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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/LfMxGpNT5lKFZYQiYnI9AF0kPIg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/LfMxGpNT5lKFZYQiYnI9AF0kPIg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/LfMxGpNT5lKFZYQiYnI9AF0kPIg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/LfMxGpNT5lKFZYQiYnI9AF0kPIg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/GIb9rhJAGzk" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-04T20:18:30.129-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/05/encerramento-do-blog.html</feedburner:origLink></item><item><title>ARCEBISPO DE FERRO, ARCEBISPO DE LÃ</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/ZclDRvJecqY/arcebispo-de-ferro-arcebispo-de-la.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Thu, 12 Jan 2012 19:09:58 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-3419398793791924206</guid><description>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
Por ocasião dos 20 anos da morte de Dom Lefebvre, como singela homenagem, publicamos a conferência de Dom Tissier, a respeito da vida de Dom Lefebvre, que juntamente com Dom Antônio, nos ensinaram o que é, e como deve ser um Bispo. Obrigado, Monsenhor !&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_aOzGkDXWPus/TY56kQigrZI/AAAAAAAAAiI/lJjRZ9Lja6Y/s1600-h/D%20Marcel%20Lefebvre%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img alt="D Marcel Lefebvre" border="0" height="475" src="http://lh3.ggpht.com/_aOzGkDXWPus/TY56mK-0VzI/AAAAAAAAAiM/dEjnlXemJNY/D%20Marcel%20Lefebvre_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="D Marcel Lefebvre" width="381" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;b&gt;ARCEBISPO DE FERRO, ARCEBISPO DE LÃ&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;b&gt;A VIDA E A PERSONALIDADE DE MONS. MARCEL LEFEBVRE &lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;b&gt;Por Dom Bernard Tissier de Mallerais&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;a href="http://www.capela.org.br/Tradicao/tissier_2003.htm" title="http://www.capela.org.br/Tradicao/tissier_2003.htm"&gt;http://www.capela.org.br/Tradicao/tissier_2003.htm&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;i&gt;A conferência que transcrevemos a seguir foi dada por Dom Bernard Tissier de Mallerais, um dos quatro bispos da Fraternidade S. Pio X, quando de sua passagem pela nossa Capela de N. Sra da Conceição, em Niterói, R.J., em dezembro de 2003. Dom Tissier é autor da mais completa biografia da vida de Dom Marcel Lefebvre, que foi editada em 2002 pelas Edições Clovis (França), contendo mais de 700 páginas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Caros amigos, falarei em Castelhano, pois não conheço Português. &lt;i&gt;Excusez-moi&lt;/i&gt;.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
O tema de minha palestra é a vida de Mons. Lefebvre, nosso venerável Fundador. Mons. Lefebvre viveu de 1905 até 1991. Quase todo o século XX, portanto. Nasceu no norte de França, na cidade de Tourcoing, filho de um industrial, não da siderurgia, como diziam os meios de comunicação ao acusar Mons. Lefebvre de ser um “bispo de ferro”, mas da indústria da lã. Mons. Lefebvre, assim, era um bispo de Lã: um bispo de firmeza e doçura, um bispo de ferro e de lã. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
O pai de Marcel Lefebvre, René Lefebvre, é um homem de piedade e indústria. Após a Primeira Guerra Mundial, sua industria encontra-se destruída. Ele a reconstrói e funda três filiais na França — era um homem de empresa. Monarquista, lutava para restabelecer o rei em França: lutava pelo rei e por Cristo Rei. Era um homem de organização metódica e de caráter integral, com princípios claros e cabeça bem formada.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Sua mãe, Gabrielle Watine, era filha de empresários do Norte de França, tinha oito filhos. Mas isso não parecia o bastante para essa piedosa enfermeira da Cruz Vermelha, membro da Organização São Vicente de Paulo para a visita dos pobres, e diretora da Terceira Ordem de São Francisco para Mulheres, onde tinha mais de 500 mulheres baixo suas ordens. Era uma mulher de obras.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Mons. Lefebvre recebera de sua família um conjunto de traços muito rico: empresa e zelo apostólico, como veremos.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Quando jovem, Marcel Lefebvre cursou o Colégio do Sagrado Coração, em Tourcoing, e fez sua primeira comunhão em 1911, aos 6 anos de Idade — uma exceção nestes anos, apesar do decreto do Papa São Pio X de um ano antes que tornava possível a comunhão a meninos desta idade. Ao chegar em casa, o jovem Lefebvre pegou sua mais bela pena e escreveu... ao Papa, para agradecer-lhe. Seus pais, que nada sabiam da correspondência, só vieram a saber dela mais tarde, quando viram o carteiro entregar uma carta de Roma...  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Aos 16 anos, Marcel Lefebvre se tornou vice-presidente da Congregação de São Vicente de Paulo de seu colégio. E assim, visitava os pobres com sua bicicleta e organizava as visitas de seus companheiros aos pobres bairros da cidade de Tourcoing.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Aos 17 anos, já era um homem de organização, já tinha o sentido de comércio, já era um homem prático. Ao fim dos seus estudos secundários, antes das férias da Páscoa, seu professor, o padre Deconinck, disse a todos estudantes: “Atenção! Durante estas férias todos vocês têm de resolver seu futuro: ou aprender alguma ocupação e casar-se para formar uma família católica ou entrar em um Seminário.” Era preciso decidir.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
“Como decidir coisa tão grande?”, interrogava-se Lefebvre. Aconselhado por sua irmã, pegou sua bicicleta e foi fazer um retiro espiritual com os beneditinos da Abadia de Wisques. Fez o retiro e, de volta a casa, toda sua família correu sobre ele para perguntar-lhe o que o padre havia dito. Ele respondeu: “O padre falou que não tenho a vocação beneditina, pois quero fazer apostolado.”  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Às vezes sentia-se atraído pela vida austera dos trapistas, pois sempre se admirava em vê-los tão recolhidos e trabalhadores. Pensava que talvez devesse se tornar um simples frade.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Foi então com sua bicicleta à Bélgica perguntar ao padre Alphonse, na Abadia trapista São Sixto de Westvleteren, em Poperinghe. Deste padre, que fora sacerdote e missionário no Congo e, por fim, trapista na Bélgica, dizia-se ter o dom de ler os corações. Marcel Lefebvre entrou na Abadia, chamou pelo padre que veio, fixou os olhos nos seus e disse, antes mesmo de ser perguntado: “você tem de se fazer sacerdote!”. Não havia nenhuma hesitação em sua voz.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Trata-se de um caso excepcional. Em geral, é preciso rezar muito, meditar muito e decidir-se por si mesmo. Mas, no caso de Mons. Lefebvre, foi uma luz que recebeu do céu. E assim, voltou para casa e avisou seu pai: “Pai, vou tornar-me sacerdote, e, por isso, vou ingressar no seminário de Lille, porque gostaria de tornar-me um pároco no campo, em uma pequena paróquia no campo, com minhas ovelhas, santificando-as e santificando-me”. Seu ideal era viver como um pároco de Ars.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Seu pai, porém, disse-lhe que não: “Não, não, não! Teu irmão maior está em Roma, estudando no Seminário, e você também irá para Roma”. Não havia o que discutir: seu pai era o respeitado chefe da família e ele obedeceu. A Providência o levava a Roma, para fazer seus estudos sob a direção segura do célebre padre Henri Le Floch, um homem forte, de princípios fortes.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Temos alguns testemunhos do espírito do Padre Le Floch. Quando fez 50 anos de sacerdócio, recebeu cartas dos seus antigos alunos, que lhe escreveram louvando-o. Temos testemunhos muito interessantes de companheiros de Mons. Lefebvre no seminário. Por exemplo, o cônego J. Taillade, diretor do seminário maior de Perpignan, escreveu ao Padre Le Floch: “Eu ainda tenho o entusiasmo dos meus 18 anos, e o devo ao senhor. Pois foi então, no seminário, que recebi os princípios que fazem a alegria de minha vida.” — um seminarista que atribuía sua alegria aos princípios que aprendera! Outro testemunho, do padre Roger Johan, professor no seminário menor de Sées e futuro Bispo, “que alegria ter sido formado a viver fortemente de princípios!”. Outro testemunho, de dom Albert de Saint-Avid, monge beneditino em Solesmes, “o senhor nos ensinou o culto da plena verdade, e o horror pelas verdades diminuídas...”. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Mons. Lefebvre nos disse um dia, em conferência espiritual, “tivemos então de escolher: ou abandonar o seminário, se não estivéssemos de acordo; ou permanecer, marchar e entrar no combate”. E acrescentou: “eu penso que toda minha vida sacerdotal foi orientada por esse combate contra o liberalismo.”  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Que é o liberalismo? Que dizia o padre Le Floch do Liberalismo no seminário francês? Dava o padre uma definição interessante: primeiro, a recusa prática do reinado social de Jesus Cristo. A supressão do governo de Cristo Rei; segundo, a eliminação da Santa Missa; terceiro, a eliminação da vida sobrenatural das almas. Uma definição profética do padre Le Floch, pois foi exatamente isso o que ocorreu no Concílio Vaticano II: a supressão do reinado de Cristo Rei, pela declaração da Liberdade Religiosa; a eliminação da Missa, por sua substituição pela Missa Nova, que é a expressão de uma nova religião; a eliminação da vida sobrenatural nas almas, porque os católicos não vivem mais da graça, não se confessam, não vivem em estado de graça. Conseqüência natural da supressão do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mons. Lefebvre posteriormente tomaria este programa em uma nova ordem. Ou seja: primeiro, a Santa Missa aos fiéis; segundo, a partir da Missa, a partir dos sacramentos, a formação de uma elite católica pela vida da graça; terceiro, a partir desta elite, voltar a coroar Nosso Senhor Jesus Cristo. Eis o programa católico de Mons. Lefebvre.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Boa formação, boa formação. O jovem Marcel Lefebvre foi ordenado no ano 1929, e regressou a Roma para fazer o último ano e tornar-se doutor em Teologia. Escreveu então a Mons. Liénart, “Sinto-me chamado para a vida Missionária. O dogma &lt;i&gt;fora da Igreja não há salvação&lt;/i&gt; faz com que me preocupe com a salvação dos pagãos”. O Bispo lhe respondeu: “Não, o sr. tem de fazer um ano a serviço da diocese antes de ir-se em missão”. Um ano de penitência, como se dizia.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Em 1930, Mons. Lefebvre se apresentou em uma pequena paróquia de pobres operários comunistas, no subúrbio de Lille, para cumprir seu ano de penitência como simples segundo vigário. Tinha então de ir de porta em porta perguntando: “Por que não levam seus filhos para o Catecismo? Ah, não estão casados? Vamos acertas a situação! Ah, são comunistas...”.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Um dia um pobre operário estava morrendo e não queria ver nenhum padre. “Nem o segundo pároco, que é jovem?” perguntaram-lhe. “Sim, ele pode vir”. Veio Mons. Lefebvre, ouviu sua confissão, deu-lhe os sacramentos, e o homem morreu católico. Missão entre os operários: uma boa escola para começar a vida de sacerdote.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
No final de ano, Mons. Lefebvre já tinha tomado muito gosto de seu apostolado com os operários e já tinha se esquecido de sua vocação missionária, de correr as florestas para encontrar os pagãos. Gostava muito de sua paróquia. Mas o irmão mais velho, René Lefebvre escrevia-lhe cartas: “Que fazes aí? Venhas comigo, há muito trabalho por aqui, muitos batismos...”. E Mons. Lefebvre, por fim, decidiu-se a ir por razão de Fé. Pediu autorização a seu Bispo, que o permitiu, e foi a Orly apresentar-se aos padres da Congregação do Espírito Santo, uma congregação de missionários na África. Tornou-se, então, simples noviço no noviciado da Congregação do Espírito Santo em Paris.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Normalmente, no fim do ano, os irmãos decidiam sua nomeação no final de ano: “O Sr. é nomeado para Madagascar, o sr. para o Gabão, o sr. para as Antilhas Francesas...”. Contudo, não foi assim para Mons. Lefebvre. Mons. Tardy, o Bispo do Gabão veio em visita no mês de Junho ao Seminário. E quando viu Mons. Lefebvre, que já era um Sacerdote e já estava completamente preparado para África, disse-lhe: “O sr. virá conosco, o sr. sabe?”. Respondeu-lhe Mons. Lefebvre, “Não sei de nada, isto depende do superior geral.” Retrucou o Bispo, “Não, não, o sr. vem, estou certo.”. Que alegria para Mons. Lefebvre, sabia que estaria atuando ao lado de seu irmão. Mas, imediatamente disse-lhe o Bispo: “Tenho a intenção de nomear-lhe professor no Seminário!”. Que decepção: o padre Lefebvre não queria ser professor, não queria ensinar — nunca gostou de ensinar — queria apenas estar com os nativos. Mas, obedeceu, e durante dois anos foi professor do seminário. E, nos quatro seguintes, foi diretor dos seminários maior e menor, de ambos. Todas as classes teve de dar com seu companheiro, o padre Berger — todas as classes eram divididas por apenas dois padres: Filosofia, Teologia, Direito canônico... tudo! E assim, após quase seis anos, Mons. Lefebvre estava completamente esgotado.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Uma noite, chamou seu companheiro: “Padre Berger, sinto que estou morrendo, dê-me os últimos sacramentos”. Padre Berger veio, mas lhe deu, ao invés dos sacramentos, um chá, e fez com que recostasse. Na manhã seguinte, percebeu que não morrera, e sim que estava completamente esgotado. Procurou Mons. Tardy e disse: “Estou completamente esgotado, não tenho mais forças”. Respondeu o Bispo: “Vá para a Floresta, e repouse”. Que alegria para Mons. Lefebvre. É disso que gostava: colocou todos seus livros em uma caixa e seguiu levando apenas seu rosário, o breviário e a Bíblia, para seu posto em &lt;i&gt;Ndjolê&lt;/i&gt; (Maio, 1938 – Agosto, 1939), o segundo posto em &lt;i&gt;Librevile&lt;/i&gt; (Dezembro, 1939 – Agosto, 1940), o terceiro em &lt;i&gt;Donguila&lt;/i&gt; (Agosto 1940 – Abril de 1943), o quarto em &lt;i&gt;Lambarene&lt;/i&gt; (Abril, 1943 – Outubro, 1945). Era um homem aberto, capaz de discutir todos os temas, e não um Bispo fechado. Em &lt;i&gt;Lambarene&lt;/i&gt;, trabalhava o célebre doutor Schweitzer, no hospital que fundara para curar os leprosos. Schweitzer era protestante, mas travara boas relações com Mons. Lefebvre. Os missionários católicos visitavam os doentes em seu hospital, aos quais davam a extrema-unção. Schweitzer vinha tocar órgão domingo em sua Missa — o que é uma coisa permitida.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Um dia de Outubro de 1945, Marcel Lefebvre estava visitando os povos no lago do sul de Lambarene, em uma piroga, com alguns moços que o ajudavam, quando um deles fez notar que uma outra piroga da Missão se aproximava. Nela, um homem trazia uma carta para o padre Lefebvre. Aproximou-se e lhe entregou a correspondência: “O Superior Geral da Congregação do Espírito Santo gostaria muito que o padre Lefebvre regressasse para a França para tornar-se reitor do &lt;i&gt;scolasticat&lt;/i&gt; de filosofia de Mortain”. Para Marcel Lefebvre era uma catástrofe: chorou, mas obedeceu. Uma vez nos disse que nunca se arrependeu de ter sempre obedecido, pois obedecia à vontade de Deus&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftn1_8998" name="_ftnref1_8998"&gt;[1]&lt;/a&gt;.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Veremos que, em toda sua vida, se meditarmos, Marcel Lefebvre sempre fez o contrário do que queria, sempre fez a vontade de Deus. Não queria ir para o Seminário em Roma, mas foi; não queria ensinar, mas passou toda vida ensinando; não queria deixar a África, mas deixou, obedeceu.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Em 1945, recém acabada a Segunda Guerra Mundial, o então padre Lefebvre retornou à França. A Normandia, noroeste da França, estava completamente destruída pela Guerra. A cidade de Mortain, onde estava a casa dos espiritanos, estava em ruínas, em cinzas. Somente ficara de pé a igreja, mas a cidade estava destruída. E assim, Mons. Lefebvre chegou em Mortain, olhou a casa dos espiritanos, não tinha mais vidros nas janelas, pois uma grande bomba havia caído sem se destruir, mas muitos obuses e centenas de projéteis haviam atingido a propriedade. Havia muito que reconstruir. Os seminaristas, mais de 150, passavam fome, pois não havia o que comer. Não havia mais comércio na cidade. Que fazer? Então, cada dia, depois da Missa, o novo reitor do seminário, que era um homem prático, pegava o carro de seu pai — que morrera no campo de concentração de Sonnenburg&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftn2_8998" name="_ftnref2_8998"&gt;[2]&lt;/a&gt; — e corria de fazenda em fazenda, por toda a campanha da Normandia, para tentar conseguir carne, queijo e batatas para seus estudantes, que imediatamente começaram a adorá-lo.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Tenho alguns testemunhos dos que então eram seminaristas, que dizem que então, naquele ano, fazia muito frio, mas que não lhes faltou o que comer. Dizem que sentiam que, então, alguém cuidava deles. Sentiam-se amados, e amavam-no em retorno.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Este homem, professor, reitor, tenho esquecido já a África, estava um dia em seu escritório, quando, em junho de 1947, recebeu um telefonema:  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Aqui fala o Superior Geral da Congregação do Espírito Santo.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Às suas ordens.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Padre, o sr. foi indicado pelo Papa como Vigário-Apostólico de Dakar, Senegal.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Alo?  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Alo, Padre, é o sr. que eu quero. O sr. foi nomeado Vigário-Apostólico de Dakar!  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— (silêncio).  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Alo! Padre?  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Sim! De Dakar. Sim, sim! Meu Deus!  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
*&amp;nbsp; *&amp;nbsp; *  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Senegal, na latitude do deserto do Saara, um país quase totalmente islâmico, muito difícil de se converter, onde Mons. Lefebvre não conhecia ninguém. Foi sagrado Bispo pelo cardeal Liénart, foi a Roma visitar o Papa Pio XII e receber suas ordens, e assim se foi a Dakar, na sua nova função.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Durante dois meses, visitou todas as dioceses, todas as missões, sacerdotes, religiosas, congregações missionárias, e por fim disse: “Eu não ficarei aqui, voltarei à França”. “Mas por que?“. “Porque não tenho missionários nem dinheiro”. Voltou à França, conseguiu dinheiro, novos missionários, voltou à África e construiu seu colégio secundário para homens, pois faltava colégios para homens.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Neste colégio formou novas vocações e novos pais de famílias. As instituições católicas, não apenas a Santa Missa, são necessárias. Era o método de Mons. Lefebvre. Sempre construía escolas, universidades, para estabelecer o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftn3_8998" name="_ftnref3_8998"&gt;[3]&lt;/a&gt;.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
*&amp;nbsp; *&amp;nbsp; *  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
No ano seguinte, em outubro de 1948, Mons. Lefebvre foi nomeado pelo Papa delegado Apostólico para toda a África Francesa&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftn4_8998" name="_ftnref4_8998"&gt;[4]&lt;/a&gt;. Teve de nomear quase 40 Bispos. Recolhia dinheiro e o distribuía com muito cuidado, evitando distribuí-lo para os periódicos modernistas. Assim, já na África tinha de combater contra os modernistas, que faziam revoluções em algumas dioceses&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftn5_8998" name="_ftnref5_8998"&gt;[5]&lt;/a&gt;.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
*&amp;nbsp; *&amp;nbsp; *  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Eleito João XXIII, Mons. Lefebvre, após ter sido Bispo em Dakar por 13 anos, não foi mantido na África, mas nomeado para uma pequena Diocese na França, em &lt;i&gt;Tulle&lt;/i&gt;. Os conhecidos perguntavam-lhe:  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Para onde foi o sr. Nomeado?  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Fui nomeado para Tulle.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Toul?  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Não, Tulle.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Para Toulon?  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Não, Tulle!  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Mas Tulle... não existe!  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
— Existe sim, procure no anuário pontifício. Está lá, Tulle.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Que humilhação, uma pequena diocese para um Arcebispo! Aceitou a humilhação, mas ficou em Tulle durante seis meses apenas. Neste período pôde reanimar seus sacerdotes, verdadeiramente desestimulados pela queda de vocações, ocasionada pelo fechamento do seminário no ano anterior. Perguntou aos padres: “Padres, que diriam se eu viesse a visitá-los em suas paróquias?”. Responderam-lhe: “Mons., o sr. nos diz que virá, mas fará como os outros, nós jamais o veremos.” Contudo, na data marcada, viam se aproximar Mons. Lefebvre em seu carro, sozinho, vindo para jantar com os padres, celebrar a Santa Missa, e, no dia seguinte, visitar as escolas, as irmãs e reanimar os sacerdotes.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
*&amp;nbsp; *&amp;nbsp; *  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Em Junho de 1962, Mons. Lefebvre se viu obrigado a abandonar a diocese de Tulle por ter sido eleito Superior Geral da Congregação do Espírito Santo, Congregação que contava com mais de 5.000 membros, entre sacerdotes e frades. Mas, depois de seis anos de governo na Congregação, não conseguiu impedir que a Revolução — ou seja, a entrada das novas idéias do Concílio Vaticano II — a invadisse, e por isso pediu sua exoneração&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftn6_8998" name="_ftnref6_8998"&gt;[6]&lt;/a&gt;.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Antes disso, como se sabe, Mons. Lefebvre foi um dos chefes da resistência contra o modernismo. O pensador era Dom Antônio de Castro Mayer, Mons. Lefebvre era o realizador. O secretariado, com alguns sacerdotes, preparavam os textos, e, durante a noite, no carro do Superior General, jovens brasileiros percorriam as ruas de Roma para distribuir os conselhos de votação para o dia seguinte. Conselhos para fechar a rota dos modernistas. E assim, durante dois ou três anos, Mons. Lefebvre lutou com sucesso contra os esquemas modernistas.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Ora, quando em 1968, após 6 anos de governo de sua Congregação, Mons. Lefebvre pediu sua demissão, sabia bem que jamais receberia outra diocese, pois o Papa Paulo VI o conhecia bem, e não gostava dele. Foi assim que, com 63 anos de idade, Mons. Lefebvre tornou-se um Bispo sem trabalho, um desempregado.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Antes de pedir sua demissão, disse ao padre Michael O’Carroll (que visitei em Dublin, Irlanda): “Se um dia não for mais Superior Geral, vou fundar um Seminário Internacional, e, em até dez anos, terei 100-150 seminaristas.” — Foi o que fez.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
No ano seguinte, em 1969, fundou, com permissão do Bispo de Fribourg, Mons. Charrière, o Seminário São Pio X, e eu fui um dos nove seminaristas que lá ingressaram no dia 13 de Outubro, dia de Nossa Senhora de Fátima.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Ano seguinte, Mons. Lefebvre fundou a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, com a aprovação de Mons. Charrière. Dizia Dom Lefebvre que jamais havia fundado algo sem a permissão do Bispo local, pois esta tinha de ser uma obra da Igreja. Jamais teve idéias pessoais, mas apenas os princípios da Igreja.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Contudo, o sucessor de Mons. Charrière, Mons. Mamie, liberal, após cinco anos de existência da Fraternidade, retirou a permissão. Mons. Lefebvre continuou dizendo: não é obra minha, mas é o combate pela Igreja. E prosseguiu no combate até as Sagrações dos 5 Bispos em 1988, para simplesmente continuar a Igreja na confissão inequívoca da Fé Católica.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
*&amp;nbsp; *&amp;nbsp; *  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Talvez tenha sido da sua formação no seminário, sob a direção do Padre Le Floch, que ele decididamente comprometeu-se com o Combate. Prometeu combater com o Papa e pelo Papa, pela Igreja. Não sabia como, nem quando, mais sabia que um dia teria de combater.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
A nós, dizia Mons. Lefebvre, que estamos sempre em estado de cruzada. E é nesse estado de cruzada que temos de continuar.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Agradeço pela atenção.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://www.capela.org.br/indicetradicao.htm"&gt;Volta ao índice&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftnref1_8998" name="_ftn1_8998"&gt;[1]&lt;/a&gt; [N. da P.] Dom Tissier de Mallerais, escreve em sua biografia sobre o Arcebispo: “Só um missionário pode compreender o despedaçamento [que Mons. Lefebvre sentiu]: após ter dado seu suor e coração à uma terra distante, às almas, fazer-se &lt;i&gt;fango&lt;/i&gt; entre os &lt;i&gt;fangos&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;galoa&lt;/i&gt; entre os &lt;i&gt;galoões&lt;/i&gt;, ter de abandonar tudo, retornar à França, onde não se queria mais retornar, é duro, muito duro”. Contudo, diz o biógrafo, Mons. Lefebvre, após ler a carta, “rapidamente se restabeleceu e pronunciou seu &lt;i&gt;fiat&lt;/i&gt;.” (&lt;i&gt;Marcel Lefebvre, Une vie&lt;/i&gt;, pág 146). &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftnref2_8998" name="_ftn2_8998"&gt;[2]&lt;/a&gt; [N.da P.] Após ter colaborado corajosamente com os que se opunham aos invasores nazistas, René Lefebvre foi pego e encarcerado pela Gestapo. Sua conduta no cárcere, como nos conta o biógrafo de Mons. Lefebvre, é verdadeiramente heróica, “o frio, a umidade, os furúnculos não conseguiam vencer nem sua piedade — ele rezava sem cessar o terço — nem sua confiança na vitória de sua pátria.” (&lt;i&gt;ibid&lt;/i&gt;., pág. 143-144)  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftnref3_8998" name="_ftn3_8998"&gt;[3]&lt;/a&gt; [N. da P.] Algumas estatísticas interessantes: “sob o episcopado de Mons. Lefebvre, o número de padres passou de 42 (dos quais 3 eram africanos) para 110 (dos quais 10 eram africanos), o de frades, de 14 (sendo 7 africanos) para 33 (sendo 18 africanos) e o de irmãs, de 120 (das quais 40 eram africanas) para 250 (das quais 60 eram africanas)”. Isso tudo em apenas 13 anos. Como diz o biógrafo, seus resultados foram um forte estimulo para as demais dioceses (&lt;i&gt;ibid&lt;/i&gt;, pág. 192).  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftnref4_8998" name="_ftn4_8998"&gt;[4]&lt;/a&gt; [N. da P.] A tarefa era enorme, significava ser nomeado representante do Papa em uma diocese, 26 vicariatos e 17 prefeituras apostólicas, numa área que ia do Marrocos e do Saara à Madagascar, passando pela Somália e Camarões de língua francesa — aliava às funções pastorais funções de jurisdição sobre 44 circunscrições eclesiásticas e de relações diplomáticas com o governo francês; a área depende da delegação apostólica de Dakar compreendia quase a metade do continente africano.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftnref5_8998" name="_ftn5_8998"&gt;[5]&lt;/a&gt; [N. da P.] Como delegado Apostólico, Mons. Lefebvre igualou os excelentes resultados obtidos na diocese de Dakar, como se vê nas estatísticas seguintes: entre 1948-1958, o número de batizados por ano aumentou mais de 50%; o número de sacerdotes africanos passou de 244, em 1948, para 455, em 1958. Mas, o principal indício do alto valor de seu trabalho, é esta declaração que Pio XII fez a Mons. Veuillot: “Mons. Lefebvre é certamente o mais eficaz e o mais qualificado dos delegados apostólicos. ” (&lt;i&gt;ibid&lt;/i&gt;., pág. 247)  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://www.capela.org.br/#_ftnref6_8998" name="_ftn6_8998"&gt;[6]&lt;/a&gt; [N. da P.] O resultado da invasão destas novas idéias nos diz o próprio Mons. Lefebvre: “Naquele momento, havia 5.200 membros em nossa congregação; hoje há menos de 4.000 (em 1975). Esse foi o resultado! A ruína pura e simples de nossa Congregação. Entreguei minha demissão porque não queria que a história pudesse dizer que foi Mons. Lefebvre quem arruinou a Congregação”&amp;nbsp; (v. “Pela Honra da Igreja”, conferência de Mons. Lefebvre, &lt;a href="http://www.capela.org.br/Crise/Vaticano2/lefebvre1975.htm"&gt;http://www.capela.org.br/Crise/Vaticano2/lefebvre1975.htm&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-3419398793791924206?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x6gtNdMK7VtGRBjVomOZlZdSCAQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x6gtNdMK7VtGRBjVomOZlZdSCAQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x6gtNdMK7VtGRBjVomOZlZdSCAQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x6gtNdMK7VtGRBjVomOZlZdSCAQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/ZclDRvJecqY" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-13T01:09:58.547-02:00</app:edited><media:thumbnail url="http://lh3.ggpht.com/_aOzGkDXWPus/TY56mK-0VzI/AAAAAAAAAiM/dEjnlXemJNY/s72-c/D%20Marcel%20Lefebvre_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/03/arcebispo-de-ferro-arcebispo-de-la.html</feedburner:origLink></item><item><title>Melhor canal de video do You Tube com músicas tradicionais católicas</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/Gj8fRpPac3Y/melhor-canal-de-video-do-you-tube-com.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Thu, 12 Jan 2012 19:10:25 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-1359114016026117720</guid><description>&lt;br /&gt;
O canal: &lt;a href="http://www.youtube.com/user/sh4m69" title="http://www.youtube.com/user/sh4m69"&gt;http://www.youtube.com/user/sh4m69&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Uma amostra abaixo:&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
Tomás Luis de Victoria- Taedet animam meam &lt;/div&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/kXuP280Vuug" style="height: 390px; width: 549px;" title="YouTube video player" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
Tomás Luis de Victoria (Ávila, 1548 - Madrid, 1611)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Officium defunctorum ad matutinum, 1605&lt;br /&gt;
Lectio II ad Matutinum&lt;br /&gt;
Taedet animam meam vitae meæ,&lt;br /&gt;
dimittam adversum me eloquium meum,&lt;br /&gt;
loquar in amaritudine animæ meæ.&lt;br /&gt;
Dicam Deo: Noli me condemnare:&lt;br /&gt;
indica mihi, cur me ita iudices.&lt;br /&gt;
Numquid bonum tibi videtur,&lt;br /&gt;
si calumnieris, et opprimas me,&lt;br /&gt;
opus manuum tuarum,&lt;br /&gt;
et consilium impiorum adiuves?&lt;br /&gt;
Numquid oculi carnei tibi sunt:&lt;br /&gt;
aut sicut videt homo, et tu vides?&lt;br /&gt;
Numquid sicut dies hominis dies tui,&lt;br /&gt;
aut anni tui sicut humana sunt tempora,&lt;br /&gt;
ut quaeras iniquitatem meam,&lt;br /&gt;
et peccatum meum scruteris?&lt;br /&gt;
Et scias, quia nihil impium fecerim,&lt;br /&gt;
cum sit nemo, qui de manu tua possit eruere.&lt;br /&gt;
(Job 10:1-7)&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
¡Estoy hastiado de mi vida!&lt;br /&gt;
Voy a dar curso libre a mis quejas,&lt;br /&gt;
a hablar con la amargura de mi alma.&lt;br /&gt;
Quiero decir a Dios:¡No me condenes,&lt;br /&gt;
dame a entender por qué te querellas contra mi!&lt;br /&gt;
¿Es decoroso para ti hacer violencia, desdeñar&lt;br /&gt;
la obra de tus manos y complacerte &lt;br /&gt;
en los consejos de los malvados?&lt;br /&gt;
¿Tienes tú acaso ojos de carne&lt;br /&gt;
y miras como mira el hombre?&lt;br /&gt;
¿Son tus días los de un mortal,&lt;br /&gt;
son tus años los de un hombre&lt;br /&gt;
para que tengas que inquirir mi culpa&lt;br /&gt;
y andar rebuscando mi pecado,&lt;br /&gt;
cuando sabes que no soy culpable&lt;br /&gt;
y nadie puede librarme de tus manos?&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
My soul is weary of my life, &lt;br /&gt;
I will let go my speech against myself, &lt;br /&gt;
I will speak in the bitterness of my soul. &lt;br /&gt;
I will say to God; tell me why Thou judgest me so. &lt;br /&gt;
Doth it seem good to Thee that Thou shouldst calumniate me, &lt;br /&gt;
and oppress me, the work of Thy own hands, &lt;br /&gt;
and help the counsel of the wicked?&lt;br /&gt;
Hast Thou eyes of flesh: or, shall Thou see as man seeth? &lt;br /&gt;
Are Thy days as the days of man, &lt;br /&gt;
and are Thy years as the times of men, that Thou shouldst inquire &lt;br /&gt;
after my iniquity, and search after my sin? &lt;br /&gt;
And shouldst know that I have done no wicked thing, &lt;br /&gt;
whereas there is no man that can deliver out of Thy hand.&lt;br /&gt;
Performers: MUSICA FICTA (Raúl Mallavibarrena)&lt;br /&gt;
Images: José de Ribera&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-1359114016026117720?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f3enQAyfCHkKvx45ibvNv8zqcz8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f3enQAyfCHkKvx45ibvNv8zqcz8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f3enQAyfCHkKvx45ibvNv8zqcz8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f3enQAyfCHkKvx45ibvNv8zqcz8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/Gj8fRpPac3Y" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-13T01:10:25.449-02:00</app:edited><media:thumbnail url="http://img.youtube.com/vi/kXuP280Vuug/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/03/melhor-canal-de-video-do-you-tube-com.html</feedburner:origLink></item><item><title>Assis e a Dominus Iesus</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/X_21SYFrC9c/assis-e-dominus-iesus.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Thu, 12 Jan 2012 19:11:22 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-7305208151840677745</guid><description>&lt;br /&gt;
Nota: Saiu recentemente um &lt;a href="http://fratresinunum.com/2011/01/17/eis-porque-bento-xvi-ira-desta-vez-a-assis-da-critica-de-1986-ao-juizo-de-hoje-ratisbona-e-a-%E2%80%9Cdominus-iesus%E2%80%9D/"&gt;texto de Paolo Rodari&lt;/a&gt;, aventando mudanças no III encontro de Assis, baseando-se na Dominus Iesus. Surpreendentemente, o então Cardeal Ratzinger ao dizer o Credo niceno-constantinopolitano, neste documento, omite mesmo o Filioque que foi motivo da ruptura dos orientais da chamada Igreja Ortodoxa. Já no templo luterano (como Bento XVI), ao sequazes de Lutero, disse que “somente Deus pode nos dar unidade”. Aqui ele já omite plenamente a Dominus Iesus, onde se reafirmaria que a Igreja Católica é necessária para a salvação. Assim, ele só poderia ter dito aos luteranos “somente Deus pode trazê-los de volta a unidade da única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo: Una, Santa, Católica e Apostólica. Para que se convertam e sejam salvos”. Não afirmando isto, deixa-se margens para entender que os luteranos podem encontrar salvação fora da Igreja. Mas o problema como colocado pelo Papa, não se trata de um problema de salvação a priori, mas um problema de unidade. Talvez os luteranos também estejam dentro da Igreja Católica, mas estejam em “meia comunhão”. Como se fosse possível dizer SIM NÃO… &lt;br /&gt;
Por essas e outras, o documento Dominus Iesus, não mudará em nada o III encontro de Assis. Abaixo segue o texto de Georcione Lima, analisando a Declaração Dominus Iesus (disponibilizado pelo site &lt;a href="http://fratresinunum.com/2011/01/17/eis-porque-bento-xvi-ira-desta-vez-a-assis-da-critica-de-1986-ao-juizo-de-hoje-ratisbona-e-a-%E2%80%9Cdominus-iesus%E2%80%9D/"&gt;Capela&lt;/a&gt;). Um bom esclarecimento!&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;b&gt;A DECLARAÇÃO &lt;i&gt;DOMINUS IESUS&lt;/i&gt; E SUAS AMBIGÜIDADES&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;i&gt;Procurei redigir um comentário a este documento da Congregação para a Doutrina da Fé, assinado pelo Cardeal Ratzinguer, com aprovação do Papa. Fui impedido por diversas razões, entre as quais destaco a náusea que sentia diante das armadilhas modernistas do texto e ainda mais dos bispos e teólogos que vieram a campo defender este documento. Nesse meio tempo soube da entrevista do Cardeal Ratzinguer a uma revista alemã (ver abaixo) onde o Cardeal acabava de vez com as esperanças que o texto, apesar das armadilhas, podia causar. Com isso pensei em desistir de comentar um texto que seria igual a todos os outros: inútil, enganador. Mas uma de nossas leitoras enviou-me o comentário abaixo que, apesar de não abranger todo o texto, mostra com clareza onde se encontram as principais armadilhas e o espírito modernista. Agradeço, assim, a Gercione Lima, por ter tido mais estômago do que eu. Aqui e ali introduzi algumas notas minhas.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;i&gt;Antes de lhe passar a palavra, assinalo que, no segundo parágrafo, o Cardeal transcreve o nosso Credo, o Símbolo de Nicéia-Constantinopla. Ora, surpreendentemente, este texto omite o Filioque: &lt;b&gt;que procede do Pai e do Filho&lt;/b&gt;, como ensina a Fé Católica, motivo da ruptura dos orientais da chamada Igreja Ortodoxa. Não me parece plausível alegar uma distração, em se tratando de texto oficial da mais importante Congregação doutrinária da Igreja. Falar em heresia também seria exagerado, visto que no próprio Novo Catecismo, o texto apresenta o Filioque. Talvez a razão seja, simplesmente, &lt;b&gt;ecumenismo&lt;/b&gt;. Talvez o próprio documento esconda, por detrás das afirmações quase tradicionais, intenções de agradar aos ortodoxos. Fica a dúvida para quem se interessar em pesquisar neste sentido.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Dom Lourenço Fleichman&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Quem achou que a &lt;strong&gt;Declaração Dominus Jesus Sobre A Unicidade e a Universalidade Salvífica de Jesus Cristo e da Igreja &lt;/strong&gt;veio para dar um fim às intermináveis especulações ecumênicas, bem como reafirmar o dogma: "&lt;strong&gt;Fora da Igreja não há salvação&lt;/strong&gt;", comemorou muito por quase nada. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Essa declaração da Congregação para a Doutrina da Fé não deixa muito espaço para nenhum longo tratado sobre a mesma. É suficiente dizer que a declaração simplesmente "&lt;em&gt;reiterou o ensinamento do Concílio Vaticano II, segundo o qual a Igreja Católica é necessária para a salvação"&lt;/em&gt;. Pelo menos foi essa a explicação que o Cardeal Ratzinguer deu em entrevista ao jornal alemão "&lt;em&gt;Frankfurter Allgemeine&lt;/em&gt;". &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
O leitor mais atento perceberá que a tática dos modernistas continua a mesma: declaram algumas verdades em um parágrafo, para logo em seguida contradizê-las no parágrafo seguinte, de forma que a indiferença e o pluralismo religioso que eles fingem erradicar, acabe perseverando mais vivo do que nunca. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo, em algumas passagens da Declaração está escrito: "&lt;em&gt;A verdade profunda, tanto a respeito de Deus como da salvação dos homens, manifesta-se-nos por esta revelação na pessoa de Cristo, que é simultaneamente o mediador e a plenitude de toda a revelação ... "A fé é um dom da graça: Porque para professar esta fé, é necessária a graça de Deus que previne e ajuda, e os outros auxílios internos do Espírito Santo, o qual mova e converta para Deus os corações, abra os olhos da alma, e dê "a todos a suavidade no aderir e dar crédito à verdade" ... "Deve, portanto, manter-se firmemente a distinção entre a fé teologal e a crença nas outras religiões. Se fé é aceitar na graça a verdade revelada, que permite penetrar no seio do mistério, favorecendo a sua inteligência coerente , a crença nas outras religiões é o conjunto de experiência e pensamento, que constitui os tesouros humanos de sabedoria e de religiosidade, que o homem na sua procura da verdade idealizou e pôs em prática em referência ao Divino e ao Absoluto&lt;/em&gt;". &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Todavia, logo depois de declarar com absoluta fidelidade à Doutrina Tradicional, a diferença entre a Fé Católica sobrenatural e a fé puramente humana, a Declaração prossegue:&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
"&lt;em&gt;Embora querendo congregar em Cristo todas as gentes e comunicar-lhes a plenitude da sua revelação e do seu amor, Deus não deixa de Se tornar presente sob variadas formas quer aos indivíduos, quer aos povos, através das suas riquezas espirituais&lt;/em&gt;(?), &lt;em&gt;das quais a principal e essencial expressão são as religiões(?), mesmo se contêm "lacunas, insuficiências e erros&lt;/em&gt;". &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Como se Deus pudesse fazer uso de "erros" para Se fazer conhecido! Ora, não poucos santos já declararam que os poucos indícios de verdade encontrados nessas falsas religiões, são artifícios do demônio para seduzir e enganar os incautos sob a aparência de verdade.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
"&lt;i&gt;Portanto, os livros sagrados das outras religiões&lt;/i&gt; [escritos por homens] , &lt;i&gt;que sem dúvida alimentam e orientam a existência dos seus seguidores, recebem do mistério de Cristo os elementos de bondade e de graça neles presentes. &lt;/i&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Incrível! Tudo isto está em perfeita sintonia com a declaração do Concílio Vaticano com relação às religiões não-cristãs, a qual afirma:&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
"&lt;i&gt;A Igreja Católica não rejeita nada do que é verdadeiro e santo nestas religiões. Por isso, o Concílio Vaticano II, referindo-se aos modos de agir, aos preceitos e doutrinas das outras religiões, afirma - como acima se recordou - que, «embora em muitos pontos estejam em discordância com aquilo que [a Igreja] afirma e ensina, muitas vezes refletem um raio daquela Verdade, que ilumina todos os homens»&lt;/i&gt;.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Realmente é de deixar qualquer um boquiaberto! &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
No que diz respeito à Igreja, depois de declarar positivamente que "&lt;i&gt;em relação à unicidade e universalidade da mediação salvífica de Jesus Cristo, deve crer-se firmemente como verdade de fé católica na unicidade da Igreja por Ele fundada. Como existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua Esposa: uma só Igreja católica e apostólica ...Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica - radicada na sucessão apostólica - entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja Católica: Esta é a única Igreja de Cristo&lt;/i&gt; . &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Não obstante tudo isso, a declaração continua com o mesmo jargão do Vaticano II:&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
"&lt;i&gt;Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste [subsistit in] na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele&lt;/i&gt;".&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Para quem não sabe,&amp;nbsp; esta expressão "&lt;i&gt;subsistit&lt;/i&gt;", foi sugerida durante o Concílio por um pastor protestante amigo do atual Cardeal Ratzinguer: Pastor Wilhelm Schmidt . E a &lt;i&gt;Dominus Iesus&lt;/i&gt; explica:&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
