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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7453210</atom:id><lastBuildDate>Mon, 13 Feb 2012 09:22:29 +0000</lastBuildDate><category>Ethos</category><category>flash</category><category>The David H. Koch Charitable Foundation</category><category>Consumismo</category><category>Areas protegidas</category><category>Ensino superior</category><category>Invasoras</category><category>morcegos</category><category>Publicidade</category><category>História natural</category><category>Sistema Económico</category><category>Literatura</category><category>Lobo</category><category>Eucalipto</category><category>Filosofia e Etica</category><category>Intolerância; caravanismo</category><category>Exxonmobil</category><category>Seca</category><category>Globalização</category><category>curiosidades</category><category>Risco</category><category>Oceanos</category><category>Wilderness</category><category>Estado</category><category>Cortiça</category><category>Greenpeace</category><category>Alimentação</category><category>equívocos</category><category>Defesa</category><category>Bioética</category><category>Transportes</category><category>Arquitectura Paisagista</category><category>Obituário</category><category>Política fiscal</category><category>Humor</category><category>Barragem do Alqueva</category><category>Video</category><category>Conservação da natureza</category><category>água</category><category>Paisagem</category><category>Resíduos</category><category>Mundo Rural</category><category>COP-15</category><category>Desenvolvimento regional</category><category>business and biodiversity</category><category>Lei do Solo</category><category>Subida de preços dos bens alimentares</category><category>Impacte ambiental</category><category>Agricultura</category><category>Museus</category><category>Economia Ambiental</category><category>Jornalismo</category><category>Lisboa</category><category>Corrupção</category><category>Barragens</category><category>Negócios</category><category>Política</category><category>população mundial</category><category>Alteraçóes climáticas</category><category>Fogos</category><category>ar condicionado; consumo energia elétrica</category><category>Catátrofes naturais</category><category>Europa</category><category>pesticidas</category><category>PNBEPH</category><category>Reflexões</category><category>Olival superintensivo</category><category>marketing</category><category>Urbanismo</category><category>Crise</category><category>CO2</category><category>Ecologia Política</category><category>mais-valias urbanísticas</category><category>Cabeceiras de Basto</category><category>Fotografia</category><category>Cépticos</category><category>ICNB</category><category>Media</category><category>Agricultura intensiva</category><category>Alaska</category><category>greenwash</category><category>ensino básico</category><category>Biodiversidade</category><category>Koch Industries Inc</category><category>Comunicação</category><category>Ciência versus Política</category><category>Monbiot</category><category>Sociedade</category><category>Cidadania</category><category>Frase do dia</category><category>Alterações climáticas</category><category>consciência ambiental; ensino</category><category>Floresta</category><category>Publicidade enganosa</category><category>Floresta ripícola</category><category>Pastoreio</category><category>ICN</category><category>Biologia</category><category>ozono</category><category>Energia</category><category>tomate coração</category><category>Ciência</category><category>Abandono agrícola</category><category>Vinho</category><category>Protocolo de Quioto</category><category>Política científica</category><category>caça</category><category>Baldios</category><category>Lobbying do Petróleo</category><category>Participação Pública</category><category>Energias alternativas</category><category>Tâmega</category><category>Barragem do Sabor</category><category>Desenvolvimento sustentável</category><category>Estradas</category><category>guerra</category><category>ambiente</category><category>Biocombustíveis</category><category>mercados</category><category>Mediocridade</category><category>climategate</category><category>blogues</category><category>árvores</category><category>aeroportos</category><category>Demografia</category><category>Política; Ambiente</category><category>Turismo</category><category>Educação</category><category>Ambientalismo</category><category>Legislação</category><category>Falácias</category><category>Gestão</category><category>economia</category><category>Código Florestal</category><category>Fome</category><category>Ordenamento do Território</category><category>Gripe das Aves</category><category>Reserva Agrícola Nacional</category><category>Pedreiras</category><category>Energia Nuclear</category><category>Pinheiro</category><category>História</category><category>Saúde</category><category>Pescas</category><category>Animalismo</category><category>Fundamentalismo</category><category>Rolhas</category><category>Publicações</category><category>crise financeira</category><category>formigas</category><category>Gestão Ambio</category><category>Gestão costeira</category><category>eficiência energética</category><category>Organismos Genéticamente Modificados</category><category>atropelamento</category><title>ambio</title><description>Blogue de Reflexão sobre Ambiente e Sociedade</description><link>http://ambio.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Miguel B. Araujo)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1386</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/Ambio" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="ambio" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-5235961644240877308</guid><pubDate>Mon, 13 Feb 2012 08:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-13T09:22:29.425Z</atom:updated><title>Mau Governo, take two</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Rmn-joAa32s/TzjV2kowgXI/AAAAAAAABoo/Ak4uk9aViyw/s1600/2012_01_23_instituto_do_territ_rio_-2.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Rmn-joAa32s/TzjV2kowgXI/AAAAAAAABoo/Ak4uk9aViyw/s400/2012_01_23_instituto_do_territ_rio_-2.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708547661216383346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Li hoje uma entrevista de Rogério Gomes ao Público.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada de especial, trata-se de um académico presidente de uma ONG a que ninguém liga (a URBE), a falar de coisas sobre as quais terá honesto estudo mas com curta experiência misturada, ao contrário do que aconselhava Camões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Três ou quatro coisas me chamaram a atenção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma é o facto de Rogério Gomes ser o presidente do Instituto do Território, coisa privada só integrada por entidades públicas, tanto quanto percebo, e apadrinhada por Pedro Passos Coelho, seja lá o que isto queira dizer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outra é o facto de aproveitar a entrevista para ver se saca 200 000 euros ao contribuinte para fazer uma wikipedia do território (ou dos estudos de impacte ambiental, confesso que não percebi bem), coisa que o&lt;a href="http://www.biodiversity4all.org/"&gt; biodiversity4all mais ou menos faz de borla&lt;/a&gt;, que já existe na APA para os estudos de impacte ambiental e no registo dos planos que a administração tem. A menos que eu não tenha percebido o que é, o que se compreende porque não é explicado na entrevista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E outra ainda foi quando as jornalistas confrontam Rogério Gomes com a sua promessa de que o seu instituto seria um action tank e não um think tank (não percebo a vantagem dos académicos fazerem actions tanks, porque aquilo para que são treinados e serão melhores é mesmo a pensar, não a fazer) são imediatamente identificadas duas coisas práticas em execução: uma carta do desporto nacional para se dizer onde devem estar as piscinas e os campos de futebol (estou a citar seriamente, não estou a acomodar a resposta a qualquer gosto pela ironia) e a outra é um protocolo com a agência das aldeias do xisto para definir o conceito de territórios de baixa densidade (insisto, estou a citar fielmente, não estou a dar largas ao meu gosto pela ironia).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resumindo, o Instituto do Território é uma entidade privada, exclusivamente constituída por entidades públicas, que presta serviços a entidades públicas sem ter de se submeter às complicações da concorrência e ainda aproveita o espaço público para fazer pressão para aprovação de novas prestações de serviço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Segundo Rogério Gomes, a ideia original que levou à criação do IT "foi a  perceção de que nestes momentos conturbados compete à inteligência  nacional, designadamente à Academia, fazer mais pelo país".", dizia o Expresso no lançamento desta empresa de serviços apadrinhada pelo Primeiro Ministro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que tal se a academia se entretivesse a fazer o que lhe é próprio, produzir e difundir conhecimento, em vez de cavalgar o mercado de prestação de serviços de forma desleal e trafulha?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=520523&amp;amp;tm=8&amp;amp;layout=123&amp;amp;visual=61"&gt;"O território português foi desenhado contra as pessoas. A convicção é do presidente do Instituto do Território, Rogério Gomes."&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao ouvir as declarações de Rogério Gomes para que remete o parágrafo anterior percebe-se que afinal a coisa é mais séria e o apadrinhamento do Primeiro Ministro mais perigoso: é apenas mais uma peça da longa luta dos poderes fáticos contra o ordenamento do território, a pretexto de que o desenvolvimento do país é travado por dois ou três técnicos que vão para casa às cinco da tarde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinceramente já me falta a paciência para esta conversa de tasca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou farto de filhos da mãe disfarçados de anjinhos da guarda do bem comum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Façam lá o vosso lobbying, defendam lá os vossos interesses, como eu defendo os meus, mas deixem os meus impostos em paz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Façam-no com os vossos recursos e sejam claros, deixem-se lá de se esconder atrás do biombo da academia e de tentar confundir-nos chamando inteligência nacional ao que não passa da esperteza mais saloia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-5235961644240877308?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/02/mau-governo-take-two.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-Rmn-joAa32s/TzjV2kowgXI/AAAAAAAABoo/Ak4uk9aViyw/s72-c/2012_01_23_instituto_do_territ_rio_-2.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-2795086810997254182</guid><pubDate>Sun, 12 Feb 2012 19:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-12T19:33:47.204Z</atom:updated><title>Meio milhão do Fundo Florestal</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3lKX2QDYlIM/TzgTzmQUzjI/AAAAAAAABoc/wZJObPDMQeE/s1600/4013653460_d6f4e2cc08_z.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-3lKX2QDYlIM/TzgTzmQUzjI/AAAAAAAABoc/wZJObPDMQeE/s400/4013653460_d6f4e2cc08_z.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708334304855379506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;As coisas que se encontram no Facebook.