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	<title>Pensando Marketing</title>
	
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	<description>Marketing Por Quem Faz Marketing</description>
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		<title>Propaganda Política – Porque a Dilma Vai Ganhar</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 18:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Para os que se interessam pelo tópico de propaganda política, incorretamente chamada de marketing político, as próximas eleições trarão uma lição importante em estratégia de comunicação.
Afirmo com tranquilidade, por trás de 20 anos de experiência em marketing: se o PSDB continuar com a atual estratégia, a Dilma vai ganhar. Será uma tragédia para o país, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-content/uploads/2009/11/dilma-serra.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-423" title="dilma-serra" src="http://www.pensandomarketing.com/wp-content/uploads/2009/11/dilma-serra.jpg" alt="dilma-serra" width="451" height="331" /></a>Para os que se interessam pelo tópico de propaganda política, incorretamente chamada de marketing político, as próximas eleições trarão uma lição importante em estratégia de comunicação.</p>
<p>Afirmo com tranquilidade, por trás de 20 anos de experiência em marketing: se o PSDB continuar com a atual estratégia, a Dilma vai ganhar. Será uma tragédia para o país, que caminhará para a situaçào de uma Venezuela ou Cuba.</p>
<p>O PSDB não aprendeu com os erros da eleição passada. Geraldo Alckmin não se posicionou contra Lula de forma alguma, chegando a ganhar o apelido de candidato-chuchu, aquele que não tem gosto de nada. No livro &#8220;Posicionamento&#8221;, de Al Ryes e Jack Trout, aprendemos há décadas atrás que o consumidor (ou eleitor) só tem espaço para um produto em cada categoria. Só há um líder em hamburgueres: o McDonald&#8217;s. Os outros precisam ter algum outro diferencial para sobreviverem.</p>
<p>Alckmin violou este preceito sagrado e, ao invés de tomar para si um programa diferenciado, como talvez o saneamento básico, a tecnologia ou, por que não, a honestidade (aproveitando o escândalo do mensalão), apenas copiou o discurso de Lula. Alckmin resolveu convencer o povo que os programas Bolsa-isso e Bolsa-aquilo seriam obra do PSDB. Pode até ser verdade, mas o conceito estava associado de forma permanente a Lula. O que importa na eleição é a percepção, mais que a verdade. Seria mais fácil tentar convencer o povo que Alckmin tinha mais barba que Lula.</p>
<p>Novamente vemos o PSDB querendo ser mais católico que o Papa. Lula resolveu que Dilma terá a imagem do ambientalismo. Os recursos do governo são imensos. Dilma será a porta-voz do Brasil em Copenhagem, onde entregaremos nossa economia à ONU em função das mentiras de Al Gore. Dilma estará na frente de todas as iniciativas ecológicas de agora em diante.</p>
<p>O que faz Serra? Ao invés de se ater ao passado terrorista de Dilma, ou propor uma agenda racional de desenvolvimento, ou qualquer outro tópico original, ele quer brigar com Lula, mostrando que acredita mais na religião do Al Gore que o PT. Ele quer provar ao mundo que é mais católico que o Papa.</p>
<p>O resultado será: o povo votará no Papa (o PT) e não em Serra.</p>
<p>Serra precisa imediatamente deixar essa loucura de querer ser mais PT que o PT e criar uma identidade. O PSDB é o partido em cima do muro. Já virou piada. O tempo é curto, é necessária uma estratégia diferenciada, que seja querida dos brasileiros e que seja contrária ao PT. Eu sugiro a defesa da família e o combate à ditadura do comunismo, com um apelo à liberdade.</p>
<p>Terá Serra coragem para isso? É impressionante que estejam pagando milhões para esses publicitários incompetentes para cometerem esses erros básicos. Senhor Serra, trabalho melhor pela metade do preço.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091111/not_imp464471,0.php">Planalto usa Amazônia para inflar Dilma &#8211; Nacional &#8211; Estadão.com.br</a>.</p>
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		<title>Esta É Nossa Pseudo-Democracia</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 17:32:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rápidas]]></category>

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		<description><![CDATA[Enviei um email questionando o Sr Xico Graziano, secretário do Meio Ambiente de São Paulo, sobre a política suicida do corte do CO2. Uma lei que foi aprovada sem nenhum debate. O Al Gore vem aqui, manda e eles obedecem. Que democracia é essa? O pior é que sou eleitor do PSDB.
 Vejam a resposta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enviei um email questionando o Sr Xico Graziano, secretário do Meio Ambiente de São Paulo, sobre a política suicida do corte do CO2. Uma lei que foi aprovada sem nenhum debate. O Al Gore vem aqui, manda e eles obedecem. Que democracia é essa? O pior é que sou eleitor do PSDB.
<p /> Vejam a resposta do Graziano: 
<p />&quot;quem viver verá&quot;
<p />Poderia ter me dito &quot;dane-se&quot; que seria a mesma coisa. Estamos mesmo em uma enrascada.
<p />============================
<p /> 
<div class="gmail_quote">Date: 2009/11/11<br />Subject: Re: Fw: Contato Site<br />To: Xico Graziano &lt;<a href="mailto:xico@xicograziano.com.br">xico@xicograziano.com.br</a>&gt;
<p />
<p />O SENHOR PODE ME AFIRMAR SINCERAMENTE QUE PESQUISOU OS ARGUMENTOS DOS CIENTISTAS CONTRA O AL GORE? <br /> Um dia o senhor se lembrará deste email.
<p />Senhor Graziano,
<p />Consegui seu email através da Roseli, de seu gabinete. Admiro seu currículo e por isso resolvi escrever-lhe. <br />O senhor tem a chance de ser um herói patriota nesta viagem a Copenhagem.
<p /> Sou eleitor há muitos anos do PSDB, mas vejo que a missão do partido hoje é provar que é mais globalista que o PT.<br /> O PSDB está apoiando o PT em sua missão de agradar Al Gore e destruir nossa economia. Não existe nenhum consenso científico que o CO2 produzido pelo homem cause o aquecimento global.
<p />Na verdade, a Terra tem esfriado nos últimos anos, devido ao Sol, que controla nosso clima.<br /> A histeria tem como objetivo a criação de uma taxa de carbono mundial para enriquecer os globalistas e os bancos e também o controle da atividade humana através de agências globais como a ONU. As ONGs são financiadas por Fundações como Rockefeller e Ford, como o provam vasta bibliografia.
<p /> Não houve NENHUM debate sobre este assunto, e o PSDB está aceitando as mentiras de Al Gore como uma religião.<br />Centenas de cientistas são contra essa propaganda. Uma rápida pesquisa no Google mostra centenas de sites e documentos comprovando isso, inclusive de Prêmios Nobel e altos diretores de institutos metereológicos.
<p /> Se o senhor tivesse uma bolha no pé e o médico mandasse amputar sua perna, o senhor procuraria uma segunda opinião, não é?
<p />Vejam os sites:<br /><a href="http://www.noteviljustwrong.com/" target="_blank">www.noteviljustwrong.com</a><br /> <a href="http://www.globalwarminghoax.com/" target="_blank">www.globalwarminghoax.com</a><br />Vejam as entrevistas do PhD<br />Carlos Milion <br />Leiam o livros: <br />Global Warming or Global Governance<br />Climate Confusion<br /> The Deniers<br />e muitos outros
<p /> Uma pesquisa no Google sobre Global Warming Hoax (enganação) mostra 2,8 MILHÕES de resultados !<br />Sinceramente, Sr Graziano, o senhor leu algum destes livros ou apenas acreditou no que a ONU disse. Faça um auto-exame de sua consciência, como homem honesto que sei que é.
<p /> Por favor, acordem, ou vamos destruir nossa economia e nossa soberania por nada. Tenho dois filhos, e o senhor é minha última esperança de sanidade.
<p />Com essa política, o PSDB ainda vai ajudar a eleger a Dilma, a terrorista comunista que nos colocará de vez sob um governo internacional e que é a cara do aquecimento global no Brasil, conforme o Estado de SP de hoje.
<p /> Fico à sua disposição para qualquer informaçào adicional.
<p />Muito obrigado por sua preciosa atenção.
<p />
<p />
<div class="gmail_quote">2009/11/11 Xico Graziano <span>&lt;<a href="mailto:xico@xicograziano.com.br" target="_blank">xico@xicograziano.com.br</a>&gt;</span>
<div>
<div></div>
<div class="h5"> <br />
<blockquote class="gmail_quote" style="border-left: 1px solid rgb(204, 204, 204); margin: 0pt 0pt 0pt 0.8ex; padding-left: 1ex;">
<div>
<div>Seus filhos me agradecerão. Quem viver verá!</div>
<div>Abs,</div>
<div> </div>
<div>Xico Graziano</div>
<div> </div>
<p /></div>
</blockquote>
</div>
</div>
</div>
<p> </div>
<p style="font-size: 10px;">  <a href="http://posterous.com">Posted via email</a>   from <a href="http://www.mandaba.la/esta-E-nossa-pseudo-democracia">mandaba.la</a>  </p>
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		<title>Brasil, o País Mais Trouxa do Mundo</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 16:45:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rápidas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos amputar a economia em 40% para ajudar a eleger a Dilma e puxar o saco da ONU. Somos colonizados mesmo. De todos os países do mundo, vamos ser os que mais se prejudicarão ! Vai ser imbecil assim lá longe.
Não existe nenhuma prova científica que o C02 produzido pelo homem cause o aquecimento. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos amputar a economia em 40% para ajudar a eleger a Dilma e puxar o saco da ONU. Somos colonizados mesmo. De todos os países do mundo, vamos ser os que mais se prejudicarão ! Vai ser imbecil assim lá longe.
<p />Não existe nenhuma prova científica que o C02 produzido pelo homem cause o aquecimento. O aquecimento é causado pelo Sol, conforme centenas de cientistas afirmam. A histeria tem como objetivo a criaçào de uma taxa de carbono global que enriquecerá os globalistas e os bancos e um controle dos países através de um provável governo mundial.
<p /> Se você tivesse uma bolha no pé e o médico lhe mandasse amputar a perna, você não ouviria uma segunda opinião? Vamos destruir nossa economia voluntariamente, sem haver NENHUM debate. Isso é democracia?
<p /> A China e a Índia, que não vão cortar nada, devem estar rindo da gente.
<p /> <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091111/not_imp464471,0.php">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091111/not_imp464471,0.php</a>
<p />Lula anunciará, na cerimônia de amanhã, que Dilma será a comandante da equipe brasileira em Copenhague. E que vai levar as novidades do País para ajudar a combater o aquecimento global e a emissão de gases de efeito estufa. O Brasil terá, de acordo com o presidente, a proposta mais ousada entre todos os países, desenvolvidos e em desenvolvimento. Será algo em torno de um esforço voluntário de 38% a 42% na redução dos gases de efeito estufa até 2020.
<p style="font-size: 10px;">  <a href="http://posterous.com">Posted via email</a>   from <a href="http://www.mandaba.la/brasil-o-pais-mais-trouxa-do-mundo">mandaba.la</a>  </p>
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		<title>Por que os brasileiros são tão vulneráveis ao engano?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 16:52:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pensandomarketing.com/?p=400</guid>
		<description><![CDATA[Por Gutemberg Macedo

 

 
 
 
Afundar numa poltrona em frente à televisão e colocar a mente em ponto morto por um curto espaço de tempo, diariamente, pode recarregar as baterias. Colocar a mente em ponto morto indefinidamente pode literalmente acabar conosco”.
