<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520</atom:id><lastBuildDate>Thu, 19 Dec 2024 03:28:27 +0000</lastBuildDate><category>neurologia</category><category>comportamento</category><category>alzheimer</category><category>demência</category><category>espiritualidade</category><category>medicina</category><category>psicologia</category><category>psiquiatria</category><category>qualidade de vida</category><category>cognição</category><category>educação</category><category>memória</category><category>não-violência</category><category>parkinson</category><category>personalidade</category><category>pessoa</category><category>psicoterapia</category><category>AVCI</category><category>DBS</category><category>Freud</category><category>TDAH</category><category>acidente vascular cerebral</category><category>blog</category><category>burnout</category><category>cefaléia</category><category>cefaléia crônica diária</category><category>cirurgia</category><category>compaixão</category><category>competição</category><category>confusão mental</category><category>cooperação</category><category>crises epilépticas</category><category>cuidados paliativos</category><category>cultura</category><category>cultura de paz</category><category>cérebro</category><category>delirium</category><category>depressão</category><category>determinismo</category><category>distanásia</category><category>doença</category><category>drogadição</category><category>déficit de atenção</category><category>efeitos colaterais</category><category>enxaqueca</category><category>epilepsia</category><category>epistemologia</category><category>esgotamento</category><category>estimulação cerebral profunda</category><category>hiperatividade</category><category>humanização</category><category>iluminação</category><category>individualismo</category><category>isquemia cerebral</category><category>levodopa</category><category>liberdade</category><category>mente</category><category>morte digna</category><category>morte encefálica</category><category>não-dualidade</category><category>ontologia</category><category>pensamento</category><category>proteína tau</category><category>psicanálise</category><category>representação mental</category><category>saúde</category><category>senilidade</category><category>serviço</category><category>sofrimento</category><category>símbolos</category><category>talento</category><category>terminalidade</category><category>transcendência</category><category>transtorno afetivo</category><category>tratamento</category><category>trombólise</category><category>valores</category><category>violência</category><title>Discursos em Neurologia e Comportamento</title><description>Dedicado a traduzir os conhecimentos da neurologia para o público leigo, bem como discutir os avanços científicos na área do comportamento e da cognição. De contrapeso, apresenta um olhar sobre os aspectos espirituais da doença e do adoecimento.</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-8349041018976625176</guid><pubDate>Tue, 20 Apr 2010 04:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-20T01:30:33.934-03:00</atom:updated><title>É possível se pensar em uma &amp;quot;tradução neurológica&amp;quot; de felicidade? Não me refiro ao arrebatamento do êxtase, mas ao sentimento de felicidade.</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;O que é felicidade? Só muito recentemente a psicologia começou a investigar em que se baseia essa sensação. Do ponto de vista neurológico, não tenho conhecimento de nenhuma abordagem para avaliar esse estado interno.&lt;br /&gt;Pra mim, a felicidade é um processo, uma trajetória que inclui alegrias e tristezas, mas que mantém no balanço um saldo de satisfação pessoal.&lt;br /&gt;Agora, como atingir a satisfação pessoal? &lt;br /&gt;Alguns dirão: fama, poder e riqueza. Exatamento o que os chineses antigos chamavam de &amp;quot;os três venenos do homem&amp;quot;.&lt;br /&gt;Outros procuram a relização nas coisas prosaicas, como a família, a profissão, o conhecimento etc. Também algo positivo, mas de certo modo circunscrito.&lt;br /&gt;Na minha opinião, o nível mais alto de realização e o que proporciona a maior felicidade(por não se preocupar com ela) é a dedicação ao bem-estar dos outros.&lt;br /&gt;Agir compassivamente para trazer paz aos outros é o nível mais alto de realização que alguém pode ter.&lt;br /&gt;Certamente, os aparelhos neurológicos não conseguem ainda detectar isso. Vamos precisar de uma tomografia que registre a luz espiritual para isso. Quem sabe um dia... :-)&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    &lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro ou a mente?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/04/e-possivel-se-pensar-em-uma-neurologica.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-3695259124811761277</guid><pubDate>Tue, 20 Apr 2010 04:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-20T01:17:32.170-03:00</atom:updated><title>minha filha tem  19 anos e a acho com a mente muito infantil, parece que cada ano que passa a mente dela vai regredindo. ela já terminou o segundo grau, e sempre se saiu bem nos estudos, não tem amigos . gostaria de saber a que médico devo recorrer?</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;Olá! Uma avaliação multiprofissional, com neurologista, psicólogo(a), psicopedagoga(o) e, eventualmente, neuropsicóloga(o).&lt;br /&gt;Muitas coisas podem ser causa. Déficit de atenção e hiperatividade é uma das mais comuns causas de diferença entre a idade cronológica e a mental.&lt;br /&gt;Abs!&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    &lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro ou a mente?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/04/minha-filha-tem-19-anos-e-acho-com.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-2013542808976000450</guid><pubDate>Tue, 09 Mar 2010 16:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-03-23T14:55:39.939-03:00</atom:updated><title>Hoje se sabe de todas funções das glândulas no cérebro? Existe alguma variação de suas funções nos seres humanos e nos animais?</title><description>&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;
O cérebro é composto por mais de 100 bilhões de neurônios, suas possibilidades combinatórias equiparam-se ao número de átomos do universo inteiro. Não apenas existe grande variação entre os seres humanos como também uma modificação infinita de estados mentais em cada pessoa ao longo do tempo.&lt;br /&gt;Como não é possível controlar o estado de excitação de todo o sistema nervoso simultaneamente, temos que estudar sua atividade de modo compartimentalizado: função por função.&lt;br /&gt;Mas na vida, a abordagem que temos de nós mesmos deve ser integrada e, desejavelmente, totalizadora.&lt;br /&gt;Podemos dizer que nós vivemos em múltiplas dimensões se pensarmos que existe, por exemplo, um nível macroscópico de existência psicossocial e vários níveis microscópicos de existência, constituídos por nossos estados internos biológicos, moleculares, neurais etc.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, somos um todo vivo que age sobre e, ao mesmo tempo, reflete o meio ambiente interno e externo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/03/hoje-se-sabe-de-todas-funcoes-das.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-6986973860621259240</guid><pubDate>Tue, 09 Mar 2010 16:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-09T13:37:10.438-03:00</atom:updated><title>Como é possível que um pensamento - considerado apenas como uma reação química - pode ser capaz de gerar a sensação de &amp;quot;eu&amp;quot;? Ou melhor: como a neurofisiologia explica a &amp;quot;autoconsciência&amp;quot; (aquele que sabe que é um eu que sabe)?</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;A ciência tem progredido muito no campo da neurologia cognitiva e comportamental. Cada vez mais conseguimos localizar circuitos e sistemas neurais relacionados a processos mentais antes estudados apenas pela filosofia ou pela religião. Neurologistas como Antonio Damásio escreveram livros a respeito e pesquisadores como Tristan Bekinschtein têm acrescentado muito ao nosso conhecimento. A idéia de uma &amp;quot;mente incorporada&amp;quot; no cérebro amplia nossos horizontes científicos sem a dureza de posições totalmente reducionistas.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    &lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro, a mente ou a alma? Pergunte aqui e vamos conversar!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/03/como-e-possivel-que-um-pensamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-6785596534227009584</guid><pubDate>Tue, 16 Feb 2010 01:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-17T08:31:56.001-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">drogadição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neurologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psiquiatria</category><title>Efeitos do tabaco e da maconha no cérebro</title><description>&lt;div class=&quot;formspringmeQuestion&quot;&gt;&lt;strong&gt;Em termos da medicina, drogas como o tabaco e a maconha são prejudiciais ou não ao cérebro? @moisesbasiliol&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;O tabaco e a maconha podem ser ambos nocivos ao funcionamento do cérebro, mas por mecanismos diferentes um do outro.&lt;br /&gt;
A maconha (Cannabis sativa) tem como principal princípio ativo o Tetra-Hidrocanabinol - o THC. Existem receptores nos neurônios espalhados pelo sistema nervoso central, específicos para esse composto e para os demais endocanabinóides. Os receptores tipo CB1 promovem a liberação de GABA(acido gama-aminobutírico) nas áreas da memória como hipocampo, amigdala e córtex cerebral. O resultado é uma lentificação do pensamento e comprometimento da memória. Crianças expostas&amp;nbsp;à droga ainda no útero da mãe têm menor desenvolvimento intelectual em termos de atenção, linguagem e aprendizado.&lt;br /&gt;
A &quot;química&quot; da maconha permanece por semanas no corpo, mesmo depois da interrupção do uso.&lt;br /&gt;
Já o tabaco tende a agir mais lentamente, por via indireta. Como é responsável por doenças nos vasos sanguíneos de pequeno calibre, seu consumo por décadas pode comprometer a irrigação cerebral, causando microinfartos ou predispondo a grandes acidentes vasculares cerebrais.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro, a mente ou a alma? Pergunte aqui e vamos conversar!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/02/formspringme_2389.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-6410418591164531402</guid><pubDate>Sun, 14 Feb 2010 18:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-17T08:12:38.982-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espiritualidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">não-dualidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">transcendência</category><title>A transcendência e o si-mesmo. Pergunta dos leitores</title><description>&lt;div class=&quot;formspringmeQuestion&quot;&gt;&lt;strong&gt;Transcender a si-mesmo,é ir em busca de uma essência individual ou este movimento é coletivo?Se encontramos na essência um vazio, que não dá para ser nomeado, mas dá pra ser sentido,posso pensar então que: a ilusão se mantém pelos Pensamentos?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;Transcender a si mesmo é diferente de transcender a si-mesmo. O si-mesmo, se pensarmos em termos junguianos,&amp;nbsp;é já uma realização da personalidade integrada que não tem o que transcender porque reuniu tudo de modo harmônico.&lt;br /&gt;
Ultrapassar a si mesmo, por outro lado,&amp;nbsp;significa derrubar as fronteiras do próprio ser para habitar o domínio do não-eu, exatamente onde encontramos &quot;o outro&quot;. Significa ampliar a própria consciência, repensando o papel central que tínhamos atribuído ao nosso ego até aquele momento.&lt;br /&gt;
Quem quer transcender a si mesmo, deve libertar-se de si para se reunir com os outros em irmandade, compaixão e amor.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro, a mente ou a alma? Pergunte aqui e vamos conversar!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/02/formspringme_6267.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-1928955769585099683</guid><pubDate>Sun, 14 Feb 2010 18:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-17T08:15:50.115-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Freud</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">personalidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicanálise</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicoterapia</category><title>Teorias de Personalidade e Freud -- pergunta dos leitores</title><description>&lt;div class=&quot;formspringmeQuestion&quot;&gt;&lt;strong&gt;Caro Dr Roger qual a tua relação com o mestre Freud?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;Acho que Freud foi um dos grandes teóricos da estrutura da personalidade, mas não definitivo. Certamente suas idéias de libido, Id, pulsão e recalque parecem funcionar bem, em termos de aplicabilidade prática. O mesmo acontece com a idéia de ego e superego. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;Todavia, ainda que encontremos uma coerência interna apreciável, existem outras teorias que respondem igualmente bem às questóes da personalidade, a partir de outros conceitos. Um exemplo é a psicologia do desenvolvimento histórico-cultural de Lev S. Vygotsky.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;O método da psicanálise freudiana é longo, mas bastante interessante ao utilizar mecanismos de frustração para produzir uma regressão terapêutica e depois iniciar o processo de reconstrução. O problema é que as defesas do ego e as resistências são grandes e muitos pacientes abandonam antes de atingirem os resultados possíveis.&lt;br /&gt;
No final, eu gosto de Freud, Vygotsky, Jung, Skinner e outros, pois vejo que cada um contribui significativamente para a compreensão do nosso modo de ser e de agir.&lt;br /&gt;
