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	<title>Greenpeace</title>
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	<link>https://www.greenpeace.pt</link>
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	<lastBuildDate>Sun, 19 Apr 2026 18:00:34 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Apresentação do relatório “Energia para viver melhor”</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/apresentacao-do-relatorio-energia-para-viver-melhor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.greenpeace.pt/?post_type=post_releases&#038;p=2215</guid>

					<description><![CDATA[Greenpeace demonstra que Portugal e Espanha podem alcançar emissões líquidas nulas em 2040, dez anos antes do previsto pela Comissão Europeia. Lisboa, 20 de abril de 2026 &#8211; A Greenpeace lança hoje o relatório “Energia para viver melhor: Roteiro para uma energia suficiente, eficiente e 100% renovável até 2040 na Península Ibérica”: um estudo técnico [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Greenpeace demonstra que Portugal e Espanha podem alcançar emissões líquidas nulas em 2040, dez anos antes do previsto pela Comissão Europeia</strong>.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Na véspera da histórica Cimeira de Santa Marta (Colômbia) sobre o fim dos combustíveis fósseis, a Greenpeace demonstra que Portugal e Espanha podem alcançar a neutralidade climática em 2040, dez anos antes do previsto pela Comissão Europeia.</li>



<li>Trata-se de um sistema energético que reduz o consumo de energia em 39% face ao consumo atual e o cobre a 100% com energias renováveis.</li>



<li>O relatório incorpora o conceito de “suficiência” para reduzir o consumo energético em atividades prejudiciais para as pessoas e para o ambiente.</li>



<li>O modelo permitiria poupar 7 mil milhões de euros anuais em Portugal em investimentos para geração de eletricidade e calor, bem como em combustíveis.</li>
</ul>



<p><strong>Lisboa, 20 de abril de 2026 &#8211; </strong>A Greenpeace lança hoje o relatório <strong>“Energia para viver melhor: Roteiro para uma energia suficiente, eficiente e 100% renovável até 2040 na Península Ibérica”</strong>: um estudo técnico ambicioso que analisa as soluções para que a nossa energia não dependa do contexto geopolítico nem das superpotências que controlam os combustíveis fósseis.</p>



<p>A receita de <strong>“Energia para viver melhor”</strong> baseia-se em três ingredientes-chave: <strong>suficiência, eficiência e 100% renováveis</strong>, que permitem deixar para trás definitivamente os combustíveis fósseis, a energia nuclear e as guerras ligadas a estes antes de 2040, <strong>dez anos antes do previsto pela Comissão Europeia</strong>. Trata-se de um sistema que <strong>reduz a procura de energia em 39%</strong> face ao consumo atual e a cobre <strong>a 100% com renováveis</strong> até 2040.</p>



<p>O estudo, elaborado pelo <strong>Institute for Sustainable Futures da Universidade Tecnológica de Sydney (UTS-ISF)</strong> para a Greenpeace Espanha e Portugal, oferece uma resposta técnica e política à inflação fóssil e à insegurança energética que hoje atinge os lares em Portugal. Trata-se de uma proposta para que toda a cidadania da Península Ibérica, Baleares e Ceuta possa satisfazer as suas necessidades energéticas legítimas para uma vida digna, melhorando a sua qualidade de vida, e para evitar que as alterações climáticas ultrapassem irreversivelmente o limite de 1,5 ºC e de forma compatível com os restantes limites planetários.</p>



<p><strong>Para Toni Melajoki Roseiro,</strong> &#8220;Portugal não pode continuar refém de contextos geopolíticos instáveis nem de superpotências que controlam os combustíveis fósseis. O relatório que hoje apresentamos prova que é tecnicamente viável e economicamente sensato alcançar a neutralidade climática até 2040, dez anos antes da meta definida pela Comissão Europeia. Temos sol, vento e tecnologia. O que nos falta é a coragem política para acelerar este calendário.&#8221;<strong>&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p><strong>O diretor da Greenpeace Portugal acrescenta que</strong> &#8220;A transição não é um custo, é um investimento com retorno imediato. Este modelo permitiria a Portugal poupar 7 mil milhões de euros por ano em combustíveis e geração de energia. Num país onde a pobreza energética continua a afetar tantas pessoas, esta é a única forma de garantir que a energia seja um direito básico e universal, e não um luxo sujeito à volatilidade da inflação fóssil.&#8221;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“As guerras atuais apenas confirmam aquilo para que a emergência climática já nos alertava com urgência: abandonar o gás e o petróleo é uma prioridade inadiável. Uma aposta decidida na suficiência, na eficiência e num sistema 100% renovável é a única garantia de bem-estar e segurança, tanto climática como geopolítica, para as próximas gerações<strong>”, declara Eva Saldaña, diretora executiva da Greenpeace Espanha e Portugal.</strong> “Na Greenpeace temos um plano que o torna possível, com um horizonte de 15 anos, uma poupança de 32 mil milhões, uma redução de 39% na energia final e um convite à ação. Vamos torná-lo realidade! Merecemos um amanhã em que a energia não alimente as guerras nem o medo, mas sim a alegria de um planeta vivo e vidas dignas para todas as pessoas que o habitam”, <strong>conclui Saldaña.</strong></p>



<p>O relatório <strong>Energia para viver melhor</strong> baseia-se em cenários energéticos que analisam detalhadamente <strong>20 setores da economia ibérica</strong> (1), comparando a procura energética e a sua cobertura em três cenários: o cenário de continuidade, <strong>BAU (Business As Usual)</strong>, baseado nas políticas atuais; o cenário <strong>Energia 4.0 (E4.0)</strong>, que estuda um modelo baseado em medidas de eficiência e cobertura da procura a 100% com renováveis; e o cenário <strong>Energia 4.1 (E4.1)</strong>, que incorpora a suficiência ao cenário anterior.</p>



<p><strong>Suficiência e eficiência</strong> são aliadas e complementares na redução da procura de energia e de recursos, começando pelo desperdício, pela poluição e pela repartição injusta do acesso aos serviços energéticos; <strong>a eficiência consegue prestar os mesmos serviços com menos recursos</strong>, enquanto <strong>a suficiência prioriza que serviços e em que quantidade trazem uma melhoria na qualidade de vida para todas as pessoas</strong> e para nos mantermos dentro dos limites planetários.</p>



<p><strong>O Prof. Dr. Sven Teske, autor principal da UTS-ISF, declarou</strong>: “A transição energética é rentável, tecnicamente viável e potenciará a criação de valor local. Uma decisão política audaz e com visão de longo prazo para levar a cabo a transição para uma energia suficiente, eficiente e 100% renovável garantirá a segurança do abastecimento energético e proporcionará uma vantagem económica para a próxima geração.”</p>



<p><strong>Para Ana Farias Fonseca, Coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal,</strong> “Nada é mais fácil de compreender do que a urgência de nos libertarmos de uma dependência de combustíveis fósseis que alimenta guerras e faz disparar os preços da energia e da comida no imediato. Estamos a falar de viver bem, em paz, com qualidade de vida e soberania energética, através de um caminho que é absolutamente possível e que está ao nosso alcance agora. Para isso, não precisamos de esperar por invenções tecnológicas futuras, mas sim de coragem, liderança e de decisões políticas firmes no presente, porque a energia para uma vida melhor depende exclusivamente das decisões e ações que tomarmos hoje.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Principais conclusões do relatório para Portugal:</strong></h3>



<p>Para a Greenpeace, a transição não consiste apenas em mudar uma fonte de energia por outra, mas sim em <strong>melhorar o modelo energético</strong> com base em três eixos fundamentais: <strong>suficiência, eficiência e renováveis</strong>. Isto aumenta as possibilidades de alcançar uma descarbonização profunda, ao mesmo tempo que minimiza o risco, os custos, a desigualdade, a ocupação do solo e, juntamente com a reciclagem, a extração dos minerais críticos da transição.</p>



<p><strong>1. De vítimas das alterações climáticas a líderes da transição energética:</strong> Portugal pode ganhar 10 anos e alcançar <strong>emissões energéticas líquidas nulas em 2040</strong>.</p>



<p>a. sem contar com a perigosa e dispendiosa energia nuclear espanhola nem recorrer a sistemas artificiais de captura e armazenamento de carbono;<br>b. dar um salto na ambição climática face aos atuais planos climáticos, que não permitem cumprir o Acordo de Paris;<br>c. reduzir os impactos futuros das alterações climáticas;<br>d. e sem apagões.</p>



<p><strong>2. Redução da procura:</strong> É possível reduzir a procura final de energia em <strong>pelo menos 39% até 2040</strong> (face aos níveis atuais) com medidas de suficiência, eficiência e eletrificação. Por setores, uma redução da procura de:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>72% nos transportes</strong></li>



<li><strong>20% na habitação</strong></li>



<li><strong>26% na indústria</strong></li>
</ol>



<p>por meio de medidas de suficiência e eficiência. Podem alcançar-se reduções de <strong>72% na procura do setor dos transportes, 26% na indústria e 20% nos edifícios</strong>, face aos níveis atuais.</p>



<p><strong>3. Cumprir o Acordo de Paris:</strong> graças à soma da suficiência à eficiência e às renováveis, é possível manter o sistema energético dentro do orçamento de carbono (2), ganhando em segurança e rapidez de transição.</p>