Michael R. Legault, editor do National Post e autor do livro “Think”
O engano é um desvio do comportamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Gutemberg Macedo<a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#comments"></a></p>
<p><img class="alignleft" title="snake" src="http://www.oprincipiodasabedoria.com/wp-content/uploads/2009/11/snake.jpg" alt="snake" width="520" height="115" /></p>
<p> <br />
<em></em></p>
<p><em></em> </p>
<p><em></em> </p>
<p><em></em> </p>
<blockquote><p><em>Afundar numa poltrona em frente à televisão e colocar a mente em ponto morto por um curto espaço de tempo, diariamente, pode recarregar as baterias. Colocar a mente em ponto morto indefinidamente pode literalmente acabar conosco”.</em></p>
<p><em>Michael R. Legault, editor do National Post e autor do livro “Think”</em></p></blockquote>
<p>O engano é um desvio do comportamento humano observado em todas as nações e sociedades do mundo, das mais primitivas até as mais modernas. Portanto, o Brasil não foge à regra. Muito pelo contrário, a sensação que temos é a de um povo que se deixa ser seduzido e movido pela mais escabrosa desfaçatez, a mais ignóbil fantasia, a mentira mais desavergonhada e o discurso mais incoerente e incompetente. É a engenharia do engano em toda a sua força e plenitude. É a ignorância na sua forma mais hedionda e perversa – a cegueira da mente.</p>
<p>Vejamos alguns exemplos extraídos de nosso dia-a-dia que ilustram essa vergonhosa realidade:</p>
<p>* No mundo corporativo, o engano é um comportamento comum, atávico e visível. Eis alguns exemplos extraídos do dia-a-dia das organizações: é o profissional que no afã de conquistar novo emprego, mente ao entrevistador sobre suas qualificações profissionais, acadêmicas e pessoais; é o gestor que ao preparar seu relatório de despesas de viagem, falsifica o valor dos gastos feitos, a fim de se beneficiar indevidamente dos recursos financeiros dos acionistas; é o gestor que no afã de projetar uma imagem positiva e excepcional perante o chefe, se utiliza de expedientes falaciosos para conquistar o seu objetivo de carreirista – apresenta-lhe dados falsificados sobre o andamento de determinado projeto, culpa um ou mais de seus subordinados pelo erro que ele mesmo praticou e é o único agente responsável, dá a impressão de que trabalha duro na organização, quando na verdade dedica a maior parte de seu tempo ao gerenciamento de seus próprios negócios ou empreende trabalho comprovadamente “fake”, fornece dados desatualizados a um colega de trabalho, a fim de vê-lo ser desmoralizado por ocasião de uma apresentação ao corpo diretivo da empresa; é o gestor que para credenciar um fornecedor, não importa a sua área de trabalho e nível de qualificação de seus produtos ou serviços, exige um pedágio que pode girar em torno de 10 a 30% do valor do contrato. Essa é uma cifra nada desprezível e que pode tornar muitos gestores milionários em pouco tempo.</p>
<p>Creia-me, eles podem estar ao seu lado discursando sobre a importância da transparência para encobrirem os seus desmandos. Afinal, quem nunca ouviu falar sobre executivos que contratam empresas para reformar seus escritórios, para logo se descobrir que essas mesmas empresas estavam reformado os seus luxuosos apartamentos? Quem nunca ouviu falar sobre executivos que promovem festas milionárias em suas residências para alguns “bons amigos” para logo a auditoria interna da matriz descobrir que essas festas eram pagas com o dinheiro dos acionistas sob a farsa de jantar de negócios?</p>
<p>* A revista Veja em matéria de Otávio Cabral e Alexandre Oltramari sob o título, “A Reconstrução da Ministra”, de 4 de novembro de 2009, págs. 63 a 65, diz: “O governo e os marqueteiros moldam o novo perfil de Dilma Rousseff a ser apresentada aos leitores: mineira, simpática, afável, de discurso simples e antenada com temas ambientais”. Certamente, não é esse o perfil verdadeiro da Ministra Chefe da Casa Civil, tantas vezes discutido pela imprensa nos últimos anos. Essa é apenas uma tentativa de operar uma transformação superficial, mercadológica e temporária, com o objetivo de apresentá-la à Nação como candidata a presidência da republica, dócil, compreensiva, conciliadora e capaz de seduzir e enganar uma nação inteira – “Estamos saindo do zero, fabricando um candidato. Tudo precisa ser clandestino”. Mas a verdade é bem diferente, segundo os autores da matéria: “Dilma ficou conhecida pela austeridade, inclusive no tratar com auxiliares e colegas, pela falta de tato político, o que já lhe rendeu brigas e desafetos dentro do próprio partido, o PT, e pela dificuldade em se comunicar”.</p>
<p>Fabricar um candidato para adequá-lo superficialmente à imagem de candidato ideal e torná-lo atraente à nação é um ato enganoso e imoral. Como escreveu Baltazar Gracian, “a escravidão não perde a infâmia ainda que a nobreza do escravo a encubra”. Portanto, caro leitor, somente a verdade e a transparência podem dar reputação e substância verdadeiras a um candidato que pretenda conquistar o posto mais importante da nação – a Presidência da República. O engano não vai muito longe, visto que a imagem e o próprio conteúdo são fantasiosos. Isso, apenas, basta para nos deixar desconfiados.</p>
<p>* O engano está presente também em outras atividades humanas – nas universidades, nos laboratórios e centros de pesquisa, no jornalismo, nas artes, etc. Um bom exemplo dessa constatação é o artigo, “Cientistas, Sujeira no Jaleco” de Rodrigo Cavalcante e Mauro Souza, publicado na revista Super Interessante de Julho de 2002 e também o escândalo envolvendo o cientista sul-coreano, Hwang Woo-Suk, que fraudou pesquisa de clonagem e células tronco, que abalou a comunidade científica mundial.</p>
<p>* Líderes de conhecida seita religiosa brasileira neopentecostal foram condenados à prisão nos Estados Unidos pela prática de vários crimes, inclusive contrabando de 56 mil dólares dentro de uma Bíblia (“A Palavra de Deus”), entre outros. Durante o período em que durou suas punições naquele país, seus seguidores alegaram nos diferentes meios de comunicação – rádio, jornal, televisão e cultos religiosos – se tratar de perseguição religiosa. A verdade, no entanto, era bem diferente: eles foram presos por praticarem diversos crimes naquele país. Infelizmente, os supostos “seguidores do apóstolo e bispa”, procuraram transformar criminosos de colarinho branco em santos e pregadores de caráter e conduta irrepreensíveis.</p>
<p>Nesse caso, além de desfigurarem e macularem a imagem histórica dos verdadeiros mártires do cristianismo desejaram transformar crimes passiveis de condenação e prisão em virtudes apostólicas. E, o mais trágico, seus discípulos se dispuseram a defendê-los e a seguí-los sem nenhuma censura ou crítica, apesar dos crimes que praticaram, lá e cá. Não apenas procuraram enganar seus fiéis seguidores, como também “se deixaram enganar”, por motivos que a sociedade brasileira “desconhece”.</p>
<p>Esses pseudos apóstolos do neo-pentecostalismo mundanista parecem desconhecer a mensagem extraída do Livro de que tanto se valem em seus discursos emotivos, a Bíblia Sagrada, para enganar pessoas inocentes, incautas e carentes de tudo: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs subtilezas… Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade….” E em outro trecho diz: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobreviverão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, ingratos, profanos… cruéis, sem amor para com os bons. Tendo a aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afasta-te”.</p>
<p>Ao refletir sobre esses e tantos outros casos, lembrei-me das palavras sensatas e sábias de meu guru e mestre, Baltasar Gracian, em “Ser Pessoa de Substancia” – “Quem a possui não se conforma com quem dela carece. Infeliz é a eminência que não se baseia na substância. Nem todos são personalidades que parecem sê-lo. Há figuras de embuste, que concebem quimeras e dão a luz a embelecos, e há outras, suas semelhantes, que as apóiam e gostam mais do incerto que o embuste promete, por ser muito, do que do certo que uma verdade garante, por ser pouco. No fim seus caprichos terminam mal por não terem fundamento de integridade. Só a verdade pode dar reputação verdadeira e a substância é que a sustenta. Um embeleço exige muitos outros, e assim todo o edifício é fantasioso: sendo construído no ar, tem que descer à terra. Coisas descabidas não vão longe; vendo o muito que promete basta para nos deixar desconfiados, tal qual o que prova demais é impossível”.</p>
<p>É inacreditável como as pessoas conseguem dar sentido ao que não faz nenhum sentido; acreditam em discursos reconhecidamente vazios e enganosos; aceitam, misticamente, qualificações profissionais e títulos acadêmicos sem nenhuma verificação; contratam profissionais sem nenhuma checagem de suas referências profissionais e pessoais; adquirem produtos com base apenas em propaganda falsa; e se submetem a determinadas lideranças sem quaisquer indagações mais críticas. Sim, como observou o psicólogo britânico Richard Wiseman, da prestigiosa Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, “as pessoas se comportam de forma tão estranhas por muitas razões: elas gostam de pensar que o universo é mágico; que há uma explicação simples para os seus problemas; gostam, ainda, de acreditar que algumas pessoas são capazes de ver o futuro ou empunhar uma varinha de condão e resolver tudo. Quão irracionais e errôneas são tais idéias”.</p>
<p>Na minha observação e opinião, vários são os motivos que tornam os brasileiros susceptíveis ao engano:</p>
<p>* A maioria da população brasileira, a despeito do excesso de informação e dos recursos da comunicação moderna – rádio, televisão, jornal, revista, Internet, etc – não tem acesso a informação e quando tem não sabe filtrá-la, interpretá-la e, muito menos, avaliá-la. Como muitos sabem, ela chega aos indivíduos de maneira selecionada, editada e dirigida. Isto é, pronta e acabada. Portanto, é só absorvê-la. Atualmente, há 700 bilhões de documentos na Internet e ela está crescendo numa média de 7,3 milhões de páginas por dia aproximadamente. O mundo produz uma média de 2 bilhões de gigabytes de informação por ano. Mais de 11 mil jornais são publicados, outros 11 mil periódicos estão em circulação, e 60 bilhões de variado lixo eletrônico são produzidos por ano, para não se falar de inúmeras outras fontes de informação. Se é verdade que a quantidade de informação é assustadora, estressante e massacrante para a maioria das pessoas, a quantidade de informação útil e de qualidade, tem crescido apenas discretamente, de forma penosamente linear, afirma Kevin Miller em “Surviving Information Overload”. Além disso, o excesso de informação promove a confusão informativa, afeta negativamente a reflexão crítica e faz as pessoas acreditarem que a ignorância é felicidade, segundo Michael Legault.</p>
<p>* O elevadíssimo índice de analfabetos funcionais – 74 por cento da população brasileira não consegue entender um texto simples. Esse é um dado assustador e o qual coloca em cheque o futuro do país. A ignorância funcional torna a nação extremamente vulnerável à políticos demagogos, populistas e mentirosos; à empresas de comunicação lideradas por empresários inescrupulosos e sem nenhum compromisso com a verdade jornalística dos fatos, exceto à sua própria versão; à líderes religiosos gananciosos, materialistas e, também, sem nenhum compromisso com os princípios do cristianismo histórico – honestidade, verdade, disciplina, caráter ilibado, conduta irrepreensível e teologia sadia; á líderes sindicais que exploram e transformam milhares de trabalhadores em massa de manobra – hoje, um meio de vida para muitos ignorantes, incompetentes, despreparados e agressivos: à escravocratas, sem nenhum compromisso com o social e humano que desejam apenas explorar seus empregados ao máximo e transformá-los em serviçais burros e obedientes – uma espécie de bovinos; à gestores mal formados e também mal informados que não suportam ler um livro de 400 páginas. E, se forem incentivados a investirem na aquisição de livros, dirão: “Os livros estão caros”; e, ainda, se forem instruídos a participar de um curso para seu autodesenvolvimento e beneficio, não o farão, se não forem financiados pela empresa onde trabalham. Que tentem a ignorância e vejam que preço terão de pagar.</p>
<p>O espólio do mundo pós-industrializado escreveu Michael Legault, não irá para indivíduos, empresas e nações que improvisam e confiam em decisões instantâneas e intuição, mas para aqueles que se preocupam com detalhes e têm melhor raciocínio crítico e criativo. Portanto, como pode essa população pensar com independência e espírito crítico; distinguir a verdade da mentira; diferenciar o falso do verdadeiro; avaliar e ponderar sobre as reais intenções dos discursos que ouvem e a sua verdadeira prática; formar a sua própria opinião com base em estudo e pesquisa em vez de emprenharem pelos ouvidos; polir e transformar o que lêem em sabedoria; tomar decisões conscientes sobre o que empreendem; agregar valor aos negócios e à sociedade, entre tantas outras questões?</p>
<p>É inteiramente impossível, pelo menos, a curto e médio prazo. Tal realidade, conduz essa população a acreditar que Deus é brasileiro, em milagres e curas instantâneas para seus males; em fortuna rápida e fácil, sem a necessidade de trabalho duro; em salvadores messiânicos que os livrarão no último minuto de todos os problemas; reforça cada vez mais a sua crença no direito adquirido – “entitlement” – eles querem e exigem seus direitos, porém desprezam as suas responsabilidades; e, alimenta um exercito de pessoas complacentes, subservientes e dócil.</p>
