Mt 10,24)</em>. Estamos vivendo hoje, neste início de terceiro milênio, a verdade dessas palavras de Jesus. Basta que recordemos as terríveis censuras à Igreja por suas posições no campo da moral sexual e da bioética. Num mundo que não aceita mais Deus e a religião – a não ser no âmbito da vida privada, sem nenhuma importância para a sociedade, anunciar o Cristo e suas exigências virou um crime insuportável para a sociedade neopagã! E, no entanto, a ordem que o Senhor nos dá é clara: <em>“O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados!”</em> A Igreja e cada cristão não podemos calar a novidade e a vida que encontramos em Cristo, não podemos passar por alto as exigências do amor ao Senhor! E o sofrimento? E as incompreensões? Fazem parte do anúncio do Evangelho. São Paulo claramente afirmava aos Gálatas: <em>“Se eu quisesse agradar aos homens não seria servo de Cristo” (1,10)</em>. Seria trair o Nosso Senhor, esconder, mascarar as exigências do Evangelho em nome de um falso diálogo com o mundo, de uma falsa misericórdia e de uma falsa compreensão do homem de hoje. Somente Cristo liberta, de verdade, o ser humano – o Cristo inteiro, pregado integralmente, com todas as consequências do seu Evangelho! Qualquer um que deseje fiel a Deus experimentará a incompreensão e a solidão. Recordemos, na primeira leitura, a queixa do Profeta Jeremias, as calúnias por ele sofridas. Ora, a Igreja não pode fugir desse destino; o cristão – eu, você – não podemos fugir desse compromisso com Cristo! Aliás, o século XX, apenas terminado, foi o século que mais matou cristãos, que mais os perseguiu e exterminou. Só que os meios de comunicação e os governos politicamente corretos mudam e disfarçam a expressão “perseguição religiosa” com a mentira açucarada chamada “choque de culturas”. Não! É perseguição por causa do Evangelho, perseguição por amor a Cristo, perseguição que gera mártires! Também nós, estejamos prontos e nos acostumemos aos ataques contra a Igreja, que visam desmoralizar o cristianismo: na imprensa, muitas vezes, nas universidades, na opinião pública em geral…</p>
<p>Como responder a essa dolorosa realidade? Certamente, com uma atitude de fé, colocando-se nas mãos do Senhor, como Jesus colocou-se nas mãos do Pai: <em>“Ó Senhor, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração… eu te declarei a minha causa!”</em> Não irá se sustentar na fé quem não cravar os olhos e o coração no Senhor crucificado por nós, quem não estiver disposto a participar do mistério de sua Cruz! As perseguições de hoje dão-nos a chance de testemunhar nosso amor ao Senhor e escutar aquelas comoventes palavras suas aos discípulos: <em>“Fostes vós que permanecestes comigo em todas as minhas tentações” (Lc 22,31)</em>. O que não podemos, caríssimos, é nos acovardar, negociar com um mundo que refuta Jesus: <em>“Todo aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus!”</em> Também não podemos pagar o mal com o mal, violência com violência, calúnia com calúnia, mentira com mentira! Não devemos nunca nos deixar vencer pelo mal: <em>“Cristo sofreu por vós, deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais seus passos. Quando injuriado, não revidava; ao sofrer, não ameaçava; antes, punha a sua causa nas mãos daquele que julga com justiça” (1Pd 1,21.23)</em>. A Igreja – e nós somos Igreja – não deve se calar ante os inimigos do Evangelho. Com paciência, firmeza, coragem e amor à verdade deve fazer ouvir sua voz, quer agrada quer desagrade, quer aceitem quer não!</p>
<p>Mas – pode alguém perguntar -, por que essas dificuldades? Por que a rejeição ao anúncio do Evangelho? Todos ouvimos São Paulo falar hoje, do mistério do pecado: <em>“O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte”</em>. O Apóstolo quer dizer que toda a humanidade encontra-se numa situação de fechamento em relação ao Deus da vida, encontra-se, portanto, numa situação de morte! “Todos pecaram!” – quão triste é a condição do coração humano; quão triste, a situação do mundo! Pecaram os judeus, desobedecendo os preceitos da Lei; pecaram os pagãos, mesmo sem terem conhecido um preceito como aquele dado a Adão ou os preceitos da Lei de Moisés! Pecamos e embotou-se o nosso entendimento, a nossa sensibilidade para as coisas de Deus! O Senhor, tanta vez, parece-nos pesado demais; as exigências do seu amor, às vezes parecem nos oprimir. É que somos egoístas, somos fechados sobre nós mesmos! Por isso, a primeira palavra de Jesus é “convertei-vos”!</p>
<p>E, no entanto, ainda que dirigido a um mundo fechado no seu pecado e na sua prepotência, o anúncio de Cristo é anúncio de uma maravilhosa novidade para a humanidade: se nos primeiros homens, iniciou-se uma corrente maldita, uma cadeia de pecado, em Cristo, o novo Adão, iniciou-se a possibilidade de uma humanidade nova: <em>“A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos”</em>. Eis! Ainda que incompreendida, o anúncio que a Igreja faz é de vida e salvação para toda a humanidade! O cristianismo não é negativo, nunca dirá que o mundo está perdido, que as coisas não têm jeito! É verdade que o mundo crucificou o Senhor Jesus – e nos crucifica com ele; mas também é verdade que o Senhor ressuscitou, venceu para a vida do mundo e estará sempre presente conosco!</p>
<p>Caríssimos, vivamos com coerência, com coragem, com amor a nossa fé! Não tenhamos medo, não desanimemos, não vivamos como os que não conhecem a Cristo! Não nos fechemos em nós mesmos! De esperança em esperança, vivamos e anunciemos o Senhor, certos de sua presença e de seu amor. Ele jamais nos deixará! A ele a glória para sempre. Amém.</p>
<p><strong> Henrique Soares da Costa</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>XII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 20:48:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia do XII Domingo do Tempo Comum (Ano A)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Roteiro Homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Homilia do D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia do D. José Maria Pereira</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">XII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mensagem do Santo Padre Leão XIV aos sacerdotes por ocasião do dia da Santificação dos Sacerdotes</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/mensagem-do-santo-padre-leao-xiv-aos-sacerdotes-por-ocasiao-do-dia-da-santificacao-dos-sacerdotes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:05:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[O Santo Padre]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://presbiteros.org.br/?p=23703</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Como pode um coração humano, tão vulnerável, responder a um chamamento tão elevado? O sacerdote vive esta tensão, mas sabe onde encontrar a paz: no peito aberto do Senhor Jesus.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="testo">
<div class="text parbase vaticanrichtext">
<p><i>Queridos irmãos sacerdotes,</i></p>
<p>no dia em que a Igreja contempla o Coração trespassado do seu Senhor, do qual brota uma fonte inesgotável de paz e unidade para todo o género humano, dirijo, em primeiro lugar, a mim mesmo e a todos vós as palavras que Deus disse ao povo de Israel: «Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo» (<i>Lv</i> 19, 2; cf. <i>1 Pt</i> 1, 16). Este chamamento divino percorre os séculos, ressoando também hoje com força para todos os crentes e, de forma particularmente exigente, para nós, sacerdotes. A santidade não é uma opção entre tantas outras, nem um ideal abstrato: ela interpela a própria identidade de toda pessoa que deseja participar na vida do Ressuscitado.</p>
<p><i>A santidade é participação no mistério de Cristo</i></p>
<p>Deus convida-nos a participar na sua própria santidade. Quando nos chama a ser santos porque Ele é santo, indica-nos o caminho a seguir: deixarmo-nos moldar segundo o seu Coração. E para nós, caríssimos irmãos, este chamamento é particularmente radical. O Senhor prometeu: «Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos conduzirão com inteligência e sabedoria» (<i>Jr</i> 3, 15). A santidade que nos é pedida é um abandono confiante: deixarmo-nos transformar pelo seu Espírito Santo. No entanto, é precisamente aqui que surge o grande paradoxo da nossa vida sacerdotal: somos chamados a participar na própria santidade de Deus, mas trazemos este tesouro em vasos de barro (cf. <i>2 Cor</i> 4, 7), somos limitados e imperfeitos, muitas vezes marcados por fraquezas e cansaços e, não raro, por feridas. Como pode um coração humano, tão vulnerável, responder a um chamamento tão elevado? O sacerdote vive esta tensão, mas sabe onde encontrar a paz: no peito aberto do Senhor Jesus.</p>
<p><i>Um caminho de união</i></p>
<p>A união do nosso coração com o Coração de Cristo não é uma experiência reservada a alguns poucos eleitos, mas um caminho sacramental, eucarístico, que se concretiza no dia-a-dia. Caríssimos irmãos, na Ordenação fomos configurados a Cristo, mas é preciso sempre reavivar em nós o dom da graça através da celebração diária da Eucaristia, da oração, da meditação da Palavra de Deus e do serviço humilde aos irmãos e irmãs. Permaneçamos unidos a Cristo em tudo: no que fazemos e no que nos acontece diariamente. Então a santidade, procurada em vão com esforços isolados, revelar-se-á pelo que é: correspondência à graça que nos precede, sustenta e transfigura. Com efeito, não existem compartimentos separados na nossa humanidade. A oração, o ministério, as relações, o cansaço, as alegrias e os fracassos, até mesmo o tempo aparentemente perdido ou o amor que parece desperdiçado, tudo se torna um lugar privilegiado para a revelação de Deus e do seu amor infinito.</p>
<p>O sacerdote com um coração íntegro, simples e puro é contemplativo no meio da ação, misericordioso, fiel na provação, alegre na entrega de si mesmo. O mundo tem uma grande necessidade de pastores que não ofereçam apenas palavras ou programas, mas o testemunho vivo dum coração reconciliado, espalhando o bom perfume da santidade de Cristo. Uma vida sacerdotal firme e configurada com o Coração de Jesus é sinal credível de unidade, paz e misericórdia. Assim, num tempo marcado por divisões e medos, podemos ser construtores de paz, testemunhas da ternura do Bom Pastor, que sabe reunir os dispersos e cuidar dos feridos, e o nosso zelo não é agitação, mas o transbordar dum amor que «é êxtase, é saída, é dom, é encontro» (<a href="https://www.vatican.va/content/francesco/pt.html">Francisco</a>, <a href="https://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/20241024-enciclica-dilexit-nos.html">Carta enc. <i>Dilexit nos</i></a>, 28).</p>
<p><i>O Coração de Cristo é o coração dos santos</i></p>
<p>A resposta à vocação para ser santos não está tanto no esforço de ascetismo e perfeição, embora necessário, mas na adesão confiante ao amor revelado no Coração trespassado de Jesus. O apóstolo João faz-nos contemplar o peito aberto do Crucificado (cf. <i>Jo</i> 19, 34), no qual Deus nos mostra definitivamente como Ele é santo: não na distância inacessível duma perfeição separada, mas num amor que se doa ao ponto de se deixar ferir, tornando-se assim fonte de misericórdia e de vida. O Sagrado Coração de Jesus é o ícone por excelência do amor de Deus: um amor todo-poderoso precisamente porque capaz de se fazer vulnerável, de transformar a dor em graça e o sofrimento em esperança.</p>
