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	<title>Blodega.com - Doses de Humor e Informação bem Servidas</title>
	
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		<title>Histórias dos Quadrinhos que Não estão no Gibi – Parte 3</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 11:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hagá-Quê]]></category>
		<category><![CDATA[Ração de Traça]]></category>
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		<description><![CDATA[A Guerra dos Gibis 2 &#8211; Maria Erótica e o Clamor do Sexo A tão esperada sequência de &#8220;A Guerra dos Gibis&#8220;, do jornalista baiano Gonçalo Junior, foi lançada no fim do mês passado sob o título &#8220;Maria Erótica e o Clamor do Sexo &#8211; Imprensa, Pornografia, Comunismo e Censura na Ditadura Militar &#8211; 1964/1985&#8243;, [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="max-width: 800px;" src="http://farm5.static.flickr.com/4153/4964810841_e4681a437a.jpg" alt="" /><br />
A Guerra dos Gibis 2 &#8211; Maria Erótica e o Clamor do Sexo</p>
<p style="text-align: justify;">A tão esperada sequência de &#8220;<a href="http://www.blodega.com/index.php/2010/08/25/historias-dos-quadrinhos-que-nao-estao-no-gibi-parte-2/" target="_blank">A Guerra dos Gibis</a>&#8220;, do jornalista baiano Gonçalo Junior, foi lançada no fim do mês passado sob o título &#8220;Maria Erótica e o Clamor do Sexo &#8211; Imprensa, Pornografia, Comunismo e Censura na Ditadura Militar &#8211; 1964/1985&#8243;, ou simplesmente &#8220;A Guerra dos Gibis 2&#8243;. Na verdade, esclarece o autor no posfácio, o conteúdo desse livro é que deu origem ao primeiro, já que o tema de &#8220;Maria Erótica&#8230;&#8221; surgiu como matéria de um fanzine e se transformou em um Trabalho de Conclusão de Curso de jornalismo, e o primeiro &#8220;A Guerra dos Gibis&#8221; seria um retrospecto introdutório para o assunto principal &#8211; quadrinhos e a censura no regime militar de 64. Mas o autor reuniu tanto material e depoimentos no período de 1987 e 2006 que foi o suficiente para se fazer não apenas um TCC, e tampouco um livro, e sim três, e o primeiro foi justamente &#8220;A Guerra dos Gibis&#8221;, que abrange a década de 30 até 1964. Ao contrário do anterior, que foi editado pela “Companhia das Letras”, esta edição foi lançada sob o selo de uma editora estreante, a “Peixe Grande”. A diagramação traz, além do texto, a reprodução de diversas capas e ilustrações de revistas do período focado, sendo oito dessas páginas coloridas no início do livro, além de, para introduzir cada capítulo, três páginas com capas, ilustrações e comentários, deixando o livro visualmente bem atrativo, um trabalho de diagramação de Toninho Mendes.<img class="alignright" style="max-width: 800px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px;" src="http://farm5.static.flickr.com/4132/4964810989_7be8e834ce.jpg" alt="" width="212" height="306" /><br />
À primeira vista o leitor pode imaginar que o livro se resume ao tema quadrinhos eróticos e sua relação nada agradável com o regime militar e a censura então vigente. Todavia, o buraco é bem mais embaixo (e mais apertadinho), e o autor consegue montar um verdadeiro mosaico da realidade editorial do período, e não só das revistas em quadrinhos. E mais importante, resgata e faz justiça a importantes nomes dos quadrinhos nacionais, como Claudio Seto, o criador da fogosa e ingênua Maria Erótica do título, falecido em 2008. Outro esclarecimento importante é que não são abordadas as revistas pornográficas, pois estas eram completamente clandestinas nesse período, até porque as regras eram bem rígidas, como nunca mostrar bundas por inteiro ou mais de um seio. Mamilos e pelos pubianos eram proibidos. E nu total frontal ou cenas de penetração, nem em sonho. A imaginação que se virasse com o pouco que se podia mostrar. Sobre as revistas pornográficas o autor dedicou algumas páginas em &#8220;A Guerra dos Gibis&#8221;, ao falar de <a href="http://www.blodega.com/index.php/2009/08/27/uma-breve-historia-dos-catecismos/">Carlos Zéfiro</a> e seus catecismos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como bom pesquisador que é, Gonçalo não se limita a narrar os fatos em simples sequência cronológica, preferindo se dar ao trabalho de contextualizar e enriquecer a narrativa. Por isso somos brindados com uma breve descrição da imigração japonesa ao Brasil e da história do mangá no Japão e sua influência na educação e formação dos descendentes dos imigrantes nipônicos para explicar o traço de artistas de origem nissei, como Minami  Keizi e Claudio Seto. Até o obscuro episódio da Shindo Renmei (tema do livro &#8220;Corações Sujos&#8221;, de Fernando Morais) é resgatado para contar a história da família de Seto. Por ser o mangá algo completamente estranho às editoras brasileiras de então, muitos desenhistas de origem nipônica tiveram dificuldade em encontrar trabalho por seus traços e técnicas narrativas serem pesadamente inspirados neste estilo. Outro parêntesis deveras didático se dá no capítulo 3, no qual Gonçalo faz uma pequena antologia da evolução do erotismo no Brasil desde os tempos do império e sua relação com a censura oficial.</p>
<p style="text-align: justify;">Com uma narrativa que consegue fluir naturalmente, se atendo ao rigor jornalístico sem ser cansativa, Gonçalo enriquece a história ao detalhar os bastidores do Governo Militar, principalmente dos órgãos de censura, e fatos envolvendo outros nomes do ramo editorial, como a Abril, a Bloch e a Editora Três, trazendo a história da operação de guerra para convencer o governo a liberar a versão brasileira da americana <a href="http://www.blodega.com/index.php/2009/04/10/homenagem-ao-coelhinho-da-playboy/">Playboy</a>, a corrida para se publicar o primeiro nu frontal após a liberação da censura, os lances dramáticos envolvendo a prisão e tortura de Paulo Fukue e os atentados a bancas que vendiam material &#8220;subversivo&#8221;. Há a menção de editoras, publicações e personagens, como os bolsilivros da editora Monterrey, cujo carro-chefe era a sensual espiã Brigitte, filha de <a href="http://www.blodega.com/index.php/2009/04/07/giselle-a-espia-nua-que-abalou-paris/">Giselle, a espiã nua que abalou Paris</a>. Também são citados, mesmo que superficialmente, o nome de duas autoras icônicas deste período: Adelaide Carraro e Cassandra Rios, cujos textos eróticos foram perseguidos com igual fervor pela censura. E os episódios icônicos do período também estão lá, desde a queda de Goulard até o tempo das <a class="zem_slink" title="Diretas Já" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Diretas_J%C3%A1">Diretas Já</a>, passando pelas bombas na OAB e Riocentro e pela tanga de crochê do Gabeira no caminho. Ao retomar os abusos cometidos por autoridades obtusas em nome de uma suposta moral ou combate ao comunismo, nos surpreendemos e nos revoltamos com os absurdos daqueles tempos, absurdos estes que minaram a carreira e sonhos de muitos artistas, e que em última análise, pode ser responsabilizada por abortar vôos mais altos dos quadrinhos nacionais.</p>
<p><img class=" alignleft" style="max-width: 800px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" title="Maria  Erótica" src="http://farm5.static.flickr.com/4148/4965411570_6a303f44df.jpg" alt="Maria Erótica" width="199" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com tantos coadjuvantes e pequenas histórias paralelas, o fio condutor dessa trama é a história de duas editoras, Edrel e Grafipar, seus artistas e empresários, e o livro é dividido em duas partes.  Os primeiros oito capítulos do livro formam a primeira parte, intitulada &#8220;A Edrel e a Subversão do Sexo&#8221;, e abrange as aventuras e desventuras das editoras paulistas nos primeiros anos de chumbo, se concentrando mais especificamente na Edrel e de um de seus fundadores, o desenhista Minami Keizi. A editora Edrel surgiu dos restos mortais da editora Pan-Juvenil, tendo como sócios Minami Keizi, Jinki Yamamoto e Marcilio Valenciano, se destacando das demais editoras pequenas de São Paulo porque, além de produzir revistas com alta carga de erotismo, estilo &#8220;Garotas e Piadas&#8221;, montou uma equipe de desenhistas nacionais e produziu histórias voltadas ao público adulto, com temas que iam além do erotismo, abrangendo o terror, faroeste, aventuras de guerra, infantil, histórias de samurai e sátiras de costume, praticamente introduzindo de forma pioneira o estilo mangá em algumas histórias. Aos trancos e barrancos, a editora prospera nos primeiros anos, apesar da perseguição da censura, agravada após 1968, com o <a class="zem_slink" title="AI-5" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/AI-5">AI-5</a> e o estabelecimento da censura prévia. As publicações eróticas se tornaram um dos alvos preferenciais da censura, sob a alegação de que seria propaganda comunista com a finalidade de minar os valores morais e familiares da sociedade, o que facilitaria a implantação de um regime de esquerda no país.</p>
