<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643</atom:id><lastBuildDate>Tue, 09 Jun 2026 04:07:11 +0000</lastBuildDate><category>O coração do Fernando está no cérebro</category><category>Engenharia Reversa</category><category>...e tudo começou guardando desenhos numa pastinha</category><category>outros fizeram só fiquei olhando</category><category>brincadeiras de mangá</category><category>Alma de Aço - fotos do “antes”</category><category>Fanzineiro universitário</category><category>“Nunca soube que o Aoki desenhava”</category><category>Alma de Aço - fotos do “DEPOIS”</category><category>Viajantes temporais</category><category>musas e músicas</category><category>HQs cômicas completas</category><category>Kivitonita</category><category>HQs sérias completas</category><title>Alma de Aço, o Latão</title><description>A recriação do herói com humor, ironia e sagacidade (além de reflexões afins).</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-8459608969746709177</guid><pubDate>Tue, 12 May 2026 14:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-06-04T23:02:01.661-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">...e tudo começou guardando desenhos numa pastinha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Alma de Aço - fotos do “DEPOIS”</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">HQs sérias completas</category><title>Apresentando o personagem “Alma de Aço”</title><description>&lt;p&gt;Começou como uma história &lt;i&gt;“one-shot”&lt;/i&gt; (com começo-meio-e-fim no mesmo episódio) de um robô super-herói criado em 1986 para um público juvenil a pedido de um editor de publicações deste gênero. Insatisfeito com sua qualidade precária, com diversos erros e problemas típicos de autor-desenhista iniciante, mas acreditando naquele personagem (que tinha um nome original e fácil de memorizar, e uma boa premissa para virar uma série), pratiquei uma contínua reescrita daquela aventura em busca de um “senso de maravilhamento” que os bons quadrinhos oferecem, e dessa forma, descobri que aquele universo ficcional seria uma plataforma divertida para se contar todo tipo de história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eis suas quatro etapas de desenvolvimento da história que inauguraria a série:&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: none; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVNrrYhHWX13cGPFnVI62XGzymRowqen95by9OdT-2MYv99fR0O5QKLmJLIW8rYsNIilPybLKD4yxGghNdewAFvK1h23UqVnAv1_NJ09ZjucVDfvRl7gPDvsfx1HnSqE1_SdfWLg-JkEOdx7UZLWDFJQMc2tJon2uaAZ6jLnyISYvO6EX3cHaa8953GDg/s250/AlmadeAco%20voando%20cor%20WEB.png&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-left: 0px; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVNrrYhHWX13cGPFnVI62XGzymRowqen95by9OdT-2MYv99fR0O5QKLmJLIW8rYsNIilPybLKD4yxGghNdewAFvK1h23UqVnAv1_NJ09ZjucVDfvRl7gPDvsfx1HnSqE1_SdfWLg-JkEOdx7UZLWDFJQMc2tJon2uaAZ6jLnyISYvO6EX3cHaa8953GDg/s1600/AlmadeAco%20voando%20cor%20WEB.png&quot; style=&quot;margin-right: 1em;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;ol&gt;
  &lt;li&gt;&lt;h2&gt;&lt;span class=&quot;tm11&quot; style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Versão de 1986&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span class=&quot;tm8&quot;&gt;Contando uma história de origem para o herói, cuja premissa não passava de um tipo de “super-homem com desculpa para a sua invulnerabilidade: quebrou, conserta”. Com noção muito vaga de enredo, de criação de tensão e expectativa e incapaz de envolver o leitor com o drama dos personagens, este quadrinho foi desenhado e arte-finalizado em preto e branco, sem planejamento prévio: a história era escrita durante o desenho de cada página.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; Versão de 1989&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span class=&quot;tm8&quot;&gt;Escrita através de &lt;i&gt;storyboards&lt;/i&gt; que aplicavam várias técnicas apropriadas de quadrinhização com dinamismo e boa leitura, tinha um início dinâmico e um desfecho com impacto, mas que falhava justamente por não conseguir comover nem despertar empatia pelos personagens (faltou “alma”!!!).&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Versão de 2003&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span class=&quot;tm8&quot;&gt;Apenas anotada como sinopse estendida, em forma de descrição textual sem estrutura literária ou cuidados; definiu o “cânone” de origem do personagem, melhorou a interação entre ele e os demais, com ênfase tanto para a “dor” dos coadjuvantes quanto para o próprio desejo do antagonista, porém não conseguiu o apelo desejado, já que, pela trama, o herói da história (e de sua posterior série) começava apenas como um &lt;i&gt;“McGuffin”&lt;/i&gt; (objeto ao redor do qual giravam as ações dos demais personagens), e só então age para encerrar a história como um &lt;i&gt;&lt;span class=&quot;tm16&quot;&gt;“Deus Ex-Machina”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; (ironia!) para um final (mais-ou-menos) feliz; o fato é que ninguém aprecia e muito menos se solidariza com um protagonista &lt;i&gt;&lt;span class=&quot;tm9&quot;&gt;coadjuvante em sua própria aventura inicial&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt; Mesmo com todos esses senões, esta trama será a história “de origem” do Alma de Aço, inclusive esclarecendo porque o personagem recebeu este nome.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Versão “inspiração pela escrita em andamento”&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span class=&quot;tm15&quot;&gt;Uma história diferente, cujo roteiro aplica todos os ensinamentos práticos e conceituais aprendidos através de muita leitura e reescrita, simulando um episódio de uma série já em andamento que apresenta o protagonista pelo seu &lt;b&gt;desejo central&lt;/b&gt; (sem &lt;i&gt;flashbacks&lt;/i&gt; exaustivos que quebram o ritmo da narrativa), visando a empatia com o leitor. Antevê uma mudança de público, menos infanto-juvenil e mais jovens-adultos (seguindo o modelo de sucesso atual da literatura sob medida para &lt;i&gt;“young adults”&lt;/i&gt;. A ideia é de mostrar os progressos para serem acompanhados por seguidores em comunidade de engajamento difundida por redes sociais.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;

&lt;h2&gt;Conheça as histórias:&lt;/h2&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://almadeaco.blogspot.com/p/as-aventuras-do-alma-de-aco.html&quot; style=&quot;color:#C0C0C0;&quot;&gt;As Aventuras do Alma de Aço&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;h2&gt;Veja também os desdobramentos da série:&lt;/h2&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://almadeaco.blogspot.com/p/mundos-sem-alma.html&quot; style=&quot;color:#C0C0C0;&quot;&gt;Mundos sem Alma (o 1º &lt;i&gt;spin-off&lt;/i&gt;)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://almadeaco.blogspot.com/p/malcriacoes-ilimitadas.html&quot; style=&quot;color:#C0C0C0;&quot;&gt;(Mal)Criações Ilimitadas (o 2º &lt;i&gt;spin-off&lt;/i&gt;)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://almadeaco.blogspot.com/p/piadas-de-caserna-sobre-o-barril-de.html&quot; style=&quot;color:#C0C0C0;&quot;&gt;Piadas de Caserna sobre o Barril de Pólvora (o 3º &lt;i&gt;spin-off&lt;/i&gt;)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;&lt;a href=&quot;#&quot;&gt;Até os Coadjuvantes Merecem uma 2º Chance (o 4º e último &lt;i&gt;spin-off&lt;/i&gt;)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2026/05/o-que-e-o-alma-de-aco.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVNrrYhHWX13cGPFnVI62XGzymRowqen95by9OdT-2MYv99fR0O5QKLmJLIW8rYsNIilPybLKD4yxGghNdewAFvK1h23UqVnAv1_NJ09ZjucVDfvRl7gPDvsfx1HnSqE1_SdfWLg-JkEOdx7UZLWDFJQMc2tJon2uaAZ6jLnyISYvO6EX3cHaa8953GDg/s72-c/AlmadeAco%20voando%20cor%20WEB.png" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-3182330961567436544</guid><pubDate>Tue, 02 Sep 2014 01:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-09-10T20:51:41.347-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">musas e músicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">“Nunca soube que o Aoki desenhava”</category><title>O resgate das memórias e perdas que ninguém parece se importar...</title><description>&lt;h4&gt;“A Prisioneira D’Alma &lt;span style=&quot;font-weight:normal;font-size:75%;&quot;&gt;(Sérgio Molina e Lílian Jacoto, interpretado pela banda Canastra)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;
Cada detalhe me comove&lt;br /&gt;
Me mexe, eu deixo me envolver&lt;br /&gt;
E de tal modo que eu fico louco&lt;br /&gt;
E loucomovo o mundo eu levo&lt;br /&gt;
Cada detalhe...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu tenho as mãos atadas com carinho&lt;br /&gt;
Eu venho e me emociono aos pouquinhos&lt;br /&gt;
Eu sinto a sombra, a morte é branca&lt;br /&gt;
Eu sinto o frio, a morte é neve&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;And never more tive um amor”&lt;/p&gt;

&lt;!– more –&gt;
&lt;p&gt;(http://www.molamusical.com.br/discografia.php)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;h4&gt;“Quando Ismália Enlouqueceu &lt;span style=&quot;font-weight:normal;font-size:75%;&quot;&gt;(Sérgio Molina e Lílian Jacoto, interpretado pela banda Canastra)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;
Ao longe, o mastro de um navio&lt;br /&gt;
Percorre o mar, até o céu.&lt;br /&gt;
Vai longe e busca o nunca mais,&lt;br /&gt;
vai longe e busca o nunca mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O breu da bruma esconde a quem?&lt;br /&gt;
Que olhos têm a escuridão que encobre a torre de marfim?&lt;br /&gt;
Que ouvido sonha o canto atroz?&lt;br /&gt;
Que lábios sentem o fado meu?&lt;br /&gt;
Qual olho espreita a nau veloz?&lt;br /&gt;
Que mágoa tece o fardo seu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dispersa, a noite se perdeu,&lt;br /&gt;
sonhando à nau acompanhar,&lt;br /&gt;
porém, girando em solidão&lt;br /&gt;
pergunta a esmo sem cessar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aonde o tempo em mim, se esconde?&lt;br /&gt;
Aonde, aonde?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aonde o tempo em mim, se esconde?&lt;br /&gt;
Aonde, aonde?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem dera fosse uma fragata&lt;br /&gt;
que navegasse além da morte&lt;br /&gt;
e quem me visse, visse um ponto&lt;br /&gt;
o centro, o norte do horizonte&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aonde o tempo em mim, se esconde?&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Aonde, aonde?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aonde o tempo em mim, se esconde?&lt;br /&gt;
Aonde, aonde?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que morte sou e desconheço&lt;br /&gt;
De quem o brilho que disperso&lt;br /&gt;
E faço náufrago de mim&lt;br /&gt;
E faço náufrago de mim&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No mar, à tona surge a lua,&lt;br /&gt;
E envolve a nau até o céu.&lt;br /&gt;
Na torre, Ismália pende a voz&lt;br /&gt;
E em dissonantes tons,&lt;br /&gt;
Menstrua.”&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggF7ThrAhlcLXOBJnvAUy3RqdDoaU37KlucZfD1q5Uyw65BjNVRUlhyphenhyphenZzty2HzAhJk0ZscRUcVRWHV2VjORjJo9oLdU86NaRzivVE1_uNmvQCSixrYvoIz0pDNmn-Yr6irBTt-NB6Hq5U/s1600/cd-canastra-cameratti-1994-12392-MLB20058351914_032014-O.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggF7ThrAhlcLXOBJnvAUy3RqdDoaU37KlucZfD1q5Uyw65BjNVRUlhyphenhyphenZzty2HzAhJk0ZscRUcVRWHV2VjORjJo9oLdU86NaRzivVE1_uNmvQCSixrYvoIz0pDNmn-Yr6irBTt-NB6Hq5U/s200/cd-canastra-cameratti-1994-12392-MLB20058351914_032014-O.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A grande diferença entre essas duas músicas é que a primeira recebeu um registro, foi gravada no único &lt;a href=&quot;http://www.molamusical.com.br/discografia.php&quot; title=&quot;Banda Canastra, discografia de Sérgio Molina&quot;&gt;CD da banda&lt;/a&gt;, por volta de 1992 ou 1994 (memória falhando aqui). Ambas são melodias lindas, com arranjo instrumental fantástico e interpretação impecável. Ambas dignas de perpetuação de alguma forma, transcendendo a lembrança de quem teve oportunidade de apreciá-las e ouvi-las. A segunda só sobrevive na memória daqueles que a compuseram e a interpretaram, eu mesmo só pude resgatar a letra da “Ismália” de memória, e chutando as partes que não lembrava mesmo em palavras que pareceram formar uma trama coerente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu cometi umas barbaridades que me fizeram extraviar as minhas gravações em fita cassete dessa música, ou seja, eu mesmo perdi meus próprios registros da mesma, e retomando contato com seus autores e intérpretes, não há planos nem interesse de regravar tal música, fizeram uma tentativa de reaproveitar alguns trechos numa nova música, &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=YmnbUd9qx30&quot; style=&quot;text-decoration: none;&quot;&gt;Orfeu&lt;/a&gt;, mas confesso que, apesar de manter a beleza, fica uma sensação de “falta algo”, de que aquela música não faz justiça à original. Deve ser uma questão de lembrança afetiva, não obrigatoriamente associada ao objeto em si, mas às circunstâncias, como na &lt;a href=&quot;http://www.ocantinhodalena.com.br/textosreflexivos/tr03/tr03.htm&quot; style=&quot;text-decoration: none;&quot;&gt;fábula do rei e do cozinheiro&lt;/a&gt; (texto atribuído a Walter Benjamim).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu só tenho boas lembranças dessa música, e o pensamento recorrente de que, a despeito do desfecho melancólico do esquecimento e da existência vã, pois ela partiu para o mesmo canto das doces recordações da infância (muito longínqua, no meu caso), em que podíamos soltar as crianças na vizinhança, elas se reuniam com seus amigos e brincavam pela rua, sem maiores preocupações, mesmo um carro ou outro passando não consistia em grande ameaça. Situações boas de tempos antigos que não têm mais contexto nem vez nos dias atuais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu posso especular o que é uma pessoa ter criado, ou participado da criação, de uma obra artística que afetou positivamente as pessoas, trouxe beleza, alegria, ou desconcerto para elas. Que toca a alma de alguém. Acredito piamente que essa sensação de ter produzido um legado positivo ao mundo ajuda a dormir melhor à noite. Eu sinto isso quando penso em algumas das pessoas que ajudei em situações-chave de suas vidas, como as que ajudei a finalizar seus trabalhos de formatura da faculdade, ou uma ou outro autor de histórias a quem pude dar uma dica útil.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOYELxbd8nL0blizFB2hO9q54wiGfc3N67eV0NiLEYubi9jTgB9dWak9KQe3L7lhkgkul6W1jeFnAU1Zw8gA_CF7tHSc5RQo4QQFdrojIqSvGBEm2d0L8vtFVKGvT37v4xjF83p-ErhqE/s1600/porra-o-que-mais-falta.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOYELxbd8nL0blizFB2hO9q54wiGfc3N67eV0NiLEYubi9jTgB9dWak9KQe3L7lhkgkul6W1jeFnAU1Zw8gA_CF7tHSc5RQo4QQFdrojIqSvGBEm2d0L8vtFVKGvT37v4xjF83p-ErhqE/s320/porra-o-que-mais-falta.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Como de hábito, eu sempre busco amarrar minha exposição inicial com o assunto recorrente deste blog, minha própria produção de quadrinhos. O tempo passa, um monte de tecladas ruminando coisas interessantes e até mesmo dignas de virarem quadrinhos, e não sai disso. Nenhum desenho. As dúvidas sobre a validade e a qualidade das sinopses, das iniciativas, pedindo e implorando por aceitação de outros que não eu mesmo, essa mendicância por atenção, literalmente pendurando uma melancia no meu próprio pescoço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O essencial fica de fora, o desejo de perpetuação de espécie, de legado, convertido numa vontade de fazer histórias que persistam na memória dos leitores, do mesmo jeito que diversas histórias (diversas delas consideradas ainda hoje “antológicas”) persistem em minha memória até hoje. Meus amigos músicos fizeram um trabalho primoroso com suas músicas, e mesmo assim… poucas pessoas delas se lembram, bem menos pessoas que puderam assistir aos shows, testemunhá-las ao vivo, apreciá-las… e amá-las, como eu!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDZSenUk1QEKcgpon9OhAZ8IHYQSF1KFXP0cLX_-CLk8x9sqowWoORBERRD0L4lxwzkr-v0N2CCjHtVFNCclfhmkD5VwVk6AHoFrVHH1uBmnPNpUeCdcSy7hRB9GX1cH-Kx8_qGWDGqmw/s1600/bicho-de-7-cabecas-vol-ii-W200.