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	<title>Presbíteros</title>
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	<description>Uma ampla biblioteca para formação permanente, com temas de espiritualidade, pastoral, teologia, direito canônico e liturgia, além de roteiros homiléticos e diversos outros materiais, sempre em total sintonia com o Magistério da Igreja.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 27 Jul 2026 15:33:03 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Presbíteros</title>
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		<title>Preces – XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-xviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:32:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xviii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: Irmãos e irmãs, através dessa Santa Missa, Cristo perfeito mediador entre Deus e os homens, se oferece ao Pai como Sacrifício de Louvor. Por isso, com confiança, apresentemos a Cristo nosso Sacerdote e nossa Hóstia de Amor, as preces de nossa assembleia: Todos: Sacerdote eterno, escutai nossa oração! 1. “Em seguida partiu os pães, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><strong>Sacerdote:</strong> Irmãos e irmãs, através dessa Santa Missa, Cristo perfeito mediador entre Deus e os homens, se oferece ao Pai como Sacrifício de Louvor. Por isso, com confiança, apresentemos a Cristo nosso Sacerdote e nossa Hóstia de Amor, as preces de nossa assembleia:</p>
<p dir="ltr"><strong>Todos:</strong> <em>Sacerdote eterno, escutai nossa oração!</em></p>
<p dir="ltr">1. “Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram as multidões” (Mt 14, 19). Senhor Jesus, que alimentais a Igreja pelas mãos dos vossos sacerdotes e bispos, fazei-nos crescer no amor e na oração por aqueles a quem consagrastes como nossos pastores. Rezemos ao Senhor.</p>
<p dir="ltr">2. “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14, 16). Dai a todos os pastores da Igreja um coração generoso que os faça renovar a cada dia a total oblação de seu ser por amor a vós e por vosso povo. Rezemos ao Senhor.</p>
<p dir="ltr">3. “Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam” (Sl 144, 15). Vós que olhais com predileção para os pobres, fazei de nós servidores de vossa providência para os que tem menos do que nós. Rezemos ao Senhor.</p>
<p dir="ltr">4. “Ouvi e tereis vida” (Is 55, 3). Fazei que perseveremos na escuta de vossa Palavra, para que nela tenhamos vida plena. Rezemos ao Senhor.</p>
<p dir="ltr">5. “Nem a morte (&#8230;) será capaz de nos separar do amor de Deus” (Rm 8, 38-39). Vós que tendes por nós amor mais forte do que a morte, conduzi-nos todos a vossa morada, onde esperamos estar convosco e com nossos irmãos falecidos. Rezemos ao Senhor.</p>
<p dir="ltr"><strong>Sacerdote:</strong> Deus nosso Salvador, escutai com bondade as preces que vossa Palavra nos inspirou, e concedei-nos sempre os dons da unidade e da paz. Vós que viveis e reinais para sempre.</p>
<p dir="ltr"><em>Amém.</em></p>
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		<title>Roteiro Homilético – XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:31:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xviii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Salmo 69, 2.6 ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me. Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor. Introdução ao espírito da Celebração Todos andamos perturbados com a carência de alimento e com a insuficiência de água existentes no mundo. Na realidade, é um problema que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p><em>Salmo 69, 2.6</em></p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me. Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>Todos andamos perturbados com a carência de alimento e com a insuficiência de água existentes no mundo. Na realidade, é um problema que afecta grande parte da humanidade.</p>
<p>Ora, a Liturgia da Palavra deste domingo leva-nos a reflectir com que iguarias procuramos nós satisfazer a nossa fome ou em que fonte matamos a nossa sede. Procura ainda levar-nos a pensar se nos sentimos satisfeitos ou desiludidos com o que descobrimos, ou se, pelo contrário, os nossos desejos mais profundos não se estão a realizar plenamente. O que falta a cada um de nós, para nos saciarmos?</p>
<p>Procuremos pensar naquilo que possuímos e nas graças que devemos dar a Deus por tudo isso, mas lembremo-nos também de pedir perdão pelas incoerências quotidianas que realizamos na nossa vida.</p>
<p>ORAÇÃO COLECTA: Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> O profeta Isaías, nesta leitura, fala-nos da abundância do alimento material, mas tal fartura de alimento é já a preparação da riqueza dos tempos messiânicos e imagem de outro manjar que o Senhor vem trazer: a participação na vida divina que sacia os desejos mais profundos do homem.</p>
<p><em><strong>Isaías</strong> 55, 1-3</em></p>
<p><em><strong><sup>1</sup>Eis o que diz o Senhor: «Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite. <sup>2</sup>Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta e o vosso trabalho naquilo que não sacia? Se me escutais, haveis de comer do melhor e saborear pratos deliciosos. <sup>3</sup>Prestais-Me atenção e vinde a Mim; escutai e a vossa alma viverá. Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a David.</strong></em></p>
<p>A leitura, tirado do final do 2º Isaías, o chamado «livro da consolação» (<em>Is</em> 40 – 55) contém um apelo aos exilados que se mostram renitentes em regressar à pátria, apelo que tem grande actualidade para a alma indecisa e apegada a tantas solicitações que a afastam do amor de Deus: somente a quem tem «sede» de Deus e não está desapegado do «<em>dinheiro»,</em> isto é, dos bens efémeros, (v. 1) é que pode participar no «banquete messiânico», saboreando os bens da «<em>aliança eterna», </em>da graça da salvação (v. 3), simbolizados no «<em>vinho e leite»</em> (v. 1) e no «<em>comer do melhor e saborear pratos deliciosos» </em>(v. 2).</p>
<h3>Salmo Responsorial</h3>
<p><em>Salmo</em> 144 (145), 8-9.15-16.17-18 (R. cf. 16)</p>
<p><strong>Monição:</strong> Com este salmo de meditação, declaramos a generosidade de Deus, nosso Pai. Vamos repetindo, em ambiente de louvor e de admiração, que confiamos na palavra do Senhor e que aguardamos o cumprimento das suas promessas.</p>
<p><strong>Refrão:</strong> <em><strong>ABRIS, SENHOR, AS VOSSAS MÃOS  E SACIAIS A NOSSA FOME.</strong></em></p>
<p><em><strong>O Senhor é clemente e compassivo,</strong></em></p>
<p><em><strong>paciente e cheio de bondade.</strong></em></p>
<p><strong><em>O Senhor é bom para com todos</em></strong></p>
<p><em><strong>e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.</strong></em></p>
<p><em><strong>Todos têm os olhos postos em Vós</strong></em></p>
<p><strong><em>e a seu tempo lhes dais o alimento.</em></strong></p>
<p><strong><em>Abris as vossas mãos</em></strong></p>
<p><strong><em>e todos saciais generosamente</em></strong>.</p>
<p><em><strong>O Senhor é justo em todos os seus caminhos</strong></em></p>
<p><em><strong>e perfeito em todas as suas obras.</strong></em></p>
<p><em><strong>O Senhor está perto de quantos O invocam</strong></em>,</p>
<p><em><strong>de quantos O invocam em verdade</strong></em>.</p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> O trecho desta Carta de S. Paulo aos Romanos leva-nos a considerar o ideal dos verdadeiros seguidores de Cristo. Se pretendemos ser coerentes, nada deveria separar-nos d’Ele: nem as adversidades, nem as perseguições, nem o cansaço, nem a morte&#8230; É na resposta a esta exigência que demonstramos a verdade da nossa adesão a Cristo.</p>
<p><em><strong>Romanos 8, 35.37-39</strong></em></p>
<p><em><strong>Irmãos: <sup>35</sup>Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? <sup>37</sup>Mas em tudo isto somos vencedores, graças Àquele que nos amou. <sup>38</sup>Na verdade, eu estou certo de que nem a morte nem a vida, nem os Anjos nem os Principados, nem o presente nem o futuro, nem as Potestades <sup>39</sup>nem a altura nem a profundidade nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que se manifestou em Cristo Jesus, Nosso Senhor.</strong></em></p>
<p>Neste Domingo acaba de se ler a última parte do texto do capítulo 8º de Romanos, um capítulo que constitui a parte central de todo o ensino doutrinal da epístola – um dos mais altos cumes do pensamento paulino –, desenvolvendo o tema do amor salvador de Deus antes proposto (em 5, 1-11). Neste capítulo é posto em relevo todo o alcance da nova realidade misteriosa que é o «estar em Cristo Jesus», fórmula com que se abre a secção (8, 1) e se encerra (8, 39). S. Paulo, depois de expor a realidade da nossa libertação em Cristo e da vida no Espírito (vv. 1-11), mostra como o dom do Espírito, que nos faz filhos adoptivos de Deus, é garantia de salvação universal (vv. 12-30); nos vv. 31-39, o Apóstolo irrompe num impressionante hino, um apaixonado e vibrante canto de vitória, em que volta ao tema, desenvolvendo-o em duas estrofes paralelas (vv. 31-34) e (vv. 35-39, a leitura de hoje), com uma argumentação cerrada e entusiástica: «se Deus é por nós, quem será contra nós?» (v. 31), «criatura alguma poderá separar-nos do amor-de-Deus-que-está-em-Cristo-Jesus-Senhor-Nosso». É esta realidade única e sublime – daí que a tenhamos ligado e transcrito com maiúsculas – que dá firmeza inabalável à esperança cristã, uma realidade posta em evidência com a pergunta retórica do início da 2ª estrofe deste hino (v. 35): «<em>quem poderá separar-nos do amor de Cristo?». </em>Não deixa de ser interessante a especificação enfática de que nem nada nem ninguém o poderá conseguir, a saber, nenhuma <em>força terrena</em> – «<em>a tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, ou a espada», </em>isto é, a morte violenta (v.35) –, nem nenhuma <em>força cósmica,</em> por mais poderosa que seja (segundo as crenças populares da época, as mais fortes e hostis, mas Paulo não pretende especificar-lhes a natureza nem documentar a sua existência objectiva), como os «<em>anjos, os principados, as potestades» </em>(é mais provável tratar-se aqui de forças demoníacas ocultas: cfr <em>Ef</em> 6, 12), «<em>a altura e a profundidade» </em>(possível alusão a estrelas funestas, tanto mais maléficas, quanto mais no zénite ou na tangente da terra, ou então, segundo outros, umas potências malignas a pairar no ar, ou actuando nas profundezas da terra).</p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em>Mt 4, 4b</em></p>
<p><strong>Monição:</strong> Os nossos desejos mais profundos não se satisfazem somente com o pão que mata a fome do corpo, apenas serão plenamente saciados com a Palavra de Deus, como nos diz a aclamação do Evangelho de hoje.</p>
<h3>ALELUIA</h3>
<p><em><strong>Nem só de pão vive o homem,  mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.</strong></em></p>
<h2>Evangelho</h2>
<p><em><strong>São Mateus</strong> 14, 13-21</em></p>
<p><em><strong>Naquele tempo, <sup>13</sup>quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n’O a pé. <sup>14</sup>Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. <sup>15</sup>Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». <sup>16</sup>Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». <sup>17</sup>Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». <sup>18</sup>Disse Jesus: «Trazei-mos cá». <sup>19</sup>Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. <sup>20</sup>Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. <sup>21</sup>Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças</strong></em>.</p>
<p>Nesta passagem, Mateus deixa-nos ver os sentimentos mais profundos do coração de Cristo, a sua grande dor pela morte cruel e injusta de João Baptista, e a sua misericórdia para com todos os que padecem necessidade: «<em>cheio de compaixão»</em> pelas multidões sofredoras e famintas (vv. 13-14).</p>
<p>13 «<em>Jesus retirou-se…».</em> Nada faz supor que se trata de uma retirada estratégica ditada pelo medo, mas podemos pensar em como o Evangelista quer sublinhar a desolação e a tristeza que Jesus sente pelo assassinato de João, que Herodes Antipas tinha acabado de mandar matar (vv. 3-12).</p>