<p>Esse Coração abençoado é, portanto, o “lugar” onde a santidade se mostra como proximidade e ternura. A santidade do sacerdote pode, assim, manifestar-se na proximidade humilde e corajosa, no ser de todos e para todos, mantendo aberta a porta do redil para que muitos possam entrar e encontrar pastagem e descanso (cf. <i>Jo</i> 10, 9). Por isso, é-nos pedida uma relação com Deus que não nos afaste dos homens, mas nos torne próximos de todos, que molde corações pacientes, ternurentos, capazes de proximidade, compaixão e escuta. Deste modo, através da união do nosso coração imperfeito com o Coração trespassado de Jesus, realiza-se o nosso caminho de santidade. Já não somos nós que vivemos, mas é Cristo que vive em nós (cf. <i>Gl</i> 2, 20). Uma santidade assim não se vive a sós. Zelai pela fraternidade presbiteral: procurai-vos, escutai-vos, ajudai-vos uns aos outros. O sacerdote que se isola, apaga-se lentamente; o sacerdote que caminha com os irmãos cresce. Santo Agostinho recorda-nos: «Como podemos não nos encontrar nas trevas? Amando os irmãos. Qual é a prova de que amamos os irmãos? Esta: não destruir a unidade e praticar a caridade» (<i>In Epist. Io. ad Parthos</i> II, 3).</p>
<p>Caríssimos sacerdotes, renovai todos os dias o vosso “eis-me aqui” perante o Coração trespassado de Cristo. Entregai-vos totalmente a Ele, para que possais amar o seu povo com o mesmo amor com que Ele o ama. E lembrai-vos com alegria, como gostava de repetir o Santo Cura d’Ars, que «o sacerdócio é o amor do Coração de Jesus» (cf. <a href="https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt.html">Bento XVI</a>, <i><a href="https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/letters/2009/documents/hf_ben-xvi_let_20090616_anno-sacerdotale.html">Carta para a Proclamação de um Ano Sacerdotal [16 de junho de 2009]</a></i>: <i>AAS</i> 101 [2009], 569). Este amor é penhor e garantia de que nada de nós se perderá, se tudo for entregue e oferecido. Confio todos e cada um à Virgem Maria, Mãe dos Sacerdotes. Ela, que guardou no seu coração o mistério do Filho, nos ensine a conservar e a deixar pulsar em nós o Coração de Cristo, Salvador do mundo.</p>
<p><i>12 de junho de 2026, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.</i></p>
<p style="text-align: right;">LEÃO PP. XIV</p>
</div>
</div>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Roteiro Homilético – XI Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xi-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:55:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xi domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://presbiteros.org.br/?p=23665</guid>

					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS &#160; Salmo 26, 7.9 ANTÍFONA DE ENTRADA: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador. &#160; Introdução ao espírito da Celebração &#160; O Senhor convocou-nos para vivermos a Santa Missa. Agradeçamos este dom. Há tantos irmãos nossos que não podem cumprir este [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Salmo 26, 7.9</p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Senhor convocou-nos para vivermos a Santa Missa. Agradeçamos este dom. Há tantos irmãos nossos que não podem cumprir este preceito por falta de sacerdotes! Roguemos ao Senhor nos conceda os Pastores necessários para apascentar o Seu rebanho.</p>
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<p>ORAÇÃO COLECTA: Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
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<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
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<h3>Primeira Leitura</h3>
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<p>Monição: No Antigo Testamento Deus libertou o Seu Povo. Ainda hoje o Senhor continua presente na nossa vida. Ouçamos a Sua voz. Cumpramos a Sua vontade.</p>
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<p><strong>Êxodo 19, 2-6a</strong></p>
<p><strong><em>Naqueles dias, 2os filhos de Israel partiram de Refidim e chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam, em frente da montanha. 3Moisés subiu à presença de Deus. O Senhor chamou-o da montanha e disse-lhe: «Assim falarás à casa de Jacob, isto dirás aos filhos de Israel: 4&#8217;Vistes o que Eu fiz ao Egipto, como vos transportei sobre asas de águia e vos trouxe até Mim. 5Agora, se ouvirdes a minha voz, se guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade especial entre todos os povos. Porque toda a terra Me pertence; 6amas vós sereis para Mim um reino de sacerdotes, uma nação santa&#8217;».</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No capítulo 19 começa a 2ª parte do livro do Êxodo, em que se narram os acontecimentos no Sinai, tendo como centro a Aliança. Logo de princípio aparece dado por Deus o sentido da Aliança.</p>
<p><strong>2</strong> «Refidim» é um lugar que está identificado, a sudoeste da península do Sinai. Ali é situada a vitória sobre os Amalecitas (cf. Ex 17, 8-16).</p>
<p><strong>5-6</strong> Pela aquele povo vai tornar-se «propriedade especial de Deus» e «um reino de sacerdotes». Israel, libertado por Deus, é por este título especial seu «domínio pessoal» (v. 5), por isso todo este «reino» está de modo particular dedicado ao culto de Yahwéh, daí a designação de reino de sacerdotes. Também nisto o antigo povo de Deus figurava o novo povo de Deus, em que todos participamos do sacerdócio de Cristo, o sacerdócio comum dos fiéis, pelo qual devemos fazer de toda a nossa vida do dia a dia uma oblação agradável a Deus (cf. 1 Pe 2, 5.9).</p>
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<h3>Salmo Responsorial    Sl 99 (100), 2.3.5 (R. 3c)</h3>
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<p>Monição: Vivamos em serenidade e paz, aguardando em esperança o futuro porque nós somos o Povo de Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Refrão:        NÓS SOMOS O POVO DE DEUS,</strong></p>
<p><strong>                     AS OVELHAS DO SEU REBANHO.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Aclamai o Senhor, terra inteira,</em></strong></p>
<p><strong><em>servi o Senhor com alegria,</em></strong></p>
<p><strong><em>vinde a Ele com cânticos de júbilo.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Sabei que o Senhor é Deus,</em></strong></p>
<p><strong><em>Ele nos fez, a Ele pertencemos,</em></strong></p>
<p><strong><em>somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Porque o Senhor é bom,</em></strong></p>
<p><strong><em>eterna é a sua misericórdia,</em></strong></p>
<p><strong><em>a sua fidelidade estende-se de geração em geração.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
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<p>Monição: Cristo morreu por nós. Sejamos agradecidos confiando-Lhe a nossa vida e amando-O como Ele nos ama.</p>
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<p><strong>Romanos 5, 6-11</strong></p>
<p><em><strong>Irmãos: 6Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado. 7Por um justo, dificilmente alguém morrerá; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. 8Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. 9E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito mais razão seremos por Ele salvos da ira divina. 10Se, na verdade, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançámos agora a reconciliação.</strong></em></p>
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<p>São Paulo neste capítulo 5º de Romanos pretende fazer ver que o amor de Deus garante ao homem justificado a firmeza da esperança da salvação eterna. Esta esperança é certa, não ilusória. Eis o raciocínio do Apóstolo: Se «quando éramos ainda pecadores» (v. 8) e «inimigos» de Deus (v. 10) – antes da conversão –, recebemos a graça da justificação, como é que não havemos de estar seguros «agora que fomos justificados pelo seu Sangue» (v. 9) e «reconciliados com Deus» (v. 10)? Com muito mais razão (vv. 9 e 10) «seremos, por Ele, salvos da ira divina» – no dia do juízo –, quando a ira divina castigar os pecadores. «Havemos, pois, de ser salvos pela sua vida» (v. 10), isto é, em virtude da vida de Cristo nos Céus, quando aparecermos diante dele como santos, reconciliados e redimidos por Ele.</p>
<h3></h3>
<h3>Aclamação ao Evangelho       Mc 1, 15</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Monição: A seara é grande mas os trabalhadores são poucos. Hoje vivemos esta realidade. Perante a falta de vocações consagradas não podemos ficar indiferentes.</p>
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<h3>ALELUIA</h3>
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<p>Está próximo o reino de Deus.</p>
<p>Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.</p>
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<h2>Evangelho</h2>
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<p><strong>São Mateus 9, 36 – 10, 8</strong></p>
<p><strong><em>Naquele tempo, Jesus, 36ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. 37Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». 10, 1Depois chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. 2São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. 5Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. 7Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. 8Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».</em></strong></p>
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<p>Este trecho do Evangelho ajuda-nos a entrar dentro dos sentimentos mais profundos do Coração de Cristo, do próprio Coração de Deus feito homem; o próprio sintagma verbal – «encheu-se de compaixão» (v. 36) – é muitíssimo expressivo; traduzido a letra seria: «comoveram-se-lhe as entranhas». Jesus comovia-se pela falta de bons pastores para o povo, numa alusão e actualização da Palavra de Deus através do Profeta Ezequiel (cf. Ez 34). Esta situação de carência mantém-se, pelo que tem plena actualidade o pedido do Senhor para que peçamos, como no v. 38, «trabalhadores para a sua seara».</p>
<p><strong>10, 2</strong> «Apóstolos». Um momento importante da fundação da Igreja é a escolha dos Doze Apóstolos. A legítima Igreja de Cristo é apostólica, aquela onde se dá a sucessão ininterrupta do Colégio Apostólico, presidido por Pedro. Apóstolo significa «enviado», pois Jesus enviou-os a pregar o seu Reino e a sua doutrina.</p>
<p><strong>6</strong> «Ide antes às ovelhas perdidas da Casa de Israel». Só mais tarde, depois da Ressurreição, os Apóstolos são mandados a todo o mundo (Mt 28, 19). Com esta espécie de «estágio», Jesus preparava os Apóstolos para a sua missão universal e atendia ao plano divino que tinha estabelecido o povo judaico como o primeiro a ser chamado à salvação, o povo depositário das promessas divinas, o povo da primeira Aliança. A conservação desta ordem de Jesus na redacção do Evangelho é um grande indício do valor histórico do Evangelho, pois está em descontinuidade do que era a prática da Igreja, logo nos seus primórdios, que cedo começou a evangelizar os gentios.</p>
<p><strong>7</strong> «Proclamai que está perto o reino dos Céus». O Evangelho de S. Mateus, como se dirigia imediatamente a cristãos vindos do judaísmo, tem o cuidado de, à boa maneira judaica, evitar respeitosamente o pronunciar o nome inefável de Deus, por isso não diz «reino de Deus». Proclamar que este reino está perto não quer dizer que Jesus estava iludido quanto à sua chegada final como algo imediato, mas era, por um lado, uma forma de inculcar a urgência da pregação da Boa Nova e a necessidade de estar desprendido das coisas da terra – «recebestes de graça, dai de graça» – (vv. 8-10); por outro lado, com o presença de Jesus, o Reino dos Céus não podia mesmo estar mais perto (cf. Lc 17, 20-21)</p>
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<p><strong>Sugestões para a homilia</strong></p>
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<p>Terceiro milénio</p>
<p>O Senhor conta connosco</p>
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<p>O Senhor chamou os Apóstolos e eles deixaram tudo para O seguir (Evangelho).</p>
<p>Após a morte de Jesus para nos salvar (2ª leitura), eles partiram por todo o mundo a anunciar a Doutrina de Jesus. Outros aceitaram o convite dos Apóstolos para continuarem a Sua missão. E assim , de geração em geração, a Fé chegou até nós. Como devemos agradecer ao Senhor por pertencermos à Sua Igreja!</p>
