<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062</id><updated>2018-03-06T06:00:22.360-03:00</updated><category term="BANCO DE IMAGENS"/><category term="LINK INTERNO"/><category term="avraham"/><title type='text'>&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe</title><subtitle type='html'>Judaísmo Messiânico, não existe! Apaixone-se pelo Judaismo,pratique Torá!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://judeus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Judeus.org</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06768651539173157179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>349</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-2823532336917409370</id><published>2007-12-24T04:53:00.001-03:00</published><updated>2007-12-24T05:25:25.089-03:00</updated><title type='text'>Os judeus acreditam que chegamos ao mundo com pureza original, e não com pecado original. Os judeus não acreditam no pecado original.</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://bp2.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/R29l4i3D8gI/AAAAAAAACLM/y63Ms4_JkNY/s320/adao+e+eva.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5147444921212596738&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);font-family:times new roman;font-size:78%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Judaísmo Messiânico Não Existe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(102, 0, 153);font-size:100%;&quot; &gt;&lt;b&gt;ENFIM… &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;;font-size:100%;&quot; &gt;Os judeus não acreditam na existência do pecado  original. O conceito do pecado original indica simplesmente pelo fato  de que Adão e Eva trouxeram morte ao mundo por terem pecado no Jardim  do Éden. Segundo este conceito, cada ser humano morre porque Adão  e Eva cometeram um pecado, e pelo pecado deles castigam todos os seres  humanos com a morte. Contudo, a Bíblia descreve algo inteiramente diferente.  Adão e Eva foram retirados do jardim do Éden porque se permanecessem  ali, poderiam comer o fruto da Árvore da Vida, que os faria imortais  (quando desde o princípio Deus os fez mortais). &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;A crença de que eles  trouxeram morte ao mundo e que morremos porque eles pecaram é incorreta.&lt;/span&gt;  Como questão de fato bíblico, a resposta à pergunta demonstra que  uma pessoa não pode morrer como castigo pelos pecados cometidos por  outra. Morremos porque a morte é uma parte natural da existência e  este é o nosso destino desde a criação dos primeiros seres humanos.  Portanto, Adão e Eva comeram da fruta da Árvore do Conhecimento do  Bem e do Mal conscientemente, mas Deus não os tirou do jardim por esta  razão. Deus os tirou dali para evitar que eles comessem do fruto da  Árvore da Vida e se tornassem imortais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 1ex;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(102, 0, 153);font-size:100%;&quot; &gt;&lt;b&gt;UMA EXPLICAÇÃO COMPLETA…&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;;font-size:100%;&quot; &gt;O conceito cristão do pecado original é o do  pecado cometido por Adão e Eva no jardim do Éden. Dali em diante,  todos os seres humanos nascem não apenas com uma tendência ao pecado,  mas também com a culpa de Adão e Eva, e por esta culpa todos os seres  humanos morrem &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;(ver Coríntios 15:21-22).&lt;/span&gt; Em outras palavras, Adão  e Eva trouxeram morte ao mundo como resultado de seu pecado, e devido  a este pecado, todos os seres humanos são pecadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Isto é simplesmente não é bíblico.&lt;/span&gt;  O texto bíblico nos diz que Adão e Eva não foram tirados do jardim  do Éden porque pecaram (observe, por favor, que na primeira vez em  que a Bíblia utiliza o termo &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“pecado”&lt;/span&gt;, não o faz em referência  a Adão e Eva. Esta se refere à inveja de Caim contra Abel em Gênesis  4:7). O que despojou Adão e Eva do jardim do Éden foi a Árvore da  qual Deus não queria que eles comessem. Esta era a Árvore da Vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-size:100%;&quot; &gt;Mas pensem racionalmente! Como Adão  e Eva teriam que comer o fruto da Árvore da Vida para serem imortais,  se Deus os fez mortais desde o início!  Ele os criou de uma maneira  tal que a morte fosse uma parte natural de sua existência, a partir  do momento de sua criação!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-size:100%;&quot; &gt;O texto bíblico de Gênesis 3:22-24  nos diz que Adão e Eva foram quase como Deus e os anjos, porque sabiam  a diferença entre o Bem e o Mal. Deus e os anjos sabem a diferença  entre o Bem e o Mal, mas Deus e os anjos também são imortais. Por  Adão e Eva terem comido o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e  o Mal, eles sabiam a  diferença entre o Bem e o Mal como Deus e os  anjos. Contudo, Adão e Eva ainda não eram imortais porque ainda não  haviam comido o fruto da Árvore da Vida. Por isso Deus os afastou da  Árvore da Vida retirando-os do Jardim. Isto significa que Adão e Eva  não trouxeram morte ao mundo! Em outras palavras, os seres humanos  não morrem devido ao pecado deles. Nós morremos pois Deus fez a morte como  parte da vida a partir do momento da Criação. Não existe o pecado  original!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“E o Eterno Deus disse: ‘Eis que o homem é como um de Nós, conhecedor  do Bem e do Mal: agora, pois, talvez estenda sua mão e tome também  da Árvore da Vida, e coma e viva para sempre.’ E o Eterno Deus o  enviou do Jardim do Éden – de onde havia sido tomado - para cultivar  a terra. Colocou, pois, o homem para fora, e o pôs ao oriente do Jardim  do Éden – os querubins com uma espada flamejante que se revolvia  para todos os lados, a fim de guardar o caminho da Árvore da Vida.”&lt;/span&gt;  (Gênesis 3:22-24)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-size:100%;&quot; &gt;Lembre-se também que ninguém pode morrer  pelos seus pecados. Isto significa que ainda que se acredite que Adão  e Eva pecaram no Jardim do Éden (o que não fizeram), seus descendentes  não podem morrer, e não morreram, pelo pecado de Adão e Eva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;* Autor - Rabino Stuart Federow, reproduzido aqui com autorização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Arial;font-size:85%;&quot;  &gt;_________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Arial;font-size:85%;&quot;  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
Judeus pelo Judaísmo no Brasil
www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/2823532336917409370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/2823532336917409370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/12/judeus-acreditam-na-pureza-original.html' title='Os judeus acreditam que chegamos ao mundo com pureza original, e não com pecado original. Os judeus não acreditam no pecado original.'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp2.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/R29l4i3D8gI/AAAAAAAACLM/y63Ms4_JkNY/s72-c/adao+e+eva.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-7919356284359576451</id><published>2007-12-15T16:08:00.000-03:00</published><updated>2007-12-15T16:54:22.483-03:00</updated><title type='text'>As &quot;raízes judaicas&quot; do cristianismo.</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://bp3.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/R2Qs3i3D8fI/AAAAAAAACLE/b_oIgh05OQ0/s200/Origem+judaica+do+cristianismo.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5144286007126127090&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 153);&quot;&gt;ENFIM…&lt;/span&gt; A técnica mais recente usada pelos missionários cristãos e o clero do cristianismo é o que chamam de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“o aprendizado sobre as raízes judaicas do cristianismo”&lt;/span&gt;. Alguém pode pensar que o cristianismo começou com os judeus ou se desenvolveu do judaísmo. Contudo, não é isso o que significa &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“as raízes judaicas”&lt;/span&gt;. As raízes do cristianismo derivadas do judaísmo são as que estabelecem uma interpretação teológica cristã a uma cerimônia ou ritual judaico. Então afirmam que esta interpretação teológica cristã proposta &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“pode ser encontrada”&lt;/span&gt; em algo judaico (porque teria sido originalmente proposta pelos judeus), demonstrando que o cristianismo veio do judaísmo. Isso é absurdo, e demonstra as dimensões que adotam para obter assim &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;legitimidade judaica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 153);font-family:georgia;&quot; &gt;UMA EXPLICAÇÃO COMPLETA&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-style: italic;font-family:georgia;&quot; &gt;Uma história:&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;David tinha um jardim absolutamente formoso. Nele ele produzia so tomates mais perfeitos jamais vistos! Um dia, Mateus veio e plantou pepinos à direita do meio do jardim de David. Quando os pepinos começaram a brotar, Mateus disse a todos que os tomates foram a raiz de seus pepinos, ou seja, que os pepinos haviam se desenvolvido a partir dos tomates e que este resultado fazia com que -- a meta -- os tomates amadurecessem.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;A história acima pode parecer ridícula, mas é exatamente o que muita gente que ensina &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“as raízes judaicas do cristianismo”&lt;/span&gt; realmente faz. Plantam os pepinos cristãos, por assim dizer, no meio dos tomates judaicos, e depois afirmam que o que plantaram ali brotou naturalmente do que ali crescia desde o principio. Em outras palavras, colocaram uma interpretação teológica cristã em uma cerimônia ritual judaica. Então afirmam que esta interpretação teológica cristã proposta &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“foi encontrada”&lt;/span&gt; em algo judaico (porque foi originalmente plantada ali pelos judeus), demonstrando que o cristianismo veio do judaísmo. Isto é absurdo, e demonstra as dimensões que adotam para obter assim legitimidade judaica. Deixe-me dar um exemplo:&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;A maioria das pessoas sabe que há três matsot (pães não-fermentados, ázimos) na bandeja do Seder de Pessach (Páscoa judaica). A maioria das pessoas sabe que  &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;matsá&lt;/span&gt; do meio é retirada e partida em dois. Um dos pedaços é escondido e deve ser procurado novamente ao final da refeição. Quando encontrado, simboliza o &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Aficomán&lt;/span&gt;. A &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;matsá&lt;/span&gt; contém linhas e colunas de furinhos. Os cristãos dirão que a&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; matsá&lt;/span&gt;, bem como o ritual com o &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Aficomán&lt;/span&gt;, simboliza Jesus, e por isso indicam que a teologia básica do cristianismo pode ser encontrada em rituais judaicos. Para eles, isso demonstra as &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“raízes judaicas&quot;&lt;/span&gt; do cristianismo. Eles asseguram que as colunas e os furinhos representam as marcas de Jesus depois de ser açoitado, e os furinhos representam os furos que Jesus teve pela crucificação. Asseguram que as três &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;matsot&lt;/span&gt; representam aTrindade do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Por favor, note que é a &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;matsá&lt;/span&gt; do meio, o “Filho” na Trindade, que é retirado e partido (crucificado), escondido (enterrado) e levado de volta à mesa (ressuscitado).&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;O problema é que isso é uma mentira absoluta. Nã havia seder, nenhuma Hagadá, tampouco três matsot em nenhuma bandeja do seder em que Jesus estava; sequer havia a bandeja do seder. Todos os rituais desenvueltos do seder vieram anos depois que Jesus vivera. As primeiras discussões de um ritual de Pessach descrevem somente a metade de uma &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;matsá&lt;/span&gt;. Esta metade de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;matsá&lt;/span&gt; logo era partida em dois, formando assim quatro pedaços do original; e era colocado de lado para ser comido após a refeição. Não era ocultado, mas sim posto à vista de todos. A idéia de ocultá-lo veio na metade do século 17 na Alemanha, como maneira de manter as crianças interessadas no serviço religioso; uma idéia que finalmente foi acolhida entre os judeus ao redor do mundo. A razão pela qual a &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;matsá&lt;/span&gt; tem colunas e furinhos é que é feita a máquina. Esta é que faz as colunas e furinhos enquanto a massa passa por ela. Esta máquina foi inventada já apenas cerca de 150 anos, me meados do século 19.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;Obviamente os missionários cristãos e aqueles que desejam ver o cristianismo como originário do judaísmo podem interpretar qualquer coisa de um modo cristão. Mas isso não significa que o cristianismo se originou de qualquer coisa que eles interpretem.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;Um cristão pode perguntar: &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Mas não é correto dizer que os cristãos vêm dos primeiros judeus?”&lt;/span&gt; Sim, mas isto é inaplicável. Os primeiros Protestantes eram Católicos Romanos. Martinho Lutero era sacerdote católico. Os católicos romanos não consideram o cristianismo protestante como outra forma de Catolicismo Romano.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;Se lermos o libvo apócrifo de Macabeus I, veremos que a primeira pessoa morta na rebelião dos macabeus foi um judeu. Ele estava disposto a ir e sacrificar um porco para Zeus, já que Matatias, um sacerdote, havia se recusado a fazê-lo. Obviamente, ele tinha que ser um judeu muito assimilado. Caso tivesse sobrevivido ao ataque de Matatias e, mais adiante, formado uma religião dedicada à adoração de Zeus e de seus filhos metade deuses, metade humanos, seria a sua fé recém-formada outra forma de judaísmo? Ele chamaria a nova fé de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Judeus por Zeus”&lt;/span&gt;,&quot; ou de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Judeus por Zeus e Seus Filhos Metade Humanos?”&lt;/span&gt; Isso significa que sua nova fé teria &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“raízes judaicas”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;Os missionários cristãos — e isso inclui os &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Judeus por Jesus”&lt;/span&gt;, &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Judeus Messiânicos&quot;&lt;/span&gt;, &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Judeus em Cristo”&lt;/span&gt;, &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Cristãos Hebreus”&lt;/span&gt; ou qualquer outra denominação similar — adotam qualquer método para conseguir que um judeu verdadeiro se converta. Tomam qualquer coisa judaica e põem nela um simbolismo cristão. Então assegurarão que, uma vez que podem agora encontrar simbolismo cristão neste símbolo judaico, esta é a &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“prova”&lt;/span&gt; de que o cristianismo se originou dele, que é a fonte da teologia cristã e que os judeus são demasiado estúpidos para não ver como a teologia cristã é aquilo que Deus quer  que vissem, acima de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;Contudo, isso também pode ser feito com qualquer coisa não-judaica!&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;Alguém poderia fazer a mesma coisa com uma pizza. A pizza contém três elementos básicos: pão, molho de tomate e queijo. O elemento do meio é o molho de tomate, que é vermelho. Alguém poderia facilmente dar uma interpretação cristã a estes três elementos que definem a pizza:&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;Os três ingredientes básicos da pizza representam a Trindade cristã do Pai, do Filho e do Espírito Santo.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;O pão:&lt;/span&gt; chamam a Jesus de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“o pão da vida”&lt;/span&gt;. O pão é amassado. Esta imagem de amassar o pão é igual a alguém que foi golpeado, e que poderia representar a Jesus açoitado. A massa para fazer o pão é alisada com um instrumento que faz os furos nela para tirar todo ar antes de ser levada ao forno. Este poderia se comparar a Jesus, que teve seu corpo furado durante a crucificação, assim como eles dizem sobre a matsá.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;O molho de tomate:&lt;/span&gt; o molho é vermelho como o sangue de Jesus e é espalhado sobre a massa da pizza como o sangue de um sacrifício colocado sobre um altar.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;O queijo:&lt;/span&gt; O queijo cobre o resto, como a morte de Jesus que cobriu os pecados das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;Do que lemos acima, podemos ver facilmente como qualquer coisa, até uma pizza, pode ser utilizada para simbolizar a Jesus. Fica a pergunta: este meio que o simbolismo encontrou na pizza indica que as raízes da pizza vêm do Cristianismo?&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;Não há raízes judaicas no cristianismo, porque a teologia em que se baseia não condiz com a  ética do que é dito na Bíblia Hebraica, e são diametralmente opostas ao que se crê no judaísmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;* Artigo de autoria do Rabino Stuart Federow, reproduzido aqui com autorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;__________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
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www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/7919356284359576451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/7919356284359576451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/12/as-razes-judaicas-do-cristianismo.html' title='As &quot;raízes judaicas&quot; do cristianismo.'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp3.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/R2Qs3i3D8fI/AAAAAAAACLE/b_oIgh05OQ0/s72-c/Origem+judaica+do+cristianismo.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-5406190362000855135</id><published>2007-12-07T04:30:00.000-03:00</published><updated>2008-01-04T16:31:42.777-03:00</updated><title type='text'>Rabi Yitzhak Kaduri, z&quot;l</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://bp0.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/R3IGDS3D8iI/AAAAAAAACMM/-bMmEPh3PdA/s320/kaduri.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5148183977710055970&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;Rabbi Yitzhak Kaduri, z&quot;l&lt;br /&gt;Inúmeras são as histórias sobre a vida de Rabi Kaduri. Muitos lhe atribuíam          poderes milagrosos. No universo da Cabalá, era considerado autoridade          suprema. Para o mundo judaico, suas previsões eram um alerta para os doentes,          pobres e desamparados, seus conselhos e bênçãos, um alento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mundo judaico perdeu no dia 28 de Tevet (28 de janeiro), um shabat,            o Rabi Yitzhak Kaduri, o mais respeitado cabalista da atualidade, vítima            de pneumonia. Mais de 200 mil pessoas lotaram as ruas de Jerusalém,            durante horas, acompanhando o cortejo fúnebre ao cemitério de Har Menuchot,            onde o sábio foi enterrado. Segundo as autoridades, este foi um dos            maiores funerais registrados na memória recente de Israel, comprovando            a reverência e o carinho que o venerado Rabi despertava no seio da sociedade            israelense. Inúmeras personalidades religiosas e laicas, jovens e idosos,            representantes de todas as correntes do judaísmo acompanharam Rabi Kaduri            à sua última morada. Na ocasião o presidente de Israel, Moshe Katsav,            disse: &quot;Perdemos um dos maiores líderes espirituais desta geração, uma            figura de enorme estatura, que velava por nosso povo... O rabino Kaduri            deu um exemplo a todos nós ao se desprender do materialismo. Era um            modelo da espiritualidade e da moralidade que acompanham o povo judeu,            há gerações&quot;.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;Uma vida dedicada à Torá&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Homem de dons intelectuais e espirituais únicos, o Rabi Kaduri dedicou            sua longa vida à Torá e a seu povo. Chamado de Rosh Hamekubalim, que            poderia ser traduzido como o &quot;Líder dos Cabalistas&quot;, era o mais respeitado            mekubal da atualidade. Sua espiritualidade e profundos conhecimentos            do misticismo judaico o tornavam único, reconhecido dentro e fora de            Israel.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Rabi Kaduri nasceu no Iraque, por volta de 1897, quando o país ainda            era parte do Império Otomano. Nem sua família ou discípulos mais próximos            sabem, com exatidão, sua idade. Supunha-se que tivesse 106 anos. Inúmeras            são as histórias e lendas que povoam sua longa e abençoada vida. Desde            jovem, conforme a tradição sefaradita, escolheu uma profissão que lhe            garantisse o sustento, enquanto se dedicava ao estudo da Torá. Assim            sendo, o grande Rosh Hamekubalim encadernou livros durante a maior parte            de sua vida.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes dos 13 anos, começa a estudar com o Rabi Yossef Hayim, de Bagdá,            líder espiritual do judaísmo oriental e um dos maiores mestres das últimas            gerações. Abençoado com dotes intelectuais privilegiados, foi um dos            últimos discípulos do Rabi Hayim, também conhecido como Ben Ish Hai.            Conta-se que o sábio abençoou o jovem Rabi Kaduri com uma vida longa            - o que de fato ocorreu. Mestre tanto em Halachá como em Cabalá, Ben            Ish Hai transmitiu a Rabi Kaduri, além de seus conhecimentos, grande            amor e dedicação pela Terra de Israel. Aos 16 anos, já considerado uma            autoridade entre os rabinos de Bagdá, partiu rumo a Eretz Israel. Uma            vez lá estudou na Ieshivá Porat Yossef, em Jerusalém, tendo como professores            grandes nomes do misticismo, que viviam e estudavam na cidade desde            o início do século XIX. Entre seus mestres contam-se o rabino Salman            Eliyahu, pai do Rishon Le&#39;Tzion, o rabino Mordehai Eliyahu; o rabino            Yehuda Petaya e o rabino Efraim Cohen, diretor e coordenador daquela            prestigiada Ieshivá. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após a Guerra da Independência de Israel, Rabi Kaduri ingressou na            Ieshivá Bet-El, passando a residir no bairro de Bucharim, em Jerusalém,            da forma modesta que sempre o caracterizou. Mesmo sem jamais ter publicado            nenhuma obra, era respeitado por sua erudição e sabedoria. Ainda que            segmentos mais céticos tenham duvidado de seu poder de cura ou de suas            visões proféticas, sempre houve consenso em relação aos seus profundos            conhecimentos sobre a Lei e o misticismo judaico. Quando, em 1990, visitou            o Rebe de Lubavitch, este lhe disse que o nome Kaduri, que significa            &quot;globo&quot; em hebraico, indicava a grande influência que ele exercia, não            apenas sobre Israel, mas sobre todo o mundo.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Milhares de pessoas dão testemunho de sua sabedoria, visões e poderes            milagrosos. Durante uma entrevista publicada logo após o seu falecimento,            um dos discípulos do Rabi Kaduri disse ao jornal israelense Haaretz:            &quot;Milhares foram beneficiados por suas bênçãos - vítimas de câncer, doentes            cardíacos e casais sem filhos recuperaram sua fé e esperança na vida&quot;.          &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;À procura de ajuda e de uma berachá, muitos iam até Jerusalém. À porta            de sua residência podiam ser vistas longas filas de pessoas que, pacientemente,            esperavam para ser atendidas pelo Rabi. Nos últimos anos, vivia em um            apartamento anexo à sinagoga construída em sua homenagem pela família            Safra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante esta última década, muito enfraquecido, o Rabi Kaduri, com            sua longa barba branca, mal tinha forças para falar. Suas palavras eram            transmitidas pelos filhos, aos quais as sussurava, com grande esforço.            Devido à sua saúde frágil, procuravam mantê-lo mais distante do público.            Ainda assim, quem o quisesse, podia vê-lo na sinagoga. Apesar de não            conseguir segurar o sidur nem tampouco fazer qualquer movimento sozinho,            não faltava aos serviços religiosos. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A forma mais simples de se aproximar dele para obter uma bênção era            participar das preces matutinas. O &quot;brilho em seu rosto&quot; e o sorriso            acalentador com que recebia quem quer que fosse chamavam a atenção de            todos que se aproximavam. &quot;Era como se houvesse uma aura especial a            envolvê-lo&quot;, dizem seus seguidores. Quando era mais jovem e, com passos            firmes, caminhava pela sinagoga carregando a Torá, era comum as pessoas            dele se aproximarem para tocar suas mãos ou apenas o talit que o envolvia.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Guerra de Iom Kipur, em 1973, teve um papel fundamental no aumento            de sua popularidade fora dos círculos religiosos e cabalistas. Movidas            pelo desespero e atraídas pela fama do sábio, dezenas de famílias de            soldados desaparecidos em combate o procuravam para obter informações            sobre seus entes queridos. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi, no entanto, a partir de meados da década de 1990 que seu nome            atravessou o país de norte a sul, justamente quando começou a se envolver            na vida política nacional. Uma simples palavra de Rabi Kaduri era capaz            de mover montanhas políticas. Para muitos, não há dúvidas de que o magnetismo            exercido pelo rabino nos meios tradicionalistas e religiosos contribuiu            para o sucesso dos setores mais ortodoxos nas eleições israelenses de            1996. Além de dar sua bênção ao então candidato a primeiro-ministro,            Binyamin Netanyahu, que realmente venceu o pleito, também deu explícito            apoio ao Partido Shas, que conquistou dez cadeiras na Knesset. Em 1998,            realizou-se um encontro pouco usual na Jordânia entre o Rabi Kaduri            e o Rei Hussein. O Rabi, que foi à Jordânia na qualidade de convidado            pessoal do Rei, foi levado num helicóptero pilotado pelo próprio Hussein            ao túmulo de Aaron, irmão de Moshé Rabênu, sepultado no Monte Hor. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse mesmo ano, o Rabi Kaduri afirmou que o ditador iraquiano devia            ser removido do poder. &quot;Que o medo caia sobre eles (os iraquianos)&quot;,            foram suas proféticas palavras. Em 1999, se opôs abertamente a um plano            de paz com a Síria, que previa a devolução das Colinas do Golã. Na ocasião,            disse textualmente que &quot;a região não deveria ser devolvida aos sírios&quot;.            Um ano mais tarde, as negociações seriam abandonadas. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 2000, Rabi Kaduri revelou ter tido uma visão acerca do então pouco            conhecido deputado Moshe Katsav, segundo a qual este seria favorecido            na eleição. Atual presidente de Israel, Katzav derrotou o trabalhista            Shimon Peres na disputa pelo cargo. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em setembro do ano de 2005, Rabi Kaduri conclamava os judeus do mundo            todo a viver em Israel, alertando sobre os grandes desastres naturais            que ocorreriam em diferentes partes do mundo. Um de seus derradeiros            pronunciamentos descreve a vida em Israel após a chegada do Mashiach            e a era de Luz, paz e justiça que, então, envolverá o planeta em que            vivemos.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo hospitalizado desde 15 de janeiro, o Rabi continuou a receber            e abençoar os que o visitavam e a estudar Torá. Após alguns dias, pediu            para ter alta para poder encontrar-se com aqueles que o precisavam de            sua ajuda. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Rabi Kaduri, de Abençoada memória, deixou sua segunda esposa, a Rabanit            Dorit, filhos e inúmeros netos e bisnetos, além de centenas de milhares            de judeus, em toda a parte, inconsoláveis com sua partida deste mundo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leia também:&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2007/11/rabbi-kaduri-fala-de-jesus.html&quot;&gt;Rabbi Ytzhak Kaduri fala de Jesus?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;___________________________________________&lt;br /&gt;       &lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
