<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0">
<channel>
<title>Como Ajudar Os Outros</title>
<link>http://dias.melhores.com.br/</link>
<description>Atenção:  Este Não é Um Blog de Auto-Ajuda. 

Aqui tratamos dos outros. Um blog que irá incentivar você a entender de voluntariado, filantropia e os problemas atuais do Terceiro Setor. </description>
<language>pt</language>
<lastBuildDate>Sun, 20 Dec 2009 04:47:00 -0200</lastBuildDate>
<generator>http://www.typepad.com/</generator>

<docs>http://www.rssboard.org/rss-specification</docs>
<atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/ComoAjudarOsOutros" /><feedburner:info uri="comoajudarosoutros" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId>ComoAjudarOsOutros</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item>
<title>Consciência Social</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/z6jspRt3aqA/consci%C3%AAncia-social.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/12/consci%C3%AAncia-social.html</guid>
<description>Há dois tipos de idealistas no mundo. O primeiro grupo é composto de pessoas que querem ver um mundo melhor, acabar com as desigualdades, injustiças sociais e assim por diante.</description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="float: right; margin-left: 1em;"><script type="text/javascript">
  var topsy_nick = &quot;Stephenkanitz&quot;;
  var topsy_style = &quot;big&quot;;
</script>
<script src="http://cdn.topsy.com/button.js" type="text/javascript"></script></div><p><span style="font-family: Arial;"></span><span size="2" style="font-family: Verdana;">Há dois tipos de idealistas no mundo. O primeiro grupo é composto de pessoas que querem ver um mundo melhor, acabar com as desigualdades, injustiças sociais e assim por diante.</span>
</p>
<p> </p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Gastam tempo como voluntários, doam dinheiro para entidades beneficentes e se engajam em campanhas das mais diversas. Os americanos e europeus são <br />campeões nessa área com os Ted Turners, Packards e Georges Soros da vida doando bilhões de dólares.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">O segundo grupo de idealistas é aquele composto de pessoas que querem fazer a mesma coisa, mas que nunca pagam a conta. São os chamados &quot;idealistas-com-o-dinheiro-dos-outros&quot;. </span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Com o nosso dinheiro, para ser mais preciso. Você não participa das decisões, eles raramente prestam contas de para onde vai todo o dinheiro e os resultados estão aí, nossos problemas sociais se agravando.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Recentemente, assisti ao Seminário Contra a Pobreza, em que o governador Cristovam Buarque expôs suas idéias sobre como erradicar a pobreza. O plano era pagar às crianças pobres para que pudessem estudar e a conta seria de 30 bilhões de reais. Fiquei curioso em saber se o plano era consistente e quem iria pagar a conta caso houvesse inconsistência. </span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Não tive que esperar nem dois minutos pela resposta. O segundo debatedor, Luiz Inácio Lula da Silva, fuzilou uma inconsistência do plano: aluno com fome não aprende. Salvou-nos 30 bilhões de reais, ou acrescentou mais 6 bilhões de despesas em alimentação nos planos de Buarque. Ao longo do dia, outros três políticos e professores apresentaram soluções diversas para a pobreza do Brasil e no final da tarde a conta para o contribuinte brasileiro já chegava, pelos meus cálculos, a 120 bilhões de reais. É ilimitado o idealismo que se pode ter com o dinheiro dos outros.</span> </p>

<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">O que é mais curioso é que nenhum dos planos apresentados abordou a geração de empregos, a única solução eficaz, a longo prazo, para o problema da pobreza do Brasil.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Há quem diga que a sociedade brasileira nunca fez filantropia com seu próprio dinheiro. Não somos uma nação cidadã. Por isso, o Estado tem de ocupar esse espaço vazio. Um argumento forte e infelizmente apropriado. Mas a alternativa também não deu certo, pois entregamos 30% do PIB ao Estado e muito pouco acaba sendo gasto no social.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">A maior parte das despesas é com a aposentadoria de funcionários públicos, com salários públicos e com juros sobre a dívida pública. Não é à toa que 84% das pessoas acham que o governo poderia melhorar na área social (vide pesquisa no site filantropia.org).</span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Com a falência do Estado, surgiu recentemente o Terceiro Setor, que com muito menos dinheiro, fruto de doações e trabalho voluntário do setor privado (o segundo setor), está resolvendo os problemas com muito mais eficiência do que o governo (o primeiro setor). Mas ainda representa menos que 1% do PIB.<br /><br />Como passar do estágio atual de paternalismo e idealismo do Estado, que consome 40% dos recursos, para uma sociedade civil organizada e preocupada com o social? Obviamente por etapas, a primeira sendo a volta da dedutibilidade do Imposto de Renda de todas as doações a entidades beneficentes atuantes e competentes do país, como já houve no passado. </span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Lentamente, faríamos filantropia com nosso dinheiro, criaríamos uma sociedade civil solidária e sem burocracia no meio. Assim, resolveríamos os problemas sociais com maior rapidez, com menor custo, e os contribuintes seriam os próprios fiscalizadores das entidades. As cartas de agradecimento iriam para quem as merecesse e não para políticos e burocratas que repassam o nosso dinheiro.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Então, geraríamos o círculo virtuoso da filantropia. Pequenos donativos no início e curtas cartas de agradecimento. Maiores donativos com o decorrer do tempo e com placas de reconhecimento em salas de aula e hospitais, por exemplo. Finalmente, teríamos enormes donativos, de heranças e fundações, com edifícios inteiros batizados com o nome do doador, como a maioria das faculdades e hospitais americanos. É só começar. </span></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/z6jspRt3aqA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Consciência Social</category>

<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 04:47:00 -0200</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/12/consci%C3%AAncia-social.html</feedburner:origLink></item>
<item>
<title>Vivendo no Escuro</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/r71JPDMmtP8/vivendo-no-escuro.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/11/vivendo-no-escuro.html</guid>
<description>Antigamente, as empresas investiam no terceiro setor e nas entidades beneficentes como a Fundação Dorina Nowill, a ong que ajuda os cegos. Infelizmente, agora as agências de propaganda incentivam as empresas a fazer propaganda enfatizando o Eco-Ambiental, e as doações...</description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="float: right; margin-left: 1em;"><script type="text/javascript">
 var topsy_nick = &quot;Stephenkanitz&quot;;
 var topsy_style = &quot;big&quot;;
</script>
<script src="http://cdn.topsy.com/button.js" type="text/javascript"></script></div><a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZVqJ3xIdcn0/Sv1bJKWyTYI/AAAAAAAAAFE/hnsEOjIeFQY/s1600-h/18289.jpg"><img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403575340871339394" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZVqJ3xIdcn0/Sv1bJKWyTYI/AAAAAAAAAFE/hnsEOjIeFQY/s320/18289.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 197px; height: 320px; text-align: center;" /></a>

<br />Antigamente,
as empresas investiam no terceiro setor e nas entidades beneficentes
como a Fundação Dorina Nowill, a ong que ajuda os cegos. 