<p><strong>4. Poupança económica:</strong> A transição é muito mais barata do que a inação e representa uma melhoria de bem-estar. O cenário proposto pela Greenpeace <strong>permitiria poupar 7 mil milhões de euros anuais em Portugal</strong> em investimentos em geração de eletricidade e calor, bem como em custos com combustíveis, em comparação com a continuação das políticas atuais (BAU).</p>



<p><strong>5. Minerais críticos:</strong> graças à suficiência e à reciclagem de alta eficiência (3), minimiza-se a pressão sobre os recursos materiais, como os minerais críticos. Por exemplo: a procura de lítio em 2040 multiplicar-se-ia por <strong>4,7 vezes</strong> face a hoje, mesmo que se apliquem medidas de reciclagem e suficiência, mas cresce de forma muito mais contida do que se nenhuma dessas duas medidas fosse introduzida: <strong>cerca de 75% menos</strong>.</p>



<p><strong>6. Território e solo:</strong> O relatório defende uma implementação ordenada das energias renováveis, compatível com a proteção da biodiversidade, a soberania alimentar e a democracia. O cenário de suficiência (E4.1) poupa <strong>120.000 hectares de ocupação de solo</strong> em toda a Península Ibérica face ao cenário sem suficiência (E4.0), <strong>o equivalente a duas vezes a superfície da ilha de Ibiza</strong>.</p>



<p><strong>7. Justiça social:</strong> O relatório aposta em reduzir a procura de energia e, ao mesmo tempo, garantir o acesso aos serviços energéticos como um direito básico e universal.</p>



<p>A Greenpeace sublinha que este modelo não só trava as alterações climáticas, como também <strong>melhora a saúde pública</strong> ao evitar que as cidades sejam asfixiadas pela poluição e pelo trânsito e <strong>reduz a fatura energética dos lares</strong>, melhorando o seu conforto térmico, demonstrando que <strong>viver melhor com menos consumo de energia é tecnicamente possível e socialmente urgente</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Exigências da Greenpeace</strong></h2>



<p>A apresentação do relatório coincide com os preparativos da <strong>Cimeira de Santa Marta</strong>, na Colômbia (24-29 de abril), onde delegações de pelo menos <strong>45 governos de todo o mundo</strong> se reunirão para avançar para um plano de abandono dos combustíveis fósseis. Neste contexto, a Greenpeace assinala que <strong>Portugal se encontra numa posição de privilégio estratégico</strong>.</p>



<p>A Greenpeace <strong>pede ao Governo português que leve à Cimeira de Santa Marta um compromisso firme para liderar o abandono global dos combustíveis fósseis</strong>.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Convida a cidadania a juntar-se ao desafio de o tornar realidade:</strong> organizar-se e colaborar, ocupar o espaço público, reivindicar participação nas decisões políticas, criando alternativas cidadãs para melhorar a forma de usar e gerar energia.</li>



<li><strong>Exige ao governo português um “Contrato Social Verde”</strong> que acelere a transição e maximize os seus benefícios económicos, sociais e ambientais a favor da maioria social com as seguintes medidas:</li>



<li><strong>Um plano de saída dos combustíveis fósseis até 2040</strong>, que seja benéfico para toda a cidadania, que fixe um calendário de objetivos por setores em linha com o demonstrado no relatório:</li>
</ul>



<p>a. Reduzir a procura de gás fóssil em <strong>77%</strong> e a de petróleo em <strong>68%</strong> na próxima década (2035), até à sua eliminação total em 2040.<br>b. Reduzir a procura final total de energia em <strong>pelo menos 39% até 2040</strong> (face aos níveis atuais), com medidas de suficiência, eficiência e eletrificação. Por setores:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>72% nos transportes</li>



<li>20% na habitação</li>



<li>26% na indústria<br>c. Acelerar os planos de eletrificação da economia com renováveis, armazenamento e gestão inteligente da rede elétrica para alcançar quotas de pelo menos <strong>70% nos transportes, 65% na indústria e 80% no setor residencial e comercial</strong>.<br>d. Alcançar um <strong>sistema energético 100% renovável em 2040</strong>, duplicando a instalação de potência renovável e triplicando a do autoconsumo até 2040, face a hoje.</li>
</ol>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>A reconversão dos empregos</strong> nos setores dependentes dos combustíveis fósseis e noutros setores (4) destinados a reduzir a sua produção, contando com planos e fundos para a transição justa.</li>



<li><strong>O ordenamento da implementação das energias renováveis</strong>, excluindo as zonas protegidas e de máxima sensibilidade ambiental, assim como priorizando as zonas de baixa sensibilidade e os projetos comunitários.</li>



<li><strong>A priorização da reciclagem de minerais</strong> de alta eficiência face à extração primária e dos usos para a transição energética face a outros, como os militares.</li>



<li><strong>Acabar com as ajudas e subsídios fósseis, ineficientes e prejudiciais</strong>, em setores poluentes, e reinvestir os abundantes recursos em soluções que beneficiem as maiorias sociais, como o transporte público, a reabilitação de habitações, a adaptação de vilas e cidades, a restauração de ecossistemas ou a redistribuição de recursos para os grupos e países mais afetados pela emergência climática.</li>



<li><strong>Criar um Parlamento Cidadão Permanente</strong>, como instrumento para democratizar a tomada de decisões, impulsionando uma transição ecossocial como esforço coletivo, a partir das realidades locais e em que a população afetada seja protagonista do seu futuro através de processos de planeamento e decisão inclusivos.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Notas</strong></h2>



<p><strong>(1)</strong> Foi analisada a procura de energia e as emissões energéticas dos seguintes setores e subsetores: transportes (doméstico e 50% do internacional), agricultura (produção de alimentos e tabaco), indústria papeleira, indústria química (produção de todos os produtos químicos, petroquímicos, vidro e produtos cerâmicos), alumínio, têxteis e couro, edifícios, centros de dados, saneamento e distribuição de água.</p>



<p><strong>(2)</strong> O orçamento global de carbono foi repartido com base na população de cada país.</p>



<p><strong>(3)</strong> Em comparação com a mineração, a reciclagem de recursos “à superfície” pode reduzir significativamente os impactos ambientais e sociais. Entre as possíveis fontes incluem-se as baterias usadas, os resíduos de produção, os resíduos eletrónicos domésticos e as pilhas de sucata industrial. A reciclagem de baterias de veículos elétricos tem potencial para reduzir significativamente a nova atividade mineira.</p>



<p><strong>(4)</strong> Foram introduzidas medidas de suficiência nos seguintes setores: transporte aéreo, uso do automóvel privado individual, transporte de mercadorias, produção química, cimenteira e siderurgia. Em alguns outros setores foi impossível introduzir estas medidas, seja por falta de dados (ex: setor militar), seja porque a produção se encontra maioritariamente fora de Espanha e Portugal (ex: moda rápida).</p>



<h2 class="wp-block-heading"></h2>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mais informação:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Resumo executivo do relatório <a href="https://drive.google.com/file/d/1mKO_eshxGj_eFt2nAz7PSpW5WA9ibgb3/view" data-type="link" data-id="https://drive.google.com/file/d/1mKO_eshxGj_eFt2nAz7PSpW5WA9ibgb3/view">aqui</a></strong></li>



<li><strong>Relatório científico completo elaborado pela UTS-ISF (em inglês) </strong><a href="https://drive.google.com/file/d/14aEZAAGqHChYH41zpnURv2sdA1XWcH9I/view?usp=sharing"><strong>aqui</strong></a></li>



<li><strong>Vídeo de lançamento</strong><a href="https://drive.google.com/file/d/1vKja9e9feajuJ59CyXRY1Sb6X6bIxj7g/view?usp=sharing"><strong> aqui</strong></a></li>



<li><strong>Petição </strong><a href="https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/renovaveis-ja/"><strong>aqui</strong></a></li>
</ul>



<p><strong>Contactos:</strong></p>



<p>Catarina Canelas, Coordenadora de Comunicação da Greenpeace Portugal</p>



<p><a href="mailto:ccanelas@greenpeace.org">ccanelas@greenpeace.org</a> , 913 913 323</p>



<p>Ana Farias Fonseca, Coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal</p>



<p><a href="mailto:afarias@greenpeace.org">afarias@greenpeace.org</a> , 913 913 343</p>



