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	<title type="text">Mob Ground</title>
	<subtitle type="text">Mob Ground - O Paraíso dos Insanos: Compartilhamento, submundos, shows, comportamento, cinema, literatura, quadrinhos, artes, música, entrevistas.</subtitle>

	<updated>2012-05-22T18:00:06Z</updated>

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		<author>
			<name>Murilo Andrade</name>
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					</author>
		<title type="html"><![CDATA[Edgar Allan Poe, o escritor maldito [Arquivo-NSN]]]></title>
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		<updated>2012-05-22T17:38:19Z</updated>
		<published>2012-05-22T18:00:06Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Arquivo" /><category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Livros" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Nerds Somos Nozes" /><category scheme="http://mobground.net" term="Edgar Allan Poe" /><category scheme="http://mobground.net" term="literatura" /><category scheme="http://mobground.net" term="O Corvo" /><category scheme="http://mobground.net" term="The Raven" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/muriloandrade/">Murilo Andrade</a></p><p>[ARTE DA VITRINE]: Thiago Chaves (@chavespapel) Dos bons escritores, o que menos consigo aceitar que seja desconhecido pela maioria dos brasileiros, é o romancista e poeta Edgar Allan Poe. Seu legado literário está em ter inspirado Júlio Verne, precursor da ficção científica, a escrever Cinco Semanas em um Balão; Herman Melville a escrever seu clássico Moby Dick; inspirar Conan Doyle </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/edgar-allan-poe-o-escritor-maldito-arquivonsn/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=edgar-allan-poe-o-escritor-maldito-arquivonsn">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/muriloandrade/"&gt;Murilo Andrade&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/arquivo-NSN-EdgarAllanPoe.jpg"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-2403 aligncenter" title="arquivo-NSN-EdgarAllanPoe" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/arquivo-NSN-EdgarAllanPoe.jpg" alt="" width="700" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[ARTE DA VITRINE]:&lt;/strong&gt; Thiago Chaves&lt;/em&gt; (&lt;a href="http://twitter.com/#%21/chavespapel" target="_blank"&gt;@chavespapel&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dos bons escritores, o que menos consigo aceitar que seja desconhecido pela maioria dos brasileiros, é o romancista e poeta &lt;strong&gt;Edgar Allan Poe&lt;/strong&gt;. Seu legado literário está em ter inspirado &lt;strong&gt;Júlio Verne&lt;/strong&gt;, precursor da ficção científica, a escrever &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cinco Semanas em um Balão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;; &lt;strong&gt;Herman Melville&lt;/strong&gt; a escrever seu clássico &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Moby Dick&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;; inspirar &lt;strong&gt;Conan Doyle&lt;/strong&gt; a criar o personagem &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sherlock Holmes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o detetive mais famoso da literatura; transformar o horror em gênero literário de alto nível; marcar o início da verdadeira literatura americana e revitalizar a literatura européia. Ou seja, ele foi tão importante para a literatura, que desconhecê-lo deveria ser considerado crime! Sua obra é tão rica que merece ser lida tanto por fãs de terror, de histórias de mistério e de ficção científica, quanto os fãs de uma boa e, por vezes, perturbadora leitura.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Seus temas apoiavam-se no desconhecido e no que existe de mais estranho na natureza humana. Alucinações mais convincentes do que a própria realidade, personagens solitários e neuróticos, a catalepsia, contradições, entre outros. Os leitores avançam a história sabendo tão pouco quanto o protagonista, sentindo o que ele sente e tendo seus pensamentos enquanto percorre cenários sombrios que passam a mensagem de morte em cada detalhe seu. E quando o conto se encerra, é como se partilhássemos do mesmo destino do protagonista.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Edgar Allan Poe&lt;/strong&gt; acreditava que antes de se sentar para escrever um conto ou poema, o escritor tinha que saber bem as emoções que a obra deveria causar nos leitores. Desta ideia vinha sua força literária, no elemento efeito. Enquanto os autores se preocupavam mais com a criação dos personagens e dos cenários, ele desenvolveu o elemento do efeito. A cada frase, página virada, ampliam-se os efeitos, num crescente impacto no leitor até chegar no grande final. Aliás, são os finais uma das principais qualidades dele, com todo o texto conduzindo a um desfecho inevitável.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apesar de ter sido um grande poeta dedicou-se pouco a este gênero literário. Mas o pouco que produziu influenciou vários poetas e até músicos ao redor do mundo. O poema &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Corvo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é até hoje o melhor que eu já li. Seus versos tecnicamente perfeitos, são trágicos e lúgubres, transmitindo uma tristeza avassaladora. Graças a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Corvo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Poe ficou famoso em todo os Estados Unidos e uma maior atenção foi dada à sua obra. Quem quiser conhecer o poema pode ler uma tradução excelente feita por Fernando Pessoa &lt;a href="http://www.insite.com.br/art/pessoa/coligidas/trad/921.html" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.helderdarocha.com.br/literatura/poe/pessoa1.html" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin-left: 10px; margin-right: 10px;" src="http://lh4.ggpht.com/_zndUGMXGTtg/S_DSC-sgKaI/AAAAAAAAAHc/fpNXhkaadA8/image%5B6%5D.png?imgmax=800" alt="image" width="236" height="333" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na prosa, Poe se dedicou se dedicou especialmente aos contos. Sob a pena dele, o horror ganhou ares de alta literatura e permitiu que diversos autores surgissem posteriormente. No gênero do terror, alguns dos seus melhores contos são &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Metzengerstein, A Máscara da Morte Rubra, O Gato Preto, O Coração Denunciador&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Caso do Sr. Valdemar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Nestas obras, encontra-se uma fantasia tão ligada à realidade, que muitos autores célebres beberam dela, como Franz Kafka e até autores consagrados da ficção científica, onde marcou seu criador Júlio Verne, e seu maior rival, H. G. Wells.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas Edgar Allan Poe, por sempre ter sido interessado em mistérios, criptografia e jogos matemáticos, não ficou só nisso. Surgiu assim seu personagem mais famoso: Auguste Dupin. Ele era dono de uma capacidade analítica espantável. Não havia homem na Terra em que não pudesse captar os pensamentos. Graças a esta habilidade colaborava com o trabalho da polícia, sendo mais competente do que ela. Dele surgiu Sherlock Holmes e, a partir do personagem de Conan Doyle, inúmeros detetives nas mais variadas mídias foram criadas, de livros a filmes, de games a séries, como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Mentalista&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Encontro poucas pessoas que admirem o trabalho de Poe. Muitos com quem conversei sequer sabiam da existência do escritor. Embora seus livros sejam fáceis de encontrar em  bibliotecas ou em livrarias, nas baratas edições de bolso, e seus textos possam ser lidos na internet legalmente, por já pertencerem ao domínio público, o desconhecimento é quase total. Até existe um site excelente especializado nele, o &lt;a href="http://www.poebrasil.com.br/" target="_blank"&gt;Poe Brasil&lt;/a&gt;, porém não sei dizer se ele se encontra atualizado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por isso escrevi este post. Para divulgar e homenagear um dos autores mais importantes do século XIX. Uma das poucas chances desta situação ser revertida é com a cinebiografia que &lt;strong&gt;Sylvester Stallone&lt;/strong&gt; planeja fazer de &lt;strong&gt;Edgar Allan Poe&lt;/strong&gt;. Aí talvez o mestre seja reconhecido no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;* Nota do editor: &lt;/strong&gt;Quando esse texto foi publicado originalmente ainda não tinha sido anunciado o filme O Corvo (The Raven), que mostra Edgar Alla Poe colaborando numa busca a um serial killer.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://mobground.net"&gt;Mob Ground&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NerdsSomosNozes/~4/F5sMx1l5A-s" height="1" width="1"/&gt;</content>
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		<author>
			<name>Colaborador Nerd</name>
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					</author>
		<title type="html"><![CDATA[Pipoca e Nanquim: Espaço Sideral]]></title>
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		<updated>2012-05-21T13:42:10Z</updated>
		<published>2012-05-21T13:22:17Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Videocast" /><category scheme="http://mobground.net" term="Espaço Sideral" /><category scheme="http://mobground.net" term="Pipoca e Nanquim" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/colaborador-nerd/">Colaborador Nerd</a></p><p>Olá a todos, sejam bem vindos a mais um videocast do Pipoca e Nanquim. Após uma semana ausente por motivos de livro novo (se não sabe, leia aqui), estamos de volta, felizes e caseiros. Sim, caseiros, pois esta edição do programa foi produzida na casa do nosso ilustre e roliço amigo Daniel Lopes. Esperamos que a qualidade satisfaça a todos, </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/pipoca-e-nanquim-espaco-sideral/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pipoca-e-nanquim-espaco-sideral">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/colaborador-nerd/"&gt;Colaborador Nerd&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/viagens-espaciais.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2535" title="viagens-espaciais" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/viagens-espaciais.jpg" alt="" width="683" height="360" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Olá a todos, sejam bem vindos a mais um videocast do Pipoca e Nanquim.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Após uma semana ausente por motivos de livro novo (se não sabe, &lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://pipocaenanquim.com.br/destaques/preview-de-quadrinhos-no-cinema-vol-2-o-livro-esta-na-reta-final/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;leia aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;), estamos de volta, felizes e caseiros. Sim, caseiros, pois esta edição do programa foi produzida na casa do nosso ilustre e roliço amigo Daniel Lopes. Esperamos que a qualidade satisfaça a todos, apesar dos improvisos. O tema hoje remonta a Ficção Científica, já que abordamos histórias cósmicas – o que pode ser encontrado aos montes nos quadrinhos e cinemas. As duas maiores editoras do mercado têm suas linhas cósmicas, mas ainda sobre espaço para material independente. Também é preciso citar a fera Jim Starlin, provavelmente o autor de HQs que mais trabalhou com o tema, e criador do sensacional &lt;em&gt;Dreadstar&lt;/em&gt;. Nos filmes, destaque para &lt;em&gt;Inimigo Meu&lt;/em&gt;, um filme simplesmente brilhante e as séries de tevê &lt;em&gt;V &lt;/em&gt;(a antigona) e &lt;em&gt;Battlestar Galactica&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aproveite para &lt;strong&gt;participar da promoção&lt;/strong&gt; da loja de camisetas nerds &lt;strong&gt;Gola Branca&lt;/strong&gt;, que está sorteando uma camiseta para quem curtir sua fanpage no Facebook ou seguir o seu twitter! Corre lá, é só clicar nos respectivos links (&lt;strong&gt;aguarde, problema nos links do parceiro&lt;/strong&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; É isso aí, galera, um abraço a todos e até a semana que vem.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;COMENTADO NESSE VIDEOCAST&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- &lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://pipocaenanquim.com.br/podcast/podcast-40-j-j-abrams/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Podcast 40 – J. J. Abrams&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;- &lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://pipocaenanquim.com.br/podcast/podcast-18-viagens-espaciais/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Podcast 18 – Viagens Espaciais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;- Especial Lanterna Verde: &lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://pipocaenanquim.com.br/sem-categoria/videocast-82-lanterna-verde/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Videocast 82 – Melhores HQs do Lanterna Verde&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; &lt;span style="color: #333333;"&gt;e&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://pipocaenanquim.com.br/podcast/podcast-39-lanterna-verde/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Podcast 39 – A História do Lanterna Verde&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;-&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; &lt;a href="https://www.assinaja.com/fis/?Oferta_Id=13201&amp;amp;Site_txt=GOOGLE&amp;amp;Origem_txt=BUSCA&amp;amp;Formato_txt=PANINI&amp;amp;Banner_txt=&amp;amp;Versao_txt=" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Assinatura da Vertigo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;- &lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://pipocaenanquim.com.br/sem-categoria/ii-encontro-quadrinhos-na-cia-tarde-de-autografos-com-art-spiegelman/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Tarde de autógrafos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; da Cia. das Letras, com Art Spiegelman &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Fanpage da loja de camisetas &lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.golabranca.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Gola Branca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, no Facebook – Valendo sorteio da camiseta HELL.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FILMES E SÉRIES COMENTADOS (NEM TODOS SÃO INDICADOS)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inimigo Meu (&lt;em&gt;Enemy Mine&lt;/em&gt;, 1985)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;V – 2 Temporadas (&lt;em&gt;V&lt;/em&gt;, 2009-11)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;V (&lt;em&gt;V&lt;/em&gt;, 1983)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;V – 1 Temporada (&lt;em&gt;V&lt;/em&gt;, 1984-1985)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Battlestar Galatica – 5 Temporadas (&lt;em&gt;Battlestar Galatica&lt;/em&gt;, 2003)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Star Trek (&lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt;, 2009)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zardoz (&lt;em&gt;Zardoz&lt;/em&gt;, 1974)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pandorum (&lt;em&gt;Pandorum&lt;/em&gt;, 2009)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sunshine – Alerta Solar (&lt;em&gt;Sunshine&lt;/em&gt;, 2007)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cargo – O Espaço é Gelado (&lt;em&gt;Cargo&lt;/em&gt;, 2009)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Missão: Marte (&lt;em&gt;Mission to Mars&lt;/em&gt;, 2000)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apollo 18 – A Missão Proibida (&lt;em&gt;Apollo 18&lt;/em&gt;, 2011)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;QUADRINHOS INDICADOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gilgamesh #01-04 (Globo)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Epic Marvel #01-06 (Abril)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dreadstar #01-10 (Globo)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Graphic Globo – Dreadstar #01 e #10 (Globo)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=14489" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; Dreadstar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; (Devir)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flash Gordon – Primeiras Pranchas #01-08 (Ebal)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=11978" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; Flash Gordon&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; (Calako)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=6388" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Grandes Clássicos DC #12 – Odisseia Cósmica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; (Panini)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/advanced_search_result.php?keywords=lanterna+verde&amp;amp;x=0&amp;amp;y=0" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; Dimensão DC Lanterna Verde #01-05 – A Guerra dos Anéis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; (Panini)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=12931" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; Guerra dos Reis #01-06&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; (Panini)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Secret Wars #01-12 (Abril)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=11473" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; Surfista Prateado – Réquiem #01-12 &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;(Panini)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=16048" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; O Homem do Espaço – Vertigo 29&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; (Panini)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=16063" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; Vampiro Americano Vol. 1 &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;(Panini)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/advanced_search_result.php?keywords=superman&amp;amp;sort=2a&amp;amp;page=4" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; Superman e a Legião dos Super-Heróis – Superman #74-76&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; (Panini)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=7590" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt; Legiao dos Super-Heróis – A Saga das Trevas Eternas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; (Panini)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://embed.videolog.tv/v/index.php?id_video=785634&amp;amp;width=720&amp;amp;height=479&amp;amp;related=&amp;amp;hd=&amp;amp;color1=ffffff&amp;amp;color2=ffffff&amp;amp;color3=ff6600&amp;amp;slideshow=true&amp;amp;config_url=&amp;amp;" frameborder="0" scrolling="no" width="720" height="479"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;ul&gt;
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		<author>
			<name>Murilo Andrade</name>
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					</author>
