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	<title>Blog da Cultura</title>
	
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	<description>Just another Updaters weblog</description>
	<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 14:49:23 +0000</pubDate>
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		<title>Alma feminina em escritores masculinos</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 14:48:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kelly de Souza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<!-- zz <p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/manrain1.jpg" alt="manray1" width="300" height="228" class="alignleft size-full wp-image-9107" />Para escritores do sexo masculino, um dos grandes desafios sempre foi formatar os personagens femininos de seus livros. Alguns desenvolvem mulheres protagonistas tão bem que não raras vezes são confundidos como “autoras”, ou são reconhecidamente consagrados como especialistas em moldá-las. Escrever com “mão feminina”, incorporando formas, maneiras, particularidades e a singular visão feminina é uma arte. </p>
<p>Na última semana, o jornal britânico The Guardian publicou uma lista com dez dos melhores autores masculinos que escrevem com grande sensibilidade feminina (“Ten of the best men writing as women in literature”). Sou muito cética com relação a essas listas de “os dez mais”, mas John Mullan, o articulista responsável pela escolha, é fera. Professor da University College de Londres, Mullan se especializou em literatura ficcional do século XVIII, e colabora na Oxford New Literary History com estudos sobre esse período. Escreve semanalmente críticas literárias para o Guardian, para o London Review of Books e para o New Statesman. Além disso, fez parte do júri do “The Best of the Booker” de 2008 e do “Man Booker Prize” de 2009. Tem também várias obras publicadas, como “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2503138&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=20FD5C2D&amp;uid=">Anonymity - A Secret History Of English Literature</a>” (2008), ou “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1905190&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=13CE3FCB&amp;uid=">How Novels Work</a>” (2006), ou ainda o recém lançado “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2830535&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=2392B04&amp;uid=">Land And Family</a>” (2010), em coautoria com Richard Britnell. Em resumo: é possível confiar em seu olhar literário. </p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/manray-4.jpg" alt="manray-4" width="183" height="355" class="alignright size-full wp-image-9117" />A lista de Mullan tem lá seus encantos e curiosidades. Ela não segue nenhuma hierarquia quanto aos dez melhores, e pinça algumas obras de grande impacto, escritas por autores que conseguiram “desenhar” mulheres com insuspeita precisão. Samuel Richardson (1689 - 1761), por exemplo, autor do romance epistolar “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=104502&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=1712956D&amp;uid=">Pamela, or Virtue Rewarded</a>” (1740), é um deles. No livro, Richardson narra a história de uma moça de 15 anos que é sequestrada por seu “patrão”, um nobre, que tenta de todas as formas seduzi-la. Pamela o rejeita, mas acaba descobrindo que está apaixonada por ele.  O autor desenvolve a história através de cartas escritas por Pamela, e os leitores do século XVIII, segundo Mullan, ficaram perplexos e surpresos com o conhecimento do autor sobre as mulheres, sobre seus sentimentos, suas emoções, vestuário, forma de falar e a intimidade de Richardson com a forma feminina de ver as coisas. O livro foi um <em>best-seller</em> em sua época, e muitos, como Mullan, o consideram um divisor de águas na literatura romântica inglesa. </p>
<p>Outro caso de “dupla-personalidade-provocada”, citado por Mullan, é o de William Sharp (1855 – 1905). Trata-se de um autor da Era Vitoriana (quase esquecido) que adotou a personalidade da fictícia poetisa Fiona MacLeod, cuja obra era profundamente admirada por outros autores, entre eles o consagrado poeta William B. Yeats (Nobel da Literatura em 1923). Sharp, ou Fiona, era escocês, casado e a partir de 1891 se dedicou totalmente a literatura. Por essa época publicou, como Fiona, o romance &#8220;Pharais&#8221;, cujo sentimento feminino era latente. Outros se seguiram, como “Mountain Lovers” (1895), “The Laughter of Peterkin” (1895), ou “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2927792&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=2C1A4ECD&amp;uid=">The Winged Destiny</a>” (1904), boa parte sendo euforicamente admirada e idolatrada pelo público, pela crítica e por outros autores. A competência de Sharp para narrar, ou poetizar, com a mente feminina de Fiona era tão perfeita que muitos acreditam até hoje que isso só poderia ser explicado através dos parâmetros da mediunidade. A verdadeira personalidade de Fiona só foi revelada em 1910, quando a esposa de Sharp publicou um livro de memórias. </p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/manray-9.jpg" alt="manray-9" width="205" height="375" class="alignleft size-full wp-image-9127" />Vale citar também outra escolha de Mullan, o romance “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3180106&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=35C15978&amp;uid=">Não me Abandone Jamais</a>” , do japonês Kazuo Ishiguro, uma das sensações atuais da literatura de língua inglesa. Ishiguro, que recebeu em 1989 o Man Booker Prize pela obra “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=718730&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=FD7536&amp;uid=">Resíduos do Dia</a>”, e que em 2008 foi inserido pelo The Times na lista dos “50 maiores escritores britânicos desde 1945&#8243;,  narra em  “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3180106&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=35C15978&amp;uid=">Não me Abandone Jamais</a>” a história de Kathy H. e sua amizade por  Ruth e Tommy, principalmente quando estavam juntos num internato em Hailsham. Ao longo da história descobrimos que os alunos de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir como “peças de reposição”. Muito espaço é dado no livro à lembrança de Kathy sobre o despertar de sua sexualidade. Segundo Mullan, “na primeira parte você pode pensar que isso é feito sem jeito porque o autor é do sexo masculino, mas depois você percebe que há outra razão mais obscura”. A textura feminina que Ishiguro dá a Kathy é considerada por muitos críticos como pura ourivesaria literária.</p>
<p>A lista de Mullan tem vários outros nomes e obras, e poderia certamente ser incrementada por centenas de outros autores que se mostraram geniais em esculpir personagens femininos em seus livros. Também não são poucas as obras em que leitoras atentas fecham o livro indignadas com a patética performance do escritor para desenvolver mulheres-protagonistas. Mas convenhamos, não é fácil. Ser mulher não é coisa à toa.</p>
<p><em>*As fotos que ilustram este texto são de autoria do provocador fotógrafo Man Ray (1890-1976) - um dos ícones do Surrealismo e Dadaísmo - que se &#8220;apropriou&#8221; da imagem feminina para ilustrar a vanguarda da década de 20. Mais sobre o fotógrafo e pintor <strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?cidioma=POR&amp;palavra=man+ray&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=10210222412322393609077518&amp;k5=1DC07763&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OOXXXX&amp;x=12&amp;y=13">aqui</a></strong>. </em><br />
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-->Para escritores do sexo masculino, um dos grandes desafios sempre foi formatar os personagens femininos de seus livros. Alguns desenvolvem mulheres protagonistas tão bem que não raras vezes são confundidos como “autoras”, ou são reconhecidamente consagrados como especialistas em moldá-las. Escrever com “mão feminina”, incorporando formas, maneiras, particularidades e a singular visão feminina é uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- zz <p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/manrain1.jpg" alt="manray1" width="300" height="228" class="alignleft size-full wp-image-9107" />Para escritores do sexo masculino, um dos grandes desafios sempre foi formatar os personagens femininos de seus livros. Alguns desenvolvem mulheres protagonistas tão bem que não raras vezes são confundidos como “autoras”, ou são reconhecidamente consagrados como especialistas em moldá-las. Escrever com “mão feminina”, incorporando formas, maneiras, particularidades e a singular visão feminina é uma arte. </p>
<p>Na última semana, o jornal britânico The Guardian publicou uma lista com dez dos melhores autores masculinos que escrevem com grande sensibilidade feminina (“Ten of the best men writing as women in literature”). Sou muito cética com relação a essas listas de “os dez mais”, mas John Mullan, o articulista responsável pela escolha, é fera. Professor da University College de Londres, Mullan se especializou em literatura ficcional do século XVIII, e colabora na Oxford New Literary History com estudos sobre esse período. Escreve semanalmente críticas literárias para o Guardian, para o London Review of Books e para o New Statesman. Além disso, fez parte do júri do “The Best of the Booker” de 2008 e do “Man Booker Prize” de 2009. Tem também várias obras publicadas, como “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2503138&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=20FD5C2D&amp;uid=">Anonymity - A Secret History Of English Literature</a>” (2008), ou “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1905190&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=13CE3FCB&amp;uid=">How Novels Work</a>” (2006), ou ainda o recém lançado “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2830535&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=2392B04&amp;uid=">Land And Family</a>” (2010), em coautoria com Richard Britnell. Em resumo: é possível confiar em seu olhar literário. </p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/manray-4.jpg" alt="manray-4" width="183" height="355" class="alignright size-full wp-image-9117" />A lista de Mullan tem lá seus encantos e curiosidades. Ela não segue nenhuma hierarquia quanto aos dez melhores, e pinça algumas obras de grande impacto, escritas por autores que conseguiram “desenhar” mulheres com insuspeita precisão. Samuel Richardson (1689 - 1761), por exemplo, autor do romance epistolar “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=104502&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=1712956D&amp;uid=">Pamela, or Virtue Rewarded</a>” (1740), é um deles. No livro, Richardson narra a história de uma moça de 15 anos que é sequestrada por seu “patrão”, um nobre, que tenta de todas as formas seduzi-la. Pamela o rejeita, mas acaba descobrindo que está apaixonada por ele.  O autor desenvolve a história através de cartas escritas por Pamela, e os leitores do século XVIII, segundo Mullan, ficaram perplexos e surpresos com o conhecimento do autor sobre as mulheres, sobre seus sentimentos, suas emoções, vestuário, forma de falar e a intimidade de Richardson com a forma feminina de ver as coisas. O livro foi um <em>best-seller</em> em sua época, e muitos, como Mullan, o consideram um divisor de águas na literatura romântica inglesa. </p>