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma nota remetendo uma notícia de Jornal &lt;a href="http://blc3.pt/index.php?option=com_k2&amp;amp;view=item&amp;amp;id=44:projecto-biorefina-ter&amp;amp;lang=pt"&gt;et voilá&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não contentes com o desastre da biomassa para gestão do fogo, agora são os biocombustíveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;17 entidades de I&amp;amp;D, dois países europeus e três grupos empresariais (Galp, Sonae e Siemens).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem põe meio milhão de euros? O Fundo Florestal Permanente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A partir de giesta já foram feitos biocombustíveis,&lt;a href="http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2137414&amp;amp;seccao=Tecnologia"&gt; lê-se aqui&lt;/a&gt;, mas ao que parece este meio milhão do fundo florestal é uma gota, o que se pretende é um investimento de 118 milhões de euros (espero que seja erro do jornalista).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.greensavers.pt/2011/11/20/inovacao-portuguesa-blc-3-produz-bio-crude-a-partir-de-giesta/"&gt;O busílis está aqui&lt;/a&gt;: “Quando o conceito tecnológico estiver provado e a logística operacionalizada, o BioRefina-Ter tem a pretensão de alavancar a indústria nacional de bioenergia, replicando o modelo em todo o país, por via de uma biorrefinaria que poderá gerar entre 250 a 300 milhões de litros de bio-combustíveis".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a logística operacionalizada? O que quer isto dizer? Que vão andar a passar carradas de mato de um lado para o outro? Alguém fez as contas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá aproveitar resíduos das fábricas (o que pode interessar à SONAE, às celuloses e ao sector do mobiliário) sim senhora, até pode ser que funcione e se assim for, óptimo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora carregar mato de todo o país para uma refinaria e esperar que a operação compense?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que amanhã vou ao Fundo Florestal oferecer-me para por metade do dinheiro que já enterraram nisto, e sem mais investimento, limpar dez vezes mais mato em cinco anos do que alguma vez esta refinaria limpará.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Usando uma tecnologia inversa e já testada: levando as máquinas de aproveitamento do mato para onde ele está em vez de estar à espera que ele vá ter com as máquinas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ainda ofereço uns cabritos ao pessoal todo do Fundo Florestal Permanente pela Páscoa até ao fim dos tempos, todos os anos, religiosamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-2795086810997254182?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/02/meio-milhao-do-fundo-florestal.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-3lKX2QDYlIM/TzgTzmQUzjI/AAAAAAAABoc/wZJObPDMQeE/s72-c/4013653460_d6f4e2cc08_z.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-8288983047032881787</guid><pubDate>Fri, 10 Feb 2012 10:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-10T11:14:08.340Z</atom:updated><title>Mau Governo</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wUCnUmRxqy4/TzT5bdK871I/AAAAAAAABoQ/7rR0ImHJfqk/s1600/992177.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wUCnUmRxqy4/TzT5bdK871I/AAAAAAAABoQ/7rR0ImHJfqk/s400/992177.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707460877867609938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;Quando procurava uma imagem para o post, escrevi "academia" no google, à espera de, por exemplo, ver a Academia de Atenas, de Rafael, que aqui reproduzo. Mas não, as dezenas de imagens que me surgiram eram todas sobre ginásios, bícepes e coisas que tal. O google tem uma ideia da academia eventualmente mais acertada que a minha&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/Sociedade/governo-quer-lei-de-bases-do-ambiente-mais-curta-e-mais-simples-1532997"&gt;Li esta notícia do Público&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta é a comissão de especialistas que começa a discutir uma nova lei de bases do ambiente: Carlos Pimenta, Carlos Borrego, Luísa Schmidt, Catarina Palma Roseta, Cláudia Dias Soares, Fernando Santana, Filipe Duarte Santos, Helena Freitas, Rodrigo Proença de Carvalho, Vasco Pereira da Silva e Viriato Soromenho Marques.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É assumidamente uma comissão de académicos (Carlos Pimenta deve lá estar por especial deferência em relação ao seu papel na actual lei de bases do ambiente, sendo o único não académico).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A coisa está certinha, com especialistas em todas as áreas, economistas, juristas, filósofos, conservacionistas, aquistas, alteristas climáticos, sociólogos, enfim tudo o que faz falta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas com todo o cuidado em fazer a comissão de especialistas para rever a lei esqueceram-se do essencial: desenhar um bom modelo de decisão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada uma destas pessoas é muito estimável (conheço metade e presumo que a outra metade deve regular pela mesma bitola), e cada uma delas com certeza tem coisas razoáveis e sensatas a dizer sobre uma eventual lei de bases do ambiente, mas pô-las todas juntas numa comissão para definirem os princípios de uma lei de bases do ambiente é uma péssima forma de governar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vou discutir se precisamos ou não de uma lei de bases do ambiente, mas se a queremos fazer, sejam quais forem as razões para isso, o processo não pode ser juntar uns académicos que nunca na vida aplicaram a lei existente no concreto (quem aplica a lei é a administração nas suas decisões, é a polícia na sua fiscalização e os tribunais na administração da justiça), nem, na sua maioria, foram objecto das decisões sobre o assunto (os cidadãos e os agentes económicos são maioritariamente os objectos da decisão) e esperar que dessa comissão saia alguma coisa útil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sairá qualquer coisa muito consistente, muito consensual, muito sustentada no melhor conhecimento disponível (leia-se, no que está publicado em publicações com revisores e indexadas numas listas muito importantes) mas nunca sairá dali nada de muito útil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sei que depois vai para a Assembleia da República onde os representantes do povo (uma grande parte profissionais da política que nunca na vida aplicaram uma lei e são especialistas em situações de excepção quando são objectos da sua aplicação) farão uma lei fantástica, corrigindo os eventuais excessos sonhadores dos nossos académicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas numa democracia adulta um governante não estaria a dizer que quer discutir a lei com todos os partidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa democracia adulta simplesmente se desenharia um modelo de decisão que integrasse os que aplicam a lei e os que são objectos da sua aplicação, para além dos académicos e dos representantes do povo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os empresários, os vigilantes, os magistrados, os técnicos que lidam todos os dias com o concreto da gestão ambiental estariam na primeira linha da discussão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É complicado? É. Demora mais tempo? Demora. É mais caro? É.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não tenho qualquer dúvida de que o resultado teria uma probabilidade muito maior de ser útil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui ontem ao lançamento do novo livro do Porfírio Silva "Podemos matar um sinal de trânsito?". A apresentação foi feita por um dos sábios da comissão cuja constituição, nos termos em que é feita, classifico neste post como uma má decisão do Governo, Viriato Soromenho Marques. Nessa apresentação o Viriato chama a atenção para um cortador de relva referido pelo Porfírio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois foi à procura dessa chamada de atenção que li: "Queremos dizer, com estas considerações acerca de normas e tempo: o que é permitido ou proibido nem sempre é fixado como quem usa um interruptor, que só pode estar ligado ou desligado. Uma regra que serve o propósito de coordenar várias pessoas numa comunidade de acção não é coisa que se ligue e desligue com a facilidade com que se acende e apaga a luz. O uso ou a falta de uso de uma regra importa muito à sua existência" (enfim, leiam o antes e depois no livro e aprofundarão o que aqui se transcreve, nomeadamente a sua relação com o cortador de relva, que ao contrário das normas sociais, se degrada com o uso em vez de se fortalecer).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estas pessoas desta comissão são excelentes para dizer onde e quando se deve acender ou apagar a luz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas isso não resolve o problema da definição da melhor regra, isto é, daquela que pela sua perfeição formal, aceitação social e capacidade de ser aplicada pelos mecanismos normais de regulação social se fortalece a si mesma pelo uso frequente. A ideia comum de que em Portugal existem leis muito boas, não são é aplicadas, é uma ideia intrinsecamente contraditória, porque a lei boa é a que é aplicada, a outra degrada-se todos os dias pela falta de uso e provavelmente nunca foi boa (escrevo "provavelmente" por escrúpulo intelectual. Todas as leis que se diziam boas mas poucos aplicadas e que tive de aplicar eram mesmo más porque se preocupavam muito pouco com as condições concretas da sua aplicação).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para nos aproximarmos de melhores regras o melhor mesmo é ir buscar à realidade social o que é e não é comum ou o que as pessoas comuns tendem a ver como o que deveria ser comum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A academia procura a verdade, mas a "comunidade de acção" procura simplesmente uma forma simples de cada um ir atrás da sua verdade sem com isso criar conflitos irresolúveis entre os membros da comunidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um governo que substitui a representação social pela academia é um mau Governo. Mesmo que depois minimize a substituição alargando-a à representação partidária.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-8288983047032881787?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/02/mau-governo.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-wUCnUmRxqy4/TzT5bdK871I/AAAAAAAABoQ/7rR0ImHJfqk/s72-c/992177.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-4300721240004802035</guid><pubDate>Mon, 06 Feb 2012 08:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-06T09:09:47.636Z</atom:updated><title>Diz o roto ao nu</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vxqI7ZTgYZc/Ty-Yi6tnR5I/AAAAAAAABoE/PdicVN9Ztg8/s1600/cerdedo%2Bboticas%2B%25284%2529.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vxqI7ZTgYZc/Ty-Yi6tnR5I/AAAAAAAABoE/PdicVN9Ztg8/s400/cerdedo%2Bboticas%2B%25284%2529.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705946978545256338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;imagem de sérgio leitão &lt;a href="http://fotosdominho.blogspot.com/2010/10/fotos-perto-e-ligadas-com-o-minho.html"&gt;roubada daqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;O Público tem, aos Domingos, uma secção que poderia ser uma boa ideia jornalística mas que o jornal resolve executar pela metade e, pior, da maneira menos inteligente.