<p style="text-align: justify;">O sucesso inicial da editora se deveu em grande parte à visão editorial de Minami, que deu chance a artistas novatos como  o próprio Claudio Seto, Fernando Ikoma e Paulo Fukue, liberando-os para criarem histórias inovadoras, tanto em seu traço quando na temática. Todavia a editora acabou seguindo o fadário ao qual a maioria das pequenas editoras brazucas parece destinada, e após a saída de Minami e Jinki da sociedade, o sócio remanescente não soube guiar os rumos da empresa. Minami ainda tentaria se manter no ramo ao fundar outra editora, a M&amp;C, mas que foi inviabilizada pela patrulha cerrada da censura, representada por órgãos federais ou por autoridades locais. O inferno burocrático que Minami encarou, em sua calma oriental, tiraria o juízo de qualquer cristão, já que os critérios de aprovação eram pouco claros e subjetivos, além das publicações estarem sujeitas a apreensões por ordem de juízes ou delegados, mesmo quando liberadas para venda pelos órgãos federal. Aqui, em especial, o autor se debruça nos detalhes que envolviam a análise e posterior aprovação/negação da censura para as revistas, um verdadeiro malabarismo para os editores em um processo demorado que comprometia os prazos de lançamento. As apreensões e a periodicidade incerta acabaram minando as finanças da editora. As editoras maiores, como a Abril, mesmo sob este fogo cerrado dos moralistas, ainda tinha poder de barganha para liberar edições e matérias, garantindo periodicidade às suas revistas, algo que as pequenas não tinham. Minami não aguentou muito tempo e jogou a toalha.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda metade do livro se concentra na história da editora curitibana Grafipar, cuja origem remonta ao imigrante libanês Said El-Khatib, que de caixeiro viajante se torna distribuidor e editor de livros, e após bem-sucedidas incursões na publicação de livros educacionais, como dicionários e enciclopédias, se aventura no ramo editorial erótico por influência do filho caçula Faruk. Este, a contragosto de seu pai e irmão mais velho, cria a então bem-sucedida revista masculina &#8220;Peteca&#8221; em outubro de 1976, que se propunha a ser a &#8220;Playboy dos pobres&#8221;, já que a publicação da Abril &#8211; que ainda se chamava &#8220;Revista do Homem&#8221; por imposição da censura &#8211; e seus congêneres &#8220;Status&#8221; e &#8220;Ele Ela&#8221; eram voltadas a um público de maior poder aquisitivo. Com o sucesso da revista, Faruk decide investir no filão, explorando quadrinhos eróticos, e por coincidência Claudio Seto passara a morar em Curitiba. Seto logo se tornou desenhista e responsável pelos quadrinhos da editora, e passou a convocar novos talentos para lá trabalharem, e nesta editora despontaram nomes que viriam a se tornar conhecidos nos quadrinhos nacionais, como Rodval Matias, Mozart Couto, Flávio Colin, Ataíde Braz, Watson Portela, Julio Shimamoto e outros, alguns dos quais migraram do eixo Rio-SP para viverem em Curitiba. Até o poeta Paulo Leminsky colaborou com argumentos para os quadrinhos. Junto com a Vecchi, a Grafipar foi uma das editoras que mais abriu espaço para o material genuinamente nacional e de qualidade comparável às histórias importadas dos EUA e Europa. Mesmo vivendo um período áureo no fim dos anos 70, quando o regime estava afrouxando o laço, a ironia é que um dos principais fatores que selaram o destino da editora no início dos anos 80, além de algumas decisões editoriais precipitadas e a inflação galopante, foi justamente o fim da censura, que pareceu o rompimento de um dique, soltando um tsunami de publicações pornográficas para atender a demanda popular. Ou citando um clássico moderno da nossa música popular: ”E começou a fuleiragem, e começou a putaria!”, mesmo que os setores mais conservadores tentassem deter essa nova onda.  Por relutar em apelar para a pornografia pura, Faruk perdeu espaço no mercado, fechando as portas em 1983. Antes disso chegou a trazer a revista americana &#8220;Penthouse&#8221;, maior concorrente da Playboy em solo americano naqueles tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito mais do que &#8220;outro livro&#8221; sobre o regime militar, &#8220;Maria Erótica&#8230;&#8221; é material indispensável para quem quer conhecer e entender a realidade dos quadrinhos nacionais. Para os mais velhos, certamente há o ar nostálgico de relembrar algumas publicações que deixaram um vácuo nos quadrinhos nacionais raramente preenchido. E mesmo para aqueles não diretamente interessados no tema, a reconstituição do período faz esse livro comparável à obra de Elio Gaspari sobre a Ditadura. E ,junto com o primeiro &#8220;A Guerra dos Gibis&#8221;, forma uma verdadeira aula de história do mercado editorial dos quadrinhos no Brasil. E esperemos, pacientemente, &#8220;A Guerra dos Gibis 3&#8243;.</p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px; text-align: justify;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=368b5e91-c000-8fc2-a730-6b408bff1609" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>

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		<title>Um Futuro Responsável</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 18:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tio Xiko</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de Blodega]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje acordei com uma vontade de ir ao banheiro tremenda. Após entornar alguns litros de minha bebida preferida, dormi com a bexiga cheia. E isso foi o motivo maior de que eu precisasse imediatamente de um banheiro quando acordasse. E foi assim, corri pelo corredor e encontrei a latrina limpinha. Despejei cerca de 1 litro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Maquina Ecologica" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/maquinapedal.jpg" alt="" width="500" height="321" /></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje acordei com uma vontade de ir ao banheiro tremenda. Após entornar alguns litros de minha bebida preferida, dormi com a bexiga cheia. E isso foi o motivo maior de que eu precisasse imediatamente de um banheiro quando acordasse. E foi assim, corri pelo corredor e encontrei a latrina limpinha. Despejei cerca de 1 litro de urina concentrada, e quando dei a descarga reparei que o som da água descendo pelo vaso era diferente. Pouca água fazendo o movimento padrão de limpeza de vasos. Aí realmente acordei para a realidade. Estava em 2045, onde a latrina estudava minha urina e despejava apenas a água e os desinfetantes necessários para sua correta limpeza.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é a tendência mundial no que se diz respeito ao meio ambiente daqui há uns 5, 10 anos. Todas as empresas estão se voltando para esse aspecto, mesmo que isso seja meramente comercial (e tudo que elas fazem é meramente comercial). Vi agora a pouco na feira de tendências em eletrodomésticos mundial, a IFA 2010, que essa é na verdade a maior preocupação dos fabricantes e consumidores dos produtos que hoje são praticamente indispensáveis nas nossas vidas. Os bens que precisam de energia elétrica e que deixam a vida muito mais fácil. Os fabricantes estão investindo em produtos que consumam menos energia, que sejam inteligentes, ecologicamente falando, e que após o uso possam ser descartados com segurança no meio ambiente. E assim está sendo. A tecnologia não só está sendo aproveitada para a comodidade usual, mas também para que o planeta não sofra com o uso e abuso dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem agora no mercado máquinas de lavar que além de lavar, pesam a quantidade de roupa e com isso definem a quantidade de água e detergente que vai ser usada para a correta lavagem. Economia de água, energia e de vergonha para as donas de casa novatas que não sabem lavar nada, e que adoram jogar todo o cesto de roupa suja na máquina e colocar 1 kg de sabão OMO e deixar na lavagem completa.</p>
<p style="text-align: justify;">A tendência do mercado é essa, produtos inteligentes que se preocupem e que façam sozinhos o que tem que ser feito em relação ao que é ecologicamente correto. Claro que os fabricantes estão certos, nós nunca faríamos isso. Eu confesso, nunca iria pesar a quantidade de cuecas e outras peças de roupas que vou por na máquina, para saber o quanto de água iria ser necessário. Prefiro que a “pobre” máquina decida sozinha e que essa decisão seja a correta. Afinal é para isso que quero um eletrodoméstico inteligente, para que ele faça por mim o que minha mãe não fez: ensinar-me sobre esse assunto. Espero que os preços desses produtos sejam condizentes com a preocupação “fake” deles, melhorar o mundo. Ou você acha que pagar dois mil reais em uma lavadeira com 500 funções vai ser interessante para quem lava roupa na beira de um riacho cantando músicas da época da avó, e que nem água encanada dispõe em casa? Então fabricantes, vai o conselho: ecologicamente correto e ergonomicamente “cabível” nos nosso bolsos de assalariados. Preço, inteligência e tecnologia, tudo que nós do terceiro mundo precisamos para manter o mundo que os do primeiro estão acabando.</p>

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		<title>O Amor Vem pra Cada Um</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 16:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biscoitos Sonoros]]></category>
		<category><![CDATA[Back Home]]></category>
		<category><![CDATA[eric clapton]]></category>
		<category><![CDATA[George Harrison]]></category>
		<category><![CDATA[Layla]]></category>
		<category><![CDATA[Zizi Possi]]></category>

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		<description><![CDATA[No post no qual falei sobre a música “Layla”, mencionei uma música de George Harrison intitulada “Love Comes to Everyone”, que o ex-Beatle lançou em forma de single em 1979. Não sei se é o caso e até acho difícil, mas sempre imaginei esta música como uma resposta musical a Eric Clapton sobre as acasos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/zizipossiericclapton.jpg" alt="" width="510" height="255" /></p>