<p>Infelizmente,
agora as agências de propaganda incentivam as empresas a fazer
propaganda enfatizando o Eco-Ambiental, e as doações para o terceiro
setor simplesmente despencaram. </p>

<p>Meu site
www.voluntarios.com.br, www.filantropia.org, e o bem sucedido Prêmio
Bem Eficiente, perderam todos os seus patrocinadores. Não sobrou um.</p>

<p>A Fundação Dorina Nowill foi várias vezes premiada com nosso Prêmio, eficiente que ela é. </p>

<p>Muito triste que agora ela só é lembrada devido a um apagão. </p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/r71JPDMmtP8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>



<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:39:17 -0200</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/11/vivendo-no-escuro.html</feedburner:origLink></item>
<item>
<title>Gente Como a Gente</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/Sfc3tcilERI/gente-como-a-gente.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/10/gente-como-a-gente.html</guid>
<description>Boa parte da história da humanidade transcorreu em uma época na qual a maioria da população vivia em pequenas vilas e cidades com no máximo 10.000 habitantes. Isso significa que havia, em média, 200 pessoas em sua faixa etária, que...</description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="float: right; margin-left: 1em;"><script type="text/javascript">
  var topsy_nick = &quot;Stephenkanitz&quot;;
  var topsy_style = &quot;big&quot;;
</script>
<script src="http://cdn.topsy.com/button.js" type="text/javascript"></script></div><p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Boa parte da história da humanidade transcorreu em uma época na qual a maioria da população vivia em pequenas vilas e cidades com no máximo 10.000 habitantes. Isso significa que havia, em média, 200 pessoas em sua faixa etária, que você conhecia por nome e sobrenome. </span></p>
<p style="text-align: justify;">
</p>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Nem todas eram simpáticas, brilhantes e alegres como você, mas, se quisesse ter amigos, você teria de aprender logo cedo a aceitar as idiossincrasias e diferenças de opinião. Muitos dos filósofos da época escreviam sobre tolerância, uma virtude necessária para os tempos. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Hoje, a situação é diametralmente oposta. A maioria da população brasileira vive em grandes centros urbanos, fenômeno com menos de quarenta anos de existência. Ainda não aprendemos a conviver com essa nova situação. Por exemplo, nem dá para pensar em conhecer as 100 000 pessoas em sua faixa etária de sua metrópole. De quarenta anos para cá, começamos a fazer algo que nossos antepassados não podiam: selecionar nossos amigos. </span></p>

<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Podemos, agora, criar um seleto grupo de amigos, gente-como-a-gente. Pessoas com os mesmos interesses, com as mesmas manias, que pensam politicamente do mesmo jeito, que têm os mesmos gostos e opiniões. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Se seu vizinho é um chato ou tem opiniões contrárias, você simplesmente o ignora, e se desloca até o outro lado da cidade para encontrar um amigo. Gente chata nunca mais. Virtudes como tolerância, respeito, curiosidade intelectual não são sequer mais discutidas, muito menos veneradas. É cada um por si e seus amigos. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Com a Internet, a situação piorou, e muito. Agora existem sites que permitem que descubramos gente-como-a-gente do outro lado do mundo, através de &quot;comunidades virtuais&quot; , e-grupos, e-amigos, enfim. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">A Amazon Books, por exemplo, avisa-me de outros clientes que compraram exatamente os mesmos livros que eu comprei. Gente do mundo inteiro que tem os mesmos interesses, um pequeno grupo de gente-como-eu. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Isso, no entanto, está longe de ser uma comunidade, no sentido antigo da palavra. Se não tomarmos cuidado viraremos um bando de narcisistas olhando no espelho. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Jamais iremos criar uma sociedade de união universal como pregam os social-internautas. Somente aumentaremos a intolerância, a falta de compreensão, compaixão e humildade local. Aumentaremos também a arrogância, com a auto-alimentação de grupos que terminarão se achando donos da verdade. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Não vou sugerir uma volta ao passado, nem negar que é um prazer conhecer gente-como-a-gente do mundo inteiro, e prevejo que provavelmente iremos continuar nesse caminho. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Mas teremos de fazer um pequeno esforço para conhecer novamente nossos vizinhos, apesar de chatos, apesar das opiniões diferentes, dos gostos musicais irritantes e assim por diante. Se você parar uma vez na vida e conversar com seu vizinho, poderá descobrir que no fundo ele até que tem coisas interessantes e diferentes a dizer. Você poderá descobrir que existe uma virtude em ser tolerante, compreensível e aberto a novas idéias. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Se cada um se fincar na sua trincheira, criando batalhões de amigos que pensam igualzinho, iremos caminhar numa rota perigosa para o futuro. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2;" style="font-family: Verdana;">Meu site <a href="http://www.voluntarios.com.br" target="_blank"><font color="#ff9933"><strong>www.voluntarios.com.br</strong></font></a></span> dá preferência proposital às entidades próximas ao endereço em que você mora. Talvez não haja uma de que você goste em seu bairro, mas esse é justamente o espírito da filantropia e do voluntariado: não se faz o que se &quot;gosta&quot;, mas o que é necessário ser feito. </p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Portanto, se você tem um vizinho chato, cumprimente-o de forma diferente da próxima vez que o encontrar. Dê um sorriso encantador . Convide-o a ir a sua casa ou apartamento. Vamos começar a aprender a conviver com gente-que-não-é-tão-parecida-com-a-gente. O mundo ficará bem melhor. </span></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/Sfc3tcilERI" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Consciência Social</category>