"&lt;i&gt;Com a expressão «subsistit in», o Concílio Vaticano II quis harmonizar duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de Cristo, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que « existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora da sua composição, isto é, nas Igrejas e Comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica".&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Numa recente entrevista ao jornal alemão "&lt;i&gt;Frankfurter Allgemeine&lt;/i&gt;", o Cardeal Ratzinguer explicou que o Vaticano II não quis usar a expressão de Pio XII (&lt;i&gt;Mystici Corporis&lt;/i&gt;) segundo a qual "&lt;i&gt;A Igreja de Cristo é APENAS a Igreja Católica", mas ao invés preferiu a expressão&lt;/i&gt; &lt;em&gt;"A Igreja de Cristo subsiste (sugestão do pastor protestante) na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele",&lt;/em&gt; porque segundo ele, o Concílio desejou afirmar que &lt;em&gt;"a Igreja de Cristo possui uma identidade muito maior do que a Igreja Católica Romana&lt;/em&gt;". &lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
[É de fé divina e católica que só a Igreja Católica é a verdadeira Igreja fundada por Jesus Cristo. Logo, esta afirmação, do Concílio ou do Cardeal Ratzinguer, é pura heresia. Mas o modernista escapa desta acusação citando outras frases em que ele afirma a verdade, e usando termos ambíguos como este: "&lt;i&gt;possui uma identidade&lt;/i&gt;", que no final das contas, pode ser interpretado como se quiser. Nota de Dom Lourenço]&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Mas voltando à &lt;i&gt;DOMINUS IESUS&lt;/i&gt;, vejamos as seguintes passagens:&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
"&lt;i&gt;As Igrejas que, embora não estando em perfeita comunhão com a Igreja Católica, se mantêm unidas a esta por vínculos estreitíssimos, como são a sucessão apostólica e uma válida Eucaristia, são verdadeiras Igrejas particulares. Por isso, também nestas Igrejas está presente e atua a Igreja de Cristo, embora lhes falte a plena comunhão com a Igreja católica, enquanto não aceitam a doutrina católica do Primado que, por vontade de Deus, o Bispo de Roma objetivamente tem e exerce sobre toda a Igreja&lt;/i&gt;". &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;i&gt;As Comunidades eclesiais, invés, que não conservaram um válido episcopado e a genuína e íntegra substância do mistério eucarístico, não são Igrejas em sentido próprio. Os que, porém, foram batizados nestas Comunidades estão pelo Batismo incorporados em Cristo e, portanto, vivem numa certa comunhão, se bem que imperfeita, com a Igreja. O Batismo, efetivamente, tende por si ao completo desenvolvimento da vida em Cristo, através da íntegra profissão de fé, da Eucaristia e da plena comunhão na Igreja&lt;/i&gt;...&lt;i&gt;Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso no mistério da salvação ou sejam vazias de significado, já que o Espírito Santo não recusa a servir-Se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja Católica.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
[Este parágrafo sobre a teologia dos sacramentos também é próximo da heresia, senão herético. Se estas "faltas" não tiram o peso dessas religiões, então seriam faltas secundárias. Os ortodoxos orientais têm ordenação válida. Nem por isso esta religião é caminho de salvação. Aliás, é comum ouvir dos padres progressistas que os anglicanos têm ainda o verdadeiro sacerdócio, quando se sabe que o Papa Leão XIII dirimiu esta questão, não sendo mais possível a um católico achar que os anglicanos tenham verdadeiros sacerdotes. (cf. carta &lt;i&gt;Apostolicae curae, 13/9/1896).&lt;/i&gt; Além disso, desde quando pode-se afirmar que o batismo realizado nas seitas é válido? A doutrina e a prática tradicionais da Igreja ensinam que é pelo menos duvidoso, quando não inválido. Mesmo quando a forma sacramental é preservada, o que é raro entre os protestantes atuais, resta ainda a delicada questão da intenção de fazer o que a Igreja Católica faz. E quem poderá afirmar sem erro que houve esta intenção num batismo? Na medida em que o batismo destas seitas é inválido, seus adeptos não têm a fé teologal, nem a graça santificante, nem os dons do Espírito Santo. Nota de dom Lourenço].&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Em poucas palavras: NADA MUDOU! Tudo aquilo que os padres tradicionais lutaram pra tirar dos documentos elaborados durante o Vaticano II, continuam na DOMINUS JESUS... com novo zelo, novo ardor e o mesmo velho método: a linguagem ambígua dos modernistas. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Gercione &lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
[Gostaria de acrescentar, para terminar, que uma das características mais marcantes do espírito do Vaticano II é que estes textos ambíguos e escorregadios nos impedem de assinalar verdadeiras heresias, as quais só existem na práxis: vivemos há quarenta anos uma &lt;i&gt;heresia da ação. &lt;/i&gt;Antes deste exemplo típico do documento &lt;i&gt;Dominus Iesus&lt;/i&gt;, já vivemos isso com outros, como o texto desta mesma Congregação contra a Teologia da Libertação, que foi acompanhado de todos os aplausos a Dom Hélder e seus seguidores. Isso sem falar na Missa de Paulo VI, que é o mais vivo exemplo deste espírito medonho. Nota de Dom Lourenço]&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-7305208151840677745?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8ry8n70Hq6qFanBuabdafsL4FBE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8ry8n70Hq6qFanBuabdafsL4FBE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&amp;nbsp;&lt;/h5&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;strong&gt;FALAM DA PAZ, MAS NÃO É A PAZ&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
A paz do mundo procura sua plataforma entre os homens, no que eles têm de parecido e de comum. Constrói sobre fundamentos da igualdade. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Procede por concessões e por silêncios. Faz concessões ao erro e ao mal, envolve no silêncio a verdade e o bem, coloca o verdadeiro e o falso, o bem e o mal no mesmo pé de igualdade e lhes concede os mesmos direitos. Assim pensa apaziguar todas as reclamações e reinar sem problemas. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Há homens religiosos que rezam e procuram servir a Deus, mas que contestam ou a divindade de Cristo ou a autoridade da Igreja. Não reconhecem nem as verdades que a Igreja ensina, nem os sacramentos sobre os quais ela tem gestão, nem a hierarquia que é sua armadura. No entanto são irmãos; desejamos estender-lhes a mão, estabelecer algum acordo com eles, organizar alguma colaboração. O que se faz então? Volta-se para os filhos da Igreja, pede-se para que se consintam, guardando para si suas convicções íntimas, calando-as, escondendo-as num profundo silêncio para não entristecer ou alienar os irmãos dissidentes. Põe-se todas as confissões no mesmo pé de igualdade, propõe-se-lhes um trabalho comum, a elaboração de um CREDO de onde serão riscados todos os artigos contestados por uma ou outra confissão, e na profissão de fé desse CREDO todos se encontrarão. CREDO paupérrimo e que logo se evapora como se dissipam as brumas da manhã sob a ação dos raios do sol do verão. &lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Ora, logo se verá que além desses homens religiosos, existem outros que se convencionou chamar homens de bem e que não crêem em Deus. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Não professam nenhum culto e não experimentam nenhum sentimento religioso. Esses também são irmãos, nós os amamos, queremos estender-lhes a mão, entrar em algum acordo ou colaboração com eles. Então nos voltamos para os homens religiosos. Pedimos para que consintam, guardando para si suas convicções íntimas, calando-as, envolvendo-as em profundo silêncio para não afastar ou contristar nossos irmãos incrédulos. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Vamos nos unir fora de toda profissão de princípios religiosos, sobre o terreno social, vamos trabalhar em comum para salvar a ordem social por meios materiais. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Porém logo que olhamos mais adiante desse grande grupo, percebemos que fora dos partidários da ordem social, existem outros homens que rejeitam as bases sobre as quais repousa essa ordem social. Eles repelem a autoridade e a propriedade. No entanto são nossos irmãos. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Queremos amá-los e estender-lhes a mão. Não se desiste em chegar a um entendimento e uma colaboração com esses. Para atingir a esse tão almejado resultado, volta-se aos defensores da ordem social. Que continuem fiéis às suas convicções, mas as envolvam de um espesso silêncio, que se abstenham em falar em Pátria e Família, em autoridade e propriedade. Então um acordo poderá ser feito em um terreno comum, por exemplo, sobre o terreno comercial. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Assim o véu que recobre os princípios religiosos e sociais se faz cada dia mais vasto e mais espesso. As verdades que exigem no entanto nossa profissão expressa e pública desapareceriam da linguagem. Não se fala mais nisso. Mas é uma lei da psicologia humana que as idéias das quais não se fala desaparecem rapidamente. As convicções que elas inspiram se enfraquecem. Depois de terem desaparecido da linguagem, desaparecem da consciência. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;b&gt;O que restará então?&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Restam os apetites, as ambições e as paixões. Resta a necessidade das riquezas e dos prazeres. Restam a inveja e a luxúria, em uma palavra, resta a besta humana. Resta tudo o que divide, tudo o que excita o ódio ímpio, tudo o que desencadeia as guerras imperdoáveis. Procurou-se a paz por métodos que não são os do Príncipe e do Deus da Paz. Não se encontrou a Paz. E se verificou a palavra dos Livros dos Santos: “&lt;i&gt;Dixerunt pax et non est Pax&lt;/i&gt;”. Proclamaram a paz e a paz não foi feita. Projetaram, isto sim, uma luz singular sobre essa fórmula que poderia bem ser uma lei da história: “&lt;i&gt;Si vis bellum, para pacem&lt;/i&gt;”, se quer a guerra prepare a paz, a paz segundo o mundo! &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;b&gt;Discurso de Mgr. Chollet, arcebispo de Cambrai, no Congresso Eucarístico de Roma 1924.&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
(Revista SIM SIM NÃO NÃO n° 4 ― Abril de 1993) &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Publicado em &lt;a href="http://www.permanencia.org.br/SimSimNaoNao/004/art2.htm"&gt;permanência&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-2530606722887717064?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/maelu9cZwPVAlXviMdiDC2RmcS0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/maelu9cZwPVAlXviMdiDC2RmcS0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;a href="http://fratresinunum.com/2010/03/15/papa-na-igreja-luterana-deus-e-o-unico-que-pode-nos-dar-a-unidade/"&gt;Papa na Igreja Luterana: Deus é o único que pode nos dar a unidade.&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Cidade do Vaticano, 15 mar (&lt;a href="http://www.oecumene.radiovaticana.org/BRA/Articolo.asp?c=364253"&gt;RV&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt; – O Papa Bento XVI visitou na tarde de ontem a &lt;em&gt;Christuskirche&lt;/em&gt;, a Igreja Luterana de Roma. O Santo Padre foi recebido pela Presidente da comunidade, Doris Esch. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Em tom cordial, ela afirmou que o Papa poderia “se sentir em casa” e recordou a visita feita à &lt;em&gt;Christuskirche&lt;/em&gt; (Igreja de Cristo) em 1983 por seu antecessor, João Paulo II. Naquela ocasião, foram celebrados os 500 anos do nascimento de Martinho Lutero. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Depois da recepção, o Santo Padre se dirigiu à Igreja para participar de uma cerimônia ecumênica, acompanhado pelo Pastor Jens-Martin Kruse. Ao discursar diante do Papa, Kruse falou da unidade entre as confissões cristãs, que apesar de suas “divisões e opressões”, sabem estar próximas uma da outra, sobretudo nos momentos de sofrimento e dor. “No caminho com Jesus Cristo, nós cristãos somos chamados pelo Apóstolo Paulo a não ficarmos cada um de um lado, mas juntos.” &lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Por sua vez, o pontífice, falando em alemão e sem um discurso nas mãos, afirmou que se ouvem “muitas queixas pelo fato de que o ecumenismo não progride, mas temos de dizer – e podemos dizer com muita gratidão – que já temos muitos elementos de unidade”. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
O pontífice convidou a agradecer pelo fato “de que estamos aqui presentes, por exemplo, neste domingo, porque cantamos juntos, porque escutamos a Palavra de Deus, porque nos escutamos uns aos outros, olhando todos juntos para Cristo e, deste modo, damos testemunho do único Cristo”. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Bento XVI reconheceu que “certamente não temos de nos contentar com os êxitos do ecumenismo dos últimos anos, pois não podemos beber do mesmo cálice nem podemos estar juntos ao redor do mesmo altar”. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
“Isso tem de nos entristecer, pois é uma situação pecaminosa, mas a unidade não pode ser fruto dos homens, temos de nos entregar ao Senhor, pois Ele é o único que pode nos dar a unidade. Esperamos que Ele nos leve a esta unidade” – disse. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Citando as palavras do Pastor Kruse, o Santo Padre reconheceu que o primeiro ponto de encontro entre luteranos e católicos “deve ser a alegria e a esperança que já vivemos, e a esperança de que esta unidade possa ser mais profunda”. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Após a cerimônia ecumênica, o Papa participou de um encontro com a comunidade e com seu pastor. (BF) &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html"&gt;CARDEAL RATZINGER NA DOMINUS IESUS:&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;b&gt;IV. UNICIDADE E UNIDADE DA IGREJA&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
16. O Senhor Jesus, único Salvador, não formou uma simples comunidade de discípulos, mas constituiu a Igreja como &lt;i&gt;mistério salvífico&lt;/i&gt;: Ele mesmo está na Igreja e a Igreja n'Ele (cf. &lt;i&gt;Jo &lt;/i&gt;15,1ss.; &lt;i&gt;Gal &lt;/i&gt;3,28; &lt;i&gt;Ef &lt;/i&gt;4,15&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;16; &lt;i&gt;Actos &lt;/i&gt;9,5); por isso, a plenitude do mistério salvífico de Cristo pertence também à Igreja, unida de modo inseparável ao seu Senhor. Jesus Cristo, com efeito, continua a estar presente e a operar a salvação na Igreja e através da Igreja (cf. &lt;i&gt;Col &lt;/i&gt;1,24&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;27),&lt;sup&gt;47&lt;/sup&gt; que é o seu Corpo (cf. &lt;i&gt;1 Cor &lt;/i&gt;12,12&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;13.27; &lt;i&gt;Col &lt;/i&gt;1,18).&lt;sup&gt;48&lt;/sup&gt; E, assim como a cabeça e os membros de um corpo vivo, embora não se identifiquem, são inseparáveis, Cristo e a Igreja não podem confundir&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;se nem mesmo separar&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;se, constituindo invés um único « Cristo total ».&lt;sup&gt;49&lt;/sup&gt; Uma tal inseparabilidade é expressa no Novo Testamento também com a analogia da Igreja &lt;i&gt;Esposa &lt;/i&gt;de Cristo (cf. &lt;i&gt;2 Cor &lt;/i&gt;11,2; &lt;i&gt;Ef &lt;/i&gt;5,25&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;29; &lt;i&gt;Ap &lt;/i&gt;21,2.9).&lt;sup&gt;50&lt;/sup&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Assim, e em relação com a unicidade e universalidade da mediação salvífica de Jesus Cristo, deve &lt;i&gt;crer&lt;/i&gt;&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;se firmemente &lt;/i&gt;como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por Ele fundada. Como existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua Esposa: « uma só Igreja católica e apostólica ».&lt;sup&gt;51&lt;/sup&gt; Por outro lado, as promessas do Senhor de nunca abandonar a sua Igreja (cf. &lt;i&gt;Mt &lt;/i&gt;16,18; 28,20) e de guiá&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;la com o seu Espírito (cf. &lt;i&gt;Jo &lt;/i&gt;16,13) comportam que, segundo a fé católica, a unicidade e unidade, bem como tudo o que concerne a integridade da Igreja, jamais virão a faltar.&lt;sup&gt;52&lt;/sup&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Os fiéis são &lt;i&gt;obrigados a professar &lt;/i&gt;que existe uma continuidade histórica — radicada na sucessão apostólica&lt;sup&gt;53&lt;/sup&gt; — entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja Católica: « Esta é a única Igreja de Cristo [...] que o nosso Salvador, depois da sua ressurreição, confiou a Pedro para apascentar (cf. &lt;i&gt;Jo &lt;/i&gt;21,17), encarregando&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;o a Ele e aos demais Apóstolos de a difundirem e de a governarem (cf. &lt;i&gt;Mt &lt;/i&gt;28,18ss.); levantando&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;a para sempre como coluna e esteio da verdade (cf. &lt;i&gt;1 Tim &lt;/i&gt;3,15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste [&lt;i&gt;subsistit in&lt;/i&gt;] na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele ».&lt;sup&gt;54&lt;/sup&gt; Com a expressão « &lt;i&gt;subsistit in&lt;/i&gt; », o Concílio Vaticano II quis harmonizar duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de Cristo, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que « existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora da sua composição »,&lt;sup&gt;55&lt;/sup&gt; isto é, nas Igrejas e Comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica.&lt;sup&gt;56&lt;/sup&gt; Acerca destas, porém, deve afirmar&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;se que « o seu valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja Católica ».&lt;sup&gt;57&lt;/sup&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
17. Existe portanto uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele.&lt;sup&gt;58&lt;/sup&gt; As Igrejas que, embora não estando em perfeita comunhão com a Igreja Católica, se mantêm unidas a esta por vínculos estreitíssimos, como são a sucessão apostólica e uma válida Eucaristia, são verdadeiras Igrejas particulares.&lt;sup&gt;59&lt;/sup&gt; Por isso, também nestas Igrejas está presente e actua a Igreja de Cristo, embora lhes falte a plena comunhão com a Igreja católica, enquanto não aceitam a doutrina católica do Primado que, por vontade de Deus, o Bispo de Roma objectivamente tem e exerce sobre toda a Igreja.&lt;sup&gt;60&lt;/sup&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
As Comunidades eclesiais, invés, que não conservaram um válido episcopado e a genuína e íntegra substância do mistério eucarístico,&lt;sup&gt;61&lt;/sup&gt; não são Igrejas em sentido próprio. Os que, porém, foram baptizados nestas Comunidades estão pelo Baptismo incorporados em Cristo e, portanto, vivem numa certa comunhão, se bem que imperfeita, com a Igreja.&lt;sup&gt;62&lt;/sup&gt; O Baptismo, efectivamente, tende por si ao completo desenvolvimento da vida em Cristo, através da íntegra profissão de fé, da Eucaristia e da plena comunhão na Igreja.&lt;sup&gt;63&lt;/sup&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
« Os fiéis não podem, por conseguinte, imaginar a Igreja de Cristo como se fosse a soma — diferenciada e, de certo modo, também unitária — das Igrejas e Comunidades eclesiais; nem lhes é permitido pensar que a Igreja de Cristo hoje já não exista em parte alguma, tornando&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;se, assim, um mero objecto de procura por parte de todas as Igrejas e Comunidades ».&lt;sup&gt;64&lt;/sup&gt; « Os elementos desta Igreja já realizada existem, reunidos na sua plenitude, na Igreja Católica e, sem essa plenitude, nas demais Comunidades ».&lt;sup&gt;65&lt;/sup&gt; « Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso no mistério da salvação ou sejam vazias de significado, já que o Espírito Se não recusa a servir&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;Se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja Católica ».&lt;sup&gt;66&lt;/sup&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
A falta de unidade entre os cristãos é certamente uma &lt;i&gt;ferida &lt;/i&gt;para a Igreja; não no sentido de estar privada da sua unidade, mas « porque a divisão é um obstáculo à plena realização da sua universalidade na história ».&lt;sup&gt;67&lt;/sup&gt; &lt;/div&gt;
(47) Cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm. &lt;i&gt;Lumen gentium&lt;/i&gt;, n. 14.  &lt;br /&gt;
(48) Cf. &lt;i&gt;ibid.&lt;/i&gt;, n. 7.  &lt;br /&gt;
(49) Cf. S. Agostinho, &lt;i&gt;Enarrat. in Psalmos&lt;/i&gt;, Ps. 90, &lt;i&gt;Sermo &lt;/i&gt;2,1: &lt;i&gt;CCL&lt;/i&gt; 39, 1266; S. Gregório Magno, &lt;i&gt;Moralia in Iob&lt;/i&gt;, Praefatio, 6, 14: &lt;i&gt;PL &lt;/i&gt;75, 525; S. Tomás de Aquino, &lt;i&gt;Summa Theologiae&lt;/i&gt;, III, q. 48, a. 2 ad 1.  &lt;br /&gt;
(50) Cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm. &lt;i&gt;Lumen gentium&lt;/i&gt;, n. 6.  &lt;br /&gt;
(51) &lt;i&gt;Símbolo da fé: &lt;/i&gt;Denz., n. 48. Cf. Bonifácio VIII, Bula &lt;i&gt;Unam Sanctam&lt;/i&gt;: Denz., n. 870-872; Conc. Vaticano II, Const. dogm. &lt;i&gt;Lumen gentium&lt;/i&gt;, n. 8.  &lt;br /&gt;
(52) Cf. Conc. Vaticano II, Decr. &lt;i&gt;Unitatis redintegratio&lt;/i&gt;, n. 4; João Paulo II, Carta Enc. &lt;i&gt;Ut unum sint&lt;/i&gt;, n. 11: &lt;i&gt;AAS&lt;/i&gt; 87 (1995) 921&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;982.  &lt;br /&gt;
(53) Cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm. &lt;i&gt;Lumen gentium&lt;/i&gt;, n. 20; cf. ainda S. Ireneu, &lt;i&gt;Adversus Haereses&lt;/i&gt;, III, 3, 1&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;3: &lt;i&gt;SC&lt;/i&gt; 211, 20&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;44; S. Cipriano, &lt;i&gt;Epist. &lt;/i&gt;33, 1: &lt;i&gt;CCL&lt;/i&gt; 3B, 164&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;165; S. Agostinho, &lt;i&gt;Contra advers. legis et prophet.&lt;/i&gt;, 1, 20, 39: &lt;i&gt;CCL&lt;/i&gt; 49, 70.  &lt;br /&gt;
(54) Conc. Vaticano II, Const. dogm. &lt;i&gt;Lumen gentium&lt;/i&gt;, n. 8.  &lt;br /&gt;
(55) &lt;i&gt;Ibid.,&lt;/i&gt; cf. João Paulo II, Carta Enc. &lt;i&gt;Ut unum sint&lt;/i&gt;, n. 13. Conc. Vaticano II, Const. Dogm. &lt;i&gt;Lumen gentium, &lt;/i&gt;n. 15 e Decr. &lt;i&gt;Unitatis redintegratio&lt;/i&gt;, n. 3.  &lt;br /&gt;
(56) É, portanto, contrária ao significado autêntico do texto do Concílio a interpretação que leva a deduzir da fórmula &lt;i&gt;subsistit in &lt;/i&gt;a tese, segundo a qual, a única Igreja de Cristo poderia também subsistir em Igrejas e Comunidades eclesiais não católicas. « O Concílio, invés, adoptou a palavra “subsistit” precisamente para esclarecer que existe uma só “subsistência” da verdadeira Igreja, ao passo que fora da sua composição visível existem apenas “elementa Ecclesiae”, que — por serem elementos da própria Igreja — tendem e conduzem para a Igreja Católica » [Congr. para a Doutrina da Fé, &lt;i&gt;Notificação sobre o volume “Igreja: carisma e poder” do P. Leonardo Boff&lt;/i&gt;: &lt;i&gt;AAS&lt;/i&gt; 77 (1985) 756&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;762].  &lt;br /&gt;
(57) Conc. Vaticano II, Decr. &lt;i&gt;Unitatis redintegratio&lt;/i&gt;, n. 3.  &lt;br /&gt;
(58) Cf. Congr. Para a Doutrina da Fé, Decl. &lt;i&gt;Mysterium ecclesiae&lt;/i&gt;, n. 1: &lt;i&gt;AAS&lt;/i&gt; 65 (1973) 396-408.  &lt;br /&gt;
(59) Cf. Conc. Vaticano II, Decr. &lt;i&gt;Unitatis redintegratio&lt;/i&gt;, nn. 14 e 15; Congr. para a Doutrina da Fé, Carta &lt;i&gt;Communionis notio&lt;/i&gt;, n. 17: &lt;i&gt;AAS&lt;/i&gt; 85 (1993) 838&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;850.  &lt;br /&gt;
(60) Cf. Conc. Vaticano I, Const. dogm. &lt;i&gt;Pastor aeternus&lt;/i&gt;: Denz., n. 3053&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;3064; Conc. Vaticano II, Const. dogm. &lt;i&gt;Lumen gentium&lt;/i&gt;, n. 22.  &lt;br /&gt;
(61) Cf. Conc. Vaticano II, Decr. &lt;i&gt;Unitatis redintegratio&lt;/i&gt;, n. 22.  &lt;br /&gt;
(62) Cf. &lt;i&gt;ibid.&lt;/i&gt;, n. 3.  &lt;br /&gt;
(63) Cf. &lt;i&gt;ibid.&lt;/i&gt;, n. 22.  &lt;br /&gt;
(64) Congr. para a Doutrina da Fé, Decl. &lt;i&gt;Mysterium ecclesiae&lt;/i&gt;, n. 1.  &lt;br /&gt;
(65) João Paulo II, Carta Enc. &lt;i&gt;Ut unum sint&lt;/i&gt;, n. 14.  &lt;br /&gt;
(66) Conc. Vaticano II, Decr. &lt;i&gt;Unitatis redintegratio&lt;/i&gt;, n. 3.  &lt;br /&gt;
(67) Congr. para a Doutrina da Fé, Carta &lt;i&gt;Communionis notio&lt;/i&gt;, n. 17. Cf. Conc. Vaticano II, Decr. &lt;i&gt;Unitatis redintegratio&lt;/i&gt;, n. 4.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-423554379111961942?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zRxATgzUbV6vFYtsxAvZ8n3D4Ds/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zRxATgzUbV6vFYtsxAvZ8n3D4Ds/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zRxATgzUbV6vFYtsxAvZ8n3D4Ds/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zRxATgzUbV6vFYtsxAvZ8n3D4Ds/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/yUOxzb3YCqg" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-13T01:11:53.209-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/02/visita-ao-templo-luterano-de-bento-xvi.html</feedburner:origLink></item><item><title>Duas hermenêuticas, dois São Franciscos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/anVSPcNky_s/duas-hermeneuticas-dois-sao-franciscos.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Fri, 11 Feb 2011 10:30:50 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-3527784032232645121</guid><description>&lt;p align="justify"&gt;O testemunho do então Cardeal Ratzinger, sobre São Francisco : &lt;p align="justify"&gt;"Foi somente, então, derrotado, prisioneiro, sofredor, que começou a pensar no cristianismo &lt;strong&gt;de modo novo&lt;/strong&gt;. E somente depois desta experiência que lhe foi possível pensar e compreender a voz do Crucificado que lhe falou na pequena Igreja em ruínas de São Damião, que se tornou, por isso, a imagem mesma da Igreja da sua época, profundamente ferida e em decadência. Somente então viu como a&amp;nbsp; nudez de Cristo, a sua pobreza e a sua humilhação extrema estavam em contraste com o luxo e a violência que antes lhe pareciam normais. E somente então conheceu verdadeiramente a Cristo e &lt;font color="#ff0000"&gt;&lt;strong&gt;entendeu que as cruzadas não eram o caminho correto para defender os cristãos e os direitos dos cristãos na Terra Santa&lt;/strong&gt;,&lt;/font&gt; mas que, antes, era necessário levar a sério e à letra a mensagem da imitação do Crucificado". O esplendor da paz de Francisco &lt;a href="http://fratresinunum.com/2011/01/31/o-que-bento-xvi-realmente-pensa-s%20%20%20obre-assis/"&gt;http://fratresinunum.com/2011/01/31/o-que-bento-xvi-realmente-pensa-sobre-assis/&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;O testemunho ocular de Frei Iluminato, que esteve com São Francisco diante do sultão Malek Kamel e ouviu o santo dizer: &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;“&lt;em&gt;Os cristãos&lt;em&gt; agem &lt;/em&gt;conforme a justiça&lt;em&gt; quando &lt;/em&gt;invadem as vossas terras&lt;em&gt; e &lt;/em&gt;vos combatem&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;porque vós blasfemais o nome de Cristo&lt;em&gt; e vos esforçais para afastar de sua religião quanto mais homens puderdes afastar. Se, pelo contrário, vós quisésseis reconhecer, confessar e adorar o Criador e Redentor do mundo, eles vos amariam como a si mesmos”.&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Além disso, q&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;uanto ao diálogo inter religioso&lt;/strong&gt;, sabemos por&lt;strong&gt; São Boaventura, que São Francisco falando com o Sultão foi logo ao ponto mais delicado, sabendo que corria o risco do martírio&lt;/strong&gt;: &lt;p align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Pregou ao Sultão o Deus uno e trino e o Salvador de todos, Jesus Cristo&lt;/em&gt;” &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E quando viu que ninguém lhe dava razão? &lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;“&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vendo que não fazia progressos na conversão daquela gente e que não podia realizar o seu projeto, prevenido por uma revelação divina, ele retornou aos países cristãos” São Francisco pacífista, enésima mentira da TV - Sandro Magister &lt;a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&amp;amp;subsecao=igreja&amp;amp;artigo=francisco_pacifista&amp;amp;lang=bra"&gt;http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&amp;amp;subsecao=igreja&amp;amp;artigo=francisco_pacifista&amp;amp;lang=bra&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-3527784032232645121?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wEgj8neL5jGxMNCtWbLBmDZRSJQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wEgj8neL5jGxMNCtWbLBmDZRSJQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/peZ-4f3ZvQq-CQ90mXdleu93-sI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/peZ-4f3ZvQq-CQ90mXdleu93-sI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/peZ-4f3ZvQq-CQ90mXdleu93-sI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/peZ-4f3ZvQq-CQ90mXdleu93-sI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/17ZKXVs-6dU" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-10T13:38:52.464-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/02/bipolaridade-de-urs-von-balhasar.html</feedburner:origLink></item><item><title>Sermão de São Pedro</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/RmTxdLVEb-0/sermao-de-sao-pedro.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Mon, 07 Feb 2011 14:52:52 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-7322087203809741202</guid><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp; &lt;div align="right"&gt;&lt;font size="3"&gt;Padre António Vieira&lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;Pregado em Lisboa, em S. Julião, no ano de 1644, &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;à venerável congregação dos sacerdotes&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;img alt="Crucifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de S&amp;atilde;o Pedro - Caravaggio" src="http://4.bp.blogspot.com/_aOzGkDXWPus/TPqVWlFFOZI/AAAAAAAAAgk/hQkd1RdF3ng/S1600-R/463px-caravaggio-crucifixion_of_peter.jpg" width="243" height="281"&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;font size="3"&gt;Vos autem quem me esse dicitis? __&lt;/font&gt;&lt;/i&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; S. Mateus, X&lt;/i&gt;VI.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mui seguro está do seu valor quem tira a sua opinião ao campo. E se é temeridade tomar-se com muitos, com todo o mundo se tomou quem desafiou sua fama. Na ocasião de que fala S. Mateus (cujo é o Evangelho que hoje nos propõe a Igreja) diz que perguntou Cristo, Senhor nosso, que diziam dele os homens: &lt;i&gt;Quem dicunt homines esse Filium hominis?&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Perguntou o Senhor, para que os senhores que&amp;nbsp; mandam o Mundo se não desprezem de perguntar. Se pergunta a sabedoria divina, porque não perguntará a ignorância humana? Mas esse é o maior argumento de ser ignorância. Quem não pergunta, não quer saber; quem não quer saber, quer errar. Há porém ignorantes tão altivos, que se desprezam de perguntar, ou&amp;nbsp; porque presumem que tudo sabem, ou porque se não presuma que lhes falta alguma cousa por saber. Deus guie a nau onde estes forem os pilotos.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não perguntou o Senhor o que era, senão o que se dizia: &lt;i&gt;Quem dicunt?&lt;/i&gt;&amp;nbsp; Antes de se fazerem as&amp;nbsp; cousas, há-se de temer o que dirão; depois de feitas, há-se de examinar o que dizem. Uma cousa é o acerto, outra o aplauso. A boa opinião de que tanto depende o bom governo, não se forma do que é, senão do que se cuida; e tanto se devem observar as obras próprias, como respeitar os pensamentos e línguas alheias. A providência com que Deus permite a murmuração, é porque talvez de tão má raiz se colhe o fruto da emenda.&amp;nbsp; E se eu de murmurado me posso fazer aplaudido, porque me não informarei do que se diz?&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Respondendo os Discípulos à questão, referiram os pareceres ou ditos do povo a respeito da pessoa de Cristo. Eram do povo, claro está que haviam de ser errados: &lt;i&gt;Alii Joannem Baptistam, alii autem Eliam, alii vero Jeremiam, aut unum ex prophetis: &lt;/i&gt;«Uns diziam que era o Baptista, outros que era Elias, outros que era Jeremias, ou algum dos profetas antigos». Antigos não disse São Mateus, mas advertiu-o S. Lucas: &lt;i&gt;Unus propheta de prioribus&amp;nbsp;&amp;nbsp; surrexit.&lt;/i&gt; Grande é o ódio que os homens têm à idade em que nasceram. Não diziam que era um profeta como os antigos, senão um deles: &lt;i&gt;Unus de prioribus. &lt;/i&gt;Pois assim como antigamente houve também profetas, não poderia também agora haver um? Cuidam que não. Por melhor milagre tinham ressuscitar um dos profetas passados, que nascer em seu tempo outro como eles. Tudo o moderno desprezam, só o antigo veneram e acreditam. E porque a Cristo lhe não podiam negar a sabedoria, fingiam-lhe a antiguidade. Ora desenganem-se os idólatras do tempo passado, que também no presente pode haver homens tão grandes como os que já foram, e ainda maiores: Cristo passava pouco dos trinta anos, e tudo o que souberam os antigos e antiqüíssimo, era aprendido dele.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E vós, Discípulos meus (continua o Senhor), vós que não sois povo e estudais na minha escola, quem dizeis que sou eu?:&lt;i&gt;Vos autem quem me esse dicitis? &lt;/i&gt;Estas são as palavras que tomei por tema e ficam para o discurso. Respondeu a elas, por todos, S. Pedro: &lt;i&gt;Tu es Christus, Filius Dei vivi:&lt;/i&gt; «Vós, Senhor, sois Cristo, Filho de Deus vivo». Aludiu primeiramente aos deuses dos Gentios, que eram estátuas mortas. Queira Deus que entre os Cristãos não haja também estes ídolos. Não sendo mais que umas estátuas, querem que os adoremos como deuses. Mas além desta alusão, ainda subiu mais alto o pensamento de S. Pedro. Cristo é Filho de Deus, e nós também somos filhos de Deus:&lt;i&gt; Dedit eis potestatem Filios Dei fieri.&lt;/i&gt; Em que se distingue logo Cristo de nós? Em que Cristo é Filho de Deus vivo, nós somos filhos de Deus morto. Cristo Filho de Deus vivo, porque Deus, que é imortal, o gerou ab æterno; nós filhos de Deus morto, porque o mesmo Cristo, morto nos braços da cruz, foi o que nos gerou de novo e nos deu este segundo e mais sublime nascimento.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não tinha S. Pedro bem acabado a confissão da sua fé quando o Senhor lha premiou com&amp;nbsp; a certa esperança da maior dignidade. Ele disse a Cristo o que era, e Cristo disse-lhe a ele o que havia de ser:&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;i&gt;Et ego dico tibi, quia tu es Petrus, et super hanc petram ædificabo ecclesiam meam&lt;/i&gt;: «E eu te digo, Pedro, que tu és Pedro, e sobre esta pedra hei-de fundar a minha Igreja». De tal maneira obra Deus com a sua e suma sabedoria, que parece se emenda com a experiência. Arruinou-se-lhe a primeiro edifício, porque o fundou em um homem de barro; para que lhe não arruíne o segundo, funda-o em um homem de pedra. Retrata-se do que tem feito, Deus, que não pode errar; e os homens estão tão namorados de seus erros, que antes os vereis obstinados, que arrependidos. Dirão que é timbre este de entendimentos angélicos, porque nenhum anjo errou que se retratasse. Eu digo que não é senão contumácia de entendimentos diabólicos, porque nenhum anjo errou, que não fosse demônio.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todos os demônios do Inferno, diz Cristo que não prevalecerão contra sua Igreja: &lt;i&gt;Portæ inferi non prævalebunt adversus eam.&lt;/i&gt; E porque não basta estarem as portas inimigas defendidas, se as próprias não estiverem seguras, à fidelidade de Pedro cometeu o Senhor as chaves do seu Reino: &lt;i&gt;Tibi dabo claves regni cælorum.&lt;/i&gt; Primeiro lhe chamou homem de pedra e depois lhe entregou as chaves, porque as chaves do Reino só em homens de pedra estão seguras. Os homens de barro quebram, os de pau corrompem-se, os de vidro estalam, os de cera derretem-se; tão duro e tão constante há-de ser como uma pedra, quem houver de ter nas mãos as chaves do Reino: &lt;i&gt;Tu es Petrus, tibi dabo claves.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E qual há-de ser o ofício ou o exercício destas chaves? Fechar e abrir? Não diz isso o Senhor. As chaves que abrem e fecham, podem abrir para dentro e fechar para fora. Por isso vemos os tesouros tão estreitos e tão fechados para os outros, e tão largos e tão abertos para os que têm as chaves. Que havia logo de fazer com elas S. Pedro? Atar e desatar, diz Cristo: &lt;i&gt;Quodcumque ligaveris, erit ligatum: quodcumque solveris, erit solutum.&lt;/i&gt; A peste do governo é a irresolução. Está parado o que havia de correr, está suspenso o que havia de voar; porque não atamos, nem desatamos. Não debalde escolhe Cristo para o governo da sua casa um homem tão resoluto como Pedro. Se Cristo lhe não mandara embainhar a espada, bem necessárias lhe eram as ataduras para as feridas. Assim há-de ser quem há-de obrar, e não homens que nem atam, nem desatam.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aqui pára a história do Evangelho: para passarmos ao discurso, peçamos a graça: Ave Maria.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;II&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;font size="3"&gt;Vos autem quem me esse dicitis?&lt;/font&gt;&lt;/i&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Suposto andarem tão válidas no púlpito e tão bem recebidas do auditório as metáforas, mais por satisfazer ao uso e gosto alheio, que por seguir o gênio e dictame próprio, determinei na parte que me toca desta solenidade, servir ao Príncipe dos Apóstolos também como uma metáfora. Busquei-a primeiramente entre as pedras, por ser Pedro pedra, e ocorreu-me o diamante; busquei-a entre as árvores, e ofereceu-se-me o cedro: busquei-a entre as aves, e levou-me os olhos a águia: busquei-a entre os animais terrestres, e pôs-se-me diante o leão; busquei-a entre os planetas, e todos me apontaram para o Sol; busquei-a entre os homens, e convidou-me Abraão; busquei-a entre os anjos, e parei em Miguel. No diamante agradou-me o forte, no cedro o incorruptível, na águia o sublime, no leão o generoso, no Sol o excesso da luz, em Abraão o patrimônio da Fé, em Miguel o zelo da honra de Deus. E posto que em cada um desses indivíduos, que são os mais nobres do Céu e da Terra, e em cada uma de suas prerrogativas achei alguma parte de S. Pedro, todo S. Pedro em nenhuma delas o pude descobrir. Desenganado pois de não achar em todos os tesouros da natureza alguma tão perfeita, de cujas propriedades pudesse formar as partes do meu panegírico, (que esta é a obrigação da metáfora) despedindo-me dela e deste pensamento, recorri ao Evangelho para mudar de assunto; e que me sucedeu? Como se o mesmo Evangelho me repreendera de buscar fora dele o que só nele se podia achar, as mesmas palavras do tema me descobriram e ensinaram a mais própria, a mais alta, a mais elegante e a mais nova metáfora, que eu nem podia imaginar de S. Pedro. E qual é? Quase tenho medo de o dizer! Não é cousa alguma criada, senão o mesmo Autor e Criador de todas. Ou as grandezas de S. Pedro se não podem declarar por metáfora, como eu cuidava, ou se há ou pode haver alguma metáfora de S. Pedro, é só Deus. Isto é o que hei-de de pregar, e esta a nova e altíssima metáfora que hei-de prosseguir. Vamos ao Evangelho.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;i&gt;Vos autem quem me esse dicitis?&lt;/i&gt; E vós quem dizeis que sou eu? Aquele vos autem refere esta segunda pergunta à primeira. Na primeira tinha dito o Senhor quem dizem os homens; nesta segunda diz: E vós, quem dizeis? De sorte que a pergunta e a questão era a mesma, e só as pessoas diferentes. Mas também esta diferença parece dificultosa de entender. Os Apóstolos não eram homens? Sim. Pois se Cristo na primeira pergunta tinha dito quem dizem os homens, parece que já ficavam incluídos nela os mesmos Apóstolos; porque os distingue logo o Senhor dos outros homens com uma exclusiva tão manifesta como a daquele vos autem? O reparo não é menos que de S. Jerônimo, a quem a mesma cadeira de S. Pedro tem canonizado não só pelo maior Doutor, senão o Máximo na exposição das Escrituras Sagradas. E que responde S. Jerônimo? Diz que distinguiu Cristo aos Apóstolos dos outros homens, porque os Apóstolos não são homens. E se não são homens, que são? São anjos? São arcanjos? São querubins? São serafins? Muito mais: são Deuses. Palavras expressas do doutor Máximo: &lt;i&gt;Prudens lector, attende quod ex consequentibus, textuque sermonis Domini Apostoli nequaquam homines, sed Dii appellantur. &lt;/i&gt;«Advirta o prudente leitor, que, segundo este texto e a conseqüência destas palavras de Cristo, os Apóstolos não são homens, nem se chamam homens, senão Deuses»: &lt;i&gt;Nequaquam homines, sed Dii.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Grande dizer, e tão grande, que não só diz tudo o que eu queria, e o meu assunto há mister, senão muito mais. Diz tudo, porque afirma expressamente a metáfora e semelhança de Deus, quanto ao nome, quanto à dignidade e quanto à diferença e soberanias desta divindade superior absolutamente a todo o ser humano: &lt;i&gt;Nequaquam homines. &lt;/i&gt;Mas diz muito mais do que o meu assunto prometeu e há mister, porque ele supõe a excelência desta prerrogativa como própria de S. Pedro, e singularmente sua, e de nenhum outro, e S. Jerônimo parece que a estende a todos os Apóstolos: &lt;i&gt;Apostoli nequaquam homines, sed dii appellantur. &lt;/i&gt;De onde se segue que esta extensão, posto que em pessoas de tão alta dignidade, desfaz muito a singularidade de S. Pedro da minha metáfora e do meu intento; porque fica sendo uma prerrogativa, senão de todos, ao menos de muitos.&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;III&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vamos devagar, que o ponto o pede. Primeiramente não nego, nem se pode negar que o texto&amp;nbsp; parece que fala com todos os Discípulos e Apóstolos,&amp;nbsp; a quem o divino Mestre fazia a pergunta. Mas eu&amp;nbsp; pergunto também quem foi o que única e singularmente respondeu a ela? Claro está que foi São Pedro: &lt;i&gt;Respondit Petrus.&lt;/i&gt; E porque respondeu só ele e nenhum outro? Excelentemente St.° Ambrósio: &lt;i&gt;Cum interrogasset Dominus quid homines de Filio hominis æstimarent, Petrus tacebat: ideo (inquit) non respondeo, quia non interrogor: interrogabor, et ipse quid&amp;nbsp; sentiam tum demum respondebo, quod meum est. &lt;/i&gt;«Enquanto Cristo perguntou o que diziam os homens, Pedro esteve calado sem dizer palavra» __&amp;nbsp; &lt;i&gt;tacebat&lt;/i&gt;; e porque esteve calado Pedro e não respondeu palavra? «Porque aquela pergunta, diz ele, não fala comigo»: &lt;i&gt;Ideo non respondeo, quia non interrogor&lt;/i&gt;; «porém quando eu for perguntado, então responderei e direi o que sinto, porque a mim me pertence»: &lt;i&gt;Cum interrogabor, et ipse quid sentiam respondebo, quod meum est. Note-se muito esta última palavra, quod meum est&lt;/i&gt;, na qual excluiu o mesmo S. Pedro a todos os outros Apóstolos e confiadamente diz que a resposta daquela altíssima pergunta só era sua e só a ele pertencia. É verdade que a palavra da pergunta: &lt;i&gt;vos autem&lt;/i&gt;&amp;nbsp; parece que compreendia a todos; mas a resposta exclui aos demais, como encaminhada a ele por quem sabia o que só Pedro sabia e os demais ignoravam.