&lt;div&gt;A ideia consiste em pôr alguém a fazer uma pergunta a uma figura pública. A ideia seria boa se depois a dita figura pudesse responder. Mas não, o Público acha boa ideia fazer perguntas sem resposta. Acresce que ao escolher os perguntadores o Público tem critérios razoavelmente demagógicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O resultado é uma coisa com pouco interesse por serem apenas perguntas sem resposta, as mais das vezes perguntas retóricas em que quem pergunta não pretende na realidade perguntar nada mas apenas marcar a sua posição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pergunta deste Domingo era do Presidente da Câmara de Boticas para a Ministra da Justiça: "Como se podem dinamizar os territórios de baixa densidade populacional retirando-lhes serviços, acabando com a última réstia da sua soberania, que é a existência da Justiça, e obrigando as populações a terem de fazer justiça pelas próprias mãos?".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É arrepiante constatar que o Presidente da Câmara de Boticas acha que é a instalação de serviços do Estado central que pode suportar a dinamização de territórios de baixa densidade. Suponho aliás que o Presidente da Câmara de Boticas terá vindo a investir seriamente das escolas primárias das aldeias para as dinamizar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhando para o leque de cursos profissionais disponibilizados em Boticas, verifica-se a lógica do costume: recepção e atendimento, contabilidade, informática, turismo rural e ambiental. Olhando para as apostas económicas, cá temos as contradições do costume: turismo, exploração de recursos geológicos, energia eólica e hídrica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhando para os investimentos camarários, lá temos as vilas, o investimento nos bombeiros e por aí fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu também acho que o Estado central não pode prescindir do território, mas pergunto-me se o poder local pode prescindir da sua base produtiva que justifica os serviços.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que tal ser menos assertivo na reivindicação do que os outros deveriam fazer e começar a pensar se as estratégias de gestão municipal não estarão, também elas, um pouco distantes da sua prioridade principal: criar emprego sustentável?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou dito de outra maneira, deixe lá de perguntar o que os contribuintes podem fazer pelo seu concelho e concentre-se na riqueza que o concelho pode trazer ao país.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-4300721240004802035?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/02/diz-o-roto-ao-nu.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-vxqI7ZTgYZc/Ty-Yi6tnR5I/AAAAAAAABoE/PdicVN9Ztg8/s72-c/cerdedo%2Bboticas%2B%25284%2529.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-2666248125388894391</guid><pubDate>Fri, 03 Feb 2012 22:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-03T23:00:38.430Z</atom:updated><title>Uma ovelha no quintal</title><description>&lt;a href="http://umaovelhanoquintal.blogspot.com/"&gt;Aprendem-se coisas aqui&lt;/a&gt;.&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-2666248125388894391?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/02/uma-ovelha-no-quintal.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-8878432796624496130</guid><pubDate>Thu, 02 Feb 2012 13:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-02T14:12:20.940Z</atom:updated><title>Quem quer casar com a carochinha?</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KZWMF8FYNbY/TyqZTNiA20I/AAAAAAAABn4/aiN7yPDgLhA/s1600/custo%2Benergia.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 234px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704540433347042114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-KZWMF8FYNbY/TyqZTNiA20I/AAAAAAAABn4/aiN7yPDgLhA/s400/custo%2Benergia.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ora lá vem outra vez o anúncio "&lt;a href="http://energiaparaportugal.com/cont1_01.html"&gt;procura-se noivo&lt;/a&gt;" da energia nuclear. O padrinho que se procura é sem dúvida o Governo, mas o noivo que se pretende é mesmo o contribuinte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E a conversa não muda: o problema são as renováveis, em especial a eólica, que estão a atirar com os preços da energia para o Céu e isso está a liquidar a nossa economia (e eu a concordar, claro, porque basta olhar para os países de energia mais barata, como a Líbia e afins, e para os de energia mais cara, como a Alemanha e afins, para perceber uma relação imediata entre preço da energia e desenvolvimento do país).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como toda a boa mentira, o anúncio de casamento tem umas verdades à mistura, como seja o potencial da eficiência energética para a melhoria do desempenho do país, matéria a que o Governo anterior ligou raspas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois tem coisas engraçadas, que é identificar o absurdo do apoio à co-geração não renovável e responsabilizar as renováveis intermitentes (leia-se eólicas, porque a hídrica não consideram intermitente, mesmo sabendo que com esta seca passa mesmo a intermitente, quer queiram, quer não queiram) pelos custos desse apoio pouco sensato e pouco inteligente dado à co-geração para a produção de electricidade para venda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas tudo isto serve apenas para disfarçar o óbvio: a defesa da enrgia nuclear. Se é isso que querem, sejam homenzinhos, defendam-no sem problemas e sem truques contabilísticos, como sejam os de pretender que os custos de interesse geral vêm todos do problema da intermitência das eólicas e outros disparates do género.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-8878432796624496130?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/02/quem-quer-casar-com-carochinha.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-KZWMF8FYNbY/TyqZTNiA20I/AAAAAAAABn4/aiN7yPDgLhA/s72-c/custo%2Benergia.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-5792898919116933555</guid><pubDate>Mon, 30 Jan 2012 13:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-30T14:17:18.117Z</atom:updated><title>Os fogos e os jornais</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ovarl3wBifk/Tyakj0veNYI/AAAAAAAABns/v86qrpItNt8/s1600/fogjan.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ovarl3wBifk/Tyakj0veNYI/AAAAAAAABns/v86qrpItNt8/s400/fogjan.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703426913471444354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O gráfico acima ilustra a previsão que &lt;a href="http://ambio.blogspot.com/2012/01/de-novo.html"&gt;tinha feito sobre o aumento de fogos&lt;/a&gt; com a entrada deste tempo mais ou menos de vento Leste. Não é um Leste muito típico, o vento tem variações o que quer dizer que a situação meteorológica não está muito estabilizada como a que se associa ao vento Leste típico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ainda assim há, de um dia para o outro, um aumento de quase 100% no número de fogos diários. E a passagem de número de bombeiros em actividade de valores na casa dos 50 a 100, para números na ordem dos 200 a 250.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os números absolutos continuam modestos (40 fogos diários) e não há alarme social com estes fogos. São por isso, compreensivelmente, fogos mediaticamente inexistentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas é pena.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É pena porque os factos descritos são exactamente os mesmos (salvaguardando-se a escala) que existem no Verão e que põem todos os jornais a falar de incendiários. Umas vezes são os jornalistas, eles mesmos, a falar de incendiários, outras vezes amplificam as declarações de terceiros. Mas, como é natural, dificilmente conseguiriam ouvir hoje pessoas a apontar os incendiários como responsáveis pelo aumento súbito de fogos diários em cerca de 100% de um dia para outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que colocaria a questão de uma forma clara: se não são as acções dos incendiários que justificam a subida súbita de 100% no número de fogos diários agora, por que razão se deverá aceitar essa explicação no Verão? E se agora, sem dramas, se responsabilizariam as condições meteorológicas, por que razão se resiste a usar a mesma explicação no Verão, tendo em atenção que, ao contrário dos incendiários, essa explicação é válida nas duas circunstâncias?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sei que os fogos são um assunto complexo e controverso. E sei que as minhas ideias sobre o assunto não são necessariamente as certas. Mas também sei que a repetição mediática dos mesmos clichés de ano para ano deve muito à falta de estudo do assunto por grande parte dos jornalistas que tratam o tema (e também à enorme massa de pessoas, de responsáveis autárquicos a comandantes de bombeiros, fora muitos outros, que falam do assunto com certezas resultantes da sua proximidade ao fenómeno, sem consciência de que há coisas que se percebem melhor dando dois passos atrás para ver o quadro inteiro).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso tem importância? Tem, e muita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trabalhando há anos em políticas públicas, como é sempre a política de conservação, sei perfeitamente que o rumo dessas políticas está estreitamente ligado à percepção pública dos problemas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se uma &lt;a href="http://ambio.blogspot.com/2011/01/ou-o-estado-e-muito-estupido.html"&gt;fraude como a da biomassa florestal a produzir electricidade&lt;/a&gt; para resolver os fogos (o que é fraude é considerar isso um instrumento útil de controlo de combustíveis, não é existir produção de electricidade a partir de biomassa em algumas circunstâncias) existe e subsiste anos seguidos é porque existe uma convicção generalizada de que queimar mato em centrais para produzir electricidade é uma boa ideia. Essa convicção generalizada leva, nas democracias, os partidos a adoptar políticas públicas que respondam a essa convicção favorável. Ora aqui entraria o papel dos jornais e dos jornalistas no escrutínio da coisa. Não é ouvir uns que pensam assim e outros que pensam assado e já está o contraditório feito. É mesmo ir à procura do que se chama "hard data", ou seja dos factos concretos, verificáveis. Uma vez fixado isto, então sim, ouvir opiniões diferentes sobre esses factos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os incendiários, a conversa da falta de meios de combate, a importância dos aviões, a falácia da rapidez do primeiro ataque (a falácia não está em considerar errado fazer tudo por tudo para diminuir o tempo entre o alerta e o primeiro ataque, a falácia está em considerar que é possível montar um sistema assente nessa ideia, financeiramente suportável e que funcione nos dias em que há 300 fogos num só dia), a ideia de que é tudo uma questão de ordenamento florestal, a infantilidade de pensar que se resolve alguma coisa aplicando multas aos proprietários que não limpam o mato e muito mais são clichés mediáticos sobre o assunto que ano após ano se repetem na época de fogos. Enquanto um fenómeno interessante como os fogos de Inverno, que ajudam a fazer uma ideia mais clara do assunto que todos esses clichés, pura e simplesmente não existe mediaticamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo isso concorre para as políticas erradas de gestão do fogo. Longe de mim dizer que essas políticas erradas são da responsabilidade dos jornalistas que não as escrutinam convenientemente, evidentemente não são, são da responsabilidade de quem as define e executa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas um quarto poder muito centrado em questões formais, em fogos fátuos, em coisas espectaculares e em sensações, em detrimento do trabalho de escrutínio de fundo, ajuda a que essas políticas se mantenham, nos gastem os recursos e não apresentem resultados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é pena. Para além de nos ficar caro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Grande parte do meu interesse em perceber como funcionam os jornais e se produzem as notícias vem daqui, da noção de como as suas fragilidades (que são as nossas, como sociedade) torna a vida tão fácil a quem define e executa más políticas públicas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-5792898919116933555?