<p>Toni Melajoki Roseiro, Diretor da Greenpeace Portugal</p>



<p>toni.melajoki@greenpeace.org</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pelo fim das guerras por combustíveis fósseis: renováveis próprias já!</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/renovaveis-ja/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Osvaldo Gago]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 10:59:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SDR é um passo importante, mas pedimos mais ambição na redução do uso único</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/sdr-e-um-passo-importante-mas-pedimos-mais-ambicao-na-reducao-do-uso-unico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 09:45:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Plásticos]]></category>
		<category><![CDATA[plástico]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[SDR]]></category>
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					<description><![CDATA[Lisboa, 10 de abril de 2026 &#8211; A entrada em vigor do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), esta sexta-feira, 10 de abril, representa um passo importante para Portugal reduzir o desperdício de embalagens de bebidas e aumentar a recolha de materiais como o plástico e o metal. Depois de vários adiamentos, este arranque é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Lisboa, 10 de abril de 2026</strong> &#8211; A entrada em vigor do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), esta sexta-feira, 10 de abril, representa um passo importante para Portugal reduzir o desperdício de embalagens de bebidas e aumentar a recolha de materiais como o plástico e o metal. Depois de vários adiamentos, este arranque é positivo e mostra que o país não pode continuar a desperdiçar recursos nem a permitir que toneladas de embalagens acabem no lixo, na natureza ou no mar.<br>Para a Greenpeace Portugal, o sucesso do SDR dependerá agora da sua implementação no terreno: o sistema tem de ser simples, acessível e eficaz para os consumidores, com pontos de devolução suficientes, informação clara e capacidade real de melhorar a recolha de embalagens. Este é um avanço importante, mas não chega por si só: Portugal precisa também de acelerar a redução do plástico descartáve (uso único)l, apostar mais em soluções de reutilização e colocar a prevenção de resíduos no centro das políticas públicas.</p>



<p><br><strong>Ana Farias Fonseca, coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal, afirma que “</strong>O plástico é um problema que teima em desaparecer e o seu impacto vai muito além da poluição visual ou da ameaça à vida marinha. Estamos perante uma verdadeira crise de saúde pública: o plástico, derivado em 99% de combustíveis fósseis, já não está apenas no ambiente, está dentro de nós.<br>Felicitamos Portugal pela implementação do SDR, mas não podemos ficar por aqui. O sucesso deste sistema prova que a pressão pública funciona, mas a batalha global está apenas a começar. Portugal deve agora ser uma voz ativa na defesa de um Tratado Global dos Plásticos ambicioso, que não se foque apenas na reciclagem, mas que pressione para um corte significativo na produção de plásticos de uso único. Convidamos todas as pessoas a darem o passo seguinte nesta luta, juntando o seu nome à nossa petição<a href="https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/plasticos/"> aqui</a>.<br><br></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Portugal e o Sistema de Depósito e Reembolso (SDR): finalmente uma realidade</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/noticias/portugal-e-o-sistema-de-deposito-e-reembolso-sdr-finalmente-uma-realidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Farias Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 01:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emergência Climática]]></category>
		<category><![CDATA[Modelo socioeconómico]]></category>
		<category><![CDATA[Plásticos]]></category>
		<category><![CDATA[plásticos]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SDR]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema de Depósito e Reembolso]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado Global dos Plásticos]]></category>
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					<description><![CDATA[É com grande entusiasmo que a Greenpeace felicita a implementação do Sistema de Depósito com Reembolso (SDR) em Portugal! É um há passo há muito pedido pela Greenpeace em vários países e uma vitória de todos os cidadãos que se recusam a aceitar que o plástico continue a asfixiar o nosso futuro. Representa, por isso, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É com grande entusiasmo que a Greenpeace felicita a implementação do Sistema de Depósito com Reembolso (SDR) em Portugal! É um há passo há muito pedido pela Greenpeace em vários países e uma vitória de todos os cidadãos que se recusam a aceitar que o plástico continue a asfixiar o nosso futuro. Representa, por isso, um passo crucial rumo a uma realidade que permita recolher e reciclar com mais qualidade, eficiência e evitar o desperdício.</p>



<p>Mas não nos enganemos, o SDR é um passo crucial, mas é apenas o início de uma batalha muito maior contra grandes interesses económicos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Porque é que é tão importante o SDR?</strong></h3>



<p>A resposta é simples: porque há provas de que o SDR funciona.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Taxas de recolha reais: </strong>Nos países onde o SDR já é uma realidade, a recolha de garrafas de bebidas chega a atingir valores superiores a 90%. É esse também o objetivo para Portugal. Num país onde a taxa de reciclagem de resíduos urbanos é de apenas 32%, o risco do plástico poder acabar no lixo comum ou, pior, na Natureza, é real.</li>



<li><strong>A separação do material: </strong>Ao separar as garrafas no momento da entrega, evitamos a contaminação. Isso significa que uma garrafa pode voltar a ser uma garrafa (o verdadeiro <em>loop</em> fechado), em vez de ser &#8220;reciclada&#8221; num produto de menor qualidade que acabará num aterro em pouco tempo.</li>



<li><strong>Responsabilidade do produtor: </strong>O SDR retira o peso financeiro das mãos das autarquias e dos nossos impostos. Agora, são as empresas que colocam o plástico no mercado as responsáveis por financiar a sua recolha e reciclagem. É o princípio do &#8220;quem polui paga&#8221; em ação.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O plástico: um problema que teima em desaparecer</strong></h3>



<p>Apesar do avanço do SDR, não podemos baixar a guarda. O plástico não é apenas um &#8220;problema visual&#8221; nas nossas praias, florestas ou rios. Faz parte da atual crise climática e é, neste momento, um problema de saúde pública também. Um dos nossos relatórios mais recentes, <a href="https://www.greenpeace.pt/noticias/reaquecer-recipientes-de-plastico-para-comida-o-que-diz-a-ciencia-sobre-microplasticos-e-quimicos-nas-refeicoes-prontas/">&#8220;Are We Cooked?&#8221;</a>, destaca precisamente essas conclusões alarmantes: as nossas refeições prontas pré-preparadas estão inundadas de microplásticos e químicos tóxicos.</p>



<p>Além disso, a esmagadora maioria do plástico é derivado de combustíveis fósseis. Por isso, produzir plástico é alimentar o aquecimento global. Uma vez no ambiente, este não se biodegrada, antes fragmenta-se em microplásticos, o que faz com que, estejamos, literalmente, a comer, beber e respirar as nossas embalagens descartáveis. Mesmo assim, e apesar destes passos positivos e significativos, é importante que se saiba que a reciclagem sozinha,&nbsp; mesmo com o SDR, nunca será a solução total se continuarmos a produzir plástico de forma desenfreada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O Tratado Global dos Plásticos é nossa oportunidade&nbsp;</strong></h3>



<p>É aqui que o trabalho da Greenpeace ganha uma escala global. Atualmente, estamos num momento histórico com a negociação do Tratado Global dos Plásticos da ONU.</p>



<p>A Greenpeace está na linha da frente para garantir que este tratado não seja apenas uma &#8220;lista de boas intenções&#8221;. Exigimos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Um corte de pelo menos 75% na produção de plástico até 2040.</li>



<li>O fim definitivo do plástico de uso único desnecessário.</li>



<li>Uma transição justa para sistemas de reutilização e reembolso.</li>
</ul>



<p>Sem um acordo internacional juridicamente vinculativo, os esforços nacionais como o SDR serão apenas pensos rápidos num num problema maior</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Faz parte da solução</strong></h3>



<p>A implementação do SDR em Portugal prova que a pressão pública funciona. Mas a batalha global está apenas a começar. Precisamos que todas as nossas vozes sejam ouvidas nas negociações das Nações Unidas, sobretudo face ao controlo das grandes indústrias e respectivos interesses económicos.<br>Junta a tua voz à nossa e assina a <a href="https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/plasticos/">nossa petição</a>. </p>



<p><strong>Não podemos permitir que o lucro de alguns destrua a saúde e o planeta de todos.</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Greenpeace junta-se à Global Sumud Flotilla, rumo a Gaza</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/greenpeace-junta-se-a-global-sumud-flotilla-rumo-a-gaza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 09:53:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Paz e conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
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					<description><![CDATA[O histórico navio da Greenpeace, o Arctic Sunrise, acompanhará a Global Sumud Flotilla, rumo a Gaza para prestar apoio marítimo, técnico e logístico.Lisboa, 6 de abril de 2026 &#8211; A Greenpeace anunciou hoje que o seu navio, o Arctic Sunrise, se juntará à próxima Global Sumud Flotilla. Navegará juntamente com mais de 70 embarcações e [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>O histórico navio da Greenpeace, o Arctic Sunrise, acompanhará a Global Sumud Flotilla, rumo a Gaza para prestar apoio marítimo, técnico e logístico.</strong><br>Lisboa, 6 de abril de 2026 &#8211; A Greenpeace anunciou hoje que o seu navio, o Arctic Sunrise, se juntará à próxima Global Sumud Flotilla. Navegará juntamente com mais de 70 embarcações e milhares de participantes, que procuram desafiar diretamente o bloqueio ilegal imposto a Gaza por Israel. O papel do Arctic Sunrise será prestar apoio marítimo, técnico e operacional para que as embarcações possam atravessar o Mediterrâneo em segurança, antes de concluírem as últimas 200 milhas náuticas até à costa de Gaza.<br><strong>Para o diretor da Greenpeace Portugal,</strong> &#8220;A decisão de juntar o <em>Arctic Sunrise</em> à Global Sumud Flotilla é uma resposta direta ao apelo desesperado da população de Gaza. Não estamos apenas a falar de proteção ambiental, mas sim e também, de sobrevivência humana básica. Não podemos aceitar que o silêncio dos governos continue a validar crimes de guerra, a fome deliberada e o genocídio. E é por isto que Greenpeace Portugal estará também presente em Barcelona, junto a todos os participantes do arranque da flotilha; para dizer que a impunidade tem de acabar” salienta <strong>Toni Melajoki Roseiro</strong>.<br>“Como defensores da Terra, não podemos separar a destruição da natureza da destruição da vida humana. O que acontece em Gaza é um ecocídio;  a destruição sistemática das condições de vida, da água e dos solos e que, agora, se estende ao Líbano. Esta flotilha é um ato de resistência civil contra a limpeza étnica e a favor da dignidade humana”, <strong>conclui o diretor da GPPT.</strong><br><br>Em resposta a um apelo direto da população palestiniana em Gaza, a flotilha prevê zarpar de Barcelona no próximo dia 12 de abril, com escalas em Siracusa (Itália) e Lerapetra (Grécia), rumo a Gaza. No sábado, dia 11, realizar-se-á um ato público de solidariedade, no porto de Barcelona.<br><strong>Por sua vez, Ghiwa Nakat, diretora executiva da Greenpeace no Médio Oriente e Norte de África (MENA), afirmou que</strong> “A devastação infligida a Gaza tornou-se uma perigosa doutrina de impunidade, que agora se estende ao Líbano através de uma destruição constante e de um sofrimento humano cada vez maior. O navio da Greenpeace junta-se a esta missão impulsionada pela sociedade civil para exigir um acesso humanitário seguro e sem obstáculos a Gaza e para desafiar o bloqueio ilegal que continua a devastar a vida da população civil. Opomo-nos firmemente aos crimes de guerra, à fome provocada deliberadamente, à limpeza étnica, ao genocídio e ao ecocídio. Esta flotilha é um apelo aos governos de todo o mundo para que ponham fim ao seu silêncio, protejam a ação humanitária e atuem com urgência e princípios em defesa do direito internacional, da dignidade humana e da justiça.”<br><strong>Susan Abdullah, membro do Comité Diretivo da Global Sumud Flotilla, afirmou: </strong>“A história da Greenpeace na defesa dos oceanos, no combate à injustiça e na defesa da vida faz dela uma força importante na nossa missão da primavera de 2026. Navegamos juntas na mesma direção, com uma determinação partilhada de ajudar a romper o cerco ilegal de Israel sobre Gaza.”</p>