<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 14:02:00 -0200</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/10/gente-como-a-gente.html</feedburner:origLink></item>
<item>
<title>Ensinando a Pescar</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/EaymUNOmVO8/ensinando-a-pescar.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/09/ensinando-a-pescar.html</guid>
<description>Uma das frases mais divulgadas por empresas socialmente responsáveis é "Nós não damos o peixe, nós ensinamos a pescar". Um dos conceitos mais valorizados por intelectuais, e especialmente por professores, é que ensinar a pescar é importante, dar o peixe...</description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="float: right; margin-left: 1em;"><script type="text/javascript">
  var topsy_nick = &quot;Stephenkanitz&quot;;
  var topsy_style = &quot;big&quot;;
</script>
<script src="http://cdn.topsy.com/button.js" type="text/javascript"></script></div><p style="text-align: justify;"> <span size="2;" style="font-family: Verdana;"> </span>
</p>
<p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"><img align="right" alt="" src="http://www.kanitz.com/imagens/artigos/pescar.jpg" style="margin: 7px; width: 207px; height: 201px;" />Uma 
 das frases mais divulgadas por empresas socialmente responsáveis 
 é &quot;Nós não damos o peixe, nós 
 ensinamos a pescar&quot;. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Um dos conceitos mais valorizados 
 por intelectuais, e especialmente por professores, é 
 que ensinar a pescar é importante, dar o peixe não 
 é. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><strong><font face="Verdana" size="2">São pessoas que se colocam contra o assistencialismo, 
 a caridade e a filantropia. Acham que o assistencialismo é 
 nocivo, que cria dependência e reduz a auto-estima. 
 </font></strong></p><div style="text-align: justify;">
 </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> Existe atualmente 
 enorme preconceito contra entidades que dão assistência, 
 como aquelas que cuidam de moças solteiras grávidas 
 e as inúmeras entidades que servem sopão aos 
 famintos. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">De uns anos para cá, doadores estão 
 deixando de ajudar entidades assistencialistas – hoje 
 as empresas não querem patrocinar entidades que oferecem 
 teto a moradores de rua, olham feio para o Fome Zero. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">A maioria 
 das empresas socialmente responsáveis está sendo 
 induzida a patrocinar prioritariamente projetos que &quot;ensinam 
 a pescar&quot;. <strong>E aceitam sem pestanejar porque são 
 projetos que proporcionam elevado retorno sobre o investimento.</strong></font></p><div style="text-align: justify;">
 </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> <strong>Eu vou defender 
 as entidades que prestam assistencialismo à moda antiga 
 e tentar ajudá-las a reverter a onda que estão 
 sofrendo, e à qual muitas não estão resistindo. 
 </strong></font></p><div style="text-align: justify;">
 </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> O ser humano 
 tropeça muitas vezes na vida. Já vi o desespero 
 de mulheres abusadas, já vi pessoas humildes entrar 
 em pânico porque os filhos contraíram câncer. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">
 Essas pessoas não precisam aprender a pescar. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Elas 
 precisam de assistência, carinho e compaixão. 
 Alcoólatras precisam de ajuda, um ouvido amigo, e não 
 de cursos sobre os efeitos do álcool. Dependentes químicos 
 não precisam de cursos de &quot;geração 
 de renda&quot;, eles precisam de compaixão, colo e 
 um ombro carinhoso para poder readquirir forças para 
 se reerguer SOZINHOS. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Órfãos, paraplégicos, 
 portadores de hanseníase ou síndrome de Down, 
 além de um curso de três semanas, precisam de 
 atenção dedicada anos a fio. </font></p><div style="text-align: justify;">
 </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> Todo ano analiso 
 mais de 400 ONGs e descobri algo muito constrangedor. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"><strong>Nas 
 organizações que fazem &quot;mero assistencialismo&quot;, 
 80% dos recursos doados são revertidos em uma cadeira 
 de rodas, em óculos para um deficiente visual ou em 
 um prato de comida. </strong><br /></font></p><p style="text-align: justify;"><span size="2;" style="font-family: Verdana;">Ou seja, o dinheiro vai para quem precisa.</span></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"><strong>Nas ONGs que &quot;ensinam a pescar&quot; 85% das 
 doações terminam no bolso dos professores, não 
 no bolso dos alunos carentes. Por que professores não 
 podem ser voluntários sem receber nada, como os outros?</strong> 
 Alguns cobram fortunas dessas entidades 
 para dar aulas de gestão do terceiro setor e nem ficam 
 vermelhos quando em sala de aula enaltecem o trabalho voluntário.</font></p><div style="text-align: justify;">
 </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> <strong>Hoje as empresas 
 socialmente responsáveis estão usando critérios 
 capitalistas para escolher projetos sociais, querem &quot;investir&quot;, 
 querem &quot;retorno&quot;, querem &quot;alavancar&quot;. 
 Por isso, adoram projetos que ensinam a pescar, porque o &quot;retorno 
 sobre o investimento&quot; é elevado. <br /></strong></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Com esses critérios 
 tipicamente neoliberais, nenhuma empresa investe mais no velho, 
 no tetraplégico, no cego, porque &quot;não compensa&quot;. 
 Empresário só &quot;investe&quot; em crianças, 
 danem-se os doentes terminais. É o neoliberalismo social 
 sobrepujando o humanismo cristão.</font></p><div style="text-align: justify;">
 </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> Não sou 
 contra ensinar a pescar, quero deixar isso bem claro. Fui 
 professor por trinta anos, precisamos de ambas as posturas 
 sem dúvida alguma. Só que a maioria das entidades 
 que fazem &quot;mero assistencialismo&quot; também 
 ensina a pescar como parte da recuperação, mas 
 isso os intelectuais nunca divulgam. O que me preocupa é 
 a enorme ênfase atual na primeira atitude em detrimento 
 da segunda.&#0160;</font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">
 Precisamos reverter esse preconceito, precisamos dar valor 
 àquelas entidades que prestam assistência a órfãos, 
 paraplégicos, portadores de hanseníase, síndrome 
 de Down, cegos, doentes mentais, velhos, vítimas de 
 estupro e abuso sexual. Lamento dizer que boa parte de nossos 
 problemas sociais não é resolvida em sala de 
 aula, por isso temos de manter o equilíbrio.</font></p><div style="text-align: justify;">
 </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> Se sua empresa 
 é uma dessas que fazem questão de não 
 dar o peixe e somente ensinam a pescar, repense sua posição. 
 Muita gente necessitada vai preferir o apoio e a mão 
 amiga de sua equipe a umas brilhantes aulas. </font></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/EaymUNOmVO8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Educação</category>

<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 02:13:00 -0300</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/09/ensinando-a-pescar.html</feedburner:origLink></item>
<item>
<title>Uma Definição de Felicidade</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/sLf-mpv8G8o/uma-defini%C3%A7%C3%A3o-de-felicidade.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/09/uma-defini%C3%A7%C3%A3o-de-felicidade.html</guid>
<description>Todas as profissões têm sua visão do que é felicidade. Já li um economista defini-la como ganhar 20.000 dólares por ano, nem mais nem menos. Para os monges budistas, felicidade é a busca do desapego. Autores de livros de auto-ajuda...</description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="float: right; margin-left: 1em;"><script type="text/javascript">
  var topsy_nick = &quot;Stephenkanitz&quot;;
  var topsy_style = &quot;big&quot;;
</script>
<script src="http://cdn.topsy.com/button.js" type="text/javascript"></script></div><p><span size="2" style="font-family: Verdana;">Todas as profissões têm sua visão do que é felicidade.</span></p>
<p><span size="2" style="font-family: Verdana;">Já li um economista defini-la como ganhar 20.000 dólares por ano, nem mais nem menos.</span></p>
<p><span size="2" style="font-family: Verdana;">Para os monges budistas, felicidade é a busca do desapego. Autores de livros de auto-ajuda definem felicidade como &quot;estar bem consigo mesmo&quot;, &quot;fazer o que se gosta&quot; ou &quot;ter coragem de sonhar alto&quot;. </span>
</p>

