<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule" version="2.0">

<channel>
	<title>18 Segundos</title>
	
	<link>http://18segundos.net</link>
	<description>antes do nascer do sol</description>
	<lastBuildDate>Sun, 17 Jan 2010 19:57:04 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=abc</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/18segundos" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="18segundos" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5/</creativeCommons:license><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">18segundos</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item>
		<title>Criando um dachshund</title>
		<link>http://18segundos.net/2010/01/criando-um-dachshund/</link>
		<comments>http://18segundos.net/2010/01/criando-um-dachshund/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 19:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sávio</dc:creator>
				<category><![CDATA[elucubrações]]></category>
		<category><![CDATA[umbigo]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[confissões]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>
		<category><![CDATA[querido diário]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://18segundos.net/?p=822</guid>
		<description><![CDATA[Hoje faz uma semana que estou criando aqui em casa um cão dachshund (ou teckel – nome oficial da raça –, ou salsichinha, ou cofap, como você preferir), o Dexter. Na sexta-feira, dia 08, minha amiga o encontrou perdido no Lago Sul. No sábado, dia 09, perguntou se eu gostaria de ficar com ele, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://18segundos.net/365/wp-content/uploads/2010/01/2010-01-14.jpg"><img class="alignleft" title="Dexter" src="http://18segundos.net/365/wp-content/uploads/2010/01/2010-01-14.jpg" alt="" width="354" height="266" /></a>Hoje faz uma semana que estou criando aqui em casa um cão <a href="http://www.seucachorro.com/teckel-pelo-curto/">dachshund</a> (ou teckel – nome oficial da raça –, ou salsichinha, ou cofap, como você preferir), o Dexter. Na sexta-feira, dia 08, minha amiga o encontrou perdido no Lago Sul. No sábado, dia 09, perguntou se eu gostaria de ficar com ele, e eu aceitei na hora. No domingo, dia 10, ele chegou aqui em casa, e, desde então, as coisas por aqui mudaram consideravelmente. Só tem um problema: acho que este cachorro e eu não servimos um para o outro…</p>
<p style="text-align: justify;">Ter um cachorro é ótimo. Como ele fica solto pela casa, acaba sendo uma companhia bem mais presente que a das minhas chinchilas, além de trazer mais agitação. É também muito mais carinhoso, e a hora do passeio fica bem mais divertida, por poder ser fora de casa. Nunca fui muito de xodó com animais, mas só porque não sabia o quanto isso era bom; porque nunca tinha tido um animal de estimação assim de verdade – minha mãe nunca deixou.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando eu era criança, tínhamos em casa um papagaio, o Minha Rosa (é, era assim que ele era chamado: no feminino, e com o pronome possessivo fazendo parte do nome), mas ele nunca deixava eu chegar perto, nem para trocar água e comida, nem para tentar brincar, então, de certa forma, acabava não contando. E minha mãe nunca aceitou outro animal lá em casa: sempre que alguma gata de rua dava cria no nosso quintal, mesmo eu implorando para ficar com um dos gatinhos, ela enfiava todos os filhotes dentro de um saco plástico, amarrava, pegava o carro e ia jogá-los do alto de um viaduto que passava sobre a linha do trem. Não sou muito bom em estimar medidas, mas imagino que do alto do Viaduto do Mafuá até o fundo da linha do trem deva dar uns dez metros de altura. (Procurei uma foto para pôr aqui mas não encontrei; absurdo. Lembrar de tirar uma quando chegar a Teresina).</p>
<p style="text-align: justify;">A única exceção que ela já abriu a isso foi um filhote de pequinês com poodle, a quem eu chamava de Teddy. Lembro que ele era branquinho e bem pequeno, mas não tenho muitas lembranças de brincar com ele. O pobrezinho era proibido de entrar dentro de casa, e até para ir ao quintal ele sofria restrições: era obrigado a ficar num beco todo úmido e cheio de lodo, mas onde ao menos ele tinha algum espaço para correr. As lembranças mais fortes que eu tenho são dele latindo para mim, feliz da vida, pela janela que dava para esse bequinho. Assim que ele começou a crescer e não cabia mais dentro do beco, minha mãe o deu de presenta para a empregada, e lá se foi embora meu cachorro, com quem, afinal, eu nunca tive muito contato…</p>
<p><span id="more-822"></span></p>
<p style="text-align: justify;">E assim, eu cresci sem muito apego a cachorros ou outros animais. Minhas primas é que sempre tinham algum cachorro em casa: o Bingo, a Lady, o Caos, o Bob, e, atualmente, a Drica, uma labradora muito linda e carinhosa. Já tiveram até um coelho, o Bambi, para desespero da minha tia, que odiava a possibilidade de ter os móveis roídos. Enquanto isso, eu implorava por um hamster (que é baratinho, não fede, não ocupa espaço, e requer cuidados simples e baratos), minha mãe dizia que ia pegar um no esgoto (ou seja, um rato), eu torcia o nariz, e acabava que eu ficava sem um animal que fosse.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde que comecei a vistar meu pai em Fortaleza, também lembro de ele ter cachorros em casa: Simbá, Capitu, Zero, Total… Mas, como eram na maioria cães de grande porte (lembros dos mastins napolitanos e dos mastiffs ingleses) e pouco acostumados a minha presença, eram sempre eles num canto e eu no outro. A única exceção foi Capitu, uma poodle pequenininha, mas, como eu não tinha crescido exatamente acostumado a ter cães por perto, também nunca dei muita bola para ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro ponto importante para esta história é o fato de minha mãe ter me incutido, desde cedo, uma certa aversão a criar cachorros dentro de apartamentos. Cachorro, de modo geral, é bicho que precisa de movimento, de exercício, de espaço para correr. Tanto que, quando cheguei a Brasília, tive dificuldades de entender por que diabos tanta gente criava cães em apartamentos, e achava isso um absurdo… Isso só começou a mudar quando conheci o <a href="http://www.seucachorro.com/pug/">pug</a>, que, graças ao focinho curto, não é muito de se exercitar, e é ideal, portanto, para a vida dentro de um apartamento… Depois é que fui conhecendo outras raças, bem adaptadas à vida em ambientes pequenos, e descobrindo que mesmo aquelas que gostam de se exercitar podem ser criadas tranqüilamente dentro de um apê, desde que saiam diariamente para fazer ao menos uma caminhada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas então. A história começou a mudar em maio/junho do ano passado, quando li <a href="http://www.morandosozinho.net/2009/05/30/companheiro-de-quarto/">este post</a> da Angélica, no <a href="http://www.morandosozinho.net/">Morando Sozinho</a>, sobre companheiros de quarto, e começou a tomar forma a idéia de criar roedores… Roedores não precisam de grandes cuidados, são econômicos, e poderiam ficar horas e horas sozinhos enquanto eu estava na faculdade/estágio, sem se desesperarem de solidão nem destruírem minha casa (isso, claro, desde que ficassem presos na gaiola). Quando, em julho seguinte, minha prima veio me visitar e decretou que eu precisava de um animal de estimação, acabei adquirindo uma chinchila, o Aníbal. Um mês depois, mais ou menos, veio a segunda, para fazer companhia a ele, a Cordélia. Certamente que são o casal de chinchilas mais adoráveis que há.