		<title type="html"><![CDATA[O Coração das Trevas]]></title>
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		<updated>2012-05-18T13:11:23Z</updated>
		<published>2012-05-18T13:00:19Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Livros" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Apocalypse Now" /><category scheme="http://mobground.net" term="Coração das Trevas" /><category scheme="http://mobground.net" term="Crítica" /><category scheme="http://mobground.net" term="Joseph Conrad" /><category scheme="http://mobground.net" term="Kurtz" /><category scheme="http://mobground.net" term="Resenha" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/muriloandrade/">Murilo Andrade</a></p><p>“O horror! O horror!” Em um país como o Brasil onde o hábito de leitura é tão pouco cultivado e a literatura nacional (uma das minhas favoritas, junto da inglesa e da russa) é relegada a segundo plano não é incomum que muitos escritores e obras essenciais passem batido por aqui. A situação só melhorou um pouco graças a coleções </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/o-coracao-das-trevas/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=o-coracao-das-trevas">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/muriloandrade/"&gt;Murilo Andrade&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/wallcoracaotrevas.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2513" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/wallcoracaotrevas-1024x576.jpg" alt="" width="729" height="411" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;O horror! O horror!&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em um país como o Brasil onde o hábito de leitura é tão pouco cultivado e a literatura nacional (uma das minhas favoritas, junto da inglesa e da russa) é relegada a segundo plano não é incomum que muitos escritores e obras essenciais passem batido por aqui. A situação só melhorou um pouco graças a coleções como a &lt;strong&gt;L&amp;amp;PM Pocket&lt;/strong&gt;, que trazem obras clássicas ou esgotadas no mercado nacional em econômicas edições de bolso. Dentre tantos escritores talvez nenhum outro seja tão injustamente pouco conhecido pelos brasileiros quanto &lt;strong&gt;Joseph Conrad&lt;/strong&gt;. Polonês naturalizado britânico, depois de viver por anos no mar, escreveu todas as suas obras em inglês, língua que era apenas a sua terceira em fluência. Mesmo com essa dificuldade colossal Conrad se tornou um dos maiores escritores de todos os tempos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A importância de Joseph Conrad é grande. Em 1907 ele já antecipava os populares romances de espionagem e abriu caminho para uma série de escritores reconhecidos hoje. Alguns deles foram&lt;strong&gt; George Orwell&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Graham Greene&lt;/strong&gt;, pessoas que levariam os temas de seu trabalho por caminhos mais amplos, universais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/Heart_of_Darkness.jpg"&gt;&lt;img class="wp-image-2514 alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/Heart_of_Darkness.jpg" alt="" width="213" height="318" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um de seus livros mais famosos é&lt;strong&gt; O Coração das Trevas&lt;/strong&gt;, publicado em série no &lt;strong&gt;Blackword’s Magazine&lt;/strong&gt; entre fevereiro e abril de 1899. Tal livro se tornaria um dos romances mais importantes do século XX. Tudo começou quando Joseph Conrad ainda era um marinheiro. Em uma viagem ao Congo, na África, arruinou sua saúde, causando seu desligamento definitivo da Marinha. Mas a ida àquelas terras pouco conhecidas pelo homem europeu marcou para sempre sua vida. Foi a partir daí que decidiu que seria escritor. Somente dez anos depois surgiu The Heart of Darkness, parcialmente inspirado nessa viagem.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;Não gosto de trabalho- nenhum homem gosta- mas gosto do que há no trabalho- a oportunidade de descobrir-nos a nós mesmos. Nossa própria realidade- para nós, não para os outros- o que nenhum outro homem pode saber. Os outros podem apenas ver o espetáculo, mas nunca vão saber o que realmente significa.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um grupo de homens segue viagem no mar, como informa o Narrador. Em um momento de ociosidade geral, Marlow, o mais diferente de todos eles, se põe a contar a história que, segundo ele, embora seja sombria, alargou sua mente e sua maneira de pensar. Sobre si mesmo, sobre o mundo, sobre tudo. A princípio isso pode soar esquisito. Se é Marlow quem vai contar a história porque Conrad não o pôs logo como narrador? A verdade é que a narração em primeira pessoa tem lá as suas deficiências. E se soube aqui superá-las como poucos conseguiram. Nunca sabemos como é, de fato, o protagonista porque ele é movido por emoções, como a vaidade. Por mais sincero que seja. Somente alguém de fora, que o conheça extremamente bem, pode fazer um fiel retrato dele. Assim que esse retrato é feito, Marlow finalmente ocupa o cargo de contador da história e o narrador original, junto do restante da tripulação, se torna a platéia. Nenhum membro desse grupo tem seu nome revelado. Primeiro porque não importa para o andamento do romance, e depois porque eles representam cada um de nós, os leitores. Sempre que Marlow conversa, faz perguntas, ou mesmo quando diz que não quer aborrecer ninguém com o que vai contar, o faz direto para nós. Nós, seus companheiros de viagem, os ouvintes da história. Meros indivíduos que podem apenas tentar mesurar a importância do que é revelado.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;É estranho como as mulheres não têm contato com a verdade. Vivem num mundo próprio, e jamais houve coisa alguma como esse mundo, e jamais poderá haver. E, no todo, bonito demais, e se elas fossem criá-lo ele se faria em pedaços antes do primeiro alvorecer. Surgiria algum maldito fato com o qual os homens têm vivido satisfeitos desde o dia da criação e derrubaria a coisa toda.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2515" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/heart-of-darkness-boat.jpg" alt="" width="425" height="425" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;À serviço de uma Companhia de Exploração Marlow segue uma longa viagem em direção ao Congo como chefe de um vapor. Nesta viagem, no coração do continente africano, ele estava destinado a encontrar o lendário Kurtz. Só lhe era dito que era um homem extremamente admirável e que futuramente deveria ocupar o cargo de chefe da empresa. Tudo isso graças à gigantesca qualidade do seu trabalho e da sua grandeza como pessoa. As conseqüências deste encontro, premeditado desde o início da narrativa, jamais seriam esquecidas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tudo gira em torno desse acontecimento. Mas ele não acontece rápido e nem é da forma como os leitores julgam a princípio. Há todo um percurso até chegar até ele, de elaborações de personagens complexos e ambíguos, e a apresentação de cenário. O próprio Kurtz não está nem próximo do que se imaginaria a princípio. Aí está o talento de Joseph Conrad. De uma história aparentemente simples ele consegue gerar suspense e brotar em você a curiosidade.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;Atingira-me até o último fio de cabelo a idéia de que perdera o inestimável privilégio de ouvir o talentoso Kurtz. Evidentemente, estava enganado, O privilégio esperava-me, Oh, sim, ouvi mais que o suficiente,, E também estava certo. Uma voz. Ele era um pouco mais que uma voz.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Companhia para o qual Marlow trabalha é uma das especializadas em explorar as riquezas da África e tornar seus habitantes em escravos co, a desculpa de trazer o progresso para aquelas terras pré-históricas. Os negros eram maltratados, massacrados, vistos como seres inferiores, incapazes de se desenvolver por si só e que precisavam ser treinados como cãezinhos para conseguir realizar uma tarefa direito. Não havia definição para eles a não ser selvagens, criminosos, rebeldes, inúteis e inimigos. O Coração das Trevas demonstra como o colonialismo na África, tema tão caro a Joseph Conrad, não passava de uma pilhagem generalizada, com o único intuito de lucrar. Isso não era nem um pouco novo. O mesmo já havia sido feito na América. Mas na África todos os limites foram ultrapassados. A “missão civilizadora”, como era chamada, deixou uma herança de fome, destruição, miséria, divisões tribais e estagnação econômica entre os povos africanos, que até hoje sofrem as conseqüências da dominação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/joseph-conrad-heart-of-darkness-154x2101.jpg"&gt;&lt;img class=" wp-image-2517 alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/joseph-conrad-heart-of-darkness-154x2101.jpg" alt="" width="205" height="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;Um leve clangor às minhas costas fez-me virar a cabeça. Seis negros adiantavam-se em fila, mourejando  na trilha. Caminhavam eretos e devagar, as cabeças cobertas de terra, e o clangor acompanhava suas  passadas. Traziam trapos negros em torno das virilhas, e as curtas pontas atrás balançavam de um lado  para o outro, como caudas. Eu via cada costela, as juntas dos membros pareciam nós numa corda, cada  um tinha uma argola de ferro em torno do pescoço, e todos estavam ligados por uma corrente cujos elos  balançavam entre eles, naquele ritmado clangor. Aqueles homens, por mais que se forçasse a imaginação,  não podiam ser chamados de inimigos. Chamavam-nos de criminosos, e a lei ofendida, como as granadas  que explodiam, caíram sobre eles como um mistério insolúvel, que vinha do mar. Todos aqueles magros  peitos arquejavam juntos, as narinas violentamente dilatadas, os olhos miravam pétreos morro acima.  Passaram a um palmo de mim sem um olhar, com aquela completa e mortal indiferença dos selvagens  infelizes.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A forma como Conrad descreve os ambientes por onde Marlow é fantástica. As florestas, o rio, cada árvore, galho ou folha por qual passam parece ter vontade própria. Parecem se voltar para ele, chamar sua atenção, desafiá-lo, esconder segredos desta e de outras eras, de tempos imemoriais. Preservam os mais primitivos passos da humanidade sobre a Terra e conhecimentos que ficam apenas ocultos em nossas mentes de homens modernos e céticos. Escondem o coração das trevas. Vivo. Pulsante. Selvagem e belo, como o ser humano em sua essência.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/lush-vegetation-wallpapers_8883_1280x800-1024x640.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2519" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/lush-vegetation-wallpapers_8883_1280x800-1024x640.jpg" alt="" width="738" height="461" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;A água que se alargava fluía através de um enxame de ilhas cobertas de mato, perdia-se naquele rio, como se perderia num deserto, e durante todo o dia&lt;/em&gt; &lt;em&gt;batíamos contra baixio, tentando encontrar o canal, até julgarmo-nos enfeitiçados e isolados de tudo que conhecêramos outrora- em alguma parte- distante- numa outra distância, talvez. Havia momentos em que nosso passado nos voltava, como acontece às vezes quando se tem um instante de folga para si mesmo, mas vinha sob a forma de um sonho agitado e ruidoso, lembrado com a admiração em meio às esmagadoras realidades daquele estranho mundo de plantas, e água, e silêncio. E aquela quietude de vida não se assemelhava nem um pouco à paz. Era a quietude de uma força inexplicável meditando sobre uma ação inescrutável. Olhava-nos com um ar vingativo.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;Coisa esquisita é a vida &amp;#8211; esse misterioso arranjo de lógica cruel para um objetivo fútil.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já as descrições dos personagens, fora a de Kurtz, não são tão elaboradas. Cada personagem fala melhor por suas ações e palavras do o que Marlow nos conta sobre eles. Muitas vezes ele mal se dá ao trabalho de dizer os nomes deles. E quanto menor a posição social, menos é dito. Os negros, na posição mais baixa de todas naquele ambiente, geralmente são apresentados em grupos e não por indivíduos, como que para evidenciar ainda mais a desumanização sofrida por estes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/apocalypse_now-mud31.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2522" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/apocalypse_now-mud31.jpg" alt="" width="500" height="294" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um livro tão complexo e famoso quanto O Coração das Trevas não ficaria muito tempo longe das telas de cinema. Após duas tentativas fracassadas (a primeira por Orson Welles) Francis Ford Coppola lançou Apocalipse Now, considerado hoje um dos melhores filmes da história. Não é muito difícil compreender porque tanta gente prefere o filme ao livro. Sua linguagem é difícil, a maioria das pessoas vai precisar de um bom dicionário para não se perder na leitura. E, embora tenha apenas cem páginas, um número ínfimo se comparado ao de muitos clássicos, o desenvolvimento é lento, calmo. Faz parecer que é mais longo do que aparenta. Joseph Conrad passa toda a monotonia de passar meses no mar, sem muito mais a fazer se não admirar a paisagem. Tanto que tenho minhas dúvidas se a juventude hiperativa de hoje conseguiria aproveitar todas as nuances da história. Mas para os que já têm costume com esse tipo de livro e mergulhar em seu enredo a experiência será enriquecedora.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A mistura de talento e as experiências de quem sentiu na pele a vida de marinheiro gerou não um romance, pura e simplesmente. E sim uma viagem única, diferente para cada pessoa, onde cada um, ao navegar em suas páginas, tira suas próprias conclusões.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://el2.me/fGCB"&gt;&lt;img class=" wp-image-2512 alignleft" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/18358_4.jpg" alt="" width="180" height="240" /&gt;&lt;/a&gt;Autor: Joseph Conrad&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Editora: L&amp;amp;PM&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Páginas: 148&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Nota: 7,5&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://el2.me/fGCB" target="_blank"&gt;Compre agora O Coração das Trevas!&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://mobground.net"&gt;Mob Ground&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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		<author>
			<name>Felipe Storino</name>
					</author>
		<title type="html"><![CDATA[O Sherlock Holmes do século XXI]]></title>
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		<updated>2012-05-17T17:41:09Z</updated>
		<published>2012-05-17T12:00:23Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Séries" /><category scheme="http://mobground.net" term="Benedict Cumberbatch" /><category scheme="http://mobground.net" term="Martin Freeman" /><category scheme="http://mobground.net" term="Moryarty" /><category scheme="http://mobground.net" term="Sherlock" /><category scheme="http://mobground.net" term="Sherlock Holmes" /><category scheme="http://mobground.net" term="Watson" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/felipestorino/">Felipe Storino</a></p><p>Compre a série em Bluray ou Dvd!  Quem já assistiu a pelo menos uma série de mistério padrão da tv norte-americana, sabe que elas seguem certas regras. A maioria possui entre 22 e 24 episódios, dos quais apenas uns quatro ou cinco realmente importam para fazer a trama principal andar. O resto são os chamados monstros da semana, que não </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/o-sherlock-holmes-do-seculo-xxi/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=o-sherlock-holmes-do-seculo-xxi">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/felipestorino/"&gt;Felipe Storino&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/mob-sherlockbbc.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2482" title="mob-sherlockbbc" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/mob-sherlockbbc.jpg" alt="" width="680" height="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Compre a série em &lt;a href="http://el2.me/frM7" target="_blank"&gt;Bluray&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://el2.me/frNi" target="_blank"&gt;Dvd&lt;/a&gt;! &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quem já assistiu a pelo menos uma série de mistério padrão da tv norte-americana, sabe que elas seguem certas regras. A maioria possui entre 22 e 24 episódios, dos quais apenas uns quatro ou cinco realmente importam para fazer a trama principal andar. O resto são os chamados monstros da semana, que não fariam diferença nenhuma se estivessem ali ou não. Felizmente, o mercado britânico de séries não segue esse padrão e acaba criando coisas fantásticas, como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sherlock&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, uma das melhores séries que surgiram nos últimos anos e que é o assunto deste texto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Definitivamente, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sherlock&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não segue nenhum dos padrões estabelecidos pela tv americana. A primeira e segunda temporadas possuem apenas três episódios cada uma, com duração de uma hora e meia, ao contrário dos seriados de 40 minutos americanos. São praticamente três telefilmes que juntos formam uma história maior. O maior atrativo da série, porém, é trazer a grande criação de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Arthur Conan Doyle&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; para os dias atuais. E os criadores e roteiristas da atração fazem isso com uma competência incrível, mostrando como um detetive do nível de Sherlock Holmes usaria toda a tecnologia que temos disponível atualmente, como a internet e os smartphones. A série ainda apresenta sacadas geniais, conseguindo até mesmo encaixar o clássico chapéu de Holmes nesse contexto moderno, de modo que não pareça forçado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando começamos a assistir ao seriado fica até um pouco difícil acompanhar todas as informações que são jogadas na nossa cara. Holmes fala sempre com extrema velocidade quando faz suas explicações sobre dedução, enquanto vão pipocando na tela várias coisas escritas para mostrar graficamente o que o detetive está falando. E para nós brasileiros ainda existem as legendas para serem acompanhadas. Mas caso se sinta perdido e ache que não está conseguindo entender nada, não se preocupe, pois isso faz parte da série já que o dr. Watson passa metade do tempo sem entender nada do que seu grande amigo explica. Não demora para que o expectador se acostume com o ritmo da série e comece a se empolgar com cada mistério solucionado pelos dois parceiros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;img class="aligncenter" src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_lqqvwlI16Q1qap6j5o1_500.gif" alt="" width="663" height="395" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O ritmo de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sherlock&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é frenético, sempre com mistérios que precisam ser resolvidos com urgência, afinal, a polícia só pede a ajuda de Holmes quando está realmente desesperada. Quando o detetive consegue solucionar uma pista, logo surgem outros tantos mistérios que fazem com que a dupla de investigadores não pare nunca. E o melhor é que, apesar de parecerem casos isolados, ao final de cada temporada percebemos que cada coisa investigada por Sherlock ao longo dos três episódios fazia parte de uma trama maior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Além disso, a amizade entre Holmes e Watson é muito bem trabalhada, com o médico sempre desconfiando das excentricidades de Holmes. E quando achamos que a amizade dos dois já está bem estabelecida, os roteiristas surgem com alguma coisa que nos faz desconfiar de que algo não está certo. E falando na amizade dos dois, é extremamente engraçado quando aparece algum personagem achando que eles são um casal gay. No começo, Watson se mostra bastante irritado (enquanto Sherlock não está nem aí), mas não demora para que ele não dê a mínima para os comentários, colocando a amizade dos dois acima de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Claro que uma boa ideia como essa série não seria nada sem um bom elenco. E talento é o que não falta entre os atores. &lt;strong&gt;Benedict Cumberbatch&lt;/strong&gt; dá um show como Sherlock Holmes, sendo extremamente carismático, mesmo que o personagem seja muito mais antipático do que sua versão protagonizada por Robert Downey Jr &lt;del&gt;Stark&lt;/del&gt;. Aqui ele é apresentado como uma pessoa muito perturbada e que fica sem saber o que fazer para passar o tempo quando não está trabalhando em algum caso, chegando a praticar tiro ao alvo nas paredes do próprio apartamento. Através das esquisitices de Holmes podemos acompanhar também a evolução da amizade entre ele e Watson, já que no começo o médico estranha tudo e com o passar do tempo já nem se importa de encontrar cadáveres na mesa da cozinha, por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/Martin-Freeman.