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDZSenUk1QEKcgpon9OhAZ8IHYQSF1KFXP0cLX_-CLk8x9sqowWoORBERRD0L4lxwzkr-v0N2CCjHtVFNCclfhmkD5VwVk6AHoFrVHH1uBmnPNpUeCdcSy7hRB9GX1cH-Kx8_qGWDGqmw/s320/bicho-de-7-cabecas-vol-ii-W200.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Confesso não apreciar a perspectiva de destino igual para minhas obras ficcionais, mas aí lembro-me da própria trajetória desses meus amigos músicos, até hoje se dividindo entre ganhar a vida e realizar sua arte. E lembro-me da maravilha, do encantamento proporcionado pelas músicas, lembro-me de sua capacidade de encantar não apenas a mim, como também a outras pessoas. Lembro-me da ausência de arrependimento de quem comprava o ingresso e teve a sorte de ouvi-los. Lembro-me de artistas do calibre do Itamar Assumpção, tão marginalizado e penando tanto para realizar sua música a ponto de cogitar em largar tudo para se tornar frentista de posto de gasolina, até que ser convidado para fazer shows na Europa, principalmente na Alemanha, e finalmente ter sido reconhecido em vida antes de morrer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgy-9CpZtdFqwjJPXkMw0euywiU1W59a0N6Djst1CiVT_smZlbXTLDpXCzTMmbzvlmDVeDzYfeWntqtpZKokuYlb-i4KNGxNhegYRC5Yd5BV_JStpVdY_yreBn0t9tP02PWmHG1DzvODKE/s1600/hector_rua_devakan_webversion2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgy-9CpZtdFqwjJPXkMw0euywiU1W59a0N6Djst1CiVT_smZlbXTLDpXCzTMmbzvlmDVeDzYfeWntqtpZKokuYlb-i4KNGxNhegYRC5Yd5BV_JStpVdY_yreBn0t9tP02PWmHG1DzvODKE/s200/hector_rua_devakan_webversion2.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Lembro do meu falecido amigo Zé Roberto Pereira, insistindo em sua arte literária, seus escritos de pegada pop porém enfoque único, da sua iniciativa em escrever textos para “deixar a alma do leitor de pau duro”, como ele vivia dizendo que este seria o melhor critério para a autoavaliação honesta que um autor pode exercer sobre sua própria ficção: o teste da leitura, se o que você bolou na intenção e na vontade realmente se materializou, na cristalização proporcionada pela narrativa escrita/desenhada, em algo que transcenda a mera inspiração e orgulho de criador, mas que seja tão memorável, tão inspirador quanto as histórias antológicas conseguem, te deixem a alma de pau duro! Histórias com as quais as pessoas, por menos pessoas que sejam, se importem!&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2014/09/o-resgate-das-memorias-e-perdas-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggF7ThrAhlcLXOBJnvAUy3RqdDoaU37KlucZfD1q5Uyw65BjNVRUlhyphenhyphenZzty2HzAhJk0ZscRUcVRWHV2VjORjJo9oLdU86NaRzivVE1_uNmvQCSixrYvoIz0pDNmn-Yr6irBTt-NB6Hq5U/s72-c/cd-canastra-cameratti-1994-12392-MLB20058351914_032014-O.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-5892017454233816816</guid><pubDate>Tue, 26 Aug 2014 10:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-08-29T12:58:03.295-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">...e tudo começou guardando desenhos numa pastinha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">“Nunca soube que o Aoki desenhava”</category><title>Deus está nos detalhes... e o diabo, também!</title><description>&lt;h2&gt;
Elegias&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;A melhor coisa de você ter uma audiência composta apenas por pouquíssimas pessoas é que você tem a liberdade de postar qualquer besteira apenas para manter o hábito da escrita e afugentar os demônios da imaginária e doentia falta de inspiração (o outro nome da preguiça).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queria antes escrever histórias que impressionem, que gravem pelo fogo da inspiração sua trajetória na lembrança dos leitores, que acabem virando comentários casuais em rodinhas de amigos reunidos, que virem sátiras e trollagens em posts de facebook, que emocionem as pessoas até que o boca-a-boca as espalhem para muito além do gueto e do nicho.&lt;br /&gt;
Quero pegar situações do cotidiano, vivências reais ou medos reais das pessoas, dramas passíveis de comoção, identificação, interesse por quem gosta de acompanhar a vida alheia, ou mesmo gosta de um entretenimento baseado em obras ficcionais. E tenho particular apreço por fugir da “estética” do cronista, e reinventar tudo, simbolizar e metaforizar, o que gosto de chamar de &lt;strong&gt;“realidade reinventada”&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;!– more –&gt;
&lt;p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtH5SpJX-kYov8hbgcOHaVS0PPemlVReRTSmN7YGyfBI1drVtSXTjBNp2OEUGYiAZjUBnIpQWEKSigFQns557JUUD0g_tMW2JtoT2hX50KbwAryqG_2sIk7-X54QV_AzFkt_whB-O-GxI/s1600/almadeaco-vaiproespaco.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtH5SpJX-kYov8hbgcOHaVS0PPemlVReRTSmN7YGyfBI1drVtSXTjBNp2OEUGYiAZjUBnIpQWEKSigFQns557JUUD0g_tMW2JtoT2hX50KbwAryqG_2sIk7-X54QV_AzFkt_whB-O-GxI/s400/almadeaco-vaiproespaco.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Já me alertaram sobre o risco real de expor fatos de minha vida pessoal nessas metáforas, por mais bem mascaradas através de um gênero ficcional tão descompromissado e leve como quadrinhos de aventuras de temática super-heroística, mas acredito piamente ser um risco que vale a pena correr, independente da minha competência como narrador, como contador de histórias, como reinventor de realidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O insight, aquele instante divino em que o autor tem total ciência e certeza do que deve transpor para o papel... (e estou tendo de transferir teclando as anotações de meu celular para o computador por ele não ter o recurso de copiar-e-colar, são só recordatórios mesmo!) &lt;br /&gt;A bem da verdade, essa tal inspiração divina está diretamente associada à consolidação de todo um esforço diário e cotidiano de escrita, de labor, os tais 99% de transpiração tão famosos atribuídos à frase de Albert Einstein! E está correto, tão verdadeiro quanto afirmações de sensatez que afirmam que a sorte só aparece mesmo àqueles que já vinham se preparando desde sempre. Oportunidade é quando o acaso coroa seus esforços, e não vejo razão para abrir mão desta crença.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No último post, havia assumido um compromisso com meus leitores de detalhar e descrever a tal da história que era um exercício de destravamento e acabou virando outro monstro, mas senti que é muito pior deixar meu blog parado e inativo sem nenhuma atualização, daí esta postagem no puro improviso, sem a linha de raciocínio de introdução-tese-conclusão que tanto aprecio em meus próprios textos (uma vez dissertador, sempre dissertador!). Aos que realmente aguardavam atualizações, me desculparei apropriadamente nos próximos posts.&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2014/08/deus-esta-nos-detalhes-e-o-diabo-tambem.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtH5SpJX-kYov8hbgcOHaVS0PPemlVReRTSmN7YGyfBI1drVtSXTjBNp2OEUGYiAZjUBnIpQWEKSigFQns557JUUD0g_tMW2JtoT2hX50KbwAryqG_2sIk7-X54QV_AzFkt_whB-O-GxI/s72-c/almadeaco-vaiproespaco.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-3422271351855612232</guid><pubDate>Thu, 03 Jul 2014 09:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-08-29T12:58:21.874-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">...e tudo começou guardando desenhos numa pastinha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">“Nunca soube que o Aoki desenhava”</category><title>Indo longe demais na retomada...</title><description>&lt;p&gt;A tarefa deveria ser simples. Atender a demanda, isso bastava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma tarefa simples e banal, sem complicação, de entrega simples. Apenas meia hora do meu tempo, nada sofisticado, elaborado. Apenas a retomada após uma devastadora e prolongada hibernação, sob os auspícios da procrastinação permanente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpJwZl-UvlYa8TpgVjhqAWKz6d7uPYUynonodQWO52hndQUtFyGSmfJIoQnrZ3ritaNHbGD5yQtH5CsMf4OTZu7Wg479_53JKfHKz8gTARZOKvVpUIf7fF3DiaZIX192OR4U6v52Vo-Uc/s1600/lostintime-rafe20.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpJwZl-UvlYa8TpgVjhqAWKz6d7uPYUynonodQWO52hndQUtFyGSmfJIoQnrZ3ritaNHbGD5yQtH5CsMf4OTZu7Wg479_53JKfHKz8gTARZOKvVpUIf7fF3DiaZIX192OR4U6v52Vo-Uc/s400/lostintime-rafe20.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Era uma premissa interessante: se eu me sentia bloqueado em função da grandiosidade e da quantidade de elaboração que apliquei na reconcepção de meus personagens e de minha série, e se era o vulto e a premisumível trabalheira que vislumbrei para materializá-los que me fazia travar e partir para uma procrastinação permanente, então eu deveria me exercitar com coisas muito menores e menos intimidadoras.&lt;/p&gt;&lt;!– more –&gt;
&lt;p&gt;Seria como um simples exercício descompromissado, como aqueles treinos copiando desenhos de anatomia só para melhorar a técnica: não é para fazer e sair por aí mostrando, é desenferrujar músculos. Praticamente como um ex-praticante de atividades físicas que resolve retomar os exercícios, e sob recomendação médica, começa com atividades leves, no limite de peso suficiente para fazê-lo se sentir ativo novamente, mas sem chegar a forçá-lo, a confrontá-lo com limites físicos que poderiam machucá-lo e inviabilizar sua capacidade de se exercitar novamente no futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi uma grande ironia eu mesmo ter sugerido no último post deste blog que, se uma pessoa não soubesse muito sobre a arte de quadrinhizar situações, então que tomasse algo beeem descompromissado e insípido/inodoro (do ponto de vista afetivo e emocional), como um vídeo divertido do youtube, para transcrever as cenas paradas do vídeo, escolhendo as mais marcantes e a partir da recriação da trama como uma fotonovela (ou desenho a partir dos fotogramas), aprendesse noções sobre quadrinhização que poderia usar em sua própria história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_gkIIbztz4bX_DlPTi8idNDiyU6xJdHUBRhkroQEgBsti3h7qgajgOfTlPQYdaWIP-Uh6GGeonVS-4amOOWWXGm_XXUGWEZUvTB80krTS_4lbSn4L6LhvKe8QeNBmjA9SlhIB5cTsgU0/s1600/sam-e-sandy-1989.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_gkIIbztz4bX_DlPTi8idNDiyU6xJdHUBRhkroQEgBsti3h7qgajgOfTlPQYdaWIP-Uh6GGeonVS-4amOOWWXGm_XXUGWEZUvTB80krTS_4lbSn4L6LhvKe8QeNBmjA9SlhIB5cTsgU0/s320/sam-e-sandy-1989.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Mal percebia eu que, com todo o encaminhar de minha trajetória profissional desvinculada dos quadrinhos para a direção de projeto e programação visual (e recentemente, criação de conteúdo a partir de vantagens e benefícios de produtos), eu mesmo deveria exercitar minha retomada da forma que recomendei aos iniciantes: tomando como inspiração um material descompromissado e (principalmente!) emocionalmente indiferente. Eu não posso me tratar como o ex-praticante de esportes que resolve retomar carreira. Eu sou o cara que ficou anos acamado, com o corpo definhando, que um dia se vê em condições de sair da cama, mas para fazer coisas bem simples, como sentar, se levantar e dar alguns passos, tem que aprender tudo do zero, tem que reaprender tudo. Não se trata simplesmente de recondicionar o corpo: Fisioterapia é a palavra correta!!! E do tipo reaprender a andar mesmo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Certo, e por que não houve esse exercício de retomar atividade com algo bem simples, como as anteriormente citadas fotogrametrização (ou fotonovelização) de vídeos curtos de youtube, os irônicos ou os engraçados? Tudo totalmente desvinculado emocionalmente, sem o menor risco de adiamentos por razões emocionais, aliado à proposição de, sendo um exercício de desenferrujamento, jamais seria necessário mostrá-los a quem quer que seja?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;******** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;… A ideia idiota! Pretensiosa, um exercício de prepotência no final das contas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLyM4TM_yjHIRp5jq_8-Y-tX3nqhIyg-G9XXr0ydJCwZNLQuPQFtfUJlbvVwNllUXv1n6I9RE17OTphnDwqETI8zmEYyln07aqi56bSuESpy5Ce1Jmz2kL5ucrZ0JbiVYd9Nv4bwSBjLgu/s1600/aoki_JoseMauroTrevisan.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLyM4TM_yjHIRp5jq_8-Y-tX3nqhIyg-G9XXr0ydJCwZNLQuPQFtfUJlbvVwNllUXv1n6I9RE17OTphnDwqETI8zmEYyln07aqi56bSuESpy5Ce1Jmz2kL5ucrZ0JbiVYd9Nv4bwSBjLgu/s200/aoki_JoseMauroTrevisan.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Parecia ser tranquilo, sem maiores dificuldades, e uma retomada digna de um suposto legado no meu imaginário no qual eu me imaginava como um grande talento do quadrinho nacional que, a pretexto de falta de perspectivas profissionais (que acobertaram as verdadeiras razões de acovardamento puro) se afastara do meio e que agora iria retornar e deixar a todos de bocas abertas com a alta qualidade de seu trabalho, de sua ficção. O legítimo representante da velha anedota de “A volta dos que não foram”, tão utilizada em piadas dos fins dos anos oitenta e que na verdade nunca soube qual era o sentido dessa anedota em si, mas apenas vim vivenciando desde que abri este meu blog numa tentativa de reconciliação com meu passado renegado e abortado de criador de narrativas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-WsTorEqBknTsPJuqxwm9lD2pmnmAI5CRDTw5Nowd63agmnaSv7-FR-veG2Hcg861JKXUyyTh4vcGnlibq7i54ZIlyuOQs8AZUyNcM4lgWrNaReYL2-NTp06onUfBYB1lR5ArTq7lk_s/s1600/zeroberto_desenha_aoki_1992.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-WsTorEqBknTsPJuqxwm9lD2pmnmAI5CRDTw5Nowd63agmnaSv7-FR-veG2Hcg861JKXUyyTh4vcGnlibq7i54ZIlyuOQs8AZUyNcM4lgWrNaReYL2-NTp06onUfBYB1lR5ArTq7lk_s/s200/zeroberto_desenha_aoki_1992.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O paradoxo de sempre condenar os autores que, a despeito de suas limitações, expunham à luz, ao conhecimento público, suas artes, suas histórias, condenados por mim pela flacidez de ideias, independente do quão elaborados ou até mesmo bonitos tenham ficado seus desenhos. Condenei-os por praticarem ficções que me doíam ao intelecto e eu mesmo via meus próprios devaneios crescerem como boas narrativas, convincentes, comoventes, mas que aprisionadas em forma de pensamentos sem sequer se fazerem presentes na forma de rascunhos, nunca eram postas à prova da leitura de outros como os quadrinhos deles estavam sendo. E essa inveja me consumia, e eu a disfarçava com um discurso, com desenhos velhos feitos por um jovem mal saído da adolescência que era um arremedo de recortes, microplágios e fanfics retirados de várias obras diferentes, mas de costura tão pífia e tão incipiente que só com muita boa vontade você perdoa, e apenas se levar em conta a idade e inexperiência da pessoa à época, no agora longíquo ano de 1986.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se, se, e se. Condicionais. E especulações mentais, autossabotagens, procrastinações, fuga para atividades prazerosas como joguinhos de computador (e agora de celular), qualquer dispersão para evitar sentar numa cadeira e sair rascunhando, rabiscando, ou mesmo num processador de texto para desfiar anotações e observações úteis em construção de situações, tramas, dramas e personagens. No entando, o maldito do discurso estava lá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEierF1pQpe0IVaEJ5Rtk9soqPmDZfUfrfC0M5oZKjgX3Kbgokpm-_vq1u7-p2mZLxTbZ1a8AHACM_Zp16VW9k34Z7lOOmKsWBMLDnFGLefp1mccN7oBTkVYKW39fqpV5dIpsjKJknC3nJ0/s1600/almadeaco_poster_1986.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEierF1pQpe0IVaEJ5Rtk9soqPmDZfUfrfC0M5oZKjgX3Kbgokpm-_vq1u7-p2mZLxTbZ1a8AHACM_Zp16VW9k34Z7lOOmKsWBMLDnFGLefp1mccN7oBTkVYKW39fqpV5dIpsjKJknC3nJ0/s320/almadeaco_poster_1986.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O discurso de “eu mereço mais do que simplesmente desenferrujar minha prática com um mero exercício de quadrinhizar um vídeozinho engraçado, daquele tipo vídeo-cassetada ou ‘porta-dos-fundos’”. E o que, na minha visão deturpada e prepotente até além da tolerância, seria um exercício básico e sem maiores dificuldades, face à paralisia que vinha (e venho) demonstrando em realizar as historinhas do homem-de-lata com alma-de-poeta (tá mais pra “pateta”, que nem o criador dele, sim, cabe direitinho o velho clichê do protagonista ser um espelho do autor, definitivamente fugir à obviedade foge à minha capacidade, só me sobraram a inventividade em rimas porcas).