<blockquote><p><strong>Há milhares de pessoas que darão uma volta ao mundo simplesmente porque não querem pensar. Portanto, elas esperam e desejam simplesmente serem seduzidas e enganadas. É o caminho mais fácil e, certamente, o mais desastroso e cruel. “Todos os tolos do mundo se perdem por não pensar: nunca enxergam nas coisas sequer a metade do que nelas existe, e como não percebem o que lhes pode ser prejudicial ou conveniente, aplicam mal os seus esforços”, sentenciou Baltazar Gracian.</strong></p></blockquote>
<p>Com muita freqüência advertimos inúmeros profissionais em transição de carreira – outplacement – sobre empresas picaretas de recolocação e seu modus operandi de trabalho. Os consultores dessas organizações abordam esses profissionais, geralmente, no final da tarde, dizem ter pressa em entrevistá-los e tentam marcar uma entrevista para as primeiras horas do dia seguinte. Como agendado, os profissionais comparecem para a entrevista. No primeiro momento, tão logo tomam conhecimento da posição e do pacote de remuneração oferecidos, seus olhos brilham. É, aparentemente, o emprego dos sonhos. O consultor, percebendo a alegria do candidato, tenta seduzi-lo a assinar contrato de consultoria que não lhes garantem absolutamente nada. É um estelionatário disfarçado de consultor de recursos humanos. Nesse momento, a ficha cai. Então, eles reconhecem que apesar de advertidos formalmente sobre possíveis armadilhas no mercado de trabalho, acordam para o engano em que incorreram. Esses foram salvos na ultima hora. Outros há, entretanto, que se deixam enganar e, consequentemente, sofrem grandes perdas psíquicas, morais e financeiras. Pensar é fundamental, não apenas na hora da busca de novo posto de trabalho, mas também para o desenvolvimento e progresso da carreira, entre outras questões. Pensar errado é o resultado de dois fatores distintos, embora interligados, afirma Legault, “a inabilidade de pensar criticamente e a falta de vontade de pensar claramente”.</p>
<p>E por que as pessoas tentam enganar? Vários são os motivos:</p>
<p>-  Elas querem tirar proveito das pessoas, suas necessidades e circunstâncias.</p>
<p>- Elas desejam projetar uma imagem do que não são em essência e personalidade – transformam-se em ovelhas dóceis e inofensivas, mas são lobos devoradores.</p>
<p>- Elas ambicionam esconder assuntos que se revelados, poderão causar enormes danos. Felizmente, na Era da Net, nada escapa aos olhos curiosos e implacáveis dos paparazos; nenhum encontro amoroso com o chefe ou colega de trabalho na sala de reunião ou no banheiro do escritório (Veja o livro “O Lobo de Wall Street) permanece em segredo. Nenhuma agressão moral fica sem registro e nenhuma ilicitude corporativa consegue permanecer na obscuridade por muito tempo. Vide a Enrom e a Arthur Andersen, entre centenas de outros casos. Hoje, qualquer pessoa com um telefone celular e acesso a um computador tem o poder de provocar a derrocada de uma empresa bilionária ou até mesmo de um governo democraticamente constituído. Quer gostemos ou não, graças ao YouTube, não há mais lugares secretos.</p>
<p>- E, em outros casos, eles desejam apenas se defender do perigo em potencial, entre outras razões.</p>
<p>O que acontece quando as pessoas são tidas como enganadoras?</p>
<p>Elas são expostas publicamente de maneira brutal e vergonhosa.<br />
Elas perdem a reputação e a credibilidade, pelo menos, em paises civilizados. Não foi o que aconteceu a Richard Nixon, ex-presidente dos Estados Unidos?<br />
Elas perdem os amigos. Daí a observação de Gracian, “É tolo quem não conhece os tolos, e mais tolo quem, conhecendo-os, não os descarta. São perigosos para o convívio superficial e perniciosos para confidentes”.<br />
Elas formam um comportamento vicioso e ignóbil. Portanto, não saberiam viver de outra maneira, a não ser mentindo e enganando. O engano é parte integrante de sua natureza.<br />
Elas podem sofrer penalidades legais, inclusive a prisão. Um bom exemplo é o caso do banqueiro de Wall Street, Mardorf, conhecido mundialmente, condenado a 150 de prisão e vivendo atualmente em sela de prisão com um traficante de cocaína. Uma realidade que ele certamente jamais pensou – arrastado de um milionário apartamento para uma cela de prisão.</p>
<p>No mundo moderno, onde a informação viaja livremente por todos os continentes a um simples clique de um mouse, “a transparência nas relações humanas não é mais simplesmente desejável”, como observaram Warren Bennis, Daniel Goleman e Patrícia Ward Biederman, em seu trabalho, “Transparency”, 2008, “ela é uma questão urgente, prioritária, uma questão de sobrevivência e cada vez mais importante”. Portanto, sem transparência, a sociedade se torna inviável, as relações humanas se tornam caóticas, os homens e as mulheres adoecem e os homens se tornam lobos para outros homens, na linguagem do filósofo francês Voltaire.</p>
<p>Caro leitor, reconheço que a verdadeira transparência é rara e que ela existe apenas num mundo ideal. Entretanto, isso não significa que não lutemos, diariamente, pela verdade, franqueza, integridade, honestidade e ética em todos os nossos relacionamentos. Sim, devemos empreender esforços para tornar o mundo um pouco melhor – as empresas, onde trabalhamos; as universidades, onde estudamos e pesquisamos; as instituições filantrópicas, onde retribuímos à sociedade o que ela nos deu; os lares, onde moramos e educamos nossos filhos; e, nós mesmos. Sem essa mudança interior, é impossível sonhar e construir uma sociedade melhor e mais digna. Somente a mudança de nosso caráter é capaz de viabilizar uma mudança genuína. A transparência somente existe e sobrevive quando todos a praticam.</p>
<p>Agora, você me perguntará: Como posso me defender do engano e do enganador?</p>
<p>Eis, aqui algumas recomendações para a sua reflexão e crítica que, se colocadas em pratica, poderão lhe salvar da mão do passarinheiro:</p>
<p>o Nunca acredite na primeira informação que ouve ou lê. Portanto, consulte sempre mais de duas fontes. Percebemos a maturidade de um indivíduo pela demora no acreditar. “A mentira é muito comum, seja, pois, incomum a credulidade,” advertia Gracian; “O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos”, observou o sábio judeu, Salomão.</p>
<p>o Procure o conselho e a opinião dos sábios. Sem entendimento, quer próprio ou emprestado não se pode viver em liberdade e com sabedoria. Portanto, lembre-se que pedir o conselho dos homens sábios não diminui em hipótese alguma o seu real valor e grandeza; muito pelo contrário, aconselhar-se bem constitui uma prova dela. Guarde em sua mente e coração, as palavras de Salomão: “A língua dos sábios é saúde”; “Os lábios dos sábios derramarão o conhecimento”; “A doutrina do sábio é uma fonte de vida para desviar dos laços da morte;” “Onde não há conselho os projetos saem vãos, mas com a multidão de conselheiros se confirmarão”.</p>
<p>o Cuidado com quem alardeia defender a causa alheia, quando no íntimo estar a defender a sua própria causa – os seus próprios interesses. Contra a astúcia e o engano destes, a melhor defesa é o cuidado. Portanto, não se deixe seduzir ou enganar pelo seu discurso por mais eloqüente que seja. Ele deseja apenas tirar proveito das pessoas crédulas e de boa índole. “Examinai tudo. Retende o bem”, ensina o discípulo maior do cristianismo, São Paulo.</p>
<p>o Mantenha-se sempre bem informado, a fim de não ser enganado. A maioria das pessoas é enganada simplesmente porque não cultiva o hábito da leitura de revistas, jornais e livros, não estuda, não pesquisa e não conversa com especialistas sobre assuntos de seu interesse. Consequentemente, aceita as coisas como lhe são apresentadas e sem nenhum questionamento mais aprofundado. Algumas pessoas comentou Gracian, “São como vasilhas de barro novas que ficam impregnadas com o primeiro odor que as toca, quer seja bom, quer ruim. Quando tal pobreza chega a ser conhecida, torna-se perniciosa pois dá pé a maquinações maliciosas; os mal-intencionados fazem tudo por tingir de sua cor a credulidade. Haja sempre lugar para revisões; haja lugar para a segunda e a terceira informação. Impressionar-se demonstra incapacidade e chega perto de apaixonar-se”.</p>
<p>Recentemente, adquiri e li um livro sobre “Inteligência Mercadológica”, cujo autor afirma que “identificou um tipo de inteligência que batizou de inteligência mercadológica” (pág. 3) e que “desenvolveu esse conceito, cunhando um novo termo, como extensão das teorias mais modernas sobre inteligências múltiplas de Howard Gardner e inteligência emocional de Daniel Goleman” (Pág. 5).</p>
<p>Como muitos devem saber o conceito de inteligência mercadológica, “marketing intelligence”, não foi identificado e muito menos, cunhado pelo autor. Por outro lado, não existe nenhuma semelhança entre as obras, mundialmente conhecidas e consagradas, de Howard Gardner e Daniel Goleman. O termo é utilizado nos textos de administração desde 1920. Portanto, nada mais distante da verdade e do rigor intelectual que deve balizar o trabalho de quem escreve. Qualquer estudante de administração, por menor que seja o seu conhecimento de marketing, sabe que a afirmação do autor é no mínimo fantasiosa, para não dizer enganosa. Sugiro que o leitor visite o site www.pensandomarketing.com e leia na íntegra o artigo do executivo de marketing, Marcos Dutra, sob o título “Falta de Inteligência Mercadológica”.</p>
<p>* Pense de maneira diferente. Questione tudo com coragem e polidez. Não seja um conformista. O profissional que alcança o sucesso, não importa a sua área de atividade, é aquele que se distingue em tudo e de todos os outros ao seu redor. Ele tem novas idéias e sabe visualizar abordagens criativas a problemas. Tem a habilidade e a vontade de pensar e agir com independência e autonomia, sem se importar se for censurado ou ridicularizado pela MAIORIA por suas idéias e ações não conformistas.</p>
<p>Infelizmente, como escreveu o bem-sucedido empresário norte-americano, J. Paul Getty, 1892-1976, “Nos negócios, a mística do conformismo está exaurindo a individualidade dinâmica, que é a qualidade mais inestimável que um executivo ou empresário pode ter. Ela produziu a figura inerte, ilusória do Homem da Organização que tenta em vão esconder seus receios, falta de confiança e incompetência atrás de uma fachada estilizada de conformismo. O conformismo não é nato. É feito. Acredito que o processo de lavagem cerebral comece nas escolas e faculdades. Muitos professores parecem resolutos em imbuir seus alunos com o desejo de alcançar SEGURANÇA acima de tudo – e a qualquer preço”. E, em outro trecho do mesmo discurso, afirmou: “Existem muitas outras pressões que forçam o jovem profissional de hoje a ser um conformista. Ele é bombardeado de todos os lados por argumentos de que ele precisa trajar-se, literal e figurativamente, de acordo com a imagem alinhada do momento, o que significa que ele precisa ser igual a todo mundo.”</p>
<p>Eu, particularmente, tive muita sorte com a educação que recebi de meus pais e, posteriormente, nas escolas que freqüentei. Nunca me esqueço das lições que recebi de meu pai, “Nunca deseje ser igual aos outros, meu filho”; “Quando você entrar numa discussão certifique-se de que se preparou e procure travar o debate com o mais inteligente e poderoso. Você não tem nada a ganhar em discussão com homens medíocres e incultos”; “Nunca se acovarde, meu filho, se souber que vale a pena lutar pelas suas idéias e opiniões,” entre tantos outros conselhos.</p>
<p>Hoje, passados quase 50 anos, eu compreendo o valor e a utilidade de seus conselhos. Daí porque não tenho medo de verbalizar minhas convicções e valores. Aprendi que o homem que não abdica de sua individualidade, logo ascenderá ao topo de sua profissão. E, se não acender, deixará um legado de ousadia, coragem, destemor e convicções fortes.</p>
<p>Caro leitor, não se deixe enganar, principalmente por aquelas idéias que parecem ser modernas. Se você pesquisar, logo descobrirá que seus autores estão colocando remendo novo em pano velho. Não há novidade alguma em suas idéias e livros. Um bom exemplo dessa minha afirmação, é a noção de carreira como negócio próprio. Ela tem apenas 2.900 anos – “O empregado não trabalha para seu empregador. Ele trabalha para si mesmo”. Em meados do século XIX, ela ressurgiu nos trabalhos de Orison Swett Marden e, no inicio do século XX, com a afirmação de Thomas Watson Sênior, fundador da IBM, “VOCÊ LTDA”. Tom Peters, William Bridges, entre tantos outros consultores simplesmente requentaram um conceito milenar e ficaram milionários. Tudo às custas de profissionais que não estudam, não pesquisam e não se mantêm bem informados. Portanto, lembre-se: não há nada que o proteja mais do engano do que o manter-se bem informado.</p>
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		<title>Horrible Things Said by Environmentalists</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 11:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rápidas]]></category>

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		<description><![CDATA[

Environmentalists tend to say the darndest things, but here is a top 10 list of perhaps some of the worst things written or uttered by them- (In no particular order, of course):
10. &#39;Phasing out the human race will solve every problem on earth, social and environmental.&#39; &#8211; Dave Forman, Founder of Earth First!