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www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/5406190362000855135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/5406190362000855135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/rabi-yitzhak-kaduri-zl.html' title='Rabi Yitzhak Kaduri, z&quot;l'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp0.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/R3IGDS3D8iI/AAAAAAAACMM/-bMmEPh3PdA/s72-c/kaduri.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-7511809577707786287</id><published>2007-12-06T00:23:00.000-03:00</published><updated>2007-12-25T00:28:09.906-03:00</updated><title type='text'>Por que sou judeu?</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;1. Não é por acreditar que o judaísmo                  contenha tudo o que existe na história humana. Judeus não                  escreveram os sonetos de Shakespeare ou os quartetos de Beethoven.                  Não presenteamos o mundo com a serena beleza de um jardim                  japonês ou com a arquitetura da Grécia antiga. Admiro                  as tradições que lhes deram origem. Aval zé                  he-lanu. Mas isto é nosso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 2. Não sou judeu em razão do anti-semitismo ou para                  evitar dar a Hitler uma vitória póstuma. O que me                  acontece não define quem sou: O nosso é um povo                  da fé, não do destino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 3. Não sou judeu por pensar que somos melhores, mais inteligentes,                  virtuosos, criati-vos, generosos e bem sucedidos que os outros.                  A diferença não está nos judeus, mas, sim,                  no judaísmo; não no que somos, mas no que somos                  convocados a ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 4. Sou judeu porque filho do meu povo ouvi o chamado para adicionar                  meu capitulo a esta história não finalizada. Eu                  sou uma etapa nesta jornada, um elo de ligação entre                  as gerações. Os sonhos dos meus ancestrais vivem                  em mim e sou guardião de sua confiança, agora e                  no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 5. Sou judeu porque nossos ancestrais foram os primeiros a ver                  que o mundo tem um propósito moral, que a realidade não                  é uma guerra incessante entre os elementos para que sejam                  idolatrados como deuses, e nem que a história é                  uma batalha na qual o mais forte tem sempre razão e que                  o poder deve ser satisfeito. A tradição ju-daica                  moldou a moral de civilização ocidental, ensinando                  pela primeira vez que a vi-da humana é sagrada, que um                  ser humano nunca pode ser sacrificado em nome das massas e que,                  ricos e pobres, grandes e pequenos, todos são iguais perante                  D-us.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 6. Sou judeu porque sou herdeiro moral daqueles que estiveram                  presentes ao pé do Monte Sinai e se comprometeram a viver                  segundo estas verdades, tornando-se um reino de sacerdotes e uma                  nação sagrada. Sou o descendente de incontáveis                  gerações de ancestrais que, embora dolorosamente                  testados e submetidos a amarga provações, permaneceram                  fiéis aquele pacto quando podiam tão facilmente                  ter de-sertado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 7. Sou judeu em virtude do Shabat, a maior instituição                  religiosa do mundo, um tempo no qual não há manipulação                  da natureza ou de nossos companheiros humanos, on-de nos reunimos                  em liberdade e igualdade para criar, a cada semana, uma antecipa-ção                  da era messiânica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 8. Sou judeu porque nossa nação, mesmo em tempos                  de imensa pobreza, nunca desis-tiu de seu compromisso de ajudar                  necessitados, de resgatar judeus de outras terras ou de lutar                  por justiça em prol do oprimido, fazendo estas coisas sem                  esperar congratulações, mas porque são mitzvot,                  porque um judeu não poderia fazer menos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 9. Sou judeu porque amo a Torá, e sei que D-us é                  encontrado não nas forças da natureza, mas nos                  significados morais, nas palavras, textos, ensinamentos e mandamentos,                  e porque os judeus, mesmo quando tudo o mais lhe faltou, jamais                  deixou de va-lorizar a educação como tarefa sagrada,                  dotando os indivíduos de dignidade e pro-fundidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 10. Sou judeu em razão da fé apaixonada que o nosso                  povo nutre pela liberdade, sustentando que cada um de nós                  é agente moral e que nisto repousa nossa dignidade única                  enquanto seres humanos e, também, porque o judaísmo                  nunca permitiu que seus ideais se tornassem inatingíveis,                  mas em vez disso, traduziu-os em atos que chamamos de mitzvot,                  e em um caminho ao qual chamamos Halachá, trazendo as-sim                  o céu à terra.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Eu simplesmente tenho orgulho de ser judeu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;               &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;Tenho orgulho de ser parte de um povo que, apesar                  dos traumas e cicatrizes, nunca perdeu seu humor ou sua fé,                  sua habilidade de rir dos problemas à sua frente e ain-da                  acreditar na redenção final; um povo que viu a história                  humana como uma jornada e nunca deixou de prosseguir e procurar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 1. Tenho orgulho de ser parte de uma era em que meu povo, devastado                  pelo mais hediondo crime já cometido contra um povo, respondeu                  revivendo sua terra, re-cobrando sua soberania, resgatando judeus                  ameaçados em todo o mundo, reconstruindo Jerusalém                  e provando-se tão corajoso na busca pela paz como na defesa                  em tempos de guerra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 2. Eu me orgulho do fato de nossos ancestrais sempre terem se                  recusado a aceitar acomodações prematuras e de que,                  quando perguntados se &lt;span style=&quot;font-style: italic; font-weight: bold;&quot;&gt;&quot;O Messias já chegou?&quot;&lt;/span&gt;                  sempre responderam &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Ainda não&quot;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 3. Tenho orgulho de pertencer a Israel cujo povo significa &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;aquele                  que enfrenta a D-us e ao homem e prevalece&quot;.&lt;/span&gt; Porque, apesar                  de amarmos a humanidade, nunca cessamos de lutar com ela, desafiando                  os ídolos de todas as eras. E apesar de nosso amor eterno                  por D-us, nunca deixamos de questioná -Lo - e nem ELE a                  nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;               &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;* Rabino Jonathan Sacks. Texto extraído do livro de sua autoria &quot;Uma Letra da                  To-rá Sacks. Reproduzido aqui com autorização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0); text-align: center; font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
Judeus pelo Judaísmo no Brasil
www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/7511809577707786287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/7511809577707786287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/12/por-que-sou-judeu.html' title='Por que sou judeu?'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-6304686137499493</id><published>2007-12-05T00:20:00.000-03:00</published><updated>2007-12-25T00:22:51.300-03:00</updated><title type='text'>Dando um tempo... 1</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;Introdução:  judaísmo e tempo atemporal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parafraseando a analogia do Salmo 90: &quot;Mil anos a teus olhos são como o dia de ontem&quot;, a história de um povo corresponde a um instante na eternidade do mundo. Apesar do relato histórico do povo judeu apresentar sentido tão cósmico, nossa milenar continuidade cultural-religiosa talvez seja a mais extensa que qualquer grupo étnico-religioso tenha alcançado.&lt;br /&gt;Para o judeu consciente de sua história, o passado parece tão real quanto o presente, concebidos como intrinsecamente ligado um ao outro, dotados do mesmo propósito moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sentido espiritual, o tempo conservou-se atemporal! Depois das concepções sobre Messias, Ressurreição, Juízo Final, terem firmado raízes no solo parcialmente místico da crença judaica no período pós-bíblico, também o futuro ligou-se ao passado e ao presente, ficando sintetizados numa certeza histórica indivisível: para o povo de Israel, a vida assume um objetivo grandioso bem delineado, como a planta de um projeto arquitetônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-ia concluir que, ao aprender presumidas &quot;verdades absolutas&quot;, a religião judaica estivesse condenada a um estado de permanente imobilidade e estagnação. Na realidade, ao mesmo tempo em que o povo apegava-se às principais doutrinas, princípios, atitudes e práticas tradicionais, a evolução histórica era contínua, ajustando-se às novas circunstâncias, às influências culturais do ambiente em geral e do espírito da época; em fase alguma da história judaica a religião permaneceu estática.&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;Tempo e  simbologia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O tempo é freqüentemente simbolizado pela Rosácea, pela Roda com seu movimento giratório pelos doze signos do Zodíaco, descrevendo o ciclo da vida, em suma, por figuras circulares. O centro do círculo seria o aspecto imóvel do ser, o eixo que possibilita o movimento dos seres, embora se oponha a este como a eternidade opõe-se ao tempo, que explica a definição agostiniana do tempo: imagem móvel da imóvel eternidade. Todo movimento toma forma circular que se inscreve em uma curva evolutiva entre um começo e um fim e cai sob a possibilidade de uma medida: a do tempo. Para tentar exorcizar a angústia e o efêmero, a relojoaria moderna, inconscientemente, deu uma forma quadrada ao relógio, simbolizando a ilusão humana de poder escapar à roda inexorável e de dominar a terra, impondo-lhe a sua medida. O quadrado simboliza o espaço, a terra, a matéria. Essa passagem simbólica do temporal ao espacial não chega a suprimir a rotação em um sentido ou outro, mas oculta o efêmero para indicar tão somente o instante presente no espaço. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;O tempo simboliza um limite na duração e a distinção do mundo do Além, da eternidade. O tempo humano é finito e o tempo divino infinito, ou melhor, é a negação do tempo, o ilimitado. Portanto, não há entre eles nenhuma medida comum possível.&lt;em&gt;Erev, Shabat, Rosh Hashaná&lt;/em&gt; – tempo judaico e descansoÉ interessante observar que todo marcador temporal judaico é iniciado pelo descanso. O relato bíblico da Criação: “&lt;em&gt;Vaiehi erev vaiehi boker&lt;/em&gt;” (anoiteceu e  amanheceu) determinou o início dos dias, na &lt;em&gt;erev&lt;/em&gt; (véspera, tarde, anoitecer): o dia começa com o descanso da noite. Isto gerou também o “efeito Orloff”: em hebraico, hoje à noite é amanhã!Os meses e os anos do calendário judaico são determinados pelos ciclos da lua e do sol. Os meses seguem o ciclo lunar, do &lt;em&gt;Molad&lt;/em&gt; (nascimento, lua nova) até o novilúnio seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição judaica reconhece numerosas afinidades entre a lua e Israel. Assim como o Sol representa a potência material reconhecida por todos, a Lua, brilho tênue no reino da noite, representa Israel, humilhada entre as nações na noite do exílio. A influência discreta da lua simboliza o caminhar das idéias do judaísmo. Outro exemplo: o desaparecimento e depois reaparição da lua representam a eternidade de Israel, apesar das vicissitudes.&lt;em&gt;Rosh Hashaná&lt;/em&gt;, o ano novo judaico desde o período talmúdico, corresponde ao período (no hemisfério norte) do fim do ciclo agrícola anual – o tempo do descanso da terra, para que se reinicie revigorado. E a semana judaica também pressupõe um “tempo” para descanso, uma pausa, para que se inicie a seguinte com um novo vigor, físico e espiritual.Para concluir, outra estorieta da &lt;em&gt;Guemará&lt;/em&gt;: Porque foi o homem criado no sexto dia? Para ensinar que se um dia ele for muito soberbo, lhe seja relembrado: “A pulga veio antes de você na criação. (Sanhedrin, 38 a) Ou seja, ao mesmo tempo em que o &lt;em&gt;Shabat&lt;/em&gt; dá ao  homem sua exata dimensão, ensina-lhe a repensar a dimensão do tempo...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;*Nota:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;                 1. Trecho do artigo: &lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Shabat&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; – dando um tempo, Eitan SP, 2002 http://www.eitansp.org.br/ (Materiais: Apostila de Shabat)&lt;br /&gt;*Jane Bichmacher de Glasman é doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica da USP, professora, fundadora e ex-diretora do Programa de Estudos Judaicos UERJ.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
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Essas festas que são Pessach, Shavuot e Sucot tem cada uma delas um significado bíblico e outro ligado a agricultura. Sexta e sábado comemoramos Shavuot. Shavuot celebra a estação da colheita em Israel. A festa de Shavuot (semanas) é celebrada sete semanas depois de Pessach. Shavuot também é conhecido como Chag HaBikurim, a Festa das Primícias pois na época do templo, os agricultores de Israel traziam suas primeiras colheitas para Jerusalém como um sinal de agradecimento a D-us. Em Shavuot comemoramos também o aniversário da entrega das tábuas no Sinai e por isso é conhecido também como &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Zeman Matan Torateinu”&lt;/span&gt; (a data da entrega de nossa Tora). Na época do templo, os judeus afluíam a Jerusalém em Shavuot para oferecer uma parte de sua produção como agradecimento a D-us. A época da colheita iniciava-se com a cevada em Pessach e por sete semanas outros grãos e frutos começavam a amadurecer. Os primeiros frutos de cada espécie, as primícias, eram reservados e trazidos em cestas para Jerusalém. Em Shavuot lemos o livro de Ruth, provavelmente por comemorarmos o Yortzait (aniversario da morte) do Rei Davi nessa festa. O Rei Davi é bisneto de Ruth. Há varias tradições associadas com Shavuot. Abaixo algumas delas: É costume enfeitar as sinagogas e as casas com flores e plantas para lembrar o Monte Sinai, de onde Moisés desceu com os dez mandamentos. Nossos sábios nos ensinam que apesar do Monte Sinai estar situado no deserto, naquele dia o deserto floresceu. A primeira noite de Shavuot é conhecida como a “Tikkun Leil”, a noite da reparação. Segundo nossos sábios, na véspera da entrega da Torá, os judeus, apesar de orientados não se preparam espiritualmente e o povo dormiu. Para corrigir essa falha, tornou-se costume estudar a Torá durante toda a noite. Outro costume de Shavuot é o de se comer apenas derivados de leite. No primeiro Shavuot, os judeus receberam a Tora com um conjunto de leis dietéticas, ordenando a separação de leite e carne. Como não estavam familiarizados com as novas leis, optaram por comer apenas alimentos derivados de leite. Alem disso, a Tora é comparada ao leite no Shir Hashirim: &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Mel e leite estão debaixo de tua língua”&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Aprofundando shavuot &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Ruth, a moabita - Ruth está desenhada em preto e branco, mostrando sua transparência e determinação. Ao contrário de Abrão que deixou seu povo e sua terra natal por uma ordem de D-us, Ruth deixou seu povo e sua terra natal por vontade própria. Abraham tornou-se o patriarca do povo judeu. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Está escrito que, das gerações de Ruth virá o Messias.&lt;/span&gt; As linhas do desenho mostram o destino de Ruth. A linha da perda mostra a morte do marido de Ruth. A linha do compromisso: “E Ruth disse: Não me obrigues a abandonar-te, a desistir de te acompanhar, pois aonde fores, eu irei também, aonde te alojares, ficarei também; teu povo será meu povo e teu D-us será meu D-us. E possa o Eterno agir para comigo de tal forma que somente com a morte sejamos separadas”. A linha da decisão: “Disse Rute, a moabita a Naomi: irei agora ao campo e buscarei entre os colhedores de grão, alguém que me acolha. Ao que ela respondeu: Vai, minha filha”. A linha da benção: “E na hora da refeição, chamou Boaz, dizendo: vem e compartilha de nosso pão”. A linha da redenção: “Quem é você? perguntou, e ela respondeu: Sou Ruth, tua serva. Cobre-me com teu manto para seres meu redentor”. A linha do futuro: “E Boaz tornou Ruth sua esposa e o Eterno a fez conceber e dar à luz um filho”. Dessas linhas aparece Ruth. Seu braço tem a colheita, bênçãos trazidas para ela. Ela tem um porte orgulhoso e forte. Essas linhas representam o traçado das linhas que trarão o Rei David. Aqui está o começo da era messiânica. Ruth mantém sua visão em direção às tabuas da lei no alto, num monte de nuvens. Ela segura as leis, portando um feixe de grãos como um rolo da Torá. A entrega das leis é a comemoração de Shavuot é também a essência de Ruth, que escolheu seu próprio caminho. O desenho representa a grandeza de espírito e o amor de uma mulher convertida ao nosso povo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Izkor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Na oração matinal de Shabat faremos a leitura do Izkor, oração que relembra nossos parentes falecidos e que tem sua origem na época das cruzadas quando se reverenciava os mortos da comunidade, lendo-se o nome daqueles que tinham sido mortos. O Izkor é lido no último dia das três festas de peregrinação: Sucot, Shavuot e Pessach e também em Iom Kipur. Nesses dias os judeus deveriam ir ao templo, agradecer a D-us com uma oferenda que variava de acordo com suas posses. De maneira semelhante, ao lermos a oração de Izkor, devemos fazer doações, sempre de acordo com as condições de cada um. A Torá diz claramente que não podemos nos aproximar de D-us de mãos vazias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;*Texto Mauricio Mindrisz - mauriciomindrisz@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
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www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/1901367097792111843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/1901367097792111843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/12/shavuot-o-calendrio-judaico-compreende.html' title=''/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-4318617634222894531</id><published>2007-12-03T00:08:00.000-03:00</published><updated>2007-12-25T00:10:33.169-03:00</updated><title type='text'>Aprendendo com a destruição.</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;              O Talmud nos ensina que o primeiro Templo Sagrado de Jerusalém              foi destruído por causa dos atos de idolatria, homicídios              e imoralidade, comuns entre os judeus. Durante a época do Segundo              Templo, os judeus estudavam a Torá e respeitavam suas leis,              além de praticar atos de caridade. Todavia, eles se odiavam.              Nossos sábios equiparam o ódio infundado com os pecados              capitais da idolatria, imoralidade e homi-cídio.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Um midrash lança mão da linguagem figurativa para relatar              o seguinte conto e a lição óbvia a ser tirada:              na noite de Tisha B’Av (a data que marca a destruição              dos dois Templos Sagrados), a alma de nosso patriarca Avraham adentrou              o “Santíssimo” – o lugar mais sagrado do              Templo em que apenas o Sumo Sacerdote, o Cohen Gadol, podia entrar              em Yom Kipur. O Todo-Poderoso, Bendito Seja, segurou a mão              de Avraham e o fez caminhar com Ele. D´s perguntou, O que te              traz, filho amado, à Minha Casa?” (Jeremias 11:15). Avraham              respondeu: Meu D´us, onde estão meus filhos? D´us              disse, Eles pecaram, portanto os exilei entre as nações.              Avraham argumentou, Mas não havia nenhum virtuoso entre eles?&lt;br /&gt;            D’us explicou, …Cada um se regozijou com a ruína              do outro (Midrash Eicha Rabba 1:21).&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            A história de Kamtza e Bar Kamtza é simbólica              desse ódio infundado e de como as pessoas respeitavam “a              letra” da Lei, mas desonravam seu “espírito”.              A lei judaica permite violar até mesmo uma proibição              da Torá por meio da oferenda de um animal maculado no Templo              em prol da manutenção de boas relações              com um governo não-judaico, evitando, dessa forma, o risco              de perder vidas. Todas as proibições, com exceção              da idolatria, assassinato e atos imorais como adultério e incesto,              são permitidos quando o objetivo é o de sal- var vidas.              O Talmud também ensina que a tolerância e a compaixão              quando mal orientadas, como no caso demonstrado pelo Rabi Zechariah              ben Avkulus, levaram à destruição do Templo.              Qualquer pessoa que esteja, de forma justificada, incitando o governo              contra seus irmãos judeus, pode ser condenada à morte.              Por outro lado, o sábio que não permitiu o sacrifício              de um animal maculado no Templo também recusou sentenciar Bar              Kamtza à morte, apesar de sua trama diabólica.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Há muitas lições a serem tiradas do incidente              entre Kamtza e Bar Kamtza e da guerra civil insensata que resultou              na Diáspora de quase 2.000 anos. Mas, acima de tudo, há              a lição do Talmud na conclusão dessa trágica              história: Rabi Elazar disse: ‘Venham ver como é              grande o poder da vergonha! Pois o Todo-Poderoso, Bendito Seja, permitiu              que Bar Kamtza se vingasse da vergonha pela qual passou e Ele destruiu              Seu Templo’” (Gittin 57a).&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Nossos sábios ensinam que, como os judeus foram exilados de              sua Terra natal por causa do ódio infundado, a Diáspora              se encerrará quando eles praticarem o amor com desprendimento.              O Primeiro Templo foi destruído porque o povo menosprezou a              Torá. O Segundo Templo foi destruído porque os judeus              se desprezaram. O Terceiro Templo será erigido quando os judeus              aprenderem a seguir a Torá, realizando atos de caridade e bondade              entre si. Há uma tradição segundo a qual o Messias,              que será o construtor do Terceiro Templo, nascerá em              Tisha B’Av. Este dia de luto e jejum, em que comemoramos a destruição              de ambos os templos, será então revertido e o celebraremos              com grande júbilo.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            A prece para a reconstrução do Templo e o fim da Diáspora              judaica é dita todos os dias pelos judeus do mundo inteiro.              Três vezes ao dia rezamos o Shemone Esré (Amidá)              com a seguinte meditação: “Que seja Tua Vontade,              Senhor nosso D’us e D’us de nossos antepassados, que o              Templo Sagrado seja reconstruído, rapidamente, em nossos dias.              Outorga-nos nosso quinhão na tua Torá, e que possamos              servir a Ti com reverência, como nos dias de outrora e nos anos              passados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;            &lt;br /&gt;            &lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;&lt;b&gt;*Bibliografia:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;            • Jewish Literacy - Rabbi Joseph Telushkin; William Morrow and              Company, Inc.;&lt;br /&gt;            • Tisha B’Av - Texts, Readings and Insights; Artscroll              Mesorah, Inc.;&lt;br /&gt;            • Talmud Bavli - Gittin 55b-56a.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