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2502" title="Martin Freeman" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/Martin-Freeman.jpg" alt="" width="640" height="360" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para interpretar o médico John Watson, foi chamado o ator &lt;strong&gt;Martin Freeman&lt;/strong&gt; (que será Bilbo Bolseiro em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Hobbit&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), que é excelente em ser o total oposto de Sherlock Holmes, sempre colocando as emoções acima da lógica fria do companheiro. O ator é competente em mostrar toda a preocupação que Watson sente quando Holmes está em alguma encrenca, mesmo que continue com uma expressão aparentemente tranquila. Outro aspecto interessante do personagem é que ele mantém um blog onde conta todos os casos nos quais trabalhou com Sherlock, sempre criando nomes mirabolantes e chamativos para os mesmos, o que irrita o amigo. Na verdade, Holmes fica com um pouco de ciúmes do recém criado blog fazer mais sucesso do que seu site sobre dedução que existe há mais tempo, mas ele nunca admite isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;img class="alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="O Insano Jim Moriarty" src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_ly0h2jg2BZ1r9pkumo1_500.gif" alt="" width="273" height="314" /&gt;E quando achamos que não tem como melhorar, eis que ainda na primeira temporada surge Jim Moriarty, interpretado brilhantemente pelo ator &lt;strong&gt;Andrew Scott&lt;/strong&gt;. Infelizmente, é impossível falar dos melhores momentos do maior rival de Sherlock Holmes na série sem dar algum tipo de spoiler. Como não quero estragar as surpresas para quem ainda não assistiu, basta dizer que os encontros entre os dois adversários reservam momentos realmente épicos, com Moriarty mostrando toda sua genialidade e loucura. Na verdade, o surgimento do personagem nos faz questionar até que ponto Sherlock Holmes é realmente são.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Obviamente que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sherlock&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não ignora a mitologia do personagem nos livros e conta ainda com participações de outros personagens que fazem parte dos contos de Arthur Conan Doyle, como Mycroft Holmes, o inspetor Lestrade e Irene Adler. Todos com participações extremamente importantes na história, mesmo que em um primeiro momento pareça que eles são apenas pequenos coadjuvantes. Como eu comentei mais acima, os roteiristas são muito bons e todas as histórias são muito bem amarradas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/sherlock.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2492" title="sherlock" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/sherlock.jpg" alt="" width="668" height="445" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para os fãs de Sherlock Holmes ou de séries de mistérios, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sherlock&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é indispensável. Além de colocar o detetive no século XXI, o seriado traz personagens muito mais interessantes do que os apresentados nos filmes estrelados por Robert Downey Jr. São apenas seis episódios que podem ser encontrados facilmente na internet e que te prendem do início ao fim. E caso você seja um colecionador (como é o meu caso), o blu-ray da série foi lançado oficialmente no Brasil. Corra para assistir esta excelente série antes que a versão americana – chamada Elementary – seja lançada, &lt;a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=411792462184610&amp;amp;set=a.241840705846454.63944.100000615796504&amp;amp;type=1&amp;amp;theater" target="_blank"&gt;com Lucy Liu no papel do Watson&lt;/a&gt;. Não, eu não estou brincando, os americanos transformaram Watson em uma mulher.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Compre a série em &lt;a href="http://el2.me/frM7" target="_blank"&gt;Bluray&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://el2.me/frNi" target="_blank"&gt;Dvd&lt;/a&gt;! &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
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		<author>
			<name>Filipe Siqueira</name>
					</author>
		<title type="html"><![CDATA[Trilogia do Anel &#8211; Versão Estendida [Arquivo-NSN]]]></title>
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		<updated>2012-05-17T17:50:51Z</updated>
		<published>2012-05-16T12:00:56Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Arquivo" /><category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Filmes" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Nerds Somos Nozes" /><category scheme="http://mobground.net" term="Lord of the Rings" /><category scheme="http://mobground.net" term="O Semhor dos Anéis estendido" /><category scheme="http://mobground.net" term="Peter Jackson" /><category scheme="http://mobground.net" term="Senhor dos Aneis" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/vozdoalem/">Filipe Siqueira</a></p><p>[ARTE DA VITRINE]: Thiago Chaves (@chavespapel) O Senhor dos Aneis, como trilogia, é para mim a maior obra cinematográfica já feita. Ponto. Não só no quesito financeiro &#8211; a trilogia fez mais de dois bilhões somente em bilheterias &#8211; mas também no quesito qualidade. Não é aquele típico filme com atores berrando e fazendo caras de raiva pra deixar todo </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/trilogia-do-anel-versao-estendida-arquivo-nsn/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=trilogia-do-anel-versao-estendida-arquivo-nsn">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/vozdoalem/"&gt;Filipe Siqueira&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/arquivo-NSN-LodR_estendido.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2423" title="arquivo-NSN-LodR_estendido" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/arquivo-NSN-LodR_estendido.jpg" alt="" width="700" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[ARTE DA VITRINE]:&lt;/strong&gt; Thiago Chaves&lt;/em&gt; (&lt;a href="http://twitter.com/#%21/chavespapel" target="_blank"&gt;@chavespapel&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O Senhor dos Aneis&lt;/strong&gt;, como trilogia, é para mim a maior obra cinematográfica já feita. Ponto. Não só no quesito financeiro &amp;#8211; a trilogia fez mais de dois bilhões somente em bilheterias &amp;#8211; mas também no quesito qualidade. Não é aquele típico filme com atores berrando e fazendo caras de raiva pra deixar todo o mundo chorando. Ou um épico com o olho gordo no Oscar, como alguns filmes inchados no estilo Martin Scorcese (ele é um dos meus diretores favoritos, mas é difícil perdoar coisas como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gangues de Nova York&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Aviador… &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;coisa que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os Infiltrados&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; faz tranquilamente). &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não é nada disso, embora seu último capítulo seja um dos recordistas de Oscar &amp;#8211; onze, junto com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Titanic&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ben-Hur&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &amp;#8211; e tenha feito toda uma geração chorar copiosamente. A Trilogia é simplesmente a adaptação da obra literária máxima de J. R. R Tolkien, feita por mãos de gente que entende e possui dedicação draconiana e quase cega.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Foram 10 anos entre pré-produção &amp;#8211; o que incluiu plantar diversas árvores que comporiam os cenários do filme &amp;#8211; a seleção da maior equipe técnica já reunida na história do cinema (2.400 pessoas), escolha do elenco (não por acaso, mesclando desconhecidos com nomes tarimbados), gravações (que contou com quatro unidades de direção), edição, gravações de apoio, lançamentos e todas essas coisas obrigatórias para transformar o filme num sucesso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nesse meio tempo, Peter Jackson, o tal cara que entende e diretor da monumental apresentação (que deve ter uma lábia das melhores, afinal, convenceu um estúdio a desembolsar 300 milhões na mais arriscada adaptação da história, o que não é uma das coisas mais fáceis), perdeu pai e mãe; atores do elenco atingiram a maioridade, mulheres da equipe técnica deram a luz, e uma pá de cenários gigantescos foram montados e desmontados… tudo na Nova Zelândia, que deu certas isenções ao povo da &lt;strong&gt;New Line&lt;/strong&gt; (os produtores da Trilogia), mas lucrou biliordariamente com turismo e exposição constante por parte da produção, que sempre enfatizava de que TODAS as gravações eram feitas no país, não por acaso terra natal de Jackson.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas nada disso contaria se o resultado não fosse o esplendor que foi. Elenco e efeitos especiais, que, quando mal empregados, são como um Calcanhar-de-Aquiles do filme, aqui só aumentaram a beleza da obra-prima. Muitos apontam a obra como apenas correta, alegando não ter nada de especial, diferente, revolucionário… é só mais um épico. Talvez aí esteja uma das qualidades dela: justamente ser tão monumental e bem contada, que nem se leva em conta que existe coisa parecida por aí. Parecida, Eu disse, pois não chega nem perto de ser igual.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh3.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIFvsV66_I/AAAAAAAAI3o/NxG4n2IbIOs/rdrve02-04%5B2%5D.jpg?imgmax=800" alt="rdrve02-04" width="520" height="221" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Perfeição às escondidas…&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando terminei de assistir o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Retorno do Rei&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, em um cinema, e em pleno Natal de 2003 &amp;#8211; o que não impediu que milhares de fãs esquecessem de ceia e essas reuniões de família que todos estão cansados de participar &amp;#8211; fiquei com a típica sensação de não querer ver um filme tão cedo. Dessa vez não tinha mais a expectativa de ter que esperar um ano para acompanhar mais um capítulo do desenrolar da saga de Frodo, Aragorn, Gandalf &amp;amp; cia, pois simplesmente havia acabado. É como um misto de alegria extrema por ter assistido no cinema ao &lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt; da sua geração, com tristeza, por ter a certeza que não vai ver algo com tanta qualidade em pouco tempo. E o sentimento só se amplificou com a falha épica que havia sido &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Matrix Revolutions&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pouco mais de um mês antes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas uma surpresa estava na manga da &lt;strong&gt;New Line&lt;/strong&gt;, o que só tomei conhecimento um mês após ter assistido ao &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Retorno do Rei&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: existiam versões estendidas de cada filme, que acrescentam cerca de 40 minutos em cada filme. Mesmo sabendo disso tardiamente &amp;#8211; nos EUA as versões de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Sociedade do Anel&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;As Duas Torres&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; já eram sucessos absolutos de vendas &amp;#8211; veio aquele pensamento de adquirir tudo o mais rápido possível. E claro, como vocês devem saber, as caixas com as versões estendidas jamais chegaram ao nosso país, e se tornaram tão lendárias quanto o Um Anel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os fãs devem se perguntar o porquê de tamanho pecado, já que nosso mercado de DVDs &lt;span style="text-decoration: line-through;"&gt;era&lt;/span&gt; é bastante forte e um produto assim venderia igual água. O motivo é um só: falta de visão da distribuidora dos produtos &lt;strong&gt;Warner&lt;/strong&gt; no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Logo que Peter Jackson terminou a montagem da versão estendida, a &lt;strong&gt;New Line&lt;/strong&gt; ofereceu mundialmente a uma pá de produtoras a oportunidade de lançar o produto em seu país. Como era uma marca forte e com estima de vendagem altíssima, algumas imposições foram feitas: a) todo o processo de legendagem, tanto do filme quanto dos extras deveria ser feito nos EUA, b) TODOS os extras teriam legenda, e c) um número mínimo de cópias deveria ser prensado no ato da assinatura do contrato (dizem alguns que era um número alto, tudo para evitar prejuízos).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O povo do Brasil preferiu não arriscar e tocou o barco. Mas a dor de barriga logo chegou quando &lt;em&gt;&lt;strong&gt;As Duas Torres&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; estreou nos cinemas e teve uma bilheteria estrondosa. Somando ao fato da versão estendida na época estar fazendo um sucesso absurdo em outros países &amp;#8211; ao todo a &lt;strong&gt;Warner&lt;/strong&gt; ganhou de lucro com essas versões, cerca de 400 milhões &amp;#8211; a &lt;strong&gt;Warner&lt;/strong&gt; tupiniquim viu que era hora de admitir o erro e trazer o produto para o Brasil. Mas aí o caldo estava derramado, pois para fazer uma caixa para o Brasil, a &lt;strong&gt;New Line&lt;/strong&gt; precisaria recontratar uma equipe de legendagem que, antes estava pronta para trabalhar, além de chamar uma outra para aprontar a versão de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;As Duas Torres&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ao mesmo tempo. Fora que, como o produto já era um sucesso, o valor do contrato subiria… ou dobraria, para ser mais exato.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No fim das contas, não rolou, e os funcionários que foram a favor de não trazer o produto para o Brasil, foram posteriormente demitidos. Nos EUA já existem outras versões, como uma caixa ultraluxuosa com a versão de cinema e a versão estendida juntas. Mas… esqueçam o Brasil. No momento não existe qualquer plano ou projeto de trazer as caixas para cá, e Eu pude comprovar isso ligando e fazendo uma rápida entrevista com um funcionário da &lt;strong&gt;Warner Home Entertaiment Brasil&lt;/strong&gt;, que preferiu não ser identificado. Caso você seja uma pessoa esperançosa, reze para que em 2011, com o lançamento do primeiro filme &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Hobbit&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a &lt;strong&gt;Warner&lt;/strong&gt; criar um pouco de juízo e lançar as tão faladas caixas. É só não fazer igual George Lucas e lançar sucessivos packs diferentes, que ficamos agradecidos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_2417" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"&gt;&lt;a href="http://el2.me/frPw"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-2417" title="O+Senhor+dos+Aneis_+A+Trilogia+Completa+Versao+Estendida" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/O+Senhor+dos+Aneis_+A+Trilogia+Completa+Versao+Estendida.jpg" alt="" width="500" height="352" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Compre o Senhor dos Anéis Versão Estendida JÁ!!!!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Enfim, a Maratona!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mesmo não tendo as versões estendidas da forma que gostaríamos (em embalagens originais e recheadas com os documentários gigantescos), eis que decidimos (Eu e o Voz do Além… já que os outros do &lt;a href="http://www.nerdssomosnozes.blogspot.com.br/2007/08/somos-nozes.html" target="_blank"&gt;Clã NSN&lt;/a&gt; não toparam assistir a Trilogia novamente da forma insana que propus, ainda mais com uma metragem tão violenta e extensa) que já havia passado da hora de vermos o que nos reservava as tais cenas extras. Pensei até em comprar no Mercado Livre uma versão com legendas em inglês e espanhol, mas abandonei a idéia rapidamente, já que não queria investir 300 reais num produto que sei que quase não teria valor de revenda, e que logo seria substituído por uma versão nacional, caso ela seja lançada &lt;em&gt;daqui a muito, muito tempo&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pois então fizemos o que qualquer nerd faria: recorremos a nossa segunda mãe, a internet. Dois dias de trabalho do µTorrent e a Trilogia estava no meu HD, com seus gloriosos quase 7 GBs. Depois foi só esperar o primeiro feriado &amp;#8211; 7 de setembro &amp;#8211; e assistir tudo, investindo 12 horas da nossa vida na maior e melhor experiência cinematográfica que um nerd pode ter.