9. &#39;If I [...]]]></description>
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<p></p>
<p>Environmentalists tend to say the darndest things, but here is a top 10 list of perhaps some of the worst things written or uttered by them- (In no particular order, of course):</p>
<p>10. &#39;Phasing out the human race will solve every problem on earth, social and environmental.&#39; &#8211; Dave Forman, Founder of Earth First!</p>
<p>9. &#39;If I were reincarnated, I would wish to be returned to Earth as a killer virus to lower population levels.&#39; &#8211; Prince Phillip, World Wildlife Fund</p>
<p>8. &#39;We, in the green movement, aspire to a cultural model in which killing a forest will be considered more contemptible and more criminal than the sale of 6-year-old children to brothels.&#39; &#8211; Carl Amery</p>
<p>7. &#39;I suspect that eradicating small pox was wrong. It played an important part in balancing ecosystems.&#39; &#8211; John Davis, editor of Earth First! Journal</p>
<p>6. &#39;The extinction of human species may not only be inevitable, but a good thing&#8230;This is not to say that the rise of human civilization is insignificant, but there is no way of showing that it will be much help to the world in the long run.&#39; &#8211; Economist editorial</p>
<p>5. &#39;The collective needs of non-human species must take precedence over the needs and desires of humans&#39;- Dr. Reed F. Noss, The Wildlands Project</p>
<p>4. &#39;Cannabilism is a &quot;radical but realistic solution to the problem of overpopulation.&quot; &#8211; Lyall Watson, The Financial Times, 15 July 1995</p>
<p>3. &#39;To feed a starving child is to exacerbate the world population problem.&#39;- Lamont Cole</p>
<p>2. If radical environmentalists were to invent a disease to bring human populations back to sanity, it would probably be something like AIDS- Earth First! Newsleter</p>
<p>1. &#39;We have wished, we ecofreaks, for a disaster or social change to come and bomb us back into the Stone Age, where we might live like Indians in our valley, with our localism, our appropriate technology, our gardens, our homemade religion&#8211; guilt free at last! &#8211; Stewart Brand (writing in the Whole Earth Catalogue)</p>
<p>Patrick Moore- a co-founder of Greenpeace- states in &#39;Not Evil Just Wrong&#39; he has a checklist he runs through with current Environmentalists, and one of the first things he notices is that they tend to be &#39;anti-human.&#39; You be the judge&#8230;</p>
<p></p>
<p>From: <a href="http://www.noteviljustwrong.com">www.noteviljustwrong.com</a></p>
<p style="font-size: 10px;">  <a href="http://posterous.com">Posted via email</a>   from <a href="http://www.mandaba.la/horrible-things-said-by-environmentalists">mandaba.la</a>  </p>
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		<title>Você Vai Ficar Sem Emprego</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 13:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rápidas]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Não há nenhuma prova científica que o CO2 cause aquecimento, muito menos o produzido pelo homem, que é 5% do total. Como pode um governo maluco cortar 40% das emissões sem destruir a economia? Tudo emite CO2, todas as máquinas e até a gente ! E para quê? Para agradar a ONU? Qual a vantagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div> </div>
<div>Não há nenhuma prova científica que o CO2 cause aquecimento, muito menos o produzido pelo homem, que é 5% do total. Como pode um governo maluco cortar 40% das emissões sem destruir a economia? Tudo emite CO2, todas as máquinas e até a gente ! E para quê? Para agradar a ONU? Qual a vantagem para o Brasil? nenhuma ! É pura puxação de saco do socialismo internacional. <br /> Onde está o debate? Onde estão os muitos cientistas que já expuseram essa mentira? <br />Não se toma uma decisão radical como essa baseada na palavra do Al Gore do ex-terrorista maluco Carlos Minc. <br />Brasileiros, estão traindo a pátria. Vejam no Google as dezenas de artigos e documentários mostrando que o aquecimento é causado pelo sol e regulado pelos oceanos. Vejam as entrevistas do PhD Carlos Molion, ou o site <a href="http://www.noteviljustwrong.com">www.noteviljustwrong.com</a> </div>
<div>Existe uma pressa enorme para aprovar essas leis fascistas e criar um imposto mundial sobre o carbono, já que o sol está entrando em um ciclo fraco e há três anos o planeta tem esfriado. </div>
<div> </div>
<div>D&#39;O Estado de São Paulo, 03/11/09</div>
<div><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091103/not_imp460228,0.php">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091103/not_imp460228,0.php</a></div>
<div>
<div>
<h3>Governo Lula se reúne para tentar definir meta do clima</h3>
<p>Impasse deve marcar reunião hoje; Ambiente tem proposta mais ambiciosa</p>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">Célia Froufe, BRASÍLIA</p>
<p class="tmTexto">A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Carlos Minc (Meio Ambiente), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Celso Amorim (Relações Exteriores) prevista para hoje com o objetivo de tratar da meta brasileira de redução de emissões de gases do efeito estufa deve ser marcada pelo impasse.
<p /> Enquanto o ministro Carlos Minc defende a redução de 40% das emissões até 2020, representantes das outras pastas têm resistência à proposta por considerá-la inadequada para o momento econômico. O único consenso até agora para ser apresentado à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que será no próximo mês, em Copenhague, é em relação à diminuição em 80% do desmatamento da Amazônia até 2020. Para o Meio Ambiente, a meta de reduzir as emissões em 11 anos é factível.
<p /> Outros ministros veem a situação como mais delicada por causa da posição de China e Índia, que abertamente declaram não ser a favor de apresentar uma meta. A questão é que os dois países são aliados do Brasil. O Ministério das Relações Exteriores teme constranger os parceiros ou até mesmo ficar isolado na COP-15. Uma saída seria exigir contrapartida ambiciosa de países desenvolvidos.
<p /> A decisão estará nas mãos do presidente Lula. Não há, no entanto, por parte de assessores das pastas consultados pelo Estado, a convicção de que alguma posição possa ser dada hoje, ainda que todos torçam por isso. Há outro problema: Lula pediu ao Itamaraty que tente acertar com os países amazônicos (Bolívia, Peru, Venezuela, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname) uma proposta comum.
<p /> O que desejam organizações com foco no meio ambiente é que o Brasil apresente uma atitude mais agressiva na COP-15. O raciocínio seria o de que, se o País apresentar metas ambiciosas, as demais nações em desenvolvimento terão de segui-lo (mais informações nesta página).
<p /> Uma preocupação interna é em relação à possibilidade de cumprir uma meta mais alta no momento em que o Brasil espera retomar o crescimento, após a crise financeira internacional. E quanto maior a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) mais difícil seria cumprir a meta. O estudo feito pelo Meio Ambiente prevê crescimento de 4% ao ano até 2020. A ministra Dilma achou pouco e encomendou projeções para 5% e 6%.
<p /> <b>NOVO MARCO</b>
<p />A COP-15 é importante porque a primeira fase de vigência do Protocolo de Kyoto termina em 2012 e o prazo estipulado para negociar um novo regime de metas internacionais para além do período termina em dezembro.
<p /> Pelas regras atuais do acordo, só os países desenvolvidos têm obrigação de reduzir as emissões em comparação ao que emitiam em 1990. O Brasil sempre foi contra metas, mesmo que voluntárias, para países em desenvolvimento. Tanto que só recentemente, após pressão, o governo aceitou discutir o tema. A proposta é reduzir a trajetória de crescimento das emissões, ou seja, elas continuarão a aumentar nos próximos anos, mas menos do que cresceriam se nada fosse feito.