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://18segundos.net/365/wp-content/uploads/2010/01/2010-01-02.jpg"><img class="aligncenter" title="Chinchilas" src="http://18segundos.net/365/wp-content/uploads/2010/01/2010-01-02.jpg" alt="" width="415" height="553" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E, assim, ficamos juntos Aníbal, Cordélia e eu, até uma semana atrás, quando chegou o Dexter (o da foto lá no alto do post, com a coleira peitoral e a medalhinha martinista). Antes disso, porém, alguns amigos já vinham falando do quanto era bom ter um cachorro. Um deles tem um pug, o Anúbis, e os dois, pelo visto, são realmente melhores amigos. Outro tinha em casa uma poodle (não lembro o nome), que na verdade pertencia ao colega de casa dele, mas de quem ele gostava bastante (como não consegui redigir a frase de outro modo, elimino a ambigüidade: meu amigo gostava bastante da cachorra do amigo dele). Outros morriam de vontade de ter um cachorro, mas até agora não lhes foi possível cuidar de um.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ouvindo volta e meia a conversa sobre cachorros se repetir, lá foi a idéia se fixando na minha cabeça… Ainda não pretendia comprar um, nem adotar, mas a vontade já vinha surgindo, e crescendo cada vez mais… Até que, sábado retrasado, enquanto eu fazia a faxina da casa, minha amiga veio no GTalk me oferecer o cãozinho que ela tinha encontrado perdido, caso os donos não fossem encontrados… Aceitei sem titubear.</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros dias com ele aqui foram ótimos. Tanto ele quanto eu estávamos ainda conhecendo um ao outro, e acabou sendo bem divertido. Nunca tinha tido uma sombra assim tão profissional, que me acompanhasse até o banheiro, pouco importando o que eu fosse fazer. (OK, minha priminha mais nova também teve uma fase em que era uma sombra e tanto, mas não chegava ao nível do Dexter. Não mesmo). Se eu vou à cozinha, ele fica sentado à porta dela me esperando. Se sento no sofá, ele fica se esfregando nos meus pés. (Hoje ele tentou transar com a minha perna, o que não foi lá muito agradável, mas foi a primeira vez. Só temo que venham outras, já que ele não é castrado). E tenho minhas dúvidas sobre se, à noite, ele dorme na caminha que comprei: quando vou para meu quarto dormir, ele vai até a porta e se senta lá, onde fica chorando um tempinho. Pela manhã, quando acordo, ouço o movimento dele, ainda à porta. Não consegui descobrir se ele passa a noite inteira lá, esperando, ou se já aprendeu o horário em que costumando me levantar e vai até lá. Quando saio e deixo ele sozinho em casa, então, ele se desespera! Essa foi a única circunstância, até hoje, em que o ouvi latir: solidão.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema é que simplesmente não consigo amar alguém assim tão submisso, seja gente ou animal. Meu lado escorpiano, assim que percebe isso, se aproveita da situação de poder e começa a maltratar a pessoa ou bicho, e é isso que tenho me percebido fazendo com o Dexter. Não falo de bater, chutar, nem nenhuma violência física, mas de brigar, e deixar de me comover com os pedidos de carinho, que vão passando a me parecer ridículos. Ontem, por exemplo, saí de casa por volta das quatro da tarde (já meio irritado porque ele não tinha feito cocô depois do almoço, apesar de eu ter caminhado com ele por quase uma hora enquanto eu ainda fazia a digestão), deixando-o sozinho com as chinchilas, e voltei às onze da noite. Ele estava simplesmente desesperado por carinho, mexendo-se todo e ganindo. Qualquer pessoa teria abaixado e passado a mão na cabeça dele, ou algo assim; mas a mim parecia que ele estava tendo um ataque epiléptico. Não consegui me comover com a situação. Hoje de manhã também não fiz carinho: já saí pondo guia e coleira nele, e saindo para passear, ver se ele fazia o cocô que ainda não tinha feito. Fez, mas hoje depois do almoço, novamente, nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, o passeio, que a princípio era divertidíssimo, também se mostrou outro problema. Passar com cachorro é ótimo, e é um estímulo e tanto a sair e se exercitar. Tem até <a href="http://www.ar.terra.com/tecnologia/interna/0,,OI4125344-EI1497,00.html">estudos a respeito</a>, e tals. O problema foi quando comecei a usar a guia retrátil, aceitando fazer paradas para que se aliviasse (como ele já tinha dono antes, foi educado a não fazer xixicocô dentro de casa, a menos que se trate de uma situação extrema), e, agora, ele pára para demarcar território <strong>o tempo todo!</strong> Fico me perguntando o que leva uma pessoa a não castrar um animal de estimação que vai servir apenas para companhia… Animais castrados vivem mais, são menos propensos a uma série de doenças, diminui as fugas (o que me leva a pensar que, talvez, ele não estivesse aqui se fosse castrado), evita a superpopulação de animais (especialmente cães e gatos de rua), e, também importantíssimo, evita que eles demarquem território! Algumas das vantagens da castração de cães estão <a href="http://www.amigocao.com/page19/page19.html">aqui</a>. Quando eu ganhar ou adquirir um filhotinho, pode ter certeza de que logo logo ele vai virar eunuco.