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www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/5875381195329536768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/5875381195329536768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/12/encontro-com-missionrios.html' title='Encontro com missionários'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp3.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/Rj8UnLxGsHI/AAAAAAAAAl0/5DsO60vJ4do/s72-c/Judeus+pelo+Judaismo+Brasil+-+confrontacao+missionaria.bmp" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-7824987273829418371</id><published>2007-12-01T00:02:00.000-03:00</published><updated>2007-12-25T00:05:22.627-03:00</updated><title type='text'>Israel: um milagre em forma de país</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Lembro de ter escutado uma vez, durante uma comemoração                 de Iom Haazmaut (Dia da Independência) no Bnei Akiva de                 SP, o rabino dizer que, &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“qualquer coisa que acontece em                 Israel, por si só é um milagre. Uma criança                 andando de bicicleta é algo fora do comum, pois fisicamente,                 após dois mil anos de perseguição e depois                 do Holocausto, isto não poderia estar tecnicamente acontecendo”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Dizem nossas fontes que somente o ar de Israel já cura                 e traz sabedoria. E é verdade. Quando retornei agora,                 após um mês de passagem por Eretz (Israel), as pessoas                 diziam que eu estava com uma cara mais saudável, um pouco “menos                 magro”, e com o rosto “radiante”.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Até que a parte da comida é explicável:                 adoro a comida de Israel. E para alguém religioso como                 eu, por exemplo, é muito mais fácil o acesso à carne                 kasher (abatida conforme as leis), por exemplo. Mas vamos pular                 esta parte. A pergunta importante é: o que causa esta                 felicidade, este rosto radiante, depois de uma viagem ao Estado                 Judeu?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 Primeiro, precisaríamos definir felicidade. O que é isso?                 O Pirkei Avot (Ética dos Pais) diz que é “estar                 contente com o que tem”. Isso é verdade. Eu estava                 contente por estar na minha terra. Por ter um país lindo                 como aquele que posso chamar de meu, do meu povo. Mas isso não                 basta.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Prefiro usar uma outra definição para este mesmo                 tópico, abordada pelo Rosh Yeshivá (diretor de                 escola onde a Torá é ensinada) do Aish Há Tora                 (entidade que promoveu a minha viagem e a de mais quinze jovens,                 realizando excursões, passeios, shabatons, palestras,                 etc... em todo o país). Ele falou que um dos segredos                 da felicidade era saber apreciar os pequenos momentos de prazer                 que temos no nosso dia-a-dia e que às vezes deixamos passar                 batido. Quando alguém chega para você e fala dos                 problemas que teve no seu dia-a-dia, pergunte a ele: “Você tomou                 um bom café hoje? Comeu alguma comida gostosa que te deu                 prazer... me diga sobre algo que te deixou contente hoje...”.                 Ao fazer isso, você imediatamente alivia as preocupações                 da pessoa e num estágio mais profundo, ela vai aprender                 a reconhecer e agradecer pelas coisas boas que D’us nos                 dá e que às vezes não nos damos conta, como                 estarmos vivos, enxergarmos, etc...&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Seguindo este exemplo, queria falar sobre “pequenas grandes” coisas                 que me deram prazer em Israel:&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 - Estar de ônibus atravessando a ponte em Tel Aviv que                 passa em cima da Ayalon (para quem conhece São Paulo,                 a Ayalon é uma espécie de “Marginal Tietê/Pinheiros”,                 de Tel Aviv totalmente congestionada, com os grandes prédios                 de Israel ao fundo (entre eles a Torre Azrieli) e ficar embasbacado                 com a modernidade do país, com a sua beleza e ainda dizer                 para o amigo ao lado: “eu não consigo acreditar                 que todo mundo, preso no congestionamento, destes dois lados                 da via é judeu. É simplesmente inacreditável”.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                - Passar no corredor dos hotéis e ver uma fileira de mezuzót                 (pergaminhos com versículos bíblicos) no batente                 de todas as portas.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                - Ir para o Kibbutz Regavim, visitar meu amigo Shay Cudek que                 fez aliá cinco dias antes da minha viagem e conhecer um                 pouco da vida em uma das comunidades coletivas mais antigas de                 Israel, que hoje teve seu perfil todo transformado. Ao final                 da espetacular recepção, que incluiu seção                 de cinema e pizza, na tarde do dia seguinte, ainda poder participar                 de uma cerimônia de Tu Bishvat, o ano novo das árvores,                 plantando minha mudinha no local, rezando na sinagoga recém-construída                 e de quebra ouvir uma prédica do rabino que veio especialmente                 de Givat Ada (uma cidadezinha próxima) para a ocasião.                 Isto não tem preço.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                - Morar na cidade velha por quase três semanas, podendo                 ir e voltar ao Muro das Lamentações quando tivesse                 vontade, estudando judaísmo na Yeshivá e vivendo                 da forma como nossos antepassados o fizeram há três                 mil anos.&lt;br /&gt;                - Ver uma terra que passou desolada por dois mil anos esperando                 seu povo retornar, frutificar e até o deserto florescer.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                - Vivenciar o espírito de Avraham Avinu (Abraão                 nosso pai), tão caracterizado pela bondade e pela hospitalidade,                 ao ser carinhosamente acolhido pelos “brasileiros israelenses”.                 Além do Shay - já mencionado acima - pude desfrutar                 da companhia, do carinho e da hospitalidade da Regina Goldstein                 (que nos ofereceu um delicioso e sem igual almoço à brasileira)                 e ainda da acomodação, dos shabatons (de shabat)                 e das discussões político-religiosas da sede do                 Internacional de Porto Alegre em Pisgat Zeev: a casa do gaúcho                 (“tri-legal tchê”) André Cardon. Plagiando                 a propaganda: Tem coisas que só o Estado Judaico faz para                 você.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                Foi minha quarta vez em Israel. Mas todas elas são únicas,                 como única é aquela Terra. A primeira viagem foi                 turística, a segunda teve cunho sionista, a terceira de                 Hasbará e finalmente esta quarta, teve um ângulo                 mais religioso. Cada uma contribuiu a sua maneira na lapidação                 da minha identidade judaico-sionista.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                O grande segredo de Israel é descobrir que cada pedra,                 cada flor, cada metro daquele lugar fala com você e tem                 uma história para contar. A sua história. A nossa                 história. E ao final, descobrimos que Israel não é um                 país de milagres, mas é um milagre em forma de                 país. Que possamos então em breve nos encontrar                 lá, todos nós, em nossa Terra Prometida, em nossa                 Cidade Santa, a Jerusalém de Ouro, quando da redenção                 completa, com a chegada de Maschiach (Messias) e a construção                 do Terceiro Templo, Beezrat Hashem. Que seja breve. Em nossos                 dias. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;               &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;*Daniel Benjamin Barenbein, 28 anos, jornalista, trabalha no                 site de combate a distorção na imprensa, &lt;a href=&quot;www.deolhonamidia.org.br&quot;&gt;&quot;De                 Olho na Mídia&quot; &lt;/a&gt; e como                 coordenador do movimento juvenil Betar de SP. Ainda exerce voluntariamente                 cargos de Hasbará na Organização Sionista                 de SP, Espaço K e Aish Brasil, e como orador nas sinagogas                 Beit Menachem e Kehilat Achim Tiferet. Possui um livro publicado                 na internet sobre neonazismo digital: www.varsovia.jor.br&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center; font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;___________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center; font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
Judeus pelo Judaísmo no Brasil
www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/7824987273829418371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/7824987273829418371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/12/israel-um-milagre-em-forma-de-pas.html' title='Israel: um milagre em forma de país'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-8420003257371380459</id><published>2007-11-30T23:56:00.000-03:00</published><updated>2007-12-25T00:01:01.481-03:00</updated><title type='text'>O Viajante Judeu</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic; font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         Uma comunidade que perdeu quase toda sua população durante          a Segunda Grande Guerra tem hoje uma sinagoga, um rabino e um açougue          casher&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Quando em maio de 1998 o rei          Juan Carlos veio à Grécia para visitar a comunidade judaica          de Thessaloniki –o primeiro monarca a fazê-lo desde a expulsão          dos judeus da Espanha mais de 500 anos antes- o chefe da comunidade, Andreas          Sefiha o presenteou uma caixa gravada em prata com uma chave antiga. Era          uma lembrança de que, de geração em geração,          as famílias judaicas guardavam as chaves de suas casas na Espanha          na esperança de um dia retornarem. A ligação com          a Espanha prossegue mas a história da comunidade remonta a bem          antes de 1492.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         História&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         De acordo com a tradição, quando Cassandros, o cunhado de          Alexandre, o Grande, fundou a cidade em 315 a. E.C., ele pediu ao rei          Ptolomeu do Egito que lhe enviasse artesãos judeus. Na encruzilhada          de muitas rotas importantes, Thessaloniki –então chamada de          Salônica- atraiu os judeus de Alexandria possivelmente desde 140          a.E.C. No século 2 da Era Comum, os romanos conquistaram a província          grega da Macedônia, fizeram de Thessaloniki a capital e conferiram          autonomia aos judeus. Desde o quinto século, sob domínio          bizantino, os judeus continuaram a prosperar como comerciantes, apesar          dos impostos e de restrições religiosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         No século 12, quando Benjamin de Tudela (edição Morashá          nº35) encontrou 500 judeus em Thessaloniki, a cidade já estava          em declínio. Foi o sultão Mourad II que em 1930 encorajou          os judeus a retornarem, oferecendo-lhes autonomia administrativa. Mas          foi a expulsão da Espanha em 1492 que impulsionou Thessaloniki          a sua verdadeira grandeza. Em poucas décadas, entre 15 e 20 mil          judeus espanhóis se juntaram aos 2 mil da cidade; vinham também          de Portugal, da Itália e da Sicília.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         Thessaloniki se tornou não apenas um centro financeiro de primeira          classe mas também um centro judaico e secular de estudo de jubilações,          produzindo o famoso Talmud de Soncino e ganhando o apelido de “Jerusalém          dos Bálcãs”. Durante o século 16 Thessaloniki          tornou-se um renomado centro da Cabalá e atraiu diversos pensadores          religiosos como Salomon Alkabez, autor de “Lecha Dodi”. Os judeus          continuaram a chegar –da Provença,Polônia,Itália,          Hungria e do norte da África até que superaram em número          os cristãos e os muçulmanos. As guerras constantes dos Otomanos          durante o século 16 levaram a cidade ao declínio econômico          e cultural. Em 1655, quando Shabetai Zevi chegou de Smirna, foi muito          bem tratado –até que se autodeclarou o Messias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         Condenado à morte pelos turcos, conseguiu escapar e converteu-se          ao Islã. Após sua morte, cerca de 300 famílias de          seus seguidores se tornaram judeus-muçulmanos, conhecidos como          Donmeh (apóstatas), que professoravam e praticavam o islamismo          em público mas, em segredo, praticavam um tipo de judaísmo          messiânico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         Em meados do século 19, novos ventos sopraram, trazendo o Iluminismo          e novos bairros, com água encanada, eletricidade e carros pelas          ruas. O primeiro jornal judaico apareceu em 1865. A “Aliança          Universal Israelita” construída em 1873 ensinava educação          européia geral e dava treinamento vocacional já em sua época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         Os judeus –por volta da metade da população- possuíam          a maior parte das empresas comerciais e formavam a maioria da força          de trabalho, especialmente no porto, que fechava no Shabat e nos feriados          judaicos. Em 1908 os judeus se uniram aos jovens turcos para derrubar          o sultão otomano Abdul Hamid II.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         Às vésperas da segunda guerra mundial havia aproximadamente          56 mil judeus em Thessaloniki, milhares dos quais serviram no Exército          grego. As perseguições começaram logo após          a entrada do Exército alemão na cidade, em 9 de abril de          1941. Em 11 de julho do ano seguinte os homens judeus entre 18 e 45 anos          foram levados para os trabalhos forçados. Pelo final do ano, os          negócios judaicos foram confiscados e o cemitério se tornou          uma enorme pedreira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;         Em 6 de fevereiro de 1943, Dieter Wisliceny e Alois Brunner chegaram da          Alemanha para colocar em andamento “a solução final”          e nomearam o Rabino Chefe Zvi Koretz presidente da comunidade ele instou          estrita obediência aos alemães, e os sobreviventes nunca          o perdoaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Unidades partisãs              de resistência compostas total ou majoritariamente de judeus,              foram formadas e alguns poucos judeus fugiram para Atenas. Alguns              foram salvos por corajosos não judeus, incluindo membros do              clero, do movimento de resistência grega e da polícia              do Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             O bairro de Hirsch próximo à estação de              trem foi transformado em um campo de passagem. Em 15 de março              de 1943 prisioneiros foram reunidos em vagões de transporte              de gado e carregados para Auschwitz - Birkenau. O último transporte              partiu em 7 de agosto e 96% da população judaica da              cidade havia perecido. O maior ato de heroísmo foi o motim              de 135 judeus gregos em Auschwitz; membros do Comando Sonder, que              havia sido encarregado de cremar os corpos nas câmaras de gás              junto com um grupo de judeus franceses e húngaros, explodiram              dois crematórios antes de serem todos mortos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             As condições após a guerra eram duríssimas              e embora o governo grego tenha aprovado uma lei restaurando a propriedade              confiscada, ela só foi parcialmente honrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Comunidade &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Hoje guardas armados protegem a sinagoga e a sede da comunidade anonimamente              situada. Já em 1997 Thessaloniki se tornou a primeira cidade              grega a ter um memorial do Holocausto erigido pelo governo. O novo              museu judaico abre-se ostensivamente sobre a rua; existe um rabino              e serviços religiosos diários na sinagoga Yad Lezikaron;              um açougue kasher e organizações como a Wizo              e o Macabi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Por tudo isso a comunidade que conta com menos de mil pessoas é              apenas um espectro de outrora. A maioria dos casamentos é mista.              Há uma escola regular com cerca de 60 alunos, mas a educação              judaica formal cessa no nível do primário. A força              da comunidade é a sua riqueza, principalmente em bens imóveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Apenas algumas das lápides do antigo cemitério judaico              foram recuperadas e meticulosamente colocadas no novo cemitério              no bairro de Stavroupolis. As novas pedras ostentam mudanças              recentes. O grego substituiu as inscrições que costumavam              ser em ladino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Para a velha geração, porém, o passado se impõe.              Sarah Francês Arditti, de 70 anos, e seu primo Beni Djahon,              de 77, lembram-se que “a rua Solomou tinha lojas, todas judaicas,              antes da grande guerra”. Djahon lembra a rua estreita logo ao              sul de Egnatia. Também era assim na rua Iraklio, “onde              Dass era o açougueiro, Cohen vendia frutas e o mercado Modiano              era o melhor de todos”. O shopping Alpha Odeon Pleteia foi construído              onde o pai de Djahon dirigiu dois mil empregados da fábrica              de cigarros Austro-Elleni. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Locais de visitação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Comece pelo novo museu judaico, na Agiou Mina, 13, em Venizelou, próximo              à Plateia Ereftherias, aberto aos domingos e de terças              a sextas das 11h às 14h, assim como às quartas e quintas              das 17h às 20h. Os visitantes podem ver uma lápide do              século 13. Érika Perahia Zemour, que comanda o museu,              fala inglês e hebraico fluentes. (Telefone 30-31-25-406; e-mail:              jctmuseo@compulink.gr.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             A poucos quarteirões fica a sinagoga Yad Lezikaron, na Iraklio,              24 (223-231), em frente ao mercado Modiano. No hall de um edifício              de escritórios a porta para a sinagoga fica à esquerda.              Numa placa de mármore estão listadas mais de trinta              sinagogas erguidas pelas diversas ondas de imigrantes; apenas duas              delas sobrevivem. O palco (bimá) de mármore está              ao centro, como é de costume nas sinagogas sefaraditas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             A sede da comunidade e o centro comunitário judaico estão              nas redondezas, na Tsmiski, 24, na Arcada de Hirsch (275-701).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Atravesse a Egnatia (paralela à Tsmiski) para ver a sinagoga              dos Monastiriotes (erigida em 1927 pelos judeus vindos de Monastir              na Macedônia iugoslava), na Syngrou, 35 (524-968). A entrada              para esse prédio de estuque cinza-claro é um arco triplo              mas uma grade cerca a porta e a sinagoga só é usada              nas Grandes Festas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             A nordeste da Torre Branca, o emblema da cidade, ergue-se a Universidade              Aristóteles de Thessaloniki, no local onde antes havia o antigo              cemitério judaico. Para ver como viviam soberbamente os judeus              na virada do século, comece a leste da Torre e siga a rua Vassilisis              Olgas, paralela à orla, e que leva até o aeroporto.              Antes de chegar a tais mansões, a rua Olgas cruza a Saadi Levi,              assim chamada em reconhecimento ao editor de um dos primeiros jornais              judaicos de Thessaloniki. Duas ruas à sudeste estão              a rua Fleming, e também o prédio de número 7,              onde fica a escola primária judaica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             No número 68 da rua Olgas (na esquina da rua Oktovriou, 28)              fica a Villa Modiano, um prédio de tijolos cor-de-laranja com              pórticos em arcos. Foi construída em 1906 por Jacob              Modiano, mas em 1913 a municipalidade o comprou e ofereceu como palácio              para o rei Constantino. Hoje, ele hospeda o museu folclórico              e etnográfico da Macedônia (830-591).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             A Villa Mordoch, rua Olga, 162 (esquina da rua Martiou, 25) foi comprada              pela família Mordoch em 1930. Hoje esse prédio cinza              e suntuoso, com uma cúpula em bulbo em sua torre, é              uma galeria municipal de arte. O asilo para velhos Casa de Saul D.              Modiano, na rua Kimonos Voga, 83, fica nas imediações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Projetada por um arquiteto italiano em 1910 para o empresário              judeu Dino Fernandez, a Villa Fernandez (ou Casa Bianca) ergue-se              no encontro das ruas Olgas e Themistokoli Sofouli. A Villa Allatini              na rua Olgas, 198, foi construída em 1888 como residência              de verão da família Allatini, fabricante de biscoitos              e de confeitarias. Hoje ela abriga os escritórios da municipalidade.              A fábrica ainda ostenta o nome da família, na esquina              da Papandreou com a Sofouli.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Ao norte da rua Fleming, próximo ao encontro das ruas Zaimi              e Delfon, fica a casa de culto dos Donmehs, Yenni Djami, construída              em 1902 e agora convertida em museu arqueológico da cidade.              A nordeste da Fleming fica o memorial ao Holocausto, num pequeno parque              na esquina da Papanastasiou com a Egnatia, atrás do Hospital              Ippokratio (antigamente Hospital Hirsch de propriedade judaica). A              escultura em bronze é uma menorá de sete braços,              em cujas chamas figuras humanas estilizadas são envolvidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Visitação geral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Uma viagem a Thessaloniki não estará completa sem uma              visita aos belíssimos objetos do museu arqueológico              (830-538), na exposição permanente “O ouro da Macedônia”,              que é a explicação de como o ouro era extraído              das minas e de como viviam os mineiros do século 2 a.E.C.,              numa descrição inesquecível. O museu também              expõe lápides judaicas em mármore.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Viagens aos arredores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Um dos mais belos museus da Terra –ou, para ser mais exato, debaixo              da terra, pois a sua estrutura é totalmente subterrânea-              é aquele que abriga as tumbas reais de Vergina. A primeira              capital da Macedônia foi ali erguida a aproximadamente 15 quilômetros              a sudoeste de Thessaloniki. Delicadas folhas de ouro lavrado e marcas              de madeira revestida de marfim, da tumba de Philip II da Macedônia,              pai de Alexandre, o Grande, estão entre seus surpreendentes              achados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Combine essa viagem com uma visita a Veria, apenas alguns quilômetros              adiante, onde os judeus viveram por 2 mil anos. Foi para Veria que              o apóstolo Paulo fugiu quando os judeus de Thessaloniki o conduziram              para fora. A praça próxima a Ta Evraica, o antigo bairro              judeu, celebra a sua pregação por aqui. Inscrições              em hebraico ainda são visíveis nas fachadas das casas.              A sinagoga, atualmente sem uso, fica na rua Merarchias, à direita              da entrada do bairro, próxima a um duto cuja água chega              à mikvê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Kastoria, cerca de 200              quilômetros a noroeste de Thessaloniki, é outro ponto              obrigatório. Os gregos a consideram sua mais bela cidade, e              de fato ela é. Kastoria fica em um istmo e um lago sereno ao              seu redor sempre se inclui nas visitações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Embora Kastoria tenha tido uma comunidade judaica pelo menos desde              o sexto século, foi no 16º século que os judeus              se tornaram peleiros de primeira e ganharam fama mundialmente. Jack              Eliaou, de 46 anos, é o último judeu nos negócios.              Ele vende máquinas de costura numa loja que pertenceu a seu              avô e a seu pai na rua Onze de Novembro, 30 (em frente ao Banco              Nacional).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             A família de Eiaou é a última família              judaica em Kastoria. “Qualquer um que procure os judeus vem a              mim”, diz Eliaou alegre, em inglês fluente. Os seus vizinhos              gregos, também, nunca o deixam esquecer que ele é judeu.              “Estou indo à loja do judeu”, dizem quando se dirigem              à loja. “Não há um anti-semitismo aberto”,              diz Eliaou. Mas o memorial ao Holocausto só foi erguido depois              que alguns membros do conselho da cidade que se opunham foram vencidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Hoje, as únicas indicações de que judeus ali              viveram um dia são as casas em ruínas e as mansões              em Odos Evraidos (rua dos Judeus), logo a leste da Platia Dexamenis.              Para alcançar o memorial, vire à direita da rua Athanacios              para a Merarchias, a dez metros aproximadamente. O memorial de mármore              fica à esquerda abaixo de uma linha de pinheiros. A mansão              dos Nerantzis Aivasiz, do século 17, suntuosamente mobiliada,              fica na extremidade este da rua Orestiados, na alameda em frente ao              lago, e hoje é um museu de folclore da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Livros e música&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             A decisiva sessão do livro “Mr. Mani”, de A. B. Yeoshua              (Ed. Doubleday), evoca a comunidade judaica de Thessaloniki no século              19. O livro “A ilusão da segurança: a história              dos judeus gregos durante a Segunda Guerra Mundial”, de Michael              Matasa (Ed. Pella) detalha os trágicos acontecimentos, comunidade              por comunidade. “As sinagogas de Salônica e de Veroia”,              por Elias L. Messinas, em inglês e grego (Editora Gavrielides),              reconstrói a história dessas comunidades judaicas e              seus locais de culto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Para uma introdução às tradições              culinárias da comunidade de Thessaloniki, experimente “O              livro da cozinha dos judeus da Grécia”, de Nicholas Stavroulakis              (Ed. Jason Aronson). O site da Kol Hakeila, na língua inglesa,              sobre as comunidades judaicas na Grécia é www.yvelia.com.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             O filme “Triunfo do espírito” conta a história              de Salamo Arouch, estivador e lutador de boxe, que sobreviveu à              Auschwitz após lutas com 200 oponentes para a diversão              dos oficiais da SS. Jacó Razon, em judeu de Thessaloniki que              também é boxeador, pleiteou que a história contada              no filme é, na realidade, sobre sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             A música é uma maneira deliciosa de conhecer a cultura              dos judeus de Thessaloniki. “A música judaica em ladino              de Thessaloniki”, de do cantor folclórico David Saltiel              (Oriente, www.oriente.de), tem um excelente livreto em inglês.              O CD de Savina Yannatou, “Primavera em Salônica”,              inclui 16 canções folclóricas em ladino. George              Dalaras, o cantor mais famoso da Grécia, é especialmente              conhecido por reviver o gênero “rembetica”, os blues              de Thessaloniki, que os judeus também cantavam. Todos estão              disponíveis em Greek Vídeo, Records &amp;amp; Tapes em Queens,              Nova York (www.greekmusic.com).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Um híbrido das canções do século 19 do              submundo das cafés de haxixe ao redor do porto e da música              árabe da Pérsia, aos sofisticados cafés do Oriente              Médio, a “rembetica” é, às vezes, uma              música de lamentos e pode incorporar trilhas de estilo oriental.              O bouzouki é o instrumento usual de acompanhamento dos temas              do amor arrebatado, da prisão, da pobreza, da traição              –e do haxixe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Recomendações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             Você achará pratos vegetarianos em quase todos os restaurantes              do país, incluindo a sempre presente salada grega tzatziki              (pepinos com iogurte) e a salada de berinjelas. A maioria dos restaurantes              também serve legumes fritos ou refogados (inclusive as batatas),              sempre em azeite de oliva e, é claro, uma variedade de peixes              frescos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             A maioria das companhias aéreas serve Atenas e faz conexão              em Thessaloniki, onde vale pagar um pouco mais por hotéis um              poucos distantes das principais e barulhentas ruas. Embora tenham              boas estradas, as montanhas ao norte da Grécia são pouco              percorridas mas oferecem excelentes surpresas aos visitantes com um              gosto pela aventura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;*Por Esther Hecht&lt;/span&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