<p /> <b>RUMO A COPENHAGUE</b>
<p />O que é: A Conferência do Clima da ONU em Copenhague é uma reunião que ocorrerá em dezembro deste ano. Quase 200 países tentarão <br />chegar a um acordo climático, com o objetivo de reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento global
<p /> Importância: Cientistas avaliam que o limite considerado seguro para o planeta é um aumento médio de 2ºC na temperatura. Porém, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem como estão hoje, o mundo aquecerá mais do que isso. Entre as consequências estão o desaparecimento de ilhas, o aumento do nível do mar e da ocorrência de tempestade, a desertificação de alguns territórios e o derretimento de geleiras
<p /> Impasse na negociação: Os países ricos têm evitado colocar à mesa números sobre financiamento para as nações mais pobres reduzirem suas emissões e, também, sobre metas de redução de gases-estufa para 2020 (com relação aos níveis de 1990). O ideal seria que os países industrializados cortassem 40% de suas emissões até 2020, segundo os cientistas. Mas as metas já apresentadas estão, em geral, abaixo da ambição necessária
<p /> Responsabilidade: Os países desenvolvidos, principalmente os EUA, querem que emergentes como China, Índia e Brasil se comprometam a reduzir suas emissões de CO2. Os países em desenvolvimento resistem a isso, pois alegam que a responsabilidade histórica é dos mais ricos
<p /> Protocolo de Kyoto: O acordo definiu para os países ricos uma obrigação de cortar em cerca de 5% suas emissões até 2012, quando acaba o primeiro período de compromisso. Os EUA, porém, não ratificaram Kyoto. As metas de Copenhague entrariam na segunda fase desse protocolo. Porém, agora as nações ricas querem acabar com ele (por medo de os EUA novamente ficarem fora) e sugerem a criação de outro acordo, o que os países pobres consideram quebra de confiança </p>
</p></div>
<p><span></span></div>
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		<title>Acordo de Copenhagen Desmascarado</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 17:39:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O acordo de Copenhagen vai basicamente acabar com a soberania dos países. Nós também estamos nessa, cortando 20% das emissões de CO2 e acabando com nossa economia, bem agora que teremos petróleo. Os globalistas e os bancos vão se encher de dinheiro com o imposto do carbono. Eles precisam agir rápido, porque ficou claro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O acordo de Copenhagen vai basicamente acabar com a soberania dos países. Nós também estamos nessa, cortando 20% das emissões de CO2 e acabando com nossa economia, bem agora que teremos petróleo. Os globalistas e os bancos vão se encher de dinheiro com o imposto do carbono.<br /> Eles precisam agir rápido, porque ficou claro que o Al Gore mentiu e o homem não causa aquecimento nenhum. Este ciclo solar é fraco e vai esfriar mais.<br /> veja no Wall Street Journal o texto também:<br /> <a href="http://bit.ly/2jveyb">http://bit.ly/2jveyb</a>
<p /><object height="417" width="500"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PMe5dOgbu40&#038;hl=en&#038;fs=1" /></param><param name="wmode" value="window" /><param name="allowFullScreen" value="true" /></param><param name="allowscriptaccess" value="always" /></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PMe5dOgbu40&#038;hl=en&#038;fs=1" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" wmode="window" height="417" width="500"></embed></object>
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		<title>Chip no Carro – Coleira no Pescoço do Povo</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 12:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O governo vai colocar chips nos carros. Você, que dirige direito e paga seus impostos, vai ser tratado igual àqueles criminosos americanos que andam com uma tornozeleira com GPS, para impedir que desapareçam.  Essa é a mentalidade que cada vez mais infiltra o governo e a sociedade como um todo. Você tem que provar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="beating.jpg" src="http://www.mostateparks.com/statecapcomplex/statemuseum/se_pics/beating.jpg" alt="beating.jpg" />
<p />O governo vai colocar chips nos carros. Você, que dirige direito e paga seus impostos, vai ser tratado igual àqueles criminosos americanos que andam com uma tornozeleira com GPS, para impedir que desapareçam. <br /> Essa é a mentalidade que cada vez mais infiltra o governo e a sociedade como um todo. Você tem que provar que é inocente para não ser considerado culpado. Enquanto isso, os verdadeiros ladrões roubam com impunidade.<br />No Brasil, é mais fácil você ir para a cadeia por chamar um corrupto de ladrão que o próprio ladrão ser preso por seu crime.
<p /> O chip no carro, além de ser mais um trambique para enriquecer uma empresa que fará o serviço com total monopólio e sem nenhum risco, é totalmente desnecessário. Não tenham dúvida, ele vai acabar com a sua privacidade. Vivemos em um país onde o cadastro do Imposto de Renda é vendido na rua por camelôs !
<p /> A segunda fase desse projeto, não tenham nenhuma dúvida, é cobrar imposto de carbono a cada vez que você ligar o carro. Pedágio urbano também. Hoje eles dizem que não, amanhã dizem que a situação mudou, que é para o seu bem. Quem não se lembra da CPMF, que era para ser da saúde. Só um idiota confia e acredita no governo no Brasil.
<p /> Veja a matéria da Folha de SP em 31/10/09:
<p />
<h1>Chips de carros vão substituir radares em São Paulo </h1>
<div>
<p> <b>EVANDRO SPINELLI</b><br /> da <b>Folha de S.Paulo</b> </p>
</p></div>
<p> A instalação de chips nos mais de 6 milhões de veículos de São Paulo, com início previsto para 2011, vai substituir os radares e facilitar a orientação do trânsito. </p>
<p>De acordo com o secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, praticamente 100% dos cerca de 15 mil km de vias da cidade serão mapeados com as antenas que captam os sinais dos chips. Hoje, apenas 8,5% das vias têm monitoramento e fiscalização. </p>
<p>&quot;Com essas antenas, não haverá necessidade mais de instalação de novos radares, porque elas poderão funcionar como radares para velocidade, para leitura automática de placas, para determinar que numa determinada via naquele momento só possam passar caminhões&quot;, afirmou. </p>
<p>Ele citou como exemplo um problema qualquer de trânsito na marginal Tietê que congestione a via. Se os técnicos acharem necessário isolar duas faixas apenas para caminhões, deixando as demais para os carros, a medida poderá ser feita automaticamente. Hoje, isso só é possível se houver uma reprogramação de todos os radares da marginal para identificar a irregularidade. </p>
<p> Moraes disse também que a tecnologia vai permitir que as blitze sejam feitas com menos interferência de trânsito. </p>
<p>&quot;Hoje, quando tem uma blitz, há necessidade daquele afunilamento, de ir parando carro por carro. Esse sistema, já com uma distância razoável, vai apontar qual é o veículo que está irregular, seja irregularidade administrativa ou irregularidade penal, veículo furtado ou roubado&quot;, disse o secretário. </p>
<p>Segundo ele, não existe possibilidade de violação de sigilo com a nova tecnologia. &quot;Não há a mínima possibilidade de o operador que verifica o tráfego de veículos saber instantaneamente qual é o proprietário daquele veículo. Há uma série de codificações. Esse é um ponto para a população ficar absolutamente tranquila.&quot; </p>
<p>A licitação para a contratação do serviço será realizada em 2010. A empresa contratada, por parceria público-privada ou concessão, terá de comprar e instalar os chips, as antenas e todo o sistema de monitoramento que vai disponibilizar os dados para os órgãos de fiscalização -CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), SPTrans e Polícia Militar. </p>
<p> Moraes afirmou que o custo de instalação dos chips vai ser bancado pela prefeitura. </p>
<p>O prefeito Gilberto Kassab (DEM) reconheceu que a tecnologia dos chips permitirá a instalação de pedágios urbanos, mas afirmou que em São Paulo isso não vai ocorrer. &quot;Nas cidades que quiserem implantar o pedágio, é evidente, é uma tecnologia que pode ser usada. Na cidade de São Paulo, não haverá pedágio urbano&quot;, disse. </p>
<p style="font-size: 10px;">  <a href="http://posterous.com">Posted via email</a>   from <a href="http://www.mandaba.la/chip-no-carro-coleira-no-pescoco-do-povo">mandaba.la</a>  </p>
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		<title>Cientista PhD Luiz Molion Desmascara Al Gore</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 11:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rápidas]]></category>

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		<description><![CDATA[
ENTREVISTA COM DR. LUÍS MOLION SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
4 de Abril de 2008 						

Luiz Carlos B. Molion é físico pela IFUSP (1969), PhD em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin, USA, (1975), Pós-doutor em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia (IH), Wallingford, UK, (1982) e “fellow” do Wissenschftskolleg zu Berlin, DBR (1990). É Pesquisador Sênior aposentado do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="post">
<p class="postmeta">ENTREVISTA COM DR. LUÍS MOLION SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS</p>
<p class="postmeta">4 de Abril de 2008 <a href="http://blog.rhama.net/category/variabilidade-climatica/" title="Exibir todos os artigos em Variabilidade climática" rel="category tag"></a>						</p>
<div class="postentry">
<p>Luiz Carlos B. Molion é físico pela IFUSP (1969), PhD em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin, USA, (1975), Pós-doutor em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia (IH), Wallingford, UK, (1982) e “fellow” do Wissenschftskolleg zu Berlin, DBR (1990). É Pesquisador Sênior aposentado do INPE, onde exerceu o cargo de Diretor de Ciências Espaciais e Atmosféricas e coordenou experimentos na Amazônia da década de 1980, em colaboração com o IH e NASA. Atualmente, é professor e está Diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas. Além de Dinâmica de Clima, ele desenvolve pesquisas nas áreas de desenvolvimento duradouro, dessalinização de água e energias renováveis, incluíndo biodiesel de palmáceas nativas. Também é conhecido por contestar a visão apresentada pelo IPCC sobre mudanças climáticas. </p>
<p><strong>Tucci: 1 &#8211; Existe uma predominância de opiniões (IPCC e de vários pesquisadores) de que as mudanças climáticas estão ocorrendo devido a emissão de CO2 para atmosfera. Você tem contestado esta visão, quais são seus argumentos?</strong></p>
