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	<description>Escritos do grande crítico musical português Fernando Magalhães, entre 1988 e 2005, ano do seu precoce falecimento.</description>
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		<title>Brigada Victor Jara &#8211; &#8220;Da Raiz Aos Frutos&#8221; (concerto &#124; antevisão)</title>
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				<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:24:40 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[pop rock >> quarta-feira >> 13.12.1995 DA RAIZ AOS FRUTOS 1995 é o ano de comemoração do 20º aniversário da Brigada Victor Jara. Depois de um período de prolongada letargia, apenas quebrado pela edição da colectãnea, na extinta UPAV, de “15 Anos de Recriação da Música Tradicional Portuguesa”, aquele que é um dos grupos de [&#8230;]<div class="crp_related  "><h3>   Posts       &nbsp;&nbsp;Relacionados:<br /></h3><ul><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2016/07/03/brigada-victor-jara-contraluz/"    target="_blank"  class="crp_link post-4855"><span class="crp_title">Brigada Victor Jara - "Contraluz"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2026/03/26/brigada-victor-jara-dancas-e-folias/"    target="_blank"  class="crp_link post-12890"><span class="crp_title">Brigada Victor Jara - "Danças e Folias"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2016/01/02/brigada-victor-jara-entrevista/"    target="_blank"  class="crp_link post-4310"><span class="crp_title">Brigada Victor Jara - Entrevista</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2016/06/23/artigo-de-opiniao-o-futuro-sem-fantasmas-brigada-victor-jara-gaiteiros-de-lisboa-realejo-quadrilha/"    target="_blank"  class="crp_link post-4812"><span class="crp_title">Artigo de Opinião: "O Futuro Sem Fantasmas" -&hellip;</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2026/02/17/varios-la-bottine-souriante-chicago-blues-explosion-19a-festa-do-avante-anunciada-ontem-a-bota-vai-sorrir-na-atalaia/"    target="_blank"  class="crp_link post-12835"><span class="crp_title">Vários (La Bottine Souriante, Chicago Blues&hellip;</span></a></li></ul><div class="crp_clear"></div></div>]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>pop rock >> quarta-feira >> 13.12.1995<br />
<center><br />
<strong>DA RAIZ AOS FRUTOS</strong></p>
<p><img src="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/brigadaVictorJara.jpg" alt="" width="793" height="516" class="alignnone size-full wp-image-13039" srcset="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/brigadaVictorJara.jpg 793w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/brigadaVictorJara-300x195.jpg 300w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/brigadaVictorJara-768x500.jpg 768w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/brigadaVictorJara-624x406.jpg 624w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/brigadaVictorJara-100x65.jpg 100w" sizes="(max-width: 793px) 100vw, 793px" /><br />
</center><br />
1995 é o ano de comemoração do 20º aniversário da Brigada Victor Jara. Depois de um período de prolongada letargia, apenas quebrado pela edição da colectãnea, na extinta UPAV, de “15 Anos de Recriação da Música Tradicional Portuguesa”, aquele que é um dos grupos de maior longevidade da música popular portuguesa regressou em força, este ano, com um novo álbum, “Danças e Folias”. Justamente louvado pela crítica, unânime em considera-lo um dos melhores do ano, “Danças e Folias” faz pela via correcta a renovação da música tradicional.<br />
Interessante é compará-lo com duas reedições recentes, em compacto, de obras anteriores do grupo, a estreia “Eito Fora”, de 1977, subintitulado “Cantares Regionais”, um lançamento da Farol, e “Contraluz”, de 1984, com o selo Sony Music. Se o primeiro defende a preservação e, na medida do possível, a não-adulteração do património tradicional, ao serviço de um propósito que passva por “mostrar que a música popular portuguesa tem uma qualidade e dignidade que avantaja a sobranceria vesga com que a ideologia dominante a presenteou”, já o segundo ousa reescrever esse mesmo património segundo novas regras, que são as do próprio grupo.<br />