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/os-fogos-e-os-jornais.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-Ovarl3wBifk/Tyakj0veNYI/AAAAAAAABns/v86qrpItNt8/s72-c/fogjan.png" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-8353858090577631475</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 11:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-27T11:16:58.204Z</atom:updated><title>De novo</title><description>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/PhbjrPrBGe4" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Parece que teremos agora algum vento Leste. Este frio, esta secura.&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.prociv.pt/cnos/Pages/Estatisticas.aspx"&gt;O número de fogos vai subir&lt;/a&gt;, só espero que não os apaguem nesta altura. Proteger riqueza, com certeza (povoamentos comerciais, casas, infra-estruturas, por aí), mas deixem por favor estes fogos de Inverno prestar o enorme serviço de reduzir os combustíveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É que a ameaça de seca é séria. E este vento Leste no Verão é fatalmente o pai de fogos muito complicados se insistirmos em favorecer a acumulação de combustível em vez de aproveitar este serviço quase de borla que o vento Leste, no Inverno, nos presta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-8353858090577631475?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/de-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/PhbjrPrBGe4/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-311688630811321912</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 09:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-25T09:45:14.507Z</atom:updated><title>Má partilha</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BPy7irYvhKo/Tx_PASYjGEI/AAAAAAAABnU/9pzujQPkHFw/s1600/Ma%2BPartilha.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-BPy7irYvhKo/Tx_PASYjGEI/AAAAAAAABnU/9pzujQPkHFw/s400/Ma%2BPartilha.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701503257116088386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Saiu um dia destes a&lt;a href="http://dre.pt/pdf1sdip/2012/01/01200/0021400229.pdf"&gt; lei orgânica do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território&lt;/a&gt;. Dizem as más línguas que o Ordenamento do Território, que manifestamente não existe na política deste governo nem dos anteriores, apenas está no nome do Ministério para evitar que este ficasse conhecido pelo acrónimo MAMA.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Confesso que, reconhecendo a importância das regras no condicionamento das decisões, acho sempre que as leis orgânicas são menos importantes do que parece (entre outras razões porque na prática quotidiana se lhes liga muito pouco).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas queria aqui deixar duas normas, uma que diz respeito às competências das Direcções Regionais de Agricultura (a primeira), e outra (a segunda) às do Instituto que junta conservação e florestas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRomanPS-ItalicMT, serif; "&gt;"i&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;) Executar a nível regional, de acordo com as orientações funcionais emitidas pelos serviços centrais competentes em razão da matéria, a gestão das áreas classificadas e assegurar a conservação da natureza e a gestão sustentável de espécies, habitats naturais da flora e da fauna selvagens e de geo -sítios;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;f&lt;/i&gt;) Assegurar a gestão da Rede Nacional de Áreas Protegidas e a implementação da Rede Natura 2000, em articulação com a Direcção -Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, nos casos de áreas marinhas protegidas, e com a Agência Portuguesa do Ambiente, I. P., nos casos dos regimes relativos às espécies e &lt;i&gt;habitats &lt;/i&gt;naturais protegidos;"&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se uma lei orgânica não atrapalhar é uma boa lei orgânica. Mas ao ler isto fiquei sem saber quem faz de facto a gestão das áreas classificadas, quer as protegidas, quer a rede natura (e outras). Ora estas confusões é que são a única coisa séria numa lei orgânica.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu gostaria de estar convencido de só ter percebido mal o que é claro para todos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;henrique pereira dos santos&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-311688630811321912?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/ma-partilha.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-BPy7irYvhKo/Tx_PASYjGEI/AAAAAAAABnU/9pzujQPkHFw/s72-c/Ma%2BPartilha.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-485438561931666373</guid><pubDate>Sun, 22 Jan 2012 19:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-22T19:28:32.610Z</atom:updated><title>Os deputados e a sustentabilidade</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-adcDcdB3rLg/TxxjU4J85XI/AAAAAAAABnI/zloK2tltmNQ/s1600/BandaMDouro1962.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-adcDcdB3rLg/TxxjU4J85XI/AAAAAAAABnI/zloK2tltmNQ/s400/BandaMDouro1962.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700540438666863986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.sabado.pt//Ultima-hora/Dinheiro/Ana-Drago-vai-de-carro-e-motorista.aspx?id=434420"&gt;Esta notícia aparece fazendo parte das tricas e tal.&lt;/a&gt; Essa parte não me interessa nada. O que me interessa é perceber que a Assembleia da República parte do princípio de que providenciar a deslocação de um deputado (no caso, uma deputada, para ser politicamente correcto) é preciso ou conduzir ou ser conduzido.&lt;div&gt;Suspeito que a administração da Assembleia da República só reconhece o táxi e o avião como transportes públicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca consultaram &lt;a href="http://www.cp.pt/cp/searchTimetable.do;jsessionid=08AB362AE87E3DD6E7ED5F80D89CBEB0.tomcat1"&gt;os horários da CP&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.rede-expressos.pt/Default.aspx"&gt;dos autocarros&lt;/a&gt; para saberem que entre Lisboa e Guimarães os carros não são o único meio de transporte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É pena que a Assembleia da República não tenha uma política de deslocações sustentável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-485438561931666373?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/os-deputados-e-sustentabilidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-adcDcdB3rLg/TxxjU4J85XI/AAAAAAAABnI/zloK2tltmNQ/s72-c/BandaMDouro1962.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>12</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-1537574736896082767</guid><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 22:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-21T22:11:41.043Z</atom:updated><title>XIII Congresso Mundial de Sociologia Rural</title><description>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ytuNDxqCR_c" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://irsa2012.com/event/irsa-2012/"&gt;É em Lisboa&lt;/a&gt;. E o prazo para entrega de resumos de comunicações passou para 31 de Janeiro. Eu acho que merece a pena pensar no assunto que diz respeito a muito mais gente que aos sociólogos rurais propriamente ditos.&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-1537574736896082767?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/xiii-congresso-mundial-de-sociologia.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/ytuNDxqCR_c/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-3880326814551537094</guid><pubDate>Wed, 18 Jan 2012 14:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-18T14:25:23.544Z</atom:updated><title>Boas notícias para a sustentabilidade</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/qGKCF-tMqiQ" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O trabalho jornalístico é mau, não só por dizer o contrário do que qualquer pessoa pode ler na ilustração, como por não fazer ressaltar a novidade dos lacticínios serem, pela primeira vez, ao que julgo, apontados como alimento a usar com moderação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52599&amp;amp;op=all"&gt;Mas a informação de base é muito interessante do ponto de vista de sustentabilidade.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheguei a esta notícia via facebook do Artur Gil&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-3880326814551537094?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/boas-noticias-para-sustentabilidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/qGKCF-tMqiQ/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-8119686049655989127</guid><pubDate>Tue, 17 Jan 2012 08:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-17T09:08:50.666Z</atom:updated><title>O custo do abandono</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zBmPSvVnH8o/TxU6avsKFEI/AAAAAAAABm8/-JJi26pfgq4/s1600/sma0083l.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 347px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zBmPSvVnH8o/TxU6avsKFEI/AAAAAAAABm8/-JJi26pfgq4/s400/sma0083l.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698525134659916866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Já por várias vezes tenho escrito sobre as vantagens e desvantagens do abandono agrícola que vemos todos os dias pelo campo fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre as maiores desvantagens está, para mim, a perda de controlo social do território. Uma coisa é a não gestão assumida, verificada, acompanhada e fiscalizada, outra é o abandono, a pura ausência de controlo social sobre o território.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O conjunto de notícias sobre os assaltos de cobre, combustíveis, baterias, peças de veículos, cortiça, azeitona, gado e etc., etc. e etc., são um dos sinais visíveis dessa perda de controlo social.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://altriflorestal.blogspot.com/2012/01/o-que-fazer.html"&gt;Este post do blog da Altri Florestal&lt;/a&gt; é outro desses sintomas que se traduzem em custos sociais, neste caso em custos ambientais (os custos económicos, neste caso, são negligenciáveis).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vale a pena incluir estes custos na quantificação de perdas e ganhos do abandono.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-8119686049655989127?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/o-custo-do-abandono.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-zBmPSvVnH8o/TxU6avsKFEI/AAAAAAAABm8/-JJi26pfgq4/s72-c/sma0083l.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-2549116432132772180</guid><pubDate>Sat, 14 Jan 2012 17:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-14T17:20:35.647Z</atom:updated><title>A paisagem também é Tua</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iwJq6Htfh4U/TxG4oEeBJRI/AAAAAAAABmw/IsXH0emHqGs/s1600/750px-1HooverDamBypassOrg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 316px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-iwJq6Htfh4U/TxG4oEeBJRI/AAAAAAAABmw/IsXH0emHqGs/s400/750px-1HooverDamBypassOrg.