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www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/8420003257371380459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/8420003257371380459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/o-viajante-judeu.html' title='O Viajante Judeu'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-626815234941645230</id><published>2007-11-29T23:50:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T23:56:05.450-03:00</updated><title type='text'>Judeus inimigos de Israel</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;É isso mesmo, meu caro leitor. Não é erro de imprensa. Existem, realmente, judeus declaradamente inimigos de Israel. Soa absurdo, mas não é novidade na milenária história dos judeus na Diáspora, e, em não poucas ocasiões, judeus anti-semitas se fizeram notar por atos e palavras. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;No século passado, no auge do terror stalinista na União Soviética e em seus países satélites, comissários comunistas judeus foram implacáveis, exercendo suas funções pseudo ideológicas, utilizando de não menos brutalidade contra seus próprios correligionários. E o que dizer da famigerada figura do Kapo nos campos de concentração nazistas? Estes últimos tinham, pelo menos, alguma desculpa, isto é, que assim atuaram para tentar salvar suas miseráveis vidas. E, atualmente, o quê está acontecendo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;Recentemente, o Ministério das Relações Exteriores do Irã promoveu um Congresso Internacional, que tinha como tema a Negação do Holocausto. Participaram do evento cerca de 60 convidados provenientes de 30 países. Extraordinárias figuras do mais alto padrão anti-semita deram um brilho especial ao encontro. Entre eles, um asqueroso tipo que foi um dos líderes da Ku-Klux-Klan, nos Estados Unidos. Não foram poucos os convidados que não puderam comparecer ao Congresso por estarem presos e cumprindo pena de prisão em vários países europeus, por serem ativistas negadores do Holocausto.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;Cumpre destacar, entre os participantes do Congresso, alguns judeus haredim (ortodoxos tementes a Deus), entre eles um tal de Moshé Arie Friedman, rabino haredi da Áustria, e um rabino, Israel David Vais, dos Estados Unidos, que declarou, enfaticamente, que “aqui viemos para revelar ao mundo a exploração da Shoá que fazem os sionistas”.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;Que loucura é essa?, perguntam os menos desavisados. A troco de quê a liderança iraniana se lançou nessa campanha anti-semita e anti-israelense? E, o pior de tudo, como é possível que judeus andem de braços dados com essa gente? E não são simplesmente judeus. São rabinos ortodoxos.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;O Chanceler iraniano explicou-se, dizendo que o corolário que coloca em dúvida a ocorrência do Holocausto conduz à conclusão de que a legitimidade da existência de Israel também pode ser posta em dúvida. Mas isto é apenas parte da &quot;verdade&quot; política que esconde os reais desejos do Irã, que pretende liderar o mundo muçulmano, para não falar de suas ambições territoriais.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;E qual é a motivação daqueles judeus religiosos, que foram lá e ficaram aos beijos e abraços com os atuais inimigos declarados de Israel, que proclamam sua intenção de varrê-lo do mapa? É que eles são contra a existência do Estado de Israel, pois, na concepção deles, trata-se de uma entidade herética, pois o resgate do povo judeu somente poderá ocorrer quando da vinda do Messias.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;O Povo Judeu nunca foi uma agremiação monolítica. Ao contrário. Sempre existiram as mais variadas concepções religiosas e ideológicas, como os reformistas, os liberais, os conservadores, os laicos e há até judeus ateus (sim, também esses existem). O Povo Judeu sempre viveu num estado de ebulição, e a controvérsia é a sua característica. Chega até a extremos de, em certas facções religiosas nos Estados Unidos, admitirem rabinos gays e rabinas lésbicas. Nesse contexto, poder-se-ia até admitir a legitimidade ideológica dos haredim&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;Mas o inconcebível é que aqueles judeus religiosos fanáticos tenham cruzado a linha do permissível para aliar-se aos que propõem a pura e simples destruição de Israel. Seu comportamento é inominável e deve ser repudiado. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;É doloroso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;*Marcos Wasserman é advogado em Tel Aviv, Brasil e Portugal, e é presidente do Centro Cultural Israel-Brasil em Tel Aviv. Contato -  mlwadvog@netvision.net.il&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
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Parecia ter ido demasiado longe. Como se poderia desejar a morte sobre a vida? Freud, certamente, se referia ao que não é tão evidente na complexa fisiologia mental e oferecia abundantes provas sobre suas incômodas descobertas. Uma nova demonstração chegaria pouco depois do seu falecimento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;A Europa seria arrasada por uma conflagração mais brutal que a de 1914 e nela teria um destacado papel uma organização encarregada de consumar assassinatos em massa, as SS, que se vestiam de negro e irradiavam a sinistra luz de uma caveira sobre seu quepe militar. As SS não só foram o arrogante corpo de elite nazista, mas as encarregadas das operações de limpeza humana jamais vistas até então em seus atrozes campos de extermínio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;A compulsão à morte cobrou um nefasto banquete: mais de 50 milhões de mortos e a destruição de quase toda a Europa, em especial da mesma Alemanha, como essa compulsão desejava de forma inconsciente. Agora a humanidade resiste em reconhecer que a compulsão à morte, ainda que seja universal, infectou de maneira profunda um outro maravilhoso país, o Irã. E que essa infecção virulenta começou a propagar-se. As conseqüências podem superar as maiores selvagerias conhecidas até o presente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Um documentado estudo do analista político alemão, radicado em Hamburgo, Matthias Kuntzel acaba de fornecer informações que fazem eriçar os cabelos de qualquer pessoa responsável. Parecem-se com os terríveis dados da Europa ocupada em 1940, que batiam com desespero os gabinetes das democracias, mas que no eram ouvidos porque soavam inverossímeis. As informações de Kuntzel não são um segredo: só temos que prestar atenção. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Ele nos recorda que na guerra do Iraque e Irã o aiatolá Khomeini fez uma estranha compra em Taiwan: 500.000 chaves de plástico, que deviam desempenhar um papel motivador. Parecia evidente que Saddam Hussein tinha aproveitado para atacar seu vizinho enquanto se retorcia no difícil começo da revolução islâmica. A desvantagem do Irã era enorme e Khomeini decidiu compensá-la enviando à frente legiões de crianças, muitas das quais só tinham doze anos. Ordenou que a cada um lhes fosse colocada no pescoço uma chave de plástico, com a qual iam abrir as portas do paraíso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Uma das operações mais cruéis que se lhes determinaram foi limpar estradas e campos minados pelas tropas de Saddam Hussein. Os meninos avançavam em cerradas formações, fazendo-as explodir com seus corpos. Depois podiam entrar, com segurança, os soldados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;O diário semi-oficial iraniano Ettelaat comenta: &quot;No passado [ou seja, na guerra contra o Iraque] tínhamos meninos voluntários de 12 a 17 anos. Iam aos campos sulcados de minas. Seus olhos não viam nada. Seus ouvidos não escutavam nada. E logo, um momento depois, se viam nuvens de poeira. Quando o pó sedimentava, já não se os distinguia mais. Extensamente esparramados no campo, ficavam porções de carne fumegante e pedaços de ossos&quot;. Estas cenas deviam ser corrigidas, e o jornal assegura aos seus leitores: &quot;Antes de entrar nos campos minados as crianças começaram a se enrolar em cobertores. Depois rodavam sobre a terra, de modo que as partes de seus corpos pudessem ser conservadas em grande parte juntas após a explosão e transportadas para uma tumba&quot;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Estas crianças pertencem aos Basiji Mostazafan (Mobilização dos Oprimidos), organização criada por Khomeini e da qual o atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, é um distinguido instrutor. Os Basiji superam a arrepiante Juventude Hitlerista por seu fanático amor à morte. É uma milícia de centenas de milhares de voluntários dispostos a ir com júbilo até sua própria destruição. O Frankfurter Allgemeine publicou a orgulhosa entrevista de um veterano iraniano daquela guerra, na qual contava: &quot;As crianças explodiam as minas com seus corpos. Era uma espécie de corrida animada. Inclusive sem ordens de seus comandantes, cada um queria ser o primeiro a explodir&quot;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Mas devemos ser justos em reconhecer que antes de usar crianças para este massacre Khomeini tinha tentado com burros e cavalos. Mas bastava um só estalido para que os burros e os cavalos fugissem aterrorizados através dos campos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Os Basiji cresceram de forma exponencial e incorporam gente de mais idade também. Agora são utilizados como forças de choque contra qualquer protesto antigovernamental. Desempenharam um papel decisivo contra os levantes estudantis de 1999 e 2003. Enquanto os guardas revolucionários são soldados adultos e bem treinados, os Basiji são compostos por meninos de 12 a 17 anos e por adultos maiores de 45, muitos deles analfabetos e sem preparo militar. A [única coisa que se lhe ensina é a glória do martírio. Cada um possui uma faixa vermelho-sangue, que exibe a vontade de morrer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;A tática empregada pelos Basiji na guerra é o ataque por ondas. Avançam contra o inimigo em cerradas formações. Não importa se receberão balas, obuses, granadas ou bombas, ou se voarão com a explosão de uma mina. O importante é avançar sempre, pisar os restos dos camaradas que caíram antes e seguir adiante, onda após onda. Uma vez que as tropas inimigas começam a se abrir ou a decair, então marcham os guardas revolucionários. É impressionante o testemunho de um oficial iraquiano quando confessou: &quot;Vinham em densos grupos, agitando os punhos. Alguém pode disparar contra a primeira onda de crianças; depois, contra a segunda. Mas chega um momento em que a pilha de cadáveres amontoados te faz gritar, com vontade de atirar longe tua arma. São seres humanos, antes de tudo!&quot;. Nos três primeiros anos dessa guerra que durou oito, calcula-se que 450.000 crianças foram enviadas à frente de batalha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;O semanário Der Spiegel documenta como foi recrutado um menino chamado Hossein, apesar das leves seqüelas de sua poliomielite. &quot;Certo dia, um imã chegou ao povoado. Convocou toda a população à praça, em frente a uma delegacia de polícia, para transmitir boas notícias do aiatolá Khomeini: o exército islâmico do Irã tinha sido escolhido para libertar Al Quds (Jerusalém) dos infiéis. Cada família tinha o dever de nutrir o exército de Alá. Como o pequeno Hossein era o menos necessário para sua família e, além disso, não podia usufruir desta vida por causa de sua enfermidade, foi escolhido por seu pai para que lutasse contra o mal que encarnam os infiéis&quot;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;A corrente islâmica xiita, que predomina no Irã, se inspira na convicção de que Hussein, o neto de Maomé, devia ter sido o líder do islã, não o califa Yasid. Yasid perseguiu e assassinou Hussein em Karbala. Seu corpo foi atravessado por 33 lanças e cortado por 34 golpes de espada. Depois foi pisoteado por cavalos. Este martírio horrível é evocado na festa de Ashura, quando os fiéis se flagelam para imitar o venerado Hussein e alguns chegam inclusive a mutilar-se e até a se matar. Os xiitas esperam o regresso do Mahdi, o Décimo Segundo Imã, equivalente ao Messias dos judeus ou à segunda chegada de Cristo para os cristãos. É o último dos descendentes de Hussein, que desapareceu precocemente sem deixar descendência e permanece oculto até o esperado momento de sua manifestação gloriosa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;O aiatolá Khomeini deu um giro ousado à tradicional postura xiita de aguardar com paciência e boas ações. Khomeini não queria esperar. Investiu o arraigado mito de um sentido diferente. Afirmou que para acelerar o retorno do Mahdi os fiéis deviam despertar de sua letargia e lutar ferozmente contra o mal. Inspirava-se na Fraternidade Muçulmana do Egito, que não eram xiitas, mas ansiavam pela batalha. O mal é a modernidade, com seus degenerados direitos individuais, o estímulo da sensualidade, o pensamento racional paralelo à fé e o inaceitável pluralismo de idéias. Uniu a combatividade da Fraternidade Muçulmana (a quem o presidente Nasser perseguiu e executou) com seu credo xiita e impôs no Irã a convicção de fazer uma guerra com ambições universais. Por isso, as crianças cujos cadáveres se empilhavam na frente de batalha gritavam para dar-se valor: &quot;Contra o Yasid do nosso tempo!&quot; (Saddam Hussein) ou &quot;Uma nova Karbala nos espera!&quot; ou &quot;Que retorne o Mahdi!&quot;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;Khomeini insistia em seus discursos que a morte é o começo da verdadeira existência. Afirmou, em outubro de 1980: &quot;O mundo natural é o mais baixo, apenas a espuma da Criação. O que importa é o mundo divino, que é eterno&quot;. Esse mundo eterno e maravilhoso é acessível através do martírio. A morte não é morte, mas o trânsito de um nível inferior a um superior e esplêndido. Não interessa que o guerreiro ganhe ou perca na batalha, mas que morra como mártir: então sua vitória está assegurada, porque a ele se abrirão as portas do Paraíso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;O presidente Mahmoud Ahmadinejad abriu em novembro último a Semana Basiji. Os dados oficiais assinalam que cerca de 9 milhões de Basiji, 12 por cento da população, se manifestou a favor do presidente. Só em Teerã a soma chegava a 1 milhão e 250 mil pessoas. Com esta demonstração de poder se quis provar que não havia retorno às débeis reformas tentadas no período presidencial anterior. Ahmadinejad até proibiu a música clássica nas emissoras oficiais, por considerá-la imoral. Ahmadinejad disse em setembro passado, ao falar pela primeira vez diante da Assembléia Geral das Nações Unidas, que implorava o pronto retorno do Mahdi. Sua posição apocalíptica manifestou-se e numa das entrevistas pela TV, na qual expressou com ênfase: &quot;Acaso há algo mais belo que a arte do martírio?&quot; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;De acordo com a nova interpretação teológica, o Duodécimo Imã regressará antes se os fiéis se lançarem a uma decisiva e espetacular guerra contra os infiéis. Para que, então, assinar compromissos ou deter a produção de material atômico? O Irã não precisa de energia nuclear para seu desenvolvimento pacífico, porque lhe sobra petróleo. Só o necessita para seu projeto bélico, como acontecia com Hitler com sua corrida armamentista. Avança com uma cega e irrefreável compulsão à morte, que terminará produzindo uma catástrofe universal, da qual nem o próprio Irã poderá salvar-se. O planeta está ameaçado como nunca antes. A inconsciente — agora não tão inconsciente — compulsão à morte afia as facas de outro festival demoníaco, enquanto os responsáveis do mundo deliberam e deliberam, como se tivessem muito tempo para desperdiçar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-family:Verdana;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;*Tradução: Szyja Lorber &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;Marcos Aguinis é escritor, conferencista, médico psicanalista, foi ministro da Cultura da Argentina, onde desempenhou um papel fundamental na redemocratização do país. É autor dos livros “A Saga do Marrano” e “La cruz invertida”. Publicado no jornal La Nación, de Buenos Aires, Argentina. Reproduzido aqui com autorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
Judeus pelo Judaísmo no Brasil
www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/2560578334597520583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/2560578334597520583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/compulso-da-morte-desnudada.html' title='Compulsão da Morte Desnudada'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-5057329269375700547</id><published>2007-11-27T23:34:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T23:40:26.690-03:00</updated><title type='text'>Neturei Karta no ostracismo</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;As reações  nas comunidades judaicas contra os que abraçaram Ahmadinejad&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;               &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por décadas, a comunidade judaica, com dificuldades, tolerou uma pequena e feroz seita anti-sionista, cujos membros viajavam pelo mundo, denunciando a existência de Israel e abraçando seus inimigos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Porém, quando a delegação do Neturei Karta fez afagos no presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad na conferência que questionou o Holocausto em dezembro, isso foi demais.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Agora, o grupo ultra-ortodoxo está sendo proscrito em três continentes, são denunciados por rabinos, banidos das sinagogas e atormentados nas ruas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; &quot;Eles trouxeram vergonha ao povo judeu&quot;&lt;/span&gt;, disse o rabino Shimon Weiss, o líder da Eida Haredit, um agrupamento guarda-chuva de anti-sionistas, judeus ultra-ortodoxos residentes em Israel. &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Se eles vierem à sinagoga, serão postos para fora. Eles nos enojam&quot;&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Em entrevistas por telefone, das cidades em que moram na Inglaterra, Estados Unidos e Israel, membros do grupo dizem que eles foram mal compreendidos, que nunca negaram o Holocausto e que foram tentar proteger os judeus do ataque iraniano caso a guerra irrompesse no Oriente Médio.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; &quot;Nós sabemos o que fizemos, estamos cientes do valor daquilo que fizemos, e achamos que no curso do tempo isso será esclarecido&quot;&lt;/span&gt;, disse o rabino Ahron Cohen, um membro do Neturei Karta em Manchester, Inglaterra.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Quando Cohen retornou do Irã, ele precisou de proteção policial. Sua casa recebeu uma tempestade de centenas de ovos, sua janela foi quebrada por um tijolo e uma bola de bilhar, e ele continua sendo alvo de pedras, ovos e insultos na rua, disse ele. Na semana passada. Dois pneus do seu Volvo foram cortados, observou, e sua sinagoga fechou as portas para ele.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; O Neturei Karta (em aramaico &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Guardiães da Cidade&quot;&lt;/span&gt;) foi fundado cerca de 70 anos atrás em Jerusalém por judeus que se opunham ás ações para estabelecer o Estado de Israel, acreditando que somente o Messias poderia fazê-lo. Estimativas do tamanho do grupo avaliam de algumas centenas e poucos milhares.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Em décadas recentes seus membros destacaram-se protestando em conferências internacionais e em comícios pró-Israel, capitalizando uma publicidade garantida de judeus religiosos de chapéus pretos e barbas denunciando Israel.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Um deles atuou como conselheiro de Yasser Arafat para assuntos judaicos, e uma delegação viajou a Paris em 2004 para rezar pela saúde do líder palestino quando estava à beira da morte num hospital. Meses mais tarde, um grupo participou de uma conferência no Líbano com militantes do Hamas e do Hezbolá.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Durante anos, as principais correntes judaicas, religiosas e outros, tendiam a considerar os Neturei Karta como excêntricos. Então veio a conferência do Holocausto, na qual cinco membros do grupo roçaram ombros com gente que nega o assassinato nazista de seis milhões de judeus, membros da Klu Klux Klan, neonazistas, revisionistas e etc.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Em fotos publicadas ao redor do mundo, eles foram mostrados cumprimentando e abraçando Ahmadinejad, que se referiu ao Holocausto como um&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; &quot;mito&quot;&lt;/span&gt; e pediu para Israel fosse varrido do mapa.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Os Neturei Karta dizem que nunca negaram o Holocausto ou suas conseqüências. Eles acreditam que Ahmadinejad tem sido injustamente caluniado e que eles deveriam ser louvados por convencê-lo de que sua raiva deveria ser dirigida a Israel, e não ao povo judeu.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; &quot;Nós sentimos que temos que fazer o que temos que fazer para salvar vidas de judeus, proteger o povo judeu da, D-s nos livre, catástrofe. Assim, temos que ignorar os efeitos do lado infeliz que aconteceu aqui,&quot;&lt;/span&gt; disse Yisroel Dovid Weiss, um rabino do Neturei Karta de Nova York que fez parte da delegação.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 As  comunidades judaicas ao redor do mundo ficaram furiosas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Um rabino-chefe israelense pediu pelo banimento dos Neturei Karta das sinagogas. Em Nova York, onde vários membros da delegação vivem, centenas protestaram contra eles, que são freqüentemente atormentados com trotes telefônicos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Os Satmars, um grupo hassídico e anti-sionista visto por alguns como seus primos espirituais, lamentaram numa declaração que &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;o sangue não vingado de milhões de vítimas judias grita de dor e repulsa para esses parias imprudentes. &#39;Como puderam descer a um nível tão baixo?&#39;&quot;&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; A comunidade judaica de Viena expulsou Moishe Arye Friedman, que viajou a Teerã com a delegação, mas não pertence ao Neturei Karta. Sua esposa decidiu deixá-lo depois de vê-lo numa foto beijando a face de Ahmadinejad.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; &quot;Grande parte dos judeus ortodoxos em todo o mundo perderam parentes no Holocausto,&quot;&lt;/span&gt; disse Jonathan Rosenblum, um analista das comunidades religiosas baseado em Jerusalém: O ato do Neturei Karta &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;tocou realmente o ponto nevrálgico”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O rabino Avi Shafran, diretor de Assuntos Públicos da instituição ultra-ortodoxa Agudath Israel da América, declarou que a viagem dos Neturei Karta a Teerã foi a última gota d’água.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; &quot;Eles foram bem-vindos na comunidade por tempo demais. Ninguém tem mais paciência com eles”,&lt;/span&gt; disse ele. &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Suas ações passaram dos limites&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;*Fonte - (AFP/AP).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;__________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
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www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/5057329269375700547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/5057329269375700547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/neturei-karta-no-ostracismo.html' title='Neturei Karta no ostracismo'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-8179788152263237413</id><published>2007-11-26T23:28:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T23:33:19.249-03:00</updated><title type='text'>Retorno a Inglaterra</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Há 350 anos, após séculos de exclusão, os judeus receberam                permissão para voltar a viver nas ilhas inglesas. Foi um arranjo                informal, visto por alguns como um fracasso. Contudo, provou ser                o que de melhor poderia ter ocorrido, pois permitiu o surgimento                da primeira comunidade judaica moderna.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;Era Medieval&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes de analisar a readmissão dos judeus na Inglaterra é preciso avaliar            os eventos ocorridos à época medieval. Quando, em 1290, o rei Eduardo            I decretou sua expulsão do reino, encerrava-se o primeiro período da            história dos judeus nas ilhas britânicas, iniciado quando da invasão            normanda de 1066. Apesar de alguns judeus lá viverem desde a época romana,            a presença judaica tornou-se significativa somente quando judeus franceses            convidados por Guilherme, o Conquistador, estabeleceram-se principalmente            em Londres. Seu status civil e social permaneceu, de certa forma, ambíguo            até ser legalizado por Henrique I (1100-1135), que lhes garantiu direitos            e privilégios. Ademais, por determinação da Coroa, somente os judeus            podiam conceder empréstimos a juros. Os financistas judeus atendiam            as necessidades monetárias dos soberanos e de seus súditos. A verba            para a construção do Palácio de Westminster, residência real até o século            XVI, por exemplo, saiu dos cofres dos &quot;banqueiros&quot; judeus. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante 200 anos exerceram importante papel na Inglaterra, estando            espalhados em comunidades por todo o país, inclusive em York, Winchester,            Lincoln, Canterbury e Oxford. Protegidos pelos soberanos, prosperaram            e, com eles, o Tesouro Real, pois eram obrigados a pagar à Coroa uma            grande fatia de todas as transações comerciais, assim como &quot;contribuir&quot;            com vultosas somas para as insaciáveis demandas reais. Um dos que mais            impostos pagou foi Aaron de Lincoln, cuja mansão ainda está de pé, sendo            das mais antigas da Inglaterra. Ao falecer, em 1186, teve todas as suas            posses confiscadas, num montante que equivalia a 75% da receita anual            do fisco real. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na Inglaterra do século XII, a população judaica vivia em relativa            tranqüilidade, pois fora poupada da violência que se abatera sobre seus            irmãos da Europa continental, por ocasião da 1ª e 2ª Cruzadas. A Inglaterra            não participara ativamente nessas duas primeiras iniciativas. A partir            da segunda metade do século, no entanto, tornaram-se freqüentes os sentimentos            anti-judaicos. Em 1144, os judeus de Norwich foram injustamente acusados            de ter assassinado um menino, em uma cerimônia ritual. Apesar da pressão            popular, as autoridades se negaram a abrir inquérito face à ausência            de provas. Foi a primeira acusação de assassinato ritual na História.            Nos anos seguintes, repetiu-se o libelo em outras cidades inglesas,            mas, por falta de provas, as denúncias nunca chegaram aos tribunais.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A vida dos judeus britânicos tornou-se cada vez mais difícil. Um incidente            ocorrido em Westminster, em 1189, quando a delegação judaica foi impedida            de assistir à coroação de Ricardo I, Coração de Leão, provocou distúrbios            violentos e a morte de 30 judeus. Um ano depois, quando o rei se engajou            na 3ª Cruzada, as comunidades se alarmaram, pois a pregação para essas            campanhas religiosas inevitavelmente trazia à tona sentimentos anti-judaicos            que acabavam em violência. E assim foi. Antes de partir rumo a Jerusalém,            os cruzados massacraram judeus em Lynn, Bury St. Edwards, Lincoln e            Norwich. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas, o pior aconteceu em York, em março de 1190. Atacados por uma multidão            enfurecida, 150 judeus se refugiaram no castelo real, em busca de proteção.            Em vão.A turba atacou a torre do castelo, Clifford&#39;s Tower, onde estavam            homens, mulheres e crianças judeus. Apesar de inferiores em número,            defenderam-se com bravura, mas não havia como resistir. Negando-se ao            batismo forçado, a maioria optou por morrer pelo Sagrado Nome de D&#39;us,            Al Kidush Hashem. Quando o castelo foi dominado, os judeus remanescentes            foram massacrados, sem piedade. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No século seguinte, a situação se deteriorou rapidamente. Antigos direitos            foram abolidos, adotando-se severas medidas anti-judaicas. Extorquiam            os judeus de todas as formas e, em 1230, a Coroa confiscou um terço            de todos os seus bens e créditos. Em 1255, Lincoln foi palco de nova            acusação de assassinato ritual, mas, desta vez, 92 judeus foram aprisionados            na Torre de Londres, tendo suas propriedades confiscadas. Destes, 18            foram executados. A história do suposto assassinato ritual de um menino            cristão, Hugh de Lincoln, tornou-se parte do folclore popular inglês            e o escritor Chaucer a incluiu em seus The Canterbury Tales, a mais            importante obra literária inglesa medieval.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando, em 1275, Eduardo I proibiu aos judeus continuar na atividade            financeira, foi o sinal de que sua utilidade ao reino chegava ao fim.            Em 18 de julho de 1290, além de apreender seus bens, o soberano decreta            sua expulsão da Inglaterra. No calendário judaico, era o fatídico dia            9 de Av. Foi a primeira expulsão, na História da humanidade, a abranger            a totalidade de um povo. A data limite para deixarem as terras inglesas            era 1º de novembro. Podiam apenas levar consigo seus pertences. Todos            os bens imóveis e créditos foram confiscados pela Coroa. Não se sabe            exatamente quantos judeus atravessaram o Canal - os números mencionados            variam de 2.500 a 16.000.