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas isso ainda não é tudo. Não faço exatamente o tipo carinhoso, que consegue ficar horas e horas alisando alguém, e é só disso que esse cachorro quer saber. Ele simplesmente não brinca! Jogo uma bolinha para ele pegar, ele vê onde ela foi parar, olha de novo para mim e se vira, oferecendo a barriga. Alguns podem achar isso lindo; eu acho brochante. Posso conviver com os puns horrendos que ele solta, com bagunça na casa, até com móveis roídos ou com eventual xixicocô no meio da sala, e ainda com carregar o cachorro nos braços pelos três andares de escada que antecedem meu apartamento, mas desde que ele corra para pegar a maldita bolinha… e que não pare para demarcar território, e que saiba cuidar da própria vida quando se vir sozinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante esta semana em que o Dexter está aqui, tenho lido muito sobre as mais diversas raças de cachorro. Interessante como as que mais me apetecem são também as mais incomuns, como o <a href="http://www.seucachorro.com/schipperke/">schipperke</a>, o <a href="http://www.seucachorro.com/basenji/">basenji</a>, o <a href="http://www.seucachorro.com/samoieda/">samoieda</a> ou até o <a href="http://www.seucachorro.com/cao-de-crista-chines/">cão de crista chinês</a>. Preciso de um que possa ficar algumas horas em casa sem morrer de desespero nem destruir minha casa (em outras palavras, que seja quase um gato), mas que goste também de brincar e de sair para passear, caminhando bastante – e, claro, que se dê bem com minhas chinchilas, que o Dexter já tentou abocanhar. (Não o culpo, afinal a raça dele foi desenvolvida para caçar animais de toca). Por ora, meu preferido tem sido o schipperke, mas cadê dinheiro para comprar um? Se alguém quiser me dar de presente, aceito um filhotinho, de preferência já castrado. Chamá-lo-ei de Hermes, se macho, ou de Hécate, se fêmea.</p>
<p style="text-align: justify;">Até lá, continuo cuidando do Dexter, da melhor maneira que puder, e me esforçando para não ficar puto com o pobre do cachorro, que, afinal, só merece afeto e dedicação… Não mereço, portanto, ficar com ele de vez.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://18segundos.net/2010/01/criando-um-dachshund/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Projeto 365</title>
		<link>http://18segundos.net/2010/01/projeto-365/</link>
		<comments>http://18segundos.net/2010/01/projeto-365/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 20:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sávio</dc:creator>
				<category><![CDATA[gente grande]]></category>
		<category><![CDATA[umbigo]]></category>
		<category><![CDATA[365]]></category>
		<category><![CDATA[fotos]]></category>
		<category><![CDATA[imagens]]></category>
		<category><![CDATA[projetos]]></category>
		<category><![CDATA[resoluções de ano novo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://18segundos.net/?p=815</guid>
		<description><![CDATA[Então que uma das minhas resoluções de ano novo foi começar e levar a cabo o Projeto 365. Fazia um tempinho que queria participar dele, que sempre me pareceu interessante. E poderia ter começado em qualquer dia que quisesse, mas o dia de ano novo, por razões bem óbvias (para não dizer clichês) acabou sendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="Canon Powershot Pro1" href="http://farm5.static.flickr.com/4038/4232007303_7a94c473d6_b_d.jpg"><img class="alignright" src="http://farm5.static.flickr.com/4038/4232007303_7a94c473d6_b_d.jpg" alt="Canon Powershot Pro1" width="368" height="277" /></a>Então que uma das minhas resoluções de ano novo foi começar e levar a cabo o <a href="http://18segundos.net/365">Projeto 365</a>. Fazia um tempinho que queria participar dele, que sempre me pareceu interessante. E poderia ter começado em qualquer dia que quisesse, mas o dia de ano novo, por razões bem óbvias (para não dizer clichês) acabou sendo o escolhido para isso. A idéia original, pelo que encontrei de informações na web, foi de Taylor McKnight, em 2004, e consiste em todo dia, durante um ano, tirar uma foto e publicá-la. A idéia é tão boa que logo muita gente ao redor do mundo resolveu aderir, e surgiu até um <a href="http://www.flickr.com/groups/project_365/">grupo no Flickr</a> – ao que me consta, até hoje movimentadíssimo.</p>
<p style="text-align: justify;">O texto a seguir é do <a href="http://photojojo.com/content/tutorials/project-365-take-a-photo-a-day/">site oficial do projeto</a>, em tradução livre:</p>
<p><span id="more-815"></span></p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>As pessoas costumam dizer que a vida inteira passa diante dos olhos depois de algum evento traumático. Talvez seja um tanto mórbido, mas nós achamos isso muito incrível.</p>
<p>Quando Taylor McKnight começou a tirar uma foto por dia em 1º de janeiro de 2004, não imaginava que o projeto serviria não apenas para relembrar um ano, mas também para ajudá-lo a entender o que era importante para ele em sua vida.</p>
<p>Fossem seus relacionamentos, sua carreira ou seu senso de moda, tirar uma foto por dia durante um ano inteiro deixou-lhe um rico histórico visual de sua vida. E ainda fez dele um fotógrafo melhor!</p>
<p>[…]</p>
<p><strong>POR QUE FAZER ISSO?</strong></p>
<p>Tirar uma foto todo dia é uma grande empreitada, com grandes recompensas. Aqui estão apenas algumas razões para você cogitar fazê-lo:</p>
<ul>
<li>Imagine poder olhar para qualquer dia do seu ano e ser capaz de lembrar o que você fez, quem você encontrou, o que você aprendeu… (Não raro temos dificuldades em lembrar o que fizemos ainda ontem ou mesmo noite passada, que dizer de um ano atrás!)</li>
<li>Seu álbum-anuário será uma maneira e tanto de documentar suas viagens e conquistas, seus cortes de cabelo e relacionamentos. O tempo se move surpreendentemente rápido.</li>
<li>Tirar uma foto por dia <em>fará</em> de você um fotógrafo melhor. Usar sua câmera todo dia irá ajudar-lhe a conhecer os limites dela. Você aprenderá a compor melhor suas fotos, começará a se importar com a iluminação, e se tornará mais criativo na arte da fotografia quando for forçado a encontrar algo novo todo santo dia.</li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Pois então é isso. Depois de um ou dois anos namorando o projeto (não lembro exatamente quanto tempo),  ontem à noite tomei a tal da resolução, e, na madrugada de hoje, depois das comemorações de <em>réveillon</em> (ou, para os que preferem coisas bem aportuguesadas, <em>reveião</em>), peguei minha máquina e tirei a prima foto. Agora, só preciso continuar indo em frente! Confesso que estou muito receoso de expor minha vida assim explicitamente na internet,  no que vai acabar sendo um diário fotográfico virtual e público, repleto de informações pessoais.  Parece muito umbiguismo, e é: afinal, o assunto principal deste projeto seremos minha vida e eu. Parece mais um meio de procrastinação, e, de fato, não deixa de sê-lo em parte, já que certamente há de desviar minha atenção de outras coisas que sejam, talvez, mais urgentes. Mas, acima disso, parece algo bem divertido, apesar de trabalhoso – além de uma ferramenta e tanto de autoconhecimento – e são justamente estas duas últimas coisas que procuro aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Se brincar, qualquer dia ponho uma senha no blog do projeto, ou deleto-o de vez e continuo com tudo apenas offline. Sei que provavelmente não há de interessar a muita gente – é só o meu umbigo, caramba! – e, para a falar a verdade, até prefiro que seja assim. Coisinha pequena, mais para mim mesmo que para a audiência, apesar de estar tudo aí bem acessível.  E que até o final do ano venham, pelo menos, mais 364 outras fotos!  <img src='http://18segundos.net/wp-content/plugins/smilies-themer/tango-gnome/face-smile-big.png' alt=':grin:' class='wp-smiley' /> </p>