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Assistir &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é como reencontrar amigos distantes. Para quem foi a um cinema ver os filme nas suas datas de lançamento ou algum tempo depois, provavelmente colocou discussão dos detalhes do filme e do destino dos personagens como pauta de discussões com amigos cinéfilos. E as versões estendidas conseguem uma proeza dupla: tornar os filmes melhores, mas sem deixar você achando que foi enganado com as versões oficiais, de cinema. As partes extras não estavam lá por um único motivo: a exigência comercial sacrossanta de que filmes rentáveis devem ter no máximo três horas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No início &amp;#8211; mais precisamente durante metade de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Sociedade do Anel&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &amp;#8211; se fica com aquela vontade única de ficar caçando as tais cenas extras (ao menos foi meu caso). Esforço em vão, já que tudo faz parte de um conjunto mais belo. O serviço de fazer uma versão perfeita da adaptação de um dos mais importantes livros do século passado (não sou só Eu que digo) não fica apenas no ato de inserir cenas no meio do filme, mas de remontar parte dele, afinal, cenas extras geralmente mudam a história e o sentido de determinado momento, e é preciso manter a coesão geral do filme intacta. Então, não espere apenas cenas grandes e importantes entre as extras, mas também momentos menores, quase escondidos, inseridos no filme.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/A-Sociedade-do-Anel.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2421" title="A Sociedade do Anel" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/A-Sociedade-do-Anel.jpg" alt="" width="500" height="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;A Sociedade do Anel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Os realmente fanáticos pela mitologia tolkieniana (como um amigo meio maluco que tenho, que vive me chamando pra integrar a Sociedade Tolkien) sempre dizem que, em matéria de fidelidade ao material original, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Sociedade do Anel&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é o melhor dos três filmes, e as cenas extras meio que dizem isso. Mesmo com seus 208 minutos &amp;#8211; meia hora a mais que o original &amp;#8211; a sensação que se tem é que não houveram grandes inserções. A cena extra mais marcante é o ultra comentado momento dos presentes dos elfos, que teria ecos até mesmo na ocasião mais tensa da jornada de Frodo e Sam: a batalha contra Laracna. A luta mágica de Gandalf contra Saruman também é ampliada, e tem momentos que devem ter cortado o coração de Peter Jackson ao deixa-los de fora do filme. Os elfos também tiveram um papel aumentado aqui, com a parada em Lothlórien tendo um significado mais amplo (fora alguns belos &lt;em&gt;travellings&lt;/em&gt;) do que simplesmente &lt;em&gt;uma parada para obter paz&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Além dessas situações, a versão estendida faz literalmente o que o nome diz: estende a jornada da Sociedade do Anel. Você se cansa com eles, passa a ter uma melhor compreensão do passar do tempo, e do desgaste da caminhada. As cenas lacrimejantes também continuam por lá, como a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=eskQPg_dQjU" target="_blank"&gt;queda iniciatória de Gandalf&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Dd0MF_qkyMw" target="_blank"&gt;morte de Boromir&lt;/a&gt;, violentamente flechado por um Uruk-Hai, e a consequente separação de toda a Sociedade! Em essência o filme ainda arranca excelentes atuações de seu elenco, com destaque para o melhor personagem da saga, Gandalf (Ian McKellen) e Aragorn, interpretado por Viggo Mortensen.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os momentos aterrorizantes nas Minas Moria são de deixar qualquer ser vivo com o queixo no chão, e as versões estendidas só ampliam isso. Não há qualquer grande inserção aqui, mas sim a inclusão de pequenas cenas de ligação, principalmente na batalha contra o Troll, que fica (ainda) mais tensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh6.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIFyO1HEMI/AAAAAAAAI30/a-ogVcCsWhE/fotr_11_hd_small%5B9%5D.jpg?imgmax=800" alt="fotr_11_hd_small" width="480" height="196" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh6.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIFy7WAmCI/AAAAAAAAI34/tXORmMiOMSE/The_Lord_Of_The_Rings_The_Two_Towers_Extended_Edition_720p_HDTV_x264_mkv_004903857%5B3%5D.jpg?imgmax=800" alt="The_Lord_Of_The_Rings_The_Two_Towers_Extended_Edition_720p_HDTV_x264_mkv_004903857" width="480" height="198" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A técnica também é linda. O fato de Peter Jackson não ser &amp;#8211; ao menos até o momento em que toparam deixar 300 milhões de verdinhas nas mãos dele &amp;#8211; um diretor &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt;, deve ter ajudado na não utilização em excesso de efeitos digitais de última geração. Vários dos cenários, incluindo o belo e bucólico Condado, foram construídos pelas diversas equipes de design de produção da obra… mesmo que algumas fossem usadas por apenas um mês. Desde o início da produção o diretor afirmou que as interpretações ficariam à frente dos efeitos, e por esse motivo não contratou a &lt;strong&gt;Industrial Light &amp;amp; Magic&lt;/strong&gt;, de George Lucas, que ficou visivelmente irritado com a entrada da &lt;strong&gt;Weta&lt;/strong&gt;, que pertence ao próprio Jackson, como responsável para fazer os efeitos visuais da Trilogia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O final, mesmo sem cenas extras, continua impactante, mesmo para quem já viu algumas dezenas de vezes, continua com todo o seu impacto, ainda que trágico ao extremo. Junto com a visão de Frodo e Sam das terras de Mordor nos segundos finais, vem o pensamento: &lt;em&gt;por que adaptações não podem ser sempre assim? Com respeito religioso ao material original, mas com a preocupação de transpo-lo corretamente para o cinema?! &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/As-Duas-Torres.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2419" title="Generic Image" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/As-Duas-Torres.jpg" alt="" width="500" height="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;As Duas Torres&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" align="justify"&gt;A essa altura do campeonato já tínhamos desconectado o mouse e o teclado do PC, e deixamos somente os filmes rolando, sem interrupções. Aproveitamos e buscamos mais alguns pães  com geléia de não lembro o que &amp;#8211; que era só o que tinha pronto na minha casa. Ao ouvir as palavras proferidas por Gandalf para se identificar frente ao imenso Balrog de Moria, momentos antes da câmera guiada pelo excelente diretor de fotografia Andrew Lesnie, logo lembrei da primeira vez que havia visto a cena. Na época ainda estava no segundo grau, e acabava por ficar aulas de Biologia inteiras discutindo sobre a natureza do filme com o Sherman. E ver durante uma maratona meio louca dessas, foi como realmente assistir pela primeira vez. Na verdade, toda a Trilogia evoca esse sentimento de eterna descoberta. Sempre surgem informações e detalhes novos para tornar ainda mais rica experiência de assistir aos Três Filmes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;De todos os três, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;As Duas Torres&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é o que melhor sai da experiência de ganhar uma Versão Definitiva. Não é o melhor de todos, posto ocupado pelo superlativo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Retorno do Rei&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, mas sua versão estendida melhora em 50% o resultado, mesmo aos olhos dos fanáticos de lupa, que finalmente viram surgir detalhes muito interessantes, como o momento em que Aragorn revela sua idade, 87 anos, para a surpresa de uma das mulheres que o amam, Eówyn.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;São 44 minutos que muito bem fizeram ao filme… além de paradoxalmente o tornarem mais rápido e mais bem amarrado. Se com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Sociedade do Anel&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a sensação era de cansaço e fadiga, graças à jornada desgastante presente no filme, aqui a finalidade é basicamente outra: elevar tudo para um nível grandioso… e aumentar o ritmo da trama.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh3.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIF1mFSIiI/AAAAAAAAI4A/OISm5uA_ml4/EDuawv%5B2%5D.png?imgmax=800" alt="EDuawv" width="520" height="209" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh3.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIF2ZwnjKI/AAAAAAAAI4E/Ok9isrmcvMM/The_Lord_Of_The_Rings_The_Two_Towers_Extended_Edition_720p_HDTV_x264_mkv_001157114%5B5%5D.jpg?imgmax=800" alt="The_Lord_Of_The_Rings_The_Two_Towers_Extended_Edition_720p_HDTV_x264_mkv_001157114" width="520" height="214" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para início de conversa, temos agora três linhas narrativas. Em uma Frodo e Sam (desculpem os fãs deles, mas essa é a mais chata), que encontram Gollum, o eterno escravo do Anel e para muitos o personagem principal da Trilogia, e alguns caminhos perigosos para chegar a terra de Sauron. Na outra linha, Aragorn, Legolas e Gimli partem para caçar orcs e libertar Merry e Pippin das mãos deles, que conseguem fugir e vão para Fangorn, a velha floresta dos Ents, e formam a terceira linha narrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com certeza o que de melhor aconteceu foi um maior destaque aos Ents, e Barbávore, um dos meus personagens preferidos. Foi inclusa a cena em que Merry e Pippin ganham altura após beberem a entágua (água especial dos ents), além de exclamarem expressões na linguagem das árvores. A sequência é hilária, assim como quase toda a passagem dos dois hobbits entre os seres da floresta.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outra cena extra das maiores que logo vai ser notada, é um belo flashback com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NqXl5ebNeqA" target="_blank"&gt;Boromir, Faramir e Denethor&lt;/a&gt; (além do momento em que Faramir encontra seu irmão boiando no rio, o que explica como Denethor sabe da morte de seu filho), o regente caduco de Gondor. É bela, e tira aquele ranço que a versão de cinema deixou pra cima do heróico Boromir &amp;#8211; que ficou lembrado como &lt;em&gt;o cara que tentou roubar o anel de Frodo&lt;/em&gt; -, além de explicar melhor as motivações e as nuances psicológicas do seu irmão. O mais impressionante é como esses poucos minutos de flashback conseguem mudar o que você pensa de personagens importantes no decorrer de uma saga gigante… tudo fruto do trabalho admirável de Peter Jackson e toda a sua equipe.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A megalomaníaca Batalha do Abismo de Helm fica simplesmente insuperável com as poucas adições de cenas extras aqui. OK, fica insuperável por algumas horas, já que a Batalha dos Campos do Pelennor, em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Retorno do Rei,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não demoraria a chegar, mas com certeza ela vai encher seus olhos por semanas. Somente essa batalha é melhor que filmes inteiros. Na verdade, um séquito de diretores dariam um braço, 10 rolos de filme e duas câmeras novinhas da Panavision para ter, em seus filmes, cenas como a da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DOF_iKvZKow" target="_blank"&gt;chegada de Gandalf e os 1.000 Rohirrim&lt;/a&gt;, liderados por Éomer no final da batalha. Ou alguns momentos antes, com a saída de Théoden do Forte da Trombeta, juntamente com Aragorn e uma parte do seu exército (no link anterior… e faça um favor a você mesmo e assista em HQ!). Ou quem sabe o final na batalha,que diferente da versão para cinema, não é anti-climático, e termina com os orcs fugitivos sendo devorados pelos Huorns, árvores enviadas por Barbárvore.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh3.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIF3Z_jeII/AAAAAAAAI4I/RH-2Z5BOwk8/john_noble22%5B6%5D.jpg?imgmax=800" alt="john_noble22" width="480" height="407" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Somente os Ents merecem um filme só deles. A cena em que Barbárvore ruge após ver toda a floresta em torno de Isengard cortada, e a saída de todas as antigas árvores para a batalha contra Saruman, no que ficou conhecido como a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UTFP9QQzEL4" target="_blank"&gt;Última Marcha dos Ents&lt;/a&gt;, é de arrancar rios de lágrimas. Unida a trilha sensacional de Howard Shore, a cena fica como uma das mais climáticas e emocionantes de toda a Trilogia. E olha que de humano só temos dois ali, embora o Barbárvore com feições de John Rhys-Davies atue muito melhor que boa parte dos atores de Hollywood.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se a experiência terminasse por aqui, já seria uma das melhores coisas a qual tinha visto… mas, o melhor ficou para o final, e mesmo com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;As Duas Torres&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; tendo o nível que vocês estão imaginando, o próximo capítulo da saga é algo estratosfericamente bom! Mais uma vez o milagre acontece: a Versão Estendida é muitíssimo superior a do cinema &amp;#8211; principalmente se você é atento a certos detalhes…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/O-Retorno-do-Rei.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2420" title="Generic Image" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/O-Retorno-do-Rei.jpg" alt="" width="500" height="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O Retorno do Rei&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" align="justify"&gt;Já tinham se passado quase oito horas de maratona, e, claro, o cansaço havia chegado. Com ele, as expectativas quanto ao que veríamos de cenas extras no melhor e mais emocionante capítulo da Trilogia, que fecha tudo que ficou em aberto com perfeição, mesmo sem a inclusão de momentos importantes como os Expurgos do Condado (Peter Jackson explicou a contento o porquê de retirar essa parte, afirmando que a idéia desde o princípio era que as batalhas terminassem com a destruição de Sauron! Além, é claro, do fato de Jackson sempre afirmar que não filmaria a cena, por não gostar dela pelo fato de ser anti-climática), estavam nas alturas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A sequência inicial de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Retorno do Rei&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; meio que tenta esconder a explosão de emoções que vem a seguir. Vemos Sméagol, um Grado da Floresta de Lis, pescando com seu primo Déagol. Após seu primo achar o anel no fundo do lago, Sméagol o mata, para logo depois ser banido de sua terra, e obrigado a viver nas profundezas das Montanhas Sombrias.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas se o destino da Terra-Média se encontra nas mãos de Frodo, Sam e Gollum, que transportam o Um Anel, os melhores momentos ficam por conta da batalha que está se desenhando em Minas Tirith, capital do mais importante reino da Terra-Média: Gondor. O próprio reino está enfraquecido, graças à linhagem dos regentes, que assumiram o lugar da nobre descendência de Isildur. Denethor está louco e desconta a morte de Boromir no irmão dele, Faramir.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez Merry e Pippin ganham mais participação e excelentes cenas extras. Eles se aproveitam da destruição de Isengard para fumar as ervas de Saruman e comer a comida dele &amp;#8211; parte disso ocorre ainda em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;As Duas Torres&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; . A chegada de Gandalf, Aragorn, Legolas e Gimli ao local, assim como o destino de Saruman não é mais daquela pobreza e economia da versão de cinema. Ao invés de esconder Saruman, a versão escancara sua morte &amp;#8211; um pouco no estilo &lt;em&gt;fatality&lt;/em&gt;, para ser sincero &amp;#8211; nas mãos de seu ex-fantoche: Grima, que envenenou a mente do rei de Rohan em boa parte de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;As Duas Torres&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Enquanto a morte do velho mago serviu para tapar um buraco grave da versão para o cinema (por mais que tenha falhas, a versão para cinema já merece um 10, tranquilamente), ela serviu para o furor do Voz do Além, que esperava algo um pouco mais icônico, como a Batalha de Beirágua, inserida no capítulo dos Expurgos do Condado no livro. Mas, admitamos mais uma vez: inserir a sequência ia ser um pouco incômoda depois da avalanche climática do fim da Batalha nos Portões Negros e da Coroação de Aragorn… fora a despedida nos Portos Cinzentos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao longo de suas épicas quatro horas e 11 minutos, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Retorno do Rei&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; tem muito, muito mais de cenas novas. A preparação dos Rohirrim para a batalha nos Campos do Pellenor é ampliada, assim como os momentos em que Aragorn, Gimli e Legolas permanecem negociando com o Exército dos Mortos. O próprio encontro dos três com os Corsários do Norte e a tomada dos navios é mostrada ao invés de ficar apenas na mente de quem assiste (vemos até a “morte” de Peter Jackson, que toma uma flechada no peito, como você vê abaixo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh6.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIF5DmLa7I/AAAAAAAAI4Q/dt4I3A9hZ9s/rdrve24-10%5B2%5D.jpg?imgmax=800" alt="rdrve24-10" width="520" height="221" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh6.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIF557g-LI/AAAAAAAAI4U/ozGeQ8bXsH0/rdrve27-02%5B2%5D.jpg?imgmax=800" alt="rdrve27-02" width="520" height="221" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Algumas cenas são ampliadas, como a arrepiante &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=eaZI2799SJc" target="_blank"&gt;chegada dos Rohirrim&lt;/a&gt; na Batalha dos Campos do Pelennor, após um discurso hipnótico de Théoden &amp;#8211; o melhor desde o proferido por Willian Wallace em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Coração Valente &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(antes disso Gandalf enfrenta o Rei Bruxo de Angmar, que destrói seu cajado)&lt;strong&gt;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;A expressão dos uruk-hai amedrontados ante a bravura do exército de Rohan é um dos melhores momentos da longa batalha, assim como a chegada do Exército dos Mortos, que praticamente encerra a ofensiva do exército dos orcs. Basicamente não dá pra se concentrar no que há de novo, ou nos defeitos, já que TUDO em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Retorno do Rei&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é digno de nota (quem esquece a derrubada de um olifante por Legolas, por exemplo?), mesmo que em termos de história e narrativa fique atrás do segundo capítulo, já que esse final é basicamente uma sucessão de cenas de batalhas, costurada pelos momentos derradeiros da jornada de Frodo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Contudo, se você perdeu o fôlego com os campos do Pellenor, prepare-se para mais uma dose de batalha frente aos Portões Negros, no próprio lar de Sauron. Como existem cerca de 10.000 orcs que separam Frodo do local onde ele deve destruir o Anel, Aragorn tem a idéia &lt;em&gt;mezzo&lt;/em&gt; suicida de batalhar contra os gigantescos exércitos de Mordor, para que a destruição possa ser completada. Após a idéia ser aceita pelo grupo, Aragorn segura o Palantír que pertencera a Saruman e encara Sauron, para mostrar Andúril, a espada forjada dos fragmentos de Narsil, a própria que foi usada por Isildur para arrancar o Anel do dedo de Sauron.