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;&lt;b&gt;O período antes da readmissão&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até o final do século XV poucos judeus viveram secretamente em solo            inglês. Mas, a partir de sua expulsão da Espanha, em 1492, e de Portugal,            em 1497, alguns conversos ibéricos buscaram refúgio na Inglaterra. Na            Europa, as nações governadas por protestantes, em particular calvinistas,            ofereciam aos judeus e aos conversos melhores condições de vida. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante o reinado de Henrique VIII havia conversos vivendo em relativa            tranqüilidade em Londres e Bristol, graças à influência que a família            Mendes exercia sobre a Coroa. Donos de verdadeiro império financeiro,            os Mendes haviam concedido vultoso empréstimo ao soberano inglês. Quando,            em 1535, Doña Gracia, viúva de Francisco Mendes, foge de Lisboa, permanece            algum tempo em Londres, assim conhecendo a pequena comunidade local            de cripto-judeus.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dos membros dessa comunidade era Hector Nunes, em cuja residência            funcionava em sigilo, uma sinagoga. Médico e comerciante, este judeu            português entrou na história inglesa por ter sido o primeiro a alertar            a rainha Elizabeth I de que a Invencível Armada espanhola preparava-se            para atacar seu reino. Outro converso famoso durante o período elisabetano            foi Rodrigo Lopes, que se estabelece em Londres, em 1560, após fugir            da Inquisição portuguesa. Ele, que se tornara o médico de cabeceira            da rainha Elizabeth I, foi vítima de intrigas políticas. Acusado de            tentar envenenar a soberana, em 1594 foi julgado e condenado à morte.            O destino de Lopes fez com que muitos conversos deixassem o país e,            os que ficaram, foram expulsos por James I, em 1609, ao tomar ciência            de que praticavam o judaísmo em segredo. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, após algumas décadas, uma nova leva de conversos se estabelece            em Londres. Eram, na maioria, grandes comerciantes, com atividades econômicas            que se estendiam ao Oriente, às Américas e, principalmente, aos Países            Baixos, Espanha e Portugal. Em 1653, já viviam na cidade 20 famílias            de conversos, o embrião da futura comunidade judaica. Apesar de procurar            manter as aparências como católicos, não era segredo para os membros            do governo que eram judeus secretos. O líder da comunidade era Antonio            Fernandez Carvajal, que chegara a Londres por volta de 1635. Próspero            e influente, é considerado um dos maiores negociantes de prata da Inglaterra,            de todos os tempos. Na década de 1640, o confronto entre o rei e o Parlamento,            agravado por divergências religiosas, resultara em uma guerra civil            - a Revolução Puritana. As forças parlamentares, puritanos chamados            de &quot;Cabeças Redondas&quot;, eram lideradas por Oliver Cromwell, um homem            que teve importância fundamental na história judaica e ao qual o líder            judeu Carvajal dá seu apoio. Além de ajudar financeiramente o esforço            de guerra puritano, este último repassa a Cromwell preciosas informações            sobre o então exilado Stuart, futuro Charles II, bem como sobre os planos            que os realistas engendravam com a Espanha. As informações de Carvajal            evitaram pelo menos um atentado à vida de Cromwell. Com a vitória dos            puritanos seguida pela tomada do poder em 1653, por Cromwell, ele declara            Carvajal persona grata do governo. Em 1655, ele e seus dois filhos recebem            o status legal de residência, sendo os primeiros judeus a merecer tamanha            distinção. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;Readmissão&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A readmissão judaica à Inglaterra deve ser vista como resultado da            conjunção de vários acontecimentos históricos e políticos. É quando            entra a figura do Menasseh Ben Israel (1604-1657), filho de conversos            portugueses e rabino da comunidade de Amsterdã. Autor de várias obras,            muitas das quais em defesa do povo judeu e do judaísmo, seguia com atenção            o desenrolar da política interna inglesa. Acreditava que a chegada dos            puritanos ao poder era uma oportunidade singular para o restabelecimento            dos judeus na Inglaterra, país que poderia servir de abrigo a milhares            de refugiados.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os puritanos eram fervorosos estudiosos do que os cristãos chamam de            &quot;Velho Testamento&quot;, a Torá, e nutriam uma percepção mais positiva dos            Filhos de Israel. O rabino lograra boa reputação entre eles, principalmente            por suas idéias sobre a vinda do Messias. Em meados do século XVII,            curiosamente, coincidia entre judeus e cristãos um generalizado anseio            messiânico. Do lado judaico havia os que previam a iminente vinda do            Mashiach. O rabino Menasseh acreditava que a dispersão dos judeus por            todos os &quot;cantos da terra&quot;, Ketsê ha-Aretz, era uma das pré-condições            para a vinda do Mashiach. Em 1644, o relato de um explorador converso,            Antônio de Montezinus, sobre sua viagem à América do Sul, criara uma            onda de entusiasmo no mundo judaico. Montezinus afirmava ter encontrado            nas florestas do Equador nativos que falavam hebraico e diziam ser parte            das Tribos Perdidas. Convencido da veracidade do relato, Ben Israel            acreditava que se os judeus retornassem à Inglaterra, estaria completa            a dispersão. Em 1650 expõe a idéia no livro &quot;A Esperança de Israel&quot;,            encaminhando uma cópia ao Parlamento inglês, com um prefácio a eles            especialmente dedicado.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Do lado puritano havia quem acreditasse estar próximo o &quot;Segundo Advento            de Jesus&quot;. Segundo a tradição cristã, uma das condições para tal era            a conversão dos judeus ao cristianismo. Outra, o retorno dos judeus            à Terra Prometida. Para muitos puritanos, o fato de os judeus viverem            em contato com o cristianismo inglês, sem as distorções do catolicismo,            poderia facilitar sua conversão espontânea. Essa idéia fez com que encaminhassem            uma petição em favor da readmissão judaica, no entanto, malograda.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cromwell também favorecia a vinda dos judeus e isso foi decisivo. Essencialmente            pragmático, seus interesses iam além de qualquer esperança messiânica            ou tolerância religiosa. Empenhado em erguer a economia do país e expandir            seu comércio, entendia as vantagens da vinda dos comerciantes de Amsterdã,            além de saber das importantes conexões judaicas, que lhe tinham sido            tão úteis na prestação de informações.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em setembro de 1655, Menasseh Ben Israel, foi a Londres, a convite            de Cromwell, para lhe apresentar a petição sobre a readmissão dos judeus            ao país. No documento, o rabino apontava os benefícios econômicos que            o capital judaico e o empreendedorismo de seus membros trariam, rechaçando            as acusações de que eram vítima. Mas tal petição, iniciativa dele próprio,            não representava os interesses da comunidade de conversos que, liderada            por Antonio Carvajal, estava satisfeita com seu modo de vida. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que se seguiu foi uma solução tipicamente inglesa, que vale a pena            examinar. Cromwell, após receber favoravelmente a petição, submeteu-a            ao Conselho que, em novembro de 1655, designou uma comissão para analisá-la.            Sua surpreendente conclusão foi apresentada numa Conferência realizada            no mês seguinte, em Whitehall. Não havia lei que impedisse a readmissão            dos judeus à Inglaterra, a expulsão de 1290 fora uma prerrogativa real            e, como não tinha sido sustentada por nenhum ato Parlamentar, tampouco            necessitaria de um para ser revogada.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resolvida a questão da legalidade, a passou a discutir os termos da            admissão. Mas Cromwell, que se expressara a favor desse movimento, encontrou            uma oposição maior do que esperava. Comerciantes e certos setores religiosos,            temendo a vinda dos judeus, condicionavam-na a muitas restrições. Por            outro lado, rumores fantasiosos sobre as &quot;reais intenções&quot; judaicas            em relação à Inglaterra corriam o país. Dizia-se até que pretendiam            comprar a Catedral de São Paulo para transformá-la em sinagoga. Temendo            um parecer negativo, Cromwell dissolve a Conferência, abstendo-se de            declarações públicas. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como vimos, os conversos de Londres não participaram da iniciativa            do Rabi Menasseh, mas a guerra com a Espanha (1656 - 1659) forçou-os            a mudar de atitude. Por serem, formalmente, súditos da Coroa espanhola,            o governo inglês poderia confiscar suas propriedades. Quando, em março            de 1656, são de fato confiscados os bens do comerciante Antonio Robles,            um dos mais ricos conversos, eles decidem apelar diretamente a Cromwell.            A missão de Ben Israel conseguira provar às autoridades que o banimento            não tinha força legal, mas o &quot;Caso Robles&quot; demonstrava que os judeus            precisavam de garantias &quot;mais concretas&quot; de sua legitimidade em solo            inglês.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 24 de março é entregue a Cromwell uma petição na qual os signatários            afirmam seu desejo de viver em paz, sob a autoridade do governo inglês            e pedem permissão para conduzir serviços religiosos judaicos em suas            casas e adquirir um terreno a ser usado como cemitério. Apesar de assegurada            sua posição legal por ter recebido direito de residência, Carvajal é            um dos signatários, assim como Ben Israel. Em paralelo, Robles submete            outra petição, na qual pede a devolução de suas propriedades já que            não era espanhol, mas &quot;Português da Nação Judaica&quot;. Não era, portanto,            inimigo, mas &quot;vítima do inimigo&quot;. O Conselho respondeu em favor de Robles,            reintegrando-lhe suas posses. Mas não há registros de uma resposta por            escrito à petição dos conversos. Contudo, segundo historiadores, há            fortes indícios de que Cromwell tenha dado alguma garantia informal            sobre o status da comunidade no país, pois, em dezembro de 1656, em            um prédio em Creechurch Lane, foi fundada a primeira sinagoga oficial.            De Amsterdã vieram os Rolos da Torá e, menos de dois meses depois, comprava-se            o terreno para o cemitério. Menasseh Ben Israel, acreditando que sua            missão falhara, regressou desapontado para Amsterdã, onde faleceu, pouco            depois. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O arranjo informal que permitiu aos judeus viver e professar abertamente            sua fé em solo inglês, demonstrou ser um benefício, não-intencional,            de grandes conseqüências. Se a Comissão tivesse chegado a um acordo,            teria condicionado a volta dos judeus a vexatórios regulamentos legais,            semelhantes aos que vigoravam em outros países. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;&lt;b&gt;Reconhecimento formal da presença judaica&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1660, é restaurada a monarquia na Inglaterra. A ascensão de Charles            II ao trono foi vista com apreensão pela comunidade judaica, mas o desenrolar            dos acontecimentos mostrou serem infundados os seus temores. Charles,            bem como seu sucessor, James II, protegeram a nova comunidade, ignorando            várias petições de comerciantes da City de Londres. Os apelos iam desde            pedidos de imposição de sérias limitações às atividades econômicas dos            judeus, até uma nova expulsão dos mesmos.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Contudo, o status civil e legal dos judeus se manteve informal e ambíguo            até ser formalmente reconhecido em 1664, após a entrada em vigor de            uma lei que proibia reuniões religiosas fora dos auspícios da Igreja            Anglicana. Isso era parte da campanha para desestimular os seguidores            do &quot;não-conformismo&quot; aos preceitos da Igreja Anglicana. O alvo eram            os cristãos não-anglicanos, fossem eles protestantes ou católicos. Mesmo            assim, a comunidade judaica ficou receosa e o fez saber ao rei. Desta            vez, o Conselho respondeu por escrito, assegurando que o soberano ordenara            que não fossem perturbados, que &quot;poderiam viver e trabalhar como sempre,            desde que mantivessem comportamento pacífico e tranqüilo, com a devida            obediência às leis de Sua Majestade e sem escândalos para o Reino&quot;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, sem alarde, os judeus tornaram-se cidadãos ingleses. Quem nascia            em solo inglês recebia a cidadania britânica, com as mesmas limitações            impostas a qualquer cidadão não pertencente à Igreja Anglicana. As exclusões            referiam-se principalmente ao acesso à vida pública, tendo sido criadas            antes da Readmissão, como tentativa de vetar o acesso de não-anglicanos            às esferas políticas. No caso judaico, havia só mais um impedimento,            referente à necessidade de se fazer votos cristãos para ter permissão            de exercer certas atividades profissionais. Durante as gerações seguintes,            várias decisões judiciárias estabeleceram o direito aos judeus nos tribunais            de pleitear e prestar testemunho e de ter reconhecidas as suas suscetibilidades            religiosas.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A posição da comunidade se fortaleceu ainda mais a partir de 1688,            quando o protestante Guilherme de Orange, Stadholder (governador) da            Holanda, invade o país atendendo um pedido do Parlamento para libertar            a nação &quot;da tirania católica&quot; e, a seguir, é coroado Rei da Inglaterra.            Sob Guilherme III, nome que passa a usar, muitos financistas judeus            se estabelecem em Londres, e tornam-se fundamentais no mercado financeiro            da City, que, no período, registrou notável crescimento.Nos anos seguintes,            quando a comunidade judaica se sentia de alguma forma atacada, apelava            diretamente à Coroa, que reprimia qualquer ação contrária a eles. Finalmente,            uma lei de 1698 reconhece a legalidade do exercício da fé judaica na            Inglaterra. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;&lt;b&gt;O crescimento da comunidade&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos primeiros 50 anos após a readmissão, estabeleceram-se em Londres            sefaraditas provenientes principalmente da Península Ibérica, Holanda            e França. Apesar de não ter ocorrido um grande influxo, como imaginara            o rabino Menasseh, a comunidade cresceu, já contando em 1684 com 414            famílias. Eram prósperos e se estabeleceram nos moldes da comunidade            portuguesa de Amsterdã. Em poucas décadas, a sinagoga de Creechurch            Lane se tornou pequena e, em 1701, inauguraram outra bem maior e mais            suntuosa, em Bevis Marks, na City de Londres, onde vivia a maioria dos            judeus. Em grande parte inalterada, a sinagoga é usada até hoje como            lugar de oração. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Levas de ashquenazim também se estabeleceram em Londres, fundando suas            próprias comunidades e casas de oração. A primeira destas, a Grande            Sinagoga de Duke&#39;s Place, de rito asquenazita, foi inaugurada em 1690            e utilizada durante 250 anos, até ser destruída na 2ª. Guerra Mundial,            durante os bombardeios que devastaram Londres. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No final do século, quando Londres se torna um importante centro de            comércio internacional, a comunidade judaica da cidade acompanha o crescimento,            em tamanho e importância. Apesar de representar apenas uma parcela minúscula            da população judaica no século XVII, tem uma importância especial por            ter sido a precursora da moderna história de nosso povo. Até então,            era extremamente vulnerável e sujeita aos caprichos de seus governantes            a situação legal, social e econômica das várias comunidades judaicas            mundiais. Sem nenhum tipo de amparo da lei, tanto em países cristãos            como no Islã, as propriedades dos judeus eram passíveis de confiscos            e expulsões arbitrários. Apenas na Inglaterra e nas áreas sob domínio            anglo-saxão a situação foi diferente. Apesar de permanecerem vivos os            antigos preconceitos e de serem os judeus vistos como uma &quot;nação com            hábitos peculiares&quot;, eram cidadãos com direitos assegurados perante            a lei. Quase não havia restrições às atividades comerciais ou à liberdade            de residência, nem havia guetos. Em raras ocasiões o governo inglês            pressionou a comunidade a pagar impostos extras, mas nunca confiscou            bens judaicos - como ocorria em outras partes do mundo. Além do que,            os impedimentos legais não eram considerados estigma social. E, nas            colônias, os judeus gozavam dos mesmos direitos que na Inglaterra.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não resta dúvida de que nos domínios anglo-saxões os judeus tinham            maior segurança política e um maior grau de aceitação social do que            em qualquer outra comunidade judaica da época. E este fato lhes conferiu            uma estabilidade nunca dantes vivenciada. Em decorrência, surge a primeira            comunidade judaica moderna, que vai ter impacto crescente e determinante            na história judaica da Era Moderna e na criação do Estado de Israel.&lt;/p&gt;                                    &lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;*Bibliografia:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Endelman, Todd M, The Jews of Britain, 1656 to 2000, Ed University            of California Press&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Katz, David S, The Jews in the History of England 1485 -1850, Ed. University            Press of the Pacific Binding&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Hyamson, Albert Montefiore, A History of the Jews in England, Ed Oxford&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;_______________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;          &lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
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www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/8179788152263237413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/8179788152263237413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/retorno-inglaterra.html' title='Retorno a Inglaterra'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-2588921991885016189</id><published>2007-11-25T23:24:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T23:27:09.321-03:00</updated><title type='text'>História, mito e realidade: processos de longa duração.</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;               &lt;p&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Eu sou historiador. Adoro falar, escrever e ler sobre História. Acho que sem entender um pouco de História as pessoas são manipuladas. Daí a necessidade de se estudar História: entender o hoje, através da experiência do ontem. Nada se repete, mas por vezes se assemelha e há lições que se pode aprender e apreender da História.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Uma delas é a duração e permanência de certos conceitos e de certos mitos. Por vezes surgem numa época e estão relacionados com certa realidade. A realidade muda e as condições se alteram, mas as crenças e mitos permanecem. Além disso, criam-se estereótipos de certos grupos e minorias, para se estabelecer identidades e fidelidades. Um grupo majoritário receia a concorrência e o modelo diferente de um grupo numericamente inferior e distinto em certas coisas do grupo que predomina. Para impedir que este grupo minoritário concorra e obtenha adeptos no seio da maioria, trata de consolidar a identidade desta maioria. Para tal elabora críticas e cria preconceitos contra esta minoria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Um destes casos, ocorreu entre a maioria cristã, associada ao poder imperial, no Baixo Império Romano e a minoria judaica, detentora de direitos de cidadania, anteriores aos obtidos pelos cristãos a partir de Constantino, em 313 d.e.c. Os judeus eram considerados uma religião tradicional e tinham status de minoria protegida: em Latim eram uma “&lt;em&gt;religio licita” &lt;/em&gt;ou  seja religião juridicamente legal. Isso impedia a Igreja de destruí-los e  expulsá-los.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;   Daí a  construção de duas vertentes de contenção da minoria segregada. A primeira  seria &lt;strong&gt;a jurídica&lt;/strong&gt; que limitava e restringia os direitos judaicos a um mínimo e que proibia inúmeras coisas. Uma desta era os casamentos exogâmicos entre judeus e cristãos, salvo nos casos em que o judeu se convertesse. Outro era a posse de escravos cristãos por judeus. Uma outra era que judeus tivessem posição de força, ou seja, poder político ou militar. Tudo isso e muito mais excluiu os judeus de muitos setores da vida social, política e econômica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;                 A segunda  seria &lt;strong&gt;a contenção pela identidade e pela  segregação. &lt;/strong&gt;A maioria discrimina através da criação de uma imagem do OUTRO. O Judeu é o outro, ou seja, alguém diferente. Mas para minimizar sua atração, visto ser uma religião concorrente e que se outorgava a Revelação (entrega da Lei e escolha por D-us), deveria ser realocado na realidade. A boa convivência entre judeus e cristãos, ainda existia. Apesar da concorrência e de muitos choques e polêmicas, restava ainda muita gente dos dois lados que dialogava e convivia. Era preciso separar judeus do meio do mundo cristão e colocá-los na periferia da sociedade. Só a lei romana não bastava. A solução foi incutir nos judeus uma imagem de malignidade. Os Padres da Igreja (termo associado aos pensadores cristãos deste período) fizeram algumas coisas, mas nos fixaremos em duas destas: 1) através de uma releitura do texto sagrado (denominada exegese), trataram de dissociar os judeus da eleição por D-us e de sua condição de receptores e executores da Lei e da Revelação divina. Os judeus tinham sido substituídos pelos cristãos e tinham perdido sua promessa, por não terem acolhido o Messias; 2) a associação dos judeus com valores terrenos, carnais e mundanos e sua ligação como Demônio. Iniciava-se a demonização dos judeus.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O grande mentor desta visão da malignidade judaica em nossa opinião foi o bispo João Crisóstomo. Nasceu e viveu em Antioquia (na região da Síria). Pregador dotado de uma oratória aguda e agressiva, Crisóstomo (que em grego significa “boca de ouro”) soube associar os judeus com o Demônio. Seus adjetivos eram os piores possíveis: porcos, demônios, sensuais e carnais, glutões e insaciáveis. A Sinagoga foi associada a um prostíbulo. Possuo um artigo que versa sobre este tema, publicado no Boletim do CPA, da Unicamp (Campinas, SP). Mesmo se outros adotaram expressões menos agressivas, estavam influenciados pela retórica do bispo de Constantinopla.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; A razão do bispo era a proximidade intima entre judeus e cristãos na cidade de Antioquia. Para evitar a influência judaica, visto haver cristãos que queriam guardar o sábado ou adotar a &lt;em&gt;Kashrut&lt;/em&gt; (leis dietéticas judaicas), o bispo satanizava seus concorrentes e opositores. Assim forjava a identidade grupal cristã ao “diferenciar” e marcar os judeus através de sua malignidade. Distância dos judeus era uma atitude cristã adequada: evitar sua malignidade sua “carnalidade” que os fazia cultura o demônio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Os mitos não pararam de surgir e se expandir. Muitos nunca desapareceram. São fenômenos de longa e média duração. A satanização dos judeus permaneceu adormecida por alguns séculos. Mas no século XIII, ressurge com todo vigor. Era o auge da Igreja Católica. As heresias surgiam no sul da França e em toda Europa. A mais forte e ameaçadora era uma heresia denominada albigense (ou cataros). Era dualista, ou seja, na sua visão do mundo havia dois elementos divinos: um D-us bom e espiritual e outro Mal e material. A seita albigense acusava a Igreja de ser a Igreja do demônio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Outra heresia, denominada valdense, criticava a Igreja por ser rica e poderosa e contraria ao exemplo de Jesus e de seus apóstolos que eram humildes. Assim Igreja reagiu e partiu para ofensiva. Os albigenses foram perseguidos com duas armas poderosas; uma Cruzada contra eles iniciada em 1207 (a cruzada albigense no sul da França). E a instauração da Inquisição medieval no sul da França para “caçar” os remanescentes do massacre realizado pelos cruzados, contra seu ex-irmãos, agora heréticos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O Diabo e os judeus foram considerados cúmplices, de tais acontecimentos. A calmaria já cessara com as Cruzadas (c. 1096- c. 1250), nas quais se mataram milhares de judeus e muitas comunidades foram destruídas. O que veio em paralelo, desde o início do século XI, foi uma sucessão de mitos antigos renovados ou ampliados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O clássico mito do assassinato ritual, no qual os judeus são acusados de matar crianças para retirar seu sangue e fabricar &lt;em&gt;matzot&lt;/em&gt; (pães ázimos da Páscoa judaica). O primeiro caso de acusação por crime ritual foi em Norwich (Inglaterra) por volta de 1070. O último foi no final do século XIX na Rússia czarista, mas foi refutado e o réu inocentado somente em 1903. O célebre caso Beilis retratado no filme “O homem de Kiev” que se baseia na obra de Bernard Malamud, de titulo “O bode expiatório”. O filme e o livro são da década de 60 e não fáceis de se achar.&lt;br /&gt;O melhor exemplo de mito de longa duração são as teses conspiracionistas de que os judeus querem dominar o mundo. Fazem parte em algumas das literaturas anti-semitas e ainda circulam na imprensa de maneira impune: são mitos medievais de que os judeus querem acabar com o mundo cristão e são suspeitos, conspiradores e/ou revolucionários. Vejam um exemplo: “Os Protocolos dos Sábios de Sião”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O mito central dos Protocolos seria o envenenamento dos poços pelos judeus. A obra denominada Protocolos, é uma fabricação do czarismo russo, montada por um monge denominado Nilus por volta de 1907. Esta obra é um plágio literário, como foi demonstrado num julgamento feito por um tribunal internacional em Genebra na Suíça, no final da década de 1930. Anatol Rosenfeld editou um pequeno livro no qual demonstra esta falsificação literária e relata a decisão do tribunal: “Mistificações literárias: os Protocolos dos Sábios de Sião”, editada pela editora Perspectiva. Já Norman Cohn tem obra traduzida ao português, denominada: “A conspiração mundial dos judeus: mito ou realidade? Análise dos Protocolos e de outros documentos”. A primeira edição deste livro é de 1969.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;  Os reais autores desta teoria viveram no século XIV, quando se definiu que os judeus pretendiam dominar o mundo associados aos leprosos e com apoio do Diabo e do Anticristo.&lt;br /&gt;O fundador da fábrica de carros americana, Henry Ford, escreveu outro livro com a mesma tese. O livro de denomina “The internacional Jew”. Mantém a mesma tese que Hitler e outros nazistas mantinham: pura crença medieval. Alias o nazismo era um movimento de inspiração romântica (isso não tem nada a ver com romances de amor). Buscava sua raiz no Medievo: sua inspiração estética era clássica (Veja o filme “Arquitetura da Destruição” do Peter Cohen), mas sua inspiração ideológica e “mitológica” era medieval. O uso de fogo em e rituais noturnos, águias em estandartes, paradas e rituais de fidelidade ao Führer. Muito medieval.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O anti-semitismo tem parte de suas raízes nos mitos medievais. E vemos teses neonazistas e revisionistas que são “remakes” de mitos e crenças medievais, por vezes travestidos de pseudociência racial e arianismo. Pura ficção: no âmago da questão temos crenças medievais e antigas que são de longa duração. Até o ódio a Israel, apresenta por vezes conotações associáveis a algumas destas crenças e mitos medievais. A malignidade não se desprendeu de nós, desde Crisóstomo e de outros Padres da Igreja.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Chegará o  dia em que poderemos ser visto como somos? Apenas seres humanos dignos de  respeito e de dignidade. SOS Racismo.&lt;/p&gt;               &lt;p style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;* Sérgio Feldman é doutor em História pela UFPR e professor de História Antiga e Medieval na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, e ex-professor adjunto de História Antiga do Curso de História da Universidade Tuiuti do Paraná.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;             &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