<p>É interessante notar que o relato da multiplicação dos pães revela, em Mateus ainda mais do que em Marcos e Lucas, afinidades notáveis com os gestos de Jesus no relato da instituição da Eucaristia: «tomou», «recitou a bênção», «partiu», «deu» (cf. <em>Mt</em> 26, 26). Tratava-se de gestos bem gravados na tradição apostólica e na vida das primitivas comunidades, que desde a primeira hora celebravam a Eucaristia (cf. 1<em>Cor</em> 11, 23ss; <em>Act</em> 2, 46; 20, 7). Parece que a própria celebração da Eucaristia veio a fornecer o cliché literário para os seis relatos da multiplicação dos pães, que temos nos quatro Evangelhos, pois aparecem como uma figura da Eucaristia. Já a releitura do Evangelista insinua a dimensão eucarística do relato da multiplicação dos pães, que a tradição cristã interpretou como uma figura da Sagrada Eucaristia, o autêntico banquete messiânico servido pelo próprio Deus ao seu povo, segundos os anúncios dos profetas (cf. 1ª leitura).</p>
<p><strong>Sugestões para a homilia</strong></p>
<p>A fome e a sede</p>
<p>A realização de uma profecia</p>
<p>As circunstâncias da vida</p>
<p>A fome e a sede</p>
<p>O profeta Isaías, na primeira leitura deste domingo, prometia aos israelitas que abandonassem o exílio da Babilónia, onde se encontravam, a obtenção sem custo, do alimento indispensável para as suas vidas, em vez de consumirem o que possuíam naquilo que não satisfazia. Porém, os regressados da terra de cativeiro nada disso descobriram. Pelo contrário, foram mal recebidos e suportaram imensas dificuldades na sua própria terra.</p>
<p>O mesmo acontece, ainda hoje. Certamente, o homem precisa de pão, precisa do alimento do corpo, mas no íntimo de si mesmo precisa sobretudo da Palavra, do Amor, do próprio Deus. Quem lhe der isto dá-lhe «vida em abundância». E deste modo liberta também as forças pelas quais ele pode sensatamente modelar a terra, pode encontrar para si e para os outros os bens, que podemos possuir apenas mutuamente, pois estudos efectuados demonstram que o problema da fome mundial está relacionado com a distribuição de alimentos e concentração de lucros e não com a escassez de produtos.</p>
<p>Infelizmente nem sempre o homem procura a resposta às suas inquietações onde realmente a pode encontrar. Muitas vezes ele gasta dinheiro naquilo que não é pão e naquilo que não satisfaz.</p>
<p>Mas, se a Palavra de Deus é actual, qual é a terra de cativeiro (ás vezes doce e deliciosa) que hoje somos solicitados a repudiar? Do que sentimos fome? Com que guloseimas enchemos a nossa miséria e abafamos a nossa sede?</p>
<p>O que falta para que neste mundo em que vivemos se possa realizar a profecia anunciada, uma vez que o Messias já veio há mais de 2000 anos? Quando e como se realizará, então, a profecia?</p>
<p>A realização de uma profecia</p>
<p>A resposta a esta pergunta podem encontrá-la no Evangelho que ouvimos proclamar.</p>
<p>Jesus, o novo Moisés que todos esperavam, realiza a profecia. É-nos mostrado com uma imensa multidão que o seguia em direcção ao deserto.</p>
<p>A vida no deserto servira para ensinar Israel pois, desprovido de qualquer segurança humana, aprendera a acreditar somente em Deus.</p>
<p>Foi por esta razão que Jesus os conduziu ao deserto. A multidão sentiu fome e os discípulos de Jesus aconselharam-n’O a afastar a multidão para que pudesse arranjar alimento. Como procedeu Jesus?</p>
<p><em>Sentiu compaixão</em> perante as necessidades dos irmãos.</p>
<p>Sentir compaixão é a primeira circunstância para nos sentirmos motivados para a acção.</p>
<p>Depois, o Evangelho narra o <em>que Ele começou a fazer</em>: curou os doentes e, à tarde, satisfez a fome à multidão. Não se limitou a enunciar linguagem espiritual ou a fomentar orações; esforçou-Se de maneira concreta para <em>resolver todos os reais problemas do homem</em>. Não lançou sobre os outros a resolução do problema da fome: as pessoas que tinham fome não seriam expulsas, «<em>os próprios discípulos deviam dar-lhes de comer»</em>.</p>
<p>Então, se queremos seguir Jesus, o que fazemos em concreto, individual ou colectivamente, para enfrentar os problemas que angustiam tantas pessoas?</p>
<p>Jesus não resolveu sozinho o problema da fome das multidões. Ele serviu-se daquilo que as pessoas colocaram à sua disposição: cinco pães e dois peixes, isto é, sete factores materiais. Em linguagem bíblica este número simbólico representa a universalidade. Daí que a mensagem de Jesus se torne clara: <em>a comunidade deve criar em comum tudo o que possui para se poder realizar o «milagre» de proporcionar alimento para todos</em>. Ora, a fome não é o resultado de uma produção agrícola insuficiente, mas sim um grave problema socioeconómico. Não reside na falta de tecnologia apropriada, mas na distribuição de rendimento e de alimento entre a população mundial.</p>
<p>Só quando todos os homens, onde nos incluímos, se dispuserem a pôr em comum <em>tudo o que têm</em> – aptidões, proveitos, tempo – é que se poderão resolver as gigantescas dificuldades dos irmãos, mais próximos ou mais afastados de nós.</p>
<p>Depois de a multidão ficar satisfeita (cinco mil homens, segundo o texto, o que indica a totalidade do povo israelita), sobejaram ainda <em>doze cestos</em>, número que anuncia o novo povo de Deus, caracterizado pelos<em>doze apóstolos,</em> isto é, a Igreja. A este povo jamais faltará o pão que é Cristo e haverá sempre um resto para reiniciar a partilha.</p>
<p>Alimentados pelo pão eucarístico, como centro da existência cristã, Deus dá-nos o maná que a humanidade aguarda, o verdadeiro «pão do céu», aquilo de que podemos no mais íntimo de nós mesmos viver como homens. Ao mesmo tempo a Eucaristia apresenta-nos o permanente encontro do homem com Deus, no qual o Senhor se dá a Si próprio, fortificando o espírito, a fim de que tenhamos força para lutarmos pelo alimento perecível, mas necessário para a subsistência corporal, nossa e dos nossos irmãos.</p>
<p>Quando alimentamos o irmão, quando resolvemos as suas carências materiais, tornamos presente Jesus que se desdobra para zelar pelo homem em todas as circunstâncias da vida.</p>
<p>As circunstâncias da vida</p>
<p>Na nossa vida, os eventos amargos, mas também o êxito e a fortuna, podem originar a tentação de dispensar Deus, porque já temos tudo o que ambicionamos. Porém, são sobretudo as adversidades que nos levam ao desalento e que procuram separar-nos do amor de Deus e de Cristo, conduzindo-nos a outra espécie de fome, a que alude S. Paulo na segunda leitura: «a tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada».</p>
<p>Quem pode dizer que nunca se sentiu desalentado diante das próprias debilidades, ou diante de pressões que se criam na sociedade eclesial ou civil?</p>
<p>A todos acontece encarar circunstâncias difíceis na vida. Perante as contrariedades da situação social, económica e política em que muitos vivem é sempre iminente a tentação de preferir uma vida oposta aos princípios do Evangelho. Mas «nada nos pode separar do amor de Deus e de Cristo», diz-nos ainda S. Paulo.</p>
<p>Como estamos a viver a nossa existência cristã? Somos coerentes com a nossa fé? Não sentiremos outras fomes e outras sedes opostas à nossa condição de baptizados em Cristo? O que fazemos concretamente e que proveito auferimos da comunhão do verdadeiro «pão do céu» que nos é proporcionado?</p>
<p>É bom que pensemos seriamente nisto&#8230;</p>
<p><strong>LITURGIA EUCARÍSTICA</strong></p>
<p>Monição do ofertório</p>
<p>O pão e o vinho, frutos da terra e do esforço humano, que vamos colocar sobre o altar, façam experienciar em todos nós o esplendor da criação e motivem o amadurecimento e a abundância da vida divina nos nossos corações.</p>
<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Santificai, Senhor, estes dons que Vos oferecemos como sacrifício espiritual, e fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p><strong>SANTO</strong></p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p>Que a comunhão eucarística de que vamos usufruir seja sinal sensível e activo da comum-união que teremos de manifestar para com todos os nossos irmãos mais carecidos. Que nos dê força para também lhes sabermos proporcionar o pão da Palavra, que sublima todas as fomes do mundo.</p>
<p><em>Sab l6,20</em></p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Saciastes o vosso povo com o pão dos Anjos, destes-nos, Senhor, o pão do Céu.</p>
<p>Ou</p>
<p><em>Jo</em> 6,35</p>
<p>Eu sou o pão da vida, diz o Senhor. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem crê em Mim nunca mais terá sede.</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos renovais com o pão do Céu, protegei-nos sempre com o vosso auxílio, fortalecei-nos todos os dias da nossa vida e tornai-nos dignos da redenção eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<p><strong>RITOS FINAIS</strong></p>
<p>Monição final</p>
<p>Depois de termos escutado e compreendido a lição que Jesus nos proporcionou, peçamos-Lhe que Ele nos ajude a mudar o nosso coração. Saibamos sentir, como nossas, as necessidades dos nossos irmãos e ajudemo-los a mitigar a fome de pão e da Palavra de Deus, a única que consegue saciar todas as fomes do homem.</p>
<p><strong>HOMILIAS FERIAIS</strong></p>
<p><em>TEMPO COMUM</em></p>
<p>18ª SEMANA</p>
<p>2ª Feira, 4-VIII: S. João Mª Vianney: Contar sempre com Deus.</p>
<p><em>Jer</em> 28, 1-17 / <em>Mt</em> 14, 13-21</p>
<p>Pegou nos cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção.</p>
<p>Este milagre é uma manifestação da misericórdia de Jesus para com aqueles que O seguiam (cf Ev), e uma figura da superabundância do pão eucarístico (cf CIC, 1335).</p>
<p>Ensina-nos a <em>contar sempre com Deus</em>. Da nossa parte fazemos tudo aquilo que podemos (os cinco pães e os dois peixes), e o resto é com Ele. Além disso, <em>precisamos contar sempre com a Eucaristia.</em> Peçamos abundantes vocações sacerdotais, pela intercessão de <em>S. João Mª Vianney</em>, para que nos dêem o pão-nosso de cada dia.</p>
<p>3ª Feira, 5-VIII: Dedicação Basílica Sª Mª Maior: Sob a protecção da estrela da Manhã.</p>
<p><em>Jer</em> 30, 1-2. 12-15. 18-22 / <em>Mt</em> 14, 22-36</p>
<p>Mas (Pedro), ao notar a ventania, teve medo e, começando a afundar-se, lançou um grito: Salva-me, Senhor!</p>
<p>Pedro começou a afundar-se, porque reparou mais nas dificuldades que o rodeavam (a ventania), do que nas palavras do Senhor. Por isso, Jesus lhe chamou a atenção: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» (Ev).</p>
<p>Neste dia da <em>Dedicação da Basílica de Sª Mª Maior</em>, procuremos recorrer mais vezes à protecção de Nª Senhora. «Não afastes os olhos do resplendor desta Estrela (Estrela da Manhã), se não queres ser destruído pelas tempestades» (S. Bernardo).</p>
<p>Celebração e Homilia:           ANTÓNIO E. PORTELA</p>
<p>Nota Exegética:                      GERALDO MORUJÃO</p>
<p>Homilias Feriais:                   NUNO ROMÃO</p>
<p>Sugestão Musical:                 DUARTE NUNO ROCHA    	</p>
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		<item>
		<title>Homilia do D. José Maria Pereira – XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xviii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Pão da Salvação. Dia do Padre. Dom José Maria Pereira A Palavra de Deus, em Mt 14, 13 – 21, mostra-nos Jesus, ao desembarcar num lugar deserto, que se viu rodeado por uma grande multidão que O procurava. Jesus “encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes” (Mt 14, 14). Curou-os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Pão da Salvação. Dia do Padre.</strong></p>