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697538002134312210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Centremo-nos, por economia de argumentação, no Douro vinhateiro, património mundial.&lt;br /&gt;As intervenções a que hoje atribuímos este estatuto patrimonial não podem, em qualquer análise, ser consideradas como intervenções de pequena escala e respeitadoras da paisagem pré-existente.&lt;br /&gt;A sedimentação das intervenções que resulta de um tempo longo, apesar da escala de intervenção gigantesca, leva-nos a aceitar mais facilmente estas alterações que outras mais pequenas mas muito mais concentradas no tempo, como parques eólicos, barragens ou estradas.&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;Quer sejam florestações extensas, largas urbanizações, barragens, esporões, estradas, parques eólicos, cortes de árvores, todos nós, quando não directamente envolvidos, sentimos uma perda se, de repente, a paisagem que sempre nos pareceu imutável nos aparece alterada.” (&lt;i&gt;escrito pelos inícios de 2009 e publicado em Do tempo e da paisagem, 2010&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;Vem isto a propósito da discussão sobre a barragem do Tua e das suas implicações na classificação do Douro como património mundial.&lt;br /&gt;Sei que estando extremadas as posições do conjunto de grupos de interesse com posições antagónicas sobre a construção da barragem, seria difícil ter racionalidade na discussão sobre a paisagem.&lt;br /&gt;A paisagem do Tua é uma paisagem lindíssima, que conheço de muitas vezes ter lá passado, em especial de comboio. Nas 14 horas que a viagem demorava foi muito o tempo que passei a olhar, fascinado, aquela paisagem em ruínas.&lt;br /&gt;A paisagem do Douro vinhateiro também a conheço. E olhar para essa paisagem, vibrante, cheia de actividade e com uma economia invejável, também me fascina.&lt;br /&gt;Qualquer pessoa tem a percepção imediata e intuitiva da distância que vai da paisagem do Douro vinhateiro à paisagem do Tua, pelo que nem percebo como poderia a amputação do Tua ter qualquer influência na classificação do Douro.&lt;br /&gt;O que digo acima não torna a paisagem do Tua irrelevante, que não é, mas recoloca o problema da sua relevância patrimonial num patamar bem mais útil que aquele em que tem estado nestes dias.&lt;br /&gt;Conservar uma paisagem longamente intervencionada, como é a do vale do Tua, implica conservar os processos que a construíram e mantiveram. Esses processos estão hoje mortos ou moribundos, ao contrário do que se passa no Douro vinhateiro. As pessoas emigraram, os cereais de inverno desapareceram, o gado raramente se vê, os olivais estão abandonados, os amendoais fugidos e as hortas deixaram de ser fabricadas.&lt;br /&gt;A opção não é pois entre conservar uma paisagem ou fazer uma barragem, mas uma escolha entre um processo de evolução comandado pelo abandono ou outro processo de evolução assente numa barragem.&lt;br /&gt;Não tenho posição definida sobre a barragem do Tua, ao contrário do Sabor, que contesto. Mas gostaria de ver uma discussão séria e profunda sobre a paisagem do Tua, com base na sua história e no que se pode prever que seja o seu futuro, clarificando que valores sociais estão em jogo em cada uma das opções.&lt;br /&gt;Infelizmente o que vejo é um mero posicionamento contra ou a favor da barragem, em que a paisagem não passa de mais um pretexto para marcar a posição de cada um.&lt;br /&gt;A paisagem merecia bem mais que isso porque não é um cenário, é um património vivo, constantemente em mutação, que reflecte grande parte da nossa identidade.&lt;br /&gt;henrique pereira dos santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-2549116432132772180?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/paisagem-tambem-e-tua.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-iwJq6Htfh4U/TxG4oEeBJRI/AAAAAAAABmw/IsXH0emHqGs/s72-c/750px-1HooverDamBypassOrg.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-4816685830146918421</guid><pubDate>Sat, 07 Jan 2012 22:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-07T22:14:46.593Z</atom:updated><title>O país vai de carrinho</title><description>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Mi7Gm5wSZH0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Há já muito tempo que me interrogo se os serviços públicos devem ter estacionamento gratuito para os seus funcionários (quando estão em localizações com transportes públicos, claro) e tendo a achar que não, que essa benesse deve ser paga. Mas tenho dúvidas.&lt;div&gt;Já quanto a hospitais e coisas semelhantes tenho menos dúvidas: devem ter estacionamento pago para funcionários (aqui a dúvida mantém-se) e visitantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje fui a um hospital privado, e paguei o estacionamento (o resto nem por isso, tem convenções que resultam numa prestação mais barata quer para o utilizador, quer para o meu sistema de saúde, ADSE).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na verdade o estacionamento pago permitiria maior receita para os hospitais, mais justiça social e, o que justifica este post, maior estímulo à sustentabilidade e uso dos transportes públicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não percebo por que razão esta prática não se generaliza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-4816685830146918421?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/o-pais-vai-de-carrinho.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/Mi7Gm5wSZH0/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-2421896651098261196</guid><pubDate>Wed, 04 Jan 2012 08:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-04T08:45:29.124Z</atom:updated><title>Contos da loucura normal</title><description>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/vX5R00ndzQo" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Li hoje uma notícia do Público sobre a diminuição de consumo de electricidade em 2011. A meio do que estava a ler fui ver quem era o jornalista que escrevia para ver se valia a pena continuar. Era o Ricardo Garcia, portanto li até ao fim, porque é um jornalista sério e rigoroso, o que quer dizer que o absurdo que estivesse a ler seria da responsabilidade das fontes e não falta de juízo do jornalista.&lt;div&gt;Mas mesmo assim, mesmo confiando no jornalista, fui às fontes confirmar que não havia lapso nas transcrições e lá estava:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"&lt;a href="http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&amp;amp;articleID=3693"&gt;2011 foi um ano diferente pois a intensidade energética diminuiu. Estima-se uma contracção do PIB de 1,6%, para uma quebra do consumo de electricidade mais acentuada de 3,2%. Esta redução é, no entanto, conseguida principalmente à custa do aumento do IVA da electricidade e também da tarifa, não sendo resultado de uma política de gestão da procura mais eficiente.&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Leio, releio, releio e ainda assim não acredito que a QUERCUS ache que o preço dos bens e serviços é uma variável exógena e não faz parte das políticas de gestão da procura eficiente. De certeza que a QUERCUS já ouviu falar do princípio do utilizador pagador e da tragédia dos comuns. De certeza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sei que a QUERCUS tem um namoro prolongado com o Estado e com as medidas administrativas e tem uma antipatia pelos mercados e pela liberdade de escolha, mas daí a concluir que a política de preços de bens essenciais como a energia é um pormenor sem dignidade política (como aliás me respondeu um dirigente da dita organização há anos quando, perplexo, o questionei sobre o silêncio da QUERCUS perante as medidas idiotas do Governo da altura que visavam manter artificialmente baixa a tarifa da electricidade), vai um passo de gigante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi com certeza uma corrente de ar que baralhou momentaneamente as ideias de quem escreveu o comunicado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só pode ser isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-2421896651098261196?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/contos-da-loucura-normal.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/vX5R00ndzQo/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-7965910855787335786</guid><pubDate>Sun, 01 Jan 2012 20:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-01T20:49:13.474Z</atom:updated><title>Biodiversidade para todos</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TFWtvZWhJHQ/TwDGtWxtaBI/AAAAAAAABmk/XIH0VsVl7j4/s1600/Warbler_682_914451a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 264px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-TFWtvZWhJHQ/TwDGtWxtaBI/AAAAAAAABmk/XIH0VsVl7j4/s400/Warbler_682_914451a.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692768411506796562" /&gt;&lt;/a&gt;Há algum tempo a equipa do projecto &lt;a href="http://www.biodiversity4all.org/"&gt;Biodiversity4all&lt;/a&gt; estabeleceu um objectivo de 100 000 observações até ao fim de 2011.&lt;div&gt;Era um objectivo ambicioso. Mas atingido: mais de 104 000 observações em 31 de Dezembro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para 2012 estabeleceu-se um objectivo ainda mais ambicioso: 250 000 observações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto de quem não tem medo de desafios, mas é um objectivo verdadeiramente impossível com o "business as usual". Mas talvez possível mudando algumas coisas, por exemplo, com maior atenção da academia em relação ao projecto (ou do projecto em relação à academia, é sempre difícil estabelecer se se começa pelo ovo ou pela galinha).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há como tentar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PS Alguém perguntava se é uma fixação por números redondos. Não, é só estabelecer metas que estimulem o esforço das pessoas envolvidas. O essencial é mesmo que quanto maior for o número de observações, mais utilidade social tem esta plataforma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-7965910855787335786?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2012/01/biodiversidade-para-todos.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-TFWtvZWhJHQ/TwDGtWxtaBI/AAAAAAAABmk/XIH0VsVl7j4/s72-c/Warbler_682_914451a.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-2458840919071435210</guid><pubDate>Tue, 27 Dec 2011 08:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-27T08:33:58.666Z</atom:updated><title>Dois tostões</title><description>&lt;a href="http://ppl.com.pt/investment/conserva-1041"&gt;Gosto de gente que não se senta a queixar-se da crise e a lamentar-se ter de ir pelo mundo fazer pela vida&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/S1ciV-QCRqU" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;henrique pereira dos santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-2458840919071435210?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2011/12/dois-tostoes.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/S1ciV-QCRqU/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-32482622712418977</guid><pubDate>Thu, 22 Dec 2011 09:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-22T10:39:55.669Z</atom:updated><title>O conservador contraditório</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed height="390" width="420" flashvars="file=http://rd3.videos.sapo.pt/TFzhZazzhZgzinpjQ8CR/mov/1&amp;amp;type=video&amp;amp;image=http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1069771.ece/ALTERNATES/w570/1034805_3.png&amp;amp;skin=http://sicnoticias.sapo.pt/skins/sicnot/gfx/jwplayer/sic_noticias.xml&amp;amp;autostart=false&amp;amp;repeat=list&amp;amp;bufferlength=3&amp;amp;controlbar=over" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" quality="high" name="player" id="player" style="" src="http://sicnoticias.sapo.pt/skins/sicnot/gfx/jwplayer/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;Ontem tive uma troca de argumentos com o Gonçalo Elias no Facebook sobre esta acção da EDP. Não é sobre essa troca de argumentos que quero escrever, mas sobre as intervenções de larga escala nas paisagens protegidas.