obrigado pela pergunta!&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro, a mente ou a alma? Pergunte aqui e vamos conversar!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/02/formspringme_14.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-7022054540241436781</guid><pubDate>Sun, 14 Feb 2010 01:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-17T08:19:41.928-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">depressão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neurologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psiquiatria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">transtorno afetivo</category><title>Transtorno bipolar: o desafio diagnóstico. Pergunta dos leitores</title><description>&lt;div class=&quot;formspringmeQuestion&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ei moço, gosto muito de vir aqui dar uma bisbilhotada.Gostaria de saber como o transtorno bipolar é diagnosticado.Se há cura e qual o melhor tratamento.É natural que quem tenha esse transtorno ñ saiba que tem?Beijão pra vc e obrigada pela atenção.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;O transtorno bipolar, antigamente conhecido como psicose maníaco-depressiva, é diagnosticado com base na entrevista médica. Não é muito fácil fazer o diagnóstico, especialmente no começo, quando as alterações de humor são consideradas como eventos separados.&lt;br /&gt;
O importante é que são mudanças severas no tom emocional da pessoa, diferentes das variações de humor que normalmente temos. Nos períodos de depressão o paciente fica realmente deprimido, afastando-se do convívio social e até comprometendo seu lado profissional. Já nos momentos de mania ou hipomania é capaz de fazer coisas despropositais como comprar 50 pares de sapatos para o filho de 1 ano de idade, vender as propriedades da família imaginando fazer um ótimo negócio ou manifestar compulsões sexuais insaciáveis.&lt;br /&gt;
Os comportamentos gerados nesses períodos dão indícios da gravidade do humor envolvido e da necessidade de procurar um especialista. Existem medicações apropriadas para o controle dessa condição médica.&lt;br /&gt;
Mas nem sempre é fácil o paciente perceber que há algo errado, ainda mais se for adolescente. Por isso, o olhar atento da família e a abertura para conversar são fundamentais.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro, a mente ou a alma? Pergunte aqui e vamos conversar!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/02/formspringme_13.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-1217124650261209602</guid><pubDate>Fri, 12 Feb 2010 15:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-17T08:22:13.109-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">alzheimer</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cognição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">demência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">memória</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pensamento</category><title>Perda de memória - pergunta do leitor</title><description>&lt;div class=&quot;formspringmeQuestion&quot;&gt;&lt;strong&gt;Caro Dr Roger sempre tive uma intensa velocidade de raciocínio, uma memoria quase fotografica e baixa necessidade de sono, 5 horas estava excelente, mas de dezembro para cá, parece que tudo piorou muito, o que tem me desanimado. será minha idade? tenho&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;A memória vai declinando naturalmente com o envelhecimento. Desde os 20 anos! Todavia, a causa mais comum de problemas de memória em paciente até os 60 anos é o esgotamento, o cansaço, o estresse físico e mental.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;No consultório, podemos aplicar alguns testes cognitivos para determinar se o problema está realmente na memória ou em outro domínio mental, como a abstração, a linguagem ou a atenção e concentração. Evidentemente, se alguém está cansado a ponto de não conseguir prestar atenção nas coisas, não será capaz de reter as informações e não poderá recuperá-las posteriormente na forma de memória.&lt;br /&gt;
Para saber mais, veja o texto no meu blog sobre &quot;Burnout&quot; em &lt;a href=&quot;http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/07/sindrome-de-burnout-nova-face-do.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/07/sindrome-de-burnout-nova-face-do.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro, a mente ou a alma? Vamos conversar!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/02/formspringme_4485.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-6761142499181037625</guid><pubDate>Fri, 12 Feb 2010 15:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-17T08:31:26.616-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cognição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">déficit de atenção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">hiperatividade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neurologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">TDAH</category><title>Déficit de Atenção e Hiperatividade - pergunta do(a) leitor(a)</title><description>&lt;div class=&quot;formspringmeQuestion&quot;&gt;&lt;strong&gt;Gostaria de saber como o TDAH é diagnosticado pelo neurologista. Obrigada!!&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma patologia que fica na intersecção entre a neurologia, a neuropediatria e a psiquiatria.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;As meninas tendem a apresentar um comportamento mais desatento, enquanto os meninos manifestam mais sintomas de hiperatividade. No primeiro caso, são crianças doces, gentis, mas com baixo desempenho escolar porque parecem viver no mundo da lua. Não se dedicam às tarefas e podem ser um pouco teimosos. Nos casos de hiperatividade, teremos os buscadores de emoções que sobem em telhado, brincam com fogo, atiçam o cachorro do vizinho, mexem com objetos perigosos como facas etc; e há também os buscadores de novidades que não permanecem mais do que poucos minutos em cada atividade, cansando-se rapidamente e procurando algo novo. Claro que essas manifestações apresentam-se em variadas proporções em cada pessoa e muitas crianças levam os sintomas para a vida adulta.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;Há escalas que podem ser aplicadas pelo neurologista diretamente no paciente e outras destinadas aos familiares que ajudam na detecção dos sinais que caracterizam a síndrome.&lt;br /&gt;
Como é uma doença &quot;da moda&quot; temos que ficar atentos com o excesso de diagnósticos, seja pelos pacientes e familiares ou pelos médicos. Embora saibamos que há uma diminuição na atividade das projeções dopaminérgicas para os lobos frontais cerebrais, ainda há muito o que descobrir sobre a doença. No momento, temos facilidade em detectar os casos extremos, mas o limite entre o normal e o patológico está longe de ser bem compreendido.&lt;br /&gt;
As medicações usadas podem causar dependência química e psíquica, por isso devem ser prescrita de modo criterioso. Já a falta de tratamento pode diminuir as chances da criança concluir os estudos e até estar mais predisposta a drogadição.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;Estamos à disposição dos interessados em saber mais sobre a doença.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro, a mente ou a alma? Vamos conversar!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/02/formspringme_3109.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-6609199242340876357</guid><pubDate>Fri, 12 Feb 2010 15:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-12T13:46:35.798-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">alzheimer</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">medicina</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">memória</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neurologia</category><title>Amnésia e Lapsos de Memória - pergunta do(a) leitor(a)</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeQuestion&quot;&gt;&lt;strong&gt;Obrigada por colocar seus saberes à disposição. Uma pergunta sempre me intriga: as amnésias temporárias, os lapsos da memória recente e a predominância de lembranças muito remotas e até mesmo desconhecidas são neurológicos? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;Atualmente consideramos a existência de vários tipo de memória, tais como a procedimental, a memória de fixação, a memória de evocação e a memória tardia.&lt;br /&gt;Há muitas doenças que comprometem predominantemente um ou outro tipo de memória.&lt;br /&gt;No Alzheimer existe o que chamamos de um comprometimento escalonado da memória. Isso quer dizer que a pessoa doente vai perdendo as memórias mais recentes e, progressivamente as mais antigas, até as bem remotas.&lt;br /&gt;Os problemas de memória precisam ser avaliados por neurologista com prática nessa área cognitiva.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro, a mente ou a alma? Vamos conversar!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/02/formspringme_12.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-6106338658940797687</guid><pubDate>Wed, 10 Feb 2010 12:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-12T13:48:43.144-02:00</atom:updated><title>A Mente e o Cérebro - pergunta do(a) leitor(a)</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeQuestion&quot;&gt;&lt;strong&gt;Roger, uma pergunta tem me intrigado: as reações do cérebro (químicas, elétricas etc) são CAUSAS dos pensamentos ou, ao contrário, são MANIFESTAÇÕES DECORRENTES do pensamento?A ciência neurológica pode ajudar nisso? Thomé/CTBA&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;Do ponto de vista da neurociência, os pensamentos e demais funções da mente são apenas produto das interações entre os neurônios.&lt;br /&gt;Para que você tenha uma idéia, são mais de 100 bilhões de neurônios em um único cérebro. Cada neurônio pode ter conexão com mais de 10.000 outros neurônios, por meio das sinapses. Dessa forma, o número de combinações possíveis de conexões no sistema nervoso central é considerado maior do que o número de partículas existentes no universo!&lt;br /&gt;Há teorias que acham que tudo é cérebro e que a mente é um criação cultural fundamentada na experiência subjetiva. Searle é um dos que advoga que o problema mente-cérebro não existe, é um artefato.&lt;br /&gt;Outros acreditam que a mente é mais complexa do que o cérebro, mas interligada a ele. Essas teorias são formas moderadas de dualismo, conhecidas como emergentismo e epifenomenalismo.&lt;br /&gt;Enfim, a questão não é resolvida e se desdobra em muitas outras bastante técnicas, na filosofia da mente e do conhecimento.&lt;br /&gt;Espero ter sido o mais claro possível, mas não há como evitar certos termos técnicos ao tratar este tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço e obrigado pela pergunta.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://formspring.me/rogersoares&quot;&gt;Questões sobre o cérebro, a mente ou a alma? Vamos conversar!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/02/formspringme_10.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-1118637804540174706</guid><pubDate>Tue, 09 Feb 2010 14:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-09T19:07:40.163-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">compaixão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">doença</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">medicina</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sofrimento</category><title>Doença, dor e sofrimento</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH5KbgeA3BVKGnb8OhGaU4Lb-Pe__Vg14hcNT8ekJdkS4ylZEr1W5kMCQmMmBe2fKvk92xdD0x3f_0nJK4OgiwFZja1S_m8Y2Z7CXOFXa_9N8PhmuvGtx5Ee0UBSQ0v9DCWbHswog8tDE/s1600-h/UT5507.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 163px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5436330987749492690&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH5KbgeA3BVKGnb8OhGaU4Lb-Pe__Vg14hcNT8ekJdkS4ylZEr1W5kMCQmMmBe2fKvk92xdD0x3f_0nJK4OgiwFZja1S_m8Y2Z7CXOFXa_9N8PhmuvGtx5Ee0UBSQ0v9DCWbHswog8tDE/s200/UT5507.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;u tinha 16 anos quando entrei na faculdade de medicina. O ano era 1985 e por causa daquele vestibular em Londrina acabei tendo que conviver diuturnamente com o sofrimento, a doença e a morte desde então.&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Não há nada mais acachapante para quem tem alguma inclinação para a espiritualidade ou para uma reflexão existencial do que esse contato íntimo com as vicissitudes humanas. Somente talvez a convivência com flagelos maiores, que ultrapassam o âmbito do indivíduo e sua família, pode ser mais gritante do que a vida dentro de um hospital. Estou pensando nas guerras, na fome que assola as populações africanas, nos campos de refugiados, nos guetos do nazismo e em coisas odiosas como o apartheid. Para essas não tenho grandeza de espírito necessária. Admiro quem dedica sua vida ao combate direto, &lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;in loco&lt;/span&gt;, a esses males.&lt;br /&gt;De qualquer modo, a percepção imediata do sofrimento dos outros funciona como um balde de água fria sobre qualquer sonho de mundo feliz que um adolescente, como eu era ao percorrer pela primeira vez os corredores da sala de anatomia, possa alimentar. Apesar disso, entre optar por uma atitude fria e cínica diante da dor ou procurar desenvolver algum nível de contato com o sujeito que sofre; acabei escolhendo o segundo caminho. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Depois de tanto tempo debruçado sobre a literatura médica, conclui que por mais que estude sempre fica algo faltando. No máximo, quando alcanço o estado da arte em alguma moléstia específica, o que acontece é que compartilho a ignorância dos maiores cientistas do mundo. No quesito resolução de sofrimento, a medicina deixa ainda muito a desejar.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Por incrível que pareça, também não há resposta satisfatória na religião. Criam-se justificativas, promessas e apoio espiritual por meio de crenças em compensações posteriores, mas o sofrimento do aqui e agora permanece. Se houvesse um exorcismo realmente eficaz, por padre, pastor ou ministro - algo que realmente extirpasse a doença, os hospitais estariam com seus dias contados. Do mesmo modo, não há atos mágicos, manipulação de Chi ou meditação que repare algo concreto como um fígado cirrótico. Se é falta de merecimento, havemos de perguntar o que merecem então os doentes.