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em um famoso milagre do mesmo S. Pedro temos um extremado exemplo, com que a extensão do vós autem se limita só a ele. Entretanto S. Pedro com S. João por uma das portas do templo de Jerusalém a orar, estava ali um pobre tolhido dos pés desde seu nascimento, o qual lhes pediu uma esmola; disse-lhe S. Pedro: &lt;i&gt;Respici in nos&lt;/i&gt;: «Olha para nós», e respondendo ao que pedia o pobre; __ Eu __ diz __ não tenho ouro, nem&amp;nbsp; prata, mas o que tenho, isso te dou; e tomando-o pela mão «o pôs em pé inteiramente são»: &lt;i&gt;Et protinus consolidatæ sunt bases ejus.&lt;/i&gt; Pois se S. Pedro só havia de fazer, como fez, o milagre sem ter parte nele o companheiro, porque não disse também - olha para mim, senão, olha para nós?: &lt;i&gt;Respice in nos ?&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A razão fique para outro dia; o exemplo nos serve agora, e é quanto se pode desejar adequado. De sorte que o &lt;i&gt;respice in&lt;/i&gt; nos referiu-se a Pedro, e mais a João; mas o milagre não o obraram Pedro e João, senão só Pedro. Pois assim como então o respice in nos se referiu a ambos e o obrador do milagre foi só um, assim no caso presente o &lt;i&gt;vos autem&lt;/i&gt; referia-se a todos __ &lt;i&gt;Respiciebat omnes&lt;/i&gt; __ e a milagrosa confissão foi só de Pedro. Só de Pedro, sem que o número ou multidão a que foi dirigida a pergunta, impedisse a glória única e singular de quem deu a resposta: e senão, combinemos o &lt;i&gt;vos&lt;/i&gt; com o &lt;i&gt;tu&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;tibi&lt;/i&gt;. O &lt;i&gt;vos autem&lt;/i&gt; foi de todos, e o &lt;i&gt;tu&lt;/i&gt; só de Pedro: &lt;i&gt;Tu es Petrus; o vos autem&lt;/i&gt; de todos, e o &lt;i&gt;dico&lt;/i&gt; só de Pedro: &lt;i&gt;dico tibi; o vos autem&lt;/i&gt; de todos, e o&amp;nbsp; &lt;i&gt;dabo&lt;/i&gt; só de Pedro: &lt;i&gt;Tibi dabo.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;IV&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assentada esta singularidade de S. Pedro dentro na mesma diferença que distinguia a todos os Apóstolos dos outros homens, segue-se que vejamos também singular nele a divindade, com que a mesma diferença lhe dava por conseqüência o nome de Deuses: &lt;i&gt;Nequaquam homines, sed Dii appellantur. &lt;/i&gt;Em confirmação da sua conseqüência, excita questão S. Jerônimo, porque os outros homens, por mais que quiseram encarecer as grandezas de Cristo comparando-o às maiores personagens do Mundo, sempre contudo o fizeram homem; pelo contrário, um só dos Apóstolos que respondeu à pergunta sem comparações nem rodeios, disse direitamente que era Filho de Deus. E a razão de tão notável diferença (sendo o soberano sujeito o mesmo) diz o mesmo S. Jerônimo que foi porque cada um fala como entende, e entende como quem é. Os homens, porque falavam e entendiam como homens, chamaram a Cristo homem; S. Pedro, porque falava e entendia como Deus, chamou-lhe Filho de Deus: &lt;i&gt;Qui de Filio hominis loquuntur, homines sunt; qui vero divinitatem ejus intelligunt, non homines, sed Dii.&lt;/i&gt; Note-se muito a palavra&lt;i&gt; intelligunt&lt;/i&gt;. Eutímio diz o mesmo: &lt;i&gt;Solus Petrus vere Chistum, et natura, et proprie Filium Dei esse intellexit. S. Pascácio o mesmo: Beatus Petrus plusquam homo erat, qui ultra hominem sapiebat: cumque Dei Filium in homine videret, ultra humanos oculos vidit, et intellexit.&lt;/i&gt; E outra vez aqui se deve notar esta última palavra.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em suma, que toda a divindade de S. Pedro se atribui ao entendimento com que penetrou e conheceu a do Verbo oculta debaixo da humanidade de Cristo. E porque mais ao entendimento que a outra qualidade ou excelência de quantas resplandeciam em um sujeito tão sublime? Porque assim havia de ser para se poder chamar Deus com toda a propriedade. É grave questão entre os teólogos, qual seja em Deus o último e formal constitutivo da essência divina. E a sentença hoje mais recebida nas escolas, e mais comum, é que a essência divina se constitui e consiste no intelectivo radical, e na mesma intelecção, por ser este, como eles chamam, o primeiro predicado de Deus. E como o intelectivo radical, e Intelecção divina, é a que última e formalmente constitui a divindade e essência de Deus, para que nem esta propriedade e correspondência faltasse à divindade de Pedro, e a metáfora com que é chamado Deus se ornasse também com os esmaltes de tão semelhante origem, foi conveniente à glória de tão soberana participação e semelhança, que a deidade do mesmo Pedro se fundasse nas raízes do seu intelectivo e que a intelecção com que entendeu e conheceu a divindade de Cristo, fosse pelo mesmo modo o constitutivo da sua. Já não havemos mister as autoridades dos Santos Padres, porque temos a do Eterno Padre e a do mesmo Cristo: &lt;i&gt;Quia caro et sanguis non revelavit tibi, sed Pater meus, qui in cælis est. &lt;/i&gt;A intelecção de Pedro não teve nada de humano, o qual se compõe de carne e sangue; mas elevada o seu intelectivo e o seu entendimento pela revelação do Padre a uma altíssima participação e semelhança do divino, ali se constituiu a última formalidade da sua essência, e se conseguiu, do modo que era possível, o nome e dignidade de Deus: &lt;i&gt;Qui divinitatem ejus intelligunt, non homines sed Dii.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;V&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Levado S. Pedro à divindade pela revelação do Padre, vejamo-lo segunda vez elevado ou confirmado nela pela eleição do Filho: &lt;i&gt;Et ego dico tibi, quia tu es Petrus, et super hanc petram ædificabo ecclesiam meam.&lt;/i&gt; O imperador Nerva, como refere Plínio, elegeu por seu sucessor a Trajano, e Trajano em agradecimento colocou a Nerva entre os deuses, e pagou-lhe a sucessão com a divindade. Muito melhor Pedro que Trajano, e muito melhor Cristo que Nerva. Pedro disse a Cristo: &lt;i&gt;Tu es Chistus Filius Dei vivi: e Cristo disse a Pedro: Tu es Petrus, et super hanc petram ædificabo ecclesiam meam. &lt;/i&gt;Pedro na sua confissão deu a divindade a Cristo, e Cristo na sua sucessão não só deu a Pedro a sucessão, senão também a divindade. Assim foi e assim havia de ser; porque nem a Pedro seria digno sucessão de Cristo, nem seria digna de Cristo a providência de sua Igreja, se Pedro fora somente homem, e não fora juntamente Deus.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Notificou Moisés ao povo de Israel corno tinha Deus resoluto que de ali por diante&amp;nbsp; governasse um anjo, e diz o texto sagrado que, ouvida esta nova, «todo o povo se pôs a chorar em pranto desfeito e todos se cobriam de luto»: &lt;i&gt;populus luxit, et nullus&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (...) indutus est cultu suo.&lt;/i&gt; Quem imaginaria de tal notícia tão encontrados efeitos? Antes parece que todos se haviam de vestir de gala e dar muitas graças a Deus por tal governador. Que melhor ;governador se podia desejar que um anjo? Um anjo que não come, nem veste, nem granjeia; um anjo que não tem parentes, nem criados, nem apetites; um anjo tão sábio e tão verdadeiro, que nem pode enganar, nem ser enganado, benévolo, afável&amp;nbsp; sempre do bom rosto; enfim, um anjo? Pois se todas as outras nações se contentam ou sofrem ser governadas por homens «e os trazem sobre a cabeça»: &lt;i&gt;Imposuisti homines super capita nostra; &lt;/i&gt;que razão teve o povo de Israel para receber com lágrimas e lutos a nova de o haver de governar um anjo? __ Muito grande razão. Porque até ali quem governava aquele povo era Deus por si mesmo; e suceder a&amp;nbsp; Deus um anjo, não era favor, senão rigor; não era benefício, senão castigo; eram sinais da majestade divina ofendida e irada e demonstrações de que antes queria desamparar e destruir aquele povo, que conservá-lo. Esta foi a justa razão daquelas lágrimas; e já temos concluído que, ainda que S. Pedro fora um anjo, não seria digno sucessor de Cristo, nem ele deixaria dignamente provida a sua Igreja, e ela por aquela eleição e sucessão, não se devia vestir de festa, como hoje a vemos, senão chorar e cobrir-se de lutos. Vamos agora buscar a segunda conseqüência, e no mesmo povo a acharemos.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vendo o povo de Israel que Moisés depois de subir ao monte, havia quarenta dias que tardava e não aparecia, cansados de esperar os que agora cansam, vão-se ter com Arão, pedindo-lhe «que lhes faça um deus» &lt;i&gt;Fac nobis deos, qui nos præsedant; Moysi enim huic viro, qui nos eduxit de terra Ægypti, ignoramus quid acciderit;&lt;/i&gt; «porque não sabemos (dizem) o que é feito deste homem que nos tirou do Egipto». Deste homem disseram, palavra em que manifestamente se implicavam e desfaziam a sua mesma petição. Pois se Moisés é homem, huic viro, porque não pedem outro homem, mas dizem que lhes faça&amp;nbsp; um Deus em seu lugar?: &lt;i&gt;Fac nobis deos.&lt;/i&gt; A petição foi ímpia; o intento não só bárbaro, mas sacrílego e blasfemo: porém a conseqüência não se pode negar que foi muito bem entendida, muito bem deduzida e muito bem fundada. Moisés, ainda que era homem, era juntamente Deus: &lt;i&gt;Constitui te Deum Pharaonis:&lt;/i&gt; e para suceder dignamente a&amp;nbsp; um homem Deus, é necessária conseqüência que o sucessor seja também Deus. Parece-me que sem mais explicação Estou declarado.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cristo Senhor nosso era verdadeiro homem e verdadeiro Deus, como acabava de confessar S. Pedro; e se Pedro fosse somente homem e não fosse também Deus, nem. ele seria digno sucessor de Cristo, nem Cristo corresponderia àquela altíssima confissão com prêmio e recompensa igual. Esta é a força daquele &lt;i&gt;et ego dico tibi:&lt;/i&gt; Tu dizes que eu sou Deus; pois eu te digo que tu também o serás, sucedendo em meu lugar, e tendo as minhas vezes. St.° Ambrósio: &lt;i&gt;Quia tu mi dixisti:&lt;/i&gt; __ &lt;i&gt;Tu es Christus, Filius Dei vivi __ ego dico tibi non sermone casso, et nullum effectum habente (quia meum dixisse fecisse est) quia tu es Petrus et super hanc Petram ædifìcabo ecclesian meam, et tibi dabo claves regni cælorum. &lt;/i&gt;Assim pagou Cristo a Pedro uma divindade com outra, dando-lhe o poder de Deus no Céu, porque ele o tinha confessado por Filho de Deus na Terra.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De aqui se entenderá a solução de um grande reparo de St.° Agostinho, duas vezes repetido por ele; e é que a mesma confissão que fez S. Pedro, fez também o Demônio. &lt;i&gt;Ecce modo audistis in Evangelio quod ait Petrus: Tu es Cristhus, Filius Dei vivi: legit; et invenietis dixisse dæmones: scimus quia sis Filius Dei. &lt;/i&gt;O Demónio era o mais jurado inimigo de Cristo que havia, houve, nem haverá. Pois porque confessa a Cristo; e pelas mesmas palavras com que S. Pedro o confessou por Filho de Deus? Porque viu quanto lhe montou a Pedro esta confissão, diz agudamente S. Crisóstomo. O intento do Demónio foi sempre ser como Deus: &lt;i&gt;Similis ero Altissimo&lt;/i&gt;». «Pedro conseguiu ser como Deus pela confissão da divindade de Cristo; pois eu também o quero confessar, para conseguir o que ele conseguiu». Enganou-se como cego da ambição, mas inferia bem, se não fosse quem era; e com o seu testemunho, posto que do Inferno, confirmou o mesmo que temos dito. De sorte que aquele soberbíssimo espírito tão ambicioso da divindade, de tal maneira reconheceu a de Pedro, que porque antigamente não pôde ser como Deus no Céu, agora se contenta e procura ser como Pedro na Terra.&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;VI&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estabelecida tão amplamente a divindade de S. Pedro, vejamos com igual admiração quão divina e endeusadamente a pratica e usa dela. Quantos grandes há neste Mundo, que não sabem ser o que são? Depois de lhes dar o que lhes deu, parece que se arrependeu a fortuna do que lhes tinha dado. O rico é avarento, e não sabe usar da riqueza; o sábio é imprudente, e não sabe usar da sabedoria; o valente é temerário, e não sabe usar do valor; e até os que têm as coroas na cabeça e os ceptros na mão, não têm cabeça nem mãos para saber reinar. Não assim Pedro, em tudo igual a si mesmo.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pondera S. Pedro Damião alta e profundamente quanto pode admirar e apenas compreender o juízo humano aquela imensa e inaudita comissão de Cristo a S. Pedro: &lt;i&gt;Quodcumque ligaveris super terram, erit ligatum et in cælis; et quodcumque solveris super terram, erit solutam et in cælis.&lt;/i&gt; E diz assim elegantemente: &lt;i&gt;Adest Petrus, et ad ejus arbitrium orbis universus solvitur et ligatur. Et præcedit Petri sententia sententiam Redemptoris, quia non quod Christus, hoc ligat Petrus, sed quod Petrus, hoc ligat Chryistus. Quid est quod angelorum et hominum agminibus exclusis, solus Petrus in consortium dïvinæ majestatis, et cum Domino residet præsidente? Consilium special e Petri et Dei, ubi mortalem hominem Deo copulat et counit. &lt;/i&gt;Atequi o eloquentíssimo cardeal, depois de renunciar a púrpura. Eu o explico e comento: Aparece Pedro, e ao arbítrio do seu império todo o Mundo é ou não é o que ele quer que seja ou não seja: se liberta, todo livre; se ata, todo atado e preso. Deus está no Céu e na Terra, quando manda o Céu e a Terra; Pedro, estando na Terra, manda a Terra e mais o Céu. Se da Terra chovesse para cima, como descreve Lactâncio dos antípodas, não seria grande maraviIha? Pois isto é o que passa no governo de Pedro; não descem os decretos do Céu para a Terra, mas sobem da Terra para o Céu. Pedro é o que manda, e Deus o que se conforma. Conforma-se com o entendimento, conforma-se com o poder. O que entende, o que quer, o que ordena e manda Pedro, isso entende Deus, isso quer Deus, isso ordena e manda Deus. E por que razão, quando Deus despacha no seu tribunal supremo, todos os espíritos angélicos assistem em pé, e só Pedro preside assentado? __ Porque o tribunal de Deus, e o tribunal de Pedro não são dois, senão um só e o mesmo.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O primeiro acto judicial que exercitou S. Pedro, foi no caso de Ananias. Eram naquele tempo da primitiva Igreja as fazendas e bens temporais dos cristãos comuns a todos: e contra esta Lei ou voto, vendeu Ananias uma herdade e ocultou parte do preço; manda-o chamar à sua presença S. Pedro; e que é o que fez e o que disse? O que só podia dizer e fazer Deus. O que disse foi: &lt;i&gt;Non es mentitus hominibus, sed Deo&lt;/i&gt;:« sabe, Ananias, que no que encobriste não mentiste aos homens, senão a Deus.» Vede se se tratava como Deus quem assim falava.. O que fez foi ainda mais divino, mais admirável: e de maior terror. «Ouvindo aquelas palavras, caiu morto Ananias aos pés de Pedro»: &lt;i&gt;Audiens autem&amp;nbsp; hæc Ananias, expiravit&lt;/i&gt;. Descrevendo Isaías a justiça de Cristo, diz que só com o espírito de sua boca matará o impio: &lt;i&gt;Et spiritu labiorum suorum interficiet impium&lt;/i&gt;. E nisto mostrou o Profeta que o mesmo que havia de ser o Redentor, era o Deus que tinha sido o Criador. O modo com que Deus, quando criou o primeiro homem, lhe deu vida, foi inspirar-lhe no rosto com o espírito de sua boca: &lt;i&gt;Inspiravit in faciem ejus spiraculum vitæ , et factus est homo in animam viventem.&lt;/i&gt; Pois assim como só com o espírito de sua boca deu a primeira vida, assim com o mesmo espírito, sem outro instrumento, diz Isaías que Cristo dará a morte ao ímpio. Isto é, nem mais nem menos, o que fez S. Pedro. Nem mandou matar a Ananias, nem lhe disse que morresse, e só com lhe tocar nos ouvidos o espírito de sua boca, caiu morto. Mas tal execução como esta, posto que de poder tão divino, nunca a fez Cristo. Como diz logo o Profeta que com o espírito de sua boca havia de matar o ímpio? É&amp;nbsp; profecia que ainda está por cumprir, e diz S. Paulo que se cumprirá quando Cristo, no fim do Mundo, com o espírito só de sua boca matará o Anticristo. &lt;i&gt;Tunc revelabitur ille iniquus, quem Dominus Jesus interficiet spiritu oris sui et destruet illustratione adventus sui.&lt;/i&gt; Esta será a última execução de justiça de Cristo e tal foi a primeira de Pedro.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas assim como Deus é muito mais largo nas mercês sem comparação que nos rigores, assim mostrou também S. Pedro esta divina condição no poder da sua divindade. Por uma vida que tirou, deu infinitas vidas; e para maior maravilha com muito menor instrumento, Concorriam os enfermos de toda a parte, punham-se em compridíssimas fileiras nas ruas por onde Pedro havia de passar, e todos a quem tocava a sua sombra se levantavam subitamente sãos. Não é muito menor instrumento a sombra, que o espírito da boca? Pois esta só bastava para dar vida, e tantas vidas. Assim parece que se competiram estes dois instrumentos em Pedro, como já se tinham competido em Deus, ficando a sombra com infinita glória vencedora. Que fez Deus com o espírito da boca? __ Deu o ser e a vida ao primeiro Adão: &lt;i&gt;Inspiravit in faciem ejus spiraculum vitæ.&lt;/i&gt; E que fez o mesmo Deus com a virtude da sua sombra? __ Deu o ser e a vida ao segundo Adão, que é Cristo: &lt;i&gt;Virtus Altissimi obumbrabit tibi, ideoque et quod nascetur ex te sanctum, vocabitur Filius Dei. &lt;/i&gt;Ó Deus, ó Pedro! Em tudo quis Deus que a divindade de Pedro fosse semelhante à sua.&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;VII&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Só parece que lhe falta ainda uma semelhança divina, que é a pessoal. Em Deus e na divina essência há três pessoas. E foi S. Pedro também semelhante a alguma delas? Também, mas não a alguma somente, senão a todas três, semelhante a Deus Padre, semelhante a Deus Filho, semelhante a Deus Espírito Santo.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quanto à semelhança de Deus Padre, não pode ser maior. Quando Cristo, Senhor nosso, se fez baptizar no Jordão, abriram-se os Céus, e de lá se ouviu a voz do Eterno Padre, que disse: &lt;i&gt;Hic est Filius meus dilectus, in quo mihi complacui. &lt;/i&gt;«Este é o meu Filho muito amado, no qual muito me agradei.» No monte da Transfiguração apareceu sobre ele uma nuvem resplandecente, de dentro da qual se ouviu segunda vez a voz do mesmo Padre, tornando a declarar por Filho seu a Cristo, não com outras, senão com as mesmas palavras. Isto fez e disse o Eterno Padre; e não é isto o mesmo que fez S. Pedro, quando disse: &lt;i&gt;Tu es Christus Filius Dei vivi?&lt;/i&gt; __ O mesmo. De sorte que este pregão e esta declaração da divindade de seu Filho quis o Eterno Padre que saísse da sua boca e da boca de Pedro. Por isso o mesmo Padre foi o que lhes revelou o mistério a todos os outros Apóstolos escondidos. E em que consistiu aqui o fino e o sublime deste tão singular favor? Consistiu em que, assim como o Padre tinha dado a seu Filho a divindade por geração, assim tomasse por companheiro a Pedro para ambos lha darem por manifestação. No Apocalipse viu S.João a Cristo em figura de cordeiro, e logo ouviu que toda a corte do Céu o aclamava a uma voz por «digno de receber a divindade»: &lt;i&gt;Dignus est agnus, qui occisus est, accipere virtutem et divinitatem.&lt;/i&gt; Pois o mesmo cordeiro Cristo não tinha recebido de seu Pai a divindade, e o ser divino desde o princípio sem princípio da eternidade? Sim, a tinha recebido por geração; mas agora a tornava a receber por manifestação. Por geração foi concebido o Verbo no entendimento e conceito do Padre; por manifestação era de novo concebido no entendimento e conceito de todo o Mundo: &lt;i&gt;Non in se, sed in mente et ore hominum&lt;/i&gt;, dizem com S. Tomás todos os intérpretes. E neste segundo modo de conceição e de geração, quis o Eterno Padre que fosse seu Filho tão Filho de Pedro, como era seu: &lt;i&gt;Hic est Filius meus dilectus: Tu es Christus, Filius Dei vivi.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A semelhança da Pessoa de Deus Filho também o mesmo Filho lha deu. E quando? Quando lhe deu o nome de pedra. Cristo teve o nome de Pedra desde o tempo em que os filhos de Israel «bebiam daquela pedra que os seguia», como declarou S. Paulo: &lt;i&gt;Bibebant de consequente eos petra, petra autem erat&amp;nbsp; Chistus.&lt;/i&gt; E como Cristo era pedra e deu o nome de pedra a Pedro, como a semelhança e dignidade do seu nome o admitiu em quanto segunda Pessoa da Santíssima Trindade ao consórcio e companhia, isto é, a lhe ser companheiro nela. S. Leão Papa: &lt;i&gt;In consortium individuæ trinitatis assumptum id quod ipse erat, nominari voluit.&lt;/i&gt; E S. Máximo acrescenta que não foi só favor e graça, senão merecimento: &lt;i&gt;Recte onsortium meretur nominis, qui consortium meretur et operis. Disse operis, e pudera com a mesma e maior propriedade dizer oneris;&lt;/i&gt; porque, quando Cristo o fez pedra fundamental da sua Igreja, todo o peso dela lhe carregou sobre os ombros. Isto é o que pesa aquele super hanc petram. Outro peso foi o que o mesmo Cristo tomou sobre si, quando se sujeitou a pagar o tributo de César; mas também neste igualou a Pedro consigo, e quis que fossem companheiros e meeiros na paga do mesmo tributo: &lt;i&gt;Da eis pro me, et te.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nota aqui Abulense e os outros expositores literais, que S. Pedro não tinha obrigação de pagar aquele tributo, porque não era cabeça da família. E porque outros sentem o contrário, eu o tiro com evidência do texto; porque os cobradores do mesmo tributo só disseram a S. Pedro: &lt;i&gt;Magister vester non solvit didrachma.&lt;/i&gt; Pois se S. Pedro não tinha obrigação de pagar o tributo, nem a ele lho pediam, porque lhe manda o Senhor que pague? Porque ele o pagava; e quis honrar a Pedro com o igualar com sua própria Pessoa. &lt;i&gt;O honoris excellentia&lt;/i&gt;! __ exclama S. Crisóstomo. Desta mesma igualdade tão familiar e repetida se pode também admitir sem escrúpulo um pensamento com que Lirano interpreta o de S. Pedro, quando disse no Tabor: &lt;i&gt;Faciamus hic tria tabernacula, tibi unum. Moysi unum, et Eliæ&amp;nbsp; unum.&lt;/i&gt; E porque não o tratou também Pedro de tabernáculo para si e para os dois companheiros? «Porque supôs que os dois morariam&amp;nbsp; com Moisés e Elias, e ele com Cristo»: &lt;i&gt;Non loquitur de tabernaculo faciendo pro se et sociis suis, quia volebat cum Chisto esse in suo tabernaculo, et socii sui cum aliis duobus&lt;/i&gt;. Vede se se pode imaginar maior e mais familiar igualdade entre Pedro e a segunda Pessoa da Trindade, se se hão-de nomear ambos com o mesmo nome, se hão-de pagar ambos o mesmo tributo, se hão-de morar ambos no mesmo tabernáculo!&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com o Espírito Santo, que é a terceira Pessoa, não temos menos sublimada ou endeusada a divindade de S. Pedro. Tão iguais são ou tão parecidas, a processão do Espírito Santo e&amp;nbsp; promoção de Pedro, a personalidade de um e a dignidade ou majestade do outro, que ambas manam das mesmas fontes e ambas trazem o ser, em Pedro, das mesmas causas, e no Espírito Santo, que não pode ter causa, dos mesmos princípios. Como procede o Espírito Santo? A Fé o diz e a Igreja o canta: &lt;i&gt;Qui ex Patre, Filioque procedit: &lt;/i&gt;« Procede o Espírito Santo do Padre e procede do Filho». O Padre é um princípio parcial; o Filho outro princípio também parcial; e destes dois princípios parciais se compõem o princípio total, do qual, produzido ou espirado, procede o Espírito Santo. E a promoção de S. Pedro à dignidade ou divindade que temos visto, como procedeu? Com a mesma verdade podemos, havemos de dizer, e com nenhuma se pode negar, que procedeu do mesmo Padre e do mesmo Filho: do Padre, revelando:&lt;i&gt; Quia Pater, revelavit tibi:&lt;/i&gt; e do Filho, dizendo: &lt;i&gt;Et ego dico tibi:&lt;/i&gt; do Padre, que foi o primeiro que o elevou; do Filho, que foi o segundo que o declarou; e de cada um como princípio ou causa parcial; e de ambos como causa total que o constituiu ou constituíram na dignidade.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não pára aqui a semelhança. Em Pedro concorreram para a dignidade dois actos, um do entendimento, outro da vontade e do amor: o do entendimento, quando perguntados todos, ele só disse: &lt;i&gt;Tu, es Chistus Filius Dei vivi&lt;/i&gt;; o da vontade e do amor, quando perguntado só: &lt;i&gt;Diligis me plus his?&lt;/i&gt; ele respondeu: &lt;i&gt;Tu scis Domine qua amo te&lt;/i&gt;. Vede agora como estes dois actos foram uma admirável representação do acto de entendimento, que precede no Padre quando gera o Filho, e do acto de vontade e amor entre o Padre e o Filho, pelo qual procede o Espírito Santo.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É grave questão entre os teólogos se no acto do entendimento, com que&amp;nbsp; o Padre gera o Filho, se conhece e compreende também o Espírito Santo? E se resolve comumente que sim. Mas esta resolução tem uma grande réplica, porque naquela prioridade, que não é de tempo, nem de natureza, senão de origem, ainda não há nem se pode considerar vontade, e por conseqüência, nem Espírito Santo, que procede por acto da mesma vontade. Como se pode logo compreender o Espírito Santo no acto precedente do entendimento, que é antes de ele ser? Os que respondem mais fácil e inteligivelmente dizem, como refere Soares: &lt;i&gt;Patrem in eo signo non agnoscere Spiritum Sanctum, ut productum sed ut producendum, nec ut existentem, sed ut futurum. &lt;/i&gt;«Que o Eterno Padre, quando gera o Filho, não conhece o Espírito Santo como Pessoa já produzida, senão que se há-de produzir, nem como já existente, senão futura». De sorte que a personalidade do Espírito Santo, no acto do entendimento do Padre, é ainda futura, e não existente. E essa existência quando a há-de ter? Quando ao acto do entendimento se seguir a vontade, e pela mesma vontade o acto do amor.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Comparai-me agora a dignidade de Pedro com a personalidade do Espírito Santo. O acto do entendimento em Pedro foi quando disse: &lt;i&gt;Tu es Christus Filius Dei vivi:&lt;/i&gt; e assim com a personalidade do Espírito Santo no acto do entendimento só era futura e não existente, assim também a dignidade de Pedro, não existente, senão futura: &lt;i&gt;Super hanc petram ædificabo ecclesiam meam, et tibi dabo claves regni cælorum. &lt;/i&gt;Não diz &lt;i&gt;ædifico&lt;/i&gt;, senão &lt;i&gt;ædificabo&lt;/i&gt;, nem diz do, senão &lt;i&gt;dabo&lt;/i&gt;, tudo de futuro. E a existência deste futuro quando há-de ser? Como a do Espírito Santo: depois do acto da vontade e do amor recíproco: &lt;i&gt;Diligis me plus his? Tu scis Domine quia amo te.&lt;/i&gt; Depois deste acto de amor recíproco, e não uma, senão três vezes repetido, então lhe deu e conferiu o Senhor a investidura da dignidade que lhe tinha prometido: &lt;i&gt;Pasce oves meas, pasce agnos meos.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Provido assim o governo da Igreja, se partiu Cristo para o Céu, donde prometeu mais que viria «o Espírito Santo mandado pelo Padre em seu nome, não do Padre, senão do mesmo Cristo: &lt;i&gt;Paraclitus autem quem mittet Pater in nomine meo. E que quer dizer in nomine meo?&lt;/i&gt; __ Quer dizer __ em meu lugar e com as minhas vezes. &lt;i&gt;Eutímio: In nomine meo, id est, ut hic me referat, et meis fungatur vicibus. &lt;/i&gt;Eusébio Emisseno: &lt;i&gt;Mea vice et meo nomine magnus consolator et doctor sapientissimus dabitur vobis.&lt;/i&gt; Aqui tornou Cristo a igualar a Pedro com o Espírito Santo, como o tinha igualado consigo, dando as suas vezes e fazendo seu vigário a terceira Pessoa da Trindade e juntamente a Pedro. Pedro, vigário de Cristo deixado na Terra: o Espírito Santo, vigário de Cristo mandado do Céu; Pedro, vigário visível: o Espírito Santo, vigário invisível; o Espírito Santo, verdadeiro vigário e verdadeiro Deus: Pedro verdadeiro vigário e verdadeiramente como Deus: Admire-se a igualdade deste poder e a majestade soberana de Pedro no primeiro seu decreto, e pasmem os que ouvirem o proêmio do primeiro concílio: &lt;i&gt;Visum est Spiritui Sancto et nobis.&lt;/i&gt; Pedro foi o que congregou o concílio; Pedro o que falou em primeiro lugar, calando todos, como diz S. Lucas; Pedro a quem depois de falar seguiram os demais Apóstolos; e Pedro que em nome do Espírito Santo e seu assinou e mandou publicar o decreto. Quando S. João, no princípio do seu Apocalypse, escreveu às igrejas da Ásia, as epístolas eram de: &lt;i&gt;Joannes septem ecclesiis, quæ sunt in Asia;&lt;/i&gt; mas quem no fim as assinava cada um por si, era o Espírito Santo: &lt;i&gt;Qui habet aurem, audiat quid spiritus dicat ecclesiis.&lt;/i&gt; Porém quando Pedro decreta, não só assina os decretos o Espírito Santo, senão também Pedro:&lt;i&gt; Visum est Spiritui Sancto, et nobis.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;VIII&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já parece que deve estar satisfeita a nossa metáfora e a divindade de S. Pedro com ser semelhante a Deus Padre, semelhante a Deus Filho, semelhante a Deus Espírito Santo, e por conseqüência a toda a Santíssima Trindade, que foi a soberania universal da assunção de S. Pedro, como acima disse S. Leão Papa e eu deixei passar sem ponderação, porque este era o seu próprio lugar, e a chave mais que dourada com que se havia de fechar este discurso: &lt;i&gt;In consortium individuæ Trinitatis assumptum. &lt;/i&gt;Agora pergunto se tem mais para onde subir a nossa metáfora, e a semelhança da divindade de S. Pedro com Deus? Respondo que a semelhança, não, mas a divindade, sim. Porque subiu a divindade de Pedro (não digo a tal alteza, porque a não pode haver mais alta que Deus) mas a tal singularidade de divina, que em Deus a não há, nem pode haver semelhante. Em Deus, e na Santíssima Trindade não pode haver outra pessoa., e S. Pedro foi a quarta pessoa da Santíssima Trindade. Vede como, e não tenhais medo de alguma heresia.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando S. Pedro acabou de fazer a sua confissão, disse-lhe o mesmo Cristo assim exaltado: &lt;i&gt;Beatus es, Simon Barjona: &lt;/i&gt;Bem-aventurado és, Simão Barjona. Era este o apelido humilde de Pedro, e que cheirava ainda ao breu da barca; e têm para si alguns expositores, quis o Senhor lembrar-lhe nesta ocasião a baixeza do seu nascimento, para que a dignidade, a que logo o havia de levantar, o não desvanecesse. Mas eu não me posso persuadir que, quando S. Pedro acabava de honrar a Cristo por seu Pai, com o nome de Filho de Deus vivo, o Senhor lhe respondesse com o que tanto lhe tocava no vivo, como ouvir em público a indignidade do seu. E o que em tal caso não faria nenhum homem de bem, não havemos de crer que o fizesse o bem dos homens. Qual foi logo a razão daquele nome ou sobrenome, e em resposta do que Pedro tinha dito? Barjona na língua hebréia ou siríaca que naquele tempo era a vulgar, significa filius columbæ, filho da pomba; e dizem comumente os Santos Padres que aludiu o Senhor à pomba, em cuja figura desceu o Espírito Santo no baptismo sobre o mesmo Cristo. Como se dissera o divino Mestre com resposta muito digna da sua grandeza:__ «Tu, Pedro, dizes que eu sou Filho do Eterno Padre? Pois eu te digo que tu és filho do Espírito Santo». Assim o diz S. Jerônimo, Santo Hilário, Eusébio Emisseno, a Glossa, e com palavras mais expressas que todos o venerável Beda: &lt;i&gt;Justa laude confessorem suum Dominus remunerat, cum eum Sancti Spiritus filium esse attestatur, a quo ipse filius Dei asseveratur.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Suposto, pois, que S. Pedro é filho do Espírito Santo, já parece que não está muito longe de ser a quarta Pessoa da Santíssima Trindade. Porque, se o Verbo, por ser Filho do Padre, é a segunda pessoa, Pedro, por ser filho do Espírito Santo, porque não será a quarta? Bem se segue a conseqüência, e assim havia de ser, se fosse possível. Mas porque era impossível na realidade, foi filho do Espírito Santo e quarta pessoa da Trindade por semelhança e não na realidade, que esse é o meu assunto e a propriedade da minha metáfora. As Pessoas divinas só se&amp;nbsp; podem multiplicar ou por entendimento ou por vontade: por entendimento, já estava infinitamente multiplicada a segunda Pessoa no Filho; por vontade, já estava infinitamente multiplicada a terceira Pessoa no Espírito Santo; donde se segue que só as Pessoas do Padre e do Filho são fecundas e a do Espírito Santo não. Mas não se segue de aqui que seja menor a perfeição do Espírito Santo que a do Padre e do Filho, porque tanta perfeição é não poder o impossível, como poder o possível. Para que entendam os todo-poderosos do Mundo, que se devem contentar com poder o que podem, e não querer mais. E porque a Pessoa do Espírito Santo não era fecunda ab æterno, por isso se lhe supriu a fecundidade em tempo na pessoa de Pedro, não quanto à realidade, senão quanto à semelhança: &lt;i&gt;Barjona, filius columbæ; Barjona, filius Spiritus Sancti.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vamos ao princípio do Mundo, e acharemos esta fecundidade do Espírito Santo admiravelmente retratada. Onde a Vulgata diz: &lt;i&gt;Spiritus Domini ferebatur super aquasfecundabat, lê o original hebreu: Spiritus Domini fæcundabat aquas&lt;/i&gt;; que «o Espírito Santo fecundava as águas». E por que razão comunicava o Espírito Santo a sua fecundidade mais ao elemento da água que a nenhum dos outros? Não desceu do Céu no dia de Pentecostes «em forma de ar»?: &lt;i&gt;Tanquam advenientis Spiritus vehementis?&lt;/i&gt; Não apareceu sobre os Apóstolos «em forma de fogo»?:&lt;i&gt; Dispertitæ linguæ tanquam ignis?&lt;/i&gt; E depois de descer e aparecer; não «encheu a terra toda»?: &lt;i&gt;Spiritus Domini replevit orbem terrarum? &lt;/i&gt;Por que razão pois as influências da sua fecundidade as comunica só ao elemento da água, que naquela mesma ocasião se chamou mar?: &lt;i&gt;Congregationes aquarum appellavit maria?&lt;/i&gt; Porque do mar lhe havia de nascer ao Espírito Santo aquele filho, que já de então estava prevendo que com o nome de Simão Barjona andava navegando e remando no mar de Tiberíades: Mal cuidei eu que achasse autor ao pensamento; mas assim o tinha escrito há muitos séculos entre os Santos Padres um de tanta autoridade, como sabedoria: &lt;i&gt;Congregentur aquæ&lt;/i&gt;, diz Anastácio Sinaita,&lt;i&gt; Petrus enim jam crucem, tanquam remum intingit in mari mundano.&lt;/i&gt; Fecundou o Espírito Santo as águas do mar, porque no mar havia Pedro de meter primeiro o remo e como pescador, e depois, trocado o remo com o lenho da cruz, havia de navegar e sujeitar com ela, como sucessor de Cristo; o Oceano do Mundo. Assim imitou o Espírito Santo a fecundidade da primeira e segunda Pessoa, assim foi filho da mesma fecundidade S. Pedro, &lt;i&gt;Filius Spiritus Sancti&lt;/i&gt;, e assim, do modo que era possível, acresceu à Santíssima Trindade uma quarta pessoa por semelhança, e não na realidade.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E porque não faltasse a esta quarta pessoa a semelhança divina das outras três, assim como o Padre e o Filho e o Espírito Santo entendem com um só entendimento e querem com uma só vontade, e obram com um só poder, também à pessoa de Pedro, como se fosse a quarta, lhe não faltou esta divina propriedade, por isso chamada indivídua. Assim concedem S. Leão e S. Máximo à dignidade ou divindade de Pedro a prerrogativa, que eles chamam &lt;i&gt;consortium Trinitatis&lt;/i&gt;; e assim a declara, comentando os mesmos santos, o doutíssimo Daza, da nossa Companhia, sujeito em quem a antecipada morte roubou à Teologia e à Escritura um dos mais sólidos e excelentes intérpretes. As suas palavras são estas: &lt;i&gt;Nempe suas (Pedro) impertiendo vices, et quæ Dei sunt communicando: ut eadem sit ipsi cum Trinitate mens ad ea quæ definit, eadem voluntas ad illa, quæ jubet, eadem potentia ad ea quæ facit. Forte e elegantemente. &lt;/i&gt;De maneira que, «enquanto Pedro tem as vezes de Cristo, no Padre, no Filho, no Espírito Santo, em Pedro há um só e o mesmo entendimento, uma só e a mesma vontade, uma só e a mesma potência. Um só e o mesmo entendimento, porque o que entende Deus, entende Pedro nas matérias que define; uma só e a mesma vontade, porque o que quer Deus, quer Pedro nos cânones que estabelece; uma só e a mesma potência, porque o que pode Deus pode Pedro nas maravilhas que obra». Tudo isto quer dizer em Pedro e só em Pedro aquele vos autem: &lt;i&gt;Vos non homines, sed Dii.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;IX&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tão alta (muito Reverendos Senhores) tão alta, tão sublime e tão verdadeiramente divina é a suprema dignidade, debaixo de cujo nome e protecção se uniu, se conserva e floresce esta tão venerável como religiosa Congregação dos Clérigos de S. Pedro! E quando considero a todos os congregados dela segregados, como diz S. Paulo, e distintos dos outros homens pela impressão do carácter sacerdotal, não sei o que mais devo venerar neles, se o que Cristo disse a S. Pedro, se o que S. Pedro disse a Cristo.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E senão, perguntemos de cada um dos sacerdotes da Lei da Graça o que o mesmo Senhor perguntou de si: &lt;i&gt;Quem dicunt homines? &lt;/i&gt;Quem dizem os homens? Porventura dizem &lt;i&gt;Alli Joannem Baptistam&lt;/i&gt;? Pouco sabem, se isso dizem. O grande serafim da Terra, S. Francisco, dizia, como refere S. Boaventura, que, se encontrasse em uma rua a S. João Baptista, e a um pobre sacerdote o menos autorizado e respeitado nos olhos do Mundo, primeiro havia de fazer reverência ao sacerdote que ao mesmo Baptista. S. Martinho (aquele que, sendo ainda catecúmeno e soldado, com a metade da capa vestiu a Cristo) estando à mesa com o Imperador Máximo, quando o copeiro-mor lhe levou a taça, disse o Imperador que a desse a Martinho, esperando recebê-la da sua mão; e que fez o animoso e justo prelado, que bem conhecia a sua dignidade? Sem cumprimento algum ao imperador, bebeu ele, e logo deu a taça a um presbítero que o acompanhava, para que bebesse, antepondo a coroa aberta de um simples sacerdote à cerrada do mesmo Imperador. Isto é o que respondem sem injúria do Céu nem da Terra, aqueles dois oráculos da Lei da Graça, Francisco e Martinho.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Passemos aos da Lei da Natureza e da Lei Escrita:&lt;i&gt; Quem dicunt homines?&lt;/i&gt; Os da Lei da Natureza o mais que podem dizer, é ser o sacerdote cristão como Melquisedec: &lt;i&gt;Sacerdos Dei Altissimi&lt;/i&gt;, o qual «oferecia a Deus pão e vinho»: &lt;i&gt;Panem et vinum offerens.&lt;/i&gt; Mas isto é comparar a sombra com a luz e a semelhança com a verdade. O pão que oferecia Melquisedec, era assim como o que se colhe na eira, e o vinho assim como o que se espreme no lagar; porém o pão e vinho que os nossos sacerdotes oferecem, posto que debaixo dos mesmos acidentes, é tão transubstanciado no corpo do Cristo e vinho transubstanciado no seu próprio sangue: frutos que não conheceu a natureza, e palavra que foi necessário à Teologia inventá-la de novo. Os da Lei Escrita dirão que o nosso sacerdócio é como o de Arão, e&amp;nbsp; cuidarão que o louvam muito; mas eu quando menos quisera que olhassem para a pureza e limpeza dos nossos altares, dos quais já disse o mesmo Deus a um dos profetas daquele tempo, dando-lhe em rosto com a perfeição e asseio dos nossos sacrifícios: &lt;i&gt;In omni loco offertur nomini meo ablatio munda.&lt;/i&gt; Os sacerdotes da Lei Velha com as mãos tintas em sangue bruto, quando as vítimas eram as mais mimosas, sacrificavam bezerros e cordeiros: e os nossos com as mãos puras, como diz S. Paulo, sacrificam a Deus o diviníssimo holocausto de seu próprio filho, tão infinito, tão imenso, tão omnipotente e tão Deus como ele.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Isto é o que &lt;i&gt;dicunt homines. &lt;/i&gt;E&lt;i&gt; vos autem&lt;/i&gt; seja dos anjos e respondam eles. Que dirão os anjos? Dirão que os mais altos querubins e serafins do Empíreo, se foram capazes de inveja, nenhuma dignidade invejariam senão a do homem sacerdote. No sacrossanto sacrifício da missa, o sacerdote é o sacrificante e os anjos os ministros que o assistem, e talvez o servem, como os que nós chamamos ajudantes, e quando estes se divertem, suprem os seus descuidos. Assim sucedeu a S. Gregório Papa, celebrando na igreja de Santa Maria Maior em dia de Páscoa. Quando disse: &lt;i&gt;Pax Domini sit semper vobiscum&lt;/i&gt;, descuidou-se o ajudante de responder, e responderam os anjos que assistiam: &lt;i&gt;Et cum Spiritu tuo.&lt;/i&gt; De aqui teve origem um uso ou rito notável da igreja romana, e é que, quando o sumo pontífice na missa de dia de páscoa diz as mesmas palavras: &lt;i&gt;Pax Domini sit semper vobiscum&lt;/i&gt;, o coro se cala e não responde, conservando-se neste silêncio a memória do que supriram as vozes dos anjos em dia semelhante.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas nesta mesma vigilância tão reverente, tão devota e tão obsequiosa, com que os espíritos angélicos assistem ao sacerdote celebrante; haverá algum da suprema jerarquia que se atreva a tocar a hóstia que ele consagra nas suas mãos, e tantas vezes torna a tomar nelas no mesmo sacrifício? Por nenhum modo. Não se estendem a tanto os privilégios dos anjos. Quando Deus mandou de comer a Daniel no lago dos leões, o Profeta levava o pão e o Anjo levava o Profeta pelos cabelos. Pois não seria mais fácil que o pão o levasse o anjo? __ Mais fácil, sim, mas não lhe era lícito. O pão em profício era figura do que se havia de consagrar nos nossos altares. O Profeta, como diz S. Jerônimo, era da tribo sacerdotal de Levi: e tocar aquele sagrado pão só é lícito aos sacerdotes, e de nenhum modo aos anjos. Mas vejo que os mesmos sacerdotes me estão argüindo com um texto em contrário, e o mais sagrado cânon de todos os da Igreja. Depois da consagração do corpo e sangue santíssimo, todos fazemos a Deus esta oração: &lt;i&gt;Jube hæc perferri per manus sancti angeli tui in sublime altare tuun.&lt;/i&gt; Logo, se o nosso&amp;nbsp; sacrifício se há-de levar ao Céu &lt;i&gt;per manus sancti angeli tui,&lt;/i&gt; bem podem as mãos dos anjos fazer o que fazem as nossas. &lt;i&gt;Absit&lt;/i&gt; (responde Teófilo, o mais diligente escrutador das realidades deste mistério).&amp;nbsp; &lt;i&gt;Absit, ut precatio illa intelligatur de victimæ nostræ&amp;nbsp; reali apportatione, sed intelligenda est metaphorice, ad cum modum quo angelus ait se obtulisse orationem Tobiæ Deo. &lt;/i&gt;De sorte que aquela oração «não se há-de nem pode entender de que os anjos realmente levem o nosso sacrifício ao Céu, senão metaforicamente, assim como o anjo de Tobias diz que ofereceu a Deus as suas orações». E a razão é manifesta; porque se o anjo levasse a nossa hóstia ao Céu, ficaria imperfeito o sacrifício, que não só consiste na consagração e oblação, senão também na consunção: e então perfeitamente se consuma, quando a vítima consagrada morre, ou deixa de existir, que é quando pela indisposição das espécies deixa o corpo de Cristo de estar debaixo delas. Assim que isto é o que diz, e só pode dizer a confissão dos anjos.&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;X&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ouvidos pois os homens e os anjos, quem resta para ouvir, senão unicamente o mesmo Deus? Ouçamos, pois, muito Reverendos Padres, a Deus, e veremos como diz desta venerável congregação, o que S. Jerônimo disse dos Apóstolos, que já então eram a Congregação de S. Pedro:&amp;nbsp; &lt;i&gt;Vos autem nom homines, sed Dii.&lt;/i&gt; Deuses lhes chamou S. Jerônimo, e por mais autêntica boca que é a de David, lhe dá Deus o mesmo nome. E o mesmo Deus, cujo dizer é&amp;nbsp; fazer, afirma que ele é o que o disse: &lt;i&gt;Ego dixi, Dii estis, et filii excelsi omnes. &lt;/i&gt;Deuses chama , e filhos de Deus aos sacerdotes, e não em sentido alegórico, senão literal, porque literalmente fala o profeta dos ministros da Igreja, segundo a frase daquele tempo: &lt;i&gt;Deus stetit in synagoga Deorum:&lt;/i&gt; e Cristo, melhor intérprete, literalmente o alega no capítulo X de S.João, que todo é dos pastores e suas ovelhas, que são os eclesiásticos com o poder e poderes do sacerdócio. Suposto pois que Deus lhes chama Deuses e filhos de Deus, &lt;i&gt;Dii estis, et filii excelsi,&lt;/i&gt; com razão perguntará alguma curiosidade douta, em qual das duas partes desta proposição disse Deus mais: se quando chama aos sacerdotes Deuses, ou quando lhes chama filhos de Deus? Eu digo que quando lhes chama filhos de Deus; porque na primeira parte alude ao poder da jurisdição e na segunda ao poder da ordem. Quando Cristo, Senhor nosso, disse ao paralítico: &lt;i&gt;Remittuntur tibi peccata tua&lt;/i&gt;, murmuraram todos da proposição, dizendo: &lt;i&gt;Quis potest dimittere peccata, nisi solus Deus? &lt;/i&gt;Negavam mal este poder a Cristo, mas supunham bem em dizer que só Deus pode perdoar pecados. E este é o poder dos sacerdotes enquanto Deuses: &lt;i&gt;Quorum remiseritis peccata, remittuntur eis.