Curiosamente, “Danças e Folias” ocupa um lugar intermédio nesta dialéctica. É o álbum da maturidade no qual a Brigada expõe e desenvolve as suas próprias ideias de harmonia e modalismo, em detrimento de uma sobreexposição dos aspectos rítmicos. Um álbum que avança novas pistas, não só em relação ao próprio passado do grupo coimbrão como também da música portuguesa de raiz tradicional em geral. Com a serenidade e a sobriedade dos clássicos, ou seja, no domínio pleno do Tempo e com a noção clara dos seus ciclos. É que uma coisa é crescer como uma árvore, tronco a tronco, ramo a ramo, folha a folha, até chegar às flores e aos frutos, e outra, muito diferente, medrar desordenadamente como uma erva daninha. Nesta perspectiva, a Brigada Victor Jara ocupa hoje um lugar de charneira entre a ruptura, quase total, testado pelos Gaiteiros de Lisboa nas suas recentes “Invasões Bárbaras”, e a instalação num espaço mais intimista, até agora pertença exclusiva dos agrupamentos de música de cãmara e música antiga, dos Realejo, no ainda mais recente “Sanfonia”.<br />
Serão pois todo um percurso e as marcas de uma evolução que irão desfilar no espectáculo lisboeta de hoje à noite. Com a presença de convidados entre os quais não estranharíamos encontrar Né Ladeiras, também ela com uma carreira inseparável da Brigada, da qual fez parte precisamente em “Eito Fora”, antes de se entregar a lógicas bastante pouco lineares que culminariam, de forma exuberante, no álbum de irresistíveis paradoxos que é “Traz os Montes”.<br />
Este espectáculo significa tanto uma consagração como um exemplo a seguir de uma banda que nunca desistiu nem se perdeu, na travessia, para muitos exasperante e desmotivante, de tempos não muito longínquos onde era quase vergonha tocar e defender os valores da tradição. Danças e folias, pois, para a Brigada, que bem as merece.</p>
<p><strong>BRIGADA VICTOR JARA<br />
Teatro S. Luiz, Lisboa, hoje, 22h</strong></p>
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		<title>Vitorino &#8211; &#8220;Vitorino Derrete Gelo No Centro Cultural De Belém &#8211; Por Este Frio Acima&#8221;</title>
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				<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 16:26:45 +0000</pubDate>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>cultura >> sábado, 09.12.1995<br />
<center><br />
<strong>Vitorino Derrete Gelo No Centro Cultural De Belém<br />
Por Este Frio Acima</strong><br />
</center><br />
<strong>Nove meses depois das “Vozes do Sul”, Vitorino regressou ao CCB, a “sala assassina”. Mas se a frieza e as dimensões do recinto de Belém, sobretudo quando não enche, e foi o caso, são de meter medo a muita gente, desta vez a vitória pertenceu ao cantor do Redondo. Com a “Canção do Bandido” e alguns percalços à mistura.</strong></p>
<p><center><br />
<img src="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/vitorino.jpg" alt="" width="533" height="832" class="alignnone size-full wp-image-13036" srcset="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/vitorino.jpg 533w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/vitorino-192x300.jpg 192w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/vitorino-64x100.jpg 64w" sizes="(max-width: 533px) 100vw, 533px" /><br />
</center></p>
<p>O Grande Auditório de Belém é demasiado grande e frio. Fica longe das emoções, o público. Quinta-feira à noite, no primeiro de dois concertos em dias seguidos nesta sala, Vitorino começou por não responder da melhor maneira ao ambiente, capaz de enregelar o próprio diabo. Dez dos 13 temas de “A Canção do Bandido”, o novo álbum, preencheram a actuação de Vitorino até ao intervalo. As canções são excelentes, o registo vocal explodiu para alturas mais vibrantes, por vezes a roçar i épico – como “Cruel Vento”, um dos grandes momentos da noite -, do que as que por norma povoam o universo intimista do cantor alentejano. Este alto nível do reportório foi todavia ensombrado, nalguns casos, pela ainda deficiente memorização das letras que, à semelhança de “Eu Que Me Comovo Por Tudo e Por Nada”, voltam a levar a assinatura de António Lobo Antunes.<br />