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Ciência e religião podem nos ensinar a encontrar saúde no corpo, na mente e no espírito, mas apenas ANTES da patologia se apresentar. Certamente há curas milagrosas reinvidicadas pelas duas artes, mas são assim, milagres em condição de exceção, como são todos os milagres.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;No final das contas, fazendo tudo ao alcance dos conhecimentos disponíveis oriundos de qualquer lado, o que sobra diante de nós é a dor e o sofrimento do ser humano vivo e físico, como nós mesmos. E para isso só há um remédio, aquele que está justamente no plano humano da existência. Para esse sofrimento, a cura é a compaixão, a solidariedade, a empatia possível apenas pelo contato caloroso de alguém que se identifique realmente com o outro.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;É verdade que os médicos carregam sobre os ombros o peso da responsabilidade do diagnóstico correto, da prescrição inequívoca e da cirurgia precisa. Até mesmo nos cabe a função de dizer que chegou a hora de parar e deixar a vida atingir seu fim irrevogável. Mas penso que o médico(incluindo a mim mesmo) ainda está distante do nível de humanidade necessário para o tratamento do sofrimento. Vejo, por exemplo, que não teria o desapego de enfermeiras ou fisioterapeutas que lidam diariamente com as excreções normais e patológicas, dando banho, trocando ou aspirando os pacientes.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A doença é, certamente, um negócio para os profissionais da saúde, mas alguns acrescentam de si a compaixão que entregam graciosamente e então demonstram seu valor como pessoas. São poucos, mesmo porque tal dedicação é dura, dolorosa em si e até incompatível com a luta pela sobrevivência e com a pressa, sua filha dileta.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A espiritualidade e a inquisição interior dos motivos da vida e seus percalços são suportes fundamentais para organizarmos uma postura própria diante dos problemas. O conhecimento de tecnologias científicas e espirituais são ferramentas a serem adquiridas para o trabalho. Uma vez feito isso, é hora de partir para o campo real da batalha diária e procurar, sinceramente, fazer o melhor para o outro.&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/02/e-u-tinha-16-anos-quando-entrei-na.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH5KbgeA3BVKGnb8OhGaU4Lb-Pe__Vg14hcNT8ekJdkS4ylZEr1W5kMCQmMmBe2fKvk92xdD0x3f_0nJK4OgiwFZja1S_m8Y2Z7CXOFXa_9N8PhmuvGtx5Ee0UBSQ0v9DCWbHswog8tDE/s72-c/UT5507.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-4147522241274160599</guid><pubDate>Thu, 28 Jan 2010 00:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-12T13:50:22.692-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">epistemologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espiritualidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mente</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ontologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pessoa</category><title>Dance, Magic, Dance: o labirinto da mente</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxir2JEazm1wixtJg0MCI8LSIlE1_fiN7Npuu3nCT_uEkhMndHvr1dfMsXzJIRWkPy5w_QfpZOvlRkccuZPkoF6heBJEEfK_yPM3DtX7ntmwrs3H8qHKWjTkhiWxg4PRsePQ9Z_uuSta0/s1600-h/170409Labyrinth4.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 159px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5431595983812581170&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxir2JEazm1wixtJg0MCI8LSIlE1_fiN7Npuu3nCT_uEkhMndHvr1dfMsXzJIRWkPy5w_QfpZOvlRkccuZPkoF6heBJEEfK_yPM3DtX7ntmwrs3H8qHKWjTkhiWxg4PRsePQ9Z_uuSta0/s200/170409Labyrinth4.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;O &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;filme &quot;Labirinto - a Magia do Tempo&quot; marcou uma geração, levando-a a viajar com a heroína interpretada pela então adolescente Jennifer Connely através do labirinto mágico de Jareth - um feiticeiro poderoso interpretado por David Bowie. Na película lançada em 1986 e dirigida por Jim Henson o objetivo da protagonista era resgatar seu pequeno irmão aprisionado em um mundo habitado por criaturas monstruosas, mas ao mesmo tempo inocentes e cômicas em suas maldades. A trilha sonora ainda hoje é tocada nas rádios e provoca boas lembranças. Como toda fábula, sua interpretação pode ser feita em vários níveis e aqui vamos explorar um dos mais inusitados - o ontológico-espiritual.&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Se você ainda não assistiu o filme, pare de ler esse artigo e se dirija à mais próxima locadora. Permita-se encantar pelo conto de fadas até que os efeitos especiais(hoje primários se comparados a &quot;Matrix&quot; ou &quot;Avatar&quot;) se tornem reais para você. Antes de interpretações esotéricas, o melhor é se render àquela visão ingênua que a mente desarmada pode ter do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Feito isso, podemos retornar aos pontos alternativos de compreensão. Sim, pois a visão ingênua é a básica e fundamental, o resto são constructos que miram em última instância à recuperação da visão primeira e pura.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A estrutura do roteiro é de uma narrativa mítica tipicamente heróica. Abduzida da realidade racional, a heroína Sarah Williams(Connely) enfrenta a saga dos mitos gregos. Primeiro ela comete um erro, reafirmando sua humanidade falível, e é punida pelo sobrenatural. A seguir recebe o chamado e se lança em uma aventura rumo ao desconhecido, onde passará por dificuldades e enfrentará os perigos até se encontrar com seu grande rival. Quando, finalmente, derrota seu nêmesis alcança a redenção e sai da experiência triunfante, renovada e possuidora de um novo patamar de identidade.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Esse aspecto mítico, recontado em várias epopéias dos tempos antigos, é bem descrito e analisado por Joseph Campbell em &quot;O Herói de Mil Faces&quot;. Fica a sugestão da leitura.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;É claro que o filme, eminentemente simbólico, se presta também a análises psicológicas tanto de viés freudiano, como junguiano. Dá para se divertir com a estória explorando também essas possibilidades.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Todavia a que ofereço, nesse ponto, é uma perspectiva de caráter espiritual, com tendências interpretativas claramente orientais, indianas ou chinesas. Na busca de si mesmo, o adepto do caminho espiritual inicia uma jornada em direção à sua própria essência. Assim espera alcançar a reunião com a realidade cósmica, também entendida como O Sagrado. Por métodos e tecnologias ióguicas, contemplativas, meditativas e devocionais, de acordo com a escola seguida, o neófito persegue a reunião mística com sua origem primordial e comum ao universo.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;No filme &quot;Labirinto&quot; podemos enxergar essa busca por si mesma na personagem principal. A dificuldade desse processo é simbolizada pelo enigma expresso no título do longa-metragem. O que faz, no entanto, transparecer o fato de que o terrível mago ou feiticeiro era a própria heroína projetada em seu oposto é que quando ela o derrota, ele afirma que foi ela quem pediu e chamou por ele. Além disso, a derrota do mal é conseguida pela súbita compreensão de que a garota era a criadora dele. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O vilão só tinha poderes porque a mocinha do filme os concedia a ele.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Fica clara, então, a analogia com a iniciação espiritual. Saímos em busca de uma essência, simbolizada por nossa identidade mais profunda e, quando a encontramos, descobrimos que a mesma não tem existência própria ou intrínseca. O feiticeiro pop-star é o Ego, o eu que imaginamos ser o senhor central de nosso realidade. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Mas tal qual o dono do labirinto na estória, o Ego é como um castelo, cercado por um labirinto, com guardas e ministros; tudo bem montado para proteger e preservar um rei que, na verdade, não existe. O Ego é uma ilusão sem consistência, sem um lugar para si que não o da fantasia, sem realidade inerente que lhe dê fundamento. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A ignorância nos mantém a crença de que no si-mesmo há algo palpável. Mas a essência espiritual, se podemos assim chama-la é vazia. Essa vacuidade não significa extinção. Quer dizer, no entanto, que nossos apegos e desejos não mereceriam tanto sofrimento de nossa parte caso compreendêssemos que não adianta dar presentes se não há quem os receba.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;No Tao Te King, Lao Tsé afirma e depois pergunta: Quem sofre é o Eu. Se não há um Eu para sofrer, quem sofrerá?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Livres de expectativas, abertos à visão ingênua do mundo. Voltemos a ser crianças como um velho sábio chinês.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;445&quot; height=&quot;364&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/DjoYzLBp34o&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6&amp;amp;border=1&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/DjoYzLBp34o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;445&quot; height=&quot;364&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2010/01/dance-magic-dance-o-labirinto-da-mente.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxir2JEazm1wixtJg0MCI8LSIlE1_fiN7Npuu3nCT_uEkhMndHvr1dfMsXzJIRWkPy5w_QfpZOvlRkccuZPkoF6heBJEEfK_yPM3DtX7ntmwrs3H8qHKWjTkhiWxg4PRsePQ9Z_uuSta0/s72-c/170409Labyrinth4.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-2812431233494623507</guid><pubDate>Tue, 26 Jan 2010 20:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-26T18:46:36.957-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espiritualidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">humanização</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">medicina</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neurologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">saúde</category><title>Aumentando a saúde, evitamos as doenças</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTK_fmknoGZMkzNTUBx9T0700xIr1LF-J_ddwhICYZSRVAgqKuphuMcmsJ0qqrkB6DY1ZHmgX4Gi_A1YLW75TgXNjl01VwZ4-ThHCQWoO21aeZ5UWxrOXBFRLLlv6AtqXQ3M85sKoQEFs/s1600-h/chinese-doctor-ancient.gif&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 186px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTK_fmknoGZMkzNTUBx9T0700xIr1LF-J_ddwhICYZSRVAgqKuphuMcmsJ0qqrkB6DY1ZHmgX4Gi_A1YLW75TgXNjl01VwZ4-ThHCQWoO21aeZ5UWxrOXBFRLLlv6AtqXQ3M85sKoQEFs/s200/chinese-doctor-ancient.gif&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5431151841605504450&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão sei se é verdade ou mito, mas dizem que os chineses antigos pagavam periodicamente seus médicos para que mantivessem sua saúde. E paravam de pagar se ficavam doentes. A função do médico era evitar que seus clientes ficassem doentes. A medicina preventiva era muito mais valorizada que a curativa, exatamento o contrário do que acontece hoje. Mas se, por um lado, a tecnologia empurrou a medicina para uma atitude reativa diante da doença; de outro, aumentou também a possibilidade de mantermos mais saúde seguindo informações acessíveis a todos.&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A idéia dos povos do Extremo Oriente era de que um desequilíbrio energético sempre precedia a manifestação de uma patologia física. Tal alteração era passível de detecção ou tratamento por um bom curador, antes da doença se consolidar. No caso da medicina chinesa, bastava ao médico palpar os pulsos e ver a língua do paciente para reconhecer qual dos 12 meridianos pares ou dos 2 ímpares apresentava um bloqueio energético e, assim, o tratamento era realizado. Por meio da fitoterapia, da acupuntura, da moxa e dieta os terapeutas ajudavam o paciente a restabelecer seu Chi e, com isso, voltar a ter harmonia interna e externa.&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É certo que atualmente não temos essa capacidade quase sobrenatural de detectar as alterações das energias sutis. Na verdade, os ocidentais nem acreditam muito nesse tipo de conceito. Todavia,  ninguém fica espantado se dissermos que antes de aparecer uma úlcera gástrica, deve ter acontecido um desequilíbrio na função da produção de ácidos no estômago e que teria sido possível tratar a úlcera mesmo antes dela se manifestar, caso soubéssemos da hiperacidez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O problema que queremos destacar é que apesar de sabermos das nossas doenças antes delas aparecerem, optamos por ficar alienados, ignorando os sinais que nosso organismo fornece.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Podemos compreender um pouco mais sobre a saúde se entendermos como nosso corpo  mantém o equilíbrio, assimilando variações do meio interno ou externo enquanto permanece dentro de uma faixa de normalidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das características fundamentais desse organismo altamente complexo e evoluído que temos é a homeostasia - a capacidade que o corpo tem de se recuperar de estados de desequilíbrio e voltar ao seu estado normal, atuando dentro de uma faixa de segurança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um exemplo de mecanismo homeostático é o controle da temperatura. Nosso sistema corpóreo consegue se manter facilmente por volta de 36 a 37 graus Celsius, mesmo que estejamos em ambientes que variem de 10 a 45 graus. Se está calor, suamos para resfriar; se está frio, trememos para aquecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A doença é a decorrência daquela situação extrema que ultrapassa os limites da capacidade de auto-regulação do corpo físico. Uma vez rompida essa barreira da saúde, o estado doentio se instala de modo progressivo até a deterioração completa do organismo ou morte. Eventualmente, novos estados de equilíbrio precário são alcançados, mas isso não impede o avanço de doenças como o diabetes ou a hipertensão arterial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se tivermos a capacidade de nos manter atentos aos nossos estados mais sutis, seja em nível mental, emocional ou físico, poderemos antecipar as situações que podem colocar em risco nossa saúde. Além disso, todos temos à disposição uma grande quantidade de informações que podem nos ajudar a encontrar mais saúde e alcançar maior longevidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Podemos adotar uma alimentação mais saudável para nós e para o planeta diminuindo o consumo de carnes e preferindo os pescados. Também melhoramos nossa saúde evitando os carboidratos simples como o açucar e as gorduras que aumentam o colesterol. A atividade física regular, a abstenção de fumo e dos excessos de álcool também favorecem maior saúde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pense como você quer estar, fisicamente, daqui a 5 ou 10 anos. Analise o quanto sua vida pode ser preciosa para seus filhos, amigos e companheiro(a) e como eles querem vê-lo(a) também no futuro. A alternativa para viver &quot;dez anos a mil&quot; não é viver &quot;mil anos a dez&quot;. Com sabedoria é possível encontrar equilíbrio para viver uma vida significativa e longa ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/08/aumentando-saude-evitamos-as-doencas.