&lt;/i&gt; E digo enquanto Deuses, porque o poder de perdoar pecados não só é próprio e unicamente de Deus, senão o maior e o máximo em que ele manifesta e ostenta toda a grandeza do seu poder: Deus qui omnipotentiam tuam parcendo maxime, et miserando manifestas. Mas com este poder de Deus merecer o nome e significação de máximo, o de Filho de Deus ainda significa mais. E porquê? __&amp;nbsp; porque mais é no Filho de Deus o poder de consagrar seu corpo, que em Deus o de perdoar pecados. Ouvi a razão.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O perdoar pecados consiste formalmente em Deus ceder do jus e direito que sua justiça tem para os castigar, que é acto superior da sua misericórdia,&lt;i&gt; parcendo maxime, et miserando&lt;/i&gt;: e como neste acto vence a misericórdia divina a justiça divina, também Deus se vence a si mesmo, que é «a maior vitória, a maior façanha do seu poder»: &lt;i&gt;Omnipotentiam tuam maxime manifestas&lt;/i&gt;. Porém a do Filho de Deus em se consagrar ainda é maior, porque mais é poder-se fazer a si mesmo, que poder-se vencer; e isto é o que pode, e o que fez o Filho de Deus, sumo e eterno sacerdote, quando se consagrou no sacramento, porque realmente se tornou a fazer e reproduzir a si mesmo. Mas não parou aqui sua omnipotência e liberalidade, senão que este mesmo poder de o reproduzirem e fazerem a ele, comunicou aos sacerdotes, quando lhes disse: &lt;i&gt;Hoc facite in meam commemorationem&lt;/i&gt;: «Isto mesmo que eu fiz, fazei vós». Expressamente S. Germano, venerado e alegado neste mesmo ponto pelos Padres gregos: &lt;i&gt;Ipse dixit: hoc est corpus meum, hic est sanguis meus; ipse et apostolis jussit, et per illos universæ ecclesiæ hoc facere: hoc enim (ait) facite in meam commemorationem. Non sane id facere jussisset, nisi vim, hoc est, potestatem inducturus fuisset, ut id facere liceret. &lt;/i&gt;Ó poder quase incompreensível, e que só se pode admirar com o nome de estupendíssimo! Nos seis dias da criação, criou Deus com seis palavras todo este Mundo, e o sacerdote com quatro palavras faz mais todos os dias, que se criara mil mundos.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Declaremos bem este poder mal entendido, para que todos o entendam e pasmem. O lume da Igreja, St. Agostinho, exclama assim: O veneranda sacerdotum dignitas!&lt;i&gt; in quorum manibus Dei Filius velut in utero virginis incarnatur!:&lt;/i&gt; «Ó dignidade veneranda dos sacerdotes, em cujas mãos o Filho de Deus, como no ventre sacratíssimo da Virgem Maria, torna outra vez a encarnar!» Em que consistiu a encarnação do Verbo Eterno? Consistiu na produção do corpo e alma de Cristo e na produção da união hipostática, com que a sagrada humanidade se uniu à subsistência do Verbo. E tudo isto faz o sacerdote com as palavras da consagração, produzindo outra vez, ou reproduzindo todo o mesmo Cristo. Na mesma conformidade falam S. João Crisóstomo, S. Gregório Papa, S. Pedro Damião, e o antiqüíssimo Teodoro Ancirano, famoso no Concílio Efesino. Mas porque cuidam alguns que semelhantes questões são mais debatidas e examinadas pelos teólogos modernos, quero também alegar as palavras de dois bem conhecidos na nossa idade. O P. Teófilo Rainaudo, tão perseguidor de opiniões, ou devoções pouco Sólidas, como se vê nos seus eruditíssimos livros contra Anomala pietatis, diz o que se segue: &lt;i&gt;Sacerdos Christum sub accidentibus ponit, esse sacramentale illi conferendo per veram Christi productionem substantialem. E mais a baixo: Christus non producitur absque unione ad verbum, quia non est purus homo, sed suppositum ejus est Persona Filii: itaque in sacrificio Deus in manibus sacerdotum incarnatur.&lt;/i&gt; E noutro lugar: &lt;i&gt;Quim etiam sacerdotis potestas extenditur ad efficiendam unionem hypostaticam, et transubstantionem panis, et vini. &lt;/i&gt;Não romanceio as palavras, porque são expressamente tudo o que tenho dito. E o P. Eusébio Neriemberg, varão de tanto espírito, erudição e letras, cujos livros todos trazem nas mãos, fazendo a mesma comparação, que eu já toquei, entre a criação do Mundo e consagração do corpo de Cristo, discorre e infere desta maneira: &lt;i&gt;Mundum, et ea quæ in mundo sunt, produxit potentia Patris: sacerdotis vero potentia producit Filium Dei in sacramentum, et sacrificium, quo admirabilior potestas est sacerdotis transubstantiatione Filium Dei, quam creatione res perituras Dei Patris producentis. &lt;/i&gt;Quer dizer: «A potência do Eterno Padre produziu o Mundo, e&amp;nbsp; tudo o que há no mundo; a potência do sacerdote produz o Filho de Deus em sacramento e sacrifício; donde se segue que o poder do sacerdote, na transubstanciação do Filho de Deus, é muito mais admirável que a potência do Eterno Padre na criação de todas as cousas do Mundo, que hão-de acabar com ele.»&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;XI&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esta é, muito Reverendos Padres, a dignidade ou divindade do &lt;i&gt;vos autem&lt;/i&gt;, participada de seu divino protector S. Pedro a esta sua Congregação, tão digna de ser sua. E que se segue daqui, ou qual é a obrigação dos congregados? Se eu tivera as cãs que me faltam, alguma palavra lhes pudera dizer tão importante à veneração alheia, como à decência própria. Mas porque eu, posto que tão indignamente, tenho o mesmo carácter do sacerdócio, a mim e a todos os sacerdotes só apontarei uma advertência da Escritura Sagrada, que todos devemos ouvir temendo e tremendo. A advertência é que correspondamos de tal maneira às obrigações desta altíssima dignidade, que se não arrependa Deus de nô-la ter dado.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Falando David do sacerdócio de Cristo, diz: &lt;i&gt;Juravit Dominus, et non pænitebit eum, tu es sacerdos in æternum&lt;/i&gt;: «Jurou Deus, e não se arrependerá» de dar o eterno sacerdócio a seu Filho. Reparemos muito naquele &lt;i&gt;et non pænitebit eum.&lt;/i&gt; Pois de dar o sacerdócio a seu Filho por natureza impecável, e tão santo e tão Deus como ele, se podia Deus arrepender?! __ Sim. Porque esse sacerdócio não só o havia Cristo de conservar em si, mas também o havia de comunicar, como comunicou aos homens: e aqui estava o perigo. Por isso o jurou, para que não se arrependesse: &lt;i&gt;Juravit Dominus, et nom pænitebit eum. &lt;/i&gt;Ó que desgraça tão horrenda e tremenda, se Deus se arrependesse! E maior desgraça ainda, se eu e algum outro tão indigno como eu desse motivos bastantes a este arrependimento! Neste caso (que Deus não permita) aquele carácter que é tão imortal como a mesma alma, se iria perpetuar com ela em outra eternidade, que não é a do Céu e da Glória. &lt;i&gt;Quam mihi&lt;/i&gt;, etc.&lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;Edição de base:&lt;/font&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;i&gt;Sermões Escolhidos&lt;/i&gt;, vol. II,&lt;/font&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;Edameris, São Paulo, 1965.&lt;br&gt;Editoração eletrônica:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3"&gt;Lucimeri Probst&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;a title="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/saopedro.html" href="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/saopedro.html"&gt;http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/saopedro.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt; &lt;hr align="left" size="1" width="100%"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-7322087203809741202?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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(Cand.)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como se pode ver pelo livro O derradeiro combate do demónio, estamos hoje a viver no meio da Grande Apostasia que foi profetizada nas Sagradas Escrituras. Esta apostasia, diz-nos o Cardeal Ciappi, começa pelo topo da Igreja. O Cardeal Oddi diz-nos que, no Terceiro Segredo, Nossa Senhora avisa-nos contra a apostasia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um dos primeiros e maiores baluartes e defesas contra a apostasia é ter uma compreensão e aceitação firmes das definições dogmáticas da Fé Católica. É precisamente do dogma da Fé que Nossa Senhora fala explicitamente no início do Terceiro Segredo, quando disse: &amp;quot;Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé etc.&amp;quot; Este &amp;quot;etc.&amp;quot;, que foi escrito pela própria Irmã Lúcia, indica claramente que Nossa Senhora disse mais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Todos os estudiosos de Fátima concordam em como Nossa Senhora continuou a dizer que, noutras partes do mundo, o dogma da Fé seria atacado e não conservado como devia ser, e até podia perder-se por completo. Não devemos permitir que sejamos vítimas desta apostasia crescente que nos rodeia. Devemos salvar as nossas almas e as nossas verdades dogmáticas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nos nossos tempos, muitos Católicos – padres, Bispos e Cardeais, assim como leigos – estão a perder o sentido do dogma. Estão a esquecer-se de que, se não salvaguardarem bem a sua Fé, se negarem culposamente ou mesmo se duvidarem de um só dogma – uma doutrina da Fé Católica que foi ensinada infalivelmente por Jesus Cristo através da Sua Igreja Católica – estão a cometer um pecado mortal. E se não se arrependerem deste pecado e fizerem uma confissão digna (ou um acto de Perfeita Contrição à hora da morte), irão para o inferno por toda a eternidade. S. Tomás de Aquino ensina que os pecados contra a Fé contam-se entre os maiores pecados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há pessoas que perdem o sentido do dogma porque não acautelam suficientemente os seus espíritos contra as falsas ideias, ensinamentos e doutrinas que procuram suplantar, suprimir ou minar a Fé Católica. Outros, porque nunca tentam compreender, ou não procuram conhecer, os verdadeiros ensinamentos de Jesus Cristo e da Sua Igreja Católica, nem sequer reconhecem que se deixaram levar pelas mentiras do século, o que os exclui de aceitar os ensinamentos do Evangelho num ou muitos pontos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Estamos, de facto, a viver na era da Apostasia: o período de tempo profetizado nas Sagradas Escrituras pelo próprio Jesus Cristo, assim como por S. Paulo. O pecado de heresia constitui a negação de um ou mais dogmas da Fé, o que é um pecado mortal que envia as almas para o inferno. Ora a apostasia é muito pior. O pecado de apostasia é a rejeição de todo o Evangelho, ou de grande parte dele. E a era da Apostasia está sobre nós.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Alguns caem na apostasia por ignorância, porque nem sequer sabem os pontos fundamentais do Evangelho. Outros caem porque aprenderam os pontos fundamentais mas só os aceitaram por algum tempo. Estes são como a semente que não caem em bom solo; não tomam precauções para salvaguardar a Fé contra as doutrinas falsas, e estas doutrinas falsas estrangulam-lhes a Fé, de modo que se perdem. Outros perdem-se porque seguiram o mau exemplo de padres, Bispos e Cardeais cegos, que ensinam doutrinas falsas. Estes falsos mestres, que defendem doutrinas heréticas – e hoje em dia não há falta deles na Igreja – escandalizam as almas a seu cargo, levando-as à heresia e apostasia. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Irmã Lúcia, no início da década de 1970, chamou-lhes &amp;quot;guias cegos&amp;quot;. Não é para admirar que tenha sido silenciada. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Devemos recuperar o sentido da Verdade dogmática. E se acontecer que um padre, Bispo, Cardeal ou mesmo um Papa diga ou faça alguma coisa que ensineexplícita ou implicitamente alguma doutrina herética, devemos repeli-la e resistir-lhe. Devemos defender a nossa alma e, até onde pudermos, as almas dos outros, resistindo às declarações heréticas, venham elas de onde vierem. Nem que seja o Papa a dizer tais coisas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Muitos Católicos não sabem que houve ocasiões na história da Igreja em que um Papa ensinou uma heresia, ou falhou no seu dever de suprimir uma heresia. E se já aconteceu, pode voltar a acontecer.1 &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por exemplo, o &lt;b&gt;Papa Nicolau I &lt;/b&gt;disse que o Baptismo era válido, quer fosse ministrado em nome das Três Pessoas da Santíssima Trindade, quer apenas em nome de Cristo. Nisto, o Papa Nicolau I enganou-se. O Baptismo apenas em nome de Cristo não é válido.2 &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O &lt;b&gt;Papa Honório, &lt;/b&gt;para justificar um compromisso com hereges, disse em 634: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;Devemos ter cuidado em não atiçar de novo questões antigas.&amp;quot; &lt;/i&gt;Com este argumento, o Papa permitiu que o erro se espalhasse livremente, com o resultado de que a verdade e a ortodoxia desapareceram de facto. S. Sofrónio de Jerusalém foi praticamente o único a opor-se a Honório e a acusá-lo de heresia. Eventualmente, o Papa arrependeu-se, mas morreu sem reparar o mal incontável que fez à Igreja pelo seu princípio de compromisso. Assim, o Terceiro Concílio de Constantinopla lançou-lhe o anátema, o que foi confirmado pelo Papa S. Leão II. (Ver D.S. 561) &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O &lt;b&gt;Papa João XXII &lt;/b&gt;disse em Avinhão, na Festividade de Todos os Santos de 1331, que a alma não entrava na Visão Beatífica até à ressurreição do corpo, nos últimos dias. Depois disto, o Papa foi repreendido pelos teólogos da Universidade de Paris. E repreenderam o Papa porque sabiam que esta teoria eram uma heresia. João XXII só retractou o seu erro pouco tempo antes de morrer em 1334.3 &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;A Fé é o mais importante&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Depósito da Fé é o fundamento da nossa salvação. É o fundamento do papado. É o fundamento dos sacramentos. Se o Depósito da Fé não for salvaguardado, não há nada na Igreja que esteja seguro contra um ataque. Esta atitude de importância primordial, de salvaguardar todos e cada um dos dogmas da Fé não é só a minha opinião. É o ensinamento solene da Igreja Católica. Um dos Credos Católicos, em que temos obrigação de crer, começa assim: &amp;quot;&lt;i&gt;Quem quiser ser salvo, precisa, antes de mais, de &lt;/i&gt;&lt;i&gt;manter a Fé Católica; se cada um de nós não a conservar inteira e inviolada, sem qualquer dúvida perecerá para a eternidade.&amp;quot; &lt;/i&gt;(D.S. 75) &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esta obrigação está acima da lei da caridade para com os pobres ou o próximo – está acima de todas as boas obras. A obrigação para com a Fé é mais importante que o respeito ou deferência devida ao Papa, Bispos, padres ou familiares e amigos. S. Paulo disse: &amp;quot;Mas se nós, ou um anjo do Céu, vos pregar um Evangelho que não seja aquele que nós vos pregámos, seja anátema.&amp;quot; (Gál. 1:8) Não devemos prestar atenção a um pregador que contradisser a doutrina católica tradicional. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que nos acontecerá, especialmente neste tempo de Apostasia Geral, se não amarmos a Verdade acima dos outros homens, acima do amor que devemos aos nossos padres e Bispos, acima do amor que devemos até aos Papas? O que acontecerá se não amarmos a Verdade acima da riqueza, da posição social e dos respeitos humanos? Podemos então cair sob esta maldição de Deus: &amp;quot;E em toda a sedução da iniquidade aos que perecem; porque não recebem o amor da verdade, para que possam ser salvos. &lt;b&gt;Portanto, Deus enviar-lhes-á a operação do erro, para que acreditem na mentira: &lt;/b&gt;Para que todos os que não acreditaram na verdade, mas antes consentiram na iniquidade, sejam julgados.&amp;quot; (2 Thess. 2:10-11) &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esta recuperação da certeza, da importância vital e da necessidade absoluta da verdade dogmática como sendo definida infalivelmente para todo o sempre é crucial, para que as pessoas não se deixem enganar pela apostasia geral que nos rodeia. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para salvarmos a alma, não basta seguir este ou aquele padre, este ou aquele Cardeal ou Bispo – nem mesmo este ou aquele Papa – por mais geralmente aclamados que sejam, se contradisserem um dogma definido infalivelmente que seja. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Alguns padres e mestres ignorantes dizem: &amp;quot;Não ligamos a definições dogmáticas de tempos antigos; nós seguimos o 'Magistério vivo'.&amp;quot; (Não estou a exagerar; ouvi isto com os meus próprios ouvidos. Ao princípio, quase não pude acreditar que estavam a dizer isto – e eram padres que dizem ser fiéis, ferventes e tradicionais.) &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por outras palavras, o que estes &amp;quot;mestres&amp;quot; loucos e ignorantes estão a dizer é: &lt;b&gt;&lt;u&gt;Seguimos o Cardeal Ratzinger, ou um outro qualquer Cardeal do Vaticano, ou até o Papa, seja em que circunstâncias for – mesmo se um deles contradiz explicitamente a definição solene e infalível de um Papa anterior, ou de um Concílio Ecuménico anterior, confirmado infalivelmente por um Papa anterior.&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;4 &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Estes guias cegos raciocinam assim: Agradamos a Deus porque somos humildes, porque somos obedientes, e foi Deus quem escolheu aqueles homens para nos dirigir como Papa e Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Estas pessoas continuam a dizer que quem &lt;i&gt;não &lt;/i&gt;se submeter está no erro, e será castigado por Deus por não crer no &amp;quot;Magistério vivo&amp;quot;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pensar assim é, de facto, &amp;quot;a operação do erro&amp;quot; para &amp;quot;os que perecem&amp;quot; (ver 2 Tess. 2:10-11) que &amp;quot;Deus enviar-lhes-á&amp;quot; porque &amp;quot;não acreditaram na verdade&amp;quot; e &amp;quot;consentiram na iniquidade&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Deus permitiria que uma pessoa fosse enganada assim? Como é que podia ser, perguntam? Em resposta, temos os ensinamentos de S. João Eudes e das Sagradas Escrituras. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;S. João Eudes explica que o castigo mais terrível que Deus pode enviar ao Seu povo são os maus sacerdotes (isto inclui obviamente os maus Bispos e os maus Cardeais, e pode mesmo incluir um Papa). Eis as palavras de S. João Eudes: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;A marca mais evidente da cólera de Deus e o castigo mais terrível que Ele pode dar ao mundo manifestam-se quando Ele permite que o Seu povo caia nas mãos de clérigos que são padres mais em nome do que em actos, padres que praticam a crueldade de lobos predadores em vez da caridade e do afecto de pastores dedicados... &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Quando Deus permite tais coisas, é prova muito positiva de que Ele está muito irado com o Seu povo, e está a fazer-lhes conhecer a Sua temível cólera. É por isso que Ele clama sem cessar aos Cristãos, ‘&lt;i&gt;Regressai, filhos revoltados ... e Eu dar-vos-ei pastores segundo a Minha vontade’ &lt;/i&gt;(Jer. 3:14,15). Assim, as irregularidades nas vidas dos sacerdotes constituem um flagelo sobre o povo, em consequência do pecado.&amp;quot;5 &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como está documentado em &lt;i&gt;O derradeiro combate do demónio&lt;/i&gt;6 e noutras obras,7 vemos a infiltração de todo o género de pessoas corruptas no sacerdócio. É evidente que Deus está muito irado com o Seu povo, como se vê por todos os maus sacerdotes dentro da Igreja, e muito especialmente pelos escândalos do clero. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Devemos lembrar-nos de que Deus envia-nos castigos e avisos nesta vida, como Santo Afonso aponta, para que demos atenção aos Seus avisos enquanto é tempo, antes que seja tarde demais para nós. Os escândalos do clero são sinais claros de que Deus chegou ao termo dos Seus avisos. Já é tarde; devemos pelo menos acordar, fazendo penitência pelos nossos pecados e rezando com grande fervor para alcanças a graça e misericórdia de Deus nestes tempos, tanto para nós como para todos os que Deus confiou ao nosso cuidado. Mas estes escândalos não se limitam aos padres e Bispos pervertidos e corruptos. Pior ainda é a corrupção da nossa Fé Católica pelos chamados &amp;quot;defensores da Fé&amp;quot;. Os que dizem que o &amp;quot;Magistério vivo&amp;quot; tem precedência sobre as definições dogmáticas, infalíveis e imutáveis, estão a enganar almas sem conta e desviá-las para o inferno. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A perversão de padres, Bispos e Cardeais que nos dizedm que não é preciso que os não-crentes se convertam à Fé Católica8 é uma perversão maior do que a pedofilia – por mais horrível que a pedofilia seja. Esta heresia – mesmo que seja promovida por Cardeais do Vaticano, mesmo que tenha o apoio, implícito ou explícito, do Papa – não altera no mínimo a perversidade de tal ensinamento. Quem defender este ensinamento do chamado &amp;quot;Magistério vivo&amp;quot; ou perdeu a Fé, ou esteve toda a vida na ignorância completa do que é a Fé. Mas a sua ignorância não os desculpa necessariamente de pecar gravemente nesta matéria. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Fé Católica – o Depósito da Fé que nos vem de Jesus Cristo e em que todos os Católicos devem crer para salvarem as suas almas – ensina-nos, entre outras coisas:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;1) &lt;/b&gt;Deus é o autor da nossa Fé. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;2) &lt;/b&gt;Devemos crer em Deus, porque o que Ele nos diz é a Verdade. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;– Como Deus é omnisciente, não pode enganar-Se nem ter só parte da Verdade; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;– Como Ele é a Santidade total, não nos pode mentir. Pode permitir que sejamos enganados porque não amamos a verdade, mas nunca nos pode mentir. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;3) &lt;/b&gt;Como Deus nos diz a Verdade, e como todos e cada um dos artigos da Fé são verdadeiros, porque foi Deus quem os revelou, segue-se que: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1) O que era verdade em 33 D.C. também é verdade em 2003 D.C.; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2) O que foi definido como verdadeiro pela Igreja &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;em 325 AD em Niceia &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;em 1438-45 AD em Florença &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;em 1545-65 AD em Trento &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;em 1870 AD no Vaticano I &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;ainda hoje é verdadeiro. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign="top" width="588"&gt;           &lt;p&gt;Isto é, Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre. Portanto, quando o Concílio de Florença define que nem os judeus, nem os hereges, nem os cismáticos entrarão no Reino de Deus a não ser que se arrependam do seu erro antes de morrerem, então é essa a verdade para todo o sempre. &lt;/p&gt;            &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_aOzGkDXWPus/TUm4_qYQWHI/AAAAAAAAAh0/Leqw7FgjGHE/s1600-h/clip_image002%5B3%5D.png"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="clip_image002" border="0" alt="clip_image002" src="http://lh3.ggpht.com/_aOzGkDXWPus/TUm5B6Ku4MI/AAAAAAAAAh4/LWvd70ZKlv4/clip_image002_thumb.png?imgmax=800" width="244" height="184" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p&gt;&lt;b&gt;O Padre Gruner no estúdio de FÁTIMA: &amp;quot;Chegou o momento&amp;quot;, o único programa de televisão que propaga a Mensagem de Fátima na sua totalidade e os ensinamentos da Igreja Católica. &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que os Santos e os Concílios nos dizem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas levanta-se a objecção: E se um Papa diz mais tarde algo de diferente, ou o contrário? Não é também o Papa? Não tem o mesmo poder de um Papa anterior? Então, como podemos errar se seguirmos um Papa mais recente que contradiz um Papa anterior?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Claro que a primeira coisa que devemos fazer é determinar se o Papa mais recente, ou mesmo o Papa actual – disse realmente alguma coisa que contradiz explicitamente os ensinamentos solenes e infalíveis de um Papa anterior. Mas se, de facto, assim aconteceu, então o Papa mais recente está errado. A razão é que o papel do Papa não é inventar novas doutrinas, ou ensinar novas doutrinas, mas manter o Depósito da Fé revelado por Deus, e defender e explicar o Depósito da Fé. O Concílio Vaticano I ensina:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;E os Pontífices Romanos, segundo as exigências dos tempos e circunstâncias, por vezes reunindo concílios ecuménicos ou pedido a opinião da Igreja espalhada portodo o mundo, por vezes através de sínodos particulares, por vezes ainda usando outras ajudas disponibilizadas pela Providência Divina, definiram para ser aceites as coisas que, com a ajuda de Deus, reconheceram estar conformes com as Sagradas Escrituras e as tradições apostólicas. Porque o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de Pedro para que, por Sua revelação, dessem a conhecer novas doutrinas, mas para que, por Sua assistência, mantivessem inviolável e fielmente explicada a revelação ou Depósito da Fé que lhes foi entregue através dos Apóstolos.&amp;quot;9 (D.S. 3069-3070)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Portanto, quando um Papa ensina que alguma coisa faz parte do Depósito da Fé, sabemos que essa é realmente a verdade que o próprio Deus revelou.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E como a primeira qualidade da Verdade é que não se pode contradizer a si própria, sabemos, portanto, que não pode vir um Papa mais recente a ensinar uma doutrina nova. Se tal acontecer, a doutrina nova não pode ser verdadeira, porque é contrária ao que Deus ensinou e confirmou pela definição anterior.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assim, não pode haver um &amp;quot;Magistério vivo&amp;quot; que venha ensinar uma doutrina nova em nome de Deus. Porque Deus é o autor da Verdade, e não da falsidade. E Deus não pode ensinar uma mentira como se fosse a verdade, nem o faria, como não pode ordenar que alguém creia numa mentira. Nem Deus alguma vez autorizaria, ou até fingiria que autorizava alguém a ensinar uma mentira como se fosse a verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assim, o tal &amp;quot;Magistério vivo&amp;quot; é uma tentativa de roubar a Deus a autoridade docente, e de usurpar o verdadeiro Magisterium.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ora bem, o autêntico escândalo é que hoje há clérigos em altos cargos, até mesmo no Vaticano, que ensinam heresias e que afirmam falsamente que elas são a verdade, e são o que a Igreja Católica ensina oficialmente, magisterialmente. Mas o que ensinam continua a ser uma heresia. Sabemos isto, porque sabemos pela Fé Católica, de origem divina, que nem um Papa pode alterar o Dogma Católico. Sabemos isto porque temos uma definição solene e infalível do Concílio Vaticano I, a saber: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Portanto, aceitando fielmente a tradição recebida desde o início da Fé Cristã, para glória de Deus, nosso Salvador, para a exaltação da religião católica e para a salvação do povo cristão, com a aprovação do santo Concílio, ensinamos e definimos que é um dogma divinamente revelado: que o Pontífice Romano, quando fala &lt;i&gt;ex cathedra&lt;/i&gt;, isto é, quando, nas atribuições do seu cargo de pastor e mestre de todos os Cristãos, por virtude da sua autoridade apostólica suprema, define uma doutrina referente à Fé ou à moral, para ser aceite pela Igreja universal, está, pela assistência divina que lhe foi prometida pelo Bem-aventurado Pedro, na posse daquela infalibilidade que o Divino Redentor quis que a Sua Igreja tivesse ao definir doutrina sobre a Fé ou a moral; e que, portanto, tais definições do Pontífice Romano são &lt;i&gt;ipso facto &lt;/i&gt;irreformáveis, e não pelo consentimento da Igreja. Mas se alguém – o que Deus não permita! – ousar contradizer esta nossa definição, seja anátema.&amp;quot;10 (D.S. 3073-3075) &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como as definições dogmáticas são infalíveis – isto é, não podem deixar de enumerar explicitamente qual é a verdade precisa que o próprio Deus está a endossar, a garantir – então estas definições não podem ser alteradas, não podem ser reformadas. São irreformáveis. Não podem ser reformadas por um padre, um Bispo, um Cardeal, um Concílio ou mesmo pelo próprio Papa – ou o Papa actual, ou qualquer Papa futuro. Isto é o que a Igreja ensina. Se uma pessoa não crê nisto, já não é um Católico – foi separado, excomungado, expulso da Igreja pela sua heresia. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como podemos ver, precisamos de recuperar as definições dogmáticas da Igreja Católica. Precisamos de as recuperar nos nossos espíritos e nos nossos corações e no nosso pensar, falar e agir quotidiano. Precisamos de manter a nossa Fé imutável e inteira. Não podemos deixar que percamos a nossa Fé Católica dogmática, mesmo que padres, Bispos e Cardeais afirmem que o Papa concorda com eles. Mesmo que um Papa contradiga a Fé, devemos manter a atitude que nos foi ensinada pela Igreja Católica de todos os tempos. Devemos seguir o que os Doutores da Igreja ensinaram. Estes Doutores foram elevados a Doutores porque a Igreja nos diz que a sua doutrina é certa; que estamos seguros quando seguimos os seus ensinamentos. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;S. Roberto Belarmino, Doutor da Igreja, ensinou no seu trabalho sobre o Pontífice Romano que &lt;i&gt;até o Papa &lt;/i&gt;pode ser censurado e resistido se ameaçar que prejudica a Igreja: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Assim como é lícito resistir ao Pontífice que agride o corpo, é também lícito resistir ao que agride as almas ou que perturba a ordem civil, ou, acima de tudo, que tenta destruir a Igreja. Digo que é lícito &lt;i&gt;resistir-lhe, não fazendo o que ele ordena e impedindo que as suas ordens sejam executadas; &lt;/i&gt;não é lícito, porém, julgá-lo, castigá-lo ou depô-lo, porque estes actos competem a um superior.&amp;quot;11&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Da mesma maneira, o eminente teólogo do Século XVI Francisco Suárez (a quem o Papa Paulo V chamou Doutor Eximius et Pius, isto é, &amp;quot;Doutor Exceptional e Piedoso&amp;quot;) ensinou o seguinte:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;E desta segunda maneira o Papa poderia ser cismático, se não quisesse estar em união normal com todo o corpo da Igreja, como ocorreria se tentasse excomungar toda a Igreja, ou, como Cajetan e Torquemada observam, se quisesse derrubar os ritos da Igreja, que se baseiam na Tradição Apostólica. ... Se [o Papa] dá uma ordem contrária aos rectos costumes (moral), não deve ser obedecido; se tentar fazer alguma coisa que seja manifestamente oposta à justiça e ao bem comum, será lícito resistir-lhe; se atacar pela força, pode ser repelido pela força, com uma moderação apropriada a uma justa defesa.&amp;quot;12&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pode-se mesmo resistir legitimamente ao Papa, quando este faz actos que prejudiquem a Igreja. Simplesmente, como o Papa S. Félix III declarou: &amp;quot;Não se opor ao erro é aprová-lo; e não defender a verdade é suprimi-la.&amp;quot; Os leigos e os clérigos de grau mais baixo não estão isentos desta admoestação. Todos os membros da Igreja estão sujeitos a ela. Temos, pois, o dever de nos pronunciarmos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;S. Tomás disse que se a Fé está em perigo por alguma coisa que um Bispo, ou mesmo um Papa, diz, esse prelado deve ser repreendido publicamente, para se salvaguardar a Fé. Baseando-se nas Sagradas Escrituras (Gálatas 2:11), S. Tomás de Aquino, o maior Doutor da Igreja, diz:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Deve observar-se, porém, que se a Fé estiver em perigo, um subordinado deve repreender o seu prelado, mesmo publicamente. Por isso, Paulo, que estava sujeito a Pedro, o repreendeu em público, devido ao perigo iminente de escândalo com respeito à Fé, e, como diz a glosa de Agostinho a Gálatas 2:11, 'Pedro deu um exemplo aos superiores, no sentido de que, se alguma vez aconteça que se desviem do recto caminho, não devem desdenhar ser repreendidos pelos seus subordinados.'&amp;quot;13&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Devemos conservar o dogma da Fé. Na Grande Apostasia, um número elevado de pessoas desviam-se do seu caminho porque não conservam sacrossanto o dogma da Fé nas suas mentes, corações e almas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E não nos esqueçamos de ter presentes as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo à Irmã Lúcia de Fátima: &amp;quot;Rezem muito pelo Santo Padre&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Notas:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1. À objecção, &amp;quot;O Papa nunca pode ensinar ou promover uma heresia, porque é infalível&amp;quot;, devemos responder: O Papa não é infalível em tudo, mas apenas em certas condições que são estritamente definidas e ensinadas solenemente pela Igreja Católica, em especial no Concílio Vaticano I. Para mais dados sobre este assunto, ver &amp;quot;Mission Infallible&amp;quot;, por Jonathan Tuttle, em The Fatima Crusader, Nº 66, p. 23ff. Ver também na Internet em &lt;a href="http://www.fatimacrusader.com/cr66/cr66pg23.asp"&gt;http://www.fatimacrusader.com/cr66/cr66pg23.asp&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2. &lt;b&gt;2. &lt;/b&gt;Ver John Henry Newman, &lt;i&gt;Certain Difficulties &lt;/i&gt;(Londres, 1876), citado em Michael Davies, &lt;i&gt;Lead Kindly Light&lt;/i&gt;: &lt;i&gt;The Life of John Henry Newman &lt;/i&gt;(Long Prairie, Minnesota: Neumann Press, 2001), pp. 181-182. Ver também Dz. 229, Dz. 297A, Dz. 430, Dz. 482. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3. &lt;b&gt;3. &lt;/b&gt;&lt;i&gt;Catholic Counter-Reformation, &lt;/i&gt;Junho de 1973. Para mais, ver &lt;i&gt;The Popes, a Concise Biographical History, &lt;/i&gt;editado por Eric John e publicado em 1964. Reimpresso recentemente por Roman Catholic Books, Harrison, Nova York. Ver também Dz. 530; D.S. 1000. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4. &lt;b&gt;4. &lt;/b&gt;Nota do Editor: Ver o exemplodado pelo Padre Paul Kramer no seu artigo &amp;quot;O Grande Castigo iminente revelado no Terceiro Segredo de Fátima&amp;quot; neste número. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;5. &lt;b&gt;5. &lt;/b&gt;S. João Eudes, &lt;i&gt;The Priest: His Dignity and Obligations&lt;/i&gt;, (Nova York: P.J. Kennedy &amp;amp; Sons, 1947) pp. 9-10. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;6. &lt;b&gt;6. &lt;/b&gt;&lt;i&gt;O derradeiro combate do demónio&lt;/i&gt;, editado e compilado pelo Padre Paul Kramer, (The Missionary Association, Terryville, Connecticut, 2002; ed. em português, 2003)) pp. 39, 47-48, 51, 53, 58, 61, 124, e ainda Nota Nº 24 na p. 299. Ver também na Internet em http://www.devilsfinalbattle.com/port/ch5.htm &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;7. &lt;b&gt;7. &lt;/b&gt;Para documentação sobre a infiltração homossexual da Igreja Católica, ver &amp;quot;Clerical Scandals and the ‘Negligence of the Pastors’&amp;quot; por John Vennari, &lt;i&gt;The Fatima Crusader, &lt;/i&gt;Outono de 2002, Nº 71, pg. 15 ff. Ver também na Internet em http://www.fatimacrusader.com/cr71/cr71pg15.asp &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;8. &lt;b&gt;8. &lt;/b&gt;O Cardeal Walter Kasper, do Vaticano, desafiou o dogma definido de que &amp;quot;fora da Igreja não há salvação&amp;quot;, quando disse: &amp;quot;...hoje já não compreendemos o ecumenismo no sentido de um regresso, pelo qual os outros seriam ‘convertidos’ e se tornariam ‘Católicos’. Isto foi expressamente abandonado no Vaticano II.&amp;quot; &lt;i&gt;Adisti&lt;/i&gt;, 26 de Fevereiro de 2001. Citado da tradução para inglês em &amp;quot;Where Have They Hidden the Body?&amp;quot; por Christopher Ferrara, &lt;i&gt;The Remnant, &lt;/i&gt;30 de Junho de 2001. Ver também &lt;i&gt;O derradeiro combate do demónio&lt;/i&gt;, p. 68. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;9. &lt;b&gt;9. &lt;/b&gt;Concílio Vaticano I, Primeira Constituição Dogmática sobre a Igreja de Cristo, 18 de Julho de 1870. Do livro &lt;i&gt;Dogmatic Canons and Decrees&lt;/i&gt;, (TAN Books and Publishers) p. 254. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;10. &lt;b&gt;10. &lt;/b&gt;Concílio Vaticano I, Primeira Constituição Dogmática sobre a Igreja de Cristo, 18 de Julho de 1870. Do livro &lt;i&gt;Dogmatic Canons and Decrees&lt;/i&gt;, pp. 256-257. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;11. &lt;b&gt;11. &lt;/b&gt;&lt;i&gt;De Romano Pontifice, &lt;/i&gt;lib. II, Cap. 29, in &lt;i&gt;Opera omnia&lt;/i&gt;, Neapoli/Panormi/Paris: Pedone Lauriel, 1871, vol. I, p. 418. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;12. &lt;b&gt;12. &lt;/b&gt;Francisco Suárez, &lt;i&gt;De Fide&lt;/i&gt;, Disp. X, Sec. VI, N. 16. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;13. &lt;b&gt;13. &lt;/b&gt;S. Tomás de Aquino, &lt;i&gt;Summa Theologica&lt;/i&gt;, Pt. II-II, Q33, Art. 4, Ad. 2. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;http://www.fatima.org/port/crusader/cr74/cr74pg10.pdf&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-7274591983826516799?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Francisco converteu à fé o sultão da Babilônia, e a cortesã que o induzia ao pecado &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;S. Francisco, instigado pelo zelo da fé cristã e pelo desejo do martírio, atravessou uma vez o mar com doze de seus companheiros santíssimos, para ir diretamente ao sultão de Babilônia. E chegou a uma região de sarracenos, onde certos homens cruéis guardavam as passagens, que nenhum cristão que ali passasse podia escapar sem ser morto; como aprouve a Deus, não foram mortos, mas presos, batidos e amarrados foram levados diante do sultão. E estando diante dele &lt;strong&gt;S. Francisco, ensinado pelo Espírito Santo, pregou tão divinamente sobre a fé cristã, que mesmo por ela queria entrar no fogo.&lt;/strong&gt; Pelo que o sultão começou a ter grandíssima devoção por ele, tanto pela constância de sua fé, como pelo desprezo do mundo que nele via; porque nenhum dom queria dele receber, sendo pobríssimo; e também pelo fervor do martírio que nele via. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E deste ponto em diante o sultão o ouvia com boa vontade e pediu-lhe que freqüentemente voltasse à sua presença, concedendo livremente a ele e aos seus companheiros que podiam pregar onde quisessem. E deu-lhes um sinal com o qual não podiam ser ofendidos por ninguém. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Obtida esta licença tão generosa, S. Francisco mandou aqueles seus eleitos companheiros, dois a dois, por diversas terras de sarracenos, a predicar a fé cristã; e ele com um deles escolheu um lugar. No qual chegando, entrou em um albergue para repousar: e ali havia uma mulher belíssima de corpo, mas vil de alma, a qual mulher maldita convidou S. Francisco a pecar. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E dizendo-lhe S. Francisco: &amp;quot;Aceito, vamos ao leito&amp;quot;; e ela o conduziu para o quarto. E disse S. Francisco: 'Vem comigo, levar-te-ei a um leito belíssimo&amp;quot;. E conduziu-a a uma grandíssima fogueira que se fazia naquela casa; e no fervor de espírito despe-se e lança-se neste fogo por sobre tições inflamados, e convida a mulher para que se dispa e vá se deitar nesse leito tão macio e belo. E estando assim S. Francisco por grande espaço de tempo com semblante alegre e sem se queimar, nem mesmo se chamuscar, aquela mulher por tal milagre assombrada, e compungida em seu coração, não somente se arrependeu do pecado e da má intenção, mas até se converteu perfeitamente à fé cristã, e tornou-se de tanta santidade, que por ela muitas almas se salvaram naquela terra. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Finalmente, vendo S. Francisco que não podia obter mais fruto naquelas partes, por divina revelação se dispôs com todos os seus companheiros a retornar aos fiéis; e reunindo todos os seus voltou ao sultão e despediu-se. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;E então lhe disse o sultão: &amp;quot;Frei Francisco, de boa vontade me converteria à fé cristã, mas temo fazê-lo agora, porque se estes homens o descobrissem matariam a mim e a ti com todos os teus companheiros: mas, porque tu podes fazer muito bem, e eu tenho de resolver certas coisas de muito grande peso, não quero agora causar a tua morte e a minha, mas ensina-me como me poderei salvar, e estou pronto a fazer o que me impuseres&amp;quot;. Disse então S. Francisco: &amp;quot;Senhor, separar-me-ei de vós, mas depois de chegar ao meu pais e ir ao céu pela graça de Deus, depois de minha morte, conforme a vontade de Deus, enviar-te-ei dois dos meus irmãos, dos quais receberás o santo batismo de Cristo e serás salvo, como me revelou meu Senhor Jesus Cristo.&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; &lt;u&gt;&lt;strong&gt;E tu, neste espaço, desliga-te de todo impedimento, a fim de que, quando chegar a ti a graça de Deus, te encontre preparado em fé e devoção&amp;quot;.&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; E assim prometeu fazer e fez. Isto feito, S. Francisco retornou com aquele venerável colégio de seus santos companheiros: e depois de alguns anos S. Francisco, pela morte corporal, restituiu a alma a Deus. &lt;strong&gt;&lt;u&gt;E o sultão adoecendo espera a promessa de S. Francisco e faz postar guardas em certas passagens, ordenando que, se dois frades aparecessem com o hábito de S. Francisco, imediatamente fossem conduzidos a ele. &lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Naquele tempo apareceu S. Francisco à dois frades e ordenou-lhes que sem demora fossem ao sultão e procurassem a salvação dele, segundo lhe havia prometido. Os quais frades imediatamente partiram e, atravessando o mar, pelos ditos guardas foram levados ao sultão. &lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E vendo-os, o sultão teve grandíssima alegria e disse: &lt;u&gt;&lt;strong&gt;&amp;quot;Agora sei, na verdade, que Deus me mandou os seus servos para a minha salvação, conforme a promessa que me fez S. Francisco por divina revelação&amp;quot;. Recebendo, pois, a informação da fé cristã, e o santo batismo dos ditos frades, assim regenerado em Cristo, morreu daquela enfermidade, e sua alma foi salva pelos méritos e operação de S. Francisco.&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-8764677872113381474?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/83xFGfrj6UuFturng97JxNIuRLE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/83xFGfrj6UuFturng97JxNIuRLE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Não é por acaso que Urs von Balthasar, sustentando que “o inferno existe, mas está vazio”, se apóia, entre outros, em Maurice Blondel. Se este filósofo, por despeito de seus “amigos”, ocupa um lugar bem modesto na história da filosofia, em compensação ocupa um lugar muito importante na história do neomodernismo ou da “nova teologia”.    &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma Filosofia Fantasma&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Tendo nascido em Dijon, em 1861, e morrido em 5 de junho de 1949 em Aix-en-Provence, cidade onde ensinou filosofia durante trinta anos, Maurice Blondel foi, até o fim de seus dias, objeto de longa polêmica, que sua atitude fugaz e insaciável só fazia entreter. Essa atitude, tipicamente modernista, foi assim estigmatizada pelo padre de Tonquedec O.P., no Dictionnaire Apologétique de la Foi Catholique:    &lt;br /&gt;“Dei-me conta de que, apesar dos esforços para dar ao debate [com Blondel] uma base documentária tão grande quanto possível, ele só terminaria se o público tivesse sob os olhos as próprias obras de Blondel. Infelizmente isso é impossível. As obras de M. Blondel [que de Tonquedec possuía e citava largamente] esgotaram-se há muito tempo nas livrarias; as brochuras onde ele reuniu seus mais importantes artigos nunca foram comercializadas. Com isso a doutrina contida nesses escritos se acha numa condição singular: objeto de explicações, de retificações, de discussões sem fim, sustentada por uma ativa e ardorosa propaganda, é inacessível em seu texto original. A muitos dá a impressão de algo incompreensível e fugaz, cujo aspecto se modifica segundo o momento e as circunstâncias. Poucas pessoas, ainda entre as que, por profissão, estudam a filosofia religiosa, são capazes de controlar os dizeres do autor e de seus amigos sobre o sentido e o conteúdo de seus escritos.”1    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sistemas Modernistas&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Não é difícil saber quem eram os “amigos” de Blondel: o Pe. De Lubac e sua “turma”: Bouillard, Fessard, von Balthasar, Auguste Valensin etc.; ou seja, os fundadores da “nova teologia”, condenada por Pio XII na Humani Generis, e hoje — como reconhece o Pe. Henrici S.J. — elevada ao plano de teologia oficial do Vaticano II2.     &lt;br /&gt;No mesmo Dictionnaire Apologétique de la Foi Catholique citado acima, junto da crítica antiblondeliana, densa e documentada, do dominicano Tonquedec, publicou-se outro estudo3, do jesuíta Auguste Valensin (da “turma” de De Lubac), que tomava a defesa de Blondel (sinal da confusão que reinava então sobre a real posição de Blondel). Valensin S.J. começava a dispensar qualquer documentação pelo motivo seguinte:    &lt;br /&gt;“Na exposição que se segue não haverá, por assim dizer, citações [das obras de Blondel]; as poucas frases postas entre aspas não são absolutamente literais; modificou-se o tempo de um verbo ou se suprimiu alguma palavra para adaptá-la ao contexto — e o uso que se faz é apenas literário. Esta exclusão é sistemática: uma citação destacada de seu quadro não poderia provar nada, só poderia servir de apoio para uma interpretação duvidosa, carente de certeza.”    &lt;br /&gt;Por isso o padre de Tonquedec, que, pelo contrário, fundava sua crítica em numerosas citações de Blondel, replicava justamente:    &lt;br /&gt;“É certamente possível falsificar o espírito de um texto que se cita, mas todos concordarão que é ainda mais fácil fazê-lo quando não o citam. Um documento resiste, por sua simples presença, a certas interpretações. Estar sempre em contato visível com ele é, sem dúvida, a melhor garantia contra o erro e a suprema honestidade de um crítico para com seu autor e seus leitores.”4    &lt;br /&gt;Sob o Pretexto Apologético, a Ruína do Dogma Católico    &lt;br /&gt;Na realidade os “amigos” de Blondel — De Lubac e sua “turma” — tinham seus motivos para deixar confusa a filosofia daquele que, na sua opinião, deveria ter sido o fundador da “nova filosofia cristã”.    &lt;br /&gt;Blondel apresentava sua filosofia como um método apologético para conquistar o “homem moderno :    &lt;br /&gt;“As provas clássicas [da credibilidade do dogma católico]”, escrevia ele, “escapam a nossos espíritos penetrados de positivismo e de kantismo (elas supõem uma filosofia objetiva). Ora, quando se quer salvar as almas, é preciso procurar onde elas habitam, e, se elas caíram no subjetivismo, é no subjetivismo que é preciso buscá-las.”5    &lt;br /&gt;A infelicidade, entretanto, era que, se a apologética clássica supunha e supõe ainda uma filosofia objetiva, a nova “apologética” de Blondel supunha, ao contrário, uma filosofia subjetivista e imanentista, típica do protestantismo e do modernismo e já condenada por São Pio X na Pascendi, por suas conseqüências ruinosas para o dogma católico.    &lt;br /&gt;Quando Blondel afirma6 que se recolhe a verdade do catolicismo mais com a vontade e a experiência do que com a inteligência (a fé “não passa do espírito ao coração”, mas, ao contrário, passaria do coração ao espírito), ele se move no domínio do agnosticismo ou cepticismo religioso, que é a base do modernismo e que leva os modernistas a exaltar a “experiência” religiosa, que, somente ela, tornaria o homem certo da existência de Deus (pseudomisticismo que atinge a maior parte dos “movimentos eclesiásticos” de hoje). E, de fato, para Blondel a tarefa da apologética não é produzir argumentos racionais sobre a existência de Deus e sobre a credibilidade do Cristianismo, mas sim levar o incrédulo a fazer uma “experiência efetiva” do catolicismo, levar aquele que ainda não tem fé a “agir como se a tivesse”7, em suma, a fazer a “experiência” do divino; o que é exatamente a apologética modernista condenada por São Pio X na Pascendi.    &lt;br /&gt;E ainda: quando Blondel afirma que o sobrenatural é uma exigência da natureza humana, porque “nada pode entrar no homem que não venha dele e não corresponda, de algum modo, à sua necessidade de expansão”, ele se move no imanentismo (Spinoza, Kant etc.), para o qual o espírito humano é a realidade a que tudo volta; imanentismo que é a essência do modernismo, porque “o fundo do modernismo é este: a alma religiosa não tira de nenhuma outra fonte senão de si mesma o objeto e o motivo de sua própria fé”8. Na prática, seria dizer que não houve na história nenhuma revelação divina externa e que Nosso Senhor Jesus Cristo teria sido somente, para falar como Renan, a consciência mais sublime da humanidade, mas não Deus.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Nova “Filosofia Cristã”&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Em suma, Blondel foi procurar realmente o “homem moderno” (identificado com o filósofo moderno), adoentado pelo cepticismo e pelo subjetivismo, não para tirá-lo de seus graves erros, mas para deixá-lo atolar-se neles. E essa nova “filosofia cristã”, no pensamento de Blondel, e ainda mais nas intenções de seus “amigos” da “nova teologia”, teria de suplantar a “filosofia perene” da Igreja Católica, esta filosofia objetiva do real que, fixada lentamente e através dos tempos pelos maiores espíritos filosóficos da humanidade, atingiu seu cume com Santo Tomás de Aquino.    &lt;br /&gt;Na encíclica Humani Generis (1950), Pio XII lembrará ainda uma vez, contra os “novos teólogos”, a importância fundamental que a Igreja reconhece a essa filosofia, até para evitar desvios no dogma. De fato, como escreve uma inteligência lúcida contemporânea, “não é por acaso que a Igreja está ligada à filosofia grega”, ao contrário, pois “a filosofia grega é aquela do senso comum, do realismo, da inteligência humana fiel à sua essência”, e por isso, “cada vez que ela é repudiada, pagam-se as conseqüências”.    &lt;br /&gt;E de fato hoje, quando “o Concílio abandonou [...] esse realismo sempre protegido pela Igreja” e rompeu “essa solidariedade entre o realismo sobrenatural da fé e o realismo natural da inteligência humana que durou mais ou menos dois milênios”, e que “com diversas peripécias constituiu o eixo do cristianismo e o pivô da Igreja instituída como depositária e guardiã vigilante da fé, da inteligência e dos costumes”, vimos e vemos “derramar-se na jarra vazia [...] o vento de todas as tempestades da subjetividade humana”9.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Alarme&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Foi assim que o padre Auguste Valensin S.J., ao tomar a defesa de Blondel, tinha suas razões para se dispensar de citar passagens desses textos e para “adaptar” oportunamente as raras frases mencionadas. Por exemplo, a afirmação de Blondel de que “nada pode entrar no homem que não venha dele e não corresponda, de algum modo, à sua necessidade de expansão” torna-se, na defesa do padre A. Valensin: “nada pode entrar no homem que não corresponda de qualquer modo à sua necessidade de expansão”10. A eliminação de “que não venha dele” servia claramente para evitar a Blondel a acusação de imanentismo e subjetivismo.    &lt;br /&gt;Os erros de Blondel, entretanto, chamaram a atenção dos grandes teólogos tomistas (Tonquedec, Labourdette, Garrigou-Lagrange etc.), aos quais se uniu num segundo tempo o jesuíta Charles Boyer. Eles deram um grito de alarme, refutando os erros da nova “filosofia cristã”, e indicando-lhe as ruinosas conseqüências para o dogma e a oposição essencial com o Magistério infalível da Igreja. Hoje, “os que pensam que venceram” pretendem reduzir esta polêmica, de importância vital para a Igreja, a uma mesquinha questão pessoal. Não foi assim. As refutações luminosas de Tonquedec, de Labourdette, do Pe. Garrigou-Lagrange testemunham o contrário, e a crise atual da Igreja está aí para demonstrar claramente a clarividência desses nobres espíritos.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Pivô da Questão&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;O erro capital de Blondel, que se torna o pivô de toda a questão agitada na Igreja pelos modernistas, é exposto clara e sinteticamente pelo Pe. Garrigou-Lagrange: “O Sr. Maurice Blondel escrevia nos Anais de Filosofia Cristã de 15 de junho de 1906, p. 235: ‘A abstrata e quimérica adequatio rei et intellectus [conformidade do espírito com o objeto conhecido] é substituída pela procura metódica desse direito — a adequatio realis mentis et vitae [a adequação da inteligência à vida]’.” Essa proposição — observa o ilustre teólogo dominicano — é justamente a proposição “extraída da filosofia da ação, condenada pelo Santo Ofício em 1º de dezembro de 1924: ‘A verdade não se acha em nenhum ato particular da inteligência, na qual se teria, segundo a expressão dos escolásticos, a conformidade com o objeto [conformitas cum objecto], mas ela está sempre em evolução e consiste numa adequação progressiva entre a inteligência e a vida [in adaequatione progressiva intellectus et vitae], a saber, num movimento perpétuo, pelo qual a inteligência se esforça em desenvolver e explicar o que engendra a experiência ou o que exige a ação, de tal sorte que, em qualquer desenvolvimento interrompido, jamais se possa obter um resultado definitivo e imutável’”11.    &lt;br /&gt;É o retorno ao erro fundamental do modernismo: “A verdade não é mais imutável que o próprio homem , pois ela evolui com ele, nele e por ele.”12 De onde Pio X escrevia dos modernistas: “Eles pervertem a noção eterna da verdade.”13    &lt;br /&gt; “Não é sem uma grande responsabilidade”, escrevia ainda o Pe. Garrigou-Lagrange, “que chamam ‘quimérica’ a definição tradicional da verdade admitida há séculos na Igreja, e que se fale em ‘substituir’ outra, em todos os domínios, incluído o da fé teologal”, porque “um erro quanto à noção primeira da verdade provoca um erro em tudo o mais.”14    &lt;br /&gt;Na mesma época (1946) o grande teólogo dominicano, numa carta pessoal, suplicava a Blondel que “retificasse antes de morrer sua definição da verdade, se não quisesse passar muito tempo no purgatório”15. Um dos frutos mais amargos do erro capital de Blondel é o que se chama hoje a “tradição viva”, que carece da indispensável ligação lógica com o que a Igreja sempre acreditou e ensinou desde suas origens porque, dizem, até no progresso dogmático, no aprofundamento da Verdade revelada, não há “nunca nada determinado nem fixo”16.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;As “Hesitações” de Blondel&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;O Pe. de Tonquedec já sublinhara, em 192417, a “semelhança impressionante” entre o pensamento de Blondel e algumas teses condenadas por São Pio X na Pascendi. Essa semelhança — escrevia ele — “existe até nos termos empregados por uma e outra parte, e essa coincidência provavelmente não é casual”. Para o Pe. Tonquedec, Blondel evitava o anátema pessoal e caracterizava-se por “imprecisões de pensamento”, por “hesitações”, por “contradições” que apareciam em seus escritos.     &lt;br /&gt;Blondel estava, ao menos, de boa-fé? O Pe. Tonquedec tinha boas razões para duvidar; veja-se, por exemplo, a deformação que Blondel operava no pensamento de Santo Tomás para lhe fazer dizer exatamente o contrário do que diz18, o “abuso” de “negações sumárias e categóricas” invariavelmente opostas por Blondel aos críticos, com provas de apoio em seus contraditores, sua maneira de se refugiar atrás de um “vocês não me compreenderam”, suas repetidas tentativas de “explicar” seu próprio pensamento para sustentar em seguida, gratuitamente, que ele nunca esteve em oposição com a ortodoxia católica etc.19 Na realidade, Blondel passou toda a sua vida tentando “explicar” seu pensamento num sentido ortodoxo, de modo que até hoje se emitem os juízos mais contraditórios sobre ele. Se alguns opositores acabaram acreditando, ao menos, na sinceridade das “explicações” de Blondel, os críticos mais prudentes e mais informados não se desarmaram.     &lt;br /&gt;Assim, L’Ami du Clergé20 escrevia:    &lt;br /&gt;“La Pensée, L’Être et les êtres são apenas a renovação do que escreveu em Action. M. Blondel pôde modificar para melhor, ou mesmo rever certos detalhes, assinalar úteis constatações psicológicas, fazer oportunas declarações de ortodoxia. No fundo, ele não mudou em nada a sua doutrina.     &lt;br /&gt;Dizemos isso francamente e sem animosidade, porque, para retomar uma palavra que ele aprecia: assim é.”     &lt;br /&gt;O Pe. de Tonquedec e o Pe. Descops tinham a mesma opinião:    &lt;br /&gt;“Foi-me impossível, para meu desgosto, aceitar a interpretação atual que M. Blondel dá de suas obras. Sua exegese parece-me, com efeito, violenta, arbitrária, inspirada pela preocupação, muito honrosa sem dúvida, mas algo frenética, de defender a ortodoxia de seus textos. O desacordo entre antigamente e hoje em dia não incide somente sobre palavras e detalhes, mas sobre as linhas básicas do pensamento.     &lt;br /&gt;Há em L’Action, Lettre sur l’Apologétique etc. muita coisa além de uma ‘apologética do limiar’. Há uma filosofia geral, uma teoria do conhecimento, uma metafísica, uma lógica, fragmentos de teologia etc., impossíveis de reduzir àquela.    &lt;br /&gt;Nenhum dos que leram inteiramente os escritos de M. Blondel poderá aceitar essa equivalência, ainda que fosse sob a palavra do autor. Até essa ‘apologética do limiar’ — a qual tenho o prazer de dizer que aceito inteiramente, sob a forma que lhe deu Auguste Valensin — já não apresenta o mesmo aspecto ao ser considerada em função do restante da doutrina. Ela é intrinsecamente transformada, radicalmente transposta, consoante a isolemos ou a aproximemos de uma filosofia de que ela não está na origem nem no fim, e que dá um sentido especial à mais tranqüila de suas fórmulas. Essa filosofia, muito nova, muito audaciosa, muito exclusiva, compreende uma parte negativa, das mais acentuadas, que não se pode excluir sem que o conjunto sofra alteração.”21    &lt;br /&gt;Por sua vez, o Pe. Garrigou-Lagrange escrevia acerca da nova noção de verdade sustentada por Blondel:    &lt;br /&gt;“Talvez as últimas obras de M. Blondel corrijam esse desvio? Vimos que não o podemos afirmar.”22    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;As “Confissões” d’Os Que Venceram&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Os críticos tenazes de Blondel não se enganavam. Os “novos teólogos” nos oferecem hoje a confirmação e a chave do comportamento laudatório do pai da “nova filosofia cristã”:    &lt;br /&gt;“Depois de L’Action, de 1893, e de Lettre, de 1896, Blondel foi muitas vezes acusado de ‘modernismo’ pelos polemistas que confundiam tudo [sic], e ele multiplicava as precauções, guardando silêncio ou refugiando-se sempre nos artigos de temas históricos. Aliás, para responder a seus detratores, Blondel oferece sempre uma interpretação fraca, mínima de suas obras.”23    &lt;br /&gt;Pela correspondência Blondel/De Lubac, ficamos sabendo que, em 20 de dezembro de 1931, Blondel perguntava a De Lubac se alguma de suas teses “ultrapassava a medida”. De Lubac responde, em 3 de abril de 1932, com uma reprovação em “sentido contrário”: o pai da “nova teologia” atrapalha-se demasiadamente com os teólogos que o criticam e o obrigam a “tantas explicações”. Isso impede o “livre desenvolvimento” de seu pensamento, que é “bastante católico para precisar cobrir-se de excessiva timidez”. Continua De Lubac:    &lt;br /&gt;“Se admiro o cuidado minucioso que você toma em criticar se, fico um pouco triste ao pensar que esse trabalho atrasa talvez as obras mais importantes que esperamos com tanta impaciência...”24    &lt;br /&gt;Encantado pela flauta mágica de seu “amigo”, Blondel toma coragem e, na resposta de 5 de abril de 1932, confessa:    &lt;br /&gt;“Quando, há mais de quarenta anos, abordei problemas para os quais não estava preparado o suficiente, reinava um extrinsequismo [= tomismo, filosofia perene] intransigente, e, se eu tivesse dito já naquela época o que o senhor deseja, ter-me-ia achado temerário e teria comprometido todo o esforço empenhado, toda a causa por defender, afrontando censuras que seriam inevitáveis e certamente causariam atrasos. Era preciso deixar o tempo amadurecer-me o pensamento e amansar os espíritos rebeldes. A lentidão que o senhor reclama é, desse duplo ponto de vista, desculpável. E, antes de avançar para teses discutíveis, eu precisava discernir o essencial despercebido, o incontestável que se contestava então: donde a necessidade de aceitar os modelos tradicionais (tradição recente, aliás, mas que se tornou escolar) e de me adaptar à perspectiva costumeira, ao menos como ponto de partida de uma renovação, de um aprofundamento interior. O senhor conhece as dificuldades, os riscos — que não desapareceram — em meio aos quais persegui um plano que se tornaria ainda mais oneroso pelas dificuldades de saúde, pelas tarefas profissionais ou pelos conselhos de prudência e de espera que me eram manifestados. Logo, não sou de todo responsável pela demora ou timidez que o senhor deplora como ‘filho’ de uma nova geração e mestre de uma ciência teológica que eu sempre estive longe de possuir.”25    &lt;br /&gt;Desse modo, Blondel, com um sistema típico dos modernistas, escondia voluntariamente seu pensamento para permanecer oficialmente na Igreja e “renová-la” desde dentro. Há nessa correspondência Blondel/De Lubac todo o modernismo (e seu prolongamento histórico, o neomodernismo) com suas manobras subterrâneas para não sofrer censuras que o teriam irremediavelmente comprometido, dada a sua obstinada surdez a qualquer crítica e a qualquer lembrança da ordem. As cartas (que não eram “ameaçadoras”, mas simplesmente caridosas) por meio das quais Garrigou- Lagrange tentou até o fim pôr Blondel em face de suas próprias responsabilidades, “em vez de produzir o efeito esperado, são dadas a De Lubac e utilizadas por ele, e postas em circulação sob forma confidencial, para desacreditar o autor”26.    &lt;br /&gt;Para sua infelicidade, Blondel encontrara De Lubac e sua turma, que lhe viam na nova “filosofia cristã” a base de sua nova “teologia católica”. E em Roma ele poderá contar com a simpatia do substituto da Secretaria de Estado, Monsenhor Montini. Mas falaremos disso adiante.     &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1 Verbete “Milagre”, “nota adicional sobre a interpretação dos escritos   &lt;br /&gt;de M. Blondel”.    &lt;br /&gt;2 Cf. Sim Sim Não Não, novembro de 1993.    &lt;br /&gt;3 Verbete “Imanência”.    &lt;br /&gt;4 Op. cit.    &lt;br /&gt;5 L’Action.    &lt;br /&gt;6 L’Action, p. 402.    &lt;br /&gt;7 Idem.    &lt;br /&gt;8 R. Amerio, Iota Unum, NEL, p. 42, nota 17.    &lt;br /&gt;9 Marcel de Corte, L’Intelligence en péril de mort, Prefácio da 1ª edição.    &lt;br /&gt;10 Dic. Apol., cit., col. 581.    &lt;br /&gt;11 “La Nouvelle Théologie, où va-t-elle?”, Angelicum 23, 1946.    &lt;br /&gt;12 Dz. 2058.    &lt;br /&gt;13 Dz. 2080.    &lt;br /&gt;14 Id.    &lt;br /&gt;15 Centre d’Archives Maurice Blondel - Journée d’inauguration, 30-31 de    &lt;br /&gt;março de 1973, Textos das Intervenções.    &lt;br /&gt;16 Sì Sì No No, ed. francesa, de janeiro de 1992: L’Éloge du Père Henri de    &lt;br /&gt;Lubac.    &lt;br /&gt;17 Dic. Apol., cit., col. 601.    &lt;br /&gt;18 Ibid., nota 3.    &lt;br /&gt;19 Ibid., col. 611, 612.    &lt;br /&gt;20 4 de março de 1937, p. 155.    &lt;br /&gt;21 Dic. Apol., cit.    &lt;br /&gt;22 “La Nouvelle Théologie, où va-t-elle?”.    &lt;br /&gt;23 Centre d’Archives Maurice Blondel, p. 50.    &lt;br /&gt;24 H. de Lubac, Mémoire autour de mes oeuvres, Jaca Book, p. 21.    &lt;br /&gt;25 Ibid., p. 182.    &lt;br /&gt;26 A. Russo, H. de Lubac:- Théologie e dogme de l’Histoire. L’Influence de    &lt;br /&gt;Blondel, ed. Studium Roma, p. 334.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;_________________________________________________________&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Extraído de “A nova teologia” Os que pensam que venceram&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Fonte:&amp;#160; &lt;a href="http://www.permanencia.org.br"&gt;Permanência&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-3500959816427304244?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Como vigário daquele que, numa hora decisiva, diante do representante da mais alta autoridade terrena de então, pronunciou a grande palavra: &amp;quot;&lt;strong&gt;Nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade; quem está pela verdade, ouve a minha voz&amp;quot; (Jo 18,37&lt;/strong&gt;), de nada nos sentimos mais devedores ao nosso cargo, e também ao nosso tempo, como de, com apostólica firmeza, &amp;quot;dar testemunho da verdade&amp;quot;. &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Este dever implica necessariamente a exposição e a refutação dos erros e das culpas humanas que devem ser conhecidas para que se torne possível a cura: &amp;quot;conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres&amp;quot; (Jo 8,32).&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;u&gt;No cumprimento deste nosso dever, não nos deixaremos influenciar por considerações terrenas, nem nos deteremos diante de difidências e contrastes, de recusas e incompreensões, nem diante do temor de desprezos e falsas interpretações. Animar-nos-á sempre aquela paternal caridade que, enquanto sofre pelos males que afligem seus filhos, não deixará de indicar-lhes o remédio, esforçando-nos por imitar o divino modelo dos Pastores, o Bom Pastor Jesus Cristo que é, a um tempo, luz e amor: &amp;quot;Seguindo a verdade com amor&amp;quot; (Ef 4,15).&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;15. No início da caminhada que leva à indigência espiritual e moral dos tempos presentes, estão os esforços nefastos de não poucos para destronar Cristo, o desapego da lei da verdade, que ele anunciou, da lei do amor, que é o sopro vital do seu reino. O reconhecimento dos direitos reais de Cristo e a volta de cada um e da sociedade à lei da sua verdade e de seu amor são o único caminho de salvação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;16. Enquanto escrevemos estas linhas, veneráveis irmãos, chega-nos a apavorante notícia que se desencadeara o terrível tufão da guerra, não obstante todos os nossos esforços para esconjurá-lo. A nossa caneta como que hesita em prosseguir, quando imaginamos o abismo de sofrimentos de inúmeras pessoas, às quais sorria ainda ontem, no ambiente doméstico, um raio de modesto bem-estar. O nosso coração enche-se de angústia, ao prevermos tudo o que poderá medrar da tenebrosa semente da violência e do ódio, depositada hoje nesses sulcos sangüinosos que a espada acaba de abrir: Mas, mesmo diante destas apocalípticas previsões de desventuras iminentes e futuras, achamos que é nosso dever sugerir àqueles em cujos corações se aninha ainda um sentimento de boa vontade, que elevem os olhos ao único do qual deriva a salvação do mundo, ao único; cuja mão onipotente e misericordiosa pode fazer cessar esta tempestade, ao único, cuja verdade e cujo amor podem iluminar as inteligências e inflamar os corações de tão grande parte da humanidade imersa no erro, no egoísmo, nos contrastes e na luta, e reorganizá-la no espírito da realeza de Cristo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;17. &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Talvez nos sej a lícito esperar - e Deus o permita - que esta hora de máxima indigência seja também uma hora de retificação do pensar e sentir de muitos que até agora palmilhavam, com cega confiança, o caminho semeado de erros modernos, sem suspeitarem quão insidioso e falso era o terreno que pisavam. &lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;Muitos talvez, que não compreendiam a importância da missão da Igreja, perceberão melhor agora os seus avisos, por eles descurados na falsa segurança de tempos passados. As angústias do presente são uma apologia do cristianismo, e não poderia ser mais impressionante. Do gigantesco vórtice de erros e movimentos anticristãos originaram-se frutos tão amargos que constituem uma condenação, cuja eficácia supera qualquer confutação teórica.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;18. Horas de tão penosa desilusão são muitas vezes horas de graça, uma &amp;quot;passagem: do Senhor&amp;quot; (Ex 12, 11) nas quais; à palavra do Salvador: &amp;quot;Eis que estou à porta,e bato&amp;quot; (Ap 3;20) abrem-se as portas que, de outra maneira, se conservariam fechadas. Bem sabe Deus com que amor comipassivo, com que santa alegria o nosso coração se volta para aqueles que, em meio de tão dolorosas experiências, sentem nascer em si o imperioso e salutar desejo da verdade, da justiça e da paz de Cristo. Mas também por aqueles que aguardam ainda a luz superna que os ilumine, o nosso coração não conhece senão amor, e de nossos lábios não se desprendem senão preces ao Pai das luzes pedindo-lhe que faça resplandecer em suas almas, indiferentes ou inimigas de Cristo, um raio daquela luz que transformou um dia Saulo em Paulo, daquela luz que demonstrou sempre a sua força misteriosa mesmo nos tempos mais difíceis para a Igreja.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Summi Pontificatus – Pio XII&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a title="http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20101939_summi-pontificatus_po.html" href="http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20101939_summi-pontificatus_po.html"&gt;http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20101939_summi-pontificatus_po.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-148278810817005264?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HgbdQrKe9eW3oyHIbVcNymk4qX0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HgbdQrKe9eW3oyHIbVcNymk4qX0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/E7ZCt19ZmB4" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-28T21:51:41.289-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/01/ultimas-postagens.html</feedburner:origLink></item><item><title>A demolição dos bastiões e a hermenêutica da continuidade</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/7tOxGseP6uI/demolicao-dos-bastioes-e-hermeneutica.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Mon, 24 Jan 2011 19:40:56 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-300674749295445721</guid><description>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;O facto é que, como Hans Urs von Balthasar referiu, já em 1952, (…) Ela [a Igreja] tem de renunciar a muitas das coisas que Lhe têm até agora inspirado segurança e que Ela aceitou como certas. Ela tem de demolir bastiões há muito existentes e confiar somente na protecção da Fé. Cardeal Ratzinger, &lt;em&gt;Principles of Catholic Theology&lt;/em&gt;, p. 390 – Citado em &lt;a href="http://lamentabili.blogspot.com/2010/11/demolicao-de-bastioes.html"&gt;“O derradeiro combate do demônio – Capitulo VII A demolição dos bastiões&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como pode se ler acima, o então Cardeal Ratzinger (hoje Bento XVI), trabalhou pela demolição dos bastiões (que inspiravam a segurança e a confiança na Igreja). Isto para confiar somente na fé (sola fides). Mas em encontros como o de Assis, o que vemos é uma confiança no Estado Laico. Evidentemente, após derrubarem os bastiões católicos, colocaram outros “bastiões” em seu lugar, e agora estes “bastiões” que inspiram a “segurança” e a “confiança” que foram aceitos como certos pela Igreja conciliar, vem da Revolução Francesa (totalmente anti-católica).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando se considera ainda, que realmente o Concílio Vaticano II, representou a demolição de bastiões da fé católica, o problema dele, não pode ser considerado apenas um problema hermenêutico. Mas sim que os bastiões que foram demolidos, fizeram e fazem uma tremenda falta. A demolição destes bastiões (católicos) e a sua substituição pelos bastiões de 1789, é muito mais que uma ruptura, são os golpes da régua, do esquadro e do compasso desferidos contra a Igreja, por seus próprios membros (que deveriam usar avental). Foi um ato criminoso!!!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Agora Bento XVI, fala em uma hermenêutica da continuidade e outra da ruptura. Para que exista uma hermenêutica da continuidade, pressupõe-se que o Concílio Vaticano II tenha deixado intactos os bastiões católicos. Mas… mas… ele os demoliu! Então, como é possível falar em uma hermenêutica da continuidade, sem falar na reconstrução dos bastiões demolidos pelo Concílio? Antes de se falar nesta hermenêutica, deveria se falar na reconstrução dos bastiões católicos de sempre, sem os quais, nenhuma continuidade é possível. Ainda poderíamos dizer que sem estes bastiões, a hermenêutica da continuidade, estaria para a Igreja Conciliar, como os elos perdidos, para a teoria da Evolução. Assim, antes de ir a Assis pelo Estado Laico, o Papa deveria consagrar a Rússia e confiar na promessa de Nossa Senhora de um Estado Católico. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Dom Lefebvre e Dom Mayer, estavam corretos em tudo o que disseram. Se Roma não os reabilitar, veremos ambos serem reabilitados no dia do juízo, onde receberam a coroa de glória, pela fidelidade a Roma Eterna. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-300674749295445721?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hNVb7v7J89r4Az54ZSamVPFmyPg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hNVb7v7J89r4Az54ZSamVPFmyPg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/7tOxGseP6uI" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-25T01:40:56.678-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/01/demolicao-dos-bastioes-e-hermeneutica.html</feedburner:origLink></item><item><title>Fátima e Assis</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/r6DYL9Ry8c0/fatima-e-assis.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Sun, 23 Jan 2011 08:08:04 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-6829307147631516947</guid><description>&lt;p align="center"&gt;As questões entre Fátima e Assis&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nossa Senhora quando pede a consagração, e promete a conversão da Rússia, deseja que ela se torne um Estado Católico. O desejo dela, não é como o desejo do CVII, que desejaria a conversão (a que não se pode saber) dos russos e que a Rússia continuasse a ser, um Estado “Laico”. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pois bem, enquanto Nossa Senhora deseja um Estado Católico na Rússia, o Papa Bento XVI, que visitou Fátima em Maio de 2010, vai a Assis celebrar o Estado Laico e a liberdade religiosa. Para a reunião ecumênica babilônica de Assis, estão sendo rezados rosários para que ela não aconteça. Enquanto que para a consagração da Rússia, foram entregues ao Santo Padre, por Dom Fellay, mais de 18 milhões de Rosários rezados na intenção de que o Papa atendesse o desejo de Nossa Senhora, mas não atendeu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Diante deste quadro contraditório, surgem algumas questões, como:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Estado Laico é desejo do Papa?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Papa não deseja um Estado Católico?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Qual o valor dos 18 milhões de Rosários rezados pela consagração da Rússia, se o Papa não fez a consagração, e vai ao encontro ecumênico babilônico de Assis?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não seria este um dos pontos pelos quais o 3º segredo seria melhor conhecido, a partir de 1960? &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-6829307147631516947?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CyqxXNsycCk8XakFKZxKmCXhyKo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CyqxXNsycCk8XakFKZxKmCXhyKo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CyqxXNsycCk8XakFKZxKmCXhyKo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CyqxXNsycCk8XakFKZxKmCXhyKo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/r6DYL9Ry8c0" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-23T14:08:04.831-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/01/fatima-e-assis.html</feedburner:origLink></item><item><title>A FRATERNIDADE SÃO PIO X NÃO É HERÉTICA, NEM SEDEVACANTISTA, NEM CISMÁTICA"</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/rOqCVEUQl9o/fraternidade-sao-pio-x-nao-e-heretica.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Thu, 20 Jan 2011 10:53:54 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-8021666227526152481</guid><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;font size="7"&gt;SIM SIM NÃO NÃO&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;“O vosso falar seja &lt;b&gt;SIM SIM NÃO NÃO&lt;/b&gt;; porque tudo o que passa disso vem do Maligno” &lt;/i&gt;(Mt. 5,37)&lt;/p&gt;  &lt;h5 align="center"&gt;&lt;i&gt;Ubi veritas et iustitia, ibi caritas&lt;/i&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p align="center"&gt;Site da Edição Portuguesa do Jornal Romano &lt;b&gt;antimodernista “Sì Sì No No”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Fundador: Pe. Francisco Maria Putti&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Diretor: Pe. Emmanuel de Taveau&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;_________________________________________________________&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;PARA ASSINATURAS: &lt;/b&gt;&lt;a href="mailto:secretariassnn@yahoo.com.br"&gt;secretariassnn@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Jamais se vence o erro sacrificando-se qualquer direito da verdade.” Santo Irineu&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000" size="5"&gt;A FRATERNIDADE SÃO PIO X NÃO É HERÉTICA, NEM SEDEVACANTISTA, NEM CISMÁTICA&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As seguintes passagens foram extraídas das declarações do cardeal Castrillón em entrevista publicada na conhecida revista mensal 30 &lt;i&gt;Giomi &lt;/i&gt;(n° &lt;i&gt;9 - &lt;/i&gt;setembro 2005). Essa entrevista foi motivada pela audiência que o papa concedeu a S. Excia. Mons. Fetlay - a pedido do próprio bispo - em Castelgandolfo no dia 29 de agosto de 2005 e que despertou grande curiosidade em muitos ambientes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1 - &lt;i&gt;&amp;quot;(...) infelizmente, Mons. Lefebvre levou adiante &lt;/i&gt;[no verão de 1988] o &lt;i&gt;assunto da sagra&lt;/i&gt;&lt;i&gt;çã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o &lt;/i&gt;[de quatro bispos], o &lt;i&gt;que acarretou a situa&lt;/i&gt;&lt;i&gt;çã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o de afastamento, &lt;/i&gt;&lt;i&gt;apesar de n&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o se tratar de um cisma formal&amp;quot;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;2- &amp;quot;A Fraternidade S&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o Pio X &lt;/i&gt;&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;&lt;i&gt; uma realidade sacerdotal integrada por sacerdotes ordenados validamente, apesar de terem sido ordenados de maneira ileg&lt;/i&gt;&lt;i&gt;í&lt;/i&gt;&lt;i&gt;tima&amp;quot;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3- Fizeram uma observação ao cardeal Castrillón de que &lt;i&gt;&amp;quot;depois da audi&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ê&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ncia &lt;/i&gt;[de 29 de agosto], &lt;i&gt;um &lt;/i&gt;&lt;i&gt;cardeal importante intimou a Fraternidade a &lt;/i&gt;&lt;i&gt;reconhecer a legitimidade do Pont&lt;/i&gt;&lt;i&gt;í&lt;/i&gt;&lt;i&gt;fice atual&amp;quot; e &lt;/i&gt;a isso ele respondeu o seguinte: &lt;i&gt;&amp;quot;infelizmente, essa &lt;/i&gt;&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;&lt;i&gt; a &lt;/i&gt;&lt;i&gt;prova de que dentro da Igreja, inclusive nos n&lt;/i&gt;&lt;i&gt;í&lt;/i&gt;&lt;i&gt;veis &lt;/i&gt;&lt;i&gt;mais altos, nem sempre se conhece bem a realidade &lt;/i&gt;&lt;i&gt;da Fraternidade. A Fraternidade reconheceu sempre &lt;/i&gt;&lt;i&gt;em Jo&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o Paulo &lt;/i&gt;&lt;i&gt;II, &lt;/i&gt;&lt;i&gt;e agora faz o mesmo em rela&lt;/i&gt;&lt;i&gt;çã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o &lt;/i&gt;&lt;i&gt;a Bento &lt;/i&gt;&lt;i&gt;XVI, &lt;/i&gt;&lt;i&gt;o leg&lt;/i&gt;&lt;i&gt;í&lt;/i&gt;&lt;i&gt;timo sucessor de S&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o Pedro. Isso &lt;/i&gt;&lt;i&gt;n&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o constitui nenhum problema. H&lt;/i&gt;&lt;i&gt;á&lt;/i&gt;&lt;i&gt; realidades tradicionalistas, os denominados &amp;quot;sedevacantistas&amp;quot;, que n&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o reconhecem os &lt;/i&gt;&lt;i&gt;ú&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ltimos Papas, eles n&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o t&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ê&lt;/i&gt;&lt;i&gt;m rela&lt;/i&gt;&lt;i&gt;çã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o nenhuma com a Fraternidade S&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o &lt;/i&gt;&lt;i&gt;Pio X&amp;quot;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uns meses depois, numa entrevista transmitida pé a &amp;quot;rede de televisão &lt;i&gt;Canal 5, &lt;/i&gt;no domingo 13 de novembro de 2005, às 9 da manhã, o purpurado ratificou &lt;b&gt;que, no caso d&lt;/b&gt;a&lt;sub&gt;( &lt;/sub&gt;Fraternidade São Pio X:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1- &lt;i&gt;&amp;quot;N&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o estamos diante de uma heresia .&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;2- &amp;quot;Em termos corretos, exatos, precisos n&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o se pode&lt;/i&gt; &lt;i&gt;dizer que haja um cisma *&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#ff0000" size="4"&gt;&lt;strong&gt;Nosso breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nosso jornal sempre manteve posições semelhantes as que Sua Eminência sustenta. Fazemos votos de que agora as asserções claras e precisas de uma fonte oficial e tão importante (o cardeal Castrillón não disse que falava a título pessoal) contribuam para desfazer muitas opiniões errôneas que circulavam, e ainda circulam, sobre a Fraternidade. Tais opiniões, na verdade, são mais devidas à ignorância dos fatos e de seu significado exato do que a uma animosidade preconcebida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eis aqui nossa postura:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000" size="4"&gt;1) É falso considerar a Fraternidade como &amp;quot;herética&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As autoridades competentes nunca acusaram Mons. Lefebvre nem os quatro bispos que ele sagrou de heresia (em sentido próprio ou formal). Não obstante, várias vezes fizeram uso de qualificações absolutamente impróprias para referir-se a Mons. Lefebvre, como as que se seguem: Mons. Lefebvre era um &amp;quot;herege&amp;quot;, porque se comportava como um &amp;quot;rebelde&amp;quot; e era &amp;quot;hostil&amp;quot; ao Papa. O &amp;quot;bispo rebelde&amp;quot; como o definiam e continuam definindo certos jornais, tomou-se &amp;quot;um herege&amp;quot; na opinião do grande público, devido, entre outras coisas, à ignorância das noções mais elementares do direito canónico e da teologia da Igreja. Mas quem é herege?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Leiamos por inteiro o cânon 751 do Código de Direito Canónico de 1983, que contém a definição do apóstata e do cismático: &lt;i&gt;&amp;quot;Chama-se heresia a nega&lt;/i&gt;&lt;i&gt;çã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o pertinaz, &lt;/i&gt;&lt;i&gt;depois de recebido o batismo, de uma verdade que deve &lt;/i&gt;&lt;i&gt;ser crida com f&lt;/i&gt;&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;&lt;i&gt; divina e cat&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ó&lt;/i&gt;&lt;i&gt;lica, ou a d&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ú&lt;/i&gt;&lt;i&gt;vida pertinaz sobre &lt;/i&gt;&lt;i&gt;a mesma; apostasia &lt;/i&gt;&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;&lt;i&gt; o recha&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ç&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o total da f&lt;/i&gt;&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;&lt;i&gt; crist&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;; cisma, o &lt;/i&gt;&lt;i&gt;recha&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ç&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o da sujei&lt;/i&gt;&lt;i&gt;çã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o ao Sumo Pont&lt;/i&gt;&lt;i&gt;í&lt;/i&gt;&lt;i&gt;fice ou da comunh&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o &lt;/i&gt;&lt;i&gt;com os membros da Igreja a ele submetidos&amp;quot;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nem Mons. Lefebvre nem os bispos e sacerdotes da Fraternidade jamais pertenceram a nenhuma das categorias catalogadas neste cânon. Não aceitar o acidentado concílio Vaticano II, a que muitos - não só a Fraternidade - imputam erros doutrinais e graves ambiguidades, não significa em absoluto ser um herege, visto que tal concílio, como todo mundo sabe, não proclamou verdades de &amp;quot;fé divina e católica&amp;quot;, isto é, não definiu dogmas, tendo se declarado &amp;quot;pastoral&amp;quot; (num sentido novo e nada claro, pois o objetivo declarado dessa &amp;quot;pastoral&amp;quot; era atualizar a verdade católica em função da mentalidade do &amp;quot;homem moderno&amp;quot;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;&lt;b&gt;2) A Fraternidade n&lt;/b&gt;&lt;b&gt;ã&lt;/b&gt;&lt;b&gt;o pode ser considerada &amp;quot;cism&lt;/b&gt;&lt;b&gt;á&lt;/b&gt;&lt;b&gt;tica&amp;quot; em sentido pr&lt;/b&gt;&lt;b&gt;ó&lt;/b&gt;&lt;b&gt;prio ou formal.&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os juristas da Pontifícia Universidade Gregoriana não aprovaram uma &amp;quot;tese&amp;quot; de licenciatura que sustentava exatamente isso? Portanto, inclusive na opinião das autoridades vaticanas de hoje, nunca houve o famoso cisma lefebvriano. O que se verificou foi um &amp;quot;afastamento&amp;quot;, afirma Sua Eminência, uma separação, não um &amp;quot;cisma&amp;quot; no sentido próprio. Tentemos explicar a sutil diferença que existe entre os dois.