Vitorino está em grande forma, este concerto provou-o, mas o facto de ter que se socorrer de cábulas, afectou o seu desempenho. Aconteceu por isso, uma ou outra vez, um desfasamento entre o ritmo das palavras e o ritmo das emoções. As segundas andaram a reboque das primeiras. As guitarras de Ricardo Rocha e Mário Delgado, o baixo de Paulo Jorge Ferreira, a bateria de Rui Alves e o piano de Vasco Gil supriram na perfeição esta ocasional discrepância entre o vigor e expressividade da interpretação e o suporte da gramática. O som, muito bom, ajudou.<br />
A temperatura subiu uma mão cheia de graus no último tema antes do intervalo, com as vozes de Filipa Pais, Mísia e Janita Salomé juntando-se à de Vitorino no “Rigoroso do Pescador da Marginal”, um fado de palavras fundas e negras, para as quais o cantor chamou, aliás, a atenção: “Meu rio tão negro e tão fundo / bacia do Mar da Palha / quero lá saber do mundo / quero lá saber do peixe / quem me ame que me deixe / ficar aqui na muralha.</p>
<p><strong>O Vermelho Da Comoção</strong></p>
<p>Depois do intervalo, as paredes do CCB coloriram-se com o vermelho da comoção. E, já agora, dos metais. Após nova citação à “Canção do Bandido”, com “Fado Triste” e “Sul”, já no domínio pleno dos textos, de canções mais antigas, Vitorino contou com a valiosa contribuição de um naipe de metais – Tomás Pimentel, trompete, Edgar Caramelo, sax alto, Jacinto Ramos, tuba, Daniel Salomé, clarinete e sax tenor, Sérgio Mestre, flauta – que metamorfoseou clássicos como “Negro Fado”, “Ana II”, “Laurinda” e “Queda do Império” em quadros de vida ora calorosos ora incandescentes. Em “Ó Rama ó que Linda Rama”, tradicional alentejano, a plateia, bem afinada, acompanhou Vitorino, em cumplicidade total. “Queda do Império”, a fechar, deu aso a um equívoco. Vitorino voltou a chamar ao palco os três cantores convidados mas apenas o seu irmão Janita compareceu à chamada, ambos na expectativa das senhoras irem aparecer ou não. Não apareceram. Já nos bastidores, Filipa Pais garantia que não ouvira ninguém chamá-la. Estava numa sala dos fundos a trocar de sapatos.<br />
Nada de grave. Aplaudido de pé, Vitorino regressou para dois merecidos “encores”, “Tocador de Concertina”, derradeira “canção do bandido”, com Vasco Gil no acordeão e Carlos Salomé no piano, e o inevitável “Menina Estás à Janela”, aqui sim na companhia dos convidados todos. Entre estes, salientava-se Paula Guedes que, chamada à pressa, apenas teve tempo para vestir um “blaser” sobre o que, observado da plateia, parecia nada. Mal abriu a boca, mas fez um dos sucessos da noite. E foi neste ambiente de apoteose e alguns olhos em bico que Vitorino deu a volta ao círculo polar do CCB. Para tanto bastou-lhe cantar a “canção do bandido”.</p>
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		<title>The Beatles &#8211; &#8220;Anthology, vol. 1&#8221;</title>
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				<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 14:55:29 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[pop rock >> quarta-feira >> 06.12.1995 reedições The Beatles Anthology, vol. 1 2XCD APPLE, DISTRI. EMI-VC O que dirão os miúdos de doze, treze anos, que apenas ouviram os pais falar com devoção do grupo, não conhecem os discos antigos mas lá condescenderam, instigados pelo “bruá” mediático, em deitar um ouvido a esta antologia? O [&#8230;]<div class="crp_related  "><h3>   Posts       &nbsp;&nbsp;Relacionados:<br /></h3><ul><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2009/07/13/laurie-anderson-talk-normal-%e2%80%93-the-anthology/"    target="_blank"  class="crp_link post-727"><span class="crp_title">Laurie Anderson - Talk Normal – The Anthology</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2015/08/05/paul-simon-anthology/"    target="_blank"  class="crp_link post-3884"><span class="crp_title">Paul Simon - "Anthology"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2024/05/25/beatles-the-1962-1966-1967-1970/"    target="_blank"  class="crp_link post-11697"><span class="crp_title">Beatles (The) - "1962-1966" + "1967-1970"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2021/10/27/the-beatles-1962-1966-the-beatles-1967-1970-10/"    target="_blank"  class="crp_link post-9252"><span class="crp_title">The Beatles - "1962-1966" + The Beatles - "1967-1970" (10)</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2026/05/21/beatles-john-lennon-antologia-dos-beatles-ressuscita-john-lennon-o-passaro-engaiolado/"    target="_blank"  class="crp_link post-13004"><span class="crp_title">Beatles | John Lennon - "Antologia Dos Beatles&hellip;</span></a></li></ul><div class="crp_clear"></div></div>]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>pop rock >> quarta-feira >> 06.12.1995<br />