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Judeus pelo Judaísmo no Brasil
www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/8643453680480032866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/8643453680480032866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/avraham-cabala-dos-sonhos.html' title=''/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp0.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/R2-s-C3D8hI/AAAAAAAACLU/OMD96HxUtY0/s72-c/Avraham-Chachamovits-lancamento.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-9167311678989853256</id><published>2007-11-23T09:20:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T09:28:42.636-03:00</updated><title type='text'>Fazer prosélitos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;&quot; &gt;Judaísmo Messiânico Não Existe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fazer prosélitos não é uma prática                   que possa ser atribuída a todos os cristãos.                   Atribuir o proselitismo a todos seria uma injustiça.                   Muitas igrejas têm atuado em favor da aproximação                   séria e respeitosa aos judeus e ao judaísmo.                   Nos últimos 40 anos houve considerável progresso                   nessas relações, fazendo bem a ambas comunidades.                   No entanto há cristãos que são contrários                   ao esforço dessas igrejas e comunidades judaicas de                   boa vontade. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Preferem o proselitismo. Negam-se ao diálogo                   dedicando-se freneticamente à conversão de judeus,                   prática desrespeitosa e politicamente incorreta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Angariar adeptos é missão fundamental e necessária                   para muitas igrejas que, no seu fundamentalismo e na sua pobre                   teologia, se espalham em busca de cristãos de outras                   igrejas, oferecendo a &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“única salvação”&lt;/span&gt; – o                   que fazem como fossem detentores desse poder divino. Para esses                   cristãos, a ação missionária é como                   preencher um álbum de figurinhas: quanto mais páginas                   completar, maior a possibilidade de se salvar. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Ah! Existem                   figurinhas carimbadas. Estas valem mais. São os judeus.                   Uma figurinha dessa qualidade garante duplo prêmio: salvação                   e apressamento da vinda do messias cristão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Lançar as redes em busca de novos convertidos ao cristianismo                   não é de hoje. Por muito tempo os cristãos                   tiveram essa prática. Mesmo nas igrejas mais tradicionais                   e que oficialmente abandonaram essa prática – e                   a desencorajam - ainda resta, no fundo, um velado proselitismo                   em muitos dos seus membros. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A busca de&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; “convertidos”&lt;/span&gt; se faz na seara do outro,                   seja cristão ou não. Há missionários                   batendo em portas, fazendo panfletagem em praças públicas,                   presídios, hospitais, cemitérios, exatamente                   onde podem contar com a fragilidade das pessoas e oferecer                   um pretenso consolo e obviamente, salvação. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é de se estranhar. Tudo está fundamentado                   na Bíblia, pois quando se lê as Escrituras de                   forma literal, fazer prosélitos torna-se um mandamento                   divino. Portanto, há no missionário uma certeza                   e uma determinação cega quanto à necessidade                   de converter todos aqueles que não aceitam seu salvador,                   e que se diga, à sua moda. Para esses militantes da                   salvação só a sua igreja é a verdadeira                   igreja instituída, pois todas, ou quase todas, no seu                   entender, estão corrompidas.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O fundamentalismo desconhece contexto. Toma a Bíblia                   como uma manual de sobrevivência na selva de pecados                   que é o mundo, e que, só será livre do                   pecado quando o demônio for vencido. Para isso é necessário                   que ocorra a segunda vinda do Messias Salvador, quando ele                   vencerá o demônio e arrebatará os eleitos. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Também, com base numa &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;sui generis&lt;/span&gt; teologia bíblica,                   &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;acreditam que a vinda do salvador depende da conversão                   dos judeus. &lt;/span&gt;Assim, é preciso que a Casa de Israel esteja                   restaurada, isto é, que a Terra de Israel esteja sobre                   o controle judaico e que os judeus estejam convertidos ao cristianismo.                   Nisto se apóiam muitos evangélicos dos Estados                   Unidos. Como exemplo, temos a&lt;span style=&quot;font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt; Southern Baptist Convention&lt;/span&gt;,                   que, ao mesmo tempo em que é favorável ao apoio                   americano a Israel, encoraja 15 milhões de membros para                   que se dediquem evangelizar judeus. Além desses há ainda                   mais de mil diferentes grupos missionários que dispõem                   de US$ 250 milhões anualmente. Estes grupos patrocinam                   centenas de missionários em tempo integral, bem como                   programas de rádio e TV, e já criaram mais de                   400 &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“sinagogas messiânicas”&lt;/span&gt;, que se esforçam                   em parecer judaicas, mas, na verdade, são igrejas cristãs.                   Se compararmos o número de missionários com o                   de judeus no mundo, chegamos a conta de mais de dois, talvez                   três, missionários para cada judeu. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesta mesma lógica, temos no Brasil cristãos                   que têm os judeus em alta conta e simpatia. Menos políticos                   e mais fracos em poder de mobilização, usam táticas                   mais modestas. A aproximação se faz em momentos                   festivos, nas visitas às sinagogas, aos clubes e associações,                   em datas significativas da vida judaica, boas ocasiões                   para abrir portas para futuras investidas. Promovem eventos                   que visam atrair judeus onde exageram nas manifestações                   de carinho e sensibilidade por todas as injustiças cometidas                   contra o povo de D’us. Raramente, ou nunca, tocam na                   questão política do Oriente Médio. No                   entanto, estes modestos missionários, pensam e objetivam                   o mesmo que seus irmãos da Southern Baptist Convention                   e outros similares. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Brasil, diferente dos Estados Unidos, a maiorias das comunidades                   messiânicas não têm a mesma sofisticação.                   Normalmente se reúnem em igrejas como as outras, embora,                   nas orações e nas músicas, manifestem                   entusiasticamente simpatia pelo povo judeu. Apóiam a                   vinda de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“rabinos”&lt;/span&gt; para pregarem em seus púlpitos                   e em locais pretensamente neutros, como ocorreu numa universidade                   de Curitiba, com a organização do Curso de Teologia                   e de seu Diretório Acadêmico. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Brasil são poucas  as comunidades messiânicas                   que se apresentam como &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“judaicas”&lt;/span&gt;. Todavia, há algumas                   que possuem igrejas revestidas de sinagoga, que usam terminologias                   hebraicas, que guardam o sábado e seus líderes                   usam vestes ortodoxas. Procuram atrair judeus desgarrados das                   tradições e da comunidade, convencendo-os de                   que não é preciso deixar de ser judeu para ser                   cristão, e que está é uma condição                   privilegiada do novo convertido - contrariando a lei física                   de que dois corpos não ocupam o mesmo espaço.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se pode descartar que, no esforço de conversão                   dos judeus ao cristianismo e de outros                   cristãos às suas igrejas, está implícito                   um forte preconceito. O grande investimento e a gigantesca                   mobilização missionária se dá por                   conta do sentimento de superioridade que esses grupos têm                   diante de outros. Sentimento este, caracterizado pela manifesta                   certeza de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“serem os salvos”&lt;/span&gt; e legítimos                   missionários do Senhor. Logo, os &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“outros”&lt;/span&gt;,                   objeto do proselitismo, são inferiores, não possuem                   a mesma distinção diante de D’us, e por                   isso devem ceder à revelação messiânica                   proposta por essa &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“elite cristã”&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se pode proibir a ação proselitista.                   A atividade religiosa no Brasil é livre e o proselitismo                   também. No entanto, deve-se refletir sobre as causas                   que levam alguns judeus serem atraídos ao cristianismo.                   &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Certamente, os atraídos, não são judeus                   ligados às suas comunidades, que conservam suas tradições,                   que conhecem a sua religião, etc. São aqueles                   afastados por razões diversas; são aqueles que                   nasceram judeus, mas que nunca estiveram em contato com as                   tradições e com a comunidade.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enfim, não basta alertar sobre a insistente ação                   dos missionários. Não basta dizer que o lobo                   está lá fora e que é preciso ter cuidado.                   O lobo pode estar dentro de casa, travestido de amigo, comovendo                   a todos com ternos sentimentos ou, o que é pior, pode                   estar disfarçado na omissão, na falta de cuidado                   com a educação, com a guarda das tradições,                   na falta de trato com as pessoas, no próprio fechamento                   da comunidade. A melhor guarda contra o proselitismo cristão é fortalecimento                   dos laços comunitários, a valorização                   da identidade e do comprometimento com as causas judaicas e                   humanitárias, valores que sempre identificaram os judeus                   ao longo dos séculos. &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; font-style: italic;&quot;&gt;                 &lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;* Estevão Santana, formado em filosofia, é teólogo                   cristão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
Judeus pelo Judaísmo no Brasil
www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/9167311678989853256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/9167311678989853256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/fazer-proslitos.html' title='Fazer prosélitos'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-8523650221317065620</id><published>2007-11-22T09:06:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T09:19:19.824-03:00</updated><title type='text'>Judaísmo e Cristianismo - Reflexões históricas</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify; font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 0);&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;Jesus era judeu.                   Nasceu em Belém (Beit Lechem) na Judéia                 (Iehudá), de pai e mãe judeus, viveu entre a Judéia                 e a Galiléia (Galil). Cresceu em Nazaré (Natzeret)                 e pregou na Galiléia, no lago Tiberíades (Kineret                 ou mar da Galiléia) e no vale do Rio Jordão (Iarden).                 Viveu e pensou como um judeu de sua época: falava frases                 retiradas do livro de Isaías e do Pentateuco (Torá).                 Algumas de sua celebres frases, podem ser repensadas. Costuma-se                 atribuir a célebre frase, &lt;span style=&quot;font-style: italic; font-weight: bold;&quot;&gt;“Amarás ao próximo                 como a ti mesmo”&lt;/span&gt; a Jesus. Alguns judeus a atribuem a Hilel,                 sábio renomado do período do Segundo Templo, mas                 anterior a Jesus. Porém, há um versículo                 (passuk) no código da Santidade (Levítico ou Vaikrá,                 cap. 19, v. 18) que cita esta famosa frase, muitos séculos                 antes de Hilel e Jesus. Por que foi atribuída a Jesus?                 &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Por que sintetiza os ideais e as idéias principais da                 religião judaica&lt;/span&gt;: amar a D-us e amar ao próximo.                 Jesus praticava e acreditava nestes valores, pois era judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 Já repararam que todas as pessoas neste país celebram                 a circuncisão (Brit Milá) de Jesus, sem se dar                 conta que nasceu no dia 25 de dezembro e foi circuncidado no                 dia 1º de janeiro, exatamente oito dias, como manda a tradição                 judaica!!! Nada mais nada menos do que a antiga denominação                 da festa: circuncisão universal. Depois foi renomeada                 como confraternização universal. Se o Judaísmo                 tem como pilares a circuncisão, o estudo da Lei ou Pentateuco                 (Torá), e a prática dos preceitos (mitzvot), o                 que nos diz disso Jesus? Seria contra a Torá? E os argumentos                 e pontos de vista dos profetas hebreus tão importantes                 no Judaísmo, teriam apoio ou seriam negados por Jesus?                 O trecho do apóstolo Mateus traz luz a esta questão                 (cap. 5, v. 17). Diz: &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Não pensem que vim para destruir                 a Lei e os Profetas; não vim para destruir, mas sim para                 fazê-los cumprir”&lt;/span&gt;. Como pode ser percebido, Jesus                 não nega a Torá e os Profetas, mas defendê-os.                 Tratava-se de um judeu cumpridor das miztvot e das práticas                 judaicas. Nunca se declarou contra e nem se opôs à sua                 prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 A última ceia que foi a motivação da &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Ceia                 do Senhor”&lt;/span&gt; e posteriormente da eucaristia (e da hóstia)                 era uma ceia (seder) da Páscoa Judaica (Pessach). A origem                 da hóstia é o pão ázimo (matzá).                 Eu conheci um padre, muito amigo dos judeus, que sempre vinha                 comprar caixas de matzot na sinagoga, para usá-las nas                 missas, num dos locais aonde trabalhei, aqui no Brasil. Dizia                 que se tratava da verdadeira hóstia, pois se assemelhava àquela                 de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 Jesus guardava o Sábado (Shabat), freqüentava o Templo                 (Beit Hamikdash), celebrava as festas do calendário judaico                 (chaguim), e compartilhava seu saber e sua bondade com seus irmãos                 oprimidos. E quem os oprimia? Quem seriam os adversários                 de Jesus? Há uma diversidade de opiniões e de interpretações.                 Permitam-me direcionar a reflexão, para uma destas vertentes                 interpretativas. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;O maior inimigo dos judeus neste período                 era o Império Romano, que ocupara toda a Ásia Ocidental                 e se tornara a potência dominante.&lt;/span&gt; Para dominar, adotava                 políticas de ocupação diferentes em cada                 região, mas geralmente buscava alianças de grupos                 determinados, para neutralizar oposições locais.                 Quem seriam os aliados de Roma, na Judéia? Um destes era                 Herodes, o idumeu &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;(edomita)&lt;/span&gt;, cuja família fora convertida                 ao Judaísmo. Político habilidoso e grande construtor,                 porém dotado de uma paranóia que o levava a ver                 inimigos em todos os lugares. Apoiava os romanos por achar que                 não havia chances de sobreviver senão apoiando                 o domínio romano. Havia grupos que entendiam isto, mesmo                 não gostando dos romanos. Um destes grupos eram os saduceus                 &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;(tzedukim)&lt;/span&gt;. Tinham sua ideologia centrada nos rituais de sacrifícios                 no Templo. Eram, na sua maioria, membros da classe dominante:                 nobres, parentes da família real, descendentes do clã sacerdotal                 &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;(cohanim)&lt;/span&gt;, grandes comerciantes e latifundiários. Não                 vendo como sobreviver diante do Império,&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt; optaram por aceitá-lo e submeter-se ao mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 Na oposição ao Império temos diversas posições.                 Alguns eram moderados e não aceitando, optaram por não                 se revoltar de armas na mão, por não ver chances                 de vencer. Um destes grupos eram os fariseus &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;(prushim)&lt;/span&gt;, que optaram                 pela Lei, seu estudo e sua prática, mais do que o ritualismo                 do Templo que servia para fortalecer os interesses dos saduceus.                 Opunham-se criticando e acreditando que um dia D-us enviaria                 o seu Ungido ou Messias, para libertar seu povo, através                 de uma nova era. Vencendo os romanos, estabeleceria o reino de                 D-us na Terra. Um tempo messiânico, sem guerras e sem injustiça                 social, sem violência e sem opressão ao gênero                 humano. Os cristãos seriam um grupo dissidente, dentro                 do Judaísmo, que acreditou que o Messias já viera                 e que Jesus, seria o ungido enviado por D-us. Eram judeus e sonhavam                 com um ideal judaico. Outros grupos messiânicos surgiram                 neste período. Tratava-se de uma era de profunda religiosidade,                 de uma enorme expectativa messiânica. Não apoiavam                 o domínio imperial, mas trataram de não se chocar                 com o poder de Roma. Diziam: &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Daí a César                 o que é de César, e daí a D-us o que é de                 D-us”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 Isso pode dar espaço a algumas leituras e interpretações:                 aceitar Roma até a hora que D-us derrubasse o Império.                 Não criticar abertamente Roma, mas entender que os impérios                 são passageiros e acabam caindo um dia. Só D-us é Eterno.                 Uma maneira de pensar, muito judaica. Os primitivos cristãos                 não eram simpatizantes do Império e eram críticos                 dos saduceus. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Então quem matou Jesus?&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);&quot;&gt;Sem dúvida                 os romanos, já que foi crucificado (pena de morte romana)                 e não apedrejado (pena de morte judaica).&lt;/span&gt; O tribunal judaico                 não tinha permissão romana para deliberar sobre                 pena de morte. Isso competia a Roma: só inimigos de Roma                 podiam ser condenados à morte. A participação                 e o apoio dos saduceus é visível: mas não                 houve um apoio generalizado do povo &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;[como insinua o Novo Testamento]&lt;/span&gt; judeu que vivia na Judéia,                 neste período. Jesus não representava uma ameaça                 aos fariseus; no máximo uma voz crítica e discordante                 como muitas outras. Aos saduceus e a Roma, Jesus oferecia uma                 severa crítica: por sinal, bastante inserida nas palavras                 de Isaías e outros profetas que lhe serviam de inspiração.                 Estes poderiam estar interessados em puni-lo e condená-lo                 a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 Roma continuou a perseguir os cristãos por mais de duzentos                 e cinqüenta anos. Foram inúmeras perseguições,                 mas computamos cerca de dez grandes perseguições                 aos cristãos. Uma média de uma grande perseguição                 a cada 25 anos. O primeiro imperador que os perseguiu foi Nero                 já nos anos sessenta do primeiro século. Os cristãos                 foram jogados aos leões no Circo Romano. Isso prosseguiu                 até o Imperador Diocleciano, próximo ao ano 300.                 O ódio e a perseguição aos cristãos                 era uma constante: só cessou quando o Imperador Constantino                 fez a opção de proteger e tolerar a religião                 cristã por razões estratégicas. O cristianismo                 passa então de religião oprimida e perseguida,                 a tolerada. Não demora a se tornar religião protegida                 e por fim religião dominante e opressora. E passa a perseguir                 os cristãos dissidentes (denominados hereges), e a restringir                 os direitos judaicos no Baixo Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 E como o Cristianismo se separou do Judaísmo? Originalmente                 se tratava de uma seita judaica que acreditava que o Messias                 já viera e era Jesus. Após sua morte os apóstolos                 saíram a pregar sua nova fé e seus valores e ideais                 a outros judeus. Pregavam nas sinagogas da Síria, Ásia                 Menor, Egito e Grécia. Eram judeus pregando a seus irmãos.                 Contudo havia semi-prosélitos ou metuentes, que freqüentavam                 as sinagogas. Eram não-judeus atraídos pelo judaísmo                 e que não se tornavam judeus por causa de certas exigências.                 A conversão ao Judaísmo exigia certas atitudes:                 o prosélito devia celebrar a circuncisão, estudar                 a Lei (Torá) e praticar os preceitos. Diante disso alguns                 dos apóstolos pensaram em evangelizá-los: convertê-los à nova                 seita judaico-cristã. Mas a dificuldade e as exigências                 deveriam ser superadas. Um concílio reunido em Jerusalém                 em meados do primeiro século abriu a porta aos não-judeus,&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;                 retirando as exigências de Circuncisão, Torá e                 preceitos e colocando em seu lugar o batismo e a fé em                 Jesus como Salvador.&lt;/span&gt; O mentor desta mudança foi Paulo                 de Tarso. Neste momento se iniciou a separação                 dos judeus e dos cristãos. Não pode haver Judaísmo                 rabínico sem circuncisão, Torá e preceitos.                 O distanciamento aumentou quando os cristãos optaram por                 não apoiar a revolta contra Roma (66-70 d.C.). Deste momento                 em diante se tornam inimigos e a reaproximação                 só acontece após quase 2 mil anos, com o Concílio                 Vaticano II convocado pelo Papa João XXIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 Com a reviravolta de Constantino e a aliança do Império                 com a Igreja, ambos trataram de esquecer dois séculos                 e meio de perseguições e de confronto. Roma deixa                 de ser a grande inimiga e passa a ser aliada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 Os judeus passam a ser os concorrentes da herança da Revelação                 da Lei e da herança do Pacto de D-us. Assim sendo, para                 existir, a Cristandade teve de persegui-los, humilhá-los                 e sempre provar que o novo pacto havia substituído o pacto                 de Abraão, Isaac, Jacob e Moisés. Por séculos                 a Igreja irá construir uma ideologia, na qual a culpa                 e o erro judaico teriam um papel central. Não exterminar                 os judeus, mas provar sua culpa (mesmo que de maneira forjada)                 e seu erro ao não aceitar Cristo. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;E acreditar que o retorno                 de Jesus só se daria, se e quando os judeus se convertessem,                 pelo menos parcialmente ao Cristianismo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Isso deu início a séculos de perseguições,                 confrontos teológicos e preconceito antijudaico, em nome                 de Jesus. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;                 Jesus que era um judeu, deixou de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“sê-lo”&lt;/span&gt;. &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Esqueceram-se”&lt;/span&gt; de                 suas raízes e de suas origens. Seu povo passou a ser o                 povo de Judas, o traidor. O povo de Jesus foi exorcizado e demonizado                 por séculos: os judeus foram comparados ao demônio                 e considerados filhos do Mal.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;*Sérgio Fieldman - Este artigo é dedicado a alguns de meus amigos que ao                 final do debate de Iom Haatzmaut (dia da Independência                 de Israel) me solicitaram uma continuidade do tema e um fundamento                 para os temas levantados pelo debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:85%;&quot; &gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
Judeus pelo Judaísmo no Brasil
