<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670</atom:id><lastBuildDate>Wed, 06 Nov 2024 03:09:14 +0000</lastBuildDate><title>Depoimento Anônimo</title><description>&lt;i&gt; Blog de um escritor sem compromisso, que narra contos, confusões e histórias de uma não tão pacata delegacia. &lt;/i&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com ("O Depoente")</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:summary> Blog de um escritor sem compromisso, que narra contos, confusões e histórias de uma não tão pacata delegacia. </itunes:summary><itunes:subtitle> Blog de um escritor sem compromisso, que narra contos, confusões e histórias de uma não tão pacata delegacia. </itunes:subtitle><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-3973328580899335984</guid><pubDate>Sun, 27 Dec 2015 18:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-12-27T16:32:42.431-02:00</atom:updated><title>Dire(i)to ao ponto</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dia desses aconteceu uma situação engraçada lá na Delegacia. Um vendedor ambulante, que sempre leva salgados e sanduíches naturais, estava na porta vendendo seus quitutes quando a proprietária da lanchonete em frente veio bater na nossa porta, insatisfeita, dizendo que aquilo era um absurdo e exigia que a polícia fizesse alguma coisa para proibir as vendas daquele rapaz porque ela pagava um aluguel caro, tinha muitas despesas e ele estaria "roubando" dela os clientes e seu direito ao ponto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Foi eu quem a recebeu de pronto e expliquei: minha senhora, não existe nenhuma irregularidade no serviço dele porque se trata de um ambulante. Não há lei no nosso município, nem estado muito menos país que o impeça de realizar suas vendas, o máximo que a senhora pode fazer é acionar a vigilância sanitária. Para que fui dizer aquilo, ela virou uma onça, indignada com o sistema, afoita por se dizer trabalhadora mais honesta que o "salgadeiro", repetindo incisivamente que ele estava roubando os clientes que na verdade deveriam ser dela.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aí foi quando apelei: Olha, a senhora não deve conhecer um termo chamado livre concorrência... Minha senhora, o conceito que está tentando esclarecer deve ser monopólio, cartel,&amp;nbsp;&lt;i&gt;truste &lt;/i&gt;ou qualquer outra coisa do gênero, mas infelizmente não existe essa exclusividade nem do ponto ou do gênero quando se trata da venda de produtos alimentícios. E mentalmente completei: &lt;i&gt;inclusive, se a senhora soubesse como o seu salgado é ruim e caro, estaria pegando umas aulas com esse ambulante para tentar fazer um produto mais atrativo, lutando pelos seus próprios clientes, o que infelizmente também não acontece&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foi aí que percebi um caso clássico de "brasileirismo", aquela doença que assola nosso povo, fazendo com que qualquer cidadão se ache no direito de ter mais direitos que os outros pelo simples fato de ter ou fazer alguma coisa (no caso ter um comércio formal de salgados) que gere nele a sensação da vantagem ou o favorecimento próprio é líquido e certo. E depois dessa ainda querem me convencer &amp;nbsp;de que só os políticos é que são espertos, corruptos, e ladrões nesse país, não é mesmo? Ora bolas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mesmo sendo contrário aquela atitude, não acho que a indignação e revolta da vendedora esteja completamente sem fundamento, pois é claro que qualquer um que tenha um comércio formal pode, em algum momento, se sentir sem condições de competir com alguém que atua na informalidade. É o mesmo caso das companhias telefônicas que estão em guerra com o Whatsapp e Facebook e dos taxistas com aqueles que fazem uso do Uber. A questão é que todos esses setores não aprenderam a lidar com a concorrência, a nossa cultura julga como certo que o consumidor não deve ter outras opções, já que aquilo oferecido já é suficientemente excelente (#sóquenãomeeeeeesmo) e que nada pode atrapalhar os lucros de quem honestamente já explora determinado segmento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por outro lado, sou obrigado a apoiar o cara que vai, bravamente em uma bicicleta, buzinando e anunciando seus muito bem feitos salgados, oferecendo um produto de qualidade e com preço justo, faça sol, faça chuva. Assim como também apóio o whatsapp, o facebook e o uber que surgem como alternativas para forçar seus respectivos concorrentes a repensar na lógica do um negócio, seja ele qual for.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estamos acostumados com a mediocridade em tudo, inclusive na política, saúde, educação e na própria polícia. Todavia eu, como cidadão (antes de ser policial), não consigo me acostumar a comer salgado requentado, gordurento e caro todo dia. Da mesma forma bato palmas para quem luta e cria alternativas melhores e mais competitivas. Enquanto pessoas como essa senhora continuarem a alimentar esse tipo de pensamento, vai ser difícil ter um país melhor, honesto e mais justo. Portanto, comecemos devagar, pensando melhor no lanche nosso de cada dia.&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2015/12/direito-ao-ponto.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-8923653830251760587</guid><pubDate>Thu, 29 Dec 2011 18:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-29T16:46:50.652-02:00</atom:updated><title>As Pequenas “regalias” de Polícia</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span  &gt;Ser policial, na maior parte do tempo, não é nem bom nem fácil. Mesmo que você ache que tenha vocação, já relatei que a profissão demanda muito empenho, dedicação exclusiva, abdicação a muitas coisas e pode lhe deixar a beira da loucura. Mesmo assim, sou obrigado a reconhecer que, numa boa parte do tempo, existem momentos com histórias e situações divertidas, únicas, como tentei ilustrar ao longo dos meus textos.&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Além disso, tem aquela questão que boa parte da sociedade considera como uma “regalia”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;O fato dessa classe ter &lt;/span&gt;&lt;i style="line-height: 150%; "&gt;o franco acesso a locais sob fiscalização policial e ao mesmo deve ser dado todo apoio e auxílio necessários ao desempenho de suas funções, incluindo nisso a autorização do porte de armas&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;. Entenda como: ele pode freqüentar baladas, shows, raves e cinemas, sem pagar absolutamente NADA.