&lt;br /&gt;Inicialmente tinha sobre este tipo de matérias uma posição mais ou menos semelhante ao que em média se ouve por aí sobre esta intervenção.&lt;br /&gt;É certo que já quando me tinham dito que a Clara Menéres teria pensado pintar o caracol que fez no Parque dos Candeeiros de cor-de-rosa, com um claro tom de chacota, me tinha parecido que talvez tivesse razão.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MYOHgwLpZRo/TvMCuQxCQ1I/AAAAAAAABmY/p3iBPYiJuX4/s1600/DSCF0087.JPG"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-MYOHgwLpZRo/TvMCuQxCQ1I/AAAAAAAABmY/p3iBPYiJuX4/s400/DSCF0087.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688893748096942930" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px; " /&gt;&lt;/a&gt;Mas foi sobretudo com os meus colegas do Porto, que me pediram colaboração na elaboração de um guia de boas práticas de integração paisagística de infraestruturas eléctricas que percebi que grande parte da minha posição nesta matéria era puro reaccionarismo.&lt;div&gt;Ser reaccionário não me incomoda por aí além, excepto quando me impede de ter ao cabeça ao contrário para ver também um pouco do lado do adversário, como diria o Sérgio Godinho. Verifiquei nesse trabalho que pelo mundo fora, mesmo no coração de áreas protegidas, há mais mundo do que eu conhecia em matéria de integração de infraestruturas na paisagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que há o óbvio, fazer desaparecer a infraestrutura, há o menos óbvio, conseguir colocar a infraestrutura no contexto da paisagem mas há ainda o pesadelo: a infraestrutura que claramente se destaca da paisagem, por contraste irrenunciável e que é de tal maneira nova e estranha à sua envolvente que é sempre uma ruptura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aprendi com os meus colegas, e &lt;a href="http://theourworld.com/human-pylons-carry-electricity-across-iceland/"&gt;com os exemplos que me mostraram&lt;/a&gt; que nessas circunstâncias não há maneira de reduzir impactos, a única saída é prescindir da infraestrutura ou mudar a natureza do impacto. Olhar o touro nos olhos e simplesmente aceitar que já que temos de provocar uma ruptura, ao menos que valha a pena.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É nessa lógica que entroncam as intervenções de arte pública, como é o caso retratado neste video, e as intervenções de design industrial que criam valor cultural na intervenção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A minha alma de conservador contraditório fica sempre como o tolo na ponte, sem saber para lado ir nestas circunstâncias, mas ao menos aprendi a não reagir às primeiras emoções, as que rejeitam sempre o que é novo e inseguro, e falta-me segurança e bagagem cultural para olhar para estas intervenções sem dúvidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também sei que parte do ruído da discussão se prende com a mitificação do fundamento das áreas protegidas (por favor, antes de reagir a esta frase &lt;a href="http://blogs.uct.ac.za/gallery/643/Kalamandeen%26GillsonWilderness07.pdf"&gt;leiam isto&lt;/a&gt;), o que dificulta muito a gestão racional de áreas protegidas em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dito isto há uma coisa que não percebo: por que raio a EDP não fez o que se faz em países civilizados em que o espaço público é tratado como isso mesmo, público? Porque raio não lançou a EDP umas discussões públicas sobre as intervenções.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sei, o país é assim, nem no Terreiro do Paço se lançaram concursos públicos para os projectos e continua a ser tabu discutir a criação de conforto naqueles quatro hectares desabrigados e sem sombras (sim, é o mesmo reaccionarismo perante as fachadas do Paço que impede a discussão racional da introdução de vegetação no terreiro do paço que impede a discussão racional do amarelo na paisagem do Estado Novo (como bem a caracteriza Teresa Andresen) do Douro Internacional), quanto mais discutir umas fragas perdidas atrás do sol posto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu não me conformo com a falta de racionalidade nas discussões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como diria o Pinheiro de Azevedo a propósito de ser sequestrado, é uma coisa que me chateia, pá.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/6DB42QUJYSM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-32482622712418977?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2011/12/o-conservador-contraditorio.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-MYOHgwLpZRo/TvMCuQxCQ1I/AAAAAAAABmY/p3iBPYiJuX4/s72-c/DSCF0087.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-6412007380001731581</guid><pubDate>Wed, 21 Dec 2011 10:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-21T10:28:27.354Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conservação da natureza</category><title>Mais um Campo de Trabalho Científico (2ª fase)</title><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:TrackMoves/&gt;   &lt;w:TrackFormatting/&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;   &lt;w:LidThemeOther&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;    &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;    &lt;w:DontVertAlignCellWithSp/&gt;    &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables/&gt;    &lt;w:DontVertAlignInTxbx/&gt;    &lt;w:Word11KerningPairs/&gt;    &lt;w:CachedColBalance/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;m:mathPr&gt;    &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;    &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;    &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-"/&gt;    &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;    &lt;m:dispDef/&gt;    &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;    &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;    &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;    &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
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&lt;div class="MsoNormal"&gt;No seguimento deste &lt;a href="http://ambio.blogspot.com/2010/06/mais-um-campo-de-trabalho-cientifico.html"&gt;POST&lt;/a&gt;, aqui fica os seus &lt;a href="http://umdiadecampo.blogspot.com/"&gt;resultados&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aqui deixo a capa do relatório, onde consta uma foto que reflecte bem o espírito e o cansaço (saudável, reconfortante e de missão cumprida), deste tipo de trabalhos voluntário.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-P5WeravFOIk/TvG0nTEDxdI/AAAAAAAAA3M/wvxwbBETcd0/s1600/capa.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-P5WeravFOIk/TvG0nTEDxdI/AAAAAAAAA3M/wvxwbBETcd0/s400/capa.png" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-6412007380001731581?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2011/12/mais-um-campo-de-trabalho-cientifico-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Barros)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-P5WeravFOIk/TvG0nTEDxdI/AAAAAAAAA3M/wvxwbBETcd0/s72-c/capa.png" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-2701208236463639170</guid><pubDate>Sun, 18 Dec 2011 17:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-18T17:41:51.418Z</atom:updated><title>Ribeiro Telles não tem razão</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-S6aNNWc5Slo/Tu4l1b2snQI/AAAAAAAABmM/psz54z6TlKs/s1600/TellesCabral.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 241px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-S6aNNWc5Slo/Tu4l1b2snQI/AAAAAAAABmM/psz54z6TlKs/s400/TellesCabral.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687524979355983106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É impressionante pensar que temos um modelo económico que exporta parafusos para importar pão”&lt;br /&gt;Este é o lead de uma entrevista a Ribeiro Telles que o Público publica hoje. E é um bom resumo de muito do que Ribeiro Telles tem vindo a dizer nos últimos anos.&lt;br /&gt;Ribeiro Telles é uma pessoa incontornável na história da minha profissão, que lhe deve muita da sua visibilidade. Mas a partir de meados dos anos setenta há uma alteração profunda que gostaria de realçar.&lt;br /&gt;Até essa altura Ribeiro Telles é um entre uma dúzia (mais coisa, menos coisa) de arquitectos paisagistas que centram a sua actividade profissional numa base muito sólida que relaciona território, elementos naturais e cultura.&lt;br /&gt;São um grupo de profissionais que trocam ideias, se apoiam, discutem, divergem, afirmam as suas individualidades, sempre, sempre com a mesma base conceptual, mas em permanente evolução. Têm nessa altura uma das visões mais lúcidas e modernas (se não, “a”) da relação do homem com o seu território, e sentem-se bem trabalhando planos de cidades (Dentinho, para Lourenço Marques, por exemplo), regiões (Barreto, Dentinho e Castelo Branco, para o Algarve, por exemplo), parques (Barreto e Ribeiro Telles, para a Gulbenkian, por exemplo) e jardins, dos maiores aos mais pequenos, dos públicos aos privados.&lt;br /&gt;Nesse grupo todos são mais ou menos iguais, não há um primus inter pares, e, a haver, só poderia ser Caldeira Cabral. E todos se sentem mais ou menos à vontade para dizer o que pensam do trabalho uns dos outros, para utilizar o trabalho uns dos outros e para trabalhar uns com os outros.&lt;br /&gt;A partir de meados dos anos setenta o estatuto de Ribeiro Telles altera-se, quer dentro da profissão, quer para fora da profissão. Dentro da profissão, então em crescimento rápido, Ribeiro Telles passa a estar rodeado de epígonos que o adulam mais que o criticam. Fora da profissão, mercê do envolvimento político e mediático de Ribeiro Telles que todos conhecemos, a sociedade descobre um pensamento novo sobre o território e a sociedade, atribuindo-o ao seu porta-voz mais visível e não a uma escola de pensamento que o vinha formulando há perto de cinquenta anos.&lt;br /&gt;Só isso explica, por exemplo, que as constantes declarações de amor ao jardim da Gulbenkian (justas, aliás) sejam perfeitamente compatíveis com o mais profundo alheamento face à mutilação do jardim do tribunal de Rio Maior, onde se podem encontrar soluções originais posteriormente reinventadas na Gulbenkian, como os famosos quadrados de betão que fazem os caminhos da Gulbenkian, reinterpretando os quadrados que Dentinho tinha desenhado para a envolvente do tribunal de Rio Maior. Sacralizar uma obra de arte desprezando por inteiro parte das suas origens é próprio de quem não sabe e não conhece.&lt;br /&gt;É assim que quase aos noventa anos, com a mesma frescura intelectual que sempre o caracterizou, Ribeiro Telles continua a sua intervenção no espaço público, mas infelizmente sem que os seus epígonos e aduladores o confrontem com algumas das ideias que expressa, discutindo-as pelo seu valor facial e não como oráculos.&lt;br /&gt;A ideia que cito no início deste post é uma dessas ideias (há mais) que penso que o próprio Ribeiro Telles estaria mais disponível para discutir que a sua entourage.&lt;br /&gt;Vender parafusos para comprar pão não é nenhuma novidade: há mais de duzentos anos que a Inglaterra o faz, seguramente quase há outro tanto o faz a Alemanha (de que a escola portuguesa de arquitectura paisagista é tributária), para não falar da Suíça, que não mantém a sua paisagem doutra maneira que não seja assim.