<p>Outro caso de “dupla-personalidade-provocada”, citado por Mullan, é o de William Sharp (1855 – 1905). Trata-se de um autor da Era Vitoriana (quase esquecido) que adotou a personalidade da fictícia poetisa Fiona MacLeod, cuja obra era profundamente admirada por outros autores, entre eles o consagrado poeta William B. Yeats (Nobel da Literatura em 1923). Sharp, ou Fiona, era escocês, casado e a partir de 1891 se dedicou totalmente a literatura. Por essa época publicou, como Fiona, o romance &#8220;Pharais&#8221;, cujo sentimento feminino era latente. Outros se seguiram, como “Mountain Lovers” (1895), “The Laughter of Peterkin” (1895), ou “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2927792&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=2C1A4ECD&amp;uid=">The Winged Destiny</a>” (1904), boa parte sendo euforicamente admirada e idolatrada pelo público, pela crítica e por outros autores. A competência de Sharp para narrar, ou poetizar, com a mente feminina de Fiona era tão perfeita que muitos acreditam até hoje que isso só poderia ser explicado através dos parâmetros da mediunidade. A verdadeira personalidade de Fiona só foi revelada em 1910, quando a esposa de Sharp publicou um livro de memórias. </p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/manray-9.jpg" alt="manray-9" width="205" height="375" class="alignleft size-full wp-image-9127" />Vale citar também outra escolha de Mullan, o romance “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3180106&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=35C15978&amp;uid=">Não me Abandone Jamais</a>” , do japonês Kazuo Ishiguro, uma das sensações atuais da literatura de língua inglesa. Ishiguro, que recebeu em 1989 o Man Booker Prize pela obra “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=718730&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=FD7536&amp;uid=">Resíduos do Dia</a>”, e que em 2008 foi inserido pelo The Times na lista dos “50 maiores escritores britânicos desde 1945&#8243;,  narra em  “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3180106&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=35C15978&amp;uid=">Não me Abandone Jamais</a>” a história de Kathy H. e sua amizade por  Ruth e Tommy, principalmente quando estavam juntos num internato em Hailsham. Ao longo da história descobrimos que os alunos de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir como “peças de reposição”. Muito espaço é dado no livro à lembrança de Kathy sobre o despertar de sua sexualidade. Segundo Mullan, “na primeira parte você pode pensar que isso é feito sem jeito porque o autor é do sexo masculino, mas depois você percebe que há outra razão mais obscura”. A textura feminina que Ishiguro dá a Kathy é considerada por muitos críticos como pura ourivesaria literária.</p>
<p>A lista de Mullan tem vários outros nomes e obras, e poderia certamente ser incrementada por centenas de outros autores que se mostraram geniais em esculpir personagens femininos em seus livros. Também não são poucas as obras em que leitoras atentas fecham o livro indignadas com a patética performance do escritor para desenvolver mulheres-protagonistas. Mas convenhamos, não é fácil. Ser mulher não é coisa à toa.</p>
<p><em>*As fotos que ilustram este texto são de autoria do provocador fotógrafo Man Ray (1890-1976) - um dos ícones do Surrealismo e Dadaísmo - que se &#8220;apropriou&#8221; da imagem feminina para ilustrar a vanguarda da década de 20. Mais sobre o fotógrafo e pintor <strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?cidioma=POR&amp;palavra=man+ray&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=10210222412322393609077518&amp;k5=1DC07763&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OOXXXX&amp;x=12&amp;y=13">aqui</a></strong>. </em><br />
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<p>Na última semana, o jornal britânico The Guardian publicou uma lista com dez dos melhores autores masculinos que escrevem com grande sensibilidade feminina (“Ten of the best men writing as women in literature”). Sou muito cética com relação a essas listas de “os dez mais”, mas John Mullan, o articulista responsável pela escolha, é fera. Professor da University College de Londres, Mullan se especializou em literatura ficcional do século XVIII, e colabora na Oxford New Literary History com estudos sobre esse período. Escreve semanalmente críticas literárias para o Guardian, para o London Review of Books e para o New Statesman. Além disso, fez parte do júri do “The Best of the Booker” de 2008 e do “Man Booker Prize” de 2009. Tem também várias obras publicadas, como “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2503138&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=20FD5C2D&amp;uid=">Anonymity - A Secret History Of English Literature</a>” (2008), ou “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1905190&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=13CE3FCB&amp;uid=">How Novels Work</a>” (2006), ou ainda o recém lançado “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2830535&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=2392B04&amp;uid=">Land And Family</a>” (2010), em coautoria com Richard Britnell. Em resumo: é possível confiar em seu olhar literário. </p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/manray-4.jpg" alt="manray-4" width="183" height="355" class="alignright size-full wp-image-9117" />A lista de Mullan tem lá seus encantos e curiosidades. Ela não segue nenhuma hierarquia quanto aos dez melhores, e pinça algumas obras de grande impacto, escritas por autores que conseguiram “desenhar” mulheres com insuspeita precisão. Samuel Richardson (1689 - 1761), por exemplo, autor do romance epistolar “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=104502&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=1712956D&amp;uid=">Pamela, or Virtue Rewarded</a>” (1740), é um deles. No livro, Richardson narra a história de uma moça de 15 anos que é sequestrada por seu “patrão”, um nobre, que tenta de todas as formas seduzi-la. Pamela o rejeita, mas acaba descobrindo que está apaixonada por ele.  O autor desenvolve a história através de cartas escritas por Pamela, e os leitores do século XVIII, segundo Mullan, ficaram perplexos e surpresos com o conhecimento do autor sobre as mulheres, sobre seus sentimentos, suas emoções, vestuário, forma de falar e a intimidade de Richardson com a forma feminina de ver as coisas. O livro foi um <em>best-seller</em> em sua época, e muitos, como Mullan, o consideram um divisor de águas na literatura romântica inglesa. </p>
<p>Outro caso de “dupla-personalidade-provocada”, citado por Mullan, é o de William Sharp (1855 – 1905). Trata-se de um autor da Era Vitoriana (quase esquecido) que adotou a personalidade da fictícia poetisa Fiona MacLeod, cuja obra era profundamente admirada por outros autores, entre eles o consagrado poeta William B. Yeats (Nobel da Literatura em 1923). Sharp, ou Fiona, era escocês, casado e a partir de 1891 se dedicou totalmente a literatura. Por essa época publicou, como Fiona, o romance &#8220;Pharais&#8221;, cujo sentimento feminino era latente. Outros se seguiram, como “Mountain Lovers” (1895), “The Laughter of Peterkin” (1895), ou “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2927792&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=2C1A4ECD&amp;uid=">The Winged Destiny</a>” (1904), boa parte sendo euforicamente admirada e idolatrada pelo público, pela crítica e por outros autores. A competência de Sharp para narrar, ou poetizar, com a mente feminina de Fiona era tão perfeita que muitos acreditam até hoje que isso só poderia ser explicado através dos parâmetros da mediunidade. A verdadeira personalidade de Fiona só foi revelada em 1910, quando a esposa de Sharp publicou um livro de memórias. </p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/manray-9.jpg" alt="manray-9" width="205" height="375" class="alignleft size-full wp-image-9127" />Vale citar também outra escolha de Mullan, o romance “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3180106&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=35C15978&amp;uid=">Não me Abandone Jamais</a>” , do japonês Kazuo Ishiguro, uma das sensações atuais da literatura de língua inglesa. Ishiguro, que recebeu em 1989 o Man Booker Prize pela obra “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=718730&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=FD7536&amp;uid=">Resíduos do Dia</a>”, e que em 2008 foi inserido pelo The Times na lista dos “50 maiores escritores britânicos desde 1945&#8243;,  narra em  “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3180106&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=35C15978&amp;uid=">Não me Abandone Jamais</a>” a história de Kathy H. e sua amizade por  Ruth e Tommy, principalmente quando estavam juntos num internato em Hailsham. Ao longo da história descobrimos que os alunos de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir como “peças de reposição”. Muito espaço é dado no livro à lembrança de Kathy sobre o despertar de sua sexualidade. Segundo Mullan, “na primeira parte você pode pensar que isso é feito sem jeito porque o autor é do sexo masculino, mas depois você percebe que há outra razão mais obscura”. A textura feminina que Ishiguro dá a Kathy é considerada por muitos críticos como pura ourivesaria literária.</p>
<p>A lista de Mullan tem vários outros nomes e obras, e poderia certamente ser incrementada por centenas de outros autores que se mostraram geniais em esculpir personagens femininos em seus livros. Também não são poucas as obras em que leitoras atentas fecham o livro indignadas com a patética performance do escritor para desenvolver mulheres-protagonistas. Mas convenhamos, não é fácil. Ser mulher não é coisa à toa.</p>
<p><em>*As fotos que ilustram este texto são de autoria do provocador fotógrafo Man Ray (1890-1976) - um dos ícones do Surrealismo e Dadaísmo - que se &#8220;apropriou&#8221; da imagem feminina para ilustrar a vanguarda da década de 20. Mais sobre o fotógrafo e pintor <strong><a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?cidioma=POR&amp;palavra=man+ray&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=10210222412322393609077518&amp;k5=1DC07763&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OOXXXX&amp;x=12&amp;y=13">aqui</a></strong>. </em><br />
.</p>
<p><!--[pw=2503138]--> <!--[pw=1905190]--> <!--[pw=2830535]--> <!--[pw=104502]--> <!--[pw=2927792]--> <!--[pw=3180106]--> <!--[pw=718730]--> <!--[pw=2665897]--> <!--[pw=7025903]--> <!--[pw=3161242]--></p>
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		<item>
		<title>STORY | The Archive Series</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogDaCultura/~3/ueiaGzstS5k/</link>
		<comments>http://cultura.updateordie.com/animacao/2010/03/19/story-the-archive-series/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 16:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brenner</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[animação]]></category>