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTK_fmknoGZMkzNTUBx9T0700xIr1LF-J_ddwhICYZSRVAgqKuphuMcmsJ0qqrkB6DY1ZHmgX4Gi_A1YLW75TgXNjl01VwZ4-ThHCQWoO21aeZ5UWxrOXBFRLLlv6AtqXQ3M85sKoQEFs/s72-c/chinese-doctor-ancient.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-6090475784731745548</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2009 14:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-09T14:22:16.422-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">alzheimer</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">demência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">qualidade de vida</category><title>Olhares perdidos</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWE_ZPQagRZ-Ci2B_GhyJRpdeg-hxdr38rVGyH2CKRqcrJoIXk-ySVTCdd94Wf9T53s-A9CVuq8Zw1BhNx1FQVs5E6g2cTQ0FpteIX7eoXDfpkEKTIPiN5aFvX91e9OCEJtxxs2UY28zY/s1600-h/gaze640.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5379519006810425810&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWE_ZPQagRZ-Ci2B_GhyJRpdeg-hxdr38rVGyH2CKRqcrJoIXk-ySVTCdd94Wf9T53s-A9CVuq8Zw1BhNx1FQVs5E6g2cTQ0FpteIX7eoXDfpkEKTIPiN5aFvX91e9OCEJtxxs2UY28zY/s200/gaze640.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;C&lt;/span&gt;onforme a idade avança, todos nós experimentamos o declínio natural das funções orgânicas, tanto físicas como mentais. O processo de senescência é fisiológico, do mesmo modo que a infância ou a adolescência. Essas fases contêm particularidades que devem ser vistas, compreendidas e valorizadas de acordo com seu contexto. Algumas patologias, todavia, são dependentes da idade e no caso da Doença de Alzheimer quanto mais velho, maior a chance de um indivíduo manifestar o problema. Distinguindo a senescência como processo natural do quadro patológico de senilidade, podemos oferecer os tratamentos e cuidados adequados a cada pessoa, preservando a dignidade e a qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A doença de Alzheimer atinge aproximadamente 1,5% da população norte-americana, o que equivale a cerca de 4 milhões de pessoas acometidas pela doença. No Brasil, as estimativas sugerem algo em torno de 1,5 milhão de pacientes com o mal. Uma das características fundamentais é o comprometimento dito escalonado da memória. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Em primeiro lugar fica alterada a capacidade de retenção para fatos recentes, junto com uma dificuldade de atenção e concentração. Posteriormente, as memórias antigas também são corrompidas de tal modo ainda que vão se perdendo das mais novas (em anos) para as mais remotas. A tradução clínica é uma tendência do idoso viver no passado e contar, repetidas vezes, estórias antigas da sua juventude. Além da dismnésia, outros sintomas cognitivos podem aparecer, como a dificuldade para lembrar o nome das coisas, diminuição da fluência verbal, incapacidade para reconhecer rostos conhecidos, perdas das habilidades de cálculos etc. A falta de percepção da própria condição de doença é chamada anosognosia e está presente em muitos pacientes.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Com o avançar da doença, as deficiências vão progredindo e aquilo que era notado apenas pelos familiares, passa a ser percebido por qualquer um que tenha contato com o idoso. Suas capacidades mentais estão visivelmente prejudicadas. Todavia, as interações afetivas ainda são possíveis e mudanças de temperamento ou humor não são raras. Alguns podem se tornar bastante sociáveis, interagindo com desconhecidos sem restrições. Outros podem assumir uma postura mais defensiva e evitar o contato social.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Aqui já surgem alguns mitos que podem ser bastante negativos. As mudanças de comportamento e afeto são interpretadas por muitos leigos como uma desrepressão de conteúdos psicológicos que ficaram recalcados durante toda a vida. Esse tipo de visão, além de não ser embasada em fatos científicos, pode ser a origem de diversos problemas e preconceitos. Basta imaginar uma senhora que sempre foi muito gentil e educada que desenvolva, em decorrência das lesões cerebrais do Alzheimer, um linguajar chulo, agressividade ou comportamento sexual não inibido. Se acreditarmos na hipótese da desrepressão do inconsciente, diremos que na verdade a paciente sempre foi uma despudorada, obscena e dissimulada, pois tinha compostura antes de ficar doente.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Claro que não podemos aceitar tal interpretação. Primeiro porque as atitudes de uma vida inteira são muito mais representativas da verdade de uma pessoa do que uma situação momentânea relacionada a uma doença. Depois, porque o comprometimento cerebral do Alzheimer não é homogêneo por todo sistema nervoso, podendo afetar certos circuitos inicialmente mais que outros, causando os comportamentos bizarros. Além disso, não acontece da mesma maneira com todas as pessoas. Por fim, as lesões neuronais não obedecem os planos do modelo de personalidade freudiana, ou seja, não comprometem as camadas mais superficiais do consciente, depois o subconsciente e por fim o inconsciente; do mesmo modo que não &quot;ataca&quot; preferencialmente o superego, liberando o id.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O resumo disso é que ao encararmos um paciente com Alzheimer que desenvolve um distúrbio de comportamento, devemos enxergar antes de tudo uma pessoa doente cujos atos intencionais e volitivos se encontram solapados desde a sua construção cognitiva básica. Ela não pode ser responsabilizada por suas ações, nem desacreditada em sua história de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Raciocínio semelhante precisa ser desenvolvido também no que diz respeito às relações interpessoais do paciente com demência. Às vezes o paciente não reconhece os filhos, ou chama a figura de mulher que está atualmente mais próxima de &quot;mãe&quot;, ou então parece ter predileção por alguns filhos em detrimento dos outros. Tudo isso gera ansiedade nos familiares, especialmente os filhos que podem se sentir excluídos do círculo de afeto do genitor. Perguntam-se: &quot;porque ela se lembra do nome do João, mas não do meu?&quot;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Novamente, essas não são escolhas pessoais do paciente, nem significam que exista algo mal resolvido com um determinado familiar. As relações dos portadores da doença, a partir de determinado estágio, são construídas por meio de associações inextricáveis e irracionais. Dependem de fragmentos de memória desconexos que se reagrupam de modo inconsequente. Não dá para saber nem como, nem porque, mas apenas entender que não há culpa em ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Para encerrar essas considerações sobre o mal de Alzheimer, gostaria de lembrar aquilo que costumo chamar de &quot;fantasia do cativeiro&quot;. Com a progressão da doença, o paciente perde as funções mentais superiores e também as capacidades motoras. Fica então limitado a uma poltrona ou ao leito e não contactua mais verbalmente. O ciclo sono-vigília se desconstrói e pode passar muito tempo sonolento e quando acorda tem pouca ou nenhuma reação psicologicamente compreensível. Nesse ponto, alguns familiares podem desenvolver a fantasia do cativeiro que é imaginar que aquela pessoa que eles sempre conheceram está lá dentro daquele doente, aprisionada em algum lugar tentando se comunicar com o exterior de algum modo.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Partindo desse pressuposto, os familiares &quot;constróem&quot; uma nova linguagem com a qual conseguem compreender o que está &quot;realmente&quot; passando pela mente do idoso demenciado. Claro que certas habilidades de comunicação permanecem e é possível reconhecer que o paciente sente dor na barriga quando geme, do mesmo modo como reconhecemos isso nos bebês. Mas uma linguagem rudimentar só pode transmitir mensagens rudimentares. Por mais que possa ser dolorido se render aos fatos, não podemos imaginar que o olhar perdido de um paciente, já sem contato verbal, significa que &quot;esteja com saudade do tempo em que morou na Espanha&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Sei que muitos parentes relutarão em se desfazer dessa fantasia. Mas nosso propósito é o melhor possível. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Na verdade, junto com a idéia do aprisionamento da mente no corpo deteriorado, surge a percepção de um sofrimento que não existe em princípio e quem sofre mais são os familiares que acabam por imaginar como seria se eles mesmos estivessem aprisionados. Esse sofrimento psicológico ou filosófico do aprisionamento nos limites do corpo, existente até em quem tem saúde e está de posse de suas faculdades mentais, ele não existe no paciente de Alzheimer que é inconsciente de sua condição desde as fases iniciais da doença.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Mas e quanto àqueles que acreditam na alma ou no espírito que sobrevive ao corpo? Não é justo para eles pensarem dessa maneira?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Na minha opinião, baseado em teorias filosóficas de mente, penso que a mente existe apenas incorporada e que a visão dualista cartesiana ou espiritualista carece de sustentação lógica. Temos uma sensação de uma mente separada a partir da experiência do &lt;em&gt;&quot;self&quot;&lt;/em&gt;, do sujeito que existe dentro de nós e que enxerga os objetos que são &lt;em&gt;&quot;não-self&quot;&lt;/em&gt;, incluindo aí, por questões culturais, o próprio corpo. A experiência dessa mente abstrata, incorpórea e independente só é possível pelos mecanismos cerebrais que temos à nossa disposição fisicamente.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Isso não quer dizer que não possa haver uma mente imaterial ou espírito, mas apenas que o que entendemos como mente imaterial ou espírito são construções que passam pelo filtro da nossa constituição orgânica cerebral e dependem dela.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Desse modo, não existe a mente imaterial sem o cérebro material, ao menos no plano físico que não prescinde dos veículos físicos da manifestação. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Caso &quot;exista&quot; uma mente, ou alma, ou espírito além do corpo, uma vez perdido o corpo eles serão outra coisa que somos incapazes de descrever em palavras porque existem em outro nível de realidade. Lembremos de Sócrates que se recusou a fugir da prisão, afirmando que não havia o que temer já que uma cadeia não seria capaz de prender seu espírito.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Por esse motivo, ao invés de imaginar que a mente lúcida de um paciente esteja aprisionada em um corpo doente, prefiro pensar que seus olhares perdidos são sinal de que seu espírito já está livre.&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/09/olhares-perdidos.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWE_ZPQagRZ-Ci2B_GhyJRpdeg-hxdr38rVGyH2CKRqcrJoIXk-ySVTCdd94Wf9T53s-A9CVuq8Zw1BhNx1FQVs5E6g2cTQ0FpteIX7eoXDfpkEKTIPiN5aFvX91e9OCEJtxxs2UY28zY/s72-c/gaze640.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-7927988188139558017</guid><pubDate>Fri, 17 Jul 2009 14:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-15T16:25:18.727-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">burnout</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">esgotamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neurologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">qualidade de vida</category><title>Síndrome de Burnout: a nova face do esgotamento</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQwyE7wie1qE4rNbApV23dJgtNbHtzZ7Xz0xqKr-6vXtpYYeNZ1ZyGLc-SsfB8E1O-H_kkgo25f69yclDx5rmMBMthycdcRMhMN5NJTHOmtOZKuEtLjueTv8Ls656TWc0PRbwL0T43wBA/s1600-h/tiredout.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; ct=&quot;true&quot; height=&quot;165&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQwyE7wie1qE4rNbApV23dJgtNbHtzZ7Xz0xqKr-6vXtpYYeNZ1ZyGLc-SsfB8E1O-H_kkgo25f69yclDx5rmMBMthycdcRMhMN5NJTHOmtOZKuEtLjueTv8Ls656TWc0PRbwL0T43wBA/s200/tiredout.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 180%;&quot;&gt;V&lt;/span&gt;ocê é uma pessoa empreendedora, dinâmica, cheia de iniciativa e gosta do que faz. Seu empenho se reflete em reconhecimento dos colegas de trabalho que sempre confiam em você para resolver os mais diversos problemas. Sua dedicação é utilizada como modelo exemplar pelo chefe que lhe garante, reiteradamente, que seu futuro será brilhante. Tudo vai bem, até que algo desanda e parece lhe tirar da rota. Atrasos, esquecimento de compromissos, perda do vigor mental e físico, cansaço contínuo, dificuldade em atingir as metas, sensação de uma barreira intransponível sobre si, problemas de relacionamento, gastrite, insônia e um azar generalizado. Você pensa: &quot;Será macumba?!&quot; Pode ser, mas o mais provável é que você tenha passado dos seus próprios limites e se encontra em estado de esgotamento, atualmente conhecido como &quot;síndrome de burnout&quot;. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A vida profissional exige muito mais do que o cumprimento de prazos e execução impecável de tarefas. Na realidade, para atingir um desempenho alto lançamos mãos de habilidades que se desenvolvem em um plano mais sutil, talvez energético, se quisermos usar esse nome. Além do conhecimento técnico de que dispomos e do tempo utilizado de fato para a realização de uma atividade, movimentamos nossa energia de várias maneiras. Gastamos energia para criar e manter laços de trabalho e convivência, controlar os horários de sono e vigília, para equacionar as demandas da vida social/familiar e profissional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Enquanto conseguimos dar conta de tudo isso, o resultado é de sucesso nos empreendimentos. Mas não é infrequente que quanto maior o &quot;sucesso&quot; maior o número de atribuições que são incorporadas ao trabalho e maior a energia gasta para mantê-las. Chega um determinado momento em que nosso gasto energético é maior que nossa capacidade de reposição das nossas forças. Com um balanço negativo de vitalidade, a consequência é o estresse crônico e, eventualmente, o colapso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Como as capacidades de renovação e recuperação de energia são variadas entre as pessoas, o mesmo acontecendo com a resiliência que é a capacidade de resistir às intempéries, cada um terá um ponto diferente de virada para uma situação de desequilíbrio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;É importante ficar atento aos sintomas que se instalam progressivamente. Sensação de cansaço extremo à noite, sensação de que o sono não foi suficientemente reparador quando acorda pela manhã são sintomas comuns. Diminuição do apetite sexual, ansiedade e tendência a buscar alimentos mais calóricos. Indisposição para se divertir, preferindo ficar em casa do que passear nos finais de semana já é sinal de anedonia e denota um estágio mais avançado. Queda do rendimento mental, com perda de concentração e dificuldade de atenção e memória são sintomas de esgotamento, mas a falta de criatividade aparece ainda antes disso. As habilidades sociais são comprometidas, resultando em dificuldade de trabalhar em grupo ou cooperar em tarefas, indisposição geral associada a irritabilidade e impaciência com os colegas. O indivíduo se torna mais chato, introvertido, mal-humorado, agressivo, intolerante, sarcástico, encontra defeito em tudo e não consegue se sentir feliz pelos outros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Essa constelação de sintomas tende a se agravar à medida que a pessoa começa a se sentir frustrada e deixa de fazer outras atividades sociais. A rotina mental é uma das causas da síndrome de burnout, talvez mais importante do que as situações nas quais existem altas exigências. Tal fato se agrava quando a pessoa vai deixando de fazer outras coisas que são diferentes do trabalho, por falta de disposição. O azar generalizado é apenas a consequência da perda das habilidades não-verbais e por transmitir, o tempo todo, uma mensagem silenciosa negativa para quem está à sua volta. Os colegas, clientes, funcionários, familiares percebem inconscientemente e reagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Como evitar tudo isso? Evidentemente, nenhum suplemento vitamínico ou &lt;em&gt;booster&lt;/em&gt; mental resolve a situação. Do mesmo modo, os anti-depressivos e ansiolíticos apenas amenizam alguns sintomas. Happy-hours, bebida e outros meios de desconectar não são suficientes e podem trazer mais problemas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;É preciso fazer um bom diagnóstico do quadro geral e identificar como está gastando sua energia, seja nas horas trabalhadas ou nas habilidades não-explícitas. É fundamental observar se destina tempo suficiente para recuperar sua vitalidade. Nesse ponto existem sutilezas importantes. Uma delas é que o simples repouso pode recuperar parcialmente o corpo, mas não a mente. Para descansar o cérebro o importante é desconectá-lo do estado de rotina em que se encontra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Então, pode-se fazer um trabalho voluntário ou ingressar em atividades espirituais, ou ainda aprender a tocar um instrumento, fazer esportes radicais como trekking, 4x4, arborismo, começar uma nova faculdade. Fazer várias coisas diferentes tira a mente da posição de ficar ciclando sempre no mesmo lugar, amplia a criatividade e nos permite uma visão mais abrangente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Do ponto de vista físico, uma dieta mais saudável, perda de peso, atividade física regular são necessários para dar resistência e aumentar a energia e vitalidade geral. Boas horas de sono são indispensáveis, e isso em termos de quantidade e qualidade de descanso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Por fim, vale a pena fazer uma análise da própria vida e ver se não está focalizando demais suas energias no trabalho como modo de evitar lidar com as outras áreas que talvez não estejam tão boas. Procurar um equilíbrio entre os campos espiritual, intelectual, afetivo, físico, sexual e social é fundamental para ter felicidade e qualidade de vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Com tudo isso posto em perspectiva, somos capazes de recuperar a felicidade, a alegria de viver e recuperar a boa sorte. A síndrome de burnout é, enfim, uma decorrência da falta de atenção consigo mesmo que pode e deve ser tratada desde suas causas.&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/07/sindrome-de-burnout-nova-face-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQwyE7wie1qE4rNbApV23dJgtNbHtzZ7Xz0xqKr-6vXtpYYeNZ1ZyGLc-SsfB8E1O-H_kkgo25f69yclDx5rmMBMthycdcRMhMN5NJTHOmtOZKuEtLjueTv8Ls656TWc0PRbwL0T43wBA/s72-c/tiredout.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-4072122454289684777</guid><pubDate>Mon, 06 Jul 2009 14:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-07T09:14:48.002-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">iluminação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neurologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicoterapia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psiquiatria</category><title>Um remédio amargo de tomar</title><description>&lt;div style=&quot;TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYppYqAv3018LUHvP7OL3TrjpUsYDPjOZhtHU7ZOU8dZ1pRgGW9OEGnA4bTrncnbhQArKhACx0_9irMhmvoVx8bBxsxVcDbpGPFvAlSC2m24Nc1fG07rMpi_D_HaWii8NQpqVe8JrcwLM/s1600-h/medicine_bottle_and_spoon.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5355363144608045522&quot; style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 142px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYppYqAv3018LUHvP7OL3TrjpUsYDPjOZhtHU7ZOU8dZ1pRgGW9OEGnA4bTrncnbhQArKhACx0_9irMhmvoVx8bBxsxVcDbpGPFvAlSC2m24Nc1fG07rMpi_D_HaWii8NQpqVe8JrcwLM/s200/medicine_bottle_and_spoon.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;G&lt;/span&gt;osto de ser neurologista. Dá uma sensação de conforto a visão mecanista do ser humano que ainda persiste(e subsiste) na neurologia clínica. Reduzimos o sistema nervoso central e periférico a uma trama anatômica e funcional complexa que deve responder por todas as alterações que somos capazes de perceber em termos médicos. São cem bilhões de neurônios interconectados, transferindo a cada instante mais de uma dezena de tipos diferentes de neurotransmissores e neuromoduladores por meio dos trilhões de sinapses &quot;causando&quot; todos os comportamentos, sem falar da própria existência da mente, dos sinais e sintomas motores, sensitivos e cognitivos entre outros. É claro que essa sensação de conforto assemelha-se à de um bebê no colo de uma mãe em plena tempestade. Pura ilusão. Contudo, não invejo meus colegas psicólogos(as) e psiquiatras pois a tarefa deles é bem mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;Na neurologia, como tudo é fundamentalmente material, os tratamentos por meio de remédios e medicamentos, quando existem, são também da mesma ordem material. Se a pessoa tem uma enxaqueca, damos um medicamento para a hora da crise e outro para prevenir que ela retorne(a crise, não o paciente!). Simples assim. Se o problema é epilepsia ou AVC ou neuropatia periférica ou esclerose múltipla, estou sempre atualizado e dominando os melhores tratamentos disponíveis mundialmente. E tudo se resume a alguns comprimidos, cápsulas ou até medicações injetáveis. Entretanto, é luminoso o fato de que tais tratamentos são disponíveis no plano material. Você pega um comprimido, sente seu cheiro, coloca na boca, reclama do gosto que fica e engole com bastante água. Se o resultado é satisfatório já são outros quinhentos... Todavia, se você tomar a medicação obterá dela seus efeitos, benéficos ou maléficos.&lt;br /&gt;Na psicologia e na psiquiatria, principalmente naqueles que seguem uma tendência menos biologizante, a situação é bem mais complicada. As queixas e sintomas são abstratos, as causas são impalpáveis e os tratamentos, então, são um caso à parte. Basta observar as diferentes teorias da personalidade para ver como o imponderável está ali presente, abrindo portas que vão dar em labirintos. Freud, Jung, Rogers, Skinner, Vygotsky e outros renomados cientistas da mente elaboraram teorias radicalmente diferentes e todas igualmente capazes de explicar os fenômenos psíquicos, assim como propor tratamentos eficazes. Onde estaria a verdade? Existe uma ou várias? Vale tudo quando se fala da psique humana?&lt;br /&gt;Mas isso não é todo o problema. O pior é lembrar que grandes mestres indianos do passado, como Shankaracharya, diziam que nenhum remédio funciona se estiver guardado na gaveta. Um remédio precisa ser tomado, não importa quão amargo seja, se quisermos obter seus efeitos. Aí é que mora a dor dos terapeutas da alma.&lt;br /&gt;É desconcertante ser capaz de enxergar o problema, prescrever o remédio que se sabe ser eficaz e ver a pessoa continuar remoendo o sintoma sem conseguir compreender que precisa tomar, efetivamente, o remédio para ser curada.&lt;br /&gt;Alguns tratamentos são do tipo que eu chamaria de &quot;positivos&quot;. São aquelas ações a serem tomadas, do tipo: &quot;peça o divórcio&quot;, &quot;faça ginástica&quot;, &quot;tire férias&quot;, &quot;demonstre seus limites&quot;, &quot;compre um cachorro&quot;, &quot;arrume sua casa&quot;, &quot;faça meditação, yoga, tai chi, qi gong&quot;. São medidas concretas a serem implementadas.&lt;br /&gt;Já é difícil fazer as pessoas compreenderem que algumas atitudes externas podem auxiliar a modificar o modo que se encontram suas disposições internas. Mas ainda é mais difícil prescrever os tratamentos que implicam no abandono de certos hábitos e atitudes. As ações, nesse caso, são do tipo negativo: &quot;liberte-se da vaidade&quot;, &quot;seja menos possessivo&quot;, &quot;descarte seu orgulho&quot;, &quot;deixe de lado o egocentrismo&quot;, &quot;acabe com a competitividade&quot;, &quot;pare de se comparar com os outros&quot;. Mesmo que o terapeuta curador diga -- Isso está lhe destruindo!; o progresso é pouco e lento. As pessoas são quase incapazes de tomar o remédio porque sequer conseguem enxergar o problema existente dentro delas mesmas, tão emaranhadas que estão na teia das ilusões da mente. Na cabeça delas a questão é simples: os outros estão errados e lhe causam sofrimento!&lt;br /&gt;É impressionante que nesse campo, quando o tratamento consiste em &quot;cortar na própria carne&quot;, somos pródigos em fazer diagnósticos e dar as receitas para os outros, mas na hora de se tratar... Até aqueles que se aplicam em disciplinas espirituais e que estariam mais no fronte de batalha contra o próprio ego claudicam no momento de introjetar o que aprendem.&lt;br /&gt;Por isso é mais fácil ser neurologista que psicólogo. É mais fácil tratar o corpo do que a alma.&lt;br /&gt;Se é assim, por que me sinto às vezes tão frustrado?! É porque nós que por ofício precisamos reduzir a complexidade do ser humano a um aparelho orgânico, meramente material, temos também a sensação de termos chegado tarde, quando só os efeitos aparecem e nos falta o poder de atuar nas causas. Com toda compaixão que tenho, procuro me dedicar a aliviar o sofrimento dos pacientes com Alzheimer, com tumores cerebrais, com doenças neurológicas incuráveis (e são muitas!). Mas como eu adoraria ter chegado um pouco antes, ainda a tempo de dizer, &quot;liberte-se dos apegos&quot;, &quot;neutralize suas aversões&quot;, &quot;seja mais amoroso&quot;, como podem fazer os terapeutas da alma.&lt;br /&gt;É melhor impedir que a rocha despenque quando ela ainda está no pico da montanha. Tentar reconstruir depois do estrago ter sido feito no sopé é uma tarefa sempre inglória. Por esse motivo, além da prática neurológica que preciso executar, sempre que posso tento também ajudar a preservar o lugar onde fica a verdadeira riqueza humana. A alma. &lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/07/um-remedio-amargo-de-tomar.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYppYqAv3018LUHvP7OL3TrjpUsYDPjOZhtHU7ZOU8dZ1pRgGW9OEGnA4bTrncnbhQArKhACx0_9irMhmvoVx8bBxsxVcDbpGPFvAlSC2m24Nc1fG07rMpi_D_HaWii8NQpqVe8JrcwLM/s72-c/medicine_bottle_and_spoon.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-1786334968269712388</guid><pubDate>Mon, 30 Mar 2009 10:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-30T08:22:16.018-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espiritualidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">individualismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">talento</category><title>O que você faz com seu talento?</title><description>&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgnL0FJxQqwtSF0BaZaW9IOxjPOmNqfaRh8HbYSc_k1FpOpNIAkXfHlVIzyr8SIZ5KRKH7Rssi8hnqs0A1M6hQfz0IGs13q5aw7Xc-vZYq7SCBHusK3esea6LXhRYie9yoAXsev-pZwDF0/s1600-h/carrodeboi3.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5318936054925450706&quot; style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgnL0FJxQqwtSF0BaZaW9IOxjPOmNqfaRh8HbYSc_k1FpOpNIAkXfHlVIzyr8SIZ5KRKH7Rssi8hnqs0A1M6hQfz0IGs13q5aw7Xc-vZYq7SCBHusK3esea6LXhRYie9yoAXsev-pZwDF0/s320/carrodeboi3.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;S&lt;/span&gt;e você tem um talento, aparecerá alguém para explorá-lo. É isso o que nos ensina a sabedoria chinesa taoista e não há como discutir o grau de verdade dessa afirmação. Basta observar os inúmeros exemplos publicamente visíveis como os esportistas ou encarar os fatos do nosso cotidiano. Somos explorados por nosso chefe, por nossos sócios, por nossos empregados e por aí vai. É preciso encontrar um meio para amenizar a situação e talvez a mesma sabedoria que nos alerta, proponha também a solução.