<p>Nós queremos fazer parte do número dos que ouvem a Sua voz (1ª leitura). Quantos ao longo dos séculos O escutaram e Lhe consagraram a sua vida! Por isso não estamos sós. Todos os que nos precederam nos impelem a que sejamos apóstolos e missionários sem nunca nos cansarmos de anunciar Jesus Cristo ao Mundo.</p>
<p>Se no segundo milénio aconteceu o escândalo da divisão dos cristãos (ortodoxos, protestantes e católicos), queremos contribuir para que no terceiro milénio se concretize o milagre da unidade. E então os cristãos, todos unidos, serão uma presença tão viva no mundo que as forças das trevas jamais conseguirão destruir. Como será bom viver no mundo nesse tempo que há-de vir! Como serão felizes as gerações que nos sucederem! Confiemos inteiramente no Senhor.</p>
<p>O Senhor conta connosco</p>
<p>Trabalhemos incansavelmente pelo reino de Deus. Lutemos contra as injustiças, contra o ódio, contra a vingança, contra as causas que provocam os atentados, os crimes e a guerra.</p>
<p>Dêmos o nosso contributo para que a vida das pessoas seja respeitada desde a concepção até à morte natural. Acompanhemos os que vivem sós e abandonados. Ajudemos os que precisam de nós. Aos que vivem em guerra ensinemos os caminhos da paz. Aos que odeiam ofereçamos o nosso amor.</p>
<p>A pouco e pouco o mundo será melhor e Cristo virá ao nosso encontro chamando para a Sua Igreja todos aqueles que, como outrora os Apóstolos, entregam a vida pelo Seu reino.</p>
<p>Estamos na véspera da festa dum grande santo, invocado e imitado em todo o mundo e que nasceu em Portugal: Santo António. Desde o século treze continua a ser uma referência para quem procura o caminho da santidade. Que Santo António nos ajude a pregarmos a Palavra do Senhor que é na verdade para todos a Palavra da Salvação.</p>
<p>Estamos também na véspera da comemoração da 2ª aparição de Nossa Senhora em Fátima no dia 13 de Junho de 1917 a Jacinta, Francisco e Lúcia. Eles que já se encontram no Céu convidam-nos a viver a mensagem de salvação oferecida ao mundo por Nossa Senhora.</p>
<p>Vale a pena, antes de sermos chamados pelo Senhor para a vida eterna, viver no mundo amando-O e cumprindo até ao fim, sem nunca desanimarmos, a missão que nos confiou.</p>
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<h3>LITURGIA EUCARÍSTICA</h3>
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<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Senhor nosso Deus, que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar dais ao homem o alimento que o sustenta e o sacramento que o renova, fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
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<p><strong>SANTO</strong></p>
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<p>Monição da Comunhão</p>
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<p>O Senhor vem até nós. Recebamo-l’O na Sagrada Comunhão, se estamos devidamente preparados. Procuremos ser fiéis à nossa vocação. Peçamos-Lhe suscite na Sua Igreja os apóstolos de que precisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Salmo 26, 4</p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ou</p>
<p>Jo 17, 11</p>
<p>Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste, para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
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<h3>RITOS FINAIS</h3>
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<p>Monição final</p>
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<p>Ao partirmos de novo para nossas casas somos convidados pelo Senhor a darmos testemunho d´Ele em toda a parte. Contemos com a intercessão de Santo António e a bênção maternal de Nossa Senhora!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. José Maria Pereira – XI Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xi-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
					<comments>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xi-domingo-do-tempo-comum-ano-a/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:54:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xi domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Falta de Operários e a Missão de Cada Um de Nós! Dom José Maria Pereira Jesus olhou para a multidão e teve pena. “São como ovelhas sem pastor”, ou seja, estão sem rumo, desorientados, atribulados, desiludidos, desesperançados. O que é narrado, nesse texto do Evangelho (Mt 9,36 – 10,8), deve ter acontecido, muitas vezes, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Falta de Operários e a Missão de Cada Um de Nós!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dom José Maria Pereira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus olhou para a multidão e teve pena. “São como ovelhas sem pastor”, ou seja, estão sem rumo, desorientados, atribulados, desiludidos, desesperançados. O que é narrado, nesse texto do Evangelho (Mt 9,36 – 10,8), deve ter acontecido, muitas vezes, enquanto o Senhor percorria cidades e aldeias, pregando a chegada do Reino de Deus: ao ver a multidão, encheu- se de compaixão por ela, comoveu-se no mais íntimo do seu ser, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor, profundamente desorientadas. “Jesus chamou os Doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade” (Mt 10, 1). Quando Jesus chamou os Doze, queria referir-se, simbolicamente, às tribos de Israel, que remontam aos doze filhos de Jacó. Por isso, pondo os Doze no centro da sua nova comunidade, Ele faz compreender que veio para completar o desígnio do Pai Celeste, embora só em Pentecostes há de aparecer o novo rosto da Igreja: quando os Doze, “cheios do Espírito Santo”, proclamarem o Evangelho, falando todas as línguas (At 2, 3 – 4). Então, manifestar-se-á a Igreja Universal, reunida num único Corpo do qual Cristo ressuscitado é a Cabeça e, ao mesmo tempo, por Ele enviada a todas as nações, até aos extremos confins da Terra (Mt 28, 20).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encheu-se de compaixão ou condoeu-se dela: o verbo grego é profundamente expressivo: ”comover-se nas entranhas”. Jesus, com efeito, comoveu-se ao ver o povo, porque os seus pastores, em vez de o guiarem e cuidarem dele, desencaminhavam-no, comportando-se mais como lobos do que como verdadeiros pastores do seu próprio rebanho. Fica claro, nesse texto do Evangelho, o estilo de Jesus fazer missão: o estilo da “compaixão”. O Evangelista Mateus frisa-o, chamando a atenção para o olhar que Cristo dirige às multidões: “Vendo as multidões”, ele escreve, “Jesus teve compaixão, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9, 36). E, depois da chamada dos Doze, reaparece esta atitude no mandato que Ele lhes dá, de se dirigirem “às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 10, 6). Nessas expressões, sente-se o amor de Cristo pela sua gente, especialmente pelos pequeninos e pelos pobres. A compaixão cristã nada tem a ver com o pietismo, com o assistencialismo. Pelo contrário, é sinônimo de solidariedade e de partilha, e é animada pela esperança. A Palavra que Jesus dirige aos Apóstolos, “Ide e anunciai: ‘O Reino do Céu está próximo’” (Mt 10, 7), nasce da esperança. É uma esperança que se fundamenta na vinda de Cristo, e que, em última análise, coincide com a sua Pessoa e com o seu Ministério de Salvação onde Ele é o Reino de Deus, é a novidade do mundo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se fôssemos consequentes com a nossa fé, quando olhássemos à nossa volta e contemplássemos o espetáculo da História e do Mundo, não poderíamos deixar de sentir crescer nos nossos corações os mesmos sentimentos que animaram o coração de Jesus Cristo” (São Josemaria Escrivá, Cristo que passa, 133). Com efeito, a consideração das necessidades espirituais do mundo deve levar-nos a um infatigável e generoso trabalho apostólico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dificuldade é, que agora, como nos tempos de Jesus, os trabalhadores são poucos em proporção com a tarefa. A solução é dada pelo próprio Senhor: Orar, rogar a Deus, Dono da messe, para que envie trabalhadores para a colheita. Será difícil que um cristão, que se ponha a rezar de verdade, não se sinta urgido a participar pessoalmente neste trabalho apostólico!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, recorda-nos São Paulo VI: “A responsabilidade da difusão do Evangelho que salva é de todos, de todos os que o receberam. O dever missionário recai sobre todo o Corpo da Igreja. De maneira e em medidas diferentes, é certo; mas todos, todos devemos ser solidários no cumprimento deste dever. Assim pois, que a consciência de cada crente se pergunte: Tenho cumprido o meu dever missionário? A oração pelas Missões é o primeiro modo de pôr em prática este dever.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Papa Bento XVI disse que “a messe existe, mas Deus quer servir-se dos homens, a fim de que ela seja levada ao celeiro. Deus tem necessidade de homens. Precisa de pessoas que digam: Sim, estou disposto a tornar-me o teu trabalhador na messe, estou disposto a ajudar a fim de que esta messe que está a amadurecer nos corações dos homens possa verdadeiramente entrar nos celeiros da eternidade e tornar perene comunhão divina de alegria e de amor”. Continua Bento XVI: “ Rogai, portanto, ao Senhor da Messe”! Isto quer dizer também: não podemos simplesmente “produzir” vocações, elas devem vir de Deus. Não podemos, como talvez em outras profissões, por meio de uma propaganda bem orientada, mediante, por assim dizer, estratégias adequadas, simplesmente recrutar pessoas. O chamado, partindo do coração de Deus, deve sempre encontrar o caminho até o coração do homem”. São João Paulo II convidou: “Meus caros jovens, que vós sois chamados, sois chamados por Deus. A minha vida, a minha vida como homem tem, portanto, o seu significado, quando sou chamado por Deus, com um apelo vigoroso, decisivo e definitivo:  Somente Deus pode chamar assim o homem, e nenhum outro! E este apelo de Deus é feito incessantemente em Cristo e por Cristo, a cada um de vós; sede operários da messe da vossa humanidade, operários da vinha do Senhor, para participardes da colheita messiânica da humanidade”. Continua São João Paulo II: “Precisamos de ministros ordenados que sejam garantia permanente da presença sacramental de Cristo Redentor, nos diversos tempos e lugares e, com a pregação da Palavra e a celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos, guiem as Comunidades cristãs pelos caminhos da vida eterna. Precisamos de homens e mulheres que, com seu testemunho, conservem viva nos batizados a consciência dos valores fundamentais do Evangelho e façam emergir na consciência do Povo de Deus a exigência de responder com a santidade de vida ao amor de Deus derramado em seus corações pelo Espírito Santo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Evangelho, vê-se como é essencial a oração na vida da Igreja; que Jesus chama os seus Doze Apóstolos depois de lhes ter recomendado que rezassem para que o Senhor enviasse operários para a Sua messe (Mt 9, 38). Todos nós somos destinatários do desejo de Jesus, de multiplicar os trabalhadores na Messe do Senhor. Este desejo, que deve tornar-se oração, faz- nos pensar nos jovens, nos seminaristas, no Seminário; faz-nos considerar que a Igreja é, em sentido lato, um grande “seminário”, a começar pela família, até às comunidades paroquiais, às associações e aos movimentos de compromisso apostólico. Todos nós, na variedade dos carismas e dos ministérios, somos chamados a trabalhar na vinha do Senhor. Temos que pedir com frequência a Deus que se verifique no povo cristão um ressurgir de homens e mulheres que descubram o sentido vocacional da sua vida; que não somente queiram ser bons, mas se saibam chamados a ser operários no campo do Senhor e correspondam generosamente a essa chamada: homens e mulheres, velhos e jovens, que vivam entregues a Deus no meio do mundo, muitos em celibato apostólico; cristãos correntes, ocupados nas mesmas tarefas dos seus iguais, que levem Cristo ao âmago da sociedade de que fazem parte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda a atividade apostólica dos cristãos deve ser, pois, precedida e acompanhada por uma intensa vida de oração, visto que não se trata de uma empresa meramente humana, mas divina. Cada vez mais a fé exige ser uma forte convicção pessoal. Se a fé foi recebida como herança familiar ou cultural, é uma dádiva importante, mas não suficiente. Ora, para dimensionar o problema, basta pensar na quantidade de católicos que, ao mesmo tempo, acreditam em reencarnação, dizem-se espíritas, maçons ou marxistas, coisas que são contraditórias em si. Ou se é uma coisa ou outra; são excludentes em sua teoria e em sua prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A messe é muita, mas os operários poucos… Ao escutarmos isto — comenta São Gregório Magno –, não podemos deixar de sentir uma grande tristeza, porque é preciso reconhecer que há pessoas que desejam escutar coisas boas; falta, no entanto, quem se dedique a anuncia-las” (Homilias sobre o Evangelho, 17).