<p class="imgcredit">Imagem: Canon Powershot Pro 1 por <a title="Wootang01" href="http://www.flickr.com/photos/7310714@N06/4232007303/" target="_blank">Wootang01</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://18segundos.net/2010/01/projeto-365/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O pequeno mas poderoso guia para descobrir suas paixões</title>
		<link>http://18segundos.net/2009/12/o-pequeno-mas-poderoso-guia-para-descobrir-suas-paixoes/</link>
		<comments>http://18segundos.net/2009/12/o-pequeno-mas-poderoso-guia-para-descobrir-suas-paixoes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 23:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sávio</dc:creator>
				<category><![CDATA[gente grande]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[paixões]]></category>
		<category><![CDATA[sustento]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://18segundos.net/?p=802</guid>
		<description><![CDATA[Comecei a traduzir este texto do Leo Babauta, do blog Zen Habits, que a moça Thahy retuitou faz um tempão, depois que terminei a redação d&#8217;Aquela Que Não Deve Ser Nomeada (a.k.a monografia), , numa noite chuvosa e feliz, mas acabei deixando de mão por um tempo. Hoje, lutando para resolver umas pendengas de ultimíssima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Comecei a traduzir este texto do <a href="http://twitter.com/zen_habits">Leo Babauta</a>, do blog <a href="http://zenhabits.net/">Zen Habits</a>, que a <a href="http://www.thahy.com/">moça Thahy</a> <a href="http://twitter.com/thahy/status/5804395349">retuitou</a> faz um tempão, depois que terminei a redação d&#8217;Aquela Que Não Deve Ser Nomeada (a.k.a <em>monografia</em>), , numa noite chuvosa e feliz, mas acabei deixando de mão por um tempo. Hoje, lutando para resolver umas pendengas de ultimíssima hora com a faculdade (e a minha é uma das instituições mais paunocu que já conheci), ele voltou a me parecer bastante apropriado para mim que estou terminando – finalmente – a faculdade (ou, pelo menos, espero estar), e não sei o que fazer da vida depois disso, e há certamente de ser também útil para muita gente mais. Quanto aos problemas uenebísticos, só peço uma coisa: desejem-se sorte, por favor.</p>
<p style="text-align: justify;">O <em>Zen Habits</em> não aceita comentários, e o Leo Babauta não usa email, então não pude entrar em contato com ele para pedir permissão para traduzir o texto. Vai sem autorização, mesmo: estava precisando compartilhar isso. Se, de algum modo, eu souber que isso desagradou o autor, apago imediatamente. Para quem quiser, segue o link para o <a href="http://zenhabits.net/2009/11/the-short-but-powerful-guide-to-finding-your-passion/">texto original</a>.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">A realização suprema é tornar indistinta a linha divisória entre o trabalho e a diversão.<br />
<small>(Arnold Toynbee)</small></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_811" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://18segundos.net/wp-content/uploads/2009/12/20091111passion.jpg"><img class="size-full wp-image-811" title="20091111passion" src="http://18segundos.net/wp-content/uploads/2009/12/20091111passion.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">A felicidade que resulta de fazer algo que você ama</p></div>
<p>Seguir suas paixões pode ser algo difícil, mas descobrir quais são elas pode ser ainda mais elusivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sou sortudo – descobri minha paixão, e a estou vivendo. Posso atestar que é a coisa mais maravilhosa, poder tirar seu sustento daquilo que você ama.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, neste pequeno guia, eu gostaria de ajudá-los a começar a descobrir o que vocês amam fazer. Este é o problema mais comum de vários leitores do <em>Zen Habits</em> – incluindo vários que recentemente entraram em contato comigo via Twitter.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto será aquela coisa que lhe dará motivação para levantar da cama, de manhã, e gritar “Estou vivo(a)! Posso sentir, <em>baby!</em>”, e assustar seus familiares ou qualquer um que possa ouvi-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">O guia não é abrangente, e não encontrará suas paixões por você, mas irá ajudá-lo(a) a descobri-las.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis como.</p>
<p><span id="more-802"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. No que você é bom?</strong> A menos que você esteja apenas começando na vida, você deve ter algumas habilidades ou talento, deve ter mostrado algum tipo de aptidão. Mesmo que você esteja só começando, deve ter mostrado algum talento quando jovem, ainda que na escola primária. Você sempre foi um bom escritor, orador, desenhista, organizador, construtor, professor, amigo? Sempre foi bom em idéias, em ligar pessoas, em jardinagem, vendas? Pense um pouco sobre isso. Leve ao menos 30 minutos examinando essa questão – freqüentemente nos esquecemos das coisas que fizemos bem. Lembre-se o quanto puder de trabalhos, projetos, <em>hobbies</em>: essa pode ser sua paixão. Ou podem ser várias coisas. Comece uma lista de candidatos potenciais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. O que te excita?</strong> Pode ser algo no trabalho – uma pequena parte do seu serviço que te satisfaz.  Pode ser algo do trabalho – um <em>hobby</em>, um emprego paralelo, algo que você faz como voluntário, pai, cônjuge ou amigo. Pode ser algo que você não tem feito há um bom tempo. Novamente, pense nisso por uns 30 minutos, ou, no mínimo, 15. Se não o fizer, provavelmente estará trapaceando a si mesmo. Junte todas as respostas à sua lista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. Sobre o que você lê?</strong> Sobre que tipo de coisa você passa horas lendo na internet? Que revistas você procura ler? Que blogs você acompanha? Que seção na livraria você folheia? Pode haver vários assuntos, aqui: adicione-os à lista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Com o que você já sonhou secretamente?</strong> Você pode ter algum ridículo emprego dos sonhos, que sempre quis fazer – ser um romancista, um artista, um <em>designer</em>, um arquiteto, um médico, um empresário, um programador. No entanto, medo e dúvida o detiveram, fizeram você dispensar a idéia. Pode haver vários. Junte-os à lista, não importa o quão irreais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5. Aprenda, pergunte, tome notas.