<p><strong>Dom José Maria Pereira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Palavra de Deus, em Mt 14, 13 – 21, mostra-nos Jesus, ao desembarcar num lugar deserto, que se viu rodeado por uma grande multidão que O procurava. Jesus “encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes” (Mt 14, 14). Curou-os por própria iniciativa, porque levar os doentes para aquele lugar isolado, deserto, era já uma bela oração e uma forte expressão de fé.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os Apóstolos ficam preocupados com a multidão que não tem o que comer naquela região desértica e manifestam essa preocupação a Jesus. Eram cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças; para comer tinham apenas cinco pães e dois peixes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de mandar que se sentassem na relva, Jesus, tomando os cinco pães e os dois peixes, levantando os olhos ao Céu, pronunciou a bênção e, partindo os pães, deu-os aos discípulos e os discípulos às multidões. Todos comeram até ficarem saciados. O Senhor cuida dos seus, dos que O seguem! Então, Jesus realiza um gesto que faz pensar no Sacramento da Eucaristia: “Elevando os olhos ao Céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo” (Mt 14,19). O milagre consiste na partilha fraterna de poucos pães que, confiados ao poder de Deus, não só são suficientes para todos, mas chegam a sobrar, ao ponto de encher doze cestos. O Senhor pede aos discípulos que distribuam o pão à multidão; desse modo, orienta-os e prepara-os para a futura missão apostólica: com efeito, deverão levar a todos a alimentação da Palavra de Vida e do Sacramento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relato do Milagre começa com as mesmas palavras e descreve os mesmos gestos com que os Evangelhos e São Paulo nos transmitem a instituição da Eucaristia (Mt 26, 26; Mc 14, 22; Lc 22, 19; 1Cor 11, 25). Esse milagre, além de ser uma manifestação da misericórdia divina de Jesus para com os necessitados, era figura da Sagrada Eucaristia, da qual o Senhor falaria pouco depois, na sinagoga de Cafarnaum (Jo 6, 26 – 59). Assim o interpretaram muitos padres da Igreja. Cristo está atento às necessidades materiais, mas deseja dar ulteriormente, porque o homem tem sempre “fome de algo mais, precisa de algo mais. No Pão de Cristo está presente o Amor de Deus; no encontro com Ele, nós alimentamo-nos, por assim dizer, do próprio Deus vivo, e comemos verdadeiramente do Pão do Céu” (Joseph Ratzinger, Jesus de Nazaré, 2007). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O milagre daquela tarde junto do lago manifestou o poder e o amor de Jesus pelos homens. Poder e amor que hão de possibilitar também, ao longo da história, que o Corpo de Cristo seja encontrado, sob as espécies sacramentais, pelas multidões dos fiéis que O procurarão famintas e necessitadas de consolo. Como diz São Tomás de Aquino: “… tomam-no um, tomam-no mil, tomam-no este ou aquele, mas não se esgota quando O tomam…”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São João indica-nos que o milagre causou um grande entusiasmo naquela multidão que se tinha saciado (Jo 6, 14). Refletia São Josemaria Escrivá: “Senhor, se aqueles homens, por um pedaço de pão – embora o milagre da multiplicação tenha sido muito grande –, se entusiasmam e te aclamam, que não deveremos nós fazer pelos muitos dons que nos concedeste, e especialmente porque te entregas a nós, sem reservas, na Eucaristia?”  (Forja, 304). O Concílio Vaticano II afirmou que o sacrifício eucarístico é “fonte e centro de toda a vida cristã. Na Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo” (L.G. 11 e PO. 5).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na comunhão, recebemos Jesus, Filho de Maria, que, naquela tarde, realizou o grandioso milagre. Na Hóstia, possuímos o Cristo de todos os mistérios da Redenção: o Cristo de Maria Madalena, do filho pródigo e da Samaritana, o Cristo ressuscitado dos mortos, sentado à direita do Pai. Esta maravilhosa presença de Cristo, no meio de nós, deveria revolucionar a nossa vida! Ele está aqui, conosco: em cada cidade, em cada povoado… Espera-nos e sente a nossa falta quando nos atrasamos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesus, realmente presente na Sagrada Eucaristia, dá a este Sacramento uma eficácia sobrenatural infinita. A Santíssima Eucaristia é a doação máxima que Jesus Cristo fez de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Na Eucaristia, Jesus não dá “alguma coisa”, mas dá-se a Si mesmo; entrega o seu corpo e derrama o seu sangue. Graças à Eucaristia, a Igreja renasce sempre de novo! Quanto mais viva for a fé eucarística no povo de Deus, tanto mais profunda será a sua participação na vida eclesial por meio de uma adesão convicta à missão que Cristo confiou aos seus discípulos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vimos, no relato do milagre, que aquelas pessoas até se esqueceram da comida para não perderem o contato com Jesus. Peçamos a graça de sempre procurarmos o Mestre, desejar recebê-Lo na Eucaristia. Nós O encontramos na Sagrada Comunhão. Ele nos espera a cada um! Não fica na expectativa de que lhe peçamos alguma coisa: antecipa-se e cura-nos das nossas fraquezas, protege-nos contra os perigos, contra as vacilações que pretendem separar-nos dEle, e dá vida ao nosso caminhar. Cada Comunhão é uma fonte de graças, uma nova luz e um novo impulso que, às vezes, sem o notarmos, dá-nos fortaleza para enfrentarmos com garbo humano e sobrenatural a vida diária, a fim de que os nossos afazeres nos levem até Ele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A piedade eucarística, diz São João Paulo II, aproximar-vos-á cada vez mais do Senhor; e pedir-vos-á o oportuno recurso à Confissão sacramental, que leva à Eucaristia, como a Eucaristia leva à Confissão”. Recebendo a Eucaristia, podemos compreender o que diz São Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8, 35 – 39). Em Cristo, encontramos sempre a nossa fortaleza! “Na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do Mistério Eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo” (Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis, 88).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Senhor convida-nos, insistentemente, a recebê-Lo no Sacramento da Eucaristia: “Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6, 53).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale a pena tomar o Catecismo da Igreja Católica e aprofundar os números que tratam sobre Os Frutos da Comunhão (números 1391 a 1401). O Catecismo resume, no número 1416: “A santa comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhes os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste Sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo”.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É urgente buscarmos mais intimidade com o Senhor! E, Jesus deixou-nos meios e indicações seguras de como estar muito próximos dele, neste mundo. Os meios e indicações são os mesmos para todos: os sacramentos, a vida de oração, a leitura e meditação da Sagrada Escritura, os mandamentos, as bem-aventuranças, a vida e o ensinamento dos santos na História da Igreja, a fuga do pecado e das ocasiões de pecado, a luta para extirpar defeitos e adquirir virtudes. Deixou-nos meios acessíveis para que conhecêssemos a verdade e a vivêssemos. Mas, não nos obrigará a usarmos esses meios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se usarmos os meios, veremos verdadeiros milagres em nós; se dedicarmos diariamente cinco minutos para ler o Evangelho, outros cinco para lermos um bom livro de espiritualidade, outros cinco para lermos o Catecismo da Igreja Católica; se dermos audiência para Deus, numa conversa íntima chamada oração mental, como se fala com um amigo, um Pai amoroso, que tudo pode e tudo sabe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciamos hoje, juntamente com toda a Igreja no Brasil, o Mês Vocacional 2026, recordando nossa missão de sermos comunidades vocacionais. Hoje nos recordamos, diante de Deus, de todos os ministros ordenados da Igreja, em especial o(s) padre(s) de nossa comunidade!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A oração, no primeiro domingo de agosto, é pelos padres! Celebramos o Dia do Padre!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim disse o Papa Leão XlV aos padres, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus: “dirijo, em primeiro lugar, a mim mesmo e a todos vós as palavras que Deus disse ao povo de Israel: “Sede santos, porque Eu, vosso Deus, sou santo” (Lv 19, 2; 1Pd 1, 16). Este chamamento divino percorre os séculos, ressoando também hoje com força para todos os crentes e, de forma particularmente exigente, para nós, sacerdotes. A santidade não é uma opção entre tantas outras, nem um ideal abstrato: ela interpela a própria identidade de toda pessoa que deseja participar na vida do Ressuscitado.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ensina São João Paulo ll: “A vocação sacerdotal é, essencialmente, uma chamada à santidade, na forma que nasce do Sacramento da Ordem. A santidade é intimidade com Deus, é imitação de Cristo pobre, casto e humilde; é amor sem reserva às almas e entrega pelo seu próprio bem; é amor à Igreja que é santa e nos quer santos, porque assim é a missão que Cristo lhe confiou. Cada um de vós deve ser santo, também, para ajudar os irmãos a seguir a sua vocação à santidade” (cf. Pastores Dabo Vobis, 33).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, retomando a palavra de Leão XlV, aos padres, acima citado: “A resposta à vocação, para ser santos, não está no esforço do ascetismo e perfeição, embora necessário, mas na adesão confiante ao amor revelado no Coração trespassado de Jesus. Uma santidade assim não se vive a sós. Zelai pela fraternidade presbiteral: procurai-vos, escutai-vos, ajudai-vos uns aos outros. O sacerdote que se isola, apaga-se lentamente; o sacerdote que caminha com os irmãos, cresce. Santo Agostinho recorda-nos: “Como podemos não nos encontrar nas trevas? Amando os irmãos. Qual é a prova de que amamos os irmãos? Esta: não destruir a unidade e praticar a caridade”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Caríssimos Sacerdotes, renovai todos os dias o vosso “eis-me aqui” perante o Coração trespassado de Cristo. Entregai-vos, totalmente, a Ele para que possais amar o seu povo com o mesmo amor com que Ele o ama. E lembrai-vos com alegria, como gostava de repetir o Santo Cura d’Ars, que “o sacerdócio é o amor do coração de Jesus” (cf. texto na íntegra, na Mensagem do Santo Padre Leão XlV aos Sacerdotes por ocasião do Dia da Santificação dos Sacerdotes).  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confiemos a nossa oração à Virgem Maria, a fim de que Ela abra o nosso coração à compaixão pelo próximo e à partilha fraterna.</span></p>
<p style="text-align: right;"><b>Dom José Maria Pereira</b></p>