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As palavras do Senhor: “ A messe é grande…” têm plena atualidade nos nossos dias. Há searas inteiras que se perdem porque não há quem as recolha; daí a urgente necessidade de cristãos alegres, eficazes, fiéis à Igreja, conscientes do que têm entre mãos. E isso diz respeito a todos nós, pois o Senhor necessita de todos: de trabalhadores e estudantes que saibam levar Cristo à fábrica e à Universidade, com o seu prestígio de bons profissionais e com o seu apostolado; de professores exemplares que ensinem com sentido cristão, que dediquem generosamente o seu tempo aos alunos e sejam verdadeiros mestres; de homens e mulheres consequentes com a sua fé em cada atividade humana; de pais e mães de família que se preocupem verdadeiramente com a educação religiosa dos seus filhos, que intervenham nas associações de pais nos colégios, nas associações de bairro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gravidade da missão, que nos incumbe, deve levar-nos a fazer um sério exame de consciência: Que fiz hoje para dar a conhecer Deus? A quem falei hoje de Cristo? Preocupo-me realmente com a salvação dos que me rodeiam? Sou consciente de que muitos se aproximariam do Senhor se eu fosse mais audaz? E o Senhor continua a dizer-nos a todos nós, que a messe é muita e os operários poucos. E a messe, que não se recolhe a tempo, perde-se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São João Crisóstomo deixou-nos umas palavras que podem ajudar-nos a examinar se nos desculpamos facilmente diante desse nobre dever a que Deus nos chama: “Não há nada mais frio – diz o santo – que um cristão despreocupado da salvação alheia. Não podes aduzir como pretexto a tua pobreza econômica. Acusar-te-á a velhinha que deu as suas moedas no Templo. O próprio Pedro disse: Não tenho ouro nem prata (At 3, 6). E Paulo era tão pobre que muitas vezes passava fome e não tinha o necessário para viver. Não podes dar como pretexto a tua origem humilde: eles também eram pessoas humildes, de condição modesta. Nem a ignorância te servirá de desculpa: todos eles eram homens sem letras. Sejas escravo ou fugitivo, podes cumprir o que depende de ti. Assim foi Onésimo, e vê qual foi a sua vocação… Não invoques a doença como pretexto, pois Timóteo estava submetido a frequentes indisposições… Cada um pode ser útil ao seu próximo, se quiser fazer o que está ao seu alcance” (Homilia 20, sobre os Atos dos Apóstolos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ajuda-me a clamar: Jesus, almas!… Almas de apóstolo! São para Ti, para a Tua Glória! Verás como acaba por escutar-nos” (São Josemaria Escrivá, Caminho, n. 804).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não esqueçamos o claro mandato de Cristo: “Ide, pois, e fazei discípulos todos os povos” (cf. Mt 28, 19-20). Cada um em sua vocação e sua condição. Vale para exame de consciência de cada um de nós a frase de São Paulo: “Ai de mim, se eu não anuncio o evangelho! (1Cor 9,16). Ai de mim se não levar Deus aos outros e os outros para Deus. Não se deve esquecer: vai-se para o céu ajudando a levar os outros para o céu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo é nossa responsabilidade, especialmente o mundo em que vivemos, no qual nos movemos e devemos dar testemunho pela palavra e pelo exemplo. Aproximar os outros de Deus e Deus dos outros é o mandato imperativo de Nosso Senhor: “Ide pelo mundo inteiro…” É consequência natural do amor a Deus e amor ao próximo. Deus quer a felicidade de todos, e não há felicidade permanente sem a verdade da fé. É preciso sentir urgência em salvar almas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peçamos à Santíssima Virgem que nos faça entender, como dirigida a cada um de nós, essa confidência que o Senhor faz aos seus — a messe é muita –, e formulemos um propósito concreto de empreender, com urgência e constância, um esforço grande para que sejam muitos os operários no campo de Deus. Peçamos-lhe a enorme alegria de ser instrumentos para que outros correspondam à chamada que Jesus lhes faz. Que a Virgem Santa nos ajude a permanecermos no amor de Cristo, para que possamos dar frutos abundantes, para a glória de Deus Pai e para a salvação do mundo.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira.</strong></p>
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		<title>XI Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/xi-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:53:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xi domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia do XI Domingo do Tempo Comum (Ano A)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xi-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Roteiro Homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xi-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia do D. José Maria</a></li>
</ul>
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		<title>Roteiro Homilético – X Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:29:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[x domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tema do 10º Domingo do Tempo Comum &#8211; ANO A A Palavra de Deus deste 10º Domingo do Tempo Comum repete, com alguma insistência, que Deus prefere a misericórdia ao sacrifício. A expressão deve ser entendida no sentido de que, para Deus, o essencial não são os actos externos de culto ou as declarações de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Tema do 10º Domingo do Tempo Comum &#8211; ANO A</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Palavra de Deus deste 10º Domingo do Tempo Comum repete, com alguma insistência, que Deus prefere a misericórdia ao sacrifício. A expressão deve ser entendida no sentido de que, para Deus, o essencial não são os actos externos de culto ou as declarações de boas intenções, mas sim uma atitude de adesão verdadeira e coerente ao seu chamamento, à sua proposta de salvação. É esse o tema da liturgia deste dia.<br>Na primeira leitura, o profeta Oseias põe em causa a sinceridade de uma comunidade que procura controlar e manipular Deus, mas não está verdadeiramente interessada em aderir, com um coração sincero e verdadeiro, à aliança. Os actos externos de culto – ainda que faustosos e magnificentes – não significam nada, se não houver amor (quer o amor a Deus, quer o amor ao próximo – que é a outra face do amor a Deus).<br>Na segunda leitura, Paulo apresenta aos cristãos (quer aos que vêm do judaísmo e estão preocupados com o estrito cumprimento da Lei de Moisés, quer aos que vêm do paganismo) a única coisa essencial: a fé. A figura de Abraão é exemplar: aquilo que o tornou um modelo para todos não foram as obras que fez, mas a sua adesão total, incondicional e plena a Deus e aos seus projectos.<br>O Evangelho apresenta-nos uma catequese sobre a resposta que devemos dar ao Deus que chama todos os homens, sem excepção. O exemplo de Mateus sugere que o decisivo, do ponto de vista de Deus, é a resposta pronta ao seu convite para integrar a comunidade do “Reino”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEITURA I – Os 6,3-6</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leitura da Profecia de Oseias</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procuremos conhecer o Senhor.<br>A sua vinda é certa como a aurora.<br>Virá a nós como o aguaceiro de Outono,<br>como a chuva da Primavera sobre a face da terra.<br>«Que farei por ti, Efraim? Que farei por ti, Judá?»<br>– diz o Senhor –<br>«O vosso amor é como o nevoeiro da manhã,<br>como o orvalho da madrugada, que logo se evapora.<br>Por isso vos castiguei por meio dos Profetas<br>e vos matei com palavras da minha boca;<br>e o meu direito resplandece como a luz.<br>Porque Eu quero a misericórdia e não o sacrifício,<br>o conhecimento de Deus, mais que os holocaustos».</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMBIENTE</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oseias exerceu o seu ministério profético no reino do Norte (Israel), a partir de 750 a.C., numa época bastante conturbada.<br>Em termos políticos, é uma fase marcada pela violência, pela insegurança e pelo derramamento de sangue. Os reinados são curtos e terminam invariavelmente em revoluções, assassínios, massacres… Por outro lado, o aventureirismo dos dirigentes e os jogos de alianças políticas com as potências da época causam grande instabilidade e anunciam o desastre nacional e a perda da independência (o que acontece alguns anos mais tarde, em 721 a.C., quando a Samaria é arrasada por Salamanasar V, da Assíria).<br>Em termos religiosos, é uma época de grande confusão… Exposto à influência cultural e religiosa dos povos circunvizinhos, Israel acolhe diversos deuses estrangeiros que coabitam com Jahwéh, no coração do Povo e nos centros religiosos. Mistura-se o Jahwismo com os cultos de Baal e Astarte; embora Jahwéh continue a ser oficialmente o Deus nacional, é, a nível popular, bastante preterido em favor dos deuses cananeus. Por outro lado, as alianças políticas com os povos estrangeiros significam que Israel já não confia em Deus e que prefere pôr a sua confiança e a sua esperança nos guerreiros, nos cavalos, nos carros de guerra das super potências; dessa forma, a Assíria e o Egipto deixam de ser realidades terrenas e humanas, para se tornarem – aos olhos dos israelitas – novos deuses, capazes de salvar. O Povo passa a confiar neles, prescindindo de Jahwéh.<br>Oseias sente profundamente o drama do sincretismo religioso que está a pôr em perigo a fé do seu Povo. A sua mensagem apela a que Israel não se deixe dominar pela idolatria (a que Oseias chama “prostituição”: o Povo é como uma “esposa” que abandonou o “marido” para correr atrás dos “amantes”). O profeta convida o seu Povo a redescobrir o amor de Jahwéh – sempre presente na história de Israel – e a responder-Lhe com uma vontade sincera de viver em comunhão com Ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENSAGEM</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início do capítulo 6, o profeta coloca na boca do Povo uma fórmula de arrependimento ou de penitência, provavelmente tomada da tradição cultual (“vinde, voltemos para o Senhor: Ele nos despedaçou, Ele nos curará; Ele fez a ferida, Ele nos porá o penso que cura” – Os 6,1). Contudo, o profeta olha para esta expressão com um olhar irónico… Porquê? A conversão do Povo não é sincera? Haverá, por parte do Povo, um desejo real de voltar para Deus e de deixar definitivamente a idolatria?<br>É a esta questão que Oseias se refere no texto que nos é hoje proposto… O profeta parece ter dúvidas da sinceridade da “conversão” do Povo. O que Israel diz é: “o Senhor é como a aurora, pontual e inevitável, como a chuva que empapa a terra. Já sabemos como é que Ele funciona, pois Ele é perfeitamente previsível; se soubermos fazer bem as coisas, podemos controlá-l’O, pô-l’O do nosso lado e recuperar a vida que perdemos” (vers. 3). Isto parece mais o resultado de uma atitude calculista de quem está convencido de que conhece Deus perfeitamente e é capaz de manejá-l’O e de manipulá-l’O, do que o resultado de uma atitude coerente e sincera, de um desejo verdadeiro de “conversão”.