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uma situação de &amp;quot;afastamento&amp;quot; constitui por si um cisma? É evidente que não. O &amp;quot;afastamento&amp;quot; que deriva de uma desobediência não é, se analisarmos bem, um autêntico &amp;quot;afastamento&amp;quot; em relação à Igreja militante, pois a desobediência não configura uma situação que possa definir-se como cismática enquanto tal; caso contrário, seria necessário afirmar que toda desobediência constitui um cisma, o que não é verdade. Para que se dê um cisma não basta uma desobediência: necessitam-se outros elementos, que no caso que examinamos, estão ausentes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Frustrado por meses de negociações complexas e esgotantes que continuavam sem que se resolvesse o problema, fundamental para ele, da nomeação efetiva de um ou de vários bispos ligados à Tradição para guiar a Fraternidade, em 1988 Mons. Lefebvre procedeu às quatro famosas sagrações episcopais, não ouvindo as exortações papais para aguardar ainda mais tempo. Dada a &amp;quot;necessidade&amp;quot; espiritual de muitas almas que a ele se dirigiam em busca de ajuda de todas as parte do mundo católico, e tendo em vista também sua avançada idade e seu delicado estado de saúde, Mons. Lefebvre agiu convencido de encontrar-se num &lt;b&gt;estado de necessidade: &lt;/b&gt;a necessidade de prover a todo custo à sobrevivência da Fraternidade, seguro de estar respeitando o espírito de seus estatutos, que eram e continuam sendo os de uma congregação cuja missão consiste na formação de sacerdotes conforme a Tradição da Igreja e na manutenção da santa missa de rito romano antigo (denominada tridentina). Tamanha convicção, acertada ou errônea, impede em qualquer caso, se observarmos o Código de Direito Canónico de 1983, a aplicação da censura de excomunhão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A desobediência constituída por uma sagração episcopal sem mandato pontifício é castigada pelo Código de Direito Canónico de 1917 com a suspensão a &lt;i&gt;divinis.O &lt;/i&gt;Código atual, entretanto, prevê a excomunhão &lt;i&gt;latae sententiae &lt;/i&gt;(isto é, aplicável pelo Papa sem processo), a menos que tenha circunstâncias atenuantes ou que eximam da pena, entre; as quais se encontra a existência ou a convicção da existência do estado de necessidade (mesmo que a convicção fosse equivocada). O código estabelece que, no que se refere ao estado de necessidade, quando a violação) da norma causa dano às almas, a &amp;quot;necessidade&amp;quot; passa a ser apenas uma circunstância atenuante, mas suficiente para excluir a pena de excomunhão, que deverá ser substituída por outra pena ou por uma penitência. Se a violação, entretanto, verificar-se por um ato que não seja intrinsecamente mau nem redundar em dano às almas [ e uma sagração sem mandato, efetuada sem &lt;i&gt;animus &lt;/i&gt;&lt;i&gt;schismaticus, &lt;/i&gt;não é, certamente, uma coisa má em si ou causa de dano às almas], então não haverá imputabilidade alguma, não se poderá aplicar nenhuma pena ou qualquer forma de sanção. E se o sujeito julgar que se encontra coagido pelo estado de necessidade, sem que sua ação constitua nada de mau em si, nem redunde em dano à salvação das almas, então terá direito às atenuantes, o que significa que, mesmo que merecesse a excomunhão, ela, não poderia ser aplicada, devendo ser substituída por outra pena ou por uma penitência. Deve-se lembrar, além do mais, que quando o erro de juízo que se mencionou acima ocorrer sem culpa por parte do sujeito agente, ele tem direito a ser eximido da pena, não apenas direito à atenuante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De acordo com a lei, a desobediência do chamado &amp;quot;bispo rebelde&amp;quot; não devia ter sido penalizada com a excomunhão. Portanto, Mons. Lefebvre e a Fraternidade, amparados em sua boa fé e convencidos da existência objetiva do estado de necessidade, afirmaram sempre que a excomunhão devia ser considerada inválida e que não tinha ocorrido cisma nenhum.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas a inexistência de cisma não se deve tanto à invalidade da excomunhão quanto ao fato de que nem Mons. Lefebvre nem os quatro bispos que ele sagrou jamais tiveram, nem jamais demonstraram ter uma vontade cismática. A maior prova disso é que Mons. Lefebvre não conferiu a eles o poder de jurisdição em sentido próprio (isso nos parece ser a prova de sua boa fé), que pressupõe uma base territorial, organizada em dioceses autênticas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A verdadeira vontade cismática se evidencia por declarações expressas por parte dos que se separam (como no caso de Lutero, que declarou a plenos pulmões que não reconhecia mais a autoridade do Papa como chefe da Igreja universal), e, em qualquer que seja o caso, ela se deixa perceber no comportamento orientado para criar uma &amp;quot;igreja paralela&amp;quot; efetiva, como se costuma dizer, uma nova organização eclesiástica, autocéfala, que não reconhece a autoridade do Papa (como fez o próprio Lutero, e como tinham feito antes dele os católicos de rito grego denominados &amp;quot;ortodoxos&amp;quot;, visto que a chamada &amp;quot;igreja ortodoxa&amp;quot; ou &amp;quot;grega&amp;quot; é, na realidade, uma seita cismática). A Fraternidade, entretanto, sempre reconheceu a autoridade do Romano Pontífice e dos bispos, e reza sempre pelo Papa e pelo ordinário local na celebração da santa missa. Além disso, nunca se organizou em paróquias ou dioceses paralelas às oficiais da santa Igreja. Ela se organiza em &amp;quot;distritos&amp;quot;, que são realidades geográficas, não administrativas, pois se identificam com as nações ou até &lt;u&gt;com os&lt;/u&gt; continentes (distrito da França, da Itália, da Ásia). Tratam-se de realidades, de espaços, em cujo âmbito os bispos exercem uma &amp;quot;jurisdição de suplência&amp;quot; de base pessoal e não territorial, isto é, usando somente o poder de ordem ( administração dos sacramentos), que se pode aplicar em função das necessidades causadas pelas circunstâncias, que se expressam através dos pedidos concretos de almas, de modo semelhante ao que fazem os bispos em terra de missão. Na verdade, o cardeal Castrillón reconhece que a Fraternidade, diferentemente dos sacerdotes de Campos, &lt;i&gt;&amp;quot;que mantinham de fato uma &lt;/i&gt;&lt;i&gt;organiza&lt;/i&gt;&lt;i&gt;çã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o paralela &lt;/i&gt;&lt;i&gt;à&lt;/i&gt;&lt;i&gt; diocese&amp;quot;, &lt;/i&gt;&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;uma &lt;i&gt;&amp;quot;associa&lt;/i&gt;&lt;i&gt;çã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o n&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ã&lt;/i&gt;&lt;i&gt;o &lt;/i&gt;&lt;i&gt;reconhecida &lt;/i&gt;[formalmente pela &lt;i&gt;Prima Sedes e, &lt;/i&gt;por isso, não enquadrada nas estruturas previstas no código de 1983], &lt;i&gt;servida por bispos que se declaram &lt;/i&gt;&amp;quot;auxiliares&amp;quot;(entrevista citada publicada em 30 &lt;i&gt;Giorni). &lt;/i&gt;Auxiliares porque, não tendo diocese nenhuma, não exercendo poder de jurisdição, não governando, em suma, uma organização paralela à diocese, exercem a &amp;quot;jurisdição de suplência&amp;quot; que se mencionou linhas acima, segundo os casos concretos que se apresentam, &lt;i&gt;adpersonam, &lt;/i&gt;para o bem das almas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;&lt;b&gt;3) N&lt;/b&gt;&lt;b&gt;ã&lt;/b&gt;&lt;b&gt;o &lt;/b&gt;&lt;b&gt;é&lt;/b&gt;&lt;b&gt; verdade que a ordena&lt;/b&gt;&lt;b&gt;çã&lt;/b&gt;&lt;b&gt;o dos bispos e dos &lt;/b&gt;&lt;b&gt;sacerdotes da Fraternidade seja inv&lt;/b&gt;&lt;b&gt;á&lt;/b&gt;&lt;b&gt;lida.&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quantas vezes se ouviu dizer que os sacramentos administrados pêlos sacerdotes da Fraternidade careciam de validade porque suas ordenações eram inválidas e que, assistir às missas celebradas por eles, ou confessar-se com eles, constituía ou perda de tempo ou um pecado, como se os fiéis se tornassem &amp;quot;heréticos&amp;quot; &lt;i&gt;e &lt;/i&gt;&amp;quot;cismáticos&amp;quot; devido ao contato com eles! Esse modo de pensar não correspondia nem corresponde à verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O cardeal Castrillón ratificou o significado teológico e canónico exato das ordenações episcopais e sacerdotais da Fraternidade: são perfeitamente válidas apesar de terem sido ilícitas por causa da proibição da autoridade suprema. Os bispos da Fraternidade são bispos para todos os efeitos, assim como os sacerdotes ordenados por eles são verdadeiros sacerdotes. E também são sacerdotes aqueles que foram ordenados por Monsenhor Lefebvre depois de sua suspensão &lt;i&gt;a divinis, &lt;/i&gt;quando ele se recusou a fechar o seminário de Ecône e dissolver a Fraternidade, ilicitamente suprimida pelo ordinário local em 1975 (o ordinário não tinha poder para tal. Esse poder pertencia exclusivamente ao Papa. Somente ele poderia suprimir uma congregação de vida comum sem votos, como era e continua sendo a Fraternidade. Teria sido necessária uma autorização pontifícia expressa para sua supressão, e esse documento nunca foi feito - cf. SimSimNãoNão n° 148: A injusta supressão do Seminário de Ecône).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por isso, a ilegitimidade que se continua atribuindo até agora às ordenações da Fraternidade não significa invalidade. Significa apenas: que o indivíduo que cumpriu o ato (que não deixa de ser válido em si mesmo) fica sujeito a uma sanção por parte da autoridade legítima, pois essa autoridade proibiu o ato em questão, que foi realizado, portanto, sem seu mandato. Trata-se de um problema meramente disciplinar, de importância secundária, entre os bispos e padres ordenados e a &lt;i&gt;Prima Sedes, &lt;/i&gt;um assunto interno da hierarquia eclesiástica, que não atinge os fiéis de modo algum, não incidindo nem na validade das ordenações nem na dos atos executados depois, no exercício legítimo dos poderes derivados da própria ordenação. Assim sendo, todas as pessoas que receberam a assistência dos padres(celebração da santa missa, batismo, confissão, exorcismos, etc.), receberam-na legitimamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Além de tudo, reconhecendo-se a existência objetiva do estado de necessidade, que Mons. Lefebvre nunca deixou de invocar, as ordenações que realizou nem sequer são passíveis de punição, pois o estado de necessidade suprime a imputabilidade, como foi visto. A nota de ilegitimidade, que continua sendo atribuída às próprias ordenações, desaparece. Entretanto, parece que a Santa Sé ainda não chegou a reconhecer plenamente o estado de necessidade que Monsenhor Lefebvre invocava.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-8021666227526152481?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mgY7dIe81u8KDCbUMr5ASjuTud0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mgY7dIe81u8KDCbUMr5ASjuTud0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mgY7dIe81u8KDCbUMr5ASjuTud0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mgY7dIe81u8KDCbUMr5ASjuTud0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/rOqCVEUQl9o" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-20T16:53:54.128-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/01/fraternidade-sao-pio-x-nao-e-heretica.html</feedburner:origLink></item><item><title>Assis é compatível com a doutrina católica tradicional?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/ZimAsLr_dRQ/assis-e-compativel-com-doutrina.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Mon, 17 Jan 2011 15:13:51 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-816587362989244897</guid><description>&lt;h3 align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.permanencia.org.br/drupal/node/974"&gt;Permanência&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3 align="justify"&gt;A Declaração &amp;quot;Dignitatis Humanae&amp;quot; é compatível com a doutrina católica tradicional?&lt;/h3&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“&lt;i&gt;A doutrina católica nos ensina que o primeiro dever da caridade não está na tolerância das convicções errôneas, por sinceras que sejam, nem na indiferença teórica ou prática ao erro ou vício em que vemos mergulhados nossos irmãos... se Jesus foi bom para os transviados e pecadores, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;não respeitou suas convicções errôneas por sinceras que parecessem&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;; amou-os a todos para os instruir,converter e salvar&lt;/i&gt;.. São Pio X, &lt;i&gt;Notre charge apostolique&lt;/i&gt;, 25 de outubro de 1910” (condenação do Sillon).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“&lt;i&gt;Desejo que se desenvolva &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;o respeito pela liberdade de consciência e de culto para todo ser humano&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;”&lt;/i&gt;. João Paulo II, encontro com os muçulmanos de Guiné, 25 de fevereiro de 1992. (O.R. em língua francesa de 17 de março de 1992, pág. 9).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um certo número de livros e estudos&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote1_osc35td"&gt;1&lt;/a&gt; foi publicado nos últimos anos para tentar provar que a declaração do Concílio Vaticano II sobre a liberdade religiosa pode ser conciliada com a doutrina tradicional da Igreja católica a esse respeito. Sem pretender esgotar a questão, pretendemos refutar os principais argumentos apresentados e mostrar, de modo acessível a todo católico de boa fé, que uma tal conciliação é impossível sem negar a infalibilidade e a indefectibilidade da Igreja.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com o intuito de apresentar este estudo de modo bastante preciso, utilizaremos a forma adotada por santo Tomás na resolução das questões que lhe são formuladas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;1. OBJEÇÕES&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sob este título, veremos os argumentos dos partidários da conciliação entre a Dignitatis Humanae e a doutrina tradicional.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1. Antes de mais nada, parece que o católico não tem o direito de colocar tal questão:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;a. Todo concílio ecumênico é infalível;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;b. Como todos os bispos católicos estavam reunidos, estamos em presença de um ato do magistério ordinário universal, cuja infalibilidade nos é garantida pelo Concílio Vaticano I (Dz 1792);&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;c. É preciso ao menos reconhecer que se trata de um ato do magistério autêntico da Igreja e, por conseqüência, um simples fiel não pode julgá-lo e deve acatá-lo com respeito religioso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2. Em seguida, pode-se mostrar que não há contradição aqui, uma vez que a liberdade religiosa ensinada pelo Vaticano II não é idêntica a que fora condenada pelo magistério anterior da Igreja:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;a. A liberdade religiosa do Concílio Vaticano II é limitada pelas exigências da ordem moral objetiva. Os papas precedentes condenaram uma liberdade religiosa ilimitada ou, ao menos, compreendida sob outros limites.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;b. A liberdade religiosa do Concílio Vaticano II é um direito negativo, isto é, um direito de não ser impedido de agir. Os papas precedentes condenaram os liberais que reivindicavam um direito positivo, um direito de agir&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote2_q8bfugs"&gt;2&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;c. A liberdade religiosa do Concílio Vaticano II é a liberdade de agir (em matéria religiosa) segundo a própria consciência. Os papas precedentes condenaram a liberdade de agir (em matéria religiosa) como quiséssemos&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote3_kabakfd"&gt;3&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3. Enfim, eis ainda duas objeções decisivas:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;a. Em seu preâmbulo, a declaração conciliar afirma que “&lt;i&gt;em nada afeta a doutrina católica tradicional acerca do dever moral que os homens e as sociedades têm para com a verdadeira religião e a única Igreja de Cristo”&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;b. O próprio Mons. Lefebvre teria assinado este famoso decreto...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;2. EM CONTRÁRIO.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A seguir, alguns argumentos de autoridade que vão em sentido contrário:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1. “&lt;i&gt;É com este objetivo (abolir a religião católica) que se estabeleceu, como um direito do homem na sociedade, essa liberdade absoluta, que não só assegura o direito de não ser impedido sobre as suas opiniões religiosas, mas que dá ao indivíduo esta licença de pensar, de dizer, de escrever, e mesmo de fazer injúria impunemente em matéria de religião, tudo o que possa se sugerir à imaginação mais desregrada: direito monstruoso, mas que parece para a Assembléia resultar da igualdade e da liberdade naturais a todos os homens. Mas que poderia aí existir de mais insensato...?&lt;/i&gt;&amp;quot;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote4_ce7lr9s"&gt;4&lt;/a&gt; Pio VI, &lt;i&gt;Quod aliquantulum&lt;/i&gt;, 10 de março de 1791.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembremos aqui os dois artigos da “Declaração dos direitos humanos” de 1789, os mais particularmente atingidos por esta condenação:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Art. 10: &amp;quot;&lt;i&gt;Ninguém deve ser incomodado por suas opiniões, mesmo religiosas, contanto que a sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei&lt;/i&gt;&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Art. 11: “&lt;i&gt;A livre comunicação de pensamentos e opiniões é um dos direitos mais preciosos do homem; portanto, todo o homem deve poder falar, escrever, imprimir livremente, salvo em casos de abuso dessa liberdade determinados pela lei”&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2. “Um novo motivo de pesar aflige ainda mais vivamente o nosso coração e, confessamos, causa-nos abatimento, angustia e tormento extremos: trata-se do 22º. artigo da Constituição&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote5_isexbhp"&gt;5&lt;/a&gt;... Certamente, não será preciso longos discursos ao nos dirigirmos a um bispo como vós, para vos fazer reconhecer que este artigo golpeia a religião católica na França e lhe abre uma chaga mortal. Justamente por estabelecer a liberdade de todos os cultos de forma indiscriminada, confunde a verdade com o erro, e nivela às seitas heréticas e até à impiedade judaica a Esposa santa e imaculada de Cristo, a Igreja fora da qual não pode haver salvação. Ademais, ao se prometer apoio e favores às seitas heréticas e aos seus ministros, tolera-se e se favorece não apenas as suas pessoas, mais ainda os seus erros”. Pio VII &lt;i&gt;Post tam diuturnas&lt;/i&gt;, 29 de abril de 1814.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3. “Dessa fonte lodosa do &lt;i&gt;indiferentismo &lt;/i&gt;promana aquela sentença absurda e errônea, melhor dizer, disparate que afirma e defende a &lt;i&gt;liberdade de consciência. &lt;/i&gt;Este erro corrupto abre alas, escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estende por toda parte, chegando a imprudência de se declarar que nela há grande proveito para a causa da religião. &lt;i&gt;Que morte pior há para a alma, do que a liberdade do erro? &lt;/i&gt;dizia Santo Agostinho”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote6_72smyus"&gt;6&lt;/a&gt;. Gregório XVI &lt;i&gt;Mirari vos &lt;/i&gt;15 de agosto de 1832.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4. “&lt;i&gt;E contra a doutrina da Sagrada Escritura, da Igreja e dos Santos Padres, eles não temem afirmar que &amp;quot;&lt;/i&gt;o melhor governo é aquele no qual não se reconhece ao poder político a obrigação de reprimir com sanções penais os violadores da religião católica, a não ser quando a tranqüilidade pública o exija&lt;i&gt;&amp;quot;. Desta idéia absolutamente falsa do regime social não receiam passar a fomentar aquela opinião errônea e mortal para a Igreja Católica e a salvação das almas, chamada por nosso predecessor de feliz memória, Gregório XVI, &lt;/i&gt;loucura&lt;i&gt;, a saber que &amp;quot;a liberdade de consciência e de cultos é um direito próprio de cada homem, que deve ser proclamado e garantido em toda sociedade retamente constituída.... Ora, sustentando tais temeridades, não pensam, não percebem que pregam uma &lt;/i&gt;liberdade de danação&lt;i&gt;...”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote7_i3bt3dt"&gt;7&lt;/a&gt;. &lt;/i&gt;Pio IX &lt;i&gt;Quanta Cura, &lt;/i&gt;8 de dezembro de 1864.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;5. &amp;quot;&lt;i&gt;Na nossa época não é mais necessário que a religião católica seja considerada como a única religião do Estado, excluídos os outros cultos”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote8_djygnur"&gt;8&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Pio XI Syllabus, proposição (condenada) 77, em referência à alocução &lt;i&gt;Nemo vestrum&lt;/i&gt;, 26/07/1855, relativa à situação na Espanha.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“&lt;i&gt;Por isso é de louvar que em regiões católicas, se tenha providenciado por lei que aos imigrantes naquelas regiões se permita o culto público próprio a eles&lt;/i&gt;.&amp;quot;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote9_7sbfbf4"&gt;9&lt;/a&gt;. Id. 78, referindo-se à alocução &lt;i&gt;Acerbissimum&lt;/i&gt;, 27/09/1852 relativa à situação na Nova-Granada (Colômbia).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;6. &amp;quot;&lt;i&gt;A soberania de Deus é passada em silêncio, exatamente como se Deus não existisse, ou não se ocupasse em nada com a sociedade do gênero humano; ou então como se os homens, quer em particular, quer em sociedade, não devessem nada a Deus, ou como se pudesse imaginar um poder qualquer cuja causa, força, autoridade não residisse inteira no próprio Deus... segue-se que o Estado não se julga jungido a nenhuma obrigação para com Deus, não professa oficialmente nenhuma religião, não é obrigado a perquirir qual é a única verdadeira entre todas, nem a preferir uma às outras, nem a favorecer uma em particular, mas a todas deve atribuir a igualdade de direito, com o fim de apenas impedir a perturbação da ordem pública&lt;/i&gt;&amp;quot;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote10_dniaf3n"&gt;10&lt;/a&gt; Leão XIII, &lt;i&gt;Immortale Dei&lt;/i&gt;, 1/11/1885.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;7. Entre os princípios maléficos que destruíam a ordem civil e os fundamentos da sociedade católica, Bento XV citava este: “&lt;i&gt;a liberdade de pensar e divulgar tudo o que quisermos em matéria religiosa não deve ser limitada, desde que não faça mal a ninguém”&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote11_5n7df9x"&gt;11&lt;/a&gt;. Epist. &lt;i&gt;Anno iam exeunte&lt;/i&gt;, ad R. P. Ios Hiss, 7/03/1917 (A.A.S., 9/1917, p. 172).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;8. “&lt;i&gt;O poder civil pode, por si mesmo, refrear as manifestações públicas dos outros cultos e defender seus cidadãos contra a difusão das falsas doutrinas que, no julgamento da Igreja, coloquem em perigo sua salvação eterna”&lt;/i&gt;. Esquema da constituição da Igreja preparada para o Concílio Vaticano II (pelo Cardeal Ottaviani)&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote12_8bhbl7h"&gt;12&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;9. “&lt;i&gt;O Estado tem o dever de proibir os falsos cultos, a não ser em caso de uma verdadeira necessidade de tolerância”&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote13_1q1x024"&gt;13&lt;/a&gt;. Card. Billot, Tractatus &lt;i&gt;de Ecclesia&lt;/i&gt;, qu. 19, art. 1, §3. O Cardeal ainda conta entre os sofismas dos liberais a seguinte proposição: “&lt;i&gt;Pertence ao Estado interessar-se em questões religiosas, não enquanto tais, mas somente na medida em que concernem a tranqüilidade pública ou política, ou enquanto estejam envolvidas a defesa e a proteção dos direitos humanos”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote14_b7xfk7f"&gt;14&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;3. ARGUMENTAÇÃO.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vejamos o que é ensinado na &lt;i&gt;Dignitatis Humanae&lt;/i&gt;:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa. Esta liberdade consiste no seguinte: todos os homens devem estar livres de coacção, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos sociais ou qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de proceder segundo a mesma, em privado e em público, só ou associado com outros, dentro dos devidos limites. §2&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote15_pysjbpm"&gt;15&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Declara, além disso, que o direito à liberdade religiosa se funda realmente na própria dignidade da pessoa humana, como a palavra revelada de Deus e a própria razão a dão a conhecer.&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote16_gnaeoig"&gt;16&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa na ordem jurídica da sociedade deve ser de tal modo reconhecido que se torne um direito civil...&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote17_2enrude"&gt;17&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;O direito a esta imunidade permanece ainda naqueles que não satisfazem à obrigação de buscar e aderir à verdade; e, desde que se guarde a justa ordem pública, o seu exercício não pode ser impedido. §2&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote18_u69x3u3"&gt;18&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Por conseguinte, desde que não se violem as justas exigências da ordem pública, deve-se em justiça a tais comunidades a imunidade que lhes permita regerem-se segundo as suas próprias normas, prestarem culto público ao Ser supremo, ajudarem os seus membros no exercício da vida religiosa e sustentarem-nos com o ensino e promoverem, enfim, instituições em que os membros cooperem na orientação da própria vida segundo os seus princípios religiosos. §4 (...)&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote19_cq9rfr3"&gt;19&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Os grupos religiosos têm ainda o direito de não serem impedidos de ensinar e testemunhar publicamente, por palavra e por escrito a sua fé. §4 (...)&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote20_h8eokfs"&gt;20&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Na natureza social do homem e na própria índole da religião se funda o direito que os homens têm de, levados pelas suas convicções religiosas, se reunirem livremente ou estabelecerem associações educativas, culturais, caritativas e sociais. §4 &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote21_1n1rrd0"&gt;21&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Finalmente, a autoridade civil deve tomar providências para que a igualdade jurídica dos cidadãos – a qual também pertence ao bem comum da sociedade nunca seja lesada, clara ou larvadamente, por motivos religiosos, nem entre eles se faça qualquer discriminação. §6&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote22_chdycbk"&gt;22&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Além disso, uma vez que a sociedade civil tem o direito de se proteger contra os abusos que, sob pretexto de liberdade religiosa, se poderiam verificar, é sobretudo ao poder civil que pertence assegurar esta proteção. Isto, porém, não se deve fazer de modo arbitrário, ou favorecendo injustamente uma parte; mas segundo as normas jurídicas, conformes à ordem objetiva, postuladas pela tutela eficaz dos direitos de todos os cidadãos e sua pacífica harmonia, pelo suficiente cuidado da honesta paz pública que consiste na ordenada convivência sobre a base duma verdadeira justiça, e ainda pela guarda que se deve ter da moralidade pública.&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote23_5xd8dco"&gt;23&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Todas estas coisas são parte fundamental do bem comum e pertencem à ordem pública. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;De resto, deve manter-se o princípio de assegurar a liberdade integral na sociedade, segundo o qual se há-de reconhecer ao homem o maior grau possível de liberdade, só restringindo esta quando e na medida em que for necessário. §7 &lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote24_itgqrl6"&gt;24&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Poderíamos completar este ensinamento conciliar com textos mais recentes do magistério, que lhe são como um comentário autorizado. Citemos entre mil: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“&lt;i&gt;Pois, quando a liberdade civil reinar e a liberdade religiosa for plenamente garantida, a fé crescerá em vigor no renovado confronto com a descrença, e o ateísmo compreenderá suas limitações no confronto com a fé” &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote25_3qos5ea"&gt;25&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“&lt;i&gt;A toda pessoa deve ser dada a possibilidade, no contexto de nossa vida coletiva,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;de professar sua fé e sua crença, sozinha ou em grupo, em privado e em público”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote26_mi0ppdd"&gt;26&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“&lt;i&gt;O Concílio Vaticano II (...) declara que a pessoa humana “tem o direito à liberdade religiosa” (Dignitatis Humanae, no. 2). Com este documento o concílio se sente aliado às milhões de pessoas no mundo que aderem, em todas suas aplicações práticas, ao artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que afirma: “Cada um tem o direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote27_sfon3rk"&gt;27&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“&lt;i&gt;O direito à liberdade religiosa é a faculdade de corresponder aos imperativos da própria consciência na procura da verdade e de professar publicamente sua própria fé na livre associação a uma comunidade religiosa organizada”. Esse direito constitui a razão de ser de todas as outras liberdades fundamentais do homem”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote28_6t1ee8w"&gt;28&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“&lt;i&gt;Em certo sentido, a fonte e a síntese destes direitos (os direitos humanos) é a liberdade religiosa entendida como o direito de viver na verdade de sua fé e em conformidade com a dignidade transcendente de sua pessoa”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote29_wiqo168"&gt;29&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Salta aos olhos que esse ensinamento se opõe aos textos que citamos acima, no item 2 (“Em contrário”). Diante de uma tão manifesta oposição, os partidários da Dignitatis Humanae elaboraram toda uma série de argumentos dos quais resumimos os principais no item 1 (“Objeções”). Podemos responder a estes argumentos, e é o que faremos no item 4 (“Resposta às objeções”). Mas, antes de nos lançarmos nesta discussão um pouco árdua, há um meio bem mais simples de mostrar a absoluta incompatibilidade de Dignitatis Humanae com a Tradição: considerar a prática constante e multissecular da Igreja. Eis, portanto, nosso raciocínio:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Maior&lt;/b&gt;: “&lt;i&gt;O costume da Igreja goza de enorme autoridade, e deve ser colocado antes de tudo o mais... Deve-se dar mais importância à autoridade da Igreja do que a de Santo Agostinho ou de São Jerônimo ou de qualquer outro doutor&lt;/i&gt;. (S.T. IIa. IIae., q. 10, a. 12, c). Podemos hoje acrescentar: ...”ou de qualquer concílio pastoral”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Menor&lt;/b&gt;: Desde Constantino até Vaticano II, a Igreja sempre exigiu que os príncipes católicos proibissem os falsos cultos, “nisi vera urgeat tolerantiae necessitas”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote30_u088h7m"&gt;30&lt;/a&gt;. Ela jamais considerou que o fato de “não perturbar a ordem pública” fosse um motivo necessário de tolerância, ao menos que se queira dar a esta expressão um sentido diferente daquele do Vaticano II (Cf. resposta à objeção 2-a, página 16).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;*Explicação da maior: trata-se pura e simplesmente da indefectibilidade da Igreja. Se essa pudesse se enganar gravemente em sua prática por longos períodos, significaria que ela não foi assistida pelo Espírito de verdade e por aquele que disse (Mt 28, 20): “&lt;i&gt;Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Também Santo Tomás utiliza freqüentemente esse argumento. Eis alguns exemplos:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Ele defende o costume de oferecer filhos a um mosteiro, por ser o &lt;b&gt;costume da&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Igreja&lt;/b&gt;, o qual tem mais autoridade (quae maximum habet auctoritatis pondus). Em seguida, cita o exemplo dos santos: São Gregório, São Bento, São João Batista&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote31_y0qge6u"&gt;31&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Para explicar que os bispos têm direito de possuir bens próprios, dá ainda o exemplo de santos prelados e conclui: “Não se pode crer que aquilo que &lt;b&gt;varões santos comumente fizeram &lt;/b&gt;seja contrário ao preceito divino”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote32_8n649u8"&gt;32&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Santo Tomás defende também a legitimidade dos votos referindo-se à &lt;b&gt;prática da Igreja &lt;/b&gt;que os encoraja. Assim, a posição daqueles que combatem essa legitimidade é contrária ao que a Igreja &lt;b&gt;comumente &lt;/b&gt;sustenta e pensa: por conseqüência, sua posição tem de ser tida por herética&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote33_crsz2ad"&gt;33&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Ao comentar 1 Cor 11, 16, santo Tomás retoma esta frase de Santo Agostinho (Ep. 36, al. 86): “Para tudo aquilo que não se encontra definido pelas Sagradas Escrituras, &lt;b&gt;o costume do povo de Deus e as instituições dos antigos &lt;/b&gt;devem ser tidos como lei”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote34_q6ac680"&gt;34&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;* Explicação da menor: podemos ler a esse respeito todas as (boas) “Histórias da Igreja” e as obras de história do direito eclesiástico, em particular, a obra de Lo Grasso “Ecclesia et Status - fontes selecti”, Roma, 1952 passim.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A religião mais “tolerada” pela Igreja foi a religião judaica, pelas razões indicadas por Santo Tomás (IIa IIae, q. 10, a. 11). Não obstante, ela estava longe de se beneficiar da liberdade reclamada pelo Vaticano II, posto que os judeus não se beneficiaram, em regiões cristãs, de igualdade jurídica com os cristãos (estado civil, acesso a todas profissões, direito de possuir imóveis...). Ora, citamos acima a passagem da Dignitatis Humanae reclamando esta igualdade jurídica. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É notável que os santos, longe de combater esta prática da Igreja, fossem os primeiros a reclamar esta “intolerância” do Estado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Assim fez &lt;b&gt;São Pio V &lt;/b&gt;com Maximiliano, ameaçando-o de todas as execrações e penas eclesiásticas se não rescindisse um decreto de tolerância&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote35_c5m2559"&gt;35&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Assim fez igualmente &lt;b&gt;São Francisco de Sales &lt;/b&gt;no conselho do duque Charles-Emmanuel, em Thonon, a 4 de outubro de 1598: vendo que a maior parte dos conselheiros não o seguiam, ele se levantou e disse à sua Alteza, com grande zelo e força de espírito: “Ora, Monsenhor, deixar os ministros nessa região significaria perder vossas terras e o paraíso, do qual um metro quadrado vale mais que todo o Mundo”. No dia seguinte, ele apresentou ao duque os artigos de seu programa: o afastamento do mestre-escola protestante e sua substituição por um católico; o afastamento do ministro Viret; a supressão dos protestantes dos ofícios e responsabilidades... o duque lhe concedeu tudo e um pouco mais&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote36_0zs7dnz"&gt;36&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Lemos na vida de &lt;b&gt;São Casimiro &lt;/b&gt;que este santo “lançava-se com grande zelo ao estimulo da fé católica e a extinção do cisma dos Rutenos: para isso, levou o rei Casimiro, seu pai, a proibir pela lei que os cismáticos construíssem novas igrejas ou consertassem as antigas, que caiam em ruína”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote37_b0xerg4"&gt;37&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Nas vésperas da Revolução Francesa, &lt;b&gt;Santo Afonso de Ligório &lt;/b&gt;escreveu a todos os príncipes católicos para lhes advertir de seu dever de lutar contra os inimigos da Religião. Ele os conjurava, em particular “de não hesitar em banir de seus reinos todo pregador de coisas ímpias, nem a confiscar nas fronteiras as obras impregnadas de doutrinas más. É seu imperioso dever...”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote38_ig71c83"&gt;38&lt;/a&gt;. Santo Afonso não se preocupa em saber se esses pregadores ou essas obras caem ou não dentro de uma &lt;i&gt;ordem pública justa&lt;/i&gt;. Para ele, como para todos os santos de antes do Vaticano II, desde que se trate de um pregador de coisas ímpias, ou de um livro de má doutrina, não tem direito à liberdade (mesmo negativa) e, se possível, é dever detê-los.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Poderíamos certamente encontrar muitos outros exemplos de santos, mas estes quatro bastam para este breve estudo, e podemos fazer nossa a frase de Santo Tomás: “&lt;i&gt;nimis praesumptuosum videretur asserere tantos Ecclesiae doctores a sana doctrina pietatis deviasse”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote39_863aze2"&gt;39&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; (pareceria presunçoso afirmar que tantos doutores da Igreja se desviaram da sã doutrina da piedade).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;: se aceitamos o ensinamento da Dignitatis Humanae, devemos, por isso mesmo, admitir que a Igreja contradisse por 16 séculos um dos direitos naturais mais importantes&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote40_t91tyip"&gt;40&lt;/a&gt;. Daí, negaríamos a infalibilidade e a indefectibilidade da Igreja.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Os mais ou menos influenciados pelo modernismo não hesitarão em dizer que a Igreja se enganou sobre este ponto ao longo dos séculos, como se enganou sobre as Cruzadas, a Inquisição, a pena de morte. É isto o que claramente pensa o próprio Papa: “&lt;i&gt;Neste ponto, parece-me importante lembrar que é no humus do cristianismo que a Europa moderna colheu o princípio &lt;/i&gt;&lt;i&gt;― &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;freqüentemente esquecido nos séculos da “cristandade” &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;― &lt;/i&gt;&lt;i&gt;que mais fundamentalmente rege sua vida pública: ou seja, o princípio, proclamado pela primeira vez pelo Cristo, da&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;distinção entre “o que é de César” e “o que é de Deus” (cf. Mt 22, 21). Esta distinção essencial entre a esfera da organização exterior da cidade terrestre e da autonomia das pessoas se ilumina a partir da respectiva natureza da comunidade política a qual pertence necessariamente todos os cidadãos e da comunidade religiosa a qual livremente aderem os crentes.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;“Nossa história mostra de modo abundante a freqüência com que a fronteira entre “o que é de César” e “o que é de Deus” foi transpassada nos dois sentidos&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;. A cristandade latina medieval &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;― &lt;/i&gt;&lt;i&gt;para ficarmos só nela &lt;/i&gt;&lt;i&gt;― &lt;/i&gt;&lt;i&gt;apesar de ter elaborado teoricamente a concepção natural do Estado, retomando a grande tradição de Aristóteles, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;nem sempre escapou à tentação integralista de excluir da comunidade temporal os que não professavam a verdadeira fé. O integralismo religioso&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, sem distinguir entre a esfera da fé e da vida civil, é ainda hoje praticada em outras paragens e parece incompatível com o gênio próprio da Europa, tal como o moldou a mensagem cristã”&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote41_3xf4w49"&gt;41&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Dirão ainda, os mais ou menos influenciados pelo modernismo, que a verdade evolui com o tempo, que não estamos mais nos tempos do Syllabus, menos ainda nos de Teodosio ou São Luís. Vide o exemplo do cardeal Ratzinger: “&lt;i&gt;Existem decisões do magistério que podem não constituir a última palavra sobre uma dada matéria, mas um encorajamento substancial relativo ao problema e, sobretudo, uma expressão da prudência pastoral, uma espécie de disposição provisória (...) A esse respeito, pode-se pensar tanto nas decisões dos Papas do século passado sobre a liberdade religiosa como nas decisões antimodernistas do início deste século...&lt;/i&gt;”&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote42_d02mgyc"&gt;42&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;― &lt;/i&gt;O padre de Blignières&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote43_ju5hqwh"&gt;43&lt;/a&gt;, que queria aceitar &lt;i&gt;Dignitatis Humanae &lt;/i&gt;e não é modernista, diz que, nos séculos da cristandade, o Estado podia reprimir as demais religiões, quer em razão de uma &lt;i&gt;concessão &lt;/i&gt;do poder eclesiástico, quer em virtude de seu direito próprio, caso perturbassem &lt;i&gt;a paz pública&lt;/i&gt;. É fácil mostrar que uma tal &lt;i&gt;concessão &lt;/i&gt;está aqui fora de lugar: a Igreja não pode dar ao Estado uma concessão que lhe dispense de observar a lei natural; ademais, os não-batizados (judeus, muçulmanos...) não pertencem à Igreja. Logo, ela não poderia dar ao Estado qualquer poder coercitivo sobre essas pessoas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quanto à repressão em nome da &lt;i&gt;paz pública, &lt;/i&gt;isto está longe de explicar tudo: os judeus, por exemplo, jamais se beneficiaram da liberdade reclamada pela Dignitatis&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Humanae, mesmo quando não perturbavam a paz pública&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote44_g20111j"&gt;44&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Deve-se notar que, assim que as idéias sobre liberdade religiosa começaram a ser promovidas por Lamennais, a Igreja lhe opôs sua prática milenar. O cardeal Pacca escreveu a Lamennais: “&lt;i&gt;As doutrinas de &lt;/i&gt;l´Avenir &lt;i&gt;sobre a liberdade de cultos e liberdade de imprensa... são muito repreensíveis e se opõem ao ensino, às máximas e à prática constante da Igreja”&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote45_o91gu6a"&gt;45&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O padre Rozaven, em visita a Roma, foi consultado por Gregório XVI sobre qual resposta deveria ser dada a Lamennais, e fez a mesma reflexão: “&lt;i&gt;Diremos que a Igreja sempre se opôs a um direito que não se poderia subtrair legitimamente de ninguém?”&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote46_hy9ly1y"&gt;46&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;4. RESPOSTA ÀS OBJEÇÕES.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;[N. da P] O leitor melhor aproveitará o que segue se tiver presente no espírito as objeções formuladas na primeira parte desse trabalho. Recomendamos, pois, a releitura das mesmas.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Objeção 1. a) Na audiência de 12/01/1966, Paulo VI declarou que o concílio “evitou &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;proclamar de modo extraordinário dogmas dotados da nota de infalibilidade”. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ademais, podemos sublinhar o fato de que &lt;i&gt;Dignitatis Humanae &lt;/i&gt;é uma simples declaração, cujo peso teológico é certamente inferior ao de uma &lt;i&gt;constituição dogmática&lt;/i&gt;, como a constituição sobre a Igreja. Ora, quanto à essa última, a Secretaria Geral do Concílio publicou em 16/11/1964 uma notificação que lembra a declaração da Comissão Doutrinária em 16/3/1964: “Dado o costume geral dos concílios e a finalidade pastoral do Concílio atual, este define que somente tem de ser sustentados pela Igreja em matéria de fé e moral os pontos declarados como tais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Quanto aos outros pontos propostos pelo Concílio, sendo um ensinamento do Magistério supremo da Igreja, todos os fiéis devem recebê-los e compreendê-los segundo o próprio espírito do Concílio, como resulta tanto da matéria tratada quanto da maneira pela qual ele se exprime, segundo as regras da interpretação teológica”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Objeção 1. b) A declaração também não pode gozar de infalibilidade na qualidade de magistério ordinário universal. Com efeito, não basta que todos os bispos juntos façam uma declaração para que ela goze de infalibilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Igreja não considera infalível aquilo que, num concílio, não faz parte dos ensinamentos solenes. Como os concílios habitualmente colhem na doutrina tradicional (Vaticano II é exceção), seria temerário rejeitar seus ensinamentos mesmo quando não estão assegurados pela infalibilidade. Não obstante, ocorre por vezes que opiniões opostas a ensinamentos conciliares continuem a ser licitamente ensinadas na Igreja. Eis alguns exemplos:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― O quarto Concílio de Latrão&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote47_6o1faum"&gt;47&lt;/a&gt; e o primeiro Concílio do Vaticano&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote48_qhux9tn"&gt;48&lt;/a&gt; afirmam que os anjos foram criados ao mesmo tempo (simul) que a criação corporal. Mas os teólogos discutem sobre o valor deste texto: alguns dizem que seria temerário negar a simultaneidade no tempo; outros, dando ao termo &lt;i&gt;simul &lt;/i&gt;um sentido um pouco derivado, dizem que não é senão a opinião mais provável&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote49_zjxdink"&gt;49&lt;/a&gt;. Santo Tomás é favorável a esta interpretação&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote50_5ikc8jn"&gt;50&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― O Concílio de Florença enumera, ao falar do sacramento da ordem, sete ordens maiores e menores; a opinião que ensina que as ordens menores não são sacramentos é defendida por muitos teólogos (Cajetano, Santo Afonso de Ligório, Bento XIV...)&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote51_w0crn4x"&gt;51&lt;/a&gt;. Os teólogos pensam normalmente hoje que o decreto do Concílio de Florença é uma instrução prática: o Papa não define, mas ensina aos armênios o rito latino&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote52_nn06utr"&gt;52&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― O Concílio de Florença declarou que a matéria do sacramento da ordem é a porrecção&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote53_te6josm"&gt;53&lt;/a&gt; dos instrumentos. Pio XII, definindo a matéria e a forma&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote54_x7yre9t"&gt;54&lt;/a&gt;, declarou que o Concílio de Florença não quis ensinar que a porrecção dos instrumentos fosse necessária por vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem resolver a questão de saber se a porrecção dos instrumentos podia fazer parte da matéria do sacramento&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;pelo poder da Igreja. Certos teólogos o negam&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote55_ch9zhag"&gt;55&lt;/a&gt;, o que significa que o Concílio de Florença se equivocou sobre o assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sobre esta questão do magistério ordinário universal, pode-se consultar com proveito os estudos do pde. Marcille (em manuscrito com o autor) e o do padre René-Marie (bulletin 01/1981 de Una Voce Helvetica). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Objeção 1. c) É verdade que todo fiel deve (em casos normais) assentimento interno e religioso aos atos do magistério. Mas, digamos logo que esse ato do magistério não foi recebido em paz na Igreja docente: 70 padres do concílio votaram contra este texto, o que é considerável, e dois bispos seguiram recusando-o publicamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ademais, todo fiel pode facilmente constatar que Dignitatis Humanae está em contradição com a prática multissecular da Igreja, bem como a dificuldade de se considerar a declaração como estando em conformidade com os atos autênticos e infalíveis do magistério precedente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se acrescentarmos a isso os frutos envenenados que a declaração produziu no mundo católico&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote56_w450g45"&gt;56&lt;/a&gt;, torna-se inteiramente legítimo a um católico duvidar da possibilidade de conciliar &lt;i&gt;Dignitatis Humanae &lt;/i&gt;com a Tradição.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Objeção 2. a) O magistério não condenou tão-somente a liberdade religiosa ilimitada, mas também a liberdade religiosa limitada pelas exigências da ordem ou da paz pública. V. em particular os textos citados na segunda parte: números 1, 3, 6, 7, 9.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Réplica &lt;/b&gt;de nossos contraditores: os limites não são os mesmos nos textos do Vaticano II e nas condenações precedentes (de um lado a &lt;i&gt;paz pública &lt;/i&gt;dos naturalistas, de outro, a &lt;i&gt;ordem pública justa &lt;/i&gt;do Vaticano II). Assim, a liberdade religiosa condenada é formalmente diferente47 da que foi proclamada pelo concílio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Resposta &lt;/b&gt;à réplica:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Dignitatis Humanae utilizou uma expressão ambígua de modo que essa declaração pudesse ser aceita até por governos naturalistas como, por exemplo, os comunistas. Portanto, é possível interpretar esses .limites. como os naturalistas os interpretam, e esta interpretação, desejada pelos padres conciliares, foi condenada pelo magistério anterior.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Seria possível corrigir o texto conciliar acrescenta-lhe uma &lt;i&gt;Nota Praevia&lt;/i&gt;, como se fez para corrigir a constituição sobre a Igreja deste mesmo concílio? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Isto não nos parece possível. Com efeito, num país católico, o Estado tem o dever de manter a ordem católica e, num país não-católico, o de manter a ordem natural. A &lt;i&gt;Nota Praevia &lt;/i&gt;deveria então precisar: a &lt;i&gt;ordem pública justa &lt;/i&gt;que as religiões devem respeitar para se beneficiarem da liberdade religiosa, é a ordem católica (em país católico) ou a ordem natural (em país não-católico).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas quais são as religiões que respeitam a ordem natural? Quais, por exemplo, são as que ensinam a unidade e indissolubilidade do casamento&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote57_3nmlrhw"&gt;57&lt;/a&gt;? Ora, esse é um ponto de moral natural da mais alta importância para a ordem pública, uma vez que a família é a base da sociedade civil. Nem falemos do Islã, que favorece a poligamia e muitas outras imoralidades, do hinduísmo com seu sistema de castas e seus párias, ou de outros casos particulares!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nos países católicos, somente a religião católica se beneficiaria da liberdade religiosa e, nos países não-católicos, não haveria muitas mais... em outras palavras, a declaração seria esvaziada e, ao invés de redigir uma &lt;i&gt;Nota Praevia&lt;/i&gt;, parece ser mais simples suprimir a Dignitatis Humanae.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Objeção 2. b) Os textos que citamos na parte 2 &lt;b&gt;condenam igualmente &lt;/b&gt;um simples direito negativo aos que praticam as falsas religiões. Veja em particular os textos 1 (o art. 10 da Declaração dos direitos humanos também o apresenta como um direito negativo, Dignitatis Humanae não inventou nada!), 4, 6, 7, 9.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ademais, Lammenais, o pai do liberalismo católico, reconhecia perfeitamente que o homem não tem a liberdade moral de escolher sua religião, o que não o impedia de pregar a liberdade civil, isto é, a liberdade quanto ao poder civil&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote58_729txxc"&gt;58&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enfim, a argumentação que demos mostra bem que, na sua prática, a Igreja nega até a existência de um direito meramente negativo: ela não se contentou em lembrar o dever moral de se abraçar a verdadeira Religião, mas exigiu que os Estados limitassem ou proibissem as falsas religiões.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Objeção 2. c) Para uma discussão mais completa desta nova tentativa de conciliar Dignitatis Humanae com a Tradição, veja ainda neste número de Le Sel de la Terre&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote59_3uw54tt"&gt;59&lt;/a&gt; a rubrica “Resenhas de livros e revistas”. Digamos aqui apenas duas coisas:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― O pde. Lucien nos apresenta aqui um “direito de agir segundo a sua consciência”. Esse foi o primeiro argumento utilizado por Mons. De Smedt, responsável pela subcomissão redatora, no seu discurso introdutório&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote60_bu2xnux"&gt;60&lt;/a&gt;. “A tolice deste raciocínio foi logo revelada”, nos diz Mons. Lefebvre&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote61_unrm25z"&gt;61&lt;/a&gt;: mesmo se a consciência é errônea sem ser culpada, a ação segue &lt;b&gt;má &lt;/b&gt;e não pode ser objeto de um direito afirmativo (direito de agir). Poderia ser objeto de um direito negativo (direito à imunidade de coação)? Certamente não no caso da liberdade religiosa pública, pois o bem comum pode exigir que se impeça alguém de fazer o mal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― Independente desta discussão teórica, pode-se ver rapidamente que tal escapatória não se sustenta melhor que as precedentes quando a confrontamos com a prática multissecular da Igreja. A Igreja encorajou o Estado a exercer a coerção quanto às falsas religiões, sem lhe pedir que distinguisse entre os que erravam de boa fé e os que estavam de má fé.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O pde. Lucien explica isso dizendo que a Igreja presumiu, nos tempos da cristandade, que todos os partidários das falsas religiões necessariamente estariam de má fé! Atualmente, tal não se daria, pois os motivos de credibilidade não seriam mais suficientemente apresentados aos homens, mesmo nos países católicos!!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tudo isso não se mantém de pé. Mesmo antes de Vaticano II era perfeitamente possível que existissem não-católicos de boa fé!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ademais, não se vê porque, em países como a Colômbia ou a Espanha, onde só existiam católicos até a aplicação de Vaticano II, os motivos de credibilidade da Igreja teriam subitamente desaparecido com a morte de Pio XII. Em tais países a apostasia não precedeu a liberdade religiosa: proclamou-se a liberdade religiosa, e isto conduziu à apostasia. Pe. Lucien confunde causa e efeito!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enfim, e sobretudo, a liberdade religiosa não seria um direito senão nos tempos atuais de apostasia. Não teria sido antes, nos tempos da cristandade, e talvez não venha a ser amanhã, se é verdade que “No fim, meu Coração Imaculado triunfará”. No entanto, Dignitatis Humanae coloca a questão em termos de direito natural, universalmente válido. Assim, seria preciso apresentar essa declaração como uma espécie de restrição mental: a liberdade religiosa é um direito do homem... (subentenda-se: “...de geometria variável”, i. é, um direito que pode existir e desaparecer conforme os tempos). Esta explicação do padre Lucien é surpreendente, mas duvidamos muito que fosse a intenção dos padres conciliares! &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Objeção 3. a) O mínimo que se pode dizer é que esse texto é contraditório: com efeito, entre os deveres do Estado para com a verdadeira Religião, está o dever de reprimir as falsas religiões. Ora, esse dever é explicitamente negado na seqüência do texto, já que se afirma como direito da pessoa humana não sofrer coação por parte do Estado, desde que não perturbe a ordem pública justa. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas, podemos ainda nos questionar se o termo &lt;i&gt;sociedades &lt;/i&gt;(societatum) não foi escolhido de propósito. Seria muito mais claro se dissesse &lt;i&gt;Sociedade civil &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;Estado&lt;/i&gt;. Poder-se-ia hoje dizer que “sociedades” não se refere senão às sociedades privadas e, de modo algum, ao Estado&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote62_jckg4j2"&gt;62&lt;/a&gt;, sobretudo — sendo mais exato — pelo fato do Estado moderno ser um &lt;i&gt;Estado de Direito&lt;/i&gt;. Sobre esse ponto, as explicações do Redator não são inteiramente satisfatórias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Objeção 3. b) Mons. Lefebvre declarou diversas vezes não ter assinado nem este documento, nem Gaudium et Spes. Ele sempre protestou, com muita energia, contra os que diziam que ele teria assinado&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnote63_q74irpd"&gt;63&lt;/a&gt;. Pode-se aqui consultar o no. 79 de Fideliter, pág. 7, por exemplo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Que pensar então da assinatura fotocopiada pelo padre de Blignières e apresentada como uma assinatura de aprovação? Duas explicações possíveis:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― ou esta assinatura é uma falsificação. Hipótese que não se deve excluir quando se conhece o ódio dos modernistas contra a Tradição e, particularmente, contra Mons. Lefebvre. Seria, portanto, oportuno considerá-la seriamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;― ou é necessário distinguir entre duas assinaturas: uma primeira, dada no momento do voto final de cada documento separadamente, para significar que se aprova ou desaprova o documento em questão; e uma segunda, dada no final dos quatro documentos promulgados pelo Papa neste dia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Qual das duas assinaturas comprometem verdadeiramente os que a fazem? Tudo leva a crer que é a primeira, a que Mons. Lefebvre recusou-se a dar com mais de 70 outros padres. Eis alguns argumentos:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1. Durante a audiência que lhe foi concedida em 1976, o Papa Paulo VI repreendeu Mons. Lefebvre por não ter assinado o documento. O Papa mandara pesquisar os arquivos antes da audiência! Não poderia evidentemente repreender Mons. Lefebvre se este tivesse dado uma assinatura em sinal de aprovação ao texto, como afirma o padre de Blignières.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2. A segunda assinatura era comum para os quatro textos promulgados naquele dia. Se um padre quisesse assinalar sua reprovação a um ou outro texto promulgado, diz o padre de Blignières, seria preciso indicar ao lado de sua assinatura: mas não vemos nenhum sinal desta menção imaginada pelo padre de Blignière ao lado das milhares de assinaturas dos padres conciliares! No entanto, Mons. Lefebvre não foi o único a se opor a este texto: será necessário admitir que todos subitamente se “traíram” ao mesmo tempo? Não, é muito mais simples julgar que os padres se contentaram de não ter dado a primeira assinatura: isto bastava para marcar a sua reprovação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3. Na segunda assinatura, era possível ser representado por outrem: vê-se na lista publicada pelo padre de Blignières que Mons. Lefebvre assinou por um ausente. Ora, não era possível se fazer representar na primeira assinatura, o que é um sinal de que ela comprometia principalmente os que a assinavam.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4. A fórmula da promulgação prevista no art. 49 do regulamento inicial do Concílio (Acta, periodus II, pág. 40) faz menção dos que se recusaram a assinar: o Papa promulga os decretos que foram lidos pelos Padres e aprovados por eles, “tot numero exceptis” (à exceção de tal número). O que parece indicar que os que não quiseram assinar não se associaram à promulgação feita pelo Papa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;5. Enfim, parece mais natural confiar quanto à isso em Mons. Lefebvre, que estava presente no concílio e não tinha o costume de mentir, do que em detetives amadores, que tentaram reconstruir o ocorrido trinta anos depois com pistas dadas por inimigos irredutíveis deste prelado que acabavam de excomungar! &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É lastimável que os propagadores deste rumor não levem em conta as explicações de Mons. Lefebvre. Essa calunia continua a circular.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;(Tradução: Permanência. Originalmente publicado em Le Sel de la Terre, no. 2, pp. 7-25)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ol&gt;   &lt;li&gt;     &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref1_osc35td"&gt;1.&lt;/a&gt; Por exemplo, o livro do Pe. Brian W. Harrisson (&lt;i&gt;Le développement de la doctrine catholique sur la liberte religieuse, Ed. DMM, Bourère, 1988); os estudos da Fraternidade São Vicente Ferrer (“Le droit à la liberte religieuse et la liberte de conscience”, suplement no. 22 de Sedes Sapientiae, Chémeré-le-Roi, 53340 Ballée; “liberte religieuse: Le débat est relance”, no. 25 de Sedes Sapientiae; “la liberte religieuse: continuité ou contradiction?” no. 351 do boletim CICES); a compilação do pde. Basile, OSB: La liberte religieuse et la Tradition catholique, vol. 1, Ed. Sainte-Madeleine, Le Barroux, 1990; o recente estudo do pde. Lucien (“la liberte religieuse: l´erreur de l´abbé Lucien... et des autres”, pro manuscrito, 14 de março de 1992). &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref2_q8bfugs"&gt;2.&lt;/a&gt; Esta objeção e a precedente resumem na essência as teses do padre Harrison e dos que o seguem (Chémeré, Le Barroux). &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref3_kabakfd"&gt;3.&lt;/a&gt; É este o argumento recentemente apresentado pelo pde. Lucien. &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref4_ce7lr9s"&gt;4.&lt;/a&gt; Eo quippe consilio (ut aboleretur catholica Religio...) decernitur, in jure positum esse, ut homo in societate constitutus omnimoda gaudeat libertate, ut turbari scilicet, circa religionem non debeat, in eiusque arbítrio sit de ipsius religionis argumento, quidquid velit, opinari, loqui, scribere, AC typis etiam evulgare... Sed quid insanius excogitari potest...? &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref5_isexbhp"&gt;5.&lt;/a&gt; ”A liberdade de cultos e de consciência é garantida. Os ministros dos cultos são igualmente tratados e protegidos” &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref6_72smyus"&gt;6.&lt;/a&gt; Atque ex hoc putidissimo indifferentismi fonte absurda illa fluit AC errônea sententia seu potius deliramentum, asserendam esse AC vindicandam cuilibet libertatem conscientiae. Cui quidem pestilentissimo errori viam sternit plena illa atque immoderata libertas opinionum, quae in sacrae et civilis rei labem late grassatur, dictitantibus per summam impudentiam nonnullis, aliquid ex ea commodi in religionem promanare. At ´quae peior mors animae quam libertas erroris?´inquiebat Augustinus... &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref7_i3bt3dt"&gt;7.&lt;/a&gt; Atque contra sacrarum Litterarum, Ecclesiae sanctorumque Patrum doctrinam asserere non dubitant, ‘optimam esse conditionem societatis, in qua império non agnoscitur officium coercendi sancitis poenis violatores catholicae religionis, nisi quatenus pax publica postulet’. Ex qua omnino falsa socialis regiminis Idea haud timent erroneam illam fovere opinionem catholicae Ecclesiae, animarumque saluti máxime exitialem, a rec. Mem. GREGORIO XVI praedecessore Nostro, deliramentum appellatam, nimirum ‘libertatem conscientiae et cultuum esse proprium cuiuscumque hominis ius, quod lege proclamari et asseri debet in omni recte constituta societate...’. &lt;/div&gt;       &lt;i&gt;Dum vero id temere affirmant, haud cogitant et considerant, quod libertatem perditionis praedicant...” &lt;/i&gt;&lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref8_djygnur"&gt;8.&lt;/a&gt; Aetate hac nostra non amplius expedit religionem catholicam haberi tanquam unicam Status religionem, ceteris quibuscumque cultibus exclusis. &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref9_7sbfbf4"&gt;9.&lt;/a&gt; Hinc laudabiliter in quibusdam catholici nominibus regionibus lege cautum est, ut hominibus illuc immigrantibus liceat publicum proprii cujusque cultus exercitium habere. &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref10_dniaf3n"&gt;10.&lt;/a&gt; Ex pluribus quae vera sola sit, quaerere, Nec unam quamdam ceteris anteponere, Nec uni máxime favere, sed singulis generibus aequitabilitatem iuris tribuere ad eum finem, dum disciplina reipublicae NE quid ab illis detrimenti capiat” &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref11_5n7df9x"&gt;11.&lt;/a&gt; ”Libertates máxime sentiendi de religione, vel vulgandi quidquid quisque voluisset, nullis contineri finibus, dum noceret nemini” recenset Benedictus XV inter principio perniciosa quibus civitatum disciplina nititur et quibus Christiane societatis fundamenta convelluntur” (citato em nota no esquema preparatório do Concílio do Cardeal Ottaviani). &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref12_8bhbl7h"&gt;12.&lt;/a&gt; ”Potestas civilis de se aliorum cultuum publicas manifestationes temperare potest, et contra diffusionem falsarum doctrinarum quibus, iudicio Ecclesiae, salus aeterna in periculum vocatur, cives suos defendere”. Schema constitutionis “de Ecclesia” propositum a Commissione Theologiae (Cardinal Alfredo Ottaviani Relatore) pro Concilio Vaticano II” &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref13_1q1x024"&gt;13.&lt;/a&gt; ”Status habet officium prohibendi falsos cultus, nisi vera urgeat tolerantiae necessitas”. &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref14_b7xfk7f"&gt;14.&lt;/a&gt; Ad Statum pertinere, sollicitum esse de re religiosa, non inquantum res religiosa est, sed solum in quantum ratio vel publicae tranquillitatis, vel politici interesse, vel defensiones ac custodiae iurium hominis in ea involvitur. &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref15_pysjbpm"&gt;15.&lt;/a&gt; &amp;quot;Haec Vaticana Synodus declarat personam humanam ius habere ad libertatem religiosam. Huiusmodi libertas in eo consistit, quod omnes homines debent immunes esse a coercitione ex parte sive singulorum sive coetuum socialium et cuiusvis potestatis humanae, et ita quidem ut in re religiosa neque aliquis cogatur ad agendum contra suam conscientiam neque impediatur, quominus iuxtasuam conscientiam agat privatim et publice, vel solus vel aliis consociatus, intra debitos limites. §2 &lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref16_gnaeoig"&gt;16.&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&amp;quot;Insuper declarat ius ad libertatem religiosam esse revera fundatum in ipsa dignitate [931] personae humanae, qualis et verbo Dei revelato et ipsa ratione cognoscitur.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;li&gt;       &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref17_2enrude"&gt;17.&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&amp;quot;Hoc ius personae humanae ad libertatem religiosam in iuridica societatis ordinatione ita est agnoscendum, ut ius civile evadat...&amp;quot; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref18_u69x3u3"&gt;18.&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&amp;quot;ius ad hanc immunitatem perseverat etiam in iis qui obligationi quaerendi veritatem eique adhaerendi non satisfaciunt; eiusque exercitium impediri nequit dummodo iustus ordo publicus servetur.... §2&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref19_cq9rfr3"&gt;19.&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&amp;quot;His igitur communitatibus, dummodo iustae exigentiae ordinis publici non violentur, iure debetur immunitas, ut secundum proprias normas sese regant, Numen supremum cultu publico honorent, membra sua in vita religiosa exercenda adiuvent et doctrina sustentent atque eas institutiones promoveant, in quibus membra cooperentur ad vitam propriam secundum sua principia religiosa ordinandam...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref20_h8eokfs"&gt;20.&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&amp;quot;Communitates religiosae ius etiam habent, ne impediantur in sua fide ore et scripto publice docenda atque testanda...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref21_1n1rrd0"&gt;21.&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&amp;quot;Tandem in sociali hominis natura atque in ipsa indole religionis fundatur ius quo homines, suo ipsorum sensu religioso moti, libere possunt conventus habere vel associationes educativas, culturales, caritativas, sociales constituere. §4&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref22_chdycbk"&gt;22.&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&amp;quot;Denique a potestate civili providendum est, ne civium aequalitas iuridica, quae ipsa ad commune societatis bonum pertinet, unquam sive aperte sive occulte laedatur propter rationes religiosas, neve inter eos discriminatio fiat. §6&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref23_5xd8dco"&gt;23.&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&amp;quot;Praeterea cum societas civilis ius habet sese protegendi contra abusus qui haberi possint sub praetextu libertatis religiosae, praecipue ad potestatem civilem pertinet huiusmodi protectionem praestare; quod tamen fieri debet non modo arbitrario aut uni parti inique favendo, sed secundum normas iuridicas, ordini morali obiectivo conformes, quae postulantur ab efficaci iurium tutela pro omnibus civibus eorumque pacifica compositione, et a sufficienti cura istius honestae pacis publicae quae est ordinata conviventia in vera iustitia, et a debita custodia publicae moralitatis&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref24_itgqrl6"&gt;24.&lt;/a&gt; &amp;quot;Haec omnia partem boni communis fundamentalem constituunt et sub ratione ordinis publici veniunt. &amp;quot;Ceterum servanda est integrae libertatis consuetudo in societate, secundum quam libertas debet quam maxime homini agnosci, Nec restringenda est nisi quando et prout est necessarium. §7 &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref25_3qos5ea"&gt;25.&lt;/a&gt; João Paulo II, discurso ao parlamento de Estrasburgo, DC 1971, 6 de novembro de 1988, pág. 1045. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref26_mi0ppdd"&gt;26.&lt;/a&gt; João Paulo II, mensagem ao secretariado da ONU, 2 de dezembro de 1978, DC 1755, 7 de janeiro de 1979, pág. 2. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref27_sfon3rk"&gt;27.&lt;/a&gt; João Paulo II, alocução aos bispos da Índia, em visita “ad limina”, 23 de junho de 1979, O. R., Ed. Francesa, no. 29, pág. 102. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref28_6t1ee8w"&gt;28.&lt;/a&gt; João Paulo II, discurso ao corpo diplomático, 9 de janeiro de 1988, DC 1955 de 7 de fevereiro de 1988, pág. 142. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref29_wiqo168"&gt;29.&lt;/a&gt; João Paulo II, “Centesimus Annus”, 1º. De maio de 1991, DC 2029, 2 de junho de 1991, pág. 542. O parágrafo citado remete em nota aos artigos 1 e 2 da declaração conciliar. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref30_u088h7m"&gt;30.&lt;/a&gt; Salvo verdadeira necessidade de tolerância. Cf. Billot supra. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref31_y0qge6u"&gt;31.&lt;/a&gt; Opusc. 17, cap. 3. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref32_8n649u8"&gt;32.&lt;/a&gt; ”Non est credendum id quod a sanctis viris communiter agitur contra divinum praeceptum esse” (opusc. 18, cap. 18). &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref33_crsz2ad"&gt;33.&lt;/a&gt; ”Patet igitur hujusmodi positionem repugnare ei quod communiter Ecclesia tenet et sentit: unde et tanquam haeretica reprobanda est” &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref34_q6ac680"&gt;34.&lt;/a&gt; ”Omnibus in quibus nihil certi deffinit sacra scriptura, mos populi Dei atque instituta majorum pro lege habenda sunt.” &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref35_c5m2559"&gt;35.&lt;/a&gt; Cd. Nota 1 da pág. 99 do 2º. Tomo do De Ecclesia, Card. Billot. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref36_0zs7dnz"&gt;36.&lt;/a&gt; S. Francisco de Sales, por Lajoinie, O. P., 1966, pág. 348 ss. O autor deste livro sente-se visivelmetne atrapalhado pela atitude de nosso santo: “estamos diante de um dos atos mais graves de são Francisco de Sales, um dos mais difíceis a serem compreendidos por um moderno. Guardemos a lógica do tempo e não leiamos a história na contra-mão: tentemos compreender a mentalidade de um homem para quem o valor supremo é a fé pura da Igreja única de Deus...” Toda esta passagem é deliciosa, e mostra como é difícil para um liberal compreender a reação &lt;i&gt;católica &lt;/i&gt; de um santo. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref37_b0xerg4"&gt;37.&lt;/a&gt; D. Guéranger, l´année liturgique, Septuagésime, 4 de março. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref38_ig71c83"&gt;38.&lt;/a&gt; Santo Afonso de Ligório, pelo P. Berthe, t. 2, pág. 441. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref39_863aze2"&gt;39.&lt;/a&gt; Opusc. 15, cap. 17, D. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref40_t91tyip"&gt;40.&lt;/a&gt; O Papa João Paulo II não hesita em fazer da liberdade religiosa “uma pedra angular no edifício dos direitos humanos... um elemento essencial do convívio pacífico entre os homens”. D. C. 1953 de 3/1/1988. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref41_3xf4w49"&gt;41.&lt;/a&gt; DC 1971, 6 de novembro de 1988, pág. 1045 (discurso parlamento de Estrasburgo) &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref42_d02mgyc"&gt;42.&lt;/a&gt; Osservatore Romano, 10 de julho de 1990, pág. 9. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref43_ju5hqwh"&gt;43.&lt;/a&gt; CICES, junho de 1988, pág. 7. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref44_g20111j"&gt;44.&lt;/a&gt; Cf. também o que respondemos mais adiante à objeção 2 – Sobre os justos limites. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref45_o91gu6a"&gt;45.&lt;/a&gt; DTC, artigo Lamennais, col. 2495. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref46_hy9ly1y"&gt;46.&lt;/a&gt; Le Guillou (Louis), l´évolution de la pensée religieuse de Félicité de Lamennais, Armand Colin, 1966, pág. 174-175. Citado na obra do pde. Lucien: Études sur la liberte religieuse dans la doctrine catholique. Ed. Forts dans la foi, Tours, 1990, pág. 94. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref47_6o1faum"&gt;47.&lt;/a&gt; Denzinger-Shönmetzer, no. 800. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref48_qhux9tn"&gt;48.&lt;/a&gt; ID. 3002. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref49_zjxdink"&gt;49.&lt;/a&gt; Pesch, De Deo creante et elevante, n. 360; Zuizarreta, Theologia dogmático-scholastica, II, n. 832. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref50_5ikc8jn"&gt;50.&lt;/a&gt; DTC, artigo “ange”, col. 1269. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref51_w0crn4x"&gt;51.&lt;/a&gt; Cf. Sacra Theologiae, Summa, BAC, Madri, IV, pág. 622; Zubizarreta, op. Cit., IV, n. 647. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref52_nn06utr"&gt;52.&lt;/a&gt; Cf. Sacra Theologiae Summa, BAC, Madri, IV, pág. 649; Zubizarreta, op. Cit., IV, n. 655. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref53_te6josm"&gt;53.&lt;/a&gt; I. é, o fato de tocar o cálice e a patena apresentados pelo bispo ao ordinando. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref54_x7yre9t"&gt;54.&lt;/a&gt; Sacramentum ordinis, 30 de novembro de 1947. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref55_ch9zhag"&gt;55.&lt;/a&gt; Cf. Sacra Theologiae Summa, BAC, Madri, IV, pág. 639. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref56_w450g45"&gt;56.&lt;/a&gt; 46 a 60 milhões apostataram na América latina e ingressaram nas seitas após o Vaticano II, segundo o cardeal Thiandoum. A liberdade religiosa introduzida nestes países após o Concílio Vaticano II tem boa parte da responsabilidade por isso, uma vez que, até então, muitos desses países protegiam seus povos contra a propaganda das seitas. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref57_3nmlrhw"&gt;57.&lt;/a&gt; Os próprios ortodoxos admitem o divórcio em certos casos. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref58_729txxc"&gt;58.&lt;/a&gt; ”A tolerância civil não equivale absolutamente ao indiferentismo religioso,nem implica a negação de crenças moralmente obrigatórias”, escrevia Gerbert em L´Avenir, 2 de julho de 1831, citado pelo pde. Lucien, op. Cit., pág. 85. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref59_3uw54tt"&gt;59.&lt;/a&gt; [N. da P.] Trata-se do no. 2 da revista publicado no outono de 1994. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref60_bu2xnux"&gt;60.&lt;/a&gt; Doc. Cath. 5 de janeiro de 1964, col. 74-75. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref61_unrm25z"&gt;61.&lt;/a&gt; Ils l´ont découronné, Ed. Fideliter, Sainte-Foyw-Lès-Lyon, 1987, pág. 192. [N. da P.] Disponível no site da Permanência com o título “Do Liberalismo à Apostasia”. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref62_jckg4j2"&gt;62.&lt;/a&gt; É o que faz uma brochura publicada em novembro de 1966 “Pages documentaires: La Liberté Religieuse, Texte conciliaire, Introduction à as lecture”. Redação: “Unité Chrétienne”, rua Jean-Carriès 2, Lyon, 5 – nota b) pág. 27: “sociedades”. O documento conciliar, ao utilizar o termo latino “societas”, compreendia por ele todo grupo ou associação. Não é a sociedade civil que é visada. &lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/#footnoteref63_q74irpd"&gt;63.&lt;/a&gt; Possuímos algumas cartas de Mons. Lefebvre a esse respeito. Eis alguns trechos: “Que ela (a santíssima Virgem) confunda aqueles que, por suas mentiras e malicia, tentam por todos os meios nos humilhar e nos fazer passar por mentirosos ou “gagás”! (...) Se nós dois tivéssemos morrido, Mons. De Castro Mayer e eu, seria fácil nos fazer passar por mentirosos, mas enquanto estamos vivos, é um pouco temerário. Eles podem pensar o que quiserem, jamais poderão convencer que votamos no Concílio diversos documentos junto com os demais, e não poderão jamais provar que “non placet” significa “placet”. Os Padres do Concílio não teriam jamais aceitado que a maneira de votar seja de tal modo ambígua, que se possa depois fazer que aqueles que disseram “não” pareçam ter dito “sim”. Não se tratava de uma reunião de imbecis! ... É preciso uma forte dose de desonestidade para se lançar a tarefa de provar que o ”non placet” dos Padres do Concílio terminou por se tornar um “placet”. Por que não o contrário? É preciso muita convivência com espíritos tão desviados como os do Pde. * e do Pde. De *, que provam por sua própria atitude que o seu ”placet” pode vir a tornar-se um “non placet”, ou inversamente”. (14 de junho de 1990). --- “A lista e as assinaturas dos Padres cujos nomes se encontram no volume IV, parte VII, pág. 804 dos documentos do Concílio indicam apenas os Padres que estavam presentes (ou representados N. de Le Sel de la Terre) em São Pedro quando foram sucessivamente apresentados os 4 decretos (sobre a Liberdade religiosa, sobre a Atividade missionária, o Ministério dos padres, a Igreja no mundo). É necessário má-fé para interpretar essas assinaturas como se fossem aprovações ao conjunto dos 4 decretos. É absurdo pensar que se possa assinar, aprovar ou recusar 4 decretos a um só tempo. (...) É evidente, e nós sempre afirmamos, que Mons. de Castro Mayer, Mons. Sigaud e eu mesmo votamos contra a Liberdade religiosa e a Igreja no mundo. Ao nos fazer passar por mentirosos, ao falsear os documentos, pode-se julgar a desonestidade do P. de... e dos que se apressaram em reproduzir estas mentiras.. (1 de junho de 1990). --- “Deus é testemunha de que sempre recusamos assinar estes dois decretos. Se alguém pode lembrar-se disso, este alguém sou eu e não estes jovens que mal haviam nascido nos tempos do Concílio...!. (20 de abril de 1990).&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;     &lt;/li&gt;      &lt;h6 align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/drupal/node/974"&gt;Permalink&lt;/a&gt;&lt;/h6&gt;      &lt;ul&gt;       &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/drupal/taxonomy/term/468"&gt;Dignitatis Humanae&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/drupal/taxonomy/term/469"&gt;Liberdade religiosa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/drupal/taxonomy/term/289"&gt;Pe. Pierre-Marie, O.P.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;        &lt;li&gt;         &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.permanencia.org.br/drupal/taxonomy/term/67"&gt;Vaticano II&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/li&gt;     &lt;/ul&gt;      &lt;p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/li&gt; &lt;/ol&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-816587362989244897?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/y1yKdzn3Zg28EEVSbILnXJ9ZZW8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/y1yKdzn3Zg28EEVSbILnXJ9ZZW8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/ZimAsLr_dRQ" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-17T21:13:51.302-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/01/assis-e-compativel-com-doutrina.html</feedburner:origLink></item><item><title>Assis: a celebração da hermenêutica da ruptura</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/Cim0AWgLoJ0/assis-celebracao-da-hermeneutica-da.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Sun, 16 Jan 2011 09:10:17 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-5901552996477868936</guid><description>&lt;h4 align="center"&gt;&lt;u&gt;Declaração de Dom Antônio e Dom Lefebvre por ocasião da reunião ecumênica de Assis em 1986.&lt;/u&gt;&lt;/h4&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;h4 align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h4&gt;  &lt;h4 align="justify"&gt;&lt;i&gt;Por ocasião da reunião de Assis, de 1986, Dom Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer fizeram esta declaração conjunta para manifestar o caráter anti-católico daquela reunião. Hoje, quando o Papa chama novamente 250 chefes de falsas religiões para repetir o escândalo de Assis, é preciso reler estes preciosos textos dos dois grandes bispos da Tradição.&lt;/i&gt;&lt;/h4&gt;  &lt;h4 align="justify"&gt;DECLARAÇÃO&lt;/h4&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;(como conseqüência dos acontecimentos da visita de João Paulo II à Sinagoga e ao Congresso das Religiões em Assis).&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Roma nos mandou perguntar se tínhamos a intenção de proclamar nossa ruptura com o Vaticano por ocasião do Congresso de Assis.     &lt;br /&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;Parece-nos que a pergunta deveria, antes, ser esta: o sr. acredita e tem a intenção de declarar que o Congresso de Assis consuma a ruptura das Autoridades Romanas com a Igreja Católica?&lt;/font&gt;      &lt;br /&gt;Porque é precisamente isto que preocupa àqueles que ainda permanecem católicos.      &lt;br /&gt;Com efeito, é bastante evidente que, desde o Concílio Vaticano II, o Papa e os Episcopados se afastam, de maneira cada vez mais nítida, de seus predecessores.      &lt;br /&gt;Tudo aquilo que foi posto em prática pela Igreja para defender a Fé nos séculos passados, e tudo o que foi realizado pelos missionários para difundi-la, até o martírio inclusive, é considerado doravante como uma falta da qual a Igreja deveria se acusar e pedir perdão. (nota: os dois bispos não podiam imaginar a avalanche de pedidos de perdão que viria, anos mais tarde, humilhar a Santa Igreja)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;A atitude dos onze Papas que, desde 1789 até 1968, em documentos oficiais, condenaram a Revolução liberal, é considerada hoje como &amp;quot;uma falta de compreensão do sopro cristão que inspirou a Revolução&amp;quot;.     &lt;br /&gt;Donde, a reviravolta completa de Roma, desde o Concílio Vaticano II, que nos faz repetir as palavras de Nosso Senhor àqueles que O vinham prender: &amp;quot;Haec est hora vestra et potestas tenebrarum – Esta é a vossa hora e o poder das trevas&amp;quot;. (Lc. 22, 52-63)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Adotando a religião liberal do protestantismo e da Revolução, os princípios naturalistas de J.J. Rousseau, as liberdades atéias da Constituição dos Direitos do Homem, o princípio da dignidade humana já sem relação com a verdade e a dignidade moral, – as Autoridades Romanas voltam as costas a seus predecessores e rompem com a Igreja Católica, e põem-se a serviço dos que destroem a Cristandade e o Reinado Universal de Nosso Senhor Jesus Cristo.     &lt;br /&gt;Os recentes atos de João Paulo II e dos Episcopados nacionais ilustram, de ano para ano, esta mudança radical de concepção da fé, da Igreja, do Sacerdócio, do mundo, da salvação pela graça.      &lt;br /&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;O cúmulo desta ruptura com o magistério anterior da Igreja, depois da visita à Sinagoga, se realizou em Assis. O pecado público contra a unicidade de Deus, contra o Verbo Encarnado e Sua Igreja faz-nos estremecer de horror: João Paulo II encorajando as falsas religiões a rezar a seus falsos deuses: escândalo sem medida e sem precedente.       &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;Poderíamos retomar aqui nossa Declaração de 21 de novembro de 1974&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;que permanece mais atual que nunca.      &lt;br /&gt;Quanto a nós, permanecendo indefectivelmente na adesão à Igreja Católica e Romana de sempre, somos obrigados a verificar que esta religião modernista e liberal da Roma moderna e conciliar se afasta cada vez mais de nós, que professamos a Fé católica dos onze Papas que condenaram esta falsa religião.      &lt;br /&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;A ruptura, portanto, não vem de nós, mas de Paulo VI e de João Paulo II, que rompem com seus predecessores.&lt;/font&gt;      &lt;br /&gt;Esta negação de todo o passado da Igreja por estes dois Papas e pelos Bispos que os imitam é uma impiedade inconcebível e uma humilhação insuportável para aqueles que continuam católicos na fidelidade a vinte séculos de profissão da mesma Fé.      &lt;br /&gt;Por isso, consideramos como nulo tudo o que foi inspirado por este espírito de negação: todas as Reformas post-conciliares, e todos os atos de Roma realizados dentro desta impiedade.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Contamos com a graça de Deus e o sufrágio da Virgem Fiel, de todos os Mártires, de todos os Papas até o Concilio, de todos os Santos e Santas fundadores e fundadoras de Ordens contemplativas e missionárias, para que venham em nosso auxilio na renovação da Igreja pela fidelidade integral à Tradição.