<p style="text-align: justify;">No <a href="http://www.blodega.com/index.php/2010/08/27/layla/">post</a> no qual falei sobre a música “Layla”, mencionei uma música de George Harrison intitulada “Love Comes to Everyone”, que o ex-Beatle lançou em forma de single em 1979. Não sei se é o caso e até acho difícil, mas sempre imaginei esta música como uma resposta musical a <a class="zem_slink" title="Eric Clapton" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eric_Clapton">Eric Clapton</a> sobre as acasos do amor, acasos estes que levaram o seu amigo a lhe “tomar” a sua esposa. Claro e mais provável que a composição não esteja em nada relacionada ao caso, mas me deixem com minhas ilusões e divagações. Mas coincidência ou não, o próprio Eric Clapton regravou a música em seu álbum “<a class="zem_slink" title="Back Home (Eric Clapton album)" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Back_Home_%28Eric_Clapton_album%29">Back Home</a>”, de 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato é que é uma música que conheci pelo meio tortuoso de uma versão em português que fez sucesso nos anos 80 na voz de <a class="zem_slink" title="Zizi Possi" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Zizi_Possi">Zizi Possi</a>, “O Amor Vem Pra Cada Um”, segunda faixa do disco “Pra Sempre e Mais um Dia”, de 1983.Ao contrário da maioria das versões, que se limitam a copiar o ritmo da original e enfiar uma letra sem relação nenhuma com a original, por vezes forçando até a métrica, esta versão (escrita por Beto Fae) é uma daquelas que é praticamente uma tradução <em>ipsi literis</em> da letra original. O que convenhamos, além de respeitar  o artigo original, é mais difícil do que enfiar uma letra qualquer em uma melodia já existente e conhecida. E a voz da Zizi completa o serviço, deixando a música  uma delícia aos ouvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo segue a letra de ambas para que vocês mesmos comparem. E, obviamente, segue as versões para sua audição – a de Zizi Possi e a de Eric Clapton.</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><em>Vá e entre por aquela porta ali<br />
Não tem caminho fácil não!<br />
É só dar um tempo que o amor<br />
Vem pra cada um<br />
Fique feliz, na boa e tudo vem<br />
Mas nunca chove sem molhar<br />
É só dar um tempo que o amor<br />
Chega até você<br />
Seu coração<br />
Tem algo que nunca muda<br />
Mas que também<br />
Não envelhece nunca<br />
Seu coração&#8230;<br />
Sério, eu vejo tudo melhorar, lá<br />
É só bater na porta e abrir<br />
Bem que eu disse pra você que<br />
O amor vem pra cada um </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Go do it,<br />
Got to go through that door,<br />
There&#8217;s no easy was out at all . . .<br />
Still it only takes time<br />
&#8216;Til love comes to everyone.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>For you who it always seems blue<br />
It all comes, it never rains<br />
But it pours,<br />
Still it only takes time . . .<br />
&#8216;Til love comes to everyone.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>There in your heart . . .<br />
Something that&#8217;s never changing;<br />
Always a part of . . .<br />
Something that&#8217;s never ageing,<br />
That&#8217;s in your heart . . .</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>It&#8217;s so true it can happen to you all; there,<br />
Knock and it will open wide,<br />
And it only takes time<br />
&#8216;Til love comes to everyone.</em></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="353" height="132" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.goear.com/files/external.swf?file=728da56" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="quality" value="high" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="353" height="132" src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=728da56" quality="high" wmode="transparent"></embed></object><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="353" height="132" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.goear.com/files/external.swf?file=0dfb48c" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="quality" value="high" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="353" height="132" src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=0dfb48c" quality="high" wmode="transparent"></embed></object></p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=a99fb510-b703-802d-83b2-a301768152ca" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>

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		<title>﻿As Maiores Produções do Cinema que Jamais Veremos</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 11:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema à Granel]]></category>
		<category><![CDATA[Alejandro Jodorowsky]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Hitchcock]]></category>
		<category><![CDATA[Chatô]]></category>
		<category><![CDATA[Francis Ford Copolla]]></category>
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		<description><![CDATA[(Texto de minha autoria publicado originalmente no Nerds Somos Nozes) Muito cinéfilo certamente já deve ter feito o exercício mental de compor um “filme dos sonhos”, seja este cinéfilo um amante do cinema clássico ou alguém mais afeito a blockbusters e cultura pop, e este sonho pode ser o elenco ideal para se adaptar alguma [...]]]></description>
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<div style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" style="max-width: 800px;" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/NAPOLEAO.jpg" alt="" width="300" height="400" /><em></em></div>
<div style="text-align: justify;"><em>(Texto de minha autoria publicado originalmente no <a href="http://www.nerdssomosnozes.com/2010/08/as-maiores-producoes-do-cinema-que.html">Nerds Somos Nozes</a></em>)</div>
<div style="text-align: justify;">Muito cinéfilo certamente já deve ter feito o exercício mental de compor um “filme dos sonhos”, seja este cinéfilo um amante do cinema clássico ou alguém mais afeito a blockbusters e cultura pop, e este sonho pode ser o elenco ideal para se adaptar alguma obra de sucesso em outra mídia, um livro “best-seller” ou um personagem de quadrinhos de sucesso, ou apenas especulação sobre como uma obra clássica da literatura universal ou contemporânea seria abordada por algum diretor considerado nada menos que “genio”. Há muito espaço para fantasiar. Imaginem um filme dirigido por Igmar Bergman e Frederico Fellini, uma continuação para “Sem Destino” se passando cem anos depois da história original, um filme de Hitchcock tendo a Disneylândia como cenário, uma versão de “Duna” dirigida por <a class="zem_slink" title="Alejandro Jodorowsky" rel="imdb" href="http://www.imdb.com/name/nm0423524/">Alejandro Jodorowsky</a> e com o apoio luxuoso de HR Gigger e Moebius.</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Mas muito do que às vezes fica no terreno da conjectura de muito cinéfilo chegou perto de ser realizado, ou ao menos esboçou uma reação de sair do papel para o celuloide. Mas cinema é brincadeira de gente grande, e com muita grana. E às vezes nem mesmo a vontade de algum diretor renomado é suficiente para convencer algum produtor executivo de coração a gelado abrir a mão e produzir seu projeto. Aliás, raramente algum produtor abre a mão facilmente, mesmo que o diretor com a ideia na cabeça, a câmera em uma mão e o pires na outra seja daqueles cujo nome costuma estar associado a ótimos filmes. E a quantidade de projetos que morreram no nascedouro ou que até chegaram a cumprir as etapas de pré-produção daria pra encher alguns livros. Tanto que enchem.  Títulos como “<a href="http://www.amazon.com/50-Greatest-Movies-Never-Made/dp/031220082X" target="_blank">The 50 Greatest Movies Never Made</a>”  ou “<a href="http://www.amazon.com/Greatest-Sci-Fi-Movies-Never-Made/dp/1556524498" target="_blank">The Greatest Sci-Fi Movies Never Made</a>” são feitos do mesmo material que os sonhos, sonhos que nunca conseguiram financiamento para se tornarem concretos. Vamos saber agora um pouco do que estamos perdendo e que nunca veremos.</p>
<p>- O campeão de projetos não realizados entre os diretores renomados é Orson <a class="zem_slink" title="Orson Welles" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Orson_Welles">Welles</a>. Apesar de sua fama de garoto-prodígio e de estrear na direção criando um clássico, “Cidadão Kane”, entre os donos de estúdio ele ganhou fama de difícil e de nunca concluir um projeto antes de partir para outro. Isso dificultou sua vida e dezenas de projetos que tinha em mente nunca saíram do papel, ao menos não por suas mãos. Pense em algum clássico da literatura universal, e há grande chance de que Welles quis adaptá-lo ao cinema e que tenha esboçado um roteiro para tanto. Imagine “Dom Quixote”, “A ilha do Tesouro”, “Ardill 22”, “Lord Jim”, “Carmen”, toda a obra de Shakespeare e até passagens da Bíblia e teremos uma coleção de grandes filmes que nunca foram feitos, ao menos não por um gênio como Welles. Alguns desses livros se tornaram filmes, nem sempre com um resultado acima do burocrático. Ironicamente o filme de estreia de Welles seria uma adaptação de “No Coração das Trevas”, a obra-prima de Joseph Conrad. Mas a II Guerra Mundial restringiu o mercado consumidor e obrigou os estúdios a apertarem os cintos. Nesse meio tempo, Welles “cometeu” apenas “Cidadão Kane”, e seu projeto acabou nas mãos de outro diretor, décadas depois, um tal de Francis Ford Copolla, que levou a história da África para o meio da Guerra do Vietnã ( e um monte de gente à beira da loucura) e fez “Apocalipse Now”</p>