<br>A isto, como é que Deus reage? O profeta descreve como que uma luta interior de Deus… “Que farei?” – pergunta Deus… Mas logo vem a resposta: repetindo as imagens usadas pelo Povo, Deus assume que não vai ceder, pois essa “conversão” de Israel é totalmente superficial e, portanto, não passa de “conversa fiada” (“o vosso amor é como o nevoeiro da manhã, como o orvalho da madrugada que logo se evapora” – vers. 4). Israel não está disposto a mudar o coração; só está disposto a “controlar” Deus para readquirir a vida… Ora, se não houver uma verdadeira transformação do coração, o apregoado amor do Povo por Deus não passa de uma piedosa declaração de boas intenções.<br>Como é que Israel manifesta no dia a dia a Jahwéh essa sua vontade de “voltar para o Senhor”? É através de uma vida coerente com os mandamentos? É através de um amor que lhes sai do fundo do coração e que se expressa em gestos concretos de bondade, de justiça, de misericórdia? Não. O “amor” de Israel a Jahwéh expressa-se através de ritos externos, de actos de culto… No entanto, os actos<br>rituais (os “sacrifícios”) não significam nada por si próprios; são apenas actos exteriores ao homem… Não valerá de nada um culto – ainda que magnificente – que não resulte de uma atitude interior de amor e de vontade de comunhão com Deus (“conhecimento de Deus”). O culto não pode ser um conjunto de ritos desligados da vida, destinados a aplacar Deus ou a comprar a sua benevolência; mas tem de ser expressão de uma vida voltada para Deus, vivida ao ritmo da aliança, no respeito por Deus e pelas suas propostas.<br>Dizer que Deus quer “a misericórdia (“hesed”) e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus (“daat Elohim”), mais que os holocaustos” (vers. 6), insere-se nesta lógica… Significa que Deus não está interessado em rituais externos – mesmo que ricos e espalhafatosos – que não são expressão dos sentimentos que vão no coração; o que interessa a Deus é um coração que aceita verdadeiramente viver em comunhão com Ele (“conhecimento de Deus”) e que é capaz de gestos concretos de amor, de ternura, de bondade, de misericórdia (“hesed”) em favor dos irmãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ACTUALIZAÇÃO</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reflexão pode fazer-se a partir das seguintes questões:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• O problema principal que aqui nos é posto é o da nossa relação com Deus. Deus chama-nos a viver em aliança com Ele… Como é que nós respondemos ao “chamamento” de Deus? Com uma adesão verdadeira e sincera, que implica a totalidade da nossa vida, ou com um compromisso de “meias tintas”, sem exigência nem radicalidade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Como numa relação humana, também na nossa relação com Deus a rotina, a monotonia e o cansaço podem descolorir o amor. Entramos então num esquema religioso de resposta a Deus, que se baseia em gestos rituais, talvez correctos do ponto de vista litúrgico, mas que não são a expressão dos sentimentos do nosso coração. A minha oração é um repetir fielmente uma cassete gravada de antemão, ou é um momento íntimo de encontro com o Senhor e de resposta ao seu amor? A Eucaristia é, para mim, um ritual obrigatório, que eu cumpro diária ou semanalmente porque está no horário, ou é esse momento fundamental de encontro com o Deus que me dá a sua Palavra e o seu Pão?</p>



<p class="wp-block-paragraph">• O culto a Deus, sem o amor ao irmão, não faz sentido. O nosso compromisso com Deus tem de se concretizar em obras em favor dos homens e em gestos libertadores, que levem ternura, misericórdia, à vida de todos aqueles que Deus coloca no nosso caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALMO RESPONSORIAL – SALMO 49 (50)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Refrão 1: A quem segue o caminho recto<br>darei a salvação de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Refrão 2: A quem procede rectamente<br>farei ver a salvação de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falou o Senhor, Deus soberano,<br>e convocou a terra, do Oriente ao Ocidente:<br>«Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo:<br>os teus holocaustos estão sempre na minha presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se tivesse fome, não to diria,<br>porque meu é o mundo e tudo o que nele existe.<br>Comerei porventura as carnes dos touros<br>ou beberei o sangue dos cabritos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oferece a Deus sacrifícios de louvor<br>e cumpre os votos feitos ao Altíssimo.<br>Invoca-Me no dia da tribulação:<br>Eu te livrarei e tu Me darás glória».</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEITURA II – Rom 4,18-25</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos</p>



<p class="wp-block-paragraph">Irmãos:<br>Contra toda a esperança, Abraão acreditou<br>que havia de tornar-se pai de muitas nações,<br>como tinha sido anunciado:<br>«Assim será a tua descendência».<br>Sem vacilar na fé,<br>não tomou em consideração nem a falta de vigor do seu corpo,<br>pois tinha quase cem anos,<br>nem a falta de vitalidade do seio materno de Sara.<br>Perante a promessa de Deus,<br>não se deixou abalar pela desconfiança,<br>antes se fortaleceu na fé, dando glória a Deus,<br>plenamente convencido<br>de que Deus era capaz de cumprir o que tinha prometido.<br>Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça».<br>Não é só por causa dele que está escrito «Foi-lhe atribuído»,<br>mas também por causa de nós,<br>que acreditamos n’Aquele que ressuscitou dos mortos,<br>Jesus, Nosso Senhor,<br>que foi entregue à morte por causa das nossas faltas<br>e ressuscitou para nossa justificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMBIENTE</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Paulo escreveu aos romanos, preocupava-o bastante a ameaça de cisão da Igreja: os cristãos oriundos do judaísmo e os cristãos oriundos do paganismo tinham perspectivas diferentes da salvação e pareciam em rota de colisão. As crises recentes em Corinto e na Galácia convenceram Paulo da gravidade da situação.<br>Esse problema também era sentido em Roma? No ano 49, um édito do imperador Cláudio obrigara os judeus a deixar Roma; a comunidade cristã ficara então totalmente entregue aos cristãos de origem pagã… Mas em 57/58, muitos judeus tinham já regressado e a comunidade cristã contava outra vez com um grupo significativo de judeo-cristãos. Estes, ao retornarem, encontraram uma comunidade cristã com características diferentes da que tinham deixado, dirigida por cristãos convertidos directamente do paganismo e completamente emancipada em relação às tradições judaicas. É de crer que os cristãos de origem judaica não se sentissem bem acolhidos e que não se coibissem de criticar as novas orientações. A questão provocou uma certa instabilidade na comunidade.<br>Dirigindo-se aos romanos e à Igreja em geral, o apóstolo vai procurar sublinhar aquilo que deve unir todos os crentes – judeus, gregos ou romanos. Para Paulo, apesar da universalidade do pecado (nesse aspecto, judeus e não judeus estão em pé de igualdade), Deus oferece a todos, de forma gratuita, a mesma salvação e de todos faz, em igualdade de circunstâncias, seus filhos. É por Cristo que essa salvação é oferecida aos homens. O cumprimento da Lei não salva, pois a salvação é um dom de Deus. Ao homem, resta-lhe acolher esse dom na fé (a fé é, neste contexto, entendida como adesão à proposta de salvação que, em Cristo, Deus oferece aos homens).<br>Como exemplo, Paulo apresenta a figura de Abraão (cf. Rom 4,1-12). O apóstolo demonstra que essa figura modelar para judeus e pagãos não foi salva pela Lei nem pelas obras, mas pela fé. O texto que nos é proposto insere-se neste ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENSAGEM</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paulo deixa claro – com argumentação tirada da própria Escritura – porque é que Abraão foi o depositário da “promessa” e se tornou uma fonte de bênção para a sua descendência<br>. Segundo Paulo, Abraão tornou-se uma referência fundamental para todos os crentes – judeus e não judeus – não por ter realizado obras meritórias ou por ter cumprido estrita e escrupulosamente a Lei; mas Abraão tornou-se um modelo para todos por ter sido o “homem da fé” (isto é, por ter sabido acolher o dom de Deus e por ter sabido responder-Lhe com a entrega incondicional, com a obediência radical, com a confiança ilimitada).<br>No texto que nos é proposto, Paulo descreve a grandeza e a profundidade da fé de Abraão. O exemplo apontado é talvez o mais conhecido e emblemático: apesar da idade avançada de Abraão e de Sara, a sua esposa, o patriarca não titubeou, não argumentou, não duvidou, quando Deus lhe anunciou o nascimento de Isaac. O facto dá conta da altura, da profundidade, da força, da heroicidade da fé de um homem que fez da sua vida uma entrega completa nas mãos de Deus, que confiou incondicionalmente em Deus, que esperou “contra toda a esperança” (vers. 18). Estas últimas palavras são uma expressão bíblica utilizada para definir a atitude do homem que reconhece tudo dever a Deus e que se entrega incondicionalmente nas suas mãos.<br>Para Paulo, não há qualquer dúvida: não foram as obras de Abraão, mas sim a sua fé (entrega, obediência, confiança) que o tornaram “o eleito” de Deus e uma fonte de vida e de bênção para os seus descendentes.<br>A conclusão é óbvia: não são as obras que fazemos que nos asseguram a salvação; mas o que nos assegura a vida plena e definitiva é a nossa fé – isto é, uma adesão radical, confiante, ilimitada à oferta de salvação que, em Jesus, Deus nos faz. A salvação não é uma conquista do homem, mas um dom de Deus, oferecido gratuitamente por amor, e que o homem é convidado a acolher com fé, com serenidade, com confiança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ACTUALIZAÇÃO</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reflexão pode fazer-se a partir das seguintes linhas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Este texto convida-nos a tomar consciência daquilo que deve ser a essência da nossa experiência religiosa. Manter uma relação verdadeira e forte com Deus não é primordialmente praticar todos os actos de piedade que conhecemos ou que inventamos, observar escrupulosamente os mandamentos da santa Igreja, ou cumprir à letra cada parágrafo do código de direito canónico… A “justificação” não está na Lei, mas na fé; por isso, a nossa experiência religiosa deve ser um encontro com esse Deus do amor, que nos oferece gratuitamente a salvação; e desse encontro deve resultar um abraçar a proposta de Deus, com total confiança e com total entrega.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Se a salvação é sempre um dom do amor de Deus e não uma conquista nossa, não se justifica qualquer atitude de arrogância ou de exigência do homem face a Deus. Temos de aprender a ver tudo o que somos e temos, não como a retribuição pelo nosso bom comportamento, mas como um dom gratuito de Deus – dom que nunca merecemos, por mais “bonzinhos” que sejamos. Diante dos dons de Deus, resta-nos o louvor e o agradecimento, por um lado, e a confiança, a entrega e a obediência, por outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• A reflexão de Paulo convida-nos, na mesma linha, a corrigir a imagem que fazemos de Deus… Ele não é um comerciante esperto, que paga com a mercadoria que tem em stock (a salvação) uma outra mercadoria que nós lhe vendemos (o nosso bom comportamento). Deus não precisa do nosso bom comportamento para nada… A salvação que Ele nos oferece é algo totalmente gratuito, que resulta do seu amor infinito e da sua vontade de nos ver plenamente felizes e realizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Como é que eu respondo ao dom de Deus? Com o orgulho e a auto-suficiência de quem não precisa de Deus para ser feliz e para se realizar? Com a “esperteza saloia” de quem pretende negociar com Deus para obter a salvação? Ou com o reconhecimento de que a salvação é um dom não merecido que, apesar de tudo, Deus me oferece e me convida a acolher?