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		<description><![CDATA[<!-- zz <p><img class="alignleft" src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:rTPXIHGEwFXKwM:http://jamesrhull.com/images/uploads/Archives.jpg" alt="" width="130" height="110" />Até 1989 existia uma espécie de arquivo morto lá nos Estúdios da Disney, no porão do &#8220;Ink &amp; Paint Building&#8221; carinhosamente chamado de The Morgue (o necrotério). Lá era colocado todo material utilizado nas produções dos desenhos animados. Os primeiros rabiscos-conceito, os storyboards, os infinitos desenhos com toda a sequencia quadro-a-quadro das animações, os backgrounds, os estudos de personagens, etc. Esse foi o primeiro lugar que o John Lesseter foi trabalhar, como estagiário, logo depois de se formar no High School (não poderia ser mais perfeito).</p>
<p><img class="alignleft" src="http://cartoonsnap.com/blogspot/images/ThisStoryboardDocumentaryTellsitLikeitIs_12B64/ArtoftheStoryboarddocumentaryWlatDisneyEricGoldberg_thumb.png" alt="" width="404" height="274" />Um pouco desse material está compilado neste livrão delicioso chamado <a href="http://www.amazon.com/Walt-Disney-Animation-Studios-Archive/dp/1423107233" target="_blank">Story - The Archive Series</a>, só com storyboards. Tem o SB do Steamboat Willie (a estréia do Mickey em 1928), tem SB de todos aqueles desenhos da Coleção de clássicos da Disney (3 porquinhos, The Beach Party, O Coelho e a Tartaruga), Branca de Neve - claro - Peter Pan e mais um monte.</p>
<p>Mas o mais legal é ver o nível de detalhe e carinho que era colocado nos boards, as composições, os cortes, os movimentos de camera, os hole punches (os buraquinhos pro papel não sambar) e as deliciosas anotações escritas a mão ou com uma velha e boa máquina de escrever.</p>
<p>Hoje o The Morgue não existe mais e foi substituído por um local com controle de umidade e temperatura, supermoderno. Um lugar a altura do que John Lesseter chamou de &#8220;an inspiring place to be&#8221;.</p>
<p>O video abaixo é só pra dar um gostinho. Ah, e a trilha que coloquei é Jackson 5, mostrando sua versão de como o clássico Zip-A-Dee-Doo-Dah deveria ser.</p>
<p>UPDATE: tava esquecendo o principal. O último Storyboard que aparece no video acima é de Mars and Beyond. Se você não conhece, precisa conhecer, é um clássico. Tem no YT em 6 partes. A primeira é essa:</p>
-->Até 1989 existia uma espécie de arquivo morto lá nos Estúdios da Disney, no porão do &#8220;Ink &#38; Paint Building&#8221; carinhosamente chamado de The Morgue (o necrotério). Lá era colocado todo material utilizado nas produções dos desenhos animados. Os primeiros rabiscos-conceito, os storyboards, os infinitos desenhos com toda a sequencia quadro-a-quadro das animações, os backgrounds, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- zz <p><img class="alignleft" src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:rTPXIHGEwFXKwM:http://jamesrhull.com/images/uploads/Archives.jpg" alt="" width="130" height="110" />Até 1989 existia uma espécie de arquivo morto lá nos Estúdios da Disney, no porão do &#8220;Ink &amp; Paint Building&#8221; carinhosamente chamado de The Morgue (o necrotério). Lá era colocado todo material utilizado nas produções dos desenhos animados. Os primeiros rabiscos-conceito, os storyboards, os infinitos desenhos com toda a sequencia quadro-a-quadro das animações, os backgrounds, os estudos de personagens, etc. Esse foi o primeiro lugar que o John Lesseter foi trabalhar, como estagiário, logo depois de se formar no High School (não poderia ser mais perfeito).</p>
<p><img class="alignleft" src="http://cartoonsnap.com/blogspot/images/ThisStoryboardDocumentaryTellsitLikeitIs_12B64/ArtoftheStoryboarddocumentaryWlatDisneyEricGoldberg_thumb.png" alt="" width="404" height="274" />Um pouco desse material está compilado neste livrão delicioso chamado <a href="http://www.amazon.com/Walt-Disney-Animation-Studios-Archive/dp/1423107233" target="_blank">Story - The Archive Series</a>, só com storyboards. Tem o SB do Steamboat Willie (a estréia do Mickey em 1928), tem SB de todos aqueles desenhos da Coleção de clássicos da Disney (3 porquinhos, The Beach Party, O Coelho e a Tartaruga), Branca de Neve - claro - Peter Pan e mais um monte.</p>
<p>Mas o mais legal é ver o nível de detalhe e carinho que era colocado nos boards, as composições, os cortes, os movimentos de camera, os hole punches (os buraquinhos pro papel não sambar) e as deliciosas anotações escritas a mão ou com uma velha e boa máquina de escrever.</p>
<p>Hoje o The Morgue não existe mais e foi substituído por um local com controle de umidade e temperatura, supermoderno. Um lugar a altura do que John Lesseter chamou de &#8220;an inspiring place to be&#8221;.</p>
<p>O video abaixo é só pra dar um gostinho. Ah, e a trilha que coloquei é Jackson 5, mostrando sua versão de como o clássico Zip-A-Dee-Doo-Dah deveria ser.</p>
[vimeo]http://vimeo.com/10286531[/vimeo]
<p>UPDATE: tava esquecendo o principal. O último Storyboard que aparece no video acima é de Mars and Beyond. Se você não conhece, precisa conhecer, é um clássico. Tem no YT em 6 partes. A primeira é essa:</p>
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=1r99XcaYDjg[/youtube]
--><p><img class="alignleft" src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:rTPXIHGEwFXKwM:http://jamesrhull.com/images/uploads/Archives.jpg" alt="" width="130" height="110" />Até 1989 existia uma espécie de arquivo morto lá nos Estúdios da Disney, no porão do &#8220;Ink &amp; Paint Building&#8221; carinhosamente chamado de The Morgue (o necrotério). Lá era colocado todo material utilizado nas produções dos desenhos animados. Os primeiros rabiscos-conceito, os storyboards, os infinitos desenhos com toda a sequencia quadro-a-quadro das animações, os backgrounds, os estudos de personagens, etc. Esse foi o primeiro lugar que o John Lesseter foi trabalhar, como estagiário, logo depois de se formar no High School (não poderia ser mais perfeito).</p>
<p><img class="alignleft" src="http://cartoonsnap.com/blogspot/images/ThisStoryboardDocumentaryTellsitLikeitIs_12B64/ArtoftheStoryboarddocumentaryWlatDisneyEricGoldberg_thumb.png" alt="" width="404" height="274" />Um pouco desse material está compilado neste livrão delicioso chamado <a target="_blank" href="http://www.amazon.com/Walt-Disney-Animation-Studios-Archive/dp/1423107233" target="_blank">Story - The Archive Series</a>, só com storyboards. Tem o SB do Steamboat Willie (a estréia do Mickey em 1928), tem SB de todos aqueles desenhos da Coleção de clássicos da Disney (3 porquinhos, The Beach Party, O Coelho e a Tartaruga), Branca de Neve - claro - Peter Pan e mais um monte.</p>
<p>Mas o mais legal é ver o nível de detalhe e carinho que era colocado nos boards, as composições, os cortes, os movimentos de camera, os hole punches (os buraquinhos pro papel não sambar) e as deliciosas anotações escritas a mão ou com uma velha e boa máquina de escrever.</p>
<p>Hoje o The Morgue não existe mais e foi substituído por um local com controle de umidade e temperatura, supermoderno. Um lugar a altura do que John Lesseter chamou de &#8220;an inspiring place to be&#8221;.</p>
<p>O video abaixo é só pra dar um gostinho. Ah, e a trilha que coloquei é Jackson 5, mostrando sua versão de como o clássico Zip-A-Dee-Doo-Dah deveria ser.</p>
<a target="_blank" href="http://cultura.updateordie.com/animacao/2010/03/19/story-the-archive-series/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a>
<p>UPDATE: tava esquecendo o principal. O último Storyboard que aparece no video acima é de Mars and Beyond. Se você não conhece, precisa conhecer, é um clássico. Tem no YT em 6 partes. A primeira é essa:</p>
<a target="_blank" href="http://cultura.updateordie.com/animacao/2010/03/19/story-the-archive-series/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDaCultura/~4/ueiaGzstS5k" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>PROMO: Quer ganhar o livro novo do Marcelo Gleiser?</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogDaCultura/~3/CGVmJVnoiQI/</link>
		<comments>http://cultura.updateordie.com/ciencia/2010/03/19/promo-quer-ganhar-o-livro-novo-do-marcelo-gleiser/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 15:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Jansen (Cultura/Adm)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Promoção]]></category>