<p>- E falando em Copolla, é um exemplo claro da geração dos diretores dos anos 70 com liberdade criativa para emplacar projetos pessoais, mas que no fim das contas preferiu produzir e dirigir grandes produções de retorno garantido, mas não necessariamente geniais.  Mas o seu grande projeto nunca concluído seria uma adaptação do livro “Pinóquio”, do italiano Carlo Collodi, que <a href="http://www.imdb.pt/find?s=all&amp;q=pinochio" target="_blank">já teve inúmeras versões</a> em live action e em desenho animado, sendo a mais famosa a de <a href="http://www.imdb.pt/title/tt0032910/" target="_blank">Walt Disney</a>, de 1940. Mas o projeto de Copolla era ambicioso. E caro pra dedéu, para o espanto da Warner, que arquivou o projeto. Furioso, o cineasta tentou levar seus planos para outro estúdio, mas a coisa acabou em um grande quiproquó jurídico entre o estúdio e o diretor. Frederico Fellini também planejou filmar a história, mas morreu sem realizar este projeto, que hoje está nas mãos de Roberto Benigni e previsto para ser lançado no fim desse ano.</p>
<p>- Para os fãs dos grandes musicais da MGM, Vincent Minelli planejou sua aposentadoria triunfal no fim dos anos 60 na forma do filme “Say it With Music”, que reuniria um time dos sonhos do gênero: produção de Arthur Freed, canções de <a class="zem_slink" title="Irving Berlin" rel="imdb" href="http://www.imdb.com/name/nm0000927/">Irving Berlin</a>, coreografia de Bob Fosse, elenco composto por <a class="zem_slink" title="Fred Astaire" rel="imdb" href="http://www.imdb.com/name/nm0000001/">Fred Astaire</a>, <a class="zem_slink" title="Sophia Loren" rel="imdb" href="http://www.imdb.com/name/nm0000047/">Sophia Loren</a>, Brigitte Bardot, Ann-Margret e Julie Andrews. Mas a Metro já não era a Metro dos grandes musicais em 1968, e o projeto foi pro saco, para tristeza dos amantes dos musicais.</p>
<p>- O perfeccionista <a class="zem_slink" title="Stanley Kubrick" rel="imdb" href="http://www.imdb.com/name/nm0000040/">Stanley Kubrick</a>, antes de dirigir “Laranja Mecânica”, quis filmar a história de Napoleão, que poderia ter sido o grande projeto de sua vida. Durante a fase de pré-produção, Kubrick tendo reunido material sobre Napoleão suficiente para encher mais de 80 caixas. Para o elenco ele escalou atores do quilate de Peter O&#8217;Toole, Alec Guinness, Jean-Paul Belmondo, Audrey Hepburn e <a class="zem_slink" title="Jack Nicholson" rel="imdb" href="http://www.imdb.com/name/nm0000197/">Jack Nicholson</a>. Ele chegou a percorrer boa parte da Europa em busca de um cenário perfeito para sua história, que envolvia nada menos do que dezenas de milhares de extras para as cenas de batalha. Imaginem uma panorâmica mostrando um campo de batalha  com uns 70 mil soldados e uns outros milhares de cavalos. Imaginou? Os produtores também, e imaginaram logo em seguida o pesadelo logístico e a fortuna necessários para realizar o sonho de Kubrick. E mesmo o doido do ditador romeno de então, Nicolai Ceaucescu, prometendo mobilizar o exército para viabilizar a cena só para que o filme fosse feito em seu país  convenceu alguém a assinar os cheques. Muito pelo contrário, só outro doido pra topar esta ideia. Como sabemos, o filme jamais foi feito, mas quem quiser ter uma ideia de como poderia ter sido basta desembolsar uns 500 euros e adquirir uma <a href="http://www.taschen.com/pages/en/catalogue/film/all/03844/facts.stanley_kubricks_napoleon_the_greatest_movie_never_made.htm" target="_blank">edição da Taschen</a> que reúne o material que Kubrick pesquisou e juntou para escrever e dirigir o filme. E hoje, assistindo a produções como “O Senhor dos Anéis”, constatamos que a tecnologia atual prescinde de tantos extras para compor a cena imaginada por Kubrick. Infelizmente ele cometeu a indelicadeza de morrer antes da cibernética acompanhar sua imaginação, e fomos privados de mais um filme grandioso.</p>
<p>- Mas senso de oportunidade é algo que faltou a muitos projetos, sendo talvez o mais inadequado, digamos assim, a ideia de se adaptar para as telas o livro de Adolph Hitler, “Mein Kampf”. Em 1941! Alfred Hitchcok seria o diretor, isso se não fosse o detalhe de que o próprio Departamento de Estado Americano não ter se agradado muito do projeto, mesmo com  o argumento que o mentor desta (David Selznick) era judeu e que o filme seria anti-nazista.</p>
<p>- Claro que tinha coisa que ninguém poderia levar a sério. Billy Wilder, um dos grandes diretores da “velha Hollywood”, vez por outra esboçava algum argumento maluco para o roteirista que estivesse trabalhando com ele no momento, mas este normalmente tinha o bom-senso (ou não, vai saber) de ignorar a ideia. Um argumento folclórico de Wilder envolvia a criação de uma fórmula para a arma definitiva, e seu inventor a tatuava no próprio pênis. Como a fórmula só podia ser lida com o pênis ereto, a CIA treinava um agente para se fingir de bicha e conseguir a fórmula. Até que seria um filme interessante, principalmente se soubermos que Wilder tinha em mente para os papéis do cientista e agente os atores Wood Allen e Charles Bronson. Mas Wilder teve planos mais viáveis que deram com os burros n&#8217;água, infelizmente. Seu projeto de “Um Dia na ONU” traria do limbo os irmãos Marx que ainda estivessem por perto: Grouxo, Harpo e Chico. Mas em 1960 manter um comediante veterano vivo não era fácil, e aí o projeto degringolou quando Chico bateu as botas, logo após um enfarte de Harpo.</p>
<p>- Nos anos 90 a Warner quis ressucitar a franquia do Super-Homem no cinema, e contrataram Kevin Smith, um assumido fanboy e nerd, para escrever um roteiro. A história que Smith escreveu era o sonho de todo fã de quadrinhos, pois procurava ser fiel à história e ao personagem. Ele escolheu especificamente os arcos envolvendo a morte e o retorno do personagem, um episódio bem comentado pela mídia na época. Se o roteiro de Kevin Smith fosse seguido, certamente teríamos o melhor filme sobre o personagem, com forte potencial para superar o filme de Richard Donner, de 1977. O filme dos sonhos dos nerds, em uma época árida de boas adaptações de personagens de quadrinhos. Mas o sonho virou pesadelo e o caldo desandou quando Tim Burton entrou no projeto e quis impor sua visão particular, como mudar os poderes do personagem (que não voaria e teria poderes elétricos) e a história como um todo. O produtor John Peters também interferiu na história, principalmente para tentar incluir elementos de merchandising na história. Graças a Deus, desta vez a Warner teve o bom senso de arquivar essa mixórdia.</p>
<p style="text-align: justify;">- Pra não dizerem que não falei do Brasil, o mais notório caso de filme não concluído é a adaptação da biografia do jornalista paraibano Assis Chateaubriant escrita por Fernando Morais, iniciada em 1995. Só que aqui o problema não foi falta de grana, e sim excesso, ao menos na visão do Ministério da Cultura. À frente do projeto, o estreante na direção Guilherme Fontes captou cerca de 36 milhões em recursos públicos, mas não concluiu o filme dentro de um período razoável, e nos últimos anos se viu envolvido em processos que o obrigavam a devolver os recursos e até o condenaram em um processo por sonegação fiscal. Mas nesse caso ainda há uma chance de um dia esse filme dar às caras. Se vai prestar, aí já são outros quinhentos. Quinhentos mil reais, diga-se de passagem.</p>
</div>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px; text-align: justify;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=22df95f7-3223-8c22-9dc8-249461b61abd" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>

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		<title>Blogday 2010</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 23:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jabá Fresquinho]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de Blodega]]></category>
		<category><![CDATA[blogday 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Passando rapidinho na Blodega só para não deixar o Blogday passar em branco. Como de praxe, indico cinco outros blogs para que meus 13 leitores prestigiem também. Sem enrolar muito, vamos a eles: - Apesar de normalmente dar preferência por divulgar sites menos conhecidos, não poderia deixar a oportunidade de avisar aos navegantes que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" style="max-width: 800px;" src="http://www.blogday.org/images/badge_blue.gif" alt="" width="455" height="130" /><br />
Passando rapidinho na Blodega só para não deixar o <a href="http://www.blogday.org/pt.htm" target="_blank">Blogday</a> passar em branco. Como de praxe, indico cinco outros blogs para que meus 13 leitores prestigiem também. Sem enrolar muito, vamos a eles:</p>
<p>- Apesar de normalmente dar preferência por divulgar sites menos conhecidos, não poderia deixar a oportunidade de avisar aos navegantes que o senhor Nelson Morais, o maior contrabandista de trocadilhos do Atlântico, voltou com <a href="http://www.aomirante.net/" target="_blank">uma nova versão do Blog Ao Mirante Nelson</a>. Apesar dele mesmo ter escrito no seu <a href="http://www.interney.net/blogs/aomirante/" target="_blank">antigo blog</a> que <a href="http://www.interney.net/blogs/aomirante/2009/09/15/dos_ex_blogueiros_1/#comments" target="_blank">não existe ex-blogueiro</a>, ele ficou alguns meses fora desse vício, mas acabou voltando. Bem-vindo de volta, então. E aproveitem que é um blog bem fresquinho -no bom sentido, obviamente.</p>
<p>- O <a href="www.nerdssomosnozes.com" target="_blank">Nerds Somos Nozes</a> eu indiquei ano passado, mas este ano vou indicar novamente. Primeiro por ser um ótimo blog que não se limita a republicar releases de filmes hollywoodianos ou boatos bestas que alimentam o hype sobre produções em curso. Lá há uma variedade de assuntos abordados, e com uma profundidade maior do que a geralmente vista em outros blogs. E justamente hoje eles publicaram <a href="http://www.nerdssomosnozes.com/2010/08/as-maiores-producoes-do-cinema-que.html" target="_blank">um texto cometido</a> por este blodegueiro que vos fala.</p>