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		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:25:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xviii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Is 55,1-3 Sl 144 Rm 8,35.37-39 Mt 14,13-21 Hoje, o Evangelho nos apresenta Jesus como a plenitude da compaixão de Deus no nosso meio. Multiplicando os pães, Ele realiza de modo pleno aquilo que Moisés e Elias, os mesmos personagens da Transfiguração, representantes da Lei e dos Profetas, já haviam realizado: Moisés deu de comer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Is 55,1-3</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Sl 144</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Rm 8,35.37-39</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Mt 14,13-21</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, o Evangelho nos apresenta Jesus como a plenitude da compaixão de Deus no nosso meio. Multiplicando os pães, Ele realiza de modo pleno aquilo que Moisés e Elias, os mesmos personagens da Transfiguração, representantes da Lei e dos Profetas, já haviam realizado: Moisés deu de comer ao povo no deserto; Elias sustentou com alimento a viúva de Sarepta, durante todo o tempo da seca em Israel. Ora, Jesus é aquele que nos alimenta em plenitude, é o Messias prometido a Israel e à humanidade. Como o Bom Pastor, de que fala o Salmo, ele faz seu rebanho descansar na relva mais fresca e lhe prepara uma mesa. Seu alimento não se reduz ao pão. Primeiro nos alimenta porque sente compaixão de nós, de nossa pobreza e indigência: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mais do que de pão, é de amor, de ternura e compaixão que o Senhor nos alimenta! Alimenta-nos também com sua Palavra de vida eterna: vê a multidão cansada e abatida como ovelhas sem pastor e ensina-lhe, fala do Reino até o entardecer… Olhando o nosso Salvador, vemos cumprir-se nele o convite tão terno, tão comovente do Deus de Israel: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ó vós todos que estais com sede, vinda às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, cinde comprar sem dinheiro, e alimentai-vos bem, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga!’</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que belo convite! Num mundo no qual tudo é pago, tudo gira em torno do lucro, tudo tem a preocupação do retorno econômico e do interesse (até nas seitas por aí a fora, o dízimo é a chave de entrada no Céu), o Senhor se revela graciosamente! Quem dera, o mundo compreendesse esse amor apaixonado de Deus que se manifesta em Jesus! Quem dera se reconhecesse faminto e sedento! Quem dera se deixasse interpelar: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção e alimentai-vos bem! Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida!”</span></i><span style="font-weight: 400;"> Infelizmente, o nosso é um mundo cansado, mas também auto- suficiente, prepotente, que pensa poder sozinho, do seu modo se saciar e viver de verdade! Também nós, nas nossas pobrezas, tanta vez fugimos do Senhor, ao invés de correr para ele, nosso Poço, nossa Água, nosso Pão, nosso Refrigério!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, nós, cristãos, sabemos que em Cristo Jesus encontra-se a vida, encontra-se o verdadeiro caminho, a verdadeira vida do mundo! É isso que São Paulo exprime com palavras comoventes: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? Em tudo isso somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou!”</span></i><span style="font-weight: 400;"> É por essa experiência do amor tão terno e presente de Jesus na nossa vida que somos cristãos! Deixemo-nos saciar pelo Senhor e experimentaremos que </span><i><span style="font-weight: 400;">“nem a morte, nem a vida, nem o presente nem o futuro, nem outra criatura qualquer, será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor!”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caríssimos, a verdadeira Boa-Nova para o mundo atual é esta: o amor terno e próximo de Deus, manifestado em Jesus Cristo! Mas, atenção: somente poderemos ser testemunhas de tal amor se nós mesmos nos deixarmos tocar e envolver pela ternura do Cristo! Atendamos, portanto, ao seu convite de ir gratuitamente a ele, apesar de nossas pobrezas! Deixemos que ele nos alimenta e sacie de vida e de paz!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não esqueçamos também que, sobretudo na Eucaristia essa vida, esse alimento, essa paz vem a nós! Na celebração de cada Eucaristia, sintamo-nos convidados pela Igreja a recobrar nossa devoção e piedade eucarísticas. Primeiro pela participação consciente e piedosa da Santa Missa todos os domingos. Mas, também pela adoração ao Santíssimo Sacramento. Aí o Senhor Jesus nos espera para nos falar ao coração e encher-nos da sua paz. Estejamos atentos a alguns aspectos desse carinho pela presença eucarística de Cristo. Eis alguns pontos para nossa meditação: (1) como está minha participação na Missa? (2)Tenho consciência do que é a Missa? Compreendo que ela é o sacrifício de Cristo tornado presente no Altar para vida nossa e do mundo inteiro? (3) Tenho respeito pela presença de Cristo na Eucaristia? Quando entro na Igreja, dobro meu joelho ante o Santíssimo? Detenho-me em adoração ou fico conversando e disperso? (4)Tenho reservado alguns minutos durante a semana para uma visita ao Santíssimo Sacramento, para falar-lhe em espírito e verdade, como um amigo ao outro amigo?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eis, meus caros! Procuramos vida e realização em tantas bobagens! A Vida, a Realização, é Jesus que se dá a nós no Altar e por nós espera no Sacrário! Saibamos valorizar esse Dom tão grande: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ó vós todos que estais com sede, vinda às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, cinde comprar sem dinheiro, e alimentai-vos bem, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga!’</span></i><span style="font-weight: 400;"> Que o Senhor nos dê a graça de aceitar seu convite! Amém.</span></p>
<p><strong>D. Henrique Soares da Costa</strong>    	</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/xviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:13:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xviii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://presbiteros.org.br/?p=23862</guid>

					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia sobre o XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano A</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia:</p>
<ul>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Roteiro Homilético</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Homilia do D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia do D. José Maria Pereira</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/preces-xviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Preces</a></li>
</ul>


<p class="wp-block-paragraph"></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Preces – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:38:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xvii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://presbiteros.org.br/?p=23852</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: Irmãos e irmãs, o Reino dos Céus não tem preço: ele custa o nosso tudo. Cada discípulo de Jesus teve um tudo para deixar, conosco acontece o mesmo. Com nossas preces, peçamos ao Senhor a audácia necessária para segui-lo plenamente, e aclamemos: Todos: Jesus, nós somos teus! 1. “Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina” [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><strong>Sacerdote:</strong> Irmãos e irmãs, o Reino dos Céus não tem preço: ele custa o nosso tudo. Cada discípulo de Jesus teve um tudo para deixar, conosco acontece o mesmo. Com nossas preces, peçamos ao Senhor a audácia necessária para segui-lo plenamente, e aclamemos:</p>
<p dir="ltr"><strong>Todos:</strong><em> Jesus, nós somos teus!</em></p>
<p dir="ltr"><strong>1.</strong> “Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina” (Sl 118, 130). Por meio do ministério dos Pastores da Igreja, iluminais vossos fiéis coma a luz de vossa Palavra; fortificai-os sempre com a mesma Palavra que anunciam aos seus irmãos. Rezemos ao Senhor.</p>
<p dir="ltr"><strong>2. </strong>“Dá, pois, ao teu servo, um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo” (1Rs 3, 9). Que os nossos governantes de acordo com os princípios da lei natural e com a Verdade do Santo Evangelho protejam especialmente toda vida humana e a natureza da família. Rezemos a Senhor.</p>
<p dir="ltr"><strong>3.</strong> “Tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8, 28). Que essa frase da Palavra de Deus esteja gravada em nosso coração e que nos momentos de dificuldade, a certeza do amor de Deus seja a força de nosso caminhar. Rezemos ao Senhor.</p>
<p dir="ltr"><strong>4. </strong>“Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo” (Mt 13, 44). Que nada anteponhamos ao amor de Cristo, e que por tão grande amor estejamos dispostos a abrir mão de tudo para possuí-lo. Rezemos ao Senhor.</p>
<p dir="ltr"><strong>5.</strong> “E aos que tornou justos, também os glorificou” (Rm 8, 30). Que nossos irmãos, parentes, amigos e benfeitores falecidos participem plenamente da glória de Deus nos céus. Rezemos ao Senhor.</p>
<p dir="ltr"><strong>Sacerdote: </strong>Senhor Jesus Cristo, tesouro da Igreja, escutai as preces que na força de vossa Palavra vos dirigimos e fazei-nos verdadeiros amigos de vossa Majestade. Vós que viveis e reinais para sempre.</p>
<p dir="ltr"><em>Amém.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Roteiro Homilético – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:38:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roteiros Homiléticos]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xvii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RITOS INICIAIS Salmo 67, 6-7.36 ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo. Introdução ao espírito da Celebração Jesus fala-nos hoje dum tesouro que todos temos de descobrir, vendendo tudo para o alcançar. Só ele vale a pena. Peçamos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>RITOS INICIAIS</h2>
<p><em>Salmo</em> 67, 6-7.36</p>
<p>ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.</p>
<h3>Introdução ao espírito da Celebração</h3>
<p>Jesus fala-nos hoje dum tesouro que todos temos de descobrir, vendendo tudo para o alcançar. Só ele vale a pena. Peçamos ao Senhor e coragem para seguir os seus ensinamentos.</p>
<p>Para ouvir a Jesus é preciso purificar o coração. Examinemo-nos e peçamos perdão dos nossos pecados.</p>
<p>ORAÇÃO COLECTA: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.</p>
<h2>LITURGIA DA PALAVRA</h2>
<h3>Primeira Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> Salomão pede a Deus não dinheiro ou poder mas a sabedoria para desempenhar bem a sua missão. É uma lição muito importante para nós.</p>
<p>1 <strong>Reis</strong> 3, 5.7-12</p>
<p><em><strong>Naqueles dias, <sup>5</sup>O Senhor apareceu em sonhos a Salomão durante a noite e disse-lhe: «Pede o que quiseres». <sup>7</sup>Salomão respondeu: «Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu pai David e eu sou muito novo e não sei como proceder. <sup>8</sup>Este vosso servo está no meio do povo escolhido, um povo imenso, inumerável, que não se pode contar nem calcular. <sup>9</sup>Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?» <sup>10</sup>Agradou ao Senhor esta súplica de Salomão e disse-lhe: <sup>11</sup>«Porque foi este o teu pedido, e já que não pediste longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sabedoria para praticar a justiça, <sup>12</sup>vou satisfazer o teu desejo. Dou-te um coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes de ti nem haverá depois de ti».</strong></em></p>
<p>A leitura é tirada do 1° Livro dos Reis, cuja figura central dos primeiros capítulos é Salomão, o rei sábio (3, 1 – 5, 15), construtor (5, 15 – 9, 25) e comerciante (9, 26 – 10, 29). A glória de Salomão, em especial a sua sabedoria, é-nos apresentada aqui como recompensa divina para a sua piedade e desprendimento: «<em>agradou ao Senhor que Salomão tivesse feito este pedido»</em> (v. 10).</p>
<p>5 «<em>Gábaon». </em>Localidade a cerca de onze quilómetros a Noroeste de Jerusalém (hoje. el-Gib) onde se encontrava o mais importante «<em>lugar alto»</em> (santuário situado no cimo dum monte). Ver 2 <em>Cron</em> 1, 3.</p>
<p>7 «<em>Sou muito novo e não sei como proceder», </em>à letra, <em>sou um menino pequeno que não sabe sair nem entrar, </em>isto é, tratar de negócios, governar. <em>Sair e entrar</em> é um hebraísmo muito corrente, uma forma figurada de falar, tirada da vida pastoril, em que o pastor mostra a sua capacidade saindo e entrando bem como todo o rebanho.</p>
<h3>Salmo Responsorial</h3>
<p><em>Sl </em>118, 57.72.76-77.127-128.129-130 (R . 97a )</p>
<p><strong>Monição:</strong> Temos não só de cumprir os mandamentos mas amá-los, como o salmista nos anima a fazer. Eles são o caminho da verdadeira sabedoria.</p>
<p><strong>Refrão: </strong> <em><strong>QUANTO AMO, SENHOR, A VOSSA LEI!</strong></em></p>
<p><em><strong>Senhor, eu disse: A minha herança</strong></em></p>
<p><em><strong>é cumprir as vossas palavras.</strong></em></p>
<p><em><strong>Para mim vale mais a lei da vossa boca</strong></em></p>
<p><em><strong>do que milhões em ouro e prata.</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>Console-me a vossa bondade,</strong></em></p>
<p><em><strong>segundo a promessa feita ao vosso servo.</strong></em></p>