<p><span size="2" style="font-family: Verdana;">O conceito de felicidade que uso em meu dia-a-dia é difícil de explicar num artigo curto. <br /></span></p>
<p><span size="2" style="font-family: Verdana;">Eu o aprendi nos livros de Edward De Bono, Mihaly Csikszentmihalyi e de outros nessa linha. <br /></span></p>
<p><span size="2" style="font-family: Verdana;">A idéia é mais ou menos esta: todos nós temos desejos, ambições e desafios que podem ser definidos como o mundo que você quer abraçar. Ser rico, ser famoso, acabar com a miséria do mundo, casar-se com um príncipe encantado, jogar futebol, e assim por diante. Até aí, tudo bem. <br /></span></p>
<p><span size="2" style="font-family: Verdana;">Imagine seus desejos como um balão inflável e que você está dentro dele. Você sempre poderá ser mais ou menos ambicioso inflando ou desinflando esse balão enorme que será seu mundo possível. É o mundo que você ainda não sabe dominar. Agora imagine um outro balão inflável dentro do seu mundo possível, e portanto bem menor, que representa a sua base. <br /></span></p>
<p><span size="2" style="font-family: Verdana;">É o mundo que você já domina, que maneja de olhos fechados, graças aos seus conhecimentos, seu QI emocional e sua experiência. Felicidade nessa analogia seria a distância entre esses dois balões - o balão que você pretende dominar e o que você domina. <br /></span></p>
<p><span size="2" style="font-family: Verdana;">Se a distância entre os dois for excessiva, você ficará frustrado, ansioso, mal-humorado e estressado. Se a distância for mínima, você ficará tranqüilo, calmo, mas logo entediado e sem espaço para crescer. Ser feliz é achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter. </span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">O primeiro passo é definir corretamente o tamanho de seu sonho, o tamanho de sua ambição. Essa história de que tudo é possível se você somente almejar alto é pura balela. <br /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas. Querer ser presidente da República é um sonho que você pode almejar quando virar governador ou senador, mas não no início de carreira. <br /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">O segundo passo é saber exatamente seu nível de competências, sem arrogância nem enganos, tão comuns entre os intelectuais. O terceiro é encontrar o ponto de equilíbrio entre esses dois mundos. Saber administrar a distância entre seus desejos e suas competências é o grande segredo da vida. <br /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Escolha uma distância nem exagerada demais nem tacanha demais. Se sua ambição não for acompanhada da devida competência, você se frustrará. Esse é o erro de todos os jovens idealistas que querem mudar o mundo com o que aprenderam no primeiro ano de faculdade. Curiosamente, à medida que a distância entre seus sonhos e suas competências diminui pelo seu próprio sucesso, surge frustração, e não felicidade. </span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Quantos gerentes depois de promovidos sofrem da famosa &quot;fossa do bem-sucedido&quot;, tão conhecida por administradores de recursos humanos? Quantos executivos bem-sucedidos são infelizes justamente porque &quot;chegaram lá&quot;? Pessoas pouco ambiciosas que procuram um emprego garantido logo ficam entediadas, estacionadas, frustradas e não terão a prometida felicidade. <br /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Essa definição explica por que a felicidade é tão efêmera. Ela é um processo, e não um lugar onde finalmente se faz nada. Fazer nada no paraíso não traz felicidade, apesar de ser o sonho de tantos brasileiros. Felicidade é uma desconfortável tensão entre suas ambições e competências. <br /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Se você estiver estressado, tente primeiro esvaziar seu balão de ambições para algo mais realista. Delegue, abra mão de algumas atribuições, diga não. Ou então encha mais seu balão de competências estudando, observando e aprendendo com os outros, todos os dias. <br /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Os velhos acham que é um fracasso abrir mão do espaço conquistado. Por isso, recusam ceder poder ou atribuições e acabam infelizes. Reduzir suas ambições à medida que você envelhece não é nenhuma derrota pessoal. <br /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Felicidade não é um estado alcançável, um nirvana, mas uma dinâmica contínua. <br /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">É chegar lá, e não estar lá como muitos erroneamente pensam. Seja ambicioso dentro dos limites, estude e observe sempre, amplie seus sonhos quando puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem. <br /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Mantenha sempre uma meta a alcançar em todas as etapas da vida e você será muito feliz.</span></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/sLf-mpv8G8o" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Consciência Social</category>

<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 02:42:00 -0300</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/09/uma-defini%C3%A7%C3%A3o-de-felicidade.html</feedburner:origLink></item>
<item>
<title>Salvem as Florestas Temperadas!</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/ebWs7t8RD2Q/salvem-a-florestas-temperadas-.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/08/salvem-a-florestas-temperadas-.html</guid>
<description>o filme A Bruxa de Blair, sucesso de bilheteria do cinema alternativo americano, há uma cena que fez meu sangue de ecologista amador brasileiro e defensor do crescimento sustentável literalmente borbulhar. Os três estudantes do longa estão totalmente perdidos numa...</description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="float: right; margin-left: 1em;"><script type="text/javascript">
 var topsy_nick = &quot;Stephenkanitz&quot;;
 var topsy_style = &quot;big&quot;;
</script>
<script src="http://cdn.topsy.com/button.js" type="text/javascript"></script></div><div style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">o filme A Bruxa de Blair, sucesso de bilheteria do cinema alternativo americano, há uma cena que fez meu sangue de ecologista amador brasileiro e defensor do crescimento sustentável literalmente borbulhar.</span>
</div>
 