		<category><![CDATA[física]]></category>

		<category><![CDATA[Livraria Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Marcelo Gleiser]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cultura.updateordie.com/?p=9098</guid>
		<description><![CDATA[<!-- zz <p>Hoje pela manhã, o físico e escritor <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?nautor=92670&amp;refino=1&amp;p=1">Marcelo Gleiser</a> veio até a Livraria Cultura do Conjunto Nacional para falar a respeito do seu novo livro, &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22056499&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=23F9CA2D&amp;uid=">Criação Imperfeita - Cosmo, vida e o código oculto da natureza</a>&#8220;. </p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/marcelo.jpg" alt="marcelo" width="480" height="640" class="aligncenter size-full wp-image-9100" /></p>
<p>O livro, que propõe uma humanização da ciência para que o conhecimento seja aplicado da maneira correta e proveitosa para todos e para o mundo, já entrou na nossa lista de mais vendidos da semana. </p>
<p>Ao fim do bate papo, um ótimo presente para os clientes da Livraria Cultura: sete exemplares do &#8220;Criação Imperfeita&#8221; assinados pelo Marcelo Gleiser. Quer ganhar um deles? Fácil até demais: deixe um comentário neste post falando que quer o livro e pronto. Os sete primeiros comentários [com emails <b>válidos</b>, pra gente conseguir entrar em contato... ;)] levam!</p>
<p>É importante lembrar que os ganhadores precisam vir retirar o seu exemplar aqui na Livraria Cultura do Conjunto Nacional [loja de Artes], trazendo um documento com foto.</p>
<p>Foi? Foi!</p>
<p>PS: Mais tarde entra aqui neste mesmo post uma entrevista que fizemos com o Marcelo sobre o livro, divulgação científica e ensino de ciência. Fica de olho no update, hein? <img src='http://cultura.updateordie.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>[pw=22056499]</p>
-->Hoje pela manhã, o físico e escritor Marcelo Gleiser veio até a Livraria Cultura do Conjunto Nacional para falar a respeito do seu novo livro, &#8220;Criação Imperfeita - Cosmo, vida e o código oculto da natureza&#8220;. 

O livro, que propõe uma humanização da ciência para que o conhecimento seja aplicado da maneira correta e proveitosa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- zz <p>Hoje pela manhã, o físico e escritor <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?nautor=92670&amp;refino=1&amp;p=1">Marcelo Gleiser</a> veio até a Livraria Cultura do Conjunto Nacional para falar a respeito do seu novo livro, &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22056499&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=23F9CA2D&amp;uid=">Criação Imperfeita - Cosmo, vida e o código oculto da natureza</a>&#8220;. </p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/marcelo.jpg" alt="marcelo" width="480" height="640" class="aligncenter size-full wp-image-9100" /></p>
<p>O livro, que propõe uma humanização da ciência para que o conhecimento seja aplicado da maneira correta e proveitosa para todos e para o mundo, já entrou na nossa lista de mais vendidos da semana. </p>
<p>Ao fim do bate papo, um ótimo presente para os clientes da Livraria Cultura: sete exemplares do &#8220;Criação Imperfeita&#8221; assinados pelo Marcelo Gleiser. Quer ganhar um deles? Fácil até demais: deixe um comentário neste post falando que quer o livro e pronto. Os sete primeiros comentários [com emails <b>válidos</b>, pra gente conseguir entrar em contato... ;)] levam!</p>
<p>É importante lembrar que os ganhadores precisam vir retirar o seu exemplar aqui na Livraria Cultura do Conjunto Nacional [loja de Artes], trazendo um documento com foto.</p>
<p>Foi? Foi!</p>
<p>PS: Mais tarde entra aqui neste mesmo post uma entrevista que fizemos com o Marcelo sobre o livro, divulgação científica e ensino de ciência. Fica de olho no update, hein? <img src='http://cultura.updateordie.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>[pw=22056499]</p>
--><p>Hoje pela manhã, o físico e escritor <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?nautor=92670&amp;refino=1&amp;p=1">Marcelo Gleiser</a> veio até a Livraria Cultura do Conjunto Nacional para falar a respeito do seu novo livro, &#8220;<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22056499&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=23F9CA2D&amp;uid=">Criação Imperfeita - Cosmo, vida e o código oculto da natureza</a>&#8220;. </p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/marcelo.jpg" alt="marcelo" width="480" height="640" class="aligncenter size-full wp-image-9100" /></p>
<p>O livro, que propõe uma humanização da ciência para que o conhecimento seja aplicado da maneira correta e proveitosa para todos e para o mundo, já entrou na nossa lista de mais vendidos da semana. </p>
<p>Ao fim do bate papo, um ótimo presente para os clientes da Livraria Cultura: sete exemplares do &#8220;Criação Imperfeita&#8221; assinados pelo Marcelo Gleiser. Quer ganhar um deles? Fácil até demais: deixe um comentário neste post falando que quer o livro e pronto. Os sete primeiros comentários [com emails <b>válidos</b>, pra gente conseguir entrar em contato... ;)] levam!</p>
<p>É importante lembrar que os ganhadores precisam vir retirar o seu exemplar aqui na Livraria Cultura do Conjunto Nacional [loja de Artes], trazendo um documento com foto.</p>
<p>Foi? Foi!</p>
<p>PS: Mais tarde entra aqui neste mesmo post uma entrevista que fizemos com o Marcelo sobre o livro, divulgação científica e ensino de ciência. Fica de olho no update, hein? <img src='http://cultura.updateordie.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><!--[pw=22056499]--></p>
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		<title>Respirando arte</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogDaCultura/~3/t3WwYG5PtA0/</link>
		<comments>http://cultura.updateordie.com/eventos/2010/03/17/respirando-arte/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 20:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Miguez (Cultura/Adm)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artes]]></category>