<p><strong>Molion:</strong> Entre os anos 800 e 1200 DC, há registros históricos e de testemunhos climáticos que a Terra esteve mais aquecida do que hoje, a ponto de a Groelândia (Terra Verde) ter sido colonizada pelos Vikings, que lá praticaram agricultura. As concentrações de CO2, estima-se, teriam sido 30% mais baixas que a atual. Hoje, em pleno “aquecimento global”, e com a maior concentração de CO2 dos últimos 650 mil anos (IPCC, 2007), a Groelândia está coberta de gelo (?!). Num passado mais recente, entre 1925-1946, ocorreu um aquecimento global, que correspondeu a 60% do aquecimento “observado” nos últimos 150 anos, incluindo o derretimento do gelo do Ártico. Paradoxalmente, antes do término da Segunda Guerra Mundial, o homem emitia para a atmosfera apenas 6% do carbono que emite hoje. Portanto, esse aquecimento deve ter sido natural e não pode ser atribuído ao CO2, cuja concentração era cerca de 20% inferior à atual. Logo após, entre 1947-1976, ocorreu um desenvolvimento econômico acelerado, com um aumento significativo do consumo de combustíveis fósseis e emissões. Porém, embora a concentração de CO2 continuasse aumentando, o globo esfriou. Eu estava fazendo meu doutorado nos EEUU na primeira metade da década de 1970 e tive o privilégio de ouvir as discussões e o “consenso científico” que uma nova era glacial se estabeleceria nas próximas décadas. Aí, surgiu o aquecimento pós-1977, e o “consenso” se inverteu! A temperatura global mais alta ocorreu em 1998, coincidente com o evento El Niño, tido como o mais forte do século passado. De lá para cá, as temperaturas globais têm sido mais baixas, particularmente neste último inverno. Entretanto, a concentração de CO2 continuou a aumentar. O coeficiente de correlação entre as séries de temperatura do ar e da concentração de CO2 é inferior a 0,1, mais um indicativo de que o CO2 não seja responsável pelo aumento de temperatura. Em adição, sabe-se que a solubilidade de um gás em um líquido é função inversa de sua temperatura. Ou seja, oceanos mais quentes absorvem menos, ou liberam mais, CO2, já que os oceanos são um reservatório de carbono 60 vezes maior que o atmosférico. Os oceanos tropicais, particularmente o Pacífico, ficaram mais aquecidos entre 1977 e 1998, quando ocorreram vários eventos El Niño intensos (1979/80, 1982/83,1986/87,1992/93 e 1997/98). Assim, é possível que o aumento de CO2 atmosférico seja decorrente do aquecimento dos oceanos. Finalmente, os resultados das análises dos cilindros de gelo de Vostok, sugeriram que as temperaturas dos interglaciais de 130 mil, 250 mil e 350 mil anos atrás foram mais elevadas que às do atual interglacial, porém as concentrações de CO2 foram 20% inferiores à atual (Leia mais: AGW JAN-2008_V2).</p>
<p><strong>Tucci: 2 Em 1990 quando fizemos um estudo sobre mudança climática sobre o rio Uruguai para a EPA e universidades Americanas, lembro que você contestava que a Terra não estava esquentando, mas esfriando. Você continua afirmando isto, mas o que se observou nestes últimos 17 anos é de aumento da temperatura em grande parte do globo. Como ficam suas previsões com base nesta evidência?<br /> </strong></p>
<p><strong>Molion</strong> No início da década de 1990, meu argumento principal é que havia uma série muita curta (12 a 13 anos) para caracterizar uma “tendência de aquecimento” de longo prazo e que tinha ocorrido um aquecimento entre 1925-1946, que não podia ser atribuído ao CO2. Como há evidências que, no último milhão de anos, a Terra passou por 9 eras glaciais, que duraram cerca de 100 mil anos cada, ou seja, 90% do tempo o clima tinha estado mais frio que o atual, argumentei que seria mais plausível esperar que o clima se resfriasse em um prazo mais longo. É verdade que a temperatura continuou a subir na década de 1990, mas a magnitude desse último aquecimento é questionável, uma vez que, por exemplo, o número de estações meteorológicas de superfície continental (termômetros) diminui sensivelmente, de cerca de 14 mil nos anos 1960 para menos de 2 mil atualmente. Essa redução foi mais significativa na Rússia (Sibéria), que apresenta temperaturas mais baixas em média, e nas zonas rurais. Os termômetros de zonas urbanas sofrem o “efeito de ilha de calor”. Ou seja, a energia (calor) solar é repartida entre os processos de evapo(transpi)ração e aquecimento do ar. Nas cidades, devido à impermeabilidade da superfície, praticamente não há água para evaporar. Assim, a maior parte do calor solar é utilizada para aquecer o ar e os termômetros urbanos registram temperaturas 3 a 5 ºC mais elevadas que às da zona rural, em média. Por sua vez, dados de temperatura obtidos por satélites (MSU/UAH), não mostraram tendências de forte aquecimento da troposfera nos últimos 30 anos. Dez anos atrás (1997) foi publicado o primeiro trabalho sobre a Oscilação Decadal do Pacífico (ODP), que é uma oscilação de baixa freqüência da temperatura de sua superfície, com fases quente e fria, semelhante ao fenômeno El Niño/La Niña, porém, com duração de cerca de 20 a 30 anos para cada fase, num ciclo total de 50 a 60 anos. Chamou minha atenção uma enorme coincidência entre as duas fases quentes da ODP (1925-1946 e 1977-1998) e aquecimento global simultâneo e entre sua fase fria (1947-1976) e resfriamento global ocorrido, resfriamento esse em que CO2 estava aumentando rapidamente, não explicado pelo IPCC. Como o Pacífico ocupa 35% da superfície terrestre e a atmosfera é aquecida por debaixo, sugeri a hipótese de trabalho que a ODP poderia ser um controlador do sistema climático mais significativo do que lhe havia sido atribuído até então. A nova fase fria da ODP parece ter iniciado em 1999 e presumo que deva durar cerca de 20 a 30 anos como a anterior. Portanto, minha previsão é que ocorra um resfriamento global nessas próximas duas décadas, até o ano 2030, aproximadamente. No que concerne aos recursos hídricos, aquecimento global é melhor que resfriamento. Na Argentina, Barros e colaboradores, em 1996, analisaram dados de 8 postos e mostraram que os totais pluviométricos médios anuais aumentaram de cerca de 850 mm/ano para 1150 mm/ano (aumento de 35%) a partir principalmente do início dos anos 1970. Você e teus colaboradores analisaram os dados de vazão de 20 postos e de precipitação de 36 postos, localizados na bacia do Rio Paraguai, em território brasileiro, bem como uma série de 95 anos de dados de nível desse rio, em Ladário, e mostraram que a bacia apresentou um regime hidrológico distinto a partir de meados dos anos 1970, com aumento significativo das cotas. Uma explicação para esse aumento de cotas seria o aumento da precipitação,. Nesse mesmo trabalho, vocês afirmaram que, no período anterior a 1970, as estiagens (dias consecutivos sem chuva) foram mais longas e que, nos dias de chuva, a precipitação média foi inferior ao período pós-1970. Você, Tucci, em um dos teus Relatório (ANA, 2002) notou que as vazões do Rio Paranapanema, em Rosana, e as do Rio Paraná, em Corrientes, sofreram incrementos de 46,2% e 27,8%, respectivamente, após o início dos anos 1970. Você atribuiu parte desses incrementos ao aumento de 15% a 17% nos totais pluviométricos sobre as bacias. A outra parte teria sido devido à mudança de uso dos solos. Em síntese, na fase fria da ODP (1947-1976), houve redução de precipitação e vazão e na fase quente (1977-1998), ocorreu o oposto. A nova fase fria da ODP (1999-2030??) poderá gerar um clima semelhante à fase fria anterior. E teremos problemas na geração de energia elétrica e na agricultura.</p>
<p><strong>Tucci 3. O Grupo I do IPCC analisa os mecanismos de forçante climática externa (por ex. variabilidade solar, raios cósmicos). A conclusão do IPCC é que esses efeitos são significativos e explicam grande parte da variabilidade climática observada no passado. Entretanto, o IPCC concluiu que o aumento da forçante radiativa associada aos gases de efeito estufa de origem antrópica (homem) é hoje maior que a forçante natural. Em sua opinião, o IPCC deixou de avaliar importantes contribuições sobre este tema, quais são? Foram publicadas e avaliadas pela comunidade científica?</strong></p>
<p><strong>Molion</strong> O IPCC considerou o forçamento radiativo do CO2 14 vezes mais potente que o da irradiância solar total (IST) e não tenha dúvida que subestimou o impacto da atividade solar no clima. As variações da temperatura do planeta estão relacionadas não só aos ciclos solares de longo prazo, como os ciclos de 11 (manchas solares), 22 (reversão do campo magnético), 90 (Gleissberg), 180 (Mínimo de Dalton) anos ou mais, mas também às flutuações de curto período da IST. Existem vários artigos que exemplificaram o primeiro aspecto, como, por exemplo, o Mínimo de Maunder estar relacionado com a Pequena Era Glacial entre os anos 1400 e 1850; as temperaturas baixas no início do século passado, coincidindo com o Mínimo do Ciclo de Gleissberg; e o aquecimento global na primeira metade do século passado, simultâneo ao aumento da atividade solar que culminou em 1957/58. Locwood e Stamper (1999) estimaram que a variação da IST poderia ter sido responsável por 52% da variação da temperatura entre 1910 e 1960. Shaviv (2005), combinando fluxo de raios cósmicos galácticos (RCG) com variações da IST, conclui que o Sol pode ter causado 77% da variação da temperatura nos últimos 100 anos. A correlação (r2) entre a série de 120 anos da temperatura dos EEUU e a IST foi igual a 0,59 e a 0,64 com a IST adiantada de 3 anos. Com relação ao segundo aspecto, Scafetta e West (2008) afirmaram que o Sol pode ter sido responsável por 69% da variação da temperatura do planeta, dependendo de como a IST é reconstruída. Além da IST, existem outros processos solares que podem interferir no clima indiretamente. É possível, por exemplo, que variações no campo magnético solar interfiram no fluxo de raios cósmicos galácticos (RCG). Sol mais quieto, como no presente momento, apresenta um campo magnético fraco e permite entrada de um fluxo maior de RCG no sistema solar. A hipótese de Svensmark, por exemplo, diz que os RCG funcionariam como núcleos de condensação, aumentando a cobertura de nuvens baixas, refletindo mais radiação solar de volta para o espaço e resfriando o planeta. Explosões solares energéticas (fáculas) podem aumentar o fluxo da radiação ultravioleta (UV) em mais de 15%. A UV é absorvida na formação do ozônio na estratosfera, que se aquece devido a essa absorção. Esse calor se propaga para baixo e interage com a dinâmica da troposfera. O nosso conhecimento sobre a dinâmica solar é muito parco e não é possível atualmente precisar seu impacto no clima terrestre. Basta dizer que as observações da IST por satélites começaram em 1978, menos de 3 ciclos de manchas solares, e nenhum único sensor conseguiu sobreviver desde o início das observações, dificultando o tratamento e interpretação dos dados obtidos. A variabilidade da IST entre um máximo e um mínimo do Ciclo de Gleissberg, por exemplo, pode ser maior que os 4 Wm -2, que o IPCC afirma ser o forçamento radiativo dos gases de efeito-estufa e que elevaria a temperatura global entre 2° e 4,5°C.</p>
<p><strong>Tucci 4. No filme ” The Great Climate Change Swindle” ( “A grande trapaça das mudanças globais”, <a href="http://www.channel4.com/science/microsites/G/great_global_warming_swindle/index.html">http://www.channel4.com/science/microsites/G/great_global_warming_swindle/index.html</a>, somente em inglês) é citado que a Terra está efetivamente aquecendo, mas devido às atividades solares e não devido a emissão de CO2. O que diferencia dos seus argumentos?</strong></p>