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Os três estudantes do longa estão totalmente perdidos numa floresta da Nova Inglaterra e a garota começa a entrar em pânico achando que nunca mais sairia daquela selva. Seu colega então diz algo parecido com: &quot;Não seja idiota, nós destruímos todas as nossas florestas temperadas. É só andarmos meia hora em linha reta que logo sairemos daqui&quot;.</span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Ecologistas do mundo todo vivem fazendo protestos para preservar a floresta tropical brasileira, mas raramente param para refletir sobre essa corajosa crítica contida nesse filme, que fez tanto sucesso. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Se alguém se perder na Floresta Amazônica, poderá ter de andar por noventa dias até achar uma saída, tal o nível de preservação de nossa Amazônia, comparada com as demais florestas. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Então, não seria correto também discutir a reconstituição das florestas temperadas, há muito tempo dizimadas? Na Europa e nos Estados Unidos, 98% a 99% das florestas foram destruídas. O &quot;Crescente Fértil&quot; descrito na Bíblia é hoje o Iraque da &quot;Desert Storm&quot;. Em contrapartida, 86% da Floresta Amazônica continua intacta. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">No famoso Museu Smithsonian de Washington, vi um painel que orgulhosamente mostrava um pioneiro derrubando uma árvore para criar uma área arável e poder &quot;suprir nossos antepassados com a comida necessária&quot;.</span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Destruíram tantas florestas temperadas para plantar comida que hoje eles têm muito mais agricultores do que o necessário, a maioria economicamente inviável. Com a produtividade atual da agricultura, bastaria cultivar as planícies naturais que todos os países já possuem.</span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">A destruição das florestas temperadas é uma das razões dos maciços subsídios que a Europa e os Estados Unidos dão à agricultura, razão de nossos protestos junto à OMC. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Quando negociadores do governo brasileiro reclamam desses subsídios, a resposta é que eles são necessários para manter a população no campo. Caso contrário, os países teriam enormes espaços e terras vazias, com todo mundo vivendo nas cidades. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">O erro dessa lógica política está na frase &quot;espaços e terras vazias&quot;, uma vez que essas terras não eram &quot;vazias&quot; antes de as florestas temperadas serem dizimadas. Há muito deveríamos ter colocado na agenda mundial a necessidade da reconstituição das florestas temperadas ao lado da preservação da Floresta Amazônica - o que exigiria dos países desenvolvidos a lenta substituição dos agricultores subsidiados por guardas e bombeiros florestais em constante vigilância. Pelo menos os agricultores passariam a ser úteis, em vez de receber subsídios para nada plantarem. Os espaços não ficariam vazios, como temem os políticos desses países. Voltariam ao equilíbrio original.</span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Isso teria importantes conseqüências econômicas para o Terceiro Mundo. Acabaria com os enormes subsídios agrícolas e equilibraria a balança comercial de muito país em desenvolvimento.</span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Bjorn Lomborg, autor do The Skeptical Environmentalist, escreve na página 117 uma frase de muita coragem política: &quot;Que base nós (Primeiro Mundo) temos para nos indignarmos com o desmatamento das florestas tropicais, considerando o nosso desmatamento na Europa e Estados Unidos? É uma hipocrisia aceitar que nós nos beneficiamos imensamente da destruição de enormes áreas de nossas próprias florestas mas não vamos permitir que países em desenvolvimento se beneficiem como nós o fizemos. Se não quisermos que eles usem seus recursos naturais do jeito que nós usamos os nossos, devemos compensá-los de acordo&quot;. Obviamente, ele foi massacrado por seus colegas. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Da próxima vez que um amigo, um jornalista ou um diplomata estrangeiro lhe indagar sobre o que estamos fazendo com nossa Floresta Amazônica, antes de responder, pergunte-lhe o que ele está fazendo para reconstituir 85% de suas florestas temperadas. </span></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana;">Stephen Kanitz é administrador por Harvard (<a href="http://www.kanitz.com"><font color="#ff9933"><strong>www.kanitz.com.br</strong></font></a></span><font color="#ff9933">) </font></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><span size="2" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Revista Veja, Editora Abril, edição 1823, ano 36, nº 40 de 8 de outubro de 2003, página 22</span></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/ebWs7t8RD2Q" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Meio Ambiente</category>

<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 01:39:00 -0300</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/08/salvem-a-florestas-temperadas-.html</feedburner:origLink></item>
<item>
<title>Capitalismo Beneficiente</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/Qtcl6FBHVqw/capitalismo-beneficiente.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/08/capitalismo-beneficiente.html</guid>
<description>Para o bem ou para o mal, tudo indica que o capitalismo está lentamente vencendo a sua longa luta contra o comunismo e o socialismo. Não que o capitalismo seja superior, mas parece que seus defeitos são menores. Antes que...</description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Para 
  o bem ou para o mal, tudo indica que o capitalismo está lentamente 
  vencendo a sua longa luta contra o comunismo e o socialismo. 
  Não que o capitalismo seja superior, mas parece que seus defeitos 
  são menores. Antes que se pule de alegria é bom lembrar que 
  não se venceu a luta contra a miséria e as injustiças sociais, 
  os grandes objetivos </font><br /><font face="Verdana" size="2">
  do socialismo. Muito pelo contrário. 
  </font><br /><br /><font face="Verdana" size="2">As 500 maiores empresas brasileiras gastam anualmente 2,8 
  bilhões de dólares em segurança patrimonial e 18 milhões de 
  dólares por mês em filantropia. Algo está muito errado nesta 
  proporção, e salta aos olhos que se as 500 maiores aumentassem 
  o seu envolvimento social, conseguiriam reduzir os seus custos 
  de segurança.</font>
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Precisamos 
  achar meios para aprimorar o capitalismo em vez de passarmos 
  por uma revolução para substituí-lo. Mas como? De que forma? 
  O capitalismo se provou muito competente para produzir bens 
  e serviços que os consumidores querem. Se houver um desejo 
  insatisfeito no mercado, algum empreendedor irá se mexer para 
  provê-lo. O que o capitalismo não sabe fazer ainda é produzir 
  bens e serviços de que as pessoas precisam. Não há segredo 
  em vender frangos barato entupindo-os de hormônios ou morangos 
  saborosos, com agrotóxicos. A indústria automobilística colocou 
  airbags nos carros por determinação do governo americano, 
  porque há dez anos atrás o consumidor não queria.As TVs e 
  os anunciantes se digladiam para mostrar o grotesco e o pornográfico, 
  assuntos que o povo quer mas de que não necessariamente precisa.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Alguns 
  empresários, porém,&#0160; estão lentamente mudando esta situação. 
  Estão gastando tempo, recursos organizacionais e dinheiro 
  em atividades beneficentes e filantrópicas simplesmente porque 
  acreditam que as empresas precisam produzir também bens que 
  a sociedade requer. Surge uma nova geração de empresários 
  brasileiros como Guilherme Leal, Ricardo Young, Sérgio Amoroso, 
  Norberto Pascoal, entre outros, que estão gastando mais do 
  que 5% do seu tempo, lucro e recursos organizacionais para 
  oferecer o que eles acreditam que a sociedade precisa. Fazem 
  parte de uma nova geração de empresários que está transformando 
  um capitalismo de resultados em um capitalismo de benefícios.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Um 
  outro grupo de empreendimento vai além, devota 100% de suas 
  energias, dinheiro e organização para produzir o que a sociedade 
  precisa. São entidades beneficentes, que ao longo destes anos 
  adquiriram competência e técnicas organizacionais que seriam 
  de muita valia para as empresas.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Quão 
  mais fácil seria, por exemplo, para os Alcoólatras Anônimos 
  vender pinga a seus associados, do que a abstinência ? Quão 
  mais fácil seria colocar um outdoor vendendo bebida com mulheres 
  sensuais do que angariar fundos filantrópicos ? Quão mais 
  fácil seria para a Igreja Católica ceder às pressões de mudança, 
  oferecendo o que os fiéis querem, do que se manter leal aos 
  seus dogmas e insistir em oferecer o que ela acha que os fiéis 
  precisam, custe o que custar ?</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Conseguirão 
  os empresários obter lucro ofertando o que o consumidor precisa 
  ? Conseguirão obter lucro vendendo frangos sem hormônios, 
  sorvetes sem aditivos químicos e morangos sem agrotóxicos 
  ? Várias experiências mostram que sim. A Superbom, empresa 
  dirigida pela Igreja Adventista consegue ser rentável apesar 
  de produzir sucos dentro de processos naturalistas.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"> <font face="Verdana" size="2">Tornar 
  o capitalismo mais responsável já não parece uma tarefa impossível 
  e existem vários grupos agindo neste sentido sem ter que passar 
  pelo traumático processo de derrubar o sistema vigente.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Em 
  26 de maio de 1998, 50 entidades beneficentes receberam, merecidamente, 
  o Prêmio Bem Eficiente de 1998 pela sua competência, liderança 
  e exemplo, provando que existem soluções para os problemas 
  sociais. Essas e as demais entidades são a semente para um 
  novo tipo de capitalismo voltado para suprir a sociedade com 
  o que ela precisa e não necessariamente com o que ela quer.</font></p>
  <p style="text-align: left;"><span size="2;" style="font-family: Verdana;"><br /></span> 
  </p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/Qtcl6FBHVqw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Consciência Social</category>