		<category><![CDATA[Desenhos]]></category>

		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

		<category><![CDATA[Grafite]]></category>

		<category><![CDATA[Imagens]]></category>

		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<!-- zz <p>Imperdível o bate-papo com Katia Canton sobre <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=Temas+da+arte+contempor%E2nea&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=1721695512210434879770467&amp;k5=D30F1AF&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OEPRTI&amp;x=21&amp;y=9">Temas da arte contemporânea</a>. Acontece nesta quinta-feira, 18 de março às 19h na Loja de Artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.</p>
<p>Assista ao vídeo com o convite da pesquisadora e participe do encontro, a conversa será agradável e reveladora. </p>
-->Imperdível o bate-papo com Katia Canton sobre Temas da arte contemporânea. Acontece nesta quinta-feira, 18 de março às 19h na Loja de Artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.
Assista ao vídeo com o convite da pesquisadora e participe do encontro, a conversa será agradável e reveladora. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- zz <p>Imperdível o bate-papo com Katia Canton sobre <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=Temas+da+arte+contempor%E2nea&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=1721695512210434879770467&amp;k5=D30F1AF&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OEPRTI&amp;x=21&amp;y=9">Temas da arte contemporânea</a>. Acontece nesta quinta-feira, 18 de março às 19h na Loja de Artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.</p>
<p>Assista ao vídeo com o convite da pesquisadora e participe do encontro, a conversa será agradável e reveladora. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Rk97IhLQPYo[/youtube]</p>
--><p>Imperdível o bate-papo com Katia Canton sobre <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=Temas+da+arte+contempor%E2nea&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=1721695512210434879770467&amp;k5=D30F1AF&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OEPRTI&amp;x=21&amp;y=9">Temas da arte contemporânea</a>. Acontece nesta quinta-feira, 18 de março às 19h na Loja de Artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.</p>
<p>Assista ao vídeo com o convite da pesquisadora e participe do encontro, a conversa será agradável e reveladora. <a target="_blank" href="http://cultura.updateordie.com/eventos/2010/03/17/respirando-arte/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDaCultura/~4/t3WwYG5PtA0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cultura.updateordie.com/eventos/2010/03/17/respirando-arte/feed/</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://cultura.updateordie.com/eventos/2010/03/17/respirando-arte/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Baum e a maravilhosa Terra de Oz</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogDaCultura/~3/iLq0GsLbi14/</link>
		<comments>http://cultura.updateordie.com/livros/2010/03/17/baum-e-a-maravilhosa-terra-de-oz/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 14:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kelly de Souza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<!-- zz <p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/oz2.jpg" alt="oz2" width="265" height="277" class="alignleft size-full wp-image-9078" />Os estúdios da Warner planejam produzir um <em>remake</em> em 3D de “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/resenha/resenha.asp?nitem=5037109&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=30D7AD34&amp;uid=">O Mágico de Oz</a>”, filmado com grande sucesso em 1939 pelo diretor Victor Fleming (“E o Vento Levou”), que catapultou Judy Garland ao estrelato. O filme foi baseado no livro <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=13005592&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=C45CA96&amp;uid=">&#8220;O Maravilhoso Mágico de Oz&#8221;</a>, do norte-americano <strong>L. Frank Baum</strong>, publicado originalmente em 1900. A obra, uma deliciosa fantasia infantil, conta a história da garota Dorothy, que depois de uma tempestade é transportada com seu cachorro Totó para uma terra desconhecida (Oz). Lá encontra, além de homenzinhos estranhos (Munchkins), muita aventura. </p>
<p>Baum, que já era um autor razoavelmente conhecido, colocou a mão no bolso e custeou a primeira edição, vendendo 90 mil exemplares nos dois primeiros anos. O livro tinha ilustrações do genial cartunista W.W. Denslow, que trabalhou com Baum em outros livros da série, dividindo louros e lucros.  Uma guerra de egos os afastou, brigaram, e Denslow acabou comprando uma ilha nas Bermudas, onde torrou todo dinheiro ganho nos tempos de “Oz” e acabou morrendo de pneumonia, totalmente esquecido (depois John R. Neill continuou a ilustrar a série). Muitos, ainda hoje, dizem que sem as gravuras e ilustrações de Denslow o livro não seria o sucesso que foi. </p>
<p>A obra de Baum foi inspiração para peças de teatro, musicais da Broadway, operetas, filmes e mais filmes, livros, HQ, sendo até mote político para campanhas eleitorais. O mundo da cultura-entretenimento se ajoelhou à fantasia de Dorothy e seus amigos, o Homem de Lata, o Espantalho e o Leão (sem esquecer a vilã, a Bruxa Má, que tenta impedi-la de voltar para casa).  Baum começou a escrever muito cedo, mas antes do sucesso, como ocorre com muitos escritores, enveredou por vários caminhos tendo sido jornalista, empresário, autor teatral (uma de suas peças, “Maid of Arran”, chegou a obter sucesso), mas nunca deixando de ser um entusiasta da literatura infantil (na época, esse tipo de livro tinha uma abrangência bem diferente da de hoje). Casou-se em 1882 com Maud Gage, filha de Matilda J. Gage, uma proeminente mulher, ativista de várias causas políticas, como o sufrágio universal, que era totalmente contra o matrimônio de sua filha com um aventureiro sonhador como Baum. </p>
<p>Continue lendo: <span id="more-9073"></span></p>
<p>No final da década de 1880 ele e sua família (agora com dois filhos), mudaram-se para Dakota, onde Baum trabalhou por um tempo como comerciante e depois como editor de jornal. Em 1891, já com quatro filhos, viu-se cada vez mais pressionado a ter uma sustentável estabilidade financeira, e mudam-se novamente, agora para Chicago, onde Baum foi repórter e caixeiro-viajante, entre outras coisas. Mas foi lá que ele começou a escrever algumas histórias infantis, que contava a seus filhos todas as noites, sendo uma delas, “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22046801&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=A1DC084&amp;uid=">Mother Goose</a>” (Mamãe Ganso), publicada em 1897 com relativo sucesso. Animado, Baum decide colaborar em outro livro infantil, “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2979494&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=2E9377D1&amp;uid=">Father Goose</a>” (1889), desta vez com ilustrações de seu futuro ex-amigo W.W Denslow. Agora sim, Baum acertava na mosca, sendo o livro um tremendo <em>best-seller</em>, só suplantado por sua criação do ano seguinte: “O Maravilhoso Mágico de Oz”. Tinha 44 anos quando esta foi publicada, e nem mesmo ele imaginava o alcance que ela teria (o filme de Fleming e Garland foi julgado como a melhor peça cinematográfica familiar de todos os tempos pelo American Film Institute, e a música do filme, &#8220;Somewhere over the Rainbow&#8221;, é uma das “Canções do Século” eleita pela Recording Industry Association of America).</p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/oz4.jpg" alt="oz4" width="255" height="288" class="alignright size-full wp-image-9087" />Baum ficou rico, famoso, tendo escrito quase 70 obras infantis ao longo da vida, sendo inúmeros desses livros baseados na Terra de Oz, como “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2914903&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=31A54722&amp;uid=">The Marvelous Land of Oz</a>” (1904), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=240630&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=274C98F3&amp;uid=">Ozma of Oz</a>” (1907), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2912863&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=186CA755&amp;uid=">Dorothy and the Wizard of Oz</a>” (1908), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2914902&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=24458198&amp;uid=">The Road to Oz</a>” (1909), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=531685&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=1EBF86D0&amp;uid=">The Emerald City of Oz</a>” (1910), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2914432&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=44AF312&amp;uid=">The Patchwork Girl of Oz</a>” (1913), dentre outros. O escritor tinha problemas congênitos no coração, o que o levou a ter várias crises ao longo da vida. Com problemas graves na vesícula, Baum entrou em coma por 24 horas e morreu em 6 de maio de 1919, quando segundo testemunhas teria proferido: <em>&#8220;Agora podemos atravessar as areias movediças&#8221;</em>. </p>
<p>Outros autores continuaram a escrever centenas de livros, roteiros e novelas baseados na ideia original de Baum, incluindo seu filho Roger. Ao final da vida, empreendedor como era (tendo inclusive investido num filme sobre Oz, em 1914), o autor estava repleto de dívidas, sendo seu último livro, “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2979495&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=110227CD&amp;uid=">Glinda of Oz</a>”, publicado um ano após sua morte.</p>
<p>Baum foi audacioso, instigante, pretensioso, um visionário como só a literatura pode parir. Colocou como protagonista de sua história uma mulher (a antagonista, Bruxa Má, também é mulher), o que na época não era pouca provocação. Subverteu o “estatuto do herói”, inserindo uma criança como centro da narrativa, e permitindo que os pequenos leitores pudessem se identificar de corpo e alma com a heroína. O mágico, aquele que deveria resolver as carências e aflições dos amigos, é um blefe, destituído de atributos de magia, um farsante. De acordo com os estudiosos da psicanálise infantil, como Marie-Louise von Franz, ou da sociologia, como Dieter Richter ou Johannes Merkel, a fantasia é de fundamental importância para o desenvolvimento infantil, na medida em que possibilita a solução de vários problemas pessoais inerentes ao desenvolvimento e a integração da  personalidade da criança. </p>
<p>Talvez Baum não soubesse de nada disso, talvez fosse só um homem dotado de grande sensibilidade infantil, talvez não imaginasse que seu livro pudesse ajudar a romper barreiras (maior reconhecimento da mulher, valorização da criança, etc.), e talvez nem se importasse em saber que sua obra iria impor novas formas de fantasia que até hoje são utilizadas em larga escala. Mas Baum, sabendo ou não, repaginou a indústria dos sonhos (como Lewis Carroll já havia feito com “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=7031653&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=3998B083&amp;uid=">Alice</a>”) e esculpiu no imaginário de gerações uma das mais ricas fantasias da literatura infantil de todos os tempos.</p>
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-->Os estúdios da Warner planejam produzir um remake em 3D de “O Mágico de Oz”, filmado com grande sucesso em 1939 pelo diretor Victor Fleming (“E o Vento Levou”), que catapultou Judy Garland ao estrelato. O filme foi baseado no livro &#8220;O Maravilhoso Mágico de Oz&#8221;, do norte-americano L. Frank Baum, publicado originalmente em 1900. [...]]]></description>
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<p>Baum, que já era um autor razoavelmente conhecido, colocou a mão no bolso e custeou a primeira edição, vendendo 90 mil exemplares nos dois primeiros anos. O livro tinha ilustrações do genial cartunista W.W. Denslow, que trabalhou com Baum em outros livros da série, dividindo louros e lucros.  Uma guerra de egos os afastou, brigaram, e Denslow acabou comprando uma ilha nas Bermudas, onde torrou todo dinheiro ganho nos tempos de “Oz” e acabou morrendo de pneumonia, totalmente esquecido (depois John R. Neill continuou a ilustrar a série). Muitos, ainda hoje, dizem que sem as gravuras e ilustrações de Denslow o livro não seria o sucesso que foi. </p>
<p>A obra de Baum foi inspiração para peças de teatro, musicais da Broadway, operetas, filmes e mais filmes, livros, HQ, sendo até mote político para campanhas eleitorais. O mundo da cultura-entretenimento se ajoelhou à fantasia de Dorothy e seus amigos, o Homem de Lata, o Espantalho e o Leão (sem esquecer a vilã, a Bruxa Má, que tenta impedi-la de voltar para casa).  Baum começou a escrever muito cedo, mas antes do sucesso, como ocorre com muitos escritores, enveredou por vários caminhos tendo sido jornalista, empresário, autor teatral (uma de suas peças, “Maid of Arran”, chegou a obter sucesso), mas nunca deixando de ser um entusiasta da literatura infantil (na época, esse tipo de livro tinha uma abrangência bem diferente da de hoje). Casou-se em 1882 com Maud Gage, filha de Matilda J. Gage, uma proeminente mulher, ativista de várias causas políticas, como o sufrágio universal, que era totalmente contra o matrimônio de sua filha com um aventureiro sonhador como Baum. </p>
<p>Continue lendo: <span id="more-9073"></span></p>
<p>No final da década de 1880 ele e sua família (agora com dois filhos), mudaram-se para Dakota, onde Baum trabalhou por um tempo como comerciante e depois como editor de jornal. Em 1891, já com quatro filhos, viu-se cada vez mais pressionado a ter uma sustentável estabilidade financeira, e mudam-se novamente, agora para Chicago, onde Baum foi repórter e caixeiro-viajante, entre outras coisas. Mas foi lá que ele começou a escrever algumas histórias infantis, que contava a seus filhos todas as noites, sendo uma delas, “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22046801&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=A1DC084&amp;uid=">Mother Goose</a>” (Mamãe Ganso), publicada em 1897 com relativo sucesso. Animado, Baum decide colaborar em outro livro infantil, “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2979494&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=2E9377D1&amp;uid=">Father Goose</a>” (1889), desta vez com ilustrações de seu futuro ex-amigo W.W Denslow. Agora sim, Baum acertava na mosca, sendo o livro um tremendo <em>best-seller</em>, só suplantado por sua criação do ano seguinte: “O Maravilhoso Mágico de Oz”. Tinha 44 anos quando esta foi publicada, e nem mesmo ele imaginava o alcance que ela teria (o filme de Fleming e Garland foi julgado como a melhor peça cinematográfica familiar de todos os tempos pelo American Film Institute, e a música do filme, &#8220;Somewhere over the Rainbow&#8221;, é uma das “Canções do Século” eleita pela Recording Industry Association of America).</p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/oz4.jpg" alt="oz4" width="255" height="288" class="alignright size-full wp-image-9087" />Baum ficou rico, famoso, tendo escrito quase 70 obras infantis ao longo da vida, sendo inúmeros desses livros baseados na Terra de Oz, como “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2914903&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=31A54722&amp;uid=">The Marvelous Land of Oz</a>” (1904), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=240630&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=274C98F3&amp;uid=">Ozma of Oz</a>” (1907), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2912863&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=186CA755&amp;uid=">Dorothy and the Wizard of Oz</a>” (1908), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2914902&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=24458198&amp;uid=">The Road to Oz</a>” (1909), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=531685&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=1EBF86D0&amp;uid=">The Emerald City of Oz</a>” (1910), “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2914432&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=44AF312&amp;uid=">The Patchwork Girl of Oz</a>” (1913), dentre outros. O escritor tinha problemas congênitos no coração, o que o levou a ter várias crises ao longo da vida. Com problemas graves na vesícula, Baum entrou em coma por 24 horas e morreu em 6 de maio de 1919, quando segundo testemunhas teria proferido: <em>&#8220;Agora podemos atravessar as areias movediças&#8221;</em>. </p>
<p>Outros autores continuaram a escrever centenas de livros, roteiros e novelas baseados na ideia original de Baum, incluindo seu filho Roger. Ao final da vida, empreendedor como era (tendo inclusive investido num filme sobre Oz, em 1914), o autor estava repleto de dívidas, sendo seu último livro, “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2979495&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=110227CD&amp;uid=">Glinda of Oz</a>”, publicado um ano após sua morte.</p>
<p>Baum foi audacioso, instigante, pretensioso, um visionário como só a literatura pode parir. Colocou como protagonista de sua história uma mulher (a antagonista, Bruxa Má, também é mulher), o que na época não era pouca provocação. Subverteu o “estatuto do herói”, inserindo uma criança como centro da narrativa, e permitindo que os pequenos leitores pudessem se identificar de corpo e alma com a heroína. O mágico, aquele que deveria resolver as carências e aflições dos amigos, é um blefe, destituído de atributos de magia, um farsante. De acordo com os estudiosos da psicanálise infantil, como Marie-Louise von Franz, ou da sociologia, como Dieter Richter ou Johannes Merkel, a fantasia é de fundamental importância para o desenvolvimento infantil, na medida em que possibilita a solução de vários problemas pessoais inerentes ao desenvolvimento e a integração da  personalidade da criança. </p>