</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALELUIA – Lc 4,18</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aleluia. Aleluia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Senhor enviou-me a anunciar o evangelho aos pobres<br>e a liberdade aos oprimidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EVANGELHO – Mt 9,9-13</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele tempo,<br>Jesus ia a passar,<br>quando viu um homem chamado Mateus,<br>sentado no posto de cobrança dos impostos,<br>e disse-lhe: «Segue-Me».<br>Ele levantou-se e seguiu Jesus.<br>Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus,<br>muitos publicanos e pecadores<br>vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos.<br>Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos:<br>«Por que motivo é que o vosso Mestre<br>come com os publicanos e os pecadores?».<br>Jesus ouviu-os e respondeu:<br>«Não são os que têm saúde que precisam de médico,<br>mas sim os doentes.<br>Ide aprender o que significa:<br>‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’.<br>Porque Eu não vim chamar os justos,<br>mas os pecadores».</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMBIENTE</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nosso texto faz parte de uma longa secção, na qual Mateus põe Jesus – com as suas palavras e as suas acções – a anunciar o “Reino”. Essa secção vai de Mt 4,23 a 9,35.<br>Na primeira parte da secção (cf. Mt 5-7), Mateus apresenta o “sermão da montanha”: num discurso magnífico, Jesus apresenta a “lei” e o programa desse “Reino” que Ele veio propor: é o anúncio do “Reino” por palavras.<br>Na segunda parte da secção (cf. Mt 8-9), Mateus apresenta o anúncio do “Reino” através das acções de Jesus. O autor coloca-nos diante de três conjuntos de acções ou “milagres” de Jesus que tornam presente a realidade do “Reino” (cf. Mt 8,1-15; 8,23-9,8; 9,18-31); entre cada um desses conjuntos aparecem reflexões sobre o significado dos “gestos” de Jesus e apelos ao seu seguimento… O nosso texto (cf. Mt 9,9-13) insere-se precisamente neste esquema: é um apelo ao seguimento de Jesus.<br>Em resumo, temos nesta secção o anúncio do “Reino” nas palavras e nos gestos de Jesus. As palavras de Jesus anunciam a chegada desse mundo novo no qual os pobres e os débeis receberão a salvação de Deus; os gestos de Jesus mostram a realidade desse tempo novo de felicidade, de alegria, de libertação para todos. Os discípulos, evidentemente, são convidados a aderir a esse “Reino” que Jesus vem propor e a tornarem-se testemunhas desse mundo novo.<br>O texto que nos é proposto apresenta dois episódios distintos. No primeiro, temos o chamamento do publicano Mateus (vers. 9); no segundo, temos a descrição de um banquete em casa de Mateus e de uma controvérsia com os fariseus (cf. vers. 10-13).<br>Os publicanos estavam catalogados como pecadores públicos notórios. Eram os cobrado<br>res de impostos que, além de estarem ao serviço do opressor romano, tinham a fama (e é preciso dizer, também o proveito) de explorarem os pobres. A linguagem oficial associava-os aos ladrões, aos pagãos, aos assassinos e às prostitutas. Os publicanos eram considerados, para todos os efeitos, pecadores públicos, permanentemente afectados de impureza e que nem sequer podiam fazer penitência, pois eram incapazes de reconhecer todos aqueles a quem tinham defraudado. Os fariseus, muito ciosos da sua santidade, mudavam de passeio quando, na rua, viam um publicano vir ao seu encontro.<br>Eram, portanto, gente desclassificada (apesar de rica), impura, considerada amaldiçoada por Deus e, portanto, completamente à margem da salvação.<br>Tudo isto nos permite perceber o inaudito da situação criada por Jesus: Ele não só chama um publicano para o seu grupo de discípulos, como também aceita sentar-Se à mesa com ele (estabelecendo assim com ele laços de familiaridade, de fraternidade, de comunhão). O comportamento de Jesus é, não só atentatório da moral e dos bons costumes, mas uma verdadeira provocação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENSAGEM</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relato da vocação de Mateus (vers. 9) não é substancialmente distinto do relato do chamamento de outros discípulos (cf. Mt 4,18-22): em qualquer dos casos fala-se de homens que estão a trabalhar, a quem Jesus chama e que, deixando tudo, seguem Jesus. Os “chamados” não são “super-homens”, seres perfeitos e santos, estranhos ao mundo, pairando acima das nuvens, sem contacto com a vida e com os problemas e dramas dos outros homens e mulheres; mas são pessoas normais, que vivem uma vida normal, que trabalham, lutam, riem e choram… No entanto, todos são chamados ao seguimento de Jesus. O verbo “akolouthéô”, aqui utilizado na forma imperativa, traduz a acção de “ir atrás” e define a atitude de um discípulo que aceita ligar-se a um “mestre”, escutar as suas lições e imitar os seus exemplos de vida… É, portanto, isso que Jesus pede a Mateus. Mateus, sem objecções nem pedidos de esclarecimento, deixa tudo e aceita ser discípulo, numa adesão plena, total e radical a Jesus e às suas propostas de vida. Mateus define aqui o caminho do verdadeiro discípulo: é aquele que, na sua vida normal, se encontra com Jesus, escuta o seu convite, aceita-o sem discussão e segue Jesus de forma incondicional. A esta adesão ao chamamento de Deus chama-se “fé”.<br>No relato de vocação de Mateus há, no entanto, um dado novo em relação a outros relatos de vocação: é que aqui, o “chamado” é um cobrador de impostos. Já sabemos que os cobradores de impostos eram gente desclassificada, excluída da vida social e religiosa do Povo de Deus, catalogada como pecadora, e sem qualquer possibilidade de salvação e de relação com Deus. Jesus, no entanto, pretende demonstrar que, na casa do “Reino”, há lugar para todos, mesmo para aqueles que o mundo considera desclassificados e marginais. Deus tem uma proposta de salvação para apresentar a todos os homens, sem excepção; e essa proposta não distingue entre bons e maus: é uma proposta que se destina a todos aqueles que estiverem interessados em acolhê-la.<br>Na segunda parte do nosso texto (vers. 10-13), temos uma controvérsia entre Jesus e os fariseus, porque Jesus – depois de convidar o publicano Mateus a integrar o seu grupo de discípulos (coisa inaudita, que nenhum “mestre” da época aceitaria) – ainda “desceu mais baixo” e aceitou sentar-Se à mesa com os publicanos e pecadores.<br>O “banquete” era, para a mentalidade judaica, o lugar do encontro, da fraternidade, onde os convivas estabeleciam laços de família e de comunhão. Sentar-se à mesa com alguém significava estabelecer laços profundos, íntimos, familiares, com essa pessoa. Por isso, o “banquete” é, para Jesus, o símbolo mais apropriado desse “Reino” de fraternidade, de comunhão, de amor sem limites, que Ele veio propor aos homens (Mt 22,1-14; cf. Mt 8,11-12). Ao sentar-Se à mesa com os publicanos e pecadores, Jesus está a dizer, de forma clara, que veio apresentar uma proposta de salvação para todos, sem excepção; e que nesse mundo novo, todos os homens e mulheres (independentemente das suas opções ou decisões erradas) têm lugar. A única condição que há para sentar-se à mesa do “Reino” é estar disposto a aceitar essa proposta que é feita por Jesus.<br>Os fariseus (que estão mais preocupados com as obras, com os comportamentos externos, com o cumprimento estrito da Lei) não entendem isto. Jesus recorda-lhes que “não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes” (vers. 12); e cita, a propósito, a frase de Oseias que encontramos na primeira leitura: “prefiro a misericórdia ao sacrifício” (vers. 13). Há, nas afirmações de Jesus, uma certa ironia: os fariseus julgavam-se justos e bons, porque cumpriam a Lei; mas, na perspectiva de Deus, os “justos” não são os que estão satisfeitos consigo próprios e vivem isolados na sua auto-suficiência, mas são todos aqueles que não se conformam com a triste situação em que vivem, estão dispostos a acolher o dom de Deus e a aderir à sua proposta de salvação.<br>Para Deus, o que é decisivo, portanto, não é o cumprimento estrito das regras, das leis e dos actos de culto; para Deus, o que é decisivo é estar disposto a acolher a proposta de salvação que Ele faz e a entregar-se confiadamente nas suas mãos. Todos aqueles que, na sua humildade e dependência, estão nesta atitude podem integrar a comunidade do “Reino” e fazer parte da comunidade de Jesus, da comunidade da salvação.<br>Deus chama todos os homens sem excepção. Os que se consideram bons e justos, frequentemente acham que não precisam do dom de Deus, pois eles merecem, pelos seus actos, a salvação; mas a verdade é que a salvação é sempre um dom gratuito de Deus, não merecido pelo homem… O que Deus pede ao homem (seja ele bom ou mau, pecador ou santo, justo ou injusto) é que aceite o dom de Deus, escute o chamamento de Jesus e, sem objecções, com total confiança e disponibilidade, aceite o convite para seguir Jesus, para ser seu discípulo e para integrar a comunidade do “Reino”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ACTUALIZAÇÃO</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reflexão e a partilha desta Palavra podem fazer-se contando com os seguintes dados:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• A questão essencial é esta: Deus tem um projecto de salvação e de vida plena que oferece, de forma gratuita, a todos os homens. Essa salvação é um dom e não algo que nós podemos exigir de Deus. Todos os homens são chamados a fazer parte da comunidade do “Reino”: Deus não exclui nem discrimina ninguém. O que é decisivo não é o cumprimento das leis e das regras, mas a forma como respondemos ao chamamento que Deus nos faz. Podemos ficar numa atitude de auto-suficiência, achando que não precisamos do dom de Deus porque cumprimos os mandamentos e achamos que Deus não tem outra solução senão salvar-nos; ou podemos escutar o chamamento de Deus, aderir à sua proposta, tornarmo-nos discípulos, seguir confiadamente Jesus no seu caminho de amor e de entrega. De acordo com a catequese de Mateus, a primeira atitude exclui-nos da comunidade da salvação, enquanto que a segunda atitude nos integra na comunidade do “Reino”. Em que atitude estou eu?</p>



<p class="wp-block-paragraph">• A história de Mateus dá-nos algumas indicações acerca da forma como responder ao chamamento de Deus. Mateus, convidado por Jesus a integrar a comunidade do “Reino”, considerou tudo como secundário, abandonou os projectos pessoais (que passavam pela aposta nos bens materiais, mesmo se conseguidos com recurso à exploração e à injustiça) e correu atrás de Jesus. É esta resposta pronta, decidida, radical, plena, que eu dou aos desafios de Deus? O “Reino” é, para mim, algo de fundamental, que se sobrepõe a todos os outros valores, ou um projecto secundário, que me ocupa nas horas vagas, mas não é uma prioridade na minha vida?</p>