<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 01:57:00 -0300</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/08/capitalismo-beneficiente.html</feedburner:origLink></item>
<item>
<title>Os Dois Tipos de Idealistas</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/RDjZ9Kzcjn0/os-dois-tipos-de-idealistas.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/08/os-dois-tipos-de-idealistas.html</guid>
<description>Há dois tipos de idealistas no mundo. O primeiro grupo é composto de pessoas que querem ver um mundo melhor, acabar com as desigualdades, injustiças sociais e assim por diante. Gastam tempo como voluntários, doam dinheiro para entidades beneficentes e...</description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"> Há dois tipos de idealistas no mundo. </p><p style="text-align: justify;">O primeiro grupo é composto de pessoas que querem ver um mundo melhor, acabar com as desigualdades, injustiças sociais e assim por diante.

Gastam tempo como voluntários, doam dinheiro para entidades beneficentes e se engajam em campanhas das mais diversas. </p><p style="text-align: justify;">Os americanos e europeus são
campeões nessa área com os Ted Turners, Packards e Georges Soros da vida doando bilhões de dólares. </p><p style="text-align: justify;">O segundo grupo de idealistas é aquele composto de pessoas que querem fazer a mesma coisa, mas que nunca pagam a conta. </p><p style="text-align: justify;">São os chamados &quot;idealistas-com-o-dinheiro-dos-outros&quot;. </p><p style="text-align: justify;">
Com o nosso dinheiro, para ser mais preciso. </p><p style="text-align: justify;">Você não participa das decisões, eles raramente prestam contas de para onde vai todo o dinheiro e os resultados estão aí, nossos problemas sociais se agravando. 
</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, assisti ao Seminário Contra a Pobreza, em que o governador Cristovam Buarque expôs suas idéias sobre como erradicar a pobreza. </p><p style="text-align: justify;">O plano era pagar às crianças pobres para que pudessem estudar e a conta seria de 30 bilhões de reais. </p><p style="text-align: justify;">Fiquei curioso em saber se o plano era consistente e quem iria pagar a conta caso houvesse inconsistência. </p><p style="text-align: justify;">Não tive que esperar nem dois minutos pela resposta. O segundo debatedor, Luiz Inácio Lula da Silva, fuzilou uma inconsistência do plano: aluno com fome não aprende. </p><p style="text-align: justify;">Salvou-nos 30 bilhões de reais, ou acrescentou mais 6 bilhões de despesas em alimentação nos planos de Buarque. </p><p style="text-align: justify;">Ao longo do dia, outros três políticos e professores apresentaram soluções diversas para a pobreza do Brasil e no final da tarde a conta para o contribuinte brasileiro já chegava, pelos meus cálculos, a 120 bilhões de reais. </p><p style="text-align: justify;">É ilimitado o idealismo que se pode ter com o dinheiro dos outros. </p><p style="text-align: justify;">O que é mais curioso é que nenhum dos planos apresentados abordou a geração de empregos, a única solução eficaz, a longo prazo, para o problema da pobreza do Brasil. </p><p style="text-align: justify;">Há quem diga que a sociedade brasileira nunca fez filantropia com seu próprio dinheiro. </p><p style="text-align: justify;">Não somos uma nação cidadã. Por isso, o Estado tem de ocupar esse espaço vazio. </p><p style="text-align: justify;">Um argumento forte e infelizmente apropriado. </p><p style="text-align: justify;">Mas a alternativa também não deu certo, pois entregamos 30% do PIB ao Estado e muito pouco acaba sendo gasto no social.

A maior parte das despesas é com a aposentadoria de funcionários públicos, com salários públicos e com juros sobre a dívida pública. </p><p style="text-align: justify;">Não é à toa que 84% das pessoas acham que o governo poderia melhorar na área social (vide pesquisa no site filantropia.org). </p><p style="text-align: justify;">Com a falência do Estado, surgiu recentemente o Terceiro Setor, que com muito menos dinheiro, fruto de doações e trabalho voluntário do setor privado (o segundo setor), está resolvendo os problemas com muito mais eficiência do que o governo (o primeiro setor). </p><p style="text-align: justify;">Mas ainda representa menos que 1% do PIB. </p><p style="text-align: justify;">Como passar do estágio atual de paternalismo e idealismo do Estado, que consome 40% dos recursos, para uma sociedade civil organizada e preocupada com o social? </p><p style="text-align: justify;">Obviamente por etapas, a primeira sendo a volta da dedutibilidade do Imposto de Renda de todas as doações a entidades beneficentes atuantes e competentes do país, como já houve no passado. </p><p style="text-align: justify;">Lentamente, faríamos filantropia com nosso dinheiro, criaríamos uma sociedade civil solidária e sem burocracia no meio. Assim, resolveríamos os problemas sociais com maior rapidez, com menor custo, e os contribuintes seriam os próprios fiscalizadores das entidades. </p><p style="text-align: justify;">As cartas de agradecimento iriam para quem as merecesse e não para políticos e burocratas que repassam o nosso dinheiro.