Explicando o citado exercício: consistia fazer um trabalho mais leve e menos emocionalmente conectado comigo, uma trama curta onde eu especulava com personagens secundários do universo do Alma de Aço, num momento do futuro após o encerramento da série principal. Praticamente um fanfic, só que com personagens de minha própria lavra. O raciocínio parecia interessante: sendo personagens secundários, e estando temporalmente desconectados da série, ou seja, o que fizessem naquele momento não iria influenciar o destino da saga (aquela praga!).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era para ser uma brincadeira descompromissada, inconsequente, para destravar mesmo. Deveria ser curto, poucas páginas, oito, dez, doze. Não deveria ser algo digno para ser mostrado a quem quer que fosse, embora, a título de terapia, eu devesse me impor alguma espécie de entrega para checar os progressos (não logrei fazê-lo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao invés disso, eu criei uma pequena trilogia sobre monstros criados pela ciência humana (apesar de se passar num universo alien, os protagonistas envolvidos são humanóides o bastante para eu considerá-los humanos), questionando a si mesmos, ao seu propósito de existência (dando continuidade às questões fundamentais do seriado do Alma de Aço, só que sendo uma espécie de desdobramento), contrapondo-se à forma como os seres humanos de geração e criação biológica (não dá pra chamar de espontânea, tirando a arte e a caganeira, nada do que o ser humano faz é espontâneo, tudo é pensado e planejado, proposital enfim, o que ocorre são imprevistos na execução!). E ganhei mais um bloqueio criativo, o exercício de destravamento ganhou asas maiores do que o esperado e agora é mais um backlog para me cobrar a dívida de sangue… quero dizer, a dívida em existência, em nascer e sair dos recônditos seguros da minha mente para o mundo hostil da crítica alheia!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(fim do episódio - “owari”)&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2014/07/indo-longe-demais-na-retomada.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpJwZl-UvlYa8TpgVjhqAWKz6d7uPYUynonodQWO52hndQUtFyGSmfJIoQnrZ3ritaNHbGD5yQtH5CsMf4OTZu7Wg479_53JKfHKz8gTARZOKvVpUIf7fF3DiaZIX192OR4U6v52Vo-Uc/s72-c/lostintime-rafe20.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-1178613180398635807</guid><pubDate>Mon, 03 Sep 2012 23:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-08-29T12:58:50.283-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">...e tudo começou guardando desenhos numa pastinha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">“Nunca soube que o Aoki desenhava”</category><title>Transformando situações da vida em quadrinhos (1)</title><description>&lt;blockquote&gt;

&lt;dl&gt;
&lt;dt&gt;Pergunta lançada numa comunidade de quadrinhistas do orkut.&lt;/dt&gt;
&lt;dd&gt;Estranhamente, depois da minha postagem, ninguém comentou nada, mas como a sugestão está valendo até para eu mesmo, postei aqui no blog para angariar comentários...&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;
&lt;h4&gt;
Preciso de alguém que saiba escrever uma HQ&lt;/h4&gt;
Gente,Quero fazer uma revista em quadrinhos da minha história com meu noivo, já escrevi toda a histórioa(eu narrando), mas não sei fazer textos para revista em quadrinhos.... Preciso transformar esse texto narrado em texto para histórias em quadrinhos.Alguém sabe fazer isso?&lt;/blockquote&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUSJcCnRRSJImzxYvfh2gnoZ8ZiQ2z_XNpTsyBWoBHtaQVgVI-5EORgwcyqYTpDtumyMLYeGThUTsLJk4eFF-1Em6UKvr4OVRmD-PyVZzqRbnVAgoGWoIk_LG9Wi6d074y5zfN9g-U8mUN/s1600/perfil_fernandoaoki_1983.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUSJcCnRRSJImzxYvfh2gnoZ8ZiQ2z_XNpTsyBWoBHtaQVgVI-5EORgwcyqYTpDtumyMLYeGThUTsLJk4eFF-1Em6UKvr4OVRmD-PyVZzqRbnVAgoGWoIk_LG9Wi6d074y5zfN9g-U8mUN/s1600/perfil_fernandoaoki_1983.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;cite&gt; Citar
 
Fernando Aoki o Slang - 28 de ago&lt;/cite&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Autobiografias são engraçadas... e você optou por fazê-la em História em Quadrinhos, muito bem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece uma coisa de finalidade bem pessoal e particular, curtição e partilha de uma situação comum.&lt;/p&gt;&lt;!– more –&gt;
&lt;p&gt;Fato muito provável (me mandem para aquele lugar caso eu esteja errado): os eventos que levaram vocês dois a se reunirem MUITO PROVAVELMENTE são mais interessantes do ponto de vista AFETIVO de vocês dois, SÃO PARTE IMPORTANTE DA SUA PRÓPRIA HISTÓRIA, do que seria uma situação inusitada, daquelas divertidas de acompanhar na novela ou nos quadrinhos, o que provavelmente está dificultando a transformação daqueles eventos em uma situação quadrinhizada.&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-XAL5n1fru1TLzJiv5NeTDm-qgidk3A5MXrN6Ti5BSfQjaxqhoab9TolReexbgzAmpPxXc8RYchwpslyH3K5xkNgITB0r9zsiE3lxifwk6Md6FQ6ECGcH72NHInp5EKNf2ZH7dzIW8e0/s1600/academiadosprazeres90-pag1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-XAL5n1fru1TLzJiv5NeTDm-qgidk3A5MXrN6Ti5BSfQjaxqhoab9TolReexbgzAmpPxXc8RYchwpslyH3K5xkNgITB0r9zsiE3lxifwk6Md6FQ6ECGcH72NHInp5EKNf2ZH7dzIW8e0/s320/academiadosprazeres90-pag1.jpg&quot; width=&quot;241&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recomendação a título de treino: peguem uma filmagem caseira, uma cena de vídeo de casamento de conhecido de vocês, ou mesmo um vídeo de situação cômica (ou videocassetada) do youtube. Assistam. Escolham os trechos mais interessantes, os diálogos mais chamativos. Transformem as cenas congeladas em quadros desenhados, na sequência escolhida, não precisa estar perfeitos os desenhos, é treino de quadrinhização, rascunho mesmo. O importante é transformar aquele monte de cena adaptada de um vídeo numa historinha curta com começo, meio e fim. E percebam durante o fazer da coisa (era para ser surpresa, mas prefiro avisar antes) que, se sua história não tiver um FIM com cara de FIM, ou seja, a sequência de cenas não conseguir “caminhar” na direção da cena final, do desfecho daquela situação, então é o caso de voltar atrás e TROCAR os quadrinhos que NÃO ESTÃO FUNCIONANDO para contar a história.&lt;/p&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiD2Sf9h6e3LWFj-LzZ22ih4aKHxmNsFSyo6WaV1-3J0m1T8rw1NUg2hvkqW1D5DHDKCi0L9x3ydLDvzUDd17gIdnlOXWJ-kMsqMhqDZtKcbLBiuSOZOfazgPOHKCWj6E4EyRn2ooTcGYY/s1600/academiadosprazeres90-pag8.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiD2Sf9h6e3LWFj-LzZ22ih4aKHxmNsFSyo6WaV1-3J0m1T8rw1NUg2hvkqW1D5DHDKCi0L9x3ydLDvzUDd17gIdnlOXWJ-kMsqMhqDZtKcbLBiuSOZOfazgPOHKCWj6E4EyRn2ooTcGYY/s320/academiadosprazeres90-pag8.jpg&quot; width=&quot;237&quot; /&gt;&lt;/a&gt;
Percebam que o fato de vocês NÃO ESTAREM ENVOLVIDOS emocionalmente com a historinha que querem contar nesses exercícios te deixam totalmente livres para refazer a quadrinhização tantas e quantas vezes quiserem, e jogar fora as cenas que não funcionam sem dó nem piedade. E o treino, como todos sabem, levam à perfeição. O desapego ao objeto com que vocês estão mexendo torna a tarefa como se fosse aquelas lições de escola chatas da qual você vai, faz e se vê livre, ou aquela tarefa do seu trabalho do dia-a-dia, você vai, faz, resolve a tarefa, passa para a próxima, sem drama. É um trabalho! Como outro qualquer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Botou emoção na parada, aí você TRAVA!!!! Vocês querem mesmo fazer sua lembrança particular com quadrinhos? Bem, então vocês em algum momento terão de sair do estágio de perguntar por aí “como é que eu faço? me ensina aí!” para pôr efetivamente mão na massa. No caso, quatro mãos. Dois olhos, quatro ouvidos, duas bocas, dois cérebros, dois pontos de vista trocando idéias entre si. Muito melhor do que muita gente quadrinhista começa, fechadinho numa conchinha, lendo gibi após gibi E SÓ GIBI, e começa a quadrinhizar para si mesmo do mesmo jeito que nós começamos a escrever quando nos ensinam: COPIANDO O EXEMPLO “DA LOUSA”.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIUI0IlJUfAqV6DiWCl1rXxmymFUfj7FlQhX4Zq9vtwaVV1hj9OckAMJzczIlZy7LG0KjORwWEVKyryKF4MZOUuuO3zDYE8nS2XmO84o-Hgf5UQxe6pbN1Urz313kao87DIgXDVvLJzMc/s1600/computadores1990.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;151&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIUI0IlJUfAqV6DiWCl1rXxmymFUfj7FlQhX4Zq9vtwaVV1hj9OckAMJzczIlZy7LG0KjORwWEVKyryKF4MZOUuuO3zDYE8nS2XmO84o-Hgf5UQxe6pbN1Urz313kao87DIgXDVvLJzMc/s320/computadores1990.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A outra maneira, como devem ter percebido, e que eu NESTE CASO NÃO RECOMENDO, é buscar ler biografias em quadrinhos para tentar MODELAR a história pessoal de vocês dois naquela estrutura JÁ PRONTA de quadrinhização, mas, sem entender o processo de como passar de uma redação escrita para um sistema sequenciado de cenas representando a evolução de uma situação combinando ações de personagens em meio a trocas de diálogos, legendas explicativas e exposição de pensamentos, fica igualzinho aquele pessoal que copia um ideograma japonês ou chinês, ou aquele enfeite decorado com textos em escrita judaica ou árabe: é até bonito de olhar, mas se perguntar o que é aquilo, fica sem sentido.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgERHCOKq2PrWDiMXeW5H2BbmaGeOpLJLdKtP-75o71uNTe0v_3KhyphenhyphenDgMg76-Xjct6QlERf7HnRaoC24exp3Ux5ywbWHMG_6eudX9NEOncOBENv47rwrbDrQUmjknWuX1CrAzIVH0v-_gc/s1600/cenario-no-susto.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;264&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgERHCOKq2PrWDiMXeW5H2BbmaGeOpLJLdKtP-75o71uNTe0v_3KhyphenhyphenDgMg76-Xjct6QlERf7HnRaoC24exp3Ux5ywbWHMG_6eudX9NEOncOBENv47rwrbDrQUmjknWuX1CrAzIVH0v-_gc/s320/cenario-no-susto.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;E adaptar vivência sua a uma sequência pré-pronta, como se pudesse seguir o molde, DIFICILMENTE FUNCIONA. Mas, sei lá, a história é de vocês. E antecipo: tem muita autobiografia XAROPE que não dá a menor vontade de ler. E sinceridade, se algum dia vocês desejarem partilhar essa história sua com mais pessoas de seu convívio familiar, seria legal se ela não fosse RUIM de ler.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de mais nada, uma história em quadrinhos serve para CONTAR uma história, só difere a mídia, o jeito de se contar. O que se pretende contar é o que dá substância para as histórias.&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2012/09/transformando-situacoes-da-vida-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUSJcCnRRSJImzxYvfh2gnoZ8ZiQ2z_XNpTsyBWoBHtaQVgVI-5EORgwcyqYTpDtumyMLYeGThUTsLJk4eFF-1Em6UKvr4OVRmD-PyVZzqRbnVAgoGWoIk_LG9Wi6d074y5zfN9g-U8mUN/s72-c/perfil_fernandoaoki_1983.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-8391625643743091938</guid><pubDate>Fri, 16 Mar 2012 22:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-08-29T13:03:10.368-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">...e tudo começou guardando desenhos numa pastinha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">brincadeiras de mangá</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">“Nunca soube que o Aoki desenhava”</category><title>A morte, a torcida e o José Roberto Pereira</title><description>&lt;blockquote style=&quot;font-style:oblique&quot;&gt;“Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida” Provérbio Chinês&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Definitivamente fiquei absurdamente afetado pela morte de meu amigo José Roberto Pereira. Normalmente eu já empurro com a barriga e fico adiando os posts, as atualizações, e mesmo respostas em rede social, como formspring e facebook.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dessa vez, demorei muito mais que um mês para me manifestar. Não dá para negar, foi cagaço puro, sempre tinha um compromisso de fim-de-semana, esticadas no serviço (justificadas, pelo menos), mas nada de proferir alguma declaração pública acerca da morte de alguém que, a despeito do distanciamento dos últimos tempos, eu considerava meu amigo, e certamente foi uma personagem que muito influenciou meu pensamento acerca da produção de quadrinho (embora não tenha sido suficiente para me fazer sair de meu comodismo covarde de ausência total de produção própria).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu não posso me furtar a dizer que me considerava amigo dele. E certamente tinha admiração pela determinação dele em viabilizar suas produções ficcionais, visando futuramente viver efetivamente disso. E até mais importante que isso, acompanhar a evolução de seu trabalho escrito.&lt;/p&gt;&lt;!– more –&gt;
&lt;p&gt;A situação que mais me vem à cabeça acerca da morte do BK é aquela historinha do Luis Fernando Veríssimo, em que um treinador de academia tem um grupo de amigos da faixa dos trinta que praticamente o seguem em seu discurso e prática sobre hábitos saudáveis (“Cigarro?! MATA!  Fritura?! MATA!  Cervejinha?! MATA!”). E um belo dia, ao chegarem na academia, encontram o chocante anúncio que o treinador morreu do coração. E a primeira coisa que fazem, desnorteados, é ir a um bar, pedir chope e batatas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu me senti e sinto assim com relação à morte do Zé: uma das coisas com que eu mais me identificava em seu discurso contra as religiões institucionalizadas essa a desobrigatoriedade de seguir preceitos instituídos pelos homens, e se valer do raciocínio para perceber que, se há um ente pensante responsável pela criação e pelo funcionamento das coisas no mundo, tal deus não precisaria de intermediários para se conectar aos homens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Igualmente, eu me regozijava com os escárnios e desafios tanto às autoridades religiosas quanto ao conceito de castigo divino, ou macumbaria mesmo. Aliás, era desconcertante ser próximo de uma pessoa que atraía tanto desagrado, tanta reprovação, tanta negatividade por parte das outras pessoas. Garanto que muitos dos que se aproximaram (e até se tornaram amigos do Zé Roberto) só ficaram do lado dele muito mais pelo desafio da rebeldia de se pôr contra a ordem vigente e o “status quo”, em bom português, para marcar posição, do que por efetivamente concordar com a sua opinião sobre algum assunto de interesse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Posso afirmar isso com consciência tranquila, por que EU comecei assim. Ainda que meu discurso inicial tenha sido “Porra, não é que esse fdp tá certo? Não é que esse corno está dizendo uma verdade?”. E mesmo depois de tanto tempo, de tanto aprender que não é bem daquele jeito, ainda há muita coisa desse discurso do BK que concordo também?