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Muitos amigos brincam, pedindo a minha carteira emprestada, já que com ela posso, em tese, participar de qualquer desses eventos. Pra mim, é uma questão muito mais de status do que de benefício próprio. Não vou negar que já usei desse artefato para desfrutar de algum momento de laser gratuito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Contudo, conheço policiais que usam e abusam (muito) desse poder. Já testemunhei colegas chamarem apoio policial de viaturas por serem impedidos de ir num show (o qual eu paguei ingresso como qualquer pessoa normal), querendo ainda colocar pra dentro a esposa e os filhos, sem o menor intuito de realizar qualquer tipo de fiscalização ou serviço senão o da diversão em família. Outro caso foi de um amigo que contou ter ido ao cinema de graça e ainda usado o ticket para abonar o estacionamento do shopping, enquanto tantos outros pagam normalmente por esses dois serviços.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;A verdade é que nenhum policial jamais irá admitir que fez uso da famosa “carteirada” para desfrutar dessas regalias. Entretanto, posso afirmar categoricamente que nunca vi ninguém contar que entrou nesses locais em serviço ou que queria (e conseguiu) prender algum bandido/traficante, ainda que seja essa a prerrogativa da lei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Entendo e concordo que nossos salários não são justos e na maioria dos casos não sobra dinheiro nem mesmo pra diversão. Mas também considero humilhante e vexatório o fato de usar disso para benefício próprio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Todavia, a minha intenção com esse texto não é de julgar ninguém nem suas atitudes e sim, de agradecer os estabelecimentos públicos como boates, cinemas e demais que franqueiam gratuitamente nosso acesso, mesmo sabendo que não estamos a serviço e que vamos beber, extravasar ou simplesmente nos divertir quando mostramos a carteira. A vocês, obrigado pela cortesia e compreensão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Sou grato por fazerem vista grossa e reconhecerem que defendemos a sociedade e que nossa profissão não é fácil... E que também somos humanos, temos momentos de descontração.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Por fim, só espero que fique bem claro. Não posso mudar a lei e oferecer esse tipo de benefício também para médicos, professores, motoristas e tantas outras classes que são dignamente trabalhadoras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Mesmo reconhecendo o impacto desse benefício, ainda sim, acredito que policial não é melhor do que ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Tem tanta coisa muito mais grave acontecendo em Brasília e por debaixo dos panos, nas favelas e na vida pra gente se preocupar, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2011/12/as-pequenas-regalias-de-policia.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-7850336548117198922</guid><pubDate>Thu, 29 Dec 2011 02:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-29T16:47:23.229-02:00</atom:updated><title>Aquele episódio do seqüestro relâmpago</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Trabalhar numa delegacia de polícia significa lidar com todo tipo de crime.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Ao menos que esteja lotado numa especializada, deve estar sempre preparado para qualquer imprevisto. Em todo caso, o crime não tem pessoa, tipo, local, ou hora certa para acontecer. Simplesmente acontece e, ocasionalmente, a polícia militar consegue pegar o meliante, ainda que isso não signifique que esse sujeito ficará preso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Justamente num desses tantos plantões em que virei a noite acordado (lembrando que sou um funcionário também do expediente, portanto em jornada dupla), deparamos com um caso em que uma jovem de classe média-alta foi raptada e teve os seqüestradores detidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Sem contar a família inteira, a imprensa e mais meia dúzia de advogados, tinha a garota que estava com muitas manchas de sangue pelo corpo. Aquela mulher adentrou na sala improvisada por volta das 3 da manhã, onde prestou seu depoimento. Com o braço direito enfaixado, era notável que os bandidos também lhe removeram um pedaço da orelha esquerda. Cabe aqui destacar que isso tudo ainda parecia coisa de filme hollywoodiano e não uma cena comum, dessas que vejo todo dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;A jovem contou que, há três dias, por volta das 19 horas, saiu de uma clínica de estética dirigindo seu &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Chrysler 300C, quando percebeu que estava sendo seguida por um veículo não identificado. Depois de alguns instantes, aquele outro veículo emparelhou ao lado do seu, surgindo, além dele, um motoqueiro pelo lado contrário. No relato, ela disse que eram seis homens, todos encapuzados e portando armas que nunca tinha visto nem nos filmes, dizendo ter sido amarrada, amordaçada e agredida com socos, tapas e chutes. Mencionou que um dos autores assumiu a direção do carro enquanto foi vendada e jogada no banco de trás, ficando com uma arma encostada na cabeça o tempo todo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;A moça contou que foi abusada sexualmente no cativeiro, esclarecendo sobre a forma desumana como foi tratada. Depois de algumas tentativas de negociação sem sucesso, explicou como os seqüestradores resolveram retirar parte da sua orelha e fazer um vídeo, enviando o material para a família que teria de pagar um resgate de meio milhão de reais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Corajosamente, seu pai resolveu chamar a polícia e então os militares conseguiram invadir o local, resgatando a vítima com vida. Aquilo definitivamente não era algo típico e não deveria ter parado no plantão da nossa delegacia, mas naquele horário, não havia outro lugar disponível para a lavratura e o registro da prisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Depois de exaustivas sete horas ininterruptas de interrogatórios, declarações, depoimentos e muito papel assinado, finalmente os bandidos foram entregues no presídio local. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;E o plantão que deveria durar doze horas já ultrapassava das quatorze. Mas o foco desse texto deveria ser o seqüestro e não as condições insalubres e desumanas de trabalho, que sim, fazem parte da nossa rotina diariamente. Portanto, já que perdi o foco mesmo, registro também a minha indignação com o salário, o ambiente e com o sistema, que insiste em dificultar o máximo possível isso que o estado chama de segurança pública.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Enfim, mais um crime para o julgamento da justiça. Menos um dia de plantão a cumprir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;Claro que não poderia deixar de parabenizar a todos os profissionais que fizeram mais uma vez toda a diferença e cumpriram as leis, salvando a vítima, em meio a incontáveis desafios. Logramos êxito nessa complexa operação que poderia facilmente virar uma história de cinema. Por isso, digo que somos dignos de sermos mencionados como verdadeiros super-heróis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;E só pra constar, eu queria ser o professor Xavier.