</strong> OK, você tem uma lista. Escolha um item dentro dela que o excite mais. Este é seu primeiro candidato. Agora leia sobre isso, converse com pessoas que tiveram sucesso no ramo (através de seus blogs, se os tiverem, ou email). Faça uma lista de coisas que precisa aprender, em que precisa se aprimorar, habilidades que pretende dominar, pessoas com quem conversar. Estude sobre isso, mas não demora demais antes de dar o passo seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6. Experimente, tente.</strong> É aqui o verdadeiro ponto do aprendizado. Caso ainda não o tenha feito, comece a praticar aquilo que escolheu. Talvez já tenha começado, e nesse caso pode pular para o próximo passo, ou escolher outro candidato que experimentar. Do contrário, comece agora – simplesmente faça-o. Pode ser na privacidade de sua própria casa, mas, tão rápido quanto possível, torne isso público da maneira que puder. Isso motiva a melhorar, fornece <em>feedback</em>, e sua reputação irá melhorar no mesmo passo. Preste atenção a como você se sente fazendo isso – é algo por que você espera, algo que te excita, que você ama compartilhar?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7. Apure as coisas.</strong> Eu recomendo escolher três a cinco coisas da sua lista, se ela for maior do que isso, e repetir os passos 5 e 6 com elas. Isso pode levar meses, ou talvez você já tenha aprendido sobre e testado todas. Então, é agora que você precisa se perguntar: o que deixa você mais excitado? O que você consegue se enxergar fazendo por anos (mesmo que não seja uma carreira tradicional)? Escolha uma, ou duas, no máximo, e foque-se nela(s). Você vai aplicar a ela(s) os três próximos passos: banir seus medos, encontrar o tempo e transformar isso em carreira, se possível. Se não der certo, você pode experimentar o próximo item da sua lista – não há vergonha alguma em tentar algo e fracassar, porque isso irá lhe ensinar lições valiosas, que o ajudarão a ter sucesso na próxima empreitada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8. Espante seus medos.</strong> Este é o maior obstáculo para a  maioria das pessoas  – dúvidas e medo do fracasso. Você irá enfrentá-lo e bani-lo. Primeiro, tome conhecimento dele, em vez de ignorá-lo ou negá-lo. Segundo, escreva-o, para externalizá-lo. Terceiro, sinta-o, e sinta-se bem mesmo com ele. Quarto, pergunte a si mesmo: “O que é o pior que pode acontecer?” Normalmente não é nada catastrófico. Quinto, prepare-se para fazê-lo de qualquer modo, e faça-o. Dê passos pequenos, tanto quanto possível, e esqueça o que pode acontecer – foque no que está efetivamente acontecendo, agora mesmo. E então, celebre seu sucesso, não importa o quão pequeno.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9. Encontre tempo.</strong> Não tem tempo para perseguir esta paixão? Faça-o surgir, caramba! Se  isso for uma prioridade, você encontrará o  tempo – reorganize sua vida até encontrá-lo. Isto pode significar ter que acordar mais cedo, ou fazê-lo depois do trabalho ou na hora do almoço, ou  nos  fins de semana. Provavelmente, implicará em cancelar alguns compromissos, simplificar seu trabalho de encaminhamento ou fazer vários trabalhos antecipadamente (como se estivesse saindo de férias). Faça o que for necessário.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10. Como se sustentar disso.</strong> É algo que não acontece do dia para a noite. Você precisa fazer algo, ser bom nisso, ser apaixonado pelo  que faz. Pode levar meses ou anos, mas, se você estiver se divertindo, isso é o mais importante. Quando você chegar ao  ponto  em que alguém lhe pagar para fazê-lo, você terá  encontrado o ouro – existem várias maneiras de ganhar a vida a partir deste ponto, como fazendo <em>freelances</em> ou consultoria, redigindo material de informação como <em>ebooks</em>, mantendo um blog e vendendo publicidade. De fato, eu recomendo manter um blog, se não já tiver um – isso irá ajudar a solidificar seu pensamento, construir uma reputação, encontrar pessoas que se interessam pelo que você faz, demonstrar seu conhecimento e paixão.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu disse que não iria ser fácil. É necessária muita reflexão e auto-descoberta, no início, em seguida muita coragem e aprendizado e experimentação, e finalmente muito compromisso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tudo isso vale a pena – cada segundo, cada grama de coragem e esforço. Porque no final, você terá algo que irá transformar sua vida de muitas maneiras, dará a você uma razão para pular da sua cama, fará você feliz  não importa o quanto esteja ganhando.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que você siga este guia e encontre sucesso, porque desejo a você nada menos que encontrar sua verdadeira paixão.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Escolha um trabalho que você ame, e não terá que trabalhar um único dia em sua vida.<br />
<small>(Confúcio)</small></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://18segundos.net/2009/12/o-pequeno-mas-poderoso-guia-para-descobrir-suas-paixoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Saudades daqui</title>
		<link>http://18segundos.net/2009/12/saudades-daqui/</link>
		<comments>http://18segundos.net/2009/12/saudades-daqui/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:51:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sávio</dc:creator>
				<category><![CDATA[yada]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://18segundos.net/2009/12/saudades-daqui/</guid>
		<description><![CDATA[Quando chegar em casa, vou procurar postar algo. Por ora, é só agüentar o chá de cadeira e a encheção de saco da UnB.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando chegar em casa, vou procurar postar algo. Por ora, é só agüentar o chá de cadeira e a encheção de saco da UnB.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://18segundos.net/2009/12/saudades-daqui/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Discurso para as eras</title>
		<link>http://18segundos.net/2009/09/discurso-para-as-eras/</link>
		<comments>http://18segundos.net/2009/09/discurso-para-as-eras/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 01:11:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sávio</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[conversas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://18segundos.net/?p=791</guid>
		<description><![CDATA[Trecho do filme O Egípcio (The Egypcian, EUA, 1954). Abaixo, transcrição/tradução dos diálogos, começando um pouco mais cedo que o ponto em que começa o filme, e termina um pouco depois.