<p><strong>Molion</strong> Nesse filme, os pesquisadores dão ênfase à atividade solar, porém não descartam outros processos internos e externos ao sistema climático da Terra. Meus argumentos não diferem significativamente do que foi exposto no filme. Certamente, o Sol é a principal fonte de energia para todos os processos físicos, químicos, biológicos que ocorrem no planeta e a variabilidade do fluxo solar impõem mudanças no clima. Eu argumento que, além do Sol, existem outros controladores climáticos que podem, regionalmente, amplificar ou reduzir a variabilidade climática provocada pelo Sol. Por exemplo, o aquecimento entre 1925-1946 &#8211; quando os EEUU continental, por exemplo, tiveram as temperaturas mais altas de seus 120 anos de registros &#8211; teria ocorrido devido ao aumento da atividade solar e à baixa atividade vulcânica, que reduziu a concentração de aerossóis estratosféricos e aumentou a transmissividade atmosférica, permitindo maior entrada de radiação solar no sistema terra-oceano-atmosfera. O aquecimento de 1977 a 1998 coincide com um período em que o Oceano Pacífico Tropical esteve mais aquecido, fase quente da ODP, com uma freqüência maior de eventos El Niño, É sabido que El Niños aquecem o planeta. Entretanto, o ligeiro resfriamento global registrado entre 1947-1976, quando o Sol estava em seu máximo (máximo solar dos últimos 300 anos foi em 1957/1958), pode ter acontecido devido ao resfriamento do Pacífico Tropical (fase fria da ODP), por exemplo. E, certamente, a mudança brusca que ocorreu no Pacífico em 1976 não pode ser explicada pela atividade solar, cujo impacto nos oceanos é lento e gradual dada sua inércia térmica. Deve ter havido outra causa geofísica, como mudança na circulação oceânica profunda ou mesmo atividade sísmica submarina, liberando imensas quantidades de calor no fundo dos oceanos. Só como curiosidade, convém lembrar que a Guatemala sofreu um violento terremoto em fevereiro de 1976, que matou mais de 20 mil pessoas. A nossa ignorância sobre influência desses fenômenos no clima ainda é muito grande! Ou seja, o sistema climático da Terra é muito complexo e não depende apenas da atividade solar, embora o fluxo solar absorvido no planeta seja a causa mais importante indubitavelmente. Sem medo de exagerar, eu diria que o clima da Terra depende de tudo que ocorre no planeta, acima e abaixo da crosta terrestre, e no Universo.</p>
<p><strong>Tucci 5. Como você explica que as previsões dos modelos estão erradas? Eles conseguem representar o cenário atual e depois o futuro de forma adequada?</strong></p>
<p><strong>Molion</strong> Os modelos de clima global (MCG) comumente têm dificuldade em reproduzir as características principais do clima atual, tais como temperatura média global, diferença de temperatura entre equador e pólo, a intensidade e posicionamento das altas subtropicais e das correntes de jato, se não for feito o que é chamado de “sintonia” ou “ajustes”. A resolução espacial dos modelos globais modernos está entre 100km e 250km e todos os processos físicos, diretos ou de realimentação (“feedback”), que se desenvolvem em escalas espaciais muito inferiores a essas, precisam ser resolvidos de uma forma particular, precisam ser “parametrizados”. A parametrização é, em geral, feita com algoritmos físico-estatísticos que dependem da intuição física do modelador e, portanto, podem não representar a realidade do processo físico e serem questionáveis. Dentre os processos mal-simulados nos MCG está o ciclo hidrológico, em particular, formação, desenvolvimento, cobertura de nuvens &#8211; que são fundamentais para o balanço radiativo do Planeta &#8211; e a precipitação/evapotranspiração, que atuam como termostato da superfície, regulando sua temperatura. Você próprio, em um trabalho com Damiani, em 1994, documentou a discrepância entre modelos com relação à precipitação para a bacia do Rio Uruguai. O transporte de calor sensível pelas correntes oceânicas para regiões fora dos trópicos também é outro processo físico parametrizado, e mal-resolvido. Foi observado que a Corrente do Golfo do México – corrente marinha que transporta calor para o Atlântico Norte, região da Inglaterra, Escandinávia, Groelândia e Ártico – voltou a ficar mais ativa na metade da década de 1990. Com maior transporte de calor sensível, as temperaturas da superfície do mar (TSM) aumentaram. Nessas circunstâncias, os ventos de oeste, em contato com as TSM aquecidas, retiram mais calor do Atlântico Norte e o transportam para a Europa Ocidental &#8211; onde está a maior fração dos termômetros utilizados para elaborar a “média global” &#8211; que, por conseguinte, apresenta uma mudança climática, um aquecimento local e não global! Em adição, como o efeito-estufa é fraco nessas regiões, devido à baixa concentração de vapor d’água, a emissão de radiação de onda longa para o espaço exterior para o espaço é maior, e o sistema climático terrestre perde mais energia para o espaço exterior (ROL). Em 2006, utilizando dados de Reanálises (NCEP), mostrei que, atualmente, a Escandinávia está perdendo, em média, 20 Wm-2 a mais por emissão de ROL do que perdia há 50 anos. Isso não ocorreria se o CO2 fosse o principal gás de efeito-estufa. Esse seria mais um mecanismo físico de controle do clima global, ou seja, o excesso de calor dos trópicos seria transportado para os pólos pelas correntes marinhas e, de lá, emitido para o espaço por ROL, reduzindo a temperatura global.</p>
<p><strong>Tucci 6. Os argumentos contrários ao atual “main stream” geralmente são atribuídos ao lobby dos grandes poluidores. O quanto das contestações podem ter este caráter?</strong></p>
<p><strong>Molion</strong> Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o IPCC e seus seguidores não comprovaram que o aquecimento global seja antropogênico (AGA). Afirmações com terminologia do tipo “é muito provável (very likely)” não têm caráter científico e os argumentos associados não resistem à uma analise científica séria. Argumentos contrários não necessariamente viriam dos “grandes poluidores”. Muitos cientistas não concordam com o AGA. Mas boa parte deles não se declara contrária, por ter medo de sofrer retaliações, perder o emprego ou ter recursos de projeto cortados ou negados. Portanto, eu inverteria a questão e perguntaria a “quem interessa o AGA”, já que não existe base científica sólida que comprove sua existência? É difícil responder essa questão atualmente. Já levantaram hipótese que o interesse seria dos países desenvolvidos (G7) na tentativa de desacelerar, ou mesmo inibir, o desenvolvimento de países emergentes, como Brasil China e Índia, a velha teoria Malthusiana sendo ressuscitada! A quem diga que seriam as próprias companhias de petróleo, uma vez que o ouro negro deva se exaurir dentro dos próximos 20 anos, talvez, e sua redução de consumo não só prolongaria seu domínio como permitiria aumentar seu preço. Note que o preço já passou dos US$110 por barril. Políticos e administradores podem estar vendo no AGA uma possibilidade de criarem mais impostos ou mesmo de se destacarem nos cenários de seus países e/ou mundial. O AGA pode interessar, também, para alguns pesquisadores manterem suas posições e recursos para projetos. Convém lembrar, por exemplo, que Dr.James Hansen, do GISS/NASA, foi um defensor da iminente era glacial no início da década de 1970 e hoje é um dos maiores defensores do AGA. Uma coisa é certa, não se “combate” a intensificação do efeito-estufa e o AGA com medidas inúteis, como o Protocolo de Kyoto, por exemplo. Os fluxos naturais de carbono entre os oceanos, vegetação e solos e a atmosfera foram estimados em cerca de 200 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a). Um erro de 10% nessa estimativa corresponde a 20GtC/a, ou seja, 3 vezes maior que as emissões humanas e cerca de 70 vezes maior que a redução proposta por Kyoto. Em adição, o CO2 não é um “poluente”, com tendo sido propalado na mídia, criando confusão na opinião pública. Ele é um gás natural e é parte da vida. Dentre outros benefícios, as plantas fazem fotossíntese com ele e produzem alimentos, que mantêm os outros seres vivos. Sem ele, nós não existiríamos. Não há justificativa para se utilizar a hipótese do AGA como tentativa de alertar a população para a conservação ambiental. Isso é uma hipocrisia, é maquiavélico! Mudanças climáticas é um assunto completamente distinto de conservação ambiental. Essa tem que ser praticada para a própria sobrevivência da espécie humana, independente de um aquecimento ou resfriamento global. O fato é que não há evidências que o homem seja responsável pelo aquecimento verificado entre 1977 e 1998. De lá para cá, não ocorreu nenhum ano mais quente, embora a concentração de CO2 continue batendo recordes. É muito provável (“very likely”), para usar a terminologia do IPCC, que haja um resfriamento global nos próximos 20 anos, se o sistema climático se comportar como nos últimos 100 anos. O Pacífico está em uma nova fase fria de sua ODP e o Sol estará num mínimo de atividade nesse período (Mínimo de Gleissberg ou Dalton). O resfriamento do clima é ruim para o mundo e para o Brasil, conforme a análise dos dados do período 1947-1976 demonstrou (Leia mais: PERSPCT_CLIMA) </p>
</p></div>
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<li class="alt">
<h3 class="commenttitle"><a href="http://mitos-climaticos.blogspot.com/" rel="external nofollow">Rui G. Moura</a> disse,</h3>
<p class="commentmeta"> 			24 de Abril de 2008 			@ <a href="http://blog.rhama.net/2008/04/04/entrevista-com-dr-luis-molion-sobre-mudancas-climaticas/#comment-7" title="Link permanente a este comentário">12:21</a> 					</p>
<p>Inteiramente de acordo com o Prof. Molion. Em 1976 verificou-se um shift climático que alterou profundamente a circulação geral da atmosfera. Para esse shift contribuiu o súbito arrefecimento das calotes polares (Aerossóis?; Raios cósmicos solares e/ou galácticos?; Variação de parâmetros orbitais como a inclinação do eixo de rotação?). Nessa ocasião, a variação dos índices PDO-Pacific Decadal Oscillation e NAO-North Atlantic Oscillation que passaram de fases quentes para fases frias atesta a mudança das trocas meridionais de energia e de massas de ar entre as Pólos e os Trópicos e atesta a entrada numa fase fria e não quente. O envio de mais massas de ar quente para os Pólos fez com que a estatística das temperaturas registasse um aumento com aspecto enganador de aquecimento global. A variável significativa na fase fria actual é a pressão atmosférica e não a temperatura -como o Prof. Molion salientou na Universidade de Évora, durante um seminário de há dois anos. A pressão está a subir nos continentes (Europa, Ásia, América, Oceânia) e a diminuir noutras regiões como na Islândia -, o que se manifesta de acordo com o princípio da conservação da massa. Assim, os índices PDO e NAO evoluem com valores positivos. Concordo com o Prof. Molion quando diz que o Protocolo de Kyoto é um flop. A atitude certa seria tomar medidas de adaptação ao calor e ao frio e não medidas de mitigação para prevenir apenas o calor, aliás sem resultado prático. Adaptação ao calor de curta duração actualmente verificado e de frio de longa duração a verificar proximamente. No entanto, como salienta o Prof. Molion, também já se verificam períodos de frio de curta duração como aconteceram no Hemisfério Norte no inverno passado.<br /> Cumprimentos ao Prof. Molion que admiro pela sua coragem e lucidez. </p>
</li>
</ol>
<p>Original de: <a href="http://blog.rhama.net/">http://blog.rhama.net/</a>
<p style="font-size: 10px;">  <a href="http://posterous.com">Posted via email</a>   from <a href="http://www.mandaba.la/cientista-phd-luiz-molion-desmascara-al-gore">mandaba.la</a>  </p>
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		<title>Falta de Inteligência Mercadológica</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 16:31:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imaginem um livro que trouxesse afirmações como as seguintes: “todo empresário é picareta”. Ou “para ser psicólogo, basta saber conversar com alguém”. Ou mesmo “o verdadeiro filósofo é aquele sujeito tomando chopp na mesa do bar”. Imediatamente veríamos uma forte reação de associações de classe, universidades e profissionais, repudiando a obra com veemência.