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na apresentação nos Portões Negros aparece um emissário do próprio Sauron (alguns fãs esperavam o próprio Senhor do Escuro em estado renovado), portando o colete de Mithril que pertencera a Frodo. Mesmo com a tristeza se abatendo sobre todos os integrantes do Exército de Gondor, Aragorn profere a frase-síntese que permeou todas as batalhas até então: &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ig7QzX2TMbE" target="_blank"&gt;Por Frodo!, enquanto corre sozinho&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; rumo a uma infinidade de orcs insanos. A corrida do restante do exército (inclusive Merry, Pippin e Gandalf), os gritos, assim como a batalha a seguir, é como o início do fechamento climático da mais importante obra cinematográfica de todos os tempos, além de ser outra oportunidade que seus olhos aproveitam para serem lubrificados.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh4.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIF6jyjKMI/AAAAAAAAI4Y/0e7RCn2DJJM/rdrve33-13%5B2%5D.jpg?imgmax=800" alt="rdrve33-13" width="520" height="221" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas se tem UM herói nesse capítulo final, ele atende pelo nome de Sam. Se jogar o anel no fogo de Mordor dependesse exclusivamente de Frodo, a Terra-Média estaria perdida. Levado pelas palavras de Gollum, o Portador do Anel acaba por mandar seu amigo de volta para casa, que não desiste, e volta… para encontrar Frodo já devidamente embalado por Laracna. Sam ainda salva o amigo em outra oportunidade, além de ter que assistir a batalha dele e de Gollum pela posse do Um Anel, tudo porque Frodo, na hora H, resolveu que não o destruiria.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Após a queima do Um Anel &amp;#8211; fruto de uma luta louca e primitiva entre Gollum e Frodo &amp;#8211; a destruição de Mordor, e o resgate dos dois hobbits pelas águias guiadas por Gandalf, Peter Jackson dá sinais de que a Saga está caminhando para o seu fim. Muitos reclamam pelos múltiplos finais desse último capítulo, mas o fato é que, quanto mais demorado ele se torna, melhor, afinal eles servem como um momento de descanso e contemplação ao que ocorreu até aqui.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desde a coroação de Aragorn como rei de Gondor &amp;#8211; além do seu casamento, que selou de forma bela seu arrebatador romance com a elfa Arwen -, passando pelas despedidas nos Portos Cinzentos, até o fechamento de tudo onde a narrativa começou, no Condado, o que qualquer um quer é que o filme não acabe, embora o tom ameno e reflexivo, somados às lágrimas que já devem estar rolando, indique o contrário.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O fato é que a grandiosidade do filme &amp;#8211; e dessas Versões Estendidas &amp;#8211; reside nos detalhes, às vezes pequenos como os hobbits, mesmo que todo o resto esteja perfeito!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://lh5.ggpht.com/_NW08z5Og1Oc/SrIF7hFUSLI/AAAAAAAAI4c/Q9vObKiWXBs/isengard%5B3%5D.jpg?imgmax=800" alt="isengard" width="480" height="276" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Independente da forma como você interprete &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &amp;#8211; já vi teorias de que Tolkien quis representar o clima da II Guerra que ele viveu, enquanto outras apontam para diversos conceitos cristãos, com anjos, demônios e tudo o mais &amp;#8211; é óbvio que a obra pode fazer diversos sentidos para cada um, mesmo carregando as múltiplas referências presentes nas teorias que se apresentam por aí.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Têm pessoas que rejeitarão o conceito místico da obra, não se cansado de afirmar que tudo aquilo não existe… outros enfatizarão bruxaria. Para mim é simplesmente a força através da amizade, do perdão, da bravura, do não-abandono dos ideais, de manter firme suas opiniões e posições… enfim, de lutar pelo que se acredita, não se importando que exista um exército de orcs gigantesco querendo lhe devorar lá fora.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Então, mesmo com toda a pirotecnia se sobressaindo &amp;#8211; ainda que o filme tenha atores que simplesmente deixaram de existir e, de fato, viveram os personagens &amp;#8211; os sentimentos que a química e a metafísica do seu corpo liberam após uma sessão da Trilogia são muitíssimo mais importantes. Não estou aqui discutindo se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é a melhor obra da história &amp;#8211; para mim é, e pronto -  mas de como você reage e o que absorve dele.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É impossível não se identificar ao menos com algum personagem que desfila na tela. E se na maior parte os vilões são rasos &amp;#8211; salvo Saruman e Gollum, que não é um vilão no sentido da palavra &amp;#8211; é porque a obra é clássica, feita de heróis, com jornadas épicas e aquelas situações de emocionar. Somente por Peter Jackson, e seu batalhão de integrantes da equipe técnica e elenco, terem conseguido transportar isso para as telas com a qualidade intacta, eles já são dignos de minhas palmas para sempre.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas infelizmente, tudo, mesmo a mais longa das jornadas, termina, e as 12 horas perante um monitor de 17’ &lt;em&gt;widescreen&lt;/em&gt; se acabaram. E misturada com aquele sentimento de &lt;em&gt;perdi a vontade de ser cinéfilo&lt;/em&gt;, típico de quem acaba de ver o filme da sua vida. Mesmo com esse sentimento passando ante a chegada de clássicos do naipe de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Watchmen&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, é fato que creio que não verei algo como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; na minha geração… e as versões estendidas só aumentaram a distância deles frente aos outros grandes filmes. A Trilogia Estendida é simplesmente o motivo para a existência da nota 11 e de que o cinema pode deixar de existir, pois já vi o melhor que se pode extrair dele…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;The Lord of the Rings: Extended Trilogy (Nova Zelândia &amp;amp; EUA, 2002 a 2004)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diretor: Peter Jackson&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Duração (respectivamente): 208 min, 223 min e 251 min&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nota: 11&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://el2.me/frPw" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Compre agora mesmo!!&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://mobground.net"&gt;Mob Ground&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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		<author>
			<name>Beatriz Paz</name>
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		<title type="html"><![CDATA[Megan is missing &#8211; Ficção mais real do que você imagina.]]></title>
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		<updated>2012-05-15T13:09:45Z</updated>
		<published>2012-05-15T13:09:45Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Filmes" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mergan is missing" /><category scheme="http://mobground.net" term="perigo dos bate papos" /><category scheme="http://mobground.net" term="sequestro" /><category scheme="http://mobground.net" term="seu amigo do msn pode não ser quem você pensa que é" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/kuron3ko/">Beatriz Paz</a></p><p>Olá meus queridos leitores da tia! Todo mundo aqui já se aventurou por salas de bate papo quando ainda era uma coisa supimpa, do mesmo jeito que a maioria de vocês tinha a tão irritante internet discada. Nos dias de hoje, fazer amizades via internet é uma coisa completamente normal, temos amigos de outras cidades, outros estados e até de </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/megan-is-missing-ficcao-mais-real-do-que-voce-imagina/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=megan-is-missing-ficcao-mais-real-do-que-voce-imagina">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/kuron3ko/"&gt;Beatriz Paz&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/mob-meganismissing.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2457" title="mob-meganismissing" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/mob-meganismissing.jpg" alt="" width="680" height="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Olá meus queridos leitores da tia!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo aqui já se aventurou por salas de bate papo quando ainda era uma coisa supimpa, do mesmo jeito que a maioria de vocês tinha a tão irritante internet discada. Nos dias de hoje, fazer amizades via internet é uma coisa completamente normal, temos amigos de outras cidades, outros estados e até de outros países.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Conhecer pessoas é uma das finalidades dessa coisa maravilhosa chamada de internet, e por conhecer pessoas eu digo TODO o tipo de pessoa. E isso, as vezes, pode ser fatal. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Megan is missing&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o filme a ser resenhado da vez, é todo sobre chats, adolescentes e predadores.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dirigido por &lt;strong&gt;Michael Goi&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Is always sunny in philadelfia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Mentalist&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Megan Is missing&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é um filme de baixo orçamento, e um recorte resultante de 7 casos reais de meninas que, entre tantas pessoas legais e interessantes para conhecer, acabaram topando com o pior tipo possível: Os predadores sexuais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Casos de pedofilia na internet, infelizmente, são comuns. Várias reportagens a respeito foram feitas e mesmo com as medidas tomadas, &lt;em&gt;pedobears&lt;/em&gt; continuam a aparecer e Megans a sumir. Mas voltemos ao filme, a discussão social/2.0 vem depois.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A película conta a história de duas adolescentes completamente diferentes em personalidade mas que são melhores amigas. Megan tem 14 anos, é bonita, descolada, auto confiante e popular. Amy tem 13 anos, é carinhosa, dócil, gentil, inocente e o patinho feio da dupla por não ser popular. Logo de começo vemos uma “festa” em que Megan leva Amy por ser aniversário da mesma, de ver aquela cena eu fiquei inconformada/chocada/enfurecida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A bebedeira rolava solta, assim como o consumo de drogas (juro por deus que dava pra ver o filtro do cigarro no “baseado” que elas fumavam) e o sexo. Gente, antes que venham com comentários do tipo “Ah, bebida em festa é normal” e blá, blá, blá, quero reforçar uma coisa ESSAS MENINAS TÊM 13/14 ANOS DE IDADE.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A erotização precoce presente nessa geração no filme é uma coisa clara, além de ser alarmante, chocante e absurda. Vocês mesmos provavelmente já viram posts com fotos de meninas de 13/14 anos vestidas e se comportando como se tivessem 18 ou mais anos de idade. Como eu havia comentado na minha resenha do livro “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sex Shop&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, a iniciação sexual das meninas está tão precoce que garotas de 11 anos estão ficando grávidas. Gente na boa, quando eu tinha 14 anos minha maior preocupação era &lt;em&gt;boss Fight&lt;/em&gt;, não perder os animes na tv e anotar o&lt;em&gt; password&lt;/em&gt; num papel o mais rápido o possível.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/Megan-is-Missing-2011-Movie-Image.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2459" title="Megan-is-Missing-2011-Movie-Image" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/Megan-is-Missing-2011-Movie-Image.jpg" alt="" width="640" height="358" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Poucas são as exceções dessa nova geração e colocamos fé em vocês, eu pelo menos coloco. Enfim, Megan acaba conhecendo na internet um skatista chamado Josh e devido ao tratamento que o cara tem com ela, a garota logo se apaixona. Vou só explicar melhor para vocês. Por mais que Megan aja como uma pessoa adulta e confiante, no quesito sexo ela é uma garota fácil. Uma garota que os caras procuram quando estão afim de um boquete ou uma transa sem compromisso, tipo a melhor amiga da Evan Rachel Wood de “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aos treze&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E quando uma menina dessa encontra um cara que a trata como um ser humano e não como uma boneca inflável, lógico que ela vai prestar atenção nesse cara de forma diferente porque ele a respeita e a trata com respeito. Esse comportamento de Megan tem embasamento psicológico, não entrarei em detalhes do porquê ela é assim, seria spoiler e vocês muito bem sabem que relevar pontos importantes vai contra as minhas políticas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No outro lado da balança temos Amy, ela é uma menina estudiosa e que tem um relacionamento sólido e carinhoso com sua família. Ela representa a parte pura da dupla, enquanto Megan foi “corrompida” pelo mundo do sexo, drogas e bebida (Digo isso de forma negativa porque simplesmente 14/13 anos NÃO é a idade certa para sair transando e enchendo a cara pela noite), Amy não, tanto que quando vai a festa com Megan passa mal depois de ter bebido somente uma cerveja.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depois de um tempo conversando e flertando, Josh pede para conhecer Megan pessoalmente e é ai que a coisa fica séria. A garota sai de casa e não volta mais. Ai começa o escarcéu, polícia, imprensa e todo mundo sai numa busca atrás da menina. Amy também fica preocupada com a única amiga que tinha na escola toda e isso também, por mais nobre, acaba tendo consequências nada legais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que me chamou a atenção nessa sequência de conversas foi o fato de que Megan, por mais que se considerasse esperta e madura, não achou estranho o fato de Josh nunca ter ligado sua webcam. E, quando o garoto lhe responde que é porque a mesma esta com defeito, deixa o fato para lá acreditando nele. Ou seja, somente ela se expõe e somente ela se deixa ser vista e é ai que mora o perigo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora vamos para a parte técnica. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Megan is missing&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; foi todo filmado por &lt;em&gt;handcams&lt;/em&gt;, webcams e câmeras de celular. Segundo o diretor, ele usou dessa abordagem por ser o modo como os adolescentes de hoje se comunicam. Dá um pouco de agonia ver a câmera tremendo em certas horas do filme mas depois de um tempo você acostuma.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A atuação é sofrida. Se você se irrita fácil com garotas como as que a cantora P!nk fala na música “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Stupid Girls&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” então se segura na cadeira meu querido, porque você vai querer atirar o computador na parede. Outra coisa que não dá pra comentar muito pois seria spoiler mas que me deixou brava foi o comportamento de Amy após o desaparecimento de Megan. Dica grande, o seguro morreu de velho.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As cenas finais e o desfecho da história dão agonia, não pelas cenas mostradas mas sim pelo fato de que aquela realidade não tem nada de fictícia. Como eu já havia dito no começo da resenha, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Megan is missing&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; foi um compilado de 7 histórias de garotas que foram sequestradas por predadores sexuais que conheceram na internet. Para vocês terem noção, a Amy de verdade tinha apenas NOVE anos de idade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Michael fez esse filme justamente para alertar os pais sobre os perigos da internet, principalmente para as meninas. Os &lt;em&gt;pedobears&lt;/em&gt; andam soltos e em uma quantidade absurda. Apesar de ser categorizado como “terror”, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Megan is missing&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; pode entrar para a mesma turma de “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bang, bang, you’re dead&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Trust&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Elephant&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aos treze&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” e “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Christiane F.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” ou seja, filmes que essa galera que se acha tão esperta e madura precisa assistir pra se tocar que a realidade é bem mais dura e doente do que se pensa e que se você vai pro lado errado da coisa, às vezes, não tem mais volta.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/MV5BMTU0NzYxNjIzM15BMl5BanBnXkFtZTcwOTU0NDM1Mw@@._V1._SX640_SY898_.jpg"&gt;&lt;img class="wp-image-2460 alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="MV5BMTU0NzYxNjIzM15BMl5BanBnXkFtZTcwOTU0NDM1Mw@@._V1._SX640_SY898_" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/MV5BMTU0NzYxNjIzM15BMl5BanBnXkFtZTcwOTU0NDM1Mw@@._V1._SX640_SY898_.jpg" alt="" width="179" height="252" /&gt;&lt;/a&gt;Megan Is Missing (EUA, 2011)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Diretor: Michale Goi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Duração: 85 min&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Nota: 7 (Não é uma obra prima, mas vale pelo recado)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://mobground.net"&gt;Mob Ground&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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		<author>
			<name>Murilo Andrade</name>
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					</author>
		<title type="html"><![CDATA[O Caso de Charles Dexter Ward]]></title>
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		<updated>2012-05-15T13:08:14Z</updated>