Akhenaton
Eu bebi… a morte, Sinué?
Sinué
Sim, majestade.
Akhenaton
Assim seja. A culpa é minha. Me deu o que pedi, mas estava errado quando pedi. Fui um fraco. Pensei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Trecho do filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0046949/">O Egípcio</a> (<em>The Egypcian</em>, EUA, 1954). Abaixo, transcrição/tradução dos diálogos, começando um pouco mais cedo que o ponto em que começa o filme, e termina um pouco depois.</p>
<p style="text-align: center;"><p style="text-align:center;"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="511" height="321"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zlcqyezfpko&amp;rel=0&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/zlcqyezfpko&amp;rel=0&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="511" height="321" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></p></p>
<p><span id="more-791"></span></p>
<blockquote><dl>
<dt style="text-align: justify;">Akhenaton</dt>
<dd style="text-align: justify;">Eu bebi… a morte, Sinué?</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Sim, majestade.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Akhenaton</dt>
<dd style="text-align: justify;">Assim seja. A culpa é minha. Me deu o que pedi, mas estava errado quando pedi. Fui um fraco. Pensei que meu Deus havia me abandonado, mas não é assim, Sinué… Nem você o matou, como acredita que o fez. Horemheb tenta matá-lo destruindo seus templos, mas a casa de Deus é toda a criação. Destrua as  montanhas, esvazie os oceanos, dispa o céu das estrelas, e ainda assim não terá tocado em Deus. Agora vejo claramente. Pensei que Deus fosse a face do Sol, e foi assim que fiz sua imagem. Mas Deus é mais que isso… muito mais. O Sol é só um símbolo de seu calor, de seu poder criativo. Não é uma imagem, não é uma coisa palpável, mas o criador de todas as coisas… É o espírito de amor que vive dentro de nossos corações. Sou mais afortunado do que os outros homens, pois Ele me permitiu reconhecê-Lo. Fique perto de mim, Sinué amigo. Não posso vê-lo direito, mas não sinto dor.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Não lhe dei dor alguma, majestade.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Akhenaton</dt>
<dd style="text-align: justify;">Nem minha morte importa. Eu não era mais do que uma sombra, das coisas que virão. Uma voz que falou por Ele. Mas haverá outras vozes, mais claras que as minhas. Os corações dos homens não serão negados para sempre. Deus está dentro de todos nós. Um dia, chegará o momento que Sua voz se ouvirá, com palavras que não podem ser mal interpretadas. Os outros mentiram para mim, Sinué, mas acho que você realmente me amava. Deus perdoa tudo, Sinué. Ele o perdoará.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Pobre alma… ficou louco até o fim. Oferecerei sacrifícios aos deuses em nome dele. Não me recusarão agora, pois sou um deles. Sou o Egito! Sua taça, Sinué! Beba comigo… Beba pelo começo de um novo Egito!</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Horemheb, não beba isso, ou não será o Egito, nem nenhuma outra coisa!</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Como ousa?</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Ponha a coroa e procure a princesa. Ela ficará muito surpresa porque não é por você que espera, mas você pode prevalecer e tornar-se divino.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Você ousou mesmo!</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Você é o  faraó que o Egito deseja. Mas não foi por isso que lhe poupei… Não me agradeça pela sua vida. Agradeça a esse pobre tolo, doente aqui, pois foi ele quem salvou nós dois.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Me salvou? Está louco também? Sou o faraó!</dd>
<dd style="text-align: justify;">(…)</dd>
<dt style="text-align: justify;">Mikere</dt>
<dd style="text-align: justify;">Silêncio! O Faraó está vindo. De joelhos. De joelhos, diante do deus vivo!</dd>
<dd style="text-align: justify;">Majestade! Os comandantes dos exércitos derrotados rogam clemência ao faraó.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Tratarei deles mais tarde. Deixem o médico se aproximar!</dd>
<dt style="text-align: justify;">Mikere</dt>
<dd style="text-align: justify;">Ajoelhe-se!</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Deixe-o de pé. Quais as acusações contra esse homem?</dd>
<dt style="text-align: justify;">Mikere</dt>
<dd style="text-align: justify;">Manifestou-se em público contra o Faraó. Depreciou as vitórias do faraó na Síria e em terra dos hititas. Blasfemou contra os deuses e cometeu outros atos de traição.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Uma vez ficamos juntos em frente a esse trono, e você pediu para poupar minha vida. Há alguém disposto a interceder por esse homem?</dd>
<dd style="text-align: justify;">(Silêncio)</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">E você, minha esposa devotada?</dd>
<dt style="text-align: justify;">Baketamon</dt>
<dd style="text-align: justify;">Não.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Terá de falar por si mesmo, doutor.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Não por mim, majestade, mas por aquele cuja memória tentou fazer esquecer, cujo respeitável nome tentou destruir. Por Akhenaton!</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Você ostenta sua traição na minha cara? Esse nome está proibido! Tome cuidado, doutor, ou eu vou…</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Vá, vá, o que quiser. Ganhará alguma outra batalha? Conquistará terras sem conhecer a derrota? Levará o Egito à gloria, e irá assisti-lo morrer? Vivemos na decadência de nosso mundo, Horemheb… E você representa essa decadência. As nações crescem apenas para cair. Reis constroem monumentos poderosos só para se transformarem em poeira. A glória é efêmera como uma sombra. Todas essas coisas levam em si a semente da morte. Apenas um pensamento pode resistir, apenas uma grande verdade que pode crescer e prosperar, e uma verdade nunca pode ser morta. Passa em segredo, do coração de um homem para outro. É dado ao filho pelo leite da mãe.</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemhen</dt>