Então, geraríamos o círculo virtuoso da filantropia. </p><p style="text-align: justify;">Pequenos donativos no início e curtas cartas de agradecimento. Maiores donativos com o decorrer do tempo e com placas de reconhecimento em salas de aula e hospitais, por exemplo. </p><p style="text-align: justify;">Finalmente, teríamos enormes donativos, de heranças e fundações, com edifícios inteiros batizados com o nome do doador, como a maioria das faculdades e hospitais americanos. É só começar. </p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/RDjZ9Kzcjn0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Fund Raising</category>

<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 02:27:00 -0300</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/08/os-dois-tipos-de-idealistas.html</feedburner:origLink></item>
<item>
<title>Comportamento Exemplar</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/HZiD1Syo-JQ/comportamento-exemplar.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/08/comportamento-exemplar.html</guid>
<description>Se Almejarmos somente a média, seremos medíocres. Se almejarmos a excelência, seremos excelentes. Meu curso de administração dava muita ênfase à psicologia. Foi assim que conheci pessoalmente B.F. Skinner, Carl Rogers e Erik Erikson. O que me chamou a atenção...</description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Se Almejarmos somente a média, seremos medíocres. Se almejarmos a
excelência, seremos excelentes. Meu curso de administração dava muita
ênfase à psicologia. Foi assim que conheci pessoalmente B.F. Skinner,
Carl Rogers e Erik Erikson. O que me chamou a atenção foi a escassa
literatura no que chamarei de comportamento exemplar. Ausência de
doença não significa ter um corpo saudável e atlético. Ausência de
neuroses e fobias não significa ser uma pessoa excepcional. Por que tão
poucos modelos de excelência humana são apresentados aos pacientes como
exemplos a ser seguidos? 
   </p><p style="text-align: left;">Isso
tem a ver com a história da psicanálise e da psiquiatria, que surgiu da
observação dos pacientes com distúrbios mentais que procuravam médicos
como Freud, Adler e Jung. O universo de observação ficava assim
restrito e enviesado. Por isso, chega-se a conclusões como &quot;os normais
são raros, mas existem&quot;. Raros são os normais que procuram terapias,
raros são os analistas que vão a campo identificar e &quot;analisar&quot; as
pessoas excepcionais e que fazem a diferença por aí. </p><p style="text-align: left;">Os grandes exemplos humanos não
são mais exaltados em verso e em prosa pelos poetas, cineastas e
historiadores de hoje, como antigamente. Superar-se e realizar sonhos
tem sido a seara quase exclusiva dos autores de livros de auto-ajuda,
razão do seu franco crescimento, com raras exceções. Quem são os
pequenos heróis de hoje, as pessoas felizes, as famílias bem-sucedidas,
cujos exemplos nos seriam uma lição? Gostaríamos de saber. <br />
   <br />
Eu também cometi esse erro de observação no início da minha carreira.
Analisava empresas &quot;doentes&quot;, empresas concordatárias ou falidas, e
delas tirava minhas conclusões. O acesso aos dados de empresas
concordatárias era farto, enquanto empresas bem-sucedidas e exemplares
escondiam o leite. Afinal, &quot;o segredo é a alma do negócio&quot;. Foi quando
percebi que algo estava errado na abordagem científica da época e
criei, em 1974, a edição <em>Melhores e Maiores,</em> da revista <em>Exame.</em>
Passei a procurar identificar e divulgar as melhores empresas deste
país, para que elas servissem de exemplo às demais. Em 1981, Tom Peters
adotou a mesma abordagem no seu best-seller <em>Em Busca da Excelência,</em>
que consagrou esse método também nos Estados Unidos. Hoje, todo livro
de administração moderna fala de empresas vencedoras e bem-sucedidas. </p><p style="text-align: left;">Quando a jornalista Gail Sheehy escreveu o livro <em>Pathfinders,</em> em 1981, achei que ela provocaria a mesma revolução no estudo do ser humano. Conhecida pelo livro <em>Passagens,</em>
Gail inovou o sistema de observação do ser humano entrevistando pessoas
consideradas exemplares pelos seus pares. Ela catalogou 40.000
questionários perguntando: &quot;Quem na sua cidade você admira, quem na sua
cidade você emula e gostaria de ser?&quot;. Pesquisa jamais replicada no
Brasil. Os 200 identificados não eram pessoas &quot;bem-sucedidas&quot; conforme
a definição materialista atual por ter dinheiro ou poder, mas pessoas
que outros consideravam um exemplo. Gail buscou identificar o positivo,
em vez do negativo. Todas as pessoas entrevistadas por Gail quando
jovens eram otimistas quanto ao próprio futuro. Tinham uma visão
positiva de si e do mundo. Aprenderam essas lições de seus pais, não de
seus professores. Tiveram enormes reveses na vida, perderam um filho,
separaram-se mais de uma vez, e assim por diante. Todo ser humano tem
problemas, e o segredo é saber administrá-los e não se deixar
desesperar por causa deles. Ao contrário, foi justamente a correta
administração desses problemas que as fez crescer como pessoas. Elas
passaram a acreditar em si mesmas como construtoras da própria
realidade. </p><p style="text-align: left;">Eu conheço dezenas dessas
pessoas excepcionais – como por exemplo irmã Lina, a quem me referi
aqui, em VEJA, na edição de 24 de abril de 2002 – que, infelizmente,
nossos poetas, cineastas e intelectuais insistem em manter anônimas. Um
único dia ao lado dessas pessoas maravilhosas é um tônico revigorante,
uma lição de vida e muito melhor do que qualquer antidepressivo que
alguém possa receitar. </p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/HZiD1Syo-JQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>