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2011/12/aquele-episodio-do-sequestro-relampago.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-7366894011547530943</guid><pubDate>Wed, 07 Sep 2011 15:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-10T22:09:27.041-03:00</atom:updated><title>Transgressão contra Jesus</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: 150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Assim como há milagres da fé, existem algumas proezas no crime. Quando você acha que já viu de tudo, sempre encontrará pessoas querendo te provar o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa abençoada segunda-feira, recebo aquela ocorrência registrada no dia anterior, ficando intrigado. O campo da tipificação do crime estava descrito com mais ou menos o seguinte: “Assalto a INgreja do Arrebatamento do Senhor Jesus Cristo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ignorando o grotesco erro no português, deparei-me com pelo menos vinte envolvidos arrolados nas páginas que formavam praticamente um mini-livro. Para minha alegria, segundo o digníssimo Delegado, seria necessário ouvir todos os envolvidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O histórico da polícia militar relatava assim: Equipe dessa companhia recebeu via COPOM a informação de que assaltantes teriam invadido um culto religioso e anunciado o assalto durante o recolhimento do dízimo. Testemunhas relataram que os bandidos portavam armas de grosso calibre, estando todos encapuzados. Foram levadas também jóias, bolsas e carteiras de pelo menos oito fiéis, conforme descrito nos campos próprios. Os autores não foram localizados. Registra-se para outras providências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Organizando aquela bagunça de gente, comecei a ouvir um por um e depois do terceiro depoimento, já não tinha mais tanto zelo em reescrever a mesma história pelas outras tantas vezes. A maioria das pessoas foram enfáticas em dizer que tinha sido tudo uma provação de Deus, e que graças a ele, todos tiveram suas vidas salvas, glórias, aleluias e outras coisas também era ditas com muita frequência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por incrível que pareça, descobrimos que a quadrilha era composta por dez indivíduos, sendo que um deles era discípulo da própria igreja. Indícios apontavam que os criminosos eram especializados em crimes religiosos. E logo foi possível identificar outros casos muito parecidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A quadrilha teve sua prisão preventiva decretada, havendo assaltado outras quatro igrejas, furtando ainda imagens e quadros que foram vendidos no mercado negro. Do total, o montante dos "fiéis do crime" equivalia a estimados 300 mil reais. E teve bandido que tentou dizer que cumpria um chamado de Jesus... Avá! Eu prefiro considerar como um dos milagres operados pela polícia mesmo, que milagrosamente teve êxito em desarticular uma quadrilha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se o crime pode ser considerado como apelação, mas com certeza nos leva para um outro level. Se Jesus pudesse depor, imagino o que ele iria dizer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabe ainda questionar: Onde estão os limites do crime? O que mais bandidos podem "milagrosamente" cometer? Tomara mesmo que a moda não pegue!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bandidos malditos, bandidos malditos... láláláláláaaaaaa.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2011/09/transgressao-contra-jesus.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-4391542880779471568</guid><pubDate>Sun, 21 Aug 2011 00:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-20T21:22:55.409-03:00</atom:updated><title>Pego de surpresa pelo crime</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Trabalhar como policial não é fácil. Na verdade, nunca foi. Isso porque, por mais simples que pareça, um crime envolve muitas pessoas, procedimentos, punições.
&lt;br /&gt;Inevitavelmente, é o tipo de serviço que te torna muito mais insensível, já que ver uma vítima chorar depois do trauma de um estupro, outra testemunha temer a perseguição por dar um depoimento revelador ou ainda, por assistir a mãe que chora ao saber que o filho irá para a cadeia; tudo isso, torna-se uma interminável rotina. Assim, depois de alguns anos, pouca coisa realmente me comove quando estou exercendo a profissão. É o mal necessário que nos ajuda a não ser afetado pelo desenrolar da maior parte das histórias que aqui compartilho.
&lt;br /&gt;Contudo, às vezes somos pegos de surpresa. E foi numa dessas que tomei conhecimento do assassinato do irmão de um amigo, justamente na cidade onde trabalhava.
&lt;br /&gt;Não estava de serviço no momento, porém a família, naturalmente desesperada, pediu a minha ajuda para tentar “agilizar” a liberação do corpo e, principalmente, descobrir a autoria do crime. Eles queriam entender o que iria acontecer justamente no momento em que eu também estava abalado.
&lt;br /&gt;Aí experimentei o outro lado, tentando usar das influências profissionais para tentar minimizar tamanha dor. Tive empatia, fui até o IML, conversei com quem pude e, depois de muitas e muitas tentativas, no final não consegui acelerar nada. Foi só mais um corpo, mais um caso atendido, como todos os demais que deram entrada naquele plantão. O próprio sistema tratou a situação como “mais uma”, da forma que deveria ser.
&lt;br /&gt;E me deparei com esse método, suas inúmeras falhas, desacertos, sua morosidade. Foi terrível saber que, ainda que quisesse, não tinha super-poderes ou qualquer vantagem, mesmo que fosse um policial, fui tratado sem nenhum privilégio. Mais aterrorizante ainda foi questionar meu amigo sobre as circunstâncias do crime e ouvir dezenas de perguntas sobre o procedimento ou o que poderia ser feito, tendo que investigar aquilo. Além de consolá-lo, precisava oferecer respostas, descobrir o assassino, pensar em coisas que geralmente não faço. Ao menos não com pessoas que conheço, que convivo. E essa foi só a primeira das estranhas experiências desse tipo.
&lt;br /&gt;Passado tudo, mais uma vez retorno à velha questão. O que torna um policial e os que exercem as leis diferentes dos demais? Quando eu seria um policial ou cidadão? Havia perdido essa divisão?
&lt;br /&gt;Novamente, me vi num lugar que não queria estar e questionei no mais profundo do meu íntimo, se tinha escolhido a carreira certa e também, se ainda havia tempo de mudar caso a conclusão fosse negativa. Mas a questão toda é muito mais complexa do que responder com um sim ou não.