<p class="wp-block-paragraph">• A Palavra de Deus que aqui nos é proposta sugere também que na comunidade do “Reino” não há cristãos de primeira e cristãos de segunda (conforme cumprem ou não as leis e as regras). O que há é pessoas a quem Deus chama e que respondem ou não ao seu convite. De qualquer forma, não pode haver, na comunidade cristã, qualquer tipo de discriminação ou de marginalização…</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 10º DOMINGO DO TEMPO COMUM<br>(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.<br>Ao longo dos dias da semana anterior ao 10º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. UMA “NOBRE SIMPLICIDADE”.<br>No recomeço do tempo comum na liturgia (já há duas semanas), fomos convidados à economia dos meios. Depois de uma longa série de domingos festivos, reencontrámos o tempo comum. A celebração reencontra um aspecto comum (tal não significa rotina!), talvez com menos cânticos e com menos arranjos florais e admonições… É tempo para deixar as comunidades, de modo sereno, ter tempo para reencontrar o seu Senhor. A “nobre simplicidade” recomendada pelo Concílio encontra, no tempo comum, um momento favorável à sua expressão. O silêncio e a economia de símbolos farão reforçar as palavras, os gestos e símbolos habituais da liturgia dominical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. UMA MESMA ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO.<br>Estamos no tempo comum. Do 10º ao 14º domingo, os textos bíblicos estão centrados na missão da Igreja. Podemos, pois, unificar estes cinco domingos, através da mesma aclamação ao Evangelho ou de algum cântico sobre a missão, a repetir em todos estes domingos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.<br>Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final da primeira leitura:<br>Bendito sejas, nosso Deus, pela comunhão que nos ofereces: o que Te agrada não são as grandes despesas, mas um coração amável, o desejo de Te conhecer em todo o tempo e a fidelidade dos nossos pensamentos para Ti.<br>Livra-nos de Te esquecer, preserva-nos dos sentimentos fugidios, sustenta a nossa fraqueza pelo teu Espírito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final da segunda leitura:<br>Nosso Pai, nós Te damos glória pelos modelos de fé que Tu nos deste por Abraão, mas sobretudo por Jesus, Ele que se entregou pelas nossas faltas e Tu ressuscitaste para nossa justificação.<br>Que o teu Espírito reavive a nossa fé, que nós estejamos plenamente convencidos de que tens o poder de cumprir o que prometeste, a nossa ressurreição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final do Evangelho:<br>Deus nosso Pai, nós Te damos graças pela primeira vinda do teu Filho, pois Ele tornou-Se tão próximo de nós, sentou-se até à mesa dos pecadores, para nos convidar a segui-l’O.<br>Nós Te pedimos por todas as nossas comunidades: que o teu Espírito nos torne acolhedores para com todos os nossos próximos e que as nossas assembleias sejam sinais vivos da universalidade da tua salvação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.<br>Pode-se escolher a Oração Eucarística para a Reconciliação I, em harmonia com a primeira leitura e o Evangelho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. PALAVRA PARA O CAMINHO.<br>«Segue-Me!» Espantoso ver Mateus, o publicano, levantar-se imediatamente e seguir Jesus! O pôr em prática a nossa fé em Cristo exprime-se através dos gestos concretos da nossa vida quotidiana. Para nós, quais? As belas ideias e os mais generosos projectos permanecem estéreis se ficarem letra morta. O nosso amor é mais consistente que “o nevoeiro da manhã, como o orvalho da madrugada, que logo se evapora”? A verificar!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Dehonianos</p>
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		<title>Homilia do D. José Maria Pereira – X Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:28:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[x domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vocação, Resposta, Sacrifício! Dom José Maria Pereira No Evangelho de hoje (Mt 9,9-13), ouvimos o evangelista Mateus, que descreve seu primeiro encontro com Jesus. Mateus apresenta-se numa coletoria de impostos. Trata-se, portanto, de um publicano, uma pessoa a serviço dos romanos que os zelotas detestavam e os fariseus desprezavam. Antes de se despedir de sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vocação, Resposta, Sacrifício!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Evangelho de hoje (Mt 9,9-13), ouvimos o evangelista Mateus, que descreve seu primeiro encontro com Jesus. Mateus apresenta-se numa coletoria de impostos. Trata-se, portanto, de um publicano, uma pessoa a serviço dos romanos que os zelotas detestavam e os fariseus desprezavam. Antes de se despedir de sua profissão, Mateus oferece um jantar a Jesus e aproveita para convidar os amigos. Ele quer apresentar aos colegas o Mestre que mudou sua vida. Sua casa assim se enche de cobradores de impostos, que o próprio Jesus sabia que eram “pecadores”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale destacar, no texto em questão, o chamado que Jesus faz a Mateus, precisamente quando estava sentado no banco dos impostos. Podemos imaginar a surpresa e a perplexidade de Mateus quando Jesus o chama. Também há nossa surpresa e a nossa perplexidade quando nos sabemos chamados!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser cristão é ser chamado; a condição cristã é uma vocação. A todos nos escolheu o Senhor, um a um, para segui-Lo, imitá-Lo e prosseguir no mundo a sua obra. Vocação designa o chamado gratuito de Deus a sermos seus filhos adotivos, em Jesus Cristo e partícipes de sua missão redentora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chama todos à santidade, por caminhos diversos, com missões específicas dentro da única missão da Igreja. Vocação é esse chamado individual para seguir um caminho que leva a Deus. É o ato eterno e gratuito de Deus pelo qual se desvela a alguém o “porquê” e o “para quê” de sua vida mediante a revelação, em um momento determinado de eleição precedente, do caminho de santidade e de apostolado que deseja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vocação liga-se ao seu próprio ser. Vocação e pessoa se fazem uma só coisa. Por isso, desde a eternidade, desde que começamos a existir nos planos do Criador, e Ele nos quis como criaturas, também nos quis chamados, predispondo em nós os dons e as condições para a resposta pessoal, consciente e oportuna ao chamado. Chama –nos porque ama-nos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A descoberta da vocação pessoal é o momento mais importante de toda a vida. Da resposta fiel a esse chamado divino dependem a felicidade própria e a de muitos. “De que tu e eu sejamos fiéis, dependem muitas coisas grandes”. Deus cria-nos, prepara-nos e chama-nos em função de um plano eterno. O que eleva o homem, o que normalmente lhe confere uma personalidade, é a consciência de sua tarefa concreta. É isso que enche uma vida de sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale a pena cuidar da vocação, pois é o maior presente que Deus poderia dar. Por isso, é necessário ver a vida não somente de forma natural, pelo olhar comum e concreto. Para ver o sentido da vida, precisamos de oração, de visão sobrenatural. Não se pode querer que a vida seja explicada humanamente. A explicação é divina!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os assuntos da nossa alma não andam, quando perdemos a saúde – e nunca estamos inteiramente bons –, Jesus dispõe – se a ajudar – nos mais. Não se afasta de nós, não dá ninguém por perdido, nem sequer diante de um defeito, de um aspecto em que podemos e devemos melhorar, porque nos chama à santidade e tem preparadas as graças de que precisamos. A vontade salvadora de Cristo para cada um dos seus discípulos, para nós, é a garantia de alcançarmos o que Ele mesmo nos pede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Senhor diz-nos a cada um: “ quero misericórdia e não sacrifício” (Mt 9, 13), e se alguma vez permite que sejamos atingidos pela dor e pelo sofrimento, é porque convém, é porque há uma razão mais alta – que, às vezes, não compreendemos –, que redundará em benefício de nós mesmos, da família, dos amigos, de toda a Igreja; é porque quer para nós um bem superior, como a mãe permite que o filho passe por uma operação dolorosa para recuperar plenamente a saúde. São momentos para crermos com fé firme, para avivarmos a esperança, pois só essa virtude nos ensinará a encarar como um tesouro aquilo que humanamente se apresenta como um fracasso ou uma desgraça. São momentos para nos aproximarmos do Sacrário e dizermos devagar ao Senhor que queremos tudo o que Ele queira. “Este é o nosso grande engano – escreve Santa Teresa –, não nos abandonarmos inteiramente ao que o Senhor faz, porque Ele sabe melhor o que nos convém”. É o momento de entendermos a palavra de São Paulo: “Sabemos que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio”(Rm 8, 28).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Jesus, o que Tu “quiseres”…, eu o amo” (Caminho, 773).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recorda – nos São Paulo que Abraão, apoiado na esperança, creu contra toda a esperança que chegaria a ser pai de muitas nações, segundo lhe havia sido prometido (cf. Rm 4, 18 – 25). E comenta São João Paulo ll: “Direis ainda: ’Como pode isso acontecer?’ Acontece porque se prende com três verdades: Deus é onipotente, Deus tem por mim um amor imenso, Deus é fiel às suas promessas. E é Ele, o Deus das misericórdias, quem acende em mim a confiança; portanto, eu não me sinto nem só, nem inútil, nem abandonado, mas implicado num destino de salvação que desembocará um dia no Paraíso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como é que o Senhor nos há de deixar sós diante dos obstáculos que possam surgir para vivermos de acordo com a chamada que nos dirigiu? Ele nos estende a sua mão de muitas formas: normalmente, na oração diária, nos momentos em que cumprimos fielmente o nosso plano de vida espiritual, nos Sacramentos e, particularmente, através dos conselhos que recebemos na direção espiritual. A esperança de sermos santos depende de que aceitemos essa mão amorosa que Ele nos estende diariamente. É uma virtude que não se baseia no nosso valor, nas nossas condições pessoais ou na ausência de dificuldades, mas no querer de Deus, na sua vontade de que alcancemos a meta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mesmo que eu ande por entre as sombras da morte, não terei temor algum. Nem as minhas misérias nem as tentações do inimigo hão de preocupar-me, porque o Senhor está comigo” (Forja, 194).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Disse Jesus: “Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9,13).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Antigo Testamento só conhecia um tipo de sacrifício: aquele dos animais, ou dos frutos da terra: o holocausto e a oblação. Já os profetas tinham se manifestado contra a ideia de sacrifício: “ Porventura comerei carne de touros? Beberei, acaso, o sangue dos carneiros?” (Sl 49). Veio, enfim, Jesus, que virou completamente a situação. Aboliu o sacrifício de touros e cordeiros e aprovou o sacrifício de si mesmo. Assim, aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova economia. “E então declarou: ‘Eis que vim para fazer a tua vontade’. Com isso, ele suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo” (Hb 10, 9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus iniciou um novo tipo de sacrifício, aquele que consiste em sacrificar, no altar da vontade de Deus, o próprio corpo, isto é, a nós mesmos. Ele deu o exemplo: ao cordeiro pascal, tirado do rebanho, Jesus substituiu a si mesmo, como verdadeiro Cordeiro de Deus. A salvação da humanidade brotou deste novo sacrifício. “É em virtude desta vontade de Deus que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas” (Hb 10, 10).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há várias faces para abordar o tema do sacrifício: Jesus ofereceu um sacrifício uma vez por todas (cf. Hb 10,12): na Missa nós atualizamos aquele único sacrifício. Mas falta nosso sacrifício. Falta cumprir o que falta à paixão de Cristo (cf. Cl 1,24). Esse sacrifício Jesus não o aboliu, pelo contrário, ele disse que, sem esta nossa participação, não se entra no Reino: “Quem não renega a si mesmo…” (cf. Lc 9, 23). A verdade é, se não negarmos ao corpo certas exigências insaciáveis, não ficamos espirituais, mas sim carnais.