<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 02:50:00 -0300</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/08/comportamento-exemplar.html</feedburner:origLink></item>
<item>
<title>O Poder do Terceiro Setor</title>
<link>http://feedproxy.google.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~3/aCVdPbf7OO4/o-poder-do-terceiro-setor.html</link>
<guid isPermaLink="false">http://dias.melhores.com.br/2009/08/o-poder-do-terceiro-setor.html</guid>
<description>Perguntamos aos líderes sociais das 400 maiores entidades do Brasil, que transitam pelo site www.filantropia.org: "Qual candidato à Presidência daria maior atenção ao terceiro setor?". Mais de 1.600 líderes responderam à questão. Lula recebeu 49% dos votos dos gestores sociais,...</description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span size="2;" style="font-family: Verdana;"><a href="http://www.filantropia.org" target="_blank"><img align="right" border="0" src="http://www.kanitz.com/imagens/artigos/poder.jpg" style="margin: 12px; width: 234px; height: 151px;" /></a></span><font face="Verdana" size="2">Perguntamos aos líderes sociais das 400 maiores entidades 
  do Brasil, que transitam pelo site </font><font color="#ff9900"></font><span color="#000000" size="2;" style="font-family: Verdana;">www.filantropia.org</span><font size="2">: 
  &quot;Qual candidato à Presidência daria maior atenção ao terceiro 
  setor?&quot;. </font><br /><br /><font face="Verdana" size="2">Mais de 1.600 líderes responderam à questão. Lula 
  recebeu 49% dos votos dos gestores sociais, indicando já em 
  maio de 2002 que o setor havia optado por ele. </font><br /><br /><font face="Verdana" size="2">Como tudo em 
  internet, os resultados estavam disponíveis para todos os 
  políticos interessados no terceiro setor, mas pelo jeito ninguém 
  deu bola.</font>
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> As 400 maiores 
  entidades do país auxiliam 13,4 milhões de pessoas diretamente 
  e muito mais do que isso indiretamente. É muito voto! <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Sempre 
  acreditei que um dia o setor seria uma força política para 
  garantir a eleição de qualquer candidato, hoje e no futuro. 
  É um setor que tem garra, que tem acabativa (qualidade de 
  transformar planos em realidade), que busca o que precisa 
  com unhas e dentes, que não fica no discurso fácil da academia 
  e da política. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Se algum cientista político está tentando descobrir 
  onde errou, por que Lula obteve tantos mais votos que o próprio 
  PT, posso garantir que o terceiro setor teve enorme influência 
  nesta eleição.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> A primeira vez 
  que Antoninho Marmo Trevisan, assessor de Lula e membro do 
  conselho do nosso www.filantropia.org, ouviu de mim que Lula 
  tinha chance de ganhar as eleições já no primeiro turno foi 
  exatamente seis meses atrás. Eu disse isto diretamente ao Lula, que ainda estava na dúvida se canditava ou não. Foi em Dezembro de 2001, nos escritório do Trevisan.<br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">O terceiro setor daqui para diante 
  será um marco de referência para todo marqueteiro político.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> O erro de José 
  Serra foi concentrar-se no econômico, talvez por ser economista. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">
  Lula deveria ter dado graças a Deus por não ter um Ph.D. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Por 
  isso, ele observou a realidade brasileira, e não os livros 
  de economia, para saber que a questão seria o social, a opção 
  que tomou em sua campanha. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Um governo que acabou com a inflação 
  e imprimiu um crescimento do PIB de 9% ao ano não tem muito 
  mais a oferecer à população na área econômica.</font></p><div style="text-align: justify;">
  
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> Desde 1995 solicitamos 
  mensalmente aos líderes das 400 maiores entidades do país 
  que avaliem o governo na área social. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Em 1999, 78% consideraram 
  o governo Fernando Henrique Cardoso ruim ou péssimo. Em setembro 
  de 2002, somente 17% o viam como excelente e bom. A sorte 
  já estava selada. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Fernando Henrique ignorou o terceiro setor, 
  deixou o social mais nas mãos de dona Ruth Cardoso, sem verbas 
  nem apoio. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Ela teve de se esforçar em tempo integral para 
  angariar fundos para a comunidade, pedindo verbas a empresários, 
  num trabalho árduo de fund raising (captação de recursos junto 
  a empresas e pessoas físicas que resulta em doações a entidades 
  assistenciais).</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> As entidades 
  se sentiam ameaçadas quando dona Ruth visitava uma cidade. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">No dia seguinte, era quase certo que algum empresário local 
  cortaria a verba sistemática de ajuda de vários anos. &quot;Dona 
  Mariazinha, lamento informar que neste ano não vamos poder 
  colaborar. Nosso apoio foi para ajudar outra causa que eu 
  não tive como negar.&quot; <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">E não poderia mesmo. Afinal, era a mulher 
  do presidente. Até eu recebi um telefonema desses, do mau amigo Rolim Amaro da Tam, e o serviço 
  Doe Bens para uma Entidade, do </font><font color="#ff9900"><a href="http://www.filantropia.org" target="_blank"><font color="#ff9933"><strong>www.filantropia.org</strong></font></a></font><font size="2">, 
  continua agora sem patrocinador.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> As 400 maiores 
  entidades se sentem machucadas, abandonadas e usadas pelo 
  governo e pelos políticos, que somente as procuram na semana 
  anterior às eleições. Posso garantir que a força política 
  do terceiro setor veio para ficar. <br /></font></p><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2">Nenhum candidato no futuro 
  ousará negligenciar o setor, que será muito influente nas 
  eleições de 2010 e 2014 e 2018.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> Se o próximo 
  governo não conseguir corresponder às expectativas de melhoria 
  no social, arrisco fazer uma estranha previsão. Seguramente 
  veremos surgir um novo partido político, o Partido do Terceiro 
  Setor (P3S), do qual farei questão de ser um dos primeiros 
  filiados.</font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"><font face="Verdana" size="2"> Um partido que 
  será para milhares de entidades sociais, e para os realmente 
  necessitados e excluídos, o que o PT foi com tanto sucesso 
  para os sindicatos e trabalhadores brasileiros: uma voz ativa. 
  </font></p><div style="text-align: justify;">
  </div><p style="text-align: justify;"> <font face="Verdana" size="2">Artigo Publicado 
  na Revista Veja, Editora Abril, edição 1775, ano 35, nº 43, 30 de outubro 
  de 2002, página 24.</font><span size="2;" style="font-family: Verdana;"> </span></p>
  <p style="text-align: left;"><span color="#000000" size="2;" style="font-family: verdana;">&#0160;</span></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ComoAjudarOsOutros/~4/aCVdPbf7OO4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>


<category>Administração No 3 Setor</category>

<dc:creator>Stephen Kanitz</dc:creator>
<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 02:19:00 -0300</pubDate>

<feedburner:origLink>http://dias.melhores.com.br/2009/08/o-poder-do-terceiro-setor.html</feedburner:origLink></item>

</channel>
</rss><!-- ph=1 -->