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Certamente há aqueles que possuem talentos únicos e que também conseguem obter as recompensas do emprego de suas aptidões. Mas a maioria permanece explorada ou porque não tem consciência de que tem algo especial a oferecer ou porque não percebe que está sendo submetida. Dessa forma, vemos muitos grandes líderes que nada seriam sem a base e o apoio daqueles que efetivamente têm talentos e que trabalham.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Conheci vários casos desses, mas um deles foi bastante emblemático. Trata-se de um famoso cirurgião cuja maior habilidade era a de fazer marketing propalando sua perícia enquanto, na verdade, seus assistentes realmente capazes permaneciam na obscuridade. O cirurgião não tinha o talento que exibia e teve ainda a felicidade de encontrar-se com alguém extremamente hábil mas que não se importava com o reconhecimento público nem notava que produzia fortunas sem ter direito a elas.&lt;br /&gt;Parece que há pessoas cujo único talento é explorar outros talentos. Aparecem sempre bonitos na fotografia, bem arrumados, com trejeitos elegantes e sabem bajular os ricos e poderosos. Aliás, essa é outra característica dessas pessoas, os interesses lhes movem o humor e desdenham consistentemente dos subalternos. Abramos os olhos para esses, pois caso contrário permitiremos que ganhem notoriedade e extendam seus domínios para explorar cada vez mais pessoas.&lt;br /&gt;Voltando à China, fama, riqueza e poder são os motores e as metas de tais pessoas, exatamente os três venenos do ser humano, para a cultura antiga do Extremo Oriente hoje também já sucumbido aos valores individualistas da sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;A solução descoberta pelos sábios taoistas foi a da não-interferência, o não-lucro, o anonimato, a simplicidade. Exatamente o contrário da solução ocidental que seria a de encontrar os meios para se desvencilhar dos usurpadores e aprender a lucrar por si mesmo.&lt;br /&gt;O dilema moral/espiritual dos que se empenham no bem é que para transformar talento em lucro, precisamos gastar nossa energia vital que poderia ser melhor utilizada na realização daquele mesmo talento em benefício do mundo. Por isso a opção pela pobreza ou pela vida modesta daqueles que trilham os caminhos superiores. É o caminho dos bodhisattvas, dos cristãos antigos e até de profetas modernos como Mahatma Gandhi. De fato, não há como servir a Deus e a Mamon (money) ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Cabe aqui ressalvar que quem tem algum talento não deve ficar enfatuado por isso. Ao contrário, a atitude de humildade é essencial para a conservação e aplicação de seus dons. Lembrando de Nietzsche, façamos como seu Zaratustra que ensinava a não dar um nome para sua virtude, para evitar que se estabeleçam termos de comparação com os outros, o que acarreta sua destruição. Apenas vivamos conforme nossa virtude.&lt;br /&gt;Seguindo, portanto, os conselhos da sabedoria antiga, dizemos aos possuidores de talentos e virtudes: &quot;façam de suas aptidões uma doação em benefício do mundo&quot;. Essa é a única maneira de não cair no engodo do lucro, nem ser explorado por quem já é vassalo do capital. É isso mesmo! Dê de graça, assim ninguém poderá lhe roubar. Conserve-se vazio e aberto, ofereça o que tem de melhor sem esperar recompensa ou reconhecimento. Não serão os Céus que lhe trarão o pagamento, mas a própria liberdade decorrente de sua atitude será o motivo da sua felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Sem esperar nada, jamais sentimos falta de qualquer coisa. Livres dos apegos, estamos abertos para a vida. &lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/03/o-que-voce-faz-com-seu-talento.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgnL0FJxQqwtSF0BaZaW9IOxjPOmNqfaRh8HbYSc_k1FpOpNIAkXfHlVIzyr8SIZ5KRKH7Rssi8hnqs0A1M6hQfz0IGs13q5aw7Xc-vZYq7SCBHusK3esea6LXhRYie9yoAXsev-pZwDF0/s72-c/carrodeboi3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-5913146929336762661</guid><pubDate>Wed, 18 Mar 2009 17:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-18T15:20:47.327-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cirurgia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">DBS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">estimulação cerebral profunda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">parkinson</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tratamento</category><title>Estimulação cerebral profunda na doença de Parkinson</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Em pacientes com doença de parkinson cujo tratamento não alcança os resultados desejados ou existem efeitos colaterais graves relacionados à medicação, tais como as discinesias flutuantes, yo-yoing e outros, pode ser indicado um tratamento cirúrgico para a doença.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;As primeiras cirurgias para a Doença de Parkinson se baseavam na realização de uma lesão por radiofrequência em alvos determinados na região dos gânglios da base. O inconveniente desse tipo de procedimento é que se a lesão é maior do que a planejada, a cirurgia pode resultar em perda de força de um lado do corpo, semelhante à causada por um acidente vascular cerebral. Alguns procedimentos foram proscritos, como certas lesões cirúrgicas bilaterais porque causavam a perda da linguagem e uma paralisia geral (mutismo acinético).&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Atualmente, temos uma nova opção para casos selecionados que consiste na introdução de um dispositivo intracerebral para a estimulação elétrica dos alvos escolhidos. Essa técnica é denominada &lt;em&gt;&quot;deep brain stimulation (DBS)&quot;&lt;/em&gt;, ou em português, &lt;em&gt;&quot;estimulação cerebral profunda&quot;&lt;/em&gt;. As vantagens dessa estratégia incluem um menor dano cerebral (não se causa lesão por radiofrequência) e os geradores dos pulsos elétricos que ficam implantados sob a pele podem ser controlados remotamente para um melhor ajuste da &quot;dose&quot; de descargas necessária para controle dos sintomas. Permanece a dificuldade técnica, sendo necessário um bom preparo e indicação do procedimento pelo neurologista responsável pelo paciente e a intervenção de um neurocirurgião experiente para o implante dos eletrodos. Outro problema é o custo desses sistemas eletrônicos ainda bastane dispendiosos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;De qualquer modo, essa é mais uma abertura no horizonte do tratamento para os pacientes parkinsonianos que cada vez mais convivem harmonicamente com a doença, graças aos novos tratamentos disponíveis.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Para visualizar o esquema de colocação da DBS, assista ao vídeo relacionado ou clique no link abaixo.&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=B6sqV7bEPo0&amp;amp;feature=related&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=B6sqV7bEPo0&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height=&quot;344&quot; width=&quot;425&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/B6sqV7bEPo0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/B6sqV7bEPo0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/03/estimulacao-cerebral-profunda-na-doenca.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-8380005543375495406</guid><pubDate>Tue, 17 Mar 2009 17:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-17T14:34:42.777-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">demência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">efeitos colaterais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">levodopa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neurologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">parkinson</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">proteína tau</category><title>Doença de Parkinson e suas manifestações não-motoras</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguQp2h8Wn8T138hA1lmpWnTl2tB0nam7w7XqD-rhBrmhyphenhyphenf-a3ETHaLDlaM7QmBMWS2oLQNHFgS58Ofcoa5vKtIyqPeZAiB6vhW6xa9O4mm_nDKB49UDOSEExWeJnn_phUt6pgkGMHzyvw/s1600-h/jaboti.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 255px; height: 170px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguQp2h8Wn8T138hA1lmpWnTl2tB0nam7w7XqD-rhBrmhyphenhyphenf-a3ETHaLDlaM7QmBMWS2oLQNHFgS58Ofcoa5vKtIyqPeZAiB6vhW6xa9O4mm_nDKB49UDOSEExWeJnn_phUt6pgkGMHzyvw/s320/jaboti.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5314209329465507762&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;A&lt;/span&gt; Doença de Parkinson é uma doença crônica e degenerativa do sistema nervoso central. Os principais sintomas são a rigidez, a lentidão de movimentos, o tremor de repouso e a instabilidade postural com tendência a quedas. Embora esses sintomas sejam a base para o diagnóstico do problema, existem também problemas não-motores que não recebem a mesma atenção por parte de médicos, cuidadores e familiares mas que causam desconforto aos portadores da moléstia.&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os pacientes parkinsonianos podem desenvolver alterações psiquiátricas como a psicose, a depressão e a ansiedade; alguns têm distúrbios autonômicos como queda de pressão arterial, obstipação intestinal e problemas urinários; muitos referem também queixas sensitivas como dores, inquietação(acatisia) e a síndrome das pernas inquietas. Nos pacientes com muitos anos de doença pode surgir ainda uma degeneração da esfera intelectual, constituindo um quadro de demência que se enquadra no conjunto de doenças da proteína tau.&lt;br /&gt;Com o avanço da patologia, podem ser necessárias as idas aos pronto-socorros devido a quedas, infecções respiratórias, desmaios e outras situações de emergência. A compreensão da amplitude dos fenômenos relacionados ao Parkinson é importante especialmente para os cuidadores e familiares que normalmente tendem a focalizar apenas os distúrbios de movimento. Muitas vezes os sintomas de outras ordens não são valorizados ou não são se imagina que possam estar relacionados à patologia de base.&lt;br /&gt;Outro fenômeno relevante é o que diz respeito ao uso excessivo de medicação. Devido à incapacidade causada pelos distúrbios de movimento, alguns pacientes abusam dos medicamentos e sofrem com as consequencias da sobredose. Dentre as medicações utilizadas para o tratamento do Parkinson, a mais eficaz para o controle dos sintomas motores é a levodopa, disponível em associação com a carbidopa ou com a benzerasida. É justamente essa substância a que mais comumente é utilizada em excesso. Ao perceber a melhora de suas capacidades para desempenhar as funções cotidianas, alguns pacientes passam a utilizar a levodopa em altas doses e então sobrevêm os efeitos colaterais físicos e psiquiátricos.&lt;br /&gt;O uso prolongado e excessivo da levodopa pode induzir alterações neurológicas motoras como a discinesia. O paciente passa ter períodos em que surgem movimentos involuntários, como a coréia e a coreoatetose. O problema pode ser ainda um pouco maior porque as doses mais altas de levodopa produzem um certo estado de euforia e bem estar. Assim, não é infrequente encontrarmos pessoas com efeitos colaterais sérios e que informam estar se sentindo bem, dizendo até que se sentem desconfortáveis nas doses normais de medicação, apesar de conseguirem bom controle dos sintomas do ponto de vista médico.&lt;br /&gt;Uma situação mais extremada ocorre na esfera neuropsiquiátrica e se denomina&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; &quot;Síndrome de Desregulação Homeostática Hedonística&quot;&lt;/span&gt;, também conhecida como &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Síndrome de Desregulação Dopaminérgica&lt;/span&gt; ou, simplesmente, como &quot;os abusadores de levodopa&quot;. Algumas pessoas tornam-se dependentes de doses muito altas de levodopa (no Brasil as formas comerciais mais vendidas são o &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Prolopa &lt;/span&gt;e o &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Sinemet&lt;/span&gt;). Característicamente, costumam estocar a medicação e distribuir as cartelas pela casa, no carro, no escritório e em todos os lugares que o paciente costuma ir. Esse deve ser o primeiro sinal de alerta para a família. Outro fato que chama a atenção é que o paciente usa doses elevadas e fala para o médico que continua tomando as doses conforme foram prescritas. Além disso, tem os movimentos involuntários (discinesias) e dizem se  sentir bem nesses momentos. Completando o quadro, desenvolvem sintomas de abstinência mediante a redução da dosagem ou suspensão da medicação.&lt;br /&gt;Junto com a síndrome podem surgir manifestações neuropsiquiátricas intensas, incluindo estados alucinatórios, psicose ou distúrbios compulsivos. Esses pacientes podem começar com comportamentos exagerados e repetitivos, envolvendo uma hipersexualidade, compulsão para jogos - especialmente com apostas - e comportamento de consumo exacerbado na forma de compras ou de alimentos. Tais comportamentos são direcionados para a busca de recompensa emocional e não conseguem ser suprimidos pelo paciente. Há estudos que apontam para uma prevalência de até 13,7% desses sintomas ao longo da vida dos parkinsonianos.&lt;br /&gt;Um comportamento curioso e relacionado a esses distúrbios impulsivos chama-se &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;punding&quot;&lt;/span&gt; e não tem correspondência na lingua portuguesa. As pessoas acometidas por essa alteração demonstram comportamentos complexos repetitivos, excessivos e sem um propósito. Um exemplo típico é o de pacientes que ficam &quot;arrumando&quot; suas gavetas ou estantes de modo compulsivo. Costumam retirar os objetos e depois ter dificuldade em reorganizar tudo; todavia voltam com a mesma ação logo a seguir.&lt;br /&gt;À parte de sintomas bizarros como os referidos, outros menos chocantes também aparecem e merecem o tempo do neurologista. Eles incluem os distúrbios de sono específicos, a depressão, a ansiedade, a perda de memória, as náuseas e as tonturas.