<strong>reedições</strong><br />
<center><br />
<strong>The Beatles<br />
Anthology, vol. 1<br />
2XCD APPLE, DISTRI. EMI-VC</strong></p>
<p><img src="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/beatles.jpg" alt="" width="372" height="374" class="alignnone size-full wp-image-13033" srcset="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/beatles.jpg 372w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/beatles-150x150.jpg 150w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/beatles-298x300.jpg 298w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/beatles-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 372px) 100vw, 372px" /><br />
</center><br />
O que dirão os miúdos de doze, treze anos, que apenas ouviram os pais falar com devoção do grupo, não conhecem os discos antigos mas lá condescenderam, instigados pelo “bruá” mediático, em deitar um ouvido a esta antologia? O mais certo é exclamarem: “Ganda banhada!” E t~em razão. “Anthology, vol. 1” banaliza a imagem que deveria ter permanecido intocável dos “fabulous four”. Teria sido talvez aconselhável fazer uma edição limitada para colecionadores, a um preço exorbitante, como quem diz: “Objecto raro, só para fanáticos.” Mas não, quis-se facturar, ainda por cima à custa de um morto, John Lennon, que assim voltou a cantar com os seus antigos companheiros, no célebre tema inédito, “Free as a bird”, único motivo relevante num apanhado monstruoso do que, basicamente, não passa de lixo, por mais reciclado que seja. Mas “Free as a bird” é fraco. Pior, é banal. Lá se ouve Lennon a cantar com os outros três, ao empurrão sobre uma harmonia imediatamente identificável como “beatliana”, e uma banda tão, tão primária, de Ringo que até faz corar de vergonha. E pronto, as restantes 59 faixas ouvem-se com esforço e o respeito devido à memória do grupo, entre discursos de várias das personalidades em questão e faixas “raras” recolhidas de diversos contentores. São “takes” alternativos, gravações da sessão com Tony Sheridan, pedaços inacabados de canções célebres e algumas desafinações que têm o condão de transformar os deuses em músicos de carne e osso, sujeitos às armadilhas do ouvido. Enfim, não é que nada disto seja capaz de travar a romaria às discotecas, das turbas enfurecidas que se excitam à simples menção do nome mágico, ainda para mais espicaçadas por uma operação de “marketing” que soube mexer bem os cordelinhos. Os admiradores, que guardam com fervor religioso discos como “Rubber Soul”, “Revolver”, “Sgt. Peppers…” e o “álbum branco”, encolhem os ombros e passam ao lado. Os putos gozam à brava e fazem pouco dos pais. Os tais colecionadores ferrenhos espumam de raiva e acotovelam os broncos que os estirvam na fila de espera. Os Beatles vivos estão-se nas tintas e embolsam mais algum. John Lennon só pede que dêem descanso à sua alma. <strong>(4)</strong></p>
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		<title>Tri Yann &#8211; &#8220;Inventaire, 1970-93&#8221;</title>
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				<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:53:05 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[pop rock >> quarta-feira >> 29.11.1995 world Descoberta Ou Ignorância TRI YANN Inventaire, 1970-93 (8) Trisquel Muzik Todos distri. MC-Mundo da Canção Se a música da Bretanha se pode gabar de ser hoje uma das forças dominantes na cena “folk” europeia, isso deve-se à revolução, política e musical, desencadeada no final dos anos 60, princípio [&#8230;]<div class="crp_related  "><h3>   Posts       &nbsp;&nbsp;Relacionados:<br /></h3><ul><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2024/11/29/alan-stivell-again/"    target="_blank"  class="crp_link post-11999"><span class="crp_title">Alan