<p><br>Antes de a flotilha iniciar a sua etapa final, e depois de se garantir que todos os barcos se encontram em condições ideais, o Arctic Sunrise partirá para a sua próxima campanha, na qual se espera que denuncie as práticas destrutivas da indústria dos combustíveis fósseis.<br>A Global Sumud Flotilla navegou pela última vez em setembro de 2025, com 42 embarcações e 462 pessoas. As forças israelitas intercetaram-na ilegalmente e abordaram a flotilha pela força, detendo as pessoas a bordo e levando-as para Israel. As forças navais israelitas abordaram, pela primeira vez, várias embarcações a cerca de 70 milhas náuticas da costa de Gaza, cortando as comunicações e interferindo com os sinais. A tripulação descreveu encontros tensos com embarcações sem iluminação e drones que seguiam a flotilha, e denunciou que os navios israelitas danificaram os seus sistemas de comunicação, interrompendo os sinais de emergência e as transmissões em direto da abordagem.<br>O <a href="https://www.greenpeace.org/international/about/ships/arctic-sunrise/"><strong>Arctic Sunrise</strong> </a>faz parte da frota da Greenpeace desde 1995 e esteve sempre na linha da frente das campanhas globais, da Antártida ao Ártico. Com capacidade para até 30 pessoas, é um quebra-gelo com 50,5 metros de comprimento, com uma velocidade máxima de 13 nós (24 km/h; 15 mph).<br>A Greenpeace tem <a href="https://www.greenpeace.org/international/?s=gaza&amp;orderby=_score&amp;f%5Bptype%5D%5BPress+Releases%5D=98&amp;_gl=1*bdcw2k*_up*MQ..*_ga*MjA3NzUzODAzOC4xNzc0NzkzNDQw*_ga_94MRTN8HG4*czE3NzQ3OTM0MzkkbzEkZzAkdDE3NzQ3OTM4MzgkajUxJGwwJGg2ODc0MjkwODg."><strong>condenado</strong></a>, ao longo dos anos, a crise humanitária e ambiental causada pelo genocídio de Israel em Gaza. As <a href="https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/cessar-fogo-em-gaza/"><strong>nossas exigências</strong></a> podem ser consultadas aqui.</p>



<p><br><strong>Notas:</strong><br>As fotografias e os vídeos do navio da Greenpeace serão atualizados periodicamente <a href="https://media.greenpeace.org/Detail/27MZIFJH66UUY"><strong>aqui</strong></a>.<br>Mais informação sobre a Global Sumud Flotilla:<br><a href="https://globalsumudflotilla.org/press/">https://globalsumudflotilla.org/press/</a><br>A Greenpeace Portugal estará disponível para entrevistas antes e depois da partida de Barcelona (inclusivé no local).<br><br><strong>Contactos:</strong><br>Toni Melajoki Roseiro, Diretor da Greenpeace Portugal,<br>toni.melajoki@greenpeace.org <br><br>Ana Farias Fonseca, Coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal, +351 913 913 343<br>ana.farias@greenpeace.org<br><br><br><br><br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>1/3 das delegações governamentais em reuniões-chave sobre pescas, são representantes da indústria</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/1-3-das-delegacoes-governamentais-em-reunioes-chave-sobre-pescas-sao-representantes-da-industria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emergência Climática]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[tratado global dos oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Imagens inéditas da mais recente viagem do navio da Greenpeace mostram a captura de tubarões vulneráveis e reforçam a necessidade urgente de uma proteção mais forte dos oceanos, numa altura em que as Organizações Regionais de Gestão das Pescas tentam reforçar o seu poder no âmbito do Tratado Global dos Oceanos. As Imagens podem ser [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>Imagens inéditas da mais recente viagem do navio da Greenpeace mostram a captura de tubarões vulneráveis e reforçam a necessidade urgente de uma proteção mais forte dos oceanos, numa altura em que as Organizações Regionais de Gestão das Pescas tentam reforçar o seu poder no âmbito do Tratado Global dos Oceanos.</strong></p>



<p><em>As Imagens podem ser consultadas </em><a href="https://media.greenpeace.org/collection/27MZIFJH6ZU4Y"><em>aqui</em></a><em> </em><em>e mostram tubarões em risco a serem capturados, ilustrando a necessidade de uma proteção mais forte, numa altura em que as ORGP (Regional Fisheries Management Organizations, RFMOS)</em><em>tentam apropriar-se de poder, ao abrigo do Tratado Global dos Oceanos.</em></p>



<p>Lisboa, 2 de abril de 2026 &#8211; Representantes da indústria das pescas constituem até um terço das delegações nacionais em reuniões-chave de gestão das pescas, havendo uma que chegou a quase 45% em 2021, revela uma nova investigação da Greenpeace Internacional. Esta divulgação surge num momento em que o futuro da proteção dos oceanos está sob ataque, perante uma tentativa de apropriação de poder por parte de interesses instalados da indústria das pescas nas principais negociações das Nações Unidas sobre os oceanos.</p>



<p>Esta notícia levanta preocupações sobre um “sistema viciado”, em que os interesses instalados da pesca industrial se sobrepõem às medidas de proteção dos oceanos. No entanto, a Greenpeace alerta que isto não pode ser permitido na <a href="https://www.greenpeace.org/international/press-release/82290/governments-must-curb-corporate-interference-global-ocean-treaty-key-talks/">implementação do Tratado dos Oceanos</a>, que entrou em vigor em janeiro.</p>



<p><strong>Ana Farias Fonseca alerta que</strong> “os dados que apresentamos expõem, de forma inequívoca e crua, o que realmente acontece nos bastidores onde o destino do oceano é decidido.” <strong>Para a Coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal</strong>, “o que testemunhamos é a influência corporativa em instituições que deveriam ser neutras. Este relatório evidencia que o sistema está viciado: quando uma percentagem tão significativa de interesses da indústria pesqueira estão representados numa delegação como a da União Europeia, a conservação deixa de ser a prioridade.</p>



<p>O Tratado Global dos Oceanos é um marco histórico. Não aceitaremos que a sua implementação seja esvaziada de poder para proteger os lucros de uma indústria privilegiada. As decisões na ONU devem ser tomadas pela ciência e pelo bem comum, e não por quem tem interesses diretos na exploração.”</p>



<p><strong>Lukas Meus, responsável pela campanha de oceanos da Greenpeace Europa Central e de Leste, afirmou que</strong> “É chocante ver até que ponto a indústria das pescas está profundamente enraizada nas próprias organizações que deveriam regular e gerir a atividade piscatória. Neste momento, são as raposas a guardar o galinheiro: o sistema está montado contra a proteção dos oceanos.</p>



<p>Foi permitido à indústria das pescas definir as regras do jogo durante décadas. Os governos têm agora de deixar de ceder à pressão da indústria e de permitir que interesses instalados prevaleçam sobre a conservação marinha.</p>



<p>Temos agora, com o Tratado Global dos Oceanos, uma oportunidade histórica para delimitar grandes áreas do oceano, permitindo a sua recuperação. Não podemos deixar que os efeitos de décadas de lóbi interfiram nesse processo. É por isso que defendemos a imposição de um prazo-limite às organizações que gerem as pescas para se pronunciarem sobre propostas de santuários marinhos; isso evitaria que interesses instalados atrasassem a proteção dos oceanos, arrastando-a em sucessivos adiamentos.”</p>