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Mas, não somente o corpo. Se o sacrifício, por excelência, é fazer a vontade de Deus, é sobre o sacrifício interior que se deve insistir, o sacrifício do Eu, do orgulho. É, sobretudo, dentro de nós que devemos procurar a vítima do sacrifício. O sacrifício perfeito é aquele que começa com a conversão do coração: “Sacrifício para Deus é um espírito contrito; um coração contrito e humilhado, ó Deus, tu não desprezas” (51 (50), 19).</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Esse sacrifício, assim concebido, não se opõe ao amor e à misericórdia, mas prepara o caminho para o amor e a misericórdia. Somente quem sabe dizer algum não, a si mesmo, pode ajudar os irmãos a perdoar, a compreender, enfim, a usar de misericórdia para com os outros.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Somente quem conseguiu saber resistir a si mesmo, culpar-se alguma vez, dizer algum “não”, geralmente é capaz de dar razão, de dizer “sim” ao irmão, de compreendê-lo, de perdoá-lo, de usar, enfim, de misericórdia para com ele. O cristão nunca se sacrifica em abstrato, mas em favor de alguém, como Cristo, que se entregou ao sacrifício “por nós”. Os santos mais austeros consigo mesmos eram os mais amáveis e generosos para com os outros. São Francisco, para reprimir um movimento contrário à virtude em seu corpo, era capaz de rolar nu, na neve, em pleno inverno; mas era capaz também de se levantar à noite para comer, a fim de acompanhar um confrade que estava com fome e tinha vergonha de comer sozinho. Assim fez Jesus, antes de todos os santos: passou quarenta dias no deserto, jejuando e, talvez, também depois, contentou-se em comer o que lhe preparavam e quando preparavam. Mas foi almoçar na casa de Mateus para agradar a ele e a seus amigos e para mostrar sua misericórdia.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">O sacrifício de Cristo e o nosso não podem caminhar paralelos, mas juntos. </p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Peçamos a intercessão da Virgem Maria para vivermos sempre na alegria da experiência cristã. Mãe Misericordiosa, Nossa Senhora, suscite em nós sentimentos de abandono filial em Deus, que é misericórdia infinita; ajude-nos a fazer nossa a oração que Santo Agostinho enuncia numa conhecida passagem de suas Confissões: “Tem piedade de mim, Senhor! Aqui estão, não escondo as minhas feridas: Tu és o Médico, eu o doente; Tu és o Misericordioso, eu o miserável… Cada esperança minha se coloca na tua grande misericórdia!” (X, 28.29; 39.40).</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>Dom José Maria Pereira.</strong></p>
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		<title>Homilia do D. Anselmo Chagas de Paiva – X Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:28:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vocação de Mateus Mt 9, 9-13 Caros irmãos e irmãs, O Evangelho que nos é proposto para a nossa reflexão neste domingo nos apresenta dois episódios distintos. No primeiro, temos o chamamento do publicano Mateus (v. 9); no segundo, temos a descrição de um banquete na casa de Mateus e uma controvérsia com os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A vocação de Mateus</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mt 9, 9-13</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caros irmãos e irmãs,</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Evangelho que nos é proposto para a nossa reflexão neste domingo nos apresenta dois episódios distintos. No primeiro, temos o chamamento do publicano Mateus (v. 9); no segundo, temos a descrição de um banquete na casa de Mateus e uma controvérsia com os fariseus (cf. v. 10-13).  Os cobradores de impostos, também chamados de publicanos, eram considerados pecadores públicos, permanentemente atingidos pela de impureza e nem sequer podiam fazer penitência, pois eram incapazes de reconhecer todos aqueles a quem tinham defraudado.  Eram, portanto, impuros, e tidos como amaldiçoados por Deus e estavam excluídos da salvação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os que são chamados por Jesus nem sempre são os mais perfeitos e santos.&nbsp; Podemos lembrar, por exemplo, do chamamento de Saulo de Tarso (cf. At 9,1-19), conhecido e temido perseguidor dos cristãos, que nutria um ódio de morte contra o nome de Jesus. Pois foi exatamente este fariseu chamado no caminho de Damasco que o Senhor escolheu para fazer dele o mensageiro dos seus ensinamentos e que muito haveria de sofrer pelo nome de Cristo (cf. At 9 15-16).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na figura de Mateus, portanto, os Evangelhos propõem-nos um verdadeiro e próprio paradoxo:&nbsp; quem aparentemente está afastado da santidade pode até tornar-se um modelo de acolhimento da misericórdia de Deus e deixar entrever os seus maravilhosos efeitos na própria existência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus acolhe no grupo dos seus íntimos um homem que, segundo as concepções em vigor na Israel daquele tempo, um pecador público. De fato, Mateus não só administrava dinheiro considerado impuro devido à sua proveniência de pessoas estranhas ao povo de Deus, mas colaborava também com uma autoridade estrangeira odiosamente ávida, cujos tributos podiam ser determinados também de modo arbitrário. Por estes motivos, mais de uma vez os Evangelhos falam unitariamente de &#8220;publicanos e pecadores&#8221; (Mt 9,10; Lc 15,1), de &#8220;publicanos e prostitutas&#8221; (Mt 21,31). Enquanto a opinião popular os associava a &#8220;ladrões, injustos, adúlteros&#8221; (Lc 18,11). Com base nestes elementos, podemos dizer que Jesus não exclui ninguém da própria amizade. Ao contrário, precisamente porque se encontra à mesa em casa de Mateus, também conhecido como Levi, em resposta a quem falava de escândalo pelo fato de ele frequentar companhias pouco recomendáveis, pronuncia a importante declaração:&nbsp; &#8220;Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores&#8221; (Mc 2, 17).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o que temos na segunda parte do nosso texto (vv. 10-13), quando surge uma controvérsia entre Jesus e os fariseus, porque Jesus – depois de convidar o publicano Mateus a integrar o seu grupo de discípulos, algo que certamente nenhum “mestre” da época aceitaria, ainda se colocou à mesa com os publicanos e pecadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isto nos permite perceber o inaudito da situação criada por Jesus: Ele não só chama um publicano para o seu grupo de discípulos, como também aceita sentar-Se à mesa com ele (estabelecendo assim com ele laços de familiaridade, de fraternidade, de comunhão). O comportamento de Jesus é, não só atentatório da moral e dos bons costumes, mas uma verdadeira provocação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No texto do Evangelho, Jesus desconcerta os fariseus, que ficam escandalizados, não tendo coragem de perguntar a Ele, mas perguntam aos Seus discípulos o porquê do mestre deles comer com os cobradores de impostos e pecadores. Nesse momento, Jesus toma a palavra, porque, nessa hora, se faz necessário que Ele intervenha, porque aí está o centro de seu anúncio, pois Ele veio não para chamar os justos, mas os pecadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O “banquete” era, para a mentalidade judaica, o lugar do encontro, da fraternidade, onde os convivas estabeleciam laços de família e de comunhão. Sentar-se à mesa com alguém significava estabelecer laços profundos, íntimos, familiares, com essa pessoa. Por isso, o “banquete” é, para Jesus, o símbolo mais apropriado desse “Reino” de fraternidade, de comunhão, de amor sem limites, que Ele veio propor aos homens (Mt 22,1-14; cf. Mt 8,11-12). Ao sentar-Se à mesa com os publicanos e pecadores, Jesus está a dizer, de forma clara, que veio apresentar uma proposta de salvação para todos, sem exceção; e que nesse mundo novo, todos os homens e mulheres têm um lugar. A única condição que há para sentar-se à mesa do “Reino” é estar disposto a aceitar o convite que é feito por Jesus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Evangelho de hoje Jesus quer mostrar que o olhar de Deus para a nossa vida é transformador. Jesus é a tradução desse olhar do Pai para cada homem, mesmo sendo ele pecador.&nbsp; Jesus, ao olhar para o pior dos pecadores, vê surgir a possibilidade de transformação, que, por sua vez só é possível no amor.&nbsp; Isso é demonstrado pela segunda leitura de hoje, tirada da Carta de São Paulo aos Romanos, ligado ao tema da justificação. Nosso Deus é justo porque Ele nos justifica, melhor dizendo, porque nos torna justos. Ele é justo e o modo de como se dá essa transformação, segundo São Paulo, é pela justificação. &nbsp; Nós somos justificados pela fé. Nós somos transformados na medida em que, acolhendo e aceitando esse olhar misericordioso de Deus por nós, nós nos voltamos para Deus transformados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando chamava os Apóstolos, Cristo dizia a cada um: “Segue-Me!” (Mt 4, 19; 9,9; Mc 1,17; 2,14; Lc 5,27; Jo 1,43; 21,19). Desde há dois mil anos que Ele continua a dirigir o mesmo convite a muitas pessoas. Este verbo “seguir” era usado nas escolas daquele tempo e indicava que uma pessoa começava a frequentar as lições do mestre e que se comprometia a seguir os seus ensinamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os relatos bíblicos o evangelista Mateus está sempre presente nos elencos dos Doze escolhidos por Jesus (cf. Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15; At 1,13). O seu nome hebraico significa &#8220;dom de Deus&#8221;. O primeiro Evangelho canônico, que tem o seu nome, apresentado no elenco dos Doze com uma qualificação bem clara: &#8220;o publicano&#8221; (Mt 10,3). Desta forma ele é identificado com o homem sentado no banco dos impostos, que Jesus chama ao seu seguimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada Celebração Eucarística é também Isto: nós, pecadores, sentamos à mesa com Jesus, como ocorreu na casa de Mateus. É a mesa dos pecadores famintos e que precisam do alimento pão e da Palavra e precisam também da companhia de Jesus.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história da vocação de Mateus também nos convida a ainda refletir sobre cada um de nós.&nbsp; Somos ainda chamados a imitar o gesto de Mateus, a aceitar o convite de Jesus que sempre nos convida a uma vida nova, deixando para trás nossos erros, nossos pecados e nossas fraquezas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas chama também a nossa atenção o gesto de Mateus diante do chamado de Jesus: imediatamente ele se levantou e o seguiu. Neste &#8220;levantar-se&#8221; é legítimo ver o abandono de uma situação de pecado e ao mesmo tempo a adesão consciente a uma existência nova, reta, na comunhão com Cristo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peçamos a sua intercessão da Virgem Maria para que possamos viver sempre na alegria a experiência da vida cristã e suscite em nós sentimentos de abandono filial em Deus, que é misericórdia e bondade, e nos ajude a trilhar sempre o caminho a santidade. Assim seja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Mosteiro de São Bento / RJ</p>
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		<title>X Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:16:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[x domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para a homilia da Solenidade de Pentecostes (Ano A)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para a homilia:</p>
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<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-x-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Roteiro homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-x-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia de D. José Maria Pereira</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-anselmo-chagas-de-paiva-x-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia de D. Anselmo Chagas de Paiva</a></li>
</ul>


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