Stivell - "Again"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2010/01/03/tri-yann-le-pelegrin/"    target="_blank"  class="crp_link post-1324"><span class="crp_title">Tri Yann - Le Pelegrin</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2016/05/15/dan-ar-braz-heritage-des-celtes/"    target="_blank"  class="crp_link post-4688"><span class="crp_title">Dan Ar Braz - "Héritage Des Celtes"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2025/12/12/trisquel-amandi/"    target="_blank"  class="crp_link post-12724"><span class="crp_title">Trisquel - "Amandi"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2024/01/03/barzaz-ec-honder-2/"    target="_blank"  class="crp_link post-11381"><span class="crp_title">Barzaz - "Ec’ Honder"</span></a></li></ul><div class="crp_clear"></div></div>]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>pop rock >> quarta-feira >> 29.11.1995<br />
<strong>world</strong><br />
<center><br />
<strong>Descoberta Ou Ignorância</p>
<p>TRI YANN<br />
Inventaire, 1970-93 (8)<br />
Trisquel Muzik<br />
Todos distri. MC-Mundo da Canção</strong></p>
<p><img src="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/tryAnn.jpg" alt="" width="737" height="784" class="alignnone size-full wp-image-13030" srcset="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/tryAnn.jpg 737w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/tryAnn-282x300.jpg 282w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/tryAnn-624x664.jpg 624w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/tryAnn-94x100.jpg 94w" sizes="(max-width: 737px) 100vw, 737px" /><br />
</center> </p>
<p>Se a música da Bretanha se pode gabar de ser hoje uma das forças dominantes na cena “folk” europeia, isso deve-se à revolução, política e musical, desencadeada no final dos anos 60, princípio dos anos 70 por gente como Roger Glennmor, Gilles Servat, Dremmwel, Sonerien Du, Ar Skloferien, Gweltaz e, evidentemente, Alan Stivell, que recolheu a maior parte dos louros. A esta lista falta acrescentar o nome do Tri Yann, um dos mais antigos grupos bretões ainda em actividade, juntamente com Stivell, e dos primeiros a fazerem a síntese da tradição com o rock e a instrumentação eléctrica.<br />
“Inventaire”, como o título indica, recapitula, por ordem cronológica, a história deste grupo originário da Nantes, no qual se mantiveram desde sempre os seus três fundadores: Jean Chocun, Jean-Paul Cornibeua e Jean-Louis Jossic, ou seja, os três “Jean de Nantes”, ou “Tri Yann na Naoned”, como, em bretão, eram designados no início. Desde a abertura, o clássico “Les prison de Nantes”, de 1972, incluído no primeiro álbum, “Tri Yann and Naoned” (na altura, Juliette Greco convidou o grupo para fazer a primeira parte de um concerto no Olympia), até ao “gwerz” final, gravado já nesta década, a música dos Tri Yann distingue-se pela jovialidade e um encanto extremos, marcados por um “celtismo” em que por vezes afloram, nas notas de um banjo, ventos de outras latitudes. A partir de 1974, a influência dos Malicorne faz-e sentir nos arranjos vocais, como no belíssimo “Pelot d’Hennebont”, do álbum “Suite Gallaise”, “Galvadeg en tri kant mil soudard”, com a sua reverberação de igreja, as vozes “medievais” e os desenvolvimentos eléctricos, é emblemático do melhor “folk rock” que se fez no Hexágono, na época de todas as maravilhas, dos Malicorne, Melusine, Maluzerne, Le Grand Rouge, La Chavannée e La Bamboche. No meio deste inventário de consulta obrigatória, um destaque especial para o manifesto contido em “La découverte ou l’ignorance”, do álbum do mesmo nome. Não resistimos a transcrever parte do texto: “Ignorei durante muito tempo que era bretão. Francês, sem problema, preciso contudo de viver também a Bretanha ou, melhor dizendo, tê-la na consciência, a Bretanha deixará de existir em mim. Se todos os bretões perderem esta consciência, ela deixará pura e simplesmente de existir. (…) A Bretanha existe apenas na medida em que cada nova geração se reconhece como bretã. Em cada hora que passa, nascem crianças na Bretanha. Serão elas bretãs? Ninguém sabe. Para cada uma, quando o momento chegar, será ou a descoberta ou a ignorância.”</p>