&lt;br /&gt;Ah, como eu queria ser um super herói, igual ao dos quadrinhos, e no final, dizer que salvei o dia. Mas não... Sou mais um refém desse sistema caótico, hipócrita e que está completamente falido. Nós questionamos, mas não agimos. Acatamos o injusto, não manifestamos, e tudo permanece do mesmo jeito. E isso vale tanto pra quem executa quanto é executado pelas leis.
&lt;br /&gt;Essa é a minha forma de gritar, e pedir socorro a sociedade para acordar desse sono, da apatia. Lembre-se que tudo isso é nossa culpa. E de mais ninguém.
&lt;br /&gt;Mas ainda sim, registro que eu queria que tudo fosse diferente, muito diferente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2011/08/pego-de-surpresa-pelo-crime.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-490959071715198376</guid><pubDate>Fri, 05 Aug 2011 03:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-05T00:26:48.356-03:00</atom:updated><title>Tentativa de homicídio contra o Príncipe Fabiano de Carvalho</title><description>&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eu não trabalho com roteiro de filmes, mas devia. Na verdade, sou escrivão de polícia e você já deve saber disso. Porém no meu trabalho, quase sempre lido com situações que poderiam facilmente parar nas telas de cinema.&lt;br /&gt;No último final de semana, por exemplo, tentaram matar a queima roupa o Príncipe Fabiano Carvalho. Sim, o registro geral (RG) dele era escrito dessa maneira. E olha que o sujeito não era filho de reis, duquesas ou qualquer outro desses que tem ligação com a realeza. Na verdade ele era afro-descendente (pra não discriminá-lo, ok?), pobre e devia certa quantia a um dos chefes de uma famosa “boca”, portanto carregava o título de príncipe apenas no seu nome e mais em nenhum outro lugar.&lt;br /&gt;A verdade é que ouço muitas celebridades e, às vezes, é difícil lidar com isso. Muita gente famosa já sentou e prestou depoimento pra mim.&lt;br /&gt;Certa vez, Michael Jackson de Oliveira teve seu fusca azul furtado e teve que falar comigo.&lt;br /&gt;Já conversei também com Jesus Cristo Júnior Prates, uma figura e tanto. Foi autor de um assalto a mão armada e já tinha cumprido pena anterior por latrocínio (homicídio seguido de morte). Incrível como o sujeito era detalhista e maquiavélico!&lt;br /&gt;Outro dia teve também um garoto chamado Imel da Silva Arroba, que foi “SPAM”cado pelo pai, se é que você me entende, rsrs.&lt;br /&gt;Já ouvi um Maradona, mas não me recordo seu sobrenome, quando certa vez ele foi violentado sexualmente e eu ainda trabalhava noutra delegacia. Ele era magro, boa pinta, mas não jogava futebol. Definitivamente não tinha nada a ver com aquele outro famoso argentino.&lt;br /&gt;Se pudesse, queria ter ouvido a Amy Whinehouse. Ah, com certeza ela teria sido uma conduzida por embriaguez no volante ou por tráfico de drogas. Que Deus a tenha, coitada.&lt;br /&gt;Só sei que me divirto.. Apesar da maioria do tempo estar atolado de serviço ou lidando com histórias caóticas e que deveriam me deixar triste, eu procuro dar muitas risadas.&lt;br /&gt;Mais uma daquelas, que pretendo contar pros netos ou para os amigos, sabe?&lt;br /&gt;Abraços aos queridos leitores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2011/08/tentativa-de-homicidio-contra-o.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-2706902724333739515</guid><pubDate>Fri, 15 Jul 2011 00:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-14T21:35:05.271-03:00</atom:updated><title>Criatividade inovadora</title><description>&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O homem é um ser naturalmente criativo. Depois da invenção do fogo e da roda, criamos tantas soluções que, sério, fica até difícil ser impressionado nos dias de hoje. No entanto, um preso conseguiu mais essa façanha e me impressionou bastante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Depois que vim pra essa cidade onde trabalho atualmente, com uma população carcerária bastante significativa, não é incomum encontrar droga em pasta de dente, biscoito “recheado”, escondida nos legumes, bolos e até mesmo em partes intimas, seja de homem ou de mulheres. O mesmo se aplica para telefones celulares, inclusive smartphones que acessam a internet e tudo mais. O brasileiro é naturalmente mais criativo, isso se comprova em inúmeras pesquisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mas teve um preso que foi além. Ele não só conseguiu que um telefone entrasse no presídio como fez uso do aparelho por nada mais nada menos do que 3 meses! E olha que a segurança num presídio de segurança máxima é bem rígida... Pois bem, mas vamos a história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Não foi a primeira vez que ele conseguiu fazer uso de um telefone celular. Já tinha sido conduzido outras vezes, só que em circunstâncias bem diferentes. O delegado pediu que indagasse a ele se alguém que trabalha no presídio havia ajudado, facilitado ou mesmo feito vista grossa sobre aquela situação e a resposta foi categórica: Não!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quando pedi a ele que contasse como o telefone entrou na cadeia, o detento disse apenas que sua namorada tinha conseguido e não detalhou os meios. O importante era que ela havia conseguido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Superada essa etapa, ao ler o relato da ocorrência interna, não precisei de muitos detalhes. Dizia o texto que o autor fazia uso do telefone e que o mantinha escondido no interior de seu ânus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sim, caro leitor, é isso mesmo que você leu. O telefone não ficava guardado no bolso, numa gaveta, debaixo do colchão ou em lugares desse tipo. Era devidamente ensacado e posto lá mesmo, naquele buraquinho minúsculo, até que houvesse necessidade de utilizá-los novamente. Veja bem, quando eu digo utilizá-los, me refiro tanto ao ânus quanto ao telefone, já que ambos tem funções bem diferentes. Havia junto do aparelho celular dois fios que podiam facilmente serem conectados em qualquer tomada e então recarregar a bateria. Tudo muito simples, funcional e perfeitamente criativo! E é claro que me deixou impressionado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Não só com uma impressão, fiquei com nojo porque tinha um telefone exatamente igual aquele, que ficou por tanto tempo guardado dentro do preso.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Não teve jeito, fui obrigado a desfazer do meu aparelho portátil e adquirir um novo modelo. Então, posso dizer que ele conseguiu me deixar bastante impressionado depois daquela situação. E atingimos um novo level. Agora o diretor do presídio prometeu que irá monitorar os presos quando forem realizar suas necessidades fisiológicas. É o Brasil mais uma vez saindo na frente e provando que tem potencial para desenvolver soluções alternativas. Viva essa MERDA toda! Agora imagina se a moda pega?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2011/07/o-homem-e-um-ser-naturalmente-criativo.