<p>- Ainda dentro do universo nerd, um blog que mostra o “lado negro” deste universo, com textos polêmicos e provocativos. Este é o <a href="www.nerdevils.wordpress.com" target="_blank">Nerdevils</a>. Um dos comparsas é também editor do NSN, O Filipe Siqueira, também conhecido nas esferas arcanas como Voz do Além.</p>
<p>- O <a href="http://farrazine.blogspot.com/" target="_blank">Farrazine</a> é um blog dedicado a divulgar a revista virtual de mesmo número, e aproveito que <a href="http://farrazine.blogspot.com/2010/08/farrazine-17.html" target="_blank">sua edição mais recente</a> foi disponibilizada há poucos dias para divulgá-la também. Vão lá e baixem-na. Informação e entretenimento naquele precinho.</p>
<p>- Por fim, uma relativamente novata nesse mundo dos blogs, a jovem Acullen e seu blog <a href="http://acullendontpanic.blogspot.com/" target="_blank">Don&#8217;t Panic</a>. Apesar da referência à Douglas Adams e ao &#8220;Guia do Mochileiro da Galáxia&#8221;, o foco de seu blog são suas experiências com a sétima arte, resenhando e divulgando diversos filmes dos mais variados gêneros e anos de produção.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, é isso. Bom Blogday a todos.</p>
</div>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px; text-align: justify;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=e6bfc9c1-d513-845c-80cf-e08f1f341642" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>

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		<title>Retrato de Uma São Paulo Ideal</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 01:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de Blodega]]></category>
		<category><![CDATA[baixa umidade]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[jose serra]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos últimos dias aqui pros lados onde ora me escondo o clima anda mais seco que a bunda do Lawrence da Arábia – se bem que, segundo as más línguas, não faltava quem quisesse regá-la. Mas o que importa é que o diacho da umidade aqui tá caindo no mesmo ritmo que a intenção de [...]]]></description>
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<div><img class="aligncenter" style="max-width: 800px;" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/absolutsp.jpg" alt="" width="540" height="360" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos dias aqui pros lados onde ora me escondo o clima anda mais seco que a bunda do Lawrence da Arábia – se bem que, segundo as más línguas, não faltava quem quisesse regá-la. Mas o que importa é que o diacho da umidade aqui tá caindo no mesmo ritmo que a i<a href="http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/dilma-tem-51-e-serra-27-aponta-ibope.html" target="_blank">ntenção de voto em José Serra</a>, o que acarreta uma série de problemas, como de praxe. Aliás, <a class="zem_slink" title="São Paulo" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo">São Paulo</a> tem algum problema pessoal com o clima, ou vice-versa, já que ambos tem uma relação tempestuosa (com perdão do trocadilho), seja por chuvas torrenciais ou extremos climáticos ao longo de um único dia – a piada corrente é ter as 4 estações durante o horário comercial. Agora a praga da vez é o tempo seco. Na última sexta-feira foi <a href="http://www.correiodopovo-al.com.br/v3/mundo/7042-Com-umidade-relativa-atinge-menor-nvel-ano.html" target="_blank">registrado o dia mais seco do ano</a>, o que deve ter sido pretexto mais do que suficiente para que muitos corressem em busca de socorro no boteco mais próximo &#8211; caso o fato de ser uma sexta-feira já não fosse pretexto forte o bastante.</p>
<p style="text-align: justify;">Vendo esta situação periclitante me lembrou um texto do velho jornalista H.L.Mencken, de quem já falamos <a href="http://www.blodega.com/index.php/2009/08/10/grandes-bebedores-hlmencken/" target="_blank">aqui</a> nessa blodega. Em um <a href="http://ricardolombardi.ig.com.br/retratos-de-um-mundo-ideal" target="_blank">texto ousado</a>, se considerarmos a vigência da famigerada Lei Seca nos EUA, Mencken propõe para resolver os males do mundo que a humanidade fosse mantida ligeiramente alta. Segundo sua teoria, o homem, após uma pequena dose de algo mais forte do que água, seria incapaz de vilanias e crueldades, se tornando um pai melhor e uma pessoa mais gentil, sem a propensão de começar guerras ou coisas do tipo. E a proposta técnica para se concretizar isso seria aspergir a atmosfera com a dose adequada para que ninguém ficasse suficientemente sóbrio para fazer bobagens, como escrever manifestos do tipo “<a href="http://www.amalgama.blog.br/08/2010/fascismo-paulista/" target="_blank">são paulo para os paulistas</a>” ou eleger Maluf para algum cargo político.</p>
<p style="text-align: justify;">Baseado na proposta do honorável Mencken, adapto sua sugestão para resolver os males da Paulicéia Desvairada, e já que está faltando umidade no ar, que a umedeçamos artificialmente, mas usando algo mais colorido do que água e que contenha mais que hidrogênio e oxigênio em sua composição química. E isso resolveria não só a sua momentânea secura. Esta solução certamente daria fim a uma série de problemas dessa metrópole. Com a população meia dose mais alta que o normal ela certamente deixaria de ser tão estressada e, por vezes, sisuda e biliosa, e as relações humanas melhorariam consideravelmente nessa selva de concreto. Até o trânsito melhoraria, já que estaria todo mundo incapaz de dirigir, de acordo com a Lei Seca, e aí não teríamos mais carros nas ruas. Todo mundo finalmente relaxaria nessa cidade, como bem desejava a ex-prefeita <a class="zem_slink" title="Marta Suplicy" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marta_Suplicy">Marta Suplicy</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a ideia pode parecer absurda, principalmente pelos aspectos técnicos e práticos envolvidos, passaria a batata quente para entendidos no assunto. Quem sabe os engenheiros do ITA ou, quiçá, algum colega engenheiro da UFCG, mais especificamente aqueles que faltavam às aulas de cálculo às sextas para tomarem (cerveja) no CU – Cantinho Universitário, aquele bar em frente ao Campus. Estes certamente teriam o conhecimento e a inspiração para desenvolverem o aparato técnico capaz de levar a dose diária de Absolut às narinas de cada cidadão paulistano. E devidamente calibrada, para que ninguém recebesse sua dose em excesso, o que acarretaria milhares de cidadãos se agarrando e dizendo “voxê é meu amiguuu&#8230;”. Mas aí é problema para os engenheiros.</p>
<p style="text-align: justify;">E digo mais: o candidato que apoiar essa iniciativa terá meu voto. Até lá, teremos que improvisar à moda antiga para vencer o ar seco. Garçom, mais uma!</p>
</div>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px; text-align: justify;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=c44d2220-3bcc-8682-965f-871dac5452f5" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>

]]></content:encoded>
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		<title>Layla</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 18:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biscoitos Sonoros]]></category>
		<category><![CDATA[Naftalinas]]></category>
		<category><![CDATA[Duane Allman]]></category>
		<category><![CDATA[eric clapton]]></category>
		<category><![CDATA[George Harrison]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Gordon]]></category>
		<category><![CDATA[Layla and Other Assorted Love Songs]]></category>
		<category><![CDATA[The Beatles]]></category>
		<category><![CDATA[Unplugged (Eric Clapton album)]]></category>

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		<description><![CDATA[O único álbum de uma banda que se tornou clássico Por mais que a carreira de Eric Clapton o conduzisse a ser um rock star, ele deliberadamente evitava que isso ocorresse. Isso o fez sair da banda Yardbirds quando essa assumiu uma veia mais pop, pois ele preferia dedicar fidelidade ao Blues. Para Clapton, era [...]]]></description>
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<div style="text-align: center;"><em><img class="aligncenter" style="max-width: 800px;" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/LaylaCover.jpg" alt="" width="476" height="476" /><br />
O único álbum de uma banda que se tornou clássico<br />
</em></div>
<p style="text-align: justify;">Por mais que a carreira de <a class="zem_slink" title="Eric Clapton" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eric_Clapton">Eric Clapton</a> o conduzisse a ser um rock star, ele deliberadamente evitava que isso ocorresse. Isso o fez sair da banda Yardbirds quando essa assumiu uma veia mais pop, pois ele preferia dedicar fidelidade ao Blues. Para Clapton, era melhor ser um coadjuvante em alguma banda de Blues do que um bandleader de um grupo mais pop. Mas isso não impedia que ele se tornasse popular e famoso entre os jovens ingleses, pois na época em que tocava na John Mayal and The BluesBreakers foi que a cidade de Londres se viu pichada com as inscrições “Eric is God”.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esse seu desejo quase obsessivo de não se tornar uma estrela que, em 1970, após já ter gravado seu disco solo, que ele montou uma banda. E para não querer se sobressair em relação a seus colegas, essa banda foi batizada de Derek and The Dominos. Ele era apenas mais um na banda, que tinha Bobby Whitlock aos teclados e nos vocais, Carl Radle no baixo e <a class="zem_slink" title="Jim Gordon (musician)" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jim_Gordon_%28musician%29">Jim Gordon</a> na batera, que eram dissidentes da banda Delanie and Bonnie and Friends, além do próprio Eric nos vocais e guitarra.</p>