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		<title>José Peixoto &#8211; &#8220;BENJAMIM, DE MANHÃ AO DEITAR&#8221; (entrevista)</title>
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				<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:30:11 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[pop rock >> quarta-feira >> 29.11.1995 BENJAMIM, DE MANHÃ AO DEITAR Benjamim é uma criança de seis anos, igual a tantas outras da sua idade. Embora curta, já tem uma história para contar. José Peixoto, “El Fad”, como era conhecido antes de se tornar guitarrista nos Madredeus, teve a ideia de fazer um disco “adulto” [&#8230;]<div class="crp_related  "><h3>   Posts       &nbsp;&nbsp;Relacionados:<br /></h3><ul><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2016/02/20/varios-bom-dia-benjamim/"    target="_blank"  class="crp_link post-4442"><span class="crp_title">Vários - "Bom Dia Benjamim"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2017/11/03/jose-peixoto-o-que-me-diz-o-espelho-de-agua/"    target="_blank"  class="crp_link post-6377"><span class="crp_title">José Peixoto - "O Que me Diz o Espelho de Água"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2020/07/14/amelia-muge-estreia-em-disco-de-amelia-muge-uma-voz-tao-grande-como-uma-galaxia/"    target="_blank"  class="crp_link post-8245"><span class="crp_title">Amélia Muge - "Estreia Em Disco De Amélia Muge - Uma&hellip;</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2015/09/28/jose-peixoto-taifa/"    target="_blank"  class="crp_link post-4019"><span class="crp_title">José Peixoto - "Taifa"</span></a></li><li><a href="https://www.profelectro.info/fm/2016/07/18/maria-joao-fabula/"    target="_blank"  class="crp_link post-4902"><span class="crp_title">Maria João - "Fábula"</span></a></li></ul><div class="crp_clear"></div></div>]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>pop rock >> quarta-feira >> 29.11.1995<br />
<center><br />
<strong>BENJAMIM, DE MANHÃ AO DEITAR</strong><br />
</center><br />
<strong>Benjamim é uma criança de seis anos, igual a tantas outras da sua idade. Embora curta, já tem uma história para contar. José Peixoto, “El Fad”, como era conhecido antes de se tornar guitarrista nos Madredeus, teve a ideia de fazer um disco “adulto” para crianças, “Bom Dia, Benjamim”.</strong></p>
<p><center><br />
<img src="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/josePeixoto.jpg" alt="" width="542" height="784" class="alignnone size-full wp-image-13026" srcset="https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/josePeixoto.jpg 542w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/josePeixoto-207x300.jpg 207w, https://www.profelectro.info/fm/wp-content/uploads/2026/06/josePeixoto-69x100.jpg 69w" sizes="(max-width: 542px) 100vw, 542px" /><br />
 </center><br />
Com a ajuda de músicos como Maria João, José Mário Branco, José Salgueiro, Paulo Curado, Nuno Artur Silva e João Paulo Martins e artistas plásticos como Cristina Sampaio e Vasco Colombo, nasceu um disco, um livro e um desenho animado que contam um dia na vida de Benjamim. José Peixoto contou ao PÚBLICO a história deste projecto.<br />
<strong>PÚBLICO – Como é que nasceu a ideia de “Bom Dia Benjamim”?</strong><br />
JOSÉ PEIXOTO – A ideia não é nova nem original. A diferença está em que não é um disco infantil para crianças, mas sim um disco adulto dirigido a um público infantil. Surgiu a partir do momento em que comecei a ter esse problema em casa. Tenho uma filha de nove anos, não sabia que música é que havia disponível para ela. Há música clássica, que pode suprir uma série de problemas, mas música específica para crianças…<br />
<strong>P. – A ideia foi só sua?</strong><br />
R. – Nasceu de uma prenda de anos que eu dei à minha filha quando ela fez seis anos. Fiz-lhe uma canção, a “Canção de embalar”, que vem no fim do disco. Percebi que poderia estar ali a génese de algo mais. Juntei uma equipa com as pessoas que julguei serem as certas. Primeiro falei com o Paulo Curado e o Nuno Artur Silva. Arquitectámos a ideia que a partir daí se foi deenvolvendo.<br />
<strong>P. – O que é que a sua filha costuma ouvir?</strong><br />
R. – Habituou-se a adormecer com a Antena 2. Ouve também Bach, essencialmente.<br />