<p>Talvez Baum não soubesse de nada disso, talvez fosse só um homem dotado de grande sensibilidade infantil, talvez não imaginasse que seu livro pudesse ajudar a romper barreiras (maior reconhecimento da mulher, valorização da criança, etc.), e talvez nem se importasse em saber que sua obra iria impor novas formas de fantasia que até hoje são utilizadas em larga escala. Mas Baum, sabendo ou não, repaginou a indústria dos sonhos (como Lewis Carroll já havia feito com “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=7031653&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=3998B083&amp;uid=">Alice</a>”) e esculpiu no imaginário de gerações uma das mais ricas fantasias da literatura infantil de todos os tempos.</p>
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<p>Baum, que já era um autor razoavelmente conhecido, colocou a mão no bolso e custeou a primeira edição, vendendo 90 mil exemplares nos dois primeiros anos. O livro tinha ilustrações do genial cartunista W.W. Denslow, que trabalhou com Baum em outros livros da série, dividindo louros e lucros.  Uma guerra de egos os afastou, brigaram, e Denslow acabou comprando uma ilha nas Bermudas, onde torrou todo dinheiro ganho nos tempos de “Oz” e acabou morrendo de pneumonia, totalmente esquecido (depois John R. Neill continuou a ilustrar a série). Muitos, ainda hoje, dizem que sem as gravuras e ilustrações de Denslow o livro não seria o sucesso que foi. </p>
<p>A obra de Baum foi inspiração para peças de teatro, musicais da Broadway, operetas, filmes e mais filmes, livros, HQ, sendo até mote político para campanhas eleitorais. O mundo da cultura-entretenimento se ajoelhou à fantasia de Dorothy e seus amigos, o Homem de Lata, o Espantalho e o Leão (sem esquecer a vilã, a Bruxa Má, que tenta impedi-la de voltar para casa).  Baum começou a escrever muito cedo, mas antes do sucesso, como ocorre com muitos escritores, enveredou por vários caminhos tendo sido jornalista, empresário, autor teatral (uma de suas peças, “Maid of Arran”, chegou a obter sucesso), mas nunca deixando de ser um entusiasta da literatura infantil (na época, esse tipo de livro tinha uma abrangência bem diferente da de hoje). Casou-se em 1882 com Maud Gage, filha de Matilda J. Gage, uma proeminente mulher, ativista de várias causas políticas, como o sufrágio universal, que era totalmente contra o matrimônio de sua filha com um aventureiro sonhador como Baum. </p>
<p>Continue lendo: <span id="more-9073"></span></p>
<p>No final da década de 1880 ele e sua família (agora com dois filhos), mudaram-se para Dakota, onde Baum trabalhou por um tempo como comerciante e depois como editor de jornal. Em 1891, já com quatro filhos, viu-se cada vez mais pressionado a ter uma sustentável estabilidade financeira, e mudam-se novamente, agora para Chicago, onde Baum foi repórter e caixeiro-viajante, entre outras coisas. Mas foi lá que ele começou a escrever algumas histórias infantis, que contava a seus filhos todas as noites, sendo uma delas, “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22046801&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=A1DC084&amp;uid=">Mother Goose</a>” (Mamãe Ganso), publicada em 1897 com relativo sucesso. Animado, Baum decide colaborar em outro livro infantil, “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2979494&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=2E9377D1&amp;uid=">Father Goose</a>” (1889), desta vez com ilustrações de seu futuro ex-amigo W.W Denslow. Agora sim, Baum acertava na mosca, sendo o livro um tremendo <em>best-seller</em>, só suplantado por sua criação do ano seguinte: “O Maravilhoso Mágico de Oz”. Tinha 44 anos quando esta foi publicada, e nem mesmo ele imaginava o alcance que ela teria (o filme de Fleming e Garland foi julgado como a melhor peça cinematográfica familiar de todos os tempos pelo American Film Institute, e a música do filme, &#8220;Somewhere over the Rainbow&#8221;, é uma das “Canções do Século” eleita pela Recording Industry Association of America).</p>
<p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/oz4.jpg" alt="oz4" width="255" height="288" class="alignright size-full wp-image-9087" />Baum ficou rico, famoso, tendo escrito quase 70 obras infantis ao longo da vida, sendo inúmeros desses livros baseados na Terra de Oz, como “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2914903&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=31A54722&amp;uid=">The Marvelous Land of Oz</a>” (1904), “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=240630&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=274C98F3&amp;uid=">Ozma of Oz</a>” (1907), “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2912863&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=186CA755&amp;uid=">Dorothy and the Wizard of Oz</a>” (1908), “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2914902&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=24458198&amp;uid=">The Road to Oz</a>” (1909), “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=531685&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=1EBF86D0&amp;uid=">The Emerald City of Oz</a>” (1910), “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2914432&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=44AF312&amp;uid=">The Patchwork Girl of Oz</a>” (1913), dentre outros. O escritor tinha problemas congênitos no coração, o que o levou a ter várias crises ao longo da vida. Com problemas graves na vesícula, Baum entrou em coma por 24 horas e morreu em 6 de maio de 1919, quando segundo testemunhas teria proferido: <em>&#8220;Agora podemos atravessar as areias movediças&#8221;</em>. </p>
<p>Outros autores continuaram a escrever centenas de livros, roteiros e novelas baseados na ideia original de Baum, incluindo seu filho Roger. Ao final da vida, empreendedor como era (tendo inclusive investido num filme sobre Oz, em 1914), o autor estava repleto de dívidas, sendo seu último livro, “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2979495&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=110227CD&amp;uid=">Glinda of Oz</a>”, publicado um ano após sua morte.</p>
<p>Baum foi audacioso, instigante, pretensioso, um visionário como só a literatura pode parir. Colocou como protagonista de sua história uma mulher (a antagonista, Bruxa Má, também é mulher), o que na época não era pouca provocação. Subverteu o “estatuto do herói”, inserindo uma criança como centro da narrativa, e permitindo que os pequenos leitores pudessem se identificar de corpo e alma com a heroína. O mágico, aquele que deveria resolver as carências e aflições dos amigos, é um blefe, destituído de atributos de magia, um farsante. De acordo com os estudiosos da psicanálise infantil, como Marie-Louise von Franz, ou da sociologia, como Dieter Richter ou Johannes Merkel, a fantasia é de fundamental importância para o desenvolvimento infantil, na medida em que possibilita a solução de vários problemas pessoais inerentes ao desenvolvimento e a integração da  personalidade da criança. </p>
<p>Talvez Baum não soubesse de nada disso, talvez fosse só um homem dotado de grande sensibilidade infantil, talvez não imaginasse que seu livro pudesse ajudar a romper barreiras (maior reconhecimento da mulher, valorização da criança, etc.), e talvez nem se importasse em saber que sua obra iria impor novas formas de fantasia que até hoje são utilizadas em larga escala. Mas Baum, sabendo ou não, repaginou a indústria dos sonhos (como Lewis Carroll já havia feito com “<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=7031653&amp;sid=89182161112311685324303711&amp;k5=3998B083&amp;uid=">Alice</a>”) e esculpiu no imaginário de gerações uma das mais ricas fantasias da literatura infantil de todos os tempos.</p>
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		<title>O fetiche voltou</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 22:31:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Jansen (Cultura/Adm)</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<!-- zz <p>Tá, não é uma volta completa porque, como disse o baixista Dengue, do Nação Zumbi, &#8220;ele nunca foi&#8221;. E nunca mesmo, só aqui em <i>terra brazilis</i>, cuja única fábrica [procurada também para a produção da América Latina inteira] fechara em 2007.</p>
<p>E é daí que o fetiche volta [<a href="http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc32/index2.asp?page=materia1">matéria completa</a> sobre o assunto na Revista da Cultura]: a Polysom renasce, volta a fabricar vinis e lança, na sua grande volta, cinco discos essenciais para descobrir a música nacional hoje, entender o que os artistas estão cantando&#8230; tudo com a delícia do vinil.</p>
<p>A noite do encontro e autógrafos será do dia 23 de março, às 18h, aqui na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, com <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=cachorro+grande&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=5001672&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;modobuscafaixa=cc&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=20CD1EB5&amp;uid=">Cachorro Grande</a> [<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=2818914&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=1B03DA0A&amp;uid=">Cinema</a>],  <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Fernanda+Takai&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=464746&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=10&amp;palavrafaixa=&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=58AB1F4&amp;uid=">Fernanda Takai</a> [<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=9024284&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=14064A7A&amp;uid=">Onde brilhem os olhos seus</a>], <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Na%E7%E3o+Zumbi&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3005046&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=7F4D888&amp;uid=">Nação Zumbi</a> [<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=7021231&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=3ACE6844&amp;uid=">Fome de tudo</a>], <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=pitty&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3029576&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=10&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=C77733B&amp;uid=">Pitty</a> [<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=3242467&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=6CEC721&amp;uid=">Chiaroscuro</a>] e o compacto duplo do <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Mukeka+di+Rato&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3023770&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=10E0ADEA&amp;uid=">Mukeka di Rato</a> com <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Dead+Fish&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3019327&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;modobuscafaixa=cc&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=352C04F6&amp;uid=">Dead Fish</a>.</p>
<p>Vamos ouvir bolachas?</p>
-->Tá, não é uma volta completa porque, como disse o baixista Dengue, do Nação Zumbi, &#8220;ele nunca foi&#8221;. E nunca mesmo, só aqui em terra brazilis, cuja única fábrica [procurada também para a produção da América Latina inteira] fechara em 2007.
E é daí que o fetiche volta [matéria completa sobre o assunto na Revista da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- zz <p>Tá, não é uma volta completa porque, como disse o baixista Dengue, do Nação Zumbi, &#8220;ele nunca foi&#8221;. E nunca mesmo, só aqui em <i>terra brazilis</i>, cuja única fábrica [procurada também para a produção da América Latina inteira] fechara em 2007.</p>
<p>E é daí que o fetiche volta [<a href="http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc32/index2.asp?page=materia1">matéria completa</a> sobre o assunto na Revista da Cultura]: a Polysom renasce, volta a fabricar vinis e lança, na sua grande volta, cinco discos essenciais para descobrir a música nacional hoje, entender o que os artistas estão cantando&#8230; tudo com a delícia do vinil.</p>
<p>A noite do encontro e autógrafos será do dia 23 de março, às 18h, aqui na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, com <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=cachorro+grande&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=5001672&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;modobuscafaixa=cc&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=20CD1EB5&amp;uid=">Cachorro Grande</a> [<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=2818914&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=1B03DA0A&amp;uid=">Cinema</a>],  <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Fernanda+Takai&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=464746&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=10&amp;palavrafaixa=&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=58AB1F4&amp;uid=">Fernanda Takai</a> [<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=9024284&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=14064A7A&amp;uid=">Onde brilhem os olhos seus</a>], <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Na%E7%E3o+Zumbi&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3005046&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=7F4D888&amp;uid=">Nação Zumbi</a> [<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=7021231&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=3ACE6844&amp;uid=">Fome de tudo</a>], <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=pitty&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3029576&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=10&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=C77733B&amp;uid=">Pitty</a> [<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=3242467&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=6CEC721&amp;uid=">Chiaroscuro</a>] e o compacto duplo do <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Mukeka+di+Rato&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3023770&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=10E0ADEA&amp;uid=">Mukeka di Rato</a> com <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Dead+Fish&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3019327&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;modobuscafaixa=cc&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=352C04F6&amp;uid=">Dead Fish</a>.</p>
<p>Vamos ouvir bolachas?</p>
--><p>Tá, não é uma volta completa porque, como disse o baixista Dengue, do Nação Zumbi, &#8220;ele nunca foi&#8221;. E nunca mesmo, só aqui em <i>terra brazilis</i>, cuja única fábrica [procurada também para a produção da América Latina inteira] fechara em 2007.</p>
<p>E é daí que o fetiche volta [<a target="_blank" href="http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc32/index2.asp?page=materia1">matéria completa</a> sobre o assunto na Revista da Cultura]: a Polysom renasce, volta a fabricar vinis e lança, na sua grande volta, cinco discos essenciais para descobrir a música nacional hoje, entender o que os artistas estão cantando&#8230; tudo com a delícia do vinil.</p>
<p>A noite do encontro e autógrafos será do dia 23 de março, às 18h, aqui na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, com <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=cachorro+grande&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=5001672&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;modobuscafaixa=cc&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=20CD1EB5&amp;uid=">Cachorro Grande</a> [<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=2818914&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=1B03DA0A&amp;uid=">Cinema</a>],  <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Fernanda+Takai&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=464746&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=10&amp;palavrafaixa=&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=58AB1F4&amp;uid=">Fernanda Takai</a> [<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=9024284&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=14064A7A&amp;uid=">Onde brilhem os olhos seus</a>], <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Na%E7%E3o+Zumbi&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3005046&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=7F4D888&amp;uid=">Nação Zumbi</a> [<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=7021231&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=3ACE6844&amp;uid=">Fome de tudo</a>], <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=pitty&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3029576&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=10&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=C77733B&amp;uid=">Pitty</a> [<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=3242467&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=6CEC721&amp;uid=">Chiaroscuro</a>] e o compacto duplo do <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Mukeka+di+Rato&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3023770&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=10E0ADEA&amp;uid=">Mukeka di Rato</a> com <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Dead+Fish&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3019327&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=15&amp;palavrafaixa=&amp;modobuscafaixa=cc&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=352C04F6&amp;uid=">Dead Fish</a>.</p>
<p>Vamos ouvir bolachas?</p>
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		<title>Barber, o Adágio e a convocação</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 16:20:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kelly de Souza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Música Clássica]]></category>