www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/8523650221317065620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/8523650221317065620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/judasmo-e-cristianismo-reflexes.html' title='Judaísmo e Cristianismo - Reflexões históricas'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-5973326154780697627</id><published>2007-11-21T09:00:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T09:04:15.997-03:00</updated><title type='text'>Entre heréticos e dogmáticos - Os heróis de Lag Ba&#39;Omer</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Tentaremos relacionar algumas figuras históricas bem diferentes e que viveram em contextos diversificados num tempo próximo. O que os une? Pensaram de maneira diferenciada da maioria e tiveram importância no processo histórico e na continuidade judaica. Suas atitudes podem ainda gerar exemplos e polêmicas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   Todos se relacionam, de certa maneira com a próxima data de &lt;em&gt;Lag Ba’Omer&lt;/em&gt;. A data recorda entre muitas coisas eventos relacionados com a maior crise do povo judeu, no final do mundo antigo. A conquista da região pelo Império Romano gerou antagonismos  com o severo domínio. Os romanos tomaram a Judéia e cercanias (Galiléia, por exemplo) e as tornaram províncias imperiais, a partir de Pompeu Magno em 63 a.E.C Não houve paz durante mais de um século. Eram pequenos conflitos e revoltas de porte pequeno: alguns grupos se opunham a Roma e atacaram seguidamente tropas imperiais (o Império propriamente dito só se constituiu em 27 a.E.C). A maioria da população se absteve de enfrentar o poderoso exercito romano, por temer a repressão.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Na metade do primeiro século da Era Comum estala uma revolta violenta contra Roma, no ano de 66 d.E.C. A revolta se alastra de maneira descontrolada e Roma perde a maior parte de sua posições na Judéia e na Galiléia. Alguns exércitos locais são derrotados. Os judeus se apossam de fortalezas e resistem com coragem e tenacidade. Não havia consenso de que a revolta contra Roma seria o melhor caminho: a maioria dos judeus acreditava que um dia viria um rei Libertador (Messias), mas alguns acreditavam que não seria nesse momento. Outros achavam que não se concretizaram as condições para tal momento e que urgia esperar.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Antes de estalar a revolta em 66, esta divisão era visível. Havia pacifistas e havia radicais. Os radicais eram denominados zelotes: eram favoráveis àa revolta e havia uma minoria dentre os zelotes, que optavam por esfaquear soldados romanos nas ruelas estreitas de Jerusalém. Eram os sicários (em hebraico &lt;em&gt;sicá &lt;/em&gt;= punhal). Triste ironia que há fortes semelhanças com radicais de nossos dias que tentam apunhalar judeus em geral e soldados israelenses em particular. Incomoda: mas os fanáticos são sempre fanáticos, estejam do meu ou do outro lado. É melhor combatê-los e negá-los para não ser envenenado em sua “fé cega e faca amolada”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Do outro lado havia os que achavam que era melhor com Roma do que sem Roma: membros de setores da sociedade que tinham negócios com Roma e que se aproveitavam da presença de Roma para reprimir oposições de setores descontentes (pobres, radicais ou dissidentes). Os moderados ficaram entre a “espada” e o “punhal”. Não colaborar e nem levantar a “bandeira da luta armada” era impossível. Ou ser a favor ou ser contra, não haveria outras opções. Neutralidade ou posturas moderadas era inviável.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; A revolta estalou em Jerusalém devido à extrema violência e a corrupção dos oficiais romanos, em especial o governador denominado Floro, que extorquiu o tesouro do Templo. Tal ofensa era inaceitável e a cidade foi contagiada. Saquear o Templo Sagrado, era um sacrilégio. Não havia opção: apoiar a luta total contra Roma ou ser considerado um traidor. Traidores deveriam ser exterminados. O detalhe é que Roma era imbatível: só três séculos depois o Império começou a perder batalhas e só quatro séculos mais tarde cairia o Império do Ocidente (476). Tratava-se de uma luta sem chances de se vencer: mas a “memória coletiva” da vitória dos Macabeus sobre o Império dos Selêucidas impregnava as mentes. Além disso, a crença messiânica era forte: o Messias nos libertaria do odiado império e iniciaria a era de Paz e Felicidade. Engajar-se na luta era crucial. As vitórias iniciais foram sucedidas por derrotas que custaram alto um preço de vítimas dos dois lados. Um general judeu após ser capturado tornou-se o historiador destes eventos que chegaram a nós em detalhes: Flavio Josefus (nascido Iosef ben Matitiahu). Por ele, sabemos minúcias dos combates e da tragédia individual e coletiva.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Em dois anos a realidade se abatia sobre os heróicos sobreviventes: O exército romano cercava Jerusalém e em pouco tempo destruiria as muralhas, queimaria a cidade e saquearia suas riquezas, matando e escravizando seus habitantes. A tragédia previsível em 66, se configurava iminente em 70 d.E.C. O general Vespasiano inicia o cerco da cidade. Nos primeiros dias do cerco há noticias de comoção em Roma. Morrera o Imperador Nero e os generais disputavam o cargo imperial; sucederam-se no cargo Galba, Otão e o novo candidato era Vespasiano.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;   Aqui se mesclam a história e a lenda. Mescla de uma beleza e  sensibilidade únicas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Um séqüito sai da cidade trazendo uma mortalha com um rabino recém-falecido, que era levado para fora da cidade por seus discípulos para ser sepultado. Uma das poucas maneiras de sair da cidade sitiada. Ao se aproximar da tenda do general, os discípulos param e a mortalha se move. Dela sai o “morto”, que estava muito vivo: uma trama? Os soldados se mobilizam para impedir um pretenso assassinato do general por um “possível” sicário. Nada disso: um ancião de barbas brancas sai e respeitosamente pede para falar com o general. Tratava-se do vice-&lt;em&gt;Nassi &lt;/em&gt;(espécie de príncipe ou presidente do Sinédrio ou Sanedrin = um misto de governo autônomo composto por um colegiado de sábios e rabinos). Seu nome: rabi Yochanan ben Zakai. Ele vai e dialoga com o inimigo. Estamos no limiar da tragédia: em poucos meses Jerusalém será tomada pelos romanos, o Sagrado Templo será destruído e a cidade nunca recuperará sua glória, até o século 20. O inimigo dialogava com o rabino. Seria este rabino um traidor? Desertor? A lenda não esclarece o conteúdo da conversa. Era um ato de traição à causa judaica? Falar com o “futuro” destruidor da cidade e do Templo Sagrado seria um gesto de insanidade e traição a tudo que se podia crer. O rabi era do partido pacifista e desde o início se opusera à revolta: queria impedi-la, mas não teve apoio. Prosseguiu na sua conversa com o general e tal como “relata a lenda”, disse ao general algumas coisas que o mesmo “queria ouvir”: seria o sucessor do cargo de Imperador. O inimigo seria recompensado com o cargo mais elevado da hierarquia romana. Depois disso, o rabi pediu humildemente para o general, que lhe permitisse dirigir-se para planície litorânea, na &lt;em&gt;Shfela&lt;/em&gt;, para uma localidade denominada Iavne. Pedia permissão de criar lá uma escola e um tribunal, para ensinar o Judaísmo. Ao que parece, o general envaidecido e achando-se feliz, pois o seu destino era ser o próximo Imperador, concedeu-lhe generosamente o pedido. “Vá e construa tua escola”, afirmou Vespasiano. Nos meses seguintes o rabi iniciou sua difícil “construção” da escola e de um “centro espiritual” para ocupar provisoriamente o espaço deixado pelo Sinédrio. A escola de Iavne terá conseqüências importantíssimas na vida futura do povo judeu. Selava a continuidade e a manutenção de um fio de esperança, diante da tragédia que se consumava. Vespasiano se dirigiu a Roma e ocupou o cargo de Imperador, criando a nova dinastia dos Flávios.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; O filho do novo imperador (Vespasiano), o general Tito, manteve o cerco da cidade e em poucos meses Jerusalém caiu. Os soldados romanos agiram como era costume: uma cidade invadida por um exército é destruída, saqueada e queimada. Seus habitantes são mortos ou escravizados. A tragédia se consumara. Há em nosso calendário religioso cerca de três datas que recordam a destruição do Primeiro Templo pelos babilônios. Uma delas foi considerada como sendo uma “repetição” da tomada e destruição da cidade, pelos babilônios: &lt;em&gt;Tishá be Av,&lt;/em&gt; ou o dia nove do mês judaico de Av é considerado como uma terrível data, que recorda entre muitos eventos tristes, a destruição do Primeiro Templo (586 a.E.C.) e do Segundo Templo (70 d.E.C.). Os judeus fizeram durante quase dois mil anos, jejum e oração durante esta data. Com a criação do Estado de Israel, ocorreu uma tendência entre a maioria dos judeus de abolir este jejum. Uma data que foi chorada por dois milênios, com luto, orações e jejum, demonstra o tamanho da consternação do povo judeu por esta dolorosa perda.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;               &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim sendo, na sua geração, o rabi Yochanan bem Zakai foi considerado, por muitos como um traidor. Em poucos anos foi destituído. Em seu lugar ficou o rabi Gamaliel II. Alguns afirmam que ele exerceu seu cargo até a morte e só então entrou Gamaliel. Outros dizem que acabou sua vida em solidão e denegrido pela grande maioria dos sábios e rabinos, por ter dialogado com o general inimigo. Esta polêmica é difícil de concluir.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; A sua obra teve continuidade: a partir de Iavne, se criou uma rede escolar, se restaurou o Sinédrio. Ben Zakai direcionou o povo a conviver sem o Templo. Percebendo que seria difícil derrubar o Império Romano e que Roma não permitiria a (re) construção do que teria sido o Terceiro Templo, adotou certas medidas e deu alguns sábios conselhos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 Algumas coisas &lt;strong&gt;já  existiam e foram mantidas&lt;/strong&gt;. A sinagoga que já servia de casa de estudos e de local de orações, desde o cativeiro da Babilônia (586-536 a.E.C.) tornou-se o centro da vida judaica. Isso não foi uma inovação, mas uma falta de alternativa. Porém, como fazer com os sacrifícios? As orações na sinagoga simbolizavam os sacrifícios: os da manhã seriam substituídos pelo &lt;em&gt;Shacharit&lt;/em&gt;; as da tarde e da noite substituiriam os sacrifícios vespertinos. Ainda aqui não se tratava de uma novidade, pois já havia tais conceitos nas sinagogas do período do Segundo Templo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 A &lt;strong&gt;novidade&lt;/strong&gt; era a conceituação de que a caridade e a hospitalidade seriam “temporariamente” os substitutos dos sacrifícios. A mesa de sua casa deve fazer às vezes dos sacrifícios do Templo: a denominada &lt;em&gt;Tzedaká&lt;/em&gt; (justiça de maneira literal e caridade num conceito judeu-cristão) e a  hospitalidade (&lt;em&gt;Achnassat orchim&lt;/em&gt;)  fariam às vezes dos sacrifícios. Se eu ajudar ao próximo estarei servindo a D-us.  O conceito de &lt;em&gt;Tzedaká&lt;/em&gt; que se iniciara  na &lt;em&gt;Torá&lt;/em&gt;, e se ampliara nas palavras dos Profetas chega o seu auge. Sem Templo se segue respeitando e venerando a D-us, servindo os necessitados, pobres e famintos. Ben Zakai foi um visionário, cuja lucidez fez com que saísse da cidade, evitasse a extinção de todo saber judaico e propiciasse a criação de uma autonomia espiritual entre os judeus. Estudos e ética: a teoria e a prática judaica dependiam da manutenção de escolas e de uma relativa autonomia. O confronto com o Império seria fatal para esta continuidade: mais tarde os sábios ainda levantarão de novo a bandeira da guerra total. Rabi Akiva, líder espiritual e grande místico teve a audácia de considerar um líder militar denominado Shimon Bar Kochva como o Messias. Um erro que custou uma nova guerra e uma nova destruição. Em &lt;em&gt;Lag Ba’Omer&lt;/em&gt; se celebra a revolta de Bar Kochva e de rabi Akiva. Não há duvida de seu heroísmo e do imenso saber de rabi Akiva. Em seu lugar muitos de nós optaríamos pela revolta armada, talvez. A História posterior demonstra que a estratégia de continuidade de Ben Zakai seria superior a de Akiva e de Bar Kochva, seu guerreiro e falso Messias.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; A estratégia de Zakai se consolida com a resistência pacífica de Shimon Bar Iochai, que se refugiou numa caverna nas montanhas distantes da Galiléia, próxima do monte Meirón. Fez uma escola rabínica “secreta” para a qual convergiam alunos que se disfarçavam de caçadores. Ali estudavam a luz de fogueiras e celebravam a resistência espiritual, como o meio mais efetivo de superar a violência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;  Ben Zakai e Bar Iochai são símbolos de alguns valores que formaram nossa identidade e que talvez hoje perdemos: ser judeus é penetrar nos segredos da fé e da busca espiritual; ser judeu é colocar esta crença no cotidiano e nas ações em prol do pobre, do necessitado e da paz entre e as pessoas. &lt;em&gt;Lag  Ba’Omer&lt;/em&gt; pode ser a diferença entre viver sem luz e com luz. A chama do Judaísmo é espiritual e a História demonstra esta afirmação. Acendam a fogueira ou permaneçam na escuridão: a opção é sua.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;               &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;* Sérgio Feldman é doutor em História pela UFPR e professor de História Antiga e Medieval na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, e ex-professor adjunto de História Antiga do Curso de História da Universidade Tuiuti do Paraná.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;_________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
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Vocês cristãos acreditam que ele já veio, mas voltará. Portanto, numa coisa nós concordamos - ainda vem alguém pela frente. Muito simples! Basta aguardar o Messias e, quando ele chegar, perguntamos se essa é a primeira ou a segunda vez que ele aparece por aqui...&quot;&lt;/span&gt;. Se Jesus é ou não o messias não é a pergunta mais importante que divide o Judaísmo do Cristianismo. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; A grande questão que difere os dois sistemas religiosos é a ênfase que cada um dá para fé e ações. De acordo com o Judaísmo, Deus considera as ações das pessoas muito mais importantes do que sua fé.  &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Melhor que (os judeus) Me abandonem, mas sigam as Minhas leis&quot;(Talmud Y. Hagiggah 1:7)&lt;/span&gt;. Agir de acordo com os princípios éticos e morais judaicos é a obrigação central dos judeus. O Cristianismo, por outro lado, à medida que foi se desenvolvendo, deixou de lado a quase totalidade das leis e transformou a fé no seu ponto central. No início as diferenças eram praticamente insignificantes. O próprio Jesus afirmou que &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;não imaginem que eu vim para abolir a lei dos profetas (...) quem infrigir a lei será o último para ir ao reino do céu&quot; (Mateus 5:17)&lt;/span&gt;. Com o passar do tempo, a derrota para os romanos em 70 e.c. e a influência dos apóstolos, notadamente Paulo, a lei foi sendo abandonada. Com o advento do protestantismo, os sacramentos católicos foram eliminados, mas não a valorização exclusiva da fé. Lutero escreveu que &quot;a fé por si mesma, sem os sacramentos, justifica, liberta e salva&quot;. Esse processo teve um efeito cataclísmico no distanciamento entre nós e os cristãos. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Existem três dogmas que derivam dessa diferença fundamental. Para os cristãos, acreditar nesses dogmas é necessário para resolver alguns problemas que seriam insolúveis caso os dogmas não existissem. Trata-se do &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&quot;Pecado Original&lt;/span&gt;&quot;, da &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&quot;Segunda Vinda&quot;&lt;/span&gt; e do &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&quot;Perdão através da morte de Jesus&quot;&lt;/span&gt;. Para os judeus, esses dogmas não são necessários porque esses problemas nunca existiram. O Cristianismo estabelece que todas as pessoas nascem pecadoras, estando nessa condição de forma hereditária. Paulo escreveu que&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; &quot;o pecado veio através de um homem e através de outro homem que ele será removido&quot; (ética IX)&lt;/span&gt;. Assim, apenas o batismo, e nada mais, tem o poder de salvar o ser humano. Seria uma espécie de antídoto universal para o pecado que nasce com cada pessoa, desde os tempos imemoriais. Para o Judaísmo, &quot;Pecado Original&quot; não é problema. A noção de que as pessoas nascem pecadoras não é judaica. Cada pessoa nasce inocente e cabe a elas tomar as suas próprias decisões morais e escolher se ela quer ou não pecar. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Outro problema Cristão é o fato das profecias messiânicas não terem se concretizado quando da vinda de Jesus. Como pode Jesus ser o messias se nenhuma das principais professias se tornou realidade? &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Nação não levantará a espada contra nação, nem aprenderão mais a guerra&quot;&lt;/span&gt; (Isaias 2:1). Não é preciso ser um especialista em história para saber que, nesses vinte séculos de era cristã, isso não se concretizou. A solução oferecida pelo Cristianismo é o conceito da &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Segunda Vinda&quot;&lt;/span&gt; de Jesus, quando finalmente a era messiânica chegará. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Para os judeus, esse conceito não é aceitável porque a Torá nunca mencionou uma segunda vinda do Messias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Além desses elementos, existe o problema de que as pessoas não podem obter salvação através de suas ações. Para resolver isso, desenvolveu-se o dogma da fé em Jesus como única forma de salvação. Nessa solução, como foi observado acima, o Cristianismo difere profundamente do Judaísmo. Quais pecados a morte de Jesus estaria removendo dos ombros da humanidade? Como a Torá afirma que apenas o povo judeu pode ser cobrado pelas obrigações homem-Deus, então a morte de Jesus só poderia estar perdoando a humanidade pelos pecados homem-homem. Essa doutrina se opõe diretamente ao Judaísmo e sua noção de culpabilidade. De acordo com o Judaísmo, nem mesmo Deus pode nos perdoar pelos crimes cometidos contra outros seres humanos. Apenas a pessoa atingida tem o poder de nos perdoar. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Por fim, existe a diferença fundamental em termos da atitude para com os agressores. &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Não ofereça ao mal nenhuma resistência. Pelo contrário, se alguém te bater na face direita, ofereça a ele a esquerda também&quot; (Mateus 5:38)&lt;/span&gt; e &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Ame os seus inimigos e reze pelos teus perseguidores&quot; (Mateus 5:44).&lt;/span&gt; O Judaísmo, por outro lado, exige que os agressores sejam poderosamente resistidos. A Torá cita o exemplo de Moises, quando mata o capataz egípcio que batia em um escravo judeu. Do judeu é exigido tratar seus inimigos com justiça, mas não existe nenhuma indicação nas fontes de que um judeu deve amar seus inimigos. Nenhum judeu é obrigado a amar um nazista, por exemplo, como poderia sugerir a declaração de Mateus. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Apesar das muitas diferenças entre nós e os cristãos, essas diferenças não devem em hipótese alguma ser obstáculo para um excelente relacionamento entre as comunidades. Os dois sistemas religiosos compartilham valores e objetivos bastante similares. Ambos querem um mundo mais ético e humano e as pessoas religiosas das duas comunidades devem se ajudar nesse intento. No entanto, em uma época em que movimentos messiânicos das mais variadas estirpes lançam campanhas de conversão de judeus, é importante conhecer as diferenças entre nós e os cristãos para termos claras as linhas vermelhas que separam cada religião. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;*Alexandre Ostrowiecki. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;Artigo baseado nas obras de Dennis Prager e Joseph Telushkin&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-family:Verdana;font-size:85%;&quot;  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
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Tive o prazer e o privilégio de tê-lo lido há três                   décadas atrás. O falso messias Shabetai Tzvi                   aparece em Quatro Irmãos, uma das colônias agrícolas                   judaicas, criadas com apoio do barão Hirsch no início                   do século 20. Uma fina ironia povoa o imaginário                   desta pequena e sutil obra do nosso acadêmico. Vivemos                   há séculos em uma expectativa messiânica.                   Fomos exilados, expulsos e degredados através dos tempos                   e dos lugares e não parávamos de sonhar que nossa                   sonhada redenção viria. Mas qual é a origem                   a qual é a evolução deste conceito que                   transcendeu ao Judaísmo e denominou a maior religião                   do Ocidente. Messias (Mashiach) é um termo em hebraico                   que significa ungido. Se for traduzido para o grego se diz                   Christos. Ou seja, para os cristãos, Jesus seria o ungido,                   o Messias. Mas qual seria o significado original do termo?&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  O termo tem um uso específico nas origens do povo de                   Israel (hebreus). Os reis e o sumo sacerdote (Cohen Hagadol)                   eram ungidos (Enciclopédia Judaica, 1967, v.3, p. 857).                   Ao serem ungidos recebiam sanção divina para                   seus cargos. Protegidos e legitimados, mas sem funções                   maiores do que seu cargo permitia. Não faziam milagres                   e nem tinham poderes sobrenaturais. Eram dirigentes políticos                   (reis) ou religiosos (sumo sacerdotes) do povo. Essa situação                   muda lenta e gradualmente quando os reinos são destruídos:                   os assírios destroem o reino de Israel (722 a.E.C.)                   e os babilônios assediam e queimam a Cidade Sagrada,                   Jerusalém em 586 a.E.C., encerrando a era denominada                   Período do Primeiro Templo, pois este é queimado                   e arrasado. A maior parte da população urbana                   e as elites dirigentes são levadas ao cativeiro da Babilônia.                   Vivem na Mesopotâmia, por meio século (586 a 536                   a.E.C.) confinados e controlados, mas livres e podendo manter                   costumes e rituais, numa espécie de exílio. Lá,                   sonham com a Redenção: D-us lhes enviaria ajuda                   através de um “Ungido”, um rei libertador                   que lhes traria o direito de retorno a sua terra, para reconstruir                   Jerusalém e o Templo. Começa a surgir um conceito                   embrionário de Messias. Um herdeiro e descendente da                   casa de David, portanto um ungido (Messias) viria para libertá-los.                   Nada além de um ser humano, um líder protegido                   e inspirado por D-us, de carne e osso, mortal e humano. Messias                   seria neste contexto um LIBERTADOR. A figura de Ciro (Koresh)                   que invade e conquista a Babilônia, liberta os cativos                   judeus e permite por um édito de liberdade e retorno,                   que estes voltem e reconstruam sua cidade e seu Templo. Alguns                   profetas vêem em Ciro, o esperado Messias. Outros declaram                   o descendente da família de David, o príncipe                   Zerubavel, como o ungido messias libertador, pois este comanda                   uma das ondas de retorno (uma aliá=subida a Terra Santa)                   e participa do processo de reconstrução nacional.                   Mas trata-se de líderes políticos e militares.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Na compilação dos textos proféticos que                   se sucedem, através de escribas (sofrim), nos séculos                   seguintes ao retorno, a imagem do Messias adquire novas tonalidades                   e uma aura mais sacra e sobrenatural. Em Isaías (cap.                   2, início; cap. 11, início), a imagem da transformação                   cósmica obtém seu máximo esplendor e brilho:                   cessarão as guerras e não se ensinará mais                   as pessoas a agir de maneira violenta. Imagens de animais predadores                   (leão ou outros) se alimentando de pasto e coexistindo                   com animais pacíficos (vacas e ovelhas), ilustram a                   alegoria de um futuro, sem violência ou guerras. A utopia                   messiânica se desenvolve com intensidade no período                   do Segundo Templo e ajuda na construção de um                   sonho milenarista: o Mundo tem um objetivo, e caminha para                   um tempo aonde haverá paz, justiça e acabarão                   as violências entre humanos, e entre animais de todos                   os tipos. O sentido da História, a direção                   para qual se move a Humanidade. Um tempo messiânico.                   Mas a figura do Messias segue sendo de um ser humano, de um                   iluminado e carismático descendente da casa de David.                   O Judaísmo nunca transforma o conceito em divindade.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Jesus o Nazareno, viveu numa época de agudos conflitos                   ideológicos e religiosos. A expectativa messiânica                   era muito aguçada diante da opressão imperial                   romana. Há uma forte crença que anuncia a vinda                   do Libertador-Redentor.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Na crença judaica o Messias traria o fim das guerras                   e da miséria. Não tendo isso ocorrido, a maioria                   dos judeus não aceitou o caráter messiânico                   de Jesus. Ainda assim os primeiros cristãos eram judeu-cristãos                   e pregaram nas sinagogas da Síria, Grécia e Ásia                   Menor. O encontro do Judaísmo-cristão com o Helenismo,                   criará uma nova maneira de pensar que tenderá a                   separar judeus de cristãos. A deificação                   do Messias será um dos principais fatores que aguçarão                   a separação. A forte influência de Paulo                   de Tarso, judeu helenizado e culto, na direção                   do processo de criação de uma &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;“nova crença”&lt;/span&gt; é perceptível.                   Esta mistura ocorre em centros do pensamento helenístico                   com Alexandria, Antioquia, Atenas e Corinto. Jesus é deificado                   e também de-judaizado. Perde sua identidade judaica,                   a qual nunca negou. Passa a ser o esteio de uma crença                   nova, diferente e competidora que em poucos séculos                   se tornará hegemônica.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Os judeus seguem esperando pelo Messias. Surgem ciclicamente                   falsos Messias: Shimon Bar Kochba que liderou a revolta contra                   Roma no século 2 e que é lembrado na festa de                   Lag Ba’Omer. Figuras que mesclam heroísmo e coragem                   com doses de alucinação e loucura: um par de                   sonhadores como David Reubeni e Salomão Molcho que no                   século 16 agitaram a Europa Ocidental.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Shabetai Tzvi (1626-1676) que no século 17 tentou convencer                   o sultão otomano de sua condição messiânica;                   Jacob Frank que sucedeu Tzvi nas décadas seguintes e                   mobilizou as massas judaicas desgastadas e atingidas por várias                   catástrofes: a expulsão de Sefarad (1492), os                   massacres dos cossacos de Chmielnicki (1648-1655), a Guerra                   dos Trinta Anos (1618-1648). Famintos, sofridos e miseráveis,                   muitos se deslocaram através da Europa em busca da salvação                   e da Redenção.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  O messianismo adquire uma nova formatação em                   meados do século 19. Aparece uma laicização                   do mesmo através do movimento nacional judaico: o Sionismo.                   O conceito nacional não existe nos textos sagrados e                   nem na Tradição. Mas aparece na idéia                   de redenção, ao definir o retorno do povo e a                   reconstrução nacional. Em Ezequiel cap. 37 temos                   um trecho, denominado “Vale dos ossos secos”, que                   poderia servir para inúmeras interpretações                   alegóricas. Usada para justificar até conceitos                   como o “renascer dos mortos” (techiat a metim)                   pode simbolizar o povo judeu perseguido, destruído e                   queimado durante o Holocausto, se reerguendo das cinzas e caminhando                   na direção de seu sonho milenar de redenção,                   para criar o Estado de Israel. Nada mais messiânico do                   que o Sionismo, versão laica de um ideal espiritual                   e religioso de renascimento e redenção.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Isso não impediu e nem impede que sonhos milenaristas                   povoem e grassem entre seitas e grupos religiosos que ainda                   sonham com o Terceiro Templo, sacrifícios e sonhos de                   uma salvação que ainda não se consumou.                   Exemplos recentes de um líder religioso que foi declarado                   como o Messias, não deixam de ser marcantes e por vezes                   preocupantes.&lt;br /&gt;                  O judaísmo liberal tem reinterpretado o Messianismo                   de formas mais contemporâneas e adequadas com a maneira                   que a maioria dos judeus concebe a fé e a religião                   moderna: o conceito do Tempo messiânico. Resultado da                   ação conjunta de seres humanos, de todas as crenças                   e origens, em prol da Paz, da justiça social e da fraternidade                   humana.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                 &lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;* Sergio Feldman é professor adjunto de História                   Antiga do Curso de História da Universidade Tuiuti do                   Paraná e doutor em História pela UFPR&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