&lt;br /&gt;Cada vez mais reconhecemos que a magnitude da Doença de Parkinson ultrapassa, na maioria dos pacientes, as dimensões puramente motoras dessa patologia. O tratamento ótimo das pessoas portadoras deve ser voltado para o atendimento integral da saúde.&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/03/doenca-de-parkinson-e-suas.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguQp2h8Wn8T138hA1lmpWnTl2tB0nam7w7XqD-rhBrmhyphenhyphenf-a3ETHaLDlaM7QmBMWS2oLQNHFgS58Ofcoa5vKtIyqPeZAiB6vhW6xa9O4mm_nDKB49UDOSEExWeJnn_phUt6pgkGMHzyvw/s72-c/jaboti.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-690538203324144940</guid><pubDate>Sun, 08 Mar 2009 19:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-08T18:40:17.972-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">alzheimer</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cuidados paliativos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">distanásia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">morte digna</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">morte encefálica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">neurologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">personalidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">qualidade de vida</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">terminalidade</category><title>Ser humano é ser pessoa. Por quê viver se assim não for?</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhg09TB7OAnx-L3a1K_rGdEMvGYQpdZcTU3aiTgT9GuAvzE-7oykspGG7oUpGde02UKkSBXMdYa6dkroF94-P5epLptAq1JbvwHRESzUEmGIq626mIu9hsCh1FrJqQnFQjQSg6L2HF1AG4/s1600-h/masks.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5310929435793800626&quot; style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhg09TB7OAnx-L3a1K_rGdEMvGYQpdZcTU3aiTgT9GuAvzE-7oykspGG7oUpGde02UKkSBXMdYa6dkroF94-P5epLptAq1JbvwHRESzUEmGIq626mIu9hsCh1FrJqQnFQjQSg6L2HF1AG4/s320/masks.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;M&lt;/span&gt;uitos dilemas e polêmicas surgem quando se trata da vida humana, especialmente nos tempos atuais em que a duração da vida, por si mesma, já não é suficiente para se decidir quanto ao seu prolongamento ou não. Além da questão da quantidade, delimitada pelo tempo ou expectativa de vida, cabe também a pergunta sobre a qualidade de vida que se espera para alguém que se submete a um tratamento médico agressivo ou que se encontra com uma doença incurável. Inúmeros exemplos podem ilustrar o problema, entre eles os casos de doença de Alzheimer em seus estágios avançados, os cânceres terminais, os pacientes submetidos a suporte avançado à vida nas UTIs etc. Como abordar esses casos utilizando uma metodologia que identifique a pessoa no doente é a nossa proposta para ajudar nos difíceis momentos de decisão.&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Qual o tempo que esperamos viver? Quando estamos preparados para a morte? A que condições somos capazes de nos submeter com a finalidade de permanecermos vivos? Se não temos essas respostas claras para nós mesmos, como podemos dispor da vida do outro e decidir o momento de parar?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Do ponto de vista da medicina, a idéia de vida modificou-se com o passar do tempo. Antes, quando o coração parava e a respiração cessava, ali findava o ciclo da vida. Mas com o surgimento das técnicas de ressuscitação cardiopulmonar, como massagem cardíaca, respiração artificial por ventilação mecânica e outras medidas intensivas, o limite foi transposto e nos tornamos capazes de prolongar quase indefinidamente as funções corpóreas. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Novos debates entre cientistas e a comunidade surgiram e observando-se o comportamento de certos pacientes que atingiam um ponto de irreversibilidade, emergiu o conceito de morte cerebral. Trata-se do ponto em que existe o dano cerebral completo e irremediável, com parada da circulação sanguínea intracraniana, cessação da atividade elétrica cerebral conforme detectada pelo eletroencefalograma e a morte das células cerebrais com a interrupção definitiva do metabolismo. Esse é o novo conceito de morte, o da &lt;em&gt;morte encefálica&lt;/em&gt;, que permite inclusive o uso dos órgãos físicos, ainda mantidos por suporte artifical, para a realização de transplante.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Para satisfazer os critérios legais para o diagnóstico de morte encefálica, há uma série de procedimentos a serem seguidos: o paciente deve estar livre de condições que possam interferir no resultado dos testes (hipotermia, alterações do sódio, uso de sedativos ou anestésicos etc); dois médicos devem realizar os testes clínicos e constatar o mesmo resultado com pelo menos seis horas entre os exames; obter a confirmação de morte cerebral por meio de um dos métodos diagnósticos disponíveis como angiografia cerebral, EEG, doppler transcranianao, PET scan etc.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O diagnóstico de morte encefálica chama a atenção para o fato de que é o cérebro - e a mente - que caracteriza o estar vivo. Contudo, se esses critérios são suficientes e interessantes para os casos de morte prematura em um acidente automobilístico, por exemplo, eles ainda deixam dúvidas e incerteza em outras situações como o caso das demências e outras degenerações cerebrais.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Não pretendo aqui determinar o momento de parar os tratamentos; acho que essa é uma decisão da família devidamente esclarecida pelo médico. Mas gostaria de contribuir para o debate acerca da questão, especialmente porque vejo diariamente familiares desesperados e despreparados para o êxito letal de um idoso que já se encontra em estado quase vegetativo e identifico médicos dispostos a extender ao máximo a vida desses pacientes por questões que o decoro me impedem de externar.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Com o intuito de prover um instrumento legal para evitar a &lt;em&gt;distanásia&lt;/em&gt;, o prolongamento do sofrimento no processo da morte, o Conselho Federal de Medicina publicou em 2006 a resolução 1805 que foi posteriormente derrubada por liminar judicial. Na ementa do texto dizia:&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;Na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis é permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente, garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, na perspectiva de uma assistência integral, respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Apesar da suspensão por meios jurídicos da medida, o debate continua aceso e a prática mostra que muitas famílias pedem aos médicos que promovam apenas os cuidados paliativos aos seus entes queridos em fase terminal. Na minha opinião, nada melhor para alguém realizando seu passamento do que estar ao lado da família, em um ambiente acolhedor e longe de uma UTI.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Para contribuir com a discussão, gostaria de sugerir que pensássemos em termos do que é ser uma pessoa. Essa é a maior qualidade do ser humano e abrangente o suficiente para conter toda a variedade da vida, incluindo as condições de incapacidade física e mental. De algum modo, compreender o que é ser pessoa pode ser a maneira de distinguir entre a vida vegetativa própria da funções orgânicas e a vida de relação, base para o comportamento.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A palavra pessoa vem de &lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;, que significa máscara em latim. Também lhe é atribuída uma origem grega e se reportaria às máscaras utilizadas no teatro que continham uma abertura pela qual soava a voz (&lt;em&gt;per sonare&lt;/em&gt;) e daí vem também a origem de personagem.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A idéia principal parece ser de que ser pessoa é ser personagem, é ter um papel social que se desempenha. Os vários papéis que desepenhamos consitituiriam nossa personalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Gostaria de explorar aqui um pouco mais essa idéia e refletir sobre o que a idéia de máscara implica. Se temos um limite evidenciado por uma máscara é porque temos um lado de dentro, íntimo e privado - &lt;em&gt;o nosso lado subjetivo&lt;/em&gt; e um lado de fora, público e visível, que nos permite a relação com o mundo objetivo e a partir do qual nos tornamos também objetificados - &lt;em&gt;o nosso lado objetivo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Na minha concepção, ser pessoa é ter a capacidade de intermediar o que passa pela máscara. É escolher o que fica dentro e o que fica fora. É estabelecer o gradiente que separa o que é subjetivo do que é objetivo. Ser humano é, em certa medida, não ser totalmente transparente. Dizem que a mentira é uma qualidade humana e acho que a dissimulação faz parte de nossas estratégias de sobrevivência social e uma maneira de preservar o que é íntimo quando isso parece muito dissonante do que se espera de nós. Sei que para alguns, a meta espiritual da vida é alcançar a transparência completa e estar em uma união não-dual com o universo, mas a decisão de trilhar esse caminho parte da pessoa dual.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Por um mecanismo curioso e intrínseco ao fato de sermos pessoas privadas que se relacionam socialmente por meio de máscaras ou papéis, somos também capazes de reconhecer quando estamos diante de outra pessoa. Podemos não saber tudo que se passa na mente do outro, mas sabemos com certeza que o outro é alguém como nós, um agente intencional que tem seu mundo interior inexpugnável.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Estamos todos adaptados ao esquema de relacionamento que se segue: sujeito --&gt; sujeito objetificado pela máscara social --&gt; mundo objetivo --&gt; o outro objetificado por sua própria máscara --&gt; o outro como sujeito.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Conforme nos relacionamos com outras pessoas, somos capazes de perceber quem elas são através dos caráteres transparentes e opacos de suas personas. Nossas experiências com essas pessoas formam um acervo de memórias que &quot;salvamos&quot; como a identidade do outro no nosso sistema mental.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O que proponho é estarmos atentos para a pessoa do outro, especialmente nos casos de doenças terminais como a demência de Alzheimer. Infelizmente, chega um momento em que a família olha para o doente e só consegue ver quem ele é através das memórias guardadas porque a pessoa foi se dissolvendo ao longo do processo degenerativo do cérebro e não está mais ali presente. Talvez seja essa a hora de começar a pensar em um tratamento mais piedoso e menos intervencionista.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A questão está longe de chegar a um consenso, mas acredito que quando se trata de doenças que prosseguem indefectivelmente para a degradação da pessoa, é preciso considerar muito mais do que a simples manutenção das funções orgânicas e entender que a qualidade de vida não é apenas a ausência de dor ou outros sofrimentos físicos.&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/03/ser-humano-e-ser-pessoa-por-que-viver.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhg09TB7OAnx-L3a1K_rGdEMvGYQpdZcTU3aiTgT9GuAvzE-7oykspGG7oUpGde02UKkSBXMdYa6dkroF94-P5epLptAq1JbvwHRESzUEmGIq626mIu9hsCh1FrJqQnFQjQSg6L2HF1AG4/s72-c/masks.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-8792649274096248667</guid><pubDate>Wed, 04 Mar 2009 16:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-05T14:23:22.079-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">competição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cooperação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">determinismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">liberdade</category><title>&quot;O Escorpião e o Sapo&quot; ou &quot;A Competição no Trabalho&quot;</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEt03o0CL9BqBivmanNR4uYZXmrsvwf8FPrh7BEede8KB2c0kRAh5IC27YpDynOf34mWgj72cZ0gtSLWDE-UcrI8tzHVXsY7zU2zKT3zh_zB2ZJk4THb4JxVBAO6_Z6nPwZJCVtEWCfdo/s1600-h/frog-thinker.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5309421217667490226&quot; style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEt03o0CL9BqBivmanNR4uYZXmrsvwf8FPrh7BEede8KB2c0kRAh5IC27YpDynOf34mWgj72cZ0gtSLWDE-UcrI8tzHVXsY7zU2zKT3zh_zB2ZJk4THb4JxVBAO6_Z6nPwZJCVtEWCfdo/s320/frog-thinker.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;A&lt;/span&gt; fábula sobre o escorpião e o sapo é bem conhecida, mas a mensagem transmitida é de que somos talhados para agir dessa ou daquela maneira em função de nossa própria constituição natural ou social. De acordo com a narrativa, não adianta lutar contra nossa própria natureza. Cabe, entretanto, a pergunta se realmente somos determinados pelo meio e até que ponto nos prejudicamos quando cedemos aos nossos impulsos.&lt;br /&gt;A estória começa com uma inundação na qual o escorpião, inimigo natural do sapo, fica ilhado. Defrontando-se com a própria morte, o escorpião resolve pedir ajuda ao anfíbio que passa nadando à sua frente. &quot;Estou ilhado e vou morrer, leve-me em suas costas até um local seguro&quot;, disse o artrópode venenoso.&lt;br /&gt;Em resposta ao pedido, o sapo retruca dizendo que não queria ser ferrado mortalmente. Mas seu inimigo o convence apelando para sua compaixão e justificando que jamais feriria seu salvador porque, se assim o fizesse, morreriam os dois.&lt;br /&gt;Cedendo ao pedido, enquanto levava o escorpião às suas costas no meio da travessia, sentiu o sapo uma ferroada e já desfalecendo olhou para seu carrasco e perguntou o porquê. &quot;É minha natureza... &quot;, responde o escorpião já se afogando também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Na interpretação tradicional, nesse momento aprendemos a &quot;valiosa lição&quot; de que não é possível lutar contra nossa natureza. Na verdade, podemos até mesmo prever o comportamento dos outros se conhecermos sua natureza íntima. Afinal, uma macieira só pode dar maçãs e não se pode esperar que dê pêssegos ou melancias.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Será que é assim mesmo? Que não podemos lutar contra nossa &quot;natureza&quot; e estamos fadados a agir de maneira robotizada? Somos realmente predestinados e temos tudo já traçado por nosso karma?