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que efetivamente me paralisou, me “quebrou as pernas”, foi essa sensação irracional e absurda de que, mesmo a morte do Zé sendo de uma causa inevitável como um câncer de pâncreas que nunca havia sido detectado até ser tarde demais, eu considero como uma espécie de vitória das forças do mal, ou mais precisamente, a canalização de toda aquela energia negativa da coletividade que não podia ouvir falar do JRP que já queria que ele se fodesse. E havia o contraste, anteriormente, ele desafiava os macumbeiros meio que na base do “a macumba não funciona, ou só me fortalece”. Em suma, a sensação é de que o BK acabou sendo carmicamente punido pelo seu comportamento de “troll”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E eu fico bastante entristecido, pois, apesar dele ter conseguido passar um grande recado com o livro do Mil Nomes, ele não conseguiu terminar o que eu pessoalmente considero o trabalho mais significativo da vida dele, ou pelo menos, o acerto de contas com os personagens mais antigos do Zé, outrora Elementais, agora simplesmente Pedro, Morganna a Executora, Princesa e a Kyoko.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nem quero entrar no mérito da perda dele para junto de sua família. Pelo discurso dos podcasts após o problema cardíaco que ele teve alguns anos atrás, ele demonstrava estar muito mais preparado para morrer que qualquer um dos nossos conhecidos em comum, sem contar eu mesmo. Mas bate uma sensação de incompletitude, de expectativa frustrada, do que jamais vai poder ser finalizado porque mesmo que outros assumam a tarefa de completar e publicar o livro inacabado, não será a mesma coisa, o mesmo ponto de vista, as mesmas decisões de escolha de palavras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O José Roberto era único. E dava um duro desgraçado para transpor sua individualidade em suas ficções, criar seus mundos imaginários e habitá-los com suas regras próprias, ainda que derrapando no fluxo narrativo ou, por suas críticas ácidas e “troladoras” às obras alheias, ganhou inúmeros opositores e detratores, que logo trataram de esmiuçar as referências e coincidências, acusando-o de plágio, de chupinhar esta ou aquela situação. Pode até ser verdade, mas, havia... HÁ algo no caos descritivo e inventivo das histórias do BK que É único, SÓ ELE poderia ter escrito aquilo. Se seus textos seriam apreciados por mais pessoas além dos poucos que admiravam sua obra, dificilmente saberei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que resta de lições de vida, eu descrevo duas: uma diretamente dele, e outra, a título de contraexemplo.&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li style=&quot;margin-top:0.6em;&quot;&gt;Enquanto criador, seja determinado a deixar sua marca no mundo, seu testemunho pessoal de seu tempo. E lute por esse objetivo com todas as forças à sua disposição.&lt;/li&gt;
&lt;li style=&quot;margin-top:0.6em;&quot;&gt;Talvez não valha a pena se indispor com a coletividade para impor a sua razão. Por mais forte que um homem seja internamente, espiritualmente falando, a energia negativa dessa quantidade de desafetos que cresce dia após dia acaba te comendo pelas beiradas, e um dia a sorte desse homem forte acaba.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2012/03/morte-torcida-e-o-jose-roberto-pereira.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-4172108174085181491</guid><pubDate>Fri, 04 Nov 2011 17:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-16T21:04:00.345-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">...e tudo começou guardando desenhos numa pastinha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Alma de Aço - fotos do “antes”</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fanzineiro universitário</category><title>A primeira aventura - RESGATANDO VELHARIA</title><description>Depois de postar a HQ antiga como álbum do facebook, acabei chamando a atenção de gente que gostou tanto da peça que acabou&lt;a href=&quot;http://hqquadrinhos.blogspot.com/2011/10/alma-de-aco-by-fernando-aoki.html&quot;&gt; divulgando em seu espaço&lt;/a&gt;, e, de quebra, ainda refazendo o CBR como &lt;a href=&quot;http://www.4shared.com/file/JC6EtRJN/ALMA_DE_AO.html&quot;&gt;uma revista com editorialzinho&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;clique no &lt;a href=&quot;http://hqquadrinhos.blogspot.com/2011/10/alma-de-aco-by-fernando-aoki.html&quot;&gt;link&lt;/a&gt; para apreciar a doideira!</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2011/11/primeira-aventura-resgatando-velharia.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-2243623604384524843</guid><pubDate>Fri, 28 Oct 2011 13:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-16T21:03:51.691-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><title>http://migre.me/60Q1L &amp;quot;Sem platéia não há cinema&amp;quot; - A lição desaprendida do quadrinho nacional, temo eu!...</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeText&quot;&gt;http://migre.me/60Q1L &quot;Sem platéia não há cinema&quot; - A lição desaprendida do quadrinho nacional, temo eu!...&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    Answer &lt;a href=&quot;http://4ms.me/u5Du7R&quot;&gt;here&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2011/10/httpmigreme60q1l-plateia-nao-ha-cinema.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-1216310238150612285</guid><pubDate>Fri, 26 Aug 2011 00:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-04T15:37:04.054-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">...e tudo começou guardando desenhos numa pastinha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Alma de Aço - fotos do “antes”</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fanzineiro universitário</category><title>A primeira aventura -  versão 1986</title><description>Resolvi divulgar a primeira HQ que fiz para o mercado editorial há muito tempo atrás (apesar de inédita), uma velharia fraquíssima, mas satisfaz a curiosidade de como comecei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://images.orkut.com/orkut/photos/PQAAALRup1if1PGSpNqHyQKWreDvYyOsrDwy3nL6flRVuYWxOCuJ1HSNqWUeHdY4Ihbh92Hv_nZM_OLIt021ezymdAcAm1T1UM5czy7NnTONxzgxCai0AIXqkw7X.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 560px; height: 800px;&quot; src=&quot;http://images.orkut.com/orkut/photos/PQAAALRup1if1PGSpNqHyQKWreDvYyOsrDwy3nL6flRVuYWxOCuJ1HSNqWUeHdY4Ihbh92Hv_nZM_OLIt021ezymdAcAm1T1UM5czy7NnTONxzgxCai0AIXqkw7X.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=6345703590587670140&amp;aid=1314282270&quot;&gt;http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=6345703590587670140&amp;aid=1314282270&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/media/set/?set=a.1473437213459.42827.1759537848&amp;l=a31664dbf1&amp;type=1&quot;&gt;http://www.facebook.com/media/set/?set=a.1473437213459.42827.1759537848&amp;l=a31664dbf1&amp;type=1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar a história, &lt;a href=&quot;http://www.4shared.com/file/FpDXlqf4/AlmadeAo_1986_ep1.html?&quot;&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.4shared.com/file/JC6EtRJN/ALMA_DE_AO.html&quot;&gt;http://www.4shared.com/file/JC6EtRJN/ALMA_DE_AO.html&lt;/a&gt;</description><enclosure type='' url='http://www.4shared.com/file/FpDXlqf4/AlmadeAo_1986_ep1.html?' length='0'/><link>http://almadeaco.blogspot.com/2011/08/primeira-aventura-versao-1986.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-1997475117607757922</guid><pubDate>Fri, 19 Aug 2011 15:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-26T01:10:34.659-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Alma de Aço - fotos do “DEPOIS”</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><title>Quando você consegue finalmente acompanhar uma HQ antiga que deixou de ser publicada no Brasil, e vê que o autor faz uma situação que você planejava fazer não é de hoje, você persiste na sua história ou parte para outra para evitar a cópia involuntária?</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeText&quot;&gt;Quando você consegue finalmente acompanhar uma HQ antiga que deixou de ser publicada no Brasil, e vê que o autor faz uma situação que você planejava fazer não é de hoje, você persiste na sua história ou parte para outra para evitar a cópia involuntária?&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    Answer &lt;a href=&quot;http://4ms.me/oZZpqJ&quot;&gt;here&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2011/08/quando-voce-consegue-finalmente.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-491617684431672709</guid><pubDate>Fri, 12 Aug 2011 23:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-26T01:09:13.690-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><title>What do you think?</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeAnswer&quot;&gt;Se pudermos frear uma arbitrariedade que seja, é um pequeno grande passo no sentido de evitarmos a nossa vitimização enquanto sociedade civil.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    &lt;a href=&quot;http://www.formspring.me/oslang?utm_medium=social&amp;utm_source=blogger&amp;utm_campaign=shareanswer&quot;&gt;Estou restringindo os temas. Não respondo tudo!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2011/08/what-do-you-think.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-384965012398244899</guid><pubDate>Sat, 09 Jul 2011 00:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-26T01:09:23.067-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">brincadeiras de mangá</category><title>Para sair da procrastinação: a japaiada demorou quase duas décadas para fazer um filme live-action com aquele “toroço” do anime do Patrulha Estelar - Star Blazers - Yamato. Bastou insistir e não desistir (tudo bem que ficou outro “toroço”). Why not me?</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeText&quot;&gt;Para sair da procrastinação: a japaiada demorou quase duas décadas para fazer um filme live-action com aquele “toroço” do anime do Patrulha Estelar - Star Blazers - Yamato. Bastou insistir e não desistir (tudo bem que ficou outro “toroço”). Why not me?&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    Answer &lt;a href=&quot;http://4ms.me/qt7I0M&quot;&gt;here&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2011/07/para-sair-da-procrastinacao-japaiada.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-1486511937957515915</guid><pubDate>Sat, 28 May 2011 20:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-26T01:10:05.173-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">“Nunca soube que o Aoki desenhava”</category><title>(2) Será que, ao reinventarmos eventos de nosso passado de maneira ficcional, dando um verniz simbólico e apinhado de metáforas e simbolismos, fazendo com que nossos avatares transcendam a mera representação de nós mesmos, criaremos BOAS histórias?</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeText&quot;&gt;(2) Será que, ao reinventarmos eventos de nosso passado de maneira ficcional, dando um verniz simbólico e apinhado de metáforas e simbolismos, fazendo com que nossos avatares transcendam a mera representação de nós mesmos, criaremos BOAS histórias?&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    Answer &lt;a href=&quot;http://4ms.me/kVmZDO&quot;&gt;here&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2011/05/2-sera-que-ao-reinventarmos-eventos-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-607442780043876473</guid><pubDate>Sat, 28 May 2011 20:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-26T01:09:43.418-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><title>(1) Me lembrei daquele filme antigo pra carai do John Ford com seu xará John Wayne, o homem que matou o facínora - “se a lenda for mais interessante do que a verdade, imprima-se a lenda”, disse o repórter ao Senador.</title><description>&lt;p class=&quot;formspringmeText&quot;&gt;(1) Me lembrei daquele filme antigo pra carai do John Ford com seu xará John Wayne, o homem que matou o facínora - “se a lenda for mais interessante do que a verdade, imprima-se a lenda”, disse o repórter ao Senador.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    Answer &lt;a href=&quot;http://4ms.me/mysXp7&quot;&gt;here&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2011/05/1-me-lembrei-daquele-filme-antigo-pra.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-1027513397016102139</guid><pubDate>Fri, 22 Apr 2011 02:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-08-29T13:07:24.934-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">brincadeiras de mangá</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><title>Mil Nomes, Guardião do Infinito - Personagem e Autor em Evolução Espiritual</title><description>&lt;h2&gt;Crítica do Livro “Mil Nomes” de JRP&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVJJNBsL5TT8tNcM4kxsA5VJvWQ0bqvH3h1zO_XvASLYH8kj6C1QlaKayLqZbYdccCxZR8JVzaH3cObDD2j3dlRguIFUycwfPO2ex2KK3KjwgTTmkhM1dy7c8pGymlP_ovpfI7Q1kxa44/s1600/mil-nomes-livro.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0px 10px 20px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 345px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVJJNBsL5TT8tNcM4kxsA5VJvWQ0bqvH3h1zO_XvASLYH8kj6C1QlaKayLqZbYdccCxZR8JVzaH3cObDD2j3dlRguIFUycwfPO2ex2KK3KjwgTTmkhM1dy7c8pGymlP_ovpfI7Q1kxa44/s400/mil-nomes-livro.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5598308488991356354&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ao completar a leitura de Mil Nomes, romance de José Roberto Pereira Saito divulgado como &lt;em&gt;“light-novel”&lt;/em&gt;, a primeira lembrança que me vem à cabeça é o antigo best-seller dos anos 70, &lt;em&gt;“Fernão Capelo Gaivota”&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Neste famoso romance de Richard Bach, acompanhamos o inconformismo da gaivota homônima para com o status quo do bando de aves ao qual pertence, e sua busca individual pela perfeição através do aprimoramento, cada vez mais sofisticado, de suas técnicas de vôo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Em Mil Nomes, a metáfora do aprimoramento espiritual é muito mais explícita, e acaba por evocar a trajetória de Fernão Capelo em virtude do tom messiânico que persevera ao longo de ambas as narrativas.&lt;/p&gt;&lt;!– more –&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgy-9CpZtdFqwjJPXkMw0euywiU1W59a0N6Djst1CiVT_smZlbXTLDpXCzTMmbzvlmDVeDzYfeWntqtpZKokuYlb-i4KNGxNhegYRC5Yd5BV_JStpVdY_yreBn0t9tP02PWmHG1DzvODKE/s1600/hector_rua_devakan_webversion2.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 20px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 216px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgy-9CpZtdFqwjJPXkMw0euywiU1W59a0N6Djst1CiVT_smZlbXTLDpXCzTMmbzvlmDVeDzYfeWntqtpZKokuYlb-i4KNGxNhegYRC5Yd5BV_JStpVdY_yreBn0t9tP02PWmHG1DzvODKE/s400/hector_rua_devakan_webversion2.