		<published>2012-05-14T12:00:40Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Livros" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Crítica" /><category scheme="http://mobground.net" term="Cthulhu" /><category scheme="http://mobground.net" term="Edgar Allan Poe" /><category scheme="http://mobground.net" term="Horror Gótico" /><category scheme="http://mobground.net" term="L&amp;PM" /><category scheme="http://mobground.net" term="Lovecraft" /><category scheme="http://mobground.net" term="Resenha" /><category scheme="http://mobground.net" term="terror" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/muriloandrade/">Murilo Andrade</a></p><p>Eu vivo o terror desde que me conheço por gente. Cresci amedrontado com a idéia de que um monstro poderia estar à espreita atrás da porta. Da certeza de que se fosse a um cemitério os mortos começariam a ser erguer dos túmulos, um por um. A desconfiança de que a qualquer momento poderia surgir um assassino serial pirado com </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/o-caso-de-charles-dexter-ward/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=o-caso-de-charles-dexter-ward">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/muriloandrade/"&gt;Murilo Andrade&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/mob-Dexter-Ward.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2455" title="mob-Dexter-Ward" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/mob-Dexter-Ward.jpg" alt="" width="680" height="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Eu vivo o terror desde que me conheço por gente. Cresci amedrontado com a idéia de que um &lt;strong&gt;monstro&lt;/strong&gt; poderia estar à espreita atrás da porta. Da certeza de que se fosse a um &lt;strong&gt;cemitério&lt;/strong&gt; os mortos começariam a ser erguer dos túmulos, um por um. A desconfiança de que a qualquer momento poderia surgir um &lt;strong&gt;assassino serial pirado&lt;/strong&gt; com uma &lt;strong&gt;serra elétrica&lt;/strong&gt; e realizar uma matança e que um&lt;strong&gt; vampiro&lt;/strong&gt; conspirava contra a humanidade na &lt;strong&gt;Transilvânia&lt;/strong&gt;. De olhar no espelho e ver refletido ali um espírito. Isso me acompanhou por tanto tempo que apenas pra urinar no banheiro no meio da madrugada eu precisava ligar todas as luzes da casa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que poucos sabem é que nos tempos antigos o gênero terror (hoje sempre popular, independente da mídia) simplesmente não existia. O &lt;strong&gt;sobrenatural&lt;/strong&gt; era tão normal quanto o natural, quanto o Sol nascer pela manhã e se pôr ao fim da tarde. As entidades eram sempre ligadas à religião ou à mitologia. Vampiros já existiam nos Vedas, Ulisses consulta os espíritos de Aquiles e seus companheiros em Odisséia, o Lobisomem era motivo de riso em &lt;strong&gt;Satiricon&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Shakespeare&lt;/strong&gt; se servia de espíritos e bruxas para representar a devassidão humana e agradar o público. Estes seres não eram vistos como ficção ou superstição e sim como pertencentes ao mundo real, com a garantia da vitória no final dada pela Igreja. O que se tornou costume também nos contos de fadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A própria noção de medo era diferente da de hoje. Era confundido com covardia. Os que tinham medo eram ridicularizados e a coragem era exaltada como a maior qualidade de um líder. De um homem. Os grandes heróis da literatura eram sinônimos de força, capazes de enfrentar os maiores perigos sem hesitar. Os reis e imperadores eram, ou faziam seus súditos acreditarem que eram, homens corajosos, sem temores. Mas já dizia &lt;strong&gt;E. Le-Roy Ladurei&lt;/strong&gt;: “Sem o medo nenhuma espécie teria sobrevivido“. É o instinto que nos alerta do perigo eminente. Assaltados pelo medo, nosso organismo desperta forças inabituais. Corremos mais rápido e ficamos mais fortes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/resenha_casocharlesdexterward12.png"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2434" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/resenha_casocharlesdexterward12.png" alt="" width="542" height="504" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entre os séculos XVIII e XIX, esse quadro mudaria radicalmente. Surge a crescente causa na razão e na ciência, a descrédito da fé cega. O misticismo começa a ser associado à loucura e o ateísmo se transforma em um fenômeno ascendente. Estava aberto o caminho para o nascimento de um gênero que exploraria horrores já esquecidos há muito tempo e que daria origens a outros, como a novela detetivesca, a ficção científica (com o&lt;strong&gt; Frankenstein&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Mary Shelley&lt;/strong&gt;) e o thriller de  terror ou espionagem: o gótico. Todo gênero advém de uma nova proposta que deu certo. O que faz sucesso e agrada o público é reaproveitado, até surgir um novo gênero. O texto definidor foi “&lt;strong&gt;O Castelo de Otranto&lt;/strong&gt;”, de &lt;strong&gt;Horace Walpole&lt;/strong&gt;, publicado em 1764. Muito do que se vê em muitas histórias de horror clássicas e modernas teve origem aqui. O castelo de incontáveis corredores e escadarias, a mocinha virginal e perseguida pelo terrível vilão, o anfitrião. Cabendo ao herói, cético, salvar a amada. Até mesmo essa estrutura não era completamente original. Nessa época choviam milhares de histórias de mulheres sendo salvas por um tipo forte e galante. Mas foi a primeira vez em que a história foi escrita de forma a despertar medo. Para ficar só com um exemplo mais clássico, a história do (obrigatório) Drácula tem praticamente todos esses elementos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;Foi aquilo, sem sombra de dúvida, que escancarou as visões negras cujo fim era mais profundo do que o inferno.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entretanto o mérito não cabe inteiramente a Horace Walpole. Ele teve centenas de seguidores que desenvolveram o horror até o que ele é hoje. Alguns deles foram &lt;strong&gt;Matthew Gregory Lewis, Henry James, Mary Shelley, Robert Louis Stevenson&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Edgar Allan Poe&lt;/strong&gt;. Este último, um dos mais influentes escritores do século XIX, é considerado por muitos o maior autor de terror da história. Sua qualidade como escritor é inegável, mas talvez ele nunca tenha sido tão eloqüente quanto &lt;strong&gt;Howard Phillips Lovecraft&lt;/strong&gt;. Americano, de saúde frágil, o autor se inspirou nas histórias góticas que tanto admirava, seus viscerais pesadelos e na sua capacidade de observar o comportamento humano que seu comportamento tímido e recluso lhe permitia. O resultado foram as obras mais marcantes e inovadoras do terror. Sua importância é tão grande que se faz sentir em livros e filmes clássicos posteriores. O próprio &lt;strong&gt;Stephen King&lt;/strong&gt;, considerado rei do horror moderno (merecido), admite ter bebido bastante das características de Lovecraft para construir seu próprio estilo narrativo. H. P. publicou a maioria de suas histórias de forma não profissional e por isso, ao morrer, foi com a certeza de que sua obra estava assim fadada ao esquecimento. Por sorte, seus amigos mais chegados fundaram a editora &lt;strong&gt;Arkham House&lt;/strong&gt; para publicar seu trabalho. Isso aconteceu também com o tema deste artigo, “&lt;strong&gt;O Caso de Charles Dexter Ward&lt;/strong&gt;”, lançado 13 anos após sua morte provocada por um câncer de intestino.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/H_P__Lovecraft_by_MirrorCradle.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2433" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/H_P__Lovecraft_by_MirrorCradle.jpg" alt="" width="680" height="879" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;É difícil explicar como a simples visão de um objeto concreto de dimensões mensuráveis poderia de tal modo abalar e mudar um homem; e podemos apenas dizer que certas figuras têm um poder de simbolismo e sugestão que agem de maneira assustadora sobre a visão de um pensador sensível e sussurram terríveis sugestões de obscuras relações cósmicas e realidades indescritíveis por trás das protetoras ilusões da visão comum.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“O Caso de Charles Dexter Ward” descreve a história como uma análise da loucura do personagem homônimo. Por isso a narrativa é fria, formada por teorias, cartas, depoimentos de pessoas envolvidas no caso. A proposta já era original por si só. A questão não é saber o que vai acontecer com Charles Ward. É como. Logo na primeira página a sua situação já é apresentada. Fora internado no hospício com uma aparência muito mais velha do que atestavam seus vinte e seis anos, como um idoso. A respiração e o funcionamento cardíaco tinham uma inexplicável falta de simetria. A voz sumira, limitando-se a um sussurro e a digestão era reduzida ao mínimo. A pele fria como a de um defunto e sua pele era áspera e frouxa. A sua loucura não tinha precedentes na literatura médica. Embora Ward sempre  houvesse sido um estudioso aplicado seu intelecto e capacidade mental ampliaram consideravelmente. Toda a sua memória sumira e seu conhecimento sobre o passado, mesmo para alguém interessado em antiguidades desde a infância, era mais do que impossível. Tão grande que só alguém que viveu em outra época poderia saber. Era como se tivesse se transferido para outro tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tudo começa quando o jovem Ward descobre por acidente ser descendente de Joseph Curwen, pessoa que vivera um século atrás e que até aqueles dias, décadas após sua misteriosa morte, fazia circular histórias e boatos pouco lisonjeiros a seu respeito. A partir disso começa a sua busca por cartas, anotações de diários, jornais, sua antiga residência e até mesmo pelo seu túmulo. O que aos poucos ele vai descobrindo mudará sua vida e a dos familiares para sempre.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em outra linha narrativa fala-se um pouco sobre quem foi Joseph Curwen. Ele se muda para Providence, Rhode Island (cidade natal de Lovecraft) e logo se torna o maior comerciante da região. Sua presença é temida e não havia quem não tentasse manter pelo menos cinco metros de distância dele. Passavam-se décadas e ele parecia não envelhecer nem um pouco. Ouvia-se barulhos bizarros e gritos que não pareciam nada humanos vindo de sua casa à noite e incontáveis marujos que iam fazer entregas lá nunca mais eram vistos. Banquetes absurdamente grandes para ele e as três pessoas que moravam com ele chegavam todos os dias. Essas e outras excentricidades alimentaram as fantasias e os temores dos vizinhos por anos. Estes, afirmavam, com a convicção que só o terror mais profundo dá às pessoas, que ele era o verdadeiro responsável pelo roubo de cadáveres no cemitério da cidade e tinha pacto com o Mal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/lovecraft.gif"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2435" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/lovecraft.gif" alt="" width="480" height="337" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;Cartas pessoais e diários da época revelam também uma profusão de outras razões pelas quais Joseph Curwen era olhado com estranheza, temido e, no fim, evitado como a peste.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O início é lento, meticuloso, apenas pra definir a situação de Charles Ward, introduzir Curwen e dar indícios do que vai vir por aí. Não pense que você lerá uma trama em que só se descobre a verdade nas últimas páginas, coisa que muitos escritores hoje fazem pra manter a atenção dos leitores. Não, por volta da página 70 já se tem uma boa idéia do que vai acontecer. E mesmo assim, a obra não sai diminuída. Só aumenta o nosso pavor pela certeza do destino trágico de Ward. Lovecraft também não despreza a inteligência do leitor. Nem tudo é esclarecido abertamente. Pelo contrário, as informações são liberadas lentamente, pouco a pouco. E o leitor vai desvendando o mistério, como desvenda um intrincado quebra-cabeça. Mesmo assim talvez nem tudo fique perfeitamente claro à primeira leitura.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;No mês de Agosto, esse trabalho tornou-se intenso e febril e, tanto pelo que dizia como pelo modo como se comportava, é de crer que tenha encontrado a chave antes de Outubro ou Novembro.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma das características mais famosas de Lovecraft não dá as caras aqui. O terror clássico geralmente não nomeava e descrevia bem a ameaça, o monstro. Era sempre a “Coisa“, o “Outro“, “Ele” ou “Algo“. Poucos escritores tentaram demonstrar mais esse Inominável do que Lovecraft em livros como “&lt;strong&gt;As Montanhas da Loucura&lt;/strong&gt;” e “&lt;strong&gt;The Call of Cthulhu&lt;/strong&gt;” (&lt;strong&gt;O Chamado de Cthulhu&lt;/strong&gt;). Os monstros são detalhadamente descritos. Já em “O Caso de Charles Dexter Ward” (nome muito grande esse), tudo fica mais para a imaginação e sugestão, por não ser exatamente o foco do livro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/call_of_cthulhu_by_beastofoblivion-d4xbreq.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2436" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/call_of_cthulhu_by_beastofoblivion-d4xbreq.jpg" alt="" width="661" height="506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;Os sais essenciais dos animais podem ser preparados e preservados de modo que um homem engenhoso pode ter toda a Arca de Noé em sem seu próprio escritório e fazer surgir a bela forma de um animal das cinzas deste a seu bel prazer, e, pelo mesmo método, dos sais essenciais do pó humano, sem criminosa necromancia, um filósofo pode fazer reviver a forma de qualquer ancestral falecido das cinzas em que seu corpo se tornou.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que Lovecraft explora um dos nossos medos mais ancestrais em “O Caso de Charles Dexter Ward”. O desconhecido. O desconhecido que vem de outras eras, de tempos imemoriais, de bruxarias e de superstição. A forma como nós, pessoas modernas, duvidamos de tudo isso e passamos até a questionar nossa sanidade perante o inexplicável. Conforme as páginas avançam começamos a sentir isso. A tensão de estar em um local oculto sete metros abaixo no subterrâneo, no mais completo breu, enquanto um fedor acre e insuportável exala e se ouve um gemido sofrido e inumano logo abaixo de você. Ou a perspectiva de ficar preso lá, sem comida, água e luz, para sempre. Ou ainda ouvir uma voz cavernosa do outro lado da porta enquanto outra berra histericamente e todos os cachorros da cidade uivam de pavor. Lovecraft te faz experimentar o terror de uma situação insuportável e, ao fim da leitura, estar completamente seguro. Minto. Nunca se está completamente seguro depois de lê-lo. Há quem não consiga se levantar da cama à noite por medo de haver algo abaixo dela depois de ler Lovecraft. Fica marcado nos cantos mais obscuros da sua mente.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;E no exato momento em que lhes era relatada esta ocorrência, brilhou no céu outro clarão que se pôs em movimento para sul, com o que todos ficaram ainda mais convencidos de que se encontravam no teatro de estranhos e inexplicáveis acontecimentos.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O “Caso de Charles Dexter Ward” é uma obra de ficção, mas Lovecraft usa elementos da sua realidade para compor a narrativa da maneira mais crível que podia. A ambientação é em sua cidade-natal, Providence. A cidade é descrita detalhadamente, o que pode ser maçante para quem não entende nada de arquitetura do século XVII e XVIII. O próprio Ward talvez seja um pouco baseado no próprio Lovecraft. O personagem era tão recluso, estudioso e com poucos amigos quanto o autor. O resultado, aliado ao caráter documental, é um romance escrito para parecer relatos de fatos passados e verdadeiros. Aí está a força do livro. De nos fazer esquecer que o contado ali é irreal.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“&lt;em&gt;Só um pouco antes do alvorecer é que um mensageiro, de olhar esgazeado, com as roupas impregnadas de um cheiro nauseabundo e desconhecido, veio comunicar aos combatentes a ordem de regressarem calmamente a casa e de nunca mais pensarem ou falarem a alguém dos acontecimentos daquela noite ou da existência dum homem chamado Joseph Curwen.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não há muitas pretensões em “O Caso de Charles Dexter Ward”, além de ser uma pequena obra-prima do horror. Não há um pingo de romance (mal tem mulher no livro), o drama da situação de Charles é pouco explorado e quase não existem linhas de diálogos. O que quero dizer é que o foco aqui é o terror puro e simples. Absoluto. E esta obra é justamente uma das melhores portas de entrada para a pessoa que nunca teve contato com Lovecraft mergulhar no mundo sombrio do escritor. Depois de conhecê-lo, você vai desejar trancar bem as portas antes de começar a ler outro livro dele.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://el2.me/f347" target="_blank"&gt;&lt;img class="alignleft  wp-image-2430" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/resenha_casocharlesdexterward1-213x300.png" alt="" width="213" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O Caso de Charles Dexter Ward&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Autor: H. P. Lovecraft&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Editora: L&amp;amp;PM&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Páginas 176&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Nota: 10&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a title="Compre o livro de H. P. Lovecraft" href="http://el2.me/f347" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Compre agora! Clique aqui ou na Imagem e seja feliz!!&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://mobground.net"&gt;Mob Ground&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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		<author>
			<name>Filipe Siqueira</name>
					</author>
		<title type="html"><![CDATA[American Vertigo: descortinando a alma americana da Era Bush]]></title>
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		<updated>2012-05-17T17:59:32Z</updated>