<p style="text-align: justify;">Por melhor que fosse a banda, ela acabou gravando apenas um álbum duplo, intitulado Layla And Others Assorted Love Songs. Gravado em Miami entre agosto e setembro de 1970, o disco seria lançado no final daquele ano. As catorze faixas que seguiam entre o rock, blues e country mostravam um Eric Clapton em excelente forma e fase, antes de seus problemas com drogas ilícitas e álcool.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente a crítica recebeu o álbum com frieza na época de seu lançamento, e a própria banda passou por intempéries que acabaram com ela, como a morte do guitarrista Duane Allman, que participara das gravações do álbum e seria considerado pela revista Rolling Stone como o segundo maior guitarrista de todos os tempos, atrás apenas de <a class="zem_slink" title="Jimi Hendrix" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jimi_Hendrix">Jimi Hendrix</a>. Hendrix, por sinal, também morreria meses antes e também abalaria a todos, pois passara seus últimos meses de vida na Inglaterra, impressionando a todos, inclusive Eric, com seu estilo de tocar guitarra. A faixa 11, “Little Wings”, é uma homenagem da banda a Jimi. Para terminar de lascar tudo, o baterista da banda seria internado sob o diagnóstico de esquizofrenia após matar a própria mãe. Pense numa banda zicada!</p>
<p style="text-align: justify;">A banda ainda chegou a excursionar pelos EUA e gravar um álbum ao vivo, mas acabaram se separando antes do segundo disco de estúdio. O próprio Clapton praticamente deixou de tocar devido a seus problemas com drogas, e só voltaria a engrenar sua carreira a partir de 1973. Hoje, o álbum é considerado uma obra-prima, o ápice da carreira jovem de Clapton e normalmente figura entre os maiores álbuns de todos os tempos em eventuais listas que surgem nas publicações especializadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O High Society leva chifre e não tem ciúmes</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A música-título, Layla, tem como inspiração, além do conto árabe “<a href="http://www.amira.com.br/index.php/textos/26-layla-e-majnun">Majnun e Layla</a>”, a paixão de Eric Clapton pela então esposa do ex-Beatle <a class="zem_slink" title="George Harrison" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/George_Harrison">George Harrison</a>, Patti Boyd-Harrison. Ela deixaria Harrison a ver navios e viveria com Clapton até 1988. Mas o serviço de galha de Clapton com seu amigo rendeu uma das mais belas músicas do pop-rock, que em sua versão original, tem o belíssimo solo de piano composto e executado pelo baterista Jim Gordon. Eric revisitaria a música no álbum “Unplugged”, gravado ao vivo na MTV, praticamente reconstruindo a canção original.</p>
<p style="text-align: justify;">E o corn&#8230;digo, George Harrison? Bem, ao que parece, o caso não abalou tanto assim a amizade, tanto que o casamento acabou, mas eles continuaram amigos, tanto que Eric prestou uma homenagem a Harrison após sua morte com o Concert for George, em 2002, e ao regravar a música “Loves Come to Everyone” no álbum “Back Home”, de 2005. Por sinal, essa música já teve uma versão em português surpreendentemente literal, que fez sucesso na voz de Zizi Possi. Mas esse é outro assunto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vitrola de Ficha</strong><br />
E para uma amostra grátis, comparem as duas versões da música-tema do affair Clapton-Patty-Harrison. A primeira é a original, de 1970. A outra é a versão “desplugada” (ou acústica, como preferir) de 1992. Sigam a bolinha e acompanhem a música</p>
<div style="text-align: center;"><em>What&#8217;ll you do when you get lonely<br />
And nobody&#8217;s waiting by your side?<br />
You&#8217;ve been running and hiding much too long.<br />
You know it&#8217;s just your foolish pride.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Layla, you&#8217;ve got me on my knees.<br />
Layla, I&#8217;m begging, darling please.<br />
Layla, darling won&#8217;t you ease my worried mind.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>I tried to give you consolation<br />
When your old man had let you down.<br />
Like a fool, I fell in love with you,<br />
Turned my whole world upside down.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Let&#8217;s make the best of the situation<br />
Before I finally go insane.<br />
Please don&#8217;t say we&#8217;ll never find a way<br />
And tell me all my love&#8217;s in vain.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="353" height="132" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.goear.com/files/external.swf?file=cf3558e" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="quality" value="high" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="353" height="132" src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=cf3558e" quality="high" wmode="transparent"></embed></object></div>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="353" height="132" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.goear.com/files/external.swf?file=77c3458" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="quality" value="high" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="353" height="132" src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=77c3458" quality="high" wmode="transparent"></embed></object></div>
</div>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px; text-align: center;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=7949808f-3639-87b5-8e2e-4863df38c090" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>

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		<title>Histórias dos Quadrinhos que Não Estão no Gibi – Parte 2</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 11:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hagá-Quê]]></category>
		<category><![CDATA[Ração de Traça]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Marinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Dando continuidade ao artigo anterior (se ainda não leu, manda ver), aqui na “Terra Brasilis” há um livro equivalente ao do Gerard Jones que explora a formação do mercado editorial dos quadrinhos brasileiros, abrangendo o período dos anos 30 até idos do início do Regime Militar, de autoria do jornalista Gonçalo Júnior. “A Guerra dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div>
<div><img class="aligncenter" style="max-width: 800px;" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/guerra.jpg" alt="" width="416" height="600" /></div>
<p style="text-align: justify;">Dando continuidade ao artigo anterior (se ainda não leu, <a href="http://www.blodega.com/index.php/2010/08/24/historias-dos-quadrinhos-que-nao-estao-no-gibi-parte-1/">manda ver</a>), aqui na “Terra Brasilis” há um livro equivalente ao do Gerard Jones que explora a formação do mercado editorial dos quadrinhos brasileiros, abrangendo o período dos anos 30 até idos do início do Regime Militar, de autoria do jornalista Gonçalo Júnior. “A Guerra dos Gibis” é um livro fundamental e indispensável para qualquer um que queira conhecer a história e – porque não – os problemas da indústria de revistas em quadrinhos, popularmente conhecidos entre nós como “gibis”. Como Jones, Gonçalo usa um personagem e sua história como fio condutor: Adolfo Aizen. O então jovem repórter de <a class="zem_slink" title="O Globo" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/O_Globo">O Globo</a> tem a ideia de trazer os quadrinhos publicados nos jornais dos EUA , levando-a inicialmente ao seu patrão, <a class="zem_slink" title="Roberto Marinho" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roberto_Marinho">Roberto Marinho</a>, que a descarta, e este por fim não desiste e acaba criando “O Suplemento Infantil” para o jornal pós-Revolução de 30, “A Nação”. Essa foi a semente para o pequeno império editorial que o jovem &#8211; imigrante e descendente de judeus russos como seus colegas de ofício americanos &#8211; criaria anos depois com a fundação da EBAL – Editora Brasil América. E o mais irônico que esse império foi criado sob uma mentira, e uma contravenção já que sua certidão de nascimento brasileira era falsa, e até 2002 a Constituição Brasileira vetava a participação de estrangeiros como sócios ou proprietários em veículos de comunicação, e por toda sua vida Aizen carregou essa espada pendurada sobre o pescoço, uma informação que poderia ser usada por algum inimigo. E inimigos não faltaram. E porque acham que o título do livro é “A guerra dos Gibis”?</p>