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-7791256170435475030</guid><pubDate>Wed, 30 Mar 2011 20:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-30T17:54:14.887-03:00</atom:updated><title>Depoimento de Depoimento</title><description>&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Diariamente ouço pessoas, registro histórias, crio versões do que seria a “verdade” para quem presta o depoimento e assina aquilo que foi narrado. Acho que já mencionei sobre a postura dos meus clientes, mas não custa relembrar: tem aqueles que lêem todo o texto e corrigem coisas banais, os que fazem perguntas, outros elogiam o relato e questionam como é possível escrever tão rápido e de maneira tão resumida (?); tem também aqueles que sequer dão ao trabalho de conferir os próprios dados pessoais, enfim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até esse momento, nunca tinha parado pra pensar em como me portaria caso algum dia precisasse estar do outro lado, sentado na cadeira de quem fala, relatando uma história fosse registrada. Porém fui surpreendido por uma intimação judicial, que ordenava o meu comparecimento no fórum local, para ser ouvido sobre o registro de um dos tantos depoimentos que fui responsável. Nunca tinha acontecido algo parecido.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei inusitado e fiquei me perguntando o que a pessoa que escreve um depoimento pode falar sobre ele? Mesmo ressabiado, não tive outra alternativa senão tirar aquela tarde agendada por conta do Meritíssimo Juiz e me colocar a disposição da justiça.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário de uma delegacia, onde a pessoa aguarda no máximo quinze minutos e ainda reclama, no tribunal foram exatamente três horas e quarenta e dois minutos, pra ser mais preciso. E isso sem direito a informação, reclamação... a qualquer lanche ou coisa do tipo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei que nunca mais fosse ser chamado e quando fui, entrei numa sala em que estavam o juiz, o promotor, dois advogados, três presos, e pelo menos uns quatro agentes penitenciários. Ah, claro, havia também o pobre escrivão judicial que me pediu um documento para fazer a qualificação. Ninguém se apresentou diretamente. Tirei aquelas conclusões por conta própria. Todos pareciam demasiadamente cansados e, ao que tudo indicava, aquela audiência se estendia por pelo menos umas seis horas ininterruptas.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da qualificação, o juiz deu a palavra ao que deduzi ser um dos advogados. Ele pegou uma folha que prontamente reconheci como sendo um de meus termos de depoimento e leu o texto quase gritando. Foi desnecessário, mas não pude reclamar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguindo, me indagou se me recordava de ter escrito aquilo. Tudo bem que haviam dois ou três erros de português no texto e uma falha na digitação, porém fui obrigado a admitir a autoria.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui questionado se o declarante (ou depoente se preferir) estava acompanhado quando prestou aquelas informações. Confirmei que ele estava com seu advogado.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratava-se da confissão de um homicídio, onde o rapaz assumia e confirmava tudo, em todos os mais ricos detalhes. Por duas ou três vezes senti uma certa maldade nas perguntas que aquele graduado em direito (a quem me recuso a chamar de doutor), restringindo a respondê-lo: “Não me recordo a respeito...”&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele poderia ser esperto e tentar me colocar em alguma armadilha, mas eu estava acostumado a lidar com aquilo o tempo todo, então não me senti intimidado. E afinal de contas, não disseram o motivo pelo qual fui intimado até hoje, se querem saber.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois disto, o juiz ditou o que deveria ser escrito. Uma via foi impressa. Eu li, achei coisas aproveitadas de outra testemunha na segunda folha. Corrigi também duas ou três frases que não expressavam o verdadeiro sentido do que havia narrado, o que também é importante. Finalmente depois de assinar o termo, fui dispensado, exausto.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei, na verdade supus, que fosse tudo muito diferente. Mas não é. Imperou a burocracia, a encenação, a falta de atenção aos fatos realmente relevantes para um julgamento, já que todos que tinham sido ouvidos na delegacia, foram re-intimados para confirmar suas declarações e outras balelas que no meu ponto de vista, só tornam a coisa mais morosa.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fato é que, seja na delegacia ou na justiça, todos desconfiam da veracidade do que você fala; dos argumentos que apresenta. E tentam te fazer cair em contradição para descobrirem de quem é a culpa, ou alguma brecha de lhe botar contra a parede para conseguir as informações necessárias. No final das contas, quem mente, mesmo que por medo, é ou deveria ser culpado (na visão da lei).&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, aqui deixo uma dica. Quando você não tiver nada a ver com uma história, diga o mínimo possível. Não dê brechas nem respostas que possam te comprometer. Entretanto, se souber de alguma coisa relevante, não se omita. Pode ser pior depois se for descoberto que você sabia, mas mentiu. É preferível dizer a verdade e salientar que tem medo de retaliações, que teme por sua vida e outras coisas do tipo do que negar os fatos, as evidências. Existem também outras formas de fornecer informações sem ser por escrito, como informalmente aos investigadores. Só não crie, nem fantasie histórias. Já cansei de ver gente que dá uma versão e, depois de anos quando é chamada novamente, não consegue sustentar o que narrou.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembre-se da mais pura e sincera verdade: tudo que você disser, for devidamente registrado e assinado poderá ser usado principalmente a seu desfavor. Por isso não tente bancar o esperto. Como deu pra ver, até eu, que poderia estar isento de qualquer responsabilidade sobre o que os outros dizem, posso ter que dar satisfações a respeito.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2011/03/depoimento-de-depoimento.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-6829197750166041858</guid><pubDate>Sun, 27 Mar 2011 04:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-27T01:39:06.059-03:00</atom:updated><title>Armas desaparecidas</title><description>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Engraçado perceber como novos lugares podem proporcionar novas situações (inusitadas), principalmente quando se trata de desaparecimento dos materiais que não deveriam JAMAIS sumir. Não era comum na outra delegacia, mas no meu atual posto de trabalho, isso acontece com muita freqüência. É arma que some (e, às vezes, aparece), droga que tem quantidade alterada, objetos são restituídos sem os termos devidos, carros apreendidos que são depositados a bem do serviço público (e também servem para atender interesses próprios de alguns detetives e do próprio delegado) enfim, tudo dentro da mais pura normalidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Pois bem, essa semana aconteceu mais uma dessas situações, que já se tornaram um tanto quanto comuns (só que ainda conseguem me assustar).