Judeus pelo Judaísmo no Brasil
www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/7668857990195381767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/7668857990195381767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/messianismo-e-peseudo-messianismo.html' title='Messianismo e Peseudo-Messianismo'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-6205639526388483954</id><published>2007-11-18T08:27:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T08:30:39.318-03:00</updated><title type='text'>O dia em que O Messias chegou</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;               &lt;p&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://judeus.blogspot.com/2006/12/ol-voc-veio-parar-aqui-pois-clicou-em.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/x/blogger2/3150/88085058945661/200/692181/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A vida  judaica nos séculos XVI e XVII não foi fácil. No mundo judeu ibérico, ou &lt;em&gt;sefaradi&lt;/em&gt;, acabara-se um longo convívio e  uma permanência judaica em &lt;em&gt;Sefarad&lt;/em&gt; (Península Ibérica) que hoje seria Espanha e Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; No final do século XV, em 1492, os judeus foram expulsos da Espanha (então reinos de Castela e Aragão) pelos Reis Católicos, Fernando e Isabel. A Inquisição já havia sido instaurada e os cristãos novos, descendentes dos judeus convertidos à força a partir de 1391, eram acusados de seguir sendo judeus às escondidas, e por vezes eram sentenciados a duras penas que podiam chegar à fogueira. Assim, quem optou por ficar na Espanha (reinos ibéricos) como convertido, sofria o preconceito e os riscos de ser acusado, julgado e sentenciado; já quem não se convertera e emigrara, tinha perdido bens e a estabilidade, fugindo pelo Mediterrâneo para rincões distantes e tendo que recomeçar a vida. Em Portugal algo ainda mais trágico se deu: o rei Manuel não querendo perder “seus judeus” optou por expulsá-los, mas sem deixá-los sair, não oferecendo navios. No porto de Lisboa mesmo, os “judeus” foram batizados “em pé”. Conversão forçada. Milhares de judeus foram “violentados”, daí seu nome em hebraico: &lt;strong&gt;Anusim&lt;/strong&gt; ou violentados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Na distante Polônia outra tragédia ocorrera. Os poloneses usavam os judeus para cobrar os impostos dos camponeses russos e ucranianos, que viviam sob o domínio polonês. Uma revolta estala em 1648: bandos de cossacos se rebelam contra os dominadores poloneses e seus “cobradores” judeus. Os poloneses fogem na sua maioria, mas os judeus são massacrados aos milhares. O líder cossaco foi o cruel e sanguinário Bogdan Chmielnicki que organizou uma chacina dos judeus. Fala-se de cerca de 250 a 500 mil judeus exterminados, entre 1648 e 1656. Mesmo que não haja consenso nestes números, trata-se da maior chacina de judeus até o Holocausto produzido pelos nazistas. A memória judaica polonesa manteve datas de luto e jejum por dois séculos. Os efeitos serão duradouros: pobreza, órfãos e viúvas, comunidades inteiras arrasadas e milhares de judeus vendidos como escravos alem da terrível mortandade. O desconsolo e a falta de perspectivas acentuaram uma saída sobrenatural. Tanto os &lt;em&gt;sefaradim&lt;/em&gt; (judeus de origem ibérica),  quanto os &lt;em&gt;ashkenazim&lt;/em&gt; (judeus poloneses, especialmente) se viram diante de uma situação insuportável. Apelar para D-us era a saída. O Messias deveria estar em vias de chegar e resgatar seu povo humilhado e oprimido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O Messias veio. Seu nome era Shabetai Tzvi. Nascido em 1626, na cidade turca de Esmirna, que na época fazia parte do Império Turco ou Otomano. Tzvi era de origem &lt;em&gt;sefaradi&lt;/em&gt;, de boa aparência e  intelectualmente bem dotado. Estudou como a grande parte dos jovens judeus a &lt;em&gt;Torá&lt;/em&gt; (Pentateuco), o &lt;em&gt;Talmud &lt;/em&gt;e a Cabala. Seu mestre foi o rabino Iosef Ascupi, que era o líder espiritual da sua comunidade em Esmirna. Sendo simpatizante do grande sábio Ari (ou rabi Itzchak Luria) de Safed, um místico e profundo conhecedor da doutrina cabalística, foi influenciado por suas concepções. Jejuava e meditava por longos períodos. A solidão era muito comum a este jovem que se divorciou de sua esposa e optou por uma vida de estudo e meditação relendo o Zohar e interpretando a Cabala do rabino Ari. Queria se integrar no processo da Redenção divina e ajudar na vinda do Messias que redimiria o povo judeu e a humanidade. Caia seguidamente em estado de inconsciência ou em êxtase cabalístico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Em 1648 quando o violento e sanguinário líder cossaco Chmielnicki iniciara suas matanças de judeus, este jovem judeu pronunciou o “inefável Nome de D-us”, ou seja, o Tetragrama que nas orações é substituído por &lt;em&gt;Adonai&lt;/em&gt; e nas falas por &lt;em&gt;Hashem&lt;/em&gt;. Só o Sumo Sacerdote poderia pronunciá-lo em ocasiões especiais no Templo. Isso só ocorreria quando viesse o Messias. Um tumulto ocorreu e não foi fácil de buscar um entendimento. Uns se entusiasmaram e outros o acusaram de heresia e loucura. Ele jejuava e “mergulhava” em meditação e êxtase. Seus seguidores o exaltaram, mas o rabi Iosef Ascupi e outros eruditos da sua cidade o excomungaram.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Shabetai não se melindrou e saindo da cidade, começou a sua “peregrinação e desterro” que foram uma seqüência de visitas e pregações nas cidades do Império Turco: Constantinopla, Cairo, Salônica e Jerusalém. Os judeus que haviam sido expulsos da “Espanha” viam neste momento a esperada Redenção. As notícias do massacre dos judeus pelos cossacos na Ucrânia e Polônia acentuaram o clima espiritual. A vinda do Messias se daria num contexto de crise e de provações e isto não era diferente da realidade tanto dos &lt;em&gt;sefaradim&lt;/em&gt;,  quanto dos a&lt;em&gt;shkenazim&lt;/em&gt;. Multidões o seguiam. Alguns adeptos saíram de remotos lugares, venderam seus pertences e se lançaram ao encontro do enviado. O sábio rabino Natan de Gaza referendou a sua condição messiânica e aumentou seu prestígio. Chegou ao ponto de afirmar que o Messias de Esmirna tiraria o cetro do Sultão e devolveria os judeus a Jerusalém, onde reinaria e traria um reino de paz e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Seu retorno a Esmirna foi glorioso. Aclamado pelos judeus entre gritos entusiasmados e louvores ao “Rei Messias” e ao Libertador. As posturas do pretenso Messias não eram de todo ortodoxas: permitia danças coletivas entre homens e mulheres e alternava momentos de depressão e autoclausura com momentos de euforia e pregação entusiasmada. Suas atitudes não eram condizentes com um homem santo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O autor Gershon Scholem, em sua obra “A Mística Judaica”, editada no Brasil pela Editora Perspectiva, traz um capítulo sobre o “sabatianismo” ou heresia de Shabetai Tzvi. Nele salienta o papel marcante de Natan de Gaza na ‘definição’ de Shabetai como Messias e na explicação de seus gestos ‘inadequados e até bizarros e sacrílegos’, como ações que reordenavam o caos do mundo, ou seja, de &lt;em&gt;Tikun&lt;/em&gt;. O conceito de &lt;em&gt;Tikun&lt;/em&gt; é complexo, mas de maneira simplificada seria o ‘conserto do mundo’. Os gestos não ortodoxos do Messias serviam para arrumar o Mundo e afastar o mal do Universo. Uma adequação de certos comportamentos ‘não judaicos’ do “Pseudo Messias” para fazê-los aceitáveis e inteligíveis. Scholem admite a possibilidade de que Shabetai Tzvi fosse maníaco-depressivo, mas o afirma de maneira comedida. Faltam elementos para esta avaliação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; A data era simbólica: 1666. A profecia que corria de “boca a boca” era de que nesta data ocorreria o confronto de Shabetai com o Sultão turco otomano. No inicio deste ano um séqüito de seguidores acompanhou o Messias a Istambul, a capital otomana. O Sultão não relutou em detê-los e isolar Shabetai na fortaleza de Abidos. Isso não fez esmorecer os seguidores. Marcavam visitas e o consultavam: nada mudara, apesar de tudo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Eram as penúrias que antecediam a grande transformação. Simpatizantes se dirigiam a Istambul, para tentar ver Shabetai. O Messias estava ‘doente’, mas logo se recuperaria e faria portentos e milagres. Nada fazia os seguidores desistirem de seu sonho. O Jejum de &lt;em&gt;Tishá Be Av&lt;/em&gt; (nove do mês de Av) no qual se recordava a destruição dos dois templos foi abolido pelos seguidores, pois em breve seria reconstruído o Templo, na sua versão definitiva. A Redenção estava próxima.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Isso não se deu. Shabetai foi intimado a se encontrar com o Sultão. Este lhe solicitou provas de seus poderes. Não conseguiu e foi intimado a se converter ao Islã ou ser executado sumariamente. Shabetai aceitou se converter e junto com ele, o fizeram sua esposa Sara e muitos de seus discípulos. Ele foi nomeado Mehmet Efendi e ainda assim, nos meses seguintes, alegava a seus discípulos que sua conversão seria uma parte das dores do Messias. Era algo que os judeus &lt;em&gt;seferadim&lt;/em&gt; não achavam estranho: os marranos ibéricos que haviam sido convertidos à força nos reinos da atual Espanha (Castela e Aragão) seguiam “judaizando’, às escondidas, apesar da perseguição da Inquisição. A conversão forçada e o criptojudaísmo eram familiares aos judeus da região do Mediterrâneo. O Sultão, irritado, exilou Mehemet Effendi (Shabetai Tzvi) para Dulcina, na atual Albânia. Ele viveu seus últimos anos isolado mas sempre alegando sua condição messiânica. Sua morte, em 1676, não extinguiu seu movimento. Os seguidores achavam que ele renasceria e reapareceria consumando a redenção. Os rabinos tiveram serias dificuldades na seqüência dos séculos XVII e XVIII, com os sabatianistas. Os nazistas aniquilaram vários núcleos de seguidores que ainda existiam nos Bálcãs, durante o Holocausto. O escritor judeu brasileiro Moacyr Scliar fez um conto sobre a ”Balada do falso Messias”, que transcorre em Quatro Irmãos (RS), nas colônias agrícolas judaicas. Um texto digno de um imortal da Academia. Busque e leia. Vale a pena.&lt;/p&gt;               &lt;p style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;* Sérgio Feldman é doutor em História pela UFPR e professor de História Antiga e Medieval na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, e ex-professor adjunto de História Antiga do Curso de História da Universidade Tuiuti do Paraná.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;_________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
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Como podemos nos fortalecer            com o sofrimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Esta é uma pergunta difícil de responder, especialmente            em nossa época de exílio, quando não podemos realmente            entender o poder ou o por quê do sofrimento, frustração,            tristeza, dificuldades e perdas. Foi-nos prometido que na Era da Redenção,            D’us enxugará todas as nossas lágrimas e eliminará            a fonte de nosso sofrimento. Além disso, não somente D’us            eliminará estas lágrimas, como ao fazê-lo, Ele nos            fará entender como as lágrimas e sofrimento foram em nosso            benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Mas a gente se pega perguntando; como algo tão negativo pode            ser em nosso benefício?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Isso pode acontecer em dois níveis – no primeiro conseguimos            entender que o sofrimento esteve ali para nosso benefício, pois            o resultado daquilo foi algo positivo, embora o sofrimento em si fosse            difícil de tolerar. Isso nos foi prometido que acontecerá.            Entenderemos como a dificuldade e o sofrimento do Galut e todo o sofrimento            pessoal e coletivo tiveram um resultado positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Porém num nível mais profundo, D’us também            promete eliminar a fonte do nosso sofrimento, para que não apenas            percebamos que foi doloroso mas para nosso benefício, como o            sofrimento em si será na verdade visto como algo bom (não            somente para um resultado futuro). Obviamente, este nível está            completamente além de nós, agora, neste ponto, no exílio.            Não podemos entender como a dor, o sofrimento ou a frustração            podem essencialmente ser algo bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Porém podemos tentar sentir um gostinho do primeiro nível,            onde vemos a dor como algo que está lá para nosso eventual            benefício. Vamos explorar como podemos fazer isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Quando alguém está sofrendo, isso com freqüência            cria um forte relacionamento entre ele e D’us. É nestes            momentos de dificuldade ou dor que clamamos ao nosso Criador e muitas            vezes (talvez estranhamente) sentimos Sua presença tão            fortemente em nossa vida. Portanto quando as coisas estão correndo            bem, quase nos “esquecemos” de D’us e aceitamos nossa            vida e as bênçãos como algo a que temos direito.            Porém no sofrimento, somos forçados a perceber como somos            dependentes do nosso Criador e isso pode fortalecer nosso relacionamento            com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Da mesma forma, quando estamos sofrendo, somos forçados a olhar            para uma perspectiva de vida mais ampla. Somos obrigados a ver frustrações            pequenas ou irrelevantes naquele contexto, de serem pequenas e irrelevantes.            Somos forçados a não aceitar todas as coisas como garantidas            e a valorizarmos mais aquilo que temos, porque percebemos quão            facilmente o “normal” pode ser retorcido e se tornar anormal.            Somos forçados a sentir gratidão pelas coisas “grandes”            e importantes em nossa vida, como nossa família, saúde            e o fato de termos amigos, ou outras bênçãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Além disso, quando estamos sofrendo ou passando por uma dificuldade,            embora seja horrível, se pudermos sobreviver àquela crise            específica, com freqüência encontramos dentro de nós            mesmos uma fonte de força que jamais pensáramos existir.            Desafios, infelizmente, nos fortalecem e nos torna indivíduos            melhores e freqüentemente mais sábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Obviamente, não desejamos dor e sofrimento e espero que estas            idéias não soem presunçosas ou indiferentes ao            sofrimento de ninguém. Porém talvez estes pensamentos            ajudem em momentos de dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Que todos nós possamos vivenciar o período em que lágrimas            ou sofrimento serão totalmente apagados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;___________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
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Como eu não via nada de errado          com o joelho, sugeri que provavelmente eram as dores do crescimento. Minha          filha não aceitou a explicação. &quot;Por que não          podemos crescer sem dor?&quot; reclamou ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         Infelizmente, na vida real, o crescimento muitas vezes é associado          com dor. Como diz o famoso ditado: &quot;Não há lucro sem          sofrimento.&quot; Embora não possamos ter controle sobre a parte          da &quot;dor&quot;, especialmente quando é causado por outros,          na maioria das vezes podemos controlar a parte do &quot;lucro&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         Geralmente nosso aprendizado e crescimento na vida não vêm          das fases boas, mas sim dos tempos difíceis. Durante o período          bom ficamos felizes e não queremos que nada mude. É durante          a época difícil, quando estamos sofrendo com a situação,          que aprendemos como mudar as coisas – como tornar o mundo melhor          do que é.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         Quando a vida nos lança desafios, temos uma opção.          Podemos sentir pena de nós mesmos, chorar e reclamar: &quot;Por          que eu?&quot; Ou podemos parar e dizer a nós mesmos: &quot;O que          posso fazer, devido às novas circunstâncias que surgiram?&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         Certa vez perguntei a um senhor idoso, muito sábio, a quem eu costumava          pedir conselhos: &quot;Onde você arruma todo este bom senso?&quot;          Ele respondeu: &quot;O bom senso vem com a má experiência.&quot;          E relatou-me a seguinte história, que teve um profundo efeito sobre          mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         Um dia, um burro caiu num buraco. O animal gritou e chorou durante horas,          enquanto seu dono tentava pensar em algo a fazer. Finalmente, o fazendeiro          resolveu que, como o animal era velho, e o buraco precisa ser coberto          de qualquer maneira, ele simplesmente enterraria o burro velho ali. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         Pegou uma pá e começou a encher o buraco. O burro continuava          a chorar, mas depois ficou em silêncio, Após uma hora de          trabalhar furiosamente com a pá, o fazendeiro fez uma pausa para          descansar. Para sua surpresa, viu que o velho burro saltava para fora          do buraco e saía trotando!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         A princípio, quando o burro percebeu o que estava acontecendo,          chorou ainda mais sentidamente. Mas então o esperto animal bolou          um plano. A cada pá de terra que batia no seu lombo, ele a sacudia          para o chão e pisava em cima da pilha crescente de terra. Finalmente,          o monte ficou alto o suficiente para que ele pudesse sair do buraco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         A vida é como terra que a pá joga em cima de você.          O truque para sair do buraco é sacudi-la e pisar em cima. Podemos          sair dos buracos mais fundos, não ficando parados e jamais desistindo.          Apenas sacuda a terra e pise em cima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia;font-size:100%;&quot; &gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;         Tente, funciona!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-style: italic;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;&quot;  &gt;*Rabi Yaacov Lieder tem        atuado como professor, diretor e outros cargos educacionais há mais        de 30 anos em Israel, nos Estados Unidos e em Sidney, Austrália.        É fundador e diretor do Centro de Apoio que ajuda famílias        com problemas de relacionamentos e criação de filhos. Artigo reproduzido em www.judeus.org com autorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia; font-style: italic;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;&quot;  &gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
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www.judeus.org - Sua referência anti-missionária em língua portuguesa.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/1183252152690943527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/721592802882858062/posts/default/1183252152690943527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://judeus.blogspot.com/2007/11/dor-e-lucro.html' title='Dor e Lucro'/><author><name>Gil</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-721592802882858062.post-5910490323051367298</id><published>2007-11-15T07:25:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T07:28:16.733-03:00</updated><title type='text'>A  Música Judaica</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://bp1.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/RXNPtMZM2cI/AAAAAAAAABI/LpHB4R7g5Fw/s1600-h/judeu.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;&quot; src=&quot;http://bp1.blogger.com/_l0uKQl3FSLo/RXNPtMZM2cI/AAAAAAAAABI/LpHB4R7g5Fw/s200/judeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5004431248778385858&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A música judaica antiga parece ter sido utilizada principalmente para o culto público, mas também em ocasiões, quase rituais, como coroações e celebrações. De fato, tal como indicam muitas passagens da Torá, seria difícil para os judeus imaginar uma ocasião de alegria na qual não estivesse presente a música.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;               &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;Instrumentos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                Os antigos  judeus utilizavam vários instrumentos de corda, o mais característico era o &lt;em&gt;kinor&lt;/em&gt; ou lira. Tratava-se, segundo a  tradição, do instrumento do rei David. Outros instrumentos de corda eram o &lt;em&gt;nevel&lt;/em&gt; ou harpa, e o &lt;em&gt;asor&lt;/em&gt; ou cítara. Os instrumentos como o &lt;em&gt;ugab&lt;/em&gt; ou flauta, e o &lt;em&gt;chalil&lt;/em&gt; ou oboé, que possuíam conotações imorais em Israel e na Grécia, foram objeto de  desaprovação por parte dos sacerdotes. A &lt;em&gt;chatzotzrá&lt;/em&gt; ou trombeta e o &lt;em&gt;shofar&lt;/em&gt; o chifre de carneiro, eram instrumentos rituais utilizados no templo e em conexão com a monarquia. Este último, ainda desempenha um papel destacado nos ritos judaicos. Entre os instrumentos de percussão se encontram o &lt;em&gt;tof&lt;/em&gt; (um tambor com  caixilho  tipo tamborim tocado por mulheres), o &lt;em&gt;pa&#39;amón&lt;/em&gt;,  a campainha ou sino, e os &lt;em&gt;metziltayim&lt;/em&gt; ou pratinhos.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;As melodias utilizadas na liturgia são tanto de caráter tetracordal (baseadas nas escalas de quatro notas) como modal. Os textos litúrgicos eram entoados pelos sacerdotes, enquanto uma orquestra de músicos profissionais os acompanhava com versões ornamentadas das melodias cantadas. O canto da congregação também era antifonal: os sacerdotes ou um conjunto coral qualificado cantavam uma parte e a congregação outra. O ritmo costumava ajustar-se aos acentos das sílabas das palavras.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;               &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;A música da  sinagoga&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois d diáspora e a posterior destruição do Templo pelos romanos no ano 70 e. c., a sinagoga adquiriu uma importância cada vez maior. A prática litúrgica da cantilena (o canto das Escrituras), que remonta sua origem ao século 5 a. e. c, e que interpretavam músicos-sacerdotes, se converteu em obrigação de uma só casta da congregação ao redor do século I e. c. A partir de então se proibiu qualquer tipo de acompanhamento com instrumentos musicais. A congregação masculina na totalidade cantava as qualquer lugar que se exigisse o serviço. A prática das orações, em cantilena e o desejo de que se interpretasse da maneira correta deu lugar a um incipiente sistema de notação durante o século 5 e. c. e a a conservação de cantos antigos em determinados grupos, como o dos judeus iemenitas. A pesquisa do canto iemenita e babilônico demonstrou que o canto cristão tem uma grande dívida com o antigo modelo judaico.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;Contudo, desenvolveram-se novas formas, e tais hinos e formas de oração pós-bíblicas (muitas delas baseadas em sistemas métricos, rítmicos e árabes) criaram a necessidade de contar com músicos profissionais. Por conseguinte, nos princípios da Idade Média se instaurou o ofício do &lt;em&gt;chazan&lt;/em&gt; ou  cantor litúrgico.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;No início, a obrigação fundamental do cantor era cuidar da parte mais complicada da liturgia. Entretanto, ao redor do século 8, os cantores começaram a improvisar em suas interpretações. Depois de muitos séculos, esta prática (que cada vez mais incluíam elementos de canções não judaicas assim como melodias de hinos católicos romanos e protestantes) se traduziu em melodias de canto litúrgico extremadamente elaboradas, muito distantes dos modos de oração originais da antiguidade.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                No século  16, os extasiados &lt;em&gt;nigunim&lt;/em&gt; ou hinos sem  palavras, dos seguidores da esotérica e mística Cabala e de seus descendentes  espirituais, os &lt;em&gt;hassidim&lt;/em&gt; dos séculos 18 e 19, herdaram o estilo do canto litúrgico ornamental. Inspirados originariamente em doutrinas religiosas que acentuavam uma vocalização espontânea e uma expressividade emotiva das palavras da oração, elas foram degenerando como resultado das repetidas tentativas, freqüentes e inapropriadas, de misturar as melodias judaicas com a música artística européia. Entretanto, as canções e danças &lt;em&gt;hassídicas&lt;/em&gt; contém grande interesse.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                A partir do  século 15, nos guetos da Europa oriental havia grupos de músicos folclóricos (&lt;em&gt;klezmerim&lt;/em&gt;) que tocavam música escrita em partituras, interpretadas nos serviços da sinagoga assim como nas festividades profanas. Ocasionalmente, atuavam diante de um público cristão, convertendo a música num meio de intercâmbio cultural. O estilo &lt;em&gt;klezmer&lt;/em&gt; renasceu na década de 1980, graças aos músicos aficionados que interpretam música popular e folclórica com vários instrumentos.&lt;br /&gt;              &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;               &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;color: rgb(51, 102, 255);&quot;&gt;O movimento  reformista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As tentativas de reformar a liturgia datam do século 19. A figura principal da reforma foi Salomão Sulzer, que era o principal cantor litúrgico da comunidade judaica de Viena e um compositor de boa formação. Sulzer reconheceu o caráter oriental da música judaica e esforçou-se em elaborar um serviço litúrgico disciplinado que incorporasse esta tradição de uma maneira aceitável para a comunidade judaica ocidentalizada.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;Durante o século 20, vários compositores, entre eles o suíço norte-americano Ernest Bloch e o francês Darius Milhaud, criaram arranjos orquestrais e corais para os serviços da sinagoga. Outros compositores, como o norte-americano Leonard Bernstein em sua sinfonia Kaddish (1961-1963), incorporaram as melodias judaicas da reza doméstica a suas músicas. Steve Reich combinou os procedimentos do minimalismo com um idioma melódico cheio de ecos de música folclórica judaica em Tehilim (1981), uma composição baseada em três salmos.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;Pelo contrário, outros compositores dedicaram-se a tratar o tema judaico com uma linguagem musical completamente ocidental, como Arnold Schönberg na ópera Moisés e Arão (1930-1932) y Aaron Copland em seu trio para piano Vitebsk (1927).&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;Em Israel, as canções folclóricas espirituais do judaísmo oriental, que contêm reminiscências da música árabe, começaram a fundir-se com ela e com as canções dos judeus europeus. Grande parte da música original israelense reunifica os elementos orientais tradicionais com os da música ocidental contemporânea.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;______________________________________________&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&quot;Judaísmo Messiânico&quot; Não Existe. 
Tenha orgulho de ser Judeu, tenha orgulho do seu Judaísmo.
Diga não ao assédio missionário.Diga não a evangelização dos Judeus.
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