<p style="text-align: justify;">Aizen – e os demais editores de quadrinhos e tiras – enfrentaram várias guerras. A primeira delas foi contra seu ex-patrão, Roberto Marinho, que se tocou da bosta que fez ao descartar a ideia dos quadrinhos que Aizen lhe levara de mão beijada. Vendo que o antigo empregado conseguira bons contratos com as distribuidoras de material produzido pelas editoras americanas – os syndicates – e seus suplementos se tornaram revistas avulsas bem vendidas junto ao público infanto-juvenil, Marinho quis abocanhar esta fatia do mercado, e se tornou o primeiro concorrente sério dos quadrinhos de Aizen ao criar O Globo Juvenil, que seria seguido anos depois pelos <a class="zem_slink" title="Diários Associados" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1rios_Associados">Diários Associados</a> de Assis Chateaubriant, que criou a revista “O Gury”.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse meio tempo, as opiniões do clero já teciam pesadas críticas contra os quadrinhos importados que eram publicados nessas revistas, sendo o início da ideia geral de que quadrinhos seriam prejudiciais a educação das crianças, ideia ainda hoje encravada no nosso inconsciente coletivo e que vez por outra ainda encontra eco em algum veiculo de comunicação. Tais críticas recrudesceriam a partir dos anos 40, muitas motivadas mais por disputas editoriais entre concorrentes do que em preocupação legítima pelo eventual dano didático que os “gibis” poderiam causar à juventude. Como exemplo, a campanha que o “Diário de Notícias”, de Orlando Dantas, para afetar seu concorrente Roberto Marinho. Mas este discurso encontrou eco nos setores mais conservadores da sociedade, que passaram a atacar os quadrinhos. Se “Chatô” e Roberto Marinho reagiam com campanhas publicitárias ou editoriais agressivos, Adolfo preferia tentar convencer os críticos dos benefícios dos quadrinhos, inclusive publicando revistas com cunho educacional ou retratando personagens da história nacional, incluindo figuras eclesiásticas. Em defesa dos quadrinhos surgiram vozes improváveis, como o do intelectual Gilberto Freyre, e em seu ataque outras figuras carimbadas, como os jornalista <a class="zem_slink" title="Carlos Lacerda" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lacerda">Carlos Lacerda</a> e <a class="zem_slink" title="Samuel Wainer" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Samuel_Wainer">Samuel Wainer</a>, inimigos declarados de Roberto Marinho, e que criticavam os gibis para atingir indiretamente Marinho, mas cujas críticas ressoavam nos meios educacionais, influenciando pais, professores e educadores a se engajarem contra os gibis.</p>
<p style="text-align: justify;">Além das críticas ao veículo em si, outra frente de batalha contra as editoras era a que exigia uma “reserva de mercado” de produto nacional, já que a opção mais prática e barata de importar o material estrangeiro já pronto seduzia os editores, que preferiam este material em detrimento a produzir o seu próprio o que de certa forma criou um problema e paradigma que é seguido até os dias de hoje pelas editoras. Se Aizen foi um pioneiro ao trazer as tiras e os comics americanos para nossa terrinha, ainda hoje o quadrinho nacional tem pouca expressão frente a concorrência estrangeira, com raras exceções.</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa de Gonçalo envolvendo estas décadas de mercado editorial nos trás ainda a ascensão e queda das editoras de histórias de horror paulistas, a importação da paranoia anti-quadrinhos dos EUA nos anos 50, dá uma pincelada rápida na censura sobre os quadrinhos pornográficos, a tentativa dos quadrinistas nacionais em criar uma reserva de mercado para garantir uma produção nacional, sem sucesso. Mesmo mantendo um rigor jornalístico na narrativa, esta não se torna chata ou enfadonha como poderia se tornar um texto dessa natureza, que por vezes mais se parece com um tratado acadêmico tal o formalismo com que a linguagem se cerca. O texto de Gonçalo é melífluo e qualquer amante dos quadrinhos se deliciará com as histórias que ele tem para contar. Para quem quiser conhecer a prosa de Gonçalo Junior, ele costumava bater ponto no site <a href="http://www.bigorna.net/" target="_blank">Bigorna</a>. Curiosamente há um de seus artigos que <a href="http://www.bigorna.net/index.php?secao=guerradosgibis&amp;id=1159503285" target="_blank">critica justamente a capa do  livro “Homens do Amanhã”</a>, que mencionei na primeira metade desse artigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Lançado em 2004, os leitores desse livro há anos anseiam por uma continuação desse trabalho, uma espécie de “Guerra dos Gibis 2”. E isso se tornou realidade recentemente, pois está para ser lançado nos próximos dias o livro “Maria Erótica e o Clamor do Sexo – Imprensa, Pornografia, comunismo e censura na ditadura militar – 1964-1985”, que pode ser considerada uma continuação de “A Guerra dos Gibis”, pois aborda a censura aos quadrinhos no período imediatamente posterior ao abordado naquele livro. Espero em breve tê-lo em mãos para comentar com os frequentadores dessa blodega.</p>
</div>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px; text-align: justify;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=9bc7c8b3-c320-8114-9503-f7713882e610" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>

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		<title>Histórias dos Quadrinhos que Não estão no Gibi – Parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 11:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hagá-Quê]]></category>
		<category><![CDATA[Ração de Traça]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem realmente curte história em quadrinhos e os acompanha há um bom tempo conhece, por vias diretas ou indiretas, alguns aspectos e detalhes do mundo editorial, de como esta arte evoluiu ao longo das décadas, deixando de ser diversão descartável para adquirir status de arte respeitável. Mas para aqueles que não conhecem a história ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div>
<div><img class="aligncenter" style="max-width: 800px;" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/1495786_4.jpg" alt="" width="400" height="574" /></div>
<p style="text-align: justify;">Quem realmente curte história em quadrinhos e os acompanha há um bom tempo conhece, por vias diretas ou indiretas, alguns aspectos e detalhes do mundo editorial, de como esta arte evoluiu ao longo das décadas, deixando de ser diversão descartável para adquirir status de arte respeitável. Mas para aqueles que não conhecem a história ou são curiosos por mais detalhes sórdidos, por assim dizer, há bons livros no mercado que abordam competentemente o tema. Destaco dois títulos em especial, os quais já li, mesmo que tardiamente, mas que poderia rotular de “obrigatórios” para todo amante da arte sequencial que quer se aprofundar mais no assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, falemos da origem de tudo, que é os Estados unidos, onde a indústria dos quadrinhos se tornou uma peça importante na bilionária estrutura dos conglomerados que produzem entretenimento. O ex-roteirista de quadrinhos Gerard Jones caiu em campo e executou uma senhora pesquisa para  desvendar a aurora das editoras. E correndo contra o tempo, já que como bem disse <a class="zem_slink" title="Stan Lee" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stan_Lee">Stan Lee</a>, muitos dos que testemunharam esse início já beiravam idades avançadas, respeitáveis senhores octogenários, nonagenários e até centenários que poderiam levar muita informação para o túmulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Gerard Jones conseguiu fazer uma excelente reconstituição da cena do crime em seu livro “Homens do Amanhã”. Mesmo abordando a história até praticamente os anos 00, a foco principal é entre os anos 30 e 50. Para contar a gênese dessa indústria bilionária, o fio condutor da narrativa é um assunto até hoje espinhoso no meio editorial: a luta pelos direitos do personagem Super-Homem, o primeiro super-herói e fulcro de uma das maiores editoras do gênero, a atual <a class="zem_slink" title="DC Comics" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/DC_Comics">DC Comics</a>, que faz parte do conglomerado AOL-Time-Warner. Originalmente criado por dois jovens judeus, <a class="zem_slink" title="Jerry Siegel" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jerry_Siegel">Jerry Siegel</a> e <a class="zem_slink" title="Joe Shuster" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joe_Shuster">Joe Shuster</a>, o personagem rendeu uma fortuna aos editores da DC, enquanto os criadores lutavam por migalhas na justiça.  Partindo de um manifesto à imprensa escrito por Siegel nos anos 70, quando ele e seu colega mal ganhavam o suficiente para se manter enquanto a Time-Warner se preparava para produzir “Superman-O Filme”, Gerard volta bem no passado, para contextualizar a história, tecendo detalhes sobre a geração de judeus imigrantes que tomou de assalto os bairros pobres das grandes cidades americanas. Isso é importante, pois os grandes criadores, desenhistas e editores que viriam a ser tornarem famosos eram, em sua grande maioria, da geração de judeus que se estabeleceu nos States naqueles anos difíceis. E ao reconstituir a história de muitos desses personagens, se descobre detalhes absurdos, bizarros e por vezes nem um pouco lisonjeiro à “lenda pessoal” de muitos desses ícones.</p>
<p style="text-align: justify;">O absurdo maior é saber que o alicerce das editoras e distribuidoras de quadrinhos que se tornaram gigantes editoriais foi cimentado com pornografia, literatura apelativa, contrabando de bebidas, financiamento do crime organizado, tapetão financeiro em sócios ou proprietários de empresas menores, processos judiciais por acusação de plágio ou pura e simplesmente pilantragem e safadeza. Não era incomum um dos fundadores da futura DC, Harry Donenfeld, estar associado a figuras como os gangsteres Frank Costello ou Luck Luciano. E era prática notória um empresário fazer pressão indireta em um concorrente através de seus credores, até que quebre e seja obrigado a vender seu negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">Do outro lado dessa equação estava um grupo de jovens socialmente desajustados cujo maior interesse comum eram as histórias de ficção científica de revistas como “Amazing Stories”., que criaram os primeiros &#8220;famdom&#8217;s&#8221;. Eles eram o que poderia se chamar de “nerds” ou “geeks”, caso os termos existissem naqueles tempos. Essa força criativa e jovem se tornou a mão-de-obra  necessária às editoras, quando surgiu o promissor negócio de quadrinhos de super-heróis, e essa rapaziada devidamente influenciada pela literatura fantástica e as <em>pulp magazine</em> dos anos 30 começou a criar os heróis da chamada “Era de Ouro” dos quadrinhos, sendo o divisor e águas um personagem diversas vezes recusado e aproveitado quase que de improviso para protagonizar a revista “<a class="zem_slink" title="Action Comics" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Action_Comics">Action Comics</a>” 1, um tal de Super-Homem. Depois de seu sucesso, uma enxurrada de super-heróis com superpoderes encheu as revistinhas, que eram vendidas aos milhões.<br />