&lt;br /&gt;Mas vamos admitir que Ribeiro Telles teria razão neste ponto, estando assim de acordo com Salazar, o Partido Comunista Português e os indignados, três outras fontes sociais da ideia de soberania alimentar, traduzida na ideia de que o importante é produzirmos o pão que comemos porque é isso que nos garante a independência.&lt;br /&gt;Salazar foi quem levou esta ideia mais longe na prática (não tanto na teoria, a que levantou sérias reservas em 1916 numa das teses que defendeu em Coimbra, ainda enquanto professor universitário). E não vejo como pudéssemos fugir da sua solução para esta ideia: campanha de apoio à produção agrícola, sobretudo cereais e regadio, com olival e vinho, forte apoio à pesca, à produção mineira e à florestação.&lt;br /&gt;Salazar procurava alimentar cerca de sete milhões de portugueses nos anos 30, não os 10 milhões que agora somos, e ainda assim falhou. Ribeiro Telles é seguramente um adversário da campanha do trigo, tal como ela foi executada. E é também um adversário da florestação do Estado Novo. E é ainda desfavorável a uma agricultura assente na fertilização química. E é ainda um defensor das matas de carvalhos e outras para climácicas.&lt;br /&gt;Só que produzirmos o nosso pão implica intensificação agrícola. E se se pretender que essa intensificação não assente nos adubos químicos, então implica também largas áreas desmatadas para colecção de nutrientes que suportem a fertilidade das terras de pão.&lt;br /&gt;Visto que não somos suficientemente eficientes na produção de parafusos para sermos reconhecidos como uma potência económica nesse sector, demos um bocadinho mais de realismo ao argumento de Ribeiro Telles e substituamos parafusos por pasta de papel e papel, onde de facto temos uma posição forte, base de uma das nossas grandes exportações (e, de longe entre os grandes sectores exportadores, a que tem maior incorporação de riqueza endógena).&lt;br /&gt;E o que acontece é que se deixássemos de produzir eucaliptos onde hoje os produzimos, substituindo a produção de pasta e papel por produção de pão, nós seríamos hoje incomparavelmente mais pobres, com salários de miséria na agricultura, com um pão caríssimo que os consumidores urbanos teriam de pagar, sem que a exportação de pasta e papel (ou parafusos) criasse a riqueza necessária para o fazer.&lt;br /&gt;A questão é que somos eficientes a produzir pasta e papel, mais eficiente que muitos outros países no mundo, mas somos muito pouco eficientes a produzir pão, muito menos eficientes que outras regiões do globo, como o corn belt americano. Portanto estaríamos a abdicar de criar eficientemente riqueza que outros estão dispostos a pagar, para produzir o que outros estão dispostos a vender-nos a um preço mais baixo que aquele a que conseguimos produzir.&lt;br /&gt;Se olharmos para uma das declinações desta ideia, sempre presente no discurso de Ribeiro Telles, que é a ideia peregrina de que a agricultura urbana é necessária para alimentar as cidades, rapidamente verificamos que é um pensamento reaccionário sem a lucidez e a modernidade da escola a que tanto Ribeiro Telles como eu pertencemos.&lt;br /&gt;Ribeiro Telles defende, como eu, a existência de agricultura urbana. Mas justifica-a nos termos em que falava Caldeira Cabral quando a defendia pelos anos 40 ou 50 do século XX, como uma actividade social, já que em nenhum momento discute a economia associada à sua criação e manutenção. O que se modernizou foi uma linguagem justificadora, a da paisagem pós-moderna, onde não há urbano e não urbano, mas esta é uma língua de pau que não diz nada (ou, pelo menos, eu não percebo nada do que isso quer dizer).&lt;br /&gt;Estou profundamente convencido de que se Ribeiro Telles se mantivesse no cadinho de cultura que fundou a profissão, onde o futuro se discutia solidamente com os pés na terra inter pares, provavelmente a justificação para a agricultura urbana há muito teria acompanhado os tempos e tinha mitigado as suas componentes sociais assentes na produção em quantidade para alimentar pessoas (componentes que existem e são limitadamente válidas) e se tinha afirmado na cidade por aquilo que é: uma função urbana de primeira grandeza, assente na procura de diferenciação alimentar e sustentabilidade na gestão do espaço público.&lt;br /&gt;Parece ser uma discussão de lana caprina, mas não é. Michele Obama e a Rainha de Inglaterra fazem parte da campanha eat the view, que leva à criação de hortas integradas nos jardins das propriedades mais emblemáticas, como a Casa Branca ou Westminster. O que está em causa não é a dedicação de espaços marginais, das traseiras, da periferia, a extractos sociais de baixos rendimentos, o que está em causa é reconhecer que controlar o que se come numa cidade é um luxo urbano só ao alcance de muito poucos.&lt;br /&gt;E que disponibilizar espaços para democratizar esse luxo é uma alternativa de gestão urbana que não pode confinar-se a uns sítios meios esconsos. O jardim da casa oficial do primeiro ministro em São Bento poderia bem ajudar quer o Sr. Primeiro Ministro, quer os Senhores Deputados a saber de onde vem o que comem e como foi produzido. Tal como o Palácio de Belém. Tal como o tabuleiro central do Parque Eduardo VII. E isso é um sinal de diferenciação assente na possibilidade de comer bem, não é, como antigamente, uma necessidade básica de ter horta para poder comer de qualquer maneira.&lt;br /&gt;O papel da agricultura urbana não é alimentar as cidades (basta fazer meia dúzia de contas para perceber como a ideia é absurda) é sim competir com outras funções nobres das cidades na criação de verdadeira qualidade de vida para os seus habitantes, criando riqueza, criando diferenciação, criando valor que permita conter a ocupação de todo o espaço pela construção.&lt;br /&gt;A minha homenagem a Ribeiro Telles é isto.&lt;br /&gt;Não é adulá-lo aceitando acriticamente tudo o que diz, mas estimulando uma discussão em que sei que Ribeiro Telles entra mais facilmente que muitos dos que o rodeiam de forma acrítica.&lt;br /&gt;A minha homenagem consiste em reconhecer em Ribeiro Telles a sua capacidade de evoluir rapidamente, adaptando ideias e conceitos ao que de novo foi encontrando pela vida, e estou convencido de que mantém essa capacidade, não merecendo que o tratem como se se incomodasse por meia dúzia de críticas de um impertinente qualquer.&lt;br /&gt;(neste texto uso ideias para as quais contribuíram várias pessoas, claro, mas gostaria de realçar Carlos Aguiar e João César das Neves. Nenhum deles tem nenhuma responsabilidade no que eu aqui escrevi mas há coisas que só escrevi porque fui ouvindo o que me foram dizendo generosamente e apenas pelo gosto de ensinar)&lt;br /&gt;henrique pereira dos santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-2701208236463639170?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2011/12/ribeiro-telles-nao-tem-razao.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-S6aNNWc5Slo/Tu4l1b2snQI/AAAAAAAABmM/psz54z6TlKs/s72-c/TellesCabral.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-808028789544117509</guid><pubDate>Sat, 17 Dec 2011 22:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-17T22:08:47.483Z</atom:updated><title>Concursos perdidos</title><description>Estive hoje num evento da PROAP, muito provavelmente o maior e mais internacional gabinete de arquitectura paisagista de Portugal.&lt;br /&gt;Uma sala para lá de cheia e uma pequena conversa à roda dos concursos perdidos, como introdução ao lançamento do livro anual do gabinete, neste caso "concursos perdidos/ lost competitions".&lt;br /&gt;Tiro o chapéu ao João Nunes e ao Carlos Ribas por resolverem fazer isto, expor os concursos perdidos pelo gabinete ao longo destes anos.&lt;br /&gt;É bom que haja quem tem a coragem de nos lembrar que o sucesso é a maior parte das vezes um mero intervalo numa sucessão de fracassos e que a arquitectura paisagista em Portugal está bem e recomenda-se, não vive de fantasmas do passado.&lt;br /&gt;henrique pereira dos santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-808028789544117509?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2011/12/concursos-perdidos.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-1791180879571293352</guid><pubDate>Wed, 14 Dec 2011 10:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-14T10:58:52.299Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Agricultura intensiva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Desenvolvimento sustentável</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Alimentação</category><title>Expansão agrícola e sustentabilidade</title><description>Vale a pena ler o artigo que acaba de sair na revista &lt;a href="http://www.pnas.org/content/108/50/20260.full"&gt;PNAS&lt;/a&gt; e cujo acesso é gratuíto:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Global food demand is increasing rapidly, as are the environmental impacts of agricultural expansion. Here, we project global                     demand for crop production in 2050 and evaluate the environmental impacts of alternative ways that this demand might be met.                     We find that per capita demand for crops, when measured as caloric or protein content of all crops combined, has been a similarly                     increasing function of per capita real income since 1960. This relationship forecasts a 100–110% increase in global crop demand                     from 2005 to 2050. Quantitative assessments show that the environmental impacts of meeting this demand depend on how global                     agriculture expands. If current trends of greater agricultural intensification in richer nations and greater land clearing                     (extensification) in poorer nations were to continue, ∼1 billion ha of land would be cleared globally by 2050, with CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;-C equivalent greenhouse gas emissions reaching ∼3 Gt y&lt;sup&gt;−1&lt;/sup&gt; and N use ∼250 Mt y&lt;sup&gt;−1&lt;/sup&gt; by then. In contrast, if 2050 crop demand was met by moderate intensification focused on existing croplands of underyielding                     nations, adaptation and transfer of high-yielding technologies to these croplands, and global technological improvements,                     our analyses forecast land clearing of only ∼0.2 billion ha, greenhouse gas emissions of ∼1 Gt y&lt;sup&gt;−1&lt;/sup&gt;, and global N use of ∼225 Mt y&lt;sup&gt;−1&lt;/sup&gt;. Efficient management practices could substantially lower nitrogen use. Attainment of high yields on existing croplands of                     underyielding nations is of great importance if global crop demand is to be met with minimal environmental impacts.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-1791180879571293352?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2011/12/expansao-agricola-e-sustentabilidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Miguel B. Araujo)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-4545297040767490834</guid><pubDate>Wed, 07 Dec 2011 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-08T00:31:49.301Z</atom:updated><title>Ik zie ik zie wat jij niet ziet</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zd31Yd3c-EE/Tt_9gq08GpI/AAAAAAAAAYE/AAAUWUs8_4o/s1600/socalco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="266" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-zd31Yd3c-EE/Tt_9gq08GpI/AAAAAAAAAYE/AAAUWUs8_4o/s400/socalco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

Há uma brincadeira infantil na Holanda com o nome do título, que quer dizer mais ou menos "eu vejo eu vejo o que tu não vês", na qual uma criança olha em volta e nomeia uma característica de um objeto em que a outra terá de adivinhar o que está a ver.