		<published>2012-05-11T13:30:00Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Livros" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Alcatraz" /><category scheme="http://mobground.net" term="Atlantic Monthly" /><category scheme="http://mobground.net" term="Bernard-Henri Lévy" /><category scheme="http://mobground.net" term="filosofia" /><category scheme="http://mobground.net" term="George Bush" /><category scheme="http://mobground.net" term="Hunter Thompson" /><category scheme="http://mobground.net" term="literatura" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/vozdoalem/">Filipe Siqueira</a></p><p>Sabe aqueles livros que têm uma premissa que, quando chegam ao seu conhecimento, geram um estalo do tipo &#8220;putz, queria ter escrito isso&#8221;?! Foi mais ou menos isso que senti quando li a sinopse de American Vertigo, do francês Bernard-Henri Lévy. O livro é basicamente um road book em que Lévy busca entender &#8220;a alma americana&#8221;, percorrendo de carro e </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/american-vertigo-descortinando-a-alma-americana-da-era-bush/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=american-vertigo-descortinando-a-alma-americana-da-era-bush">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/vozdoalem/"&gt;Filipe Siqueira&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" align="justify"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/mob-american_vertigo.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2408" title="mob-american_vertigo" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/mob-american_vertigo.jpg" alt="" width="680" height="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Sabe aqueles livros que têm uma premissa que, quando chegam ao seu conhecimento, geram um estalo do tipo &amp;#8220;putz, queria ter escrito isso&amp;#8221;?! Foi mais ou menos isso que senti quando li a sinopse de &lt;strong&gt;American Vertigo&lt;/strong&gt;, do francês Bernard-Henri Lévy. O livro é basicamente um &lt;em&gt;road book&lt;/em&gt; em que Lévy busca entender &amp;#8220;a alma americana&amp;#8221;, percorrendo de carro e conhecendo os mais diferentes pontos do país e conversando com o maior número de pessoas. Simples assim, é tudo que Eu queria fazer como jornalista, mas no Brasil, e no melhor estilo Hunter Thompson em seu clássico livro &lt;strong&gt;A Grande Caçada aos Tubarões&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;A jornada de Lévy pelos Estados Unidos tem um certo cacife. Ele foi convidado pela respeitada revista &lt;a href="http://www.theatlantic.com/"&gt;The Atlantic Monthly&lt;/a&gt; para reviver uma antiga viagem do aristocrata Alexis de Tocqueville, que em 1831 foi enviado pelo governo francês para estudar o sistema prisional americano. O resultado da expedição de Alexis são duas obras seminais sobre os EUA em carne viva e em plena fase de ebulição cultural:  &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://fgv.academia.edu/kurtvonmettenheim/Books/966452/Tocqueville_e_Beaumont_sobre_o_Sistema_Penitenciario_nos_Estados_Unidos_e_Sua_Aplicacao_na_Franca"&gt;Sobre o Sistema Penitenciário nos Estados Unidos e Sua Aplicação na França&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Democracia na América&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;A escolha da Atlantic por Lévy &amp;#8211; também francês &amp;#8211; não é leviana e sem motivo. Ele é conhecido como um filósofo pop, de uma nova geração que tirou a Filosofia das salas e a levou também para as ruas, fez aplicações e analogias populares, e mais importante: iniciou um forte ativismo político, calcado em críticas sociais de cunho marxista. Além disso, é cineasta, editor de jornais e revistas e diretor de teatro. Suas raízes culturais estão diretamente ligados aos revolucionários anos 1970, especialmente os seminais dias de maio de 1968.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Lévy é frequentemente relacionado com um grupo de filósofos franceses chamados de &lt;em&gt;Nouveaux Philosophes&lt;/em&gt;, ou Novos Filósofos, surgidos na mesma época que ele &amp;#8211; todos com ideias enraízadas no Maoísmo, Trotskismo e outros ismos da esquerda, que logo depois foram abandonados e trocados por um limbo ideológico que permeava entre as ideias de Michel Foucault, uma crítica a Nietzsche e ao pós-estruturalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Para entender melhor, seria como a revista Piauí chamar o filósofo espanhol José Ortega y Gasset para escrever suas impressões políticas e penais sobre o Brasil. Coisa fina.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Apesar de suas notáveis diferenças &amp;#8211; Tocqueville foi aos EUA para ensinar os franceses a manterem um sistema penal funcionando, enquanto Lévy pisou no país com uma postura antecipadamente crítica -, as viagens dois dois possuem profundos paralelos que vão muito além da rota percorrida por eles no país. Essa carga filosófica que Lévy possui é importante, já que os Estados Unidos mudaram muito desde o século XIX e se tornaram uma espécie de modelo econômico e social para boa parte do mundo, ao mesmo tempo em que desgraçam a vida de milhões de pessoas em busca de recursos naturais, ou simplesmente para fortalecer os músculos de sua máquina de guerra, em um esforço suicida e virótico.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;O filósofo pisou por lá no momento certo: entre a campanha eleitoral que reelegeu George W. Bush, em 2004, e o verão de 2005. Um período conturbado, uma espécie de convulsão do Estado Americano, colocado em choque graças aos ataques terroristas que deixaram muita gente de queixo no chão, e a ponto de colocar a confiança em um patético líder que estupraria boa parte da sociedade e deixaria uma dívida monstruosa para trás anos depois.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" align="justify"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0px currentColor; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-bottom: 7px;" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/levy583.jpg" alt="levy583" width="583" height="270" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Os Estados Unidos que Bernard-Henri Lévy descortina não são muito diferentes do país que se imagina mundo afora. A diferença é que ele mostra base para atestar o que ele fala. Ele é um observador atento. A estrutura do livro é ligeira, como ficção pulp, e não tem lá muito espaço para pensatas filosóficas caudalosas ou consequentes aplicações das inúmeras teorias de pensamento com relação ao que ele vê. Lévy tem alma de jornalista e não vê problema em concentrar isso em &lt;strong&gt;American Vertigo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Ler um filósofo francês entrando em um clube de stripper de Las Vegas e dissertar sobre a natureza plástica e imaterial de várias dançarinas &amp;#8211; que não podem ser tocadas, e o levaram a descrever a situação como &amp;#8220;a miséria de Eros na terra dos puritanos&amp;#8221; &amp;#8211; é completamente digno de nota. Logo depois ele não perde tempo e vai até um puteiro de raiz, para  assimilar possíveis diferenças entre as duas profissionais da exibição &amp;#8211; uma de ação, e a outra como &amp;#8220;figura imagética&amp;#8221;&amp;#8230; e daí sai uma crítica aos esteriótipos a que se apegam os americanos, principalmente visuais. Ele não chega às vias de fato (ao menos diz que não), mas as descrições são legais e têm classe! É como uma conversa de bar com bêbados metidos a intelectuais. A diferença é que Lévy se leva a sério, e isso não é ruim.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;O filósofo francês percorreu os quatro cantos dos Estados Unidos, e de cada vila, cada monumento importante, conseguiu extrair uma peça do intrincado quebra-cabeça para responder a pergunta clássica do livro: como é a alma americana? São mais de 25 mil quilômetros percorridos e diversos relatos, certeiros como um tiro, de duas, três páginas &amp;#8211; mas com profundidade o bastante para te fazer sentir o especialista leviano no assunto abordado.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Os relatos melancólicos dele sobre os falsos museus, com funcionários meio atores que interpretam personagens históricos, logo no início do livro, chegam a soar hilários, com críticas  mal disparadas sobre o apego dos Estados Unidos pela falsidade, por ela ser mais fácil de ser administrada. É legal, mas os poucos momentos de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Choke&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &amp;#8211; o livro de Chuck Palahniuk &amp;#8211; focados nisso são infinitamente melhores. Essa mistura de humor, espanto (deve ser a reação básica dos franceses ao viver nos Estados Unidos&amp;#8230; ou em qualquer lugar do mundo), comentários ácidos e momentos de masturbação filosófica são a alma multifacetada do livro, e seu principal atrativo.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&amp;#8220;Não é um livro de filosofia&amp;#8221;, adverte Lévy. &amp;#8220;Porque é jornalismo, literatura e é engraçado&amp;#8221;. A definição não poderia estar mais correta. Mais do que isso, o livro é a descoberta de uma sociedade em crise de identidade, um povo que havia conquistado seu sonho, mas estava em um momento de encarar suas próprias e fétidas feridas. Todo o percurso é feito a sombra da reeleição de Bush e a escalada da Guerra do Iraque, mas Lévy não se deixa cair na pieguice fácil de explorar esses temas, embora os lance em background para explicar o contexto de sua viagem. Essas sombras se espelham em sua entrevista a John Kerry, e quando analisa a política bipartidária americana como um todo.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Os alvos dele são vastos: o confuso sistema eleitoral americano, as conspirações por trás da morte de Kennedy (que resultam em reflexões sobre a natureza dos mitos e de suas consequentes transformações sociais), as comunidades negras, as estranhas universidades conservadoras, obesidade, a Ku Klux Klan e até o Monte Rushmore. Nada escapa a pena afiada de Lévy, que dificilmente decide dar respostas, mas propõe questionamentos aprofundados o bastante para sacudir até as certezas mais enraizadas dos leitores. É a mostra viva da função dos filósofos segundo outro rock star da Filosofia Moderna, Slavoj Zizek: &amp;#8220;Filosofia é saber fazer as perguntas certas. Nada mais&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Assim como desconstruiu toda a intelectualizada e militante esquerda em sua obra mais importante, &lt;strong&gt;A barbárie com rosto humano&lt;/strong&gt;, focada no totalitarismo dos seguidores do Marxismo, Lévy também desconstrói a identidade americana em um período fragilizado e de falsa solidificação.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;E, obviamente, ele fala de prisões.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" align="justify"&gt;&lt;img class="aligncenter" style="border: 0px currentColor; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-bottom: 7px;" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/rikers.jpg" alt="rikers" width="600" height="400" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Visita quatro, na verdade. Destaque para duas: uma feminina, com estrutura e esquema próprios que a diferencia das demais, e uma cadeia secreta em Manhattan, que nem aparece no mapa. É Rikers Island, com seus 14 mil presos, 7 mil guardas e 1500 civis. O lugar é uma casa de passagem de Nova York, para onde vão todos os presos que aguardam uma sentença, ou receberam penas inferiores a um ano. O problema é que a viagem pode ser dolorosa: 25% dos detentos da ilha têm distúrbios mentais, enquanto cerca de 30% sofreram algum tipo de agressão grave que necessitou de cuidados médicos da administração.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Lévy ainda encontra tempo para fazer uma nostálgica visita de barco até a lendária Alcatraz, a prisão definitiva, e a Guantánamo, o pesadelo jurídico para os acusados de terrorismo.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;A maior força do livro &amp;#8211; seus diversos temas, devidamente degustados pelo autor &amp;#8211; é justamente sua maior fraqueza. Chega certo momento que é preciso respirar, pois o ritmo cansa. Na verdade, isso rola quando alguns temas ficam chatos, como quando o francês traça comparações filosóficas com um colega acadêmico, ou se põe a divagar em um restaurante a beira da estrada, cortando o ritmo acelerado do livro.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;A definição dos Estados Unidos feita por ele não poderia ser mais acertada em relação a proposta do livro: “país magnífico e louco, laboratório do melhor e do pior, imperial e modesto, inebriado de materialismo e ao mesmo tempo de religiosidade, puritano e intemperante, debruçado sobre o futuro e obcecado por sua parte de memória, que, perdeu o controle de sua situação mental, cultural, metafísica” e que, portanto, caracteriza-se pela “desmedida, pelo excesso, pela força da ênfase e insensatez&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Essa análise sobre a paradoxalidade da sociedade americana chega a soar macabra quando ele &lt;em&gt;prevê&lt;/em&gt; a destruição de Nova Orleans pelo Katrina na página 201: &amp;#8220;E essa sensação de precariedade difusa? E a certeza que jamais nos abandona, de que um dia a água será mais forte, e Nova Orleans, nova Nínive, soçobrará num novo dilúvio?&amp;#8221;. Tudo por culpa de um personagem onipresente do livro: George W. Bush.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Se &lt;strong&gt;American Vertigo&lt;/strong&gt; não é a melhor investigação acerca da alma dos Estados Unidos, por mais antiquado que seja o termo, é com certeza um dos melhores &lt;em&gt;road books&lt;/em&gt; jornalísticos disponíveis por aí &amp;#8211; e que não tem sua qualidade comprometida por ser escrito por um francês. Uma leitura rápida e profunda, com personalidade mais paradoxal e divertida do que a identidade americana. Melhor que isso, só lendo Tom Wolfe ou Hunter Thompson.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://t.co/rXMlVRTH"&gt;&lt;img class=" wp-image-2401 alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="capa" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/capa.jpg" alt="" width="154" height="227" /&gt;&lt;/a&gt;American Vertigo (Cia das Letras, 2006)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Autor: Bernard-Henri Lévy&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Páginas: 400&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nota: 8,5&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a title="Compre American Vertigo na Fnac" href="http://el2.me/frUe" target="_blank"&gt;Compre agora!! Clique aqui ou na imagem e seja feliz!!&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://mobground.net"&gt;Mob Ground&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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		<author>
			<name>Felipe Storino</name>
					</author>
		<title type="html"><![CDATA[Pearl Jam Twenty]]></title>
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		<updated>2012-05-10T02:55:56Z</updated>
		<published>2012-05-10T12:00:08Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Música" /><category scheme="http://mobground.net" term="Cameron Crowe" /><category scheme="http://mobground.net" term="Eddie Vedder" /><category scheme="http://mobground.net" term="Grunge" /><category scheme="http://mobground.net" term="Nirvana" /><category scheme="http://mobground.net" term="Pearl Jam" /><category scheme="http://mobground.net" term="PJ20" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/felipestorino/">Felipe Storino</a></p><p>No começo dos anos 1990, aconteceu a grande explosão do grunge em Seattle, com várias bandas surgindo a torto e a direito tendo em comum as camisas de flanela e as letras melancólicas das músicas. Entre as bandas que mais se destacaram nesta época estavam nomes como Nirvana, Alice in Chains, Soundgarden e Pearl Jam, que continua aí na ativa </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/pearl-jam-twenty/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pearl-jam-twenty">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/felipestorino/"&gt;Felipe Storino&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/PJcover.gif"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2368" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/PJcover.gif" alt="" width="720" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No começo dos anos 1990, aconteceu a grande explosão do &lt;em&gt;grunge&lt;/em&gt; em Seattle, com várias bandas surgindo a torto e a direito tendo em comum as camisas de flanela e as letras melancólicas das músicas. Entre as bandas que mais se destacaram nesta época estavam nomes como &lt;strong&gt;Nirvana, Alice in Chains, Soundgarden e Pearl Jam&lt;/strong&gt;, que continua aí na ativa até hoje. Em comemoração aos 20 anos de estrada, a banda de Eddie Vedder lançou o documentário &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pearl Jam Twenty&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para contar toda a sua trajetória.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Escrito e dirigido por Cameron Crowe, o documentário começa interessante, com algumas imagens caseiras mostrando Stone Gossard e Jeff Ament na época em que ainda tocavam na banda &lt;strong&gt;Green River&lt;/strong&gt;. Uma das cenas mais interessantes neste começo é quando Gossard está gravando alguns policiais e um deles pergunta se é para a MTV, ao que o guitarrista responde “&lt;em&gt;não, mas um dia pode ser&lt;/em&gt;”. O policial obviamente debocha dele, sem imaginar que um dia isso seria verdade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O filme segue mostrando Stone e Jeff formando a banda &lt;strong&gt;Mother Love Bone&lt;/strong&gt;, que acabou de forma trágica com a morte por overdose do vocalista Andy Wood. Além dos integrantes do &lt;strong&gt;Pearl Jam&lt;/strong&gt;, a produção conta com depoimentos de Chris Cornell, que na época era vocalista do Soundgarden e dividia um apartamento com Andy Wood. Essas cenas são uma espécie de homenagem ao falecido vocalista e mostram Stone e Jeff dando a volta por cima e começando a formar o que viria a ser o &lt;strong&gt;Pearl Jam&lt;/strong&gt;. Neste ponto, entra em cena o vocalista Eddie Vedder e a banda está formada.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/PJ02.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2369" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/PJ02.jpg" alt="" width="560" height="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
A partir daí achei que o documentário iria ficar mais interessante, mas em nenhum momento ele empolga muito. Mesmo eu gostando muito da banda, fiquei bem decepcionado com o conteúdo apresentado. Eu esperava ver mais imagens antigas da banda, além de alguns &amp;#8220;causos&amp;#8221; de bastidores, mas a maioria dos depoimentos traz apenas os músicos falando aquelas coisas de sempre: “&lt;em&gt;não estávamos preparados para a fama&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;nunca gostei de tanto assédio&lt;/em&gt;” ou ainda “&lt;em&gt;queria apenas fazer música sem essa badalação toda&lt;/em&gt;”. Mesmo momentos importantes da história da banda, como a briga deles com a empresa de ingressos Ticketmaster, são mostrados de forma um tanto rápida e sem muitos detalhes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Porém, o maior defeito de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;PJ20&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é a devoção de Cameron Crowe pela banda, que o faz retratá-la praticamente sem nenhum defeito. Por ser grande fã da banda, em nenhum momento são contadas histórias de brigas entre os membros do &lt;strong&gt;Pearl Jam&lt;/strong&gt;, ou mesmo com integrantes de outras bandas. Até a rivalidade que Kurt Cobain tinha com Eddie Vedder é deixada de lado e quando o líder do Nirvana aparece em cena os dois já tinham se acertado e estão rindo juntos nos bastidores da MTV. Em seguida, ainda são mostradas imagens de um show do &lt;strong&gt;Pearl Jam&lt;/strong&gt; no dia em que foi anunciada a morte de Kurt, no qual Vedder faz uma homenagem a ele.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O fanatismo de Crowe chega ao nível de ignorar até mesmo ex-membros da banda, talvez porque acabariam contando histórias de brigas entre eles. Basicamente o documentário inteiro apresenta os atuais integrantes do &lt;strong&gt;Pearl Jam&lt;/strong&gt; dizendo como tudo sempre foi muito legal entre eles. A única exceção é Chris Cornell, do Soundgarden, que também aparece pra contar umas histórias. Mas obviamente que ele não tem nada de ruim pra falar da banda. É compreensível que, como fã, Crowe queira mostrar apenas o lado bonito da banda, mas o fanatismo dele acaba deixando tudo artificial demais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/PJ03.jpeg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2370" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/PJ03.jpeg" alt="" width="650" height="507" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