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		<description><![CDATA[<!-- zz <p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/hopper_edward_morning_sun5.jpg" alt="hopper_edward_morning_sun5" width="299" height="207" class="alignleft size-full wp-image-9053" />É difícil descrever o Adágio para Cordas do compositor <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Samuel+Barber&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3002997&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=9&amp;palavrafaixa=&amp;modobuscafaixa=cc&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=2BFE8E64&amp;uid=">Samuel Barber</a>. Muito difícil. Muito complicado explicá-lo sem ser repetitiva, ou banal, ainda mais não sendo uma estudiosa ou profissional da música. Mas (d)escrevo com o coração, só com ele. O “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=5089708&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=3A0CB899&amp;uid=">Adagio for Strings</a>” (1936) é uma das grandes razões para se gostar de música, pelo menos para mim e para uma legião de fanáticos admiradores. </p>
<p>Trata-se de uma dezena de minutos de uma das mais lindas criações musicais do século XX. Um elogio aos violinos, as cordas, aos <em>cello</em>s, aos seus grandes compositores, aos que amam a delicadeza melódica, aos que não têm medo de desabar em lágrimas diante da beleza musical. O lirismo do Adágio (segundo mov. do Quarteto n.º 1 para Orquestra de Cordas - Opus 11) provocaria uma inevitável vontade de cair em depressão se não provocasse também uma avassaladora paixão pelo renascimento, pelo ressurgimento ou por qualquer forma de fecundação da alma que nos levasse a alguma revitalização. </p>
<p>O <strong>Centenário de Barber </strong>(09 de março de 1910), comemorado semana passada na Pensilvânia, é um bom momento para conhecer um pouco mais da obra desse brilhante compositor. O Adágio ficou tão conhecido, sendo tocado corriqueiramente em tantos filmes, reportagens, celebrações, casamentos, que o próprio compositor passou a se molestar com essa dimensão “populesca” que eclipsava o restante de sua obra (a peça foi tocada nos funerais do presidente Roosevelt (1945), de Albert Einstein (1955) e da Princesa Grace, de Mônaco (1982), só para citar alguns).</p>
<p><em>Continue lendo:</em> <span id="more-9040"></span></p>
<p>Filho de mãe pianista (e pai médico), classe média, Barber teve seu talento <img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/barber.jpg" alt="barber" width="182" height="272" class="alignright size-full wp-image-9057" />reconhecido muito cedo. Iniciou seus estudos de piano aos seis anos e compôs sua primeira peça musical aos sete. Aos dez já se debruçava para compor a ópera “Rose Tree”, que embora nunca tenha terminado mostrava o enorme talento do garoto. Já adolescente foi estudar piano, voz e composição no prestigiado Curtis Institute of Music, na Filadélfia (1924). Aos 21 anos, Barber já tinha terminado sua primeira composição orquestral, “Overture to The School for Scandal”. Aos 22 largou o Instituto e foi trabalhar como compositor, dando aulas para se sustentar, e em 1934 conseguiu completar seus estudos, sendo bacharelado em música. Como toda carreira que obtém sucesso no hemisfério norte, Barber teve ao longo de sua vida fuxicos, escândalos, boatos e blá-blá-blá por conta de sua amizade com o músico Gian Carlo Menotti. Vou pular essa parte que só interessa aos pequenos de espírito. </p>
<p>Em 1935, o compositor ganhou o Prix de Roma, e foi nessa cidade que morou por algum tempo, sendo que daí para frente sua carreira ganhou força e suas composições (para alguns, chamadas pejorativamente de neo-românticas) foram sendo cortejadas pelos grandes maestros e músicos. Sua obra teve também inspiração na literatura, principalmente nos poetas de língua inglesa, como James Agee, Yeats, Joyce, e outros.  </p>
<p>Sua fama cresce em 1958, quando sua ópera “Vanessa” é encenada no Metropolitan Opera e obtém grande sucesso. Cresce mais quando no início da década 60 ganha o prêmio Critics Circle Music Award por seu Concerto No. 1 para Piano e Orquestra. Admirado por sua grande qualidade lírica, que permeava suas principais composições, foi ao mesmo tempo contestado por boa parte dos modernistas do século XX, que olhavam feio para o “alto grau de tonalidade” de sua música. Barber, nem ligou, escreveu mais de uma centena de peças (sonatas, óperas, concertos para instrumento solo, canções, etc.), recebendo dois prêmios Pulitzer, tendo sido membro da National Institute of Arts and Letters e da cultuada American Academy of Arts and Letters. Aos 70 anos, doente terminal (câncer linfático), Barber faleceu em seu apartamento em 23 de janeiro de 1981 (Nova York). Ao lado de sua cama foi fixado o cartaz da estreia européia de sua ópera “Antônio e Cleópatra” (1966), que havia sido encenada em Paris alguns dias antes. Se você já ouviu o Adágio, convido a mais uma audição, mas se não ouviu, se não passou por “isso”, aqui não vai um convite, mas uma generosa convocação.</p>
<p><em>* <em>A pintura Morning Sun (1952), que abre o texto, é do também americano <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=edward+hopper&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=10214215112217406678323025&amp;k5=15F83B87&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OPPOXJ">Edward Hopper </a>que tão bem soube pintar os &#8220;adágios&#8221; solitários da alma, sem nunca ter esquecido das possibilidades de ressurgimento diário que advém da luz. </em></em></p>
<p>[pw=5089708] </p>
-->É difícil descrever o Adágio para Cordas do compositor Samuel Barber. Muito difícil. Muito complicado explicá-lo sem ser repetitiva, ou banal, ainda mais não sendo uma estudiosa ou profissional da música. Mas (d)escrevo com o coração, só com ele. O “Adagio for Strings” (1936) é uma das grandes razões para se gostar de música, pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- zz <p><img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/hopper_edward_morning_sun5.jpg" alt="hopper_edward_morning_sun5" width="299" height="207" class="alignleft size-full wp-image-9053" />É difícil descrever o Adágio para Cordas do compositor <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/busca/busca.asp?palavratitulo=&amp;palavracolaborador=Samuel+Barber&amp;palavrafornecedor=&amp;tipotitulo=1&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscacolaborador=pc&amp;precomax=0&amp;cidioma=&amp;ordem=disponibilidade&amp;ncolaborador=3002997&amp;nfornecedor=0&amp;cGenero=0&amp;nAudio=0&amp;tipoidioma=1&amp;tipocolecao=1&amp;ttcolaborador=9&amp;palavrafaixa=&amp;modobuscafaixa=cc&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=2BFE8E64&amp;uid=">Samuel Barber</a>. Muito difícil. Muito complicado explicá-lo sem ser repetitiva, ou banal, ainda mais não sendo uma estudiosa ou profissional da música. Mas (d)escrevo com o coração, só com ele. O “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=5089708&amp;sid=01272054012315296805549232&amp;k5=3A0CB899&amp;uid=">Adagio for Strings</a>” (1936) é uma das grandes razões para se gostar de música, pelo menos para mim e para uma legião de fanáticos admiradores. </p>
<p>Trata-se de uma dezena de minutos de uma das mais lindas criações musicais do século XX. Um elogio aos violinos, as cordas, aos <em>cello</em>s, aos seus grandes compositores, aos que amam a delicadeza melódica, aos que não têm medo de desabar em lágrimas diante da beleza musical. O lirismo do Adágio (segundo mov. do Quarteto n.º 1 para Orquestra de Cordas - Opus 11) provocaria uma inevitável vontade de cair em depressão se não provocasse também uma avassaladora paixão pelo renascimento, pelo ressurgimento ou por qualquer forma de fecundação da alma que nos levasse a alguma revitalização. </p>
<p>O <strong>Centenário de Barber </strong>(09 de março de 1910), comemorado semana passada na Pensilvânia, é um bom momento para conhecer um pouco mais da obra desse brilhante compositor. O Adágio ficou tão conhecido, sendo tocado corriqueiramente em tantos filmes, reportagens, celebrações, casamentos, que o próprio compositor passou a se molestar com essa dimensão “populesca” que eclipsava o restante de sua obra (a peça foi tocada nos funerais do presidente Roosevelt (1945), de Albert Einstein (1955) e da Princesa Grace, de Mônaco (1982), só para citar alguns).</p>
<p><em>Continue lendo:</em> <span id="more-9040"></span></p>
<p>Filho de mãe pianista (e pai médico), classe média, Barber teve seu talento <img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/barber.jpg" alt="barber" width="182" height="272" class="alignright size-full wp-image-9057" />reconhecido muito cedo. Iniciou seus estudos de piano aos seis anos e compôs sua primeira peça musical aos sete. Aos dez já se debruçava para compor a ópera “Rose Tree”, que embora nunca tenha terminado mostrava o enorme talento do garoto. Já adolescente foi estudar piano, voz e composição no prestigiado Curtis Institute of Music, na Filadélfia (1924). Aos 21 anos, Barber já tinha terminado sua primeira composição orquestral, “Overture to The School for Scandal”. Aos 22 largou o Instituto e foi trabalhar como compositor, dando aulas para se sustentar, e em 1934 conseguiu completar seus estudos, sendo bacharelado em música. Como toda carreira que obtém sucesso no hemisfério norte, Barber teve ao longo de sua vida fuxicos, escândalos, boatos e blá-blá-blá por conta de sua amizade com o músico Gian Carlo Menotti. Vou pular essa parte que só interessa aos pequenos de espírito. </p>
<p>Em 1935, o compositor ganhou o Prix de Roma, e foi nessa cidade que morou por algum tempo, sendo que daí para frente sua carreira ganhou força e suas composições (para alguns, chamadas pejorativamente de neo-românticas) foram sendo cortejadas pelos grandes maestros e músicos. Sua obra teve também inspiração na literatura, principalmente nos poetas de língua inglesa, como James Agee, Yeats, Joyce, e outros.  </p>
<p>Sua fama cresce em 1958, quando sua ópera “Vanessa” é encenada no Metropolitan Opera e obtém grande sucesso. Cresce mais quando no início da década 60 ganha o prêmio Critics Circle Music Award por seu Concerto No. 1 para Piano e Orquestra. Admirado por sua grande qualidade lírica, que permeava suas principais composições, foi ao mesmo tempo contestado por boa parte dos modernistas do século XX, que olhavam feio para o “alto grau de tonalidade” de sua música. Barber, nem ligou, escreveu mais de uma centena de peças (sonatas, óperas, concertos para instrumento solo, canções, etc.), recebendo dois prêmios Pulitzer, tendo sido membro da National Institute of Arts and Letters e da cultuada American Academy of Arts and Letters. Aos 70 anos, doente terminal (câncer linfático), Barber faleceu em seu apartamento em 23 de janeiro de 1981 (Nova York). Ao lado de sua cama foi fixado o cartaz da estreia européia de sua ópera “Antônio e Cleópatra” (1966), que havia sido encenada em Paris alguns dias antes. Se você já ouviu o Adágio, convido a mais uma audição, mas se não ouviu, se não passou por “isso”, aqui não vai um convite, mas uma generosa convocação.</p>
<p><em>* <em>A pintura Morning Sun (1952), que abre o texto, é do também americano <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=edward+hopper&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=10214215112217406678323025&amp;k5=15F83B87&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OPPOXJ">Edward Hopper </a>que tão bem soube pintar os &#8220;adágios&#8221; solitários da alma, sem nunca ter esquecido das possibilidades de ressurgimento diário que advém da luz. </em></em></p>
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<p>Trata-se de uma dezena de minutos de uma das mais lindas criações musicais do século XX. Um elogio aos violinos, as cordas, aos <em>cello</em>s, aos seus grandes compositores, aos que amam a delicadeza melódica, aos que não têm medo de desabar em lágrimas diante da beleza musical. O lirismo do Adágio (segundo mov. do Quarteto n.º 1 para Orquestra de Cordas - Opus 11) provocaria uma inevitável vontade de cair em depressão se não provocasse também uma avassaladora paixão pelo renascimento, pelo ressurgimento ou por qualquer forma de fecundação da alma que nos levasse a alguma revitalização. </p>
<p>O <strong>Centenário de Barber </strong>(09 de março de 1910), comemorado semana passada na Pensilvânia, é um bom momento para conhecer um pouco mais da obra desse brilhante compositor. O Adágio ficou tão conhecido, sendo tocado corriqueiramente em tantos filmes, reportagens, celebrações, casamentos, que o próprio compositor passou a se molestar com essa dimensão “populesca” que eclipsava o restante de sua obra (a peça foi tocada nos funerais do presidente Roosevelt (1945), de Albert Einstein (1955) e da Princesa Grace, de Mônaco (1982), só para citar alguns).</p>
<p><em>Continue lendo:</em> <span id="more-9040"></span></p>
<p>Filho de mãe pianista (e pai médico), classe média, Barber teve seu talento <img src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/barber.jpg" alt="barber" width="182" height="272" class="alignright size-full wp-image-9057" />reconhecido muito cedo. Iniciou seus estudos de piano aos seis anos e compôs sua primeira peça musical aos sete. Aos dez já se debruçava para compor a ópera “Rose Tree”, que embora nunca tenha terminado mostrava o enorme talento do garoto. Já adolescente foi estudar piano, voz e composição no prestigiado Curtis Institute of Music, na Filadélfia (1924). Aos 21 anos, Barber já tinha terminado sua primeira composição orquestral, “Overture to The School for Scandal”. Aos 22 largou o Instituto e foi trabalhar como compositor, dando aulas para se sustentar, e em 1934 conseguiu completar seus estudos, sendo bacharelado em música. Como toda carreira que obtém sucesso no hemisfério norte, Barber teve ao longo de sua vida fuxicos, escândalos, boatos e blá-blá-blá por conta de sua amizade com o músico Gian Carlo Menotti. Vou pular essa parte que só interessa aos pequenos de espírito. </p>
<p>Em 1935, o compositor ganhou o Prix de Roma, e foi nessa cidade que morou por algum tempo, sendo que daí para frente sua carreira ganhou força e suas composições (para alguns, chamadas pejorativamente de neo-românticas) foram sendo cortejadas pelos grandes maestros e músicos. Sua obra teve também inspiração na literatura, principalmente nos poetas de língua inglesa, como James Agee, Yeats, Joyce, e outros.  </p>
<p>Sua fama cresce em 1958, quando sua ópera “Vanessa” é encenada no Metropolitan Opera e obtém grande sucesso. Cresce mais quando no início da década 60 ganha o prêmio Critics Circle Music Award por seu Concerto No. 1 para Piano e Orquestra. Admirado por sua grande qualidade lírica, que permeava suas principais composições, foi ao mesmo tempo contestado por boa parte dos modernistas do século XX, que olhavam feio para o “alto grau de tonalidade” de sua música. Barber, nem ligou, escreveu mais de uma centena de peças (sonatas, óperas, concertos para instrumento solo, canções, etc.), recebendo dois prêmios Pulitzer, tendo sido membro da National Institute of Arts and Letters e da cultuada American Academy of Arts and Letters. Aos 70 anos, doente terminal (câncer linfático), Barber faleceu em seu apartamento em 23 de janeiro de 1981 (Nova York). Ao lado de sua cama foi fixado o cartaz da estreia européia de sua ópera “Antônio e Cleópatra” (1966), que havia sido encenada em Paris alguns dias antes. Se você já ouviu o Adágio, convido a mais uma audição, mas se não ouviu, se não passou por “isso”, aqui não vai um convite, mas uma generosa convocação.</p>
<p><em>* <em>A pintura Morning Sun (1952), que abre o texto, é do também americano <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=edward+hopper&amp;tipo_pesq=titulo&amp;sid=10214215112217406678323025&amp;k5=15F83B87&amp;uid=&amp;limpa=0&amp;parceiro=OPPOXJ">Edward Hopper </a>que tão bem soube pintar os &#8220;adágios&#8221; solitários da alma, sem nunca ter esquecido das possibilidades de ressurgimento diário que advém da luz. </em></em></p>
<div class="wpv_videoc"><div class="wpv_self"><a target="_blank" href="http://www.skarcha.com/wp-plugins/wpvideo/">WPvideo 1.10</a></div><div class="wpv_video"><object data="http://www.youtube.com/v/lV3SHBFyDZM" type="application/x-shockwave-flash" width="100%" height="100%"><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lV3SHBFyDZM"></param><param name="wmode" value="transparent"></param></object></div></div>
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		<title>Os lançamentos da Penguin para o iPad</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogDaCultura/~3/6hZ4EwUQq2I/</link>
		<comments>http://cultura.updateordie.com/educacao/2010/03/13/os-lancamentos-da-penguin-para-o-ipad/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 15:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brenner</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[<!-- zz <p><img class="alignleft" src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:Hr9PVAFuzMadQM:http://extranet1.pearson.com/diversity/uploadfiles/8/penguin-group-logo.jpg" alt="" width="74" height="104" />E se você ainda não está muito certo do potencial e sucesso do iPad, saiba que você está mais resistente do que a tradicionalérrima (mas também modernérrima) Penguin Books, famosa pela missão de popularizar a literatura desde 1935 e que já anuncia seus lançamentos para a plataforma. E do jeito certo: reinventando a experiência da leitura ao invés de simplesmente aterrizar o conteúdo em novo formato. No video acima você confere alguns títulos, de vários gêneros e suas possibilidades de interação.</p>
-->E se você ainda não está muito certo do potencial e sucesso do iPad, saiba que você está mais resistente do que a tradicionalérrima (mas também modernérrima) Penguin Books, famosa pela missão de popularizar a literatura desde 1935 e que já anuncia seus lançamentos para a plataforma. E do jeito certo: reinventando a experiência da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- zz [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=jdExukJVUGI[/youtube]
<p><img class="alignleft" src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:Hr9PVAFuzMadQM:http://extranet1.pearson.com/diversity/uploadfiles/8/penguin-group-logo.jpg" alt="" width="74" height="104" />E se você ainda não está muito certo do potencial e sucesso do iPad, saiba que você está mais resistente do que a tradicionalérrima (mas também modernérrima) Penguin Books, famosa pela missão de popularizar a literatura desde 1935 e que já anuncia seus lançamentos para a plataforma. E do jeito certo: reinventando a experiência da leitura ao invés de simplesmente aterrizar o conteúdo em novo formato. No video acima você confere alguns títulos, de vários gêneros e suas possibilidades de interação.</p>
--><a target="_blank" href="http://cultura.updateordie.com/educacao/2010/03/13/os-lancamentos-da-penguin-para-o-ipad/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a>
<p><img class="alignleft" src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:Hr9PVAFuzMadQM:http://extranet1.pearson.com/diversity/uploadfiles/8/penguin-group-logo.jpg" alt="" width="74" height="104" />E se você ainda não está muito certo do potencial e sucesso do iPad, saiba que você está mais resistente do que a tradicionalérrima (mas também modernérrima) Penguin Books, famosa pela missão de popularizar a literatura desde 1935 e que já anuncia seus lançamentos para a plataforma. E do jeito certo: reinventando a experiência da leitura ao invés de simplesmente aterrizar o conteúdo em novo formato. No video acima você confere alguns títulos, de vários gêneros e suas possibilidades de interação.</p>
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		<title>Morre o cartunista Glauco</title>
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		<comments>http://cultura.updateordie.com/humor/2010/03/12/morre-o-cartunista-glauco/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 14:28:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Jansen (Cultura/Adm)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Desenhos]]></category>