<p>As organizações opacas que governam a pesca no alto mar, conhecidas como Organizações Regionais de Gestão das Pescas (ORGP), são compostas, em grande medida, por representantes governamentais com interesses instalados na pesca comercial. A investigação analisou as principais reuniões globais de oito destas organizações, ao longo dos últimos cinco anos, e concluiu que a indústria representa, em média, 28% a 29% do total das delegações. Enquanto algumas comissões se situam entre 23% e 27%, outras chegam aos 30% a 35%; a Comissão Interamericana do Atum Tropical atingiu mesmo 44,2% em 2021.</p>



<p>As vias de influência da indústria das pescas são abundantes. Ao participarem nas estruturas das delegações governamentais e nos comités técnicos, estes representantes têm acesso direto às negociações e aos processos que moldam ativamente os resultados da conservação. Delegações alinhadas com a indústria recorrem regularmente a táticas para atrasar e limitar medidas de conservação que possam restringir a agenda da indústria das pescas. É do interesse da indústria das pescas que as ORGP mantenham o seu poder sobre o alto mar. Algo que as próprias ORGP defendem, ao mesmo tempo que promovem narrativas que procuram desvalorizar a necessidade de santuários no alto mar e que, isolariam áreas do oceano, da atividade destrutiva da indústria das pescas.</p>



<p><strong>A Greenpeace apela à adoção urgente de medidas antes da primeira COP dos Oceanos, em janeiro de 2027, para garantir que este processo não seja contaminado pelo lóbi da indústria:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impor um prazo máximo de 120 dias para a análise de propostas de santuários, a fim de impedir que as ORGP, e os interesses da indústria das pescas que representam, arrastem o processo. As ORGP protegeram sempre os interesses da indústria das pescas, supervisionaram a destruição da biodiversidade e a devastação de ecossistemas inteiros, e não podem continuar a atrasar a proteção dos oceanos.</li>



<li>Garantir uma monitorização rigorosa da participação, com especial enfoque na composição das delegações nacionais e nos respetivos processos de aconselhamento científico. Isto é necessário para identificar e atenuar a captura por parte de atores comerciais.</li>



<li>Implementar a divulgação obrigatória de todas as afiliações das delegações, incluindo um registo claro dos “conselheiros técnicos”. A transparência deve abranger toda a participação de observadores e todas as funções em comités consultivos, para garantir que o aconselhamento científico e as posições políticas não são moldados, de forma indevida, por interesses comerciais.</li>
</ul>



<p><strong>Os governos comprometeram-se a proteger 30% do oceano nos próximos quatro anos; uma meta que os cientistas consideram ser o mínimo absoluto necessário para que o oceano se recupere, após décadas de destruição. Garantir que o processo de criação de santuários não fica preso em atrasos, será vital para esse progresso.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Notas:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Imagens inéditas recentes da mais recente viagem do navio da Greenpeace podem ser encontradas <a href="https://media.greenpeace.org/collection/27MZIFJH6ZU4Y">aqui</a>. A tripulação da Greenpeace testemunhou o resultado de anos de má gestão por parte das ORGP na Zona de Convergência, uma área apontada como forte candidata a integrar uma das primeiras propostas de Área Marinha Protegida, ao abrigo do Tratado. As regras atuais não oferecem salvaguardas suficientes para proteger os vulneráveis tubarões-raposo que aparecem nas imagens, nem os tubarões-azuis, que estão quase ameaçados.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Relatório poderá ser consultado <a href="https://www.greenpeace.org/static/planet4-international-stateless/2026/03/60d0515f-corporate-influence-on-high-seas-fisheries-management-april-2026.pdf">aqui</a>.</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O relatório incidiu sobre oito grandes organizações que regulam a pesca em alto mar e sobre as suas reuniões ao longo dos últimos cinco anos: a Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT), a Comissão Interamericana do Atum Tropical (IATTC), a Comissão do Atum do Oceano Índico (IOTC), a Comissão para a Conservação do Atum-rabilho do Sul (CCSBT), a Comissão das Pescas do Pacífico Ocidental e Central (WCPFC), a Organização Regional de Gestão das Pescas do Pacífico Sul (SPRFMO), a Comissão das Pescas do Pacífico Norte (NPFC) e a Organização das Pescas do Noroeste do Atlântico (NAFO).</li>



<li>Os representantes da indústria das pescas incluem delegados cuja afiliação principal é com operadores de frotas, grupos de armadores, empresas de pesca longínqua, processadores de pescado, empresas do setor do atum, associações nacionais de pesca, organizações de produtores, associações setoriais ou fornecedores de artes de pesca.</li>



<li>As Organizações Regionais de Gestão das Pescas (ORGP) estão a tentar enfraquecer o texto do Tratado Global dos Oceanos, de forma a atribuírem a si próprias poderes adicionais que restringiriam significativamente as medidas de proteção dos oceanos. Alertamos para <a href="https://www.un.org/bbnjagreement/sites/default/files/2026-03/20260331BBNJPrepComIIICRP6IFBDec_CLEAN.pdf">este texto proposto, no qual as ORGP introduziram alterações significativas</a>. As secções relevantes são: Parágrafo 1(b), (c), (g bis), (g ter), (i), Parágrafo 4 e Parágrafo 5. Estas alterações consolidariam a supremacia das ORGP e atrasariam ou inviabilizariam medidas de proteção dos oceanos, como propostas de santuários. A Greenpeace apela aos governos para que rejeitem totalmente o novo texto proposto.</li>



<li>A declaração da Greenpeace sobre esta tentativa de apropriação de poder por parte das ORGP, pode ser <a href="https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/posicao-da-greenpeace-sobre-a-proposta-das-organizacoes-regionais-de-gestao-das-pescas-que-ameaca-enfraquecer-o-tratado-global-dos-oceanos/">consultada aqui</a>.</li>



<li>O briefing de enquadramento para a imprensa sobre governação dos oceanos, pode ser <a href="https://www.greenpeace.org.uk/wp-content/uploads/2026/03/Prepcom-3-media-briefing.pdf">consultado aqui</a>.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Contactos:</strong></h2>



<p>Catarina Canelas, Coordenadora de Comunicação da Greenpeace Portugal</p>



<p>+351 913 913 323, ccanelas@greenpeace.org</p>



<p>Ana Farias Fonseca, Coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal</p>



<p>+351 913 913 343, ana.farias@greeenpeace.org</p>



<p>Florri Burton, Global Media Lead, Oceans Are Life, Greenpeace Nordic+44 7896523839, <a href="mailto:florri.burton@greenpeace.org">florri.burton@greenpeace.org</a></p>



<p>Gabinete de Imprensa da Greenpeace Internacional: +31 (0)20 718 2470 (disponível 24 horas) pressdesk.int@greenpeace.org</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Posição da Greenpeace sobre a proposta das Organizações Regionais de Gestão das Pescas que ameaça enfraquecer o Tratado Global dos Oceanos.</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/posicao-da-greenpeace-sobre-a-proposta-das-organizacoes-regionais-de-gestao-das-pescas-que-ameaca-enfraquecer-o-tratado-global-dos-oceanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 12:02:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emergência Climática]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[tratado global dos oceanos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.greenpeace.pt/?post_type=post_releases&#038;p=2159</guid>

					<description><![CDATA[(PrepCom 3, Nova Iorque) Megan Randles, chefe da delegação da Greenpeace nas conversações da ONU, afirmou que “As organizações que, ao longo de décadas, têm supervisionado a destruição no alto mar avançaram com uma tentativa de apropriação de poder completamente inaceitável, que enfraqueceria drasticamente a capacidade do Tratado Global dos Oceanos de o proteger. Estão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>(PrepCom 3, Nova Iorque)</strong></p>



<p><strong>Megan Randles, chefe da delegação da Greenpeace nas conversações da ONU, afirmou que </strong>“As organizações que, ao longo de décadas, têm supervisionado a destruição no alto mar avançaram com uma tentativa de apropriação de poder completamente inaceitável, que enfraqueceria drasticamente a capacidade do Tratado Global dos Oceanos de o proteger.</p>



<p>Estão a tentar reescrever o Tratado em favor dos interesses instalados da indústria das pescas. Estas organizações querem poder travar e comprometer avanços na conservação, como a criação de áreas marinhas protegidas, e estas alterações dariam precisamente esse poder.</p>



<p>Precisamos urgentemente que os governos rejeitem estas propostas antes de terminarem as conversações decisivas. Se não o fizerem, correm o risco de falhar o compromisso de proteger 30% do oceano até 2030, com consequências catastróficas.”</p>



<p><strong>Para Ana Farias Fonseca, Coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal, </strong>“Se esta proposta for aprovada, estaremos a entregar a proteção do oceano às mesmas organizações que, durante décadas, falharam na sua gestão e permitiram a destruição sistemática dos ecossistemas marinhos. A Greenpeace, juntamente com milhares de pessoas em todo o mundo, trabalhou mais de 20 anos para que este Tratado fosse uma realidade. Alcançado esse passo histórico, não vamos cruzar os braços e permitir que o poder corporativo sequestre o Tratado e logo no ano em que entrou em vigor. Em Portugal, contactámos os atores políticos relevantes nesta matéria, para garantir que o país mantém a sua liderança e defende a proteção real dos oceanos, e não os lucros de uma indústria privilegiada.”</p>