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Buenos Aires, 2 de dezembro de 1986&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; + Marcel Lefebvre     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Arcebispo-Bispo emérito de Tulle&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; + Antonio de Castro Mayer&amp;#160; &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Bispo emérito de Campos&amp;#160; &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; que concorda plenamente com a presente declaração e a faz sua.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a title="http://www.beneditinos.org.br/atualidades/documentos/decdantoniodlefebvre.htm" href="http://www.beneditinos.org.br/atualidades/documentos/decdantoniodlefebvre.htm"&gt;http://www.beneditinos.org.br/atualidades/documentos/decdantoniodlefebvre.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-5901552996477868936?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bqxJA78DSsjUMIsFVmHinC7Sw54/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bqxJA78DSsjUMIsFVmHinC7Sw54/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bqxJA78DSsjUMIsFVmHinC7Sw54/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bqxJA78DSsjUMIsFVmHinC7Sw54/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/Cim0AWgLoJ0" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-16T15:10:17.293-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/01/assis-celebracao-da-hermeneutica-da.html</feedburner:origLink></item><item><title>LIBERALISMO Y CATOLICISMO - Pe Roussel</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/Vw7Tjk0ePo0/liberalismo-y-catolicismo-pe-roussel.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Sat, 15 Jan 2011 18:52:45 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-5455366485208649612</guid><description>&lt;font color="#ff0000"&gt;   &lt;p align="right"&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;por el Padre Roussel&lt;/font&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“… Los errores modernos envenenan de tal modo la atmósfera que respiramos, que los mejores fieles de la Iglesia se contaminan. Las costumbres de laicización de la Sociedad, de indiferentismo religioso, de liberalismo en todos los campos, son tales, que nos cuesta mucho acoger la verdad en toda su integridad, verdad que nos viene de la sana filosofía y de la fe católica…”       &lt;br /&gt;“… El libro del Padre Roussel: Liberalismo y Catolicismo, da una perfecta idea del Liberalismo y del peligro que supone el Catolicismo liberal, que proliferó con motivo del ralliement, se desarrolló con el Sillonismo, el modernismo, el progresismo, para triunfar con ocasión del Concilio Vaticano II, y destruir finalmente todo lo que quedaba de específicamente católico en la fe, la moral, la Liturgia, las instituciones de la Iglesia, por la aplicación del espíritu ecuménico y democrático.        &lt;br /&gt;“De ahí la importancia de conocer bien lo que los Papas pensaron sobre el Liberalismo y sus sucedáneos. Su resistencia tenaz y valiente frente a este ataque apocalíptico es también nuestra resistencia. Sus argumentos son nuestros argumentos. Puesto que este ataque tiene como fin la destrucción del orden natural y sobrenatural, la defensa contra él se ha de basar en los principios fundamentales de estos órdenes natural y sobrenatural, y, por consiguiente, en principios inmutables y eternos como Dios mismo, autor de estos dos órdenes…”        &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(Extractos del curso consagrado al “Magisterio de la Iglesia”,      &lt;br /&gt;del año 1979-1980, por Monseñor Marcel Lefebvre)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000" size="4"&gt;- Informe sobre el Liberalismo en general -&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;INTRODUCCIÓN&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;   &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;br /&gt;Deseamos que Jesucristo, Hijo de Dios y Redentor de los hombres, reine no sólo sobre los individuos, sino también sobre las familias, pequeñas y grandes, sobre las naciones, y sobre todo el orden social. Esta es la idea rectora que nos une especialmente esta semana.    &lt;br /&gt;De este reinado social de Cristo Rey, reinado legítimo en sí, necesario para nosotros, no hay adversario más temible por su astucia, su tenacidad, su influencia, que el liberalismo moderno.    &lt;br /&gt;¿Qué es pues el liberalismo?, ¿cuáles son sus orígenes, sus principales manifestaciones, su desarrollo lógico?, ¿cómo calificarlo y refutarlo?... tales son algunas de las preguntas de las que esta relación quiere exponer rápidamente el enunciado con su respuesta.    &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;1º) EL TÉRMINO Y LA COSA&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;El término “liberal”, como aquel del cual procede, “libertad”, gusta a la masa inconsciente; en efecto, a causa de su misma imprecisión sonora, es fácilmente entendido y permite así a cada uno elegir y aplaudir, entre los múltiples sentidos que abarca, aquel que responde mejor a sus convicciones, a sus sentimientos, a sus intereses. De allí los numerosos y, en definitiva, funestos equívocos a los que se presta.    &lt;br /&gt;Sirve para designar ya sea aquello que conviene a un hombre de condición libre, o la cualidad de un corazón abierto a la piedad y generoso; en este sentido Dios es, según Santo Tomás, “máxime liberalis” &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;; o, finalmente, el &lt;em&gt;amor a una cierta libertad.&lt;/em&gt; Es en este último sentido que lo tomamos aquí: el liberal es aquel que es y se declara partidario de la libertad.    &lt;br /&gt;Pero se encontrarán, nuevamente,&lt;em&gt; muchos modos de ser “liberal”,&lt;/em&gt; según las muy diversas interpretaciones que podrán darse a esta palabra “libertad”.    &lt;br /&gt;Bajo la Restauración, el partido «liberal» incluía a los discípulos de Voltaire y de Rousseau, imbuidos de los principios de 1789, enemigos de la monarquía católica y de la Iglesia romana, devotos de las “libertades modernas”, concebidas como una conquista definitiva, como un ideal intangible, del cual ellos se hacían los más ardientes prosélitos.    &lt;br /&gt;Este es el sentido que ha mantenido hasta hoy entre nuestros vecinos, los belgas. Pero en Francia, desde el día en que, bajo la influencia de F. de Lamennais, algunos católicos preconizaron la adhesión a las «libertades modernas», los entusiastas de la Declaración de los Derechos del Hombre, los herederos de la Revolución pretendieron, no sin razón, poseer el monopolio del “liberalismo integral”, “radical”: fue así que los “liberales” de 1820 se convirtieron en los «radicales» de la Tercera República; abandonaron a los partidarios del orden el calificativo mismo del desorden, al punto que hoy, en Francia, el término “liberal” es a menudo aplicado, a modo de elogio, a todo estado de espíritu, a todo sistema favorable a las libertades legítimas.    &lt;br /&gt;Aquí lo entendemos, por el contrario, en el sentido netamente peyorativo &lt;em&gt;de una afección morbosa por una libertad desordenada, o del sistema en el cual trata de traducirse esta afección,&lt;/em&gt; como para justificarse respecto a la razón. Se trata entonces de mostrar al desnudo esta afección, de precisar este sistema y definirlo.    &lt;br /&gt;La tarea es de las más difíciles: en efecto, el liberalismo, tomado en su conjunto, es algo &lt;em&gt;vago,&lt;/em&gt; incierto, indeterminado, que extendiéndose a todos los campos, filosofía, teología, moral, derecho, economía, aparece en todos como esencialmente &lt;em&gt;variable, &lt;/em&gt;al gusto de las personas y de las circunstancias. De allí la extrema dificultad de aprehender este proteo que asume a voluntad todas las formas, todos los rostros, incluida la máscara de la verdad y de la virtud.    &lt;br /&gt;Intentemos entonces hallar, bajo sus múltiples manifestaciones, su característica más formal y su sentido más profundo, para dar una definición, al menos aproximada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.fsspx-sudamerica.org/secciones/liberalismo1.html"&gt;Distrito da América do Sul da FSSPX&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-5455366485208649612?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/00lnTEGc26qf2VFVFJHtYPCQpAk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/00lnTEGc26qf2VFVFJHtYPCQpAk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/00lnTEGc26qf2VFVFJHtYPCQpAk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/00lnTEGc26qf2VFVFJHtYPCQpAk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/Vw7Tjk0ePo0" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-16T00:52:45.778-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/01/liberalismo-y-catolicismo-pe-roussel.html</feedburner:origLink></item><item><title>Neoclericalismo</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/_2g4vn5hm9Y/neoclericalismo.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Fri, 14 Jan 2011 15:28:58 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-7768791934722174088</guid><description>&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;Don Davide Pagliarani&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;O clericalismo&lt;/b&gt; é um &amp;quot;mal&amp;quot; que, tem estereótipos mais comuns forjados pela Revolução, é sistematicamente atribuído à Igreja do passado, onde era quase uma nota natural. Mas desde o Concílio Vaticano II, sob o pretexto de pastoral pessoas da Igreja metem o nariz em tudo, até mesmo para se pronunciar sobre todas as questões para as quais não possuem nenhuma competência. Bem, isso é &lt;b&gt;neoclericalismo.&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Primeira consequência:&lt;/b&gt; a necessário descredito da Igreja, arrastada para um terreno que não é o seu.     &lt;br /&gt;A Igreja não tem necessidade de sacerdotes ou bispos que falem de poluição ou de promoção humana, e que se intrometam em todos disparates e problemas dos noticiários.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aqueles padres não servem a Igreja e não servem para Igreja. A Igreja precisa de sacerdotes que falam do Cristo crucificado - e somente Cristo crucificado - escândalo para os judeus e loucura para os gentios ... &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Editorial da revista “Tradizione Católica” – FSSPX Itália&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-7768791934722174088?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U0XDpUPWKrgfQRPY-5ZpxHz76Gs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U0XDpUPWKrgfQRPY-5ZpxHz76Gs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U0XDpUPWKrgfQRPY-5ZpxHz76Gs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U0XDpUPWKrgfQRPY-5ZpxHz76Gs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LAMENTABILI/~4/_2g4vn5hm9Y" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-14T21:28:58.184-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://lamentabili.blogspot.com/2011/01/neoclericalismo.html</feedburner:origLink></item><item><title>A hermenêutica dos cães e dos porcos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/LAMENTABILI/~3/VpxV1vX-1QM/hermeneutica-dos-caes-e-dos-porcos.html</link><author>falcometa.italia@gmail.com</author><pubDate>Thu, 30 Dec 2010 09:32:08 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7384944535750196910.post-5202671711299422322</guid><description>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem. Mt 7,6&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Concílio Vaticano II, foi convocado com o intuito de melhor expor a doutrina católica ao homem moderno. Mas se nós abrirmos as páginas do nosso Evangelho, não veremos essa preocupação em Jesus. Veremos sim, ele falando em parábolas para proteger a revelação de cães, lobos e porcos. Faltando está preocupação a Igreja, ela própria, pérola que é, fica desprotegida da ação nociva, destes “animais” nocivos, que acabaram sendo absorvidos no seio da Igreja, pelo culto do homem. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na década de 1960 na Igreja Católica, reproduziu-se o mesmo efeito que a Renascença produziu em Martinho Lutero. O pseudo-reformador naquele tempo, já julgava que a raça dos cães, dos porcos e dos lobos, estava extinta, por isso deu a bíblia ao povo. Os resultados de se entregar aquilo que é santo na mão de todos, sem distinguir a quem se dava, podem ser visto em “igrejas” que fundamentaram (e fundamentam) a sua existência em fábulas ou naquilo que antes era claramente considerado heresia. Hoje por exemplo, existem “igrejas” que defendem os direitos dos homossexuais e outras coisas que nem de longe foram desejadas por Jesus. Embora os resultados da pseudo-reforma tenham sido devastadores em todos os campos de atuação da Igreja. Isto não foi o suficiente para que precauções fossem tomadas no último Concílio Ecumênico realizado na Igreja. Por um otimismo ingênuo, também acreditou-se que na década de 1960, apenas existia o homem. Cães, porcos e lobos, eram coisa apenas da magnífica Idade Média. Então conferiu-se a todos, a liberdade para se interpretar um Concílio Ecumênico e o resultado disto, podemos ver em toda Igreja, onde, seja no púlpito, na celebração da Missa, nas homílias e sermões, eles se fazem presentes. Seguiu-se a isto, o efeito óbvio de se desobedecer o Senhor (que já advertira a Igreja através de Pio XII e de sua Humani Generis*) e se dar o que é santo, a quem não deve ser dado, a “pérola” foi despedaçada pela hermenêutica da ruptura (Bento XVI) que teria gerado uma “para-ideologia” (segundo Mons. Guido Pozzo). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pois bem, deram o que é santo a quem não devia ser dado, para melhor falar ao homem moderno. Romperam radicalmente com nosso Senhor, que não procurou inculturar o Evangelho para que cães, porcos e lobos pudessem entender (ele falou por parábolas…). Mas como na década de 1960 para o Concílio estes “animas” entre os homens estavam extintos, existindo só o homem, eles foram absorvidos no interior da Igreja. Logo em seguida se viu a obra que estavam dispostos a fazer no interior da Igreja: a sua demolição ou o despedaçamento da pérola. Isto aparece na alocução “Livrai-nos do mal” do Papa Paulo VI. Quando este falou em auto-demolição da Igreja, apenas reconheceu a obra dos cães, lobos e porcos. Não existe homens da Igreja que queiram demolí-la, o que existe são estes animais despedançando a pérola. Mas o que foi feito? E embora saltem aos olhos, a ação despedaçadora destes elementos (frutos da desobediência ao Senhor), em Roma o otimismo com relação ao homem, não cessa. Pedem nos que interpretemos o Concílio a luz da tradição e falam da hermenêutica da continuidade, como se fosse toda Igreja que devesse fazê-la. Não reconhecem a existência dos “animais” estranhos entre as ovelhas. E ainda pedem para que façamos, aquilo que compete ao magistério da Igreja fazer: tanto um quanto o outro e ao menos a interpretação do Concílio, este magistério deve proteger por DEVER DIVINO E CATÓLICO, contra a atuação dos cães e dos porcos. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enquanto o magistério não voltar a ser o que sempre foi e tomar para si a responsabilidade de se interpretar o Concílio, os porcos continuaram tendo a liberdade para despedeçar a pérola e não saberemos o que realmente aconteceu na década de 1960. Uma coisa é certa, na década de 1960 através do culto do homem, cães, lobos e porcos, foram assumidos pela Igreja, iniciaram nela um processo de demolição e nada foi feito por parte do magistério para se conter as suas ações.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;*Também é verdade que os teólogos devem sempre voltar às fontes da revelação; pois, a eles cabe indicar de que maneira &amp;quot;se encontra, explícita ou implicitamente&amp;quot; na Sagrada Escritura e na divina Tradição o que ensina o magistério vivo. Ademais, ambas as fontes da doutrina revelada contêm tantos e tão sublimes tesouros de verdade que nunca realmente se esgotarão. Por isso, com o estudo das fontes sagradas rejuvenescem continuamente as sagradas ciências; ao passo que, pelo contrário, a especulação que deixa de investigar o depósito da fé se torna estéril, como vemos pela experiência. Entretanto, isto não autoriza a fazer da teologia, mesmo da chamada positiva, uma ciência meramente histórica. Pois, &lt;strong&gt;junto com as sagradas fontes, Deus deu à sua Igreja o magistério vivo para esclarecer também e salientar o que no depósito da fé não se acha senão obscura e como que implicitamente. E o divino Redentor não confiou a interpretação autêntica desse depósito a cada um dos fiéis, nem mesmo aos teólogos, mas exclusivamente ao magistério da Igreja. Se a Igreja exerce esse múnus (como o tem feito com freqüência no decurso dos séculos pelo exercício, quer ordinário, quer extraordinário desse mesmo ofício), é evidentemente falso o método que pretende explicar o claro pelo obscuro; antes, pelo contrário, faz-se mister que todos sigam a ordem inversa.&lt;/strong&gt; Eis porque nosso predecessor de imortal memória, Pio IX, ao ensinar que é dever nobilíssimo da teologia mostrar como uma doutrina definida pela Igreja está contida nas fontes, não sem grave motivo acrescentou aquelas palavras; &amp;quot;com o mesmo sentido com o qual foi definida pela Igreja&amp;quot;.(3) Humani Generis - Pio XII&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-5202671711299422322?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;img height="320" src="http://www.araldicavaticana.com/armorial%20PIE%20X017.jpg" width="203" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
Brasão do Cardeal Pie&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;ANTICRISTO&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
Instrução pastoral do Cardeal Pie - Quaresma 1863&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Anticristo, o que nega que Jesus seja Deus; anticristo, o que nega que Jesus seja homem; anticristo, o que nega que Jesus seja homem e Deus ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Um anticristo, nos diz São João, nega o Pai, pois negando o Pai nega o Filho: &lt;i&gt;Hic est antichristus qui negat Patrem et filium&lt;/i&gt; (I Jo. 2, 22). De fato, não há anticristianismo mais radical do que aquele que nega a divindade em sua raiz, em seu princípio. Como o Cristo seria Deus se Deus não existisse? Ora, negar o ser divino, a substância divina, a personalidade divina e introduzir não sei que outra teodicéia é prova de que suprimem a realidade, substituindo-a por abstrações e sonhos que flutuam entre o ateísmo e o panteísmo ou que não têm sentido algum. Eis o sistema capital da atual situação intelectual; eis o ensinamento que enche os livros e inspira as lições de toda uma escola, abundante e poderosa. Diante de tais doutrinas, “&lt;i&gt;só tenho uma coisa a dizer-vos: cuidado com o anticristo&lt;/i&gt;”: &lt;i&gt;Unum moneo: cavete antechristum&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
São João continua: “&lt;i&gt;Todo aquele que nega o Filho, também não reconhece o Pai. O que crê no Filho de Deus, tem em si o testemunho de Deus. O que não crê no Filho, torna Deus mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu de seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho, não tem a vida&lt;/i&gt;” (I Jo. 2,23; 5, 10-12). “&lt;i&gt;Muitos sedutores se têm levantado no mundo, que não confessam que Jesus Cristo tenha vindo em carne; quem faz isso é um sedutor e um anticristo&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;Qui non confiteur Christum in carne venisse, hic est seductor et antichristum&lt;/i&gt;” (II Jo. 7). Ora, se os senhores escutarem o que se diz hoje e se lerem o que se escreve atualmente, descobrirão ou que o personagem histórico Jesus nem chegou a existir (ao menos como é representado nos Evangelhos) ou que foi um desses tipos que manifestou mais fortemente o ideal de sabedoria, de razão, de perfeição e que convencionou-se denominar “Deus”. Jamais admitirão que o Filho de Maria seja o Filho de Deus feito homem, o Verbo feito carne, aquele em que reside corporalmente a plenitude da divindade (Col. 2, 9), e, para concluir definitivamente, o Homem-Deus. Aterrorizado com tais blasfêmias, que são a própria inversão do símbolo cristão, “&lt;i&gt;só tenho uma coisa a dizer-vos: cuidado com o anticristo&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;Unum moneo: cavete antechristum”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Que diria eu ainda? Anticristo, o que nega o milagre, o que ensina que o milagre não tem lugar possível na trama das coisas humanas. Cristo, ainda que suas palavras tivessem um tom que merecesse credibilidade, só estabeleceu sua divindade pelo argumento decisivo do milagre. Ele deu a seus apóstolos, como meio de persuasão e conquista, o poder de operar milagres. Sua vinda ao mundo em carne, a união entre a natureza humana e a natureza divina em uma única pessoa é o milagre por excelência. Suprimir o milagre é suprimir toda a ordem sobrenatural e cristã. Aqui repito: “&lt;i&gt;Cuidado com o anticristo&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;Unum moneo: cavete antechristum&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Anticristo, aquele que nega a revelação divina das Escrituras: pois são os profetas divinamente inspiradas que nos anunciaram o Cristo. São os Evangelhos ditados pelo Espírito Santo, assim como os atos e as cartas dos Apóstolos que nos fazem conhecer a Cristo. Podemos alegar as próprias palavras de Santo Hilário: “&lt;i&gt;Quem quer que negue o Cristo tal como foi anunciado pelos Apóstolos, este é um anticristo&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;Quisquis enim Christum, qualis ab apostolis est praedicatus, negavit, antichristum est”&lt;/i&gt;. Se os senhores ouvirem negar os livros santos, se sua autoridade for desprezada como simples concepção e invenção do espírito humano, “&lt;i&gt;tenho um conselho a dar: cuidado com o anticristo&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;Unum moneo: cavete antechristum”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Anticristo, aquele que nega a instituição divina a missão divina da Igreja, pois a conclusão, a finalização das obras, dos sofrimentos e da morte de Jesus Cristo foi a fundação de sua Igreja. “&lt;i&gt;Cristo amou a Igreja e por ela se entregou a si mesmo, para a santificar, purificando-a no batismo da água pela palavra da vida, para apresentar a si mesmo esta Igreja gloriosa, sem mácula, sem ruga, mas santa e imaculada&lt;/i&gt;” (Ef. 5.25-27). Ora, se a Igreja não possui um caráter sobrenatural, se ela é somente uma instituição terrena, um dos estabelecimentos religiosos destinados a desempenhar um papel mais ou menos longo no seio da humanidade, uma sociedade exposta às vicissitudes e falhas das coisas desse mundo, uma escola mais ou menos respeitável de filosofia e filantropia, numa palavra, se a Igreja não é divina, é que Cristo, seu fundador, não é Deus. Rejeitar a divindade da obra é rejeitar a divindade do autor: “&lt;i&gt;Tenho sempre a mesma recomendação a dar: cuidado com o anticristo&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;Unum moneo: cavete antechristum”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Anticristo, aquele que nega a suprema e indefectível autoridade de Pedro. Na verdade, Jesus Cristo, depois de ter olhado nos olhos desse homem, disse-lhe: “&lt;i&gt;Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas que quer dizer Pedro”&lt;/i&gt; (Jo. 1, 42); “&lt;i&gt;e sobre esta pedra Eu edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado nos céus&lt;/i&gt;” (Mt. 16, 18-19). E o mesmo Jesus lhe disse ainda: “&lt;i&gt;Simão, Simão, eis que Satanás te reclamou com instância para te joeirar como trigo; mas eu roguei por ti, para que tua fé não falte; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos&lt;/i&gt;” (Lc. 22, 31-32). Se essas palavras de Jesus Cristo não fizeram de Pedro o fundamento inabalável da Igreja, a rocha imutável da verdade, o oráculo infalível da fé, é porque quem as pronunciou não tinha o poder de torna-las eficazes. Ferir Pedro é ferir a cabeça viva, o chefe invisível da Igreja cristã que nele revive e subsiste. “&lt;i&gt;Clamo ainda: cuidado com o anticristo&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;Unum moneo: cavete antichristum”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Anticristo, aquele que nega ou despreza o sacerdote cristão. Jesus Cristo ressuscitado disse a seus apóstolos: “&lt;i&gt;Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio&lt;/i&gt;” (Jo. 20, 21). “&lt;i&gt;Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, ensinai a todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as observar todas as coisas que vos mandei; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos&lt;/i&gt;” (Mt. 28, 18-20). Se os poderes assim conferidos por Jesus não são os plenos poderes de ensinar a verdade em nome de Deus pela pregação, de administrar a graça dos sacramentos, de velar pela observância dos preceitos divinos pelo governo eclesiástico e se, no exercício de seus poderes, o sacerdócio cristão não for sustentado por uma assistência contínua e uma presença quotidiana de Cristo, aqui ainda, deve-se admitir que Cristo falou mais do que podia fazer. Conseqüentemente, ele não é Deus. O Senhor disse aos próprios levitas da antiga lei: “&lt;i&gt;Não toqueis os meus ungidos&lt;/i&gt;” (I Par. 16, 22), e disse aos ministros da nova lei: “&lt;i&gt;O que vos recebe, a Mim recebe; e o que Me recebe, recebe Aquele que Me enviou&lt;/i&gt;” (Mt. 10, 40); sabendo disso, quando vejo a língua de meu país se depravar até chegar a transforma em título de insulto e desdém essa primícia sacerdotal e real chamada clericatura, e que o vocabulário tinha sido por muito tempo sinônimo de saber e de instrução, me sinto tomado de imensa piedade por uma geração cuja própria elite sucumbe a tal baixeza e se mostra culpada de tal esquecimento e desrespeito em relação ao que todos os povos tiveram de mais sagrado. E “&lt;i&gt;repito sempre a mesma lição: cuidado com o anticristo: unum moneo: cavete antichristum&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Anticristo, aquele que nega a superioridade dos tempos e países cristãos sobre os tempos e países infiéis ou idólatras. Se Jesus Cristo, que nos iluminou quando estávamos nas trevas e nas sombras da morte, e deu ao mundo o tesouro da verdade e da graça, não enriqueceu o mundo com bens superiores aos possuídos no seio do paganismo, [e falo até mesmo do mundo social e político] é que a obra do Cristo não é uma obra divina. Além disso: se o Evangelho que salva os homens é impotente para fornecer os princípios do verdadeiro progresso dos povos; se a luz revelada, proveitosa aos indivíduos é prejudicial às sociedades, e talvez até para as famílias, é prejudicial e inaceitável para as cidades e os impérios; em outros termos, se Jesus Cristo, que os profetas prometeram e a quem o Pai deu as nações como herança, só pode exercer seu poder sobre elas em seu detrimento e para sua infelicidade temporal, tem de se concluir que Jesus Cristo não é Deus. Porque nem em Sua pessoa nem no exercício dos Seus direitos, Jesus Cristo pode ser dividido, dissolvido, fracionado. Nele, a distinção das naturezas e das operações nunca poderá ser a separação, a oposição. O divino não pode ser antipático ao humano, nem o humano ao divino. Ao contrário, ele é a paz, a aproximação, a reconciliação, é o traço de união “&lt;i&gt;que faz de duas coisas, uma&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;ipse est pax nostra qui fecit utraque unum&lt;/i&gt;” (Ef. 2, 14). Por isso São João nos diz: “&lt;i&gt;todo espírito que divide Jesus não é de Deus; mas este é um anticristo do qual vós ouvistes que vem, e agora está já no mundo&lt;/i&gt;”. “&lt;i&gt;Et omnis spiritus qui sivit Jesum, ex Deo non est; et hic est antichristum de quo audistis quoniam venit, et nunc jam in mundo est&lt;/i&gt;” (I Jo. 4, 3). Quando ouço então certos ruídos que surgem, certos aforismos que prevalecem com maior freqüência dia a dia e se introduzem no coração das sociedades, dissolvendo-as sob a ação daquele por quem o mundo há de perecer, “&lt;i&gt;lanço um grito de alarme: cuidado com o anticristo&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;unum moneo: cavete antichristum&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Poderíamos, caros irmãos, nos estender sobre os detalhes dos erros que se propagam a cada dia em nosso redor, que constituem o que poderíamos chamar anticristianismo. O que dissemos é mais do que suficiente para excitar em nós a vigilância e desconfiança de qualquer doutrina que não proceda da Igreja (...).&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Permaneçamos firmes na fé antiga e invariável da Santa Igreja; “&lt;i&gt;sejam homens e não crianças flutuantes, e levadas, ao sabor de todo vento de doutrina, pela malignidade dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro&lt;/i&gt;” (Ef. 4, 14). O divino Salvador disse, profetizando os tempos de ruína de Jerusalém: “&lt;i&gt;Mas ai das mulheres grávidas e das que tiverem crianças de peito naqueles dias!&lt;/i&gt;” (Mt. 24, 19). Santo Hilário nos explica essa passagem: “&lt;i&gt;Nos dias difíceis e de tempestade da Igreja, ai das almas minadas pela incerteza e nas quais a fé e a piedade estiverem ainda em estado embrionário ou ainda na infância. Umas, surpreendidas no embaraço de suas incertezas e atrasadas por causa das irresoluções de seu espírito constantemente irrequieto, estarão muito pesadas para escapar às perseguições do anticristo. Outras, tendo apenas degustado os mistério da fé em embebidas somente de uma fraca dose de ciência divina, não terão força suficiente e habilidade necessário para resistir a tão grandes assaltos&lt;/i&gt;” (Comment. In Mat. 25. 6). É esse o peso e debilitação das almas que hão de tornar os últimos tempos tão perniciosos, propícios a tantas quedas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Por outro lado, Santo Agostinho ressalta o quanto esses dias de provações serão favoráveis ao embelezamento e crescimento do mérito das almas fieis. Comentando a passagem do Apocalipse: “&lt;i&gt;depois disso é necessário que o demônio seja solto por um pouco de tempo&lt;/i&gt;” (Ap. 20, 3), o santo doutor nos mostra que o demônio nunca está preso de maneira absoluta durante a vida da Igreja militante. Entretanto, ele fica freqüentemente preso no sentido de que não lhe é permitido utilizar sua força toda nem todos os seus artifícios para seduzir os homens.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
A enfermidade do grande número é tal que, se ele tivesse esse pleno poder ao longo de todos os séculos, muitas almas com que Deus quer aumentar e povoar sua Igreja seriam desviadas da verdadeira crença ou tornar-se-iam apóstatas: isso Deus não quer suportar. Eis porque o demônio fica parcialmente atado. Porém, por outro lado, se ele nunca fosse solto, o poder de sua malícia seria menos conhecido; a paciência da Cidade Santa menos exercida e compreenderíamos menos o imenso fruto que o Todo Poderoso soube tirar da imensa força do mal. O Senhor então desatá-lo-á por um tempo a fim de mostrar a energia com a qual a cidade de Deus vencerá tão horrível adversário, para a grande glória de seu redentor, de seu auxílio, de seu libertador. E o santo doutor chega a dizer a seus contemporâneos: “&lt;i&gt;Quanto a nós, irmãos, quem somos e que mérito possuímos em comparação aos santos e fiéis de então? Porque, para prova-los, o inimigo que nós já temos tanta dificuldade em combater e vencer atado, estará desatado&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Coragem, meus caros irmãos. Quanto mais a religião é atacada, a Igreja oprimida por todos os lados, quanto mais as doutrinas errôneas e de perversão moral invadem os discursos, livros e teatros e enchem a toda a atmosfera com seus miasmas pestilentos, mais possível será adquirir grandeza, perfeição e mérito diante de Deus, se não nos deixarmos abalar em nenhuma de nossas convicções e permanecermos fiéis ao Senhor Jesus, coisa em que muitos outros falharam e tiveram a desgraça de abandona-Lo. Não vos deixai seduzir pela força e número dos perversos, nem pelas aparentes vitórias dos adversários de Jesus Cristo. Está escrito que os maus e os sedutores farão a terra progredir; progresso no mal, progresso na destruição, progresso na desordem: &lt;i&gt;proficient in pejus&lt;/i&gt; “&lt;i&gt;irão de mal a pior&lt;/i&gt;” (II Tim. 3, 13). Mas também está escrito que esse tipo de sucesso nunca durará por muito tempo. Os homens que resistem à verdade, pessoas corrompidas em seu espírito e réprobos sob o olhar da fé não tardarão a se convencer dessa loucura juntamente com seus seguidores nessa via.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Perseverai na fé, caríssimos irmãos; perseverai também nas obras, sobretudo nas obras de caridade. É uma doutrina constante e que não deve ser abandonada a nenhum preço: aqueles que crêem em Deus são os que tomam a frente das boas obras: a humanidade, e principalmente, a humanidade sofredora encontrará sempre consolo desse modo. Não ouvimos dizer também, que nesses últimos dias, a esmola feita por sentimento sobrenatural e segundo as tradições da piedade cristã não terá lugar no seio de nossas sociedades e que seu “selo eclesiástico” será uma ofensa à dignidade dos necessitados que se tenta aliviar? O naturalismo, o ardor que põe na secularização de tudo, entende que fazer o bem é obra puramente humana, profana e não tem nada em comum com a ordem da graça e da salvação. Propósito execrável, e se pudesse chegar a desencorajar a caridade cristã e sacerdotal, conseguiria neutralizar as mais oportunas fontes de alívio dos infelizes. Ah! Eu vos diria ainda: “&lt;i&gt;cuidado com o anticristo&lt;/i&gt;”: “&lt;i&gt;unum moneo: cavete antichristum&lt;/i&gt;”. Mas tenham os olhos sempre fixos em Cristo; no menino Jesus do estábulo de Belém; no operário-Deus do ateliê de Nazaré; naquele que, sendo rico por natureza fez-se pobre para nos enriquecer com sua humilhação; naquele que será um dia nosso juiz, e que, em consideração com essa multidão de operários indigentes e privados de trabalho que terá sido aliviada por amor a Ele, nos fará possuir o reino que seu Pai nos preparou.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;h3 align="justify"&gt;
&lt;/h3&gt;
&lt;h4 align="justify"&gt;
(Revista &lt;i&gt;Sim Sim Não Não&lt;/i&gt; N°146&amp;nbsp; Janeiro-Fevereiro de 2006)&lt;/h4&gt;
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Originalmente publicado na &lt;a href="http://www.permanencia.org.br/"&gt;Permanência&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-1351255473907462099?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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A virgindade de Maria não foi violada no parto, como não fora maculada na conceição, &amp;quot;a fim de que se cumprisse - diz o evangelista - o que foi pronunciado pelo Senhor, através do profeta Isaías: Eis que uma virgem conceberá no seu seio e dará à luz um filho, ao qual chamarão Emanuel, que quer dizer Deus conosco&amp;quot; &lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O admirável parto da sagrada Virgem trouxe à luz uma pessoa que, em sua unicidade, era verdadeiramente humana e verdadeiramente divina, já que as duas naturezas não conservaram suas propriedades de modo tal que se pudessem distinguir como duas pessoas: não foi apenas ao modo de um Habitador em seu habitáculo que o Criador assumiu a sua criatura, mas, ao contrário, uma natureza como que se adicionou à outra. Embora duas naturezas, uma a assumente e outra assumida, é tal a unidade que formam, que um único e mesmo Filho poderá dizer-se, enquanto verdadeiro homem, menor que o Pai &lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt; e enquanto verdadeiro Deus, igual ao Pai &lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uma unidade dessas, caríssimos, entre Criador e criatura, o olhar cego dos arianos não pôde entender, os quais, não crendo que o Unigênito de Deus possua a mesma glória e substância do Pai, afirmaram ser menor a divindade do Filho, argumentando com as palavras (evangélicas) que dizem respeito à forma de servo &lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ora, o próprio Filho de Deus, para mostrar como essa condição de servo nele existente não pertence a uma pessoa estranha e distinta, com ela mesma nos diz: &amp;quot;eu e o Pai somos uma só coisa&amp;quot; &lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na natureza de servo, portanto, que ele, na plenitude dos tempos, assumiu em vista da nossa redenção, é menor do que o Pai; mas na natureza de Deus, na qual existia desde antes dos tempos, é igual ao Pai. Em sua humildade humana, foi feito da mulher, foi feito sob a Lei &lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt;, continuando a ser Deus, em sua majestade divina, o Verbo divino, por quem foram feitas todas as coisas &lt;sup&gt;9&lt;/sup&gt;. Portanto, aquele que, em sua natureza de Deus, fez o homem, revestiu uma forma de servo, fazendo-se homem; é o mesmo o que é Deus na majestade desse revestir-se e homem na humildade da forma revestida. Cada uma das naturezas conserva integralmente suas propriedades: nem a de Deus modifica a de servo, nem a de servo diminui a de Deus. O mistério, pois, da força unida à fraqueza, permite que o Filho, em sua natureza humana, se diga menor do que o Pai, embora em sua natureza divina lhe seja igual, pois a divindade da Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é uma só. Na Trindade o eterno nada tem de temporal, nem existe dissemelhança na divina natureza: lá a vontade não difere, a substância é a mesma, a potência igual, e não são três Deuses, unidade verdadeira e indissociável é essa, onde não pode existir diversidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nasceu pois numa natureza perfeita e verdadeira de homem o verdadeiro Deus, todo no que é seu e todo no que é nosso. &amp;quot;Nosso&amp;quot; aqui dizemos que o Criador criou em nós no início, e depois assumiu para restaurar. O que, porém, o sedutor (o demônio) introduziu e o homem, ludibriado, aceitou, isso não teve nem vestígio no Salvador, pois comungando com nossas fraquezas não participou dos nossos delitos. Elevou o humano sem diminuir o divino, dado que a exinanição em que o Invisível se nos mostrou visível foi descida de compaixão, não deficiência de poder.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assim, para sermos novamente chamados dos grilhões originais e dos erros mundanos à eterna bem-aventurança, aquele mesmo a quem não podíamos subir desceu até nós. Se, realmente, muitos eram os que amavam a verdade, a astúcia do demônio iludia-os na incerteza de suas opiniões, e sua ignorância, ornada com o falso nome de ciência, arrastava-os a sentenças as mais diversas e opostas. A doutrina da antiga Lei não era bastante para afastar essa ilusão que mantinha as inteligências no cativeiro do soberbo demônio. Nem tampouco as exortações dos profetas lograriam realizar a restauração de nossa natureza. Era necessário que se acrescentasse às instituições morais uma verdadeira redenção, necessário que uma natureza corrompida desde os primórdios renascesse em novo início. Devia ser oferecida pelos pecadores uma hóstia ao mesmo tempo participante de nossa estirpe e isenta de nossas máculas, a fim de que o plano divino de remir o pecado do mundo por meio da natividade e da paixão de Jesus Cristo atingisse as gerações de todos os tempos e, longe de nos perturbar, antes nos confortasse a variação dos mistérios no decurso dos tempos, desde que a fé, na qual hoje vivemos, não variou nas diversas épocas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Cessem, por isso, as queixas dos que impiamente murmuram contra a divina providência e censuram o retardo da natividade do Senhor, como se não tivesse sido concedido aos tempos antigos o que se realizou na última idade do mundo. A Encarnação do Verbo podia conceder, já antes de se realizar, os mesmos benefícios que outorga aos homens, depois de realizada; o ministério da salvação humana nunca deixou de se operar. O que os apóstolos pregaram, os profetas prenunciaram; não foi cumprido tardiamente aquilo a que sempre se prestou fé. A sabedoria, porém, e a benignidade de Deus, cem essa demora da obra salutífera, nos fez mais capazes de nossa vocação, pois o que fora prenunciado por tantos sinais, tantas vezes e tantos mistérios, poderíamos reconhecer sem ambigüidade nestes dias do Evangelho. A natividade, mais sublime do que todos os milagres e do que todo o entendimento, geraria em nós uma fé tanto mais firme quanto mais antiga e amiudada tivesse sido antes sua pregação. Não foi, pois, por deliberação nova ou por comiseração tardia que Deus remediou a situação do homem, mas, desde a Criação do mundo instituíra uma e mesma causa de salvação, para todos. A graça de Deus, que justifica os santos, foi aumentada com o nascimento de Cristo, não foi simplesmente principiada. E esse mistério da compaixão, esse mistério que hoje já enche o mundo, fora tão potente em seus sinais prefigurativos que todos os que nele creram, quando prometido, não conseguiram menos do que os que o conheceram realizado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;São assim, caríssimos, tão grandes os testemunhos da bondade divina para conosco que, para nos chamar à vida eterna, não apenas nos ministrou as figuras, como aos antigos, mas a própria Verdade nos apareceu, visível e corpórea. Não seja, portanto, com alegria profana ou carnal que celebremos o dia da natividade do Senhor. celebra-lo-emos dignamente se nos lembrarmos, cada um de nós, de que Corpo somos membros e a que Cabeça estamos unidos, cuidando que não se venha a inserir no sagrado edifício uma peça discordante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Considerai atentamente, caríssimos, sob a luz do Espírito Santo, quem nos recebeu consigo e quem recebemos conosco: sim, como o Senhor se tornou carne nossa, nascendo, também nós nos tornamos seu Corpo, renascendo. Somos membros de Cristo e templos do Espírito Santo e por isto o Apóstolo diz: &amp;quot;Glorificai e trazei a Deus no vosso corpo&amp;quot; &lt;sup&gt;10&lt;/sup&gt;. Apresentando-nos o exemplo de sua humildade e mansidão, o Senhor comunica-nos aquela mesma força com que nos remiu, conforme prometeu: &amp;quot;Vinde a mim, vós todos, que trabalhais e estais sobrecarregados, e eu vos reconfortarei. Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrareis repouso para vossas almas&amp;quot; &lt;sup&gt;11&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tomemos, portanto, o jugo, em nada pesado e em nada áspero, da Verdade que nos guia e imitemos na humildade aquele a cuja glória queremos ser configurados. Que nos auxilie e nos conduza às suas promessas quem em sua grande misericórdia é poderoso para apagar nossos pecados e completar seus dons em nós, Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Assim seja.&lt;/p&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;hr align="left" size="1" width="30%" noshade="noshade" /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;Fonte:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;GOMES, Cirilo Folch, OSB. Antologia dos Santos Padres. Coleção &amp;quot;Patrologia&amp;quot;. Ed. Paulinas, São Paulo, 1985.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Notas: &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[1] Jo 53, 8; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[2] Jo 1, 14; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[3] Mt 1, 23 (cf. Is7, 14);&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[4] Jo 14, 38;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[5] Jo 10, 30;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[6] FI 2, 6;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[7] Jo 10, 30;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[8] Gl 4, 4;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[9] Jo 1, 3;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;10 1Cor 6,20;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[11] Mt 11, 28s.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384944535750196910-5229140952707301972?l=lamentabili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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