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Recebo uma notificação da juíza, com prazo de 48 horas, pra apresentar duas armas importadas que já deveriam ter sido entregues no fórum, mas não foram com o inquérito por estarem na perícia. Quem trabalha com isso sabe que é comum, principalmente em casos de flagrante, o inquérito ser remetido sem o material já que trabalhamos com prazos apertados e a perícia quase nunca consegue atender as requisições em tempo hábil. Daí começa a bagunça... Por quê? Por causa do excesso de procedimentos, registros e BURROcracias que tornam tudo complexo e descontrolado. Na maioria das vezes o laudo vem sem referência do procedimento que foi solicitado, extravia-se o ofício de entrega do material, dentre outros problemas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Mas voltando ao caso das armas, tentando localizar as ditas cujas no meio de um armário onde quase tudo está inventariado, a escrivã “ad-hoc” (contratada da prefeitura) levanta a hipótese de ela mesma teria levado aqueles objetos junto com o laudo de eficiência e entregue ao fórum, mas que por um descuido, não foram relacionadas no procedimento. Ela insiste em dizer que tinha CERTEZA de que as armas foram entregues, só que não havia como provar aquilo. E quando falamos em provas (ou melhor, da falta delas), falamos de problemas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Na polícia, tudo funciona assim: Tá escrito? registrou? Tem recibo? Senão, prepare-se! Começo a pensar na denúncia da juíza à corregedoria, na sindicância, nas punições...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Ligo no fórum e eles negam ter recebido as armas, apenas confirmam os laudos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;A colega de trabalho mantém, com convicção, que entregou sim e eu decido que iremos revirar até o depósito da justiça para encontrar os objetos desaparecidos, se for preciso. Só que antes disso, tenho a brilhante idéia de olhar novamente no armário da delegacia. Com menos de dez minutos, localizo as duas armas e fico em dúvida se me sinto aliviado ou se a sindicância será mantida, mas por outro motivo: tentativa de homicídio contra a funcionária “ad-hoc” que me fez quase enlouquecer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Respiro fundo, ligo para o escrivão judicial e peço mil desculpas. Faço o ofício e levo pessoalmente o material. Aprendi que agora quem leva material no fórum sou apenas eu e mais ninguém! Teve ainda outras lições importantes, veja:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;A primeira? Não acredite no que as pessoas falam, por mais impositivo que sejam. Você precisa ver (e conferir) as coisas com seus próprios olhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Segunda: saiba que todos os controles que são feitos e deveriam funcionar, não são suficientes. Você precisa ter uma boa não, uma excelente memória! Tome ginkgo biloba, faça exercícios para o cérebro, se vire!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Já contava um sábio amigo que trabalha na outra polícia, a militar: polícia só é polícia para bandido. Para a própria polícia, somos outros bandidos bem piores do que aqueles que cometem os crimes bárbaros e hediondos!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;Ele me contou que, certa vez, uma bola de futebol atingiu a viatura que ele dirigia. Trincou o vidro. Foram quatro meses respondendo sindicância para explicar porque estava naquela rua, naquele horário, naquele dia e naquela posição e ainda porque não abordou o responsável por tal incidente. Ele ainda teve que pagar o concerto com dinheiro do próprio bolso e ficou suspenso por cinco dias! Tenta ser honesto, tenta não se corromper e veja o que acontece... Propina, corrupção ativa, suborno e outros, a corregedoria quase nunca apura, mas os pequenos erros, aqueles que acontecem até mesmo no serviço privado, esses não escapam nunca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;E depois ler tudo isso, responda para você mesmo: quem é mocinho e quem é bandido? Quem mesmo é polícia e quem é ladrão? Afinal de contas, quem está contra quem nessa bodega??&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2011/03/armas-desaparecidas.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-5623924677366332457</guid><pubDate>Tue, 07 Dec 2010 13:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-07T11:32:14.833-02:00</atom:updated><title>Minha nova casa</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Assim como em toda mudança, em algumas coisas ganhamos e outras perdemos. Vocês devem se lembrar dos meus dizeres: vou desistir, não agüento mais... mas graças a contatos fortíssimos, fazem alguns meses que sim, consegui ser transferido!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O mundo sempre funcionou e vai continuar funcionando com política, influências, interesses. Nada acontece por mero acaso ou simples mérito. Tem que haver algo mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Pois bem, na minha nova casa encontrei muita coisa errada e quase nenhuma certa. Na verdade, a proporção foi bem maior do que esperava. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Aqui os colegas dormem durante o expediente. Recusam-se a sequer receber ordens de serviço e chegam na sua sala perguntando o que fazer com um bandido. A corregedoria manda notificações quase toda semana. Tem aquela velha máxima de que os mais novos precisam (e devem) saber mais, trabalhar mais porque estão com a cabeça melhor, mais dispostos. Dinheiro? Há quem diga que quase todos recebem extra e isso é normal (?).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Tenho apenas um chefe, que nem é assim tão chefe. Uma das coisas que ganhei foi liberdade e autonomia. Não tem cobrança, nada de pressão. Porém não tem apoio, nada de colaboração. Ele não quer nem fazer uma portaria. Não relata, não pede nada. Fica absolutamente tudo por minha conta. Mas também não dá para querer ganhar tudo de uma vez? Impossível...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A bagunça era grande quando cheguei. Não havia sequer um arquivo e o material ficava espalhado por toda parte. Há boatos de que a responsável anterior usava as drogas apreendidas e vendia boa parte dos objetos em troca de algum dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Se você me pergunta qual a vantagem ou a felicidade de estar num lugar desse tipo, eu lhe respondo: Voltei para casa, reconquistei meus velhos amigos. Não passo mais horas dentro do ônibus para ir estudar ou para ver as pessoas que eu amo. Consegui comprar um carro. Durmo melhor, faço academia, não tomo mais remédios e por aí vai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Parece assustador lidar com um trabalho tão desordenado, lascivo e realmente seria se estivesse começando hoje. Mas, como dizem por aí, já sou macaco velho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Então aprendi a conviver com o trabalho e não deixar que ele me afete depois do expediente. Ganhos e perdas. Parece engraçado, mas as perdas, ou melhor, as irregularidades, nem foram assim tão assustadoras. Temos que conviver com isso. Temos que tolerar e continuar fingindo de cegos. E posso dizer que sou um cego muito feliz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2010/12/minha-nova-casa.