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5598316805734903970&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A trajetória de (re)descoberta do menino Hector com sua essência espiritual, resgatada naquele universo de pensamentos e símbolos após inúmeras encarnações, guarda enorme semelhança não apenas com a evolução da gaivota, mas também com as jornadas de autoconhecimento dos livros de Carlos Castañeda (&lt;em&gt;“A Erva do Diabo”&lt;/em&gt;), e o didatismo com que este Supra-Mundo é apresentado ao leitor — a despeito da inclusão de elementos da cultura pop, como referências simbólicas de super-heróis, quadrinhos e música eletrônica dos anos 80 — remete tanto às teorias neurolinguísticas quanto às concepções simplistas de Rondha Byrne, a autora de “O Segredo”: &lt;em&gt;“Peça, e o Universo te atenderá”&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tal similaridade não me pareceu intencional. De qualquer modo, a trajetória do protagonista segue o molde clássico da “jornada do herói”, sendo que nos próprios textos de divulgação do livro, via site, blogs e podcasts, José Roberto Pereira Saito faz questão de reafirmar esta procedência como verdadeira.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiy1PlFm1FviVCotKLSG-TkA1Hi0ehw75cxcCBkIP692h2gdNBTV8IaWPhoq6USWTv2xT3XKSVosahWmMO1qJSJrFOdHDfu1Nn28HxTne6F_QoXHh0vPXlYc1jrknbMHu36ZGo1wKgbUmE/s1600/prahna_e_ka_lan_webversion.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 20px 10px 0px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 312px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiy1PlFm1FviVCotKLSG-TkA1Hi0ehw75cxcCBkIP692h2gdNBTV8IaWPhoq6USWTv2xT3XKSVosahWmMO1qJSJrFOdHDfu1Nn28HxTne6F_QoXHh0vPXlYc1jrknbMHu36ZGo1wKgbUmE/s400/prahna_e_ka_lan_webversion.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5598235775837182338&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O conceito das missões, do papel de Mil Nomes como herói e guardião do infinito, das explicações sobre o funcionamento das idéias e crenças na mente das pessoas, das revelações sobre as várias facetas da vida, da morte, da completitude e complexidade do amor materno, todos estes elementos evocam a noção de revelação de verdade espiritual, similar à dos livros citados anteriormente. E a própria importância que o protagonista adquire ao perceber quem ele é de fato, ao confrontar sua versão futura, faz com que o texto assuma ares messiânicos &lt;em&gt;(“eu sou a verdade, o caminho e a luz”)&lt;/em&gt;, voltando mais uma vez à semelhança com o livro de Richard Bach.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Certamente, o mais interessante do livro é justamente a ruptura final, quando o caminho a ser adotado pelo trio principal de seguir a autoridade constituída (L&#39;Os) é renegado em prol da busca da autonomia, de seguir o próprio caminho. Essa é a mensagem mais importante da história, e porque não dizer, uma forma de metáfora coroando a própria vida pessoal do autor e seu contínuo e perpétuo discurso em prol da liberdade pessoal como valor máximo de uma pessoa, e da inconformidade e da rebeldia levado às últimas conseqüências. Esse é o grande diferencial em relação às teses defendidas nos três livros supracitados: um modelo cosmogônico de funcionamento do universo é mostrado, mas a autoridade sobre o coletivo (ou divindade suprema) é renegado em prol de outra verdade maior ainda: a verdade do indivíduo, pessoal, particular, intransferível.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXKtYg8TOv4rz7MZHEolhrMqZ06ph4qA5Wdtq2oQYCFuHe38FtLinUiCUU5F91FVVIvxnR6Bi8naEfbpkjPZYg6STc81CxrNSFt1fjiaLDFYyh_621cHx3BKuJUAhhXbhdJjna3mvlHeU/s1600/guiming_pose+webversion.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 30px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXKtYg8TOv4rz7MZHEolhrMqZ06ph4qA5Wdtq2oQYCFuHe38FtLinUiCUU5F91FVVIvxnR6Bi8naEfbpkjPZYg6STc81CxrNSFt1fjiaLDFYyh_621cHx3BKuJUAhhXbhdJjna3mvlHeU/s400/guiming_pose+webversion.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5598238440774302946&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos altos do texto de Mil Nomes é a monumental capacidade inventiva de seu autor de criar descrições misturando elementos e referências cênicas de forma a tornar praticamente impossível passar toda a riqueza do texto para uma ilustração. Inclusive, a despeito da grande qualidade do traço de sua ilustradora, pessoalmente, senti enorme distância entre a riqueza de detalhes das descrições e aquele estilo de traço de mangá &lt;em&gt;“clean”&lt;/em&gt;, de poucos elementos de detalhe (como os de Ossamu Tezuka ou da Rumiko Takahashi), mas preservando a essência da forma e a elegância das figuras. Não entendam isso como uma crítica negativa, pois não sei se seria o caso de ilustrar este romance com imagens saturadas de detalhes como os desenhos de Geoff Darrow - Hard Boiled, em parceria com Frank Miller. Simplesmente constatei a dicotomia, e ainda que não compreenda o porquê, há algo de proposital nesse descompasso entre o estilo simplificado da arte e a exuberância descritiva no texto.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Infelizmente, há que se criticar o tom extremamente explicativo, praticamente doutrinário, ao exibir e explicar o Supra Mundo logo após o menino Hector deixar o Devakan e ir atrás de seu destino. A impressão que tive foi semelhante à crítica que dirigi ao quadrinhista (e pesquisador) André Toral, numa convenção de quadrinhos (Poli-USP - 1992), acerca de seu recém-lançado álbum &lt;em&gt;“Um Negócio do Sertão”&lt;/em&gt;: na minha visão, ele estava tão fascinado com a pesquisa que fizera para escrever a obra, que a vontade de colocar toda essa riqueza acabou sacrificando o lado ficcional, a força da narrativa (o final de &lt;em&gt;“Negócio”&lt;/em&gt; me pareceu decepcionante face ao andamento da história e dessa mesma riqueza de referências pesquisadas apresentada). A mesma crítica do fascínio pela pesquisa comprometendo o andamento da história cabe aqui, e fico extremamente satisfeito de constatar que, ao abandonar o professoral e entrar na ação propriamente dita, a narrativa de &lt;em&gt;“Mil Nomes”&lt;/em&gt; encontrou o seu rumo e caminhou para um final satisfatório.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkXfRj1K9nQBmr7huoAekdu3-UhgYzeShsSGxHafDBL8n-t9FeykxTmcAbI4fET9QwDtn2rY4kFFKkxXIFOFYqeyUiF3Dj6Pn8GR6cPu5eGLLYM7wXTS84dw0Ch70QzKGdtmRit4yr8ic/s1600/espiritos_voando_webversion2.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 30px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 210px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkXfRj1K9nQBmr7huoAekdu3-UhgYzeShsSGxHafDBL8n-t9FeykxTmcAbI4fET9QwDtn2rY4kFFKkxXIFOFYqeyUiF3Dj6Pn8GR6cPu5eGLLYM7wXTS84dw0Ch70QzKGdtmRit4yr8ic/s400/espiritos_voando_webversion2.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5598318437616624866&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aproveito para comparar com o livro pregresso de José Roberto, &lt;em&gt;“Mundos Sem Sol”&lt;/em&gt;: a despeito da mesma riqueza descritiva já estar presente neste primeiro romance, a impressão que tive ao comparar ambos os livros é que a narrativa do primeiro fluiu incrivelmente melhor do que a do &lt;em&gt;“Mil Nomes”&lt;/em&gt;: todavia, e acredito haver algo de extremamente (mal)intencional, o final de &lt;em&gt;“Mundos Sem Sol”&lt;/em&gt; pareceu-me precipitado, desconexado de todo encaminhar da narrativa até aquele ponto, praticamente uma ofensa à expectativa do leitor. Embora haja a metáfora do despertar de um sonho (especialmente com a questão da frustração do sonhante, ou no caso, o leitor que vinha acompanhando a história), a inabilidade com que a passagem da trama para o final tornou a experiência do livro extremamente frustrante.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjuZZHRGSQolhO2tgxpEUrJMCgpPVXIO6FM1G3FGxHOjbbnCELNVlrbS0OmMckr-Djep3GHxd10OitHPaNTxB7X8PyVo9P3WWhNp20hFrYEdW82rFLfsHCezK-N-D15B7oGoD9qG-rYsU/s1600/MUNDOS_SEM_SOL_1259480102P.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 30px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 267px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjuZZHRGSQolhO2tgxpEUrJMCgpPVXIO6FM1G3FGxHOjbbnCELNVlrbS0OmMckr-Djep3GHxd10OitHPaNTxB7X8PyVo9P3WWhNp20hFrYEdW82rFLfsHCezK-N-D15B7oGoD9qG-rYsU/s400/MUNDOS_SEM_SOL_1259480102P.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5598311758058811346&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Este segundo livro traz consigo, numa forma de metáfora que chamo de &lt;strong style=&quot;font-size:125%&quot;&gt;“realidade reinventada”&lt;/strong&gt;, muitas das convicções particulares do autor, filtradas na forma de situações e ambientes narrativos. E, se por um lado, reclamei do excesso doutrinário do desenvolvimento do texto em sua primeira metade, por outro, só tenho elogios a fazer acerca dos clímaxes e da reviravolta da trama. E principalmente, elogio à coerência entre vida e discurso pessoal, devidamente retratados num texto de ficção.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;cite&gt;Capa do Livro e desenhos de Márcia Harumi Saito. As ilustrações em preto e branco deste post, com minha arte-final, não foram utilizadas no livro.&lt;/cite&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2011/04/mil-nomes-guardiao-do-infinito.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVJJNBsL5TT8tNcM4kxsA5VJvWQ0bqvH3h1zO_XvASLYH8kj6C1QlaKayLqZbYdccCxZR8JVzaH3cObDD2j3dlRguIFUycwfPO2ex2KK3KjwgTTmkhM1dy7c8pGymlP_ovpfI7Q1kxa44/s72-c/mil-nomes-livro.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-1654431828472753598</guid><pubDate>Wed, 22 Dec 2010 02:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-22T07:41:49.188-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">musas e músicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">“Nunca soube que o Aoki desenhava”</category><title>Comentando o diário prático 1</title><description>&lt;h2&gt;Imaginário&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;    Engraçado... desde os antiquíssimos tempos em que eu tentava fazer histórias de super-herói na Editora do Tony Fernandes, eu abraçava de coração as convenções de mundos de fantasia, assumidamente ficcionais e descompromissados da realidade... e aos pouquinhos, à medida em que vinham as tramas, os plots eram basicamente DERIVATIVOS DESCARADOS homenageando TODO O MEU REPERTÓRIO DE LEITOR E FÃ de quadrinhos, misturando e fazendo “piada” de entendendor que ninguém ia sacar, mas TERIA OBRIGATORIAMENTE DE SER LEGÍVEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Era pegar uma traminha passada num planetinha emulando o mundo medieval de Príncipe Valente, e SUPRIMIR DE TODA E QUALQUER MANEIRA O USO DE LEGENDAS DE NARRADOR, toda a ação tinha que ser “cinematográfica”, como a Graphic Novel da Piada Mortal (Moore/Bolland) ou do Ronin (F.Miller). Ou pegar uma trama homenageando as histórias da espada Selvagem de Conan, socar uma HISTÓRIA DE ROMANCE que nasceu de uma piada - o Príncipe Encantado ia tentar salvar a Princesa que acaba se apaixonando pelo vilão - e vira um drama daqueles filhodaputa desgraçado que nem as histórias mais tristes do Lobo Solitária, e eu fazendo questão de montar TODA A ESTRUTURA NARRATIVA EM CIMA DO MONSTRO DO PÂNTANO DO MOORE (ou o Miracleman, o encadeamento das páginas tava delicioso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Repertório maldito por ser delineador de convenções absurdas a serem seguidas sem se saber porquê. Brincadeiras de iniciado que NINGUÉM VAI SACAR E MUITO MENOS CURTIR. E o bobo aqui fantasiando, rascunhando traminhas em papéis que foram perdidos ao longo do tempo, guardados com carinho em algum canto de minha memória, mas insuficientemente desanimadores do ponto de vista da motivação de trazer ao leitor mais repetições de coisas imaginadas há vinte anos atrás, superadas por autores nascidos NAQUELES BENDITOS ANOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tornei-me superado... PELOS ESTRANGEIROS, e, entretando, por mais fracos e mal construídos em motivação que fossem minhas tramas calcadas apenas em histórias guardadas apenas na memória de um velho, não consigo ver autores nacionais trazendo este tipo de construção narrativa para a luz do dia... à exceção do Laerte quando dá para fazer séries longas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O BK foi o cara que conseguiu exatamente o EFEITO QUE EU SEMPRE DESEJEI para as minhas histórias no quesito mobilizar emoções, especialmente no último trabalho dele, o Mil Nomes... Só que o negócio dele é NARRATIVA EM TEXTO LITERÁRIO. As histórias em versão quadrinho ESTÃO MIL ANOS AQUÉM DO QUE ELE CONSEGUE no texto, e por favor, NÃO CULPEM A DESENHISTA!!!! a Falha é DO ROTEIRISTA!!!! Sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ironicamente, a cada vez que reviro mentalmente, acabo PINCELANDO CADA VEZ MAIS METÁFORAS DE SITUAÇÕES CAPTADAS DA REALIDADE e incorporando à trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Minha pretensão atual é tomar como premissa o MUNDO IMAGINÁRIO, totalmente inventado, e SOCAR METÁFORAS e SITUAÇÕES que remetem DIRETAMENTE A COISAS QUE SÓ PODERIAM ACONTECER NO BRASIL. O caminho oposto ao realismo, mas que filhos de uma puta como Gene Roddenberry e Alan Moore EMPREGAM COM DESTREZA para poder falar de temas e assuntos SEM SEREM BARRADOS POR CENSURAS (era tudo ficção descompromissada... não era?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eu sempre me remeto à lenda de que o francês criador da Barbarella teve de jogar a puta da personagem lá no século XL (quarenta) depois de Cristo para poder falar dos temas da revolução sexual em plena época em que ocorria. Eu quero tirar sarro da cara de burocratas encastelados em feudos dizendo o que é bom ou ruim para o povo, sem aludir diretamente à pessoas reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Essa &lt;span style=&quot;font-size:25px;font-weight:bold&quot;&gt;É&lt;/span&gt; a magia da boa obra de ficção: não se prende à época e às referências temporais em que foi feita, TRANSCENDE, TRANSFORMA, SE RECRIA NA SUA PRÓPRIA REALIDADE INTRÍNSECA, e TOCA AS PESSOAS, fala diretamente a elas, ressoa na mente, distrai, entretém. Mesmo que sejam esquecidas quinze minutos depois.</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2010/12/comentando-o-diario-pratico-1.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-1982210722738577281</guid><pubDate>Tue, 21 Dec 2010 23:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-22T07:39:33.236-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">“Nunca soube que o Aoki desenhava”</category><title>Tolinho... não tem essa de &amp;quot;desígnio&amp;quot;. O que tem é culhão pra ir adiante, ou a bundamolice de escolher o caminho do fujão! (formspring)</title><description>&lt;label&gt;&lt;a href=&quot;http://www.formspring.me/oslang&quot;&gt;Aoki&lt;/a&gt; retrucou ao Calazans no &lt;a href=&quot;http://www.formspring.me/JRPereira&quot;&gt;formspring do BK&lt;/a&gt;:&lt;/label&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeText&quot;&gt;Tolinho... não tem essa de “desígnio”. O que tem é culhão pra ir adiante, ou a bundamolice de escolher o caminho do fujão! Não sei quem vê tanto mérito no que eu PODERIA fazer, se tudo o que mais faço é soltar uma ou outra idéia que preste nos blogs e cia&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    Answer &lt;a href=&quot;http://4ms.me/hJzhUG&quot;&gt;here&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;label&gt;&lt;a href=&quot;http://www.formspring.me/JRPereira&quot;&gt;BK&lt;/a&gt; respondeu:&lt;/label&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Aoki, você deveria ser uma mulher.