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Acredito que não.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Acontece que o ser humano não é restrito em seu comportamento do mesmo modo como a macieira que só sabe dar maçãs ou outras formas de vida menos complexas. Temos um poder de decisão e a capacidade de realizar escolhas. Ainda que não possamos falar em ação livre de qualquer determinação, sentimos que, em alguma medida, temos o que se chama livre-arbítrio.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;De fato, a idéia de liberdade sugere que somos aptos a impor nossa vontade &lt;strong&gt;por sobre&lt;/strong&gt; os ditames dos impulsos naturais. Não apenas isso, podemos ainda dizer que ter a capacidade de escolher se vamos concordar, negar, transformar, ignorar ou atender aos nossos instintos é a base para respondermos por nossos atos, ou seja, de termos responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Todos sabemos que nossos impulsos podem seguir, às vezes, na contramão da direção da razão e até se confrontar com os interesses do bem coletivo. Por isso temos as leis que regulam nosso comportamento e os sistemas punitivos em caso de desobediência. Contudo, as leis morais e sociais não existem apenas como proibição para certas condutas, mas também como afirmação da liberdade que temos até mesmo para transgredir e pagar a pena por isso.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Sabendo que não somos pré-destinados como o escorpião da anedota, fico pensando como a competição no ambiente de trabalho pode replicar a estória em seu lado mais nefasto. Muitas pessoas competem com seus colaboradores imaginando que precisam estar sobre as costas dos outros e não percebem que a cooperação é muito mais eficiente para a natureza humana que as estratégias de destruir o outro. O resultado da competição excessiva é que incapacitamos aqueles que deveriam estar lado a lado conosco, ajudando-nos a construir algo maior para o benefício coletivo. Mas como não suportamos ser apenas mais um, tornamo-nos escorpiões e garantimos o próprio naufrágio, desde que continuemos como os capitães do navio.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;No mundo atual, se queremos sobreviver, precisamos reconhecer e, acima de tudo, valorizar as diferenças. Necessitamos dar espaço para que o outro compartilhe conosco suas habilidades e competências e devemos também dar algo em troca. A cooperação é a chave do sucesso ou talvez uma das metas que pessoas bem-sucedidas alcançam.&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/03/o-escorpiao-e-o-sapo.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEt03o0CL9BqBivmanNR4uYZXmrsvwf8FPrh7BEede8KB2c0kRAh5IC27YpDynOf34mWgj72cZ0gtSLWDE-UcrI8tzHVXsY7zU2zKT3zh_zB2ZJk4THb4JxVBAO6_Z6nPwZJCVtEWCfdo/s72-c/frog-thinker.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-5380460125602485163</guid><pubDate>Sat, 28 Feb 2009 18:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-01T09:39:05.001-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">acidente vascular cerebral</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">AVCI</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">isquemia cerebral</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">trombólise</category><title>Tempo é cérebro</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFj0DMYmxKF8kzQlW_CSAyNnXnMz3whHbQMvc6JXSTdG1vf37s0h3zt9_KE6b8eB0SuMy5RrFg_jtqM67tZK4gNWLawY8xd5PapdTkae9_TyJaN7GQDe0tjEXbB_tZ5GPpCbWw-KTQ_FY/s1600-h/stroke.bmp&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5307933454739687938&quot; style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 179px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFj0DMYmxKF8kzQlW_CSAyNnXnMz3whHbQMvc6JXSTdG1vf37s0h3zt9_KE6b8eB0SuMy5RrFg_jtqM67tZK4gNWLawY8xd5PapdTkae9_TyJaN7GQDe0tjEXbB_tZ5GPpCbWw-KTQ_FY/s320/stroke.bmp&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;T&lt;/span&gt;udo começou com o infarto do miocárdio. Descobriu-se que as artérias coronárias entupidas com coágulos desprendidos por placas de colesterol poderiam ser desobstruídas com uma medicação e que a área infartada podia ser parcialmente ou totalmente recuperada.Assim se iniciou uma nova era no tratamento das doenças cardiovasculares. Com o passar do tempo, as pesquisas mostraram que a desobstrução mecânica por meio de angioplastia seria mais eficaz e o procedimento se tornou padrão mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Enquanto o músculo cardíaco infartado permanece viável por até seis horas depois de instalado bloqueio do fluxo sanguíneo, no caso do cérebro não ocorre o mesmo. Devido ao metabolismo cerebral, o entupimento das artérias leva a uma degeneração muito mais rápida do sistema nervoso, o que impediria a eficácia dos tratamentos de desobstrução do fluxo nos acidentes vasculares cerebrais.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Todavia, com os avanços da pesquisa internacional, foi possível verificar que selecionando adequadamente os pacientes e realizando o tratamento de trombólise (a palavra significa &quot;dissolver o coágulo&quot;) em menos de 3 horas, seria possível diminuir a gravidade do AVCI - acidente vascular cerebral isquêmico - e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A partir daí surgiu a noção de que &lt;em&gt;&quot;time is brain&quot;&lt;/em&gt; ou em português: &lt;strong&gt;tempo é cérebro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Para a execução do tratamento que visa desentupir a artéria cerebral obstruída por um coágulo, é preciso que o paciente chegue ao hospital o mais rápido possível, que o serviço médico esteja estruturada e capacitado para oferecer o tratamento e os profissionais treinados estejam disponíveis no local.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A medicação aprovada para a dissolução dos coágulos que causam o AVCI é denominada rTPA (ativador recombinante do plasminogênio tecidual) e pode ser administrada em até 3 horas por via endovenosa ou até 6 horas através de uma angiografia cerebral com um catéter que chega até a artéria acometida.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Quanto mais cedo o paciente chega no hospital e se inicia o protocolo de tratamento, maiores as chances de sucesso. Por isso, é importante que aqueles cujos familiares sejam idosos ou sejam portadores de problemas de colesterol, triglicérides, diabetes, hipertensão arterial, tabagismo ou etilismo estejam atentos para os primeiros sintomas da doença e procurem o socorro imediato.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Os sintomas mais frequentes são: perda de força &lt;strong&gt;ou&lt;/strong&gt; de coordenação &lt;strong&gt;ou&lt;/strong&gt; de sensibilidade em um lado do corpo (direito ou esquerdo); perda súbita da capacidade de falar ou de entender a linguagem; perda súbita da visão de um ou dois olhos; paralisia de metade do rosto; dor de cabeça súbita e intensa com ou sem qualquer um dos outros sintomas mencionados.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;É preciso procurar o hospital mais próximo que tenha os protocolos de tratamento agudo do AVC e a estrutura para o atendimento do paciente. Em São Paulo, hospitais do serviço público de saúde como o Hospital das Clínicas da USP, o Hospital São Paulo da UNIFESP e o Hospital Santa Marcelina realizam o tratamento agudo do AVCI e têm grande experiência nesse tratamento de ponta. Entre os hospitais particulares, o Hospital Israelita Albert Einstein tem certificação internacional como &quot;Stroke Center&quot; e outros grandes hospitais como a Beneficência Portuguesa já se encontram aparelhados para a execução dos protocolos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O acidente vascular cerebral é a maior causa de morte no Brasil e a terceira maior no mundo. O ideal é combater a doença controlando os fatores de risco modificáveis, como a pressão alta, a obesidade, o tabagismo etc, mas estar atento para o tratamento da fase aguda pode ser a diferença entre uma boa recuperação ou a manutenção de sequelas que comprometem a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Portanto, fiquem atentos e vida longa a todos!&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/02/tempo-e-cerebro.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFj0DMYmxKF8kzQlW_CSAyNnXnMz3whHbQMvc6JXSTdG1vf37s0h3zt9_KE6b8eB0SuMy5RrFg_jtqM67tZK4gNWLawY8xd5PapdTkae9_TyJaN7GQDe0tjEXbB_tZ5GPpCbWw-KTQ_FY/s72-c/stroke.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1005875632186992520.post-6374527130945926060</guid><pubDate>Mon, 09 Feb 2009 12:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-09T17:52:10.283-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura de paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">não-violência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">representação mental</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">símbolos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">valores</category><title>Cultura de Paz: uma questão cognitiva</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5300777775399048578&quot; style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTJaGNlHz4dgIAHXnSkah4R_8tyBUvpolu3qtnTpk38ELHpclR8GAq5G5VGDodCrhdBfxdZmAbBMEZi-afAg8JbtuC1K3oyBIm_EucVaGoFGhZ7kyr924WqM6WDaFm-KOss-5k2hxjSKk/s320/e-gandhi.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;A&lt;/span&gt;o conjunto de símbolos e valores elaborados por um povo em determinada época e lugar chamamos &quot;cultura&quot;. Quando pensamos em &quot;cultura de paz&quot; estamos fazendo referência aos elementos presentes no imaginário coletivo que remontam aos valores pacíficos. Também queremos dizer que os elementos pacíficos devem sobrepujar, neutralizar ou até mesmo eliminar aqueles relacionados à guerra, à intolerância e a todas as formas de agressividade que podem estar presentes, evidentes ou disfarçadas, nas nossas atitudes, relacionamentos e escolhas cotidianas.&lt;br /&gt;É no campo mental, onde habitam as representações do mundo e os esquemas que nos orientam o comportamento, que se encontra a chave para o surgimento de uma cultura de paz. Isso não significa desmerecer ou desconsiderar o coração, o sentimento. Na verdade, mente e coração formam um todo indissociável e são ambos responsáveis pela visão de mundo que construímos e nutrimos diariamente dentro de nós. Do mesmo modo, a expressão do campo mental-afetivo é nosso próprio corpo físico que também compõe a totalidade do ser pois somos o que somos, porque somos incorporados no mundo.&lt;br /&gt;Do ponto de vista prático, percebemos que é possível modificar a sociedade transformando a nós mesmos. Não precisamos esperar uma mudança externa, na sociedade ou nos outros, para sermos capazes de identificar no mundo a possibilidade de uma existência pacífica. Não devemos apenas reagir aos estímulos externos, mas temos que antecipar e realizar de dentro para fora. As coisas não &quot;são o que são&quot;; mas nós escolhemos o que queremos que elas sejam. &lt;em&gt;&quot;Nós devemos ser a mudança que nós queremos ver&quot;&lt;/em&gt;, disse Mahatma Gandhi.&lt;br /&gt;Assim, lutar por uma cultura de paz compreende erradicar (ou seja, arrancar desde a raíz) todos aqueles pensamentos, sentimentos, símbolos e valores que representam a violência dentro de nós. É preciso agir interiormente antes de agir exteriormente. É preciso mudar a base mental, o solo onde brotam nossas convicções e conceitos antes de cobrar do outro a postura de paz. Se continuarmos a apenas responder, reagir ao que vem de fora, jamais criaremos uma cultura pacífica, pois já estamos demais mergulhados em uma cultura de guerra. Além disso, como nossas ações são encadeadas com as dos outros, enquanto alguém não rompe o ciclo da violência, este se perpetua indefinidamente.&lt;br /&gt;Imaginemos uma casa em que o pai chega estressado e briga com a mãe. Essa, por sua vez, perde a paciência com o filho mais velho que desconta no do meio. Sem meios para reagir contra o mais forte, o do meio vinga-se contra o menor que ataca o cachorro indefeso. Instalado o pandemônio em casa, o nível de tensão aumenta com as crianças gritando, o cachorro latindo, piorando o desentendimento entre os mais velhos e o ciclo se reinicia.&lt;br /&gt;Penso que talvez se aplique aqui o significado profundo do &quot;dar a outra face&quot;. Esse ato de não-violência é a condição &lt;em&gt;sine qua non&lt;/em&gt; para a ruptura efetiva do ciclo de agressão. Dar a outra face não é apenas ser um cordeiro passivo, mas ser capaz de intencionalmente optar por não transmitir a violência para um terceiro ou de volta para o agressor. Ser capaz de absorver a ofensa sem se contaminar por ela. Ser capaz de assimilar o mal e purificá-lo dentro de si com vistas a um bem maior. É preciso agir pela paz para não perpetuar o ciclo violento.&lt;br /&gt;Vê-se que não há passividade e, principalmente, não há uma mera reação por impulso. Podemos assumir tal compromisso interno e, lentamente, ir transformando nosso mundo e aquele à nossa volta. Podemos exercer essa prática em casa, nos relacionamentos profissionais - onde os subalternos são sempre as maiores vítimas por terem menor poder de reação - e em todos os lugares onde encontramos com outras pessoas.&lt;br /&gt;Tudo depende dos símbolos e valores que alimentamos cotidianamente em nossa mente. Os sentimentos e ações surgem em decorrência ou em sintonia com eles.&lt;br /&gt;Há muito mais a fazer do que o acima descrito, mas é um começo. Precisamos urgentemente, por exemplo, desconstruir a idéia oriunda da lógica de mercado de que tem valor aquilo que é raro e acessível a uns poucos. Basta escolhermos dar mais valor às coisas que representam o bem coletivo e não o bem individual.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, o caminho é longo e não temos tempo a perder. Não podemos adiar mais. Temos que dar o primeiro passo.&lt;/div&gt;</description><link>http://estadoneurologico.blogspot.com/2009/02/cultura-de-paz-uma-questao-cognitiva.html</link><author>noreply@blogger.com (Roger Taussig Soares)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTJaGNlHz4dgIAHXnSkah4R_8tyBUvpolu3qtnTpk38ELHpclR8GAq5G5VGDodCrhdBfxdZmAbBMEZi-afAg8JbtuC1K3oyBIm_EucVaGoFGhZ7kyr924WqM6WDaFm-KOss-5k2hxjSKk/s72-c/e-gandhi.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item></channel></rss>