Enquanto desenha um retrato dessa época inicial do mundo dos super-heróis, Jones começa a destrinchar também a personalidade de alguns de seus criadores. Se Joe Shuster e Jerry Siegel eram tímidos e de uma ingenuidade enorme, outros como Bill Kane tinham malandragem de sobra. Este costumava terceirizar boa parte de seu trabalho a artistas anônimos, recebendo o crédito por todo o trabalho. O próprio <a class="zem_slink" title="Bill Finger" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bill_Finger">Bill Finger</a>, co-criador do Batman, em vida nunca recebeu o devido reconhecimento por sua participação nas histórias iniciais do Homem-Morcego. Kane também usou das armas que seus patrões costumavam usar, forçando a DC a renegociar seu contrato sob a alegação de que era de menor quando o assinara. Outros personagens foram pintados com tintas fortes, como <a class="zem_slink" title="Jack Liebowitz" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jack_Liebowitz">Jack Liebowitz</a>, o manda-chuva da DC durante décadas, responsável por dar um verniz sério e respeitável ao empreendimento e de manter com mão de ferro os direitos sobre os personagens criados para a editora. Mort Weisinger é visto como um manipulador, carrasco de seus subalternos e um malandro capaz de queimar o próprio amigo para lhe tomar uma função.</p>
<p style="text-align: justify;">Gerard Jones acompanha com lupa esta indústria, desde o seu nascimento, passando pela II Guerra Mundial e o surgimento de revistas de Terror e Policiais, que temporariamente desbancaram os Super-Heróis da preferência popular até que a paranóia dos anos 50 trouxesse à tona as teorias do psicólogo Fredric Wertham e a sua “Sedução do Inocente”, colocando os quadrinhos nos bancos dos réus. Testemunha também surgir uma nova geração de super-heróis anos depois, tanto na DC quanto na concorrência, principalmente os que saem da mente de um rapaz que estava meio que por acaso nessas editoras e que atendia pelo nome de Stanley Lieber, mas que assinava suas criações como Stan Lee. O mercado muda, e o que era uma empresa fechada e familiar abre seu capital, e em poucos anos a DC se torna parte do grupo Time-Warner, chegando dessa maneira os nossos dias e sobrevivendo à perseguição de “especialistas” que insistiam que quadrinhos tornam os jovens mais tapados ou criminosos. Nesse ínterim, Siegel e Shuster processam a DC várias vezes, mas sem sucesso, até que o apelo mencionado no início do livro acaba caindo no conhecimento público, o que causa um certo alvoroço e trás algum resultado positivo, por pressão de muitos profissionais do ramo e do próprio público. Mas mesmo isso não conseguiu dar uma definição ao termo, e até hoje os herdeiros dos criadores do Homem de Aço ainda lutam na justiça contra a DC para reaver os direitos sobre um personagem mundialmente conhecido e que rendeu uma imensa fortuna aos donos de seus direitos nessas décadas todas. Decisões recentes favoreceram a esposa e filha do finado Siegel, mas ainda há muita água para correr sob a ponte.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse livro foi lançado no Brasil pela Conrad em 2006, mas acabei só lendo-o há poucas semanas. Em parte por desconhecer o tema abordado até pouco tempo, não obstante o título “Homens do Amanhã” ser uma alusão a um dos primeiros apelidos do personagem Super-Homem. Porém, boa parte dessa culpa eu posso atribuir à capa do livro. Alguém poderia me fazer a gentileza de explicar a relação dessa capa com o tema? Tudo bem que a <a href="http://www.amazon.com/Men-Tomorrow-Geeks-Gangsters-Birth/dp/0465036570/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1282313724&amp;sr=8-1#reader_0465036570" target="_blank">capa da edição americana</a> não é exatamente um primor, mas está diretamente relacionada ao assunto do livro. Imagino quantos leitores este livro ainda não tem devido a esta capa, digamos, equivocada&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">(o resto desse artigo sai amanhã, para vocês não se empanturrarem com tanta informação)</p>
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<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=9ba6bc88-6193-80bf-b7a2-9382e8f693c5" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>

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		<title>Os Diálogos de Botequim de Platão</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 11:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de Blodega]]></category>
		<category><![CDATA[botequim]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[platão]]></category>
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		<description><![CDATA[Versão para os diálogos de Platão e Sócrates em um botequim de Atenas. Sócrates e Platão se encontram no boteco de Esculápio chamado “O Partenon da Cerveja” para filosofar sobre os mais variados assuntos, obviamente acompanhados de um bom chope. Quando Platão chega, Sócrates já está em seu segundo chope. - Puxa aí a cadeira, [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/dialogosplatao.jpg" alt="" width="512" height="320" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Versão para os diálogos de Platão e Sócrates em um botequim de Atenas.</em></p>
<p>Sócrates e Platão se encontram no boteco de Esculápio chamado “O Partenon da Cerveja” para filosofar sobre os mais variados assuntos, obviamente acompanhados de um bom chope. Quando Platão chega, Sócrates já está em seu segundo chope.</p>
<p>- Puxa aí a cadeira, efebo. E aí, vai de chope? Eu já pedi algo para beliscarmos, também.<br />
- Opa, tamos aí. E aí, por onde começamos?<br />
-  Para iniciar nosso diálogo de hoje, defina o que é um homem, meu jovem.<br />
-  Para mim, um homem é um bípede implume.<br />
-  Meio vago esse eu conceito, meu jovem. Ah, Esculápio trouxe o tira-gosto.<br />
-  O que é isso?<br />
- Para você, deve ser um homem. Para mim, é um galeto assado. E é uma delícia com uma cerveja gelada. Esculápio, coloca aí no pendura, tá certo?</p>
<p>O garçom interpela:<br />
- Fiado é foda, né, Sócrates? E quando tu vai me pagar estes penduras todos?<br />
- Você precisa se conhecer primeiro, jovem, antes de perguntar as coisas aos outros. Por exemplo, já se questionou a respeito da democracia grega, do direito do cidadão, do porquê destes aumentos abusivos no preço da cerveja?<br />
- Vai te lascar, Sócrates! Você com essa mania feia de responder aos outros com outra pergunta. O povo já ta puto contigo e quer ver tua caveira. Que cara mais mala!<br />
- Apenas questiono as coisas e irrito, mesmo. Não tenho culpa se os poetas não sabem poesia ou e os governantes não sabem governar. Ou se os garçons não sabem fazer um galeto decente ou servir um chope com colarinho bem tirado, por exemplo.<br />
- O galeto está ótimo, e não reclame que é fiado.Vou ao Oráculo de Delfos saber se vou receber esta grana algum dia&#8230;<br />
- Ótimo. E se for sacrificar algum bode para ele, aproveita e prepara uma buchada para nós.</p>
<p>Platão interrompe e toma a palavra:<br />
-  Bem, admito que meu conceito de homem é meio vago. Mas um bípede com penas não necessariamente seria uma galinha. Por exemplo, o Clóvis Bornay tem plumas, mas é homem.<br />
- Não o chamaria exatamente de homem -contradiz o garçom Esculápio.<br />
-  Não? E de que, exatamente, você chamaria?<br />
- Citando o pré-socrático e porteiro Severino: “Mas é uma bichona!”.<br />
-  Mas que raça desunida&#8230;-diz Sócrates, com um sorriso maroto nos lábios<br />
- Aí dentro, Sócrates! &#8211; reage Esculápio<br />
- Criados e escravos são realmente raças inferiores a nós, pensadores &#8211; conclui Platão, ao interromper o garçom<br />
-  Inferior é a puta que pariu, Platão. Deixe dessa viadagem. Até porque você gosta mais é de ver um escravo por cima de você.<br />
-  O que você quer dizer com isso?<br />
-  Só sei que eu não sei de nada. Vou pegar a cerveja &#8211; diz o garçom, que ao se afastar, resmunga entre os dentes:</p>
<p>- Mas quem quiser saber quem é &#8220;o homem de Platão&#8221;, é só ir na Sauna Spartacus&#8230;</p>
<p>Platão volta ao diálogo com Sócrates:</p>
<p>-  Olha só, Sócrates. Estava escrevendo uma alegoria representando o mundo real e o mundo das ideias. Eu vejo as pessoas como se estivessem presas em uma caverna, vendo apenas as sombras das coisas, enquanto a realidade está fora da caverna, e nós, filósofos, ousamos sair da caverna&#8230;<br />
Esculápio, o garçom, volta e mais uma vez se intromete no diálogo:</p>
<p>- De novo esta história de caverna, menino? Isso tudo é falta de mulher! Você tem que parar de andar com esta bicha velha do Sócrates e esquecer estas suas paixões platônicas, jovem.  Para curar uma paixão platônica, só uma trepada homérica! Vá visitar as bacantes e se distrair um pouco, pois você precisa sair da caverna.<br />
-  Esculápio, vai ver se eu estou na Acrópole, vai. E traga outra bem geladinha.<br />
- Agora só tem Nova Schin!<br />
-  Nova Schin? Prefiro beber cicuta. Eca!</p>

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