&lt;br /&gt;Não pela parte da viadagem, dar o cu, essas coisas.&lt;br /&gt;Mas pela falação.&lt;br /&gt;— Cara!&lt;br /&gt;É-SÓ-DESENHAR!&lt;br /&gt;Eu também tenho mulher, filho, trabalho e o caralho.&lt;br /&gt;Só que decidi que quero tocar minhas coisas e pronto.&lt;br /&gt;— Uma vez que você decide isso em sua mente, e reflete a mente em seu cérebro, as coisas começam a acontecer.&lt;br /&gt;Você produz.&lt;br /&gt;— Ah, mas a vida disso! Ah mas a vida daquilo! O caminho do fujão que...&lt;br /&gt;— Tudo-papo-furado.&lt;br /&gt;Tudo conversa mole.&lt;br /&gt;Se a idéia existe, então existe uma vontade.&lt;br /&gt;Se existe uma vontade, é preciso deixa-la fluir.&lt;br /&gt;— Se você não a deixa fluir, inevitavelmente seu corpo vai entrar em &quot;curto-circuito&quot; com sua mente.&lt;br /&gt;Daí, cedo ou tarde, explode alguma coisa de ruim na sua saúde.&lt;br /&gt;Seja um problema renal, digestivo, ósseo, cerebral, tanto faz.&lt;br /&gt;— Numa hora a merda te pega e você baixa hospital, e acaba com uma sonda enfiada goela abaixo.&lt;br /&gt;— E aí você percebe que sua vida foi completamente inútil, que você não fez NADA do que queria, não obteve o MENOR GRAU DE ALEGRIA, felicidade, nada.&lt;br /&gt;— Se teve, é porque ACHA que teve.&lt;br /&gt;Se ACHA que teve, é seu Ego dizendo WOW!&lt;br /&gt;— Ou seja, você fala demais apenas pra justificar sua própria inação.&lt;br /&gt;Nada mais, nada menos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2010/12/tolinho-nao-tem-essa-de-o-que-tem-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-1734204775264581698</guid><pubDate>Tue, 21 Dec 2010 21:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-22T07:32:27.084-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viajantes temporais</category><title>Qualé a desses caras que vivem citando meu sacrílego nome em vão? (formspring)</title><description>&lt;label&gt;&lt;a&gt;Um anônimo no formspring do BK&lt;/a&gt; retrucou:&lt;/label&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeText&quot;&gt;O que o Aoki precisa para se tornar um grande mestre da HQ?&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    Answer &lt;a href=&quot;http://4ms.me/ewkBwV&quot;&gt;here&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;label&gt;&lt;a href=&quot;&quot;&gt;Bk&lt;/a&gt; respondeu:&lt;/label&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;em&gt;Desenhar.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;label&gt;&lt;a href=&quot;http://almadeaco.blogspot.com&quot;&gt;Aoki&lt;/a&gt; retrucou:&lt;/label&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeText&quot;&gt;Qualé a desses caras que vivem citando meu sacrílego nome em vão? Um quase-quadrinhista não pode ganhar seu sustento digno sem que um curioso me indague porque não volto a desenhar?&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;formspringmeFooter&quot;&gt;    Answer &lt;a href=&quot;http://4ms.me/ewkBwV&quot;&gt;here&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;label&gt;&lt;a href=&quot;&quot;&gt;Bk&lt;/a&gt; respondeu:&lt;/label&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;em&gt;Tu não volta a desenhar porque é preguiçoso. Só isso.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;label&gt;&lt;a&gt;Calazans&lt;/a&gt; respondeu:&lt;/label&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;em&gt;porque não volto a desenhar? Responde que DESENHO é DESIGNIO, DIO SIGNO&lt; que num é a gente q escolhe o que onde e como desenhar, somos como anjos, mensageiros e veículos do Divino , do Inconsciente Coletivo, da ANIMA MUNDI, do Campo Mórfico de Sheldrake !&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2010/12/quale-desses-caras-que-vivem-citando.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-4395641548624346758</guid><pubDate>Thu, 28 Oct 2010 04:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-28T02:35:04.904-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><title>Filmes sobre recomeço</title><description>Minha lista de filmes altamente recomendáveis sobre perdas e recomeços:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Tá Rindo de Quê?&lt;/h2&gt; / Gente Engraçada (Funny People)&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Dirigido por Judd Apatow, com Adam Sandler, Seth Rogen e Leslie Mann&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Drama vendido como comédia, faz pensar bastante, ninguém gostou mas eu achei &lt;strong&gt;DUCA&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sinopse: George é um cômico “stand up” de tremendo sucesso que um dia descobre ter uma doença incurável e que lhe resta menos de um ano de vida. Ira também é cômico, possui um grande talento, mas trabalha num restaurante e ainda sonha em se tornar um artista de respeito nas poucas vezes que sobe ao palco.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Reine Sobre Mim&lt;/h2&gt; (Reign Over Me)&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Dirigido por Mike Binder, com Adam Sandler, Don Cheadle&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Drama PESADAÇO!!! Recomendo não assistir se você não quiser ficar deprê depois.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sinopse: Dois antigos colegas de alojamento escolar Charlie Fineman (Adam Sandler) e Alan Johnson (Don Cheadle) se encontram muitos anos depois e retomam sua amizade. Charlie, que recentemente perdeu sua esposa e filhos, está fugindo de sua própria vida, enquanto Alan está sobrecarregado por sua família e por responsabilidades profissionais. O reencontro oportuno se transforma numa corda salva-vidas para Charlie e Alan, ambos desesperadamente necessitando de um amigo de confiança nesse momento crucial de suas vidas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Mais Estranho que a Ficção&lt;/h2&gt; (Stranger Than Fiction)&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Dirigido por Marc Foster, com Will Ferrell, Maggie Gyllenhaal, Emma Thompson, Dustin Hoffman&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Eu adoro este filme, mais um com esse lance do cara se deparar com a proximidade do fim, e refazer toda a sua vida do jeito que sempre achou que merecia ter. Não é exatamente comédia, mas está longe de ser drama, muito divertido e lúdico!!!!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sinopse:  Certa manhã, um funcionário comum e normalmente solitário da Receita Federal chamado Harold Crick começa a ouvir uma voz feminina narrando todos os seus pensamentos, sentimentos e ações com precisão e detalhismo surpreendentes. A vida meticulosamente controlada de Harold é virada de cabeça para baixo por essa narração que só ele pode ouvir; e quando a voz  declara que Harold Crick está em uma situação de morte iminente, ele percebe que precisa descobrir quem está escrevendo sua história para persuadi-la a mudar o final.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Toy Story 3&lt;/h2&gt; (idem)&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Dirigido por Lee Unkrish - animação&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Foi um fechamento muito digno para a saga dos brinquedos que revolucionou os desenhos animados. Dou o meu aval para cada segundo dos 15 anos que demorou desde o 2º para este 3º filme: tinha que ter a história certa para contar! E eu chorei que nem se tivesse reencontrado meu filho pródigo no final do filme (e fui discreto o bastante para minha filha pequena que estava do meu lado não perceber) !!!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sinopse:  Woody, Buzz e o resto dos brinquedos são deixados num depósito quando seu dono, Andy, vai para a faculdade. Os brinquedos vão morar em uma creche, onde conhecerão novos amigos e viverão novas aventuras.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Letra e Música&lt;/h2&gt; (Music and Lyrics)&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Dirigido por Marc Lawrence, com Hugh Grant, Drew Barrymore&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Se você quer entender sobre parceria criativa, assista esse filme!!!! é DELICIOSO, LEVE, e te faz se sentir bem pra caramba... quem sabe não te inspira? é um pusta “retrato” sobre processo criativo, voltado pra música.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sinopse: Hugh Grant é Alex Fletcher, um cantor que já teve dias melhores. Sua gravadora pede para que ele componha em alguns dias um grande sucesso que conquiste o público juvenil, apesar dele nunca ter composto a letra de nenhuma música em sua carreira. Ele recebe a ajuda da jovem Sophie (Drew Barrymore) para atingir seu objetivo.&lt;/em&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2010/10/filmes-sobre-recomeco.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-8511620298143403644</guid><pubDate>Fri, 01 Oct 2010 11:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-28T02:34:32.534-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><title>Algumas considerações pessoais sobre Ricardo Young, candidato a senador(SP) da Marina</title><description>Normalmente costumo ser mais discreto na hora de indicar este ou aquele candidato a um determinado cargo às vésperas de uma eleição... mas desta vez acho que estou tão saturado de candidatos de méritos discutíveis à frente de pesquisas, que resolvi largar este depoimento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sim, conheci pessoalmente o sr. Ricardo Young, à época em que ele era Diretor do Yázigi, onde eu trabalhei durante o ano de 1994. Mas nunca fui íntimo dele, nem convivi muito, a despeito do meu patrão direto ser irmão mais velho dele (grande Heráclio Silva).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lembro-me de pouquíssimas conversas, não lembro dos assuntos (que dirá dos discursos em festas de confraternização de funcionários). Só tenho as impressões antigas, bem na base do “acho que era desse jeito” ou “parece que era isso que eu falava”. E essas impressões antigas são positivas (sou absurdamente parcial quando defendo um ponto de vista):&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- O sr. Young parecia ter bastante uma visão bastante realista de mundo, e administrava a empresa dentro dessa visão. Inclusive eu acompanhei o início da fusão da rede Yázigi com a rede Internexus, o que certamente garantiu uns bons anos de prosperidade frente à expansão e crescimento da concorrência (num tenho a menor ideia de como está atualmente!).&lt;br /&gt;- Ele me parecia uma pessoa decente, e pelo menos, no trato pessoal comigo, nunca demonstrou arrogância nem esnobismo! Revendo-o nas campanhas na televisão, essa impressão de autenticidade persevera (obviamente minha memória pode me trair, e ninguém que vai para uma gravação de programa de tevê ou vídeo consegue ficar sem atuar, deixando de lado seu eu verdadeiro e pessoal para incorporar um personagem de acordo com a orientação do marqueteiro...)&lt;br /&gt;- Essa última impressão é puramente CISMA minha, um tipo de ideia fixa, e nem sei se corresponde à verdade dos fatos ou da mentalidade deste postulante ao Senado por SP: VISIONÁRIO. Sim, essa é a qualidade que eu enxergo sem nenhuma lembrança real de fatos ou de conversas reais que tive com ele, é apenas IMPRESSÃO considerando a imagem que eu fiz do Ricardo Young que nem cheguei a conhecer direito. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E gosto MUITO da ideia de visionários com visão real de mundo e plenas condições de avaliar consequências da aprovação desta ou daquela lei, um sujeito ético e aparentemente coerente em suas ações, ascendendo a um cargo como o de Senador (inclusive só depois desse lance de sua candidatura ao senado que fiquei sabendo que ele foi o fundador da Abrinq e que se desligou há anos da diretoria do Yázigi).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tou meio de paciência esgotada de canalhas... fica minha recomendação ao candidato 430 ao Senado de São Paulo. Totalmente parcial, totalmente pessoal, baseada apenas em impressões pessoais sem a devida correspondência a fatos (nem me preocupei em levantar o outro lado da moeda, os tais podres do candidato...).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se eu ganho alguma coisa com esse pedido de votos para “meu” candidato? A paz de espírito de poder encostar a cabeça no travesseiro e ver que fiz a minha parte para contribuir para a diminuição da quantidade de canalhas ou despreparados eleitos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Grato pela paciência caso tenha conseguido ler até aqui!</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2010/10/algumas-consideracoes-pessoais-sobre.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-2434448545227288521</guid><pubDate>Fri, 25 Jun 2010 13:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-28T02:34:21.341-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><title>A pessoa, evocando o artista</title><description>&lt;div xmlns=&#39;http://www.w3.org/1999/xhtml&#39;&gt;&lt;p&gt;Meus amigos e conhecidos do colegial e da faculdade me chamavam pelo apelido de Slang. Nada mais justo que este também fosse meu nome artístico.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ironicamente, parece que meu próprio nome real está ganhando reputação nos círculos dos criadores de histórias em quadrinhos...&lt;/p&gt;referente a: &lt;a href=&#39;http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=6345703590587670140&#39;&gt;orkut - meu perfil&lt;/a&gt; (&lt;a href=&#39;http://www.google.com/sidewiki/entry/104249398136248179369/id/fI6NRq8xVTTAVf5DF0lu08u82HQ&#39;&gt;ver no Google Sidewiki&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2010/06/pessoa-evocando-o-artista.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-4581060316897720562</guid><pubDate>Sat, 19 Jun 2010 05:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-28T02:35:18.140-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><title></title><description>&lt;h3&gt;FANFIC&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um sujeito sempre teve problemas ao longo de toda a vida com figuras de autoridade: pais, patrões, polícia, e o ápice desse seu desajuste se dá quando ele choca de frente com o líder da seita religiosa à qual ele pertencia - praticamente sua última oportunidade de se enquadrar num sistema social em que há uma clara hierarquia, onde ele acataria seu papel de seguidor, devoto e subalterno, sem discussão nem contrariedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos pelos quais ele perdeu a crença na autoridade-mor do culto foram tão... lugar-comum, banais (o líder aproveitava de sua posição para obter favores materiais e carnais, explorando seus seguidores, igualzinho tantas histórias, fofocas que chegam a fazer parte do folclore e do imaginário popular, do senso comum das pessoas em geral independente de pertencerem ou não àquela seita - ainda que falem apenas dos seguidores dos OUTROS CULTOS, &quot;imagina se vai ter essa sem-vergonhice aqui na nossa igreja&quot;), tão clichetescos que nosso protagonista acabou perdendo de vez a crença EM TODOS OS VALORES ESPIRITUAIS daquele culto, mesmo o mérito destes acabou sendo perdido em virtude dos descalabros e desmandos encontrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo então chegado a um ponto de perda TOTAL de referenciais espirituais, familiares, e dogmáticos, a um ponto em que ele abre mão de tudo, nosso herói tem uma epifania e enxerga a si mesmo uma liberdade de agir e pensar por si mesmo que nunca havia alcançado em toda a sua existência (embora possa simplesmente parecer que ele enlouquecera de vez e se alienara para o mundo real).