No final das contas, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pearl Jam Twenty&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; entrega aquilo a que se propõe, que é comemorar os 20 anos da banda de Seattle em grande estilo. Para os mais fanáticos provavelmente isso é o bastante, mas quem estiver procurando um documentário mais detalhado, não apenas sobre a banda, mas também sobre a cena musical da época, pode acabar se decepcionando um pouco. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;PJ20&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é como uma grande festa de aniversário para Eddie Vedder e seus companheiros.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Pearl Jam Twenty (EUA, 2011)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Direção: Cameron Crowe&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Duração 109 min.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nota: 7,5&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://mobground.net"&gt;Mob Ground&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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		<author>
			<name>Colaborador Nerd</name>
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		<title type="html"><![CDATA[A Máfia no Cinema [Arquivo-NSN]]]></title>
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		<updated>2012-05-09T15:28:18Z</updated>
		<published>2012-05-09T12:00:53Z</published>
		<category scheme="http://mobground.net" term="Arquivo" /><category scheme="http://mobground.net" term="Destaque" /><category scheme="http://mobground.net" term="Mob Ground" /><category scheme="http://mobground.net" term="Nerds Somos Nozes" /><category scheme="http://mobground.net" term="filmes" /><category scheme="http://mobground.net" term="máfia" /><category scheme="http://mobground.net" term="o poderoso chefão" />		<summary type="html"><![CDATA[<p><p><a rel="author" href="http://mobground.net/author/colaborador-nerd/">Colaborador Nerd</a></p><p>[ARTE DA VITRINE]: Thiago Chaves (@chavespapel) Por Ivan, do Cinemarco Cineclube A tarefa de falar sobre os filmes de gangster não é simples, começando pelo fato do tema ter virado gênero e esse se capilarizou em diversas vertentes, trazendo um começo mais sociológico da formação das famílias italianas em meio à sociedade americana pós-depressão de 1929, até uma abordagem mais </p></p><p><a href="http://mobground.net">Mob Ground</a></p>]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://mobground.net/a-mafia-no-cinema-arquivo-nsn/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=a-mafia-no-cinema-arquivo-nsn">&lt;p&gt;&lt;a rel="author" href="http://mobground.net/author/colaborador-nerd/"&gt;Colaborador Nerd&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/arquivo-NSN-mafia_no_cinema.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2348" title="arquivo-NSN-mafia_no_cinema" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/arquivo-NSN-mafia_no_cinema.jpg" alt="" width="680" height="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[ARTE DA VITRINE]:&lt;/strong&gt; Thiago Chaves&lt;/em&gt; (&lt;a href="http://twitter.com/#%21/chavespapel" target="_blank"&gt;@chavespapel&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por &lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinemarcocriticas.blogspot.com/search/label/Ivan" target="_blank"&gt;Ivan&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, do &lt;a href="http://www.cinemarcocriticas.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Cinemarco Cineclube&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A tarefa de falar sobre os filmes de gangster não é simples, começando pelo fato do tema ter virado gênero e esse se capilarizou em diversas vertentes, trazendo um começo mais sociológico da formação das famílias italianas em meio à sociedade americana pós-depressão de 1929, até uma abordagem mais personalizada em filmes atuais como em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Estrada Para a Perdição&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Road to Perdition&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 2002), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Inimigos Públicos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Public Enemies&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 2009) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Gângster&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;American Gangster&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 2007).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/godfather.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2336" title="godfather" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/godfather.jpg" alt="" width="622" height="243" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Começamos pois, com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Poderoso Chefão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Godfather&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), 1 e 2 (1972) e (1974). Inicialmente é bom ressaltar que o cinema americano até a década de 70 era bastante conservador quanto a moral de seus filmes, era algo imprescindível para a grande indústria, que os filmes seguissem premissas básicas como; um protagonista com atitude exemplar e um final que trouxesse esperança ao telespectador.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Poderoso Chefão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Godfather&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1972) foi um marco na história do cinema por retratar a família Corleone de forma imparcial, imprimindo ao Patriarca Don Vito Corleone uma figura benevolente e sábia que entendia a alma de seus familiares e inimigos e repassava seus sentimentos com gestos brandos e implacáveis, os quais só puderam ser traduzidos pela maestria de Marlon Brando.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cabe ressaltar que os dois primeiros filmes são o desdobramento do livro homônimo de Mario Puzzo (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Godfather&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), portanto vamos tratar dos dois de forma conjunta. Inicialmente Don Vito Corleone, se vê em um impasse quanto ao acordo sobre a venda de heroína, negócio lucrativo que as outras famílias italianas de Nova Iorque buscavam apoio para entrar, mas Corleone tinha estabelecido uma relação muito &amp;#8216;Boa&amp;#8217; com os juízes locais e não queria colocar seu prestígio a perder com algo que era considerado imoral por todos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Daí advém uma série de conflitos e mortes que culminam com uma guerra entre as famílias que se resfria quando Michael Corleone define o conflito de modo siciliano, no jantar com um tiro na cabeça dos principais responsáveis pelas desavenças. A segunda parte do filme resgata a infância do Patriarca na cidade de Corleone no sul da Itália e as relações cruéis que a máfia estabelecia com seus cidadãos miseráveis, após isto o filme trata da volta de Michael do &amp;#8216;exílio&amp;#8217; e sua ascensão ao posto de chefe da família, ou seja, o novo Don Corleone. No entanto, o filho acaba não se tornando um exímio conciliador como o era seu pai e percebe que a busca pela legalidade era o melhor caminho para livrar a família de um futuro parecido com o seu passado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Francis Ford Coppolla, diretor dos dois filmes não foi alçado aos céus por um grande vislumbre artístico/visual, como seria Stanley Kubrick, mas por transgredir a forma de contar uma história em um período, e o fazê-lo de uma forma facilmente interpretável por todos, ou seja, a máfia italiana era muito parecida na realidade com os seus filmes e os personagens eram reconhecidos diariamente pelos habitantes do noroeste americano.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/once-upon-a-time-in-america.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2333" title="once-upon-a-time-in-america" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/once-upon-a-time-in-america.jpg" alt="" width="600" height="252" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Era uma Vez na América&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Once Upon a Time in America&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1984), único filme do &amp;#8220;gênero&amp;#8221; de Sergio Leone, mostra esse contexto americano por outro lado, não das grandes famílias mafiosas, mas de um pequeno grupo de amigos judeus que viviam a margem dos já estabelecidos italianos e que aos poucos vão aumentando seus crimes e ganhando respeito, mas a relação entre os dois protagonistas vai se tornando cada vez mais complicada a medida que um deseja ganhar poder se submetendo aos Italianos e o outro busca uma solução independente, porém menos lucrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O filme trata das relações de amizade que se conflitam com as ações criminosas, assim como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Poderoso Chefão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; aborda as relações familiares, porém ambos os filmes abordam o contexto social como o grande motor dos acontecimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/Scarface-1.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2334" title="Scarface-1" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/Scarface-1.jpg" alt="" width="597" height="251" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Iniciando as marcantes contribuições de Brian de Palma no gênero, do lado sul dos Estados Unidos foi relançado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Scarface&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1983), o filme que expõe a ascensão dos Cubanos em Miami, que fugindo das mazelas do Regime Comunista, encontravam um país rico, porém segregado que tratava com hostilidade os latinos. Contudo, para aqueles que nada tinham a perder, o crime era um caminho simples para recompor a dignidade. Tony Montana (Al Pacino) é a reprodução extrema dessa condição, ele age espontaneamente como um trator, até se tornar tão poderoso que a sua grande ameaça é o seu próprio ego.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No final dos anos 80, após o lançamento do já aclamado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Scarface&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, Brian de Palma entregaria ao gênero outra grande obra contextualizada no crime. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os Intocáveis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Untouchables&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1987) tratava do poder da máfia sob uma ótica realista, e jogava à mesa as possibilidades que a máfia chefiada por Al Capone, personagem antigo que, nas mãos de Robert De Niro ganharia ares de perfeição, poderia trazer à imagem de “Estado incorruptível”. Atuando de forma estupenda, De Niro tirara do bom moço Eliot Ness (Kevin Costner) qualquer chance de protagonizar uma atuação mais enriquecedora que a dele.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O filme retrata a época da Lei Seca, nos anos 30 nos Estados Unidos, e tem como mote narrativo a corrupção de Al Capone no Estado, duelando com as forças benévolas de Eliot Ness, que formara sua equipe de agentes para enfrentar o crescimento da gangue e suas possíveis mazelas ao Estado. De cenas marcantes no cinema e mais uma excelente trilha sonora assinada por Ennio Morricone, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Intocáveis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; seria reconhecido como um dos grandes filmes do gênero criminoso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-width: 0px; border-style: none; border-color: -moz-use-text-color; margin: 0px auto; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; padding-top: 0px;" title="image" src="http://lh4.ggpht.com/-64lmw5VUdAs/Tnvsrhp6QtI/AAAAAAAAAxI/mhomZhUoe_k/image%25255B9%25255D.png?imgmax=800" alt="image" width="520" height="292" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já nos anos 90, Al Pacino voltaria a estrelar outra obra de cunho grandioso. Desta vez, o pequeno grande ator dividiria as marcantes atuações com Sean Penn. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Pagamento Final&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carlito’s Way&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1993), trata de um advogado (Penn) que tira da prisão Carlito (Al Pacino). Também assinado por de Palma, a última grande obra do diretor trataria de como as influências maléficas sofridas por Carlito o recolocariam no caminho do crime.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Preso por tráfico de heroína, Carlito pretende colocar no eixo sua nova vida de ex-presidiário e ir com sua mulher viver honestamente nas Bahamas, mas sofre na mão de seu próprio amigo e advogado David (Penn) as influências que ele não conseguiria contornar. Filme de direção excepcional, com um romance inteligente envolto à narrativa, e cenas magistralmente bem encenadas, principalmente aquela em que Carlito vai acompanhar seu sobrinho em um novo “esquema”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/goodfellas.jpg"&gt;&lt;img class="alignleft  wp-image-2338" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="goodfellas" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/goodfellas.jpg" alt="" width="207" height="259" /&gt;&lt;/a&gt;Para ficar nos grandes é hora de adentrar a &amp;#8216;Era Martin Scorsese&amp;#8217;, ele produz dois grandes filmes na década de 90, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os Bons Companheiros&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Goodfellas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1990) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cassino&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Casino&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1995), ambos com personagens quase idênticos. Os filmes são mais rápidos do que seus genitores, a ação é mais intensa e a história segue uma narrativa que não deixa tanto espaço para as nuances, contudo a maestria de Scorsese não faz com que o filme fique sem chão, o espectador é absorvido completamente pela narrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os Bons Companheiros&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Goodfellas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1990) trata de um Irlandês que cresce no meio da máfia italiana, porém seus amigos constantemente trazem problemas para os chefes italianos que não estão dispostos a resolvê-los, recaindo a responsabilidade para os três amigos.&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cassino&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Casino&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1995), remete ao terceiro filme de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Poderoso Chefão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Godfather: Part III&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1990), quando as famílias italianas do noroeste americano começam a expandir sua influência por uma região mais &amp;#8216;tolerante&amp;#8217; a condutas ilegais, ou seja, Nevada &amp;#8211; Las Vegas, no meio do deserto começava a surgir um polo de jogo e prostituição.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Contudo as famílias italianas são novamente um pano de fundo longínquo para os amigos erguerem seus impérios na terra promissora e sofrerem as consequências da ganância desmedida e atitudes intempestivas. Nesses filmes o contexto deixa de ser um protagonista para se tornar um coadjuvante de papéis extremamente fortes como Joe Pesci (Nicky Santoro) e Michele Pfeifer (Ginger).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/roadtoperdition.jpg"&gt;&lt;img class="wp-image-2341 aligncenter" title="roadtoperdition" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/roadtoperdition.jpg" alt="" width="600" height="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pulando para a década de 2000 vale a pena citar dois grandes filmes. Em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Estrada Para a Perdição&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Road to Perdition&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 2002) o talentosíssimo Sam Mendes faz um filme que tem como centro a relação de Pai e Filho, numa escalada de violência quando o pai entra em conflito com a máfia irlandesa. Este é um filme visualmente impecável e de uma sensibilidade ímpar em meio de a uma fuga de Michael Sullivan (Tom Hanks) para salvar o filho dos seus antigos patrões.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na minha opinião, o último grande filme é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os Infiltrados&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Departed&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 2006), novamente Scorsese trata com maestria a relação entre a máfia e seus subordinados, os atores se superam causando uma aflição constante quando um policial está infiltrado na máfia e a máfia na polícia, é uma caça mútua que deixa qualquer espectador sem fôlego e sem lado, porque não há ninguém moralmente limpo na trama, nem a lei, nem o crime podem são apresentados como o time certo para se torcer.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/thedeparted.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter  wp-image-2345" title="thedeparted" src="http://mobground.net/wp-content/uploads/2012/05/thedeparted.jpg" alt="" width="599" height="454" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Admitimos aqui que a nossa pequena genealogia dos filmes de gangster pode excluir alguns grandes títulos, sobretudo filmes anteriores a década de 70 e filmes ‘estrangeiros’, ou não americanos, contudo acreditamos que pode ser um bom guia para adentrar o gênero sem medo de perder tempo com filmes ruins. Mas e você, tem algum para nos indicar?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Créditos: &lt;a href="http://browse.deviantart.com/?qh=&amp;amp;section=&amp;amp;global=1&amp;amp;q=the+godfather#/d1a27nw" target="_blank"&gt;Arte de Don Corleone&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://mobground.net"&gt;Mob Ground&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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