<p><strong>Notas:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>As Organizações Regionais de Gestão das Pescas (Regional Fisheries Management Organizations, RFMOS)</strong>, estão a tentar enfraquecer o texto do Tratado Global dos Oceanos, de forma a atribuírem a si próprias, poderes adicionais que restringiriam significativamente as medidas de proteção do oceano. Os defensores da proteção marinha estão a dar o alerta sobre esta<a href="https://www.un.org/bbnjagreement/sites/default/files/2026-03/20260331BBNJPrepComIIICRP6IFBDec_CLEAN.pdf"> proposta de texto</a>, na qual as RFMOs introduziram alterações significativas. As secções relevantes são: parágrafo 1(b), (c), (g bis), (g ter), (i), parágrafo 4, parágrafo 5. Estas alterações reforçariam a supremacia das próprias ORGP/RFMOs e atrasariam ou comprometeriam medidas de proteção do oceano, como propostas de santuários marinhos.</li>



<li><strong>A Greenpeace apela aos governos para que rejeitem por completo o novo texto proposto.</strong></li>



<li>Restam apenas dois dias da PrepCom, a ronda decisiva de negociações sobre o Tratado dos Oceanos que decorre, esta semana, na sede das Nações Unidas.</li>
</ol>



<p><strong>Contactos:</strong>&nbsp;</p>



<p><strong>Catarina Canelas</strong>, Coordenadora de Comunicação da Greenpeace Portugal; +351 913 913 323</p>



<p><strong>Ana Farias Fonseca</strong>, Coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal: +351 913 913 343</p>



<p><strong>Megan Randles</strong>, chefe da delegação da Greenpeace Internacional nas conversações da ONU sobre os oceanos: +44 7508 276653.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Greenpeace defende o abandono dos combustíveis fósseis como o melhor escudo face às guerras e às alterações climáticas</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/greenpeace-defende-o-abandono-dos-combustiveis-fosseis-como-o-melhor-escudo-face-as-guerras-e-as-alteracoes-climaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:41:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Emergência Climática]]></category>
		<category><![CDATA[Paz e conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis Fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[emergência climática.]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.greenpeace.pt/?post_type=post_releases&#038;p=2154</guid>

					<description><![CDATA[Dia Mundial do Clima Lisboa, 25 de Março de 2026 Por ocasião do próximo Dia Mundial do Clima (26 de março), e perante o agravamento da crise internacional provocado pela guerra no Irão, a Greenpeace exige ao Governo português um plano para abandonar definitivamente os combustíveis fósseis e apostar numa transição assente na suficiência, na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Dia Mundial do Clima</strong></p>



<p>Lisboa, 25 de Março de 2026</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>As grandes petrolíferas e empresas de gás, que operam fora do Golfo, são as grandes vencedoras da guerra no Irão. Só nas duas primeiras semanas de conflito, o valor de mercado das seis maiores empresas fósseis ocidentais ultrapassou os 112,3 mil milhões de euros.</li>



<li>A Greenpeace Portugal exige liderança ao Governo português na Conferência de Santa Marta, que se realizará de 24 a 29 de abril, na Colômbia. Será uma oportunidade histórica para marcar um roteiro claro para o abandono dos combustíveis fósseis.</li>



<li>A nossa organização reclama também um sistema energético suficiente, eficiente e 100% renovável; transporte público seguro, acessível e sustentável; a descarbonização e o isolamento térmico das habitações; um modelo agroalimentar sustentável, assim como a aprovação do Tratado Mundial dos Plásticos.</li>
</ul>



<p>Por ocasião do próximo<strong> Dia Mundial do Clima (26 de março)</strong>, e perante o agravamento da crise internacional provocado pela guerra no Irão, a Greenpeace exige ao Governo português um plano para abandonar definitivamente os combustíveis fósseis e apostar numa transição assente na suficiência, na eficiência e nas energias renováveis, como melhor garantia para uma vida mais justa, acessível e em paz.</p>



<p><strong>O Diretor da Greenpeace Portugal afirma que </strong>“num contexto internacional cada vez mais instável e perigoso, Portugal não pode continuar vulnerável a um modelo energético ainda assente em combustíveis fósseis, que alimenta conflitos, aprofunda a crise climática e expõe as pessoas a sucessivos choques no custo de vida. A dependência do petróleo e do gás não é apenas um problema ambiental: é também um problema de segurança, de justiça social e de soberania nacional.</p>



<p>Sempre que há uma escalada internacional, são as famílias, os trabalhadores e os territórios que acabam por pagar a fatura, enquanto a indústria fóssil continua a lucrar.” <strong>Para Toni Melajoki Roseiro</strong>, “o Governo português tem, por isso, a responsabilidade de acelerar uma transição energética justa, assente em energias renováveis, eficiência, transportes públicos acessíveis, habitação mais eficiente e políticas que protejam realmente as pessoas. Na Conferência de Santa Marta, Portugal deve assumir uma posição clara e ambiciosa, defendendo medidas concretas para sair da dependência dos combustíveis fósseis e avançar, assim, para um modelo mais seguro, mais limpo e mais justo.”&nbsp;</p>



<p><strong>E reforça que: </strong>“não é possível continuar a adiar decisões políticas que são essenciais para proteger o clima, reduzir a vulnerabilidade do país e garantir maior estabilidade,&nbsp; segurança e justiça para quem vive em Portugal.”</p>



<p>A dependência dos combustíveis fósseis alimenta guerras e perpetua práticas colonialistas e violentas. Da mesma forma, estas energias sujas prejudicam os territórios de onde são extraídas, empobrecem a população e geram desigualdade. As alterações climáticas também estão ligadas à indústria fóssil, que, com as suas emissões de CO2, agravam e aumentam a frequência de fenómenos extremos como incêndios, inundações, secas e ondas de calor. Por sua vez, a economia também não escapa ao impacto destes combustíveis, que aumentam a vulnerabilidade dos países face à subida de preços no mercado internacional e às decisões políticas das grandes potências produtoras, como os Estados Unidos ou a Rússia.</p>



<p>A Greenpeace recorda que guerras, como a do Irão, têm claros vencedores e vencidos. As grandes petrolíferas e empresas do gás de fora do Golfo Pérsico, surgem como as principais beneficiárias. Só nas primeiras duas semanas de ataques, o valor de mercado das seis maiores empresas fósseis ocidentais aumentou em mais de 112,3 mil milhões de euros. Não é um caso isolado: a indústria tem um longo historial de especulação bélica, como demonstra o benefício extraordinário de 115,8 mil milhões de euros, obtido pelas cinco grandes empresas do setor após o início da guerra na Ucrânia em 2022, segundo a Global Witness. Além disso, esta crise energética reforça os cofres de potências como a Rússia, que melhora a sua capacidade para financiar o conflito ucraniano, graças ao aumento das suas receitas com hidrocarbonetos.</p>



<p>Enquanto estas empresas lucram, a população civil paga o preço mais alto. A tragédia humana conta-se já aos milhares: mais de 1.400 vítimas no Irão e 600 no Líbano, a que se soma a destruição e contaminação sistemática de territórios. O ambiente sofre danos irreparáveis devido a incêndios, acumulação de escombros e degradação dos solos e aquíferos. Finalmente, as repercussões da guerra atingem a economia doméstica, através do preço do combustível, encarecendo desde os transportes até à alimentação. Segundo o FMI, por cada aumento sustentado de 10% no preço do petróleo, a inflação sobe 0,4%, asfixiando assim o bem-estar das famílias.</p>



<p>No final do próximo mês, os governos têm na Colômbia uma oportunidade histórica para acordar uma resposta coordenada face à dependência fóssil e às alterações climáticas. De 24 a 29 de abril, terá lugar a Primeira Conferência Internacional para a Transição para Além dos Combustíveis Fósseis. Um encontro de alto nível organizado pelo país sul-americano e pelos Países Baixos, para marcar um roteiro claro rumo à descarbonização.</p>



<p><strong>A Greenpeace Portugal reclama ao Governo português seis medidas fundamentais contra as guerras e as alterações climáticas:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Plano de abandono dos combustíveis fósseis:</strong> com medidas como deixar de os subsidiar, oferecer soluções para as pessoas com empregos nos setores afetados ou criar novos impostos para a indústria fóssil, assim como definir uma data para eliminar progressivamente o uso de gás fóssil.</li>



<li><strong>Sistema energético suficiente, eficiente e 100% renovável</strong> o mais tardar até 2040, que permita viver melhor sem depender de combustíveis fósseis e evitar cenários de racionamento de energia, que representariam um retrocesso brutal.</li>



<li><strong>Transição urgente para um sistema agroalimentar sustentável</strong>, assente na agricultura biológica e na pecuária extensiva em modo biológico. A crise do Estreito de Ormuz evidencia a vulnerabilidade de um modelo industrial dependente dos combustíveis fósseis e dos agroquímicos, face à resiliência que um sistema sustentável oferece.</li>



<li><strong>Transporte público seguro, acessível e sustentável,</strong> que permita reduzir a dependência da gasolina e do gasóleo, assegurando ao mesmo tempo uma mobilidade acessível.</li>