<dd style="text-align: justify;">Está tentando dizer que vai lutar contra mim?</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Oh! Você venceria também essa… pois se falhar em me calar, sabe o que farei?</dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">Que fará, doutor?</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Andarei entre as pessoas e tentaria responder as perguntas que queimam seus corações. A pergunta que tem me perseguido a vida inteira e em todos os lugares que passei no mundo, e que me foi respondida por um homem moribundo. Vestirei roupas de escravo, tirarei as sandálias dos pés, e falarei às esposas enquanto fritam  seus peixes à margens do rio. Aos carregadores das docas, aos ferreiros em suas forjas, aos escravos com suas brincadeiras. E lhes direi: um homem não pode ser julgado pela cor de sua pele, por suas roupas, suas jóias ou seus triunfos, mas apenas por seu coração. Um homem bom é melhor que um homem mau. Justiça é melhor que injustiça. Aquele que usa piedade é superior àquele que usa violência, apesar de o último considerar-se Faraó, e tornar-se o senhor da terra. Temos somente um Senhor: o Deus que nos criou a todos. Apenas a Sua verdade é imortal, e  em Sua verdade, todos os homens são iguais. Nenhum homem é exclusivo. </dd>
<dt style="text-align: justify;">Horemheb</dt>
<dd style="text-align: justify;">A sentença: exílio por toda a vida!</dd>
<dd style="text-align: justify;">(…)</dd>
<dt style="text-align: justify;">Sinué</dt>
<dd style="text-align: justify;">Escrevi isso para você, meu filho, onde você estiver, e para seus filhos e os filhos de seus filhos. É uma herança muito pobre… Mas é tudo o que tenho.</dd>
</dl>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Filmão. Recomenado, assim como a trilha sonora – se alguém quiser baixar, só seguir <a href="http://rapidshare.com/files/190748989/The_Egyptian-BERNARD_HERRMANN___ALFRED_NEWMAN.rar">este link aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://18segundos.net/2009/09/discurso-para-as-eras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A verdade sobre o mundo acadêmico</title>
		<link>http://18segundos.net/2009/08/a-verdade-sobre-o-mundo-academico/</link>
		<comments>http://18segundos.net/2009/08/a-verdade-sobre-o-mundo-academico/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 18:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sávio</dc:creator>
				<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[diversões]]></category>
		<category><![CDATA[gente grande]]></category>
		<category><![CDATA[merdas]]></category>
		<category><![CDATA[academicidades]]></category>
		<category><![CDATA[monografia]]></category>
		<category><![CDATA[orientador]]></category>
		<category><![CDATA[parábolas]]></category>
		<category><![CDATA[verdades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://18segundos.net/?p=779</guid>
		<description><![CDATA[Recebi este texto por email, de uma amiga. Não sei quem é o autor, mas quem tá escrevendo monografia / tese / dissertação como eu já deve ter se tocado de que é a mais pura verdade…
* * *
Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com seu notebook e pôs-se a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Recebi este texto por email, de uma amiga. Não sei quem é o autor, mas quem tá escrevendo monografia / tese / dissertação como eu já deve ter se tocado de que é a mais pura verdade…</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p style="text-align: justify;"><span>Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com seu <em>notebook</em> e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Hummmm… e qual é o tema da sua tese?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>A raposa ficou indignada:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Ora! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu te mostro minha prova experimental.</span></p>
<p><span id="more-779"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois… silêncio. Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda e resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Olá, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>O lobo não se conteve com a petulância do coelho:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Ah! Ah! Ah! Ah! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>– Desculpe-me, mas, se você quiser, posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e… silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme LEÃO, satisfeito, bem alimentado, palitando os dentes.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span>MORAL DA HISTÓRIA:</span></h3>
<ol>
<li><span>Não importa quão absurdo seja o tema de sua tese;</span></li>
<li>Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;</li>
<li>Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria;</li>
<li>Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos;</li>
<li><span>O que importa é QUEM É O SEU ORIENTADOR…<br />
</span></li>
</ol>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://18segundos.net/2009/08/a-verdade-sobre-o-mundo-academico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Carnivàle</title>
		<link>http://18segundos.net/2009/08/carnivale/</link>
		<comments>http://18segundos.net/2009/08/carnivale/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 23:57:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sávio</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[diversões]]></category>
		<category><![CDATA[elucubrações]]></category>
		<category><![CDATA[bem e mal]]></category>
		<category><![CDATA[Carnivàle]]></category>
		<category><![CDATA[circo]]></category>
		<category><![CDATA[despertar]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[seriados]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[tevê]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://18segundos.net/?p=754</guid>
		<description><![CDATA[Domingo passado, terminei de assistir as duas temporadas de Carnivàle, seriado fantástico torpemente cancelado pela HBO devido à queda na audiência, que não compensava o elevado custo de produção. Ambientada nos Estados Unidos da década de 1930, em plena Grande Depressão (época a que o autor da série se refere como a última grande era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://18segundos.net/wp-content/uploads/2009/08/carnivale-1.jpg"><img class="size-full wp-image-756 alignleft" title="carnivale-1" src="http://18segundos.net/wp-content/uploads/2009/08/carnivale-1.jpg" alt="Personagens da 1ª temporada de Carnivàle" width="430" height="323" /></a>Domingo passado, terminei de assistir as duas temporadas de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carniv%C3%A0le">Carnivàle</a>, seriado fantástico torpemente cancelado pela HBO devido à queda na audiência, que não compensava o elevado custo de produção. Ambientada nos Estados Unidos da década de 1930, em plena Grande Depressão (época a que o autor da série se refere como <em>a última grande era da magia</em>), <em>Carnivàle</em> é uma batalha épica entre o Bem e o Mal.