<p><em><strong>Desçam sobre mim as vossas misericórdias e viverei,</strong></em></p>
<p><em><strong>porque a vossa lei faz as minhas delícias.</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>Por isso, eu amo os vossos mandamentos,</strong></em></p>
<p><em><strong>mais que o ouro, o ouro mais fino.</strong></em></p>
<p><em><strong>Por isso, eu sigo todos os vossos preceitos</strong></em></p>
<p><em><strong>e detesto todo o caminho da mentira.</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>São admiráveis as vossas ordens,</strong></em></p>
<p><em><strong>por isso, a minha alma as observa.</strong></em></p>
<p><em><strong>A manifestação das vossas palavras ilumina</strong></em></p>
<p><em><strong>e dá inteligência aos simples.</strong></em></p>
<h3>Segunda Leitura</h3>
<p><strong>Monição:</strong> Deus escolheu-nos a cada um de nós não apenas para existir, mas para sermos santos, configurados à imagem de seu Filho.</p>
<p><em><strong>Romanos</strong> 8, 28-30</em></p>
<p><em><strong>Irmãos: <sup>28</sup>Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados, segundo o seu desígnio. <sup>29</sup>Porque os que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos. <sup>29</sup>E àqueles que predestinou, também os chamou; àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.</strong></em></p>
<p>Estas breves e incisivas palavras são das mais belas sínteses paulinas e estão na linha dos ensinamentos centrais de Romanos: a confiança mais absoluta em Deus, que há-de levar a cabo a obra já começada de salvar os seus fiéis. É certo que S. Paulo admite noutras passagens a possibilidade de que estes não se venham a salvar; mas, se isso vier a suceder, não pode ser por uma falha de Deus, mas apenas por uma atitude plenamente deliberada do homem resgatado. A nossa esperança é firmíssima (cf. <em>Rom</em> 5, 5.10), porque temos dentro de nós o próprio Espírito Santo, que vem em ajuda da nossa fraqueza, intercedendo por nós com gemidos inefáveis (cf. <em>Rom</em> 8, 26), e Deus Pai ouve esta intercessão, porque está plenamente conforme com Ele mesmo (v. 27). Além disso, por uma Providência amorosíssima, «<em>Deus concorre, em tudo para o bem daqueles que O amam» </em>(v. 28), o que também corresponde ao aforismo popular: «Deus escreve direito por linhas tortas».</p>
<p>29-30 O desígnio salvador de Deus é aqui explicitado em cinco etapas (já explicitadas noutras passagens): Deus «<em>conheceu-nos de antemão», </em>isto é, olhou-nos com amor; «<em>predestinou-nos para sermos conformes à imagem do seu Filho», </em>sendo um só com Cristo;<em> «chamou-nos»;</em> «<em>justificou-nos»; «glorificou-nos». </em>É certo que ainda não estamos na plena posse da glória que nos está garantida (cf. vv. 17-18), mas a verdade é que já a podemos considerar adquirida, dada a nossa íntima união a Cristo ressuscitado na sua glória; é por isso que os gramáticos consideram esta forma verbal do passado – <em>glorificou-nos </em>– como um «aoristo proléptico» (são frequentes em S. Paulo as figuras da prolepse).</p>
<h3>Aclamação ao Evangelho</h3>
<p><em>Mt 11, 25</em></p>
<p><strong>Monição:</strong> Jesus vai falar-nos dum tesouro que é o único que vale a pena. Escutemos atentos o que nos diz para o alcançarmos.</p>
<h3>ALELUIA</h3>
<p><em><strong>Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,</strong></em></p>
<p><em><strong>porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.</strong></em></p>
<h2>Evangelho*</h2>
<p>* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.</p>
<p><em>Forma longa:<strong> São Mateus</strong> 13, 44-52</em> <em>Forma breve: <strong>São Mateus</strong> 13, 44-46</em></p>
<p><em><strong>Naquele tempo, disse Jesus às multidões: <sup>44</sup>«O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. <sup>45</sup>O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. <sup>46</sup>Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.</strong></em></p>
<p><em><strong>[<sup>47</sup>O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. <sup>48</sup>Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora. <sup>49</sup>Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos <sup>50</sup>e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. <sup>51</sup>Entendestes tudo isto?» Eles responderam-Lhe: «Entendemos». <sup>52</sup>Disse-lhes então Jesus: Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas».]</strong></em></p>
<p>Nesta leitura podemos distinguir três unidades: <em>as parábolas do tesouro e da pérola </em>(vv. 44-46); <em>a parábola da rede</em> (w. 47-50); e <em>a conclusão final do discurso das parábolas </em>(vv. 51-52). As duas primeiras parábolas são equivalentes e a da rede é paralela à do trigo e do joio (vv. 36-43).</p>
<p><strong>44-46</strong> As parábolas do tesouro escondido e da pérola rara deixam ver, antes de mais, que o Reino dos Céus é o maior bem que o homem pode chegar a conseguir; tudo o resto é relativo. Também parece significativo que tanto o pobre jornaleiro, como o negociante (este rico certamente) entregam tudo o que têm para chegarem à posse do tão precioso bem almejado. No entanto, cada uma das duas parábolas põe o acento num aspecto particular do Reino: o <em>tesouro</em> foca a abundância dos seus bens; a <em>pérola, </em>a sua beleza. Não parece que os pormenores em que ambas as parábolas divergem sejam didacticamente significativos, pois devem ser meros pormenores narrativos: assim a casualidade da descoberta do tesouro e o achado da pérola após longa procura; o tesouro está escondido e a pérola é apresentada. Também não é significativo o facto de que o homem que acha o tesouro o esconda, pois seria a aprovação dum expediente fraudulento; com efeito, o ensinamento da parábola não versa sobre isto: o que interessa, como lição, é a atitude do homem que se desprende de tudo para obter o tesouro escondido.</p>
<p><strong>52</strong> O longo discurso das parábolas termina com o elogio do <em>escriba cristão, que se faz discípulo:</em> «<em>o escriba instruído sobre o Reino dos Céus». </em>Este, como um senhor endinheirado, «<em>tira do seu tesouro coisas novas e velhas», </em>isto é, administra toda a riqueza da Antiga Aliança (que Cristo não rejeitou: cf. <em>Mt</em> 5, 17) e toda a riqueza da novidade evangélica. O discípulo de Cristo não possui só para si a riqueza do tesouro do Evangelho, mas tira do seu tesouro, para tornar os homens, seus irmãos, participantes de tão grande bem.</p>
<p><strong>Sugestões para a homilia</strong></p>
<p>Um tesouro</p>
<p>Um coração inteligente</p>
<p>Conformes à imagem de Seu Filho</p>
<p>Um tesouro</p>
<p>Corremos o risco de andar pela vida atrás de bolas de sabão. No evangelho Jesus fala do tesouro que todos podemos encontrar de verdade. Temos de vender tudo, pôr todas as coisas em segundo lugar por causa desse tesouro, que é a único que vale a pena.</p>
<p>Santo Inácio de Loiola descobriu esse tesouro quando foi parar ao hospital com uma perna partida, em combate contra os franceses em Pamplona. Ao ler a vida dos santos e a de Jesus resolveu deixar as glórias mundanas para se entregar totalmente ao serviço de Deus, fazendo-se sacerdote.</p>
<p>Foi estudar para a Universidade de Paris e ali encontrou um conterrâneo, Francisco Xavier. Este era um excelente aluno e candidato a professor da universidade. Inácio, que se tornara seu amigo, ia-lhe repetindo as palavras do Evangelho: Francisco, <em>que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma</em>?</p>
<p>E Xavier decidiu-se a deixar as ambições humanas e seguir o ideal de Inácio. Acabou ordenando-se sacerdote e partiu para a Índia como missionário. Pregou o Evangelho de Jesus nas terras indianas, na Malásia, na actual Indonésia e no Japão. Morreu às portas da China, onde se dirigia para levar também ali o Evangelho.</p>
<p>Da Índia escrevia, um dia, a Santo Inácio pedindo missionários: «Muitas vezes me vem ao pensamento ir aos colégios da Europa, levantando a voz como homem que perdeu o juízo e, principalmente, à Universidade de Paris, falando na Sorbona aos que têm mais letras que vontade para se disporem a frutificar com elas. Quantas almas deixam de ir à glória e vão ao inferno por negligência deles! E se assim como vão estudando as letras estudassem a conta que Deus Nosso Senhor lhes pedirá delas e do talento que lhes deu, muitos se moveriam a procurar conhecer e sentir dentro de si a vontade divina&#8230;dizendo: Senhor, eis-me aqui; que quereis que eu faça. Mandai-me para onde quiserdes; e se for preciso até mesmo para a Índia» (<em>Epist. de S.Francisco Xavier</em>)</p>
<p>S.Francisco Xavier soube agarrar o tesouro da sua vida, entregando tudo sem regatear. É uma lição sempre actual em especial para a juventude do nosso tempo. Tantas vezes se perde numa vida fútil e sem sentido. Por culpa muitas vezes dos pais e educadores que não os ajudam a descobrir o verdadeiro tesouro.</p>
<p>Um coração inteligente</p>
<p>Salomão pediu a Deus a sabedoria para governar bem o seu povo -ouvíamos na primeira leitura. E o Senhor fica contente com o seu pedido e dá não só a sabedoria mas também o que não Lhe pedira: a riqueza e o poder e uma vida longa.</p>
<p>Hoje o orgulho cegou muitos homens. Não têm a sabedoria verdadeira, que vem de Deus e fazem propaganda dos maiores disparates. Orgulham-se dos seus estudos e não passam de loucos. Porque a verdadeira sabedoria não se aprende nas escolas, mas no colo da mãe, nos bancos da catequese e na oração.</p>
<p>A verdadeira sabedoria anda ligada com a fé. Temos de pedi-la e cultivá-la na oração. Temos de alimentá-la com a escuta da Palavra de Deus na Santa Missa, no estudo pessoal e na leitura piedosa e nos meios de formação espiritual que Deus põe ao nosso alcance.</p>
<p>Temos de viver a nossa fé cumprindo fielmente os mandamentos na vida de cada dia. Não pode ser como a capa da irmandade, que se veste de quando em vez. Se tu não vives como pensas acabas por pensar como vives -dizia alguém com razão.</p>
<p>Havemos de encontrar na Lei de Deus a nossa alegria. «<em>A vossa lei faz as minhas delicias&#8230; Eu amo os vossos mandamentos mais que o ouro, o ouro mais fino</em>» – dizia o salmista.</p>
<p>Aprofundemos a nossa fé, deixemo-nos guiar por ela sem condições e encontraremos a alegria verdadeira já neste mundo e saberemos comunicá-lo aos outros, porque este tesouro não é só para nós. E aumenta na medida em que se reparte.</p>
<p>Conformes à imagem de Seu Filho</p>
<p>S.Paulo dizia-nos que «<em>Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam</em>» (2ª leit.). Ser santo é ser feliz. Mesmo no meio das coisas desagradáveis da vida, que Deus permite para nosso bem. Tudo é para bem se amamos a Deus. A única desgraça é o pecado, sobretudo o pecado mortal, porque nos afasta de Deus, fonte da alegria. <em>Omnia in bonum</em> – tudo é para bem – gostava de rezar como jaculatória S.Josemaria, repetindo as palavras de S.Paulo.</p>
<p>Deus escolheu-nos, chamou-nos à vida. E tem um projecto maravilhoso para cada um de nós. «<em>Predestinou-nos para sermos à imagem do Seu Filho</em>». Quer que sejamos santos e dá-nos as graças para isso, por meio de Jesus na Sua Igreja.</p>
<p>Ninguém pode desculpar-se que não pode ser santo. Essa é a meta de cada um dos cristãos, como lembrava João Paulo II no começo do 3º milénio ao lançar um programa para toda a Igreja: «Colocar a programação pastoral sob o signo da santidade é uma opção carregada de consequências. Significa exprimir a convicção de que, se o Baptismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus, através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial&#8230; Como explicou o Concílio, este ideal de perfeição não deve ser objecto de equívoco vendo nele um caminho extraordinário, a ser percorrido apenas por algum ‘génio’ da santidade. Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um. Agradeço ao Senhor por me ter concedido, nestes anos, beatificar e canonizar muitos cristãos, entre os quais numerosos leigos que se santificaram nas condições ordinárias da vida. É hora de propor de novo a todos, com convicção, esta<em> ‘medida alta’ da vida cristã ordinária: </em>toda a vida da comunidade eclesial e das famílias cristãs deve apontar nesta direcção. Mas é claro também que os percursos da santidade são pessoais e exigem uma verdadeira e própria <em>pedagogia da santidade</em>, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (<em>Novo Millenio</em>, 31)</p>