<li><strong>Descarbonização e isolamento térmico das habitações</strong>, para garantir casas de qualidade, eficientes, eletrificadas e com autoconsumo de energia solar.</li>



<li><strong>Aprovação do Tratado Mundial dos Plásticos</strong>, promovendo materiais mais sustentáveis, reduzindo a dependência de matérias-primas fósseis e travando a expansão da produção de plásticos.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Guerra no Irão e preços dos alimentos: como o grande agronegócio lucra com a crise</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/noticias/guerra-no-irao-e-precos-dos-alimentos-como-o-grande-agronegocio-lucra-com-a-crise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 12:17:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
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					<description><![CDATA[A agitação geopolítica no Estreito de Ormuz fez disparar os preços dos fertilizantes, expondo uma ligação direta entre a guerra no Irão e os preços dos alimentos. Mas, no meio da perda devastadora de vidas e da destruição já em curso, agricultores e famílias são também empurrados para outra preocupação: o custo da próxima colheita. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A agitação geopolítica no Estreito de Ormuz fez disparar os <a href="https://www.greenpeace.org/aotearoa/story/fertiliser-and-iran-how-war-could-make-food-bills-soar/">preços dos fertilizantes</a>, expondo uma ligação direta entre a guerra no Irão e os preços dos alimentos. Mas, no meio da perda devastadora de vidas e da destruição já em curso, agricultores e famílias são também empurrados para outra preocupação: o custo da próxima colheita. Ao mesmo tempo, um tipo diferente de máquina começa a ganhar velocidade em Washington e em Bruxelas: <a href="https://www.greenpeace.org/international/story/79871/big-ags-cop30-greenwashing-tropical-agriculture-hides-amazon-destruction/">a máquina de lobby</a>. Este é o momento de romper com esse guião e aplicar soluções justas que alimentem as pessoas, e não os bolsos das grandes empresas.</p>



<p>A história mostra que, para o grande agronegócio, uma <a href="https://www.greenpeace.org/international/press-release/82020/greenpeace-reacts-threat-iran-war-global-food-price-shock/">crise global</a> é menos um desastre e mais uma oportunidade estratégica. Estamos prestes a assistir a uma verdadeira aula prática de como transformar os receios em torno da “segurança alimentar” em bem-estar corporativo e em desmantelamento das proteções ambientais.</p>



<p>Mas nós conhecemos bem esse guião.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. O guião do grande agronegócio: usar a segurança alimentar como arma em tempo de guerra</strong></h2>



<p>É de esperar que a expressão “segurança alimentar” seja esvaziada e instrumentalizada. Os grandes operadores industriais já estão a posicionar-se como se fossem a única barreira entre o público e as prateleiras vazias. Na verdade, é este <a href="https://www.greenpeace.org/international/story/81982/shipping-crisis-rigged-system-war-iran-food-bills-soar/">modelo de agricultura industrial, </a>altamente concentrado e dependente de químicos, que tornou o nosso sistema alimentar global tão frágil desde o início.</p>



<p>A narrativa deles é calculada: o mundo está no caos, por isso o Governo tem de deixar de “sobrecarregar” o agronegócio com regulamentação. Vão tentar usar um choque temporário nas cadeias de abastecimento para desmontar de forma permanente normas ambientais conquistadas com muito esforço.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="533" src="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STRXV2_Low-res-with-credit-line-800px.jpg" alt="" class="wp-image-2149" srcset="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STRXV2_Low-res-with-credit-line-800px.jpg 800w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STRXV2_Low-res-with-credit-line-800px-730x486.jpg 730w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STRXV2_Low-res-with-credit-line-800px-500x333.jpg 500w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STRXV2_Low-res-with-credit-line-800px-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Liquid manure</em> spre<em>ading by tractor on farmland  in Northern Germany.<br><br>Trecker sprueht Guelle auf Acker in Norddeutschland</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. A exigência de desregulação</strong></h2>



<p>Os alvos imediatos são sempre as salvaguardas ambientais e comunitárias. Sob o pretexto de “libertar a produção”, é provável que os lóbis pressionem para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>suspender regras para permitir a disseminação de estrume animal, sacrificando a segurança das águas subterrâneas e a saúde das comunidades;</li>



<li>travar leis de redução de pesticidas com falsas alegações de que ameaçam a segurança alimentar, apesar de os cientistas provarem que a segurança a longo prazo é impossível sem solos saudáveis e polinizadores;</li>



<li>impor atalhos legais para destruir milhões de hectares de terra antes reservados para abelhas, aves e recuperação dos solos.</li>
</ul>



<p>Não é a primeira vez que vemos este guião. Durante o choque nas cadeias de abastecimento que se seguiu<a href="https://www.greenpeace.org/eu-unit/issues/nature-food/46101/feeding-fears-tackling-the-farming-fallout-of-the-war-in-ukraine/">à invasão da Ucrânia pela Rússia</a>, este mesmo tipo de lóbis aproveitou a instabilidade geopolítica para arrancar estas concessões à Comissão Europeia. A história repete-se, enquanto o lóbi europeu dos agricultores, a Copa-Cogeca, tenta aproveitar esta crise para exigir ainda mais recuos ambientais.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="533" src="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STZP1S_Low-res-with-credit-line-800px.jpg" alt="" class="wp-image-2150" srcset="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STZP1S_Low-res-with-credit-line-800px.jpg 800w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STZP1S_Low-res-with-credit-line-800px-730x486.jpg 730w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STZP1S_Low-res-with-credit-line-800px-500x333.jpg 500w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STZP1S_Low-res-with-credit-line-800px-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Greenpeace Belgium activists put up posters reading “Who profits off farmers? Shhh&#8230; Let’s not talk about it” on the headquarters of interest groups and political parties upholding the system that penalises small and medium scale farmers. Before dawn, activists pay a visit to the European People&#8217;s Party (EPP), the European confederation of farming lobbies COPA-COGECA, retail and wholesale lobby EuroCommerce and the industry federation FoodDrinkEurope.</em></figcaption></figure>



<p>Também estamos a ver os lóbis surgir em força no<a href="https://www.edie.net/let-british-farmers-use-biofertiliser-to-avoid-price-spikes-ministers-urged/"> Reino Unido</a> e nos Estados Unidos, onde, numa carta ao <a href="https://www.fb.org/files/AFBF-Letter-to-POTUS-Fertilizer.pdf">Presidente Donald Trump</a>, a American Farm Bureau Federation assumiu uma previsível posição de “emergência”, afirmando:</p>



<p>“A atual volatilidade exige uma suspensão imediata dos entraves regulamentares… Não podemos dar prioridade à burocracia administrativa em detrimento da capacidade dos agricultores americanos para alimentar um mundo em crise.”</p>



<p>O que esta declaração esconde é a forma como a agricultura passou de explorações familiares locais e resilientes para enormes operações industriais de “fábrica”,<a href="http://youtube.com/watch?is=T2rA7U86iqbqEFBB&amp;v=cl02K72QFS0&amp;feature=youtu.be"> geridas </a>por algumas das maiores corporações do mundo. <a href="https://www.greenpeace.org/international/press-release/78903/greenpeace-activists-cages-confront-un-livestock-conference-fao-just-transition-industrial-agriculture/">O modelo da agricultura industrial</a> é inerentemente frágil: basta que uma peça da engrenagem da cadeia de abastecimento global falhe para que toda a máquina entre em rutura.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. A grande transferência de riqueza do público para o privado</strong></h2>



<p>Enquanto as grandes empresas exigem menos “interferência” do Estado sob a forma de regras, exigem ao mesmo tempo mais “interferência” sob a forma de dinheiro. O agronegócio é o exemplo perfeito de um sistema que socializa o risco e privatiza o lucro.</p>



<p>Quando os preços estão baixos, dominam o mercado; quando os preços dos fatores de produção disparam, exigem “pagamentos de transição” para manter à tona o seu modelo frágil.</p>



<p>Entretanto, somos todos nós que pagamos a factura. <a href="https://www.greenpeace.org/international/story/63126/protect-water-from-industrial-farming-our-failing-global-food-system-must-radically-change/">O custo de limpar água potável poluída, por exemplo, geralmente não é suportado pelo grande agronegócio</a>. É pago pelas famílias comuns, através de impostos e tarifas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O resultado previsível?</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os contribuintes acabam por suportar a conta dos subsídios de emergência aos fertilizantes, resgatando, na prática, os super-ricos executivos do grande agronegócio.</li>



<li>Os agricultores continuam presos num ciclo de dependência química, enchendo os bolsos de gigantes dos fertilizantes como a Nutrien e a The Mosaic Company. Durante a crise de 2022, estas duas empresas viram os seus lucros atingir máximos recorde, enquanto os agricultores lutavam para não ficar no prejuízo.</li>