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nosso protagonista descobre-se num estado de consciência em que praticamente nenhuma opinião contrária às suas convicções pessoais, seja de familiares, de amigos, não são capazes de afetá-lo pelo efeito de chantagem emocional como antigamente, e para as quais normalmente acabava fazendo concessões e ações totalmente a contragosto só para cessar as chantagens - e que normalmente repercutia de maneira subconsciente em doenças de fundo nervoso, dores de cabeça sem razão física aparente, tiques, pesadelos e noites mal-dormidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse quadro somático desaparecera, era página virada de sua vida. E ele se sentia mais leve, até mesmo... feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o vazio espiritual, o fundo do poço a que chegara, ainda não cessara! Era necessário caminhar para o alto, sair do atoleiro... Limpar o caminho foi necessário, mas agora ficou cicatrizes espirituais, era necessário fazer as pazes com seu antigo eu, que se fechara para poder se proteger das opressões e traições, e que se vira sem as paredes de sua prisão particular, prisão esta que no fundo no fundo tinha a missão de protegê-lo da compreensão real do mundo, que na fantasia de seu imaginário anterior, carregava um conhecimento que seria de um sofrimento insuportável e que iria destruí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o conhecimento se fez, a expectativa de um sofrimento insuportável não se concretizou... e agora? Pra onde o herói irá? o que deve fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoar a si mesmo, reconciliar seu eu atual com seu passado, seria um excelente começo... Mais fácil falar do que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de ação prática porém altamente carregada de significado e simbólica poderia ser feita?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ARTE!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte é catártica, é libertária!&lt;br /&gt;É simbólica, não está presa a propósitos de objetividade, de metas de sobrevivência, subsistência, ganho material, nem nada! Nenhum propósito objetivo, além de servir a si mesma!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente o mesmo estado de espírito em que se encontra o nosso herói agora! Livre das amarras, da subserviência ao mundo! Livre para apregoar que não há bem ou dom maior do que atingir a liberdade! Livre ao ponto de desejar que esta liberdade tão pessoal e individual dele mesmo possa ser estendida a todos, a todas as pessoas, mesmo aquelas que o prejudicaram no passado, mesmo aquelas que o manipularam para seus próprios fins. Perdoar ao próximo, de conceito clichetesco de seitas de fundamentação judaico-cristã, passou a ser uma verdade espiritual sincera para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele vai se perdoar através da arte da escrita, do conto! Do texto! Da ficção, a ficção que conduz os leitores a entrarem em lugares que dificilmente alcançariam por si sós por mais que esforçassem suas próprias imaginações, a vivenciarem situações, torcerem por personagens, a se identificarem... a ansiarem em saber qual o destino daquela situação, as consequências daquela decisão deste ou daquele herói do romance, do conto... ou quiçá mesmo do poema, haja visto os precursores como Camões, Thomas Mallory ou Homero, que não se furtavam a narrar eventos e criar suspenses usando de versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu romance é todo calcado em cima de simbolismos, versando sobre renascimentos, descobertas individuais mescladas à conceitos coletivos, embebidos em desvarios, em figuras de absurdos que só fazem sentido em sua imaginação alucinada-sem-alucinógenos (a pior delas!!!), numa trama que insiste em dois conceitos continuamente presentes: Liberdade acima de tudo, e perdoar é extremamente necessário e igualmente libertário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele publica seu livro, os familiares não compreendem, os amigos de outrora mal e mal leem, não sacam a proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está feliz, reconciliou-se consigo mesmo! &lt;br /&gt;E isso é tudo o que importa!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2010/06/fanfic-um-sujeito-sempre-teve-problemas.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-4512287809658154177</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2009 15:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-09T12:43:47.752-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">brincadeiras de mangá</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><title>Destrambelhando o mangá (1)</title><description>&lt;h2&gt;Emulando os grandes sucessos de mangá dos anos 90 (1)&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um moleque bandidinho assalta um nerd e além de levar os valores, leva uns mangazinhos. O bandidinho vai pro seu esconderijo, avaliar o que consegue com o butim. Acende um baseado, pega um gibi e começa ler. E lendo, dá risada das fantasias de RPG que tem nada a ver com a realidade das coisas, exceto pelos videogames da internet da lan house e um ou outro game de Playstation que joga de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ele vai ficando muito alucinado com a maconha, e afunda mais ainda no universo daquele textinho passatempo... até que se dá conta que não está mais no muquifo dele, e sim numa putzgrila dum ALTAR, cercado de um monte de gente vestida que nem nas porcarias das revistas, parecia que estavam fazendo algum tipo de invocação maluca, e pelo tom da conversa entre eles, estavam querendo convocar um grande e lendário guerreiro, e emerge a porcaria de um moleque, PELO MENOS armado de um três-oitão, navalha e uma metranca com algumas balas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moleque acha isso tudo uma grande porcaria e quer voltar pra casa (ele acha que tá viajando demais por causa do &quot;beise&quot; - nem quando experimentou coca ele pirou daquele jeito). Aí é uma confusão dele dando tiro pro chão pros &quot;cosplayers-pra-valer&quot; se ligarem que ele PODE e saírem da frente, e uma porcaria de uma guerreirinha cisma de encarar a fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a mina é bonitinha o nosso herói quer evitar balaço na cara da vagabunda, porém, ela é muito boa com a espada, o que faz ele sair correndo escadaria abaixo pelo que parece ser uma torre de castelo. Na perseguição, eles acabam ficando sozinhos numa sala que parece um tipo de depósito de poções, e com os potes quebrados ela se enche de vapores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mina, desacostumada com alteradores-de-percepção-da-realidade, fica bamba, e o nosso amigo já chapado tem simplesmente um efeito colateral: O DELE fica DURO (pombas, isso nunca acontece quando ele fica maconhado). Resultado, menos uma guerreira virgem naquele mundo mágico. Tadinho do &quot;noivo-prometido&quot; dela!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são as aventuras de &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;JAHIR DO MORRO DO ESCULACHO&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2009/10/destrambelhando-o-manga-1.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-5167792294951193804</guid><pubDate>Mon, 27 Jul 2009 01:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-26T22:37:00.310-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">outros fizeram só fiquei olhando</category><title>Premissas e elucubrações (2)</title><description>&lt;h2&gt;Catzo, porque me incomodei tanto com o gibi LULUZINHA TEEN ?&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu que tou me achando muito sem ter PORCARIA NENHUMA ESCRITA, só um monte de especulações (felizmente no caminho certo!) sem botar direito as mãos à obra para a realização, ou esse povo é que gastou uma energia mental danada, trabalhou em equipe, fez reuniões de brainstorming e de briefing, pesquisou sob o chicote do prazo e do contrato com a Ediouro, e mesmo assim fez uma mixaria de um mangazinho tipo shojo beeem genérico, carisma ZERO, e precisando a toda hora evocar OS PERSONAGENS QUE SUPOSTAMENTE ELES SERIAM NA INFÂNCIA (o gibi original) como se buscasse uma aprovação “divina”, como se apelassem a uma autoridade superior ACIMA DA DOS LEITORES! Será que esse povo que quadrinhizou a Luluzinha Teen não tem talento suficiente pra fazer alguma coisa legível e divertida mesmo pra alguém como a minha filha de oito anos? (hmm, na verdade ainda não fiz o teste...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tive minha cota de fazer coisas nas coxas por precisar cumprir metas, quando trampei lá no estúdio do Firmino, e mesmo aqui no meu serviço... e mesmo antes, pergunte praquela revista-vídeo de 16 páginas Stiletto que fiz com JRP para a distribuidora Show-vídeo... esqueci esse o nome mesmo? Mas sei lá, parece que o pecado não foi na execução da idéia (apesar de concordar com as críticas que outros fizeram acerca dos desenhos), parece que o rombo foi mesmo na concepção original do troço... que catzo de pesquisa foi essa que não considerou o impacto da deformação dos personagens originais na imagem que eles queriam, já que queriam aproveitar a suposta fama destes? E porque não considerar os aspectos mais presentes no imaginário popular relativo à personagem Luluzinha, que é justamente a expressão “Clube do Bolinha” (“menina não entra”)? E que catzo de pesquisador de marketing de mercado ligado à mídia quadrinhos que não percebe o puta potencial de explorar essa faceta de isolacionismo masculino, de grupelho, e misoginia infantil que tem que ser derrubada na adolescência em prol de um objetivo maior, melhor e mais nobre: COMER AS MENINAS? Porra, o conflito é a base da história... e quer conflito melhor que este da problemática meninosXmeninasX sair da infância e ir pra adolescência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;Imagina o estrago em termos de potencial de cativação do público-leitor se isto fosse levado adiante... hmmm... é, provavelmente a Ediouro iria vetar!!!! Eles querem mais aqueles conflitinhos artificiais mesmo, beeeem politicamente correto, beeeem família... mas, porra, HANNA MONTANA é calcada num conflito bem evidente: ninguém dá a menor pelota pra Miley, a adolescente estudante normal... mas todo mundo paga pau pra Hanna Montana. É a exploração do mito da identidade secreta pra gente que não tá nem aí pra gibi de super-herói. HIGH SCHOOL MUSICAL explora a questão da obrigação das pessoas serem aquilo que OS OUTROS esperam que elas sejam, o enquadramento em seu papel social, sem contestação, encaixar-se no estereótipo, seja do jogador de basquete, seja o da musa do teatro, seja o do nerd, é o que se espera em termos de aceitação social... e, no entanto, TODA A TRAMA É CALCADA NA POSSIBILIDADE DE FAZER ALGO MAIS, EXPLORAR TODO O POTENCIAL DO SER HUMANO EM USUFRUIR DE MAIS DE UMA HABILIDADE, daí botar a porra do herói, capitão do time de basquete e grande esperança pra escola sair de uma tradição de derrotas, ir cantar no musical de primavera junto com a estudante novata nérdia do caralho!!! E darem aquela porra de show musical que tanto encanta as crianças que a Disney tão bem aprendeu a fazer em gerações (Mary Poppins tem lá seu charme...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CUSTAVA MUITO os caras do estúdio da Luluzinha Teen trabalharem a partir de uma premissa de conflito sem recair em nada muito controverso nem complicado nem politicamente incorreto? Porra, o filme do Scooby Doo partiu NÃO DOS PERSONAGENS ORIGINAIS EM SI, mas foi buscar na PERCEPÇÃO QUE AS PESSOAS FÃS DO DESENHO TÊM DOS PERSONAGENS... e a partir dessa premissa, fez um filme que achei bastante divertido e cheio de conflitos... todos censura livre!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha filha, quando tinha cinco pra seis anos e essa bagaça do filme original ESTOUROU, queria ser a Gabriella, a personagenzinha nérdia, porque as duas eram parecidas (a atriz Vanessa Hudgens é sino-americana), e era a mocinha, a heróina da história, afrontada pela Loira Vilã, a personagem da Sharpay.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Só que a minha menina era (e ainda é) tão perua, mas tão vaidosa, que eu vivia aporrinhando-a, dizendo que ela tinha mais a ver com a peruagem da Sharpay, a rainha do teatro e do espetáculo musical, toda exuberante, perua, do que com a heroína modesta, quietinha em seu cantinho, que só crescia enquanto espetáculo quando abria a boca sobre um palco (eta forçada de barra do diretor e coreógrafo do filme, mas funciona de certo modo, largaram mesmo os melhores números musicais pra mocinha e pro boiolinha do mocinho, senão o filme não funcionava!).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Minha filha ficava fula da vida comigo, achava que tinha que ser a mocinha “apagadinha”, certinha, e morena com cara de mesticinha. E quanto a querer ser igual à vilã, ser egoísta e querer prejudicar os outros não tinha nada a ver...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Só que o carisma da atriz que fez este papel foi tal, que mesmo bancando a “vilã”, o personagem acabou conquistando seus fãs, e teve o papel de “vilã” sendo reduzida ao de “aprontona”. Lembra daquela personagem, a Alexandra do desenho animado Josie e as Gatinhas? Era isso, alguém com inveja, ciúme, e capaz de sabotar, mas no fundo alguém da turma, alguém do lado dos heróis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Atualmente, aos oito anos, minha filha reconhece mesmo que a-do-ra o estilo perua da personagem, e que adoraria poder dirigir o conversível cor-de-rosa com as iniciais de nome e tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é isso que queremos dizer com o personagem escapando do controle dos criadores e traçando seu próprio rumo pela própria força e pela capacidade de provocar esta reação de empatia com seu público. HSM não foi de maneira alguma feito pra mim, não pertenço de forma alguma ao público-alvo, e apesar da marca Disney Channel de manipulado e fabricado até o pescoço, eu sempre que posso defendo a mensagem passada na história original, e graças a Deus, repetida novamente no filme para cinema: SAIA DA PORRA DO SEU QUADRADO, NÃO VIRE UM ESTEREÓTIPO DE SUA IMAGEM PESSOAL QUE VINHA CULTIVANDO ATÉ ENTÃO, TRANSCENDA, E EXERCITE SUAS HABILIDADES EXTRAS A PONTO ATÉ DE PODER NÃO APENAS USUFRUIR COMO TAMBÉM EXERCÊ-LAS PROFISSIONALMENTE.