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-8901231305868935043</guid><pubDate>Sun, 14 Nov 2010 15:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-14T14:01:50.547-02:00</atom:updated><title/><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;i&gt;Olá queridos leitores.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;Muito tempo se passou desde a última postagem. Tenho algumas novidades!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;A primeira delas é que não estou exonerado. Na verdade, consegui ser transferido e voltar para minha querida cidade. Meu texto de despedida foi um ensaio, que acabou não sendo utilizado na vida real, então isso gera a segunda novidade: vou voltar a escrever e contar os novos casos, agora em outra cidade! &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;Espero compartilhar aqueles momentos ilários de antigamente e aguardo que continuem comentando os textos, fazendo críticas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;Em breve posto a continuação.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;Estou cheio de histórias pra contar.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;Abraços a todos!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;;)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2010/11/ola-queridos-leitores.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-1099706147256730716</guid><pubDate>Fri, 12 Mar 2010 19:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-12T16:58:52.928-03:00</atom:updated><title>Pedido de Exoneração - Parte 2</title><description>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(71, 75, 78); line-height: 18px; font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Felizmente, não deu pra evitar. A gloriosa polícia civil do Estado de Minas Gerais perdeu mais um de seus policiais. Nada demais. Apenas outra vaga a ser preenchida no edital do próximo concurso. Foi só um escrivão de polícia que, diante de uma história pautada em excesso de trabalho, alguns momentos engraçados e muito, mas muito sofrimento, acabou de deixar a corporação sem sequer ser ouvido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há de convir que as marcas que ficaram no meu coração e pelo resto do corpo, dificilmente serão apagadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Foram noites revirando na cama. Os dedos aprenderam a trabalhar mesmo contra a minha vontade. E os olhos, esses nunca mais serão os mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O meu sonho de ser funcionário público, de ter estabilidade e uma vida digna, foram transformados num grande e temeroso pesadelo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ao abdicar os amigos, família e tudo mais para construir outra vida por causa do trabalho em regime escravo do governo, acabei perdendo parte da minha identidade, do meu jeito de ser, da minha ambição natural. Tornei-me alguém mais padronizado, alienado e menos humano, como eles querem que todos sejam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fiz quase tudo que afirmei não me dispor. Cometi mais erros do que acertos. Quase deixei de lado a vontade de viver pelo sacrifício de intermináveis histórias, absurdos registros e tremendas torturas, das quais não espero (e nem quero) recompensas. Fui super herói e ajudei a prender alguns bandidos. Fui medíocre, ao ajudar a lei para encarcerar alguns inocentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ainda sinto dores, principalmente nas costas e na consciência, pelas intermináveis horas sentado na frente do computador. A frieza e a indiferença quase me fizeram esquecer como era chorar e ficar arrependido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Injustiça, corrupção, impunidade, esperança, tudo isto finalmente acabou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Só sei mesmo é que estou tranqüilo poque de tudo tentei, fracassando e desistindo, morri na praia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Perdedor, hoje posso fechar meus olhos e não preciso pensar em mais nada. Os finais de semana voltaram a existir. Tenho que novamente temer um julgamento ao invés de julgar atitudes dos outros. Voltei a ser mortal, a estar do lado do qual nunca devia ter saído, a fazer parte da sociedade que respeita a imortalidade, o poder e a ganância daqueles tidos como deuses, mas que mais se assemelham aos demônios. Estou sorridente por novamente ser refém de regras, de um sistema com lacunas, graves falhas, que encobertam e escondem uma porção de coisas por debaixo dos panos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Salve, salve... a gloriosa! Foram dois anos e um grande aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Respiro fundo. Estou exonerado. Aqui recomeça a minha chance, a minha vida. Sem armas, algemas, sem histórias, nem tormenta ou medo... apenas com liberdade, ainda que tardia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Obrigado a todos aqueles que me acompanharam durante todo esse tempo. Quem sabe um dia eu volte a escrever...?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por enquanto, sigo com outros planos. Pretendo transformar o blog num livro e darei notícias!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Aguardo por comentários e despedidas!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O depoente&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2010/03/pedido-de-exoneracao-parte-2.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-2570507497991180766</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 19:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-12T16:56:28.402-03:00</atom:updated><title>Pedido de Exoneração - Parte 1</title><description>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em virtude de fatos recentes e também alguns antigos, tenho pensado mais do que devia a respeito desse título.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quem lê o meu blog, sabe como eu sou: reclamão, pessimista, realista... e já deve ter notado mais uma porção de coisas. Sabe a sensação de que você não tem vocação para aquilo? É o que eu tenho sentido com a polícia com mais freqüência ultimamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Antes de tudo, quero deixar claro que não é bom pensar assim, por imaginar como seria começar tudo de novo, ficar desempregado, correr riscos e voltar para a iniciativa privada ou estudar até morrer para outro concurso, etc. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Só queria acordar todos os dias e querer ouvir histórias novas, defender a sociedade, pensar que nunca serei mandado embora, que emendamos todos os feriados prolongados, que tenho passe livre no cinema e nas festas, baladas... Mas, acredite se quiser, isto não tem sido suficiente para me manter motivado. Parece mesmo é que tudo está cinzento e sem graça; que o salário é ruim, que estou com problemas de saúde, que quando não estou de folga, trabalho feito um escravo e que ir nas festas pode me dar problemas, presenciar coisas e ter que agir quando eu queria mesmo era me divertir, entende? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Vivo apreensivo por causa da impunidade e de pensar que bandido pode me abordar na rua, e descobrir que sou polícia, e por causa disto eu sofra as conseqüências. Trabalhar numa cidade que não conheço (e nem quero) conhecer ninguém, longe da família, dos amigos, do que me deixava feliz, por causa de um dinheiro que mal dá para pagar as despesas básicas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Desculpa o desabafo, mas é que realmente não dá para ficar inerte quando penso nisto tudo, nos plantões que duram semanas, nas cobranças, na hierarquia e disciplina e vaidade dos superiores, do excesso de serviço e da responsabilidade (e pressão) que existe se você cometer algum erro por menor que ele seja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando me submeti a provas e exames para ingressar na carreira pública, assim como todos os demais que prestam concurso, pensei que fosse ter um pouco de tranqüilidade e que fosse alcançar o tão sonhado emprego estável. Ledo engano caros leitores, ao menos na polícia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Porque de que adianta ter vantagens se tenho que ficar inerte, se todo dia é uma repetição e a demanda de serviço é cada vez maior? Se os órgãos superiores da instituição são inacessíveis e seus resultados dependem de contatos, influências, e as coisas acontecem fora do que está previsto nas regras de procedimentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Outro problema é: Pra que serve o título de funcionário público, quando você é tão público, ao ponto de perder sua vida privada e ter que sujeitar a ficar vinte e quatro horas do dia à disposição do trabalho? Ter seu comportamento analisado e questionado pela sociedade? Por ter sempre que dar exemplo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Outro ponto negativo é que o salário não acompanha os reajustes do mercado. Se nada mudar, serei promovido apenas daqui a cinco, talvez dez anos! Ao contrário da prometida estabilidade e realização, o que sinto é coação, incerteza, insatisfação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não existem punições para o desacato social, para aqueles que ofedem a sua dignidade e sobretudo não dão a devida importância e reconhecimento ao seu trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No que tange a chefia, o que tenho a dizer é que ainda não tive o privilegio de conhecer algum que não fosse vaidoso, ou ranzinza, ou ainda que tivesse a coragem de me fitar diretamente nos olhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Questione as jornadas de trabalho e será punido ou ameaçado por indisciplina. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Exponha seus problemas e então, será considerado inapto ou fraco no trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mostre suas dores e as suas dificuldades para acabar caindo em uma sindicância ou processo administrativo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Isto sem contar a corrupção, as irregularidades, as falcatruas que finjo não ver, ouvir ou querer falar a respeito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não há como remar contra toda a água que já contaminou o mundo, a humanidade e a cabeça daqueles que poderiam fazer alguma coisa, rever as leis, procedimentos e condutas. Simplesmente não existem soluções para este tipo de problema. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Volto à questão da exoneração e penso cada vez mais em tirar meu time de campo. Talvez não seja honesto da minha parte para com o sistema continuar em frente, mas tenho certeza que seria menos penoso e menos dolorido para mim se conseguisse fingir que nada disto é verdade e que eu agüento ficar nisto por mais muitos anos, décadas até me aposentar... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ainda não posso dizer minha resposta ou o veredicto final, porém cada dia mais estou tentado a largar tudo isto e renascer. Sento, penso, reflito, desanimo e então quase desisto. Percebo que estou me tornando um hipócrita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align:justify;background:white"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E enquanto a resposta não chega ou um milagre acontece, resta a mim apenas continuar a seguir em frente, sem titubear.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 75, 78); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esta história ainda não acabou, ela vai continuar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2009/10/pedido-de-exoneracao-parte-2.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4571390324367377670.post-8683310439760821953</guid><pubDate>Wed, 26 Nov 2008 20:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-26T19:03:09.123-02:00</atom:updated><title>O começo</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Geralmente, quando as pessoas entram em minha sala, preciso fazer algumas perguntas básicas. E aqui não seria diferente, então pergunto pra mim mesmo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nome? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;R: Depoimento Anônimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me empresta algum documento, por favor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RT (resposta típica): Não possuo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Certo então, filiação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;R: Não tenho pai nem mãe, simplismente nasci, assim como o resto do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comentário: Ainda bem que na internet não precisa de tantos detalhes.. ufa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando nasceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;R: Hoje, mais precisamente há cinco minutos atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Okay.. e em que posso lhe ajudar aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;R: Não tenho nenhuma pretenção definida. Quero apenas contar um pouco do meu dia-a-dia, do meu serviço, das perguntas que ouço e das alegrias e tristezas que presencio. Basicamente, pretendo mostrar um pouco dos bastidores de uma Delegacia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tem mais alguma coisa que gostaria que eu constasse em seu depoimento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;R: Tem sim. Consta ae que eu vou narrar histórias, notícias, dar alguns pitacos e apresentar diversos personagens!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Certo... Perfeitamente! Então acho que está pronto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nada mais havendo, mandou a Autoridade encerrar este termo, que depois de lido e achado conforme, segue assinado pelo depoente, pela Autoridade e por mim, que escrevi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Brincadeiras a parte, sejam todos bem vindos ao Depoimento Anônimo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Assine o feed de notícias e mantenha-se atualizado com as notícias do blog!&lt;/div&gt;</description><link>http://depoimento-anonimo.blogspot.com/2008/11/o-comeo.html</link><author>noreply@blogger.com ("O Depoente")</author><thr:total>3</thr:total></item></channel></rss>