		<category><![CDATA[HQs]]></category>

		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

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		<description><![CDATA[<!-- zz <p>A sexta feira começa triste. O cartunista <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?par=OOXTIE&amp;tipo_pesq=autor&amp;bmodo=&amp;precomax=0&amp;ordem=disponibilidade&amp;nautor=159013&amp;n1=0&amp;n2=0&amp;n3=0&amp;limpa=0&amp;palavratitulo=&amp;palavraautor=&amp;palavraeditora=&amp;palavraassunto=&amp;palavraisbn=&amp;palavra=&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscaautor=pc&amp;cidioma=&amp;refino=1&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=BA887F9&amp;uid=">Glauco</a>, pai dos personagens <a href="http://www2.uol.com.br/glauco/geraldao.shtml">Geraldão</a>,  <a href="http://www2.uol.com.br/glauco/nojinsk.shtml">Nojinsk</a>, <a href="http://www2.uol.com.br/glauco/donamarta.shtml">Dona Marta</a> e diversos outros, e seu filho Raoni, de 25 anos, foram assassinados na madrugada de hoje numa tentativa de assalto à sua casa, em Osasco, SP.</p>
<p>Com 53 anos e publicando tiras desde a década de 70, Glauco também emprestava sua arte para as páginas de quadrinho da Folha de S.Paulo desde 84.</p>
<p>Dono de humor ácido, de traço jocoso e inteligente, Glauco retratou muito do Brasil e um pouco das neuras do ser humano em seus desenhos e nas suas tiras.</p>
<p>Em certa entrevista ao UOL,  Glauco disse: &#8220;Comecei a desenhar no segundo grau. Sempre desenhei na turma do fundão, que eu fui freqüentador assíduo. Desenvolvi essa linguagem e vi que era uma ferramenta muito poderosa: o humor aliado com caricatura. Desde você fazer caricatura dos professores, de algum colega de classe&#8230;&#8221;</p>
<p>Você pode ver muito do trabalho do artista em seu <a href="http://www2.uol.com.br/glauco/index.shtml">blog</a>.</p>
-->A sexta feira começa triste. O cartunista Glauco, pai dos personagens Geraldão,  Nojinsk, Dona Marta e diversos outros, e seu filho Raoni, de 25 anos, foram assassinados na madrugada de hoje numa tentativa de assalto à sua casa, em Osasco, SP.
Com 53 anos e publicando tiras desde a década de 70, Glauco também emprestava sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- zz <p>A sexta feira começa triste. O cartunista <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?par=OOXTIE&amp;tipo_pesq=autor&amp;bmodo=&amp;precomax=0&amp;ordem=disponibilidade&amp;nautor=159013&amp;n1=0&amp;n2=0&amp;n3=0&amp;limpa=0&amp;palavratitulo=&amp;palavraautor=&amp;palavraeditora=&amp;palavraassunto=&amp;palavraisbn=&amp;palavra=&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscaautor=pc&amp;cidioma=&amp;refino=1&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=BA887F9&amp;uid=">Glauco</a>, pai dos personagens <a href="http://www2.uol.com.br/glauco/geraldao.shtml">Geraldão</a>,  <a href="http://www2.uol.com.br/glauco/nojinsk.shtml">Nojinsk</a>, <a href="http://www2.uol.com.br/glauco/donamarta.shtml">Dona Marta</a> e diversos outros, e seu filho Raoni, de 25 anos, foram assassinados na madrugada de hoje numa tentativa de assalto à sua casa, em Osasco, SP.</p>
<p>Com 53 anos e publicando tiras desde a década de 70, Glauco também emprestava sua arte para as páginas de quadrinho da Folha de S.Paulo desde 84.</p>
<p>Dono de humor ácido, de traço jocoso e inteligente, Glauco retratou muito do Brasil e um pouco das neuras do ser humano em seus desenhos e nas suas tiras.</p>
<p>Em certa entrevista ao UOL,  Glauco disse: &#8220;Comecei a desenhar no segundo grau. Sempre desenhei na turma do fundão, que eu fui freqüentador assíduo. Desenvolvi essa linguagem e vi que era uma ferramenta muito poderosa: o humor aliado com caricatura. Desde você fazer caricatura dos professores, de algum colega de classe&#8230;&#8221;</p>
<p>Você pode ver muito do trabalho do artista em seu <a href="http://www2.uol.com.br/glauco/index.shtml">blog</a>.</p>
--><p>A sexta feira começa triste. O cartunista <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?par=OOXTIE&amp;tipo_pesq=autor&amp;bmodo=&amp;precomax=0&amp;ordem=disponibilidade&amp;nautor=159013&amp;n1=0&amp;n2=0&amp;n3=0&amp;limpa=0&amp;palavratitulo=&amp;palavraautor=&amp;palavraeditora=&amp;palavraassunto=&amp;palavraisbn=&amp;palavra=&amp;modobuscatitulo=pc&amp;modobuscaautor=pc&amp;cidioma=&amp;refino=1&amp;sid=1721695412222392628747860&amp;k5=BA887F9&amp;uid=">Glauco</a>, pai dos personagens <a target="_blank" href="http://www2.uol.com.br/glauco/geraldao.shtml">Geraldão</a>,  <a target="_blank" href="http://www2.uol.com.br/glauco/nojinsk.shtml">Nojinsk</a>, <a target="_blank" href="http://www2.uol.com.br/glauco/donamarta.shtml">Dona Marta</a> e diversos outros, e seu filho Raoni, de 25 anos, foram assassinados na madrugada de hoje numa tentativa de assalto à sua casa, em Osasco, SP.</p>
<p>Com 53 anos e publicando tiras desde a década de 70, Glauco também emprestava sua arte para as páginas de quadrinho da Folha de S.Paulo desde 84.</p>
<p>Dono de humor ácido, de traço jocoso e inteligente, Glauco retratou muito do Brasil e um pouco das neuras do ser humano em seus desenhos e nas suas tiras.</p>
<p>Em certa entrevista ao UOL,  Glauco disse: &#8220;Comecei a desenhar no segundo grau. Sempre desenhei na turma do fundão, que eu fui freqüentador assíduo. Desenvolvi essa linguagem e vi que era uma ferramenta muito poderosa: o humor aliado com caricatura. Desde você fazer caricatura dos professores, de algum colega de classe&#8230;&#8221;</p>
<p>Você pode ver muito do trabalho do artista em seu <a target="_blank" href="http://www2.uol.com.br/glauco/index.shtml">blog</a>.</p>
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		<title>A poltrona escura e a piada do imaginar</title>
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		<comments>http://cultura.updateordie.com/literatura/2010/03/11/a-poltrona-escura-e-a-piada-do-imaginar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 13:57:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Jansen (Cultura/Adm)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

		<category><![CDATA[A poltrona escura]]></category>

		<category><![CDATA[Cacá Carvalho]]></category>

		<category><![CDATA[imaginação]]></category>

		<category><![CDATA[monólogo]]></category>

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		<description><![CDATA[<!-- zz <p>Assisti à estreia do monólogo <a href="http://cultura.updateordie.com/livros/2010/03/03/a-poltrona-escura-estreia-no-teatro-eva-herz/">A Poltrona Escura, com Cacá Carvalho, na última terça feira, 09/03</a>, no Teatro Eva Herz.</p>
<p style="text-align: left"><img class="aligncenter size-full wp-image-9025" src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/espetaculo-foto-8.jpg" alt="espetaculo-foto-8" width="801" height="459" /></p>
<p style="text-align: left"><span id="more-9024"></span><br />
Inspirada em três contos do autor italiano <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?nautor=80091&amp;refino=1&amp;p=1">Luigi Pirandello</a> e dividida em três &#8220;atos&#8221; [não são marcados com abre e fechar de cortinas], a voz e a interpretação de Cacá Carvalho tomam o palco e a atenção dos espectadores, com recursos de cena criativos num cenário simples e funcional.</p>
<p>Mais que a força do texto, que sim, é forte e carregado, que sim, é cheio de frases de efeito e tiradas inteligentes, mais que tudo isso, o tom dos textos, traduzindo falhas morais, dores e ressentimentos e desejos secretos arrebata o público pela comparação. &#8220;E quando eu for velho? Serei esquecido assim também?&#8221;. &#8220;Até quando viverei uma vida que não me traduz?&#8221;. &#8220;Serei eu responsável por tudo de ruim que acontece ao meu redor?&#8221;.</p>
<p>O humano é dotado do imaginar e esta é a maior das piadas que os deuses puderam armar conosco. &#8220;Dou-vos a capacidade de imaginar, de fugir para um mundo interno, de realizar feitos em sonhos. Como preço, se vocês misturarem a imaginação com a insegurança frequente - e crescente, se forem egoístas demais ou simplesmente sozinhos, o doce imaginar travará vossa língua por eras&#8221;.</p>
<p>A poltrona escura é uma peça que mostra muito do imaginar [por ser um monólogo, pelo texto ter esse caráter, pelo jogo imaginativo das cenas - principalmente no terceiro ato] e os risos que vinham da plateia a cada fala ou situação &#8220;engraçada&#8221; [e na verdade, tensa e angustiante] me deixam com uma dúvida: será verdade que o moderno afasta a piada irônica do imaginar?</p>
-->Assisti à estreia do monólogo A Poltrona Escura, com Cacá Carvalho, na última terça feira, 09/03, no Teatro Eva Herz.


Inspirada em três contos do autor italiano Luigi Pirandello e dividida em três &#8220;atos&#8221; [não são marcados com abre e fechar de cortinas], a voz e a interpretação de Cacá Carvalho tomam o palco e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- zz <p>Assisti à estreia do monólogo <a href="http://cultura.updateordie.com/livros/2010/03/03/a-poltrona-escura-estreia-no-teatro-eva-herz/">A Poltrona Escura, com Cacá Carvalho, na última terça feira, 09/03</a>, no Teatro Eva Herz.</p>
<p style="text-align: left"><img class="aligncenter size-full wp-image-9025" src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/espetaculo-foto-8.jpg" alt="espetaculo-foto-8" width="801" height="459" /></p>
<p style="text-align: left"><span id="more-9024"></span><br />
Inspirada em três contos do autor italiano <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?nautor=80091&amp;refino=1&amp;p=1">Luigi Pirandello</a> e dividida em três &#8220;atos&#8221; [não são marcados com abre e fechar de cortinas], a voz e a interpretação de Cacá Carvalho tomam o palco e a atenção dos espectadores, com recursos de cena criativos num cenário simples e funcional.</p>
<p>Mais que a força do texto, que sim, é forte e carregado, que sim, é cheio de frases de efeito e tiradas inteligentes, mais que tudo isso, o tom dos textos, traduzindo falhas morais, dores e ressentimentos e desejos secretos arrebata o público pela comparação. &#8220;E quando eu for velho? Serei esquecido assim também?&#8221;. &#8220;Até quando viverei uma vida que não me traduz?&#8221;. &#8220;Serei eu responsável por tudo de ruim que acontece ao meu redor?&#8221;.</p>
<p>O humano é dotado do imaginar e esta é a maior das piadas que os deuses puderam armar conosco. &#8220;Dou-vos a capacidade de imaginar, de fugir para um mundo interno, de realizar feitos em sonhos. Como preço, se vocês misturarem a imaginação com a insegurança frequente - e crescente, se forem egoístas demais ou simplesmente sozinhos, o doce imaginar travará vossa língua por eras&#8221;.</p>
<p>A poltrona escura é uma peça que mostra muito do imaginar [por ser um monólogo, pelo texto ter esse caráter, pelo jogo imaginativo das cenas - principalmente no terceiro ato] e os risos que vinham da plateia a cada fala ou situação &#8220;engraçada&#8221; [e na verdade, tensa e angustiante] me deixam com uma dúvida: será verdade que o moderno afasta a piada irônica do imaginar?</p>
--><p>Assisti à estreia do monólogo <a target="_blank" href="http://cultura.updateordie.com/livros/2010/03/03/a-poltrona-escura-estreia-no-teatro-eva-herz/">A Poltrona Escura, com Cacá Carvalho, na última terça feira, 09/03</a>, no Teatro Eva Herz.</p>
<p style="text-align: left"><img class="aligncenter size-full wp-image-9025" src="http://cultura.updateordie.com/files/2010/03/espetaculo-foto-8.jpg" alt="espetaculo-foto-8" width="801" height="459" /></p>
<p style="text-align: left"><span id="more-9024"></span><br />
Inspirada em três contos do autor italiano <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?nautor=80091&amp;refino=1&amp;p=1">Luigi Pirandello</a> e dividida em três &#8220;atos&#8221; [não são marcados com abre e fechar de cortinas], a voz e a interpretação de Cacá Carvalho tomam o palco e a atenção dos espectadores, com recursos de cena criativos num cenário simples e funcional.</p>
<p>Mais que a força do texto, que sim, é forte e carregado, que sim, é cheio de frases de efeito e tiradas inteligentes, mais que tudo isso, o tom dos textos, traduzindo falhas morais, dores e ressentimentos e desejos secretos arrebata o público pela comparação. &#8220;E quando eu for velho? Serei esquecido assim também?&#8221;. &#8220;Até quando viverei uma vida que não me traduz?&#8221;. &#8220;Serei eu responsável por tudo de ruim que acontece ao meu redor?&#8221;.</p>
<p>O humano é dotado do imaginar e esta é a maior das piadas que os deuses puderam armar conosco. &#8220;Dou-vos a capacidade de imaginar, de fugir para um mundo interno, de realizar feitos em sonhos. Como preço, se vocês misturarem a imaginação com a insegurança frequente - e crescente, se forem egoístas demais ou simplesmente sozinhos, o doce imaginar travará vossa língua por eras&#8221;.</p>
<p>A poltrona escura é uma peça que mostra muito do imaginar [por ser um monólogo, pelo texto ter esse caráter, pelo jogo imaginativo das cenas - principalmente no terceiro ato] e os risos que vinham da plateia a cada fala ou situação &#8220;engraçada&#8221; [e na verdade, tensa e angustiante] me deixam com uma dúvida: será verdade que o moderno afasta a piada irônica do imaginar?</p>
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