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1934, o jovem de 18 anos chamado Ben Hawkins (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001763/">Nick Stahl</a>) vê sua mãe falecer, enquanto sua pequena propriedade rural, em Milfay, Oklahoma, é tomada por um banco, e acaba sendo acolhido por um circo. Enquanto isso, em Mintern, Califórnia, um pastor metodista, o Irmão Justin Crowe (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000317/">Clancy Brown</a>), esforça-se por estabelecer um local de culto para os imigrantes que chegavam de vários Estados, fugindo do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dust_Bowl"><em>dust bowl</em></a> e da recessão econômica. Ambos passam a compartilhar sonhos e visões surreais que os colocam em busca do mesmo homem, Henry Scudder, e descobrem ser portadores de dons fantásticos. E há ainda a jovem cartomante Sofie (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0245112/">Clea DuVall</a>), em busca de um lugar onde se sinta em casa…</p>
<p style="text-align: justify;">A série tem toda uma complexa mitologia, infelizmente ainda não totalmente explicada, devido ao cancelamento prematuro. (Previstas inicialmente seis temporadas, apenas duas foram produzidas). A produção, como era de se esperar de uma série da HBO, é impecável. As atuações são das boas, a história é excelente, a estética é fascinante, e a trilha sonora composta por <a href="http://www.lastfm.com.br/music/Jeff+Beal">Jeff Beal</a> é formidável, feita como se fosse para cinema. Saca só:</p>
<p style="text-align: justify;">[Veja o post para ouvir]</p>
<p><span id="more-754"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A história (fodástica, como já disse) desperta inúmeras questões filosóficas acerca de dualismo, fatalismo, dentre outros pontos interessantes – tanto que me sinto obrigado a assistir tudo de novo, para apreender melhor os fatos narrados e aprofundar minhas considerações acerca dos pontos levantados sobre a série, mas não é sobre isso que pretendo escrever aqui. Já se falou muito sobre o assunto desde o lançamento da mesma em 2003, e minhas considerações estão ainda muito cruas para lançar algo novo sobre o assunto. Também não é minha intenção fazer uma resenha do seriado, essas existem aos montes. Aqui, digo apenas que minha avaliação é muito positiva, e recomendo fortemente a quem quiser assistir. O que acho interessante é que esta série me deu vontade de fugir com o circo.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso mesmo: fiquei com vontade de fugir com o circo. A realidade mostrada em <em>Carnivàle</em> é dura, sofrida, nem um pouco hospitaleira. Os membros do circo, quando não são aberrações, são pessoas completamente deslocadas da sociedade, e a maioria permanece nele apenas por inércia, ou por não ter outro lugar para onde ir. Sofie quer fugir do circo. Ben também não pertence a ele, mas segue em frente mesmo assim. Justin odeia tanto o circo quanto seus integrantes, e ninguém é verdadeiramente feliz dentro dele – tanto que o tom da série é meio sombrio e melancólico, com cor de poeira e jeito de coisa velha, surrada. Também a música (como não poderia deixar de ser) contribui para o clima dramático da série:</p>
<p style="text-align: justify;">[Veja o post para ouvir]</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, como disse a Sofie no episódio piloto: <em>“The people in these towns, they&#8217;re asleep. All day at work, at home, sleepwalkers. We wake &#8216;em up”</em>. As pessoas nas cidades estão dormindo. Todo dia no trabalho, em casa, sonâmulas. O pessoal do circo – as aberrações, as pessoas deslocadas, o incomum – é que as despertam, que as chamam para outra realidade que não a vida sonâmbula de casa – faculdade – trabalho – birita pra esquecer as mágoas – casa. Uma excelente metáfora para a busca mística, sem dúvida, mas meu desejo de fugir com o circo, ao ver a série, não se resumiu ao simbólico. De vontade de acompanhar mesmo, fisicamente, uma feira ambulante. Não precisaria ser pelo interior dos Estados Unidos durante a Grande Depressão: pelo interior do Brasil durante os dias de hoje já estaria de bom tamanho: a realidade, apesar de diferente, ainda é dura e pouco acolhedora.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que provavelmente nunca irei fugir com o circo, mas todo o mundo tem uns sonhos malucos (e, ironicamente, de certa forma também meio clichês), não é mesmo? Fugir para um lugar semi-deserto e meio paradisíaco, e abrir um restaurantezinho. Virar hippie. Viajar dirigindo um caminhão. Pôr a mochila nas costas e sair caminhando em busca de aventuras. Meu sonho maluco e clichê passou a ser fugir com o circo. Preferencialmente, um circo de aberrações como os que se viam antigamente, e hoje não existem mais. Quem sabe encontrar deus e o diabo por aí… Quem sabe <em>despertar…</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://18segundos.net/wp-content/uploads/2009/08/carnivale_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-761" title="carnivale_01" src="http://18segundos.net/wp-content/uploads/2009/08/carnivale_01.jpg" alt="carnivale_01" width="405" height="217" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Meu lugar, claro, continua sendo aqui, no conforto de uma cidade (interessante notar que aqui em Brasília acabou a estação da lama e está começando a da poeira – tudo que ver com o <em>dust bowl</em>, hein? <img src='http://18segundos.net/wp-content/plugins/smilies-themer/tango-gnome/face-smile-big.png' alt=':grin:' class='wp-smiley' /> ), mas fazia tempo que não via um seriado tão bom e tão viciante. Para que não acabe me perdendo com as metáforas sobre fugir com o circo para despertar, apenas deixo registradas minha indignação com o cancelamento da série, bem como com a recusa da HBO em liberar a história e os personagens para a conclusão, e a recomendação fortíssima de que assistam a esse seriado tão intrigante, e bem mais instigante que qualquer série do JJ Abrams.</p>
<p style="text-align: justify;">E, claro, deixo também um pouquinho mais de música. Só eu que acho o comecinho desta peça parecido com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iT88jBAoVIM"><em>Amazing Grace</em></a>?</p>
<p style="text-align: justify;">[Veja o post para ouvir]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://18segundos.net/2009/08/carnivale/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