<p>Ser santo é parecer-se com Jesus Cristo, sermos conformes à Sua imagem. E isso realiza-se pela graça de Deus, que recebemos no baptismo e nos identifica com Ele. À medida que vamos crescendo na graça vamo-nos parecendo cada vez mais com Jesus.</p>
<p>Realiza-se também pelo esforço pessoal de cada um de nós, se procuramos conhecer cada vez melhor a vida de Jesus e imitá-Lo em nossa vida de cada dia.</p>
<p>«É esse amor de Cristo – diz um santo do nosso tempo – que cada um de nós deve esforçar-se por realizar na própria vida. Mas para sermos <em>ipse Christus</em> – o próprio Cristo &#8211; é preciso que nos contemplemos nEle. Não basta termos uma ideia geral do espírito de Jesus, mas é preciso aprender dEle pormenores e atitudes. E sobretudo é preciso contemplar a Sua passagem pela terra, as Suas pisadas, para extrair daí força, luz, serenidade, paz.</p>
<p>Quando amamos uma pessoa, desejamos conhecer até os menores detalhes da sua existência, do seu carácter, para assim nos identificarmos a ela. É por isso que temos que meditar na história de Cristo, desde o seu nascimento num presépio até à Sua morte e Sua ressurreição. Nos meus primeiros anos de actividade pastoral, costumava oferecer exemplares do Evangelho ou livros em que se narrasse a vida de Jesus. Porque é preciso que conheçamos bem, que a tenhamos toda inteira na cabeça e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de livro algum, fechando os olhos, possamos contemplá-la como num filme; de forma que, nas mais diversas situações da nossa existência, acudam à nossa memória as palavras e os actos do Senhor». (S.JOSEMARIA, <em>Cristo que passa,107</em>)</p>
<p>Que a Virgem nos anime nesta busca da santidade, da verdadeira sabedoria.</p>
<h3>LITURGIA EUCARÍSTICA</h3>
<p>ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor.</p>
<p><strong>SANTO</strong></p>
<p>Monição da Comunhão</p>
<p>A Eucaristia é para nós o pão da vida que nos fortalece no caminho da santidade. Nele nos vamos identificando com Cristo e transformando-nos nEle.</p>
<p><em>Salmo</em> 102, 2</p>
<p>ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.</p>
<p>Ou</p>
<p><em>Mt</em> 5, 7-8</p>
<p>Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.</p>
<p>ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.</p>
<p><strong>RITOS FINAIS</strong></p>
<p>Monição final</p>
<p>Somos chamados a configurar-nos com Cristo em nossa vida de cada dia. Vamos lutar por ser santos de verdade.</p>
<p><strong>HOMILIAS FERIAIS</strong></p>
<p>17ª SEMANA</p>
<p>2ª Feira 28-VII: A transformação do mundo.</p>
<p><em>Jer</em> 13, 1-11 / <em>Mt</em> 13, 31-35</p>
<p>O reino dos Céus é semelhante a um fermento que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.</p>
<p>Com a imagem do <em>fermento</em> (cf. Ev), o Senhor recorda-nos a nossa responsabilidade no convívio com as outras pessoas na família, no trabalho, etc., de tal maneira que consigamos <em>transformar o ambiente</em> em que vivemos.</p>
<p>Isto será possível se estivermos <em>muito unidos ao Senhor</em>, para podermos conseguir estar muito unidos aos outros É o que deduzimos da imagem da <em>faixa</em>: «Tal como a faixa se une à cintura do homem, assim eu tinha unido toda a casa de Israel… Mas eles não quiseram» (Leit).</p>
<p>3ª Feira, 29-VII: S. Marta:</p>
<p>1 <em>Jo</em> 4, 7-16 / <em>Jo</em> 11, 19-27</p>
<p>Marta disse então Jesus: Se tivesses estado aqui, Senhor, meu irmão não teria morrido.</p>
<p>Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor, e lá procurava descansar e se sentia bem acompanhado. <em>Marta </em>oferecia-lhe a hospitalidade (cf. Oração); e pediu-lhe pela ressurreição do irmão Lázaro (cf. Ev) e conseguiu-o.</p>
<p>Imitemos a <em>hospitalidade de Marta</em>, acolhendo bem o Senhor e as pessoas amigas; imitemos a sua oração confiada, pedindo pela resolução dos problemas de amigos e conhecidos. O Senhor não deixará de nos ouvir, porque «foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como <em>vítima de expiação</em> pelos nossos pecados» (Leit).</p>
<p>4ª Feira, 30-VII: A descoberta dos tesouros.</p>
<p><em>Jer</em> 15, 10. 16-21 / <em>Mt</em> 13, 44-46</p>
<p>O reino dos Céus é semelhante a um tesouro, escondido num campo.</p>
<p>Para entrar no reino, Jesus «exige uma opção radical: para adquirir o reino é preciso dar tudo (cf. Ev). As palavras não bastam, exigem-se actos» (CIC, 546). Precisamos dedicar toda uma vida à edificação do reino de Deus: primeiro dentro de nós (vida sacramental e oração) e, depois, à nossa volta (entregando-nos ao serviço dos irmãos, dando testemunho de Cristo).</p>
<p>A própria <em>palavra de Deus é um tesouro</em> e um alimento: «Quando apareciam as vossas palavras, Senhor, eu logo as tomava como alimento» (Leit).</p>
<p>5ª Feira, 31-VII: Ajudar na imagem da Igreja.</p>
<p><em>Jer </em>18, 1-6 / <em>Mt</em> 13, 47-53</p>
<p>O Reino dos Céus é também semelhante a uma grande rede que foi lançada a mar e apanhou toda a espécie de coisas.</p>
<p>Esta <em>rede lançada ao mar</em> (cf. Ev) é a <em>imagem da Igreja</em>, em cujo seio há justos e pecadores. «A Igreja é santa no seu Fundador, nos seus meios, mas formada por homens pecadores; temos que contribuir para melhorá-la e ajudá-la a uma fidelidade sempre renovada» (João Paulo II).</p>
<p>Sendo uma <em>fonte de santidade,</em> põe à nossa disposição todos os meios para encontrarmos Deus. Recebamo-los com toda a devoção e docilidade: «Como o barro está nas mãos do oleiro, assim vós estais nas minhas mãos» (Leit).</p>
<p>6ª Feira, 1-VIII: As referências de Deus.</p>
<p><em>Jer</em> 26, 1-9 / <em>Mt</em> 13, 54-58</p>
<p>Não é ele o filho do carpinteiro? Não tem sua Mãe o nome de Maria? Donde lhe vem tudo isto?</p>
<p>Os conterrâneos de Jesus ficam apenas no puramente humano, esquecendo o poder divino de Cristo (cf. Ev).</p>
<p>É necessária uma <em>conversão </em>para poder descobrir Deus nos acontecimentos correntes, nas pessoas: «Talvez eles queiram escutar e se arrependa cada um do seu mau proceder» (Leit). Se fizermos o nossos trabalho bem feito aos olhos de Deus, que tudo fez bem; se formos bons filhos de Nossa Senhora, ajudaremos muitos a aproximarem-se de Jesus, que era conhecido pelo seu trabalho e pela sua Mãe (cf. Ev).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sábado, 2-VIII: O martírio: encarnação do Evangelho.</p>
<p><em>Jer</em> 26, 11-26 / <em>Mt</em> 14, 1-12</p>
<p>O rei ficou triste mas, devido aos juramentos e aos convivas…, mandou um emissário decapitar João na cadeia.</p>
<p>Os intervenientes nas duas leituras de hoje tiveram sortes diferentes, mas ambos <em>defenderam a verdade</em>: Isaías foi poupado (esse homem não deve ser condenado à morte: cf. Leit) e João Baptista foi decapitado (cf. Ev).</p>
<p>Os mártires anunciaram o Evangelho e deram dele um testemunho com a sua vida, que terminou com efusão de sangue. Tendo a convicção de que não podiam viver sem Cristo, estiveram prontos a dar a vida por Ele. O Senhor é o salvador do homem e este só n’Ele encontra a <em>verdade da sua vida</em></p>
<p>Celebração e Homilia:    CELESTINO CORREIA</p>
<p>Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO</p>
<p>Homilias Feriais:            NUNO ROMÃO</p>
<p>Sugestão Musical:         DUARTE NUNO ROCHA</p>
<p><em> </em>    	</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/roteiro-homiletico-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Roteiro Homilético – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
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		<item>
		<title>Homilia do D. Anselmo Chagas de Paiva – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-anselmo-chagas-de-paiva-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:37:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xvii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As parábolas do Reino Mt 13,44-52 Caros irmãos e irmãs Para este domingo a Liturgia da Palavra nos convida a refletir sobre as nossas prioridades e os valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Lançando um olhar inicial para a primeira leitura (cf. 1Rs 3,5.7-12), encontramos a figura e o exemplo de Salomão, rei [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-anselmo-chagas-de-paiva-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia do D. Anselmo Chagas de Paiva – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><i>As parábolas do Reino</i></strong></p>
<p><strong>Mt 13,44-52</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caros irmãos e irmãs</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para este domingo a Liturgia da Palavra nos convida a refletir sobre as nossas prioridades e os valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Lançando um olhar inicial para a primeira leitura (cf. 1Rs 3,5.7-12), encontramos a figura e o exemplo de Salomão, rei de Israel que sucedeu ao trono o seu pai, o rei David, falecido por volta do ano 972 a.C.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto da primeira leitura nos traz o relato do sonho de Salomão em Gabaon, onde temos o seu pedido, em forma de oração a Deus, para obter a sabedoria (cf. 1Rs 3,5).  Tanto no Antigo como no Novo Testamento, o sonho normalmente aparece como uma forma privilegiada de Deus comunicar com os homens e de lhes indicar os seus caminhos (cf. Gn 20,3; Nm 12,6; Mt 2,13s). Utilizando este recurso literário, o texto bíblico nos apresenta o rei Salomão como o escolhido de Deus, a quem o Senhor comunica os seus projetos e a quem confia a condução do seu Povo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sonho está estruturado na forma de um diálogo entre Deus e Salomão.  O jovem Salomão pede ao Senhor: “Concedei, pois, ao vosso servo um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o bem e o mal” (1Rs 3,9). Ao pedir a Deus para lhe conceder um coração sábio, indica que Salomão deseja ter uma consciência que sabe ouvir, que seja sensível à voz da verdade. Na Sagrada Escritura o coração não indica apenas uma parte do corpo, mas o âmago da pessoa, a sede das suas intenções e dos seus juízos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de Salomão, o pedido é motivado pela responsabilidade de guiar uma nação, Israel, o povo que Deus escolheu para manifestar ao mundo o seu desígnio de salvação. Portanto, o rei de Israel, deve procurar estar sempre em sintonia com Deus e escutar sua Palavra, para orientar o povo a dirigir os seus passos pelos caminhos do Senhor, pela vereda da justiça e da paz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o exemplo de Salomão é válido para cada um de nós. Precisamos da sabedoria e do bom discernimento, para exercermos, com dignidade, o agir segundo a reta consciência, realizando o bem e evitando o mal. A consciência moral pressupõe a capacidade de ouvirmos a voz da verdade, de sermos pessoas dóceis às suas indicações.  O rei Salomão tinha consciência de que a autoridade é um serviço que deve ser exercido com sabedoria e que o objetivo final desse serviço é a realização do bem comum. O texto sublinha que Salomão não pede riqueza, nem glória, mas pede as aptidões necessárias e a capacidade para cumprir bem a missão que Deus lhe confiou. Salomão aparece aqui como o modelo do homem que sabe escolher e que sabe pedir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passando ao texto evangélico deste domingo, Jesus continua recorrendo à linguagem das parábolas para nos exortar a fazer do Reino de Deus a prioridade fundamental.  É propriamente a sabedoria que vem de Deus que nos faz compreender o verdadeiro sentido da vida, em correspondência ao projeto de salvação de Deus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo terceiro domingo consecutivo, a liturgia nos apresenta mais uma página de parábolas, breves narrações utilizadas por Jesus para facilitar a compreensão ao mistério de Deus e para anunciar os mistérios do Reino dos céus. Utilizando imagens e situações da vida quotidiana, Jesus quer nos indicar o verdadeiro fundamento de todas as coisas para podermos reconhecer a primazia de Deus.  