É giro, divertido e treina um olhar atento das crianças sobre o que as rodeia. 


Mas é um exercício interessante também para adultos, sobretudo quando estamos a olhar para uma paisagem. E muito revelador da perceção dessa mesma paisagem e revela muito sobre o quadro ético que condiciona essa perceção.


Roubei a imagem acima da revista Fugas do jornal o Público da semana passada e é evidente que se trata do Douro vinhateiro, que por mera coincidência veio à discussão muito recentemente por causa da barragem de Tua. É curioso como o orgulho nacional é impulsionado sobretudo quando alguém de fora vem dizer que algo é muito valioso cá. Nada como um estrangeiro dizer-nos que o vale do Douro é muito bonito, o fado também, a comida excelente e do tempo então nem se fala. Já sabíamos, mas agora "é oficial"! Mas estou a desviar.


Portanto vamos lá brincar: eu vejo eu vejo ... socalcos novinhos em folha e ripagens de alto a baixo! Agora adivinhem vocês o que estou a ver (na primeira vez não convém ser muito difícil, para não desencorajar).


Henk Feith&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-4545297040767490834?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2011/12/ik-zie-ik-zie-wat-jij-niet-ziet.html</link><author>noreply@blogger.com (Henk Feith)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-zd31Yd3c-EE/Tt_9gq08GpI/AAAAAAAAAYE/AAAUWUs8_4o/s72-c/socalco.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>20</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7453210.post-3944893496224509299</guid><pubDate>Wed, 07 Dec 2011 13:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-07T14:03:51.026Z</atom:updated><title>Uma questão de arquitectura paisagista</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-q8IvJdG1pno/Tt9xSH0TkwI/AAAAAAAABmA/wbfN2l07Nao/s1600/img_0327.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-q8IvJdG1pno/Tt9xSH0TkwI/AAAAAAAABmA/wbfN2l07Nao/s400/img_0327.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683385810914874114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;Esta paisagem fui buscá-la &lt;a href="http://cdsppvfx.wordpress.com/2011/10/17/construcao-de-acessos-a-plataforma-logistica-da-castanheira-sem-utilidade-poe-a-seguranca-das-pessoas-em-risco-da-vala-do-carregado/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. É muito curioso que quando se escreve paisagem no google e se olha para as imagens encontradas o que se vê, na maioria dos casos, não são verdadeiramente paisagens, mas sim representações do paraíso, mesmo quando o veículo é uma paisagem real&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O laboratório de fogos florestais publicou &lt;a href="http://www.facebook.com/#!/notes/laborat%C3%B3rio-de-fogos-florestais-utad/h%C3%A1-progressos-na-preven%C3%A7%C3%A3o-e-combate-de-inc%C3%AAndios-em-portugal/244333712300604"&gt;uma nota no seu facebook&lt;/a&gt; em que dá conta das conclusões do seu estudo sobre a eventual existência de progressos na prevenção e combate a incêndios em Portugal.&lt;div&gt;Sem surpresa, mas com solidez, a conclusão essencial é a de que apesar dos progressos numa série de factores, não há progressos na dimensão dos grandes incêndios e na área ardida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E conclui: "&lt;strong&gt;Portanto, uma maior % da superfície ardida corresponde agora a fogos maiores, inevitavelmente com maiores impactes ambientais e socioeconómicos".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenderei a subscrever todo o texto, que me parece bastante consistente, mas não este parágrafo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A razão é simples. Quem estuda os fogos, sejam os investigadores de origem florestal, sejam os de origem mais geográfica, como acontece na Universidade de Aveiro, tendem a estudar o que se passa depois de cada fogo. Na verdade perseguem os fogos para os estudar. Tendem assim a aumentar o seu conhecimento sobre os efeitos de cada fogo e é daí que concluem que fogos mais severos têm maiores impactos ambientais (maior quantidade de energia envolvida, maiores temperaturas atingidas, mais tempo de residência da frente de fogo, afectação mais profunda dos indivíduos e dos sistemas e por aí fora, como aliás se pode&lt;a href="http://utl.academia.edu/FilipeCatry/Books/855286/Fire_ecology_and_management_of_burned_areas_Ecologia_do_fogo_e_gestao_de_areas_ardidas"&gt; ler aqui&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos estes investigadores tendem pois a ser uma espécie de nómadas do fogo, caminhando atrás do seu objecto de estudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ora eu, que não sei nada de economia, nem consta que tenha biblioteca, nunca publiquei nada de relevante sobre o fogo, isto é, nada de academicamente reconhecido como relevante sobre o assunto, como bem lembrou o Joaquim Sande Silva uma vez que tivemos por aqui uma discussão sobre a matéria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, no entanto, aqui e ali pedem-me para eu ir falar sobre o assunto em salas cheias de pessoas que publicam coisas academicamente relevantes sobre a matéria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A melhor explicação que me deram para esses convites foi a de que o meu ponto de vista era um pouco diferente dos outros, porque olhava para a paisagem e não para os fogos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebo hoje que essa é uma observação justa. Ao olhar para a frase que citei acima sobre os efeitos dos fogos severos dou-me conta, exactamente, de que a minha discordância decorre apenas do referencial usado, ou seja, do ponto de vista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na verdade não há qualquer dúvida de que os fogos severos são mais severos, isto é, mais impactantes. Quando o que me preocupa é saber o que acontece quando arde, o mais natural é ser levado a concluir o que o laboratório de fogos florestais da UTAD conclui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se deslocar o ponto de vista para a paisagem, isto é, se o que me preocupa é um pedaço de território e todo o processo da sua construção, o fogo é apenas mais um dos elementos que actuam sobre essa paisagem. Que, como todos os elementos de uma paisagem, só pode ser inteiramente compreendido sabendo de onde vem e para onde vai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se for esse o ponto de vista, e esse é o ponto de vista normal de um paisagista que não tenha frases feitas na cabeça do género "nos eucaliptais não se ouvem passarinhos", então o que verdadeiramente conta não é o efeito de cada fogo mas o efeito (e, já agora, a causa) do padrão de fogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E aí entronca a minha objecção à frase citada: fogos frequentes e pouco severos são sempre menos prejudiciais que fogos severos e menos frequentes?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não estou convencido de que a resposta seja positiva, mas estou perfeitamente convencido de que a resposta se encontra mais facilmente reconhecendo a questão como sendo mais de arquitectura paisagista que de ciência do fogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Note-se que nada de corporativo está no parágrafo anterior: eu acho a paisagem uma coisa demasiado importante para ser entregue a paisagistas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é pois uma defesa corporativa que me move no que escrevi (até porque a arquitectura paisagista corria o risco de ser varrida da discussão por falta de comparência na matéria) mas simplesmente o reconhecimento de que o ponto de vista que parte da paisagem está claramente sub-valorizado na gestão das paisagens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se mais paisagistas (não, não sou o único, há mais, mas continuam a ser poucos os que se exprimem no espaço público) se limitassem a expressar pontos de vista a partir daquilo que define a sua profissão, muitas das coisas que digo pareceriam menos estranhas e provocatórias porque seriam mais vulgarmente ouvidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;henrique pereira dos santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7453210-3944893496224509299?l=ambio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ambio.blogspot.com/2011/12/uma-questao-de-arquitectura-paisagista.html</link><author>noreply@blogger.com (Henrique Pereira dos Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-q8IvJdG1pno/Tt9xSH0TkwI/AAAAAAAABmA/wbfN2l07Nao/s72-c/img_0327.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></item></channel></rss>