Agora, quando um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-content/uploads/2009/10/tristeza.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-382" title="tristeza" src="http://www.pensandomarketing.com/wp-content/uploads/2009/10/tristeza.bmp" alt="tristeza" width="226" height="339" /></a>Imaginem um livro que </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">trouxesse</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> afirmações como as seguintes: “todo empresário é picareta”. Ou “para ser psicólogo, basta saber conversar com alguém”. Ou mesmo “o verdadeiro filósofo é aquele</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> sujeito</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> tomando chopp na mesa do bar”. Imediatamente veríamos uma forte reação de associações de classe, universidades e profissionais, repudiando a obra com veemência.</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Agora, quando um autor sem formação mercadológica publica um livro no qual afirma que a essência do bom profissional </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">de marketing é ser um “roleiro”</span></span><a name="_ftnref1"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftn1">[1]</a><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">, não vemos uma reação à altura. Talvez a explicação seja que realmente poucas pessoas saibam o que é o marketing e o que o profissional desta área faz. Outro fator pode ser o imenso número de livros ruins publicados sobre o tema, numa mistura confusa entre marketing, auto-ajuda e carreira, ou mesmo a confusão que a mídia faz quando chama um homem de propaganda política de marqueteiro. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> </span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Diante de tamanha confusão, seria uma loucura iniciar uma empreitada infindável contra todos os livros ruins sobre marketing. Porém, o livro “Inteligência Mercadológica”, de J. A. Minarelli merece esse esforço, não apenas devido a seus inúmeros erros conceituais, mas principalmente ao dano que traz à classe dos profissionais sérios de marketing deste país.</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">O livro, de nove capítulos, traz basicamente dois capítulos introdutórios e sete capítulos com um apanhado superficial sobre teoria básica de marketing. A teoria apresentada nada tem de novo e pode ser facilmente encontrada em qualquer texto do Phillip Kotler, daqueles que estudantes de primeiro ano de administração usam para serem apresentados à matéria. Até aí, tudo bem: se o livro se limitasse a estes capítulos, seria apenas um livro fraco a mais. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">O problema, porém, se concentra nos dois primeiros capítulos. Fica claro que estes são o centro do livro e que os sete capítulos finais são apenas uma forma de “encher lingüiça”, para que a obra pudesse ser publicada como livro, e não como um artigo. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">A tese central do autor é que ele descobriu um novo tipo de inteligência, chamada de mercadológica, e que esta habilidade natural seria</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> o que mais importa em um profissional. Em um período onde a idéia que para ser presidente da República não é necessário estudo, este tipo de afirmação pode ser atrativa àqueles que desprezam a formação e o trabalho sério. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Toda a construção do raciocínio do livro está baseada em um erro por cima de outro. Vamos analizá-los:</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">1) Uso Incorreto do Termo Inteligência Mercadológica</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Inteligência Mercadológica é um termo consagrado do marketing, que significa </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">“o processo de adquirir e analizar informação para entender o mercado existente e potencial, determinar tendências atuais e futuras, suas atitudes e comportamento e analizar mudanças no ambiente de negócios que possam vir a afetar o tamanho e a natureza do mercado no futuro” </span></span><a name="_ftnref2"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftn2">[2]</a></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Certamente outras definições, talvez até melhores, existam, algumas delas envolvendo o conceito irmão de inteligência competitiva (mais focada nos concorrentes) e inteligência de negócios (mais focada na análise de dados estatísticos). Entretanto, qualquer definição com o mínimo de bom-senso inclui a análise do mercado e dos consumidores para a orientação das atividades de marketing. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Este conceito de inteligência mercadológica pode ser encontrado desde a década de 1920, quando uma de suas ferramentas, a pesquisa de mercado, já era utilizada</span></span><a name="_ftnref3"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftn3">[3]</a><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">.</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> Existe atualmente no Brasil, uma grande comunidade de profissionais de Inteligência de Mercado e inclusive uma associação, o Ibramerc.</span></span><a name="_ftnref4"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftn4">[4]</a></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Portanto, </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">o título do livro é errôneo e ilusório, por apresentar a Inteligência de Mercado não como a técnica e atividade consagrada de marketing que é, e sim como uma etérea invenção do autor. A questão que fica é quantas pessoas compraram o livro enganados por uma definição errada do título, esperando aprender algo importante na área. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">2) Inteligência de Mercado como ramo da inteligência emocional</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Se a Inteligência de Mercado não é o que sua definição consagrada apresenta, então o que é, segundo </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">o</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> autor? </span></span></p>
<blockquote>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">“&#8230;identifiquei um tipo de inteligência que batizei de ‘inteligência    mercadológica’..”</span></span><a name="_ftnref5"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftn5">[5]</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="margin-left: 35.25pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">“Em síntese, inteligência mercadológica é a capacidade de identificar oportunidades, de desenvolver serviços adequados e de vendê-los, procurando sempre satisfazer as necessidades dos clientes.”</span></span><a name="_ftnref6"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftn6">[6]</a></p>
</blockquote>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Trata-se então de um caso de homônimo, onde se batizou a criança com o nome de outra e onde a definiram com algo semelhante à definição de marketing da Associação Americana de Marketing. Não como uma inteligência, mas como capacidade de executar atividades:</span></span></p>
<blockquote>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"><span><span>Marketing is the activity, set of institutions, and processes for creating, communicating, delivering, and exchanging offerings that have value for customers, clients, partners, and society at large. <em>(Approved October 2007)</em></span></span></span></span></p>
</blockquote>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Segundo o autor, a inteligência mercadológica seria um dos ramos da inteligência humana, tal qual a inteligência emocional, conceito amplamente divulgado pelo pesquisa</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">do</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">r Daniel Goleman no livro de mesmo nome, mas desenvolvido por diversos autores, sendo o mais proeminente Howard Gardner (1983) e mesmo anteriormente David Wechseler (1940). </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">A inteligência emocional por si só já é bastante questionável em sua validade científica, sendo na verdade criticada como</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> sendo</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> um conjunto de habilidades</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> e hábitos</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> (perceber, usar, entender e administrar emoções) e não inteligência propriamente dita. </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">De qualquer forma, concordando ou não com o o conceito, precisamos levar em consideração que o tópico da inteligência é um ramo importante e sério da área da psicologia, que tem demandado estudos profundos por pesquisadores há décadas. </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Portanto, a aplicação frívola deste conceito sem nenhum </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">embasamento científico é absurda</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">. Será possível haver então, uma “inteligência culinária”, para se preparar bons pratos, ou uma “inteligência de moda”, para um bom alfaiate, ou talvez uma “inteligência médica”, para se cuidar bem dos doentes? Certamente não. A capacidade de se desempenhar bem uma função é uma soma de inteligência natural, que não é específica,</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> com</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> estudo, aplicação e esforço. Ninguém nasce com “inteligência mercadológica”, e não se deve aceitar uma grande novidade científica como esta vinda de alguém que não conduziu as pesquisas necessárias para chegar a esta conclusão. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">3) Confundindo C</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">ompetência</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> com Inteligência</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Como se fosse possível, o autor consegue construir mais um erro sobre o erro anterior. Quando afirma que </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">a inteligência mercadológica é a capacidade em desenvolver uma série de atividades, ele confunde o conceito de competência com o de inteligência</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">, ou talento natural</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">. </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">A confusão é total: se fosse um talento para o marketing, talvez pudesse ser a capacidade de adaptação, a curiosidade, a sociabilidade, as quais levariam a pessoa à competência em fazer marketing. Mas não, b</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">asicamente ele afirma que a inteligência mercadológica é a capacidade de se fazer marketing! Isto é </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">na verdade </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">competência  e não inteligência, além de ser um raciocínio circular. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">A competência é um status final do indivíduo, e não uma capacidade inata. Quando um médico se forma, ele é julgado competente para exercer a medicina. Quando um piloto se gradua, ele é julgado competente para voar. Alguém com um suposto talento para medicina mas que não se graduou em escola médica não tem competência para ser médico. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"><strong>O conceito de competência é o de um reconhecimento das habilidades, e não uma explicação de como elas foram adquiridas (talento ou esforço).</strong> </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Talvez não haja uma área onde o conceito de talento inato seja menos adequado que na inteligência mercadológica, uma área onde há a necessidade de conhecimento técnico, ciências exatas e análise detalhada. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">4</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">) Confundindo Competência Mercadológica Com Empreendedorismo</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">O autor dá vários exemplos nos capítulos seguintes do que ele reconhece como inteligência mercadológica e se contradiz, poi</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">s agora a IM é conceituada não como capacidade em se desempenhar as atividades de marketing, mas como talento natural, percepção, flexibilidade, etc. O conceito vai mudando conforme o autor necessita, sem preocupação com coerência. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Os exemplos revolvem em torno de pequenos empresários como o dono da oficina, o operário desempregado e até mesmo uma criança. É interessante que sejam utilizados estes tipos de exemplos em um livro para executivos. Não há dúvida que certas capacidades empreededoras são sempre úteis: o problema é quando confudimos estas capacidades com o marketing. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Na maioria dos exemplos do livro, a capacidade apresentada é a de empreendedor. Abrir um negócio com cuidado aos detalhes, saber negociar seu produto (videogame), são habilidades importantes para o pequeno empresário, mas não caracterizam o marketing. Na verdade, um profissional pode ser um excelente homem de ma</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">rketing e não se envolver com estas atividades, especialmente se trabalhar em uma área analítica de uma grande empresa. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">A competência mercadológica se desenvolve com estudo aprofundado de áreas como sociologia, antropologia, economia, cultura, tecnologia e até artes. Não se deve nunca prometer ao jovem que sua capacidade empreendedora será suficiente para torná-lo um grande executivo de marketing. Em realidade, talvez este seja um dos grandes problemas do Brasil: temos um grande espírito empreendedor, milhares de empresas sendo fundadas a cada ano. Porém, milhares vão logo à falência. Um dos motivos é que a empresa levada pelo empreendedorismo amadorístico cresce até certo ponto, e a partir daí precisa de organização e técnicas profissionais para continuar crescendo. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">O livro promete que o talento do &#8220;roleiro&#8221;  é o que será decisivo na formação do profissional de marketing, o que é uma falsidade simplista. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Finalmente, a maior contradição está exatamente nos sete capítulos finais com um apanhado de técnicas de marketing. Se a IM é inata e tão importante, porque </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">a necessidade de aprender técnicas no livro, ao invés de escrever mais sobre tamanha descoberta? </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Conclusão</span></span></strong></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Precisamos lembrar que nosso país precisa cada vez mais de profissionais sérios e esforçados, que fujam de soluções fáceis e ilusórias, as quais têm marcado nossa história. Hoje a área de marketing, devido à sua fragmentação e mesmo seu ritmo alucinado de trabalho, pouco tem feito para ser levada a sério pela sociedade (com </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">virtuosas exceções). Somos mesmo confundidos com publicitários políticos corruptos, chamados de marqueteiros. O livro aqui apresentado apenas contribui para este estigma, ao propagar a idéia de que qualquer roleiro seja um profissional de marketing em potencial e racionalizar este discurso com um conceito errado após o outro. A área de profissionais de inteligência de mercado, talvez uma das mais sérias e capazes no ramo, é a mais prejudicada.</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;">Existem sim, competências e habilidades que podem auxiliar o executivo a ser um melhor profissional de marketing. Algumas delas são comuns ao executivo em geral, e outras são mais específicas. Capacidade analítica, curiosidade, empatia, senso de urgência, autoconfiança, etc., sempre aliadas a um profundo e diverso conhecimento cultural. Não existe um bom executivo de marketing sem uma excelente leitura. Estas competências não são adquiridas através de uma inteligência mágica inata, mas sim através de experiência, estudo e dedicação. </span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<hr size="1" />
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><a name="_ftn1"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> <span style="font-family: 'Times New Roman';"><em><span style="font-size: x-small;">Inteligência Mercadológica</span></em></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: x-small;">, J.A. Minarelli, São Paulo 2009, pg. 14</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><a name="_ftn2"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a> <span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: x-small;">Cornish, S. L. “Product Innovation and the Spatial Dynamics of Market Intelligence: Does Proximity to Markets Matter?” Economic Geography. Volume: 73, Issue 2 (April 1997), pag 147</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><a name="_ftn3"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftnref3">[3]</a> <span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: x-small;">h</span></span><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: x-small;">ttp://news.google.com/archivesearch?as_user_ldate=1900&amp;as_user_hdate=1929&amp;q=%22market+research%22&amp;num=100&amp;scoring=a&amp;hl=en&amp;ned=us&amp;um=1&amp;q=%22market+research%22&amp;lnav=od&amp;btnG=Go</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><a name="_ftn4"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftnref4">[4]</a><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: x-small;"> http://www.ibramerc.org.br</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><a name="_ftn5"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftnref5">[5]</a><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: x-small;"> Minarelli, op. cit., pg 3</span></span></p>
<p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"><a name="_ftn6"></a><a href="http://www.pensandomarketing.com/wp-admin/#_ftnref6">[6]</a><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: x-small;"> idem, pg 4</span></span></p>
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