O tema contido no Evangelho deste domingo é precisamente o Reino dos céus. O termo “céu” não deve ser entendido unicamente no sentido da altura que nos ultrapassa, porque tal espaço infinito possui também a forma da interioridade do homem.  Mas, Reino dos céus significa, precisamente, senhorio de Deus, e isto quer dizer que a sua vontade deve ser assumida como o critério e guia da nossa existência.  A linguagem das parábolas é simples e compreensiva, para melhor assimilar os profundos mistérios da nossa salvação!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesus começa dizendo: </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><span style="font-weight: 400;">O Reino dos céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vende todos os seus bens e compra aquele campo” (Mt 13, 44). Somente quem é sábio consegue reconhecer no campo o tesouro escondido como um dom de Deus, sinal de uma proposta e de um chamado para uma vida diferente. Daí sua decisão de “vender todos os seus bens”, abandonar o que todo mundo acha importante para o sucesso da vida, para “comprar aquele campo”, seguir o chamado interior,  mesmo correndo o risco no investimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante ressaltar que ao “vender tudo que tem” a pessoa o faz com “alegria”. Deus nos seduz ainda porque fala a linguagem da alegria, que move, apressa, faz decidir. A alegria é um sintoma, é o sinal de que se está caminhando na estrada justa.  O homem vendeu o que tinha para comprar este campo.  O termo da comparação aqui é o valor do tesouro, comparado com o valor de todas as coisas que o homem vendeu para poder adquirir o campo.  Em tempos antigos, as pessoas tinham o costume de esconder objetos preciosos, cavando um buraco na terra, sobretudo por medo dos imprevistos da guerra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, a questão principal abordada nesta primeira parábola é a da descoberta do valor e da importância do Reino. A lição de Jesus é clara: não há valor algum que possa superar o valor do reino do Céu, esse reino no qual Deus é o Senhor absoluto; e onde floresce a graça, a redenção, a vida eterna. Todos os bens da terra são desprezíveis diante desse reino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A outra parábola nos fala que o reino dos céus assemelha-se ao encontro de uma pérola de grande valor. O comprador vende todos os seus bens para adquiri-la (cf. Mt 13,45-46). A ideia básica consiste no fato de que somente Deus conhece o que pode preencher o nosso coração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o resultado final é o mesmo: a descoberta de algo valioso. O agricultor e o comerciante vendem tudo, mas para ganhar tudo, para ter tudo. Para um, o tesouro; para outro, a pérola de grande valor. Ambos também estão unidos por um sentimento comum: a surpresa e a alegria de terem encontrado a realização de todos os desejos. A alegria é o sentimento de quem encontrou o verdadeiro tesouro, a verdadeira pérola, o tesouro do Reino de Deus. O tesouro e a pérola devem ser o Cristo para nós, e segui-lo é o que de melhor podemos empreender na vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dessas reflexões pode-se perceber a analogia entre a primeira leitura e o Evangelho. O rei Salomão não pediu a Deus riqueza, e sim sabedoria, isto é, o dom de distinguir entre o bem e o mal (cf. 1Rs 3,5ss).  Neste sentido, ele prefigura o negociante da parábola da pérola, homem de bem, mas sábio e perspicaz: arrisca tudo o que tem num investimento melhor (cf. Mt 13,45ss).  A lição de todos estes textos é: investir tudo naquilo que é mais importante.  Esta é uma sabedoria humana, mas aplica-se também à realidade divina, ao Reino do Céu, que é concretamente o tesouro da parábola.  Ora, para discernir bem isto, vamos precisar da sabedoria que Salomão pediu, e que lhe propiciou pronunciar juízos sábios em favor de quem merecia (1Rs 3,16-28).  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peçamos ao Senhor Jesus, Ele que é o mais sábio de todos os sábios, que também nos conceda este dom, o dom da sabedoria, à semelhança do pedido feito por Salomão, para que possamos fazer a escolha certa, e trilhar com o coração dilatado, pelos caminhos que nos levam ao Reino de Deus. Assim seja.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Anselmo Chagas de Paiva, OSB<br />
Mosteiro de São Bento/RJ</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. José Maria – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:36:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xvii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Procurar o Único Tesouro!  Dom José Maria Pereira O Evangelho (Mt 13,44 – 52) continua a série de parábolas sobre o Reino dos Céus. O ensinamento de Jesus é particularmente vivo e apto para mover a mente e o coração e, por conseguinte, para levar à ação. Jesus compara o Reino dos Céus “a um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Procurar o Único Tesouro! </b></p>
<p><b>Dom José Maria Pereira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Evangelho (Mt 13,44 – 52) continua a série de parábolas sobre o Reino dos Céus. O ensinamento de Jesus é particularmente vivo e apto para mover a mente e o coração e, por conseguinte, para levar à ação. Jesus compara o Reino dos Céus “a um tesouro escondido no campo. Um homem encontra-o e mantém-no escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo” (Mt 13,44). Ou, ainda, “a um negociante que andava em busca de pérolas preciosas. Ao encontrar uma, de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola” (Mt 13, 45-46). Nos dois casos, por duas vezes, fala-se em vender: vender significa desfazer-se do que é seu. Para possuir o Reino dos Céus, as pessoas deverão desfazer-se de si mesmas, dos valores falsos deste mundo, do apego aos bens materiais. Vale apena vender tudo para possuir o tesouro do Reino! O Reino dos Céus – o Evangelho, o cristianismo, a graça, a amizade com Deus – é o tesouro escondido, mas presente no mundo; muitos o têm próximo, mas não o descobrem, ou antes, mesmo descoberto, não sabem dar-lhe o respectivo valor e descuidam-no, preterindo-o ao reino material: aos prazeres, às riquezas e às satisfações de vida terrena. Somente quem dispõe de um coração compreensivo para “distinguir o bem do mal” (1Rs 3,9), o eterno do transitório, a aparência do que é essencial, saberá tomar a decisão de “vender tudo quanto possui” para o adquirir. Jesus não pede pouco a quem quer alcançar o Reino; pede-lhe tudo. Mas, também, é certo que não lhe promete pouco; promete-lhe tudo: a vida eterna e a eterna e beatificante comunhão com Deus. Se o homem, para conservar a vida terrena, está disposto a perder todos os seus bens, por que não se dispõe a fazer outro tanto, ou mais ainda, para conseguir para si a vida eterna?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Reino dos Céus é um tesouro, aliás, o único tesouro, o único bem realmente importante. Tanto que um homem, que o possui, tem tudo, mesmo que não tenha mais nada; enquanto quem não o possui não tem nada, mesmo que possua o mundo inteiro: Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? – diz Jesus; isto é, se não toma posse do Reino dos Céus? (Mt 16,26).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ganhar tão grande tesouro, vale a pena que o homem não só renuncie a todas as coisas, mas, também, como diz Jesus, que renuncie à sua própria vida, porque, quem perde sua vida, para o Reino dos Céus, encontra-la-á; enquanto, quem a quer salvar, perde-la-á (Mt 10,39). Vale a pena que renuncie a seu olho ou a seu braço, se for preciso, porque, é melhor entrar no Reino dos Céus com um só olho e com um só braço do que com ambos ser excluído e ser jogado na geena (Mt 5, 29).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisamos ser objetivos nos negócios da alma. Corajosos nas decisões a tomar, dispostos até a perder, segundo os critérios desse mundo, para ganhar, segundo os critérios de Deus. Estar dispostos a tudo para entrar no Reino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, como dizia Santa Teresa: Importa ter uma muito determinada determinação, custe o que custar, aconteça o que acontecer, suceda o que suceder, ainda que o chão se afunde. É preciso escolher sempre de novo, a cada dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas este, como diz a parábola, é um tesouro escondido, um tesouro difícil de ser descoberto. Basta pensar em todos aqueles que ainda não conhecem o Evangelho e a Igreja, depois de 2 mil anos que tal tesouro existe sobre a terra.  Mas, sem ir longe e pensar naqueles que vivem desconhecendo o Evangelho, o Reino dos Céus é um tesouro escondido, também para os cristãos; escondido, porque sempre por descobrir; escondido, porque difícil de ser descoberto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas parábolas dizem-nos alguma coisa a mais do que meditamos até aqui: o tesouro escondido, pelo qual é preciso vender tudo, é, sim, o Reino dos Céus, isto é, uma realidade, mas, é também, em primeiro lugar, uma pessoa: é o próprio Jesus. Segui – Lo, escolhê – Lo pela vida e voltar a escolhê – Lo sempre de novo, ser Seu discípulo, significa ter feito a escolha certa, a única que assegura o tesouro nos céus. É Ele a pérola preciosa.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Nas duas parábolas, mesmo sendo parecidas entre si, apresentam diferenças dignas de nota: O tesouro significa a abundância de dons; a pérola, a beleza do Reino. O tesouro apresenta-se de repente; a pérola supõe, pelo contrário, uma busca esforçada. Mas, em ambos os casos, o que encontra fica inundado de uma profunda alegria. Assim, é a fé, a vocação, a verdadeira sabedoria, o desejo do céu: por vezes, apresenta-se de modo inesperado; outras, segue-se a uma intensa busca. A atitude do homem, em ambas as parábolas, está descrita com os mesmos termos: “vai e vende tudo o quanto tem e compra-a: o desprendimento, a generosidade, é condição indispensável para o alcançar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E como ensina São Gregório Magno: “Se considerarmos quais e quantos bens nos são prometidos para o Céu, tudo o que há na terra teremos como desprezível, porque toda a riqueza da terra, comparada com a felicidade do Céu, mais do que benefício, é desgosto”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse Reino é “paz, justiça e gozo no Espírito Santo”. Vem, Senhor, a nós esse vosso Reino, vem  ensinar-nos que vale a pena perder tudo, entregar tudo para ter a Vós, único e verdadeiro Bem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar que apanha peixes de todo o tipo” (Mt13,47). Esta rede, lançada ao mar, é imagem da Igreja, em cujo seio há justos e pecadores: até o fim dos tempos, haverá, nela, santos, como haverá os que abandonaram a casa paterna, dilapidando a herança recebida no Batismo; e uns e outros pertencem a ela, ainda que de modo diverso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como recorda São João Paulo II, a Igreja “é Mãe, na qual renascemos para uma vida nova em Deus; uma mãe deve ser amada. Ela é santa no seu Fundador, nos seus meios e na sua doutrina, mas formada por homens pecadores; temos que contribuir para melhorá-la e ajudá-la a uma fidelidade sempre renovada, que não se consegue com críticas corrosivas” (Homilia em Barcelona, 1982).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Igreja é fonte de santidade e causa da existência de tantos santos ao longo dos séculos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os membros da Igreja são chamados à santidade, “quer pertençam à Hierarquia, quer sejam por ela apascentados” (LG, 39).