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;High School Musical, essa história pueril, soube passar com precisão essa mensagem, de forma que até uma criança de seis anos conseguiu apreender de alguma maneira... e é este o espírito que para mim deve nortear qualquer produto de ficção dirigido às crianças: QUER ALGUMA COISA? VÁ EM FRENTE! LUTE COM TODAS AS SUAS FORÇAS! E NÃO SE APOQUENTE COM O QUE OS OUTROS PENSAM OU DEIXAM DE PENSAR SOBRE SUA ESCOLHA DE VIDA!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;Fechando o raciocínio sobre a Luluzinha Teen, do ponto de vista comercial, temos mais é que aplaudir a empreitada, torcer para dar certo e vender, e abrir o mercado de quadrinhos que está bastante restrito no que se refere à produção nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que o projeto peca em vários quesitos, e o mais grave é que a capacidade de entretenimento desta revista está bastante comprometido, especialmente pelo expediente de inserção de diversas cenas apresentando o personagem na infância, e mostrando que agora está assim na adolescência... essa insistência em atrelar-se à uma imagem do passado para justificar a “continuidade” da vida do personagem nas novas aventuras, da forma como foi feita, soou como um autêntico ESTELIONATO, especialmente para quem lembra das histórias originais, inocentes, descompromissadas, infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alterações de interesses e até mesmo de personalidades são aceitáveis dentro da narrativa da passagem da infância do personagem para a vida adolescente, e quiçá adulta.&lt;br /&gt;A falha que os malditos velhos antigos leitores de gibi (como eu) persistem em alardear a todo canto é essa incapacidade dos autores de trabalharem a referência original dos personagens e darem um desenvolvimento condizente, como foi feito com a turma da Mônica em sua adolescência-mangá. Isso nos soou bastante ofensivo, desrespeitoso com a memória dos personagens, em suma, UMA EMPREITADA RESTRITAMENTE COMERCIAL MOVIMENTADA ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE PELA INVEJA (“a grama do vizinho é mais verde”) do sucesso editorial do sr. Maurício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente os leitores contemporâneos poderão apreciar em muitos as aventuras de Lulu, Bola, Ana, Alvinho (qual será o nome dele sem o diminutivo? “Alvo”, que nem o Dumbledore? Droga, era Alvin no original), Careca e Pitty. Honestamente, não sei o que considerar do ponto de vista do público-alvo. Mas parei alguns minutos especulando sobre possibilidades de desdobramento com base no existente, e fiquei surpreso de terem saído idéias boas, com possibilidades de agradar, e sem incomodar aos saudosistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.- “Clube do Bolinha” é uma expressão popularíssima que transcendeu o gibi da Luluzinha. Muita gente conhece e usa a expressão (especialmente pelo seu lema: “Menina Não Entra”), mesmo sem ter sequer a idéia de onde veio esse termo. O Clube do Bolinha, no contexto da série, podia simbolizar questão da criança querendo montar seu grupo de amigos com uma identidade em comum, que, na adolescência, das duas, uma: ou viraria uma lembrança de saudade de um passado em que pertencer a um grupo era mais fácil e inocente, ou o clube ainda existiria na cabeça de seus ex-membros e seria “evocado” toda vez que eles precisassem conversar sobre algum assunto “de menino”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.- Luluzinha era exímia contadora de histórias, sempre narrando pro Alvinho contos da bruxa Meméia (ou Tetéia?) e contextualizando a moral da história a alguma coisa que o Alvinho estivesse aprontando ou questionando. Seria natural de esperar que ela, adolescente, gostasse de criar histórias também, mas agora de Wicca, ou similares, e povoasse seu blog com isso, fazendo algum sucesso entre os tweens (e talvez, ironicamente, ser ignorada pelo mesmo Alvinho que a escutava no passado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. - Bolinha era o cara inconformado com as coisas fora de ordem de seu cotidiano, e assumia a identidade do Aranha, o detetive, para solucionar os mistérios. Se alguém seria o motor de uma investigação de algo que está estranho e errado, esse personagem seria automaticamente o Bolinha. O duro é que a Luluzinha mais atrapalhava que ajudava. Normalmente a situação estranha, um objeto quebrado ou sumido era o seu Jorge, pai da lulu, que tinha quebrado ou removido para trocar por um novo (e o coitado, a exemplo do mordomo, era sempre o primeiro a ser o culpado, sob protestos da filha!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. - Glorinha sempre foi o personagem ligado a coisas de moda, chique, e esnobando gente menos “antenada” como a Luluzinha. Seria um contraste interessante entre a Lulu e a Glória na adolescência, como as personagens de seriados juvenis da Disney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. - Mino, o alienígena, podia ser atualmente uma espécie de fantasia do passado do Bolinha. E ele, agora, adolescente, poderia fazer questão de manter uma imagem de “adolescente normal”, mas sempre tendo um pezinho nérdio, interessado por coisas de alienígenas, alta tecnologia, filmes, internet, etc. Seria interessante se ele fosse dividido entre essa paixão nérdica contrapondo-se à necessidade de manter uma imagem de descolado e “cara normal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. - Aninha e Carequinha são irmãos e sempre se bicaram. Seria interessante explorar esses conflitos potencializados pela adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. - Bolinha sempre pagava pau pra Glorinha, e esta por sua vez só tinha olhos pro Plínio. Daria conflitos bastante chamativos manter esse triângulo amoroso na adolescências dos três personagens, com a entrada da melhor amiga do Bola, Lulu, na equação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. - Voltando ao Clube do Bolinha: houve uma mudança radical de pressuposto entre a Criança e o Adolescente. Na infância, a menina era vista como um estorvo, um elemento totalmente oposto às brincadeiras “de menino” que os moleques adoravam, e daí pra exigir distância das meninas (mesmo daquela para quem o dono do clube ficava pagando pau) era algo natural. Na adolescência, mudou toda a regra do jogo, os meninos querem mais é chamar a atenção das meninas, querem chegar junto. Nada mais “empata-foda” que um clubinho de meninos extremamente chauvinista. E por isso mesmo, ele NUNCA DEVERIA TER SIDO DEIXADO DE LADO NA ATUALIZAÇÃO da Luluzinha Teen. Ele é o elo simbólico entre o passado dos personagens e o seu presente, representação da infância tanto dos meninos integrantes do grupo (ou os excluídos, como o Plínio e a turma da Zona Norte), como das meninas, cujo papel nele era “Menina Não Entra”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho a impressão que qualquer um dos temas que propus iria diminuir em 90% as queixas sobre a descaracterização da Luluzinha, sem exigir grandes mudanças, nem no caracter design, na posição da Ediouro sobre o assunto, censura livre, etc. Com as palavras, os autores!</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2009/07/premissas-e-elucubracoes-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3268041234127478643.post-2880048716170558109</guid><pubDate>Sat, 25 Jul 2009 03:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-25T02:33:07.320-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Engenharia Reversa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">musas e músicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O coração do Fernando está no cérebro</category><title>Um momento especial. O presente do Ator e para o Ator</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijQsOxXjfe7qfpXFxoe852MR4xNc1kCm_O4z93j8hPIHzi8CKk6x4Mm6lqJdzCY0JAqhXR2HZquHY2ynmX7KX_z7Bp2nfqQNBZLviX5Z7VDaMbcIP_88XDtg3XhECxXh-6XdGCCDZAVRg/s1600-h/gero_camilo_naum.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 395px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijQsOxXjfe7qfpXFxoe852MR4xNc1kCm_O4z93j8hPIHzi8CKk6x4Mm6lqJdzCY0JAqhXR2HZquHY2ynmX7KX_z7Bp2nfqQNBZLviX5Z7VDaMbcIP_88XDtg3XhECxXh-6XdGCCDZAVRg/s400/gero_camilo_naum.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;Gero Camilo como Naum, o porteiro - &amp;copy;2009 Globo - Todos os direitos reservados&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5362255119026532002&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Os Presentes&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Kléber Albuquerque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Que presentes te daria?&lt;br /&gt;Uma estrela vã do firmamento&lt;br /&gt;Pra iluminar o vão do pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tevê na garantia&lt;br /&gt;Árvores plantadas no cimento&lt;br /&gt;E meu perfume na rosa-dos-ventos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo ritmo da Bahia&lt;br /&gt;Cartas de amor com frente e verso&lt;br /&gt;E meu percurso nesse universo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas horas sem fim&lt;br /&gt;Em que a dor não tem mais cabimento&lt;br /&gt;É no teu prumo que eu me oriento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catedrais de alvenaria&lt;br /&gt;Senhas pra não mais perder a vez&lt;br /&gt;Casa, comida e um milhão por mês&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi um ator ser presenteado hoje, no último capítulo de uma minissérie da Globo, &lt;a href=&quot;http://somefuria.globo.com/Somefuria/0,30224,17338-p-271438,00.html&quot;&gt;o Som &amp; a Fúria&lt;/a&gt;. Ele foi presentado com a oportunidade de um monólogo, no final do episódio, em que o seu personagem, o porteiro do Teatro, tem uma oportunidade de se apresentar o seu improviso no happy hour, quando o pessoal encontra-se no bar/café em que todos se reúnem após as apresentações e o dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, em meio a um público de amigos, ele solta o seu poema, meio musicado, como se fosse um repentista, acompanhado pelos demais com instrumentos musicais.&lt;br /&gt;E, no meio da &lt;a href=&quot;http://cacilda.folha.blog.uol.com.br/arch2009-07-19_2009-07-25.html#2009_07-24_19_14_31-2732708-0&quot;&gt;minissérie da rede Globo&lt;/a&gt;, com sua pouca audiência tanto pelo horário ingrato quanto pela temática mais elaborada e não lá muito popular, me perguntei quantos desses poucos telespectadores teve a felicidade de perceber que o poema recitado pelo personagem do Gero Camilo não foi escrito pela equipe de roteiristas da adaptação do original Canadense para a &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u599925.shtml&quot;&gt;minissérie televisiva&lt;/a&gt;, nem foi retirado da obra de Shakespeare: era um &lt;strong&gt;POEMA QUE ELE PRÓPRIO USAVA EM MONÓLOGOS EM SEU INÍCIO DE CARREIRA&lt;/strong&gt;, um que vi há mais de dez anos atrás, antes dos papéis no cinema, das participações especiais em minisséries. Não ouso arriscar se ele mesmo, Gero Camilo, teria escrito tal monólogo, mas, ver um ator ser presenteado com uma oportunidade dessa, em que praticamente ficam misturados personagem e trajetória pessoal, sem destoar do conjunto, sem parecer forçado, aliás, parecendo até que foi escrito também pelos próprios roteiristas da telessérie, e só quem conhece as histórias de bastidores e ouviu aquelas palavras da própria boca do Gero em pessoa há tanto tempo atrás... (nem sequer me lembro se era show da Ceumar, da Rita Ribeiro ou da Natália Malo, ou talvez até fosse de nenhuma delas, será que era do Kléber Albuquerque? Só lembro que a Tata Fernandes, a mulher do Kléber, estava na platéia e que foi no Centro Cultural São Paulo... à época eu ainda andava com esse povo, e provavelmente o Gero também)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que alguém pode entender a maravilha que é esse presente da obra de ficção refletir de maneira metafórica, homenageante, um episódio da vida real? De reinventar um fato real dentro das regras do jogo estipuladas pela obra ficcional em questão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de uma metáfora semelhante, só que no meu meio ambiente, os gibis... tinha a ver com uma espécie de grande decisão editorial de reformulação total da cosmogonia de diversos personagens clássicos, que se refletiu em todos os títulos da editora, e todos os arcos de histórias dos mais diversos personagens tinham que se encaixar no grande quadro geral ancorado pela publicação-chave em doze edições que consolidava a mudança editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um título que já vinha sendo produzido de maneira a revolucionar o modo do personagem, e o autor, um talento ímpar, maliciosamente criou um arco de histórias que não se furtou à reformulação geral dos personagens muito menos ao grande evento que era narrado na publicação-chave, apenas abordou uma parte que ficava metafísica e metaforicamente distante, porém essencial. E providenciou uma história que podia ser traduzida como o despertar da consciência de uma inocência do mundo em preto-e-branco, os bons como puramente benevolentes e os maus como absolutamente malignos dando espaço às nuances de cinza, áreas misturadas, e nisso o papel do mal como o plano de fundo, o contraste realista que serve justamente para se valorizar e destacar as virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em meio a tudo isso, o personagem-título, vai decidido, mas não para combater, mas sim em resignação, pois ele nada podia fazer perante aquela entidade, apenas ir lá porque precisava fazer alguma coisa, e simplesmente... DIALOGA. E, em meio ao diálogo, aquilo que a entidade tanto almejava compreender... ela CONCLUI, ajudada pela conversa! E o destino metafórico, tanto do personagem quanto aos próprios rumos do título, não poderia ser mais simbólico &quot;Parta livremente como você entrou!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu acredito estar atingindo esse nível de metáfora, de recriação de eventos do mundo real nas regras de minha própria ficção, como costumo brincar, meu Jornada nas Estrelas com sérias restrições orçamentárias (tá mais para Star Wars, com esse negócio de jornada do herói solitário em sua busca de cavaleiro em cruzada). Mas, meu Deus, como dá trabalho costurar cenas, dar andamento às sequencias... vida de roteirista não é fácil... como se de desenhista não fosse igualmente desafiadora, cansativa, e árdua. &lt;span style=&quot;font-size:50%&quot;&gt;(chorão do caralho!)&lt;/span&gt;</description><link>http://almadeaco.blogspot.com/2009/07/um-momento-especial-o-presente-do-ator.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Fumihiro Aoki)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijQsOxXjfe7qfpXFxoe852MR4xNc1kCm_O4z93j8hPIHzi8CKk6x4Mm6lqJdzCY0JAqhXR2HZquHY2ynmX7KX_z7Bp2nfqQNBZLviX5Z7VDaMbcIP_88XDtg3XhECxXh-6XdGCCDZAVRg/s72-c/gero_camilo_naum.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>