<li>As grandes empresas do agronegócio anunciam <a href="https://s1.q4cdn.com/823038994/files/doc_financials/2022/ar/mos-2022-annual-report-finalweb.pdf">lucros extraordinários </a>recorde, alimentados precisamente pela volatilidade que alegavam que as iria arruinar. E<a href="https://www.canadiancattlemen.ca/daily/cargill-fiscal-2022-revenue-jumps-to-record-us165-billion/">m 2022, a Cargill terá arrecadado um valor recorde de 165 mil milhões de dólares em receitas</a>, uma subida de 23%, durante uma crise alimentar global.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="533" src="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STWVU4_Low-res-with-credit-line-800px.jpg" alt="" class="wp-image-2151" srcset="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STWVU4_Low-res-with-credit-line-800px.jpg 800w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STWVU4_Low-res-with-credit-line-800px-730x486.jpg 730w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STWVU4_Low-res-with-credit-line-800px-500x333.jpg 500w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/03/GP0STWVU4_Low-res-with-credit-line-800px-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Greenpeace Brazil and Greenpeace Germany carried out an expedition to Chapada do Apodi, in the Jaguaribe Valley, Ceará, Brazil to portray the impacts of agribusiness and highlight the struggle of the local population. The region gave rise to the &#8220;Zé Maria do Tomé&#8221; law, the first in the country to prohibit the aerial spraying of pesticides (&#8220;poison rain&#8221;) and which bears the name of an activist murdered in 2010 for defending family and agroecological agriculture.<br><br>Banana plantation at the Zé Maria do Tomé camp, in Chapada do Apodi (CE), municipality of Limoeiro do Norte.</em><br><br></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A verdadeira segurança alimentar vem do agricultor local</strong></h2>



<p>Se queremos verdadeira independência, temos de deixar de sustentar uma agricultura industrial viciada em químicos. A <a href="https://www.greenpeace.org/static/planet4-africa-stateless/2018/10/a7323446-a7323446-a-at091e.pdf">agricultura local</a> e ecológica é o único caminho real para a soberania alimentar. Ao trabalhar com a natureza para restaurar os nutrientes do solo de forma natural, os agricultores podem quebrar este ciclo de dependência.</p>



<p>Isto faz quatro coisas extraordinárias ao mesmo tempo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Poupa dinheiro: os agricultores reduzem drasticamente os seus custos, protegendo os preços dos alimentos.</li>



<li>Limpa a nossa água: impede o escoamento de químicos tóxicos que poluem os nossos rios e a água para consumo.</li>



<li>Protege a vida selvagem: devolve espaço a abelhas, aves e biodiversidade.</li>



<li>Combate as alterações climáticas: corta as enormes emissões do sistema alimentar industrial.</li>
</ul>



<p>A verdadeira segurança alimentar não se compra a uma fábrica de químicos noutro país. Não vem da troca de água potável limpa por mais produção poluente. E certamente não vem de entregar ainda mais dinheiro a quem já é rico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eis o que devia acontecer em vez disso</strong></h2>



<p><strong>Curto prazo:</strong> parar de resgatar o intermediário corporativo. Se forem mobilizados fundos de emergência, devem ir diretamente para as pessoas comuns para compensar os custos dos alimentos, em vez de irem parar às contas bancárias de fornecedores químicos e acionistas milionários.</p>



<p><strong>Longo prazo: </strong>financiar a transição, e não o statu quo. A segurança alimentar constrói-se de baixo para cima, com solos saudáveis e resiliência local.</p>



<p>Não podemos permitir que a ganância do lóbi do agronegócio use esta crise como pretexto para a desregulação. Está na altura de financiar um modelo que sirva as nossas comunidades e o nosso planeta, e não apenas os multimilionários no topo da cadeia alimentar.</p>



<p><strong>Amanda Larsson, responsável global de campanhas para Alimentação e Agricultura na Greenpeace Aotearoa.</strong></p>



<p><strong>Nota:</strong> Editado em 20/03/2026 para incluir a referência à ligação direta entre a guerra no Irão e os preços dos alimentos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Greenpeace alerta que a ameaça de Trump de bombardear a rede elétrica do Irão pode provocar uma catástrofe humanitária e nuclear</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/greenpeace-alerta-que-a-ameaca-de-trump-de-bombardear-a-rede-eletrica-do-irao-pode-provocar-uma-catastrofe-humanitaria-e-nuclear/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 09:32:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nucleares]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.greenpeace.pt/?post_type=post_releases&#038;p=2143</guid>

					<description><![CDATA[Amesterdão &#8211; A Greenpeace International condenou as ameaças de Donald Trump de atacar a infraestrutura elétrica do Irão, alertando que isso poderá desencadear uma catástrofe humanitária, provocar um apagão em grande parte do país e criar o risco de um desastre nuclear com potencial para escalar para uma crise regional mais ampla. A Greenpeace alerta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Amesterdão &#8211;</strong> A Greenpeace International condenou as ameaças de Donald Trump de atacar a infraestrutura elétrica do Irão, alertando que isso poderá desencadear uma catástrofe humanitária, provocar um apagão em grande parte do país e criar o risco de um desastre nuclear com potencial para escalar para uma crise regional mais ampla.</p>



<p>A Greenpeace alerta que ataques à rede elétrica poderão ter um efeito em cadeia, aumentando o perigo de uma emergência nuclear na central nuclear de Bushehr, com potenciais consequências em toda a região.<strong>[1]</strong></p>



<p>“Bombardear infraestruturas elétricas civis é ilegal à luz do direito internacional. A rede elétrica é essencial para os hospitais, para o acesso à água potável, para a dessalinização e para o funcionamento de instalações nucleares. Cortá-la coloca milhões de vidas em risco”, <strong>afirmou Jan Vande Putte, especialista sénior em proteção nuclear e radiológica da Greenpeace International.[2]</strong></p>



<p>“Um apagão poderá forçar a central nuclear de Bushehr a depender totalmente de geradores a diesel de reserva, aumentando o risco de sobreaquecimento, o que pode conduzir a um desastre semelhante ao de Fukushima.”<strong>[3]</strong></p>



<p>A rede elétrica do Irão já está sob forte pressão devido à guerra, às alterações climáticas e às sanções, que têm levado ao subinvestimento.<strong>[4]</strong></p>



<p>“Se Trump concretizar esta ameaça irresponsável de desativar infraestruturas críticas, isso poderá provocar falhas em cascata, desde apagões até perigo nuclear muito para lá das fronteiras nacionais, com potencial para escalar para uma crise regional mais vasta”, <strong>acrescenta Vande Putte.</strong></p>



<p>Os Estados Unidos, Israel e o Irão já visaram infraestruturas energéticas, e vários ataques no Irão e em Israel parecem já ter chegado perto de atingir instalações nucleares. O Irão está também a ameaçar visar infraestruturas de água e energia em países vizinhos<strong>.[5]</strong> A Greenpeace apela urgentemente a todas as partes para recuarem na escalada e procurarem agora uma solução diplomática, alertando que um agravamento adicional apenas aprofundará o sofrimento humano e aumentará a instabilidade global.</p>



<p>A central nuclear de Bushehr foi construída e é operada pela Rosatom, a empresa estatal russa do setor nuclear, descrita como facilitadora do programa nuclear iraniano.</p>



<p><strong>Notas:</strong></p>



<p><a href="https://ukraine.un.org/en/278992-attacks-ukraine%E2%80%99s-energy-infrastructure-harm-civilian-population" data-type="link" data-id="https://ukraine.un.org/en/278992-attacks-ukraine%E2%80%99s-energy-infrastructure-harm-civilian-population">[1] Trump ameaça “destruir” centrais elétricas do Irão se o Estreito de Ormuz permanecer encerrado; e ataques à infraestrutura energética da Ucrânia: danos para a população civil</a></p>



<p><a href="https://arxiv.org/abs/2209.08116" data-type="link" data-id="https://arxiv.org/abs/2209.08116">[2] Falhas em cascata nas redes elétricas</a></p>



<p><a href="https://www.greenpeace.org/static/planet4-ukraine-stateless/2024/10/67e7e9d4-greenpeace_analysis_on_risk_of_unprecedented_nuclear_disaster_in.docx.pdf" data-type="link" data-id="https://www.greenpeace.org/static/planet4-ukraine-stateless/2024/10/67e7e9d4-greenpeace_analysis_on_risk_of_unprecedented_nuclear_disaster_in.docx.pdf">[3] Risco de desastre nuclear sem precedentes se os ataques da Rússia ao sistema elétrico da Ucrânia continuarem</a></p>



<p><a href="https://chinarussiareport.substack.com/p/strikes-on-iranian-electricity-infrastructure" data-type="link" data-id="https://chinarussiareport.substack.com/p/strikes-on-iranian-electricity-infrastructure">[4] Ataques à infraestrutura elétrica iraniana podem desencadear uma catástrofe hídrica</a></p>



<p><a href="https://www.france24.com/en/middle-east/20260322-iran-gulf-water-energy-threat-trump-ultimatum" data-type="link" data-id="https://www.france24.com/en/middle-east/20260322-iran-gulf-water-energy-threat-trump-ultimatum">[5] Irão ameaça paralisar os sistemas de água e energia do Golfo após ultimato de Trump</a></p>



<p><strong>Contacto:</strong></p>



<p><strong>Jan Vande Putte, especialista sénior em proteção nuclear e radiológica, Greenpeace International:</strong> +32 496161584, jan.vande.putte@greenpeace.org</p>



<p>Gabinete de Imprensa da Greenpeace International, +31 (0)20 718 2470 (disponível 24 horas), <strong>pressdesk.int@greenpeace.org</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