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peçamos ao Senhor que nós, membros do Povo de Deus, do seu Corpo Místico, cresçamos em santidade pessoal e sejamos assim bons filhos da Igreja. “São precisos –  diz São João Paulo II – arautos do Evangelho, peritos em humanidade que conheçam a fundo o coração do homem de hoje, participem das suas alegrias e esperanças, das suas angústias e tristezas e, ao mesmo tempo, sejam contemplativos, enamorados de Deus. Para isto, são precisos novos santos. Os grandes evangelizadores da Europa foram os santos. Devemos suplicar ao Senhor que aumente o espírito de santidade na Igreja e nos envie novos santos para evangelizar o mundo de hoje” (Discurso ao Simpósio de Bispos Europeus, 1985).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amemos, cada vez mais, a Igreja de Cristo! Se amamos a Igreja, nunca surgirá em nós esse interesse mórbido em ventilar, como culpa da Mãe, as misérias de alguns dos filhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Façamos nossa a oração de Salomão: “Senhor, dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal” (1Rs 3,9). Que, na procura do Tesouro e da Pérola Preciosa, os obstáculos nunca nos desanimem, “pois, tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus…” (Rm 8, 28).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que ainda preciso entregar para que o Reino de Deus seja todo o meu tesouro? Cada um de nós é chamado a reconhecer os tesouros e as pérolas preciosas recebidas e a pedir para que, possuindo o Espírito do Senhor, possa continuar a vender tudo o que tem, adquirir os tesouros e oferecê-los aos outros. Cada qual, num momento de interiorização, procure lembrar-se desses tesouros adquiridos, dessas pérolas preciosas, recebidas como resultado do desprendimento de si mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É hora de um exame de consciência! E, a partir de uma profunda reflexão, eis uma decisão importante que somos chamados a tomar: O que fazer da vida; o que realmente importa na vida; que sentido devemos dar às perguntas da vida: de onde vim? Para onde vou? O que devo fazer? Qual o sentido da vida? Por tudo demos graças ao Senhor, nosso Deus.</span></p>
<p style="text-align: right;"><b>Dom José Maria Pereira</b></p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia do D. José Maria – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:34:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[Homilias Dominicais]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xvii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>1Rs 3,5.7-12 Sl 118 Rm 8,28-30 Mt 13,44-52 Continuamos, neste hoje, a escutar Jesus falando-nos do Reino dos Céus. Saído do barco à beira-mar, chegado em casa, ele nos conta ainda três parábolas: o Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo; um homem o encontra e, cheio de alegria, vende tudo e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>1Rs 3,5.7-12<br />
Sl 118<br />
Rm 8,28-30<br />
Mt 13,44-52</p>
<p>Continuamos, neste hoje, a escutar Jesus falando-nos do Reino dos Céus. Saído do barco à beira-mar, chegado em casa, ele nos conta ainda três parábolas: o Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo; um homem o encontra e, cheio de alegria, vende tudo e o adquire! O Reino dos Céus é como uma pérola de grande valor; o homem vende tudo e, fascinado por sua beleza, vende tudo e a adquire… Observem, irmãos, que Jesus nos quer fazer compreender que quem encontra o Reino, sai de si! Encontra o sentido da vida, encontra aquilo por que vale a pena viver. Quem de verdade encontra o Reino, quem o experimenta, muda para sempre sua existência: vai ligeiro, vende tudo, fica cheio de alegria! Encontrar o Reino é encontrar Jesus, e encontrar Jesus de verdade é encontrar a razão de viver, o sentido da existência… é encontrar-se consigo mesmo! Quem encontra o Reino assim, se encontra, parte de si mesmo e vai viver de verdade! Quantos cristãos experimentaram isso, quantos fizeram-se loucos, pareceram loucos, por amor de Cristo! Quantos jogaram fora amores, família, projetos, bens materiais… O que os levou a isso? O que aconteceu com Santo Antão, que vendeu todos os bens e deu aos pobres e foi viver no deserto, sozinho? O que aconteceu com Francisco de Assis? O que aconteceu com a Santa Madre Teresa de Calcutá ou com a Santa Dulce dos Pobres? O que aconteceu com aquele moço que largou tudo e foi ser religioso, com aquela moça sem juízo que entrou numa comunidade de vida? O que aconteceu com aquele casal, que mudou seu modo de viver, seu círculo de amizade, que deixou suas badalações? O que aconteceu com São Maximiliano Kolbe, que entregou a vida no lugar de um pai de família? Com São José de Anchieta, que deixou sua pátria e se embrenhou no Brasil selvagem para anunciar Cristo aos índios? O que aconteceu com todos esses? Eles descobriram o tesouro, eles encontraram uma pérola de valor imensurável, eles experimentaram a paz, a doçura, a verdade do Reino dos Céus!</p>
<p>Meus caros, estejamos atentos! Quem é mole nas coisas de Deus, quem é pouco generoso no seguimento de Cristo, quem sente como um fardo os apelos do Senhor, não experimentou ainda, não encontrou o tesouro, não viu a pérola de grande valor, não descobriu de verdade o Reino dos Céus! Cristãos cansados, cristãos sem entusiasmo, cristãos pouco generosos, cristãos com uma lógica igual à do mundo são cristãos que nunca – nunca! – experimentaram a paz do Reino, a beleza do Reino, a doçura do Reino, a plenitude do Reino que Jesus nos mostra e nos dá! Atentos, irmãos: pode-se ser cristão e nunca ter experimentado o Reino! Pode-se ser padre ou religioso sem nunca ter descoberto o Reino… Aí, já não há alegria, já não há entusiasmo, já não se corre, se arrasta, se rasteja! O Reino tem pressa, o Reino faz vibrar, o Reino nos impele porque descobrir o Reino e experimentar o amor de Deus em Jesus Cristo! Quantos de nós se entusiasmam com tantas coisas e são tão lerdos quando se trata do Senhor e do seu Reino… Não seríamos nós um desses?</p>
<p>E, no entanto, o sonho de Deus é que todos possam encontrar o seu Reino; para isso ele nos criou, para isso nos destinou. Escutemos o Apóstolo: <em>“Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde toda eternidade, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho… E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou também os tornou justos, e aos que tornou justos também os glorificou”.</em> Isso nos coloca diante de duas realidades, caríssimos. Primeiro: o dever que temos de anunciar o Reino a toda a humanidade! A Igreja é missionária, anunciadora do Reino dos Céus! Uma Igreja que não tenha o desejo, que não sinta a necessidade de levar Jesus aos que ainda não o conhecem, é uma Igreja morta, uma Igreja que já não experimenta a alegria de crer! Estejamos atentos: há tantos em terras distantes e tantos bem próximos de nós que não tiveram ainda a alegria do Reino dos Céus, pois que não encontraram o tesouro, não viram a pérola de grande valor! Ai de nós se não anunciarmos a esses a Boa Nova do Reino dos Céus! Nunca esqueçamos: quem encontra algo de muito bom, sente o desejo de comunicar, de partilhar, de tornar conhecido aos demais. Se em nós não há ímpeto missionário, é porque não encontramos, de verdade, a o Reino e sua alegria! Pensemos bem!</p>
<p>Mas, há uma segunda realidade, que precisamos levar em conta. Descobrir o Reino exige um olhar iluminado pela graça de Deus. Sozinhos, com nossas próprias forças, somos incapazes de discernir essa presença do Reino! Por isso é necessário suplicar, como Salomão, um coração para compreender: <em>“Dá ao teu servo um coração compreensivo – um coração que escute!”</em> No Evangelho de hoje, Jesus termina perguntando: <em>“Compreendeste essas coisas?”</em> – Senhor, pedimos nós, dá-nos um coração capaz de compreender! Sem vosso auxílio ninguém é forte, ninguém é santo! Mostra-nos o tesouro, que é o teu Reino! Faz-nos encontrar a pérola de grande valor, pela qual vale a pena perder tudo e todo nela encontrar! Faz-nos sentir que, pelo Reino, vale a pena deixar redes, barcos, a vida perder; deixar a família e dinheiro não ter!</p>
<p>Concluamos, agora, com a última, das sete parábolas: O Reino dos Céus é como uma rede jogada no mar deste mundo… Ela apanha todo tipo de peixe – apanhou a mim, a você… Olhem a Igreja, olhem a nossa comunidade: há de tudo! Todo tipo de gente, todo tipo de cristão! Mas, um dia, a rede será puxada para a margem… e os peixes bons serão recolhidos nos cestos do Senhor e os peixes ruins serão lançados fora, para o fogo queimar… Eis como Jesus termina! Prevenindo-nos que é necessário decidir-se pelo Reino, que nossa vida valerá ou não a pena, terá ou não sentido dependendo de nossa atitude em relação ao Reino que ele veio anunciar…</p>
<p>Irmãos, irmãs! <em>“Compreendestes tudo isso?”</em> Que o Senhor no-lo conceda, ele que Reina para sempre. Amém.</p>
<p>O post <a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</a> apareceu primeiro em <a href="https://presbiteros.org.br">Presbíteros</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pe. Demétrio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:33:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilética]]></category>
		<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xvii domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia sobre o XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leituras e subsídios para liturgia e homilia:</p>
<ul>
<li>Roteiro Homilético</li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/">Homilia de D. Henrique Soares da Costa</a></li>
<li><a href="https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/">Homilia do D. José Maria Pereira</a></li>
<li>Preces</li>
</ul>
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			</item>
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		<title>Preces – XVI Domingo do Tempo Comum – Ano A</title>
		<link>https://presbiteros.org.br/preces-xvi-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Presbiteros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:58:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Subsídios Litúrgicos]]></category>
		<category><![CDATA[xvi domingo do tempo comum ano a 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sacerdote: A Deus todo-poderoso, fonte de vida e misericórdia, apresentemos as preces de nossa assembléia:  Todos: Dai-nos, Senhor, vida nova em Cristo. 1. “As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome” (Sl 85). Deus de amor, que reunistes povos tão diversos em vossa única Igreja Católica, concedei-nos permanecer sempre nela e dai o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sacerdote:</strong> A Deus todo-poderoso, fonte de vida e misericórdia, apresentemos as preces de nossa assembléia:<strong> </strong></p>
<p><strong>Todos:</strong> <strong>Dai-nos, Senhor, vida nova em Cristo.</strong></p>
<p>1. “As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome” (Sl 85). Deus de amor, que reunistes povos tão diversos em vossa única Igreja Católica, concedei-nos permanecer sempre nela e dai o vosso auxílio ao Santo Padre. Rezemos ao Senhor.</p>
<p>2. “O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza” (Rm 8, 26). Deus, que escutais a nossa oração, enviai-nos o Espírito Consolador, para que aprendamos com Ele a pedir o que mais convém. Rezemos ao Senhor.</p>
<p>3. “Ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano” (Sb 12, 19). Deus, que desejais a salvação de todos, fazei de nós discípulos e missionários vossos, para que com a nossa amizade verdadeiramente humana atraiamos todos para vós. Rezemos ao Senhor.</p>
<p>4. “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo” (Mt 13, 24). Deus, que fizestes de nós semente boa no campo da Igreja, concedei-nos perseverar no bem, para que sendo trigo por vosso amor não nos tornemos joio para nossa perdição. Rezemos ao Senhor.</p>
<p>5. “Então os justos brilharão como o sol” (Mt 13, 43). Deus, para quem tudo vive, acolhei em vossa casa os nossos irmãos defuntos que buscaram viver na justiça e santidade. Rezemos ao Senhor.</p>
<p><strong>Sacerdote: </strong>Ó Deus eterno e todo-poderoso que em vosso Filho e no Espírito Santo tudo renovais e santificais, escutai as preces de vosso povo e amparai-nos com vossa graça. Por Cristo, nosso Senhor.</p>
<p><strong>Amém.</strong>    	</p>
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