<strong>P. – Digamos que a maioria dos miúdos de hoje não ouve esse tipo de música…</strong><br />
R. – Pois não. Mas isso é outro problema. É muito fácil para o imaginário de uma criança que vê os filmes do Walt Disney, das fadas, princípes e princesas agarrar, por exemplo, num “Concerto Brandeburguês”, de Bach, dotado de personagens e transformado numa história.<br />
<strong>P. – Então não ouvem “heavy metal” nem a música dos tops?</strong><br />
R. – É o que lhes põem à frente. É um bombardeamento diário. Há música a mais, se calhar, sem grandes critérios. As pessoas sujeitam-se a isso passivamente. Agora se nós quisermos intervir…<br />
<strong>P. – Há portanto uma forte componente didáctica neste projecto?</strong><br />
R. – Sim, claro. Daí eu ter falado numa música adulta. Às vezes parte-se do princípio de que, se o público é infantil, então tudo é infantil. Música onfantil, ideias infantis…<br />
<strong>P. – A cantora Maria João não parece, desde logo, uma escolha óbvia?</strong><br />
R. – É uma mãe jovem, o que lhe garante o complemento afectivo necessário para uma pessoa se envolver num projecto deste tipo.<br />
<strong>P. – Joasé Mário Branco, autor dos arranjos e director musical, também não é propriamente sinónimo de acessibilidade imediata…</strong><br />
R. – É um pai mais velho e um avô recente. E uma pessoa capaz de dominar uma linguagem musical específica, neste caso que não fosse simplória. Tem a mestria de tornar as coisas simples com uma linguagem elaborada.<br />
<strong>P. – Como é que se compõe música para crianças?</strong><br />
R. – Parti da relação com a minha filha. Ou seja, da minha experiência enquanto pai, e de outras pessoas que acho que têm uma óptima relação com os filhos. Não é necessário, nesta relação, ser também criança, ter aquela tendência para falar à bebé.<br />
<strong>P. – Na criança existe pureza no acto de ouvir, enquanto o adulto o faz já com uma carga cultural em cima…</strong><br />
R. – Pois, mas também quando falamos com uma criança fazemo-lo com essa carga toda. Temos é que tomar o nosso discurso transparente e simples, o mais inteligível possível. Falar com ela “à bebé” não leva a lado nenhum. Nem a criança aprende nem é estimulada para outros universos mais evoluídos. Quando falo num disco adulto, é nessa base.<br />
<strong>P. – Qual é a história de Benjamim?</strong><br />
R. – Não há um enredo. São doze situações na vida de uma criança à volta dos cinco, seis anos. O disco conta o seu dia, desde que se levanta até ir para a cama, passando pela escola, a família, os amigos, as brincadeiras, a relação com o tempo, até com a morte, no episódio de um animal de estimação que morre. Cada situação é introduzida por um pequeno diálogo falado. As canções propriamente ditas são sempre na perspectiva do Benjamim.<br />
<strong>P. – Atendendo à tal massificação de que se falou há pouco, haverá disponibilidade do público infantil para ouvir uma história desse tipo?</strong><br />
R. – Espero que as nossas crianças, com a idade de cinco, seis anos, não estejam já tão condicionadas que não consigam ouvir uma coisa destas de uma maneira saudável. Vejo a audição de um disco destes, naquela perspectiva dos pais que o ouvem com os filhos, lhes explicam o livro. Pode ser o lado mais positivo e bonito disto.<br />
<strong>P. – Como é o livro? Faço a pergunta à Crsitina Sampaio, autora das ilustrações.</strong><br />
CRISTINA SAMPAIO – É um livro grande, muito maior que o tamanho do CD. Tem grandes ilustrações, uma por canção, com as respectivas letras nas páginas pares.<br />
<strong>P. – Sei que existe também um desenho animado. Uma concessão à tendência das crianças para consumir imagens?</strong><br />
C.S. – Não, tem apenas intenções promocionais.<br />
J.P. – Mas há outros projectos que estão a ser pensados. Pode ser que se faça uma série de televisão à volta das canções.<br />
C.S. – Os desenhos foram feitos no computador, que uso como se fosse um lápis. Há várias versões do Benjamim. Discutimos as suas características psicológicas, se casariam bem com a sua figura, enquanto boneco.<br />
J.P. – É um dos gozos que se podem ter a ouvir o CD, procurar perceber quem é o Benjamim.</p>
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